1. Método, Economia e Eficiência nos Estudos AUTOR: João Álvaro Ruiz 1.1 APRENDER A APRENDER NA FACULDADE 1.

2 TEMPO PARA ESTUDAR 1.3 PARA DESCOBRIR TEMPO 1.4 PROGRAMAR A UTILIZAÇÃO DO TEMPO 1.5 HORÁRIO DE PREPARAÇÃO PARA A AULA 1.6 HORÁRIO DAS REVISÕES DAS AULAS 1.7 HORÁRIO DAS REVISÕES PARA PROVAS E EXAMES 1.8 O GRANDE TEMPO DE TODO ESTUDANTE 1.9 COMO APROVEITAR O TEMPO DAS AULAS 1.10 COMO APROVEITAR O TEMPO EM REUNIÕES DE GRUPO

1.1 APRENDER A APRENDER NA FACULDADE Quem acaba de ingressar numa faculdade precisa ser informado sobre a maneira de tirar o máximo proveito do curso que vai fazer. Em primeiro lugar, o calouro vai perceber que muita coisa mudou em comparação àquilo com que estava acostumado em seus cursos de primeiro e segundo graus. E quem não souber compreender devidamente o espírito da nova situação para adaptarse ativa e produtivamente a ela perderá preciosa oportunidade de integrar-se desde início no ritmo desta nova etapa de ascensão no saber, que se chama vida universitária. Dizíamos que muita coisa mudou, e que é preciso entender o espírito desta mudança propositada e necessária, com vistas na adaptação a uma organização ativa e produtiva na vida de estudos. No curso médio, o estudante deve estar na sala no horário exato, e não pode ausentar-se antes da saída do professor. Nos cursos universitários geralmente não se exige semelhante rigor; quem não chegar a tempo pode assistir às aulas seguintes, e quem tiver necessidade de ausentar-se, antes do término da última aula, pode fazê-lo. No curso médio, o estudante leva para casa tarefas diárias; não acontece o mesmo na faculdade. No curso médio os alunos andam uniformizados, não podem fumar no recinto da escola e as classes são bastante homogêneas; no curso superior nada disso acontece; as salas de aula são mais amplas e bastante heterogêneas; não raro, ao lado de um jovem de dezoito anos senta-se um diretor de escola ou um gerente de empresa. Os programas do curso médio apresentam dificuldade igual para todos os estudantes, enquanto na faculdade a formação heterogênea dos alunos faz com que os programas não apresentem dificuldades iguais para todos. No colégio, os diretores e os professores dão ordens e fiscalizam seu cumprimento; na faculdade, os acadêmicos recebem orientações. Afinal, na faculdade, todos são tratados como

adultos responsáveis e capazes de dirigir a própria vida social, disciplinar e de estudos. Sempre, porém, há o perigo de má interpretação deste novo clima, especialmente quando não se é, de fato, adulto e responsável. Que pensar do acadêmico que não se preocupa com a pontualidade porque o professor respeita seu direito de chegar com algum atraso, por motivo que um adulto julgaria razoável? O que acontecerá com o acadêmico que não organiza seu tempo de estudo particular para preparar aulas, para fazer revisões, só porque o professor não estabeleceu o controle das tarefas diárias? Que se há de esperar do aluno que esquece orientações porque elas não se formalizaram como "ordens"? Quem acaba de entrar para a faculdade percebe que muita coisa mudou, e deve perceber que também ele precisa mudar, especialmente na responsabilidade, na autodisciplina e na maneira de conduzir sua vida de estudos, para tirar o maior proveito possível da excelente oportunidade de crescimento cultural que a faculdade lhe oferece. Neste primeiro capítulo de nosso curso de Metodologia Científica, vamos compendiar uma série de considerações muito simples, porém muito importantes sobre método, economia e eficiência nos estudos no curso universitário. Muitos calouros confessam que aprenderam muita coisa, mas que nunca aprenderam a estudar, isto é nunca aprenderam a aprender. Quem reconhece a própria carência já deu o passo mais importante para se dispor a tomar o remédio adequado. E sempre haverá o que aprender para melhorar o rendimento de nossos trabalhos, de nossos estudos e, dessa forma, aumentar nossa satisfação pessoal nos êxitos alcançados. Esta parte introdutória e eminentemente prática de nosso trabalho deverá, pois, interessar vivamente a todos nossos universitários. Quem acaba de ingressar na faculdade sabe como deve orientar seus estudos particulares? Sabe como participar ativa e produtivamente das aulas? Sabe ler com eficiência, tomar apontamentos, levantar esquemas, fazer resumos, desenvolver temas, redigir trabalhos? Julga-se satisfeito porque entendeu tudo ou quase tudo o que o professor disse? Percebe que aprender é principalmente analisar, assimilar, reter e ser capaz de reproduzir com inteligência? Observe que as sabatinas, ou provas, não examinam o que se entendeu vagamente sobre um problema apresentado; examinam, sim, quanto se reteve e como se é capaz de reproduzi-lo adequadamente. Fazer um curso superior não é ouvir aulas para conseguir adivinhar testes, mas instrumentar-se para o trabalho científico. Mais vale esta instrumentação do que o conhecimento de uma série de problemas ou o aumento de informações acumuladas assistematicamente; ou seja, como já disse, mais vale uma cabeça bem feita do que uma cabeça bem cheia (de informações, de erudição). Nesse sentido terá feito bom curso superior não tanto aquele que for capaz de repetir o que aprendeu, mas aquele que, diante de problemas completamente novos, tiver nível e método para empreender uma pesquisa séria e profunda. Nesse sentido, diz Mira y López que aprender é aumentar as riquezas de recursos de que dispomos para enfrentar os problemas que nos apresenta a vida cultural.[1]

Não se esperem amplos desenvolvimentos de teses nem elencos de conselhos neste livro estritamente elementar, mas tão somente algumas considerações sobre temas de real importância para a eficiência de um curso superior. Tudo será simples, como é simples uma vacina que salva da morte. Não se confunda a simplicidade, praticidade, com inutilidade ou superficialidade. É evidente que, ao examinar-se um conceito muito simples, se procure, de preferência, verificar se ele está sendo posto em prática, e com que resultados. Há uma generalizada curiosidade entre jovens a respeito de discussões teóricas sobre o método mais perfeito para estudar e aprender; para estudar e aprender muito. Não se verifica o mesmo interesse em adotar e pôr em prática, com empenho e perseverança, nem o método mais perfeito nem outro método qualquer, porque, na verdade, nenhum método é perfeito a ponto de dispensar o trabalho que não se quer ter. Mas a idéia de um método que torne mais eficiente o trabalho é muito válida. Podemos e devemos conhecer para crescer culturalmente. Não será difícil reconhecer um bom método; não será fácil arregimentar disposições para pô-lo em prática com perseverança. Só esta decisão garantirá bom rendimento e satisfação pessoal nos estudos, melhorará a capacidade de compreensão e facilitará a assimilação e a retenção, desenvolverá a capacidade de análise e o poder de síntese, aumentará progressivamente a clareza e a profundidade dos conceitos, conferirá eficácia à comunicação, disciplinará e exercitará a mente. Quem acaba de ingressar numa faculdade precisa ser informado sobre a maneira de conseguir pleno êxito no curso que vai fazer. Deve aprender a aprender na faculdade. Deve ler e analisar as considerações exaradas neste primeiro capítulo.

