P. 1
APOSTILA psicodiagnostico infantil

APOSTILA psicodiagnostico infantil

|Views: 6.794|Likes:
Publicado poraraujo_marcelo2005

More info:

Published by: araujo_marcelo2005 on May 02, 2012
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

11/29/2014

pdf

text

original

1

2 IVANI TEIXIERA MENDES Psicodiagnóstico infantil: do modelo tradicional às práticas interventivas Capa por Rodrigo Rivera .

com . São Paulo. 30cm. 15f.. itmendes@globo.3 Mendes. Ivani Teixeira Psicodiagnóstico infantil: do modelo tradicional às práticas interventivas/Ivani Teixeira Mendes. 2010. Ii. Capa Rodrigo Rivera.

O modelo tradicional A avaliação psicológica teve suas raízes no fim do século XIX e o início do século XX época marcada pelo uso de testes o que conferiu aos psicólogos muitas vezes a visão de testólogos. que inicia com os parâmetros da medicina. que o diferencia do psicodiagnóstico com o adulto ou com o adolescente. inclusive o conhecimento prévio sobre desenvolvimento infantil. A experiência como terapeuta infantil e como supervisora de estágio em clínica escola remete a questão: o que seria fundamental para a formação do psicólogo que irá trabalhar com o psicodiagnóstico infantil? Em primeiro lugar considero fundamental o contraponto entre o modelo tradicional. Como conciliar as exigências científicas psicométricas com a riqueza do conhecer a experiência infantil no psicodiagnóstico? Uma suave intersecção é a tentativa descrita neste trabalho. Em segundo lugar a especificidade do processo com a criança. É preciso ainda acrescentar a questão do embasamento teórico psicanalítico e o enriquecimento da postura humanista existencial. com as formas atuais interventivas. Por fim resta pensar nas estratégias de avaliação como os testes e os recursos lúdicos.4 INTRODUÇÃO “Aprendi a trabalhar com crianças com as próprias crianças. inclusive comigo mesma quando criança” Oaklander 1980 p. Atualmente podemos dizer que os psicólogos .354 Diante do desafio de escrever sobre o processo do psicodiagnóstico infantil a primeira preocupação é a de não simplesmente repetir o que os diversos textos sobre o assunto já trazem. sem é claro deixar de mencionar todo o entorno da criança repleto de outros personagens fundamentais como familiares professores médicos etc.

Selecionada a bateria de testes obtêm-se dados que inter-relacionados com as informações obtidas pela história clínica. já que este diz respeito a uma avaliação clínica. no qual são investigadas .5 utilizam estratégias de avaliação psicológica como um dos recursos para compreender a personalidade das pessoas (CUNHA. no qual há a utilização de testes e de outras estratégias. (CUNHA 2000) A autora descreve um resumo sobre os objetivos mais comuns deste processo. um processo que visa identificar forças e fraquezas no funcionamento psicológico. a testagem psicológica foi inicialmente criada para conhecer e estabelecer as diferenças individuais. O plano de avaliação é estabelecido a partir de hipóteses iniciais. assim como quando utilizá-lo. que definem os instrumentos necessários. Dois séculos já se passaram desde o início da proposta do psicodiagnóstico. pessoal ou a partir de outras fontes de informação permitem uma integração norteada pelos objetivos do psicodiagnóstico. para avaliar um sujeito de forma sistemática. portanto com características psicométricas. A classificação nosológica na qual as hipóteses iniciais são testadas a partir de critérios diagnósticos. isto é. Nesta prática o cliente é avaliado pelo psicólogo de forma distante. como objeto de estudo. O diagnóstico diferencial. Tradicionalmente a psicologia clínica deriva da medicina. orientada para a resolução de problemas. A descrição que procura identificar forças e fraquezas descrevendo o desempenho do paciente. científica. 2000). Assim. com um foco na existência ou não de uma psicopatologia. O cliente passivo obtém indicações para soluções de seu problema de um profissional que a princípio teria mais conhecimento sobre seu funcionamento do que ele próprio. A autora diferencia avaliação psicológica de psicodiagnóstico. A classificação simples compara a amostra do comportamento do sujeito com os resultados de outros sujeitos da população em geral.

