A HISTORIA DO DIREITO NA IIlSTÕRIA SOCIAL

Colecção

M O V IM E N T O

ANTONIO M, HESPANHA

1. INTRODUÇAO A S CIbNCIAS SOCIAIS

a.
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V .

Pi erre Jaccard RSSORIA SOCIAL DO TRABALHO - I vai. Pierre Jaccard H I S T 6 R I A SOCIAL DO TRABALHO - I 1 vol. Pierre Jaccard O TERCEIRO M U N W E A L U T A PELA INDEPENDPNCIA ECON6rnCA N. Simonla A CIBNCIA NA HISTÕRIA - I vol. J. D. Bernal A CI1NCIA NA HISTORIA I1 vol. J. D. Bernal A CI1NCIA NA HISTORIA - 1 1 vol. 1 .. Berna1 i D. A CIENCIA NA H I S T ú R I A - I V 701. J. I . Bernal ) A CISNCIA NA HIST6RZA ---V d . v

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S. D. Eernal

Victor de SA 18. MPECTCYS DO ENSINO NA REPúBLICA DEMOCRITICA ALEM&
Rog4no Fernandes

10. A C113NCi.4 NA HISTORIA - V1 701. . . -emal i E D. 11. A CIeNCIA NA HISTORIA - VI1 vol. I. D, Berrial 12. INTRODUÇãO A SY3CICLOGIA Daniel de %usa 13. PROBLEMAS m D P Y M E N T A I S DA INTEGRAÇAO CAPITALISTA M Waxirnova 14. DIAMCTICA DAS VANGUARIIAS E. M. d e Melo e Castro 15. SOCIALISMO. DEMOCRAC'B, IDEOLOGIA D. Kérimw e E. Tchbkbarine 16. ESTETICA D A CANÇAO POLfTICA - AUh~uns problemas JnsB Barata Moura 17. RBPElN3AR PORTUGAL - Reflexões sobre o Colonidismo e a Desco1on15ação

A HISTÓRIA DO DIREITO NA HISTÓRIA SOCIAL

19. CIeNCIA E (INjDFPENDRNCIA, I vol. S. Anderson e M. B a i n 20. CIENCIA E (IN)DEPENDENCIA. I1 vol
~ ~

9 Anderson e M. Bnzin 2 . UMA INTRODUÇAO A BCONOMIA POLfTICA 1 P i e r r e Salama e Sacques Valier 22. A NOVA L E I DA REFORMA AGRáRIA A. Lopas Cardoso 23. FALESTINIANOS. OS NOVOS JUDKLrS Helena Salem 24. EIPISTEMOLOGIA DAS CIÉNCWS SOCIAIS Daniel da Soiis~a 25. A HIST6RIA DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL António M Hespanha

LIVROS HORIZONTE

Tttulo: R História do Direito na História Social
Autor: Antbnio

M .Hespanha

@ Livros Honsmnte
Capa; Soares Rocha

Nota prévia

Resomadas todos as direitos de publicaç5o total ou parcial para a língua portuguesa por

LIVROS. H O R I Z O N T E , L D A . Riia das Chagas, 17 - 1.0 Dt.0 - L I S B O A - 2

Este liiro tem por objecto a história dessa realidade omnipresente mas obscura a que chamamos direito. Que esta história existe, que náo é apenas a singela sombra de algo que 3e passa noutro lado, parem-me cada vez mais evidente. A nossa experiência recente da indocilidade dos instrumentos jurídicos, da forma como clcs se tornavam peçcidos e avrssos na m i o de quem pretendia utilizá-los na transformação profunda da nossa aocipdade, foi eloquente quanto a demonstrar que o direito é mais d o que uma formaliaaçáo da vontade pdítica dos homens. Mas a nossa experiência presente mostra-nos mais ,do que isso. Quando hoje aquilo que foi indubitavelmente <legítimo, (do ponto de vista político) é equiparado a acrime~,por falta de uma oportuna cobertura jurídica, e daí se extraem conse. quências politicamente relevantes; como quando actos que se tornaram indubitavelmente %ilegítimos» (do mesmo ponto de vista) sáo considerados clícitosw, por falta de adequada caber. tura jurídica da sua punirão, nós adquirimos a trági.ca demonstração de que essa realidade ind6cil e fugidia é mesmo um cinstrumentox, isto é, tem mesmo que ver com a realidade social e com a sua transformação. Fazer a história do direito é, no fim de contas, traçar OS limites desta autonomia* e desta <eficácia*; auscultar, no jurista, a tensão entre o clerc e o purtisan e detectar o qno, para além da sua vontade, o f a ser as duas coisas: cultor de um mz