1.2 TEMPO PARA ESTUDAR O progresso é, em grande parte, uma luta contra ponteiros do relógio. Pergunte-se ao empresário e ao industrial quanto vale o tempo, isto é, quanto vale o bom aproveitamento do tempo como fator de produção, custo e comercialização de seus produtos. O primeiro passo para quem quer estudar consiste em reorganizar a vida de maneira a abrir espaços para o estudo e planejar o melhor aproveitamento possível de seu tempo. Há quem imagine que deva fazer um curso superior sem dispor de tempo para estudar, ou mesmo para freqüentar as aulas dos diversos cursos; e chega-se a imaginar que a apresentação documentada de sua total falta de tempo seja motivo nobre e suficiente para dispensa das aulas, dos trabalhos, dos estudos, afinal, da obrigação de fazer o curso. Como pretende estudar quem não pode estudar? É um ser curioso o aluno que pretende conciliar o estudo com a impossibilidade de estudar. Ninguém desconhece o sacrifício da quase totalidade de nossos acadêmicos, que vão para suas escolas após uma jornada de oito horas ou mais de trabalho profissional. Se

se o quisesse realmente? Ou será que esses espaços não aparecem porque nós não os procuramos. de revisão e de fichamento. E quem não conhece outros detalhes sobre leitura. de descobrir tempo para estudar. do compromisso de estudar e. 7:00 7:00 7:30 8:00 12:00 Início 7:00 7:30 8:00 12:00 14:00 Meia hora Meia hora Quatro horas Duas horas Término Tempo . E lembremo-nos de que meia hora por dia representa três horas e meia por semana. registrar depois. E será fácil o hábito de ler dez minutos antes de dormir. cria tempo. revisão e fichamento pouco ou nada produzirá em dez minutos. abrindo um espaço utilíssimo logo de manhã. na coluna de cada dia da semana. as horas plenas e os possíveis espaços ociosos. não o exime. por assim dizer. Tempo para freqüentar as aulas dos diversos cursos. brasileiros. É preciso descobrir tempo. quem considerar e puser em prática nossas indicações sumariadas sobre técnicas de leitura eficiente. especialmente nós. que somos. e tempo para estudos particulares. 1. Mas quem souber ler. por outro lado. Eis uma pergunta que surgirá fatalmente a esta altura: podem-se aproveitar dez minutos apenas para uma seção de estudos? Não será esta a duração ideal. por medo de encontrá-lo? Quem quer descobre tempo.3 PARA DESCOBRIR TEMPO A maneira mais prática de descobrir ou fazer aparecer o tempo consiste em tomar uma folha de papel. certamente lerá boas páginas em dez minutos. E quem não conseguiria descobrir um ou mais espaços de meia hora em sua jornada? Ou quem não conseguiria fazer aparecerem esses espaços. E não seria muito aproveitar quinze minutos dos cento e vinte reservados para intervalo de almoço. É evidente que a meia hora de higiene pode ser reduzida e que se pode levantar dez minutos mais cedo. é evidente. as palavras-chaves e os pormenores importantes no contexto. quinze horas por mês e cento e oitenta horas por ano. o tempo aparecerá. Se procurarmos.isso é sumamente louvável. anotar os diversos dias da semana em linha horizontal e os diversos afazeres em linha vertical. como segue: Segunda-feira Afazeres Levantar Higiene Transporte Trabalho Almoço Etc. descobrirá e assinalará a idéia principal ou central. portanto. capazes do impossível.

com a atenção do empresário que luta contra os ponteiros do relógio para poder produzir mais e a menor custo. e que conseguem resultados. se preocupa com tarefas não cumpridas nas horas de trabalho não descansa nunca. não raro o estudante se esquece de considerar. nem nas horas de trabalho. evita. Quanto menos tempo tivermos. ao longo de nossa jornada. Aliás. mas pelo seu melhor aproveitamento. com maior cuidado. não aproveitaremos o tempo. É preciso que se determine o que estudar em cada horário de maneira programática. mas o pior é que o pequeno espaço de tempo se converte em nada pela falta de perseverança. a perda do tempo reservado ao estudo.Entenda-se que não basta descobrir tempo: é necessário desenvolver técnicas para tornar qualquer tempo produtivo. nossa preocupação consistirá numa revisão de nossa jornada. espaços para estudar. o que é um mal muito menor. sua jornada. Isso não se explica pelo tempo disponível. nosso tempo é pequeno. Geralmente. bem maiores que alunos de outros períodos que não trabalham ou que só trabalham em regime de meio expediente. Quem. como se não devesse cuidar do aproveitamento máximo de tempo tão precioso. trataremos deste item mais adiante. Por ora. adiantamentos. A perseverança no cumprimento do programa é o maior problema. Esta exigência não deve parecer excessiva ou ilusória. de meia hora. exatamente. Se não houver uma prévia determinação programática. aproveitar intensamente e tempo é uma espécie de condição para se dar sentido às horas de lazer e para desfrutá-las intensamente. Parece que a satisfação e a força restauradora das horas de lazer são proporcionadas ao bom aproveitamento e à intensa produtividade das horas de trabalho. indecisões. A programação do que fazer em cada horário evita vacilações. Há alunos de períodos noturnos que trabalham oito ou mais horas por dia. nem nas horas de lazer. como tempo para estudo. com o propósito de descobrir ou de fazer aparecer qualquer porção de tempo que possa ser reservada a nossos planos de estudo. Aliás. ou sua má utilização. Entretanto. de lápis na mão. embora se alterem planos determinadas circunstâncias ou se façam remanejamento periódicos. simplesmente. em seus estudos. mais motivados deveremos estar para aproveitá-lo ao máximo. devemos programar a utilização dos espaços de dez minutos. sem prejuízo das horas de lazer. Não basta determinar.4 PROGRAMAR A UTILIZAÇÃO DO TEMPO Depois de reconsiderar. nas horas de lazer. as horas que passa nas salas de aula. ou se deixem alguns horários opcionais. ou estudaremos só o que mais nos agrada. por sua particular importância. O horário que o acadêmico descobriu ou fez aparecer para dedicar-se ao estudo deve ser preenchido com três atividades que perfaçam o ciclo e criem o ritmo de . 1. de possíveis horas inteiras que possam ser reservadas para o estudo. entretanto.

com trabalho prévio de meia hora. Os apontamentos dos alunos que vão para aula preparados são sóbrios. do "grande tempo das aulas". essa leitura será feita em poucos minutos e aumentará o rendimento das várias horas de aula que o professor utilizará para seu desenvolvimento em classe. pois. por uma série de razões. inteligente distribuição da atenção. revisão de aula e revisões gerais para provas e exames. Além disso. Tais apontamentos são um estorvo e não uma ajuda substancial ao trabalho de revisão e preparação de provas e exames. 1. enquanto estão em pauta passagens de fácil entendimento. Ora. obscuros. ou reformulada à margem sob forma de problema. irão avolumando enormemente seu trabalho extra-aula. Quem não preparou sua aula não pode distribuir convenientemente a intensidade de sua atenção e pode não fazer perguntas. caso contrário. bloco para anotações. com simples sinal de interrogação. se é possível conseguir. um bom dicionário. ordem.5 HORÁRIO DE PREPARAÇÃO PARA A AULA O estudante deve ter à mão o programa. Entender isso parece muito fácil. aumentar o rendimento de várias horas de trabalho posterior. Quem tem muito tempo pode proceder dessa forma. O estudante deverá ler previamente a matéria que será desenvolvida durante a aula. essa leitura prévia representa economia e eficiência no trabalho.trabalho eficiente. separadamente. enquanto os apontamentos dos que estão tendo contato pela primeiríssima vez com o assunto da aula são difusos. que se tornará antieconômico e reduzirá sensivelmente o rendimento escolar. claros e focalizam o essencial. É preciso decidirse a começar. eis o momento de formular sua dúvida inteligente. não é tão fácil agir dessa forma. quem tem pouco tempo deve . Estas anotações permitirão uma espécie de regulagem da atenção. fixar o hábito e sentir de perto as vantagens de tal disciplina de trabalho. clareza e perfeição nos apontamentos e grande economia de tempo e trabalho nas revisões. E os problemas mais difíceis. Outra razão para a leitura prévia do assunto a ser desenvolvido em classe é a qualidade dos apontamentos e das anotações. Trataremos. Essa leitura. porque nem sabe que não entendeu. a saber: preparação para aula. bem como seu material de estudo. em primeiro lugar. o aluno que preparou sua aula prestará uma atenção de intensidade normal. esta leitura prévia permitirá que se assinalem à margem do texto. Não deve restar dúvida sobre a importância de se reservar no próprio horário de estudo espaço suficiente para a leitura prévia dos assuntos de aula. Se tudo ficou claro agora. redobrará sua atenção. apostilas ou fontes indicadas para leitura de aprofundamento. problemas que exigirão entendimentos durante a aula. muito bem. que poderá ser feita em poucos minutos. tais como: livros de texto. desordenados. à medida que o desenvolvimento da aula caminha para passagens anotadas com uma simples interrogação. determinará melhor rendimento durante as aulas. captam passagens secundárias e omitem o principal. mas.

