Autores  Mário Jorge Dias Carneiro – Coordenador  Michel Spira  Jorge  Sabatucci  SUMÁRIO  Introdução  Considerações Didático­Metodológicas  Conteúdo Básico Comum (CBC) de Matemática no Ensino Fundamental da 5ª a 8ª Séries 

Eixo Temático I – Números e Operações  Eixo Temático II – Álgebra  Eixo Temático III – Espaço e Forma  Eixo Temático IV – Tratamento de Dados  Bibliografia 

Introdução  Este novo volume da Matemática para a Série “Cadernos Pedagógicos” foi elaborado a partir da revisão  de parte da proposta curricular do Conteúdo Básico Comum (CBC) para o ensino da Matemática no  Ensino Fundamental em todo o Estado de Minas Gerais.  Trata­se essencialmente da parte em que são listados os Eixos Temáticos, ou seja, as unidades  estruturadores e os tópicos que irão constituir o Conteúdo Básico Comum (CBC) para todas as  propostas curriculares das Escolas Estaduais de Minas Gerais.  A revisão está baseada nas sugestões obtidas ao longo do ano de 2005, por meio de contatos diretos  com professores da rede estadual e durante os cursos de capacitação, palestras, debates e fóruns  realizados com estudantes de licenciatura em Matemática e com docentes do ensino superior.  Nesta revisão buscou­se:  ü  melhorar a coerência da proposta e formular com maior precisão as competências e habilidades,  tentando esclarecer o que é essencial para um aluno do ensino médio;  ü  aprimorar o entendimento da relação entre os diversos tópicos;  ü  e permitir uma maior flexibilização nos temas complementares através da fusão ou supressão de  alguns tópicos.  Foi realizado também um cálculo da carga horária de cada tópico, a fim de se fornecer uma medida  indireta do nível de detalhamento ou profundidade que se espera no CBC.  A listagem dos tópicos representa apenas um guia, um roteiro baseado no qual cada escola poderá traçar  o caminho que seja mais adequado aos seus objetivos, buscando fazer uma distribuição ao longo do ano  escolar, de modo coerente com o seu projeto pedagógico.

 apesar das  atitudes de insegurança nessa fase do desenvolvimento do aluno. a  necessidade de certas aprendizagens. também revisadas e melhoradas com a incorporação de sugestões dos professores. as significativas mudanças que afetam seu desenvolvimento físico. para argumentar expressando idéias e pontos de  vista com mais clareza. Nessa fase também intensifica­se a  capacidade para questionar.”  “Acentuando esse descompasso. é essencial que se conheça não apenas o que se ensina mas para quem se  ensina. no caso  específico da Matemática. inclusive. ressalta­se o caráter dinâmico da proposta que pretende agregar cada vez mais as  contribuições de docentes e especialistas buscando o seu aperfeiçoamento e melhorando a sua  adequação às características e necessidades do nosso Estado. para tomar algumas decisões.”  “No caso dos adolescentes. È um período bastante complexo onde se manifestam várias características para as  quais o professor deve estar atento e considerar nas suas ações pedagógicas e orientar as suas opções  metodológicas.  emocional e psicológico repercutem fortemente no seu comportamento o qual.” ª  ª  . Acrescente­se a isso. a passagem do antigo período de 1ª a 4ª séries para 5ª a 8ª  séries traz ainda.Por outro lado. para os alunos. Outro aspecto que se evidencia é a maior possibilidade de compreender  e utilizar recursos tecnológicos. ampliam­se as capacidades  para estabelecer inferências e conexões lógicas. na escola. acirra­se a crítica pouco fundamentada. muitos já trabalham e assumem responsabilidades perante a família.  Transcrevemos a parte das considerações sobre as características dos alunos descritas nos PCN e  reproduzidas no documento [PP ]  “Nos dois primeiros anos dessa etapa da escolaridade convivem alunos com características  muitas vezes ainda bastante infantis e adolescentes. que faz com que coloquem  em dúvida a importância de certos valores. atitudes e comportamentos e. foram previstos Temas Complementares que.  Considerações Didático­Metodológicas  Para alcançar os objetivos descritos anteriormente.  Além do Conteúdo Básico Comum (CBC). Durante o período entre a 5  e 8  série os alunos passarão por fases marcantes em seu  desenvolvimento. muitas  vezes é interpretado pelos professores como insolência. a instabilidade.  Finalmente. que já  passaram por uma ou várias experiências de reprovação ou de interrupção dos estudos. gerando conflitos no relacionamento  entre ambos. sendo  que dentre esses. é fundamental que se adotem estratégias adequadas  de ensino e para isso. exigências e  disponibilidade de dedicação com os quais não estão habituados . medo e insegurança. por exemplo) quanto a introdução de novos  tópicos dentro das potencialidades da turma. contêm atividades curriculares cujo objetivo tanto pode ser a supressão de  deficiências de conteúdos específicos (aulas de revisão. um aumento crescente de pressões. ou mesmo alunos mais velhos. que caracterizam as  reações dos adolescentes frente a situações diversas.É importante frisar que parte integrante fundamental da presente proposta curricular são as orientações  pedagógicas. para abstrair  significados e idéias de maior complexidade.

