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Apostila Algebra Vetores U2 2010 Vf

Apostila Algebra Vetores U2 2010 Vf

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Álgebra Linear – Vetores em R

n
81
Profª(s) MSc.Elisa Netto Zanette, MSc. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.Ledina Lentz Pereira
UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE
ÁLGEBRA LINEAR

C
CCA
AAP
PPÍ
ÍÍT
TTU
UUL
LLO
OO I
III
II
V VE ET TO OR RE ES S E EM M R R
N N

esta unidade, vamos abordar a álgebra dos vetores no enfoque algébrico e
geométrico. Como afirma Winterle
1
(2000), a grande vantagem da abordagem
geométrica é possibilitar a visualização dos conceitos, o que favorece seu entendimento.
Essencialmente, toda a geometria pode ser desenvolvida em linguagem algébrica. Como
afirmam Kaplan
2
e Lewis (1975, p.57) “em vez de combinar pontos e retas na maneira
geométrica usual, nós realizamos operações algébricas em certos objetos denominados
vetores”. As leis algébricas que os orientam são similares às aplicadas aos números. Por
exemplo, se u e v são vetores então u+v = v+u. De forma similar, os teoremas da
geometria, tornam-se teoremas da álgebra dos vetores com ênfase nas equações, identidades
e desigualdades ao invés de ênfase nos conceitos geométricos como congruência, semelhança
e interseção de linhas.
Os temas abordados neste capítulo são:

1 Introdução: Retas e Segmentos Orientados ................................................................. 82
2 Vetores: Definições................................................................................................... 84
2.1 Grandezas Escalares e Vetoriais ........................................................................... 84
2.2 Proposições: Vetores opostos, nulos, iguais, colineares e livres ................................ 86
Lista 1 de Atividades ............................................................................................. 88
3 Vetores no Plano e Vetores no Espaço ......................................................................... 88
3.1 Expressão analítica de um vetor no plano (R
2
)........................................................ 88
3.2 Vetor Definido por Dois Pontos: Vetor Livre............................................................ 89
3.3 Expressão analítica de um vetor no espaço (R
3
) ..................................................... 90
Lista 2 de Atividades ............................................................................................. 93
4 Operações com Vetores ............................................................................................. 93
4.1 Adição e Subtração de Vetores ............................................................................. 93
4.2 Multiplicação de escalar por um vetor.................................................................... 94
4.3 Análise Geométrica da Adição de Vetores e Multiplicação por Escalar ........................ 95
4.4 Aplicações de Adição de Vetores e Multiplicação por Escalar ....................................101
4.4.1: Combinação Linear de vetores .....................................................................101
4.4.2: Dependência e Independência Linear de Vetores ............................................102
4.4.3: Bases do Plano de do Espaço .......................................................................103
Lista 3 de Atividades ............................................................................................104
5 Produto Interno (ou Produto Escalar), Vetorial e Misto..................................................106
5.1 Produto Interno (ou escalar) ...............................................................................106
5.2 Produto Vetorial ................................................................................................107
5.2.1 Propriedades...............................................................................................108
5.3 Produto Misto....................................................................................................108
5.3.1 Propriedades...............................................................................................109
5.4 Aplicações de Produto de Vetores: Interpretação Geométrica ..................................110
5.4.1 Produto Vetorial e Área de Paralelogramo.......................................................110
5.4.2 Produto Misto e Volume do Paralelepípedo......................................................111
5.4.3 Produto Misto e Vetores Coplanares ...............................................................112
6 Módulo ou Norma de um Vetor ..................................................................................113
6.1 Definição de módulo do vetor:.............................................................................113
6.2 Proposições: .....................................................................................................114

1
WINTERLE, Paulo. Vetores e Geometria Analítica. SP: Makron Books, 2000.
2
KAPLAN, Wilfred; LEWIS, Donald J. Cálculo e Álgebra Linear. RJ: LTC, 1975.

N
Álgebra Linear – Vetores em R
n
82
Profª(s) MSc.Elisa Netto Zanette, MSc. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.Ledina Lentz Pereira
6.3 Vetor Unitário e Versor de um Vetor: ...................................................................115
6.4 Módulo de Vetor Livre ........................................................................................116
Lista 4 de Atividades ............................................................................................118
7 Ângulos e Vetores: Paralelismo e Ortogonalidade.........................................................119
7.1 Ângulo de dois vetores:......................................................................................119
7.2 Decomposição de um vetor v = P(x,y) .................................................................122
7.3 Ângulos Diretores e Cossenos Diretores de um Vetor .............................................122
7.4 Paralelismo de dois vetores.................................................................................123
7.5 Ortogonalidade de dois vetores ...........................................................................125
Lista 5 de Atividades ............................................................................................125
Atividade Complementar.......................................................................................126
Bibliografia ................................................................................................................127
1 Introdução: Retas e Segmentos Orientados
ara compreender o conceito de vetores vamos rever alguns conceitos básicos de reta
orientada e segmentos:

1.1 Reta Orientada: Eixo

Uma reta r é orientada quando fixa nela um sentido de percurso, considerado positivo e
indicado por uma seta.
r




O sentido oposto é negativo. Uma reta orientada é denominada de eixo.

1.2 Segmento Orientado

Um segmento orientado é determinado por um par ordenado de pontos. O primeiro é
chamado origem do segmento, o segundo chamado extremidade. O segmento orientado
de origem A e extremidade B é representado por AB e, é geometricamente, indicado
por uma seta que caracteriza visualmente o sentido do segmento.


1.3 Medida de um Segmento

Fixada uma unidade de comprimento, cada segmento orientado pode-se associar um
número real, não negativo, que é a medida do segmento em relação aquela unidade. A
medida do segmento orientado é o seu comprimento ou seu módulo. O comprimento do
segmento AB é indicado por AB .
Assim, o comprimento do segmento AB representado na figura abaixo é de 5 unidades de
comprimento (u.c.):
AB = 5 u.c.

Observe que: Os segmentos podem ser também, nulos ou opostos:

• Segmento Nulo: Quando a extremidade do segmento coincide com a origem. Os
segmentos nulos têm comprimento igual a zero.

P
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• Segmentos Opostos: Se AB é um segmento orientado, o segmento orientado BA é
oposto de AB. Note que, a medida dos segmentos opostos é a mesma, AB = BA.


1.4 Direção e Sentido do segmento orientado

Dois segmentos orientados não nulos AB e CD têm a mesma direção se, as retas
suportes desses segmentos, são paralelas ou coincidentes.

Retas paralelas: segmentos com mesma
direção e sentido
Retas paralelas: segmentos com mesma
direção e sentido contrário



Retas coincidentes: segmentos com mesma
direção e sentido
Retas coincidentes: segmentos com mesma
direção e sentido contrário

Observações:

• Podemos comparar os sentidos de dois segmentos orientados somente quando
eles têm mesma direção.
• Dois segmentos orientados opostos têm sentidos contrários.

1.5 Segmentos Eqüipolentes

Dois segmentos orientados AB e CD são eqüipolentes quando têm a mesma direção, o
mesmo sentido e o mesmo comprimento.

Se os segmentos orientados AB e CD não pertencem à mesma reta. Para que AB seja
eqüipolente a CD é necessário que AB//CD (// significa paralelos) e AC//BD, isto é,
ABCD deve ser um paralelogramo.




Observações:
• Dois segmentos nulos são sempre eqüipolentes.
• A eqüipolência dos segmentos AB e CD é representada por AB ~ CD.

Propriedades da Eqüipolência
(1) AB ~ AB (reflexiva).
(2) Se AB ~ CD, CD ~ AB (simétrica).
(3) Se AB ~ CD e CD ~ EF, AB ~ EF (transitiva).
(4) Dado o segmento orientado AB e um ponto C, existe um único ponto D tal que
AB~CD.



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Fig.1
2 Vetores: Definições

2.1 Grandezas Escalares e Vetoriais

xistem dois tipos de grandezas: as escalares e as vetoriais.
As grandezas escalares são determinadas por um valor (número) e uma unidade.
Exemplo: comprimento, área, volume, etc. Quando afirmamos que a altura de um
quadro é de 1,5 m ou que o volume da caixa é de 20 dm
3
estamos determinando a grandeza
escalar. Em várias aplicações físicas, por exemplo, existem determinadas grandezas, como
temperatura e pressão, que possuem somente “magnitude” e podem ser representadas por
números reais (grandezas escalares).
Entretanto, existem outras grandezas, como força, velocidade, aceleração, deslocamento
e impulso que, para serem completamente identificadas, precisam, além da “magnitude”
(módulo), da “direção” e do “sentido”. Estes são exemplos grandezas vetoriais ou vetores.

Definição 1: Vetores são grandezas que, para serem identificadas, precisam da
magnitude, da direção e do sentido.
Assim, um vetor tem três características: módulo (ou magnitude), direção e sentido.
• A direção é dada pela reta que contém o segmento.
• O sentido é dado pelo sentido do movimento do segmento.
• A magnitude (ou módulo) é o comprimento do segmento. Indicamos por duas
barras verticais: |v| (Lê-se: módulo de v)

A representação geométrica de um vetor é um segmento orientado de reta: AB, CD, ...


Definição 2: Vetor é um conjunto de todos os segmentos orientados
eqüipolentes
3
a um segmento AB ou seja, com mesma direção, comprimento e
sentido.

Note que neste conceito, desconsideramos a idéia de grandezas
vetoriais e o vetor é compreendido a partir de um segmento
orientado
4
. Onde, dois ou mais segmentos orientados de mesmo
comprimento, mesma direção (são paralelos ou colineares) e mesmo
sentido são representantes de um mesmo vetor v. (Fig.1)

Na Figura 2, os vetores u e v são iguais (eqüipolentes) e
representam um mesmo vetor. Idem para os vetores x e w. O mesmo
não ocorre com os vetores s, t e m, n. Todos têm o mesmo comprimento,
mas não tem a mesma direção e sentido.

3
Equivalentes.
4
Um segmento está orientado quando nele se escolhe um sentido de percurso, considerado positivo.
E
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Fig.2
Note que:
• Os vetores u e v têm a mesma direção e o mesmo sentido.
• Os vetores w e x têm a mesma direção e o mesmo sentido.
• Os vetores s e t têm a mesma direção e sentidos contrários.
• Os vetores m e n têm diferente direção.
Observe que, vetores paralelos têm a mesma direção e que cada direção pode ser associada a
dois sentidos: sentidos iguais ou sentidos contrários.

Definição 3: Um vetor é um conjunto de números que pode ser escrito como v = (v
1
,
v
2
,..., v
n
). O vetor v é um vetor de dimensão n, ou seja, têm n elementos (escalares).

Esta lista ordenada de n escalares pode ser representada na forma de linha
v = (v
1
, v
2
, v
3
,.... v
n
) ou em forma de coluna (matriz):
v =
(
(
(
(
¸
(

¸

n
v
v
v
...
2
1

O termo escalar é usado com o significado de um número real. Os escalares v
1
, v
2
,
v
3
,..., v
n
são chamados de coordenadas ou componentes do vetor v.
Vetores são geralmente representados por letras minúsculas em negrito (v), e seus
elementos são geralmente representados em letras minúsculas com um subscrito (v
i
). A
letra usada para os elementos é normalmente a mesma letra utilizada para o vetor. O
subscrito representa o índice do elemento do vetor. Por exemplo, v
2
é o segundo
elemento do vetor. A notação v
i
indica o i-ésimo elemento do vetor.

Note que: Podemos representar um vetor de duas formas:
(1) Geometricamente: vetor é um segmento de reta orientada.



(2) Algebricamente: vetor é um par ordenado (plano) ou uma terna ordenada
(espaço tridimensional) ou ainda uma n-úpla ordenada (espaço n-dimensional)
de números reais.
2
2 1
) , ( IR x x v ∈ =
3
3 2 1
) , , ( IR x x x v ∈ =
4
4 3 2 1
) , , , ( IR x x x x v ∈ =
.....................................
n
n
IR x x x x x v ∈ = ) ,... , , , (
4 3 2 1


• Somente os vetores em R
2
e R
3
podem ser representados geometricamente.
• Em geral, consideramos apenas os segmentos orientados como ponto inicial na
origem (0,0) ou (0,0,0), denominados “vetores do plano” e “vetores no espaço”.
É importante notar que os vetores no plano e no espaço são determinados
exclusivamente pelo seu ponto final, pois o ponto inicial é fixo na origem.
B
A
Indica-se por v = AB
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Exemplo 1: Uma fábrica produz 4 tipos diferentes de artigos. Numa semana são vendidas 300
unidades do artigo A, 400 unidades do artigo B, 200 unidades do artigo C e 250 unidades do
artigo D. Os preços de venda por unidade de artigo são, respectivamente, R$ 25,00, R$ 32,00,
R$ 12,00 e R$ 41,00.
A quantidade total dos artigos, na ordem A, B, C e D, vendidos numa semana, pode ser
representada pelo vetor q = (300, 400, 200, 250) e, o vetor p = (25, 32, 12, 41) indica o
preço (em reais, R$) de venda por unidade de artigos, na ordem dada.

Exemplo 2: O vetor u = (2,3,4) tem dimensão 3, então dizemos que v ∈ R
3
; O vetor v =
(2,3,4,-3,5) tem dimensão 5, então dizemos que v ∈ R
5
; Os vetores w = ( 1, 3, 3 , -4) e z =
( -3, 5, -1, 0) têm quatro componentes e portanto são vetores do R
4
.

2.2 Proposições: Vetores opostos, nulos, iguais, colineares e livres

Proposição 1: Dado um vetor v= AB, o vetor BA é o
oposto de AB e indicamos por (- AB) ou (-v). Todo vetor v não nulo,
tem um vetor oposto (-v)=(-v
1
,-v
2
) com mesmo módulo e mesma
direção, porém com sentido contrário.
Exemplo: Se u=(2,-4), então –u=(-2,4)

Proposição 2: Se todas as componentes do vetor são nulas, o vetor é dito nulo
5

ou vetor zero indicado por 0 = (0,0,0,...,0).
Proposição 3: Dois ou mais segmentos orientados
representam o mesmo vetor (vetores iguais) se têm o mesmo
comprimento, mesma direção e mesmo sentido, independente de ter
ou não, origens em pontos diferentes.
Por exemplo, num paralelogramo ABCD, os segmentos orientados AB e CD determinam o
mesmo vetor v, onde v CD AB = =
O ponto A é denominado ponto inicial ou origem do vetor
v e o ponto B é denominado ponto final ou extremidade
do vetor. Idem para os pontos C e D. Assim, cada ponto
do espaço pode ser considerado como origem de um
segmento orientado que é representante do vetor v.
O vetor v é chamado vetor livre porque o segmento que o representa pode ter sua origem
colocada em qualquer ponto do plano.

Algebricamente, dois vetores são iguais (ou eqüipolentes), se todas as componentes do
vetor são iguais. Assim, u = (x
1
, y
1
) e v = (x
2
, y
2
) são iguais se, e somente se x
1
= x
2
e y
1
= y
2

e escreve-se u=v.

Exemplo 1: Os vetores u= (3,5) e v = (a, 5) são iguais se a = 3.

Exemplo 2: Determinar o valor de x e y para u=v, com u=(x+1, 4) e v=(5, 3y-8).
Resolução: Devemos fazer x+1 = 5 e 3y – 8 = 4 e obtemos x = 4 e y = 4.

5
Vetor nulo: Os segmentos nulos, por serem eqüipolentes entre si, determinam um único vetor, chamado vetor
nulo ou vetor zero, e que é indicado por 0 ou v=0 = (0,0,0,...,0). É o vetor cuja origem coincide com a
extremidade, não tem direção e sentido definidos. Segundo Winterle (2000) o vetor nulo é considerado paralelo a
qualquer vetor. Em IR
2
e IR
3
, o vetor nulo indica a origem do sistema plano e espacial, respectivamente.
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A B
C
F E
H G
D
Proposição 4: Dois vetores

u e

v com a mesma direção são chamados de
vetores colineares ou paralelos. Assim,

u e

v são colineares se tiverem representantes
AB e CD pertencentes a uma mesma reta ou em retas paralelas.


Proposição 5: Dois vetores

u e

v ou mais, são vetores coplanares se
pertencerem a um mesmo plano π.







Fig.(a):

v ,

u e

w são coplanares














Fig.(b):

v ,

u e

w são coplanares Fig.(c):

v ,

u e

w não são coplanares


Exemplo
6

Observe o paralelepípedo retângulo:
Podemos afirmar que:
(a) BF DH =
(b) FG AB, e EG são coplanares
(c) AE e BF são colineares
(d) AB é ortogonal ao plano BCG
(e) DC é paralelo ao plano HEF




WINTERLE, 2000, p.6
Importante: dois vetores

v e

u quaisquer são
sempre coplanares, pois podemos sempre tomar
um ponto no espaço e, com origem nele, imaginar os
dois representantes de

v e

u pertencendo a um
plano π que passa por esse ponto.
Três vetores poderão ser coplanares ou não (Fig c).
π
α

u

v


w

w

u

v
π
π

v

w

u
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A
AAg
ggo
oor
rra
aa,
,, t
tte
een
nnt
tte
ee v
vvo
ooc
ccê
êê!
!! Resolva as atividades
Lista 1 de Atividades
7


1. A figura abaixo é constituída de nove quadrados congruentes (do mesmo tamanho).
Verifique se as igualdades são verdadeiras. Analise e justifique.

a) AB = OF
b) AM = PH
c) BC = OP
d) BL = - MC
e) DE = - ED
f) AO = MG
g) KN = FI
h) AC // HI
i) JO // LD
j) AJ // FG
k) AB ⊥ EG
l) AM ⊥ BL
m) PE ⊥ EC
n) PN ⊥ NB
o) PN ⊥ AM
p) AC = FP


2. A partir do paralelepípedo retângulo podemos afirmar que:




a) AB = -HG
b) AB ⊥ CG
c) AF ⊥ BC
d) AC=HF
e) AG=DF
f) BG // ED

g) AB, BC e CG são coplanares.
h) AB, BG e CF são coplanares.
i) AB é ortogonal ao plano BCG
j) DC é paralelo ao plano HEF
k) AC, DB e FG são coplanares.

3) Encontre se possível os valores de x e y tais que:
a) (2,x,1,3) = (2,5,y,3) c) (1,x,-3) = (2,3)
b) (1,2x-12) = (1,-5) d) (x,x+y) = (y-2,6)

4) Determine os valores de x e y, de forma que os vetores sejam iguais.
(a) (4x-5, 7) = (2x – 4, y+
2
13
)
(b) (x
2
– 5x + 4, 2x – 2) = (0, 6)
(c) ( x , 7) = (2, 3y-5) (d) ( x , 2x+5) = (4, 5x-1)

Respostas:
1) São verdadeiros: a, b, d, e, f, h, j, k, l, n, o e p. São falsos, c, g, i, m; 2) As afirmações são verdadeiras, exceto (a),
(c), (g) e (h); 3a) x=5 e y=1; b) x = 7/2; c) Não ∃ solução pois os vetores pertencem a dimensões diferentes; d) x=2
e y=4; 4a) x = y= 0,5; b) x = 4; c) x = 4 = y; d) não existe x


3 Vetores no Plano e Vetores no Espaço


estudo dos vetores em geral é relacionado a sua representação geométrica que se
caracteriza num segmento de reta orientado como vimos até aqui. Mas, há outra forma
de representá-los. Assim, vamos estudar os segmentos orientados relacionados com os
sistemas de eixos cartesianos do plano (R
2
) e do espaço (R
3
).
3.1 Expressão analítica de um vetor no plano (R
2
)

O conjunto R
2
= R x R = {(x,y), ∀ x, y ∈ R} é interpretado
geometricamente como sendo o plano xOy do sistema cartesiano
ortogonal. É o conjunto formado por todos os vetores com duas
coordenadas reais x e y. Vetores que pertencem ao R² são conhecidos
como pares ordenados de números reais. Geometricamente, todo

7
(WINTERLE, 2000, p.6)
O
A B
C
F E
H G
D
paralelos
perpendiculares
módulo
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vetor v= AB desse plano, tem sempre um representante equivalente OP, cuja origem é a
origem do sistema cartesiano (0,0).

No estudo algébrico dos vetores, utiliza-se em geral, os vetores v=OP, ditos vetores no
plano e que são vetores definidos por um ponto extremo do segmento com origem no
ponto (0,0).

Exemplo 1: Representação no plano do vetor v e do ponto P(x,y). Todo ponto P(x,y) do
plano, está associado a um único vetor v = OP com v = (x, y)
sendo x e y as coordenadas de P e as componentes do vetor v,
também denominadas de coordenadas do vetor.

Exemplo 2: Representação no plano cartesiano do vetor v = (3,2) ∈
R
2
. Note que, v = (3, 2) ou v =
(
¸
(

¸

2
3
∈ R², são formas de
representação do vetor v.

OBS: Na Geometria Analítica analisa-se o vetor e sua representação a partir de uma base
} , { j i = {(1,0), (0,1)} onde é estabelecida a correspondência biunívoca entre vetores no plano
e os pares ordenados (x, y) de números reais.

Nestas condições, a cada vetor v do plano pode-se associar um par (x, y) de números reais
que são suas componentes na base dada, razão porque se define:

Vetor no plano é um par ordenado (x,y) de números reais e se representam por
) , ( y x v = que é a expressão analítica de v. A primeira componente x é chamada
abscissa e a segunda y, ordenada.

Exemplo 3: Podemos escrever v = (3,-5) ou v = 3i-5j. Veja outros exemplos:

) 0 , 0 ( 0
) 1 , 0 (
) 0 , 1 (
) 0 , 10 ( 10
) 3 , 0 ( 3
) 1 , 1 (
=
=
=
¦
¦
)
¦
¦
`
¹
− = → − =
= → =
− = → + − =
j
i
mente Particular
v i v
v j v
v j i v

Desta forma, o plano pode ser compreendido como um conjunto de pontos ou um conjunto de
vetores.
3.2 Vetor Definido por Dois Pontos: Vetor Livre

númeras vezes um vetor é representado por um segmento orientado que não parte da
origem do sistema. Nestes casos, temos os vetores livres.
Por exemplo, consideramos o vetor AB de origem no ponto A(x
1
, y
1
) e extremidade em
B(x
2
,y
2
). O vetor AB é um vetor livre.

Como, já se afirmou anteriormente, no estudo algébrico dos vetores, utiliza-se em geral, os
vetores definidos por um ponto que é o extremo do segmento com origem no ponto (0,0).

A partir de um vetor livre v = AB podemos encontrar o seu vetor equivalente, definido por um
ponto, que parte da origem do sistema (0,0). Para isso, fazemos:
A B AB − =
) , ( ) , (
1 1 2 2
y x y x AB − =
I
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) , (
1 2 1 2
y y x x AB − − = = v (vetor definido por um ponto)

Representação Geométrica
Vetor Livre Vetor definido por um ponto extremo com
origem em (0,0).


Exemplo 1: Para A = (-3,2) e B = (-1,4). O
segmento AB é um vetor livre.

Fazendo AB = B-A
= (-3,2)-(-1,4)
= (-3+1,2-4)
= (-1, -2) = v
O vetor v = (-1,-2) é equivalente ao vetor livre
AB e parte da origem (0,0) do sistema.


Assim, obtemos um vetor v a partir do vetor livre AB, subtraindo as coordenadas do ponto B
das coordenadas do ponto A, ou seja, v = B-A. O vetor v encontrado representa o mesmo
vetor AB. É importante lembrar que um vetor tem infinitas representações que são os
segmentos orientadores com mesmo comprimento, direção e sentido. Entretanto, dentre estas
infinitas representações, o que melhor caracteriza o vetor é aquele que
tem sua origem no ponto O (0,0) e extremidade em P(x,y).

Exemplo 2: Dados os pontos A=(0,1) e B=(1,2), determine o vetor v que
parte da origem e é equivalente ao vetor livre AB .
Resolução: v = AB = B – A = (1,2) – (0,1) = (1, 1)

3.3 Expressão analítica de um vetor no espaço (R
3
)

a Geometria Analítica analisa-se o vetor e sua representação a partir de uma base
8

} , {
→ →
j i = {(1,0), (0,1)} quando os vetores são vetores do plano e a partir de uma base
canônica representada por } , , {
→ → →
k j i = {(1,0,0), (0,1,0), (0,0,1)}quando os vetores são
vetores do espaço, onde é estabelecida a correspondência biunívoca entre vetores no espaço
com o vetor (x, y,z) de números reais.

8
Você sabia que: No plano R
2
qualquer conjunto {v1, v2} de dois vetores, não colineares, é uma base. E, todo vetor v
deste plano é combinação linear dos vetores da base, isto é, sempre existem os números a1 e a2 reais tais que v = a1
v1 + a2 v2. No espaço R
3
qualquer conjunto {v1, v2, v3} de vetores não coplanares é uma base. Assim, sempre existem
números reais a1, a2 e a3 tais que: v = a1 v1 + a2 v2 + a3 v3 onde a1, a2 e a3 são componentes de v em relação à base
considerada. Todo espaço tem infinitas bases e uma base canônica. Por exemplo, em R
3
a base canônica é {(1,0,0),
(0,1,0), (0,0,1)}.
N
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Consideremos estes três vetores representados com
origem no mesmo ponto O e por este ponto três retas
como mostra a figura abaixo.
A reta com a direção do vetor i é o eixo dos x
(abscissa), a reta com direção do vetor j é o eixo do
y (ordenada) e a reta com a direção do vetor K é o
eixo dos z (das cotas: significa altura no espaço). As
setas indicam o sentido positivo de cada eixo, que são
chamados eixos coordenados.

Cada dupla de eixos determina um plano coordenado. Portanto, temos três planos
coordenados: o plano xy, xz ou yz. As figuras abaixo dão uma idéia dos planos.















Estes três planos se interceptam segundo os três eixos dividindo o espaço em oito regiões.













A cada ponto do espaço vai correspondendo uma terna (a,b,c) de números reais, chamadas
coordenadas de P. Exemplo 1: Observe a projeção do ponto P(2,4,3) no espaço.











Escrevemos v=xi+yj+zk, onde x, y, z são os componentes de v na base canônica
{i, j, k} e v = (x, y, z) é a expressão analítica de v.
Assim, se v = 2i+4j+3k indicamos v = (2, 4, 3)

y

z
0
z
x
y
0
z
x
y
V
0
A B
C
D E
F
P
Com base nesta figura, temos:
A (2,0,0) → x = 2, y = 0, z = 0
B (2,4,0) → x = 2, y = 4, z = 0
C (0,4,0) → x = 0, y = 4, z = 0
D (0,4,3) → x = 0, y = 4, z = 3
E (0,0,3) → x = 0, y = 0, z = 3
F (2,0,3) → x = 2, y = 0, z = 3
P (2,4,3) → x = 2, y = 4, z = 3
XZ
z
x
y
x
YZ

y
y
z
XY
y
x
z
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Portanto:
O conjunto R
3
= R x R x R = {(x, y, z) ∀ x, y, z ∈ R} é interpretado geometricamente como
sendo o espaço tridimensional 0xyz, onde P(x,y,z) é o ponto associado ao único vetor v =
OP = (x,y,z) e as coordenadas x, y e z, de P são as componentes de v. A Fig.(a) representa
o ponto P = (x,y,z) ∈ R
3
e a Fig. (b) representa o vetor v = (x,y,z) ∈ R
3
.


Fig.(a): Representação
geométrica do ponto P, no plano
tri-dimensional
Fig.(a): Representação
geométrica do ponto P, no plano
tri-dimensional
Fig.(b): Representação
geométrica do vetor v, no plano
tri-dimensional

Exemplo 2: Representação geometricamente o vetor v = (1,2,3) e P = (4,-2,3) .



















Exemplo 3: Representação dos vetores no espaço, sendo:
u =

A(-1,4,3), v =

B (5,-2,3) e w =

C (-3,-5,4).

















