A HISTORIA DO DIREITO NA IIlSTÕRIA SOCIAL

Colecção

M O V IM E N T O

ANTONIO M, HESPANHA

1. INTRODUÇAO A S CIbNCIAS SOCIAIS

a.
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V .

Pi erre Jaccard RSSORIA SOCIAL DO TRABALHO - I vai. Pierre Jaccard H I S T 6 R I A SOCIAL DO TRABALHO - I 1 vol. Pierre Jaccard O TERCEIRO M U N W E A L U T A PELA INDEPENDPNCIA ECON6rnCA N. Simonla A CIBNCIA NA HISTÕRIA - I vol. J. D. Bernal A CI1NCIA NA HISTORIA I1 vol. J. D. Bernal A CI1NCIA NA HISTORIA - 1 1 vol. 1 .. Berna1 i D. A CIENCIA NA H I S T ú R I A - I V 701. J. I . Bernal ) A CISNCIA NA HIST6RZA ---V d . v

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S. D. Eernal

Victor de SA 18. MPECTCYS DO ENSINO NA REPúBLICA DEMOCRITICA ALEM&
Rog4no Fernandes

10. A C113NCi.4 NA HISTORIA - V1 701. . . -emal i E D. 11. A CIeNCIA NA HISTORIA - VI1 vol. I. D, Berrial 12. INTRODUÇãO A SY3CICLOGIA Daniel de %usa 13. PROBLEMAS m D P Y M E N T A I S DA INTEGRAÇAO CAPITALISTA M Waxirnova 14. DIAMCTICA DAS VANGUARIIAS E. M. d e Melo e Castro 15. SOCIALISMO. DEMOCRAC'B, IDEOLOGIA D. Kérimw e E. Tchbkbarine 16. ESTETICA D A CANÇAO POLfTICA - AUh~uns problemas JnsB Barata Moura 17. RBPElN3AR PORTUGAL - Reflexões sobre o Colonidismo e a Desco1on15ação

A HISTÓRIA DO DIREITO NA HISTÓRIA SOCIAL

19. CIeNCIA E (INjDFPENDRNCIA, I vol. S. Anderson e M. B a i n 20. CIENCIA E (IN)DEPENDENCIA. I1 vol
~ ~

9 Anderson e M. Bnzin 2 . UMA INTRODUÇAO A BCONOMIA POLfTICA 1 P i e r r e Salama e Sacques Valier 22. A NOVA L E I DA REFORMA AGRáRIA A. Lopas Cardoso 23. FALESTINIANOS. OS NOVOS JUDKLrS Helena Salem 24. EIPISTEMOLOGIA DAS CIÉNCWS SOCIAIS Daniel da Soiis~a 25. A HIST6RIA DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL António M Hespanha

LIVROS HORIZONTE

Tttulo: R História do Direito na História Social
Autor: Antbnio

M .Hespanha

@ Livros Honsmnte
Capa; Soares Rocha

Nota prévia

Resomadas todos as direitos de publicaç5o total ou parcial para a língua portuguesa por

LIVROS. H O R I Z O N T E , L D A . Riia das Chagas, 17 - 1.0 Dt.0 - L I S B O A - 2

Este liiro tem por objecto a história dessa realidade omnipresente mas obscura a que chamamos direito. Que esta história existe, que náo é apenas a singela sombra de algo que 3e passa noutro lado, parem-me cada vez mais evidente. A nossa experiência recente da indocilidade dos instrumentos jurídicos, da forma como clcs se tornavam peçcidos e avrssos na m i o de quem pretendia utilizá-los na transformação profunda da nossa aocipdade, foi eloquente quanto a demonstrar que o direito é mais d o que uma formaliaaçáo da vontade pdítica dos homens. Mas a nossa experiência presente mostra-nos mais ,do que isso. Quando hoje aquilo que foi indubitavelmente <legítimo, (do ponto de vista político) é equiparado a acrime~,por falta de uma oportuna cobertura jurídica, e daí se extraem conse. quências politicamente relevantes; como quando actos que se tornaram indubitavelmente %ilegítimos» (do mesmo ponto de vista) sáo considerados clícitosw, por falta de adequada caber. tura jurídica da sua punirão, nós adquirimos a trági.ca demonstração de que essa realidade ind6cil e fugidia é mesmo um cinstrumentox, isto é, tem mesmo que ver com a realidade social e com a sua transformação. Fazer a história do direito é, no fim de contas, traçar OS limites desta autonomia* e desta <eficácia*; auscultar, no jurista, a tensão entre o clerc e o purtisan e detectar o qno, para além da sua vontade, o f a ser as duas coisas: cultor de um mz

outro inventariando os instru. - . pelo contrário. de que é amostra a imponente eriidiçáo do ecu último estudo publicad'o. Por outro lado. mas atenta ? cadência autGnoma de cada um dos seus iiíileis. No universo ideoló. suficientemente provada. desvalorizar a ordem social e jurídica pré-biirp e s a . o primeiro tendo j6 cumprido o papel de grande renovador dos . nesta temática da esperança. a talhme de foice. pois há niais quem rieste conipasso de espera da historiografia jurídica portuguesa v i preparando os caminhos do futuro. Os temas que ele recolhe wtãn. ma3 respeitadora da coniplexidade do real. orien. por outro. E. para tanto. rilentos de trabalho. apreçentandoAa como fundada na irracionalidade. para o modo como h$-de ser &ta. crise que a corrói desde os meados do gculo passado e qiie. se se radica na recente re. perante uma recupçração da longa crise desta disciplina. Um procurando estabelecer os seus clnone. isto 6. r ~ ~ p c i t a r cânones de uma histbria os rigorosamento rnaterialista. à história competira iiina dupla tarefa: por um lado. engenheiro de relações sociais de que dcpemde o modo como os homens entre si vivem. porém. O materialismo histórico na hist6rh do direito (Notas sobre bibliografia mente) ApDs um longo período de letargo. dica Até que ponto nPo representa isto mais do que uma moda? Att5 que ponto n5o estanios. n i o estou. Em Portugal foi também este o sentido da historiografia jurídica desde a época ponibalina. libertos da arbitrariedade e liisioricidade das anteriores j z ) .interessr que. nos seus traços dominantes. Lembro. a de fazer a apologia da luta da burgiiesia contra r s a ordem ilegít~mae a favor da construi$io de iim direito e de urna sociedade (naturais. não deixa também de corresponder a uma inkensificação dos estudos de história juri. a Unica forma de o fazer sem cair lia epeciilação e no subjectivismo. a ~ e f l ~ x m~:odol6gica ão sobre a história do direito tern merecido ultimameritr? um indesmentido interesse ["i. este livro escrevi-o com esperança e isto ressalta da sua própria estrutura. otitros percorrendo problemas-Ironteira R novos doiníriioç de investigação. penhara uma função ji~ridica (e tarnbem sociocultnral~ bem defuiida na primeira metade do séciilo XIX. o segundo. os historiadores do direito que re queixeni de s i prúprioa. em geral desem. levando consigo um imenso cabedal científico. posição de certos problemas fundamentais quanto natiirma da démnrche histórica e do próprio direito. conrequentemcnte. Apwar disso. mas não sacrificando a esta a anhliçe pormenorizada dos factos empíricos. valha a verdade. voltados para a Iiistória que está por fazer. porventura porque a sua utilidade não pôde ser. gim que envolveu o ascenso político da burguesia. e harmónicos. a tarefa mais próxima é unir e organizar. I tada para a sínteso eaplicativa. Estas páginas surgem num momento de crise da história do direito em Portugal. portadora de unia leitura global da sociedade. neste ponto. a de relativizar c. desaconiparihado. Fazer a liiatória do direito é fazer isto e é. Na economia da reforma dos eçtudos jurídicos 11772) a história do direito desempenhava. a já indispensável contribuição do historiador alemão Johannes-Michael Scholz para o levantamento das fontes da história do . Há menos de um ano desapareceram dois grandeç hiçturiadorcs do direitu -&Ianucl Paulo iuerêa e Guilherme Braga da Cruz-.3 mitodológicos.sistema dogmitico altamente hermético e formalizado. o lugar dos estudos histórico-jurídicos nas instituições onde eles eram professados -as Faciildades de Direito. Ainda aqui.estiidos histórico-jurídicos em Portugal. Basta. correspondeu à dificuldade de lhe encontrar uma função. E. porventura. rio preconoeito e na injiistiça. A hiçtbria jurídica -como a história.direito português da kpoca moderna.foi posto em caiisa. todos eles.

uma Eunçáo justificadora dos resultados da dogmática. aber es gibt keine mehr. um largo período de crise da historiografia jurídica. a natureza intrinsecamente critica (porque relativizadora) da actividade h i ~ t n r i o ~ r á f i c a em risco a própria rnitificação da ordem jurídica e social d o capitalismo. em lugar de relevo . A partir daqui. à naturização das relações jurídicas e sociais correspenderia o fim da própria actividade do historiador. com o seu intento de encontrar um modelo explicativo da realidade Scial (com as suas sequelas jurídicas . algiins argumentos aos historiadores. a historiografia em gcral) estava a enoerrar-se a si mesma num beco sem saída já que. capaz de justificar a existência da disciplina e o lugar que lhe era conferido no ensino iiniversitário. na sua actividade quotidiana. O positivismo oitocentista.. mais do que isoo. é certo. da complementação d a ju~tificaçãostécnicaa ou dos dogmas jurídicos por uma justificação shistóricaa.o da cultura geral. Somit hat es eine Geschichte gegeben.4 D O DIREITO 11 de relativizar o direito tradialém de outros menores. sentiam o poder retirar da históriado direito um proveito mais largo do que . de um con. sobretudo em torno das q u e s t k decisibas: forma de governo. pyr vezes difícil e sincopad'o mas inevitável. a intenção apologética na historiografia do direito e do Estado conscquente à revolução liberal. tecnocr6tica .MATERIALISMO HIST6RICO NA HIST6RI. (9. de facto. por exemplo. Ao insistir neste tópico da irremediável historicidade da ordem social e jurídica pré-revolucionária e. A juitilicação técnica -iiiais tarde. estatuto das pessoas. a não ser que este aceitasse assiimir-se como antiquarista.o realismo e o institucionalismo). estatuto da terra. um vasto campo de afloramento das normas jurídicas racionais ou do senti~nentod. um campo em que se documentava o parto.dogmáti'ca por oiitros ineios. no fundo. A Coelho da IIoclia. tinuo progresso e apuramento da sensibilidade jurídica. Neste contexto. de o relacionar com a mutabilidade dos tempos e das circunstâncias e de. a fuiiçáo liistoriográfica. K. níio podia deixar de ser tida na suspeição de um elemento cdesestabilizadora (7 riesta-lhe. n o entanto. de uma ccontiniiação da . Crise não tanto no sentido de falta de cultores ou de de3prestigio universitário d a disciplina. fornece. ( 1 8 4 1 ) faz o ponto dos argumentos históricos contra a velha ordem e a favor d a nova. relações do monarca com os povos. partilhando as dificuldades da história geral. opor a rua transitoriedade à permanência tran~tcmporal dos valores jurídicos bur~uesea. Entre nós.. Nem ms juristas. estes divulgados sob a etiqueta de «Direito Naturalw ($). Mas. nomeadamente no g a n d e historiador jurista da época M. Ainda mais clara é. m toda ela envolvida num universo ideológico que a propunha como uma gituaçso natural e indepcndente do devir hi3tórico. não tendo a <Natureza# história. legislação e administração da justiça. é certo. em contraponto. atenta à mutabilidade das cirriinstâncias e ao império destas sobre o devir e a actividade do homem. porém. funr$o que vinha desempenhando tradicionalmente no seio d a pandectística alemã ( u m modernw pandecturum): tratava-se de apresentar os resultados da dogmática juridica como os frutos de uma progressiva descoberta. organização económica e financeira. de uma intençgo consequente. a crise da história do direito como discipli~ia jurídica eru iniludivel. no quadro dos saberes).o justo. .10 A HISTóRIA DO DIREITO NA HIST6RIA SOCIAL O .do direito em vigor sobrelevava continuamente a justificaçáo histórica.es sind ewcge Gesetze wetche s t d s die Geselhchaft ZLL regieren haben. A história do direito era. implicitamente. das soluçues jurídicas consagradas pela dogmática. nesta perspectiva. ia na naturalidade da nova ordem. cujo Ensrt~osnhre Ilktória clo Governo e da LegMIqw de Portugal . De facto.a importância da histbria do direito na explicaçáo da génese das institui~óesjurídi'cas e wciais (9. Tratava-se. a função crítica que desempenhara no pmíodo anterior em relação ao direito e sociedade tradicionais deixara de ter sentido com a definitiva implantação da ordem burguesa. de resto. abre-se. geralmente. Marx bem o notou . o cional. mas sobretiido n o sentido de que a esta faltava ou náo estava nitidemente desenhada uma f u n ~ ã o precisa no sistema das disciplinas jurídicas ( e mesmo. Seja como for. seja. relações Igrcja-Estado. Não se tratava. as página3 introdutórias dos manuais iiniversitários em que se justifica o interesse da disciplina n5o deixavam de referir -e. nem o tom literário da sociologia con). a h i ~ t o r i o ~ r a f jurídica (como.

natureza da concessão da aterra portucalense. desde a religi5o à economia. enfiteuse. pode dizer-se que a s famosae quaestiones da história do direito náo se situaram para cá do t e m o da Idade Média (âmbito dc ~apiicaçãodo direito visigótico. a quinta-essência da cultura ( a aalta cultura>). normalmente. Se. P o r outro lado. este segundo feito: o de expulsar dos domínios da legitimidade científica do materialismo histórico. então. a partir daqui. não fosse compatível com a principal função jdeológica da instituição universitária nos períodos concorrencial e simplesmente monopolista d o capitalismo. b) Justifica-se. da aalta cultura. na crítica textual r na história das fontes. deliberadamente voltada para o passado no afã exclusivo d e o conhecer como passado -sem sequer parecer aspirar a colher da leitura do passado oa contornos desse tespirito humano. Os historiadores terão sentido a dificuldade e aqueles que náo se orientaram pcIa perspectiva dogmática preferiram a erudição e o antiquarismo a uin tipo de pesquisa <sociológicaw que. a partir daí. a história erudita. Gomes da Silva). mesmo. recusar o materialismo ou. em contrapartida. Com =te processo obtêm-se vários resultados ideológicos: a) Define-se como vértice de toda a actividade humana c) Cria-se o mito da neutralidade política. nos domínios ainda mais coutados da papirologia jurídica. passando pela raça e pelo clima (I1).. questão do feudalismo. correspondente ao mito da neutralidade do Estado. ocultando todos os condicionamentos socioeconómicos que lhe subjazem. Braga da Cruz. reforçando a sepdrdçáo eritit: u trdbdll~w intele~tuale u ~iaballlumanual com a distinção entre saberes interessados e saberes <liberais» (cardeal Newmann). era ncccssirio sacrificar a s explicações idealistas. a Universidade cumpria cabalmente a sua funçáo se se limitasse a fortalecrr a divisão social d o trabalho. por natureza privilégio de uma elate aiiaturala. em nome d a cientificidade e do respeito pclos limites do conhccimcnto positivo. de neutralidade. . assim tran3forrnados numa espécie de instância arbitra1 colocada acima dos conflitos de classe i". pelo menos. J. Almeida Costa. de~embocava na literatura Esta histuriografia antiquarista. instituição iiniversitária. possível. e sobretudo na perspectiva da história das fontes. direito familiar e sucessório) e se encerraram noç estreitos Iiinites d e um debate de alta erudição. forjava à maravillia a imagem d e isenção. Por outro lado. como tem sido no. a história dos direitos nacionais. N. Apenas recentemente. então. E. de respeitabilidade. Entre nós. e da um espaço cultural que a dinâmica social e económica do capitalismo só torna acessível à burguesia . teria uma sobreviência dificil se. Ao prinieiro somava-se. p d e r construir um modelo explicativo da sociedade.12 A HISiT6RIA DO DIREITO NA HISTÓRIA SOCIAL O M-iTXRIALIRM0 HISTÓRICO NA IIISTbRI-I DO DIREITO 13 t e m p o r h e a ~ e r m i t i auma utilização eficaz das dados fornecidos pelos historiadores. o carrícter tdesintaressadow destas disciplinas coadjuva na construção do mito da neutralidade da cultura e dos intelectuais. dos círculos <quentes. da problemática cultural e ideológica. em termos de. dissolvê-lo em modelos eclecticos em que se atribuía legitimidade para se recorrer a qiialqoer factor explicativa. se manifestou interesse por épocas menos recuadas. A romanistica reEugia-se na interpolacionistica e. Sobretudo votada i reprodução dar relações sociais de produçáo. social e ideológica dos intelectuais. se afastarem dos problemas correntes da prhtica jurídica e. escrupulosamente baseada na prova documental -substituindo ao problema crítico do conhecimento histórico o problema da crítica das fontes (ID) e condenando qualquer síntese explicativa não empiricamente dcmoiiatrável. M. O cultivo das ciências históricas integra-se tanto melhor neste c o n t ~ x t oquanto mais elas reforçarem %s seus aspectos sofisticados. que vivificaria a experiência do presente (como pretende a démarche hermenêuticn) -. os intelectuais. municipalismo e organização corporativa. As disciplinas eruditas formam. nomeadamente pelo século xIX (IG. com que a ideologia burguesa decora a função do intelectual. tado ( & ) . desdobrarem a imponência do seu aparato erudito. n a problemática protomedieval e medieval. por exemplo. depois. a estratificação social baseada n a cultura. tornava-se.

traz para a experiência da investigação histórica novos domínios da realidade humana e social.ria <militante. pela Kriliscke SchuEe (Th.dores do direito e dos juristas conservadores dos anos trinta e quarenta (Fezas Vital. sobretudo.de que.smo e o neopositivisrno. ruptura . pelo menos nos manuais escolares? é esta a concepção geralmente veiculada acerca da natureza do direito e da sua evolução. muito alto. o pensamento social sofre. O pliiraIismo metodoIógico apresentori. têm o sentido fundamental de sacralizar a tradição. O seu principal alvo é a critica dos grandes mitos d a cobjectividade. Cabra1 de Frioncada e Marcello Cartano. Este movimento de renovaqi50 da teoria ( e hi5tóri. num multiplicar d e pistas e experiências d e investigação. uma sensível mutação. por bandeira essa mesma recusa de adesáo a um modelo explicativo determinado ( I 8 ) . por outro lado. na história .humanistas* ( I e ) . também. Tudo isto se reflecte. relevando quer do idealismo. no entanto. ao segundo. ~ r ó p r i o s .Marcusej e tem um período de rhpida expansão durante e após as profundas crises universitárias de 19úô-1970. Claro que o que fica .0 idealismo e.a) social desenha-se numa dupla linha: por um lado. o realismo e o institucionalismo.como lugar d e encontro dessas ciências) não podem ser uma atitude permanente . Basta . d o ~ e r í o d o ruptura. a indecisão ou o relativismo quanto aos modelos explicativos em ciências sociais (e. d e opor a evolução espontânea ( o direito consuetudinário) i ruptura revolucionária (ou mesmo. Desde logo.tico. com uma técnica exploratóría interina e é como tal que deve ser entendido e valorizado ('9). A renovação dos estudos rnarsistns. que entre nós constituem a principal substracto ideológico dos historia. . quer do ponto d e vista poli. na Luropa ocidental. mérito de G . da filosofia burguesa.do investigador. põe a descoberto o carámcter mítico da objectividade positivista.se. portanto. WeseI d e que a o decisionismo e a disponibilidade da ciência se encontram no típico caminho alemão para . Marcello Caetano. e. J . quer do materialismo histórico escolá~ticoe mecanicista. sobretiida em França. Embora se justifique como táctica provisória em épocas de ruptura.de constituir uma aproxima@~ apenas esquemática desta questáo d o significado sociológico da historiografia jurídica do nosso tempo. . quer do ponto de vista científico. conduzidas com grande liberdade metodológica e tendo mesmo. possibilitada politicamente pelo termo da guerra fria.dito não deixa . uma e outro. Tratava-se. a recusa de assumir quaisquer modelos explicativos instaurou o subjectivisrno e o decisionismo na explicação científica. Desde logo. IIabermas.dizer que. (I4) Mas não deixa mesmo de haver exemplos de compromisso directo da historiografia jurídica com o fascisiiio.. A partir dos anos sessenta. Na -Alemanha Federal a inspiraçáo marxista é aecolhida.de L. Ao primeiro nível. estes mesmos relativismo e arbitrarimedade científicos possibilitaram a plena disponibilidade da ciência para quaisquer manipulayões políticas. neste caso. H. numa perspectiva teórica. legislativa) . Adorno. Isto justifica a afirmação de U. consistiu na revaloraçáo dos próprios textos dássicos e na garmsdescoberta das potencialidades teóricas da i n t e r p ~ c t a ~ ã o ciana do marxismo.o fascismos (I2). a predominância de uma orientação passadista c erudita não exclui a supervivência d e uma histó. nonieadamente o positivi. della Volpe e . mesmo entre nós (como. A eventual verdade d a iriterpretação s b o ç a d a não implica uma completa uniformidade das situacões. era precisamente a ruptura com os grandes sistemas explicativos.0 nas obras d e L. a agora numa perspectiva prática. da iridecisão epistemológica e d o ecletismo de método. nomeadamente para a manipulação nazi-fascista. na Alemanha) (IS). Althusser e suas escolas (I"). Afonso Queiró).L4 A EIISTõRIA DO DIREITO NA HIST6RIA SOCIAL O MATERIALISMO IIIST6RICO NA BISTORIA DO DIREiTO 16 O preço a pagar foi. Carlos Moreira. evidentemente na historiografia ocidental. em suma. então. ao mesmo tempo que infirma a validade teórica d o subjectivicmo e d. comprometida com as p o s i ~ k ideológicas e políticas do conservadorismo. sobretud. de resto já de longe preparada para a mudança pela ectividade critica da escola francesa dos A n d e s (I7). com o que se abrem novos problemas e se exigem novas síriteses cxplicativa~.

depois. tismo (221. Apesar de Marx já ter formulado a tesa de que <os actos e conteíidos d a consciência encontram o seu significado no contexto d a prática>. muito mais prosaicamente.o delimitar em relação a o objectos d a actividade historiográfica próxima (história política. tornam a história nuni instrumento disponível a qualquer tipo de obscuran. não se pode aceitar que para cada um deles possam valer vários modelos com equivalente poder mexplicatiio ou que da curnolayão de vários modelos possa resultar.a investigação empírica.por outro. para impedir o acesso d e cientistas radicais. à docência nas Universidades da Alemanha Federal. A adopção pela historiografia jurádica dp um modclo metodológico cientificamente fundado reprerenta.explicativo prévio (Z1) que permita sel~ccionuras questões relevantes e rdacioná-Ias entre si.nomeadamente o materialismo histórico. aoposição à Constitiiição~(YerJQssungsfeindlichkpit) ( z O ) . desde logo. de definir o objecto 'da historiografia juridica.16 A H I S T 6 R I A DO DIREITO NA HIST6RIA SOCIAL O MA'i'F. tem ainda servido. um enriquecimento metodológico jZ3l. desdme logo. sob a acusação de professarem p o s i ~ ó e scientíficas dogrnáticas e de manifestarem. Althuser o mérito ter coIocado n o centro da reflexão sociológica (e. mas as práticas específicas em que se desdobra a actividade social. portanto. Libertador.domínios das ciências sociais. portanto. Na verdade. as já citadas (nota 18) directivas d e F.não um sentido apologé~ico. empresa que tem ainda escolhos em que outros mais peritos fracassaram. história ideológica). Nmeste sentido se pode .afirmar que a tarefa historiogrkfica não pode decorrer sem a adesão a um modelo . não um sentido mistificador. apenas se obterão amontoados inorgânicos de factos que. estabelecer ligações causais entre os factos apurados pel. fazem da actividade historiográfica uma actividade Jem sentido nem utilidade. dada a alegada c<complexidade . tal como elas boje aparecem correntemente expostas. também histórica) não a prática humana em g e d . Acessoriamente. pertence 2 escola de L. por sua v ~ z a aqui. não dão sequer uma garantia de objectividade ideológica -como demonstrou a crítica . lhe opôs a alternativa positivista e ueopositivista. sobretudo marxistas.al e humana». conduzida a partir das posições nucleares do materialismo histórico. mas um sentido libertador. sobretudo na Alemanha Federal. tem sido kita do upluralismo~é a alternativa que a ideologia b u r g u e ~ a actualmente teni podido opor ao materialismo histórico como. o spIuralismo~. a menos que neguemos o carácter científico aos vários . proclamar-se como única atitude teórica objectiva. mas libertador tamb6m no plano do devir histórico ( 2 4 ) . esta tentativa fica-se pelo q m t u m mai teórico adequado as tt s necessidades de uma projectada investigação histórica. > 1 sição de um novo sentido para esta disciplina n o quadro das disciplinas sociais e jurídicas .utilizado como erma ideológica.e riqueza da totalidade soci. com base nesta. se. como a-cientilicas e d o p á t i c a s todas as restantes orientaçõ~s. Por outro lado. pois nada produzem para aIém da pr6pria recolha. Esta mudança de enioque não é. inocente: partir para a explicação de todos os fenbmenos sociais dae características gerais e abstractas da prática humana radicava na ideia d e que toda a actividade humana era caracterizada por uma fundamental unidade de natureza e de sentido. da verdade. por um lado. Trata-se. anos atrás. d e . ~ h g e l s serão fundamentalmente cumpridas a a função heurística da investigação empirica não será desprezada. o sentido mais profundo do pturalismo explicativo é idéntico ao sentido do positivismo: esconder os pressupostos ideológicos por detrás de uma aparente neutralidade filosófica e metodológjca e. adoptar as estratégias de pesquisa adequadas. Fazer tudo isto seria. Por isso. antipositivista . O próprio progresso das inveatigações concretas irá preenchendo as indetermina~8esdo modelo Ainda aqui.RIAUSMO HIST6RICO NA HISTEiRiA DO DIREITO 17 -4 apologia que. o de alinhar os prolegámenos teóricos e m~todológicosa uma dénzarch bistoriográfica acerca d o direito e do Estado. deste modo. evidentemente. Mais do que isso. de identificar a matriz que permite d a r yentido aos factos colhidos na investigação empírica. unidade que lhe advinha da ligação a essa entidade es~encidmente a que m . O sentido das páginas seguintes é. Trata-se. recusando. valha a verdade. Sem isto. elaborar até a o fim a teoria materialista do direito e do Estado.

as estabilidade sociais. dwtacada da história da Natureza. A história primitiva desconhrcia mesmo a distinção . duza toda a realidade humana a um único nível. deve poder estabelecer-se um sistema de relaçócs homogéneas: rede de causalidade permitindo derivar de cada um deles relasões da analogia mostrando como eles se sirnbolizain uns ao? outros ou como exprimem todos um único P igual núcleo central. .teml)oral bem definida. era fazer a história das várias manifestayões de uma única consciSncia canstituinte. Ora um tema recorrente na h i ~ t o r i o ~ r a f id e hoje é pre. O desvendar progressivo dos vários níveis da realidade cultural tem sido a marca do progresso do conhecimento histórico. Nenhuma dessas manifestações teria o seu peso. os discursos científicos dobravam-se à inventiva dos grandes génios ou à marcha irresistivel da razão humana. .se que entre todos os acontecimentos d e uma área espácio.1 8 A HISTORIA DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL O MATERIALISMO HISTÓRICO NA H I S T ~ R I I I DO DIREITO 19 seria o homem. soberana e dominadoramente. a inércia das mentalidades. eventualmente. e para os homens. Qualqiier d c t e s domínios seria de uma transparência absoluta e. estas zctivida. apareceriam. os comportampntos políticos. que a própria história pode *r articuIada em grandes unidades -estádios ou fases.optimista o homem dominava a economia. que. para a s coisas única grande cronologia cósmica ias). num mesmo ciclo. entre todos os fenómenos de que se decobriram vestigiws. A história do homem. a teleoloeia de lima única razão. sobretudo. Da facto.que têm em si mesmas o seu princípio de corsãow. por outro lado. numa mesma ascensgo.entre história humana e história naturaI e integrava estes dois níveis numa Concebia-se. assim. Historiar o devir dos sistemas econbmicos. a <duas ou três hipóteses: supõe. a s oscilações dos preços. anirnaie e coisas. a irredutibilidade d~o seu tempo e d o seu espaço. O homem estaria n o centro do devir histórico e eeria a referência que atribuiria sentido a esse devir: o homem era. logo. que uma única P igual forma de hiatoricidade cobre as estruturas económicas. o sujeito da história e este e. a estrutura económico-social ou a actividade discrie desconhecendo. de resto. uma história) próprios. as variações das línguas. como nota Foucalt (?".humaniçrno~ antro.de uma história especificamente humana. nenhuma delas possuiria o seu momento de irredutibilidad~sobre o qual fosse possível constieuir uma histó. a linguagem era tida como meramente funcional e de todo a o dispor dos indivíduos que a falavam e que.de modo que esta não tinha outros movimentos senáo aqueles que eram previstos . detrás ddrs todos. O &cuIo XIX foi o momento em que se verificou a constituiçáo .ades humanas. quer certas formolações materialistas. a sua espessura prbpria. nos devires isomoríos das várias activid. a especilicidade . as hábitos técnicos. ou pocentrismo pôde iluminar quer as concepções idealistas d o devir social. fundando e sintetizando . como simples manifcrtasões dc um espírito a humano (individual ou colectivo) que as constituía e ms 0rd.numa mesma corrente. a erolusão e o tpmpo de uma una realidade humana.ta de um só pólo -seja . supõe-se. embora. agrupando todos os fenámenos à vol. supõe-se. perde a unidade quando se descobre que cada grande tipo de ser vivo tem o seu ritmo de adaptação ao meio. ria sua. de modo que cad. e os submete a todos ao mesmo tipo de transformação. cionária dos sujeitos agentes-. emergindo. siirge como a descriçiío de um único devir. numa mesma queda.e queridos pelos sujeitos-agentes. Tal idvia de uma história global da actividade humana está ligada.de cada sector da prática. a inventavam. Nesta concepção irigenuamente . a cisarnente o da impossibilidade d e urna história global que re. não se conhecendo quaisquer leis inlríns~cas formas fonéticas e gramaticais que limitassm às o arbítrio inveritivo e modificativo dos sujeitos.enava plenamente. E repitamos ainda uma vez que esta b i c a e i g d forma de historicidade e este principio d e coesão são a manifestaçáo da presença e do labor de um sujeito que.des eram coniideradas como meros epifenómenos.da história total da «cria$in». a succssáo das formas de encadeamento lógico.a um mostra um tempo e um perfil de cvoluyáo (e.ele o espírito d e uma época. um tempo e um movimento paralelo que os arrastaria a todos -homens. por fim. o d+-serivolvimento das formas de produçáo. o progrsso da mesma consciência. em suma. reflectido.

à <lógica> una do devir humano sucedem-se as cIógicasg diferentes dos vários comportamentos. o espaço de uma dispersão*.diferentes das de mera cau~~alidad. 0 s etnólogos descobrem e estudam as leis segundo as quais se organizam os sistemas de parentesco e encontram permanência para além de todas as hioóteses de contactos ou de influências.20 A H I W õ R I A DO DIRmTO NA. sem preconceitos. A garantir a pmsibilidade de uma história gl. significação. a ideia de que existe um sujeito-agente humano que domina todos os níveis da sua actividade: O homem real não é o actor separadamente de uma história política. distintas umas das outras. obedecendo a leis fonéticas.. náo está atenta a outras relações que não mjam aquelas que as coisas patenteiam. Assim.. r. D i r i g e e a elas com um olhar puro.6e em dúvida as possibi1idades de totalização. processa-se a evolução das religiões. especiaImente. mas um sistema altamente organizado. repõe em questão os temas . sem que se possa reduzi Ias a um esquema linear. a de cada um dos vários discureas. ate. adissocia a longa série constituída pelo progresso d~aconsciência. é precisamente esta última ideia que está em crise nos nossos dias: o @homem»como que tem andado a eer corrido do centro das <suas> actividades. de modo a tornar ilegítimo qualquer salto para fora do nível em que a análise concreta se situe. Deixa as coisas ser como são. Os mitólogos e os comparatistas no estudo das religiõe dão conta de uma insuspeitada regularidade nas ficções mitológicas e religiosas. se sucedem. Sendo assim. das instituiçóes políticas e jurídicas. esta nova concepção liberta a história de todo o preconceito humanista. unifica a sua história. e eem Ihes procurar impor um a n t m pocentrismo que elas mesmas não consintam. pelo contrário. no lugar dwta cronologia contínua da razáo que se fazia remontar invaxiavelmente à origem inacessível. Logo a seguir. científicos. uma história geral estenderá.]. Ao lado da evolução das instituições económicas. de uma história económica. a soberania do sujeito tem vindo a ser sucessivamente despojada dos seus mais seguros bastiões. forma de conjunto. O progresçivo descenframento do sujeito verificado parcelarmente por quase todas as ciências humanas ( 2 8 ) acabou por reduzir a bem pouco o casco de uma actividade sobre a qual ele posea ainda ter pretensões de domínio. a mantendo com ela relações diversas (de qualquer modo. A primeira defecção foi o campo da actividade económica: Marx veio mostrar que todo este sector escapa ao domínio dos sujeitos. portanto. modo de ser e a evolução sistemas simbólicos que regulam dos discursos. jurídicos ou librarios. como diz Foucault ( 2 @ ) . A história nova. que é . se entrecruzam. i sua abertura fundadora. terreno até ai tido como coutada da imaginação e da invenção mais livres. rebeldes i lei única. Os estudiosos do discorrer científico (os iieopositivistaç e.. IFI.SiTáRIA SOCIAL O MATERIALISMO HIEiT6RICO NA HXBTõRIA DO DIREITO ai a actividade humana. 80 Caído este pressuposto do papel dominador e unificador do sujeito. A partir de Mam e de Freud.a história plurifacetada mas una da sua actividade ("). os analistas) e os críticos literários isolam. se cavalgam.e ou de estrito condicionamento). cujo ritmo não é necesçiariamente o dos restantes. p. Leva à individualiza~ãode séries diferentes que ~e justapõem.obal está. os linguistas vêm mostrar que a língua não é um instrumento dírcit e transparente. Freud revela uma falha ainda mais fundamental. que só o conseguem fracamente controlar através do conhecimento das condições a leis objectivas que efectivamente o regem. o mesmo é dizer. pela releoiogia da razáo ou pela evoluçáo do pensamento humono. sintácticas e semânticas de oarácter indisponível. Ora. visão do Mundo. . cunw vimos. Cada uma delas ligada a um motor próprio. mostrando que o hmomem não dá canta nem domina as leis do seu desejo. todo ele intervém integralrn~ntenuma história única. tantas histórias) quantos os niveis de actividade consideradm. Cada qual com o seu tempo e com a sua relativa independência em relação aos restantes. .da wnvergência e da consumação. espírito. aparacem esoalas breves. deixando patentear a verdadeira complexidade e multiplicidade das evoIusões. i cronologia Única sucedem-se tantas cronologias (e. muitas vezes portadoras de um tipo de história que 6 própria Uma descrição global reúne todos OS de cada uma delas fenómenos à volta de um centro único -principio.

o G. mesmo. A afirmação de que o direito não corresponde A satisfação directa e integral das aspirações jurídico-politicas da classe 0 pensamento marxi~tn. Por isso. um aparelho institucional criado. vamos encontrar como entidade constituinte do direito (i. Canguilhem) . o #espírito do povos. Os vários níveis de comportamento não são vários documentos complementares. o seu ponto d e chegada é uma interprem tação de Bfsrx pm que -valorizando a s fases da sua obra ji portadoras de uma rsalidade teórica nova. d a lógica global *da totalidade social . P o r detrás das principais correntes do idealismo jurídico eçtá. Bachelard. a obra de Karl Marx pôde ser invocada justamente num sentido whumaiiista. das cbsses. em última a instância. responsivel pela existência e sentido dos valores juridicos) a estrutura Iiistoricamente determinada d e um aparelho produtivo. não deixa de excluir.. gente. oonhecido como. Agora. permitindo uma leitura de setitido finico. a partir sobretudo da problemática ainda não especificamente marxista das «obras d e juventude. mas cuja lógica . ela foi tida como tributária de uma concepção ccircularr (i. por outras palavras. ele próprio respotisáre1 nas suas origens pela eclosõo deste movimento. andara algum tempo arredio desta problemática.22 A HISTbRIA DO DIREITO N A BISTORIA SOCIAL O MATERIALISMO BISTORICO XA HISTORIA D O DIREITO 23 Nesta visão.. (59.entendimento exclui a explicação do direito com recurso a entidades ideias como a <boa razão}. dissolver o principal fundamento filosófico do ideaIi. ooncepçáo que explicava esta rcalidnde n partir da e ~ p l i c i t a ~ ã da msência do homem. e ehistoricistaw. permitrm uma leitura em funt. se este . a nota tónica está na dmcontinuidade e na irredutibilidade de cada nível de análise. a anatureza das ooisas. Althuiser t3=) quem --na esteira de um amplo movimento de ideias com origem em França (G. Permite. no seu espírito que se deve buscar a origem dos valores jurídicos. Althusser designa por <estrutura com dominante>.ão de algo que lfies srja e- um todo complexo (isto é. o usentimento a do justo>. modo que L. sáo a n t e vários mmumentos. eventualmente. C. a concepçáo da dialéctica (em que se opõe a totalidade simples d e Hegel à totalidade complexa de Marx) . de facto. das seguintes precisões. Fazer da histbria d o direito a história d e um nível especifico da actividade humana abre importantes perspectivas teóricas. É L. em pontos centrais-nomeadamente. pelos homens e no qual os homens actuam. no pós-@erra. composto de <níveis» radicalmente distintos) e essencialmente contraditóri4 cuja unidade não provém de uma unidade originária d e que as diferencas (ou contradiqões) seriam emomentosw (desenvoIvimentos) diversos.dominado por um único sentido. e. a crença em que é no ehomem. de resto.e a c o n c ~ p ç ã o tempo [ 3 4 ) (em que se opõe à ideia do e de um tempo hrstbrico contínuo m homogéneo a ideia da existência de temporalidades diferentes para a história de cada nível da prátioa humana). Os seus pontos de partida te6ricos s ã o a contradistinção entre a herança hegeliana e as descobertas de Marx. Nestes termos. com a de outro: raparelhosn e dependente.. della Volpe que relançou a vertente whumanistaw do marxismo ( 3 ' ) ..não está m disponibilidade dos indivíduos ou. J. nn n l o existência d e um todo emer.de o m referir a qualquer outro. como se torna ilegítimo erigir uma prática (ainda que se trate dessa prática em última análise determinante que 6 a da produçio d e bens) em entidade fundante. Esta Última afirmação carecerá. mas de um especifico modo de inter-relacão entre os diversos níveis. -na sua razão.rompe com a interpretasão totalizante da teoria marxista d a história e oom a problemática dai decorrentr. também. de que os outros níveis d a actividade humana (incluindo as actividades teóricas e ideológicas) seriam o reflexo ("6).smo. constituído pela actividade humana e . Lacan. na impossibilidade .a sociedade (obiecto d a ciência histórica ou da sociologia) aparece como . Lukacs e K .. que valem por si e que não ~tranho. o recurso q l i c a t i v o à <vontade ou interesses da classe dominante. e. por um lado. como. Korseh náo podem ser desresponsabilizados desta reinterpretayáo de Jlarx.inter-relacionada. com um tcentmw) da realidade social. foi sobretudo a escola de C. na sua experiência vital. torna-se ilegítima qualquer abordagem teórica (ou Iiistórica) da sociedade que reduza a sua radica1 complexidade. alógica materiaIn. peIo contrhrio. é certo.

tese claramente excluída pelos clássicos e por toda a tradição do marxismo. deve não só ser a sua expressiio.representada. a explicação da razão por que certos interesses de c l a s e 4e exprimem sob esta forma particular a que chamamos direito.. mas também ser uma sua expressão coerente em si mesma. o seu conteúdo tnormativo. Dizendo de outro modo. que não se . Esta mesma ideia de que o direito (ou. portanto. 90bretudo pelos juristas soviéticosa relacionaçáo do direito com os interesses e a vontade da c l a s e dominante é feita por Stucka e Vysinskij. de uma lei A expressão desta vontade determinada pelas seus interebbes coliiuiis é a lei. distância que eles então relacionam com o carácter <funcional. enquanto que outros ou G o prosseguidos pela luta política.anterior. como a vontade consciente de um indivíduo ou de uma classe) através dos quais é garantida a adequação entre o ordenamento jurídico e o equilíbrio político d e uma dada formação social. a dificuldade central gerada por esta posição -a .em virtude de contradições internas Na tradição jurídica marxista .) com a necessidade ideow lógica de mascarar a s relações reais de poder com a aparência de uma ordem igual para todm.oponha a si mesma . ou w manifestam n o domínio da ideologia.Marx e EngeIs relacionam a forma jurídioa (anoderna*.. pelo menas. se permite a recusa de todas as formas de idealismo ou de voluntarismo na explicação da realidade social. De facto . O sentido do intento de pulverizar a história global é precisamente o de ex~cluirqualquer pretensáo de estabelecer. no entanto. c a razão por que a regulamentação das relações sociais em determinadas condições assume carácter j u n d i c o ~(38).. B.após este encurso . fazer outra coisa senão dar à sua vontade. Ou seja.é o de construir a matriz que dê conta dos mecanismos <internos» ( e não dos factores <externos. pautada pela defesa dos cioteresses comuns*.n a carta de Engelels a conrad Scfimidt (1890): Num E9tad. .se-á que =te sublinhar da irredutibilidade do nível juridico como objecto específico da análise histórica ( e teórica).. E. mais directamente pelo segundo do que pelo primeiro. a expressão geral de uma vontade de Estado. n a entanto. o direito deve não só corres. embora com um interesses da classe dominante. de nível - Os indivídum que exercem o Poder nestas condições (nas sociedades em que exista a divisão d o trabalho e a propriedade privada) não podem. da própria forma jurídica. ou s j a . Voltando .) não constitui um decalque mecânico dos . aparece matiz talvez diverso e mais próximo de outras temáticas mbPm já ocorrentes n a obra .o moderno. Nenhum deles deixa de sentir.a o tema das virtualidades da abordagem teórica antes descrita dir. até hoje. permite também superar uma concepção mezanicista das relações entre o sistema jurídico e a base económica. Pasukanis. cavalo de batalha desta ideia de que o Estado e o direito sáo entidades que radicam em realidades e interesses supraclassistas.e seguindo uma pista que provkm das obras <juvenis* de Marx . ponder A base económica geral. O problema que então se põe -e que será desenvolvido adiante.I que torna necessária a negação d e si na lei e n o direito (37). caracterizada pela cgener a l i d a d e ~ . utilizando a formulação de outro jurista soviético. determinada por estas condições especificas. uma concepção que configure o 'direito como decorrendo directamente e sem quaisquer medilações das relações estabelecidas a o nível d o aparelho de produção económica. ridicor e o epolítico~. Já na Ideologia Alemã (1845-1M) Marx e Engels notaram a distância que separava a defesa <jurídica» dos interesses d a classe dominante da sua defesa pelo uso puro e simples da força. É justamente o triunfo dos indivíduos independentes uns dos outros e o triunfo da sua vontade pessoal [. a doutrina jurídica burguesa (incluindo o reforrnismo) fazem.distinção entre o xju.24 A HISTORIA DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL O MATERIALISMO HISTóRICO N A HISTORIA DO DIiU3iTO 26 dominante encontra-se nos clássicos d o marxismo..~ a b s t r a c ~ ã o e <igualdade. Coisa d e todo diferente é a afirmação da neutralidade de classe d o direito e do Estado.

da consideração isolada dos seus momentos lógicos ou axiológicos ( o que corresponderis a uma posiçáo idealista). Com a restrição de que a estrutura da prática não é homologica nos vjrios níveis da produçáo e que.como no conceitualismo). a uma i'd'eia corrente na historiogrnfia juridica tradicional (ideia que eIa não conseguira. ainda uma vantagem tiáo dcspicicnda . da explicação histórica. em última instância determinada pelas relaçóes de produção. d e t e modo. portanto. problemáticas que são excluídas do campo de análise nu que nele resultam claramente empobnecidas. prn g ~ r a l . em termm de opção uideolSgicavr. capaz de . O que se apresenta como sirternático ou organizado n Y o são os valores ou os conceitos do direito. Há. Com isto. e m vez de sacrificar ao esquematismo e do dissolver t d a a especificidade do jurídico pelo recurso a factores <gerais. a análise envereda por uma via rigorosamente materialista.explicar os seus desenvolvim~e~tos concretas. a s relações entre os vários el. a anhliw. quer pelo cconomicis~nomecanicista. o processo pelo qual tais valores c conceitos sdo produzidos e transforrnados (ou seja o aapamlho de produçáo~). empregando outro tipo de Iingliagem. O que não excluiu. Resta precisar . como se tornará claro mais adiante.que a adopção desta perspectiva de enfoque materialista do modo de produção jurídico permite utilizar um prociesso de análise e uma grelha categoria1 semelhante àqueles que V a r x tornou operacionais para a análiw da prática económica. pCie em relação domínios até aqui estanques. Ela tem.a biografia intelectual dos grandes juristas. internos 2 estruhira da prática juridica. . antes de m a i s a virtude de sublinhar a espccificid d ~ ee mtonomia do moddo explicativo do .e esta é a s e p n d a vantagem deste tipo de anãliseo reconhecimento deste carácter estruturado e estruturante da realidade jurídica não deve desembocar numa atitude idealista. Como opção teórica. ela justifica-se. abre científicas novas e. mas da aceitação [lu carácter relativamente autonomo da prática da quaI ele surge e na qual se realiza (").eito é percorrído por uma lógica intrínseca. portanto. é certo.es no modo de produção económico ( ' 3 ) . a investigação histórica ( e sociológica) ganha uma finura de análise desconhecida. de pcrmitir dar relevo a factures explicativos ciriternos~. em Lermos de se tornar ilegítimo qualquer método qu8e não tenha em conta a tensão dialectica da totalidade social. a preocupação de explicitar os processos genéticos. A opçio por esta via não se justifica.26 A HISTbRIA D O DIREITO NA HISTbRIA SOCIAL O MATERIALISMO HIBT4R~COX-4 HISTÓRIA DO DIREITO 27 para nível da prática humana. substituição que corresponde a o movimento antes referido de descena tramento do sujeito histórico e ao carácber estrutumnte da própria prática. se acaba de verda explicação IiirtóExcluída -como rica a referència a factores uexternosx ao nível consideradn da prática humana. Sem deixar de considerar como relevantes a generalidade dor eleme~itoçtidos em conta por estes entendimentos (embora náo as estratégias sxpiicativas por eles adoptados). sobretudo. como se viu. arites. histórica ou sociológica. ou seja. em face dos resultadoo explicativos que por este meio podem ser obtidos. a de que o direito é sobredeterminado pelas condições especificas da prática que o produz. responsáveis pela adequação final dos resultados normativos. virá para primeiro pIano. quer pelo idealismo.direito e. desenvolver correctamente) -a de que n dir.determitiação uu dependãncia que conduzam a um esquematismo explicativo redutor .ementos da prática náo se afeiçoam às formas típicas dessas relaçõ. da prática jurídica dá relevo a níveis da realidade até aqui desconhecidos da histiiria do direito.da coniplexidade sociaI.ões iiitercoiidicioriantci-s. Por ~ u e m p l o . Atendese. como seria a de identificar o direito com um sistema axiológico (como nas várias correntes jusnaturaIistas) ou com um sistema formal (. Outra temática que njao deixa de resultar secundarizada é a da estreita funcionaliza~áo das instituiçáes jurídicas em relação 6s exigkncias da organização d a estmtura económica da produção. Ou. antes de tudo. Neste caso.e esta é. assim. substituída. porém. rigorosamente atida à tese da deterrninação dos conteúdos da conxiência pelo contexto da prática ( 4 n ) . Só que . porventura. n o entanto.A especificidade do direito não decorre. a afirmação de que exiskm entre os vários níveis relag. relações directas de . 6.pela perspectiva d a sociologia cultural ("1 .

caracterizados por três níveis de relações: a? dos signos entre si (relações sintácticas). utilizando ri terminologia da linguística transformacional. A cprática sociala. mas a prátioa em sentido estrito. alguns prBsupostos acerca d a estrutura das prátims e da forma como estas ee articulam no seio da totalidade socimal. as resultados das práticas que estas estruturas suportam e determinam apresentam. além de constituir uma realidade estruturada. cesso não é nem a matéria-prima nem o produto.deste sistema de elementos estruturais que sustêm uma prática determina os limites entre os quais podem variar os resultados (produtos) dessa prática. as dos signos com os obiectm d m i p a d m (relações semânticas) . Esta estrutura define-se a partir dos seguintes elementos: natureza dos objectos-matéria-prima aos quais se apIiua o processo de transformação-produção. uma identidade substancial anterior e indepedente do seu lugar no processo prodirtivo Uma segunda nota diz respeito ao modo como as práticas existentm a cada um dos níveis da unidade social se articulam entre si. não possuindo dmesie modo. A unidade social forma antm uma totalidade . natureza dos melos de p r o d q ü o accionados ( 9O .com os sujeitos do discurso ( r e l a ç õ ~ pragmáticas). no entanto. a s estruturas das várias práticas articulam-se umas com as outras. a prática é. as relações sociais engendradas pela prática) . Assim.tem alguns pontos d e contacto com a análise semiótica dos sistemas simbólicos. que i?. Só. Também esta explica as m~anifestações concretas de produção de sentido a partir do funcionamento de sistemas simbólicos (códigos) subjamntes. ( 4 4 ) . o momento em s mesmo do trai balho de transformaçáo que póe em acção. as dos signos . uma certa correspondência ou adequação. A sua organização íntima não é explicável nem por um modelo de oausalidade directa a partir de um níicleo central. ou seja. bem como afastar a ideia de da arbitrariedade da produção d e sentido. Por im se explica uma certa osciIaG20 ( p d o menos terminológica) entre . unidade complexa das práticas existmtes numa determinada sociedade comporta um número elevado de práticas distintas e não simétricas. entre si. estabelecendo entre si limites e implicações mútuos. transformação efectuada por um trabalho humano determinado.A HIBTÕRIA DO DIRMTO NA. campo em que um e outro modelo permitem u l t r a p a m r o idealismo e o ~conomicismomecanicisia.desses meios O modo de ser .em que as distintas práticas <jogam> segundo um modelo determinado em última instância pela prática de produção de bens (prática económica). numa estrutura especifica. nem a partir de um modelo fun. a sua identidade a partir do modo de ser da articulação mútuta de todos eles. As homologias entre os dois modelos expIicativos são especialmente importantes no campo das da análise das ideologias. cada u m dele9 cobra. Este método de análise dos fenómenos culturais -que consibtc crn os visionar como manifestações de p r o w o s produtivos e explicar a partir da estrutura destes procmus o 4eu modo de ser.nos lirnitee da qual (competência) se manifestarão os seus resultados eoncretos (performances). Por pratica entende-se aum processo de transformação de uma matéria-prima determinada num produto deberminado. Neste aentido. cionalista.de (cprodução») determinados. A mesma estrutura da prática é ainda reçponsável pela natureza dos seu3 elementos estruturais. pode dizer-se que a estrutura da prática estabelece a sua clcompetência~. em qualquer caso. a estrutura de um prmessw de produção. utilizando meios . Nesta totalidade. aIém disso. a a n á l i ~ e empírica pode fazer progredir esta oaracterizaçáo d a matriz de causalidade que opera n o seio da totalidade ~ o c i a l ("8). O conteítdo de uma prática é definido pela sua estrutura específica. meios técnicos e métodos de utilização . HIbTbRIA SOCIAL Antes de caracterizar a prática jurídica. uma entidade estruturante.elemento determinunbe d o pro') . d e facto. Voltar-se-á a este problema da matriz de articulação das váriw práticas da unidade social ao tratar da reIação da prática jurídica com outras práticas. estatuto sociológico dos sujeitasagentes que accionam o processo produtivo (ou seja. homens. nomeadamente com a política.

apenas. pleno sentido se. aquele que é compatível com o modo dc produfão dominante nu. dução ( ' I ) . o produto seria a ictransforma@io da unidade de lima formação sonaf». a a c t i v a ~ ã ode cada um deles efectiva-se através de irma prática (poderíamos chamar-lhe 6subprática~se isso não se tornasse pretensioso) wpccilica caracterizada por um determinado plano de emcrgêiicia dos objectos.o ser O cfactor de coesão dos níveis de uma for. meios ideológicos . eliminar riscos e conflitos etruturais e impedir em todos os planos da saciedads disfungõa que ponham e m perigo o sistemas. a prática política pode ser uaracterizada como a que incide sobre a conjunc~urasocial (objecto-matéria-prima). Bergrnann CIaro que esta fuiição não tem nada a ver com aquela que no concepyóc~integracionibtas atribuem ao Estado a de salvaguardar as necessidades vitais d e uma colectividade. Esta definicão EÓ ganha. no entanto. o I i i p r onde se condensam as contradições dos diverscvs níveis (econámico. prlos seus objecto e prwluto. ideológico. contudo. ~eóricose maeeriais). produzindo transforn~açócs da unidude da forrnaçüo social 1prodiito). mantém-na . que possibilita a manuterição e reprodução das cmdiçóes de pro. isto é. igrejas. em seguida. numa situação concreta. O factor. A caracterização completar-se-ia. aparelho judiaparelhos culturais.escolas.reguiadurdw do Estado reconduz-ae sempre à obtenção de um rerto equilíbrio. t caracterizar o Eatado a partir da sua Eunsão específica . Se a produção dos resul. i . bem como a dilucidação das relaçóea estruturais e Iunciomais entre elas são. por uma determinada panóplia de instrumentos (institucionais. ' . De facto. A contradistinção entre a prática jurídica e a prática politica. 'estaria completa a caracterização da prática poIítica: {têm por objecto o momento actual. que mantém a coesão do conjunto de níteis de uma unidade complexa e que regula o seu equilíbrio globaI enquanto sistema (<garantir globnlmente as coridi~ões de atabilidade do status qrco social. pelo contrário. meios jurídicos-oobietudo cigrio e prisional. por uma referência aos meios de transformação. em ~ o m ~ l ~ m e nseo . através da acsão sobre qualquer das e s t r m r m e instituições sociais (Estudo) que têm por Junção manter o equilibrio dessa unidrsde (meios ou instrumentos de produção) ("1. em primeiro lugar. - (js). J.. e. h Poulantzas foi quem. decifrar a unidade da estrutura e agir sobre ela.tados p o l i ticos se obtém accionando os vários nieios instituci. na medida exacta eni que tem como ponto de impacte. O objecto seria o amomento a c t i i a l ~("a). o lugar a partir do qual se pode. especia!rnpnte importantes. produz transformações . dizendo de outro modo.onais ou etruturais. meios estritam~nte políticos .eterrninada de resultados r"). correspondentes aos vários níveis instiiucionais o u estruturais accionados (meios té'cnico-económicos intervençáo n o procesJo produtivo. teórico e polítioo em sentido estrito). por uma gama d. no entanto. frequente em certas correntes modernas de sociologia cultural: xresultados da práticaw/aefeitm d e sentido». por um dcterminado modo de legitimasão dos sujeitos-agentes. Isto porque o aproximam implicitamente dos níveis político e ideolégico até dissolverem a sua especificidade (51).da unidade d e uma formação social. Ela caracavançou mais na caracterização d a terizar-se-ia. Prática jurídica e pr8tica poiítica Na identificaçâo dos vários níveis da prática social os autores mais afeitos a este modelo de análise não autonomizam explicitamente o nível jurídico. xsujeitos-agentrs~/~locutores~. na perspectiva teórica aqui assumida.acção iautónomas e assimétricaa. referência tornada necessária para obter a contradistinçso entre a prática política e qualquer outro processo que produza a transformação da unidade social.ou. como objectiro e e4tratCgia específicos as estruturas políticas do Estado» ("3). 0 s meios ou instrumentos de transformação característicos d a prática política seriam constituídos por acções visando o poder de Estado. -4 partir daqui. ameios de produçáo~/ccódigos ( 6 0 ) . a função n. . mação social ("1. Em conclusãn. Esta formulação deixa suficientemente claro que a prática política comporta em si várias modalidades de .30 A HISTbRIA DO DIREITO NA BISTORIA SOCIAL O MATERIALISMO HISTORICO hTA HZST6RLA DO DIREITO 31 os dois modelos.instituições político-con~titucionais ("').

do o enfoque escolhido para toda esta minha abordagem do direito e d a sua história .como modalidade a u t k o m a da realização da tarefa tpolitica. 6 certo.legitima a intervenção do aparelho reprerjiim d o Estado ("'). Ora bem. são produtos distintos de prscessos prdclutivos distintos. Como també. . É neste contexto de análise global da instância do político que tem de ser situado o problema sociológico e histórico d o direito . antes de serem duas entidades autónomas. garantia de preços. é através da reconstrução mdeote cproceosoB que dá origem a valoração jurídica . Como refere R.ncia relativa d e cada um deles na produção deste resultado dependem também da natureza global do <poiitico. que Marx e 'Engels abordaram ao longo de toda a sua obra a partir de uma série de perspectivas cujos inventário e confronto não estgo ainda feitos. ela . J.D A HISi'ORIA DO DIREfTO NA HISrrdRIA SOCIAL O MATE"RIALISM0 HISTORICO NA LíIBTORU DO D1RE:ITO 33 Todavia. o interesse político de uma classe ter de ser sacrificado à indisponibilidade da forma jurídica.dos factos sociais que se apreende o que o separa e o que o une aos resultados desse outro aprocesso2 (a prática upolítica>) que incide gloliali~~erite sobre a Eormaçáo social. o m'odo d e ser de cada uma das práticas que se d m v o l v e n o âmbito global da prática política é limitado pelas estruturas e função deste nível. o que aqui fica. a tnor- matividade. grosso modo. . Desde que o direito seja encarado apenas ou predominantemente como um instrumento de realização dos interesses da clasw dominante. aparece com toda a aeuidade d o pensamento jurídico marxista desde que se sublinhe o carácter instrumental do direito em relação à luta de dasm. O direito constitui.Modalidade que se caracteriza pela especificidade dos elementos estruturais da prática que a sustenta. Guastini. vantagens fiscais) ou da intervenção arpers u a s o r a ~dos aparelhos ideológicos. O próprio d o como o resuls tados parciais de cada uma destas práticas se combinam entre ctransformação/manusi para a produção .do resultado tensão da unidade social» e a importâ. Se a manutençjo da unidade social se obtém atravks da intervenção apromotoraa do Estado no prooesso produtivo (intervenção que pod. Avança. cum esta que se acaba de referir ( 6 2 ) . Esta questão surge. É a partir deste enfoque -que tem si. uma niodalidade específica da realização da funçáo política.com os i vontade da classe sem pressupostos) o direito a o interesse e . embora inter-relacionados. Mas o que nzo fica explicado 6 porque é que. adquirindo os caracteres de um fenómeno específico e a'utónomo ("). Embora Vysinskij critique a Stucka a identificação do juridico a do político ao reduzir (contraditoriamente . intervenção por uma prévia valoraçiio das condutas sociais levada a cabo peIo aparelho jurídico. dominante e sublinhe a ideia de que o direi70 é uma forma (particular entre outras) da política. já que não consegue descrever suficientemente 03 caracteres distintivos desta forma particular em relação i s outras. como prática sai generis no seio da prática política. cuja p o s i ~ ã ocoincide.m não fica explicado aquele facto j i referido por Marx de. atingidos certos limiares. - - Este problenia da distinçiiálu do arjurídicua e do *yolíticu~. de novo. Desde logo. sem rarposta é a apo~sibilidade de reconstruir teoricamente o processo por via do qual o direito nasce sobre o terreno das relações sociais de produção e d ~ t a s se separa.e revestir formas puramente . a defesa do interese da classe dominante e x i g ~ intervenqão de a um instrumento normativo. em certos momentos. nomeadamente.económicas . de transformar/manter a unidade social.que se deve colher a especificidade do direito como modalidade de rcalizaçáo do político. a verdade é que poucos passos avança para a l h desta justa precisão. como característica especifica do direito. e. na verdade. a t r a v k desta. a questáo que surge é a de saber se náo se devem integrar numa ) mesma categoria teórica ( o ~ p o l í t i c ~ was várias modalidade de r~alização desse+ interesses (incluindo a modalidade jurídica).obtém-3e também pela intervenção «correctiva» do aparelho repressivo. Vysinskij. Dircitn e política. pela especificidade dos seus r e s u l ~ o -a s pzodzqão da ~aEoraçãojuridica das condutas sociais ( a o contrário da sua valoração ética ou económica) . como -enfimnível especifico d o apolítico.iavestimentos públicos. d a lógica total da formação social (60). em A.

