Álgebra Linear – Vetores em R

n
81
Profª(s) MSc.Elisa Netto Zanette, MSc. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.Ledina Lentz Pereira
UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE
ÁLGEBRA LINEAR

C
CCA
AAP
PPÍ
ÍÍT
TTU
UUL
LLO
OO I
III
II
V VE ET TO OR RE ES S E EM M R R
N N

esta unidade, vamos abordar a álgebra dos vetores no enfoque algébrico e
geométrico. Como afirma Winterle
1
(2000), a grande vantagem da abordagem
geométrica é possibilitar a visualização dos conceitos, o que favorece seu entendimento.
Essencialmente, toda a geometria pode ser desenvolvida em linguagem algébrica. Como
afirmam Kaplan
2
e Lewis (1975, p.57) “em vez de combinar pontos e retas na maneira
geométrica usual, nós realizamos operações algébricas em certos objetos denominados
vetores”. As leis algébricas que os orientam são similares às aplicadas aos números. Por
exemplo, se u e v são vetores então u+v = v+u. De forma similar, os teoremas da
geometria, tornam-se teoremas da álgebra dos vetores com ênfase nas equações, identidades
e desigualdades ao invés de ênfase nos conceitos geométricos como congruência, semelhança
e interseção de linhas.
Os temas abordados neste capítulo são:

1 Introdução: Retas e Segmentos Orientados ................................................................. 82
2 Vetores: Definições................................................................................................... 84
2.1 Grandezas Escalares e Vetoriais ........................................................................... 84
2.2 Proposições: Vetores opostos, nulos, iguais, colineares e livres ................................ 86
Lista 1 de Atividades ............................................................................................. 88
3 Vetores no Plano e Vetores no Espaço ......................................................................... 88
3.1 Expressão analítica de um vetor no plano (R
2
)........................................................ 88
3.2 Vetor Definido por Dois Pontos: Vetor Livre............................................................ 89
3.3 Expressão analítica de um vetor no espaço (R
3
) ..................................................... 90
Lista 2 de Atividades ............................................................................................. 93
4 Operações com Vetores ............................................................................................. 93
4.1 Adição e Subtração de Vetores ............................................................................. 93
4.2 Multiplicação de escalar por um vetor.................................................................... 94
4.3 Análise Geométrica da Adição de Vetores e Multiplicação por Escalar ........................ 95
4.4 Aplicações de Adição de Vetores e Multiplicação por Escalar ....................................101
4.4.1: Combinação Linear de vetores .....................................................................101
4.4.2: Dependência e Independência Linear de Vetores ............................................102
4.4.3: Bases do Plano de do Espaço .......................................................................103
Lista 3 de Atividades ............................................................................................104
5 Produto Interno (ou Produto Escalar), Vetorial e Misto..................................................106
5.1 Produto Interno (ou escalar) ...............................................................................106
5.2 Produto Vetorial ................................................................................................107
5.2.1 Propriedades...............................................................................................108
5.3 Produto Misto....................................................................................................108
5.3.1 Propriedades...............................................................................................109
5.4 Aplicações de Produto de Vetores: Interpretação Geométrica ..................................110
5.4.1 Produto Vetorial e Área de Paralelogramo.......................................................110
5.4.2 Produto Misto e Volume do Paralelepípedo......................................................111
5.4.3 Produto Misto e Vetores Coplanares ...............................................................112
6 Módulo ou Norma de um Vetor ..................................................................................113
6.1 Definição de módulo do vetor:.............................................................................113
6.2 Proposições: .....................................................................................................114

1
WINTERLE, Paulo. Vetores e Geometria Analítica. SP: Makron Books, 2000.
2
KAPLAN, Wilfred; LEWIS, Donald J. Cálculo e Álgebra Linear. RJ: LTC, 1975.

N
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6.3 Vetor Unitário e Versor de um Vetor: ...................................................................115
6.4 Módulo de Vetor Livre ........................................................................................116
Lista 4 de Atividades ............................................................................................118
7 Ângulos e Vetores: Paralelismo e Ortogonalidade.........................................................119
7.1 Ângulo de dois vetores:......................................................................................119
7.2 Decomposição de um vetor v = P(x,y) .................................................................122
7.3 Ângulos Diretores e Cossenos Diretores de um Vetor .............................................122
7.4 Paralelismo de dois vetores.................................................................................123
7.5 Ortogonalidade de dois vetores ...........................................................................125
Lista 5 de Atividades ............................................................................................125
Atividade Complementar.......................................................................................126
Bibliografia ................................................................................................................127
1 Introdução: Retas e Segmentos Orientados
ara compreender o conceito de vetores vamos rever alguns conceitos básicos de reta
orientada e segmentos:

1.1 Reta Orientada: Eixo

Uma reta r é orientada quando fixa nela um sentido de percurso, considerado positivo e
indicado por uma seta.
r




O sentido oposto é negativo. Uma reta orientada é denominada de eixo.

1.2 Segmento Orientado

Um segmento orientado é determinado por um par ordenado de pontos. O primeiro é
chamado origem do segmento, o segundo chamado extremidade. O segmento orientado
de origem A e extremidade B é representado por AB e, é geometricamente, indicado
por uma seta que caracteriza visualmente o sentido do segmento.


1.3 Medida de um Segmento

Fixada uma unidade de comprimento, cada segmento orientado pode-se associar um
número real, não negativo, que é a medida do segmento em relação aquela unidade. A
medida do segmento orientado é o seu comprimento ou seu módulo. O comprimento do
segmento AB é indicado por AB .
Assim, o comprimento do segmento AB representado na figura abaixo é de 5 unidades de
comprimento (u.c.):
AB = 5 u.c.

Observe que: Os segmentos podem ser também, nulos ou opostos:

• Segmento Nulo: Quando a extremidade do segmento coincide com a origem. Os
segmentos nulos têm comprimento igual a zero.

P
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• Segmentos Opostos: Se AB é um segmento orientado, o segmento orientado BA é
oposto de AB. Note que, a medida dos segmentos opostos é a mesma, AB = BA.


1.4 Direção e Sentido do segmento orientado

Dois segmentos orientados não nulos AB e CD têm a mesma direção se, as retas
suportes desses segmentos, são paralelas ou coincidentes.

Retas paralelas: segmentos com mesma
direção e sentido
Retas paralelas: segmentos com mesma
direção e sentido contrário



Retas coincidentes: segmentos com mesma
direção e sentido
Retas coincidentes: segmentos com mesma
direção e sentido contrário

Observações:

• Podemos comparar os sentidos de dois segmentos orientados somente quando
eles têm mesma direção.
• Dois segmentos orientados opostos têm sentidos contrários.

1.5 Segmentos Eqüipolentes

Dois segmentos orientados AB e CD são eqüipolentes quando têm a mesma direção, o
mesmo sentido e o mesmo comprimento.

Se os segmentos orientados AB e CD não pertencem à mesma reta. Para que AB seja
eqüipolente a CD é necessário que AB//CD (// significa paralelos) e AC//BD, isto é,
ABCD deve ser um paralelogramo.




Observações:
• Dois segmentos nulos são sempre eqüipolentes.
• A eqüipolência dos segmentos AB e CD é representada por AB ~ CD.

Propriedades da Eqüipolência
(1) AB ~ AB (reflexiva).
(2) Se AB ~ CD, CD ~ AB (simétrica).
(3) Se AB ~ CD e CD ~ EF, AB ~ EF (transitiva).
(4) Dado o segmento orientado AB e um ponto C, existe um único ponto D tal que
AB~CD.



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Fig.1
2 Vetores: Definições

2.1 Grandezas Escalares e Vetoriais

xistem dois tipos de grandezas: as escalares e as vetoriais.
As grandezas escalares são determinadas por um valor (número) e uma unidade.
Exemplo: comprimento, área, volume, etc. Quando afirmamos que a altura de um
quadro é de 1,5 m ou que o volume da caixa é de 20 dm
3
estamos determinando a grandeza
escalar. Em várias aplicações físicas, por exemplo, existem determinadas grandezas, como
temperatura e pressão, que possuem somente “magnitude” e podem ser representadas por
números reais (grandezas escalares).
Entretanto, existem outras grandezas, como força, velocidade, aceleração, deslocamento
e impulso que, para serem completamente identificadas, precisam, além da “magnitude”
(módulo), da “direção” e do “sentido”. Estes são exemplos grandezas vetoriais ou vetores.

Definição 1: Vetores são grandezas que, para serem identificadas, precisam da
magnitude, da direção e do sentido.
Assim, um vetor tem três características: módulo (ou magnitude), direção e sentido.
• A direção é dada pela reta que contém o segmento.
• O sentido é dado pelo sentido do movimento do segmento.
• A magnitude (ou módulo) é o comprimento do segmento. Indicamos por duas
barras verticais: |v| (Lê-se: módulo de v)

A representação geométrica de um vetor é um segmento orientado de reta: AB, CD, ...


Definição 2: Vetor é um conjunto de todos os segmentos orientados
eqüipolentes
3
a um segmento AB ou seja, com mesma direção, comprimento e
sentido.

Note que neste conceito, desconsideramos a idéia de grandezas
vetoriais e o vetor é compreendido a partir de um segmento
orientado
4
. Onde, dois ou mais segmentos orientados de mesmo
comprimento, mesma direção (são paralelos ou colineares) e mesmo
sentido são representantes de um mesmo vetor v. (Fig.1)

Na Figura 2, os vetores u e v são iguais (eqüipolentes) e
representam um mesmo vetor. Idem para os vetores x e w. O mesmo
não ocorre com os vetores s, t e m, n. Todos têm o mesmo comprimento,
mas não tem a mesma direção e sentido.

3
Equivalentes.
4
Um segmento está orientado quando nele se escolhe um sentido de percurso, considerado positivo.
E
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Fig.2
Note que:
• Os vetores u e v têm a mesma direção e o mesmo sentido.
• Os vetores w e x têm a mesma direção e o mesmo sentido.
• Os vetores s e t têm a mesma direção e sentidos contrários.
• Os vetores m e n têm diferente direção.
Observe que, vetores paralelos têm a mesma direção e que cada direção pode ser associada a
dois sentidos: sentidos iguais ou sentidos contrários.

Definição 3: Um vetor é um conjunto de números que pode ser escrito como v = (v
1
,
v
2
,..., v
n
). O vetor v é um vetor de dimensão n, ou seja, têm n elementos (escalares).

Esta lista ordenada de n escalares pode ser representada na forma de linha
v = (v
1
, v
2
, v
3
,.... v
n
) ou em forma de coluna (matriz):
v =
(
(
(
(
¸
(

¸

n
v
v
v
...
2
1

O termo escalar é usado com o significado de um número real. Os escalares v
1
, v
2
,
v
3
,..., v
n
são chamados de coordenadas ou componentes do vetor v.
Vetores são geralmente representados por letras minúsculas em negrito (v), e seus
elementos são geralmente representados em letras minúsculas com um subscrito (v
i
). A
letra usada para os elementos é normalmente a mesma letra utilizada para o vetor. O
subscrito representa o índice do elemento do vetor. Por exemplo, v
2
é o segundo
elemento do vetor. A notação v
i
indica o i-ésimo elemento do vetor.

Note que: Podemos representar um vetor de duas formas:
(1) Geometricamente: vetor é um segmento de reta orientada.



(2) Algebricamente: vetor é um par ordenado (plano) ou uma terna ordenada
(espaço tridimensional) ou ainda uma n-úpla ordenada (espaço n-dimensional)
de números reais.
2
2 1
) , ( IR x x v ∈ =
3
3 2 1
) , , ( IR x x x v ∈ =
4
4 3 2 1
) , , , ( IR x x x x v ∈ =
.....................................
n
n
IR x x x x x v ∈ = ) ,... , , , (
4 3 2 1


• Somente os vetores em R
2
e R
3
podem ser representados geometricamente.
• Em geral, consideramos apenas os segmentos orientados como ponto inicial na
origem (0,0) ou (0,0,0), denominados “vetores do plano” e “vetores no espaço”.
É importante notar que os vetores no plano e no espaço são determinados
exclusivamente pelo seu ponto final, pois o ponto inicial é fixo na origem.
B
A
Indica-se por v = AB
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Exemplo 1: Uma fábrica produz 4 tipos diferentes de artigos. Numa semana são vendidas 300
unidades do artigo A, 400 unidades do artigo B, 200 unidades do artigo C e 250 unidades do
artigo D. Os preços de venda por unidade de artigo são, respectivamente, R$ 25,00, R$ 32,00,
R$ 12,00 e R$ 41,00.
A quantidade total dos artigos, na ordem A, B, C e D, vendidos numa semana, pode ser
representada pelo vetor q = (300, 400, 200, 250) e, o vetor p = (25, 32, 12, 41) indica o
preço (em reais, R$) de venda por unidade de artigos, na ordem dada.

Exemplo 2: O vetor u = (2,3,4) tem dimensão 3, então dizemos que v ∈ R
3
; O vetor v =
(2,3,4,-3,5) tem dimensão 5, então dizemos que v ∈ R
5
; Os vetores w = ( 1, 3, 3 , -4) e z =
( -3, 5, -1, 0) têm quatro componentes e portanto são vetores do R
4
.

2.2 Proposições: Vetores opostos, nulos, iguais, colineares e livres

Proposição 1: Dado um vetor v= AB, o vetor BA é o
oposto de AB e indicamos por (- AB) ou (-v). Todo vetor v não nulo,
tem um vetor oposto (-v)=(-v
1
,-v
2
) com mesmo módulo e mesma
direção, porém com sentido contrário.
Exemplo: Se u=(2,-4), então –u=(-2,4)

Proposição 2: Se todas as componentes do vetor são nulas, o vetor é dito nulo
5

ou vetor zero indicado por 0 = (0,0,0,...,0).
Proposição 3: Dois ou mais segmentos orientados
representam o mesmo vetor (vetores iguais) se têm o mesmo
comprimento, mesma direção e mesmo sentido, independente de ter
ou não, origens em pontos diferentes.
Por exemplo, num paralelogramo ABCD, os segmentos orientados AB e CD determinam o
mesmo vetor v, onde v CD AB = =
O ponto A é denominado ponto inicial ou origem do vetor
v e o ponto B é denominado ponto final ou extremidade
do vetor. Idem para os pontos C e D. Assim, cada ponto
do espaço pode ser considerado como origem de um
segmento orientado que é representante do vetor v.
O vetor v é chamado vetor livre porque o segmento que o representa pode ter sua origem
colocada em qualquer ponto do plano.

Algebricamente, dois vetores são iguais (ou eqüipolentes), se todas as componentes do
vetor são iguais. Assim, u = (x
1
, y
1
) e v = (x
2
, y
2
) são iguais se, e somente se x
1
= x
2
e y
1
= y
2

e escreve-se u=v.

Exemplo 1: Os vetores u= (3,5) e v = (a, 5) são iguais se a = 3.

Exemplo 2: Determinar o valor de x e y para u=v, com u=(x+1, 4) e v=(5, 3y-8).
Resolução: Devemos fazer x+1 = 5 e 3y – 8 = 4 e obtemos x = 4 e y = 4.

5
Vetor nulo: Os segmentos nulos, por serem eqüipolentes entre si, determinam um único vetor, chamado vetor
nulo ou vetor zero, e que é indicado por 0 ou v=0 = (0,0,0,...,0). É o vetor cuja origem coincide com a
extremidade, não tem direção e sentido definidos. Segundo Winterle (2000) o vetor nulo é considerado paralelo a
qualquer vetor. Em IR
2
e IR
3
, o vetor nulo indica a origem do sistema plano e espacial, respectivamente.
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A B
C
F E
H G
D
Proposição 4: Dois vetores

u e

v com a mesma direção são chamados de
vetores colineares ou paralelos. Assim,

u e

v são colineares se tiverem representantes
AB e CD pertencentes a uma mesma reta ou em retas paralelas.


Proposição 5: Dois vetores

u e

v ou mais, são vetores coplanares se
pertencerem a um mesmo plano π.







Fig.(a):

v ,

u e

w são coplanares














Fig.(b):

v ,

u e

w são coplanares Fig.(c):

v ,

u e

w não são coplanares


Exemplo
6

Observe o paralelepípedo retângulo:
Podemos afirmar que:
(a) BF DH =
(b) FG AB, e EG são coplanares
(c) AE e BF são colineares
(d) AB é ortogonal ao plano BCG
(e) DC é paralelo ao plano HEF




WINTERLE, 2000, p.6
Importante: dois vetores

v e

u quaisquer são
sempre coplanares, pois podemos sempre tomar
um ponto no espaço e, com origem nele, imaginar os
dois representantes de

v e

u pertencendo a um
plano π que passa por esse ponto.
Três vetores poderão ser coplanares ou não (Fig c).
π
α

u

v


w

w

u

v
π
π

v

w

u
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A
AAg
ggo
oor
rra
aa,
,, t
tte
een
nnt
tte
ee v
vvo
ooc
ccê
êê!
!! Resolva as atividades
Lista 1 de Atividades
7


1. A figura abaixo é constituída de nove quadrados congruentes (do mesmo tamanho).
Verifique se as igualdades são verdadeiras. Analise e justifique.

a) AB = OF
b) AM = PH
c) BC = OP
d) BL = - MC
e) DE = - ED
f) AO = MG
g) KN = FI
h) AC // HI
i) JO // LD
j) AJ // FG
k) AB ⊥ EG
l) AM ⊥ BL
m) PE ⊥ EC
n) PN ⊥ NB
o) PN ⊥ AM
p) AC = FP


2. A partir do paralelepípedo retângulo podemos afirmar que:




a) AB = -HG
b) AB ⊥ CG
c) AF ⊥ BC
d) AC=HF
e) AG=DF
f) BG // ED

g) AB, BC e CG são coplanares.
h) AB, BG e CF são coplanares.
i) AB é ortogonal ao plano BCG
j) DC é paralelo ao plano HEF
k) AC, DB e FG são coplanares.

3) Encontre se possível os valores de x e y tais que:
a) (2,x,1,3) = (2,5,y,3) c) (1,x,-3) = (2,3)
b) (1,2x-12) = (1,-5) d) (x,x+y) = (y-2,6)

4) Determine os valores de x e y, de forma que os vetores sejam iguais.
(a) (4x-5, 7) = (2x – 4, y+
2
13
)
(b) (x
2
– 5x + 4, 2x – 2) = (0, 6)
(c) ( x , 7) = (2, 3y-5) (d) ( x , 2x+5) = (4, 5x-1)

Respostas:
1) São verdadeiros: a, b, d, e, f, h, j, k, l, n, o e p. São falsos, c, g, i, m; 2) As afirmações são verdadeiras, exceto (a),
(c), (g) e (h); 3a) x=5 e y=1; b) x = 7/2; c) Não ∃ solução pois os vetores pertencem a dimensões diferentes; d) x=2
e y=4; 4a) x = y= 0,5; b) x = 4; c) x = 4 = y; d) não existe x


3 Vetores no Plano e Vetores no Espaço


estudo dos vetores em geral é relacionado a sua representação geométrica que se
caracteriza num segmento de reta orientado como vimos até aqui. Mas, há outra forma
de representá-los. Assim, vamos estudar os segmentos orientados relacionados com os
sistemas de eixos cartesianos do plano (R
2
) e do espaço (R
3
).
3.1 Expressão analítica de um vetor no plano (R
2
)

O conjunto R
2
= R x R = {(x,y), ∀ x, y ∈ R} é interpretado
geometricamente como sendo o plano xOy do sistema cartesiano
ortogonal. É o conjunto formado por todos os vetores com duas
coordenadas reais x e y. Vetores que pertencem ao R² são conhecidos
como pares ordenados de números reais. Geometricamente, todo

7
(WINTERLE, 2000, p.6)
O
A B
C
F E
H G
D
paralelos
perpendiculares
módulo
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vetor v= AB desse plano, tem sempre um representante equivalente OP, cuja origem é a
origem do sistema cartesiano (0,0).

No estudo algébrico dos vetores, utiliza-se em geral, os vetores v=OP, ditos vetores no
plano e que são vetores definidos por um ponto extremo do segmento com origem no
ponto (0,0).

Exemplo 1: Representação no plano do vetor v e do ponto P(x,y). Todo ponto P(x,y) do
plano, está associado a um único vetor v = OP com v = (x, y)
sendo x e y as coordenadas de P e as componentes do vetor v,
também denominadas de coordenadas do vetor.

Exemplo 2: Representação no plano cartesiano do vetor v = (3,2) ∈
R
2
. Note que, v = (3, 2) ou v =
(
¸
(

¸

2
3
∈ R², são formas de
representação do vetor v.

OBS: Na Geometria Analítica analisa-se o vetor e sua representação a partir de uma base
} , { j i = {(1,0), (0,1)} onde é estabelecida a correspondência biunívoca entre vetores no plano
e os pares ordenados (x, y) de números reais.

Nestas condições, a cada vetor v do plano pode-se associar um par (x, y) de números reais
que são suas componentes na base dada, razão porque se define:

Vetor no plano é um par ordenado (x,y) de números reais e se representam por
) , ( y x v = que é a expressão analítica de v. A primeira componente x é chamada
abscissa e a segunda y, ordenada.

Exemplo 3: Podemos escrever v = (3,-5) ou v = 3i-5j. Veja outros exemplos:

) 0 , 0 ( 0
) 1 , 0 (
) 0 , 1 (
) 0 , 10 ( 10
) 3 , 0 ( 3
) 1 , 1 (
=
=
=
¦
¦
)
¦
¦
`
¹
− = → − =
= → =
− = → + − =
j
i
mente Particular
v i v
v j v
v j i v

Desta forma, o plano pode ser compreendido como um conjunto de pontos ou um conjunto de
vetores.
3.2 Vetor Definido por Dois Pontos: Vetor Livre

númeras vezes um vetor é representado por um segmento orientado que não parte da
origem do sistema. Nestes casos, temos os vetores livres.
Por exemplo, consideramos o vetor AB de origem no ponto A(x
1
, y
1
) e extremidade em
B(x
2
,y
2
). O vetor AB é um vetor livre.

Como, já se afirmou anteriormente, no estudo algébrico dos vetores, utiliza-se em geral, os
vetores definidos por um ponto que é o extremo do segmento com origem no ponto (0,0).

A partir de um vetor livre v = AB podemos encontrar o seu vetor equivalente, definido por um
ponto, que parte da origem do sistema (0,0). Para isso, fazemos:
A B AB − =
) , ( ) , (
1 1 2 2
y x y x AB − =
I
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) , (
1 2 1 2
y y x x AB − − = = v (vetor definido por um ponto)

Representação Geométrica
Vetor Livre Vetor definido por um ponto extremo com
origem em (0,0).


Exemplo 1: Para A = (-3,2) e B = (-1,4). O
segmento AB é um vetor livre.

Fazendo AB = B-A
= (-3,2)-(-1,4)
= (-3+1,2-4)
= (-1, -2) = v
O vetor v = (-1,-2) é equivalente ao vetor livre
AB e parte da origem (0,0) do sistema.


Assim, obtemos um vetor v a partir do vetor livre AB, subtraindo as coordenadas do ponto B
das coordenadas do ponto A, ou seja, v = B-A. O vetor v encontrado representa o mesmo
vetor AB. É importante lembrar que um vetor tem infinitas representações que são os
segmentos orientadores com mesmo comprimento, direção e sentido. Entretanto, dentre estas
infinitas representações, o que melhor caracteriza o vetor é aquele que
tem sua origem no ponto O (0,0) e extremidade em P(x,y).

Exemplo 2: Dados os pontos A=(0,1) e B=(1,2), determine o vetor v que
parte da origem e é equivalente ao vetor livre AB .
Resolução: v = AB = B – A = (1,2) – (0,1) = (1, 1)

3.3 Expressão analítica de um vetor no espaço (R
3
)

a Geometria Analítica analisa-se o vetor e sua representação a partir de uma base
8

} , {
→ →
j i = {(1,0), (0,1)} quando os vetores são vetores do plano e a partir de uma base
canônica representada por } , , {
→ → →
k j i = {(1,0,0), (0,1,0), (0,0,1)}quando os vetores são
vetores do espaço, onde é estabelecida a correspondência biunívoca entre vetores no espaço
com o vetor (x, y,z) de números reais.

8
Você sabia que: No plano R
2
qualquer conjunto {v1, v2} de dois vetores, não colineares, é uma base. E, todo vetor v
deste plano é combinação linear dos vetores da base, isto é, sempre existem os números a1 e a2 reais tais que v = a1
v1 + a2 v2. No espaço R
3
qualquer conjunto {v1, v2, v3} de vetores não coplanares é uma base. Assim, sempre existem
números reais a1, a2 e a3 tais que: v = a1 v1 + a2 v2 + a3 v3 onde a1, a2 e a3 são componentes de v em relação à base
considerada. Todo espaço tem infinitas bases e uma base canônica. Por exemplo, em R
3
a base canônica é {(1,0,0),
(0,1,0), (0,0,1)}.
N
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n
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Consideremos estes três vetores representados com
origem no mesmo ponto O e por este ponto três retas
como mostra a figura abaixo.
A reta com a direção do vetor i é o eixo dos x
(abscissa), a reta com direção do vetor j é o eixo do
y (ordenada) e a reta com a direção do vetor K é o
eixo dos z (das cotas: significa altura no espaço). As
setas indicam o sentido positivo de cada eixo, que são
chamados eixos coordenados.

Cada dupla de eixos determina um plano coordenado. Portanto, temos três planos
coordenados: o plano xy, xz ou yz. As figuras abaixo dão uma idéia dos planos.















Estes três planos se interceptam segundo os três eixos dividindo o espaço em oito regiões.













A cada ponto do espaço vai correspondendo uma terna (a,b,c) de números reais, chamadas
coordenadas de P. Exemplo 1: Observe a projeção do ponto P(2,4,3) no espaço.











Escrevemos v=xi+yj+zk, onde x, y, z são os componentes de v na base canônica
{i, j, k} e v = (x, y, z) é a expressão analítica de v.
Assim, se v = 2i+4j+3k indicamos v = (2, 4, 3)

y

z
0
z
x
y
0
z
x
y
V
0
A B
C
D E
F
P
Com base nesta figura, temos:
A (2,0,0) → x = 2, y = 0, z = 0
B (2,4,0) → x = 2, y = 4, z = 0
C (0,4,0) → x = 0, y = 4, z = 0
D (0,4,3) → x = 0, y = 4, z = 3
E (0,0,3) → x = 0, y = 0, z = 3
F (2,0,3) → x = 2, y = 0, z = 3
P (2,4,3) → x = 2, y = 4, z = 3
XZ
z
x
y
x
YZ

y
y
z
XY
y
x
z
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Portanto:
O conjunto R
3
= R x R x R = {(x, y, z) ∀ x, y, z ∈ R} é interpretado geometricamente como
sendo o espaço tridimensional 0xyz, onde P(x,y,z) é o ponto associado ao único vetor v =
OP = (x,y,z) e as coordenadas x, y e z, de P são as componentes de v. A Fig.(a) representa
o ponto P = (x,y,z) ∈ R
3
e a Fig. (b) representa o vetor v = (x,y,z) ∈ R
3
.


Fig.(a): Representação
geométrica do ponto P, no plano
tri-dimensional
Fig.(a): Representação
geométrica do ponto P, no plano
tri-dimensional
Fig.(b): Representação
geométrica do vetor v, no plano
tri-dimensional

Exemplo 2: Representação geometricamente o vetor v = (1,2,3) e P = (4,-2,3) .



















Exemplo 3: Representação dos vetores no espaço, sendo:
u =

A(-1,4,3), v =

B (5,-2,3) e w =

C (-3,-5,4).

















