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Crise econômica de 2008

Crise econômica de 2008

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Crise econômica de 2008-2012

A crise econômica de 2008-2012, também chamada de Grande Recessão,[1] é um desdobramento da crise financeira internacional precipitada pela falência do tradicional banco de investimento estadunidense Lehman Brothers, fundado em 1850. Em efeito dominó, outras grandes instituições financeiras quebraram, no processo também conhecido como "crise dos subprimes".

Alguns economistas, no entanto, consideram que a crise dos subprimes tem sua causa primeira no estouro da "bolha da Internet" (em inglês, dot-com bubble), em 2001, quando o índice Nasdaq (que mede a variação de preço das ações de empresas de informática e telecomunicações) despencou.[2]

De todo modo, a quebra do Lehman Brothers foi seguida, no espaço de poucos dias, pela falência técnica da maior empresa seguradora dos Estados Unidos da América, a American International Group (AIG). O governo norte-americano, que se recusara a oferecer garantias para que o banco inglês Barclays adquirisse o controle do cambaleante Lehman Brothers,[3] alarmado com o efeito sistêmico que a falência dessa tradicional e poderosa instituição financeira - abandonada às "soluções de mercado" - provocou nos mercados financeiros mundiais, resolveu, em vinte e quatro horas, injetar oitenta e cinco bilhões de dólares de dinheiro público na AIG para salvar suas operações. Mas, em poucas semanas, a crise norte-americana já atravessava o Atlântico: a Islândia estatizou o segundo maior banco do país, que passava por sérias dificuldades.[4]

As mais importantes instituições financeiras do mundo, Citigroup e Merrill Lynch, nos Estados Unidos; Northern Rock, no Reino Unido; Swiss Re e UBS, na Suíça; Société Générale, na França declararam ter tido perdas colossais em seus balanços, o que agravou ainda mais o clima de desconfiança, que se generalizou. No Brasil, as empresas Sadia,[5] Aracruz Celulose[6] e Votorantim[7] anunciaram perdas bilionárias.

Para evitar colapso, o governo norte-americano reestatizou as agências de crédito imobiliário Fannie Mae e Freddie Mac, privatizadas em 1968,[8] que agora ficarão sob o controle do governo por tempo indeterminado.

Em outubro de 2008, a Alemanha, a França, a Áustria, os Países Baixos e a Itália anunciaram pacotes que somam 1,17 trilhão de euros (US$ 1,58 trilhão /≈R$ 2,76 trilhões) em ajuda ao seus sistemas financeiros. O PIB da Zona do Euro teve uma queda de 1,5% no quarto trimestre de 2008, em relação ao trimestre anterior, a maior contração da história da economia da zona.[9]

Índice [esconder] 1 História 1.1 Origem 1.2 A superexpansão (super-boom) de 60 anos 1.3 Riscos e poderes regulatórios 1.4 Crise do subprime

2 O socorro governamental 3 Consequências 3.1 Mundo 3.2 Brasil

4 Análises e prognósticos 5 Crise das dívidas soberanas

a crise atual foi precipitada por uma "bolha" no mercado de residências e. em certos aspectos. Entretanto.[11] Adotando uma política de taxas de juros muito baixas e de redução das despesas financeiras. presidente do conselho da Soros Fund Management. que já vinham crescendo muito desde que diferentes governos e políticos dos Estados . decidiu orientar os investimentos para o setor imobiliário. Crédito fácil cria uma demanda que aumenta o valor das propriedades. Isso foi o que aconteceu nessa última crise. induziu os intermediários financeiros e imobiliários a incitar uma clientela cada vez maior a investir em imóveis. com o furo da "bolha da Internet".[10] [editar] Origem Tudo começou em 2001. é muito similar às crises que ocorreram desde a Segunda Guerra Mundial. Segundo Soros. e envolvem uma concepção errônea. principalmente através da Fannie Mae e da Freddie Mac. Soros faz uma importante distinção entre essa crise e as anteriores. os processos de expansão-contração ("boom-bust") giram ao redor do crédito.6 Ver também 7 Referências 8 Ligações externas [editar] História Segundo George Soros. em intervalos de quatro a 10 anos. Alan Greenspan. que consiste na incapacidade de se reconhecer a conexão circular reflexiva entre o desejo de emprestar e o valor das garantias colaterais. presidente da Reserva Federal Americana. As bolhas começam quando as pessoas passam a comprar casas na expectativa de que sua valorização permitirá a elas refinanciar suas hipotecas. o que por sua vez aumenta o valor do crédito disponível para financiá-las. Para proteger os investidores. considerando a crise atual como o clímax de uma superexpansão ("super-boom") que ocorreu nos últimos 60 anos. com lucros.

