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Planejamento de Matemática Ensino Médio - Ano 2012

Planejamento de Matemática Ensino Médio - Ano 2012

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ESCOLA ESTADUAL GRAUS ANTONIO GROHS

PLANO ANUAL DE MATEMÁTICA

Ano: 2012

COORDENADORES: Vera Lúcia Debarba Luceni Canabarro Meire de Melo L. Garcia

Água Boa, 2012.

PLANEJAMENTO DE MATEMÁTICA

ENSINO MÉDIO

PROFESSORES: Renildes Carvalho Ribeiro Laís Lopes S. Pereira; Leomar Ferraboli; Raquel Wmeick Maria Cristina

MISSÃO DA ESCOLA

Ser mediadora do processo de ensino-aprendizagem, servindo como elo entre o conhecimento e prática, interagindo na comunidade e fazendo com que esta reflita sobre a sociedade que queremos ter, formando assim cidadãos capazes de promover transformações que propiciem melhorias na qualidade de vida.

OBJETIVO GERAL: - Identificar os conhecimentos matemáticos como meios para compreender e transformar o mundo a sua volta; - Perceber que a disciplina estimula o interesse, a curiosidade, o espírito de investigação e o desenvolvimento da capacidade para resolver problemas; - Fazer observações de sua realidade em relação aos aspectos quantitativos e qualitativos, com o uso de conteúdos matemáticos; - Desenvolver a auto-estima e a perseverança na busca de soluções; - Interagir com os colegas de modo operativo, aprendendo a trabalhar em conjunto na busca de soluções.

INTRODUÇÃO “Que a educação seja o processo através do qual o indivíduo toma a história em suas próprias mãos, a fim de mudar o rumo da mesma. Como? Acreditando no educando, na sua capacidade de aprender, descobrir, criar soluções, desafiar, enfrentar, propor, escolher e assumir as conseqüências de sua escolha. Mas isso não será possível se continuarmos bitolando os alfabetizados com desenhos pré-formulados para colorir, com textos criados por outros para copiarem, com caminhos pontilhados para seguir, com histórias que alienam, com métodos que não levam em conta a lógica de quem aprende”. (FUCK, 1994, p. 14 - 15) O presente Planejamento destina-se aos alunos do Ensino médio regular foi elaborado levando-se em consideração a média das aulas bimestrais da disciplina e os dias letivos estabelecidos no Calendário Escolar. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96), o ensino médio tem como finalidades centrais não apenas a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos durante o nível fundamental, no intuito de garantir a continuidade de estudos, mas também a preparação para o trabalho e para o exercício da cidadania, a formação ética, o desenvolvimento da autonomia intelectual e a compreensão dos processos produtivos. Nessa definição de propósitos, percebe-se que a escola de hoje não pode mais ficar restrita ao ensino disciplinar de natureza enciclopédica. De acordo com as Diretrizes Curriculares para o Ensino Médio, deve-se considerar um amplo espectro de competências e habilidades a serem desenvolvidas no conjunto das disciplinas. O trabalho disciplinar pode e deve contribuir para esse desenvolvimento. Conforme destacam os PCNEM (2002) e os PCN+ (2002), o ensino da Matemática pode contribuir para que os alunos desenvolvam habilidades relacionadas à representação, compreensão, comunicação, investigação e, também, à contextualização sociocultural. Ao contrário das demais disciplinas que estudam e se referem a objetos e situações concretas, a matemática trata de noções e verdades da natureza abstrata. A generalidade com que valem as proposições matemáticas exige precisão por isso requer mais concentração e cuidado por parte dos alunos principalmente. Por outro lado, esse exercício durante os anos de escola ajuda a formar hábitos que serão úteis no futuro. O ensino e a aprendizagem de Matemática pressupõem análise e relação entre alunos, professores e saber matemático. Nessa reflexão é importante o professor:

 Identificar as principais características dessa ciência, seus métodos, suas ramificações e aplicações;  Investigar a história de vida dos alunos, seus conhecimentos informais sobre um dado assunto, suas condições sociológicas, psicológicas e culturais;  Ter clareza de suas próprias concepções sobre a matemática, a definição dos objetivos e as formas de avaliação. De conformidade com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN): Matemática do ensino fundamental, (1998) procuramos sintetizar basicamente o ensino da disciplina de forma adequada à realidade das escolas do município, levando-se em conta o trabalho ordenado entre as mesmas, devido principalmente às questões de transferências que ocorrem de uma escola para outra no próprio município. A Matemática caracteriza-se como uma forma de compreender e atuar no mundo e o conhecimento gerado nessa área do saber como um fruto da construção humana na sua interação constante com o contexto natural, social e cultural. A Matemática é uma ciência viva, não apenas no cotidiano dos cidadãos, mas também nas universidades e centros de pesquisa, onde se verifica uma impressionante produção de novos conhecimentos que, a para o seu valor intrínseco, de natureza lógica, têm sido instrumentos úteis na solução de problemas científicos e tecnológicos da maior importância. Duas forças indissociáveis estão sempre a impulsionar o trabalho em Matemática. De um lado as aplicações às mais variadas atividades humanas, das mais simples na vida cotidiana, às mais complexas elaborações de outras ciências. Por outro lado, a especulação, a busca de respostas a questões geradas no próprio edifício da Matemática. A indissociabilidade desses dois aspectos fica evidenciada pelos inúmeros exemplos de construções abstratas originadas em problemas aplicados e, por outro lado, de surpreendentes aplicações encontradas para as mais puras especulações. A Matemática faz-se presente na quantificação do real – contagem, medição de grandezas – e no desenvolvimento das técnicas de cálculo com os números e com as grandezas. No entanto, esse conhecimento vai muito além, criando sistemas abstratos, ideais, que organizam, inter-relacionam e revelam fenômenos do espaço, do movimento, das formas e dos números, associados quase sempre a fenômenos do mundo físico. Essa multiplicidade de sistemas matemáticos evidencia que não há uma via única ligando a Matemática e o mundo físico. Os sistemas axiomáticos euclidianos e hiperbólicos na Geometria, equivalentes sob o ponto de vista da consistência lógica, são dois possíveis modelos da realidade física. Além disso, essa multiplicidade amplia-se cada vez mais com o tratamento dos fenômenos que envolvem a Estatística e a Probabilidade.

