Álgebra Linear – Vetores em R

n
81
Profª(s) MSc.Elisa Netto Zanette, MSc. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.Ledina Lentz Pereira
UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE
ÁLGEBRA LINEAR

C
CCA
AAP
PPÍ
ÍÍT
TTU
UUL
LLO
OO I
III
II
V VE ET TO OR RE ES S E EM M R R
N N

esta unidade, vamos abordar a álgebra dos vetores no enfoque algébrico e
geométrico. Como afirma Winterle
1
(2000), a grande vantagem da abordagem
geométrica é possibilitar a visualização dos conceitos, o que favorece seu entendimento.
Essencialmente, toda a geometria pode ser desenvolvida em linguagem algébrica. Como
afirmam Kaplan
2
e Lewis (1975, p.57) “em vez de combinar pontos e retas na maneira
geométrica usual, nós realizamos operações algébricas em certos objetos denominados
vetores”. As leis algébricas que os orientam são similares às aplicadas aos números. Por
exemplo, se u e v são vetores então u+v = v+u. De forma similar, os teoremas da
geometria, tornam-se teoremas da álgebra dos vetores com ênfase nas equações, identidades
e desigualdades ao invés de ênfase nos conceitos geométricos como congruência, semelhança
e interseção de linhas.
Os temas abordados neste capítulo são:

1 Introdução: Retas e Segmentos Orientados ................................................................. 82
2 Vetores: Definições................................................................................................... 84
2.1 Grandezas Escalares e Vetoriais ........................................................................... 84
2.2 Proposições: Vetores opostos, nulos, iguais, colineares e livres ................................ 86
Lista 1 de Atividades ............................................................................................. 88
3 Vetores no Plano e Vetores no Espaço ......................................................................... 88
3.1 Expressão analítica de um vetor no plano (R
2
)........................................................ 88
3.2 Vetor Definido por Dois Pontos: Vetor Livre............................................................ 89
3.3 Expressão analítica de um vetor no espaço (R
3
) ..................................................... 90
Lista 2 de Atividades ............................................................................................. 93
4 Operações com Vetores ............................................................................................. 93
4.1 Adição e Subtração de Vetores ............................................................................. 93
4.2 Multiplicação de escalar por um vetor.................................................................... 94
4.3 Análise Geométrica da Adição de Vetores e Multiplicação por Escalar ........................ 95
4.4 Aplicações de Adição de Vetores e Multiplicação por Escalar ....................................101
4.4.1: Combinação Linear de vetores .....................................................................101
4.4.2: Dependência e Independência Linear de Vetores ............................................102
4.4.3: Bases do Plano de do Espaço .......................................................................103
Lista 3 de Atividades ............................................................................................104
5 Produto Interno (ou Produto Escalar), Vetorial e Misto..................................................106
5.1 Produto Interno (ou escalar) ...............................................................................106
5.2 Produto Vetorial ................................................................................................107
5.2.1 Propriedades...............................................................................................108
5.3 Produto Misto....................................................................................................108
5.3.1 Propriedades...............................................................................................109
5.4 Aplicações de Produto de Vetores: Interpretação Geométrica ..................................110
5.4.1 Produto Vetorial e Área de Paralelogramo.......................................................110
5.4.2 Produto Misto e Volume do Paralelepípedo......................................................111
5.4.3 Produto Misto e Vetores Coplanares ...............................................................112
6 Módulo ou Norma de um Vetor ..................................................................................113
6.1 Definição de módulo do vetor:.............................................................................113
6.2 Proposições: .....................................................................................................114

1
WINTERLE, Paulo. Vetores e Geometria Analítica. SP: Makron Books, 2000.
2
KAPLAN, Wilfred; LEWIS, Donald J. Cálculo e Álgebra Linear. RJ: LTC, 1975.

N
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6.3 Vetor Unitário e Versor de um Vetor: ...................................................................115
6.4 Módulo de Vetor Livre ........................................................................................116
Lista 4 de Atividades ............................................................................................118
7 Ângulos e Vetores: Paralelismo e Ortogonalidade.........................................................119
7.1 Ângulo de dois vetores:......................................................................................119
7.2 Decomposição de um vetor v = P(x,y) .................................................................122
7.3 Ângulos Diretores e Cossenos Diretores de um Vetor .............................................122
7.4 Paralelismo de dois vetores.................................................................................123
7.5 Ortogonalidade de dois vetores ...........................................................................125
Lista 5 de Atividades ............................................................................................125
Atividade Complementar.......................................................................................126
Bibliografia ................................................................................................................127
1 Introdução: Retas e Segmentos Orientados
ara compreender o conceito de vetores vamos rever alguns conceitos básicos de reta
orientada e segmentos:

1.1 Reta Orientada: Eixo

Uma reta r é orientada quando fixa nela um sentido de percurso, considerado positivo e
indicado por uma seta.
r




O sentido oposto é negativo. Uma reta orientada é denominada de eixo.

1.2 Segmento Orientado

Um segmento orientado é determinado por um par ordenado de pontos. O primeiro é
chamado origem do segmento, o segundo chamado extremidade. O segmento orientado
de origem A e extremidade B é representado por AB e, é geometricamente, indicado
por uma seta que caracteriza visualmente o sentido do segmento.


1.3 Medida de um Segmento

Fixada uma unidade de comprimento, cada segmento orientado pode-se associar um
número real, não negativo, que é a medida do segmento em relação aquela unidade. A
medida do segmento orientado é o seu comprimento ou seu módulo. O comprimento do
segmento AB é indicado por AB .
Assim, o comprimento do segmento AB representado na figura abaixo é de 5 unidades de
comprimento (u.c.):
AB = 5 u.c.

Observe que: Os segmentos podem ser também, nulos ou opostos:

• Segmento Nulo: Quando a extremidade do segmento coincide com a origem. Os
segmentos nulos têm comprimento igual a zero.

P
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• Segmentos Opostos: Se AB é um segmento orientado, o segmento orientado BA é
oposto de AB. Note que, a medida dos segmentos opostos é a mesma, AB = BA.


1.4 Direção e Sentido do segmento orientado

Dois segmentos orientados não nulos AB e CD têm a mesma direção se, as retas
suportes desses segmentos, são paralelas ou coincidentes.

Retas paralelas: segmentos com mesma
direção e sentido
Retas paralelas: segmentos com mesma
direção e sentido contrário



Retas coincidentes: segmentos com mesma
direção e sentido
Retas coincidentes: segmentos com mesma
direção e sentido contrário

Observações:

• Podemos comparar os sentidos de dois segmentos orientados somente quando
eles têm mesma direção.
• Dois segmentos orientados opostos têm sentidos contrários.

1.5 Segmentos Eqüipolentes

Dois segmentos orientados AB e CD são eqüipolentes quando têm a mesma direção, o
mesmo sentido e o mesmo comprimento.

Se os segmentos orientados AB e CD não pertencem à mesma reta. Para que AB seja
eqüipolente a CD é necessário que AB//CD (// significa paralelos) e AC//BD, isto é,
ABCD deve ser um paralelogramo.




Observações:
• Dois segmentos nulos são sempre eqüipolentes.
• A eqüipolência dos segmentos AB e CD é representada por AB ~ CD.

Propriedades da Eqüipolência
(1) AB ~ AB (reflexiva).
(2) Se AB ~ CD, CD ~ AB (simétrica).
(3) Se AB ~ CD e CD ~ EF, AB ~ EF (transitiva).
(4) Dado o segmento orientado AB e um ponto C, existe um único ponto D tal que
AB~CD.



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Fig.1
2 Vetores: Definições

2.1 Grandezas Escalares e Vetoriais

xistem dois tipos de grandezas: as escalares e as vetoriais.
As grandezas escalares são determinadas por um valor (número) e uma unidade.
Exemplo: comprimento, área, volume, etc. Quando afirmamos que a altura de um
quadro é de 1,5 m ou que o volume da caixa é de 20 dm
3
estamos determinando a grandeza
escalar. Em várias aplicações físicas, por exemplo, existem determinadas grandezas, como
temperatura e pressão, que possuem somente “magnitude” e podem ser representadas por
números reais (grandezas escalares).
Entretanto, existem outras grandezas, como força, velocidade, aceleração, deslocamento
e impulso que, para serem completamente identificadas, precisam, além da “magnitude”
(módulo), da “direção” e do “sentido”. Estes são exemplos grandezas vetoriais ou vetores.

Definição 1: Vetores são grandezas que, para serem identificadas, precisam da
magnitude, da direção e do sentido.
Assim, um vetor tem três características: módulo (ou magnitude), direção e sentido.
• A direção é dada pela reta que contém o segmento.
• O sentido é dado pelo sentido do movimento do segmento.
• A magnitude (ou módulo) é o comprimento do segmento. Indicamos por duas
barras verticais: |v| (Lê-se: módulo de v)

A representação geométrica de um vetor é um segmento orientado de reta: AB, CD, ...


Definição 2: Vetor é um conjunto de todos os segmentos orientados
eqüipolentes
3
a um segmento AB ou seja, com mesma direção, comprimento e
sentido.

Note que neste conceito, desconsideramos a idéia de grandezas
vetoriais e o vetor é compreendido a partir de um segmento
orientado
4
. Onde, dois ou mais segmentos orientados de mesmo
comprimento, mesma direção (são paralelos ou colineares) e mesmo
sentido são representantes de um mesmo vetor v. (Fig.1)

Na Figura 2, os vetores u e v são iguais (eqüipolentes) e
representam um mesmo vetor. Idem para os vetores x e w. O mesmo
não ocorre com os vetores s, t e m, n. Todos têm o mesmo comprimento,
mas não tem a mesma direção e sentido.

3
Equivalentes.
4
Um segmento está orientado quando nele se escolhe um sentido de percurso, considerado positivo.
E
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Fig.2
Note que:
• Os vetores u e v têm a mesma direção e o mesmo sentido.
• Os vetores w e x têm a mesma direção e o mesmo sentido.
• Os vetores s e t têm a mesma direção e sentidos contrários.
• Os vetores m e n têm diferente direção.
Observe que, vetores paralelos têm a mesma direção e que cada direção pode ser associada a
dois sentidos: sentidos iguais ou sentidos contrários.

Definição 3: Um vetor é um conjunto de números que pode ser escrito como v = (v
1
,
v
2
,..., v
n
). O vetor v é um vetor de dimensão n, ou seja, têm n elementos (escalares).

Esta lista ordenada de n escalares pode ser representada na forma de linha
v = (v
1
, v
2
, v
3
,.... v
n
) ou em forma de coluna (matriz):
v =
(
(
(
(
¸
(

¸

n
v
v
v
...
2
1

O termo escalar é usado com o significado de um número real. Os escalares v
1
, v
2
,
v
3
,..., v
n
são chamados de coordenadas ou componentes do vetor v.
Vetores são geralmente representados por letras minúsculas em negrito (v), e seus
elementos são geralmente representados em letras minúsculas com um subscrito (v
i
). A
letra usada para os elementos é normalmente a mesma letra utilizada para o vetor. O
subscrito representa o índice do elemento do vetor. Por exemplo, v
2
é o segundo
elemento do vetor. A notação v
i
indica o i-ésimo elemento do vetor.

Note que: Podemos representar um vetor de duas formas:
(1) Geometricamente: vetor é um segmento de reta orientada.



(2) Algebricamente: vetor é um par ordenado (plano) ou uma terna ordenada
(espaço tridimensional) ou ainda uma n-úpla ordenada (espaço n-dimensional)
de números reais.
2
2 1
) , ( IR x x v ∈ =
3
3 2 1
) , , ( IR x x x v ∈ =
4
4 3 2 1
) , , , ( IR x x x x v ∈ =
.....................................
n
n
IR x x x x x v ∈ = ) ,... , , , (
4 3 2 1


• Somente os vetores em R
2
e R
3
podem ser representados geometricamente.
• Em geral, consideramos apenas os segmentos orientados como ponto inicial na
origem (0,0) ou (0,0,0), denominados “vetores do plano” e “vetores no espaço”.
É importante notar que os vetores no plano e no espaço são determinados
exclusivamente pelo seu ponto final, pois o ponto inicial é fixo na origem.
B
A
Indica-se por v = AB
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Exemplo 1: Uma fábrica produz 4 tipos diferentes de artigos. Numa semana são vendidas 300
unidades do artigo A, 400 unidades do artigo B, 200 unidades do artigo C e 250 unidades do
artigo D. Os preços de venda por unidade de artigo são, respectivamente, R$ 25,00, R$ 32,00,
R$ 12,00 e R$ 41,00.
A quantidade total dos artigos, na ordem A, B, C e D, vendidos numa semana, pode ser
representada pelo vetor q = (300, 400, 200, 250) e, o vetor p = (25, 32, 12, 41) indica o
preço (em reais, R$) de venda por unidade de artigos, na ordem dada.

Exemplo 2: O vetor u = (2,3,4) tem dimensão 3, então dizemos que v ∈ R
3
; O vetor v =
(2,3,4,-3,5) tem dimensão 5, então dizemos que v ∈ R
5
; Os vetores w = ( 1, 3, 3 , -4) e z =
( -3, 5, -1, 0) têm quatro componentes e portanto são vetores do R
4
.

2.2 Proposições: Vetores opostos, nulos, iguais, colineares e livres

Proposição 1: Dado um vetor v= AB, o vetor BA é o
oposto de AB e indicamos por (- AB) ou (-v). Todo vetor v não nulo,
tem um vetor oposto (-v)=(-v
1
,-v
2
) com mesmo módulo e mesma
direção, porém com sentido contrário.
Exemplo: Se u=(2,-4), então –u=(-2,4)

Proposição 2: Se todas as componentes do vetor são nulas, o vetor é dito nulo
5

ou vetor zero indicado por 0 = (0,0,0,...,0).
Proposição 3: Dois ou mais segmentos orientados
representam o mesmo vetor (vetores iguais) se têm o mesmo
comprimento, mesma direção e mesmo sentido, independente de ter
ou não, origens em pontos diferentes.
Por exemplo, num paralelogramo ABCD, os segmentos orientados AB e CD determinam o
mesmo vetor v, onde v CD AB = =
O ponto A é denominado ponto inicial ou origem do vetor
v e o ponto B é denominado ponto final ou extremidade
do vetor. Idem para os pontos C e D. Assim, cada ponto
do espaço pode ser considerado como origem de um
segmento orientado que é representante do vetor v.
O vetor v é chamado vetor livre porque o segmento que o representa pode ter sua origem
colocada em qualquer ponto do plano.

Algebricamente, dois vetores são iguais (ou eqüipolentes), se todas as componentes do
vetor são iguais. Assim, u = (x
1
, y
1
) e v = (x
2
, y
2
) são iguais se, e somente se x
1
= x
2
e y
1
= y
2

e escreve-se u=v.

Exemplo 1: Os vetores u= (3,5) e v = (a, 5) são iguais se a = 3.

Exemplo 2: Determinar o valor de x e y para u=v, com u=(x+1, 4) e v=(5, 3y-8).
Resolução: Devemos fazer x+1 = 5 e 3y – 8 = 4 e obtemos x = 4 e y = 4.

5
Vetor nulo: Os segmentos nulos, por serem eqüipolentes entre si, determinam um único vetor, chamado vetor
nulo ou vetor zero, e que é indicado por 0 ou v=0 = (0,0,0,...,0). É o vetor cuja origem coincide com a
extremidade, não tem direção e sentido definidos. Segundo Winterle (2000) o vetor nulo é considerado paralelo a
qualquer vetor. Em IR
2
e IR
3
, o vetor nulo indica a origem do sistema plano e espacial, respectivamente.
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A B
C
F E
H G
D
Proposição 4: Dois vetores

u e

v com a mesma direção são chamados de
vetores colineares ou paralelos. Assim,

u e

v são colineares se tiverem representantes
AB e CD pertencentes a uma mesma reta ou em retas paralelas.


Proposição 5: Dois vetores

u e

v ou mais, são vetores coplanares se
pertencerem a um mesmo plano π.







Fig.(a):

v ,

u e

w são coplanares














Fig.(b):

v ,

u e

w são coplanares Fig.(c):

v ,

u e

w não são coplanares


Exemplo
6

Observe o paralelepípedo retângulo:
Podemos afirmar que:
(a) BF DH =
(b) FG AB, e EG são coplanares
(c) AE e BF são colineares
(d) AB é ortogonal ao plano BCG
(e) DC é paralelo ao plano HEF




WINTERLE, 2000, p.6
Importante: dois vetores

v e

u quaisquer são
sempre coplanares, pois podemos sempre tomar
um ponto no espaço e, com origem nele, imaginar os
dois representantes de

v e

u pertencendo a um
plano π que passa por esse ponto.
Três vetores poderão ser coplanares ou não (Fig c).
π
α

u

v


w

w

u

v
π
π

v

w

u
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A
AAg
ggo
oor
rra
aa,
,, t
tte
een
nnt
tte
ee v
vvo
ooc
ccê
êê!
!! Resolva as atividades
Lista 1 de Atividades
7


1. A figura abaixo é constituída de nove quadrados congruentes (do mesmo tamanho).
Verifique se as igualdades são verdadeiras. Analise e justifique.

a) AB = OF
b) AM = PH
c) BC = OP
d) BL = - MC
e) DE = - ED
f) AO = MG
g) KN = FI
h) AC // HI
i) JO // LD
j) AJ // FG
k) AB ⊥ EG
l) AM ⊥ BL
m) PE ⊥ EC
n) PN ⊥ NB
o) PN ⊥ AM
p) AC = FP


2. A partir do paralelepípedo retângulo podemos afirmar que:




a) AB = -HG
b) AB ⊥ CG
c) AF ⊥ BC
d) AC=HF
e) AG=DF
f) BG // ED

g) AB, BC e CG são coplanares.
h) AB, BG e CF são coplanares.
i) AB é ortogonal ao plano BCG
j) DC é paralelo ao plano HEF
k) AC, DB e FG são coplanares.

3) Encontre se possível os valores de x e y tais que:
a) (2,x,1,3) = (2,5,y,3) c) (1,x,-3) = (2,3)
b) (1,2x-12) = (1,-5) d) (x,x+y) = (y-2,6)

4) Determine os valores de x e y, de forma que os vetores sejam iguais.
(a) (4x-5, 7) = (2x – 4, y+
2
13
)
(b) (x
2
– 5x + 4, 2x – 2) = (0, 6)
(c) ( x , 7) = (2, 3y-5) (d) ( x , 2x+5) = (4, 5x-1)

Respostas:
1) São verdadeiros: a, b, d, e, f, h, j, k, l, n, o e p. São falsos, c, g, i, m; 2) As afirmações são verdadeiras, exceto (a),
(c), (g) e (h); 3a) x=5 e y=1; b) x = 7/2; c) Não ∃ solução pois os vetores pertencem a dimensões diferentes; d) x=2
e y=4; 4a) x = y= 0,5; b) x = 4; c) x = 4 = y; d) não existe x


3 Vetores no Plano e Vetores no Espaço


estudo dos vetores em geral é relacionado a sua representação geométrica que se
caracteriza num segmento de reta orientado como vimos até aqui. Mas, há outra forma
de representá-los. Assim, vamos estudar os segmentos orientados relacionados com os
sistemas de eixos cartesianos do plano (R
2
) e do espaço (R
3
).
3.1 Expressão analítica de um vetor no plano (R
2
)

O conjunto R
2
= R x R = {(x,y), ∀ x, y ∈ R} é interpretado
geometricamente como sendo o plano xOy do sistema cartesiano
ortogonal. É o conjunto formado por todos os vetores com duas
coordenadas reais x e y. Vetores que pertencem ao R² são conhecidos
como pares ordenados de números reais. Geometricamente, todo

7
(WINTERLE, 2000, p.6)
O
A B
C
F E
H G
D
paralelos
perpendiculares
módulo
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vetor v= AB desse plano, tem sempre um representante equivalente OP, cuja origem é a
origem do sistema cartesiano (0,0).

No estudo algébrico dos vetores, utiliza-se em geral, os vetores v=OP, ditos vetores no
plano e que são vetores definidos por um ponto extremo do segmento com origem no
ponto (0,0).

Exemplo 1: Representação no plano do vetor v e do ponto P(x,y). Todo ponto P(x,y) do
plano, está associado a um único vetor v = OP com v = (x, y)
sendo x e y as coordenadas de P e as componentes do vetor v,
também denominadas de coordenadas do vetor.

Exemplo 2: Representação no plano cartesiano do vetor v = (3,2) ∈
R
2
. Note que, v = (3, 2) ou v =
(
¸
(

¸

2
3
∈ R², são formas de
representação do vetor v.

OBS: Na Geometria Analítica analisa-se o vetor e sua representação a partir de uma base
} , { j i = {(1,0), (0,1)} onde é estabelecida a correspondência biunívoca entre vetores no plano
e os pares ordenados (x, y) de números reais.

Nestas condições, a cada vetor v do plano pode-se associar um par (x, y) de números reais
que são suas componentes na base dada, razão porque se define:

Vetor no plano é um par ordenado (x,y) de números reais e se representam por
) , ( y x v = que é a expressão analítica de v. A primeira componente x é chamada
abscissa e a segunda y, ordenada.

Exemplo 3: Podemos escrever v = (3,-5) ou v = 3i-5j. Veja outros exemplos:

) 0 , 0 ( 0
) 1 , 0 (
) 0 , 1 (
) 0 , 10 ( 10
) 3 , 0 ( 3
) 1 , 1 (
=
=
=
¦
¦
)
¦
¦
`
¹
− = → − =
= → =
− = → + − =
j
i
mente Particular
v i v
v j v
v j i v

Desta forma, o plano pode ser compreendido como um conjunto de pontos ou um conjunto de
vetores.
3.2 Vetor Definido por Dois Pontos: Vetor Livre

númeras vezes um vetor é representado por um segmento orientado que não parte da
origem do sistema. Nestes casos, temos os vetores livres.
Por exemplo, consideramos o vetor AB de origem no ponto A(x
1
, y
1
) e extremidade em
B(x
2
,y
2
). O vetor AB é um vetor livre.

Como, já se afirmou anteriormente, no estudo algébrico dos vetores, utiliza-se em geral, os
vetores definidos por um ponto que é o extremo do segmento com origem no ponto (0,0).

A partir de um vetor livre v = AB podemos encontrar o seu vetor equivalente, definido por um
ponto, que parte da origem do sistema (0,0). Para isso, fazemos:
A B AB − =
) , ( ) , (
1 1 2 2
y x y x AB − =
I
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) , (
1 2 1 2
y y x x AB − − = = v (vetor definido por um ponto)

Representação Geométrica
Vetor Livre Vetor definido por um ponto extremo com
origem em (0,0).


Exemplo 1: Para A = (-3,2) e B = (-1,4). O
segmento AB é um vetor livre.

Fazendo AB = B-A
= (-3,2)-(-1,4)
= (-3+1,2-4)
= (-1, -2) = v
O vetor v = (-1,-2) é equivalente ao vetor livre
AB e parte da origem (0,0) do sistema.


Assim, obtemos um vetor v a partir do vetor livre AB, subtraindo as coordenadas do ponto B
das coordenadas do ponto A, ou seja, v = B-A. O vetor v encontrado representa o mesmo
vetor AB. É importante lembrar que um vetor tem infinitas representações que são os
segmentos orientadores com mesmo comprimento, direção e sentido. Entretanto, dentre estas
infinitas representações, o que melhor caracteriza o vetor é aquele que
tem sua origem no ponto O (0,0) e extremidade em P(x,y).

Exemplo 2: Dados os pontos A=(0,1) e B=(1,2), determine o vetor v que
parte da origem e é equivalente ao vetor livre AB .
Resolução: v = AB = B – A = (1,2) – (0,1) = (1, 1)

3.3 Expressão analítica de um vetor no espaço (R
3
)

a Geometria Analítica analisa-se o vetor e sua representação a partir de uma base
8

} , {
→ →
j i = {(1,0), (0,1)} quando os vetores são vetores do plano e a partir de uma base
canônica representada por } , , {
→ → →
k j i = {(1,0,0), (0,1,0), (0,0,1)}quando os vetores são
vetores do espaço, onde é estabelecida a correspondência biunívoca entre vetores no espaço
com o vetor (x, y,z) de números reais.

8
Você sabia que: No plano R
2
qualquer conjunto {v1, v2} de dois vetores, não colineares, é uma base. E, todo vetor v
deste plano é combinação linear dos vetores da base, isto é, sempre existem os números a1 e a2 reais tais que v = a1
v1 + a2 v2. No espaço R
3
qualquer conjunto {v1, v2, v3} de vetores não coplanares é uma base. Assim, sempre existem
números reais a1, a2 e a3 tais que: v = a1 v1 + a2 v2 + a3 v3 onde a1, a2 e a3 são componentes de v em relação à base
considerada. Todo espaço tem infinitas bases e uma base canônica. Por exemplo, em R
3
a base canônica é {(1,0,0),
(0,1,0), (0,0,1)}.
N
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n
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Consideremos estes três vetores representados com
origem no mesmo ponto O e por este ponto três retas
como mostra a figura abaixo.
A reta com a direção do vetor i é o eixo dos x
(abscissa), a reta com direção do vetor j é o eixo do
y (ordenada) e a reta com a direção do vetor K é o
eixo dos z (das cotas: significa altura no espaço). As
setas indicam o sentido positivo de cada eixo, que são
chamados eixos coordenados.

Cada dupla de eixos determina um plano coordenado. Portanto, temos três planos
coordenados: o plano xy, xz ou yz. As figuras abaixo dão uma idéia dos planos.















Estes três planos se interceptam segundo os três eixos dividindo o espaço em oito regiões.













A cada ponto do espaço vai correspondendo uma terna (a,b,c) de números reais, chamadas
coordenadas de P. Exemplo 1: Observe a projeção do ponto P(2,4,3) no espaço.











Escrevemos v=xi+yj+zk, onde x, y, z são os componentes de v na base canônica
{i, j, k} e v = (x, y, z) é a expressão analítica de v.
Assim, se v = 2i+4j+3k indicamos v = (2, 4, 3)

y

z
0
z
x
y
0
z
x
y
V
0
A B
C
D E
F
P
Com base nesta figura, temos:
A (2,0,0) → x = 2, y = 0, z = 0
B (2,4,0) → x = 2, y = 4, z = 0
C (0,4,0) → x = 0, y = 4, z = 0
D (0,4,3) → x = 0, y = 4, z = 3
E (0,0,3) → x = 0, y = 0, z = 3
F (2,0,3) → x = 2, y = 0, z = 3
P (2,4,3) → x = 2, y = 4, z = 3
XZ
z
x
y
x
YZ

y
y
z
XY
y
x
z
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Portanto:
O conjunto R
3
= R x R x R = {(x, y, z) ∀ x, y, z ∈ R} é interpretado geometricamente como
sendo o espaço tridimensional 0xyz, onde P(x,y,z) é o ponto associado ao único vetor v =
OP = (x,y,z) e as coordenadas x, y e z, de P são as componentes de v. A Fig.(a) representa
o ponto P = (x,y,z) ∈ R
3
e a Fig. (b) representa o vetor v = (x,y,z) ∈ R
3
.


Fig.(a): Representação
geométrica do ponto P, no plano
tri-dimensional
Fig.(a): Representação
geométrica do ponto P, no plano
tri-dimensional
Fig.(b): Representação
geométrica do vetor v, no plano
tri-dimensional

Exemplo 2: Representação geometricamente o vetor v = (1,2,3) e P = (4,-2,3) .



















Exemplo 3: Representação dos vetores no espaço, sendo:
u =

A(-1,4,3), v =

B (5,-2,3) e w =

C (-3,-5,4).

