 também ampliam­se suas possibilidades de realização de trabalhos  individuais. momentos de inquietação emocional e psicológica. que repercutem na vida afetiva. orientação sexual. Orientações pedagógicas . geralmente. também. canalizando para a  aprendizagem toda a ebulição desse espírito emotivo. a possibilidade de  levantar hipóteses. Isso faz com que esses jovens ampliem suas percepções e  tornem­se mais independentes e autônomos diante de certas vivências: administrar as próprias  economias. a observação ganha em detalhes. contribui para o fracasso escolar comprovado pelos elevados índices  de reprovação que aparecem nesse ano. de certo  modo. O conhecimento  do mundo e as experiências de vida. desenvolvendo atividades pouco qualificadas e ansiosos por melhores  condições de vida. o vínculo da Matemática com as situações do cotidiano. muitos alunos ainda estão às voltas com mudanças  corporais. fora da tutela dos pais.”  “Nos dois últimos anos (7ª e 8ª séries).”  1. Essa  revisão. Junto a esses problemas. alguns conteúdos novos são explorados. transitar sozinhos por novos espaços. um maior interesse por parte dos alunos. traz para os  alunos desses dois últimos anos do ciclo novas experiências e necessidades. de arriscar­se na busca de resultados sem a tutela do professor. para tomar algumas decisões. participar das decisões familiares. é necessário refletir sobre o que é possível fazer no  sentido de minimizar os problemas que caracterizam esse ciclo. para argumentar expressando idéias e pontos de vista com mais  clareza. começa  a se configurar uma nova e grande expectativa ­ a continuidade dos estudos e o futuro  profissional.”  “Nesses últimos dois anos acentua­se.”  “A perspectiva de ingresso na juventude. meio ambiente. na maioria das vezes infindável. para abstrair significados e  idéias de maior complexidade. ampliam­se as capacidades  para pensar de forma mais abstrata. o interesse dos jovens por alguns temas sociais  tais como cidadania. há uma forte  tendência em fazer da 5ª série uma revisão dos conteúdos estudados nos anos anteriores. causa desinteresse aos alunos e. trabalho e consumo. contrariando as considerações do parágrafo anterior. diferentemente do trabalho realizado nas  séries anteriores. etc. além de expectativas quanto ao futuro. decidir  sobre as atividades de lazer. na  sexualidade. nas relações com a família e também na escola. acontecem no círculo do  grupo. ao contrário dos anos anteriores.”  “Já no ano seguinte (6ª série) . Outro aspecto que se acentua é ampliação da capacidade para compreender e utilizar  recursos tecnológicos e audiovisuais. Porém. Convém lembrar que muitos desses alunos já terão ingressado no mercado de  trabalho.”  “Diante de um quadro complexo como esse. instável e questionador do aluno nessa  fase de desenvolvimento. saúde.“No caso da Matemática. Ao mesmo tempo que os alunos se organizam melhor para  produzir em grupo. paradoxalmente ao  que se pretendia com ela. o que garante.”  “Sob o ponto de vista cognitivo. vão ficando  cada vez mais distantes gerando em muitos casos no divórcio entre o aluno e o conhecimento  matemático.