C (-3,-5,4)


A
y
z
0
- x
z
-y
B
x
- z
yz
xz
- y
xy - x
c
C
y
x
z
v = (1,2,3 ) = OP
(0,2,0)
(0,0,3)
(1,0,0)
v
0
u=

A(-1,4,3)
v=

B (5,-2,3)
0
0
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A
AAg
ggo
oor
rra
aa,
,, t
tte
een
nnt
tte
ee v
vvo
ooc
ccê
êê!
!! Resolva as atividades
Lista 2 de Atividades
9


1) Dê as coordenadas dos pontos:

(a) A = _______________
(b) B = _______________
(c) C = _______________
(d) D = _______________
(e) E = _______________
(f) F = _______________
(g) O = _______________
(h) P = _______________


2) Represente no plano e/ou no espaço tridimensional os vetores:
(a) u = -i-2j (b) w = (5, -3) (c) s = (-2, 4)
(d) v = i+2j+5k (e) t = (1, 4, 3) (f) r = (-3, 2, 5)
(g) m = (3, -2, 6) (h) n = (1, 3,-4) (i) j = -2i+3j-4k

3) Inúmeras vezes um vetor é representado por um segmento orientando AB que não parte da
origem do sistema cartesiano. Considere os segmentos orientados AB e CD com A = (-1,2) e B
= (2,-3), C = (1, 3, 5) e D = (-1, 2, -4). Assim:
(a) Encontre o vetor u, definido por um ponto, eqüipolente ao segmento orientado AB;
(b) Encontre o vetor v, definido por um ponto, eqüipolente ao segmento orientado CD;
(c) Represente geometricamente o segmento AB e o vetor u. Analise o resultado e
comente o que você observou.
Respostas parciais: (1a) A=(4,0,0); © C = (0,0,3); (e) E (4,-2,0); (g) O=(0,0,0); 3) a) u=(3,-5); b) v=(-2,-1,-9); c)
AB é equivalente ao vetor u. São eqüipolentes porque tem a mesma direção, sentido e magnitude (módulo). AB é
vetor livre e u tem origem no sistema (xOy).

4 Operações com Vetores

4.1 Adição e Subtração de Vetores

lgebricamente a adição de dois vetores se define pela adição de seus componentes
(coordenadas), um a um. Por sua vez, a diferença de dois vetores se define pela
adição do primeiro vetor pelo oposto do segundo vetor.

Observe que: Dois vetores podem ser adicionados se e somente se eles tiverem a mesma
dimensão. Para somar dois vetores, basta somar individualmente cada elemento deles. O vetor
resultante será da mesma dimensão dos vetores originais. Simbolicamente, temos que, se v =
u+ w, então vi = ui + wi, para todo i.

Assim, para os vetores u e v de R
2
com u = (x
1
,y
1
), v = (x
2
,y
2
) temos:

u + v = (x
1
+ x
2
, y
1
+ y
2
) e u + (-v) = (x
1
- x
2
, y
1
- y
2
)

Se u e v são vetores de R
n
com u = (x
1
,x
2
,x
3
, ....,x
n
), v = (y
1
,y
2
,y
3
, ....,y
n
) temos:

u + v = (x
1
+ y
1
, x
2
+ y
2
, ... , x
n
+ y
n
)

Exemplo 1: Se u = (1, 7) e v = (2, 5) então:
(a) u + v = (1+2, 7+5) = (3, 12) e
(b) u – v = u + (-v) = (1,7) + (-2,-5) = (1-2, 7-5) = (-1,2).

9
(WINTERLE, 2000, p.6)
A
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Exemplo 2: Se u = (1, 7, 3), v = (-1,4,6) e w = (2, 5, 4, -1) então:
(a) u + v = (1-1, 7+4, 3+6) = (0, 11, 9)
(b) u – v = u + (-v) = (1,7,3) + (1, -4, -6) = (2, 3, -3)
(c) u + w? Não é possível computar u + w, nem v + w porque u e v são de 3ª
dimensão e w é de 4ª dimensão.

4.2 Multiplicação de escalar por um vetor

A multiplicação de um escalar por um vetor se define pelo produto do escalar (número) por
cada componente do vetor. Ou seja, um vetor pode ser multiplicado por um escalar,
multiplicando-se cada elementos do vetor por este escalar. Assim, para o vetor u de R
n
com u
= (x
1
,x
2
, ..., x
n
) e k ∈ R (k escalar) temos:

ku = k(x
1
,x
2
, ..., x
n
) = (kx
1
,kx
2
, ..., kx
n
)

Exemplo 1: Se u = (1, 7) e v = (2, 5), vetores de R
2
então para k = 5, temos:
(a) ku = 5(1, 7) = (5.1, 5.7) = (5, 35) e
(b) kv = 5(2, 5) = (5.2, 5.5) = (10, 25).

Exemplo 2: Se u = (1, 7, 8,-1) e v = (2, 5, 0, 0), vetores de R
4
então para k = -2, temos:
(a) ku = -2(1, 7, 8, -1) = (-2, -14, -16, 2)
(b) kv = -2(2, 5, 0, 0) = (-4, -10, 0, 0)
(c) ku + kv = k(u+v) = -2(u+v) = -2(3,12,8,-1) = (-6, -24, -16, 2)

Exemplo 3: Sejam u = (2,3,4,5) e v = (2,1,0,2) vetores de R
4
então, temos que:
(a) u + v = (4, 4, 4, 7)
(b) u – v = (0, 2, 4, 3)
(c) 3u – 2v = (6, 9, 12, 15) – (4, 2, 0, 4) = (2, 7, 12, 11)

Exemplo 4: Dados os pontos A(0,1,-1) e B(1,2,-1) e os vetores u = (-2,-1,1), v= (3,0,-1) e w
= (-2,2, 2). Verificar se existe números a
1
, a
2
e a
3
tais que w=a
1
AB+a
2
u+a
3
v.
Resolução:
AB = B – A ⇒ ⇒⇒ ⇒ (1, 2, -1) – (0, 1, -1) = (1, 1, 0)
w = a
1
AB + a
2
u + a
3
v.
(-2,2,2) = a
1
(1, 1, 0) + a
2
(-2,-1,1)+ a
3
(3,0,-1)
Aplicando as operações de produto de escalar por vetor, soma de vetores e
igualdade de vetores, encontramos como resposta:
a
1
= 3; a
2
= 1; a
3
= -1
Portanto, w = a
1
AB + a
2
u + a
3
v para a
1
= 3, a
2
= 1 e a
3
= -1

Propriedades dos vetores

Para qualquer vetor u, v e w vetores de R
2
(podemos generalizar para R
n
) e k, k′∈ R (k é um
escalar = número real), temos:

(i) u + v = v + u (comutativa) (ii) (k + k′ ) u = k u + k′ u
(iii) (u+v )+w = u+(v+w) (associativa) (iv) k (u + v ) = k u + k v
(v) u + 0 = 0 + u = u (elemento neutro) (vi) k (k′ .u) = (k k′ ) .u
(vii) u + (-u) = 0

(elemento simétrico) (viii) 1.u = u; -1.u = -u e 0.u = 0.

Obs A igualdade de vetores é definida igualmente para R
2
, R
2
, ..., como já vimos: Assim,
por exemplo, os vetores u = (8,b,-2) e v= (8,5,a) são iguais se a=-2 e b= 5.
Se u = ( x – y, x + y, z – 1) e v = ( 4, 2, 3 ), podemos afirmar que:
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u = v ⇔
¦
¹
¦
´
¦
=
− =
=

¦
¹
¦
´
¦
+ =
= −
= −

¦
¹
¦
´
¦
= −
= +
= −
4
1
3
1 3
2 2 0
4
3 1
2
4
z
y
x
z
y x
y x
z
y x
y x
⇔ Portanto, u = v se x = 3, y = -1 e z =4.

Importante: Quando o vetor v estiver representado por v = a
1
v
1
+ a
2
v
2
, dizemos
que v é combinação linear v
1
e v
2
. O par de vetores v
1
e v
2
não
colineares são chamados de base do plano. Veja mais sobre isso, nas
aplicações de adição de vetores e multiplicação por escalar.
4.3 Análise Geométrica da Adição de Vetores e Multiplicação por Escalar
A adição de dois vetores

v e

u é analisada, geometricamente, a partir dos segmentos que
contém os vetores. Este movimento se caracteriza por decomposição de vetores no plano.

ecomposição de vetores no plano: Dados dois vetores v
1
e v
2
não
colineares, qualquer vetor v (coplanar com v
1
e v
2
) pode ser decomposto
segundo as direções de v
1
e v
2
. O problema consiste em determinar dois
vetores cujas direções sejam as de v
1
e v
2
e cuja soma seja v. Em outras palavras,
buscam-se determinar dois números reais a
1
e a
2
tais que:
2 2 1 1
v a v a v + =
1º caso A ADIÇÃO DOS DOIS VETORES

v e

u representados pelos segmentos
orientados AB e BC se definem pelo vetor resultante

s representado pelo segmento
AC .
Regra do polígono ou triangulação: Ligam-se os vetores, origem com extremidade
por deslocamento. O vetor soma (ou vetor resultante) é aquele que tem origem, na
origem do 1º vetor e extremidade, na extremidade do último vetor.
Assim, os pontos A e C determinam um vetor que é a soma dos vetores

u e

v onde:
B


v

u


s

A C
Exemplo 1:

s =

u +

v ou

u +

v = AC ou
AB + BC = AC

Exemplo 2:

s =

u +

v

Exemplo 3:

s =

u +

v ou

u +

v = AC ou
AB + BC = AC
Na SUBTRAÇÃO DE VETORES, adicionamos um deles ao oposto do outro:

s =

u -

v .
Vetores u e v Adição de vetores u+v Subtração u+(-v)
D
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2º caso A adição dos dois vetores

v e

u paralelos (

v ⁄ ⁄

u):

A adição de vetores representados por segmentos paralelos
10
orientados AB e BC se
define da mesma forma anterior, pelo vetor resultante

s, representado pelo segmento
AC .
Assim, os pontos A e C determinam um vetor que é, por definição, a soma dos vetores

u e

v onde, para

s =

u +

v .

Exemplo 1: Na figura (a), temos a resultante

s de vetores

u e

v com o mesmo
sentido e na figura (b), temos a resultante

s de vetores

u e

v com o sentido
contrário (equivale a s = u - v).

Vetores

u e

v Adição de vetores

s =

u +

v Subtração

s =

u + (-

v )



Fig.(a) Fig.(b)
3º caso A adição dos dois vetores

v e

u não paralelos pode ocorrer a partir do
deslocamento dos vetores para uma mesma origem A. Assim, representa-se o vetor

v
= AB e o vetor

u = AD .

Regra do paralelogramo: A partir da origem A, projetamos um vetor no extremo do
outro (mesma direção e mesmo sentido). Assim, construímos o paralelogramo ABCD.

Exemplo 1: (Figuras c, d) O segmento orientado de origem em A que equivale à
diagonal do paralelogramo, é o vetor resultante

s=

u +

v . A diagonal secundária do
paralelogramo equivale a resultante da diferença entre os vetores, ou seja,

s=

u -

v .

Adição de vetores

s =

u +

v Subtração

s =

u + (-

v )

10
Quando os segmentos têm a mesma direção – sobre as mesmas retas ou paralelas
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Fig (c)
u+v é a diagonal principal do
paralelogramo ABCD.
Fig (d)
u+v →diagonal principal do paralelogramo
u-v →diagonal secundária


Exemplo 2

Vetores

u e

v Adição

s =

u +

v Subtração

s =

u -

v




4º caso A adição dos três vetores ou mais ocorre de forma análoga aos casos
anteriores. No caso particular da extremidade do representante do último vetor
coincidir com a origem do representante do primeiro a soma deles será o vetor zero
ou nulo.

Exemplo de adição de três ou mais vetores livres



Exemplo 1


s =

u +

v +

w



Exemplo 2


s =

u +

v +

w


Exemplo 3


s =

u +

v +

w +

t =

0

Exemplo de adição de vetores que partem de uma origem: Situação comparativa de
soma com dois e com três vetores

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Exemplo 1


s =

u +

v

Exemplo 2


s =

u +

v +

w


eometricamente, o PRODUTO DE UM ESCALAR POR UM VETOR, é
representado por um novo vetor que se expande, contrai ou inverte o sentido,
conforme o valor de k. O produto de um número real k por um vetor v, resulta em
um vetor s com sentido igual ao de v se k for positivo ou sentido oposto ao de v se k for
negativo. O módulo do vetor s é igual a k x |v|.










1º caso Se k = 0 ou v = 0, então o vetor kv = 0.
Exemplo: Para u = (1,2) e k = 0 temos ku = 0.u= (0.1,0.2) = (0,0).

2º caso Se k= -1, o vetor (-1)v é o oposto de v.
Exemplo: Para u=(1,2) e k=-1 temos ku=(-1).u=(-1.1, -1.2)
= (-1, -2)

3º caso Se k > 0, então (k.v) permanece com o mesmo sentido de v, se
k < 0, kv tem sentido contrário de v.

Exemplos:
Para u = (1,2) e k = 2 temos
ku = 2u = (2.1, 2.2) = (2, 4)
Para u = (1,2) e k = -2 temos
ku = -2u= (-2,-4).



Exemplos Complementares
Exemplo 1: Dados os vetores u=(4,1) e v = (2, 3). Determinar geometricamente e
algebricamente as resultantes de u+v e 2u.

G
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Resolvendo:
• u+v = (4,1) + (2,3) = (6, 4) e • 2 u = 2 (4,1) = (8,2).


Representação geométrica de u+v Representação geométrica de 2u

Exemplo 2: Consideremos os vetores de R
2
definidos em u = (1,2) e v = (3,-3). Determine,
algébrica e geometricamente, as resultantes:
(a)

s =

u +

v ; (b)

s =

u -

v ; (c)

s =

v -

u

Resolução: Algebricamente
(a)

s =

u +

v
= (1,2) + (3,-3)
= (1+3, 2-3)
= (4, -1).
(b)

s =

u -

v
= (1,2) - (3,-3)
= (1-3, 2+3)
= (-2, 5)

(c)

s =

v -

u
= (3,-3) - (1,2)
= (3-1,-3-2)
= (2, -5)

Geometricamente (a)

Geometricamente (b)

Geometricamente (c)






Exemplo 3: Dados os vetores u, v e w, de acordo com a figura, construir graficamente o vetor

s = 2u - 3v+ 1/2w

Resolução: Vetores Resultante s = 2u - 3v+ 1/2w
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Exemplo 4: Efetuar as operações com os vetores sabendo que u = (
5
3
,
3
1
− ) e v= (
5
2
,
3
1
).
u+v = (
5
2
5
3
,
3
1
3
1
+ − + ) = (
5
1
,
3
2
− )
15u = 15 (
5
3
,
3
1
− ) = (5, -9)

4
3
− v -
3
1
u =
4
3
− (
5
2
,
3
1
) -
3
1
(
5
3
,
3
1
− ) =(
10
3
,
4
1
− − ) + (
5
1
,
9
1
− ) =(
10
1
,
36
13
− − )


Exemplo 5: Para u = (-2,2) e v = (3,2) represente no plano u+v, 2u e u + (-v).



u + v = (-2,2) + (3,2) = (-2+3, 2+2) = (1,4) 2u = 2(-2,2) = (-4,4)






u +(-v) = (-2,2) – (3,2) = (-5,0)

Exemplo 6: Determinar o vetor w na igualdade 3w+2u=
2
1
v+w, sendo u=(3,-1) e v=(-2,4).
Resolvendo: 3w+2(3,-1)=
2
1
(-2,4)+w ⇔ 3w + (6,-2) = (-1,2) + w
3w –w = (-1,2) - (6,-2) ⇔ 2w = (-7, 4) ⇔ w = ( 2 ,
2
7 −
).
Exemplo 7: Encontrar os números a
1
e a
2
tais que V a U a W
2 1
+ = sendo
) 2 , 4 ( ... ).. 2 , 1 ( ), 8 , 1 ( − = = − = V e U W
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) 2 2 , 4 ( ) 8 , 1 (
) 2 , 4 ( ) 2 , ( ) 8 , 1 (
) 2 , 4 ( ) 2 , 1 ( ) 8 , 1 (
2 1 2 1
2 2 1 1
2 1
a a a a
a a a a
a a
− + = −
− + = −
− + = −


8 2 2
1 4
2 1
2 1
= −
− = +
a a
a a

1
3
2
1
2 1
− =
=
a
a
⇒ logo V U W − = 3

Note que: Ao trabalharmos geometricamente com a soma de vetores e a
multiplicação de escalar por vetores, operamos pela decomposição de vetores.
Em outras palavras, buscam-se determinar dois números reais a
1
e a
2
tais que:
2 2 1 1
v a v a v + =
Exemplo 1: Dados dois vetores v
1
e v
2
não colineares e v (arbitrário), a figura
mostra como é possível formar um paralelogramo em que os lados são
determinados pelos vetores
1 1
v a e
2 2
v a e, portanto, a soma deles é o vetor v, que
corresponde à diagonal desse paralelogramo:










Exemplo 2: Na figura seguinte os vetores v
1
e v
2
são
2 2
v a mantidos e
consideramos um outro vetor v.












4.4 Aplicações de Adição de Vetores e Multiplicação por Escalar

4.4.1: Combinação Linear de vetores

ejam u
1
, u
2
, ...,u
n
vetores do espaço vetorial V e a
1
, a
2
, ..., a
n
escalares de IR ou C.
Qualquer vetor u de V, escrito na forma u = a
1
u
1
+ a
2
u
2
+ ... + a
n
u
n
é uma
combinação linear dos vetores u
i
.
Exemplo 1: A operação 2(3,-4,5) + 3(-1,1-2) = (6,-8,10)+(-3,3,-6) = (3,-5,4) se
caracteriza como uma combinação linear. Neste caso, o vetor resultante (3,-5,4) é uma
combinação linear dos outros vetores adicionados e multiplicados pelos respectivos escalares;
Da mesma forma, o vetor u = (-1,-1,-3) é resultado da combinação linear dos vetores u
1
=
(3,2,-1) e u
2
= (4,3,2) porque u = u
1
- u
2
= (3,2,-1) - (4,3,2) = (-1,-1, -3).
Exemplo 2: Verifique se o vetor w=(1, 2) de IR
2
pode ser resultado da combinação linear dos
vetores u=(1,3) e v=(-1, 2).
S
v
1
-a
1
v
1
a
2
v
2
v
v
2
v = - a
1
v
1
+ a
2
v
2

2 2 1 1
v a v a v + =
v
1
v
2
1 1
v a
2 2
v a
2
v
1
v
v (arbitrário)
v
V
1

V
2

Nesta figura
a2 > 0 e a1 < 0
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n
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Resolução: Um vetor w é uma combinação linear de outros vetores u e v se e somente se,
existe solução para a equação matemática w = x.u + y.v ou, se existe valores reais para x e
y de modo que w = x.u + y.v
Assim, fazemos w= x.u + y.v. Substituindo w, u e v pelos seus respectivos valores, temos:
w = x (1,3) + y (-1,2)
(1,2) = x (1,3) + y (-1,2)
(1,2) = (x–y,3x+2y) ⇔
¹
´
¦
= +
= −
2 2 3
1
y x
y x

¹
´
¦
− = +
= −
1 5 0
1
y x
y x

¹
´
¦
=
=

5
1
5
4
y
x
.
Resposta: O sistema resultante da equação matemática w=x.u+y.v é consistente e
determinado. Assim, w é uma combinação linear de u e v e pode ser escrito como: w =
5
4
u +
5
1 −
v.
Exemplo 3: Verifique se os vetores u = (1,2,-1), v = (1,3,1) e w = (0, 1, 2), vetores de IR
3

podem ser escritos como combinação linear do vetor t = (2,7,4).
Resolução: Os vetores u, v e w podem ser escritos como uma combinação linear do vetor t
se a equação xu + yv + zw = t, tem solução real.
xu + yv + zw = t
x(1,2,-1) + y(1,3,1) + z(0,1,2) = (2, 7, 4)
(x, 2x, -x) + (y, 3y, y) + (0z, z, 2z) = (2, 7, 4)
(x + y, 2x + 3y + z, -x + y + 2z) = (2, 7, 4)

¦
¹
¦
´
¦
= + + −
= + +
= +
4 2
7 3 2
2
z y x
z y x
y x

¦
¹
¦
´
¦
= + +
= + +
= +
6 2 2 0
3 0
2
z y x
z y x
y x

¦
¹
¦
´
¦
= + +
= + +
= +
0 0 0 0
3 0
2
z y x
z y x
y x

¹
´
¦
− =
+ − =
z y
z x
3
1
.
S={(-1+z, 3-z, z) ∀ z∈IR}

O sistema é consistente e indeterminado. Portanto, tem diversas soluções. Então, t é
combinação linear de u, v e w e pode ser escrito como: t = (-1+z)x + (3-z)y + zw para ∀
z∈IR.

4.4.2: Dependência e Independência Linear de Vetores

m conjunto de vetores u
1
,u
2
,...,u
n
é dito linearmente independentes (LI) se escritos
como combinação linear do vetor nulo, resultam em todos os coeficientes nulos. Caso
contrário os vetores são linearmente dependentes (LD).
Ou, um conjunto de vetores u
1
,u
2
,...,u
n
é independentes (LI) se e somente se, para todo a
i

real, temos:
0
1
=

=
n
i
i i
u a para todo 0 =
i
a
Onde
i
a são quantidades escalares.
Se ocorrer 0
1
=

=
n
i
i i
u a para algum 0 ≠
i
a , os vetores são ditos dependentes (LD).
Geometricamente, vetores linearmente independentes têm representação geométrica em
direção distinta (vetores colineares). Em caso contrário, se tem a mesma direção (vetores
paralelos) são linearmente dependentes.
Exemplo 1: Os vetores u = (1,2) e v = (3,3) são vetores linearmente independentes (LI)
porque existe somente 0 =
i
a para os quais,
v = a
1
u+a
2
v = 0 ou 0u+0v = 0(1,2)+0(3,3)=(0.0)= 0.
E, os vetores u = (1,2) e v = (2,4) são vetores linearmente dependentes (LD) porque existe
2 =
i
a e 1 − =
i
a para os quais,
v = a
1
v
1
+a
2
v
2
= 0 ou 2v
1
+(-1)v
2
= (2,4)-(2,4)=(0.0)= 0.
U
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Exemplo 2: Os vetores de R
3
, u
1
=(1,2,3), u
2
=(-1,2,4) e u
3
=(2,-1,5) são LI ou LD?

Resolução: Os vetores são LI se existem escalares
i
a tais que 0
3 3 2 2 1 1
= + + v a v a v a para
0 =
i
a . Do contrário, são vetores LD. Para facilitar o procedimento de cálculo podemos
substituir os escalares
i
a por x, y e z. Assim,
x u
1
+ y u
2
+ z u
3
= 0 ⇔
x (1,2,3) + y (-1,2,4) + z (2,-1,5) = (0,0,0) ⇔
(x, 2x, 3x) + (-y, 2y, 4y) + (2z, -z, 5z) = (0,0,0) ⇔
[(x – y + 2z), (2x + 2y – z), (3x + 4y + 5z)] = (0,0,0) ⇔
¦
¹
¦
´
¦
= + +
= − +
= + −
0 5 4 3
0 2 2
0 2
z y x
z y x
z y x

¦
¹
¦
´
¦
= +
= +
= +
0 z - 7y
0 5z - 4y
0 2z y - x

¦
¹
¦
´
¦
=
= +
= +
0 z 31
0 5z - 4y
0 2z y - x
⇔ z = y = x = 0
Isto significa dizer que x u
1
+ y u
2
+ z u
3
= 0 ⇔ 0u
1
+ 0u
2
+ 0u
3
= 0. Portanto os
vetores u
1
, u
2
e u
3
são linearmente independentes.
Você pode verificar a linearidade de um conjunto por outro procedimento.
Forme uma matriz A, cujas colunas são os vetores dados. Reduza a matriz a sua
forma escalonada mais simples e analise-a. Se a quantidade de linhas não nulas for
inferior ao número de vetores dados então os vetores correspondentes, u
1
, u
2
e u
3

são LD. Caso contrário (quantidades iguais) são LI.
A =
(
(
(
¸
(

¸



5 4 3
1 2 2
2 1 1

(
(
(
¸
(

¸




1 7 0
5 4 0
2 1 1

(
(
(
¸
(

¸




31 0 0
5 4 0
2 1 1

Observe que a matriz A, na sua forma escalonada, não apresenta linhas nulas. Neste
caso, podemos afirmar que os vetores correspondentes de A, que são os vetores u
1
,
u
2
e u
3
, são LI.
Exemplo 3: Mostre que o vetores de R
3
, u
1
= (1,-2,3), u
2
= (-1,0,-2) e u
3
= (-2,0,-4) são LD.
Resolução: xu
1
+ yu
2
+ z u
3
= 0 ⇔
x(1,-2,3) + y(-1,0,-2) + z(-2,0,-4) = (0,0,0) ⇔
¦
¹
¦
´
¦
= − −
= + + −
= − −
0 4 2 3
0 0 0 2
0 2
z y x
z y x
z y x

¦
¹
¦
´
¦
= + +
= +
=
0 z 2 y
0 4z - -2y
0 z 2 - y - x

¦
¹
¦
´
¦
=
= −
= −
0 0
0 z 4 2y -
0 z 2 y - x
⇔ -2y=4z⇔y=-2z.
Logo, para x – y – 2z = 0⇔ x–(-2z)– 2z=0 ⇔ x=0.
A combinação dos vetores em relação ao vetor nulo, resulta em escalar y não nulo.
Logo, os vetores são LD.
Temos como solução do sistema, o conjunto S = {(0,-2z,z) ∀ z∈R}. Podemos
escrever a combinação linear como: 0u
1
+ (-2z)u
2
+ zu
3
= 0.

4.4.3: Bases do Plano de do Espaço

Linhas não-nulas
Vetores LI Vetores LD
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par de vetores v
1
e v
2
de 2ª dimensão, não colineares (linearmente independentes) é
chamado de base do plano. Aliás, qualquer conjunto {v
1
, v
2
} de vetores não
colineares constitui uma base no plano. Os números a
1
e a
2
são chamados
componentes v em relação a base {v
1
, v
2
}.
O conjunto de vetores v
1
, v
2
e v
3
de 3ª dimensão, não colineares (linearmente independentes)
é chamado de base do espaço.

Exemplo 1: Os vetores u = (1,2) e v = (3,3) são vetores linearmente independentes (LI) e,
portanto, formam uma base B = {(1,2), (3,3)} do plano ou de R
2
. Os vetores u = (1,2) e v =
(2,4) não formam uma base do plano porque são vetores linearmente dependentes (LD).

Exemplo 2: Os vetores de R
3
, u
1
=(1,2,3), u
2
=(-1,2,4) e u
3
=(2,-1,5) são LI, portanto
formam uma base B = {(1,2,3), (-1,2,4), (2,-1,5)} do espaço ou de R
3
.
A =
(
(
(
¸
(

¸



5 1 2
4 2 1
3 2 1

(
(
(
¸
(

¸

− 2 5 0
7 4 0
3 2 1

(
(
(
¸
(

¸

43 0 0
7 4 0
3 2 1


A
AAg
ggo
oor
rra
aa,
,, t
tte
een
nnt
tte
ee v
vvo
ooc
ccê
êê!
!! Resolva as atividades
Lista 3 de Atividades
11


1. A Figura é constituída de nove quadrados congruentes (do mesmo tamanho). Determine os
vetores abaixo, expressando-os com origem no ponto A.


a) AC + CN
b) AB + BD
c) AC + DC
d) AC + AK
e) AC + EO
f) AM + BL


g) AK + AN
h) AO - OE
i) MO - NP
j) BC - CB
k) LP + PN
l) LP + PN + NF
m) BL + BN + PB

2. Considere dois vetores quaisquer, u e v, não paralelos. Construa num plano as resultantes,
s=u+v, w=u-v, t=v-u, m=(-u) e n=–v.
3. Determine, algébrica e geometricamente o vetor resultante w, para u = (-1,2) e v = (2,-1):
(a) u + v

(b) u – v (c) v - u (d) 3u– 3u

(e) u – 2v (f) 2u + v g) 0,5 u + 3v h) 0,5 u – 0,5 v
4. Dados os vetores

v ,

u e

w, de acordo com a figura, construir graficamente o vetor

s =
3

u - 2

v + 1/2

w




5. O paralelogramo ABCD é determinado pelos vetores

AB e

AB , sendo M e N pontos médios
dos lados DC e AB, respectivamente. Completar convenientemente e fazer a representação
geométrica.
D M C
a)

AD +

AB =
b)

BA +

DA =

c)

AC -

BC =
d)

AN +

BC =
e)

MD+

MB =
f)

BM -
2
1

DC =

11
(WINTERLE, 2000, p.6)
O

w

v

u
Linhas não-nulas
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A N B
6 Dados os vetores

u e

v da figura, mostrar, num gráfico, um representante do vetor:


u


v
7 Dados os vetores

a ,

b e

c , como na figura, apresentar um representante de cada um dos
vetores:


a


b



c
8) Dados os vetores

u e

v determinar:
u


(a)

u +

v (b)

u -

v
v


9. Considere os vetores livres definidos por dois pontos A e B. Em cada caso, determine o
vetor equivalente v (não livre).
(a) A(1,3) e B(2,-1); (b) A(-1,5) e B = (-4,-2); (c) A(8,-15) e B (-2,0)
10. Determinar o vetor w na igualdade 3w+2u= 4v -w, sendo u=(1,-1) e v=(-3,2).