as partes dos vários assuntos. À segunda.6 HORÁRIO DAS REVISÕES DAS AULAS Não basta preparar-se para a aula e conseguir entender tudo enquanto o professor desenvolve o assunto. percebemos que não conseguimos. De outro lado. É necessário fazer revisões. mas também para induzi-los a fazer revisões globalizadoras periódicas. Assim. flui. nosso raciocínio é discursivo. porque o processo de esquecimento ainda não se desencadeou com sua ação demolidora. ou por ocasião da preparação dessa. À primeira denominamos revisão imediata. E não vale a desculpa de que entendemos mas temos dificuldade de expressão. Este importantíssimo trabalho de revisão globalizadora é o mais eficiente recurso de organização da aprendizagem. são desmembradas. o trabalho de revisão torna-se fácil e não toma muito tempo. embora nos faltem recursos para traduzir tudo o que sentimos. e nestas revisões procurar questionar o assunto da aula e responder claramente às questões ao menos mentalmente. pois representa extraordinária economia de tempo. pois. Temos vocabulário e recursos suficientes para exprimir tudo o que entendemos. ao procurar formular questões precisas sobre o assunto da aula e ao responde-las por escrito. antes da aula subseqüente. Pode. especialmente nas revisões. Restará para o aluno o trabalho de síntese. e é fator de eficiência na vida escolar. 1.agir deste modo. discorre. . Não entendemos tudo de uma vez. o todo complexo deve ser desdobrado em partes. recursos pedagógicos utilizados não só para efeito de avaliação dos alunos. Devemos distinguir duas espécies de revisão. a presença da dificuldade. Às vezes nos iludimos pensando que entendemos tudo muito bem. reunificação e integração das partes no todo. bem como a mais válida preparação de provas e exames. pela análise. Dizemos ao menos mentalmente porque seria melhor reproduzir por escrito as questões fundamentais. e planejar espaços para ambas em nosso programa de horários reservados para o estudo. mas não é tudo. de acordo com os preceitos da pedagogia e a seqüência lógica dos problemas. mas. As aulas segmentam os assuntos em unidades. Ninguém pode Ter dificuldade de exprimir idéias claras e distintas. É claro que isso é muito importante. em aula. em itens e sub-itens. para que possam ser definidos seus componentes. Toma pouco tempo.7 HORÁRIO DAS REVISÕES PARA PROVAS E EXAMES As provas e sabatinas são exatamente. Quando o aluno se prepara para a aula e. Para algumas matérias seria interessante que a revisão consistisse na elaboração sumária do assunto com o auxílio da bibliografia e dos apontamentos de classe. essa é a revisão que se faz da aula anterior. pois. revisões globalizadoras ou integradoras. isto é. por isso mesmo. atesta que nossas idéias não estão tão claras e distintas. aproveita-a ao máximo. o acadêmico programar suas revisões globais para a época das provas e sabatinas. 1. caminha. passa de um ponto para outro.

quem fez revisões imediatas revisões periódicas globalizadoras aproveitará muito bem o tempo de preparação para os exames e as revisões de fim de curso. as árvores crescem lentamente.Queremos observar que a esta altura dos ciclos de estudo bem ordenados não é hora de entender. onde possa perder tempo durante as aulas. pois não basta oferecer a quem quer ser pianista um belo exemplar do instrumento e a mais completa coleção de métodos.8 O GRANDE TEMPO DE TODO ESTUDANTE O grande tempo de todo estudante são as aulas. O estudo deve ser também um processo de desenvolvimento lento e constante para que possa dar bons frutos em tempo oportuno. como sempre. é um incoerente. Quem se preparou para as aulas. que são extraordinariamente vantajosas. não estariam totalmente sendo feitas. neste caso. e. pois visamos despertar consciência e motivar atitudes a partir de esclarecimentos teóricos que serão apenas sumariados. planta que cresce muito depressa não tem cerne forte. mas de rever apenas. que trazem muitos prejuízos para a saúde e muito pouco beneficio para o estudo. quem trabalhou em classe como adiante reveremos. . a importância do tempo-aula. O aluno que. e dão fruto no tempo devido. Há alunos que vão acumulando matéria pouco elaborada e problemas não compreendidos nem durante a preparação da aula. Nunca será demasiadamente encarecida aos estudantes. que. é indispensável a freqüência às aulas. 1. e que deixam tudo para as vésperas das provas e sabatinas. que se vêem na continência de serem reprovados ou de intensificarem extraordinariamente seus esforços de última hora. não aproveita as aulas. E nosso objetivo. nem durante a aula. Na generalidade dos casos. mesmo sem tempo para uma refeição. A natureza não dá saltos. nem nas revisões imediatas. após um dia de trabalho. pois aí terá o aluno a orientação do professor. O aluno que paga uma faculdade para adquirir o direito a uma carteira dura. ao invés de ir para sua casa. especialmente aos principiantes dos cursos universitários. toma o rumo da faculdade. às vezes. Pretendemos desenvolver um pouco mais este item por julgá-lo da mais alta importância. Sabemos que a causa principal da aprendizagem é o aluno. está clamando aos quatro ventos que lhe falta algo muito importante na caixa craniana. contrariamente a tudo o que poderia supor. é o próprio aprendiz. será predominantemente prático ou atitudinal. isto é um erro de conseqüências trágicas para a eficiência dos cursos e até para a saúde física dos desorganizados e imprudentes.

o magistério apenas coopera com a natureza. da cura. coadjuvante apenas. conhece os alunos como o médico conhece seus doentes e o agricultor conhece suas sementes e sua terra. da aprendizagem. mas para acentuar a responsabilidade do aluno. . Formar não significa. concebida como resultado do processo da educação formal institucionalizada na escola. porque ele trabalha com um material que se molda a si mesmo. operante. porque o aluno adquire por ai mesmo a ciência sob a ajuda externa do mestre. por exemplo. capaz de produzir os efeitos da frutificação. Quem dá frutos ou não é a árvore. embora o faça sob a ação do agricultor. A vantagem do mestre é que ele já conhece o caminho certo e os desvios perigosos. é uma grande ilusão. sem orientação. por isso. a causa da aprendizagem e é por isso que ninguém pode fazer um poste dar frutos. embora sob a ação do médico e dos medicamentos. quando existe. Mas. O mestre é necessário para ensinar como aprender. quem sara é principalmente o organismo do enfermo. ou ensinar teoremas a cabritos. Quem ensina exerce uma ação exterior e auxiliar apenas. como se pode depreender das considerações que seguem. tomando-se o curso como um todo. o magistério já era denominado pelos antigos "ars cooperativa naturae". do médico e do mestre tem caráter de causa eficiente auxiliar. Deve haver na planta. A ação do mestre é uma arte sui generis. É esta reação. Fosse isso verdade. seria muito mais econômico aos cofres públicos dar uma biblioteca básica para cada família do que manter a gigantesca rede oficial de ensino. quem sara ou não é o próprio organismo. Quem causa os frutos é principalmente a árvore. é verdade. mas esta ação é importantíssima no complexo processo da aprendizagem. não os mestres. ativo. Lembramos esta indiscutível verdade não para diminuir a importância da ação do mestre. em alguns dias. Ninguém ensinará a um cabrito o teorema de Pitágoras. sem a ajuda que as aulas prestam no complexo fenômeno da aprendizagem metódica. pensar que se aproveita mais ficando em casa. mas é ela que reage ativamente à arte do magistério. quem aprende é principalmente o aluno. embora sob a ação do mestre. a aprendizagem. tem por agente principal o próprio aluno. bem como para iluminar com sua ciência objetos que a mente do aluno não veria fora desta luz. prensar numa matriz para dar a um material a forma que se deseja. O mestre é necessário como mediador entre o programa e o aluno. Há quem se ilude imaginando que aproveitaria melhor seu tempo ficando a estudar em casa ao invés de ir às aulas. O mestre não reparte sua ciência entre os alunos. A ação do agricultor. quem aprende ou não é o aluno.De fato. ou curar uma múmia. nem fica mais pobre de conhecimento depois de cada aula. quando já se está orientado para determinados estudos. de instrumentos adequados ao trabalho do estudante. no enfermo e no aluno um princípio intrínseco. O mestre é necessário para justificar por que aprender e por que estudar isso antes daquilo. ou seja. em educação. Isto pode ser até verdade em alguns casos. Quem trabalha material passivo são os escultores. O mestre é necessário para a seleção de recursos.