Portanto, desde os seus primórdios, as inter-relações entre as várias teorias matemáticas, sempre tiveram efeitos altamente positivos para o crescimento do conhecimento nesse campo do saber, com o advento da era da informação e da automação e com a rapidez, na realização de cálculos numéricos ou algébricos, torna-se cada vez mais amplo o espectro de problemas que podem ser abordados e resolvidos por meio do conhecimento matemático. Desse modo é importante refletir a respeito da colaboração que a Matemática tem a oferecer com vistas à formação da cidadania. Falar em formação da cidadania significa refletir sobre as condições humanas de sobrevivência, sobre a inserção de pessoas no mundo do trabalho, das relações sociais e da cultura e sobre o desenvolvimento da crítica e do posicionamento diante das questões sociais, pois a sobrevivência da sociedade depende cada vez mais de conhecimento, diante da complexidade da organização social, a falta de recursos para obter e interpretar informações impede e dificulta a participação efetiva, o acesso e a tomada de decisões aos problemas sociais. Em função do desenvolvimento das tecnologias − característica contemporânea marcante no mundo do trabalho – isso faz com que os indivíduos tenham de estar num contínuo processo de formação e, portanto, aprender a aprender torna-se cada vez mais fundamental. Desse modo, não é papel do ensino fundamental preparar mão-de-obra especializada, mas, é papel da escola desenvolver uma educação que não dissocie escola e sociedade, conhecimento e trabalho e que coloque o aluno diante de desafios que lhe permitam desenvolver atitudes de responsabilidade, compromisso, crítica, satisfação e reconhecimento de seus direitos e deveres. Por outro lado, para a inserção de cada indivíduo no mundo das relações sociais, a escola deve estimular o crescimento coletivo e individual, o respeito mútuo e as formas diferenciadas de abordar os problemas que se apresentam, observando a pluralidade de etnias, o que dá origem a diferentes modos de vida, valores, crenças e conhecimentos, de modo que, a tomada de decisões diante de questões políticas e sociais depende da leitura crítica e interpretação de informações complexas, muitas vezes contraditórias, que incluem dados estatísticos e índices divulgados por meios de comunicação, enfim, para exercer a cidadania é necessário saber calcular, medir, raciocinar, argumentar, tratar informações estatisticamente e outros instrumentos eficazes. Para que ocorram as inserções dos cidadãos no mundo do trabalho, no mundo das relações sociais, é importante que a Matemática desempenhe, no currículo, seu papel de formação de capacidades intelectuais, na estruturação do pensamento, na agilização do raciocínio do aluno, na sua aplicação e no apoio à construção de conhecimentos em outras áreas curriculares.

O USO DE TECNOLOGIA Não se pode negar o impacto provocado pela tecnologia de informação e comunicação na configuração da sociedade atual. Por um lado, tem-se a inserção dessa tecnologia no dia-a-dia da sociedade, a exigir indivíduos com capacitação para bem usála; por outro lado, tem-se nessa mesma tecnologia um recurso que pode subsidiar o processo de aprendizagem da Matemática. É importante contemplar uma formação escolar nesses dois sentidos, ou seja, a Matemática como ferramenta para entender a tecnologia, e a tecnologia como ferramenta para entendera Matemática. Considerando a Matemática para a Tecnologia, deve-se pensar na formação que capacita para o uso de calculadoras e planilhas eletrônicas, dois instrumentos de trabalho bastante corriqueiros nos dias de hoje. No trabalho com calculadoras, é preciso saber informar, via teclado, as instruções de execução de operações e funções, e isso exige conhecimentos de Matemática. Por exemplo: é a habilidade em estimar mentalmente resultados de operações que identifica, de imediato, um erro de digitação, quando se obtém 0,354 como resultado da multiplicação“35,4 * 0,1”; é o conhecimento sobre porcentagem que habilita para o uso da tecla “%”; é o conhecimento sobre funções que explica por que na calculadora tem-se sen (30) = - 0,99, ou que explica a mensagem “valor inválido para a função” recebida, após aplicar-se a tecla “sqrt” (raiz quadrada) ao número (-5). Em calculadoras gráficas, é o conhecimento sobre funções que permite analisar a pertinência ou não de certos gráficos que são desenhados na tela. Como as calculadoras trabalham com expansões decimais finitas, às vezes essas aproximações afetam a qualidade da informação gráfica. As planilhas eletrônicas são programas de computador que servem para manipular tabelas cujas células podem ser relacionadas por expressões matemáticas. Para operar com uma planilha, em um nível básico, é preciso conhecimento matemático similar àquele necessário ao uso de calculadora, mas com maiores exigências quanto à notação de trabalho, já que as operações e as funções são definidas sobre as células de uma tabela em que se faz uso de notação para matrizes. Assim, é importante conhecer bem a notação matemática usada para expressar diferentes conceitos, em particular o conceito de função. Além disso, a elaboração de planilha requer raciocínio típico dos problemas que exigem um processo de solução em diferentes etapas. Já se pensando na Tecnologia para a Matemática, há programas de computador (softwares) nos quais os alunos podem explorar e construir diferentes conceitos matemáticos, referidos a seguir como programas de expressão. 2 Os programas de expressão apresentam recursos que provocam, de forma muito natural, o processo que caracteriza o “pensar matematicamente”, ou seja,os alunos fazem experimentos, testam hipóteses, esboçam conjecturas, criam estratégias para resolver problemas. São características desses programas: a)conter um certo domínio de saber matemático – a sua base de conhecimento; b) oferecer diferentes representações para um mesmo objeto matemático– numérica, algébrica, geométrica; c) possibilitar a expansão de sua base de conhecimento por meio de macro construções; d) permitir a manipulação dos objetos que estão na tela. Para o aprendizado da geometria, há programas que dispõem de régua e compasso virtuais e com menu de construção em linguagem clássica da geometria– reta perpendicular, ponto médio, mediatriz, bissetriz, etc.