11) Dados u=(1,-2), v=(2,4) efetuar (a) u+v; (b) u-v; (c) 3u+2v.
12) Dados A=(-1,2), B=(1,-2) e C=(3,3) determinar: (a) A B AB − = ; (b) A C AC − = ;
(c) B C BC − = ; (d) AC AB + ; (e) AC AB − .
13) Dados ) 1 ,
3
1
( ),.. 1 ,
2
1
( − − = V U , calcular: (a) V U 3 2 + ; (b) V U 6 4 − .
14) Dados A = (1,-2), B = (-2,3) e C = (-1,-2), determinar x = (a,b), de forma que:
a) AB Cx = b) AB Cx
3
2
− = c) Ax BC =
15. Dados os vetores u = (1,3,0,-1) e v = (3,0,2,1) encontre:
a) u+v b) u-v c) 3u
d)
2
1
u - v
e) x se x+u=0 f) 2u + 2v
16. Encontre os valores de a e b para os quais, w seja uma combinação linear de u e v ou seja,
w = au + bv, sendo w = (-2,7), u = (1,3) e v = (-1,4).
17) Verifique se existem escalares x, y e z tais que (1,5,7) = x(1,0,0) + y(0,1,0) + z(0,0,1) ou
seja, verifique se o vetor (1,5,7) é combinação linear dos demais vetores e para quais
valores de x, y e z.

18) Verifique se são combinações lineares, encontrando x, y, z:
a) x ( 1,1,1) + y (1,2,0 ) + z ( 2,0,0 ) =( 1,-2,5 )
b) x (2,1,3 ) + y ( 3,-1,0 ) + z ( 6,0,0 ) =( 3,-1,4 ).

19) Considere os conjuntos A = {u,v,w} e B = {v, w, s}, com u = (1,1,-1), v = (2,-1,0), w =
(3,2,0) e s = (4, -2,0):
(a) O conjunto A é formado por vetores LI ou LD?
(b) O conjunto B é LD? Justifique.
(c) Os conjuntos A e B formam bases de R
3
? Justifique
20) Verifique se o conjunto S = {(0,2), (0,4)} é base de R².

a)

u -

v
b)

v -

u
c) -

v -2

u
d) 2

u - 3

v
a) 4

a - 2

b -

c
b)

a +

b +

c
c) 2

b - (

a +

c )
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Respostas: 1) NA; AD; AB; AO; AM; AH; AI; AC; AC;AC; AI; BA
2)

3) Resultado
algébrico

4)


5)


6)


7c)

9)

10) w=(-7/2,5/2); 11ª) (3,2); b) (-1,-6); c) (7,2); 12ª) (2,-4); b) (4,1); © (2,5); (d) (6,-3); (e) (-2,-5). 13) (a) (2,-
1); (b) (-4,10); 14a) (-4,3); b) (1, -16/3); c) (2,-7); 15ª) (4,3,2,0); b) (-2,3,-2,-2); c) (3,9,0,-3); d) (-5/2,3/2,-2,-
3/2); e) (-1,-3,0,1); f) (8,6,4,0); 16) w=-u/7+13v/7; 17) Sim, para x = 1, y = 5 e z = 7; 18) Sim para x = 5, y=-7/2
e z=-1/4; b) Sim para x = 4/3, y = 7/3 e z = -10/9; 19) a) LI; B) LD por os vetores de B combinados com o vetor
nulo resulta em solução indeterminada.; c) A é base porque é LI e B não é base porque é LD; 20) S não é base porque
é LD.

5 Produto Interno (ou Produto Escalar), Vetorial e Misto

5.1 Produto Interno (ou escalar)

efini-se como Produto Interno (ou Escalar) entre vetores de um Espaço Vetorial V, a
uma aplicação de V x V em R, que a todo par de vetores (u,v) ∈ V x V, associa um
número real (u.v) ou < << <u,v> >> > (lê-se: u escalar v) e que satisfazem os seguintes
axiomas:
u . v = v. u;
u . (v + w) = u . v + u . w;
(k.u) . v = k . (u . v) para todo número real k;
u . v ≥ 0 e u .u = 0 se, e somente se, u = 0.

Assim, para os vetores u e v de R
2
com = (x
1
,y
1
), v = (x
2
,y
2
), denomina-se produto escalar o
número real u . v ou < u, v > definido por:

u . v = (x
1
. x
2
) + (y
1
. y
2
) = < u, v > (lê-se: u escalar v)

De forma similar podemos operar com vetores de R
n
.
Assim, para u = (u
1
, u
2
,..., u
n
) e v = (v
1
, v
2
, ..., v
n
) vetores de R
n
temos,
D
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u . v = (u
1
. v
1
+ u
2
. v
2
+ ... + u
n
. v
n
)

Exemplo 1: Se u=(2,3) e v=(4,-1) então o produto escalar de u com v é igual a 5 porque
fazendo <u,v> temos u . v = 2.4 + 3.(-1) = 5 portanto, o

Exemplo 2: O produto interno usual em R
2
dos vetores u = (-2,6) e v = (3,-4) é:
< u, v > = u . v = -2.(3) + 6.(-4) = -6-24 = -30.

Observe que: Se

u = x
1
+y
1
+ z
1
e

v = x
2
+ y
2
+ z
2
então o produto escalar (ou
produto interno) dos dois vetores que é representado por

u .

v é o número real obtido
multiplicando as componentes correspondentes do vetor e somando os produtos obtidos.
Assim,

u .

v = (x
1
.x
2
+ y
1
.y
2
+ z
1
.z
2
)
Exemplo 3: Se

u = 3x – 5y + 8z e

v = 4x - 2y – z o seu produto escalar é:

u .

v= (3,-5,8).(4,-2,-1) = (12 + 10 – 8) ⇒

u .

v = 14

Tente você! Dados os vetores

u = (4,α , -1) e

v = (α , 2, 3) e os pontos A = (4. –1, 2) e B
= (3, 2, -1), determinar o valor de α tal que

u .(

v +

BA) = 5

5.2 Produto Vetorial

produto vetorial tem como resultado um vetor, por isso é nomeado de produto vetorial.
Este produto tem aplicação, por exemplo, na Física: a força exercida sobre uma partícula
carregada, mergulhada num campo magnético, é o vetor resultante do produto vetorial
entre o “vetor velocidade da partícula” pelo “vetor campo magnético”, desde que a carga seja
unitária e o campo seja constante.

Definição I: Seja u = (x
1
, y
1
, z
1
) e v = (x
2
, y
2
, z
2
), vetores do espaço tridimensional.
Definimos como produto vetorial, ao vetor u x v, tal que:

u x v =
|
|
¹
|

\
|
|
|
¹
|

\
|
+
|
|
¹
|

\
|

|
|
¹
|

\
|
2 2
1 1
2 2
1 1
2 2
1 1
det , det , det
y x
y x
z x
z x
z y
z y

Definição II: Ou, dados dois vetores

u e

v , tomados nesta ordem, chama-se produto
vetorial dos vetores

u e

v e se representa por
→ →
× v u ao vetor,
= ×
→ →
v u
2 2 2
1 1 1
z y x
z y x
k y i
→ → →

O produto vetorial de

u por

v é também indicada por

u ^

v e se lê:

u vetorial

v .

Exemplo 1: Calcular o produto vetorial dos vetores

u = 5

i + 4

j + 3

k e

v =

i +

k .
Resolução:
O
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u= ( 5,4,3 ) e

v = ( 1,0,1 ) então
→ → → → →
→ → →
→ →
− − = × = = × k j i v u
k j i
v u 4 2 4
1 0 1
3 4 5 = (4, -2,-4)

Exemplo 2: Sejam os vetores de R
3
, u = (1,-1,2) e v=(0,3,4), então,
u x v =
|
|
¹
|

\
| −


3 0
1 1
,
4 0
2 1
,
4 3
2 1
= ((-4-6), -(4-0), (3-0)) = (-10, -4, 3).
Logo, o produto vetorial de u com v é u x v = (-10, -4, 3).
Ou u x v=
4 3 0
2 1 1 −
k j i
= -4i+0j+3k-0k-6i-4j = -10i – 4j + 3k = (-10, -4, 3) = u x v.
5.2.1 Propriedades

s propriedades do produto vetorial se definem em:

(i)
→ →
× v u =0, se um dos vetores é nulo ou se
→ →
v e u são colineares.
(ii)
→ →
× v u ≠
→ →
× u v . Se trocarmos à ordem dos vetores
→ →
× v u e
→ →
× u v verifica-se que é oposto,
o que significa que o produto vetorial não é comutativo.
(iii)
→ →
× v u = -

v

× u
(iv) =
|
¹
|

\
|
+ ×
→ → →
w v u
→ →
× v u +
→ →
× w u
(v) (m

u )

× v =m (
→ →
× v u )
(vi)
→ →
× v u é ortogonal simultaneamente aos vetores
→ →
v e u .
Exemplo 1: (Propriedade vi) Dados os vetores

u = 3

i +2

y - 4

k e

v = 2

i - 2

y +

k , seu
produto vetorial é k y i
k y i
v u 10 11 6
1 2 2
4 2 3 − − =

− = ×
→ →
→ → →
→ →
.
Sabemos que, se o produto escalar dos vetores

u e

v for zero, eles são ortogonais,
ou seja,

u .

v = 0
0
90 = ⇒θ . Então:
a) (
→ →
× ). v u

v ( )( ) 1 , 2 , 2 . 10 , 11 , 6 − − − − ⇒ = 12+22-10=0.
b) (

u ×

v ).

u ( )( ) 4 , 2 , 3 . 10 , 11 , 6 − − − − ⇒ = -18-22+40=0
Logo
→ →
× v u é ortogonal simultaneamente as vetores

u e

v .

5.3 Produto Misto

A
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n
109
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produto misto tem como resultado um escalar, obtido a partir da utilização do produto
escalar e do produto vetorial. Pode ser utilizado, por exemplo, para encontrar o volume
de um paralelepípedo determinado por três vetores.

Definição I: Sejam

u ,

v e

w, vetores do espaço, com

u = (x
1
, y
1
, z
1
);

v = (x
2
, y
2
, z
2
) e

w
= (x
3
, y
3
, z
3
). Defini-se como produto misto de

u ,

v e

w, indica-se por

u (

v x

w) ao escalar
resultante de:

u (

v x

w) = det
|
|
|
¹
|

\
|
3 3 3
2 2 2
1 1 1
z y x
z y x
z y x

Definição II: Dados os vetores

u ,

v e

w, tomados nesta ordem, chama-se produto misto
dos vetores

u ,

v e

w ao número real

u (

v x

w). Indica-se produto misto por (

u ,

v ,

w).

Exemplo 1: Calcular o produto misto dos vetores u, v e w para

u =2

i +3

y +5

k ,

v =-

i +3

y +3

k e

w= 4

i - 3

y + 2

k
Resolução:

u (

v x

w) =
2 3 4
3 3 1
5 3 2

− = 27 =

u (

v x

w) .
Resposta: O produto misto dos vetores é 27.

Ou, podemos resolver por aplicação de produto interno e produto vetorial:

u (

v x

w) =

u .
2 3 4
3 3 1


k j i
=

u .(15i+14j-9k) = (2,3,5).(15,14,-9)=30+42-45=27


Exemplo 2: O produto misto dos vetores u = (-1,2,3), v = (1,1,-1) e w = (2,4,-6) é


u (

v x

w) = det =



=
|
|
|
¹
|

\
|



6 4 2
1 1 1
3 2 1
6 4 2
1 1 1
3 2 1
(6-4+12)-(6+4-12) = 16
.
Resposta: O produto misto dos vetores é 16.


Ou, podemos resolver por aplicação de produto interno e produto vetorial:

u (

v x

w) =

u .
6 4 2
1 1 1


k j i
=

u .(-2i+4j+2k) = (-1,2,3).(-2,4,2)=2+8+6=16

5.3.1 Propriedades

s propriedades do produto misto decorrem, em sua maioria, das propriedades dos
determinantes.

(

u ,

v ,

w) = 0 → O produto misto é nulo se um dos vetores é nulo, se dois são
colineares, ou se três são coplanares.
(i) Se

u é nulo as suas componentes são (0,0,0 ) então (

u ,

v ,

w) = 0.
Assim, (

u ,

v ,

w) = 0
0 0 0
3 3 3
2 2 2
=
z y x
z y x .
O
A
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110
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Exemplo 1: Se

u = (0,0,0),

v = (2,3,1) e

w= (4,2,2) então,
(

u ,

v ,

w) =
2 2 4
1 3 2
0 0 0
=0+0..+0=0
(ii) Se nem

u , nem

v , nem

w são nulos, mas

u e

v são colineares (ou paralelos) então (

u ,

v ,

w) = 0. Note que, neste caso,

u = m.

v
Exemplo 1: Se

u = (1,2,3),

v = (2,4,6) e w = (-1,2,7) então,
(

u ,

v ,

w) ( ) 0 12 28 12 12 12 28
7 2 1
6 4 2
3 2 1
⇒ + + − − + − =

.
Observe que

u = 2.

v portanto, u e v são colineares.

(iii) Se nenhum vetor é nulo e os vetores não são dois a dois colineares (ou paralelos) então
os vetores são coplanares se (

u ,

v ,

w) = 0.
Exemplo 1: Se

u = (-2,-2,-6),

v = (-1,0,-2) e w = (-3,-1,-7) então,
U(vxw) = 0
7 1 3
2 0 1
6 2 2
=
− − −
− −
− − −
. Logo são coplanares.

Note que:
• Produto interno (ou escalar) é o produto entre dois vetores que gera um escalar
(escalar é um número).
• Produto Vetorial é o produto entre dois vetores que gera um vetor.
• Produto Misto é o produto entre três vetores que combina produto interno com
produto vetorial e gera um escalar.

5.4 Aplicações de Produto de Vetores: Interpretação Geométrica

5.4.1 Produto Vetorial e Área de Paralelogramo

eometricamente, o módulo (magnitude, comprimento) do vetor resultante do produto
vetorial de dois vetores

u e

v equivale a medida da área do paralelogramo ABCD
determinado pelos vetores

u =

AC e

v =

AB


C D


u
A

v B

Área =
→ →
× v u (módulo do produto vetorial)


Exemplo 1: Dados os vetores u = (1,2,4) e v = (-1,2,3). Calcular a área do paralelogramo
determinado pelos vetores u e v.
Resolução:
(a) Encontrando o produto vetorial e u e v
G
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→ → → → → →
→ → →
→ →
+ − − + − =

= × k y i k j i
k j i
v u 2 3 8 2 4 6
3 2 1
4 2 1 =
→ → →
+ − − k j i 4 7 2 = (-2,-7,4)
(b) Encontrar o módulo do vetor resultante (-2,-7,4).
→ →
× v u = ) 4 , 7 , 2 ( − − =
2 2 2
) 4 ( ) 7 ( ) 2 ( + − + − = 16 49 4 + + = 69 .
Resposta: A Área =
→ →
× v u = 69 u.a. (unidade de área)

Exemplo 2: Dados os vetores u = (1,2,-1) e v = (0,-1,3). Calcular a área do paralelogramo
determinado pelos vetores 3u e u-v.
Resolução:
Área =
|
|
¹
|

\
|
− ×
→ → →
v u u 3 =?
Temos que 3u = (3,6,-3 ) e u-v = ( 1,3,-4 ) ⇒
⇒ 3u x (u-v) =
→ → →
→ →
+ + − =

− k j i
k j i
3 9 15
4 3 1
3 6 3 = (-
15,9,3). Portanto,
Área = ( ) ( ) ua 35 3 315 3 9 15
2 2 2
= = + + −


5.4.2 Produto Misto e Volume do Paralelepípedo

eometricamente o produto misto

u (

v ×

w) é igual, em modulo, ao volume do
paralelepípedo com arestas determinadas pelos vetores

u =

AD,

v =

AB e

w=

AC .


Assim, a área da base do paralelepípedo é |vxw|. Seja θ o ângulo entre os vetores u

e v

x w.
Sendo v

x w

um vetor ortogonal à base, a altura será paralela a ele, e, portanto, h=|u|.|cosθ|.


u

v
w




Portanto,

v = | (u, v, w)|

v=
|
|
|
¹
|

\
|
→ → →
w v, , u
v=
|
|
|
¹
|

\
|
×
→ → →
w v u


Exemplo 1: Qual o volume do paralelepípedo formado pelos vetores u

= (3,-12, -2), v

= (1, -
1, 0) e w= (2, -1, 2)?

G
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Resolução: Sabemos que o volume do paralelepípedo é igual ao módulo do número
resultante do produto misto dos três vetores. Assim,
(a) vamos encontrar o produto misto dos vetores u, v e w ou
u(vxw)=
2 1 2
0 1 1
2 12 3


− −
=-6+0+2-(4)-(0)-(-24) = -6+2-4+24= 16.
(b) como o volume do paralelepípedo é igual ao ) (vxw u temos:
|u(vxw)| = |16| = 16.
Resposta: O volume procurado é 16 u.v. (unidade de volume)

Exemplo 2: Sejam os vetores u

= (3, m, -2), v

= (1, -1, 0) e w= (2, -1, 2). Calcular o valor
de m para que o volume do paralelepípedo determinado por u, v

e w

seja igual a 16
unidades de volume.

Resolução: Sabemos que o volume do paralelepípedo é igual ao módulo do número
resultante do produto misto dos três vetores, ou seja, V = |u(vxw)| e, neste caso,
devemos ter |u(vxw)| = 16. Assim,
(a) vamos encontrar o produto misto dos vetores u, v e w ou
u(vxw)=
2 1 2
0 1 1
2 3


− m
=-6+0+2-(4)-(0)-(2m) = -2m-8.
(b) como o volume do paralelepípedo é 16, temos:
|u(vxw)| = 16
|(-2m - 8)| = 16.
Por definição de equação modular se a x = , então x = - a ou x = a. Assim,
|(-2m - 8)| = 16 então
¹
´
¦
− = − −
= − −
16 8 2
16 8 2
m
m
.
Resolvendo o sistema encontramos m = -12 ou m = 4 que é a solução do problema.

Exemplo 3: Dados os vetores

u = (x,5,0) ,

v = (3,-2,1) e

w= (1,1,-1), calcular o valor de x
para que o volume do paralelepípedo determinados por

u ,

v e

w seja 24 u.v. (Unidades
de Volume).
Resolução: v=

u (

v ×

w) = 24 20
1 1 1
1 2 3
0 5
+ =

− ⇒ x
x

v= (

u ,

v ,

w) Então
¦
¹
¦
´
¦
− = ⇒ − = +
= ⇒ = +
⇒ = +
44 24 20
4 24 20
24 20
x x
ou
x x
x .
Portanto, os valores de x para os quais o volume do paralelepípedo seja igual a 24 u.v., é
x = 4 ou x = -44.

5.4.3 Produto Misto e Vetores Coplanares

rês vetores

u ,

v e

w são coplanares se o produto escalar

u (

v x

w) é nulo. Ou seja, se

u ,

v e

w são coplanares, o vetor

v x

w por ser ortogonal aos
T
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vetores

v e

w, é ortogonal ao vetor

u . Portanto se

u e (

v x

w) são ortogonais. É fácil
identificar que reciprocamente, se nenhum dos vetores

u ,

v ,

w é nulo e se dois quaisquer
deles não são colineares, o anulamento (

u ,

v ,

w) significa que

u ,

v e

w são coplanares.
Portanto, se (

u ,

v ,

w)= 0 os vetores

u ,

v e

w são coplanares (estão no mesmo plano).

Exemplo 1: Verificar se são coplanares os vetores

u = (3,-1,4),

v = (1,0,-1) e

w= (2,-1,0)
Resolução:
(

u ,

v ,

w)= 0 5
0 1 2
1 0 1
4 1 3
≠ − =



.
Os vetores não são coplanares porque seu produto misto é diferente de zero.

Exemplo 2: Encontre o valor de m para que todos os vetores

a = (m,2,-1),

b = (1,-1,3) e

c = (0,-2,4) sejam coplanares.
Resolução: (

a ,

b ,

c ) = 0
3
6 2
0 2 8 6 4
0
4 2 0
3 1 1
1 2
=
=
= + − + −
⇒ =




m
m
m m m


Exemplo 3: Verificar se os pontos A (1,2,4 ) , B (-1,0,-2 ) , C (0,2,2 ) e D (-2,1,-3) estão no
mesmo plano.
Resolução: Os quatro pontos dados são coplanares se os vetores

AB ,

AC e

AD
têm produto misto nulo. (Dica:

AB =B-A =(-1,0,-2)-(1,2,4)=(-2,-2,-6). Idem para

AC e

AD).
Assim, (

AB ,

AC ,

AD) = 0 ⇔ 0
7 1 3
2 0 1
6 2 2
=
− − −
− −
− − −
. Logo são coplanares.

Exemplo 4: Verificar se são coplanares os vetores u = (2,-1,1), v=(1,0,-1) e w

= (2,-1,4).
Resolução: Como (u,v,w) =
4 1 2
1 0 1
1 1 2



=3≠ 0 os vetores não são coplanares.

6 Módulo ou Norma de um Vetor

6.1 Definição de módulo do vetor:

norma de v ou módulo de v é o comprimento do vetor v, representado por v ou v .
O módulo de um vetor é calculado por meio de um produto interno, onde v = v v. .
Assim, o módulo ou norma de um vetor v é o número real não negativo, resultante da raiz
quadrada do produto interno (ou escalar) do vetor v com ele próprio ou "v escalar v".

A
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Se v é vetor do plano tal que v = (x,y) ∈ R
2
então:
O módulo do vetor v no plano é dado por v v v . = =
2 2
y x + (Teor.
12
de Pitágoras)

Se v é vetor do espaço que v = (x,y,z) ∈ R
3
então:
O módulo de um vetor v é dado por v =
2 2 2
z y x + +

Geometricamente, temos:




Módulo de vetor no plano Módulo de vetor no plano Módulo de vetor no espaço

A demonstração é simples: Por exemplo, aplicando o Teorema de Pitágoras, se v é
vetor do plano tal que v = (x
1
,y
1
) então,
v
2
= (x
1
-0)
2
+ (y
1
-0)
2
= (x
1
)
2
+ (y
1
)
2
=
2
1
2
1
y x + = v

Note que, o módulo de um vetor é um número real não negativo representado por
→ → → →
= = v v v v . ) (
2


Exemplo 1: Se v=(2,1) ∈ R
2
, então v =
2 2
) 1 ( ) 2 ( + = 1 4 + = 5 u.m.(unidade de medida)

Exemplo 2: Se v = (-3,5), vetor do plano, então v =
2 2
) 5 ( ) 3 ( + − = 25 9 + = 34 u.m.

Exemplo 3: Se v=(2,1,-2), vetor do espaço, então
v =
2 2 2
) 2 ( ) 1 ( ) 2 ( − + + = 4 1 4 + + = 9 =3 u.m.

6.2 Proposições:
Para um vetor v = AB com extremidades nos pontos A(x
1
,y
1
) e B = (x
2
,y
2
), o módulo
de v será: v = AB =
2
1 2
2
1 2
) ( ) ( y y x x − + − = A B − (mesma fórmula da distância
entre dois pontos A e B).
Se u, v são vetores de R
n
então, d(u, v) =
2
1 2 2 1 1
) ( ... ) ( ) (
n
v u v u v u − + + − + − =
v u − , sendo u= (u
1
, u
2
, ... , u
n
) e v = (v
1
, v
2
, ... , v
n
).
Dados os vetores u, v, w de R
n
e k, um escalar real, tem-se:
(i) u . v = v . u
(ii) u (v+w) = uv + uw
(iii) k (u.v) = (ku).v = u.(kv)

12
Num triângulo retângulo, o quadrado da hipotenusa é igual a soma dos quadrados dos catetos.
(x
1
- 0)
(y
1
- 0)
y
1

| v |
v=(x
1
,y
1
)
x
1
0
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(iv) v.v > 0 qualquer que seja u e u.u = 0 se u = 0 = (0,0,...,0)
(v) v.v =
2
v
Conseqüência das proposições:
(1)
2
v u + =
2
u + 2uv +
2
v
(2)
2
v u − =
2
u - 2uv +
2
v
6.3 Vetor Unitário e Versor de um Vetor:

Se v é um vetor tal que v =1 então v é
denominado vetor unitário. Por exemplo, os
vetores u = (1,0), v = (0, -1) e w = (
5
4
,
5
3 −
) são
vetores unitários.

A partir de qualquer vetor v, podemos encontrar um vetor unitário w (nomeado de
versor de v). Para isso usamos a fórmula matemática w=
v
v
pois w= w = | | .
1
v
v
=1.
Todo vetor unitário w de mesma direção e mesmo sentido de um vetor não nulo

v é
chamado de versor de

v . Por exemplo, veja figura:


v


1
u é o versor de

v


2
u não é o versor de

v

A todo vetor

v é possível associar dois vetores unitários w e (-w) de mesma direção de
v pois
→ →
− = u u = 1.

Exemplo 1: O vetor v=(0,-1) é um vetor unitário porque v =
2 2
) 1 ( ) 0 ( − + = 1 0 + = 1 = 1.

Exemplo 2: O vetor v = (1,1) não é unitário porque v ≠1.

Exemplo 3: A partir do vetor v = (1,1) não unitário encontrar um vetor unitário w.
Resolução: w=
v
v
=
2 2
) 1 ( ) 1 (
) 1 , 1 (
+
= |
¹
|

\
|
2
1
,
2
1
.
O vetor w encontrado é nomeado de versor de v e é unitário porque w = 1.

Exemplo 4: A partir do vetor encontre um vetor unitário, ou determine um vetor unitário u
na direção do vetor v = (2,-2, 1).

Resolução: Observe que o vetor v = (2,-2,1) não é um vetor unitário pois o seu
comprimento é diferente de 1 ou seja, 3 9 1 (-2) (2) v
2 2 2
= = + + = ≠ 1.
Obtemos o vetor unitário u a partir de v, aplicando a fórmula,
Os vetores

1
u e

2
u da figura ao lado são vetores
unitários, pois têm módulo igual a 1. No entanto, apenas

1
u tem a mesma direção e o mesmo sentido de

v .

2
u

1
u
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u =
v
v
=
2 2 2
) 1 ( ) 2 ( 2
) 1 , 2 , 2 (
+ − +

=
9
) 1 , 2 , 2 ( −
ou
|
|
¹
|

\
|
9
1
. ( ) 1 , 2 , 2 − =
|
¹
|

\
| −
3
1
,
3
2
,
3
2
= u.
O vetor u encontrado é um vetor unitário pois seu módulo (ou norma) é igual a 1.

Fazendo a verificação!
u = ( ) ( ) ( )
2 2 2
3 / 1 3 / 2 3 / 2 + − + =
9
1
9
4
9
4
+ + =
9
9
= 1 = 1
6.4 Módulo de Vetor Livre

omo já vimos, um vetor pode ser representado por um segmento orientado que não parte
da origem do sistema. Neste caso, o vetor é representado por um segmento AB (Fig.a)
de origem no ponto A(x
1
,y
1
) e extremidade em B(x
2
,y
2
) e para determinar sua representação
algébrica fazemos:
AB = B – A
) , ( ) , (
1 1 2 2
y x y x AB − =
) , (
1 2 1 2
y y x x AB − − = = v (vetor)
O módulo deste vetor é determinado a partir do cálculo da distância entre dois pontos AB
(Fig.b), definido por: Assim,
Dist
AB
=

AB = A B−
B – A = (x
2
,y
2
) – (x
1
,y
1
)
B – A = (x
2
- x
1
, y
2 -
y
1
)
Dist
AB
= A B− =
2
1 2
2
1 2
) ( ) ( y y x x − + −

De forma similar, em R
3
A distância entre dois pontos P = (x
1
, y
1
, z
1
) e Q = (x
2
, y
2
,
z
2
) é igual a norma do vetor

PQ. Observe a Fig.(c).
Como

PQ=
→ →
− OP OQ = (x
2
- x
1
, y
2
- y
1
, z
2
- z
1
), então a distância de P a Q é dada por:
dist (P, Q) = |

PQ| =
2
1 2
2
1 2
2
1 2
) ( ) ( ) ( z z y y x x − + − + −




Fig.(a) Fig.(b)
Fig.(c) v =
→ →
− OP OQ

Exemplo 1: A norma (ou módulo) de v = (-1, - 3, 4) é |v|=
2 2 2
) 4 ( ) 3 ( ) 1 ( + − + − = 26 .