9 COMO APROVEITAR O TEMPO DAS AULAS Na quase generalidade dos casos. O aluno que não aproveita o tempo das aulas com empenho já está julgado: não leva a sério sua vida de estudos. em segundo lugar. principalmente. É preciso levar consigo material adequado ao trabalho do dia. surdo aos convites da televisão e dos amigos. Quem só leva o jornal ou alguma revista ilustrada carrega consigo estímulos à distração própria e à dos companheiros. É preciso levar os livros recomendados pelo professor. É este silêncio interior que permite concentração mais profunda e menos cansativa. para que se beneficie ao máximo do precioso tempo que passa na escola. Não é fácil manter-se em ritmo . embora apenas auxiliar. E não se justifica o esforço de encontrar ou fazer aparecer pequenos espaços para os estudos dentro da jornada de trabalho. bem como o material para apontamentos. dilatado por mais de três horas. fosse desinteressado pelo rendimento de seu tempo durante as aulas. do professor. o que represente perda de tempo se voltam para vê-lo. para aproveitar o tempo das aulas. parando de quando em quando para murmurar aos ouvidos deste ou daquele colega. bem como a importância decisiva. primeiro porque aquele que chega depois do início da aula tem dificuldade de apanhar-lhe o fio e. o ridículo auto despoliciado está sorrindo de felicidade por ter sido objeto de alguma consideração. ninguém compreenderia o aluno empenhado nos estudo fora da sala de aula. O silêncio exterior cria o clima necessário ao bom rendimento da aula. é preciso freqüentá-las. E é muito importante que se esteja em sala desde o início das aulas. Há tipos que batem à porta. justificam-se do atraso e caminham lentamente até a última cadeira. porque geralmente quem chega atrasado causa certa perturbação e prejudica o andamento da aula. seja discreto e sente-se logo. se não se procurasse. É muito importante guardar silêncio exterior para não distrair os outros e silêncio interior para não distrair a si próprio. sem chamar muito a atenção. acreditamos que o tempo que o aluno passa nas salas de aula constitua a maior parte do tempo que dedica aos estudos. após alinhar melhor sua cadeira com um razoável estrondo! E quando alguns daqueles que estão sempre prontos para tudo. 1.Cremos ter acentuado a decisiva e primacial importância do aluno no processo da aprendizagem. sentando-se finalmente. cumprimentam o professor. Não basta ir às aulas e chegar antes de seu início. Quando não houver outra opção senão a de chegar atrasado. O silêncio interior consiste em deixar fora da sala todo problema que nada tem a ver com a aula. Em primeiro lugar. pedem licença. aproveitar ao máximo o tempo. Aliás. por outro lado. O barulho e as conversinhas em sala distraem os demais e refletem no próprio ânimo do professor. que o aluno passa diariamente na sala de aula. que. Examinaremos a seguir como deve proceder o aluno em aula. o texto que serviu para preparação da aula.

de dedicação e concentração diante de uma classe barulhenta e de alunos conversadores. determinado assunto constitui ponto de particular interesse deste ou daquele aluno. E se surgir um problema entre alunos e professor? Caso isto aconteça. o professor poderia ser procurado em particular. Em casos semelhantes. Em primeiro lugar. pagassem seus ingressos e depois ficassem a conversar alheios ao desenrolar da peça? Não incomodariam aos demais presentes? Não quebrantariam os ânimos dos atores? Não estariam a diminuir-se ante a crítica de todos? Quando reina silêncio exterior e interior. o problema deve ser enfrentado com elegância e correção. É muito importante não levar dúvidas ou pontos obscuros para casa. o representante da classe poderá abordar o professor e dialogar com ele em particular. Que se diria de um grupo de jovens que se dirigissem ao teatro. A segunda instância poderá ser a exposição objetiva do problema ao . e chegará. Trabalhar com aluno atento. Só vale a pena pensar naquilo que está sendo desenvolvido no momento. mas como autodisciplina de alunos conscientes de sua necessidade. debata-os até seu razoável esclarecimento. Cada um deve criar seu silêncio interior e concentrar-se suave e ativamente no assunto em exame. caso o problema seja de toda a classe. dentro de sua disponibilidade de tempo. devem empenhar-se no sentido de manter um clima cordial de relacionamento. Nem se deve fugir dele. Em aula. Neste sentido. não deixa sem esclarecimento nenhum ponto obscuro ou duvidoso. Neste clima e nesta atitude favorável ao trabalho o aluno acompanha a exposição do mestre. Querem os alunos que uma aula seja boa? Comecem por oferecer ao professor condições materiais de trabalho. diminui ou compensa o peso do trabalho e os alunos beneficiar-se-ão. nem se deve ultrapassar os limites do comedimento. fora do horário de aula. de certa forma. podemos dizer que cada classe tem a aula que merece. Às vezes. o espírito se abre e a inteligência atua em melhores condições. professores e alunos. por vezes a se tornar insuportável se não houver cordialidade. O silêncio exterior e o interior não devem ser estendidos como imposição externa.de trabalho. a aula torna-se desgastante ao extremo. quando a fantasia repousa e a boca se fecha. participa ativamente dos debates. esse aspecto concorre também para o crescimento da cordialidade. O trabalho em sala de aula é cansativo tanto para os alunos como para os professores. Quando se instalam e se avolumam certas barreiras de desafeto mútuo. profissionais ou financeiros. principalmente. Devemos ainda lembrar que todos. toma apontamentos e. mas não interessa aos demais. porque um professor animado com sua classe produz muito mais. não adianta ficar sonhando com problemas domésticos. empenhado. participante e cordial causa uma satisfação íntima que. mas o peso normal do trabalho ficará agravado.

aproximadamente. o assunto ficará encerrado no primeiro contato com o professor. tais reuniões podem representar apreciável perda de tempo. Saibam os alunos que o estudo em equipe é muito proveitoso sob todos os aspectos. mas também estreita os laços de respeito e de cordialidade mútuos. Logo no início do semestre. em primeiro lugar. ou seu representante. contribuir e participar ativamente. e assim por diante. Para uma classe nova de alunos que não estejam familiarizados com esta forma de atividade. anotar e cobrar a colaboração de cada integrante do grupo. eventualmente. A experiência ensina que um diálogo franco. podem angustiar alunos e gerar frustrações. honesto e comedido entre professor e alunos.10 COMO APROVEITAR O TEMPO EM REUNIÕES DE GRUPO Difunde-se cada vez mais a prática salutar do estudo em grupos nos meios universitários. Da mesma forma. o professor deverá. até ao Ministério da Educação. tratar dos interesses de seu grupo junto ao representante de classe. 1. o primeiro trabalho consistirá na busca de fontes. o grupo deve reunir-se o mais rapidamente possível para programar suas reuniões e proceder a uma primeira distribuição de tarefas preparatórias à primeira sessão de trabalho. entender-se com o representante da classe ou com a classe toda. ao diretor administrativo. organizar e distribuir funções. Vamos enumerar outras exigências ou normas necessárias ao bom andamento dos trabalhos dos grupos para que haja bom aproveitamento do tempo consagrado a reuniões: 1. com a classe. o assunto poderia chegar ao diretor pedagógico. e assim por diante. Ao receber um tema para trabalho. como também deverá lê-lo e esclarecer suas dificuldades antes da . não só estes ou aqueles. que deverá falar com o professor e. e é aconselhável que cada grupo escolha um coordenador. em segunda instância será o coordenador do departamento. O que não se deve é levar o problema diretamente ao presidente ou aos diretores da faculdade. Se o tema já estiver definido e a bibliografia já tiver sido apresentada pela cadeira. Normalmente. presidir e coordenar reuniões.coordenador do departamento. quando todos os seus componentes assumem sua parcela de responsabilidade e se dispõem a trabalhar. porque são julgados mais inteligentes ou menos ocupados. considerar este problema especialmente em seus aspectos mais práticos e gerais. a classe deve distribuir-se em grupos de sete ou oito participantes. Incumbiria ao coordenador entrar em contato com os professores quando for conveniente. que deve reunir alunos que tenham facilidade de se comunicar e de se encontrar fora da escola também. não só resolve os problemas. em diálogo franco e comedido. pois. Todos devem trabalhar. Em terceiro lugar. cada participante não só se responsabilizará por providenciar determinado texto. Vamos. neste livro dedicado aos que acabam de ingressar na faculdade. A primeira exigência para que um grupo funcione e atinja em suas reuniões os objetivos previstos por esta estratégia de trabalho consiste exatamente na organização prévia do próprio grupo.

