Álgebra Linear – Vetores em R

n
81
Profª(s) MSc.Elisa Netto Zanette, MSc. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.Ledina Lentz Pereira
UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE
ÁLGEBRA LINEAR

C
CCA
AAP
PPÍ
ÍÍT
TTU
UUL
LLO
OO I
III
II
V VE ET TO OR RE ES S E EM M R R
N N

esta unidade, vamos abordar a álgebra dos vetores no enfoque algébrico e
geométrico. Como afirma Winterle
1
(2000), a grande vantagem da abordagem
geométrica é possibilitar a visualização dos conceitos, o que favorece seu entendimento.
Essencialmente, toda a geometria pode ser desenvolvida em linguagem algébrica. Como
afirmam Kaplan
2
e Lewis (1975, p.57) “em vez de combinar pontos e retas na maneira
geométrica usual, nós realizamos operações algébricas em certos objetos denominados
vetores”. As leis algébricas que os orientam são similares às aplicadas aos números. Por
exemplo, se u e v são vetores então u+v = v+u. De forma similar, os teoremas da
geometria, tornam-se teoremas da álgebra dos vetores com ênfase nas equações, identidades
e desigualdades ao invés de ênfase nos conceitos geométricos como congruência, semelhança
e interseção de linhas.
Os temas abordados neste capítulo são:

1 Introdução: Retas e Segmentos Orientados ................................................................. 82
2 Vetores: Definições................................................................................................... 84
2.1 Grandezas Escalares e Vetoriais ........................................................................... 84
2.2 Proposições: Vetores opostos, nulos, iguais, colineares e livres ................................ 86
Lista 1 de Atividades ............................................................................................. 88
3 Vetores no Plano e Vetores no Espaço ......................................................................... 88
3.1 Expressão analítica de um vetor no plano (R
2
)........................................................ 88
3.2 Vetor Definido por Dois Pontos: Vetor Livre............................................................ 89
3.3 Expressão analítica de um vetor no espaço (R
3
) ..................................................... 90
Lista 2 de Atividades ............................................................................................. 93
4 Operações com Vetores ............................................................................................. 93
4.1 Adição e Subtração de Vetores ............................................................................. 93
4.2 Multiplicação de escalar por um vetor.................................................................... 94
4.3 Análise Geométrica da Adição de Vetores e Multiplicação por Escalar ........................ 95
4.4 Aplicações de Adição de Vetores e Multiplicação por Escalar ....................................101
4.4.1: Combinação Linear de vetores .....................................................................101
4.4.2: Dependência e Independência Linear de Vetores ............................................102
4.4.3: Bases do Plano de do Espaço .......................................................................103
Lista 3 de Atividades ............................................................................................104
5 Produto Interno (ou Produto Escalar), Vetorial e Misto..................................................106
5.1 Produto Interno (ou escalar) ...............................................................................106
5.2 Produto Vetorial ................................................................................................107
5.2.1 Propriedades...............................................................................................108
5.3 Produto Misto....................................................................................................108
5.3.1 Propriedades...............................................................................................109
5.4 Aplicações de Produto de Vetores: Interpretação Geométrica ..................................110
5.4.1 Produto Vetorial e Área de Paralelogramo.......................................................110
5.4.2 Produto Misto e Volume do Paralelepípedo......................................................111
5.4.3 Produto Misto e Vetores Coplanares ...............................................................112
6 Módulo ou Norma de um Vetor ..................................................................................113
6.1 Definição de módulo do vetor:.............................................................................113
6.2 Proposições: .....................................................................................................114

1
WINTERLE, Paulo. Vetores e Geometria Analítica. SP: Makron Books, 2000.
2
KAPLAN, Wilfred; LEWIS, Donald J. Cálculo e Álgebra Linear. RJ: LTC, 1975.

N
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6.3 Vetor Unitário e Versor de um Vetor: ...................................................................115
6.4 Módulo de Vetor Livre ........................................................................................116
Lista 4 de Atividades ............................................................................................118
7 Ângulos e Vetores: Paralelismo e Ortogonalidade.........................................................119
7.1 Ângulo de dois vetores:......................................................................................119
7.2 Decomposição de um vetor v = P(x,y) .................................................................122
7.3 Ângulos Diretores e Cossenos Diretores de um Vetor .............................................122
7.4 Paralelismo de dois vetores.................................................................................123
7.5 Ortogonalidade de dois vetores ...........................................................................125
Lista 5 de Atividades ............................................................................................125
Atividade Complementar.......................................................................................126
Bibliografia ................................................................................................................127
1 Introdução: Retas e Segmentos Orientados
ara compreender o conceito de vetores vamos rever alguns conceitos básicos de reta
orientada e segmentos:

1.1 Reta Orientada: Eixo

Uma reta r é orientada quando fixa nela um sentido de percurso, considerado positivo e
indicado por uma seta.
r




O sentido oposto é negativo. Uma reta orientada é denominada de eixo.

1.2 Segmento Orientado

Um segmento orientado é determinado por um par ordenado de pontos. O primeiro é
chamado origem do segmento, o segundo chamado extremidade. O segmento orientado
de origem A e extremidade B é representado por AB e, é geometricamente, indicado
por uma seta que caracteriza visualmente o sentido do segmento.


1.3 Medida de um Segmento

Fixada uma unidade de comprimento, cada segmento orientado pode-se associar um
número real, não negativo, que é a medida do segmento em relação aquela unidade. A
medida do segmento orientado é o seu comprimento ou seu módulo. O comprimento do
segmento AB é indicado por AB .
Assim, o comprimento do segmento AB representado na figura abaixo é de 5 unidades de
comprimento (u.c.):
AB = 5 u.c.

Observe que: Os segmentos podem ser também, nulos ou opostos:

• Segmento Nulo: Quando a extremidade do segmento coincide com a origem. Os
segmentos nulos têm comprimento igual a zero.

P
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• Segmentos Opostos: Se AB é um segmento orientado, o segmento orientado BA é
oposto de AB. Note que, a medida dos segmentos opostos é a mesma, AB = BA.


1.4 Direção e Sentido do segmento orientado

Dois segmentos orientados não nulos AB e CD têm a mesma direção se, as retas
suportes desses segmentos, são paralelas ou coincidentes.

Retas paralelas: segmentos com mesma
direção e sentido
Retas paralelas: segmentos com mesma
direção e sentido contrário



Retas coincidentes: segmentos com mesma
direção e sentido
Retas coincidentes: segmentos com mesma
direção e sentido contrário

Observações:

• Podemos comparar os sentidos de dois segmentos orientados somente quando
eles têm mesma direção.
• Dois segmentos orientados opostos têm sentidos contrários.

1.5 Segmentos Eqüipolentes

Dois segmentos orientados AB e CD são eqüipolentes quando têm a mesma direção, o
mesmo sentido e o mesmo comprimento.

Se os segmentos orientados AB e CD não pertencem à mesma reta. Para que AB seja
eqüipolente a CD é necessário que AB//CD (// significa paralelos) e AC//BD, isto é,
ABCD deve ser um paralelogramo.




Observações:
• Dois segmentos nulos são sempre eqüipolentes.
• A eqüipolência dos segmentos AB e CD é representada por AB ~ CD.

Propriedades da Eqüipolência
(1) AB ~ AB (reflexiva).
(2) Se AB ~ CD, CD ~ AB (simétrica).
(3) Se AB ~ CD e CD ~ EF, AB ~ EF (transitiva).
(4) Dado o segmento orientado AB e um ponto C, existe um único ponto D tal que
AB~CD.



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Fig.1
2 Vetores: Definições

2.1 Grandezas Escalares e Vetoriais

xistem dois tipos de grandezas: as escalares e as vetoriais.
As grandezas escalares são determinadas por um valor (número) e uma unidade.
Exemplo: comprimento, área, volume, etc. Quando afirmamos que a altura de um
quadro é de 1,5 m ou que o volume da caixa é de 20 dm
3
estamos determinando a grandeza
escalar. Em várias aplicações físicas, por exemplo, existem determinadas grandezas, como
temperatura e pressão, que possuem somente “magnitude” e podem ser representadas por
números reais (grandezas escalares).
Entretanto, existem outras grandezas, como força, velocidade, aceleração, deslocamento
e impulso que, para serem completamente identificadas, precisam, além da “magnitude”
(módulo), da “direção” e do “sentido”. Estes são exemplos grandezas vetoriais ou vetores.

Definição 1: Vetores são grandezas que, para serem identificadas, precisam da
magnitude, da direção e do sentido.
Assim, um vetor tem três características: módulo (ou magnitude), direção e sentido.
• A direção é dada pela reta que contém o segmento.
• O sentido é dado pelo sentido do movimento do segmento.
• A magnitude (ou módulo) é o comprimento do segmento. Indicamos por duas
barras verticais: |v| (Lê-se: módulo de v)

A representação geométrica de um vetor é um segmento orientado de reta: AB, CD, ...


Definição 2: Vetor é um conjunto de todos os segmentos orientados
eqüipolentes
3
a um segmento AB ou seja, com mesma direção, comprimento e
sentido.

Note que neste conceito, desconsideramos a idéia de grandezas
vetoriais e o vetor é compreendido a partir de um segmento
orientado
4
. Onde, dois ou mais segmentos orientados de mesmo
comprimento, mesma direção (são paralelos ou colineares) e mesmo
sentido são representantes de um mesmo vetor v. (Fig.1)

Na Figura 2, os vetores u e v são iguais (eqüipolentes) e
representam um mesmo vetor. Idem para os vetores x e w. O mesmo
não ocorre com os vetores s, t e m, n. Todos têm o mesmo comprimento,
mas não tem a mesma direção e sentido.

3
Equivalentes.
4
Um segmento está orientado quando nele se escolhe um sentido de percurso, considerado positivo.
E
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Fig.2
Note que:
• Os vetores u e v têm a mesma direção e o mesmo sentido.
• Os vetores w e x têm a mesma direção e o mesmo sentido.
• Os vetores s e t têm a mesma direção e sentidos contrários.
• Os vetores m e n têm diferente direção.
Observe que, vetores paralelos têm a mesma direção e que cada direção pode ser associada a
dois sentidos: sentidos iguais ou sentidos contrários.

Definição 3: Um vetor é um conjunto de números que pode ser escrito como v = (v
1
,
v
2
,..., v
n
). O vetor v é um vetor de dimensão n, ou seja, têm n elementos (escalares).

Esta lista ordenada de n escalares pode ser representada na forma de linha
v = (v
1
, v
2
, v
3
,.... v
n
) ou em forma de coluna (matriz):
v =
(
(
(
(
¸
(

¸

n
v
v
v
...
2
1

O termo escalar é usado com o significado de um número real. Os escalares v
1
, v
2
,
v
3
,..., v
n
são chamados de coordenadas ou componentes do vetor v.
Vetores são geralmente representados por letras minúsculas em negrito (v), e seus
elementos são geralmente representados em letras minúsculas com um subscrito (v
i
). A
letra usada para os elementos é normalmente a mesma letra utilizada para o vetor. O
subscrito representa o índice do elemento do vetor. Por exemplo, v
2
é o segundo
elemento do vetor. A notação v
i
indica o i-ésimo elemento do vetor.

Note que: Podemos representar um vetor de duas formas:
(1) Geometricamente: vetor é um segmento de reta orientada.



(2) Algebricamente: vetor é um par ordenado (plano) ou uma terna ordenada
(espaço tridimensional) ou ainda uma n-úpla ordenada (espaço n-dimensional)
de números reais.
2
2 1
) , ( IR x x v ∈ =
3
3 2 1
) , , ( IR x x x v ∈ =
4
4 3 2 1
) , , , ( IR x x x x v ∈ =
.....................................
n
n
IR x x x x x v ∈ = ) ,... , , , (
4 3 2 1


• Somente os vetores em R
2
e R
3
podem ser representados geometricamente.
• Em geral, consideramos apenas os segmentos orientados como ponto inicial na
origem (0,0) ou (0,0,0), denominados “vetores do plano” e “vetores no espaço”.
É importante notar que os vetores no plano e no espaço são determinados
exclusivamente pelo seu ponto final, pois o ponto inicial é fixo na origem.
B
A
Indica-se por v = AB
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Exemplo 1: Uma fábrica produz 4 tipos diferentes de artigos. Numa semana são vendidas 300
unidades do artigo A, 400 unidades do artigo B, 200 unidades do artigo C e 250 unidades do
artigo D. Os preços de venda por unidade de artigo são, respectivamente, R$ 25,00, R$ 32,00,
R$ 12,00 e R$ 41,00.
A quantidade total dos artigos, na ordem A, B, C e D, vendidos numa semana, pode ser
representada pelo vetor q = (300, 400, 200, 250) e, o vetor p = (25, 32, 12, 41) indica o
preço (em reais, R$) de venda por unidade de artigos, na ordem dada.

Exemplo 2: O vetor u = (2,3,4) tem dimensão 3, então dizemos que v ∈ R
3
; O vetor v =
(2,3,4,-3,5) tem dimensão 5, então dizemos que v ∈ R
5
; Os vetores w = ( 1, 3, 3 , -4) e z =
( -3, 5, -1, 0) têm quatro componentes e portanto são vetores do R
4
.

2.2 Proposições: Vetores opostos, nulos, iguais, colineares e livres

Proposição 1: Dado um vetor v= AB, o vetor BA é o
oposto de AB e indicamos por (- AB) ou (-v). Todo vetor v não nulo,
tem um vetor oposto (-v)=(-v
1
,-v
2
) com mesmo módulo e mesma
direção, porém com sentido contrário.
Exemplo: Se u=(2,-4), então –u=(-2,4)

Proposição 2: Se todas as componentes do vetor são nulas, o vetor é dito nulo
5

ou vetor zero indicado por 0 = (0,0,0,...,0).
Proposição 3: Dois ou mais segmentos orientados
representam o mesmo vetor (vetores iguais) se têm o mesmo
comprimento, mesma direção e mesmo sentido, independente de ter
ou não, origens em pontos diferentes.
Por exemplo, num paralelogramo ABCD, os segmentos orientados AB e CD determinam o
mesmo vetor v, onde v CD AB = =
O ponto A é denominado ponto inicial ou origem do vetor
v e o ponto B é denominado ponto final ou extremidade
do vetor. Idem para os pontos C e D. Assim, cada ponto
do espaço pode ser considerado como origem de um
segmento orientado que é representante do vetor v.
O vetor v é chamado vetor livre porque o segmento que o representa pode ter sua origem
colocada em qualquer ponto do plano.

Algebricamente, dois vetores são iguais (ou eqüipolentes), se todas as componentes do
vetor são iguais. Assim, u = (x
1
, y
1
) e v = (x
2
, y
2
) são iguais se, e somente se x
1
= x
2
e y
1
= y
2

e escreve-se u=v.

Exemplo 1: Os vetores u= (3,5) e v = (a, 5) são iguais se a = 3.

Exemplo 2: Determinar o valor de x e y para u=v, com u=(x+1, 4) e v=(5, 3y-8).
Resolução: Devemos fazer x+1 = 5 e 3y – 8 = 4 e obtemos x = 4 e y = 4.

5
Vetor nulo: Os segmentos nulos, por serem eqüipolentes entre si, determinam um único vetor, chamado vetor
nulo ou vetor zero, e que é indicado por 0 ou v=0 = (0,0,0,...,0). É o vetor cuja origem coincide com a
extremidade, não tem direção e sentido definidos. Segundo Winterle (2000) o vetor nulo é considerado paralelo a
qualquer vetor. Em IR
2
e IR
3
, o vetor nulo indica a origem do sistema plano e espacial, respectivamente.
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A B
C
F E
H G
D
Proposição 4: Dois vetores

u e

v com a mesma direção são chamados de
vetores colineares ou paralelos. Assim,

u e

v são colineares se tiverem representantes
AB e CD pertencentes a uma mesma reta ou em retas paralelas.


Proposição 5: Dois vetores

u e

v ou mais, são vetores coplanares se
pertencerem a um mesmo plano π.







Fig.(a):

v ,

u e

w são coplanares














Fig.(b):

v ,

u e

w são coplanares Fig.(c):

v ,

u e

w não são coplanares


Exemplo
6

Observe o paralelepípedo retângulo:
Podemos afirmar que:
(a) BF DH =
(b) FG AB, e EG são coplanares
(c) AE e BF são colineares
(d) AB é ortogonal ao plano BCG
(e) DC é paralelo ao plano HEF




WINTERLE, 2000, p.6
Importante: dois vetores

v e

u quaisquer são
sempre coplanares, pois podemos sempre tomar
um ponto no espaço e, com origem nele, imaginar os
dois representantes de

v e

u pertencendo a um
plano π que passa por esse ponto.
Três vetores poderão ser coplanares ou não (Fig c).
π
α

u

v


w

w

u

v
π
π

v

w

u
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A
AAg
ggo
oor
rra
aa,
,, t
tte
een
nnt
tte
ee v
vvo
ooc
ccê
êê!
!! Resolva as atividades
Lista 1 de Atividades
7


1. A figura abaixo é constituída de nove quadrados congruentes (do mesmo tamanho).
Verifique se as igualdades são verdadeiras. Analise e justifique.

a) AB = OF
b) AM = PH
c) BC = OP
d) BL = - MC
e) DE = - ED
f) AO = MG
g) KN = FI
h) AC // HI
i) JO // LD
j) AJ // FG
k) AB ⊥ EG
l) AM ⊥ BL
m) PE ⊥ EC
n) PN ⊥ NB
o) PN ⊥ AM
p) AC = FP


2. A partir do paralelepípedo retângulo podemos afirmar que:




a) AB = -HG
b) AB ⊥ CG
c) AF ⊥ BC
d) AC=HF
e) AG=DF
f) BG // ED

g) AB, BC e CG são coplanares.
h) AB, BG e CF são coplanares.
i) AB é ortogonal ao plano BCG
j) DC é paralelo ao plano HEF
k) AC, DB e FG são coplanares.

3) Encontre se possível os valores de x e y tais que:
a) (2,x,1,3) = (2,5,y,3) c) (1,x,-3) = (2,3)
b) (1,2x-12) = (1,-5) d) (x,x+y) = (y-2,6)

4) Determine os valores de x e y, de forma que os vetores sejam iguais.
(a) (4x-5, 7) = (2x – 4, y+
2
13
)
(b) (x
2
– 5x + 4, 2x – 2) = (0, 6)
(c) ( x , 7) = (2, 3y-5) (d) ( x , 2x+5) = (4, 5x-1)

Respostas:
1) São verdadeiros: a, b, d, e, f, h, j, k, l, n, o e p. São falsos, c, g, i, m; 2) As afirmações são verdadeiras, exceto (a),
(c), (g) e (h); 3a) x=5 e y=1; b) x = 7/2; c) Não ∃ solução pois os vetores pertencem a dimensões diferentes; d) x=2
e y=4; 4a) x = y= 0,5; b) x = 4; c) x = 4 = y; d) não existe x


3 Vetores no Plano e Vetores no Espaço


estudo dos vetores em geral é relacionado a sua representação geométrica que se
caracteriza num segmento de reta orientado como vimos até aqui. Mas, há outra forma
de representá-los. Assim, vamos estudar os segmentos orientados relacionados com os
sistemas de eixos cartesianos do plano (R
2
) e do espaço (R
3
).
3.1 Expressão analítica de um vetor no plano (R
2
)

O conjunto R
2
= R x R = {(x,y), ∀ x, y ∈ R} é interpretado
geometricamente como sendo o plano xOy do sistema cartesiano
ortogonal. É o conjunto formado por todos os vetores com duas
coordenadas reais x e y. Vetores que pertencem ao R² são conhecidos
como pares ordenados de números reais. Geometricamente, todo

7
(WINTERLE, 2000, p.6)
O
A B
C
F E
H G
D
paralelos
perpendiculares
módulo
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vetor v= AB desse plano, tem sempre um representante equivalente OP, cuja origem é a
origem do sistema cartesiano (0,0).

No estudo algébrico dos vetores, utiliza-se em geral, os vetores v=OP, ditos vetores no
plano e que são vetores definidos por um ponto extremo do segmento com origem no
ponto (0,0).

Exemplo 1: Representação no plano do vetor v e do ponto P(x,y). Todo ponto P(x,y) do
plano, está associado a um único vetor v = OP com v = (x, y)
sendo x e y as coordenadas de P e as componentes do vetor v,
também denominadas de coordenadas do vetor.

Exemplo 2: Representação no plano cartesiano do vetor v = (3,2) ∈
R
2
. Note que, v = (3, 2) ou v =
(
¸
(

¸

2
3
∈ R², são formas de
representação do vetor v.

OBS: Na Geometria Analítica analisa-se o vetor e sua representação a partir de uma base
} , { j i = {(1,0), (0,1)} onde é estabelecida a correspondência biunívoca entre vetores no plano
e os pares ordenados (x, y) de números reais.

Nestas condições, a cada vetor v do plano pode-se associar um par (x, y) de números reais
que são suas componentes na base dada, razão porque se define:

Vetor no plano é um par ordenado (x,y) de números reais e se representam por
) , ( y x v = que é a expressão analítica de v. A primeira componente x é chamada
abscissa e a segunda y, ordenada.

Exemplo 3: Podemos escrever v = (3,-5) ou v = 3i-5j. Veja outros exemplos:

) 0 , 0 ( 0
) 1 , 0 (
) 0 , 1 (
) 0 , 10 ( 10
) 3 , 0 ( 3
) 1 , 1 (
=
=
=
¦
¦
)
¦
¦
`
¹
− = → − =
= → =
− = → + − =
j
i
mente Particular
v i v
v j v
v j i v

Desta forma, o plano pode ser compreendido como um conjunto de pontos ou um conjunto de
vetores.
3.2 Vetor Definido por Dois Pontos: Vetor Livre

númeras vezes um vetor é representado por um segmento orientado que não parte da
origem do sistema. Nestes casos, temos os vetores livres.
Por exemplo, consideramos o vetor AB de origem no ponto A(x
1
, y
1
) e extremidade em
B(x
2
,y
2
). O vetor AB é um vetor livre.

Como, já se afirmou anteriormente, no estudo algébrico dos vetores, utiliza-se em geral, os
vetores definidos por um ponto que é o extremo do segmento com origem no ponto (0,0).

A partir de um vetor livre v = AB podemos encontrar o seu vetor equivalente, definido por um
ponto, que parte da origem do sistema (0,0). Para isso, fazemos:
A B AB − =
) , ( ) , (
1 1 2 2
y x y x AB − =
I
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) , (
1 2 1 2
y y x x AB − − = = v (vetor definido por um ponto)

Representação Geométrica
Vetor Livre Vetor definido por um ponto extremo com
origem em (0,0).


Exemplo 1: Para A = (-3,2) e B = (-1,4). O
segmento AB é um vetor livre.

Fazendo AB = B-A
= (-3,2)-(-1,4)
= (-3+1,2-4)
= (-1, -2) = v
O vetor v = (-1,-2) é equivalente ao vetor livre
AB e parte da origem (0,0) do sistema.


Assim, obtemos um vetor v a partir do vetor livre AB, subtraindo as coordenadas do ponto B
das coordenadas do ponto A, ou seja, v = B-A. O vetor v encontrado representa o mesmo
vetor AB. É importante lembrar que um vetor tem infinitas representações que são os
segmentos orientadores com mesmo comprimento, direção e sentido. Entretanto, dentre estas
infinitas representações, o que melhor caracteriza o vetor é aquele que
tem sua origem no ponto O (0,0) e extremidade em P(x,y).

Exemplo 2: Dados os pontos A=(0,1) e B=(1,2), determine o vetor v que
parte da origem e é equivalente ao vetor livre AB .
Resolução: v = AB = B – A = (1,2) – (0,1) = (1, 1)

3.3 Expressão analítica de um vetor no espaço (R
3
)

a Geometria Analítica analisa-se o vetor e sua representação a partir de uma base
8

} , {
→ →
j i = {(1,0), (0,1)} quando os vetores são vetores do plano e a partir de uma base
canônica representada por } , , {
→ → →
k j i = {(1,0,0), (0,1,0), (0,0,1)}quando os vetores são
vetores do espaço, onde é estabelecida a correspondência biunívoca entre vetores no espaço
com o vetor (x, y,z) de números reais.

8
Você sabia que: No plano R
2
qualquer conjunto {v1, v2} de dois vetores, não colineares, é uma base. E, todo vetor v
deste plano é combinação linear dos vetores da base, isto é, sempre existem os números a1 e a2 reais tais que v = a1
v1 + a2 v2. No espaço R
3
qualquer conjunto {v1, v2, v3} de vetores não coplanares é uma base. Assim, sempre existem
números reais a1, a2 e a3 tais que: v = a1 v1 + a2 v2 + a3 v3 onde a1, a2 e a3 são componentes de v em relação à base
considerada. Todo espaço tem infinitas bases e uma base canônica. Por exemplo, em R
3
a base canônica é {(1,0,0),
(0,1,0), (0,0,1)}.
N
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n
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Consideremos estes três vetores representados com
origem no mesmo ponto O e por este ponto três retas
como mostra a figura abaixo.
A reta com a direção do vetor i é o eixo dos x
(abscissa), a reta com direção do vetor j é o eixo do
y (ordenada) e a reta com a direção do vetor K é o
eixo dos z (das cotas: significa altura no espaço). As
setas indicam o sentido positivo de cada eixo, que são
chamados eixos coordenados.

Cada dupla de eixos determina um plano coordenado. Portanto, temos três planos
coordenados: o plano xy, xz ou yz. As figuras abaixo dão uma idéia dos planos.















Estes três planos se interceptam segundo os três eixos dividindo o espaço em oito regiões.













A cada ponto do espaço vai correspondendo uma terna (a,b,c) de números reais, chamadas
coordenadas de P. Exemplo 1: Observe a projeção do ponto P(2,4,3) no espaço.











Escrevemos v=xi+yj+zk, onde x, y, z são os componentes de v na base canônica
{i, j, k} e v = (x, y, z) é a expressão analítica de v.
Assim, se v = 2i+4j+3k indicamos v = (2, 4, 3)

y

z
0
z
x
y
0
z
x
y
V
0
A B
C
D E
F
P
Com base nesta figura, temos:
A (2,0,0) → x = 2, y = 0, z = 0
B (2,4,0) → x = 2, y = 4, z = 0
C (0,4,0) → x = 0, y = 4, z = 0
D (0,4,3) → x = 0, y = 4, z = 3
E (0,0,3) → x = 0, y = 0, z = 3
F (2,0,3) → x = 2, y = 0, z = 3
P (2,4,3) → x = 2, y = 4, z = 3
XZ
z
x
y
x
YZ

y
y
z
XY
y
x
z
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Portanto:
O conjunto R
3
= R x R x R = {(x, y, z) ∀ x, y, z ∈ R} é interpretado geometricamente como
sendo o espaço tridimensional 0xyz, onde P(x,y,z) é o ponto associado ao único vetor v =
OP = (x,y,z) e as coordenadas x, y e z, de P são as componentes de v. A Fig.(a) representa
o ponto P = (x,y,z) ∈ R
3
e a Fig. (b) representa o vetor v = (x,y,z) ∈ R
3
.


Fig.(a): Representação
geométrica do ponto P, no plano
tri-dimensional
Fig.(a): Representação
geométrica do ponto P, no plano
tri-dimensional
Fig.(b): Representação
geométrica do vetor v, no plano
tri-dimensional

Exemplo 2: Representação geometricamente o vetor v = (1,2,3) e P = (4,-2,3) .



















Exemplo 3: Representação dos vetores no espaço, sendo:
u =

A(-1,4,3), v =

B (5,-2,3) e w =

C (-3,-5,4).

