Feita uma construção, pode-se aplicar movimento a seus elementos, sendo preservadas as relações geométricas impostas à figura – daí serem denominados programas de geometria dinâmica. Esses também enriquecem as imagens mentais associadas às propriedades geométricas. Por exemplo: para o Teorema de Pitágoras, partindo do triângulo retângulo e dos quadrados construídos sobre seus lados, podemos construir uma família de “paralelogramos em movimento” que, conservando a área, explica por que a área do quadrado construído sobre a hipotenusa é igual à soma das áreas construídas sobre os catetos. Com a geometria dinâmica também se pode fazer modelação geométrica. Isso significa captar, com a linguagem geométrica, o movimento de certos mecanismos (uma porta pantográfica, um ventilador, um pistão) ou os movimentos corporais (o caminhar, o remar, o pedalar). No uso de tecnologia para o aprendizado da Matemática, a escolha de um programa torna-se um fator que determina a qualidade do aprendizado. É com a utilização de programas que oferecem recursos para a exploração de conceitos e idéias matemáticas que está se fazendo um interessante uso de tecnologia para o ensino da Matemática. Nessa situação, o professor deve estar preparado para interessantes surpresas: é a variedade de soluções que podem ser dadas para um mesmo problema, indicando que as formas de pensar dos alunos podem ser bem distintas; a detecção da capacidade criativa de seus alunos, ao ser o professor surpreendido com soluções que nem imaginava, quando pensou no problema proposto; o entusiástico engajamento dos alunos nos trabalhos, produzindo discussões e trocas de idéias que revelam uma intensa atividade intelectual. A instituição escolar precisa organizar seu trabalho pedagógico de acordo com seus alunos. Para tanto, deve considerar o projeto político-pedagógico como um processo constante de reflexão e discussão sobre os problemas escolares, tendo como intenção a busca de soluções, por meio de ações colaborativas entre os membros que constituem a escola. Para que a escola possa concretizar a construção de um projeto político-pedagógico significativo que seja fruto do cotidiano escolar, ela precisa de um corpo docente comprometido com a ação educativa, que seja responsável por ela e assuma o trabalho colaborativo como sustentação para a formação de estudantes capacitados para o exercício da cidadania. O projeto político-pedagógico refere-se tanto ao trabalho mais amplo de organização da escola como ao trabalho mais específico de organização da sala de aula, levadas em conta as relações com o contexto social imediato e a visão de totalidade. Nesse sentido, tem-se no currículo um elemento essencial na definição do projeto político-pedagógico quando a ele se incorpora o processo social de produção de conhecimento, considerando-se os conhecimentos historicamente produzidos e as formas de viabilizar sua construção por parte dos alunos. O currículo do ensino médio deve buscar a integração dos conhecimentos, especialmente pelo trabalho interdisciplinar. Neste, fazem-se necessários a cooperação e o compartilhamento de tarefas, atitudes ainda pouco presentes nos trabalhos escolares. OBJETIVOS GERAIS O ensino da matemática pretende que o aluno, ao final do ano, saiba identificar uma situação-problema, compreendendo o enunciado, formulando questões, procurando selecionar e interpretar informações pertinentes ao problema, formular hipóteses e prever resultados, além de selecionar a mais adequada estratégia de resolução. Interpretar e criticar resultados numa situação concreta. Distinguir e utilizar raciocínios dedutivos e indutivos. Fazer e validar conjecturas, experimentando, recorrendo a modelos, esboços, fatos conhecidos, relações e propriedades. Discutir idéias e produzir argumentos convincentes. Visando a construção da cidadania, a matemática tem como princípio possibilitar o educando a:

Identificar os conhecimentos matemáticos como meios para compreender e transformar o mundo à sua volta e perceber o caráter de jogo intelectual (característico da matemática), como aspecto que estimula o interesse, a curiosidade, o espírito de investigação e o desenvolvimento da capacidade para resolver situações-problema; • Fazer observações sistemáticas de aspectos quantitativos e qualitativos da realidade, estabelecendo inter-relações entre eles, utilizando o conhecimento matemático; • Selecionar, organizar e produzir informações relevantes, para interpretá-las e avaliá-las criticamente; • Resolver situações-problema, sabendo validar estratégias e resultados, desenvolvendo formas de raciocínio e processos, como, intuição, indução, dedução, analogia, estimativa e, utilizando conceitos e procedimentos matemáticos, bem como instrumentos tecnológicos disponíveis; • Comunicar-se matematicamente, ou seja, descrever, representar e apresentar resultados com precisão e argumentar sobre suas conjecturas, fazendo uso da linguagem oral e estabelecendo relações entre ela e diferentes representações matemáticas; • Estabelecer conexões entre temas matemáticos de diferentes campos e entre esses temas e conhecimentos de outras áreas curriculares; • Sentir-se seguro da própria capacidade de construir conhecimentos matemáticos desenvolvendo a auto-estima e a perseverança na busca de soluções; • Interagir com seus pares de forma cooperativa, trabalhando coletivamente na busca de soluções para problemas propostos, identificando aspectos consensuais ou não na discussão de um assunto, respeitando o modo de pensar dos colegas e aprendendo com eles; • Conhecer e utilizar corretamente a linguagem simbólica da matemática; • Relacionar observações, realidades e representações a conceitos e princípios matemáticos; • Desenvolver hábitos de estudos, atenção, responsabilidade, cooperação, com habilidades específicas para analisar, medir, comparar grandezas, calcular, construir e consultar tabelas e gráficos, abstrair e generalizar; • Adquirir conhecimentos básicos, visando possibilitar sua integração na sociedade em que vive; • Ter oportunidade de utilização da matemática como ferramenta em outras áreas e vice-versa.

TEMAS ESTRUTURADORES DO ENSINO DE MATEMÁTICA A proposta de Matemática para os alunos do Ensino Fundamental da Escola Estadual “Juscelino Kubitschek de Oliveira”, é que os professores proponham um trabalho pedagógico que permita o desenvolvimento das competências almejadas, considerando a escolha de temas relativos ao conteúdo específico da disciplina, a análise dos recursos de ensino e dos métodos de abordagem desse conhecimento, o cuidado com os tempos de ensino e de aprendizagem e dos espaços para que isso ocorra. Explorar conteúdos relativos aos temas números, álgebra, medidas, geometria e noções de estatística e probabilidade envolvem diferentes formas do pensar em Matemática, diferentes contextos para as aplicações, bem como existência de razoes