A classe deverá estar atenta a ulteriores especificações que cada cadeira poderá fazer ao solicitar reuniões de equipes para execução de trabalhos em sua área. quando há material. Só depois deste primeiro passo é que se deve voltar ao início para um contato mais íntimo com o texto para levantar seu esquema. quer para elaboração de monografias de caráter didáticopedagógico. a perfeição da análise. há por aí grupos que se reúnem sem material conveniente ou. enciclopédias e manuais didáticos. se o grupo se organizou convenientemente e distribuiu previamente atribuições limitadas e específicas a cada participante. o primeiro passo é providenciar a bibliografia. ultrapassem o texto. quer para desenvolver itens do programa em seminários. para discutir suas idéias principais. Tudo quanto apresentamos neste item condensadamente tem caráter prático e genérico. 5. e assim por diante. 4. solicitará a contribuição daqueles que se responsabilizaram pela análise prévia de segmentos do texto básico. Isto é evidente. fazem a primeira leitura durante a reunião de equipe. De acordo com o nível do grupo ou de sua familiaridade com o assunto em pauta. Há uma ordem para que os participantes apresentem os textos pelos quais se responsabilizaram e comuniquem brevemente seu conteúdo. e deverão estudá-los conforme será explicado em nosso capítulo a respeito do "estudo pela leitura trabalhada" . a data e o horário do próximo encontro. Entretanto. A leitura prévia é necessária para o bom andamento dos trabalhos. ao final. Em primeiro lugar. 4 e 5 no pdf e 6 no livro. os livros e os textos. conforme esclareceremos no próximo capítulo. a experiência tem demonstrado que as reuniões de grupos de estudos são de extraordinária eficiência. Nenhuma reunião de equipe funcionará se seus componentes não providenciarem o material necessário. Todos deverão providenciar os textos pelos quais se responsabilizaram.reunião da equipe. Sempre que se tratar de pesquisa bibliográfica. como geralmente acontece. quer para revisões gerais para provas e exames. caminhem além do texto numa reabordagem crítica de sua tese e de seus argumentos. espera-se que os debates. Em seguida. 3. Esta primeira reunião não deverá encerrar-se sem que estejam bem esclarecidos o local. O coordenador anotará estes compromissos e os solicitará ordenadamente na reunião seguinte. . 6. o coordenador passará a palavra àqueles que se encarregaram de pesquisar generalidades em dicionários. Não se devem alongar debates antes que se chegue ao final de uma primeira apresentação de generalidades da leitura do texto básico. 2. ou seja. para avaliar a coerência interna das idéias. ou não comparecerem preparados para contribuir e participar ativamente. para ponderar o vigor dos argumentos. Como debater em círculo de estudos se não se estudou previamente a parte pela qual cada um se responsabilizou? Por outro lado. Ler 3.

os tópicos mais importantes. revisão ou memorização do assunto ou mesmo para utilizar em citações. grupos de palavras. porém. e) assinalar com uma linha vertical. não de frases ou palavras. mas também para ressaltar as idéias importantes de um texto. para tomada de contato. as palavras que contêm a idéia-núcleo e os detalhes mais importantes. Isto porque. TÉCNICA DE SUBLINHAR. para identificar as idéias principais. Há. termos técnicos e outras. certas normas que devem ser obedecidas. Não se deve sublinhar parágrafos ou frases inteiras. O requisito fundamental para aplicar a técnica de sublinhar é a compreensão do assunto. ao sublinhar uma frase inteira. ao resumir. . mas apenas palavras-chave. visto que o resumo deve ser uma condensação de idéias. A técnica de sublinhar pode ser desenvolvida a partir dos seguintes procedimentos: a) b) c) d) leitura integral do texto. Deduz-se daí que a reprodução de usar o vocabulário próprio ou o vocabulário do autor é improcedente. permitindo fazer a seleção do que é indispensável e do que pode ser omitido. pois não importam apenas as palavras. à margem do texto. sem evidenciar as idéias principais. sem prejuízo do entendimento global do texto. ler e sublinhar. reproduzirem-se as frases do autor.TÉCNICAS PARA ELABORAÇÃO DOS TRABALHOS DE GRADUAÇÃO 1. não se resumem apenas as palavras. mas as idéias contidas no texto. esclarecimento de dúvidas de vocabulário. releitura do texto. pois este é o único processo que possibilita a identificação das idéias principais e secundárias. com as finalidades de estudo. quando muito. além de sobrecarregar a memória e o aspecto visual. PARA ESQUEMATIZAR E RESUMIR Sublinhar é a técnica indispensável não só para elaborar esquemas e resumos. palavras. Nacionais ou. para que a técnica de sublinhar produza resultados eficazes. corre-se o risco de. em cada parágrafo.

. fazer uma leitura comparando-se o texto original com o que foi sublinhado ( ANDRADE & HENRIQUES. sublinhar com dois traços as idéias principais com um traço as secundárias.  as anotações à margem do texto podem ser feitas com um traço vertical para trechos importantes e dois traços verticais para os importantíssimos. O indispensável é sublinhar apenas o estritamente necessário.f) assinalar. tomando as palavras sublinhadas como base. à margem do texto. podendo-se estabelecer um código particular: _ vermelho (ou verde) = idéias principais. Para se obter maior funcionalidade das anotações. para explicar. mais concretamente determinadas idéias ou para memorizar mais facilmente o conteúdo integral de um texto. dependendo do gosto pessoal. os argumentos discutíveis. os casos de discordâncias. h) reconstruir o texto.dificulta e gera confusão. g) ler o que foi sublinhado. em vez de facilitar o trabalho do leitor. 2. grosso modo. com um ponto de interrogação. no final do trabalho. evidentemente. ou seja. evitando-se o acumulo de anotações que. são oferecidas as sugestões a seguir. 1992. em forma de esquema ou de resumo. para verificar se há sentido. as passagens obscuras. usa-se caneta hidrocor. Utiliza-se o esquema como trabalho preparatório do resumo. em várias cores. ELABORAÇÃO DE ESQUEMAS O esquema correspondente. sofrer variações e adaptações pessoais:    sublinhar com lápis preto macio. É muito útil. pois nele aparece apenas o “esqueleto”. alem de causar mau aspecto. 50-1). para não danificar o texto. a uma radiografia do texto. sem necessidade de se apresentar frases redigidas. que podem. as palavras-chave. p. _ azul (ou amarelo) = detalhes mais importantes.