C (-3,-5,4)


A
y
z
0
- x
z
-y
B
x
- z
yz
xz
- y
xy - x
c
C
y
x
z
v = (1,2,3 ) = OP
(0,2,0)
(0,0,3)
(1,0,0)
v
0
u=

A(-1,4,3)
v=

B (5,-2,3)
0
0
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A
AAg
ggo
oor
rra
aa,
,, t
tte
een
nnt
tte
ee v
vvo
ooc
ccê
êê!
!! Resolva as atividades
Lista 2 de Atividades
9


1) Dê as coordenadas dos pontos:

(a) A = _______________
(b) B = _______________
(c) C = _______________
(d) D = _______________
(e) E = _______________
(f) F = _______________
(g) O = _______________
(h) P = _______________


2) Represente no plano e/ou no espaço tridimensional os vetores:
(a) u = -i-2j (b) w = (5, -3) (c) s = (-2, 4)
(d) v = i+2j+5k (e) t = (1, 4, 3) (f) r = (-3, 2, 5)
(g) m = (3, -2, 6) (h) n = (1, 3,-4) (i) j = -2i+3j-4k

3) Inúmeras vezes um vetor é representado por um segmento orientando AB que não parte da
origem do sistema cartesiano. Considere os segmentos orientados AB e CD com A = (-1,2) e B
= (2,-3), C = (1, 3, 5) e D = (-1, 2, -4). Assim:
(a) Encontre o vetor u, definido por um ponto, eqüipolente ao segmento orientado AB;
(b) Encontre o vetor v, definido por um ponto, eqüipolente ao segmento orientado CD;
(c) Represente geometricamente o segmento AB e o vetor u. Analise o resultado e
comente o que você observou.
Respostas parciais: (1a) A=(4,0,0); © C = (0,0,3); (e) E (4,-2,0); (g) O=(0,0,0); 3) a) u=(3,-5); b) v=(-2,-1,-9); c)
AB é equivalente ao vetor u. São eqüipolentes porque tem a mesma direção, sentido e magnitude (módulo). AB é
vetor livre e u tem origem no sistema (xOy).

4 Operações com Vetores

4.1 Adição e Subtração de Vetores

lgebricamente a adição de dois vetores se define pela adição de seus componentes
(coordenadas), um a um. Por sua vez, a diferença de dois vetores se define pela
adição do primeiro vetor pelo oposto do segundo vetor.

Observe que: Dois vetores podem ser adicionados se e somente se eles tiverem a mesma
dimensão. Para somar dois vetores, basta somar individualmente cada elemento deles. O vetor
resultante será da mesma dimensão dos vetores originais. Simbolicamente, temos que, se v =
u+ w, então vi = ui + wi, para todo i.

Assim, para os vetores u e v de R
2
com u = (x
1
,y
1
), v = (x
2
,y
2
) temos:

u + v = (x
1
+ x
2
, y
1
+ y
2
) e u + (-v) = (x
1
- x
2
, y
1
- y
2
)

Se u e v são vetores de R
n
com u = (x
1
,x
2
,x
3
, ....,x
n
), v = (y
1
,y
2
,y
3
, ....,y
n
) temos:

u + v = (x
1
+ y
1
, x
2
+ y
2
, ... , x
n
+ y
n
)

Exemplo 1: Se u = (1, 7) e v = (2, 5) então:
(a) u + v = (1+2, 7+5) = (3, 12) e
(b) u – v = u + (-v) = (1,7) + (-2,-5) = (1-2, 7-5) = (-1,2).

9
(WINTERLE, 2000, p.6)
A
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Exemplo 2: Se u = (1, 7, 3), v = (-1,4,6) e w = (2, 5, 4, -1) então:
(a) u + v = (1-1, 7+4, 3+6) = (0, 11, 9)
(b) u – v = u + (-v) = (1,7,3) + (1, -4, -6) = (2, 3, -3)
(c) u + w? Não é possível computar u + w, nem v + w porque u e v são de 3ª
dimensão e w é de 4ª dimensão.

4.2 Multiplicação de escalar por um vetor

A multiplicação de um escalar por um vetor se define pelo produto do escalar (número) por
cada componente do vetor. Ou seja, um vetor pode ser multiplicado por um escalar,
multiplicando-se cada elementos do vetor por este escalar. Assim, para o vetor u de R
n
com u
= (x
1
,x
2
, ..., x
n
) e k ∈ R (k escalar) temos:

ku = k(x
1
,x
2
, ..., x
n
) = (kx
1
,kx
2
, ..., kx
n
)

Exemplo 1: Se u = (1, 7) e v = (2, 5), vetores de R
2
então para k = 5, temos:
(a) ku = 5(1, 7) = (5.1, 5.7) = (5, 35) e
(b) kv = 5(2, 5) = (5.2, 5.5) = (10, 25).

Exemplo 2: Se u = (1, 7, 8,-1) e v = (2, 5, 0, 0), vetores de R
4
então para k = -2, temos:
(a) ku = -2(1, 7, 8, -1) = (-2, -14, -16, 2)
(b) kv = -2(2, 5, 0, 0) = (-4, -10, 0, 0)
(c) ku + kv = k(u+v) = -2(u+v) = -2(3,12,8,-1) = (-6, -24, -16, 2)

Exemplo 3: Sejam u = (2,3,4,5) e v = (2,1,0,2) vetores de R
4
então, temos que:
(a) u + v = (4, 4, 4, 7)
(b) u – v = (0, 2, 4, 3)
(c) 3u – 2v = (6, 9, 12, 15) – (4, 2, 0, 4) = (2, 7, 12, 11)

Exemplo 4: Dados os pontos A(0,1,-1) e B(1,2,-1) e os vetores u = (-2,-1,1), v= (3,0,-1) e w
= (-2,2, 2). Verificar se existe números a
1
, a
2
e a
3
tais que w=a
1
AB+a
2
u+a
3
v.
Resolução:
AB = B – A ⇒ ⇒⇒ ⇒ (1, 2, -1) – (0, 1, -1) = (1, 1, 0)
w = a
1
AB + a
2
u + a
3
v.
(-2,2,2) = a
1
(1, 1, 0) + a
2
(-2,-1,1)+ a
3
(3,0,-1)
Aplicando as operações de produto de escalar por vetor, soma de vetores e
igualdade de vetores, encontramos como resposta:
a
1
= 3; a
2
= 1; a
3
= -1
Portanto, w = a
1
AB + a
2
u + a
3
v para a
1
= 3, a
2
= 1 e a
3
= -1

Propriedades dos vetores

Para qualquer vetor u, v e w vetores de R
2
(podemos generalizar para R
n
) e k, k′∈ R (k é um
escalar = número real), temos:

(i) u + v = v + u (comutativa) (ii) (k + k′ ) u = k u + k′ u
(iii) (u+v )+w = u+(v+w) (associativa) (iv) k (u + v ) = k u + k v
(v) u + 0 = 0 + u = u (elemento neutro) (vi) k (k′ .u) = (k k′ ) .u
(vii) u + (-u) = 0

(elemento simétrico) (viii) 1.u = u; -1.u = -u e 0.u = 0.

Obs A igualdade de vetores é definida igualmente para R
2
, R
2
, ..., como já vimos: Assim,
por exemplo, os vetores u = (8,b,-2) e v= (8,5,a) são iguais se a=-2 e b= 5.
Se u = ( x – y, x + y, z – 1) e v = ( 4, 2, 3 ), podemos afirmar que:
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u = v ⇔
¦
¹
¦
´
¦
=
− =
=

¦
¹
¦
´
¦
+ =
= −
= −

¦
¹
¦
´
¦
= −
= +
= −
4
1
3
1 3
2 2 0
4
3 1
2
4
z
y
x
z
y x
y x
z
y x
y x
⇔ Portanto, u = v se x = 3, y = -1 e z =4.

Importante: Quando o vetor v estiver representado por v = a
1
v
1
+ a
2
v
2
, dizemos
que v é combinação linear v
1
e v
2
. O par de vetores v
1
e v
2
não
colineares são chamados de base do plano. Veja mais sobre isso, nas
aplicações de adição de vetores e multiplicação por escalar.
4.3 Análise Geométrica da Adição de Vetores e Multiplicação por Escalar
A adição de dois vetores

v e

u é analisada, geometricamente, a partir dos segmentos que
contém os vetores. Este movimento se caracteriza por decomposição de vetores no plano.

ecomposição de vetores no plano: Dados dois vetores v
1
e v
2
não
colineares, qualquer vetor v (coplanar com v
1
e v
2
) pode ser decomposto
segundo as direções de v
1
e v
2
. O problema consiste em determinar dois
vetores cujas direções sejam as de v
1
e v
2
e cuja soma seja v. Em outras palavras,
buscam-se determinar dois números reais a
1
e a
2
tais que:
2 2 1 1
v a v a v + =
1º caso A ADIÇÃO DOS DOIS VETORES

v e

u representados pelos segmentos
orientados AB e BC se definem pelo vetor resultante

s representado pelo segmento
AC .
Regra do polígono ou triangulação: Ligam-se os vetores, origem com extremidade
por deslocamento. O vetor soma (ou vetor resultante) é aquele que tem origem, na
origem do 1º vetor e extremidade, na extremidade do último vetor.
Assim, os pontos A e C determinam um vetor que é a soma dos vetores

u e

v onde:
B


v

u


s

A C
Exemplo 1:

s =

u +

v ou

u +

v = AC ou
AB + BC = AC

Exemplo 2:

s =

u +

v

Exemplo 3:

s =

u +

v ou

u +

v = AC ou
AB + BC = AC
Na SUBTRAÇÃO DE VETORES, adicionamos um deles ao oposto do outro:

s =

u -

v .
Vetores u e v Adição de vetores u+v Subtração u+(-v)
D
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2º caso A adição dos dois vetores

v e

u paralelos (

v ⁄ ⁄

u):

A adição de vetores representados por segmentos paralelos
10
orientados AB e BC se
define da mesma forma anterior, pelo vetor resultante

s, representado pelo segmento
AC .
Assim, os pontos A e C determinam um vetor que é, por definição, a soma dos vetores

u e

v onde, para

s =

u +

v .

Exemplo 1: Na figura (a), temos a resultante

s de vetores

u e

v com o mesmo
sentido e na figura (b), temos a resultante

s de vetores

u e

v com o sentido
contrário (equivale a s = u - v).

Vetores

u e

v Adição de vetores

s =

u +

v Subtração

s =

u + (-

v )



Fig.(a) Fig.(b)
3º caso A adição dos dois vetores

v e

u não paralelos pode ocorrer a partir do
deslocamento dos vetores para uma mesma origem A. Assim, representa-se o vetor

v
= AB e o vetor

u = AD .

Regra do paralelogramo: A partir da origem A, projetamos um vetor no extremo do
outro (mesma direção e mesmo sentido). Assim, construímos o paralelogramo ABCD.

Exemplo 1: (Figuras c, d) O segmento orientado de origem em A que equivale à
diagonal do paralelogramo, é o vetor resultante

s=

u +

v . A diagonal secundária do
paralelogramo equivale a resultante da diferença entre os vetores, ou seja,

s=

u -

v .

Adição de vetores

s =

u +

v Subtração

s =

u + (-

v )

10
Quando os segmentos têm a mesma direção – sobre as mesmas retas ou paralelas
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Fig (c)
u+v é a diagonal principal do
paralelogramo ABCD.
Fig (d)
u+v →diagonal principal do paralelogramo
u-v →diagonal secundária


Exemplo 2

Vetores

u e

v Adição

s =

u +

v Subtração

s =

u -

v




4º caso A adição dos três vetores ou mais ocorre de forma análoga aos casos
anteriores. No caso particular da extremidade do representante do último vetor
coincidir com a origem do representante do primeiro a soma deles será o vetor zero
ou nulo.

Exemplo de adição de três ou mais vetores livres



Exemplo 1


s =

u +

v +

w



Exemplo 2


s =

u +

v +

w


Exemplo 3


s =

u +

v +

w +

t =

0

Exemplo de adição de vetores que partem de uma origem: Situação comparativa de
soma com dois e com três vetores

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Exemplo 1


s =

u +

v

Exemplo 2


s =

u +

v +

w


eometricamente, o PRODUTO DE UM ESCALAR POR UM VETOR, é
representado por um novo vetor que se expande, contrai ou inverte o sentido,
conforme o valor de k. O produto de um número real k por um vetor v, resulta em
um vetor s com sentido igual ao de v se k for positivo ou sentido oposto ao de v se k for
negativo. O módulo do vetor s é igual a k x |v|.










1º caso Se k = 0 ou v = 0, então o vetor kv = 0.
Exemplo: Para u = (1,2) e k = 0 temos ku = 0.u= (0.1,0.2) = (0,0).

2º caso Se k= -1, o vetor (-1)v é o oposto de v.
Exemplo: Para u=(1,2) e k=-1 temos ku=(-1).u=(-1.1, -1.2)
= (-1, -2)

3º caso Se k > 0, então (k.v) permanece com o mesmo sentido de v, se
k < 0, kv tem sentido contrário de v.

Exemplos:
Para u = (1,2) e k = 2 temos
ku = 2u = (2.1, 2.2) = (2, 4)
Para u = (1,2) e k = -2 temos
ku = -2u= (-2,-4).



Exemplos Complementares
Exemplo 1: Dados os vetores u=(4,1) e v = (2, 3). Determinar geometricamente e
algebricamente as resultantes de u+v e 2u.

G
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Resolvendo:
• u+v = (4,1) + (2,3) = (6, 4) e • 2 u = 2 (4,1) = (8,2).


Representação geométrica de u+v Representação geométrica de 2u

Exemplo 2: Consideremos os vetores de R
2
definidos em u = (1,2) e v = (3,-3). Determine,
algébrica e geometricamente, as resultantes:
(a)

s =

u +

v ; (b)

s =

u -

v ; (c)

s =

v -

u

Resolução: Algebricamente
(a)

s =

u +

v
= (1,2) + (3,-3)
= (1+3, 2-3)
= (4, -1).
(b)

s =

u -

v
= (1,2) - (3,-3)
= (1-3, 2+3)
= (-2, 5)

(c)

s =

v -

u
= (3,-3) - (1,2)
= (3-1,-3-2)
= (2, -5)

Geometricamente (a)

Geometricamente (b)

Geometricamente (c)






Exemplo 3: Dados os vetores u, v e w, de acordo com a figura, construir graficamente o vetor

s = 2u - 3v+ 1/2w

Resolução: Vetores Resultante s = 2u - 3v+ 1/2w
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Exemplo 4: Efetuar as operações com os vetores sabendo que u = (
5
3
,
3
1
− ) e v= (
5
2
,
3
1
).
u+v = (
5
2
5
3
,
3
1
3
1
+ − + ) = (
5
1
,
3
2
− )
15u = 15 (
5
3
,
3
1
− ) = (5, -9)

4
3
− v -
3
1
u =
4
3
− (
5
2
,
3
1
) -
3
1
(
5
3
,
3
1
− ) =(
10
3
,
4
1
− − ) + (
5
1
,
9
1
− ) =(
10
1
,
36
13
− − )


Exemplo 5: Para u = (-2,2) e v = (3,2) represente no plano u+v, 2u e u + (-v).



u + v = (-2,2) + (3,2) = (-2+3, 2+2) = (1,4) 2u = 2(-2,2) = (-4,4)






u +(-v) = (-2,2) – (3,2) = (-5,0)

Exemplo 6: Determinar o vetor w na igualdade 3w+2u=
2
1
v+w, sendo u=(3,-1) e v=(-2,4).
Resolvendo: 3w+2(3,-1)=
2
1
(-2,4)+w ⇔ 3w + (6,-2) = (-1,2) + w
3w –w = (-1,2) - (6,-2) ⇔ 2w = (-7, 4) ⇔ w = ( 2 ,
2
7 −
).
Exemplo 7: Encontrar os números a
1
e a
2
tais que V a U a W
2 1
+ = sendo
) 2 , 4 ( ... ).. 2 , 1 ( ), 8 , 1 ( − = = − = V e U W
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) 2 2 , 4 ( ) 8 , 1 (
) 2 , 4 ( ) 2 , ( ) 8 , 1 (
) 2 , 4 ( ) 2 , 1 ( ) 8 , 1 (
2 1 2 1
2 2 1 1
2 1
a a a a
a a a a
a a
− + = −
− + = −
− + = −


8 2 2
1 4
2 1
2 1
= −
− = +
a a
a a

1
3
2
1
2 1
− =
=
a
a
⇒ logo V U W − = 3

Note que: Ao trabalharmos geometricamente com a soma de vetores e a
multiplicação de escalar por vetores, operamos pela decomposição de vetores.
Em outras palavras, buscam-se determinar dois números reais a
1
e a
2
tais que:
2 2 1 1
v a v a v + =
Exemplo 1: Dados dois vetores v
1
e v
2
não colineares e v (arbitrário), a figura
mostra como é possível formar um paralelogramo em que os lados são
determinados pelos vetores
1 1
v a e
2 2
v a e, portanto, a soma deles é o vetor v, que
corresponde à diagonal desse paralelogramo:










Exemplo 2: Na figura seguinte os vetores v
1
e v
2
são
2 2
v a mantidos e
consideramos um outro vetor v.












4.4 Aplicações de Adição de Vetores e Multiplicação por Escalar

4.4.1: Combinação Linear de vetores

ejam u
1
, u
2
, ...,u
n
vetores do espaço vetorial V e a
1
, a
2
, ..., a
n
escalares de IR ou C.
Qualquer vetor u de V, escrito na forma u = a
1
u
1
+ a
2
u
2
+ ... + a
n
u
n
é uma
combinação linear dos vetores u
i
.
Exemplo 1: A operação 2(3,-4,5) + 3(-1,1-2) = (6,-8,10)+(-3,3,-6) = (3,-5,4) se
caracteriza como uma combinação linear. Neste caso, o vetor resultante (3,-5,4) é uma
combinação linear dos outros vetores adicionados e multiplicados pelos respectivos escalares;
Da mesma forma, o vetor u = (-1,-1,-3) é resultado da combinação linear dos vetores u
1
=
(3,2,-1) e u
2
= (4,3,2) porque u = u
1
- u
2
= (3,2,-1) - (4,3,2) = (-1,-1, -3).
Exemplo 2: Verifique se o vetor w=(1, 2) de IR
2
pode ser resultado da combinação linear dos
vetores u=(1,3) e v=(-1, 2).
S
v
1
-a
1
v
1
a
2
v
2
v
v
2
v = - a
1
v
1
+ a
2
v
2

2 2 1 1
v a v a v + =
v
1
v
2
1 1
v a
2 2
v a
2
v
1
v
v (arbitrário)
v
V
1

V
2

Nesta figura
a2 > 0 e a1 < 0
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n
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Resolução: Um vetor w é uma combinação linear de outros vetores u e v se e somente se,
existe solução para a equação matemática w = x.u + y.v ou, se existe valores reais para x e
y de modo que w = x.u + y.v
Assim, fazemos w= x.u + y.v. Substituindo w, u e v pelos seus respectivos valores, temos:
w = x (1,3) + y (-1,2)
(1,2) = x (1,3) + y (-1,2)
(1,2) = (x–y,3x+2y) ⇔
¹
´
¦
= +
= −
2 2 3
1
y x
y x

¹
´
¦
− = +
= −
1 5 0
1
y x
y x

¹
´
¦
=
=

5
1
5
4
y
x
.
Resposta: O sistema resultante da equação matemática w=x.u+y.v é consistente e
determinado. Assim, w é uma combinação linear de u e v e pode ser escrito como: w =
5
4
u +
5
1 −
v.
Exemplo 3: Verifique se os vetores u = (1,2,-1), v = (1,3,1) e w = (0, 1, 2), vetores de IR
3

podem ser escritos como combinação linear do vetor t = (2,7,4).
Resolução: Os vetores u, v e w podem ser escritos como uma combinação linear do vetor t
se a equação xu + yv + zw = t, tem solução real.
xu + yv + zw = t
x(1,2,-1) + y(1,3,1) + z(0,1,2) = (2, 7, 4)
(x, 2x, -x) + (y, 3y, y) + (0z, z, 2z) = (2, 7, 4)
(x + y, 2x + 3y + z, -x + y + 2z) = (2, 7, 4)

¦
¹
¦
´
¦
= + + −
= + +
= +
4 2
7 3 2
2
z y x
z y x
y x

¦
¹
¦
´
¦
= + +
= + +
= +
6 2 2 0
3 0
2
z y x
z y x
y x

¦
¹
¦
´
¦
= + +
= + +
= +
0 0 0 0
3 0
2
z y x
z y x
y x

¹
´
¦
− =
+ − =
z y
z x
3
1
.
S={(-1+z, 3-z, z) ∀ z∈IR}

O sistema é consistente e indeterminado. Portanto, tem diversas soluções. Então, t é
combinação linear de u, v e w e pode ser escrito como: t = (-1+z)x + (3-z)y + zw para ∀
z∈IR.

4.4.2: Dependência e Independência Linear de Vetores

m conjunto de vetores u
1
,u
2
,...,u
n
é dito linearmente independentes (LI) se escritos
como combinação linear do vetor nulo, resultam em todos os coeficientes nulos. Caso
contrário os vetores são linearmente dependentes (LD).
Ou, um conjunto de vetores u
1
,u
2
,...,u
n
é independentes (LI) se e somente se, para todo a
i

real, temos:
0
1
=

=
n
i
i i
u a para todo 0 =
i
a
Onde
i
a são quantidades escalares.
Se ocorrer 0
1
=

=
n
i
i i
u a para algum 0 ≠
i
a , os vetores são ditos dependentes (LD).
Geometricamente, vetores linearmente independentes têm representação geométrica em
direção distinta (vetores colineares). Em caso contrário, se tem a mesma direção (vetores
paralelos) são linearmente dependentes.
Exemplo 1: Os vetores u = (1,2) e v = (3,3) são vetores linearmente independentes (LI)
porque existe somente 0 =
i
a para os quais,
v = a
1
u+a
2
v = 0 ou 0u+0v = 0(1,2)+0(3,3)=(0.0)= 0.
E, os vetores u = (1,2) e v = (2,4) são vetores linearmente dependentes (LD) porque existe
2 =
i
a e 1 − =
i
a para os quais,
v = a
1
v
1
+a
2
v
2
= 0 ou 2v
1
+(-1)v
2
= (2,4)-(2,4)=(0.0)= 0.
U
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Exemplo 2: Os vetores de R
3
, u
1
=(1,2,3), u
2
=(-1,2,4) e u
3
=(2,-1,5) são LI ou LD?

Resolução: Os vetores são LI se existem escalares
i
a tais que 0
3 3 2 2 1 1
= + + v a v a v a para
0 =
i
a . Do contrário, são vetores LD. Para facilitar o procedimento de cálculo podemos
substituir os escalares
i
a por x, y e z. Assim,
x u
1
+ y u
2
+ z u
3
= 0 ⇔
x (1,2,3) + y (-1,2,4) + z (2,-1,5) = (0,0,0) ⇔
(x, 2x, 3x) + (-y, 2y, 4y) + (2z, -z, 5z) = (0,0,0) ⇔
[(x – y + 2z), (2x + 2y – z), (3x + 4y + 5z)] = (0,0,0) ⇔
¦
¹
¦
´
¦
= + +
= − +
= + −
0 5 4 3
0 2 2
0 2
z y x
z y x
z y x

¦
¹
¦
´
¦
= +
= +
= +
0 z - 7y
0 5z - 4y
0 2z y - x

¦
¹
¦
´
¦
=
= +
= +
0 z 31
0 5z - 4y
0 2z y - x
⇔ z = y = x = 0
Isto significa dizer que x u
1
+ y u
2
+ z u
3
= 0 ⇔ 0u
1
+ 0u
2
+ 0u
3
= 0. Portanto os
vetores u
1
, u
2
e u
3
são linearmente independentes.
Você pode verificar a linearidade de um conjunto por outro procedimento.
Forme uma matriz A, cujas colunas são os vetores dados. Reduza a matriz a sua
forma escalonada mais simples e analise-a. Se a quantidade de linhas não nulas for
inferior ao número de vetores dados então os vetores correspondentes, u
1
, u
2
e u
3

são LD. Caso contrário (quantidades iguais) são LI.
A =
(
(
(
¸
(

¸



5 4 3
1 2 2
2 1 1

(
(
(
¸
(

¸




1 7 0
5 4 0
2 1 1

(
(
(
¸
(

¸




31 0 0
5 4 0
2 1 1

Observe que a matriz A, na sua forma escalonada, não apresenta linhas nulas. Neste
caso, podemos afirmar que os vetores correspondentes de A, que são os vetores u
1
,
u
2
e u
3
, são LI.
Exemplo 3: Mostre que o vetores de R
3
, u
1
= (1,-2,3), u
2
= (-1,0,-2) e u
3
= (-2,0,-4) são LD.
Resolução: xu
1
+ yu
2
+ z u
3
= 0 ⇔
x(1,-2,3) + y(-1,0,-2) + z(-2,0,-4) = (0,0,0) ⇔
¦
¹
¦
´
¦
= − −
= + + −
= − −
0 4 2 3
0 0 0 2
0 2
z y x
z y x
z y x

¦
¹
¦
´
¦
= + +
= +
=
0 z 2 y
0 4z - -2y
0 z 2 - y - x

¦
¹
¦
´
¦
=
= −
= −
0 0
0 z 4 2y -
0 z 2 y - x
⇔ -2y=4z⇔y=-2z.
Logo, para x – y – 2z = 0⇔ x–(-2z)– 2z=0 ⇔ x=0.
A combinação dos vetores em relação ao vetor nulo, resulta em escalar y não nulo.
Logo, os vetores são LD.
Temos como solução do sistema, o conjunto S = {(0,-2z,z) ∀ z∈R}. Podemos
escrever a combinação linear como: 0u
1
+ (-2z)u
2
+ zu
3
= 0.

4.4.3: Bases do Plano de do Espaço

Linhas não-nulas
Vetores LI Vetores LD
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par de vetores v
1
e v
2
de 2ª dimensão, não colineares (linearmente independentes) é
chamado de base do plano. Aliás, qualquer conjunto {v
1
, v
2
} de vetores não
colineares constitui uma base no plano. Os números a
1
e a
2
são chamados
componentes v em relação a base {v
1
, v
2
}.
O conjunto de vetores v
1
, v
2
e v
3
de 3ª dimensão, não colineares (linearmente independentes)
é chamado de base do espaço.

Exemplo 1: Os vetores u = (1,2) e v = (3,3) são vetores linearmente independentes (LI) e,
portanto, formam uma base B = {(1,2), (3,3)} do plano ou de R
2
. Os vetores u = (1,2) e v =
(2,4) não formam uma base do plano porque são vetores linearmente dependentes (LD).

Exemplo 2: Os vetores de R
3
, u
1
=(1,2,3), u
2
=(-1,2,4) e u
3
=(2,-1,5) são LI, portanto
formam uma base B = {(1,2,3), (-1,2,4), (2,-1,5)} do espaço ou de R
3
.
A =
(
(
(
¸
(

¸



5 1 2
4 2 1
3 2 1

(
(
(
¸
(

¸

− 2 5 0
7 4 0
3 2 1

(
(
(
¸
(

¸

43 0 0
7 4 0
3 2 1


A
AAg
ggo
oor
rra
aa,
,, t
tte
een
nnt
tte
ee v
vvo
ooc
ccê
êê!
!! Resolva as atividades
Lista 3 de Atividades
11


1. A Figura é constituída de nove quadrados congruentes (do mesmo tamanho). Determine os
vetores abaixo, expressando-os com origem no ponto A.


a) AC + CN
b) AB + BD
c) AC + DC
d) AC + AK
e) AC + EO
f) AM + BL


g) AK + AN
h) AO - OE
i) MO - NP
j) BC - CB
k) LP + PN
l) LP + PN + NF
m) BL + BN + PB

2. Considere dois vetores quaisquer, u e v, não paralelos. Construa num plano as resultantes,
s=u+v, w=u-v, t=v-u, m=(-u) e n=–v.
3. Determine, algébrica e geometricamente o vetor resultante w, para u = (-1,2) e v = (2,-1):
(a) u + v

(b) u – v (c) v - u (d) 3u– 3u

(e) u – 2v (f) 2u + v g) 0,5 u + 3v h) 0,5 u – 0,5 v
4. Dados os vetores

v ,

u e

w, de acordo com a figura, construir graficamente o vetor

s =
3

u - 2

v + 1/2

w




5. O paralelogramo ABCD é determinado pelos vetores

AB e

AB , sendo M e N pontos médios
dos lados DC e AB, respectivamente. Completar convenientemente e fazer a representação
geométrica.
D M C
a)

AD +

AB =
b)

BA +

DA =

c)

AC -

BC =
d)

AN +

BC =
e)

MD+

MB =
f)

BM -
2
1

DC =

11
(WINTERLE, 2000, p.6)
O

w

v

u
Linhas não-nulas
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A N B
6 Dados os vetores

u e

v da figura, mostrar, num gráfico, um representante do vetor:


u


v
7 Dados os vetores

a ,

b e

c , como na figura, apresentar um representante de cada um dos
vetores:


a


b



c
8) Dados os vetores

u e

v determinar:
u


(a)

u +

v (b)

u -

v
v


9. Considere os vetores livres definidos por dois pontos A e B. Em cada caso, determine o
vetor equivalente v (não livre).
(a) A(1,3) e B(2,-1); (b) A(-1,5) e B = (-4,-2); (c) A(8,-15) e B (-2,0)
10. Determinar o vetor w na igualdade 3w+2u= 4v -w, sendo u=(1,-1) e v=(-3,2).