a esses títulos. tornando impossível seu refinanciamento para os clientes ninja. instituições financeiras. muitas vezes conjugados com a emissão de cartões de crédito. desregulou-se a máquina. companhias de seguros e fundos de pensão pelo mundo afora. e esses títulos derivativos se tornaram impossíveis de ser negociados. e um cálculo prudente dos gastos oferecidos. em 2005. Na realidade. Foi assim criado o sistema das hipotecas subprimes. concedidos a famílias que os bancos sabiam de antemão não ter renda familiar suficiente para poder arcar com suas prestações. o que desencadeou um efeito dominó. Quando a Reserva Federal. isto é. atraídos pelas garantias do governo. que estavam autorizadas a captar empréstimos em qualquer lugar do mundo. empréstimos hipotecários de alto risco e de taxa variável concedidos às famílias "frágeis". Bancos de vários países do mundo.a mais alta . acabaram emprestando dinheiro a imobiliárias através da Fannie Mae e da Freddie Mac. A jornalista Hanna Rosin argumenta que os milhões de adeptos da teologia da prosperidade podem ter influenciado o problema no mercado imobiliário. para os clientes apelidados de "ninja" (um acrônimo para "sem renda. que se tornaram inadimplentes em massa. eram financiamentos de casas. a partir de agosto de 2007. aumentou a taxa de juros para tentar reduzir a inflação. Num passo seguinte. sem emprego e sem patrimônio").que passaram a ser vendidos para outros bancos. O governo garantia os investimentos feitos por essas duas empresas. por ignorar fatores como salários por hora e extrato de conta bancária. as agências mundiais de crédito deram a chancela de AAA .[12] . transformá-las em títulos livremente negociáveis .por elas lastreados . Por uma razão que se desconhece. instrumentos sofisticados para securitizá-las. ou seja. em favor de "milagres financeiros e a idéia de que o dinheiro é uma substância mágica que vem como um dom do alto". os bancos que criaram essas hipotecas criaram derivativos negociáveis no mercado financeiro.Unidos as usaram para financiar casas aos mais pobres. bem como causa e efeito. a qualquer preço. fazendo balançar o sistema bancário internacional. o preço dos imóveis caiu. que causou a crise econômica de 2008-2009.

As autoridades financeiras colaboravam e incentivavam esse processo.cada vez que o sistema financeiro global se visse em risco. cada vez que a expansão do crédito entrou em crise as autoridades financeiras agiram injetando liquidez no sistema financeiro e adotando medidas para estimular a economia.[10] A superexpansão (super-boom) saiu dos trilhos quando os instrumentos financeiros se tornaram tão complicados que as autoridades financeiras governamentais se tornaram tecnicamente incapazes de avaliar os riscos desses instrumentos financeiros.para injetar liquidez . criando cada vez mais instrumentos sofisticados e condições favoráveis ao endividamento. Isso criou um sistema de 'incentivos assimétricos'. Seus mercados financeiros 'empurravam' os consumidores a tomar emprestado. Essa é uma concepção obviamente errônea porque foi a intervenção nos mercados. e . A partir de 1980 os mercados financeiros mundiais começaram a ser desregulamentados.2% do PIB em 2006. tendo sua supervisão governamental progressivamente relaxada até virtualmente desaparecer. tendo seu défict em conta-corrente atingido 6. e consumir muito mais do que produzia. quando os mercados financeiros começaram a ser globalizados. Os fundamentalistas de livre mercado acreditam que os mercados tendem a um equilíbrio natural e que os interesses de uma sociedade serão alcançados se cada indivíduo puder buscar livremente seus próprios interesses.[10] A globalização permitiu aos Estados Unidos sugar a poupança mundial. e os Estados Unidos passaram a ter um déficit em conta-corrente". não a ação livre dos mercados. que evitou que os sistemas financeiros entrassem em colapso. que encorajava uma expansão de crédito cada vez maior. Não obstante. conhecido nos Estados Unidos como moral hazard. o fundamentalismo de livre mercado emergiu como a ideologia econômica dominante na década de 1980. George Soros comenta: "O sistema foi tão bem sucedido que as pessoas passaram a acreditar naquilo que o então presidente Reagan chamava de "a mágica dos livres-mercados" e que eu chamo de fundamentalismo de livre mercado.[editar] A superexpansão (super-boom) de 60 anos Nos últimos 60 anos. intervindo .

e cada vez mais difíceis de serem avaliados. O caso do Citigroup é emblemático: o banco sempre esteve sob fiscalização do Federal Reserve. "Foi uma chocante abdicação de responsabilidade". as agências de análise de crédito internacionais se baseavam nas informações fornecidas pelos próprios criadores dos instrumentos sintéticos.passaram a se utilizar dos sistemas de gerenciamento de riscos dos próprios bancos privados.usados pelos criadores dos produtos financeiros sintéticos.[13] Na opinião de George Soros.de impossível compreensão para a maioria das pessoas . essas agências ainda classificavam os derivativos de empréstimos subprime como um risco AAA. subestimou sua severidade. aceitavam como válidos os complexos modelos matemáticos . que passaram a nelas se fiar. Da mesma maneira. À medida que os ativos financeiros se tornaram mais e mais complexos. que "provavam" que os riscos eram muito menores do que veio a se verificar na realidade. a primeira metade da década de 2000 será relembrada como a época em que as inovações financeiras superaram a capacidade de avaliação de riscos tanto dos bancos como das agências reguladoras de crédito.[13] O Citigroup não esteve sozinho dentre as instituições financeiras que se tornaram incapazes de compreender totalmente os riscos que estavam assumindo.[10] [editar] Riscos e poderes regulatórios Para alguns analistas. mesmo depois de deflagrada a crise. os investidores passaram a ser reassegurados pelo fato de que tanto as agências internacionais de avaliação de crédito de bônus (bonds) como os próprios agentes reguladores. e seu quase colapso indica que não apenas a regulamentação então vigente foi ineficaz como o governo norte-americano. às vésperas da quebra da Fannie Mae. classificou Soros.[14] [editar] Crise do subprime Ver artigo principal: Crise do Subprime . a posição das agências reguladoras financeiras estadunidenses demonstrou "uma chocante abdicação de suas responsabilidades".