na disposição das idéias. Por isso. dos detalhes importantes. linhas retas ou curvas. 85): “Um esquema. 2 Estrutura lógica do assunto: de posse da idéia principal. haverá lugar para os devidos destaques.É diferente um esquema em função de revisão para exame e outro em função de uma aula a ser dada! 4 Utilidade de seu emprego: conseqüência da característica anterior: o esquema deve ajudar e não atrapalhar. prevalecendo o gosto pessoal do autor. Chaves s ão usadas para ordenar diversos itens etc. Alguns usam recursos gráficos. mais rico de informações e detalhes importantes possibilitara uma forma de esquema com maiores indicações. pois o importante é que nele apareçam as palavras que contêm as idéias principais. terá no esquema apenas indicações-chave. 5 Cunho pessoal: cada um faz o esquema de acordo com suas tendências. recursos e experiências pessoais. sem alteração. desenhos. No esquema. em alguns momentos. Daí explicitar páginas. 3 Adequação ao assunto estudado e funcionalidade: o esquema útil é flexível. o autor citado apresenta o esquema do trecho acima: ESQUEMA .” A título de exemplificação. já outros preferem empregar só palavras. Um esquema pode ser montado em linha vertical ou horizontal. Tratando-se de esquema em função do estudo. são usadas quando há relação entre a palavra (idéia) do ponto de partida e as palavras (idéias) que são apontadas. Segundo SALMON (0977. mesmo quando se usarem as próprias palavras para reproduzir as do autor. Uns preferem o esquema rigidamente lógico. ou o psicológico. quando necessário. hábitos. círculos.É instrumento de trabalho. Assunto mais profundo. de visualização da imagem mental (tinta de cor. p. relacionamento de partes do texto etc. Assunto menos profundo. compreensível. Adapta-se ao tipo de matéria que se estuda. Por isso é que um esquema de uma pessoa raramente é útil para outra. por exemplo. símbolos etc.). chaves. outros o cronológico. símbolos diversos.Para elaborar o esquema usam-se setas. deve ter as seguintes características: 1 Fidelidade ao texto original: deve conter as idéias do autor. As setas. mais simples.Deve facilitar a consulta no texto. é possível elaborar uma organização dessas idéias a partir das mais importantes para as conseqüentes. colchetes. para que seja realmente útil. deve ser feito de tal modo que facilite a revisão. é preciso transcrever e citar a página. de forma clara.

essa atividade é popularmente classificada como editorial. A transmissão de cultura se faz através da comunicação das informações. p. A detecção previa consiste na coleta e distribuição de informação sobre os acontecimentos do meio ambiente. Cunho Pessoal: o esquema traduz atitudes e modo de agir de cada um – varia de pessoa para pessoa” (SALOMON. 1978. 5. incluem a interpretação das informações sobre o meio ambiente e a orientação da conduta em reação a esse acontecimentos. Por fim. Até certo ponto. dos valores e normas sócias de uma geração a outra ou de membros de um grupo a outros recém-chegada. ou propaganda. 3. Comumente. apud SOARES&CAMPOS. Em geral.88). 2. Estrutura lógica do assunto: organizar-se pelo esquema a relação da idéia importante de seu desenvolvimento. transmissão da herança social de uma geração seguinte e entretenimento. 1977. Utilidade de emprego: o esquema tem por objetivo auxiliar a capitação do conjunto e servir para comunicar algo.CARACTERÍCTICAS DE UM ESQUEMA ÚTIL 1. aqui. tanto fora como dentro de qualquer sociedade particular. Flexibilidade: o esquema é que deve adaptar-se à realidade e não esta ao esquema. Os atos de correlação. 6. Fidelidade ao original: esquematizar não é deturpar. mas sintetizar.correlação das partes da sociedade na relação a esse meio. sem qualquer preocupação com efeitos instrumentais que eles possam ter” (Wright. Adequação ao assunto estudado: mesmo que funcionalidade. 120). é identificada como atividade educação. isso corresponde ao que é conhecido como manipulação de notícias. Uma das maneiras possíveis de esquematizar o parágrafo anterior é a seguinte: Atividades dos especialistas em comunicação:  detecção do meio ambiente____________ coleta e distribuição de informações . 4. Exemplo de parágrafo esquematizado: “São quatro as atividades principais dos especialistas em comunicação: detecção previa do meio ambiente. o entretenimento compreende os atos comunicativos com intenção de distração. p.

e que procura apenas a distração. identificada como atividade educacional.= notícias  Correlação das partes da sociedade/ ___________interpretação das informações Reação a esse meio = editorial/propaganda transmissão de cultura_____________________ comunicação das informações entretenimento ____________________________________ atos comunicativos = distração   Tomando-se por base as palavras sublinhadas que compõem o esquema. O entretenimento. que se faz através da comunicação das informações. e indicam-se sucintamente seus . que inclui a interpretação das informações. que consiste na coleta e distribuição das informações. elaborase um resumo do texto. 2. pelo editorial e propaganda. A redação do resumo consiste em organizar frases com as palavras do esquema: São atividades dos especialistas em comunicação: detecção prévia do meio ambiente.se os principais tópicos do texto original. que se realiza pelos atos comunicativos. ou manipulação de notícias. de acordo com suas finalidades: a) Resumo descritivo ou indicativo: nesse tipo de resumo descrevem. Correlação das partes da sociedade na reação ao meio. A transmissão da cultura. Há várias maneiras de elaborar o resumo de um texto. com maior ou menor número de informações acerca de seu conteúdo.1 TIPOS DE RESUMO Há vários tipos de resumo e cada um apresenta características específicas.

em francês. geralmente. elaborado apenas pelo autor da obra ou por seus editores. c) Resumo crítico: consiste na condensação do texto original a 1/3 ou ¼ de sua extensão. enumera os aparelhos a serem usados e explica o tratamento prévio necessário ao êxito nos ensaios. porém. 176-7) indica a maneira certa e a errada de elaborar uma sinopse: “Ensaios de acumuladores elétricos do tipo ácido-chumbo. resume d’auteur) : Neste tipo de resumo indicam-se o tema ou assunto da obra e suas partes principais. que é o mais solicitado nos cursos de graduação. mantendo-se. Portanto. contudo. citações. porém. e) Sinopse (em inglês. O resumo informativo. permitir opiniões e comentários. b) Resumo informativo ou analítico: é o tipo de resumo que reduz o Texto a 1/3 ou ¼ do original. synopsis ou summary. dispensa a leitura do original para a compreensão do assunto. a relevância da obra em relação às outras do mesmo gênero etc. Quanto à extensão. mais abrangente. p. d) Resenha: é um tipo de resumo crítico. Trata-se de um resumo bem curto. mantendo as idéias fundamentais. tais como comparações com outras obras da mesma área do conhecimento. correspondem a cada elemento fundamental do texto. inclui julgamentos de valor. não dispensa a leitura do texto original para a compreensão do assunto. João William MEREGE Errado: Como introdução ao seu trabalho o autor dá definição dos termos usados de acordo com as especificações brasileiras recomendadas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Não são permitidas as opiniões pessoais do autor do resumo. o resumo descritivo não deve limitar-se à enumeração pura e simples das partes do trabalho. mas permite opiniões e comentários do autor do resumo. não deve ultrapassar quinze ou vinte linhas. Além de reduzir o texto. utilizam-se frases curtas que. Tal como o resumo informativo. SALOMON (1977. abolindo-se gráficos. exemplificações abundantes.conteúdos. as idéias principais. deve dispensar a leitura do texto original para o conhecimento do assunto. .

com pormenores. Parágrafos e capítulos podem ser resumidos aplicando-se a técnica de sublinhar e redigindo-se o resumo pela organização de frases. desde que o resumo apresente as principais idéias do texto. e m. Aparelhos usados e tratamento prévio necessário ao êxito dos ensaios. no modo de redigir. 2.Explica. Expõe também a diferença entre os métodos S. concisa. de forma condensada. as fases dos ensaios parciais e apresenta vários gráficos e tabelas dos resultados obtidos.E. dos rendimentos. da capacidade em A-h e W-h. as frases curtas do exemplo certo. Gráficos e tabelas dos resultados obtidos. embora esta não seja uma classificação rígida. (Society of Automative Engineers) e os da ABNT usados nos ensaios.2 REDAÇÃO DE RESUMO: PARÁGRAFOS E CAPÍTULOS A técnica de resumir difere. Por texto curto compreende-se o que consta de um parágrafo a um capítulo. de acordo com as especificações da ABNT. Fases dos ensaios parciais: determinação da tensão final de carga.E. . da f.A.. mas tem a vantagem de manter a ordem das idéias e fatos e propiciar a indispensável fidelidade ao texto. Com menos palavras. o modelo certo oferece muito mais informações.A. Usar vocabulário próprio ou do autor não é questão relevante. quando se trata de um texto curto ou de uma obra inteira. Observe-se a linguagem objetiva. Este sistema não constitui regra absoluta. baseadas nas palavras sublinhadas. Certo: Definição dos termos usados. e da ABNT”. Diferença entre os métodos da S.