A operacionalização do processo do psicodiagnóstico. de duração . Ele agia e age desta maneira por falta de uma identidade sólida. O psicólogo trabalhou muito tempo com um modelo médico. informações e formulação de inferências pela integração dos dados e finalmente comunicação de resultados. no qual deveria tomar a maior distância possível de seu paciente. Ocampo (1990) refere-se ao fato de que a transposição do modelo psicanalítico para o processo do psicodiagnóstico apresenta uma série de dificuldades e propõe um enquadramento no qual ocorra uma intersecção entre o modelo tradicional e o modelo psicanalítico clássico. o prognóstico e a perícia forense. a definição das hipóteses iniciais e dos objetivos do exame. Trata-se de uma situação bi – pessoal. experimentando uma sobrecarga de afeto. seleção e utilização de instrumentos de exame psicológico. o objetivo fundamental de seu contato com o paciente era investigar suas manifestações frente aos estímulos apresentados. segundo Cunha (2000) apresenta passos determinados como: levantamento das perguntas relacionadas aos motivos da consulta. A prevenção. A avaliação compreensiva para examinar as funções do ego. orientação sobre o caso e encerramento do processo. O psicólogo deveria cumprir uma tarefa. levantamento quantitativo e qualitativo dos dados. A proposta psicanalítica. Para a autora o psicodiagnóstico configura uma situação com papéis bem definidos e com um contrato no qual uma pessoa pede que a ajudem e outra o psicólogo aceita o pedido. planejamento. O entendimento dinâmico. Porém alguns psicólogos começaram aproximar-se de seus pacientes.6 irregularidades ou inconsistência do quadro sintomático e para conhecer os níveis de funcionamento ou a natureza da patologia. O modelo tradicional para Ocampo (1990) era considerado como uma situação na qual o psicólogo aplica um teste e faz um encaminhamento. integração de dados.

Para esta autora existe por parte do cliente uma necessidade de ajuda imediata e a disposição para mudar. Os momentos deste processo são apresentados pela autora pelos seguintes passos: primeiro contato e entrevista inicial. aplicação de testes e técnicas projetivas. horário e duração do processo e os honorários. utiliza para alcançar estes objetivos de estratégias de avaliação psicológica. No primeiro caso refere-se à transferência e a contratransferência e no segundo a partir da empatia se procura compreender como o sujeito vivencia suas experiências no mundo. porém mantém uma divisão clara entre o processo de diagnóstico e a intervenção ou a psicoterapia. Os apontamentos são interventivos na medida em que não repetirem as situações de vida do cliente e assim proporcionar uma estranheza e ruptura na sua forma cotidiana de se comportar. . e por último um informe por escrito. do lugar no qual será realizado o psicodiagnóstico. para Santiago (1998) trás contribuições valiosas sobre a relação entre cliente e profissional. Psicodiagnóstico interventivo: a maneira humanista existencial. com o objetivo de conseguir uma descrição e compreensão o mais profunda possível da personalidade total do paciente. encerramento do processo com devolução oral ao paciente ou seus pais. A investigação pode ser de algum aspecto específico. O processo psicodiagnóstico tanto do referencial da psicanálise quanto da abordagem humanista tem como principal característica a interação entre psicólogo e o cliente. ela abrange aspectos passados presentes e futuros desta personalidade. O enquadramento é fundamental para esta autora e é definido a partir do esclarecimento dos papéis. O psicólogo deve clarear esta demanda para o cliente e convidá-lo para uma caminhada conjunta.7 limitada. Autores como Ancona-Lopez (1998) propõe que toda atuação é interventiva em dependência do campo relacional que se estabelece. O modelo psicanalítico.