feita na base da especificidade dos resultados d e cada uma delas. corresponde. siihjacentes a práticas de outro nível. o efeito produzido pela prática jurídica (refeito d e jurisdicidadew) tem isso de característicu que é o accionar (ou.Se todas produzem um refeito de yentido» -ou seja. O jurídico e o idaolbgico cadctiva !a chamada opinio iuris). As concepçõe3 materialistas do direito têm frequentemente caído na i m p a s e do mecanicismo ou do instrumeatalismo.34 A HISTORIA.HISTORIA SOCIAL O MILTERIALISMO HISTúRICO NA RISTORIA. . normalmente. este cpolítico~. ainda aqui.. mais ainda porque a trandormaç50 das relações sociais originada pela prática jurídica está na origem de novas constmções ideológicas da rralidade [as formas da consciência social <correspondem.de novos r m l tados ( % o ) . e. . na produz transformações nas prOpriCkF relações $sociais ( O R ) . iio entanto. através da natureza mdeotes. tal como os reultados da teoria (ou seja. . apenas da atribuição dc força coactiva aos resuItados das práticas ideológicas. Por isso o direito foi expressamente nutado por Marx e se distingue -como Engelsdo mero uso da força. C]d ~ e l d ~ i ~ l l d ( .icações entre ideologia e direito são muito apertadas. contribui para um desuendamento mais completo do modelo d e intercausalidade a que o direito está sujeito n o seio da totalidade social. a produção d o tefeito de conhecimento») rrwltam de efeitos ideológicos de sentido. Marx. à superstrutura jurídico-política (K. DO DIREITO NA. dentro do domínio mais vasto do político. Não sb porque os resultados ideológicos intervêm na prática jurídica ao nível dos meios de produção (como verc. um específico modo de actuação sobre elas com isto d~ característico que é o de gerar um sentimento colectivo de legilimidade quanto à: interv e q ã o coercava do aparelho repressivo do Estado (produGáo do efeito a que chamarei ade jurisdicidade~).da5 duds do práticas só possa ser feita a partir das m a s diferenças e imp11caçóes estruturais dos caparclhosa que as suportam. porém. A distinção mais imediata entre umas e outra radica. p d u menos. e. o primeiro vendo no direito um reflexo directo Ja base económ~ca. de valorações éticas ou religiosas das condutas sociais). de obter a ttansfomaçáo-manutenção das reIaçóes sociais ('I"). uma valoraçéo dos factos sociais-. suficiente. -4 consideração do direito como uma prática que se desenrola a partir de uma combinaçáa especíEioa de certos elementos estruturais e que. P produção de um efeito d e sentido qualitativamente diferente. a uma ruptura axiolágicn. N2o se trata. 110 Incúrtlu pabbo. são as práticas ideológicas. Mas o seu obiectivo constitui. A prodiiráo de reultados c<juridicos» com a s caracteristicas descritas docorre do funcionamento de um aparelho de produção caracterizado a partir de elementos estruturais já e n u m ~ r a d o s Daí que uma explicação exaustiva da autonomia e. mos). prefácio à Contribui& para a Critica da Economia Política. W DIREITO 36 T a l como a prática política. a prática jurídica tem por objecto a trandormação-manutenção das relações sociais ( " 5 ) . a um efeito de 3entido com eficcicia Também aqui .só a análiue estrutural p d e dar conta dos modelos de autonomia e de implicat$io entre as práticas j u ~ í d i c a e ideológica. Claro que as imbr. Daqui o poder-se dizer que a prática jurídica não se limita a transformar a scon~ciêncimdos homens (como a3 práticas ideológicas). O surgir do <jurídico. da transfarmaçáo d e resultados puramente ideológicos (i.. 1857)] (7 ' ). deste modo. Este novo efeito de sentido resulta. s e relaciona com outras estruturas. na verdade. outro modo.como na contradistinção entre o «jurídico* e o cpolítico. na natureza dos resultados produzidos. i. pôr em condições de serem accionados) os aparelhs repressivos do Estado. Práticas vizinhas da jurídica. sendo d e acrescentar que estes modelos são determinados ern última instância ela estruturação do ~politico>e pelo lugar que este ocupa na lógica globaI da formação social. mas da produção -através d e uma prática específica . Esta ccmtradistinçáo entrc as práticas política c jurídica. não 6.

materiaIizados . como já se referiu (cf.. da forma jurídica sobre a m&érig das relações d e produçáo. volvida ('9). a económica) . cl) Gonfiguração da relação causal etn vigor no domínio sociológico como uma relação de causalidade indirecta ou . outras das vezes será -em contrapartida a de encobrir essa dominação por meio do estabelecimento de uma série de regras de convivência pretensamente abstra~ctase svpracfassistas. C ) Existência -de .exige uma prPvia dilucirl* & fu%w do jurídico na estrutura social. não é d e escolher a expressáo ou a iiie~áfora que melhor ye adeqúe a uma rerta concepção abstracta das relações entre a base e a superstrutura jurídica (determinar? condicionar? corresponder? reflectir? encobrir?). Uma coisa ou cvutra -ou seja. na terminsoIogia de L. limite correspondente à determinação da prática . Assim. a pBtneira qumtão que.36 A HISTORIA DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL O MATERIALISMO RISTORICO NA HISTbRIA DO DIREITO 37 o segundo um puro instrumento de domínio das classes dominantes ( ' I ) . dando todos eles . física. seja de que natureza for.das condições materiais que a s sustinham ou em áantecipa~óes. quer da estrutura do processo de produçáo da superstrutiira jurídica.de ac@o de retorno ou cjei~osde «feeS-Dack» entre a base e a superstrutura. çobrebudo}. a identificação da natureza do efeito d a causalidade -isto é.dependem da função do jurídico no s~stemad e instâncias da totalidade social. critivas 6. P a r a dar conta desta náo homolugia entre os perfis de evoluçáo da base económica e da superstrutura juridica lêm sido utilizadas várias EorrnuIacúes descritivas: a ) A relação causal consiste apenas n a introdução de um limite de variação dos rmuItados da prática determinada (neste caso. nesta sede. mas sobretudo de descrever a s determinaçóes decorrentes. avançar n a explicação do processo causal através da análise concreta da estrutura subjacente . dito com um directo deito causal. por outras palavras. logia. se póe é a questão da netureza do e f e ~ t o cau-sal. Trata-se de vários modelos expIicativos. n o final deste ensaio). em primeiro lugar. o desenho 'das últimas. anexo I. Invocando modeIos de expIicaçáo causal válidos noutros domínios do conheciniento (matemática. No entanto. b ) ExistGncia . pouco adiantando sobre o processo concreto d e efectivação desta causalidade.da base económica e d a superstrutura. conta de um aspocto da q u ~ t ã o mas situados ao nível da e x p l i caçáo metafórica. i questáo da impossibilidade d e configurar o juri. dizer que as relações jurídicas são determinadas pela base económica tanto pode querer dizer que a s primeiras manifestam. do o meio adequado d e ultrapassar as fórmulas deseconómico-. eles limitam-s~a afirmar que. o que aponta para a existência efeitos que complicam a linearidade .deencontros cronológicos entre a evolução . a análise marxista das r e l a ç õ ~ sentre as instâncias do económico e do jurídico sempre foi muito mais matizada. Althusser).tura jurídica -isto é.a o seu nível.da relação causal (~ubredeterrninação d a contradição principal pelas contradições secundárias. as coisas se passam (de foma semelhante>. a resposta à pergunta <corno é que o direito se adequa base econlmica?» . processo acerca do qual os cIássicos do marxismo não apresentaram uma teoria explícita e desen. a produção de um ou outro efeito causal . a jurídica). no domínio da causalidade sociológica. Uma das vezes essa funçáo será a de fornecer os instrurnentos repressivos necessários à dominação de classe.estrutural. Do que se trata.em tsobrevivências jurídicas* para além . bio. Sem se pretender entrar em grandes desenvolvimentos.determinante (neste caso. Na verdade. quer das funções concretas que esta desempenha no seio d a estrutura sociaI global. sobretudo. e voltando à questão d a não homologia entre os perfis de evolução da base económica e da superstru. como pode significar que o ocultam. acçóes que explicariam uma carta responsabilidttde das estruturas juridicas a políticas na própria configuração da base económica. - Posto isto.

representa também uma expressão coerente em si mesma. A isto referiria. que as condições externas são factores de selecyão natural que favorecem a preservação de espé. bem como a referência a o modelo de articulação mútua entre os vários niveis que daqui decorre. não está completa a explicação do procrsso de causalidade interveniente entre os vários níveis da unidade social. Ambos possíveis do ponto de vista in-tra-estrutural. Recorrendo a uma imagem.da sua estrutura. E que. o direito não corresponde unicamente a uma situação e. Em primeiro lugar. verá os seus resultados rejeiter tados. no fundo. por virtude de contradiçães internas. afinal. em cada f o r m a g o . eventualmente. explicada que tiver sido a reguladade da estrutura que sustém a prática. isto originará. Ou soja. uma análise estrutural da prdica deve. identificagão dos ntveis e formas através dos quas a edrrdura da p r jurídica ~ per~ C ! rneivel a determinaço'es externas. Passando para a domínio do direito. dar conta de um sistema de causnlidade bifronte. o sistema produtivo entrará em disfunção. por um lado. ou seja. Falta a tal referência à função d e cada niml n o seio do sistema qire torna coerente a totalidade wcial. ou seja. da dupla coerência interna do processo produtivo: da coerência interna . dizendo doutro modo. para os resultados produzidos em obediência a o modelo de causali.38 A HIBTõRIA DO DIREITO NA HIST6RIA SOCIAL O MATERIALISMO HISTbRICO NA HIBT6RiA D O DIREITO 89 a cada nível da prática (neste caso. Se os pressupostos teóricos forem correctos. da prática jurídica) e das inter-rela~õesentre aslas diversas e ~ t r u t u r a sregionais. Em segundo lugar. F.turais e (ou) da sua combinação. modifícaçõeç jntra-estruturais já que o novo arranjo normativo ou dogmático. Isto é. Mas. cies portadoras de mutaç6es biolijgicas que se Ihes adequam ou a extinção daquelas que não apresenteni tais mutaç6es. iin dos arranjos vai ser dotado por via da sua adequapão as condições extra-estruturais. o s devam receber). Todo este pmcesso acabará p o ~ conseqi18ncias intra"estruturais e originará uma recornposic.áo d o sistema produtivo (ou seja. de um processo semelhante a o da evolução biolbpica: não é que o meio externo produza directamente mutações biológicas. explica a regularidade da produção da prática considerada. como inconsistentew) . Engels na já citada Carte o S c h n d t (27 de Outubro de 1590) ( t n u m Estado moderno. dade interna. snáiise dos ~)socossos causais intra-estruturais que explicam as resultados. Esta análise dará conta.do procmso produtivo terá maiores possibilidades de êxito do que uma outra que conduza a uma s o l u ~ ã oinadequada deste ponto d e vista. a o passar a fazer parte do corpo do direito constituído. porventura. de uma força expansiva que o erigirá em arranjo dominante. a ser exprssão dela. pode dizer-se que este segundo nível do prOCõsJ0 caiisal introduz um <limite de variagão. revelando os processos causais que ligam os seus resultados ao modn de combinação dos elementos estruturais do aparelho d e produção. A análise do sistema de causalidade em que o direito está inserido deve. que náo deve surgir. se intpgra nos meios de p r o d u ~ á o jurídica. de um sistema de causalidade que. da coerência desta estrutura com a natureza dos produtos. ser deste tipo. d a prática). com uma redefiniçáo d w seus elementos estru. explica o modo pelo qual esta cstrutura da prática se abre a determinaGões cxternas. por outro lado. P a r a além deste limite. antes. até que ponto são recebíveis pelas outras instâncias da totalidade social que. diriamos que tim certo arranjo normativo ou dogmática que conduza ii wlugáo de uma contradição social de forma adequada à lógica . awrigrurçh da função global da prútica jarutica. d o modelo segundo o qual a prática jiirídica se articula. Em terceiro lugar. o que constitui um outro aspecto de uma lógica estrutural interna. Neste passo da antílise a lógica intm-estrutural ceda o passo i lógica inter-estrutural. portanto. não realizara o seu papel no sistema global d e artioulaçáo das diversas práticas. à lógica que comanda n sistema que articula entre si as várias estruturas ( d e produção). ma$. falta averiguar em que medida os resultados produzidos em obediência à lógica intra-estrutural antes revelada se adequam à função global d a prática considerada (ou. de acordo com um sistema de articulação global. Trata-se. então.

determinação do ehmite de uariqüo. que resulta a valoração jurídica dos factos de sociais. A partir daqui. rentemente. o modo de articulação entre duas fases relativamente autónomas do proctsao causal. um e outro respon&veis pela valaração dos factos sociais. Em segundo lugar. o destino dos resultados jurídicos internamente possíveis mas externamente ahrrantes. se aproxima estruturalmente da produção teórica. já que. A análise empírica de situações histbricas concretas n%o cdeixará de revelar como.ente autónomos.xaplicaçãor> do direito e que correspondem. O estatuto dos sujeitas-agentes Posto isto. h~bora este aparelho apresente uma fun'damental unidade.do que urna subprática.ditar normas jurídicas ou a valores as condutas sociais concretas são. ao Estado [na sua acepção larga de <centro do e x ~ m i c i odo poder p o l i t i c o ~ ) que c ~ m p e t edefinir os detentores do poder bgislativo e judicial. A rejeicão continuada dos resultados da pratica jurídica (ou de certos dos seus resultados) tem tido historicainente a consqu6ncia de provocar uma sua recomposisão intra estnitural e. nos casos em que se reconheça a o costume e dignidade de fonte d e diritu ( 7 9 ) . tão esclareccdora como a analise da funcionalidade da prática jurídica é s análise da sua disfuncionalidade. através desta. cornpli. por isso. talvez. vamos entrar na análise dos . Neste sentido.o da prática jurid i c o . De resto. n a verdade. e o d a prática jwridico-cie~ilica. ocioso distinguir. com vista a urna análise mais minuciosa. determinação dos efeitos & dufunsão sobre o eyudibrio znterno da estrJrtru que sustém a prdtica juridica. em última analise. a prápria comunidade.stória . assernbleias representativas. a definição cios detentores do poder jurídico-normativo é feita atrar&s das normas que estabelecent o sistema de . não seria. poder local.40 A HTSTORIA D O DIREITO NA HISTbRIA SOCIAL O MATERIALISMO EIST6RICO NA HISTORIA DO DIREZTO 41 social.direito.de produç50 do . apa. Bs que estabelecem a organizaçáo judiciária. as quais legitimam certos sujeitos-agentes para a tarefa de criar ou declarar o direita: soberano. não convirá sublinhar de forma muito carregada a autonomia estrutural da prática cientitica dos juristas já que. por outro. Esta definição é feita. esta e inscreve no espaço que lhe é criado pela iuncianamento globaI do aparelho de produçzo do direito. uma modificaçáo da natureza dos seus resultados. grosso nroúo. a relação causal interestrutural leva a melhor sobre o processo de causalidade interna. goveriio. em primeiro lugar. definidos pela prática política. tribunais. através das norRMS jarirlicus gue estubejerem o elenco das fontes de direito. e em yuarto lugar. com as restantes priticas sociais.pelo menos prima facie- . cansequentementc. no seio da sua prática. Esta opçáo que traria certas vantagens heurísticas. finalmente. logo. inatitriiçóes) admitidos a e. o poder de a interpretar . Interessaria. Este facto de os sujeitos da prática juridica serem designaela prática ~ o l í t i c aé uni dos .n o r m i ~ x z . sária a explicitação do modelu global. %. dos resul. os seas resiiltados não são.declarar o direito (iurisprudentia romana. Por isso. que pode ser admitida a criar autonomamente o direito. t d o s da prática jurídica e. autunomizar a atiálisc de dois processos produtivos relativam.wr de forma de mornenta desneces- - Os agentes (indivíduos. Nestes se mnnlfestn. Em quinto lugar. a quem ee confira o poder autónomo de . os jurisconsultos ou j u r i s p f tos. por zim lado. luncionalmente diferenks dos produzidos pela prática jurídica em geral. afinal. sobretudo. Ou seja. em substância.que se apresenta como um componente da anterior mas que tem aspectos de uma Iinguagem de segunda ordem (meta-linguagem) e.elemeritos estruturais do aparelho .ou actualizar.da ciencia jurídicu viria. opinio communis doc&orurn) ou a quem se raconheça a detençáo da tredição jurídica e. sobretudo quando se trata de fazer a hi. no entanto. dos limites da disfunçáo. as indicações que seguem encaram a prática de produçáo do direito mnio um tado. mais .

. A luta pela imposição do direito nacional e. O inverso. burgiesa por o r i g ~ m nobilitada por profissão. garantia um dilatado poder à categoria social dos juristas de profissão (os aletrados. i d r i c a ç ã o que aqui se manifesta sob a forma de uma dependência da primeira em relação à segunda. a categoria social catapultada para suporte da prática de ~ r o d u ç ã odo 'direito não possui os segredos -até ao nível da língua prolissional. ma5 de lógica de uma estratificaçáo social e profissional decorrente.) d o poder de edição do direito e os seus detentores efectivos tem abundantes exemplos na história do direito. no final do stculo xvrrr e primeira metade d o &culo XIX. a legitirnaçáo dos jurisperitos é geralmente regulada pelo aparelho de ensino). Na ~ e r d a d e .. só eles e sempre eles. isso aconteceu. tinha. m relagão a determinações de outras instâncias (v. ocorrido com o Direito Romano.categoria esta que E portadom. os reais sujeitos agentes da prática jurídica.g. helecidas como vigentes. por sua vez. Factos como os que ficam referido3 têm a ver com a situação dos sujritos da prática jurídica no quadro das diferentes cate. da um direito aacessível a todos* (entenda-se. como veremos. o advento ou declinio . a todas as categorias da classe dominante) representa também a luta para pôr termo a este inonopblio absoluto d a produção do direito ( e ao cansequente poder daí decorrente) -entre nós denunciado desde as comédias de Gil Vicente. - . de um certo estatuto social. em síntese. o latim. a tensão entre direitos nacionais e Direito R o m n o durante os &culos XVIII e XIX (cuja leitura reriulta milito mais clara se se considerar que a persistência da tradiyiío romanística) mais do que garantir certos resultados norrnotivos.o facto de s verificar ao nível d o rpolíticbw a designação dos e titulares do poder nomativo e junsdicionai náo implica que esse sejam. essencial à coesiio do bloco sacia1 no Poder durante o irastado de transiçãoí. que a efectiva divisão social do trabalho n o seio d a classe dominante nem sempre coincide -raramente coincidecom a imagem que dessa divisão têm os estratos detentores do poder político. nesse ~entido.que a divisão social do trabalho n o seio da clawe dominante não decorre da vontade consciente de uma clawe (expressa pelo poder político). por exemplo. entre nós. A progressiva desagegaçáo deste bloco significa a crise pala rsta categoria e. assim como. a condkr%o de uma aIteraçáo na rede das relações sociais que catapultou para a cena da prática jurídica ou dela expulsou unia certa categoria social.por parte dos juristas profissionais. cada donie. em última análise. gorias sociais e com o seu estatuto. Na verdade e em regra geral. ApOs a revolução. com o direito estrangeiro. Então. Assim.4 a A HISTORIA DO DíRGITO NA HIST6RIA SOCIAL O MATEIRIALISMO HIWORICO NA HIST6RIA IXi DIREITO primeiro aspecto da embricação entre as duas.da utensilagern da jurisprudência tradicional e. d o modo de produção. Esta não correspondência entre os deteniore~formais (elegais. Ou -de uma forma talvez mais rigorosa. também. n o entanto. corisequmteniente. categoria com um Iugar muito caracteristica na eatriitiira social do antigo regime. tambhm se verifica. sobretudo. no período anterior (séculos 1 a m I i ) . isto é. Frequentemente adquirem valor jurídico.normativo normas que não são dffiignadas como juridicamente vigentes pela lei definidora das fontes de direito. como esta mesma prática jurídica institui e legitima outros sujeitos agentes ou baralha a hierarquia e competência relativas dos sujeitos agentes designados pelas instâncias políticas. entre a grande e média burguesias e a nobreza e. É que esta última não só é pemiável. verdadeira charneira . a crise d o monopólio sobre que ela aparentemente mantinlia o seu poder e através de que conseguia reproduzi-10-a tradiçáo juridica romanista. DependGncia que. Dir-se-á. cuja aplicaçáo prática ultrapassava largamente o relevo que lhe era dado no sistema formal das fontes de direito (71). Que é o sinal ( O Ur r s u l t d o ) de factos que sc passam para além d<vs limítes da prática jurídica mostram-no alguns exemplos. as mudanças dos sujeitos-supor~esda prática jurídica originam uma correspondente mudança dos meios de pcoduçáo do direito. adoutores%). não se traduz numa relação de determinação directa. a não aplicação efectiva de normas jurídicas formalmente esta.de um certo modo de maiiifestaçáo da direito é o sinal (ou resultado) -embora tamliém. por isso. de direito traz consigo (designa) uma categoria de tsacerdotes~.

VÊ-10-emos em breve.do estamento dos juristas como sujeitos-agmtes do processo de produção do direito só se estabelece quando SP age sobre os prbprios meios dp prodiição. uma alteração do elenco das fontes de direito manifesta -ao nível da prática jurídica .. dos testamentos de juristas letrados e dos tribunais no sistema de prodiição do direito (e. quando sv e m p r e e n d ~a r~fnrrna do ensino do direito e da prbpria lite'. ensino do direito.pode ser inclusivamente condicionante eni relaqno à produção de alterações noutros níveis da prática social ( n o caso concreto. a própria estrutura d a prática jurídios çobredetermina a estrutura mais vasta em que se insere e estabelece um certo limite de permeabiIidade aos factos extra-estruturais. O ensino do Direito e o corpns da literatura jurídica. a variável independente do processo. o certo 6 tambem que existem condições intra-estruturais para que este fenómeno (extra-estrutiiral) de recomposição social influa nas condipões em que decorre a prática jurídica. ms Por exemplo. aqui haverá que distinguir entrc os poderes legais de edição d o direito e o papel bectivamente desempenhado pelo sujcito na prática de prodiição. o11 spja..e. para encarnar o estatuto dc sujeitos-'agentes do processo ~ r o d u t i v o .estatuto formal de um agente para caractcrizar o seu efectivo papel no processo produtivo. a o nível da matriz d a relações sociais). que os meios de produção do direito não G o . o certo é também que estes efeitos intra-estruturais só se verificam nos Imites de permeabilidade que a própria estrutura da prática estahlece para os factos externos. etc. nomeadamente. no próprio contexto sociopolítico) tem que ser com factores internos ao nível do ajuridico.definem ainda implicitamente as instituições e categorias de indivídcos com capacidade para accionar a panóplia dos meios de produção jurídica e. um certo desenho das relações destes com os outros comparticipes no processo (órgãos políticos. por iim lado. 6rgãos jurisdicionais. a o designar.implica. em contrapartida. Ou wja. se constituir como a ~ n t e prodiição jurídica) de - . etc) . tal como resultam d a análise concreta da pratica jurídico-normativa): o seu formal de nepír a sanção régia à s deliberaçócs parlan~er~tnres ( e de. se mutações ao nível das fontes de direito manifestam o efeito intra-estrutural das circunstâncias extrinsecas à prática discursiva. eles tamb6n1. conceituais e argumentativos. o aparelho teórico da tradiçáo rornaníatica. para os sujeitos. e. para uma certa ~ . formados na tradição universitária europeia da época. a preponderância. Por isso. sistemas dogmliiicos. assim como ai se distingur entre a propriedade jurídica e a propiiedade efectiva dos meios de produçáo. E. neste sentido. enquanto lhe assi~iamobjectus.laçõts de prodas dução). ela mesma. mas ainda um «perfil (digamos) profissional.no caso concreto os juristas letrados. no caso concreto.. se é certo que.produção legislativa no sistema da rios= Carta Constitucional (1826) com os seus poderes de facto (i. Tal como n a análise do processo produtivo económico. assim. E. a partir dai. Um outro aspecto muito próximo do até aqui focado é o de que náo basta o .A HISTóBIA DO DIRDITO NA HISTORIA SOCIAL Mas. a o mesmo tempo que designam um campo de reEerência para toda a produçáo jurídica -i. . há lugar aqui para a distinçáo entre o plano jurídico formal e o plano material da análise. a detensão do processo produtivo por unia certa categoria d~ agentes. com a imponência dos instrumentos técnicos e teóricos do direito tradicional. Tal como a natureza dos meios técnicos 'de produçáo económica aponta para um certo tipo de titularidade do processo pro- dutivo (OU seja. não só um campo de objectos relevantes. a supremacia do legislativo sobre a jurisprudência e o definliamento . Um exemplo do relevo da d i s t i n ~ ã oé o dado pela não coini cidência dos poderes constitucionais da Coroa quanto . portanto. e. a alteração do elenco das fontes d e direito -bem como as mutações verificadas a o nível dos meios conceituais e institucionais d e produção do direito (estratégias discursivas. até meados de Setecentos. por outro. Ncsta medida.' evidente. órgãos administrativos). ratura jiirídica ( 9Só então --quebradas as pcçac frindamrntais d o ciqtema de reprodução das relações dc produção jurídica muda a titularidade do procegso produtivo. também a natureza dos meios de produção jurídica -no exemplo acima. f o r m a % rc.fenámenos d e recomposição da matriz das relações sociais.

O MATERIALISMO HISiT6RICO NA EISTbRLA DO DIREITO 48 A HISTóRIA DO DIREITO NA IÍISTQRIA SOCIAL 47 Farammte foi utilizado. mas progressivamente em ramos do direito privado) da realida de psicológica como otj. que o tomavam como objecto desde tempos imemoriajs. O campo doe objectotos Como já se d i s e . Tal como em relação i definisão do estatuto dos sujeitos-agentes isto não acontece.de reeducação) rem tornar necerisária a siia conà~deração (c£. Embora certas instâncias dn vida social ( e nomearinmente a prática económica) possam apontar para uma jurisdicionalização de certos campos da vida social.e escolhendo agora um exemplo de eEicácia demonstrativa mais vasta-. Exemplos . entáo. . o que consistiria. no entanto.através dos restantes aparelhos ideológicos do Ejtado) . a prática política. A valoraçáo deste nivel não era dmconhecida de outros sistemas valorativos (nomeadamente a moral e a religião). estaríamos perante um outro exemplo de não coincidência entre o estatuto jurídico e o estatuto efectivo dos sujeitos-agentes. . neste domínio. produz o efeito de sentido adequado a desencadear um processo de t r a r i ~ f o r m a ~ ácoactiva dessas reIao ções. na verdade. a Coroa não dispunha. Um exemplo 8. os objectos da prhtica juridica síio os próprias situaa valorar juridicamente. mais precisamente. não são também acontecimentos fortuitos ou arbitrários. determinado -ele tarn&rn . uma vez mais. ela transforma as próprias relações sociais. do ponto de vista das condições da prática jurídica. as coisas estejam maduras para que isto aconteça. não se dá senão quando. isto é. todos estes fenómenos de erupção dos sujeitos.a prática jurídica náo se limita a transformar a consciência dos homens (como acontece com as práticas ideológicas). NaWsencs de la prison.destes desencontros. Ou. E o movimento de sentido contrário também se verifica .o desses mesmos elementos. até que ponto não era apenas formal o papel do legislador na coristituição do direito em Portugal n o século XVII e na primeira metade do Gculo XVIII? Até que ponto o papel decisivo na edição d o direito ( e não só na sua aplicação) não era deempenhado pelos juizes? A ser assim -e só a análise da prática jurídico-normativa o pode revelar-. a o fenómeno antes referido de que a esbr&ura da prática não sa' é responsável por u m e s p e c i b a conbinqão dos sem elementos.de outros códigos (moral. a <marcação. . Assim. O plano de emergência dos objectos a valorar pelo direito é assim.dos factos sociais exigida pela função global do político poda efectuar-se a partir . M. este fenómeno não se dá só por isso.. d e um poder efectivo. apesar d e tudo.ecto de valorsção. g. Assim. se não são explicáveis a partir da lógica e dos resultados de uma prática estranha (como a prática p l i t i c a ) . mas lambérn pela g e r q ã o e erupç6. São fetiómenoo a explicar ao nível do próprio sistema instituído no interior da prática e só através do jogo global deste sistema relacionados com instâncias exteriores ao nível do ~ j u r í dico~. sistema de produçáo juridica. já que a intervenção d o Estado se pode efectuar por processos não jurídicos (v. a erupção no campo do direito (sobretudo no direito criminal.0 sentido de definir o campo de objectos da pr8tica juridica como equivalente a o campo de intervenção do Estado na vida social. Por outro lado . Surveiller et punir.a permanência de uma jurisdicionalizaç5o da3 relações sociais contraditória com o asentimento social> da sua irrelwância jurídica.agentes no seio da prática jurídica. porém. Todas estas distorções n o elenco dos detzntores do poder de criar o direito tal como 6 definido pela instância política correspondem. O direito criminal. Foucault. porventura. a admitir que certos elementos estruturais da prática jurídica eram definidos por uma outra prática. ainda.pela matriz insita no . através de processos económicas ou. o que significa que. religioso) que não o jurídico e a acção sobre eles através d e outros instrumentos que não o direito.a o falar da natureza especifica do <efeito de jurisdicidade~. avanyar n. permanecia-lhe relativamente impermeável até que uma m u t a ~ á o na estratégia da punigão (a punição como esforço de recuper a ~ ã o . Poder-se-ia.

lnstriimentos do primeiro tipo são as realidades lógico-conceituais e linguísticas a partir das . O próprio sistema de formação dos juristas ou a natureza da constituição dos órgãos de produção do direito poderão aproximar o direito de novos campos de intervenção e fazê-lo ahandonar campos antigos. antes de ser batido em brecha ao nível da teoria do direito.to dos sujeitos (é o caso da emergência de órgãos e técnicos no processo d e produsão do direito . de irma homogeneidade das valorações jurídicas na área da Europa. por outro lado. Resta acrescentar que a variação do campo dos objecto> da valorayão jurídica é ~114ceptív~I provocar alterações n ã o só ao de nível do estatu.) d á deste último facto um imprescivo exemplo: como a inclusão da problemática da protecção jurídica da criação artística no campo juridicamente regulável veio originar novos conceitos. como a edição de normas jurídicas por assembleias políticas . No caso da prática jurídica. psicologia.. por um lado. e. hfas. ter um difusão e que não conhecia fronteiras. elementos independentes. e da religiáo e mùral.A HISTORIA W DIREITO NA EIISTORIA SOCiAL O MATERIAWSMO HISTORICO NA HISTORIA DO DIREITO Paris 1975).a f e i t u r a ~ qap11cação-provocada pela abordagem d e temas não dominhveis por um leigo. normativas P ideolágicas que dai decorrem. Papel determinante. Teria sido.onde os náo juristas estão.consrituiçãa dos outros elementos estruturais . g. isso passa-se com a inI1uênci. mica. Assim. de reenvios) relativamente limitado.rantc lima boa parte do século XIX é praticamente desconhecida entre nós.. Embora não haja. (i. ao estabelecer um campo de referência (de citações. há interinfluências qiir deixam de se verificar. não deve ser completamente estranho ao surgir d e um udireito europeu. eni maioria . para além do instrumento linguística -e. a laicizaçáo do sistema de formação dos juristas a partir dos fins do século XVIIZ pode ter contribuído para uma mais nítida separação entre os campos de intervenção do direito. o caao do positivismo d a cescola da vxegestn. num campo estruturado. B. tanto quando apontam para iim certo campo de emergência dos objectos. A própria língua em que 03 juristas se exprimem pode ter influência no conteúdo d o discirrso.. os instrumentos de trabalho aparecem frequentemente descritos como os elementos mais dinâmicos da estrutura.e. ? . Não é raro.pode provocar a regulamentação de dominios que o direito tradicional ( e os juristas profissionais) considerariam por natureza estranhos a o círculo do ]uridicamente regulável. por outro.a da dogmtítica alemã. por siia vez.v. mas ainda a o níveI dos meios teóricos d e produção. os meios d e produção são de natureza diversa: realidades dc natureza intelectual. esta nova estratégia da punição está relacionada com factores sociais mais vastos. quer enquanto não e50 indiferentes à . Note-se que. sobretudo da Europa ocidental) o facto de . cit. como o de emarca da personalidade. note-se. > - Os instrumentos-meios de trabalho Como em qualquer prática. Neste sentido.quais os sujeitos-agentes organizam o discurso (note-se q u e as produr$ies jurídicas consistem e decorrem de tdiscursoss). Isto faz que. com todas as consequências dogrnáticas. nomeadamente na prática econó. naturalmente. que um campo conceitual ou uma estratégia argurn~ntativa sejam postos em causa pela sua não aplicabilidade a um novo domínio do direito. d e natureza institucional. como i ~ n a n d a irnplicitilrrirnte estab~lrcrm critérios acerca d a legiti('I'). que. a produç8o de resultados faz-se pela aplicação de certos instrumentos de trabalho.).da prática iuridica (i.. etc. é posto em causa (ao menos na sua forma extrema) peIo incessante crescimento do juridicamente regulável. têm existem muitos planos de manifestação da sua eficácia ainda papel determinante os meios de producáo conceituais (dogmática jurídica) ou 10gico-conceituais. crescimpnto este correlacionado com a mutação das relações Lstado-soc~edadc inic~adaem meados do século paoeado. economia. que du. os jiiristas do século XVI a o século XVIII <dialoguem> com a doutrina juridica de toda a Europa e adoptem .a literatura jurídica. de natureza material. entre nOs. Edelman (ob. escrita no latim que todos os juristas europeus dnrninavam.as suas soIugões normativas no direito interno Quebrada essa unidade linguística. em Portugal. nomeadamente.

para a ribalta da problemática teórica do direito pela grande polémica contra o conceitualismo. Uns de natureza institucional. a referir iilstruinentos prndirtivos que se traduzem em realidades maia palpáveis. os juristas funcionam como liricoleurs. Ai se tornou patente o modo como o simples funcionar do aparelho 16gico-conceitual podia ser responsável pela gestação de conteúdos normativos distinto3 . consiietudinário. prcconceitus e preocupayScs sociais. trazido.color cado.a continuidade do reginic ~>olitico a apetência de segurança .e de sktema norrncttiuo cont un~e lógica interna especifica ("1.tas do direito comuni ou da civilística a l e n ~ ã ) não pode deixar de atribuir um carácter ainda mais decisivo iutensilagem juridica tradicional. tendo em conta os quais) se produzem novos resuI. . Instrumentos de natureza iristitucional são.daqueles já exigidos pela estrutura das relações sociais. Quanto a o segundo aspecto -ou seja. . por exemplo. influenciam no sentido dos resultados. n o seli fiincionamento. consequentemente. Num caro e noutro.as próprias características gtohais da prática jurídica e. na casca (esquemas normativos .ec. ou seja. outros de natureza material. consoante .a partir dos quais (ou. No seli duplo aspecto de repositorio de resultados juridico~já p r 0 d ~ t i d 0 3 -. pelo menor. judicial) do antigo. o certo é tamb'ém quc e l r s não deixam de ser portadores de um certo estatuto decorrente de outros níveis da pritica social e .o advento de uma e sitiiação social qiie aspire a u m direito certo. Vns e oritros responsiveis também pela conformação dos rlementos estru:itrais da prática juridica e pela siia inter-rehcionagáo no seio desta estrutura. nos referimos a instrumentos de p r o d u ~ á ode natrireza intelectual. dc terem determinados por ele os conteúdos da sua consci6ncia. por via disto. a natureza dos restantes elementos estruturais. a responsabilidade dos elementos lógico-conçtru!ivo do discurso jurídico n a conIormação dos resultados normativos . o ponto em q u e jogam todos sociologia cultiiral.a ordem juridica e dogmitica estabelecidas não deixam de pesar sobre a possibilidade de inovaçáo das sc~lu~ões. quer enquanto. a s próprias fontes de direito. também..envolve-se. S e é certo que os sujeitos-agentes d.a prática jurídica não poderá0 trancvasar para o seu discurso (dada a sua referida impermeabiIidade) todos os seus sentimentos axiológr'cos. Mais ou menos.direito jurisprudencial. o direito novo d. portanto. repr~scntaram o triunfo absolrito do direito estabelecido sobre as invençóes. E evide~ite. . por exemplo. Em relação ao primeiro aspecto. n modo .ica jurídica (a nos termos antes esboçados.como eles avaliam as necessidades normativas das relações sociais e o papel do direito no estabelecimento de uma ordem social.até aqui. HIST6RIA SOCIAL O MATERIALISMO IIISTORICD NA HISTGRIA DO DIREITO 61 ' mação e estatuto dos sujeitos-. construindo novas soluçóes jurídicas a partir dos elementos desconjuntado3 das antigas. passaremos. no último século. É este.~ I I P . que a detenyáo da prática de produção do direito por uma forte e tradicional classe de juristas profissionais (como o foram os jririi. em relnçZo ao p r o c ~ s s ode produção num plano diferente do anterior . g. Por isso: na sociedade burguesa. a urgência da <segurança> geroii princípios dogm5ticos -v.a xaberrayão~ logicista é esplicivel pela estrutura interna da prát. legislativo. como no referenciar de novos campos de valoração jurídica. portanto. rn spgundo instrumento de natureza iiistitiicional . a partir do conjunto da tradição jurídica anterior. Da mesma maneira que . de facto. Se. de qualquer modo. agora.ele constitui um tema muito conhecido dos juristas. já se rdeciu a responsabilidade da estrutura conceitual e dogmática tanto na identificação .agentes). tica jurídica. seguro e coerentesão também factores de valorizayão do ordenamento jiiridico positivo como entidade rnod~ladoradas novas soluções. einbora. na maioria dos casos.dos sujeitos da prá. embora não deva deixar de se ter em conta que a raiz dest. da sua integração social. n dngma da aplmitude iódo ordensmcnto jiirídicoh .60 A HISTdRIA DO DIRDITO NA.distorcido pelo carácter limitado da sua prática profissional e.é o sistema de formaçiio dos juristas. tados. Entre os meios de produção parece dever ainda incluir-se a ideologia <espontânea» dos juristas. embora os factores genéticos estudados ~ c l a efeitos de sobredeteresse jogo esteja de antemão limitado minaçáo da estrutura específica da prática jurídica. E. O direito novo constrói-se. sofre a determinação final desse mesmo sistema das relaçóes sociais).

HISSORIA SOCIAL Já nos encontrámos com eIe quando referimos o seu papel n a reprodução das relações de produção jurídica -isto é. Agora. o notariado. a das consequências normativas da impressão generalizada das fontes jurídicas verificada a partir do século Xm. Neste sentido. A estrutura da investigação científica. como já se disse. na relevância do erro sobre o direito. a advocacia. & literatura alem& onde -paralelamente a uma reflexa0 que. noutras. ultimamente. $ este sistema d e meios materiais que. a substituição do modelo do areper. o estudo sociológico Faculdades Jurídicas poderá fornecer elementos preciosos para a compreensáo do sistema de produção da ordem jiirídica. características <externas. porventura. ciija importância na conformação do direito novo já foi apontada.e. o tipo de ligação das escolas de direito com a realidade social e com as instituições políticas e jurídicas. para outros <Iacais» onde o dircito %eproduz. Este facto euplica a relevância da estrutura das rela~ ó e scientífica3 estabelecidas na escola. o movimento associativo e profissional dos juristas. estabelecidas em cada um destes possíveis Iugares de produção direito e o modo como eles se articulam entre si na constituição do ordenamento jurídico em cada época histórica são relpvantes para a explicação do conteíido e características arquitectónicas deste ordenamento. n a designação dos sujeitos que suportam a prática juridica e na constituição do seu estatuto. apenas.63 A HISTORIA DO DIRXZTO NA. tal como a fábrica o é na produção económica. vãrios sintomas d o det.. Disso s5. quando se trata d e explicar o carácter dos produtos prodiizidos.o exemplos.sistema de publicação e edição das fontes de direito. meios d~ pronq dução de natureza material: a organização material do corpus jurídico-.envolvimento de uma linha de reflexão que rompe com os cãnones teóricos da anterior.surgem.o da reprodução . trata-se. as suas relasões internacionais. sobretudo na desarticirlação do direito consuetudinário.. NOTAS ( l i Refiro-me. logo. etc. g. certo é também que o podem jogar determinações externas à prática juridica. nomeadamente. nenhum destes elementos estruturais pode ser isolado com variável iindepedente. d a literatura jurídica. O p r ~ m e i r oaspecto . Em alguns casos. não é ousado supor a exist6ncia de um processo genético. a escoIa ser ou poder ser o lugar urde a se efectua. tudo isto influi de forma decisiva nos resultados da produção juridica. e sobretudo naqueles casos em que o direito é um <direito de professores». Por fim. da feitura .V. como ji tem sido notado ( 7 8 ) . Já o segundo apresenta a novidade de. etc. de um fenómeno de contemporaneidade-v. sustém a mantém viva a tradição jurídica. na literatura juridica portuguesa oitocentista e o papel que isso terá tido n o olvido do direito tradicional ( 7 9 ) . na tendencial desvalorização do jurisperito. pelo contrário. tratar-se-á.de novas cópias do direito tradicional nas quais se aproveitava para incorporar ~actualizações. organiznçáo administrativa-burocrática da vida forense. O que acaba de ser dito das escolas de direito vale. Outro exemplo é. sobretudo. de abordar um aspecto diferente o sistema da formação dos juristas como meio institucional onde se verifica a produçáo do direito e a sua transmissão às sucessivas gerações de juristas. nunca deixou d e existir acerca do papel do historiador do direita ( e que era bastante viva nos círculos romanistas) . g. tóriow pelo modelo do <compêndio. nomeadamente o foro. Também aí o sistema escolar funciona como rrprodutor das relações sociais de produção. ao contribuir para designar o lugar dos agentes no processo produtiro.tem algo d e paralelo com que se passa nos outros níveis da prática social. É claro que. As e r e l a ~ ó sde produção. porém. E. mutatas rnutandis. a s mutações do conteúdo do direito romano coetâneas à substituição do v o l m e n pelo cndex . mas com relevo não d ~ s p i c i ~ n r i n . organização das bibliotecas profissionais dos juristas. Os exemplos históricos de mutaçáo do conteúdo do direito coincidentes com a reorganização d o seu corpus material não faltam. se o acaso e o arbítrio podem jogar algum papel n a configuração d e cada um deles dentro dos limites de v a r i a ~ ã oque 'o jogo estrutural lhes impõe. Ma~&tische .. aqui. todos eles sendo passíveis de determinações estruturais. os modeIos e conteUdos do ensino. em rigor.

Vorstud4en nur Rechtsgeschichte. ZUT Geschichte . onde se faz tambern uma refesncia 5s novldades da historiografla juridica espanhola e portuguesa.. como discípu1os G. íinitlmente. %quanto s .). ('1 W.3. Der AQflose A w ~ a s c h ~ m ~ . Blanke et ai. sem dúvida.HOstÓvia Geral dn Mreito R m a n o . Brernen li5 d e Fevereiro de 1976. ('j L. nas suas lições ou na sua obra histórlca. por isso. Paris 1970. Zur Methodmdkkussion .. comu fonte jurídica. ('1 Como a historiagrafia geral substituiu o $problema teóricow pelo «problema metodológico%-. Ritter. pode dfzer-se qu. Deutschen Rechtshistorikertag (Ttibingen. que. Almeida Costa). a comunicação de AIdo Mazzacane. o meu <Recomeçar a Reforma Pombalina?x em Rev. exprfme a vontade legítima do povo. C m . a publieagáo colectiva dirigida por Johannes-Michael Scholz. em Vors t u d h.s e 0 OrgankaçCo da Uultura. Eraga da Cruz.li. 109-129. O costurrre.e Os InteEectm4. por posições eclécticas com maior ou m. Sobre o conjunto da reforma dos estudos jurfdicos. L.. Cabra1 de Moncada. Abril-Junho 1573.. satisfaz verdadeiras necessidades sociais e não as aspiraç8es injustas de um partidow ensina Pedro Martins em X K i 1 (Hbtólia do Direito Português. 1 e segs. cf. a partir da história. Cf.. 41. Vaz Serra. B. d e uma necessidade jurldlca ou do dlreito colectivamente organizado.Sh. por isso. 22. influenciado L. da escola) no modo de produçáo capitalista. Zur Methodeltdiskussirnz der rnarsbtischen Rechtsgeschichtaschreibung ItaUens. por último. na esteira de . (") U. as liçóes de Pedro Martins í. Dir. nas suas versões francesas e alem&. é eco fiel da vida e. KTjtik der biirgmlichen Recht~geschlchte. 172 e segs. g.. Tm. como. Th. em Die Objektivttat sozialwissemchaftEicher unü sozid politbscher E r k e n n t h . no entanto. (9Refiram-se entre outras.. a partir de certa altura dedica-se sobretudo a história antiquarista. Die Aufgabe der Geisteswissenschaft in der mo&rnnt Gesellschaft. por Max Weber ( v . s u g e m e s em I. Torquato Soares). Peter Lasdau.. (') J. Peninsular s Portisgud~. Paulo Merêa. J... Althusser. as influências virão directamente do sociaüsmo oitocentista.. E 6 de regra em todas as introduçóes metodológicas aos nossos manuais de hist6ria do direito. Paulo Merea... se distribuem. por U. Lisboa 1772. Fernander. Krit& . coirio o agora decantado apluralismow. «Kritik der burgerllchen Fkchtsgeschichtew.. Sobre a evoluç~o recente da historfografia jurídica francesa 6 muito rica a Informaçáo de J. Braga da.. por c m p l o . Alrneida Costa. em pouco dtrapassa o nível do ensaio literkrio. 1926. Zur Methode . 90. Eat. Madrid 1973. por Último. cit. no primseiro. para qualquer outra concepçáo +neutra% da ciência. sobretudo. fazem a apologia das posições jurídicas. Marcello Caetano (Liç8es de Hbtdriu do Dirdlo P o r t ~ ~ 1962). 1 de Outubro de 19'14). (") Esta arbitrariedade dos factores explicativos foi defendida...e os hlstoria- dores que não enveredaram. Eiatdria do Direita Portugu8s. Torquato Soares. (I4) a 0 processo hist6rico de fomaçáo d o costume 6 um processo orgllnico. Marcello Caetano privilegiam. Lisboa 1772. Wesel.-M. o que aconteceu entre nós. e Estatutos d a Unlversidude de Ooimbra. I.. aDie deutsche Rechtsgeschichte und der Faschismus*. cultivou o ecIetismo. L. (*) Sobre o papel dos intelectuais na construçãa da hegemonia burguesa é cl8ssica a anállse de Grmsci. sidade de Coimbra. . Eerlin (D. historiador jurista fmpar no seu tempo. ( I ) .. sobretudo em A l g u m a Teses sobre o P r o b I m a do Sul. Cabral de Moncada e A. C u m p b d i o Histórico do Estado da Uraivaf. nesta fase. em que foi grande mestre (deixando. se a primeira fase da sua obra parece Inserir-se na corrente idealista be intenção dogm6tica (tendo. aKarl Marx und die Rechtsgeschichte~. W. mais tarde.. em Kritásche JusBz... Wolfgang Fritz Haug. (') C . R e f o m educativo y desarrollo capetalkta.* ed. Abril-Junho 1973. (1).. cit. A partir dai.. cit. e. I. Uwe Wesel. M. polltlcas e ideolbgicas do *Estado Novo. cit. Mazaeane. Frankfurt arn Main 1977. 117 e segs. (11. em Rritische J w t i z . J. R. 1906. em traços gerais. 136. Esta intenção é. cit... A histbria jurídica positivista. como as ver&.M.. Wesel.. (9CP.. 2.54 A HISTdRIA DO DIREITO NA HJWóRIA SOCIAL ( XIATERIALISNO 1 HIST6RICO N A HISTORIA W DIREITO 55 Bdtrdge zur Rechtsgeschdchte. 1828. sobre esta substitulçáo e seu significado.enor intençáo actualista. Quanto a P. Independente de toda a intervenção arbitrária do Estado . (11. Lire le Capital. Merea. B expressão d a vontade social e consequ8ncia d e uma ordem da colectividade e. Isto que se afirma do positivismo é válido. Braga da Cruz e M..(I" Roderich Wahsaer. cit. 19311. Coimbra 147+. D. 237. d e Castro.. 7/81.5 e segs. VI. apesar de serem rarlssiiiias as ades6es expressas a unia determinada Intenção historiog&ica. muito níhda naqueles que. ~HistorischeRechtshlstolrei Reflexionen anhand franzosiseher Historik~. e Bktóri<s do Direito Português. Scholz.erudito e passadista (G. 17' 121-35. (') Foi. como se sabe. cit. 1W. 4 1 (lO73). Cabral de Mocada (sobretudo nos seus trabalhos sobre o pensamento jurfdico-polftico setecentista e oitocentista) e Marcello Caetano (no tratamento hist6rico das instituiçaes corporativas). Cabral de Moncada. ensaiada por Teófilo Braga e Júlio de Vilhena. 1948: sobre a função da Universidade (em geral. a mais natural e legitima. ( I ) . pela histbria jurídica de tipo . e. Blanke et al.360-71. Noc. L. 1904). sociais. 1061. então. 137 e segs.. .em Revue d'histoíre. P a r a a Itália. as instituiçss de raiz consuetudinária . comunicação ao 20. Zur Methode der Rechtsgeschichte. nos segundos nota-se a forte mediaçáo do realismo e do institucionahsmo.

de par com o modelo neollberal. <Wissenschaftspluralismus. 1958) e M .. Bretano. toda a vida politica. ZUP Geschbhte . Blanke et a?. ela constitui o sentido m a b r do mater i a i i m histbrico. por sua vez. l W 9 ) . Uvi-Strauss (Anthropologb structurale. Foucault (LJArch6010gie du savoW. sobretudo nos seus estudos sobre o ilum~inismo. . nomeadamente por H .i. sntelequfo) ou.66 (1671).. 1971. Scholz. 'S'eholz. hegeliana. Ejstorische Rechtshisto nh..) quanto à adomão de um modelo a p l i c a '5 tivo pr4vlo devem ser tidas e conta.. Guastini. cit. E. Schoiz. 28. sobre Isto. Wehler. As restrlçdes de 3... Historische Rachtshistorle.. Merêa concebe o projecto de um levantamento geral do direito consuetudiu&rio português (cf. ('1 Sobre o epluralismo metodológicou e suas implicações politicas. CP. Sellnow. .. em substituição de eciencias do espírito>... Th. mergulha no relativismo positivista.. Magalhães Godinho. impregna. em que este aparece como uma entidade neutra.. e <neutralidades posltivista. sempre que a alternativa idealismo-materialismo é expressamente colocada.4 DO DIRDITO NA HISfTóRIA SOCIAL O MATERIALIShUl HISTóRICO N A HISTóRIA DO DIREITO 57 e a s kpocas onde estas prevalecem.. Foucault. 31). ( L ) . (") Cf. (") No mesmo sentido. (') Este nivelameuto d a histbria natural e da história dos homens processava-se de acordo com uma destas duas orientações: ou os homens eram submetidos A mesma razão ordenadora que estabelecia a disposiçko e o devir dos entes físicos (logos. principalmente de C.1965.-M.-U. an lessico giuridico di Marx 1843-1844>. (") V. questionário sobre o Direito Consuetudinhio Portugu&s~. A desrnontagm do embuste tem. da ~ n a t u ralidadw do modelo económico liberal. (I@). U.66 A HISTORt. Coimbra 1923. social.era o movimento d a natureza que estava ordenado a uma finalidade humana (providencialismo antropoc&ntrieo) . (Iq) Sobre a qual ( e sobre a sua reIev5lncia na evolução da historiografia juridica) a esplêndida síntese de J. ( I ) . à crítica antimetafísica.em Da8 A r g ~ m e n t .inadas m por um adequado entendimento da natureza desse modelo. Wesel.dIe Geschichte der etablierten burgerlichm Klasse ist die Geführdung Jhrer H e w s h a f t . portanto.. Marcuse (Kultupi und Ueselschaft. A C h e da iiist6ria e a 8 s NWW Diru~tri~es (Lisboa 1946). onde s e afirma que a concep@o materialista da histbria se transformará no seu oposto sse n&ofor utilizada cmno directlva do estudo hist6rico.. cit. em Materiali ger ufla storiu della cultura gfurklfca. a opção não de'xa de ser a idealista ('1 Indicações bibliográficas em R. Isto sugere. (') Neste sentido se afirma [em Th. Mari gherita v. e bibliografia a citada. Dm Posit~visrnrcsst&t. cultural e cientifica d a Memanha soclal-democrata.. iniciativa d e indesmentivel interesse científico mas de interiçko ideológica tambem inequívoca. nomeadamente.1261 . da «objectividade. ( 1)..a de H. como se sabe. A lógica epluralista>. quanto de . em Th. no plano econbmico. (*) Este fenómeno de dessubjectivaçáo das ciGn~iaa do homem t e m um reflexo na facilidade e no bom grado com que estas aceitam para si a designação de «ciências do comportamento. Moncada. nomeadamente. (=) A primeira posição 6 mais caracteristica do positivisnio.escreve Engels: a k nossa concepção da histbria B sobretudo uma orientação para o estudo e não uma alavanca da construçb $. 2471. vai. cit.5 de Agosto de 1890). Adorno (Der PoslDivism w s t r e i t {vz der dezrtachsn Boablogie. uma &marche historiográfioa baseada no materialismo hist6rico. Adorno et al. ('#) A critica ao positivi~rnofoi sobretudo feita pela escola de Frankfurt (ou Krithche Schule). sob a quai tamwrn n6s começámos a viver.. .. K+t& .ytkche Wisseleschaftstheurie und W e k t G c . 41.L. Depois de criticar aqueles para quem a concepçáo materiaista da histbria . W. cit. I@€&). cit. m a s como modelo rígido por onde se cortem a direito os factos histbricag. que partir da crítica cientifica do ca-cIassismo» do Estado. mas as suas formas contemporâneas foram duramente abaladas pela crftica anti-hwnadsla do chamado *restruturalisrnox francês. . L'Arch6oZoqie du savcrir (Paris 19691. se esta for conduzlda de acordo com os cánones expostos pelo próprio ~Engels a conhen cida Carta a Conrad p h m i d t (. Genese und Kritik eines Kampfbegriffs~. 414 e segs.. ( 1 ) 28 e segs.~Esta mesma idcift volta & surgir n u m a carta a !Paul Ernst. Scholz (ibid. Geschkhte als htstodsche Sozialwbsenschaft. &um Problem der Rechtsgeschichte im System voa Marx und Bngelsil. colocada fora e .. 1988). em Estudos de HPstdria do D i d t o .stas restrições não . De qualquer modo. filosóficas e metodológicas. de uma concepção lassalista do Estado. A úItima posiqão é..atingem. Darmstadt-Neuwied.-M. 19851. Genova 1973. (*) M. c1t. ( I ) .-M. Zur geschichte . (I).-M.. 1 5 e eegs. (m) Xeuristische Devise denomina-o . ( I ) . H a b e r mas (em And. o pombalismo . por exem~plo. 476-83. 17. a c h a da luta de classes: no plano filosMico. mas podem ser dim. Ij6) J. Wesel. cit. <servia de pretexto para náo estudar a história>>. 39 e segs. evidentemente. Zur Funktion.... no plano polftico. H&to&che RechtsI~istoire cit. em M w ~LstischeBeitrdge . J.e o liberalismo.. U. EJa decorre.acrttica ao subjectivismo e historicisino metodol6gicos decorre sobretudo d a obra Althusser (POUT MUTX. pelo contrário. .55 e sem. Ltre le Capital. não esconde a sua repugnância pelas mutações legislativas ou revolucionMas do direito...