C (-3,-5,4)


A
y
z
0
- x
z
-y
B
x
- z
yz
xz
- y
xy - x
c
C
y
x
z
v = (1,2,3 ) = OP
(0,2,0)
(0,0,3)
(1,0,0)
v
0
u=

A(-1,4,3)
v=

B (5,-2,3)
0
0
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A
AAg
ggo
oor
rra
aa,
,, t
tte
een
nnt
tte
ee v
vvo
ooc
ccê
êê!
!! Resolva as atividades
Lista 2 de Atividades
9


1) Dê as coordenadas dos pontos:

(a) A = _______________
(b) B = _______________
(c) C = _______________
(d) D = _______________
(e) E = _______________
(f) F = _______________
(g) O = _______________
(h) P = _______________


2) Represente no plano e/ou no espaço tridimensional os vetores:
(a) u = -i-2j (b) w = (5, -3) (c) s = (-2, 4)
(d) v = i+2j+5k (e) t = (1, 4, 3) (f) r = (-3, 2, 5)
(g) m = (3, -2, 6) (h) n = (1, 3,-4) (i) j = -2i+3j-4k

3) Inúmeras vezes um vetor é representado por um segmento orientando AB que não parte da
origem do sistema cartesiano. Considere os segmentos orientados AB e CD com A = (-1,2) e B
= (2,-3), C = (1, 3, 5) e D = (-1, 2, -4). Assim:
(a) Encontre o vetor u, definido por um ponto, eqüipolente ao segmento orientado AB;
(b) Encontre o vetor v, definido por um ponto, eqüipolente ao segmento orientado CD;
(c) Represente geometricamente o segmento AB e o vetor u. Analise o resultado e
comente o que você observou.
Respostas parciais: (1a) A=(4,0,0); © C = (0,0,3); (e) E (4,-2,0); (g) O=(0,0,0); 3) a) u=(3,-5); b) v=(-2,-1,-9); c)
AB é equivalente ao vetor u. São eqüipolentes porque tem a mesma direção, sentido e magnitude (módulo). AB é
vetor livre e u tem origem no sistema (xOy).

4 Operações com Vetores

4.1 Adição e Subtração de Vetores

lgebricamente a adição de dois vetores se define pela adição de seus componentes
(coordenadas), um a um. Por sua vez, a diferença de dois vetores se define pela
adição do primeiro vetor pelo oposto do segundo vetor.

Observe que: Dois vetores podem ser adicionados se e somente se eles tiverem a mesma
dimensão. Para somar dois vetores, basta somar individualmente cada elemento deles. O vetor
resultante será da mesma dimensão dos vetores originais. Simbolicamente, temos que, se v =
u+ w, então vi = ui + wi, para todo i.

Assim, para os vetores u e v de R
2
com u = (x
1
,y
1
), v = (x
2
,y
2
) temos:

u + v = (x
1
+ x
2
, y
1
+ y
2
) e u + (-v) = (x
1
- x
2
, y
1
- y
2
)

Se u e v são vetores de R
n
com u = (x
1
,x
2
,x
3
, ....,x
n
), v = (y
1
,y
2
,y
3
, ....,y
n
) temos:

u + v = (x
1
+ y
1
, x
2
+ y
2
, ... , x
n
+ y
n
)

Exemplo 1: Se u = (1, 7) e v = (2, 5) então:
(a) u + v = (1+2, 7+5) = (3, 12) e
(b) u – v = u + (-v) = (1,7) + (-2,-5) = (1-2, 7-5) = (-1,2).

9
(WINTERLE, 2000, p.6)
A
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Exemplo 2: Se u = (1, 7, 3), v = (-1,4,6) e w = (2, 5, 4, -1) então:
(a) u + v = (1-1, 7+4, 3+6) = (0, 11, 9)
(b) u – v = u + (-v) = (1,7,3) + (1, -4, -6) = (2, 3, -3)
(c) u + w? Não é possível computar u + w, nem v + w porque u e v são de 3ª
dimensão e w é de 4ª dimensão.

4.2 Multiplicação de escalar por um vetor

A multiplicação de um escalar por um vetor se define pelo produto do escalar (número) por
cada componente do vetor. Ou seja, um vetor pode ser multiplicado por um escalar,
multiplicando-se cada elementos do vetor por este escalar. Assim, para o vetor u de R
n
com u
= (x
1
,x
2
, ..., x
n
) e k ∈ R (k escalar) temos:

ku = k(x
1
,x
2
, ..., x
n
) = (kx
1
,kx
2
, ..., kx
n
)

Exemplo 1: Se u = (1, 7) e v = (2, 5), vetores de R
2
então para k = 5, temos:
(a) ku = 5(1, 7) = (5.1, 5.7) = (5, 35) e
(b) kv = 5(2, 5) = (5.2, 5.5) = (10, 25).

Exemplo 2: Se u = (1, 7, 8,-1) e v = (2, 5, 0, 0), vetores de R
4
então para k = -2, temos:
(a) ku = -2(1, 7, 8, -1) = (-2, -14, -16, 2)
(b) kv = -2(2, 5, 0, 0) = (-4, -10, 0, 0)
(c) ku + kv = k(u+v) = -2(u+v) = -2(3,12,8,-1) = (-6, -24, -16, 2)

Exemplo 3: Sejam u = (2,3,4,5) e v = (2,1,0,2) vetores de R
4
então, temos que:
(a) u + v = (4, 4, 4, 7)
(b) u – v = (0, 2, 4, 3)
(c) 3u – 2v = (6, 9, 12, 15) – (4, 2, 0, 4) = (2, 7, 12, 11)

Exemplo 4: Dados os pontos A(0,1,-1) e B(1,2,-1) e os vetores u = (-2,-1,1), v= (3,0,-1) e w
= (-2,2, 2). Verificar se existe números a
1
, a
2
e a
3
tais que w=a
1
AB+a
2
u+a
3
v.
Resolução:
AB = B – A ⇒ ⇒⇒ ⇒ (1, 2, -1) – (0, 1, -1) = (1, 1, 0)
w = a
1
AB + a
2
u + a
3
v.
(-2,2,2) = a
1
(1, 1, 0) + a
2
(-2,-1,1)+ a
3
(3,0,-1)
Aplicando as operações de produto de escalar por vetor, soma de vetores e
igualdade de vetores, encontramos como resposta:
a
1
= 3; a
2
= 1; a
3
= -1
Portanto, w = a
1
AB + a
2
u + a
3
v para a
1
= 3, a
2
= 1 e a
3
= -1

Propriedades dos vetores

Para qualquer vetor u, v e w vetores de R
2
(podemos generalizar para R
n
) e k, k′∈ R (k é um
escalar = número real), temos:

(i) u + v = v + u (comutativa) (ii) (k + k′ ) u = k u + k′ u
(iii) (u+v )+w = u+(v+w) (associativa) (iv) k (u + v ) = k u + k v
(v) u + 0 = 0 + u = u (elemento neutro) (vi) k (k′ .u) = (k k′ ) .u
(vii) u + (-u) = 0

(elemento simétrico) (viii) 1.u = u; -1.u = -u e 0.u = 0.

Obs A igualdade de vetores é definida igualmente para R
2
, R
2
, ..., como já vimos: Assim,
por exemplo, os vetores u = (8,b,-2) e v= (8,5,a) são iguais se a=-2 e b= 5.
Se u = ( x – y, x + y, z – 1) e v = ( 4, 2, 3 ), podemos afirmar que:
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u = v ⇔
¦
¹
¦
´
¦
=
− =
=

¦
¹
¦
´
¦
+ =
= −
= −

¦
¹
¦
´
¦
= −
= +
= −
4
1
3
1 3
2 2 0
4
3 1
2
4
z
y
x
z
y x
y x
z
y x
y x
⇔ Portanto, u = v se x = 3, y = -1 e z =4.

Importante: Quando o vetor v estiver representado por v = a
1
v
1
+ a
2
v
2
, dizemos
que v é combinação linear v
1
e v
2
. O par de vetores v
1
e v
2
não
colineares são chamados de base do plano. Veja mais sobre isso, nas
aplicações de adição de vetores e multiplicação por escalar.
4.3 Análise Geométrica da Adição de Vetores e Multiplicação por Escalar
A adição de dois vetores

v e

u é analisada, geometricamente, a partir dos segmentos que
contém os vetores. Este movimento se caracteriza por decomposição de vetores no plano.

ecomposição de vetores no plano: Dados dois vetores v
1
e v
2
não
colineares, qualquer vetor v (coplanar com v
1
e v
2
) pode ser decomposto
segundo as direções de v
1
e v
2
. O problema consiste em determinar dois
vetores cujas direções sejam as de v
1
e v
2
e cuja soma seja v. Em outras palavras,
buscam-se determinar dois números reais a
1
e a
2
tais que:
2 2 1 1
v a v a v + =
1º caso A ADIÇÃO DOS DOIS VETORES

v e

u representados pelos segmentos
orientados AB e BC se definem pelo vetor resultante

s representado pelo segmento
AC .
Regra do polígono ou triangulação: Ligam-se os vetores, origem com extremidade
por deslocamento. O vetor soma (ou vetor resultante) é aquele que tem origem, na
origem do 1º vetor e extremidade, na extremidade do último vetor.
Assim, os pontos A e C determinam um vetor que é a soma dos vetores

u e

v onde:
B


v

u


s

A C
Exemplo 1:

s =

u +

v ou

u +

v = AC ou
AB + BC = AC

Exemplo 2:

s =

u +

v

Exemplo 3:

s =

u +

v ou

u +

v = AC ou
AB + BC = AC
Na SUBTRAÇÃO DE VETORES, adicionamos um deles ao oposto do outro:

s =

u -

v .
Vetores u e v Adição de vetores u+v Subtração u+(-v)
D
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2º caso A adição dos dois vetores

v e

u paralelos (

v ⁄ ⁄

u):

A adição de vetores representados por segmentos paralelos
10
orientados AB e BC se
define da mesma forma anterior, pelo vetor resultante

s, representado pelo segmento
AC .
Assim, os pontos A e C determinam um vetor que é, por definição, a soma dos vetores

u e

v onde, para

s =

u +

v .

Exemplo 1: Na figura (a), temos a resultante

s de vetores

u e

v com o mesmo
sentido e na figura (b), temos a resultante

s de vetores

u e

v com o sentido
contrário (equivale a s = u - v).

Vetores

u e

v Adição de vetores

s =

u +

v Subtração

s =

u + (-

v )



Fig.(a) Fig.(b)
3º caso A adição dos dois vetores

v e

u não paralelos pode ocorrer a partir do
deslocamento dos vetores para uma mesma origem A. Assim, representa-se o vetor

v
= AB e o vetor

u = AD .

Regra do paralelogramo: A partir da origem A, projetamos um vetor no extremo do
outro (mesma direção e mesmo sentido). Assim, construímos o paralelogramo ABCD.

Exemplo 1: (Figuras c, d) O segmento orientado de origem em A que equivale à
diagonal do paralelogramo, é o vetor resultante

s=

u +

v . A diagonal secundária do
paralelogramo equivale a resultante da diferença entre os vetores, ou seja,

s=

u -

v .

Adição de vetores

s =

u +

v Subtração

s =

u + (-

v )

10
Quando os segmentos têm a mesma direção – sobre as mesmas retas ou paralelas
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Fig (c)
u+v é a diagonal principal do
paralelogramo ABCD.
Fig (d)
u+v →diagonal principal do paralelogramo
u-v →diagonal secundária


Exemplo 2

Vetores

u e

v Adição

s =

u +

v Subtração

s =

u -

v




4º caso A adição dos três vetores ou mais ocorre de forma análoga aos casos
anteriores. No caso particular da extremidade do representante do último vetor
coincidir com a origem do representante do primeiro a soma deles será o vetor zero
ou nulo.

Exemplo de adição de três ou mais vetores livres



Exemplo 1


s =

u +

v +

w



Exemplo 2


s =

u +

v +

w


Exemplo 3


s =

u +

v +

w +

t =

0

Exemplo de adição de vetores que partem de uma origem: Situação comparativa de
soma com dois e com três vetores

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Exemplo 1


s =

u +

v

Exemplo 2


s =

u +

v +

w


eometricamente, o PRODUTO DE UM ESCALAR POR UM VETOR, é
representado por um novo vetor que se expande, contrai ou inverte o sentido,
conforme o valor de k. O produto de um número real k por um vetor v, resulta em
um vetor s com sentido igual ao de v se k for positivo ou sentido oposto ao de v se k for
negativo. O módulo do vetor s é igual a k x |v|.










1º caso Se k = 0 ou v = 0, então o vetor kv = 0.
Exemplo: Para u = (1,2) e k = 0 temos ku = 0.u= (0.1,0.2) = (0,0).

2º caso Se k= -1, o vetor (-1)v é o oposto de v.
Exemplo: Para u=(1,2) e k=-1 temos ku=(-1).u=(-1.1, -1.2)
= (-1, -2)

3º caso Se k > 0, então (k.v) permanece com o mesmo sentido de v, se
k < 0, kv tem sentido contrário de v.

Exemplos:
Para u = (1,2) e k = 2 temos
ku = 2u = (2.1, 2.2) = (2, 4)
Para u = (1,2) e k = -2 temos
ku = -2u= (-2,-4).



Exemplos Complementares
Exemplo 1: Dados os vetores u=(4,1) e v = (2, 3). Determinar geometricamente e
algebricamente as resultantes de u+v e 2u.

G
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Resolvendo:
• u+v = (4,1) + (2,3) = (6, 4) e • 2 u = 2 (4,1) = (8,2).


Representação geométrica de u+v Representação geométrica de 2u

Exemplo 2: Consideremos os vetores de R
2
definidos em u = (1,2) e v = (3,-3). Determine,
algébrica e geometricamente, as resultantes:
(a)

s =

u +

v ; (b)

s =

u -

v ; (c)

s =

v -

u

Resolução: Algebricamente
(a)

s =

u +

v
= (1,2) + (3,-3)
= (1+3, 2-3)
= (4, -1).
(b)

s =

u -

v
= (1,2) - (3,-3)
= (1-3, 2+3)
= (-2, 5)

(c)

s =

v -

u
= (3,-3) - (1,2)
= (3-1,-3-2)
= (2, -5)

Geometricamente (a)

Geometricamente (b)

Geometricamente (c)






Exemplo 3: Dados os vetores u, v e w, de acordo com a figura, construir graficamente o vetor

s = 2u - 3v+ 1/2w

Resolução: Vetores Resultante s = 2u - 3v+ 1/2w
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Exemplo 4: Efetuar as operações com os vetores sabendo que u = (
5
3
,
3
1
− ) e v= (
5
2
,
3
1
).
u+v = (
5
2
5
3
,
3
1
3
1
+ − + ) = (
5
1
,
3
2
− )
15u = 15 (
5
3
,
3
1
− ) = (5, -9)

4
3
− v -
3
1
u =
4
3
− (
5
2
,
3
1
) -
3
1
(
5
3
,
3
1
− ) =(
10
3
,
4
1
− − ) + (
5
1
,
9
1
− ) =(
10
1
,
36
13
− − )


Exemplo 5: Para u = (-2,2) e v = (3,2) represente no plano u+v, 2u e u + (-v).



u + v = (-2,2) + (3,2) = (-2+3, 2+2) = (1,4) 2u = 2(-2,2) = (-4,4)






u +(-v) = (-2,2) – (3,2) = (-5,0)

Exemplo 6: Determinar o vetor w na igualdade 3w+2u=
2
1
v+w, sendo u=(3,-1) e v=(-2,4).
Resolvendo: 3w+2(3,-1)=
2
1
(-2,4)+w ⇔ 3w + (6,-2) = (-1,2) + w
3w –w = (-1,2) - (6,-2) ⇔ 2w = (-7, 4) ⇔ w = ( 2 ,
2
7 −
).
Exemplo 7: Encontrar os números a
1
e a
2
tais que V a U a W
2 1
+ = sendo
) 2 , 4 ( ... ).. 2 , 1 ( ), 8 , 1 ( − = = − = V e U W
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) 2 2 , 4 ( ) 8 , 1 (
) 2 , 4 ( ) 2 , ( ) 8 , 1 (
) 2 , 4 ( ) 2 , 1 ( ) 8 , 1 (
2 1 2 1
2 2 1 1
2 1
a a a a
a a a a
a a
− + = −
− + = −
− + = −


8 2 2
1 4
2 1
2 1
= −
− = +
a a
a a

1
3
2
1
2 1
− =
=
a
a
⇒ logo V U W − = 3

Note que: Ao trabalharmos geometricamente com a soma de vetores e a
multiplicação de escalar por vetores, operamos pela decomposição de vetores.
Em outras palavras, buscam-se determinar dois números reais a
1
e a
2
tais que:
2 2 1 1
v a v a v + =
Exemplo 1: Dados dois vetores v
1
e v
2
não colineares e v (arbitrário), a figura
mostra como é possível formar um paralelogramo em que os lados são
determinados pelos vetores
1 1
v a e
2 2
v a e, portanto, a soma deles é o vetor v, que
corresponde à diagonal desse paralelogramo:










Exemplo 2: Na figura seguinte os vetores v
1
e v
2
são
2 2
v a mantidos e
consideramos um outro vetor v.












4.4 Aplicações de Adição de Vetores e Multiplicação por Escalar

4.4.1: Combinação Linear de vetores

ejam u
1
, u
2
, ...,u
n
vetores do espaço vetorial V e a
1
, a
2
, ..., a
n
escalares de IR ou C.
Qualquer vetor u de V, escrito na forma u = a
1
u
1
+ a
2
u
2
+ ... + a
n
u
n
é uma
combinação linear dos vetores u
i
.
Exemplo 1: A operação 2(3,-4,5) + 3(-1,1-2) = (6,-8,10)+(-3,3,-6) = (3,-5,4) se
caracteriza como uma combinação linear. Neste caso, o vetor resultante (3,-5,4) é uma
combinação linear dos outros vetores adicionados e multiplicados pelos respectivos escalares;
Da mesma forma, o vetor u = (-1,-1,-3) é resultado da combinação linear dos vetores u
1
=
(3,2,-1) e u
2
= (4,3,2) porque u = u
1
- u
2
= (3,2,-1) - (4,3,2) = (-1,-1, -3).
Exemplo 2: Verifique se o vetor w=(1, 2) de IR
2
pode ser resultado da combinação linear dos
vetores u=(1,3) e v=(-1, 2).
S
v
1
-a
1
v
1
a
2
v
2
v
v
2
v = - a
1
v
1
+ a
2
v
2

2 2 1 1
v a v a v + =
v
1
v
2
1 1
v a
2 2
v a
2
v
1
v
v (arbitrário)
v
V
1

V
2

Nesta figura
a2 > 0 e a1 < 0
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n
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Resolução: Um vetor w é uma combinação linear de outros vetores u e v se e somente se,
existe solução para a equação matemática w = x.u + y.v ou, se existe valores reais para x e
y de modo que w = x.u + y.v
Assim, fazemos w= x.u + y.v. Substituindo w, u e v pelos seus respectivos valores, temos:
w = x (1,3) + y (-1,2)
(1,2) = x (1,3) + y (-1,2)
(1,2) = (x–y,3x+2y) ⇔
¹
´
¦
= +
= −
2 2 3
1
y x
y x

¹
´
¦
− = +
= −
1 5 0
1
y x
y x

¹
´
¦
=
=

5
1
5
4
y
x
.
Resposta: O sistema resultante da equação matemática w=x.u+y.v é consistente e
determinado. Assim, w é uma combinação linear de u e v e pode ser escrito como: w =
5
4
u +
5
1 −
v.
Exemplo 3: Verifique se os vetores u = (1,2,-1), v = (1,3,1) e w = (0, 1, 2), vetores de IR
3

podem ser escritos como combinação linear do vetor t = (2,7,4).
Resolução: Os vetores u, v e w podem ser escritos como uma combinação linear do vetor t
se a equação xu + yv + zw = t, tem solução real.
xu + yv + zw = t
x(1,2,-1) + y(1,3,1) + z(0,1,2) = (2, 7, 4)
(x, 2x, -x) + (y, 3y, y) + (0z, z, 2z) = (2, 7, 4)
(x + y, 2x + 3y + z, -x + y + 2z) = (2, 7, 4)

¦
¹
¦
´
¦
= + + −
= + +
= +
4 2
7 3 2
2
z y x
z y x
y x

¦
¹
¦
´
¦
= + +
= + +
= +
6 2 2 0
3 0
2
z y x
z y x
y x

¦
¹
¦
´
¦
= + +
= + +
= +
0 0 0 0
3 0
2
z y x
z y x
y x

¹
´
¦
− =
+ − =
z y
z x
3
1
.
S={(-1+z, 3-z, z) ∀ z∈IR}

O sistema é consistente e indeterminado. Portanto, tem diversas soluções. Então, t é
combinação linear de u, v e w e pode ser escrito como: t = (-1+z)x + (3-z)y + zw para ∀
z∈IR.

4.4.2: Dependência e Independência Linear de Vetores

m conjunto de vetores u
1
,u
2
,...,u
n
é dito linearmente independentes (LI) se escritos
como combinação linear do vetor nulo, resultam em todos os coeficientes nulos. Caso
contrário os vetores são linearmente dependentes (LD).
Ou, um conjunto de vetores u
1
,u
2
,...,u
n
é independentes (LI) se e somente se, para todo a
i

real, temos:
0
1
=

=
n
i
i i
u a para todo 0 =
i
a
Onde
i
a são quantidades escalares.
Se ocorrer 0
1
=

=
n
i
i i
u a para algum 0 ≠
i
a , os vetores são ditos dependentes (LD).
Geometricamente, vetores linearmente independentes têm representação geométrica em
direção distinta (vetores colineares). Em caso contrário, se tem a mesma direção (vetores
paralelos) são linearmente dependentes.
Exemplo 1: Os vetores u = (1,2) e v = (3,3) são vetores linearmente independentes (LI)
porque existe somente 0 =
i
a para os quais,
v = a
1
u+a
2
v = 0 ou 0u+0v = 0(1,2)+0(3,3)=(0.0)= 0.
E, os vetores u = (1,2) e v = (2,4) são vetores linearmente dependentes (LD) porque existe
2 =
i
a e 1 − =
i
a para os quais,
v = a
1
v
1
+a
2
v
2
= 0 ou 2v
1
+(-1)v
2
= (2,4)-(2,4)=(0.0)= 0.
U
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Exemplo 2: Os vetores de R
3
, u
1
=(1,2,3), u
2
=(-1,2,4) e u
3
=(2,-1,5) são LI ou LD?

Resolução: Os vetores são LI se existem escalares
i
a tais que 0
3 3 2 2 1 1
= + + v a v a v a para
0 =
i
a . Do contrário, são vetores LD. Para facilitar o procedimento de cálculo podemos
substituir os escalares
i
a por x, y e z. Assim,
x u
1
+ y u
2
+ z u
3
= 0 ⇔
x (1,2,3) + y (-1,2,4) + z (2,-1,5) = (0,0,0) ⇔
(x, 2x, 3x) + (-y, 2y, 4y) + (2z, -z, 5z) = (0,0,0) ⇔
[(x – y + 2z), (2x + 2y – z), (3x + 4y + 5z)] = (0,0,0) ⇔
¦
¹
¦
´
¦
= + +
= − +
= + −
0 5 4 3
0 2 2
0 2
z y x
z y x
z y x

¦
¹
¦
´
¦
= +
= +
= +
0 z - 7y
0 5z - 4y
0 2z y - x

¦
¹
¦
´
¦
=
= +
= +
0 z 31
0 5z - 4y
0 2z y - x
⇔ z = y = x = 0
Isto significa dizer que x u
1
+ y u
2
+ z u
3
= 0 ⇔ 0u
1
+ 0u
2
+ 0u
3
= 0. Portanto os
vetores u
1
, u
2
e u
3
são linearmente independentes.
Você pode verificar a linearidade de um conjunto por outro procedimento.
Forme uma matriz A, cujas colunas são os vetores dados. Reduza a matriz a sua
forma escalonada mais simples e analise-a. Se a quantidade de linhas não nulas for
inferior ao número de vetores dados então os vetores correspondentes, u
1
, u
2
e u
3

são LD. Caso contrário (quantidades iguais) são LI.
A =
(
(
(
¸
(

¸



5 4 3
1 2 2
2 1 1

(
(
(
¸
(

¸




1 7 0
5 4 0
2 1 1

(
(
(
¸
(

¸




31 0 0
5 4 0
2 1 1

Observe que a matriz A, na sua forma escalonada, não apresenta linhas nulas. Neste
caso, podemos afirmar que os vetores correspondentes de A, que são os vetores u
1
,
u
2
e u
3
, são LI.
Exemplo 3: Mostre que o vetores de R
3
, u
1
= (1,-2,3), u
2
= (-1,0,-2) e u
3
= (-2,0,-4) são LD.
Resolução: xu
1
+ yu
2
+ z u
3
= 0 ⇔
x(1,-2,3) + y(-1,0,-2) + z(-2,0,-4) = (0,0,0) ⇔
¦
¹
¦
´
¦
= − −
= + + −
= − −
0 4 2 3
0 0 0 2
0 2
z y x
z y x
z y x

¦
¹
¦
´
¦
= + +
= +
=
0 z 2 y
0 4z - -2y
0 z 2 - y - x

¦
¹
¦
´
¦
=
= −
= −
0 0
0 z 4 2y -
0 z 2 y - x
⇔ -2y=4z⇔y=-2z.
Logo, para x – y – 2z = 0⇔ x–(-2z)– 2z=0 ⇔ x=0.
A combinação dos vetores em relação ao vetor nulo, resulta em escalar y não nulo.
Logo, os vetores são LD.
Temos como solução do sistema, o conjunto S = {(0,-2z,z) ∀ z∈R}. Podemos
escrever a combinação linear como: 0u
1
+ (-2z)u
2
+ zu
3
= 0.

4.4.3: Bases do Plano de do Espaço

Linhas não-nulas
Vetores LI Vetores LD
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par de vetores v
1
e v
2
de 2ª dimensão, não colineares (linearmente independentes) é
chamado de base do plano. Aliás, qualquer conjunto {v
1
, v
2
} de vetores não
colineares constitui uma base no plano. Os números a
1
e a
2
são chamados
componentes v em relação a base {v
1
, v
2
}.
O conjunto de vetores v
1
, v
2
e v
3
de 3ª dimensão, não colineares (linearmente independentes)
é chamado de base do espaço.

Exemplo 1: Os vetores u = (1,2) e v = (3,3) são vetores linearmente independentes (LI) e,
portanto, formam uma base B = {(1,2), (3,3)} do plano ou de R
2
. Os vetores u = (1,2) e v =
(2,4) não formam uma base do plano porque são vetores linearmente dependentes (LD).

Exemplo 2: Os vetores de R
3
, u
1
=(1,2,3), u
2
=(-1,2,4) e u
3
=(2,-1,5) são LI, portanto
formam uma base B = {(1,2,3), (-1,2,4), (2,-1,5)} do espaço ou de R
3
.
A =
(
(
(
¸
(

¸



5 1 2
4 2 1
3 2 1

(
(
(
¸
(

¸

− 2 5 0
7 4 0
3 2 1

(
(
(
¸
(

¸

43 0 0
7 4 0
3 2 1


A
AAg
ggo
oor
rra
aa,
,, t
tte
een
nnt
tte
ee v
vvo
ooc
ccê
êê!
!! Resolva as atividades
Lista 3 de Atividades
11


1. A Figura é constituída de nove quadrados congruentes (do mesmo tamanho). Determine os
vetores abaixo, expressando-os com origem no ponto A.


a) AC + CN
b) AB + BD
c) AC + DC
d) AC + AK
e) AC + EO
f) AM + BL


g) AK + AN
h) AO - OE
i) MO - NP
j) BC - CB
k) LP + PN
l) LP + PN + NF
m) BL + BN + PB

2. Considere dois vetores quaisquer, u e v, não paralelos. Construa num plano as resultantes,
s=u+v, w=u-v, t=v-u, m=(-u) e n=–v.
3. Determine, algébrica e geometricamente o vetor resultante w, para u = (-1,2) e v = (2,-1):
(a) u + v

(b) u – v (c) v - u (d) 3u– 3u

(e) u – 2v (f) 2u + v g) 0,5 u + 3v h) 0,5 u – 0,5 v
4. Dados os vetores

v ,

u e

w, de acordo com a figura, construir graficamente o vetor

s =
3

u - 2

v + 1/2

w




5. O paralelogramo ABCD é determinado pelos vetores

AB e

AB , sendo M e N pontos médios
dos lados DC e AB, respectivamente. Completar convenientemente e fazer a representação
geométrica.
D M C
a)

AD +

AB =
b)

BA +

DA =

c)

AC -

BC =
d)

AN +

BC =
e)

MD+

MB =
f)

BM -
2
1

DC =

11
(WINTERLE, 2000, p.6)
O

w

v

u
Linhas não-nulas
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A N B
6 Dados os vetores

u e

v da figura, mostrar, num gráfico, um representante do vetor:


u


v
7 Dados os vetores

a ,

b e

c , como na figura, apresentar um representante de cada um dos
vetores:


a


b



c
8) Dados os vetores

u e

v determinar:
u


(a)

u +

v (b)

u -

v
v


9. Considere os vetores livres definidos por dois pontos A e B. Em cada caso, determine o
vetor equivalente v (não livre).
(a) A(1,3) e B(2,-1); (b) A(-1,5) e B = (-4,-2); (c) A(8,-15) e B (-2,0)
10. Determinar o vetor w na igualdade 3w+2u= 4v -w, sendo u=(1,-1) e v=(-3,2).