 combinatório. O que ocorre é exatamente o contrário. Economia) por modelos  matemáticos mais efetivos e sofisticados. estatístico. intuição. desenvolvendo  a auto­estima e a perseverança na busca de soluções; . desenvolvendo formas de  raciocínio e processos como dedução. diagramas. a criptografia. do conhecimento matemático. por exemplo. estimativa e utilizando  conceitos e procedimentos matemáticos. equações. o espírito de investigação e o desenvolvimento da  capacidade para resolver problemas; • fazer observações sistemáticas de aspectos quantitativos e qualitativos do ponto de vista de  relações entre eles. • resolver situações­problema. organizar e produzir informações  relevantes para interpretá­las e avaliá­las criticamente  Isto significa que o ensino da Matemática deve evidenciar o caráter dinâmico. fazendo uso da linguagem oral e estabelecendo  relações entre ela e diferentes representações matemáticas;  O objetivo é levar o aluno a raciocinar e expressar­se matematicamente.  O entendimento da Matemática como um conhecimento científico em construção. a cada dia. existe uma tendência de considerá­  los como algo pronto e estático. ou seja. indução. probabilístico); selecionar.Também de acordo com os PCN.  métrico. como objetivos do  ensino fundamental. as finalidades do ensino de Matemática indicam. • estabelecer conexões entre temas matemáticos de diferentes campos e entre esses temas e  conhecimentos de outras áreas curriculares;  Isto significa que o projeto pedagógico para a Matemática deve ser elaborado de forma  articulada como as outras disciplinas e que sempre que possível seja ressaltada a relação entre  os conceitos abstratos com as suas aplicações e interpretações em situações concretas tanto na  aula de Matemática quanto na disciplina em que está sendo utilizada. propicia ao  aluno o reconhecimento das contribuições desta disciplina e a importância de sua aquisição para  a compreensão e atuação consciente na sociedade. ou seja. Devido ao fato de que mesmo conhecimentos  matemáticos muito antigos possuem ainda hoje aplicações. analogia. descrever. como aspecto  que estimula o interesse. • comunicar­se matematicamente. • sentir­se seguro da própria capacidade e construir conhecimentos matemáticos. Biologia. a curiosidade. geométrico. sabendo validar estratégias e resultados. e não  cessam as demandas de outras áreas (por exemplo. levar o aluno a: • identificar os conhecimentos matemáticos como meios para compreender e transformar o mundo  à sua volta e perceber o caráter de jogo intelectual. utilizando para isso o conhecimento matemático (aritmético. representar e apresentar resultados com  precisão e argumentar sobre suas conjecturas. em constante  evolução. fatos da geometria) para resolvê­las . bem como instrumentos tecnológicos disponíveis. surgem  novas questões matemáticas e até novas áreas de pesquisa. reconhecer  situações que podem ser descritas em linguagem matemática e ser capaz de aplicar métodos  matemáticos ( operações. característico da Matemática.