sendo uma ação psicológica interventiva e possibilitadora de mudanças. porém de igual importância para encontrarem sentidos da existência do cliente. alguns autores acreditam que conhecer o diagnóstico antes do cliente pode mesmo atrapalhar o processo terapêutico. É nesse sentido que. sozinho tem pouca utilidade e nem sempre é aproveitado pelo profissional para quem o cliente será encaminhado. O primeiro considera o psicodiagnóstico desnecessário e que nenhuma avaliação psicológica tem valor real se não for devidamente reconhecida pelo cliente. no Psicodiagnóstico Interventivo. participativa e com recursos próprios A proposta do psicodiagnóstico interventivo fenomenológico existencial é regida pela visão de que não é mais possível vivermos a cisão existente no antigo mito da neutralidade científica. que se situam um a partir do outro. Estes autores propõem uma prática decorrente de uma mudança paradigmática na concepção de homem e mundo. Para ela a avaliação informal não substitui o psicodiagnóstico. em um enfoque fenomenológicoexistencial. Assim o objetivo principal dos psicólogos que fazem este . mas sim considerar a constituição recíproca entre sujeito e objeto. Trata-se de um olhar em direção a compreensão de que o indivíduo se constitui entre outros indivíduos. esta proposta pensa que um psicodiagnóstico é um momento significativo de contato entre cliente e psicólogo. na prática. Assim. mas o complementa na medida em que o cliente é considerado. (MUNHÓZ 1998).8 De forma coerente com esta autora temos a proposta de Mito (1998) que diz que existe uma diferença clássica entre psicodiagnóstico formal e avaliação informal. no qual o entre é diferente de no meio de outros. Para a autora o primeiro. de alguns psicólogos fenomenológicosexistencias. como uma pessoa. O segundo posicionamento. o psicólogo e o cliente se envolvem a partir de pontos de vista diferentes. propõe um repensar do processo para valorizar o significado da vida psicológica da pessoa. É importante ressaltar que dentro da abordagem fenomenológicaexistencial existem dois posicionamentos.

investigar queixas e coletar dados para anamnese. outros profissionais como médico pediatra. em geral com entrevistas iniciais com os pais. Os profissionais que trabalham com a metodologia clássica utilizam a entrevista com pais para obterem dados objetivos sobre a criança. ainda. Com este material devidamente avaliado solicita-se a presença dos pais para as sessões devolutivas. aplicação de testes de personalidade. compreender o ser no mundo e privilegiar a experiência vivida acima das construções teóricas. psiquiatra. Observações lúdicas com a criança. O trabalho com a criança envolve outras pessoas como a família. Assim. Cunha (2000) define a entrevista clínica como um conjunto de técnicas de investigação com objetivo de descrever e avaliar aspectos pessoais. do contexto social e do processo de escolarização ao qual a criança está sendo submetida. influência familiar. Porém é possível verificar que em grande parte dos atendimentos infantis ocorre uma estrutura semelhante.9 modelo de diagnóstico é conhecer a vida psicológica do cliente. O psicodiagnóstico clínico infantil é um estudo científico do funcionamento bio-psico-social da criança. As especificidades do psicodiagnóstico infantil. pedagogo etc. Aplica-se o método científico ao processo de avaliação psicológica vinculado a uma teoria. relacionais ou sistêmico. em um processo que fará recomendações. geralmente eles . e indiretamente pode relacionar. A diversidade existente nos modelos do psicodiagnóstico é também observada em processos com crianças. Aberastury (1992) referindo-se a primeira entrevista com os pais afirma que os dados podem ser distorcidos ou muito superficiais. nível intelectual e psicomotores. encaminhamentos ou algum tipo de intervenção. juiz. existe um entorno da criança que deve ser pensado e que pode levar a interações e intervenções absolutamente distintas. isto é. Ele se diferencia do processo com um adulto ou adolescente devido a uma série de aspectos específicos como: idade e a fase do desenvolvimento na qual a criança se encontra.

estabelecerem uma relação com o terapeuta para aprofundar-se em seus problemas. A autora considera que a relação dos pais em geral é marcada por uma ambivalência afetiva e em alguns casos é importante mantê-los próximos e em outros é melhor manter os pais o mais distante possível. A diversidade dos encaminhamentos assim como das principais queixas remete a uma complexidade maior no processo psicodiagnóstico infantil. devido ao tempo limitado das entrevistas iniciais. necessita da autorização dos pais ou responsáveis. podendo bloquear seu processo de desenvolvimento. Acreditam que as dificuldades dos pais refletem nos filhos. As entrevistas iniciais com os pais assumem diferentes modalidades quer seja em relação à importância quer seja pelo tipo e atendimento. primeiramente deve-se considerar neste processo o caminho percorrido pela criança para chegar ao psicólogo. Porém. O modelo proposto por Yehia (1998) assim como por Ancona-Lopéz (1998). Independente do modelo. é importante . ou pela solicitação de outro profissional. Neste modelo busca-se o significado de todos os encaminhamentos que a criança teve até este momento. são levadas ao psicólogo por iniciativa dos pais. Muitas vezes eles vêem os psicólogos como juízes.10 possuem uma visão global da situação. É importante ressaltar. coordenador pedagógico entre outros. e esquecem parte das informações por causa da angústia que sentem. No caso do psicodiagnóstico infantil o psicólogo deve ater-se a compreensão da demanda dos pais assim como da criança. dentre outros autores. Eles não podem. referem-se a participação dos pais como extremamente importante. Portanto. como médico. que o psicólogo para atender uma criança. uma vez que a criança necessita de seus genitores para superar as dificuldades pertinentes ao seu momento evolutivo. (ABERASTURY 1996) Para o enfoque interventivo existencial a relação com os pais devem ser no sentido de compreendê-los e ajudá-los. as crianças. geralmente. ainda.