Exemplo 2: A distância entre os pontos P = (-1, - 3, 4) e Q = (-1, 2, -2) é:
dist (P, Q) = |

PQ| =
2 2 2
) 4 2 ( )) 3 ( 2 ( )) 1 ( 1 ( − − + − − + − − − = 36 25 0 + + = 61 .
C
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Exemplo 3: Sabendo que a distância entre os pontos A(-1,2,3) e B(1,-1,m) é 7, calcular o
valor de m.
Resolução:
A 7 B ou seja

AB = 7

AB = B – A ⇒ (1,-1,m) – (-1,2,3) = (2,-3,m-3)

AB =
2 2 2
) 3 ( ) 3 ( 2 − + − + m = 7 ⇒ m = 9 ou m = -3
Exemplo 4: Determinar o valor de a para que o vetor

V = (a,
4
1
,
2
1 −
) seja unitário.
Resolução: Vetor unitário ⇒

V = 1

V =
16
1
4
1
2
+ + a = 1 ⇒ 16 = 16
2
a + 5 ⇒ a = ±
4
11

Exemplo 5: Dados os vetores u= (2,n,-1) e v= (n,5,-1) e os pontos A(1,-1,2) e B(1,2,-1),
determinar o valor de n tal que u(v+AB) = 5
Resolução: AB= B-A =(1,2,-1)- (1,-1,2)=(0,3,-3)
Se u(v+AB)= 5⇔ (2,n,-1).[(n,5,-1)+(0,3,-3)]=5 ⇔ (2,n,-1).(n,8,-4)=5
⇔ 2n+8n+4=5 ⇔ 10n+4=5 ⇔ 10n=5-4 ⇔ n=
10
1

Exemplo 6: Dados os pontos P(-3,4) e Q = (-4,-1), determine o vetor u = PQ, o módulo de u,
a distância entre P e Q e encontre um versor w de u.
Resolução:
• u = PQ ⇒ u = (-4,-1) – (-3,4) = (-1, -5)
• u = 26 ) 5 ( ) 1 (
2 2
= − + −
• D
PQ
= 26 25 1 ) 4 1 ( )) 3 ( 4 (
2 2
= + = − − + − − −
• w =
u
u
=
|
|
¹
|

\
|
− −
=
|
|
¹
|

\
| − −
=
− −
26
26 5
,
26
26
26
5
,
26
1
26
) 5 , 1 (
. Note que w é um vetor unitário
obtido a partir de u, portanto w é versor de u.

Exemplo 7: A partir do vetor u = (3, 4) encontre o versor v de u (ou encontre um vetor
unitário v na direção do vetor u)
Resolução: Observe que o vetor u = (3, 4) não é um vetor unitário,
pois o seu comprimento é diferente de 1 ou seja,
1 5 25 4 3
2 2
≠ = = + = u

Obtemos o vetor unitário v a partir de u, aplicando a fórmula:
v = u
u
.
| |
1
|
|
¹
|

\
|

Assim, v = u
u
.
| |
1
|
|
¹
|

\
|
= ( ) ( ) |
¹
|

\
|
= |
¹
|

\
|
=
|
|
¹
|

\
|
+
5
4
,
5
3
4 , 3 .
5
1
4 , 3 .
4 3
1
2 2
. Observe o vetor projetado no
plano. Seu módulo (comprimento) é igual a 1 u.m.(unidade de medida)


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A
AAg
ggo
oor
rra
aa,
,, t
tte
een
nnt
tte
ee v
vvo
ooc
ccê
êê!
!! Resolva as atividades

Lista 4 de Atividades
1) Dados os vetores:

u = ( 2, -1, 1 ),

v = ( 1, -1, 0 ) e

w= ( -1, 2, 2) , calcular :
a) <

w,

v >; b)

v . (

u -

w); c) ( 2

u ).(3

v ); d) (

u +

v ).(

u -

v )
e)

w ×

v ; f)

v ×

w; g)

u x

v ; h) (

u ×

v ).(

u ×

v )
i)

w(

u ×

v ); j)

u (

wx

v ); k)

v (

wx

u ); l)

v ×(

u -

w)
2) Dados os pontos A(2,-1,2), B(1,2,-1) e C(3,2,1), determinar o vetor
|
¹
|

\
|
− ×
→ → →
CA BC CB 2 .
3) Considere os vetores do espaço, u = (2,-4,5), v = (1/2, -2, -1) e w = (1,1,1).Demonstre a
propriedade de produto interno (ou escalar) definida em:
(i) u.v=v.u
(ii) u(v+w)=u.v +u.w
4) Dados os vetores

u = (4, ∝,-1) e

v = (∝,2,3) e os pontos A(4,-1,2) e B(3,2,-1),
determinar o valor de ∝ tal que

u .(

v +

BA) = 5
5) Sejam u = ( 2, 3, 4, 0), v = ( 1, 2 , 3, 2) e w = ( 3, 2 , -1, -1), vetores de R
4
. Encontre:
a) < u, v> b) <u, w> c) v.w

6) Determine o valor de x de modo que (x, 1, 3, 2).(2, x, 0, x) = 3

7) A partir do produto interno, vetorial e misto, podemos resolver alguns problemas. Por
exemplo, calcular o módulo de vetor, a área de paralelogramo e triângulos e, o volume
de paralelepípedo. Aplicando estes conceitos, determine:
7.1) Sejam os vetores

u ( 3,1,-1 ) e

v = ( a,0,2 ).Calcular o valor de a para que a área
do paralelogramo determinado por

u e

v seja igual a 6 2 .
7.2) Calcular a área do triângulo cujos vértices são os pontos A=(1,-2,1); B=(2,-1,4) e
C=(-1,-3,3). (Dica: Fórmula da Área do triângulo é S

=
→ →
× v u
2
1
)
7.3) Calcular o valor de m para que o volume do paralelepípedo determinado pelos
vetores

1
v ,

2
v e

3
v seja igual a 10 para:

1
v =2

i -

y ,

2
v =6

i +m

y -2

k e

3
v =4

i +k.
7.4) Os vetores

a = (2,-1,-3 ),

b = (-1,1,-4 ) e

c = (m+1, m, -1) determinam um
paralelepípedo de volume 42. Calcular m.
7.5) Encontre o módulo dos vetores u = (2,4,5) e v = (-1, 3,4).
8) Verifique se os vetores u = (-1,3), v = (1,1) e w = (2,4) são unitários.
9) Encontre o versor w, dos vetores: (a) u = (1,2,3); (b) v = (-1,3,2); (c) s = (0,2,1).
10)Determinar ∝ para que o vetor

v = (∝,
2
1
,
2
1 −
) seja unitário.
11) Sabendo que a distância entre os pontos A(-1,2,3) e B(1,-1,m) é 7, calcular m.

12) Determinar x para que o vetor

v = (x,
2
1
,
3
1
) seja unitário.
13) Dados os vetores de lR
2
, definidos por u= (1,2,3), v=(-1,1,4) e w = (1,1,3), encontre:
(a) O produto interno entre v e w (b) vx(u-w)
(c) O produto misto entre w, u e v (d) O volume do paralelepípedo formado por w, u e v
(em m
3
).
(e) <u,v> (f) ux(v-w)
(g) u(vxw) (h) O volume do paralelepípedo formado por u, v e w.
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α αα α
(i) u.w (j) ux(w-v)
(k) O produto misto entre v, u e w. (l) O volume do paralelepípedo formado por v, u e w.
(m) A área do paralelogramo formado por u e v (em m
2
)
(n) A área do paralelogramo formado por v e w
(o) A área do paralelogramo formado por u e w
(p) A quantidade de papelão gasto para construir um paralelepípedo formado pelos vetores
u, v e w em m
2
(desconsidere as bordas para colar as laterais e bases do objeto).

Respostas: 1a) -3; b) 6; c) 18; d) 4; e) 2i+2j-k ou (2,2,-1); f) -2i-2j+k; g) i+j-k; h) 3; i) -1; j) 1; k) -1; l) i+j ou
(1,1,0); 2) (12,-8,-12) ou 12i-8j-8k; 3) (i) provar que u.v=4=v.u; (ii) provar que u(v+w)=7=u.v+u.w; 4) x = 7/3;
5(a) 14 + 3. 2
1/2
(b) 2+ 3. 2
1/2
(c)0; 6) x = 3/5; 7.1) a=-2 ou a = -4; 7.2) S= a u.
2
10 3
; 7.3) m=-2 ou m = -12;
7.4) m=2 ou m=-8/3; 7.5) 5 3 = u e 26 = v ; 8) Os vetores u, v e w não são unitários pois tem módulo diferente
de 1 unidade ou seja, 10 = u , 2 = v e 5 2 = w ; 9) Os versores procurados são: (a) w =
|
|
¹
|

\
|
14
3
,
14
2
,
14
1
;
(b) w =
|
|
¹
|

\
|

14
2
,
14
3
,
14
1
;(c) w =
|
|
¹
|

\
|
5
1
,
5
2
, 0 ; 10) ∝ =
2
2
±
; 11) m = -3 ou m = 9; 12) ∝ =
6
23
±
; 13)
(a) <v,w> = 12 (b) vx(u-w)= -4i – k ou (-4,0,-1)
(c) w(uxv) = 7 (d) O volume do paralelepípedo formado por w, u e v é 7m
3.

(e) <u,v> = 13 (f) ux(v-w) = 2i-7j+4k = (2,-7,4)
(g) u(vxw) = 7 (h) O volume do paralelepípedo formado por u, v e w é 7m
3.

(i) u.w = 12 (j) ux(w-v) = -2i+7j-4k ou (-2,7,-4)
(k) v(uxw) = -7 (l) O volume do paralelepípedo formado por v, u e w é 7m
3.

(m) A área do paralelogramo formado por u e v é S= 17 m
2

(n) A área do paralelogramo formado por v e w é S=3 6 m
2

(o) A área do paralelogramo formado por u e w é S= 10 m
2

(p) A quantidade de papelão gasto para construir um paralelepípedo formado pelos vetores u, v e w em m
2
é de
2( 17 +3 6 + 10 ) m
2
= 29,26m
2
considerando 17 =4,12, 6 =2,45 e 10 =3,16


7 Ângulos e Vetores: Paralelismo e Ortogonalidade
7.1 Ângulo de dois vetores:

produto escalar entre os vetores u e v pode ser escrito na
forma u.v = |u| |v| cos α αα α
onde α αα α é o ângulo formado pelas semi-retas que contém u e v
tal que 0 ≤ v ≤ 180º.
A partir desta definição de produto escalar, podemos obter o
ângulo entre dois vetores genéricos u e v, não-nulos, fazendo
cos α αα α =
v u
v u
.
.
, para os vetores u ≠ 0 e v ≠ 0.
Após encontrar o valor do cos α αα α , encontramos o ângulo α αα α na tabela de cossenos.
Ou: O ângulo de dois vetores

u e

v não nulos é o ângulo α αα α formado pelas semi-retas AO e
OB e tal que 0 π α ≤ ≤ .

Demonstração:
Sejam os vetores u e v abaixo e α αα α o ângulo entre eles
O
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Aplicando a lei dos cossenos ao triângulo ABC tem:
α cos . . 2
2 2 2
v u v u v u − + = − . Lembrando que
→ →
− + = − v u v u v u 2
2 2 2

Então comparando as duas equações temos:
α cos 2 2
2 2 2 2
v u v u uv v u − + = − +
uv 2 − = -2 α cos v u ⇔ -2 α cos v u = uv 2 − ⇔ α cos =
v u
uv
2
2


v u
v u.
=
Portanto, cos α αα α
v u
v u.
=


PROPOSIÇÕES
(a) Se α = π,

u e

v têm a mesma
direção e sentidos contrários.



(b) Se α = 0,

u e

v têm a mesma
direção e mesmo sentido.


(c) Se α =
2
π
,

u e

v são ortogonais e
indica-se:

u ⊥

v .


Neste caso o ∆ OBC permite escrever: (teorema de Pitágoras) = +
→ →
2
v u
2 2
→ →
+ v u

(d) O vetor nulo é considerado ortogonal a qualquer vetor.

(e) Se

u é ortogonal a

v e m é um número real qualquer,

u é ortogonal a m

v .

(f) O ângulo formado pelos vetores

u
e (-

v ) é o suplemento do ângulo de

u e

v .



Exemplo 1: Se u = (-2,-2) e v = (0, -2) então o ângulo ß entre os vetores u e v é de 45°.
Verificando: cos ß =
v u
v u
.
.
=
2 2 2 2
) 2 ( ) 0 ( . ) 2 ( (-2)
,-2) (-2,-2).(0
− + − +

α αα α α αα α
α αα α = 0
α αα α = π ππ π
π ππ π-α αα α
α αα α
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cos ß =
2
2
2
1
2 4
4
32
4
4 . 8
4 0
= = = =
+

cos ß =
2
2
então ß = 45
o

Exemplo 2: Calcular o ângulo entre os vetores

u = (1,1,4) e

v = (-1,2,2)

Resolução: cosθ = →
v u
v u
.
.
2 3 18 16 1 1 = = + + = u → 3 9 4 4 1 = = + + = v
cosθ =
( )( )
2
2
2
1
2 9
9
2 9
8 2 1
3 . 2 3
2 , 2 , 1 . 4 , 1 , 1
= = =
+ + −
=


cosθ =
0
45
2
2
= →θ

Exemplo 3: Sabendo que o vetor

v = (2,1,-1) forma um ângulo de 60° com o vetor

AB
determinado pelos pontos A (3,1,-2) e B (4,0,m), calcular m.
Resolução:

AB= B – A ( 4,0,m ) – (3,1,-2 ) ( 1,-1,m+2)
6 4 4 4 1 1
2 2
____
+ + = + + + + = m m m m AB
6 1 1 4 = + + = v
... θ = 60° cos 60 ° =
2
1

cos θ =
( )( )
( ) 6 4 6
2 , 1 , 1 1 , 1 , 2
2
1
.
.
2
+ +
+ − −
= →
m m
m
v u
v u
⇒ ( ) ( ) 2 1 2 2 6 4 6
2
− − − = + + m m m
( ) 6 4 6
2
+ + m m =[2(-1-m)]
2
⇒6m² +24m + 36 = (-2 – 2m)² ⇒
6m ² +24m + 36= 4 + 8m + 4m²⇒
m²+8m+16=0⇒
∆=(8)
2
-4.1.16=0⇒m= 4
2
8
2
0 8
− =

=
± −

Portanto, m = -4

Exemplo 4: Determinar os ângulos internos do triangulo ABC, sendo A(3,-3,3); B (2, -1, 2) e
C ( 1, 0, 2) e seus lados são respectivamente AC, AB e BC.
Resolução: Calcular cos
¬ ¬
B A cos , e cos
¬
C
( ) ( ) ( ) 1 , 2 , 1 3 , 3 , 3 2 , 1 , 2 − − ⇒ − − − = − =

A B AB
( ) ( ) ( ) 1 , 3 , 2 3 , 3 , 3 2 , 0 , 1 − − ⇒ − − = − =

A C AC
( ) ( ) ( ) 0 , 1 , 1 2 , 1 , 2 2 , 0 , 1 − ⇒ − − = − =

B C BC
6 1 4 1 = + + =

AB
14 1 9 4 = + + =

AC
2 1 1 = + =

BC
0
^ ^
10 , 19
9449 , 0
28
5
2 . 14
0 3 2
.
.
cos
±

=
+ +
⇒ = =
→ →
BC AC
BC AC
C C . Portanto,
0
^
19
28
5
arccos = = C
De forma similar, encontramos os

Exemplo 5: Provar que o triangulo de vértices A ( 2,3,1 ) , B ( 2,1,-1 ) e C ( 2,2,-2 ) é um
triangulo retângulo. Obs.: Quando o produto escalar de dois vetores for igual a zero ele é
retângulo.
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Resolução:
( ) 2 , 2 , 0 − − ⇒ − =

A B AB
( ) 3 , 1 , 0 − − ⇒ − =

A C AC
( ) 1 , 1 , 0 − ⇒ − =

B C BC
( )( ) 0 8 6 , 2 0 3 , 1 , 0 2 , 2 , 0 . ≠ = + + = − − − − ⇒
→ →
AC AB
( )( ) 0 2 2 0 1 , 1 , 0 2 , 2 , 0 . = + − = − − − ⇒
→ →
BC AB
Logo o triangulo ABC é retângulo.
7.2 Decomposição de um vetor v = P(x,y)
A decomposição de vetores é usada para facilitar o cálculo do vetor resultante. Observe a
seqüência de ações nas figuras (a), (b) e (c).
• (a) Consideremos o vetor v = P(x,y) nomeado de F sendo F o vetor força e α o ângulo
entre F e o eixo x.
• (b) Vamos decompor o vetor F em outros dois vetores Fx e Fy.
• (c) Agora, vamos trocar o vetor F
y
de posição para formarmos um triângulo
retângulo.
(a) (b) (c)






Note que, para determinar o valor de F
x
e F
y
basta resolvermos o triângulo retângulo

Portanto: ⇒ =
F
Fy
senα F
y
= F senα αα α
⇒ =
F
Fx
α cos F
x
= F cosα αα α
7.3 Ângulos Diretores e Cossenos Diretores de um Vetor

eja o vetor
→ → → →
+ + = zk yj xi v .
Ângulos diretores de

v são os ângulos γ β α , , que

v forma com os vetores
→ → →
k j i , ,
respectivamente.


K


v
α
β


Observação: os vetores da base canônica
{

i = ( 1,0,0 ),

y = (0,1,0),

k = ( 0,0,1 ) }
são ortogonais entre si.
0 . . . = = =
→ → → → →
k y k i y i e são unitários
S
α αα α
α αα α
α αα α
α αα α
F
x
= vetor força no eixo x
F
y
= vetor força no eixo y
F = vetor força
α αα α = ângulo entre F e o eixo x
Lembrando da trigonometria:
hip
o c
sen
. .
= α e
hip
a c . .
cos = α
Neste caso: F
x
é o cateto adjacente (c.a.) do ângulo, F
y
é o
cateto oposto (c.o.) do ângulo e F é a hipotenusa.
α αα α
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j


I


1 1 1 = = = = =
→ → →
k y i

Cossenos diretores de

v são os cossenos de seus ângulos diretores isto é,
cos γ β α cos , cos , .
Para o cálculo dos cossenos diretores, utilizamos a fórmula do ângulo entre dois vetores.
Demonstração: seja

v = ( x, y, z ) ,

i = ( 1, 0, 0 ) ,

y = ( 0, 1, 0 ) e

k = ( 0, 0, 1 ) então:
( )( )
→ →
→ →
=
+ +
= =
v
x
z y x
z y x
i v
i v
2 2 2
0 , 0 , 1 . , ,
.
.
cosα
cos

=
v
y
γ e cos
v
z
= β
Exemplo 1:
Calcular os cossenos diretores e os ângulos diretores do vetor

v = ( 6,-2,3 )
cos
0
31
7
6
cos
7
6
= = = =
(
¸
(

¸

=

α α α
v
x

cos
0
107 286 , 0 cos
7
2
= − = =

= β β β
cos
0
65 428 , 0 cos 428 , 0
7
3
= = = = = γ γ γ
Exemplo 2:
Dados os pontos A ( 2,2,-3 ) e B ( 3,1,-3 ). Calcular os cossenos diretores e os ângulos
diretores do vetor

AB .

AB = B – A = ( 1,-1,0 )
cos
0
45
2
2
2
1
= = = α α
cos
0
135
2
2
2
1
=

=

= β β
cos
0
90 0 cos 0
2
0
= = = = = γ γ γ

Observação Importante: Sempre que um vetor tem nula uma de suas componentes, a sua
correspondente é ortogonal (exemplo acima).

7.4 Paralelismo de dois vetores

ois vetores u = (u
1
, u
2
, ..., u
n
) e v = (v
1
, v
2
, ..., v
n
) são paralelos (ou colineares)
indica-se u//v quando suas coordenadas são proporcionais ou seja:

u ⁄ ⁄⁄ ⁄ ⁄ ⁄⁄ ⁄ v se
n
n
v
u
v
u
v
u
= = = ...
2
2
1
1
= k , k real.

Os vetores paralelos têm a mesma direção,
independe do sentido. Note que u // v // w.

D
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n
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Exemplo 1: Considere u = (2,3,-7), v = (-4,-6,14). Verifique se são vetores paralelos.

Resolução:
Por definição, u ⁄ ⁄⁄ ⁄ ⁄ ⁄⁄ ⁄ v se
n
n
v
u
v
u
v
u
= = = ...
2
2
1
1
= k. Fazendo u//v =
14
7
6
3
4
2 −
=

=

obtemos
u//v =
2
1
. Note que as componentes são proporcionais porque a razão entre elas é k =
2
1
. Assim, u e v são vetores paralelos.

Exemplo 2: Determinar os valores de m e n para que sejam paralelos os vetores
) 1 , 3 , 1 ( + = m U e ) 1 2 , 2 , 4 ( − = n V
Resolução: ⇒

= =
+
1
1 2
2
3
4
1 n m
4
5
5 4 3 2 4 1 2
2
3
5 10 2 12 2 2
2
3
4
1
= ⇒ = ⇒ = − ⇒ − =
= ⇒ = ⇒ = + = =
+
n n n n
m m m
m

Exemplo 3: Dados os pontos P(1,2,4), Q(2,3,2) e R(2,1,-1), determinar as coordenadas de
um ponto S tal que, P, Q, R e S sejam vértices de um paralelogramo.

Resolução: Basta usar uma igualdade para achar as coordenadas de S.
) 1 , 0 , 1 (
1 2 1
0 1 1
1 1 2
) 2 , 1 , 1 ( ) 1 , 1 , 2 (
) 2 , 1 , 1 ( ) 4 , 2 , 1 ( ) 2 , 3 , 2 (
) 1 , 1 , 2 ( ) , , ( ) 1 , 1 , 2 (
=
= ⇒ − = − −
= ⇒ = −
= ⇒ = −
− = − − − − ⇒ =
− ⇒ − = − =
− − − − ⇒ − − = − =
S
z z
y y
x x
z y x PQ SR
P Q PQ
z y x z y x S R SR

Exemplo 4: Determinar os valores de m e n para que sejam paralelos os vetores U = (m +1,
3,1) e V = (4,2,2n – 1).
Solução: A condição de paralelismo de dois vetores permite escrever:
1 2
1
2
3
4
1

= =
+
n
m
ou

¹
´
¦
= −
= +
2 ) 1 2 ( 3
12 ) 1 ( 2
n
m

¹
´
¦
= −
= +
2 3 6
12 2 2
n
m

A solução do sistema permite dizer que m = 5 e n = 5/6

Lembre-se que:
• Um vetor v = (x
1
, y
2
, z
3
) pode ter a sua origem em qualquer ponto. Normalmente,
situamos o ponto de origem, na origem do sistema (0,0,0). Quando não é situado a
partir da origem, o vetor é livre, ele não tem posição fixa, ao contrário do ponto.
• Ponto Médio de um segmento: É possível determinar as expressões das
coordenadas do ponto médio do segmento de reta de extremidades A(x
1,
y
1
) e
B(x
2
,y
2
).
Solução: O ponto médio M é tal que
→ →
= MB AM ou M – A = B – M.
Sendo M(x,y), vem então: (x – x
1
,y – y
1
) = (x
2
– x,y
2
– y) e dai temos
x – x
1
= x
2
– x e y – y
1
= y
2
– y, por tanto: 2x = x
2
+ x
1
e 2y = y
2
+ y
1

Álgebra Linear – Vetores em R
n
125
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Logo: x =
2 2
2 1 1 2
x x x x +
=
+
e y =
2 2
2 1 1 2
y y y y +
=
+


7.5 Ortogonalidade de dois vetores

ois vetores u = (u
1
, u
2
, ..., u
n
) e v
= (v
1
, v
2
, ..., v
n
) são ortogonais
(ou perpendiculares), quando o
ângulo ß por eles formado é de 90°
(ângulo reto). Neste caso, cos ß=
cos 90° = 0, o que implica, pela fórmula do
cálculo de ângulos de vetores, que o
produto interno usual entre eles é zero ou
seja,

u . v = 0 Indica-se u ⊥ ⊥⊥ ⊥ v.
Podemos afirmar também que cos λ λλ λ = 0
.
.
=
v u
v u

Exemplo 1: Considere u = (2,3), v = (-3,2) e w = (-6,4). Verifique se os vetores, dois a dois,
são ortogonais.
Resolução:
u.v= (2,3). (-3,2) = -6 + 6 = 0 logo u e v são ortogonais.
u.w= (2,3). (-6,4) = -12 + 12 = 0 logo u e w são ortogonais
v.w= (-3,2). (-6,4) = 18 + 8 = 26 ≠ 0 logo v e w não são ortogonais
Projete-os no plano cartesiano e verifique se, geometricamente, os vetores ortogonais
formam entre si, ângulo reto.

Exemplo 2: Verifique se os vetores u = (-3, 2) e v = (4,3), eles são ortogonais no espaço
vetorial V = R
2
em relação ao produto interno não usual definido em:
(x
1
, y
1
) . (x
2
, y
2
) = x
1
. x
2
+ 2 y
1
. y
2
.
Resolução:
u.v= (-3,2) . (4,3) = -3.4 + 2.2.3 = -12 + 12 = 0 logo u e v são ortogonais.

Exemplo 3: Verifique se os vetores u = (1,2) e v = (-2,1), são ortogonais no espaço vetorial
V = R
2
em relação ao produto interno usual.
Resolução:
u.v= -2+2=0. Logo u e v são ortogonais.
Ou cos λ λλ λ = 0
.
.
=
v u
v u
→ →→ → cos λ λλ λ=
5 . 5
) 1 , 2 ).( 2 , 1 ( −
→ →→ → cos λ λλ λ=
25
2 2 + −
→ →→ → cos λ λλ λ=0. Se cos λ λλ λ=0, então
λ λλ λ=90º, portanto os vetores são perpendiculares ou ortogonais.



A
AAg
ggo
oor
rra
aa,
,, t
tte
een
nnt
tte
ee v
vvo
ooc
ccê
êê!
!! Resolva as atividades

Lista 5 de Atividades

1) Sejam u = ( 2, 3, 4, 0), v = ( 1, 2 , 3, 2) e w = ( 3, 2 , -1, -1), vetores de R
4
. Verifique
quais vetores são ortogonais dois a dois e justifique.
2) Considere os vetores u = (-1, 2, 5, 3), v = (3, -6, -15, -9) e w = (0, 1, -1, 1), vetores de
R
4
. Determine:
(a) Os vetores são paralelos (verifique dois a dois)? Justifique.
(b) Os vetores são ortogonais (verifique dois a dois)? Justifique.
3) Existem valores para k, de modo que u=(2k, 6, 0, 1, 8) e v=(3, 2k, 1, 0, 2) sejam
ortogonais?
D
Álgebra Linear – Vetores em R
n
126
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4) Sabendo que o ângulo entre os vetores

u e

v é de 60
0
, determinar o ângulo formado
pelos vetores:
a)

u e -

v
b) -

u e

v
c)-

u e -

v
d)2

u e 3

v
5) Encontre os ângulos diretores e cosseno diretor do vetor u = (-2, 3).
6) Encontre os ângulos diretores do vetor u = (1,3,2).
7) Determinar a e b de modo que os vetores u = (4,1,-3) e v = (6,a,b) sejam paralelos.

Respostas: 1) v e w são ortogonais pois v . w = 0; 2) u e v são paralelos pois u/v=k=-1/3; u e w não são paralelos
pois não se define k para -1/0; v e w não são paralelos pois não se define k=3/0; 2b) os vetores u e w, v e w
são ortogonais pois seu produto interno é nulo e os vetores u e v não são ortogonais pois seu produto é -127.;
3) Sim, u e v são ortogonais para k = -8/9; 4) a) 120º b) 120º c) 60º d) 60º ; 5) cos α =
13
13 2 −
então α =
....; cos β =
13
13 3
então β = ....; 6) cos α =
14
14
então α = ....; cos β =
14
14 3
então β = ....; cos λ=
14
14 2
então λ =... 7) u e v são paralelos para a=3/2 e b=-9/2.