 análise de casos particulares e generalização. a crítica dos modelos adotados e o  confronto dos resultados obtidos com o enunciado original do problema.  Estes problemas são aqueles levam a uma compreensão do que realmente é Matemática. o trabalho em grupo e os recursos didáticos de caráter lúdico  como jogos. é o de desenvolver habilidades  para a solução de problemas. apresentando e requerendo do aluno demonstrações simples em álgebra e  geometria. Resolução de Problemas  Um dos principais objetivos do ensino de Matemática. capacidade de concentração e reflexão.  Por situação­problema entendemos problemas que envolvem o processo de tradução do enunciado.  Deve­se evitar a formalização excessiva e concentrar­se no desenvolvimento de habilidades conceituais e  manipulativas. seja  contextualizado ou não. é adequado e desejável introduzir de modo gradativo o  método lógico dedutivo. os estudos dirigidos. estimativas. trabalhando coletivamente na busca de soluções  para problemas propostos. identificando aspectos consensuais ou não na discussão de um  assunto. pois se  passam em um ambiente onde coexistem os modos de pensamento formal e intuitivo. deve­se privilegiar a diversidade em oposição à repetição e quantidade. pode ser uma fonte de prazer intelectual em cada solução encontrada  e desafio superado. exposições. Por outro lado.  que despertam a curiosidade dos estudantes. Por outro lado. analogia. problemas interessantes. recursos  computacionais para uso em geometria dinâmica e experimentos de cálculo.• interagir com seus pares de forma cooperativa. estimulando a leitura de  textos matemáticos. Em contrapartida.  Portanto. disciplina  e perseverança. as metodologias utilizadas devem priorizar um papel ativo do aluno. respeitando o modo de pensar e aprendendo com eles  Especialmente na fase em que se encontram os alunos. quando já se atingiu alguma maturidade. Eles estimulam o trabalho em grupo. hábitos e métodos de estudo.  A solução de uma ampla variedade de problemas desenvolve a capacidade de abstração do aluno bem  como a habilidade de atribuir significado aos conceitos abstratos estudados. na 7  e  8  series.  2. estimulando o uso de mecanismos informais como intuição. que devem tornar­se hábito para o aluno: seu uso deve ser apontado e estimulado pelo  professor. é necessária uma boa capacidade de usar a linguagem  matemática para interpretar questões formuladas verbalmente. aproximação.  O constante desenvolvimento das habilidades para a solução de problemas envolve as seguintes  estratégias. bem como as  linguagens formal e verbal. No primeiro caso. Ao contrário do que ocorre  em vários livros­texto atuais. o ensino de Matemática pode contribuir muito  para que adquiram responsabilidades. reconhecimento de  a  padrões. em linguagem matemática e a tomada de decisão sobre quais ferramentas  matemáticas serão usadas em sua resolução ("modelagem"). podem surgir dentro do próprio contexto matemático onde  novas situações podem ser exploradas e o conhecimento aprofundado. Isto porque a aquisição do  conhecimento matemático demanda trabalho individual. Esses problemas podem advir de situações concretas observáveis (  "contextualizadas") ou não. num exercício contínuo da  imaginação. a  . murais de problemas e curiosidades matemáticas e quando disponível. em qualquer nível.

 Nesse processo. observar. elaborando novas estratégias de solução a partir da  análise crítica dos erros. de sua discussão e interpretação) para que não tenha dificuldades  na hora de encontrar a solução de um problema. o material e a metodologia  utilizados. proceda sem percalços.  especialmente no caso de adolescentes. • • • • perceber padrões em situações aparentemente diversa estudar casos especiais mais simples usando­os para elaborar estratégias de resolução de  casos mais complexos ou gerais fazer uso do método de tentativa e erro. quase que automaticamente. o aluno deve se sentir seguro ao somar duas frações executando a operação como um  hábito de rotina (sem prejuízo.  Sabe­se que a questão da avaliação é muito delicada e que pode afetar a auto­estima do aluno. Tais exercícios destinam­se exclusivamente a fazer com que o  aluno. O professor deve incentivar e abrir espaço para que os alunos exponham oral ou de  forma escrita suas observações. tanto de forma analítica quanto intuitiva expressar oralmente ou por escrito. os alunos. o professor  deve buscar.  possui um conjunto de parâmetros que o habilita a fazer uma avaliação contínua de todo o processo de  aprendizagem. organizar e registrar as atividades em sala de aula. selecionar e registrar situações e procedimentos que possam ser avaliados de modo a  contribuir efetivamente para o crescimento do aluno. Isso permite ao professor reformular a cada momento suas práticas pedagógicas e melhor  adaptá­las às condições de sala de aula. adquirindo assim  experiência e novas perspectivas ("insights") para abordar um problema  Ressaltamos que não deixam de ter importância exercícios de fixação de técnicas e habilidades de rotina  que em geral.• • usar figuras. Avaliação  O professor ao planejar. devem fazer parte das estratégias  de ensino.  Por exemplo. suas dificuldades e seus relatos sobre as atividades e conteúdos  trabalhados. deve levar em conta as  competências pedagógicas e as competências sociais a serem adquiridas pelos alunos. propriedades matemáticas. deve­se ter uma atitude positiva e construtiva em  relação à avaliação. supondo conhecida a solução de um problema e deduzir suas  propriedades para obter um caminho para encontrá­la compartilhar e discutir observações e estratégias de outros estudantes.  3. Essa observação e registro juntamente com os  métodos tradicionais de verificação de aprendizagem (provas e listas de exercícios) nos quais são  ressaltados os aspectos mais relevantes e importantes das unidades. ao encontrar determinada situação padrão. Dessa forma. como tal. com suas próprias palavras. diagramas e gráficos. recorrendo a métodos já utilizados e adaptando­os para a resolução de  novos problemas • • trabalhar de trás para diante.  A avaliação deve ser parte integrante desse processo. estão envolvidos ele próprio. instigar.  A avaliação é parte do processo de ensino­aprendizagem e. usar a simbologia matemática (sentenças) com variáveis e equaçõesusar a analogia como  ferramenta de trabalho.  atribuindo significado aos conceitos abstratos e formulando por meio do uso da linguagem  simbólica questões expressas verbalmente. Além do que foi mencionado acima. são de caráter repetitivo. orientar. é claro. .

