Álgebra Linear – Vetores em R

n
81
Profª(s) MSc.Elisa Netto Zanette, MSc. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.Ledina Lentz Pereira
UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE
ÁLGEBRA LINEAR

C
CCA
AAP
PPÍ
ÍÍT
TTU
UUL
LLO
OO I
III
II
V VE ET TO OR RE ES S E EM M R R
N N

esta unidade, vamos abordar a álgebra dos vetores no enfoque algébrico e
geométrico. Como afirma Winterle
1
(2000), a grande vantagem da abordagem
geométrica é possibilitar a visualização dos conceitos, o que favorece seu entendimento.
Essencialmente, toda a geometria pode ser desenvolvida em linguagem algébrica. Como
afirmam Kaplan
2
e Lewis (1975, p.57) “em vez de combinar pontos e retas na maneira
geométrica usual, nós realizamos operações algébricas em certos objetos denominados
vetores”. As leis algébricas que os orientam são similares às aplicadas aos números. Por
exemplo, se u e v são vetores então u+v = v+u. De forma similar, os teoremas da
geometria, tornam-se teoremas da álgebra dos vetores com ênfase nas equações, identidades
e desigualdades ao invés de ênfase nos conceitos geométricos como congruência, semelhança
e interseção de linhas.
Os temas abordados neste capítulo são:

1 Introdução: Retas e Segmentos Orientados ................................................................. 82
2 Vetores: Definições................................................................................................... 84
2.1 Grandezas Escalares e Vetoriais ........................................................................... 84
2.2 Proposições: Vetores opostos, nulos, iguais, colineares e livres ................................ 86
Lista 1 de Atividades ............................................................................................. 88
3 Vetores no Plano e Vetores no Espaço ......................................................................... 88
3.1 Expressão analítica de um vetor no plano (R
2
)........................................................ 88
3.2 Vetor Definido por Dois Pontos: Vetor Livre............................................................ 89
3.3 Expressão analítica de um vetor no espaço (R
3
) ..................................................... 90
Lista 2 de Atividades ............................................................................................. 93
4 Operações com Vetores ............................................................................................. 93
4.1 Adição e Subtração de Vetores ............................................................................. 93
4.2 Multiplicação de escalar por um vetor.................................................................... 94
4.3 Análise Geométrica da Adição de Vetores e Multiplicação por Escalar ........................ 95
4.4 Aplicações de Adição de Vetores e Multiplicação por Escalar ....................................101
4.4.1: Combinação Linear de vetores .....................................................................101
4.4.2: Dependência e Independência Linear de Vetores ............................................102
4.4.3: Bases do Plano de do Espaço .......................................................................103
Lista 3 de Atividades ............................................................................................104
5 Produto Interno (ou Produto Escalar), Vetorial e Misto..................................................106
5.1 Produto Interno (ou escalar) ...............................................................................106
5.2 Produto Vetorial ................................................................................................107
5.2.1 Propriedades...............................................................................................108
5.3 Produto Misto....................................................................................................108
5.3.1 Propriedades...............................................................................................109
5.4 Aplicações de Produto de Vetores: Interpretação Geométrica ..................................110
5.4.1 Produto Vetorial e Área de Paralelogramo.......................................................110
5.4.2 Produto Misto e Volume do Paralelepípedo......................................................111
5.4.3 Produto Misto e Vetores Coplanares ...............................................................112
6 Módulo ou Norma de um Vetor ..................................................................................113
6.1 Definição de módulo do vetor:.............................................................................113
6.2 Proposições: .....................................................................................................114

1
WINTERLE, Paulo. Vetores e Geometria Analítica. SP: Makron Books, 2000.
2
KAPLAN, Wilfred; LEWIS, Donald J. Cálculo e Álgebra Linear. RJ: LTC, 1975.

N
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6.3 Vetor Unitário e Versor de um Vetor: ...................................................................115
6.4 Módulo de Vetor Livre ........................................................................................116
Lista 4 de Atividades ............................................................................................118
7 Ângulos e Vetores: Paralelismo e Ortogonalidade.........................................................119
7.1 Ângulo de dois vetores:......................................................................................119
7.2 Decomposição de um vetor v = P(x,y) .................................................................122
7.3 Ângulos Diretores e Cossenos Diretores de um Vetor .............................................122
7.4 Paralelismo de dois vetores.................................................................................123
7.5 Ortogonalidade de dois vetores ...........................................................................125
Lista 5 de Atividades ............................................................................................125
Atividade Complementar.......................................................................................126
Bibliografia ................................................................................................................127
1 Introdução: Retas e Segmentos Orientados
ara compreender o conceito de vetores vamos rever alguns conceitos básicos de reta
orientada e segmentos:

1.1 Reta Orientada: Eixo

Uma reta r é orientada quando fixa nela um sentido de percurso, considerado positivo e
indicado por uma seta.
r




O sentido oposto é negativo. Uma reta orientada é denominada de eixo.

1.2 Segmento Orientado

Um segmento orientado é determinado por um par ordenado de pontos. O primeiro é
chamado origem do segmento, o segundo chamado extremidade. O segmento orientado
de origem A e extremidade B é representado por AB e, é geometricamente, indicado
por uma seta que caracteriza visualmente o sentido do segmento.


1.3 Medida de um Segmento

Fixada uma unidade de comprimento, cada segmento orientado pode-se associar um
número real, não negativo, que é a medida do segmento em relação aquela unidade. A
medida do segmento orientado é o seu comprimento ou seu módulo. O comprimento do
segmento AB é indicado por AB .
Assim, o comprimento do segmento AB representado na figura abaixo é de 5 unidades de
comprimento (u.c.):
AB = 5 u.c.

Observe que: Os segmentos podem ser também, nulos ou opostos:

• Segmento Nulo: Quando a extremidade do segmento coincide com a origem. Os
segmentos nulos têm comprimento igual a zero.

P
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• Segmentos Opostos: Se AB é um segmento orientado, o segmento orientado BA é
oposto de AB. Note que, a medida dos segmentos opostos é a mesma, AB = BA.


1.4 Direção e Sentido do segmento orientado

Dois segmentos orientados não nulos AB e CD têm a mesma direção se, as retas
suportes desses segmentos, são paralelas ou coincidentes.

Retas paralelas: segmentos com mesma
direção e sentido
Retas paralelas: segmentos com mesma
direção e sentido contrário



Retas coincidentes: segmentos com mesma
direção e sentido
Retas coincidentes: segmentos com mesma
direção e sentido contrário

Observações:

• Podemos comparar os sentidos de dois segmentos orientados somente quando
eles têm mesma direção.
• Dois segmentos orientados opostos têm sentidos contrários.

1.5 Segmentos Eqüipolentes

Dois segmentos orientados AB e CD são eqüipolentes quando têm a mesma direção, o
mesmo sentido e o mesmo comprimento.

Se os segmentos orientados AB e CD não pertencem à mesma reta. Para que AB seja
eqüipolente a CD é necessário que AB//CD (// significa paralelos) e AC//BD, isto é,
ABCD deve ser um paralelogramo.




Observações:
• Dois segmentos nulos são sempre eqüipolentes.
• A eqüipolência dos segmentos AB e CD é representada por AB ~ CD.

Propriedades da Eqüipolência
(1) AB ~ AB (reflexiva).
(2) Se AB ~ CD, CD ~ AB (simétrica).
(3) Se AB ~ CD e CD ~ EF, AB ~ EF (transitiva).
(4) Dado o segmento orientado AB e um ponto C, existe um único ponto D tal que
AB~CD.



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Fig.1
2 Vetores: Definições

2.1 Grandezas Escalares e Vetoriais

xistem dois tipos de grandezas: as escalares e as vetoriais.
As grandezas escalares são determinadas por um valor (número) e uma unidade.
Exemplo: comprimento, área, volume, etc. Quando afirmamos que a altura de um
quadro é de 1,5 m ou que o volume da caixa é de 20 dm
3
estamos determinando a grandeza
escalar. Em várias aplicações físicas, por exemplo, existem determinadas grandezas, como
temperatura e pressão, que possuem somente “magnitude” e podem ser representadas por
números reais (grandezas escalares).
Entretanto, existem outras grandezas, como força, velocidade, aceleração, deslocamento
e impulso que, para serem completamente identificadas, precisam, além da “magnitude”
(módulo), da “direção” e do “sentido”. Estes são exemplos grandezas vetoriais ou vetores.

Definição 1: Vetores são grandezas que, para serem identificadas, precisam da
magnitude, da direção e do sentido.
Assim, um vetor tem três características: módulo (ou magnitude), direção e sentido.
• A direção é dada pela reta que contém o segmento.
• O sentido é dado pelo sentido do movimento do segmento.
• A magnitude (ou módulo) é o comprimento do segmento. Indicamos por duas
barras verticais: |v| (Lê-se: módulo de v)

A representação geométrica de um vetor é um segmento orientado de reta: AB, CD, ...


Definição 2: Vetor é um conjunto de todos os segmentos orientados
eqüipolentes
3
a um segmento AB ou seja, com mesma direção, comprimento e
sentido.

Note que neste conceito, desconsideramos a idéia de grandezas
vetoriais e o vetor é compreendido a partir de um segmento
orientado
4
. Onde, dois ou mais segmentos orientados de mesmo
comprimento, mesma direção (são paralelos ou colineares) e mesmo
sentido são representantes de um mesmo vetor v. (Fig.1)

Na Figura 2, os vetores u e v são iguais (eqüipolentes) e
representam um mesmo vetor. Idem para os vetores x e w. O mesmo
não ocorre com os vetores s, t e m, n. Todos têm o mesmo comprimento,
mas não tem a mesma direção e sentido.

3
Equivalentes.
4
Um segmento está orientado quando nele se escolhe um sentido de percurso, considerado positivo.
E
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Fig.2
Note que:
• Os vetores u e v têm a mesma direção e o mesmo sentido.
• Os vetores w e x têm a mesma direção e o mesmo sentido.
• Os vetores s e t têm a mesma direção e sentidos contrários.
• Os vetores m e n têm diferente direção.
Observe que, vetores paralelos têm a mesma direção e que cada direção pode ser associada a
dois sentidos: sentidos iguais ou sentidos contrários.

Definição 3: Um vetor é um conjunto de números que pode ser escrito como v = (v
1
,
v
2
,..., v
n
). O vetor v é um vetor de dimensão n, ou seja, têm n elementos (escalares).

Esta lista ordenada de n escalares pode ser representada na forma de linha
v = (v
1
, v
2
, v
3
,.... v
n
) ou em forma de coluna (matriz):
v =
(
(
(
(
¸
(

¸

n
v
v
v
...
2
1

O termo escalar é usado com o significado de um número real. Os escalares v
1
, v
2
,
v
3
,..., v
n
são chamados de coordenadas ou componentes do vetor v.
Vetores são geralmente representados por letras minúsculas em negrito (v), e seus
elementos são geralmente representados em letras minúsculas com um subscrito (v
i
). A
letra usada para os elementos é normalmente a mesma letra utilizada para o vetor. O
subscrito representa o índice do elemento do vetor. Por exemplo, v
2
é o segundo
elemento do vetor. A notação v
i
indica o i-ésimo elemento do vetor.

Note que: Podemos representar um vetor de duas formas:
(1) Geometricamente: vetor é um segmento de reta orientada.



(2) Algebricamente: vetor é um par ordenado (plano) ou uma terna ordenada
(espaço tridimensional) ou ainda uma n-úpla ordenada (espaço n-dimensional)
de números reais.
2
2 1
) , ( IR x x v ∈ =
3
3 2 1
) , , ( IR x x x v ∈ =
4
4 3 2 1
) , , , ( IR x x x x v ∈ =
.....................................
n
n
IR x x x x x v ∈ = ) ,... , , , (
4 3 2 1


• Somente os vetores em R
2
e R
3
podem ser representados geometricamente.
• Em geral, consideramos apenas os segmentos orientados como ponto inicial na
origem (0,0) ou (0,0,0), denominados “vetores do plano” e “vetores no espaço”.
É importante notar que os vetores no plano e no espaço são determinados
exclusivamente pelo seu ponto final, pois o ponto inicial é fixo na origem.
B
A
Indica-se por v = AB
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Exemplo 1: Uma fábrica produz 4 tipos diferentes de artigos. Numa semana são vendidas 300
unidades do artigo A, 400 unidades do artigo B, 200 unidades do artigo C e 250 unidades do
artigo D. Os preços de venda por unidade de artigo são, respectivamente, R$ 25,00, R$ 32,00,
R$ 12,00 e R$ 41,00.
A quantidade total dos artigos, na ordem A, B, C e D, vendidos numa semana, pode ser
representada pelo vetor q = (300, 400, 200, 250) e, o vetor p = (25, 32, 12, 41) indica o
preço (em reais, R$) de venda por unidade de artigos, na ordem dada.

Exemplo 2: O vetor u = (2,3,4) tem dimensão 3, então dizemos que v ∈ R
3
; O vetor v =
(2,3,4,-3,5) tem dimensão 5, então dizemos que v ∈ R
5
; Os vetores w = ( 1, 3, 3 , -4) e z =
( -3, 5, -1, 0) têm quatro componentes e portanto são vetores do R
4
.

2.2 Proposições: Vetores opostos, nulos, iguais, colineares e livres

Proposição 1: Dado um vetor v= AB, o vetor BA é o
oposto de AB e indicamos por (- AB) ou (-v). Todo vetor v não nulo,
tem um vetor oposto (-v)=(-v
1
,-v
2
) com mesmo módulo e mesma
direção, porém com sentido contrário.
Exemplo: Se u=(2,-4), então –u=(-2,4)

Proposição 2: Se todas as componentes do vetor são nulas, o vetor é dito nulo
5

ou vetor zero indicado por 0 = (0,0,0,...,0).
Proposição 3: Dois ou mais segmentos orientados
representam o mesmo vetor (vetores iguais) se têm o mesmo
comprimento, mesma direção e mesmo sentido, independente de ter
ou não, origens em pontos diferentes.
Por exemplo, num paralelogramo ABCD, os segmentos orientados AB e CD determinam o
mesmo vetor v, onde v CD AB = =
O ponto A é denominado ponto inicial ou origem do vetor
v e o ponto B é denominado ponto final ou extremidade
do vetor. Idem para os pontos C e D. Assim, cada ponto
do espaço pode ser considerado como origem de um
segmento orientado que é representante do vetor v.
O vetor v é chamado vetor livre porque o segmento que o representa pode ter sua origem
colocada em qualquer ponto do plano.

Algebricamente, dois vetores são iguais (ou eqüipolentes), se todas as componentes do
vetor são iguais. Assim, u = (x
1
, y
1
) e v = (x
2
, y
2
) são iguais se, e somente se x
1
= x
2
e y
1
= y
2

e escreve-se u=v.

Exemplo 1: Os vetores u= (3,5) e v = (a, 5) são iguais se a = 3.

Exemplo 2: Determinar o valor de x e y para u=v, com u=(x+1, 4) e v=(5, 3y-8).
Resolução: Devemos fazer x+1 = 5 e 3y – 8 = 4 e obtemos x = 4 e y = 4.

5
Vetor nulo: Os segmentos nulos, por serem eqüipolentes entre si, determinam um único vetor, chamado vetor
nulo ou vetor zero, e que é indicado por 0 ou v=0 = (0,0,0,...,0). É o vetor cuja origem coincide com a
extremidade, não tem direção e sentido definidos. Segundo Winterle (2000) o vetor nulo é considerado paralelo a
qualquer vetor. Em IR
2
e IR
3
, o vetor nulo indica a origem do sistema plano e espacial, respectivamente.
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A B
C
F E
H G
D
Proposição 4: Dois vetores

u e

v com a mesma direção são chamados de
vetores colineares ou paralelos. Assim,

u e

v são colineares se tiverem representantes
AB e CD pertencentes a uma mesma reta ou em retas paralelas.


Proposição 5: Dois vetores

u e

v ou mais, são vetores coplanares se
pertencerem a um mesmo plano π.







Fig.(a):

v ,

u e

w são coplanares














Fig.(b):

v ,

u e

w são coplanares Fig.(c):

v ,

u e

w não são coplanares


Exemplo
6

Observe o paralelepípedo retângulo:
Podemos afirmar que:
(a) BF DH =
(b) FG AB, e EG são coplanares
(c) AE e BF são colineares
(d) AB é ortogonal ao plano BCG
(e) DC é paralelo ao plano HEF




WINTERLE, 2000, p.6
Importante: dois vetores

v e

u quaisquer são
sempre coplanares, pois podemos sempre tomar
um ponto no espaço e, com origem nele, imaginar os
dois representantes de

v e

u pertencendo a um
plano π que passa por esse ponto.
Três vetores poderão ser coplanares ou não (Fig c).
π
α

u

v


w

w

u

v
π
π

v

w

u
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A
AAg
ggo
oor
rra
aa,
,, t
tte
een
nnt
tte
ee v
vvo
ooc
ccê
êê!
!! Resolva as atividades
Lista 1 de Atividades
7


1. A figura abaixo é constituída de nove quadrados congruentes (do mesmo tamanho).
Verifique se as igualdades são verdadeiras. Analise e justifique.

a) AB = OF
b) AM = PH
c) BC = OP
d) BL = - MC
e) DE = - ED
f) AO = MG
g) KN = FI
h) AC // HI
i) JO // LD
j) AJ // FG
k) AB ⊥ EG
l) AM ⊥ BL
m) PE ⊥ EC
n) PN ⊥ NB
o) PN ⊥ AM
p) AC = FP


2. A partir do paralelepípedo retângulo podemos afirmar que:




a) AB = -HG
b) AB ⊥ CG
c) AF ⊥ BC
d) AC=HF
e) AG=DF
f) BG // ED

g) AB, BC e CG são coplanares.
h) AB, BG e CF são coplanares.
i) AB é ortogonal ao plano BCG
j) DC é paralelo ao plano HEF
k) AC, DB e FG são coplanares.

3) Encontre se possível os valores de x e y tais que:
a) (2,x,1,3) = (2,5,y,3) c) (1,x,-3) = (2,3)
b) (1,2x-12) = (1,-5) d) (x,x+y) = (y-2,6)

4) Determine os valores de x e y, de forma que os vetores sejam iguais.
(a) (4x-5, 7) = (2x – 4, y+
2
13
)
(b) (x
2
– 5x + 4, 2x – 2) = (0, 6)
(c) ( x , 7) = (2, 3y-5) (d) ( x , 2x+5) = (4, 5x-1)

Respostas:
1) São verdadeiros: a, b, d, e, f, h, j, k, l, n, o e p. São falsos, c, g, i, m; 2) As afirmações são verdadeiras, exceto (a),
(c), (g) e (h); 3a) x=5 e y=1; b) x = 7/2; c) Não ∃ solução pois os vetores pertencem a dimensões diferentes; d) x=2
e y=4; 4a) x = y= 0,5; b) x = 4; c) x = 4 = y; d) não existe x


3 Vetores no Plano e Vetores no Espaço


estudo dos vetores em geral é relacionado a sua representação geométrica que se
caracteriza num segmento de reta orientado como vimos até aqui. Mas, há outra forma
de representá-los. Assim, vamos estudar os segmentos orientados relacionados com os
sistemas de eixos cartesianos do plano (R
2
) e do espaço (R
3
).
3.1 Expressão analítica de um vetor no plano (R
2
)

O conjunto R
2
= R x R = {(x,y), ∀ x, y ∈ R} é interpretado
geometricamente como sendo o plano xOy do sistema cartesiano
ortogonal. É o conjunto formado por todos os vetores com duas
coordenadas reais x e y. Vetores que pertencem ao R² são conhecidos
como pares ordenados de números reais. Geometricamente, todo

7
(WINTERLE, 2000, p.6)
O
A B
C
F E
H G
D
paralelos
perpendiculares
módulo
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vetor v= AB desse plano, tem sempre um representante equivalente OP, cuja origem é a
origem do sistema cartesiano (0,0).

No estudo algébrico dos vetores, utiliza-se em geral, os vetores v=OP, ditos vetores no
plano e que são vetores definidos por um ponto extremo do segmento com origem no
ponto (0,0).

Exemplo 1: Representação no plano do vetor v e do ponto P(x,y). Todo ponto P(x,y) do
plano, está associado a um único vetor v = OP com v = (x, y)
sendo x e y as coordenadas de P e as componentes do vetor v,
também denominadas de coordenadas do vetor.

Exemplo 2: Representação no plano cartesiano do vetor v = (3,2) ∈
R
2
. Note que, v = (3, 2) ou v =
(
¸
(

¸

2
3
∈ R², são formas de
representação do vetor v.

OBS: Na Geometria Analítica analisa-se o vetor e sua representação a partir de uma base
} , { j i = {(1,0), (0,1)} onde é estabelecida a correspondência biunívoca entre vetores no plano
e os pares ordenados (x, y) de números reais.

Nestas condições, a cada vetor v do plano pode-se associar um par (x, y) de números reais
que são suas componentes na base dada, razão porque se define:

Vetor no plano é um par ordenado (x,y) de números reais e se representam por
) , ( y x v = que é a expressão analítica de v. A primeira componente x é chamada
abscissa e a segunda y, ordenada.

Exemplo 3: Podemos escrever v = (3,-5) ou v = 3i-5j. Veja outros exemplos:

) 0 , 0 ( 0
) 1 , 0 (
) 0 , 1 (
) 0 , 10 ( 10
) 3 , 0 ( 3
) 1 , 1 (
=
=
=
¦
¦
)
¦
¦
`
¹
− = → − =
= → =
− = → + − =
j
i
mente Particular
v i v
v j v
v j i v

Desta forma, o plano pode ser compreendido como um conjunto de pontos ou um conjunto de
vetores.
3.2 Vetor Definido por Dois Pontos: Vetor Livre

númeras vezes um vetor é representado por um segmento orientado que não parte da
origem do sistema. Nestes casos, temos os vetores livres.
Por exemplo, consideramos o vetor AB de origem no ponto A(x
1
, y
1
) e extremidade em
B(x
2
,y
2
). O vetor AB é um vetor livre.

Como, já se afirmou anteriormente, no estudo algébrico dos vetores, utiliza-se em geral, os
vetores definidos por um ponto que é o extremo do segmento com origem no ponto (0,0).

A partir de um vetor livre v = AB podemos encontrar o seu vetor equivalente, definido por um
ponto, que parte da origem do sistema (0,0). Para isso, fazemos:
A B AB − =
) , ( ) , (
1 1 2 2
y x y x AB − =
I
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) , (
1 2 1 2
y y x x AB − − = = v (vetor definido por um ponto)

Representação Geométrica
Vetor Livre Vetor definido por um ponto extremo com
origem em (0,0).


Exemplo 1: Para A = (-3,2) e B = (-1,4). O
segmento AB é um vetor livre.

Fazendo AB = B-A
= (-3,2)-(-1,4)
= (-3+1,2-4)
= (-1, -2) = v
O vetor v = (-1,-2) é equivalente ao vetor livre
AB e parte da origem (0,0) do sistema.


Assim, obtemos um vetor v a partir do vetor livre AB, subtraindo as coordenadas do ponto B
das coordenadas do ponto A, ou seja, v = B-A. O vetor v encontrado representa o mesmo
vetor AB. É importante lembrar que um vetor tem infinitas representações que são os
segmentos orientadores com mesmo comprimento, direção e sentido. Entretanto, dentre estas
infinitas representações, o que melhor caracteriza o vetor é aquele que
tem sua origem no ponto O (0,0) e extremidade em P(x,y).

Exemplo 2: Dados os pontos A=(0,1) e B=(1,2), determine o vetor v que
parte da origem e é equivalente ao vetor livre AB .
Resolução: v = AB = B – A = (1,2) – (0,1) = (1, 1)

3.3 Expressão analítica de um vetor no espaço (R
3
)

a Geometria Analítica analisa-se o vetor e sua representação a partir de uma base
8

} , {
→ →
j i = {(1,0), (0,1)} quando os vetores são vetores do plano e a partir de uma base
canônica representada por } , , {
→ → →
k j i = {(1,0,0), (0,1,0), (0,0,1)}quando os vetores são
vetores do espaço, onde é estabelecida a correspondência biunívoca entre vetores no espaço
com o vetor (x, y,z) de números reais.

8
Você sabia que: No plano R
2
qualquer conjunto {v1, v2} de dois vetores, não colineares, é uma base. E, todo vetor v
deste plano é combinação linear dos vetores da base, isto é, sempre existem os números a1 e a2 reais tais que v = a1
v1 + a2 v2. No espaço R
3
qualquer conjunto {v1, v2, v3} de vetores não coplanares é uma base. Assim, sempre existem
números reais a1, a2 e a3 tais que: v = a1 v1 + a2 v2 + a3 v3 onde a1, a2 e a3 são componentes de v em relação à base
considerada. Todo espaço tem infinitas bases e uma base canônica. Por exemplo, em R
3
a base canônica é {(1,0,0),
(0,1,0), (0,0,1)}.
N
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n
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Consideremos estes três vetores representados com
origem no mesmo ponto O e por este ponto três retas
como mostra a figura abaixo.
A reta com a direção do vetor i é o eixo dos x
(abscissa), a reta com direção do vetor j é o eixo do
y (ordenada) e a reta com a direção do vetor K é o
eixo dos z (das cotas: significa altura no espaço). As
setas indicam o sentido positivo de cada eixo, que são
chamados eixos coordenados.

Cada dupla de eixos determina um plano coordenado. Portanto, temos três planos
coordenados: o plano xy, xz ou yz. As figuras abaixo dão uma idéia dos planos.















Estes três planos se interceptam segundo os três eixos dividindo o espaço em oito regiões.













A cada ponto do espaço vai correspondendo uma terna (a,b,c) de números reais, chamadas
coordenadas de P. Exemplo 1: Observe a projeção do ponto P(2,4,3) no espaço.











Escrevemos v=xi+yj+zk, onde x, y, z são os componentes de v na base canônica
{i, j, k} e v = (x, y, z) é a expressão analítica de v.
Assim, se v = 2i+4j+3k indicamos v = (2, 4, 3)

y

z
0
z
x
y
0
z
x
y
V
0
A B
C
D E
F
P
Com base nesta figura, temos:
A (2,0,0) → x = 2, y = 0, z = 0
B (2,4,0) → x = 2, y = 4, z = 0
C (0,4,0) → x = 0, y = 4, z = 0
D (0,4,3) → x = 0, y = 4, z = 3
E (0,0,3) → x = 0, y = 0, z = 3
F (2,0,3) → x = 2, y = 0, z = 3
P (2,4,3) → x = 2, y = 4, z = 3
XZ
z
x
y
x
YZ

y
y
z
XY
y
x
z
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Portanto:
O conjunto R
3
= R x R x R = {(x, y, z) ∀ x, y, z ∈ R} é interpretado geometricamente como
sendo o espaço tridimensional 0xyz, onde P(x,y,z) é o ponto associado ao único vetor v =
OP = (x,y,z) e as coordenadas x, y e z, de P são as componentes de v. A Fig.(a) representa
o ponto P = (x,y,z) ∈ R
3
e a Fig. (b) representa o vetor v = (x,y,z) ∈ R
3
.


Fig.(a): Representação
geométrica do ponto P, no plano
tri-dimensional
Fig.(a): Representação
geométrica do ponto P, no plano
tri-dimensional
Fig.(b): Representação
geométrica do vetor v, no plano
tri-dimensional

Exemplo 2: Representação geometricamente o vetor v = (1,2,3) e P = (4,-2,3) .



















Exemplo 3: Representação dos vetores no espaço, sendo:
u =

A(-1,4,3), v =

B (5,-2,3) e w =

C (-3,-5,4).

