C (-3,-5,4)


A
y
z
0
- x
z
-y
B
x
- z
yz
xz
- y
xy - x
c
C
y
x
z
v = (1,2,3 ) = OP
(0,2,0)
(0,0,3)
(1,0,0)
v
0
u=

A(-1,4,3)
v=

B (5,-2,3)
0
0
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A
AAg
ggo
oor
rra
aa,
,, t
tte
een
nnt
tte
ee v
vvo
ooc
ccê
êê!
!! Resolva as atividades
Lista 2 de Atividades
9


1) Dê as coordenadas dos pontos:

(a) A = _______________
(b) B = _______________
(c) C = _______________
(d) D = _______________
(e) E = _______________
(f) F = _______________
(g) O = _______________
(h) P = _______________


2) Represente no plano e/ou no espaço tridimensional os vetores:
(a) u = -i-2j (b) w = (5, -3) (c) s = (-2, 4)
(d) v = i+2j+5k (e) t = (1, 4, 3) (f) r = (-3, 2, 5)
(g) m = (3, -2, 6) (h) n = (1, 3,-4) (i) j = -2i+3j-4k

3) Inúmeras vezes um vetor é representado por um segmento orientando AB que não parte da
origem do sistema cartesiano. Considere os segmentos orientados AB e CD com A = (-1,2) e B
= (2,-3), C = (1, 3, 5) e D = (-1, 2, -4). Assim:
(a) Encontre o vetor u, definido por um ponto, eqüipolente ao segmento orientado AB;
(b) Encontre o vetor v, definido por um ponto, eqüipolente ao segmento orientado CD;
(c) Represente geometricamente o segmento AB e o vetor u. Analise o resultado e
comente o que você observou.
Respostas parciais: (1a) A=(4,0,0); © C = (0,0,3); (e) E (4,-2,0); (g) O=(0,0,0); 3) a) u=(3,-5); b) v=(-2,-1,-9); c)
AB é equivalente ao vetor u. São eqüipolentes porque tem a mesma direção, sentido e magnitude (módulo). AB é
vetor livre e u tem origem no sistema (xOy).

4 Operações com Vetores

4.1 Adição e Subtração de Vetores

lgebricamente a adição de dois vetores se define pela adição de seus componentes
(coordenadas), um a um. Por sua vez, a diferença de dois vetores se define pela
adição do primeiro vetor pelo oposto do segundo vetor.

Observe que: Dois vetores podem ser adicionados se e somente se eles tiverem a mesma
dimensão. Para somar dois vetores, basta somar individualmente cada elemento deles. O vetor
resultante será da mesma dimensão dos vetores originais. Simbolicamente, temos que, se v =
u+ w, então vi = ui + wi, para todo i.

Assim, para os vetores u e v de R
2
com u = (x
1
,y
1
), v = (x
2
,y
2
) temos:

u + v = (x
1
+ x
2
, y
1
+ y
2
) e u + (-v) = (x
1
- x
2
, y
1
- y
2
)

Se u e v são vetores de R
n
com u = (x
1
,x
2
,x
3
, ....,x
n
), v = (y
1
,y
2
,y
3
, ....,y
n
) temos:

u + v = (x
1
+ y
1
, x
2
+ y
2
, ... , x
n
+ y
n
)

Exemplo 1: Se u = (1, 7) e v = (2, 5) então:
(a) u + v = (1+2, 7+5) = (3, 12) e
(b) u – v = u + (-v) = (1,7) + (-2,-5) = (1-2, 7-5) = (-1,2).

9
(WINTERLE, 2000, p.6)
A
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Exemplo 2: Se u = (1, 7, 3), v = (-1,4,6) e w = (2, 5, 4, -1) então:
(a) u + v = (1-1, 7+4, 3+6) = (0, 11, 9)
(b) u – v = u + (-v) = (1,7,3) + (1, -4, -6) = (2, 3, -3)
(c) u + w? Não é possível computar u + w, nem v + w porque u e v são de 3ª
dimensão e w é de 4ª dimensão.

4.2 Multiplicação de escalar por um vetor

A multiplicação de um escalar por um vetor se define pelo produto do escalar (número) por
cada componente do vetor. Ou seja, um vetor pode ser multiplicado por um escalar,
multiplicando-se cada elementos do vetor por este escalar. Assim, para o vetor u de R
n
com u
= (x
1
,x
2
, ..., x
n
) e k ∈ R (k escalar) temos:

ku = k(x
1
,x
2
, ..., x
n
) = (kx
1
,kx
2
, ..., kx
n
)

Exemplo 1: Se u = (1, 7) e v = (2, 5), vetores de R
2
então para k = 5, temos:
(a) ku = 5(1, 7) = (5.1, 5.7) = (5, 35) e
(b) kv = 5(2, 5) = (5.2, 5.5) = (10, 25).

Exemplo 2: Se u = (1, 7, 8,-1) e v = (2, 5, 0, 0), vetores de R
4
então para k = -2, temos:
(a) ku = -2(1, 7, 8, -1) = (-2, -14, -16, 2)
(b) kv = -2(2, 5, 0, 0) = (-4, -10, 0, 0)
(c) ku + kv = k(u+v) = -2(u+v) = -2(3,12,8,-1) = (-6, -24, -16, 2)

Exemplo 3: Sejam u = (2,3,4,5) e v = (2,1,0,2) vetores de R
4
então, temos que:
(a) u + v = (4, 4, 4, 7)
(b) u – v = (0, 2, 4, 3)
(c) 3u – 2v = (6, 9, 12, 15) – (4, 2, 0, 4) = (2, 7, 12, 11)

Exemplo 4: Dados os pontos A(0,1,-1) e B(1,2,-1) e os vetores u = (-2,-1,1), v= (3,0,-1) e w
= (-2,2, 2). Verificar se existe números a
1
, a
2
e a
3
tais que w=a
1
AB+a
2
u+a
3
v.
Resolução:
AB = B – A ⇒ ⇒⇒ ⇒ (1, 2, -1) – (0, 1, -1) = (1, 1, 0)
w = a
1
AB + a
2
u + a
3
v.
(-2,2,2) = a
1
(1, 1, 0) + a
2
(-2,-1,1)+ a
3
(3,0,-1)
Aplicando as operações de produto de escalar por vetor, soma de vetores e
igualdade de vetores, encontramos como resposta:
a
1
= 3; a
2
= 1; a
3
= -1
Portanto, w = a
1
AB + a
2
u + a
3
v para a
1
= 3, a
2
= 1 e a
3
= -1

Propriedades dos vetores

Para qualquer vetor u, v e w vetores de R
2
(podemos generalizar para R
n
) e k, k′∈ R (k é um
escalar = número real), temos:

(i) u + v = v + u (comutativa) (ii) (k + k′ ) u = k u + k′ u
(iii) (u+v )+w = u+(v+w) (associativa) (iv) k (u + v ) = k u + k v
(v) u + 0 = 0 + u = u (elemento neutro) (vi) k (k′ .u) = (k k′ ) .u
(vii) u + (-u) = 0

(elemento simétrico) (viii) 1.u = u; -1.u = -u e 0.u = 0.

Obs A igualdade de vetores é definida igualmente para R
2
, R
2
, ..., como já vimos: Assim,
por exemplo, os vetores u = (8,b,-2) e v= (8,5,a) são iguais se a=-2 e b= 5.
Se u = ( x – y, x + y, z – 1) e v = ( 4, 2, 3 ), podemos afirmar que:
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u = v ⇔
¦
¹
¦
´
¦
=
− =
=

¦
¹
¦
´
¦
+ =
= −
= −

¦
¹
¦
´
¦
= −
= +
= −
4
1
3
1 3
2 2 0
4
3 1
2
4
z
y
x
z
y x
y x
z
y x
y x
⇔ Portanto, u = v se x = 3, y = -1 e z =4.

Importante: Quando o vetor v estiver representado por v = a
1
v
1
+ a
2
v
2
, dizemos
que v é combinação linear v
1
e v
2
. O par de vetores v
1
e v
2
não
colineares são chamados de base do plano. Veja mais sobre isso, nas
aplicações de adição de vetores e multiplicação por escalar.
4.3 Análise Geométrica da Adição de Vetores e Multiplicação por Escalar
A adição de dois vetores

v e

u é analisada, geometricamente, a partir dos segmentos que
contém os vetores. Este movimento se caracteriza por decomposição de vetores no plano.

ecomposição de vetores no plano: Dados dois vetores v
1
e v
2
não
colineares, qualquer vetor v (coplanar com v
1
e v
2
) pode ser decomposto
segundo as direções de v
1
e v
2
. O problema consiste em determinar dois
vetores cujas direções sejam as de v
1
e v
2
e cuja soma seja v. Em outras palavras,
buscam-se determinar dois números reais a
1
e a
2
tais que:
2 2 1 1
v a v a v + =
1º caso A ADIÇÃO DOS DOIS VETORES

v e

u representados pelos segmentos
orientados AB e BC se definem pelo vetor resultante

s representado pelo segmento
AC .
Regra do polígono ou triangulação: Ligam-se os vetores, origem com extremidade
por deslocamento. O vetor soma (ou vetor resultante) é aquele que tem origem, na
origem do 1º vetor e extremidade, na extremidade do último vetor.
Assim, os pontos A e C determinam um vetor que é a soma dos vetores

u e

v onde:
B


v

u


s

A C
Exemplo 1:

s =

u +

v ou

u +

v = AC ou
AB + BC = AC

Exemplo 2:

s =

u +

v

Exemplo 3:

s =

u +

v ou

u +

v = AC ou
AB + BC = AC
Na SUBTRAÇÃO DE VETORES, adicionamos um deles ao oposto do outro:

s =

u -

v .
Vetores u e v Adição de vetores u+v Subtração u+(-v)
D
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2º caso A adição dos dois vetores

v e

u paralelos (

v ⁄ ⁄

u):

A adição de vetores representados por segmentos paralelos
10
orientados AB e BC se
define da mesma forma anterior, pelo vetor resultante

s, representado pelo segmento
AC .
Assim, os pontos A e C determinam um vetor que é, por definição, a soma dos vetores

u e

v onde, para

s =

u +

v .

Exemplo 1: Na figura (a), temos a resultante

s de vetores

u e

v com o mesmo
sentido e na figura (b), temos a resultante

s de vetores

u e

v com o sentido
contrário (equivale a s = u - v).

Vetores

u e

v Adição de vetores

s =

u +

v Subtração

s =

u + (-

v )



Fig.(a) Fig.(b)
3º caso A adição dos dois vetores

v e

u não paralelos pode ocorrer a partir do
deslocamento dos vetores para uma mesma origem A. Assim, representa-se o vetor

v
= AB e o vetor

u = AD .

Regra do paralelogramo: A partir da origem A, projetamos um vetor no extremo do
outro (mesma direção e mesmo sentido). Assim, construímos o paralelogramo ABCD.

Exemplo 1: (Figuras c, d) O segmento orientado de origem em A que equivale à
diagonal do paralelogramo, é o vetor resultante

s=

u +

v . A diagonal secundária do
paralelogramo equivale a resultante da diferença entre os vetores, ou seja,

s=

u -

v .

Adição de vetores

s =

u +

v Subtração

s =

u + (-

v )

10
Quando os segmentos têm a mesma direção – sobre as mesmas retas ou paralelas
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Fig (c)
u+v é a diagonal principal do
paralelogramo ABCD.
Fig (d)
u+v →diagonal principal do paralelogramo
u-v →diagonal secundária


Exemplo 2

Vetores

u e

v Adição

s =

u +

v Subtração

s =

u -

v




4º caso A adição dos três vetores ou mais ocorre de forma análoga aos casos
anteriores. No caso particular da extremidade do representante do último vetor
coincidir com a origem do representante do primeiro a soma deles será o vetor zero
ou nulo.

Exemplo de adição de três ou mais vetores livres



Exemplo 1


s =

u +

v +

w



Exemplo 2


s =

u +

v +

w


Exemplo 3


s =

u +

v +

w +

t =

0

Exemplo de adição de vetores que partem de uma origem: Situação comparativa de
soma com dois e com três vetores

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Exemplo 1


s =

u +

v

Exemplo 2


s =

u +

v +

w


eometricamente, o PRODUTO DE UM ESCALAR POR UM VETOR, é
representado por um novo vetor que se expande, contrai ou inverte o sentido,
conforme o valor de k. O produto de um número real k por um vetor v, resulta em
um vetor s com sentido igual ao de v se k for positivo ou sentido oposto ao de v se k for
negativo. O módulo do vetor s é igual a k x |v|.










1º caso Se k = 0 ou v = 0, então o vetor kv = 0.
Exemplo: Para u = (1,2) e k = 0 temos ku = 0.u= (0.1,0.2) = (0,0).

2º caso Se k= -1, o vetor (-1)v é o oposto de v.
Exemplo: Para u=(1,2) e k=-1 temos ku=(-1).u=(-1.1, -1.2)
= (-1, -2)

3º caso Se k > 0, então (k.v) permanece com o mesmo sentido de v, se
k < 0, kv tem sentido contrário de v.

Exemplos:
Para u = (1,2) e k = 2 temos
ku = 2u = (2.1, 2.2) = (2, 4)
Para u = (1,2) e k = -2 temos
ku = -2u= (-2,-4).



Exemplos Complementares
Exemplo 1: Dados os vetores u=(4,1) e v = (2, 3). Determinar geometricamente e
algebricamente as resultantes de u+v e 2u.

G
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Resolvendo:
• u+v = (4,1) + (2,3) = (6, 4) e • 2 u = 2 (4,1) = (8,2).


Representação geométrica de u+v Representação geométrica de 2u

Exemplo 2: Consideremos os vetores de R
2
definidos em u = (1,2) e v = (3,-3). Determine,
algébrica e geometricamente, as resultantes:
(a)

s =

u +

v ; (b)

s =

u -

v ; (c)

s =

v -

u

Resolução: Algebricamente
(a)

s =

u +

v
= (1,2) + (3,-3)
= (1+3, 2-3)
= (4, -1).
(b)

s =

u -

v
= (1,2) - (3,-3)
= (1-3, 2+3)
= (-2, 5)

(c)

s =

v -

u
= (3,-3) - (1,2)
= (3-1,-3-2)
= (2, -5)

Geometricamente (a)

Geometricamente (b)

Geometricamente (c)






Exemplo 3: Dados os vetores u, v e w, de acordo com a figura, construir graficamente o vetor

s = 2u - 3v+ 1/2w

Resolução: Vetores Resultante s = 2u - 3v+ 1/2w
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Exemplo 4: Efetuar as operações com os vetores sabendo que u = (
5
3
,
3
1
− ) e v= (
5
2
,
3
1
).
u+v = (
5
2
5
3
,
3
1
3
1
+ − + ) = (
5
1
,
3
2
− )
15u = 15 (
5
3
,
3
1
− ) = (5, -9)

4
3
− v -
3
1
u =
4
3
− (
5
2
,
3
1
) -
3
1
(
5
3
,
3
1
− ) =(
10
3
,
4
1
− − ) + (
5
1
,
9
1
− ) =(
10
1
,
36
13
− − )


Exemplo 5: Para u = (-2,2) e v = (3,2) represente no plano u+v, 2u e u + (-v).



u + v = (-2,2) + (3,2) = (-2+3, 2+2) = (1,4) 2u = 2(-2,2) = (-4,4)






u +(-v) = (-2,2) – (3,2) = (-5,0)

Exemplo 6: Determinar o vetor w na igualdade 3w+2u=
2
1
v+w, sendo u=(3,-1) e v=(-2,4).
Resolvendo: 3w+2(3,-1)=
2
1
(-2,4)+w ⇔ 3w + (6,-2) = (-1,2) + w
3w –w = (-1,2) - (6,-2) ⇔ 2w = (-7, 4) ⇔ w = ( 2 ,
2
7 −
).
Exemplo 7: Encontrar os números a
1
e a
2
tais que V a U a W
2 1
+ = sendo
) 2 , 4 ( ... ).. 2 , 1 ( ), 8 , 1 ( − = = − = V e U W
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) 2 2 , 4 ( ) 8 , 1 (
) 2 , 4 ( ) 2 , ( ) 8 , 1 (
) 2 , 4 ( ) 2 , 1 ( ) 8 , 1 (
2 1 2 1
2 2 1 1
2 1
a a a a
a a a a
a a
− + = −
− + = −
− + = −


8 2 2
1 4
2 1
2 1
= −
− = +
a a
a a

1
3
2
1
2 1
− =
=
a
a
⇒ logo V U W − = 3

Note que: Ao trabalharmos geometricamente com a soma de vetores e a
multiplicação de escalar por vetores, operamos pela decomposição de vetores.
Em outras palavras, buscam-se determinar dois números reais a
1
e a
2
tais que:
2 2 1 1
v a v a v + =
Exemplo 1: Dados dois vetores v
1
e v
2
não colineares e v (arbitrário), a figura
mostra como é possível formar um paralelogramo em que os lados são
determinados pelos vetores
1 1
v a e
2 2
v a e, portanto, a soma deles é o vetor v, que
corresponde à diagonal desse paralelogramo:










Exemplo 2: Na figura seguinte os vetores v
1
e v
2
são
2 2
v a mantidos e
consideramos um outro vetor v.












4.4 Aplicações de Adição de Vetores e Multiplicação por Escalar

4.4.1: Combinação Linear de vetores

ejam u
1
, u
2
, ...,u
n
vetores do espaço vetorial V e a
1
, a
2
, ..., a
n
escalares de IR ou C.
Qualquer vetor u de V, escrito na forma u = a
1
u
1
+ a
2
u
2
+ ... + a
n
u
n
é uma
combinação linear dos vetores u
i
.
Exemplo 1: A operação 2(3,-4,5) + 3(-1,1-2) = (6,-8,10)+(-3,3,-6) = (3,-5,4) se
caracteriza como uma combinação linear. Neste caso, o vetor resultante (3,-5,4) é uma
combinação linear dos outros vetores adicionados e multiplicados pelos respectivos escalares;
Da mesma forma, o vetor u = (-1,-1,-3) é resultado da combinação linear dos vetores u
1
=
(3,2,-1) e u
2
= (4,3,2) porque u = u
1
- u
2
= (3,2,-1) - (4,3,2) = (-1,-1, -3).
Exemplo 2: Verifique se o vetor w=(1, 2) de IR
2
pode ser resultado da combinação linear dos
vetores u=(1,3) e v=(-1, 2).
S
v
1
-a
1
v
1
a
2
v
2
v
v
2
v = - a
1
v
1
+ a
2
v
2

2 2 1 1
v a v a v + =
v
1
v
2
1 1
v a
2 2
v a
2
v
1
v
v (arbitrário)
v
V
1

V
2

Nesta figura
a2 > 0 e a1 < 0
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n
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Resolução: Um vetor w é uma combinação linear de outros vetores u e v se e somente se,
existe solução para a equação matemática w = x.u + y.v ou, se existe valores reais para x e
y de modo que w = x.u + y.v
Assim, fazemos w= x.u + y.v. Substituindo w, u e v pelos seus respectivos valores, temos:
w = x (1,3) + y (-1,2)
(1,2) = x (1,3) + y (-1,2)
(1,2) = (x–y,3x+2y) ⇔
¹
´
¦
= +
= −
2 2 3
1
y x
y x

¹
´
¦
− = +
= −
1 5 0
1
y x
y x

¹
´
¦
=
=

5
1
5
4
y
x
.
Resposta: O sistema resultante da equação matemática w=x.u+y.v é consistente e
determinado. Assim, w é uma combinação linear de u e v e pode ser escrito como: w =
5
4
u +
5
1 −
v.
Exemplo 3: Verifique se os vetores u = (1,2,-1), v = (1,3,1) e w = (0, 1, 2), vetores de IR
3

podem ser escritos como combinação linear do vetor t = (2,7,4).
Resolução: Os vetores u, v e w podem ser escritos como uma combinação linear do vetor t
se a equação xu + yv + zw = t, tem solução real.
xu + yv + zw = t
x(1,2,-1) + y(1,3,1) + z(0,1,2) = (2, 7, 4)
(x, 2x, -x) + (y, 3y, y) + (0z, z, 2z) = (2, 7, 4)
(x + y, 2x + 3y + z, -x + y + 2z) = (2, 7, 4)

¦
¹
¦
´
¦
= + + −
= + +
= +
4 2
7 3 2
2
z y x
z y x
y x

¦
¹
¦
´
¦
= + +
= + +
= +
6 2 2 0
3 0
2
z y x
z y x
y x

¦
¹
¦
´
¦
= + +
= + +
= +
0 0 0 0
3 0
2
z y x
z y x
y x

¹
´
¦
− =
+ − =
z y
z x
3
1
.
S={(-1+z, 3-z, z) ∀ z∈IR}

O sistema é consistente e indeterminado. Portanto, tem diversas soluções. Então, t é
combinação linear de u, v e w e pode ser escrito como: t = (-1+z)x + (3-z)y + zw para ∀
z∈IR.

4.4.2: Dependência e Independência Linear de Vetores

m conjunto de vetores u
1
,u
2
,...,u
n
é dito linearmente independentes (LI) se escritos
como combinação linear do vetor nulo, resultam em todos os coeficientes nulos. Caso
contrário os vetores são linearmente dependentes (LD).
Ou, um conjunto de vetores u
1
,u
2
,...,u
n
é independentes (LI) se e somente se, para todo a
i

real, temos:
0
1
=

=
n
i
i i
u a para todo 0 =
i
a
Onde
i
a são quantidades escalares.
Se ocorrer 0
1
=

=
n
i
i i
u a para algum 0 ≠
i
a , os vetores são ditos dependentes (LD).
Geometricamente, vetores linearmente independentes têm representação geométrica em
direção distinta (vetores colineares). Em caso contrário, se tem a mesma direção (vetores
paralelos) são linearmente dependentes.
Exemplo 1: Os vetores u = (1,2) e v = (3,3) são vetores linearmente independentes (LI)
porque existe somente 0 =
i
a para os quais,
v = a
1
u+a
2
v = 0 ou 0u+0v = 0(1,2)+0(3,3)=(0.0)= 0.
E, os vetores u = (1,2) e v = (2,4) são vetores linearmente dependentes (LD) porque existe
2 =
i
a e 1 − =
i
a para os quais,
v = a
1
v
1
+a
2
v
2
= 0 ou 2v
1
+(-1)v
2
= (2,4)-(2,4)=(0.0)= 0.
U
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Exemplo 2: Os vetores de R
3
, u
1
=(1,2,3), u
2
=(-1,2,4) e u
3
=(2,-1,5) são LI ou LD?

Resolução: Os vetores são LI se existem escalares
i
a tais que 0
3 3 2 2 1 1
= + + v a v a v a para
0 =
i
a . Do contrário, são vetores LD. Para facilitar o procedimento de cálculo podemos
substituir os escalares
i
a por x, y e z. Assim,
x u
1
+ y u
2
+ z u
3
= 0 ⇔
x (1,2,3) + y (-1,2,4) + z (2,-1,5) = (0,0,0) ⇔
(x, 2x, 3x) + (-y, 2y, 4y) + (2z, -z, 5z) = (0,0,0) ⇔
[(x – y + 2z), (2x + 2y – z), (3x + 4y + 5z)] = (0,0,0) ⇔
¦
¹
¦
´
¦
= + +
= − +
= + −
0 5 4 3
0 2 2
0 2
z y x
z y x
z y x

¦
¹
¦
´
¦
= +
= +
= +
0 z - 7y
0 5z - 4y
0 2z y - x

¦
¹
¦
´
¦
=
= +
= +
0 z 31
0 5z - 4y
0 2z y - x
⇔ z = y = x = 0
Isto significa dizer que x u
1
+ y u
2
+ z u
3
= 0 ⇔ 0u
1
+ 0u
2
+ 0u
3
= 0. Portanto os
vetores u
1
, u
2
e u
3
são linearmente independentes.
Você pode verificar a linearidade de um conjunto por outro procedimento.
Forme uma matriz A, cujas colunas são os vetores dados. Reduza a matriz a sua
forma escalonada mais simples e analise-a. Se a quantidade de linhas não nulas for
inferior ao número de vetores dados então os vetores correspondentes, u
1
, u
2
e u
3

são LD. Caso contrário (quantidades iguais) são LI.
A =
(
(
(
¸
(

¸



5 4 3
1 2 2
2 1 1

(
(
(
¸
(

¸




1 7 0
5 4 0
2 1 1

(
(
(
¸
(

¸




31 0 0
5 4 0
2 1 1

Observe que a matriz A, na sua forma escalonada, não apresenta linhas nulas. Neste
caso, podemos afirmar que os vetores correspondentes de A, que são os vetores u
1
,
u
2
e u
3
, são LI.
Exemplo 3: Mostre que o vetores de R
3
, u
1
= (1,-2,3), u
2
= (-1,0,-2) e u
3
= (-2,0,-4) são LD.
Resolução: xu
1
+ yu
2
+ z u
3
= 0 ⇔
x(1,-2,3) + y(-1,0,-2) + z(-2,0,-4) = (0,0,0) ⇔
¦
¹
¦
´
¦
= − −
= + + −
= − −
0 4 2 3
0 0 0 2
0 2
z y x
z y x
z y x

¦
¹
¦
´
¦
= + +
= +
=
0 z 2 y
0 4z - -2y
0 z 2 - y - x

¦
¹
¦
´
¦
=
= −
= −
0 0
0 z 4 2y -
0 z 2 y - x
⇔ -2y=4z⇔y=-2z.
Logo, para x – y – 2z = 0⇔ x–(-2z)– 2z=0 ⇔ x=0.
A combinação dos vetores em relação ao vetor nulo, resulta em escalar y não nulo.
Logo, os vetores são LD.
Temos como solução do sistema, o conjunto S = {(0,-2z,z) ∀ z∈R}. Podemos
escrever a combinação linear como: 0u
1
+ (-2z)u
2
+ zu
3
= 0.

4.4.3: Bases do Plano de do Espaço

Linhas não-nulas
Vetores LI Vetores LD
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par de vetores v
1
e v
2
de 2ª dimensão, não colineares (linearmente independentes) é
chamado de base do plano. Aliás, qualquer conjunto {v
1
, v
2
} de vetores não
colineares constitui uma base no plano. Os números a
1
e a
2
são chamados
componentes v em relação a base {v
1
, v
2
}.
O conjunto de vetores v
1
, v
2
e v
3
de 3ª dimensão, não colineares (linearmente independentes)
é chamado de base do espaço.

Exemplo 1: Os vetores u = (1,2) e v = (3,3) são vetores linearmente independentes (LI) e,
portanto, formam uma base B = {(1,2), (3,3)} do plano ou de R
2
. Os vetores u = (1,2) e v =
(2,4) não formam uma base do plano porque são vetores linearmente dependentes (LD).

Exemplo 2: Os vetores de R
3
, u
1
=(1,2,3), u
2
=(-1,2,4) e u
3
=(2,-1,5) são LI, portanto
formam uma base B = {(1,2,3), (-1,2,4), (2,-1,5)} do espaço ou de R
3
.
A =
(
(
(
¸
(

¸



5 1 2
4 2 1
3 2 1

(
(
(
¸
(

¸

− 2 5 0
7 4 0
3 2 1

(
(
(
¸
(

¸

43 0 0
7 4 0
3 2 1


A
AAg
ggo
oor
rra
aa,
,, t
tte
een
nnt
tte
ee v
vvo
ooc
ccê
êê!
!! Resolva as atividades
Lista 3 de Atividades
11


1. A Figura é constituída de nove quadrados congruentes (do mesmo tamanho). Determine os
vetores abaixo, expressando-os com origem no ponto A.


a) AC + CN
b) AB + BD
c) AC + DC
d) AC + AK
e) AC + EO
f) AM + BL


g) AK + AN
h) AO - OE
i) MO - NP
j) BC - CB
k) LP + PN
l) LP + PN + NF
m) BL + BN + PB

2. Considere dois vetores quaisquer, u e v, não paralelos. Construa num plano as resultantes,
s=u+v, w=u-v, t=v-u, m=(-u) e n=–v.
3. Determine, algébrica e geometricamente o vetor resultante w, para u = (-1,2) e v = (2,-1):
(a) u + v

(b) u – v (c) v - u (d) 3u– 3u

(e) u – 2v (f) 2u + v g) 0,5 u + 3v h) 0,5 u – 0,5 v
4. Dados os vetores

v ,

u e

w, de acordo com a figura, construir graficamente o vetor

s =
3

u - 2

v + 1/2

w




5. O paralelogramo ABCD é determinado pelos vetores

AB e

AB , sendo M e N pontos médios
dos lados DC e AB, respectivamente. Completar convenientemente e fazer a representação
geométrica.
D M C
a)

AD +

AB =
b)

BA +

DA =

c)

AC -

BC =
d)

AN +

BC =
e)

MD+

MB =
f)

BM -
2
1

DC =

11
(WINTERLE, 2000, p.6)
O

w

v

u
Linhas não-nulas
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A N B
6 Dados os vetores

u e

v da figura, mostrar, num gráfico, um representante do vetor:


u


v
7 Dados os vetores

a ,

b e

c , como na figura, apresentar um representante de cada um dos
vetores:


a


b



c
8) Dados os vetores

u e

v determinar:
u


(a)

u +

v (b)

u -

v
v


9. Considere os vetores livres definidos por dois pontos A e B. Em cada caso, determine o
vetor equivalente v (não livre).
(a) A(1,3) e B(2,-1); (b) A(-1,5) e B = (-4,-2); (c) A(8,-15) e B (-2,0)
10. Determinar o vetor w na igualdade 3w+2u= 4v -w, sendo u=(1,-1) e v=(-3,2).

