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2 IVANI TEIXIERA MENDES Psicodiagnóstico infantil: do modelo tradicional às práticas interventivas Capa por Rodrigo Rivera .

15f. Ii. itmendes@globo. 30cm.com . Ivani Teixeira Psicodiagnóstico infantil: do modelo tradicional às práticas interventivas/Ivani Teixeira Mendes.. 2010. Capa Rodrigo Rivera.3 Mendes. São Paulo.

É preciso ainda acrescentar a questão do embasamento teórico psicanalítico e o enriquecimento da postura humanista existencial. com as formas atuais interventivas. que inicia com os parâmetros da medicina. Em segundo lugar a especificidade do processo com a criança.354 Diante do desafio de escrever sobre o processo do psicodiagnóstico infantil a primeira preocupação é a de não simplesmente repetir o que os diversos textos sobre o assunto já trazem. inclusive o conhecimento prévio sobre desenvolvimento infantil. Por fim resta pensar nas estratégias de avaliação como os testes e os recursos lúdicos. A experiência como terapeuta infantil e como supervisora de estágio em clínica escola remete a questão: o que seria fundamental para a formação do psicólogo que irá trabalhar com o psicodiagnóstico infantil? Em primeiro lugar considero fundamental o contraponto entre o modelo tradicional.4 INTRODUÇÃO “Aprendi a trabalhar com crianças com as próprias crianças. O modelo tradicional A avaliação psicológica teve suas raízes no fim do século XIX e o início do século XX época marcada pelo uso de testes o que conferiu aos psicólogos muitas vezes a visão de testólogos. Atualmente podemos dizer que os psicólogos . inclusive comigo mesma quando criança” Oaklander 1980 p. que o diferencia do psicodiagnóstico com o adulto ou com o adolescente. sem é claro deixar de mencionar todo o entorno da criança repleto de outros personagens fundamentais como familiares professores médicos etc. Como conciliar as exigências científicas psicométricas com a riqueza do conhecer a experiência infantil no psicodiagnóstico? Uma suave intersecção é a tentativa descrita neste trabalho.

científica. O cliente passivo obtém indicações para soluções de seu problema de um profissional que a princípio teria mais conhecimento sobre seu funcionamento do que ele próprio. assim como quando utilizá-lo. Nesta prática o cliente é avaliado pelo psicólogo de forma distante. A descrição que procura identificar forças e fraquezas descrevendo o desempenho do paciente. 2000). um processo que visa identificar forças e fraquezas no funcionamento psicológico. como objeto de estudo. A classificação simples compara a amostra do comportamento do sujeito com os resultados de outros sujeitos da população em geral. O plano de avaliação é estabelecido a partir de hipóteses iniciais. que definem os instrumentos necessários. A autora diferencia avaliação psicológica de psicodiagnóstico. (CUNHA 2000) A autora descreve um resumo sobre os objetivos mais comuns deste processo. O diagnóstico diferencial. portanto com características psicométricas.5 utilizam estratégias de avaliação psicológica como um dos recursos para compreender a personalidade das pessoas (CUNHA. Dois séculos já se passaram desde o início da proposta do psicodiagnóstico. com um foco na existência ou não de uma psicopatologia. Assim. A classificação nosológica na qual as hipóteses iniciais são testadas a partir de critérios diagnósticos. a testagem psicológica foi inicialmente criada para conhecer e estabelecer as diferenças individuais. pessoal ou a partir de outras fontes de informação permitem uma integração norteada pelos objetivos do psicodiagnóstico. para avaliar um sujeito de forma sistemática. Tradicionalmente a psicologia clínica deriva da medicina. isto é. já que este diz respeito a uma avaliação clínica. orientada para a resolução de problemas. no qual são investigadas . Selecionada a bateria de testes obtêm-se dados que inter-relacionados com as informações obtidas pela história clínica. no qual há a utilização de testes e de outras estratégias.