nos Estados Unidos. arrastando vários bancos para uma situação de insolvência e repercutindo fortemente sobre as bolsas de valores de todo o mundo. muitos mutuários ficaram inadimplentes. eram concedidos. que incluem desde empréstimos hipotecários até cartões de créditos e aluguéis de carros.a chamada clientela subprime. a clientes sem comprovação de renda e com histórico ruim de crédito -. . Por esta razão. A crise foi revelada ao público a partir de fevereiro de 2007. A crise do subprime foi desencadeada em 2006. o primeiro banco a sofrer intervenção no Reino Unido. a partir da quebra de instituições de crédito dos Estados Unidos que concediam empréstimos hipotecários de alto risco (em inglês: subprime loan ou subprime mortgage). sem condições de pagar as suas dívidas aos bancos.[15][16] Subprimes são créditos bancários de alto risco. isto é. com a disparada dos juros nos Estados Unidos. As taxas de juros eram pós-fixadas. no início de 2007. Desde outubro de 2008 a crise financeira global levou à falência muitas instituições financeiras nos EUA e dos países europeus. culminando na Crise econômica de 2008. fila de clientes diante do Banco Northern Rock.Em Birmingham. determinadas no momento do pagamento das dívidas. isto é. desde 1860. ameaçando o sistema financeiro global.

paralisou-se. e tipos de instituições. para evitar o efeito dominó. Os hedge-funds. pôs em perigo as empresas municipais de seguros e resseguros e ameaçou arrasar o mercado de swaps. jamais socorridos anteriormente. essa crise do crédito hipotecário provocou uma crise de confiança geral no sistema financeiro e falta de liquidez bancária (falta de dinheiro disponível para saque imediato pelos correntistas do banco). se provaram não tão neutros e tiveram que ser resgatados. Repentinamente. assim.A partir do 18 de julho de 2007. com a quebra de outros bancos.[18] os bancos centrais foram conduzidos a injetar liquidez no mercado interbancário. que.[17] Na sequência. e os instrumentos especialmente criados pelos bancos para tirar as hipotecas de seus balanços já não conseguiam mais encontrar fontes externas de financiamento (funding). e que a crise se ampliasse em escala mundial. criados para ser supostamente neutros em relação aos mercados. As obrigações dos bancos de investimentos em compras alavancadas se tornaram um passivo. aos compradores de imóveis. adotava uma estratégia arriscada . O banco britânico Northern Rock. as instituições financeiras deixaram de emprestar dinheiro ao Northern Rock. para emprestá-lo a longo prazo (em média. O problema que se iniciou com as hipotecas subprime espalhou-se por todas as obrigações com colateral. temendo que a crise tocasse a esfera da chamada "economia real". acabou por se tornar o primeiro banco britânico a sofrer intervenção governamental. por exemplo.que é o núcleo do sistema financeiro . O mercado de commercial-papers paralisou-se. Os bancos centrais de todos os países desenvolvidos se viram obrigados a injetar rapidamente no sistema financeiro mundial um volume de recursos jamais injetado antes. . Porém. multitrilionário em dólares.[10] Mesmo os bancos que não trabalhavam com os chamados "créditos podres" foram atingidos. vinte anos). em cadeia. desde 1860. e a estender créditos para uma variedade de papéis financeiros.tomar dinheiro emprestado a curto prazo (a cada três meses) às instituições financeiras. no início de 2007. não tinha hipoteca-lixo em seus livros. O golpe final veio quando o mercado de empréstimos interbancário .

Em abril de 2009. Os países da UE também despenderam várias centenas de bilhões de euros na tentativa de salvar seus próprios bancos. [editar] O socorro governamental Desde que a crise de confiança se agravou e se generalizou.3 trilhões. Um pacote. o governo estadunidense decidiu pôr de lado suas teorias neoliberais e passou a socorrer ativamente as empresas financeiras em dificuldades. paralisando o sistema de empréstimos interbancário mundial. [editar] Consequências . destinou setecentos bilhões de dólares de dinheiro do contribuinte americano a socorro dos banqueiros. o que corresponde a 89% do PIB estadunidense.Segundo o FMI declarou em 7 de outubro de 2008. as perdas decorrentes de hipotecas do mercado imobiliário subprime já realizadas contabilizavam 1. o governo estadunidense e a Reserva Federal já haviam despendido cerca de dois trilhões de dólares na tentativa de salvar instituições financeiras. o G-20. anunciou a injeção de US$ 1 trilhão na economia mundial de maneira a combater a crise financeira global. Desde a quebra do Bear Stearns[19] até outubro de 2008.4 trilhão de dólares e o valor total dos créditos subprime ainda em risco se elevava a 12. aprovado às pressas pelo congresso estadunidense. reunido em Londres.