 em ambos os  casos. Assim. Dessa maneira. concluímos que a avaliação não deve se resumir somente a provas  individuais e a resultados expressos por notas. refletir com clareza em que momento da aprendizagem se encontra o aluno: competência  adquirida. os "erros"  propiciam uma oportunidade para que os alunos possam aprender a partir deles. a saber. as informações devem fornecer elementos importantes que os  auxiliem a refletir e a auto­regular seu processo de aprendizagem.  Além disso. Essas informações deverão servir para o  professor: • • • orientar­se na elaboração de ações pedagógicas mais diversificadas objetivando atender aos  diferentes ritmos de aprendizagem; trabalhar diferentes níveis de aprofundamento e complexidade ao mesmo tempo; orientar os alunos quanto aos currículos diferenciados. os raciocínios e análises desenvolvidos e o domínio de certas estratégias.  As observações que o professor julgar necessárias registrar. por exemplo. seja tão respeitada quanto uma solução correta. etc. "  4. das competências e das habilidades que são exigidas  socialmente: responsabilidade. Ele deve distinguir quais as  informações são importantes para a reflexão da sua prática e quais as informações devem ser  repassadas aos alunos. servem de orientação aos esforços necessários para superar as dificuldades. também devem ser observadas. com o objetivo de fornecer um mapeamento desenvolvimento do aluno ao longo do ciclo. Por  outro lado. Além dessas. a avaliação deve levar em conta as competências pedagógicas e sociais e. achamos que as provas individuais ainda  desempenham um papel importante no processo. nas tarefas de casa. em fichas  individuais. pois essas são insuficientes ou mesmo inadequadas para  avaliar a maioria das competências que estamos propondo avaliar. competência em fase de aquisição ou competência a ser reforçada. cabe à avaliação fornecer aos professores as informações  sobre como está ocorrendo a aprendizagem em relação à compreensão dos conhecimentos. capacidade  de tomar decisões. valorização do trabalho coletivo. . como por  exemplo. No entanto. o professor não deve passar a maior parte do seu tempo de trabalho se dedicando a registrar  essas observações. etc. nas tarefas orais. podem ser anotadas. mesmo incorreta.  Resumindo.  Já no segundo caso (competências sociais).  questões mais especificamente relacionadas com o grau de envolvimento do aluno no processo tais  como: Procura resolver problemas? Usa estratégias criativas? Faz perguntas? Justifica as respostas  obtidas? Comunica suas estratégias com clareza? Questiona os pontos que não compreende ou com os  quais não concorda? etc.No primeiro caso (competências pedagógicas). solidariedade. É extremamente importante que uma tentativa  consciente de resolver um problema. nas  participações em feiras e oficinas. perseverança. Para esses. a avaliação tem como função auxiliar e orientar os alunos  quanto ao desenvolvimento das atitudes. Como lidar com erros  O erro na resolução de um problema ou em uma avaliação deve ser encarado como uma oportunidade  ideal de revisão de conceitos e estratégias de solução. sugerimos que a avaliação em  Matemática ultrapasse os limites quantitativos e se dê nos diversos momentos da aprendizagem. pois essas também ajudam o aluno a refletir sobre suas  capacidades e limitações e. Convém deixar claro que o objetivo é a aprendizagem. com a participação dos  alunos. a correção dessas provas por parte do professor em sala de aula. proporciona uma excelente atividade de revisão dos conhecimentos.  nas atividades individuais e de grupo dentro da sala de aula.  Considerando o exposto acima.