histórica deram origem e importância a esses conhecimentos. Mas para evitar a quantidade excessiva de informações, é necessário usar alguns critérios para o processo de seleção de temas que tenham relevância científica e cultural, permitindo ao aluno desenvolver as competências avançando a partir do ponto em que se encontra. Isso significa que, além das justificativas relativas às aplicações e a linguagem, sua importância está em seu potencial explicativo, que permite ao aluno conhecer o mundo e desenvolver sentidos estéticos e éticos em relação a fatos e questões desse mundo. Os temas devem, ainda, permitir uma articulação lógica entre diferentes idéias e conceitos para garantir maior significação para a aprendizagem, possibilitar ao aluno o estabelecimento de relações de forma consciente no sentido de caminhar em direção às competências da área e, até mesmo, tornar mais eficaz a utilização do tempo disponível. É importante evitar detalhamentos ou nomenclaturas excessivos, isto é, a forma de trabalho deve ser pensada levando em conta a realidade dos alunos, indivíduos cognitivos, afetivos e sociais, que possuem projetos de vida, histórias pessoais e escolares. A aprendizagem não se dá com o indivíduo isolado, sem possibilidade de interagir com seus colegas e com o professor, mas em uma vivência coletiva de modo a explicitar para si e para os outros os que pensam e as dificuldades que enfrenta. Um conjunto de temas que possibilitam o desenvolvimento das competências almejadas com relevância científica e cultural e com uma articulação lógica das idéias e conteúdos matemáticos pode ser sistematizado e desenvolvido de forma concomitante às séries do ensino fundamental: Tema 1. Números e operações Ao longo do ensino fundamental o conhecimento sobre os números é construído e assimilado pelo aluno num processo em que tais números aparecem como instrumento eficaz para resolver determinados problemas, e também como objeto de estudo em si mesmos, considerando-se, nesta dimensão, suas propriedades, suas interrelações e o modo como historicamente foram constituídos. Nesse processo, o aluno perceberá a existência de diversos tipos de números (números naturais, negativos, racionais e irracionais) bem como seus diferentes significados, à medida que depara com situações-problema envolvendo operações ou medidas de grandezas, como também ao estudar algumas questões que compõem a história do desenvolvimento do conhecimento matemático. Com relação às operações, o trabalho a ser realizado se concentrará na compreensão dos diferentes significados de cada uma delas, nas relações existentes entre elas e no estudo do cálculo, contemplando diferentes tipos − exatos e aproximados, mentais e escritos. Embora nas séries iniciais já se possa desenvolver alguns aspectos da Álgebra, é especialmente nas séries finais do ensino fundamental que as atividades algébricas serão ampliadas. Pela exploração de situações-problema, o aluno reconhecerá diferentes funções da Álgebra (generalizar padrões aritméticos, estabelecer relação entre duas grandezas, modalizar, resolver problemas aritmeticamente difíceis), representará problemas por meio de equações e inequações (diferenciando parâmetros, variáveis, incógnitas, tomando contato com fórmulas), compreenderá a “sintaxe” (regras para resolução) de uma equação. TEMA 2. ESPAÇO E FORMA Os conceitos geométricos constituem parte importante do currículo de Matemática no ensino fundamental, porque, por meio deles, o aluno desenvolve um tipo especial de pensamento que lhe permite compreender, descrever e representar, de forma organizada, o mundo em que vive. O estudo da Geometria é um campo fértil para trabalhar com situaçõesproblema e é um tema pelo qual os alunos costumam se interessar naturalmente. O trabalho com noções geométricas contribui para a aprendizagem de números e medidas,

pois estimula o aluno a observar, perceber semelhanças e diferenças, identificar regularidades etc. O trabalho com espaço e forma pressupõe que o professor de Matemática explore situações em que sejam necessárias algumas construções geométricas com réguas e compasso, como visualização e aplicação de propriedades das figuras, além da construção de outras relações. Este bloco de conteúdos contempla não apenas o estudo das formas, mas também as noções relativas à posição, localização de figuras e deslocamentos no plano e sistemas de coordenadas. Deve destacar-se também nesse trabalho a importância das transformações geométricas (isometrias, homotetias), de modo que permita o desenvolvimento de habilidades de percepção espacial e como recurso para induzir de forma experimental a descoberta, por exemplo, das condições para que duas figuras sejam congruentes ou semelhantes. Além disso, é fundamental que os estudos do espaço e forma sejam explorados a partir de objetos do mundo físico, de obras de arte, pinturas, desenhos, esculturas e artesanato, de modo que permita ao aluno estabelecer conexões entre a Matemática e outras áreas do conhecimento.

TEMA 3. GRANDEZAS E MEDIDAS Este bloco caracteriza-se por sua forte relevância social devido a seu caráter prático e utilitário, e pela possibilidade de variadas conexões com outras áreas do conhecimento. Na vida em sociedade, as grandezas e as medidas estão presentes em quase todas as atividades realizadas. Desse modo, desempenham papel importante no currículo, pois mostram claramente ao aluno a utilidade do conhecimento matemático no cotidiano. As atividades em que as noções de grandezas e medidas são exploradas proporcionam melhor compreensão de conceitos relativos ao espaço e às formas. São contextos muitos ricos para o trabalho com os significados dos números e das operações, da idéia de proporcionalidade e um campo fértil para uma abordagem histórica. Neste bloco serão tratadas diferentes grandezas (comprimento, massa, tempo, capacidade, temperatura etc.) incluindo as que são determinadas pela razão ou produto de duas outras (velocidade, energia elétrica, densidade demográfica etc.). Será explorada a utilização de instrumentos adequados para medi-las, iniciando também uma discussão a respeito de algarismo duvidoso, algarismo significativo e arredondamento. Outro conteúdo destacado neste bloco é a obtenção de algumas medidas não diretamente acessíveis, que envolvem, por exemplo, conceitos e procedimentos da Geometria e da Física.

TEMAS TRANSVERSAIS O trabalho educativo que ocorre na escola é sempre marcado por concepções, valores e atitudes. Desse modo, é fundamental planejar não apenas como as questões sociais vão ser abordadas em diferentes contextos de aprendizagem das várias áreas, mas também como elas serão tratadas no convívio escolar. É preciso considerar que os termos de operacionalização dos temas em cada área precisam se articular à própria concepção da área, o que significa que isso vai ocorrer de diferentes maneiras de acordo com a natureza de cada tema e de cada área, destacando que a perspectiva da transversalidade não pressupõe o tratamento

simultâneo, mas sim, que integrem o planejamento articulado das diferentes áreas inerentes aos objetivos e conteúdos delas. Tendo em vista a articulação dos Temas Transversais com a Matemática, as questões e situações práticas vinculadas aos temas fornecem os contextos que possibilitam explorar de modo significativo conceitos e procedimentos matemáticos.