interessr que. ma3 respeitadora da coniplexidade do real.foi posto em caiisa. o primeiro tendo j6 cumprido o papel de grande renovador dos . nesta temática da esperança. libertos da arbitrariedade e liisioricidade das anteriores j z ) . posição de certos problemas fundamentais quanto natiirma da démnrche histórica e do próprio direito. Em Portugal foi também este o sentido da historiografia jurídica desde a época ponibalina. gim que envolveu o ascenso político da burguesia. não deixa também de corresponder a uma inkensificação dos estudos de história juri. n i o estou. pelo contrário. os historiadores do direito que re queixeni de s i prúprioa. O materialismo histórico na hist6rh do direito (Notas sobre bibliografia mente) ApDs um longo período de letargo. - . porém. o lugar dos estudos histórico-jurídicos nas instituições onde eles eram professados -as Faciildades de Direito. desaconiparihado. rilentos de trabalho. perante uma recupçração da longa crise desta disciplina. valha a verdade. a de relativizar c. outro inventariando os instru. a talhme de foice.sistema dogmitico altamente hermético e formalizado. Fazer a liiatória do direito é fazer isto e é. otitros percorrendo problemas-Ironteira R novos doiníriioç de investigação. Um procurando estabelecer os seus clnone. pois há niais quem rieste conipasso de espera da historiografia jurídica portuguesa v i preparando os caminhos do futuro. portadora de unia leitura global da sociedade. mas atenta ? cadência autGnoma de cada um dos seus iiíileis. E. Estas páginas surgem num momento de crise da história do direito em Portugal. Há menos de um ano desapareceram dois grandeç hiçturiadorcs do direitu -&Ianucl Paulo iuerêa e Guilherme Braga da Cruz-. conrequentemcnte. em geral desem. nos seus traços dominantes. neste ponto. engenheiro de relações sociais de que dcpemde o modo como os homens entre si vivem. rio preconoeito e na injiistiça. o segundo. para tanto. se se radica na recente re.direito português da kpoca moderna. todos eles. penhara uma função ji~ridica (e tarnbem sociocultnral~ bem defuiida na primeira metade do séciilo XIX. No universo ideoló. a ~ e f l ~ x m~:odol6gica ão sobre a história do direito tern merecido ultimameritr? um indesmentido interesse ["i. Lembro. dica Até que ponto nPo representa isto mais do que uma moda? Att5 que ponto n5o estanios.3 mitodológicos. a já indispensável contribuição do historiador alemão Johannes-Michael Scholz para o levantamento das fontes da história do . levando consigo um imenso cabedal científico. r ~ ~ p c i t a r cânones de uma histbria os rigorosamento rnaterialista. Ainda aqui. a tarefa mais próxima é unir e organizar. a de fazer a apologia da luta da burgiiesia contra r s a ordem ilegít~mae a favor da construi$io de iim direito e de urna sociedade (naturais.estiidos histórico-jurídicos em Portugal. de que é amostra a imponente eriidiçáo do ecu último estudo publicad'o. por outro. isto 6. E. mas não sacrificando a esta a anhliçe pormenorizada dos factos empíricos. porventura porque a sua utilidade não pôde ser. A hiçtbria jurídica -como a história. I tada para a sínteso eaplicativa. correspondeu à dificuldade de lhe encontrar uma função. para o modo como h$-de ser &ta. desvalorizar a ordem social e jurídica pré-biirp e s a . Por outro lado. Apwar disso. apreçentandoAa como fundada na irracionalidade. Na economia da reforma dos eçtudos jurídicos 11772) a história do direito desempenhava. Os temas que ele recolhe wtãn. suficientemente provada. crise que a corrói desde os meados do gculo passado e qiie. porventura. Basta. a Unica forma de o fazer sem cair lia epeciilação e no subjectivismo. orien. voltados para a Iiistória que está por fazer. e harmónicos. este livro escrevi-o com esperança e isto ressalta da sua própria estrutura. à história competira iiina dupla tarefa: por um lado.