11) Dados u=(1,-2), v=(2,4) efetuar (a) u+v; (b) u-v; (c) 3u+2v.
12) Dados A=(-1,2), B=(1,-2) e C=(3,3) determinar: (a) A B AB − = ; (b) A C AC − = ;
(c) B C BC − = ; (d) AC AB + ; (e) AC AB − .
13) Dados ) 1 ,
3
1
( ),.. 1 ,
2
1
( − − = V U , calcular: (a) V U 3 2 + ; (b) V U 6 4 − .
14) Dados A = (1,-2), B = (-2,3) e C = (-1,-2), determinar x = (a,b), de forma que:
a) AB Cx = b) AB Cx
3
2
− = c) Ax BC =
15. Dados os vetores u = (1,3,0,-1) e v = (3,0,2,1) encontre:
a) u+v b) u-v c) 3u
d)
2
1
u - v
e) x se x+u=0 f) 2u + 2v
16. Encontre os valores de a e b para os quais, w seja uma combinação linear de u e v ou seja,
w = au + bv, sendo w = (-2,7), u = (1,3) e v = (-1,4).
17) Verifique se existem escalares x, y e z tais que (1,5,7) = x(1,0,0) + y(0,1,0) + z(0,0,1) ou
seja, verifique se o vetor (1,5,7) é combinação linear dos demais vetores e para quais
valores de x, y e z.

18) Verifique se são combinações lineares, encontrando x, y, z:
a) x ( 1,1,1) + y (1,2,0 ) + z ( 2,0,0 ) =( 1,-2,5 )
b) x (2,1,3 ) + y ( 3,-1,0 ) + z ( 6,0,0 ) =( 3,-1,4 ).

19) Considere os conjuntos A = {u,v,w} e B = {v, w, s}, com u = (1,1,-1), v = (2,-1,0), w =
(3,2,0) e s = (4, -2,0):
(a) O conjunto A é formado por vetores LI ou LD?
(b) O conjunto B é LD? Justifique.
(c) Os conjuntos A e B formam bases de R
3
? Justifique
20) Verifique se o conjunto S = {(0,2), (0,4)} é base de R².

a)

u -

v
b)

v -

u
c) -

v -2

u
d) 2

u - 3

v
a) 4

a - 2

b -

c
b)

a +

b +

c
c) 2

b - (

a +

c )
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Respostas: 1) NA; AD; AB; AO; AM; AH; AI; AC; AC;AC; AI; BA
2)

3) Resultado
algébrico

4)


5)


6)


7c)

9)

10) w=(-7/2,5/2); 11ª) (3,2); b) (-1,-6); c) (7,2); 12ª) (2,-4); b) (4,1); © (2,5); (d) (6,-3); (e) (-2,-5). 13) (a) (2,-
1); (b) (-4,10); 14a) (-4,3); b) (1, -16/3); c) (2,-7); 15ª) (4,3,2,0); b) (-2,3,-2,-2); c) (3,9,0,-3); d) (-5/2,3/2,-2,-
3/2); e) (-1,-3,0,1); f) (8,6,4,0); 16) w=-u/7+13v/7; 17) Sim, para x = 1, y = 5 e z = 7; 18) Sim para x = 5, y=-7/2
e z=-1/4; b) Sim para x = 4/3, y = 7/3 e z = -10/9; 19) a) LI; B) LD por os vetores de B combinados com o vetor
nulo resulta em solução indeterminada.; c) A é base porque é LI e B não é base porque é LD; 20) S não é base porque
é LD.

5 Produto Interno (ou Produto Escalar), Vetorial e Misto

5.1 Produto Interno (ou escalar)

efini-se como Produto Interno (ou Escalar) entre vetores de um Espaço Vetorial V, a
uma aplicação de V x V em R, que a todo par de vetores (u,v) ∈ V x V, associa um
número real (u.v) ou < << <u,v> >> > (lê-se: u escalar v) e que satisfazem os seguintes
axiomas:
u . v = v. u;
u . (v + w) = u . v + u . w;
(k.u) . v = k . (u . v) para todo número real k;
u . v ≥ 0 e u .u = 0 se, e somente se, u = 0.

Assim, para os vetores u e v de R
2
com = (x
1
,y
1
), v = (x
2
,y
2
), denomina-se produto escalar o
número real u . v ou < u, v > definido por:

u . v = (x
1
. x
2
) + (y
1
. y
2
) = < u, v > (lê-se: u escalar v)

De forma similar podemos operar com vetores de R
n
.
Assim, para u = (u
1
, u
2
,..., u
n
) e v = (v
1
, v
2
, ..., v
n
) vetores de R
n
temos,
D
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u . v = (u
1
. v
1
+ u
2
. v
2
+ ... + u
n
. v
n
)

Exemplo 1: Se u=(2,3) e v=(4,-1) então o produto escalar de u com v é igual a 5 porque
fazendo <u,v> temos u . v = 2.4 + 3.(-1) = 5 portanto, o

Exemplo 2: O produto interno usual em R
2
dos vetores u = (-2,6) e v = (3,-4) é:
< u, v > = u . v = -2.(3) + 6.(-4) = -6-24 = -30.

Observe que: Se

u = x
1
+y
1
+ z
1
e

v = x
2
+ y
2
+ z
2
então o produto escalar (ou
produto interno) dos dois vetores que é representado por

u .

v é o número real obtido
multiplicando as componentes correspondentes do vetor e somando os produtos obtidos.
Assim,

u .

v = (x
1
.x
2
+ y
1
.y
2
+ z
1
.z
2
)
Exemplo 3: Se

u = 3x – 5y + 8z e

v = 4x - 2y – z o seu produto escalar é:

u .

v= (3,-5,8).(4,-2,-1) = (12 + 10 – 8) ⇒

u .

v = 14

Tente você! Dados os vetores

u = (4,α , -1) e

v = (α , 2, 3) e os pontos A = (4. –1, 2) e B
= (3, 2, -1), determinar o valor de α tal que

u .(

v +

BA) = 5

5.2 Produto Vetorial

produto vetorial tem como resultado um vetor, por isso é nomeado de produto vetorial.
Este produto tem aplicação, por exemplo, na Física: a força exercida sobre uma partícula
carregada, mergulhada num campo magnético, é o vetor resultante do produto vetorial
entre o “vetor velocidade da partícula” pelo “vetor campo magnético”, desde que a carga seja
unitária e o campo seja constante.

Definição I: Seja u = (x
1
, y
1
, z
1
) e v = (x
2
, y
2
, z
2
), vetores do espaço tridimensional.
Definimos como produto vetorial, ao vetor u x v, tal que:

u x v =
|
|
¹
|

\
|
|
|
¹
|

\
|
+
|
|
¹
|

\
|

|
|
¹
|

\
|
2 2
1 1
2 2
1 1
2 2
1 1
det , det , det
y x
y x
z x
z x
z y
z y

Definição II: Ou, dados dois vetores

u e

v , tomados nesta ordem, chama-se produto
vetorial dos vetores

u e

v e se representa por
→ →
× v u ao vetor,
= ×
→ →
v u
2 2 2
1 1 1
z y x
z y x
k y i
→ → →

O produto vetorial de

u por

v é também indicada por

u ^

v e se lê:

u vetorial

v .

Exemplo 1: Calcular o produto vetorial dos vetores

u = 5

i + 4

j + 3

k e

v =

i +

k .
Resolução:
O
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u= ( 5,4,3 ) e

v = ( 1,0,1 ) então
→ → → → →
→ → →
→ →
− − = × = = × k j i v u
k j i
v u 4 2 4
1 0 1
3 4 5 = (4, -2,-4)

Exemplo 2: Sejam os vetores de R
3
, u = (1,-1,2) e v=(0,3,4), então,
u x v =
|
|
¹
|

\
| −


3 0
1 1
,
4 0
2 1
,
4 3
2 1
= ((-4-6), -(4-0), (3-0)) = (-10, -4, 3).
Logo, o produto vetorial de u com v é u x v = (-10, -4, 3).
Ou u x v=
4 3 0
2 1 1 −
k j i
= -4i+0j+3k-0k-6i-4j = -10i – 4j + 3k = (-10, -4, 3) = u x v.
5.2.1 Propriedades

s propriedades do produto vetorial se definem em:

(i)
→ →
× v u =0, se um dos vetores é nulo ou se
→ →
v e u são colineares.
(ii)
→ →
× v u ≠
→ →
× u v . Se trocarmos à ordem dos vetores
→ →
× v u e
→ →
× u v verifica-se que é oposto,
o que significa que o produto vetorial não é comutativo.
(iii)
→ →
× v u = -

v

× u
(iv) =
|
¹
|

\
|
+ ×
→ → →
w v u
→ →
× v u +
→ →
× w u
(v) (m

u )

× v =m (
→ →
× v u )
(vi)
→ →
× v u é ortogonal simultaneamente aos vetores
→ →
v e u .
Exemplo 1: (Propriedade vi) Dados os vetores

u = 3

i +2

y - 4

k e

v = 2

i - 2

y +

k , seu
produto vetorial é k y i
k y i
v u 10 11 6
1 2 2
4 2 3 − − =

− = ×
→ →
→ → →
→ →
.
Sabemos que, se o produto escalar dos vetores

u e

v for zero, eles são ortogonais,
ou seja,

u .

v = 0
0
90 = ⇒θ . Então:
a) (
→ →
× ). v u

v ( )( ) 1 , 2 , 2 . 10 , 11 , 6 − − − − ⇒ = 12+22-10=0.
b) (

u ×

v ).

u ( )( ) 4 , 2 , 3 . 10 , 11 , 6 − − − − ⇒ = -18-22+40=0
Logo
→ →
× v u é ortogonal simultaneamente as vetores

u e

v .

5.3 Produto Misto

A
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n
109
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produto misto tem como resultado um escalar, obtido a partir da utilização do produto
escalar e do produto vetorial. Pode ser utilizado, por exemplo, para encontrar o volume
de um paralelepípedo determinado por três vetores.

Definição I: Sejam

u ,

v e

w, vetores do espaço, com

u = (x
1
, y
1
, z
1
);

v = (x
2
, y
2
, z
2
) e

w
= (x
3
, y
3
, z
3
). Defini-se como produto misto de

u ,

v e

w, indica-se por

u (

v x

w) ao escalar
resultante de:

u (

v x

w) = det
|
|
|
¹
|

\
|
3 3 3
2 2 2
1 1 1
z y x
z y x
z y x

Definição II: Dados os vetores

u ,

v e

w, tomados nesta ordem, chama-se produto misto
dos vetores

u ,

v e

w ao número real

u (

v x

w). Indica-se produto misto por (

u ,

v ,

w).

Exemplo 1: Calcular o produto misto dos vetores u, v e w para

u =2

i +3

y +5

k ,

v =-

i +3

y +3

k e

w= 4

i - 3

y + 2

k
Resolução:

u (

v x

w) =
2 3 4
3 3 1
5 3 2

− = 27 =

u (

v x

w) .
Resposta: O produto misto dos vetores é 27.

Ou, podemos resolver por aplicação de produto interno e produto vetorial:

u (

v x

w) =

u .
2 3 4
3 3 1


k j i
=

u .(15i+14j-9k) = (2,3,5).(15,14,-9)=30+42-45=27


Exemplo 2: O produto misto dos vetores u = (-1,2,3), v = (1,1,-1) e w = (2,4,-6) é


u (

v x

w) = det =



=
|
|
|
¹
|

\
|



6 4 2
1 1 1
3 2 1
6 4 2
1 1 1
3 2 1
(6-4+12)-(6+4-12) = 16
.
Resposta: O produto misto dos vetores é 16.


Ou, podemos resolver por aplicação de produto interno e produto vetorial:

u (

v x

w) =

u .
6 4 2
1 1 1


k j i
=

u .(-2i+4j+2k) = (-1,2,3).(-2,4,2)=2+8+6=16

5.3.1 Propriedades

s propriedades do produto misto decorrem, em sua maioria, das propriedades dos
determinantes.

(

u ,

v ,

w) = 0 → O produto misto é nulo se um dos vetores é nulo, se dois são
colineares, ou se três são coplanares.
(i) Se

u é nulo as suas componentes são (0,0,0 ) então (

u ,

v ,

w) = 0.
Assim, (

u ,

v ,

w) = 0
0 0 0
3 3 3
2 2 2
=
z y x
z y x .
O
A
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110
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Exemplo 1: Se

u = (0,0,0),

v = (2,3,1) e

w= (4,2,2) então,
(

u ,

v ,

w) =
2 2 4
1 3 2
0 0 0
=0+0..+0=0
(ii) Se nem

u , nem

v , nem

w são nulos, mas

u e

v são colineares (ou paralelos) então (

u ,

v ,

w) = 0. Note que, neste caso,

u = m.

v
Exemplo 1: Se

u = (1,2,3),

v = (2,4,6) e w = (-1,2,7) então,
(

u ,

v ,

w) ( ) 0 12 28 12 12 12 28
7 2 1
6 4 2
3 2 1
⇒ + + − − + − =

.
Observe que

u = 2.

v portanto, u e v são colineares.

(iii) Se nenhum vetor é nulo e os vetores não são dois a dois colineares (ou paralelos) então
os vetores são coplanares se (

u ,

v ,

w) = 0.
Exemplo 1: Se

u = (-2,-2,-6),

v = (-1,0,-2) e w = (-3,-1,-7) então,
U(vxw) = 0
7 1 3
2 0 1
6 2 2
=
− − −
− −
− − −
. Logo são coplanares.

Note que:
• Produto interno (ou escalar) é o produto entre dois vetores que gera um escalar
(escalar é um número).
• Produto Vetorial é o produto entre dois vetores que gera um vetor.
• Produto Misto é o produto entre três vetores que combina produto interno com
produto vetorial e gera um escalar.

5.4 Aplicações de Produto de Vetores: Interpretação Geométrica

5.4.1 Produto Vetorial e Área de Paralelogramo

eometricamente, o módulo (magnitude, comprimento) do vetor resultante do produto
vetorial de dois vetores

u e

v equivale a medida da área do paralelogramo ABCD
determinado pelos vetores

u =

AC e

v =

AB


C D


u
A

v B

Área =
→ →
× v u (módulo do produto vetorial)


Exemplo 1: Dados os vetores u = (1,2,4) e v = (-1,2,3). Calcular a área do paralelogramo
determinado pelos vetores u e v.
Resolução:
(a) Encontrando o produto vetorial e u e v
G
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→ → → → → →
→ → →
→ →
+ − − + − =

= × k y i k j i
k j i
v u 2 3 8 2 4 6
3 2 1
4 2 1 =
→ → →
+ − − k j i 4 7 2 = (-2,-7,4)
(b) Encontrar o módulo do vetor resultante (-2,-7,4).
→ →
× v u = ) 4 , 7 , 2 ( − − =
2 2 2
) 4 ( ) 7 ( ) 2 ( + − + − = 16 49 4 + + = 69 .
Resposta: A Área =
→ →
× v u = 69 u.a. (unidade de área)

Exemplo 2: Dados os vetores u = (1,2,-1) e v = (0,-1,3). Calcular a área do paralelogramo
determinado pelos vetores 3u e u-v.
Resolução:
Área =
|
|
¹
|

\
|
− ×
→ → →
v u u 3 =?
Temos que 3u = (3,6,-3 ) e u-v = ( 1,3,-4 ) ⇒
⇒ 3u x (u-v) =
→ → →
→ →
+ + − =

− k j i
k j i
3 9 15
4 3 1
3 6 3 = (-
15,9,3). Portanto,
Área = ( ) ( ) ua 35 3 315 3 9 15
2 2 2
= = + + −


5.4.2 Produto Misto e Volume do Paralelepípedo

eometricamente o produto misto

u (

v ×

w) é igual, em modulo, ao volume do
paralelepípedo com arestas determinadas pelos vetores

u =

AD,

v =

AB e

w=

AC .


Assim, a área da base do paralelepípedo é |vxw|. Seja θ o ângulo entre os vetores u

e v

x w.
Sendo v

x w

um vetor ortogonal à base, a altura será paralela a ele, e, portanto, h=|u|.|cosθ|.


u

v
w




Portanto,

v = | (u, v, w)|

v=
|
|
|
¹
|

\
|
→ → →
w v, , u
v=
|
|
|
¹
|

\
|
×
→ → →
w v u


Exemplo 1: Qual o volume do paralelepípedo formado pelos vetores u

= (3,-12, -2), v

= (1, -
1, 0) e w= (2, -1, 2)?

G
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Resolução: Sabemos que o volume do paralelepípedo é igual ao módulo do número
resultante do produto misto dos três vetores. Assim,
(a) vamos encontrar o produto misto dos vetores u, v e w ou
u(vxw)=
2 1 2
0 1 1
2 12 3


− −
=-6+0+2-(4)-(0)-(-24) = -6+2-4+24= 16.
(b) como o volume do paralelepípedo é igual ao ) (vxw u temos:
|u(vxw)| = |16| = 16.
Resposta: O volume procurado é 16 u.v. (unidade de volume)

Exemplo 2: Sejam os vetores u

= (3, m, -2), v

= (1, -1, 0) e w= (2, -1, 2). Calcular o valor
de m para que o volume do paralelepípedo determinado por u, v

e w

seja igual a 16
unidades de volume.

Resolução: Sabemos que o volume do paralelepípedo é igual ao módulo do número
resultante do produto misto dos três vetores, ou seja, V = |u(vxw)| e, neste caso,
devemos ter |u(vxw)| = 16. Assim,
(a) vamos encontrar o produto misto dos vetores u, v e w ou
u(vxw)=
2 1 2
0 1 1
2 3


− m
=-6+0+2-(4)-(0)-(2m) = -2m-8.
(b) como o volume do paralelepípedo é 16, temos:
|u(vxw)| = 16
|(-2m - 8)| = 16.
Por definição de equação modular se a x = , então x = - a ou x = a. Assim,
|(-2m - 8)| = 16 então
¹
´
¦
− = − −
= − −
16 8 2
16 8 2
m
m
.
Resolvendo o sistema encontramos m = -12 ou m = 4 que é a solução do problema.

Exemplo 3: Dados os vetores

u = (x,5,0) ,

v = (3,-2,1) e

w= (1,1,-1), calcular o valor de x
para que o volume do paralelepípedo determinados por

u ,

v e

w seja 24 u.v. (Unidades
de Volume).
Resolução: v=

u (

v ×

w) = 24 20
1 1 1
1 2 3
0 5
+ =

− ⇒ x
x

v= (

u ,

v ,

w) Então
¦
¹
¦
´
¦
− = ⇒ − = +
= ⇒ = +
⇒ = +
44 24 20
4 24 20
24 20
x x
ou
x x
x .
Portanto, os valores de x para os quais o volume do paralelepípedo seja igual a 24 u.v., é
x = 4 ou x = -44.

5.4.3 Produto Misto e Vetores Coplanares

rês vetores

u ,

v e

w são coplanares se o produto escalar

u (

v x

w) é nulo. Ou seja, se

u ,

v e

w são coplanares, o vetor

v x

w por ser ortogonal aos
T
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vetores

v e

w, é ortogonal ao vetor

u . Portanto se

u e (

v x

w) são ortogonais. É fácil
identificar que reciprocamente, se nenhum dos vetores

u ,

v ,

w é nulo e se dois quaisquer
deles não são colineares, o anulamento (

u ,

v ,

w) significa que

u ,

v e

w são coplanares.
Portanto, se (

u ,

v ,

w)= 0 os vetores

u ,

v e

w são coplanares (estão no mesmo plano).

Exemplo 1: Verificar se são coplanares os vetores

u = (3,-1,4),

v = (1,0,-1) e

w= (2,-1,0)
Resolução:
(

u ,

v ,

w)= 0 5
0 1 2
1 0 1
4 1 3
≠ − =



.
Os vetores não são coplanares porque seu produto misto é diferente de zero.

Exemplo 2: Encontre o valor de m para que todos os vetores

a = (m,2,-1),

b = (1,-1,3) e

c = (0,-2,4) sejam coplanares.
Resolução: (

a ,

b ,

c ) = 0
3
6 2
0 2 8 6 4
0
4 2 0
3 1 1
1 2
=
=
= + − + −
⇒ =




m
m
m m m


Exemplo 3: Verificar se os pontos A (1,2,4 ) , B (-1,0,-2 ) , C (0,2,2 ) e D (-2,1,-3) estão no
mesmo plano.
Resolução: Os quatro pontos dados são coplanares se os vetores

AB ,

AC e

AD
têm produto misto nulo. (Dica:

AB =B-A =(-1,0,-2)-(1,2,4)=(-2,-2,-6). Idem para

AC e

AD).
Assim, (

AB ,

AC ,

AD) = 0 ⇔ 0
7 1 3
2 0 1
6 2 2
=
− − −
− −
− − −
. Logo são coplanares.

Exemplo 4: Verificar se são coplanares os vetores u = (2,-1,1), v=(1,0,-1) e w

= (2,-1,4).
Resolução: Como (u,v,w) =
4 1 2
1 0 1
1 1 2



=3≠ 0 os vetores não são coplanares.

6 Módulo ou Norma de um Vetor

6.1 Definição de módulo do vetor:

norma de v ou módulo de v é o comprimento do vetor v, representado por v ou v .
O módulo de um vetor é calculado por meio de um produto interno, onde v = v v. .
Assim, o módulo ou norma de um vetor v é o número real não negativo, resultante da raiz
quadrada do produto interno (ou escalar) do vetor v com ele próprio ou "v escalar v".

A
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Se v é vetor do plano tal que v = (x,y) ∈ R
2
então:
O módulo do vetor v no plano é dado por v v v . = =
2 2
y x + (Teor.
12
de Pitágoras)

Se v é vetor do espaço que v = (x,y,z) ∈ R
3
então:
O módulo de um vetor v é dado por v =
2 2 2
z y x + +

Geometricamente, temos:




Módulo de vetor no plano Módulo de vetor no plano Módulo de vetor no espaço

A demonstração é simples: Por exemplo, aplicando o Teorema de Pitágoras, se v é
vetor do plano tal que v = (x
1
,y
1
) então,
v
2
= (x
1
-0)
2
+ (y
1
-0)
2
= (x
1
)
2
+ (y
1
)
2
=
2
1
2
1
y x + = v

Note que, o módulo de um vetor é um número real não negativo representado por
→ → → →
= = v v v v . ) (
2


Exemplo 1: Se v=(2,1) ∈ R
2
, então v =
2 2
) 1 ( ) 2 ( + = 1 4 + = 5 u.m.(unidade de medida)

Exemplo 2: Se v = (-3,5), vetor do plano, então v =
2 2
) 5 ( ) 3 ( + − = 25 9 + = 34 u.m.

Exemplo 3: Se v=(2,1,-2), vetor do espaço, então
v =
2 2 2
) 2 ( ) 1 ( ) 2 ( − + + = 4 1 4 + + = 9 =3 u.m.

6.2 Proposições:
Para um vetor v = AB com extremidades nos pontos A(x
1
,y
1
) e B = (x
2
,y
2
), o módulo
de v será: v = AB =
2
1 2
2
1 2
) ( ) ( y y x x − + − = A B − (mesma fórmula da distância
entre dois pontos A e B).
Se u, v são vetores de R
n
então, d(u, v) =
2
1 2 2 1 1
) ( ... ) ( ) (
n
v u v u v u − + + − + − =
v u − , sendo u= (u
1
, u
2
, ... , u
n
) e v = (v
1
, v
2
, ... , v
n
).
Dados os vetores u, v, w de R
n
e k, um escalar real, tem-se:
(i) u . v = v . u
(ii) u (v+w) = uv + uw
(iii) k (u.v) = (ku).v = u.(kv)

12
Num triângulo retângulo, o quadrado da hipotenusa é igual a soma dos quadrados dos catetos.
(x
1
- 0)
(y
1
- 0)
y
1

| v |
v=(x
1
,y
1
)
x
1
0
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(iv) v.v > 0 qualquer que seja u e u.u = 0 se u = 0 = (0,0,...,0)
(v) v.v =
2
v
Conseqüência das proposições:
(1)
2
v u + =
2
u + 2uv +
2
v
(2)
2
v u − =
2
u - 2uv +
2
v
6.3 Vetor Unitário e Versor de um Vetor:

Se v é um vetor tal que v =1 então v é
denominado vetor unitário. Por exemplo, os
vetores u = (1,0), v = (0, -1) e w = (
5
4
,
5
3 −
) são
vetores unitários.

A partir de qualquer vetor v, podemos encontrar um vetor unitário w (nomeado de
versor de v). Para isso usamos a fórmula matemática w=
v
v
pois w= w = | | .
1
v
v
=1.
Todo vetor unitário w de mesma direção e mesmo sentido de um vetor não nulo

v é
chamado de versor de

v . Por exemplo, veja figura:


v


1
u é o versor de

v


2
u não é o versor de

v

A todo vetor

v é possível associar dois vetores unitários w e (-w) de mesma direção de
v pois
→ →
− = u u = 1.

Exemplo 1: O vetor v=(0,-1) é um vetor unitário porque v =
2 2
) 1 ( ) 0 ( − + = 1 0 + = 1 = 1.

Exemplo 2: O vetor v = (1,1) não é unitário porque v ≠1.

Exemplo 3: A partir do vetor v = (1,1) não unitário encontrar um vetor unitário w.
Resolução: w=
v
v
=
2 2
) 1 ( ) 1 (
) 1 , 1 (
+
= |
¹
|

\
|
2
1
,
2
1
.
O vetor w encontrado é nomeado de versor de v e é unitário porque w = 1.

Exemplo 4: A partir do vetor encontre um vetor unitário, ou determine um vetor unitário u
na direção do vetor v = (2,-2, 1).

Resolução: Observe que o vetor v = (2,-2,1) não é um vetor unitário pois o seu
comprimento é diferente de 1 ou seja, 3 9 1 (-2) (2) v
2 2 2
= = + + = ≠ 1.
Obtemos o vetor unitário u a partir de v, aplicando a fórmula,
Os vetores

1
u e

2
u da figura ao lado são vetores
unitários, pois têm módulo igual a 1. No entanto, apenas

1
u tem a mesma direção e o mesmo sentido de

v .

2
u

1
u
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u =
v
v
=
2 2 2
) 1 ( ) 2 ( 2
) 1 , 2 , 2 (
+ − +

=
9
) 1 , 2 , 2 ( −
ou
|
|
¹
|

\
|
9
1
. ( ) 1 , 2 , 2 − =
|
¹
|

\
| −
3
1
,
3
2
,
3
2
= u.
O vetor u encontrado é um vetor unitário pois seu módulo (ou norma) é igual a 1.

Fazendo a verificação!
u = ( ) ( ) ( )
2 2 2
3 / 1 3 / 2 3 / 2 + − + =
9
1
9
4
9
4
+ + =
9
9
= 1 = 1
6.4 Módulo de Vetor Livre

omo já vimos, um vetor pode ser representado por um segmento orientado que não parte
da origem do sistema. Neste caso, o vetor é representado por um segmento AB (Fig.a)
de origem no ponto A(x
1
,y
1
) e extremidade em B(x
2
,y
2
) e para determinar sua representação
algébrica fazemos:
AB = B – A
) , ( ) , (
1 1 2 2
y x y x AB − =
) , (
1 2 1 2
y y x x AB − − = = v (vetor)
O módulo deste vetor é determinado a partir do cálculo da distância entre dois pontos AB
(Fig.b), definido por: Assim,
Dist
AB
=

AB = A B−
B – A = (x
2
,y
2
) – (x
1
,y
1
)
B – A = (x
2
- x
1
, y
2 -
y
1
)
Dist
AB
= A B− =
2
1 2
2
1 2
) ( ) ( y y x x − + −

De forma similar, em R
3
A distância entre dois pontos P = (x
1
, y
1
, z
1
) e Q = (x
2
, y
2
,
z
2
) é igual a norma do vetor

PQ. Observe a Fig.(c).
Como

PQ=
→ →
− OP OQ = (x
2
- x
1
, y
2
- y
1
, z
2
- z
1
), então a distância de P a Q é dada por:
dist (P, Q) = |

PQ| =
2
1 2
2
1 2
2
1 2
) ( ) ( ) ( z z y y x x − + − + −




Fig.(a) Fig.(b)
Fig.(c) v =
→ →
− OP OQ

Exemplo 1: A norma (ou módulo) de v = (-1, - 3, 4) é |v|=
2 2 2
) 4 ( ) 3 ( ) 1 ( + − + − = 26 .