nos Estados Unidos. edite o artigo e inclua informações mais recentes.[20] Por outro lado. Se sabe algo sobre o assunto abordado. em três oportunidades trabalhadores franceses fizeram reféns devido a demissões: dia 13. . sendo libertado após aceitar oferecer melhores condições aos 110 empregados demitidos. no dia 25. as emissões de CO² na União Europeia foram reduzidas em 6% em 2008 em decorrência da crise. Em março de 2009. funcionários da Sony detiveram o presidente da empresa no país por uma noite. o diretor de operação da 3M foi detido por um dia. e no dia 31. os funcionários da Caterpillar fizeram quatro diretores da empresa reféns.Oferta de empréstimos sem comprovação de renda. sediado em Oslo. forçando o pagamento de indenizações maiores pelas demissões. após o anúncio do plano de cortar 733 empregos na unidade. de acordo com o instituto de pesquisa Point Corbon.[21] [editar] Brasil Este artigo ou seção pode conter informações desatualizadas. [editar] Mundo As demissões decorrentes da crise têm gerado reações desesperadas na França.

No Brasil. Em razão disso. devido à globalização dos negócios entre países. ocorreu também uma súbita e expressiva alta do dólar. segundo a maioria dos analistas. empresas menores fornecedoras desses grandes conglomerados também foram atingidas. o efeito mais imediato foi a baixa das cotações das ações em bolsas de valores. A recessão que atingiu uma grande parte dos países desenvolvidos também afetou o comércio externo. . todos os países do mundo serão tocados. Empresas como Embraer e Cummins por exemplo. tiveram que cortar postos de trabalho e reduzir drasticamente o ritmo de produção. Em efeito cascata. que se atropelaram para repatriar seus capitais a fim de cobrir suas perdas nos países de origem. em maior ou menor grau.Evolução do índice Ibovespa entre 1994 e julho de 2009. grandes empresas brasileiras exportadoras sentiram o baque da falta de crédito no mercado mundial para concretizar seus negócios com parceiros estrangeiros. pelos feitos da crise deflagrada nos Estados Unidos. que têm seus faturamentos altamente dependentes de vendas ao exterior. em algum momento. Grandes empresas siderúrgicas no Brasil também desligaram alguns fornos. Alguns economistas defendem que a crise do subprime não afetará significativamente o Brasil. Posteriormente. provocada pela venda maciça de ações de especuladores estrangeiros. É possível observar a forte queda do Ibovespa durante o auge da crise.[22] De todo modo.

câmbio flutuante e responsabilidade fiscal . por estar incluso no comércio mundial. que foi a contaminação sistêmica do mercado financeiro internacional. embora possa eventualmente causar alguma pressão inflacionária. cai. como o trigo. decorrentes de apostas mal-sucedidas. devido ao clima de quase pânico que se instaurou nos mercados financeiros em geral. implementando sistemas mais rígidos de controle ao sistema financeiro doméstico. para os setores da economia brasileira que dependem de importações de produtos industrializados sem similar nacional (máquinas e equipamentos. O modelo econômico adotado pelo país desde fins dos anos 1990 . A alta do dólar.Como o Brasil realizou profundas reformas econômicas durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Não obstante. tende a aumentar a competitividade internacional das exportações do país.e fizeram a aposta errada. os maiores prejuízos com a crise foram das empresas que especulavam com derivativos de câmbio. em dólares. o dólar alto é um problema. Além disso.[5][6][7] O governo anunciou que não pretende cobrir. No entanto. De imediato entretanto. houve uma paralisação quase total dos empréstimos normalmente concedidos pelos grandes bancos aos menores. sobretudo produtos de alta tecnologia) ou mesmo de algumas commodities. com dinheiro público. a qual deveria ser destinada a empréstimos aos bancos menores. o país ainda assim sentiu efeitos colaterais pesados. as milionárias perdas privadas. a economia brasileira encontra-se numa posição bem mais confortável para enfrentar essa tempestade mundial do que em crises anteriores.fez com que um colchão de proteção. o Banco Central decidiu adquirir as carteiras de crédito de que os bancos pequenos desejassem se desfazer. como o PROER. desde que oferecessem garantias. através da obtenção consistentes reservas cambiais e de forte credibilidade internacional. tal medida não se revelou suficiente: os grandes bancos continuavam não concedendo empréstimos aos menores. Assim. Mas. já que o preço dos produtos brasileiros. Num primeiro momento. No mercado interbancário. o Brasil ficou menos exposto ao cerne da crise. o Banco Central do Brasil decidiu isentar os grandes bancos de uma parte do depósito compulsório.metas de inflação. Houve pressão ainda para que os bancos estatais comprassem bancos . salvaguardasse a economia.