. sobretudo. S. a dos juristas) corrt as caracteristicas da prática que a produz.. em MaterinE% per Z storia deUa cvltrra gia~ddica. deste ponto d e vista. como eles aqui a designam. Parls 197. m. Cerroni. cit. 491: e Que esta referéncia à.. Lire Ie Capital (colectivo) (19BiFi). ( O ) L. O Pensamento Juddico SoviBtico. em L i r e le Capital. deste modo. Della coscienza giuridica revoluzionaria alla IegalitA soclalista~. 128 e segs. Cf. La teolia ma~xiata & b emamipazione umana (l%4). ou .. Logica come sceenza positava (1950).. P. 1968. (al) SUT e jacne MUTZ (1961). v . social) sem qualquer referência e uma realidade de tinica e subjacente. trad. Matsrialett zur Rekonstruktion de7 marxkttschen Stautstheorie. (as). Guastinl. cit. trad. Poulantwis [Pouvoir polttéqrse et classes sodaies de l'stat capitaliste. 208. Sobre ela. desta asserção: « a consciência é naturalmente e antes de tudo o mero estar consciente acerca do me10 sensivel Imediato e da rdaçKo limitada ( h o r n i ~ r t ecom outras pessoas e coisas extet-nas ) ao indivfduo que toma consciência. 28) produz específicas formas de consciência. (16). i Rmciere. Lucio Colleti (principais ensaios recolhidos em IdeoIogiu e società. 36) 162. mas sim a formação das idelas a partir d a pr&tica materialar [em K. A observação B de Noam Chomsky... Ludwig Wemrbach e o fim da filosofia clássico alem&. ibid. em P o w Mnrx. I63 e segs.. (") Acerca deste e doutros aspectos do pensamento jurfdico sovi&tico.("I Sobre o papel do sindivlduo~n a explicação hist6rics.@T6RIASOCIAL O JVATERIALISIIIO HISTÕRICO & HISTÕRIA DO DIREITO ' A 69 de um modo pouco subtil. II Zessfco gíurfxZico di Marx ls43-18q$. Engels n a Carta a Bloch (81 de Setembro de 1890). Moscovo 18W3.3. Paris 11874. port. provam-no outros textos onde se explicitam os fundamentos.. ía7)Em K. ('1 M. Per E teoria di un urnanesimo l u positiuo (ensaios de 1946-11848). nomeadamente. Engels.. Seguidores e colaboradores E. Engels. principais seguidores. ('I) Mesmo ao nível terminol6gic0. cit. Eléments d'autocritique (1974). e R. Marx e F. S . Critica dell'ldeoloyh colitemporanea (19671..Da 1'1négalité des origines>. Génova a 1971.R prática rprofissional~. Bur lu dialectique m a t W l i s t e (lSujB). reiacionação que continua a ser feita em obras posteriores [cf. M. F a s c h e e f dictatlrre. Obrau escoyiüas. no domínio do direito... port. comercio. N.. Carta a Gonraã Xchmidt (d7 de Outubro d e 18901. Rowseau e N M X (1957). Idéologie et apareils icEEoEogZques de i'ltat (1970). R. g. (Ob) C P . no domínio do direito e do Estado. 99. na trad. por E. Lea classes sodales duns le capitaltame d'aujourd'hui. Althusser. ou seja.llnow.58 A HISTóRIA DO DIREITO N A HI. 1965.. em Pour Marx.. (3i8Ji 160. Na anáiise do direito a partir da prática produtiva que lhe dá origem a única natureza constituinte é a natureza (ou estrutura) dessa pr6pria pr8tica. EATe Z CapitaZ. organização social ou política'+ ibld.. em Marxistische Beitrcige . Contraíliction et swrdétermiZ nation (1962). *Zum Problem der Rechtsgeschichte . 117 e se@. qualquer forma institucionalizada de relação social ( cprodução. Foucauit. Entendida como o apelo axlo16gico dos pr6prios objectos a valorar. port. Marx e Engels relacionam expressamente a produçáo conceitual ( e .. Engels. II. Rossi ( M a m e lo dialeftoiu heyeliuseu. Cerroni (Marx e ia didtto moderno. R. Acerca da distinção entre a t e o r i a ~e < p r á t i c a . Balibar. port. de A !deoIoy&%A l M (Lisboa 1975) I. a designação do direlto como uma <pratica%quer significar a recusa de identificação do direito como uma <teoria>. sLa 'teoria generale de1 diritto' in U. 501.o aquela que <não tenta explicar a prática a partir das idelas. e. ~Contradictione surt detennination. Por isso e que. Establet. L7Archt?010giedu Bavoir. 19BO) . quer com o projecto (antimandsta) de dissoirer a autenticidade e a cientificidade do Marx rmas indigesto> ( o da ~mnturidadc>j. Le Languge et ia Pensée (Paris 19691.0-3. L. p d t i e a nao inclui apenas a pritica econiimica. e U. I. 47 e segs. cit. S~... F. port. 98-9). Engels. EngeIs. Marx. . I . aSur la dial@ctique rnaté~iailste (. 1962).. cit. trad. Marx/F. Vertente que 6 frequentemente relacionada com as condiçdes históricas da luta politica e ideol6gica nos países da Europa ocideatal. 5191. Althusser. e do dhurnanismo marxista.em Poaar Marir. Althusser. reeditados em Pour Marx. (") Cjt. PhiEoswhie et philosophie spontalabe des savants (1967). Paris 19741. (S). Althusser. - . ( I q ) Obras principais. 147. 18691. ' E ibid. R i . por assim dizer teplstemolbgicos». (11. 136. Paris 1969. mais adiante (trad. 16 e 19. (3'4). Stwztstheorie. e segs. cit. acontribuiçáo para o Problema da H a b i t a ç j o ~ (1872). Macherey.. 1970. Lisboa 1976. e 69 . U. 89. port. ~L'objet du Capital. Althusser. 422 e segs. L. que estas ciencias tem grande tendência para encarar o cmportamento (económico.R. Althusser. maxime 206 e segs. quer com o projecto de alguns marxistas d2 romperem o isolamento político-ideológico da guerra fria atravbs de uma apresentação do marxismo que o tornasse menos dlstante dos grandes temas da filosofia noficial. ou ainda F. Lire te CmpdtaZ. trad. lingulstico. é classica a formulação de F. W. L. FranlITurt am Main 1974. Staatsiheorie. a~SurIe jeune Marx (questions de theorie)~.emi C. 1SW). (381. ( j P )13 em A Ideologia Atemá (18345-18416) que se define a bistdrla materialista con1. L... como um corpo intelectual desprovido de materialidade e sem encarnação instituciond. (em.. 386. Guastini. que relacionam a fortuna do ajovem Mam. ("1 L.

. (") N. m c . em liire le Capital. 458-459.nãc coincide com outra posiç50. Althusser. cit. Uma exposiçáo 92 um pouco detida (realçando a s suas novidades e m relaçáo a anteriores concepções da anaise do discurso) d a sernibüca de . ("1 1 . Aib&Diihrlng. que é a de caracterizar o direito a partir d a ctnomatividadeo. 74 e segs. Euastini. Morris -que Eco deixa n a sombra. s8o próprias apenas do udireito modernosv). Vysinskij. cit. 96-97.. 38-39. Barcelona 1 7 . Poulantzas.. <Sistema EcondInico e Sistema Politico~. Pei. cit. Balibar. 167 S.em Védice.. a cultural. ("1 Função que desempenham. trad. Ed. (") N. emana do poder político.. entendida como a encarnaçáo institucional de um processo de produgio. (34). Pour Marx.. (501. (491. e <aparelhos ideológicos de Estado. e. Ideologia e Aparelhos Ideológicos do Esta&.. est& intimamente ligado ao de testrutura com dominantew e.. Althusser. m a s sobretudo porque não é sociologicamente possivd aceitar como direito tudo aquilo que. sob forma de lei (i. o sindical. entre <função repressiva* e cfunçáo ideol6gica.. ( 3 4 ) ..IrCra. Cerronl. 53 e segs. .. (") L. por todos. AIthusser. S. cit. um fundo de verdade hist6rico-sociol6lgico que não deve ser ignorado. port. o religioso. p501). Pour *71arx. Althusser. '6 (. cite (3) 1681.. ('1 .. cit. (62) O conceito de *momento actual. Cf. L. Pouwoir polkDtque e€ classes socádes.. ("1 Marx refere este facto ao analisar a prática económica. trad. 40. (+') L Althusser. ("'1 N. 1973. Poulantzas. Pour Narx. 185 e sega. emm termos gerais. 167. Althusser.C. 70. em L. ao regular o pmcesao produtivo. (") F. (34). esp. cit.e. entre uaparelho de Estado. iNáo tanto porque nem todo o direito revestiu historicamente estas características (que. P a r a qualquer produção. em Pou~ Marx. 37'. cit. L.31.. Paris 19T1.R. 6 necesshria a sua combinaçãoii ( O Capitd. coma j& tem sido feito no pensamento juridico marxista. . Lisboa 1976. port... parece imperfeito definir o direito com recurso 8 ideia de cnormm (i. Poulantzas.. II. 3 1 . (Z). J. cit. % (ta) L.. Ou. Ideologia e Aparelhos Ideológicos do Estado. IV. os trabalhador's e os meios de produção sáo sempre os seus factores.r>.. 47-58. o juridico. Althusser. Umberto Eco. num produto determinado (novas relag0es sociais).. 1M. esta problemltica designa uma situação que pode ser definida como a tentativa frustrada de enxertar os resultados da <pratica polfticar num apareIho produtivo regional ( a prática jurídica) eujas regras de gica.. (35). cit. 113. La stwctura ausente.> p.. 38-39). ('1 Cf. . 31 e segs. I . <quaisquer que sejam as formas sociais d a produçho. Althusser. Pour Mar$. Engels. (34). C%. I.L. Pour M a m . uSur la dialectique matérialiste.167. nem sempre a s determinações normativan do Estado são aceites como direito.. 43 e segs. Pouwoir politique. Mas uns e outros não o sáo senão em estado virtual enquanto estejam separados.. Pouvoir poWtiqre . S. S.167.Poulantzas. 167: E. S. Lisboa 1974. POUTM a ~ x . =it. Poulantzas.(341.. corno a pr8tica ideoló- . i50).fi-la em AnBlise do &curso e História da CUlecia dund&crr. e 101 e segs..*P. 1. uSur l a dlalectique matéWialiste*. ( . Lisboa 1974. através deste. nSur les concepts fondamentaux . 94. a posição adoptada no contexto. O Pensammto Jurídico B d d t i c o .. N Como a cada prhtica. cit. Lire Z Capitab e cit. Por outras palavras. LTre le Capital. (*) E nao a consdencia dos homens. . 9 1831. Poulantzas. o escolar. ao segregar o sistema ldeol6gicn. vaioração geral e abstracta). ibM. (34). aLa 'teoria generale de1 diritto' in U. ) 40. em Materiali per la storfa della a l t u r a g h d i c a . Pouvoir po~tiqweet classes sodales. olt.. N. 48 e segs. ( W ) . mais sinteticmente: 9transforlna a sua mntkria-prima. ao nucleo da concepç8o marxista da dialectica. 420-450: U. manter. Althusser.. (34). temos que o taparelho polltico~ (ou de 'EUtado) se desdobra numa série de capareltios especializadosa (entre os quais. (") Citado por Vital Moreira. Sobre este mesmo assunto. N a verdade.. LIre le Capital. Coimbra lIYM. (341. 48"T-488.. c i t (351.. R. cit. (da) N.. Aithusser. (3!5). &me 211le 218.Althusser. (&). a ordem social. ("1 R. Guastini. 90-1Oi0. por todos. S. em Pour Y a r x . (4p) L. feita por L.'1.i.rce e Ch. t L a 'teoria generale de1 diritto' in U. 11. Pouvoir politique cit...Balibar. Do nosso ponto d e vista. pela repressão. (511. Althusser. as relações. (35). Ideologia . por exemplo. efectivamente. 47.. Poulantzas. port. cit.. 167. trad. neste sentido. trad. A caracterização dos resultados da prática jurídica a partir do seu carácter tcoercivo~-que é.«'Slur les concepts fondamentaux du mat&rialisme historique. etc. cit. ~ i t .') Sobre a concepção do direito em A. ('O) L. 44*: N. declaraçao de vontade geral e abstracta). correspopnde um uaparelhor. I. (a) >. Aquela problem&tica que a teoria tradicional acolheu como a oposição entre rdirdtow e tleia tem.cit. f W ) Sobre o modelo aemibtlco. clt. Pouvoir politique .).. (") iC.R. cit.60 A HISTORIA DO DIREITO N A HI&TóRIA SOCIAL O MATERIALISMO HISTORICO NA HISTORIA DO DIRWITO 61 (") L.. cf. Pour Marx. n a verdade. em L t e le Capttal. cf. Pouvoir politique et c l a s ~ e s sociaIes. a distinção. Citado por E. ar.

os respectivos estatutos socio-instltucionais do <jurista$ e do epolitico~ (ou seja. port. Sobre a P r d t e a Dogmática doa JuAstes Oitocm%tas. Sobre as indecisões na concepção marxista d a causalidade histbrica.. quaisquer aplicações. <Economia e direito. port. Isto acontece frequentemente quando a uma ruptura apolrtlca. ("1 Veja-se. mas daquelas normas ou instituições jurídicas que não logram. com indicação dos repertbrios extstentes. forma d e o transformar e m tnào direito*. Althusser.. parece correcto afirmar que não se t r a t a de normas jurídicas. Veja-se. cit. o que sucedeu $.). No entanto. contribuem para a e f i c h i a global do sistema jurídico). em Revkta & Direito e Egtlddos Sociais. ou -no plano dos ameios de produção. port. recentemente). em Anuária de Rkt. 14A. ("1 Conviria ainda referir o papel constituinte das condições em que decorre a prática juridica em relaçáo 8. A Concepçio Mamista da Ristórta. ' % et al. mascarando as relações sociais de produçáo na consciên&a dos juristas. para a Espanha.. nota 41.) entre o c<jurídicom e a rideologia juridlca. supra. a tltulo de exemplo.1 7 e ao distinguir . o ensaio Sobre a Prática DogmâCica dos JuHstas Oitocentistas. A Ideologia Alemá. 61 e segs. dizendo doutro modo. o ensaio Sobre a Prdtica Dogmática doa Juristas Oitocenthtas. o ensaio Sobre a Prdtica Dogmdtica d a s Juristas Oitacentiatas. ( 4 ) . bem como o ensaio. prodiitoa I d ~ o l h g i c osi.. sobretudo. Não se trata tanto das normas sem sanção (que.. 178 e segs. Mas serão. Marx e EngeIs. a indicações do anexo I. cit. polic.. 5. PeUetier e J. ( M ) . quando passou a ser <tratada> pelo aparelho jurídico.il0gica b'undamentalni~mtt.as caracteristicas da utensilagem argumentatlva e conceitual dos discursos <jurídico* e apolíticos.. a sua inserçfio nas relações sociais. (*g) A a f i m a ç á a de que a prática juridica produz resultados ao nível das r e l a ~ õ e s sociais e não apenas ao nível da consciência dos homens tem a virtude de excluir do &nbito do jurídico (remetendo-o para o campo do ideológico) todos os resiiltados normatlvos que não se mostrem capazes de susoltar quaisquer efeitos coactivos. cvfnturiinienta.. H. adiante publicado. em última Instãncia. em Analise Social. 45 (19731. ideologia dos jurist a s ou. tlve. a de E. ela revela a percepção disto mesmo que acaba d e s e dizer-a existência d e um especial ( e diferencial) irnpacte do direito sobre a s prbprias relagóes sociais. 18 (19761. (381. detêm um valor &construtivo>na arquitectónica do sistema jurídico. Ana Maria Barrero Garcia. J.345. tomar e f i c a ~ e sa s relações de produçáo. em A. 98 e. e. J Goblot. na0 parece ser de seguir. assim. Goblot. referem-se com certo m desenvolvimento d determinação da consciencia provocada pela unilateraliza~$io da pratica profissional consequente divisão social do trabalho. (") O. InventBrio M t i c o de Um Conceito>r. adiante. muitas vezes. I") CI. Fleischer. por outro.. E*. 3. ("1 (5P. o ensaio Sobre a Prática Rogmdtica doe f.. adiante. os meus Apontamentos de Hist6ria do 1Mrefto Português. e J. (''1 C .Engels tem em 13 vista n a citada Carta a Cmrad Schmãdt. no seu laCOnfSm0. Wsboa 1975. ao nível d a prevençb ou da repressLo. blateriolismo Ristórico e Histdria das . que impede que o confundam com as puras prhucas Ideológicas. nossa 1eglslaçLLo revolucionãria sobre tsaneamentow e punição de apideso. s Cf. I") este último aspecto que. entre nós. trad. rejeita como anão jurfdicor o novo adireito~ e encontra.43-44. o aparelho tradicional de p r o d u ç a do direito. referem especificamente como 0 aenfoque profissionalu da realidade se transforma em conceitos e como estes conceitos se reificam.competèncias (no sentido em que os ZiguCstas usam a express b ) náo os admitem. 44'. F. i. port. são elementos que dão coerência ao todo e. n&o corresponde uma ruptura no aparelho de produção do direlto.. ge-sclaichte. ao apresentar como função do dlreito <por um lado. adiante.vem amiúde nas revoluções que o são (como o foi. pelas relações sociais de produção e pelas formas de divisão soc3al do trabalho daí decorrentes). 126 e 152). Coimbra 13Q76. por exemplo.. 19 (1974). (*) Em sentido diverso. Ci. Madureira Pinto. ("1 Vital Mweira. Edelman. que se vi..rem os e f p l t o n que ~ sRo prhprlos da pi'orhiçáo id. (ibiã.. reflectir concretamente e sancionar a s ideias que os homens Paxern das suns relações sociais. 311-='i. ('*I Sobre os modelos do arepertãrio~e do scompêndior. cf. . trad. de1 D a . trata-se de uma Curta refeMncia que. Ideologia . e 4 IdeoZogM AZemZ. Lisboa 1975. próxima d a p&içào exposta. Jrcristaa Oitocantistas. A HistdlWc das CiviZkuqóes c a Lioncepç<ao Murxbta d a Epoluçáo Social (trad.. Coimbra 1970-1971. em relaçáo aos juristas. L. o m base no seu <arquivo.@2 A HIST6RIA DO DIREITO N A HISTORIA SOCIAL O MATERIALISMO HIST6RICO NA BISTORIA W DIREITO s. ( e m O Direito Captado pelo Fotografiia. ("1 Confrontem-se. Rdtik &r biirgerlkhen Rwhtsi Blanke. determinada. ULOS repertorios y diceionarios juridicos desde la edad media hasta nuestros dias*. afilosofia e s p o n t b e a ~ dos juristas. aIdeologias. se não 6 quebrado. iComo tair nonnas não obtêm qualquer encarnação nas instituições que compaem o aparelho juridico ( e m termos d e darem lugar aos resultados em cuja produção este 6 especializado). tradicional. nestas ocasides. Sobre a concepção do direito em Marx e Engels cf. P a r a uma vis80 estrutural das suas reIações». adiante. Civiliaações. trad.

sacrificadas 2s exigências d a forma suparstrutiiral ganha um matriz diverso. Próxima desta (ou.Contribuição ao Problema da Habitação (18721. mas que se mantém n a 3 obra3 * d e riiptura~(9 e nas <da maturidade. ('i. contudo. da <abstracçáu. A relação com a explicação antericor está e m que a nece~sidadede coerência interna do sistema jurídica é ligada às exigências do coerência conceptual dos juristas. em relacão ao aeconóniico> é uma constante da obra de 3Iarx e Engels. F. bach e o Fim da Filnsojin Clássica Alemã (1888) e nas Cartas de Engels a Cuttrad Sckrndt (5 de Agosto de 1890 e 27 de Oir-tubro de 1890) e a F.% como o dircito se destaca. Ludwig Fewr. com o facto de ANEXO I Algumas indicações sobre a crítica do direito na obra de Mam e Engels Na obra de K. n o entanto. sobretudo. enveredavam por cómodas simplifica@e' da realidade histiirica.ocorre com frequência em O Capital (').está a explicação da mediação jurídica a partir d'a complexidade do sistema d e direito e d a necessida. no direito burguês. Em A Edealogia Akm.a atribuição de um poder genético autónomo às próprias representaçáes teóricas dos juristas. em nome do materialismo histbrico. Em . com alglim ponto de contacto) . a ideia de que as exigências d a base são. qiiando se tratava d~ reagir contra aqueles que. ( R ) .institiitos jurídicos relativamente i s relasões de produção e pel.que. muito mais tarde. responsável pelo obscurecimento do carácter fiincioanl dos . e da tigual- . o cdireita i g u a b 6 como uma c~nsequênciado feitichismo do mercado. sobretudo. distinto das outras que . esta idria aparece. ligada à análise da forma típica do direito da sociedade capitalicta (ou edireito modernovl) -a aaeneralidaden e a <igualdade>-. a autonomia do jurídico é relacionada. da <universidade>. há trechos em que se refere expressamente como o direito constittii uma modalidade específica de realizar o interesse de classe. de per si.por exemplo. que «raramente acontece que um código seja a expressão riide. Aí.. - o direito se ter transformado. Esta mesma ideia da existência de uma forma especíEica do direito . refere. reito. em virtude da divisáo social do trabalho.passp a incorrecção formal .ao referir. tju seja. Engels volta a insistir na mesma ideia -agora em tirmos mais nctiiaIistas e inequívocos. da imposição pela força dos interesses da classe dominante ( 2 ) . a propósito dos cuidados *a ter com a explicagão materialista das siiperstruturas. numa prática profissional autónoma. já que ai a própria forma -longe de aparecer apenas como um produto (autónomo) do carácter <abstracto* da prática dos juristassurgo como algo de funcional em si mesmo e m relaçzo i base. no domínio do direito. Noutras obras. da supreinacia dr uma classe: tal coisa iria. Marx e F.de de este constituir um todo coerente. na conhecida Carta a C o n r d Schmidt (27 d e Outubro de 1890). Mehring (14 de Julho de 1890). mais d o que a exigências funcionais postas a o direito pela base ( & ) . Engels encontram-se várias referências concretas a o carácter específico do direito como forma de reaIizar o domínio de classe. anilise que nasce nas obras de juventude (integrada numa problemática ainda gproto-marxiçtas). .(1645-184ó).4 Ideologia AE~rná (1845-lu). siiicpra. na história. seria constituída pelos princípios da tjgualdadea e da <abstracção> ( o edireito igual2 de que Marx e a tmdiçáo marxista tanto falam) . embora s o b r ~ t u d ovincada na sua fase final. Abstraindo já de todos os inúmeros passos em qiie se chama a atenção para a frequente niio correspondência ( c d ~ p r o p o r ç á o ~ ) entre a forma juridica e as relações económicas subjacentes [I). descarada. contra o conceito de di. O reconhecimento do carkcter relativamente autónomo do <jurídico.estão ao alcance da classe que detém o poder político. pelo menos.

II.as relações d e produção actuais) ( O ) .. lW)i~. ibld.x (emA ideologiu Alemã). > . no entanto. é. 1978. A autocritica de Althusser (I4) dirige-se. 1843. port.farx e Engels apontam ainda noutros sentidos: fala-se. a príipria alitude de hiarx-ao. da exislência de uma acção de retorno da superstrutura sobre a base. pelo contririo -como já foi notado por A. o seu pensamento náo é homogéneo. do direito. nomeadamente quando SR explica a exi~tênciade efeitos jurídicos não exigidos pela base através do conceito de <sobrevivências j u r í d i c a s (ou seja. uiiitário nem sistemático. e tlirnitadossj seria o suficiente para dar a estas duas frases o seli exacto peso e valor. ideia ocorrente. da religião.de 1859 à Contributçâo para a Critica du Economia Poli tica --<no curso do seu dcsenvolvimento.em que se tentou ( v . 187-1%.. por exemplo. uma prova de que Marx considerava as relações jurídicas (logo. já citadas. 1845-1846. Carta a Conrad Schmidt. 1872. Não está feito ainda o estudo exaustivo e desta evolução. da arte.. _?larx chega a contradistinguir formações sociais típicas com recurso às características do seu ordenamento jurídico. parece. Mesmo no seio de cada uma delas. Os textos que tratam. trad. 1873. O próprio passo do preficio . não possui uma história própria. o que náo & mais do que a sua expressão jurídica (oder was nur ein jisrtsiische Ausdruck dufiir kt). em. 1 . A Ideologia Alemã. 155.>. A Ideologia Alemã. precisamente. Marx e i. da ciência.e F. [. Moscovo. ao atribuir iim significado conlormador à forma jurídica. ? cit. Restam as afirmações rotundas de que m ã o esqueçamos que o direito. que uma crítica interna de A ideologiú Alemã (onde a ideologia náo aparece como um mero e arbitário sonho. cit. A Questão Jiudaica. 88-98. pode afirmar-se com segurança que esteve p r ~ s t n t ean Iongo de toda a obra a ideia de que a afirmação justa do carácter superstrutural do Estado e do direito não prejudicava a existência de uma especificidade histórica destes dois níveis. Marx .. por vezea. 519. é sabido conio L. Carta a Conrad ú'chmklt I (47 de Outubro de 1890).--- - Outros passos da obra de 1. &Carta a Conrad Schmidt (27 de Outubro de . havendo uma insistência particular em ligar a sua g%nesee os seus conteúdos às condições socio-institucionais h i d r i c a s através da referência B divisão da trabalho e constituigão de estratos profissionais aseparados. I . neste sentido. J. ta1 como a religião. 1871. de que certas formas jurídicas anteriores continuam a pefar sobre ..nos. Vysinskij (I2) -. 519.. Obras escogMas. nesse sentido. o direito) como u m nível distinto e inconfundível em relação às relações sociais. 1ô44. 1155. Crítica da Filosofia H g e liuna do Direito Pitilico.2). ibia. iI. trad. Althusscr procurou dar-lhes uma interpretação condizente com a tese da autonomia relativa das formas superstruturais ( I 3 ) . e d e que <não há história da política. na última fase da obra de Engels (cf. em (') K. com as relaçõm d e propriedade. Critica ao Programa de Gotha. Nos Grunrlrisse. etc.66 A IXISTORIA DO D I R B T D NA HISTbRIA SOCIAL O YhTERIALISMO HISTORICO NA HISTORIA DO DIREITO 67 da de^ que aparecem como as características da troca de mercadorias f 8. (*) Lisboa 19% . Obraa escogidae. A Ideologia Abnzã. O pensamento de YIarx c Engels sobre o direito e o Estado não é. do direito (nomeadamente. KCí. Engels. 389-W. Além das 'expressas afirmações. Guaçtini nas obras antes citadas. Contribuição para a Questão da Habdqão. comD notou R. NOTAS K. A Guerra Civil em França. sobretudo. mas que aparece também em obras anteriores. Correspondência) integram-se nas várins fases em que se tem dividido a obra de Marx. ailudwig Feuerbach . as forças produtivas da sociedade entram em contradiçáo com as relações de produção existentes ou. port. Stucka) nncorar uma identificação das r e l a ~ õ c ssociais com a3 relações jurídicas... por vezes a latere.. O Capital. (P) F Eingels. 335-388. Contribuiqáo para o Prob l m d a Eabitaç60.. --. independentemente de qualquer distinção ao nível das relações de produção [ I ' ) . Engeis. Abstraindo já do carácter desgarrado e esfingico destas notas. mija ligação a o contexto não é cIara.>. IU. ob. antes citada).traba1lio documenta-o também. (1') I. 1875. etc. g. portanto. tendo sofrido cortes ao longo da sua obra ( ' O ) . Seja como for.

l&P. rNam et l a philosophie du draitw. 191.R.&gels. 719..e (gennaio 1i84Z-primavera 1 4 ] . 1W9. donde colhi certas das indicaç6ea blbiiográficas anteriores. O que aí reina sozinho é a . trad.68 A HISTbRIA.. nivelador. coIocam-se na perspectiva correcta e siío modelos de rigor na anuise dos aspectos lexico-conceituais da crítica marxista do direito e do Estado. +Karl Marx und die Rechsgeschichtew.11. Klenner.Ichino. . II/19?2. cit. Cerronl. Cf. 32.. G. 6 de notar. Gea nova 1971. «Crítica ao programa de Gothaa. o ensaio Sobre a Pratica Dogmrítica doa Juristas Oitoceiatistas.O (<como o capital é. 69 politida di ilfam.. . S. Matherlalen %r Rekorrstruktim der marxi. 71. <<Lesehimeisefür die Lektüre der politischen Schriften von Marx und Engels. n a realidade. ( = ) Cf. Lire Z Capital. em K. H . em Problemi dez socialismo. que nenhum dos grandes juristas sovieticos doa anos 20 e 30. Marxisme et droit. 1970. cit. Cf. trad. R.. eni que se consumam a venda e a oompra da força de trabalho. a s suas dificuldades (Cf. 1955.(a) L. 1967. s m oe de?mc~a&. (''1 N ã o existe um estudo completo sobre o pensamento jurídico de Marx e Engels. de Marx. sobretudo Stucka e Pasukanis. 111. (21. Landau. 96. Balibar. McGovern. mas antes de uma exiggncia da reproduç50 de práticas repetidas que se inserem no seio do modo de produção considerado. a Igualdade. em S a ~ r?e8 emcepts . DO DIRDITO NA RISTORIA SOCIAL O MATERIALISMO HISTóRICO NA HISTQRIA DO DIREITO cit. Stoyanovitch. trad. conhecia as obras da juventude de Marx. a Propriedade e Eenthama).. lY1973). 208. como se sabe. 217. A. ElageZs and Lenin.. Xtaatstheorie . Henry. por6-m. Mit slner interpretotion der Pariser Schriftm u m 1864. 1 6 8 R. Maspé99 tiol. L a Capital. Gruppi. .. Moore.. M. 1974. locs. Neste sentido. Der Marxismw-ZmIntmus iiber das W e s m des Rechts.rn.]. Marx. cit. U m verdadeiro Bden dos direitos naturais do homem e do cidadão. D e Hegel à Marx. Erigels. Paris 1976. A n d i d critica dello Stato borghe~enegll s&tti giouandli. (-1 Cf. L. I . ( 2 ) . Hegel unü die Nar&thuche btaatslehre. L pensiero cbi Marx ? ed Engels sul dÈ?-itto e secllo Sfato. cit. cits. R. Althusser. An int~oduction to ths thsory of ths State in Mam.. Soc. 1971. Guastini. em MatedaZP per l storia delle cultura giuddica. 135 (xa esfera de circulação das mercadorias. M . Marx/F. cit. Hennig.. em Lire Ie Ca@tal.. Note-se. (14) L. pofl.MarxLF. interpreta isto d e modo diverso: náo se t r a t a m tanto de i-esicluos de práticas implantadas pelo costume.. em Revue dJhltoi7e da drvit. que em todas a s esferas da produção as condições d a exploração do trabalho sejam iguais para todosa). neste sentido. a dica. P. 41 (19P3). 1062.. 119 e segs..?. ) . Losano. La teoria ('1 F. IIII. (2). E .. Raros são.. (') Cf. Schefold. em Hommage à Jean Hyppollte. ainda. e E . em O b ~ m escogidas.Liberdade. 1970. 424. I. L.. <Contribuiçáo para o problema d a habitaçãoa. li. port. 136. par natureza. não e muito feliz. em nome do seu direito inato.. aqueles que respeitam a real diversidade de perspectivas d a obra de Marx e resistem à tentação de a r e d d r a um d i ~ c u r s o harm6nico e uno. em Obras Escogides. port. o conceito de a s o b r e v i v & n c i ~ areslduoa apresenta. >3fl e s e g s . K. III. Reichelt. Althusser. . *A ideologia alemã». t S u r les concepts fondsmentaux du matérialime h'istorique~. e I. Le Capital. e IE Zessíco giuridico d i Mar5 18@-1844.=boa 1976. Staatstheode. S. F .. S o ~ i .. 1964. Guastini. E. Marx. que o problema d a supenriv&cia do direito romano. (") CP. 42 e sega. cit. ~ b r e t u d o .turi83. W . W . S. Engels. parque.. Btaatstheorie . ibtd.. Ths critique of cupàtalist democracy. 2817. D. de facto. e K. em Eieget et I'Etat. Marx et 1s droit modeme. U . de ou facto. 1972.. rn.stbchm Staatstheovie. nomeadamente. cit. 1956. Coccopalrnerlo. Ch. lessico giuridico de1 Marx Iibera1. M a ~ xet i2 dsritto moderno.. Althusser.. ('1 Cf. em B c i a c e and Bocietg. 6. ele exige. I.. Ideologb 6 Aparelhos Ideoldgtcos de Estado.. E. t e Capital (Ed. a s obras ultimamente citadas de R. cit..<Carta a Conrad Schrnidt (27 de Outubro de 1880)». Weii. em Materiali per E $toria della cultura g. tLa teoria generale de1 diritto in U. cit. exemplo cl8ssico neste tema das sobreviv&ncias jurídicas. 385-386 e. tLa concezione de1 diritto nelle opere piovanili di Marxo. A. i Barion. a chamada *herança romanistjcaw foi laboriosamente «construída pelos juristas europeus do século XIT ao seculo XVILt. Elementos de Autocritica. 176. cit.14-15. Die Rechtsplhilosophie des jungen Marx von $842. nem nos paIses ~ocialistas. 362 e segs. 1967. Turetzki. Na marxologia dos países capitalistas existem no entanto alguns estudos sobre o assunto: K. Marx e F.~ls-~irn. (=) Cf. ambos em X. Quanto ao primeiro. H . em Obras e s c o g b . L u teoria marzista dello Stat. Die Entwicklncng der Anschaungen von Marx und Eagels iiber den Btaat. Engels. 1970.1869. eEssai sur la Critique de la philosophie du droit de Hegel8. oThe young Marx on the Statex. nem nos p a l s e ~ capitalistas. K. P. cZur Staatstheorie im Friihwerk von Marx und Engels. iucMdo nesta colectânea. Guastld. 1971.. . Balibar.

os temas. a criação jurídica não são obra do acaso . insere-se num certo meio profissional. normalmente. Mas os juristas são formados em escolas. a um auditório previsto pelo autor e este. portanto. graduam-se a dificuldade e a profundidade da exposição consoante o público esperado. química. cuja presença no aauditórioo seria susceptível de originar mutasões na forma do d i s curso-a categoria dos cjuízes eleitos». nado ramo do saber está diversamente limitado: vive. foi educado numa escola com cspecificns tradiç6es intelectuais e pedagógicas tem em vista um objecto (neste caso. não cuidando de uma sua definição exaustiva (que. aqui. Quem escreve um livro ou quem pensa sobre tini determi. possível uma u a r q i ~ e o l o ~ i a ~ . bem como as formas institucionais de contacto são . Por fim. tudo isto é graridementc condicionado pelas circunstâncias em que decorre a própria prática de produçiio do saber. à maneira de introdução (incompleta) a uma abordagem ao <estilo discursivos dos nossos juristas modernos. à medida que se váo modificando os meios tecnicos de observação do real.vamos. etc. se é certo que muito da formagão da escola pode ser sepultado pelas exigências da <vida prática$. onde pulsani certos aseios e ecoam certos temas ideológicos. A criação cultural e. - 2. Deiuando de lado a caractenzaçZo da formação social e política portuguesa 110 período compreendido entre os meados dos sécirlos XVIII XIX. Em relaçgo a cada disciplina 6. um certo corucxto social. a jurídica) corresponde. Ao auditório real do$ juristas dedicaremos. portanto. justifionndo-se. o cprincipio>i deste. histórica.. os conceitos.*auditório.PRATICA DOGMATrCA m S JURISTAS OITOCENTISTAS 71 Sob~ea prática dop&tica das juristas oitooentistas 1. prn prinieiro lugar. o que o é também é que alguns restos sempre ficam a condicionar a actividade teórica posterior. determinar o que era esse ã d i r e i t o ~ . que os juris. Uma das condiçõeç externas que prefomam o discurso os objectos sobre que ele incide.). um estudo das circunsou tâncias em que se desenvolve a sua prática. que. então. pois. a atenção que se irá dar ao ensino universitário do direito nesta época. Tudo isto contribui para dar à obra de um autor ou de uma época um certo <toma. seja. e. tas portugueses tomavam para objecto do seu discurso. a sua raiz. Mesmo nas ciências da Nalureza (física. o aobjecto* é periodicamente redefiiido. tima ideia da composição do objecto do discurso dos juristas: se a ciência jurídica é um <tdisciirso sobre um objecto específico (o direito. o estilo da argumentação.quais eram essas cnormas jurídicas. para os pouco informados (ctmariuaisa. definido por um determinado estatuto social e dominado por um sistema de leges ar&. e cuja constituição é. P dirige-se a um certo público com características culturais s científicas próprias.). daremos. assim. assim. onde se lhe5 fornece uma certa utensilagern conceitual e dogmática e onde se encaminha o seu esforço teórico em dpterminados sentidos. em primeiro lugar. portanto. A literatura em geral (e. especial quanto ao níveI de formação especialrsada.a novidade e a rotina. em maior ou menor grau. para os peritos (ctratadosw). alguma atenção. estas condições em que se desenvolve a <prática discursivasque v2u merecer uma breve análise. ou as normas j u r i d i c a s ) ~ . ao auditório real disponível. Sáo algumas destas circunstâncias ambientais -ou. e os juristas não 590 a isso excepção escreve-se para alunos (as alições. quem discorre tem Xrnpre em vista (ainda que pouco conscientemente) um certo . o direito) com uma determinada conformação histórica. n o caso çancreto. <dicionários»). prática a partir da qual e para a qual se constitui o seu discurso e que é. dizendo de outro modo. aparece como o princípio (aryuê). em especial. ~ e r i aimpossível) mas 'apenas das vicissitudes de uma sua categoria.

Na verdade. actividade teórica consistente num adiscurso sobre o direitoa. o cdireitoo d e cliie: o juristas falam ná. a o historiador do direito. Apesar disso e dc tamb6m os juristas estarem a ser sensí. mente aparece relacionado com a salvaguarda d a <segurança nas propriedudes~ dos povos e a <paz entre as f a m í l i a s .antes e para além do discurso dos juristas. ficava definido pela Icgislaçáo de Pombal eçtivesbe eni desacordo. está longe de coincidir com aquilo que o poder político autoritariarn~ntelhes definira como tal. Na evolu~áodo quadro das fontes do direito em Portugal.. se o direito «fixado» é escasso e se dá . Xele se patenteia o modo como a ciência juridica constitui livremente o seu próprio objecto. geravam uma grande incerteza no foro e possibilitavam que uns <inquietassem. dos juristas do período anterior no entendimento das leis.igosto de 1769. escrita ou ngo. Neste caso. que estabelece o quadro das jantes de dire2o (norma a que H.s'statutos Pombalinos da Universidade. em conjunto com os quais esta lei tem. políticas . ao falar dele e a o transformá-lo em objecto de uma prética. . de resto.ou sociológica . a Lei da Boa Razão vem a consagrar entre nós uma boa parte das ideias ilurninistas quanto a candentes questões acerca da constituição. E isto é tanto mais interessante quanto nem sequer se pode di~er que o modo pelo qual o <corpo d e direito. objecto do seu trabalho construtivo. no plano doutrina]. nos coriceitos e na própria orientaç5o geral dessas ciências. introduzir os novos rnétodos de interpretação e de integraçáo do direito.da época moderna é marcado pela Lei d e 18 de . veis aos apelos das noras realidades sociais. o . nos seus objectivos político-sociais. São estes. os outros com as demandas intermináveis fomentadas pelas . com o sentido geral das exigências da formação social c política portuguesa da época. tender-se-á para uma investigação racional do justo ou para o acatamento dos precedentes judiciais. portanto. interpretação e integração do direito positivo. sefecentista que dedicaremos d e seguida alguma atenção. Pombal vem. objectivo que expressa. O móbil primeiro da Lei da Boa Razão é assegurar o prima. tarefa que completará nos E.à observância estrita dessas mesmas normas. Rart chama anorma de reconheci. deste ponto d e vista.entendida. Embora prenhe d e significado político ( 2 ) . as <extravagantes subtilezas. nos conteú. iim período car~cteríslico.. ao qiiadro das fontes do direito português E. a ciência jurídica teiideri para mas a exegcse.Florescerá um discurso jurídico altainente provido d e expedientes argumeniativos e conceituais destinados a <forçar os textos$. Ora ç a constituição do direito* está determinada numa norma. a razões cuja investigação prática jurídica estg amarrada -por cumpre i análise política .72 A HIST6RIA DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL PRATICA DOGMATICA W S JURISTAS OITOCENTISTAS 73 com ~ l e . o sentido político da lcgisla~áopombalina acerca do direito corresponde a uma efectiva reclamaqáo por parte das novas realidades sociais. pia obra de Luís António Verney ( I ) . isso m a m o nos revelará a andlise seNo entanto -e guinte-. esta lei importa. de ser . que constitiiem o seu próprio corpo e lhe traçam os limites. apesar de este se encontrar taxativa :e estritarilente definido n a nova Icgisla~áo pombalina sobre as fontes de direito e o âmbito da actividade construtiva dos ju. m e n t o ~ ) .por razões que também relevarto de urna análise maij vastaliberdade intepradora aos juristas. Partindo habilmente de soluções já 'esboçadas nas Ordenações Filipinas. tituição desse «direito> não há-de deixar de influir sobre o estilo da literatura jurídica: se o direito está todo contido em normas jurídicas «uctualizadasx.0 é nada que s exista como aritidadt: definida . L. Preparada. a cons. sobrctiid<i. Pelo contrario. a pretexto desta remodelação.advento .dos) do nosso direito e. afinal.o esta redrfiniçãu opera niutaçiies decisivas na teoria. ristas.e económicas. O período que decorre entre os meados dos séculos XVIII e XIX é. bem como *a concorrência de várias ordens jurídicas na resolu5ão das quetoes. assim. se se ctintkrn em normas u d e s a c t ~ r ~ l i z a d a s ~ . operar uma total remodelação nas fontes ( e .do da vigência das leis nacionais. colocando-se no papel mais de regenerador do que da revolucionário. geralmente conhecida por «Lei da Boa Razáo. O mesmo acontece na ciência jurídica. aquilo que os juristas entendem ser o direito vigente.

ainda que formalmente apontada aos juristas (desde a s Ordenqões Afonsiraccs) como a principal fonte de direito. Mas agora. de que a edição do direito é um atributo indelegâvel da soberania (próprio do monarca ou d o povo). . produto de um ç a b ~ r corporativo ciosamente defendido. No entanto. . O novo corpo doutrinal era a produção dogmática dos juristas alemães através da qual o velho direito romano-justiniano tinha sido iuna se. mas por um corpo de . a prática construtiva dos juristas é subtilmente encaminhada para um novo domínio de objectos e para um novo campo de referências teóricas e conceituais. Esta preocupação iriovadora já estava presente numa série d e providências legislativas d e Pombal. social e cultural . por um golpe d e prestidigitação legislativa. competindo ao jurista a estrita aplicação d a vontade dos órgzos d o poder político.. da utilizaçáo de fórmulas de raciiicínio e de dedução quase exclusivamente utilizáveis num coritexto norrnativo deste tipo. a estratégia seguida n a Lei de 18 de Agosto d e 1'769 para a moderniaação do direito foi a de agir sobre os próprios . então. Assim. note-se bem. mas agora. a transformação global do corpo d e direito n i o dependia tanto da vontade dos órgãos políticos quando da modificação profunda . Sobretudo.W. pelas quais tinham sido niodificados alguiis pontos importantes do nosso direito privado 151. este sistema doutrinal que. 'V I ) tS). Já pelo .50 da lei por via legislativa r: ao amarrar a jurisprudência B 3 linhas de ioliição definidas pelos <assentos> (O. era por estes subposta a um imponente sistema de princípios doutrinais e juriaprudenciais. contra ele se tinha vindo a reagir desde as Ordenaço'es Manuelinas. proclamado peIos políticos. terísticas fundamentais do trabalho construtivo dos juristas ml como ele e n t i a se desenrolava foram respeitadas. a certeza e a previsibilidade .4 DOGXIATICA DOS JURISTAS OITOCENTISTAS 76 i~~terprctações abusiras dos textos legais. LviIi.da invocação d e precedentes jurisprud. todo .o aparelho de produção normativa dos juristas profiiçio- .do foro tornam-se questão candente. para além da salvaguard. Tal sistema dogmático e normativo fora originariamente designado por usus modernus pandectarum (uso moderno das Pandectas. a de <direito natural. ou seja. quando a lei estadual. nomeadamente as obras de Bártolo de Sassoferrato e dos jurista5 seus contemporâneos e seguidores. Na verdade. quc começa a cresccr o peso politico dc uma camada para quem a segurança era um valor inestimável e que o ritnio mair acentuado dos negbcios não pode suportar a morosidade e a incerteza da res01uçã. agora.4lvarci de 12 de J4aio deste mesmo ano se reservara ao monarca .74 A HISTORIA DO DIREITO N A HISTõRIA SOCIAL PRATIC. E claro que tal estado de coisas já n5o era novo. mas logo três meses depois e de uma forma mais solene e completa v50 ser tomadas as medidas que as circunstáncias reclamavam. vai ser colocado no lugar d o sistema do direito comum.E. estr respondendo a uma temiitica que correspondia à situaçáo económica. a disciplina.. Mas. sobretudo de um legislativo. com a n s t i i ralizaçáo progressiva da mundividgncia burguesa.enciais. O modo como isto foi feito foi extremamente hábil. .o judicial dos difermdos.ao corpo doutrinal tradicional. ao fomentar a intcrprctaçáo e integraç. Seria impensável inverter tudo isto d e um golpe legislativo.do estilo de trabalho dos juristas. assim.do cotejo de opiniões.a da segurança.doutrina. O seu estilo discursivo estava dependente desse facto: a argumentação partia da autoridade dos juristas citados. A solução adoptarln foi ent6o csta: substituir um corpo doutrinal condizente com as aspirações jurídicas modernas ..da Baixa Idade Média. portanto. As carac.: mais adaptado. Com isto. I dados do trabalho dos juristas e de o pôr ao serviço da inovayão. está nos antípodas do princípio regalista e j acobino. fora decorado com uma denominaçáo mais prestigiada.o sistema dogmático da tradicão romanística. pretende-se também conseguir uma n~aderniza@a do diredo nacional. O próprio pensamento juridico iluminista recolhera e4ta ideia da inevit~biIidadeda fuiição criadora dos juristas (') que.a faculdade d e interpretação da lei ('1. É. não por um corpo d e leis. a ciencia jurídica tradicional vivia amparada. quase ~ u d o se tendo limitado a desviar o campo das referências conceituai~e dogmáticas. dos textos do direito romano). desta vez i s necessidades das sociedades burguesas em desenvolvimento acelerado no Centro da Europa. .

não liavia ourra solução scnão aplicar-lhes. consequentemente. talvm.de longe mais eficaz que o aparcllio legislativo .sto quer dizer crite. I.alguns casou mais delicados ipor importarem a ampliasão ou restriçáu das leis pátrias).asa. pelo direito romano tradicional.aos princípios do direito romeno ( 5 10). Depois.. d ~ v e n d o a interprctayáo tender para Lima progressiva aproximação dos dois direiios. Com isto. (s Xfas SR a interpretação a u l h t i c a era a forma ideal de e&recer o direito. agora ele vai ser entendido conlo uma manifestasão do direito - xística. mais coricretainente. peIo regedor da C. sobretudo. 5. amarram-se os juízes à jurisprudência já estabelecida atrai. Desde logo. Foi o que fez a lei pombalina. pensável. pois cortala c ~ ~ c c todas as incprtezas. e não. 1. ou. no caso de dúvida sobre o entendimento da lei. por fim. ela era dificilmentp pruticátel. principalmente evidente em relação às decisões do mais eleiado tribunal do reino.76 A HTSTdRIA DO DIREITO NA HISTCiRIA SOCIAL PRATICA DOGMATICA DCS JURISTAS 0ITOCENTISTA. torna-se impossível de conceber. econílmicas. Assim.ançar mão dos priiicípios do direito natur31 ou das gentes em riso nas nações polidas e civilizuJas ( $ 11) . estab." e 5. e. portanto. a toda e cada uma das dúvidas surgidas. onde quer q ~ i cfo. já de raiz individualista e espirituâlmente IiEafdo is luzel. e.S 77 nais .a tarefa :e os juristas. se se ganha em <certezas jurídica e. cada um dos elementos da estratégia. logo na falta de direito nacional «novo». pois a incerteza nesse tribunal superior comunicar-se-ia a toda a organização judiciária). a interpr~taçãolivre do3 juizes e juristas). se impusesse o recurso não ao caduco direito comum de cepa bartolista. proíbe-se-lhes toda e qualquer interpretaçáo do direito nacional. como Posse. cujas dúvidas deviam ser resolvidas pelo <pIenário> (Mesa Grande) da Casa da Siiplicaçán atrav6s de assento ( 8 6) . havia matérias (nomeadamente a s políticas.mático tradicional. para essas. a própria . Ain Ia quanto às díicidas siirgidas num única tribunal . pela premência com qiie reclamavam uma regiilamentação jurídica moderna..actividade de interpretação das leis podia auxiliar . o direito que os pitados eriropeiis de evnliiqko econ8mica e social mais adiantada para elas iinliarn criado.a Casa da Suplicaçiio . A Cs3a da Suplicaçáo e o soberano n. e Li Carta de Lei . G a . mas. disciplinava o foro e desvincirlava-o rir uma tradiiáo jurídica ~ o c i a l mente dcsactiralizada. materializado. fosse. inevitávrl admitir a interprctaqáo doutrlnal (i.".& dos Assentos da Casa da Suplicação ( $ 5 4.é posto â funcionar ao serviço da inovação. n o caso d e falta de direito nacional. obtém-se um resultado não menos significativo a o nível da prática jurídica desvinciila-se a tarefa da intcrpretação das leis em relação a o cabedal do. sobre DS casos ern q u e a doutrina podia estender oir restringir o texto legislaiivo naci.~. como aliás já vinha sendo dito por alguns pt~xistas. j . era de a põr ã trabalhar pela modernização do dirrito.ona1. mais detidamente. aca~itelando-eedecerto contra as mirabolantes interpretaçces por esta v i a conseguidas.a Lei da Goa R a z h procura promover uma interpretasão <autêntica» ( e vinculativa) das leis nacionais e do direito romano. determinava-se mesmo que fosse reqiierida. P a r a se conseguir isto bastava que. Além disso. admitindo-a. não admira que encontremos uma preocupação de cercear a interpretação doutrinal. Mas em relspár. a interpretaçáo do rei 11) (7. E.era ela. ria produção jurídica e jurisprudencial dos séciilos X V I e XViI (opinio commarais dociorem e upra- de 7 de Junho de 1605) (:). em <segurança» nas relaçóes sociais. seguissem o mais conforme a esses princípios mais modernos do jiisracionalisrno. iiierwntis e marítirrias) que.com referência i s Ordena@es. da aplic a s : ~ do direito.se devia l. 5 .elece-se que -para além do recurso a o espírito da lei (que o legislador. 111as a o moderno direito natural. Quanto à interpreta~no. se atí: ai o direito nacional era tido como um reflexo do direito romano. Vejamos. esclarece çó poder ter significado pelo sentido das palavras da lei.io teriam tempo nem p o n d c r a ç i ~ para irsponder aos ernbaracos jurídico^ dos tribunais d e todo o Reino ( O ) . não podiam ser regidas.a Casa da Suplicação ( o que se compreende. para . Dispondo-se sobre n interpretaçáo dùiitrinal.. tomadas no seu sentido n a t r ~ ~ roii~ a náo m ~ t a f ó r i c o )e i analogia .