C (-3,-5,4)


A
y
z
0
- x
z
-y
B
x
- z
yz
xz
- y
xy - x
c
C
y
x
z
v = (1,2,3 ) = OP
(0,2,0)
(0,0,3)
(1,0,0)
v
0
u=

A(-1,4,3)
v=

B (5,-2,3)
0
0
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A
AAg
ggo
oor
rra
aa,
,, t
tte
een
nnt
tte
ee v
vvo
ooc
ccê
êê!
!! Resolva as atividades
Lista 2 de Atividades
9


1) Dê as coordenadas dos pontos:

(a) A = _______________
(b) B = _______________
(c) C = _______________
(d) D = _______________
(e) E = _______________
(f) F = _______________
(g) O = _______________
(h) P = _______________


2) Represente no plano e/ou no espaço tridimensional os vetores:
(a) u = -i-2j (b) w = (5, -3) (c) s = (-2, 4)
(d) v = i+2j+5k (e) t = (1, 4, 3) (f) r = (-3, 2, 5)
(g) m = (3, -2, 6) (h) n = (1, 3,-4) (i) j = -2i+3j-4k

3) Inúmeras vezes um vetor é representado por um segmento orientando AB que não parte da
origem do sistema cartesiano. Considere os segmentos orientados AB e CD com A = (-1,2) e B
= (2,-3), C = (1, 3, 5) e D = (-1, 2, -4). Assim:
(a) Encontre o vetor u, definido por um ponto, eqüipolente ao segmento orientado AB;
(b) Encontre o vetor v, definido por um ponto, eqüipolente ao segmento orientado CD;
(c) Represente geometricamente o segmento AB e o vetor u. Analise o resultado e
comente o que você observou.
Respostas parciais: (1a) A=(4,0,0); © C = (0,0,3); (e) E (4,-2,0); (g) O=(0,0,0); 3) a) u=(3,-5); b) v=(-2,-1,-9); c)
AB é equivalente ao vetor u. São eqüipolentes porque tem a mesma direção, sentido e magnitude (módulo). AB é
vetor livre e u tem origem no sistema (xOy).

4 Operações com Vetores

4.1 Adição e Subtração de Vetores

lgebricamente a adição de dois vetores se define pela adição de seus componentes
(coordenadas), um a um. Por sua vez, a diferença de dois vetores se define pela
adição do primeiro vetor pelo oposto do segundo vetor.

Observe que: Dois vetores podem ser adicionados se e somente se eles tiverem a mesma
dimensão. Para somar dois vetores, basta somar individualmente cada elemento deles. O vetor
resultante será da mesma dimensão dos vetores originais. Simbolicamente, temos que, se v =
u+ w, então vi = ui + wi, para todo i.

Assim, para os vetores u e v de R
2
com u = (x
1
,y
1
), v = (x
2
,y
2
) temos:

u + v = (x
1
+ x
2
, y
1
+ y
2
) e u + (-v) = (x
1
- x
2
, y
1
- y
2
)

Se u e v são vetores de R
n
com u = (x
1
,x
2
,x
3
, ....,x
n
), v = (y
1
,y
2
,y
3
, ....,y
n
) temos:

u + v = (x
1
+ y
1
, x
2
+ y
2
, ... , x
n
+ y
n
)

Exemplo 1: Se u = (1, 7) e v = (2, 5) então:
(a) u + v = (1+2, 7+5) = (3, 12) e
(b) u – v = u + (-v) = (1,7) + (-2,-5) = (1-2, 7-5) = (-1,2).

9
(WINTERLE, 2000, p.6)
A
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Exemplo 2: Se u = (1, 7, 3), v = (-1,4,6) e w = (2, 5, 4, -1) então:
(a) u + v = (1-1, 7+4, 3+6) = (0, 11, 9)
(b) u – v = u + (-v) = (1,7,3) + (1, -4, -6) = (2, 3, -3)
(c) u + w? Não é possível computar u + w, nem v + w porque u e v são de 3ª
dimensão e w é de 4ª dimensão.

4.2 Multiplicação de escalar por um vetor

A multiplicação de um escalar por um vetor se define pelo produto do escalar (número) por
cada componente do vetor. Ou seja, um vetor pode ser multiplicado por um escalar,
multiplicando-se cada elementos do vetor por este escalar. Assim, para o vetor u de R
n
com u
= (x
1
,x
2
, ..., x
n
) e k ∈ R (k escalar) temos:

ku = k(x
1
,x
2
, ..., x
n
) = (kx
1
,kx
2
, ..., kx
n
)

Exemplo 1: Se u = (1, 7) e v = (2, 5), vetores de R
2
então para k = 5, temos:
(a) ku = 5(1, 7) = (5.1, 5.7) = (5, 35) e
(b) kv = 5(2, 5) = (5.2, 5.5) = (10, 25).

Exemplo 2: Se u = (1, 7, 8,-1) e v = (2, 5, 0, 0), vetores de R
4
então para k = -2, temos:
(a) ku = -2(1, 7, 8, -1) = (-2, -14, -16, 2)
(b) kv = -2(2, 5, 0, 0) = (-4, -10, 0, 0)
(c) ku + kv = k(u+v) = -2(u+v) = -2(3,12,8,-1) = (-6, -24, -16, 2)

Exemplo 3: Sejam u = (2,3,4,5) e v = (2,1,0,2) vetores de R
4
então, temos que:
(a) u + v = (4, 4, 4, 7)
(b) u – v = (0, 2, 4, 3)
(c) 3u – 2v = (6, 9, 12, 15) – (4, 2, 0, 4) = (2, 7, 12, 11)

Exemplo 4: Dados os pontos A(0,1,-1) e B(1,2,-1) e os vetores u = (-2,-1,1), v= (3,0,-1) e w
= (-2,2, 2). Verificar se existe números a
1
, a
2
e a
3
tais que w=a
1
AB+a
2
u+a
3
v.
Resolução:
AB = B – A ⇒ ⇒⇒ ⇒ (1, 2, -1) – (0, 1, -1) = (1, 1, 0)
w = a
1
AB + a
2
u + a
3
v.
(-2,2,2) = a
1
(1, 1, 0) + a
2
(-2,-1,1)+ a
3
(3,0,-1)
Aplicando as operações de produto de escalar por vetor, soma de vetores e
igualdade de vetores, encontramos como resposta:
a
1
= 3; a
2
= 1; a
3
= -1
Portanto, w = a
1
AB + a
2
u + a
3
v para a
1
= 3, a
2
= 1 e a
3
= -1

Propriedades dos vetores

Para qualquer vetor u, v e w vetores de R
2
(podemos generalizar para R
n
) e k, k′∈ R (k é um
escalar = número real), temos:

(i) u + v = v + u (comutativa) (ii) (k + k′ ) u = k u + k′ u
(iii) (u+v )+w = u+(v+w) (associativa) (iv) k (u + v ) = k u + k v
(v) u + 0 = 0 + u = u (elemento neutro) (vi) k (k′ .u) = (k k′ ) .u
(vii) u + (-u) = 0

(elemento simétrico) (viii) 1.u = u; -1.u = -u e 0.u = 0.

Obs A igualdade de vetores é definida igualmente para R
2
, R
2
, ..., como já vimos: Assim,
por exemplo, os vetores u = (8,b,-2) e v= (8,5,a) são iguais se a=-2 e b= 5.
Se u = ( x – y, x + y, z – 1) e v = ( 4, 2, 3 ), podemos afirmar que:
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u = v ⇔
¦
¹
¦
´
¦
=
− =
=

¦
¹
¦
´
¦
+ =
= −
= −

¦
¹
¦
´
¦
= −
= +
= −
4
1
3
1 3
2 2 0
4
3 1
2
4
z
y
x
z
y x
y x
z
y x
y x
⇔ Portanto, u = v se x = 3, y = -1 e z =4.

Importante: Quando o vetor v estiver representado por v = a
1
v
1
+ a
2
v
2
, dizemos
que v é combinação linear v
1
e v
2
. O par de vetores v
1
e v
2
não
colineares são chamados de base do plano. Veja mais sobre isso, nas
aplicações de adição de vetores e multiplicação por escalar.
4.3 Análise Geométrica da Adição de Vetores e Multiplicação por Escalar
A adição de dois vetores

v e

u é analisada, geometricamente, a partir dos segmentos que
contém os vetores. Este movimento se caracteriza por decomposição de vetores no plano.

ecomposição de vetores no plano: Dados dois vetores v
1
e v
2
não
colineares, qualquer vetor v (coplanar com v
1
e v
2
) pode ser decomposto
segundo as direções de v
1
e v
2
. O problema consiste em determinar dois
vetores cujas direções sejam as de v
1
e v
2
e cuja soma seja v. Em outras palavras,
buscam-se determinar dois números reais a
1
e a
2
tais que:
2 2 1 1
v a v a v + =
1º caso A ADIÇÃO DOS DOIS VETORES

v e

u representados pelos segmentos
orientados AB e BC se definem pelo vetor resultante

s representado pelo segmento
AC .
Regra do polígono ou triangulação: Ligam-se os vetores, origem com extremidade
por deslocamento. O vetor soma (ou vetor resultante) é aquele que tem origem, na
origem do 1º vetor e extremidade, na extremidade do último vetor.
Assim, os pontos A e C determinam um vetor que é a soma dos vetores

u e

v onde:
B


v

u


s

A C
Exemplo 1:

s =

u +

v ou

u +

v = AC ou
AB + BC = AC

Exemplo 2:

s =

u +

v

Exemplo 3:

s =

u +

v ou

u +

v = AC ou
AB + BC = AC
Na SUBTRAÇÃO DE VETORES, adicionamos um deles ao oposto do outro:

s =

u -

v .
Vetores u e v Adição de vetores u+v Subtração u+(-v)
D
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2º caso A adição dos dois vetores

v e

u paralelos (

v ⁄ ⁄

u):

A adição de vetores representados por segmentos paralelos
10
orientados AB e BC se
define da mesma forma anterior, pelo vetor resultante

s, representado pelo segmento
AC .
Assim, os pontos A e C determinam um vetor que é, por definição, a soma dos vetores

u e

v onde, para

s =

u +

v .

Exemplo 1: Na figura (a), temos a resultante

s de vetores

u e

v com o mesmo
sentido e na figura (b), temos a resultante

s de vetores

u e

v com o sentido
contrário (equivale a s = u - v).

Vetores

u e

v Adição de vetores

s =

u +

v Subtração

s =

u + (-

v )



Fig.(a) Fig.(b)
3º caso A adição dos dois vetores

v e

u não paralelos pode ocorrer a partir do
deslocamento dos vetores para uma mesma origem A. Assim, representa-se o vetor

v
= AB e o vetor

u = AD .

Regra do paralelogramo: A partir da origem A, projetamos um vetor no extremo do
outro (mesma direção e mesmo sentido). Assim, construímos o paralelogramo ABCD.

Exemplo 1: (Figuras c, d) O segmento orientado de origem em A que equivale à
diagonal do paralelogramo, é o vetor resultante

s=

u +

v . A diagonal secundária do
paralelogramo equivale a resultante da diferença entre os vetores, ou seja,

s=

u -

v .

Adição de vetores

s =

u +

v Subtração

s =

u + (-

v )

10
Quando os segmentos têm a mesma direção – sobre as mesmas retas ou paralelas
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Fig (c)
u+v é a diagonal principal do
paralelogramo ABCD.
Fig (d)
u+v →diagonal principal do paralelogramo
u-v →diagonal secundária


Exemplo 2

Vetores

u e

v Adição

s =

u +

v Subtração

s =

u -

v




4º caso A adição dos três vetores ou mais ocorre de forma análoga aos casos
anteriores. No caso particular da extremidade do representante do último vetor
coincidir com a origem do representante do primeiro a soma deles será o vetor zero
ou nulo.

Exemplo de adição de três ou mais vetores livres



Exemplo 1


s =

u +

v +

w



Exemplo 2


s =

u +

v +

w


Exemplo 3


s =

u +

v +

w +

t =

0

Exemplo de adição de vetores que partem de uma origem: Situação comparativa de
soma com dois e com três vetores

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Exemplo 1


s =

u +

v

Exemplo 2


s =

u +

v +

w


eometricamente, o PRODUTO DE UM ESCALAR POR UM VETOR, é
representado por um novo vetor que se expande, contrai ou inverte o sentido,
conforme o valor de k. O produto de um número real k por um vetor v, resulta em
um vetor s com sentido igual ao de v se k for positivo ou sentido oposto ao de v se k for
negativo. O módulo do vetor s é igual a k x |v|.










1º caso Se k = 0 ou v = 0, então o vetor kv = 0.
Exemplo: Para u = (1,2) e k = 0 temos ku = 0.u= (0.1,0.2) = (0,0).

2º caso Se k= -1, o vetor (-1)v é o oposto de v.
Exemplo: Para u=(1,2) e k=-1 temos ku=(-1).u=(-1.1, -1.2)
= (-1, -2)

3º caso Se k > 0, então (k.v) permanece com o mesmo sentido de v, se
k < 0, kv tem sentido contrário de v.

Exemplos:
Para u = (1,2) e k = 2 temos
ku = 2u = (2.1, 2.2) = (2, 4)
Para u = (1,2) e k = -2 temos
ku = -2u= (-2,-4).



Exemplos Complementares
Exemplo 1: Dados os vetores u=(4,1) e v = (2, 3). Determinar geometricamente e
algebricamente as resultantes de u+v e 2u.

G
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Resolvendo:
• u+v = (4,1) + (2,3) = (6, 4) e • 2 u = 2 (4,1) = (8,2).


Representação geométrica de u+v Representação geométrica de 2u

Exemplo 2: Consideremos os vetores de R
2
definidos em u = (1,2) e v = (3,-3). Determine,
algébrica e geometricamente, as resultantes:
(a)

s =

u +

v ; (b)

s =

u -

v ; (c)

s =

v -

u

Resolução: Algebricamente
(a)

s =

u +

v
= (1,2) + (3,-3)
= (1+3, 2-3)
= (4, -1).
(b)

s =

u -

v
= (1,2) - (3,-3)
= (1-3, 2+3)
= (-2, 5)

(c)

s =

v -

u
= (3,-3) - (1,2)
= (3-1,-3-2)
= (2, -5)

Geometricamente (a)

Geometricamente (b)

Geometricamente (c)






Exemplo 3: Dados os vetores u, v e w, de acordo com a figura, construir graficamente o vetor

s = 2u - 3v+ 1/2w

Resolução: Vetores Resultante s = 2u - 3v+ 1/2w
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Exemplo 4: Efetuar as operações com os vetores sabendo que u = (
5
3
,
3
1
− ) e v= (
5
2
,
3
1
).
u+v = (
5
2
5
3
,
3
1
3
1
+ − + ) = (
5
1
,
3
2
− )
15u = 15 (
5
3
,
3
1
− ) = (5, -9)

4
3
− v -
3
1
u =
4
3
− (
5
2
,
3
1
) -
3
1
(
5
3
,
3
1
− ) =(
10
3
,
4
1
− − ) + (
5
1
,
9
1
− ) =(
10
1
,
36
13
− − )


Exemplo 5: Para u = (-2,2) e v = (3,2) represente no plano u+v, 2u e u + (-v).



u + v = (-2,2) + (3,2) = (-2+3, 2+2) = (1,4) 2u = 2(-2,2) = (-4,4)






u +(-v) = (-2,2) – (3,2) = (-5,0)

Exemplo 6: Determinar o vetor w na igualdade 3w+2u=
2
1
v+w, sendo u=(3,-1) e v=(-2,4).
Resolvendo: 3w+2(3,-1)=
2
1
(-2,4)+w ⇔ 3w + (6,-2) = (-1,2) + w
3w –w = (-1,2) - (6,-2) ⇔ 2w = (-7, 4) ⇔ w = ( 2 ,
2
7 −
).
Exemplo 7: Encontrar os números a
1
e a
2
tais que V a U a W
2 1
+ = sendo
) 2 , 4 ( ... ).. 2 , 1 ( ), 8 , 1 ( − = = − = V e U W
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) 2 2 , 4 ( ) 8 , 1 (
) 2 , 4 ( ) 2 , ( ) 8 , 1 (
) 2 , 4 ( ) 2 , 1 ( ) 8 , 1 (
2 1 2 1
2 2 1 1
2 1
a a a a
a a a a
a a
− + = −
− + = −
− + = −


8 2 2
1 4
2 1
2 1
= −
− = +
a a
a a

1
3
2
1
2 1
− =
=
a
a
⇒ logo V U W − = 3

Note que: Ao trabalharmos geometricamente com a soma de vetores e a
multiplicação de escalar por vetores, operamos pela decomposição de vetores.
Em outras palavras, buscam-se determinar dois números reais a
1
e a
2
tais que:
2 2 1 1
v a v a v + =
Exemplo 1: Dados dois vetores v
1
e v
2
não colineares e v (arbitrário), a figura
mostra como é possível formar um paralelogramo em que os lados são
determinados pelos vetores
1 1
v a e
2 2
v a e, portanto, a soma deles é o vetor v, que
corresponde à diagonal desse paralelogramo:










Exemplo 2: Na figura seguinte os vetores v
1
e v
2
são
2 2
v a mantidos e
consideramos um outro vetor v.












4.4 Aplicações de Adição de Vetores e Multiplicação por Escalar

4.4.1: Combinação Linear de vetores

ejam u
1
, u
2
, ...,u
n
vetores do espaço vetorial V e a
1
, a
2
, ..., a
n
escalares de IR ou C.
Qualquer vetor u de V, escrito na forma u = a
1
u
1
+ a
2
u
2
+ ... + a
n
u
n
é uma
combinação linear dos vetores u
i
.
Exemplo 1: A operação 2(3,-4,5) + 3(-1,1-2) = (6,-8,10)+(-3,3,-6) = (3,-5,4) se
caracteriza como uma combinação linear. Neste caso, o vetor resultante (3,-5,4) é uma
combinação linear dos outros vetores adicionados e multiplicados pelos respectivos escalares;
Da mesma forma, o vetor u = (-1,-1,-3) é resultado da combinação linear dos vetores u
1
=
(3,2,-1) e u
2
= (4,3,2) porque u = u
1
- u
2
= (3,2,-1) - (4,3,2) = (-1,-1, -3).
Exemplo 2: Verifique se o vetor w=(1, 2) de IR
2
pode ser resultado da combinação linear dos
vetores u=(1,3) e v=(-1, 2).
S
v
1
-a
1
v
1
a
2
v
2
v
v
2
v = - a
1
v
1
+ a
2
v
2

2 2 1 1
v a v a v + =
v
1
v
2
1 1
v a
2 2
v a
2
v
1
v
v (arbitrário)
v
V
1

V
2

Nesta figura
a2 > 0 e a1 < 0
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n
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Resolução: Um vetor w é uma combinação linear de outros vetores u e v se e somente se,
existe solução para a equação matemática w = x.u + y.v ou, se existe valores reais para x e
y de modo que w = x.u + y.v
Assim, fazemos w= x.u + y.v. Substituindo w, u e v pelos seus respectivos valores, temos:
w = x (1,3) + y (-1,2)
(1,2) = x (1,3) + y (-1,2)
(1,2) = (x–y,3x+2y) ⇔
¹
´
¦
= +
= −
2 2 3
1
y x
y x

¹
´
¦
− = +
= −
1 5 0
1
y x
y x

¹
´
¦
=
=

5
1
5
4
y
x
.
Resposta: O sistema resultante da equação matemática w=x.u+y.v é consistente e
determinado. Assim, w é uma combinação linear de u e v e pode ser escrito como: w =
5
4
u +
5
1 −
v.
Exemplo 3: Verifique se os vetores u = (1,2,-1), v = (1,3,1) e w = (0, 1, 2), vetores de IR
3

podem ser escritos como combinação linear do vetor t = (2,7,4).
Resolução: Os vetores u, v e w podem ser escritos como uma combinação linear do vetor t
se a equação xu + yv + zw = t, tem solução real.
xu + yv + zw = t
x(1,2,-1) + y(1,3,1) + z(0,1,2) = (2, 7, 4)
(x, 2x, -x) + (y, 3y, y) + (0z, z, 2z) = (2, 7, 4)
(x + y, 2x + 3y + z, -x + y + 2z) = (2, 7, 4)

¦
¹
¦
´
¦
= + + −
= + +
= +
4 2
7 3 2
2
z y x
z y x
y x

¦
¹
¦
´
¦
= + +
= + +
= +
6 2 2 0
3 0
2
z y x
z y x
y x

¦
¹
¦
´
¦
= + +
= + +
= +
0 0 0 0
3 0
2
z y x
z y x
y x

¹
´
¦
− =
+ − =
z y
z x
3
1
.
S={(-1+z, 3-z, z) ∀ z∈IR}

O sistema é consistente e indeterminado. Portanto, tem diversas soluções. Então, t é
combinação linear de u, v e w e pode ser escrito como: t = (-1+z)x + (3-z)y + zw para ∀
z∈IR.

4.4.2: Dependência e Independência Linear de Vetores

m conjunto de vetores u
1
,u
2
,...,u
n
é dito linearmente independentes (LI) se escritos
como combinação linear do vetor nulo, resultam em todos os coeficientes nulos. Caso
contrário os vetores são linearmente dependentes (LD).
Ou, um conjunto de vetores u
1
,u
2
,...,u
n
é independentes (LI) se e somente se, para todo a
i

real, temos:
0
1
=

=
n
i
i i
u a para todo 0 =
i
a
Onde
i
a são quantidades escalares.
Se ocorrer 0
1
=

=
n
i
i i
u a para algum 0 ≠
i
a , os vetores são ditos dependentes (LD).
Geometricamente, vetores linearmente independentes têm representação geométrica em
direção distinta (vetores colineares). Em caso contrário, se tem a mesma direção (vetores
paralelos) são linearmente dependentes.
Exemplo 1: Os vetores u = (1,2) e v = (3,3) são vetores linearmente independentes (LI)
porque existe somente 0 =
i
a para os quais,
v = a
1
u+a
2
v = 0 ou 0u+0v = 0(1,2)+0(3,3)=(0.0)= 0.
E, os vetores u = (1,2) e v = (2,4) são vetores linearmente dependentes (LD) porque existe
2 =
i
a e 1 − =
i
a para os quais,
v = a
1
v
1
+a
2
v
2
= 0 ou 2v
1
+(-1)v
2
= (2,4)-(2,4)=(0.0)= 0.
U
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Exemplo 2: Os vetores de R
3
, u
1
=(1,2,3), u
2
=(-1,2,4) e u
3
=(2,-1,5) são LI ou LD?

Resolução: Os vetores são LI se existem escalares
i
a tais que 0
3 3 2 2 1 1
= + + v a v a v a para
0 =
i
a . Do contrário, são vetores LD. Para facilitar o procedimento de cálculo podemos
substituir os escalares
i
a por x, y e z. Assim,
x u
1
+ y u
2
+ z u
3
= 0 ⇔
x (1,2,3) + y (-1,2,4) + z (2,-1,5) = (0,0,0) ⇔
(x, 2x, 3x) + (-y, 2y, 4y) + (2z, -z, 5z) = (0,0,0) ⇔
[(x – y + 2z), (2x + 2y – z), (3x + 4y + 5z)] = (0,0,0) ⇔
¦
¹
¦
´
¦
= + +
= − +
= + −
0 5 4 3
0 2 2
0 2
z y x
z y x
z y x

¦
¹
¦
´
¦
= +
= +
= +
0 z - 7y
0 5z - 4y
0 2z y - x

¦
¹
¦
´
¦
=
= +
= +
0 z 31
0 5z - 4y
0 2z y - x
⇔ z = y = x = 0
Isto significa dizer que x u
1
+ y u
2
+ z u
3
= 0 ⇔ 0u
1
+ 0u
2
+ 0u
3
= 0. Portanto os
vetores u
1
, u
2
e u
3
são linearmente independentes.
Você pode verificar a linearidade de um conjunto por outro procedimento.
Forme uma matriz A, cujas colunas são os vetores dados. Reduza a matriz a sua
forma escalonada mais simples e analise-a. Se a quantidade de linhas não nulas for
inferior ao número de vetores dados então os vetores correspondentes, u
1
, u
2
e u
3

são LD. Caso contrário (quantidades iguais) são LI.
A =
(
(
(
¸
(

¸



5 4 3
1 2 2
2 1 1

(
(
(
¸
(

¸




1 7 0
5 4 0
2 1 1

(
(
(
¸
(

¸




31 0 0
5 4 0
2 1 1

Observe que a matriz A, na sua forma escalonada, não apresenta linhas nulas. Neste
caso, podemos afirmar que os vetores correspondentes de A, que são os vetores u
1
,
u
2
e u
3
, são LI.
Exemplo 3: Mostre que o vetores de R
3
, u
1
= (1,-2,3), u
2
= (-1,0,-2) e u
3
= (-2,0,-4) são LD.
Resolução: xu
1
+ yu
2
+ z u
3
= 0 ⇔
x(1,-2,3) + y(-1,0,-2) + z(-2,0,-4) = (0,0,0) ⇔
¦
¹
¦
´
¦
= − −
= + + −
= − −
0 4 2 3
0 0 0 2
0 2
z y x
z y x
z y x

¦
¹
¦
´
¦
= + +
= +
=
0 z 2 y
0 4z - -2y
0 z 2 - y - x

¦
¹
¦
´
¦
=
= −
= −
0 0
0 z 4 2y -
0 z 2 y - x
⇔ -2y=4z⇔y=-2z.
Logo, para x – y – 2z = 0⇔ x–(-2z)– 2z=0 ⇔ x=0.
A combinação dos vetores em relação ao vetor nulo, resulta em escalar y não nulo.
Logo, os vetores são LD.
Temos como solução do sistema, o conjunto S = {(0,-2z,z) ∀ z∈R}. Podemos
escrever a combinação linear como: 0u
1
+ (-2z)u
2
+ zu
3
= 0.

4.4.3: Bases do Plano de do Espaço

Linhas não-nulas
Vetores LI Vetores LD
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par de vetores v
1
e v
2
de 2ª dimensão, não colineares (linearmente independentes) é
chamado de base do plano. Aliás, qualquer conjunto {v
1
, v
2
} de vetores não
colineares constitui uma base no plano. Os números a
1
e a
2
são chamados
componentes v em relação a base {v
1
, v
2
}.
O conjunto de vetores v
1
, v
2
e v
3
de 3ª dimensão, não colineares (linearmente independentes)
é chamado de base do espaço.

Exemplo 1: Os vetores u = (1,2) e v = (3,3) são vetores linearmente independentes (LI) e,
portanto, formam uma base B = {(1,2), (3,3)} do plano ou de R
2
. Os vetores u = (1,2) e v =
(2,4) não formam uma base do plano porque são vetores linearmente dependentes (LD).

Exemplo 2: Os vetores de R
3
, u
1
=(1,2,3), u
2
=(-1,2,4) e u
3
=(2,-1,5) são LI, portanto
formam uma base B = {(1,2,3), (-1,2,4), (2,-1,5)} do espaço ou de R
3
.
A =
(
(
(
¸
(

¸



5 1 2
4 2 1
3 2 1

(
(
(
¸
(

¸

− 2 5 0
7 4 0
3 2 1

(
(
(
¸
(

¸

43 0 0
7 4 0
3 2 1


A
AAg
ggo
oor
rra
aa,
,, t
tte
een
nnt
tte
ee v
vvo
ooc
ccê
êê!
!! Resolva as atividades
Lista 3 de Atividades
11


1. A Figura é constituída de nove quadrados congruentes (do mesmo tamanho). Determine os
vetores abaixo, expressando-os com origem no ponto A.


a) AC + CN
b) AB + BD
c) AC + DC
d) AC + AK
e) AC + EO
f) AM + BL


g) AK + AN
h) AO - OE
i) MO - NP
j) BC - CB
k) LP + PN
l) LP + PN + NF
m) BL + BN + PB

2. Considere dois vetores quaisquer, u e v, não paralelos. Construa num plano as resultantes,
s=u+v, w=u-v, t=v-u, m=(-u) e n=–v.
3. Determine, algébrica e geometricamente o vetor resultante w, para u = (-1,2) e v = (2,-1):
(a) u + v

(b) u – v (c) v - u (d) 3u– 3u

(e) u – 2v (f) 2u + v g) 0,5 u + 3v h) 0,5 u – 0,5 v
4. Dados os vetores

v ,

u e

w, de acordo com a figura, construir graficamente o vetor

s =
3

u - 2

v + 1/2

w




5. O paralelogramo ABCD é determinado pelos vetores

AB e

AB , sendo M e N pontos médios
dos lados DC e AB, respectivamente. Completar convenientemente e fazer a representação
geométrica.
D M C
a)

AD +

AB =
b)

BA +

DA =

c)

AC -

BC =
d)

AN +

BC =
e)

MD+

MB =
f)

BM -
2
1

DC =

11
(WINTERLE, 2000, p.6)
O

w

v

u
Linhas não-nulas
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A N B
6 Dados os vetores

u e

v da figura, mostrar, num gráfico, um representante do vetor:


u


v
7 Dados os vetores

a ,

b e

c , como na figura, apresentar um representante de cada um dos
vetores:


a


b



c
8) Dados os vetores

u e

v determinar:
u


(a)

u +

v (b)

u -

v
v


9. Considere os vetores livres definidos por dois pontos A e B. Em cada caso, determine o
vetor equivalente v (não livre).
(a) A(1,3) e B(2,-1); (b) A(-1,5) e B = (-4,-2); (c) A(8,-15) e B (-2,0)
10. Determinar o vetor w na igualdade 3w+2u= 4v -w, sendo u=(1,-1) e v=(-3,2).