Atividade Complementar
1) Determinar a extremidade do segmento que representa o vetor V = (2,-5), sabendo
que sua origem é o ponto A(-1,3).
2) Dados os vetores U = (3,-1) e V = (-1,2), determinar o vetor W tal que:
a) 4(U - V ) + 1/3W = 2U - W
b) 3W - (2W - W ) = 2(4W - 3U )
3) Dados os pontos A(-1,3), B(2,5) e C(3,-1), calcular
→ →
− AB OA ,
→ →
− BC OC e
→ →
− CB BA 4 3 .
4) Dados os vetores U = (3,-4) e V = (-9/4,3), verificar se existem números a e b
tais que U = a V e = V = b U .
5) Dados os vetores u = (2,-4) e v = (-5,1) e v = (-12,6), determinar K
1
e K
2
tal que v =
K
1
u + K
2
v.
6) Dados os pontos A(-1,3), B(1,0), C(2,-1), determinar D tal que
→ →
= BA DC .
7) Dados os pontos A(2,-3,1) e B(4,5,-2), determinar o ponto P tal que
→ →
= PB AP .
8) Dados os pontos A(-1,2,3) e B(4,-2,0), determinar o ponto P tal que
→ →
= AB AP 3 .
9) Determinar o vetor v sabendo que (3,7,1) + 2v = (6,10,4) - v.
10) Encontrar os números a
1
e a
2
tais que w = a
1
v
1
+

a
2
v
2,
sendo v
1
= (1,-2,1), v
2
= (2,0,-
4) e w = (-4,-4,14).
11) Verificar se são colineares os pontos:
a) A(-1,5,0), B(2,1,3) e C(-2,-7,-1) b) A(2,1,-1), B(3,-1,0) e C(1,0,4)
12) Calcular a e b de modo que sejam colineares os pontos A(3,1,-2), B(1,5,1) e C(a,b,7).
13) Mostrar que os pontos A(4,0,1), B(5,1,3), C(3,2,5) e D(2,1,3) são vértices de um
paralelogramo.
14) Verifique se o vetor u = (1,4) é unitário.
15) A partir dos vetores u = (2,1), v = (-1,3) e w = (1,1) encontre os vetores u´, v´, w´
que sejam unitários.
16) Dados os pontos A(-1,2), B(3,1) e C(-2,4), determinar D(x,y) de modo que AB CD
2
1
=
17) Sabendo que a distância entre os pontos A(-1,2,3) e B(1,-1,m) é 7, calcular m.
Respostas:
1) (1,-2); 16) D = (0,7/2).17)m=-3 ou m = 9.
Álgebra Linear – Vetores em R
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Profª(s) MSc.Elisa Netto Zanette, MSc. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.Ledina Lentz Pereira


Bibliografia

KAPLAN, Wilfred; LEWIS, Donald J. Cálculo e Álgebra Linear. RJ: LTC, 1975.
KUHLJAMP, Nilo. Matrizes e Sistemas de Equações Lineares. Florianópolis: Ed. da UFSC,
2007.
LAY, David C. Álgebra linear e suas aplicações. 2.ed Rio de Janeiro: LTC, 1999. 504 p.
LEON, Steven J. Álgebra linear com aplicações. 4.ed Rio de janeiro: LTC, 1999. 390 p.
LINS, Romulo Campos e GIMENEZ, Joaquim. Perspectivas em Aritmética e Álgebra para o
século XXI. São Paulo, Papirus, 1997.
STEINBRUCH, Alfredo; WINTERLE, Paulo. Álgebra Linear. Rio de Janeiro: Makron Books,
1987. 581 p.
STEINBRUCH, Alfredo. Álgebra linear e geometria analítica. São Paulo: Ed. McGraw-Hill,
1975. 518 p.
WINTERLE, Paulo. Vetores e Geometria Analítica. SP: Makron Books, 2000.

Álgebra Linear – Vetores em Rn

82

6.3 Vetor Unitário e Versor de um Vetor: ...................................................................115 6.4 Módulo de Vetor Livre ........................................................................................116 Lista 4 de Atividades ............................................................................................118 7 Ângulos e Vetores: Paralelismo e Ortogonalidade.........................................................119 7.1 Ângulo de dois vetores: ......................................................................................119 7.2 Decomposição de um vetor v = P(x,y) .................................................................122 7.3 Ângulos Diretores e Cossenos Diretores de um Vetor .............................................122 7.4 Paralelismo de dois vetores.................................................................................123 7.5 Ortogonalidade de dois vetores ...........................................................................125 Lista 5 de Atividades ............................................................................................125 Atividade Complementar.......................................................................................126 Bibliografia ................................................................................................................127

1 Introdução: Retas e Segmentos Orientados
ara compreender o conceito de vetores vamos rever alguns conceitos básicos de reta orientada e segmentos:

P

1.1 Reta Orientada: Eixo

Uma reta r é orientada quando fixa nela um sentido de percurso, considerado positivo e indicado por uma seta. r

O sentido oposto é negativo. Uma reta orientada é denominada de eixo.

1.2 Segmento Orientado
Um segmento orientado é determinado por um par ordenado de pontos. O primeiro é chamado origem do segmento, o segundo chamado extremidade. O segmento orientado de origem A e extremidade B é representado por AB e, é geometricamente, indicado por uma seta que caracteriza visualmente o sentido do segmento.

1.3 Medida de um Segmento
Fixada uma unidade de comprimento, cada segmento orientado pode-se associar um número real, não negativo, que é a medida do segmento em relação aquela unidade. A medida do segmento orientado é o seu comprimento ou seu módulo. O comprimento do segmento AB é indicado por AB . Assim, o comprimento do segmento AB representado na figura abaixo é de 5 unidades de comprimento (u.c.):

AB = 5 u.c.

Observe que: Os segmentos podem ser também, nulos ou opostos:

Segmento Nulo: Quando a extremidade do segmento coincide com a origem. Os segmentos nulos têm comprimento igual a zero.

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Álgebra Linear – Vetores em Rn

83

Segmentos Opostos: Se AB é um segmento orientado, o segmento orientado BA é oposto de AB. Note que, a medida dos segmentos opostos é a mesma,

AB = BA .

1.4 Direção e Sentido do segmento orientado
Dois segmentos orientados não nulos AB e CD têm a mesma direção se, as retas suportes desses segmentos, são paralelas ou coincidentes.

Retas paralelas: segmentos com mesma direção e sentido

Retas paralelas: segmentos com mesma direção e sentido contrário

Retas coincidentes: segmentos com mesma direção e sentido Observações:

Retas coincidentes: segmentos com mesma direção e sentido contrário

• Podemos comparar os sentidos de dois segmentos orientados somente quando eles têm mesma direção. • Dois segmentos orientados opostos têm sentidos contrários.

1.5 Segmentos Eqüipolentes
Dois segmentos orientados AB e CD são eqüipolentes quando têm a mesma direção, o mesmo sentido e o mesmo comprimento.

Se os segmentos orientados AB e CD não pertencem à mesma reta. Para que AB seja eqüipolente a CD é necessário que AB//CD (// significa paralelos) e AC//BD, isto é, ABCD deve ser um paralelogramo.

Observações: • Dois segmentos nulos são sempre eqüipolentes. • A eqüipolência dos segmentos AB e CD é representada por AB ~ CD. Propriedades da Eqüipolência (1) AB ~ AB (reflexiva). (2) Se AB ~ CD, CD ~ AB (simétrica). (3) Se AB ~ CD e CD ~ EF, AB ~ EF (transitiva). (4) Dado o segmento orientado AB e um ponto C, existe um único ponto D tal que AB~CD.

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Álgebra Linear – Vetores em Rn

84

2 Vetores: Definições

2.1 Grandezas Escalares e Vetoriais

E

xistem dois tipos de grandezas: as escalares e as vetoriais. As grandezas escalares são determinadas por um valor (número) e uma unidade. Exemplo: comprimento, área, volume, etc. Quando afirmamos que a altura de um quadro é de 1,5 m ou que o volume da caixa é de 20 dm3 estamos determinando a grandeza escalar. Em várias aplicações físicas, por exemplo, existem determinadas grandezas, como temperatura e pressão, que possuem somente “magnitude” e podem ser representadas por números reais (grandezas escalares). Entretanto, existem outras grandezas, como força, velocidade, aceleração, deslocamento e impulso que, para serem completamente identificadas, precisam, além da “magnitude” (módulo), da “direção” e do “sentido”. Estes são exemplos grandezas vetoriais ou vetores.

Definição 1: Vetores são grandezas que, para serem identificadas, precisam da magnitude, da direção e do sentido. Assim, um vetor tem três características: módulo (ou magnitude), direção e sentido. • A direção é dada pela reta que contém o segmento. • O sentido é dado pelo sentido do movimento do segmento. • A magnitude (ou módulo) é o comprimento do segmento. Indicamos por duas barras verticais: |v| (Lê-se: módulo de v)

A representação geométrica de um vetor é um segmento orientado de reta: AB, CD, ...

Definição 2:

Vetor é um conjunto de todos os segmentos orientados

eqüipolentes3 a um segmento AB ou seja, com mesma direção, comprimento e sentido.

Note que neste conceito, desconsideramos a idéia de grandezas vetoriais e o vetor é compreendido a partir de um segmento orientado4. Onde, dois ou mais segmentos orientados de mesmo comprimento, mesma direção (são paralelos ou colineares) e mesmo sentido são representantes de um mesmo vetor v. (Fig.1) Na Figura 2, os vetores u e v são iguais (eqüipolentes) e representam um mesmo vetor. Idem para os vetores x e w. O mesmo não ocorre com os vetores s, t e m, n. Todos têm o mesmo comprimento, mas não tem a mesma direção e sentido. Fig.1

3 4

Equivalentes. Um segmento está orientado quando nele se escolhe um sentido de percurso, considerado positivo. Profª(s) MSc.Elisa Netto Zanette, MSc. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.Ledina Lentz Pereira

....Elisa Netto Zanette...0) ou (0. Esta lista ordenada de n escalares pode ser representada na forma de linha v = (v1... A notação vi indica o i-ésimo elemento do vetor. x 4 ) ∈ IR 4 ..... ou seja. O subscrito representa o índice do elemento do vetor.. MSc.. v2. x 2 ) ∈ IR 2 v = ( x1 . • Os vetores w e x têm a mesma direção e o mesmo sentido.. vetores paralelos têm a mesma direção e que cada direção pode ser associada a dois sentidos: sentidos iguais ou sentidos contrários.0.. É importante notar que os vetores no plano e no espaço são determinados exclusivamente pelo seu ponto final..... Sandra Regina da Silva Fabris e Dr... Vetores são geralmente representados por letras minúsculas em negrito (v). x 2 ... Em geral. têm n elementos (escalares). • Os vetores m e n têm diferente direção. v3. Os escalares v1. vn).Álgebra Linear – Vetores em Rn 85 Fig. e seus elementos são geralmente representados em letras minúsculas com um subscrito (vi). x3 . Observe que.. pois o ponto inicial é fixo na origem. x3 . Por exemplo...x n ) ∈ IR n • • Somente os vetores em R2 e R3 podem ser representados geometricamente.... Note que: Podemos representar um vetor de duas formas: (1) Geometricamente: vetor é um segmento de reta orientada.. consideramos apenas os segmentos orientados como ponto inicial na origem (0..    v n  O termo escalar é usado com o significado de um número real...Ledina Lentz Pereira . v2.2 Note que: • Os vetores u e v têm a mesma direção e o mesmo sentido.. vn são chamados de coordenadas ou componentes do vetor v.. x3 ) ∈ IR 3 v = ( x1 . A letra usada para os elementos é normalmente a mesma letra utilizada para o vetor..... Profª(s) MSc. x 2 . B Indica-se por v = AB A (2) Algebricamente: vetor é um par ordenado (plano) ou uma terna ordenada (espaço tridimensional) ou ainda uma n-úpla ordenada (espaço n-dimensional) de números reais. x 2 . v = ( x1 . Definição 3: Um vetor é um conjunto de números que pode ser escrito como v = (v1............ O vetor v é um vetor de dimensão n. denominados “vetores do plano” e “vetores no espaço”.0). v = ( x1 .. • Os vetores s e t têm a mesma direção e sentidos contrários.. v2. v2 é o segundo elemento do vetor. v3. x 4 . vn) ou em forma de coluna (matriz): v1  v  2 v =  .

com u=(x+1.Elisa Netto Zanette. Numa semana são vendidas 300 unidades do artigo A. 400 unidades do artigo B. C e D. na ordem dada. o vetor é dito nulo5 ou vetor zero indicado por 0 = (0. R$ 25. determinam um único vetor. -4) e z = 2.5) e v = (a. y2) são iguais se. Exemplo 2: Determinar o valor de x e y para u=v. 5) são iguais se a = 3.-4).. pode ser representada pelo vetor q = (300. R$ 12. 3y-8).4. mesma direção e mesmo sentido.00.0). tem um vetor oposto (-v)=(-v1. Em IR2 e IR3.3. o vetor BA é o oposto de AB e indicamos por (. 12. Exemplo: Se u=(2.4) Proposição 2: Se todas as componentes do vetor são nulas. Todo vetor v não nulo. onde v = AB = CD O ponto A é denominado ponto inicial ou origem do vetor v e o ponto B é denominado ponto final ou extremidade do vetor. Exemplo 2: O vetor u = (2.AB ) ou (-v). Assim. MSc. dois vetores são iguais (ou eqüipolentes).. origens em pontos diferentes. se todas as componentes do vetor são iguais. os segmentos orientados AB e CD determinam o mesmo vetor v. 3.. respectivamente. colineares e livres Proposição 1: Dado um vetor v= AB . porém com sentido contrário. Assim. então –u=(-2. Algebricamente. iguais. por serem eqüipolentes entre si.0. u = (x1. na ordem A.-v2) com mesmo módulo e mesma direção. 0) têm quatro componentes e portanto são vetores do R4. O vetor v = (2. 5. Exemplo 1: Os vetores u= (3. o vetor nulo indica a origem do sistema plano e espacial. É o vetor cuja origem coincide com a extremidade.00. R$) de venda por unidade de artigos. Segundo Winterle (2000) o vetor nulo é considerado paralelo a qualquer vetor. e que é indicado por 0 ou v=0 = (0.Álgebra Linear – Vetores em Rn 86 Exemplo 1: Uma fábrica produz 4 tipos diferentes de artigos.0.-3. Idem para os pontos C e D. vendidos numa semana. Resolução: Devemos fazer x+1 = 5 e 3y – 8 = 4 e obtemos x = 4 e y = 4..4) tem dimensão 3..2 Proposições: Vetores opostos. 3 . 4) e v=(5.00 e R$ 41. Profª(s) MSc.5) tem dimensão 5. chamado vetor nulo ou vetor zero. Proposição 3: Dois ou mais segmentos orientados representam o mesmo vetor (vetores iguais) se têm o mesmo comprimento. 200. 200 unidades do artigo C e 250 unidades do artigo D. o vetor p = (25. Os vetores w = ( 1. nulos. y1) e v = (x2. então dizemos que v ∈ R3. não tem direção e sentido definidos. B. R$ 32.00. e somente se x1 = x2 e y1 = y2 e escreve-se u=v.Ledina Lentz Pereira . respectivamente. A quantidade total dos artigos. num paralelogramo ABCD.0. Os preços de venda por unidade de artigo são. 5 Vetor nulo: Os segmentos nulos. Por exemplo..0. 32. 400. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. então dizemos que v ∈ R5. 250) e..3.. independente de ter ou não.0). 41) indica o preço (em reais. -1. cada ponto do espaço pode ser considerado como origem de um segmento orientado que é representante do vetor v. O vetor v é chamado vetor livre porque o segmento que o representa pode ter sua origem colocada em qualquer ponto do plano. ( -3.

Três vetores poderão ser coplanares ou não (Fig c).Álgebra Linear – Vetores em Rn → → → → 87 Proposição 4: Dois vetores u e v com a mesma direção são chamados de u e v são colineares se tiverem representantes vetores colineares ou paralelos.Ledina Lentz Pereira . Fig. com origem nele.(b): v .(a): v . imaginar os → → w → → → dois representantes de v e u pertencendo a um plano π que passa por esse ponto. u e v ou mais.(c): v . FG e (c) C AE e BF são colineares (d) AB é ortogonal ao plano BCG (e) DC é paralelo ao plano HEF WINTERLE. Assim. pois podemos sempre tomar um ponto no espaço e. u e w são coplanares π → → v → → v α w u → π → u w → → → → → → Fig. p. são vetores coplanares se → → π → → v → u Importante: dois vetores v e u quaisquer são sempre coplanares. → → Proposição 5: Dois vetores pertencerem a um mesmo plano π.Elisa Netto Zanette. 2000. u e w são coplanares Fig. u e w não são coplanares Exemplo6 Observe o paralelepípedo retângulo: Podemos afirmar que: (a) H E F D A B G DH = BF EG são coplanares (b) AB. MSc.6 Profª(s) MSc. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. AB e CD pertencentes a uma mesma reta ou em retas paralelas.

i. Analise e justifique.3) = (2. o e p.. d) não existe x 3 Vetores no Plano e Vetores no Espaço O estudo dos vetores em geral é relacionado a sua representação geométrica que se caracteriza num segmento de reta orientado como vimos até aqui. Geometricamente. 5x-1) Respostas: 1) São verdadeiros: a.6) 4) Determine os valores de x e y. exceto (a). 3.1.5.Álgebra Linear – Vetores em Rn 88 Agora.-3) = (2. ∀ x. 2x+5) = (4. c) Não ∃ solução pois os vetores pertencem a dimensões diferentes. de forma que os vetores sejam iguais. m. g. BC e CG são coplanares. 2) As afirmações são verdadeiras. y ∈ R} é interpretado geometricamente como sendo o plano xOy do sistema cartesiano ortogonal. h.-5) d) (x.Ledina Lentz Pereira . h) AB. há outra forma de representá-los.2x-12) = (1. b) x = 4.6) Profª(s) MSc. São falsos. l. A partir do paralelepípedo retângulo podemos afirmar que: H G E D A B F C a) AB = -HG b) AB ⊥ CG c) AF ⊥ BC d) AC=HF e) AG=DF f) BG // ED g) AB. i) AB é ortogonal ao plano BCG j) DC é paralelo ao plano HEF k) AC. a) AB = OF i) JO // LD b) AM = PH j) AJ // FG c) BC = OP k) AB ⊥ EG perpendiculares d) BL = . b. e. f. 2000. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.ED m) PE ⊥ EC f) AO = MG n) PN ⊥ NB g) KN = FI o) PN ⊥ AM módulo h) AC // HI p) AC = FP paralelos 2.1 Expressão analítica de um vetor no plano (R2) O conjunto R2 = R x R = {(x.Elisa Netto Zanette. MSc. vamos estudar os segmentos orientados relacionados com os sistemas de eixos cartesianos do plano (R2) e do espaço (R3). todo 7 (WINTERLE. c) x = 4 = y.3) c) (1. Assim. DB e FG são coplanares. 7) = (2. A figura abaixo é constituída de nove quadrados congruentes (do mesmo tamanho). n.5.y. j.MC l) AM ⊥ BL e) DE = .x. (b) (x2 – 5x + 4. Mas. k.x.y). (c). y+ 13 ) 2 (c) ( x . 3a) x=5 e y=1. 6) (a) (4x-5. Vetores que pertencem ao R² são conhecidos como pares ordenados de números reais. BG e CF são coplanares. 3) Encontre se possível os valores de x e y tais que: a) (2. Verifique se as igualdades são verdadeiras. b) x = 7/2. p. 7) = (2x – 4. (g) e (h). É o conjunto formado por todos os vetores com duas coordenadas reais x e y. d) x=2 e y=4.3) b) (1. 3y-5) (d) ( x . tente você! Resolva as atividades Agora tente você! Lista 1 de Atividades7 1. d.x+y) = (y-2. c. 2x – 2) = (0. 4a) x = y= 0.

também denominadas de coordenadas do vetor. temos os vetores livres. Por exemplo.1) 0 = (0. cuja origem é a origem do sistema cartesiano (0. y2 ) − ( x1 . já se afirmou anteriormente. consideramos o vetor AB de origem no ponto A(x1.1)    v = 3 j → v = (0. utiliza-se em geral. fazemos: AB = B − A AB = ( x2 . que parte da origem do sistema (0. a cada vetor v do plano pode-se associar um par (x.y2). Todo ponto P(x. MSc. Veja outros exemplos: v = −i + j → v = (−1. y) de números reais. utiliza-se em geral. No estudo algébrico dos vetores. definido por um ponto.0). Como. y ) que é a expressão analítica de v. são formas de   {i. 2) ou v = representação do vetor v.0)   i = (1. y) sendo x e y as coordenadas de P e as componentes do vetor v. ordenada. j} = {(1.0) j = (0. o plano pode ser compreendido como um conjunto de pontos ou um conjunto de vetores. no estudo algébrico dos vetores. Nestas condições. (0. ditos vetores no plano e que são vetores definidos por um ponto extremo do segmento com origem no ponto (0. OBS: Na Geometria Analítica analisa-se o vetor e sua representação a partir de uma base 3 2 ∈ R².0). Para isso. está associado a um único vetor v = OP com v = (x. os vetores v= OP .0) Desta forma.0).2) ∈ R2.Álgebra Linear – Vetores em Rn 89 vetor v= AB desse plano.0). y1) e extremidade em B(x2. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. y1 ) Profª(s) MSc. os vetores definidos por um ponto que é o extremo do segmento com origem no ponto (0.1)} onde é estabelecida a correspondência biunívoca entre vetores no plano e os pares ordenados (x. A primeira componente x é chamada abscissa e a segunda y. 3. A partir de um vetor livre v = AB podemos encontrar o seu vetor equivalente. Exemplo 1: Representação no plano do vetor v e do ponto P(x. razão porque se define: Vetor no plano é um par ordenado (x. Exemplo 2: Representação no plano cartesiano do vetor v = (3.0). Note que.Elisa Netto Zanette. v = (3. Exemplo 3: Podemos escrever v = (3.Ledina Lentz Pereira .y) de números reais e se representam por v = ( x.-5) ou v = 3i-5j.2 Vetor Definido por Dois Pontos: Vetor Livre I númeras vezes um vetor é representado por um segmento orientado que não parte da origem do sistema. y) de números reais que são suas componentes na base dada.y).3)  Particularmente v = −10i → v = (−10. tem sempre um representante equivalente OP .y) do plano. Nestes casos. O vetor AB é um vetor livre.

2) e B = (-1. (0.0).Elisa Netto Zanette. sempre existem os números a1 e a2 reais tais que v = a1 v1 + a2 v2.1. 1) 3.4) = (-3+1. subtraindo as coordenadas do ponto B das coordenadas do ponto A. E. sempre existem números reais a1.2-4) = (-1.1)} quando os vetores são vetores do plano e a partir de uma base → → → canônica representada por { i . Fazendo AB = B-A = (-3. (0. obtemos um vetor v a partir do vetor livre AB.0). Por exemplo.0) do sistema. o que melhor caracteriza o vetor é aquele que tem sua origem no ponto O (0. isto é. j . O vetor v encontrado representa o mesmo vetor AB. j } = {(1. todo vetor v deste plano é combinação linear dos vetores da base.1. Exemplo 2: Dados os pontos A=(0. 8 Você sabia que: No plano R2 qualquer conjunto {v1.Ledina Lentz Pereira . não colineares.1) e B=(1.0) e extremidade em P(x. Entretanto.1) = (1.Álgebra Linear – Vetores em Rn 90 AB = ( x2 − x1 . é uma base. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.0). Todo espaço tem infinitas bases e uma base canônica. v2} de dois vetores.0. y2 − y1 ) = v (vetor definido por um ponto) Representação Geométrica Vetor Livre Vetor definido por um ponto extremo com origem em (0. Profª(s) MSc.2) – (0. direção e sentido. (0.0).-2) é equivalente ao vetor livre AB e parte da origem (0. -2) = v O vetor v = (-1.0.1)}. ou seja.3 Expressão analítica de um vetor no espaço (R3) N a Geometria Analítica analisa-se o vetor e sua representação a partir de uma base8 → → { i . O segmento AB é um vetor livre.0). k } = {(1. (0. v = B-A. Assim.y). MSc. v3} de vetores não coplanares é uma base. No espaço R3 qualquer conjunto {v1. v2.0. É importante lembrar que um vetor tem infinitas representações que são os segmentos orientadores com mesmo comprimento.4).1)}quando os vetores são vetores do espaço. y. a2 e a3 tais que: v = a1 v1 + a2 v2 + a3 v3 onde a1. Exemplo 1: Para A = (-3.z) de números reais. a2 e a3 são componentes de v em relação à base considerada.2)-(-1.0. Assim. AB = B – A = (1. dentre estas infinitas representações.2). determine o vetor v que parte da origem e é equivalente ao vetor livre Resolução: v = AB . onde é estabelecida a correspondência biunívoca entre vetores no espaço com o vetor (x.0). em R3 a base canônica é {(1. (0.

z = 0 B (2. MSc. y. z = 0 D (0.0.c) de números reais. As figuras abaixo dão uma idéia dos planos. 3) Profª(s) MSc.Álgebra Linear – Vetores em Rn 91 Consideremos estes três vetores representados com origem no mesmo ponto O e por este ponto três retas como mostra a figura abaixo. que são chamados eixos coordenados. se v = 2i+4j+3k indicamos v = (2. y = 4.4.0) → x = 2. z = 3 F (2. k} e v = (x. z = 0 C (0. z = 3 E F V D P C y 0 0 B A x Escrevemos v=xi+yj+zk. chamadas coordenadas de P. y = 0. z são os componentes de v na base canônica {i. y. Cada dupla de eixos determina um plano coordenado.Ledina Lentz Pereira . z = 3 P (2. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.4.3) → x = 2. y = 0. 4. j. xz ou yz.3) → x = 0. y z XY YZ z XZ y y x z y x x y Estes três planos se interceptam segundo os três eixos dividindo o espaço em oito regiões. y = 4.3) → x = 2. z = 3 E (0. z) é a expressão analítica de v.b. z z y 0 x A cada ponto do espaço vai correspondendo uma terna (a. z Com base nesta figura.0. a reta com direção do vetor j é o eixo do K é o y (ordenada) e a reta com a direção do vetor eixo dos z (das cotas: significa altura no espaço). y = 0. Portanto. temos: A (2. A reta com a direção do vetor i é o eixo dos x (abscissa).4.4.3) no espaço.0) → x = 0.4.3) → x = 0. temos três planos coordenados: o plano xy.Elisa Netto Zanette. Exemplo 1: Observe a projeção do ponto P(2. Assim. onde x.0. y = 4.0) → x = 2. As setas indicam o sentido positivo de cada eixo. y = 4.

onde P(x.2.Ledina Lentz Pereira . (b) representa o vetor v = (x.3) . y.3) y -x -y 0 B x xy -y C yz 0 xz -z → C (-3.0.(a) representa o ponto P = (x.z) ∈ R3 e a Fig. no plano tri-dimensional Fig. sendo: → → → u = A (-1.0.-5.4. z ∈ R} é interpretado geometricamente como sendo o espaço tridimensional 0xyz.y.y. y e z. A Fig.2.(a): Representação geométrica do ponto P.-2. y.Álgebra Linear – Vetores em Rn 92 Portanto: O conjunto R3 = R x R x R = {(x. no plano tri-dimensional Fig.Elisa Netto Zanette. z (0.-2.-2.2.0) v = (1.(b): Representação geométrica do vetor v. no plano tri-dimensional Exemplo 2: Representação geometricamente o vetor v = (1.3) v 0 (1.4) c Profª(s) MSc. z A → u= A (-1.z) ∈ R3.y.3 ) = OP (0.z) e as coordenadas x.(a): Representação geométrica do ponto P.3) e w = C (-3. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.4).4.y. Fig.-5. MSc.0) y x Exemplo 3: Representação dos vetores no espaço. de P são as componentes de v.3). v = → B (5. z) ∀ x.3) z → -x 0 v= B (5.3) e P = (4.z) é o ponto associado ao único vetor v = OP = (x.