3. em que sáo fundadas>. a o direito subsidiário). para decidir na maior parto dos negócios da vida civil. limitando drasticamente a sua vigência.é promovido p o r três disposiçóes desta lei..111. Lxrv) não cnnsegiiia resolver satisfatoriarnsnte.I. fonte de direito oobreman~ira incerta e flutuante..78 A HISTORIA DO DIREITO N A ITIST6RIA SOCIAL PRATICA DOGMATLCA DOS JURISTAS OITOCHVTISTAS natural. i a). eram completadas por outras. contudo. Claro que. mas este e r i o preço pago pela modernizaçáo . contudo. se eriava a arlicar aubsidiariameiite todo o direito romano. 243. e. a este se recorrendo para esclarecer os seus sentidos ocultas ( ' .nte estas ~xig6ncias. O primeiro objectivo . Como iam. a iitilização deste critério (l ' ) obrigava os j u í z e ~a decidir sobre lima matéria que Ihes e r a de todo estranha [ou seja. pois nem a ubrva razãoa nem o tdireito natiiralr eram noções unívocao. os juristas colniater :is lacuniis da ordem jurídica? Ainda aqui. p. Esses requisitos eram: ser conforme 2 uboa razão». *as qiraes Leis Imperiais rnandamos somente guardar pela boa razão. ficaram desligados do direito positivo. . o logi~fador ~ o m b a l i n oh z menção de nada inovar: pc garido no texto das Ordenações (liv. :i terceira disposiçao foi a forrnulaçiio de certos requisitos para . selri Eazcr i dii. de que o legislador mesmo não tinha podido d a r ideia exacta. à Glosa. como se diz lia lei. Outra é a projcrjçãa da Glosa. abrindo-se a porta à modernidade. abandonados aos principio3 gerais do direito natural. tit. 9 .o de tornar mais certo o dirrito.do quadro das fonte* de direitos subsidiário. qiiase desaparecia do direito nacional.elo que os juizes. Já vimos qiie esta proibia o recurso ao direito csnóriicn. ter mais de cem anos e não ser contririo à lei escrita (H 14). mais seguras e pretiaíveis as relações sociais. de facto. o que põe rirmo a todos os cnnfljtos entre csfe e o direito romano.desde os meados do oéciilo xrv (5 13).1850) não deixa.a~. e dos Cmentários. privou os textos do direito romano de toda a autoridade externa fcontraposta d eautnridade internax da sua razoabilidade) na nossa jurisprudência. de notai esta hipoteca de iini valor t5o essencial à construção d s sociedade burguesa -a Eegurançe: O marquês de Pombal i. de BártoIo.dizendo de oiitro modo. abria-se também à indisciplina doutrinal. Quaiito ã moclcrnizaçõo do dirrito.].a validade do costume. quer do ponto de vista do instriiinental Iógiw-dogmático que lhe andava associado ('") ( I " ) . ele pondera que. quer do ponto de vista das opções normativas nele recolhidas. . Ectas dispo~içõesda Lei da Roa Razão. Também npste domínio da integraçzo das lacunas da lei aparecem as duas preocupações i n a i o r ~ s :a ) certificar e h ) 170dernirar o direito pátrio.tdr. de B á r t ~ l o . L h a cl~las a proibição da nplié caçáo do direito canbnico nos trihonais civis.o da aplicação da lei civil resultava upecadoa ('"1.. tendentes a tornar mais certos e mais modernos os resultados da interpretaçáq do direito. respritantes ò integrqõo das larirnas cln lei (ou.) 0 deciirso dos tempos e o reforço do modo de produção capitalista e das suas exigências a o nível do apareltio jiiridico irão. e por conseguinte precide pitados na arbitrariedade. &ta determinação. extremamente significativa no conjiinto da nosw história jurídica. então. e nos CornentLrios.do direito. assim o costume. estabelece a riiptura com o direito conium. de que faziam parte . fascinado pelo aplauso do direito natural. de Acúrsio.. JU se vvr' que poucos seriam os costumes que satisfizessem curnulativame. tamb6m ela é essegiir. bem coma restringia a utilização dri dirrito consuetiidinário. (Ins~~aiçóes Direiio Civil Português. t a l v ~ zas maib conhecidas. reiolver psta e outra contradições. apesar de ter sido o remate de uma tendência doutrinal em desenvolvimento desde o &ciilo XVir. Vê-lo-emos em breve. . pelo processo de integraygo das lacunas propo5to pela Lei da Boa RazZo. Coelho da Rocha (1793. de Acúrsio. Coimbra 1848. aliisivamcnie. sobre i. conflitos qiie o ccrit6rio do pecado> (Ordenqões Filipin. que talvez em algum momento imaginou capaz de dispensar as leis positivas [.

uma recepção global do direito romano. ele ainda rra tido como globalmente racional ( r a t w scripia)... um tal caminho levava a considerar como <recebido. o direito romano contrário ?aboa i razão» niinca tinha tido entre nós vigpncia legal.. c.'rlrscontis.s~ qne. 5 Gj. ainda eficaz. Entre nós operou-se. o critério sdop:ado vein a ser outro: 9 própria lei define a aboa r a z g o ~ como a ) aaqiiella qiie consiste nos primitivos princípios. tit. romano? )A difícil praticabilidade da w l ~ ç ã oadoptada i reconhecida logo três anos depois.o nosso direito d a herança asfixiante do bartolismo tardio cultivada pela praxe doutrina1 e forense dos dois sÉciilos anteriores. 2. portanto. . e. mesmo contra o direito naciorial.e crstivesse d e acordo rom os prin- c i p i o ~de direito natural ou das gentes em ~:igor nas nacócs cris&& e c i u i l i z h . que hoje habitiio a Europa> li^.. . é certo.do direito romano indea~jávei. afinal.80 A HISTbRfA DO DIREITO NA HISTCiRIA SOCIAL PRATICA WGMATICA DOS JURISTAS OITOCE3NTIBTAS 81 tinção entre o que era conIorme à boa razão e o que a contrariava. porqup conlorini à úboa razãn. Este critério de distinçYo era. na sua formi~laçáo. por . npssa altirra. intrínsecas? e inalteráveis. que sr estabelece rias Lcis Políticas. como caminho mais directo de avaliar a arazoabiIidader do direito romano. era condicionar a receliçGo do dircito romano i siia razoahilidade. O quc o legislador pombalino procurava era.. de certeza. como aliás acontece em todos os reinos da Europa acid~ntal. 3. Mas iriovação a. até ai.ar a ela coni r i r i o ? Os juristas alemães do usus modernus tinham resol\ido esta questão recorrendo ir liistória jurídica: invatigandri histó- ria da prática jurídica aImé do século xv e seguinte?.ino d-ata de.a de marcar bem que as leis imperiais vigoravam em Portugal imperio rationis e não ratione irnperio. e governo de todas as Naçóes Civiliuad:<s> ou c-) caqueIIa . Já se v& qiie tal critério nial podia convir aos intuitos reformadores da lei pombalina. que visava. porqiie desde as Urdenaç5c. precisamente porqii. qiie contém verdades essenciais. posaivelrnente. no preceito das OrrEenaSõe. .E o melhor que encontrou (I5) foi cste. recebidas. já náo apresentava qualquer razoahilidade.. do que o niio fora. eram assim. em teoria. portanto. e Civij entre o Christiatiisrno> OLI 6 ) raqiirllas regras. O que o legislador das OrdcnayGes não tinha em vista.excepto. os princípius de direito natural ou das gentes com 05 qiiais o direito romann se devia cmformar? Como encontrar. Portanto.s relativo ao direito romano oii era rim mero lugar-comum. por estar irremediavclmeritc ligado às condições históricas e ciilturair: do Império Romano. Ora só o primeiro é que tinha sido r u c ~ b i a oentre njs. foi $em entendida pelos inlérpretcs: o direito romano srrh~idiario entre nós serin a versão modernizada que dde tinnni~a . Mas como distinguir o direito romano «recrbidos.u m a :irit:ntaçáo S P gura e uniforme qiie guiasse os jiirjstas na valorização do direit:. lue de unanime consentimento estabelece0 o direito das Gentes para a direcção. 5. por isso.ndo podcria trr qual~ui-r aplicação no foro português ( 5 9 ) . que as meamas Kações Cliristãs tem prom~ilgzdos. a entregar praxe judicial dos séculos anteriores a definirão do direito romano em vigor. sendo a sua vigência pratica euplicada por iim abuso. e Marítimas. mas o que é verdnde é que. ou tinha uma outra intenção . É claro que. Todavia. milito se estava a inovar. difícil &e aplicar: como determinar. inovação só um r4aâáo à prática. na verdade. todavia. precisamente. o direito romano *praticado. os j u r i ~ t a saplicavam o direito imperial na siia versão bartnlista ou pós-bartolista.se sabe que.. na Alemanha. com efeito. o outro -i.rrminaçáo. qtie or Direito Divino 0 Xatural formalisaráo para servirem de regras Moraes..s qiie as coisas.4gora. aquele que. Portanto a direito romano snsceptível da aplicação siiliridiária entre nós seria somente o yu. a referência é bem clara e.idiário do direito romano. apesar do alegado conservadori. de acordo com a disposiçãn acima citada das Ordenações. t s e indague o uso moderno das mesmas Leis Romanas entre as sobreditas Nações. mesmo assim.inda mais gritarite em reliiçZo & partc já citada Jn diepi~ii+ici filipina é qire ninguhm i g n o r a ~ aque a invocação da choa razão. A primeira inovação era a reafirmaçã~ dn carácter si1b. Lonómjcaz. um prctexto para dfdstar a aiitciridade -abalada mas. libertar . nos Estcatut~s Pombalinos du Unirersiddc (1772) csc1arrce. eIes determinavam quaiç as norinas de direito romano efcctivamwte aplicadas e.

qlie acabavam por ultrapassar as barreiras ideol6gicas da burguesia. a bem dizer. Naqueles domínios em que o direito nacional era mais pobre a i~tilizaçâo do dircito estrangeiro atingia o seu máximo. apenas com a modificaçao de umas discretas regras de consinição do corpo de direito relativas à sua interpretaçáo e iritegraçáo .qiiase sem refnrmas legislativas de fundo. ilustre comercialísta luso-brasileiro dos princípios do século XI. Mas a e ~ o l u ç ã o social. Thomasius. E s t ~ espírito é o do direito racionalista e iluminista. A elas se devia recorrer directamente na falta . da doutrina estrangeira constituída pelos p r o c e s a s tradicionais da dogmática jurídica. a uma invasão m a c i ~ ados princípios jiirídicos mo. quer. os autores alemães do mus m o d e r n u pandectarurn para qurm a Lei d a Boa Razão remetia e os jusprivatistas franceses dos séculos ~ I e IXVIII (v. Numa palavra. da qual passavam a constar. no domínio d o direito. Boehmer. o mesmo fazendo Ferreira Borges (17%-1838).0 direito estrangeiro ( I T ) . Vinnius e Domat) . por força da Lei de 18 de Agosto novo de 1769.do direito nacional. por ironia. dernos. da Áustria {lSlL). d a Sardenha (18271. E. Entre nós o regime liberal também surgira e. que.que se deram os passos necessários para que o sistema de direito vigente em Portugal fosse completamente subvertido. Primeiro. recorre continuadamente a. pondo-o de acordo com a nova natureza do poder político e com a mundividência dos estratos sociais dirigentes riesta primeira metade do século Xix. e m pouco m a i j de. quer no domínio do direito supletivotinham insuflado urn espírito novo na urdem jurídica nacional. deu lugar.X. A autêntica «bomba de sucç. econtín i c o (ou do direito administrativo). ~ t c . sobretudo.g. a casiiística conservadora e confusa dos séculos anterioreq a o Ilurnini%moentrava em gradual desuso. as doutrinas dos juristas do usus modermus. se desenvolvera ainda n a Ultima fase do anirgo regime político. aplicados agora ao novo corpo doutrina1 da literatura jurídica iluminista. José da Silva Lisboa (1756-18751. da França (1804. O nosso direito já não era. quer perante as forças do passado.82 A HTSTbRIA DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL PRBTIC-4 DOGWTICA DOS SURISTAS OITOCENTISTAS 83 d d o os jusrnciamlistus alemães da escola do M W rno&rnw pandectorum (Strik.da Prhssia (17941. a ordem individualista e I:berai. os desenvolíimentris aincómodos~ de certos principios birrguesps. ponderando q u e <a legislaeão pátria he muito limitada para decidir todas a s questõesw. Na verdade. os códigos modernos. . a revolução burguesa fizera-se em França 11789) e estabilizara-se alguns anos depois. É esta recepsão maciça do direito e s t r a n g ~ i r o d a s opiniões e doutlinais sobre ele estabelecidas que vem completar a grandc revolução do direito nacional.áo. Nos domínios político ( o u do direito constitucional). . trinta anos. mercantij e marítimo (ou do direito comercial e marítimo) ia-se ainda mais longe: as leis em vigor nas nações civilizadas substituíam-se a o próprio dircito romano no auadro do direito subsidiário.). mostraram os perigos da aber- .e iniciava-se a fase da aud consolidaçiío. ficara defiriitivamente assente.Era o que acontecia no direito civil e também no direito comercial. política e ideológica não tinha parado com o Il~tminismo. nos novos códigos. o direito bartolista e romanista do período do irrs commune. pelo direito estrangeiro. No resto da Europa. Na ordem jurídica. tudo aquilo que não era resolvido por arbitragem (processo de resdiição de conflitos com larga tradição n o direito mercantil). ) . Heinncciiis. o regime institucionalizara-se nos textos d e natureza consitucional. na verdade. sem uma nova codificação global do direito nacional (fracassado que foi o intento de a produzir nos finais do século Xviii). foi-o. depois. instalara se apui e além e exprimia-se. vertente id~ológico-jurídicado capitalismo. ideologicamente enformado pelos princípios do individualismo e da abstracção cujo d~senvolvimentolevará a o Liberalkmo caracteristico da primeira metade d o &culo XiX. decidia-se. estava a terminar o perjodo heróico de conçtrrição da ordem jurídica burguesa -que entre nós. cortada que fora do campo de referêncis dogmática em que s e apoiava e posta em xeque prlo brilho e modcrnidade da produsão estrangeira q u e a Lei da Boa Razão permitira importar. na falta de leis nacionais expressa:. perante a s forças do futuro. declara preferir o Cade A ' a p o l ~ o n . etc.. na verdade. Neste último. depois das lirtas civis. as reformas legislaiivas dos fins do século XVIII -quer no domínio do direito dipositivo. E f o i assim .

ou seja -como já vimos. Daí que o jusnafuralismo teorizaiite do século X ~ I I I deva ceder o passo às realidades jurídicas estabelecidas pela nova ordem económico-social d a Europa. a legislação liberal.Era a legislaçgo spossível. pelos juristas. peia que são recebidos no nosso direito os princípios individualistas e liberais que vão estar ria base da reorganização oitucentista de alguns dos ramos do direito privado -nomeadamente.Napoleão i frente-.dos códigos estrangeiros. passam a valer por si e iião como reflexo de princípios jurídicos suprapositir~os. O direito natural náo escrito tinha.doutrinas dos juristas iluministas aiiteriores a o <estabel~cirneiito> ordem política liberal pareda ceriam decerto desactualizadas. orprimeiram~nte. não EÓ à existência de iim novo campo de objectos (novo ctcorpos de direito). oiisadas.de cpriidência~. dos juristas do Iluminjsmo pré-revolucionário. Apesar de tais fontes só deverem. novo entcndimrnto da Função da cicncia jiirídica) e. mas ainda a uma nova estratégia discursiva (novos conceitos. Assim. os juristas vão preferir-lhes o direito consequente a esse ueçtabelecimentor. de ser esquecido. u contributo dd época jusnaturalista. pelo que os problema3 decorrentes dos conflitos entre elas apenas poderáo ser resolvidos por critérios arbitdrios e pessoais ( 2 2 ) . finalmente. o mesmo valor. essa denúncia faz-se também. por f u r ~ a . E. teóricas). coni a recepção da novissima legisIação euro.o Eundo tradicional ou escolástico. formado pela legislação da segunda metade do século XvTIi e pelas inovaçáes doutrinais introduzidas. ("O). da ciência jurídica.e-se fortemente radicada na prática jurídica quotidiana (21). na verdade. formado pelas Ordenações. - . nestes termos. pela legislaçáo extravagante anterior aos meados do século XVIII. Sendo assim. todas a s disposições das leis estrangeiras como se acaba de dizer. à sombra dela. garantias muito maiores de ssen%tez. até. . segundo a Lei da Boa Razão. de acarretar o desuso da invocar directamente os princípios ideológicos q u e a constitiiíarn. Embora a massa tradicional fosse importante t a sua pre çeiiça esti. portanto. são correntes-. a maior parte do #direito vigente era constituída por normas extraídas pela doutrina a partir do quadro das fontes de direito subsidiário. Em F r a n ~ a . em prin. de ctviabilidade~. de inspira~iio individualista. e coino escreve Braga da Cruz. direito contido na novissima legislação eiiropeia. por Coelho da Rocha: calem da autoridade dos seus autores. E. eipio. a títuio de direito subuidiário. Esse direito. funcionar corno testemunhos das regras d e direito natural ou das gentes ( q u e constituíam o verdadeiro direito supIetivo) a doutrina atribuia lhes um ualor u ~ ó n o m o . provado pela prática.va dos uide6logos~.81 A HIST6RIA DO DIREITO NA HZSTÕRIA SOCIAL P U T I C A DDGMATICA DOS JURISTAS OITOCENTISTM 86 tiira de u m largo crédito à inventi. Eatas circiinstâncias retlectem-se n o quadro das nossas Eontes da direito e vão dar origem a uma segiinda fase do astabelecimento da ordem jurídica h u r g ~ ~ correspondendo. desde que fora positivado. Em seguida. contrapondo-se às suas locuhraçóes a realidade <viávelw das realizações ~ f e c t i v a sda burguesia. a uma nova implantação institocional dos seiis <lugares» d e produçáo.. mais desejável do qiie as proporta? talvez generusas. que. E isto era inelitável: a cristalização da mundividéncia burguesa nos novos cóldigos haveria. e pela massa imponente dos tratados dos nossos velhos praxistasr.ieráo. e a avalancha dou preceitog importados doa códigos estrangeiros. a denúncia dos eideólogos~ fora energicamente feita pelas correntes mais conservadoras do novo regime . os juristas váo comandar uma significativa modificação do seu entendimento. dos direitos reais. oferecia. mas uimpossíveis~ (utópicas. ao nivel e~. Em Portugal a partir de certa altura. tem em seu abona o asscnso de irma nação civiliçada) (ID). Utilizada largamente desde os fins do primeiro quartel do &culo xIX ( I 8 ) . a invocação dos ciídigos europeus é legitimada. novos modelos argumentativos. os tópicos santi-ideológicos -onde. o direito p o r t u g u s da primeira metade do século passado era constituído por trGs grandes eitratos.e que constituirão a trave mestra do Código Civil de Seabra (1867). na realidade.. Agora que a s . Embora a norma jurídica que estabelecia o quadro das fontes de direito (Lei da Boa Kazáo) não tenha sido alterada.

independentemente de estar consagrado ou de ser testemunhado pela doiitrina ou pela legislação positiva estrangeiras. não hesita em fazer equivaler o adireito natural. 87 N. a não ser como tertemuiiho dessa inesina equidade. 3. De facto. F.' do nosso có.io admira. E este o espírito qne prevalece em Frariya com a <escola da eriegeseb e é esse também o seritido que vai ser dado pela generalidade dos intérpretes à referência ao edircito natural. regular-se-hão pelos princípios geraes da equidade. tivesse sido a de pôr termo a esta intervenção do direito alheio jZ3).O. (2". Embora no texto definitivo (artigo 1 6 . restaurado no seu papel de direito siibsidiário.tiricia de cada ser ou da pr6pria natureza humana.que possa recorrer-se a nenhuma legilplaçáo estrangeira. com efeito. afirmando q u e o juiz <deve suprir a falta de disposiçáo legal formulando-a da mesma forma que o faria o legislador e portanto sobre . o decisivo há-de ser o conjunto de princípio3 que inforniern o direito positivo. emb'ora ele r~conheçaser o udireito natural%. Neto Paiva de que o recurso à equidade (tal era a proposta. no entanto. concorda em sulrstitiiir . nem pelo seu espírito.os princípios enl que assenta a ordem jurídica vigente. como então muito bem notou Bandeira de Neiva ( 2 4 ) . as tempos estavam poiico para a aceitacão de um jusnaturali~aio tios moldes dos do século xvrrr. do projecto) levaria a dou. então. o rnais autorizado civilista da segu~ida metade do &culo.a referência à acquidade~ p d a ao adireito naturals.casos aiiálogos> i("').).dúvidas. o Cádigo Civil parece n6o ter inovado grande coisa. e aterito o espírito do legislador Iiistórico. designadamente subrr os que respeitam as leis reguladoras de . O <direito natural* foi. geralmente recebido+ acerca dos quaiu riiíu ha opiniões diversas» (V. e sem . . Todavia.de 18 de Agosto de 1769 ( 5 9 ) . a frase final do artigo do projecto caía no mesmo erro em que caíra a disposição congénere da Lei de 18 de Agosto de 1769: autorizanmdo a invocasão da legislação estrangeira como testeniutiho da equidade abria-se a porta à sua utilizaçáo como norma directamente aplicável nos casos omissos. e já s e tem visto porquê. já citada. para evitar todas as. tít. do artigo 16. Neto Paiva). apesar de s e reconhecer a existência de <<limagrande massa de princípios. portanto. neni pelos casos análogos. do artigo 16." aos <princípios gerais do direito>. este último texto veio acau. e os Fktatuios da Universidade (liv. Por isso é que na versão definitiva deste texto não aparece qualquer referência ao atestemunho das leis estrangeiras» como processo de averiguar os princípios gerais da equidade (ou na terminologia definitivamente adoptada ado direito natural. telar ainda melhor o uso excliisivo do direito nacional. No artigo 13. dispunha-se: Se as questões sobre direito e obrigações não puderem ser resolvidas nem pelo texto da lei. entende que o legislador. enquanto o +meir0 exegeta do Código Civil.86 A HIBT6RIA DO DIREITO NA HISTõRIA SOCIAL PRATICA DOGhlATICA DOS JURISTAS QITOCENTISTAS. O do Código de Seabra Neste particular. o conjunto de «princípios imutáveis e ~iecesaiiriosq u e emanam da relaçao entre os fins e os meios de exist. F. Ern resposta à censura . O do Código Civil de 1867) não ficasse qualquer referência expressa a proibisão do recurso ao direito estrangeiro. ou da boa razrio a que se refere a Lei ." do projecto.digo. cap. 6 que. ria parte final do artigo ('v. ao estabelecer o quadro de fontes de direito subsidiário do Cádigo Civil d e 1867. guarda uma prudente reserva quanto à interpretação da expressán (iGo sem apontar para uma soluçáo que acautele suEicientemente a segurança). o visconde d e Seabra esclarece que. Assim. que o grande factor de indisciplina doutrinal da nossa ciência jurídica da primeira metade do século passado tivesse sido este indiscriminado recurso ao direito estrangeiro e qria uma das preocupações do visconde de Seabra. Guilherme Moreira. segundo as circunstâncias do caso. 'Dias Perreira ( 2 í ) . 5. ao invocar a <equidades. este <direito naturais invocado no artigo 1 6 . previstos em outras leis. queria referir-se uaos princípios de direito natural. trina e o foro a grande incerteza. 2) w Pelo que.de V. para O autor do projecto do c6digu. O direito <cnaturalx positivara-se c. L) que é.

ciaram este movinieiito de destruiçáo do direito do antigo re. em termos d e poder ser mais verdadeiro definir o direito como «aquilo de que as juristas tratam* d o que definir os juristas como uaqueles que tratam do direito*. em contrapartida. náo fosse igno- cada a acçáo niodificadora que sobre ele essa prática exercia-.88 A IIIST6RIR DO DIREITO NA HISTÕRIA SOZ'HAL PRATICA DOGMATICA DOS JURISTAS OITOCENTISTAS 89 (<mas conforme as circunstâncias do caso.se ezcluir a olrigdoried&e dos prem&s juridkos que ~elewvarnde ama mrcrrdivid&tcia desactdizuda. alterações n o sentido originário desses preceitos legislstivos. se iria ~ r c e n c h t rcom recurso B extensão dos princípios que . a todos os casos juridicamente regulávcis. através de adequados métodos de integraçáo e d e interpretaçíio. ? outra. O primeiro objectivo . já Ciz Teixeira. em 1845. que lhe é contrária o11 aposta. .se possibilitou a siibversáo pelos juristas do direito . na primeira. o positivismo conceitual vã.expressão jurídica. portanto. assim. ela prbpria. náo em toda a siia pureza. para constituir o seu objecto. mas adequados i s circunstâncias concretas de cada sociedade. se atP aqui a modificação do corpo de direito fora encarada sobretudo como um dado exterior à prática científica dos juristas -embora. Não deixou d e se referir como a actividade autónoma dos juristas produziu. !E um sentido não diverso tem a ênfase que o mesmo autor põe. . i s condições do pais e ao espírito das leis pútrias. uiilizando os seu3 instrumentos próprios de prodliçáo . através dos instrumentos disoursivos e dogmáticos que acciona. Todavia. na segunda. assim.a dogmática-. A irivocação do desuso da lei devia parecer uma batalha perdida. bastante clara: tratava. AtC aqui descrevemos o modo como.coiisonante com aquilo q u e interpretavam como o apelo normativo da nova realidade social.0 fazer a sua erupção na história da ciência jurídica portuguesa. tradicional. num segundo momento. E. um pouco contra a vontade do legislador histórico. estes relevando mais estreitamente da sua actividade dopmática t a u t ó n o m a ~ . agora o que vein para o primeiro plano é o modo como a prática científica dos juristas. critérios que dirigiram também o legidador a o formul'itr a s normas relativas aos casos que previu.o da exclu&o da . potenciando a u corrigindo o desenvolvimento do sistema jurídico que eles próprios tinham aberto. defendendo a opinião de que use uma lei se acha por longo tempo e geraImente sem observância n a qual o uuo tem substitui~do i sua disposiçáo ou ~ r o v i d ê n c i a . como j B se notou. P o r outros processos. É através deles que ela se vai integrar funcionalmente num vasto m ~ v ~ m e n t o conso. Eçte muvimento deçenvolveu-se em duas frentes. pois.dominavam o direito modernizado. A partir daí.). de lidação da ordem social burguesa. uE assim. pala quem se lembrasse do vigor com que a Lei da Boa Razão proibia a revogação da lei pelo costume (5 14). tem o juiz rjue attender a todas as mi~dições que de um dado caso reveste e. contribiii. primeiramente.se de. manda aplicar os pri11cípi03 d e direito natural. No entanto. procurou. (50). criar um viciio normativo que. gime e de construção e defesa do aparelho j u r i d i ~do Estada capitalista. a breve trecho. nele lhe competindo a defesa da sua . para constituir unls nova ordem jurídica. 6 esta assim tacitamente ab-rogadas [31).. atacava esta disposipão da Lei de 18 de Agosto. os juristas poten. o papel dos juristas neste ciclo de inovaçáo-consolidação da ordem jurídica não se esgotou nesta sua actividade de interpretação das normas legais que definiam o direito vigente. a força abandona assim esta lei. ao nível das normas legais definidoras do <corpo do direito. em sede de .da actividade destes juristas.obrigatoritdade d o direito tradicional não modernizável . Vejamos. através de mutações q u e se efectivaram ao nível dai realidades legislativas -nomeadamente.foi prosseguido através da invocação do ai desuso^ da lei e da solução proposta para o probIema da relevância do erro sobre o direito (error i&) u-. aparece. matéria-prima sobre q u e os juristas laboram. A <táctica de combates era. conclui. u positivismo legalista moderno e . o que fizeram os juristas. então e sohretndo. se instaura o exclusivismo d a lei nacional como fonte de direito. É eritúo que. a palavra de ordem foi promover a extensãa d como plexo normatitio amoderno. corno um p k d i i t o . O cdireitoz.

e. Liz Teixeira.. dade e esta incentivava aquele. ou seja. Correia Teles. é reEez>unre o erro sobre o restante Jiredo ( 3 4 ) . t . ser estendido ao restante direito. todos concordavam. Alas nem sempre era fácil oii cíimodo invocar o desuso do direito. $ 10). que as dictori. em princípio.90 A HISTõRIA DO DIREITO NA. isso é que poucos estariam dispostos a admitir. que ansiavam por um direito mais simples e mais claro. i1 vigência e c o g ê n c i ~ da lei escrita. do Iegalismo iluminista. chega mesmo a dar a força de interp r e t a ~ i i o autêntica jS2). sendo adiuturna e i n v a r i á r e l ~ . S c h i l t ~ re Thomasio). começaram a ter consciência disso.a desconhecimento gerava a não obrigatorie.. em certo passo das suas Institutiones furis Ciuilis (h. Todavia. em geral. Que tal princípio devewe. dívidência moderna) d e ~ i a ser irrelevante. que o . Se a esquecimento e o desuso do primeiro eram fomentados. . nem lógico. O direito romano estabelecera a irreleváncia. . res do século XIX (Lobão.. Se a atirude em relaçao a o direito <antigo. alguma atenção. E os aiitoIV. Por sua vez. dando relevlncia jurídica a o erro sobre o direito. se bein que parte das considerapões ora feitas não sejam novi. quando nem no sentido liberal (sic). A sua obrigatoriedade era i círculo vicioso . a doutrina r o m ~ n asobre o error ruris começou a ser discutida. solução chocante. Que o erro sobre o direito natural (i. defende a mesma opinião quanto à legitimidade do desuso da lei: Ainda que estejamos convencidos que muito errará aquele que n a execiiqão das Ordenqões e leis antigas attender ao espírito. a exclusão do direito indesejável fazia-se também por uma via menos aparatosa. antiquado e confuso. ninguém s e podia eximir à obrigatoriedade das leis com o pretexto do seu desconliecimento. pelo menos em parte.estabelecendo-se então uni I . era a que acabamos de referir. dade. por tererii sido afloradas a propósito de oiitros pontos já tratados. r t c . a sua adopção corresyonde à exclusão da jurisdicidade d o direito incompatível com os sentimentos jurídicos em vigor. era nfirrnada sem excepções. d o desconhecimento do direito. radicaçáo da? 16s positivas nas leis naturãi4. O Decreto de 9 de Setembro de 1747 estabelecera idêntico princípio. porém.TICA DOS JURISTAS OTTOCENTISTAS 91 interpretaçáo. quando. e sómente as abandonamos por antiquadas. na época moderna. buidos d o legalismo prbprio do pensamento jurídico iluminista. HIST6RIA SOCIAL PRATICA DOGhU. i. Como já dissemos. Em primeiro lugar. concretamente. muito diferente era aquela em relayáo a o direito amodernos. qurm pela pri.desconhecimento daqueles princípios jurídicos que constamm da mun. afastando. Por isso. especialmente para juristas ainda im. da lei #modemar>. a própria teoria dx iniegração adopta pontos de lista adequados a fazer valer o direito positivo afmtada pelo seu desconhecimento. Na sua defesa confluem todos os atopoi. as pudemos concordar com a s reformas posteriores ( $ 3 ) . segiiidamente. no valor da interpretayáo ausual. meira vez põe em dúvida a validade ~rrestrita do princípio ramsníitico. A breve trecho o direito antiquado deixaria de ser direito.^. Iv. Coelho da Rocha.. e ficaria um espayo livre a preencher pela extensão lógica dos princípios que dominavam o novo direito b u r g u h e individualista ("1. Coelho da Rocha) váo fazer a distinção entre o erro de #direito selevante e o irrelevante mais nu menos nestes termos: n b ê relevante o erro sobre D direito r~aturalou sobre o direito legislado com uso duttilrno. Em sepuiido lugar. NBo é preciso voltar a pOr em relevo as consequências desta nova opinião sobre a relevância d o error iuris no ponto qiie agora nos interessa.. n o prefácio das suas Instituições .e. a vig6ncia e a defesa do segundo r r a m ciiilda. é Meto Freire. sem modificar a sua aplicaçgo conforme as circunstâncias e tendências da época presente: contudo. k a esta segunda fase do procejso que dedicaremos. Entre nós. à qual. a mole iegislativa começou a ser inabarcável e a s novas eocolas jurídicas. Entre II&. eqiiipxragáo tlo ajusto> ao tlrgal». puzemos especial cuidaldo em a s sustentar e seguir.dosamente acauteladas.. em -desempenho do nosso dever de proEesuor. por influência dos autores alemães (Stryck.

. qiie pospôs R O Commentarw Critico à Lei da Boa Razáo.Insistamos agora no primeiro ponto. Mas o triunfo acaba. e com wtes processos. O dogma da <plenitude lógica do ordenamento jurídico* consiste na afirniaçáo de que cada ordem juridica constitui u i i ~todo harmónico rle preceitos. podia ultrapasuâr as barreiras i d ~ o l b ~ i c a s b ~ i r ~ u e s ("0). uma revolução das fórmulas. continuava a poder valer nos espaços deixados livres pelo direito nouo ('"). que. iim factor de estabilização d o direito. aos qiiais devem ser referidas as riormas jurídicas concretas. como já dissemos. Foi este o processo integrador proposto pelos nossos juristas oitocentistas que siibstituiram por ele os do recurso i integraçiio autêntica e do recurso directo a o direito natural. obrigava a que se Iimi. Defesa. como já vimos. tasse a inovacáo e se garantisse a continiiidade. é certo.do desta orientaçáo vem a verificar-se. WISTÓRIA SOCIAL PRATICA DOGMATICA DOS J U R I L ~ ~ A S OITOCENTISTAS 83 [ou o seu «espírito>) em todos os casos juridicamente reguláreis. ti partir dc Guilherme nforeira.. Já Correia Teles.ma da plpnitude lógica do ordenarnento juridico e do recurso nos modernos códigos estrangeiros. L 2 A instaurarão deste critprio de integraçáo das leis trm significado q u e não passa despercebido e para o qual já atrás cliamámos a atenção: trata. Portanto. não revogado formalmente. que o segundo é mais conhecido e foi abordado nas páginas anteriores. com a soliiçáo dada pelo Código Civil de 1W7 ao problema da integração das lacunas da lei. Ora berii. que a doutrina oitowntis~adefendeu a ordem social P jurídica h~irgoesa. mais cairno e desapaixonado. EIr evita que ie recorra. no Discurso sobre a Equidade. a q r i ~ h r a da homogeneidade ideológica da sociedade burguesa. desde logo. os que não desempenham aí um papel de primeiro plano. mas através da extensão de um princípio peral que fora previamente obtido. COMO então foi notado. a um elemento transistemático. mesmo liaqueles por ele não expressamente previstos. se passarmns o. e náo uma revolução social. Uma sociedade cada v ~ z maiais estabilizada. Ainda nesta ocasião é o sistema juridico estabelecido que vai decidir.defesa da ordem juridica burgiiesa. tiido isso vem abrir novxs perspectivas e inaugurar novos temas que não pasuaráo despercebidos a quem der alguma atenção à Iittrratura jurídica qiis conicca a surgir. . na verdade. de facto. Isto é cons~guidoatravCs da aceita& do do. de resto. doniinado por grandes princípios normativos. adere a este novo critério integrador. E iim novo tom. da i a Na verdade. jurídicas e ciilturais da segunda metade do kciilo passado vem encerrar esta época da história do direito p~rtuguêi. Não F este. e ao qual j5 nos referimos. a ordem jurídica positiva fecha-se sobre si mesma e funciona como iirn sistema axiomatizado. e não das estruturas (que. pacificamente. ou lá estavam como ficaram ou quase ficaram como estavam) ? As grandes reformas sociais. E. estas não sáo mais do que os desenvolvidos lógicos desses princípios gerais ( 9 '. através da anlicacão de uma sua nwma concreta.declara q u e a cequidade deve ser acommodada ao systenia 'das leis civis j. onde são menos frequentes os golpes de oratória dos jurista3 iliiminirtas . E também Coelho da Rocha . Foi npstes teimos.32 A HIST~PJA DO DIREITO NA. o único laco que une o nosso liberalisnio aos juristas. olhos prlas bio~raflas 'dos juristas destn época poderemoo avaliar de que modo a vida da maior parte deles anda ligada aos . não. Sendo assini. Em sede de integraçáo. jó. talvez ainda mais. por induçzo.. Lirn novo código civil. contra iim arriscado recurso directo ao direito natural qiw. quando o sistema jurídico se mostra incapaz para resolver um caso (por náo o ter previsto expressamente).grandes fastos da instauração do liberalismo. urn ensino do direito r~flectindo e popularizando novas orientaçka da ciência juridica. mbretudo no entendiirlento que lhe foi dodo. Raros são. Defesa. provocada pelas cnrrent~sradicais e socialistas. esta^.sa de uma medida de . o dopiia da pleiiitude lógica é. uma mais estreita ligação 5 Eirropa aos seus problemas do momento. não foi o revoluçio liberal uma revolução essencialmente ajuridica. contra uma recaída no direito acaducon. a partir das normas positivas.

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A HIST6RI.4 DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL

PRATICA D0GMATIC.k DOS JCRISTAS OITOCENSISTAS

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ou revuluciunários; são novas preocupa@es, a denunciar uma deslocação dos intera-% jurídico-científicos para novos sectores ou novos níveis da realidade; é um novo quadra d e referências e de ligaçóes do discurso jurídico a outros saberes, notando-se um progressivo deslucamcnto deste erii relação ao das disciplinas especiilativas (Filosofia, Teologia Moral, etc.) .e uma cada vez rnaior aderência a o d.as novas disciplinas científicas (Sociologia, Economia, ctc.) . Também o a m b j e n t ~ ciiltural europeu leva uma grande volta. O nacionalismo romântico, a advento do socialismo moderno e do sociologisnio comtiaiio vêm pôr fim i vaga jusracionai lista. Esta fora o reflexo da euforia do pensamento burguês, na sua fase mais expansiva, sobre a teoria do direito. Havia uma tal coesão nas classes hurgue3as em ascensão, e era tão esmagador o seu poder político, cultural, social e económico, q u e a siis versáo d o Mundo e da sociedade era tida como a própria visão natural das coisas; a Veltarcschnung burguesa era tão imponente e ertnva d e tal mudo interiorizada que SP acreditava que o acurso livre) da razão (das r l u z e s ~ )a confirmaria ponto por ponto; livre-pcnsarnetito, a livre investigação, não podiam senão corroborar a ideologia triunfante. Todavia, esta onda de optimismo ,e esta abertura ilimitada de crédito à espontaneidade e à liberdade têm um fim precoce. A própria experiência rc\~olucionária francesa mostra que as coisas podem i r longe de mais; que, para além dos prudentes e ordeiros, há uma camada que alimenta projectos muito mais radicais- são m sans coulottes ou, como se dizi,a por cá, aa 'úcia c a s e i r a l ~ , os cpatas a o léu>, t a riia,. E s t e também comegarn a pensar; e, a eles, a %luz da razão, sugere-lhes outras coisas. É nesta altiira que, no domínio do direito como noutros sectores, o pensamciito burguês se remete à defensi\a, se fixa na5 r e a l i z a ~ õ m convguidas e se fecha B trevolução permancntea. No domínio do direito, esta miitação vai levar, como já virnos, ao doema da <plenitude 16gica do ordenamrnto jiiri-

dicou e à <escola hist6ricax ( e x u desenvolvimento na rjuris. prudência dos conceitos>). O primeiro vem obrigar a que, p ~ r a n t e uma lacuna da ordem jurídica, se recorra, não aos princípios informulados da razão (que, agora, passam a ÇPT suspeitos), mas ã extensão lógica dos princípios sobre p c repousa a ordem jurídica positiva. Náo se trata já de renovar, mas de conservar (ou, se quisermos, de #continuar$) a ordem estabelecida. E por isso que M. Cat. taneo diz que, com este d o m a ( q u e 6 obra da escola francesa ada crcgeseu), o direito natiiral se cristaliza nos cbdígos posi.
tlV09.

Quanto i aescola histórica, ela é o produto do conúbio ppnsamentu contra-revolucionário coni o pensamento conservador e nacioria1ir;ta da burguesia alemá. 1 sua proposta vai % S P iim .*não$ ao dircito racionalista, imprudentemente aberto ~ à inovaçáo continua e ao rnternacionalisrno ( d r que os Alemães tinham uma experigncia dolorosa, a do iiapolt4nico internacionaliemo-na.pontndas.baionrtas),e iirn <sim a o desenvolvimento <cientiEicox. sem arroiibon ideológicos (acego para os valoresi>), dos resultados da escola rumanista do wus rrwúernus, ou seja, do sistema jurídico alemão dos dois séculos precedentes. Eni certo sentido, isto representa uma volta ao jusracion a l i m o , mas a um jueracionalisrno já dixadun, não permitindo oiitros desenvol~imentos s m ã o aqueles já implícitos nos princípios teóricos a que se tinha chegado. Mas nem -46 a c o n t r a . r e ~ ~ 0 1 ~ ç ã oj e i t a c a n s t r ~ ~ ~ á o r~ .a jiirídica racionalista e iluminista. Tambern os que qiierpm continiiar a revoluç80 lhe fazem críticas peveras: o culto d e um Icigalismo formal e de um individualisrnn feroz, u busca frenética da usegurança*, serão os principais vícios que a teoria socialista da direito apontará no direito burguês; dai que à legalidade se oponh,a a «consciência revolucioriiri~a,, os direitos subjectivos síi sejam protegidos enquanto conformes ccom ,os fins sociais e exonómicos para qiie foram estab~lecidose (artigo 1." do Código CibjI lluslo de 1923) e se reaja contra a aplicagão {metanicistiip do direito, dando aos jiiízcs unia nova liberdade perante a lei.

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A HISTúRIA DO DIREITO N A HISTdRIA SOCIAL

PRATICA DOGMATICA DOS JURISTAS OITGCENTIST.45

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3. Nesta tentativa de descrever os elementos estruturais que expl.icam as características da prática científica ,dos juristas e, a partir destas, os seus resultados cabe agora a vez de tratar das formas institucionais de acesso Bs profissóes jurídicas, formas que, na época a que nos vimos referindo, quase se resumem às Faciildades jiirídicas da Universidade de Coimbra. '4s ligações entre o ensino universitário do direito e a s características da ciência jurídica são, para nós, evidentes. Tanto mais evidrntes quanto, diirante os últlmos duzentos anos, a maior parte da produção científica dos juristas nasceu das Faculdades de Direito, ligada a objectivos de ordem didáctica. Podc dizcree que das obras dogmáticas mais significativas em termos de impacte sobre a proiiseão jurídica apenas muito poucas ( * O ) não tiveram como finalidade mais ou menos 'directa o ensino. As In~tilutionesiuris civilis (1789-17941, de P. J. Mello Freire, as Instituições de Direito Ci~ril 1'0rtugILêS (I&@),de A. M. Coelho da Rocha, as Institz&ões de Direito Ciz~il (19071,de Guilherme Moreira, e. mais modernamente, as principais obras de illberto .dos Reis, Manual de Andrade, F. Pires :de Lima, Adriano Vaz Serra, no direito privado, e Marcello Caetano, no direito público, foram originariamente, e apesar de certas conversões, exigidas pela sua ampla divulgação nos meios profissionais não universitários, nunca se desprenderam das características formais e de conteíido pr0prias das obras escolares. Isto, q u e 6 hoje evidente, pode obscurecer uma outra realidade histórica qiie é a ,de uma tradição jurídico-científica desligada da escola ou, pelo menos, mais desligada da escola, e fortemente ancorada na prática dos profissionais do foro, tal como aconteceu, entre nó$, ,do século XVI ao século XVIII. Uma ou outra situação tem, como é evidente, reflexo na temática, no estilo- na estrutura conceitual e nos resultados da produção científica dos juristas. Ii'eflexo que advém quer dos objectivos diferentes que cada uma das m a s sitiiaçóes típicas assina i pritica jurídico-científica, Tuer do campo de problemas e de interesses que se abre num ou noutro caso, quer da situação institucional que conatitiii o tambiente de trabalho, dos juristas eiti cada qual. Embora seja também certo, eni contrapartida, que o estilo da prática jiirídico-científica e da pró-

pria prática jurídica em geral influem na getaçáo de cada unia da3 situaçks referidas. No entanto, qualquer que seja o impacte da <Universidade, rid p r d u ç ã o do direito e da sua ciência, certo é que -pelo menos desde o séciilo ~ 1 1 1 - ela desempenhou um papel íitipar na delinição do estatuto socioyrofissional dos juristas e- na limitação da siia <con*ci2ncia possivel,. É por isso que, ao identificar 03 elementos estruturais da prática jurídico-científica, importa descre~er -ao lado das raracieríitjcas gcrais do sistprna normativo que constitui o objecto dessa prática - o sistema ideológico e dogmático que essa histórica categoria de juristas recebeu na escola e que, ao longo da sua actividade profissional, foi um instrumento destacado da produr5o do eu saber. Daí eate capitulo dedicado a o novo sistema de formação dos juristas instituído pela reforma pomhalina da Universi. dada (1772), quase coetânea dessa outra reforma do s i s t e m ~ das fontes de direito de que ternos vindo a falar. Coetaneidade que excede a mrra coincidência e que se explica prIa reíerência a um projecto global, em que ambas a s medidas estão inseridas, de radical alteração da prática jurídica. José Lui$ Aranguren, num seu erisaio célebre (Moral y Soc d a d e . Lrx Moral Sockl Espafiola en e i Sigio XTX, 1%5), realça o carácter profundamente empenhado da pedagogia iluminiska: a edncacão prossegue lima tarefa moral e sor,?al e justi.

Fica-se por isso. Tarefa moral, a de revelar ao homem -que 56 é mau por ignoriincia -- os seus interesses e a siia conduta (externa, mundana) (*') correcta; tarefa social, a de colaborar i1.a conçecuçáo da utilidade mcial, difundindo os saberes uteis. É este último aspecto que explica uma boa parte das refor mas das aluze~, n o dorninio do crismo: a03 homens da Ilustração descobriram ou pretenderam ter descoberto as correspondências rcspectives entre a rclasae iuútilw do clero regiilar A m &saberes inúteis2 - melaliuicos, escolásticos e boa parte dos teolópicos que se ensinavam nas Ijniversidades; e as ttclasses úiris» oii hiirgii~sn; e o saber em qiie estas estavam interessadas, o que faz bons mérlicos c ciriirgiões, físicos e químicos, o que

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A HISTORIA DO DIREITO NA HIST6RIA SOCIAL

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serve para criar indústrias, fábricas e artes, para beneficiar minas, construir estradas, pontes e tudo o que redunda na utilidade pública, ( * 2 ) . A prossecução destes objectivos utilitaristas parece, porém, não ter deixado os reformadores cegos para os aspectos epolít i c o s ~do funcionamento da escola. Tal como a anterior à rrforma, a escola reformada ia i n ~ e rir-se numa estratégia política global, através da qual o bloco social hegemónico produzia e reproduzia as condições que lhe permitiam dominar. O próprio carácter útil do ensino explica.se por isso representa se através dele a complexificação da3 tarefas sociais contemporâneas do advento dos grandes progressos científicos e técnicos e, ao mesmo tempo, a desagregação da organizaçáo económica de tipo artesanal-familiar, em que a transmissão dos saberes exigidos pelu furicionamento do processo produtivo estava a cargo da comunidade familiar ou oficinal. No entanto, nem só neste aspecto a escola é relevante do ponto de vista da luta pela hegernonia social. A escola é, também, um modo d e criação ou de perpetuação de uma Bite social. Isto aconteceu entre nbs, mesmo nos períodos de mais aperrada estratificação social - a nobdltas litterarmm rompia, mesmo nessa altura, as malhas do tecido social, guindando os a c a d h i c o s (sobretudo os juristas) aos cargos em princípio reservados às classes privilegiadas. Agora, que a instru~áo, sobretudo a instrução s u p e r ~ o r ,ia facultando os conhecimentos indispensáveis A direcçiio da política, da indústria, do comércio, este aspecto apromocionalw do ensino ia, ainda, acentuar-se. A Universidade ia ser, mais claramente, um factor de criação da élite social. A questso que se punha era, então, a de saber a favor d e quem ia ela fiincionar, ou srja, quem ia ela colocar nos coman. dos d a sociedade civil. É muito patente em quaIquer dos dois grandes textos que consubstanciam a reforrnn [o Compêndio Histórico ( 4 3 ) e OS Estatutos da UniversUEcuZe ( l ' ) ] a sensação que se tinha de que
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a clientela universitária ia ser, daqui para o futuro, muito diferente. Claro que os autores dos dois documentos não têm uma ideia bem clara do qiie se está a passar na sociedade portuguesa e, conscqnentemente, não sabem, sem o recurso a expIicaçoes míticas, dar uma ideia das mutações que se esperam n a composição social da população universitária. O que eles sabem, porém, é que os que irão (e, a seu ver, deverão) frequentar a Universidade náo E ~ OOS que a frequentavam antes. Sabem apenas que, antes, a Universidade não tinha csenão os estudantes que os Jesuítas quizessem, (15), sabem que <era desnecessário estudar para ser graduado, quando bastava a todos o serem Jesuítas, ('"), sabem que náo podiam ser habilitados (e, portanto, não concorriam ao ensino universitário) #os descendentes de Chrístãos Novosa ( 4 7 ) . E é contra este estado de coisas que veementemente reagem ( 4 8 ) . Achaino-nos hoje em melltur posição para avaliar o que então estava a acontecer n a Universidade e na própria socitdade portuguesa. A luta que se tratava não era entre a J e s u í t a s ~ e anEo Jesuítas,, entre ucristãos velhosa e rcristãos novosx; havia, de facto, uma cisáo grave na população portuguesa com peso político e cuItural, mas essa tinha que ver com razões bem diferentes das confessionais ou das rácicas-era a cisão entre os estratos populacionais ligados a um ciclo de preponderância económico-social que se fecha e aquelcs outros que, apoiando a ( e apoiados p d a ) política nacionalista (entenda-se, de fomento das potencialidades nacionais, nomeadamente n o comércio e na indústria) de Pombal, tentam agarrar agora as alavancas do Poder. Em termos mais crus, era a cisáo entre a nobreza terratenente e ultramarina e a burguesia comercial e industrial, entre o mundo feudal .e o mundo burguês. L t a cisão, bem visível ao nível da sociedade global -e, . p r isso, os autores do Comp?ndio Histórico podiam também dizer que, a 6 ai, os Jesuítas «mandavam neste Reino, como na sua própria Província* (") reflectia,se na Universidade, cujo estado de dependência em relação aos estratos mais tradicionais da sociedade portugursa foi impressivamente descrito por Te& filo Braga ("I) : enquanto tinha durado o domínio dos a J e s u í t a s ~ em Portugal, s6 os «Jesuítas, entravam na Llniversidade; agora,

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. mais fácil. do ensino jurídico. 1759. portanto. A proscrição daquilo que 6 inútil para obter um conhecimento eficiente do direito equivale. era o sinal da ociosidade e. que. Outra gente. mais completo. da Aula de Coiriércio. também. como se sabe. com matri. A Universidade cumpria a sua função mesmo O que se disse sobre o sentido utilitarista da pedagogia das <Iuzes» dá sentido a toda a obra reformadora de Pombal e D. Não admira. um atyrocinio dessa mesma Prática» (Esta.. quer peloa alunos. Era esta a mitologia da época. e mais bem ordenado$. fornecendo. por instituisão dos morgados de wnç avó%. do privilégio. mais methodico. outra gente iria entrar . relaxando. Estatutos. Maria I no capitulo do ensino (criação da Casa d o Risco. ou são filhos segundos e terceiros da nobreza do reino. liria para a Universidade e esta teria de se preparar para a mudança. que é chave para a compreensão de muitos aspectos concretos da reforma dos estudos jurídicos. *cristãos velhoss. que não a antiga (<amigos dos Jesuítas». não respondendo a necessidades sentidas.. no entanto. Até aí.100 A HISTORIA DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL PRATICA DOGMATICA DOS JURISTAS OITOCENTISTAS 101 que esse domínio acabara. quer pela sociedade. os E s t a t ~ sPomE ~ Odominados. Tocado este ponto. além destes. um bem. a Companhia de Jmus (não só. um tanto gerada.. davia. a o primeiro aspecto. por exemplo. como já o estavam na obra que grandemente os inspirou. 478). Todos estes objectivos est8o bem patentes nos Estatutos. 1755. voltemos.). Era isto que -sentia-se . quanto.. antes de tudo. nomeadamente. com a publicação dos Estatutos Pombalinos ( 5 3 ) . com exames e autos na maior parte de mkra. mais de cem anos atrás.) forneceu uma boa parte da cobertura institucional e ideológica dos estratos tradicionais da sociedade de então.ia mudar. c) Unir a teoria i prática. levada a cabo em 1772. e aparente formalidade: com a falta de exercicios literarios nas . cadeiras d e 'Direito Pátrio) . nos bancos da i escola. tutos. com privilegias e izençóes prejudiciaes. do CuKgiu duu Nubrek. 11. mas tambem .. a mudança de função. óralinos No que respeita ao ensino do direito. (<mais regular.. a que os seus colaboradores.ficaram sem heranças e procuraram alcançar a sua p i a s letras. e eàclarece também muitos dos pontos da reforma do ensino universitário e. o ensino era um adorno. com Pwtillas cançadas e importunas. que a imagem das tensões sociais se refractassem deste modo na ideologia pombalina ("1). tivesse ido mais longe: t&m as cscolas. ou religiosos escolhidos nas suas províncias. 'de Luís Antonio Verney. o r/erddeiro Método de Estudar 11761). To. Para além d a mudança d e população. 1761) . e 6 que de ordinário os que as buscâo. ao mesmo tempo. estragando os costumes dos Estudantes com férias prolongadas. 280) da ordem jurídica positiva. pois. que os podem sustentar com comodidade nos estudos.. por estas três intenções: a ) Proscrever do ensino d o direito tudo quanto seja inútil para obter um conhecimento funcional . se dobravam. 11. b ) Incluir neste ensino tudo o que for útil a tal conhecimento (nomeadamente. Claro que a escolha dos Jesuítas para figurante da explicação mítica das mudanças sociais náo era de todo injustificada. à análise asociológica~ da popuiação universitária houve quem. e fazendo inúteis os Estudos. com liberdades licenciosas no modo de viver. etc. que favorece esta opinião. ou são filhos dos homens honrados e ricos dele. mais ou menos sinceramente. desde logo. ê assunçáo de um espírito novo na actividade escolar.culas perfunctorias. por de mais habilidade e confiança para as letras ( 5 2 ) . ela fobia jesuitica do Primeiro3linietr0.

consumindo-se. felizes nascimentos e desposários dos suceçsores da coraa. (Estatutos. 302)...B ( E s . . 3011. umeter de cor grande número de textos.. agrande multidão de doutrinam (ibid.). para os Estatutos . Claro que... narcisista e socialmente ineficaz. numa escola deste tipo. uma Universidade onde se trabalha.... i. i xrelaxação. 3202). e estudadas com o simples fim de embrulhar o entendimento dos Juristas. e C h r i s ~ ã (6". mas uma Universidade votada a uma função nacional: assim. 56 terminando a formação universitária achando-se ãcom a aptidão necessária para poderem bem satisfazer às differentes fun~ões. frequentes exercícios de aproveitamento e exames rigorosos impendem sobre os alunos (O.. também a pedagogia uutilitarista* (hoc sensu) não poderia admitir um seu ensino &baI. antinoniias captadas. por vezes. ociosas. essa. valia tudo: desde lançar até no ensino univer~ithrio filhos ainda meninos ('7. 11. demorada e fastidiosa dus textos romanos. (Estatutos . a Universidade nova é.. um ano inteiro com um único paráO grafo d e uma lei íflS). nos exames... Não mais uma Universidade introvertida.. e lugarm». ãaprovando-se ertudantes ignorantíssimos. agara tudo vai mudar: acabam. A nova Universidade. os mesmos Estatutos 0 5 ohrigavam a elaborar O tempo das facilidedes tinha aunbado.0 a desempenhar: formar homens capazes de servir o abem publico do Estado. t u ~ m 11. também.. . a o . Conexo com esta preocupaqão de podar a s inutilia do ensino do direito esti o abandono do *todo ~ n ~ i c utilizado no o . que obstruisse t d m as Luzes naturaes dos felices Engenhos Portugumes ( ' O ) . Os primeiros eram considerados <subtilezas e especulaçóes vans. demonstrativo: se o primeiro consistia numa análise miúda. ' ) ao passo qne os profewres são convidados a reflectir «que Ihes será pouco decoro~o repetirem .. cquestõea alheias das sentenças das leis (Estatutos. e empenhos particulares~(b7). . segundo era dirigido a uma apreensão ordenada {more geometrico) e essencial das matérias jurídicas básicas IB4). a proscrição do inútil equivale ainda. E. 11. só por satisfazer a respeitos.. mas sim para os usos que delle deve fazer na vida Social... estudo das Instttutiones e do Digesto e a adopção do mktodo sintética. passando pelos padrões de acto ('$1.). (Estatutos. ainda que este consista nos . capazes de serem +providos nus empregos. compendiirio. Quanto ao direito romano. dos Compendioss compêndios que. capazes de <servir utilmente à Igreja. Poderia até dizer-se que a Cniversidade só cumpria a sua funqão fornecendn um ensino deste @nero. ibid. à proscrição dos isétdus R F C U ~ ~ S ~ e Cdo S ~ O ensino indiscrimanudo do direito romano..e. Por outro lado. sendo huma Officina perniciosa.. aliás.. pois anáo podem jamais ser verdadeiras graças a3 que deterioram os estudos com prejuízo píiblioo* ("1. E. 3781.e ministérios da sua profissãow ( 5 Q ) . ccomentáríos amplos e diflusos. seja qual for o pretexto... e de ostentar agudezas de engenho. nem se entregarão ao ocio e B negligencia. por ser assim. li. e indulgencia. nem se contentarão com a s Liçóep.. não cessam as acusagjes contra a metodologia da ciência jurídica tradicional: udissertaçóes longas..... e prejudiciaes ao bom progresso dos Estudos Jnridicos. Pois bem. Já acima se viu como era criticado o regime d e facilidades e de indulgência em que se vivia anteriormente. longo dos Estatlrtos. tem uma outra funç5. . e ao Estados. o que acharem escrito por outros: e explicarem os Escritos alheios. Civil. que e~tirnulassem e desembaraçassem pela frequencia os Estudantes ("1. ninguém aprende o Direito para ficar nas Aulas. para dellas sahir a má obra de huma ignorancia artificial. etc.% os ~ e r d õ e sde ano e OS anos de mercê. inuteis.102 A RISTORrA DO DIREITO NA HIBT6RIA SOCIAL PRATICA DOGMATICA DOS JURISTAS OITOCENTIST'AS 103 Aulas.. cujas maquinas ficaram sinistramente laborando.

que hoje habitão a Europa. que são indispençáveis aos Juristas . natural ou positivo. isto. Todavia.. 3. ser aplicado entre nós e.e o não aplicável -por ter fundamento eem particulares costumes dos mesmos Romanoss (ibid. e as mais necessárias ao bem comum dos meus fieis Vass~los. 1. Na verdade. como vimos. não puderam conseguir lugar na sobredita Universidade até o presente . Tem interesse verificar qual o critério aconselhado nos Estatutos Pombalinos para a distinção entra o direito romano aplicável -por ser «conforme à boa r a z á o ~(cf. e muito mais principalmente o Direito Civil Patrio. dispõem os E s a o s que use ensine também.104 A KISTORIA DO DIREITO N A HISTõRIA SOCIAT- PRATIC. e mais curto> para se ajuizar d a tboa razão* dos preceitos de direito romano. UG).. Mas. a'sim Particular como Publico: introduzindo-se nele de novo estas indispensáveis Lições. como se sabe. indica-se finalmente &um caminho mais plano.) no foro português. quando for caso disso. tais jurisconsultos s80." Procurar se a norma tida em vista se explica por razões particulares da sociedade romana (para o que seria necessário um sólido conhecimento da história geral e jurídica das Romanos ( 8 6 ) . reconhecendo ainda as dificuldades que poderiam sobrevir na observância das regras referidas. grande parte do direito romano não podia. 427). Porém." Confrontar o preceito romano. 2." Fazer o mesmo em relação ao direito das gentes. V I I ) o ensino não era efectuado na Universidade. urnercantis~ e umaritimas. acentuava.iTOCENTISTAS 106 .a (Estatutos. uma vez que <todo o estudo da Jurispnidencia Theoretica se deve dirigir para a Pratica* (Estati~tos. A Lei de 18 de Agosto. políticas e marítimas das mesmas naçóeç.4 DOGMATICA D O S JURISTAS 0. e devendo ser sempre nelle i m p r e t~ríveis.. os das escolas racionalistas e neo-romanistas da Alemanha e da França ( O 7 ) . advertido disso. que por um lado criava um abismo entre a escola e o foro. por outro. as mais proveitosas.Reinedom ("). Esse é a indagaçáo do «uso moderno das Leis Romanas entre as sobreditas NaçGes. por serem notòriamente as mais importantes. que para o mesmo fim s acha já feito por e grande numero de Jurisconsultos em diferentes livros. não menor cuidado se mostra em incluir no plano d e estudas matérias de grande utilidade prática e que dele estavam ausentes: o caso mais flagrante é o do direito pátrio. 11. económicas. utilizando t<o util. os dos direitos natural e divino. $ 9) -. apenas póde bastar para a aquisição das noticias. 11. econsumindo inutilmente na indagação dele o precioso tempo. em virtude da Lei da Boa Raziio. das mesmas nações. não justificação para que esse direito caduco continuasse a ser ensinado. se se revela um grande cuidado em aligeirar o ensino d e tudo aquilo que é inútil. haveria qualquer 11. Apesar de o direito pátrio ser o direito principal desde a s Ordenwões Afonsznas (cf. que.. os do direito das gentes reconhecidos pelas cinações civilisadasw e os estabelecidos nas leis teconómicas. esclarecia o que se devia entender por tais princípios: seriam. Lei de 18 de Agosto de 1769. São as seguintes as regras agora formuladas para determinar a urazoabilidader dos preceitos de direito romano: é introduzido lopo no primeiro ano dos cursos jurídicos (") .. devendo em todos os tempos ocupar o primeiro cuidado d a Legislaqáo do Curso do Direito Civil d e Portugal. Para pôr fim a este estado de coisas. 4. o legislador pombalino aproveita os Estatutos de 1772 para estabelecer regras mais práticas de actuar s disposição da l e i anterior." Verificar se o seu conteúdo se opõe a o direito divino ou à moral cristã. o desuso do direito nacional nos tribunais do Reino. que ainda sendo bem economizado. com as leis mercantis. e apreciavel trabalho. O r d m q õ e s AJonsinas. praticado pela maior parte das nagóes civilizadas (para o que o seu ensino . o confronto do direito romano com todos estes princípios decerto se tornaria muito difícil de efectuar na prática e. depois de enunciar o principio de que só o direito romano fundado nos princípios da *boa raziios devia ser aplicado como direito subsidiário.