11) Dados u=(1,-2), v=(2,4) efetuar (a) u+v; (b) u-v; (c) 3u+2v.
12) Dados A=(-1,2), B=(1,-2) e C=(3,3) determinar: (a) A B AB − = ; (b) A C AC − = ;
(c) B C BC − = ; (d) AC AB + ; (e) AC AB − .
13) Dados ) 1 ,
3
1
( ),.. 1 ,
2
1
( − − = V U , calcular: (a) V U 3 2 + ; (b) V U 6 4 − .
14) Dados A = (1,-2), B = (-2,3) e C = (-1,-2), determinar x = (a,b), de forma que:
a) AB Cx = b) AB Cx
3
2
− = c) Ax BC =
15. Dados os vetores u = (1,3,0,-1) e v = (3,0,2,1) encontre:
a) u+v b) u-v c) 3u
d)
2
1
u - v
e) x se x+u=0 f) 2u + 2v
16. Encontre os valores de a e b para os quais, w seja uma combinação linear de u e v ou seja,
w = au + bv, sendo w = (-2,7), u = (1,3) e v = (-1,4).
17) Verifique se existem escalares x, y e z tais que (1,5,7) = x(1,0,0) + y(0,1,0) + z(0,0,1) ou
seja, verifique se o vetor (1,5,7) é combinação linear dos demais vetores e para quais
valores de x, y e z.

18) Verifique se são combinações lineares, encontrando x, y, z:
a) x ( 1,1,1) + y (1,2,0 ) + z ( 2,0,0 ) =( 1,-2,5 )
b) x (2,1,3 ) + y ( 3,-1,0 ) + z ( 6,0,0 ) =( 3,-1,4 ).

19) Considere os conjuntos A = {u,v,w} e B = {v, w, s}, com u = (1,1,-1), v = (2,-1,0), w =
(3,2,0) e s = (4, -2,0):
(a) O conjunto A é formado por vetores LI ou LD?
(b) O conjunto B é LD? Justifique.
(c) Os conjuntos A e B formam bases de R
3
? Justifique
20) Verifique se o conjunto S = {(0,2), (0,4)} é base de R².

a)

u -

v
b)

v -

u
c) -

v -2

u
d) 2

u - 3

v
a) 4

a - 2

b -

c
b)

a +

b +

c
c) 2

b - (

a +

c )
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Respostas: 1) NA; AD; AB; AO; AM; AH; AI; AC; AC;AC; AI; BA
2)

3) Resultado
algébrico

4)


5)


6)


7c)

9)

10) w=(-7/2,5/2); 11ª) (3,2); b) (-1,-6); c) (7,2); 12ª) (2,-4); b) (4,1); © (2,5); (d) (6,-3); (e) (-2,-5). 13) (a) (2,-
1); (b) (-4,10); 14a) (-4,3); b) (1, -16/3); c) (2,-7); 15ª) (4,3,2,0); b) (-2,3,-2,-2); c) (3,9,0,-3); d) (-5/2,3/2,-2,-
3/2); e) (-1,-3,0,1); f) (8,6,4,0); 16) w=-u/7+13v/7; 17) Sim, para x = 1, y = 5 e z = 7; 18) Sim para x = 5, y=-7/2
e z=-1/4; b) Sim para x = 4/3, y = 7/3 e z = -10/9; 19) a) LI; B) LD por os vetores de B combinados com o vetor
nulo resulta em solução indeterminada.; c) A é base porque é LI e B não é base porque é LD; 20) S não é base porque
é LD.

5 Produto Interno (ou Produto Escalar), Vetorial e Misto

5.1 Produto Interno (ou escalar)

efini-se como Produto Interno (ou Escalar) entre vetores de um Espaço Vetorial V, a
uma aplicação de V x V em R, que a todo par de vetores (u,v) ∈ V x V, associa um
número real (u.v) ou < << <u,v> >> > (lê-se: u escalar v) e que satisfazem os seguintes
axiomas:
u . v = v. u;
u . (v + w) = u . v + u . w;
(k.u) . v = k . (u . v) para todo número real k;
u . v ≥ 0 e u .u = 0 se, e somente se, u = 0.

Assim, para os vetores u e v de R
2
com = (x
1
,y
1
), v = (x
2
,y
2
), denomina-se produto escalar o
número real u . v ou < u, v > definido por:

u . v = (x
1
. x
2
) + (y
1
. y
2
) = < u, v > (lê-se: u escalar v)

De forma similar podemos operar com vetores de R
n
.
Assim, para u = (u
1
, u
2
,..., u
n
) e v = (v
1
, v
2
, ..., v
n
) vetores de R
n
temos,
D
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u . v = (u
1
. v
1
+ u
2
. v
2
+ ... + u
n
. v
n
)

Exemplo 1: Se u=(2,3) e v=(4,-1) então o produto escalar de u com v é igual a 5 porque
fazendo <u,v> temos u . v = 2.4 + 3.(-1) = 5 portanto, o

Exemplo 2: O produto interno usual em R
2
dos vetores u = (-2,6) e v = (3,-4) é:
< u, v > = u . v = -2.(3) + 6.(-4) = -6-24 = -30.

Observe que: Se

u = x
1
+y
1
+ z
1
e

v = x
2
+ y
2
+ z
2
então o produto escalar (ou
produto interno) dos dois vetores que é representado por

u .

v é o número real obtido
multiplicando as componentes correspondentes do vetor e somando os produtos obtidos.
Assim,

u .

v = (x
1
.x
2
+ y
1
.y
2
+ z
1
.z
2
)
Exemplo 3: Se

u = 3x – 5y + 8z e

v = 4x - 2y – z o seu produto escalar é:

u .

v= (3,-5,8).(4,-2,-1) = (12 + 10 – 8) ⇒

u .

v = 14

Tente você! Dados os vetores

u = (4,α , -1) e

v = (α , 2, 3) e os pontos A = (4. –1, 2) e B
= (3, 2, -1), determinar o valor de α tal que

u .(

v +

BA) = 5

5.2 Produto Vetorial

produto vetorial tem como resultado um vetor, por isso é nomeado de produto vetorial.
Este produto tem aplicação, por exemplo, na Física: a força exercida sobre uma partícula
carregada, mergulhada num campo magnético, é o vetor resultante do produto vetorial
entre o “vetor velocidade da partícula” pelo “vetor campo magnético”, desde que a carga seja
unitária e o campo seja constante.

Definição I: Seja u = (x
1
, y
1
, z
1
) e v = (x
2
, y
2
, z
2
), vetores do espaço tridimensional.
Definimos como produto vetorial, ao vetor u x v, tal que:

u x v =
|
|
¹
|

\
|
|
|
¹
|

\
|
+
|
|
¹
|

\
|

|
|
¹
|

\
|
2 2
1 1
2 2
1 1
2 2
1 1
det , det , det
y x
y x
z x
z x
z y
z y

Definição II: Ou, dados dois vetores

u e

v , tomados nesta ordem, chama-se produto
vetorial dos vetores

u e

v e se representa por
→ →
× v u ao vetor,
= ×
→ →
v u
2 2 2
1 1 1
z y x
z y x
k y i
→ → →

O produto vetorial de

u por

v é também indicada por

u ^

v e se lê:

u vetorial

v .

Exemplo 1: Calcular o produto vetorial dos vetores

u = 5

i + 4

j + 3

k e

v =

i +

k .
Resolução:
O
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u= ( 5,4,3 ) e

v = ( 1,0,1 ) então
→ → → → →
→ → →
→ →
− − = × = = × k j i v u
k j i
v u 4 2 4
1 0 1
3 4 5 = (4, -2,-4)

Exemplo 2: Sejam os vetores de R
3
, u = (1,-1,2) e v=(0,3,4), então,
u x v =
|
|
¹
|

\
| −


3 0
1 1
,
4 0
2 1
,
4 3
2 1
= ((-4-6), -(4-0), (3-0)) = (-10, -4, 3).
Logo, o produto vetorial de u com v é u x v = (-10, -4, 3).
Ou u x v=
4 3 0
2 1 1 −
k j i
= -4i+0j+3k-0k-6i-4j = -10i – 4j + 3k = (-10, -4, 3) = u x v.
5.2.1 Propriedades

s propriedades do produto vetorial se definem em:

(i)
→ →
× v u =0, se um dos vetores é nulo ou se
→ →
v e u são colineares.
(ii)
→ →
× v u ≠
→ →
× u v . Se trocarmos à ordem dos vetores
→ →
× v u e
→ →
× u v verifica-se que é oposto,
o que significa que o produto vetorial não é comutativo.
(iii)
→ →
× v u = -

v

× u
(iv) =
|
¹
|

\
|
+ ×
→ → →
w v u
→ →
× v u +
→ →
× w u
(v) (m

u )

× v =m (
→ →
× v u )
(vi)
→ →
× v u é ortogonal simultaneamente aos vetores
→ →
v e u .
Exemplo 1: (Propriedade vi) Dados os vetores

u = 3

i +2

y - 4

k e

v = 2

i - 2

y +

k , seu
produto vetorial é k y i
k y i
v u 10 11 6
1 2 2
4 2 3 − − =

− = ×
→ →
→ → →
→ →
.
Sabemos que, se o produto escalar dos vetores

u e

v for zero, eles são ortogonais,
ou seja,

u .

v = 0
0
90 = ⇒θ . Então:
a) (
→ →
× ). v u

v ( )( ) 1 , 2 , 2 . 10 , 11 , 6 − − − − ⇒ = 12+22-10=0.
b) (

u ×

v ).

u ( )( ) 4 , 2 , 3 . 10 , 11 , 6 − − − − ⇒ = -18-22+40=0
Logo
→ →
× v u é ortogonal simultaneamente as vetores

u e

v .

5.3 Produto Misto

A
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n
109
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produto misto tem como resultado um escalar, obtido a partir da utilização do produto
escalar e do produto vetorial. Pode ser utilizado, por exemplo, para encontrar o volume
de um paralelepípedo determinado por três vetores.

Definição I: Sejam

u ,

v e

w, vetores do espaço, com

u = (x
1
, y
1
, z
1
);

v = (x
2
, y
2
, z
2
) e

w
= (x
3
, y
3
, z
3
). Defini-se como produto misto de

u ,

v e

w, indica-se por

u (

v x

w) ao escalar
resultante de:

u (

v x

w) = det
|
|
|
¹
|

\
|
3 3 3
2 2 2
1 1 1
z y x
z y x
z y x

Definição II: Dados os vetores

u ,

v e

w, tomados nesta ordem, chama-se produto misto
dos vetores

u ,

v e

w ao número real

u (

v x

w). Indica-se produto misto por (

u ,

v ,

w).

Exemplo 1: Calcular o produto misto dos vetores u, v e w para

u =2

i +3

y +5

k ,

v =-

i +3

y +3

k e

w= 4

i - 3

y + 2

k
Resolução:

u (

v x

w) =
2 3 4
3 3 1
5 3 2

− = 27 =

u (

v x

w) .
Resposta: O produto misto dos vetores é 27.

Ou, podemos resolver por aplicação de produto interno e produto vetorial:

u (

v x

w) =

u .
2 3 4
3 3 1


k j i
=

u .(15i+14j-9k) = (2,3,5).(15,14,-9)=30+42-45=27


Exemplo 2: O produto misto dos vetores u = (-1,2,3), v = (1,1,-1) e w = (2,4,-6) é


u (

v x

w) = det =



=
|
|
|
¹
|

\
|



6 4 2
1 1 1
3 2 1
6 4 2
1 1 1
3 2 1
(6-4+12)-(6+4-12) = 16
.
Resposta: O produto misto dos vetores é 16.


Ou, podemos resolver por aplicação de produto interno e produto vetorial:

u (

v x

w) =

u .
6 4 2
1 1 1


k j i
=

u .(-2i+4j+2k) = (-1,2,3).(-2,4,2)=2+8+6=16

5.3.1 Propriedades

s propriedades do produto misto decorrem, em sua maioria, das propriedades dos
determinantes.

(

u ,

v ,

w) = 0 → O produto misto é nulo se um dos vetores é nulo, se dois são
colineares, ou se três são coplanares.
(i) Se

u é nulo as suas componentes são (0,0,0 ) então (

u ,

v ,

w) = 0.
Assim, (

u ,

v ,

w) = 0
0 0 0
3 3 3
2 2 2
=
z y x
z y x .
O
A
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110
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Exemplo 1: Se

u = (0,0,0),

v = (2,3,1) e

w= (4,2,2) então,
(

u ,

v ,

w) =
2 2 4
1 3 2
0 0 0
=0+0..+0=0
(ii) Se nem

u , nem

v , nem

w são nulos, mas

u e

v são colineares (ou paralelos) então (

u ,

v ,

w) = 0. Note que, neste caso,

u = m.

v
Exemplo 1: Se

u = (1,2,3),

v = (2,4,6) e w = (-1,2,7) então,
(

u ,

v ,

w) ( ) 0 12 28 12 12 12 28
7 2 1
6 4 2
3 2 1
⇒ + + − − + − =

.
Observe que

u = 2.

v portanto, u e v são colineares.

(iii) Se nenhum vetor é nulo e os vetores não são dois a dois colineares (ou paralelos) então
os vetores são coplanares se (

u ,

v ,

w) = 0.
Exemplo 1: Se

u = (-2,-2,-6),

v = (-1,0,-2) e w = (-3,-1,-7) então,
U(vxw) = 0
7 1 3
2 0 1
6 2 2
=
− − −
− −
− − −
. Logo são coplanares.

Note que:
• Produto interno (ou escalar) é o produto entre dois vetores que gera um escalar
(escalar é um número).
• Produto Vetorial é o produto entre dois vetores que gera um vetor.
• Produto Misto é o produto entre três vetores que combina produto interno com
produto vetorial e gera um escalar.

5.4 Aplicações de Produto de Vetores: Interpretação Geométrica

5.4.1 Produto Vetorial e Área de Paralelogramo

eometricamente, o módulo (magnitude, comprimento) do vetor resultante do produto
vetorial de dois vetores

u e

v equivale a medida da área do paralelogramo ABCD
determinado pelos vetores

u =

AC e

v =

AB


C D


u
A

v B

Área =
→ →
× v u (módulo do produto vetorial)


Exemplo 1: Dados os vetores u = (1,2,4) e v = (-1,2,3). Calcular a área do paralelogramo
determinado pelos vetores u e v.
Resolução:
(a) Encontrando o produto vetorial e u e v
G
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→ → → → → →
→ → →
→ →
+ − − + − =

= × k y i k j i
k j i
v u 2 3 8 2 4 6
3 2 1
4 2 1 =
→ → →
+ − − k j i 4 7 2 = (-2,-7,4)
(b) Encontrar o módulo do vetor resultante (-2,-7,4).
→ →
× v u = ) 4 , 7 , 2 ( − − =
2 2 2
) 4 ( ) 7 ( ) 2 ( + − + − = 16 49 4 + + = 69 .
Resposta: A Área =
→ →
× v u = 69 u.a. (unidade de área)

Exemplo 2: Dados os vetores u = (1,2,-1) e v = (0,-1,3). Calcular a área do paralelogramo
determinado pelos vetores 3u e u-v.
Resolução:
Área =
|
|
¹
|

\
|
− ×
→ → →
v u u 3 =?
Temos que 3u = (3,6,-3 ) e u-v = ( 1,3,-4 ) ⇒
⇒ 3u x (u-v) =
→ → →
→ →
+ + − =

− k j i
k j i
3 9 15
4 3 1
3 6 3 = (-
15,9,3). Portanto,
Área = ( ) ( ) ua 35 3 315 3 9 15
2 2 2
= = + + −


5.4.2 Produto Misto e Volume do Paralelepípedo

eometricamente o produto misto

u (

v ×

w) é igual, em modulo, ao volume do
paralelepípedo com arestas determinadas pelos vetores

u =

AD,

v =

AB e

w=

AC .


Assim, a área da base do paralelepípedo é |vxw|. Seja θ o ângulo entre os vetores u

e v

x w.
Sendo v

x w

um vetor ortogonal à base, a altura será paralela a ele, e, portanto, h=|u|.|cosθ|.


u

v
w




Portanto,

v = | (u, v, w)|

v=
|
|
|
¹
|

\
|
→ → →
w v, , u
v=
|
|
|
¹
|

\
|
×
→ → →
w v u


Exemplo 1: Qual o volume do paralelepípedo formado pelos vetores u

= (3,-12, -2), v

= (1, -
1, 0) e w= (2, -1, 2)?

G
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Resolução: Sabemos que o volume do paralelepípedo é igual ao módulo do número
resultante do produto misto dos três vetores. Assim,
(a) vamos encontrar o produto misto dos vetores u, v e w ou
u(vxw)=
2 1 2
0 1 1
2 12 3


− −
=-6+0+2-(4)-(0)-(-24) = -6+2-4+24= 16.
(b) como o volume do paralelepípedo é igual ao ) (vxw u temos:
|u(vxw)| = |16| = 16.
Resposta: O volume procurado é 16 u.v. (unidade de volume)

Exemplo 2: Sejam os vetores u

= (3, m, -2), v

= (1, -1, 0) e w= (2, -1, 2). Calcular o valor
de m para que o volume do paralelepípedo determinado por u, v

e w

seja igual a 16
unidades de volume.

Resolução: Sabemos que o volume do paralelepípedo é igual ao módulo do número
resultante do produto misto dos três vetores, ou seja, V = |u(vxw)| e, neste caso,
devemos ter |u(vxw)| = 16. Assim,
(a) vamos encontrar o produto misto dos vetores u, v e w ou
u(vxw)=
2 1 2
0 1 1
2 3


− m
=-6+0+2-(4)-(0)-(2m) = -2m-8.
(b) como o volume do paralelepípedo é 16, temos:
|u(vxw)| = 16
|(-2m - 8)| = 16.
Por definição de equação modular se a x = , então x = - a ou x = a. Assim,
|(-2m - 8)| = 16 então
¹
´
¦
− = − −
= − −
16 8 2
16 8 2
m
m
.
Resolvendo o sistema encontramos m = -12 ou m = 4 que é a solução do problema.

Exemplo 3: Dados os vetores

u = (x,5,0) ,

v = (3,-2,1) e

w= (1,1,-1), calcular o valor de x
para que o volume do paralelepípedo determinados por

u ,

v e

w seja 24 u.v. (Unidades
de Volume).
Resolução: v=

u (

v ×

w) = 24 20
1 1 1
1 2 3
0 5
+ =

− ⇒ x
x

v= (

u ,

v ,

w) Então
¦
¹
¦
´
¦
− = ⇒ − = +
= ⇒ = +
⇒ = +
44 24 20
4 24 20
24 20
x x
ou
x x
x .
Portanto, os valores de x para os quais o volume do paralelepípedo seja igual a 24 u.v., é
x = 4 ou x = -44.

5.4.3 Produto Misto e Vetores Coplanares

rês vetores

u ,

v e

w são coplanares se o produto escalar

u (

v x

w) é nulo. Ou seja, se

u ,

v e

w são coplanares, o vetor

v x

w por ser ortogonal aos
T
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vetores

v e

w, é ortogonal ao vetor

u . Portanto se

u e (

v x

w) são ortogonais. É fácil
identificar que reciprocamente, se nenhum dos vetores

u ,

v ,

w é nulo e se dois quaisquer
deles não são colineares, o anulamento (

u ,

v ,

w) significa que

u ,

v e

w são coplanares.
Portanto, se (

u ,

v ,

w)= 0 os vetores

u ,

v e

w são coplanares (estão no mesmo plano).

Exemplo 1: Verificar se são coplanares os vetores

u = (3,-1,4),

v = (1,0,-1) e

w= (2,-1,0)
Resolução:
(

u ,

v ,

w)= 0 5
0 1 2
1 0 1
4 1 3
≠ − =



.
Os vetores não são coplanares porque seu produto misto é diferente de zero.

Exemplo 2: Encontre o valor de m para que todos os vetores

a = (m,2,-1),

b = (1,-1,3) e

c = (0,-2,4) sejam coplanares.
Resolução: (

a ,

b ,

c ) = 0
3
6 2
0 2 8 6 4
0
4 2 0
3 1 1
1 2
=
=
= + − + −
⇒ =




m
m
m m m


Exemplo 3: Verificar se os pontos A (1,2,4 ) , B (-1,0,-2 ) , C (0,2,2 ) e D (-2,1,-3) estão no
mesmo plano.
Resolução: Os quatro pontos dados são coplanares se os vetores

AB ,

AC e

AD
têm produto misto nulo. (Dica:

AB =B-A =(-1,0,-2)-(1,2,4)=(-2,-2,-6). Idem para

AC e

AD).
Assim, (

AB ,

AC ,

AD) = 0 ⇔ 0
7 1 3
2 0 1
6 2 2
=
− − −
− −
− − −
. Logo são coplanares.

Exemplo 4: Verificar se são coplanares os vetores u = (2,-1,1), v=(1,0,-1) e w

= (2,-1,4).
Resolução: Como (u,v,w) =
4 1 2
1 0 1
1 1 2



=3≠ 0 os vetores não são coplanares.

6 Módulo ou Norma de um Vetor

6.1 Definição de módulo do vetor:

norma de v ou módulo de v é o comprimento do vetor v, representado por v ou v .
O módulo de um vetor é calculado por meio de um produto interno, onde v = v v. .
Assim, o módulo ou norma de um vetor v é o número real não negativo, resultante da raiz
quadrada do produto interno (ou escalar) do vetor v com ele próprio ou "v escalar v".

A
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Se v é vetor do plano tal que v = (x,y) ∈ R
2
então:
O módulo do vetor v no plano é dado por v v v . = =
2 2
y x + (Teor.
12
de Pitágoras)

Se v é vetor do espaço que v = (x,y,z) ∈ R
3
então:
O módulo de um vetor v é dado por v =
2 2 2
z y x + +

Geometricamente, temos:




Módulo de vetor no plano Módulo de vetor no plano Módulo de vetor no espaço

A demonstração é simples: Por exemplo, aplicando o Teorema de Pitágoras, se v é
vetor do plano tal que v = (x
1
,y
1
) então,
v
2
= (x
1
-0)
2
+ (y
1
-0)
2
= (x
1
)
2
+ (y
1
)
2
=
2
1
2
1
y x + = v

Note que, o módulo de um vetor é um número real não negativo representado por
→ → → →
= = v v v v . ) (
2


Exemplo 1: Se v=(2,1) ∈ R
2
, então v =
2 2
) 1 ( ) 2 ( + = 1 4 + = 5 u.m.(unidade de medida)

Exemplo 2: Se v = (-3,5), vetor do plano, então v =
2 2
) 5 ( ) 3 ( + − = 25 9 + = 34 u.m.

Exemplo 3: Se v=(2,1,-2), vetor do espaço, então
v =
2 2 2
) 2 ( ) 1 ( ) 2 ( − + + = 4 1 4 + + = 9 =3 u.m.

6.2 Proposições:
Para um vetor v = AB com extremidades nos pontos A(x
1
,y
1
) e B = (x
2
,y
2
), o módulo
de v será: v = AB =
2
1 2
2
1 2
) ( ) ( y y x x − + − = A B − (mesma fórmula da distância
entre dois pontos A e B).
Se u, v são vetores de R
n
então, d(u, v) =
2
1 2 2 1 1
) ( ... ) ( ) (
n
v u v u v u − + + − + − =
v u − , sendo u= (u
1
, u
2
, ... , u
n
) e v = (v
1
, v
2
, ... , v
n
).
Dados os vetores u, v, w de R
n
e k, um escalar real, tem-se:
(i) u . v = v . u
(ii) u (v+w) = uv + uw
(iii) k (u.v) = (ku).v = u.(kv)

12
Num triângulo retângulo, o quadrado da hipotenusa é igual a soma dos quadrados dos catetos.
(x
1
- 0)
(y
1
- 0)
y
1

| v |
v=(x
1
,y
1
)
x
1
0
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(iv) v.v > 0 qualquer que seja u e u.u = 0 se u = 0 = (0,0,...,0)
(v) v.v =
2
v
Conseqüência das proposições:
(1)
2
v u + =
2
u + 2uv +
2
v
(2)
2
v u − =
2
u - 2uv +
2
v
6.3 Vetor Unitário e Versor de um Vetor:

Se v é um vetor tal que v =1 então v é
denominado vetor unitário. Por exemplo, os
vetores u = (1,0), v = (0, -1) e w = (
5
4
,
5
3 −
) são
vetores unitários.

A partir de qualquer vetor v, podemos encontrar um vetor unitário w (nomeado de
versor de v). Para isso usamos a fórmula matemática w=
v
v
pois w= w = | | .
1
v
v
=1.
Todo vetor unitário w de mesma direção e mesmo sentido de um vetor não nulo

v é
chamado de versor de

v . Por exemplo, veja figura:


v


1
u é o versor de

v


2
u não é o versor de

v

A todo vetor

v é possível associar dois vetores unitários w e (-w) de mesma direção de
v pois
→ →
− = u u = 1.

Exemplo 1: O vetor v=(0,-1) é um vetor unitário porque v =
2 2
) 1 ( ) 0 ( − + = 1 0 + = 1 = 1.

Exemplo 2: O vetor v = (1,1) não é unitário porque v ≠1.

Exemplo 3: A partir do vetor v = (1,1) não unitário encontrar um vetor unitário w.
Resolução: w=
v
v
=
2 2
) 1 ( ) 1 (
) 1 , 1 (
+
= |
¹
|

\
|
2
1
,
2
1
.
O vetor w encontrado é nomeado de versor de v e é unitário porque w = 1.

Exemplo 4: A partir do vetor encontre um vetor unitário, ou determine um vetor unitário u
na direção do vetor v = (2,-2, 1).

Resolução: Observe que o vetor v = (2,-2,1) não é um vetor unitário pois o seu
comprimento é diferente de 1 ou seja, 3 9 1 (-2) (2) v
2 2 2
= = + + = ≠ 1.
Obtemos o vetor unitário u a partir de v, aplicando a fórmula,
Os vetores

1
u e

2
u da figura ao lado são vetores
unitários, pois têm módulo igual a 1. No entanto, apenas

1
u tem a mesma direção e o mesmo sentido de

v .

2
u

1
u
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u =
v
v
=
2 2 2
) 1 ( ) 2 ( 2
) 1 , 2 , 2 (
+ − +

=
9
) 1 , 2 , 2 ( −
ou
|
|
¹
|

\
|
9
1
. ( ) 1 , 2 , 2 − =
|
¹
|

\
| −
3
1
,
3
2
,
3
2
= u.
O vetor u encontrado é um vetor unitário pois seu módulo (ou norma) é igual a 1.

Fazendo a verificação!
u = ( ) ( ) ( )
2 2 2
3 / 1 3 / 2 3 / 2 + − + =
9
1
9
4
9
4
+ + =
9
9
= 1 = 1
6.4 Módulo de Vetor Livre

omo já vimos, um vetor pode ser representado por um segmento orientado que não parte
da origem do sistema. Neste caso, o vetor é representado por um segmento AB (Fig.a)
de origem no ponto A(x
1
,y
1
) e extremidade em B(x
2
,y
2
) e para determinar sua representação
algébrica fazemos:
AB = B – A
) , ( ) , (
1 1 2 2
y x y x AB − =
) , (
1 2 1 2
y y x x AB − − = = v (vetor)
O módulo deste vetor é determinado a partir do cálculo da distância entre dois pontos AB
(Fig.b), definido por: Assim,
Dist
AB
=

AB = A B−
B – A = (x
2
,y
2
) – (x
1
,y
1
)
B – A = (x
2
- x
1
, y
2 -
y
1
)
Dist
AB
= A B− =
2
1 2
2
1 2
) ( ) ( y y x x − + −

De forma similar, em R
3
A distância entre dois pontos P = (x
1
, y
1
, z
1
) e Q = (x
2
, y
2
,
z
2
) é igual a norma do vetor

PQ. Observe a Fig.(c).
Como

PQ=
→ →
− OP OQ = (x
2
- x
1
, y
2
- y
1
, z
2
- z
1
), então a distância de P a Q é dada por:
dist (P, Q) = |

PQ| =
2
1 2
2
1 2
2
1 2
) ( ) ( ) ( z z y y x x − + − + −




Fig.(a) Fig.(b)
Fig.(c) v =
→ →
− OP OQ

Exemplo 1: A norma (ou módulo) de v = (-1, - 3, 4) é |v|=
2 2 2
) 4 ( ) 3 ( ) 1 ( + − + − = 26 .