C = (1.2)..y2. 3. definido por um ponto. 9 (WINTERLE. Assim. p. © C = (0.2) e B = (2.0. -2.7) + (-2.. então vi = ui + wi.0. . para todo i.. -3) (c) s = (-2.y2) Se u e v são vetores de Rn com u = (x1. (g) O=(0. eqüipolente ao segmento orientado CD. v = (y1. AB é vetor livre e u tem origem no sistema (xOy). temos que.yn) temos: u + v = (x1 + y1. (c) Represente geometricamente o segmento AB e o vetor u. 7) e v = (2. Por sua vez. MSc. eqüipolente ao segmento orientado AB. 3) a) u=(3.. 4. b) v=(-2.Álgebra Linear – Vetores em Rn 93 Agora. um a um. y1 + y2) e u + (-v) = (x1 .Ledina Lentz Pereira . para os vetores u e v de R2 com u = (x1. . se v = u+ w. 5) (g) m = (3. definido por um ponto.-4) (i) j = -2i+3j-4k 3) Inúmeras vezes um vetor é representado por um segmento orientando AB que não parte da origem do sistema cartesiano.1 Adição e Subtração de Vetores A lgebricamente a adição de dois vetores se define pela adição de seus componentes (coordenadas). São eqüipolentes porque tem a mesma direção. Assim: (a) Encontre o vetor u. basta somar individualmente cada elemento deles. Considere os segmentos orientados AB e CD com A = (-1.0. Respostas parciais: (1a) A=(4. Simbolicamente. xn + yn) Exemplo 1: Se u = (1.y3. tente você! Resolva as atividades Agora tente você! Lista 2 de Atividades9 1) Dê as coordenadas dos pontos: (a) A = _______________ (b) B = _______________ (c) C = _______________ (d) D = _______________ (e) E = _______________ (f) F = _______________ (g) O = _______________ (h) P = _______________ 2) Represente no plano e/ou no espaço tridimensional os vetores: (a) u = -i-2j (b) w = (5. 7+5) = (3. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. sentido e magnitude (módulo).x2.x2... 5) então: (a) u + v = (1+2.. 7-5) = (-1. 3) (f) r = (-3.xn).-3). 5) e D = (-1. 2000..x3.0). a diferença de dois vetores se define pela adição do primeiro vetor pelo oposto do segundo vetor. x2 + y2. y1 . (b) Encontre o vetor v. .. 2.3). Para somar dois vetores. 4) (d) v = i+2j+5k (e) t = (1. v = (x2.6) Profª(s) MSc.-5) = (1-2.-9). -4). 4 Operações com Vetores 4. 3.-1.-2. c) AB é equivalente ao vetor u..0).. (e) E (4. 2.-5).0). 6) (h) n = (1. Observe que: Dois vetores podem ser adicionados se e somente se eles tiverem a mesma dimensão. 12) e (b) u – v = u + (-v) = (1. . O vetor resultante será da mesma dimensão dos vetores originais.Elisa Netto Zanette.y2) temos: u + v = (x1 + x2.y1). Analise o resultado e comente o que você observou.

1..u) = (k k′ ) . Assim. 7+4. 12. 3 ). 7. 2). R2. temos: (i) u + v = v + u (comutativa) (iii) (u+v )+w = u+(v+w) (associativa) (v) u + 0 = 0 + u = u (elemento neutro) (vii) u + (-u) = 0 (elemento simétrico) (ii) (k + k′ ) u = k u + k′ u (iv) k (u + v ) = k u + k v (vi) k (k′ . 4.-1) e os vetores u = (-2. . 4.1)+ a3 (3.8.5) e v = (2. a2 = 1 e a3 = -1 Propriedades dos vetores Para qualquer vetor u.-1) Aplicando as operações de produto de escalar por vetor. Verificar se existe números a1. 0. (-2. xn) = (kx1.u = 0. -16. vetores de R4 então para k = -2.. 5) = (5.6) e w = (2. 2.7.5. 7.a) são iguais se a=-2 e b= 5.. 0) w = a1 AB + a2 u + a3 v. kxn) Exemplo 1: Se u = (1. Obs A igualdade de vetores é definida igualmente para R2. Se u = ( x – y. -3) (c) u + w? Não é possível computar u + w.kx2. temos: (a) ku = 5(1.. soma de vetores e igualdade de vetores.u (viii) 1.Ledina Lentz Pereira . 3+6) = (0. 7.4. -24.x2.0..Elisa Netto Zanette.2. 7) = (5.-1) e v = (2. 8. Exemplo 2: Se u = (1. 3). -1) = (-2.. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.5) = (10. 1.-1) e B(1.1.2.1).2. 1. 25). a3 = -1 Portanto. 35) e (b) kv = 5(2. 5. z – 1) e v = ( 4.7) = (5.Álgebra Linear – Vetores em Rn 94 Exemplo 2: Se u = (1. w = a1 AB + a2 u + a3 v para a1 = 3. . ... nem v + w porque u e v são de 3ª dimensão e w é de 4ª dimensão. 4. v e w vetores de R2 (podemos generalizar para Rn) e k. -1. 0) = (-4.1. 5. vetores de R2 então para k = 5. x + y. 2. v= (3. -14. 0. 4. a2 = 1. 15) – (4. k′∈ R (k é um escalar = número real). os vetores u = (8. 0. temos que: (a) u + v = (4. 5. Ou seja.3. 0. encontramos como resposta: a1= 3. -10. 7) e v = (2.b. a2 e a3 tais que w=a1AB+a2u+a3 v. 3) (c) 3u – 2v = (6.. Resolução: AB = B – A ⇒ (1. 3. 5). 12.. por exemplo.. 1. v = (-1.-1. -16. MSc.u = -u e 0.2) = a1 (1. -4. como já vimos: Assim. 8. 2.-2) e v= (8.2 Multiplicação de escalar por um vetor A multiplicação de um escalar por um vetor se define pelo produto do escalar (número) por cada componente do vetor.12. 11. -1) então: (a) u + v = (1-1. temos: (a) ku = -2(1. 0). -1) – (0. 11) Exemplo 4: Dados os pontos A(0. um vetor pode ser multiplicado por um escalar.0.x2. para o vetor u de Rn com u = (x1. -1) = (1.-1. 5. podemos afirmar que: Profª(s) MSc.0. 9. 0) + a2 (-2. xn) e k ∈ R (k escalar) temos: ku = k(x1.u = u. 4.3) + (1. 7.4.-1) e w = (-2. 2) (b) kv = -2(2. 5.2. 2.2) vetores de R4 então. . 7) (b) u – v = (0.. multiplicando-se cada elementos do vetor por este escalar. 0) (c) ku + kv = k(u+v) = -2(u+v) = -2(3. -6) = (2. 2) Exemplo 3: Sejam u = (2. 9) (b) u – v = u + (-v) = (1.-1) = (-6. 4) = (2.

Veja mais sobre isso. nas aplicações de adição de vetores e multiplicação por escalar. MSc. Regra do polígono ou triangulação: Ligam-se os vetores. na extremidade do último vetor. buscam-se determinar dois números reais a1 e a2 tais que: D v = a1v1 + a 2 v 2 → → → 1º caso A ADIÇÃO DOS DOIS VETORES v e u representados pelos segmentos orientados AB e BC se definem pelo vetor resultante s representado pelo segmento AC . qualquer vetor v (coplanar com v1 e v2) pode ser decomposto segundo as direções de v1 e v2.Ledina Lentz Pereira . z − 1 = 3 z = 3 + 1 z = 4    Importante: Quando o vetor v estiver representado por v = a1 v1 + a2 v2.Elisa Netto Zanette. O problema consiste em determinar dois vetores cujas direções sejam as de v1 e v2 e cuja soma seja v. ecomposição de vetores no plano: Dados dois vetores v1 e v2 não colineares.Álgebra Linear – Vetores em Rn 95 x = 3 x − y = 4 x − y = 4    u = v ⇔  x + y = 2 ≅ 0 x − 2 y = 2 ≅  y = −1 ⇔ Portanto. geometricamente.3 Análise Geométrica da Adição de Vetores e Multiplicação por Escalar → → A adição de dois vetores v e u é analisada. y = -1 e z =4. na origem do 1º vetor e extremidade. adicionamos um deles ao oposto do outro: s = u Vetores u e v Adição de vetores u+v Subtração u+(-v) v. dizemos que v é combinação linear v1 e v2. Em outras palavras. u = v se x = 3. 4. a partir dos segmentos que contém os vetores. O vetor soma (ou vetor resultante) é aquele que tem origem. Este movimento se caracteriza por decomposição de vetores no plano. origem com extremidade por deslocamento. os pontos A e C determinam um vetor que é a soma dos vetores B Exemplo 1: → → → u e v onde: → → → v → u s s = u + v ou → u + v = AC ou C A AB + BC = AC Exemplo 2: → → → s= u + v Exemplo 3: → → → → s = u + v ou → u + v = AC ou AB + BC = AC → → → Na SUBTRAÇÃO DE VETORES. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. → → Assim. O par de vetores v1 e v2 não colineares são chamados de base do plano. Profª(s) MSc.

projetamos um vetor no extremo do outro (mesma direção e mesmo sentido). temos a resultante s de vetores → u e v com o mesmo u e v com o sentido → sentido e na figura (b). para s = u + v . os pontos A e C determinam um vetor que é. Assim. A diagonal secundária do → → paralelogramo equivale a resultante da diferença entre os vetores.v ) Fig. por definição.(b) 3º caso A adição dos dois vetores → v e u não paralelos pode ocorrer a partir do → deslocamento dos vetores para uma mesma origem A.v).Ledina Lentz Pereira . Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. ou seja.Álgebra Linear – Vetores em Rn 96 → → → → 2º caso A adição dos dois vetores v e u paralelos ( v ⁄ ⁄ u): → A adição de vetores representados por segmentos paralelos10 orientados AB e BC se define da mesma forma anterior. construímos o paralelogramo ABCD. MSc.(a) → → Fig. Assim. é o vetor resultante s = u + v . Exemplo 1: (Figuras c. representado pelo segmento AC .v ) 10 Quando os segmentos têm a mesma direção – sobre as mesmas retas ou paralelas Profª(s) MSc. d) O segmento orientado de origem em A que equivale à → → → → diagonal do paralelogramo. v Regra do paralelogramo: A partir da origem A. → → → → → Exemplo 1: Na figura (a).v . temos a resultante s de vetores contrário (equivale a s = u . pelo vetor resultante s . representa-se o vetor = AB e o vetor u = AD . Assim. → → → → → → Adição de vetores s = u + v Subtração s = u + (. a soma dos vetores → → → → → u e v onde. → → → → → → → Vetores u e v Adição de vetores s = u + v Subtração s = u + (.Elisa Netto Zanette. s = u .

No caso particular da extremidade do representante do último vetor coincidir com a origem do representante do primeiro a soma deles será o vetor zero ou nulo.Álgebra Linear – Vetores em Rn 97 Fig (c) u+v é a diagonal principal do paralelogramo ABCD.Elisa Netto Zanette. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.Ledina Lentz Pereira . Exemplo de adição de três ou mais vetores livres Exemplo 1 → → → → s= u + v + w Exemplo 2 → → → → s= u + v + w Exemplo 3 → → → → → → s = u + v + w + t =0 Exemplo de adição de vetores que partem de uma origem: Situação comparativa de soma com dois e com três vetores Profª(s) MSc. Fig (d) u+v →diagonal principal do paralelogramo u-v →diagonal secundária Exemplo 2 → → → → → → → → Vetores u e v Adição s = u + v Subtração s = u-v 4º caso A adição dos três vetores ou mais ocorre de forma análoga aos casos anteriores. MSc.

conforme o valor de k.v) permanece com o mesmo sentido de v. 2. Exemplos Complementares Exemplo 1: Dados os vetores u=(4.2) e k = 0 temos ku = 0. contrai ou inverte o sentido. 2º caso Se k= -1. 3). o vetor (-1)v é o oposto de v. Determinar geometricamente e algebricamente as resultantes de u+v e 2u. G 1º caso Se k = 0 ou v = 0. então (k. é representado por um novo vetor que se expande.u= (0. Profª(s) MSc. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.2) e k = -2 temos ku = -2u= (-2. -1.1.Álgebra Linear – Vetores em Rn 98 Exemplo 1 → → → s= u + v Exemplo 2 → → → → s= u + v + w eometricamente.1.2) = (2. resulta em um vetor s com sentido igual ao de v se k for positivo ou sentido oposto ao de v se k for negativo. então o vetor kv = 0.2) e k = 2 temos ku = 2u = (2. kv tem sentido contrário de v. O produto de um número real k por um vetor v.u=(-1.2) = (0. Exemplos: Para u = (1.0.Elisa Netto Zanette. se k < 0. O módulo do vetor s é igual a k x |v|.-4). -2) 3º caso Se k > 0. 4) Para u = (1. Exemplo: Para u = (1.0).1) e v = (2. o PRODUTO DE UM ESCALAR POR UM VETOR.2) e k=-1 temos ku=(-1). MSc.1.Ledina Lentz Pereira .2) = (-1. Exemplo: Para u=(1.

-3). Geometricamente (a) = (1. Representação geométrica de u+v Representação geométrica de 2u Exemplo 2: Consideremos os vetores de R2 definidos em u = (1.-3-2) = (2.3v+ 1/2w Resolução: Vetores Resultante s = 2u . construir graficamente o vetor → s = 2u .2) = (3-1.Elisa Netto Zanette.(3.2) + (3. 2+3) = (-2.2) .3) = (6.u = (1.v. v e w.-3) = (1+3. as resultantes: → → → → → → → → → (a) s = u + v.(1. (c) s = v.u Resolução: Algebricamente → → → → → → → → → (a) s = u + v (b) s = u . -5) Geometricamente (c) Exemplo 3: Dados os vetores u. 5) Geometricamente (b) = (3. Determine. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. (b) s = u . de acordo com a figura. -1). 4) e • 2 u = 2 (4.1) + (2.v (c) s = v .Álgebra Linear – Vetores em Rn 99 Resolvendo: • u+v = (4.Ledina Lentz Pereira .2) e v = (3. 2-3) = (4.1) = (8. MSc.2). algébrica e geometricamente.-3) .3v+ 1/2w Profª(s) MSc.-3) = (1-3.

U = (1. ) .2) ..(6. 2 Exemplo 7: Encontrar os números a1 e a2 tais que W = a1U + a2 V sendo W = (−1.-1)= 1 v+w.Ledina Lentz Pereira . 2+2) = (1.2) = (-4.. sendo u=(3.0) Exemplo 6: Determinar o vetor w na igualdade 3w+2u= Resolvendo: 3w+2(3.4)+w ⇔ 3w + (6.− ) 3 3 5 5 3 5 1 3 15u = 15 ( .-1) e v=(-2. u + v = (-2. ).− ) − v u= − ( .2) represente no plano u+v.−2) Profª(s) MSc. MSc.2) + w 2 −7 3w –w = (-1.4) 2u = 2(-2.-2) ⇔ 2w = (-7.− ) = (5.-2) = (-1. − + ) = ( .8).− ) =( − . ) =( − 4 3 4 3 5 3 3 5 4 10 9 5 36 10 Exemplo 5: Para u = (-2.( .2) = (-2+3. 3 5 3 5 1 1 3 2 2 1 + .2) + (3.Elisa Netto Zanette.V = (4.2 )..2) = (-5. 2u e u + (-v).Álgebra Linear – Vetores em Rn 100 Exemplo 4: Efetuar as operações com os vetores sabendo que u = ( u+v = ( 1 3 1 2 . Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.− ) + ( − .4).4) u +(-v) = (-2.2).2) – (3.e. 2 1 (-2.− ) e v= ( . 4) ⇔ w = ( .2) e v = (3. -9) 3 5 1 3 1 1 13 1 3 1 3 1 2 1 1 3 .

.5) + 3(-1. MSc.3.2a1 − 2a2 ) a1 + 4a2 = −1 2a1 − 2a2 = 8 a1 = 3 a 2 = −1 ⇒ logo W = 3U − V Note que: Ao trabalharmos geometricamente com a soma de vetores e a multiplicação de escalar por vetores.8) = (a1 + 4a2 .4.10)+(-3. a soma deles é o vetor v.1: Combinação Linear de vetores Exemplo 1: A operação 2(3. portanto. Qualquer vetor u de V. o vetor resultante (3.3) e v=(-1.3.4) é uma combinação linear dos outros vetores adicionados e multiplicados pelos respectivos escalares. buscam-se determinar dois números reais a1 e a2 tais que: v = a1v1 + a 2 v 2 Exemplo 1: Dados dois vetores v1 e v2 não colineares e v (arbitrário). o vetor u = (-1. Em outras palavras. S ejam u1.-1.-1) .. que corresponde à diagonal desse paralelogramo: a1v1 v1 v2 v1 v (arbitrário) v = a1v1 + a2v2 v2 a2 v2 Exemplo 2: Na figura seguinte os vetores v1 e v2 são consideramos um outro vetor v.-1) e u2 = (4. -3)... operamos pela decomposição de vetores.−2) (−1.. escrito na forma u = a1u1 + a2u2 + .−2a2 ) (−1.1-2) = (6. u2. 2) de IR2 pode ser resultado da combinação linear dos vetores u=(1.2) porque u = u1 . + an un é uma combinação linear dos vetores ui.-5. Profª(s) MSc.-5.. an escalares de IR ou C.(4.-3) é resultado da combinação linear dos vetores u1 = (3.2) = (-1.Álgebra Linear – Vetores em Rn 101 1 2 (−1. Neste caso. Exemplo 2: Verifique se o vetor w=(1..u2 = (3.2) + a2 (4.un vetores do espaço vetorial V e a1.-1. a figura mostra como é possível formar um paralelogramo em que os lados são determinados pelos vetores a1 v1 e a2 v2 e.Ledina Lentz Pereira .-6) = (3.3.2a1 ) + (4a2 . .a1 v1 + a2v2 v2 V2 -a1v1 v a2v2 Nesta figura a2 > 0 e a1 < 0 4.4) se caracteriza como uma combinação linear.8) = a1 (1.4 Aplicações de Adição de Vetores e Multiplicação por Escalar 4. 2).-8.-4.8) = (a1 . Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.2.2.Elisa Netto Zanette. a2v2 mantidos e v1 V1 v v = .. Da mesma forma.. a2.

v Assim.Elisa Netto Zanette.Álgebra Linear – Vetores em Rn 102 Resolução: Um vetor w é uma combinação linear de outros vetores u e v se e somente se. -x) + (y.. 7. 4) (x. 4) x + y = 2  ⇔ 2 x + 3 y + z = 7 ≅ − x + y + 2 z = 4  x + y = 2  0 x + y + z = 3 ≅ 0 x + 2 y + 2 z = 6  x + y = 2  x = −1 + z  .v ou.3) + y (-1.2: Dependência e Independência Linear de Vetores U Onde m conjunto de vetores u1. u e v pelos seus respectivos valores. 0 x + y + z = 3 ≅  0 x + 0 y + 0 z = 0  y = 3 − z  S={(-1+z.u + y. 2). Se ocorrer ∑a u i i =1 n i = 0 para algum a i ≠ 0 .3) + y (-1. os vetores são ditos dependentes (LD). 5 5 Exemplo 3: Verifique se os vetores u = (1..2) e v = (3.2)+0(3. Assim.2) = x (1. temos: ∑a u i i =1 n i = 0 para todo a i = 0 a i são quantidades escalares.un é independentes (LI) se e somente se. existe solução para a equação matemática w = x.2. tem diversas soluções.v.u2. tem solução real. 2x + 3y + z.  −1 y = 5 Resposta: O sistema resultante da equação matemática w=x. Exemplo 1: Os vetores u = (1.. para todo ai real. Então.1. 1.-1) + y(1. 3-z. v e w podem ser escritos como uma combinação linear do vetor t se a equação xu + yv + zw = t.v é consistente e determinado. Caso contrário os vetores são linearmente dependentes (LD).3.. Portanto.2.-1). um conjunto de vetores u1. vetores linearmente independentes têm representação geométrica em direção distinta (vetores colineares). vetores de IR3 podem ser escritos como combinação linear do vetor t = (2. v = a1v1+a2v2 = 0 ou 2v1+(-1)v2 = (2.4. se tem a mesma direção (vetores paralelos) são linearmente dependentes. t é combinação linear de u. 4..4) são vetores linearmente dependentes (LD) porque existe a i = 2 e a i = −1 para os quais.un é dito linearmente independentes (LI) se escritos como combinação linear do vetor nulo. 7.2) = (2. se existe valores reais para x e y de modo que w = x.0)= 0. Ou.. -x + y + 2z) = (2. y) + (0z. z) ∀ z∈IR} O sistema é consistente e indeterminado.u + y.u2. fazemos w= x.3. resultam em todos os coeficientes nulos. 7.2) (1. os vetores u = (1.1) + z(0. MSc.0)= 0.4)=(0.7. 3y. z.u+y.u + y. v = (1. 2z) = (2. Geometricamente. Resolução: Os vetores u. xu + yv + zw = t x(1.4).3) são vetores linearmente independentes (LI) porque existe somente a i = 0 para os quais. v = a1u+a2v = 0 ou 0u+0v = 0(1.3)=(0. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. w é uma combinação linear de u e v e pode ser escrito como: w = 4 u + −1 v. v e w e pode ser escrito como: t = (-1+z)x + (3-z)y + zw para ∀ z∈IR.2) = (x–y.3x+2y) ⇔ x − y = 1 x − y = 1 ⇔  ⇔  3 x + 2 y = 2 0 x + 5 y = −1 x = 4 5 ..Ledina Lentz Pereira . E.2) (1. 2x.1) e w = (0. Em caso contrário. Profª(s) MSc.2) e v = (2. 4) (x + y. Substituindo w.. temos: w = x (1.4)-(2.

(3x + 4y + 5z)] = (0. Exemplo 3: Mostre que o vetores de R3.3: Bases do Plano de do Espaço Profª(s) MSc. Forme uma matriz A.2y − 4 z = 0 ⇔ -2y=4z⇔y=-2z. 1 − 1 2  1 − 1 2  1 − 1 2  2 2 − 1 ≅ 0 4 − 5 ≅ 0 4 − 5  A=       3 4 5  0 7 − 1 0 0 − 31       Linhas não-nulas Observe que a matriz A. u2 e u3 são LD.z = 0   x .0. Para facilitar o procedimento de cálculo podemos substituir os escalares a i por x. que são os vetores u1.y + 2z = 0  ≅  + 4y . Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. para x – y – 2z = 0⇔ x–(-2z)– 2z=0 ⇔ x=0.-2z.2.-4) são LD. podemos afirmar que os vetores correspondentes de A.0) ⇔ x − y − 2z = 0  x-y-2z=0  x -y −2z=0    + -2y . u2 = (-1.0.3) + y(-1. 4.0) ⇔ [(x – y + 2z).0. Se a quantidade de linhas não nulas for inferior ao número de vetores dados então os vetores correspondentes.-1. u2 e u3. Assim.Elisa Netto Zanette.y + 2z = 0  ≅  + 4y .0. na sua forma escalonada. A combinação dos vetores em relação ao vetor nulo. Do contrário.3) + y (-1. os vetores são LD.z) ∀ z∈R}. MSc.3). são LI. u1 = (1. Portanto os vetores u1.0) ⇔ x − y + 2z = 0  2 x + 2 y − z = 0 3x + 4 y + 5 z = 0   x . -z.-4) = (0. 2y.-2) + z(-2.3).0.4) + z (2. Temos como solução do sistema.4) e u3 =(2. u1. não apresenta linhas nulas. 2x.Ledina Lentz Pereira . u2 e u3 são linearmente independentes. − 2 x + 0 y + 0 z = 0 ≅  3x − 2 y − 4 z = 0   + y+2z=0 0=0    Logo. Você pode verificar a linearidade de um conjunto por outro procedimento. u2 =(-1.-2) e u3 = (-2.5) são LI ou LD? Resolução: Os vetores são LI se existem escalares a i tais que a1v1 + a 2 v 2 + a3 v3 = 0 para a i = 0 . Caso contrário (quantidades iguais) são LI.-1.5) = (0. 5z) = (0. y e z. Podemos escrever a combinação linear como: 0u1 + (-2z)u2 + zu3 = 0.2. Resolução: xu1 + yu2 + z u3 = 0 ⇔ x(1. são vetores LD.4. o conjunto S = {(0.0) ⇔ (x. (2x + 2y – z).5z = 0  31 z = 0  ⇔z=y=x=0 Isto significa dizer que x u1 + y u2 + z u3 = 0 ⇔ 0u1 + 0u2 + 0u3 = 0.2. cujas colunas são os vetores dados. Reduza a matriz a sua forma escalonada mais simples e analise-a. 4y) + (2z. 3x) + (-y.0.Álgebra Linear – Vetores em Rn 103 Vetores LI Vetores LD Exemplo 2: Os vetores de R3.-2. resulta em escalar y não nulo.-2. Logo.0.2. x u1 + y u2 + z u3 = 0 ⇔ x (1.4z = 0 ≅  . u1 =(1.0. Neste caso.5z = 0  + 7y .

s=u+v. w=u-v. para u = (-1.4) e u3 =(2. (2. expressando-os com origem no ponto A.2.4).-1): (a) u + v (b) u – v (c) v .2.2) e v = (2. m=(-u) e n=–v. Determine os vetores abaixo. 3. Exemplo 1: Os vetores u = (1. (3.2) e v = (2. Considere dois vetores quaisquer. não colineares (linearmente independentes) é chamado de base do plano.5) são LI. u e w . Aliás.3). Os números a1 e a2 são chamados componentes v em relação a base {v1 .6) Profª(s) MSc.Elisa Netto Zanette. O paralelogramo ABCD é determinado pelos vetores AB e AB . v2}.-1. t=v-u. qualquer conjunto {v1 .2.NP j) BC . O conjunto de vetores v1. respectivamente.2) e v = (3. Completar convenientemente e fazer a representação geométrica.Álgebra Linear – Vetores em Rn 104 O par de vetores v1 e v2 de 2ª dimensão. não paralelos. Os vetores u = (1. u1 =(1. algébrica e geometricamente o vetor resultante w. Determine. não colineares (linearmente independentes) é chamado de base do espaço. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.CB k) LP + PN l) LP + PN + NF m) BL + BN + PB 2. Dados os vetores → → v .2.OE i) MO . v2 e v3 de 3ª dimensão.3). A Figura é constituída de nove quadrados congruentes (do mesmo tamanho).Ledina Lentz Pereira . tente você! Resolva as atividades Agora tente você! Linhas não-nulas Lista 3 de Atividades11 1. Exemplo 2: Os vetores de R3. u e v. u2 =(-1. formam uma base B = {(1.3)} do plano ou de R2. portanto. p.  1 2 3 1 2 3 1 2 3  − 1 2 4 ≅ 0 4 7  ≅ 0 4 7  A =       2 − 1 5 0 − 5 2 0 0 43       Agora.2)..5 u + 3v h) 0. v2} de vetores não colineares constitui uma base no plano. 2000. a) AC + CN b) AB + BD c) AC + DC d) AC + AK e) AC + EO f) AM + BL g) AK + AN h) AO .3) são vetores linearmente independentes (LI) e. Construa num plano as resultantes. portanto formam uma base B = {(1.2 v + 1/2 w u → v w → → 5. D M C → → → → → → → → → → → a) AD + AB = b) BA + DA = c) AC . de acordo com a figura.5 v → 4.u (d) 3u– 3u (e) u – 2v → → (f) 2u + v → → → g) 0. MSc.5)} do espaço ou de R3.BC = d) AN + BC = e) MD + MB = f) BM - 1 → DC = 2 11 (WINTERLE.-1. construir graficamente o vetor s = → 3 u .4) não formam uma base do plano porque são vetores linearmente dependentes (LD). sendo M e N pontos médios dos lados DC e AB. (-1.5 u – 0.

de forma que: a) Cx = AB b) 2 Cx = − AB 3 c) BC = Ax f) 2u + 2v 15.-2).Elisa Netto Zanette.-1) e v=(-3. MSc. = C − B .0.1.3) determinar: (a) AB (c) BC = B − A .1.3) e v = (-1.4)} é base de R².5.-2).0) + z(0.-1.-1.0.0.2 b b) → c → → a → a + b + c → b c → → → → c) 2 b .2).( a + c ) 8) Dados os vetores u e v determinar: → → → u → (a) u + v (b) u .V ( . determine o vetor equivalente v (não livre).-1).-2. com u = (1. 19) Considere os conjuntos A = {u. 12) Dados A=(-1. 1 1 13) Dados U = (− . (b) 4U − 6V .0): (a) O conjunto A é formado por vetores LI ou LD? (b) O conjunto B é LD? Justifique. num gráfico.3) e C = (-1. (b) A(-1.v v 9.0 ) + z ( 2.1.7) = x(1.4). (b) AC = C − A . y.v → c) .b). 18) Verifique se são combinações lineares. (d) AB + AC .0 ) + z ( 6.3 v u b) v - u v → → → 7 Dados os vetores a .4 ). w. apresentar um representante de cada um dos vetores: → → → → → → → a) 4 a . z: a) x ( 1.5. B=(1.-2) e C=(3. Profª(s) MSc..−1) . B = (-2. Dados os vetores u = (1.0 ) =( 3. determinar x = (a. encontrando x.3 ) + y ( 3.-1) e v = (3. Encontre os valores de a e b para os quais. como na figura.0) e s = (4.2). Considere os vetores livres definidos por dois pontos A e B.0. y e z tais que (1.0). 11) Dados u=(1.1) encontre: a) u+v b) u-v c) 3u e) x se x+u=0 1 u-v d) 2 16.7)..Álgebra Linear – Vetores em Rn 105 A N B → → → → → → → → → → → 6 Dados os vetores u e v da figura.0) 10.5) e B = (-4. s}.v. 2 3 14) Dados A = (1.-1.0) + y(0. (c) Os conjuntos A e B formam bases de R3? Justifique 20) Verifique se o conjunto S = {(0. 17) Verifique se existem escalares x. w = (3.2). sendo u=(1. u = (1. Determinar o vetor w na igualdade 3w+2u= 4v -w.-2). -2. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.1) ou seja.-2). (e) AB − AC . mostrar. (b) u-v.1). b e c .3) e B(2.1. (c) A(8.-15) e B (-2. y e z.v -2 u d) 2 u .2. um representante do vetor: a) u .4) efetuar (a) u+v.7) é combinação linear dos demais vetores e para quais valores de x.3. Em cada caso. (c) 3u+2v.1) + y (1.0. v=(2.0. (a) A(1. v = (2.5 ) b) x (2.2.0 ) =( 1.2. (0.-1). calcular: (a) 2U + 3V . w seja uma combinação linear de u e v ou seja. sendo w = (-2.w} e B = {v. verifique se o vetor (1. w = au + bv.Ledina Lentz Pereira .