 seu esforço é bem recebido e que ele contribuiu  positivamente para o trabalho do professor e da turma. subtrair. 5 e 10. caso adequado. uma solução correta deve vir da  turma; o professor pode então intervir analisando as etapas da discussão e apresentando soluções  alternativas. Idealmente. não criticando o raciocínio mas  mostrando que a solução não atende ao enunciado do problema. calcular a  raiz quadrada de quadrados perfeitos. Após isto. Representar a relação entre dois números naturais  em termos de quociente e resto. Utilizar o algoritmo da divisão de Euclides.  2.  Conjunto dos Números Naturais • HABILIDADES Operar com os números naturais: adicionar.  Conteúdo Básico Comum (CBC) de Matemática no Ensino Fundamental da 5ª a 8ª Séries  Eixo Temático I  Números e Operações  Tema 1 – Conjuntos Numéricos  TÓPICOS  1.  • Resolver problemas envolvendo operações com  números naturais. frente a um erro do aluno. é primeiro fazer o aluno expor claramente  seu raciocínio. 3.  multiplicar. • • • Fatorar números naturais em produto de primos. calcular potências. Calcular o mdc e do mmc de números naturais. Isto feito. e as sugestões de correção devem ser registradas e  discutidas. mesmo errando.  Conjunto dos Números Inteiros • Reconhecer a necessidade da ampliação do  conjunto dos números naturais através de  situações contextualizadas e resolução de . • • • Utilizar os critérios de divisibilidade por 2. dando a elas o mesmo valor do raciocínio inicial.  A postura adequada do professor. sua autoconfiança aumenta e ele percebe que o  erro é uma oportunidade de crescimento.Quando o aluno percebe que. o professor deve mostrar que algo está errado. o raciocínio deve ser  colocado em discussão aberta com a turma. Resolver problemas que envolvam técnicas  simples de contagem.

 Conjunto dos Números Reais • Reconhecer a necessidade da ampliação do  conjunto dos números racionais através de  situações contextualizadas e da resolução de  problemas. Identificar as dízimas não periódicas com os  números irracionais. • Operar com números racionais em forma decimal e  fracionária: adicionar. dividir e  calcular potências e calcular a raiz quadrada de  quadrados perfeitos.  multiplicar. • • • Identificar números racionais com as dízimas  periódicas. Representar geometricamente os conceitos de .  Temas Complementares  I. • Resolver problemas que envolvam números  racionais. 3. • Associar uma fração à sua representação decimal  e vice­versa.  Conjunto dos Números Racionais • Reconhecer a necessidade da ampliação do  conjunto dos números inteiros através de situações  contextualizadas e/ou resolução de equação.  utilizando a ordenação no conjunto. Usar geometria para construir segmentos de  comprimento irracional  II. multiplicar. • Operar com números inteiros: adicionar. • Localizar números inteiros na reta numérica. subtrair. calcular potências.  • Localizar números racionais na reta numérica.  utilizando a ordenação no conjunto. • Resolver problemas que envolvam operações com  números inteiros.equação. subtrair. Números Naturais • • Utilizar a representação decimal para justificar  critérios de divisibilidade.

  8. lucros e prejuízos.  Valor Numérico de uma Expressão • Calcular o valor numérico de uma expressão.  • Utilizar a linguagem algébrica para resolução de  problemas. 5. Resolver problemas que envolvam o cálculo de  prestações em financiamentos com poucas  prestações. Identificar grandezas inversamente proporcionais.  Eixo Temático II  Álgebra  Tema 1 – Expressões Algébricas  TÓPICOS  7. . • HABILIDADES Utilizar a linguagem algébrica para representar  simbolicamente as propriedades das operações  nos conjuntos numéricos e na geometria.  Resolver problemas que envolvam o cálculo de  porcentagem.  Porcentagem • • Interpretar e utilizar o símbolo % .  Juros • • Calcular descontos. • Traduzir informações dadas em textos ou  verbalmente para a linguagem algébrica.  Linguagem Algébrica.quociente e de resto na divisão de dois naturais  números  Tema 2 – Grandezas Proporcionais  TÓPICOS:  4.  • Comparar preços à vista e a prazo.  Proporcionalidade Direta e Inversa • • • HABILIDADES Identificar grandezas diretamente proporcionais. 6.  Resolver problemas que envolvam grandezas  direta ou inversamente proporcionais.