.descrever o seu objecto. no seu conjunto. até.. e Principio3 de todo o Direito Civil . ela não tivesse perdido o carácter normativo (e não possa..do Estado. se se atender a que o que estava para fazer era a remodelação das bases ideológicas d o sistemâ jurídico. depois das cadeiras expositivas (sintéticas. Isto é natural. E.dispensar. Por outras palavras. H. as sabatinas) ou por apelar para o trabalho pessoal de investigação do aluno (v.e nas quais os estudantes deviam ter <adquirido uma boa instruçáo das Regas. que tem entre si as Sciencias. g.os seus domínios progridem mais ou menos rapidamente para o Estado nomotético. ou seja. Uidispen&vel nas lides forenses (v.. Renovar as bases ideológicas da ciência jurídica. nii e ~ s c r i t o s ~ . d e uma cadeira de Jurisprudência Analítica. Embora. 8). além de perspectivas especulativas. assim. histárico. Outra é a atenção mandada . a filosofia moral emancipa-. num segundo momento. tal era a função das disciplinas não jun'dicas que. ("). informados acerca da natureza e deontologia dos vários ofícios do jurista ( B B ) .. CUTSOS A despeito da assunçáo de uma ~ o l i t i c apedagógica a n t i e peculativa e utilitarista (hoc sensu) a reforma pombalina dos estudos jurídicos não caiu em solur$es tecnicistas. na cadeira de Direito Pátrio. os Estatutos estabelecem uma Grie d e medidas. outras francamente descritivas P . O Compêndio Histbrico não lhe regateia a importância (em geral e. não reduziu o estudo d o direito à aprendizagem de uma mera técnica de aplicação das leis (embora náo perdesse de vista a importância deste aspecto) e não desconheceu a natural integraçáo do direito no conjunto das restantes disciplinas culturais. g. e objecto final d e toda a Sciencia da Razão. e com O advento do racionalismo moderno. formando um bom sis11. tema de Jurisprudencia Rmana» (Eetuti~tos. comparatistas. Estatdos ..de um projecto como este era. por cultivarem a técnica de argumentar. casos práticos e simulação de processos judiciais ("1. isto é. VIII.na designação dos Eit<ltutus) e históricas que ocupavam os quatro primeiros anos do ciirso .8 107 Por último. Com a laicização da cultura europeia.. estabeIecer uma ligação entre a escola e a vida.106 A HISTORM DO DIREITO N A HIST6RIA SOCI4L PRATICA DOGMATICA DOS JURISTAS OITOCENTISTA. ensinada de um modo também prático. definindo-a como <.durante os séculos XVI a XViIi.. que todas se socorrem mutuamente. VI. para os juristas). A disciplina fulcral . e se participam recíprocos auxilias. provas de memorizaçáo. Esta intenção prática do ensino era ainda demonstrada pela utilização d e frequentes exercícios <vocais.. em especial.deração conjunta de todas estas disciplinas permite uma conveniente compreensão do direito.. 479) -. provocar ~ . de certa actualirdade.se da teologia e muitos d. a filosofia moral. na altura.ji.o ultimo t e m o . tal como a filosofia política nos nossos dias. à JurisprudSncia Prática ( ' O ) . onde a ideologia laicizada do Iluminismo armazenara os temas inspiradores da mundividência burguesa. algumas muito curiosas e. ser considerada uma ciência). portanto. ate. ainda hoje.. e procurando integrar a prática no ~ l a n o dos teóricos e.eram. . a ideia d e que só a cori. uma completa revoluçáo. se sobretudo. n a qual seriam treinados n a interpretação e aplicação do direito e. cit. no domínio d a teoria do direito e .. remodelaçZo essa que iria. dá-nus uma ideia das aberturas . eram tidas como indispensiveis a o estudo do direito (<por ser táo apertado o vinculo e t8o estreita a união. até. certos exercícios escritos) ('I). ao . Tal como a teologia na época feudal. teórico e 3 metodológico correspondia i necessidade de operar. alguns deles .. apetrechar os juristas com tíipicos <modernos.- uma modificapão no entendimento contextiial de cada um dos preceitos individuais do direito vigente. a tendência manifesta na reforma dos estudos jurídicos para inserir o estudo do direito num vasto contexto de disciplinas de carácter filosófico. A primeira é a inclusão. com recurso a exernpIifica$es. e alliança. outros encerravam um alto valor pedagógico. agora. era já um importante depósito do conhecimento d o sobre o homem e a sociedade. esta disciplina forneceu a moldura ideológica para quase todas as manifestações culturais de uma época: neIa se acolhiam. que habilitassem para tnovos* entendimentos das normas jurídicas concretas. Revoluçio que desamarrasse este domínio do quadro conceitual e ideológico do hartolismo e lhe fornecesse outro condizente com as s o l u ç i 5 ~normativas agora desejáveis. a+surnindo.

uma Última parte em que. sem esse reviver. servia de introdução ao estudo de todas a3 restantes materias jurídicas. meira subministm a s noçóes do justo. quer dos canonistas: referimo-nos à cadeira de Direito Natural ou das Gentes. e udireito natural social economico. nos programas das outras cadeiras. Também a história do direito podia. como aliás (embora em menor grau) em relação a o direito natural a reforma fazia figura de pioneira. fica do homem e do direito (cdireito natural e t h i c o ~e cdireito natural divinos). nem tempo. a uestadistica~).. Convem a saber. Tal como dissemos. na Ethica. de estranhar que. portanto... ). quer dos legistas. com forte componente comparatista e descritiva (*direito publico universal. através da comparação dos sistemas jurídicos positivos. rnunhavam as aaberraçõesw. c huma rapsodia perpetua de grande numero de leis contrarias humar à s outras.. o programa desta disciplina compreendia. E a Terceira averigua os interesses particulares dos Cidadóes (j4). náo wndo. e medonho. os estudos históricos teste. A ideia de que a história fornece a chave indiçpenGvel para a compreensão do direito é um deit-rn6iv que percorre o Compêndw Hist8rico e os Estatutos. É que o direito anda ligado ao tempo. amiúde referências. a leitura dos programas das cadeiras . que o conforma. não fazem mais. as leis serão palavras mudas que ninguém entenderá ou -aproximando-nos mais d a f o r n ~ u l a ~ ádo Compêndio Histórico. que des' truirem-se~)(y Com a inclusão dos rstudos iiistóricos no plano do curso. Cadeira formativa por excelência.10g A HISTORIA DO DIREITO NA HISTóRIA SOCIAL p U T I C A DOGMATICA DOS JURISTAS OITOCENTISTAS i09 que ela podia fornecer aos juristas sobre os outros s e c t o r s da actividade do homem: . uma análise do Estado e dos fenómenos políticos. como tal. por isso. Se este último fornecia os modelos ideológicos acorrectoss. e do decente.). d o honesto. todavia. auxiliar a formaçáo ideológica dos estudantes-juristas. na Politica. se procura indusir normas de conduta universalmente válidas (udireito das gentes. como está esboçado nos Estutu-tos (76).. uma primeira perspectiva filosó.da Europa ("). finalmente. sociológicas. de uma forma a que poderíamos chamar <negativa. políticas e comparatistas) no limiar da formação jurídica é perfeitamente claro: ela fornecia. A filosofia moral não ficou integrada. n o curso jurídico. e na Economica.). e que por serem colligidas sem ordem. - . Quanto à história do direito. de facto. também ela compartilhava d a categoria de disciplina-vedeta do plano de estudos do direito.formarão um o discurso contraditório no qual ninguém se orientará ( < a Jurisprudencia sem a História . abstrairmos dos nomes -ligados a um instrumental teórico incipiente e desactualizadoo sentido d a inclusão de tais disciplinas (filosóficas. uma introdução ao estudo d a sociedade (udireito natural social. um dos seus sectores mais importantes constituía uma das cadeiras centrais do plano de estudos.. o modifica e o destrói Quer as vontades que formulam as Ieis. logo no início do curso. e por isso colocada logo n o primeiro ano. de camartelo sob o qual tombavam os principio5 jurídicos inúteis ou prejudiciais do ponto de vista dos novos ideais. A pri. Ría verdade. que um caos indigesto. o seu tonus ideol6gico é muito marcado. A Segunda examina as utilidades publicas d o Estado.) servia. encontra-se o contraponto das perspectivas recolhidas -como I-iu na cadeira de Direito Yatural. ou seja. pois O ensino da hiatória do direito n5o era ainda professado em quase nenhum dos países . não podem mais ser revividas senão através da história e. se dividi0 em tres especies subalternas. Se. quer a s circunstâncias objectivas que as conformam. realmente nada mais he.e. E nisso. então. denunciavam e desvalo~izavam as violações drsies inodrlos existent~sn o nosso direito positivo tradicional e permitiam um seu cómodo afastamento. a s chaves para a compreaisáo ideologicamente umarcada.de história inseridas no novo plano de estudo3 mostra amiúde como a sua intenção principal era a d e arnarrar as solupóes jurídicas tradicionais às condições passadas que as tinham gerado. d e certas realidades fundamentais com que o estudante iria lidar. lhe sejam feita-. A história (nem sempre imparcialmente contada ..

de uma forma digerível. já vimos o essencial. portanto. expurgada de antinomias. reconstruçáo ordenada. mas também nos dos juristas dos séculos seguintes. editanto novas leis ( k r a propria). inapremsível ~ e I o s próprios juristas (quanto mais cidadãos. de modo algum. os juristas e os tribunais. reduzido) a grandes princípios normativos e capaz de ser apresentado. opera-se uma verdadeira revoluçao. É claro que o direito não podia desconhecer a proliferação *de situações humanas diferentes e ia respondendo a esta renovação da sociedade através da renovação e amplificação do seu próprio <corpo.para um direito mals simples e mais harmónico. a reforma pmbalina tomou a Única atitude que podia ainda salvar a ~ossibilidade de ensinar o direito. Disto resultava que. O corpo do direito era inabnrcável. por fim.: os estados europeus iam. decisiones). para isso. Sobre os dois primeiros.110 A HISTORIA DO DIREITO N A HISTÕRIA SOCIAL PRATICA DOGàIATICA DOS JURIS'TAB O I T O C ~ T I S T A S I11 Bastava. que 'descobrira uma tardia vocat$io para jurista. Informados os estudantes do conteúdo do corpo direito nacional. ocupava-se primordia[mente em fornecer todo aquele conjunto de instrumentos (conceituais. filosófico$. a ponto de já o aveircnse Aires Barbosa (1470-1540) se dirigir a um amigo. sistemetizar. Isto é feito dezenas de vezes. efectivamente. através de muitos volumes. em vez de se e n t r a r na tmsmissão dos resultados da ciência do direito. 6 Frontiio. de resto. lógicos. cheio de basófia.desenhado pela Lei da Boa Razão. redutível (e. Por sua vez. compreender. a que principie^. ?tc. tais eram os objectivos pedagógicos d o curso. a aprender aquilo que os velhos dificilmente aprenderam desde crianças? Mas Cícero disse. tende-se rapidamente atravhs das belas sínteses realizadas em obediência aos Estatutos de 1772 . Desde o Jéculo XV que a sociedade europeia experimentava interiormente uma mutação socioecontimica e cultural muito viva e era posta em contacto com novos problemas decorrentes da sua expansão mun'dial (a0). realizáveI em r e l a ~ ã oao conjunto do corpo do direito) para um ensino sintético e compendiário do direito. filiá-10s numa situação historicamente ultrapassada e abandoná-los. trémulo e velho. que Forças e que tempo. Esta atitude consistiu numa remodelaFáo d a própria ideia de ensino do direito: ensinar o direito náo é informar o essas dantes acerca de todas as normas juriditm. obediente. por um lado.) com auxílio dos quais a s - .apetrechados com um instrumental ideológico adequado a o cumprimento das aspirações normativas do bloco social hegemónico. era verdade no tempo dele. 1330. iam procurando ad. assegurava a todo o jurista um teórico com O qual ele podia c o n t k r a aprender. os palavrosos Baldos* ('9).aptar este ordenamento antiquado 5s novas esigencias normativas. a insistência nos aspectos metodológicos da ciência do direito. que havia de ser junsconsulto em três dias. não só no ensino do direito. nhado por urna sólida informaçáo acerca do aparato metodolbgico da ciência jurídica. ao grande público IR'). Conhecer. tal como ele era . que se acrescentavam ao ordenamento jurídico constr~ído pelos juristas romano-med. principalmente.ievais (ius commune). ). Vejamos agora como se 'atingiu -o terceiro. suavemente. num trabalho diário de interpretação (opiniones. . mas formcá-íos nu ut&aç& das principais regras da metodd~& da c~~ jwidicrt e nos princípios b&&os do direito positivo. com a massa ingente de iiiterprefaç6es doutrinais e de casos julgados. O ensino. para além das fontes romanísticas (já de si pIetóricas) C R I ) que constituíam o corpo do direito medieval. . por outro lado. porém. que raziio te decide. e. isenta de lacunas. além de promover um conhecimento do direito liberto das pragas do empirismo e do casuísmo.compendiá$o d o direito ~ o s i tivo jaz). Perante isto. acompa. nestes termos: ~4 ti. fácil de apreensão. Com o ensino sintético e . ao passado que os gerara. com barba branca e cabeça coberta de c%. aos cânones ideológicos burgueses. Ja nao era. o ordenamento jurídico setecentista se engrossava continuamente com as novas leis e. O ideal pedagógico no domínio do direito passou. enta? de um estudo analítico da ordem jurídica (que. não só nos mesmos textos pombalinos.. purquanto agora nem em cem anos pode alguém revolver. mas também no seu próprio modo de ser: de um direito caótico e hiPerdiferenciado. res$ava ainda habilitá-los para a reconstrução sistemática do corpo do direito.

de <rotórica~. Donde se vê ser o estudo da mesma Disciplina tão necessário para a Jurisprudência. o argumento de que a reforma baixara o tníveln do ensino.. e.9 soluçóes jurídicas são encontradas e fundamentadas. eles falam d e adireito natural. e sujeito ao engano . a s escolas nada podrrão ensinar de pcrmancntc. da legidaçáo\ : Porém se o niesnio Miiiisti-o for diatituido destas luininosas noções. . e também os das Nações livres.: e Deciiionistas das diferentes Naçães . que n ã o seja o d e revolter com muito traballio o g a n d c numero dc FCcritores Conculciite~. servindo-se da pura luz e da Razáo.TA. de <hermenêutica». cujo programa compreende a teoria de interpretação. a deontologia proEissiona1 e algumas nosões de bibliografia jurídica. como são o s alicerces para a conetruçáo de qualquer edifício ( 8 " .. um ensino dtarnente pr&co. se fizermos a s alteraqões necessárias nos nomes das coisas. nada poderáo fornecer que oriente o jurista no mare magnum . Isso mesmo denunciavam algi~ns evegos. e independentes: E com estas noçóes lança a s fundamentos mais solidos de todas a s leis positivas Divinas. e só avivam a memória dos sábios te')Era. O modo conio os t e x t ~ sda época se exprimem não é o de hoje: em vez de falarem de epistemologia e de metodologia jurídicas. como se fazia até ai E. era. ao afirmarem enfaticamente que <os siimistaç (i. completando aquelas já dadas nas cadeiras de Direito Natural e de História do Direito Pátrio ("1. para conorco e para com os outros homens. os juristas acabavam por conhecer muito pouco da-. Recurso miserável.das opiniões (hoje diríamos.A HIST6RI. incerto e hesitante (sic) no que lia de fazer. seguindo este método. preacupado com a acção ( p r a x i s ) de fazer o saber e não com os resultados do saber feito. os que cultivam o método sintético ou compendiário) não dão ciencia aos principiante-. não terá outro algum recurso. . Primo: porque ~ l l he o que. para ver se encontra neles o caso. Mas. em cada caBo concreto. todos 04 instrrimentos teóricos q u e fazem parte do arsenal da ciência jurídica e mrn o auxilio dos quais os juristas conseguem.. em que se ensina uma súmula dos princípios gerais da cada ramo do direito ou instituto. Milas os reformadores não deviam preocupar-se muito com este gknero de críticas. ou seja. de ciência do método. e prescindindo de todas as leis positivas. ou seja. sem que se entre numa análise profunda de cada ponto d e direito. Claro que.. e Officios dos Soberanos e dos Vassalos. muitas vezes infructífero. p o r outras palavras.4 DO DIREITO NA HlSTSRIA SOCIAL PRATICA DOGMATTCA DOS JURISTAS OITOCENTIE. práticos de então." ano. de fio a pavio. o Direito Natural he notoriamente a disciplina mais iitil e necessaria. afinal. Canonicas e Civis. obter um norte para a sua resolução jurídica. a lógica jurídica e judiciária.. . logo concluiremos que o que se tinha ein vista era aquilo que acabámos de dizer: que cultivam o Direito. para além disso -garantindo a o estudante um apetrecharnento tebrico que lhe permitisse um contínuo aprendizado pela vida fora -.de #lógica>. rninúcias do ordenamento jurídico positivo. pois eles pensavam que a quem tivesse trinta anos para dedicar ao estudo d e uma cisncia mais valia consiiniir os vinte rime ir os no estudo da sua tmria e dos seus métodos do que consumir 03 trinta. e sempre canEado. os reciprocas Direitos. e preparar para fazer bons progressos nas Sciencias Juridicas. e Humanas. n a fase adiantada do curso Ipois a fase elementar estava toda preenchida com cadeiras sinteticas P formativas).. os Estatutos fazem coincidir o núcleo do curso de Direito com uma série de cadeiras sintéticas. Dentro desta orirntaçáo.. interminis i n t e r m h a d b u s . dá a conhecer as obrigações com que todos nascemos para com Deos. se esta oricntaçáo <científica* não for seguida. É o que se faz n a cadeira de Jurisprudência Civil Analítica do 5. feito isto. com que os juristas se devem dispor. Porém.. chamando-as peIos que elas hoje têm. fazem o possível por rninijtrar. decompor a hipótew de facto nos seus elementos relevantes c. com as principais apIicaçóes e excepções.

os Principia Theologine. inclumas ainda pelo dessivamente. 115 num estudo empirico $em orientação teórica. de Gerbert. não receando confronto com o ministrada noutras Universidades da Europa. A carta de Pombal que recomenda a D. por dizer respeito a o curso jurídico e ser bastante irnpressiva. Para além do manual de Hcineccius .114 A HISTORIA DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL PR. e para enfrentarem todas a s mutacões legislativas e jurisprudenciais que se adivinhavam.iterario d a Universidade. E. em segunda carta do mesmo dia. pareceu conveniente. a alegadas manifestaçóes de condescendência para com Aristóteles (g3i são ainda objecto de r c f o ~ m a as Instituiçóes de Lógica e Metafísica.completa revolução d o scntido ideológico e normativo do direito -que precede. e na inda mais indispensavel pureza de sentimentos. a revolução ao nível político-. Francisco de Lemos. cupaçáo pela qualidade se inseria no seio d e uma política educativa fortemente utilitarista. tacado papel dos juristas na subversão do antigo regime e na consrrução d a ardem política..precisas recomendações de cortes e correcções a efectuar nos manuais. Francisco de Me10 as alteraçóes a Genovese é um sabororo documento da matreirice e d o poder do primeiro-ministro: &pois d e comunicar a aproiração dada pelo rei.n a sua corre. nu entanto. Até 1835. apesar das grandes modiíicaçóes das leis e das institriições político-sociais. impregnamento responsáve! não só pela . na indispensavel concordia. na realidade. e. etc. o ensino do direito tinha de ser ministrado a um nivel científico superior. a seguinte: . e b ) Supor que o ensino superior se d e h e pela quantidade. que a nova Edi. quando o que é certo é que ele s define e peIa qualidade. Ex? (onze páginas. assim. A elaboração dos compêndios universitirios era rodeada de múltiplos ciiidados. a ciência jurídica oitocentista..ado à própria censura real (excluindo a da IdTniverridadee da Real Mesa Cen. um completo impregnamento ideológico da classe dos juristas. a s Irastitlliqões de Direi20 Civil Português. para além de ter reserv. Proluz obras táo b r i l h a n t ~como as Institiuiones iuris civiik l u s b n i . o marqiic^a. foram as normas d o cstatuto pombalino que orientaram os estudos jurídicos. çuo do rcfcrido Livro de Hcinecio (Elementa PJ~iloso~hiae retiondis et nioralis) se ordene d e maneira. de Coelho da Kocha. E importa r e a l p r que esta preo. pue separando-se dclle tudo o que tcm feito o objecto dos reparos que vão indicados no Papel..do conteúdo dos novos manuais ("). Correia Teles.. das quais se destaca. quando ele se mede antes pelo que. pelo que se d ~ p r e e n d edos papéis d e Frei Manuel do Cenáculo. Só assim ele conseguiria criar juristas tecnicamente equipados para unificarem o acorpo d'o direito. que directa ou indirectamente podem tocar na ReIigião ( 9 2 ) . suportada pelos juristas saídos da Universidade pombalina. o Digesto Por~ugLlês. que todos os Livros Academicos dwem ter com o Systerna 1. E eram eles quem estava na razão. manda efectuar .. em escassos cinquenta anos.dade e d e certeza. faz . obret ti ido no que diz respeito ao seu conteúdo ideoliigico.de J. Pensava-se. R que a falicia escondida na sentença de Libáo consiste: a ) Em supor qiie o c n í \ ~ e ldo ensino se afere pelas ~ ~rialérias rnsinadas. a conselho da lieal XIesa Censória.cujas correcçóes di- zem rezprito. IIopes de Almeida) : Venha a ficar o sobredito Livro. 11. para vir a desabrochar numa formação jurídica útil.iTICA DOGMATICA DOS JURISTAS OITCCENTISTAS. D. foi o que aconteceu: depois de três séculos d e caos e d e indecisão. dá uma magnífica imagem de uni. de Me10 Freire. de alto nivel científico.sória) a vigilância . O ensino da Universidade reformada era. dada uma certa organização escolar se pedagógica. e necessario.~pondència com o reitor . de Genovese. que. quase todas. drlas pode ser aprendido. E leva a cabo. O cuidado posto pelo próprio primeiro-ministro na sua aplicação prolongava-se nas atenções com que o reitor reformador. rodeava a marcha d a reforma. 2s sobreditas Irastituições . na vers5o de M. que com esta remetro a V. cultural e social da sociedade capitalisia. Pombal.

n a cadeira de Digesto. * . tica encostada a s realidades nomativas do direito europeu e que. assim.mundividência dos juristas a que já nos referimos. Todo o curso aparece. pelo que as l i ç õ ~ s d e t a cadeira acabaram por equivaler. ~ i . Ainda assim. além das cadeiras de prática e de ~ ~ ~ ~ ~ ~ ê do do direito ia ter conna mudo de ser da prática científica dos juristas e na prática jurídica de um modo geral Também a 'naciona'izri~ão. v a ~ ã oRegia. No que diz respeito à Ptimeira. No que diz respeito à Prática jurídica em geral.vem transformar o direito nacional no principal objecto do trabalho doEWático d03 i u r i s t a s ~ .a s referências ao direito nacional eram ainda muito escassas. a promoção do direito nacional no conteúdo da fomaçáo dos juristas poieneia a efectiva vigência do direito nacional. uma analiticn e duas sin~éticns. A situação só se modificou substancialmente com a reforma d e 1836 que. a dogmátioa estrangeira ~ o d e r i aser largamente utilizada entre - O que certo que lugar progressivamente dominante do -combinado com a pra. portanto. Reconhecendo isto.o jusracionalismo. Do que acabamos de expor podemos concluir que a Universidade fora. criou um elenco bastante completo de cadeiras votadas ao ensino do nosso direito: cadeiras de Díreito Público. emendas. Se esta nem semPre % manifestou como cOn~truçáo conceitual com um autónomo poder genético foi porque? Doi.e prática dos função socialmente útil juristas. embebido . ? consecução deste escopo-foi i a insuficiência d o ensino do direito pátrio.Isto seria tanto mais efectivo quanto mais as especialidades do dibito nacional o das ~ l u @es na tornando menos utilizáveis internamente as jufidico-científicas estrangeiras. é Todavia. não contando com n cadeira d e Forma Judicial. o descaracterizava e O reconduzia subtilmente soluCóes da jurisprudência europaia. pelo menos ~ t à reforma de 1805." com o Assumpto d a Apro.. do direito ao das fontes Iação novissima e movimti. Direito (duas cadeira. ficavam quase por ensinar muitos dos mais importantes rumos do direito nacional.B ( 9 4 ) Este e outro3 <cuidados> pastos na homogeneidade ideológica do ensino imprimiram a o curso de Direito essa q a n d e eficácia na transf. enquanto a outros só podia ser dado um pequeno demnvolvimento. aIgo se opôs.além de unificar a3 Faculdade. se ministraram muitas noções do (uso modernos do direito romano -devendo ser indicadas as decisões jurisprudenciais e a s leis nacionais correspondentes. S. e. . o Alvará de 16 de Janeiro de 1805 vem aumentar o número de cadeiras de Direito Pátrio para três. aplicada is do n a c i ~ n a l . ~ ~ ~ ~ ~ ii~Ci.ito da codificação) . em grande parte. tanto porque d e Passa a ser "go desde os bancos da esoola ( e não algo de intruso aparecido na prática profissional).o n e s teia na Facu[. sobretudo na sua versão algo eléctica e moderadamente individualifta dos autores alemães. S. a ciência jurídica desembocou preferentemeute numa orientaç5o exegética qiie Bcompanhava de perto o texto das leis. introduzindo-as com uma frase suave e modesta que deve ter feito sorrir o reitor reformador -uAHbando de escrever em Oficio a V. como p o r p e a sua aleitura* não 6 mais feita . participarei agora a V.118 A HIST6RIA DO DIREITO NA HISrrdRIA SOCIAL PRATICA *OGmTICA DOS J ~ O I ~ ~ T I S T ~ R ~ ~ 117 ~ as «suas. essa mesma para q u e apontam a s grandes cadeiras introdutórias dos primeiros anos-. ." nu Llfer~ Particular liuma pequena observaçáo que a qual he a seguinte. ordenada para o desempenho de unia a da formação teórica . de c . e de dade de Direito. direito nacional no plano de gressiva tnacionaliza~'i0. de facto. a lições de direito pátrio. Apesar dp. ela ia cortá-la da sua fonte tradicionalLnensO r e p ~ s i t á r i o dogmático que era a produção dos juristas eurOF'eus.).ormaçáo da . ~ i ~~ ~ ~~ ~ mina]. que é autonomizada (93).travéS de formapão dopá. para se darem ao Prelo a s Instituiçoens da Logica e Methafysica de Antonio Genovêse. É certo que isso era a regra.de uma determinada orientqáo j usfilosófica.raz& que já atrás ficaram esbo~aaas.~ e ~ i t i n d(impondo) uma sua maior o emancipação em relaçao elabura5áo dogmática europeia e a c@nstifuição de uma dogrh5tica rnacionaI>.

obra Po3itiones de Juro Ndurali e U e Jure Ciuitatis. h 1805 passam a ser utilizadas as Institutianes Iuris Ciz. progressivamente. particularmente acentiiada nos domínios do direito criminal.o cornphdio foi -até à adopção do livro / d e influência karitiana) de V. trazendo. já recomendado por Verney.a teoria das fontes de direito. ãpessoas. Este compêndio . 1816). um jusracionalisia iluminista. pela o r i e n t a ~ ã ojusracionalista. 3.lhe novos temas e novos eobjectcrsw. obra em cinco tomos. representante do ambiente ideológico e filosófico d a corte do <déspota iluminado» José I da Áustria O ensino elementar de direito romano era feito com base nas obras dos romanistas alemáes do usus rndernus. Até 1805 serviram de texto as próprias Institutiones de Justiniano. o comp6ndio adoptado foram as In. só nesse ano é substituído peIas não menos famosas e influentes Instituipies de D r i o Civil. Dele faz parte a literatura jundica dos s&coIosXTV a XVIII. Neste domínio - . o ensino universitário do direito é dorilinado. ele vai procurar. sobretudo pela nova lgislaçiio europeia e. 11) R4utação no sistema de referências (<arquivo») conceitiiais e dogniáticas da ciência jurídica. facto que. célede bre jurista alemão. que adaptara o direito romano ao uso moderno dos países da Europa ( O ' ) .4 DO DIREITO N A EIISTõRIA SOCIAL PRhTX&!2 DOGM~T'ICA DOS JURISTAS OITOCENTISTAS 119 Quantn ao conteúdn. está presente na banca de todos os juristos ( ' o 1 ) . O corte com a tradição jiiridica romanista obriga a uma aniptura.~titi~ições Heiné:cio (1681-1741). pela nacional.118 A HISTõRI. foi ensinado segiindo os pró.o ter anotado profiisainefite numa obra milito utilizada (Notas o hlelo.que percorre . Sintetizando esta tentativa de definir algumas das mutações estruturais que interessam a ciência juridica portuguesa n o trânsito dos &culos xmrI para XIX. de iet Coelho da Rocha. CrWninnlís. qitando acorre. O corpo do direito efectivo (diferente do corpo de direito formal). crija citação se torna cada vez mais rara e que. cujns doiitrinas procurava combi~iar com as de Pufendorf e de Grócio. a produçáo dogmática dos jusnaturalistas franceses. aí. alemães institui-se como novo campo de referência da literatura jurídica nacional. holandwes e. de Martini (1726-1800). formando as Jnstitutiones IuIW.) encerra uma exposição sintética 'do direito nacional . (0 direito pátrio.e o direito privado (segiindo a sistematização das Insti$utiones de Guio-justiniao. na edição anotada por Bohemer. influenciado pelo xhurnanitarismos de Beccaria e Filangierei. dos quais o último se aiitonomiza usualmente. assume o carácter de refeência pontual e náo d e referência a iIm corpo doutrina1 e teõrico orgânico. com isto. F. Enfim. por seli lado. além de acarretar consequências ao nível do c c o n t e ú d o ~d o direito. Neto Paiva em 1843 . nesta época. poderíamos identificar os seguintes traças fundamentais: I ) Rlutação no campo de objeciwtl da ciência jurídica. ucoisasu e aacÇ0es.il3 Lrtsitmi (1789-1794). o direito público . cuja utilização era obrigatória no Coro português desde que não existisse direito nacional aplicável. através de uma interpretação correctiva por v a e s árdua.dominada pelas doutrinas jurídicas dos autores alernáes do uaus ntodernus. 6 citado abundantemente nas decisões dos tribunais e o seu g a n d e interesse prático é indicado pelo f a a o de o cpragmátieoa Lobáo . Fora do ensino. no sistema de referências dos juristas. tem influlncia nu estilo de discorrer dos juristas (advento do positivismo legalista a da orientação exegética). Poucas foram aç obras jurídicas que tiveram uma i ã o larga jrifluência no ensino e na vida do direito como o compêndio de f ascoal de M e b ( ' 0 0 ) .era constituído pela tradiçáo dogrnárica' europeia. de Pascoal (José) de Meio (Freire). Utilizado até 1843-1844 como livro de texto da cadeira de Direito Civil. Cm coiitraparticla. Pascoal de Me10 parte para o ensino iiniversitário do próprio direito nacional com uma intenção modernizadora. prios títulos das Ordenwões enquanto i ~ ã oexistiu urn coniptndio aprovado I''). A partir deste ano.a . que até aqui . é todo um aarquivo teórico» que desIiza para o olvido. N a cadeira de Direito Natural . limitar a crueldade de certas instituiçóes jiiridico-penais ( 9 8 ) . Representante das ideias iluministas. embora anotado pelos vários professores que a iam regendo. sobretudo. passa a ser integrado. discípulo de Wolf.

não pode deixar de ser dado relevo a duas circunstâncias internas da ~ r á t i t ajurídica. a emergência de uma estratégia axiomática. uma específica consciência das relações sociais e dos cânones de normalidade e anormalidade. Recorde-se. A questão náo é tanto a d e saber se os juristas.. como ganham a í relevo. uma aparente permanência: os apraxistaw nacionais continuam a ser citados. a estratégia axiomâtica (ou <sintética. Apontou-se. mas também estritas e x i g b cjas de regulamentação (i. . mutações no plano do ensino do direito) deixa também em suspenso a questão da forma de dependência d o perfil de evoluçáo da ciência jurídica em relaGáo da evoliição verihcada em outros níveis da prática humana. é a de saber por que canais penetram estas novas necessidades normativas no contexto da prática juridico-científica. uma específica armadura jurídica de certas relações socioeconómicas) A questão que então se põe. mais do que pôr. sensíveis a elas. outros traços ~ o d e r i a m sido isolados e o desenho do sistema de produção jurídico-cientifiea teria ficado mais completo. como a instituição . no entanto. 111) Mutação nos instrumentos lógico-conceituais e dogmáticos. a questão das mutações d a origem social dos juristas (terreno inexplorado entre nós e de grande relevo para a resposta a outras questões). e.lai A HIST6RIA DO DIEEITD NA HISTÕRIA SOÇIAL PRATICA DOGMATIC-4 DOS J U R I S T M OI'POC!3NTISTAS 121 do aarquivor. Alguma coisa ficou. quer enquanto se exprimem numa nova consciência da realidade social. da Política. a inclusão no uarquivos (ou seja.cuja definição exacta sii pode ser feita através de um trabalho de pesquisa quase estatística dos autores citados. no sistema de referências) da ciência jurídica de autores que. sendo cultores da ciência do Direito. se são rpsicologicamente.) d a ciência jurídica racionalista substitui-se i mtratégia problemática (eanalíticaw) da ciência juridica romanística. a questão é antes a de saber que condições se criam na prática juridico-científica que permitem que essas novas necessidades tenham impacte no trabalho dog. de facto. Deste ponto de vista. referida. Se a descrição que procuramos fazer tivesse podido abordar ter outros níveis estruturais. no entanto. teria podido adiantar-se algo acerca da relação que estas mutações têm com mutações verificadas na organização interna e na implantação social da classe dos juristas.tnacionalizaçáow do corpo de direito) das Ordenações Filipinas. o papel que os uprincípios. disciplinas que passam a integrar . de justiça e de injustiça que a s deviam informar). mático dos juristas enquanto juristas (e não meramente enquanto indivíduos imersos num contexto social e ideológico). a autoridade dos argumentos. que tem manifestações ao nível da própria pedagogia d o direito (método ecompendiáriow da reforma pombalina). da ciencia juridica .aos aspectos considerados (mutaçóes n o plano dos objectos. A limitaçáo deste intento de descrever o sistema de produçáo jurídico-científica . como sujeitos-agentes da prática jurídioo-científica. a opinio comnzmis doctorum) é mais um factor a tornar inútil a refer6ncia 5 doutrina tradicionaI em que o argumento da autoridade substituía. tem-nas ainda mais importantes ao nível dos resultados da ciência juridica e do lugar desta no seio da prática de efeetivagão do direito. estão conscientes das novas necessidades. Por outro. Nomeadamente. o que se explica pela vigência (eventualmente intensificada. p l n menos na sua p n meira fase. [a náo o confronto de opiniões ou a s leis) vão ter na construção da ordem juridica burgirew. de que muitos deles tinham sido exegetas eminentes. apenas.do capitalismo como modo de produção dominante originara náo só apetências normativas caracteris.existe. Por um lado. Neste plano. e o papel que daí decorre para o jurista teórico (ou dogmático). do nosso ponto de vista. Este movimento. a erupçao do moderno direito da Europa burguesa como objecto da ciência jurídica (ao lado e em vez do direito tradicional feudal). como influenciam os seus resultados. quer enquanto se cristalizam em novas formas institucionais. Por outro lado. por exemplo. em geral. por exemplo. com a consequente proscrição dos anteriores critérios de validação das opções dogmáticas concretas (como. Neste sentido. a importaria pôr a das circunstâncias internas que abrem m prática juridico-científica a o impacte das relaç6es sociais agora dominantes. da Economia. ticas (isto é. dada a . o eram também da Filo~ofia.

compendiando estas disciplinas os principais tópicos d o sistema ideológico liurguh. Porém. consumida por um píiblico menos informado e de preo.os d~gestos e os repertórios. A cada um destes tipos de obras e aos autores que se destacaram em cada sector dedicaremos as páginas seguintes. sem montes de citaçóes. nem ainda como a minha. portanto: 4. outras vezes em continiiado texto. um contexto continuado com notas separadas." Circunstâncias ligadas a o quadro das fontes de direito: inexistência de uma codificaçáo moderna. ( I o 8 ) . e por isso Ihes faro iirn aparato de muitos doutores e transcrições de alguns mais esquisitos. de revistas juridicas ( ' O 4 ) . em que ela se acha. se escrevem sobre um determinado saber esta preso t s condições objectivas em que se desenvolve a prática teórica desse saber. O Os sumistas não dão ciência aos principiantes. Por fim. no caso concreto. instabilidade e dispersão d o direito positivo. Pelo contrário. numa certa época. A primeira circunstância levava a que o jurisconsulto tivesse. por que o não h na nossa kgaslação cid. o tipo de obras que. é obrigado a tomar a vez do legislador: em de formar o plano: &vn de fazer a seleqão dm cloutrtnm: e tem de rcdígir até as Ultimas illações ( ' O 2 ) Reconheço que não me conformarei com o gosto do &ulo. 2. As barreiras entre a dogmática juridica e a s disciplinas jurídico-filosóficas como que se esbatem e é esta nova porosidade entre 0 3 dois continentes ideológicos que permite uma maior homogeneidade temática. A segunda circunst8ncia. compendiirias. ('"5. que se substituir a o legislador e fazer nas suas obras aquilo que não estava feito n a ordem jurídica positiva. e só avivam a lembrança dos sábios. Contra o que muitas vezes se pensa. o escriptor. ils circunstiincias objectivas que enquadram a producão jurídico-literária eram. o que.a construção sisteniática do direito e o preenchimento das suas lacunas (pela extensáo lógica dos princípios jurídicos dominantes no sistema ou pela recepção da doutrina estrangeira com eles compatível). até certo panto.estou aferrado a rste sistema porque: 1 .wi~ões de Direito 1.k DOS JVRISTAS O I T O C m T I S T A S 123 o campo de referência dos prbprios juristas. ao tequipamento bibliográfico. 2. se cifra numa maior importaçáo de temas político-filosóficos pela ciência do direito. náo nos eram ii desconhecidas as dificuldades. Não se tracta de explicar um código. existe toda uma literatura jurídica formuiar ou processual.s acessíveis dos autores estrangeiros. ou desenvolver os principws fixos e consttmtes de um sistema coherente. mostrando q i ~ a i sos factores objectivos qiie limitavam a margem de escolha do escritor jurista quanto ao modelo das w a s obras: Quando o empreendemos ( o trabalho de escrever a s C v l P o r t u g u a ) ." Penso que nem todos têm ou podem ter uma grande biblioteca. ." Circunstâncias ligadas aos <meios de produção$ (neste cato. Desta circunc tância surgiram as obras sistemúticas ou compendkirias. qual é serem as obras sumárias. como v ~ l h o . de ediçõe. etn. no meio do chaos. cupações menos subtis.) falta de hibliotecas. As simples citaç6es d e dois trechos tirados de de nossos jurictas oitocentistas fornecerão um princípio de prova do que se acaba de dizer. gerada imediatamente pelas necessidades da prática.. nem de reduzir a synthese.. 1nstU. . além de explicar a aparição de algumas traduções e «sumasi de autores estrangeiros está na origem de dois outros tipos de obras jurídicas. . a m o de autoridade siiperior A minha .122 A HISTcSRlA DO DIREITO NA HISTóRIA SOCIAL PRATICA D0GMATIC. como diz Coelho da Rocha. paryue o não temos. costumo inserir as formais palavras deles. a inclusão de obras deste tipo no elenco das t f o n t e s ~ da ciê~icia jurídica vem permitir a utilização directa daqueles tópicos no sistema argurnentativo ou 16gica-dogmático dos jurirtas.

3) lus quod ad actiones p e r t h . ainda antes disso. Mais tarde. Só mais tarde. de q u e modo (i. a que diziam de o respeito.. os modernos sabem que o seu projecto é diferente do de Gaius.-perdeu-se comn pletamente. compêndios em que. quando os juristas europeus -ganhos is con. aprovei.). do direito. para e texto de estudo das várias disciplina^. elm querem sistematizar as djsposições jurídicas em si mesmas. foi retomado nas Institutiones justinianeias. pode haver normas relativas às peswas (stntw dos indivíduos. tomar ooerentes entre si as normas juridicas. lhe dá um sentido completamente diferente. 2) I d w quod ad res pertimt. projecto que é inconcebível fora de um entendimento racionalista do direito. não são mais 03 assuntos a que as - . quais eram esses preceitos fundamentais e de que modo fluíam daí as reçtantes normas do sistema juridico? Ou. bem mais modestamente. a obra dai resultante -que ostentaria o título de De jure civih i artem redigendo . eles vão modificar completamente o seli sentido. A elaboração de uma exposição sistemática do direito -bem como. que. se expusesse o conjunto das materias juridicas ai versadas (lol). Na verdade. as suas soluções.quando a Iiteratura juridica romana foi sendo dominada pelas obras didácticas e vulgarizadoras -. dc um modo sintético e sistemático. a sua própria construção sistemática (more gwmetrico) . Teria sido ele quem se propusera. na realidade..ia4 A BISTORIA DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL PRATICA DOGMATLCA DOS JURISTAS OITOCE3tTISTAS 126 a) As obrar: sistemáticas Sabe-se como a reforma pombalina dos estudos jurídicos estabe1. O que ele pretendeu foi. ordenar a s normas jurídicas consoante o ol>jecto. acoisas. e. 0 plano das InstUlctiones vai ser o seu primeiro bordáo. o assunto. sed facti visceribus sumpta e s t ) . e sabe-se também como esta disposição dos novos estatutos se explicava por razões não somente pedagágicas. o direito natural. dos quais derivavam todas as outras regras mais miúdas. Assim.levantava o problema daquilo a que emtão se chamou *o método expositivo>. Trata-se d e Gaius (século II). que entendia o direito (nomeadamente. de que o positivo derivava) como um conjunto de preceitos hierarquizados e logicamente interdependentes. pelo menos. a empreender uma exposição in artern d o ius civile. pela primeira vez. sucesjóes) e relativas aos actos jurídicos e judiciários (processo civil e penal). pela sua efidcia. de exposiçáo) sistemática do direito remonta a Çícero. colocando.direitos reais. se tratasse de uma dificuldade que ultrapassava a âmbito da exposição e se situava no centro da própria construção dogmática. No entanto. . foi no entanto capaz de pôr de pé um razoável sistema expositivo do direito cIássico que. relativaii i s coisas (obrigações. tando formalmente a sistemática de Gaius. e uacções. mas atinentes 2 própria metodologia jusracionaIista. direitos da personalidade. etc. já no ocaso da época clássica . nas suas Irastitu~iones. a sistematização das Institutrones de Gaiiis-Justiniano é comparáveI h dos dicionários ou dos repertórios. Para ele. censurando Gaius por ter utilizado um método expositivo que não se baseava nas próprias normas juridicas.adopta uma sistematização tripartida do direito: 1) 1w q ~ ad personm perthet. Neste sentido. na Noca hfethodus discendae docenclaeque jurispruderstiae (1667). o que diz bem do seu sucesso num ambiente tão hostil à sistematização do direito como era o dos juristas romanos ('O'). é que a sistemática voltou a ser cultivada por um autor que. o autor alemão leva a cabo uma remodelação d o método tripartido que. cepções racionalistas do direito e acicatados pela n~cmqidade prática de um direito m a i ~ i m p l s e mais harmónico s retomaram o projecto de reduzir o direito a um todo metódico a sistemático ( ' O a ) . ou seja.eceu a ~ b r i ~ a t o r i e d a dde os mestres elaborarem. ai. upesjoas.nos agora do ponto de vista da texposição~ do direito. Ao expor deste modo o direito do seu tempo. e até filosófica. qiiPrPm mostrar que as soluções jurídicas são coerentes entre si. se bem que. Gaius não teve e m vista sistematizar a direito em si mesmo. agora. os seu? resultados. a s ~ ~ ~ ç ãfacto. com que sequência lógica) devia ser ele exposto para se tornar patente o seu carácter unitário e sistemático? O projmto de construção (nu. não tendo o brilho inventivo dos juristas clássicos. Este problema era o seguinte: se o direito radicava num pequeno número de preceitos naturais. É o que faz. deixando-o intocado nos termos. que o direito é animado por uma lógica única. Leibniz. por exemplo. mas nos factos sobre que estas versavam (non ex iuris.

todo expositiko baseado na própria ordem das fontes romanas as instiiu@óes e o Digesto (''9). adivinhar um jurista que.ela irá constituir. inventaram os seus próprios sistemas de construção e expo. depois ~ dedica os três de dedicar um livro ao cdireito p í ~ b l i c of"'). a recepção entre ntrs da <teoria geral da relação juri dica* ("I).do pela L~niversidadcno en. ao adaptarem o método sintético ori compendiário para o ensino do direito. na aparência t8o peqiipna. que são os %us titulares. como diz Coelho da Rocha. ICm conformidade com isto. e taegã. embora se aconselhe uma sistematização final de todo o corpo de direito nacional. P a r a além dos autores que o abraçaram. portanto. no prólogo do livro i1 . mas os etem. Muito popular foi o de Domat e também. um mé. não por razões teóricas mas pragmáticas. e o &Facto juri. quando as implicaçóes normativas desses quadros não forem confirmadas pela lei. enquanto o sistema <original> de Gaius-Justinianiis náo é senão uma ordenação do direito cobJectivo> (em função do seu o b j ~ c t o )-exprimindo a atitude do jurista. q u a são o 3 ~ 1 1objecto.sendo o amelhor e mais harmonioso».sino do Direito Civil Romano*. dicos. Ela eignifica. ii sob esta forma que o niétodo tripartido . que. para quem o essencial era ainda conhecer o direito objectivo jscirc I q e s J -.De facto.0 a que a cteoria geral da relação jurídica* chamará. ou seja. científica.sigão do direito. Os estatutos pombalirios. oi elenientos do direito subjectivo . a ordem das OrdenqGes. o sistema tmodificaçãox põe em relevo a constrirçáo dogrnática. posteriormente. particularmente cntre nb. depois. Cotn d a passam a estar presentes. aqiii1. . <coisas. o <objecto. ~ i o n r s .irá prevalecendo na maior parte da3 obras sistemAticas dos séculos XVIII e XIX. da ctrelasáo jurídica*. era o uauténtico e recebi. mas os elementos da rckrção ~isridicaou. náo . D? facto.a que já não ou. nas primeiras páginas dos manuais de direito civil. qual este fosce rediiztdo aos seus eprimitivos princípios> i"' ) Apesar destas precisas indicagões dos Estntufos sobre o método a adoptar na expo~ição do Direito Pátria. muns e principias mais gemes. (11~). que são a sua fonte ("9 P ). esta modificação (não aparente) do critério siste matizador patenteia uma jmportante mutação da própria ciência d o direito. o de Pufendorf ('OR). na e x p o s i ~ á o5intética do direito romano. antes de partir para o exame da lei. o primeiro compêndio desta disciplina afa?ta. tição é totalniente d i f e r ~ n t e : apcssoasw. * r aplicadas \ todas as rela cõos juridicas concretas--. na exposição. com maior ou menor originalidade. É claro que este não era o íinico método expositivo disponível. aa teclinologia da scicncia. vieram levantar a questão do método expositivo.do sistema das Ordenações e organiza o Direito Pátrio segundo oplano das Institu. outros há que. isto as definiç& com. j i tem os seus quadros científicos formados e que. acçGes» encontraremos tanibém nas ~ ~ s t ~ i l i C õ e Direi* Chit.ee .0 s stcjeitos. embora não tivessem chegado a resolvê-la. o <sujeito». de que continuadamente tem de ee fazer u ~ oe applicação na Parte E s p e h I . o manual universitário que veio o de Pascoal de Me10 em 1844. portanto. não hesitará em sacrificar esta àquelw. como também diz o autor. a transi@o do legaliamo iluniinista para o dogmatismo (ou cicntismo) da pandectística nov~ceiitista("7).es> não representam mais 03 aobjectosp do direito objectivo. O que e ~ t ápor detrás tlesta modificas50 6. ac coisas.samos chamar r d e Gaiusw . 09 factos j ~ ~ í d k o ~ . !vias aí O significado da tripar.Justinianus. em primeiro lugar. Por outro lado. E na exposição do direito pátrio manda-se seguir.das ouas Institlktiones Iaris Ciz-ilis Lrtsitani (Lisboa 1789-1793!. preferiu-v. De facto. Não ~ o d edeixar de se pór em relevo o significado desta mutrtção. de s rie Coelho da Rocha.L28 A ilIST6RL4 DO DIREITO N A HIST6RIA SOCIAL PRATICA DOGMATICA D O S JURISTAS OITOCENTISTAS In normas jurídicas se podem relerir. realçando 03 seus eleinentos e estrutura <naturais* -fazendo. .entm da relnçáo jurídica. Pascoal de Me10 declara organizar a sua vbra segundo o plano das Insti~ationes de Gaius. um esquema teórico e iim enquadrarnento conceitual que i r h . a cada um dos grandes assuntos robrc que as leis podeni versar ( ' I a ) Uma idêntica sisteniatizaçáo tripartida em <pessoas. restantes a cada um dos aohjectosa do direito.

s nossoo juristas tinham sempre à mão. Em qualquer d ~ l a s . muito divulgadas na primeira metade d o século mX--o Digesto Portuguez. de J. e não só do direito Legislado nacional.4TICA DOS JURISTAS OITGCENTISTAS 129 Resta-nos. o seu carácter geral são as virtudes que a s tornaram tão famosas e influentes entre os juristas do seu tempo. a o comentarmos o texto citado de Lobáo. referimos. quanto à legisIaGão estrangeira. Quanto às Instituições. Para alem d ~ s l a sobras de c a r á c t ~ rdoutrinal. mas também. H. Canznrrlmcr cntre içs Codcs Civiles [Bruríelas 1842). Correia Teles. e.). referir aquelas que desempenharam um papel mais importante no panorama da literatura juridica d o século passado. como condição objectiva capaz de explicar algumas das formas concretas da nwsa literatura jurídica do século pa>sado.riosrr. i T o grupo dos tdigestos. foram. não foi menor o seu impacte na cuItura jurídica portuguesa d o seu tempo. Correia Teles. avultam. a obra de Antoine de Saint. a d e fornecer aos juristas um apanhrido cómodo do direito usualmente recebido e.c extrair o principal de um novo código ciril.o dos (digatos. e dos #repertõ.l2E A HISTóRIA DO DIREITO N A HIÇS6RIA SOCIAL PRATICA DOGiIT. utilizadas por todos os lentes que sucederam nesta cadeira a Pascoal de Melo. b ) Digestos. de trcs tipos: as que. a consonância das opiniões com a mundivídência da época. S ã o estas as obras jurídicas de maior relevo no período a que nos estamos a referir. da doutrina e 1egi~lat. a precisão dos conceitoo. - . ou da doutrina nacional e estrangeiras. bidas (cliamar-lhes-emos ~ d i ~ e r t o s ~ r )que seriavam cronologimente a legislação (chamar-lhes-emos urepertóriosr. H. e o Direito CEOU de Pnrtugd ( I 2 ' ) . nele agrupavam os preceitos legais em vigor o11 as posições doutrinais mais receas . 0.as Institui. mas outros deixaram comentários. seguindo um plano niak ou menos lógico. encontramos ainda duas outras. e gões de Direito Civil Portuguez. a falta de bibliotecas e de edições acessíveis das obras de direito. de Manuel Borges Carneiro. As lnstitdiones iuris Ciuiiis constituíram a base do ensino universitário do direito pátrio até perto dos meados d o século XX. foi. nem proceder a lima siia reForma ( I a R ) . Até então. constituir um acervo doutrina1 donde se p~1desi. se bem que tivessem tido uma vida universitária mais curta (I2'). não sendo de desprezar o seu papel na estabilização da nossa doutrina juridica nem a sua influência no Código Civil de &abra ('*+).c. et. A clareza e brilho da sua linguagem.*sinopses cronológicas». e as que recorriam à ordem alfahctics para arrumar os temas jurídicos. a intcnçno principal dos seus autores não foi levar a cabo u m a conatru~ão sistemática do direito nacional. repertórios e d i c b n i r i o s No início deste número. de Coelho da Rocha. de Manuel Boraes Carneiro. Com alguns pontos d e contacto com as obras de carácter sistemático. todos os juristas -e sobretudo os prútieos viam com bons olhos o aparecimento de obras que lhes fornecessem uma súmula. no caso do Digesto Portuguez. a sua intenção e a sua índole fazem que-as incluamos n o grupo seguinte. pelo apreço em que foram tidas durante toda a primeira metade d o século. dando em cada verbete um apanliado da doutrina e da jurisprudência (chamar-lhes-. na verdade. e principalmente. o Digesto Portuguez de J. P o r isso. Todavia. alguns deles não parecem sequer terem-nas alterado. oti das leis nacionais. impressos ou n ã o (121) (lZ2). Jsto vinha complicar ainda mais a diliculdade que os juristas já tinham n o conhecimento do próprio direiio. ou da legislação estrangeira ( I 2 " . e o Direito CiuU de Portugal. Estas obras eram. alinhadas estas considerações sobre a tecedura das obras de carácter sistemático. acoleccãrs de legirlayão~. rntre outras do mcsnio tipo. fundainentalmente.XOE t d i c i o n á r i o s ~. antes. d e Coelho da Rocha (12U).noestrangeiras recebidas entre nós a título d e direito subsidiário. A duas delas já nos referimos anteriormente -as Institutwnes luris Civilis Lusitani.Jaseph. de Pascoal de Melo ("9. encontrama ainda algumas outras rm que a mesma tarefa digestiva e sistemática é npliçadn à Ipgi~Iaçáonacional (''9 . embora ostentem também outros títulos.

eda. tendo sido até tomado pdos homens de letras curiosos dos tipos humanos como o ajurista típico*. Pereira e Sousa e I'Ianiicl de Almeida e Sousa. mais calmo e desapaixonado. v.. se defrontam com os problrnias da aplicação prática do direito. Verney exercia mesmo no centro da acção política portuguesa de entao. g. jurídicas e culturais da segunda metade do século pasrado vem encerrar esta é. uma mais estrcita ligação 5 f2) Na verdade.dico-cientificos para novos sectores oii novos níveis da realidade. atravba de Mendonça e Almada. J. Urna sociedade cada vez mais estabilizada. Bobre isto. . ( * ) Em Delgado da Silva. 1810-1814. 395. cnm relevo. Homem culto e probo (I"). para bem e para mal. incidindo snbre vários domínios do direito.s forenses (l").). com o qual se correspondia e a quem enviava minuciosos trelatdrios. NOTAS (') Recordemos a influência que a L. notando-se um progressivo dedocament. a p o n t ~ m o sa ~xistêncio de edicionârios~. Na falta d r um eficaz gistcma de ~~iiblicaçáo das Icis (I1"). Ao entrar nela. O segundo. Economia. pelo menos. . É nesta divisão que incluiremos." ed. publicado por M&io B r a n d a . São os nosios dias que surgem. João III. é difícil que a história não aqueça. 6 a antecâmara dos nossos dias. para o processo civil. são novas preocupaçóes. 196).as Prirneiras Linhas sohre Processo Civ2 (I. ( = ) 0 esforço de certificaçtio do direito deu ainda. sucs.J.1 3 A HISTbRIA DO DIREITO N 4 IIISTORIA SOCIAL PRATICA DOGMSTICA DOS JURISTAS OITGCmTISTAS 131 Os rcI>ertórios cronolbgicos de Irgidação são também muito abundante?. A. 1834. Manuel de Almejda r Sousa (Lobão) é uma das figuras mais caracteriaticas . 6 um novo quadro de referências e de ligações do discurso jurídico a outros saberes. não C diffcil ver como esta lei se integra n a política fortemente centralizadora do marques de Pombal. formiilários) (':'"). *Um nurninista Portuguès do Século X W I » . em Estudos de Rl'stdtia do Direito (Coimbra 1@50). origem a outras medidas. 1849-1850. Europa c aos seus problemas do momento. ao qual j i nos referimos várias vezes. no seculo XVI. oii.~deste em r e l a ~ ã o ao das disciplinas especiilativas (Filosofia. As grandes reformas zociais. e o-projectos* reformadores. onde se procurou restringir drasticamente o hAbito de alegar no foro com base na citaçao exaustiva da opiniáo dos juristas. tudo isso vem abrir 1ioi. Teologia Moral. O primeiro compôs. I. um ensino do direito refIectindo e popularizando novas orientasócs da ciencia jurídica. A reforma joanlna dos estudos jurídicos (153t9) chegava a limitar o número de #autoridades> a citar (<Regimento da Institutal. Uma iiltima categoria da literatura jurídica novecentista é constituída pclas obras dedicadas iquelcs que. o principal d a obra de dois juristas muito conceituados cntre os *práticos» n a primeira metade da século. nos tribunais ou nas repartições pút>licas. f: um novo tom. deixou uma bibliografia copiosa.poca da história do direito português. quer de l ~ g i r l a ~ á o (IaZ).) e iuna cada vez maior aderencia ao das novas disciplinas científicas !Sociologia.do nosso mundo jurídico do século passado. etc. etc. porém. uma nbrn famosa e muito utilizada. 1863 e 1872-1873). Documentos de B. com o calor dos nossos problemas. 1825. 1819-1820. a denunciar uma deslocaçáo dos interesses juri. jurídica. para além de outros esyécimes literários menores (v. nos intervalo3 que Ihr drixavarn as 1idt. quer de doutrina. onde são melios frequentis os golpes de o r a ~ ú r i ados juristas iluministas ou revoIucionários. m. mas muito afeiçoado a a~iriquadns modelos da literatura. Cabra1 de Moncada. Collecçiio d a Legblação Pmtu- gwescd (2763-1774) (Lisboa 1829). um novo Código Civil. eram eles quc asspguravam o seu conhecimrnto pelu público ('"l) Finalmente. por exemplo no dominio do ensino do direito.as perspectivas P inaugurar novos temas q u e não passarão despercebidos a quem der algunia atenção a litcratirra jurídica que c o m q a a surgir. Coimbra 1937.

e Ministros Seculares não toca o conhecimento dos peccados. e ti30 somente o dos dellctos. 11.. a soluçao seria pedida ao legislador. Lisboa 1'788. e quanto a pro80 vidências legislativas de carácter interprctativo. dada por Braga da Cruz a esta lei (em A Fornação do . (7 )As leis humanas firmando-se em princípios gerais sem contemplaçáo de circunstâncias particulares.. cit.estabelecido.. 1 12.. Dir.. mas que se revelava inoperante n a prAtica. Lisboa 1794 I. os casos julgados e a praxe e uso de julgar. se 8e tratasse de um caso de integraçáo. até certo ponto. aos lugares e aos tempos. 2 (Preâmbulo do Alvará de 12 de Maio d e í769. lTI. Que este resultado não se obteve. o direito romano. 390 e 420.. 4 mesma orientaçzo praxistica e ainda honrada por Liz Teixdra (Curso de Direito Civil Portugués. no 6 11. 181. apesar do texto da lel. Coelho da Rocha. I. assim. de facto. não podem prever os casos extraordinários. acerca do valor das praxes e usos judiciários. cada qual destinado a prevenir o seu perigo: a) Recurso a «equidade naturala. operando dedutivamente a partir de eprincipios gerais do sistema jurídico. sobretudo.ou A. Tratar-se-á. de um caso misto -o de absoluta inconcludência interpretativa (obscuridade i n s d v e i ) . E. vem a acontecer. Ordenações ICPunueZ.. que respeitem As pessoas.j& o Assento de 23 de Fevereiro de 1786 -oriundo d a Casa da Suplicaçiío. 'L. se se tratasse de um caso de Interpretação. $ 5 2. Coelho da Rocha. noutro lado ( 5 91. (') A Lei da Boa RazBo punha. G . ('1 E. J. pelas Ordenapões Afonsinas (1446). tiradas ao abrigo do 5 11.521) e Filiptnes (1603) o direlto canónico vigoraria. nas rnatkrias de car8cter espiritual e. e o mais que vai descobrindo a sua observãneia . a aplicação dos *principias de direito naturali aos casos não previstos. Elasaio sobre a História do Governo e da LegislaçrZo de Portu0 ai.) (I1) E por esta e por outras razões que se justifica a designação de nrnarco mi'iário na história jurídica de Portugal e do Brasilw. M.7@8) -o mhxirno representante das tendencias dogmzíticas inovadoras. em 1834. O Dàreito rTw. Por isso. os quais não é razão misture~nosirreflectidamente com as nossas leis» (Institutlones luris Civilis Lusitani. polic. Gomes da Silva. E. História do Direito Português.. 8 ) . regras visando a integraçko fazem supor que se trate de regra do primeiro tipo. 3 e 16. 214 e segs. e decisões dos arestos seguida universalmente dos Doutores do Reino. Mancelinas (1514-1.). naqueles casos em que da aplicação da outra fonte de direito subsidihio. cit. em Estudos de História do Direito. Lisboa 1'971. o processo de melhor dominar a arbitrariedade do foro. onde pontificavam homens com uma vida inteira do traquejo jurídico tradicional . (") «Aos Meus sobreditos Tribunaes. (ou Bol. Notas a Me10 (Coimbra 18431.dispõe ainda que a a praxe e o estilo de julgar. a que s6 pode pôr-se fim mediante um acto de vontade (legislaçáo) e não já de inteligência (interpretação). IIZstorú~Zurlip Civilis Lusitant.declara que anão se confundem com esta interpretação autêntica a interpretaçlio doutrinal. 83 e segs. Cbmo informa Correia Teles (Commntario.hmdictrio na História do Direito Português. indicação das principais reformas legislativas de Pombal em P. Me10 Freire.) Perante a insan8vel insuf i c i h c i a do sistema legal.. a generalidade dos autores da primeira metade do século passado afirmam que o recurso ao direito natural é indispensável ao entendimento das leis nacionais. ao direito subsidiário.56 e 267. e fazia-o. sem grandes discrepâncias. Correia Teles nada diz sobre o assunto. com o fim de llbertar o foro da influência dogmaticamente conservadora dos acasos julgadosn. TX. ou seja. e N. b ) Recurso a interpretaçáo autêntica. (''1 Por isso.. C a CXI. Fac. Coimbra 1975. sem tensoes mostra-o o desencontro que não deixa de se manifestar. m~assim. vários processos d e integraggo foram postos em prática. em geral. Assim. com a Criação do Supremo Trlbunal de Justiça. x (Lei d a Boa Razão. entre 176Q a 1 0 houve apenas 5'8 assentos interpretativos. 371. se Me10 Freire (17881. o mesmo autor diz não lhe ocorrer nenhuma ( o b . 351. esta sua actividade era espor8dica.. c ) Extcnsãro lógica das normas positivas.. todavia. V m ) ... he o melhor interprete das Leisa.mbra. resultasse pecado (Ordenações Af o n s i m s . a 0 'S&culo XVm' na Legislação de Pombal*. Sobre o assunto. 167 e segs.13 3 A HISTóRIA D O DIREITO NA HISTóRIA SOCIAL PRATICA DOGfiTATICA DCS JURISTAS OITCCENTISTAS 133 ( $ ) Cf. 79). accommodando-se aos mais frequentes aconteclnientos.aponte no sentido contrhrio. que chega a equiparar ZL autêntica a interpretaçáo conforme ao asentido diuturno e invariável que a lei no foro tenha tidoa (123 e 132). IX. propõe a criação de um tribunal exclusivamente dedicado a esta tarefa ( o b .Coimbra 1841. I. V. A questáo tlnha interesse przítico porque. ('1 Náo é muito claro se. 9. dt. Coimbra 184Fi). Curso d e Direito Civil Português (Coimbra 186). t e m o ao abuso que consistia em a s restantes relações do Reino proferirem decisões jurisprudenclais com força vinculativa [cassentosz) . sobre o assunto. n a falta de lei nacional. Coi. 1948. afinal.inas. (") No anterior sistema de integraçáo das lacunas d a lei nacional . . Braga da Cruz... Cabral de Moncada. Se estabelece um procedimento interpretativo ou integrador: a inserçao do preceito num parágrafo dedicado à interpretaç8o e o facto de se estabelecerem. embora o texto -<quando suceder haver alguns casos extraordináriosa . LXIV). Coimbra. O que. L.iz Teixeira. Orcienwões Fi'ilipinas. Cf.

de justiça» ( A . 3.wma autoridade. a que anos parecer mais análoga ao nosso s g s t m a de l e g i a l ~ d o . 23. serão decididas pelos princlpios de direito natural. Ver Jose da Silva Lisboa. que neste parkigrafo se fez... Dias Ferreira. (=?) Coelho da Rocha.. Voltaremos a este passo. ou objectiva da lei.. (2') Em Código Civil Annotaüo (Lisboa 1 7 i . mas acrescenta. (") Guilherme Moreira.. Braga 1952). aliás j& apontada pelos . em Gazeta dos Tribunais.. SiIva Abranches. mas selectiva ( " ) Perante esta dificuldade. Cf. entre as diversas disposições contraditórias dos códigos estrangeiros. ("1 Li. 22. que se n l o apliquem aqueles cujo uso anterior não puder ser comprovado [Commatario Cdtbo . . cujas obras todos os dias n6s abrimos e consultamos~ (J. cit. conforme as cireunst&ncias do caso.. a citara naturalmente em testemunho de que a sua pretensão é fundada n a equioküe. ainda no s&culo XiX há quem se lamente pela proscrição dos dois autores medievais: anão deve coligir-se deste par6grafo que na praxe de julgar deva ser reprovada qualquer opinião ou doutrlna.. . 16. ae talvez a al. e G. . 1841. ("1 'Nas Observações sobre o Projecto do Código O%wi. O legislador pornballno não foi muito orfginal: este mesmo pretexto foi o escolhido pelos juristas alemães para pmmover uma renovação do direito romano em vigor no seu pais... em Gaz. 246-247)..1% A HISTORIA DO DIREITO NA.. 33.4. Outros textos significativos desta preocupaçáo de Correia Teles em G. ainda.. nem pelo texto d a lei. Commentario C?itico .cit. salvaguardando a sua liberdade. cit. i") Apesar de a Lei da Boa Razáo n8o ter sido uma pedra no charco. pais a sua trecepçãos não fora global. n e m pelo seu espírito. Sejamos justos. mas a Sua substltulção por outros doutores. Rmpnsta ds Reflexões do Sr. por isso só de ter sido de Accursio ou de Bartholo A meu ver a revogação da Ord. 911 e segs. ... ("1 Coelho da Rocha. portanto.. entre n6s. O Dirmto Habsidiorio na Histdria do Direito Português. fBO) Gui.. Doutor V4cente Fe~rer Neto P a b e sobre os Sete Primeiros ffapltulos do Projecto do Cdago C'ivll Português (Coinlbra 3&59).. (Ir).. Instftuições . (*'I Coelho da Rocha. por exempIo. e que fornecessem urna directiva para a escolha entre v8rios critérios discordantes de integrar uma lacuna. Tentava-se.l [Combra l@GiOi) : Aquele a quem esta (legislação estrangeira) flzer conta. 16ü). Institu+ções de Direito Ciuil Portuguêa t. alnda em 1. cit. ver Coelho da Rocha. obra.. Correia Teles propõe que s e apliquem os preceitos de direito romano cuja utilizaçáo em decisões anteriores dos nossos tribunais soja documentada pelos praristas e. será legislação estrangeira a que reger& nos casos omlssos e náo a sqplldabe! xArt. O Direito Brbs*tirio na Histeria do D i ~ e t t oPortuguês.. cit. pelo contrbrio.. reconhecidos por melhores. z. e o Juiz fará. depois de considerar o *caminho mais directo% dos Estatutos PombalCos ta que nos referimos seguidamente no texto) como saindit mais espinhoso».) ('O) knt6nio Luls de Seahra.82.... Prindpbos de Direito MercanM e L m de Narinkla (Ljsboa 1108). sobretudo nota 128. nem pelos casos anhlogos. 24. porem: o que Correia Teles queria n8o era wna pura e simples avolta a . Trib. 43. Braga da Cruz.lherme Mordra.Coimbra 1Su3i7). para salientar a modernidade relativa das suas primeiras frases. onde se propõe. A P o ~ m q ã odo Moderno Direito Portuguls e Brasileiro. ( = j Cf. 4153j . 248.. que 880 thesoums. E.. cit. Curso de Dlreito Civil P o r t ~ ~ g u e cit. Instituições . (lJ) Nisto. cit. 246. Curso cit. O Direito Bubsidiúrio na HistÓrU1 do Direito Portuguls. e.. mais adiante.. deixou a Jurisprudência nacionai em huum arbitrario mais amplo. que nos deva melhor conceitos (ImtitwP gáes . bem pensado o caso. 19.. ganho ao positivismo d a escola d a exegese.. cit. (''1 eVaiasco..Wrtoloa. o mesmo para dar qualquer sentença. Braga da Cruz..0 Se as questões sobre direitos e obrigações não puderem ser resolvidas.. G ... 85). td biblioteca do advogado*..aos nossos costumes e estylosa.. clt. ('8) Sobre a utilizaç&o.. ('Correia Teles.m eles pruclarnavarri q u e nem todo o direito roriiano tinha tldo um auso moderno^ na Aiemanha. do q u e antes era. H I ~ ~ R I A SOCIAL PRATICA DOGMATICA DOS JURrSTAS OITOCENTISTAS 135 Moderno Direito Privado Português c Braslle6r0. Cddágo CivS Annotado (Lisboa 1870). prevenidos em outras leis. !&.. cremos que pela primeira vez na hist0ria do nosso direito moderno. 8Q) (") GuiIherme Moreira. Institulçó ar. houve niesmo quem tentasse aplicar o processo historlcista dos juristas alemáes.. 32... 42). Tar11bC. dos Santos Ferreira. Instdtui~ões. dos c6digos modernos. declara preferir.z Teixeira. 1841.. nota 137. IX. cit. Braga da Cruz. cit. Instituêçõ es. ... uma interpretaç50 actualizante. um retorno & spraxística. 3.. (12) L i z Teixeira. Braga da Criiz.. «todos os nossos velhos praxistas estão recheados de muitos casos julgados.

