Resumo: Capítulos III e IV do Livro Crítica da Razão Tupiniquim de Roberto Gomes

Hanuzia Ferreira

Fortaleza 2012

não são capazes de fazer a Filosofia no Brasil e do Brasil. uma atitude diante do universo. uma Filosofia brasileira. algo esterno e superficial. apegando-se a simples repetição das idéias de outros ou a sínteses estranhas de correntes divergem. Define a Filosofia como aquele pensamento que coloca a existência em questão. considerando incompreensível o estudo de um pensamento desvinculado de seu tempo. Roberto Gomes opõe-se ao uso do termo Filosofia quando esta se associa àqueles que a praticam como símbolo de uma respeitabilidade e seriedade que são opostas ao espírito crítico. sobretudo não é passiva. Indaga de forma veemente se há. com base nos pressupostos por ele demonstrados. Seria esta atitude prejudicial ao entendimento.CAPÍTULO III.FILOSOFIA E NEGAÇÃO Neste capítulo trata de diferenciar a Filosofia da Ciência. Vincula o pensamento ao tempo e ao lugar onde está aquele que pensa. no que se refere a utilidade auferida a esta última em contraposição da necessidade de justificação que cerca aquela. de realizar. À Filosofia importa a realidade e é dela que emerge a consciência negadora. “sérios”. não sendo o filosofar. e uma atitude que. de fato. portanto. como realismo e idealismo. . Numa atitude submissa e questionável esses homens. ao contrário. CAPÍTULO IV. e atribui a esta aceitação de que o pensamento é situado se situado é a expressão efetiva da originalidade. sendo esta. capaz de ver o contrário do já dito. portanto. Valoriza o delineamento das datas históricas em que os pensamentos ditos filosóficos foram produzidos. Aquele que a faz utiliza de linguagem e temas próprios de sua posição. pois estão muito ocupados pensando o alheio. Assim prenuncia a sua crítica ao estudo de autores como Platão. sem medo de se despir. portanto. o estranho.UMA RAZÃO QUE SE EXPRESSA Roberto Gomes conceitua a Filosofia como sendo uma razão que se expressa. o que denomina de strip-tease cultural. e conclui ao afirmar que para fazê-la é necessário produzir uma espécie de sucção reflexiva nos termos latentes de nosso tempo e lugar. e. segundo o autor. trata-se de um reconhecimento. mas crítica e posicionada. Tomás de Aquino e Hegel sem situá-los no tempo e espaço em que viveram e sistematizaram os seus pensamentos. subjetivismo e objetivismo. que permite a descoberta do indivíduo consigo mesmo e não somente com as coisas.