Álgebra Linear – Vetores em Rn Respostas: 1) NA.1). c) (2.v) ou <u. BA 3) Resultado algébrico 106 4) 2) 5) 6) 7c) 9) 10) w=(-7/2. (v + w) = u . 15ª) (4.5/2). c) A é base porque é LI e B não é base porque é LD. v = (x2.3. denomina-se produto escalar o número real u . AI. B) LD por os vetores de B combinados com o vetor nulo resulta em solução indeterminada. u . a uma aplicação de V x V em R. u = 0. v = (x1 .-2. (u . f) (8.y1).6. 17) Sim.0). 19) a) LI.-4). Assim. -16/3).-3).. AM. b) (-2. Profª(s) MSc. v = v. e) (-1. v) para todo número real k.v> (lê-se: u escalar v) e que satisfazem os seguintes > axiomas: u . Assim. 20) S não é base porque é LD.-3).1).3. (b) (-4. u . un ) e v = (v1. v = k . MSc.u = 0 se. v > (lê-se: u escalar v) De forma similar podemos operar com vetores de Rn. v + u .AC. e somente se. v ou < u.0. b) (-1.-7)..-5). AB. b) (4. y=-7/2 e z=-1/4. AC. para x = 1. 14a) (-4.0).3/2). 12ª) (2. b) (1.10).y2). 11ª) (3. 16) w=-u/7+13v/7.. y2) = < u. y = 5 e z = 7. . Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. 18) Sim para x = 5.4. c) (3.2).. Vetorial e Misto 5. v ≥ 0 e u .2. (d) (6.9. AD. u. vn) vetores de Rn temos.1). y = 7/3 e z = -10/9.. AO.. AH. c) (7..-2. associa um número real (u.3). x2 ) + (y1 . para os vetores u e v de R2 com = (x1. (e) (-2. w.5).Ledina Lentz Pereira . para u = (u1.-6).-3.2). que a todo par de vetores (u. v > definido por: u . 13) (a) (2. b) Sim para x = 4/3.0. v2.Elisa Netto Zanette. AC. d) (-5/2.v) ∈ V x V. © (2. 5 Produto Interno (ou Produto Escalar). (k. u2.1 Produto Interno (ou escalar) D efini-se como Produto Interno (ou Escalar) entre vetores de um Espaço Vetorial V. AI..-2).u) .3/2.

→ → → → u × v = x1 x2 → i y y1 y2 k z1 z2 → → → → → → O produto vetorial de u por v é também indicada por u ^ v e se lê: u vetorial v . z2).-2.(-1) = 5 portanto.(4. na Física: a força exercida sobre uma partícula carregada.Álgebra Linear – Vetores em Rn 107 u .3) e v=(4.Elisa Netto Zanette.(-4) = -6-24 = -30.v Exemplo 3: Se → → = (x1. 2. → → → u . y2.6) e v = (3.(3) + 6. v = (u1 . v2 + .v = 14 Tente você! Dados os vetores u = (4.y2 + z1. Este produto tem aplicação.+ det 1  x z2   2 y1    y2   Definição II: Ou. v = -2. tal que: 1 u x v =  det   y   2  y z1  x .. -1) e v = ( α . Definimos como produto vetorial.. Assim. por exemplo.-1) = (12 + 10 – 8) → ⇒ → u.− det 1  x z2   2 → → z1  x . Definição I: Seja u = (x1. é o vetor resultante do produto vetorial entre o “vetor velocidade da partícula” pelo “vetor campo magnético”.x2 + y1.2 Produto Vetorial O produto vetorial tem como resultado um vetor. v = (3. → → Observe que: Se u = x1 +y1 + z1 e v = x2 + y2 + z2 então o produto escalar (ou → → produto interno) dos dois vetores que é representado por u .8). v1+ u2 . –1.v> temos u .z2) → u = 3x – 5y + 8z e v = 4x . Profª(s) MSc. determinar o valor de α → → tal que u .-1) então o produto escalar de u com v é igual a 5 porque fazendo <u. vn) Exemplo 1: Se u=(2. dados dois vetores → → u e v . 3) e os pontos A = (4. α .( v + BA ) = 5 5. z1) e v = (x2. + un .-5.4 + 3. 2. → → → → → → → Exemplo 1: Calcular o produto vetorial dos vetores Resolução: u = 5 i + 4 j + 3k e v = i +k . y1. por isso é nomeado de produto vetorial. v é o número real obtido multiplicando as componentes correspondentes do vetor e somando os produtos obtidos. chama-se produto → → vetorial dos vetores u e v e se representa por u × v ao vetor. o Exemplo 2: O produto interno usual em R2 dos vetores u = (-2.-4) é: < u. v > = u . vetores do espaço tridimensional. -1). ao vetor u x v. MSc. 2) e B → = (3.2y – z o seu produto escalar é: → → u . v = 2. tomados nesta ordem. desde que a carga seja unitária e o campo seja constante.Ledina Lentz Pereira . Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. mergulhada num campo magnético.

→ → → → → → → → → → → Exemplo 1: (Propriedade vi) Dados os vetores → → → → → u = 3 i +2 y . uxv=   −1 2 1 2 1 −1    3 4 . eles são ortogonais. i j k Ou u x v= 1 − 1 2 = -4i+0j+3k-0k-6i-4j = -10i – 4j + 3k = (-10. 3) = u x v. seu → → i y k produto vetorial é u × v = 3 2 − 4 = 6 i − 11 y − 10k .-4) 1 → → → → → Exemplo 2: Sejam os vetores de R3. 2 −2 1 → → Sabemos que.4). MSc.1) = 12+22-10=0. -4. u ⇒ (− 6. → → → Logo u × v é ortogonal simultaneamente as vetores u e v . -4.2. 3). Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. → → a) ( u × v ).4.Álgebra Linear – Vetores em Rn → → → → 108 u= ( 5.   Logo. v = 0 ⇒ θ = 90 0 . se um dos vetores é nulo ou se u e v são colineares.−10)(3. . -4.2 y + k .−11.3 Produto Misto Profª(s) MSc.-1.4 k e v = 2 i . 5.−11.−4) = -18-22+40=0 .1 Propriedades A s propriedades do produto vetorial se definem em: → → → → (i) u × v =0. 3). → → → → → → → → (ii) u × v ≠ v × u .v × u → → → → → → → → → → u×  v + w  = u × v + u × w   → → → → (v) (m u ) × v =m ( u × v ) → (vi) u × v é ortogonal simultaneamente aos vetores u e v . o produto vetorial de u com v é u x v = (-10. 0 3 4 5.− 0 4 .−10 )(2.2.0. ou seja. o que significa que o produto vetorial não é comutativo. -(4-0).1 ) então u × v = 5 1 → → i j 4 0 k 3 = u × v = 4 i − 2 j − 4 k = (4.3 ) e v = ( 1. → (iii) (iv) u× v = . se o produto escalar dos vetores → u e v for zero.−2.2) e v=(0. b) ( u × → → → → → v ). 0 3  = ((-4-6).Ledina Lentz Pereira . (3-0)) = (-10. Então: v ⇒ (− 6. u = (1.Elisa Netto Zanette.3. então. Se trocarmos à ordem dos vetores u × v e v × u verifica-se que é oposto. -2. → u .

→ → (u . → → → → → → → → → → → → Definição I: Sejam u .-6) é → −1 2 3  −1 2 3   u ( v x w ) = det  1 1 − 1  = 1 1 − 1 = (6-4+12)-(6+4-12) = 16 . w ) = 0 → O produto misto é nulo se um dos vetores é nulo. vetores do espaço. MSc.3. v . Indica-se produto misto por ( u .(15i+14j-9k) = (2.2)=2+8+6=16 2 4 −6 → A s propriedades do produto misto decorrem. → → Assim.2. para encontrar o volume de um paralelepípedo determinado por três vetores. indica-se por u ( v x w ) ao escalar = (x3.2. z2) e w u . y3.1. → v .0 ) então ( u .14. chama-se produto misto dos vetores u . obtido a partir da utilização do produto escalar e do produto vetorial.(15. v e w .i +3 y +3 k e w = 4 i . w ) = 0.4. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.1 Propriedades − 1 = u .3). z1). v = (1. ou se três são coplanares.0. v e w para → u =2 i +3 y +5 k . v =. x3 y3 z3 → 0 0 0 Profª(s) MSc.-1) e w = (2.3). por exemplo.4.(-2. se dois são colineares. tomados nesta ordem. w ).  2 4 − 6 2 4 − 6   → → Resposta: O produto misto dos vetores é 16. → → → → → → → → → → → Exemplo 1: Calcular o produto misto dos vetores u. v .Álgebra Linear – Vetores em Rn 109 O produto misto tem como resultado um escalar. → → → → (i) Se u é nulo as suas componentes são (0. z3). v = (x2. ( u . Ou. Ou. 1 1 5. −1 3 4 3 = u . v e w ao número real u ( v x w ). em sua maioria.3. com u = (x1. v e w . podemos resolver por aplicação de produto interno e produto vetorial: i j k → → → → → u ( v x w ) = u . w ) = x2 y 2 z 2 = 0 . Pode ser utilizado. podemos resolver por aplicação de produto interno e produto vetorial: → → → → i j k u (v x w) = u . das propriedades dos determinantes.-9)=30+42-45=27 −3 2 Exemplo 2: O produto misto dos vetores u = (-1.(-2i+4j+2k) = (-1. v e w . −3 2 Resposta: O produto misto dos vetores é 27. y1.Ledina Lentz Pereira . v .Elisa Netto Zanette. Defini-se como produto misto de resultante de: → → →  x1  u ( v x w ) = det  x 2 x  3 → → → → → → y1 y2 y3 z1   z2  z3   → → → Definição II: Dados os vetores → → → u .3 y + 2 k 2 3 5 → Resolução: u ( v x w ) = −1 → → → → → 4 3 3 = 27 = u ( v x w ) .5). y2.

7) então.+0=0 4 2 2 → → → → → → → → → → (ii) Se nem → → u .-6). v .3).w) 2 4 6 = 28 − 12 + 12 − (− 12 + 28 + 12) ⇒ 0 . u e v são colineares. Logo são coplanares. v = (-1.2.3).6) e w = (-1. w ) = 2 3 1 =0+0.Ledina Lentz Pereira . MSc. nem v . • Produto Vetorial é o produto entre dois vetores que gera um vetor. v . 2 3 Observe que u = 2.4.-2) e w = (-3. Calcular a área do paralelogramo determinado pelos vetores u e v. v .4) e v = (-1.2. 5. mas u e v são colineares (ou paralelos) então ( u . −2 −2 −6 −1 −3 0 − 2 = 0 . → v .2. w ) = 0. → → → → (iii) Se nenhum vetor é nulo e os vetores não são dois a dois colineares (ou paralelos) então os vetores são coplanares se ( u . o módulo (magnitude.-2.1) e w = (4.4 Aplicações de Produto de Vetores: Interpretação Geométrica 5..0.2. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. • Produto Misto é o produto entre três vetores que combina produto interno com produto vetorial e gera um escalar. u = m.-7) então. v = (2. v portanto.2) então.Elisa Netto Zanette.1 Produto Vetorial e Área de Paralelogramo G eometricamente. v Exemplo 1: Se → → → (u . Exemplo 1: Se U(vxw) = u = (-2. Note que. nem w são nulos.3. −1 − 7 Note que: • Produto interno (ou escalar) é o produto entre dois vetores que gera um escalar (escalar é um número). v = (2. w ) = 0. −1 2 7 → → 1 u = (1. comprimento) do vetor resultante do produto → → → → → → vetorial de dois vetores u e v equivale a medida da área do paralelogramo ABCD u = AC e v = AB D → → determinado pelos vetores C → Área = u × v (módulo do produto vetorial) u A → v B Exemplo 1: Dados os vetores u = (1.0).4. Resolução: (a) Encontrando o produto vetorial e u e v Profª(s) MSc.0.Álgebra Linear – Vetores em Rn → → → 110 Exemplo 1: Se → → → u = (0.2. neste caso.-1. 0 0 0 ( u .

3).-1. h=|u|.−7. 2)? Profª(s) MSc.a. (unidade de área) Exemplo 2: Dados os vetores u = (1.Elisa Netto Zanette. Resposta: A Área u× v = → 69 u. w)| v w → → →   v= u . -1. u v = | (u. v = (1.-7. Seja θ o ângulo entre os vetores u e v x w. Sendo v x w um vetor ortogonal à base. MSc.-1) e v = (0.2 Produto Misto e Volume do Paralelepípedo → G eometricamente o produto misto u ( v × w ) é igual.Ledina Lentz Pereira .-12.4) 3 → → → → → → → → → (b) Encontrar o módulo do vetor resultante (-2. v.|cosθ|. a área da base do paralelepípedo é |vxw|. a altura será paralela a ele. 0) e w= (2.4.4) = = (−2) 2 + (−7) 2 + (4) 2 = → 4 + 49 + 16 = 69 .6. Resolução: →  → → Área = 3 u ×  u − v  =?     Temos que 3u = (3.9. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. Área = (− 15)2 + (9)2 + 32 5. ao volume do → → → → → → → → paralelepípedo com arestas determinadas pelos vetores u = AD . portanto. e. 1.-3 ) e u-v = ( 1. Assim.Álgebra Linear – Vetores em Rn → → → → → 111 i j k u× v = 1 2 −1 2 → → 4 = 6 i − 4 j + 2 k − 8 i − 3 y + 2 k = − 2 i − 7 j + 4 k = (-2. w       → → v=  →   u  v× w      Exemplo 1: Qual o volume do paralelepípedo formado pelos vetores u = (3.3. u × v = (−2.-4 ) ⇒ → → i ⇒ 3u x (u-v) = j k 3 1 6 − 3 = −15 i + 9 j + 3 k = (3 −4 = 315 = 3 35ua → → → 15. Calcular a área do paralelogramo determinado pelos vetores 3u e u-v. Portanto. v. -2). em modulo. Portanto.3).-7.2. v = AB e w = AC .4).

v e w ou 3 − 12 − 2 u(vxw)= 1 2 −1 −1 0 =-6+0+2-(4)-(0)-(-24) = -6+2-4+24= 16.8)| = 16. v e w são coplanares. 2 u (vxw) temos: (b) como o volume do paralelepípedo é igual ao |u(vxw)| = |16| = 16. v .Álgebra Linear – Vetores em Rn 112 Resolução: Sabemos que o volume do paralelepípedo é igual ao módulo do número resultante do produto misto dos três vetores. o vetor v x w por ser ortogonal aos Profª(s) MSc. (unidade de volume) Exemplo 2: Sejam os vetores u = (3.4. V = |u(vxw)| e. -1.8)| = 16 então x = a . -1. 5.-1). os valores de x para os quais o volume do paralelepípedo seja igual a 24 u.v. (Unidades para que o volume do paralelepípedo determinados por de Volume).  − 2m − 8 = −16 → → → → → Resolvendo o sistema encontramos m = -12 ou m = 4 que é a solução do problema. 2 (b) como o volume do paralelepípedo é 16. Calcular o valor de m para que o volume do paralelepípedo determinado por u.v.3 Produto Misto e Vetores Coplanares → → → → → → T → rês vetores → → u . w ) Então x + 20 = 24 ⇒ ou . Assim..-2.v. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. Resposta: O volume procurado é 16 u. → Exemplo 3: Dados os vetores u = (x. v e w são coplanares se o produto escalar u ( v x w ) é nulo. m.0) . v = (1.1. então x = . v e w seja igual a 16 unidades de volume.5. calcular o valor de x u . Ou seja. (a) vamos encontrar o produto misto dos vetores u. devemos ter |u(vxw)| = 16.Ledina Lentz Pereira .  x + 20 = −24 ⇒ x = −44  Portanto.a ou x = a. Por definição de equação modular se |(-2m . ou seja. v e w ou 3 u(vxw)= m −2 1 −1 2 −1 0 =-6+0+2-(4)-(0)-(2m) = -2m-8. MSc. − 2m − 8 = 16 . neste caso. se → → u . é x = 4 ou x = -44. temos: |u(vxw)| = 16 |(-2m .Elisa Netto Zanette. 2). Assim. (a) vamos encontrar o produto misto dos vetores u. v = (3. Resolução: Sabemos que o volume do paralelepípedo é igual ao módulo do número resultante do produto misto dos três vetores.1) e w = (1. v e w seja 24 u. 0) e w= (2. → Resolução: v= u ( v × w ) = 24 ⇒ 3 − 2 → → x 5 1 0 1 = x + 20 −1 1 → → → v=  x + 20 = 24 ⇒ x = 4  ( u . Assim. -2).

se nenhum dos vetores → → → → u .-1. b = (1. B (-1.2.0. → → → Exemplo 1: Verificar se são coplanares os vetores Resolução: → → → u = (3.4 ) .0) 3 −1 4 (u .-1).v . v e w são coplanares. → Assim. se ( u .-1) e w = (2. Logo são coplanares.-2. v = (1.-2)-(1. c ) = 0 ⇒ 1 0 3 =0⇒ 4 2m = 6 m=3 Exemplo 3: Verificar se os pontos A (1. v . Profª(s) MSc. v . o módulo ou norma de um vetor v é o número real não negativo.1).-6).v. Portanto se u e ( v x w ) são ortogonais. o anulamento ( u . w )= 1 0 − 1 = −5 ≠ 0 . Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. → → → Resolução: Os quatro pontos dados são coplanares se os vetores → AB .-1. b . → → → v .4)=(-2.4). w ) significa que u .-3) estão no mesmo plano.-2 ) . Assim. v .2.Ledina Lentz Pereira . é ortogonal ao vetor u . C (0.w) = 1 1 0 − 1 =3≠ 0 os vetores não são coplanares.1. ( AB . Idem para AC e AD ).-1.0. AD ) = 0 ⇔ − 1 → → −2 −2 −6 −3 0 − 2 = 0 .4). MSc.Elisa Netto Zanette.2 ) e D (-2. É fácil identificar que reciprocamente.-1) e w = (2.-1. v=(1.0. AC . 2 −1 4 6 Módulo ou Norma de um Vetor 6.2.1 Definição de módulo do vetor: A norma de v ou módulo de v é o comprimento do vetor v. m → → → 2 −1 −2 −1 − 4m + 6 m − 8 + 2 = 0 Resolução: ( a . onde v ou v .-1. −1 − 7 Exemplo 4: Verificar se são coplanares os vetores u = (2. resultante da raiz quadrada do produto interno (ou escalar) do vetor v com ele próprio ou "v escalar v". (Dica: → → AB =B-A =(-1.Álgebra Linear – Vetores em Rn → → 113 → → → → → → → vetores v e w .0. v= v. representado por O módulo de um vetor é calculado por meio de um produto interno.-2. 2 −1 0 → → Os vetores não são coplanares porque seu produto misto é diferente de zero.3) e c = (0. v e w são coplanares (estão no mesmo plano).4) sejam coplanares. AC e AD têm produto misto nulo.2. → → Portanto. w )= 0 os vetores u . 2 −1 Resolução: Como (u. Exemplo 2: Encontre o valor de m para que todos os vetores → a = (m. w é nulo e se dois quaisquer → → → deles não são colineares.

u2.Elisa Netto Zanette.0) |v| x1 v=(x1.1. vetor do plano.v) = (ku).(unidade de medida) 34 u. .Álgebra Linear – Vetores em Rn 114 Se v é vetor do plano tal que v = (x. d(u.. v são vetores de Rn então. temos: v = x2 + y2 + z2 y1 (y1. u (ii) u (v+w) = uv + uw (iii) k (u..2 Proposições: Para um vetor v = AB com extremidades nos pontos A(x1.y1) Módulo de vetor no plano Módulo de vetor no plano Módulo de vetor no espaço A demonstração é simples: Por exemplo.y) ∈ R2 então: O módulo do vetor v no plano é dado por v = v.m..y2).12 de Pitágoras) Se v é vetor do espaço que v = (x. v → → → Exemplo 1: Se v=(2. se v é vetor do plano tal que v = (x1.v = u. tem-se: (i) u . aplicando o Teorema de Pitágoras.-2). v = v . Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. .z) ∈ R3 então: O módulo de um vetor v é dado por Geometricamente. então (−3) 2 + (5) 2 = 9 + 25 = Exemplo 3: Se v=(2.y1) então. sendo u= (u1.Ledina Lentz Pereira . + (u1 − v n ) 2 = u − v . o quadrado da hipotenusa é igual a soma dos quadrados dos catetos.5). vetor do espaço.y. um escalar real.0) 0 (x1. v2 = (x1-0)2 + (y1-0)2 = (x1)2 + (y1)2 = x1 + y1 = v 2 2 Note que. v.m. vn). MSc. w de Rn e k. o módulo de v será: v = AB = ( x 2 − x1 ) 2 + ( y 2 − y1 ) 2 = B − A (mesma fórmula da distância entre dois pontos A e B). . v) = (u1 − v1 ) + (u 2 − v 2 ) + .m. 6. Profª(s) MSc. então v = (2) 2 + (1) 2 + (−2) 2 = 4 + 1 + 4 = 9 =3 u.y1) e B = (x2.. Dados os vetores u. Exemplo 2: Se v = (-3. v2. Se u. un) e v = (v1.(kv) 12 Num triângulo retângulo. então v = (2) 2 + (1) 2 = 4 + 1 = v = 5 u. .. o módulo de um vetor é um número real não negativo representado por → v = (v)2 = v ..v = x 2 + y 2 (Teor.1) ∈ R2.

v = (2) 2 + (-2) 2 + 12 = 9 = 3 ≠ 1. Exemplo 4: A partir do vetor encontre um vetor unitário.2uv + v 2 2 2 2 2 6. | v | =1.Elisa Netto Zanette.. u2 A todo vetor → v é possível associar dois vetores unitários w e (-w) de mesma direção de → v pois u = − u = 1. os vetores u = (1. Resolução: Observe que o vetor v = (2. pois têm módulo igual a 1.0).Ledina Lentz Pereira .1) (1) + (1) 2 2 =  1 1  . Profª(s) MSc. v = (0. MSc.3 Vetor Unitário e Versor de um Vetor: Se v é um vetor tal que v =1 então v é −3 4 . aplicando a fórmula. -1) e w = ( vetores unitários. veja figura: → v → → u1 → → → Os vetores → u1 e u2 da figura ao lado são vetores → u1 é o versor de v → unitários. Resolução: w= v = v (1.0. v ≠1.1) não é um vetor unitário pois o seu comprimento é diferente de 1 ou seja.v = (1) (2) 2 v 2 Conseqüência das proposições: u + v = u + 2uv + v u − v = u . Para isso usamos a fórmula matemática w= v pois w= w = v 1 .v > 0 qualquer que seja u e u.0) (v) v. ou determine um vetor unitário u na direção do vetor v = (2. v → Todo vetor unitário w de mesma direção e mesmo sentido de um vetor não nulo → v é chamado de versor de → → v.1) não é unitário porque v = (0) 2 + (−1) 2 = 0 +1 = 1 = 1. podemos encontrar um vetor unitário w (nomeado de versor de v). Exemplo 3: A partir do vetor v = (1. 1). Por exemplo.-2.u = 0 se u = 0 = (0. Obtemos o vetor unitário u a partir de v.. Por exemplo. A partir de qualquer vetor v.Álgebra Linear – Vetores em Rn 115 (iv) v. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.  2 2 O vetor w encontrado é nomeado de versor de v e é unitário porque w = 1. . ) são 5 5 denominado vetor unitário.. Exemplo 1: O vetor v=(0.-1) é um vetor unitário porque Exemplo 2: O vetor v = (1. No entanto.-2.. apenas u 2 não é o versor de v → u1 tem a mesma direção e o mesmo sentido de v.1) não unitário encontrar um vetor unitário w.

z1) e Q = (x2. . Como PQ = OQ − OP = (x2 . Q) = | PQ | = (−1 − (−1)) 2 + (2 − (−3)) 2 + (−2 − 4) 2 = 0 + 25 + 36 = 61 . DistAB = AB = B − A → B – A = (x2. (2. Profª(s) MSc. y2 ) − ( x1 .z1). definido por: Assim. y2.   3 3 3  9 O vetor u encontrado é um vetor unitário pois seu módulo (ou norma) é igual a 1.−2. 4) e Q = (-1. z2 . y1.a) de origem no ponto A(x1.−2.b). y2 .y1) e extremidade em B(x2. em R3 A distância entre dois pontos P = (x1.x 1.x1.(c).  = u.1) 9 ou    1   2 − 2 1  .y1.1) 2 2 + (−2) 2 + (1) 2 = (2. y2 .Elisa Netto Zanette. Observe a Fig.y1) B – A = (x2 .y1) DistAB = B − A = ( x2 − x1 ) 2 + ( y 2 − y1 ) 2 → De forma similar.(b) Fig.Álgebra Linear – Vetores em Rn 116 u= v = v (2. Fazendo a verificação! u= (2 / 3)2 + (− 2 / 3)2 + (1 / 3)2 = 4 4 1 + + = 9 9 9 9 = 1= 1 9 6. y1 ) AB = ( x2 − x1 .y2) e para determinar sua representação algébrica fazemos: AB = B – A AB = ( x2 . z2) é igual a norma do vetor PQ . o vetor é representado por um segmento AB (Fig.3. 4) é |v|= (−1) 2 + (−3) 2 + (4) 2 = 26 . Q) = | PQ | = ( x 2 − x1 ) 2 + ( y 2 − y1 ) 2 + ( z 2 − z1 ) 2 Fig. Exemplo 2: A distância entre os pontos P = (-1. 2. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. .4 Módulo de Vetor Livre C omo já vimos.(a) Fig. . y2 − y1 ) = v (vetor) O módulo deste vetor é determinado a partir do cálculo da distância entre dois pontos AB (Fig.−2.(c) v = OQ − OP → → Exemplo 1: A norma (ou módulo) de v = (-1. MSc.Ledina Lentz Pereira . -2) é: → dist (P.y2) – (x1. Neste caso.3.1) =  . um vetor pode ser representado por um segmento orientado que não parte da origem do sistema. então a distância de P a Q é dada por: → → → → dist (P.