Exemplo 2: A distância entre os pontos P = (-1, - 3, 4) e Q = (-1, 2, -2) é:
dist (P, Q) = |

PQ| =
2 2 2
) 4 2 ( )) 3 ( 2 ( )) 1 ( 1 ( − − + − − + − − − = 36 25 0 + + = 61 .
C
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Exemplo 3: Sabendo que a distância entre os pontos A(-1,2,3) e B(1,-1,m) é 7, calcular o
valor de m.
Resolução:
A 7 B ou seja

AB = 7

AB = B – A ⇒ (1,-1,m) – (-1,2,3) = (2,-3,m-3)

AB =
2 2 2
) 3 ( ) 3 ( 2 − + − + m = 7 ⇒ m = 9 ou m = -3
Exemplo 4: Determinar o valor de a para que o vetor

V = (a,
4
1
,
2
1 −
) seja unitário.
Resolução: Vetor unitário ⇒

V = 1

V =
16
1
4
1
2
+ + a = 1 ⇒ 16 = 16
2
a + 5 ⇒ a = ±
4
11

Exemplo 5: Dados os vetores u= (2,n,-1) e v= (n,5,-1) e os pontos A(1,-1,2) e B(1,2,-1),
determinar o valor de n tal que u(v+AB) = 5
Resolução: AB= B-A =(1,2,-1)- (1,-1,2)=(0,3,-3)
Se u(v+AB)= 5⇔ (2,n,-1).[(n,5,-1)+(0,3,-3)]=5 ⇔ (2,n,-1).(n,8,-4)=5
⇔ 2n+8n+4=5 ⇔ 10n+4=5 ⇔ 10n=5-4 ⇔ n=
10
1

Exemplo 6: Dados os pontos P(-3,4) e Q = (-4,-1), determine o vetor u = PQ, o módulo de u,
a distância entre P e Q e encontre um versor w de u.
Resolução:
• u = PQ ⇒ u = (-4,-1) – (-3,4) = (-1, -5)
• u = 26 ) 5 ( ) 1 (
2 2
= − + −
• D
PQ
= 26 25 1 ) 4 1 ( )) 3 ( 4 (
2 2
= + = − − + − − −
• w =
u
u
=
|
|
¹
|

\
|
− −
=
|
|
¹
|

\
| − −
=
− −
26
26 5
,
26
26
26
5
,
26
1
26
) 5 , 1 (
. Note que w é um vetor unitário
obtido a partir de u, portanto w é versor de u.

Exemplo 7: A partir do vetor u = (3, 4) encontre o versor v de u (ou encontre um vetor
unitário v na direção do vetor u)
Resolução: Observe que o vetor u = (3, 4) não é um vetor unitário,
pois o seu comprimento é diferente de 1 ou seja,
1 5 25 4 3
2 2
≠ = = + = u

Obtemos o vetor unitário v a partir de u, aplicando a fórmula:
v = u
u
.
| |
1
|
|
¹
|

\
|

Assim, v = u
u
.
| |
1
|
|
¹
|

\
|
= ( ) ( ) |
¹
|

\
|
= |
¹
|

\
|
=
|
|
¹
|

\
|
+
5
4
,
5
3
4 , 3 .
5
1
4 , 3 .
4 3
1
2 2
. Observe o vetor projetado no
plano. Seu módulo (comprimento) é igual a 1 u.m.(unidade de medida)


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A
AAg
ggo
oor
rra
aa,
,, t
tte
een
nnt
tte
ee v
vvo
ooc
ccê
êê!
!! Resolva as atividades

Lista 4 de Atividades
1) Dados os vetores:

u = ( 2, -1, 1 ),

v = ( 1, -1, 0 ) e

w= ( -1, 2, 2) , calcular :
a) <

w,

v >; b)

v . (

u -

w); c) ( 2

u ).(3

v ); d) (

u +

v ).(

u -

v )
e)

w ×

v ; f)

v ×

w; g)

u x

v ; h) (

u ×

v ).(

u ×

v )
i)

w(

u ×

v ); j)

u (

wx

v ); k)

v (

wx

u ); l)

v ×(

u -

w)
2) Dados os pontos A(2,-1,2), B(1,2,-1) e C(3,2,1), determinar o vetor
|
¹
|

\
|
− ×
→ → →
CA BC CB 2 .
3) Considere os vetores do espaço, u = (2,-4,5), v = (1/2, -2, -1) e w = (1,1,1).Demonstre a
propriedade de produto interno (ou escalar) definida em:
(i) u.v=v.u
(ii) u(v+w)=u.v +u.w
4) Dados os vetores

u = (4, ∝,-1) e

v = (∝,2,3) e os pontos A(4,-1,2) e B(3,2,-1),
determinar o valor de ∝ tal que

u .(

v +

BA) = 5
5) Sejam u = ( 2, 3, 4, 0), v = ( 1, 2 , 3, 2) e w = ( 3, 2 , -1, -1), vetores de R
4
. Encontre:
a) < u, v> b) <u, w> c) v.w

6) Determine o valor de x de modo que (x, 1, 3, 2).(2, x, 0, x) = 3

7) A partir do produto interno, vetorial e misto, podemos resolver alguns problemas. Por
exemplo, calcular o módulo de vetor, a área de paralelogramo e triângulos e, o volume
de paralelepípedo. Aplicando estes conceitos, determine:
7.1) Sejam os vetores

u ( 3,1,-1 ) e

v = ( a,0,2 ).Calcular o valor de a para que a área
do paralelogramo determinado por

u e

v seja igual a 6 2 .
7.2) Calcular a área do triângulo cujos vértices são os pontos A=(1,-2,1); B=(2,-1,4) e
C=(-1,-3,3). (Dica: Fórmula da Área do triângulo é S

=
→ →
× v u
2
1
)
7.3) Calcular o valor de m para que o volume do paralelepípedo determinado pelos
vetores

1
v ,

2
v e

3
v seja igual a 10 para:

1
v =2

i -

y ,

2
v =6

i +m

y -2

k e

3
v =4

i +k.
7.4) Os vetores

a = (2,-1,-3 ),

b = (-1,1,-4 ) e

c = (m+1, m, -1) determinam um
paralelepípedo de volume 42. Calcular m.
7.5) Encontre o módulo dos vetores u = (2,4,5) e v = (-1, 3,4).
8) Verifique se os vetores u = (-1,3), v = (1,1) e w = (2,4) são unitários.
9) Encontre o versor w, dos vetores: (a) u = (1,2,3); (b) v = (-1,3,2); (c) s = (0,2,1).
10)Determinar ∝ para que o vetor

v = (∝,
2
1
,
2
1 −
) seja unitário.
11) Sabendo que a distância entre os pontos A(-1,2,3) e B(1,-1,m) é 7, calcular m.

12) Determinar x para que o vetor

v = (x,
2
1
,
3
1
) seja unitário.
13) Dados os vetores de lR
2
, definidos por u= (1,2,3), v=(-1,1,4) e w = (1,1,3), encontre:
(a) O produto interno entre v e w (b) vx(u-w)
(c) O produto misto entre w, u e v (d) O volume do paralelepípedo formado por w, u e v
(em m
3
).
(e) <u,v> (f) ux(v-w)
(g) u(vxw) (h) O volume do paralelepípedo formado por u, v e w.
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α αα α
(i) u.w (j) ux(w-v)
(k) O produto misto entre v, u e w. (l) O volume do paralelepípedo formado por v, u e w.
(m) A área do paralelogramo formado por u e v (em m
2
)
(n) A área do paralelogramo formado por v e w
(o) A área do paralelogramo formado por u e w
(p) A quantidade de papelão gasto para construir um paralelepípedo formado pelos vetores
u, v e w em m
2
(desconsidere as bordas para colar as laterais e bases do objeto).

Respostas: 1a) -3; b) 6; c) 18; d) 4; e) 2i+2j-k ou (2,2,-1); f) -2i-2j+k; g) i+j-k; h) 3; i) -1; j) 1; k) -1; l) i+j ou
(1,1,0); 2) (12,-8,-12) ou 12i-8j-8k; 3) (i) provar que u.v=4=v.u; (ii) provar que u(v+w)=7=u.v+u.w; 4) x = 7/3;
5(a) 14 + 3. 2
1/2
(b) 2+ 3. 2
1/2
(c)0; 6) x = 3/5; 7.1) a=-2 ou a = -4; 7.2) S= a u.
2
10 3
; 7.3) m=-2 ou m = -12;
7.4) m=2 ou m=-8/3; 7.5) 5 3 = u e 26 = v ; 8) Os vetores u, v e w não são unitários pois tem módulo diferente
de 1 unidade ou seja, 10 = u , 2 = v e 5 2 = w ; 9) Os versores procurados são: (a) w =
|
|
¹
|

\
|
14
3
,
14
2
,
14
1
;
(b) w =
|
|
¹
|

\
|

14
2
,
14
3
,
14
1
;(c) w =
|
|
¹
|

\
|
5
1
,
5
2
, 0 ; 10) ∝ =
2
2
±
; 11) m = -3 ou m = 9; 12) ∝ =
6
23
±
; 13)
(a) <v,w> = 12 (b) vx(u-w)= -4i – k ou (-4,0,-1)
(c) w(uxv) = 7 (d) O volume do paralelepípedo formado por w, u e v é 7m
3.

(e) <u,v> = 13 (f) ux(v-w) = 2i-7j+4k = (2,-7,4)
(g) u(vxw) = 7 (h) O volume do paralelepípedo formado por u, v e w é 7m
3.

(i) u.w = 12 (j) ux(w-v) = -2i+7j-4k ou (-2,7,-4)
(k) v(uxw) = -7 (l) O volume do paralelepípedo formado por v, u e w é 7m
3.

(m) A área do paralelogramo formado por u e v é S= 17 m
2

(n) A área do paralelogramo formado por v e w é S=3 6 m
2

(o) A área do paralelogramo formado por u e w é S= 10 m
2

(p) A quantidade de papelão gasto para construir um paralelepípedo formado pelos vetores u, v e w em m
2
é de
2( 17 +3 6 + 10 ) m
2
= 29,26m
2
considerando 17 =4,12, 6 =2,45 e 10 =3,16


7 Ângulos e Vetores: Paralelismo e Ortogonalidade
7.1 Ângulo de dois vetores:

produto escalar entre os vetores u e v pode ser escrito na
forma u.v = |u| |v| cos α αα α
onde α αα α é o ângulo formado pelas semi-retas que contém u e v
tal que 0 ≤ v ≤ 180º.
A partir desta definição de produto escalar, podemos obter o
ângulo entre dois vetores genéricos u e v, não-nulos, fazendo
cos α αα α =
v u
v u
.
.
, para os vetores u ≠ 0 e v ≠ 0.
Após encontrar o valor do cos α αα α , encontramos o ângulo α αα α na tabela de cossenos.
Ou: O ângulo de dois vetores

u e

v não nulos é o ângulo α αα α formado pelas semi-retas AO e
OB e tal que 0 π α ≤ ≤ .

Demonstração:
Sejam os vetores u e v abaixo e α αα α o ângulo entre eles
O
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Aplicando a lei dos cossenos ao triângulo ABC tem:
α cos . . 2
2 2 2
v u v u v u − + = − . Lembrando que
→ →
− + = − v u v u v u 2
2 2 2

Então comparando as duas equações temos:
α cos 2 2
2 2 2 2
v u v u uv v u − + = − +
uv 2 − = -2 α cos v u ⇔ -2 α cos v u = uv 2 − ⇔ α cos =
v u
uv
2
2


v u
v u.
=
Portanto, cos α αα α
v u
v u.
=


PROPOSIÇÕES
(a) Se α = π,

u e

v têm a mesma
direção e sentidos contrários.



(b) Se α = 0,

u e

v têm a mesma
direção e mesmo sentido.


(c) Se α =
2
π
,

u e

v são ortogonais e
indica-se:

u ⊥

v .


Neste caso o ∆ OBC permite escrever: (teorema de Pitágoras) = +
→ →
2
v u
2 2
→ →
+ v u

(d) O vetor nulo é considerado ortogonal a qualquer vetor.

(e) Se

u é ortogonal a

v e m é um número real qualquer,

u é ortogonal a m

v .

(f) O ângulo formado pelos vetores

u
e (-

v ) é o suplemento do ângulo de

u e

v .



Exemplo 1: Se u = (-2,-2) e v = (0, -2) então o ângulo ß entre os vetores u e v é de 45°.
Verificando: cos ß =
v u
v u
.
.
=
2 2 2 2
) 2 ( ) 0 ( . ) 2 ( (-2)
,-2) (-2,-2).(0
− + − +

α αα α α αα α
α αα α = 0
α αα α = π ππ π
π ππ π-α αα α
α αα α
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cos ß =
2
2
2
1
2 4
4
32
4
4 . 8
4 0
= = = =
+

cos ß =
2
2
então ß = 45
o

Exemplo 2: Calcular o ângulo entre os vetores

u = (1,1,4) e

v = (-1,2,2)

Resolução: cosθ = →
v u
v u
.
.
2 3 18 16 1 1 = = + + = u → 3 9 4 4 1 = = + + = v
cosθ =
( )( )
2
2
2
1
2 9
9
2 9
8 2 1
3 . 2 3
2 , 2 , 1 . 4 , 1 , 1
= = =
+ + −
=


cosθ =
0
45
2
2
= →θ

Exemplo 3: Sabendo que o vetor

v = (2,1,-1) forma um ângulo de 60° com o vetor

AB
determinado pelos pontos A (3,1,-2) e B (4,0,m), calcular m.
Resolução:

AB= B – A ( 4,0,m ) – (3,1,-2 ) ( 1,-1,m+2)
6 4 4 4 1 1
2 2
____
+ + = + + + + = m m m m AB
6 1 1 4 = + + = v
... θ = 60° cos 60 ° =
2
1

cos θ =
( )( )
( ) 6 4 6
2 , 1 , 1 1 , 1 , 2
2
1
.
.
2
+ +
+ − −
= →
m m
m
v u
v u
⇒ ( ) ( ) 2 1 2 2 6 4 6
2
− − − = + + m m m
( ) 6 4 6
2
+ + m m =[2(-1-m)]
2
⇒6m² +24m + 36 = (-2 – 2m)² ⇒
6m ² +24m + 36= 4 + 8m + 4m²⇒
m²+8m+16=0⇒
∆=(8)
2
-4.1.16=0⇒m= 4
2
8
2
0 8
− =

=
± −

Portanto, m = -4

Exemplo 4: Determinar os ângulos internos do triangulo ABC, sendo A(3,-3,3); B (2, -1, 2) e
C ( 1, 0, 2) e seus lados são respectivamente AC, AB e BC.
Resolução: Calcular cos
¬ ¬
B A cos , e cos
¬
C
( ) ( ) ( ) 1 , 2 , 1 3 , 3 , 3 2 , 1 , 2 − − ⇒ − − − = − =

A B AB
( ) ( ) ( ) 1 , 3 , 2 3 , 3 , 3 2 , 0 , 1 − − ⇒ − − = − =

A C AC
( ) ( ) ( ) 0 , 1 , 1 2 , 1 , 2 2 , 0 , 1 − ⇒ − − = − =

B C BC
6 1 4 1 = + + =

AB
14 1 9 4 = + + =

AC
2 1 1 = + =

BC
0
^ ^
10 , 19
9449 , 0
28
5
2 . 14
0 3 2
.
.
cos
±

=
+ +
⇒ = =
→ →
BC AC
BC AC
C C . Portanto,
0
^
19
28
5
arccos = = C
De forma similar, encontramos os

Exemplo 5: Provar que o triangulo de vértices A ( 2,3,1 ) , B ( 2,1,-1 ) e C ( 2,2,-2 ) é um
triangulo retângulo. Obs.: Quando o produto escalar de dois vetores for igual a zero ele é
retângulo.
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Resolução:
( ) 2 , 2 , 0 − − ⇒ − =

A B AB
( ) 3 , 1 , 0 − − ⇒ − =

A C AC
( ) 1 , 1 , 0 − ⇒ − =

B C BC
( )( ) 0 8 6 , 2 0 3 , 1 , 0 2 , 2 , 0 . ≠ = + + = − − − − ⇒
→ →
AC AB
( )( ) 0 2 2 0 1 , 1 , 0 2 , 2 , 0 . = + − = − − − ⇒
→ →
BC AB
Logo o triangulo ABC é retângulo.
7.2 Decomposição de um vetor v = P(x,y)
A decomposição de vetores é usada para facilitar o cálculo do vetor resultante. Observe a
seqüência de ações nas figuras (a), (b) e (c).
• (a) Consideremos o vetor v = P(x,y) nomeado de F sendo F o vetor força e α o ângulo
entre F e o eixo x.
• (b) Vamos decompor o vetor F em outros dois vetores Fx e Fy.
• (c) Agora, vamos trocar o vetor F
y
de posição para formarmos um triângulo
retângulo.
(a) (b) (c)






Note que, para determinar o valor de F
x
e F
y
basta resolvermos o triângulo retângulo

Portanto: ⇒ =
F
Fy
senα F
y
= F senα αα α
⇒ =
F
Fx
α cos F
x
= F cosα αα α
7.3 Ângulos Diretores e Cossenos Diretores de um Vetor

eja o vetor
→ → → →
+ + = zk yj xi v .
Ângulos diretores de

v são os ângulos γ β α , , que

v forma com os vetores
→ → →
k j i , ,
respectivamente.


K


v
α
β


Observação: os vetores da base canônica
{

i = ( 1,0,0 ),

y = (0,1,0),

k = ( 0,0,1 ) }
são ortogonais entre si.
0 . . . = = =
→ → → → →
k y k i y i e são unitários
S
α αα α
α αα α
α αα α
α αα α
F
x
= vetor força no eixo x
F
y
= vetor força no eixo y
F = vetor força
α αα α = ângulo entre F e o eixo x
Lembrando da trigonometria:
hip
o c
sen
. .
= α e
hip
a c . .
cos = α
Neste caso: F
x
é o cateto adjacente (c.a.) do ângulo, F
y
é o
cateto oposto (c.o.) do ângulo e F é a hipotenusa.
α αα α
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j


I


1 1 1 = = = = =
→ → →
k y i

Cossenos diretores de

v são os cossenos de seus ângulos diretores isto é,
cos γ β α cos , cos , .
Para o cálculo dos cossenos diretores, utilizamos a fórmula do ângulo entre dois vetores.
Demonstração: seja

v = ( x, y, z ) ,

i = ( 1, 0, 0 ) ,

y = ( 0, 1, 0 ) e

k = ( 0, 0, 1 ) então:
( )( )
→ →
→ →
=
+ +
= =
v
x
z y x
z y x
i v
i v
2 2 2
0 , 0 , 1 . , ,
.
.
cosα
cos

=
v
y
γ e cos
v
z
= β
Exemplo 1:
Calcular os cossenos diretores e os ângulos diretores do vetor

v = ( 6,-2,3 )
cos
0
31
7
6
cos
7
6
= = = =
(
¸
(

¸

=

α α α
v
x

cos
0
107 286 , 0 cos
7
2
= − = =

= β β β
cos
0
65 428 , 0 cos 428 , 0
7
3
= = = = = γ γ γ
Exemplo 2:
Dados os pontos A ( 2,2,-3 ) e B ( 3,1,-3 ). Calcular os cossenos diretores e os ângulos
diretores do vetor

AB .

AB = B – A = ( 1,-1,0 )
cos
0
45
2
2
2
1
= = = α α
cos
0
135
2
2
2
1
=

=

= β β
cos
0
90 0 cos 0
2
0
= = = = = γ γ γ

Observação Importante: Sempre que um vetor tem nula uma de suas componentes, a sua
correspondente é ortogonal (exemplo acima).

7.4 Paralelismo de dois vetores

ois vetores u = (u
1
, u
2
, ..., u
n
) e v = (v
1
, v
2
, ..., v
n
) são paralelos (ou colineares)
indica-se u//v quando suas coordenadas são proporcionais ou seja:

u ⁄ ⁄⁄ ⁄ ⁄ ⁄⁄ ⁄ v se
n
n
v
u
v
u
v
u
= = = ...
2
2
1
1
= k , k real.

Os vetores paralelos têm a mesma direção,
independe do sentido. Note que u // v // w.

D
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Exemplo 1: Considere u = (2,3,-7), v = (-4,-6,14). Verifique se são vetores paralelos.

Resolução:
Por definição, u ⁄ ⁄⁄ ⁄ ⁄ ⁄⁄ ⁄ v se
n
n
v
u
v
u
v
u
= = = ...
2
2
1
1
= k. Fazendo u//v =
14
7
6
3
4
2 −
=

=

obtemos
u//v =
2
1
. Note que as componentes são proporcionais porque a razão entre elas é k =
2
1
. Assim, u e v são vetores paralelos.

Exemplo 2: Determinar os valores de m e n para que sejam paralelos os vetores
) 1 , 3 , 1 ( + = m U e ) 1 2 , 2 , 4 ( − = n V
Resolução: ⇒

= =
+
1
1 2
2
3
4
1 n m
4
5
5 4 3 2 4 1 2
2
3
5 10 2 12 2 2
2
3
4
1
= ⇒ = ⇒ = − ⇒ − =
= ⇒ = ⇒ = + = =
+
n n n n
m m m
m

Exemplo 3: Dados os pontos P(1,2,4), Q(2,3,2) e R(2,1,-1), determinar as coordenadas de
um ponto S tal que, P, Q, R e S sejam vértices de um paralelogramo.

Resolução: Basta usar uma igualdade para achar as coordenadas de S.
) 1 , 0 , 1 (
1 2 1
0 1 1
1 1 2
) 2 , 1 , 1 ( ) 1 , 1 , 2 (
) 2 , 1 , 1 ( ) 4 , 2 , 1 ( ) 2 , 3 , 2 (
) 1 , 1 , 2 ( ) , , ( ) 1 , 1 , 2 (
=
= ⇒ − = − −
= ⇒ = −
= ⇒ = −
− = − − − − ⇒ =
− ⇒ − = − =
− − − − ⇒ − − = − =
S
z z
y y
x x
z y x PQ SR
P Q PQ
z y x z y x S R SR

Exemplo 4: Determinar os valores de m e n para que sejam paralelos os vetores U = (m +1,
3,1) e V = (4,2,2n – 1).
Solução: A condição de paralelismo de dois vetores permite escrever:
1 2
1
2
3
4
1

= =
+
n
m
ou

¹
´
¦
= −
= +
2 ) 1 2 ( 3
12 ) 1 ( 2
n
m

¹
´
¦
= −
= +
2 3 6
12 2 2
n
m

A solução do sistema permite dizer que m = 5 e n = 5/6

Lembre-se que:
• Um vetor v = (x
1
, y
2
, z
3
) pode ter a sua origem em qualquer ponto. Normalmente,
situamos o ponto de origem, na origem do sistema (0,0,0). Quando não é situado a
partir da origem, o vetor é livre, ele não tem posição fixa, ao contrário do ponto.
• Ponto Médio de um segmento: É possível determinar as expressões das
coordenadas do ponto médio do segmento de reta de extremidades A(x
1,
y
1
) e
B(x
2
,y
2
).
Solução: O ponto médio M é tal que
→ →
= MB AM ou M – A = B – M.
Sendo M(x,y), vem então: (x – x
1
,y – y
1
) = (x
2
– x,y
2
– y) e dai temos
x – x
1
= x
2
– x e y – y
1
= y
2
– y, por tanto: 2x = x
2
+ x
1
e 2y = y
2
+ y
1

Álgebra Linear – Vetores em R
n
125
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Logo: x =
2 2
2 1 1 2
x x x x +
=
+
e y =
2 2
2 1 1 2
y y y y +
=
+


7.5 Ortogonalidade de dois vetores

ois vetores u = (u
1
, u
2
, ..., u
n
) e v
= (v
1
, v
2
, ..., v
n
) são ortogonais
(ou perpendiculares), quando o
ângulo ß por eles formado é de 90°
(ângulo reto). Neste caso, cos ß=
cos 90° = 0, o que implica, pela fórmula do
cálculo de ângulos de vetores, que o
produto interno usual entre eles é zero ou
seja,

u . v = 0 Indica-se u ⊥ ⊥⊥ ⊥ v.
Podemos afirmar também que cos λ λλ λ = 0
.
.
=
v u
v u

Exemplo 1: Considere u = (2,3), v = (-3,2) e w = (-6,4). Verifique se os vetores, dois a dois,
são ortogonais.
Resolução:
u.v= (2,3). (-3,2) = -6 + 6 = 0 logo u e v são ortogonais.
u.w= (2,3). (-6,4) = -12 + 12 = 0 logo u e w são ortogonais
v.w= (-3,2). (-6,4) = 18 + 8 = 26 ≠ 0 logo v e w não são ortogonais
Projete-os no plano cartesiano e verifique se, geometricamente, os vetores ortogonais
formam entre si, ângulo reto.

Exemplo 2: Verifique se os vetores u = (-3, 2) e v = (4,3), eles são ortogonais no espaço
vetorial V = R
2
em relação ao produto interno não usual definido em:
(x
1
, y
1
) . (x
2
, y
2
) = x
1
. x
2
+ 2 y
1
. y
2
.
Resolução:
u.v= (-3,2) . (4,3) = -3.4 + 2.2.3 = -12 + 12 = 0 logo u e v são ortogonais.

Exemplo 3: Verifique se os vetores u = (1,2) e v = (-2,1), são ortogonais no espaço vetorial
V = R
2
em relação ao produto interno usual.
Resolução:
u.v= -2+2=0. Logo u e v são ortogonais.
Ou cos λ λλ λ = 0
.
.
=
v u
v u
→ →→ → cos λ λλ λ=
5 . 5
) 1 , 2 ).( 2 , 1 ( −
→ →→ → cos λ λλ λ=
25
2 2 + −
→ →→ → cos λ λλ λ=0. Se cos λ λλ λ=0, então
λ λλ λ=90º, portanto os vetores são perpendiculares ou ortogonais.



A
AAg
ggo
oor
rra
aa,
,, t
tte
een
nnt
tte
ee v
vvo
ooc
ccê
êê!
!! Resolva as atividades

Lista 5 de Atividades

1) Sejam u = ( 2, 3, 4, 0), v = ( 1, 2 , 3, 2) e w = ( 3, 2 , -1, -1), vetores de R
4
. Verifique
quais vetores são ortogonais dois a dois e justifique.
2) Considere os vetores u = (-1, 2, 5, 3), v = (3, -6, -15, -9) e w = (0, 1, -1, 1), vetores de
R
4
. Determine:
(a) Os vetores são paralelos (verifique dois a dois)? Justifique.
(b) Os vetores são ortogonais (verifique dois a dois)? Justifique.
3) Existem valores para k, de modo que u=(2k, 6, 0, 1, 8) e v=(3, 2k, 1, 0, 2) sejam
ortogonais?
D
Álgebra Linear – Vetores em R
n
126
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4) Sabendo que o ângulo entre os vetores

u e

v é de 60
0
, determinar o ângulo formado
pelos vetores:
a)

u e -

v
b) -

u e

v
c)-

u e -

v
d)2

u e 3

v
5) Encontre os ângulos diretores e cosseno diretor do vetor u = (-2, 3).
6) Encontre os ângulos diretores do vetor u = (1,3,2).
7) Determinar a e b de modo que os vetores u = (4,1,-3) e v = (6,a,b) sejam paralelos.

Respostas: 1) v e w são ortogonais pois v . w = 0; 2) u e v são paralelos pois u/v=k=-1/3; u e w não são paralelos
pois não se define k para -1/0; v e w não são paralelos pois não se define k=3/0; 2b) os vetores u e w, v e w
são ortogonais pois seu produto interno é nulo e os vetores u e v não são ortogonais pois seu produto é -127.;
3) Sim, u e v são ortogonais para k = -8/9; 4) a) 120º b) 120º c) 60º d) 60º ; 5) cos α =
13
13 2 −
então α =
....; cos β =
13
13 3
então β = ....; 6) cos α =
14
14
então α = ....; cos β =
14
14 3
então β = ....; cos λ=
14
14 2
então λ =... 7) u e v são paralelos para a=3/2 e b=-9/2.