ÉTICA Com atividades apropriadas, é possível desenvolver no aluno atitudes como: Confiança na própria capacidade de construir e adquirir conhecimentos matemáticos e resolver problemas. Empenho em participar ativamente das atividades da sala de aula; Respeito à maneira de pensar dos colegas. Para isso, é preciso que o professor: Valorize a troca de experiências entre os alunos; Promova intercâmbio de idéias; Respeite o pensamento, a produção e a maneira de se expressar do aluno; Deixe claro que a Matemática é para tosos e não apenas para alguns mais talentosos; Estimule a solidariedade entre os alunos superando o individualismo. O trabalho a solidariedade em duplas ou em equipes é próprio para o desenvolvimento de tais atitudes. ORIENTAÇÃO SEXUAL Não cabe ao professor de Matemática dar orientação sexual aos alunos, mas, de modo transversal, propor situações-problema, principalmente envolvendo tabelas e gráficos, a respeito de temas sobre os quais os alunos podem refletir. Veja alguns exemplos que podem ser explorados: Estatísticas sobre a incidência da gravidez prematura entre jovens e adolescentes; Evolução da AIDS nos diferentes grupos (jovens, homens, mulheres, homossexuais, etc.) Estatísticas sobre doenças sexualmente transmissíveis; Estatísticas sobre prevenção de doenças sexualmente transmissíveis É possível também trabalhar em situações-problema que não reafirmem preconceitos em desenvolver á capacidade de aprendizagem do aluno. MEIO AMBIENTE Este tema pode e deve ser trabalhado em vários momentos na aula de Matemática. Veja alguns exemplos: Coleta, organização e interpretação de dados estatísticos, formulação de hipóteses, modelagem, práticas de argumentação, etc. são procedimentos que auxiliam na tomada de decisões sobre a preservação do meio ambiente. A quantidade permite tomar decisões e fazer investigações necessárias (por exemplo, reciclagem e aproveitamento de materiais). Áreas, volumes, proporcionalidade e porcentagem são conceitos utilizados para abordar questões como poluição, desmatamento, camada de ozônio, etc.

PLURALIDADE CULTURAL A matemática foi e é construída por todos os grupos sociais (e não apenas por matemáticos) que desenvolvem habilidades para contar, localizar, medir, desenhar, representar, jogar e explicar, em função de suas necessidades e interesses.

Valorizar esse saber matemático-cultural e aproximá-lo do saber escolar em que o aluno está inserido é fundamental importância para o processo de ensino e aprendizagem. A etnomatemática dá grande contribuição a esse tipo de trabalho. No estudo comparativo dos sistemas de numeração, por exemplo, os alunos poderão constatar a supremacia do sistema indo-arábico e concluir que a demora de sua adoção pelos europeus se deveu também ao preconceito contra os povos de pele mais escura e não cristãos. Outros exemplos poderão ser encontrados ao se pesquisar a produção de conhecimento matemático em culturas como a chinesa, a maia e a romana. Nesse momento entra o recurso da história da Matemática e da Etnomatemática. TRABALHO E CONSUMO Situações ligadas ao tema trabalho podem se tornar contextos interessantes a serem explorados na sala de aula: o estudo de causas que determinam aumento/diminuição de empregos sobre oferta/produto de emprego; previsões sobre o futuro mercado de trabalho em função de indicadores atuais; pesquisas dos alunos dentro da escola ou na comunidade a respeito dos valores que os jovens de hoje atribuem ao trabalho. Às vezes o consumo é apresentado como forma e objetivo de vida, transformando bens supérfluos em vitais, levando ao consumismo. É preciso mostrar que o objeto de vida de consumo – é fruto de um tempo de trabalho. Aspectos ligados aos direitos do consumidor também necessitam da Matemática para serem mais bem compreendidos. Por exemplo, para analisar a composição e a qualidade de produtos e avaliar seu impacto sobre a saúde e o meio ambiente, ou para analisar a razão entre menor preço/maior quantidade. Nesse caso, situações de oferta como “compre 3 e pague 2! Nem sempre são vantajosos, pois geralmente são feitas para produtos que não estão com muita saída – portanto, não há, muitas vezes, necessidade de comprá-los em grande quantidade – ou que estão com os prazos de validade próximos do vencimento. Habituar-se a analisar essas situações é fundamental pata que os alunos possam reconhecer e criar formas de proteção contra a propaganda enganosa e contra os estratagemas de marketing a que são submetidos os potenciais consumidores.

EMENTÁRIO DA DISCIPLINA METODOLOGIAS

A seleção dos conteúdos organizados em temas é uma decisão de caráter pedagógico visando o CICLO e outros aspectos didáticos pedagógicos tendo em vista que a proposta é a de articular conteúdos e competências tendo com parâmetro o Gestar, onde a forma de trabalho é determinante para que muitas das competências almejadas possam se desenvolver de modo interdisciplinar. Para alcançar os objetivos estabelecidos de promover as competências gerais e o conhecimento de Matemática, a proposta dos Parâmetros Curriculares Nacionais privilegia o tratamento de situações-problema, preferencialmente tomadas em contexto real. A resolução de problemas é a perspectiva metodológica escolhida nesta proposta e deve ser entendida como a postura de investigação frente a qualquer situação ou fato que possa ser questionado. A seleção das atividades deve estar presente todo o tempo, permitindo o engajamento e a continuidade desses alunos no processo de aprender. Nesse sentido, a postura do professor de problematizar e permitir que os alunos pensem por si mesmos, errando e persistindo, é determinante para o desenvolvimento das competências juntamente com a aprendizagem dos conteúdos específicos.