preferindo dessa forma irrigar o sistema bancário. Assim. realizou até mesmo vários leilões de venda de dólar físico à vista (moeda). por mais de uma vez. desde a deflagração da crise econômica de 2008/2009. A classificação também foi dada pelas agências Fitch Ratings e a Standard & Poor's. para evitar especulações. o que não é impossível. o Banco Central tem realizado leilões de venda de swaps cambiais e. em vez de reduzir os juros básicos (taxa Selic). o que ainda poderia provocar pressões inflacionárias. o Banco do Brasil comprou 49% das ações do banco Votorantim. o que não era feito desde 2003. ter sido evitada: . Assim.menores em dificuldades. diz que "estamos em meio a uma crise financeira não vista desde a crise de 1929"[25] e declara que essa crise poderia. mas não ficando com o controle acionário da instituição. em tese. injetando liquidez. especialmente para os bancos médios e pequenos. Em setembro de 2009. em seu livro The New Paradigm for Financial Markets (2008). nem lhes impor um teto. mas somente aumentar a liquidez do mercado. em outubro de 2008. a agência Moody's informou sobre a elevação de rating da dívida do governo para grau de investimento. só então os juros poderão ser reduzidos sem medo. Para evitar a falta de liquidez (falta de dólares) nos mercados de câmbio. o Banco Central tem-se mostrado atento a quaisquer indícios de falta de liquidez no sistema bancário brasileiro. Se a economia mundial entrar em uma conjuntura de deflação. o BC não pretendia derrubar as cotações do dólar. tendo liberado. Com isto. utilizando as reservas internacionais do Brasil. várias dezenas de bilhões de reais dos depósitos compulsórios.[24] [editar] Análises e prognósticos Soros George Soros. o Brasil foi o primeiro país a receber a elevação de categoria. em 2008.[23] Por outro lado.

desgraçadamente temos a idéia de fundamentalismo de livre mercado. para citar três. essa idéia de que os mercados tendem ao equilíbrio e que seus desvios são aleatórios ganhou aceitação geral e todos estes instrumentos sofisticados de investimentos foram baseados nela. Freddie Mac e outros. em 1998. que obrigam os bancos a concederem empréstimos a quem eles não concederiam de outra maneira. Desde 1980 tivemos cinco ou seis crises: a crise bancária internacional de 1982. são as autoridades que salvam os mercados. Mas. Foi a chamada Lei de . a falência do banco Continental Illinois em 1984 e a falência do Long-Term Capital Management. e isso é falso porque geralmente é a intervenção das autoridades que salvam os mercados quando eles se atrapalham. ou organizam empresas para fazê-lo.[25] Walter Williams O professor e economista americano Walter Williams. e pelas regulamentações do governo americano. pela Fannie Mae. que hoje é a ideologia dominante. do canal Globo News. de alguma maneira. A cada vez. e que pressupõe que os mercados se corrigem. As autoridades têm precedentes nos quais se basear. em entrevista ao programa de televisão Milênio. fez a seguinte análise: Mas isto (a crise) foi causado pelo governo.

especuladores tiveram lucros excessivos. que se realizou em novembro de 2008.] Eles disseram aos bancos: "Se quiser abrir outra agência. investindo o dinheiro que não tinham em negócios mirabolantes. [. também criticou a crença dogmática na autoregulação dos mercados: Ela (a crise) é conseqüência da crença cega na capacidade de auto-regulação dos mercados e. Por muitos anos.Reinvestimento Comunitário que possibilitou aos pobres comprarem casa própria. negros ou minorias. na falta de controle sobre as atividades de agentes financeiros. para debater alternativas para a crise internacional. .. ecoando George Soros. [. tem que nos mostrar que concedeu empréstimos a pobres. Obrigaram os bancos a fazer empréstimos. em São Paulo.. falando na abertura da reunião do G20 financeiro. Todos estamos pagando por essa aventura. Muitos dos que antes abominavam um maior papel do Estado na economia passaram a pedir desesperadamente sua ajuda. Luiz Inácio Lula da Silva O presidente Lula. em grande medida. Esse sistema ruiu como um castelo de cartas e com ele veio abaixo a fé dogmática no princípio da não intervenção do Estado na economia...] Foi causada (a crise) pelo governo." E fizeram chantagem com os bancos.

que levou a um longo processo negocial e de debate no Congresso Americano sobre se o país deveria aumentar o limite de dívida. Porém. Após a sua aprovação no Congresso e Senado. A crise do limite de dívida dos EUA. que já supera os 14.que detém o maior percentual de endividamento . a Itália e o Reino Unido[31] também não consigam honrar seus compromissos. aliado às recentes crises de insolvência na Grécia. Em nações como o Japão .que já vem sendo chamada de "déjà vu de 2008"[33].3 trilhões de dólares[30].a relação dívida-PIB já ultrapassa os 200% [28][29]. Irlanda e Portugal.se deu pela desconfiança de que talvez os EUA não conseguissem honrar seus compromissos. em que montante. por acontecer exatamente três anos depois do primeiro estouro da crise do subprime . fez crescer a especulação internacional sobre a real capacidade de solvência americana[34]. O grande acúmulo da dívida governamental fez estourar a capacidade de endividamento dessas nações e causou uma enorme turbulência financeira ao provocar o temor de que essas nações não pudessem honrar com seus compromissos e decretassem o calote da dívida[26]. entretanto. o estopim da segunda crise . está a maior dívida bruta entre todas as nações do mundo. foi ratificado pelo Presidente Barack Obama. Nos Estados Unidos. Nesse ponto. A crise forjou um fim quando um acordo complexo entre ambas as partes conseguiu elevar o limite de gastos em 31 de julho de 2011. o mercado financeiro sofreu um forte abalo[32]. A principal consequência da crise das dívidas soberanas foi a grande instabilidade social causada pelos cortes dos benefícios sociais[27]. ficando o acordo conhecido .[editar] Crise das dívidas soberanas Ver artigos principais: Crise do limite de dívida dos Estados Unidos de 2011 e Crise da dívida pública da Zona Euro O desdobramento mais recente da crise financeira e econômica internacional de 20082009 foi o da insolvência das nações desenvolvidas. e ao temor de que a Espanha. caso afirmativo. e.