ia na naturalidade da nova ordem. Tratava-se. geralmente. sobretudo em torno das q u e s t k decisibas: forma de governo. é certo. aber es gibt keine mehr. a função crítica que desempenhara no pmíodo anterior em relação ao direito e sociedade tradicionais deixara de ter sentido com a definitiva implantação da ordem burguesa.MATERIALISMO HIST6RICO NA HIST6RI. a não ser que este aceitasse assiimir-se como antiquarista. por exemplo. um campo em que se documentava o parto. Marx bem o notou . abre-se. Seja como for. de o relacionar com a mutabilidade dos tempos e das circunstâncias e de. com o seu intento de encontrar um modelo explicativo da realidade Scial (com as suas sequelas jurídicas . relações Igrcja-Estado. implicitamente. níio podia deixar de ser tida na suspeição de um elemento cdesestabilizadora (7 riesta-lhe. seja.. Crise não tanto no sentido de falta de cultores ou de de3prestigio universitário d a disciplina. um vasto campo de afloramento das normas jurídicas racionais ou do senti~nentod. pyr vezes difícil e sincopad'o mas inevitável. n o entanto. não tendo a <Natureza# história. mas sobretiido n o sentido de que a esta faltava ou náo estava nitidemente desenhada uma f u n ~ ã o precisa no sistema das disciplinas jurídicas ( e mesmo. em lugar de relevo . a natureza intrinsecamente critica (porque relativizadora) da actividade h i ~ t n r i o ~ r á f i c a em risco a própria rnitificação da ordem jurídica e social d o capitalismo. de uma intençgo consequente. tinuo progresso e apuramento da sensibilidade jurídica. m toda ela envolvida num universo ideológico que a propunha como uma gituaçso natural e indepcndente do devir hi3tórico.o realismo e o institucionalismo).. capaz de justificar a existência da disciplina e o lugar que lhe era conferido no ensino iiniversitário. organização económica e financeira. a historiografia em gcral) estava a enoerrar-se a si mesma num beco sem saída já que. tecnocr6tica . de facto. . no fundo. em contraponto. Entre nós.a importância da histbria do direito na explicaçáo da génese das institui~óesjurídi'cas e wciais (9.dogmáti'ca por oiitros ineios. Não se tratava. Mas. de um con.do direito em vigor sobrelevava continuamente a justificaçáo histórica. o cional. a fuiiçáo liistoriográfica. da complementação d a ju~tificaçãostécnicaa ou dos dogmas jurídicos por