11) Dados u=(1,-2), v=(2,4) efetuar (a) u+v; (b) u-v; (c) 3u+2v.
12) Dados A=(-1,2), B=(1,-2) e C=(3,3) determinar: (a) A B AB − = ; (b) A C AC − = ;
(c) B C BC − = ; (d) AC AB + ; (e) AC AB − .
13) Dados ) 1 ,
3
1
( ),.. 1 ,
2
1
( − − = V U , calcular: (a) V U 3 2 + ; (b) V U 6 4 − .
14) Dados A = (1,-2), B = (-2,3) e C = (-1,-2), determinar x = (a,b), de forma que:
a) AB Cx = b) AB Cx
3
2
− = c) Ax BC =
15. Dados os vetores u = (1,3,0,-1) e v = (3,0,2,1) encontre:
a) u+v b) u-v c) 3u
d)
2
1
u - v
e) x se x+u=0 f) 2u + 2v
16. Encontre os valores de a e b para os quais, w seja uma combinação linear de u e v ou seja,
w = au + bv, sendo w = (-2,7), u = (1,3) e v = (-1,4).
17) Verifique se existem escalares x, y e z tais que (1,5,7) = x(1,0,0) + y(0,1,0) + z(0,0,1) ou
seja, verifique se o vetor (1,5,7) é combinação linear dos demais vetores e para quais
valores de x, y e z.

18) Verifique se são combinações lineares, encontrando x, y, z:
a) x ( 1,1,1) + y (1,2,0 ) + z ( 2,0,0 ) =( 1,-2,5 )
b) x (2,1,3 ) + y ( 3,-1,0 ) + z ( 6,0,0 ) =( 3,-1,4 ).

19) Considere os conjuntos A = {u,v,w} e B = {v, w, s}, com u = (1,1,-1), v = (2,-1,0), w =
(3,2,0) e s = (4, -2,0):
(a) O conjunto A é formado por vetores LI ou LD?
(b) O conjunto B é LD? Justifique.
(c) Os conjuntos A e B formam bases de R
3
? Justifique
20) Verifique se o conjunto S = {(0,2), (0,4)} é base de R².

a)

u -

v
b)

v -

u
c) -

v -2

u
d) 2

u - 3

v
a) 4

a - 2

b -

c
b)

a +

b +

c
c) 2

b - (

a +

c )
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Respostas: 1) NA; AD; AB; AO; AM; AH; AI; AC; AC;AC; AI; BA
2)

3) Resultado
algébrico

4)


5)


6)


7c)

9)

10) w=(-7/2,5/2); 11ª) (3,2); b) (-1,-6); c) (7,2); 12ª) (2,-4); b) (4,1); © (2,5); (d) (6,-3); (e) (-2,-5). 13) (a) (2,-
1); (b) (-4,10); 14a) (-4,3); b) (1, -16/3); c) (2,-7); 15ª) (4,3,2,0); b) (-2,3,-2,-2); c) (3,9,0,-3); d) (-5/2,3/2,-2,-
3/2); e) (-1,-3,0,1); f) (8,6,4,0); 16) w=-u/7+13v/7; 17) Sim, para x = 1, y = 5 e z = 7; 18) Sim para x = 5, y=-7/2
e z=-1/4; b) Sim para x = 4/3, y = 7/3 e z = -10/9; 19) a) LI; B) LD por os vetores de B combinados com o vetor
nulo resulta em solução indeterminada.; c) A é base porque é LI e B não é base porque é LD; 20) S não é base porque
é LD.

5 Produto Interno (ou Produto Escalar), Vetorial e Misto

5.1 Produto Interno (ou escalar)

efini-se como Produto Interno (ou Escalar) entre vetores de um Espaço Vetorial V, a
uma aplicação de V x V em R, que a todo par de vetores (u,v) ∈ V x V, associa um
número real (u.v) ou < << <u,v> >> > (lê-se: u escalar v) e que satisfazem os seguintes
axiomas:
u . v = v. u;
u . (v + w) = u . v + u . w;
(k.u) . v = k . (u . v) para todo número real k;
u . v ≥ 0 e u .u = 0 se, e somente se, u = 0.

Assim, para os vetores u e v de R
2
com = (x
1
,y
1
), v = (x
2
,y
2
), denomina-se produto escalar o
número real u . v ou < u, v > definido por:

u . v = (x
1
. x
2
) + (y
1
. y
2
) = < u, v > (lê-se: u escalar v)

De forma similar podemos operar com vetores de R
n
.
Assim, para u = (u
1
, u
2
,..., u
n
) e v = (v
1
, v
2
, ..., v
n
) vetores de R
n
temos,
D
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u . v = (u
1
. v
1
+ u
2
. v
2
+ ... + u
n
. v
n
)

Exemplo 1: Se u=(2,3) e v=(4,-1) então o produto escalar de u com v é igual a 5 porque
fazendo <u,v> temos u . v = 2.4 + 3.(-1) = 5 portanto, o

Exemplo 2: O produto interno usual em R
2
dos vetores u = (-2,6) e v = (3,-4) é:
< u, v > = u . v = -2.(3) + 6.(-4) = -6-24 = -30.

Observe que: Se

u = x
1
+y
1
+ z
1
e

v = x
2
+ y
2
+ z
2
então o produto escalar (ou
produto interno) dos dois vetores que é representado por

u .

v é o número real obtido
multiplicando as componentes correspondentes do vetor e somando os produtos obtidos.
Assim,

u .

v = (x
1
.x
2
+ y
1
.y
2
+ z
1
.z
2
)
Exemplo 3: Se

u = 3x – 5y + 8z e

v = 4x - 2y – z o seu produto escalar é:

u .

v= (3,-5,8).(4,-2,-1) = (12 + 10 – 8) ⇒

u .

v = 14

Tente você! Dados os vetores

u = (4,α , -1) e

v = (α , 2, 3) e os pontos A = (4. –1, 2) e B
= (3, 2, -1), determinar o valor de α tal que

u .(

v +

BA) = 5

5.2 Produto Vetorial

produto vetorial tem como resultado um vetor, por isso é nomeado de produto vetorial.
Este produto tem aplicação, por exemplo, na Física: a força exercida sobre uma partícula
carregada, mergulhada num campo magnético, é o vetor resultante do produto vetorial
entre o “vetor velocidade da partícula” pelo “vetor campo magnético”, desde que a carga seja
unitária e o campo seja constante.

Definição I: Seja u = (x
1
, y
1
, z
1
) e v = (x
2
, y
2
, z
2
), vetores do espaço tridimensional.
Definimos como produto vetorial, ao vetor u x v, tal que:

u x v =
|
|
¹
|

\
|
|
|
¹
|

\
|
+
|
|
¹
|

\
|

|
|
¹
|

\
|
2 2
1 1
2 2
1 1
2 2
1 1
det , det , det
y x
y x
z x
z x
z y
z y

Definição II: Ou, dados dois vetores

u e

v , tomados nesta ordem, chama-se produto
vetorial dos vetores

u e

v e se representa por
→ →
× v u ao vetor,
= ×
→ →
v u
2 2 2
1 1 1
z y x
z y x
k y i
→ → →

O produto vetorial de

u por

v é também indicada por

u ^

v e se lê:

u vetorial

v .

Exemplo 1: Calcular o produto vetorial dos vetores

u = 5

i + 4

j + 3

k e

v =

i +

k .
Resolução:
O
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u= ( 5,4,3 ) e

v = ( 1,0,1 ) então
→ → → → →
→ → →
→ →
− − = × = = × k j i v u
k j i
v u 4 2 4
1 0 1
3 4 5 = (4, -2,-4)

Exemplo 2: Sejam os vetores de R
3
, u = (1,-1,2) e v=(0,3,4), então,
u x v =
|
|
¹
|

\
| −


3 0
1 1
,
4 0
2 1
,
4 3
2 1
= ((-4-6), -(4-0), (3-0)) = (-10, -4, 3).
Logo, o produto vetorial de u com v é u x v = (-10, -4, 3).
Ou u x v=
4 3 0
2 1 1 −
k j i
= -4i+0j+3k-0k-6i-4j = -10i – 4j + 3k = (-10, -4, 3) = u x v.
5.2.1 Propriedades

s propriedades do produto vetorial se definem em:

(i)
→ →
× v u =0, se um dos vetores é nulo ou se
→ →
v e u são colineares.
(ii)
→ →
× v u ≠
→ →
× u v . Se trocarmos à ordem dos vetores
→ →
× v u e
→ →
× u v verifica-se que é oposto,
o que significa que o produto vetorial não é comutativo.
(iii)
→ →
× v u = -

v

× u
(iv) =
|
¹
|

\
|
+ ×
→ → →
w v u
→ →
× v u +
→ →
× w u
(v) (m

u )

× v =m (
→ →
× v u )
(vi)
→ →
× v u é ortogonal simultaneamente aos vetores
→ →
v e u .
Exemplo 1: (Propriedade vi) Dados os vetores

u = 3

i +2

y - 4

k e

v = 2

i - 2

y +

k , seu
produto vetorial é k y i
k y i
v u 10 11 6
1 2 2
4 2 3 − − =

− = ×
→ →
→ → →
→ →
.
Sabemos que, se o produto escalar dos vetores

u e

v for zero, eles são ortogonais,
ou seja,

u .

v = 0
0
90 = ⇒θ . Então:
a) (
→ →
× ). v u

v ( )( ) 1 , 2 , 2 . 10 , 11 , 6 − − − − ⇒ = 12+22-10=0.
b) (

u ×

v ).

u ( )( ) 4 , 2 , 3 . 10 , 11 , 6 − − − − ⇒ = -18-22+40=0
Logo
→ →
× v u é ortogonal simultaneamente as vetores

u e

v .

5.3 Produto Misto

A
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n
109
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produto misto tem como resultado um escalar, obtido a partir da utilização do produto
escalar e do produto vetorial. Pode ser utilizado, por exemplo, para encontrar o volume
de um paralelepípedo determinado por três vetores.

Definição I: Sejam

u ,

v e

w, vetores do espaço, com

u = (x
1
, y
1
, z
1
);

v = (x
2
, y
2
, z
2
) e

w
= (x
3
, y
3
, z
3
). Defini-se como produto misto de

u ,

v e

w, indica-se por

u (

v x

w) ao escalar
resultante de:

u (

v x

w) = det
|
|
|
¹
|

\
|
3 3 3
2 2 2
1 1 1
z y x
z y x
z y x

Definição II: Dados os vetores

u ,

v e

w, tomados nesta ordem, chama-se produto misto
dos vetores

u ,

v e

w ao número real

u (

v x

w). Indica-se produto misto por (

u ,

v ,

w).

Exemplo 1: Calcular o produto misto dos vetores u, v e w para

u =2

i +3

y +5

k ,

v =-

i +3

y +3

k e

w= 4

i - 3

y + 2

k
Resolução:

u (

v x

w) =
2 3 4
3 3 1
5 3 2

− = 27 =

u (

v x

w) .
Resposta: O produto misto dos vetores é 27.

Ou, podemos resolver por aplicação de produto interno e produto vetorial:

u (

v x

w) =

u .
2 3 4
3 3 1


k j i
=

u .(15i+14j-9k) = (2,3,5).(15,14,-9)=30+42-45=27


Exemplo 2: O produto misto dos vetores u = (-1,2,3), v = (1,1,-1) e w = (2,4,-6) é


u (

v x

w) = det =



=
|
|
|
¹
|

\
|



6 4 2
1 1 1
3 2 1
6 4 2
1 1 1
3 2 1
(6-4+12)-(6+4-12) = 16
.
Resposta: O produto misto dos vetores é 16.


Ou, podemos resolver por aplicação de produto interno e produto vetorial:

u (

v x

w) =

u .
6 4 2
1 1 1


k j i
=

u .(-2i+4j+2k) = (-1,2,3).(-2,4,2)=2+8+6=16

5.3.1 Propriedades

s propriedades do produto misto decorrem, em sua maioria, das propriedades dos
determinantes.

(

u ,

v ,

w) = 0 → O produto misto é nulo se um dos vetores é nulo, se dois são
colineares, ou se três são coplanares.
(i) Se

u é nulo as suas componentes são (0,0,0 ) então (

u ,

v ,

w) = 0.
Assim, (

u ,

v ,

w) = 0
0 0 0
3 3 3
2 2 2
=
z y x
z y x .
O
A
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110
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Exemplo 1: Se

u = (0,0,0),

v = (2,3,1) e

w= (4,2,2) então,
(

u ,

v ,

w) =
2 2 4
1 3 2
0 0 0
=0+0..+0=0
(ii) Se nem

u , nem

v , nem

w são nulos, mas

u e

v são colineares (ou paralelos) então (

u ,

v ,

w) = 0. Note que, neste caso,

u = m.

v
Exemplo 1: Se

u = (1,2,3),

v = (2,4,6) e w = (-1,2,7) então,
(

u ,

v ,

w) ( ) 0 12 28 12 12 12 28
7 2 1
6 4 2
3 2 1
⇒ + + − − + − =

.
Observe que

u = 2.

v portanto, u e v são colineares.

(iii) Se nenhum vetor é nulo e os vetores não são dois a dois colineares (ou paralelos) então
os vetores são coplanares se (

u ,

v ,

w) = 0.
Exemplo 1: Se

u = (-2,-2,-6),

v = (-1,0,-2) e w = (-3,-1,-7) então,
U(vxw) = 0
7 1 3
2 0 1
6 2 2
=
− − −
− −
− − −
. Logo são coplanares.

Note que:
• Produto interno (ou escalar) é o produto entre dois vetores que gera um escalar
(escalar é um número).
• Produto Vetorial é o produto entre dois vetores que gera um vetor.
• Produto Misto é o produto entre três vetores que combina produto interno com
produto vetorial e gera um escalar.

5.4 Aplicações de Produto de Vetores: Interpretação Geométrica

5.4.1 Produto Vetorial e Área de Paralelogramo

eometricamente, o módulo (magnitude, comprimento) do vetor resultante do produto
vetorial de dois vetores

u e

v equivale a medida da área do paralelogramo ABCD
determinado pelos vetores

u =

AC e

v =

AB


C D


u
A

v B

Área =
→ →
× v u (módulo do produto vetorial)


Exemplo 1: Dados os vetores u = (1,2,4) e v = (-1,2,3). Calcular a área do paralelogramo
determinado pelos vetores u e v.
Resolução:
(a) Encontrando o produto vetorial e u e v
G
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→ → → → → →
→ → →
→ →
+ − − + − =

= × k y i k j i
k j i
v u 2 3 8 2 4 6
3 2 1
4 2 1 =
→ → →
+ − − k j i 4 7 2 = (-2,-7,4)
(b) Encontrar o módulo do vetor resultante (-2,-7,4).
→ →
× v u = ) 4 , 7 , 2 ( − − =
2 2 2
) 4 ( ) 7 ( ) 2 ( + − + − = 16 49 4 + + = 69 .
Resposta: A Área =
→ →
× v u = 69 u.a. (unidade de área)

Exemplo 2: Dados os vetores u = (1,2,-1) e v = (0,-1,3). Calcular a área do paralelogramo
determinado pelos vetores 3u e u-v.
Resolução:
Área =
|
|
¹
|

\
|
− ×
→ → →
v u u 3 =?
Temos que 3u = (3,6,-3 ) e u-v = ( 1,3,-4 ) ⇒
⇒ 3u x (u-v) =
→ → →
→ →
+ + − =

− k j i
k j i
3 9 15
4 3 1
3 6 3 = (-
15,9,3). Portanto,
Área = ( ) ( ) ua 35 3 315 3 9 15
2 2 2
= = + + −


5.4.2 Produto Misto e Volume do Paralelepípedo

eometricamente o produto misto

u (

v ×

w) é igual, em modulo, ao volume do
paralelepípedo com arestas determinadas pelos vetores

u =

AD,

v =

AB e

w=

AC .


Assim, a área da base do paralelepípedo é |vxw|. Seja θ o ângulo entre os vetores u

e v

x w.
Sendo v

x w

um vetor ortogonal à base, a altura será paralela a ele, e, portanto, h=|u|.|cosθ|.


u

v
w




Portanto,

v = | (u, v, w)|

v=
|
|
|
¹
|

\
|
→ → →
w v, , u
v=
|
|
|
¹
|

\
|
×
→ → →
w v u


Exemplo 1: Qual o volume do paralelepípedo formado pelos vetores u

= (3,-12, -2), v

= (1, -
1, 0) e w= (2, -1, 2)?

G
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Resolução: Sabemos que o volume do paralelepípedo é igual ao módulo do número
resultante do produto misto dos três vetores. Assim,
(a) vamos encontrar o produto misto dos vetores u, v e w ou
u(vxw)=
2 1 2
0 1 1
2 12 3


− −
=-6+0+2-(4)-(0)-(-24) = -6+2-4+24= 16.
(b) como o volume do paralelepípedo é igual ao ) (vxw u temos:
|u(vxw)| = |16| = 16.
Resposta: O volume procurado é 16 u.v. (unidade de volume)

Exemplo 2: Sejam os vetores u

= (3, m, -2), v

= (1, -1, 0) e w= (2, -1, 2). Calcular o valor
de m para que o volume do paralelepípedo determinado por u, v

e w

seja igual a 16
unidades de volume.

Resolução: Sabemos que o volume do paralelepípedo é igual ao módulo do número
resultante do produto misto dos três vetores, ou seja, V = |u(vxw)| e, neste caso,
devemos ter |u(vxw)| = 16. Assim,
(a) vamos encontrar o produto misto dos vetores u, v e w ou
u(vxw)=
2 1 2
0 1 1
2 3


− m
=-6+0+2-(4)-(0)-(2m) = -2m-8.
(b) como o volume do paralelepípedo é 16, temos:
|u(vxw)| = 16
|(-2m - 8)| = 16.
Por definição de equação modular se a x = , então x = - a ou x = a. Assim,
|(-2m - 8)| = 16 então
¹
´
¦
− = − −
= − −
16 8 2
16 8 2
m
m
.
Resolvendo o sistema encontramos m = -12 ou m = 4 que é a solução do problema.

Exemplo 3: Dados os vetores

u = (x,5,0) ,

v = (3,-2,1) e

w= (1,1,-1), calcular o valor de x
para que o volume do paralelepípedo determinados por

u ,

v e

w seja 24 u.v. (Unidades
de Volume).
Resolução: v=

u (

v ×

w) = 24 20
1 1 1
1 2 3
0 5
+ =

− ⇒ x
x

v= (

u ,

v ,

w) Então
¦
¹
¦
´
¦
− = ⇒ − = +
= ⇒ = +
⇒ = +
44 24 20
4 24 20
24 20
x x
ou
x x
x .
Portanto, os valores de x para os quais o volume do paralelepípedo seja igual a 24 u.v., é
x = 4 ou x = -44.

5.4.3 Produto Misto e Vetores Coplanares

rês vetores

u ,

v e

w são coplanares se o produto escalar

u (

v x

w) é nulo. Ou seja, se

u ,

v e

w são coplanares, o vetor

v x

w por ser ortogonal aos
T
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vetores

v e

w, é ortogonal ao vetor

u . Portanto se

u e (

v x

w) são ortogonais. É fácil
identificar que reciprocamente, se nenhum dos vetores

u ,

v ,

w é nulo e se dois quaisquer
deles não são colineares, o anulamento (

u ,

v ,

w) significa que

u ,

v e

w são coplanares.
Portanto, se (

u ,

v ,

w)= 0 os vetores

u ,

v e

w são coplanares (estão no mesmo plano).

Exemplo 1: Verificar se são coplanares os vetores

u = (3,-1,4),

v = (1,0,-1) e

w= (2,-1,0)
Resolução:
(

u ,

v ,

w)= 0 5
0 1 2
1 0 1
4 1 3
≠ − =



.
Os vetores não são coplanares porque seu produto misto é diferente de zero.

Exemplo 2: Encontre o valor de m para que todos os vetores

a = (m,2,-1),

b = (1,-1,3) e

c = (0,-2,4) sejam coplanares.
Resolução: (

a ,

b ,

c ) = 0
3
6 2
0 2 8 6 4
0
4 2 0
3 1 1
1 2
=
=
= + − + −
⇒ =




m
m
m m m


Exemplo 3: Verificar se os pontos A (1,2,4 ) , B (-1,0,-2 ) , C (0,2,2 ) e D (-2,1,-3) estão no
mesmo plano.
Resolução: Os quatro pontos dados são coplanares se os vetores

AB ,

AC e

AD
têm produto misto nulo. (Dica:

AB =B-A =(-1,0,-2)-(1,2,4)=(-2,-2,-6). Idem para

AC e

AD).
Assim, (

AB ,

AC ,

AD) = 0 ⇔ 0
7 1 3
2 0 1
6 2 2
=
− − −
− −
− − −
. Logo são coplanares.

Exemplo 4: Verificar se são coplanares os vetores u = (2,-1,1), v=(1,0,-1) e w

= (2,-1,4).
Resolução: Como (u,v,w) =
4 1 2
1 0 1
1 1 2



=3≠ 0 os vetores não são coplanares.

6 Módulo ou Norma de um Vetor

6.1 Definição de módulo do vetor:

norma de v ou módulo de v é o comprimento do vetor v, representado por v ou v .
O módulo de um vetor é calculado por meio de um produto interno, onde v = v v. .
Assim, o módulo ou norma de um vetor v é o número real não negativo, resultante da raiz
quadrada do produto interno (ou escalar) do vetor v com ele próprio ou "v escalar v".

A
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Se v é vetor do plano tal que v = (x,y) ∈ R
2
então:
O módulo do vetor v no plano é dado por v v v . = =
2 2
y x + (Teor.
12
de Pitágoras)

Se v é vetor do espaço que v = (x,y,z) ∈ R
3
então:
O módulo de um vetor v é dado por v =
2 2 2
z y x + +

Geometricamente, temos:




Módulo de vetor no plano Módulo de vetor no plano Módulo de vetor no espaço

A demonstração é simples: Por exemplo, aplicando o Teorema de Pitágoras, se v é
vetor do plano tal que v = (x
1
,y
1
) então,
v
2
= (x
1
-0)
2
+ (y
1
-0)
2
= (x
1
)
2
+ (y
1
)
2
=
2
1
2
1
y x + = v

Note que, o módulo de um vetor é um número real não negativo representado por
→ → → →
= = v v v v . ) (
2


Exemplo 1: Se v=(2,1) ∈ R
2
, então v =
2 2
) 1 ( ) 2 ( + = 1 4 + = 5 u.m.(unidade de medida)

Exemplo 2: Se v = (-3,5), vetor do plano, então v =
2 2
) 5 ( ) 3 ( + − = 25 9 + = 34 u.m.

Exemplo 3: Se v=(2,1,-2), vetor do espaço, então
v =
2 2 2
) 2 ( ) 1 ( ) 2 ( − + + = 4 1 4 + + = 9 =3 u.m.

6.2 Proposições:
Para um vetor v = AB com extremidades nos pontos A(x
1
,y
1
) e B = (x
2
,y
2
), o módulo
de v será: v = AB =
2
1 2
2
1 2
) ( ) ( y y x x − + − = A B − (mesma fórmula da distância
entre dois pontos A e B).
Se u, v são vetores de R
n
então, d(u, v) =
2
1 2 2 1 1
) ( ... ) ( ) (
n
v u v u v u − + + − + − =
v u − , sendo u= (u
1
, u
2
, ... , u
n
) e v = (v
1
, v
2
, ... , v
n
).
Dados os vetores u, v, w de R
n
e k, um escalar real, tem-se:
(i) u . v = v . u
(ii) u (v+w) = uv + uw
(iii) k (u.v) = (ku).v = u.(kv)

12
Num triângulo retângulo, o quadrado da hipotenusa é igual a soma dos quadrados dos catetos.
(x
1
- 0)
(y
1
- 0)
y
1

| v |
v=(x
1
,y
1
)
x
1
0
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(iv) v.v > 0 qualquer que seja u e u.u = 0 se u = 0 = (0,0,...,0)
(v) v.v =
2
v
Conseqüência das proposições:
(1)
2
v u + =
2
u + 2uv +
2
v
(2)
2
v u − =
2
u - 2uv +
2
v
6.3 Vetor Unitário e Versor de um Vetor:

Se v é um vetor tal que v =1 então v é
denominado vetor unitário. Por exemplo, os
vetores u = (1,0), v = (0, -1) e w = (
5
4
,
5
3 −
) são
vetores unitários.

A partir de qualquer vetor v, podemos encontrar um vetor unitário w (nomeado de
versor de v). Para isso usamos a fórmula matemática w=
v
v
pois w= w = | | .
1
v
v
=1.
Todo vetor unitário w de mesma direção e mesmo sentido de um vetor não nulo

v é
chamado de versor de

v . Por exemplo, veja figura:


v


1
u é o versor de

v


2
u não é o versor de

v

A todo vetor

v é possível associar dois vetores unitários w e (-w) de mesma direção de
v pois
→ →
− = u u = 1.

Exemplo 1: O vetor v=(0,-1) é um vetor unitário porque v =
2 2
) 1 ( ) 0 ( − + = 1 0 + = 1 = 1.

Exemplo 2: O vetor v = (1,1) não é unitário porque v ≠1.

Exemplo 3: A partir do vetor v = (1,1) não unitário encontrar um vetor unitário w.
Resolução: w=
v
v
=
2 2
) 1 ( ) 1 (
) 1 , 1 (
+
= |
¹
|

\
|
2
1
,
2
1
.
O vetor w encontrado é nomeado de versor de v e é unitário porque w = 1.

Exemplo 4: A partir do vetor encontre um vetor unitário, ou determine um vetor unitário u
na direção do vetor v = (2,-2, 1).

Resolução: Observe que o vetor v = (2,-2,1) não é um vetor unitário pois o seu
comprimento é diferente de 1 ou seja, 3 9 1 (-2) (2) v
2 2 2
= = + + = ≠ 1.
Obtemos o vetor unitário u a partir de v, aplicando a fórmula,
Os vetores

1
u e

2
u da figura ao lado são vetores
unitários, pois têm módulo igual a 1. No entanto, apenas

1
u tem a mesma direção e o mesmo sentido de

v .

2
u

1
u
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u =
v
v
=
2 2 2
) 1 ( ) 2 ( 2
) 1 , 2 , 2 (
+ − +

=
9
) 1 , 2 , 2 ( −
ou
|
|
¹
|

\
|
9
1
. ( ) 1 , 2 , 2 − =
|
¹
|

\
| −
3
1
,
3
2
,
3
2
= u.
O vetor u encontrado é um vetor unitário pois seu módulo (ou norma) é igual a 1.

Fazendo a verificação!
u = ( ) ( ) ( )
2 2 2
3 / 1 3 / 2 3 / 2 + − + =
9
1
9
4
9
4
+ + =
9
9
= 1 = 1
6.4 Módulo de Vetor Livre

omo já vimos, um vetor pode ser representado por um segmento orientado que não parte
da origem do sistema. Neste caso, o vetor é representado por um segmento AB (Fig.a)
de origem no ponto A(x
1
,y
1
) e extremidade em B(x
2
,y
2
) e para determinar sua representação
algébrica fazemos:
AB = B – A
) , ( ) , (
1 1 2 2
y x y x AB − =
) , (
1 2 1 2
y y x x AB − − = = v (vetor)
O módulo deste vetor é determinado a partir do cálculo da distância entre dois pontos AB
(Fig.b), definido por: Assim,
Dist
AB
=

AB = A B−
B – A = (x
2
,y
2
) – (x
1
,y
1
)
B – A = (x
2
- x
1
, y
2 -
y
1
)
Dist
AB
= A B− =
2
1 2
2
1 2
) ( ) ( y y x x − + −

De forma similar, em R
3
A distância entre dois pontos P = (x
1
, y
1
, z
1
) e Q = (x
2
, y
2
,
z
2
) é igual a norma do vetor

PQ. Observe a Fig.(c).
Como

PQ=
→ →
− OP OQ = (x
2
- x
1
, y
2
- y
1
, z
2
- z
1
), então a distância de P a Q é dada por:
dist (P, Q) = |

PQ| =
2
1 2
2
1 2
2
1 2
) ( ) ( ) ( z z y y x x − + − + −




Fig.(a) Fig.(b)
Fig.(c) v =
→ →
− OP OQ

Exemplo 1: A norma (ou módulo) de v = (-1, - 3, 4) é |v|=
2 2 2
) 4 ( ) 3 ( ) 1 ( + − + − = 26 .