Um importante recurso para o desenvolvimento das competências é o trabalho em grupo, a pesquisa em laboratório de informática, em livros, jogos, debates, desafios, curiosidades, consulta aos colegas e professores, construção de slides e apresentações ao grande grupo, essas modalidades são valiosas para as competências e habilidades que se deseja desenvolver. Outro aspecto que se deve enfatizar é a importância da comunicação em Matemática, por ser uma competência valiosa como relato, registro e expressão. Nessas aulas, a comunicação, e conseqüentemente o desenvolvimento das competências relacionadas à representação e comunicação, pode se realizar por meio de propostas de elaboração pelos alunos de textos diversos, como relatórios sobre atividades ou projetos, relatos de conclusões sobre um conceito ou processo, síntese sobre o que o aluno ou a classe aprendeu durante certo período de tempo ou sobre um determinado tema. Cabe ao professor orientar roteiros para a elaboração destes textos, organizando com os alunos o que se espera que o texto comunique a seus leitores, e a melhor forma de fazer isso é construir com os alunos um índice para o texto. Com o tempo, os alunos ganham autonomia para estruturar cada texto com suas características próprias. A comunicação oral tem como instrumento para seu desenvolvimento o trabalho de grupo ou duplas, quando os alunos, além de aprenderem uns com os outros, precisam organizar o que sabem para se fazerem entender e, para isso, usam a linguagem que está sendo aprendida. Outro elemento importante da comunicação é a multiplicidade de formas textuais como gráficos, tabelas, esquemas, desenhos, fórmulas, textos jornalísticos, manuais técnicos, rótulos de embalagens, mapas, que são na escola e fora dela, as diferentes linguagens e representações que o aluno deve compreender para argumentar e se posicionar frente a novas informações. Ao escolher a forma com a qual se vai trabalhar, deve-se reconhecer que os alunos precisam de tempo para desenvolver os conceitos relativos ao temas selecionados e, ainda, para desenvolver a capacidade de acompanhar encadeamentos lógicos de raciocínio e comunicar-se matematicamente; por isso é essencial o contato repetido com as diferentes idéias, em diferentes contextos, ao longo do ano e de ano para ano. Dessa forma a escolha dos conteúdos e atividades deve ser coerente com o tempo disponível de trabalho, evitando atropelos e ociosidade na sala de aula. É importante ressaltar que o desafio de fazer com que todos aprendam não é tarefa para um só professor, mas pressupõe o trabalho coletivo dos diferentes professores desses alunos e do envolvimento da escola em um projeto pedagógico comum. A Matemática tem papel relevante nessa ação coletiva porque freqüentemente ela é mitificada por sua pretensa dificuldade. É importante deixar claro que todos podem aprendê-la. CONCLUSÃO É importante ressaltar que o projeto pedagógico escolhido pelo professor deve ter como alvo o desenvolvimento das competências eleitas pela área e que os temas de trabalho se articulam entre si por meio delas. Competências como a de comunicação oral e aquelas relativas à contextualização sócio-cultural dependem da forma como se desenvolverá o trabalho. Se aos alunos não forem apresentadas propostas de análise de situações em contextos sociais ou culturais, ou se lhes for negada a oportunidade de falar e se posicionar, essas competências dificilmente serão desenvolvidas pelo projeto pedagógico da escola. Assim, os temas específicos não são suficientes para o desenvolvimento de todas as competências pretendidas, mas a cuidadosa articulação entre conteúdo e forma pode organizar o ensino para que ele se aperfeiçoe e constitua de fato uma proposta de formação dos adolescentes e jovens do ensino médio, adequada ao meio em que vivem

1º ANO - ENSINO MÉDIO CONTEÚDO

- 1º BIMESTRE OBJETIVO GERAL APRENDIZAGEM

DE ESTRATÉGIA METODOLOGIA

/

REVISÃO Cálculo numérico Cálculo algébrico Plano Cartesiano

- Revisar operações com potências, radicais e frações. -Utilizar a fatoração como um recurso.

CONJUNTOS Noções Gerais Representação Operações com conjunto Intervalos

Leitura dirigida Exposições Explicação Exercícios Resolver e trabalhar questões do Enem, que envolvem o tema afro brasileiro

-Reconhecer os conjuntos numéricos e identificar seus elementos -Operar com conjuntos. -Utilizar a teoria de conjuntos na resolução de problemas.

FUNÇÕES Noção intuitiva de função Domínio, Imagem e contradomínio. Gráficos Função Par e Função Ímpar Função crescente e função decrescente Função composta Função inversa Função Afim Estudo de sinal Inequações.

-Intuir sobre funções -Esboçar gráficos -Interpretar e resolver problemas -Analisar gráficos

2º BIMESTRE CONTEÚDO OBJETIVO GERAL DE ESTRATÉGIA APRENDIZAGEM METODOLOGIA /

-Esboçar gráficos FUNÇÃO POLINOMIAL DO -Interpretar e resolver 2º GRAU problemas - Definição - Raízes de uma função - Interpretação gráfica inequações e sistemas de - Estudo do Vértice da parábola inequações - Estudo do sinal da função - Inequações do 2º grau - Sistemas de Inequações Interpretar e resolver problemas de inequações e sistemas de inequações •Esboçar gráficos Raízes de uma função •Interpretação gráfica •Inequações do 2º grau -Analisar gráficos -Interpretar e resolver problemas de

Leitura dirigida Exposições Explicação Exercícios Resolver e trabalhar questões do Enem, que envolvem o tema afro brasileiro

3º BIMESTRE

CONTEÚDO

OBJETIVO GERAL APRENDIZAGEM

DE ESTRATÉGIA / METODOLOGIA

- Reconhecer a função modular • Analisar gráficos FUNÇÃO MODULAR • Resolver equações modulares - Módulo de um número real • Resolver inequações - Equações modulares modulares - Função modular • Solucionar equações e inequações • Esboçar e analisar gráfico •Rever conceitos de potência FUNÇÃO EXPONENCIAL com expoente real e sua - Revisão sobre potenciação propriedades - Equações exponenciais • Resolver equações - Função Exponencial exponenciais e logarítmicas •Identificar, ler, interpretar e construir gráficos da função exponencial e logarítmica. FUNÇÃO •Interpretar informações LOGARÍTIMICA trazidas por problemas e - Introdução e definição aplicar o conceito de função - Condição de existência dos exponencial e logarítmica na log. busca de estratégia para a - Conseqüências da definição solução dos mesmos. - Equações logarítmicas •Fazer a identificação, leitura e - Propriedades operacionais dos interpretação das funções logarítmicos. exponencial e logarítmica - Mudança de base representada por gráficos, - Gráfico da função logarítmica diagramas ou leis. •Solucionar equações e inequações exponenciais e logarítmicas, • Esboçar e analisar gráficos

Leitura dirigida Exposições Explicação Exercícios Resolver e trabalhar questões do Enem, que envolvem o tema afro brasileiro

4º BIMESTRE CONTEÚDO

OBJETIVO GERAL DE ESTRATÉGIA

/

APRENDIZAGEM

METODOLOGIA

- Sucessão ou Seqüência

-Reconhecer, classificar e representar seqüência numérica.

- Progressão Aritmética

-Usar a linguagem matemática para expressar as regularidades da seqüência por meio de fórmulas de recorrência ou em termo geral.

Leitura dirigida Exposições Explicação Exercícios Resolver e trabalhar questões do Enem, que envolvem o tema afro brasileiro

- Progressão Geométrica

-Determinar a razão, a soma de n termos consecutivos de uma progressão e o produto de uma PG limitada.