as crianças apresentam um quadro absolutamente sem sentido e a partir de como brincam. as brincadeiras e os desenhos devem ser enfocados como Freud ensinou a estudar o sonho. A estrutura contemporânea da família exige cada vez mais uma atualização do profissional dedicado a compreensão da criança. assim como o contato com outros profissionais. o psicodiagnóstico torna-se uma situação cooperativa. testes psicológicos. Existe um número muito grande de técnicas específicas na busca da compreensão da subjetividade infantil. às vezes. Este trabalho não pretende apresentá-las. constituem fatos com sentido como expressam . ou seja. Assim independente da abordagem o uso do brincar faz parte do trabalho com crianças. ( TANIS 2001) De todas estas estratégias a mais específica no atendimento infantil é o aspecto lúdico. os sonhos. Fazem parte do processo do psicodiagnóstico infantil. ou a técnica do jogo representa também as associações livres. as mudanças nas brincadeiras. A utilização do lúdico. dentre outras coisas. As visitas possibilitam um encontro com o contexto sócio econômico no qual a criança está inserida. buscar o conteúdo latente oculto no conteúdo manifesto. A autora esclarece que. na qual pais e psicólogos buscam a melhor compreensão da criança e deles mesmos em relação a ela.11 ressaltar que. observações lúdicas. mas sim tecer alguns aspectos fundamentais da avaliação infantil. Assim os desenhos substituem as associações livres (ABERASTURY1996). visitas domiciliares e ou escolares. Estratégias de avaliação infantil. A modificação do modelo tradicional familiar requer um esforço maior do profissional no sentido de identificar o adulto capaz de se responsabilizar afetivamente pela criança. tanto na abordagem psicanalítica como para alguns autores da fenomenológica existencial o uso de entrevistas com os pais. os devaneios. Para a abordagem psicanalítica os contos.

já que permitem também uma interpretação projetiva complementar à quantitativa. Na abordagem humanista existencial o ato de desenhar é uma expressão de si mesmo. Testes de inteligência devem ser introduzidos com os devidos cuidados para que não tragam conseqüências desfavoráveis para o diagnóstico. Como regra geral ela propõe reservar os testes mais ansiógenos para as últimas entrevistas. A através do brincar a criança expressa suas fantasias inconscientes recalcadas. . salvo raríssimas exceções. ainda. também. verbais e lúdicos. A escolha pela utilização de testes psicológicos é direcionada pela demanda. Recomenda. a intervenção o brincar tem como objetivo ajudar a criança a tomar consciência de si mesma e da sua existência em seu mundo. Como o modelo fenomenológico existencial inclui. Permite. A seqüência é outro fator a ser considerado e deve ser estabelecido em função da natureza do teste e do caso em questão. A autora dá preferência para o WISC e o Bender. Em geral a bateria padrão proposta por Ocampo (1990) inclui testes projetivos diversificados como gráficos. já que estes permitem uma dissociação entre sujeito e desenho e porque remetem aos aspectos infantis.12 o sonho. ilesos da tarefa proposta. no processo psicodiagnóstico. que o processo diagnóstico inicie pelos testes gráficos. O teste que mobiliza uma conduta que corresponde ao sintoma nunca deve ser aplicado em primeiro plano. Para Ocampo (1990) o planejamento da bateria de testes deve permitir uma comparação de condutas em diferentes instrumentos. o que fornece a compreensão de sua psicodinâmica. que o sujeito saia. Para Oaklander (1980) existe um número interminável de técnicas específicas para ajudar as crianças a exprimir sentimentos através do desenho e da pintura.