Exemplo 2: A distância entre os pontos P = (-1, - 3, 4) e Q = (-1, 2, -2) é:
dist (P, Q) = |

PQ| =
2 2 2
) 4 2 ( )) 3 ( 2 ( )) 1 ( 1 ( − − + − − + − − − = 36 25 0 + + = 61 .
C
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Exemplo 3: Sabendo que a distância entre os pontos A(-1,2,3) e B(1,-1,m) é 7, calcular o
valor de m.
Resolução:
A 7 B ou seja

AB = 7

AB = B – A ⇒ (1,-1,m) – (-1,2,3) = (2,-3,m-3)

AB =
2 2 2
) 3 ( ) 3 ( 2 − + − + m = 7 ⇒ m = 9 ou m = -3
Exemplo 4: Determinar o valor de a para que o vetor

V = (a,
4
1
,
2
1 −
) seja unitário.
Resolução: Vetor unitário ⇒

V = 1

V =
16
1
4
1
2
+ + a = 1 ⇒ 16 = 16
2
a + 5 ⇒ a = ±
4
11

Exemplo 5: Dados os vetores u= (2,n,-1) e v= (n,5,-1) e os pontos A(1,-1,2) e B(1,2,-1),
determinar o valor de n tal que u(v+AB) = 5
Resolução: AB= B-A =(1,2,-1)- (1,-1,2)=(0,3,-3)
Se u(v+AB)= 5⇔ (2,n,-1).[(n,5,-1)+(0,3,-3)]=5 ⇔ (2,n,-1).(n,8,-4)=5
⇔ 2n+8n+4=5 ⇔ 10n+4=5 ⇔ 10n=5-4 ⇔ n=
10
1

Exemplo 6: Dados os pontos P(-3,4) e Q = (-4,-1), determine o vetor u = PQ, o módulo de u,
a distância entre P e Q e encontre um versor w de u.
Resolução:
• u = PQ ⇒ u = (-4,-1) – (-3,4) = (-1, -5)
• u = 26 ) 5 ( ) 1 (
2 2
= − + −
• D
PQ
= 26 25 1 ) 4 1 ( )) 3 ( 4 (
2 2
= + = − − + − − −
• w =
u
u
=
|
|
¹
|

\
|
− −
=
|
|
¹
|

\
| − −
=
− −
26
26 5
,
26
26
26
5
,
26
1
26
) 5 , 1 (
. Note que w é um vetor unitário
obtido a partir de u, portanto w é versor de u.

Exemplo 7: A partir do vetor u = (3, 4) encontre o versor v de u (ou encontre um vetor
unitário v na direção do vetor u)
Resolução: Observe que o vetor u = (3, 4) não é um vetor unitário,
pois o seu comprimento é diferente de 1 ou seja,
1 5 25 4 3
2 2
≠ = = + = u

Obtemos o vetor unitário v a partir de u, aplicando a fórmula:
v = u
u
.
| |
1
|
|
¹
|

\
|

Assim, v = u
u
.
| |
1
|
|
¹
|

\
|
= ( ) ( ) |
¹
|

\
|
= |
¹
|

\
|
=
|
|
¹
|

\
|
+
5
4
,
5
3
4 , 3 .
5
1
4 , 3 .
4 3
1
2 2
. Observe o vetor projetado no
plano. Seu módulo (comprimento) é igual a 1 u.m.(unidade de medida)


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A
AAg
ggo
oor
rra
aa,
,, t
tte
een
nnt
tte
ee v
vvo
ooc
ccê
êê!
!! Resolva as atividades

Lista 4 de Atividades
1) Dados os vetores:

u = ( 2, -1, 1 ),

v = ( 1, -1, 0 ) e

w= ( -1, 2, 2) , calcular :
a) <

w,

v >; b)

v . (

u -

w); c) ( 2

u ).(3

v ); d) (

u +

v ).(

u -

v )
e)

w ×

v ; f)

v ×

w; g)

u x

v ; h) (

u ×

v ).(

u ×

v )
i)

w(

u ×

v ); j)

u (

wx

v ); k)

v (

wx

u ); l)

v ×(

u -

w)
2) Dados os pontos A(2,-1,2), B(1,2,-1) e C(3,2,1), determinar o vetor
|
¹
|

\
|
− ×
→ → →
CA BC CB 2 .
3) Considere os vetores do espaço, u = (2,-4,5), v = (1/2, -2, -1) e w = (1,1,1).Demonstre a
propriedade de produto interno (ou escalar) definida em:
(i) u.v=v.u
(ii) u(v+w)=u.v +u.w
4) Dados os vetores

u = (4, ∝,-1) e

v = (∝,2,3) e os pontos A(4,-1,2) e B(3,2,-1),
determinar o valor de ∝ tal que

u .(

v +

BA) = 5
5) Sejam u = ( 2, 3, 4, 0), v = ( 1, 2 , 3, 2) e w = ( 3, 2 , -1, -1), vetores de R
4
. Encontre:
a) < u, v> b) <u, w> c) v.w

6) Determine o valor de x de modo que (x, 1, 3, 2).(2, x, 0, x) = 3

7) A partir do produto interno, vetorial e misto, podemos resolver alguns problemas. Por
exemplo, calcular o módulo de vetor, a área de paralelogramo e triângulos e, o volume
de paralelepípedo. Aplicando estes conceitos, determine:
7.1) Sejam os vetores

u ( 3,1,-1 ) e

v = ( a,0,2 ).Calcular o valor de a para que a área
do paralelogramo determinado por

u e

v seja igual a 6 2 .
7.2) Calcular a área do triângulo cujos vértices são os pontos A=(1,-2,1); B=(2,-1,4) e
C=(-1,-3,3). (Dica: Fórmula da Área do triângulo é S

=
→ →
× v u
2
1
)
7.3) Calcular o valor de m para que o volume do paralelepípedo determinado pelos
vetores

1
v ,

2
v e

3
v seja igual a 10 para:

1
v =2

i -

y ,

2
v =6

i +m

y -2

k e

3
v =4

i +k.
7.4) Os vetores

a = (2,-1,-3 ),

b = (-1,1,-4 ) e

c = (m+1, m, -1) determinam um
paralelepípedo de volume 42. Calcular m.
7.5) Encontre o módulo dos vetores u = (2,4,5) e v = (-1, 3,4).
8) Verifique se os vetores u = (-1,3), v = (1,1) e w = (2,4) são unitários.
9) Encontre o versor w, dos vetores: (a) u = (1,2,3); (b) v = (-1,3,2); (c) s = (0,2,1).
10)Determinar ∝ para que o vetor

v = (∝,
2
1
,
2
1 −
) seja unitário.
11) Sabendo que a distância entre os pontos A(-1,2,3) e B(1,-1,m) é 7, calcular m.

12) Determinar x para que o vetor

v = (x,
2
1
,
3
1
) seja unitário.
13) Dados os vetores de lR
2
, definidos por u= (1,2,3), v=(-1,1,4) e w = (1,1,3), encontre:
(a) O produto interno entre v e w (b) vx(u-w)
(c) O produto misto entre w, u e v (d) O volume do paralelepípedo formado por w, u e v
(em m
3
).
(e) <u,v> (f) ux(v-w)
(g) u(vxw) (h) O volume do paralelepípedo formado por u, v e w.
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α αα α
(i) u.w (j) ux(w-v)
(k) O produto misto entre v, u e w. (l) O volume do paralelepípedo formado por v, u e w.
(m) A área do paralelogramo formado por u e v (em m
2
)
(n) A área do paralelogramo formado por v e w
(o) A área do paralelogramo formado por u e w
(p) A quantidade de papelão gasto para construir um paralelepípedo formado pelos vetores
u, v e w em m
2
(desconsidere as bordas para colar as laterais e bases do objeto).

Respostas: 1a) -3; b) 6; c) 18; d) 4; e) 2i+2j-k ou (2,2,-1); f) -2i-2j+k; g) i+j-k; h) 3; i) -1; j) 1; k) -1; l) i+j ou
(1,1,0); 2) (12,-8,-12) ou 12i-8j-8k; 3) (i) provar que u.v=4=v.u; (ii) provar que u(v+w)=7=u.v+u.w; 4) x = 7/3;
5(a) 14 + 3. 2
1/2
(b) 2+ 3. 2
1/2
(c)0; 6) x = 3/5; 7.1) a=-2 ou a = -4; 7.2) S= a u.
2
10 3
; 7.3) m=-2 ou m = -12;
7.4) m=2 ou m=-8/3; 7.5) 5 3 = u e 26 = v ; 8) Os vetores u, v e w não são unitários pois tem módulo diferente
de 1 unidade ou seja, 10 = u , 2 = v e 5 2 = w ; 9) Os versores procurados são: (a) w =
|
|
¹
|

\
|
14
3
,
14
2
,
14
1
;
(b) w =
|
|
¹
|

\
|

14
2
,
14
3
,
14
1
;(c) w =
|
|
¹
|

\
|
5
1
,
5
2
, 0 ; 10) ∝ =
2
2
±
; 11) m = -3 ou m = 9; 12) ∝ =
6
23
±
; 13)
(a) <v,w> = 12 (b) vx(u-w)= -4i – k ou (-4,0,-1)
(c) w(uxv) = 7 (d) O volume do paralelepípedo formado por w, u e v é 7m
3.

(e) <u,v> = 13 (f) ux(v-w) = 2i-7j+4k = (2,-7,4)
(g) u(vxw) = 7 (h) O volume do paralelepípedo formado por u, v e w é 7m
3.

(i) u.w = 12 (j) ux(w-v) = -2i+7j-4k ou (-2,7,-4)
(k) v(uxw) = -7 (l) O volume do paralelepípedo formado por v, u e w é 7m
3.

(m) A área do paralelogramo formado por u e v é S= 17 m
2

(n) A área do paralelogramo formado por v e w é S=3 6 m
2

(o) A área do paralelogramo formado por u e w é S= 10 m
2

(p) A quantidade de papelão gasto para construir um paralelepípedo formado pelos vetores u, v e w em m
2
é de
2( 17 +3 6 + 10 ) m
2
= 29,26m
2
considerando 17 =4,12, 6 =2,45 e 10 =3,16


7 Ângulos e Vetores: Paralelismo e Ortogonalidade
7.1 Ângulo de dois vetores:

produto escalar entre os vetores u e v pode ser escrito na
forma u.v = |u| |v| cos α αα α
onde α αα α é o ângulo formado pelas semi-retas que contém u e v
tal que 0 ≤ v ≤ 180º.
A partir desta definição de produto escalar, podemos obter o
ângulo entre dois vetores genéricos u e v, não-nulos, fazendo
cos α αα α =
v u
v u
.
.
, para os vetores u ≠ 0 e v ≠ 0.
Após encontrar o valor do cos α αα α , encontramos o ângulo α αα α na tabela de cossenos.
Ou: O ângulo de dois vetores

u e

v não nulos é o ângulo α αα α formado pelas semi-retas AO e
OB e tal que 0 π α ≤ ≤ .

Demonstração:
Sejam os vetores u e v abaixo e α αα α o ângulo entre eles
O
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Aplicando a lei dos cossenos ao triângulo ABC tem:
α cos . . 2
2 2 2
v u v u v u − + = − . Lembrando que
→ →
− + = − v u v u v u 2
2 2 2

Então comparando as duas equações temos:
α cos 2 2
2 2 2 2
v u v u uv v u − + = − +
uv 2 − = -2 α cos v u ⇔ -2 α cos v u = uv 2 − ⇔ α cos =
v u
uv
2
2


v u
v u.
=
Portanto, cos α αα α
v u
v u.
=


PROPOSIÇÕES
(a) Se α = π,

u e

v têm a mesma
direção e sentidos contrários.



(b) Se α = 0,

u e

v têm a mesma
direção e mesmo sentido.


(c) Se α =
2
π
,

u e

v são ortogonais e
indica-se:

u ⊥

v .


Neste caso o ∆ OBC permite escrever: (teorema de Pitágoras) = +
→ →
2
v u
2 2
→ →
+ v u

(d) O vetor nulo é considerado ortogonal a qualquer vetor.

(e) Se

u é ortogonal a

v e m é um número real qualquer,

u é ortogonal a m

v .

(f) O ângulo formado pelos vetores

u
e (-

v ) é o suplemento do ângulo de

u e

v .



Exemplo 1: Se u = (-2,-2) e v = (0, -2) então o ângulo ß entre os vetores u e v é de 45°.
Verificando: cos ß =
v u
v u
.
.
=
2 2 2 2
) 2 ( ) 0 ( . ) 2 ( (-2)
,-2) (-2,-2).(0
− + − +

α αα α α αα α
α αα α = 0
α αα α = π ππ π
π ππ π-α αα α
α αα α
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cos ß =
2
2
2
1
2 4
4
32
4
4 . 8
4 0
= = = =
+

cos ß =
2
2
então ß = 45
o

Exemplo 2: Calcular o ângulo entre os vetores

u = (1,1,4) e

v = (-1,2,2)

Resolução: cosθ = →
v u
v u
.
.
2 3 18 16 1 1 = = + + = u → 3 9 4 4 1 = = + + = v
cosθ =
( )( )
2
2
2
1
2 9
9
2 9
8 2 1
3 . 2 3
2 , 2 , 1 . 4 , 1 , 1
= = =
+ + −
=


cosθ =
0
45
2
2
= →θ

Exemplo 3: Sabendo que o vetor

v = (2,1,-1) forma um ângulo de 60° com o vetor

AB
determinado pelos pontos A (3,1,-2) e B (4,0,m), calcular m.
Resolução:

AB= B – A ( 4,0,m ) – (3,1,-2 ) ( 1,-1,m+2)
6 4 4 4 1 1
2 2
____
+ + = + + + + = m m m m AB
6 1 1 4 = + + = v
... θ = 60° cos 60 ° =
2
1

cos θ =
( )( )
( ) 6 4 6
2 , 1 , 1 1 , 1 , 2
2
1
.
.
2
+ +
+ − −
= →
m m
m
v u
v u
⇒ ( ) ( ) 2 1 2 2 6 4 6
2
− − − = + + m m m
( ) 6 4 6
2
+ + m m =[2(-1-m)]
2
⇒6m² +24m + 36 = (-2 – 2m)² ⇒
6m ² +24m + 36= 4 + 8m + 4m²⇒
m²+8m+16=0⇒
∆=(8)
2
-4.1.16=0⇒m= 4
2
8
2
0 8
− =

=
± −

Portanto, m = -4

Exemplo 4: Determinar os ângulos internos do triangulo ABC, sendo A(3,-3,3); B (2, -1, 2) e
C ( 1, 0, 2) e seus lados são respectivamente AC, AB e BC.
Resolução: Calcular cos
¬ ¬
B A cos , e cos
¬
C
( ) ( ) ( ) 1 , 2 , 1 3 , 3 , 3 2 , 1 , 2 − − ⇒ − − − = − =

A B AB
( ) ( ) ( ) 1 , 3 , 2 3 , 3 , 3 2 , 0 , 1 − − ⇒ − − = − =

A C AC
( ) ( ) ( ) 0 , 1 , 1 2 , 1 , 2 2 , 0 , 1 − ⇒ − − = − =

B C BC
6 1 4 1 = + + =

AB
14 1 9 4 = + + =

AC
2 1 1 = + =

BC
0
^ ^
10 , 19
9449 , 0
28
5
2 . 14
0 3 2
.
.
cos
±

=
+ +
⇒ = =
→ →
BC AC
BC AC
C C . Portanto,
0
^
19
28
5
arccos = = C
De forma similar, encontramos os

Exemplo 5: Provar que o triangulo de vértices A ( 2,3,1 ) , B ( 2,1,-1 ) e C ( 2,2,-2 ) é um
triangulo retângulo. Obs.: Quando o produto escalar de dois vetores for igual a zero ele é
retângulo.
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Resolução:
( ) 2 , 2 , 0 − − ⇒ − =

A B AB
( ) 3 , 1 , 0 − − ⇒ − =

A C AC
( ) 1 , 1 , 0 − ⇒ − =

B C BC
( )( ) 0 8 6 , 2 0 3 , 1 , 0 2 , 2 , 0 . ≠ = + + = − − − − ⇒
→ →
AC AB
( )( ) 0 2 2 0 1 , 1 , 0 2 , 2 , 0 . = + − = − − − ⇒
→ →
BC AB
Logo o triangulo ABC é retângulo.
7.2 Decomposição de um vetor v = P(x,y)
A decomposição de vetores é usada para facilitar o cálculo do vetor resultante. Observe a
seqüência de ações nas figuras (a), (b) e (c).
• (a) Consideremos o vetor v = P(x,y) nomeado de F sendo F o vetor força e α o ângulo
entre F e o eixo x.
• (b) Vamos decompor o vetor F em outros dois vetores Fx e Fy.
• (c) Agora, vamos trocar o vetor F
y
de posição para formarmos um triângulo
retângulo.
(a) (b) (c)






Note que, para determinar o valor de F
x
e F
y
basta resolvermos o triângulo retângulo

Portanto: ⇒ =
F
Fy
senα F
y
= F senα αα α
⇒ =
F
Fx
α cos F
x
= F cosα αα α
7.3 Ângulos Diretores e Cossenos Diretores de um Vetor

eja o vetor
→ → → →
+ + = zk yj xi v .
Ângulos diretores de

v são os ângulos γ β α , , que

v forma com os vetores
→ → →
k j i , ,
respectivamente.


K


v
α
β


Observação: os vetores da base canônica
{

i = ( 1,0,0 ),

y = (0,1,0),

k = ( 0,0,1 ) }
são ortogonais entre si.
0 . . . = = =
→ → → → →
k y k i y i e são unitários
S
α αα α
α αα α
α αα α
α αα α
F
x
= vetor força no eixo x
F
y
= vetor força no eixo y
F = vetor força
α αα α = ângulo entre F e o eixo x
Lembrando da trigonometria:
hip
o c
sen
. .
= α e
hip
a c . .
cos = α
Neste caso: F
x
é o cateto adjacente (c.a.) do ângulo, F
y
é o
cateto oposto (c.o.) do ângulo e F é a hipotenusa.
α αα α
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j


I


1 1 1 = = = = =
→ → →
k y i

Cossenos diretores de

v são os cossenos de seus ângulos diretores isto é,
cos γ β α cos , cos , .
Para o cálculo dos cossenos diretores, utilizamos a fórmula do ângulo entre dois vetores.
Demonstração: seja

v = ( x, y, z ) ,

i = ( 1, 0, 0 ) ,

y = ( 0, 1, 0 ) e

k = ( 0, 0, 1 ) então:
( )( )
→ →
→ →
=
+ +
= =
v
x
z y x
z y x
i v
i v
2 2 2
0 , 0 , 1 . , ,
.
.
cosα
cos

=
v
y
γ e cos
v
z
= β
Exemplo 1:
Calcular os cossenos diretores e os ângulos diretores do vetor

v = ( 6,-2,3 )
cos
0
31
7
6
cos
7
6
= = = =
(
¸
(

¸

=

α α α
v
x

cos
0
107 286 , 0 cos
7
2
= − = =

= β β β
cos
0
65 428 , 0 cos 428 , 0
7
3
= = = = = γ γ γ
Exemplo 2:
Dados os pontos A ( 2,2,-3 ) e B ( 3,1,-3 ). Calcular os cossenos diretores e os ângulos
diretores do vetor

AB .

AB = B – A = ( 1,-1,0 )
cos
0
45
2
2
2
1
= = = α α
cos
0
135
2
2
2
1
=

=

= β β
cos
0
90 0 cos 0
2
0
= = = = = γ γ γ

Observação Importante: Sempre que um vetor tem nula uma de suas componentes, a sua
correspondente é ortogonal (exemplo acima).

7.4 Paralelismo de dois vetores

ois vetores u = (u
1
, u
2
, ..., u
n
) e v = (v
1
, v
2
, ..., v
n
) são paralelos (ou colineares)
indica-se u//v quando suas coordenadas são proporcionais ou seja:

u ⁄ ⁄⁄ ⁄ ⁄ ⁄⁄ ⁄ v se
n
n
v
u
v
u
v
u
= = = ...
2
2
1
1
= k , k real.

Os vetores paralelos têm a mesma direção,
independe do sentido. Note que u // v // w.

D
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Exemplo 1: Considere u = (2,3,-7), v = (-4,-6,14). Verifique se são vetores paralelos.

Resolução:
Por definição, u ⁄ ⁄⁄ ⁄ ⁄ ⁄⁄ ⁄ v se
n
n
v
u
v
u
v
u
= = = ...
2
2
1
1
= k. Fazendo u//v =
14
7
6
3
4
2 −
=

=

obtemos
u//v =
2
1
. Note que as componentes são proporcionais porque a razão entre elas é k =
2
1
. Assim, u e v são vetores paralelos.

Exemplo 2: Determinar os valores de m e n para que sejam paralelos os vetores
) 1 , 3 , 1 ( + = m U e ) 1 2 , 2 , 4 ( − = n V
Resolução: ⇒

= =
+
1
1 2
2
3
4
1 n m
4
5
5 4 3 2 4 1 2
2
3
5 10 2 12 2 2
2
3
4
1
= ⇒ = ⇒ = − ⇒ − =
= ⇒ = ⇒ = + = =
+
n n n n
m m m
m

Exemplo 3: Dados os pontos P(1,2,4), Q(2,3,2) e R(2,1,-1), determinar as coordenadas de
um ponto S tal que, P, Q, R e S sejam vértices de um paralelogramo.

Resolução: Basta usar uma igualdade para achar as coordenadas de S.
) 1 , 0 , 1 (
1 2 1
0 1 1
1 1 2
) 2 , 1 , 1 ( ) 1 , 1 , 2 (
) 2 , 1 , 1 ( ) 4 , 2 , 1 ( ) 2 , 3 , 2 (
) 1 , 1 , 2 ( ) , , ( ) 1 , 1 , 2 (
=
= ⇒ − = − −
= ⇒ = −
= ⇒ = −
− = − − − − ⇒ =
− ⇒ − = − =
− − − − ⇒ − − = − =
S
z z
y y
x x
z y x PQ SR
P Q PQ
z y x z y x S R SR

Exemplo 4: Determinar os valores de m e n para que sejam paralelos os vetores U = (m +1,
3,1) e V = (4,2,2n – 1).
Solução: A condição de paralelismo de dois vetores permite escrever:
1 2
1
2
3
4
1

= =
+
n
m
ou

¹
´
¦
= −
= +
2 ) 1 2 ( 3
12 ) 1 ( 2
n
m

¹
´
¦
= −
= +
2 3 6
12 2 2
n
m

A solução do sistema permite dizer que m = 5 e n = 5/6

Lembre-se que:
• Um vetor v = (x
1
, y
2
, z
3
) pode ter a sua origem em qualquer ponto. Normalmente,
situamos o ponto de origem, na origem do sistema (0,0,0). Quando não é situado a
partir da origem, o vetor é livre, ele não tem posição fixa, ao contrário do ponto.
• Ponto Médio de um segmento: É possível determinar as expressões das
coordenadas do ponto médio do segmento de reta de extremidades A(x
1,
y
1
) e
B(x
2
,y
2
).
Solução: O ponto médio M é tal que
→ →
= MB AM ou M – A = B – M.
Sendo M(x,y), vem então: (x – x
1
,y – y
1
) = (x
2
– x,y
2
– y) e dai temos
x – x
1
= x
2
– x e y – y
1
= y
2
– y, por tanto: 2x = x
2
+ x
1
e 2y = y
2
+ y
1

Álgebra Linear – Vetores em R
n
125
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Logo: x =
2 2
2 1 1 2
x x x x +
=
+
e y =
2 2
2 1 1 2
y y y y +
=
+


7.5 Ortogonalidade de dois vetores

ois vetores u = (u
1
, u
2
, ..., u
n
) e v
= (v
1
, v
2
, ..., v
n
) são ortogonais
(ou perpendiculares), quando o
ângulo ß por eles formado é de 90°
(ângulo reto). Neste caso, cos ß=
cos 90° = 0, o que implica, pela fórmula do
cálculo de ângulos de vetores, que o
produto interno usual entre eles é zero ou
seja,

u . v = 0 Indica-se u ⊥ ⊥⊥ ⊥ v.
Podemos afirmar também que cos λ λλ λ = 0
.
.
=
v u
v u

Exemplo 1: Considere u = (2,3), v = (-3,2) e w = (-6,4). Verifique se os vetores, dois a dois,
são ortogonais.
Resolução:
u.v= (2,3). (-3,2) = -6 + 6 = 0 logo u e v são ortogonais.
u.w= (2,3). (-6,4) = -12 + 12 = 0 logo u e w são ortogonais
v.w= (-3,2). (-6,4) = 18 + 8 = 26 ≠ 0 logo v e w não são ortogonais
Projete-os no plano cartesiano e verifique se, geometricamente, os vetores ortogonais
formam entre si, ângulo reto.

Exemplo 2: Verifique se os vetores u = (-3, 2) e v = (4,3), eles são ortogonais no espaço
vetorial V = R
2
em relação ao produto interno não usual definido em:
(x
1
, y
1
) . (x
2
, y
2
) = x
1
. x
2
+ 2 y
1
. y
2
.
Resolução:
u.v= (-3,2) . (4,3) = -3.4 + 2.2.3 = -12 + 12 = 0 logo u e v são ortogonais.

Exemplo 3: Verifique se os vetores u = (1,2) e v = (-2,1), são ortogonais no espaço vetorial
V = R
2
em relação ao produto interno usual.
Resolução:
u.v= -2+2=0. Logo u e v são ortogonais.
Ou cos λ λλ λ = 0
.
.
=
v u
v u
→ →→ → cos λ λλ λ=
5 . 5
) 1 , 2 ).( 2 , 1 ( −
→ →→ → cos λ λλ λ=
25
2 2 + −
→ →→ → cos λ λλ λ=0. Se cos λ λλ λ=0, então
λ λλ λ=90º, portanto os vetores são perpendiculares ou ortogonais.



A
AAg
ggo
oor
rra
aa,
,, t
tte
een
nnt
tte
ee v
vvo
ooc
ccê
êê!
!! Resolva as atividades

Lista 5 de Atividades

1) Sejam u = ( 2, 3, 4, 0), v = ( 1, 2 , 3, 2) e w = ( 3, 2 , -1, -1), vetores de R
4
. Verifique
quais vetores são ortogonais dois a dois e justifique.
2) Considere os vetores u = (-1, 2, 5, 3), v = (3, -6, -15, -9) e w = (0, 1, -1, 1), vetores de
R
4
. Determine:
(a) Os vetores são paralelos (verifique dois a dois)? Justifique.
(b) Os vetores são ortogonais (verifique dois a dois)? Justifique.
3) Existem valores para k, de modo que u=(2k, 6, 0, 1, 8) e v=(3, 2k, 1, 0, 2) sejam
ortogonais?
D
Álgebra Linear – Vetores em R
n
126
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4) Sabendo que o ângulo entre os vetores

u e

v é de 60
0
, determinar o ângulo formado
pelos vetores:
a)

u e -

v
b) -

u e

v
c)-

u e -

v
d)2

u e 3

v
5) Encontre os ângulos diretores e cosseno diretor do vetor u = (-2, 3).
6) Encontre os ângulos diretores do vetor u = (1,3,2).
7) Determinar a e b de modo que os vetores u = (4,1,-3) e v = (6,a,b) sejam paralelos.

Respostas: 1) v e w são ortogonais pois v . w = 0; 2) u e v são paralelos pois u/v=k=-1/3; u e w não são paralelos
pois não se define k para -1/0; v e w não são paralelos pois não se define k=3/0; 2b) os vetores u e w, v e w
são ortogonais pois seu produto interno é nulo e os vetores u e v não são ortogonais pois seu produto é -127.;
3) Sim, u e v são ortogonais para k = -8/9; 4) a) 120º b) 120º c) 60º d) 60º ; 5) cos α =
13
13 2 −
então α =
....; cos β =
13
13 3
então β = ....; 6) cos α =
14
14
então α = ....; cos β =
14
14 3
então β = ....; cos λ=
14
14 2
então λ =... 7) u e v são paralelos para a=3/2 e b=-9/2.