Exemplo 2: A distância entre os pontos P = (-1, - 3, 4) e Q = (-1, 2, -2) é:
dist (P, Q) = |

PQ| =
2 2 2
) 4 2 ( )) 3 ( 2 ( )) 1 ( 1 ( − − + − − + − − − = 36 25 0 + + = 61 .
C
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Exemplo 3: Sabendo que a distância entre os pontos A(-1,2,3) e B(1,-1,m) é 7, calcular o
valor de m.
Resolução:
A 7 B ou seja

AB = 7

AB = B – A ⇒ (1,-1,m) – (-1,2,3) = (2,-3,m-3)

AB =
2 2 2
) 3 ( ) 3 ( 2 − + − + m = 7 ⇒ m = 9 ou m = -3
Exemplo 4: Determinar o valor de a para que o vetor

V = (a,
4
1
,
2
1 −
) seja unitário.
Resolução: Vetor unitário ⇒

V = 1

V =
16
1
4
1
2
+ + a = 1 ⇒ 16 = 16
2
a + 5 ⇒ a = ±
4
11

Exemplo 5: Dados os vetores u= (2,n,-1) e v= (n,5,-1) e os pontos A(1,-1,2) e B(1,2,-1),
determinar o valor de n tal que u(v+AB) = 5
Resolução: AB= B-A =(1,2,-1)- (1,-1,2)=(0,3,-3)
Se u(v+AB)= 5⇔ (2,n,-1).[(n,5,-1)+(0,3,-3)]=5 ⇔ (2,n,-1).(n,8,-4)=5
⇔ 2n+8n+4=5 ⇔ 10n+4=5 ⇔ 10n=5-4 ⇔ n=
10
1

Exemplo 6: Dados os pontos P(-3,4) e Q = (-4,-1), determine o vetor u = PQ, o módulo de u,
a distância entre P e Q e encontre um versor w de u.
Resolução:
• u = PQ ⇒ u = (-4,-1) – (-3,4) = (-1, -5)
• u = 26 ) 5 ( ) 1 (
2 2
= − + −
• D
PQ
= 26 25 1 ) 4 1 ( )) 3 ( 4 (
2 2
= + = − − + − − −
• w =
u
u
=
|
|
¹
|

\
|
− −
=
|
|
¹
|

\
| − −
=
− −
26
26 5
,
26
26
26
5
,
26
1
26
) 5 , 1 (
. Note que w é um vetor unitário
obtido a partir de u, portanto w é versor de u.

Exemplo 7: A partir do vetor u = (3, 4) encontre o versor v de u (ou encontre um vetor
unitário v na direção do vetor u)
Resolução: Observe que o vetor u = (3, 4) não é um vetor unitário,
pois o seu comprimento é diferente de 1 ou seja,
1 5 25 4 3
2 2
≠ = = + = u

Obtemos o vetor unitário v a partir de u, aplicando a fórmula:
v = u
u
.
| |
1
|
|
¹
|

\
|

Assim, v = u
u
.
| |
1
|
|
¹
|

\
|
= ( ) ( ) |
¹
|

\
|
= |
¹
|

\
|
=
|
|
¹
|

\
|
+
5
4
,
5
3
4 , 3 .
5
1
4 , 3 .
4 3
1
2 2
. Observe o vetor projetado no
plano. Seu módulo (comprimento) é igual a 1 u.m.(unidade de medida)


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A
AAg
ggo
oor
rra
aa,
,, t
tte
een
nnt
tte
ee v
vvo
ooc
ccê
êê!
!! Resolva as atividades

Lista 4 de Atividades
1) Dados os vetores:

u = ( 2, -1, 1 ),

v = ( 1, -1, 0 ) e

w= ( -1, 2, 2) , calcular :
a) <

w,

v >; b)

v . (

u -

w); c) ( 2

u ).(3

v ); d) (

u +

v ).(

u -

v )
e)

w ×

v ; f)

v ×

w; g)

u x

v ; h) (

u ×

v ).(

u ×

v )
i)

w(

u ×

v ); j)

u (

wx

v ); k)

v (

wx

u ); l)

v ×(

u -

w)
2) Dados os pontos A(2,-1,2), B(1,2,-1) e C(3,2,1), determinar o vetor
|
¹
|

\
|
− ×
→ → →
CA BC CB 2 .
3) Considere os vetores do espaço, u = (2,-4,5), v = (1/2, -2, -1) e w = (1,1,1).Demonstre a
propriedade de produto interno (ou escalar) definida em:
(i) u.v=v.u
(ii) u(v+w)=u.v +u.w
4) Dados os vetores

u = (4, ∝,-1) e

v = (∝,2,3) e os pontos A(4,-1,2) e B(3,2,-1),
determinar o valor de ∝ tal que

u .(

v +

BA) = 5
5) Sejam u = ( 2, 3, 4, 0), v = ( 1, 2 , 3, 2) e w = ( 3, 2 , -1, -1), vetores de R
4
. Encontre:
a) < u, v> b) <u, w> c) v.w

6) Determine o valor de x de modo que (x, 1, 3, 2).(2, x, 0, x) = 3

7) A partir do produto interno, vetorial e misto, podemos resolver alguns problemas. Por
exemplo, calcular o módulo de vetor, a área de paralelogramo e triângulos e, o volume
de paralelepípedo. Aplicando estes conceitos, determine:
7.1) Sejam os vetores

u ( 3,1,-1 ) e

v = ( a,0,2 ).Calcular o valor de a para que a área
do paralelogramo determinado por

u e

v seja igual a 6 2 .
7.2) Calcular a área do triângulo cujos vértices são os pontos A=(1,-2,1); B=(2,-1,4) e
C=(-1,-3,3). (Dica: Fórmula da Área do triângulo é S

=
→ →
× v u
2
1
)
7.3) Calcular o valor de m para que o volume do paralelepípedo determinado pelos
vetores

1
v ,

2
v e

3
v seja igual a 10 para:

1
v =2

i -

y ,

2
v =6

i +m

y -2

k e

3
v =4

i +k.
7.4) Os vetores

a = (2,-1,-3 ),

b = (-1,1,-4 ) e

c = (m+1, m, -1) determinam um
paralelepípedo de volume 42. Calcular m.
7.5) Encontre o módulo dos vetores u = (2,4,5) e v = (-1, 3,4).
8) Verifique se os vetores u = (-1,3), v = (1,1) e w = (2,4) são unitários.
9) Encontre o versor w, dos vetores: (a) u = (1,2,3); (b) v = (-1,3,2); (c) s = (0,2,1).
10)Determinar ∝ para que o vetor

v = (∝,
2
1
,
2
1 −
) seja unitário.
11) Sabendo que a distância entre os pontos A(-1,2,3) e B(1,-1,m) é 7, calcular m.

12) Determinar x para que o vetor

v = (x,
2
1
,
3
1
) seja unitário.
13) Dados os vetores de lR
2
, definidos por u= (1,2,3), v=(-1,1,4) e w = (1,1,3), encontre:
(a) O produto interno entre v e w (b) vx(u-w)
(c) O produto misto entre w, u e v (d) O volume do paralelepípedo formado por w, u e v
(em m
3
).
(e) <u,v> (f) ux(v-w)
(g) u(vxw) (h) O volume do paralelepípedo formado por u, v e w.
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α αα α
(i) u.w (j) ux(w-v)
(k) O produto misto entre v, u e w. (l) O volume do paralelepípedo formado por v, u e w.
(m) A área do paralelogramo formado por u e v (em m
2
)
(n) A área do paralelogramo formado por v e w
(o) A área do paralelogramo formado por u e w
(p) A quantidade de papelão gasto para construir um paralelepípedo formado pelos vetores
u, v e w em m
2
(desconsidere as bordas para colar as laterais e bases do objeto).

Respostas: 1a) -3; b) 6; c) 18; d) 4; e) 2i+2j-k ou (2,2,-1); f) -2i-2j+k; g) i+j-k; h) 3; i) -1; j) 1; k) -1; l) i+j ou
(1,1,0); 2) (12,-8,-12) ou 12i-8j-8k; 3) (i) provar que u.v=4=v.u; (ii) provar que u(v+w)=7=u.v+u.w; 4) x = 7/3;
5(a) 14 + 3. 2
1/2
(b) 2+ 3. 2
1/2
(c)0; 6) x = 3/5; 7.1) a=-2 ou a = -4; 7.2) S= a u.
2
10 3
; 7.3) m=-2 ou m = -12;
7.4) m=2 ou m=-8/3; 7.5) 5 3 = u e 26 = v ; 8) Os vetores u, v e w não são unitários pois tem módulo diferente
de 1 unidade ou seja, 10 = u , 2 = v e 5 2 = w ; 9) Os versores procurados são: (a) w =
|
|
¹
|

\
|
14
3
,
14
2
,
14
1
;
(b) w =
|
|
¹
|

\
|

14
2
,
14
3
,
14
1
;(c) w =
|
|
¹
|

\
|
5
1
,
5
2
, 0 ; 10) ∝ =
2
2
±
; 11) m = -3 ou m = 9; 12) ∝ =
6
23
±
; 13)
(a) <v,w> = 12 (b) vx(u-w)= -4i – k ou (-4,0,-1)
(c) w(uxv) = 7 (d) O volume do paralelepípedo formado por w, u e v é 7m
3.

(e) <u,v> = 13 (f) ux(v-w) = 2i-7j+4k = (2,-7,4)
(g) u(vxw) = 7 (h) O volume do paralelepípedo formado por u, v e w é 7m
3.

(i) u.w = 12 (j) ux(w-v) = -2i+7j-4k ou (-2,7,-4)
(k) v(uxw) = -7 (l) O volume do paralelepípedo formado por v, u e w é 7m
3.

(m) A área do paralelogramo formado por u e v é S= 17 m
2

(n) A área do paralelogramo formado por v e w é S=3 6 m
2

(o) A área do paralelogramo formado por u e w é S= 10 m
2

(p) A quantidade de papelão gasto para construir um paralelepípedo formado pelos vetores u, v e w em m
2
é de
2( 17 +3 6 + 10 ) m
2
= 29,26m
2
considerando 17 =4,12, 6 =2,45 e 10 =3,16


7 Ângulos e Vetores: Paralelismo e Ortogonalidade
7.1 Ângulo de dois vetores:

produto escalar entre os vetores u e v pode ser escrito na
forma u.v = |u| |v| cos α αα α
onde α αα α é o ângulo formado pelas semi-retas que contém u e v
tal que 0 ≤ v ≤ 180º.
A partir desta definição de produto escalar, podemos obter o
ângulo entre dois vetores genéricos u e v, não-nulos, fazendo
cos α αα α =
v u
v u
.
.
, para os vetores u ≠ 0 e v ≠ 0.
Após encontrar o valor do cos α αα α , encontramos o ângulo α αα α na tabela de cossenos.
Ou: O ângulo de dois vetores

u e

v não nulos é o ângulo α αα α formado pelas semi-retas AO e
OB e tal que 0 π α ≤ ≤ .

Demonstração:
Sejam os vetores u e v abaixo e α αα α o ângulo entre eles
O
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Aplicando a lei dos cossenos ao triângulo ABC tem:
α cos . . 2
2 2 2
v u v u v u − + = − . Lembrando que
→ →
− + = − v u v u v u 2
2 2 2

Então comparando as duas equações temos:
α cos 2 2
2 2 2 2
v u v u uv v u − + = − +
uv 2 − = -2 α cos v u ⇔ -2 α cos v u = uv 2 − ⇔ α cos =
v u
uv
2
2


v u
v u.
=
Portanto, cos α αα α
v u
v u.
=


PROPOSIÇÕES
(a) Se α = π,

u e

v têm a mesma
direção e sentidos contrários.



(b) Se α = 0,

u e

v têm a mesma
direção e mesmo sentido.


(c) Se α =
2
π
,

u e

v são ortogonais e
indica-se:

u ⊥

v .


Neste caso o ∆ OBC permite escrever: (teorema de Pitágoras) = +
→ →
2
v u
2 2
→ →
+ v u

(d) O vetor nulo é considerado ortogonal a qualquer vetor.

(e) Se

u é ortogonal a

v e m é um número real qualquer,

u é ortogonal a m

v .

(f) O ângulo formado pelos vetores

u
e (-

v ) é o suplemento do ângulo de

u e

v .



Exemplo 1: Se u = (-2,-2) e v = (0, -2) então o ângulo ß entre os vetores u e v é de 45°.
Verificando: cos ß =
v u
v u
.
.
=
2 2 2 2
) 2 ( ) 0 ( . ) 2 ( (-2)
,-2) (-2,-2).(0
− + − +

α αα α α αα α
α αα α = 0
α αα α = π ππ π
π ππ π-α αα α
α αα α
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cos ß =
2
2
2
1
2 4
4
32
4
4 . 8
4 0
= = = =
+

cos ß =
2
2
então ß = 45
o

Exemplo 2: Calcular o ângulo entre os vetores

u = (1,1,4) e

v = (-1,2,2)

Resolução: cosθ = →
v u
v u
.
.
2 3 18 16 1 1 = = + + = u → 3 9 4 4 1 = = + + = v
cosθ =
( )( )
2
2
2
1
2 9
9
2 9
8 2 1
3 . 2 3
2 , 2 , 1 . 4 , 1 , 1
= = =
+ + −
=


cosθ =
0
45
2
2
= →θ

Exemplo 3: Sabendo que o vetor

v = (2,1,-1) forma um ângulo de 60° com o vetor

AB
determinado pelos pontos A (3,1,-2) e B (4,0,m), calcular m.
Resolução:

AB= B – A ( 4,0,m ) – (3,1,-2 ) ( 1,-1,m+2)
6 4 4 4 1 1
2 2
____
+ + = + + + + = m m m m AB
6 1 1 4 = + + = v
... θ = 60° cos 60 ° =
2
1

cos θ =
( )( )
( ) 6 4 6
2 , 1 , 1 1 , 1 , 2
2
1
.
.
2
+ +
+ − −
= →
m m
m
v u
v u
⇒ ( ) ( ) 2 1 2 2 6 4 6
2
− − − = + + m m m
( ) 6 4 6
2
+ + m m =[2(-1-m)]
2
⇒6m² +24m + 36 = (-2 – 2m)² ⇒
6m ² +24m + 36= 4 + 8m + 4m²⇒
m²+8m+16=0⇒
∆=(8)
2
-4.1.16=0⇒m= 4
2
8
2
0 8
− =

=
± −

Portanto, m = -4

Exemplo 4: Determinar os ângulos internos do triangulo ABC, sendo A(3,-3,3); B (2, -1, 2) e
C ( 1, 0, 2) e seus lados são respectivamente AC, AB e BC.
Resolução: Calcular cos
¬ ¬
B A cos , e cos
¬
C
( ) ( ) ( ) 1 , 2 , 1 3 , 3 , 3 2 , 1 , 2 − − ⇒ − − − = − =

A B AB
( ) ( ) ( ) 1 , 3 , 2 3 , 3 , 3 2 , 0 , 1 − − ⇒ − − = − =

A C AC
( ) ( ) ( ) 0 , 1 , 1 2 , 1 , 2 2 , 0 , 1 − ⇒ − − = − =

B C BC
6 1 4 1 = + + =

AB
14 1 9 4 = + + =

AC
2 1 1 = + =

BC
0
^ ^
10 , 19
9449 , 0
28
5
2 . 14
0 3 2
.
.
cos
±

=
+ +
⇒ = =
→ →
BC AC
BC AC
C C . Portanto,
0
^
19
28
5
arccos = = C
De forma similar, encontramos os

Exemplo 5: Provar que o triangulo de vértices A ( 2,3,1 ) , B ( 2,1,-1 ) e C ( 2,2,-2 ) é um
triangulo retângulo. Obs.: Quando o produto escalar de dois vetores for igual a zero ele é
retângulo.
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Resolução:
( ) 2 , 2 , 0 − − ⇒ − =

A B AB
( ) 3 , 1 , 0 − − ⇒ − =

A C AC
( ) 1 , 1 , 0 − ⇒ − =

B C BC
( )( ) 0 8 6 , 2 0 3 , 1 , 0 2 , 2 , 0 . ≠ = + + = − − − − ⇒
→ →
AC AB
( )( ) 0 2 2 0 1 , 1 , 0 2 , 2 , 0 . = + − = − − − ⇒
→ →
BC AB
Logo o triangulo ABC é retângulo.
7.2 Decomposição de um vetor v = P(x,y)
A decomposição de vetores é usada para facilitar o cálculo do vetor resultante. Observe a
seqüência de ações nas figuras (a), (b) e (c).
• (a) Consideremos o vetor v = P(x,y) nomeado de F sendo F o vetor força e α o ângulo
entre F e o eixo x.
• (b) Vamos decompor o vetor F em outros dois vetores Fx e Fy.
• (c) Agora, vamos trocar o vetor F
y
de posição para formarmos um triângulo
retângulo.
(a) (b) (c)






Note que, para determinar o valor de F
x
e F
y
basta resolvermos o triângulo retângulo

Portanto: ⇒ =
F
Fy
senα F
y
= F senα αα α
⇒ =
F
Fx
α cos F
x
= F cosα αα α
7.3 Ângulos Diretores e Cossenos Diretores de um Vetor

eja o vetor
→ → → →
+ + = zk yj xi v .
Ângulos diretores de

v são os ângulos γ β α , , que

v forma com os vetores
→ → →
k j i , ,
respectivamente.


K


v
α
β


Observação: os vetores da base canônica
{

i = ( 1,0,0 ),

y = (0,1,0),

k = ( 0,0,1 ) }
são ortogonais entre si.
0 . . . = = =
→ → → → →
k y k i y i e são unitários
S
α αα α
α αα α
α αα α
α αα α
F
x
= vetor força no eixo x
F
y
= vetor força no eixo y
F = vetor força
α αα α = ângulo entre F e o eixo x
Lembrando da trigonometria:
hip
o c
sen
. .
= α e
hip
a c . .
cos = α
Neste caso: F
x
é o cateto adjacente (c.a.) do ângulo, F
y
é o
cateto oposto (c.o.) do ângulo e F é a hipotenusa.
α αα α
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j


I


1 1 1 = = = = =
→ → →
k y i

Cossenos diretores de

v são os cossenos de seus ângulos diretores isto é,
cos γ β α cos , cos , .
Para o cálculo dos cossenos diretores, utilizamos a fórmula do ângulo entre dois vetores.
Demonstração: seja

v = ( x, y, z ) ,

i = ( 1, 0, 0 ) ,

y = ( 0, 1, 0 ) e

k = ( 0, 0, 1 ) então:
( )( )
→ →
→ →
=
+ +
= =
v
x
z y x
z y x
i v
i v
2 2 2
0 , 0 , 1 . , ,
.
.
cosα
cos

=
v
y
γ e cos
v
z
= β
Exemplo 1:
Calcular os cossenos diretores e os ângulos diretores do vetor

v = ( 6,-2,3 )
cos
0
31
7
6
cos
7
6
= = = =
(
¸
(

¸

=

α α α
v
x

cos
0
107 286 , 0 cos
7
2
= − = =

= β β β
cos
0
65 428 , 0 cos 428 , 0
7
3
= = = = = γ γ γ
Exemplo 2:
Dados os pontos A ( 2,2,-3 ) e B ( 3,1,-3 ). Calcular os cossenos diretores e os ângulos
diretores do vetor

AB .

AB = B – A = ( 1,-1,0 )
cos
0
45
2
2
2
1
= = = α α
cos
0
135
2
2
2
1
=

=

= β β
cos
0
90 0 cos 0
2
0
= = = = = γ γ γ

Observação Importante: Sempre que um vetor tem nula uma de suas componentes, a sua
correspondente é ortogonal (exemplo acima).

7.4 Paralelismo de dois vetores

ois vetores u = (u
1
, u
2
, ..., u
n
) e v = (v
1
, v
2
, ..., v
n
) são paralelos (ou colineares)
indica-se u//v quando suas coordenadas são proporcionais ou seja:

u ⁄ ⁄⁄ ⁄ ⁄ ⁄⁄ ⁄ v se
n
n
v
u
v
u
v
u
= = = ...
2
2
1
1
= k , k real.

Os vetores paralelos têm a mesma direção,
independe do sentido. Note que u // v // w.

D
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Exemplo 1: Considere u = (2,3,-7), v = (-4,-6,14). Verifique se são vetores paralelos.

Resolução:
Por definição, u ⁄ ⁄⁄ ⁄ ⁄ ⁄⁄ ⁄ v se
n
n
v
u
v
u
v
u
= = = ...
2
2
1
1
= k. Fazendo u//v =
14
7
6
3
4
2 −
=

=

obtemos
u//v =
2
1
. Note que as componentes são proporcionais porque a razão entre elas é k =
2
1
. Assim, u e v são vetores paralelos.

Exemplo 2: Determinar os valores de m e n para que sejam paralelos os vetores
) 1 , 3 , 1 ( + = m U e ) 1 2 , 2 , 4 ( − = n V
Resolução: ⇒

= =
+
1
1 2
2
3
4
1 n m
4
5
5 4 3 2 4 1 2
2
3
5 10 2 12 2 2
2
3
4
1
= ⇒ = ⇒ = − ⇒ − =
= ⇒ = ⇒ = + = =
+
n n n n
m m m
m

Exemplo 3: Dados os pontos P(1,2,4), Q(2,3,2) e R(2,1,-1), determinar as coordenadas de
um ponto S tal que, P, Q, R e S sejam vértices de um paralelogramo.

Resolução: Basta usar uma igualdade para achar as coordenadas de S.
) 1 , 0 , 1 (
1 2 1
0 1 1
1 1 2
) 2 , 1 , 1 ( ) 1 , 1 , 2 (
) 2 , 1 , 1 ( ) 4 , 2 , 1 ( ) 2 , 3 , 2 (
) 1 , 1 , 2 ( ) , , ( ) 1 , 1 , 2 (
=
= ⇒ − = − −
= ⇒ = −
= ⇒ = −
− = − − − − ⇒ =
− ⇒ − = − =
− − − − ⇒ − − = − =
S
z z
y y
x x
z y x PQ SR
P Q PQ
z y x z y x S R SR

Exemplo 4: Determinar os valores de m e n para que sejam paralelos os vetores U = (m +1,
3,1) e V = (4,2,2n – 1).
Solução: A condição de paralelismo de dois vetores permite escrever:
1 2
1
2
3
4
1

= =
+
n
m
ou

¹
´
¦
= −
= +
2 ) 1 2 ( 3
12 ) 1 ( 2
n
m

¹
´
¦
= −
= +
2 3 6
12 2 2
n
m

A solução do sistema permite dizer que m = 5 e n = 5/6

Lembre-se que:
• Um vetor v = (x
1
, y
2
, z
3
) pode ter a sua origem em qualquer ponto. Normalmente,
situamos o ponto de origem, na origem do sistema (0,0,0). Quando não é situado a
partir da origem, o vetor é livre, ele não tem posição fixa, ao contrário do ponto.
• Ponto Médio de um segmento: É possível determinar as expressões das
coordenadas do ponto médio do segmento de reta de extremidades A(x
1,
y
1
) e
B(x
2
,y
2
).
Solução: O ponto médio M é tal que
→ →
= MB AM ou M – A = B – M.
Sendo M(x,y), vem então: (x – x
1
,y – y
1
) = (x
2
– x,y
2
– y) e dai temos
x – x
1
= x
2
– x e y – y
1
= y
2
– y, por tanto: 2x = x
2
+ x
1
e 2y = y
2
+ y
1

Álgebra Linear – Vetores em R
n
125
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Logo: x =
2 2
2 1 1 2
x x x x +
=
+
e y =
2 2
2 1 1 2
y y y y +
=
+


7.5 Ortogonalidade de dois vetores

ois vetores u = (u
1
, u
2
, ..., u
n
) e v
= (v
1
, v
2
, ..., v
n
) são ortogonais
(ou perpendiculares), quando o
ângulo ß por eles formado é de 90°
(ângulo reto). Neste caso, cos ß=
cos 90° = 0, o que implica, pela fórmula do
cálculo de ângulos de vetores, que o
produto interno usual entre eles é zero ou
seja,

u . v = 0 Indica-se u ⊥ ⊥⊥ ⊥ v.
Podemos afirmar também que cos λ λλ λ = 0
.
.
=
v u
v u

Exemplo 1: Considere u = (2,3), v = (-3,2) e w = (-6,4). Verifique se os vetores, dois a dois,
são ortogonais.
Resolução:
u.v= (2,3). (-3,2) = -6 + 6 = 0 logo u e v são ortogonais.
u.w= (2,3). (-6,4) = -12 + 12 = 0 logo u e w são ortogonais
v.w= (-3,2). (-6,4) = 18 + 8 = 26 ≠ 0 logo v e w não são ortogonais
Projete-os no plano cartesiano e verifique se, geometricamente, os vetores ortogonais
formam entre si, ângulo reto.

Exemplo 2: Verifique se os vetores u = (-3, 2) e v = (4,3), eles são ortogonais no espaço
vetorial V = R
2
em relação ao produto interno não usual definido em:
(x
1
, y
1
) . (x
2
, y
2
) = x
1
. x
2
+ 2 y
1
. y
2
.
Resolução:
u.v= (-3,2) . (4,3) = -3.4 + 2.2.3 = -12 + 12 = 0 logo u e v são ortogonais.

Exemplo 3: Verifique se os vetores u = (1,2) e v = (-2,1), são ortogonais no espaço vetorial
V = R
2
em relação ao produto interno usual.
Resolução:
u.v= -2+2=0. Logo u e v são ortogonais.
Ou cos λ λλ λ = 0
.
.
=
v u
v u
→ →→ → cos λ λλ λ=
5 . 5
) 1 , 2 ).( 2 , 1 ( −
→ →→ → cos λ λλ λ=
25
2 2 + −
→ →→ → cos λ λλ λ=0. Se cos λ λλ λ=0, então
λ λλ λ=90º, portanto os vetores são perpendiculares ou ortogonais.



A
AAg
ggo
oor
rra
aa,
,, t
tte
een
nnt
tte
ee v
vvo
ooc
ccê
êê!
!! Resolva as atividades

Lista 5 de Atividades

1) Sejam u = ( 2, 3, 4, 0), v = ( 1, 2 , 3, 2) e w = ( 3, 2 , -1, -1), vetores de R
4
. Verifique
quais vetores são ortogonais dois a dois e justifique.
2) Considere os vetores u = (-1, 2, 5, 3), v = (3, -6, -15, -9) e w = (0, 1, -1, 1), vetores de
R
4
. Determine:
(a) Os vetores são paralelos (verifique dois a dois)? Justifique.
(b) Os vetores são ortogonais (verifique dois a dois)? Justifique.
3) Existem valores para k, de modo que u=(2k, 6, 0, 1, 8) e v=(3, 2k, 1, 0, 2) sejam
ortogonais?
D
Álgebra Linear – Vetores em R
n
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4) Sabendo que o ângulo entre os vetores

u e

v é de 60
0
, determinar o ângulo formado
pelos vetores:
a)

u e -

v
b) -

u e

v
c)-

u e -

v
d)2

u e 3

v
5) Encontre os ângulos diretores e cosseno diretor do vetor u = (-2, 3).
6) Encontre os ângulos diretores do vetor u = (1,3,2).
7) Determinar a e b de modo que os vetores u = (4,1,-3) e v = (6,a,b) sejam paralelos.

Respostas: 1) v e w são ortogonais pois v . w = 0; 2) u e v são paralelos pois u/v=k=-1/3; u e w não são paralelos
pois não se define k para -1/0; v e w não são paralelos pois não se define k=3/0; 2b) os vetores u e w, v e w
são ortogonais pois seu produto interno é nulo e os vetores u e v não são ortogonais pois seu produto é -127.;
3) Sim, u e v são ortogonais para k = -8/9; 4) a) 120º b) 120º c) 60º d) 60º ; 5) cos α =
13
13 2 −
então α =
....; cos β =
13
13 3
então β = ....; 6) cos α =
14
14
então α = ....; cos β =
14
14 3
então β = ....; cos λ=
14
14 2
então λ =... 7) u e v são paralelos para a=3/2 e b=-9/2.