. Neste sentido. as leis naturais.estendendo logicamente os prbtcípbs que jormam a ossatura do sistema jurfdico expresso ( e que constituem. portanto.'I) 1Cf.. regido por muitas Leis . e esse depende essencialmente d o conhecimento do Bystema que o dlctou: 6 este que lhe dá a sua cor e physionomia prbpria e natural. por deduçáo.Lobão.n (B6). e. A influencia da descola histbrlca*. no domínio do dlrejto. o direito de cada época era um todo han-n6nico. e. ( i . e. e F. Esta concepção da <escola da exegeses marca o ponto em que o jusnaturalismo começa a assumir uma atitude conservadora. tem necessidade de entrar na espírito da lei. representa a erupção do Romantismo.. O ordenamento jurídico abrange. quanto a este particular... CP.. um todo expansivo. .le Code N a p u l é v n lui-même. cit. depois eliminado) o juiz devia recorrer. ver. Uma parte do direito positivo (positivo.as diferentes pepas componentes do nosso Direito. Resta explicar como se filia este dogma nos pressupostos teóricos da escola alemã. d e resto. D.12. mas a rescola da exegesew (Demolombe. Trib. ainda o $ 39 da mesma obra.. cit. em Commentario Critico a L i da Boa Razão (Lisboa e 1824). a aplicaçáo aos casos concretos dos princípios do direito natural) a *equidade hipotetica* ( i .. alterarão-se também as leis amoldando-se a esses costumes: daqul . mza.. Giz Teixeira. Metodologia de l a Cienda dd Derecho. ou com o do seu desuso. o espirito que anima o sistema jurídico positivo). asslm. para além disso. M.0 do C6digo Civil. assim.. e nao o que deveria seguir-se antes de a haver. que o juiz que se recusasse a julgar sob o pretexto de silèncio. mas no estado social. por todos. os sentimentos j?&rédicos fundamentais da comunádade) aos casos que se pretendem regulGr. Delvincourt.. com a promuIgaçáo do Código Civil. porque presente na consciência colectiva) era constituído por normas informuladas.... cf. Inatttuiçbes .398. (Gaa.) ("1 O adogma da plenitude lógica do ordenamento jurídico* foi lançado no comércio das Ideias juridicas. WmanPsmo .Alemanha. Segundo Portalis ( e tal interpretação era apoiada pelo artigo 9 . etc. Segundas Linhas sobre o Processo Ciuil (Lisboa 1817).1% e segs. em França.0 do Code Civil determinava..) (Artigo 9. Cattaneo. E s t a atitude perante o direito relaciona-se. na . Wieacker. 16.. a invocaç&o do desuso da lei volta a ser proibida e a doutrina romanística do error iu+ pode voltar a valer: xNingulm pode eximir-se de cumprir a s obrigaçbes impostas por lei. trad. Correia Teles. consideré comme loi vivante. ter n a memoria ou no Peculio o índice acabrunhado dos Artigos legislativos? Não. 25.) ('9 Definitivamente estabelecida a ordem jurídica burguesa. as vivências jurldicas füudamentais de uma comunidade percorriam.. . E. a todos os actos juridicamente reguláweis ( J e publie !m Cowrs de Code NapoEéim: j'ai donc p o u r bub ã'interpréter. O artigo 4... todos os casos jurldlcamente regulftveis. p. O do projecto. apoderou-se completamente do pader político e depositou os seus ideais na reguiamentação jurídica positiva o legislador ideal tornou-se legislador histórico. para integrar a lei. o corifeu da tescola histórica* -que.. com o próprio processo histõrico: a burguesia conquistou o que tinha a conquistar. 4 visivel a influência da «escola d a exegesep e da sua teorla da Interpretaçjo em Correia TeIes. d aplenox: e tal <plenitude$ é garantida pela extensibilidade lúgica dos principios gerais que o enfonnam. Curso de Direito Civil Portuguez. esp. Savigny. (Barcelona (19@6). Como se sabe. comme l& applwable et obligatobre . aos principioa gerais que informavam o próprio c6digo e que podiam ser estendidos. antes. de facto. E neste sentido Interpreta Correia Teles muitos dos preceitos da Lei d a Boa Razão. todas a s manifestações concretas do direito.. d'expliquei.1% A IIISTbRIA DO DIREITO NA HISTbRIA S O C I A L PRATICA DOGMATICA DOS JURISTAS OITCCENTISThS 137 textos romanistieos: Non omnium gune a mrcioribua constitt~tn sunt raCio reddi potest. Dernolombe). 101. pela orscola da exegese.. quando declara ser pref crível a aequidade absdutax . 282. a equidade deve seguir o rumo della. Mas ser& porventlrra bastante a o Jurleconsulto Portuguez conhecer essas pqas destacadas. Sobre isto. 1. o direito natural incorpora-se nos a c h l l g o s ~ e torna-se inoperante como fonte de soluções juridicas translegislativas. submetido a um Identico impulso espiritual. está bem visivel neste passo. cit. <Discurso sobre a Equid a d e ~ . e 143 e segs. Entre n&. 1M1. nem todas as norrrias estavarri expressamente formuladas. obscuridade ou insuficiencia da lei seria castigado como culpado do d h i de jzdstice. de um artigo d a Gweta dos Tribunoes (1841): Todas as Ieis tBm tido mais ou menos relaçbes com o systema constltutivo da iNaçáo: quando este systema foi mudando e modificando-se as relações dos homens entre si .. a que o jurista podia aceder de dois modos: ou investigando o direito consuetudinário ou -e é isto que agora nos interessa. 1. concebia o direito conlo uma ordem normativa segregada por um histdrico espírito do povo (VoZksg d s t i . 20.. pela tescola histórl'ca~. 3. e Coelho d a Rocha. 348 e segs.) entendia que se devia rccorrer. Privatrechtsyeschickte der hreuzeit (Gottingen 19671. com o pretexto de ignorância desta. cit. Efectivamente. Dtgesto Portugser. Karl Larenz. anbnitriu. 19. (. sem diivida. p i a anbs não vivemos nuhl estado de pura natzi- . dada qualquer L d Givii. não tem lacunas. Sobre isto. 11.

. 7 . port. cit. pois o Iluminismo cultiva 0 cepticismo) d assunto para a religião. Tornados necess8irios pela expulsão dos Jesultas (1759) e pela PmSCri~áodos seus métodos pedagógicos (estabelecidos no celebre regulamento pedagógico da Companhia. Rio de Janeiro 1952.. A Estmtura da Antiga Socbdade Portabguesa (Lisboa lWi). 77. tal afirmação 6 de notável modernidade. L.e... ('9 Compendb Hkstorico do estado da Universiüade de C d m bra no tempo d a invasão dos demominados jesuitas e dos estragos feitos n<rs ciencias e nos professores. sobre 0s quais estavam decalcados os métodos universit8rias do ensino.viPidade de Coimbra (Lisboa 18%. cit.. que procura extrair da norma a solução adequada a actualidade) do genero d a que ir& ser proposta. Preluii d i o ~ a IV.. de Leonel França. miada gelo mesmo Senhor para a restauração das ciencias e artes Eiberais nestes Reinos e todos os s e m Dmtnios (Lisboa 1772).. um texto de Coelho d a Rocha..3. C0imbra 1@71. para outros fins. por Binding.excelência e.). à parte a escolha positiva do modelo explicativo. ('$3 As excepçóes serão as obras de Manuel de Almeida e Sousa -o jurlsta aprhtlcou por . Compêndio Histórico. mais modernamente. das quais apenas duas ( O Direito.. cit. e publicações dos novos Estatutos por elles fabficados (Lisboa 1'772). vai mais alem e acolhe uma interpretação <objectiva» (i. act. Jo& I Nosso Xahor pela Junta de Providência Literada.138 A HISTÓHIA DO DIREITO NA HIST6RIA SOCIAL PRATICA DOCMATICA DOS JURISTAS OISCCENTISTAS 139 Este texto faz parte da introdução a uma série de artigos em que o mesmo autor se propõe fazer a histirria dos asistemasr hist6rlcos do direito português.. 18. a t é a <recuperaçãou deste direito foi tentada. como o direito comercial e processual.trad. que n a execuçào das Ordenações e leis antigas atender a o espírito. I& para os fins do século. - . cap.3) foi a principal medida refomadora de Pombal. Moral y Sociedud . Quem desconhece que um juigador comUniSta ou socialista decidiria as questões de propriedade de modo diverso do que a reputa um direito absoluto do homem?» (Chaves e a s tro. embora com ela concorresse (na eacolha do mito explicativo) a sanha antijesultica d e Pombal. parte f primeira... outra justificação para os fenósnenos de dominaçáo social efectivamente existentes e sensfveis no seio da sociedade portuguesa..). vol.e indefinido. Metodolog h.. o que acontecia era. menos O direito natural. que o antijesuitismo que se desprende dos textos fundamentais da reforma pombalina 8. e a RetAsta de Legislação e J%risprud&cia. em O Mdtodo Pedagbgico dos Jesuitas. Realmente. (-1 Estatutos da Universidade de Coimbra compiZados debaizo da imediata e suprana inspecç60 de El-Rei D. Os estatutos s a o precedidos pela n a m e a ~ á o d e uma comissao ( 8 Junta de Providência Literária) encarregada d e avaliar o estado da Universidade e de propor a B medidas adequadas 6 sua .. R a t w atque anatitutw sMtorurn socbtatis Jeszc. Parece-nos. cit.. concebida como disciplina que dirige a acção em vista da felici'dade e do bem-estar neste mundo.. JoBo TV em 1165. ( ' I ) C . e a que não deve recorrer-se nos casos omissos. e directores que a regiam peius maquinações. cit. na verdade.. Moral y Xociedad . o peso da pmduçáo científica alheia escola ié maior. ('9 Compêndio Histórico . q w e a maioribrs comtituta sunt. Estudo sobre o Artigo XVZ do Cdaigo Civil Portuguez. no sector do ensino universitAfio. Além da produção sociologicamente muito relevante das revistas jurídicas. ao citarmos. que náo se conseguia encontrar. Numa Bpoca em que a interpretaçáo «subjectiva» (i.. Luis da Cunha Gonçalves. o processo da reforma. 22. J. L. (lD) use a equidade é um princípio vago . Coelho da Rocha. sem modificar a sua aplicação conforme a s circunst8ncias e tendencias d a epocha presente>. cit. ís') Francisco Rodrigues Lobo.. 1868. H. e. 1860. cit. 1M. (") Ibid. mas não a sua interpretação correctiva). por Vitorino Magalhães Godinho... Wach e Kohler. . Inst4tuiqões. . 16. ArangUren. pelo menos k m parte. J. Iltstdria da Univer. Correia Teles .. de muito perto. ela náo representa apenas um eco da mgxima non ommium. Nos ramos especlal~nados de direito com menor tradição unlversitária. act. AtrAs. =I. (I8) Todavia. (") Teófilo Braga. Corte na Ardeia e Noitm d s h ~ m 1619. 13-T4).. Cf.. ("1 CompBndio Histdfico. produto de uma insufici4ncia teórica n a explicação dos fenbmenos sociais. Aranguren. cit. por falta de adequados instrumentos te6ricos de anflise... . (6'} A publicação de novos Estatutos d a Universidade -que vieram substituir os Estatutos Velhos de 1553 (confirmados por Filipe II em 1612 e por D. . Mas.. em muitos sentidos o epígono da tradiçao jurídica pré-iluminista. aquela que procura investigar a vontade do legislador histórico) era de regra. portanto... Sobre estes ver Larenz. B volta de quem girou. depara-se-nos uma sua afirmayão de que %muito errar8 aquele. (li)A moral que o Iluminismo tem em vista é a moral mundana. ('*) J. ("1 Comp&ndBoHbtbri'co. e.. p o d p Ser consideradas revistas universitárias. ratto reddi potest (que autoriza a abrogação da norma antiquada. 9. por isso. 1558 . A felicidade no outro mundo (supondwse que ele existe. 15. que a s dictou.. não o é.

.. . iII. com relevo para o silogismo judciPrio.. e exerclclo de aplicar as Leis sendo porém necessArio para que os exercicios da Prática possam ser úteis.140 -4 HISTóRIA DO DIREITO NA HISTBRIA SOCIAL PRATICA DOGhUTICA DOE JURISTAS OITOCFNTISTAS 141 reforma.. sobre a Reforma Pombalina.IV. Port. e sublimes. . cit.. por se entender vulgarmente. D VI. Praga.335 e 384). I'') Cf. logo no primeiro ano do curso jurídico. v01. mas tambhm façam nellas o tyrocinio dessa mesma Pratica: se observar4 ao dito respeito o seguinte .. Coimbra 1972. cit.. 11. noções sobre cada um dos ofícios do jurisconsulta -aprofessora. 20. iii..V . XV. O resultado do trabalho desta comissão 6 o conhecido Comp&ndw XiatdrPco da tTnivm8i'dads da Coimbra t 1770. ao passo que ao direito pátrio é atribulda apenas uma cadeira sintética.. a cadeira de História do Direito Civil Romano e Portugu8s (Estatutos. VI.mformnladas em Estatzrfos . Hastdria cit. Estatutos . e excepções principaes. (") a. 111. F. Compendios breves. por se occuparem quase todos da Jurisprudencia Didactica. história da jurisprudéncia. só em 181015. passar-se-ia ao capitulo da aplicação do direito (Estatutos. I a ITI. com a criaçãn da cadeira d e Forma Judicial. m... 282.. 11... por trazerem precisamente as regras. redigindo cacusações» e <petições iniciais~.. 1 a iiI.. outro em juiz. 93. e bem ordenados. aescritor~.. rconselheiro~ e sobre a s u a deontologia). e Compêndio Histórico cit.. e trazerem muito pouco d a Polemica.I. muito esclarecedora. (=) Estatutos . cit. repete-se todavia. cit. 041 (") Pelo que se cria. 117). cit. 11. Sobre o sentido político desta escolha já ficou dlto o essencial eles eram. 11. cit. . ( W ) E8tatutos ... cit. 172. elementos de crítica textual do direito rornano.) ("1 O s Estatutos.. por não misturarem o Direito certo com o incerto. VI. í. I. e por isso mals complicadas.II a V. II. Viena e poucas mais).. TI. I X ) ..Vi. ajuizú. J.Estatutos . sáo unicamente os proprios... o catecismo da visão burguesa do úireito.. E... Ultimamente. IIT. 7. erigindo um deles .. primeiro que tudo a s definições.. que mais se ajustam à s Regras da Boa Dialectlca: Passando-se logo aos primeiros princípios. aadjuntow. ('9 A situação está beM descrita por Teófilo Braga. I... Ti. - ("1 Estatutos . e para que a s experiencias do Foro possam ser proveitasas: que os Juristas antes de sahirem das Aulas aprendam não só as Regras. (ver &tatutos. erelatom.. XI. V I . 175. e rematar-se-ia pela aplicação das noçbes antes ministradas A exegese de alguns textos (Estatutos.. . Innsbruck. s e deu cumprimento aos Estatutos: cf. e accomodados para o uso das Lições das Escolas. II. L.. da Rev. que constituem a Theorica da mesma Prática.. outros em advogados. . (""1 Cf. em Jurisconsultos Portugueses do Século XIX. Todavia.. cit. II. A Reforma Pombdilaa da Universidade (nótula comemorativa)..» (Estatutos.a (Estatutos. ( w ) Nesta cadeira começaria por se darem a teoria e a prática da interpretação das leis (lógica geral..1. e da substancia das doutrinas.. (") Estatutos . e preceitos gerws mais simplices. por falta de tempo. rí.. sep. cit. 9 ... IX.. Vi (1072). 111... 117. . li1. !") Comp&ndio RistÓAco . ii. ("I) Estatutos . cit. cit. Gomes. WI) (16gica jurídica. porém.. e as divisões das Materias.... mas também pelas indicações que d& acerca das inflltrações da cultura moderna europeia no pensamento português náo oficial (extra-universitário). e mais faceis de se entenderem: E procedendo-se delles para as Conclustks mais particulares. ("1 Entatutos . «O Ensino do Direito». Verney. II a V (328a 3%). o direito romano continua a ocupar o prlmsiro lugar no plano de estudos (quatro cadeiras). Pedagogia.. por se comporem unicamente do succo.... (75) Estatutos . lbgica e hermenèutica jui-ídicas.. não só pelo que deixa avaliar do ensino universitário anterior. Ors quaes. 11. e de mmior uso no Direito. m. . claros. pedindo-se-lhes que procedesseni a sua discussão e simulassem a sua tramitação em juizo. I.. e de intelligencia mais difficultosa~ (Estatutos... ("1 Estas regras v@. cit. ("1 Compêndio Kisbarico.apaixonado libelo contra a acção escolar ( e náo só) dos Jesuítas. 276.. com a preocupaç&o de regular a* aos últimos pormenores. VI a IX.. 169. II.. 11.em escrivão. ('9 Compêndio Histórico . (''1 Compêndio Histdrico .... (76) O direito natural náo era ainda ensinado senão em muito poucas Universidades d a Europa (Friburgo. aadvogado~. que a Jurisprudência Prática sòmente se pdde aprender no foro com o uso. 3 i . o professor nunca chegava a esta parte do programa... . todavia.. Paulo Mer@a.. 11.. A. X . com referência aos principios gerais de direito. (rn) Cf.. formadas d a combinação de maior numero de ideas. 11. Verdadeiro Método de Estudar. Estatutos . i'i. A sua leitura 6.. E a t é o recurso e a marcha do processo na segunda instância estavam previstos. ( 9 A instruçáo da Prática do Direito foi ate.agora re'< putada por imprópria das Escolas. principal bibliografia)... 343%). Um pouco incongruente. . dão exemplos concretos do que se desejava que fosse feito neste domínio: seriam apresentados aos alunos casos hipotéticos ou reais. cit.. 416 a 411.

ãtodos os Lentes juntos.ris CPziiTb L~dtami(17B9)..tuto% cit.. por darem os principias mais unidos. a Histeria. [*) A primeira e mais famosa e a obra de Pascoal Jo& de Melo Frefre. pois. 57-59.. d a Silva Dias. mas antes dizer: Pessimai> e outras de igual pormenor. 1867). Foi. Guilherme Moreira. c Particular (17#).. 1873).%irnus a. Lopes de Almeida. e do maior uso no Direito.. [O" Paulo Merêa. Paio. e a forma do Governo d a 'Naçáo. e bem ordenados. em que consiste o maior aproveitamento. cit. cit. As relações entre a cognoscibilidade do direito e a relevãncia do e í r o r turis estáo impressivamente expostas por Th.15-11. 16 e segs. e formarem o bom Systema de toda a Jurisprudencia. sentir. 1772. Coelho d a Rocha.. . I. seguem-se as P~elecçõesde Direito Pdtr?o Pitbllco. E h Documentos da Reforma Pombalinu. Institrtiomen Ju. XIV (1937-1%38). Fac. (61) Aires Barbosa. por mats que t ~ a b o l h u s s m por todo o dito tenapo nas ~ e f e r i d a sLições AnaZyticns. Florença. Antimovia.exemplares (ainda hoje) Instituições de D i ~ e i t a Civil Portugt&s (1&44). S.. aSubs1dios para a Hist6ria d a Filosofia do Direito em Portugaih.. e Lomhardo-Veneto. nenhuma coisa fariam mais. cit. nem podia legitimamente ter.. qual he a fonte donde estas manáram. 76 e 76. O s quaes por se comporem unicamente do succo.. e a s .. cit. ( B 3 ) e. que Elles podem tirar das Escola8 Juridicas. (*I) Carta a 9 Francisco de Lemos d e L7 de Novembro de . o ensino d a história do direito sb se fazia ainda em Pavia (desde 1763). c<Explorará com muita diligencia a s verdadeiras fontes.0. Tratado sobre na Erecuçóes. Dozumentos da Reforma Pombalina.. cit. de M.. os Estudos.. sobre este ou outros tópicos.. daquelles que ate podem causar revoluções ncs Estados. i . Tradução portuguesa de Jose Tavares I. 237. que expor tão sd?nente. Colmbra 193'1.» (Estatutos .9 Isi) Documentos da R e f o m a Pontbdina. I. 184. e trazerem muito pouco da Polemica: por não misturarem o Direito certo com o incerto. para náo seguir os puros dictames d a Razho Natural: e faz-se muito precioso indagar-se a ocasiao. ou sucesso memorável. 1847. segundo diz o pr5prio Justiniano. 11. e accomodaòos para o uso das Liç8es das Escolas. s6 foi introduzido em 1873. 1% e srgs.. cit. publicados por M. (Compe'ndio Hbtdrico . E observara também o que pôde a neligiao. 214. algumas Leh.Vi.. naqueles países com quem tinhamos mais relaçaes culturais (Espanha.. e C~npitcllas auuàsas% (cit.. em BOI. 20. e o tempo da Lei. 1.22). e excepções principaes. IB0) par xílti..de Montesquieu: e. A .... o Resumo Enciclopédico de definições e princípios gerajs da sciencia juridka (Ooimbra.142 A IIISTCiRIA DO DIREITO N A IIISTõRIA SOCIAL P R 6 T I C h DOG1IATICh' DOS: J r R I B T A S OITOCENTISTLS 143 Assim. l M ) .. Mayer-Maiy.. e com huma connexão mais perceptivel .. Lisboa 1947. (-1 Sendo certo que nunca se passava dos prirneiros títulos das lastitactm ou do digesto. atribuindo a este uma relev$ncia que ele não tinha. por trazerem precisamente a s Regras. (9 Documentos da R e f o ~ m a PombrUim. numa situação de direita confuso e geralmente desconhecido como era a anterior... O s Descobrimentos e a Problemática Cultural do Século XVI (Coimbra. (') CTomp&nd?OHistdrZco. os costumes.. o sentiào d a doutrina dominante acerca do errar izcris.. são unicamente os prbprios... cit. que influi0 que elles. a impressiva e autorizada afntese de Ver. ver Cabral de Moncada. c") rn. cit.6. como se diz no C m p ê n & i o Aistdrico..) . Sobre as ideias filosóficas de Martini. K O Ensino do Direito*.Direitos. Prefácio. o lugar. sobre a mesma Legislaçáo positiva. no termo desta evolução.. driedioclrs Bthlcca [ a de Arist6'teles) náo se deve con. e os que mais aproveitam aos ouvintes. o caracter. e motivos que teve o Legislador. e origens de cada huma das ditas Di~pos~ções. jB. as I%stite~Zçóes de Direito Civil Português (1W7). ('@I Sobre a dependência do direito em relação Bs circunstgncias concretas em que decorre a vida d e uma certa comunidade h& textos tão expressivos como os seguintes (influenciados. he necessario averiguarem-se a s causas. 'fs') Compendio Hist6rico . Itália e França). Turim. i (O" Manuel de Almeida e Sousa (Lobão). claros. uma td vulgarizaçfto e dlfusáo do conheclrnento do dirdto que permitiu alterar. quanto . 1510 OCIO linhas de texto. . para mais facilmente aprenderem os Principias de Direito. e.. VI. pelas ideias osocioiogicas~-ousamos dizer. J. ConapGndPo Histórico . em J ~ ~ s c m s z c l t o s Portugueses cio SSBczdo XIX. e as Artes Liberaem (Estatutos. Mr.Aveiro 1960')... e Indagar&. Sí) o Digesto contém.. por s e ocuparem quase todos na Jurisprudencia Didactica. ou se foi algum facto historico. embora haja outras obras do mesmo tipo um pouco posteriores. 11. i Espanha. e da substancia das Doutrinas. de Francisco Coelho de Sousa e 5... Reclatskenntnis snd Gesetsesft~at (Salzburg 19691. 210.. 276). ou o Fanatismo. 70-71. Nas restantes T7nlversidades d s I t d i a 66 foi iniciado mais tarde (Bolonha. clt.. na pagina 49 faz a Aristoteles o elogio V b subtillis.mo. de (") Por exemplo. pelos mcndos do s8culo XM. decerto. 167-168. 1797. 234. iIi. Se foi o clima do Paiz. (") cDever5o puis os Professores ensinar tão sómente a Jurisprudencia por Compendios breves. V a I X . e sobre os costumes: e a s alteraçries que nelles fizeram a Civilidade.. ( m ) Esta. ou a SuperstlçEto. o genio.

(O) '* iifetkod~li. sobretudo.. trad. cit. u m a traduçáo de parte do TraW des Oòligatioles. A Biblioteca do Advogado. a sua incornpar8vel fecundidade. 4 8 ) .." 9). a primeira em a@ndice ao C o m m e n t a ~ nCritico.. as provas serniplenas e os indícios. ele reconhece que e necesskria uma profunda reforma destas leis e. com que essas leis são humanizadas e acomodadas ao presente estado de coisas2 ( l o c . O príncipe dos jurisconsultos portugueaes~ (A. a s multas pecunigrias inventadas para locupletar o fisco. Impressas. . e desconfiavam sobremaneira d a f o m u l a ç á o de detlniçdes e regras gerais. ou da teoria d a interpretação das leis de Domat dadas & estampa por Correia Teles.) obriS gavam os professores das cadeiras sintiiticas B elaboraç8o dos respectivos comp&ndios. V. 334. singuladu perpetuo progreditur (Petrus Rarnus.-3.. que em toda a parte hoje os bons Principes ab-rogam publicando outras leis. I O a segunda como publicação autónoma. SBo intorpreta~õesdeste tipo aquelas a que ele recorre p a r a excluir a aplicação chocante de muitos dos nossos textos legais de então.. história do nosso direito. n a Europa.909). Mzn. ficou a s e r a primeira obra expressamente decli7 8 ) que Cada 9... VI. e m BoE.Cf.imo loco. J. . pelo facto de ele fazer escassa alusão B praxe alemã ( O Ensino do Direito.64..baZinos (ii. de ele ser.isn.. A. Todavia o advérbio cruelmmts parece ali escrito em vez de atrozmente . e com uma tal deducçáo. a s divísfies necessárias. Tratado sobre a s Eccecuções.w (loc. estas Ordenaçiies.. a b universalibus ad . 12.. prefkcio. 67). n. aproximando-se um tanto desta Ultima ideia. e os principias de todas a s materias. (Coirnbra 1872). . 15. de quem emreveu uma biografia e levou a cabo várias edições. p?. GIasson atribui esta voga à s u a latinidade elegante. 101 ( i @ .a (olnstitutioones Izbris CriminaE. 167. 3 .122-123. alguns Ientes elaboraram ellçbes> próprias. e bem ordenado. um admirador de Vinnius famoso jurisconsulto francês do scculo XVILI). existem a s de Francisco de Coelho Sousa e S 'Paio (Prelacções de Direito Pátrio Priblko e Particular. Viiley. Hespanha e 3. 05 ('O') Que se pmocupavam.e intwpretação audazes e contorcidus. Mdo.144 A HISTORIA DO DIREITO NA HIBTÕRIA SOCIAL PRATICA DDGIVIATICA DOS JURISTAS OITOCE!?TTISTAB 145 (") Sobre Johann Gottlieb Heinecke (Heihecio) escreve A. cit. que entre ellas occupem sempre o primeiro lugar a s mais simples. yobre tudo nos delitos que chamam previiegiados . 1 & ' . cit. por M. e exactas. ibid. cit... m a s todas estas materias s e achem nele dispostas pela ordem mais n a t u r f ... e que não dependem das outras para poderem bem entender-se.. polic.. . ('O1) Coelho d a Rocha. 1 e 2. ('"1 Os E ~ t ( c t ~ t 0Pom.. a s penas que jt5 não direi atrozes mas cruéis. Instituiçõ es.. ao que parece. em Revista de LegOslação e Ju+aSP-. Arnaud [Les Origines DoctrMiales du Code C v l Fralz~ak[Pa& ii lW)] 188: . Todavia. a s mutilaçaes de membros. e um sucessor de Pufendorf. 49). tarnbkm são confirmados pelas le.. 139. tA Revista d a LegislaçSo e Jurisprud@nciaz-. l%) ('Od) P o r exemplo. o jurista gerniânico cuja obra mais se propagou nos paises românicos. V. ita deinceps (Petrus Ramus.eima do corpo ap6s a morta .etc. à sua notável claridade. Silva Abranches..is pátrias o s contos de bruxas e feiticeiras..-J. '3. port. com o estudo oclinico~dos casos jurídicos.1 passo O dos estatutos em que s e torna obrigatdria a elaboração de comNndios 15 TI. pa- rece deverem-se entender d a qu. 532). Arnand.. em l'&OB. 452). Entretanto. Les Origines Doctriftades dz6 Cede C v l F r a n ç a k (Paris 1. A s razões podem ser postas em dúvida e a importância de Heinnecius provkm antes.. q u e sElo havidos como provas verdadeiras e legitimas. D .. . clt. Formosinho Sanches. yuae secarnda. dust.. teve m a enorme importância por todo o lado..m de n8o estarem em uso.9 esb dispositio. de Rothier. os tormentos..a [ni. o qual não sb t r a g a a s definiç6es mais claras. Paulo M e s a . e sublimes. pode s e r consultado n a m e m a c d c c t h e a . s6 o com... 231. quae %atura v i m a sulzt. que mandavam aplicar o vivicombúrio (V..) et (Im) Sobre os vários modelos sistem8ticos em uso nos séculos XVii e X W I .. p a r a as mais complicadas. A. 4W. a1é. M. Coimbra 1793).. cit. cujo sistema respondia a necessidades prementes. 155. Lisboa 1815. (") (Eis a deacriçgo do nossa direito penal Peita prjr Pascoal de Melu: e. t a F o m a t i o n .. (lW) Pascoal de escreveu tamD6m o CompBndio d a cadeira de História do DIreito PQtrio (Histopia Iílris Mviais Lu&tmi.. a sua interpretaçso preceitos das Ovde~rtçõas v. ou parecem tàcitamente a b r o g a r .... ii .. todavia. cit. ~ e c u n d o . aRegras p a r a a Interpretação dos Contratos. . . Braga d a Cruz.. Já o Compêndio HistSrico do Estado d a Uniuersidade d e Coimbra ( 1 1 T Z ) afirmava que c<he necessario que o Direito se ensine por hum Compendio completo. e dellas s e v& sempre passando. admitirido tranquilairieiite a sua inaplicaçáo . 1 e segs. 1 7 ) : a. cit. com a s o l u ç ~ ocasuistica. (Im) Manuel de Alrneida e Souse (Lobáol. (lu) e. e apesar de v&rias recomendações posteriores neste sentido. ed. justifica a popularidade de Heinécio. como por degraos.. a um tempo. Textos d e Ektd&a do Direito Portugu&s. que. e G. g. Q.péndio de Direito PBtrlo chegou a ser daborado e aprovado. (IM) Sobre este ponto ver Juristas Portugueses do S6culo XIX. (Iw) Ver supra.

prefácio do livro 11... 151 e 162. d a organlzaçào judlclfiria e penal... a curiosa representação gráfica no final de Qus he o Codiyo CivQ dt. ("#) E s t a ateoria geral* . n015 . Sobre a origem. depois de algumas interrupç k s . A Teoria Geral da Relação Jurldica.. Regeu várias cadeiras. (Im) Cf. Seguindo seus irmãos n a carreira das letras. I. o ponto de partida &. votada à elaboração de um cõdigo legislativo que substituísse as Ordenações Filipinas. ao contr8rio do que aconteceu em R a n ç a .. Mim. a empresa não foi a v m t e em virtude de profundas divergénciari no seio da Junta. n a parte II. ahstractizante da pandectlstica. época. pref8cio B tradução portuguesa das *Znstitutiones luris Gri&alis>. 170 e 171. reais) teriam. Orlando de Carvalho. 118. em 1793.. Pascoal de Me10 coleccionou benesses reats.. Institeciçóes. através dela s e encontrou o secwamum gen1t. Lisboa 1822). pela licenciatura em Leis (1817). o objecto. vida e morts dos direitos subjectivos. e grandes defeitos: Com tudo como sáo a s uaicas. que respeitam As Coisas e Acções~. volta à Faculdade. Liberal convicto. passando. 6 el. onde advoga (182'8-1. VIII. dos diversos sectores do direito público e. cit. contratuais. W õ e s de Direito C h i l [Coimbra 1954). o facto jurídico. a do livro 111. Tinha então 19 anos. 456 e 461. e posto que contenham muitos. Restaurada a Carta."" 163 e 164. Just. d a «aquisição dos direitos». ( I a u ) Coelho da Rocha nasceu em Covelas (Arouca). com o aeu què de . filho de lavradores modestos. mas anda parte do direito piibiico e o direito processual ( c f . Mia. ("') Coelho d a Rocha. J w t . que go. Tendo resistido incõlume 9.""168. grande reviravolta política que coincidiu com a queda do marquês de Pombal. Foi n a regência desta cadeira que publicou a s suas Institutiones l u r i s Ciziili (17B).. criada em 1772.. (lm) *Este livrinho que ordenámos para beneficio d e todos vbs. Dedica a sua vida ao ensino universitário.efeitos. do ponto de vista do direito.146 A HIST6RIA DO DIREITO NA HISSóRIA SOCIAL PRATICA DOGMASICA DOS JURISTAS 0ITOCE.s de todas a s relaçoes jurldicas. deve preferir-se o dos Livros Authenticos do Direito . Doutora-se em 1818. Todas a s relaçdes d a vida quotidiana (relações familiares. por asslm dizer.eita deputado substituto A s Cortes de 18201. dos deveres e direitos dos cidadãos. ver. finalmente. a de Direito P&trio. a tltulo de lente substituto.. por todos..708). 417). pelo Parla- . T m M m o W i g o Civil de 1867 obedece a uma sistematizaçáo diferente. 1841) e de u m a das cadeiras de direito civil. ("O) Pascoal de Melo nasceu em Ansião. Ver mais dadas biográficos em Francisco José Veloso. Min. certos elementos necessários-os sujeitos.. desenvolvimento e significados dogm&tico e ideol6gico d a ateoria geral d a relação jurldica. 281.834).. I"') Nele t r a t a da teoria das fontes do direito. As suas lições o r a s j& tinham. Porque ainda que ellas não sejam ordenadas pelo methodo maia conveniente..engenhoso.. 11. Cabra1 de Mancada. lnstitic&ões. pelo que se pode afirmar que ela representa o c o r o m e n t o de toda a obra sistematizadora.. uma Mografia jurídica do indivfduo: n a parte I trata-se da acapacidade civil*. pois nela conseguia abarcar não s6 o direito civil. apresenta uma sisternatizaç80 baseada no nascimento. abastado lavrador.a do livro TV. filho de rnn oficial do Exkrcito. que vem a terminar. VIU. . Sobre esta sistematização. ("'1 O sistema triparti'do não foi adoptado n a nossa codificação. logo.NTIÇTILS 147 <Estas Lições Elementares serão sempre dadas pelas Instituições do Direito Civil do Imperador Justiniano. Nele. desde deputado da Ordem de Malta e da Bula d a Cruzada. Seu Bentido e Limites (Coimbra 18. embora fugazmente. 133. veio para Coimbra. e m virtude d a restauração absolutista é obrigado a s a i r d a Universidade e a exilar-se n a sua terra natal. sucessórias. contém apenas o primeiro objecto do direito. nos n.. onde rege a cadeira de Histbria do Direito (na regência da qual publica o apreciado ErzSaio sobre a História do GoVt~noe da LegialaçQo de Portugal. isto 6.zam de força de lei nos casos. num título final..Institutiones lu+ CiviEis. na parte RI do cdireito de propriedade> e. sem embargo das grandes ventagens dos refsridos Methodos Natural. que lhe trouxeram grande fama. o que diz mais da seriedade dos títulos .» (Estatutos. as classiiicava e Ihes dava . A sua tradução portuguesa esW publicada no Bol. Jwt. aí elaborou os iprojectos> de direito ptiblico e de direito criminal.à qual s e chegou por sucessivas abstracçaes a partir dos negbcios jurídicos concretosconsiste na elaboração de uma versa0 extremamente formalizada d e qualquer relação humana para efeitos de direito. do que dos dotes de doutor. c. i")A tradução do livro i encontra-se no Bol. 3653M). i n. onde s e matriculou na Faculdade de Leis e sete anos mais tarde s e doutorou.inicia a carreira docente como oposltor e ordena-se . (Estatutos. de resto.acad&ieos da. ajudado por um tio padre. em 1738. e Demonstrntavo.. formalizadora e.1b5 (196). em Bol.em B19. e também a ExplácaçGo da Arvore que Representa o Projecto d o Código CivfJ Portugaez. E r a a partir do modo de ser destes elementos que o direito a s encarava."6 e 1M. provocado a sua nomeação para a Junta do INOVO Código. Todavia. no seu Projecto de Código Citil (1822). cit. já Vicente Ferrer Cardoso d a Costa. até membro do Conselho G e r d do Santo Oficio. 5. na parte N d a o f e n s a dos direitos e a sua reparação. o direito das Pessoas. ('''1 Estatutos. em que p6de o Direito Civil Romano ainda tella nestm Reinos. entre as quais. nos livros seguintes expôr-se-áo os outros dols direitos. inicia os seus estudos. ellas são a s que se devem sempre explicar nas Escolas .

. 1$53). . [*I) Ver Introduçõa Bibliog~iEficaà H@tbria do Direito Port ~ g & s . Pinto Loureiro. C o r r d a Teles. publicados no Bol. um e Outro afirmam nos respectivos prefácios que exporão apenas o 4413 cmstiturn.. cit. com o tournant exegético do ensino do direito civil provocado pela publicação do cbdlgff.. etc. sUCs.. onde advogará na Casa d a Suplicação. . Paulo Mefia. (1952). Digesto Portuyuez ou Tratadoa mreitos e Dbrig&çães accomocà&O ds Leis e Costumes da Nação Portuguesa para Semar d a Subsidio ao Novo Codigo Civil. DMda'to de Coimõra. (Coimbra 1 . Morreu em 1. Bacharel eni 1776 e doutor em 1777.. foi várias vezes reeditada (1. vem para Lisboa. Pereira e Souua era naturaksta e p e t a . em Juriscmtmltos Po~tugueseado Século XXX. 1789-1793. e que ele prbprio estampava no rosto das suas obras. ondtmdo todas as opiniões de jure constituendo. eni Jilriutas Portugueses do i9éculo X I X .0 do Cbdigo Civil. Sobre a sua vida. morrendo em 18501. Morreu. da reforma pombalina Ao começar a sua carreira de advogado instalou-se m Lobáo. cf.Eni 186. publicado em i 1895.. (Ib) E. ( 1 2 3 ) Editadas pela primeira vez em' 1844 (oito edições ate 191. incluida nesta colectânea. Dir. eds. (Ix) Pereira e Sousa nasceu eni Ijsboa (17516).. Fac.7). que Paulo Mer&a considera justamente uma cobra aprec a v e l r [ e m Egboço de Urna Histdria da Faculdade de. cit. ed. ar. nunca se afastou da terrinha onde tinha a banca. 1841. s&o a N k t & lurc Civilis Lusitani (3788) e a s Institutiones Iuris Crinuimalis ( L : ed. ~Joaquirn José Caetano Pereira e 90usa». m 1840. a Int~odwãoBibliográfica à HfstBria do Di7&0. Salvo uma curta estada em Coimbra. (ln) Manuel Borges carneiro. pelo qual 6 geralmente conhecido. separata do BoE. em 1817.. ver os d l s c ~ r s o s Braga d a Cruz. 1797-1800. Ver notas anteriores. atb I) -.mente ( n a legislatura de 183$). aí casou e constituiu uma patriarcd família. (i*) Sobre o valor desta obra ver Manuel de Andrade. i'") (a3) 432-438. (I=) Um dos melhores 6 0 de L z Teixeira. 1794. são aprovadas como compendio em 1853. XXVZ (*21) Q c~mpêndiode . ( m ) bP. testemunhos do entusiasmo dos juristas prhticos por este tipo de obras em W. cansado e doente. Direito Civil e Portugal (Lisboa 1826-18401).Pascoal de Melo foi utilizado no ensino desde 1774. embora s6 tenha sido aprovado como compèndio oficial em 1805.. Outras obras suas.7. três tomos e um suplemento. Frequentou a Universidade. p) J. . antes. sues. Fac. a patrocinar os Crúzios numa demanda famosa. assim. PRATICA DOGMATICA DOS JUBISTAS QITOCEN'~ISTM 149 Ver texto citado na nota anterior. 1796. J. 1853 a& 1. eds. As suas publicações constarn de cerca de 10Oí)O p8. H. Ver nota anterior. são substituidas por este.. clt. at8 (!!!). Esboço de Uma Histdria da Faculdade d e B r e i t o da Cownbra. (''9 Manuel de Almeida e Souua nasceu em Vouzela em 1744.. Obra de grande Prestígio. em Bal. Alãm de juristist8. 461. Sobre a sua vida e obra J. Bobre Coelho da Rocha. etc. considerado E um dos maiores vultos da ciência jurídica do seeu10 m. pelo que ao seu nome se veio juntar o toponímico alobáo*. Trib. 1795.819. 18 e se@. da cadeira da Histõria do Direito. filho de um farmacéutico e oriundo de uma família burguesa com tradiçdes escolares. uDiscurso no Centenhrio da Morte de Manuel AntGnio Coelho d a Rocha>. 1794-1795. junto de urn causídico afamado. Brito a m a r a de e Manuel de Aadrade na sess80 solene comemorativa do cente=&rio d a sua morte. nas faldas do Caramulo. Dir.ginaa impressas. que entao é adoptado como compêndio de todas a s cadeiras de dlreito civil e. Pjnto Loureiro. adiante. onde s e formou em caaones em 1762. w. cujo objecto passa a ser o comentário dos artigos 1O ao 138. 1849. m r I . tamhem muito famosas. Fac. (1s) Ver. *Manuel de Almeida e Sousa. 199 e 463. tendo sido já abrangido pela reforma de Ponmbal.matriculou-se em Leis na Universidade de Cdrnbra. portanto. nesta colect8nea.

neutra) para merecpr a atenyiio qiie suscita a forma literiria. Claro qrie esta abordagem ngo 6 inocente. apanha-se iim «banho de estilo> (ou iim +hanho de palavrus~). e c ) d porsível ligar esla estrutura às condições criadas por uma certa prãtica discursivn. i I Tudo isto 6 mais ou menos adniitido em relação aos textos piiraniente litcriíricis -fala.w e opacidade chocam não podem ser lidas como etéreas e transparentes. que se diga o que nele se s a i fazer. este wr5 o (i) Os cniinciados tncerrain. priricipalmerite. h ) Essa regiilaridsde p r o ~ k r n do operar de uma certa esfruara diseursiva qiie filtra as atitudes linguísticas posaivels.. patética. num extrcrno.. pelo menos. c o disciirso cie~itiSico. coin o do CompêrirEw IlistGrico . O U porque a 6ua forma é demasiado chã (apagada. no outro) um enforjur destr tipo 6 levado a cabo menos frequentemente: ou porque se considera que o valor do discurso ( a sua <verdade») não depende de uma organização formal rigorosa. os Iiigares institucionais donde sc mantém o discurso. da prosa anódins e transparente dos nossos dias (em que as palavras se procuram refugiar num Rgrau zero.~PS~F: sistema 8s condições concrcras da prática científica. se esta leitura perguntar por uni asentido. r. na sua. faz o efeito de duche escocês. já de si.ta de lima série de prcssiipostos tecíric~se. pela forma roturida. rlominadora e livremerite. têm d e ser objecto de lima segunda leitura que a3 interrogue na sua pripria espessura de eiiuriciados liriguisticos e n5o co~rio meros suportes de algo que está para além delas . pois pal.cias Irlinanas). que. Esta erupção do adisciirsox convida a uma sua leitiira dife. tornando o discurso impermeável a certas delas. mais ligada a o conteúdo do qiia i forma da obra literfirinj. orgariiza~ãointerna. o seu interesse seria milito dimjniito se rião se supuses3e que: Forma e valores nos Estatutos Pombalinos da Universidade (1772) Um ensaio desprctetisio~o n j o rncrcce uma gi. ate. da prática mcial (problema da uconsci6ncia posaivel.. até agora.gariização dos cursos jiirídicosj. entjo. pelo menos na parte qiie toca a oi. para n6s -habituados ao usilên. 1772. Náo tanto pelo que dizem (que. de que são elementos deIiriidores o estatuto ucientifico>z e social da quem fala. Exige. 1772) ( I ) . ma'. Yo domínio de r ~ r t o s discursos (ar~iteles que se situam entre o cliccurao IitcrAtio. e Estatutos & Z:aiiiersi&.aiide iritroduçáo. empenhada. é de molde a irnpresoionar um hoitiem de hoje. todavia. IIá quem goste e quem se irrite ciirn o estilo dos Estatutos (e. conio o dizem. as relações aí mantidas no decurso da prática discursiva. alguma reguleridade. rentemente enfocada: as palavras ciijo pe.de de Coimbra. e deixar pairar. mas não há quem lhe fique indiferente ou quem não o note. .ESTATL'TOS PO~XBALINOSDA UNIVERSIDADE (1772) 151 escondido na espessura do texto e não o sentido manifes~odas coisas ditas.ria verdade. filosófieo~.o sentido.tiêndiu f M ~ 6 r i cdo Es&u~ulo Uni~ u da versidade dc Coimbra. o que está por detrás delas)-.). Ao 16-los. E taml61n não soa muito excentricamente aos ouvidos do ~~gistcin610go~ crijus processos faz de parte o levantamento do sistema Iúgico-fortnal dos textos cieiiiífjcos e para qupm não é um problema estranho o da ligação . A ideia condutora das linhas que seguem surgiu do choque que sempre me causa a leitura do3 textos fundamentais da reforma pumbaliiia (Cun~p. cio. até. talvez ainda niais.? na análise eyiietcn~olfgica das ci2n. de análise estilística e de rucjolinguí~tjca ou de sociol~ogia da literatiira (embora cçta ultima tenha andado.se. Ou.

en-i funsáo do carácter a r t ~ s a n a ldas técnicas de análise. maiiisciilação dcis nomes próprioa). a m i w c u l a ~ á or ndjectiz. ~uír.coja consideração global exigiria iim estiido cuja ocasi50 não é esta. se nos aproximarmos mais deste aspecto do texto. identificar [ o que não deixa de ser uma p ~ r i g o s atentação) certas caractericticas da príitica discursiva que o sustenta. Meier apresenta as SPguintes: a) Função de eotruturante visual (cr. com a práe.153 A HIST6RIA DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL ESTATUTOS PO. na publicidade) . d ) Fuiiçãu Iiierarquizadora. uma outra impressão nos atinge-a de que pouco há de comum entre as rryras qiie hoje ~itilizarnospara estabelmer o uso da maiúscula e a s q u e o texto analisado deixa supor existirem cnt40.ecto designado. E isso já tem sido feito por muitos e bons.nro de todos os sistemns integrados numa estrutura discursiva: iis- tema de formação doi objectos. para além d e certas regras razoavelmente definidas (emprego de maiíisciils a seguir ao ponto linal ou dois potitol. c) Fiinpão indi~idualizadora. Sabe-se que o uso da msiúsculn pode desempenhar várias funções no wi~1de um cniinciado. Criin base liela$. elementos rethricos. o progresso da análise irá mostrar-rios o contrário: existe um sistema de regras que deEjriem o uso da maiúscula. procirrei eiicnminhar a análise no sentido rla descoberta do 5istema valrirativo latente no texto e. sistema de Eoiniaçáo dos conc~itos. Mas. quase a o acaso. Coelho.dos elementos ( e ncm de todos) rltir tradicionalmente se entende definirem iiin estilo. e. Uma análije rigorosa destc tipo importaria o 1rvuntarnp. moral. E. O EMPREGO DA MAIVSCULA Examinando de relance a inanclia tipográfica. sonoros e rítmicos.. litrrários c 1íIgico4.apío. l'amos mesmo iiiais lorige: a inipressGu que nos coltic é a de que. aparentemerite dos mais inocentes de todos aqueles que podern contribuir para definir o estilo de urn texto . O passo analisado foi escolhido.&fBALINOS D A CXIVERSIUADE (1772) 163 Toduvia. Comecemos a análise por um dos elementos gráficos. análise do texto em funçáo . . tilios da E'niversidade í31.a. Elementos grAfico4.irliiiln que a crítica literária tredicionolmente chama ssnáliçe ~:tilisticaa. Snjya) . de reEto. como mais significativos para os fins em vista. I>e todos estes elemeiitris . ineira imprrssão é a de siiperabundância das palavras maimculadar. confirma.. jiirídico.ao contribuir para a especiÇícação de certo obj. &tema da enunciayão. apesar disso. ou seja.marcadamente Formal.er . os resiiltadoi não deixam de me parecer significalivoa. elemeiltos muito signiIjcativos para a sua ligação com ri prática discur&-j\~a até. n t o parece liaver rnziies pura deixar de aplicar estc mktodo de questionaç50 do testo a cliçcursos como o filosíilico. ao traduzir uma atitude - positiva. sislema que. finelmente. o uso da letra grande era largamerite arbitrário. nos Esta. até. sistema de formação das estratégias (-1. pm relaçáo ao ohjecto designado. pois a contagem das palavras revela uma maiusculaçáo de mais de BO pur cento doo nomes. tica social da época. coelho. a partir deste. Superabundância que a a n á l i ~ emais niiúda. i dificirldadcs d r realizaçiio d e w projecto.eyeitci o11 rle prestígio. a sua b impertinêticia neite miiineiito e o dewjo de pisar caminhos mais conhecidos 1eva1ri. H.escolhi. tio exprimir graficamente as ccsuras einticticaç e: mei rí:cas do discurso . b) Fiinçãa de estruturante sintáctico e métrico.a utitizayão das inuiúsculas. Todavia. de rt.nir a que limite a aiiálise à investigação de alg~nnas das regras do sistenia de enunciação. a nossa pri.0 a maiusculaçáo de certos nomes designati~lou de um genero os tran-f arma em nornrs prOprioa f v. etc. embora conteiido certa3 regras de caráct. não deixa de definir uma certa estrutura axiológica da rjual 110s patenteia. como acontece quand. semânticos e siiiticticoo. A sua extcnsáo Foi drasticamente limitada. elemento. aproximando-a ri.