levantamento quantitativo e qualitativo dos dados. informações e formulação de inferências pela integração dos dados e finalmente comunicação de resultados. a definição das hipóteses iniciais e dos objetivos do exame. de duração . planejamento. A prevenção. segundo Cunha (2000) apresenta passos determinados como: levantamento das perguntas relacionadas aos motivos da consulta. Para a autora o psicodiagnóstico configura uma situação com papéis bem definidos e com um contrato no qual uma pessoa pede que a ajudem e outra o psicólogo aceita o pedido. O entendimento dinâmico. A operacionalização do processo do psicodiagnóstico. integração de dados. O psicólogo trabalhou muito tempo com um modelo médico. A avaliação compreensiva para examinar as funções do ego.6 irregularidades ou inconsistência do quadro sintomático e para conhecer os níveis de funcionamento ou a natureza da patologia. o objetivo fundamental de seu contato com o paciente era investigar suas manifestações frente aos estímulos apresentados. Ocampo (1990) refere-se ao fato de que a transposição do modelo psicanalítico para o processo do psicodiagnóstico apresenta uma série de dificuldades e propõe um enquadramento no qual ocorra uma intersecção entre o modelo tradicional e o modelo psicanalítico clássico. no qual deveria tomar a maior distância possível de seu paciente. o prognóstico e a perícia forense. seleção e utilização de instrumentos de exame psicológico. A proposta psicanalítica. experimentando uma sobrecarga de afeto. Trata-se de uma situação bi – pessoal. O modelo tradicional para Ocampo (1990) era considerado como uma situação na qual o psicólogo aplica um teste e faz um encaminhamento. Ele agia e age desta maneira por falta de uma identidade sólida. Porém alguns psicólogos começaram aproximar-se de seus pacientes. orientação sobre o caso e encerramento do processo. O psicólogo deveria cumprir uma tarefa.

Autores como Ancona-Lopez (1998) propõe que toda atuação é interventiva em dependência do campo relacional que se estabelece. para Santiago (1998) trás contribuições valiosas sobre a relação entre cliente e profissional.7 limitada. com o objetivo de conseguir uma descrição e compreensão o mais profunda possível da personalidade total do paciente. Psicodiagnóstico interventivo: a maneira humanista existencial. O modelo psicanalítico. Os momentos deste processo são apresentados pela autora pelos seguintes passos: primeiro contato e entrevista inicial. utiliza para alcançar estes objetivos de estratégias de avaliação psicológica. Para esta autora existe por parte do cliente uma necessidade de ajuda imediata e a disposição para mudar. porém mantém uma divisão clara entre o processo de diagnóstico e a intervenção ou a psicoterapia. O processo psicodiagnóstico tanto do referencial da psicanálise quanto da abordagem humanista tem como principal característica a interação entre psicólogo e o cliente. e por último um informe por escrito. ela abrange aspectos passados presentes e futuros desta personalidade. do lugar no qual será realizado o psicodiagnóstico. horário e duração do processo e os honorários. No primeiro caso refere-se à transferência e a contratransferência e no segundo a partir da empatia se procura compreender como o sujeito vivencia suas experiências no mundo. aplicação de testes e técnicas projetivas. O enquadramento é fundamental para esta autora e é definido a partir do esclarecimento dos papéis. Os apontamentos são interventivos na medida em que não repetirem as situações de vida do cliente e assim proporcionar uma estranheza e ruptura na sua forma cotidiana de se comportar. O psicólogo deve clarear esta demanda para o cliente e convidá-lo para uma caminhada conjunta. encerramento do processo com devolução oral ao paciente ou seus pais. . A investigação pode ser de algum aspecto específico.

na prática. esta proposta pensa que um psicodiagnóstico é um momento significativo de contato entre cliente e psicólogo. mas sim considerar a constituição recíproca entre sujeito e objeto. porém de igual importância para encontrarem sentidos da existência do cliente. sozinho tem pouca utilidade e nem sempre é aproveitado pelo profissional para quem o cliente será encaminhado. É nesse sentido que.8 De forma coerente com esta autora temos a proposta de Mito (1998) que diz que existe uma diferença clássica entre psicodiagnóstico formal e avaliação informal. mas o complementa na medida em que o cliente é considerado. O primeiro considera o psicodiagnóstico desnecessário e que nenhuma avaliação psicológica tem valor real se não for devidamente reconhecida pelo cliente. alguns autores acreditam que conhecer o diagnóstico antes do cliente pode mesmo atrapalhar o processo terapêutico. no qual o entre é diferente de no meio de outros. como uma pessoa. participativa e com recursos próprios A proposta do psicodiagnóstico interventivo fenomenológico existencial é regida pela visão de que não é mais possível vivermos a cisão existente no antigo mito da neutralidade científica. Trata-se de um olhar em direção a compreensão de que o indivíduo se constitui entre outros indivíduos. propõe um repensar do processo para valorizar o significado da vida psicológica da pessoa. Estes autores propõem uma prática decorrente de uma mudança paradigmática na concepção de homem e mundo. sendo uma ação psicológica interventiva e possibilitadora de mudanças. É importante ressaltar que dentro da abordagem fenomenológicaexistencial existem dois posicionamentos. Assim o objetivo principal dos psicólogos que fazem este . Para ela a avaliação informal não substitui o psicodiagnóstico. no Psicodiagnóstico Interventivo. Assim. de alguns psicólogos fenomenológicosexistencias. (MUNHÓZ 1998). Para a autora o primeiro. O segundo posicionamento. o psicólogo e o cliente se envolvem a partir de pontos de vista diferentes. em um enfoque fenomenológicoexistencial. que se situam um a partir do outro.