11) Dados u=(1,-2), v=(2,4) efetuar (a) u+v; (b) u-v; (c) 3u+2v.
12) Dados A=(-1,2), B=(1,-2) e C=(3,3) determinar: (a) A B AB − = ; (b) A C AC − = ;
(c) B C BC − = ; (d) AC AB + ; (e) AC AB − .
13) Dados ) 1 ,
3
1
( ),.. 1 ,
2
1
( − − = V U , calcular: (a) V U 3 2 + ; (b) V U 6 4 − .
14) Dados A = (1,-2), B = (-2,3) e C = (-1,-2), determinar x = (a,b), de forma que:
a) AB Cx = b) AB Cx
3
2
− = c) Ax BC =
15. Dados os vetores u = (1,3,0,-1) e v = (3,0,2,1) encontre:
a) u+v b) u-v c) 3u
d)
2
1
u - v
e) x se x+u=0 f) 2u + 2v
16. Encontre os valores de a e b para os quais, w seja uma combinação linear de u e v ou seja,
w = au + bv, sendo w = (-2,7), u = (1,3) e v = (-1,4).
17) Verifique se existem escalares x, y e z tais que (1,5,7) = x(1,0,0) + y(0,1,0) + z(0,0,1) ou
seja, verifique se o vetor (1,5,7) é combinação linear dos demais vetores e para quais
valores de x, y e z.

18) Verifique se são combinações lineares, encontrando x, y, z:
a) x ( 1,1,1) + y (1,2,0 ) + z ( 2,0,0 ) =( 1,-2,5 )
b) x (2,1,3 ) + y ( 3,-1,0 ) + z ( 6,0,0 ) =( 3,-1,4 ).

19) Considere os conjuntos A = {u,v,w} e B = {v, w, s}, com u = (1,1,-1), v = (2,-1,0), w =
(3,2,0) e s = (4, -2,0):
(a) O conjunto A é formado por vetores LI ou LD?
(b) O conjunto B é LD? Justifique.
(c) Os conjuntos A e B formam bases de R
3
? Justifique
20) Verifique se o conjunto S = {(0,2), (0,4)} é base de R².

a)

u -

v
b)

v -

u
c) -

v -2

u
d) 2

u - 3

v
a) 4

a - 2

b -

c
b)

a +

b +

c
c) 2

b - (

a +

c )
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Respostas: 1) NA; AD; AB; AO; AM; AH; AI; AC; AC;AC; AI; BA
2)

3) Resultado
algébrico

4)


5)


6)


7c)

9)

10) w=(-7/2,5/2); 11ª) (3,2); b) (-1,-6); c) (7,2); 12ª) (2,-4); b) (4,1); © (2,5); (d) (6,-3); (e) (-2,-5). 13) (a) (2,-
1); (b) (-4,10); 14a) (-4,3); b) (1, -16/3); c) (2,-7); 15ª) (4,3,2,0); b) (-2,3,-2,-2); c) (3,9,0,-3); d) (-5/2,3/2,-2,-
3/2); e) (-1,-3,0,1); f) (8,6,4,0); 16) w=-u/7+13v/7; 17) Sim, para x = 1, y = 5 e z = 7; 18) Sim para x = 5, y=-7/2
e z=-1/4; b) Sim para x = 4/3, y = 7/3 e z = -10/9; 19) a) LI; B) LD por os vetores de B combinados com o vetor
nulo resulta em solução indeterminada.; c) A é base porque é LI e B não é base porque é LD; 20) S não é base porque
é LD.

5 Produto Interno (ou Produto Escalar), Vetorial e Misto

5.1 Produto Interno (ou escalar)

efini-se como Produto Interno (ou Escalar) entre vetores de um Espaço Vetorial V, a
uma aplicação de V x V em R, que a todo par de vetores (u,v) ∈ V x V, associa um
número real (u.v) ou < << <u,v> >> > (lê-se: u escalar v) e que satisfazem os seguintes
axiomas:
u . v = v. u;
u . (v + w) = u . v + u . w;
(k.u) . v = k . (u . v) para todo número real k;
u . v ≥ 0 e u .u = 0 se, e somente se, u = 0.

Assim, para os vetores u e v de R
2
com = (x
1
,y
1
), v = (x
2
,y
2
), denomina-se produto escalar o
número real u . v ou < u, v > definido por:

u . v = (x
1
. x
2
) + (y
1
. y
2
) = < u, v > (lê-se: u escalar v)

De forma similar podemos operar com vetores de R
n
.
Assim, para u = (u
1
, u
2
,..., u
n
) e v = (v
1
, v
2
, ..., v
n
) vetores de R
n
temos,
D
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u . v = (u
1
. v
1
+ u
2
. v
2
+ ... + u
n
. v
n
)

Exemplo 1: Se u=(2,3) e v=(4,-1) então o produto escalar de u com v é igual a 5 porque
fazendo <u,v> temos u . v = 2.4 + 3.(-1) = 5 portanto, o

Exemplo 2: O produto interno usual em R
2
dos vetores u = (-2,6) e v = (3,-4) é:
< u, v > = u . v = -2.(3) + 6.(-4) = -6-24 = -30.

Observe que: Se

u = x
1
+y
1
+ z
1
e

v = x
2
+ y
2
+ z
2
então o produto escalar (ou
produto interno) dos dois vetores que é representado por

u .

v é o número real obtido
multiplicando as componentes correspondentes do vetor e somando os produtos obtidos.
Assim,

u .

v = (x
1
.x
2
+ y
1
.y
2
+ z
1
.z
2
)
Exemplo 3: Se

u = 3x – 5y + 8z e

v = 4x - 2y – z o seu produto escalar é:

u .

v= (3,-5,8).(4,-2,-1) = (12 + 10 – 8) ⇒

u .

v = 14

Tente você! Dados os vetores

u = (4,α , -1) e

v = (α , 2, 3) e os pontos A = (4. –1, 2) e B
= (3, 2, -1), determinar o valor de α tal que

u .(

v +

BA) = 5

5.2 Produto Vetorial

produto vetorial tem como resultado um vetor, por isso é nomeado de produto vetorial.
Este produto tem aplicação, por exemplo, na Física: a força exercida sobre uma partícula
carregada, mergulhada num campo magnético, é o vetor resultante do produto vetorial
entre o “vetor velocidade da partícula” pelo “vetor campo magnético”, desde que a carga seja
unitária e o campo seja constante.

Definição I: Seja u = (x
1
, y
1
, z
1
) e v = (x
2
, y
2
, z
2
), vetores do espaço tridimensional.
Definimos como produto vetorial, ao vetor u x v, tal que:

u x v =
|
|
¹
|

\
|
|
|
¹
|

\
|
+
|
|
¹
|

\
|

|
|
¹
|

\
|
2 2
1 1
2 2
1 1
2 2
1 1
det , det , det
y x
y x
z x
z x
z y
z y

Definição II: Ou, dados dois vetores

u e

v , tomados nesta ordem, chama-se produto
vetorial dos vetores

u e

v e se representa por
→ →
× v u ao vetor,
= ×
→ →
v u
2 2 2
1 1 1
z y x
z y x
k y i
→ → →

O produto vetorial de

u por

v é também indicada por

u ^

v e se lê:

u vetorial

v .

Exemplo 1: Calcular o produto vetorial dos vetores

u = 5

i + 4

j + 3

k e

v =

i +

k .
Resolução:
O
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u= ( 5,4,3 ) e

v = ( 1,0,1 ) então
→ → → → →
→ → →
→ →
− − = × = = × k j i v u
k j i
v u 4 2 4
1 0 1
3 4 5 = (4, -2,-4)

Exemplo 2: Sejam os vetores de R
3
, u = (1,-1,2) e v=(0,3,4), então,
u x v =
|
|
¹
|

\
| −


3 0
1 1
,
4 0
2 1
,
4 3
2 1
= ((-4-6), -(4-0), (3-0)) = (-10, -4, 3).
Logo, o produto vetorial de u com v é u x v = (-10, -4, 3).
Ou u x v=
4 3 0
2 1 1 −
k j i
= -4i+0j+3k-0k-6i-4j = -10i – 4j + 3k = (-10, -4, 3) = u x v.
5.2.1 Propriedades

s propriedades do produto vetorial se definem em:

(i)
→ →
× v u =0, se um dos vetores é nulo ou se
→ →
v e u são colineares.
(ii)
→ →
× v u ≠
→ →
× u v . Se trocarmos à ordem dos vetores
→ →
× v u e
→ →
× u v verifica-se que é oposto,
o que significa que o produto vetorial não é comutativo.
(iii)
→ →
× v u = -

v

× u
(iv) =
|
¹
|

\
|
+ ×
→ → →
w v u
→ →
× v u +
→ →
× w u
(v) (m

u )

× v =m (
→ →
× v u )
(vi)
→ →
× v u é ortogonal simultaneamente aos vetores
→ →
v e u .
Exemplo 1: (Propriedade vi) Dados os vetores

u = 3

i +2

y - 4

k e

v = 2

i - 2

y +

k , seu
produto vetorial é k y i
k y i
v u 10 11 6
1 2 2
4 2 3 − − =

− = ×
→ →
→ → →
→ →
.
Sabemos que, se o produto escalar dos vetores

u e

v for zero, eles são ortogonais,
ou seja,

u .

v = 0
0
90 = ⇒θ . Então:
a) (
→ →
× ). v u

v ( )( ) 1 , 2 , 2 . 10 , 11 , 6 − − − − ⇒ = 12+22-10=0.
b) (

u ×

v ).

u ( )( ) 4 , 2 , 3 . 10 , 11 , 6 − − − − ⇒ = -18-22+40=0
Logo
→ →
× v u é ortogonal simultaneamente as vetores

u e

v .

5.3 Produto Misto

A
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n
109
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produto misto tem como resultado um escalar, obtido a partir da utilização do produto
escalar e do produto vetorial. Pode ser utilizado, por exemplo, para encontrar o volume
de um paralelepípedo determinado por três vetores.

Definição I: Sejam

u ,

v e

w, vetores do espaço, com

u = (x
1
, y
1
, z
1
);

v = (x
2
, y
2
, z
2
) e

w
= (x
3
, y
3
, z
3
). Defini-se como produto misto de

u ,

v e

w, indica-se por

u (

v x

w) ao escalar
resultante de:

u (

v x

w) = det
|
|
|
¹
|

\
|
3 3 3
2 2 2
1 1 1
z y x
z y x
z y x

Definição II: Dados os vetores

u ,

v e

w, tomados nesta ordem, chama-se produto misto
dos vetores

u ,

v e

w ao número real

u (

v x

w). Indica-se produto misto por (

u ,

v ,

w).

Exemplo 1: Calcular o produto misto dos vetores u, v e w para

u =2

i +3

y +5

k ,

v =-

i +3

y +3

k e

w= 4

i - 3

y + 2

k
Resolução:

u (

v x

w) =
2 3 4
3 3 1
5 3 2

− = 27 =

u (

v x

w) .
Resposta: O produto misto dos vetores é 27.

Ou, podemos resolver por aplicação de produto interno e produto vetorial:

u (

v x

w) =

u .
2 3 4
3 3 1


k j i
=

u .(15i+14j-9k) = (2,3,5).(15,14,-9)=30+42-45=27


Exemplo 2: O produto misto dos vetores u = (-1,2,3), v = (1,1,-1) e w = (2,4,-6) é


u (

v x

w) = det =



=
|
|
|
¹
|

\
|



6 4 2
1 1 1
3 2 1
6 4 2
1 1 1
3 2 1
(6-4+12)-(6+4-12) = 16
.
Resposta: O produto misto dos vetores é 16.


Ou, podemos resolver por aplicação de produto interno e produto vetorial:

u (

v x

w) =

u .
6 4 2
1 1 1


k j i
=

u .(-2i+4j+2k) = (-1,2,3).(-2,4,2)=2+8+6=16

5.3.1 Propriedades

s propriedades do produto misto decorrem, em sua maioria, das propriedades dos
determinantes.

(

u ,

v ,

w) = 0 → O produto misto é nulo se um dos vetores é nulo, se dois são
colineares, ou se três são coplanares.
(i) Se

u é nulo as suas componentes são (0,0,0 ) então (

u ,

v ,

w) = 0.
Assim, (

u ,

v ,

w) = 0
0 0 0
3 3 3
2 2 2
=
z y x
z y x .
O
A
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110
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Exemplo 1: Se

u = (0,0,0),

v = (2,3,1) e

w= (4,2,2) então,
(

u ,

v ,

w) =
2 2 4
1 3 2
0 0 0
=0+0..+0=0
(ii) Se nem

u , nem

v , nem

w são nulos, mas

u e

v são colineares (ou paralelos) então (

u ,

v ,

w) = 0. Note que, neste caso,

u = m.

v
Exemplo 1: Se

u = (1,2,3),

v = (2,4,6) e w = (-1,2,7) então,
(

u ,

v ,

w) ( ) 0 12 28 12 12 12 28
7 2 1
6 4 2
3 2 1
⇒ + + − − + − =

.
Observe que

u = 2.

v portanto, u e v são colineares.

(iii) Se nenhum vetor é nulo e os vetores não são dois a dois colineares (ou paralelos) então
os vetores são coplanares se (

u ,

v ,

w) = 0.
Exemplo 1: Se

u = (-2,-2,-6),

v = (-1,0,-2) e w = (-3,-1,-7) então,
U(vxw) = 0
7 1 3
2 0 1
6 2 2
=
− − −
− −
− − −
. Logo são coplanares.

Note que:
• Produto interno (ou escalar) é o produto entre dois vetores que gera um escalar
(escalar é um número).
• Produto Vetorial é o produto entre dois vetores que gera um vetor.
• Produto Misto é o produto entre três vetores que combina produto interno com
produto vetorial e gera um escalar.

5.4 Aplicações de Produto de Vetores: Interpretação Geométrica

5.4.1 Produto Vetorial e Área de Paralelogramo

eometricamente, o módulo (magnitude, comprimento) do vetor resultante do produto
vetorial de dois vetores

u e

v equivale a medida da área do paralelogramo ABCD
determinado pelos vetores

u =

AC e

v =

AB


C D


u
A

v B

Área =
→ →
× v u (módulo do produto vetorial)


Exemplo 1: Dados os vetores u = (1,2,4) e v = (-1,2,3). Calcular a área do paralelogramo
determinado pelos vetores u e v.
Resolução:
(a) Encontrando o produto vetorial e u e v
G
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→ → → → → →
→ → →
→ →
+ − − + − =

= × k y i k j i
k j i
v u 2 3 8 2 4 6
3 2 1
4 2 1 =
→ → →
+ − − k j i 4 7 2 = (-2,-7,4)
(b) Encontrar o módulo do vetor resultante (-2,-7,4).
→ →
× v u = ) 4 , 7 , 2 ( − − =
2 2 2
) 4 ( ) 7 ( ) 2 ( + − + − = 16 49 4 + + = 69 .
Resposta: A Área =
→ →
× v u = 69 u.a. (unidade de área)

Exemplo 2: Dados os vetores u = (1,2,-1) e v = (0,-1,3). Calcular a área do paralelogramo
determinado pelos vetores 3u e u-v.
Resolução:
Área =
|
|
¹
|

\
|
− ×
→ → →
v u u 3 =?
Temos que 3u = (3,6,-3 ) e u-v = ( 1,3,-4 ) ⇒
⇒ 3u x (u-v) =
→ → →
→ →
+ + − =

− k j i
k j i
3 9 15
4 3 1
3 6 3 = (-
15,9,3). Portanto,
Área = ( ) ( ) ua 35 3 315 3 9 15
2 2 2
= = + + −


5.4.2 Produto Misto e Volume do Paralelepípedo

eometricamente o produto misto

u (

v ×

w) é igual, em modulo, ao volume do
paralelepípedo com arestas determinadas pelos vetores

u =

AD,

v =

AB e

w=

AC .


Assim, a área da base do paralelepípedo é |vxw|. Seja θ o ângulo entre os vetores u

e v

x w.
Sendo v

x w

um vetor ortogonal à base, a altura será paralela a ele, e, portanto, h=|u|.|cosθ|.


u

v
w




Portanto,

v = | (u, v, w)|

v=
|
|
|
¹
|

\
|
→ → →
w v, , u
v=
|
|
|
¹
|

\
|
×
→ → →
w v u


Exemplo 1: Qual o volume do paralelepípedo formado pelos vetores u

= (3,-12, -2), v

= (1, -
1, 0) e w= (2, -1, 2)?

G
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Resolução: Sabemos que o volume do paralelepípedo é igual ao módulo do número
resultante do produto misto dos três vetores. Assim,
(a) vamos encontrar o produto misto dos vetores u, v e w ou
u(vxw)=
2 1 2
0 1 1
2 12 3


− −
=-6+0+2-(4)-(0)-(-24) = -6+2-4+24= 16.
(b) como o volume do paralelepípedo é igual ao ) (vxw u temos:
|u(vxw)| = |16| = 16.
Resposta: O volume procurado é 16 u.v. (unidade de volume)

Exemplo 2: Sejam os vetores u

= (3, m, -2), v

= (1, -1, 0) e w= (2, -1, 2). Calcular o valor
de m para que o volume do paralelepípedo determinado por u, v

e w

seja igual a 16
unidades de volume.

Resolução: Sabemos que o volume do paralelepípedo é igual ao módulo do número
resultante do produto misto dos três vetores, ou seja, V = |u(vxw)| e, neste caso,
devemos ter |u(vxw)| = 16. Assim,
(a) vamos encontrar o produto misto dos vetores u, v e w ou
u(vxw)=
2 1 2
0 1 1
2 3


− m
=-6+0+2-(4)-(0)-(2m) = -2m-8.
(b) como o volume do paralelepípedo é 16, temos:
|u(vxw)| = 16
|(-2m - 8)| = 16.
Por definição de equação modular se a x = , então x = - a ou x = a. Assim,
|(-2m - 8)| = 16 então
¹
´
¦
− = − −
= − −
16 8 2
16 8 2
m
m
.
Resolvendo o sistema encontramos m = -12 ou m = 4 que é a solução do problema.

Exemplo 3: Dados os vetores

u = (x,5,0) ,

v = (3,-2,1) e

w= (1,1,-1), calcular o valor de x
para que o volume do paralelepípedo determinados por

u ,

v e

w seja 24 u.v. (Unidades
de Volume).
Resolução: v=

u (

v ×

w) = 24 20
1 1 1
1 2 3
0 5
+ =

− ⇒ x
x

v= (

u ,

v ,

w) Então
¦
¹
¦
´
¦
− = ⇒ − = +
= ⇒ = +
⇒ = +
44 24 20
4 24 20
24 20
x x
ou
x x
x .
Portanto, os valores de x para os quais o volume do paralelepípedo seja igual a 24 u.v., é
x = 4 ou x = -44.

5.4.3 Produto Misto e Vetores Coplanares

rês vetores

u ,

v e

w são coplanares se o produto escalar

u (

v x

w) é nulo. Ou seja, se

u ,

v e

w são coplanares, o vetor

v x

w por ser ortogonal aos
T
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vetores

v e

w, é ortogonal ao vetor

u . Portanto se

u e (

v x

w) são ortogonais. É fácil
identificar que reciprocamente, se nenhum dos vetores

u ,

v ,

w é nulo e se dois quaisquer
deles não são colineares, o anulamento (

u ,

v ,

w) significa que

u ,

v e

w são coplanares.
Portanto, se (

u ,

v ,

w)= 0 os vetores

u ,

v e

w são coplanares (estão no mesmo plano).

Exemplo 1: Verificar se são coplanares os vetores

u = (3,-1,4),

v = (1,0,-1) e

w= (2,-1,0)
Resolução:
(

u ,

v ,

w)= 0 5
0 1 2
1 0 1
4 1 3
≠ − =



.
Os vetores não são coplanares porque seu produto misto é diferente de zero.

Exemplo 2: Encontre o valor de m para que todos os vetores

a = (m,2,-1),

b = (1,-1,3) e

c = (0,-2,4) sejam coplanares.
Resolução: (

a ,

b ,

c ) = 0
3
6 2
0 2 8 6 4
0
4 2 0
3 1 1
1 2
=
=
= + − + −
⇒ =




m
m
m m m


Exemplo 3: Verificar se os pontos A (1,2,4 ) , B (-1,0,-2 ) , C (0,2,2 ) e D (-2,1,-3) estão no
mesmo plano.
Resolução: Os quatro pontos dados são coplanares se os vetores

AB ,

AC e

AD
têm produto misto nulo. (Dica:

AB =B-A =(-1,0,-2)-(1,2,4)=(-2,-2,-6). Idem para

AC e

AD).
Assim, (

AB ,

AC ,

AD) = 0 ⇔ 0
7 1 3
2 0 1
6 2 2
=
− − −
− −
− − −
. Logo são coplanares.

Exemplo 4: Verificar se são coplanares os vetores u = (2,-1,1), v=(1,0,-1) e w

= (2,-1,4).
Resolução: Como (u,v,w) =
4 1 2
1 0 1
1 1 2



=3≠ 0 os vetores não são coplanares.

6 Módulo ou Norma de um Vetor

6.1 Definição de módulo do vetor:

norma de v ou módulo de v é o comprimento do vetor v, representado por v ou v .
O módulo de um vetor é calculado por meio de um produto interno, onde v = v v. .
Assim, o módulo ou norma de um vetor v é o número real não negativo, resultante da raiz
quadrada do produto interno (ou escalar) do vetor v com ele próprio ou "v escalar v".

A
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Se v é vetor do plano tal que v = (x,y) ∈ R
2
então:
O módulo do vetor v no plano é dado por v v v . = =
2 2
y x + (Teor.
12
de Pitágoras)

Se v é vetor do espaço que v = (x,y,z) ∈ R
3
então:
O módulo de um vetor v é dado por v =
2 2 2
z y x + +

Geometricamente, temos:




Módulo de vetor no plano Módulo de vetor no plano Módulo de vetor no espaço

A demonstração é simples: Por exemplo, aplicando o Teorema de Pitágoras, se v é
vetor do plano tal que v = (x
1
,y
1
) então,
v
2
= (x
1
-0)
2
+ (y
1
-0)
2
= (x
1
)
2
+ (y
1
)
2
=
2
1
2
1
y x + = v

Note que, o módulo de um vetor é um número real não negativo representado por
→ → → →
= = v v v v . ) (
2


Exemplo 1: Se v=(2,1) ∈ R
2
, então v =
2 2
) 1 ( ) 2 ( + = 1 4 + = 5 u.m.(unidade de medida)

Exemplo 2: Se v = (-3,5), vetor do plano, então v =
2 2
) 5 ( ) 3 ( + − = 25 9 + = 34 u.m.

Exemplo 3: Se v=(2,1,-2), vetor do espaço, então
v =
2 2 2
) 2 ( ) 1 ( ) 2 ( − + + = 4 1 4 + + = 9 =3 u.m.

6.2 Proposições:
Para um vetor v = AB com extremidades nos pontos A(x
1
,y
1
) e B = (x
2
,y
2
), o módulo
de v será: v = AB =
2
1 2
2
1 2
) ( ) ( y y x x − + − = A B − (mesma fórmula da distância
entre dois pontos A e B).
Se u, v são vetores de R
n
então, d(u, v) =
2
1 2 2 1 1
) ( ... ) ( ) (
n
v u v u v u − + + − + − =
v u − , sendo u= (u
1
, u
2
, ... , u
n
) e v = (v
1
, v
2
, ... , v
n
).
Dados os vetores u, v, w de R
n
e k, um escalar real, tem-se:
(i) u . v = v . u
(ii) u (v+w) = uv + uw
(iii) k (u.v) = (ku).v = u.(kv)

12
Num triângulo retângulo, o quadrado da hipotenusa é igual a soma dos quadrados dos catetos.
(x
1
- 0)
(y
1
- 0)
y
1

| v |
v=(x
1
,y
1
)
x
1
0
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(iv) v.v > 0 qualquer que seja u e u.u = 0 se u = 0 = (0,0,...,0)
(v) v.v =
2
v
Conseqüência das proposições:
(1)
2
v u + =
2
u + 2uv +
2
v
(2)
2
v u − =
2
u - 2uv +
2
v
6.3 Vetor Unitário e Versor de um Vetor:

Se v é um vetor tal que v =1 então v é
denominado vetor unitário. Por exemplo, os
vetores u = (1,0), v = (0, -1) e w = (
5
4
,
5
3 −
) são
vetores unitários.

A partir de qualquer vetor v, podemos encontrar um vetor unitário w (nomeado de
versor de v). Para isso usamos a fórmula matemática w=
v
v
pois w= w = | | .
1
v
v
=1.
Todo vetor unitário w de mesma direção e mesmo sentido de um vetor não nulo

v é
chamado de versor de

v . Por exemplo, veja figura:


v


1
u é o versor de

v


2
u não é o versor de

v

A todo vetor

v é possível associar dois vetores unitários w e (-w) de mesma direção de
v pois
→ →
− = u u = 1.

Exemplo 1: O vetor v=(0,-1) é um vetor unitário porque v =
2 2
) 1 ( ) 0 ( − + = 1 0 + = 1 = 1.

Exemplo 2: O vetor v = (1,1) não é unitário porque v ≠1.

Exemplo 3: A partir do vetor v = (1,1) não unitário encontrar um vetor unitário w.
Resolução: w=
v
v
=
2 2
) 1 ( ) 1 (
) 1 , 1 (
+
= |
¹
|

\
|
2
1
,
2
1
.
O vetor w encontrado é nomeado de versor de v e é unitário porque w = 1.

Exemplo 4: A partir do vetor encontre um vetor unitário, ou determine um vetor unitário u
na direção do vetor v = (2,-2, 1).

Resolução: Observe que o vetor v = (2,-2,1) não é um vetor unitário pois o seu
comprimento é diferente de 1 ou seja, 3 9 1 (-2) (2) v
2 2 2
= = + + = ≠ 1.
Obtemos o vetor unitário u a partir de v, aplicando a fórmula,
Os vetores

1
u e

2
u da figura ao lado são vetores
unitários, pois têm módulo igual a 1. No entanto, apenas

1
u tem a mesma direção e o mesmo sentido de

v .

2
u

1
u
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u =
v
v
=
2 2 2
) 1 ( ) 2 ( 2
) 1 , 2 , 2 (
+ − +

=
9
) 1 , 2 , 2 ( −
ou
|
|
¹
|

\
|
9
1
. ( ) 1 , 2 , 2 − =
|
¹
|

\
| −
3
1
,
3
2
,
3
2
= u.
O vetor u encontrado é um vetor unitário pois seu módulo (ou norma) é igual a 1.

Fazendo a verificação!
u = ( ) ( ) ( )
2 2 2
3 / 1 3 / 2 3 / 2 + − + =
9
1
9
4
9
4
+ + =
9
9
= 1 = 1
6.4 Módulo de Vetor Livre

omo já vimos, um vetor pode ser representado por um segmento orientado que não parte
da origem do sistema. Neste caso, o vetor é representado por um segmento AB (Fig.a)
de origem no ponto A(x
1
,y
1
) e extremidade em B(x
2
,y
2
) e para determinar sua representação
algébrica fazemos:
AB = B – A
) , ( ) , (
1 1 2 2
y x y x AB − =
) , (
1 2 1 2
y y x x AB − − = = v (vetor)
O módulo deste vetor é determinado a partir do cálculo da distância entre dois pontos AB
(Fig.b), definido por: Assim,
Dist
AB
=

AB = A B−
B – A = (x
2
,y
2
) – (x
1
,y
1
)
B – A = (x
2
- x
1
, y
2 -
y
1
)
Dist
AB
= A B− =
2
1 2
2
1 2
) ( ) ( y y x x − + −

De forma similar, em R
3
A distância entre dois pontos P = (x
1
, y
1
, z
1
) e Q = (x
2
, y
2
,
z
2
) é igual a norma do vetor

PQ. Observe a Fig.(c).
Como

PQ=
→ →
− OP OQ = (x
2
- x
1
, y
2
- y
1
, z
2
- z
1
), então a distância de P a Q é dada por:
dist (P, Q) = |

PQ| =
2
1 2
2
1 2
2
1 2
) ( ) ( ) ( z z y y x x − + − + −




Fig.(a) Fig.(b)
Fig.(c) v =
→ →
− OP OQ

Exemplo 1: A norma (ou módulo) de v = (-1, - 3, 4) é |v|=
2 2 2
) 4 ( ) 3 ( ) 1 ( + − + − = 26 .