relacionada à compreensão inicialmente do caminho que a criança percorreu até o pedido do psicodiagnóstico. na qual o profissional não deve nem se prender demasiadamente as construções teóricas. após este percurso. a demanda para os psicanalistas. intervir ou não nas entrevistas iniciais. A intersecção mencionada parece. solicitar ou não a participação efetiva dos pais.13 Considerações finais O processo do psicodiagnóstico infantil apresenta características específicas que foram mencionadas neste trabalho. Os principais aspectos familiares. A queixa em si. Assim. nem abandoná-las e se perder na prática pela prática. ou da experiência vivida pela criança e por fim o seu encaminhamento. utilizar ou não testes psicológicos. parecem questões menores do que como fazer tudo isto sem perder o principal objetivo do psicodiagnóstico que é a compreensão aprofundada sobre a subjetividade de uma criança. A compreensão da psicodinâmica. e que são de importância fundamental como o conhecimento da psicologia do desenvolvimento infantil. Cada vez mais o desafio de atualizar o conhecimento sem perder as boas raízes do modelo tradicional conduz a uma tentativa de intersecção. . O conhecimento do contexto social e seu possível impacto sobre a criança. ou o pedido de ajuda para os humanistas. Ter em mente o que é esperado para a conduta infantil na etapa em que ela está serve como um norteador para a compreensão do sintoma. no modelo tradicional. O rigor científico deve ser utilizado unido à leveza que o encontro com outro ser humano proporciona.

S. T. 2. São Paulo: Summus. OAKLANDER. Marília (Org.) Psicodiagnóstico: processo de intervenção. M. ed. 5. 8. A criança participante do psicodiagnóstico infnatil grupal.14 Referências Bibliográficas. Psicodiagnóstico formal e avaliação informal. MITO. 1998.V. et al. Porto Alegre: Artes Médicas. Porto Alegre: Artes Médica Sul. L. ed. ed. P. 1996. 1998. ed. 1998. São Paulo: Cortez. _____________ Abordagens à psicanálise de crianças. A. Psicodiagnóstico. 2. Descobrindo crianças: a abordagem gestáltica com crianças e adolescentes.) Psicodiagnóstico: processo de intervenção. 2. J. 5 ed rev e amp. V. Marília (Org. Psicodiagnóstico: processo de intervenção? In: ANCONA – LOPEZ. MUNHÓZ. CUNHA. ANCONA-LOPEZ. Marília (Org. Psicanálise da criança: teoria e técnica.) Psicodiagnóstico: processo de intervenção. São Paulo: Cortez. ed. 1992. ABERASTURY. Porto Alegre: Artes Médica. In: ANCONA – LOPEZ. 2000. A. In: ANCONA – LOPEZ. São Paulo: Cortez. 1980 .

2. 6. 1998. A criança na contemporaneidade e a psicanálise. ed. O psicodiagnóstico fenomenológico e os desencontros possíveis. E. SANTIAGO. A família atual. D. 1998. et al. Marília (Org. G. I.E. TANIS. São Paulo: Martins Fontes 1990. M. In: ANCONA – LOPEZ. São Paulo: Cortez. 2. ARZENO. São Paulo: Cortez. 2001 YEHIA. B. G.). O processo psicodiagnóstico e as técnicas projetivas. Marília (Org.) Psicodiagnóstico: processo de intervenção. L.) Psicodiagnóstico: processo de intercenção. a constituição subjetiva da criança e a psicanálise. ed. M. . São Paulo: Casa do Psicólogo. PICCOLO E. ed. In: COMPARATO e MONTEIRO (org. Psicodiagnóstico: uma pratica em crise ou uma prática na crise? In: ANCONA – LOPEZ.15 OCAMPO.M.