e indiretamente pode relacionar. juiz. isto é. psiquiatra. em um processo que fará recomendações. O psicodiagnóstico clínico infantil é um estudo científico do funcionamento bio-psico-social da criança. do contexto social e do processo de escolarização ao qual a criança está sendo submetida. Aberastury (1992) referindo-se a primeira entrevista com os pais afirma que os dados podem ser distorcidos ou muito superficiais. As especificidades do psicodiagnóstico infantil. existe um entorno da criança que deve ser pensado e que pode levar a interações e intervenções absolutamente distintas. Os profissionais que trabalham com a metodologia clássica utilizam a entrevista com pais para obterem dados objetivos sobre a criança. Cunha (2000) define a entrevista clínica como um conjunto de técnicas de investigação com objetivo de descrever e avaliar aspectos pessoais. investigar queixas e coletar dados para anamnese. Ele se diferencia do processo com um adulto ou adolescente devido a uma série de aspectos específicos como: idade e a fase do desenvolvimento na qual a criança se encontra. O trabalho com a criança envolve outras pessoas como a família. compreender o ser no mundo e privilegiar a experiência vivida acima das construções teóricas. Com este material devidamente avaliado solicita-se a presença dos pais para as sessões devolutivas. ainda. Observações lúdicas com a criança. aplicação de testes de personalidade. relacionais ou sistêmico. nível intelectual e psicomotores.9 modelo de diagnóstico é conhecer a vida psicológica do cliente. A diversidade existente nos modelos do psicodiagnóstico é também observada em processos com crianças. encaminhamentos ou algum tipo de intervenção. Porém é possível verificar que em grande parte dos atendimentos infantis ocorre uma estrutura semelhante. Aplica-se o método científico ao processo de avaliação psicológica vinculado a uma teoria. outros profissionais como médico pediatra. geralmente eles . influência familiar. Assim. em geral com entrevistas iniciais com os pais. pedagogo etc.

são levadas ao psicólogo por iniciativa dos pais. geralmente. ainda. Porém. referem-se a participação dos pais como extremamente importante. Muitas vezes eles vêem os psicólogos como juízes. O modelo proposto por Yehia (1998) assim como por Ancona-Lopéz (1998). devido ao tempo limitado das entrevistas iniciais. No caso do psicodiagnóstico infantil o psicólogo deve ater-se a compreensão da demanda dos pais assim como da criança. (ABERASTURY 1996) Para o enfoque interventivo existencial a relação com os pais devem ser no sentido de compreendê-los e ajudá-los. Acreditam que as dificuldades dos pais refletem nos filhos. Independente do modelo. podendo bloquear seu processo de desenvolvimento. ou pela solicitação de outro profissional. A diversidade dos encaminhamentos assim como das principais queixas remete a uma complexidade maior no processo psicodiagnóstico infantil. necessita da autorização dos pais ou responsáveis. dentre outros autores. como médico. uma vez que a criança necessita de seus genitores para superar as dificuldades pertinentes ao seu momento evolutivo. e esquecem parte das informações por causa da angústia que sentem. as crianças. Neste modelo busca-se o significado de todos os encaminhamentos que a criança teve até este momento. estabelecerem uma relação com o terapeuta para aprofundar-se em seus problemas. As entrevistas iniciais com os pais assumem diferentes modalidades quer seja em relação à importância quer seja pelo tipo e atendimento. primeiramente deve-se considerar neste processo o caminho percorrido pela criança para chegar ao psicólogo. que o psicólogo para atender uma criança. é importante .10 possuem uma visão global da situação. A autora considera que a relação dos pais em geral é marcada por uma ambivalência afetiva e em alguns casos é importante mantê-los próximos e em outros é melhor manter os pais o mais distante possível. Eles não podem. coordenador pedagógico entre outros. Portanto. É importante ressaltar.