uma justificação shistóricaa. as página3 introdutórias dos manuais iiniversitários em que se justifica o interesse da disciplina n5o deixavam de referir -e. Neste contexto. de uma ccontiniiação da .4 D O DIREITO 11 de relativizar o direito tradialém de outros menores. nesta perspectiva. A Coelho da IIoclia. O positivismo oitocentista. atenta à mutabilidade das cirriinstâncias e ao império destas sobre o devir e a actividade do homem. relações do monarca com os povos. algiins argumentos aos historiadores. estatuto das pessoas. A juitilicação técnica -iiiais tarde.es sind ewcge Gesetze wetche s t d s die Geselhchaft ZLL regieren haben. A história do direito era. uma Eunçáo justificadora dos resultados da dogmática. é certo. de resto. ( 1 8 4 1 ) faz o ponto dos argumentos históricos contra a velha ordem e a favor d a nova. cujo Ensrt~osnhre Ilktória clo Governo e da LegMIqw de Portugal . Somit hat es eine Geschichte gegeben. Ainda mais clara é. sentiam o poder retirar da históriado direito um proveito mais largo do que . (9. legislação e administração da justiça. nomeadamente no g a n d e historiador jurista da época M.10 A HISTóRIA DO DIREITO NA HIST6RIA SOCIAL O . fornece. a intenção apologética na historiografia do direito e do Estado conscquente à revolução liberal. das soluçues jurídicas consagradas pela dogmática. um largo período de crise da historiografia jurídica. Nem ms juristas. no quadro dos saberes). estes divulgados sob a etiqueta de «Direito Naturalw ($). porém. a crise da história do direito como discipli~ia jurídica eru iniludivel. nem o tom literário da sociologia con).o justo. opor a rua transitoriedade à permanência tran~tcmporal dos valores jurídicos bur~uesea. mais do que isoo. na sua actividade quotidiana.o da cultura geral. estatuto da terra. partilhando as dificuldades da história geral. K. Ao insistir neste tópico da irremediável historicidade da ordem social e jurídica pré-revolucionária e. A partir daqui. De facto. a h i ~ t o r i o ~ r a f jurídica (como. à naturização das relações jurídicas e sociais correspenderia o fim da própria actividade do historiador. funr$o que vinha desempenhando tradicionalmente no seio d a pandectística alemã ( u m modernw pandecturum): tratava-se de apresentar os resultados da dogmática juridica como os frutos de uma progressiva descoberta.