Atividade Complementar
1) Determinar a extremidade do segmento que representa o vetor V = (2,-5), sabendo
que sua origem é o ponto A(-1,3).
2) Dados os vetores U = (3,-1) e V = (-1,2), determinar o vetor W tal que:
a) 4(U - V ) + 1/3W = 2U - W
b) 3W - (2W - W ) = 2(4W - 3U )
3) Dados os pontos A(-1,3), B(2,5) e C(3,-1), calcular
→ →
− AB OA ,
→ →
− BC OC e
→ →
− CB BA 4 3 .
4) Dados os vetores U = (3,-4) e V = (-9/4,3), verificar se existem números a e b
tais que U = a V e = V = b U .
5) Dados os vetores u = (2,-4) e v = (-5,1) e v = (-12,6), determinar K
1
e K
2
tal que v =
K
1
u + K
2
v.
6) Dados os pontos A(-1,3), B(1,0), C(2,-1), determinar D tal que
→ →
= BA DC .
7) Dados os pontos A(2,-3,1) e B(4,5,-2), determinar o ponto P tal que
→ →
= PB AP .
8) Dados os pontos A(-1,2,3) e B(4,-2,0), determinar o ponto P tal que
→ →
= AB AP 3 .
9) Determinar o vetor v sabendo que (3,7,1) + 2v = (6,10,4) - v.
10) Encontrar os números a
1
e a
2
tais que w = a
1
v
1
+

a
2
v
2,
sendo v
1
= (1,-2,1), v
2
= (2,0,-
4) e w = (-4,-4,14).
11) Verificar se são colineares os pontos:
a) A(-1,5,0), B(2,1,3) e C(-2,-7,-1) b) A(2,1,-1), B(3,-1,0) e C(1,0,4)
12) Calcular a e b de modo que sejam colineares os pontos A(3,1,-2), B(1,5,1) e C(a,b,7).
13) Mostrar que os pontos A(4,0,1), B(5,1,3), C(3,2,5) e D(2,1,3) são vértices de um
paralelogramo.
14) Verifique se o vetor u = (1,4) é unitário.
15) A partir dos vetores u = (2,1), v = (-1,3) e w = (1,1) encontre os vetores u´, v´, w´
que sejam unitários.
16) Dados os pontos A(-1,2), B(3,1) e C(-2,4), determinar D(x,y) de modo que AB CD
2
1
=
17) Sabendo que a distância entre os pontos A(-1,2,3) e B(1,-1,m) é 7, calcular m.
Respostas:
1) (1,-2); 16) D = (0,7/2).17)m=-3 ou m = 9.
Álgebra Linear – Vetores em R
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Profª(s) MSc.Elisa Netto Zanette, MSc. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.Ledina Lentz Pereira


Bibliografia

KAPLAN, Wilfred; LEWIS, Donald J. Cálculo e Álgebra Linear. RJ: LTC, 1975.
KUHLJAMP, Nilo. Matrizes e Sistemas de Equações Lineares. Florianópolis: Ed. da UFSC,
2007.
LAY, David C. Álgebra linear e suas aplicações. 2.ed Rio de Janeiro: LTC, 1999. 504 p.
LEON, Steven J. Álgebra linear com aplicações. 4.ed Rio de janeiro: LTC, 1999. 390 p.
LINS, Romulo Campos e GIMENEZ, Joaquim. Perspectivas em Aritmética e Álgebra para o
século XXI. São Paulo, Papirus, 1997.
STEINBRUCH, Alfredo; WINTERLE, Paulo. Álgebra Linear. Rio de Janeiro: Makron Books,
1987. 581 p.
STEINBRUCH, Alfredo. Álgebra linear e geometria analítica. São Paulo: Ed. McGraw-Hill,
1975. 518 p.
WINTERLE, Paulo. Vetores e Geometria Analítica. SP: Makron Books, 2000.

Álgebra Linear – Vetores em Rn

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6.3 Vetor Unitário e Versor de um Vetor: ...................................................................115 6.4 Módulo de Vetor Livre ........................................................................................116 Lista 4 de Atividades ............................................................................................118 7 Ângulos e Vetores: Paralelismo e Ortogonalidade.........................................................119 7.1 Ângulo de dois vetores: ......................................................................................119 7.2 Decomposição de um vetor v = P(x,y) .................................................................122 7.3 Ângulos Diretores e Cossenos Diretores de um Vetor .............................................122 7.4 Paralelismo de dois vetores.................................................................................123 7.5 Ortogonalidade de dois vetores ...........................................................................125 Lista 5 de Atividades ............................................................................................125 Atividade Complementar.......................................................................................126 Bibliografia ................................................................................................................127

1 Introdução: Retas e Segmentos Orientados
ara compreender o conceito de vetores vamos rever alguns conceitos básicos de reta orientada e segmentos:

P

1.1 Reta Orientada: Eixo

Uma reta r é orientada quando fixa nela um sentido de percurso, considerado positivo e indicado por uma seta. r

O sentido oposto é negativo. Uma reta orientada é denominada de eixo.

1.2 Segmento Orientado
Um segmento orientado é determinado por um par ordenado de pontos. O primeiro é chamado origem do segmento, o segundo chamado extremidade. O segmento orientado de origem A e extremidade B é representado por AB e, é geometricamente, indicado por uma seta que caracteriza visualmente o sentido do segmento.

1.3 Medida de um Segmento
Fixada uma unidade de comprimento, cada segmento orientado pode-se associar um número real, não negativo, que é a medida do segmento em relação aquela unidade. A medida do segmento orientado é o seu comprimento ou seu módulo. O comprimento do segmento AB é indicado por AB . Assim, o comprimento do segmento AB representado na figura abaixo é de 5 unidades de comprimento (u.c.):

AB = 5 u.c.

Observe que: Os segmentos podem ser também, nulos ou opostos:

Segmento Nulo: Quando a extremidade do segmento coincide com a origem. Os segmentos nulos têm comprimento igual a zero.

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Álgebra Linear – Vetores em Rn

83

Segmentos Opostos: Se AB é um segmento orientado, o segmento orientado BA é oposto de AB. Note que, a medida dos segmentos opostos é a mesma,

AB = BA .

1.4 Direção e Sentido do segmento orientado
Dois segmentos orientados não nulos AB e CD têm a mesma direção se, as retas suportes desses segmentos, são paralelas ou coincidentes.

Retas paralelas: segmentos com mesma direção e sentido

Retas paralelas: segmentos com mesma direção e sentido contrário

Retas coincidentes: segmentos com mesma direção e sentido Observações:

Retas coincidentes: segmentos com mesma direção e sentido contrário

• Podemos comparar os sentidos de dois segmentos orientados somente quando eles têm mesma direção. • Dois segmentos orientados opostos têm sentidos contrários.

1.5 Segmentos Eqüipolentes
Dois segmentos orientados AB e CD são eqüipolentes quando têm a mesma direção, o mesmo sentido e o mesmo comprimento.

Se os segmentos orientados AB e CD não pertencem à mesma reta. Para que AB seja eqüipolente a CD é necessário que AB//CD (// significa paralelos) e AC//BD, isto é, ABCD deve ser um paralelogramo.

Observações: • Dois segmentos nulos são sempre eqüipolentes. • A eqüipolência dos segmentos AB e CD é representada por AB ~ CD. Propriedades da Eqüipolência (1) AB ~ AB (reflexiva). (2) Se AB ~ CD, CD ~ AB (simétrica). (3) Se AB ~ CD e CD ~ EF, AB ~ EF (transitiva). (4) Dado o segmento orientado AB e um ponto C, existe um único ponto D tal que AB~CD.

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Álgebra Linear – Vetores em Rn

84

2 Vetores: Definições

2.1 Grandezas Escalares e Vetoriais

E

xistem dois tipos de grandezas: as escalares e as vetoriais. As grandezas escalares são determinadas por um valor (número) e uma unidade. Exemplo: comprimento, área, volume, etc. Quando afirmamos que a altura de um quadro é de 1,5 m ou que o volume da caixa é de 20 dm3 estamos determinando a grandeza escalar. Em várias aplicações físicas, por exemplo, existem determinadas grandezas, como temperatura e pressão, que possuem somente “magnitude” e podem ser representadas por números reais (grandezas escalares). Entretanto, existem outras grandezas, como força, velocidade, aceleração, deslocamento e impulso que, para serem completamente identificadas, precisam, além da “magnitude” (módulo), da “direção” e do “sentido”. Estes são exemplos grandezas vetoriais ou vetores.

Definição 1: Vetores são grandezas que, para serem identificadas, precisam da magnitude, da direção e do sentido. Assim, um vetor tem três características: módulo (ou magnitude), direção e sentido. • A direção é dada pela reta que contém o segmento. • O sentido é dado pelo sentido do movimento do segmento. • A magnitude (ou módulo) é o comprimento do segmento. Indicamos por duas barras verticais: |v| (Lê-se: módulo de v)

A representação geométrica de um vetor é um segmento orientado de reta: AB, CD, ...

Definição 2:

Vetor é um conjunto de todos os segmentos orientados

eqüipolentes3 a um segmento AB ou seja, com mesma direção, comprimento e sentido.

Note que neste conceito, desconsideramos a idéia de grandezas vetoriais e o vetor é compreendido a partir de um segmento orientado4. Onde, dois ou mais segmentos orientados de mesmo comprimento, mesma direção (são paralelos ou colineares) e mesmo sentido são representantes de um mesmo vetor v. (Fig.1) Na Figura 2, os vetores u e v são iguais (eqüipolentes) e representam um mesmo vetor. Idem para os vetores x e w. O mesmo não ocorre com os vetores s, t e m, n. Todos têm o mesmo comprimento, mas não tem a mesma direção e sentido. Fig.1

3 4

Equivalentes. Um segmento está orientado quando nele se escolhe um sentido de percurso, considerado positivo. Profª(s) MSc.Elisa Netto Zanette, MSc. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.Ledina Lentz Pereira

....Ledina Lentz Pereira . • Os vetores s e t têm a mesma direção e sentidos contrários. v2 é o segundo elemento do vetor. x 4 ) ∈ IR 4 .... pois o ponto inicial é fixo na origem.. x 4 . vn são chamados de coordenadas ou componentes do vetor v. Esta lista ordenada de n escalares pode ser representada na forma de linha v = (v1. têm n elementos (escalares). x 2 .. Os escalares v1. Definição 3: Um vetor é um conjunto de números que pode ser escrito como v = (v1. x 2 ) ∈ IR 2 v = ( x1 ....0). v2.. A notação vi indica o i-ésimo elemento do vetor... Vetores são geralmente representados por letras minúsculas em negrito (v). x3 . • Os vetores m e n têm diferente direção. Observe que....Elisa Netto Zanette... vn).. consideramos apenas os segmentos orientados como ponto inicial na origem (0.0. vn) ou em forma de coluna (matriz): v1  v  2 v =  .... vetores paralelos têm a mesma direção e que cada direção pode ser associada a dois sentidos: sentidos iguais ou sentidos contrários..... Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. v = ( x1 . x 2 ..Álgebra Linear – Vetores em Rn 85 Fig... • Os vetores w e x têm a mesma direção e o mesmo sentido. Por exemplo.... denominados “vetores do plano” e “vetores no espaço”..x n ) ∈ IR n • • Somente os vetores em R2 e R3 podem ser representados geometricamente.. ou seja.... É importante notar que os vetores no plano e no espaço são determinados exclusivamente pelo seu ponto final. v3. v2. x3 .. A letra usada para os elementos é normalmente a mesma letra utilizada para o vetor.. v2.2 Note que: • Os vetores u e v têm a mesma direção e o mesmo sentido. Em geral..... v = ( x1 . x3 ) ∈ IR 3 v = ( x1 . Profª(s) MSc.... v3. O vetor v é um vetor de dimensão n.    v n  O termo escalar é usado com o significado de um número real. e seus elementos são geralmente representados em letras minúsculas com um subscrito (vi).... x 2 . Note que: Podemos representar um vetor de duas formas: (1) Geometricamente: vetor é um segmento de reta orientada. MSc.0) ou (0. O subscrito representa o índice do elemento do vetor... B Indica-se por v = AB A (2) Algebricamente: vetor é um par ordenado (plano) ou uma terna ordenada (espaço tridimensional) ou ainda uma n-úpla ordenada (espaço n-dimensional) de números reais.

. e somente se x1 = x2 e y1 = y2 e escreve-se u=v. 400.Álgebra Linear – Vetores em Rn 86 Exemplo 1: Uma fábrica produz 4 tipos diferentes de artigos. 400 unidades do artigo B.2 Proposições: Vetores opostos. determinam um único vetor.3. R$) de venda por unidade de artigos. onde v = AB = CD O ponto A é denominado ponto inicial ou origem do vetor v e o ponto B é denominado ponto final ou extremidade do vetor. dois vetores são iguais (ou eqüipolentes). Profª(s) MSc. origens em pontos diferentes. 3 .0).0. Exemplo 1: Os vetores u= (3. por serem eqüipolentes entre si.. não tem direção e sentido definidos.0.-v2) com mesmo módulo e mesma direção. 3y-8). 4) e v=(5. os segmentos orientados AB e CD determinam o mesmo vetor v. o vetor nulo indica a origem do sistema plano e espacial. 5 Vetor nulo: Os segmentos nulos... É o vetor cuja origem coincide com a extremidade. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. Os preços de venda por unidade de artigo são. R$ 12. então dizemos que v ∈ R3. Assim. y2) são iguais se. 200.00. respectivamente. Segundo Winterle (2000) o vetor nulo é considerado paralelo a qualquer vetor. na ordem dada. 250) e. 3. se todas as componentes do vetor são iguais. Proposição 3: Dois ou mais segmentos orientados representam o mesmo vetor (vetores iguais) se têm o mesmo comprimento. num paralelogramo ABCD. 32.0). A quantidade total dos artigos. Algebricamente. Resolução: Devemos fazer x+1 = 5 e 3y – 8 = 4 e obtemos x = 4 e y = 4. vendidos numa semana.3. u = (x1. Exemplo 2: Determinar o valor de x e y para u=v.Ledina Lentz Pereira . ( -3. e que é indicado por 0 ou v=0 = (0. MSc. 12. o vetor p = (25.00 e R$ 41.4) Proposição 2: Se todas as componentes do vetor são nulas. O vetor v é chamado vetor livre porque o segmento que o representa pode ter sua origem colocada em qualquer ponto do plano. -4) e z = 2. y1) e v = (x2. Os vetores w = ( 1. 5) são iguais se a = 3. 200 unidades do artigo C e 250 unidades do artigo D. C e D.5) e v = (a. na ordem A..0.Elisa Netto Zanette. Em IR2 e IR3. Exemplo 2: O vetor u = (2. tem um vetor oposto (-v)=(-v1. Assim. B. Idem para os pontos C e D.5) tem dimensão 5. pode ser representada pelo vetor q = (300. Numa semana são vendidas 300 unidades do artigo A. cada ponto do espaço pode ser considerado como origem de um segmento orientado que é representante do vetor v.. 0) têm quatro componentes e portanto são vetores do R4. O vetor v = (2. respectivamente. porém com sentido contrário.. nulos.00..4. R$ 25. colineares e livres Proposição 1: Dado um vetor v= AB . chamado vetor nulo ou vetor zero.-4). mesma direção e mesmo sentido. Exemplo: Se u=(2. então –u=(-2. o vetor é dito nulo5 ou vetor zero indicado por 0 = (0. -1. independente de ter ou não. iguais.4) tem dimensão 3. então dizemos que v ∈ R5. o vetor BA é o oposto de AB e indicamos por (.0. Todo vetor v não nulo.-3. 5. 41) indica o preço (em reais.AB ) ou (-v). Por exemplo.00. com u=(x+1. R$ 32.

Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.6 Profª(s) MSc.(c): v . u e v ou mais. u e w são coplanares Fig.(b): v . com origem nele. pois podemos sempre tomar um ponto no espaço e. MSc. imaginar os → → w → → → dois representantes de v e u pertencendo a um plano π que passa por esse ponto. → → Proposição 5: Dois vetores pertencerem a um mesmo plano π. Fig. Assim. são vetores coplanares se → → π → → v → u Importante: dois vetores v e u quaisquer são sempre coplanares. AB e CD pertencentes a uma mesma reta ou em retas paralelas. 2000.(a): v . u e w não são coplanares Exemplo6 Observe o paralelepípedo retângulo: Podemos afirmar que: (a) H E F D A B G DH = BF EG são coplanares (b) AB.Ledina Lentz Pereira .Álgebra Linear – Vetores em Rn → → → → 87 Proposição 4: Dois vetores u e v com a mesma direção são chamados de u e v são colineares se tiverem representantes vetores colineares ou paralelos. FG e (c) C AE e BF são colineares (d) AB é ortogonal ao plano BCG (e) DC é paralelo ao plano HEF WINTERLE. Três vetores poderão ser coplanares ou não (Fig c).Elisa Netto Zanette. p. u e w são coplanares π → → v → → v α w u → π → u w → → → → → → Fig.

Assim. e. a) AB = OF i) JO // LD b) AM = PH j) AJ // FG c) BC = OP k) AB ⊥ EG perpendiculares d) BL = .y). Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. 3a) x=5 e y=1. 3) Encontre se possível os valores de x e y tais que: a) (2.3) b) (1. Geometricamente. 7) = (2x – 4. (c).x. vamos estudar os segmentos orientados relacionados com os sistemas de eixos cartesianos do plano (R2) e do espaço (R3). A partir do paralelepípedo retângulo podemos afirmar que: H G E D A B F C a) AB = -HG b) AB ⊥ CG c) AF ⊥ BC d) AC=HF e) AG=DF f) BG // ED g) AB. 5x-1) Respostas: 1) São verdadeiros: a. 2x – 2) = (0. ∀ x.x+y) = (y-2. n.y. Vetores que pertencem ao R² são conhecidos como pares ordenados de números reais. h. Mas.Ledina Lentz Pereira . g. 4a) x = y= 0. A figura abaixo é constituída de nove quadrados congruentes (do mesmo tamanho).MC l) AM ⊥ BL e) DE = . i. j. 3y-5) (d) ( x .-5) d) (x.1. m. de forma que os vetores sejam iguais. 2) As afirmações são verdadeiras.3) c) (1.Álgebra Linear – Vetores em Rn 88 Agora.x. 6) (a) (4x-5. É o conjunto formado por todos os vetores com duas coordenadas reais x e y.-3) = (2.3) = (2. tente você! Resolva as atividades Agora tente você! Lista 1 de Atividades7 1. (b) (x2 – 5x + 4. p. todo 7 (WINTERLE.ED m) PE ⊥ EC f) AO = MG n) PN ⊥ NB g) KN = FI o) PN ⊥ AM módulo h) AC // HI p) AC = FP paralelos 2. há outra forma de representá-los.5. Verifique se as igualdades são verdadeiras. BC e CG são coplanares.6) Profª(s) MSc. 2x+5) = (4.2x-12) = (1.. f. d. b. c) Não ∃ solução pois os vetores pertencem a dimensões diferentes. y+ 13 ) 2 (c) ( x . 2000.1 Expressão analítica de um vetor no plano (R2) O conjunto R2 = R x R = {(x. k. d) x=2 e y=4. l. b) x = 4. c. o e p. b) x = 7/2. y ∈ R} é interpretado geometricamente como sendo o plano xOy do sistema cartesiano ortogonal. MSc. d) não existe x 3 Vetores no Plano e Vetores no Espaço O estudo dos vetores em geral é relacionado a sua representação geométrica que se caracteriza num segmento de reta orientado como vimos até aqui. (g) e (h). i) AB é ortogonal ao plano BCG j) DC é paralelo ao plano HEF k) AC. h) AB.Elisa Netto Zanette. c) x = 4 = y. BG e CF são coplanares. Analise e justifique. 3. DB e FG são coplanares.6) 4) Determine os valores de x e y. exceto (a). 7) = (2. São falsos.5.

Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. ditos vetores no plano e que são vetores definidos por um ponto extremo do segmento com origem no ponto (0. consideramos o vetor AB de origem no ponto A(x1. Todo ponto P(x. 2) ou v = representação do vetor v. Por exemplo. ordenada.y) do plano.1) 0 = (0. definido por um ponto. 3. v = (3. já se afirmou anteriormente. utiliza-se em geral. (0. cuja origem é a origem do sistema cartesiano (0. A partir de um vetor livre v = AB podemos encontrar o seu vetor equivalente. Exemplo 3: Podemos escrever v = (3. a cada vetor v do plano pode-se associar um par (x.2) ∈ R2. também denominadas de coordenadas do vetor. o plano pode ser compreendido como um conjunto de pontos ou um conjunto de vetores. Para isso. fazemos: AB = B − A AB = ( x2 . y1 ) Profª(s) MSc. y2 ) − ( x1 .y). razão porque se define: Vetor no plano é um par ordenado (x. os vetores definidos por um ponto que é o extremo do segmento com origem no ponto (0. Exemplo 1: Representação no plano do vetor v e do ponto P(x.Álgebra Linear – Vetores em Rn 89 vetor v= AB desse plano. y ) que é a expressão analítica de v.0).y) de números reais e se representam por v = ( x. tem sempre um representante equivalente OP . OBS: Na Geometria Analítica analisa-se o vetor e sua representação a partir de uma base 3 2 ∈ R².0).3)  Particularmente v = −10i → v = (−10.0).0) Desta forma.0).-5) ou v = 3i-5j. Como. os vetores v= OP . y) de números reais. Veja outros exemplos: v = −i + j → v = (−1.2 Vetor Definido por Dois Pontos: Vetor Livre I númeras vezes um vetor é representado por um segmento orientado que não parte da origem do sistema. MSc. que parte da origem do sistema (0. No estudo algébrico dos vetores.1)} onde é estabelecida a correspondência biunívoca entre vetores no plano e os pares ordenados (x. são formas de   {i.Elisa Netto Zanette. está associado a um único vetor v = OP com v = (x. y) de números reais que são suas componentes na base dada. O vetor AB é um vetor livre.0)   i = (1. Nestas condições. temos os vetores livres. Note que. j} = {(1. Exemplo 2: Representação no plano cartesiano do vetor v = (3. y) sendo x e y as coordenadas de P e as componentes do vetor v. utiliza-se em geral.y2). y1) e extremidade em B(x2.0).1)    v = 3 j → v = (0. no estudo algébrico dos vetores.Ledina Lentz Pereira .0) j = (0. A primeira componente x é chamada abscissa e a segunda y. Nestes casos.

8 Você sabia que: No plano R2 qualquer conjunto {v1.2-4) = (-1. onde é estabelecida a correspondência biunívoca entre vetores no espaço com o vetor (x. y.0).0). 1) 3. -2) = v O vetor v = (-1. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.z) de números reais.0) e extremidade em P(x.1)} quando os vetores são vetores do plano e a partir de uma base → → → canônica representada por { i . em R3 a base canônica é {(1.2)-(-1. É importante lembrar que um vetor tem infinitas representações que são os segmentos orientadores com mesmo comprimento. Exemplo 2: Dados os pontos A=(0. direção e sentido. determine o vetor v que parte da origem e é equivalente ao vetor livre Resolução: v = AB . isto é. (0. não colineares.0.0). O vetor v encontrado representa o mesmo vetor AB. O segmento AB é um vetor livre. (0. v3} de vetores não coplanares é uma base. v2.2).1) = (1. é uma base. subtraindo as coordenadas do ponto B das coordenadas do ponto A.0).Elisa Netto Zanette.1) e B=(1. dentre estas infinitas representações. (0. Exemplo 1: Para A = (-3. a2 e a3 são componentes de v em relação à base considerada. v2} de dois vetores. v = B-A.2) e B = (-1. obtemos um vetor v a partir do vetor livre AB.1)}quando os vetores são vetores do espaço. E.4).0). AB = B – A = (1. ou seja.y). a2 e a3 tais que: v = a1 v1 + a2 v2 + a3 v3 onde a1. (0. Fazendo AB = B-A = (-3.4) = (-3+1.0) do sistema. todo vetor v deste plano é combinação linear dos vetores da base. k } = {(1.0. Assim. sempre existem os números a1 e a2 reais tais que v = a1 v1 + a2 v2. Profª(s) MSc.0).3 Expressão analítica de um vetor no espaço (R3) N a Geometria Analítica analisa-se o vetor e sua representação a partir de uma base8 → → { i .-2) é equivalente ao vetor livre AB e parte da origem (0. (0.Ledina Lentz Pereira .Álgebra Linear – Vetores em Rn 90 AB = ( x2 − x1 .1.1.0. j . Assim.2) – (0. Todo espaço tem infinitas bases e uma base canônica.1)}.0. No espaço R3 qualquer conjunto {v1. MSc. Por exemplo. sempre existem números reais a1. j } = {(1. Entretanto. y2 − y1 ) = v (vetor definido por um ponto) Representação Geométrica Vetor Livre Vetor definido por um ponto extremo com origem em (0. o que melhor caracteriza o vetor é aquele que tem sua origem no ponto O (0.

As figuras abaixo dão uma idéia dos planos. z = 3 E F V D P C y 0 0 B A x Escrevemos v=xi+yj+zk. chamadas coordenadas de P. a reta com direção do vetor j é o eixo do K é o y (ordenada) e a reta com a direção do vetor eixo dos z (das cotas: significa altura no espaço). temos: A (2. y = 0. xz ou yz. z = 3 E (0.0.0) → x = 0. z = 0 D (0. z = 0 B (2. y. z = 3 F (2. j. se v = 2i+4j+3k indicamos v = (2. onde x. Assim. z Com base nesta figura.3) → x = 0. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. Cada dupla de eixos determina um plano coordenado. A reta com a direção do vetor i é o eixo dos x (abscissa). y = 0. y.4.4.0. y z XY YZ z XZ y y x z y x x y Estes três planos se interceptam segundo os três eixos dividindo o espaço em oito regiões. y = 4.3) → x = 2.0) → x = 2.0) → x = 2.3) → x = 0. y = 0. z = 3 P (2. y = 4. z = 0 C (0. z z y 0 x A cada ponto do espaço vai correspondendo uma terna (a.c) de números reais.3) → x = 2. Exemplo 1: Observe a projeção do ponto P(2.Álgebra Linear – Vetores em Rn 91 Consideremos estes três vetores representados com origem no mesmo ponto O e por este ponto três retas como mostra a figura abaixo. y = 4.3) no espaço. que são chamados eixos coordenados.4.Elisa Netto Zanette. MSc. temos três planos coordenados: o plano xy.Ledina Lentz Pereira .4.4. y = 4.b. Portanto. 4.0. As setas indicam o sentido positivo de cada eixo. 3) Profª(s) MSc. z) é a expressão analítica de v. z são os componentes de v na base canônica {i. k} e v = (x.

v = → B (5.4).y.Ledina Lentz Pereira . onde P(x.Elisa Netto Zanette.3) e w = C (-3.4) c Profª(s) MSc.3 ) = OP (0.0) y x Exemplo 3: Representação dos vetores no espaço.z) e as coordenadas x.(a): Representação geométrica do ponto P.3) y -x -y 0 B x xy -y C yz 0 xz -z → C (-3. y.(a): Representação geométrica do ponto P. z) ∀ x.y. de P são as componentes de v.3) z → -x 0 v= B (5. no plano tri-dimensional Fig.Álgebra Linear – Vetores em Rn 92 Portanto: O conjunto R3 = R x R x R = {(x.z) é o ponto associado ao único vetor v = OP = (x.3) v 0 (1. Fig.-2.2. A Fig.3) . no plano tri-dimensional Exemplo 2: Representação geometricamente o vetor v = (1.(a) representa o ponto P = (x.y. z A → u= A (-1. sendo: → → → u = A (-1.4.-2.4. (b) representa o vetor v = (x. y. MSc. no plano tri-dimensional Fig.2.3).z) ∈ R3 e a Fig. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.(b): Representação geométrica do vetor v.-5. z (0.0.0) v = (1.-2.0. y e z.3) e P = (4.z) ∈ R3.y. z ∈ R} é interpretado geometricamente como sendo o espaço tridimensional 0xyz.-5.2.