Atividade Complementar
1) Determinar a extremidade do segmento que representa o vetor V = (2,-5), sabendo
que sua origem é o ponto A(-1,3).
2) Dados os vetores U = (3,-1) e V = (-1,2), determinar o vetor W tal que:
a) 4(U - V ) + 1/3W = 2U - W
b) 3W - (2W - W ) = 2(4W - 3U )
3) Dados os pontos A(-1,3), B(2,5) e C(3,-1), calcular
→ →
− AB OA ,
→ →
− BC OC e
→ →
− CB BA 4 3 .
4) Dados os vetores U = (3,-4) e V = (-9/4,3), verificar se existem números a e b
tais que U = a V e = V = b U .
5) Dados os vetores u = (2,-4) e v = (-5,1) e v = (-12,6), determinar K
1
e K
2
tal que v =
K
1
u + K
2
v.
6) Dados os pontos A(-1,3), B(1,0), C(2,-1), determinar D tal que
→ →
= BA DC .
7) Dados os pontos A(2,-3,1) e B(4,5,-2), determinar o ponto P tal que
→ →
= PB AP .
8) Dados os pontos A(-1,2,3) e B(4,-2,0), determinar o ponto P tal que
→ →
= AB AP 3 .
9) Determinar o vetor v sabendo que (3,7,1) + 2v = (6,10,4) - v.
10) Encontrar os números a
1
e a
2
tais que w = a
1
v
1
+

a
2
v
2,
sendo v
1
= (1,-2,1), v
2
= (2,0,-
4) e w = (-4,-4,14).
11) Verificar se são colineares os pontos:
a) A(-1,5,0), B(2,1,3) e C(-2,-7,-1) b) A(2,1,-1), B(3,-1,0) e C(1,0,4)
12) Calcular a e b de modo que sejam colineares os pontos A(3,1,-2), B(1,5,1) e C(a,b,7).
13) Mostrar que os pontos A(4,0,1), B(5,1,3), C(3,2,5) e D(2,1,3) são vértices de um
paralelogramo.
14) Verifique se o vetor u = (1,4) é unitário.
15) A partir dos vetores u = (2,1), v = (-1,3) e w = (1,1) encontre os vetores u´, v´, w´
que sejam unitários.
16) Dados os pontos A(-1,2), B(3,1) e C(-2,4), determinar D(x,y) de modo que AB CD
2
1
=
17) Sabendo que a distância entre os pontos A(-1,2,3) e B(1,-1,m) é 7, calcular m.
Respostas:
1) (1,-2); 16) D = (0,7/2).17)m=-3 ou m = 9.
Álgebra Linear – Vetores em R
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127
Profª(s) MSc.Elisa Netto Zanette, MSc. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.Ledina Lentz Pereira


Bibliografia

KAPLAN, Wilfred; LEWIS, Donald J. Cálculo e Álgebra Linear. RJ: LTC, 1975.
KUHLJAMP, Nilo. Matrizes e Sistemas de Equações Lineares. Florianópolis: Ed. da UFSC,
2007.
LAY, David C. Álgebra linear e suas aplicações. 2.ed Rio de Janeiro: LTC, 1999. 504 p.
LEON, Steven J. Álgebra linear com aplicações. 4.ed Rio de janeiro: LTC, 1999. 390 p.
LINS, Romulo Campos e GIMENEZ, Joaquim. Perspectivas em Aritmética e Álgebra para o
século XXI. São Paulo, Papirus, 1997.
STEINBRUCH, Alfredo; WINTERLE, Paulo. Álgebra Linear. Rio de Janeiro: Makron Books,
1987. 581 p.
STEINBRUCH, Alfredo. Álgebra linear e geometria analítica. São Paulo: Ed. McGraw-Hill,
1975. 518 p.
WINTERLE, Paulo. Vetores e Geometria Analítica. SP: Makron Books, 2000.

Álgebra Linear – Vetores em Rn

82

6.3 Vetor Unitário e Versor de um Vetor: ...................................................................115 6.4 Módulo de Vetor Livre ........................................................................................116 Lista 4 de Atividades ............................................................................................118 7 Ângulos e Vetores: Paralelismo e Ortogonalidade.........................................................119 7.1 Ângulo de dois vetores: ......................................................................................119 7.2 Decomposição de um vetor v = P(x,y) .................................................................122 7.3 Ângulos Diretores e Cossenos Diretores de um Vetor .............................................122 7.4 Paralelismo de dois vetores.................................................................................123 7.5 Ortogonalidade de dois vetores ...........................................................................125 Lista 5 de Atividades ............................................................................................125 Atividade Complementar.......................................................................................126 Bibliografia ................................................................................................................127

1 Introdução: Retas e Segmentos Orientados
ara compreender o conceito de vetores vamos rever alguns conceitos básicos de reta orientada e segmentos:

P

1.1 Reta Orientada: Eixo

Uma reta r é orientada quando fixa nela um sentido de percurso, considerado positivo e indicado por uma seta. r

O sentido oposto é negativo. Uma reta orientada é denominada de eixo.

1.2 Segmento Orientado
Um segmento orientado é determinado por um par ordenado de pontos. O primeiro é chamado origem do segmento, o segundo chamado extremidade. O segmento orientado de origem A e extremidade B é representado por AB e, é geometricamente, indicado por uma seta que caracteriza visualmente o sentido do segmento.

1.3 Medida de um Segmento
Fixada uma unidade de comprimento, cada segmento orientado pode-se associar um número real, não negativo, que é a medida do segmento em relação aquela unidade. A medida do segmento orientado é o seu comprimento ou seu módulo. O comprimento do segmento AB é indicado por AB . Assim, o comprimento do segmento AB representado na figura abaixo é de 5 unidades de comprimento (u.c.):

AB = 5 u.c.

Observe que: Os segmentos podem ser também, nulos ou opostos:

Segmento Nulo: Quando a extremidade do segmento coincide com a origem. Os segmentos nulos têm comprimento igual a zero.

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Álgebra Linear – Vetores em Rn

83

Segmentos Opostos: Se AB é um segmento orientado, o segmento orientado BA é oposto de AB. Note que, a medida dos segmentos opostos é a mesma,

AB = BA .

1.4 Direção e Sentido do segmento orientado
Dois segmentos orientados não nulos AB e CD têm a mesma direção se, as retas suportes desses segmentos, são paralelas ou coincidentes.

Retas paralelas: segmentos com mesma direção e sentido

Retas paralelas: segmentos com mesma direção e sentido contrário

Retas coincidentes: segmentos com mesma direção e sentido Observações:

Retas coincidentes: segmentos com mesma direção e sentido contrário

• Podemos comparar os sentidos de dois segmentos orientados somente quando eles têm mesma direção. • Dois segmentos orientados opostos têm sentidos contrários.

1.5 Segmentos Eqüipolentes
Dois segmentos orientados AB e CD são eqüipolentes quando têm a mesma direção, o mesmo sentido e o mesmo comprimento.

Se os segmentos orientados AB e CD não pertencem à mesma reta. Para que AB seja eqüipolente a CD é necessário que AB//CD (// significa paralelos) e AC//BD, isto é, ABCD deve ser um paralelogramo.

Observações: • Dois segmentos nulos são sempre eqüipolentes. • A eqüipolência dos segmentos AB e CD é representada por AB ~ CD. Propriedades da Eqüipolência (1) AB ~ AB (reflexiva). (2) Se AB ~ CD, CD ~ AB (simétrica). (3) Se AB ~ CD e CD ~ EF, AB ~ EF (transitiva). (4) Dado o segmento orientado AB e um ponto C, existe um único ponto D tal que AB~CD.

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Álgebra Linear – Vetores em Rn

84

2 Vetores: Definições

2.1 Grandezas Escalares e Vetoriais

E

xistem dois tipos de grandezas: as escalares e as vetoriais. As grandezas escalares são determinadas por um valor (número) e uma unidade. Exemplo: comprimento, área, volume, etc. Quando afirmamos que a altura de um quadro é de 1,5 m ou que o volume da caixa é de 20 dm3 estamos determinando a grandeza escalar. Em várias aplicações físicas, por exemplo, existem determinadas grandezas, como temperatura e pressão, que possuem somente “magnitude” e podem ser representadas por números reais (grandezas escalares). Entretanto, existem outras grandezas, como força, velocidade, aceleração, deslocamento e impulso que, para serem completamente identificadas, precisam, além da “magnitude” (módulo), da “direção” e do “sentido”. Estes são exemplos grandezas vetoriais ou vetores.

Definição 1: Vetores são grandezas que, para serem identificadas, precisam da magnitude, da direção e do sentido. Assim, um vetor tem três características: módulo (ou magnitude), direção e sentido. • A direção é dada pela reta que contém o segmento. • O sentido é dado pelo sentido do movimento do segmento. • A magnitude (ou módulo) é o comprimento do segmento. Indicamos por duas barras verticais: |v| (Lê-se: módulo de v)

A representação geométrica de um vetor é um segmento orientado de reta: AB, CD, ...

Definição 2:

Vetor é um conjunto de todos os segmentos orientados

eqüipolentes3 a um segmento AB ou seja, com mesma direção, comprimento e sentido.

Note que neste conceito, desconsideramos a idéia de grandezas vetoriais e o vetor é compreendido a partir de um segmento orientado4. Onde, dois ou mais segmentos orientados de mesmo comprimento, mesma direção (são paralelos ou colineares) e mesmo sentido são representantes de um mesmo vetor v. (Fig.1) Na Figura 2, os vetores u e v são iguais (eqüipolentes) e representam um mesmo vetor. Idem para os vetores x e w. O mesmo não ocorre com os vetores s, t e m, n. Todos têm o mesmo comprimento, mas não tem a mesma direção e sentido. Fig.1

3 4

Equivalentes. Um segmento está orientado quando nele se escolhe um sentido de percurso, considerado positivo. Profª(s) MSc.Elisa Netto Zanette, MSc. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.Ledina Lentz Pereira

. v3. x3 .0) ou (0.. A notação vi indica o i-ésimo elemento do vetor... vn são chamados de coordenadas ou componentes do vetor v. v2.. É importante notar que os vetores no plano e no espaço são determinados exclusivamente pelo seu ponto final.. Observe que....Ledina Lentz Pereira .x n ) ∈ IR n • • Somente os vetores em R2 e R3 podem ser representados geometricamente. vn). x 4 ) ∈ IR 4 ....... v2.. e seus elementos são geralmente representados em letras minúsculas com um subscrito (vi). B Indica-se por v = AB A (2) Algebricamente: vetor é um par ordenado (plano) ou uma terna ordenada (espaço tridimensional) ou ainda uma n-úpla ordenada (espaço n-dimensional) de números reais..... Os escalares v1. v = ( x1 .. x 2 .. pois o ponto inicial é fixo na origem. v3..Elisa Netto Zanette.0). Em geral. x 2 ) ∈ IR 2 v = ( x1 .. vetores paralelos têm a mesma direção e que cada direção pode ser associada a dois sentidos: sentidos iguais ou sentidos contrários. v = ( x1 . x 2 . • Os vetores s e t têm a mesma direção e sentidos contrários. MSc.. têm n elementos (escalares). x 4 ..    v n  O termo escalar é usado com o significado de um número real.. O vetor v é um vetor de dimensão n.. v2 é o segundo elemento do vetor.... Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. Por exemplo. denominados “vetores do plano” e “vetores no espaço”. A letra usada para os elementos é normalmente a mesma letra utilizada para o vetor. vn) ou em forma de coluna (matriz): v1  v  2 v =  .. Vetores são geralmente representados por letras minúsculas em negrito (v). v2.. x3 ) ∈ IR 3 v = ( x1 . • Os vetores m e n têm diferente direção.... consideramos apenas os segmentos orientados como ponto inicial na origem (0.. Profª(s) MSc.2 Note que: • Os vetores u e v têm a mesma direção e o mesmo sentido..... x3 .. Definição 3: Um vetor é um conjunto de números que pode ser escrito como v = (v1... ou seja. Note que: Podemos representar um vetor de duas formas: (1) Geometricamente: vetor é um segmento de reta orientada.. x 2 . O subscrito representa o índice do elemento do vetor....Álgebra Linear – Vetores em Rn 85 Fig... • Os vetores w e x têm a mesma direção e o mesmo sentido.... Esta lista ordenada de n escalares pode ser representada na forma de linha v = (v1.0.

Segundo Winterle (2000) o vetor nulo é considerado paralelo a qualquer vetor. 0) têm quatro componentes e portanto são vetores do R4. Idem para os pontos C e D.0. 4) e v=(5. Resolução: Devemos fazer x+1 = 5 e 3y – 8 = 4 e obtemos x = 4 e y = 4. 3 .-3. cada ponto do espaço pode ser considerado como origem de um segmento orientado que é representante do vetor v. nulos. Numa semana são vendidas 300 unidades do artigo A.5) tem dimensão 5. A quantidade total dos artigos. 200. 12. então –u=(-2. respectivamente.4) Proposição 2: Se todas as componentes do vetor são nulas.4. Assim. Por exemplo. Todo vetor v não nulo. 3. B.. na ordem dada. os segmentos orientados AB e CD determinam o mesmo vetor v. Assim. R$ 12. mesma direção e mesmo sentido. independente de ter ou não.0). então dizemos que v ∈ R5.4) tem dimensão 3. 5) são iguais se a = 3. Em IR2 e IR3. colineares e livres Proposição 1: Dado um vetor v= AB . 41) indica o preço (em reais. O vetor v = (2. 5 Vetor nulo: Os segmentos nulos.. 200 unidades do artigo C e 250 unidades do artigo D. vendidos numa semana.00. porém com sentido contrário. o vetor é dito nulo5 ou vetor zero indicado por 0 = (0. com u=(x+1. onde v = AB = CD O ponto A é denominado ponto inicial ou origem do vetor v e o ponto B é denominado ponto final ou extremidade do vetor. C e D. determinam um único vetor.-v2) com mesmo módulo e mesma direção. num paralelogramo ABCD. e somente se x1 = x2 e y1 = y2 e escreve-se u=v. MSc.2 Proposições: Vetores opostos. dois vetores são iguais (ou eqüipolentes). O vetor v é chamado vetor livre porque o segmento que o representa pode ter sua origem colocada em qualquer ponto do plano. 250) e. por serem eqüipolentes entre si. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. o vetor BA é o oposto de AB e indicamos por (. e que é indicado por 0 ou v=0 = (0. Algebricamente. y1) e v = (x2.Ledina Lentz Pereira . na ordem A. ( -3. 400 unidades do artigo B. respectivamente... Os vetores w = ( 1.-4).. Exemplo 2: Determinar o valor de x e y para u=v. tem um vetor oposto (-v)=(-v1.3. Exemplo 2: O vetor u = (2. Os preços de venda por unidade de artigo são.0. pode ser representada pelo vetor q = (300. Profª(s) MSc.Elisa Netto Zanette. iguais. É o vetor cuja origem coincide com a extremidade.5) e v = (a. 32. Exemplo 1: Os vetores u= (3.00. não tem direção e sentido definidos. o vetor nulo indica a origem do sistema plano e espacial. R$) de venda por unidade de artigos. 5. 3y-8).00.Álgebra Linear – Vetores em Rn 86 Exemplo 1: Uma fábrica produz 4 tipos diferentes de artigos. -4) e z = 2. origens em pontos diferentes.. R$ 32.00 e R$ 41. Proposição 3: Dois ou mais segmentos orientados representam o mesmo vetor (vetores iguais) se têm o mesmo comprimento. se todas as componentes do vetor são iguais. Exemplo: Se u=(2. R$ 25.0. então dizemos que v ∈ R3.0. y2) são iguais se.. u = (x1. o vetor p = (25. 400.. -1.3. chamado vetor nulo ou vetor zero.0).AB ) ou (-v).

(a): v . FG e (c) C AE e BF são colineares (d) AB é ortogonal ao plano BCG (e) DC é paralelo ao plano HEF WINTERLE. AB e CD pertencentes a uma mesma reta ou em retas paralelas. com origem nele. → → Proposição 5: Dois vetores pertencerem a um mesmo plano π. Fig. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.(b): v .6 Profª(s) MSc. 2000. u e v ou mais. u e w não são coplanares Exemplo6 Observe o paralelepípedo retângulo: Podemos afirmar que: (a) H E F D A B G DH = BF EG são coplanares (b) AB.Elisa Netto Zanette.Álgebra Linear – Vetores em Rn → → → → 87 Proposição 4: Dois vetores u e v com a mesma direção são chamados de u e v são colineares se tiverem representantes vetores colineares ou paralelos.Ledina Lentz Pereira . u e w são coplanares Fig.(c): v . são vetores coplanares se → → π → → v → u Importante: dois vetores v e u quaisquer são sempre coplanares. MSc. u e w são coplanares π → → v → → v α w u → π → u w → → → → → → Fig. Três vetores poderão ser coplanares ou não (Fig c). pois podemos sempre tomar um ponto no espaço e. imaginar os → → w → → → dois representantes de v e u pertencendo a um plano π que passa por esse ponto. Assim. p.

2x+5) = (4.2x-12) = (1.1. 2x – 2) = (0. j.Elisa Netto Zanette.Ledina Lentz Pereira . p.MC l) AM ⊥ BL e) DE = . MSc. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. c. y+ 13 ) 2 (c) ( x .1 Expressão analítica de um vetor no plano (R2) O conjunto R2 = R x R = {(x.y. k. vamos estudar os segmentos orientados relacionados com os sistemas de eixos cartesianos do plano (R2) e do espaço (R3).y). É o conjunto formado por todos os vetores com duas coordenadas reais x e y. m. g. h. 4a) x = y= 0. 3y-5) (d) ( x . y ∈ R} é interpretado geometricamente como sendo o plano xOy do sistema cartesiano ortogonal.x. b) x = 4. Assim.-3) = (2. Geometricamente. Verifique se as igualdades são verdadeiras. d) x=2 e y=4. (b) (x2 – 5x + 4. l. tente você! Resolva as atividades Agora tente você! Lista 1 de Atividades7 1. 5x-1) Respostas: 1) São verdadeiros: a. n. exceto (a). i. BG e CF são coplanares. DB e FG são coplanares.6) 4) Determine os valores de x e y.Álgebra Linear – Vetores em Rn 88 Agora. 3) Encontre se possível os valores de x e y tais que: a) (2.6) Profª(s) MSc. São falsos.3) = (2. h) AB. BC e CG são coplanares. todo 7 (WINTERLE. de forma que os vetores sejam iguais. ∀ x. 7) = (2x – 4. A partir do paralelepípedo retângulo podemos afirmar que: H G E D A B F C a) AB = -HG b) AB ⊥ CG c) AF ⊥ BC d) AC=HF e) AG=DF f) BG // ED g) AB..3) c) (1. 7) = (2. e. c) x = 4 = y. 2) As afirmações são verdadeiras. f. 3. Mas. c) Não ∃ solução pois os vetores pertencem a dimensões diferentes.ED m) PE ⊥ EC f) AO = MG n) PN ⊥ NB g) KN = FI o) PN ⊥ AM módulo h) AC // HI p) AC = FP paralelos 2. (c). 2000.3) b) (1.x.5. b) x = 7/2. a) AB = OF i) JO // LD b) AM = PH j) AJ // FG c) BC = OP k) AB ⊥ EG perpendiculares d) BL = . 6) (a) (4x-5. (g) e (h). Analise e justifique.5. d) não existe x 3 Vetores no Plano e Vetores no Espaço O estudo dos vetores em geral é relacionado a sua representação geométrica que se caracteriza num segmento de reta orientado como vimos até aqui. 3a) x=5 e y=1. d. A figura abaixo é constituída de nove quadrados congruentes (do mesmo tamanho).x+y) = (y-2. Vetores que pertencem ao R² são conhecidos como pares ordenados de números reais. b. i) AB é ortogonal ao plano BCG j) DC é paralelo ao plano HEF k) AC.-5) d) (x. há outra forma de representá-los. o e p.

cuja origem é a origem do sistema cartesiano (0. MSc. fazemos: AB = B − A AB = ( x2 .0).1) 0 = (0. os vetores definidos por um ponto que é o extremo do segmento com origem no ponto (0. Veja outros exemplos: v = −i + j → v = (−1.0)   i = (1.3)  Particularmente v = −10i → v = (−10. 3. y1 ) Profª(s) MSc. utiliza-se em geral.y) de números reais e se representam por v = ( x. Note que. Exemplo 1: Representação no plano do vetor v e do ponto P(x. também denominadas de coordenadas do vetor. temos os vetores livres. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. Todo ponto P(x. No estudo algébrico dos vetores.2 Vetor Definido por Dois Pontos: Vetor Livre I númeras vezes um vetor é representado por um segmento orientado que não parte da origem do sistema.y) do plano. a cada vetor v do plano pode-se associar um par (x. Como.Ledina Lentz Pereira . y) de números reais que são suas componentes na base dada. Nestas condições. OBS: Na Geometria Analítica analisa-se o vetor e sua representação a partir de uma base 3 2 ∈ R². consideramos o vetor AB de origem no ponto A(x1. Por exemplo. definido por um ponto. y) de números reais. 2) ou v = representação do vetor v. os vetores v= OP .1)} onde é estabelecida a correspondência biunívoca entre vetores no plano e os pares ordenados (x. v = (3. tem sempre um representante equivalente OP .0). ordenada.2) ∈ R2. A primeira componente x é chamada abscissa e a segunda y.y2). o plano pode ser compreendido como um conjunto de pontos ou um conjunto de vetores. que parte da origem do sistema (0.Álgebra Linear – Vetores em Rn 89 vetor v= AB desse plano. y ) que é a expressão analítica de v. y) sendo x e y as coordenadas de P e as componentes do vetor v. já se afirmou anteriormente.0). Nestes casos.Elisa Netto Zanette. Para isso. ditos vetores no plano e que são vetores definidos por um ponto extremo do segmento com origem no ponto (0. Exemplo 3: Podemos escrever v = (3.y). razão porque se define: Vetor no plano é um par ordenado (x. y1) e extremidade em B(x2. O vetor AB é um vetor livre. Exemplo 2: Representação no plano cartesiano do vetor v = (3. (0.-5) ou v = 3i-5j. no estudo algébrico dos vetores.0) Desta forma. j} = {(1. y2 ) − ( x1 . está associado a um único vetor v = OP com v = (x. são formas de   {i.1)    v = 3 j → v = (0. utiliza-se em geral.0) j = (0.0). A partir de um vetor livre v = AB podemos encontrar o seu vetor equivalente.0).

1)} quando os vetores são vetores do plano e a partir de uma base → → → canônica representada por { i . Fazendo AB = B-A = (-3.0). j .4) = (-3+1.0). Assim. é uma base.4). determine o vetor v que parte da origem e é equivalente ao vetor livre Resolução: v = AB .Elisa Netto Zanette.z) de números reais. 1) 3. subtraindo as coordenadas do ponto B das coordenadas do ponto A. Exemplo 2: Dados os pontos A=(0.0. MSc. Profª(s) MSc. não colineares. É importante lembrar que um vetor tem infinitas representações que são os segmentos orientadores com mesmo comprimento.2) – (0.3 Expressão analítica de um vetor no espaço (R3) N a Geometria Analítica analisa-se o vetor e sua representação a partir de uma base8 → → { i .0.0).0). isto é. sempre existem os números a1 e a2 reais tais que v = a1 v1 + a2 v2. v2.1.-2) é equivalente ao vetor livre AB e parte da origem (0.1. direção e sentido.1)}quando os vetores são vetores do espaço. (0. em R3 a base canônica é {(1. v2} de dois vetores.2-4) = (-1.1) = (1. No espaço R3 qualquer conjunto {v1. onde é estabelecida a correspondência biunívoca entre vetores no espaço com o vetor (x. Exemplo 1: Para A = (-3. (0. E. (0.2) e B = (-1.0) e extremidade em P(x. sempre existem números reais a1. a2 e a3 são componentes de v em relação à base considerada.0). v3} de vetores não coplanares é uma base. y.0) do sistema. y2 − y1 ) = v (vetor definido por um ponto) Representação Geométrica Vetor Livre Vetor definido por um ponto extremo com origem em (0. Entretanto. 8 Você sabia que: No plano R2 qualquer conjunto {v1. dentre estas infinitas representações. j } = {(1. (0.Álgebra Linear – Vetores em Rn 90 AB = ( x2 − x1 . ou seja. v = B-A. Todo espaço tem infinitas bases e uma base canônica.2). a2 e a3 tais que: v = a1 v1 + a2 v2 + a3 v3 onde a1. obtemos um vetor v a partir do vetor livre AB. todo vetor v deste plano é combinação linear dos vetores da base. -2) = v O vetor v = (-1. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.1)}.0. Assim.y). (0. Por exemplo.2)-(-1. O segmento AB é um vetor livre.0.0). k } = {(1. o que melhor caracteriza o vetor é aquele que tem sua origem no ponto O (0.1) e B=(1. O vetor v encontrado representa o mesmo vetor AB.Ledina Lentz Pereira . AB = B – A = (1.

z Com base nesta figura.0. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. Portanto. y = 4. y. y. que são chamados eixos coordenados.0. z = 0 B (2. z z y 0 x A cada ponto do espaço vai correspondendo uma terna (a. se v = 2i+4j+3k indicamos v = (2.b. y z XY YZ z XZ y y x z y x x y Estes três planos se interceptam segundo os três eixos dividindo o espaço em oito regiões.0. As figuras abaixo dão uma idéia dos planos. z = 3 F (2. MSc. 4. z = 3 P (2. y = 4. k} e v = (x. y = 0. onde x.Elisa Netto Zanette. z = 0 D (0. j. z) é a expressão analítica de v. Exemplo 1: Observe a projeção do ponto P(2. temos três planos coordenados: o plano xy.0) → x = 0. Assim.4.c) de números reais. 3) Profª(s) MSc. z = 3 E F V D P C y 0 0 B A x Escrevemos v=xi+yj+zk.3) no espaço. temos: A (2.3) → x = 0. a reta com direção do vetor j é o eixo do K é o y (ordenada) e a reta com a direção do vetor eixo dos z (das cotas: significa altura no espaço).4. As setas indicam o sentido positivo de cada eixo. y = 0.3) → x = 2. y = 0.3) → x = 2.4. z são os componentes de v na base canônica {i.0) → x = 2. y = 4. z = 3 E (0.4. y = 4.3) → x = 0.4.0) → x = 2. chamadas coordenadas de P. z = 0 C (0. A reta com a direção do vetor i é o eixo dos x (abscissa).Ledina Lentz Pereira . xz ou yz.Álgebra Linear – Vetores em Rn 91 Consideremos estes três vetores representados com origem no mesmo ponto O e por este ponto três retas como mostra a figura abaixo. Cada dupla de eixos determina um plano coordenado.

3) e P = (4.-5. no plano tri-dimensional Exemplo 2: Representação geometricamente o vetor v = (1. onde P(x.Álgebra Linear – Vetores em Rn 92 Portanto: O conjunto R3 = R x R x R = {(x.0) y x Exemplo 3: Representação dos vetores no espaço.z) e as coordenadas x. y.3) v 0 (1.y.3 ) = OP (0.0) v = (1.z) é o ponto associado ao único vetor v = OP = (x. de P são as componentes de v.4.-5. A Fig.Ledina Lentz Pereira .Elisa Netto Zanette. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. no plano tri-dimensional Fig.0.-2.(a) representa o ponto P = (x.(a): Representação geométrica do ponto P.2.3).4.0.-2. (b) representa o vetor v = (x.y.4) c Profª(s) MSc.3) e w = C (-3. z A → u= A (-1. sendo: → → → u = A (-1.3) . y.z) ∈ R3 e a Fig. no plano tri-dimensional Fig. MSc. z) ∀ x. z ∈ R} é interpretado geometricamente como sendo o espaço tridimensional 0xyz.(b): Representação geométrica do vetor v. Fig.4). y e z.y.3) y -x -y 0 B x xy -y C yz 0 xz -z → C (-3.-2.3) z → -x 0 v= B (5. v = → B (5.2.(a): Representação geométrica do ponto P.2.y. z (0.z) ∈ R3.