Neste caso. Como a criança se exprime em jogos e fantasias. é substituto e continuação do folguedo da infância. Nos textos bem estruturados. A relação da criatividade com o folguedo infantil atinge máxima clareza. P. especialmente nas artes. 42-3) Resumo: . tende a ser obtido das experiências da infância. que se realiza no escrever ou no pintar. um evento comum pode impressiona-lo de tal modo que desperte a lembrança de alguma experiência anterior. os parágrafos reiterativos devem ser reduzidos a um apenas. Essa lembranças por sua vez promove um desejo. muito do material de que ele se vale para resolver se seu conflito inconsciente. Exemplos de resumo: a) Resumo que não se prende fielmente às palavras sublinhadas: “ Na psicanálise freudiana muito comportamento criador. em seu hábito de explorar idéias e situações pela simples alegria de ver aonde elas podem levar” (KNELLER. Além disso. talvez. que contêm as mesmas idéias. em mais de um parágrafo. material que se torna substância de sua produção cria dora.Um texto mais complexo resume-se com mais facilidade se preliminarmente for elaborado um esquema com as palavras sublinhadas. cada parágrafo corresponde a uma só idéia principal. alguns autores são repetitivos e usam palavras diferentes. Todavia. pintado. por questões didáticas ou de estilo. Não se admitem acréscimos ou comentários ao texto. conforme o caso. no prazer que a pessoa criativa manifesta em jogar com idéias. livremente. o adulto criativo o faz escrevendo ou. 1976. Assim. mas as opiniões e pontos de vista do autor (do original) devem ser respeitados.

É um ambiente excitante. num espantoso número de casos os preconceitos e as obsessões de seus redatores e proprietários. pagas para manipular o ambiente a favor de seus clientes. mediante a complexidade do seu ambiente semântico. Os cidadãos de uma sociedade moderna precisam ficar conscientes do poder e das limitações dos símbolos. mas cheio de perigos. o adulto o faz através da literatura ou da pintura. p. regidamente pagos. criado por influencias semânticas sem paralelo no passado: circulando em massa de jornais e revistas que só fazem refletir. Precisam. A criança se expressa através de jogos e da fantasia. de ficar cientificamente conscientes do poder e das limitações dos símbolos.Na concepção freudiana. pois. b) Resumo baseado nas palavras: “Vivemos num ambiente formado e. 1972. Assim. se é que desejam evitar ser levados à mais completa confusão. Os cidadãos de uma sociedade moderna precisam. para manipular e remodelar o nosso ambiente semântico de um modo favorável a seu cliente. dominado por motivos comercias. É um ambiente excitante. especialmente das palavras. em grande proporção. conselheiros de relações públicas. Resumo: Vivemos num ambiente formado por influências semânticas: circulação em massa de jornais e revista que refletem os preconceitos e obsessões de seus redatores e proprietários. sendo apenas um pequeno exagero dizer que foi rádio que Hitler conquistou na Áustria. quase inteiramente dominados por motivos comerciais.o primeiro dos princípios que governam os símbolos é este: O símbolo não é a coisa simbolizada. 20-1). o mapa não é o território que ele representa” ( HAYAKAWA. programas de rádio. o rádio. em conseqüência. mas cheio de perigos. inspirando-se em suas experiências da infância. os relações públicas. que são mais que artífices. Essa relação é confirmada pelo prazer que a pessoa criativa sente em explorar idéias e situações apenas pela alegria de ver aonde elas podem chegar. de algo mais do que simples ‘senso comum’ recentemente definido por Stuart Chase como ‘aquilo que nos diz que o mundo é plano’. tanto locais como em cadeia. a fim de evitar confusão ante a complexidade . a criatividade dos artistas é substitutivo das brincadeiras infantis. esses cidadãos. a palavra não é a coisa.

em continuidade com a filosofia hegeliana.de seu ambiente semântico. dimensão perdida desde o predomínio da filosofia grega sobre a visão judaica. a filosofia marxista. Não podemos simplesmente ministrar informação sem ao mesmo tempo transmitir aos estudantes algumas ‘aspirações’. Lembremo-nos. não lhes será nem ao menos possível usufruir desses ideais. “Marx retoma de Hegel a concepção dialética da realidade. concebe a realidade como se constituindo num processo criador. a afirmação de que a realidade vai se produzindo permanentemente mediante um processo de mudança determinado pela luta dos contrários. no seu próprio interior. insistem corretamente os estudantes. de posição negação e superação de acordo com a tríade hegeliana da tese-antítese-síntese”(SEVERIANO. a palavra não é a coisa. porém. Exemplos de parágrafos para resumir: 1.5) . com um pouco mais de prática das técnicas adequadas. levar em consideração os conteúdos programáticos específicos de cada curso. É muito importante que o aluno de graduação exercite bastante a técnica de resumir parágrafos. sempre que possível. O primeiro princípio que governa os símbolos é este:o símbolo não é a coisa simbolizada. deixando-os indefesos contra o choque e o cinismo dos anos subseqüentes” (HAYAKAWA. por força da contradição que trabalha o real. “Naturalmente. ou seja. E este processo criador que por força da luta provocada pelas contradições que trabalham internamente a realidade é um processo dialético. Quem resume capítulos. só produzem orientações intencionais que os incapacitam para as realidades da vida. Os parágrafos para resumir podem abordar assuntos variados. A informação sem as diretivas. Mas as diretivas sem a informação. saberá resumir uma obra inteira. o mapa não é o território que representa. é ‘seca como pó’. 1972. pois quem sabe resumir um parágrafo saberá resumir um capítulo. Era a recuperação da temporalidade real. á falta dessa informação.P. procurando-se. a fim de que eles saibam o que fazer com a informação que recebem. ‘ideais’ e ‘objetivos’.1986 p. que é também muito importante apresentar-lhes não apenas ideais destituídos de alguma informação real sobre a qual agir. da historicidade. a educação tem de ser tanto informativa quando diretiva. gravadas na memória mercê de freqüentes repetições. Assim.210) 2.

por meio de marcas lingüísticas. Algumas feministas insistem em dizer que todas as diferenças comportamentais são ensinadas e que. “Quando um bebê nasce. atividade esta que se inscreve sistematicamente no interior da própria língua”(KOCH. Tais marcas funcionam como pistas dadas ao leitor para permitir-lhe uma decodificação adequada: a estrutura da significação. por exemplo. as intenções do emissor podem ser as mais variadas. É certo também que os lingüistas se interessam pouco pelo que a psicanálise descobre no funcionamento lingüístico. não vemos bem como é que pode ser possível conciliar as formalizações do estruturalismo americano e da gramática. as quais se representam nele. não teria sentido a pretensão de se lhe atribuir apenas uma interpretação. única e verdadeira. a primeira coisa que todo mundo quer saber é o sexo. “Como se sabe. 315). É a concepção geral da linguagem que difere radicalmente na psicanálise e na lingüística “(KRISTEVA. 161). cada texto abre a perspectiva de uma multiplicidade de interpretações ou leituras: se conforme se disse. Freud não é lingüística e o objetivo da ‘linguagem’ que ele estuda não coincide com o sistema formal que a lingüística aborda e de que conseguimos destacar a abstração lenta e laboriosa através da história. a mulher é igual ao homem. em grande parte.3. p. deixando-se de lado as discrepâncias biológicas evidentes. pode ser definida como o conjunto de relações que se instituem na atividade da linguagem entre os indivíduos que a utilizam. Um problema controvertido é saber até que ponto esse comportamento tem base biológica ou é uma questão de aprendizado. Outros dizem que homem é e homem e que mulher e é por razões biológicas que os dois sexos se . com as leis do funcionamento lingüístico tais como a psicanálise moderna as formula depois de Freud. É evidente que são duas tendências contraditórias ou pelo menos divergentes na concepção da linguagem. 4. 1993 p. 5. “É certo que a teoria analítica da linguagem não tem o rigor exemplar próprio das teorias formalizadas ou matemática que coroam a lingüística moderna. mas à medida em que vai crescendo. e aliás. A intelecção de um texto consiste na apreensão de suas significações possíveis. Mas a é mais profunda do que uma mudança do volume do objecto. em língua natural. o bebê começa a se comportar como menino ou menina. Nos primeiros dias de vida a diferença parece mais anatômica.