Exemplo 2: A distância entre os pontos P = (-1, - 3, 4) e Q = (-1, 2, -2) é:
dist (P, Q) = |

PQ| =
2 2 2
) 4 2 ( )) 3 ( 2 ( )) 1 ( 1 ( − − + − − + − − − = 36 25 0 + + = 61 .
C
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Exemplo 3: Sabendo que a distância entre os pontos A(-1,2,3) e B(1,-1,m) é 7, calcular o
valor de m.
Resolução:
A 7 B ou seja

AB = 7

AB = B – A ⇒ (1,-1,m) – (-1,2,3) = (2,-3,m-3)

AB =
2 2 2
) 3 ( ) 3 ( 2 − + − + m = 7 ⇒ m = 9 ou m = -3
Exemplo 4: Determinar o valor de a para que o vetor

V = (a,
4
1
,
2
1 −
) seja unitário.
Resolução: Vetor unitário ⇒

V = 1

V =
16
1
4
1
2
+ + a = 1 ⇒ 16 = 16
2
a + 5 ⇒ a = ±
4
11

Exemplo 5: Dados os vetores u= (2,n,-1) e v= (n,5,-1) e os pontos A(1,-1,2) e B(1,2,-1),
determinar o valor de n tal que u(v+AB) = 5
Resolução: AB= B-A =(1,2,-1)- (1,-1,2)=(0,3,-3)
Se u(v+AB)= 5⇔ (2,n,-1).[(n,5,-1)+(0,3,-3)]=5 ⇔ (2,n,-1).(n,8,-4)=5
⇔ 2n+8n+4=5 ⇔ 10n+4=5 ⇔ 10n=5-4 ⇔ n=
10
1

Exemplo 6: Dados os pontos P(-3,4) e Q = (-4,-1), determine o vetor u = PQ, o módulo de u,
a distância entre P e Q e encontre um versor w de u.
Resolução:
• u = PQ ⇒ u = (-4,-1) – (-3,4) = (-1, -5)
• u = 26 ) 5 ( ) 1 (
2 2
= − + −
• D
PQ
= 26 25 1 ) 4 1 ( )) 3 ( 4 (
2 2
= + = − − + − − −
• w =
u
u
=
|
|
¹
|

\
|
− −
=
|
|
¹
|

\
| − −
=
− −
26
26 5
,
26
26
26
5
,
26
1
26
) 5 , 1 (
. Note que w é um vetor unitário
obtido a partir de u, portanto w é versor de u.

Exemplo 7: A partir do vetor u = (3, 4) encontre o versor v de u (ou encontre um vetor
unitário v na direção do vetor u)
Resolução: Observe que o vetor u = (3, 4) não é um vetor unitário,
pois o seu comprimento é diferente de 1 ou seja,
1 5 25 4 3
2 2
≠ = = + = u

Obtemos o vetor unitário v a partir de u, aplicando a fórmula:
v = u
u
.
| |
1
|
|
¹
|

\
|

Assim, v = u
u
.
| |
1
|
|
¹
|

\
|
= ( ) ( ) |
¹
|

\
|
= |
¹
|

\
|
=
|
|
¹
|

\
|
+
5
4
,
5
3
4 , 3 .
5
1
4 , 3 .
4 3
1
2 2
. Observe o vetor projetado no
plano. Seu módulo (comprimento) é igual a 1 u.m.(unidade de medida)


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A
AAg
ggo
oor
rra
aa,
,, t
tte
een
nnt
tte
ee v
vvo
ooc
ccê
êê!
!! Resolva as atividades

Lista 4 de Atividades
1) Dados os vetores:

u = ( 2, -1, 1 ),

v = ( 1, -1, 0 ) e

w= ( -1, 2, 2) , calcular :
a) <

w,

v >; b)

v . (

u -

w); c) ( 2

u ).(3

v ); d) (

u +

v ).(

u -

v )
e)

w ×

v ; f)

v ×

w; g)

u x

v ; h) (

u ×

v ).(

u ×

v )
i)

w(

u ×

v ); j)

u (

wx

v ); k)

v (

wx

u ); l)

v ×(

u -

w)
2) Dados os pontos A(2,-1,2), B(1,2,-1) e C(3,2,1), determinar o vetor
|
¹
|

\
|
− ×
→ → →
CA BC CB 2 .
3) Considere os vetores do espaço, u = (2,-4,5), v = (1/2, -2, -1) e w = (1,1,1).Demonstre a
propriedade de produto interno (ou escalar) definida em:
(i) u.v=v.u
(ii) u(v+w)=u.v +u.w
4) Dados os vetores

u = (4, ∝,-1) e

v = (∝,2,3) e os pontos A(4,-1,2) e B(3,2,-1),
determinar o valor de ∝ tal que

u .(

v +

BA) = 5
5) Sejam u = ( 2, 3, 4, 0), v = ( 1, 2 , 3, 2) e w = ( 3, 2 , -1, -1), vetores de R
4
. Encontre:
a) < u, v> b) <u, w> c) v.w

6) Determine o valor de x de modo que (x, 1, 3, 2).(2, x, 0, x) = 3

7) A partir do produto interno, vetorial e misto, podemos resolver alguns problemas. Por
exemplo, calcular o módulo de vetor, a área de paralelogramo e triângulos e, o volume
de paralelepípedo. Aplicando estes conceitos, determine:
7.1) Sejam os vetores

u ( 3,1,-1 ) e

v = ( a,0,2 ).Calcular o valor de a para que a área
do paralelogramo determinado por

u e

v seja igual a 6 2 .
7.2) Calcular a área do triângulo cujos vértices são os pontos A=(1,-2,1); B=(2,-1,4) e
C=(-1,-3,3). (Dica: Fórmula da Área do triângulo é S

=
→ →
× v u
2
1
)
7.3) Calcular o valor de m para que o volume do paralelepípedo determinado pelos
vetores

1
v ,

2
v e

3
v seja igual a 10 para:

1
v =2

i -

y ,

2
v =6

i +m

y -2

k e

3
v =4

i +k.
7.4) Os vetores

a = (2,-1,-3 ),

b = (-1,1,-4 ) e

c = (m+1, m, -1) determinam um
paralelepípedo de volume 42. Calcular m.
7.5) Encontre o módulo dos vetores u = (2,4,5) e v = (-1, 3,4).
8) Verifique se os vetores u = (-1,3), v = (1,1) e w = (2,4) são unitários.
9) Encontre o versor w, dos vetores: (a) u = (1,2,3); (b) v = (-1,3,2); (c) s = (0,2,1).
10)Determinar ∝ para que o vetor

v = (∝,
2
1
,
2
1 −
) seja unitário.
11) Sabendo que a distância entre os pontos A(-1,2,3) e B(1,-1,m) é 7, calcular m.

12) Determinar x para que o vetor

v = (x,
2
1
,
3
1
) seja unitário.
13) Dados os vetores de lR
2
, definidos por u= (1,2,3), v=(-1,1,4) e w = (1,1,3), encontre:
(a) O produto interno entre v e w (b) vx(u-w)
(c) O produto misto entre w, u e v (d) O volume do paralelepípedo formado por w, u e v
(em m
3
).
(e) <u,v> (f) ux(v-w)
(g) u(vxw) (h) O volume do paralelepípedo formado por u, v e w.
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α αα α
(i) u.w (j) ux(w-v)
(k) O produto misto entre v, u e w. (l) O volume do paralelepípedo formado por v, u e w.
(m) A área do paralelogramo formado por u e v (em m
2
)
(n) A área do paralelogramo formado por v e w
(o) A área do paralelogramo formado por u e w
(p) A quantidade de papelão gasto para construir um paralelepípedo formado pelos vetores
u, v e w em m
2
(desconsidere as bordas para colar as laterais e bases do objeto).

Respostas: 1a) -3; b) 6; c) 18; d) 4; e) 2i+2j-k ou (2,2,-1); f) -2i-2j+k; g) i+j-k; h) 3; i) -1; j) 1; k) -1; l) i+j ou
(1,1,0); 2) (12,-8,-12) ou 12i-8j-8k; 3) (i) provar que u.v=4=v.u; (ii) provar que u(v+w)=7=u.v+u.w; 4) x = 7/3;
5(a) 14 + 3. 2
1/2
(b) 2+ 3. 2
1/2
(c)0; 6) x = 3/5; 7.1) a=-2 ou a = -4; 7.2) S= a u.
2
10 3
; 7.3) m=-2 ou m = -12;
7.4) m=2 ou m=-8/3; 7.5) 5 3 = u e 26 = v ; 8) Os vetores u, v e w não são unitários pois tem módulo diferente
de 1 unidade ou seja, 10 = u , 2 = v e 5 2 = w ; 9) Os versores procurados são: (a) w =
|
|
¹
|

\
|
14
3
,
14
2
,
14
1
;
(b) w =
|
|
¹
|

\
|

14
2
,
14
3
,
14
1
;(c) w =
|
|
¹
|

\
|
5
1
,
5
2
, 0 ; 10) ∝ =
2
2
±
; 11) m = -3 ou m = 9; 12) ∝ =
6
23
±
; 13)
(a) <v,w> = 12 (b) vx(u-w)= -4i – k ou (-4,0,-1)
(c) w(uxv) = 7 (d) O volume do paralelepípedo formado por w, u e v é 7m
3.

(e) <u,v> = 13 (f) ux(v-w) = 2i-7j+4k = (2,-7,4)
(g) u(vxw) = 7 (h) O volume do paralelepípedo formado por u, v e w é 7m
3.

(i) u.w = 12 (j) ux(w-v) = -2i+7j-4k ou (-2,7,-4)
(k) v(uxw) = -7 (l) O volume do paralelepípedo formado por v, u e w é 7m
3.

(m) A área do paralelogramo formado por u e v é S= 17 m
2

(n) A área do paralelogramo formado por v e w é S=3 6 m
2

(o) A área do paralelogramo formado por u e w é S= 10 m
2

(p) A quantidade de papelão gasto para construir um paralelepípedo formado pelos vetores u, v e w em m
2
é de
2( 17 +3 6 + 10 ) m
2
= 29,26m
2
considerando 17 =4,12, 6 =2,45 e 10 =3,16


7 Ângulos e Vetores: Paralelismo e Ortogonalidade
7.1 Ângulo de dois vetores:

produto escalar entre os vetores u e v pode ser escrito na
forma u.v = |u| |v| cos α αα α
onde α αα α é o ângulo formado pelas semi-retas que contém u e v
tal que 0 ≤ v ≤ 180º.
A partir desta definição de produto escalar, podemos obter o
ângulo entre dois vetores genéricos u e v, não-nulos, fazendo
cos α αα α =
v u
v u
.
.
, para os vetores u ≠ 0 e v ≠ 0.
Após encontrar o valor do cos α αα α , encontramos o ângulo α αα α na tabela de cossenos.
Ou: O ângulo de dois vetores

u e

v não nulos é o ângulo α αα α formado pelas semi-retas AO e
OB e tal que 0 π α ≤ ≤ .

Demonstração:
Sejam os vetores u e v abaixo e α αα α o ângulo entre eles
O
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Aplicando a lei dos cossenos ao triângulo ABC tem:
α cos . . 2
2 2 2
v u v u v u − + = − . Lembrando que
→ →
− + = − v u v u v u 2
2 2 2

Então comparando as duas equações temos:
α cos 2 2
2 2 2 2
v u v u uv v u − + = − +
uv 2 − = -2 α cos v u ⇔ -2 α cos v u = uv 2 − ⇔ α cos =
v u
uv
2
2


v u
v u.
=
Portanto, cos α αα α
v u
v u.
=


PROPOSIÇÕES
(a) Se α = π,

u e

v têm a mesma
direção e sentidos contrários.



(b) Se α = 0,

u e

v têm a mesma
direção e mesmo sentido.


(c) Se α =
2
π
,

u e

v são ortogonais e
indica-se:

u ⊥

v .


Neste caso o ∆ OBC permite escrever: (teorema de Pitágoras) = +
→ →
2
v u
2 2
→ →
+ v u

(d) O vetor nulo é considerado ortogonal a qualquer vetor.

(e) Se

u é ortogonal a

v e m é um número real qualquer,

u é ortogonal a m

v .

(f) O ângulo formado pelos vetores

u
e (-

v ) é o suplemento do ângulo de

u e

v .



Exemplo 1: Se u = (-2,-2) e v = (0, -2) então o ângulo ß entre os vetores u e v é de 45°.
Verificando: cos ß =
v u
v u
.
.
=
2 2 2 2
) 2 ( ) 0 ( . ) 2 ( (-2)
,-2) (-2,-2).(0
− + − +

α αα α α αα α
α αα α = 0
α αα α = π ππ π
π ππ π-α αα α
α αα α
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cos ß =
2
2
2
1
2 4
4
32
4
4 . 8
4 0
= = = =
+

cos ß =
2
2
então ß = 45
o

Exemplo 2: Calcular o ângulo entre os vetores

u = (1,1,4) e

v = (-1,2,2)

Resolução: cosθ = →
v u
v u
.
.
2 3 18 16 1 1 = = + + = u → 3 9 4 4 1 = = + + = v
cosθ =
( )( )
2
2
2
1
2 9
9
2 9
8 2 1
3 . 2 3
2 , 2 , 1 . 4 , 1 , 1
= = =
+ + −
=


cosθ =
0
45
2
2
= →θ

Exemplo 3: Sabendo que o vetor

v = (2,1,-1) forma um ângulo de 60° com o vetor

AB
determinado pelos pontos A (3,1,-2) e B (4,0,m), calcular m.
Resolução:

AB= B – A ( 4,0,m ) – (3,1,-2 ) ( 1,-1,m+2)
6 4 4 4 1 1
2 2
____
+ + = + + + + = m m m m AB
6 1 1 4 = + + = v
... θ = 60° cos 60 ° =
2
1

cos θ =
( )( )
( ) 6 4 6
2 , 1 , 1 1 , 1 , 2
2
1
.
.
2
+ +
+ − −
= →
m m
m
v u
v u
⇒ ( ) ( ) 2 1 2 2 6 4 6
2
− − − = + + m m m
( ) 6 4 6
2
+ + m m =[2(-1-m)]
2
⇒6m² +24m + 36 = (-2 – 2m)² ⇒
6m ² +24m + 36= 4 + 8m + 4m²⇒
m²+8m+16=0⇒
∆=(8)
2
-4.1.16=0⇒m= 4
2
8
2
0 8
− =

=
± −

Portanto, m = -4

Exemplo 4: Determinar os ângulos internos do triangulo ABC, sendo A(3,-3,3); B (2, -1, 2) e
C ( 1, 0, 2) e seus lados são respectivamente AC, AB e BC.
Resolução: Calcular cos
¬ ¬
B A cos , e cos
¬
C
( ) ( ) ( ) 1 , 2 , 1 3 , 3 , 3 2 , 1 , 2 − − ⇒ − − − = − =

A B AB
( ) ( ) ( ) 1 , 3 , 2 3 , 3 , 3 2 , 0 , 1 − − ⇒ − − = − =

A C AC
( ) ( ) ( ) 0 , 1 , 1 2 , 1 , 2 2 , 0 , 1 − ⇒ − − = − =

B C BC
6 1 4 1 = + + =

AB
14 1 9 4 = + + =

AC
2 1 1 = + =

BC
0
^ ^
10 , 19
9449 , 0
28
5
2 . 14
0 3 2
.
.
cos
±

=
+ +
⇒ = =
→ →
BC AC
BC AC
C C . Portanto,
0
^
19
28
5
arccos = = C
De forma similar, encontramos os

Exemplo 5: Provar que o triangulo de vértices A ( 2,3,1 ) , B ( 2,1,-1 ) e C ( 2,2,-2 ) é um
triangulo retângulo. Obs.: Quando o produto escalar de dois vetores for igual a zero ele é
retângulo.
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Resolução:
( ) 2 , 2 , 0 − − ⇒ − =

A B AB
( ) 3 , 1 , 0 − − ⇒ − =

A C AC
( ) 1 , 1 , 0 − ⇒ − =

B C BC
( )( ) 0 8 6 , 2 0 3 , 1 , 0 2 , 2 , 0 . ≠ = + + = − − − − ⇒
→ →
AC AB
( )( ) 0 2 2 0 1 , 1 , 0 2 , 2 , 0 . = + − = − − − ⇒
→ →
BC AB
Logo o triangulo ABC é retângulo.
7.2 Decomposição de um vetor v = P(x,y)
A decomposição de vetores é usada para facilitar o cálculo do vetor resultante. Observe a
seqüência de ações nas figuras (a), (b) e (c).
• (a) Consideremos o vetor v = P(x,y) nomeado de F sendo F o vetor força e α o ângulo
entre F e o eixo x.
• (b) Vamos decompor o vetor F em outros dois vetores Fx e Fy.
• (c) Agora, vamos trocar o vetor F
y
de posição para formarmos um triângulo
retângulo.
(a) (b) (c)






Note que, para determinar o valor de F
x
e F
y
basta resolvermos o triângulo retângulo

Portanto: ⇒ =
F
Fy
senα F
y
= F senα αα α
⇒ =
F
Fx
α cos F
x
= F cosα αα α
7.3 Ângulos Diretores e Cossenos Diretores de um Vetor

eja o vetor
→ → → →
+ + = zk yj xi v .
Ângulos diretores de

v são os ângulos γ β α , , que

v forma com os vetores
→ → →
k j i , ,
respectivamente.


K


v
α
β


Observação: os vetores da base canônica
{

i = ( 1,0,0 ),

y = (0,1,0),

k = ( 0,0,1 ) }
são ortogonais entre si.
0 . . . = = =
→ → → → →
k y k i y i e são unitários
S
α αα α
α αα α
α αα α
α αα α
F
x
= vetor força no eixo x
F
y
= vetor força no eixo y
F = vetor força
α αα α = ângulo entre F e o eixo x
Lembrando da trigonometria:
hip
o c
sen
. .
= α e
hip
a c . .
cos = α
Neste caso: F
x
é o cateto adjacente (c.a.) do ângulo, F
y
é o
cateto oposto (c.o.) do ângulo e F é a hipotenusa.
α αα α
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j


I


1 1 1 = = = = =
→ → →
k y i

Cossenos diretores de

v são os cossenos de seus ângulos diretores isto é,
cos γ β α cos , cos , .
Para o cálculo dos cossenos diretores, utilizamos a fórmula do ângulo entre dois vetores.
Demonstração: seja

v = ( x, y, z ) ,

i = ( 1, 0, 0 ) ,

y = ( 0, 1, 0 ) e

k = ( 0, 0, 1 ) então:
( )( )
→ →
→ →
=
+ +
= =
v
x
z y x
z y x
i v
i v
2 2 2
0 , 0 , 1 . , ,
.
.
cosα
cos

=
v
y
γ e cos
v
z
= β
Exemplo 1:
Calcular os cossenos diretores e os ângulos diretores do vetor

v = ( 6,-2,3 )
cos
0
31
7
6
cos
7
6
= = = =
(
¸
(

¸

=

α α α
v
x

cos
0
107 286 , 0 cos
7
2
= − = =

= β β β
cos
0
65 428 , 0 cos 428 , 0
7
3
= = = = = γ γ γ
Exemplo 2:
Dados os pontos A ( 2,2,-3 ) e B ( 3,1,-3 ). Calcular os cossenos diretores e os ângulos
diretores do vetor

AB .

AB = B – A = ( 1,-1,0 )
cos
0
45
2
2
2
1
= = = α α
cos
0
135
2
2
2
1
=

=

= β β
cos
0
90 0 cos 0
2
0
= = = = = γ γ γ

Observação Importante: Sempre que um vetor tem nula uma de suas componentes, a sua
correspondente é ortogonal (exemplo acima).

7.4 Paralelismo de dois vetores

ois vetores u = (u
1
, u
2
, ..., u
n
) e v = (v
1
, v
2
, ..., v
n
) são paralelos (ou colineares)
indica-se u//v quando suas coordenadas são proporcionais ou seja:

u ⁄ ⁄⁄ ⁄ ⁄ ⁄⁄ ⁄ v se
n
n
v
u
v
u
v
u
= = = ...
2
2
1
1
= k , k real.

Os vetores paralelos têm a mesma direção,
independe do sentido. Note que u // v // w.

D
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Exemplo 1: Considere u = (2,3,-7), v = (-4,-6,14). Verifique se são vetores paralelos.

Resolução:
Por definição, u ⁄ ⁄⁄ ⁄ ⁄ ⁄⁄ ⁄ v se
n
n
v
u
v
u
v
u
= = = ...
2
2
1
1
= k. Fazendo u//v =
14
7
6
3
4
2 −
=

=

obtemos
u//v =
2
1
. Note que as componentes são proporcionais porque a razão entre elas é k =
2
1
. Assim, u e v são vetores paralelos.

Exemplo 2: Determinar os valores de m e n para que sejam paralelos os vetores
) 1 , 3 , 1 ( + = m U e ) 1 2 , 2 , 4 ( − = n V
Resolução: ⇒

= =
+
1
1 2
2
3
4
1 n m
4
5
5 4 3 2 4 1 2
2
3
5 10 2 12 2 2
2
3
4
1
= ⇒ = ⇒ = − ⇒ − =
= ⇒ = ⇒ = + = =
+
n n n n
m m m
m

Exemplo 3: Dados os pontos P(1,2,4), Q(2,3,2) e R(2,1,-1), determinar as coordenadas de
um ponto S tal que, P, Q, R e S sejam vértices de um paralelogramo.

Resolução: Basta usar uma igualdade para achar as coordenadas de S.
) 1 , 0 , 1 (
1 2 1
0 1 1
1 1 2
) 2 , 1 , 1 ( ) 1 , 1 , 2 (
) 2 , 1 , 1 ( ) 4 , 2 , 1 ( ) 2 , 3 , 2 (
) 1 , 1 , 2 ( ) , , ( ) 1 , 1 , 2 (
=
= ⇒ − = − −
= ⇒ = −
= ⇒ = −
− = − − − − ⇒ =
− ⇒ − = − =
− − − − ⇒ − − = − =
S
z z
y y
x x
z y x PQ SR
P Q PQ
z y x z y x S R SR

Exemplo 4: Determinar os valores de m e n para que sejam paralelos os vetores U = (m +1,
3,1) e V = (4,2,2n – 1).
Solução: A condição de paralelismo de dois vetores permite escrever:
1 2
1
2
3
4
1

= =
+
n
m
ou

¹
´
¦
= −
= +
2 ) 1 2 ( 3
12 ) 1 ( 2
n
m

¹
´
¦
= −
= +
2 3 6
12 2 2
n
m

A solução do sistema permite dizer que m = 5 e n = 5/6

Lembre-se que:
• Um vetor v = (x
1
, y
2
, z
3
) pode ter a sua origem em qualquer ponto. Normalmente,
situamos o ponto de origem, na origem do sistema (0,0,0). Quando não é situado a
partir da origem, o vetor é livre, ele não tem posição fixa, ao contrário do ponto.
• Ponto Médio de um segmento: É possível determinar as expressões das
coordenadas do ponto médio do segmento de reta de extremidades A(x
1,
y
1
) e
B(x
2
,y
2
).
Solução: O ponto médio M é tal que
→ →
= MB AM ou M – A = B – M.
Sendo M(x,y), vem então: (x – x
1
,y – y
1
) = (x
2
– x,y
2
– y) e dai temos
x – x
1
= x
2
– x e y – y
1
= y
2
– y, por tanto: 2x = x
2
+ x
1
e 2y = y
2
+ y
1

Álgebra Linear – Vetores em R
n
125
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Logo: x =
2 2
2 1 1 2
x x x x +
=
+
e y =
2 2
2 1 1 2
y y y y +
=
+


7.5 Ortogonalidade de dois vetores

ois vetores u = (u
1
, u
2
, ..., u
n
) e v
= (v
1
, v
2
, ..., v
n
) são ortogonais
(ou perpendiculares), quando o
ângulo ß por eles formado é de 90°
(ângulo reto). Neste caso, cos ß=
cos 90° = 0, o que implica, pela fórmula do
cálculo de ângulos de vetores, que o
produto interno usual entre eles é zero ou
seja,

u . v = 0 Indica-se u ⊥ ⊥⊥ ⊥ v.
Podemos afirmar também que cos λ λλ λ = 0
.
.
=
v u
v u

Exemplo 1: Considere u = (2,3), v = (-3,2) e w = (-6,4). Verifique se os vetores, dois a dois,
são ortogonais.
Resolução:
u.v= (2,3). (-3,2) = -6 + 6 = 0 logo u e v são ortogonais.
u.w= (2,3). (-6,4) = -12 + 12 = 0 logo u e w são ortogonais
v.w= (-3,2). (-6,4) = 18 + 8 = 26 ≠ 0 logo v e w não são ortogonais
Projete-os no plano cartesiano e verifique se, geometricamente, os vetores ortogonais
formam entre si, ângulo reto.

Exemplo 2: Verifique se os vetores u = (-3, 2) e v = (4,3), eles são ortogonais no espaço
vetorial V = R
2
em relação ao produto interno não usual definido em:
(x
1
, y
1
) . (x
2
, y
2
) = x
1
. x
2
+ 2 y
1
. y
2
.
Resolução:
u.v= (-3,2) . (4,3) = -3.4 + 2.2.3 = -12 + 12 = 0 logo u e v são ortogonais.

Exemplo 3: Verifique se os vetores u = (1,2) e v = (-2,1), são ortogonais no espaço vetorial
V = R
2
em relação ao produto interno usual.
Resolução:
u.v= -2+2=0. Logo u e v são ortogonais.
Ou cos λ λλ λ = 0
.
.
=
v u
v u
→ →→ → cos λ λλ λ=
5 . 5
) 1 , 2 ).( 2 , 1 ( −
→ →→ → cos λ λλ λ=
25
2 2 + −
→ →→ → cos λ λλ λ=0. Se cos λ λλ λ=0, então
λ λλ λ=90º, portanto os vetores são perpendiculares ou ortogonais.



A
AAg
ggo
oor
rra
aa,
,, t
tte
een
nnt
tte
ee v
vvo
ooc
ccê
êê!
!! Resolva as atividades

Lista 5 de Atividades

1) Sejam u = ( 2, 3, 4, 0), v = ( 1, 2 , 3, 2) e w = ( 3, 2 , -1, -1), vetores de R
4
. Verifique
quais vetores são ortogonais dois a dois e justifique.
2) Considere os vetores u = (-1, 2, 5, 3), v = (3, -6, -15, -9) e w = (0, 1, -1, 1), vetores de
R
4
. Determine:
(a) Os vetores são paralelos (verifique dois a dois)? Justifique.
(b) Os vetores são ortogonais (verifique dois a dois)? Justifique.
3) Existem valores para k, de modo que u=(2k, 6, 0, 1, 8) e v=(3, 2k, 1, 0, 2) sejam
ortogonais?
D
Álgebra Linear – Vetores em R
n
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4) Sabendo que o ângulo entre os vetores

u e

v é de 60
0
, determinar o ângulo formado
pelos vetores:
a)

u e -

v
b) -

u e

v
c)-

u e -

v
d)2

u e 3

v
5) Encontre os ângulos diretores e cosseno diretor do vetor u = (-2, 3).
6) Encontre os ângulos diretores do vetor u = (1,3,2).
7) Determinar a e b de modo que os vetores u = (4,1,-3) e v = (6,a,b) sejam paralelos.

Respostas: 1) v e w são ortogonais pois v . w = 0; 2) u e v são paralelos pois u/v=k=-1/3; u e w não são paralelos
pois não se define k para -1/0; v e w não são paralelos pois não se define k=3/0; 2b) os vetores u e w, v e w
são ortogonais pois seu produto interno é nulo e os vetores u e v não são ortogonais pois seu produto é -127.;
3) Sim, u e v são ortogonais para k = -8/9; 4) a) 120º b) 120º c) 60º d) 60º ; 5) cos α =
13
13 2 −
então α =
....; cos β =
13
13 3
então β = ....; 6) cos α =
14
14
então α = ....; cos β =
14
14 3
então β = ....; cos λ=
14
14 2
então λ =... 7) u e v são paralelos para a=3/2 e b=-9/2.