AB é vetor livre e u tem origem no sistema (xOy). 2000. 3.. 3) a) u=(3. 4) (d) v = i+2j+5k (e) t = (1. (g) O=(0. b) v=(-2.y2) Se u e v são vetores de Rn com u = (x1. xn + yn) Exemplo 1: Se u = (1. v = (y1.y1)..0).y2) temos: u + v = (x1 + x2.x3. para os vetores u e v de R2 com u = (x1..x2. .3).7) + (-2. -3) (c) s = (-2. 12) e (b) u – v = u + (-v) = (1. 2.Ledina Lentz Pereira . MSc.0). 3..-3). 5) (g) m = (3.1 Adição e Subtração de Vetores A lgebricamente a adição de dois vetores se define pela adição de seus componentes (coordenadas).xn). Assim: (a) Encontre o vetor u. sentido e magnitude (módulo). definido por um ponto. Assim.0.-5). Por sua vez.. 9 (WINTERLE. p. (c) Represente geometricamente o segmento AB e o vetor u. Respostas parciais: (1a) A=(4. 7-5) = (-1. . Observe que: Dois vetores podem ser adicionados se e somente se eles tiverem a mesma dimensão. eqüipolente ao segmento orientado CD. . 2. um a um. definido por um ponto.2).-9).-5) = (1-2..0). temos que. 4.-1. tente você! Resolva as atividades Agora tente você! Lista 2 de Atividades9 1) Dê as coordenadas dos pontos: (a) A = _______________ (b) B = _______________ (c) C = _______________ (d) D = _______________ (e) E = _______________ (f) F = _______________ (g) O = _______________ (h) P = _______________ 2) Represente no plano e/ou no espaço tridimensional os vetores: (a) u = -i-2j (b) w = (5.Álgebra Linear – Vetores em Rn 93 Agora. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. Simbolicamente.. a diferença de dois vetores se define pela adição do primeiro vetor pelo oposto do segundo vetor.. (e) E (4. .y3. c) AB é equivalente ao vetor u.y2. x2 + y2.yn) temos: u + v = (x1 + y1. y1 . para todo i. Analise o resultado e comente o que você observou.x2. v = (x2. -4). São eqüipolentes porque tem a mesma direção. 6) (h) n = (1. 7+5) = (3.-4) (i) j = -2i+3j-4k 3) Inúmeras vezes um vetor é representado por um segmento orientando AB que não parte da origem do sistema cartesiano.0.6) Profª(s) MSc. -2. y1 + y2) e u + (-v) = (x1 . (b) Encontre o vetor v. eqüipolente ao segmento orientado AB. 5) então: (a) u + v = (1+2.-2. 4 Operações com Vetores 4.0..Elisa Netto Zanette. O vetor resultante será da mesma dimensão dos vetores originais.. se v = u+ w. C = (1.. Para somar dois vetores. então vi = ui + wi. © C = (0.2) e B = (2. Considere os segmentos orientados AB e CD com A = (-1. 7) e v = (2. 5) e D = (-1. basta somar individualmente cada elemento deles. 3) (f) r = (-3.

0. 2. temos: (a) ku = -2(1.b. como já vimos: Assim. 12. k′∈ R (k é um escalar = número real). 5. 2). 0) + a2 (-2. kxn) Exemplo 1: Se u = (1. 8. v = (-1..-1) e os vetores u = (-2. Ou seja. a2 = 1 e a3 = -1 Propriedades dos vetores Para qualquer vetor u.2. .0.-2) e v= (8. Resolução: AB = B – A ⇒ (1. Obs A igualdade de vetores é definida igualmente para R2. 15) – (4. .Ledina Lentz Pereira .-1) e B(1. z – 1) e v = ( 4. 11.. temos que: (a) u + v = (4. 3. 0) = (-4. 3) (c) 3u – 2v = (6. soma de vetores e igualdade de vetores. 12..7.1)+ a3 (3. 5). 2. -14. 9) (b) u – v = u + (-v) = (1. -1) – (0.12. por exemplo.3.-1) Aplicando as operações de produto de escalar por vetor. 7. -3) (c) u + w? Não é possível computar u + w. 5. 3 ).6) e w = (2. 8. 2. podemos afirmar que: Profª(s) MSc. 5. a2 = 1. 1. -24. -10. 7) e v = (2. 4) = (2. 11) Exemplo 4: Dados os pontos A(0. 4.1. temos: (i) u + v = v + u (comutativa) (iii) (u+v )+w = u+(v+w) (associativa) (v) u + 0 = 0 + u = u (elemento neutro) (vii) u + (-u) = 0 (elemento simétrico) (ii) (k + k′ ) u = k u + k′ u (iv) k (u + v ) = k u + k v (vi) k (k′ . a2 e a3 tais que w=a1AB+a2u+a3 v.. 1. 7. 35) e (b) kv = 5(2. 5. 2. -4. 0).-1) = (-6. 0.x2.Elisa Netto Zanette. R2. 2) Exemplo 3: Sejam u = (2. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. 4.4. a3 = -1 Portanto. multiplicando-se cada elementos do vetor por este escalar.1. 2) (b) kv = -2(2. 5) = (5.2. x + y. 4.kx2.. 5. 0.5) = (10..4. 7.-1. para o vetor u de Rn com u = (x1.0. encontramos como resposta: a1= 3.2) = a1 (1. Verificar se existe números a1. -1) = (1.2. (-2.Álgebra Linear – Vetores em Rn 94 Exemplo 2: Se u = (1..2. -16.3) + (1. xn) e k ∈ R (k escalar) temos: ku = k(x1. Se u = ( x – y.. 4. 0) w = a1 AB + a2 u + a3 v. 1.u = u. w = a1 AB + a2 u + a3 v para a1 = 3. -1) então: (a) u + v = (1-1. v e w vetores de R2 (podemos generalizar para Rn) e k. Assim. 3+6) = (0. . 3). 9.-1.. -1. 7+4. 25).-1) e w = (-2..-1) e v = (2. 7) = (5.u (viii) 1.x2. v= (3. temos: (a) ku = 5(1. -1) = (-2.2) vetores de R4 então. -16.0. Exemplo 2: Se u = (1.u = -u e 0. 7) (b) u – v = (0.8.a) são iguais se a=-2 e b= 5.u) = (k k′ ) . xn) = (kx1.u = 0. .2 Multiplicação de escalar por um vetor A multiplicação de um escalar por um vetor se define pelo produto do escalar (número) por cada componente do vetor. -6) = (2. 0) (c) ku + kv = k(u+v) = -2(u+v) = -2(3. um vetor pode ser multiplicado por um escalar. vetores de R4 então para k = -2. MSc. vetores de R2 então para k = 5.5..7) = (5. 4. os vetores u = (8. 7.1.1). nem v + w porque u e v são de 3ª dimensão e w é de 4ª dimensão.5) e v = (2.. 0.

a partir dos segmentos que contém os vetores. nas aplicações de adição de vetores e multiplicação por escalar. Profª(s) MSc. ecomposição de vetores no plano: Dados dois vetores v1 e v2 não colineares.Ledina Lentz Pereira . O par de vetores v1 e v2 não colineares são chamados de base do plano. dizemos que v é combinação linear v1 e v2. na extremidade do último vetor. na origem do 1º vetor e extremidade. u = v se x = 3.3 Análise Geométrica da Adição de Vetores e Multiplicação por Escalar → → A adição de dois vetores v e u é analisada. qualquer vetor v (coplanar com v1 e v2) pode ser decomposto segundo as direções de v1 e v2. Regra do polígono ou triangulação: Ligam-se os vetores. geometricamente. O vetor soma (ou vetor resultante) é aquele que tem origem. O problema consiste em determinar dois vetores cujas direções sejam as de v1 e v2 e cuja soma seja v. Veja mais sobre isso. 4. → → Assim. origem com extremidade por deslocamento. Em outras palavras. Este movimento se caracteriza por decomposição de vetores no plano. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. MSc.Elisa Netto Zanette. os pontos A e C determinam um vetor que é a soma dos vetores B Exemplo 1: → → → u e v onde: → → → v → u s s = u + v ou → u + v = AC ou C A AB + BC = AC Exemplo 2: → → → s= u + v Exemplo 3: → → → → s = u + v ou → u + v = AC ou AB + BC = AC → → → Na SUBTRAÇÃO DE VETORES. y = -1 e z =4.Álgebra Linear – Vetores em Rn 95 x = 3 x − y = 4 x − y = 4    u = v ⇔  x + y = 2 ≅ 0 x − 2 y = 2 ≅  y = −1 ⇔ Portanto. buscam-se determinar dois números reais a1 e a2 tais que: D v = a1v1 + a 2 v 2 → → → 1º caso A ADIÇÃO DOS DOIS VETORES v e u representados pelos segmentos orientados AB e BC se definem pelo vetor resultante s representado pelo segmento AC . adicionamos um deles ao oposto do outro: s = u Vetores u e v Adição de vetores u+v Subtração u+(-v) v. z − 1 = 3 z = 3 + 1 z = 4    Importante: Quando o vetor v estiver representado por v = a1 v1 + a2 v2.

os pontos A e C determinam um vetor que é. representa-se o vetor = AB e o vetor u = AD . é o vetor resultante s = u + v . projetamos um vetor no extremo do outro (mesma direção e mesmo sentido). a soma dos vetores → → → → → u e v onde.v). Assim.Ledina Lentz Pereira . Exemplo 1: (Figuras c. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. por definição.v .(a) → → Fig. A diagonal secundária do → → paralelogramo equivale a resultante da diferença entre os vetores. → → → → → → → Vetores u e v Adição de vetores s = u + v Subtração s = u + (. → → → → → Exemplo 1: Na figura (a).Álgebra Linear – Vetores em Rn 96 → → → → 2º caso A adição dos dois vetores v e u paralelos ( v ⁄ ⁄ u): → A adição de vetores representados por segmentos paralelos10 orientados AB e BC se define da mesma forma anterior. MSc.v ) Fig. Assim. v Regra do paralelogramo: A partir da origem A. temos a resultante s de vetores → u e v com o mesmo u e v com o sentido → sentido e na figura (b). d) O segmento orientado de origem em A que equivale à → → → → diagonal do paralelogramo. temos a resultante s de vetores contrário (equivale a s = u . representado pelo segmento AC . ou seja.v ) 10 Quando os segmentos têm a mesma direção – sobre as mesmas retas ou paralelas Profª(s) MSc.(b) 3º caso A adição dos dois vetores → v e u não paralelos pode ocorrer a partir do → deslocamento dos vetores para uma mesma origem A. para s = u + v . → → → → → → Adição de vetores s = u + v Subtração s = u + (.Elisa Netto Zanette. s = u . pelo vetor resultante s . construímos o paralelogramo ABCD. Assim.

No caso particular da extremidade do representante do último vetor coincidir com a origem do representante do primeiro a soma deles será o vetor zero ou nulo. Fig (d) u+v →diagonal principal do paralelogramo u-v →diagonal secundária Exemplo 2 → → → → → → → → Vetores u e v Adição s = u + v Subtração s = u-v 4º caso A adição dos três vetores ou mais ocorre de forma análoga aos casos anteriores. Exemplo de adição de três ou mais vetores livres Exemplo 1 → → → → s= u + v + w Exemplo 2 → → → → s= u + v + w Exemplo 3 → → → → → → s = u + v + w + t =0 Exemplo de adição de vetores que partem de uma origem: Situação comparativa de soma com dois e com três vetores Profª(s) MSc.Elisa Netto Zanette.Álgebra Linear – Vetores em Rn 97 Fig (c) u+v é a diagonal principal do paralelogramo ABCD. MSc.Ledina Lentz Pereira . Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.

contrai ou inverte o sentido. o vetor (-1)v é o oposto de v.2) = (-1. é representado por um novo vetor que se expande. 2.1. Exemplos: Para u = (1. 3).2) e k = -2 temos ku = -2u= (-2.1. 4) Para u = (1.2) e k=-1 temos ku=(-1).-4). então o vetor kv = 0.u= (0. kv tem sentido contrário de v.Álgebra Linear – Vetores em Rn 98 Exemplo 1 → → → s= u + v Exemplo 2 → → → → s= u + v + w eometricamente. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. Profª(s) MSc. Determinar geometricamente e algebricamente as resultantes de u+v e 2u.2) e k = 0 temos ku = 0.u=(-1. Exemplo: Para u = (1.1. conforme o valor de k.v) permanece com o mesmo sentido de v.Elisa Netto Zanette.Ledina Lentz Pereira .1) e v = (2. -1. O módulo do vetor s é igual a k x |v|.2) e k = 2 temos ku = 2u = (2. então (k.0). se k < 0.2) = (0. Exemplos Complementares Exemplo 1: Dados os vetores u=(4. O produto de um número real k por um vetor v. 2º caso Se k= -1. resulta em um vetor s com sentido igual ao de v se k for positivo ou sentido oposto ao de v se k for negativo.0. MSc. G 1º caso Se k = 0 ou v = 0. -2) 3º caso Se k > 0.2) = (2. o PRODUTO DE UM ESCALAR POR UM VETOR. Exemplo: Para u=(1.

construir graficamente o vetor → s = 2u .Álgebra Linear – Vetores em Rn 99 Resolvendo: • u+v = (4. de acordo com a figura. (c) s = v.3) = (6. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.v (c) s = v .3v+ 1/2w Profª(s) MSc.-3) .2) .3v+ 1/2w Resolução: Vetores Resultante s = 2u . v e w.-3).Ledina Lentz Pereira . 4) e • 2 u = 2 (4.2) e v = (3.2). -1).v.Elisa Netto Zanette. MSc.u = (1. 5) Geometricamente (b) = (3. -5) Geometricamente (c) Exemplo 3: Dados os vetores u. algébrica e geometricamente. Representação geométrica de u+v Representação geométrica de 2u Exemplo 2: Consideremos os vetores de R2 definidos em u = (1. as resultantes: → → → → → → → → → (a) s = u + v.1) = (8. Geometricamente (a) = (1. 2-3) = (4.-3-2) = (2.2) = (3-1.-3) = (1+3.2) + (3.1) + (2. 2+3) = (-2. (b) s = u .-3) = (1-3.(1.(3. Determine.u Resolução: Algebricamente → → → → → → → → → (a) s = u + v (b) s = u .

− + ) = ( .0) Exemplo 6: Determinar o vetor w na igualdade 3w+2u= Resolvendo: 3w+2(3.− ) e v= ( .( . 2u e u + (-v).2) = (-5.e.4) u +(-v) = (-2. 2+2) = (1. -9) 3 5 1 3 1 1 13 1 3 1 3 1 2 1 1 3 . ) =( − 4 3 4 3 5 3 3 5 4 10 9 5 36 10 Exemplo 5: Para u = (-2.4) 2u = 2(-2.2) – (3. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.Ledina Lentz Pereira .− ) + ( − .8).2) + w 2 −7 3w –w = (-1.-1) e v=(-2. u + v = (-2.2) = (-4..4)+w ⇔ 3w + (6.− ) − v u= − ( .2). 2 1 (-2.2) e v = (3. 2 Exemplo 7: Encontrar os números a1 e a2 tais que W = a1U + a2 V sendo W = (−1.V = (4.. ).Álgebra Linear – Vetores em Rn 100 Exemplo 4: Efetuar as operações com os vetores sabendo que u = ( u+v = ( 1 3 1 2 . 3 5 3 5 1 1 3 2 2 1 + .− ) =( − .2) + (3.(6.2 ).U = (1.-1)= 1 v+w.−2) Profª(s) MSc.2) = (-2+3.− ) = (5.-2) = (-1.− ) 3 3 5 5 3 5 1 3 15u = 15 ( .-2) ⇔ 2w = (-7.2) .Elisa Netto Zanette. 4) ⇔ w = ( .2) represente no plano u+v. ) .4).. sendo u=(3. MSc.

(4. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. -3).-4. + an un é uma combinação linear dos vetores ui.4 Aplicações de Adição de Vetores e Multiplicação por Escalar 4.2.4.Elisa Netto Zanette. 2).3. Exemplo 2: Verifique se o vetor w=(1. Em outras palavras.−2) (−1.-6) = (3. Qualquer vetor u de V.2a1 ) + (4a2 .2) = (-1.-8.2.2) porque u = u1 .4) se caracteriza como uma combinação linear. o vetor resultante (3..4) é uma combinação linear dos outros vetores adicionados e multiplicados pelos respectivos escalares..1-2) = (6.Ledina Lentz Pereira . a soma deles é o vetor v.Álgebra Linear – Vetores em Rn 101 1 2 (−1.a1 v1 + a2v2 v2 V2 -a1v1 v a2v2 Nesta figura a2 > 0 e a1 < 0 4.8) = (a1 + 4a2 .3.-5.5) + 3(-1. MSc. .8) = (a1 . o vetor u = (-1.8) = a1 (1.1: Combinação Linear de vetores Exemplo 1: A operação 2(3. u2. Da mesma forma. an escalares de IR ou C. portanto.-1) e u2 = (4. S ejam u1. operamos pela decomposição de vetores.-1.-3) é resultado da combinação linear dos vetores u1 = (3.-1) . a figura mostra como é possível formar um paralelogramo em que os lados são determinados pelos vetores a1 v1 e a2 v2 e. a2..-1.−2a2 ) (−1..2) + a2 (4.. escrito na forma u = a1u1 + a2u2 + .2a1 − 2a2 ) a1 + 4a2 = −1 2a1 − 2a2 = 8 a1 = 3 a 2 = −1 ⇒ logo W = 3U − V Note que: Ao trabalharmos geometricamente com a soma de vetores e a multiplicação de escalar por vetores..-5. Profª(s) MSc.10)+(-3.. buscam-se determinar dois números reais a1 e a2 tais que: v = a1v1 + a 2 v 2 Exemplo 1: Dados dois vetores v1 e v2 não colineares e v (arbitrário). que corresponde à diagonal desse paralelogramo: a1v1 v1 v2 v1 v (arbitrário) v = a1v1 + a2v2 v2 a2 v2 Exemplo 2: Na figura seguinte os vetores v1 e v2 são consideramos um outro vetor v. 2) de IR2 pode ser resultado da combinação linear dos vetores u=(1.u2 = (3. a2v2 mantidos e v1 V1 v v = . Neste caso.3) e v=(-1.. .un vetores do espaço vetorial V e a1.3.

Se ocorrer ∑a u i i =1 n i = 0 para algum a i ≠ 0 .-1) + y(1.2) (1. os vetores u = (1.2) (1. Caso contrário os vetores são linearmente dependentes (LD). 2x. temos: w = x (1.u2. t é combinação linear de u. temos: ∑a u i i =1 n i = 0 para todo a i = 0 a i são quantidades escalares. 4) x + y = 2  ⇔ 2 x + 3 y + z = 7 ≅ − x + y + 2 z = 4  x + y = 2  0 x + y + z = 3 ≅ 0 x + 2 y + 2 z = 6  x + y = 2  x = −1 + z  . vetores de IR3 podem ser escritos como combinação linear do vetor t = (2. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr...3x+2y) ⇔ x − y = 1 x − y = 1 ⇔  ⇔  3 x + 2 y = 2 0 x + 5 y = −1 x = 4 5 . v = a1u+a2v = 0 ou 0u+0v = 0(1. u e v pelos seus respectivos valores. E. tem diversas soluções. tem solução real. Assim. 7. 4) (x + y.4)=(0.3.2) = (x–y.un é independentes (LI) se e somente se.4) são vetores linearmente dependentes (LD) porque existe a i = 2 e a i = −1 para os quais.u + y.1) e w = (0. -x + y + 2z) = (2.. fazemos w= x. Resolução: Os vetores u. os vetores são ditos dependentes (LD).. 2x + 3y + z.2) = (2.4)-(2. Exemplo 1: Os vetores u = (1. vetores linearmente independentes têm representação geométrica em direção distinta (vetores colineares).u + y.. MSc.7.. se existe valores reais para x e y de modo que w = x. -x) + (y.v é consistente e determinado. Portanto. resultam em todos os coeficientes nulos.4.0)= 0.1.  −1 y = 5 Resposta: O sistema resultante da equação matemática w=x..u+y.Ledina Lentz Pereira .. Substituindo w.3) + y (-1.3) são vetores linearmente independentes (LI) porque existe somente a i = 0 para os quais. z) ∀ z∈IR} O sistema é consistente e indeterminado. 2). 2z) = (2. 7.1) + z(0.2: Dependência e Independência Linear de Vetores U Onde m conjunto de vetores u1. xu + yv + zw = t x(1.2) = x (1. 0 x + y + z = 3 ≅  0 x + 0 y + 0 z = 0  y = 3 − z  S={(-1+z. 4.v. v = a1v1+a2v2 = 0 ou 2v1+(-1)v2 = (2.v ou.u + y. se tem a mesma direção (vetores paralelos) são linearmente dependentes. um conjunto de vetores u1. Geometricamente.Elisa Netto Zanette.un é dito linearmente independentes (LI) se escritos como combinação linear do vetor nulo. v e w podem ser escritos como uma combinação linear do vetor t se a equação xu + yv + zw = t. y) + (0z.u2. para todo ai real. Profª(s) MSc.2) e v = (2.3) + y (-1.2. 4) (x. existe solução para a equação matemática w = x. Ou.3)=(0.Álgebra Linear – Vetores em Rn 102 Resolução: Um vetor w é uma combinação linear de outros vetores u e v se e somente se.v Assim.-1). Em caso contrário. 3-z. 5 5 Exemplo 3: Verifique se os vetores u = (1. 1.2)+0(3. 7.2) e v = (3. w é uma combinação linear de u e v e pode ser escrito como: w = 4 u + −1 v.4). v = (1. Então. 3y. v e w e pode ser escrito como: t = (-1+z)x + (3-z)y + zw para ∀ z∈IR.2.3. z.0)= 0.

5z = 0  31 z = 0  ⇔z=y=x=0 Isto significa dizer que x u1 + y u2 + z u3 = 0 ⇔ 0u1 + 0u2 + 0u3 = 0. u1 =(1.-2. Para facilitar o procedimento de cálculo podemos substituir os escalares a i por x. Temos como solução do sistema.-2) e u3 = (-2. podemos afirmar que os vetores correspondentes de A.2.0) ⇔ [(x – y + 2z). u2 e u3.0. 5z) = (0. Se a quantidade de linhas não nulas for inferior ao número de vetores dados então os vetores correspondentes.5) = (0. que são os vetores u1. u2 =(-1. Neste caso.0) ⇔ (x. (2x + 2y – z).y + 2z = 0  ≅  + 4y . o conjunto S = {(0. − 2 x + 0 y + 0 z = 0 ≅  3x − 2 y − 4 z = 0   + y+2z=0 0=0    Logo.0) ⇔ x − y − 2z = 0  x-y-2z=0  x -y −2z=0    + -2y . Você pode verificar a linearidade de um conjunto por outro procedimento.4) e u3 =(2. u2 e u3 são linearmente independentes. os vetores são LD. cujas colunas são os vetores dados. u1 = (1.3) + y (-1. Podemos escrever a combinação linear como: 0u1 + (-2z)u2 + zu3 = 0.2.Elisa Netto Zanette. 3x) + (-y. Resolução: xu1 + yu2 + z u3 = 0 ⇔ x(1.-2) + z(-2.0. -z. resulta em escalar y não nulo.3). para x – y – 2z = 0⇔ x–(-2z)– 2z=0 ⇔ x=0. 2x.-2z.y + 2z = 0  ≅  + 4y . Exemplo 3: Mostre que o vetores de R3.0.5) são LI ou LD? Resolução: Os vetores são LI se existem escalares a i tais que a1v1 + a 2 v 2 + a3 v3 = 0 para a i = 0 . u2 = (-1. 1 − 1 2  1 − 1 2  1 − 1 2  2 2 − 1 ≅ 0 4 − 5 ≅ 0 4 − 5  A=       3 4 5  0 7 − 1 0 0 − 31       Linhas não-nulas Observe que a matriz A. na sua forma escalonada.3: Bases do Plano de do Espaço Profª(s) MSc.0. são vetores LD.2y − 4 z = 0 ⇔ -2y=4z⇔y=-2z. Caso contrário (quantidades iguais) são LI.4) + z (2.-1. (3x + 4y + 5z)] = (0.2.0. u1. A combinação dos vetores em relação ao vetor nulo.Álgebra Linear – Vetores em Rn 103 Vetores LI Vetores LD Exemplo 2: Os vetores de R3. u2 e u3 são LD.0. são LI.-2. não apresenta linhas nulas. Assim. Logo. Reduza a matriz a sua forma escalonada mais simples e analise-a. 4. 4y) + (2z.4. Do contrário.3).-4) são LD.0) ⇔ x − y + 2z = 0  2 x + 2 y − z = 0 3x + 4 y + 5 z = 0   x . y e z.0.3) + y(-1. 2y. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.z) ∀ z∈R}.2.-1. x u1 + y u2 + z u3 = 0 ⇔ x (1.Ledina Lentz Pereira .0.z = 0   x .-4) = (0. MSc.4z = 0 ≅  . Portanto os vetores u1. Forme uma matriz A.5z = 0  + 7y .

formam uma base B = {(1.3). qualquer conjunto {v1 . não colineares (linearmente independentes) é chamado de base do espaço. expressando-os com origem no ponto A.4) não formam uma base do plano porque são vetores linearmente dependentes (LD).Álgebra Linear – Vetores em Rn 104 O par de vetores v1 e v2 de 2ª dimensão.3)} do plano ou de R2.2. (-1.2) e v = (2. não paralelos. construir graficamente o vetor s = → 3 u . Exemplo 1: Os vetores u = (1. D M C → → → → → → → → → → → a) AD + AB = b) BA + DA = c) AC .5 v → 4. t=v-u.2.3) são vetores linearmente independentes (LI) e. s=u+v. sendo M e N pontos médios dos lados DC e AB. de acordo com a figura. Aliás. u1 =(1.5 u – 0. 3. (2.2. A Figura é constituída de nove quadrados congruentes (do mesmo tamanho).5)} do espaço ou de R3. u2 =(-1.-1. 2000. v2}. u e w . Determine. p.4). portanto. v2 e v3 de 3ª dimensão. algébrica e geometricamente o vetor resultante w. Determine os vetores abaixo.. tente você! Resolva as atividades Agora tente você! Linhas não-nulas Lista 3 de Atividades11 1.BC = d) AN + BC = e) MD + MB = f) BM - 1 → DC = 2 11 (WINTERLE.Elisa Netto Zanette.5 u + 3v h) 0. não colineares (linearmente independentes) é chamado de base do plano.2) e v = (3. Completar convenientemente e fazer a representação geométrica. portanto formam uma base B = {(1. w=u-v. O conjunto de vetores v1.NP j) BC . O paralelogramo ABCD é determinado pelos vetores AB e AB . (3. Os vetores u = (1.  1 2 3 1 2 3 1 2 3  − 1 2 4 ≅ 0 4 7  ≅ 0 4 7  A =       2 − 1 5 0 − 5 2 0 0 43       Agora. Dados os vetores → → v . u e v. para u = (-1. v2} de vetores não colineares constitui uma base no plano.u (d) 3u– 3u (e) u – 2v → → (f) 2u + v → → → g) 0.Ledina Lentz Pereira .CB k) LP + PN l) LP + PN + NF m) BL + BN + PB 2. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. m=(-u) e n=–v.2 v + 1/2 w u → v w → → 5.-1): (a) u + v (b) u – v (c) v .OE i) MO . a) AC + CN b) AB + BD c) AC + DC d) AC + AK e) AC + EO f) AM + BL g) AK + AN h) AO . MSc. respectivamente. Construa num plano as resultantes. Os números a1 e a2 são chamados componentes v em relação a base {v1 .2.6) Profª(s) MSc.3).-1.2). Considere dois vetores quaisquer. Exemplo 2: Os vetores de R3.4) e u3 =(2.5) são LI.2) e v = (2.

3) e v = (-1.1) ou seja. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. w = (3.v -2 u d) 2 u .2).3) e B(2. num gráfico. Encontre os valores de a e b para os quais. y e z tais que (1.3) determinar: (a) AB (c) BC = B − A . (e) AB − AC .-1) e v=(-3.-2).3 v u b) v - u v → → → 7 Dados os vetores a .3.0): (a) O conjunto A é formado por vetores LI ou LD? (b) O conjunto B é LD? Justifique. y. sendo w = (-2. calcular: (a) 2U + 3V . apresentar um representante de cada um dos vetores: → → → → → → → a) 4 a . encontrando x.5) e B = (-4. B=(1. = C − B .-2). um representante do vetor: a) u .7). Profª(s) MSc. (b) A(-1. 11) Dados u=(1. u = (1.w} e B = {v. (d) AB + AC .7) = x(1.7) é combinação linear dos demais vetores e para quais valores de x.3) e C = (-1.0) e s = (4.Ledina Lentz Pereira .0.-1). -2. com u = (1.0) + z(0.4) efetuar (a) u+v.v v 9. (c) Os conjuntos A e B formam bases de R3? Justifique 20) Verifique se o conjunto S = {(0.0 ) + z ( 6. s}. Determinar o vetor w na igualdade 3w+2u= 4v -w.-1. (0.-1).0 ) + z ( 2.5. (c) A(8. MSc.2). (b) u-v.0.( a + c ) 8) Dados os vetores u e v determinar: → → → u → (a) u + v (b) u . (b) 4U − 6V . 12) Dados A=(-1. Dados os vetores u = (1. Em cada caso.v → c) .0 ) =( 1.-2).4 ). 2 3 14) Dados A = (1.1. 19) Considere os conjuntos A = {u.2. de forma que: a) Cx = AB b) 2 Cx = − AB 3 c) BC = Ax f) 2u + 2v 15.Elisa Netto Zanette. w.2 b b) → c → → a → a + b + c → b c → → → → c) 2 b . sendo u=(1.5 ) b) x (2.0.. verifique se o vetor (1.1). v = (2.-2.2.0 ) =( 3. (b) AC = C − A . 1 1 13) Dados U = (− . B = (-2.2.-2) e C=(3.0.5. 18) Verifique se são combinações lineares.V ( .0). v=(2. b e c .0) + y(0.Álgebra Linear – Vetores em Rn 105 A N B → → → → → → → → → → → 6 Dados os vetores u e v da figura.-2). Considere os vetores livres definidos por dois pontos A e B.-1. determinar x = (a. y e z. mostrar.b).1.1) + y (1.-1) e v = (3. determine o vetor equivalente v (não livre).0.2).0) 10.1. 17) Verifique se existem escalares x. z: a) x ( 1. (c) 3u+2v. como na figura.0.1. w = au + bv..4)} é base de R².-1.-15) e B (-2. w seja uma combinação linear de u e v ou seja.1) encontre: a) u+v b) u-v c) 3u e) x se x+u=0 1 u-v d) 2 16.−1) . (a) A(1.v.4).3 ) + y ( 3.