12 A HISiT6RIA DO DIREITO NA HISTÓRIA SOCIAL O M-iTXRIALIRM0 HISTÓRICO NA IIISTbRI-I DO DIREITO 13 t e m p o r h e a ~ e r m i t i auma utilização eficaz das dados fornecidos pelos historiadores. M. de neutralidade. nomeadamente pelo século xIX (IG. n a problemática protomedieval e medieval. então. pode dizer-se que a s famosae quaestiones da história do direito náo se situaram para cá do t e m o da Idade Média (âmbito dc ~apiicaçãodo direito visigótico. N. As disciplinas eruditas formam. Braga da Cruz. da problemática cultural e ideológica. . ocultando todos os condicionamentos socioeconómicos que lhe subjazem. E. direito familiar e sucessório) e se encerraram noç estreitos Iiinites d e um debate de alta erudição. na crítica textual r na história das fontes. Com =te processo obtêm-se vários resultados ideológicos: a) Define-se como vértice de toda a actividade humana c) Cria-se o mito da neutralidade política. e da um espaço cultural que a dinâmica social e económica do capitalismo só torna acessível à burguesia . O cultivo das ciências históricas integra-se tanto melhor neste c o n t ~ x t oquanto mais elas reforçarem %s seus aspectos sofisticados. por natureza privilégio de uma elate aiiaturala. recusar o materialismo ou. J. a estratificação social baseada n a cultura. assim tran3forrnados numa espécie de instância arbitra1 colocada acima dos conflitos de classe i". A romanistica reEugia-se na interpolacionistica e. a história erudita. em nome d a cientificidade e do respeito pclos limites do conhccimcnto positivo. o carrícter tdesintaressadow destas disciplinas coadjuva na construção do mito da neutralidade da cultura e dos intelectuais. Sobretudo votada i reprodução dar relações sociais de produçáo. que vivificaria a experiência do presente (como pretende a démarche hermenêuticn) -. instituição iiniversitária. depois. da aalta cultura. deliberadamente voltada para o passado no afã exclusivo d e o conhecer como passado -sem sequer parecer aspirar a colher da leitura do passado oa contornos desse tespirito humano. Os historiadores terão sentido a dificuldade e aqueles que náo se orientaram pcIa perspectiva dogmática preferiram a erudição e o antiquarismo a uin tipo de pesquisa <sociológicaw que. a Universidade cumpria cabalmente a sua funçáo se se limitasse a fortalecrr a divisão social d o trabalho. Ao prinieiro somava-se. teria uma sobreviência dificil se. social e ideológica dos intelectuais. se manifestou interesse por épocas menos recuadas. normalmente. dos círculos <quentes. a quinta-essência da cultura ( a aalta cultura>). a partir daí. nos domínios ainda mais coutados da papirologia jurídica. escrupulosamente baseada na prova documental -substituindo ao problema crítico do conhecimento histórico o problema da crítica das fontes (ID) e condenando qualquer síntese explicativa não empiricamente dcmoiiatrável. P o r outro lado. dissolvê-lo em modelos eclecticos em que se atribuía legitimidade para se recorrer a qiialqoer factor explicativa. Almeida Costa. tado ( & ) . em contrapartida. b) Justifica-se. Entre nós. reforçando a sepdrdçáo eritit: u trdbdll~w intele~tuale u ~iaballlumanual com a distinção entre saberes interessados e saberes <liberais» (cardeal Newmann). desde a religi5o à economia. questão do feudalismo. mesmo. de~embocava na literatura Esta histuriografia antiquarista. tornava-se. como tem sido no. em termos de. com que a ideologia burguesa decora a função do intelectual. possível. a partir daqui. Por outro lado. municipalismo e organização corporativa. Gomes da Silva). e sobretudo na perspectiva da história das fontes. este segundo feito: o de expulsar dos domínios da legitimidade científica do materialismo histórico. enfiteuse. a história dos direitos nacionais. não fosse compatível com a principal função jdeológica da instituição universitária nos períodos concorrencial e simplesmente monopolista d o capitalismo. por exemplo. desdobrarem a imponência do seu aparato erudito. natureza da concessão da aterra portucalense. p d e r construir um modelo explicativo da sociedade. Apenas recentemente. os intelectuais. passando pela raça e pelo clima (I1). era ncccssirio sacrificar a s explicações idealistas. Se. pelo menos. de respeitabilidade.. então. se afastarem dos problemas correntes da prhtica jurídica e. forjava à maravillia a imagem d e isenção. correspondente ao mito da neutralidade do Estado.