Resolver uma equação do segundo grau.• Utilizar valores numéricos de expressões  algébricas para constatar a falsidade de igualdade  ou desigualdades. Dividir um monômio por um monômio.  Tema 2 – Equações Algébricas  TÓPICOS  10. • • • • • Somar.  Equações do Primeiro Grau • • • HABILIDADES  Identificar a raiz de uma equação do primeiro  grau. Dividir um polinômio por um monômio.  11. . multiplicar e subtrair polinômios. Calcular o mdc e o mmc de polinômios simples (de  grau baixo). Resolver problemas que envolvam um sistema  de duas equações do primeiro grau com duas  incógnitas  12.  Operações com Expressões Algébricas  Básicas. 9.  Fatorar uma expressão algébrica.  Sistemas de Equações do Primeiro Grau • • Identificar a(s) solução (ões) de um sistema de  duas equações lineares. Resolver uma equação do primeiro grau Resolver problemas que envolvam uma  equação do primeiro grau. Operações com expressões algébricas • • Dividir dois polinômios.  Equações do Segundo Grau • • • • Identificar a(s) raiz(ízes) de uma equação do  segundo grau. Reconhecer os produtos notáveis.  Temas Complementares  III. Resolver situações­problema que envolvam  uma equação do segundo grau. Identificar as raízes de uma equação dada por  um produto de fatores do primeiro grau.

 circunferência. corda.  Identificar as raízes de uma equação dada por um  produto de fatores do primeiro e do segundo graus. • Reconhecer as relações entre os ângulos formados por  retas paralelas com uma transversal.  retas tangentes e secantes. e dos principais quadriláteros:  quadrado. polígonos e seus  elementos. perpendiculares e  paralelas. • • Identificar ângulo como mudança de direção. 14.  15. diâmetro.  • Reconhecer as principais propriedades dos triângulos  isósceles e equiláteros.  • Utilizar as relações entre ângulos formados por retas  paralelas com transversais para obter a soma dos  ângulos internos de um triângulo. paralelas e transversais e  perpendiculares para descrever situações do mundo  físico ou objetos. multiplicar.  Ângulos formados entre Paralelas e  Transversais • Utilizar os termos ângulo. disco. • Reconhecer e descrever objetos do mundo físico  utilizando termos geométricos. subtrair e dividir polinômios. retângulo. Identificar retas concorrentes.  IV.• Somar.  triângulo e seus elementos. . raio. Equações • Eixo Temático III  Espaço e Forma  Tema 1 – Relações Geométricas entre Figuras Planas  TÓPICOS  13.  Congruência de Triângulos • Reconhecer triângulos congruentes a partir dos  critérios de congruência. paralelogramo. • Reconhecer a altura de um triângulo relativa a um de  seus lados. ponto médio de um segmento. losango.  Figuras Planas • HABILIDADES Identificar segmento. trapézio.

  • Resolver problemas que envolvam o teorema de  Pitágoras. 17. Semelhança e Trigonometria no Triângulo  Retângulo • • Utilizar semelhança de triângulos para descrever  as relações métricas no triângulo retângulo. 18.  • Construir um triângulo a partir de seus lados. 16.• Resolver problemas que envolvam  critérios de  congruência de triângulos.  Teorema de Pitágoras • Utilizar semelhança de triângulos para obter o  teorema de Pitágoras. paralelas e mediatriz de  um segmento usando régua e compasso. • Utilizar congruência de triângulos para descrever  propriedades de quadriláteros: quadrados. Resolver problemas que envolvam as razões .  • Resolver problemas que envolvam semelhança de  triângulos.  VI.  Construções Geométricas • Construir perpendiculares.  Temas Complementares  V.  Teorema de Tales e Semelhança de  Triângulos • Resolver problemas que envolvam o  teorema de  Tales. com  régua e compasso. Pontos Notáveis de um Triângulo • • • • Reconhecer as propriedades do ponto de encontro  das medianas de um triângulo (baricentro). Reconhecer as propriedades do ponto de encontro  das bissetrizes de um triângulo (incentro). • Reconhecer triângulos semelhantes a partir dos  critérios de semelhança.  retângulos. losangos e paralelogramos. Reconhecer as propriedades do ponto de encontro  das três alturas de um triângulo (ortocentro). Resolver problemas que envolvam segmentos que  unem cada vértice de um triângulo a pontos do  lado oposto (cevianas).

