Universidade Federal do Amazonas

Faculdade de Estudos Sociais Centro de Educação a Distância
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM GESTÃO PÚBLICA

CULTURA E MUDANÇA ORGANIZACIONAL

Professora Mestranda Cidecleuma de Melo Frota Universidade Federal do Amazonas

Cidecleuma de Melo Frota . com destaque para o fato de que a resistência não é um fenômeno sempre negativo Profª. sejam bem-vindos à unidade 2! Nesta unidade vamos debater as estratégias de interpretação da mudança e seus aspectos além das diferentes formas como ela se manifesta na Administração Pública Brasileira e conhecer o fenômeno de resistência em seus pressupostos.Amigos. A abordagem desse tema constitui um caminho para a compreensão dos processos de mudança.

jpg . MUDANÇA E RESISTÊNCIA CULTURAL NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A nova Administração Pública pode ser compreendida como um complexo conjunto de diretrizes estruturantes de um modelo de Estado e de Administração Pública baseado em pressupostos e conceitos que se desdobram. 2001). Um dos eixos de impulso para a transformação é.2.com/2010/0 7/mudanca. http://albirio. até o nível das políticas (programas) e tecnologias gerenciais. de fato.wordpress. BRAND. para fins de incidência instrumental sobre a realidade. o próprio estágio de desenvolvimento experimentado pela sociedade contemporânea. que impõe ao Estado novas e por vezes contrastantes demandas (FINGER.files.

blogspot. a flexibilidade organizacional. em síntese. MEDEIROS. No processo de transformação se insere o fenômeno da inserção na Administração Pública de elementos característicos da lógica empresarial pela via da transferência e adaptação de conhecimentos gerenciais desenvolvidos no contexto da administração privada. o controle por resultados. a redução de níveis hierárquicos. à transformação de “estruturas burocráticas” em estruturas mais enxutas. 5. 2. Resgatando a trajetória de desenvolvimento da Administração Pública no Brasil. e a orientação para o cidadão. 6. 3.bp.A mudança na Administração Pública: Podemos entendê-la como um novo ciclo de reformas que visa. a confiança limitada. flexíveis e adaptáveis (GUIMARÃES. 2003). Pereira (1997) destaca como pontos delineadores desse emergente paradigma gerencial: 1. http://4. a descentralização política e administrativa.jpg . 4.com/Rd3dso66JaM/TixSsYZD4dI/ AAAAAAAABhk/IgmJw5yDcU M/s1600/parceria.

bem como identificar as diferentes práticas utilizadas para a concretização desse modelo gerencial. em especial a gestão pela qualidade e o planejamento estratégico. conforme Quadro a seguir: .Algumas das diretrizes listadas anteriormente a conceitos emergentes ou mesmo consolidados na esfera das organizações privadas.

moralidade. também. resultou nos seguintes termos: A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União.. Apesar da noção de eficiência não constituir algo novo no campo da Administração Pública. . impessoalidade. 19/1998. ao seguinte: [. a introdução dessa diretriz de gestão no rol de princípios constitucionais torna-se um significativo marco de mudança no discurso gerencial.2. com redação dada pela Emenda Constitucional n. dos Estados.] (grifo do autor).. publicidade e eficiência e. do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade. subsidiando fortemente argumentos em prol da introdução de inovações gerenciais em organizações públicas.1 A EFICIÊNCIA COMO VALOR GERENCIAL NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA O caput do artigo 37 da Constituição da República.

Outro emblemático dispositivo constitucional que bem ilustra o intuito de institucionalização de valores gerenciais no campo da Administração Pública é o §7º do artigo 39 que permite perceber desde a orientação pela racionalização de gastos via contenção de despesas correntes até a explícita proposição de programas de qualidade. passando pela indicação de ação gerencial orientada pela concessão de prêmios de produtividade. .

Essa “perda” precisa ser compreendida em sua acepção estendida.3 ESTRATÉGIAS DE INTERPRETAÇÃO DA MUDANÇA: O FORMALISMO E O JEITINHO As pessoas. até esferas mais íntimas da personalidade. . envolvendo não somente a dimensão econômica ou financeira. ou seja. espaços de poder. especialmente. perspectivas futuras de atuação. diante de uma mudança iminente ou potencial. Além de uma expectativa de perda futura frente ao que uma trajetória projetada reserva em termos de ganhos previstos de qualquer ordem. tais como o orgulho e a imagem percebida. efetuar uma avaliação que resulte em um quantum de perda pessoal em relação ao espaço e patrimônio pessoal que já foi conquistado. em geral. mas incorporando.2. entre outros. são capazes de. aspectos afetos ao status da pessoa na organização. Outra dimensão de perda a ser considerada pelas pessoas como ensejadoras de ações de resistência aos processos de mudança são os riscos de afetação das condições que conferem estabilidade (segurança) às pessoas em relação aos processos e ambiente de trabalho.

ou mesmo elidida. .A resistência à mudança pode ser minimizada. se o indivíduo ou grupo destinatário da mudança for capaz de constatar resultado positivo no balanço de perdas e ganhos decorrentes da inovação.

.4 PRESSUPOSTOS E CONTRAPRESSUPOSTOS DA RESISTÊNCIA À MUDANÇA Um dos referenciais a partir do qual é possível empreender esse esforço de reflexão acerca da resistência à mudança é o proposto por Hernandes e Caldas (2001). conforme podemos ver no Quadro 2 a seguir.2.

Identificação dos riscos envolvidos Estímulo à reflexão e discussão Melhoria do relacionamento interpares Aperfeiçoamento do processo de comunicação Identificação das necessidades específicas de cada área Verificação do alinhamento da mudança com os objetivos estratégicos da organização Essas categorias propostas por Chu (2005) sugerem a você eixos de reflexão sobre o fenômeno da resistência à mudança de modo a sensibilizá-lo em relação ao imperativo do envolvimento das pessoas como medida de aperfeiçoamento e de legitimação dos processos de mudança organizacional. 5.Aspectos Positivos da Resistência à Mudança Qualquer mudança vivenciada em nossa vida gera certa resistência e este pode ser tanto um fator positivo quanto negativo. 4. Contribuição para a identificação e tratamento de lacunas. 7. 3. 6. . 2. Trabalharemos nesta seção os aspectos positivos que segundo Chu (2005) estão alocados em sete categorias. São elas: 1.

Bons estudos!! .Chegamos ao final da segunda unidade. Espero que tenham aproveitado bastante. Não esqueçam de postar suas atividades dentro do prazo.

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