Atividade Complementar
1) Determinar a extremidade do segmento que representa o vetor V = (2,-5), sabendo
que sua origem é o ponto A(-1,3).
2) Dados os vetores U = (3,-1) e V = (-1,2), determinar o vetor W tal que:
a) 4(U - V ) + 1/3W = 2U - W
b) 3W - (2W - W ) = 2(4W - 3U )
3) Dados os pontos A(-1,3), B(2,5) e C(3,-1), calcular
→ →
− AB OA ,
→ →
− BC OC e
→ →
− CB BA 4 3 .
4) Dados os vetores U = (3,-4) e V = (-9/4,3), verificar se existem números a e b
tais que U = a V e = V = b U .
5) Dados os vetores u = (2,-4) e v = (-5,1) e v = (-12,6), determinar K
1
e K
2
tal que v =
K
1
u + K
2
v.
6) Dados os pontos A(-1,3), B(1,0), C(2,-1), determinar D tal que
→ →
= BA DC .
7) Dados os pontos A(2,-3,1) e B(4,5,-2), determinar o ponto P tal que
→ →
= PB AP .
8) Dados os pontos A(-1,2,3) e B(4,-2,0), determinar o ponto P tal que
→ →
= AB AP 3 .
9) Determinar o vetor v sabendo que (3,7,1) + 2v = (6,10,4) - v.
10) Encontrar os números a
1
e a
2
tais que w = a
1
v
1
+

a
2
v
2,
sendo v
1
= (1,-2,1), v
2
= (2,0,-
4) e w = (-4,-4,14).
11) Verificar se são colineares os pontos:
a) A(-1,5,0), B(2,1,3) e C(-2,-7,-1) b) A(2,1,-1), B(3,-1,0) e C(1,0,4)
12) Calcular a e b de modo que sejam colineares os pontos A(3,1,-2), B(1,5,1) e C(a,b,7).
13) Mostrar que os pontos A(4,0,1), B(5,1,3), C(3,2,5) e D(2,1,3) são vértices de um
paralelogramo.
14) Verifique se o vetor u = (1,4) é unitário.
15) A partir dos vetores u = (2,1), v = (-1,3) e w = (1,1) encontre os vetores u´, v´, w´
que sejam unitários.
16) Dados os pontos A(-1,2), B(3,1) e C(-2,4), determinar D(x,y) de modo que AB CD
2
1
=
17) Sabendo que a distância entre os pontos A(-1,2,3) e B(1,-1,m) é 7, calcular m.
Respostas:
1) (1,-2); 16) D = (0,7/2).17)m=-3 ou m = 9.
Álgebra Linear – Vetores em R
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127
Profª(s) MSc.Elisa Netto Zanette, MSc. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.Ledina Lentz Pereira


Bibliografia

KAPLAN, Wilfred; LEWIS, Donald J. Cálculo e Álgebra Linear. RJ: LTC, 1975.
KUHLJAMP, Nilo. Matrizes e Sistemas de Equações Lineares. Florianópolis: Ed. da UFSC,
2007.
LAY, David C. Álgebra linear e suas aplicações. 2.ed Rio de Janeiro: LTC, 1999. 504 p.
LEON, Steven J. Álgebra linear com aplicações. 4.ed Rio de janeiro: LTC, 1999. 390 p.
LINS, Romulo Campos e GIMENEZ, Joaquim. Perspectivas em Aritmética e Álgebra para o
século XXI. São Paulo, Papirus, 1997.
STEINBRUCH, Alfredo; WINTERLE, Paulo. Álgebra Linear. Rio de Janeiro: Makron Books,
1987. 581 p.
STEINBRUCH, Alfredo. Álgebra linear e geometria analítica. São Paulo: Ed. McGraw-Hill,
1975. 518 p.
WINTERLE, Paulo. Vetores e Geometria Analítica. SP: Makron Books, 2000.

Álgebra Linear – Vetores em Rn

82

6.3 Vetor Unitário e Versor de um Vetor: ...................................................................115 6.4 Módulo de Vetor Livre ........................................................................................116 Lista 4 de Atividades ............................................................................................118 7 Ângulos e Vetores: Paralelismo e Ortogonalidade.........................................................119 7.1 Ângulo de dois vetores: ......................................................................................119 7.2 Decomposição de um vetor v = P(x,y) .................................................................122 7.3 Ângulos Diretores e Cossenos Diretores de um Vetor .............................................122 7.4 Paralelismo de dois vetores.................................................................................123 7.5 Ortogonalidade de dois vetores ...........................................................................125 Lista 5 de Atividades ............................................................................................125 Atividade Complementar.......................................................................................126 Bibliografia ................................................................................................................127

1 Introdução: Retas e Segmentos Orientados
ara compreender o conceito de vetores vamos rever alguns conceitos básicos de reta orientada e segmentos:

P

1.1 Reta Orientada: Eixo

Uma reta r é orientada quando fixa nela um sentido de percurso, considerado positivo e indicado por uma seta. r

O sentido oposto é negativo. Uma reta orientada é denominada de eixo.

1.2 Segmento Orientado
Um segmento orientado é determinado por um par ordenado de pontos. O primeiro é chamado origem do segmento, o segundo chamado extremidade. O segmento orientado de origem A e extremidade B é representado por AB e, é geometricamente, indicado por uma seta que caracteriza visualmente o sentido do segmento.

1.3 Medida de um Segmento
Fixada uma unidade de comprimento, cada segmento orientado pode-se associar um número real, não negativo, que é a medida do segmento em relação aquela unidade. A medida do segmento orientado é o seu comprimento ou seu módulo. O comprimento do segmento AB é indicado por AB . Assim, o comprimento do segmento AB representado na figura abaixo é de 5 unidades de comprimento (u.c.):

AB = 5 u.c.

Observe que: Os segmentos podem ser também, nulos ou opostos:

Segmento Nulo: Quando a extremidade do segmento coincide com a origem. Os segmentos nulos têm comprimento igual a zero.

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Álgebra Linear – Vetores em Rn

83

Segmentos Opostos: Se AB é um segmento orientado, o segmento orientado BA é oposto de AB. Note que, a medida dos segmentos opostos é a mesma,

AB = BA .

1.4 Direção e Sentido do segmento orientado
Dois segmentos orientados não nulos AB e CD têm a mesma direção se, as retas suportes desses segmentos, são paralelas ou coincidentes.

Retas paralelas: segmentos com mesma direção e sentido

Retas paralelas: segmentos com mesma direção e sentido contrário

Retas coincidentes: segmentos com mesma direção e sentido Observações:

Retas coincidentes: segmentos com mesma direção e sentido contrário

• Podemos comparar os sentidos de dois segmentos orientados somente quando eles têm mesma direção. • Dois segmentos orientados opostos têm sentidos contrários.

1.5 Segmentos Eqüipolentes
Dois segmentos orientados AB e CD são eqüipolentes quando têm a mesma direção, o mesmo sentido e o mesmo comprimento.

Se os segmentos orientados AB e CD não pertencem à mesma reta. Para que AB seja eqüipolente a CD é necessário que AB//CD (// significa paralelos) e AC//BD, isto é, ABCD deve ser um paralelogramo.

Observações: • Dois segmentos nulos são sempre eqüipolentes. • A eqüipolência dos segmentos AB e CD é representada por AB ~ CD. Propriedades da Eqüipolência (1) AB ~ AB (reflexiva). (2) Se AB ~ CD, CD ~ AB (simétrica). (3) Se AB ~ CD e CD ~ EF, AB ~ EF (transitiva). (4) Dado o segmento orientado AB e um ponto C, existe um único ponto D tal que AB~CD.

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Álgebra Linear – Vetores em Rn

84

2 Vetores: Definições

2.1 Grandezas Escalares e Vetoriais

E

xistem dois tipos de grandezas: as escalares e as vetoriais. As grandezas escalares são determinadas por um valor (número) e uma unidade. Exemplo: comprimento, área, volume, etc. Quando afirmamos que a altura de um quadro é de 1,5 m ou que o volume da caixa é de 20 dm3 estamos determinando a grandeza escalar. Em várias aplicações físicas, por exemplo, existem determinadas grandezas, como temperatura e pressão, que possuem somente “magnitude” e podem ser representadas por números reais (grandezas escalares). Entretanto, existem outras grandezas, como força, velocidade, aceleração, deslocamento e impulso que, para serem completamente identificadas, precisam, além da “magnitude” (módulo), da “direção” e do “sentido”. Estes são exemplos grandezas vetoriais ou vetores.

Definição 1: Vetores são grandezas que, para serem identificadas, precisam da magnitude, da direção e do sentido. Assim, um vetor tem três características: módulo (ou magnitude), direção e sentido. • A direção é dada pela reta que contém o segmento. • O sentido é dado pelo sentido do movimento do segmento. • A magnitude (ou módulo) é o comprimento do segmento. Indicamos por duas barras verticais: |v| (Lê-se: módulo de v)

A representação geométrica de um vetor é um segmento orientado de reta: AB, CD, ...

Definição 2:

Vetor é um conjunto de todos os segmentos orientados

eqüipolentes3 a um segmento AB ou seja, com mesma direção, comprimento e sentido.

Note que neste conceito, desconsideramos a idéia de grandezas vetoriais e o vetor é compreendido a partir de um segmento orientado4. Onde, dois ou mais segmentos orientados de mesmo comprimento, mesma direção (são paralelos ou colineares) e mesmo sentido são representantes de um mesmo vetor v. (Fig.1) Na Figura 2, os vetores u e v são iguais (eqüipolentes) e representam um mesmo vetor. Idem para os vetores x e w. O mesmo não ocorre com os vetores s, t e m, n. Todos têm o mesmo comprimento, mas não tem a mesma direção e sentido. Fig.1

3 4

Equivalentes. Um segmento está orientado quando nele se escolhe um sentido de percurso, considerado positivo. Profª(s) MSc.Elisa Netto Zanette, MSc. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.Ledina Lentz Pereira

.... e seus elementos são geralmente representados em letras minúsculas com um subscrito (vi).. B Indica-se por v = AB A (2) Algebricamente: vetor é um par ordenado (plano) ou uma terna ordenada (espaço tridimensional) ou ainda uma n-úpla ordenada (espaço n-dimensional) de números reais. x 2 ) ∈ IR 2 v = ( x1 ... têm n elementos (escalares).... O subscrito representa o índice do elemento do vetor. v2.. denominados “vetores do plano” e “vetores no espaço”.. v3.. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.. v2. v = ( x1 .. x 2 . Note que: Podemos representar um vetor de duas formas: (1) Geometricamente: vetor é um segmento de reta orientada. Observe que. • Os vetores m e n têm diferente direção. vn) ou em forma de coluna (matriz): v1  v  2 v =  . Os escalares v1..... v2 é o segundo elemento do vetor....0...    v n  O termo escalar é usado com o significado de um número real.. x3 .. v3. v2. x3 ) ∈ IR 3 v = ( x1 . • Os vetores s e t têm a mesma direção e sentidos contrários.x n ) ∈ IR n • • Somente os vetores em R2 e R3 podem ser representados geometricamente. vn)...Elisa Netto Zanette.....0) ou (0.... x3 . A notação vi indica o i-ésimo elemento do vetor.. Profª(s) MSc. x 2 .. MSc. x 4 .... vetores paralelos têm a mesma direção e que cada direção pode ser associada a dois sentidos: sentidos iguais ou sentidos contrários...0). • Os vetores w e x têm a mesma direção e o mesmo sentido. A letra usada para os elementos é normalmente a mesma letra utilizada para o vetor. vn são chamados de coordenadas ou componentes do vetor v... Por exemplo. x 2 .Álgebra Linear – Vetores em Rn 85 Fig.. Vetores são geralmente representados por letras minúsculas em negrito (v).... Em geral.. É importante notar que os vetores no plano e no espaço são determinados exclusivamente pelo seu ponto final. consideramos apenas os segmentos orientados como ponto inicial na origem (0.Ledina Lentz Pereira . x 4 ) ∈ IR 4 ..2 Note que: • Os vetores u e v têm a mesma direção e o mesmo sentido. Definição 3: Um vetor é um conjunto de números que pode ser escrito como v = (v1. O vetor v é um vetor de dimensão n.... ou seja. Esta lista ordenada de n escalares pode ser representada na forma de linha v = (v1. pois o ponto inicial é fixo na origem. v = ( x1 .

Todo vetor v não nulo. respectivamente. 3.00 e R$ 41. -1... e que é indicado por 0 ou v=0 = (0.0.3. y1) e v = (x2. 3y-8). C e D. então dizemos que v ∈ R3.AB ) ou (-v).Álgebra Linear – Vetores em Rn 86 Exemplo 1: Uma fábrica produz 4 tipos diferentes de artigos.0). R$) de venda por unidade de artigos. vendidos numa semana. chamado vetor nulo ou vetor zero.-3. 0) têm quatro componentes e portanto são vetores do R4. R$ 32.5) e v = (a. Algebricamente. 250) e. tem um vetor oposto (-v)=(-v1. 400 unidades do artigo B. É o vetor cuja origem coincide com a extremidade.4) tem dimensão 3. porém com sentido contrário. O vetor v = (2.. 12. Os vetores w = ( 1. nulos. respectivamente. por serem eqüipolentes entre si. 5 Vetor nulo: Os segmentos nulos. o vetor BA é o oposto de AB e indicamos por (. Exemplo 2: Determinar o valor de x e y para u=v. O vetor v é chamado vetor livre porque o segmento que o representa pode ter sua origem colocada em qualquer ponto do plano. R$ 25. 5. 3 . o vetor nulo indica a origem do sistema plano e espacial. colineares e livres Proposição 1: Dado um vetor v= AB . o vetor p = (25.4) Proposição 2: Se todas as componentes do vetor são nulas. Segundo Winterle (2000) o vetor nulo é considerado paralelo a qualquer vetor. então dizemos que v ∈ R5. 41) indica o preço (em reais.. Exemplo: Se u=(2. num paralelogramo ABCD. não tem direção e sentido definidos. determinam um único vetor. A quantidade total dos artigos. Idem para os pontos C e D. Proposição 3: Dois ou mais segmentos orientados representam o mesmo vetor (vetores iguais) se têm o mesmo comprimento.-v2) com mesmo módulo e mesma direção. Profª(s) MSc. ( -3.0.0. iguais.. 4) e v=(5. origens em pontos diferentes.5) tem dimensão 5.00. Exemplo 2: O vetor u = (2. então –u=(-2.0).4. Numa semana são vendidas 300 unidades do artigo A. independente de ter ou não. Os preços de venda por unidade de artigo são. com u=(x+1.-4). na ordem A. Assim. -4) e z = 2. Assim. na ordem dada. y2) são iguais se. se todas as componentes do vetor são iguais. Por exemplo. os segmentos orientados AB e CD determinam o mesmo vetor v.2 Proposições: Vetores opostos. R$ 12.3. Exemplo 1: Os vetores u= (3. 400. 32... mesma direção e mesmo sentido. Resolução: Devemos fazer x+1 = 5 e 3y – 8 = 4 e obtemos x = 4 e y = 4. cada ponto do espaço pode ser considerado como origem de um segmento orientado que é representante do vetor v.Elisa Netto Zanette. 200 unidades do artigo C e 250 unidades do artigo D. onde v = AB = CD O ponto A é denominado ponto inicial ou origem do vetor v e o ponto B é denominado ponto final ou extremidade do vetor.Ledina Lentz Pereira .00. B. dois vetores são iguais (ou eqüipolentes). e somente se x1 = x2 e y1 = y2 e escreve-se u=v. Em IR2 e IR3. o vetor é dito nulo5 ou vetor zero indicado por 0 = (0. pode ser representada pelo vetor q = (300. 5) são iguais se a = 3. u = (x1.0. 200.00. MSc.. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.

AB e CD pertencentes a uma mesma reta ou em retas paralelas. → → Proposição 5: Dois vetores pertencerem a um mesmo plano π. u e w são coplanares π → → v → → v α w u → π → u w → → → → → → Fig.Ledina Lentz Pereira .6 Profª(s) MSc. Fig.(a): v . pois podemos sempre tomar um ponto no espaço e.Álgebra Linear – Vetores em Rn → → → → 87 Proposição 4: Dois vetores u e v com a mesma direção são chamados de u e v são colineares se tiverem representantes vetores colineares ou paralelos. Três vetores poderão ser coplanares ou não (Fig c). 2000.(c): v . com origem nele. p. Assim.Elisa Netto Zanette. MSc. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. u e w são coplanares Fig.(b): v . são vetores coplanares se → → π → → v → u Importante: dois vetores v e u quaisquer são sempre coplanares. u e w não são coplanares Exemplo6 Observe o paralelepípedo retângulo: Podemos afirmar que: (a) H E F D A B G DH = BF EG são coplanares (b) AB. FG e (c) C AE e BF são colineares (d) AB é ortogonal ao plano BCG (e) DC é paralelo ao plano HEF WINTERLE. imaginar os → → w → → → dois representantes de v e u pertencendo a um plano π que passa por esse ponto. u e v ou mais.

3a) x=5 e y=1. 3) Encontre se possível os valores de x e y tais que: a) (2. 5x-1) Respostas: 1) São verdadeiros: a. É o conjunto formado por todos os vetores com duas coordenadas reais x e y. e. vamos estudar os segmentos orientados relacionados com os sistemas de eixos cartesianos do plano (R2) e do espaço (R3). d) x=2 e y=4. Assim. l. de forma que os vetores sejam iguais. DB e FG são coplanares.3) = (2. há outra forma de representá-los..y.3) b) (1. b) x = 7/2.3) c) (1. ∀ x. A figura abaixo é constituída de nove quadrados congruentes (do mesmo tamanho). y+ 13 ) 2 (c) ( x .x. BC e CG são coplanares. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. 7) = (2. (b) (x2 – 5x + 4. b) x = 4.5.-3) = (2. f. São falsos.-5) d) (x. Vetores que pertencem ao R² são conhecidos como pares ordenados de números reais. i) AB é ortogonal ao plano BCG j) DC é paralelo ao plano HEF k) AC. Analise e justifique. 3y-5) (d) ( x . 7) = (2x – 4. todo 7 (WINTERLE.MC l) AM ⊥ BL e) DE = . (g) e (h).6) 4) Determine os valores de x e y. 2000. c) x = 4 = y. y ∈ R} é interpretado geometricamente como sendo o plano xOy do sistema cartesiano ortogonal.1 Expressão analítica de um vetor no plano (R2) O conjunto R2 = R x R = {(x. d) não existe x 3 Vetores no Plano e Vetores no Espaço O estudo dos vetores em geral é relacionado a sua representação geométrica que se caracteriza num segmento de reta orientado como vimos até aqui. n. c. 2) As afirmações são verdadeiras.x+y) = (y-2. g.Álgebra Linear – Vetores em Rn 88 Agora. (c).y). o e p.6) Profª(s) MSc.5. 2x+5) = (4. i. MSc. BG e CF são coplanares. d. a) AB = OF i) JO // LD b) AM = PH j) AJ // FG c) BC = OP k) AB ⊥ EG perpendiculares d) BL = . h) AB.1. k. Mas. m.Ledina Lentz Pereira . 4a) x = y= 0.2x-12) = (1. 6) (a) (4x-5. tente você! Resolva as atividades Agora tente você! Lista 1 de Atividades7 1. p.Elisa Netto Zanette. c) Não ∃ solução pois os vetores pertencem a dimensões diferentes.x. Geometricamente. Verifique se as igualdades são verdadeiras. h. 3. 2x – 2) = (0. j. b.ED m) PE ⊥ EC f) AO = MG n) PN ⊥ NB g) KN = FI o) PN ⊥ AM módulo h) AC // HI p) AC = FP paralelos 2. A partir do paralelepípedo retângulo podemos afirmar que: H G E D A B F C a) AB = -HG b) AB ⊥ CG c) AF ⊥ BC d) AC=HF e) AG=DF f) BG // ED g) AB. exceto (a).

no estudo algébrico dos vetores. Por exemplo. razão porque se define: Vetor no plano é um par ordenado (x. v = (3. utiliza-se em geral. Nestes casos. y) sendo x e y as coordenadas de P e as componentes do vetor v. definido por um ponto.Elisa Netto Zanette.0)   i = (1. 3. j} = {(1. está associado a um único vetor v = OP com v = (x. fazemos: AB = B − A AB = ( x2 . No estudo algébrico dos vetores. Nestas condições. ordenada.Álgebra Linear – Vetores em Rn 89 vetor v= AB desse plano. y2 ) − ( x1 . OBS: Na Geometria Analítica analisa-se o vetor e sua representação a partir de uma base 3 2 ∈ R².0). consideramos o vetor AB de origem no ponto A(x1. a cada vetor v do plano pode-se associar um par (x. Note que. os vetores v= OP . y1) e extremidade em B(x2. Exemplo 3: Podemos escrever v = (3. são formas de   {i.0).0) Desta forma. Exemplo 2: Representação no plano cartesiano do vetor v = (3. já se afirmou anteriormente. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. Para isso. cuja origem é a origem do sistema cartesiano (0.Ledina Lentz Pereira . os vetores definidos por um ponto que é o extremo do segmento com origem no ponto (0. Exemplo 1: Representação no plano do vetor v e do ponto P(x.3)  Particularmente v = −10i → v = (−10.y). também denominadas de coordenadas do vetor. y) de números reais. que parte da origem do sistema (0. ditos vetores no plano e que são vetores definidos por um ponto extremo do segmento com origem no ponto (0.0) j = (0. y ) que é a expressão analítica de v.0). 2) ou v = representação do vetor v. utiliza-se em geral. o plano pode ser compreendido como um conjunto de pontos ou um conjunto de vetores.-5) ou v = 3i-5j.0).1)} onde é estabelecida a correspondência biunívoca entre vetores no plano e os pares ordenados (x. Como. y1 ) Profª(s) MSc. (0.0). Todo ponto P(x.2) ∈ R2.2 Vetor Definido por Dois Pontos: Vetor Livre I númeras vezes um vetor é representado por um segmento orientado que não parte da origem do sistema.1) 0 = (0.y) do plano. A primeira componente x é chamada abscissa e a segunda y. y) de números reais que são suas componentes na base dada. O vetor AB é um vetor livre. temos os vetores livres. Veja outros exemplos: v = −i + j → v = (−1. MSc.y2). tem sempre um representante equivalente OP . A partir de um vetor livre v = AB podemos encontrar o seu vetor equivalente.1)    v = 3 j → v = (0.y) de números reais e se representam por v = ( x.

E.2). v = B-A.0).0). 1) 3. Todo espaço tem infinitas bases e uma base canônica.y). Exemplo 2: Dados os pontos A=(0.1. y. em R3 a base canônica é {(1. é uma base. determine o vetor v que parte da origem e é equivalente ao vetor livre Resolução: v = AB . sempre existem números reais a1.0). v2. (0.2-4) = (-1. direção e sentido.1) = (1. AB = B – A = (1. Exemplo 1: Para A = (-3.z) de números reais.0) do sistema.Ledina Lentz Pereira . -2) = v O vetor v = (-1. É importante lembrar que um vetor tem infinitas representações que são os segmentos orientadores com mesmo comprimento. k } = {(1. não colineares. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.1.Álgebra Linear – Vetores em Rn 90 AB = ( x2 − x1 . 8 Você sabia que: No plano R2 qualquer conjunto {v1.4) = (-3+1.0. (0.1) e B=(1. (0. sempre existem os números a1 e a2 reais tais que v = a1 v1 + a2 v2. No espaço R3 qualquer conjunto {v1. j } = {(1. obtemos um vetor v a partir do vetor livre AB. o que melhor caracteriza o vetor é aquele que tem sua origem no ponto O (0. Por exemplo.3 Expressão analítica de um vetor no espaço (R3) N a Geometria Analítica analisa-se o vetor e sua representação a partir de uma base8 → → { i .0.-2) é equivalente ao vetor livre AB e parte da origem (0.4).2) e B = (-1.1)}quando os vetores são vetores do espaço.1)} quando os vetores são vetores do plano e a partir de uma base → → → canônica representada por { i .0). v2} de dois vetores. Profª(s) MSc.0) e extremidade em P(x. j .2) – (0. a2 e a3 são componentes de v em relação à base considerada. (0. subtraindo as coordenadas do ponto B das coordenadas do ponto A. O segmento AB é um vetor livre. (0.0).0). O vetor v encontrado representa o mesmo vetor AB.2)-(-1. todo vetor v deste plano é combinação linear dos vetores da base.0.1)}. v3} de vetores não coplanares é uma base. y2 − y1 ) = v (vetor definido por um ponto) Representação Geométrica Vetor Livre Vetor definido por um ponto extremo com origem em (0. Fazendo AB = B-A = (-3. dentre estas infinitas representações. Assim. ou seja.Elisa Netto Zanette. isto é. onde é estabelecida a correspondência biunívoca entre vetores no espaço com o vetor (x. MSc.0. Assim. a2 e a3 tais que: v = a1 v1 + a2 v2 + a3 v3 onde a1. Entretanto.

z são os componentes de v na base canônica {i.4.0) → x = 2.0) → x = 0. Exemplo 1: Observe a projeção do ponto P(2.Ledina Lentz Pereira . Assim. A reta com a direção do vetor i é o eixo dos x (abscissa). 3) Profª(s) MSc. xz ou yz.3) → x = 2.0.4. y = 4. 4. As figuras abaixo dão uma idéia dos planos. onde x.4. z = 0 B (2. y = 4. k} e v = (x. y.4. z = 3 F (2. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. z) é a expressão analítica de v. Portanto.3) → x = 0. z Com base nesta figura. a reta com direção do vetor j é o eixo do K é o y (ordenada) e a reta com a direção do vetor eixo dos z (das cotas: significa altura no espaço). As setas indicam o sentido positivo de cada eixo.0.3) no espaço. y = 0. y z XY YZ z XZ y y x z y x x y Estes três planos se interceptam segundo os três eixos dividindo o espaço em oito regiões. que são chamados eixos coordenados. chamadas coordenadas de P.4.Elisa Netto Zanette. z = 3 E F V D P C y 0 0 B A x Escrevemos v=xi+yj+zk.3) → x = 0. y. j. MSc. y = 0. temos: A (2.0) → x = 2. z = 0 C (0. temos três planos coordenados: o plano xy. z = 0 D (0.3) → x = 2. se v = 2i+4j+3k indicamos v = (2. z z y 0 x A cada ponto do espaço vai correspondendo uma terna (a.b. z = 3 P (2. y = 4.Álgebra Linear – Vetores em Rn 91 Consideremos estes três vetores representados com origem no mesmo ponto O e por este ponto três retas como mostra a figura abaixo. z = 3 E (0. Cada dupla de eixos determina um plano coordenado. y = 0.0.c) de números reais. y = 4.

(b): Representação geométrica do vetor v.z) ∈ R3.Ledina Lentz Pereira .Elisa Netto Zanette.0. Fig.3) y -x -y 0 B x xy -y C yz 0 xz -z → C (-3. y.z) é o ponto associado ao único vetor v = OP = (x.3) . sendo: → → → u = A (-1.0) y x Exemplo 3: Representação dos vetores no espaço.3 ) = OP (0.3) z → -x 0 v= B (5.-2.4) c Profª(s) MSc.-2.2. z A → u= A (-1. (b) representa o vetor v = (x.(a): Representação geométrica do ponto P.-2. A Fig.3) v 0 (1. v = → B (5. z ∈ R} é interpretado geometricamente como sendo o espaço tridimensional 0xyz.-5.4).-5. z) ∀ x.y.3) e P = (4.(a) representa o ponto P = (x.3).4.y.2.y.2. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. de P são as componentes de v.0) v = (1. z (0. onde P(x. no plano tri-dimensional Fig. y e z.0.y. no plano tri-dimensional Exemplo 2: Representação geometricamente o vetor v = (1.(a): Representação geométrica do ponto P. no plano tri-dimensional Fig. MSc.3) e w = C (-3. y.Álgebra Linear – Vetores em Rn 92 Portanto: O conjunto R3 = R x R x R = {(x.4.z) ∈ R3 e a Fig.z) e as coordenadas x.

y1 + y2) e u + (-v) = (x1 . 6) (h) n = (1.y2) Se u e v são vetores de Rn com u = (x1. tente você! Resolva as atividades Agora tente você! Lista 2 de Atividades9 1) Dê as coordenadas dos pontos: (a) A = _______________ (b) B = _______________ (c) C = _______________ (d) D = _______________ (e) E = _______________ (f) F = _______________ (g) O = _______________ (h) P = _______________ 2) Represente no plano e/ou no espaço tridimensional os vetores: (a) u = -i-2j (b) w = (5.Ledina Lentz Pereira ..x2. 3..2) e B = (2. Assim: (a) Encontre o vetor u.1 Adição e Subtração de Vetores A lgebricamente a adição de dois vetores se define pela adição de seus componentes (coordenadas). C = (1.0).. para os vetores u e v de R2 com u = (x1. (b) Encontre o vetor v.xn).-5) = (1-2. 7) e v = (2.2).. 4 Operações com Vetores 4.7) + (-2. definido por um ponto. .-2. 4) (d) v = i+2j+5k (e) t = (1. 5) (g) m = (3. p.0. v = (y1. .6) Profª(s) MSc. Para somar dois vetores.x2..-4) (i) j = -2i+3j-4k 3) Inúmeras vezes um vetor é representado por um segmento orientando AB que não parte da origem do sistema cartesiano.y2. AB é vetor livre e u tem origem no sistema (xOy). a diferença de dois vetores se define pela adição do primeiro vetor pelo oposto do segundo vetor. para todo i.y2) temos: u + v = (x1 + x2.. 3) a) u=(3. 12) e (b) u – v = u + (-v) = (1. Analise o resultado e comente o que você observou.yn) temos: u + v = (x1 + y1. c) AB é equivalente ao vetor u. São eqüipolentes porque tem a mesma direção. 5) e D = (-1. 3) (f) r = (-3.-9).-3). . definido por um ponto. -2. temos que. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. Respostas parciais: (1a) A=(4. 2000.-1. Observe que: Dois vetores podem ser adicionados se e somente se eles tiverem a mesma dimensão.y1). eqüipolente ao segmento orientado CD. v = (x2. 3. MSc.. -4). sentido e magnitude (módulo). 4. b) v=(-2. x2 + y2. 7-5) = (-1. se v = u+ w.3). © C = (0. 2.0).. eqüipolente ao segmento orientado AB. 2. O vetor resultante será da mesma dimensão dos vetores originais.-5). -3) (c) s = (-2. . (g) O=(0. 7+5) = (3..x3.0. 5) então: (a) u + v = (1+2. Assim. xn + yn) Exemplo 1: Se u = (1.Elisa Netto Zanette. Considere os segmentos orientados AB e CD com A = (-1. y1 . (c) Represente geometricamente o segmento AB e o vetor u.y3.. Por sua vez. um a um. (e) E (4. Simbolicamente. basta somar individualmente cada elemento deles.0). então vi = ui + wi.Álgebra Linear – Vetores em Rn 93 Agora.0. 9 (WINTERLE..