uma sensível mutação.. a indecisão ou o relativismo quanto aos modelos explicativos em ciências sociais (e. numa perspectiva teórica. que entre nós constituem a principal substracto ideológico dos historia. sobretudo. O seu principal alvo é a critica dos grandes mitos d a cobjectividade.dito não deixa . J . Desde logo. com o que se abrem novos problemas e se exigem novas síriteses cxplicativa~. mérito de G . d o ~ e r í o d o ruptura. Claro que o que fica . ruptura . e. sobretud.Marcusej e tem um período de rhpida expansão durante e após as profundas crises universitárias de 19úô-1970. evidentemente na historiografia ocidental. então.do investigador. nonieadamente o positivi. WeseI d e que a o decisionismo e a disponibilidade da ciência se encontram no típico caminho alemão para . portanto.de L. Ao primeiro nível. ~ r ó p r i o s . mesmo entre nós (como. a recusa de assumir quaisquer modelos explicativos instaurou o subjectivisrno e o decisionismo na explicação científica. Afonso Queiró). estes mesmos relativismo e arbitrarimedade científicos possibilitaram a plena disponibilidade da ciência para quaisquer manipulayões políticas. na Luropa ocidental. conduzidas com grande liberdade metodológica e tendo mesmo.L4 A EIISTõRIA DO DIREITO NA HIST6RIA SOCIAL O MATERIALISMO IIIST6RICO NA BISTORIA DO DIREiTO 16 O preço a pagar foi. A partir dos anos sessenta. . comprometida com as p o s i ~ k ideológicas e políticas do conservadorismo.de que. no entanto. traz para a experiência da investigação histórica novos domínios da realidade humana e social. IIabermas. legislativa) .smo e o neopositivisrno. da iridecisão epistemológica e d o ecletismo de método. ao mesmo tempo que infirma a validade teórica d o subjectivicmo e d. pela Kriliscke SchuEe (Th. A eventual verdade d a iriterpretação s b o ç a d a não implica uma completa uniformidade das situacões. Carlos Moreira. della Volpe e . Este movimento de renovaqi50 da teoria ( e hi5tóri. também.humanistas* ( I e ) . com uma técnica exploratóría interina e é como tal que deve ser entendido e valorizado ('9). uma e outro. Desde logo.dores do direito e dos juristas conservadores dos anos trinta e quarenta (Fezas Vital.ria <militante. relevando quer do idealismo. Cabra1 de Frioncada e Marcello Cartano. pelo menos nos manuais escolares? é esta a concepção geralmente veiculada acerca da natureza do direito e da sua evolução. Adorno. por bandeira essa mesma recusa de adesáo a um modelo explicativo determinado ( I 8 ) .tico. Embora se justifique como táctica provisória em épocas de ruptura. A renovação dos estudos rnarsistns. na Alemanha) (IS). põe a descoberto o carámcter mítico da objectividade positivista. da filosofia burguesa.se.como lugar d e encontro dessas ciências) não podem ser uma atitude permanente . na história . sobretiida em França. d e opor a evolução espontânea ( o direito consuetudinário) i ruptura revolucionária (ou mesmo. ao segundo. Tudo isto se reflecte. de resto já de longe preparada para a mudança pela ectividade critica da escola francesa dos A n d e s (I7). neste caso. em suma. (I4) Mas não deixa mesmo de haver exemplos de compromisso directo da historiografia jurídica com o fascisiiio. .0 nas obras d e L. quer do materialismo histórico escolá~ticoe mecanicista. O pliiraIismo metodoIógico apresentori. o pensamento social sofre.de constituir uma aproxima@~ apenas esquemática desta questáo d o significado sociológico da historiografia jurídica do nosso tempo. Na -Alemanha Federal a inspiraçáo marxista é aecolhida. Marcello Caetano. por outro lado.a) social desenha-se numa dupla linha: por um lado. consistiu na revaloraçáo dos próprios textos dássicos e na garmsdescoberta das potencialidades teóricas da i n t e r p ~ c t a ~ ã o ciana do marxismo.0 idealismo e. nomeadamente para a manipulação nazi-fascista. muito alto. quer do ponto de vista científico. o realismo e o institucionalismo.dizer que.o fascismos (I2). possibilitada politicamente pelo termo da guerra fria. quer do ponto d e vista poli. Basta . Isto justifica a afirmação de U. H. a agora numa perspectiva prática. têm o sentido fundamental de sacralizar a tradição. num multiplicar d e pistas e experiências d e investigação. era precisamente a ruptura com os grandes sistemas explicativos. Tratava-se. a predominância de uma orientação passadista c erudita não exclui a supervivência d e uma histó. Althusser e suas escolas (I").