7. Assim. Um núcleo central mais definido e em torno dele uma imensa massa luminosa. 6.1977. os provincianismo. “Os idiomas. portanto algo excepcional e fora de qualquer restrição de planejamento. as palavras baluartes. Mais longe. Ele parte da observação da variação das espécies de animais domesticados e das plantas cultivadas cuja variabilidade é muito maior do que a que se observa no estado selvagem. dando lugar às ‘descobertas’. Sabe-se que. tornou-se indispensável um plano de pesquisa que se constitua como programação dos trabalhos a serem realizados durante a pesquisa. feitas por meio de pesquisas organizadas. as expressões profissionais e especiais. nem para a pesquisa cientifica e. 8. P. 1985. p. de adorno ou estilístico. nos bordos da figura da nebulosa.depois do estabelecimento da Tecnologia. intervêm comumente as ‘invenções’empreendidas por leigos e curiosos. Uma nebulosa em que o próprio núcleo central não dispusesse de muita consistência. os pronomes. os modismos. nem de fixidez demorada. o vocabulário supérfluo. É necessário. “Houve tempo em que se poderia defender a idéia de que uma pesquisa cientifica era coisa de gênio. em certo sentido. a colaboração de cada pessoa para a vida e a evolução do idioma” (LIMA SOBRINHO. escrever um ‘Plano de Pesquisa’ para fixá-lo e torna-lo independente da memória” (VARGAS. Este núcleo central é a estrutura do idioma. os números. Agora o trabalho não e mais simplesmente mental. mas que ainda assim se apresentasse mais densa que os bordos caprichosos e esgarçados. como na fase anterior da escolha. muito menos. Isto porque a seleção feita pelo homem é muito . p.202). se comportam e até mesmo se movimentam de modo diferente. 1979. para a tecnologia. as preposições e conjunções – morfemas e palavras gramaticais.23). “Nesse livro (A origem das espécies) o método de pesquisa utilizado por Darwin esclarece-se. de forma irregular. na historia da Técnica.69). compreensão e conhecimento. agora. essa ‘invenções’tornam-se cada vez mais raras. Os entendidos em cinética têm levantado um certo número de provas que reforçam os argumentos das feminista”(DAVIS. fazem pensar na formação de nebulosas. os determinativos.parecem. Hoje não é mais possível defender essa idéia. Em torno desse núcleo.

encontradas pelos místicos podem fornecer uma moldura filosófica consistente para as modernas teorias científicas que. p. não o exime. cria tempo. de descobrir tempo para estudar. também um fato notável que as singularidades inatas dos indivíduos são transmitidas por hereditariedade aos seus descendentes. “Ninguém desconhece o sacrifício da quase totalidade de nossos acadêmicos. 63-4).p. quinze horas por mês e cento e oitenta horas por ano. portanto. “ De fato. E lembremo-nos de que meia hora por dia representa três horas e meia por semana. A teoria quântica e a relatividade geral conduzem a uma visão do mundo bastante próximo às visões dos místicos orientais. por assim dizer. parecem ter perdido toda relação com as nossas experiências sensoriais. 10. As interpretações verbais da realidade são .22). 9. por outro lado. Assim um criador pode preservar ou acentuar tais singularidades por acasalamentos efetuados artificialmente. 1985. O caráter essencialmente empírico do conhecimento místico parece ser o elemento fundamental para estabelecer-se o paralelo com o conhecimento científico. Se procurarmos.controlada e eficiente e de efeitos acumulados. Se isso é sumamente louvável. assim. numa espécie dada as crias não são jamais nem idênticas entre si nem aos seus pais. Pode-se. Tempo para freqüentar as aulas dos diversos cursos e tempo para estudos particulares. uma evolução nas raças dos animais domésticos e plantas cultivadas baseada numa relação artificialmente dirigida pelo homem” (VARGAS. Há sempre uma diferença entre os indivíduos. As soluções. È preciso descobrir tempo. o tempo aparecerá. E quem não conseguiria descobrir um ou mais espaços de meia hora em sua jornada? Ou será que esses espaços não aparecem porque nós não os procuramos. as descobertas da Física no século XX têm surpreendido a todos. especialmente nós. é. que vão para suas escolas após uma jornada de oito horas ou mais de trabalho profissional. No misticismo oriental sempre fica clara a limitação da linguagem e da lógica. Isto é um fato que pode dever à indução de uma ‘lei geral’:a lei da variabilidade. que somos. capazes do impossível” ( RUIZ. expressas numa rígida e sofisticada linguagem matemática. 1991. em termos de linguagem. observar nitidamente que. Também desse fato se pode induzir uma “ lei da hereditariedade”. do compromisso de estudar e. revelando as limitações da linguagem científica e levando a uma profunda reflexão e revisão da concepção humana acerca do universo. Entretanto. portanto. por medo de encontra-los? Quem quer descobrir tempo. brasileiros. Há.

A teoria quântica e a relatividade apontam na mesma direção: a realidade transcende a lógica clássica” 9SZPIGEL. para verificar se há possibilidade de resumir mais. em cada parte. em cada capítulo. para conhecimento do assunto. c) reestruturar o plano de redação do autor. para ressaltar as idéias importantes e os detalhes relevantes. Neste caso. e) concluído o rascunho. do processo de raciocínio do autor e de sua forma de argumentação é que apontarão a necessidade de se conservar ou não a divisão do livro em partes e capítulos. evidentemente. uma nova elaboração. a técnica de sublinhar é útil para ressaltar as idéias principais do texto. do índice ou sumário. d) tomar por base o esquema ou plano de redação. 1990. os CAPÍTULOS. resumindo por capítulos ou por partes. valendo-se. não poderá ser Feito parágrafos. a partir do que foi sublinhado. as principais PARTES do livro. Nem sempre há necessidade de manter todos os títulos e subtítulos. uma forma de redação que utiliza as idéias do original. Nesse tipo de resumo. pelo sumário. para fazer um rascunho. segundo as normas de fichamentos. e transcrever em fichas.imprecisas e contraditórias. ou se não houve omissão de algum elemento importante. . b) aplicar a técnica de sublinhar. De posse desses elementos. com as alterações necessárias. isto é. a natureza da obra. mas como a redação não pode ser feita a partir do que foi sublinhado.2). isto é. é preciso sintetizar. identificar. o aluno deve adotar os seguintes procedimentos: a) leitura do texto. ou mesmo capítulo por capítulo.3 REDAÇÃO DE RESUMOS DE LIVROS O resumo de texto mais longos ou de livros inteiros. os títulos e subtítulos. 2. Refazer a redação. procurar no sublinhado apenas o indispensável à compreensão global do assunto. para isto. elaborar um plano ou esquema de redação do resumo. fazer uma leitura. p. É indispensável considerar o resumo com uma recriação do texto.

o resumo bem elaborado deve obedecer aos seguintes itens: 1. . 6. p. Ed. apresentar. empregar linguagem clara e objetiva. de maneira sucinta. 2005.Segundo ANDRADE (1992. Maria Margarida de. 53). 7.São Paulo: Atlas. 2. o assunto da obra. respeitar a ordem das idéias e fatos apresentados. . 3. Introdução à metodologia do trabalho cientifica: elaboração de trabalhos de graduação/Maria Margarida de Andrade – 7. apontar as conclusões do autor. Andrade. 4. evitar a transcrição de frases do original. não apresentar juízos críticos ou comentários pessoais. 5. dispensar a consulta ao original para a compreensão do assunto.

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 O fichamento deve ter: : Tipos de conhecimento: .

achado por acaso. e aceito pela fé teológica. pois a filosofia tem como objeto algo que não é perceptível aos sentidos e ultrapassam a experiência. Tido como certo. é o conhecimento do povo. Conjunto de verdades ao qual as pessoas chegaram. É um Conhecimento mediato. Conhecimento empírico: também chamado de vulgar. procurando saber os fenômenos.  Conhecimento científico: vai além do empírico.  Conhecimento teológico: conhecimento relativo a Deus. suas causas e leis. Estão em contínuo questionar de si mesmo. geral (universal.  Conhecimento filosófico: distingue-se do científico pelo objeto e pelo método de estudo. por experiência. sem saber o porque aconteceu o fato. saber de tudo um pouco). São transmitidos de uma geração à outra. . não pela ciência. metódico e sistemático (seres e fatos estão ligados entre si por relações). mas mediante aceitação dos dados da revelação divina.

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