- Matemática financeira

-Aplicar os conceitos de PA e de PG na resolução de situações-problemas

-Analisar situações problemas do cotidiano;

-Resolver problemas;

1º BIMESTRE - 2º ANO

CONTEÚDOS

OBJETIVO GERAL APRENDIZAGEM

DE ESTRATÉGIA METODOLOGIA Leitura: Estudo dirigido •Exposições •Exercícios: Aula prática •Resolver questões do Enem e vestibulares contextualizados envolvendo tema afro brasileiro

/

Revisão: -Seqüência; -P.A; -P.G Trigonometria no triângulo retângulo Razões trigonométricas no triângulo retângulo Construção da tabela das razões trigonométricas Leis do seno e cosseno

• Determinar os vários termos de uma seqüência a partir da formula do termo geral. • Identificar seqüências que formam uma P.A ou uma P.G. •Aplicar as fórmulas do termo geral e da soma de uma P.A e de uma P.G. (finita ou infinita) • Progressões geométricas em calculo do montante com juro composto. Reconhecer os elementos do triângulo retângulo • Reconhecer e operar com as razões trigonométricas. •Resolver problemas com quaisquer triângulos, usando as leis do seno ou cosseno •Mostrar sua aplicabilidade na física

2º BIMESTRE CONTEÚDOS

OBJETIVO

GERAL

DE ESTRATÉGIA

/

METODOLOGIA •Leitura: Estudo Trigonometria na circunferência •Reconhecer e operar com as dirigido •Arco de circunferência razões trigonométricas •Exposições •Ângulo central • Identificar as razões •Exercícios: Aula •Comprimento de um arco de trigonométricas no ciclo prática circunferência trigonométrico •Resolver questões do •Ciclo trigonométrico •Operar com o seno e Enem e vestibulares •Arcos congruentes cosseno e seus arcos contextualizados •Primeira determinação positiva de côngruos. envolvendo questão um arco. afra brasileiro •Seno, cosseno e tangente no ciclo trigonométrico.

APRENDIZAGEM

3º BIMESTRE CONTEÚDOS

OBJETIVO GERAL APRENDIZAGEM

DE ESTRATÉGIA METODOLOGIA

/

FUNÇÕES TRIGONOMÉTRICAS •Função Seno Função Cosseno Função Tangente Redução ao primeiro quadrante RELAÇÕES TRIGONOMÉTRICAS •Transformações trigonométricas •Equações trigonométricas

• Esboçar e interpretar gráficos • Relacionar o gráfico da função com o movimento no ciclo trigonométrico • Operar com as Razões trigonométricas •Simplificar expressões •Resolver equações e solucionar problemas

•Leitura: Estudo dirigido •Exposições •Exercícios: Aula prática •Resolver questões do Enem e vestibulares contextualizados envolvendo questão afro brasileiro

4º BIMESTRE CONTEÚDOS

OBJETIVO GERAL APRENDIZAGEM

DE ESTRATÉGIA METODOLOGIA

/

MATRIZES •Definição •Representação Genérica •Operações com matrizes •Leitura: Estudo dirigido •Exposições •Explicação •Exercícios: Aula prática •Resolver questões do Enem e vestibulares contextualizados envolvendo questão afro brasileiro

•Operações com matrizes

•Identificar os tipos de matrizes • Solucionar questões relativas ao tema •Resolver problemas com determinantes •Aplicar a regra de sarrus •Resolver problemas com determinantes, aplicando as regras de Chio e Laplace

Determinantes

Sistemas Lineares;

]

3º ano

1º BIMESTRE

CONTEÚDOS

OBJETIVO GERAL APRENDIZAGEM

DE ESTRATÉGIA METODOLOGIA •Leitura: Estudo dirigido •Exposições •Explicação •Exercícios: Aula prática •Resolver questões do Enem e vestibulares contextualizados envolvendo questão afro - brasileiro

/

GEOMETRIA ANALÍTICA:

- Ponto

- Reta

- Identificar e utilizar os conceitos sobre plano cartesiano, distância entre dois pontos, ponto médio de um segmento e condição de alinhamento de três pontos para a resolução de problemas. - Reconhecer e utilizar sobre equações da reta nas formas geral, segmentária, reduzida e paramétrica na resolução de problemas. - Reconhecer e aplicar as fórmulas das condições de paralelismo, de perpendicular, da distância entre ponto e reta e, ainda, da área de um triângulo.

/

2º BIMESTRE CONTEÚDOS

Geometria analítica:

OBJETIVO GERAL DE APRENDIZAGEM - Identificar e aplicar conceitos das equações reduzidos e gerais da circunferência e sobre as posições do

ESTRATÉGIA / METODOLOGIA

ponto e da reta em relação à circunferência circunferência. - Reconhecer a conexão entre Álgebra e Geometria. - Tomar decisões diante de situaçõesproblema, baseado na interpretação das informações e nos conhecimentos sobre geometria analítica. Análise Combinatória - Diante dos problemas da realidade, - Princípio Fundamental da analisar as possíveis intervenções, com contagem base no conhecimento sobre - Fatorial Geometria analítica. - Permutação simples - Desenvolver técnicas de contagem e - Arranjos Simples identificar o princípio fundamental da - Combinação simples contagem aplicando-os nas resoluções - Permutação com de situações problema. elementos repetidos - Identificar conceitos de fatorial, permutação simples, arranjo simples, combinação simples e permutação com elementos repetidos. - Diante dos problemas da realidade, analisar as possíveis intervenções, com base no conhecimento sobre análise combinatória. - Identificar e conceituar fenômenos e experimentos aleatórios, espaço Probabilidasde amostral e evento. - Compreender a probabilidade de um - Elementos do estudo das evento, da união de dois eventos e de probabilidades um evento condicionado à ocorrência de outro. - Probabilidade - Utilizar estes conhecimentos na resolução de situações-problema - União de dois eventos contextualizadas. - Desenvolver o estudo sobre a - Probabilidade condicional probabilidade da ocorrência de uma experiência aleatória, ou seja, experiências que podem produzir resultados diferentes quando repetidos sob a mesma condição. - Compreender a probabilidade da união de dois eventos e identificar o conceito de probabilidade condicional.

•Leitura: Estudo dirigido •Exposições •Explicação •Exercícios: Aula prática •Resolver questões do Enem e vestibulares contextualizados envolvendo questão afro brasileira.