inocente: partir para a explicação de todos os fenbmenos sociais dae características gerais e abstractas da prática humana radicava na ideia d e que toda a actividade humana era caracterizada por uma fundamental unidade de natureza e de sentido. mas as práticas específicas em que se desdobra a actividade social. tal como elas boje aparecem correntemente expostas. Fazer tudo isto seria. apenas se obterão amontoados inorgânicos de factos que. portanto. muito mais prosaicamente. anos atrás. Althuser o mérito ter coIocado n o centro da reflexão sociológica (e. empresa que tem ainda escolhos em que outros mais peritos fracassaram. fazem da actividade historiográfica uma actividade Jem sentido nem utilidade.domínios das ciências sociais. tismo (221. à docência nas Universidades da Alemanha Federal. Por isso. A adopção pela historiografia jurádica dp um modclo metodológico cientificamente fundado reprerenta. também histórica) não a prática humana em g e d .não um sentido apologé~ico.afirmar que a tarefa historiogrkfica não pode decorrer sem a adesão a um modelo .16 A H I S T 6 R I A DO DIREITO NA HIST6RIA SOCIAL O MA'i'F. pertence 2 escola de L. de definir o objecto 'da historiografia juridica. proclamar-se como única atitude teórica objectiva. o spIuralismo~. ~ h g e l s serão fundamentalmente cumpridas a a função heurística da investigação empirica não será desprezada. para impedir o acesso d e cientistas radicais. Apesar de Marx já ter formulado a tesa de que <os actos e conteíidos d a consciência encontram o seu significado no contexto d a prática>. Libertador.al e humana». Mais do que isso. um enriquecimento metodológico jZ3l.a investigação empírica. o de alinhar os prolegámenos teóricos e m~todológicosa uma dénzarch bistoriográfica acerca d o direito e do Estado. não dão sequer uma garantia de objectividade ideológica -como demonstrou a crítica . > 1 sição de um novo sentido para esta disciplina n o quadro das disciplinas sociais e jurídicas . Na verdade. adoptar as estratégias de pesquisa adequadas. sobretudo marxistas. portanto. com base nesta. evidentemente. aoposição à Constitiiição~(YerJQssungsfeindlichkpit) ( z O ) . da verdade. Acessoriamente. o sentido mais profundo do pturalismo explicativo é idéntico ao sentido do positivismo: esconder os pressupostos ideológicos por detrás de uma aparente neutralidade filosófica e metodológjca e. recusando.utilizado como erma ideológica.nomeadamente o materialismo histórico. dada a alegada c<complexidade . sobretudo na Alemanha Federal. não se pode aceitar que para cada um deles possam valer vários modelos com equivalente poder mexplicatiio ou que da curnolayão de vários modelos possa resultar. antipositivista . as já citadas (nota 18) directivas d e F. tem sido kita do upluralismo~é a alternativa que a ideologia b u r g u e ~ a actualmente teni podido opor ao materialismo histórico como. O próprio progresso das inveatigações concretas irá preenchendo as indetermina~8esdo modelo Ainda aqui. Esta mudança de enioque não é. mas um sentido libertador. não um sentido mistificador. por sua v ~ z a aqui. valha a verdade. Trata-se. conduzida a partir das posições nucleares do materialismo histórico. tornam a história nuni instrumento disponível a qualquer tipo de obscuran.RIAUSMO HIST6RICO NA HISTEiRiA DO DIREITO 17 -4 apologia que. de identificar a matriz que permite d a r yentido aos factos colhidos na investigação empírica. a menos que neguemos o carácter científico aos vários . lhe opôs a alternativa positivista e ueopositivista. estabelecer ligações causais entre os factos apurados pel. Por outro lado.explicativo prévio (Z1) que permita sel~ccionuras questões relevantes e rdacioná-Ias entre si. Trata-se. mas libertador tamb6m no plano do devir histórico ( 2 4 ) . sob a acusação de professarem p o s i ~ ó e scientíficas dogrnáticas e de manifestarem.o delimitar em relação a o objectos d a actividade historiográfica próxima (história política. unidade que lhe advinha da ligação a essa entidade es~encidmente a que m .por outro. O sentido das páginas seguintes é. esta tentativa fica-se pelo q m t u m mai teórico adequado as tt s necessidades de uma projectada investigação histórica. desde logo. tem ainda servido.e riqueza da totalidade soci. se. por um lado. depois. Nmeste sentido se pode . Sem isto. desdme logo. pois nada produzem para aIém da pr6pria recolha. como a-cientilicas e d o p á t i c a s todas as restantes orientaçõ~s. história ideológica). deste modo. elaborar até a o fim a teoria materialista do direito e do Estado. d e .