2.-1).-1.2.-1).-1. 2 4 ⇒ V =1 ⇒ 16 = 16 a 2 → V = a2 + 1 1 + =1 4 16 +5 ⇒ a=± 11 4 Exemplo 5: Dados os vetores u= (2.3.   u 26  26  26 26   26   obtido a partir de u.-1) e v= (n.-1) e os pontos A(1. ) seja unitário. Exemplo 7: A partir do vetor u = (3.-1) – (-3.  . Note que w é um vetor unitário = = = . u = 3 2 + 4 2 = 25 = 5 ≠ 1 Obtemos o vetor unitário v a partir de u. a distância entre P e Q e encontre um versor w de u. MSc.m. pois o seu comprimento é diferente de 1 ou seja.5. v =    1   2 2  3 +4  1 3 4 .(n.-1. 4) encontre o versor v de u (ou encontre um vetor unitário v na direção do vetor u) Resolução: Observe que o vetor u = (3.-1).n. determinar o valor de n tal que u(v+AB) = 5 Resolução: AB= B-A =(1.3) e B(1. portanto w é versor de u.Ledina Lentz Pereira . Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.2.(1. Seu módulo (comprimento) é igual a 1 u. Resolução: • u = PQ ⇒ u = (-4.(3.m) – (-1.u  | u |  1  .4) =  . o módulo de u.n.m) é 7.4) e Q = (-4. . determine o vetor u = PQ.Elisa Netto Zanette.-1.2)=(0.3) = (2. 4) não é um vetor unitário.n.-3.-3) Se u(v+AB)= 5⇔ (2. aplicando a fórmula: v =   1  .(3. calcular o valor de m. −1 1 .−5)  − 1 − 5   − 26 − 5 26   .-1)+(0.2. Observe o vetor projetado no      5 5 5  plano.-3)]=5 ⇔ (2. Resolução: → A → 7 B ou seja AB = 7 AB = B – A ⇒ (1.[(n.u =  | u | Assim.4) = (-1.Álgebra Linear – Vetores em Rn 117 Exemplo 3: Sabendo que a distância entre os pontos A(-1.-1).5.4 ) =  .(unidade de medida) Profª(s) MSc.-4)=5 ⇔ 2n+8n+4=5 ⇔ 10n+4=5 ⇔ 10n=5-4 ⇔ n= 1 10 Exemplo 6: Dados os pontos P(-3. -5) • • • u = DPQ= w = (−1) 2 + (−5) 2 = 26 (−4 − (−3))2 + ( −1 − 4) 2 = 1 + 25 = 26 u (−1.2) e B(1.3.-1).m-3) → AB = 2 2 + (−3) 2 + (m − 3) 2 = 7 ⇒ m = 9 ou m = -3 → Exemplo 4: Determinar o valor de a para que o vetor Resolução: Vetor unitário → V = (a.8.

Elisa Netto Zanette. e) i) b) f) j) v .3).-1. Aplicando estes conceitos. -1) e w = (1. v 2 =6 i +m y -2 k e v3 =4 i +k. a área de paralelogramo e triângulos e. -2. → → → → v × w. ∝. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.4) Os vetores a = (2. 4. v ( w x u ). ttentte você!! Resolva as atividades Agora en e você Lista 4 de Atividades → → → → → → → → → → → → → → → → → → → → 1) Dados os vetores: → → → u = ( 2.3). v >.2. 9) Encontre o versor w.3) e os pontos A(4. x.u (ii) u(v+w)=u.3).( u . Calcular m. 1 1 = (x. 0).m) é 7. 7. dos vetores: (a) u = (1.. calcular : → a) < w .0. 2) . → → → → determinar o valor de ∝ tal que u .w → 4) Dados os vetores u = (4. 0.-1.1). (e) <u. vetorial e misto.2). v e w.2.w ) 2) Dados os pontos A(2. encontre: (a) O produto interno entre v e w (b) vx(u-w) (c) O produto misto entre w.1. v = (1.3) e B(1.4) são unitários. l) v ×( u . 3.5) Encontre o módulo dos vetores u = (2. → × v ). (c) s = (0. (Dica: Fórmula da Área do triângulo é S = 1→ → u× v ) 2 → → → → → → 7.4. u e v (d) O volume do paralelepípedo formado por w.3) Calcular o valor de m para que o volume do paralelepípedo determinado pelos → → → → → → → → → vetores v1 . -1.-1) e C(3.-1) e v = (∝. 2.2). → → → g) k) u xv . 3. determine: → → → → 7. 2) e w = ( 3. v=(-1.v> (f) ux(v-w) (g) u(vxw) (h) O volume do paralelepípedo formado por u.3). 2).1). v = ( 1. c) ( 2 u ). calcular m.2. vetores de R4. o volume de paralelepípedo.3). 7.-1). u = (2.1).(2.-1. 7. Por exemplo.(3 v ). 12) Determinar x para que o vetor → v Profª(s) MSc.y .-1 ) e v = ( a. -1). 1 ). → v = (∝.w ).-4. Encontre: 5) Sejam u = ( 2. w ( u × v ).( v + BA ) = 5 2 .w 6) Determine o valor de x de modo que (x. 1. v = (1/2.2. v 2 e v3 seja igual a 10 para: v1 =2 i . calcular o módulo de vetor. 10)Determinar ∝ para que o vetor −1 1 .Calcular o valor de a para que a área do paralelogramo determinado por u e v seja igual a 2 6 . MSc. podemos resolver alguns problemas. -1. a) < u.-3 ).v=v.v ) h) ( u → w×v.1). 3 2 2 13) Dados os vetores de lR .1. 2 2 11) Sabendo que a distância entre os pontos A(-1. ( u .( u × v ) → → → →  →  CB×  BC − 2 CA  .2.-2. . 3. (b) v = (-1. 0 ) e w = ( -1. b = (-1.5).2) e B(3. 2 . B(1.-1.2.-3.2. m.Ledina Lentz Pereira . determinar o vetor 3) Considere os vetores do espaço.1.Álgebra Linear – Vetores em Rn 118 Agora.-4 ) e c = (m+1. ) seja unitário.1.2 ).4). v = ( 1. -1) determinam um paralelepípedo de volume 42. 3.2. 8) Verifique se os vetores u = (-1.1) Sejam os vetores u ( 3. -1. x) = 3 7) A partir do produto interno. B=(2. ) seja unitário. → d) ( u + v ).   u ( w x v ).1.3. w> c) v.1) e w = (2.v +u.5) e v = (-1.Demonstre a propriedade de produto interno (ou escalar) definida em: (i) u.-1.4) e w = (1.2) Calcular a área do triângulo cujos vértices são os pontos A=(1. v> b) <u.4) e C=(-1. definidos por u= (1. u e v (em m3).

(c) w =  0.0).0.26m2 considerando 17 =4.1) a=-2 ou a = -4.7.     2 6 14 14 14  5 5   (a) <v.5) de 1 unidade ou seja. 7. . u e w. v e w é 7m3.w> = 12 (c) w(uxv) = 7 (e) <u. b) 6. 2 u = 3 5 e v = 26 . encontramos o ângulo α na tabela de cossenos. (ii) provar que u(v+w)=7=u.a . 6) x = 3/5. Respostas: 1a) -3. v e w não são unitários pois tem módulo diferente  1 2 3  . 3 10 u.v=4=v. podemos obter o ângulo entre dois vetores genéricos u e v. 12) ∝ = ± 23 . 7.w = 12 (k) v(uxw) = -7 (b) vx(u-w)= -4i – k ou (-4.    14 14 14   2 1   1 3 2   . 5(a) 14 + 3. (m) A área do paralelogramo formado por u e v (em m2) (n) A área do paralelogramo formado por v e w (o) A área do paralelogramo formado por u e w (p) A quantidade de papelão gasto para construir um paralelepípedo formado pelos vetores u. v = 2 e w = 2 5 . 11) m = -3 ou m = 9.45 e 10 =3.v . 8) Os vetores u. A partir desta definição de produto escalar. MSc. i) -1. u e v é 7m3. l) i+j ou (1. u = 10 .u. d) 4. . fazendo cos α α= u. 13)  . Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. e) 2i+2j-k ou (2. g) i+j-k.-1). v e w em m2 (desconsidere as bordas para colar as laterais e bases do objeto). 3) (i) provar que u. 10) ∝ = ± 2 .-1) (d) O volume do paralelepípedo formado por w. u e w.Álgebra Linear – Vetores em Rn 119 (i) u.w.16 7 Ângulos e Vetores: Paralelismo e Ortogonalidade 7.4) m=2 ou m=-8/3.v = |u| |v| cos α onde α é o ângulo formado pelas semi-retas que contém u e v tal que 0 ≤ v ≤ 180º. 7. (f) ux(v-w) = 2i-7j+4k = (2.3) m=-2 ou m = -12. u . (j) ux(w-v) = -2i+7j-4k ou (-2. f) -2i-2j+k. 9) Os versores procurados são: (a) w =  .Elisa Netto Zanette.w (j) ux(w-v) (k) O produto misto entre v. h) 3. j) 1. 7. .1. u e w é 7m3.v> = 13 (g) u(vxw) = 7 (i) u. (m) A área do paralelogramo formado por u e v é S= (n) A área do paralelogramo formado por v e w é S=3 (o) A área do paralelogramo formado por u e w é S= 2( 17 m2 6 m2 10 m2 (p) A quantidade de papelão gasto para construir um paralelepípedo formado pelos vetores u.Ledina Lentz Pereira . (b) w =  − .12. 4) x = 7/3. não-nulos.-4) (l) O volume do paralelepípedo formado por v. 6 =2. c) 18. 21/2 (c)0. v e w em m2 é de 17 +3 6 + 10 ) m2= 29. 21/2 (b) 2+ 3.-7.v α . para os vetores u ≠ 0 e v ≠ 0. (l) O volume do paralelepípedo formado por v.-12) ou 12i-8j-8k.4) (h) O volume do paralelepípedo formado por u.1 Ângulo de dois vetores: O produto escalar entre os vetores u e v pode ser escrito na forma u. → Após encontrar o valor do cos → Ou: O ângulo de dois vetores OB e tal que 0 ≤ α ≤ π . k) -1.v+u.2. 2) (12.-8.2) S= 7. u e v não nulos é o ângulo α formado pelas semi-retas AO e Demonstração: Sejam os vetores u e v abaixo e α o ângulo entre eles Profª(s) MSc.

→ → 2 → 2 → 2 Neste caso o OBC permite escrever: (teorema de Pitágoras) u+ v = u + v (d) O vetor nulo é considerado ortogonal a qualquer vetor. u e v têm a mesma direção e mesmo sentido.Álgebra Linear – Vetores em Rn 120 α α Aplicando a lei dos cossenos ao triângulo ABC tem: u − v = u + v − 2 u .v ) é o suplemento do ângulo de α u e v. → → → → (e) Se u é ortogonal a v e m é um número real qualquer.-2) (-2) 2 + (−2) 2 . u e v são ortogonais e → u ⊥ v. (c) Se α = indica-se: → α=0 π 2 → → → .v = − 2u v uv α= u. → (f) O ângulo formado pelos vetores → → → u π-α e (.(0. Lembrando que u − v 2 = u 2 + v 2 − 2 u v 2 2 2 →→ Então comparando as duas equações temos: u + v − 2uv = u + v − 2 u v cos α 2 2 2 2 − 2uv = -2 u v cos α ⇔ -2 u v cos α = − 2uv ⇔ cos α = Portanto. (0) 2 + (−2) 2 Profª(s) MSc. cos − 2uv u. → → → α=π (b) Se α = 0. cos α .Elisa Netto Zanette. MSc. -2) então o ângulo ß entre os vetores u e v é de 45°. u e v têm a mesma direção e sentidos contrários.-2).-2) e v = (0. u é ortogonal a m v . v .Ledina Lentz Pereira . Exemplo 1: Se u = (-2.v = u . Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.v uv PROPOSIÇÕES (a) Se α = π.v (-2. Verificando: cos ß = u.

3). Resolução: → v AB AB = B – A ____ ( 4. cos B ¬ e cos C ¬ AB = B − A = (2.−1. 2 28 ± 19. θ = 60° θ = cos 60 ° = cos u. MSc. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.-1..−1) BC = C − B = (1.1.-2) e B (4.3 θ= 2 → θ = 450 2 → → Exemplo 3: Sabendo que o vetor = (2. AB e BC.-2 ) ( 1.2 ) − (3. Portanto.. m = -4 Exemplo 4: Determinar os ângulos internos do triangulo ABC. C = arccos = 190 0 AC .1. m + 2) 6 m + 4m + 6 2 6 m 2 + 4m + 6 =[2(-1-m)] 2 ⇒ 6m² +24m + 36 = (-2 – 2m)² ⇒ 6m ² +24m + 36= 4 + 8m + 4m² ⇒ m²+8m+16=0⇒ ∆=(8)2-4.m+2) AB = 1 + 1 + m 2 + 4m + 4 = m 2 + 4m + 6 v = 4 +1+1 = 6 .v 2 1 2 (2.1.0. B ( 2. B (2.4) e v = (-1.0. encontramos os Exemplo 5: Provar que o triangulo de vértices A ( 2.2.2 ) − (3.0. 2) e seus lados são respectivamente AC.−1) AC = C − A = (1.2.2 ) ⇒ (− 1. Profª(s) MSc.2.10 ^ ^ De forma similar. sendo A(3.-3.3.0 ) → → → → AB = 1 + 4 + 1 = 6 AC = 4 + 9 + 1 = 14 BC = 1 + 1 = 2 → → → ^ AC .1. 4 = 4 32 = 4 4 2 = 1 2 = 2 2 2 então ß = 45o 2 → → Exemplo 2: Calcular o ângulo entre os vetores Resolução: cos cos cos u = (1.0.-1) forma um ângulo de 60° com o vetor determinado pelos pontos A (3.−3.m ) – (3. calcular m.3) ⇒ (− 2.-2 ) é um triangulo retângulo. -1.−1. BC 2+3+0 5 ≅ 0.2.2 ) − (2.-1 ) e C ( 2.1.2) = − 1 + 2 + 8 = 3 2 .9449 5 C = cos C = ⇒ = .−1)(1. Resolução: Calcular cos → ( ) ( ) ⇒ 6 m 2 + 4m + 6 = 2(2 − 1 − m − 2 ) ( ) −8± 0 −8 = = −4 2 2 A ¬ .3. θ = (1.m).1 ) .Ledina Lentz Pereira .4)(− 1. 0. BC 28 14 .1..2) u θ = u .3) ⇒ (− 1.1.: Quando o produto escalar de dois vetores for igual a zero ele é retângulo. 2) e C ( 1.Elisa Netto Zanette.1.vv → u = 9 2 1 + 1 + 16 = 18 = 3 2 → v = 1 + 4 + 4 = 9 = 3 9 9 2 = 1 2 = 2 2 .−1.16=0⇒m= Portanto.Álgebra Linear – Vetores em Rn 121 cos ß = cos ß = 0+4 8.−3.1.v 1 → = u . Obs.

−1) 7. • (c) Agora.0). j .0.k = 0 e são unitários Profª(s) MSc. k → → → → K → Observação: os vetores da base canônica → → → α v { i = ( 1.o.−3) = 0 + 2.0 ). (b) e (c).3 Ângulos Diretores e Cossenos Diretores de um Vetor S eja o vetor v = xi + yj + zk .a. MSc. γ que v forma com os vetores i .1. c. k = ( 0.+6 = 8 ≠ 0 AB .−2. • (b) Vamos decompor o vetor F em outros dois vetores Fx e Fy. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.−2 ) AC = C − A ⇒ (0.Ledina Lentz Pereira .2 Decomposição de um vetor v = P(x.y) → → → AB .−2.−2.) do ângulo e F é a hipotenusa.) do ângulo.o.0. Fy ⇒ Fy = F senα α F Fx cos α = ⇒ Fx = F cosα α F 7. → → → → → Ângulos diretores de respectivamente. AC ⇒ (0.−2 )(0. Fy é o cateto oposto (c.−1.Álgebra Linear – Vetores em Rn 122 Resolução: AB = B − A ⇒ (0.1. e cos α = hip hip Neste caso: Fx é o cateto adjacente (c. • (a) Consideremos o vetor v = P(x.a. → v são os ângulos α . y = i . (a) (b) (c) α α α α Fx = vetor força no eixo x Fy = vetor força no eixo y F = vetor força α = ângulo entre F e o eixo x Note que.−1. para determinar o valor de Fx e Fy basta resolvermos o triângulo retângulo Lembrando da trigonometria: senα = α Portanto: senα = c.−1) = 0 − 2 + 2 = 0 Logo o triangulo ABC é retângulo. Observe a seqüência de ações nas figuras (a).y) nomeado de F sendo F o vetor força e α o ângulo entre F e o eixo x.−3) BC = C − B ⇒ (0. k = y .−2 )(0.Elisa Netto Zanette. vamos trocar o vetor Fy de posição para formarmos um triângulo retângulo. β .1 ) } → → → β são ortogonais entre si. → → → → A decomposição de vetores é usada para facilitar o cálculo do vetor resultante.1. → → i . y = (0. BC ⇒ (0.

z ) . Calcular os cossenos diretores e os ângulos → diretores do vetor → AB .428 γ = 65 0 7 x Exemplo 2: Dados os pontos A ( 2.-2. 1.-1. cos γ = e cos β = → cos α = → = v → v x2 + y2 + z2 v . AB = B – A = ( 1.i v → Exemplo 1: Calcular os cossenos diretores e os ângulos diretores do vetor v = ( 6.Ledina Lentz Pereira . .i .Elisa Netto Zanette. v1 v2 vn Os vetores paralelos têm a mesma direção.286 β = 107 0 7 3 cos γ = = 0. y = ( 0. 0. 1 ) então: → → z y (x. → de v são os cossenos de seus ângulos diretores isto é.. Note que u // v // w. = n = k ..-3 ) e B ( 3. u2. y.. y.3 ) 6 6 = = cos α = α = 310 cos α = → 7   7 v    −2 cos β = = cos β = −0... Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.428 = cos γ = 0.1. un ) e v = (v1. 0. vn) são paralelos (ou colineares) indica-se u//v quando suas coordenadas são proporcionais ou seja: u ⁄ ⁄ v se u1 u2 u = = . i = ( 1..-3 ).0 ) 1 2 cos α = = α = 45 0 2 2 −1 − 2 cos β = = β = 135 0 2 2 0 cos γ = = 0 = cos γ = 0 γ = 90 0 2 Observação Importante: Sempre que um vetor tem nula uma de suas componentes.0. z )(1. Profª(s) MSc.. 0 ) . → → → Demonstração: seja v = ( x. 7.Álgebra Linear – Vetores em Rn → → 123 → ∂ → j i =1= y =1= k =1 → I → Cossenos diretores cos α . cos β . k real.0) = x v. cos γ .. utilizamos a fórmula do ângulo entre dois vetores. 0 ) e k = ( 0. .2.4 Paralelismo de dois vetores D ois vetores u = (u1. MSc. v2. independe do sentido. a sua correspondente é ortogonal (exemplo acima). Para o cálculo dos cossenos diretores.

Elisa Netto Zanette.y – y1) = (x2 – x.1. determinar as coordenadas de um ponto S tal que.1) Exemplo 4: Determinar os valores de m e n para que sejam paralelos os vetores 3. y2. Q.−1 − z ) = (1.. z ) ⇒ (2 − x. Sendo M(x. v = (-4. = n = k.−1) − ( x. MSc.1) e V = (4.0. u ⁄ ⁄ v se u//v = 2 3 −7 u1 u2 u = = .1. Fazendo u//v = = = obtemos v1 v2 vn − 4 − 6 14 1 .4).2.y). Resolução: Basta usar uma igualdade para achar as coordenadas de S.3.3.-6.-1).3. na origem do sistema (0. P.0). por tanto: 2x = x2 + x1 e 2y = y2 + y1 Profª(s) MSc. m +1 3 1 = = 4 2 2n − 1 ou 2(m + 1) = 12  3(2n − 1) = 2 ⇒ 2m + 2 = 12  6n − 3 = 2 A solução do sistema permite dizer que m = 5 e n = 5/6 • • Lembre-se que: Um vetor v = (x1. Solução: → → O ponto médio M é tal que AM = MB ou M – A = B – M.−1 − z ) PQ = Q − P = (2.1 − y. Normalmente.2n − 1) = = 2m + 2 = 12 ⇒ 2m = 10 ⇒ m = 5 m + 1 3 2n − 1 2 Resolução: = = ⇒ 4 4 2 1 3 5 2 = 2n − 1 ⇒ 4n − 2 = 3 ⇒ 4n = 5 ⇒ n = 4 Exemplo 3: Dados os pontos P(1. m +1 3 SR = R − S = (2.y2 – y) e dai temos x – x1 = x2 – x e y – y1 = y2 – y. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. y.3. Note que as componentes são proporcionais porque a razão entre elas é k = 2 1 .14).1) e V = (4. Verifique se são vetores paralelos.Ledina Lentz Pereira .2n – 1). Ponto Médio de um segmento: É possível determinar as expressões das coordenadas do ponto médio do segmento de reta de extremidades A(x1.1.Álgebra Linear – Vetores em Rn 124 Exemplo 1: Considere u = (2.2. Resolução: Por definição. ao contrário do ponto.y1) e B(x2. o vetor é livre.-7). ele não tem posição fixa.0. Q(2.4) ⇒ (1..2. 2 Exemplo 2: Determinar os valores de m e n para que sejam paralelos os vetores U = (m + 1. Quando não é situado a partir da origem.y2).2. u e v são vetores paralelos. z3) pode ter a sua origem em qualquer ponto. vem então: (x – x1. Solução: A condição de paralelismo de dois vetores permite escrever: U = (m +1.−2) 2 − x =1⇒ x =1 1− y = 1⇒ y = 0 − 1 − z = −2 ⇒ z = 1 S = (1.2) − (1.1 − y. R e S sejam vértices de um paralelogramo.2) e R(2.1. situamos o ponto de origem.−2) SR = PQ ⇒ (2 − x. Assim.

4. MSc. 5. Neste caso. eles são ortogonais no espaço vetorial V = R2 em relação ao produto interno não usual definido em: (x1.Ledina Lentz Pereira .v Exemplo 1: Considere u = (2.2) .2) = -6 + 6 = 0 logo u e v são ortogonais. 2) e w = ( 3. (x2.w= (-3. são ortogonais no espaço vetorial V = R2 em relação ao produto interno usual. 3) Existem valores para k. 2 .2) e v = (-2. Resolução: u. Verifique quais vetores são ortogonais dois a dois e justifique. Podemos afirmar também que cos λ = u. 3). (-6. v = (3. 2. 0.Álgebra Linear – Vetores em Rn 125 Logo: x = x 2 + x1 x1 + x 2 y + y1 y1 + y 2 = = e y= 2 2 2 2 2 7. v2. ttentte você!! Resolva as atividades Agora en e você Lista 5 de Atividades 1) Sejam u = ( 2.3) = -3. (-3. 2 . u. cos ß= cos 90° = 0. portanto os vetores são perpendiculares ou ortogonais. Resolução: u.2).3). Resolução: u.4) = 18 + 8 = 26 ≠ 0 logo v e w não são ortogonais Projete-os no plano cartesiano e verifique se. Agora. 2) e v = (4..4). 2) Considere os vetores u = (-1. dois a dois.. Se cos λ=0.. vn) são ortogonais (ou perpendiculares). (b) Os vetores são ortogonais (verifique dois a dois)? Justifique. pela fórmula do cálculo de ângulos de vetores. y2) = x1 . Exemplo 3: Verifique se os vetores u = (1. -9) e w = (0.v 5.Elisa Netto Zanette. então u .4 + 2. vetores de R4. 0. y2 . são ortogonais. . Logo u e v são ortogonais. -1). (4.. u .2. 1. 6. de modo que u=(2k.3 = -12 + 12 = 0 logo u e v são ortogonais. -6.(−2. o que implica. 1.3). 3.v −2 + 2 Ou cos λ = = 0 → cos λ= → cos λ= → cos λ=0. v = ( 1.3).v= (-3.2) e w = (-6. Verifique se os vetores.v= -2+2=0. 8) e v=(3. -1. geometricamente. (-6. vetores de R4. v = 0 Indica-se u ⊥ v.. 3. un ) e v = (v1. -15. -1. 2) sejam ortogonais? Profª(s) MSc. (1.w= (2.1). y1) .v =0 u . . 2k. ângulo reto. Exemplo 2: Verifique se os vetores u = (-3.3). x2 + 2 y1 .. Determine: (a) Os vetores são paralelos (verifique dois a dois)? Justifique.1) u. 1). u2.. 1. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.5 Ortogonalidade de dois vetores D ois vetores u = (u1.4) = -12 + 12 = 0 logo u e w são ortogonais v. 0). quando o ângulo ß por eles formado é de 90° (ângulo reto). v = (-3. os vetores ortogonais formam entre si. 5 25 λ=90º.2). que o produto interno usual entre eles é zero ou seja.v= (2.

-3. 4) a) 120º b) 120º c) 60º d) 60º .4) .3) e C(-2.b) sejam paralelos.1.2). determinar o vetor W tal que: W ) = 2(4 W . OC − BC e 3BA− 4CB .-1. 11) Verificar se são colineares os pontos: a) A(-1.-1).3).3)..W b) 3 W .-1) b) A(2.3) são vértices de um paralelogramo. v e w são ortogonais pois seu produto interno é nulo e os vetores u e v não são ortogonais pois seu produto é -127. v´.Elisa Netto Zanette. e v = (-5.0) e C(1. 14 Atividade Complementar 1) Determinar a extremidade do segmento que representa o vetor que sua origem é o ponto A(-1.-4.1.a.7)..(2 W - 3) Dados os pontos A(-1.-2.1) encontre os vetores u´.3 U ) OA− AB .7. B(3.-2). 6) cos α = então α = . B(2.3).-1). v e w não são paralelos pois não se define k=3/0.m) é 7. Profª(s) MSc..1) e v = (-12.17)m=-3 ou m = 9. determinar o ângulo formado → → → a) u e-v → → c)- u e . Respostas: 1) v e w são ortogonais pois v .-4) K1u + K2v.1. 16) D = (0.1) e C(-2..2. 5) cos α = . Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.-1) e V = (-1.. 10) Encontrar os números a1 e a2 tais que w = a1v1 + a2v2.b.3) e w = (1. B(1. B(1.Ledina Lentz Pereira .4) 12) Calcular a e b de modo que sejam colineares os pontos A(3. 6) Encontre os ângulos diretores do vetor u = (1. → → → → → → V ) + 1/3 W = 2 U .4) é unitário.Álgebra Linear – Vetores em Rn → → 126 4) Sabendo que o ângulo entre os vetores pelos vetores: → → u e v é de 600. 3). 3) Sim. v2 = (2.5. calcular m.v → b) .. B(3..10. B(5.. V = bU.14). 14) Verifique se o vetor u = (1..-7.3) e B(1. u e v são ortogonais para k = -8/9.-3) e v = (6. determinar K1 e K2 tal que v = DC = BA . MSc...5) e D(2.0).1.-1). v = (-1. calcular 4) Dados os vetores U = (3.7/2).-2.1). 2) Dados os vetores a) 4( U - V = (2.1) e C(a.6).-2).2.2).-5).. determinar D(x.5.0).5) e C(3. w = 0. → → → → → → 6) Dados os pontos A(-1.u e v d)2 u e 3 v 5) Encontre os ângulos diretores e cosseno diretor do vetor u = (-2.1. 15) A partir dos vetores u = (2.y) de modo que CD = 1 AB 2 17) Sabendo que a distância entre os pontos A(-1. 13) Mostrar que os pontos A(4. determinar o ponto P tal que 8) Dados os pontos A(-1.3.2). w´ que sejam unitários... cos β = − 2 13 então α = 13 14 3 14 3 13 então β = .1). u e w não são paralelos pois não se define k para -1/0.1) + 2v = (6..-4) e V = (-9/4. verificar se existem números a e b tais que U = a V e = 5) Dados os vetores u = (2. C(3.-1.2.-2).0.0.1) e B(4. 9) Determinar o vetor v sabendo que (3. 16) Dados os pontos A(-1.3).v. cos λ= 14 14 13 2 14 então λ =. cos β = então β = . determinar o ponto P tal que AP = 3 AB .0). C(2.4)..1)..1. 2) u e v são paralelos pois u/v=k=-1/3. 2b) os vetores u e w. Respostas: 1) (1. 7) u e v são paralelos para a=3/2 e b=-9/2. AP = PB . B(2.0.3) e B(4. determinar D tal que 7) Dados os pontos A(2. 7) Determinar a e b de modo que os vetores u = (4..3).. sendo v1 = (1.4) e w = (-4. sabendo U = (3.5.

1975. 1975. LEON. Matrizes e Sistemas de Equações Lineares. Álgebra linear e suas aplicações. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. São Paulo. Donald J. Alfredo. 1999. 1987. 1997. Joaquim. 4. 390 p. LEWIS.ed Rio de Janeiro: LTC. Florianópolis: Ed. 1999. 2007. 518 p. David C. LINS. Papirus. Romulo Campos e GIMENEZ. Paulo.Álgebra Linear – Vetores em Rn 127 Bibliografia KAPLAN. KUHLJAMP. SP: Makron Books. WINTERLE. 504 p. MSc. Perspectivas em Aritmética e Álgebra para o século XXI. Paulo.Elisa Netto Zanette. Álgebra linear com aplicações. Rio de Janeiro: Makron Books. LAY. STEINBRUCH. STEINBRUCH.ed Rio de janeiro: LTC. Álgebra linear e geometria analítica. WINTERLE. 2000. Cálculo e Álgebra Linear. RJ: LTC. Nilo.Ledina Lentz Pereira . São Paulo: Ed. Steven J. Vetores e Geometria Analítica. 581 p. 2. Álgebra Linear. Alfredo. McGraw-Hill. da UFSC. Wilfred. Profª(s) MSc.

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