3º BIMESTRE CONTEÚDOS

OBJETIVO GERAL APRENDIZAGEM

DE ESTRATÉGIA METODOLOGIA

/

- Geometria espacial

•Leitura: Estudo - Interpretar a localização a dirigido -Tópicos de Geometria plana. movimentação de pessoas e •Exposições objetos tridimensional e sua •Explicação representação no espaço, •Exercícios: - Postulados bidimensional; -Aula prática •Resolver questões do - Posições relativas de dois planos Enem e vestibulares no espaço e de duas retas no contextualizados espaço envolvendo questão afra brasileira. - Prismas - Identificar características de figuras planas ou - Pirâmides espaciais; - Cilindros - Cones - Esferas - Poliedros -Resolver situação problema que envolva conhecimentos geométricos de espaço e forma.

4º BIMESTRE

CONTEÚDOS

- Estatística

- Números complexos

- Polinômios

- Questões do Enen

OBJETIVO GERAL DE APRENDIZAGEM - Utilizar informações expressas em gráficos ou tabelas para fazer inferências; - Resolver problema com dados apresentados em tabelas ou gráficos; - Analisar informações expressas em gráficos ou tabela; -Retomar os conjuntos numéricos: IN,Z,Q, R e introduzir conjunto C; - Abordar a forma algébrica e a representação geométrica dos numero complexo, bem como as operações com eles também na forma trigonométrica; - Apresentar aplicação na geometria e na engenharia elétrica. - Resolver equações algébricas pelo teorema fundamental da álgebra -Ser capaz de encontrar soluções para tais equações: relação de Girard, raízes racionais, multiplicidade de raízes -Introduzir o algoritmo de BriotRuffini para divisão de polinômio

ESTRATÉGIA METODOLOGIA •Leitura: Estudo dirigido •Exposições •Explicação •Exercícios: Aula prática •Resolver questões do Enem e vestibulares contextualizados envolvendo questão afro brasileiro. Prova •Exercícios testes •Seminários •Atividade extraclasse • Participação

/

AVALIAÇÃO

“Ninguém é melhor ou pior; apenas diferente”. Assim “deveriam ser avaliados e educados: de maneira diferente, individualizada.” As pesquisas em Educação Matemática têm permitido a discussão e reflexão sobre a prática docente e o processo de avaliação. Historicamente, as práticas avaliativas têm sido marcadas pela pedagogia do exame em detrimento da pedagogia do ensino e da aprendizagem (LUCKESI, 2002). Com o objetivo de superar tal prática, considera-se que a avaliação deve acontecer ao longo do processo do ensino-aprendizagem, ancorada em encaminhamentos metodológicos que abram espaço para a interpretação e discussão, que considerem a relação do aluno com o conteúdo trabalhado, o significado desse conteúdo e compreensão alcançada por ele. No processo avaliativo, é necessário que o professor faça uso da observação sistemática para diagnosticar as dificuldades dos alunos e criar oportunidades diversificadas para que possam expressar seu conhecimento. Tais oportunidades devem incluir manifestação escritas, orais e de demonstração, inclusive por meio de ferramentas e equipamentos, tais como materiais manipuláveis computador e calculadora. Alguns critérios devem orientar as atividades avaliativas propostas pelo professor. Essas práticas devem possibilitar ao professor verificar se o aluno: • comunica-se matematicamente, oral ou por escrito (BURIASCO, 2004); • compreende, por meio da leitura, o problema matemático; • elabora um plano que possibilite a solução do problema; • encontra meios diversos para a resolução de um problema matemático; • realiza o retrospecto da solução de um problema. Dessa forma, no processo pedagógico, o aluno deve ser estimulado a: • partir de situações-problema interna ou externas à matemática; • pesquisar acerca de conhecimentos que possam auxiliar na solução dos problemas; • elaborar conjecturas, fazer afirmações sobre elas e testá-las; • perseverar na busca de soluções, mesmo diante de dificuldades; • sistematizar o conhecimento construído a partir da solução encontrada, generalizando, abstraindo e desvinculando-o de todas as condições particulares; • socializar os resultados obtidos, utilizando, para isso, uma linguagem adequada; • argumentar a favor ou contra os resultados (PAVANELLO & NOGUEIRA, 2006, p.29). O professor deve considerar as noções que o estudante traz, decorrentes da sua vivência, de modo a relacioná-las com os novos conhecimentos abordados nas aulas de Matemática. Assim, será possível que as práticas avaliativas finalmente superem a pedagogia do exame para se basearem numa pedagogia do ensino e da aprendizagem. Sendo assim, a avaliação no ensino médio será: • Contínua e diversificada como: - Prova escrita individual ou em duplas; • Resolução, em sala de aula, dos exercícios complementares ou nos testes, em grupo de dois ou três alunos; • Trabalhos de pesquisa em jornais, revistas e livros paradidáticos; • Criatividade na resolução dos exercícios • Participação nas aulas expositivas.

“O que mais custa a um homem saber, de maneira clara, é a sua própria vida, tal como está feita por tradição e rotina de atos inconscientes”. “Para vencer a tradição e a rotina, o melhor procedimento prático não se encontra nas idéias e conhecimentos exteriores e distantes, mas no questionamento da tradição por aqueles que se conforma com ela, no questionamento da rotina em que vivem...” (Freire, 1980:35).

REFERÊNCIAS

BARBOSA,R. M. Descobrindo a geometria fractal para sala de aula. 2 ed. Belo Horizonte: Autentica 2005. BASSANEZI,R. C. Ensino-aprendizagem com modelagem matemática: uma nova estratégia. São Paulo: Contexto, 2006. BORBA, M. C. Tecnologias informáticas na educação matemática e reorganização do pensamento. In: BICUDO, M. A. V. (org). Pesquisa em educação matemática: concepções e perspectivas. São Paulo: UNESP, 1999. p. 285295. Prefácio do livro Educação Matemática: representação e construção em geometria. In: FAINGUELERNT, E. Educação Matemática: representação e construção em geometria. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1999. ABRANTES,P. Avaliação e educação matemática. Série reflexões em educação matemática. Rio de Janeiro: MEM/USU/GEPEM, 1994. BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Média e Tecnológica. Parâmetros curriculares nacionais: ensino médio: ciências da Natureza, matemática e suas tecnologias. Brasília: MEC; SEMTEC, 2002. Secretaria de Estado da Educação do Paraná 72

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