.. 4. -1) – (0. 0. 11) Exemplo 4: Dados os pontos A(0. -1) = (-2. 0) = (-4.7. 0) (c) ku + kv = k(u+v) = -2(u+v) = -2(3. Se u = ( x – y. 7+4.Elisa Netto Zanette.-1) e os vetores u = (-2. podemos afirmar que: Profª(s) MSc. 5. 3+6) = (0. 2) (b) kv = -2(2.7) = (5. 1. 25). 3) (c) 3u – 2v = (6. -16. 9. por exemplo. -6) = (2.1). soma de vetores e igualdade de vetores. 4.2 Multiplicação de escalar por um vetor A multiplicação de um escalar por um vetor se define pelo produto do escalar (número) por cada componente do vetor.-1) e B(1..5) = (10.. -1. 0.. 4.x2. 7. a2 e a3 tais que w=a1AB+a2u+a3 v.. temos: (a) ku = 5(1. -14. Resolução: AB = B – A ⇒ (1. temos: (i) u + v = v + u (comutativa) (iii) (u+v )+w = u+(v+w) (associativa) (v) u + 0 = 0 + u = u (elemento neutro) (vii) u + (-u) = 0 (elemento simétrico) (ii) (k + k′ ) u = k u + k′ u (iv) k (u + v ) = k u + k v (vi) k (k′ . 15) – (4. a2 = 1 e a3 = -1 Propriedades dos vetores Para qualquer vetor u. 3. z – 1) e v = ( 4. Obs A igualdade de vetores é definida igualmente para R2. a2 = 1. 7. Verificar se existe números a1. temos que: (a) u + v = (4. 2.2. v = (-1.2) vetores de R4 então.. encontramos como resposta: a1= 3. temos: (a) ku = -2(1. multiplicando-se cada elementos do vetor por este escalar. Exemplo 2: Se u = (1. 7) e v = (2. v= (3. 5..2. 8. -1) então: (a) u + v = (1-1.-1. 1. 4. um vetor pode ser multiplicado por um escalar. -10. 0) + a2 (-2. R2.3) + (1. 7) (b) u – v = (0. 0.0. w = a1 AB + a2 u + a3 v para a1 = 3. . para o vetor u de Rn com u = (x1.1)+ a3 (3. nem v + w porque u e v são de 3ª dimensão e w é de 4ª dimensão. 8. MSc.-1) e w = (-2. os vetores u = (8. -1) = (1.-2) e v= (8.-1) Aplicando as operações de produto de escalar por vetor. 7) = (5.2. Ou seja.4. xn) e k ∈ R (k escalar) temos: ku = k(x1.x2. 3 ). 7. 5.0.6) e w = (2.5. vetores de R2 então para k = 5. .12. 0.u (viii) 1. 7. x + y. Assim.Ledina Lentz Pereira . k′∈ R (k é um escalar = número real).0. . xn) = (kx1.Álgebra Linear – Vetores em Rn 94 Exemplo 2: Se u = (1.u) = (k k′ ) . 2).2) = a1 (1. 11.. 2. -16.-1) = (-6. 5. 4. como já vimos: Assim.kx2. 0) w = a1 AB + a2 u + a3 v. vetores de R4 então para k = -2.a) são iguais se a=-2 e b= 5.u = 0. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. 5). -24. 35) e (b) kv = 5(2. 5) = (5.-1. 12. v e w vetores de R2 (podemos generalizar para Rn) e k.4. kxn) Exemplo 1: Se u = (1. 0).8. (-2.1.b. 12. 3). -4. 4) = (2.-1) e v = (2.3. a3 = -1 Portanto. 5. 2.2.. 2.1.. 1. 9) (b) u – v = u + (-v) = (1.5) e v = (2. 2) Exemplo 3: Sejam u = (2.1. -3) (c) u + w? Não é possível computar u + w.u = -u e 0.u = u.. .

adicionamos um deles ao oposto do outro: s = u Vetores u e v Adição de vetores u+v Subtração u+(-v) v. geometricamente.Elisa Netto Zanette.3 Análise Geométrica da Adição de Vetores e Multiplicação por Escalar → → A adição de dois vetores v e u é analisada. y = -1 e z =4. MSc. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. Profª(s) MSc. origem com extremidade por deslocamento. Em outras palavras. a partir dos segmentos que contém os vetores. 4. qualquer vetor v (coplanar com v1 e v2) pode ser decomposto segundo as direções de v1 e v2. dizemos que v é combinação linear v1 e v2. z − 1 = 3 z = 3 + 1 z = 4    Importante: Quando o vetor v estiver representado por v = a1 v1 + a2 v2. nas aplicações de adição de vetores e multiplicação por escalar. na extremidade do último vetor. Veja mais sobre isso. O par de vetores v1 e v2 não colineares são chamados de base do plano. os pontos A e C determinam um vetor que é a soma dos vetores B Exemplo 1: → → → u e v onde: → → → v → u s s = u + v ou → u + v = AC ou C A AB + BC = AC Exemplo 2: → → → s= u + v Exemplo 3: → → → → s = u + v ou → u + v = AC ou AB + BC = AC → → → Na SUBTRAÇÃO DE VETORES. → → Assim. ecomposição de vetores no plano: Dados dois vetores v1 e v2 não colineares. Regra do polígono ou triangulação: Ligam-se os vetores. buscam-se determinar dois números reais a1 e a2 tais que: D v = a1v1 + a 2 v 2 → → → 1º caso A ADIÇÃO DOS DOIS VETORES v e u representados pelos segmentos orientados AB e BC se definem pelo vetor resultante s representado pelo segmento AC .Álgebra Linear – Vetores em Rn 95 x = 3 x − y = 4 x − y = 4    u = v ⇔  x + y = 2 ≅ 0 x − 2 y = 2 ≅  y = −1 ⇔ Portanto. na origem do 1º vetor e extremidade. u = v se x = 3. O problema consiste em determinar dois vetores cujas direções sejam as de v1 e v2 e cuja soma seja v.Ledina Lentz Pereira . O vetor soma (ou vetor resultante) é aquele que tem origem. Este movimento se caracteriza por decomposição de vetores no plano.

(a) → → Fig. ou seja. projetamos um vetor no extremo do outro (mesma direção e mesmo sentido). Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. temos a resultante s de vetores contrário (equivale a s = u . por definição. para s = u + v . construímos o paralelogramo ABCD. → → → → → → Adição de vetores s = u + v Subtração s = u + (.(b) 3º caso A adição dos dois vetores → v e u não paralelos pode ocorrer a partir do → deslocamento dos vetores para uma mesma origem A. Assim. os pontos A e C determinam um vetor que é. representa-se o vetor = AB e o vetor u = AD . pelo vetor resultante s . → → → → → Exemplo 1: Na figura (a). temos a resultante s de vetores → u e v com o mesmo u e v com o sentido → sentido e na figura (b). MSc. → → → → → → → Vetores u e v Adição de vetores s = u + v Subtração s = u + (.v .Álgebra Linear – Vetores em Rn 96 → → → → 2º caso A adição dos dois vetores v e u paralelos ( v ⁄ ⁄ u): → A adição de vetores representados por segmentos paralelos10 orientados AB e BC se define da mesma forma anterior. v Regra do paralelogramo: A partir da origem A. Assim. a soma dos vetores → → → → → u e v onde.v). A diagonal secundária do → → paralelogramo equivale a resultante da diferença entre os vetores. Assim. é o vetor resultante s = u + v .Elisa Netto Zanette.v ) 10 Quando os segmentos têm a mesma direção – sobre as mesmas retas ou paralelas Profª(s) MSc.Ledina Lentz Pereira .v ) Fig. Exemplo 1: (Figuras c. s = u . representado pelo segmento AC . d) O segmento orientado de origem em A que equivale à → → → → diagonal do paralelogramo.

Exemplo de adição de três ou mais vetores livres Exemplo 1 → → → → s= u + v + w Exemplo 2 → → → → s= u + v + w Exemplo 3 → → → → → → s = u + v + w + t =0 Exemplo de adição de vetores que partem de uma origem: Situação comparativa de soma com dois e com três vetores Profª(s) MSc.Ledina Lentz Pereira . Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. No caso particular da extremidade do representante do último vetor coincidir com a origem do representante do primeiro a soma deles será o vetor zero ou nulo.Álgebra Linear – Vetores em Rn 97 Fig (c) u+v é a diagonal principal do paralelogramo ABCD.Elisa Netto Zanette. MSc. Fig (d) u+v →diagonal principal do paralelogramo u-v →diagonal secundária Exemplo 2 → → → → → → → → Vetores u e v Adição s = u + v Subtração s = u-v 4º caso A adição dos três vetores ou mais ocorre de forma análoga aos casos anteriores.

Exemplos Complementares Exemplo 1: Dados os vetores u=(4. MSc.u= (0.1. Exemplos: Para u = (1.2) = (0. Exemplo: Para u=(1. o PRODUTO DE UM ESCALAR POR UM VETOR. 4) Para u = (1.2) e k=-1 temos ku=(-1). contrai ou inverte o sentido.1.1) e v = (2. -2) 3º caso Se k > 0. O produto de um número real k por um vetor v. é representado por um novo vetor que se expande. Determinar geometricamente e algebricamente as resultantes de u+v e 2u.0. O módulo do vetor s é igual a k x |v|. resulta em um vetor s com sentido igual ao de v se k for positivo ou sentido oposto ao de v se k for negativo.2) e k = -2 temos ku = -2u= (-2.-4). Profª(s) MSc. então (k. -1. conforme o valor de k. kv tem sentido contrário de v. 3). Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.2) e k = 2 temos ku = 2u = (2. se k < 0.Elisa Netto Zanette.u=(-1. 2º caso Se k= -1. então o vetor kv = 0. G 1º caso Se k = 0 ou v = 0.1. o vetor (-1)v é o oposto de v.2) = (-1. 2.Álgebra Linear – Vetores em Rn 98 Exemplo 1 → → → s= u + v Exemplo 2 → → → → s= u + v + w eometricamente. Exemplo: Para u = (1.2) = (2.Ledina Lentz Pereira .2) e k = 0 temos ku = 0.v) permanece com o mesmo sentido de v.0).

3v+ 1/2w Profª(s) MSc.u = (1. MSc. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. -5) Geometricamente (c) Exemplo 3: Dados os vetores u.-3) .-3) = (1-3.Álgebra Linear – Vetores em Rn 99 Resolvendo: • u+v = (4.2) = (3-1. algébrica e geometricamente. Representação geométrica de u+v Representação geométrica de 2u Exemplo 2: Consideremos os vetores de R2 definidos em u = (1. 4) e • 2 u = 2 (4.1) = (8.-3) = (1+3.2). (c) s = v.v. de acordo com a figura. -1).Elisa Netto Zanette.1) + (2.Ledina Lentz Pereira .(3.2) e v = (3.-3-2) = (2. 2-3) = (4.-3). (b) s = u . Geometricamente (a) = (1.3v+ 1/2w Resolução: Vetores Resultante s = 2u . construir graficamente o vetor → s = 2u . as resultantes: → → → → → → → → → (a) s = u + v. Determine.(1. 5) Geometricamente (b) = (3.2) .3) = (6.2) + (3.u Resolução: Algebricamente → → → → → → → → → (a) s = u + v (b) s = u . 2+3) = (-2. v e w.v (c) s = v .

4).2).2) + (3.(6. ).2) = (-4.− ) = (5.-2) ⇔ 2w = (-7.− ) e v= ( .2) = (-2+3. 2+2) = (1. -9) 3 5 1 3 1 1 13 1 3 1 3 1 2 1 1 3 .2) = (-5.2) .. u + v = (-2.Elisa Netto Zanette.− ) 3 3 5 5 3 5 1 3 15u = 15 ( ..2) e v = (3. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.2) represente no plano u+v. 2 Exemplo 7: Encontrar os números a1 e a2 tais que W = a1U + a2 V sendo W = (−1. 3 5 3 5 1 1 3 2 2 1 + .Ledina Lentz Pereira .8). 2 1 (-2.4) u +(-v) = (-2.V = (4.( . sendo u=(3.e.2) + w 2 −7 3w –w = (-1. ) =( − 4 3 4 3 5 3 3 5 4 10 9 5 36 10 Exemplo 5: Para u = (-2.0) Exemplo 6: Determinar o vetor w na igualdade 3w+2u= Resolvendo: 3w+2(3.2) – (3.4)+w ⇔ 3w + (6.− ) + ( − .U = (1. 2u e u + (-v). ) .-2) = (-1.4) 2u = 2(-2.-1)= 1 v+w. − + ) = ( .− ) =( − .− ) − v u= − ( .2 ).-1) e v=(-2.Álgebra Linear – Vetores em Rn 100 Exemplo 4: Efetuar as operações com os vetores sabendo que u = ( u+v = ( 1 3 1 2 .−2) Profª(s) MSc. MSc.. 4) ⇔ w = ( .

-1) e u2 = (4.-1.un vetores do espaço vetorial V e a1.8) = (a1 .Álgebra Linear – Vetores em Rn 101 1 2 (−1.-5.. -3).8) = (a1 + 4a2 .4 Aplicações de Adição de Vetores e Multiplicação por Escalar 4.. buscam-se determinar dois números reais a1 e a2 tais que: v = a1v1 + a 2 v 2 Exemplo 1: Dados dois vetores v1 e v2 não colineares e v (arbitrário).4) é uma combinação linear dos outros vetores adicionados e multiplicados pelos respectivos escalares.2) porque u = u1 .1-2) = (6.4. a soma deles é o vetor v. a2v2 mantidos e v1 V1 v v = . Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. operamos pela decomposição de vetores.5) + 3(-1.8) = a1 (1.4) se caracteriza como uma combinação linear. portanto.... que corresponde à diagonal desse paralelogramo: a1v1 v1 v2 v1 v (arbitrário) v = a1v1 + a2v2 v2 a2 v2 Exemplo 2: Na figura seguinte os vetores v1 e v2 são consideramos um outro vetor v.u2 = (3.(4..-4..a1 v1 + a2v2 v2 V2 -a1v1 v a2v2 Nesta figura a2 > 0 e a1 < 0 4.3.-6) = (3.-8. o vetor u = (-1.2a1 − 2a2 ) a1 + 4a2 = −1 2a1 − 2a2 = 8 a1 = 3 a 2 = −1 ⇒ logo W = 3U − V Note que: Ao trabalharmos geometricamente com a soma de vetores e a multiplicação de escalar por vetores. o vetor resultante (3. S ejam u1.−2) (−1.-1.2) = (-1.-5. Exemplo 2: Verifique se o vetor w=(1.2. 2). Profª(s) MSc.2) + a2 (4. 2) de IR2 pode ser resultado da combinação linear dos vetores u=(1. a figura mostra como é possível formar um paralelogramo em que os lados são determinados pelos vetores a1 v1 e a2 v2 e.-1) .3.1: Combinação Linear de vetores Exemplo 1: A operação 2(3. escrito na forma u = a1u1 + a2u2 + .10)+(-3. an escalares de IR ou C.2. a2.3.. Neste caso.Elisa Netto Zanette. MSc.-3) é resultado da combinação linear dos vetores u1 = (3. Da mesma forma.3) e v=(-1. u2. + an un é uma combinação linear dos vetores ui. Qualquer vetor u de V. Em outras palavras.2a1 ) + (4a2 .−2a2 ) (−1.Ledina Lentz Pereira . . .

2: Dependência e Independência Linear de Vetores U Onde m conjunto de vetores u1. 4.-1). Substituindo w. tem solução real.2) = (2. Caso contrário os vetores são linearmente dependentes (LD).2) (1. um conjunto de vetores u1.4)=(0.2.. 0 x + y + z = 3 ≅  0 x + 0 y + 0 z = 0  y = 3 − z  S={(-1+z. 5 5 Exemplo 3: Verifique se os vetores u = (1.u + y. 3y. os vetores são ditos dependentes (LD). z) ∀ z∈IR} O sistema é consistente e indeterminado.2) (1.. 2). Resolução: Os vetores u. Assim.3) + y (-1.3) + y (-1. Ou. fazemos w= x. 7. -x + y + 2z) = (2. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. MSc. -x) + (y. t é combinação linear de u. 2z) = (2. v = a1v1+a2v2 = 0 ou 2v1+(-1)v2 = (2.1) + z(0.u+y. y) + (0z.2) e v = (2..u + y. Se ocorrer ∑a u i i =1 n i = 0 para algum a i ≠ 0 . 4) (x + y.4). 1. Geometricamente.3) são vetores linearmente independentes (LI) porque existe somente a i = 0 para os quais..v é consistente e determinado.1) e w = (0. temos: w = x (1. 4) x + y = 2  ⇔ 2 x + 3 y + z = 7 ≅ − x + y + 2 z = 4  x + y = 2  0 x + y + z = 3 ≅ 0 x + 2 y + 2 z = 6  x + y = 2  x = −1 + z  . Então.2) = x (1. 3-z. v e w podem ser escritos como uma combinação linear do vetor t se a equação xu + yv + zw = t.  −1 y = 5 Resposta: O sistema resultante da equação matemática w=x.4. E.-1) + y(1.v Assim. se existe valores reais para x e y de modo que w = x.u2. os vetores u = (1. 7.3.u2. w é uma combinação linear de u e v e pode ser escrito como: w = 4 u + −1 v.3x+2y) ⇔ x − y = 1 x − y = 1 ⇔  ⇔  3 x + 2 y = 2 0 x + 5 y = −1 x = 4 5 . existe solução para a equação matemática w = x. Em caso contrário.. v e w e pode ser escrito como: t = (-1+z)x + (3-z)y + zw para ∀ z∈IR.2) e v = (3. z. vetores linearmente independentes têm representação geométrica em direção distinta (vetores colineares).4)-(2.v. u e v pelos seus respectivos valores.Elisa Netto Zanette.un é dito linearmente independentes (LI) se escritos como combinação linear do vetor nulo.1.3)=(0. 7.0)= 0. xu + yv + zw = t x(1.un é independentes (LI) se e somente se.3.Álgebra Linear – Vetores em Rn 102 Resolução: Um vetor w é uma combinação linear de outros vetores u e v se e somente se.7. v = (1.2) = (x–y..v ou. vetores de IR3 podem ser escritos como combinação linear do vetor t = (2. 2x + 3y + z.Ledina Lentz Pereira .. Profª(s) MSc.2)+0(3.. resultam em todos os coeficientes nulos. v = a1u+a2v = 0 ou 0u+0v = 0(1.4) são vetores linearmente dependentes (LD) porque existe a i = 2 e a i = −1 para os quais.u + y.2. 4) (x. para todo ai real. se tem a mesma direção (vetores paralelos) são linearmente dependentes. Exemplo 1: Os vetores u = (1. 2x. Portanto.0)= 0. temos: ∑a u i i =1 n i = 0 para todo a i = 0 a i são quantidades escalares. tem diversas soluções.

0. Assim. Exemplo 3: Mostre que o vetores de R3. -z. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. x u1 + y u2 + z u3 = 0 ⇔ x (1. u2 e u3.Ledina Lentz Pereira . que são os vetores u1.0) ⇔ x − y − 2z = 0  x-y-2z=0  x -y −2z=0    + -2y . o conjunto S = {(0.-2. Portanto os vetores u1. Caso contrário (quantidades iguais) são LI. Temos como solução do sistema. u1 = (1.-4) são LD. Resolução: xu1 + yu2 + z u3 = 0 ⇔ x(1.5z = 0  31 z = 0  ⇔z=y=x=0 Isto significa dizer que x u1 + y u2 + z u3 = 0 ⇔ 0u1 + 0u2 + 0u3 = 0. Podemos escrever a combinação linear como: 0u1 + (-2z)u2 + zu3 = 0.5z = 0  + 7y . 3x) + (-y.3) + y (-1. u2 =(-1. os vetores são LD.2.Álgebra Linear – Vetores em Rn 103 Vetores LI Vetores LD Exemplo 2: Os vetores de R3. na sua forma escalonada.-2z. Forme uma matriz A. 4y) + (2z. Neste caso. 2x.0.4. 5z) = (0.y + 2z = 0  ≅  + 4y .0. A combinação dos vetores em relação ao vetor nulo.3) + y(-1. 1 − 1 2  1 − 1 2  1 − 1 2  2 2 − 1 ≅ 0 4 − 5 ≅ 0 4 − 5  A=       3 4 5  0 7 − 1 0 0 − 31       Linhas não-nulas Observe que a matriz A.2y − 4 z = 0 ⇔ -2y=4z⇔y=-2z. u2 = (-1. são vetores LD.0) ⇔ [(x – y + 2z). MSc.3).2. y e z.z = 0   x . Se a quantidade de linhas não nulas for inferior ao número de vetores dados então os vetores correspondentes.0) ⇔ (x. (2x + 2y – z). Para facilitar o procedimento de cálculo podemos substituir os escalares a i por x. para x – y – 2z = 0⇔ x–(-2z)– 2z=0 ⇔ x=0.0) ⇔ x − y + 2z = 0  2 x + 2 y − z = 0 3x + 4 y + 5 z = 0   x . u2 e u3 são linearmente independentes. Reduza a matriz a sua forma escalonada mais simples e analise-a.5) = (0.-2) + z(-2.Elisa Netto Zanette.4z = 0 ≅  . cujas colunas são os vetores dados.4) + z (2.-2. − 2 x + 0 y + 0 z = 0 ≅  3x − 2 y − 4 z = 0   + y+2z=0 0=0    Logo. u1 =(1.0. podemos afirmar que os vetores correspondentes de A. não apresenta linhas nulas.y + 2z = 0  ≅  + 4y .z) ∀ z∈R}.3). resulta em escalar y não nulo.2.-4) = (0.-1.-2) e u3 = (-2.0.3: Bases do Plano de do Espaço Profª(s) MSc.5) são LI ou LD? Resolução: Os vetores são LI se existem escalares a i tais que a1v1 + a 2 v 2 + a3 v3 = 0 para a i = 0 . (3x + 4y + 5z)] = (0.-1. Você pode verificar a linearidade de um conjunto por outro procedimento.0.2. Logo. são LI. u2 e u3 são LD.0.4) e u3 =(2. Do contrário. u1. 4. 2y.0.

O paralelogramo ABCD é determinado pelos vetores AB e AB .4).6) Profª(s) MSc.OE i) MO . Dados os vetores → → v . de acordo com a figura.4) não formam uma base do plano porque são vetores linearmente dependentes (LD).5 u + 3v h) 0.  1 2 3 1 2 3 1 2 3  − 1 2 4 ≅ 0 4 7  ≅ 0 4 7  A =       2 − 1 5 0 − 5 2 0 0 43       Agora. O conjunto de vetores v1. t=v-u.2) e v = (3. não colineares (linearmente independentes) é chamado de base do plano. para u = (-1. 2000. v2} de vetores não colineares constitui uma base no plano.3).CB k) LP + PN l) LP + PN + NF m) BL + BN + PB 2. não colineares (linearmente independentes) é chamado de base do espaço.BC = d) AN + BC = e) MD + MB = f) BM - 1 → DC = 2 11 (WINTERLE.2. algébrica e geometricamente o vetor resultante w. a) AC + CN b) AB + BD c) AC + DC d) AC + AK e) AC + EO f) AM + BL g) AK + AN h) AO . v2 e v3 de 3ª dimensão. Completar convenientemente e fazer a representação geométrica.2. Os vetores u = (1. Exemplo 2: Os vetores de R3. sendo M e N pontos médios dos lados DC e AB. respectivamente. Determine os vetores abaixo. u2 =(-1.2) e v = (2. 3.-1.3)} do plano ou de R2. tente você! Resolva as atividades Agora tente você! Linhas não-nulas Lista 3 de Atividades11 1. u e v. s=u+v. m=(-u) e n=–v.-1): (a) u + v (b) u – v (c) v .. Exemplo 1: Os vetores u = (1. portanto.NP j) BC . portanto formam uma base B = {(1. A Figura é constituída de nove quadrados congruentes (do mesmo tamanho).4) e u3 =(2. formam uma base B = {(1. não paralelos. (3.2) e v = (2. D M C → → → → → → → → → → → a) AD + AB = b) BA + DA = c) AC . v2}.u (d) 3u– 3u (e) u – 2v → → (f) 2u + v → → → g) 0. MSc. u e w .Elisa Netto Zanette. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.3). u1 =(1.2. qualquer conjunto {v1 .5 v → 4.Ledina Lentz Pereira .5)} do espaço ou de R3.2. expressando-os com origem no ponto A. Construa num plano as resultantes. p. Determine.2). (-1.2 v + 1/2 w u → v w → → 5. w=u-v. construir graficamente o vetor s = → 3 u . (2. Aliás.-1.5) são LI.5 u – 0.3) são vetores linearmente independentes (LI) e.Álgebra Linear – Vetores em Rn 104 O par de vetores v1 e v2 de 2ª dimensão. Os números a1 e a2 são chamados componentes v em relação a base {v1 . Considere dois vetores quaisquer.