com as duas mãos. na posição de bruços/Leva a boca a mão ou o chocalho/Vira o corpo lateralmente/Segue com o olhar o movimento das pessoas/Ri e sorri frente às brincadeiras/Brinca com as mãos 4º./Fica de pé apoiado/Imita sons/Empilha dois objetos/Compreende e executa ordens simples/Repete sons . Mês Tira um pano do rosto/Passa um objeto de uma mão para outra/Introduz objetos em caixas. 1º. um objeto 3º. Mês Grita e chora para chamar a atenção./Agarra o dedo do adulto quando colocado na palma da mão/Movimenta-se levemente quando deitada/Acalma-se ao ouvir a voz humana/Olha a face dos outros/Emite sons guturais 2º. ao 10º. ao 6º.16 ANEXOS Lista parcial dos passos básicos do desenvolvimento infantil do nascimento até três anos conforme Pérez-Ramos apud Cunha (2000). quando de bruços /Segue com os olhos e a cabeça um estímulo/Esboça sorriso/Emite sons de forma variada/Segura. Mês Sustenta a cabeça por momentos. Mês Realiza movimentos de sucção pela estimulação dos lábios. Mês Apóia-se nas mãos para sustentar a cabeça e o tronco quando de bruços/Vira-se de bruços para de costas/Leva a boca objetos/Senta-se com apoio/Murmura e ri /Pula quando sustentado pelas axilas 5º. Mês Sorri as pessoas familiares/Agarra seus pés e brinca com eles/Senta-se sem apoio/Reconhece voz dos familiares/ 7º. Mês Mantém com firmeza a cabeça e o tronco. usa polegar e indicador/Faz barulho intencionalmente/Reage negativamente às pessoas estranhas/Engatinha 9º. ao 8º.

Mês Emite gestos e palavras para se comunicar/Arremessa uma bola/Senta/Manifesta afeto/Explora brinquedos/Tenta rabiscar com lápis com toda a mão/ 1 ano a 1ano e 3 meses Brinca de esconde e esconde/Diz para designar os pais/Anda apoiado/Manifesta emoções/Vira páginas/Demonstra interesse. ao 12º. ficando atenta 1ano e 4 meses a 1 ano e 6 meses Caminha/Agacha e levanta/Empilha brinquedos/Reconhece sua imagem no espelho/Alcança objetos desejados/Balbucia 1 ano e 7 meses a 1 ano e 9 meses Sobe e desce escada/Bebe líquido usando copo/Começa a tirar a roupa/Compreende e executa ordens/Identifica animais e pessoas por palavras/Puxa brinquedos por cordas 1 ano e 10 messes a 1 ano e 12 meses Dá e recebe bola/Faz riscos com lápis/Come sozinho uso de colher/Usa palavras-frases/Encaixa peças simples/Come alimentos sólidos/Identifica brinquedos 2 anos a 2 anos e 5 meses Acompanha música com movimentos rítmicos/Sobe e desce escada alternando os pés/Nomeia e identifica partes do corpo./Pede para ir ao banheiro/Forma frases de duas ou três palavras/Participa de jogos de casinha. 2 anos e 6 meses a 3 anos Corre /Desabotoa botões em casas grandes/Faz perguntas por quê? E o quê?/Participa de jogos/Diz nome e idade/Veste e desveste peças simples de roupa/Realiza garatujas com rabiscos em várias direções. .17 11º.

Demonstrar que eles não serão julgados. descrição da rotina de pelo menos um dia da criança.18 PRIMEIRA ENTREVISTA COM OS PAIS RECOMENDAÇÕES ABERASTURY (1992) 1 – Entrevista com os pais sem a criança. 2 – Cuidado para não demonstrar preferência por um dos pais 3 – Aliviar angustia e culpa dos pais.Concepção/ 2 – Gestação/ 3 – Parto. 5 – Obter informação sobre orientação sexual e religiosidade. porém ela deve ser informada. 1992) CRIANÇAS DE 4 OU 5 ANOS Cubos/ massa de modelar/ lápis/ papel/lápis de cor/ borracha/cola/ alguns bonecos pequenos/ paninhos/ tesoura/ barbante/ autos/ tacinhas/ pratinhos/ talheres/ apontador/ etc. 4 – Dados básicos devem ser obtidos: motivo da consulta. 6 – Anamnese ROTEIRO ANAMNESE I – Identificação II – Motivo da consulta III – Antecedentes : 1. como é relação entre os pais. V – Antecedentes familiares VI – Rotina da vida VII – Ambiente VIII – Outras observações. CAIXA LÚDICA – MATERIAL BÁSICO (ABERASTURY. . história da criança. IV – Desenvolvimento: 1 – Alimentação e órgãos fonoarticulatórios/ 2 – Sono/ 3 – Controle esfincteriano/ 4 – Desenvolvimento Motor/ 5 – Linguagem/ 6 – Manipulações e Tiques/ 7 – Doenças/ 8 – Distúrbios sensoriais/ 9 – Escolaridade/ 10 – Sociabilidade.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->