ou seja. Assim os desenhos substituem as associações livres (ABERASTURY1996). Para a abordagem psicanalítica os contos. Assim independente da abordagem o uso do brincar faz parte do trabalho com crianças. os devaneios. as mudanças nas brincadeiras. na qual pais e psicólogos buscam a melhor compreensão da criança e deles mesmos em relação a ela. o psicodiagnóstico torna-se uma situação cooperativa. A modificação do modelo tradicional familiar requer um esforço maior do profissional no sentido de identificar o adulto capaz de se responsabilizar afetivamente pela criança. Estratégias de avaliação infantil. As visitas possibilitam um encontro com o contexto sócio econômico no qual a criança está inserida. as brincadeiras e os desenhos devem ser enfocados como Freud ensinou a estudar o sonho. assim como o contato com outros profissionais. mas sim tecer alguns aspectos fundamentais da avaliação infantil. A autora esclarece que. testes psicológicos. A utilização do lúdico.11 ressaltar que. as crianças apresentam um quadro absolutamente sem sentido e a partir de como brincam. A estrutura contemporânea da família exige cada vez mais uma atualização do profissional dedicado a compreensão da criança. dentre outras coisas. ou a técnica do jogo representa também as associações livres. Este trabalho não pretende apresentá-las. observações lúdicas. buscar o conteúdo latente oculto no conteúdo manifesto. tanto na abordagem psicanalítica como para alguns autores da fenomenológica existencial o uso de entrevistas com os pais. às vezes. Existe um número muito grande de técnicas específicas na busca da compreensão da subjetividade infantil. ( TANIS 2001) De todas estas estratégias a mais específica no atendimento infantil é o aspecto lúdico. constituem fatos com sentido como expressam . Fazem parte do processo do psicodiagnóstico infantil. os sonhos. visitas domiciliares e ou escolares.

Como o modelo fenomenológico existencial inclui. O teste que mobiliza uma conduta que corresponde ao sintoma nunca deve ser aplicado em primeiro plano. Na abordagem humanista existencial o ato de desenhar é uma expressão de si mesmo. salvo raríssimas exceções. Testes de inteligência devem ser introduzidos com os devidos cuidados para que não tragam conseqüências desfavoráveis para o diagnóstico. Recomenda. ainda. A seqüência é outro fator a ser considerado e deve ser estabelecido em função da natureza do teste e do caso em questão. ilesos da tarefa proposta. A escolha pela utilização de testes psicológicos é direcionada pela demanda. também. A através do brincar a criança expressa suas fantasias inconscientes recalcadas. verbais e lúdicos. no processo psicodiagnóstico.12 o sonho. Como regra geral ela propõe reservar os testes mais ansiógenos para as últimas entrevistas. já que permitem também uma interpretação projetiva complementar à quantitativa. que o processo diagnóstico inicie pelos testes gráficos. o que fornece a compreensão de sua psicodinâmica. que o sujeito saia. A autora dá preferência para o WISC e o Bender. . a intervenção o brincar tem como objetivo ajudar a criança a tomar consciência de si mesma e da sua existência em seu mundo. Permite. Em geral a bateria padrão proposta por Ocampo (1990) inclui testes projetivos diversificados como gráficos. Para Ocampo (1990) o planejamento da bateria de testes deve permitir uma comparação de condutas em diferentes instrumentos. Para Oaklander (1980) existe um número interminável de técnicas específicas para ajudar as crianças a exprimir sentimentos através do desenho e da pintura. já que estes permitem uma dissociação entre sujeito e desenho e porque remetem aos aspectos infantis.