  VIII. Relacionar medidas de ângulos centrais. a bissetriz de um  ângulo como figuras obtidas a partir de simetrias.  Áreas e suas Medidas. • • HABILIDADES Reconhecer a necessidade de medidas padrão. inscritos  e arcos em uma circunferência. • Construir com régua e compasso: a mediatriz de  um segmento.  quadrados e hexágonos regulares. transporte de  ângulos e de segmentos. • Construir triângulos isósceles e eqüiláteros. Relacionar o metro com seus múltiplos e  submúltipos. .  • Resolver problemas que envolvam o perímetro de  figuras planas. Simetrias • Identificar simetrias de figuras em relação a uma  reta ou em relação a um ponto.  IX.  Tema 2 – Expressões Algébricas  TÓPICOS  19.  VII.  Medidas de Comprimento e Perímetros. a bissetriz de um ângulo. • Relacionar o metro quadrado com seus múltiplos e  submúltipos. Construções Geométricas • Reconhecer o ponto médio de um segmento. • • Utilizar instrumentos para medir comprimentos. retas perpendiculares.  • Escolher adequadamente múltiplos ou  submúltiplos do metro quadrado para efetuar  medidas. Ângulos em uma Circunferência • • Identificar ângulos centrais e inscritos em uma  circunferência. retas  paralelas. Fazer estimativas de medidas lineares tais como  comprimentos e alturas.trigonométricas seno cosseno e tangente. 20. a  mediatriz de um segmento. • Escolher adequadamente múltiplos ou  submúltiplos do metro para efetuar medidas.

  expressos em unidade de medida de volume ou  em unidades de medida de capacidade: litros ou  mililitros.  Reconhecer a planificação de figuras  tridimensionais ­ cubo.  Eixo Temático IV . 22. discos ou figuras  compostas por algumas dessas.  Resolver problema que envolva o cálculo de  medida de ângulos internos  ou externos de um  polígono. • • Relacionar o decímetro cúbico com o litro e o ml. Áreas Laterais e Totais de Figuras  Tridimensionais XI. Resolver problemas que envolvam a área de  figuras planas: triângulo. bloco retangular. • Relacionar o metro cúbico com seus múltiplos e  submúltipos.  Resolver problemas que envolvam cálculo de  volume ou capacidade de blocos retangulares.  Volume.  paralelogramo. quadrado. Planificações de Figuras Tridimensionais • • Calcular a área lateral ou total de figuras  tridimensionais.  Temas Complementares  X. • • Construir figuras tridimensionais a partir de  planificações. cilindro.  cone e pirâmide.  Medidas de Ângulo • • • Utilizar o grau como unidade de medida de ângulo. • • Fazer estimativas de volumes e capacidades. Capacidade e suas Medidas. pirâmide. cilindro. Escolher adequadamente múltiplos ou  submúltiplos do metro cúbico para efetuar  medidas.• • Fazer estimativas de áreas. Utilizar instrumentos para medir ângulos. bloco retangular. retângulo. trapézio. 21. Calcular a área lateral ou total de uma figura  tridimensional a partir de sua planificação.

Utilizar um gráfico de setores para representar um  conjunto de dados.  Organização e Apresentação de um  Conjunto de Dados em Tabelas ou  Gráficos • • • • • • • • HABILIDADES  Organizar e tabular um conjunto de dados.  Conceitos Básicos de Probabilidade • Relacionar o conceito de probabilidade com o de  razão.  Tema 2 ­ Probabilidade  TÓPICOS  25. Utilizar um gráfico de colunas para representar um  conjunto de dados.  Bibliografia  NO SITE E NO CADERNO NÃO CONSTA A BIBLIOGRAFIA . 26. Interpretar e utilizar dados apresentados em tabelas. Utilizar um gráfico de setores para representar um  conjunto de dados.  Contagem • HABILIDADES  Resolver problemas simples de contagem utilizando  listagens ou o diagrama da árvore.  • Resolver problemas que envolvam o cálculo de  probabilidade de eventos simples. Interpretar e utilizar dados apresentados num gráfico  de segmentos.  Média Aritmética • Resolver problemas que envolvam a média  aritmética. Interpretar e utilizar dados apresentados num gráfico  de colunas. Interpretar e utilizar dados apresentados num gráfico  de setores  24.Tratamento de Dados  Tema 1 – Representações Gráficas e Média Aritmética  TÓPICOS  23.