-3) (c) s = (-2. 5) (g) m = (3. C = (1. 4) (d) v = i+2j+5k (e) t = (1. São eqüipolentes porque tem a mesma direção. 2000.-1.2).-2. 6) (h) n = (1. temos que.0). Para somar dois vetores. .2) e B = (2.0.1 Adição e Subtração de Vetores A lgebricamente a adição de dois vetores se define pela adição de seus componentes (coordenadas). MSc.7) + (-2. 5) então: (a) u + v = (1+2.. -2. (e) E (4..y2.-5) = (1-2. para todo i. um a um.0). Respostas parciais: (1a) A=(4.y2) Se u e v são vetores de Rn com u = (x1. Observe que: Dois vetores podem ser adicionados se e somente se eles tiverem a mesma dimensão. 3) a) u=(3. 3. 2. v = (x2. para os vetores u e v de R2 com u = (x1.6) Profª(s) MSc. AB é vetor livre e u tem origem no sistema (xOy). se v = u+ w..y3. tente você! Resolva as atividades Agora tente você! Lista 2 de Atividades9 1) Dê as coordenadas dos pontos: (a) A = _______________ (b) B = _______________ (c) C = _______________ (d) D = _______________ (e) E = _______________ (f) F = _______________ (g) O = _______________ (h) P = _______________ 2) Represente no plano e/ou no espaço tridimensional os vetores: (a) u = -i-2j (b) w = (5. . y1 . b) v=(-2. 2. © C = (0. (c) Represente geometricamente o segmento AB e o vetor u. eqüipolente ao segmento orientado AB. 5) e D = (-1. c) AB é equivalente ao vetor u.-5).. basta somar individualmente cada elemento deles. 12) e (b) u – v = u + (-v) = (1. 7-5) = (-1. .Álgebra Linear – Vetores em Rn 93 Agora. Assim. O vetor resultante será da mesma dimensão dos vetores originais.. . x2 + y2. 3. 7) e v = (2. 4. 9 (WINTERLE.yn) temos: u + v = (x1 + y1.x2.-4) (i) j = -2i+3j-4k 3) Inúmeras vezes um vetor é representado por um segmento orientando AB que não parte da origem do sistema cartesiano. Analise o resultado e comente o que você observou..3). sentido e magnitude (módulo).x2...Elisa Netto Zanette. -4).0.y1)..-9). Por sua vez.-3). Sandra Regina da Silva Fabris e Dr..Ledina Lentz Pereira . definido por um ponto. (b) Encontre o vetor v. então vi = ui + wi. Simbolicamente.y2) temos: u + v = (x1 + x2. eqüipolente ao segmento orientado CD.0. p. (g) O=(0.x3. Considere os segmentos orientados AB e CD com A = (-1.0). definido por um ponto. a diferença de dois vetores se define pela adição do primeiro vetor pelo oposto do segundo vetor.xn).. 4 Operações com Vetores 4. Assim: (a) Encontre o vetor u. 3) (f) r = (-3. 7+5) = (3. xn + yn) Exemplo 1: Se u = (1. v = (y1. y1 + y2) e u + (-v) = (x1 .

2) vetores de R4 então. 2) Exemplo 3: Sejam u = (2.. w = a1 AB + a2 u + a3 v para a1 = 3.-1) e os vetores u = (-2. x + y. 35) e (b) kv = 5(2. 0) (c) ku + kv = k(u+v) = -2(u+v) = -2(3. 15) – (4.1).7.-1) e w = (-2. para o vetor u de Rn com u = (x1. . 7. 5. os vetores u = (8.Ledina Lentz Pereira . 8.2. v e w vetores de R2 (podemos generalizar para Rn) e k.-1. 2). multiplicando-se cada elementos do vetor por este escalar..2. vetores de R2 então para k = 5. 5) = (5. 0. -24.1. 7) e v = (2. 4. 0) + a2 (-2. 25)..a) são iguais se a=-2 e b= 5.u) = (k k′ ) .x2. 5. 5). 4) = (2. 0) = (-4. -10.5.2 Multiplicação de escalar por um vetor A multiplicação de um escalar por um vetor se define pelo produto do escalar (número) por cada componente do vetor..Álgebra Linear – Vetores em Rn 94 Exemplo 2: Se u = (1. por exemplo.7) = (5.. xn) = (kx1.x2. vetores de R4 então para k = -2.. como já vimos: Assim. .4.2) = a1 (1. podemos afirmar que: Profª(s) MSc. kxn) Exemplo 1: Se u = (1. a2 = 1.u = -u e 0. -16. 3.1)+ a3 (3. a2 e a3 tais que w=a1AB+a2u+a3 v.-1) e B(1. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. 7.u = u. 4.kx2. -1) = (-2. -14. 3). 1.0. xn) e k ∈ R (k escalar) temos: ku = k(x1. 7. 5. 9.-1) = (-6.8.3) + (1.-1) e v = (2. temos: (a) ku = 5(1. . 0. -1) – (0.0. v= (3. 11.4.-1) Aplicando as operações de produto de escalar por vetor. 7) = (5. 3+6) = (0. temos: (i) u + v = v + u (comutativa) (iii) (u+v )+w = u+(v+w) (associativa) (v) u + 0 = 0 + u = u (elemento neutro) (vii) u + (-u) = 0 (elemento simétrico) (ii) (k + k′ ) u = k u + k′ u (iv) k (u + v ) = k u + k v (vi) k (k′ . 1.. 1. 0) w = a1 AB + a2 u + a3 v. 7) (b) u – v = (0. 0). 11) Exemplo 4: Dados os pontos A(0. a2 = 1 e a3 = -1 Propriedades dos vetores Para qualquer vetor u. -1) então: (a) u + v = (1-1. 3 ).. -6) = (2. 5. 12. Se u = ( x – y. 9) (b) u – v = u + (-v) = (1.. 8. -16. 2) (b) kv = -2(2. 7+4. z – 1) e v = ( 4. k′∈ R (k é um escalar = número real).. 7. 2. (-2. Verificar se existe números a1. -3) (c) u + w? Não é possível computar u + w. 3) (c) 3u – 2v = (6.u = 0..6) e w = (2.5) e v = (2.b. Ou seja. 12. Exemplo 2: Se u = (1.-2) e v= (8.Elisa Netto Zanette. a3 = -1 Portanto. 4. 4. encontramos como resposta: a1= 3. 0.u (viii) 1.5) = (10.12. -1) = (1.2. temos: (a) ku = -2(1. Assim. MSc. 5. 0. 4. 2.3. Obs A igualdade de vetores é definida igualmente para R2. -1.1.1. .-1.0. soma de vetores e igualdade de vetores.2. 2.. v = (-1. um vetor pode ser multiplicado por um escalar. -4. temos que: (a) u + v = (4. nem v + w porque u e v são de 3ª dimensão e w é de 4ª dimensão. Resolução: AB = B – A ⇒ (1. R2. 2.

Elisa Netto Zanette. u = v se x = 3. O problema consiste em determinar dois vetores cujas direções sejam as de v1 e v2 e cuja soma seja v. na extremidade do último vetor. MSc. Este movimento se caracteriza por decomposição de vetores no plano. → → Assim. geometricamente. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. Veja mais sobre isso. O par de vetores v1 e v2 não colineares são chamados de base do plano.Álgebra Linear – Vetores em Rn 95 x = 3 x − y = 4 x − y = 4    u = v ⇔  x + y = 2 ≅ 0 x − 2 y = 2 ≅  y = −1 ⇔ Portanto. na origem do 1º vetor e extremidade. qualquer vetor v (coplanar com v1 e v2) pode ser decomposto segundo as direções de v1 e v2. a partir dos segmentos que contém os vetores.3 Análise Geométrica da Adição de Vetores e Multiplicação por Escalar → → A adição de dois vetores v e u é analisada. os pontos A e C determinam um vetor que é a soma dos vetores B Exemplo 1: → → → u e v onde: → → → v → u s s = u + v ou → u + v = AC ou C A AB + BC = AC Exemplo 2: → → → s= u + v Exemplo 3: → → → → s = u + v ou → u + v = AC ou AB + BC = AC → → → Na SUBTRAÇÃO DE VETORES. buscam-se determinar dois números reais a1 e a2 tais que: D v = a1v1 + a 2 v 2 → → → 1º caso A ADIÇÃO DOS DOIS VETORES v e u representados pelos segmentos orientados AB e BC se definem pelo vetor resultante s representado pelo segmento AC . z − 1 = 3 z = 3 + 1 z = 4    Importante: Quando o vetor v estiver representado por v = a1 v1 + a2 v2. adicionamos um deles ao oposto do outro: s = u Vetores u e v Adição de vetores u+v Subtração u+(-v) v. 4.Ledina Lentz Pereira . Em outras palavras. nas aplicações de adição de vetores e multiplicação por escalar. dizemos que v é combinação linear v1 e v2. O vetor soma (ou vetor resultante) é aquele que tem origem. Profª(s) MSc. y = -1 e z =4. origem com extremidade por deslocamento. Regra do polígono ou triangulação: Ligam-se os vetores. ecomposição de vetores no plano: Dados dois vetores v1 e v2 não colineares.

s = u .Elisa Netto Zanette.v). os pontos A e C determinam um vetor que é. Assim.Ledina Lentz Pereira . ou seja. pelo vetor resultante s . representa-se o vetor = AB e o vetor u = AD . projetamos um vetor no extremo do outro (mesma direção e mesmo sentido). v Regra do paralelogramo: A partir da origem A.v . temos a resultante s de vetores → u e v com o mesmo u e v com o sentido → sentido e na figura (b). → → → → → Exemplo 1: Na figura (a).(b) 3º caso A adição dos dois vetores → v e u não paralelos pode ocorrer a partir do → deslocamento dos vetores para uma mesma origem A.v ) 10 Quando os segmentos têm a mesma direção – sobre as mesmas retas ou paralelas Profª(s) MSc.(a) → → Fig. temos a resultante s de vetores contrário (equivale a s = u . Assim. é o vetor resultante s = u + v .Álgebra Linear – Vetores em Rn 96 → → → → 2º caso A adição dos dois vetores v e u paralelos ( v ⁄ ⁄ u): → A adição de vetores representados por segmentos paralelos10 orientados AB e BC se define da mesma forma anterior. A diagonal secundária do → → paralelogramo equivale a resultante da diferença entre os vetores. d) O segmento orientado de origem em A que equivale à → → → → diagonal do paralelogramo. a soma dos vetores → → → → → u e v onde. Exemplo 1: (Figuras c. construímos o paralelogramo ABCD. Assim. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. para s = u + v .v ) Fig. → → → → → → → Vetores u e v Adição de vetores s = u + v Subtração s = u + (. → → → → → → Adição de vetores s = u + v Subtração s = u + (. por definição. MSc. representado pelo segmento AC .

Elisa Netto Zanette. Exemplo de adição de três ou mais vetores livres Exemplo 1 → → → → s= u + v + w Exemplo 2 → → → → s= u + v + w Exemplo 3 → → → → → → s = u + v + w + t =0 Exemplo de adição de vetores que partem de uma origem: Situação comparativa de soma com dois e com três vetores Profª(s) MSc. MSc.Álgebra Linear – Vetores em Rn 97 Fig (c) u+v é a diagonal principal do paralelogramo ABCD. No caso particular da extremidade do representante do último vetor coincidir com a origem do representante do primeiro a soma deles será o vetor zero ou nulo.Ledina Lentz Pereira . Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. Fig (d) u+v →diagonal principal do paralelogramo u-v →diagonal secundária Exemplo 2 → → → → → → → → Vetores u e v Adição s = u + v Subtração s = u-v 4º caso A adição dos três vetores ou mais ocorre de forma análoga aos casos anteriores.

conforme o valor de k. resulta em um vetor s com sentido igual ao de v se k for positivo ou sentido oposto ao de v se k for negativo.-4). 4) Para u = (1. Exemplo: Para u = (1. O módulo do vetor s é igual a k x |v|. Exemplo: Para u=(1.2) e k = 0 temos ku = 0.1) e v = (2. G 1º caso Se k = 0 ou v = 0.0. O produto de um número real k por um vetor v.Álgebra Linear – Vetores em Rn 98 Exemplo 1 → → → s= u + v Exemplo 2 → → → → s= u + v + w eometricamente.Ledina Lentz Pereira . -1.2) = (-1.2) = (0.1. MSc.u=(-1.0). então (k. Determinar geometricamente e algebricamente as resultantes de u+v e 2u. o vetor (-1)v é o oposto de v. kv tem sentido contrário de v.2) e k=-1 temos ku=(-1).2) = (2.1. 2º caso Se k= -1.1. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. Exemplos Complementares Exemplo 1: Dados os vetores u=(4. contrai ou inverte o sentido. 3). o PRODUTO DE UM ESCALAR POR UM VETOR. Exemplos: Para u = (1. é representado por um novo vetor que se expande. então o vetor kv = 0.2) e k = -2 temos ku = -2u= (-2.u= (0.Elisa Netto Zanette. 2. Profª(s) MSc.v) permanece com o mesmo sentido de v. se k < 0. -2) 3º caso Se k > 0.2) e k = 2 temos ku = 2u = (2.

3) = (6. as resultantes: → → → → → → → → → (a) s = u + v. algébrica e geometricamente.2) + (3.v. -1).3v+ 1/2w Profª(s) MSc. Geometricamente (a) = (1.-3) = (1-3.-3-2) = (2. Determine.2) e v = (3.Ledina Lentz Pereira .2) .Álgebra Linear – Vetores em Rn 99 Resolvendo: • u+v = (4.(1.v (c) s = v . 5) Geometricamente (b) = (3. construir graficamente o vetor → s = 2u . v e w.2) = (3-1.-3).Elisa Netto Zanette. 2+3) = (-2.u = (1. Representação geométrica de u+v Representação geométrica de 2u Exemplo 2: Consideremos os vetores de R2 definidos em u = (1. (c) s = v.-3) .1) = (8. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.2).(3. (b) s = u .3v+ 1/2w Resolução: Vetores Resultante s = 2u .1) + (2.-3) = (1+3. 4) e • 2 u = 2 (4. 2-3) = (4. -5) Geometricamente (c) Exemplo 3: Dados os vetores u.u Resolução: Algebricamente → → → → → → → → → (a) s = u + v (b) s = u . MSc. de acordo com a figura.

( . Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. 2+2) = (1.2 ). u + v = (-2.0) Exemplo 6: Determinar o vetor w na igualdade 3w+2u= Resolvendo: 3w+2(3..Ledina Lentz Pereira .2) e v = (3.-2) = (-1.4)+w ⇔ 3w + (6. 2 Exemplo 7: Encontrar os números a1 e a2 tais que W = a1U + a2 V sendo W = (−1.− ) = (5.2) + (3.8).−2) Profª(s) MSc.V = (4. 3 5 3 5 1 1 3 2 2 1 + .2) represente no plano u+v.2) ... -9) 3 5 1 3 1 1 13 1 3 1 3 1 2 1 1 3 .Elisa Netto Zanette.− ) − v u= − ( .− ) 3 3 5 5 3 5 1 3 15u = 15 ( . ) . ).U = (1.− ) e v= ( .e.4) 2u = 2(-2.− ) =( − . sendo u=(3.-1)= 1 v+w.2) – (3.Álgebra Linear – Vetores em Rn 100 Exemplo 4: Efetuar as operações com os vetores sabendo que u = ( u+v = ( 1 3 1 2 .− ) + ( − . 2u e u + (-v).2) = (-4. ) =( − 4 3 4 3 5 3 3 5 4 10 9 5 36 10 Exemplo 5: Para u = (-2.2).2) = (-5.4).-1) e v=(-2.-2) ⇔ 2w = (-7. 2 1 (-2. 4) ⇔ w = ( .2) = (-2+3.(6.4) u +(-v) = (-2.2) + w 2 −7 3w –w = (-1. MSc. − + ) = ( .

a figura mostra como é possível formar um paralelogramo em que os lados são determinados pelos vetores a1 v1 e a2 v2 e.u2 = (3.-5.a1 v1 + a2v2 v2 V2 -a1v1 v a2v2 Nesta figura a2 > 0 e a1 < 0 4.. portanto. 2).2a1 − 2a2 ) a1 + 4a2 = −1 2a1 − 2a2 = 8 a1 = 3 a 2 = −1 ⇒ logo W = 3U − V Note que: Ao trabalharmos geometricamente com a soma de vetores e a multiplicação de escalar por vetores.2. u2.−2a2 ) (−1. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.-5.(4.−2) (−1.. + an un é uma combinação linear dos vetores ui.Elisa Netto Zanette.1-2) = (6.-1) . que corresponde à diagonal desse paralelogramo: a1v1 v1 v2 v1 v (arbitrário) v = a1v1 + a2v2 v2 a2 v2 Exemplo 2: Na figura seguinte os vetores v1 e v2 são consideramos um outro vetor v.2) = (-1. Neste caso.3) e v=(-1. o vetor resultante (3. Profª(s) MSc.1: Combinação Linear de vetores Exemplo 1: A operação 2(3.-6) = (3. escrito na forma u = a1u1 + a2u2 + . .2a1 ) + (4a2 . Qualquer vetor u de V.3.Álgebra Linear – Vetores em Rn 101 1 2 (−1.Ledina Lentz Pereira . buscam-se determinar dois números reais a1 e a2 tais que: v = a1v1 + a 2 v 2 Exemplo 1: Dados dois vetores v1 e v2 não colineares e v (arbitrário).3...2) porque u = u1 . operamos pela decomposição de vetores.4 Aplicações de Adição de Vetores e Multiplicação por Escalar 4.8) = (a1 .-4. Da mesma forma.-3) é resultado da combinação linear dos vetores u1 = (3.. 2) de IR2 pode ser resultado da combinação linear dos vetores u=(1. . a2. -3).5) + 3(-1.8) = a1 (1.10)+(-3.3. Em outras palavras.2) + a2 (4.2.4) é uma combinação linear dos outros vetores adicionados e multiplicados pelos respectivos escalares.-1. MSc.8) = (a1 + 4a2 .-1) e u2 = (4. an escalares de IR ou C.un vetores do espaço vetorial V e a1. a2v2 mantidos e v1 V1 v v = ... a soma deles é o vetor v. S ejam u1.4) se caracteriza como uma combinação linear. o vetor u = (-1.-8..-1.4. Exemplo 2: Verifique se o vetor w=(1.

3x+2y) ⇔ x − y = 1 x − y = 1 ⇔  ⇔  3 x + 2 y = 2 0 x + 5 y = −1 x = 4 5 .. Se ocorrer ∑a u i i =1 n i = 0 para algum a i ≠ 0 . 5 5 Exemplo 3: Verifique se os vetores u = (1. se tem a mesma direção (vetores paralelos) são linearmente dependentes.2) e v = (2.un é dito linearmente independentes (LI) se escritos como combinação linear do vetor nulo.  −1 y = 5 Resposta: O sistema resultante da equação matemática w=x. Em caso contrário. v e w podem ser escritos como uma combinação linear do vetor t se a equação xu + yv + zw = t.. para todo ai real. 0 x + y + z = 3 ≅  0 x + 0 y + 0 z = 0  y = 3 − z  S={(-1+z.4)=(0. 3-z. 2z) = (2..2: Dependência e Independência Linear de Vetores U Onde m conjunto de vetores u1.2. resultam em todos os coeficientes nulos.3) são vetores linearmente independentes (LI) porque existe somente a i = 0 para os quais.Elisa Netto Zanette.u + y. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. v = a1v1+a2v2 = 0 ou 2v1+(-1)v2 = (2.2) (1.Ledina Lentz Pereira . t é combinação linear de u. vetores de IR3 podem ser escritos como combinação linear do vetor t = (2. xu + yv + zw = t x(1. v = a1u+a2v = 0 ou 0u+0v = 0(1.v é consistente e determinado.2) = (x–y. Assim.v ou. 3y.7. 4) (x. z. Profª(s) MSc. 7.2) = x (1.. 2). 7. vetores linearmente independentes têm representação geométrica em direção distinta (vetores colineares). v = (1. os vetores u = (1. temos: ∑a u i i =1 n i = 0 para todo a i = 0 a i são quantidades escalares. 4. y) + (0z. Geometricamente..3.u+y. 1. MSc.. existe solução para a equação matemática w = x. u e v pelos seus respectivos valores. v e w e pode ser escrito como: t = (-1+z)x + (3-z)y + zw para ∀ z∈IR.v Assim.-1) + y(1.2) = (2.2) e v = (3.2. temos: w = x (1. -x) + (y.2) (1. 7.4.u2.-1). fazemos w= x. w é uma combinação linear de u e v e pode ser escrito como: w = 4 u + −1 v.3) + y (-1.4).u + y.2)+0(3. E. Então. Caso contrário os vetores são linearmente dependentes (LD). 2x + 3y + z.un é independentes (LI) se e somente se.u2. um conjunto de vetores u1.0)= 0. z) ∀ z∈IR} O sistema é consistente e indeterminado. Portanto.1. tem diversas soluções..3.3) + y (-1.Álgebra Linear – Vetores em Rn 102 Resolução: Um vetor w é uma combinação linear de outros vetores u e v se e somente se. -x + y + 2z) = (2.4)-(2.. Substituindo w.0)= 0.1) + z(0.4) são vetores linearmente dependentes (LD) porque existe a i = 2 e a i = −1 para os quais. os vetores são ditos dependentes (LD). Resolução: Os vetores u.3)=(0. 4) (x + y. Ou. se existe valores reais para x e y de modo que w = x. Exemplo 1: Os vetores u = (1.u + y. tem solução real. 2x. 4) x + y = 2  ⇔ 2 x + 3 y + z = 7 ≅ − x + y + 2 z = 4  x + y = 2  0 x + y + z = 3 ≅ 0 x + 2 y + 2 z = 6  x + y = 2  x = −1 + z  .1) e w = (0.v.

4.Álgebra Linear – Vetores em Rn 103 Vetores LI Vetores LD Exemplo 2: Os vetores de R3.3). podemos afirmar que os vetores correspondentes de A. u2 =(-1.2. u1 =(1.Ledina Lentz Pereira . Assim. Forme uma matriz A.z = 0   x .2. 3x) + (-y. u2 e u3 são LD. são vetores LD. Temos como solução do sistema. u2 = (-1.4z = 0 ≅  .y + 2z = 0  ≅  + 4y . Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. Para facilitar o procedimento de cálculo podemos substituir os escalares a i por x. para x – y – 2z = 0⇔ x–(-2z)– 2z=0 ⇔ x=0. 4.0. u1 = (1.-2z.5z = 0  + 7y . u2 e u3 são linearmente independentes.0.y + 2z = 0  ≅  + 4y . u1.-2.4) e u3 =(2. que são os vetores u1. cujas colunas são os vetores dados.-2.z) ∀ z∈R}. 1 − 1 2  1 − 1 2  1 − 1 2  2 2 − 1 ≅ 0 4 − 5 ≅ 0 4 − 5  A=       3 4 5  0 7 − 1 0 0 − 31       Linhas não-nulas Observe que a matriz A. Reduza a matriz a sua forma escalonada mais simples e analise-a. Portanto os vetores u1.0) ⇔ (x. Do contrário.5) são LI ou LD? Resolução: Os vetores são LI se existem escalares a i tais que a1v1 + a 2 v 2 + a3 v3 = 0 para a i = 0 . y e z. 4y) + (2z. u2 e u3. Caso contrário (quantidades iguais) são LI.0. 2y.0. A combinação dos vetores em relação ao vetor nulo. (2x + 2y – z). x u1 + y u2 + z u3 = 0 ⇔ x (1.0.0) ⇔ x − y + 2z = 0  2 x + 2 y − z = 0 3x + 4 y + 5 z = 0   x . Exemplo 3: Mostre que o vetores de R3.-1. 2x.3) + y (-1. MSc. os vetores são LD. Você pode verificar a linearidade de um conjunto por outro procedimento. são LI. Resolução: xu1 + yu2 + z u3 = 0 ⇔ x(1.0) ⇔ [(x – y + 2z).0. 5z) = (0.0. o conjunto S = {(0.2.-4) = (0. − 2 x + 0 y + 0 z = 0 ≅  3x − 2 y − 4 z = 0   + y+2z=0 0=0    Logo. Logo. resulta em escalar y não nulo.-1.3).3) + y(-1.Elisa Netto Zanette.2.2y − 4 z = 0 ⇔ -2y=4z⇔y=-2z.5z = 0  31 z = 0  ⇔z=y=x=0 Isto significa dizer que x u1 + y u2 + z u3 = 0 ⇔ 0u1 + 0u2 + 0u3 = 0. Neste caso.-4) são LD.-2) + z(-2. na sua forma escalonada. Se a quantidade de linhas não nulas for inferior ao número de vetores dados então os vetores correspondentes. Podemos escrever a combinação linear como: 0u1 + (-2z)u2 + zu3 = 0. não apresenta linhas nulas.3: Bases do Plano de do Espaço Profª(s) MSc.-2) e u3 = (-2.0.4) + z (2. (3x + 4y + 5z)] = (0.5) = (0.0) ⇔ x − y − 2z = 0  x-y-2z=0  x -y −2z=0    + -2y . -z.

t=v-u. portanto formam uma base B = {(1.5 u + 3v h) 0. MSc.5)} do espaço ou de R3.3) são vetores linearmente independentes (LI) e. Os vetores u = (1.. 3. não colineares (linearmente independentes) é chamado de base do plano. Determine os vetores abaixo.2) e v = (2.2. construir graficamente o vetor s = → 3 u . Exemplo 2: Os vetores de R3. A Figura é constituída de nove quadrados congruentes (do mesmo tamanho). u e v.4). v2} de vetores não colineares constitui uma base no plano.Álgebra Linear – Vetores em Rn 104 O par de vetores v1 e v2 de 2ª dimensão. Construa num plano as resultantes. v2 e v3 de 3ª dimensão.4) e u3 =(2.2 v + 1/2 w u → v w → → 5. algébrica e geometricamente o vetor resultante w. formam uma base B = {(1. Exemplo 1: Os vetores u = (1. w=u-v. Determine. O conjunto de vetores v1. Completar convenientemente e fazer a representação geométrica. D M C → → → → → → → → → → → a) AD + AB = b) BA + DA = c) AC .  1 2 3 1 2 3 1 2 3  − 1 2 4 ≅ 0 4 7  ≅ 0 4 7  A =       2 − 1 5 0 − 5 2 0 0 43       Agora.-1.OE i) MO .2. sendo M e N pontos médios dos lados DC e AB. a) AC + CN b) AB + BD c) AC + DC d) AC + AK e) AC + EO f) AM + BL g) AK + AN h) AO . portanto. tente você! Resolva as atividades Agora tente você! Linhas não-nulas Lista 3 de Atividades11 1.3). respectivamente.2. m=(-u) e n=–v. (-1.-1.5 v → 4. expressando-os com origem no ponto A. qualquer conjunto {v1 . (3. (2. Os números a1 e a2 são chamados componentes v em relação a base {v1 .BC = d) AN + BC = e) MD + MB = f) BM - 1 → DC = 2 11 (WINTERLE. p.2) e v = (2. u2 =(-1. u e w . não colineares (linearmente independentes) é chamado de base do espaço.3)} do plano ou de R2.-1): (a) u + v (b) u – v (c) v . Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. Dados os vetores → → v . v2}.CB k) LP + PN l) LP + PN + NF m) BL + BN + PB 2.2).2.4) não formam uma base do plano porque são vetores linearmente dependentes (LD). para u = (-1.3). 2000. não paralelos.NP j) BC .5) são LI.u (d) 3u– 3u (e) u – 2v → → (f) 2u + v → → → g) 0.Elisa Netto Zanette. O paralelogramo ABCD é determinado pelos vetores AB e AB . s=u+v.Ledina Lentz Pereira .2) e v = (3.5 u – 0. Considere dois vetores quaisquer. Aliás. de acordo com a figura.6) Profª(s) MSc. u1 =(1.