9.1). 18) Sim para x = 5. Profª(s) MSc. u . y2) = < u.2). b) (-1.2).0.-3). b) (4. 16) w=-u/7+13v/7. 5 Produto Interno (ou Produto Escalar). u2. associa um número real (u.. v = (x2.y2). AO. (u . b) (-2. v + u .1).-3). v = v.0). f) (8.-7).. vn) vetores de Rn temos.6. AB.-3.3). Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. un ) e v = (v1. AC..3/2). v2.1 Produto Interno (ou escalar) D efini-se como Produto Interno (ou Escalar) entre vetores de um Espaço Vetorial V.. MSc. 17) Sim.-2. que a todo par de vetores (u. 13) (a) (2.3/2. Assim. 19) a) LI. para os vetores u e v de R2 com = (x1. (b) (-4. © (2. v > (lê-se: u escalar v) De forma similar podemos operar com vetores de Rn. AI. c) (2.. AM. B) LD por os vetores de B combinados com o vetor nulo resulta em solução indeterminada. y=-7/2 e z=-1/4. u. 14a) (-4.Ledina Lentz Pereira . (e) (-2. (k. 20) S não é base porque é LD.1). v > definido por: u .0. c) (3.5/2).v) ∈ V x V. v ou < u.5). AH. c) A é base porque é LI e B não é base porque é LD.Álgebra Linear – Vetores em Rn Respostas: 1) NA. e) (-1. Assim.10).0). y = 7/3 e z = -10/9. denomina-se produto escalar o número real u .4. (d) (6.Elisa Netto Zanette. b) (1..v) ou <u. b) Sim para x = 4/3. para x = 1. (v + w) = u .-5). c) (7. v ≥ 0 e u . AI. v = k .y1). a uma aplicação de V x V em R. -16/3).u) . Vetorial e Misto 5.3. w..-2).v> (lê-se: u escalar v) e que satisfazem os seguintes > axiomas: u . para u = (u1.u = 0 se. x2 ) + (y1 .AC. 11ª) (3. AC.-2.2. y = 5 e z = 7.-4). u . v = (x1 . 12ª) (2. BA 3) Resultado algébrico 106 4) 2) 5) 6) 7c) 9) 10) w=(-7/2. AD.. 15ª) (4. v) para todo número real k. d) (-5/2.-6). . u = 0.3. e somente se.

− det 1  x z2   2 → → z1  x . z2).(-4) = -6-24 = -30.-2.(4. + un . desde que a carga seja unitária e o campo seja constante. v = 2. Definimos como produto vetorial. → → → → → → → Exemplo 1: Calcular o produto vetorial dos vetores Resolução: u = 5 i + 4 j + 3k e v = i +k . tal que: 1 u x v =  det   y   2  y z1  x .Álgebra Linear – Vetores em Rn 107 u . vn) Exemplo 1: Se u=(2. é o vetor resultante do produto vetorial entre o “vetor velocidade da partícula” pelo “vetor campo magnético”. ao vetor u x v.Elisa Netto Zanette. na Física: a força exercida sobre uma partícula carregada. v > = u . Este produto tem aplicação. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. MSc.4 + 3. por exemplo. tomados nesta ordem. o Exemplo 2: O produto interno usual em R2 dos vetores u = (-2.(3) + 6. 2. y1.v = 14 Tente você! Dados os vetores u = (4.-4) é: < u. 3) e os pontos A = (4. mergulhada num campo magnético.( v + BA ) = 5 5. 2) e B → = (3. determinar o valor de α → → tal que u . Definição I: Seja u = (x1.Ledina Lentz Pereira . vetores do espaço tridimensional.-5.x2 + y1. Assim. dados dois vetores → → u e v .v Exemplo 3: Se → → = (x1. chama-se produto → → vetorial dos vetores u e v e se representa por u × v ao vetor..+ det 1  x z2   2 y1    y2   Definição II: Ou.2 Produto Vetorial O produto vetorial tem como resultado um vetor. v = (3.. v = (u1 . → → Observe que: Se u = x1 +y1 + z1 e v = x2 + y2 + z2 então o produto escalar (ou → → produto interno) dos dois vetores que é representado por u . v1+ u2 . –1. → → → u .(-1) = 5 portanto.-1) então o produto escalar de u com v é igual a 5 porque fazendo <u.-1) = (12 + 10 – 8) → ⇒ → u. v é o número real obtido multiplicando as componentes correspondentes do vetor e somando os produtos obtidos. -1) e v = ( α . -1).2y – z o seu produto escalar é: → → u .y2 + z1.z2) → u = 3x – 5y + 8z e v = 4x . y2. Profª(s) MSc. z1) e v = (x2.6) e v = (3.8).v> temos u . v = -2. por isso é nomeado de produto vetorial. α . v2 + . 2.3) e v=(4. → → → → u × v = x1 x2 → i y y1 y2 k z1 z2 → → → → → → O produto vetorial de u por v é também indicada por u ^ v e se lê: u vetorial v .

−11. uxv=   −1 2 1 2 1 −1    3 4 . Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.-1. MSc.1 Propriedades A s propriedades do produto vetorial se definem em: → → → → (i) u × v =0. Se trocarmos à ordem dos vetores u × v e v × u verifica-se que é oposto. i j k Ou u x v= 1 − 1 2 = -4i+0j+3k-0k-6i-4j = -10i – 4j + 3k = (-10.−10)(3. 3). o que significa que o produto vetorial não é comutativo.−4) = -18-22+40=0 . -4. 3) = u x v. Então: v ⇒ (− 6. 5. o produto vetorial de u com v é u x v = (-10.4.0. → u .1) = 12+22-10=0. 0 3 4 5.−11.4 k e v = 2 i . 2 −2 1 → → Sabemos que. v = 0 ⇒ θ = 90 0 . .2.Elisa Netto Zanette. u ⇒ (− 6. → (iii) (iv) u× v = . -2.−2.3 ) e v = ( 1.-4) 1 → → → → → Exemplo 2: Sejam os vetores de R3.Álgebra Linear – Vetores em Rn → → → → 108 u= ( 5.3 Produto Misto Profª(s) MSc.−10 )(2. eles são ortogonais. → → → → → → → → → → → Exemplo 1: (Propriedade vi) Dados os vetores → → → → → u = 3 i +2 y .2. -4. (3-0)) = (-10. seu → → i y k produto vetorial é u × v = 3 2 − 4 = 6 i − 11 y − 10k .Ledina Lentz Pereira . se o produto escalar dos vetores → u e v for zero. u = (1.4).1 ) então u × v = 5 1 → → i j 4 0 k 3 = u × v = 4 i − 2 j − 4 k = (4. → → → Logo u × v é ortogonal simultaneamente as vetores u e v . 0 3  = ((-4-6). ou seja. b) ( u × → → → → → v ).− 0 4 . -(4-0). → → → → → → → → (ii) u × v ≠ v × u . -4. 3).v × u → → → → → → → → → → u×  v + w  = u × v + u × w   → → → → (v) (m u ) × v =m ( u × v ) → (vi) u × v é ortogonal simultaneamente aos vetores u e v . → → a) ( u × v ).3.2) e v=(0. se um dos vetores é nulo ou se u e v são colineares.2 y + k . então.   Logo.

→ → → → (i) Se u é nulo as suas componentes são (0.-9)=30+42-45=27 −3 2 Exemplo 2: O produto misto dos vetores u = (-1. v e w . v e w para → u =2 i +3 y +5 k . y2.1 Propriedades − 1 = u . w ). v . → → Assim. podemos resolver por aplicação de produto interno e produto vetorial: i j k → → → → → u ( v x w ) = u . v = (x2.(-2i+4j+2k) = (-1.(-2. Pode ser utilizado.4. 1 1 5.3 y + 2 k 2 3 5 → Resolução: u ( v x w ) = −1 → → → → → 4 3 3 = 27 = u ( v x w ) . tomados nesta ordem. v . v e w . v e w .2.Elisa Netto Zanette. por exemplo. y3. w ) = 0 → O produto misto é nulo se um dos vetores é nulo.-6) é → −1 2 3  −1 2 3   u ( v x w ) = det  1 1 − 1  = 1 1 − 1 = (6-4+12)-(6+4-12) = 16 .Álgebra Linear – Vetores em Rn 109 O produto misto tem como resultado um escalar. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. w ) = x2 y 2 z 2 = 0 . indica-se por u ( v x w ) ao escalar = (x3.14. para encontrar o volume de um paralelepípedo determinado por três vetores.3). z1).Ledina Lentz Pereira .1. se dois são colineares.3. → → (u .5). → v . −1 3 4 3 = u .(15i+14j-9k) = (2. das propriedades dos determinantes. obtido a partir da utilização do produto escalar e do produto vetorial. vetores do espaço.2)=2+8+6=16 2 4 −6 → A s propriedades do produto misto decorrem. ou se três são coplanares. Ou.i +3 y +3 k e w = 4 i . x3 y3 z3 → 0 0 0 Profª(s) MSc. v = (1.0 ) então ( u .-1) e w = (2. z3).2. z2) e w u .0.4. em sua maioria.3).(15. com u = (x1.  2 4 − 6 2 4 − 6   → → Resposta: O produto misto dos vetores é 16. → → → → → → → → → → → Exemplo 1: Calcular o produto misto dos vetores u. podemos resolver por aplicação de produto interno e produto vetorial: → → → → i j k u (v x w) = u . −3 2 Resposta: O produto misto dos vetores é 27. Indica-se produto misto por ( u . v =. Ou. v e w ao número real u ( v x w ). Defini-se como produto misto de resultante de: → → →  x1  u ( v x w ) = det  x 2 x  3 → → → → → → y1 y2 y3 z1   z2  z3   → → → Definição II: Dados os vetores → → → u . ( u . → → → → → → → → → → → → Definição I: Sejam u . v . MSc. chama-se produto misto dos vetores u . y1.3. w ) = 0.

u = m. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. nem w são nulos. neste caso. 2 3 Observe que u = 2. Resolução: (a) Encontrando o produto vetorial e u e v Profª(s) MSc. −1 2 7 → → 1 u = (1.4 Aplicações de Produto de Vetores: Interpretação Geométrica 5..7) então. v portanto.0).-2) e w = (-3.4. nem v . w ) = 0. comprimento) do vetor resultante do produto → → → → → → vetorial de dois vetores u e v equivale a medida da área do paralelogramo ABCD u = AC e v = AB D → → determinado pelos vetores C → Área = u × v (módulo do produto vetorial) u A → v B Exemplo 1: Dados os vetores u = (1.Álgebra Linear – Vetores em Rn → → → 110 Exemplo 1: Se → → → u = (0.2.1 Produto Vetorial e Área de Paralelogramo G eometricamente.Ledina Lentz Pereira . 5.3.0. w ) = 0. • Produto Misto é o produto entre três vetores que combina produto interno com produto vetorial e gera um escalar.2.+0=0 4 2 2 → → → → → → → → → → (ii) Se nem → → u . → v . v = (2. v = (-1.-6). v = (2. MSc. −1 − 7 Note que: • Produto interno (ou escalar) é o produto entre dois vetores que gera um escalar (escalar é um número). Calcular a área do paralelogramo determinado pelos vetores u e v. Note que.3). 0 0 0 ( u .6) e w = (-1. • Produto Vetorial é o produto entre dois vetores que gera um vetor.-1. −2 −2 −6 −1 −3 0 − 2 = 0 . v . o módulo (magnitude. v .1) e w = (4. u e v são colineares.2) então.0.-2. Logo são coplanares.3).-7) então.2. Exemplo 1: Se U(vxw) = u = (-2. v . → → → → (iii) Se nenhum vetor é nulo e os vetores não são dois a dois colineares (ou paralelos) então os vetores são coplanares se ( u .4. mas u e v são colineares (ou paralelos) então ( u .2.2. v Exemplo 1: Se → → → (u .w) 2 4 6 = 28 − 12 + 12 − (− 12 + 28 + 12) ⇒ 0 .Elisa Netto Zanette.4) e v = (-1. w ) = 2 3 1 =0+0.

4.4) 3 → → → → → → → → → (b) Encontrar o módulo do vetor resultante (-2. (unidade de área) Exemplo 2: Dados os vetores u = (1.6. Área = (− 15)2 + (9)2 + 32 5. 1.Álgebra Linear – Vetores em Rn → → → → → 111 i j k u× v = 1 2 −1 2 → → 4 = 6 i − 4 j + 2 k − 8 i − 3 y + 2 k = − 2 i − 7 j + 4 k = (-2. v.3).2 Produto Misto e Volume do Paralelepípedo → G eometricamente o produto misto u ( v × w ) é igual. ao volume do → → → → → → → → paralelepípedo com arestas determinadas pelos vetores u = AD . h=|u|.-1) e v = (0. u × v = (−2.4) = = (−2) 2 + (−7) 2 + (4) 2 = → 4 + 49 + 16 = 69 . Assim. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. em modulo. 0) e w= (2. portanto. a altura será paralela a ele. e. v = (1. Portanto. Portanto. Sendo v x w um vetor ortogonal à base. Seja θ o ângulo entre os vetores u e v x w.Ledina Lentz Pereira . v.-7.−7.-12. 2)? Profª(s) MSc. w)| v w → → →   v= u .a.2.-4 ) ⇒ → → i ⇒ 3u x (u-v) = j k 3 1 6 − 3 = −15 i + 9 j + 3 k = (3 −4 = 315 = 3 35ua → → → 15. v = AB e w = AC . a área da base do paralelepípedo é |vxw|. MSc. -1.-7. -2). Calcular a área do paralelogramo determinado pelos vetores 3u e u-v.3). u v = | (u.9. Resposta: A Área u× v = → 69 u.3.-3 ) e u-v = ( 1.4). w       → → v=  →   u  v× w      Exemplo 1: Qual o volume do paralelepípedo formado pelos vetores u = (3.-1.Elisa Netto Zanette. Resolução: →  → → Área = 3 u ×  u − v  =?     Temos que 3u = (3.|cosθ|.

3 Produto Misto e Vetores Coplanares → → → → → → T → rês vetores → → u . v e w são coplanares se o produto escalar u ( v x w ) é nulo. m. é x = 4 ou x = -44. se → → u . devemos ter |u(vxw)| = 16.0) . 5.5. v .Elisa Netto Zanette.Álgebra Linear – Vetores em Rn 112 Resolução: Sabemos que o volume do paralelepípedo é igual ao módulo do número resultante do produto misto dos três vetores. Por definição de equação modular se |(-2m . (a) vamos encontrar o produto misto dos vetores u.-2. os valores de x para os quais o volume do paralelepípedo seja igual a 24 u. → Resolução: v= u ( v × w ) = 24 ⇒ 3 − 2 → → x 5 1 0 1 = x + 20 −1 1 → → → v=  x + 20 = 24 ⇒ x = 4  ( u . Assim. MSc. calcular o valor de x u . temos: |u(vxw)| = 16 |(-2m .. − 2m − 8 = 16 .1) e w = (1. → Exemplo 3: Dados os vetores u = (x. 2 (b) como o volume do paralelepípedo é 16. v e w seja 24 u. -1. v = (1.Ledina Lentz Pereira . v e w seja igual a 16 unidades de volume. v e w são coplanares. o vetor v x w por ser ortogonal aos Profª(s) MSc. -2). 0) e w= (2. Resposta: O volume procurado é 16 u. v e w ou 3 u(vxw)= m −2 1 −1 2 −1 0 =-6+0+2-(4)-(0)-(2m) = -2m-8. ou seja.v. v = (3.8)| = 16 então x = a . Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.v. Calcular o valor de m para que o volume do paralelepípedo determinado por u.8)| = 16. V = |u(vxw)| e.  − 2m − 8 = −16 → → → → → Resolvendo o sistema encontramos m = -12 ou m = 4 que é a solução do problema. w ) Então x + 20 = 24 ⇒ ou . Ou seja. Assim. Assim.4. Resolução: Sabemos que o volume do paralelepípedo é igual ao módulo do número resultante do produto misto dos três vetores. (Unidades para que o volume do paralelepípedo determinados por de Volume). -1. então x = . v e w ou 3 − 12 − 2 u(vxw)= 1 2 −1 −1 0 =-6+0+2-(4)-(0)-(-24) = -6+2-4+24= 16. 2).a ou x = a. 2 u (vxw) temos: (b) como o volume do paralelepípedo é igual ao |u(vxw)| = |16| = 16.1.v. neste caso. (unidade de volume) Exemplo 2: Sejam os vetores u = (3. (a) vamos encontrar o produto misto dos vetores u.  x + 20 = −24 ⇒ x = −44  Portanto.-1).

1.4). 2 −1 Resolução: Como (u.1).-2.-1. w ) significa que u .4). onde v ou v . c ) = 0 ⇒ 1 0 3 =0⇒ 4 2m = 6 m=3 Exemplo 3: Verificar se os pontos A (1. m → → → 2 −1 −2 −1 − 4m + 6 m − 8 + 2 = 0 Resolução: ( a . C (0.Elisa Netto Zanette.w) = 1 1 0 − 1 =3≠ 0 os vetores não são coplanares.0. Assim.-2 ) . v = (1.0) 3 −1 4 (u . v e w são coplanares.-1. o anulamento ( u . é ortogonal ao vetor u . É fácil identificar que reciprocamente. v . AC e AD têm produto misto nulo.-3) estão no mesmo plano.-1) e w = (2.0. Portanto se u e ( v x w ) são ortogonais. −1 − 7 Exemplo 4: Verificar se são coplanares os vetores u = (2.-6). 2 −1 4 6 Módulo ou Norma de um Vetor 6.Ledina Lentz Pereira . resultante da raiz quadrada do produto interno (ou escalar) do vetor v com ele próprio ou "v escalar v".-1) e w = (2.-2)-(1. w )= 0 os vetores u . B (-1.Álgebra Linear – Vetores em Rn → → 113 → → → → → → → vetores v e w .1 Definição de módulo do vetor: A norma de v ou módulo de v é o comprimento do vetor v.-1.2. se nenhum dos vetores → → → → u .2. → → → v .2. w )= 1 0 − 1 = −5 ≠ 0 . → → → Resolução: Os quatro pontos dados são coplanares se os vetores → AB .-1.v. v= v. se ( u . v . AC . v=(1.4) sejam coplanares.-1.-2. Idem para AC e AD ). → Assim.-1). Profª(s) MSc. b = (1.2 ) e D (-2. representado por O módulo de um vetor é calculado por meio de um produto interno. Exemplo 2: Encontre o valor de m para que todos os vetores → a = (m. MSc. → → Portanto. o módulo ou norma de um vetor v é o número real não negativo. Logo são coplanares. v . → → → Exemplo 1: Verificar se são coplanares os vetores Resolução: → → → u = (3. (Dica: → → AB =B-A =(-1. w é nulo e se dois quaisquer → → → deles não são colineares.4 ) .4)=(-2.2.0. AD ) = 0 ⇔ − 1 → → −2 −2 −6 −3 0 − 2 = 0 . Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.0. 2 −1 0 → → Os vetores não são coplanares porque seu produto misto é diferente de zero. b .v . ( AB .3) e c = (0. v e w são coplanares (estão no mesmo plano).

Profª(s) MSc.z) ∈ R3 então: O módulo de um vetor v é dado por Geometricamente. Se u.2 Proposições: Para um vetor v = AB com extremidades nos pontos A(x1. o módulo de um vetor é um número real não negativo representado por → v = (v)2 = v . v → → → Exemplo 1: Se v=(2. então (−3) 2 + (5) 2 = 9 + 25 = Exemplo 3: Se v=(2. .12 de Pitágoras) Se v é vetor do espaço que v = (x..v = u. v2 = (x1-0)2 + (y1-0)2 = (x1)2 + (y1)2 = x1 + y1 = v 2 2 Note que.y) ∈ R2 então: O módulo do vetor v no plano é dado por v = v. w de Rn e k. . Dados os vetores u. um escalar real.m.y.Ledina Lentz Pereira . temos: v = x2 + y2 + z2 y1 (y1.(kv) 12 Num triângulo retângulo. u2. u (ii) u (v+w) = uv + uw (iii) k (u.1.v) = (ku)... então v = (2) 2 + (1) 2 = 4 + 1 = v = 5 u.v = x 2 + y 2 (Teor. tem-se: (i) u .0) 0 (x1. sendo u= (u1. un) e v = (v1.(unidade de medida) 34 u.m. aplicando o Teorema de Pitágoras. o quadrado da hipotenusa é igual a soma dos quadrados dos catetos.y2). MSc. . se v é vetor do plano tal que v = (x1..y1) Módulo de vetor no plano Módulo de vetor no plano Módulo de vetor no espaço A demonstração é simples: Por exemplo. o módulo de v será: v = AB = ( x 2 − x1 ) 2 + ( y 2 − y1 ) 2 = B − A (mesma fórmula da distância entre dois pontos A e B)... v2.y1) e B = (x2.-2). v) = (u1 − v1 ) + (u 2 − v 2 ) + .m. v são vetores de Rn então.y1) então. d(u. + (u1 − v n ) 2 = u − v .Elisa Netto Zanette.5). v = v . 6. vetor do espaço.0) |v| x1 v=(x1. vn). então v = (2) 2 + (1) 2 + (−2) 2 = 4 + 1 + 4 = 9 =3 u. vetor do plano.Álgebra Linear – Vetores em Rn 114 Se v é vetor do plano tal que v = (x. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. . Exemplo 2: Se v = (-3. v.1) ∈ R2.

pois têm módulo igual a 1. os vetores u = (1.1) (1) + (1) 2 2 =  1 1  . ) são 5 5 denominado vetor unitário.3 Vetor Unitário e Versor de um Vetor: Se v é um vetor tal que v =1 então v é −3 4 . . v = (0. v → Todo vetor unitário w de mesma direção e mesmo sentido de um vetor não nulo → v é chamado de versor de → → v. ou determine um vetor unitário u na direção do vetor v = (2. Obtemos o vetor unitário u a partir de v.  2 2 O vetor w encontrado é nomeado de versor de v e é unitário porque w = 1.-2. u2 A todo vetor → v é possível associar dois vetores unitários w e (-w) de mesma direção de → v pois u = − u = 1.-1) é um vetor unitário porque Exemplo 2: O vetor v = (1.u = 0 se u = 0 = (0. Por exemplo. -1) e w = ( vetores unitários. MSc.. Exemplo 3: A partir do vetor v = (1.Ledina Lentz Pereira . Para isso usamos a fórmula matemática w= v pois w= w = v 1 .0. | v | =1. aplicando a fórmula.0) (v) v.1) não unitário encontrar um vetor unitário w.Álgebra Linear – Vetores em Rn 115 (iv) v.. Resolução: w= v = v (1. podemos encontrar um vetor unitário w (nomeado de versor de v). Profª(s) MSc. apenas u 2 não é o versor de v → u1 tem a mesma direção e o mesmo sentido de v. v ≠1.1) não é um vetor unitário pois o seu comprimento é diferente de 1 ou seja.2uv + v 2 2 2 2 2 6.v = (1) (2) 2 v 2 Conseqüência das proposições: u + v = u + 2uv + v u − v = u . Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.0). v = (2) 2 + (-2) 2 + 12 = 9 = 3 ≠ 1. Exemplo 4: A partir do vetor encontre um vetor unitário.1) não é unitário porque v = (0) 2 + (−1) 2 = 0 +1 = 1 = 1. A partir de qualquer vetor v.Elisa Netto Zanette. No entanto. veja figura: → v → → u1 → → → Os vetores → u1 e u2 da figura ao lado são vetores → u1 é o versor de v → unitários.-2.v > 0 qualquer que seja u e u. Por exemplo.. Resolução: Observe que o vetor v = (2. Exemplo 1: O vetor v=(0.. 1).

Q) = | PQ | = (−1 − (−1)) 2 + (2 − (−3)) 2 + (−2 − 4) 2 = 0 + 25 + 36 = 61 .Álgebra Linear – Vetores em Rn 116 u= v = v (2. Neste caso.y1.y1) DistAB = B − A = ( x2 − x1 ) 2 + ( y 2 − y1 ) 2 → De forma similar.b).Ledina Lentz Pereira . o vetor é representado por um segmento AB (Fig.x 1.(a) Fig.y2) – (x1. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. z2) é igual a norma do vetor PQ . y2 . um vetor pode ser representado por um segmento orientado que não parte da origem do sistema.x1. MSc. então a distância de P a Q é dada por: → → → → dist (P. y2 ) − ( x1 . y1.−2.y1) B – A = (x2 .3.  = u. z1) e Q = (x2.y1) e extremidade em B(x2. Fazendo a verificação! u= (2 / 3)2 + (− 2 / 3)2 + (1 / 3)2 = 4 4 1 + + = 9 9 9 9 = 1= 1 9 6. 4) e Q = (-1. Profª(s) MSc. definido por: Assim.1) =  .y2) e para determinar sua representação algébrica fazemos: AB = B – A AB = ( x2 .Elisa Netto Zanette. z2 . y2.−2. Observe a Fig. . y1 ) AB = ( x2 − x1 . y2 − y1 ) = v (vetor) O módulo deste vetor é determinado a partir do cálculo da distância entre dois pontos AB (Fig.z1). 2. DistAB = AB = B − A → B – A = (x2. .a) de origem no ponto A(x1. -2) é: → dist (P.(c) v = OQ − OP → → Exemplo 1: A norma (ou módulo) de v = (-1.(c). Como PQ = OQ − OP = (x2 .   3 3 3  9 O vetor u encontrado é um vetor unitário pois seu módulo (ou norma) é igual a 1.(b) Fig. Q) = | PQ | = ( x 2 − x1 ) 2 + ( y 2 − y1 ) 2 + ( z 2 − z1 ) 2 Fig.1) 9 ou    1   2 − 2 1  .4 Módulo de Vetor Livre C omo já vimos. em R3 A distância entre dois pontos P = (x1. (2.3. y2 .−2. Exemplo 2: A distância entre os pontos P = (-1. . 4) é |v|= (−1) 2 + (−3) 2 + (4) 2 = 26 .1) 2 2 + (−2) 2 + (1) 2 = (2.

-1).4) = (-1.-3.n.3. .(1. calcular o valor de m.-1) e os pontos A(1.m. v =    1   2 2  3 +4  1 3 4 .-1). Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.   u 26  26  26 26   26   obtido a partir de u. Resolução: • u = PQ ⇒ u = (-4.(unidade de medida) Profª(s) MSc. Resolução: → A → 7 B ou seja AB = 7 AB = B – A ⇒ (1.2. MSc. ) seja unitário.3) e B(1.-1)+(0.2)=(0. 2 4 ⇒ V =1 ⇒ 16 = 16 a 2 → V = a2 + 1 1 + =1 4 16 +5 ⇒ a=± 11 4 Exemplo 5: Dados os vetores u= (2.m) é 7.5.-1).4 ) =  .(3.n. -5) • • • u = DPQ= w = (−1) 2 + (−5) 2 = 26 (−4 − (−3))2 + ( −1 − 4) 2 = 1 + 25 = 26 u (−1. o módulo de u. −1 1 .-4)=5 ⇔ 2n+8n+4=5 ⇔ 10n+4=5 ⇔ 10n=5-4 ⇔ n= 1 10 Exemplo 6: Dados os pontos P(-3.-1).-1) e v= (n.n. 4) não é um vetor unitário. Observe o vetor projetado no      5 5 5  plano.3) = (2.u =  | u | Assim. pois o seu comprimento é diferente de 1 ou seja.4) =  .-3) Se u(v+AB)= 5⇔ (2.2) e B(1.3.2. determine o vetor u = PQ. a distância entre P e Q e encontre um versor w de u.2.-1.Álgebra Linear – Vetores em Rn 117 Exemplo 3: Sabendo que a distância entre os pontos A(-1. portanto w é versor de u.Elisa Netto Zanette. 4) encontre o versor v de u (ou encontre um vetor unitário v na direção do vetor u) Resolução: Observe que o vetor u = (3.-1.-1) – (-3. Exemplo 7: A partir do vetor u = (3.-1.5.[(n. aplicando a fórmula: v =   1  .-1).(n.u  | u |  1  . determinar o valor de n tal que u(v+AB) = 5 Resolução: AB= B-A =(1. Seu módulo (comprimento) é igual a 1 u.(3.m-3) → AB = 2 2 + (−3) 2 + (m − 3) 2 = 7 ⇒ m = 9 ou m = -3 → Exemplo 4: Determinar o valor de a para que o vetor Resolução: Vetor unitário → V = (a.-3)]=5 ⇔ (2.m) – (-1.4) e Q = (-4. Note que w é um vetor unitário = = = .8.−5)  − 1 − 5   − 26 − 5 26   .2.Ledina Lentz Pereira .  .-1. u = 3 2 + 4 2 = 25 = 5 ≠ 1 Obtemos o vetor unitário v a partir de u.