Atividade Complementar
1) Determinar a extremidade do segmento que representa o vetor V = (2,-5), sabendo
que sua origem é o ponto A(-1,3).
2) Dados os vetores U = (3,-1) e V = (-1,2), determinar o vetor W tal que:
a) 4(U - V ) + 1/3W = 2U - W
b) 3W - (2W - W ) = 2(4W - 3U )
3) Dados os pontos A(-1,3), B(2,5) e C(3,-1), calcular
→ →
− AB OA ,
→ →
− BC OC e
→ →
− CB BA 4 3 .
4) Dados os vetores U = (3,-4) e V = (-9/4,3), verificar se existem números a e b
tais que U = a V e = V = b U .
5) Dados os vetores u = (2,-4) e v = (-5,1) e v = (-12,6), determinar K
1
e K
2
tal que v =
K
1
u + K
2
v.
6) Dados os pontos A(-1,3), B(1,0), C(2,-1), determinar D tal que
→ →
= BA DC .
7) Dados os pontos A(2,-3,1) e B(4,5,-2), determinar o ponto P tal que
→ →
= PB AP .
8) Dados os pontos A(-1,2,3) e B(4,-2,0), determinar o ponto P tal que
→ →
= AB AP 3 .
9) Determinar o vetor v sabendo que (3,7,1) + 2v = (6,10,4) - v.
10) Encontrar os números a
1
e a
2
tais que w = a
1
v
1
+

a
2
v
2,
sendo v
1
= (1,-2,1), v
2
= (2,0,-
4) e w = (-4,-4,14).
11) Verificar se são colineares os pontos:
a) A(-1,5,0), B(2,1,3) e C(-2,-7,-1) b) A(2,1,-1), B(3,-1,0) e C(1,0,4)
12) Calcular a e b de modo que sejam colineares os pontos A(3,1,-2), B(1,5,1) e C(a,b,7).
13) Mostrar que os pontos A(4,0,1), B(5,1,3), C(3,2,5) e D(2,1,3) são vértices de um
paralelogramo.
14) Verifique se o vetor u = (1,4) é unitário.
15) A partir dos vetores u = (2,1), v = (-1,3) e w = (1,1) encontre os vetores u´, v´, w´
que sejam unitários.
16) Dados os pontos A(-1,2), B(3,1) e C(-2,4), determinar D(x,y) de modo que AB CD
2
1
=
17) Sabendo que a distância entre os pontos A(-1,2,3) e B(1,-1,m) é 7, calcular m.
Respostas:
1) (1,-2); 16) D = (0,7/2).17)m=-3 ou m = 9.
Álgebra Linear – Vetores em R
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Profª(s) MSc.Elisa Netto Zanette, MSc. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.Ledina Lentz Pereira


Bibliografia

KAPLAN, Wilfred; LEWIS, Donald J. Cálculo e Álgebra Linear. RJ: LTC, 1975.
KUHLJAMP, Nilo. Matrizes e Sistemas de Equações Lineares. Florianópolis: Ed. da UFSC,
2007.
LAY, David C. Álgebra linear e suas aplicações. 2.ed Rio de Janeiro: LTC, 1999. 504 p.
LEON, Steven J. Álgebra linear com aplicações. 4.ed Rio de janeiro: LTC, 1999. 390 p.
LINS, Romulo Campos e GIMENEZ, Joaquim. Perspectivas em Aritmética e Álgebra para o
século XXI. São Paulo, Papirus, 1997.
STEINBRUCH, Alfredo; WINTERLE, Paulo. Álgebra Linear. Rio de Janeiro: Makron Books,
1987. 581 p.
STEINBRUCH, Alfredo. Álgebra linear e geometria analítica. São Paulo: Ed. McGraw-Hill,
1975. 518 p.
WINTERLE, Paulo. Vetores e Geometria Analítica. SP: Makron Books, 2000.

Álgebra Linear – Vetores em Rn

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6.3 Vetor Unitário e Versor de um Vetor: ...................................................................115 6.4 Módulo de Vetor Livre ........................................................................................116 Lista 4 de Atividades ............................................................................................118 7 Ângulos e Vetores: Paralelismo e Ortogonalidade.........................................................119 7.1 Ângulo de dois vetores: ......................................................................................119 7.2 Decomposição de um vetor v = P(x,y) .................................................................122 7.3 Ângulos Diretores e Cossenos Diretores de um Vetor .............................................122 7.4 Paralelismo de dois vetores.................................................................................123 7.5 Ortogonalidade de dois vetores ...........................................................................125 Lista 5 de Atividades ............................................................................................125 Atividade Complementar.......................................................................................126 Bibliografia ................................................................................................................127

1 Introdução: Retas e Segmentos Orientados
ara compreender o conceito de vetores vamos rever alguns conceitos básicos de reta orientada e segmentos:

P

1.1 Reta Orientada: Eixo

Uma reta r é orientada quando fixa nela um sentido de percurso, considerado positivo e indicado por uma seta. r

O sentido oposto é negativo. Uma reta orientada é denominada de eixo.

1.2 Segmento Orientado
Um segmento orientado é determinado por um par ordenado de pontos. O primeiro é chamado origem do segmento, o segundo chamado extremidade. O segmento orientado de origem A e extremidade B é representado por AB e, é geometricamente, indicado por uma seta que caracteriza visualmente o sentido do segmento.

1.3 Medida de um Segmento
Fixada uma unidade de comprimento, cada segmento orientado pode-se associar um número real, não negativo, que é a medida do segmento em relação aquela unidade. A medida do segmento orientado é o seu comprimento ou seu módulo. O comprimento do segmento AB é indicado por AB . Assim, o comprimento do segmento AB representado na figura abaixo é de 5 unidades de comprimento (u.c.):

AB = 5 u.c.

Observe que: Os segmentos podem ser também, nulos ou opostos:

Segmento Nulo: Quando a extremidade do segmento coincide com a origem. Os segmentos nulos têm comprimento igual a zero.

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Álgebra Linear – Vetores em Rn

83

Segmentos Opostos: Se AB é um segmento orientado, o segmento orientado BA é oposto de AB. Note que, a medida dos segmentos opostos é a mesma,

AB = BA .

1.4 Direção e Sentido do segmento orientado
Dois segmentos orientados não nulos AB e CD têm a mesma direção se, as retas suportes desses segmentos, são paralelas ou coincidentes.

Retas paralelas: segmentos com mesma direção e sentido

Retas paralelas: segmentos com mesma direção e sentido contrário

Retas coincidentes: segmentos com mesma direção e sentido Observações:

Retas coincidentes: segmentos com mesma direção e sentido contrário

• Podemos comparar os sentidos de dois segmentos orientados somente quando eles têm mesma direção. • Dois segmentos orientados opostos têm sentidos contrários.

1.5 Segmentos Eqüipolentes
Dois segmentos orientados AB e CD são eqüipolentes quando têm a mesma direção, o mesmo sentido e o mesmo comprimento.

Se os segmentos orientados AB e CD não pertencem à mesma reta. Para que AB seja eqüipolente a CD é necessário que AB//CD (// significa paralelos) e AC//BD, isto é, ABCD deve ser um paralelogramo.

Observações: • Dois segmentos nulos são sempre eqüipolentes. • A eqüipolência dos segmentos AB e CD é representada por AB ~ CD. Propriedades da Eqüipolência (1) AB ~ AB (reflexiva). (2) Se AB ~ CD, CD ~ AB (simétrica). (3) Se AB ~ CD e CD ~ EF, AB ~ EF (transitiva). (4) Dado o segmento orientado AB e um ponto C, existe um único ponto D tal que AB~CD.

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Álgebra Linear – Vetores em Rn

84

2 Vetores: Definições

2.1 Grandezas Escalares e Vetoriais

E

xistem dois tipos de grandezas: as escalares e as vetoriais. As grandezas escalares são determinadas por um valor (número) e uma unidade. Exemplo: comprimento, área, volume, etc. Quando afirmamos que a altura de um quadro é de 1,5 m ou que o volume da caixa é de 20 dm3 estamos determinando a grandeza escalar. Em várias aplicações físicas, por exemplo, existem determinadas grandezas, como temperatura e pressão, que possuem somente “magnitude” e podem ser representadas por números reais (grandezas escalares). Entretanto, existem outras grandezas, como força, velocidade, aceleração, deslocamento e impulso que, para serem completamente identificadas, precisam, além da “magnitude” (módulo), da “direção” e do “sentido”. Estes são exemplos grandezas vetoriais ou vetores.

Definição 1: Vetores são grandezas que, para serem identificadas, precisam da magnitude, da direção e do sentido. Assim, um vetor tem três características: módulo (ou magnitude), direção e sentido. • A direção é dada pela reta que contém o segmento. • O sentido é dado pelo sentido do movimento do segmento. • A magnitude (ou módulo) é o comprimento do segmento. Indicamos por duas barras verticais: |v| (Lê-se: módulo de v)

A representação geométrica de um vetor é um segmento orientado de reta: AB, CD, ...

Definição 2:

Vetor é um conjunto de todos os segmentos orientados

eqüipolentes3 a um segmento AB ou seja, com mesma direção, comprimento e sentido.

Note que neste conceito, desconsideramos a idéia de grandezas vetoriais e o vetor é compreendido a partir de um segmento orientado4. Onde, dois ou mais segmentos orientados de mesmo comprimento, mesma direção (são paralelos ou colineares) e mesmo sentido são representantes de um mesmo vetor v. (Fig.1) Na Figura 2, os vetores u e v são iguais (eqüipolentes) e representam um mesmo vetor. Idem para os vetores x e w. O mesmo não ocorre com os vetores s, t e m, n. Todos têm o mesmo comprimento, mas não tem a mesma direção e sentido. Fig.1

3 4

Equivalentes. Um segmento está orientado quando nele se escolhe um sentido de percurso, considerado positivo. Profª(s) MSc.Elisa Netto Zanette, MSc. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.Ledina Lentz Pereira

x3 . A letra usada para os elementos é normalmente a mesma letra utilizada para o vetor....2 Note que: • Os vetores u e v têm a mesma direção e o mesmo sentido.. • Os vetores s e t têm a mesma direção e sentidos contrários. O subscrito representa o índice do elemento do vetor.. v3. Vetores são geralmente representados por letras minúsculas em negrito (v). v2 é o segundo elemento do vetor. v = ( x1 ....... v2... Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.. Definição 3: Um vetor é um conjunto de números que pode ser escrito como v = (v1.    v n  O termo escalar é usado com o significado de um número real. e seus elementos são geralmente representados em letras minúsculas com um subscrito (vi).Álgebra Linear – Vetores em Rn 85 Fig... x 2 ) ∈ IR 2 v = ( x1 .. ou seja. v2. x3 ) ∈ IR 3 v = ( x1 . • Os vetores w e x têm a mesma direção e o mesmo sentido.. pois o ponto inicial é fixo na origem.. • Os vetores m e n têm diferente direção.... B Indica-se por v = AB A (2) Algebricamente: vetor é um par ordenado (plano) ou uma terna ordenada (espaço tridimensional) ou ainda uma n-úpla ordenada (espaço n-dimensional) de números reais.Ledina Lentz Pereira ... Observe que.. v2. É importante notar que os vetores no plano e no espaço são determinados exclusivamente pelo seu ponto final. consideramos apenas os segmentos orientados como ponto inicial na origem (0.0.. vn).. Profª(s) MSc... têm n elementos (escalares).. denominados “vetores do plano” e “vetores no espaço”. v = ( x1 . vetores paralelos têm a mesma direção e que cada direção pode ser associada a dois sentidos: sentidos iguais ou sentidos contrários.. v3. O vetor v é um vetor de dimensão n. x3 ...0) ou (0. Esta lista ordenada de n escalares pode ser representada na forma de linha v = (v1. x 2 .. A notação vi indica o i-ésimo elemento do vetor. x 2 ....0).. x 2 .x n ) ∈ IR n • • Somente os vetores em R2 e R3 podem ser representados geometricamente.. Por exemplo....Elisa Netto Zanette.. Os escalares v1. Em geral... x 4 . Note que: Podemos representar um vetor de duas formas: (1) Geometricamente: vetor é um segmento de reta orientada... vn são chamados de coordenadas ou componentes do vetor v..... MSc.. vn) ou em forma de coluna (matriz): v1  v  2 v =  . x 4 ) ∈ IR 4 ..

-1.0. Idem para os pontos C e D.Álgebra Linear – Vetores em Rn 86 Exemplo 1: Uma fábrica produz 4 tipos diferentes de artigos. nulos. 400 unidades do artigo B. Segundo Winterle (2000) o vetor nulo é considerado paralelo a qualquer vetor..00. Numa semana são vendidas 300 unidades do artigo A. 200. o vetor BA é o oposto de AB e indicamos por (. Os vetores w = ( 1. determinam um único vetor. por serem eqüipolentes entre si. y1) e v = (x2. MSc.4) tem dimensão 3.00 e R$ 41. respectivamente. independente de ter ou não. Os preços de venda por unidade de artigo são. 5) são iguais se a = 3. Resolução: Devemos fazer x+1 = 5 e 3y – 8 = 4 e obtemos x = 4 e y = 4. Em IR2 e IR3. o vetor nulo indica a origem do sistema plano e espacial. ( -3. porém com sentido contrário. 200 unidades do artigo C e 250 unidades do artigo D.4. não tem direção e sentido definidos. 3.0. A quantidade total dos artigos. chamado vetor nulo ou vetor zero. 3 .00. colineares e livres Proposição 1: Dado um vetor v= AB . 12. o vetor p = (25. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.. 41) indica o preço (em reais.Elisa Netto Zanette.-4). 5.-3.3. os segmentos orientados AB e CD determinam o mesmo vetor v. na ordem A. O vetor v = (2. tem um vetor oposto (-v)=(-v1.Ledina Lentz Pereira .5) tem dimensão 5. e somente se x1 = x2 e y1 = y2 e escreve-se u=v.5) e v = (a. vendidos numa semana.. 3y-8). Proposição 3: Dois ou mais segmentos orientados representam o mesmo vetor (vetores iguais) se têm o mesmo comprimento.0). R$ 25. então dizemos que v ∈ R5. origens em pontos diferentes. Exemplo 2: O vetor u = (2. o vetor é dito nulo5 ou vetor zero indicado por 0 = (0.2 Proposições: Vetores opostos. dois vetores são iguais (ou eqüipolentes). R$ 32. Algebricamente. 400. Assim. u = (x1. Exemplo: Se u=(2. na ordem dada. cada ponto do espaço pode ser considerado como origem de um segmento orientado que é representante do vetor v. e que é indicado por 0 ou v=0 = (0. C e D. pode ser representada pelo vetor q = (300. com u=(x+1. respectivamente..0).0.-v2) com mesmo módulo e mesma direção. 4) e v=(5. 250) e. 32.0. num paralelogramo ABCD.4) Proposição 2: Se todas as componentes do vetor são nulas. Por exemplo. -4) e z = 2. É o vetor cuja origem coincide com a extremidade. Exemplo 1: Os vetores u= (3. onde v = AB = CD O ponto A é denominado ponto inicial ou origem do vetor v e o ponto B é denominado ponto final ou extremidade do vetor. O vetor v é chamado vetor livre porque o segmento que o representa pode ter sua origem colocada em qualquer ponto do plano.3. B. Todo vetor v não nulo. mesma direção e mesmo sentido.. Assim.. 0) têm quatro componentes e portanto são vetores do R4..AB ) ou (-v).. então –u=(-2. R$ 12. Profª(s) MSc. R$) de venda por unidade de artigos. então dizemos que v ∈ R3.00. Exemplo 2: Determinar o valor de x e y para u=v. iguais. y2) são iguais se. 5 Vetor nulo: Os segmentos nulos. se todas as componentes do vetor são iguais.

(a): v .Elisa Netto Zanette. u e w são coplanares Fig. são vetores coplanares se → → π → → v → u Importante: dois vetores v e u quaisquer são sempre coplanares. 2000. u e v ou mais.Ledina Lentz Pereira .Álgebra Linear – Vetores em Rn → → → → 87 Proposição 4: Dois vetores u e v com a mesma direção são chamados de u e v são colineares se tiverem representantes vetores colineares ou paralelos. p. imaginar os → → w → → → dois representantes de v e u pertencendo a um plano π que passa por esse ponto. → → Proposição 5: Dois vetores pertencerem a um mesmo plano π. u e w não são coplanares Exemplo6 Observe o paralelepípedo retângulo: Podemos afirmar que: (a) H E F D A B G DH = BF EG são coplanares (b) AB. Fig. Assim. com origem nele. FG e (c) C AE e BF são colineares (d) AB é ortogonal ao plano BCG (e) DC é paralelo ao plano HEF WINTERLE. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. pois podemos sempre tomar um ponto no espaço e. AB e CD pertencentes a uma mesma reta ou em retas paralelas.(c): v . Três vetores poderão ser coplanares ou não (Fig c).6 Profª(s) MSc. MSc.(b): v . u e w são coplanares π → → v → → v α w u → π → u w → → → → → → Fig.

todo 7 (WINTERLE. DB e FG são coplanares.Ledina Lentz Pereira . y ∈ R} é interpretado geometricamente como sendo o plano xOy do sistema cartesiano ortogonal. h) AB. exceto (a).2x-12) = (1.3) = (2. 3) Encontre se possível os valores de x e y tais que: a) (2.1.6) 4) Determine os valores de x e y.ED m) PE ⊥ EC f) AO = MG n) PN ⊥ NB g) KN = FI o) PN ⊥ AM módulo h) AC // HI p) AC = FP paralelos 2. (c). 2x+5) = (4. y+ 13 ) 2 (c) ( x . 3y-5) (d) ( x . g. l. 3.3) b) (1. BC e CG são coplanares. Verifique se as igualdades são verdadeiras.-5) d) (x. 2x – 2) = (0. Vetores que pertencem ao R² são conhecidos como pares ordenados de números reais. 3a) x=5 e y=1.Elisa Netto Zanette. e. b. 2) As afirmações são verdadeiras. 2000.6) Profª(s) MSc. 7) = (2.1 Expressão analítica de um vetor no plano (R2) O conjunto R2 = R x R = {(x. BG e CF são coplanares. ∀ x. A partir do paralelepípedo retângulo podemos afirmar que: H G E D A B F C a) AB = -HG b) AB ⊥ CG c) AF ⊥ BC d) AC=HF e) AG=DF f) BG // ED g) AB. b) x = 7/2. i. n. b) x = 4. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. (g) e (h). Analise e justifique. c.y. 7) = (2x – 4. o e p. a) AB = OF i) JO // LD b) AM = PH j) AJ // FG c) BC = OP k) AB ⊥ EG perpendiculares d) BL = . MSc. A figura abaixo é constituída de nove quadrados congruentes (do mesmo tamanho).x. Geometricamente. c) x = 4 = y. p.y).Álgebra Linear – Vetores em Rn 88 Agora. i) AB é ortogonal ao plano BCG j) DC é paralelo ao plano HEF k) AC. d) x=2 e y=4. h.5. 6) (a) (4x-5. d.x.-3) = (2. tente você! Resolva as atividades Agora tente você! Lista 1 de Atividades7 1.3) c) (1. k. Assim.5. Mas. 5x-1) Respostas: 1) São verdadeiros: a. f.. c) Não ∃ solução pois os vetores pertencem a dimensões diferentes. 4a) x = y= 0. há outra forma de representá-los. (b) (x2 – 5x + 4. d) não existe x 3 Vetores no Plano e Vetores no Espaço O estudo dos vetores em geral é relacionado a sua representação geométrica que se caracteriza num segmento de reta orientado como vimos até aqui.x+y) = (y-2. j. vamos estudar os segmentos orientados relacionados com os sistemas de eixos cartesianos do plano (R2) e do espaço (R3). m. São falsos. de forma que os vetores sejam iguais.MC l) AM ⊥ BL e) DE = . É o conjunto formado por todos os vetores com duas coordenadas reais x e y.

tem sempre um representante equivalente OP .y).0). os vetores v= OP . Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.Ledina Lentz Pereira .y) do plano. No estudo algébrico dos vetores.-5) ou v = 3i-5j. j} = {(1. Exemplo 2: Representação no plano cartesiano do vetor v = (3. no estudo algébrico dos vetores. 2) ou v = representação do vetor v.0). definido por um ponto. y1 ) Profª(s) MSc.Elisa Netto Zanette.0).Álgebra Linear – Vetores em Rn 89 vetor v= AB desse plano. MSc.y) de números reais e se representam por v = ( x.1) 0 = (0.2 Vetor Definido por Dois Pontos: Vetor Livre I númeras vezes um vetor é representado por um segmento orientado que não parte da origem do sistema. Exemplo 1: Representação no plano do vetor v e do ponto P(x. y2 ) − ( x1 .0). y) de números reais. também denominadas de coordenadas do vetor. y) de números reais que são suas componentes na base dada. Nestes casos. temos os vetores livres. Todo ponto P(x.0).3)  Particularmente v = −10i → v = (−10. os vetores definidos por um ponto que é o extremo do segmento com origem no ponto (0. Note que. v = (3. y ) que é a expressão analítica de v. o plano pode ser compreendido como um conjunto de pontos ou um conjunto de vetores.1)    v = 3 j → v = (0. ordenada. Como. já se afirmou anteriormente. está associado a um único vetor v = OP com v = (x.0) j = (0. Veja outros exemplos: v = −i + j → v = (−1. a cada vetor v do plano pode-se associar um par (x. A primeira componente x é chamada abscissa e a segunda y. utiliza-se em geral. fazemos: AB = B − A AB = ( x2 .0) Desta forma. (0. consideramos o vetor AB de origem no ponto A(x1.y2). O vetor AB é um vetor livre. OBS: Na Geometria Analítica analisa-se o vetor e sua representação a partir de uma base 3 2 ∈ R².2) ∈ R2. ditos vetores no plano e que são vetores definidos por um ponto extremo do segmento com origem no ponto (0. y1) e extremidade em B(x2. A partir de um vetor livre v = AB podemos encontrar o seu vetor equivalente. Para isso. cuja origem é a origem do sistema cartesiano (0. Nestas condições. que parte da origem do sistema (0. são formas de   {i. razão porque se define: Vetor no plano é um par ordenado (x. utiliza-se em geral. 3. y) sendo x e y as coordenadas de P e as componentes do vetor v. Por exemplo.0)   i = (1. Exemplo 3: Podemos escrever v = (3.1)} onde é estabelecida a correspondência biunívoca entre vetores no plano e os pares ordenados (x.

a2 e a3 tais que: v = a1 v1 + a2 v2 + a3 v3 onde a1. Exemplo 2: Dados os pontos A=(0.0).0). E.0) e extremidade em P(x.2). Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.0). Profª(s) MSc. v = B-A. obtemos um vetor v a partir do vetor livre AB. Exemplo 1: Para A = (-3. subtraindo as coordenadas do ponto B das coordenadas do ponto A.0). k } = {(1. Assim. é uma base. No espaço R3 qualquer conjunto {v1.Ledina Lentz Pereira .Álgebra Linear – Vetores em Rn 90 AB = ( x2 − x1 . em R3 a base canônica é {(1.4) = (-3+1.-2) é equivalente ao vetor livre AB e parte da origem (0. y2 − y1 ) = v (vetor definido por um ponto) Representação Geométrica Vetor Livre Vetor definido por um ponto extremo com origem em (0.1)}. 1) 3. v2} de dois vetores. 8 Você sabia que: No plano R2 qualquer conjunto {v1. AB = B – A = (1.1)} quando os vetores são vetores do plano e a partir de uma base → → → canônica representada por { i . dentre estas infinitas representações.2-4) = (-1. Todo espaço tem infinitas bases e uma base canônica. -2) = v O vetor v = (-1.0.0). y.1. todo vetor v deste plano é combinação linear dos vetores da base. j } = {(1.2) e B = (-1.0.z) de números reais.0.y). (0.1) e B=(1.2) – (0.1) = (1.0. j . sempre existem números reais a1. determine o vetor v que parte da origem e é equivalente ao vetor livre Resolução: v = AB . v2. (0.2)-(-1. (0. isto é. (0. Por exemplo. O vetor v encontrado representa o mesmo vetor AB. não colineares.0) do sistema.4). O segmento AB é um vetor livre.1. Fazendo AB = B-A = (-3. sempre existem os números a1 e a2 reais tais que v = a1 v1 + a2 v2. Assim.Elisa Netto Zanette. v3} de vetores não coplanares é uma base. MSc. a2 e a3 são componentes de v em relação à base considerada. Entretanto.1)}quando os vetores são vetores do espaço.0). É importante lembrar que um vetor tem infinitas representações que são os segmentos orientadores com mesmo comprimento. onde é estabelecida a correspondência biunívoca entre vetores no espaço com o vetor (x. o que melhor caracteriza o vetor é aquele que tem sua origem no ponto O (0.3 Expressão analítica de um vetor no espaço (R3) N a Geometria Analítica analisa-se o vetor e sua representação a partir de uma base8 → → { i . (0. direção e sentido. ou seja.

z = 0 B (2. j. a reta com direção do vetor j é o eixo do K é o y (ordenada) e a reta com a direção do vetor eixo dos z (das cotas: significa altura no espaço).0. y = 4.c) de números reais.0) → x = 2. 3) Profª(s) MSc. As setas indicam o sentido positivo de cada eixo. z = 3 E (0. As figuras abaixo dão uma idéia dos planos. z = 0 C (0. k} e v = (x.3) → x = 0. z z y 0 x A cada ponto do espaço vai correspondendo uma terna (a. y. xz ou yz.0) → x = 2. y = 4.b. Exemplo 1: Observe a projeção do ponto P(2. Cada dupla de eixos determina um plano coordenado. z são os componentes de v na base canônica {i. que são chamados eixos coordenados. y z XY YZ z XZ y y x z y x x y Estes três planos se interceptam segundo os três eixos dividindo o espaço em oito regiões. Portanto. z Com base nesta figura. y = 0.4. z = 3 F (2.Álgebra Linear – Vetores em Rn 91 Consideremos estes três vetores representados com origem no mesmo ponto O e por este ponto três retas como mostra a figura abaixo.0. onde x. y = 4.4. z = 0 D (0. z = 3 P (2.3) → x = 0.0) → x = 0.4. temos: A (2. chamadas coordenadas de P. se v = 2i+4j+3k indicamos v = (2. y = 0.3) → x = 2. 4. y.4. temos três planos coordenados: o plano xy. MSc.Elisa Netto Zanette. y = 4.Ledina Lentz Pereira . y = 0. A reta com a direção do vetor i é o eixo dos x (abscissa). z = 3 E F V D P C y 0 0 B A x Escrevemos v=xi+yj+zk.4.3) → x = 2. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.0.3) no espaço. z) é a expressão analítica de v. Assim.

-2.2. z (0. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.-2.3).(b): Representação geométrica do vetor v.0) y x Exemplo 3: Representação dos vetores no espaço. no plano tri-dimensional Fig. A Fig.4.Elisa Netto Zanette.0) v = (1.z) ∈ R3.z) e as coordenadas x. no plano tri-dimensional Fig.y.4. Fig.3) z → -x 0 v= B (5.3) . sendo: → → → u = A (-1.y.4).(a) representa o ponto P = (x. MSc.0.3) y -x -y 0 B x xy -y C yz 0 xz -z → C (-3.2.-5.Álgebra Linear – Vetores em Rn 92 Portanto: O conjunto R3 = R x R x R = {(x. y e z.2.y.(a): Representação geométrica do ponto P. z ∈ R} é interpretado geometricamente como sendo o espaço tridimensional 0xyz.z) ∈ R3 e a Fig.-2.y. v = → B (5. z) ∀ x.3) e w = C (-3.z) é o ponto associado ao único vetor v = OP = (x.4) c Profª(s) MSc. (b) representa o vetor v = (x. y. de P são as componentes de v.3) e P = (4.-5.Ledina Lentz Pereira .0.3 ) = OP (0.3) v 0 (1. no plano tri-dimensional Exemplo 2: Representação geometricamente o vetor v = (1. z A → u= A (-1.(a): Representação geométrica do ponto P. y. onde P(x.