0) + y(0. verifique se o vetor (1.V ( . w = au + bv. mostrar. z: a) x ( 1. MSc. Considere os vetores livres definidos por dois pontos A e B.0): (a) O conjunto A é formado por vetores LI ou LD? (b) O conjunto B é LD? Justifique. (b) AC = C − A .-1) e v=(-3.-1). b e c .-1.7). B=(1. (d) AB + AC .0).1.-2). como na figura. apresentar um representante de cada um dos vetores: → → → → → → → a) 4 a . Determinar o vetor w na igualdade 3w+2u= 4v -w.3 ) + y ( 3.-2).v v 9.2. de forma que: a) Cx = AB b) 2 Cx = − AB 3 c) BC = Ax f) 2u + 2v 15.3) e B(2.-1. s}.0 ) =( 1. um representante do vetor: a) u .4)} é base de R².v → c) .-2). Profª(s) MSc. = C − B . sendo w = (-2.5 ) b) x (2.0. w.-1) e v = (3. B = (-2.4) efetuar (a) u+v.2). 18) Verifique se são combinações lineares.-2.0.-15) e B (-2. -2. (a) A(1. 2 3 14) Dados A = (1.1) + y (1.0.2). u = (1.1. v=(2.-1). y e z. 12) Dados A=(-1. (b) u-v.Álgebra Linear – Vetores em Rn 105 A N B → → → → → → → → → → → 6 Dados os vetores u e v da figura.5) e B = (-4. (c) A(8.2 b b) → c → → a → a + b + c → b c → → → → c) 2 b .3) determinar: (a) AB (c) BC = B − A .0) + z(0. determinar x = (a. Em cada caso..-2).2. num gráfico.0 ) + z ( 6.4 ).w} e B = {v.2).2. 17) Verifique se existem escalares x.1) encontre: a) u+v b) u-v c) 3u e) x se x+u=0 1 u-v d) 2 16.Ledina Lentz Pereira . y e z tais que (1. (b) A(-1. 19) Considere os conjuntos A = {u. (b) 4U − 6V .-1.1. v = (2.v -2 u d) 2 u .−1) .7) = x(1.0) 10.( a + c ) 8) Dados os vetores u e v determinar: → → → u → (a) u + v (b) u .3) e v = (-1. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.b).3. w = (3. (c) Os conjuntos A e B formam bases de R3? Justifique 20) Verifique se o conjunto S = {(0. determine o vetor equivalente v (não livre).1) ou seja. w seja uma combinação linear de u e v ou seja.0.5.3) e C = (-1..0 ) =( 3.7) é combinação linear dos demais vetores e para quais valores de x. (e) AB − AC .0) e s = (4. y.-2) e C=(3. com u = (1.1. 11) Dados u=(1.3 v u b) v - u v → → → 7 Dados os vetores a . Encontre os valores de a e b para os quais.4). encontrando x.5. 1 1 13) Dados U = (− .0. sendo u=(1. (c) 3u+2v.0 ) + z ( 2. (0.v.1).Elisa Netto Zanette. Dados os vetores u = (1. calcular: (a) 2U + 3V .0.

u2. 19) a) LI. (b) (-4. BA 3) Resultado algébrico 106 4) 2) 5) 6) 7c) 9) 10) w=(-7/2.. v ≥ 0 e u . 20) S não é base porque é LD. v = k .0). 13) (a) (2.9. v ou < u.3.0).AC. d) (-5/2.y1).-2.10). AB.-5). u = 0.0. e somente se. denomina-se produto escalar o número real u . Assim. para os vetores u e v de R2 com = (x1. (d) (6. 17) Sim.1).u = 0 se. u . (v + w) = u . vn) vetores de Rn temos.-7). u. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. y = 7/3 e z = -10/9. MSc..-3. 15ª) (4. un ) e v = (v1.5/2). Profª(s) MSc. (u .v> (lê-se: u escalar v) e que satisfazem os seguintes > axiomas: u . (e) (-2. AD.-6). c) (3.2.1 Produto Interno (ou escalar) D efini-se como Produto Interno (ou Escalar) entre vetores de um Espaço Vetorial V. 12ª) (2. 14a) (-4. v = v. © (2.5). 11ª) (3.Ledina Lentz Pereira . f) (8. y=-7/2 e z=-1/4. Vetorial e Misto 5.-2). para x = 1.u) . AC. v + u . Assim.3/2).-2. B) LD por os vetores de B combinados com o vetor nulo resulta em solução indeterminada.1). y2) = < u.Álgebra Linear – Vetores em Rn Respostas: 1) NA. u .0. 18) Sim para x = 5.6. v2. 16) w=-u/7+13v/7. b) (-2. e) (-1. v > (lê-se: u escalar v) De forma similar podemos operar com vetores de Rn. v > definido por: u . w. (k.-4). a uma aplicação de V x V em R..1). associa um número real (u. b) (-1. b) Sim para x = 4/3. y = 5 e z = 7. c) (7.y2). AM.-3). AI...2).3.v) ∈ V x V..4... v) para todo número real k. -16/3). b) (1.Elisa Netto Zanette. AC. que a todo par de vetores (u. c) (2.-3).3/2.2). c) A é base porque é LI e B não é base porque é LD. 5 Produto Interno (ou Produto Escalar). b) (4. para u = (u1. AH.v) ou <u. AI.3). . v = (x2. v = (x1 . AO. x2 ) + (y1 .

2 Produto Vetorial O produto vetorial tem como resultado um vetor.8). dados dois vetores → → u e v . 2) e B → = (3.3) e v=(4.-1) = (12 + 10 – 8) → ⇒ → u. 3) e os pontos A = (4. Assim. Definimos como produto vetorial.− det 1  x z2   2 → → z1  x . → → → → u × v = x1 x2 → i y y1 y2 k z1 z2 → → → → → → O produto vetorial de u por v é também indicada por u ^ v e se lê: u vetorial v . Definição I: Seja u = (x1. z1) e v = (x2.Álgebra Linear – Vetores em Rn 107 u . MSc.Elisa Netto Zanette.4 + 3. mergulhada num campo magnético.Ledina Lentz Pereira . v = 2. v = -2.+ det 1  x z2   2 y1    y2   Definição II: Ou. vetores do espaço tridimensional. o Exemplo 2: O produto interno usual em R2 dos vetores u = (-2. + un . v1+ u2 .y2 + z1.6) e v = (3.-1) então o produto escalar de u com v é igual a 5 porque fazendo <u. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. y2. → → → → → → → Exemplo 1: Calcular o produto vetorial dos vetores Resolução: u = 5 i + 4 j + 3k e v = i +k . 2.x2 + y1.(3) + 6. Profª(s) MSc..( v + BA ) = 5 5. 2.z2) → u = 3x – 5y + 8z e v = 4x . v = (3. chama-se produto → → vetorial dos vetores u e v e se representa por u × v ao vetor. z2). desde que a carga seja unitária e o campo seja constante.v> temos u . -1). v2 + .(4. → → → u . é o vetor resultante do produto vetorial entre o “vetor velocidade da partícula” pelo “vetor campo magnético”. v = (u1 .(-1) = 5 portanto. por exemplo.. –1. por isso é nomeado de produto vetorial.-2. vn) Exemplo 1: Se u=(2.v = 14 Tente você! Dados os vetores u = (4. ao vetor u x v. tal que: 1 u x v =  det   y   2  y z1  x . Este produto tem aplicação.-4) é: < u. na Física: a força exercida sobre uma partícula carregada.(-4) = -6-24 = -30. → → Observe que: Se u = x1 +y1 + z1 e v = x2 + y2 + z2 então o produto escalar (ou → → produto interno) dos dois vetores que é representado por u . α .v Exemplo 3: Se → → = (x1. tomados nesta ordem. v é o número real obtido multiplicando as componentes correspondentes do vetor e somando os produtos obtidos. y1.-5. v > = u . determinar o valor de α → → tal que u .2y – z o seu produto escalar é: → → u . -1) e v = ( α .

→ → a) ( u × v ). o produto vetorial de u com v é u x v = (-10.−10)(3. -4. → → → → → → → → (ii) u × v ≠ v × u .1 ) então u × v = 5 1 → → i j 4 0 k 3 = u × v = 4 i − 2 j − 4 k = (4.-1.2 y + k .4 k e v = 2 i . 3). seu → → i y k produto vetorial é u × v = 3 2 − 4 = 6 i − 11 y − 10k .Elisa Netto Zanette.−11.3 ) e v = ( 1. se um dos vetores é nulo ou se u e v são colineares. 3).2. 5. 2 −2 1 → → Sabemos que. então. .0. → u . uxv=   −1 2 1 2 1 −1    3 4 . 0 3 4 5.− 0 4 . b) ( u × → → → → → v ). -2.-4) 1 → → → → → Exemplo 2: Sejam os vetores de R3. 3) = u x v.−11.2. -(4-0). → → → → → → → → → → → Exemplo 1: (Propriedade vi) Dados os vetores → → → → → u = 3 i +2 y .v × u → → → → → → → → → → u×  v + w  = u × v + u × w   → → → → (v) (m u ) × v =m ( u × v ) → (vi) u × v é ortogonal simultaneamente aos vetores u e v . o que significa que o produto vetorial não é comutativo. u = (1. Então: v ⇒ (− 6.2) e v=(0. (3-0)) = (-10.4.3.1 Propriedades A s propriedades do produto vetorial se definem em: → → → → (i) u × v =0. v = 0 ⇒ θ = 90 0 . -4.   Logo. → (iii) (iv) u× v = .4).−10 )(2. ou seja. se o produto escalar dos vetores → u e v for zero. 0 3  = ((-4-6).Ledina Lentz Pereira . Se trocarmos à ordem dos vetores u × v e v × u verifica-se que é oposto. eles são ortogonais.−4) = -18-22+40=0 . u ⇒ (− 6.−2. MSc. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. i j k Ou u x v= 1 − 1 2 = -4i+0j+3k-0k-6i-4j = -10i – 4j + 3k = (-10. → → → Logo u × v é ortogonal simultaneamente as vetores u e v . -4.3 Produto Misto Profª(s) MSc.1) = 12+22-10=0.Álgebra Linear – Vetores em Rn → → → → 108 u= ( 5.

w ) = 0 → O produto misto é nulo se um dos vetores é nulo. v = (x2.3). z3). tomados nesta ordem.0 ) então ( u . v e w . → → → → → → → → → → → → Definição I: Sejam u .Elisa Netto Zanette. Pode ser utilizado. v = (1.2. por exemplo.3.(15.5). MSc. x3 y3 z3 → 0 0 0 Profª(s) MSc.  2 4 − 6 2 4 − 6   → → Resposta: O produto misto dos vetores é 16.(-2.3). w ) = 0. v e w ao número real u ( v x w ). v e w . das propriedades dos determinantes. → → Assim. y3. chama-se produto misto dos vetores u .1 Propriedades − 1 = u . → → → → (i) Se u é nulo as suas componentes são (0.-6) é → −1 2 3  −1 2 3   u ( v x w ) = det  1 1 − 1  = 1 1 − 1 = (6-4+12)-(6+4-12) = 16 . vetores do espaço. indica-se por u ( v x w ) ao escalar = (x3.i +3 y +3 k e w = 4 i . −1 3 4 3 = u .-1) e w = (2. v . se dois são colineares. Ou.Ledina Lentz Pereira . z1). para encontrar o volume de um paralelepípedo determinado por três vetores.4. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.1.-9)=30+42-45=27 −3 2 Exemplo 2: O produto misto dos vetores u = (-1. Defini-se como produto misto de resultante de: → → →  x1  u ( v x w ) = det  x 2 x  3 → → → → → → y1 y2 y3 z1   z2  z3   → → → Definição II: Dados os vetores → → → u . Ou. v .3. obtido a partir da utilização do produto escalar e do produto vetorial. ( u . v e w . −3 2 Resposta: O produto misto dos vetores é 27. y2.4.2. z2) e w u . podemos resolver por aplicação de produto interno e produto vetorial: i j k → → → → → u ( v x w ) = u . v e w para → u =2 i +3 y +5 k . com u = (x1.3 y + 2 k 2 3 5 → Resolução: u ( v x w ) = −1 → → → → → 4 3 3 = 27 = u ( v x w ) . podemos resolver por aplicação de produto interno e produto vetorial: → → → → i j k u (v x w) = u .Álgebra Linear – Vetores em Rn 109 O produto misto tem como resultado um escalar.0. → → (u .(-2i+4j+2k) = (-1. → v . w ) = x2 y 2 z 2 = 0 .2)=2+8+6=16 2 4 −6 → A s propriedades do produto misto decorrem.14. y1. w ). ou se três são coplanares. Indica-se produto misto por ( u . 1 1 5. → → → → → → → → → → → Exemplo 1: Calcular o produto misto dos vetores u. v =. v . em sua maioria.(15i+14j-9k) = (2.

-2.4. v = (-1. Calcular a área do paralelogramo determinado pelos vetores u e v.-1. 5.1 Produto Vetorial e Área de Paralelogramo G eometricamente.0.3. v Exemplo 1: Se → → → (u .0). 2 3 Observe que u = 2.3).2.0. −1 − 7 Note que: • Produto interno (ou escalar) é o produto entre dois vetores que gera um escalar (escalar é um número).2. v portanto.-7) então. v = (2. Logo são coplanares. → v .6) e w = (-1.4 Aplicações de Produto de Vetores: Interpretação Geométrica 5.Álgebra Linear – Vetores em Rn → → → 110 Exemplo 1: Se → → → u = (0. 0 0 0 ( u .Elisa Netto Zanette. v = (2.2. • Produto Misto é o produto entre três vetores que combina produto interno com produto vetorial e gera um escalar. u e v são colineares.7) então. v .+0=0 4 2 2 → → → → → → → → → → (ii) Se nem → → u . w ) = 0.4) e v = (-1. nem w são nulos.2) então.-6). MSc.1) e w = (4. v .2. nem v .-2) e w = (-3. neste caso. comprimento) do vetor resultante do produto → → → → → → vetorial de dois vetores u e v equivale a medida da área do paralelogramo ABCD u = AC e v = AB D → → determinado pelos vetores C → Área = u × v (módulo do produto vetorial) u A → v B Exemplo 1: Dados os vetores u = (1.4. −2 −2 −6 −1 −3 0 − 2 = 0 .Ledina Lentz Pereira . u = m. w ) = 0. mas u e v são colineares (ou paralelos) então ( u . Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. v . −1 2 7 → → 1 u = (1. Exemplo 1: Se U(vxw) = u = (-2.2. o módulo (magnitude. • Produto Vetorial é o produto entre dois vetores que gera um vetor..3). → → → → (iii) Se nenhum vetor é nulo e os vetores não são dois a dois colineares (ou paralelos) então os vetores são coplanares se ( u . Resolução: (a) Encontrando o produto vetorial e u e v Profª(s) MSc. w ) = 2 3 1 =0+0.w) 2 4 6 = 28 − 12 + 12 − (− 12 + 28 + 12) ⇒ 0 . Note que.

-3 ) e u-v = ( 1. v = AB e w = AC . a altura será paralela a ele.6. a área da base do paralelepípedo é |vxw|.4. e.Álgebra Linear – Vetores em Rn → → → → → 111 i j k u× v = 1 2 −1 2 → → 4 = 6 i − 4 j + 2 k − 8 i − 3 y + 2 k = − 2 i − 7 j + 4 k = (-2. w)| v w → → →   v= u .4) 3 → → → → → → → → → (b) Encontrar o módulo do vetor resultante (-2.3). Portanto.-7. v.Elisa Netto Zanette. u v = | (u.-7.2. 0) e w= (2. w       → → v=  →   u  v× w      Exemplo 1: Qual o volume do paralelepípedo formado pelos vetores u = (3.3).-12. Seja θ o ângulo entre os vetores u e v x w. -1.Ledina Lentz Pereira . u × v = (−2. MSc.4) = = (−2) 2 + (−7) 2 + (4) 2 = → 4 + 49 + 16 = 69 . (unidade de área) Exemplo 2: Dados os vetores u = (1. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. h=|u|. Assim. v = (1.3. v. 2)? Profª(s) MSc. Sendo v x w um vetor ortogonal à base. Resolução: →  → → Área = 3 u ×  u − v  =?     Temos que 3u = (3. Resposta: A Área u× v = → 69 u. -2). Área = (− 15)2 + (9)2 + 32 5. Portanto. Calcular a área do paralelogramo determinado pelos vetores 3u e u-v.−7.4).a.9.-4 ) ⇒ → → i ⇒ 3u x (u-v) = j k 3 1 6 − 3 = −15 i + 9 j + 3 k = (3 −4 = 315 = 3 35ua → → → 15.2 Produto Misto e Volume do Paralelepípedo → G eometricamente o produto misto u ( v × w ) é igual. em modulo. ao volume do → → → → → → → → paralelepípedo com arestas determinadas pelos vetores u = AD .|cosθ|.-1) e v = (0. 1.-1. portanto.

5. calcular o valor de x u .8)| = 16. → Exemplo 3: Dados os vetores u = (x. (a) vamos encontrar o produto misto dos vetores u.Ledina Lentz Pereira . v e w ou 3 − 12 − 2 u(vxw)= 1 2 −1 −1 0 =-6+0+2-(4)-(0)-(-24) = -6+2-4+24= 16. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. v e w são coplanares. Resposta: O volume procurado é 16 u. v = (3.-1). 2 u (vxw) temos: (b) como o volume do paralelepípedo é igual ao |u(vxw)| = |16| = 16. V = |u(vxw)| e.3 Produto Misto e Vetores Coplanares → → → → → → T → rês vetores → → u . Ou seja.-2.Elisa Netto Zanette. então x = . Assim.v. -2). v .  x + 20 = −24 ⇒ x = −44  Portanto.0) . w ) Então x + 20 = 24 ⇒ ou . se → → u . temos: |u(vxw)| = 16 |(-2m . Assim.a ou x = a. os valores de x para os quais o volume do paralelepípedo seja igual a 24 u. Por definição de equação modular se |(-2m .8)| = 16 então x = a . Assim. -1. (unidade de volume) Exemplo 2: Sejam os vetores u = (3. devemos ter |u(vxw)| = 16. o vetor v x w por ser ortogonal aos Profª(s) MSc. m.v. 2 (b) como o volume do paralelepípedo é 16.1. (a) vamos encontrar o produto misto dos vetores u. é x = 4 ou x = -44. v e w seja igual a 16 unidades de volume. neste caso.1) e w = (1. ou seja.Álgebra Linear – Vetores em Rn 112 Resolução: Sabemos que o volume do paralelepípedo é igual ao módulo do número resultante do produto misto dos três vetores..4. v e w são coplanares se o produto escalar u ( v x w ) é nulo. -1. v e w seja 24 u. MSc. (Unidades para que o volume do paralelepípedo determinados por de Volume). 0) e w= (2. 2).v. Resolução: Sabemos que o volume do paralelepípedo é igual ao módulo do número resultante do produto misto dos três vetores. v = (1. − 2m − 8 = 16 . v e w ou 3 u(vxw)= m −2 1 −1 2 −1 0 =-6+0+2-(4)-(0)-(2m) = -2m-8. Calcular o valor de m para que o volume do paralelepípedo determinado por u. → Resolução: v= u ( v × w ) = 24 ⇒ 3 − 2 → → x 5 1 0 1 = x + 20 −1 1 → → → v=  x + 20 = 24 ⇒ x = 4  ( u .5.  − 2m − 8 = −16 → → → → → Resolvendo o sistema encontramos m = -12 ou m = 4 que é a solução do problema.

w) = 1 1 0 − 1 =3≠ 0 os vetores não são coplanares. 2 −1 Resolução: Como (u.-6).-1) e w = (2. w )= 1 0 − 1 = −5 ≠ 0 .Elisa Netto Zanette.v.3) e c = (0.-1).-1) e w = (2. v e w são coplanares. w ) significa que u . v=(1.-1.2 ) e D (-2.2. MSc. v = (1.-2. representado por O módulo de um vetor é calculado por meio de um produto interno.4 ) . 2 −1 4 6 Módulo ou Norma de um Vetor 6. Profª(s) MSc. 2 −1 0 → → Os vetores não são coplanares porque seu produto misto é diferente de zero. v e w são coplanares (estão no mesmo plano). B (-1. o módulo ou norma de um vetor v é o número real não negativo. → → Portanto. Assim.-2. Exemplo 2: Encontre o valor de m para que todos os vetores → a = (m. Portanto se u e ( v x w ) são ortogonais.1).v . v . v .-1. o anulamento ( u . AC .0.1 Definição de módulo do vetor: A norma de v ou módulo de v é o comprimento do vetor v. → → → Exemplo 1: Verificar se são coplanares os vetores Resolução: → → → u = (3.1.2. m → → → 2 −1 −2 −1 − 4m + 6 m − 8 + 2 = 0 Resolução: ( a .Álgebra Linear – Vetores em Rn → → 113 → → → → → → → vetores v e w . onde v ou v .-1. → Assim.-1. v= v. AD ) = 0 ⇔ − 1 → → −2 −2 −6 −3 0 − 2 = 0 .2. b = (1.-3) estão no mesmo plano.4)=(-2. É fácil identificar que reciprocamente. é ortogonal ao vetor u .4).2.0. se nenhum dos vetores → → → → u . (Dica: → → AB =B-A =(-1. → → → Resolução: Os quatro pontos dados são coplanares se os vetores → AB .-2 ) . w )= 0 os vetores u . → → → v .-2)-(1. v . −1 − 7 Exemplo 4: Verificar se são coplanares os vetores u = (2. resultante da raiz quadrada do produto interno (ou escalar) do vetor v com ele próprio ou "v escalar v".0. AC e AD têm produto misto nulo.4).0. se ( u .-1. b . w é nulo e se dois quaisquer → → → deles não são colineares. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. C (0.0) 3 −1 4 (u . ( AB . c ) = 0 ⇒ 1 0 3 =0⇒ 4 2m = 6 m=3 Exemplo 3: Verificar se os pontos A (1. Logo são coplanares.Ledina Lentz Pereira . Idem para AC e AD ).4) sejam coplanares.

vn).0) |v| x1 v=(x1. v são vetores de Rn então.m. aplicando o Teorema de Pitágoras.(unidade de medida) 34 u.y1) então. sendo u= (u1.2 Proposições: Para um vetor v = AB com extremidades nos pontos A(x1. . v) = (u1 − v1 ) + (u 2 − v 2 ) + . então (−3) 2 + (5) 2 = 9 + 25 = Exemplo 3: Se v=(2.v = x 2 + y 2 (Teor.Álgebra Linear – Vetores em Rn 114 Se v é vetor do plano tal que v = (x. então v = (2) 2 + (1) 2 + (−2) 2 = 4 + 1 + 4 = 9 =3 u.y. um escalar real. v2.v = u. vetor do plano. v.y) ∈ R2 então: O módulo do vetor v no plano é dado por v = v. o módulo de v será: v = AB = ( x 2 − x1 ) 2 + ( y 2 − y1 ) 2 = B − A (mesma fórmula da distância entre dois pontos A e B).(kv) 12 Num triângulo retângulo. + (u1 − v n ) 2 = u − v . Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.0) 0 (x1.1. o módulo de um vetor é um número real não negativo representado por → v = (v)2 = v . 6..1) ∈ R2. . v = v . Se u. v → → → Exemplo 1: Se v=(2. v2 = (x1-0)2 + (y1-0)2 = (x1)2 + (y1)2 = x1 + y1 = v 2 2 Note que. . Dados os vetores u. . u (ii) u (v+w) = uv + uw (iii) k (u. o quadrado da hipotenusa é igual a soma dos quadrados dos catetos. Exemplo 2: Se v = (-3..y2).y1) Módulo de vetor no plano Módulo de vetor no plano Módulo de vetor no espaço A demonstração é simples: Por exemplo.z) ∈ R3 então: O módulo de um vetor v é dado por Geometricamente. MSc. temos: v = x2 + y2 + z2 y1 (y1.. então v = (2) 2 + (1) 2 = 4 + 1 = v = 5 u.. d(u. un) e v = (v1. vetor do espaço.Ledina Lentz Pereira .v) = (ku)..12 de Pitágoras) Se v é vetor do espaço que v = (x. u2.m. Profª(s) MSc. w de Rn e k..5).-2).m.y1) e B = (x2.Elisa Netto Zanette. se v é vetor do plano tal que v = (x1. tem-se: (i) u .

3 Vetor Unitário e Versor de um Vetor: Se v é um vetor tal que v =1 então v é −3 4 . Para isso usamos a fórmula matemática w= v pois w= w = v 1 . No entanto.1) (1) + (1) 2 2 =  1 1  . Profª(s) MSc. apenas u 2 não é o versor de v → u1 tem a mesma direção e o mesmo sentido de v. os vetores u = (1. Resolução: Observe que o vetor v = (2. ou determine um vetor unitário u na direção do vetor v = (2.0). veja figura: → v → → u1 → → → Os vetores → u1 e u2 da figura ao lado são vetores → u1 é o versor de v → unitários.u = 0 se u = 0 = (0.0) (v) v. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. v ≠1.Álgebra Linear – Vetores em Rn 115 (iv) v. .v = (1) (2) 2 v 2 Conseqüência das proposições: u + v = u + 2uv + v u − v = u . v = (0.1) não é um vetor unitário pois o seu comprimento é diferente de 1 ou seja. u2 A todo vetor → v é possível associar dois vetores unitários w e (-w) de mesma direção de → v pois u = − u = 1. Resolução: w= v = v (1. -1) e w = ( vetores unitários. Exemplo 4: A partir do vetor encontre um vetor unitário.-2. v = (2) 2 + (-2) 2 + 12 = 9 = 3 ≠ 1. Exemplo 1: O vetor v=(0. MSc. Obtemos o vetor unitário u a partir de v. v → Todo vetor unitário w de mesma direção e mesmo sentido de um vetor não nulo → v é chamado de versor de → → v. podemos encontrar um vetor unitário w (nomeado de versor de v).. ) são 5 5 denominado vetor unitário.Elisa Netto Zanette. Exemplo 3: A partir do vetor v = (1.  2 2 O vetor w encontrado é nomeado de versor de v e é unitário porque w = 1.Ledina Lentz Pereira .1) não é unitário porque v = (0) 2 + (−1) 2 = 0 +1 = 1 = 1.. Por exemplo. aplicando a fórmula.-2..1) não unitário encontrar um vetor unitário w.v > 0 qualquer que seja u e u. Por exemplo. | v | =1. pois têm módulo igual a 1.2uv + v 2 2 2 2 2 6. 1).0.. A partir de qualquer vetor v.-1) é um vetor unitário porque Exemplo 2: O vetor v = (1.

y1 ) AB = ( x2 − x1 . y2 − y1 ) = v (vetor) O módulo deste vetor é determinado a partir do cálculo da distância entre dois pontos AB (Fig.1) 9 ou    1   2 − 2 1  . DistAB = AB = B − A → B – A = (x2.(a) Fig.−2.   3 3 3  9 O vetor u encontrado é um vetor unitário pois seu módulo (ou norma) é igual a 1. . .1) 2 2 + (−2) 2 + (1) 2 = (2. Q) = | PQ | = (−1 − (−1)) 2 + (2 − (−3)) 2 + (−2 − 4) 2 = 0 + 25 + 36 = 61 . um vetor pode ser representado por um segmento orientado que não parte da origem do sistema. z2 .b). então a distância de P a Q é dada por: → → → → dist (P. z1) e Q = (x2.z1). em R3 A distância entre dois pontos P = (x1.4 Módulo de Vetor Livre C omo já vimos. y2 .y1) e extremidade em B(x2.Ledina Lentz Pereira .a) de origem no ponto A(x1.y2) – (x1. 4) é |v|= (−1) 2 + (−3) 2 + (4) 2 = 26 . Observe a Fig.Elisa Netto Zanette.3.  = u. y1.y2) e para determinar sua representação algébrica fazemos: AB = B – A AB = ( x2 . Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.1) =  . z2) é igual a norma do vetor PQ . y2 .y1) B – A = (x2 . MSc. Q) = | PQ | = ( x 2 − x1 ) 2 + ( y 2 − y1 ) 2 + ( z 2 − z1 ) 2 Fig. Neste caso.y1.−2. definido por: Assim. Exemplo 2: A distância entre os pontos P = (-1. Fazendo a verificação! u= (2 / 3)2 + (− 2 / 3)2 + (1 / 3)2 = 4 4 1 + + = 9 9 9 9 = 1= 1 9 6.(c).(b) Fig.−2. Como PQ = OQ − OP = (x2 . (2. .y1) DistAB = B − A = ( x2 − x1 ) 2 + ( y 2 − y1 ) 2 → De forma similar. y2 ) − ( x1 .(c) v = OQ − OP → → Exemplo 1: A norma (ou módulo) de v = (-1. 4) e Q = (-1.3. Profª(s) MSc. o vetor é representado por um segmento AB (Fig.x 1.Álgebra Linear – Vetores em Rn 116 u= v = v (2.x1. -2) é: → dist (P. y2. 2.

4) e Q = (-4.-3)]=5 ⇔ (2.-1.2) e B(1. a distância entre P e Q e encontre um versor w de u. v =    1   2 2  3 +4  1 3 4 .Álgebra Linear – Vetores em Rn 117 Exemplo 3: Sabendo que a distância entre os pontos A(-1.n. Seu módulo (comprimento) é igual a 1 u.3.-1)+(0.-1. determinar o valor de n tal que u(v+AB) = 5 Resolução: AB= B-A =(1. -5) • • • u = DPQ= w = (−1) 2 + (−5) 2 = 26 (−4 − (−3))2 + ( −1 − 4) 2 = 1 + 25 = 26 u (−1.(1.(3. determine o vetor u = PQ. Exemplo 7: A partir do vetor u = (3.u =  | u | Assim.m-3) → AB = 2 2 + (−3) 2 + (m − 3) 2 = 7 ⇒ m = 9 ou m = -3 → Exemplo 4: Determinar o valor de a para que o vetor Resolução: Vetor unitário → V = (a.(3. . ) seja unitário.4) = (-1.-1). pois o seu comprimento é diferente de 1 ou seja.m) é 7. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.-4)=5 ⇔ 2n+8n+4=5 ⇔ 10n+4=5 ⇔ 10n=5-4 ⇔ n= 1 10 Exemplo 6: Dados os pontos P(-3.4 ) =  . Resolução: • u = PQ ⇒ u = (-4.-1).3) e B(1.8.2)=(0.-1) – (-3.2. MSc.-1).3. aplicando a fórmula: v =   1  .[(n. 4) encontre o versor v de u (ou encontre um vetor unitário v na direção do vetor u) Resolução: Observe que o vetor u = (3.n.2.Ledina Lentz Pereira .-1).Elisa Netto Zanette. Resolução: → A → 7 B ou seja AB = 7 AB = B – A ⇒ (1.5.2.-3) Se u(v+AB)= 5⇔ (2.−5)  − 1 − 5   − 26 − 5 26   .m) – (-1. Note que w é um vetor unitário = = = .2.-3.-1) e os pontos A(1.3) = (2.4) =  . −1 1 .   u 26  26  26 26   26   obtido a partir de u.(n. o módulo de u.n.-1) e v= (n. portanto w é versor de u.-1.m. 2 4 ⇒ V =1 ⇒ 16 = 16 a 2 → V = a2 + 1 1 + =1 4 16 +5 ⇒ a=± 11 4 Exemplo 5: Dados os vetores u= (2. Observe o vetor projetado no      5 5 5  plano.5. 4) não é um vetor unitário.-1. u = 3 2 + 4 2 = 25 = 5 ≠ 1 Obtemos o vetor unitário v a partir de u.u  | u |  1  .  .-1).(unidade de medida) Profª(s) MSc. calcular o valor de m.