intervir ou não nas entrevistas iniciais.13 Considerações finais O processo do psicodiagnóstico infantil apresenta características específicas que foram mencionadas neste trabalho. A compreensão da psicodinâmica. solicitar ou não a participação efetiva dos pais. Cada vez mais o desafio de atualizar o conhecimento sem perder as boas raízes do modelo tradicional conduz a uma tentativa de intersecção. A intersecção mencionada parece. Os principais aspectos familiares. nem abandoná-las e se perder na prática pela prática. Ter em mente o que é esperado para a conduta infantil na etapa em que ela está serve como um norteador para a compreensão do sintoma. O rigor científico deve ser utilizado unido à leveza que o encontro com outro ser humano proporciona. . ou o pedido de ajuda para os humanistas. A queixa em si. no modelo tradicional. utilizar ou não testes psicológicos. Assim. na qual o profissional não deve nem se prender demasiadamente as construções teóricas. após este percurso. ou da experiência vivida pela criança e por fim o seu encaminhamento. a demanda para os psicanalistas. relacionada à compreensão inicialmente do caminho que a criança percorreu até o pedido do psicodiagnóstico. O conhecimento do contexto social e seu possível impacto sobre a criança. e que são de importância fundamental como o conhecimento da psicologia do desenvolvimento infantil. parecem questões menores do que como fazer tudo isto sem perder o principal objetivo do psicodiagnóstico que é a compreensão aprofundada sobre a subjetividade de uma criança.

A. 8. S. Psicodiagnóstico formal e avaliação informal. 1996. MITO. São Paulo: Summus. Marília (Org. T. Marília (Org. São Paulo: Cortez. ed. OAKLANDER. Psicodiagnóstico: processo de intervenção? In: ANCONA – LOPEZ. 1998.14 Referências Bibliográficas. Porto Alegre: Artes Médica. Porto Alegre: Artes Médica Sul. São Paulo: Cortez. A.) Psicodiagnóstico: processo de intervenção.) Psicodiagnóstico: processo de intervenção. M. ANCONA-LOPEZ. Psicodiagnóstico. L. V. 5. J. 1980 . et al. In: ANCONA – LOPEZ. ed. 2. ed. 2.V.) Psicodiagnóstico: processo de intervenção. Descobrindo crianças: a abordagem gestáltica com crianças e adolescentes. ed. ABERASTURY. MUNHÓZ. _____________ Abordagens à psicanálise de crianças. 1998. P. ed. Marília (Org. 1992. 1998. 5 ed rev e amp. Porto Alegre: Artes Médicas. CUNHA. Psicanálise da criança: teoria e técnica. 2000. 2. A criança participante do psicodiagnóstico infnatil grupal. São Paulo: Cortez. In: ANCONA – LOPEZ.

A família atual.). Marília (Org. M. SANTIAGO.15 OCAMPO. TANIS. I. 6. 1998. In: COMPARATO e MONTEIRO (org.) Psicodiagnóstico: processo de intercenção. In: ANCONA – LOPEZ.) Psicodiagnóstico: processo de intervenção. B. ARZENO.M. São Paulo: Martins Fontes 1990. 2. G. G. ed.E. São Paulo: Casa do Psicólogo. PICCOLO E. Psicodiagnóstico: uma pratica em crise ou uma prática na crise? In: ANCONA – LOPEZ. A criança na contemporaneidade e a psicanálise. . et al. M. ed. Marília (Org. D. 1998. São Paulo: Cortez. L. O psicodiagnóstico fenomenológico e os desencontros possíveis. São Paulo: Cortez. ed. O processo psicodiagnóstico e as técnicas projetivas. a constituição subjetiva da criança e a psicanálise. 2001 YEHIA. 2. E.