V ( . v = (2. Encontre os valores de a e b para os quais.2).-1. (c) Os conjuntos A e B formam bases de R3? Justifique 20) Verifique se o conjunto S = {(0. apresentar um representante de cada um dos vetores: → → → → → → → a) 4 a . (e) AB − AC .v v 9.7) = x(1. z: a) x ( 1. 12) Dados A=(-1.0 ) =( 3.3.3) determinar: (a) AB (c) BC = B − A .0 ) =( 1. determine o vetor equivalente v (não livre). y e z. y.Elisa Netto Zanette.3 v u b) v - u v → → → 7 Dados os vetores a . Em cada caso. (c) A(8.5) e B = (-4. verifique se o vetor (1. Determinar o vetor w na igualdade 3w+2u= 4v -w. (d) AB + AC .−1) .0.3 ) + y ( 3. y e z tais que (1. (b) AC = C − A .-2).5.-1. (0.2 b b) → c → → a → a + b + c → b c → → → → c) 2 b .w} e B = {v.0). 2 3 14) Dados A = (1. u = (1. num gráfico.0) + z(0. como na figura. calcular: (a) 2U + 3V .v.2. (b) A(-1. (a) A(1.2. v=(2.-2) e C=(3.2.1. mostrar. (c) 3u+2v.1). (b) 4U − 6V .4)} é base de R².5.7). w.-1).0.-2).4). w = (3..2).0. s}.0) + y(0.5 ) b) x (2.3) e C = (-1. um representante do vetor: a) u . w = au + bv.4 ).4) efetuar (a) u+v.v → c) . B = (-2.0. com u = (1. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.1) ou seja. 17) Verifique se existem escalares x.1.1) + y (1.0): (a) O conjunto A é formado por vetores LI ou LD? (b) O conjunto B é LD? Justifique. (b) u-v. MSc.1. sendo w = (-2.( a + c ) 8) Dados os vetores u e v determinar: → → → u → (a) u + v (b) u .b).-1) e v = (3.0 ) + z ( 6. -2. 18) Verifique se são combinações lineares.3) e B(2.0 ) + z ( 2. sendo u=(1.0) e s = (4.-1) e v=(-3.-2.Ledina Lentz Pereira .0.v -2 u d) 2 u . Dados os vetores u = (1. Considere os vetores livres definidos por dois pontos A e B. = C − B .0) 10.. w seja uma combinação linear de u e v ou seja. de forma que: a) Cx = AB b) 2 Cx = − AB 3 c) BC = Ax f) 2u + 2v 15.3) e v = (-1.-2).-2). B=(1.1. encontrando x. 19) Considere os conjuntos A = {u.-1.-15) e B (-2.7) é combinação linear dos demais vetores e para quais valores de x.2). 11) Dados u=(1.Álgebra Linear – Vetores em Rn 105 A N B → → → → → → → → → → → 6 Dados os vetores u e v da figura.1) encontre: a) u+v b) u-v c) 3u e) x se x+u=0 1 u-v d) 2 16.-1). Profª(s) MSc. 1 1 13) Dados U = (− . determinar x = (a. b e c .0.

v = (x2. v = (x1 .2). denomina-se produto escalar o número real u . Profª(s) MSc. AB. AI. v = k . 19) a) LI.-4). y2) = < u..-7).v> (lê-se: u escalar v) e que satisfazem os seguintes > axiomas: u . .-6).1).-2. (v + w) = u ..u = 0 se. c) (2.6. MSc. B) LD por os vetores de B combinados com o vetor nulo resulta em solução indeterminada.0. AM.9. v = v. c) A é base porque é LI e B não é base porque é LD. Assim.Álgebra Linear – Vetores em Rn Respostas: 1) NA. v > definido por: u .Elisa Netto Zanette. AD.-2.-5). vn) vetores de Rn temos. y = 7/3 e z = -10/9. a uma aplicação de V x V em R. 13) (a) (2.3/2).v) ∈ V x V.-3). x2 ) + (y1 .. Assim. (b) (-4. 12ª) (2. w. AI. 15ª) (4. AO. 18) Sim para x = 5..5).10). c) (3.3. b) (-2. b) Sim para x = 4/3.1 Produto Interno (ou escalar) D efini-se como Produto Interno (ou Escalar) entre vetores de um Espaço Vetorial V.3/2.v) ou <u..1).Ledina Lentz Pereira . (k. u . v2. -16/3). Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. v + u . Vetorial e Misto 5. b) (1. 14a) (-4. e) (-1. f) (8. © (2. v) para todo número real k.. (u . para u = (u1. 17) Sim. AC.5/2).y2). associa um número real (u.u) . u .y1). 5 Produto Interno (ou Produto Escalar). (e) (-2. AC.1).3. u. para x = 1. v ou < u. c) (7. u = 0.0). b) (-1.2. un ) e v = (v1.-2).-3). v > (lê-se: u escalar v) De forma similar podemos operar com vetores de Rn.2). u2. para os vetores u e v de R2 com = (x1. AH. BA 3) Resultado algébrico 106 4) 2) 5) 6) 7c) 9) 10) w=(-7/2.0. (d) (6. y=-7/2 e z=-1/4. 11ª) (3.-3.4. d) (-5/2. 20) S não é base porque é LD. e somente se.0)... que a todo par de vetores (u. y = 5 e z = 7.AC. v ≥ 0 e u .3). b) (4. 16) w=-u/7+13v/7.

Definimos como produto vetorial. na Física: a força exercida sobre uma partícula carregada. v = 2. desde que a carga seja unitária e o campo seja constante. Este produto tem aplicação.. vetores do espaço tridimensional. Assim. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.4 + 3. -1) e v = ( α . v = (3. 2) e B → = (3. por exemplo.. chama-se produto → → vetorial dos vetores u e v e se representa por u × v ao vetor. v é o número real obtido multiplicando as componentes correspondentes do vetor e somando os produtos obtidos.(3) + 6. o Exemplo 2: O produto interno usual em R2 dos vetores u = (-2. tal que: 1 u x v =  det   y   2  y z1  x . ao vetor u x v.(-1) = 5 portanto.− det 1  x z2   2 → → z1  x .v Exemplo 3: Se → → = (x1.-2. mergulhada num campo magnético.v = 14 Tente você! Dados os vetores u = (4.2 Produto Vetorial O produto vetorial tem como resultado um vetor.v> temos u . tomados nesta ordem. 2. → → → → → → → Exemplo 1: Calcular o produto vetorial dos vetores Resolução: u = 5 i + 4 j + 3k e v = i +k . + un .Ledina Lentz Pereira . v2 + . z1) e v = (x2. z2).3) e v=(4. –1. 2. α .Álgebra Linear – Vetores em Rn 107 u .2y – z o seu produto escalar é: → → u . 3) e os pontos A = (4. -1). y1. por isso é nomeado de produto vetorial.x2 + y1.-1) = (12 + 10 – 8) → ⇒ → u. Profª(s) MSc. determinar o valor de α → → tal que u . → → → → u × v = x1 x2 → i y y1 y2 k z1 z2 → → → → → → O produto vetorial de u por v é também indicada por u ^ v e se lê: u vetorial v . vn) Exemplo 1: Se u=(2. v = -2. v = (u1 .-5.-1) então o produto escalar de u com v é igual a 5 porque fazendo <u.(4.( v + BA ) = 5 5. y2. v1+ u2 . v > = u . é o vetor resultante do produto vetorial entre o “vetor velocidade da partícula” pelo “vetor campo magnético”.6) e v = (3.(-4) = -6-24 = -30.+ det 1  x z2   2 y1    y2   Definição II: Ou. → → Observe que: Se u = x1 +y1 + z1 e v = x2 + y2 + z2 então o produto escalar (ou → → produto interno) dos dois vetores que é representado por u . MSc.Elisa Netto Zanette.8).-4) é: < u. Definição I: Seja u = (x1. dados dois vetores → → u e v .z2) → u = 3x – 5y + 8z e v = 4x . → → → u .y2 + z1.

0 3 4 5.4). 3) = u x v.−11. eles são ortogonais.1 ) então u × v = 5 1 → → i j 4 0 k 3 = u × v = 4 i − 2 j − 4 k = (4. -4. → → → Logo u × v é ortogonal simultaneamente as vetores u e v .2) e v=(0.−4) = -18-22+40=0 . seu → → i y k produto vetorial é u × v = 3 2 − 4 = 6 i − 11 y − 10k .3 Produto Misto Profª(s) MSc. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. → → → → → → → → (ii) u × v ≠ v × u .− 0 4 .Elisa Netto Zanette.v × u → → → → → → → → → → u×  v + w  = u × v + u × w   → → → → (v) (m u ) × v =m ( u × v ) → (vi) u × v é ortogonal simultaneamente aos vetores u e v .4 k e v = 2 i . b) ( u × → → → → → v ).2 y + k .-4) 1 → → → → → Exemplo 2: Sejam os vetores de R3. 3).0.−10)(3. uxv=   −1 2 1 2 1 −1    3 4 . 5. o produto vetorial de u com v é u x v = (-10. Então: v ⇒ (− 6. i j k Ou u x v= 1 − 1 2 = -4i+0j+3k-0k-6i-4j = -10i – 4j + 3k = (-10.2. o que significa que o produto vetorial não é comutativo. → → → → → → → → → → → Exemplo 1: (Propriedade vi) Dados os vetores → → → → → u = 3 i +2 y . → → a) ( u × v ).−11.3 ) e v = ( 1.Ledina Lentz Pereira . 2 −2 1 → → Sabemos que. Se trocarmos à ordem dos vetores u × v e v × u verifica-se que é oposto.−2. ou seja. → u .Álgebra Linear – Vetores em Rn → → → → 108 u= ( 5. então. -4.4. → (iii) (iv) u× v = . se um dos vetores é nulo ou se u e v são colineares. MSc. .   Logo. se o produto escalar dos vetores → u e v for zero.1 Propriedades A s propriedades do produto vetorial se definem em: → → → → (i) u × v =0.3.2. 3). u = (1. u ⇒ (− 6. v = 0 ⇒ θ = 90 0 .−10 )(2. -2. (3-0)) = (-10. -(4-0).1) = 12+22-10=0.-1. 0 3  = ((-4-6). -4.

Ou. → → → → → → → → → → → Exemplo 1: Calcular o produto misto dos vetores u. Ou.3). z3). das propriedades dos determinantes. podemos resolver por aplicação de produto interno e produto vetorial: i j k → → → → → u ( v x w ) = u . ( u . v .5). → → → → (i) Se u é nulo as suas componentes são (0. v e w para → u =2 i +3 y +5 k . v =.0 ) então ( u .2)=2+8+6=16 2 4 −6 → A s propriedades do produto misto decorrem. se dois são colineares. x3 y3 z3 → 0 0 0 Profª(s) MSc. v . −3 2 Resposta: O produto misto dos vetores é 27. v = (1. Indica-se produto misto por ( u .3).3. 1 1 5. y1.-1) e w = (2. v = (x2. w ) = x2 y 2 z 2 = 0 . ou se três são coplanares. indica-se por u ( v x w ) ao escalar = (x3. v e w ao número real u ( v x w ). em sua maioria.-6) é → −1 2 3  −1 2 3   u ( v x w ) = det  1 1 − 1  = 1 1 − 1 = (6-4+12)-(6+4-12) = 16 . → → Assim. → v . w ) = 0.14.(-2i+4j+2k) = (-1.(-2. v e w . Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. podemos resolver por aplicação de produto interno e produto vetorial: → → → → i j k u (v x w) = u .Álgebra Linear – Vetores em Rn 109 O produto misto tem como resultado um escalar. v . w ).3 y + 2 k 2 3 5 → Resolução: u ( v x w ) = −1 → → → → → 4 3 3 = 27 = u ( v x w ) .  2 4 − 6 2 4 − 6   → → Resposta: O produto misto dos vetores é 16. −1 3 4 3 = u . por exemplo.4. Defini-se como produto misto de resultante de: → → →  x1  u ( v x w ) = det  x 2 x  3 → → → → → → y1 y2 y3 z1   z2  z3   → → → Definição II: Dados os vetores → → → u . vetores do espaço.2. z1). → → → → → → → → → → → → Definição I: Sejam u . y3. com u = (x1. y2.1.2. v e w .0. MSc.(15i+14j-9k) = (2. v e w .i +3 y +3 k e w = 4 i .4. chama-se produto misto dos vetores u . w ) = 0 → O produto misto é nulo se um dos vetores é nulo. tomados nesta ordem. z2) e w u .Ledina Lentz Pereira .-9)=30+42-45=27 −3 2 Exemplo 2: O produto misto dos vetores u = (-1. Pode ser utilizado.1 Propriedades − 1 = u .Elisa Netto Zanette. → → (u . para encontrar o volume de um paralelepípedo determinado por três vetores.3.(15. obtido a partir da utilização do produto escalar e do produto vetorial.

w ) = 0. MSc.-2.7) então. nem v . v = (2. v . v Exemplo 1: Se → → → (u . v . Note que.Álgebra Linear – Vetores em Rn → → → 110 Exemplo 1: Se → → → u = (0.2. u = m.2. neste caso.. • Produto Misto é o produto entre três vetores que combina produto interno com produto vetorial e gera um escalar.2. → v . v = (-1.+0=0 4 2 2 → → → → → → → → → → (ii) Se nem → → u .6) e w = (-1.2.Elisa Netto Zanette. u e v são colineares.-7) então. 5. −1 2 7 → → 1 u = (1. −1 − 7 Note que: • Produto interno (ou escalar) é o produto entre dois vetores que gera um escalar (escalar é um número). v = (2.w) 2 4 6 = 28 − 12 + 12 − (− 12 + 28 + 12) ⇒ 0 . Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.4.3).4 Aplicações de Produto de Vetores: Interpretação Geométrica 5. v .1) e w = (4.0).2.4. Exemplo 1: Se U(vxw) = u = (-2. −2 −2 −6 −1 −3 0 − 2 = 0 .0. • Produto Vetorial é o produto entre dois vetores que gera um vetor. 2 3 Observe que u = 2. → → → → (iii) Se nenhum vetor é nulo e os vetores não são dois a dois colineares (ou paralelos) então os vetores são coplanares se ( u .-2) e w = (-3. w ) = 0. comprimento) do vetor resultante do produto → → → → → → vetorial de dois vetores u e v equivale a medida da área do paralelogramo ABCD u = AC e v = AB D → → determinado pelos vetores C → Área = u × v (módulo do produto vetorial) u A → v B Exemplo 1: Dados os vetores u = (1.4) e v = (-1.Ledina Lentz Pereira . nem w são nulos.-6). Logo são coplanares. v portanto.2) então. mas u e v são colineares (ou paralelos) então ( u .0. Calcular a área do paralelogramo determinado pelos vetores u e v. w ) = 2 3 1 =0+0. o módulo (magnitude. 0 0 0 ( u .1 Produto Vetorial e Área de Paralelogramo G eometricamente.3).3. Resolução: (a) Encontrando o produto vetorial e u e v Profª(s) MSc.-1.

4) 3 → → → → → → → → → (b) Encontrar o módulo do vetor resultante (-2.-1) e v = (0. Área = (− 15)2 + (9)2 + 32 5.6. v.4).3.-3 ) e u-v = ( 1. Portanto.-7. Resolução: →  → → Área = 3 u ×  u − v  =?     Temos que 3u = (3.a. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. Calcular a área do paralelogramo determinado pelos vetores 3u e u-v.2 Produto Misto e Volume do Paralelepípedo → G eometricamente o produto misto u ( v × w ) é igual. -1. w)| v w → → →   v= u . Portanto. v = AB e w = AC . em modulo. a área da base do paralelepípedo é |vxw|. (unidade de área) Exemplo 2: Dados os vetores u = (1. Resposta: A Área u× v = → 69 u.3). 0) e w= (2.-1.-4 ) ⇒ → → i ⇒ 3u x (u-v) = j k 3 1 6 − 3 = −15 i + 9 j + 3 k = (3 −4 = 315 = 3 35ua → → → 15.|cosθ|. e.9. Assim. a altura será paralela a ele.−7. 2)? Profª(s) MSc. portanto.3).-12. MSc. Sendo v x w um vetor ortogonal à base.Ledina Lentz Pereira . w       → → v=  →   u  v× w      Exemplo 1: Qual o volume do paralelepípedo formado pelos vetores u = (3. -2). u v = | (u. Seja θ o ângulo entre os vetores u e v x w. v.Álgebra Linear – Vetores em Rn → → → → → 111 i j k u× v = 1 2 −1 2 → → 4 = 6 i − 4 j + 2 k − 8 i − 3 y + 2 k = − 2 i − 7 j + 4 k = (-2. ao volume do → → → → → → → → paralelepípedo com arestas determinadas pelos vetores u = AD .2. u × v = (−2.Elisa Netto Zanette.4) = = (−2) 2 + (−7) 2 + (4) 2 = → 4 + 49 + 16 = 69 .-7. h=|u|. v = (1.4. 1.

ou seja. os valores de x para os quais o volume do paralelepípedo seja igual a 24 u. (a) vamos encontrar o produto misto dos vetores u. Assim. 0) e w= (2. -1. Assim. w ) Então x + 20 = 24 ⇒ ou . v e w são coplanares se o produto escalar u ( v x w ) é nulo.Ledina Lentz Pereira .  − 2m − 8 = −16 → → → → → Resolvendo o sistema encontramos m = -12 ou m = 4 que é a solução do problema. então x = . v = (3. v e w seja igual a 16 unidades de volume. v = (1.v. (a) vamos encontrar o produto misto dos vetores u.Elisa Netto Zanette.  x + 20 = −24 ⇒ x = −44  Portanto. temos: |u(vxw)| = 16 |(-2m . Assim. v e w seja 24 u.1) e w = (1. → Exemplo 3: Dados os vetores u = (x.4. v e w são coplanares.8)| = 16 então x = a . Ou seja. 2 (b) como o volume do paralelepípedo é 16. Resolução: Sabemos que o volume do paralelepípedo é igual ao módulo do número resultante do produto misto dos três vetores.Álgebra Linear – Vetores em Rn 112 Resolução: Sabemos que o volume do paralelepípedo é igual ao módulo do número resultante do produto misto dos três vetores. 5. calcular o valor de x u . neste caso.8)| = 16. (Unidades para que o volume do paralelepípedo determinados por de Volume). (unidade de volume) Exemplo 2: Sejam os vetores u = (3. é x = 4 ou x = -44. -1.. v . Calcular o valor de m para que o volume do paralelepípedo determinado por u. devemos ter |u(vxw)| = 16. m.v. -2). 2). o vetor v x w por ser ortogonal aos Profª(s) MSc.5.a ou x = a. Por definição de equação modular se |(-2m . − 2m − 8 = 16 . → Resolução: v= u ( v × w ) = 24 ⇒ 3 − 2 → → x 5 1 0 1 = x + 20 −1 1 → → → v=  x + 20 = 24 ⇒ x = 4  ( u .3 Produto Misto e Vetores Coplanares → → → → → → T → rês vetores → → u . MSc. Resposta: O volume procurado é 16 u.-1). Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.v. v e w ou 3 − 12 − 2 u(vxw)= 1 2 −1 −1 0 =-6+0+2-(4)-(0)-(-24) = -6+2-4+24= 16. se → → u .-2.1. V = |u(vxw)| e. v e w ou 3 u(vxw)= m −2 1 −1 2 −1 0 =-6+0+2-(4)-(0)-(2m) = -2m-8. 2 u (vxw) temos: (b) como o volume do paralelepípedo é igual ao |u(vxw)| = |16| = 16.0) .

Elisa Netto Zanette. é ortogonal ao vetor u .2 ) e D (-2. c ) = 0 ⇒ 1 0 3 =0⇒ 4 2m = 6 m=3 Exemplo 3: Verificar se os pontos A (1. (Dica: → → AB =B-A =(-1. v= v. AC . → → → Exemplo 1: Verificar se são coplanares os vetores Resolução: → → → u = (3. Logo são coplanares.-2 ) . w é nulo e se dois quaisquer → → → deles não são colineares.1).v . −1 − 7 Exemplo 4: Verificar se são coplanares os vetores u = (2.w) = 1 1 0 − 1 =3≠ 0 os vetores não são coplanares.3) e c = (0.-1. w )= 1 0 − 1 = −5 ≠ 0 .4).-1. v . v = (1.0.4 ) . → → → Resolução: Os quatro pontos dados são coplanares se os vetores → AB . B (-1. → → → v .2. MSc.-2.-1.Ledina Lentz Pereira .2. se nenhum dos vetores → → → → u . resultante da raiz quadrada do produto interno (ou escalar) do vetor v com ele próprio ou "v escalar v". Profª(s) MSc. v . AD ) = 0 ⇔ − 1 → → −2 −2 −6 −3 0 − 2 = 0 . m → → → 2 −1 −2 −1 − 4m + 6 m − 8 + 2 = 0 Resolução: ( a .1 Definição de módulo do vetor: A norma de v ou módulo de v é o comprimento do vetor v. b . ( AB . → → Portanto.0. w )= 0 os vetores u .-6). AC e AD têm produto misto nulo.4)=(-2. v e w são coplanares (estão no mesmo plano). v . o anulamento ( u .-1). 2 −1 4 6 Módulo ou Norma de um Vetor 6. representado por O módulo de um vetor é calculado por meio de um produto interno.Álgebra Linear – Vetores em Rn → → 113 → → → → → → → vetores v e w . É fácil identificar que reciprocamente.2. onde v ou v . Exemplo 2: Encontre o valor de m para que todos os vetores → a = (m.-2)-(1.4).0. b = (1. 2 −1 0 → → Os vetores não são coplanares porque seu produto misto é diferente de zero.-2.-3) estão no mesmo plano.-1) e w = (2. w ) significa que u . 2 −1 Resolução: Como (u.0) 3 −1 4 (u .v.1. o módulo ou norma de um vetor v é o número real não negativo. Assim. Portanto se u e ( v x w ) são ortogonais.0. → Assim.4) sejam coplanares. se ( u . v=(1. C (0.-1) e w = (2.2.-1. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. v e w são coplanares.-1. Idem para AC e AD ).

-2). v.. sendo u= (u1. vetor do plano. u (ii) u (v+w) = uv + uw (iii) k (u. v2 = (x1-0)2 + (y1-0)2 = (x1)2 + (y1)2 = x1 + y1 = v 2 2 Note que. um escalar real. se v é vetor do plano tal que v = (x1.0) |v| x1 v=(x1. então (−3) 2 + (5) 2 = 9 + 25 = Exemplo 3: Se v=(2.. . vetor do espaço. temos: v = x2 + y2 + z2 y1 (y1.v = x 2 + y 2 (Teor.1) ∈ R2. vn). o módulo de v será: v = AB = ( x 2 − x1 ) 2 + ( y 2 − y1 ) 2 = B − A (mesma fórmula da distância entre dois pontos A e B). v = v .(kv) 12 Num triângulo retângulo. Exemplo 2: Se v = (-3. aplicando o Teorema de Pitágoras.m. v são vetores de Rn então.v = u.. então v = (2) 2 + (1) 2 + (−2) 2 = 4 + 1 + 4 = 9 =3 u. + (u1 − v n ) 2 = u − v . v → → → Exemplo 1: Se v=(2.12 de Pitágoras) Se v é vetor do espaço que v = (x.y1) Módulo de vetor no plano Módulo de vetor no plano Módulo de vetor no espaço A demonstração é simples: Por exemplo. o módulo de um vetor é um número real não negativo representado por → v = (v)2 = v .. . Se u..Elisa Netto Zanette.1.5).. MSc. . 6.y.y1) e B = (x2. . un) e v = (v1. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.m.v) = (ku). u2.y1) então.z) ∈ R3 então: O módulo de um vetor v é dado por Geometricamente. Profª(s) MSc. w de Rn e k.m.2 Proposições: Para um vetor v = AB com extremidades nos pontos A(x1. d(u. v) = (u1 − v1 ) + (u 2 − v 2 ) + .0) 0 (x1.y2).Ledina Lentz Pereira .(unidade de medida) 34 u. tem-se: (i) u . v2.Álgebra Linear – Vetores em Rn 114 Se v é vetor do plano tal que v = (x. Dados os vetores u. então v = (2) 2 + (1) 2 = 4 + 1 = v = 5 u. o quadrado da hipotenusa é igual a soma dos quadrados dos catetos.y) ∈ R2 então: O módulo do vetor v no plano é dado por v = v.

os vetores u = (1. ) são 5 5 denominado vetor unitário.  2 2 O vetor w encontrado é nomeado de versor de v e é unitário porque w = 1. ou determine um vetor unitário u na direção do vetor v = (2. . Por exemplo. Resolução: w= v = v (1.. MSc. v → Todo vetor unitário w de mesma direção e mesmo sentido de um vetor não nulo → v é chamado de versor de → → v.3 Vetor Unitário e Versor de um Vetor: Se v é um vetor tal que v =1 então v é −3 4 . Por exemplo. apenas u 2 não é o versor de v → u1 tem a mesma direção e o mesmo sentido de v.. Resolução: Observe que o vetor v = (2.2uv + v 2 2 2 2 2 6.1) não é unitário porque v = (0) 2 + (−1) 2 = 0 +1 = 1 = 1. podemos encontrar um vetor unitário w (nomeado de versor de v). veja figura: → v → → u1 → → → Os vetores → u1 e u2 da figura ao lado são vetores → u1 é o versor de v → unitários.-2.v > 0 qualquer que seja u e u.1) não unitário encontrar um vetor unitário w.1) não é um vetor unitário pois o seu comprimento é diferente de 1 ou seja. Para isso usamos a fórmula matemática w= v pois w= w = v 1 .. A partir de qualquer vetor v. v ≠1. 1). v = (2) 2 + (-2) 2 + 12 = 9 = 3 ≠ 1. v = (0. Exemplo 1: O vetor v=(0.Ledina Lentz Pereira . aplicando a fórmula. Exemplo 4: A partir do vetor encontre um vetor unitário. Profª(s) MSc. -1) e w = ( vetores unitários.0) (v) v. pois têm módulo igual a 1.-2.-1) é um vetor unitário porque Exemplo 2: O vetor v = (1. Obtemos o vetor unitário u a partir de v.0. Exemplo 3: A partir do vetor v = (1.u = 0 se u = 0 = (0.0).v = (1) (2) 2 v 2 Conseqüência das proposições: u + v = u + 2uv + v u − v = u . | v | =1.Elisa Netto Zanette.1) (1) + (1) 2 2 =  1 1  .Álgebra Linear – Vetores em Rn 115 (iv) v. u2 A todo vetor → v é possível associar dois vetores unitários w e (-w) de mesma direção de → v pois u = − u = 1.. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. No entanto.

−2.1) 9 ou    1   2 − 2 1  . o vetor é representado por um segmento AB (Fig.Elisa Netto Zanette.y1) DistAB = B − A = ( x2 − x1 ) 2 + ( y 2 − y1 ) 2 → De forma similar.(a) Fig. y2 . (2. Q) = | PQ | = ( x 2 − x1 ) 2 + ( y 2 − y1 ) 2 + ( z 2 − z1 ) 2 Fig.a) de origem no ponto A(x1.y1) e extremidade em B(x2. y2 − y1 ) = v (vetor) O módulo deste vetor é determinado a partir do cálculo da distância entre dois pontos AB (Fig. DistAB = AB = B − A → B – A = (x2. -2) é: → dist (P.Ledina Lentz Pereira . Como PQ = OQ − OP = (x2 .3.(b) Fig. Neste caso. Fazendo a verificação! u= (2 / 3)2 + (− 2 / 3)2 + (1 / 3)2 = 4 4 1 + + = 9 9 9 9 = 1= 1 9 6. .y1) B – A = (x2 .y2) e para determinar sua representação algébrica fazemos: AB = B – A AB = ( x2 .x1. . z1) e Q = (x2. Profª(s) MSc. y2. z2) é igual a norma do vetor PQ . 2. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. MSc.Álgebra Linear – Vetores em Rn 116 u= v = v (2.(c). 4) e Q = (-1.−2. y2 . z2 . y1.4 Módulo de Vetor Livre C omo já vimos. Q) = | PQ | = (−1 − (−1)) 2 + (2 − (−3)) 2 + (−2 − 4) 2 = 0 + 25 + 36 = 61 .−2.y1. então a distância de P a Q é dada por: → → → → dist (P. y2 ) − ( x1 .1) 2 2 + (−2) 2 + (1) 2 = (2.(c) v = OQ − OP → → Exemplo 1: A norma (ou módulo) de v = (-1. 4) é |v|= (−1) 2 + (−3) 2 + (4) 2 = 26 . um vetor pode ser representado por um segmento orientado que não parte da origem do sistema. . y1 ) AB = ( x2 − x1 .x 1.z1). Exemplo 2: A distância entre os pontos P = (-1.   3 3 3  9 O vetor u encontrado é um vetor unitário pois seu módulo (ou norma) é igual a 1. Observe a Fig.3.b).1) =  .y2) – (x1. em R3 A distância entre dois pontos P = (x1. definido por: Assim.  = u.