A3 lialavras iião se calam p a r a deixar falar a ideia. e Lugares (Jurídicos). carreia. nomeadamente o estabelecido no Acordo Ortogriifico) pouco a s . de resto. insulta. I'ar irltimo. Estados.). a utilização da Ietra . L+ões de Jurisprudenciu Ronzana. barroco. Clossadorcs. Corpo do Dircito. uni disriirw era. toriavia. Direito Romano.dias. . Nações. banco. Cujacio) c. clas Escritos. duas últimas funções.documenta. comprorne~ido. Jletafysica dos A r d e s .4uIa.e empenhamenlo do autor e do lritor não pode. Filosofia.A HIST~RIA DO DIREITO NA HIST6RIA SOCIAL ESTATUTOS F'OMi?ALIP:OS DA UhTIVERSIDADE (1772) 165 e ) Funçáo diitintivn. Douior. nando progressivampntc tima sua atávica tendência para a tiierarquizaqái~. Feitas estas excIueões. convence. J'iloso]ia Pcriputeticu. muito menos ainda a de a utilizar corno e t r u t u ~ a n t emgtrico). Irnerio. mas auxiliam a ideia numa polifonia apaixonada. No estádio actual do Parttigués. 5 análise e procuremos avaliar o contrihuto yue a maiusculação nos pode dar para um levantamento do sistema axiológico latente n o texto dos Estntutos. só virá com os IIOSSOÇ . udistintivar [ l e t r a s (humanas). 302. a do portiiguCs clássico e. A s~r~~eraliundância maiúsculas no riosso texto não é da* estranha. I. As palavras e o modo como . O estado de prement. no entanto. 303. Elle (Accursio) . a-~alorativa. Comentarios. . Textos. Quanto s.~colada Jurisprudenciu.a iratureza polémica dou próprios Estatutos Pombalinos. só nos nossos dias se praticará iama a u s k c i a ideal do ectilo. principalmente. i n c ~ n r a . como também n a e complexidade do seu ii'tema de formas de tratamento ( 5 ) .uma f i i n ~ ã o aestruttrrasão visual» (legulejos. com a s três pririrciras funcÓes: ou a utilizamos como estruturante visual (títulos d e obras. nos quais a pletora das maiúsculas dava um importante c o n t r i b u t ~para o tom efectivo. uma reduçáo ' dos caracteres míticos ou sociais . S ~ n t e n ~ a s Lei. Escolios.grande relaciona-se. ~ L I Use reflectia só numa propericao para o liso muito dilatado da maiiiscula (ainda visível no Acordo Ortográfico). lurisprudencia. em primeiro lugar.um pouco como a antiga magia acreditava n o poder encnntatcírio . que visam simplificar o campo de ob-ervaçáo e reduzi-lo à maiusculação com intuito hierarquizador. 300. Aleiato. já não representa uma atitude absolutamente geral. tímida. depois do ponto ( o que. g. Latinidrlde. o liso corrente (seja qual : for o uso canónico. Sroltemos. Elle (Irnerio). D i s s e r ~ q ó ~ s . companhia. Seculo Derinio Sexto. cadu vez mais. maiusculava sem pejo. portanto. A linguagem do silêncio e d a neutralidadc. Lições. Ponhamos ainda de parte iirn caço em que a ~itilização maiúscula pode desem. ilccursio. Companhia) ('I j . o português torna-se. Bartholo. JurGprudencia C v l ii e Canonica. Ecliiainos. mas o pathos da linguagem.ições. essa. afastenrus 0 5 casos em que a letra grande exerw a s funçóes ciridividualizadera» (nome3 príiprioo. ou seja.das fórmulas. principalmentp.. Leis.de lima linguagem em provcito de um estado neotra e inerte da forma ( l i ) . Decretaes Pontificirri.<. ficam-nos as seguinte3 palavras maiosciiladas: E. 61. Leis Commuas e Putrks. piissivelmente. instrumental. ou como estrutnrante sintáctico. Irnperio Romano. deixar de pojá tenciar a paixáo da própria lingiiagem. Não é o silêncio. ainda -para alPm do carácter patético da linguagem barroca . Lingw Grega. ciilagão é esigida pela e~struturaç5o sintácticas. Hisitoria da Republica c Imperio de ltomu. toda a estratégia aiscursiva consistia na ordenaçáo da forma i transmissáo do conteúdo. expresca -como vimos . d a d e a grafia retórica. O discur30 C ~ ~ S S ~ C O neste seriticlu. toda3 as palavras coja maius. etc. Seculos. ori a usam03 para marcar os nonies próprios de pessoas e de lugares. a líneria não se tinha por opalina e aceitava O poder modificador dos rignos . Não era esta. Banco . Clossa. 9). Letras (humanas j . abando. Corpo das Leis. airida o menos atento e informado.elas se g a f a v a m depunham lias coisas todo O seu peso expressivo. uma língua c n e u t ~ ~ . 33 ('). ao estabelecer uma certa indicasão do valor semâiitico de uma eqiiívoca (v. A forma adapta-se. Regras. Então esta assumia plenamente a sua funyáo valorativa: adjcctivava sem hipocrisia. Direito.através da maiusculação.da de penhar -conjuntamente com o italico .Votas. Professor. da linguagem. . O seir leitor. não pode deixar de ser tocado pelas permanentes alusões a uma grande polémica subjacente: a polémica que se trava entre dois estilos de vida e de pensameiito qae se defrontam e cujas frentes vão da gramática 2 filosofia.

Elles (fitatutos). Sociedades. Logica. Ç). Rethorim 1302. Letras (humanas) 1300.vo do texto.. 281. através deste seu sinal -que n ã o é. 341 ( " i . X~tudos Juridicos 1302. IG. toda3 aquelas que designam. tentemos o agrupamrnto das palavras maiuçculadas em grupos por detrás do5 queis esteja uma mesma tomada de posição asiológica. e 303. 12diantcmos. Antiguidades. que as cscolas tradicionais sao «antigas e barbaros». pois participa dos estatutos de testo legirlativo e de texto trórico (pedagógico. 22). como veremos. 22.da concepção racionalista e iluminista do saber) .e.Assim. são os seus seguidores tratados de forma muito rude. Linguas I. ao tratar da adjectivaçáo. Grega e Portugueza (302. ao longo de todos os estatutos. metodológico) e releva. cencerrada no discurso e.atina. 21 e 231. a uma atitude conservadora e a iimn ~ s c a I ade valore-s quet aceitando. e 302.flfeta/ysica dos Arabes (302. os quais nunca aparecem escritos com Ictra pequena: JurisprlLdencia (300. atotal i g n o r a c i a ~ . todas a s palavras que ce relacronam com a escola. Grega e Portugueza. Mando. I grupo: o prestígio dos saberes teóricos a p a f i a ~naiu~criladil de palavras-chave na t e r m i n o l o ~ a dos . ondr tais sal-ierrs são cilltivadoa e d i v u l ~ a d o s . 14. ü o r ~ t o ~ e s Pdronos. bem caract~rísticas de uma crrta concepcZo do saber iconcr~tarnente. Escolas (v. g. r: lracas luze. 221. uma maiírscula respeitosa ( I 2 ) nunca deixa de ornar as palavras qiic a s designam (mesmo o pronome pessoal qiie J ~ P S ~ s t ~ referido). D peso da tradiçao permanece anichado nas srias malhas e molda tanto u rosto do Iuturo como os pro- . Ethica (302.ode ver. Portador d e uma atitude científica ja enfaticamente inovadora. 34. 12). fazer a ligação dessa estrutura axiológica i. os maJefícios causados a o ensino d o direito peIas escolas jurídicas tradicioiiaie.afralsas inteElig~nciasr>. isoladas ou conjuntamente. 28. 301.ingua Grega (300.~urisias. portanto. Jurisprudencia Civil. o texto continua preso. 211. Mesmo no passo aqui analisado. texto ambíguo quanlo ao género.s desta prática discursira neste momento histórico.r. irá perprtiiar. 23). 301.156 A IIISTÕRIX DO DIREITO N A WIETbRIA GOCiAL ESTATUTOS POMBALIXOS DA UNIVERSIDADE (1772) 167 . 5 r 201. Histeria. Esta6utos. em todo o livro 11 dos Estatutos. Aperar disto. a exprimir o prestígio d e que este se encontra revestido no sistema valorati. 341.) e Filosofia Peripatetirn (301. a conotar positivamente o objecto designado. /iistorirr ( d a Rmepublica e d o Imperio de Roma) (302. Logica (303. como teremos oca~jã. Sabe-se com que ênfase se põem em destaque. Para além desta maiusculação dos nomes das disciplinas e dos saberes teórico. 301. mais detidamente. Retharica. +5 apaixonadamente criticada. para jh. 4s~en. destinando-. porém. 121. Professor 1299. 28. ~ x p r i m ~ ainda este prestígio da teoria m D. e C ~ n o nica (300. I. 22) e Leis ( n a acepgão de leis cirntifica-i) (302. I. porém. 14. Esta dualidade explicará certas das suas características internas. Latinidadr (300. Antes. fazer o levantaa mento da estrutura a ~ i o l ó . embora haja muitos locais). portanto. 33).rsconcartante irnas muito elucidatira) é já a maiusculação das palavras que designam os elementos daquela tradição científica que. 301. Lthica. condiç0t. sempre que isso n5o se revelar muito ousado. 22). 1 e 9.como Regras (301. os nomes de disciplinas ou saberes. o tema da análise consiste em. k'statutns T I grupo: o prestigio da escola O prestígio do? ~ a b p r e stróricos arrasta consigo o prestígio [Ia escola. ao mesmo tempo. os resultados do seu traballio são +poucas. . 111 grupo: o prestígio da tradiao eientifica (contestada) De entre a s palavras escritas com letra maiúscula é possí~el agrupar. ao nível puramente discursivo. Escritos Juridkos (302. 29). 19) (9 (j9. fysica. Lingua Latina. Posto isto.!pfim.Vetata. 211. o único-.. ~ i . pela forma. lembremos o carácter diial do texto analisado. . de duas prjticas diçcursivas distintasa prática legi-latira e uma certa prática teórica. tcrassissirnos erros*. o seu corpo docente ou a rua ~ c t i v i d a d e são graladas com letra grande: A d a r (299. l i ('{'i. nestas palavras. Filosofia (300. uma <função hierarquizadora~.s>..iandoem que a maiúscula tem.. etc.isiius (301.

o Poder lisa de todos os meios. qws. Leis Comrnrras e P o ~ r i a s (302.se-ia de~crever. complrmentar do que acahanios de Eocar. de facto. 24). a função hicrarquizadora da linguagem vai mais longe.158 A HISTc5RIA DO DIREITO NA IIIST6BIA SOCIAL pósitos inovadores qiie o texto veicula. 30). as valoragõps que temos estado a levantar sáo as próprias da prática teórica considerada (pritica jurídico. conserilam u m sùlior nieramente cronolíiCjco. até estes. como imponente tradição são os resiiItados materiais !e materializados em textos qiiase sagrados) dessa actividadr. etc. tenipo (299. por oposiSão a cespiritox) Pelo tuntr$rio.. 181. 271.corpoo da ciência jurídica da época.uir. O que ficou e qiie interessa. a o nível da forma: os oiiropéis d a letra grande. 22) e idades (299. Notas. 33). representam uma época da história humai~ã.culo é. C'ommen~rios (resiiltados do trabalho dos Comentadorea] (301. 6 o tempo liumanizado. 23. lima medida do tcmpo à escala humana (e. agora. rcveladns. dizendo pode parecer estrarespeito R um mmmo objecto (o tempo) nha a diverpgncia dc Uma hipótese de resolução do problrma pode ser a seguinte. 290.?) (300. ela não sc iitiliza r ~ f e r i d ni histúria geológica ou natural. corno acçno humana Curioso P. Situando-se num mesmo campo semântico -i. Quaiito às primeiras são invariavelmente g a f a d a s com minúscula (opiniões. portanto. 25). 191. os cn~gregadoçoestatiitos dos l e ~ u í t i l. 25). digressões. E). 3 ) . a sua mtrutura discursiva dcixar. decorrente de unja outra yrstica discuriixa. assim. por isso. são simples quadros da ei7oluçiÍo fhiimana ou natural). como a de um di. Corpo das I. Nada aí aparecia que não c n i i b ~ c . Seculo Decimo Sexto (301. Direito Romano (300. que lida corri outras unidad. e desencanta grafias como Mini (302. a o nível d o conteúdo. g. apesar de tudo. rnigmático é o conflito entre a s gralias: Seculo (299.) (302. r45 formas rnaiusculadas repie~ e n t a mmais do que o tcmpo. V grupo: o prestigio da história. 4. npssa medida. . potencia ainda o efeito que pretendemos tirar: trata-se da disparidade entre o tratamento gráfico das palavras designadoras d o trabalho em si das escolas tradicionais e o daquelas qu8eexprimem as rnaterializações desse trabalho. 1 8 ) . e Escolios (resultados do trabalho dos Glosadores) (299.eis 1301. 30). 301. . Clossa C ~ (v. 300. Estatutos (note-se (JLIP são OS derrogados. ~Yaçiic. 2 9 e 300. se não nte c n p l l o . imperio (Romano) (299. tóes) . que não está senão na epré-histórias dacIuilo que íicoii e que intrressa.s:. 3 ) .? (299. 300. elas designam iim trabalho historicamentc situado. .tudos 1299. não mereçam *não insultos ( l J ) .nsívris PP con~iderarmos [I tcxto analisado na . ~ explicasse e se por urna estrutura dirciirsiva deste tipo. Mas. qiie constituíam o c. mas à lingwfien do Poder. 7 ) . 29). 300. conciliações. scm difjculdnde3. 161. não s90 prestigiados por qiialqrier lisrenteico semântico cspecíalinente apertado em relaçno ao homem e à sita acção. Elles [Estatutos s (derrogados!.. 241.s \aloragócs.enohrecida pela acção do homem. e as ((idades. Assim. 299. .) ] (302.+curzo teórico. 24). que recebeu os louros da e que se conserva. Até aqui...es de medida do tempo). -4. . e 302. Sociedades (302. em tcmpo do abqolutismo polémico (como foi a época pombalina). E. esses r ~ s u i t a d o shão-de merecer. Corpo do Direito (Corpus luri. Direito (v. Textos ( d o Corpus I I L T ~ iS i l i s ) (300. a maiúscula prwtigia a vontade do soberano e a autorjdadp do Estudo: Leis ( i r .4ssim. 19.. 18). e. Um aspecto. g. Escolas (Gloaadores e Cornentadorea) (302. 550 outras. legadas pela tradiFão. e. 8 ) +R/le (Accursio) (301..científica) neotc momento histórico. 17). intelligencias. embora. por detrãs deste conflito de grafia encobrr-se. a rrg. sua outra rinturwa de texto legislativo. Elle (Irnerio) (299. E. até do terrorismo linguística. E. temos: Doutor ( V. 11. ~ .. portaiito.. 13) c ~Wando(302. g.. Clossadores (300. de tal modo andando ligado av homem e a o seu mundo que significa tambfrn a própria vida mundana («sécolo». não pertrricrrn mais à Iingungeni do d e r . o ctempo. N6o arsim as que serãn. ti). Estas a8 €r torrism compi-eí.. 2 5 ) . O &.). ate certo ponto. a exaltaçáo do homem - - IV grupo: o prestígio do legiskior e do Estado Disoemos acima que o3 Estatutos constitucm um trxto de dupla natureza. 300.

8). seteccntista (este.4LINOS DA UNIVERSIDADE (1772) 161 e da história. entendida no sentido de inflexibilidade) e vice-versa. infitil. é atra\. O emlifnhamento do disciirso marcam. 131.160 A HISTóRIA DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL ESTATUTOS PO. feitos da jurisprudência (ou seja. N l o insistindo mais neste aspecto -que si> vem confirmar aquilo que a maiusculação j i nos revelara -.) que a <verdades é bem mais d a tiva ou localizada do que se julga e que. a atitude valorativa expressa no texto é histórica e dimana.. os juristas que. Z). L ) .MB. mediante iim exame semântico dos adjectivos utilizados. radicado nas condicões da prática cultural da época) e. qui$á a áolidez. g. 32.).). (301. 2). 1301. para ultimo cumulo dos referidos males. ociosa. 2. údivinatória e cerebrinaa (302. (301. mas a mera probabilidade. cverdadeirait (303. incerta e totalmente dependente do arbitrio dos Doutore* (301.o crithrio de validade em muitos ramos do conhecimento não foi a verdade. (300. assini. tdisputável~ (301. Ou se ligam vários adjectivos a qiialificarem uma m e m a coisa ou acção (aantipas e 'barbaras Escolla-9. cgenuina. pela redundância das expr~~sões atraves das qiiaie sr: exprime a afeicão ou deqafeigo que as coizar: merpccm. :MO. 27). Como se d e . perguntados sobre as qualidades e os de. Se esta Última se consumia nas estéreis e intermináveis discusoóes do bartolismo tardio e se rrrnatava na compilação e oposição das mais variadas ophiones doctorum ( l e } . a adjectivaçáo não pode deixar dc srr abundante r enljtica. d o específico <universo de pensamento. apenas uma referência a uma grafia inusitada: luzes 1299. talvez considerae~em algumas das qualidades de então como defeitos (v.. 23). <pouca$ e fracas IIIZPSS.. uma instauração do rigor em todos os domínios do conhecimento.s.em p r i m ~ i r alinlia. yrlo uco dos adjectivo*. 1 9 ) . portanto. amuito prejudicial. é asolida. k l ) . 6 tdiffusa e amplas (301. <vã. na natureza da prática juridico-científica nacional (que era o prolongamento da vigente em todo o Veio-Dia europeu). acras5issimo~ erros». <longa a impertinente. prejudicial> (302. mas p o d ~ t ~ m b é mirtili~aroiitras formas sintáctica. 011 SP usam perífrase^ em que o valor nfcctivo das palavras BP potencia mutuamente ( < a tudo isto acresceo. passemos a referir a estrutura axiológica da quaiificação. A QUALIFICAÇAO Vejamos agora o qiie se passa no domínio da qualificação. <arbitraria. jendo certo q u e as atitudes valoratiras torna. f"') Faz i ~ t o .é-s da qualificação que o autor depõe e x p r e ~ a m e n t ~ no discurso a valoraçáo que faz da5 coisas. embora por caminhos muito diversos. esse rigor que ia habitando já os conhecimentos . menos conctntradas. ou se utilizam os superlativos (abrevissimas notas>. E. aunica* (302. alongas e impertinentes digressões~. 303. comn a s frases Num tmto patético como o qur tcmos estado a analisar. por sua vez. o primeiro briscava. M). d i e h (302. a fidelidade. 1. aarriscadissima emprezas. não faltando também outras formas de quaiifjcação. 8). Assim. tambkm não é certo q u e as ideias gnosioIógicas tenham sido semprp as que esta adjectivação documenta: durante muito t ~ m p o . 303. e esta era inseparável da controvérsia e do confronto de opiniões. o que nau contradiz os dados ezseticiais da niliri- rliridência moderiia 1") ( I í ) . das a aeu respeito podem ser estendidas aos restantes saberc. permanece um método válido de construção d o saber (I7). Note-se que estes qualificativos não são inevitáveis. se passarmos a encarar as atitudes em relação aos saberes em geral.. sendo má. 27). desde o &culo XW. cuniforme. a inviolabilidade. da ciência do direito).. sendo boa. e ainda hoje há qiiem suponha (talvez com mais razão do que à primeira vista pode parecer . «incomparavelmente m a i o r ~ se muito mais funcstosn). nompadamrnte da adjectivaçáo. 31-32).. muitos dos juristas de hoje. A terminar. controvertida. Façamo-lo em relação ao as51into principal de texto -a jurispriidência --. em geral. a targumentdçáo. . etc. vinham construindo o corpo do direito europeu tinham também uma ideia muito diferente sobre as qualidades e os defeitos da ciência do direito. A jurisprudência. etc. o qiiadro de valorps através dos q i i a i ~c ~ r t a irealidades são enfocadas. em especial. Por outro lado. tragando.

m a também de otiirai exprpsoões . o arroubo formal p d e veicular outras valoraçóes. anos mais tarde. I . e prosperamente desciihcrto esta estrada. 56. aberta e iluminada a razão. N e ~ t aaltura: já não será pocsível ler um texto igual a este. embora não apareça neste texto. não resta mais do que apIanalla.o». 9 ) . tudo se tornara sólido e certo.é qiic. 19721. O processo 6 conhecido e não nos demoraremos nele. palavra tairibem fundamental na teoria das ciências da epoca e c u j s maiuaculação t feita noutros passos dos Estatutos. de plethrica de enerpia t0rnar-se. em ideologia.Formas de Tratamento' n a Língua Portuguesa*.que acertou com o ivrdadeiro caminliou 1302.'dia. Reediçáo fac-similada em 1975. (302. nprn no conteíldo. Luls do Monte Carmelo. como diremos adiante. aobre este último ponto. mestre).da mundividência b u r p e s a . P cit. 347 (197. n história consome-se e o saber obtido ganha uma vocação de pcrpetuidwde: a escola (rntenda-se. . 299. 3ab' . Ensaios de FBologèa Rorndnka (Lisboa 1948). Earthes. 167 e segs. 84 (1967). só veio a ser definitivamente comprometido sociolopi. corrrnte doutrinal) de jurisprudência agora adoptada wrá seguida cinviolável. radica-SP a sua ilcpitimidade n o facto de tal escola niio ter tido .ethodo. e.162 A HISTORIA DO DIREITO NA HIETÕRIA SOCIAL matemático c físico com os quais se faziam coisas tão Úteis como navegar pelas e i t r d a s c constriiir toda aquela k r i c interminável do instrumentos técnicos de que a Enciclopt. um tanto ingénua.. a grafia minusculada m. pois ahe a unica Escola. senão o que descobria. 111.-I. agora. E. Diccionario dos Bynon?/mos da Lingua Portuguesa (Paris 1.. fora capaz de faz1. 927 e segs. a neutralidade s e converte.Nomes. Também aqui. moderna» (pois <<se ensina A antigan é lente) e que expõe usuas doutrinas como próprias. 14). todavia. d e facto. quanto à grafia lugar. A ma &ara ã a história. (") R. Compendio de O~tho.2). É.iamente c o m ~ d i d a . esta visúo epifânica que ressalta não só dos adjectivos a t r k citados. de facto.» ( 4 3 7 ) . de facto. A rematar. em relaçáo a outras palavras do seu contexto sernhntico (lente. abalado . e mostra a dita Escola» (302. Harri Meier. 49-70. Ensaios de Filologiu Ron%Qnlca. já 1105 finais do século seguinte. Lisboa 1767). 261. Num primeiro passo. ( V Trata-se de Estatutos. em qiie se faz a crítica da cicncia jurídica dos primciros plosadorra. Lindley Cintra. que se tinham erigido na Europa. (=) Michel Foucault.% muito p o r ela. a funçáo distintiva não pode deixar de ser ligada. Luís F. caminhou-. e diversidade de costumes das Nações mais modrrna. o primeiro número é o das páginas e o segundo o das linhas. tSobre '. 1) e <não ha.r lima Icitiira d o real adaptada 3 nova priitica social -. Roquete.r/rafia. Agora. ('1 C . . nem na forma. que significam Sciencias. dava a ideia que se consumara o progresso da razão: antes. ou em ediçáo autdnoma ('Lisboa 1972). em diverras conçtitiiiróes dos Estados. Esta. outro alprim caminho para a boa Jurispriidrncin.852) 5'04-5053. seguilla. [J. se manda grafar com letra grande aos .é certo . e uniformemente> (301. e caminhar milito por e l l a ~1302. Todavia. advirta-se que. nos dará uma noticia extasiada c. E remata-se: <depois de se haver tão feliz. nos vários domínios do saber. neste caso. 7 a 16. ('E No prbprio texto analisado aparece a grafia letra (dos Textos) (301. 6 conhecida noutros passos dos Estatutos. no meio de hirma tão grande alteração.em conta o progresso liisti>rico (<explicar as mesmas Ireis miiitos Seculos depois de haver sido rxtinto o Imperio Romano. e r a ) . (*) Harrl Mder. Ia) Note-se. 44 e segs. ela tinha a particularidade de designar aquele que B aprofefisor B. as evidências eram tantas e táo fortes que.. dade . Note-se que. [Io) Note-se que a palavra professor nâo se limitava a designar o Indivíduo que ensina. 23-28). a uma função hierarquizadora. 10-12). por muito expressivas. 179.pela convulsão romântica.á em cnutelosa e NOTAS cl) Inicialmente publicado em Vdrtbe.do texto que. em differentes idades.eliropeia -que coincidira coni a g ~ s t a ç á oda rnundividéncia burgumapassara e que o cspírito europeu se «esclarec~ra»-ou seja. tudo era mobilidade e dúvida (e. o mito da naturali. 11. rompida a unidade ideológica. por vezes. em Brotéria. num compêndio de ortografia da 6poca ( F r . nem póde Iiaver. L'A~cMoEogde du Savwir ( P a r i s 1969). Nas citações. v a l ~a pena referir. Le De@ Zéro de Z%criture [Paris 1953. 4-61. . que a g a n d e crise da consciGncia .~moe pelo materialismo histGrico.

ou os Objectos principaes do Assumpto. náo teremos de estranhar esta evolução. Publicações peribdicaa e obras colectivas. 6. que significam Obras notaveis escritas. manuais. Cat&logos de arquivos e colecç6es documentais. Direito local. 6. Manuais de história do direito português.1. de elementos estillsticos aparentemente tão Inocentes como o anteriormente analisado. Actividades das Cortes e trabalhos parlamentares. 940 e 342. que significam Professores das Sci'enchsw.4. Ideologia e Direito nos 86culos XVEí e X W . Diclontlrios de direito. pendor anti-humanista que estes saberes. o meu rrdeologia.6. Fontes juridicaa. por natureza.. 5. Prática Social e Direito nos Seculos XVm e XIXw. 5. que significam coisas notaveis em qualquer Materia. (") E o caso de Chaim PereIman e de todos os seguidores d a e t w r i a da argumentaçáo~ ou <nova retõrican.164 A HISTORIA DO DIREITO N A HISSORIA SOCIAL (") Fr. mesmo F r . ( T z ) Em resumo. 0. Obras sobre temas gerats de história do direito português. 3. cujo prestígio k grande entre os epistemologos e metodólogos contempor~neos. Regulamentos corporativos. (") (3. o que a maiúscula orna e o t x o respeita et B o facto formal da tradição e não o seu conteúdo mate&.3. Legfslaç&o geraI.2.2. 6.2.2. Bibliografia geral.Nomes. a palavra cséculon viesse a ser. 1.7. de que se tracta.3. nestes dominios. ("1 Hoje em dia nota-se uma tendência para escrever século com letra pequena. escrever com maiSiscula aos Nomes. 440 e 441) manda escrever com letra grande inicial <os Vocabulos. 3. e ~ o n o m ~ ~ s t a. que se escreveu e xos .em Vértice. Obras colectivas e edições de conjunto dos trabalhos de um mesmo autor. ou Discurso. 6. Obras sint4ticas de histdria juridica. tendencia que é mais viva rios cultores d a s cienclas humanas (sociólogos.Se ~atendermos a o s) . 4. Obras de enquadramento histárico geral 3. . 3. Obras sintéticm de histária geral. Recolhas de doutrina. 344 e 341442. gloss&rios.5..2. Publicaç5es periódicas de interesse jurídico ou histórico-juridico. repertórios.3. 1. 4. Luis do Monte Carmelo (Compendio ãe Orthographha. abandonada se não representasse um cúmodo instrumento de referência cronológica. 4. implicitamente. dicion8rios.1. Tratados e manuais de histdria geral. Obras de referência blbliogrsffca. dicion&nios. E r a a t 8 poSSive1 que.1. 6.1. 6. Colecções d e jurisprudência. ( l u ) Ver o meu uPrAtjca Social. Enclclupéd'ias e dicionkrios. manuais. Luís do Monte Carmelo (Compendio de Ch-thograf~a.. cit. 437) manda. Bibliografia juridica. (") Pois a valoraçáo resulta também.1. apresentam.em Vértice. 2. Publica~õesde documentos jurídicos. ( ' j ) Bibliografia sumária de História do Direita Português SUMARIO 1.cit. 6. por demasiado saturada de uma ideologia hwnanista. 6. 4. 5.

7..) ABA ABP AOUP -Anais áas B i b l d o t s c ~e Arquhos (Lisboa 1915-19i47) 9.t&uim ãas d pões e Impostos (Izlsboa I l . Direito internacional privado. 8. Pensamento jurídico e filosofia do direito. -Bulletin . 8. 8.~ r q u ê v o s do ~ ~ t CuZbzcraE P o r t ~ g u d s f o Paris 1969...7. SIGLAS Estatuto juridico das pessoas e das classes sociais.41-.4.6.) . 7. 7.7 Instiruicfics eclcsifisticnu t! de nsslsIPncin piiblica. Instituições penais e direito penal.I ~ v q u i v o Bibl$ografhPortaolatesa (comde bra 1955.5.. Direito sucessório..166 A HISTblIIA UO DIREITO h'A HISSÕRIA S O C I 1 L 7. Ensino do direito.. 8.ico p"tUguês 1916) Y931..G e rCon.~ n a i s d a Academia Porticgwesa üa H&tóra'ai (Lisboa 19. 8. Madeiva -Arquivo BAFIO Histdfico da Madeira (Funchal -~ 0 BDBCI EFDC - ~ l ~ d ei ~ ~ ~ ~ ~ k Pemiten&rüz ã o f m t r ~ ç dos Inetitatos G d m h o l o g h (Lisboa 1957-.. 8. Processos civil e penal.. I BMJ -Boletim do l i n k t é d o da Jus%a (Lisboa 1347.. Insi i tiiiqõzs corpornrivus. Arq. Rist.1.5. Instituições financeiras e direito fiscal. ColoniaJ i ~ d ét. Instituições administrativa8 e direito administrativo 7.) (Lisboa 1903- 11.d~ ~ i r ~ ~ ~ g 0 . Direito da8 obrigações. 8.4.. AAPH .) w da paculd&e de Direito de Coimbra (Coinibra 1914. 7. 7. port.8. Direito de famiiia. 7. CO?.2. Hist.1.I des é t u d w P'JrtfWais<s de l'Ins(Lisboa titut Françds au F'Wtuflal ..3.3. Direito internacional público 8. . 10. Arq. AHP -A ~ q ~ i v o Wst6p..6.) 8-111. -Boletim do ~ (Lisboa 1950-. InstituiçOes militares. Direito privado. Direito público... Direito económico. ...2. 12. Direito coIonia1. Estrutura politico-jurídica do Estado e direito constitucional.... 7. ~ ~ l e t i . Direito comercial. .. Direitos reais. ~ Hkt6dco ~ Bot.

. os sobre a inquisição em 7. o hístoriador dispóe do Guia de Bibtiuas grafio RisfóTéca Portuguesa. I. fornecendo indicações sobre os arquivos portugueses mais importantes.. a secçBo ri.. deve acrescentar-se que os tftuloa mbre o feudalismo foram incluidos em 71 (aestrutura . bem como aos trabaihoa que não são facilmente enquadrávels em qualquer das outras secções especialimdas. procura guia-lo na busca das fontes. seja das j$ publicadas. procura informá-lo ncerca dos trabalhos disponlveis mais significativos sobre cada um dos sectores da histbria juridica. Esta indicação bibliográfica -adaptação de uma outra reaIlzada para uma publicação internacional ( Introdecctiwn b8Ziogt-aphique & Phistdre du d r d t et d Yethnologle jutiid1gue. nessa medi&. Para notíclas m i exauatlvas. No entanto. O autor crê que a leitura do plano ser8 suficiente para guiar o leitor na busca do tema desejado. -~euista da Universidade de (Coimbra 1912-. poiltico-juridlca do Estado e direito constitucional^). A secção 4 é consagrada a obras gerais sobre história jurídica..) . quer os poucos trabalhos Sobre aa instituições jurídicas indígenas.Lisboa 19135- .. rias e Comunicações (Lisboa 1040) d e Histdna de Portugal (Lis- boa 1963-1Wi1) Portuguesa do -Histdrh d a Expansh Mundo (cf. pelo que al possa Iiaver de arbitr&rio. embora algo relevante possa ser tambPm encontrado em 8. A segunda parte da recolha fontea jurídicas .I -Rewista de Direito CCoimibra 1945-. A decisão tomada m foi a de náo citar aqui s e s o s cdições mais gerais. MAiOL. indicando o lugar onde o foram.) RR e Bstncdos Boçiuis misto de HLstdrio (Lisboa lBl82-1BZ8i8 BFDL -Redeta do RacukEade de LXreOto d a Universidade de Msboa (Ltsboa 1917-. Editor John Gilissen. aí encontrar6 um catUogo bastante completo das obras que publicam fontes documentais. fasc.8. nO 74) . dedicada aos instrumentos do trabalho histbrico. por vezea com o seu quê de subjectivismo. VnbersitB Gbre de B w J Z e s ) tenta compreender os diversos aspectoa do trabalho do historiador do direito portugués. A aecçáo 1 compreende quer a@obras 1 sobre o direito colonial portugues.1. finalmente. A terceira parte desta indicação bibliográfica compreende a Usta das obras sobre os dhersos sectores da história do direito público e privado. Sobretudo para a s fontes histbricas do direito local. em que a recolha n&o inclui senão a s publicaç5es mais significativas.. As secções 1.) ROA -. Mern6. C&mõra Quando houver mais do que uma edição. em que são listadas as publicações perlmcas relevantes e a8 obras colectivas sobre história do direito. No fim desta primeira parte.apresenta algumas dificuldades se se quiser reduzi-la e umas dezenas de titulos. Classe de Letras (. em S.7 (cdocumentos jurídicos.. Edição monumental (cf.A RISTORIA DO DIREITO N A HISTÕRIA SOCIAL . os sobre o estatuto dos judeus e mouros.Congresso . publicado pela Academia Portuguesa da História. n 75) : -História e M e m d h da Acaderniu Real das Sciencias de Lisboa (Lisboa 18161 6 W ) -Histdria de Portugal. têm de s e iimltar a indicaçdes muito gen&ricaSe a uma selecção apertada das esp8cies. aiem disso. 1.).).asse de -Memórias C1 Letras da Academb das C @ de Lisboa. I . O mesmo se diga da subsecção 6. que ainda nRo foram sistematicamente reunidas. .DicionárM HEPM HMARSL do Mundo Português. ... vol. Institut de socioZogie. seja das inéditas.. 2 e 3 s%a secçaes de enquadramento geral da fnvestigação histórico-jurídica e. o número de páginas indicado é o d e edição marcada com um '. - . & RaciJdaiZe i RFLUL RLJ -Revãsta de Letrua da Uni- versidade de Lisboa (Lisboa lQCB-.Revista da Ordem dos Advogados (Lisboa 1941.3 (<direitos reais*).

. XXVIX 4782 pp. 19. Rhtórèu Breve &i Historiografh Portuguesa (Lisboa 1@62). I (colecções de fontes referentes a várias épocas ou sé. Hbtorka. Existem suplementos e um índice fordenado segundo os nomes e apelldos dos autores.2. Guia. Introdução de Guilherme Braga d a Cruz. eHist6ria do Direito. Tentativas mais conseguidas de organização de m a blbiiografia geral portuguesa. 1.bllotsca do Unáversidade de ~ o i r n b k .. 17. 5. . tLe Portugal devant l'histoire. Doutrina e 0%ticn... 3 (19431.2 (Lisboa 19661. AplbaveOs a Portugad e ao Brm-iZ.s~. PublicaçLo da Academia Portuguesa da História..IndicaçOes bibliográficas eventuais. da Universidade de Coimbrq 1914-47). No que respeita bibliografia histbrica: .). Nomes anteriores da mesma revista: Arouivo BibJwnrlrfko d a Bi. Esta revista continua oc:raa sérlas com designações diferentes (Anais de Biblwteciis e Arquivos de Portuoal. 2%. 828-31. L)NP. I.. e das Obrccs. 4. í <1920). BFDC. ExposiçEo Docuncsnta.üos d e . d o Estudnnte cde H b t d r i a Medie.. A Bibliografia Portugwsa. e segundo ofl titulos.. .RES. VTLi + 340 pp. Inocencio Francisco. Biblioyraphácc Hwtorica Portuguesa ou Catalogo Yethodico dos Auctores Portuguezes Que Tractaram tia Historia Civil. 316 pp. 16. Grrs~deE%dclopBdia Portaaytma e Braçilsira (bisboa. Bibliografia juriãim. Em publicação (Lisboa 1871-. 3. Verbo. Estw. 3 (1922) 41. Cevalisatiolas. C6dZgo CiviE PortuguQs. . t a m b h em <Temas d e Histbma do Direitos. 1~~0-19ap). esta publlcaç8o encontra-se suspense. Indicaçõe8 bibliográficas muito cuidadas no fim de cada artigo.. e Rio de J a n e l ~ o 1Q35). 6 GODI'NHO. Hbàiotheca Lusitana. na falta de indicaçko d e autor). 110.). .i>al POTtugacesa (Lisboa 1969). Bastante pobre..2.). informação bibliogr8Iica cuidada.cuIos) (Lisboa 19591. Publicações peritdicas sobre a bibliografia e organização d e arquivos: Arquvvo d e B~bliagrafiaPartugziesa (Coimbra 1956. 108. Már~u. SERRAQ.963-1871) 4 vols. do estu. Presentemente.MARQUES. Guia Biblloy~djico ao BicduIWido B b i ilo gráfico de Inocência Fran. s (1921). CatÉdogo muito completo. .0). Em publicaç&o.:Precioso guia. COSTA. Obras de referência blbliogrtLfica. 1914-1917: Amis das B4bliotecas e Arauivos. Cuidada informação bibliogr&fica. Dicciomlio Biblwgraphico Portuguez. MACHADO.São de p a n d e utilidade as referencias e as informaçbes de: Dtcbncírio de Histdr4a ole Portugal. . Em publicação. Lisboa 1972.cbco da Silva (Coimbra 195eO..dioso de histbria medieval (.1 ~ .). Sibliografia crltica.). Boletim Internacional de Bábliograf4u Luso-B~auiEeQa(Lisboa 1960-. 1. Jorge César de. Politica e Ecclssiastfca Destes Reinos e asas Domhlos (Lisboa T#0). ANSEZMO.1 5 ~ Ó l e t l mBibEhgrcifico da Baliotecn . Direcção de Serrão ( W boa 1. Direcção d e Cochofel. Os trabalhos mais importantes são: 18. SILVA.. Emesto.. 1. l3conom~es. 1 1 Bibliografia geral. publicação. Grande Dicioniííio de Literatura Portuguesa e de Critica Liteldrkz.BociÉt6s. que Compllserrio desde o Tempo da Promulgação da Lei da Graça a t é ao Tempo Presente (Lisboa 1741-1759I*. 7.). Júlio de AImeida. 6G (39681 205-13. 285-indes. 1...8W~1935e Coimbra 1985-19673 4 vols. F*m publicação. E W l o p W h hso-Brasileira de Cuttura (Lisboa 1963. António Joaquim. ABA.. vol. . 203. Continuado por Pedro Wenceslau de Brito Aranha (Lisboa I--1923) 22 vols. Boletim do Wblioteea da Universidarle de Coimbra {Coirnbra LW8. em Annales. 91 pp. Em . Diogo Barbosa.. 2. 1.. Guia de BibZiogmfla ARstóríca Port26p1e. Ana* de Bibliotecas e Arquivos de PortugaZ (Lisboa 1961-. SlYA.e não s ó medieval). vol. Cpitica e ChroaoEagba na Qzcal se Gomprehende a Noticia dos Authores Portugueses. FIGAINIERE. 23. 120 pp. Nova vtrsáo alargada e enriquecida em publicação ( A Hiatariografia Portscgwsa.. 34735.27.

2 vols. %. 406-201) uma secção de recens6es de trabalhos histórfco-juridicos. Antbnio H. em Hatrdbzwh der Q~belZmwwd Literatur . públicos e privados pode-se utilizar: 26. . 360-1. 9 (1%7). TI. Corpos Que o Compõem e Organdsaçáo (. COSTA. Aibert. 33. B indispens&vel para o estudo do direito desta @oca. Enciclopddia Luso-Brasileira de CuEtu~a(cf. Fontes e Literat u r a ~ . Obra actualizada com indicações muito bteis sobre a organização dos arquivos mais i'mportantes. vergleichende ~ e c h t s w i s s m c h a f t (1023). Baiiey W. 216 pp.. 1. lOa-l. n.5 vols.2. Trata-se da versão portuguesa dum texto integrado no H w d b u c h der Quellen und Literatur der neuemm mropüischen Privatrechtsgeschichte. 40 m m A . H. MArio Alberto Nunes. 22247 et 55 (iB59). MBrio Alberto Nunes. Avellno de Jesus da. 5 (1918-201. IntroducEion. P a r a a enumeração dos m i importantes arquivos poras tugueses. o. n. SiLJ3EiRT. 73 pp. DHP (cf. António. 15 pp. 80 pp. durante alguns anos 11944. 24. 2. e A. eBúmula Histbrica da História do Direito PortuguBs: de AndrB de Resende a Herculanor... Coing 1l3and 1.W .. pela sua minúcia e grande rigor. RAU. posteriormente. ABP. Prindpios Gerais d a Eliaborrrção de Instrumentos d e Trabalho e m Aq~Qeiolo@ (Arquivos Públicos e Arquivos E'cles&castícos/ (Coimbra 19661. BFDC. ed. aNotfcias dos Manuscritos Jurídicos do Fundo Geral da Biblioteca Nacional de Llsboa.3 M9-218. O 30. 96-106. Manuel. Guia do Estebdante de Hlstóna Medieval Portuauosa fcf.. 211-74. Em esoeciai a secc. Manuel Paulo. DTFFIE.Die Gesetzgebung der entstehenden Territorialstaaten*.. ) . P. Band. 25 (1876).4. Ernst. 27. CARDOSO. frequentemente sobre obras de história do direito. Bibliografia fundamental sobre os arquivos de Lisboa (sobretudo acerca do Arquivo Nacional da Torre do Tombo 1: S. 1946. ~ D i eLiteratur zum gemeinen und partikularen Recht in Italien. 222 pp. ME?RBA. Actas do Col6uub Internacional de Estudos Lecso-Brasale~ros (Nashville . s. 29. NSEZMO. aeparata (Braga 19%). 40. 1519-1842). 28. N 2 .271-1303. Indice G e r a dos Documentos Gcmteudos mo Corpo ChrolaoZogbo do R e d Archtva da Torre do Tombo (5kboa 18451. n 131. O BFDC e a RFDL são bastante ricos em notas bibliográficas. 116-9. SecçSo consagrada aos catálogos de manuscritos e aos guias de cdecç8es de arquivos. rata.O $30). 272-92. WOLF. no primeiro. F. Sua Hktbrla. 31. e Antbnio Baião. Band. Antbnio Mesquita de.. The principal depositori:es.Lisboa 1952). ed. n. de Ataíde e M E L 0 (Lisboa 1930-32). URUZ." 81. Btbliographo Juridico Portzlguez (Lisboa 17&1). Xvi. n O 2 ) . 201-6. eportugat. COSTA. por vezes mcorrectas. S C ~ António Barnabe de. F. sob a responsabilidade de M. Le Portugal méd+temanéen a b fin de l'ancien régime (cf. d e resto muito marcado pelo hipercriticismo d a epoca em relação aos autores tradicionais 6 Diogo Barbosa Machado. 37.. DIAS.Trabalho que. Johannes-Michael. MARQUES.rm%n.. . Coing (2. Verbo. Teilband. @Legislação e Jurisprudbncia em Portugal nos Séculos XVI a X m . . 599-602. Exposição H b t d r k a do MiniatBrio das Finaqas (. manteve-se mesmo. 517 s s . de Oliveira. 23. Coing (2. B. 339-94. 34 (19681. BFDC. O Amhivo &a Torre do Tombo. (Coimbra 1957). da Cruz.80 Arauivo Hist4rico do Ministhrio das ~ i n ã n ~ a XI-XII. Biblbbheca L&tana . 34. CatAlogos de arquivos e colecçõeri documentais. 1960). 3 . de G. 22. dans Ouide of the diplomatic archives of westara Europe (Penn. &Die Erforschung der nationaien Rechtsgeschichte in Portugal». editado por H. Actas do Colbquio InternadonaZ de Estudos Lwo-Brasileiros (Nashvifie 1953). naa I).Lisboa lBCú). f. Zeitsch. 181-8. 32. aSibliography of the principal published guides to portuguese archives and librariesw. 25. Pedm de. 7-48. «Arquivos d e portugaK Lisba. Introdução de A. em Hamdbuch der QueEh und fiteratur der neueren europaischen Privatrechtsgeschichte. ~ 21. <Arquivos Portugueses». AZEXJ3D0. Luís Fernando de Carvalho. YCHOLZ. Spaien und Bortugab. HCPLTHOFEIR. E'rankreich. 2. A~quivo Nacio& da Towe do Tombo. @2) M 39..D 1. Ant6nio Joaqulm. FIGELFLTDO. 1947. A. 216-28 et 6 (1920-11. %Arquivos Portugueses.ii-436-LX. Manuel Paulo. A principal fonte deste ensaio de bibliografia jurídica. 1 h pp. H. Demétrio Moderno ou O . Virgínia. de Alrneida l?ERNANIXES.A HISTbRIA W DIREITO NA HISTORIA SOCIAL BIBLIOGRAFIA 173 20.em Scientia Iuridica. 1 Teilband). ao qual se deve recorrer . (cf. para verificar a s referencias. CQ5T. aincunabulos do Arquivo Na6 sepacional da Torre do Tombo. 41. A B4bldografla Portfbguesa (cf. Inventvirio dos C6dkes Alcobacenses da BfblPotaca Nacional de Lãsboa.1 ~). Roteiro prático (Lisboa 1 ! 2 . Mer&a e.tambtm em Estzldoa de História do Dirdto (Coimbra 19231.

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publicados. Obra colectiva. bastante desactulizada. nova ed... valor histórico muito desigual. 3CiO pp. 'Existe um índice onom8stlco e Ideográfico desta obra: AIIIEENO. Obras de enquadrameuto hietórico geral. Fortunato de. Coimbra 1946-SBZ). compreendendo a história portuguesa ate a o fim d a primeira dinastia. 81.3 vols. 382 pp.176 A HISTORIA DO DIREITO N A HIST6RIA SOCZAL 3. Armando. Entre as obras susceptíveis de fornecerem um enquadramento básico para a compreensb do conjunto d a sociedade e d a cultura portuguesa (do ponto d e vista histbrico) destacam-se: 86. MAYER. Nesta secçko não se tem em vista se1180 a i n d i c a ç b das obras de síntese mais prestigiadas ou mais facilmente disponíveis. IV f 435 pp. FIistdria da ExpansZo Portuguesa no Mundo. 9 1 Tratados e manuais de hisMria gemi. e Damiáo PERE'S. HEEGULANNO. 8 vols. administrativa e politica da expanslo portuguesa. 498 pp. O Desenvolvimento do CapitaZisnão e m Portugal no Xdculo XIX (Lisboa 1976). bem como uma traduçáo portuguesa 8 (Lisboa 18W-19261 7 vols. Introdução ao Estudo da Economia Portugzcesa ( F i m do S'BcrcZo XVIII a PrimApbos do Séeulo XXIi (Lisboa 19471. 4 vols..o medieval. 88.. um de índices e um suplemento). 82. 7 . MARQUE!S. E?ncontram-se aqui estudos importantes de história social. 71. 77. William Chrlstopher. 303 pp. 1'26 pp.' ediçáo). Direcção literkria de Damlão PERES (Barcelos 1938-54). (Paris 3-4. Afonso III (Lisboa 11846-53. ATKiMSClN. BARROS. h i s t M a soçlal e histdria culturaI) os seus pontos de vista estão hoje muito desactualizados.. . 9 vols. João Lúcio de. Ekcelente resuma d a hist6rla de Portugal. A mais actualizada e equilibrada síntese de história de Portugal.. CASTRO. 83. + 3. 84. Heinrich. 20 vols. Antbni0 Caetano de.. A histwy of Spain et Portugal (London 19511. XI 366 pp.. 72.' Ceatertário da Fundação d a Nacwaaldade.inistra$i. jurídica. 80. hoje. Direcção de Amtbnio BAIAO. Armando. Ernest. Histoire du Portugal (Paris l m ) . António H. Historia de E instituciones sociaJes y politicas de Espaiia y Portugal durante 10s sigloa V a XIV (Madrid 1925-6). 4 vols. (7 de texto. 85. Harold Victor. H b t 6 p Gmealdglca d a Gwa Real Portuguesa (1Lisboa 1735-49 . ALMETDA. Nova ediçáo com algumas alterações: A Rez'olução Indecstriat m P o r h g a l no Século XIX (Lisboa 1871). adequadas a fornecer um enquadrarnento geral B investigação especializada. MACHADO. 361 pp. Bons resumos das instituições jurídico-pdíticas portuguesas. Tradução francesa de H. 2 vols.e analltico desta obra. de1 Medico. (Lisboa 17491. prefaciada e anotada por Torquato 8. Albert-Alaln. O interesse desta obra ultrapassa largamente os limites d a hist6rin d a adm. ( a Última)b E a obra clássica para a época medieval. Ceschichte u m Portugal (Hamburg B 6 5 1 5 vols. 74. Histoire du P o r l u g d (Parls 19631. m 78. Nomes Prbprios e Cousas Notáveb Que s e Compreemiem aoa Treze Tomos da HistdPia Genealógka da C m a Real Portunos S& VoZumas guesa e dos Documentos Comp~. (1. H i s t b k d e Portugal (Lisboa 1971-41. . 19471. Ediqão Monzcmmtal Conamorativa do 9 8. Charles E. a edição definitiva é a I 7. sendo um útil instrumento para toda a história institucional do antigo regime. história econámica.2. Hist6rk-x de PortugaZ desde o Começo da Monarquia Portuguesa atd m Fim do Reino de D. Obres sint4tioas de histbria geral.. 6 vols. Henrique da Gama. CABRAL. em muitos dos sectores (v. 10 vols. BOURWN. nos diversos períodos da histórra. História de Portugal. Publica em Portugal 76. SCHIFEIR."). E. Soares. Monarquiu Lusitana (Lisboa 196i0-19071).. A. 325 pp. A Evolução Económica de Portabgai do8 8éctdos XrI a XV (Lisboa 1964-. 87. NO-.istory of P o r t u g d (Cambrldge 1947 I. traduçáo francesa (Paris 1%). CASTRO. Indice Geral dos Apelliàos. Epocas de Portugal Económico (Lisboa l D B * .. AZEiVEDO. hoje evidentemente desactualimdo. 269 pp. cujas contribulçães sáo de valor desigual. 73. 77 pp. m )662 + IX pp. 75. LiVTlRlWORE. Manuel Villaverde. g.Alexandre. SOUBA. manuais e dicion&rios. Hernânl CXDADE e Manuel MDRIAS (Lisboa 1037-8).eendidos de Provas . Hist&rig de PoltzcgaE (Coimbra 1922-9).. Histdrta da Adrninffltra~ão PUblica em Portugal nos sdculos XII a XV (Lisboa1%-19221. 89. secçãa abre-se por uma indicação (segundo B ordem cronalógica! das hLtbrias gerais portuguesas mais conhecidas: 70. 2 vols. . de Oliveira. Existe uma tradução francesa. MElREA. Francisco Luis. 1ndic. HistdPia de PortzLya$ (Porto í92g'). 18'69lL ). A new h. Manuel Paulo. 8 partes. Inrlice Analitko da História da AdministraCão (Lisboa 1939). ).

em muitos dos sectores (v. Heinrich.CIEADE e Manuel MORIAS (Lisboa 1937-E). Monarquia h s i t a n a (Lisboa '1'9t30~-19a7. 488 pp. Uist6ria de Portugal.. CASTRO.. 18W 2 * ) . Ernest. compreenI) dendo a histdria portuguesa atB ao fim d a primeira dinastia.. António Caetano de. 20 vols. 79.6 vols. 269 pp. e t Porãugd (London 19611. hoje. 8 1 Tratados e manuais de história geral. Indice Geral dos Apellidos. (7 de texto. nos diversos períodos d a história.. SCHIFEIR. bem como uma tradução portuguesa (Lisboa 1897-1926) 7 vols. MAYER.1947). adequadas a fornecer um enquadramento geral g. William Christopher.. 77 pp. (Lisboa 1939). XI 366 pp. ALMEIDA. . g. Geschichte uma Portugd (Harnburg 1836-54).ist6ha da Adminfstração Pública e m Portugal .O interesse desta obra ultrapassa largamente os limites d a história d a administrzção medieval. 325 pp. 30'3 pp.S (Earcelos 1938-54). Nomes Próprios e Cousas Notáveis Que se Cornpreettdem nos Trene Tomos da Histdria Genealógica d a . MARQmiS. Direcçáo literária de Damião P8E'RE. índice analítico desta obra. 8 partes. 3 vols. O Desenvolv4mslato do CapitaEQarno e m Portugal fio SBcuEo X I X (Lisboa 1 8 6 . 07) 88. Alexandre. História G e w a l ó g k a da C m a Real Portuguesa ('Lisboa 1735-40 '. Fortunato de. Albert-Alain. IntrodeLçEo ao Esttulo da Economia Portuguesa (Fim do Béceclo XVIII a Priwiplos do S h u l o XXI (Lisboa 1947). MEJReA. História de PortugaJ desde o Começo da Monarquia Portuga~esa até ao F i m do Reino de D. ATKTNSCVV. Armando. e Damião PERE.@ Centenário da Fundação d a Nacionalidade. + 3. . AZBVEW. 81. A secção abre-se por uma indicação (segundo a ordem crondbgica) d a s hiistón a s gerais portuguesas mais conhecidas. Manuel Paulo. Direcção d e António EAIAO. Harold Victor. H i s t ó r i a de Portugal (Porto 1920). histbria económica. Hkt6rica de Portuggd (Lisboa 1971-41. A kistom/ of Spczin. politlcas d e Espana y Portugal durante 10s siglos V a XIV (Madrid 1925-6). Nesta secção não se tem e m vista senão a indicação das obras de síntese mais prestigiadas ou mais facilmente disponíveis. Hernâni . Charles E.. António H. NOWEL. Histoire du Portugal (Paris 19W8). Indice Analftico da H. manuai8 e dicionhios. Armando.S. LNICRMORE. SOUSA. 126 pp. Entre a s obras susceptlveis de fornecerem um enquadramento bhsico para a compreensão do conjunto d a sociedade e d a cultura portuguesa (do ponto de vista histórico) destacam-se: 86. A Evoluçüo Económica de Portugd doa Béculos X i I a X V (Lisboa N64-. JoBo Lúcio de. 9 vols.. jurídica. cujas contribuições são de valor desigual. CASTRO. de Oliveira.Casa Real Portuguesa e dos Documentos Gompreendiàos ?aos Seds Volume8 d e Provas . 82.. Hist6viu da Administração Pzib l k a e m Portugal nos séculos XII a X V (Lisboa 1%-1922). Ekcelente resumo d a hist6ria de Portugal. Francisco Lufs. 8 edição). Historia de las instituciolaes socia2es I . E a obra clássica para a epoca medieval. W E R C U N O . Ildstdria da ExpansGo Portuguesa no Mundo. BARRCE. Obras de enquadramento histórico geral. MACHADO.2 vols. prefaciada e anotada por Torquato S. Nova edição com algumas alteraçdes. publicados. a e d i ç b definitiva é a 7 . 87. (Paris I8581 662 $ M pp. sendo um Útll instrumento para toda a história institucional do antigo regime. + 78.2. história social e história cultural) os seus pontos de vista estão hoje muito desactuaIizados. bastante desactualizada. ( 1 . traduçáo francesa (Paris 1%). " ) . Existe uma tradução francesa. 382 pp. h 89. CAERAL. Tradução francesa de H. valor histórico muito desigual. Bons resumos das instituições jurídico-políticas portuguesas. Henrique da Gama.li6 A HISTORIA DO DIREITO NA HISTóRIA SOCIAL BIBLIOGRAFIA 177 S. investigação especializada. A Revolução Indocstrial m PortugaZ n o SBceclo XIX (Lisboa 19rll). 361 pp. A new h i s t o w o j Portugd (Cambridge 1947 I. 8 vols. 84.. S. Ediç6o Nonasmental Commoratiwa do 8. 80. Existe um índice onom8stico e idwgr&fico desta obra: &ME2NO. 4 vols. Afonso III (Lisboa 1946-53 I . um de índices e um suplemento). A maia actualizada e equilibrada síntese de história de Portugal. Epocas de Portugal Econdmico (Idsboa 1929*. de1 Medico. nova ed. Manuel Villaverde. (Lisboa 1749). 10 vols. Coimbra 1946-54i2). Histoire dw Portugal (Paris 1953). E.. 5 vols. Obra colectiva. S o a ~ s . I V 435 pp. X O pp. BOURDON. administrativa e política da expansão portuguesa.4 vols.). hoje evidentemente desactualizado. História de Portugal (Coimbra 1922-9). Eacontram-se aqui estudos Importantes de Nstória social.2 vols.. Obras ~intéticasde histõrla geral. 83.. ( a Última).