6) (h) n = (1.6) Profª(s) MSc. 4) (d) v = i+2j+5k (e) t = (1. c) AB é equivalente ao vetor u. sentido e magnitude (módulo).0). temos que.2) e B = (2.-3). 2000. C = (1.Ledina Lentz Pereira .x3. eqüipolente ao segmento orientado AB.x2. 7+5) = (3.. .-5) = (1-2. xn + yn) Exemplo 1: Se u = (1. 4 Operações com Vetores 4. 7) e v = (2. Por sua vez. 3) (f) r = (-3. se v = u+ w. para os vetores u e v de R2 com u = (x1. MSc.yn) temos: u + v = (x1 + y1. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. tente você! Resolva as atividades Agora tente você! Lista 2 de Atividades9 1) Dê as coordenadas dos pontos: (a) A = _______________ (b) B = _______________ (c) C = _______________ (d) D = _______________ (e) E = _______________ (f) F = _______________ (g) O = _______________ (h) P = _______________ 2) Represente no plano e/ou no espaço tridimensional os vetores: (a) u = -i-2j (b) w = (5. (b) Encontre o vetor v. Assim. definido por um ponto.-4) (i) j = -2i+3j-4k 3) Inúmeras vezes um vetor é representado por um segmento orientando AB que não parte da origem do sistema cartesiano..y2.0. 3. y1 .Álgebra Linear – Vetores em Rn 93 Agora. definido por um ponto. . 5) e D = (-1.0. O vetor resultante será da mesma dimensão dos vetores originais.0). p.y1). Observe que: Dois vetores podem ser adicionados se e somente se eles tiverem a mesma dimensão.-9). eqüipolente ao segmento orientado CD.7) + (-2.-5). .y2) Se u e v são vetores de Rn com u = (x1. -4).x2.. Assim: (a) Encontre o vetor u. © C = (0. (g) O=(0. 3) a) u=(3. São eqüipolentes porque tem a mesma direção.xn).y3. y1 + y2) e u + (-v) = (x1 . -3) (c) s = (-2. Para somar dois vetores.y2) temos: u + v = (x1 + x2. 2. v = (y1. 5) (g) m = (3. -2.. (c) Represente geometricamente o segmento AB e o vetor u.Elisa Netto Zanette. basta somar individualmente cada elemento deles. .2).3).-2. Respostas parciais: (1a) A=(4.0. Analise o resultado e comente o que você observou. um a um. 9 (WINTERLE.0). 5) então: (a) u + v = (1+2.... Simbolicamente. (e) E (4. AB é vetor livre e u tem origem no sistema (xOy). para todo i. x2 + y2.. 12) e (b) u – v = u + (-v) = (1.. Considere os segmentos orientados AB e CD com A = (-1. então vi = ui + wi. v = (x2. 7-5) = (-1.1 Adição e Subtração de Vetores A lgebricamente a adição de dois vetores se define pela adição de seus componentes (coordenadas). 3. 2. a diferença de dois vetores se define pela adição do primeiro vetor pelo oposto do segundo vetor. b) v=(-2..-1.. 4.

5.-1) e v = (2. 3.u = -u e 0.0.-1) e w = (-2. -1) então: (a) u + v = (1-1. 11) Exemplo 4: Dados os pontos A(0. 0) (c) ku + kv = k(u+v) = -2(u+v) = -2(3. 3+6) = (0.3. 1. xn) = (kx1.u) = (k k′ ) . um vetor pode ser multiplicado por um escalar. 0) w = a1 AB + a2 u + a3 v. multiplicando-se cada elementos do vetor por este escalar. -14. 2) Exemplo 3: Sejam u = (2. 2. k′∈ R (k é um escalar = número real).u = u.7. Obs A igualdade de vetores é definida igualmente para R2. 5) = (5. temos: (a) ku = 5(1..0. 1. a3 = -1 Portanto. 7) = (5.. 0. vetores de R2 então para k = 5. por exemplo.-1) Aplicando as operações de produto de escalar por vetor.6) e w = (2. Assim. temos: (a) ku = -2(1. temos que: (a) u + v = (4. z – 1) e v = ( 4. 5). -3) (c) u + w? Não é possível computar u + w.5) = (10. 7) e v = (2. 7. a2 = 1. 5. x + y. 9. (-2. .. v e w vetores de R2 (podemos generalizar para Rn) e k.5. 12.. w = a1 AB + a2 u + a3 v para a1 = 3.u = 0.-1) e B(1.. 9) (b) u – v = u + (-v) = (1. 3) (c) 3u – 2v = (6.1). 5. -1) – (0. 4.8. os vetores u = (8..2. 15) – (4. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. 2.1. 0) + a2 (-2.12.. 3 ). 35) e (b) kv = 5(2.1)+ a3 (3. soma de vetores e igualdade de vetores.-2) e v= (8. 8. 0) = (-4. 0.Elisa Netto Zanette.2. 0. nem v + w porque u e v são de 3ª dimensão e w é de 4ª dimensão.Álgebra Linear – Vetores em Rn 94 Exemplo 2: Se u = (1.kx2. 11. 4) = (2. 2). podemos afirmar que: Profª(s) MSc. -4. 5. 4. -16. como já vimos: Assim. temos: (i) u + v = v + u (comutativa) (iii) (u+v )+w = u+(v+w) (associativa) (v) u + 0 = 0 + u = u (elemento neutro) (vii) u + (-u) = 0 (elemento simétrico) (ii) (k + k′ ) u = k u + k′ u (iv) k (u + v ) = k u + k v (vi) k (k′ .2) vetores de R4 então. 1. Se u = ( x – y. 2. 0. 4. -1) = (-2. para o vetor u de Rn com u = (x1.u (viii) 1. MSc. 3). -10.7) = (5. 4.b.-1. v = (-1.-1. v= (3. -1. Verificar se existe números a1. 0). vetores de R4 então para k = -2.3) + (1.2) = a1 (1. . 7) (b) u – v = (0. -24.1.2 Multiplicação de escalar por um vetor A multiplicação de um escalar por um vetor se define pelo produto do escalar (número) por cada componente do vetor. 2) (b) kv = -2(2. -6) = (2.. 7. -16. 25). 2.. R2.1.a) são iguais se a=-2 e b= 5. .x2. 12..-1) = (-6.2.x2. .4. Exemplo 2: Se u = (1.. Ou seja. 4. 5. encontramos como resposta: a1= 3. 7.4. 7+4. -1) = (1. 8. a2 e a3 tais que w=a1AB+a2u+a3 v..0. xn) e k ∈ R (k escalar) temos: ku = k(x1. a2 = 1 e a3 = -1 Propriedades dos vetores Para qualquer vetor u. Resolução: AB = B – A ⇒ (1.Ledina Lentz Pereira . 7. kxn) Exemplo 1: Se u = (1.5) e v = (2.-1) e os vetores u = (-2.2.

dizemos que v é combinação linear v1 e v2. qualquer vetor v (coplanar com v1 e v2) pode ser decomposto segundo as direções de v1 e v2. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. adicionamos um deles ao oposto do outro: s = u Vetores u e v Adição de vetores u+v Subtração u+(-v) v. O par de vetores v1 e v2 não colineares são chamados de base do plano. na extremidade do último vetor. Regra do polígono ou triangulação: Ligam-se os vetores. O vetor soma (ou vetor resultante) é aquele que tem origem. na origem do 1º vetor e extremidade. Este movimento se caracteriza por decomposição de vetores no plano. buscam-se determinar dois números reais a1 e a2 tais que: D v = a1v1 + a 2 v 2 → → → 1º caso A ADIÇÃO DOS DOIS VETORES v e u representados pelos segmentos orientados AB e BC se definem pelo vetor resultante s representado pelo segmento AC . ecomposição de vetores no plano: Dados dois vetores v1 e v2 não colineares. y = -1 e z =4. O problema consiste em determinar dois vetores cujas direções sejam as de v1 e v2 e cuja soma seja v. a partir dos segmentos que contém os vetores. origem com extremidade por deslocamento. → → Assim.Álgebra Linear – Vetores em Rn 95 x = 3 x − y = 4 x − y = 4    u = v ⇔  x + y = 2 ≅ 0 x − 2 y = 2 ≅  y = −1 ⇔ Portanto. Profª(s) MSc. z − 1 = 3 z = 3 + 1 z = 4    Importante: Quando o vetor v estiver representado por v = a1 v1 + a2 v2.Ledina Lentz Pereira . geometricamente. u = v se x = 3. Veja mais sobre isso. Em outras palavras.3 Análise Geométrica da Adição de Vetores e Multiplicação por Escalar → → A adição de dois vetores v e u é analisada. nas aplicações de adição de vetores e multiplicação por escalar. MSc. os pontos A e C determinam um vetor que é a soma dos vetores B Exemplo 1: → → → u e v onde: → → → v → u s s = u + v ou → u + v = AC ou C A AB + BC = AC Exemplo 2: → → → s= u + v Exemplo 3: → → → → s = u + v ou → u + v = AC ou AB + BC = AC → → → Na SUBTRAÇÃO DE VETORES. 4.Elisa Netto Zanette.

v ) Fig. → → → → → → → Vetores u e v Adição de vetores s = u + v Subtração s = u + (. os pontos A e C determinam um vetor que é. temos a resultante s de vetores contrário (equivale a s = u .(a) → → Fig. Assim. representa-se o vetor = AB e o vetor u = AD . → → → → → → Adição de vetores s = u + v Subtração s = u + (. pelo vetor resultante s . Assim.Ledina Lentz Pereira . Exemplo 1: (Figuras c. representado pelo segmento AC . a soma dos vetores → → → → → u e v onde.Álgebra Linear – Vetores em Rn 96 → → → → 2º caso A adição dos dois vetores v e u paralelos ( v ⁄ ⁄ u): → A adição de vetores representados por segmentos paralelos10 orientados AB e BC se define da mesma forma anterior. para s = u + v . v Regra do paralelogramo: A partir da origem A. projetamos um vetor no extremo do outro (mesma direção e mesmo sentido). construímos o paralelogramo ABCD.(b) 3º caso A adição dos dois vetores → v e u não paralelos pode ocorrer a partir do → deslocamento dos vetores para uma mesma origem A. A diagonal secundária do → → paralelogramo equivale a resultante da diferença entre os vetores. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. ou seja. → → → → → Exemplo 1: Na figura (a).v ) 10 Quando os segmentos têm a mesma direção – sobre as mesmas retas ou paralelas Profª(s) MSc. Assim.Elisa Netto Zanette. temos a resultante s de vetores → u e v com o mesmo u e v com o sentido → sentido e na figura (b). MSc.v).v . por definição. d) O segmento orientado de origem em A que equivale à → → → → diagonal do paralelogramo. é o vetor resultante s = u + v . s = u .

Ledina Lentz Pereira . MSc.Elisa Netto Zanette. Fig (d) u+v →diagonal principal do paralelogramo u-v →diagonal secundária Exemplo 2 → → → → → → → → Vetores u e v Adição s = u + v Subtração s = u-v 4º caso A adição dos três vetores ou mais ocorre de forma análoga aos casos anteriores.Álgebra Linear – Vetores em Rn 97 Fig (c) u+v é a diagonal principal do paralelogramo ABCD. No caso particular da extremidade do representante do último vetor coincidir com a origem do representante do primeiro a soma deles será o vetor zero ou nulo. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. Exemplo de adição de três ou mais vetores livres Exemplo 1 → → → → s= u + v + w Exemplo 2 → → → → s= u + v + w Exemplo 3 → → → → → → s = u + v + w + t =0 Exemplo de adição de vetores que partem de uma origem: Situação comparativa de soma com dois e com três vetores Profª(s) MSc.

2) = (0.1.-4). G 1º caso Se k = 0 ou v = 0. então (k. contrai ou inverte o sentido.u=(-1.0.2) = (2. é representado por um novo vetor que se expande. kv tem sentido contrário de v. 4) Para u = (1.Elisa Netto Zanette. o PRODUTO DE UM ESCALAR POR UM VETOR. conforme o valor de k.2) e k = 2 temos ku = 2u = (2.2) e k = 0 temos ku = 0. MSc. 2º caso Se k= -1. Exemplo: Para u=(1.Álgebra Linear – Vetores em Rn 98 Exemplo 1 → → → s= u + v Exemplo 2 → → → → s= u + v + w eometricamente. -1.0). resulta em um vetor s com sentido igual ao de v se k for positivo ou sentido oposto ao de v se k for negativo. O módulo do vetor s é igual a k x |v|. 2.2) e k=-1 temos ku=(-1).1. -2) 3º caso Se k > 0.Ledina Lentz Pereira . Determinar geometricamente e algebricamente as resultantes de u+v e 2u.1) e v = (2. 3). Exemplos: Para u = (1.u= (0.2) e k = -2 temos ku = -2u= (-2. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. Exemplos Complementares Exemplo 1: Dados os vetores u=(4. Exemplo: Para u = (1.1. O produto de um número real k por um vetor v. se k < 0. o vetor (-1)v é o oposto de v. Profª(s) MSc.v) permanece com o mesmo sentido de v.2) = (-1. então o vetor kv = 0.

u = (1. (b) s = u .2) . 2-3) = (4.2) = (3-1.(1.3) = (6. Representação geométrica de u+v Representação geométrica de 2u Exemplo 2: Consideremos os vetores de R2 definidos em u = (1.-3) = (1+3.1) = (8. construir graficamente o vetor → s = 2u . Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. de acordo com a figura.-3) = (1-3. -1). MSc.Álgebra Linear – Vetores em Rn 99 Resolvendo: • u+v = (4.3v+ 1/2w Resolução: Vetores Resultante s = 2u .-3-2) = (2. 2+3) = (-2. (c) s = v. algébrica e geometricamente.2).v. 4) e • 2 u = 2 (4. 5) Geometricamente (b) = (3.-3).3v+ 1/2w Profª(s) MSc.u Resolução: Algebricamente → → → → → → → → → (a) s = u + v (b) s = u .2) + (3.2) e v = (3. Geometricamente (a) = (1. Determine.Ledina Lentz Pereira .1) + (2.v (c) s = v .(3. as resultantes: → → → → → → → → → (a) s = u + v.-3) . v e w.Elisa Netto Zanette. -5) Geometricamente (c) Exemplo 3: Dados os vetores u.

. ) .( .Álgebra Linear – Vetores em Rn 100 Exemplo 4: Efetuar as operações com os vetores sabendo que u = ( u+v = ( 1 3 1 2 .−2) Profª(s) MSc. 2+2) = (1. MSc.2) = (-2+3.2) = (-5.2) + (3.2). 3 5 3 5 1 1 3 2 2 1 + .2) e v = (3.2) = (-4.2) + w 2 −7 3w –w = (-1.-1)= 1 v+w.e.2) represente no plano u+v.0) Exemplo 6: Determinar o vetor w na igualdade 3w+2u= Resolvendo: 3w+2(3.− ) e v= ( . 2 Exemplo 7: Encontrar os números a1 e a2 tais que W = a1U + a2 V sendo W = (−1.-2) = (-1.4)+w ⇔ 3w + (6.2 ).− ) − v u= − ( .4) u +(-v) = (-2.8). u + v = (-2.4)..− ) = (5.− ) + ( − . -9) 3 5 1 3 1 1 13 1 3 1 3 1 2 1 1 3 . − + ) = ( . 2u e u + (-v). ) =( − 4 3 4 3 5 3 3 5 4 10 9 5 36 10 Exemplo 5: Para u = (-2. 2 1 (-2.U = (1.− ) 3 3 5 5 3 5 1 3 15u = 15 ( . 4) ⇔ w = ( .− ) =( − .-2) ⇔ 2w = (-7.Elisa Netto Zanette.2) ..2) – (3. sendo u=(3.V = (4.Ledina Lentz Pereira .4) 2u = 2(-2.-1) e v=(-2.(6. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. ).

MSc. 2) de IR2 pode ser resultado da combinação linear dos vetores u=(1. a2v2 mantidos e v1 V1 v v = .2) = (-1. 2).u2 = (3.2a1 − 2a2 ) a1 + 4a2 = −1 2a1 − 2a2 = 8 a1 = 3 a 2 = −1 ⇒ logo W = 3U − V Note que: Ao trabalharmos geometricamente com a soma de vetores e a multiplicação de escalar por vetores.4) se caracteriza como uma combinação linear.. o vetor u = (-1..-4. Da mesma forma.-1) ..8) = a1 (1.-1. an escalares de IR ou C. escrito na forma u = a1u1 + a2u2 + ..5) + 3(-1.1: Combinação Linear de vetores Exemplo 1: A operação 2(3.Elisa Netto Zanette.4) é uma combinação linear dos outros vetores adicionados e multiplicados pelos respectivos escalares. Em outras palavras. portanto.2.-3) é resultado da combinação linear dos vetores u1 = (3. . + an un é uma combinação linear dos vetores ui.a1 v1 + a2v2 v2 V2 -a1v1 v a2v2 Nesta figura a2 > 0 e a1 < 0 4.. a soma deles é o vetor v.(4. o vetor resultante (3. Neste caso.10)+(-3.-1) e u2 = (4. S ejam u1. Qualquer vetor u de V.4 Aplicações de Adição de Vetores e Multiplicação por Escalar 4. Exemplo 2: Verifique se o vetor w=(1. ..3.3.Álgebra Linear – Vetores em Rn 101 1 2 (−1.2. -3)..−2) (−1. Profª(s) MSc. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.2) porque u = u1 . buscam-se determinar dois números reais a1 e a2 tais que: v = a1v1 + a 2 v 2 Exemplo 1: Dados dois vetores v1 e v2 não colineares e v (arbitrário).−2a2 ) (−1.-5.Ledina Lentz Pereira . operamos pela decomposição de vetores.-8.2) + a2 (4.1-2) = (6.4.3) e v=(-1. que corresponde à diagonal desse paralelogramo: a1v1 v1 v2 v1 v (arbitrário) v = a1v1 + a2v2 v2 a2 v2 Exemplo 2: Na figura seguinte os vetores v1 e v2 são consideramos um outro vetor v.8) = (a1 + 4a2 .-1. a2.8) = (a1 .3.-5..-6) = (3. a figura mostra como é possível formar um paralelogramo em que os lados são determinados pelos vetores a1 v1 e a2 v2 e. u2.2a1 ) + (4a2 .un vetores do espaço vetorial V e a1.

un é independentes (LI) se e somente se. MSc.2) (1.3. vetores de IR3 podem ser escritos como combinação linear do vetor t = (2. os vetores são ditos dependentes (LD). se existe valores reais para x e y de modo que w = x.Elisa Netto Zanette.u2. 1.0)= 0.. Então.u + y.3) são vetores linearmente independentes (LI) porque existe somente a i = 0 para os quais. fazemos w= x. Em caso contrário.un é dito linearmente independentes (LI) se escritos como combinação linear do vetor nulo.. um conjunto de vetores u1.. u e v pelos seus respectivos valores. 3-z.2. v = a1u+a2v = 0 ou 0u+0v = 0(1. Resolução: Os vetores u.2) = x (1.u+y.1.2)+0(3. y) + (0z. 4) (x.2. Substituindo w. 3y. 0 x + y + z = 3 ≅  0 x + 0 y + 0 z = 0  y = 3 − z  S={(-1+z.  −1 y = 5 Resposta: O sistema resultante da equação matemática w=x. v = a1v1+a2v2 = 0 ou 2v1+(-1)v2 = (2.2) = (x–y. Exemplo 1: Os vetores u = (1.3. 2). temos: ∑a u i i =1 n i = 0 para todo a i = 0 a i são quantidades escalares. Caso contrário os vetores são linearmente dependentes (LD)..v. w é uma combinação linear de u e v e pode ser escrito como: w = 4 u + −1 v. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.u + y.-1) + y(1.2: Dependência e Independência Linear de Vetores U Onde m conjunto de vetores u1. z. E.Álgebra Linear – Vetores em Rn 102 Resolução: Um vetor w é uma combinação linear de outros vetores u e v se e somente se.v ou. tem solução real. v e w podem ser escritos como uma combinação linear do vetor t se a equação xu + yv + zw = t.2) e v = (3.2) e v = (2. v e w e pode ser escrito como: t = (-1+z)x + (3-z)y + zw para ∀ z∈IR.1) + z(0. tem diversas soluções. para todo ai real.u2. 4) x + y = 2  ⇔ 2 x + 3 y + z = 7 ≅ − x + y + 2 z = 4  x + y = 2  0 x + y + z = 3 ≅ 0 x + 2 y + 2 z = 6  x + y = 2  x = −1 + z  .Ledina Lentz Pereira . 7. Assim.. se tem a mesma direção (vetores paralelos) são linearmente dependentes. -x) + (y. 4. Portanto. 2x.v é consistente e determinado. Profª(s) MSc. -x + y + 2z) = (2.2) (1.0)= 0.v Assim. temos: w = x (1. Ou. 2x + 3y + z. existe solução para a equação matemática w = x.7.3) + y (-1.4)=(0. Se ocorrer ∑a u i i =1 n i = 0 para algum a i ≠ 0 . os vetores u = (1. 5 5 Exemplo 3: Verifique se os vetores u = (1. Geometricamente.4) são vetores linearmente dependentes (LD) porque existe a i = 2 e a i = −1 para os quais.. xu + yv + zw = t x(1. z) ∀ z∈IR} O sistema é consistente e indeterminado.3x+2y) ⇔ x − y = 1 x − y = 1 ⇔  ⇔  3 x + 2 y = 2 0 x + 5 y = −1 x = 4 5 .-1). t é combinação linear de u. vetores linearmente independentes têm representação geométrica em direção distinta (vetores colineares).4)-(2. 7. v = (1.1) e w = (0.3)=(0. 4) (x + y. 2z) = (2. 7.2) = (2.4.u + y. resultam em todos os coeficientes nulos.3) + y (-1.4)...

-2) e u3 = (-2.5z = 0  + 7y .4) + z (2. 3x) + (-y. A combinação dos vetores em relação ao vetor nulo. 5z) = (0.5) são LI ou LD? Resolução: Os vetores são LI se existem escalares a i tais que a1v1 + a 2 v 2 + a3 v3 = 0 para a i = 0 . não apresenta linhas nulas. y e z. u2 = (-1.0. os vetores são LD. Do contrário.0) ⇔ x − y − 2z = 0  x-y-2z=0  x -y −2z=0    + -2y . (2x + 2y – z).z) ∀ z∈R}.-4) são LD. Exemplo 3: Mostre que o vetores de R3.2.Elisa Netto Zanette. u2 e u3 são LD.-2.-2.0.0.4z = 0 ≅  . 2y. u2 e u3.5) = (0.0.2. MSc. são vetores LD. Caso contrário (quantidades iguais) são LI. -z.4.0.z = 0   x . x u1 + y u2 + z u3 = 0 ⇔ x (1. (3x + 4y + 5z)] = (0.4) e u3 =(2. u1 =(1.0) ⇔ [(x – y + 2z).Ledina Lentz Pereira . Reduza a matriz a sua forma escalonada mais simples e analise-a. u2 =(-1. u1.3) + y (-1.0. Forme uma matriz A. Para facilitar o procedimento de cálculo podemos substituir os escalares a i por x. são LI. u2 e u3 são linearmente independentes.2.0.3: Bases do Plano de do Espaço Profª(s) MSc. Podemos escrever a combinação linear como: 0u1 + (-2z)u2 + zu3 = 0. 4y) + (2z. podemos afirmar que os vetores correspondentes de A.0. Logo.-4) = (0. Se a quantidade de linhas não nulas for inferior ao número de vetores dados então os vetores correspondentes. Portanto os vetores u1. Neste caso.-1. Assim. 2x. u1 = (1. cujas colunas são os vetores dados. − 2 x + 0 y + 0 z = 0 ≅  3x − 2 y − 4 z = 0   + y+2z=0 0=0    Logo.-2) + z(-2. o conjunto S = {(0. 4. Resolução: xu1 + yu2 + z u3 = 0 ⇔ x(1.3) + y(-1.2y − 4 z = 0 ⇔ -2y=4z⇔y=-2z. para x – y – 2z = 0⇔ x–(-2z)– 2z=0 ⇔ x=0.3).-2z.2. 1 − 1 2  1 − 1 2  1 − 1 2  2 2 − 1 ≅ 0 4 − 5 ≅ 0 4 − 5  A=       3 4 5  0 7 − 1 0 0 − 31       Linhas não-nulas Observe que a matriz A. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.0) ⇔ x − y + 2z = 0  2 x + 2 y − z = 0 3x + 4 y + 5 z = 0   x . resulta em escalar y não nulo.y + 2z = 0  ≅  + 4y .3). Temos como solução do sistema.-1.5z = 0  31 z = 0  ⇔z=y=x=0 Isto significa dizer que x u1 + y u2 + z u3 = 0 ⇔ 0u1 + 0u2 + 0u3 = 0. que são os vetores u1. Você pode verificar a linearidade de um conjunto por outro procedimento.y + 2z = 0  ≅  + 4y . na sua forma escalonada.0) ⇔ (x.Álgebra Linear – Vetores em Rn 103 Vetores LI Vetores LD Exemplo 2: Os vetores de R3.

Ledina Lentz Pereira .BC = d) AN + BC = e) MD + MB = f) BM - 1 → DC = 2 11 (WINTERLE.4) não formam uma base do plano porque são vetores linearmente dependentes (LD). (2. O conjunto de vetores v1. formam uma base B = {(1. Aliás.2.4). Completar convenientemente e fazer a representação geométrica. não paralelos. Construa num plano as resultantes.5 u + 3v h) 0.5) são LI. v2}. u e w . 2000.-1. Exemplo 1: Os vetores u = (1. p. portanto. O paralelogramo ABCD é determinado pelos vetores AB e AB . tente você! Resolva as atividades Agora tente você! Linhas não-nulas Lista 3 de Atividades11 1..u (d) 3u– 3u (e) u – 2v → → (f) 2u + v → → → g) 0. MSc. w=u-v.3).2.5)} do espaço ou de R3.CB k) LP + PN l) LP + PN + NF m) BL + BN + PB 2. t=v-u. para u = (-1.3). Considere dois vetores quaisquer. a) AC + CN b) AB + BD c) AC + DC d) AC + AK e) AC + EO f) AM + BL g) AK + AN h) AO .5 v → 4.3)} do plano ou de R2. portanto formam uma base B = {(1.-1): (a) u + v (b) u – v (c) v .  1 2 3 1 2 3 1 2 3  − 1 2 4 ≅ 0 4 7  ≅ 0 4 7  A =       2 − 1 5 0 − 5 2 0 0 43       Agora. Exemplo 2: Os vetores de R3. Determine os vetores abaixo.2).NP j) BC . u e v.2 v + 1/2 w u → v w → → 5. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. Dados os vetores → → v .2. Os números a1 e a2 são chamados componentes v em relação a base {v1 . (-1. expressando-os com origem no ponto A. (3.2) e v = (2. respectivamente. não colineares (linearmente independentes) é chamado de base do plano. s=u+v. m=(-u) e n=–v. sendo M e N pontos médios dos lados DC e AB. A Figura é constituída de nove quadrados congruentes (do mesmo tamanho).Álgebra Linear – Vetores em Rn 104 O par de vetores v1 e v2 de 2ª dimensão. D M C → → → → → → → → → → → a) AD + AB = b) BA + DA = c) AC . de acordo com a figura.4) e u3 =(2. não colineares (linearmente independentes) é chamado de base do espaço. u2 =(-1. algébrica e geometricamente o vetor resultante w. Determine. v2 e v3 de 3ª dimensão.6) Profª(s) MSc. construir graficamente o vetor s = → 3 u .OE i) MO .2) e v = (3.5 u – 0.Elisa Netto Zanette.-1.2) e v = (2. u1 =(1. Os vetores u = (1.3) são vetores linearmente independentes (LI) e.2. 3. v2} de vetores não colineares constitui uma base no plano. qualquer conjunto {v1 .

2. (b) AC = C − A .-1) e v=(-3.0) + y(0.2).2).1) ou seja. MSc.v → c) .0.0.. = C − B . Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.-2). (c) A(8.5.0 ) + z ( 6. determine o vetor equivalente v (não livre). (b) A(-1.1) + y (1.7) é combinação linear dos demais vetores e para quais valores de x. (b) 4U − 6V .0.Álgebra Linear – Vetores em Rn 105 A N B → → → → → → → → → → → 6 Dados os vetores u e v da figura.5. calcular: (a) 2U + 3V .5) e B = (-4. 18) Verifique se são combinações lineares. 12) Dados A=(-1. w = au + bv. w seja uma combinação linear de u e v ou seja. 11) Dados u=(1.1) encontre: a) u+v b) u-v c) 3u e) x se x+u=0 1 u-v d) 2 16.-15) e B (-2.5 ) b) x (2.4 ).7).2 b b) → c → → a → a + b + c → b c → → → → c) 2 b . de forma que: a) Cx = AB b) 2 Cx = − AB 3 c) BC = Ax f) 2u + 2v 15.0 ) =( 3. B = (-2.3) determinar: (a) AB (c) BC = B − A . (a) A(1.−1) . apresentar um representante de cada um dos vetores: → → → → → → → a) 4 a .0) 10. com u = (1. w. encontrando x. z: a) x ( 1. w = (3. um representante do vetor: a) u .-1) e v = (3. v = (2.0) + z(0.v. v=(2.Elisa Netto Zanette. num gráfico. -2.0. (c) 3u+2v. sendo u=(1.3) e B(2.v -2 u d) 2 u . (0.b). 1 1 13) Dados U = (− .-2). 2 3 14) Dados A = (1.0 ) =( 1.1.1.1.3 v u b) v - u v → → → 7 Dados os vetores a . u = (1. B=(1. (d) AB + AC .3 ) + y ( 3. b e c .-2). como na figura. (e) AB − AC . y e z tais que (1. mostrar. s}.3) e C = (-1.4) efetuar (a) u+v.4).2.w} e B = {v. determinar x = (a. Dados os vetores u = (1.-2) e C=(3.4)} é base de R². y e z.-1).3.2). Considere os vetores livres definidos por dois pontos A e B.1. Em cada caso.-1. 19) Considere os conjuntos A = {u.v v 9.-1.1).0.-1.Ledina Lentz Pereira . (b) u-v. y.0). 17) Verifique se existem escalares x.0) e s = (4.2. Encontre os valores de a e b para os quais.0 ) + z ( 2. (c) Os conjuntos A e B formam bases de R3? Justifique 20) Verifique se o conjunto S = {(0.0.7) = x(1.-1). Profª(s) MSc. sendo w = (-2. verifique se o vetor (1. Determinar o vetor w na igualdade 3w+2u= 4v -w.0): (a) O conjunto A é formado por vetores LI ou LD? (b) O conjunto B é LD? Justifique.3) e v = (-1..-2).( a + c ) 8) Dados os vetores u e v determinar: → → → u → (a) u + v (b) u .-2.V ( .