as bolsas de valores mundiais calcularam altíssimas perdas. Diante do quadro da crise. sendo que algumas já estavam em profunda recessão[38]. e nos dias que se seguiram. A crise da dívida pública da Zona Euro é uma crise econômica iniciada na Grécia e que se estendeu aos demais países da Europa desde 2010. em parte. Índice [esconder] 1 História 2 Socorro financeiro 2.2 Empréstimo a Portugal 3 Protestos nas ruas . com os mercados acionários globais.1 Empréstimo à Grécia 2. devido à crescente dívida e ao pesado déficit de orçamento[37]. a agência de classificação de notas de crédito Standard & Poor's (S&P) rebaixou pela primeira vez na sua história a nota da dívida pública dos Estados Unidos de AAA para AA+. Depois de inúmeras perdas. data limite para o acordo[35]. Imediatamente ao rebaixamento da nota de crédito dos EUA. recuperados após o rebaixamento da nota da dívida estadunidense[39]. algumas ações de bancos se recuperaram nas semanas seguintes de agosto. Porém o mercado não reagiu positivamente ao acordo. Seguiu-se ainda que os dados divulgados no mês de agosto apontavam que as economias da Zona do Euro haviam crescido menos do que o previsto.como Budget Control Act of 2011 em 2 de agosto. a maior parte das bolsas de valores mundiais fecharam em forte queda[36].

Com isto. somas enormes de fundos públicos. uma operação para salvar os bancos. dessa forma. Esta "bomba" empurrou o sistema financeiro global para a beira do abismo e a economia ficou muito próxima de uma nova Grande Depressão. conseguiram ganhar tempo. . No entanto. Dívida pública em razão do PIB em 2009/2010. que superaram 20% do PIB mundial. quando saiu a público a falência da Lehman Brothers. comprometendo. Os governos de alguns estados lançaram. impedir o agravamento da situação e o consequente colapso dos mercados financeiros.4 Referências [editar] História Dívida pública em razão do PIB em 2007. não conseguiram reverter a crise. ficando a situação sem controlo. naquela altura. colocando assim um ponto final a anos de desenfreada especulação financeira mundial. A origem da crise das dívidas públicas remonta a 2007.

em última instância.[4][5] levou-os a tomar medidas de austeridade. nos últimos dez anos. se fosse necessário.forte endividamento (cerca de 120% do PIB) e déficit orçamentário superior a 13% do PIB. acabando por se concentrar com muita violência na União Europeia. a Europa e o Japão. lugar a uma nova fase da crise: a da dívida pública. que afeta em particular os grandes estados.[7] Os ataques especulativos . essa crise poderia significar rebaixamento das dívidas de todos os países da Europa. que por sua vez permitiriam abrir um novo ciclo histórico de crescimento. Quando chegou a crise financeira global. a diferença média entre o déficit orçamentário real e a cifra notificada à Comissão europeia foi de 2. A situação foi agravada pela falta de transparência por parte do país na divulgação dos números da sua dívida e do seu déficit. A crise começou com a difusão de rumores sobre o nível da dívida pública da Grécia e o risco de suspensão de pagamentos pelo governo grego. deu no entanto. o que contrariava os acordos econômicos europeus. O Conselho Europeu também declarou que a UE realizaria uma operação de bailout do país. gastando descontroladamente. a União Europeia adotou um plano de ajuda . em especial nos Estados-membro periféricos. que pretendia recuperar as taxas de lucro. mas só se tornou pública em 2010.Esta intervenção. Segundo o economista Jean Pisani-Ferry.2% [1] do PIB. incluindo empréstimos e supervisão do Banco Central Europeu. o déficit orçamental subiu e os investidores exigiram taxas muito mais altas para emprestar dinheiro à Grécia. Tornou-se público que durante anos o governo grego assumiu profundas dívidas. Resultou tanto da crise econômica mundial como de fatores internos ao próprio país .[3] A ameaça de extensão da crise a outros países. A crise da dívida grega teria sido iniciada no final de 2009.[2] Diante das sérias dificuldades econômicas da Grécia. nomeadamente Portugal e Espanha.[6] Segundo alguns analistas. como os Estados Unidos (com um terço do total mundial).