2. w> c) v. (Dica: Fórmula da Área do triângulo é S = 1→ → u× v ) 2 → → → → → → 7. 7. calcular m.2). -1) determinam um paralelepípedo de volume 42.   u ( w x v ).v ) h) ( u → w×v. calcular : → a) < w . Por exemplo. 0.2 ). 2 .1). → → → → determinar o valor de ∝ tal que u .w ) 2) Dados os pontos A(2.u (ii) u(v+w)=u.( u .-3.2. Encontre: 5) Sejam u = ( 2.1).(3 v ). ) seja unitário. 4. Aplicando estes conceitos. u e v (em m3). -1) e w = (1. 2 2 11) Sabendo que a distância entre os pontos A(-1.4.1) e w = (2.2) e B(3. w ( u × v )..3).Elisa Netto Zanette. → d) ( u + v ). → v = (∝. v> b) <u. 3. -1.2). v 2 =6 i +m y -2 k e v3 =4 i +k. 3 2 2 13) Dados os vetores de lR .-1.( u × v ) → → → →  →  CB×  BC − 2 CA  .-1 ) e v = ( a.v=v.-1).2.3.w ).-1. v 2 e v3 seja igual a 10 para: v1 =2 i . 3. 9) Encontre o versor w.1.Demonstre a propriedade de produto interno (ou escalar) definida em: (i) u. B=(2.1. 0). 2. 2) e w = ( 3. ttentte você!! Resolva as atividades Agora en e você Lista 4 de Atividades → → → → → → → → → → → → → → → → → → → → 1) Dados os vetores: → → → u = ( 2. a área de paralelogramo e triângulos e. ( u .2. 1 ).y . -1.4) são unitários. a) < u.-4 ) e c = (m+1. v = ( 1. determinar o vetor 3) Considere os vetores do espaço. Calcular m. m.2. → → → → v × w. v=(-1. 1. vetores de R4.(2. → × v ).3) e os pontos A(4.2.-2.-1) e C(3. x. v = (1. 12) Determinar x para que o vetor → v Profª(s) MSc.2.m) é 7. MSc.0.v> (f) ux(v-w) (g) u(vxw) (h) O volume do paralelepípedo formado por u. v = (1/2.3).1. (b) v = (-1. determine: → → → → 7.Álgebra Linear – Vetores em Rn 118 Agora. x) = 3 7) A partir do produto interno. definidos por u= (1.3) Calcular o valor de m para que o volume do paralelepípedo determinado pelos → → → → → → → → → vetores v1 .4) e w = (1. dos vetores: (a) u = (1.3). l) v ×( u .-1) e v = (∝. e) i) b) f) j) v . → → → g) k) u xv .3). (e) <u. B(1. v = ( 1. u e v (d) O volume do paralelepípedo formado por w. -2. v ( w x u ).-1.4) e C=(-1. u = (2. 7.1.5) Encontre o módulo dos vetores u = (2.2) Calcular a área do triângulo cujos vértices são os pontos A=(1.3) e B(1.-1. 7.1). (c) s = (0. c) ( 2 u ).-4. 2) .-1. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. v e w. 2). vetorial e misto.Calcular o valor de a para que a área do paralelogramo determinado por u e v seja igual a 2 6 .5). -1.w → 4) Dados os vetores u = (4. b = (-1.5) e v = (-1. calcular o módulo de vetor. ) seja unitário.1). 8) Verifique se os vetores u = (-1.4) Os vetores a = (2.2.1. v >. 10)Determinar ∝ para que o vetor −1 1 . 3.( v + BA ) = 5 2 .v +u. -1). 3. 1 1 = (x.-3 ). . ∝. 0 ) e w = ( -1.w 6) Determine o valor de x de modo que (x. encontre: (a) O produto interno entre v e w (b) vx(u-w) (c) O produto misto entre w. podemos resolver alguns problemas.4). o volume de paralelepípedo.3).Ledina Lentz Pereira .1) Sejam os vetores u ( 3.

1) a=-2 ou a = -4. → Após encontrar o valor do cos → Ou: O ângulo de dois vetores OB e tal que 0 ≤ α ≤ π .a . (m) A área do paralelogramo formado por u e v é S= (n) A área do paralelogramo formado por v e w é S=3 (o) A área do paralelogramo formado por u e w é S= 2( 17 m2 6 m2 10 m2 (p) A quantidade de papelão gasto para construir um paralelepípedo formado pelos vetores u. d) 4. 7. g) i+j-k.26m2 considerando 17 =4. 6 =2.7. (b) w =  − . j) 1.-4) (l) O volume do paralelepípedo formado por v.u.-1) (d) O volume do paralelepípedo formado por w. encontramos o ângulo α na tabela de cossenos. 3 10 u. (ii) provar que u(v+w)=7=u. i) -1.4) m=2 ou m=-8/3. 5(a) 14 + 3. 10) ∝ = ± 2 . u = 10 . 7.2.v+u.Álgebra Linear – Vetores em Rn 119 (i) u. 21/2 (b) 2+ 3. (j) ux(w-v) = -2i+7j-4k ou (-2. 13)  .v> = 13 (g) u(vxw) = 7 (i) u.5) de 1 unidade ou seja. v e w em m2 (desconsidere as bordas para colar as laterais e bases do objeto). v e w não são unitários pois tem módulo diferente  1 2 3  . u e w é 7m3.1. 7. não-nulos.-7.-12) ou 12i-8j-8k.2) S= 7.-1). 2 u = 3 5 e v = 26 .1 Ângulo de dois vetores: O produto escalar entre os vetores u e v pode ser escrito na forma u.v=4=v. para os vetores u ≠ 0 e v ≠ 0. c) 18. (l) O volume do paralelepípedo formado por v. fazendo cos α α= u. .Ledina Lentz Pereira .45 e 10 =3. 21/2 (c)0. 6) x = 3/5.w = 12 (k) v(uxw) = -7 (b) vx(u-w)= -4i – k ou (-4.0. . A partir desta definição de produto escalar. v e w é 7m3.v . 12) ∝ = ± 23 .0). 8) Os vetores u. MSc. 3) (i) provar que u. podemos obter o ângulo entre dois vetores genéricos u e v. (m) A área do paralelogramo formado por u e v (em m2) (n) A área do paralelogramo formado por v e w (o) A área do paralelogramo formado por u e w (p) A quantidade de papelão gasto para construir um paralelepípedo formado pelos vetores u. h) 3. 4) x = 7/3. e) 2i+2j-k ou (2. v e w em m2 é de 17 +3 6 + 10 ) m2= 29.16 7 Ângulos e Vetores: Paralelismo e Ortogonalidade 7. f) -2i-2j+k.12. b) 6.v α . 2) (12. u e w.    14 14 14   2 1   1 3 2   .(c) w =  0.w (j) ux(w-v) (k) O produto misto entre v.     2 6 14 14 14  5 5   (a) <v. u e v não nulos é o ângulo α formado pelas semi-retas AO e Demonstração: Sejam os vetores u e v abaixo e α o ângulo entre eles Profª(s) MSc. . u e v é 7m3.v = |u| |v| cos α onde α é o ângulo formado pelas semi-retas que contém u e v tal que 0 ≤ v ≤ 180º.Elisa Netto Zanette.4) (h) O volume do paralelepípedo formado por u. u . k) -1. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.-8. v = 2 e w = 2 5 . Respostas: 1a) -3. 7. 11) m = -3 ou m = 9. 9) Os versores procurados são: (a) w =  .w> = 12 (c) w(uxv) = 7 (e) <u. (f) ux(v-w) = 2i-7j+4k = (2.3) m=-2 ou m = -12. l) i+j ou (1. u e w.w.

(0) 2 + (−2) 2 Profª(s) MSc. Verificando: cos ß = u.v uv PROPOSIÇÕES (a) Se α = π.-2) (-2) 2 + (−2) 2 . → (f) O ângulo formado pelos vetores → → → u π-α e (. cos α .v = − 2u v uv α= u.v (-2.v = u . Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. -2) então o ângulo ß entre os vetores u e v é de 45°. → → → α=π (b) Se α = 0. u e v são ortogonais e → u ⊥ v.-2). cos − 2uv u. u e v têm a mesma direção e sentidos contrários. → → → → (e) Se u é ortogonal a v e m é um número real qualquer.v ) é o suplemento do ângulo de α u e v. MSc.Álgebra Linear – Vetores em Rn 120 α α Aplicando a lei dos cossenos ao triângulo ABC tem: u − v = u + v − 2 u .Ledina Lentz Pereira . Exemplo 1: Se u = (-2.(0. u e v têm a mesma direção e mesmo sentido. Lembrando que u − v 2 = u 2 + v 2 − 2 u v 2 2 2 →→ Então comparando as duas equações temos: u + v − 2uv = u + v − 2 u v cos α 2 2 2 2 − 2uv = -2 u v cos α ⇔ -2 u v cos α = − 2uv ⇔ cos α = Portanto. (c) Se α = indica-se: → α=0 π 2 → → → .-2) e v = (0. v .Elisa Netto Zanette. u é ortogonal a m v . → → 2 → 2 → 2 Neste caso o OBC permite escrever: (teorema de Pitágoras) u+ v = u + v (d) O vetor nulo é considerado ortogonal a qualquer vetor.

2) u θ = u . θ = 60° θ = cos 60 ° = cos u.2.-1) forma um ângulo de 60° com o vetor determinado pelos pontos A (3.4) e v = (-1.−1)(1.2 ) − (2.2) = − 1 + 2 + 8 = 3 2 .: Quando o produto escalar de dois vetores for igual a zero ele é retângulo. encontramos os Exemplo 5: Provar que o triangulo de vértices A ( 2. C = arccos = 190 0 AC . -1.v 1 → = u . AB e BC.3).-1 ) e C ( 2.vv → u = 9 2 1 + 1 + 16 = 18 = 3 2 → v = 1 + 4 + 4 = 9 = 3 9 9 2 = 1 2 = 2 2 .2 ) − (3. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.. Resolução: Calcular cos → ( ) ( ) ⇒ 6 m 2 + 4m + 6 = 2(2 − 1 − m − 2 ) ( ) −8± 0 −8 = = −4 2 2 A ¬ .-2 ) é um triangulo retângulo.1. Obs.2. θ = (1.1.1.0.−3. calcular m.0. cos B ¬ e cos C ¬ AB = B − A = (2.3. 2) e seus lados são respectivamente AC.1.4)(− 1.2. sendo A(3.3 θ= 2 → θ = 450 2 → → Exemplo 3: Sabendo que o vetor = (2. Profª(s) MSc. 4 = 4 32 = 4 4 2 = 1 2 = 2 2 2 então ß = 45o 2 → → Exemplo 2: Calcular o ângulo entre os vetores Resolução: cos cos cos u = (1. m + 2) 6 m + 4m + 6 2 6 m 2 + 4m + 6 =[2(-1-m)] 2 ⇒ 6m² +24m + 36 = (-2 – 2m)² ⇒ 6m ² +24m + 36= 4 + 8m + 4m² ⇒ m²+8m+16=0⇒ ∆=(8)2-4.1.10 ^ ^ De forma similar.2 ) ⇒ (− 1.1.-2 ) ( 1. 2) e C ( 1.−1. Portanto.Elisa Netto Zanette.1 ) .3) ⇒ (− 1. 2 28 ± 19.Álgebra Linear – Vetores em Rn 121 cos ß = cos ß = 0+4 8.-3.. 0. B (2.3. BC 2+3+0 5 ≅ 0.-2) e B (4.−1.3) ⇒ (− 2.-1.−1) AC = C − A = (1. MSc..1. BC 28 14 .2 ) − (3.9449 5 C = cos C = ⇒ = .−1) BC = C − B = (1.−1.0.0 ) → → → → AB = 1 + 4 + 1 = 6 AC = 4 + 9 + 1 = 14 BC = 1 + 1 = 2 → → → ^ AC .m ) – (3.0. B ( 2.−3.m). Resolução: → v AB AB = B – A ____ ( 4.1.2.m+2) AB = 1 + 1 + m 2 + 4m + 4 = m 2 + 4m + 6 v = 4 +1+1 = 6 . m = -4 Exemplo 4: Determinar os ângulos internos do triangulo ABC.1.Ledina Lentz Pereira .v 2 1 2 (2.16=0⇒m= Portanto.

0. γ que v forma com os vetores i .o. vamos trocar o vetor Fy de posição para formarmos um triângulo retângulo.) do ângulo.y) nomeado de F sendo F o vetor força e α o ângulo entre F e o eixo x. y = i . • (b) Vamos decompor o vetor F em outros dois vetores Fx e Fy. → v são os ângulos α .y) → → → AB .1.Elisa Netto Zanette. para determinar o valor de Fx e Fy basta resolvermos o triângulo retângulo Lembrando da trigonometria: senα = α Portanto: senα = c. c. (a) (b) (c) α α α α Fx = vetor força no eixo x Fy = vetor força no eixo y F = vetor força α = ângulo entre F e o eixo x Note que. β .+6 = 8 ≠ 0 AB .k = 0 e são unitários Profª(s) MSc.−2.−2. Fy é o cateto oposto (c. → → i . AC ⇒ (0.Álgebra Linear – Vetores em Rn 122 Resolução: AB = B − A ⇒ (0. • (c) Agora. BC ⇒ (0.a.−1.−2 )(0.1.0.0 ).1. → → → → → Ângulos diretores de respectivamente.−3) = 0 + 2.−3) BC = C − B ⇒ (0.−2 ) AC = C − A ⇒ (0.−2 )(0. y = (0. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. j . MSc. (b) e (c). Fy ⇒ Fy = F senα α F Fx cos α = ⇒ Fx = F cosα α F 7. • (a) Consideremos o vetor v = P(x.3 Ângulos Diretores e Cossenos Diretores de um Vetor S eja o vetor v = xi + yj + zk .−2. k = ( 0. e cos α = hip hip Neste caso: Fx é o cateto adjacente (c.) do ângulo e F é a hipotenusa.−1) = 0 − 2 + 2 = 0 Logo o triangulo ABC é retângulo. Observe a seqüência de ações nas figuras (a). k → → → → K → Observação: os vetores da base canônica → → → α v { i = ( 1.2 Decomposição de um vetor v = P(x. k = y .0). → → → → A decomposição de vetores é usada para facilitar o cálculo do vetor resultante.−1) 7.1 ) } → → → β são ortogonais entre si.a.Ledina Lentz Pereira .−1.o.

independe do sentido. y.-3 ). 7. i = ( 1. y = ( 0.1. v1 v2 vn Os vetores paralelos têm a mesma direção.-2. cos β .-3 ) e B ( 3. z ) ..428 = cos γ = 0. 1.. MSc.3 ) 6 6 = = cos α = α = 310 cos α = → 7   7 v    −2 cos β = = cos β = −0... AB = B – A = ( 1.0. y.428 γ = 65 0 7 x Exemplo 2: Dados os pontos A ( 2..4 Paralelismo de dois vetores D ois vetores u = (u1. = n = k . → de v são os cossenos de seus ângulos diretores isto é. a sua correspondente é ortogonal (exemplo acima).. 1 ) então: → → z y (x.i v → Exemplo 1: Calcular os cossenos diretores e os ângulos diretores do vetor v = ( 6.Ledina Lentz Pereira .0) = x v.. u2.-1. Calcular os cossenos diretores e os ângulos → diretores do vetor → AB . 0. v2. z )(1. 0 ) e k = ( 0. Note que u // v // w. un ) e v = (v1. 0.2.Álgebra Linear – Vetores em Rn → → 123 → ∂ → j i =1= y =1= k =1 → I → Cossenos diretores cos α . Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.i .286 β = 107 0 7 3 cos γ = = 0. → → → Demonstração: seja v = ( x. Para o cálculo dos cossenos diretores. 0 ) . . utilizamos a fórmula do ângulo entre dois vetores. cos γ ..0 ) 1 2 cos α = = α = 45 0 2 2 −1 − 2 cos β = = β = 135 0 2 2 0 cos γ = = 0 = cos γ = 0 γ = 90 0 2 Observação Importante: Sempre que um vetor tem nula uma de suas componentes. .Elisa Netto Zanette. Profª(s) MSc. cos γ = e cos β = → cos α = → = v → v x2 + y2 + z2 v . k real. vn) são paralelos (ou colineares) indica-se u//v quando suas coordenadas são proporcionais ou seja: u ⁄ ⁄ v se u1 u2 u = = .

1. 2 Exemplo 2: Determinar os valores de m e n para que sejam paralelos os vetores U = (m + 1. v = (-4.2n − 1) = = 2m + 2 = 12 ⇒ 2m = 10 ⇒ m = 5 m + 1 3 2n − 1 2 Resolução: = = ⇒ 4 4 2 1 3 5 2 = 2n − 1 ⇒ 4n − 2 = 3 ⇒ 4n = 5 ⇒ n = 4 Exemplo 3: Dados os pontos P(1. m +1 3 1 = = 4 2 2n − 1 ou 2(m + 1) = 12  3(2n − 1) = 2 ⇒ 2m + 2 = 12  6n − 3 = 2 A solução do sistema permite dizer que m = 5 e n = 5/6 • • Lembre-se que: Um vetor v = (x1.3.1. ao contrário do ponto.3.-6.1) Exemplo 4: Determinar os valores de m e n para que sejam paralelos os vetores 3.0. na origem do sistema (0.1) e V = (4. por tanto: 2x = x2 + x1 e 2y = y2 + y1 Profª(s) MSc. P.2. Quando não é situado a partir da origem.0. Note que as componentes são proporcionais porque a razão entre elas é k = 2 1 . Assim.2.Ledina Lentz Pereira .-1).y2). y.−2) 2 − x =1⇒ x =1 1− y = 1⇒ y = 0 − 1 − z = −2 ⇒ z = 1 S = (1.2) e R(2.y2 – y) e dai temos x – x1 = x2 – x e y – y1 = y2 – y.2) − (1. MSc..2. R e S sejam vértices de um paralelogramo. determinar as coordenadas de um ponto S tal que.−1 − z ) PQ = Q − P = (2.-7). Resolução: Basta usar uma igualdade para achar as coordenadas de S.2n – 1). z ) ⇒ (2 − x.−1) − ( x. ele não tem posição fixa. vem então: (x – x1.2..0). u e v são vetores paralelos.y – y1) = (x2 – x.−1 − z ) = (1. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.1) e V = (4. Fazendo u//v = = = obtemos v1 v2 vn − 4 − 6 14 1 . Ponto Médio de um segmento: É possível determinar as expressões das coordenadas do ponto médio do segmento de reta de extremidades A(x1.4). = n = k. y2. Normalmente.y).−2) SR = PQ ⇒ (2 − x.14). z3) pode ter a sua origem em qualquer ponto. m +1 3 SR = R − S = (2.3. Solução: A condição de paralelismo de dois vetores permite escrever: U = (m +1.3.Elisa Netto Zanette.1 − y. Q(2.1.1 − y. u ⁄ ⁄ v se u//v = 2 3 −7 u1 u2 u = = . o vetor é livre. Solução: → → O ponto médio M é tal que AM = MB ou M – A = B – M. Resolução: Por definição.4) ⇒ (1.y1) e B(x2. Verifique se são vetores paralelos. situamos o ponto de origem.1. Sendo M(x.Álgebra Linear – Vetores em Rn 124 Exemplo 1: Considere u = (2. Q.

3) = -3. . (1.. v = 0 Indica-se u ⊥ v. 2 . -15. 1. 5. 6. os vetores ortogonais formam entre si. (b) Os vetores são ortogonais (verifique dois a dois)? Justifique. Se cos λ=0. vetores de R4. Logo u e v são ortogonais.w= (-3. vn) são ortogonais (ou perpendiculares). 4. Verifique se os vetores. Neste caso.v= (-3.Elisa Netto Zanette. -1. (-3.v =0 u . 2) e v = (4.5 Ortogonalidade de dois vetores D ois vetores u = (u1. Verifique quais vetores são ortogonais dois a dois e justifique. v = (3. u. -1). Resolução: u. (4. 0). y2) = x1 . Resolução: u. 5 25 λ=90º. MSc. ttentte você!! Resolva as atividades Agora en e você Lista 5 de Atividades 1) Sejam u = ( 2. 2 . vetores de R4. 1. u . 3. 3.3). 1). .1). -1.2).2) e v = (-2. Agora.3). 8) e v=(3.3 = -12 + 12 = 0 logo u e v são ortogonais.1) u.4) = -12 + 12 = 0 logo u e w são ortogonais v.(−2. (-6. 0. cos ß= cos 90° = 0.4) = 18 + 8 = 26 ≠ 0 logo v e w não são ortogonais Projete-os no plano cartesiano e verifique se.. eles são ortogonais no espaço vetorial V = R2 em relação ao produto interno não usual definido em: (x1.2).. geometricamente. y2 .4). Resolução: u.v 5. quando o ângulo ß por eles formado é de 90° (ângulo reto).. que o produto interno usual entre eles é zero ou seja. portanto os vetores são perpendiculares ou ortogonais. un ) e v = (v1.v= -2+2=0. Exemplo 3: Verifique se os vetores u = (1. v = ( 1.2. Exemplo 2: Verifique se os vetores u = (-3. 2) Considere os vetores u = (-1. v2. (x2.3). Sandra Regina da Silva Fabris e Dr.v −2 + 2 Ou cos λ = = 0 → cos λ= → cos λ= → cos λ=0.Ledina Lentz Pereira . v = (-3.w= (2. Podemos afirmar também que cos λ = u.3). 0..2) = -6 + 6 = 0 logo u e v são ortogonais. o que implica. -9) e w = (0. dois a dois. de modo que u=(2k. 2.Álgebra Linear – Vetores em Rn 125 Logo: x = x 2 + x1 x1 + x 2 y + y1 y1 + y 2 = = e y= 2 2 2 2 2 7. 3).2) . 2) e w = ( 3. pela fórmula do cálculo de ângulos de vetores. então u . 2k.2) e w = (-6. x2 + 2 y1 . -6.4 + 2.. u2. 2) sejam ortogonais? Profª(s) MSc.v Exemplo 1: Considere u = (2. Determine: (a) Os vetores são paralelos (verifique dois a dois)? Justifique. 1. ângulo reto. (-6. y1) .v= (2. são ortogonais no espaço vetorial V = R2 em relação ao produto interno usual.. são ortogonais. 3) Existem valores para k.

1) e C(-2.1..2. 7) u e v são paralelos para a=3/2 e b=-9/2..-2. 10) Encontrar os números a1 e a2 tais que w = a1v1 + a2v2.. sabendo U = (3. 6) cos α = então α = . determinar D(x.(2 W - 3) Dados os pontos A(-1. B(2. 2) Dados os vetores a) 4( U - V = (2.1.Ledina Lentz Pereira .b) sejam paralelos.. v = (-1.-4) e V = (-9/4. v e w são ortogonais pois seu produto interno é nulo e os vetores u e v não são ortogonais pois seu produto é -127.4) .-3) e v = (6.14).-2).. u e w não são paralelos pois não se define k para -1/0.1. → → → → → → V ) + 1/3 W = 2 U . cos β = então β = ..5) e D(2.v → b) . OC − BC e 3BA− 4CB .-1). B(5. 2b) os vetores u e w. u e v são ortogonais para k = -8/9.5. 14) Verifique se o vetor u = (1. v2 = (2. 14 Atividade Complementar 1) Determinar a extremidade do segmento que representa o vetor que sua origem é o ponto A(-1.-5).4) é unitário..1).Álgebra Linear – Vetores em Rn → → 126 4) Sabendo que o ângulo entre os vetores pelos vetores: → → u e v é de 600. B(1.. 3) Sim. determinar o ângulo formado → → → a) u e-v → → c)- u e .-2.-7..5) e C(3. Respostas: 1) (1.3) e B(1.7.v.5. 4) a) 120º b) 120º c) 60º d) 60º .3) e w = (1. 2) u e v são paralelos pois u/v=k=-1/3.3).. C(2.3) e B(4.1).a.-4. calcular m..y) de modo que CD = 1 AB 2 17) Sabendo que a distância entre os pontos A(-1.2). v´.0.-1) b) A(2. determinar K1 e K2 tal que v = DC = BA .7).1) e C(a..2. B(2. AP = PB .-3.Elisa Netto Zanette.3 U ) OA− AB .4) 12) Calcular a e b de modo que sejam colineares os pontos A(3.3) são vértices de um paralelogramo. e v = (-5.0..2.17)m=-3 ou m = 9. cos λ= 14 14 13 2 14 então λ =. sendo v1 = (1. determinar o vetor W tal que: W ) = 2(4 W .-4) K1u + K2v.0). w´ que sejam unitários.1) encontre os vetores u´.m) é 7..2). MSc.W b) 3 W . B(3. determinar o ponto P tal que 8) Dados os pontos A(-1.3).-2). calcular 4) Dados os vetores U = (3. verificar se existem números a e b tais que U = a V e = 5) Dados os vetores u = (2. 16) D = (0.0) e C(1.3. → → → → → → 6) Dados os pontos A(-1.6).b.-2). 7) Determinar a e b de modo que os vetores u = (4. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr..3). 16) Dados os pontos A(-1.2).-1). 6) Encontre os ângulos diretores do vetor u = (1.-1.1.3). v e w não são paralelos pois não se define k=3/0..5.0).-1). B(1..1.1). determinar o ponto P tal que AP = 3 AB .0). 9) Determinar o vetor v sabendo que (3.1) e v = (-12. determinar D tal que 7) Dados os pontos A(2. cos β = − 2 13 então α = 13 14 3 14 3 13 então β = . w = 0.1) e B(4.10. 5) cos α = .. 3)..-1) e V = (-1.3).u e v d)2 u e 3 v 5) Encontre os ângulos diretores e cosseno diretor do vetor u = (-2. 15) A partir dos vetores u = (2. Profª(s) MSc.1. B(3.4). V = bU.4) e w = (-4. Respostas: 1) v e w são ortogonais pois v . C(3. 11) Verificar se são colineares os pontos: a) A(-1.-1.3) e C(-2.1) + 2v = (6.0. 13) Mostrar que os pontos A(4.7/2).

Joaquim. Romulo Campos e GIMENEZ.ed Rio de janeiro: LTC. 2. 4. Alfredo. Donald J. Paulo. WINTERLE. McGraw-Hill. LAY. 2000. 1999. David C.ed Rio de Janeiro: LTC. 1999. STEINBRUCH. Papirus. da UFSC. Sandra Regina da Silva Fabris e Dr. LEON. Nilo. Paulo. Steven J.Elisa Netto Zanette. Rio de Janeiro: Makron Books. KUHLJAMP. MSc. Profª(s) MSc. São Paulo. SP: Makron Books. Perspectivas em Aritmética e Álgebra para o século XXI. Alfredo.Ledina Lentz Pereira . São Paulo: Ed. Cálculo e Álgebra Linear. 2007. RJ: LTC. Álgebra linear e suas aplicações. 1975. Wilfred.Álgebra Linear – Vetores em Rn 127 Bibliografia KAPLAN. Álgebra Linear. 518 p. STEINBRUCH. Álgebra linear com aplicações. 504 p. Vetores e Geometria Analítica. 1987. WINTERLE. Florianópolis: Ed. Matrizes e Sistemas de Equações Lineares. 390 p. 581 p. 1997. 1975. Álgebra linear e geometria analítica. LEWIS. LINS.

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