. un ) e v = (v1. d) (-5/2. v ou < u. AB. c) (3.. v = (x1 . B) LD por os vetores de B combinados com o vetor nulo resulta em solução indeterminada.3/2).0).-4). para u = (u1. AI.AC.4. (b) (-4.u = 0 se. u . MSc..2. v > (lê-se: u escalar v) De forma similar podemos operar com vetores de Rn.-2.3. (v + w) = u . f) (8.. (k.1).u) .-2. 13) (a) (2. c) A é base porque é LI e B não é base porque é LD. y = 5 e z = 7. 5 Produto Interno (ou Produto Escalar). Vetorial e Misto 5.-3). AI. AC.Elisa Netto Zanette. y = 7/3 e z = -10/9. c) (2.v) ∈ V x V.y2). Profª(s) MSc.2).v> (lê-se: u escalar v) e que satisfazem os seguintes > axiomas: u . Assim. -16/3). . e somente se. u. 15ª) (4. 18) Sim para x = 5. 12ª) (2. v) para todo número real k. b) (-1. (e) (-2.0. AO. 14a) (-4. u . a uma aplicação de V x V em R.-5). u = 0.-3).0).. x2 ) + (y1 . © (2.10). Assim. c) (7. v2.. que a todo par de vetores (u. AC.. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. v + u .-6). v = (x2. 20) S não é base porque é LD. denomina-se produto escalar o número real u . v > definido por: u . para x = 1. v = v.1). w. b) Sim para x = 4/3. BA 3) Resultado algébrico 106 4) 2) 5) 6) 7c) 9) 10) w=(-7/2. b) (4.-3. para os vetores u e v de R2 com = (x1.3/2.Ledina Lentz Pereira . AH.y1).2).3. 16) w=-u/7+13v/7. u2.. AD. AM. v ≥ 0 e u . e) (-1.v) ou <u. 11ª) (3.9. associa um número real (u.Álgebra Linear – Vetores em Rn Respostas: 1) NA.3). vn) vetores de Rn temos. 17) Sim. (d) (6. 19) a) LI.1). b) (1. (u .5).5/2).1 Produto Interno (ou escalar) D efini-se como Produto Interno (ou Escalar) entre vetores de um Espaço Vetorial V.-7). y2) = < u. y=-7/2 e z=-1/4.-2).0.6. b) (-2. v = k .

(3) + 6.6) e v = (3. v1+ u2 . y1. z2). chama-se produto → → vetorial dos vetores u e v e se representa por u × v ao vetor. Definição I: Seja u = (x1. + un .-1) então o produto escalar de u com v é igual a 5 porque fazendo <u. mergulhada num campo magnético. 2.-1) = (12 + 10 – 8) → ⇒ → u. 2) e B → = (3.8).z2) → u = 3x – 5y + 8z e v = 4x . Este produto tem aplicação. v = 2.-2. vetores do espaço tridimensional. Assim. Definimos como produto vetorial. Profª(s) MSc. por exemplo.3) e v=(4.(-4) = -6-24 = -30. dados dois vetores → → u e v . 2. v é o número real obtido multiplicando as componentes correspondentes do vetor e somando os produtos obtidos. o Exemplo 2: O produto interno usual em R2 dos vetores u = (-2. –1.( v + BA ) = 5 5.4 + 3. por isso é nomeado de produto vetorial. z1) e v = (x2. v > = u . vn) Exemplo 1: Se u=(2.-4) é: < u. α .+ det 1  x z2   2 y1    y2   Definição II: Ou.y2 + z1.(-1) = 5 portanto.2 Produto Vetorial O produto vetorial tem como resultado um vetor. tal que: 1 u x v =  det   y   2  y z1  x .Ledina Lentz Pereira . 3) e os pontos A = (4. desde que a carga seja unitária e o campo seja constante. v = (u1 . → → → → u × v = x1 x2 → i y y1 y2 k z1 z2 → → → → → → O produto vetorial de u por v é também indicada por u ^ v e se lê: u vetorial v .2y – z o seu produto escalar é: → → u .(4.-5. ao vetor u x v. determinar o valor de α → → tal que u .Álgebra Linear – Vetores em Rn 107 u . v = -2. -1) e v = ( α . y2. -1). v = (3. → → → → → → → Exemplo 1: Calcular o produto vetorial dos vetores Resolução: u = 5 i + 4 j + 3k e v = i +k . → → → u . MSc. é o vetor resultante do produto vetorial entre o “vetor velocidade da partícula” pelo “vetor campo magnético”.. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. v2 + . → → Observe que: Se u = x1 +y1 + z1 e v = x2 + y2 + z2 então o produto escalar (ou → → produto interno) dos dois vetores que é representado por u . tomados nesta ordem. na Física: a força exercida sobre uma partícula carregada.Elisa Netto Zanette.v = 14 Tente você! Dados os vetores u = (4..v> temos u .x2 + y1.v Exemplo 3: Se → → = (x1.− det 1  x z2   2 → → z1  x .

→ → → → → → → → → → → Exemplo 1: (Propriedade vi) Dados os vetores → → → → → u = 3 i +2 y .1) = 12+22-10=0.4. i j k Ou u x v= 1 − 1 2 = -4i+0j+3k-0k-6i-4j = -10i – 4j + 3k = (-10. → u . → → → → → → → → (ii) u × v ≠ v × u .−10)(3.−11. 3).−11. -4.Elisa Netto Zanette. v = 0 ⇒ θ = 90 0 .− 0 4 . Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. u = (1. -4. 3) = u x v.4 k e v = 2 i .3 Produto Misto Profª(s) MSc. então. (3-0)) = (-10. MSc. o que significa que o produto vetorial não é comutativo.1 Propriedades A s propriedades do produto vetorial se definem em: → → → → (i) u × v =0. Então: v ⇒ (− 6.3 ) e v = ( 1. → → a) ( u × v ). se o produto escalar dos vetores → u e v for zero.Álgebra Linear – Vetores em Rn → → → → 108 u= ( 5.-4) 1 → → → → → Exemplo 2: Sejam os vetores de R3.2.2) e v=(0.−2. b) ( u × → → → → → v ). seu → → i y k produto vetorial é u × v = 3 2 − 4 = 6 i − 11 y − 10k . 3).3. ou seja.2 y + k . 0 3  = ((-4-6).4). Se trocarmos à ordem dos vetores u × v e v × u verifica-se que é oposto. → → → Logo u × v é ortogonal simultaneamente as vetores u e v . u ⇒ (− 6. -2.-1. eles são ortogonais.v × u → → → → → → → → → → u×  v + w  = u × v + u × w   → → → → (v) (m u ) × v =m ( u × v ) → (vi) u × v é ortogonal simultaneamente aos vetores u e v .Ledina Lentz Pereira . → (iii) (iv) u× v = .   Logo. se um dos vetores é nulo ou se u e v são colineares.2. .1 ) então u × v = 5 1 → → i j 4 0 k 3 = u × v = 4 i − 2 j − 4 k = (4.0. -4. -(4-0). o produto vetorial de u com v é u x v = (-10. uxv=   −1 2 1 2 1 −1    3 4 . 0 3 4 5.−10 )(2. 5. 2 −2 1 → → Sabemos que.−4) = -18-22+40=0 .

3).1 Propriedades − 1 = u . v e w . v . MSc. por exemplo. v = (1. com u = (x1. chama-se produto misto dos vetores u .-1) e w = (2. 1 1 5.-9)=30+42-45=27 −3 2 Exemplo 2: O produto misto dos vetores u = (-1. v . Indica-se produto misto por ( u .(-2. vetores do espaço. das propriedades dos determinantes. Ou. v e w .14. y3. w ). y2. ( u .3). podemos resolver por aplicação de produto interno e produto vetorial: → → → → i j k u (v x w) = u . podemos resolver por aplicação de produto interno e produto vetorial: i j k → → → → → u ( v x w ) = u .(15i+14j-9k) = (2. z1). x3 y3 z3 → 0 0 0 Profª(s) MSc.4.(15. se dois são colineares.2. −1 3 4 3 = u . → → → → → → → → → → → Exemplo 1: Calcular o produto misto dos vetores u. w ) = 0. em sua maioria.1.3.3 y + 2 k 2 3 5 → Resolução: u ( v x w ) = −1 → → → → → 4 3 3 = 27 = u ( v x w ) . v = (x2.2)=2+8+6=16 2 4 −6 → A s propriedades do produto misto decorrem. v .4. w ) = 0 → O produto misto é nulo se um dos vetores é nulo.-6) é → −1 2 3  −1 2 3   u ( v x w ) = det  1 1 − 1  = 1 1 − 1 = (6-4+12)-(6+4-12) = 16 . Pode ser utilizado.i +3 y +3 k e w = 4 i . Defini-se como produto misto de resultante de: → → →  x1  u ( v x w ) = det  x 2 x  3 → → → → → → y1 y2 y3 z1   z2  z3   → → → Definição II: Dados os vetores → → → u . z3). → → → → (i) Se u é nulo as suas componentes são (0. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.Ledina Lentz Pereira . → → Assim. Ou. z2) e w u .(-2i+4j+2k) = (-1. v =. v e w para → u =2 i +3 y +5 k . → v . → → → → → → → → → → → → Definição I: Sejam u . w ) = x2 y 2 z 2 = 0 .Álgebra Linear – Vetores em Rn 109 O produto misto tem como resultado um escalar. tomados nesta ordem. indica-se por u ( v x w ) ao escalar = (x3. obtido a partir da utilização do produto escalar e do produto vetorial. y1. v e w .2.3. −3 2 Resposta: O produto misto dos vetores é 27. → → (u .0.Elisa Netto Zanette.  2 4 − 6 2 4 − 6   → → Resposta: O produto misto dos vetores é 16.5).0 ) então ( u . para encontrar o volume de um paralelepípedo determinado por três vetores. v e w ao número real u ( v x w ). ou se três são coplanares.

2.0. MSc. w ) = 0.1) e w = (4.+0=0 4 2 2 → → → → → → → → → → (ii) Se nem → → u .w) 2 4 6 = 28 − 12 + 12 − (− 12 + 28 + 12) ⇒ 0 .2. Exemplo 1: Se U(vxw) = u = (-2. 0 0 0 ( u . • Produto Misto é o produto entre três vetores que combina produto interno com produto vetorial e gera um escalar. v .-2) e w = (-3.2. Note que.6) e w = (-1. v = (2. −1 2 7 → → 1 u = (1. 5.-2. comprimento) do vetor resultante do produto → → → → → → vetorial de dois vetores u e v equivale a medida da área do paralelogramo ABCD u = AC e v = AB D → → determinado pelos vetores C → Área = u × v (módulo do produto vetorial) u A → v B Exemplo 1: Dados os vetores u = (1.0. v . u e v são colineares.3).3. Resolução: (a) Encontrando o produto vetorial e u e v Profª(s) MSc.4 Aplicações de Produto de Vetores: Interpretação Geométrica 5.4) e v = (-1. v portanto. neste caso. o módulo (magnitude.4.2. u = m. v = (-1. nem v .1 Produto Vetorial e Área de Paralelogramo G eometricamente.3). nem w são nulos. −1 − 7 Note que: • Produto interno (ou escalar) é o produto entre dois vetores que gera um escalar (escalar é um número). w ) = 0. 2 3 Observe que u = 2.7) então.Álgebra Linear – Vetores em Rn → → → 110 Exemplo 1: Se → → → u = (0. → → → → (iii) Se nenhum vetor é nulo e os vetores não são dois a dois colineares (ou paralelos) então os vetores são coplanares se ( u .-6). mas u e v são colineares (ou paralelos) então ( u . w ) = 2 3 1 =0+0.2. → v . v = (2. −2 −2 −6 −1 −3 0 − 2 = 0 . • Produto Vetorial é o produto entre dois vetores que gera um vetor.2) então.Ledina Lentz Pereira . v . Calcular a área do paralelogramo determinado pelos vetores u e v.0).Elisa Netto Zanette.4.-1. v Exemplo 1: Se → → → (u . Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.-7) então.. Logo são coplanares.

-2). u v = | (u.4).4) = = (−2) 2 + (−7) 2 + (4) 2 = → 4 + 49 + 16 = 69 . Assim.-12. w       → → v=  →   u  v× w      Exemplo 1: Qual o volume do paralelepípedo formado pelos vetores u = (3. 1. ao volume do → → → → → → → → paralelepípedo com arestas determinadas pelos vetores u = AD .Álgebra Linear – Vetores em Rn → → → → → 111 i j k u× v = 1 2 −1 2 → → 4 = 6 i − 4 j + 2 k − 8 i − 3 y + 2 k = − 2 i − 7 j + 4 k = (-2. e. Portanto. Resposta: A Área u× v = → 69 u. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. v = AB e w = AC .Elisa Netto Zanette.-7.a. Resolução: →  → → Área = 3 u ×  u − v  =?     Temos que 3u = (3. v. -1. v.-1) e v = (0. a área da base do paralelepípedo é |vxw|. Sendo v x w um vetor ortogonal à base.6. Calcular a área do paralelogramo determinado pelos vetores 3u e u-v. v = (1. Área = (− 15)2 + (9)2 + 32 5.3. Portanto.-4 ) ⇒ → → i ⇒ 3u x (u-v) = j k 3 1 6 − 3 = −15 i + 9 j + 3 k = (3 −4 = 315 = 3 35ua → → → 15.3). u × v = (−2.2. a altura será paralela a ele. 2)? Profª(s) MSc. h=|u|. MSc.2 Produto Misto e Volume do Paralelepípedo → G eometricamente o produto misto u ( v × w ) é igual. (unidade de área) Exemplo 2: Dados os vetores u = (1.−7.4.9. Seja θ o ângulo entre os vetores u e v x w.-3 ) e u-v = ( 1. w)| v w → → →   v= u . portanto.Ledina Lentz Pereira .-7. 0) e w= (2.-1.3).|cosθ|. em modulo.4) 3 → → → → → → → → → (b) Encontrar o módulo do vetor resultante (-2.

2 (b) como o volume do paralelepípedo é 16. (a) vamos encontrar o produto misto dos vetores u. Assim. → Exemplo 3: Dados os vetores u = (x. Resposta: O volume procurado é 16 u.v. o vetor v x w por ser ortogonal aos Profª(s) MSc. v e w são coplanares.Álgebra Linear – Vetores em Rn 112 Resolução: Sabemos que o volume do paralelepípedo é igual ao módulo do número resultante do produto misto dos três vetores. temos: |u(vxw)| = 16 |(-2m . v = (3.8)| = 16. -1. se → → u . Calcular o valor de m para que o volume do paralelepípedo determinado por u.5.Ledina Lentz Pereira .-1). calcular o valor de x u . (Unidades para que o volume do paralelepípedo determinados por de Volume). v e w seja igual a 16 unidades de volume.Elisa Netto Zanette..  x + 20 = −24 ⇒ x = −44  Portanto. neste caso. v = (1.3 Produto Misto e Vetores Coplanares → → → → → → T → rês vetores → → u .0) .1. − 2m − 8 = 16 . v e w são coplanares se o produto escalar u ( v x w ) é nulo. v e w ou 3 − 12 − 2 u(vxw)= 1 2 −1 −1 0 =-6+0+2-(4)-(0)-(-24) = -6+2-4+24= 16. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. v e w ou 3 u(vxw)= m −2 1 −1 2 −1 0 =-6+0+2-(4)-(0)-(2m) = -2m-8. é x = 4 ou x = -44. m. os valores de x para os quais o volume do paralelepípedo seja igual a 24 u.1) e w = (1. 5. ou seja.v. (unidade de volume) Exemplo 2: Sejam os vetores u = (3. Resolução: Sabemos que o volume do paralelepípedo é igual ao módulo do número resultante do produto misto dos três vetores.8)| = 16 então x = a . -1. -2). (a) vamos encontrar o produto misto dos vetores u.4. V = |u(vxw)| e. Assim. Ou seja. 0) e w= (2. v .  − 2m − 8 = −16 → → → → → Resolvendo o sistema encontramos m = -12 ou m = 4 que é a solução do problema. devemos ter |u(vxw)| = 16.v. então x = . Assim. → Resolução: v= u ( v × w ) = 24 ⇒ 3 − 2 → → x 5 1 0 1 = x + 20 −1 1 → → → v=  x + 20 = 24 ⇒ x = 4  ( u . MSc.-2. w ) Então x + 20 = 24 ⇒ ou . v e w seja 24 u. 2 u (vxw) temos: (b) como o volume do paralelepípedo é igual ao |u(vxw)| = |16| = 16. Por definição de equação modular se |(-2m .a ou x = a. 2).

-2)-(1.0.-2. Idem para AC e AD ). w )= 0 os vetores u . v=(1.-2 ) . b . é ortogonal ao vetor u .v.1). → → → Exemplo 1: Verificar se são coplanares os vetores Resolução: → → → u = (3.-1.1 Definição de módulo do vetor: A norma de v ou módulo de v é o comprimento do vetor v. MSc.-2.-1) e w = (2.-1. w )= 1 0 − 1 = −5 ≠ 0 .0.-1. onde v ou v . → → → Resolução: Os quatro pontos dados são coplanares se os vetores → AB .4 ) . Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. 2 −1 0 → → Os vetores não são coplanares porque seu produto misto é diferente de zero.4). 2 −1 4 6 Módulo ou Norma de um Vetor 6. se nenhum dos vetores → → → → u . Logo são coplanares. c ) = 0 ⇒ 1 0 3 =0⇒ 4 2m = 6 m=3 Exemplo 3: Verificar se os pontos A (1. → → → v . −1 − 7 Exemplo 4: Verificar se são coplanares os vetores u = (2. Assim.3) e c = (0.Elisa Netto Zanette. É fácil identificar que reciprocamente. C (0. o anulamento ( u . m → → → 2 −1 −2 −1 − 4m + 6 m − 8 + 2 = 0 Resolução: ( a .4)=(-2. w é nulo e se dois quaisquer → → → deles não são colineares.Álgebra Linear – Vetores em Rn → → 113 → → → → → → → vetores v e w . AC .w) = 1 1 0 − 1 =3≠ 0 os vetores não são coplanares. Portanto se u e ( v x w ) são ortogonais. AC e AD têm produto misto nulo.2 ) e D (-2. se ( u .-1) e w = (2.0. (Dica: → → AB =B-A =(-1. v . v .-1. v .2. AD ) = 0 ⇔ − 1 → → −2 −2 −6 −3 0 − 2 = 0 . ( AB .-1).v . Profª(s) MSc.-1.-3) estão no mesmo plano.2.0) 3 −1 4 (u .Ledina Lentz Pereira . Exemplo 2: Encontre o valor de m para que todos os vetores → a = (m. v e w são coplanares. b = (1. B (-1. w ) significa que u .1.0. o módulo ou norma de um vetor v é o número real não negativo.2.4) sejam coplanares. → → Portanto. representado por O módulo de um vetor é calculado por meio de um produto interno.2. 2 −1 Resolução: Como (u.-6). v e w são coplanares (estão no mesmo plano).4). v= v. v = (1. → Assim. resultante da raiz quadrada do produto interno (ou escalar) do vetor v com ele próprio ou "v escalar v".

Ledina Lentz Pereira . vetor do espaço. v2.1) ∈ R2. temos: v = x2 + y2 + z2 y1 (y1.y1) e B = (x2.m. v = v . o quadrado da hipotenusa é igual a soma dos quadrados dos catetos.-2). Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.m. o módulo de v será: v = AB = ( x 2 − x1 ) 2 + ( y 2 − y1 ) 2 = B − A (mesma fórmula da distância entre dois pontos A e B). d(u.y. aplicando o Teorema de Pitágoras.(kv) 12 Num triângulo retângulo. . u2.(unidade de medida) 34 u. un) e v = (v1.v = u. um escalar real.v = x 2 + y 2 (Teor. .y2). tem-se: (i) u . v → → → Exemplo 1: Se v=(2.z) ∈ R3 então: O módulo de um vetor v é dado por Geometricamente. Dados os vetores u. então (−3) 2 + (5) 2 = 9 + 25 = Exemplo 3: Se v=(2.y1) Módulo de vetor no plano Módulo de vetor no plano Módulo de vetor no espaço A demonstração é simples: Por exemplo. .. sendo u= (u1.0) 0 (x1. v são vetores de Rn então. v. então v = (2) 2 + (1) 2 + (−2) 2 = 4 + 1 + 4 = 9 =3 u. Exemplo 2: Se v = (-3.. u (ii) u (v+w) = uv + uw (iii) k (u. w de Rn e k.Álgebra Linear – Vetores em Rn 114 Se v é vetor do plano tal que v = (x. v2 = (x1-0)2 + (y1-0)2 = (x1)2 + (y1)2 = x1 + y1 = v 2 2 Note que. MSc. Se u. Profª(s) MSc. v) = (u1 − v1 ) + (u 2 − v 2 ) + .m.12 de Pitágoras) Se v é vetor do espaço que v = (x. o módulo de um vetor é um número real não negativo representado por → v = (v)2 = v .0) |v| x1 v=(x1. então v = (2) 2 + (1) 2 = 4 + 1 = v = 5 u.Elisa Netto Zanette.v) = (ku).y1) então..2 Proposições: Para um vetor v = AB com extremidades nos pontos A(x1. + (u1 − v n ) 2 = u − v ..1. 6.5). vetor do plano.. se v é vetor do plano tal que v = (x1..y) ∈ R2 então: O módulo do vetor v no plano é dado por v = v. . vn).

veja figura: → v → → u1 → → → Os vetores → u1 e u2 da figura ao lado são vetores → u1 é o versor de v → unitários. ) são 5 5 denominado vetor unitário. v = (2) 2 + (-2) 2 + 12 = 9 = 3 ≠ 1. 1). Por exemplo. apenas u 2 não é o versor de v → u1 tem a mesma direção e o mesmo sentido de v..Elisa Netto Zanette. Exemplo 4: A partir do vetor encontre um vetor unitário..  2 2 O vetor w encontrado é nomeado de versor de v e é unitário porque w = 1. Obtemos o vetor unitário u a partir de v. Exemplo 1: O vetor v=(0. Por exemplo. Para isso usamos a fórmula matemática w= v pois w= w = v 1 . os vetores u = (1.3 Vetor Unitário e Versor de um Vetor: Se v é um vetor tal que v =1 então v é −3 4 .0). | v | =1. aplicando a fórmula.-1) é um vetor unitário porque Exemplo 2: O vetor v = (1. v ≠1. A partir de qualquer vetor v.0) (v) v.. No entanto.1) não unitário encontrar um vetor unitário w. Resolução: w= v = v (1. podemos encontrar um vetor unitário w (nomeado de versor de v). v → Todo vetor unitário w de mesma direção e mesmo sentido de um vetor não nulo → v é chamado de versor de → → v.u = 0 se u = 0 = (0.-2.Álgebra Linear – Vetores em Rn 115 (iv) v. u2 A todo vetor → v é possível associar dois vetores unitários w e (-w) de mesma direção de → v pois u = − u = 1. Exemplo 3: A partir do vetor v = (1. -1) e w = ( vetores unitários. ou determine um vetor unitário u na direção do vetor v = (2.v > 0 qualquer que seja u e u.Ledina Lentz Pereira .. v = (0.-2. Profª(s) MSc.1) não é um vetor unitário pois o seu comprimento é diferente de 1 ou seja. Resolução: Observe que o vetor v = (2. pois têm módulo igual a 1.1) não é unitário porque v = (0) 2 + (−1) 2 = 0 +1 = 1 = 1.v = (1) (2) 2 v 2 Conseqüência das proposições: u + v = u + 2uv + v u − v = u .1) (1) + (1) 2 2 =  1 1  . MSc. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.0. .2uv + v 2 2 2 2 2 6.

z1). definido por: Assim. DistAB = AB = B − A → B – A = (x2.y1.(b) Fig. z2) é igual a norma do vetor PQ . 2. o vetor é representado por um segmento AB (Fig. y2 ) − ( x1 . y1 ) AB = ( x2 − x1 .1) =  .y1) e extremidade em B(x2.  = u. y2 .x1. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. um vetor pode ser representado por um segmento orientado que não parte da origem do sistema.1) 9 ou    1   2 − 2 1  . Observe a Fig.(a) Fig.4 Módulo de Vetor Livre C omo já vimos.Elisa Netto Zanette. y2 − y1 ) = v (vetor) O módulo deste vetor é determinado a partir do cálculo da distância entre dois pontos AB (Fig.3.Álgebra Linear – Vetores em Rn 116 u= v = v (2.y2) – (x1. 4) e Q = (-1.−2. então a distância de P a Q é dada por: → → → → dist (P.y1) DistAB = B − A = ( x2 − x1 ) 2 + ( y 2 − y1 ) 2 → De forma similar. Neste caso.y1) B – A = (x2 . 4) é |v|= (−1) 2 + (−3) 2 + (4) 2 = 26 .x 1. z2 . z1) e Q = (x2.3. y2 . Como PQ = OQ − OP = (x2 . Profª(s) MSc. . y1.1) 2 2 + (−2) 2 + (1) 2 = (2. .Ledina Lentz Pereira .y2) e para determinar sua representação algébrica fazemos: AB = B – A AB = ( x2 . y2. Exemplo 2: A distância entre os pontos P = (-1. Q) = | PQ | = (−1 − (−1)) 2 + (2 − (−3)) 2 + (−2 − 4) 2 = 0 + 25 + 36 = 61 . Q) = | PQ | = ( x 2 − x1 ) 2 + ( y 2 − y1 ) 2 + ( z 2 − z1 ) 2 Fig.−2. Fazendo a verificação! u= (2 / 3)2 + (− 2 / 3)2 + (1 / 3)2 = 4 4 1 + + = 9 9 9 9 = 1= 1 9 6.(c) v = OQ − OP → → Exemplo 1: A norma (ou módulo) de v = (-1. -2) é: → dist (P.a) de origem no ponto A(x1. (2.(c).−2. .b). MSc. em R3 A distância entre dois pontos P = (x1.   3 3 3  9 O vetor u encontrado é um vetor unitário pois seu módulo (ou norma) é igual a 1.

n.-1) e v= (n.4 ) =  .u  | u |  1  . a distância entre P e Q e encontre um versor w de u.   u 26  26  26 26   26   obtido a partir de u.2.-1).(3.m.-1. Resolução: → A → 7 B ou seja AB = 7 AB = B – A ⇒ (1. MSc.4) = (-1. portanto w é versor de u. o módulo de u.(3.-3) Se u(v+AB)= 5⇔ (2. Seu módulo (comprimento) é igual a 1 u.(n.−5)  − 1 − 5   − 26 − 5 26   .3. calcular o valor de m.5.-3.2)=(0.-1).-1. -5) • • • u = DPQ= w = (−1) 2 + (−5) 2 = 26 (−4 − (−3))2 + ( −1 − 4) 2 = 1 + 25 = 26 u (−1. 2 4 ⇒ V =1 ⇒ 16 = 16 a 2 → V = a2 + 1 1 + =1 4 16 +5 ⇒ a=± 11 4 Exemplo 5: Dados os vetores u= (2.Álgebra Linear – Vetores em Rn 117 Exemplo 3: Sabendo que a distância entre os pontos A(-1.-1.[(n. Resolução: • u = PQ ⇒ u = (-4.-1)+(0.m) é 7. Exemplo 7: A partir do vetor u = (3.-1) e os pontos A(1.2. 4) encontre o versor v de u (ou encontre um vetor unitário v na direção do vetor u) Resolução: Observe que o vetor u = (3.5.4) e Q = (-4. 4) não é um vetor unitário.-1).n. u = 3 2 + 4 2 = 25 = 5 ≠ 1 Obtemos o vetor unitário v a partir de u.8.-1) – (-3.-1. Note que w é um vetor unitário = = = .u =  | u | Assim.2. v =    1   2 2  3 +4  1 3 4 .-1).-1).-4)=5 ⇔ 2n+8n+4=5 ⇔ 10n+4=5 ⇔ 10n=5-4 ⇔ n= 1 10 Exemplo 6: Dados os pontos P(-3.m-3) → AB = 2 2 + (−3) 2 + (m − 3) 2 = 7 ⇒ m = 9 ou m = -3 → Exemplo 4: Determinar o valor de a para que o vetor Resolução: Vetor unitário → V = (a.3) = (2. aplicando a fórmula: v =   1  . −1 1 .(unidade de medida) Profª(s) MSc. pois o seu comprimento é diferente de 1 ou seja.m) – (-1.3) e B(1.3.2.2) e B(1. Observe o vetor projetado no      5 5 5  plano. determinar o valor de n tal que u(v+AB) = 5 Resolução: AB= B-A =(1. determine o vetor u = PQ. .-3)]=5 ⇔ (2.4) =  . ) seja unitário.Ledina Lentz Pereira .n. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.(1.Elisa Netto Zanette.  .