enquanto o euro teve uma queda regular e as praças bolsistas apresentavam fortes quedas. a Grécia. Ao mesmo tempo. a União Europeia (UE) e o FMI acordaram um plano de resgate de 750 bilhões de euros para evitar que a crise se estendesse por toda a Zona Euro.[8] Todos os países da Zona Euro foram afetados pelo impacto que teve a crise sobre a moeda comum europeia. economia líder da zona. inclusive pelo governo grego. como ataques à Zona Euro . inaugurando uma era de austeridade. tal como a Grécia. Houve receios de que os problemas gregos nos mercados financeiros internacionais despoletassem um efeito de contágio que fizesse tremer os países com economias menos estáveis da Zona Euro. sendo apontadas as faltas de um tesouro e de um orçamento consolidado da Zona Euro como problemas mais importantes. como Portugal. a Zona Euro e o Fundo Monetário Internacional (FMI) debateram conjuntamente um pacote de medidas destinadas a resgatar a economia grega. de um fundo de estabilização coletivo para a Zona Euro. tiveram que tomar medidas para reajustar as suas contas.[10][11] [editar] Socorro financeiro . A essa medida adicionou-se a criação.através do seu elo mais fraco.[9] A crise provocou nova discussão sobre a coordenação econômica e integração fiscal da zona. e os outros países membros. a desconfiança aumentou nos mercados financeiros. Durante essas negociações e perante a incapacidade da Zona Euro de chegar a um acordo. todos os maiores países europeus tiveram que adotar os seus próprios planos de ajuste das finanças publicas. Itália e Espanha que. A partir de março de 2010.à Grécia foram considerados por alguns. República da Irlanda. anunciada a 10 de maio. que foi bloqueado durante semanas devido em particular a divergências entre a Alemanha. em 2 de maio de 2010. Finalmente.

[15] De acordo com o ex-ministro das finanças português. envolvendo empréstimos no valor de 110 bilhões de euros ao país e condicionado à execução de um programa de ajuste estrutural da economia grega. pois avaliam que "a estabilidade da Zona do Euro como um todo ainda não está assegurada apenas com o programa grego". O empréstimo será dividido igualmente pelo Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira. para evitar novos ataques especulativos à moeda europeia. no dia 10. o presidente francês Nicolas Sarkozy e a chanceler alemã Angela Merkel anunciaram que os 16 países da Zona Euro iriam elaborar um plano de defesa da moeda europeia. Merkel ressaltou a necessidade de uma regulação mais forte para o mercado financeiro. Teixeira dos Santos. ou uma séria ameaça de graves dificuldades. a partir de proposta da Comissão. em razão de catástrofes naturais ou de acontecimentos excepcionais que escapem ao seu controle. pode conceder. que estipula que "quando um estado-membro experimentar dificuldades.[12] Em 8 de maio. sob certas condições. o FMI e a Grécia chegaram a um acordo. assistência financeira da União ao estado-membro em questão. todos os membros da Zona do Euro devem "de forma segura e rápida" reduzir seus déficits orçamentais. a taxa de juro média do empréstimo deverá rondar os 5. até a abertura dos mercados.1%.[16] Portugal torna-se assim no terceiro . Já o presidente Sarkozy declarou que "o euro é um elemento essencial da Europa."[13] A chanceler Merkel ressaltou a determinação dos líderes europeus em blindar o euro contra a especulação. os ministros das finanças da Zona Euro aprovaram oficialmente o empréstimo de 78 bilhões de euros a Portugal. os países da Zona Euro.[14] [editar] Empréstimo a Portugal Em 16 de maio de 2011. Segundo ela.[editar] Empréstimo à Grécia Em 2 de maio. o Conselho. Merkel disse também que os líderes europeus estão indo além do plano de resgate para a Grécia. pelo Fundo Europeu de Estabilidade Financeira e pelo Fundo Monetário Internacional. A base jurídica para tal plano repousa no artigo 122-2 do tratado europeu. Nós não podemos deixá-lo na mão de especuladores".

país da Zona Euro. na segunda perspectiva. construíram-se duas perspectivas acerca da crise. recessão é uma fase de contração no ciclo econômico. foram feitos muitos protestos populares contra as medidas de austeridade adotadas na Zona Euro — na Grécia e.aqueles que protestam nas ruas . a receber apoio financeiro internacional para suplantar dificuldades financeiras. de retração geral na atividade econômica por um certo período de tempo. Já segundo a visão dos trabalhadores. segundo a análise do filósofo político Slavoj Žižek. redução da taxa de lucro e aumento do número de falências e concordatas. após a Irlanda e a Grécia. simplesmente temos que engolir a pílula amarga. mas como imperativos de uma lógica financeira neutra. na Itália e na Espanha. na Irlanda. isto é. Nesse período.[23 Em economia. aumento da capacidade ociosa e queda do nível de investimento.[19][20][21][22] [editar] Protestos nas ruas Ao longo do ano de 2010.000 portugueses passaram a trabalhar nas excolônias (principalmente Brasil[17] e Angola[18]) durante a época da crise financeira.as medidas de austeridade constituem uma nova tentativa do capital financeiro internacional de desmantelar o que resta do estado social. Estima-se que entre 30.000 e 70. A visão dominante propõe uma naturalização despolitizada da crise: medidas regulatórias são apresentadas não como decisões baseadas em escolhas políticas. em menor escala. De acordo com a primeira perspectiva. aumento do desemprego. isto é. pensionistas e estudantes . o Fundo Monetário Internacional aparece como um agente neutro da disciplina e da ordem. se queremos estabilizar nossas economias. queda na renda familiar. com queda no nível da produção (medida pelo Produto Interno Bruto). aparece como agente opressivo do capital global.[1][2][3][4][5][6] .