3) Calcular o valor de m para que o volume do paralelepípedo determinado pelos → → → → → → → → → vetores v1 . (Dica: Fórmula da Área do triângulo é S = 1→ → u× v ) 2 → → → → → → 7.(2. calcular m.-1) e C(3.1). ) seja unitário. 2).3) e os pontos A(4. v=(-1. 3. 4.1. podemos resolver alguns problemas. b = (-1.2 ).1).1) Sejam os vetores u ( 3. (c) s = (0. v> b) <u.( v + BA ) = 5 2 . vetorial e misto.4) e w = (1.3). 12) Determinar x para que o vetor → v Profª(s) MSc.2).-1. determine: → → → → 7. 3 2 2 13) Dados os vetores de lR .4) são unitários.y . Por exemplo.-1..-3 ). (b) v = (-1. 0 ) e w = ( -1.2. 7.-1). B(1. 2 2 11) Sabendo que a distância entre os pontos A(-1. MSc. -1. 3. → → → → v × w.-1) e v = (∝. → → → → determinar o valor de ∝ tal que u .w → 4) Dados os vetores u = (4. ) seja unitário.2) e B(3. v ( w x u ). 3.Ledina Lentz Pereira . 0.2. u e v (em m3). e) i) b) f) j) v .(3 v ).2.4.-4 ) e c = (m+1.4).w ) 2) Dados os pontos A(2. → × v ).w ). v = (1. 2 . → → → g) k) u xv .3) e B(1. -1) e w = (1. 3.( u × v ) → → → →  →  CB×  BC − 2 CA  . v = (1/2. → d) ( u + v ). 1 1 = (x. calcular : → a) < w . u e v (d) O volume do paralelepípedo formado por w. x) = 3 7) A partir do produto interno.Calcular o valor de a para que a área do paralelogramo determinado por u e v seja igual a 2 6 . l) v ×( u . Aplicando estes conceitos. a área de paralelogramo e triângulos e.v=v.1. 0). w ( u × v ).2. -1. u = (2. calcular o módulo de vetor.5) e v = (-1. v 2 =6 i +m y -2 k e v3 =4 i +k. 7.-1 ) e v = ( a.5) Encontre o módulo dos vetores u = (2. 1. → v = (∝. x.3). -2.3).0.3).( u . 8) Verifique se os vetores u = (-1. Encontre: 5) Sejam u = ( 2.1).-1.2). 7.Demonstre a propriedade de produto interno (ou escalar) definida em: (i) u. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. 9) Encontre o versor w.2) Calcular a área do triângulo cujos vértices são os pontos A=(1. 10)Determinar ∝ para que o vetor −1 1 .5).1. 2) . v 2 e v3 seja igual a 10 para: v1 =2 i .1.-3. a) < u. (e) <u.1).v> (f) ux(v-w) (g) u(vxw) (h) O volume do paralelepípedo formado por u. o volume de paralelepípedo. c) ( 2 u ).2.2.4) Os vetores a = (2.-4. 1 ).Álgebra Linear – Vetores em Rn 118 Agora.4) e C=(-1. -1) determinam um paralelepípedo de volume 42.2. encontre: (a) O produto interno entre v e w (b) vx(u-w) (c) O produto misto entre w. . dos vetores: (a) u = (1. definidos por u= (1.3).3. ( u .u (ii) u(v+w)=u.v ) h) ( u → w×v. -1. v >.w 6) Determine o valor de x de modo que (x.   u ( w x v ). ∝. v = ( 1. ttentte você!! Resolva as atividades Agora en e você Lista 4 de Atividades → → → → → → → → → → → → → → → → → → → → 1) Dados os vetores: → → → u = ( 2.v +u. w> c) v.m) é 7.-1. -1). B=(2.1. v = ( 1. m. v e w. 2) e w = ( 3.Elisa Netto Zanette.-2. Calcular m.1) e w = (2. 2.2. determinar o vetor 3) Considere os vetores do espaço.-1. vetores de R4.

podemos obter o ângulo entre dois vetores genéricos u e v.(c) w =  0. 3 10 u. 5(a) 14 + 3.w (j) ux(w-v) (k) O produto misto entre v.a . j) 1.12.0).45 e 10 =3.-1) (d) O volume do paralelepípedo formado por w.-12) ou 12i-8j-8k.Álgebra Linear – Vetores em Rn 119 (i) u.1) a=-2 ou a = -4. d) 4.0.v = |u| |v| cos α onde α é o ângulo formado pelas semi-retas que contém u e v tal que 0 ≤ v ≤ 180º.     2 6 14 14 14  5 5   (a) <v. u e w. f) -2i-2j+k. 2 u = 3 5 e v = 26 . não-nulos. (l) O volume do paralelepípedo formado por v.v=4=v. i) -1.1 Ângulo de dois vetores: O produto escalar entre os vetores u e v pode ser escrito na forma u. l) i+j ou (1.    14 14 14   2 1   1 3 2   . 21/2 (b) 2+ 3. . v e w em m2 (desconsidere as bordas para colar as laterais e bases do objeto). 21/2 (c)0.7. (m) A área do paralelogramo formado por u e v é S= (n) A área do paralelogramo formado por v e w é S=3 (o) A área do paralelogramo formado por u e w é S= 2( 17 m2 6 m2 10 m2 (p) A quantidade de papelão gasto para construir um paralelepípedo formado pelos vetores u. (j) ux(w-v) = -2i+7j-4k ou (-2.Elisa Netto Zanette.v α . . 9) Os versores procurados são: (a) w =  . v = 2 e w = 2 5 . 11) m = -3 ou m = 9.16 7 Ângulos e Vetores: Paralelismo e Ortogonalidade 7. 2) (12. h) 3. MSc.v . Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. → Após encontrar o valor do cos → Ou: O ângulo de dois vetores OB e tal que 0 ≤ α ≤ π .26m2 considerando 17 =4. c) 18. (m) A área do paralelogramo formado por u e v (em m2) (n) A área do paralelogramo formado por v e w (o) A área do paralelogramo formado por u e w (p) A quantidade de papelão gasto para construir um paralelepípedo formado pelos vetores u.4) (h) O volume do paralelepípedo formado por u.-1).v+u. g) i+j-k.-8.w> = 12 (c) w(uxv) = 7 (e) <u. A partir desta definição de produto escalar. 3) (i) provar que u. u e v não nulos é o ângulo α formado pelas semi-retas AO e Demonstração: Sejam os vetores u e v abaixo e α o ângulo entre eles Profª(s) MSc. k) -1. u e v é 7m3. 6) x = 3/5.u.Ledina Lentz Pereira . v e w não são unitários pois tem módulo diferente  1 2 3  .3) m=-2 ou m = -12. 7. 13)  . u e w é 7m3. . 7. 4) x = 7/3. (ii) provar que u(v+w)=7=u. u = 10 . e) 2i+2j-k ou (2.-4) (l) O volume do paralelepípedo formado por v. encontramos o ângulo α na tabela de cossenos.5) de 1 unidade ou seja.-7.1. v e w em m2 é de 17 +3 6 + 10 ) m2= 29.2. 10) ∝ = ± 2 . Respostas: 1a) -3. 12) ∝ = ± 23 . 7. 7.4) m=2 ou m=-8/3. para os vetores u ≠ 0 e v ≠ 0. b) 6.w. 8) Os vetores u. fazendo cos α α= u. (f) ux(v-w) = 2i-7j+4k = (2. u .w = 12 (k) v(uxw) = -7 (b) vx(u-w)= -4i – k ou (-4.2) S= 7. (b) w =  − .v> = 13 (g) u(vxw) = 7 (i) u. v e w é 7m3. 6 =2. u e w.

v = − 2u v uv α= u.v = u . u e v são ortogonais e → u ⊥ v. Lembrando que u − v 2 = u 2 + v 2 − 2 u v 2 2 2 →→ Então comparando as duas equações temos: u + v − 2uv = u + v − 2 u v cos α 2 2 2 2 − 2uv = -2 u v cos α ⇔ -2 u v cos α = − 2uv ⇔ cos α = Portanto.Álgebra Linear – Vetores em Rn 120 α α Aplicando a lei dos cossenos ao triângulo ABC tem: u − v = u + v − 2 u . (c) Se α = indica-se: → α=0 π 2 → → → . cos − 2uv u.(0. → (f) O ângulo formado pelos vetores → → → u π-α e (. → → → → (e) Se u é ortogonal a v e m é um número real qualquer.-2) (-2) 2 + (−2) 2 . MSc. -2) então o ângulo ß entre os vetores u e v é de 45°. v .v uv PROPOSIÇÕES (a) Se α = π.Elisa Netto Zanette. → → 2 → 2 → 2 Neste caso o OBC permite escrever: (teorema de Pitágoras) u+ v = u + v (d) O vetor nulo é considerado ortogonal a qualquer vetor.Ledina Lentz Pereira .v (-2. (0) 2 + (−2) 2 Profª(s) MSc. Verificando: cos ß = u. cos α . u e v têm a mesma direção e sentidos contrários. → → → α=π (b) Se α = 0. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.-2).-2) e v = (0. u e v têm a mesma direção e mesmo sentido. u é ortogonal a m v . Exemplo 1: Se u = (-2.v ) é o suplemento do ângulo de α u e v.

m = -4 Exemplo 4: Determinar os ângulos internos do triangulo ABC.Ledina Lentz Pereira .1. Resolução: Calcular cos → ( ) ( ) ⇒ 6 m 2 + 4m + 6 = 2(2 − 1 − m − 2 ) ( ) −8± 0 −8 = = −4 2 2 A ¬ ..9449 5 C = cos C = ⇒ = .-2 ) é um triangulo retângulo.-2) e B (4. m + 2) 6 m + 4m + 6 2 6 m 2 + 4m + 6 =[2(-1-m)] 2 ⇒ 6m² +24m + 36 = (-2 – 2m)² ⇒ 6m ² +24m + 36= 4 + 8m + 4m² ⇒ m²+8m+16=0⇒ ∆=(8)2-4.2 ) − (3. B (2. θ = 60° θ = cos 60 ° = cos u.1.−1) BC = C − B = (1. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.1.−3.3) ⇒ (− 2.2 ) − (2.1 ) .1.−1)(1.3.m).−1.3 θ= 2 → θ = 450 2 → → Exemplo 3: Sabendo que o vetor = (2.Álgebra Linear – Vetores em Rn 121 cos ß = cos ß = 0+4 8.2) = − 1 + 2 + 8 = 3 2 . Resolução: → v AB AB = B – A ____ ( 4. C = arccos = 190 0 AC .1.-1.: Quando o produto escalar de dois vetores for igual a zero ele é retângulo.vv → u = 9 2 1 + 1 + 16 = 18 = 3 2 → v = 1 + 4 + 4 = 9 = 3 9 9 2 = 1 2 = 2 2 . 2 28 ± 19.v 2 1 2 (2.m ) – (3.1.2.2. encontramos os Exemplo 5: Provar que o triangulo de vértices A ( 2.0.Elisa Netto Zanette.10 ^ ^ De forma similar.v 1 → = u .4)(− 1. Profª(s) MSc. MSc.3.2 ) − (3.2 ) ⇒ (− 1. AB e BC.0.-2 ) ( 1. Obs. BC 2+3+0 5 ≅ 0..2) u θ = u .0.−1.16=0⇒m= Portanto. sendo A(3.-3. BC 28 14 .0. cos B ¬ e cos C ¬ AB = B − A = (2.2.m+2) AB = 1 + 1 + m 2 + 4m + 4 = m 2 + 4m + 6 v = 4 +1+1 = 6 .1. 2) e seus lados são respectivamente AC. 2) e C ( 1.1. 4 = 4 32 = 4 4 2 = 1 2 = 2 2 2 então ß = 45o 2 → → Exemplo 2: Calcular o ângulo entre os vetores Resolução: cos cos cos u = (1.3) ⇒ (− 1. B ( 2. -1. 0. calcular m..−3.4) e v = (-1.-1 ) e C ( 2.−1.-1) forma um ângulo de 60° com o vetor determinado pelos pontos A (3.2. θ = (1.3). Portanto.1.0 ) → → → → AB = 1 + 4 + 1 = 6 AC = 4 + 9 + 1 = 14 BC = 1 + 1 = 2 → → → ^ AC .−1) AC = C − A = (1.

γ que v forma com os vetores i .y) nomeado de F sendo F o vetor força e α o ângulo entre F e o eixo x.−2.o.−2.0.a. vamos trocar o vetor Fy de posição para formarmos um triângulo retângulo.1 ) } → → → β são ortogonais entre si.−3) BC = C − B ⇒ (0. MSc. y = i .+6 = 8 ≠ 0 AB .2 Decomposição de um vetor v = P(x.−2 )(0.) do ângulo e F é a hipotenusa. β .−2 )(0.Ledina Lentz Pereira . → → → → → Ângulos diretores de respectivamente. → → → → A decomposição de vetores é usada para facilitar o cálculo do vetor resultante.−1) = 0 − 2 + 2 = 0 Logo o triangulo ABC é retângulo.3 Ângulos Diretores e Cossenos Diretores de um Vetor S eja o vetor v = xi + yj + zk .−2. k = y .1.−3) = 0 + 2. → → i . • (c) Agora.Álgebra Linear – Vetores em Rn 122 Resolução: AB = B − A ⇒ (0.o. e cos α = hip hip Neste caso: Fx é o cateto adjacente (c. (b) e (c). • (b) Vamos decompor o vetor F em outros dois vetores Fx e Fy. • (a) Consideremos o vetor v = P(x.−1. Fy ⇒ Fy = F senα α F Fx cos α = ⇒ Fx = F cosα α F 7.−2 ) AC = C − A ⇒ (0. BC ⇒ (0. k → → → → K → Observação: os vetores da base canônica → → → α v { i = ( 1.0 ).Elisa Netto Zanette.1.1.y) → → → AB . Observe a seqüência de ações nas figuras (a).0. j . y = (0. (a) (b) (c) α α α α Fx = vetor força no eixo x Fy = vetor força no eixo y F = vetor força α = ângulo entre F e o eixo x Note que. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.0). para determinar o valor de Fx e Fy basta resolvermos o triângulo retângulo Lembrando da trigonometria: senα = α Portanto: senα = c. Fy é o cateto oposto (c.) do ângulo.a.−1) 7. AC ⇒ (0.k = 0 e são unitários Profª(s) MSc.−1. k = ( 0. c. → v são os ângulos α .

= n = k . v2. 1 ) então: → → z y (x. z )(1.3 ) 6 6 = = cos α = α = 310 cos α = → 7   7 v    −2 cos β = = cos β = −0. → de v são os cossenos de seus ângulos diretores isto é. 0. un ) e v = (v1. cos γ = e cos β = → cos α = → = v → v x2 + y2 + z2 v .. 0 ) . k real. .-3 ) e B ( 3.. a sua correspondente é ortogonal (exemplo acima).2. AB = B – A = ( 1.Ledina Lentz Pereira . . Profª(s) MSc.286 β = 107 0 7 3 cos γ = = 0. MSc. Calcular os cossenos diretores e os ângulos → diretores do vetor → AB ..-1. cos β .i v → Exemplo 1: Calcular os cossenos diretores e os ângulos diretores do vetor v = ( 6. Note que u // v // w.. 1. utilizamos a fórmula do ângulo entre dois vetores. 0 ) e k = ( 0.428 γ = 65 0 7 x Exemplo 2: Dados os pontos A ( 2. → → → Demonstração: seja v = ( x.Álgebra Linear – Vetores em Rn → → 123 → ∂ → j i =1= y =1= k =1 → I → Cossenos diretores cos α .Elisa Netto Zanette. 0.-3 ). vn) são paralelos (ou colineares) indica-se u//v quando suas coordenadas são proporcionais ou seja: u ⁄ ⁄ v se u1 u2 u = = .0 ) 1 2 cos α = = α = 45 0 2 2 −1 − 2 cos β = = β = 135 0 2 2 0 cos γ = = 0 = cos γ = 0 γ = 90 0 2 Observação Importante: Sempre que um vetor tem nula uma de suas componentes.1.i ..-2.. y = ( 0.428 = cos γ = 0. cos γ .4 Paralelismo de dois vetores D ois vetores u = (u1. y. z ) .0. u2. v1 v2 vn Os vetores paralelos têm a mesma direção. independe do sentido.. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.0) = x v. y. Para o cálculo dos cossenos diretores.. i = ( 1. 7.

Quando não é situado a partir da origem. Resolução: Por definição.3. P. Solução: → → O ponto médio M é tal que AM = MB ou M – A = B – M. Q.−1 − z ) = (1.3. R e S sejam vértices de um paralelogramo.1.y1) e B(x2.−1 − z ) PQ = Q − P = (2.Elisa Netto Zanette. vem então: (x – x1. u ⁄ ⁄ v se u//v = 2 3 −7 u1 u2 u = = . m +1 3 SR = R − S = (2.-6.−2) 2 − x =1⇒ x =1 1− y = 1⇒ y = 0 − 1 − z = −2 ⇒ z = 1 S = (1. y. z3) pode ter a sua origem em qualquer ponto.−2) SR = PQ ⇒ (2 − x.2n − 1) = = 2m + 2 = 12 ⇒ 2m = 10 ⇒ m = 5 m + 1 3 2n − 1 2 Resolução: = = ⇒ 4 4 2 1 3 5 2 = 2n − 1 ⇒ 4n − 2 = 3 ⇒ 4n = 5 ⇒ n = 4 Exemplo 3: Dados os pontos P(1.. Fazendo u//v = = = obtemos v1 v2 vn − 4 − 6 14 1 . situamos o ponto de origem.2.1 − y.y2 – y) e dai temos x – x1 = x2 – x e y – y1 = y2 – y. m +1 3 1 = = 4 2 2n − 1 ou 2(m + 1) = 12  3(2n − 1) = 2 ⇒ 2m + 2 = 12  6n − 3 = 2 A solução do sistema permite dizer que m = 5 e n = 5/6 • • Lembre-se que: Um vetor v = (x1. z ) ⇒ (2 − x. = n = k. ao contrário do ponto.4).1) e V = (4.y).1.2.2. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.1 − y.Álgebra Linear – Vetores em Rn 124 Exemplo 1: Considere u = (2.0.1. Solução: A condição de paralelismo de dois vetores permite escrever: U = (m +1. 2 Exemplo 2: Determinar os valores de m e n para que sejam paralelos os vetores U = (m + 1. Assim.2n – 1).Ledina Lentz Pereira .−1) − ( x.0). Ponto Médio de um segmento: É possível determinar as expressões das coordenadas do ponto médio do segmento de reta de extremidades A(x1.3.1.2) e R(2.y2).-1).-7). o vetor é livre.0. Normalmente.2. Sendo M(x.14).2) − (1. u e v são vetores paralelos.1) Exemplo 4: Determinar os valores de m e n para que sejam paralelos os vetores 3. Q(2.y – y1) = (x2 – x. Note que as componentes são proporcionais porque a razão entre elas é k = 2 1 . Verifique se são vetores paralelos. determinar as coordenadas de um ponto S tal que. y2. Resolução: Basta usar uma igualdade para achar as coordenadas de S. na origem do sistema (0.1) e V = (4. ele não tem posição fixa.4) ⇒ (1. por tanto: 2x = x2 + x1 e 2y = y2 + y1 Profª(s) MSc.3. v = (-4.. MSc.

1).4). -1. 3.Álgebra Linear – Vetores em Rn 125 Logo: x = x 2 + x1 x1 + x 2 y + y1 y1 + y 2 = = e y= 2 2 2 2 2 7.v −2 + 2 Ou cos λ = = 0 → cos λ= → cos λ= → cos λ=0.2.4 + 2.2) e v = (-2. v = (3.v 5. 6. . 8) e v=(3. (x2. geometricamente. então u . 2.2) . . x2 + 2 y1 . Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. 1.3). vn) são ortogonais (ou perpendiculares). 4. Determine: (a) Os vetores são paralelos (verifique dois a dois)? Justifique. -9) e w = (0.v =0 u . 2) sejam ortogonais? Profª(s) MSc. -6. ângulo reto. 2 . Verifique quais vetores são ortogonais dois a dois e justifique. un ) e v = (v1. dois a dois. 2k... 0. cos ß= cos 90° = 0. pela fórmula do cálculo de ângulos de vetores. (-6. os vetores ortogonais formam entre si.v Exemplo 1: Considere u = (2. Podemos afirmar também que cos λ = u.v= -2+2=0. que o produto interno usual entre eles é zero ou seja. v = ( 1.. eles são ortogonais no espaço vetorial V = R2 em relação ao produto interno não usual definido em: (x1. (1. Exemplo 2: Verifique se os vetores u = (-3. 3). Neste caso. 2) e w = ( 3. o que implica. Verifique se os vetores. -1).w= (2. 1.. y2) = x1 . v = 0 Indica-se u ⊥ v. 2) e v = (4.2). -1. Resolução: u. -15.v= (-3.1) u. Logo u e v são ortogonais.v= (2.4) = 18 + 8 = 26 ≠ 0 logo v e w não são ortogonais Projete-os no plano cartesiano e verifique se. MSc. 5.2) = -6 + 6 = 0 logo u e v são ortogonais. v = (-3. u2. quando o ângulo ß por eles formado é de 90° (ângulo reto). v2. 5 25 λ=90º. 2 . (-3.3). Agora. ttentte você!! Resolva as atividades Agora en e você Lista 5 de Atividades 1) Sejam u = ( 2..w= (-3.Ledina Lentz Pereira . vetores de R4. de modo que u=(2k. 2) Considere os vetores u = (-1.5 Ortogonalidade de dois vetores D ois vetores u = (u1. (-6.Elisa Netto Zanette. 0. 3) Existem valores para k. (4.2) e w = (-6. u .. Se cos λ=0. y1) . Resolução: u. são ortogonais no espaço vetorial V = R2 em relação ao produto interno usual. vetores de R4. (b) Os vetores são ortogonais (verifique dois a dois)? Justifique.3 = -12 + 12 = 0 logo u e v são ortogonais.1).2).3) = -3. 0).4) = -12 + 12 = 0 logo u e w são ortogonais v. 1.3).(−2.. 3. u. Exemplo 3: Verifique se os vetores u = (1.3). portanto os vetores são perpendiculares ou ortogonais. são ortogonais. y2 . Resolução: u.

15) A partir dos vetores u = (2.3) e w = (1. 9) Determinar o vetor v sabendo que (3..-2). 2b) os vetores u e w.7/2).b. 16) Dados os pontos A(-1.3). 16) D = (0. e v = (-5.5.0.m) é 7. cos β = − 2 13 então α = 13 14 3 14 3 13 então β = ..6). sabendo U = (3. 10) Encontrar os números a1 e a2 tais que w = a1v1 + a2v2.0.14).3.7).1.2. B(1.3) são vértices de um paralelogramo.4) e w = (-4. calcular 4) Dados os vetores U = (3.-2). 7) Determinar a e b de modo que os vetores u = (4.-1.5) e C(3.4) é unitário.-2..-3. 14) Verifique se o vetor u = (1. 2) u e v são paralelos pois u/v=k=-1/3. B(1. B(3..-4. B(3. 14 Atividade Complementar 1) Determinar a extremidade do segmento que representa o vetor que sua origem é o ponto A(-1.. determinar D tal que 7) Dados os pontos A(2.5) e D(2.(2 W - 3) Dados os pontos A(-1.. B(2. → → → → → → V ) + 1/3 W = 2 U .-1) b) A(2.1..2). u e w não são paralelos pois não se define k para -1/0. determinar o ponto P tal que 8) Dados os pontos A(-1.-5).3). Profª(s) MSc.0.3). cos λ= 14 14 13 2 14 então λ =. v = (-1.-1). determinar K1 e K2 tal que v = DC = BA . sendo v1 = (1.-1) e V = (-1.-1. B(5.0).. AP = PB .1) e B(4.4) 12) Calcular a e b de modo que sejam colineares os pontos A(3. u e v são ortogonais para k = -8/9. v2 = (2. verificar se existem números a e b tais que U = a V e = 5) Dados os vetores u = (2.2..a.3 U ) OA− AB . determinar D(x.2. determinar o ponto P tal que AP = 3 AB .3) e B(4.1) e C(a.10. 3). 6) Encontre os ângulos diretores do vetor u = (1..1) e C(-2. 7) u e v são paralelos para a=3/2 e b=-9/2.3) e B(1.. OC − BC e 3BA− 4CB .0).. v e w não são paralelos pois não se define k=3/0.1).b) sejam paralelos.-1)..1) encontre os vetores u´.y) de modo que CD = 1 AB 2 17) Sabendo que a distância entre os pontos A(-1.17)m=-3 ou m = 9. C(2.v. 2) Dados os vetores a) 4( U - V = (2.2).W b) 3 W ...4).. cos β = então β = . 13) Mostrar que os pontos A(4.4) .7.0).-4) e V = (-9/4.-2).1.Elisa Netto Zanette.1.1). calcular m.1) + 2v = (6.3). determinar o ângulo formado → → → a) u e-v → → c)- u e .. → → → → → → 6) Dados os pontos A(-1.0) e C(1.. MSc.v → b) .-1). w´ que sejam unitários.3) e C(-2. V = bU.-4) K1u + K2v. v e w são ortogonais pois seu produto interno é nulo e os vetores u e v não são ortogonais pois seu produto é -127.1.1).u e v d)2 u e 3 v 5) Encontre os ângulos diretores e cosseno diretor do vetor u = (-2.Ledina Lentz Pereira .Álgebra Linear – Vetores em Rn → → 126 4) Sabendo que o ângulo entre os vetores pelos vetores: → → u e v é de 600. B(2.5.1.-3) e v = (6.5.2).3). 3) Sim. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.. Respostas: 1) (1.-2.-7. 5) cos α = . v´. determinar o vetor W tal que: W ) = 2(4 W . 6) cos α = então α = .1) e v = (-12. C(3. w = 0. 11) Verificar se são colineares os pontos: a) A(-1. 4) a) 120º b) 120º c) 60º d) 60º . Respostas: 1) v e w são ortogonais pois v .

504 p. Papirus. LEWIS. 518 p. 1999. WINTERLE.ed Rio de janeiro: LTC. São Paulo. Matrizes e Sistemas de Equações Lineares. Álgebra Linear. Donald J. 1999. 1987. 1997. 2007. Alfredo. STEINBRUCH. Álgebra linear e geometria analítica. McGraw-Hill. 4. LAY.Álgebra Linear – Vetores em Rn 127 Bibliografia KAPLAN. David C. 1975.ed Rio de Janeiro: LTC. 2000. SP: Makron Books. Álgebra linear com aplicações.Elisa Netto Zanette. Alfredo. STEINBRUCH. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. Rio de Janeiro: Makron Books. 390 p. Profª(s) MSc. Florianópolis: Ed.Ledina Lentz Pereira . Wilfred. da UFSC. Joaquim. Cálculo e Álgebra Linear. LINS. RJ: LTC. Perspectivas em Aritmética e Álgebra para o século XXI. Nilo. KUHLJAMP. Vetores e Geometria Analítica. LEON. WINTERLE. Paulo. São Paulo: Ed. MSc. 581 p. Steven J. 1975. Paulo. 2. Romulo Campos e GIMENEZ. Álgebra linear e suas aplicações.

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