1..-4. v = (1. 9) Encontre o versor w.   u ( w x v ). vetores de R4. dos vetores: (a) u = (1. 2. a) < u. → v = (∝.2.2) Calcular a área do triângulo cujos vértices são os pontos A=(1.-2. determinar o vetor 3) Considere os vetores do espaço. ( u . 1 1 = (x. 3.3). 8) Verifique se os vetores u = (-1.-1).1. b = (-1.( u × v ) → → → →  →  CB×  BC − 2 CA  .( u .4) são unitários.3) Calcular o valor de m para que o volume do paralelepípedo determinado pelos → → → → → → → → → vetores v1 . B=(2.2. v=(-1.2).2. Calcular m.-4 ) e c = (m+1.Elisa Netto Zanette.2. 12) Determinar x para que o vetor → v Profª(s) MSc. m.3).( v + BA ) = 5 2 . 7. definidos por u= (1.0. 2 2 11) Sabendo que a distância entre os pontos A(-1. v e w. calcular : → a) < w .1.1). Encontre: 5) Sejam u = ( 2.1).u (ii) u(v+w)=u. encontre: (a) O produto interno entre v e w (b) vx(u-w) (c) O produto misto entre w. 0). ) seja unitário. → → → → determinar o valor de ∝ tal que u .-1. x) = 3 7) A partir do produto interno. 1.2 ). a área de paralelogramo e triângulos e. x.-1. → d) ( u + v ).v +u. 3. (c) s = (0. l) v ×( u .1). -2. v >. v 2 e v3 seja igual a 10 para: v1 =2 i . -1.2.2. → → → → v × w.w ).w ) 2) Dados os pontos A(2.3).(2. calcular m.4). vetorial e misto.2. u = (2.3). u e v (em m3). podemos resolver alguns problemas. e) i) b) f) j) v . (Dica: Fórmula da Área do triângulo é S = 1→ → u× v ) 2 → → → → → → 7.3).-1. w ( u × v ). o volume de paralelepípedo.v ) h) ( u → w×v.y . -1). -1.4) e w = (1. 2) . v = ( 1. 1 ).Álgebra Linear – Vetores em Rn 118 Agora. ) seja unitário.1) Sejam os vetores u ( 3. 10)Determinar ∝ para que o vetor −1 1 . v> b) <u.v=v.4. u e v (d) O volume do paralelepípedo formado por w. ttentte você!! Resolva as atividades Agora en e você Lista 4 de Atividades → → → → → → → → → → → → → → → → → → → → 1) Dados os vetores: → → → u = ( 2. Por exemplo.3) e os pontos A(4.v> (f) ux(v-w) (g) u(vxw) (h) O volume do paralelepípedo formado por u.-1) e C(3.3) e B(1. v ( w x u ). B(1. 2). -1) e w = (1.4) e C=(-1.3. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.-3 ). 3.1).Ledina Lentz Pereira .1.2) e B(3.Demonstre a propriedade de produto interno (ou escalar) definida em: (i) u. 0 ) e w = ( -1. Aplicando estes conceitos. v 2 =6 i +m y -2 k e v3 =4 i +k. . 0. 2 . -1.1.m) é 7. v = (1/2.-1.1) e w = (2.4) Os vetores a = (2.-1) e v = (∝. 3 2 2 13) Dados os vetores de lR . w> c) v.w 6) Determine o valor de x de modo que (x.(3 v ). 7. v = ( 1.-1 ) e v = ( a. c) ( 2 u ). 4. -1) determinam um paralelepípedo de volume 42.-3.Calcular o valor de a para que a área do paralelogramo determinado por u e v seja igual a 2 6 . (b) v = (-1. → × v ).-1. (e) <u.5) e v = (-1. 3. calcular o módulo de vetor.5). → → → g) k) u xv .2). determine: → → → → 7. ∝.2.w → 4) Dados os vetores u = (4. MSc. 2) e w = ( 3.5) Encontre o módulo dos vetores u = (2. 7.

v> = 13 (g) u(vxw) = 7 (i) u.5) de 1 unidade ou seja. 3) (i) provar que u.0.4) m=2 ou m=-8/3. l) i+j ou (1.7. (ii) provar que u(v+w)=7=u. 21/2 (c)0.0). 7. (j) ux(w-v) = -2i+7j-4k ou (-2. encontramos o ângulo α na tabela de cossenos.v α . não-nulos. 4) x = 7/3. 5(a) 14 + 3. 8) Os vetores u. d) 4. h) 3. k) -1.v = |u| |v| cos α onde α é o ângulo formado pelas semi-retas que contém u e v tal que 0 ≤ v ≤ 180º.    14 14 14   2 1   1 3 2   . para os vetores u ≠ 0 e v ≠ 0. Respostas: 1a) -3. v = 2 e w = 2 5 . v e w em m2 é de 17 +3 6 + 10 ) m2= 29. (m) A área do paralelogramo formado por u e v (em m2) (n) A área do paralelogramo formado por v e w (o) A área do paralelogramo formado por u e w (p) A quantidade de papelão gasto para construir um paralelepípedo formado pelos vetores u. u .Elisa Netto Zanette. 10) ∝ = ± 2 . 2 u = 3 5 e v = 26 . 13)  .-4) (l) O volume do paralelepípedo formado por v. 11) m = -3 ou m = 9.26m2 considerando 17 =4. . u e w. u e v é 7m3. (l) O volume do paralelepípedo formado por v.     2 6 14 14 14  5 5   (a) <v.w> = 12 (c) w(uxv) = 7 (e) <u. 12) ∝ = ± 23 . u e w é 7m3. 7.2) S= 7. (b) w =  − .-8. 21/2 (b) 2+ 3.v+u. podemos obter o ângulo entre dois vetores genéricos u e v. u e v não nulos é o ângulo α formado pelas semi-retas AO e Demonstração: Sejam os vetores u e v abaixo e α o ângulo entre eles Profª(s) MSc. (m) A área do paralelogramo formado por u e v é S= (n) A área do paralelogramo formado por v e w é S=3 (o) A área do paralelogramo formado por u e w é S= 2( 17 m2 6 m2 10 m2 (p) A quantidade de papelão gasto para construir um paralelepípedo formado pelos vetores u.3) m=-2 ou m = -12. . 9) Os versores procurados são: (a) w =  .v . .u. g) i+j-k.-7.Álgebra Linear – Vetores em Rn 119 (i) u.a . u = 10 .4) (h) O volume do paralelepípedo formado por u. u e w. f) -2i-2j+k. c) 18. 2) (12.-12) ou 12i-8j-8k.2. fazendo cos α α= u. v e w é 7m3. 3 10 u.v=4=v. → Após encontrar o valor do cos → Ou: O ângulo de dois vetores OB e tal que 0 ≤ α ≤ π . 6) x = 3/5. i) -1. 6 =2.1) a=-2 ou a = -4. 7.(c) w =  0. MSc.Ledina Lentz Pereira .w (j) ux(w-v) (k) O produto misto entre v.-1). (f) ux(v-w) = 2i-7j+4k = (2.12.45 e 10 =3. v e w em m2 (desconsidere as bordas para colar as laterais e bases do objeto).-1) (d) O volume do paralelepípedo formado por w. v e w não são unitários pois tem módulo diferente  1 2 3  .w = 12 (k) v(uxw) = -7 (b) vx(u-w)= -4i – k ou (-4.1. b) 6. 7. A partir desta definição de produto escalar. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.w.16 7 Ângulos e Vetores: Paralelismo e Ortogonalidade 7.1 Ângulo de dois vetores: O produto escalar entre os vetores u e v pode ser escrito na forma u. e) 2i+2j-k ou (2. j) 1.

v = u . MSc.-2) (-2) 2 + (−2) 2 . u e v têm a mesma direção e sentidos contrários.(0.-2).Ledina Lentz Pereira . → → → → (e) Se u é ortogonal a v e m é um número real qualquer.Álgebra Linear – Vetores em Rn 120 α α Aplicando a lei dos cossenos ao triângulo ABC tem: u − v = u + v − 2 u . (0) 2 + (−2) 2 Profª(s) MSc. (c) Se α = indica-se: → α=0 π 2 → → → . u e v são ortogonais e → u ⊥ v. u é ortogonal a m v . Verificando: cos ß = u. cos α .v (-2.v ) é o suplemento do ângulo de α u e v. cos − 2uv u.Elisa Netto Zanette. → → → α=π (b) Se α = 0. u e v têm a mesma direção e mesmo sentido.v uv PROPOSIÇÕES (a) Se α = π. Exemplo 1: Se u = (-2. Lembrando que u − v 2 = u 2 + v 2 − 2 u v 2 2 2 →→ Então comparando as duas equações temos: u + v − 2uv = u + v − 2 u v cos α 2 2 2 2 − 2uv = -2 u v cos α ⇔ -2 u v cos α = − 2uv ⇔ cos α = Portanto. → (f) O ângulo formado pelos vetores → → → u π-α e (. → → 2 → 2 → 2 Neste caso o OBC permite escrever: (teorema de Pitágoras) u+ v = u + v (d) O vetor nulo é considerado ortogonal a qualquer vetor.-2) e v = (0. v . -2) então o ângulo ß entre os vetores u e v é de 45°. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.v = − 2u v uv α= u.

2 ) − (3.−3.0.4)(− 1. m + 2) 6 m + 4m + 6 2 6 m 2 + 4m + 6 =[2(-1-m)] 2 ⇒ 6m² +24m + 36 = (-2 – 2m)² ⇒ 6m ² +24m + 36= 4 + 8m + 4m² ⇒ m²+8m+16=0⇒ ∆=(8)2-4.-1) forma um ângulo de 60° com o vetor determinado pelos pontos A (3.vv → u = 9 2 1 + 1 + 16 = 18 = 3 2 → v = 1 + 4 + 4 = 9 = 3 9 9 2 = 1 2 = 2 2 .1.Álgebra Linear – Vetores em Rn 121 cos ß = cos ß = 0+4 8.−1.2.1. BC 28 14 .2.-2) e B (4.m). Resolução: → v AB AB = B – A ____ ( 4.16=0⇒m= Portanto.3) ⇒ (− 1.3).m ) – (3.-2 ) ( 1. θ = 60° θ = cos 60 ° = cos u.1 ) . m = -4 Exemplo 4: Determinar os ângulos internos do triangulo ABC.0 ) → → → → AB = 1 + 4 + 1 = 6 AC = 4 + 9 + 1 = 14 BC = 1 + 1 = 2 → → → ^ AC .Ledina Lentz Pereira .1.2) = − 1 + 2 + 8 = 3 2 .2 ) − (2.1. 2) e C ( 1.2) u θ = u .: Quando o produto escalar de dois vetores for igual a zero ele é retângulo.10 ^ ^ De forma similar.v 1 → = u . 0.1.-1.−1) BC = C − B = (1.3.3 θ= 2 → θ = 450 2 → → Exemplo 3: Sabendo que o vetor = (2.9449 5 C = cos C = ⇒ = .0.-1 ) e C ( 2.4) e v = (-1. encontramos os Exemplo 5: Provar que o triangulo de vértices A ( 2.Elisa Netto Zanette. θ = (1.-3.−1..3. calcular m. Resolução: Calcular cos → ( ) ( ) ⇒ 6 m 2 + 4m + 6 = 2(2 − 1 − m − 2 ) ( ) −8± 0 −8 = = −4 2 2 A ¬ . AB e BC. MSc. Obs. Profª(s) MSc.1. BC 2+3+0 5 ≅ 0. cos B ¬ e cos C ¬ AB = B − A = (2. C = arccos = 190 0 AC . -1. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.1.2 ) − (3.. 2) e seus lados são respectivamente AC. B (2. 2 28 ± 19.0.0. Portanto.−1)(1. B ( 2.−1) AC = C − A = (1. 4 = 4 32 = 4 4 2 = 1 2 = 2 2 2 então ß = 45o 2 → → Exemplo 2: Calcular o ângulo entre os vetores Resolução: cos cos cos u = (1.2.−3.1.1.-2 ) é um triangulo retângulo.2.v 2 1 2 (2.m+2) AB = 1 + 1 + m 2 + 4m + 4 = m 2 + 4m + 6 v = 4 +1+1 = 6 .3) ⇒ (− 2.2 ) ⇒ (− 1.−1.. sendo A(3.

0 ).1.Álgebra Linear – Vetores em Rn 122 Resolução: AB = B − A ⇒ (0. (a) (b) (c) α α α α Fx = vetor força no eixo x Fy = vetor força no eixo y F = vetor força α = ângulo entre F e o eixo x Note que. k = y .k = 0 e são unitários Profª(s) MSc. • (a) Consideremos o vetor v = P(x. para determinar o valor de Fx e Fy basta resolvermos o triângulo retângulo Lembrando da trigonometria: senα = α Portanto: senα = c. e cos α = hip hip Neste caso: Fx é o cateto adjacente (c. y = i .−2.−1) = 0 − 2 + 2 = 0 Logo o triangulo ABC é retângulo. BC ⇒ (0. → → → → A decomposição de vetores é usada para facilitar o cálculo do vetor resultante. → → → → → Ângulos diretores de respectivamente. vamos trocar o vetor Fy de posição para formarmos um triângulo retângulo.−3) = 0 + 2. AC ⇒ (0.−2 )(0.o.−2.3 Ângulos Diretores e Cossenos Diretores de um Vetor S eja o vetor v = xi + yj + zk .−1. Fy ⇒ Fy = F senα α F Fx cos α = ⇒ Fx = F cosα α F 7.0. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.−2 )(0.y) → → → AB . • (c) Agora. → v são os ângulos α . (b) e (c).o.−1.1.Elisa Netto Zanette. MSc.−2 ) AC = C − A ⇒ (0.1. Fy é o cateto oposto (c.0).) do ângulo.0. j . β . • (b) Vamos decompor o vetor F em outros dois vetores Fx e Fy. k = ( 0. c. → → i . Observe a seqüência de ações nas figuras (a).+6 = 8 ≠ 0 AB .a. k → → → → K → Observação: os vetores da base canônica → → → α v { i = ( 1.1 ) } → → → β são ortogonais entre si.−3) BC = C − B ⇒ (0.2 Decomposição de um vetor v = P(x.Ledina Lentz Pereira .−1) 7.−2.) do ângulo e F é a hipotenusa.a.y) nomeado de F sendo F o vetor força e α o ângulo entre F e o eixo x. y = (0. γ que v forma com os vetores i .

Elisa Netto Zanette. 0 ) .428 = cos γ = 0. i = ( 1.. y. v2. AB = B – A = ( 1. .-3 ).3 ) 6 6 = = cos α = α = 310 cos α = → 7   7 v    −2 cos β = = cos β = −0.0.0 ) 1 2 cos α = = α = 45 0 2 2 −1 − 2 cos β = = β = 135 0 2 2 0 cos γ = = 0 = cos γ = 0 γ = 90 0 2 Observação Importante: Sempre que um vetor tem nula uma de suas componentes.286 β = 107 0 7 3 cos γ = = 0. utilizamos a fórmula do ângulo entre dois vetores.Ledina Lentz Pereira . z )(1. 0 ) e k = ( 0. cos γ .-1. u2.-3 ) e B ( 3..0) = x v.Álgebra Linear – Vetores em Rn → → 123 → ∂ → j i =1= y =1= k =1 → I → Cossenos diretores cos α . 7. 1 ) então: → → z y (x. Profª(s) MSc.1. 1. Para o cálculo dos cossenos diretores. 0. → de v são os cossenos de seus ângulos diretores isto é..i . Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.4 Paralelismo de dois vetores D ois vetores u = (u1. cos γ = e cos β = → cos α = → = v → v x2 + y2 + z2 v . un ) e v = (v1. → → → Demonstração: seja v = ( x. 0. . = n = k .-2..2. y = ( 0.428 γ = 65 0 7 x Exemplo 2: Dados os pontos A ( 2.. Calcular os cossenos diretores e os ângulos → diretores do vetor → AB . Note que u // v // w. a sua correspondente é ortogonal (exemplo acima). cos β . vn) são paralelos (ou colineares) indica-se u//v quando suas coordenadas são proporcionais ou seja: u ⁄ ⁄ v se u1 u2 u = = . k real. independe do sentido. y. v1 v2 vn Os vetores paralelos têm a mesma direção..i v → Exemplo 1: Calcular os cossenos diretores e os ângulos diretores do vetor v = ( 6.. z ) .. MSc.

.1) e V = (4.3.y). Ponto Médio de um segmento: É possível determinar as expressões das coordenadas do ponto médio do segmento de reta de extremidades A(x1. v = (-4.Elisa Netto Zanette.1 − y.1. Assim.2n – 1).Ledina Lentz Pereira . Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.−1 − z ) = (1.1.y – y1) = (x2 – x.0.14).2) e R(2. Solução: A condição de paralelismo de dois vetores permite escrever: U = (m +1.2.−1 − z ) PQ = Q − P = (2. R e S sejam vértices de um paralelogramo. MSc.−1) − ( x.2. Note que as componentes são proporcionais porque a razão entre elas é k = 2 1 . Resolução: Por definição. = n = k.−2) SR = PQ ⇒ (2 − x.0.1. y2. y. 2 Exemplo 2: Determinar os valores de m e n para que sejam paralelos os vetores U = (m + 1.2) − (1. Quando não é situado a partir da origem. situamos o ponto de origem. o vetor é livre. u e v são vetores paralelos.1 − y.-6. u ⁄ ⁄ v se u//v = 2 3 −7 u1 u2 u = = .−2) 2 − x =1⇒ x =1 1− y = 1⇒ y = 0 − 1 − z = −2 ⇒ z = 1 S = (1. Q. na origem do sistema (0. m +1 3 1 = = 4 2 2n − 1 ou 2(m + 1) = 12  3(2n − 1) = 2 ⇒ 2m + 2 = 12  6n − 3 = 2 A solução do sistema permite dizer que m = 5 e n = 5/6 • • Lembre-se que: Um vetor v = (x1. z3) pode ter a sua origem em qualquer ponto.1.4).2.y1) e B(x2. Resolução: Basta usar uma igualdade para achar as coordenadas de S. Solução: → → O ponto médio M é tal que AM = MB ou M – A = B – M.2n − 1) = = 2m + 2 = 12 ⇒ 2m = 10 ⇒ m = 5 m + 1 3 2n − 1 2 Resolução: = = ⇒ 4 4 2 1 3 5 2 = 2n − 1 ⇒ 4n − 2 = 3 ⇒ 4n = 5 ⇒ n = 4 Exemplo 3: Dados os pontos P(1.3. m +1 3 SR = R − S = (2.-1). Verifique se são vetores paralelos. Sendo M(x.2. vem então: (x – x1.3. z ) ⇒ (2 − x. por tanto: 2x = x2 + x1 e 2y = y2 + y1 Profª(s) MSc. P. Normalmente. ao contrário do ponto. Q(2.Álgebra Linear – Vetores em Rn 124 Exemplo 1: Considere u = (2. Fazendo u//v = = = obtemos v1 v2 vn − 4 − 6 14 1 . ele não tem posição fixa. determinar as coordenadas de um ponto S tal que.0).1) Exemplo 4: Determinar os valores de m e n para que sejam paralelos os vetores 3.4) ⇒ (1..y2 – y) e dai temos x – x1 = x2 – x e y – y1 = y2 – y.3.1) e V = (4.-7).y2).

. Verifique se os vetores. de modo que u=(2k. y2 . u2. Agora. 3) Existem valores para k. . y2) = x1 . 4. são ortogonais no espaço vetorial V = R2 em relação ao produto interno usual. o que implica. 5.Álgebra Linear – Vetores em Rn 125 Logo: x = x 2 + x1 x1 + x 2 y + y1 y1 + y 2 = = e y= 2 2 2 2 2 7.2). Exemplo 2: Verifique se os vetores u = (-3.5 Ortogonalidade de dois vetores D ois vetores u = (u1. Se cos λ=0. u . Podemos afirmar também que cos λ = u. 2) e w = ( 3. (-3. -9) e w = (0. Resolução: u. (b) Os vetores são ortogonais (verifique dois a dois)? Justifique. eles são ortogonais no espaço vetorial V = R2 em relação ao produto interno não usual definido em: (x1.v= (2. 1. então u .v= (-3.3). . v = (-3.2) = -6 + 6 = 0 logo u e v são ortogonais.1).4) = -12 + 12 = 0 logo u e w são ortogonais v. (1. v2.. (4. 1).(−2. são ortogonais. (-6.3). Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.v= -2+2=0.3 = -12 + 12 = 0 logo u e v são ortogonais. MSc.Ledina Lentz Pereira . Resolução: u. 2k. 5 25 λ=90º..4 + 2. vetores de R4. (x2. que o produto interno usual entre eles é zero ou seja. 2) Considere os vetores u = (-1. u. 8) e v=(3.. (-6. -15. x2 + 2 y1 .2) . ângulo reto. 2. Exemplo 3: Verifique se os vetores u = (1.3) = -3... pela fórmula do cálculo de ângulos de vetores. quando o ângulo ß por eles formado é de 90° (ângulo reto).2). 6. 0). -1). y1) . cos ß= cos 90° = 0. geometricamente. 3. 3).v Exemplo 1: Considere u = (2. v = 0 Indica-se u ⊥ v. 2) sejam ortogonais? Profª(s) MSc. Resolução: u. 1.v =0 u . dois a dois.1) u. Verifique quais vetores são ortogonais dois a dois e justifique. 2 . vn) são ortogonais (ou perpendiculares). -6. 0.Elisa Netto Zanette. vetores de R4. un ) e v = (v1.2) e v = (-2. 2) e v = (4.. Neste caso.4). os vetores ortogonais formam entre si. portanto os vetores são perpendiculares ou ortogonais.w= (-3. 0.v −2 + 2 Ou cos λ = = 0 → cos λ= → cos λ= → cos λ=0. -1. 1. 2 .w= (2.2. -1. Determine: (a) Os vetores são paralelos (verifique dois a dois)? Justifique.v 5.3). v = (3. ttentte você!! Resolva as atividades Agora en e você Lista 5 de Atividades 1) Sejam u = ( 2. Logo u e v são ortogonais.4) = 18 + 8 = 26 ≠ 0 logo v e w não são ortogonais Projete-os no plano cartesiano e verifique se. 3. v = ( 1.3).2) e w = (-6.

v e w não são paralelos pois não se define k=3/0. v e w são ortogonais pois seu produto interno é nulo e os vetores u e v não são ortogonais pois seu produto é -127.4) e w = (-4.2. 6) cos α = então α = .(2 W - 3) Dados os pontos A(-1..m) é 7. 7) Determinar a e b de modo que os vetores u = (4.. w´ que sejam unitários.1) e v = (-12. B(2. B(2.1) e C(-2.3).1). 7) u e v são paralelos para a=3/2 e b=-9/2.-1). sendo v1 = (1.-1) e V = (-1.2.0).. cos β = − 2 13 então α = 13 14 3 14 3 13 então β = .1) + 2v = (6. 16) Dados os pontos A(-1.. determinar o ponto P tal que 8) Dados os pontos A(-1.1)... cos λ= 14 14 13 2 14 então λ =.4) é unitário.-4) K1u + K2v. 3) Sim.1.0.1. 14 Atividade Complementar 1) Determinar a extremidade do segmento que representa o vetor que sua origem é o ponto A(-1. 9) Determinar o vetor v sabendo que (3.-2.-4) e V = (-9/4.3). → → → → → → V ) + 1/3 W = 2 U .a. 2b) os vetores u e w.Ledina Lentz Pereira . calcular 4) Dados os vetores U = (3. determinar K1 e K2 tal que v = DC = BA .0). 14) Verifique se o vetor u = (1.3) e B(1. B(5.5..4) . cos β = então β = . V = bU..Álgebra Linear – Vetores em Rn → → 126 4) Sabendo que o ângulo entre os vetores pelos vetores: → → u e v é de 600.7/2). MSc.-1).7.1.. 2) u e v são paralelos pois u/v=k=-1/3.1) e C(a.2.-1. Respostas: 1) (1.17)m=-3 ou m = 9.-2). 11) Verificar se são colineares os pontos: a) A(-1.b. u e v são ortogonais para k = -8/9. determinar D tal que 7) Dados os pontos A(2.1) e B(4. determinar o ponto P tal que AP = 3 AB . determinar o vetor W tal que: W ) = 2(4 W .. 13) Mostrar que os pontos A(4.-3) e v = (6.2).1.y) de modo que CD = 1 AB 2 17) Sabendo que a distância entre os pontos A(-1.5) e C(3.3) e C(-2. verificar se existem números a e b tais que U = a V e = 5) Dados os vetores u = (2.10.4)..0) e C(1.. B(3.-2).-2). B(1.3) são vértices de um paralelogramo.3). OC − BC e 3BA− 4CB . AP = PB . 3). 4) a) 120º b) 120º c) 60º d) 60º . 6) Encontre os ângulos diretores do vetor u = (1.3).-1. Respostas: 1) v e w são ortogonais pois v .W b) 3 W . 15) A partir dos vetores u = (2.6). v´. u e w não são paralelos pois não se define k para -1/0. sabendo U = (3..0).-2.-1). Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.14).-1) b) A(2.1) encontre os vetores u´. 10) Encontrar os números a1 e a2 tais que w = a1v1 + a2v2.b) sejam paralelos.1).v → b) . → → → → → → 6) Dados os pontos A(-1.-7.3) e w = (1..5) e D(2.4) 12) Calcular a e b de modo que sejam colineares os pontos A(3.3. Profª(s) MSc.v..5. B(3. v2 = (2. 16) D = (0.3 U ) OA− AB .0.1.7).. calcular m.Elisa Netto Zanette.-4. e v = (-5. C(2. 2) Dados os vetores a) 4( U - V = (2.-5).5.. v = (-1. 5) cos α = . B(1..2).3).0.3) e B(4.-3. w = 0.u e v d)2 u e 3 v 5) Encontre os ângulos diretores e cosseno diretor do vetor u = (-2. determinar D(x.2). C(3..1. determinar o ângulo formado → → → a) u e-v → → c)- u e .

518 p. São Paulo: Ed. Alfredo. São Paulo. David C. STEINBRUCH. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. Álgebra linear com aplicações. Wilfred.ed Rio de janeiro: LTC. Donald J.Álgebra Linear – Vetores em Rn 127 Bibliografia KAPLAN. LINS. Perspectivas em Aritmética e Álgebra para o século XXI. MSc. Álgebra linear e suas aplicações.Ledina Lentz Pereira . 2000. 4. Cálculo e Álgebra Linear. 1975. RJ: LTC. Romulo Campos e GIMENEZ. Alfredo. 1975. 581 p. Álgebra linear e geometria analítica. STEINBRUCH.Elisa Netto Zanette. 390 p. Vetores e Geometria Analítica. Paulo. 504 p. Álgebra Linear. da UFSC. 2. Steven J. WINTERLE. 1999. LAY. WINTERLE. LEWIS. Paulo. Papirus. 1987. Nilo. Florianópolis: Ed. 1999. LEON. Rio de Janeiro: Makron Books. McGraw-Hill. Joaquim. Profª(s) MSc. 1997. SP: Makron Books. Matrizes e Sistemas de Equações Lineares. 2007. KUHLJAMP.ed Rio de Janeiro: LTC.

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