com as duas mãos. Mês Sustenta a cabeça por momentos. ao 10º.16 ANEXOS Lista parcial dos passos básicos do desenvolvimento infantil do nascimento até três anos conforme Pérez-Ramos apud Cunha (2000). Mês Tira um pano do rosto/Passa um objeto de uma mão para outra/Introduz objetos em caixas./Agarra o dedo do adulto quando colocado na palma da mão/Movimenta-se levemente quando deitada/Acalma-se ao ouvir a voz humana/Olha a face dos outros/Emite sons guturais 2º. quando de bruços /Segue com os olhos e a cabeça um estímulo/Esboça sorriso/Emite sons de forma variada/Segura. Mês Mantém com firmeza a cabeça e o tronco. Mês Grita e chora para chamar a atenção./Fica de pé apoiado/Imita sons/Empilha dois objetos/Compreende e executa ordens simples/Repete sons . na posição de bruços/Leva a boca a mão ou o chocalho/Vira o corpo lateralmente/Segue com o olhar o movimento das pessoas/Ri e sorri frente às brincadeiras/Brinca com as mãos 4º. Mês Realiza movimentos de sucção pela estimulação dos lábios. Mês Sorri as pessoas familiares/Agarra seus pés e brinca com eles/Senta-se sem apoio/Reconhece voz dos familiares/ 7º. 1º. ao 8º. ao 6º. Mês Apóia-se nas mãos para sustentar a cabeça e o tronco quando de bruços/Vira-se de bruços para de costas/Leva a boca objetos/Senta-se com apoio/Murmura e ri /Pula quando sustentado pelas axilas 5º. usa polegar e indicador/Faz barulho intencionalmente/Reage negativamente às pessoas estranhas/Engatinha 9º. um objeto 3º.

ao 12º. 2 anos e 6 meses a 3 anos Corre /Desabotoa botões em casas grandes/Faz perguntas por quê? E o quê?/Participa de jogos/Diz nome e idade/Veste e desveste peças simples de roupa/Realiza garatujas com rabiscos em várias direções. .17 11º./Pede para ir ao banheiro/Forma frases de duas ou três palavras/Participa de jogos de casinha. ficando atenta 1ano e 4 meses a 1 ano e 6 meses Caminha/Agacha e levanta/Empilha brinquedos/Reconhece sua imagem no espelho/Alcança objetos desejados/Balbucia 1 ano e 7 meses a 1 ano e 9 meses Sobe e desce escada/Bebe líquido usando copo/Começa a tirar a roupa/Compreende e executa ordens/Identifica animais e pessoas por palavras/Puxa brinquedos por cordas 1 ano e 10 messes a 1 ano e 12 meses Dá e recebe bola/Faz riscos com lápis/Come sozinho uso de colher/Usa palavras-frases/Encaixa peças simples/Come alimentos sólidos/Identifica brinquedos 2 anos a 2 anos e 5 meses Acompanha música com movimentos rítmicos/Sobe e desce escada alternando os pés/Nomeia e identifica partes do corpo. Mês Emite gestos e palavras para se comunicar/Arremessa uma bola/Senta/Manifesta afeto/Explora brinquedos/Tenta rabiscar com lápis com toda a mão/ 1 ano a 1ano e 3 meses Brinca de esconde e esconde/Diz para designar os pais/Anda apoiado/Manifesta emoções/Vira páginas/Demonstra interesse.

18 PRIMEIRA ENTREVISTA COM OS PAIS RECOMENDAÇÕES ABERASTURY (1992) 1 – Entrevista com os pais sem a criança. Demonstrar que eles não serão julgados. .Concepção/ 2 – Gestação/ 3 – Parto. 5 – Obter informação sobre orientação sexual e religiosidade. 2 – Cuidado para não demonstrar preferência por um dos pais 3 – Aliviar angustia e culpa dos pais. CAIXA LÚDICA – MATERIAL BÁSICO (ABERASTURY. 4 – Dados básicos devem ser obtidos: motivo da consulta. como é relação entre os pais. porém ela deve ser informada. IV – Desenvolvimento: 1 – Alimentação e órgãos fonoarticulatórios/ 2 – Sono/ 3 – Controle esfincteriano/ 4 – Desenvolvimento Motor/ 5 – Linguagem/ 6 – Manipulações e Tiques/ 7 – Doenças/ 8 – Distúrbios sensoriais/ 9 – Escolaridade/ 10 – Sociabilidade. 1992) CRIANÇAS DE 4 OU 5 ANOS Cubos/ massa de modelar/ lápis/ papel/lápis de cor/ borracha/cola/ alguns bonecos pequenos/ paninhos/ tesoura/ barbante/ autos/ tacinhas/ pratinhos/ talheres/ apontador/ etc. história da criança. 6 – Anamnese ROTEIRO ANAMNESE I – Identificação II – Motivo da consulta III – Antecedentes : 1. V – Antecedentes familiares VI – Rotina da vida VII – Ambiente VIII – Outras observações. descrição da rotina de pelo menos um dia da criança.