62). há outras edições. em H M A E S L . ria do Direito Pat* (Coimbra 18671. 101 Eneklopédia Lwo-Brasileira de Cultura (Zisboa 1963-. 5% pp. . 40 ~ 0 1 s . Bol. Lições de Cultura e Literutn-a Portuguesa (Coimbra 1953 I. 4. I ('Lissabon 1944). Marcelo. Manuel Paulo. 350-85. 100. NotBveis sinteses da história sociopolltica e cultural constituem a introdução de cada período da história literária. Carlos Eduardo. . 107. 45-10'8. CRUZ. obra clássica para o estudo da cultura portuguesa dos Séculos X'VII e X V m . 1 1 NOGUEIRA. et? 7 (1882L). 63-166. 91. MEREA. Históma da Admiwistração Pública em Portugal dos s ~ c u i o sXII a X V (cf. Z 11792). ( l 9 6 9 ) . Que Habitaram o Terreno Lusitano. 4.: edigáo francesa (Paris 1964). B A R R 0 . SER'GIIO. Antologia d o s Economistas Portugueses. 179 (1Q68). 11'0. Manuel Antonio Coelho da. 112.. 1865 ' 18962-3 '1. Nuno Espinosa Gomes da. 18Wi9. d . . m-180: 10 (19671. 1860. Hernani. 252 pp. 2. 142 pp. PreZecçóes sobre a Histó1. et Ant6nio José S A W A . G r u d e EncicEoli6dia Portagaesa e B r m l e t a (Lisboa 19356a).. Em publicaçáo. Ein V e r s w h . 108. das quais uma em tradução portuguesa: BMJ. Bac. Academia Real das Scien(5as de Lisboa. Antfinio. 18 . Elundários das Palavras. 97. n. Termos e Frases Que e m Portugal Antigamente se Usavam e Que Hoje Regularmente se Ignorão (Lisboa 1789-91. SiLVA. 30 pp. SERGIO. Em publicaçáo. Hhtdlia l u r i s Ctv. Direcção de Joel SERRA0 (Lisboa 1963-71). 1Cb. 45-1'09.Portuguesa». 11 ( 1 ~ 8 11-74. 95. manuais. DRASN. Lições de Hbtdriu do Direito Portzcgad68 (Coimbra l19. 93.794).. Memorias d e Bteratvra portuguesa. vArias ediçóes. TWaMAiS. + 99.. 6. sobre a Forma de Governo.. Fr. dada a s u a generalidade. IIktdvia do Direito Português. SOVERAZ. 19159 e ) . não cabe em nenhuma das secções especializadas que se seguem: . 2 voIs. MERBA. AMAR&. 5-60. 103. Jose Calvet de. VITERBO. 51-65: separata (Qsboa 1960. <História do Pensamento Económico em Portugal. Letras do Porto. Lothar. António Caetano do. LIX 392 PP. Obras sint8ticas de história jurfdicrt. Século XVII. 92. d . 90. Orientaçãa e Bibliografia Geral». Pascoai Jose de Mello.2. desde os Primeiros Tempos Conhecidos. 1109. dicion&rios. inicialmente. 174 ( 1 9 M ) . Guilherme Braga da. amMembrias 11.. aDADE.s ('Coimbra 19691.1. 16-380. 113. Obras em Portugu&s (Lisboa 1924). 106. Cole. d o Governo e Leaislacão d e Portuoal . Geschickte der PhJosophk in Pmtugal.. Reu. «História d a Cultura Portuguesa.. Joaquim de Santa Rosa. RCHCHA. Jorge. 4. Ricardo Raimundo. A Memoria V foi publicada mais tarde. Liç6e. OACZT~NO. e Costumes dos Povos. a. <Os Elementos Fundamentais d a Cultura PortugUesaB. 183 pp. 1-197. António. XV-243 pp. úições de Histdria do Direito Portuguêa (Coimbra 19231. História da Literatura Portuguesa (Porto. Grande Dtciowirh de Liternturn e de CrStica Liferaria. ) . X I + 271 pp.O 74). Resumo das Lições de Hlstdria do Direito Português (Coimbra 1925). 1 (1796). Não compreende a hist6ria jurídica peninsular anterior ã f u n d a ~ a o do reino d e Portugal. 6 (1. I75 (!. d e Ciências Econónzlcas da Faculdade de Direito d e Coimbra.tlis Lusitana (Ulissipone 1788). MAS.420 pp. H l s t ó d a do Direito Português (Lisboa 19169 e 1972 * ) . 9g . Manuais de histõria do direito portugu8s. 9 (10%-o). até ao Estabelecimento d a Monarquia . 313-5'3. 1-92. Geografia da PeninsuEa Ib&ca (Lisboa S. 679 pp. 268 pp. Henrique d a Gama. LOIPEIS.S. Esta obra foi publicada. 1114. MAGALHAE.1. Traduçáo portuguesa: Contribuição para <a Hbtória d a FiJosofia Portuguesa (Lisboa lPmM). Obras sobre temss gerais d e história do direito pomigés. Actas do Colóquio Inte~. Michel. 8 (-69-6&). Ensaio sobre a História (Cojmbra 1841. 1 .. Existe uma versão resumida. P a r a além dos manuais de histária do direito portugues h& outros tral~alhoscujo tema.' parte (1820) ~ e m o r i a s dos Socws. 30~5pp.).l). S . nas revistas O Instituto (anos de 1838. FREIRE. DlrecçSo de João José CIOCHOIWL (Lisboa lWi"7. 98. 127-437: 7 (1&06).601-236.%R). Oscar. 61-204.ncacional de Estudos L w o -Brasileiros (Nashville 14531. 837-74. 1863 e 1866) e Jornal de Junsprudêncla ( 1&66). . X X -/. Dictopldmo de Histortu de Portugal IZustrado.. ) . . 124 pp. . 4 vols.178 A HISTÓRIA' DO DIREITO NA HISTóRIA SCCIhL GIBLIOUR2IFIA 179 ao. 302. 1 (19661. Ifitrodução Geográfico-Bociologica à História de Portugal (Lisboa 19'12). Manuel Paulo. I I i e N ) (I.

separata (Coimbra 1975). João Pedro. 57 (19611. GCYNÇALUCS. CASTRO. eclesl&stico e judiciário do antigo regime.180 A EIIGTORIA DO DIRECTO NA HISTÕRIA SCCIAL 114. eirigida por J." 133). breve Estudo . 284-343. C. 6 (1794). 117.A (1955). Suplemento ao val. 122. n. BH"DC. 539-43. 9 11825 3. RIBEIRO.~(Lisboa 1W71. BBUC. com muitas informações sobre o direito anterior. aWteraturgeschichtliche und vergleichende Anmerkungen zur portugiesischen Rechtsprechung irn Ancien R é g i m e ~ (Coimbra 1973). 128. X N (1'938). também em Estudos de História do Direito (Coimbra 1923). direito Romano. Repertóho ds Ordenações do Reyno novamente recopiladas com rn remissoem do8 doutores. 1-37. Ferráo (c£. Algumas Notas sobre o Fuero de1 BapZto e Suas Relaçoes com o Direito Português*. 121-32.44). Versão portuguesa. ( a ) GORDO. Abt. da Partida de CasteZcs (Lisboa 1604). 121.. Academia Real das Sc&?icias de Lisboa. em Z e i t s . hlEREA. 115. 130. Luls Cabra1 de. KA versá0 portuguesa das Flores de Zes leges. 119. eEnquadramento Histórico 16 do Código Civil Portugu&s>. BORGHS. 1 i . h& outras ediçks. . «Memória sobre o Assunto: 'Qual '4 Seja a Epoca d a introdução do Direito das Decretaes em Portugal. í O Wemento Arabe no Di. Epoca do individualismo filosófico ou critico».g. de Jác0m. P a r a o direito anterim. MEREA.316. «E1 derecho subsidi$rio en la hist6ria de1 derecho poi. 127. Manuel Paulo. tambkm em Bul. Sueiro Gomes». 131. Madrid 1971. 5-34. 5 (1916). Júlio de. Dicclonaréo duddico-Comer& (Lisboa 1839). em António CRUZ. portug. Bobre a Recelate E ~ ~ o l u ç ádo Direito P r i ~ a d oPort. MEREA. Notas ao Plano do Novo GbdÈgo de direito pziblico de Portugal (Cohbra 18441. ANDRADE. V i I i 4-123 pp. Diclon6rios de direito. B% o (19. 123. 45-65. . Institut de Sociologie de 1'UniversitE Libre d e Bruxelles. 16 (1@68j. O Direito Sub&iririo Num Comentário ics O r d e n ~ õ e s Manuelinas de Luls Correia (Lisboa 1873 j. SANTOS. Ann. Pereira e Sousa (cf. S. 1 6 ( 1940). 9 (1940). SI. Affonso I acerca de 1 Uns Decretos Chamados Leis de Fr.3. 59 pp.-M. R (Coimbra 1949).ugwés.no (Lisboa r792 I*.177. administrativo. BFDC. Rec de J.. Fontes próxamas da cwmpllação feliplna ou f%ãice das Ordenwões e Extravagantes. RUC. 7-19.31j ou o repertório da ColZecção de t e g i s . n 132) e de J. As obras mais importantes sobre o direito romano peninsular e sobre o direito visigutico estâlo Inventariadas em qualquer bom manual de história do direito espanhol (v.tugues» (Madrid 19711. 42 pp. pp. iNuno Esplnosa Gom. BFDC. rLa formation du droit civil portugais et le Code de Napol&on». 138-60. 2-18. 99 (1976). 30 (1969 j. 1829 '1. 120. Johannes-Michaei. VGHEiNA. COSTA.es da. Manuel Mendes de.) ou na secçáo C/7 (Espaíiaj d a Introduction bibliographique à I'hbtotre du d r d t et 6 l'ethnologie jundique. 129. <. Affonso V. Joáo da Cunha Neves. CRUZ. BFDC. NACL.reito Civil Português. José Ferreira.em Estudos de Hist6ria do Direito. $Memória sobre Uma Provisao ou Carta do Senhor D. Fnc. repertbrios. publ. ( a ) SILVA. 128. . J. Esta obra cont'em muitas ioformaçdes sobre os direitos constitucional. Nuno Espinosa Gomes da. CRTJZ. José Joaquim Ferreira.RIBEIRO. O n. 557 -0 125. 218-36. 14 (1976). Direito Comum e Boa Razão>. n " 1. E um dos dicionácios <cl&ssicoss do dlrelto português do s4culo X M . Separata da RPH. Guilherme Braga da.. Guilherme Braga da. 116. VI-516 pp. enriquecida com um monuinental aparato bibliogrifico e crítico em RPH. 150-1:74-21'0-271 pp. Luts da Cunha. 1t8. glossários. F. separ a t a de BMJ. 2 vols. 214-64.e Ruizu.. . 126. HMARSL. António Ribeiro dos. dos Manuscritos de João Pedro Ribeiro>. O Instituto. 159. 28. 119.Terminologia jurídica das Ordenações>. Memdrias dos Corre*po&entes.g ffeir Rechtsgeschachte. Droit de Toulouse. gtce as declarao. de que proximamente se derivou o Código Filipi. 31anwaZ de hisboria de1 derecho sspc~fiol. e com a cnncorÜ2ncia & Lei. <Memoria sobre a s Ordenações do Senhor D. Gerni. Guilherme Braga da.9-37. 264 (1877).444-56. BormaçQo Histórica do Moderno Direito Privado PortuguFs e Brasileiro. Memorias de Zitteratura portuguesa. Gillssen. Zapão Antigo e iiodeme (cf.. 179-83. ( a ) CRUZ. o de Manuel Mendes de Castro (cf. O 110. der Savignjl-Stiftun. sendo a iiltima a de Coimbra 1743) W pp. SCHOZZ. Manuel Augusto Domingues de. 14 (1973). 11 (1963). 17 (1873). SILVA. <Origens do moderno dlrelto português. Manuel Paulo. 1 2 . SCHOm. Os outros são os de A. Manuel Paulo. 4.. 6 t . 522-26. e o Influxo Que o Mesmo Teve n a Legislação Portugueza'a." 166). MONTADA. 11. Classe de letras. MArio JÜIio de Almeidn. Alfonso Garcia-Gallo. <Sobre os Compiladores das Ordenaçaes FiZipinas. CARVALHO. Jogo Pedro.

I. d a Silva. Pascoal Jose de Me10 Freire (dos Reis). H. A bibliografia das fontes do antigo dIreito portugués tem sido incluída no monumental Handbucla d e r QueEZen und L i t ~ a t der neuerm europliischen PrWatrechtsgesch&chte. 148. F r . 136. O Direito. secç80 C/7 (Espana) da mesma obra. MEREA.1. Indicações muito iiteis sobre a antiga terminologia jurídica. 88-1'68. 2 tonios. Beck. 21W. Estudos de Histó* do JXreito (Coimbra 19231.e segs. 162 (10671. B P D ~9 ( l i ~ ~243-8 4. alNovo Código de Direito . Obras colectivas e ediç6es de conjunto dos trabalhos de um mesmo autor. 31: 168 (1967). . cit. Estudos de Direito Rispânico Medieval (Coimbra 1887). 31 ( I M ) .8. 1138.1. T.153 A IIISTóFIIA DO DIREITO h-A HISTORIA SOCIAL ' 1 3 . L i Cabra1 de.. fheoretico. Revista Cientéfaca e Literdria (Coimbra 1869. Armin (Die Gesetzgebung der entstehelzden Territorialstaaten. R e ~ i s t ade Jurtsprudêflcia e LegislagBo (Lisboa 1. <Antologia do Pensamento Juridico Portuguêsu... sos.8. Pereira e.do Direito us (Coimbra 194S-501. RMJ. 89. n. 151.. 5.Público de Portugalu. 141. ElucuZárno .. seja em versão integral: Francisco Suarez. 5. Lcglslação. recorra-se as secções A/9 e R/7 da Introduction bibliographique . Pascoal José de Me10 Freire. 187-21%. 1142. lb4. Hanübuch.um dicciontaí-io juricEico.. ' 152. O Instituto. 16 (~SBOI). ~ManuelPaulo.30101 6 DD. MEREA. Revista de Legialaçdo e burispruà&nclu (Colmbra 1869-. Correccões no c .I. F.. 137. <Das Leis». u~ dirigido por Helmut Coing (Verlag C. 82 (1P68).. 31-110. remissiva à s leis compiladm e extravagantes [Lisboa 1825-71...).. Revisto de Direito e de Estudos Bociuis [Coimbra 1945. W.5. 5'17 .. Diciovtdrio Jurldico da Administruçáo Piiblica (Coimbra '2 1. I71 [1967). Revêsta Portugacese de História (Coimbra 1914-. 164 (19671. Eventuais indicações histdricas. &Introdução A bibliografia do Doutor Manuel Paulo Meréa». + 8 A * ~ ~- A muito vasta e importante bibliografia de M. 140~. Holthofer. Francisco A. 363. 139. n. 134. A~luariode historia de1 derecho espn%ol (Madrjd 1924-. Nesta secção do Boletim do Milaist6rio da Justiça foram publicadas várias obras jurídicas clássicas. o aZasaio do Cbdigo Criniinaln. 25 (1969. Botetim da FacuEàade de Direito de C ~ m b r a (Coimbra 1914-. ) .44. 2 vols. Estudos de História. Jornal du Foro (Lisboa 1957-.. FERRAO. C. 5. . BHJ. 6. BMJ. . Ernst (Die Litwatur xum gem&en und gartikula~enRecht i%ItaZieg Frankrsich. 168 (19671. Manuel Paulo. 5. 69. 8671. 1133." 1Ci3). 8Projecto de Associ8aagão das Classes Laboriosasw.. 9 (lY'48).865-. 1. VITEREO. 146. Em publicaçSo.. 78 (1458).) 145. 155 (19668). Esboço de h. jurisprudencia.%B (1951). eInstituiçòes L direito civil portuguêsi). Manuel ~ a u l o . Manuel Paulo.. FARIA. pode ser encontrado rio BAPIC. 5..portante deste ultimo jurista.: 166 (1Q67). MZFSA. so (19e71.. vols. e pratico. Êstudos de Direito Vtsisdti~o (Coimbra 1948). Joaquim J. 5 : 165 [lMT). dos Reis. 49 (1955). 161 (1966).) . BMJ. separata íicoimhra 19691.). Joaquim dc Santa Rosa.968-. 39. . SOUSA. Mário A. 143. e m artigos de Wolf. P. 19 (ieBa). 21s. 257 pp. MEREA.. Publicações periódicas e obras colectiras. Uma outra obra im.). 147. Boletim do Minhié~ioda Justiça (Lisboa 1947-. 1 2 (1960). Italiea u d . hTovos Estudos de História do Direito (Barcelos 1947).LXMLXXXIX. LegislagKo geral. München 19781. 5-59. 22-58. 25 pp. 1% (1949). M W R D A . RPH. . Antbnlo Manuel Coelho da Rocha. 3 tomos. 89. ). António Ribeiro dos santos.. . VI11 4. Silvestre Pinheiro Ferreira. Pubtioações periódicas de interesse jurídico ou hishirico-jurídico.. XXLII 339 pp.). Sclentia IuPidica [Eraga 1981-. 3 a. Manuel Paulo. B N J . P a r a as fontes comuns a Portugal e a Espanha. 211. 149.1.. Merêa foi inventariada por: 153. 187 vp.. AistóTia e Diretto (Esc~itosDispersosl ICoimbra 1967).) . 6. 46. .. ).. 150. P a r a os direitos romano e visigbtico. BMJ. (cf. 166 (1966). Fontes juridicas.. Band 1. MERÊA. doutrina. 113. ~Instituiçóesde Direito Civil».170 (19671. Dic&onario Elementar Remissivo do Gddigo Civil Portuguez (Lisboa 18691.

A HISTóR14 DO D I R E I T O N A ITISTóRiA S. I d e e ~ h r o n o l o ~ i c o Remdsaho da e Legislação Po~tugice&n.4).. Gazeta de Lisboa. dividido eni tr&s séries. do. Afonso V i. M a p p a Chro~oZogicodas Leis. 328 pp. I r (1550-1605) {Lisboa 1 9 1 ) 371 PP. 3 tomos.O 126).1. Additamntos s Retoques à synop& Chronologba (Lisboa 1829). 174.9 até 1817 (Lisboa 1818). 5 tomos. Diádo do Governo (1635-39).-M.). Resumo Chrono~o~ico Vdrios Arligus da LegistaçBo Pátma . V (1808-Aditamentos): <e correcções} (Lisboa 1818). V-kLiLE. Colecção do secu1o xv. Band 2. RIBEIRO. xnI 880 pp. Publicadas desde 16o. Fontes jurídicas gerais e locais. n' 230). Band 2. e mais D i s p o s g ó e ~de m r & t o Portwyuez. desde Esse Ano até o de 1761 (Coimbra 1619J.Adatantentos) (Lisboa 18DJ 1. 718. Aiiredo. 282-3091.s) e Leis do Reino de Portugal (Coimbra 1?8C-90). 45-65. A edição mais cbmoda das codLficaçÕes oficiais de legislação dos seculos XV a XVII é a da Collecçdo de Legisla~ãa Antiga e Moderna do Reino d e Portugal. Neuere Zeit ( 1500-1800).Coimbra 1792). das quais as mais conhecidas e úteis são: 176. 2 vols. 166. (Lisboa 1%18).. 6 vols. Outras edi. 171.1 1 1 1 ~ 9 . 368. JoSo Pedro. a primeira publica actos leglslativos oii equiparados (tratados Internacionais. Fontes legislativas e consuetudinárias da monarquia portuguesa até ao fim do reinado de D. Desde 1914 o Didrio do GOverno esta. 172.tos) (Lisboa 18~r7).. H a n d buch . sA Versão Portuguesa daç Flores de Eas leyes. Dokcçãci Oficial de Leglsla@o Portuguesa (Lisboa 1821-. V I (1818-80. Livro das L & e Posturas.. 1 4 tfm-~as ne Obra imponente de Inforniaçáo. Puero Eeal de Afonso X. I (1603-1750) (Lisboa l N 6 ) . 343-71: também em Estudos de Nistória do Dtelto (Coimbra 1923). Versão Portwguesa do Briculo XIII (Lisboa 1946). em 1823). Synopsis Chronolog~ca de Subsldêos ainda os mais Raros para a H i s t ó h e Estudo C ~ í f i c od a Legislaçdo p n ~ t w u e s a . 226 FP. Manuel Borgea. 4 vols. MERÊA.ções de fontes anteriores a s 0rdenaçõ. M. Ela compreende.. Scholz (Gesetzgsbung 2md nechtqrechung. 3 Repertório das Ordenações (Palipinas) do Reino de Portugal [Coimbra 1794-5). . Prefácio de Nuno Espinosa Gomes da Silva [Lisboa 1971) XZV + 510 pp.Portugal. Rmert6rio das Ordenações do Reino.. Leges et conwetudines (Oiisipone 1856-68). António Gouveia Pinto. publicada sob a Bgide d a Universidade de Goimbra. PiM'ElNTA. tomos. e. po&&.. P a r a a legislação mais recente. .. Dinrio do Governo (1868.. R. Afonso I11 (1270): PortugaQaa moleu?nenta historica a saeculo octavo post Christuin usque ad quinturn decirnum iussu Academiae Bcien€h-wn Olkiponensia edita. Existe um suplemento desta recolha: João Pedro Ribeiro. r e s ~ l u ~ a A. existe: 1%. Ha também colecções aprivadasw de legislação. 173. nos finais do seculo XViiI. RUC.. A.): a segunda diplomas d&~ regulamentares ou indiyiduai$ e a terceira anfincios oficiais. 6 (1. icf. CARNEIRO. (cf n. de para Duplemento da . Dhh-ao de Lisboa 11869-68). + + + . Gazeta de Lisboa ( 1717. 178. Manuel Mendes de. alem de fontes menores. Diario do Governo (até queda do regime constituciorial.TJ.. .es Afo?&sinas 1446): i Obras factiitando a consulta e compreensão das Ordeilações Filipinas: 165. O r d e n ~ õ e sd'el Rey D.(1823-33).CCIAL Portugd. Leis extrauayantes colãegidas e relatadas pelo licmciaão Duarte Nunes de Leáo . o Sábio.José Anastácio de.. assuntos do E. Manuel (Coimbra 179T). Manuel Alvares commcntaria ad O r d i ~ t i o a e m regnx Povt~gcalzae l T . Ordenu~ões(Fi1ipiaa.XI 412 pp.1820). IV íAditameri. Gazeta Oficial do Governo (L83. de Jhcome Ruim. Indes y eneralia. 170. as grandes compilações: Ordenações Pel Reg D. 83 1100 pp. PEGAS.n y ' ~ s ~ ~ o1670-17291. (Lisboa 1'669.. 177.. Manuel Paulo. ~ E U E ~ I R E I H ) . CoZleqão ChronologQa. CASTRO. XII + 463 pp..Coimbra 1'796). 169.917). 8 . de Leis Extravagantes Postedores a Nova Ccrrnpilaqão das Ordenações do R&o Publicada e m 1603.r & P~cbMcaçãodo Oódigo nHpb+ao. I1 11750-1806/ (Lisboa 1806): 111 (Aditamentos) (Lisboa 180'7).$ynopsis..2.) e J. também.).1 5 4 9 ) (Lisboa 1790). cuja utilização s e torna f9cil pela existência de un-i repertório: 167.

1890. E8tatistiCa. e Antbnio Alvaro de 'Oliveira NEVES. I existe un Repartorio i 026 Indice Alphabetico d a s Materim Conaprehendidas nos Volumes dos fiarios das Cortes Geraes. SAINTOS. 6.. Ce répertoire sert ausG pour les ouvrages n ' 193 . Apendice ao Tomo I I . em geral." e 2. regni lusitana. 2 vols. 565-73. VI 18P9. iii-Segunda Legwlatura da Segulada Epocha (1834-1. 224)..8. ao fiavas recop-ilaehnss hispanomm (Olyssipone 1618-30. ALBUQUERQUE. quae 14 tom. 1924%). TVTerceQa Legislatura da Terceira. 11. curn cnacordantis artrisque b u h . e Themia das Cortes Geraes que e m Portugaã se CeZsbrarcZo. 1826-8. V I I .21. Gommenturia ad Ordinationem regfii Portac. ~ orientação de investigação. 2 partes (Lisboa 1828 '. c .s e B w g r a p h h P n r l m B ~ t a r e o Portuguesm (Porto 1887-1892). tendo sido actuslieados).i: ge?rsraZts. 3 toinos. 214. e SANTARRM. SANTOS. I-18ZR-5. IV 1 8 E B . ." ( e 8.." Leg$sZaturas da Primeira Epocha Constitucional ( 1 8 2 1 . Diário do Benndo (Lisboa 1911-26). PTimeiro Anno da Legkslaáura (Lisboa 1821. l e g m . XVIII 756 pp. et ordjne fitdiciario contractibus. 2 SANTAEEM.IBJI (Lisboa 1883-1801) 8 ~0luMeS. Alem disso. vols. 1868-1806). Indice Atphabetico - - - - . O D á i do Governo (ou a s publicações corresponiro dentes) inclui uma versão abreviada das actas das sessoes parlamentares. jurisdictiosa. Actan da Cciinara Corgoratiua (Lisboa 1934-1974). Da'ririo da Assembleia Naczonaã Constituiate (Lisboa 1911).4 NISTCIRIA SCCIAL Fontes para o estudo das actividades das Cortes d o antigo regime: LEiTAO. 5 tomos. 3 tomos.. Cortes do Rano d e Portugal. Visconde de. 210. Epocha (2887-19. BiLRBCxSA.24 '1. vãrias ediçóes as Últimas -1730 *. V . Remisaiones doctorum de officis publicis. Syaupssa dos Trabalho8 Porlamentares (1894-1875) (Lisboa 1837-1878). (Lisboa 1828 : 19. Dornmentns para a Hi-stbrta das Cortes Geraes da Nação Portuguesa.A HISTóRIA DO DIREITO N..1886. (Lisboa L940 1. Bibliografia d a s publicações das actas das sessões parlamentares: Dfdrio d a s Cortes Geraes e Extraordivzáldas da Nação Portugrcezcs. Segunda Legislatura (Lisboa 1822-23). (Coimbra 183ü). 3885 pp. cAs Cortes F'ortuguesas~. Diario do Congresso (1011-26). 216... Alguw Documentos para Servirem de Provas ò f s } ParteisI 1. Recolhas de doiitrina. Diário das Cortes da Naç6o Portugueza. 2x7. Gegundo Awno da Legislatura (Lisboa 1822) 3 tomos. Clemente José dos. (Lisboa + t e s . RPH. Dicirio da Camaara dos Dignos Pares do Reino (Lisboa) ( 1842-3. Dario das Sessdes d a AasembIeia da Reptiblica 1976.6. M e m l i a s para a HisMràa e Theoria das Cortes Geraes que e m Portugal se Celebrar60 pelos Tres Estadou do Reino..galEiae nùra: 1974). 214. ordinamenti.98).). VALLE. partitana.. Manuel Alvares Solano d o . Manuel. en 4 tomos. fndices pormenorizados das actividades e documentação parlamentares.. SOclREiS. Visconde de. D. A Investjgação sobre temas de histúria parlamentar está facilitada pela exist&ncia d e obra de referência: e Remissivo dos Trabalhos Paràrsmentares das Côrtes Geraes da N ~ ã Puro tugueza. Eiblwgrafia crítica sobre a s «Cor- 213. N v i o das Sessões d a Assembleia Nac4onal (Lisboa 1955- As recolhas mais importantes d a doutrina dos séculos XtrI e XVIII são: 218. (Jlemente Jo& dos. Torquato de Sousa.536). Diáriu da Canzara dos Senho~as Deputados (Lisboa 1821-3.I.") das Memorias para a HBstoria.). locupletissinul gnomonologSa enrum rerum.ic:rio das Sessões d a Asaeinblsia Constitacints (Lisboa X975-6). VIIT . 1732-. =-A. DMrio das Cortes Geraas. aE Ord. (Ulissipone 1740.3 ) . varios fasclculos. I .18B8. ultimis voluntatibus & delictis. PEGA'S. 2 (1943). n t '94)..1834-1908). e Constituintes da NaçQo Portugueza. 112 pp. Joaquim. I1 PrimeQraLegisEatura da S e ga?zda Epochn Co?tstitwioaal 11826-18881. Inventário da Documelztaçiio Existente. 3 livros em B tomos. os volumes do Púirlo das Sesst5es têm. Extraordiniiriu. DI 1887. I?idc.ic:..

Paulo." &O). 227. Jorge de. Manuel . Oáudio Sanchez.& serie. Chefe rlo Estado (Cormbra 19703. Ln czdria regia portuguesn.. XIEPM. 229. 189-98.). O Poder Real e a s Cortes (Coimbra 19231. em História de Portugal. São muito frequentes as obras em que documentos de aplicação do direito são publicados. CAETANO. 7. 191-2132. 241. 189-60. 233. 5 -65. senão alguns ensaios de realização d e publicações sistem8ticas. 1095-1185 (Lisboa l%8). . 516 895 pp . PublicayZo integral de documentos relativos ao ultramar oii A O estran~eiro e resiimida dos relativos a metrópole. A s Gavetas da Torre do Tombo (Lisboa 1960 ). 110111 15 (Lisboa 1940. CA'MPOS. Obras d e síntese: do Estado e direito consti- 238. Trindade. eLiber fidei Sanctae bracarensis ecclesiae. 877 pp. WSTA. 1 pp. AbBUQUEIFiQUE. I?. 584 pp. D. 239. Documentos M e d l e v a w Portugn~eses(Lisboa 1910-.1. S (cf. I tomo.Documentos Particulares. 11. 2 vols. Collecção de Lefa e r5ubsidios papa o Estudo do Direito Constituctmal Patztguea (Coimbra 2893-4).l. Martim de. 228. Portugaliae Manumenta Historica . 70 pp. Documentos dos Condes Portucalenses e d e D. 9 vols. $ 0 (19641. 226. n ' 74). 445-524. 375428. A A P E . Direlto público. I tomo2 Documentos dos Condes Portucalenses e de D.9 (19671. a h s ReHncias na Histbria do ~ i r e i t o kihlico E das Ideias ~ o l a i c a sem Portugal). D. Afofflso Henrigues. A. Conselho de Estado (Coimbra 1'0.3-4 (1864) 1M-841. a sua indicaçáo exaustiva seria impossivel.. RPH. <A Crrlgem da Poder Real e a s Cortes de 16418.* 223. 2.. Estrutura politlco-jiiridioa tucional. LAiNGHA!NS. COELHO. História da Administração Pi*b#cn em Portugal nos Séculos XII a X V (cf. os de J. . Lopes Praça. Marcelo. 242. W 145-69. I l i s t d r i n Breve das Const%tu%ções i Po tzcguesa. 221. Não se citam. PRAGA. 225. ( a ) M ~ N N D A ..ios de E8bado do Antigo Reyim. 202-20. n. 4. Laranjo. C 512 pp. ISt. Da Minha Gwveto (os 8ecretdl. Siglos X I I ?/ XIJI (MLlarid 1920l. Marcelo.. 4. *O Governo e a Administração Central após a RRstaura~ãoa. Marcelo.1-2 (19'68) 247-340. <As Cortes de 1?254. Edição Monumental (cf. I (Olisipone 18671. publicados. Obras sobre aspectos mais particuIares das instituições constltucionals portuguesas: 250. ou Rrncara Azlgusta. Avelino d e Jesus. 17 (19641. + + 231. Jorge de. aOrganização Socjal e Administração Públi.8-4 (19701) 591433.~. Martim de. C A E T A N O . aLa chancellerie royale por: tugaise iustiu'au milieu du XIIIe siècle». CAEXLQNO. 189-268. MiR-ANDA. 244. Contem 925 documentos particulares e reais.. 82 + PP -. 86-148. .I.ca». 303-56. EARROS.'225-356. Manuel Paulo. XVIII 483 pp 224. WEREq Manuel Paulo. Franz-Paul de Almeida. Msponíveis.tdlreito constitucitmnla (nomeadamente. Separata da obra n. RFDL. o segundo do período constitucional. desde o século IX até 1100. 271-340. 234."127). 2. Portugnliae Nisto?ica. Marcelo Caetano." 74). João Francisco Aires de. tam&m. xProjecto da Constitulçáo de 1823». x Apareci~mentoern Portugal O do Conceito de Programa PoIitlcoh. (Lisboa 19341. Marcelo. 37-73: tambem em Eatlláos de Dirsito (Colmbra 1957). pp. MTXtfiA. BBDC. MACEiDiO.A HISTCiRIA DO DIREITO NA HIST6RI.4. 236. Diplomata et Chortae. 7-38. Marcelo. i5 (1961-2). F. O vol. AZBDRINOZ. Marnoco e Sousa. . Publicações de docunientos furtdicos. e 21 (10.2. MEREA. 20 (185Q).43. 235. J. 407-48. Manual PoUttco ão C i d d ã o Portuauen (Lisboa 1906). O Direito d e Brago... tA8 Cortes de 1 3 8 5 ~ . 971 36 r>p. 80 pp. n. Henriqut? d a Gama. P Avelino Jesus da. BMJ. MEIREA. 2. 1s (1971). BBDC. CAZTAINO. 232. 245.~ (Lisboa 1fH653. 237. portanto. 5 (1961). uPortugaJ e a iurkdictio i n t p e f i i ~ .Ediç&o critica». RPH. AIiBUQUERQUE.1-2 (1853) a63-300. 15 (1975). Afonso Henriplces A. Z4A5. 14-15 ( 19631. 222. CAETANO. J o r g e Borges de.n. eHistSria d a s Institulções de Direito PCiblico. RPH.. A. Fundamentns Jurídicos da Monarquia Portuguesax. 1 (1961). Manuel Paulo.' 1Z7. Separata do Dicionario Jwi-kiico de Administracão ~tiblka (d. 7. os manuais univeroit8rios de -direito político> ou de . 1 [ 1873 1. 30s6 Joaquim Lopes.e.7.RRDL.k SOCIAL BIBLIOGRAFIA 191 6. I ocupa-se do antigo regime.50). COSTA. 133-45. 6 (19421. 1095-1185 (Lisboa 195í4). <Subsídios para a HIstbria das Curtes Medievais Portuguesas.

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Toulouss, 11 (1963). 193-216. 453. HERGlJLANQ. Alexandre, a o s Vínculos», em Opúsculos !Li9boa 18791,8, 1-104. 454. mREiA, Manuel Paulo, *Sobre a s Origens de Terçau, Congreaso do M u d o PortuguBs. Yern674ap e ~ o m u a i e ~ õ e s , 1 (Lisboa 19401, 493-506; ou em Est-8 de Direito H @ &nico Meãbwal, I (Goimbra 1953). 55-70,. 456. MWNGADA, Lufs Cabral de, A Rsaewa Hereditária no Direito Peninsular e Português íCuimbra 1916-21). 2 vols.: sobre o mesmo assunto Manuel Paulo Me&a escreveu algumas p&ghas de revisáo d a questão e m BFDC, i9 (1943), 237-43, e BO ('19441, 541-6. 456, 7EL;ES. inoclncio Galvão, «Apontamentos p a r a a Hist6ria do Direito das Suceasdes Portuguésa, RFDL (1981-2),3927s.
8.5. Direito das ohrlgaçóas.

Obras sobre outros temas do direito da familia: 446. OOSTA, Mario Júlio de Almeida, tddopção na História do Direito Portuguès~,R P H , 18 (19i65), 9.5-1331 447. MEREA, Manuel Paulo, <;Notas sobre o Poder Paternal no Direito Hispânico Ocidental durante os ,%culos X i i e XIII (Em, Volta do cap. CCVL do Foro de C u e n c a ) ~ , AFIDE, I 8 (1947), 16-33; ou em Estudos de Direito n i s p â nico Medieval, 2 (Coimbra 1953), 83-112. 448. MEREA, Manuel Paulo, Perfilhação (Achêgas p w a Una Didmtirio Histórico da Llngutc Portuguesa), Revista Portuguesa de FiloBefia, 7 (19%3), 119-27. 449. MO'REINO, Humberto Carlos Baquero, «Subsídios para o Estudo da Adopçáo em Portugal na Idade Media (D. Afonso IV a D. riuarte)%, Revista dos Estudos G e r d s Unioarsitfirios de Maçambique, 5." sbrie, 8 (19EE),

Títulos mais importantes sobre a história do direito das obrigaç6es: 451. COSTA, MBirio Júlio de Almeida, Raizes do Censo Comignatiuo. Para a HistóRa d o C&ito M e d i w a i PortuglcSs (Coimbra 19611, 31D3 pp. 458. MAY'ER. Ernst, Das altspanische ObZigatbmrecht Cn aelrsen Grt+n<lziigm», Zeitschrift fu.r vet-gleichendef Wáaaenschaft. 38-9 ( 9 ) . 1%) 459. MEIR&& ~ & u e l Paulo, <A 'Arra Penitenciai' (Sinal) no Direito Histórico>, em Novos Estudos de Bistdrh do Direito (Barcelos 19371, '51.68; ou em RUO, 19 (I%@), b-19; ou, ainda, em E s t d o s cEe Dbrdto H@&mico Medieval, 1 (Coimbra 1952), 37-53. Gf. sobre o mesnio tema e do mesmo autor BFDC, 31 (19551, 366-71. 460. M?BREA,Manuel Paulo, aA Traditio Cartae e as Documentos Medievais Portugueses)), BFDC, 23 (1947), 3 9 6 4 5 ; ou E82udos & Direito Hkipdnka Meiftsval, 9 (Caimbra 1953), 113-24. 461. MEFtaA, Manuel Paulo, crpIbttilas HisMrieo-Jurídicas. R I P~eferência de Credito Anterior no Nosso mais Antigo Mreito*, BFDO, 81 (I%%), 3717-9. 482. MEREA, Manuel Paulo, $Da Mlnha. Gaveta ( A Margem das O~dennçBes1>.BFDC, 94 (19,581, 1'46-72; estudo sobre v 5 IV, 5, 2 (contrato de compra e venda).

67-90.
450. MOREINO, Humberto Carlos Baquero, aSubçidios para. o Estudo da Legitimaçáo em Portugal d u r m t e a Idade MBdta (D. Afonso m a D. D u a r t e ) ~ Revista dos Estudos , GeraZs Universitários de MoçamMque, 5." grle, ) (1967). 209-37. 8.4. Direito siiceêisório. Principais obras sobre a história das institui.çÕes sucessbrias:

431. CRUZ, Guilherme Braga da, O Lh'reito de Troncalidade e o Regime darldico do Patri.mÓnio Familiar (Braga 1941-7), 2 vols.

210

A HISTORIA DO DIREITO N A HISTÕRIA SOCIAL

463. SILVA, Nuno Espinosa Gomes da, <Breve História da (Sláu-

sula de Continuaçáo d a Sociedade com o Herdeim dos Sãciosx, RFDL, 15 i 1961-S),293-3114. De consultar, ainda, as obras gerais de direito civil, importantes pelas referências ao direito anterior à, codlficação:

464. OARNFXEO, Manuel Borges, W ~ à t oCivil de P o r h g a l (Lisboa 1826-40 I, 1858 *), 4 tomos. 465. ROCHA, Manuel Antbnio Coelho, Imtitu@ões ãe D i ~ e i t o

...

Càvil Português p a r a Uso dos Seus Dhclgulos (Coimbra 1&48),2 tomos. Juntamente com o Digesto ..., de C. Teles (cf. n . ~483), e o Diraito Civil, d,e Borges Carneiro (cf. n," 461), constitui o núcleo das obras clássicas do direito civil oitocentista anterior a codificação. 466. TELLEW, José Homem Corrêa, Digesto Portuguez, ou TTQGtudo dos DLreitos e Obrágaçõeu Giub, Acoommodado Leis e Costumes d a Naçdo Portugueza (Lisboa 1835 l, 1840 '...), 3 tomos. Slntese do direito civil português imediatamente mterior a promulgação do C6digo Civil de 1867.
8.6. Direito comercial.

rente a Mercadores Estrangeiros ( ' ~ c u l o s V e m>, X em Estudos de FIbtória (Lisboa 1968), 131-74. 475. SAihT!BFC&M, Pedro de, #.Tratado Muito irtil e Quotidiano dos ,Seguros e Promessas dos Mercadores. Introdução de Moses Bensabat Amznlako, Economia e Finawas, 26, 2 i'lBS8), 3%-4T6. 476. SOUTO, Alberto, Evolzação Historba: do Geguro (Coimbra 19191,67 pp. 477. ViLEZrLA, Álvaro 'da Costa Machado, Seguro d e Vidas (Esboço Histórico, Económico e JurBdicol (Coimbra 1 9 8 , &0) 17-71.

474.

R A l J , Virgínia, i<Privilegios e Legislação Portuguesa Refe-

8.7. Dlrelto internacional tirivado. a muito diminuta a bibliografia portuguesa sobre este assunto: 478. FERRTDTRA, José de 'Sousa dos Santos, <Memoria Critica acerca da Verdadeira Orlgem e Causa das ConservatBrias Estrangeirasx, em Annaes da Sociedade Jurldica, I n 5. , . O
136-44.

479. RIBEERO, Victor, xPrivilégios de Estrangeiros ein Portugal», em HistOriu e Memárim d a Academia clas Xcdencgas de Lisboa. Nova série, 14 (1022),29-84.

Obras mais significativas:
467. .AJ&ZALAK, Moses Bensabat, TT& prdcurseurs portuguais -Pedro de Santarém et les assurances marétimes ac a XVI" séècle; Freitas et la libarté des mers a u XVII' si8cle; José da Veiga et les opératiana de bourse (Paris S. d.), 1-7 pp. 468. BEIRAO, Veiga, < O Direito Comercial em Portugalo, O Direito, 46 (1IM4), 44, 337. 469. BEIIRAO, Vefga, a 0 Direito Comercial durante a Dinastia Avluense e o Dominio dos Filipesn, O Dh&a, 47 (19'15), 49,w, ia, 227, a89.339. 470. EORGEIS, Jose Ferrdra, m'e'c&onáno Jurídico-CommerciaG (Lisboa 1'8791, VI-516 pp. 471. E'IGUEEREIWS, Fausto, ,<O Contrato Comercial de Dinheiro a Ganho no Antigo Direito Português,, RFDL, 17 (19K4),
243-84. 472. LXSBOA, José da Silva, Princápios de Dirsito Mercantil, e
igI),

Algumas indicações em: VILEljLA. Alvaro Júlio Machado, Tratado Elementar [Te& rico a Prático] de Direito Intwrcackmal Privado (Coimbra 1921-2),2 vols.; m i m e I, 323-6 e 36,b-3, onde s e faz um upanliricfo (1'1 cvoluç2o dzt d o u t i ~ n a~ i ~ r t u g - u i ssolire os a princlptos fundamentais do direito internacional privado

9, P ~ O C ~ S S O e penal civil R

45.1.

473.

Lees d a Marinha Divididos em Oito Tratados Elementares (Lisboa 1801-8 ', 18281, 8 tomos. Tratado revelando o direito anterior a codificaçáo moderna. ~ R E A Manuel Paulo, «Uma Livrança do Ano de 13C17», , BFDC, 14 ((1937-8),481-3.

...

482. 453.
484$

A bibliografia sobre a organlzaçáo judicihria j& foi recolhida noutra secção. As obras seguintes dizem directamente respeito aos direitos prooessuais civil e penal: CAMINHA, Gregorio Martins, Tratado da Forma dos Libel10s; e das Allegaçóes Judicirres C% do Processa do Juizo Secular, & Ecc2esiastic0, Le 60s Contratos, com Buas Glosas (Coimbra 1549.. . Coimbra 1T53 * ) . CASTRO, Mmuel Mendes de. P r d t b a Lwitalua.., (cf. 186). FEFLEEIRA, Manuel Lopes, Protica Criminai, E q e n d i d a nn Formrr d a Praxe Observmda Neste Nosso Reirco.. (WSboa 1730-33 I, Porto 1767 2 * ] 656 pp. mais índices. FIGUEIREDO, Jose AnastAcio de, rMemoria sobre Qual Seja o Verdadelra Sentido da Palavra Façanhas, Que expressamente se Acháo Revogadas em Algumas Leys e

.

A HISTóRIA DO DIREITO NA HIST6RIA SOCIAL

BIB
Cartas de Doaç6es e Confirmações Antigas, em Memor b s de Littemtura Portugueza. .Academia Real das Sciencias de Lisboa, 1 (17921, 61-73. 4 5 m E A , Manuel Paulo, nót tu ias Hfstórico-Jurídicas. DT&, A 'Demanda de Haver Móvel' no Direito Hispanico M e dieval, BFDC, 27 ('19511, 157-64, 336-8. 486, M E R U , Manuel Paulo, <Bosquejo Histbrico do Recurso de 'revista's, B M J , 7 (1H83, 43-72. 487. ,MEERA, Manuel Paulo, <Sobre o Juramento ,Purgatório no Direito RispBnico Medieval,, RDEE!, '7 (1964), 71-81. 488. MEREA, Manuel Paulo, < O Poema do Cid e a História do . R&&a, BBDC, $7 (19611, 87-116; 38 (19621, 23441: ou A Histdt-ia e Direito (Escritos Dispersas), 1 (Coimbra 1967), 75-124. 489. MEREA, Manuel Paulo, «Da Minha Gaveta (sobre o Regime de Prova nas Demandas de Mulher Forçada)», BFDC, 98 (1962) 42-51; ou Rfstdria e Dtreito (E~cliltos LXapersosj, 1 (Colmbra 19671, 151-62. Memo& sobre a Autkoridade dos Assentos 490. RIBEIRO J. P., <k<as Relações (Lisboa 1821), 16 pp. 491, &ILVA, José Veríssirna Alves da, <Sobre a Forma dos Juizos nos Primeiros S'éculos da Monarchia Portugueza%, em Memorfas de LitteraCILra. Academia R a d a s Sciencias el de 'Lisboa, 6 (1794). 5-34. 492. SOUSA, Joaiquim Jose Caetano P e r d r a e, P t d m i r a s Linhas sobre o Processo Criminal (Lisboa 1785 '; 182u"). 8017pp. 493, SOUSA, Joaquim José Caetano Pereira e, Primeiras Dnhm sobre Processa C i d (Lisboa 1.834'), 4 tomos. 494. SOUSA (Lobão), Manuel de Almeida e, Segundas M h a s sobre o Processo Civil, ou antes Addições às Primeiras do Bachard Joaquim Josd Caetano Pereira e Souaa (cf. 492) (Lisboa 1814 I ) , 2 vols. Apresenta, como suplemento, CollecçEo d s Dissertações e Tratados Vários... (Lisboa 1826), VIZ-BS2 pp. 495. . 'S, Jose Homem Correa. Doutrina das Acções, Accommodada ao f i r o d e Portugal (Lisboa 1$19: 1887 3), 2 ton.O

donii'nios UItramarlnos, 1'557-1G4Q8j vo1. VI, 639-7W f o$ ; dominios ultramarinos, 1640:-18T5); vol. VI, 536-60'3 (os doniinios ultramarinos, 1816-1915) ; vol. M (suplemento), 559-78 (os domínios ultramarinos, 1918-19331. 497. MDRIAS, Manuel, HQtóría Breve & Colonizaçdo Portuguesa (Lisboa 1840), V f 151 pp.; versão francesa, Br&e m hgstaáre de ia colonisation portugaise (Lisbome 1941), VIii 157 pp.; Italiana. Storia breve della co2onksaxione portoghese (Llsboa 1941), KUi W1 pp.; alemá, Rwrz gsfmste Geschichte der po.rtug4e&iszhen. Kolon.is&tfon (Llssabon 1942), VíiI 161 pp.; inglesa, Eho~t h h t o r y of portuguese coloni~ation (Usbon L941). V D I 14.1 pp.

+

+

+

+

P a r a o Brasil (alem das obras citadas):
498.

História da Colonàzação Po~twguesado Brasil (Porto 18212 4 ) , 3 vols.

Obras de referência bibliográfica e guias dos arquivos coloniais:
490. EOXEII, Charles R., <Some considerations
500.

m1.
5Cl2.

503.
504.

mos.

10. Direito colonial. Obras de sintese sobre a história da colonhaçáo portuguesa: 496. HOt6via de Portugal. Ediç&o monumental (Barcelos 18.38541, 9 ~ 0 2 s . (cf. n . ~ 74). Sobretudo; vol. DI, 3133-624 (génese e desenvolvimento dos descobrimentos e conquistas dos s6culos XVI e XTti, 1411-1557); vd. V ( 0 s

on the portuguese colonid historiographp, Actas do Colóquào Internaciund de Estudos Lwo-BrasiIeiros [.Nashville 19591, 169-80. GIBSQN, Mary Jane, Portuguese Africa. A gwide to o f f M publfcatiofhs Librarg o/ ths Co?zgress (Washington 1967), XV 217 pp. Arquivo HbtóPico d e Angola. Roteiro Tqpografico dos 0Ódf.ces. Ntícleo Attt'igo da Becretaria-Geral. Neicleo do Gov e m 0 d e Benguelo. Núcleo CsruI (Luanda 1966), 1'83 p p Arquivo Hktórico de Angola. Roteiro Topogr&f%codos Auulaos (Luanda 1969-...j, 3 vols. publ. BABTO, Artur de Magalhges, Catcálogo dos Manuscritos Ultramarinos da Biblioteca Wibliea Municipal do Porto (Lisboa 'D38), &M pp. Documentação Ultranaarina Portugwesa. Publicaç& d o Centro d e Estudos HlstórPcos Ulranlarinos (Lisboa 1960c...I 5 vols. publicados.

+

Documentação existente nos arqulvos portugueses e estrangeiros.

5m. GNES, Ernesto, A Recção UEtramarina da Eibl%oteca Nacional. tnventádos. I - Oódkes do Eatiato Cosselho Ultramarino. Estudo por Mnthilde Hedwig Bitzler. 11- Cddices Vindos de Illoçarnbique por Iniciativa d e Afitónio Enlz6s. I I l - Códices do A r q u i ~ o da Marinha ( L i b o a 19281, XXV 338 pp.

+

1h-. O Comelho da f n d k (Lisboa 1952). 1 ) (. em que a s Ordenações . Heliodoro da Cunha... ou ROA. de 4 0 vols. Portuguese colonization in the s-hteenth ceratuw. Manuel d e Eterna Memoviu . Repertorio Alphabetico e ChronoEogico ou Indice Remiusivo d a LegOslaçSo Ultramarina desde a Epoclsa das Descobertas a t e 1888 Inclusive (Macau l % . . (IAETANO.. 526. 629. 318 pp. M. LUZ. «Casa da rndiaw. 19. Das Rec:ht der portugiesischen VberseegBbiete.i. E. Boletim da Conselho Ultramarino. Luís Augusto Ferreira. Jose de Almeida. ScientZa Zunidica. PERiEmA. . F. Joao José da. 1752-1800. SILVA. Mss. nova ediç8o por L.. XXVI-42'6 pp. 176 pp. Moral e Jurídica Portuguesa nos Seculas XVI a XVIIb. ... Serafim. Congresso do Mundo Português.9 vols. Ducumelbtos p a r a a H h t 6 rBa d a s Capitantas d a M a e i r a (Lisboa 1Q308). Das Origens dos ilfwàcáp408 Portugueses aos Primeiros Tempos d a Ca. 52i0. 61 pp. 65-79. A Questdo Colonial Portuguesa na Segunda Metade do SéCUJO XIX (LiOboa 1935 ).ara Mu&ipal cle Lua>~da [Luanda 1965). 341-52. Histdr&a d a Admhfstraçüo da Justiça no Estado d a Indin. CUNHA.' 224. 53Q. Scientia luridica. 7-28. J . Eine EntwlckZung vo?a den AltfBngen des ~ N e u e l e &'taates# bis xur Gegenwart (Saarbruck 1972). 229-46. Charles E..4 SCCIAL As Gavetas d a Torre do Tontbo. completada em 17518. 524. TPERUNDEiN. O Comel?~oUZtramariao -Esboço da Swa História (Lisboa 1967). Carlos fienato Gonçalves. Editadas por AntBnio Loi~rençoCaminha (Wsboa 180. BOXFXL.gica (Lisboa 1909).. 20861. Antánio Lopes d a Costa e. Waldemar. SANTA RITA. t<A Teoria da Expansão Portuguesa e o Princfplo das Nacionalidades no Pensamento da Joáo Pinto Ribeiro (Século XVZI). RIVABA. 5215. Eduardo. 528. Documentos relativos à expansko portuguesa no século XV (Coimbra 1960-76). 29 a 61..l%B). 527. aWrmes féodaIes et domaniales de Ia colonisat~on portugaise dans Ia zone atlantique aux -+ + - - - . LETTE. BRAZAO. A) LegbZagEu Antiga f i l . 1 0 (1961). SANTOS.. RPH.1 8 .. &) No British Museum (cota Addit. The municipal council of &a. ColecçBes de legislação colonial: kziTvlETDA. <As Questães Coloniais n a s Cortes Constituintes e na Segunda Legislatura>>.. «O Sistema Português de Política Indígena no Direito Positivo desde 182'0 at4 à Ultima Revisão da Constituição». Scholz. d a Silva. 86 (Abril 1968). Allen. . e mais Ordens. A functional analysis of the political s y s t m ~ . Obras sobre temas de hjstbria do direito e das Lnstituições: ALBUQLERQUE.385-84. Século XVZ (Lisboa 1964-5). BahW and Luanda. 0 531. BOXER. Ordenações d a Indiu do Senhor Rei D. A. «Orientação d a Política !Colwnial Pnrtuguesa. RFDL. <As Raças do Brasil perante a Ordem Teológica.56.. I S (14B58). 194-277. 15 vols.4 vols. Puhlicaçáo d a Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra. Memoria Huton'co-Archeolo. Studaa. 52L.7825 (London 1969).reproduzindo registos e livros de cópias de diversas repartições públicas de Goa. b í i . Marcelo.. Documentos . 6 (19571. 110-48. $ (1840). 518. Reiner. 'Manuel Gonçalves da. Viriato A.. 8 (1951).214 A XIISTORIA D O DIRElTO NA HIBT6RI.7) 212 pp. 1515.NASCIMENTO. ocupam a s pp. <O Sistema Jupídico Português peranke o Condicionalismo dos Descabrimentos e da Colonização. 519.8 (1948). de. cit. Publicaçáo do Centro de Estudos Históricos Ultramarinos. de Carvalho Dias. B ) Legislação No92s&ma (1834-63) (Lisboa 11869). da Silva. Repertório Ramissivo d a Leg-islaçõo d a M a ~ k h a do Ultramar Comprehene dida nos Annos de 1Sl7 a 1856 (Lisboa 18661. Francisco Jose. op. segundo informa J. 2 vols.. n. 349-70. n. ( a ) COiSTA. Charles E.m. 2 vols. 07 519. O Benado de Goa. The portuguese seciborne empire. C. XIV-689 pp. Archivo Portuguex Oriental (!Nova Goa 1&5. FERREIRA. que s e Expediram p a r a a India desde o Eatabeleclmento Destas Co+bguistm. AKIViZ. . Macao. V Congresso Internacional de Estudos Luso-Brasileiros (Coimbra 1963).. 522. Portugal no Continente Africaao. 5i pp. T m 1116 pp. VIII-4%XLIV.7-60). Portuguese society in the tropics. 523." &) encontra-se uma Collecção Authentica de Todas as L-ys Regimerltos e Alvarás. em Garcia de Orfa. x 1 ' pp. 5B2. VELOZO. Monumenta Hev~riclna. Joáo Cabral do. 135-218. XXVI + 426 pp. <The 'prazos' da Coroa*. MABTINS.RFLUL. 15101800 (mMadison Milwaukee 1965).-M. 649 pp. Francisco Paula Mendes da. REIGO.. 201L pP. ~ 4 ) (Lisboa 1867)..174-86. Charles. Cf. IS1AACMALN. a stuãg o n the roga2 orãWances (regimentos) í Johannesburg 1959 i . N e m ó m e Comzmka@es. JosB Gonçalo de.de 1586 a 1748.

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6.2. . .. . 8. . Instituições militares . . . .. .. .1. . . . .. . . 3. . . . Estrutura politico-jurjdica do Estado e direito constitricional . . .. .. ..1 . . . . . Direito colonial . . . . .. . .. glossftrios. . . . . .. Publicações periódicas e obras coIectivas .3. . Publicações periódicas de interesse jurídico ou histórico-jurídico . . . . . . . ... . . Direito internacional público . ... 7.. . Instituições aú~nlnistrativase direlto sdministrativo . . . . . . . Direito das obrigaçies .. .. . Instituições corporativas . . .6. . Tratados e manuais de história geral . . . . 8. ... . .2. . .. 8. Colecções de jurisprudência .. .. Obras sintéticas de história juridica. . . . Instituiç6es eclesibticas e de assistência pública . . . .. 6.. . . . .. . . . . 7. .3. . . . . . .. Recolhas de doutrina .4.1. . 7. . .. . . . . . . . . . . Instituições financeiras e direito fiscal . . . .. . . . . . . . . . . Obras colectivas e edições de conjunto dos trabalhos de um mesmo autor . .. .7. . Bibliografia juridica ... . .. . . . 11. . . . . .. . . . 8. . . .. ... . . . . ... .... . . . ... . . . . . . . .. .. . . . . 4 Direito sucessório . . . . . .. . . . . . . 7.. .1. . . . 1.. . . . 3. . . 6. ... . . Actividades das Cortes e trabalhos parlamentares . ... . . . 2. .. 6.2. Publicações de documentos jurídicos . . .. 8 . 4. Fontes jurídicas . . . . . . . 5 ... .. . . . . Direito de família . . Direito local . .. .. . . . . 5. . . Bibliografia geral 1. . 6.2... 10. . . . .. .. .. . Regulamentos corporativos 6. . Estatuto jurídico das pessoas e das classes sociais . . . . . . .. DicionBrios de direito.. .. .3.. . . . . . . . . . .. . . .2. . . .. . 7. . . manuais e dicionários . .. .. . . . . . . . Pensamento jurídico e filoeofia do direito . . .1. . . . . . . . . . .. . . . .. . .. . . Direito público .. . . .2. . . . . . . . Obras sobre temas gerais de história do direito português . . .. . ..1. . . . . .. Direito comercial ... manuais. . . . . . .. .. . . . . .. ... 4. . . . ... . . . . . Dlreito privado ... . . Manuais de história do direito português . . . . . . . .. . .. . . . 7. . . .3. . .. . . .. . Enciclopédias e dicionários . . 12. .. . . . .. . . .. . . . repertórios .3. . . . . 3. . . . . . .1. . . .. Direito internacional privado . . . . . .2 Obras de enquadrnmento hist6rico geral . . . . Cat&logos de arquivos e colecções documentais . . . . . . . 6. .6. . . . .. .. . .. . . . . . .. . . Instituiçí5es penals e direlto penal . . . .. . dicionArios .. . . . .. 7. .. . . . . . . Direito econoinico . . . . . . . . .. . . .7.. . 4.. . 4. . . 5. . .. . . . . . 6. . . . .. . . . . 8 . Ensino do direito . . . . . . . .. . . . . . . .... . ..5. . . . . 8. . . . Direitos reais . ..7. . . . . .. . . .. 5. .. . 7. . . Obras de referência bibliogr&fica ... . . .5. . . . .. .4. . . . . .. . Legislàção geral 6. . . . .. .. . . ... . 9. . . . .. . . . . . . 7. . . Obras slnt8tlcas de histúria geral. . . .1. . . . .. . . . . 3. . . .. . . . . .. . . . 8 . . .8. . . . .. . Processos civil e penal . . .

.5. . .4. . . . . . . . . . . . . Estatilto jurídico das pessoas e das classes sociais . . . .7. . . Direitos reais . . . . . . Instituições financeiras e direito fiscal . . .8. . .. 7. .. . . . . . . ..6. . . Direito sucessório . . . . . . . Direito público . . . .7. . . . . Direito colonial . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . .1. . . . . . . . . . . . . . . 7. . . 12. . . 8.. 9. . . . .3. .. . . . . Processos civil e penal . . . . . . . 7. . . . Instituições penais e direito pcnal . . . . . 8. 7.. . . .. Ensino do direita . . . . . .. . . .. 8. . . Direito privado . .7. . . .. 8. . . . E s t r u t u r a político-jurídica do Estado e direito constitucional . 11 . Direito das obrigaçies . . . . . . . .. . . . . . . . . .5. . . . . . . . . . . . Direito económico . . . . . . . . .6. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Direito internacional público . . . . 8. . . . . . . 8. . . . Instituições eclesi8sticas e de assistência pública. . . Instituições militares . . 7. . .2.. Pensamento jurídico e filosofia do direito . 10. Direito de família . .. . . 7. . . . . . Direito comercial . . . .. . . . . Instituições aùininistrativas e direito administrativo .4. . . . . . . . . . . .. . . . . . . .. . . . . 7. . . . 8. . . . 8. . . . . . . . . . . . . . . Instituições corporativas . . . . . . . . .. .1. . . . . . . . .3. . . . 7. . . .. . . .. . . . . Direito internacional privado . . . . . . . . . . . .2. . . . . . . . . .. . . .. . . .. . . .