quando uma grande expansão do crédito inflou uma outra bolha. Tal idéia surgiu a partir de um artigo de Julius Shiskin. por exemplo.7 milhões de empregos .[9] enquanto que a expansão do gasto público engendrou. pode resultar em nova crise.o que. os governos costumam responder à recessão com políticas macroeconômicas expansionistas . na recessão de 2001 (estouro da bolha das empresas ponto com e o surpreendente colapso da chamada "nova economia"). entretanto. algum tempo depois. acredita-se que a recessão seja causada por uma queda generalizada nos gastos. assim.De maneira um tanto simplista. Índice [esconder] 1 Tipos de recessão 2 Recessão e depressão 3 Referências 4 Ver também [editar] Tipos de recessão .expansão da oferta de meios de pagamento e do gasto público. a "regra prática" mostrou-se falha. quando desapareceram 2. publicado em 1974 pelo New York Times. dando lugar à crise do subprime.[8] Da mesma forma.mais do que em qualquer recessão pós-guerra. a crise da dívida soberana na zona euro. a das hipotecas.[7] Entretanto. redução de tributos . costuma-se considerar que uma economia entra em recessão após dois trimestres consecutivos de queda no PIB. e. a exemplo do que ocorreu após o colapso das pontocom.

os economistas se referem a diferentes tipos de recessão. que se afundou em uma recessão tipo L. pelo menos até 1992 ou 1993. A curva em V expressa uma curta e aguda contração. segundo a forma assumidas pela curva de evolução do PIB em cada caso. aumento do deficit público e lento crescimento do PIB. a recessão é todavia considerada como uma fase normal dos ciclos econômicos próprios da economia capitalista. mais apropriadamente. emerge por um curto período em que há algum crescimento. a partir da Guerra do Golfo. a alternância de períodos de queda e de crescimento define recessões em forma de V. aumento da inflação. exceto a Tailândia. como a que ocorreu em 1980.Informalmente. seguida de recuperação acelerada e sustentada. Uma . sendo bem menos severa que a depressão. U. durante o segundo choque do petróleo. mas rapidamente volta a cair em recessão. logo após a Revolução Iraniana. Pode ser considerada como o tipo mais severo de recessão ou. elevado desemprego. tal como a que ocorreu em 1990. L ou W. Já a curva em W caracteriza a chamada recessão double-dip.[11] A recessão em forma de L ocorre quando a economia não volta a crescer por muitos anos (a chamada "década perdida"). [editar] Recessão e depressão Caracterizada por uma redução expressiva do nível de atividade econômica. Assim.[10] A curva em forma de U (recessão prolongada) ocorreu em 1973 com a guerra do Yom Kipur e o primeiro choque do petróleo. A recessão do Japão em 1993-1994 foi do tipo U e a de 1997-1999 foi do tipo L. com a resultante alta dos preços do petróleo. como depressão. quando a economia entra em recessão. Já os tigres asiáticos experimentaram recessões do tipo U entre 1997 e 1998.

com crescimento abaixo de zero e subida do desemprego. como a da Grande Depressão dos anos 30. no resto do Mundo. entraram em um período recessivo. ainda não se configura uma depressão econômica nesses países. o jornalista Sérgio Aníbal comentava as perspectivas da economia do país: "Recessão forte e rápida ou depressão prolongada e dolorosa: na actual conjuntura económica as escolhas não são muitas para Portugal e para o resto do mundo ocidentalizado. o Primeiro-Ministro José Sócrates admitiu que Portugal provavelmente entraria em recessão. Por isso. depois de um ano de 2009 negativo. Em Portugal. Em ocasiões anteriores. dizem que o mais provável é que o mesmo aconteça agora. como o Nobel Paul Krugman. desde então. se Portugal conseguir travar a recessão a partir de 2009 será porque. a dependência em relação ao exterior é quase total. Tecnicamente. uma crise financeira de grandes proporções levou a uma década de estagnação económica. numa entrevista dada à SIC. por um período relativamente longo (três ou quatro anos) já caracteriza uma depressão[12] A crise econômica de 2008 afetou particularmente os EUA. o Japão e a Europa Ocidental. e o melhor que se pode esperar é mesmo que. Os mais pessimistas.queda acentuada do PIB (cerca de 10%). este cenário é mais um desejo do que uma previsão. que. entretanto. Os mais optimistas defendem que os governos e os bancos centrais já aprenderam com os erros do passado e estão a resolver a situação. . por muitos estímulos económicos que o Governo apresente. no início de Janeiro de 2009." [13] Dois dias depois. Para uma economia pequena como Portugal. Neste momento. já se iniciou uma recuperação. se possa iniciar logo a seguir uma recuperação.

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