Elisa Netto Zanette.m-3) → AB = 2 2 + (−3) 2 + (m − 3) 2 = 7 ⇒ m = 9 ou m = -3 → Exemplo 4: Determinar o valor de a para que o vetor Resolução: Vetor unitário → V = (a. a distância entre P e Q e encontre um versor w de u.(3.   u 26  26  26 26   26   obtido a partir de u.(3. ) seja unitário.-1) e v= (n.2)=(0.-1)+(0.-1.−5)  − 1 − 5   − 26 − 5 26   .(unidade de medida) Profª(s) MSc.-4)=5 ⇔ 2n+8n+4=5 ⇔ 10n+4=5 ⇔ 10n=5-4 ⇔ n= 1 10 Exemplo 6: Dados os pontos P(-3.-1). Note que w é um vetor unitário = = = . portanto w é versor de u.-1).-1) – (-3.Álgebra Linear – Vetores em Rn 117 Exemplo 3: Sabendo que a distância entre os pontos A(-1.n.u =  | u | Assim. o módulo de u.-3) Se u(v+AB)= 5⇔ (2.2.  .-1) e os pontos A(1.5.8.m) – (-1.(n. -5) • • • u = DPQ= w = (−1) 2 + (−5) 2 = 26 (−4 − (−3))2 + ( −1 − 4) 2 = 1 + 25 = 26 u (−1.4) =  .n. aplicando a fórmula: v =   1  .2) e B(1.Ledina Lentz Pereira .-3. determine o vetor u = PQ. Resolução: • u = PQ ⇒ u = (-4. 4) não é um vetor unitário.u  | u |  1  .4) e Q = (-4. u = 3 2 + 4 2 = 25 = 5 ≠ 1 Obtemos o vetor unitário v a partir de u. 4) encontre o versor v de u (ou encontre um vetor unitário v na direção do vetor u) Resolução: Observe que o vetor u = (3.-1.-1.-3)]=5 ⇔ (2. pois o seu comprimento é diferente de 1 ou seja.2.3) e B(1.5.m) é 7. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.4 ) =  .-1). MSc.[(n.2. Seu módulo (comprimento) é igual a 1 u. v =    1   2 2  3 +4  1 3 4 . Resolução: → A → 7 B ou seja AB = 7 AB = B – A ⇒ (1. −1 1 . 2 4 ⇒ V =1 ⇒ 16 = 16 a 2 → V = a2 + 1 1 + =1 4 16 +5 ⇒ a=± 11 4 Exemplo 5: Dados os vetores u= (2. Observe o vetor projetado no      5 5 5  plano.3. determinar o valor de n tal que u(v+AB) = 5 Resolução: AB= B-A =(1.n.3) = (2.4) = (-1.2. .m.(1. Exemplo 7: A partir do vetor u = (3.-1.-1). calcular o valor de m.3.-1).

7.2).5) e v = (-1.3).2 ). 4.(2. → d) ( u + v ).2. ttentte você!! Resolva as atividades Agora en e você Lista 4 de Atividades → → → → → → → → → → → → → → → → → → → → 1) Dados os vetores: → → → u = ( 2. w ( u × v ).1.-1). 1 1 = (x. c) ( 2 u ).4) Os vetores a = (2.2.1).-1 ) e v = ( a. -1.-4 ) e c = (m+1. v 2 e v3 seja igual a 10 para: v1 =2 i .1. → → → g) k) u xv .w → 4) Dados os vetores u = (4.3) e B(1.2) Calcular a área do triângulo cujos vértices são os pontos A=(1.-1.4) e C=(-1.2.3) e os pontos A(4.( u × v ) → → → →  →  CB×  BC − 2 CA  . 2 2 11) Sabendo que a distância entre os pontos A(-1. (b) v = (-1.5). v = (1..3).-4.3. v> b) <u.w ).2).1.-1) e C(3. Aplicando estes conceitos.2.1. x) = 3 7) A partir do produto interno. Encontre: 5) Sejam u = ( 2. v >. ) seja unitário.-1. 2). x.2.0. ( u . ∝. podemos resolver alguns problemas. → v = (∝. (Dica: Fórmula da Área do triângulo é S = 1→ → u× v ) 2 → → → → → → 7. a) < u.w ) 2) Dados os pontos A(2. 7.v ) h) ( u → w×v.Álgebra Linear – Vetores em Rn 118 Agora. m.4). vetorial e misto.1) e w = (2. 2) e w = ( 3. v=(-1. 1.3). a área de paralelogramo e triângulos e. (e) <u.(3 v ). 3.2. 3.5) Encontre o módulo dos vetores u = (2. B(1.-3. calcular o módulo de vetor. 0).-1.4) e w = (1.2) e B(3. ) seja unitário.y .4) são unitários.2. u e v (em m3).( v + BA ) = 5 2 . calcular : → a) < w .1) Sejam os vetores u ( 3. 2) .1.3).m) é 7.u (ii) u(v+w)=u. -1) determinam um paralelepípedo de volume 42.Calcular o valor de a para que a área do paralelogramo determinado por u e v seja igual a 2 6 . -1) e w = (1. v 2 =6 i +m y -2 k e v3 =4 i +k. v ( w x u ). determine: → → → → 7. determinar o vetor 3) Considere os vetores do espaço. l) v ×( u . -1.Elisa Netto Zanette. v e w. 0. -1.1). v = ( 1.1). calcular m. -1).Ledina Lentz Pereira .-2. vetores de R4.4. Calcular m.v +u. definidos por u= (1. dos vetores: (a) u = (1. (c) s = (0. 8) Verifique se os vetores u = (-1. . 9) Encontre o versor w. w> c) v.3). 3.-1. B=(2. v = ( 1. e) i) b) f) j) v . Por exemplo.-1) e v = (∝. MSc. u e v (d) O volume do paralelepípedo formado por w. 7.2. 3. → × v ).3) Calcular o valor de m para que o volume do paralelepípedo determinado pelos → → → → → → → → → vetores v1 . encontre: (a) O produto interno entre v e w (b) vx(u-w) (c) O produto misto entre w.Demonstre a propriedade de produto interno (ou escalar) definida em: (i) u. 10)Determinar ∝ para que o vetor −1 1 .-3 ).   u ( w x v ). o volume de paralelepípedo. 2 . -2.v=v. → → → → determinar o valor de ∝ tal que u . Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. 3 2 2 13) Dados os vetores de lR . → → → → v × w. b = (-1.( u . 1 ).1).-1.v> (f) ux(v-w) (g) u(vxw) (h) O volume do paralelepípedo formado por u. 12) Determinar x para que o vetor → v Profª(s) MSc. v = (1/2. u = (2.w 6) Determine o valor de x de modo que (x. 2. 0 ) e w = ( -1.

2 u = 3 5 e v = 26 .v=4=v. v = 2 e w = 2 5 . Respostas: 1a) -3.-8. 10) ∝ = ± 2 .2. 12) ∝ = ± 23 .1 Ângulo de dois vetores: O produto escalar entre os vetores u e v pode ser escrito na forma u.v . i) -1.Ledina Lentz Pereira . 7. k) -1. u e w. 6 =2.4) m=2 ou m=-8/3.v+u. 6) x = 3/5. v e w em m2 (desconsidere as bordas para colar as laterais e bases do objeto).Elisa Netto Zanette. (m) A área do paralelogramo formado por u e v é S= (n) A área do paralelogramo formado por v e w é S=3 (o) A área do paralelogramo formado por u e w é S= 2( 17 m2 6 m2 10 m2 (p) A quantidade de papelão gasto para construir um paralelepípedo formado pelos vetores u. (l) O volume do paralelepípedo formado por v.a . e) 2i+2j-k ou (2.16 7 Ângulos e Vetores: Paralelismo e Ortogonalidade 7. u . 11) m = -3 ou m = 9. b) 6. u e v é 7m3.v α .w> = 12 (c) w(uxv) = 7 (e) <u. c) 18.w.3) m=-2 ou m = -12. 3 10 u.2) S= 7. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. → Após encontrar o valor do cos → Ou: O ângulo de dois vetores OB e tal que 0 ≤ α ≤ π . A partir desta definição de produto escalar. 5(a) 14 + 3. d) 4.-12) ou 12i-8j-8k.w = 12 (k) v(uxw) = -7 (b) vx(u-w)= -4i – k ou (-4.(c) w =  0. 21/2 (c)0.12.1. 13)  .-7.-1). (j) ux(w-v) = -2i+7j-4k ou (-2. 2) (12. v e w em m2 é de 17 +3 6 + 10 ) m2= 29. 8) Os vetores u. 3) (i) provar que u. podemos obter o ângulo entre dois vetores genéricos u e v. h) 3. fazendo cos α α= u.v> = 13 (g) u(vxw) = 7 (i) u. 7.45 e 10 =3. encontramos o ângulo α na tabela de cossenos. 7. u e w é 7m3.u.    14 14 14   2 1   1 3 2   .0.26m2 considerando 17 =4. . u e v não nulos é o ângulo α formado pelas semi-retas AO e Demonstração: Sejam os vetores u e v abaixo e α o ângulo entre eles Profª(s) MSc. f) -2i-2j+k. j) 1. . u = 10 . 9) Os versores procurados são: (a) w =  .     2 6 14 14 14  5 5   (a) <v. (m) A área do paralelogramo formado por u e v (em m2) (n) A área do paralelogramo formado por v e w (o) A área do paralelogramo formado por u e w (p) A quantidade de papelão gasto para construir um paralelepípedo formado pelos vetores u.-1) (d) O volume do paralelepípedo formado por w. . l) i+j ou (1.0). 4) x = 7/3. 21/2 (b) 2+ 3.w (j) ux(w-v) (k) O produto misto entre v. u e w. não-nulos.-4) (l) O volume do paralelepípedo formado por v.1) a=-2 ou a = -4.v = |u| |v| cos α onde α é o ângulo formado pelas semi-retas que contém u e v tal que 0 ≤ v ≤ 180º. 7. v e w é 7m3. (ii) provar que u(v+w)=7=u. (f) ux(v-w) = 2i-7j+4k = (2.4) (h) O volume do paralelepípedo formado por u. g) i+j-k. v e w não são unitários pois tem módulo diferente  1 2 3  .7. para os vetores u ≠ 0 e v ≠ 0. (b) w =  − .5) de 1 unidade ou seja.Álgebra Linear – Vetores em Rn 119 (i) u. MSc.

(0.Álgebra Linear – Vetores em Rn 120 α α Aplicando a lei dos cossenos ao triângulo ABC tem: u − v = u + v − 2 u . → → → α=π (b) Se α = 0.v uv PROPOSIÇÕES (a) Se α = π.-2) e v = (0. v . cos − 2uv u. → (f) O ângulo formado pelos vetores → → → u π-α e (. → → 2 → 2 → 2 Neste caso o OBC permite escrever: (teorema de Pitágoras) u+ v = u + v (d) O vetor nulo é considerado ortogonal a qualquer vetor. → → → → (e) Se u é ortogonal a v e m é um número real qualquer.-2) (-2) 2 + (−2) 2 . Exemplo 1: Se u = (-2. cos α . u é ortogonal a m v . Lembrando que u − v 2 = u 2 + v 2 − 2 u v 2 2 2 →→ Então comparando as duas equações temos: u + v − 2uv = u + v − 2 u v cos α 2 2 2 2 − 2uv = -2 u v cos α ⇔ -2 u v cos α = − 2uv ⇔ cos α = Portanto. u e v têm a mesma direção e sentidos contrários.Elisa Netto Zanette. MSc.v (-2. (c) Se α = indica-se: → α=0 π 2 → → → . u e v têm a mesma direção e mesmo sentido. (0) 2 + (−2) 2 Profª(s) MSc.v ) é o suplemento do ângulo de α u e v.v = − 2u v uv α= u. -2) então o ângulo ß entre os vetores u e v é de 45°. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. Verificando: cos ß = u.v = u . u e v são ortogonais e → u ⊥ v.Ledina Lentz Pereira .-2).

BC 28 14 . AB e BC.1.−1) BC = C − B = (1.m).3.0. calcular m. 2 28 ± 19.-1.v 1 → = u .3) ⇒ (− 1.2.-2) e B (4.2) u θ = u . θ = (1.Álgebra Linear – Vetores em Rn 121 cos ß = cos ß = 0+4 8.2 ) ⇒ (− 1.3 θ= 2 → θ = 450 2 → → Exemplo 3: Sabendo que o vetor = (2.-3. B ( 2. 4 = 4 32 = 4 4 2 = 1 2 = 2 2 2 então ß = 45o 2 → → Exemplo 2: Calcular o ângulo entre os vetores Resolução: cos cos cos u = (1.1.-1) forma um ângulo de 60° com o vetor determinado pelos pontos A (3.0.1..: Quando o produto escalar de dois vetores for igual a zero ele é retângulo. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.m+2) AB = 1 + 1 + m 2 + 4m + 4 = m 2 + 4m + 6 v = 4 +1+1 = 6 .16=0⇒m= Portanto.Ledina Lentz Pereira .2 ) − (3.−1)(1. C = arccos = 190 0 AC .−1.2 ) − (2.v 2 1 2 (2. Portanto. Obs.3) ⇒ (− 2.-1 ) e C ( 2.0 ) → → → → AB = 1 + 4 + 1 = 6 AC = 4 + 9 + 1 = 14 BC = 1 + 1 = 2 → → → ^ AC .1. Resolução: Calcular cos → ( ) ( ) ⇒ 6 m 2 + 4m + 6 = 2(2 − 1 − m − 2 ) ( ) −8± 0 −8 = = −4 2 2 A ¬ .2.−3.0. θ = 60° θ = cos 60 ° = cos u.1.Elisa Netto Zanette.vv → u = 9 2 1 + 1 + 16 = 18 = 3 2 → v = 1 + 4 + 4 = 9 = 3 9 9 2 = 1 2 = 2 2 .. BC 2+3+0 5 ≅ 0.1 ) . Resolução: → v AB AB = B – A ____ ( 4. Profª(s) MSc.-2 ) ( 1.4) e v = (-1. 2) e seus lados são respectivamente AC. cos B ¬ e cos C ¬ AB = B − A = (2.2) = − 1 + 2 + 8 = 3 2 .2 ) − (3.2.m ) – (3. 0.−1.1. B (2.1. 2) e C ( 1.4)(− 1. m = -4 Exemplo 4: Determinar os ângulos internos do triangulo ABC.3.1..2.3).−1.10 ^ ^ De forma similar.9449 5 C = cos C = ⇒ = . -1. encontramos os Exemplo 5: Provar que o triangulo de vértices A ( 2.−3. m + 2) 6 m + 4m + 6 2 6 m 2 + 4m + 6 =[2(-1-m)] 2 ⇒ 6m² +24m + 36 = (-2 – 2m)² ⇒ 6m ² +24m + 36= 4 + 8m + 4m² ⇒ m²+8m+16=0⇒ ∆=(8)2-4. sendo A(3.1. MSc.−1) AC = C − A = (1.-2 ) é um triangulo retângulo.0.

β . γ que v forma com os vetores i .0 ).−1) 7.−2 )(0.o.k = 0 e são unitários Profª(s) MSc.) do ângulo e F é a hipotenusa. BC ⇒ (0.y) → → → AB . • (b) Vamos decompor o vetor F em outros dois vetores Fx e Fy.3 Ângulos Diretores e Cossenos Diretores de um Vetor S eja o vetor v = xi + yj + zk .o. vamos trocar o vetor Fy de posição para formarmos um triângulo retângulo. • (a) Consideremos o vetor v = P(x. (a) (b) (c) α α α α Fx = vetor força no eixo x Fy = vetor força no eixo y F = vetor força α = ângulo entre F e o eixo x Note que.−2 )(0.1.−1. y = i .Ledina Lentz Pereira . Observe a seqüência de ações nas figuras (a).1. c.0.−2 ) AC = C − A ⇒ (0.) do ângulo.1 ) } → → → β são ortogonais entre si. Fy é o cateto oposto (c. (b) e (c). k = ( 0. → v são os ângulos α .a.2 Decomposição de um vetor v = P(x. Fy ⇒ Fy = F senα α F Fx cos α = ⇒ Fx = F cosα α F 7. para determinar o valor de Fx e Fy basta resolvermos o triângulo retângulo Lembrando da trigonometria: senα = α Portanto: senα = c. → → → → → Ângulos diretores de respectivamente. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.−2.y) nomeado de F sendo F o vetor força e α o ângulo entre F e o eixo x. j .−1.Álgebra Linear – Vetores em Rn 122 Resolução: AB = B − A ⇒ (0.−2. k → → → → K → Observação: os vetores da base canônica → → → α v { i = ( 1.0.0). MSc. • (c) Agora. AC ⇒ (0.1. → → → → A decomposição de vetores é usada para facilitar o cálculo do vetor resultante.Elisa Netto Zanette. k = y .−1) = 0 − 2 + 2 = 0 Logo o triangulo ABC é retângulo. e cos α = hip hip Neste caso: Fx é o cateto adjacente (c.+6 = 8 ≠ 0 AB .−3) = 0 + 2. → → i . y = (0.−3) BC = C − B ⇒ (0.a.−2.

v2.. 0.Ledina Lentz Pereira .Álgebra Linear – Vetores em Rn → → 123 → ∂ → j i =1= y =1= k =1 → I → Cossenos diretores cos α ..2. v1 v2 vn Os vetores paralelos têm a mesma direção.1. a sua correspondente é ortogonal (exemplo acima). MSc. Calcular os cossenos diretores e os ângulos → diretores do vetor → AB .0 ) 1 2 cos α = = α = 45 0 2 2 −1 − 2 cos β = = β = 135 0 2 2 0 cos γ = = 0 = cos γ = 0 γ = 90 0 2 Observação Importante: Sempre que um vetor tem nula uma de suas componentes.. 0.-3 ) e B ( 3. cos γ .0) = x v. k real.3 ) 6 6 = = cos α = α = 310 cos α = → 7   7 v    −2 cos β = = cos β = −0...i v → Exemplo 1: Calcular os cossenos diretores e os ângulos diretores do vetor v = ( 6. Para o cálculo dos cossenos diretores. z ) . u2.-3 ).Elisa Netto Zanette.-1. y. un ) e v = (v1. utilizamos a fórmula do ângulo entre dois vetores. y = ( 0. vn) são paralelos (ou colineares) indica-se u//v quando suas coordenadas são proporcionais ou seja: u ⁄ ⁄ v se u1 u2 u = = . cos β . = n = k ..-2. → → → Demonstração: seja v = ( x.i . independe do sentido. . 0 ) e k = ( 0. AB = B – A = ( 1..428 γ = 65 0 7 x Exemplo 2: Dados os pontos A ( 2. 1.286 β = 107 0 7 3 cos γ = = 0. Profª(s) MSc. cos γ = e cos β = → cos α = → = v → v x2 + y2 + z2 v .0. y. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. . i = ( 1.. → de v são os cossenos de seus ângulos diretores isto é. Note que u // v // w. 7. 1 ) então: → → z y (x. z )(1.4 Paralelismo de dois vetores D ois vetores u = (u1.428 = cos γ = 0. 0 ) .

Q.2n – 1). Fazendo u//v = = = obtemos v1 v2 vn − 4 − 6 14 1 .14). ele não tem posição fixa.-6. Solução: A condição de paralelismo de dois vetores permite escrever: U = (m +1. m +1 3 SR = R − S = (2. Quando não é situado a partir da origem. Resolução: Basta usar uma igualdade para achar as coordenadas de S.1) Exemplo 4: Determinar os valores de m e n para que sejam paralelos os vetores 3. Normalmente.1) e V = (4.y – y1) = (x2 – x.1.1.3. Assim. m +1 3 1 = = 4 2 2n − 1 ou 2(m + 1) = 12  3(2n − 1) = 2 ⇒ 2m + 2 = 12  6n − 3 = 2 A solução do sistema permite dizer que m = 5 e n = 5/6 • • Lembre-se que: Um vetor v = (x1.−1 − z ) = (1.4).2. = n = k.-7).2.. y.2) − (1.2. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.y2 – y) e dai temos x – x1 = x2 – x e y – y1 = y2 – y. determinar as coordenadas de um ponto S tal que.−1 − z ) PQ = Q − P = (2. situamos o ponto de origem. v = (-4. z3) pode ter a sua origem em qualquer ponto.4) ⇒ (1.y2). Ponto Médio de um segmento: É possível determinar as expressões das coordenadas do ponto médio do segmento de reta de extremidades A(x1.1.1) e V = (4. 2 Exemplo 2: Determinar os valores de m e n para que sejam paralelos os vetores U = (m + 1.3.−1) − ( x. na origem do sistema (0. u e v são vetores paralelos. Solução: → → O ponto médio M é tal que AM = MB ou M – A = B – M.0.y). Note que as componentes são proporcionais porque a razão entre elas é k = 2 1 .0). Resolução: Por definição. Verifique se são vetores paralelos.−2) 2 − x =1⇒ x =1 1− y = 1⇒ y = 0 − 1 − z = −2 ⇒ z = 1 S = (1.-1).1 − y. y2. P. o vetor é livre..0. ao contrário do ponto. vem então: (x – x1.−2) SR = PQ ⇒ (2 − x.Ledina Lentz Pereira .y1) e B(x2.2n − 1) = = 2m + 2 = 12 ⇒ 2m = 10 ⇒ m = 5 m + 1 3 2n − 1 2 Resolução: = = ⇒ 4 4 2 1 3 5 2 = 2n − 1 ⇒ 4n − 2 = 3 ⇒ 4n = 5 ⇒ n = 4 Exemplo 3: Dados os pontos P(1.Elisa Netto Zanette. Sendo M(x.2. MSc.1 − y. R e S sejam vértices de um paralelogramo. u ⁄ ⁄ v se u//v = 2 3 −7 u1 u2 u = = . Q(2. z ) ⇒ (2 − x.1.3.2) e R(2.Álgebra Linear – Vetores em Rn 124 Exemplo 1: Considere u = (2. por tanto: 2x = x2 + x1 e 2y = y2 + y1 Profª(s) MSc.3.

1). u. 2) e v = (4.4 + 2.2). 2 .. Se cos λ=0.4). Agora. 3). o que implica.. 3. 8) e v=(3. (b) Os vetores são ortogonais (verifique dois a dois)? Justifique.v= -2+2=0. (4.v =0 u . 2) sejam ortogonais? Profª(s) MSc. 2) Considere os vetores u = (-1.3). 1).. (-6.. 0). 6. Neste caso. 5.w= (-3.. 0.v= (2.3). 2k. Resolução: u. v = (3. v = 0 Indica-se u ⊥ v.Ledina Lentz Pereira .4) = 18 + 8 = 26 ≠ 0 logo v e w não são ortogonais Projete-os no plano cartesiano e verifique se.1) u. -6. Verifique quais vetores são ortogonais dois a dois e justifique. 2) e w = ( 3. un ) e v = (v1. então u . geometricamente.5 Ortogonalidade de dois vetores D ois vetores u = (u1. de modo que u=(2k. 3) Existem valores para k. pela fórmula do cálculo de ângulos de vetores. 2 . que o produto interno usual entre eles é zero ou seja. Exemplo 2: Verifique se os vetores u = (-3. (-6. Logo u e v são ortogonais. -1. Exemplo 3: Verifique se os vetores u = (1. -9) e w = (0. 2.v= (-3.2) e v = (-2. y2 . . 1.4) = -12 + 12 = 0 logo u e w são ortogonais v. v = ( 1.Elisa Netto Zanette. u . vetores de R4.2) . Podemos afirmar também que cos λ = u. Resolução: u. (1. y2) = x1 . v2.(−2. u2. Verifique se os vetores. 1. Determine: (a) Os vetores são paralelos (verifique dois a dois)? Justifique. cos ß= cos 90° = 0.w= (2.v 5.3) = -3. vetores de R4. (x2. -15. x2 + 2 y1 . portanto os vetores são perpendiculares ou ortogonais. v = (-3. MSc. Resolução: u. 5 25 λ=90º.v −2 + 2 Ou cos λ = = 0 → cos λ= → cos λ= → cos λ=0. são ortogonais. ttentte você!! Resolva as atividades Agora en e você Lista 5 de Atividades 1) Sejam u = ( 2.2) = -6 + 6 = 0 logo u e v são ortogonais. ângulo reto. são ortogonais no espaço vetorial V = R2 em relação ao produto interno usual.Álgebra Linear – Vetores em Rn 125 Logo: x = x 2 + x1 x1 + x 2 y + y1 y1 + y 2 = = e y= 2 2 2 2 2 7.2. .. vn) são ortogonais (ou perpendiculares). -1).v Exemplo 1: Considere u = (2. quando o ângulo ß por eles formado é de 90° (ângulo reto). Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. 0.3).2) e w = (-6. -1. eles são ortogonais no espaço vetorial V = R2 em relação ao produto interno não usual definido em: (x1. (-3.2). y1) . os vetores ortogonais formam entre si.3 = -12 + 12 = 0 logo u e v são ortogonais. 1.. 3. dois a dois. 4.3).

14 Atividade Complementar 1) Determinar a extremidade do segmento que representa o vetor que sua origem é o ponto A(-1.14). determinar o vetor W tal que: W ) = 2(4 W .4) 12) Calcular a e b de modo que sejam colineares os pontos A(3.-4. 4) a) 120º b) 120º c) 60º d) 60º .. 3). 6) cos α = então α = . 6) Encontre os ângulos diretores do vetor u = (1.0). e v = (-5.1) e v = (-12. OC − BC e 3BA− 4CB .3) são vértices de um paralelogramo.-2)..1) + 2v = (6.m) é 7. u e w não são paralelos pois não se define k para -1/0.1). determinar D(x.0). calcular m. cos β = − 2 13 então α = 13 14 3 14 3 13 então β = .1) e C(-2. determinar o ponto P tal que 8) Dados os pontos A(-1.-1).y) de modo que CD = 1 AB 2 17) Sabendo que a distância entre os pontos A(-1.5) e C(3.-5). calcular 4) Dados os vetores U = (3..6).3) e B(4. 10) Encontrar os números a1 e a2 tais que w = a1v1 + a2v2.5.(2 W - 3) Dados os pontos A(-1.3) e C(-2.3). B(2. B(3. V = bU.. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.5. Respostas: 1) (1. v = (-1.0.v.v → b) .2.Elisa Netto Zanette.-1.. 11) Verificar se são colineares os pontos: a) A(-1.-7.-3) e v = (6. 9) Determinar o vetor v sabendo que (3.4) . determinar o ângulo formado → → → a) u e-v → → c)- u e . sendo v1 = (1... 7) Determinar a e b de modo que os vetores u = (4.1.-1.3) e B(1.3.3).0.2.1.b. cos β = então β = .7/2).1.W b) 3 W . v e w não são paralelos pois não se define k=3/0.-1) e V = (-1. w = 0. 2) u e v são paralelos pois u/v=k=-1/3..4).Ledina Lentz Pereira .3) e w = (1.7). → → → → → → V ) + 1/3 W = 2 U .. 15) A partir dos vetores u = (2. u e v são ortogonais para k = -8/9..10.2). v2 = (2. 5) cos α = .-1)..2). determinar D tal que 7) Dados os pontos A(2.3).0.u e v d)2 u e 3 v 5) Encontre os ângulos diretores e cosseno diretor do vetor u = (-2. B(1.5..3).-2). B(2.-4) K1u + K2v. B(5.-2. B(3.1).-4) e V = (-9/4.1.-2).1) e B(4.1.. w´ que sejam unitários.4) e w = (-4. sabendo U = (3. determinar o ponto P tal que AP = 3 AB .1) e C(a.b) sejam paralelos.5) e D(2.-1). C(3. 2b) os vetores u e w.1. v´. 13) Mostrar que os pontos A(4.2). AP = PB . determinar K1 e K2 tal que v = DC = BA .Álgebra Linear – Vetores em Rn → → 126 4) Sabendo que o ângulo entre os vetores pelos vetores: → → u e v é de 600..0) e C(1.4) é unitário. 3) Sim. Respostas: 1) v e w são ortogonais pois v . 14) Verifique se o vetor u = (1. B(1.-2.1)..3 U ) OA− AB ..0).1) encontre os vetores u´... Profª(s) MSc.a. v e w são ortogonais pois seu produto interno é nulo e os vetores u e v não são ortogonais pois seu produto é -127. → → → → → → 6) Dados os pontos A(-1.2. 2) Dados os vetores a) 4( U - V = (2. MSc. 16) Dados os pontos A(-1. 16) D = (0. C(2..-1) b) A(2.17)m=-3 ou m = 9. 7) u e v são paralelos para a=3/2 e b=-9/2. cos λ= 14 14 13 2 14 então λ =.3).-3.7. verificar se existem números a e b tais que U = a V e = 5) Dados os vetores u = (2.

da UFSC. 581 p. Vetores e Geometria Analítica. Paulo. LEWIS. 1997.ed Rio de janeiro: LTC. 518 p. Steven J. 4. Álgebra linear e suas aplicações. 504 p. Profª(s) MSc. 2000. Álgebra linear com aplicações. Cálculo e Álgebra Linear. 1975. Donald J. David C.Álgebra Linear – Vetores em Rn 127 Bibliografia KAPLAN. WINTERLE. Wilfred.Ledina Lentz Pereira . 2. Romulo Campos e GIMENEZ. Álgebra Linear.ed Rio de Janeiro: LTC. Alfredo. 1999. 1987. Alfredo. São Paulo: Ed. STEINBRUCH. SP: Makron Books.Elisa Netto Zanette. LEON. LINS. Papirus. Nilo. LAY. Rio de Janeiro: Makron Books. RJ: LTC. Matrizes e Sistemas de Equações Lineares. Joaquim. Paulo. McGraw-Hill. Perspectivas em Aritmética e Álgebra para o século XXI. Álgebra linear e geometria analítica. Florianópolis: Ed. MSc. KUHLJAMP. 390 p. São Paulo. WINTERLE. 1999. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. 1975. STEINBRUCH. 2007.

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