a estrutura económico-social ou a actividade discrie desconhecendo.optimista o homem dominava a economia. O homem estaria n o centro do devir histórico e eeria a referência que atribuiria sentido a esse devir: o homem era. que uma única P igual forma de hiatoricidade cobre as estruturas económicas. o progrsso da mesma consciência. assim. a s oscilações dos preços.e queridos pelos sujeitos-agentes. de modo que cad. não se conhecendo quaisquer leis inlríns~cas formas fonéticas e gramaticais que limitassm às o arbítrio inveritivo e modificativo dos sujeitos. . a linguagem era tida como meramente funcional e de todo a o dispor dos indivíduos que a falavam e que. era fazer a história das várias manifestayões de uma única consciSncia canstituinte. reflectido. e os submete a todos ao mesmo tipo de transformação. supõe-se. a cisarnente o da impossibilidade d e urna história global que re.des eram coniideradas como meros epifenómenos.1 8 A HISTORIA DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL O MATERIALISMO HISTÓRICO NA H I S T ~ R I I I DO DIREITO 19 seria o homem. soberana e dominadoramente. O &cuIo XIX foi o momento em que se verificou a constituiçáo . . logo. cionária dos sujeitos agentes-.entre história humana e história naturaI e integrava estes dois níveis numa Concebia-se. a erolusão e o tpmpo de uma una realidade humana. fundando e sintetizando . a sua espessura prbpria. numa mesma ascensgo. por fim. dwtacada da história da Natureza. O desvendar progressivo dos vários níveis da realidade cultural tem sido a marca do progresso do conhecimento histórico. Historiar o devir dos sistemas econbmicos. a inércia das mentalidades. para a s coisas única grande cronologia cósmica ias).ta de um só pólo -seja . Nenhuma dessas manifestações teria o seu peso. deve poder estabelecer-se um sistema de relaçócs homogéneas: rede de causalidade permitindo derivar de cada um deles relasões da analogia mostrando como eles se sirnbolizain uns ao? outros ou como exprimem todos um único P igual núcleo central. a <duas ou três hipóteses: supõe. emergindo.teml)oral bem definida. detrás ddrs todos.da história total da «cria$in». a teleoloeia de lima única razão. eventualmente. as variações das línguas.de uma história especificamente humana. apareceriam. que a própria história pode *r articuIada em grandes unidades -estádios ou fases. Qualqiier d c t e s domínios seria de uma transparência absoluta e.a um mostra um tempo e um perfil de cvoluyáo (e. agrupando todos os fenámenos à vol. perde a unidade quando se descobre que cada grande tipo de ser vivo tem o seu ritmo de adaptação ao meio. entre todos os fenómenos de que se decobriram vestigiws. num mesmo ciclo. siirge como a descriçiío de um único devir. a inventavam.humaniçrno~ antro.de cada sector da prática. as estabilidade sociais. duza toda a realidade humana a um único nível.numa mesma corrente. anirnaie e coisas.ades humanas. ou pocentrismo pôde iluminar quer as concepções idealistas d o devir social. ria sua. os discursos científicos dobravam-se à inventiva dos grandes génios ou à marcha irresistivel da razão humana. nenhuma delas possuiria o seu momento de irredutibilidad~sobre o qual fosse possível constieuir uma histó. embora. a especilicidade . A história primitiva desconhrcia mesmo a distinção .que têm em si mesmas o seu princípio de corsãow. Ora um tema recorrente na h i ~ t o r i o ~ r a f id e hoje é pre. como simples manifcrtasões dc um espírito a humano (individual ou colectivo) que as constituía e ms 0rd. em suma. os comportampntos políticos. E repitamos ainda uma vez que esta b i c a e i g d forma de historicidade e este principio d e coesão são a manifestaçáo da presença e do labor de um sujeito que. estas zctivida. supõe-se.ele o espírito d e uma época.se que entre todos os acontecimentos d e uma área espácio. as hábitos técnicos. que.de modo que esta não tinha outros movimentos senáo aqueles que eram previstos . o d+-serivolvimento das formas de produçáo. o sujeito da história e este e. quer certas formolações materialistas. a irredutibilidade d~o seu tempo e d o seu espaço. um tempo e um movimento paralelo que os arrastaria a todos -homens. Da facto. Tal idvia de uma história global da actividade humana está ligada. numa mesma queda. a succssáo das formas de encadeamento lógico. Nesta concepção irigenuamente . A história do homem. nos devires isomoríos das várias activid. por outro lado. e para os homens. sobretudo. de resto.enava plenamente. uma história) próprios. como nota Foucalt (?".

visão do Mundo. todo ele intervém integralrn~ntenuma história única. p. científicos.. a soberania do sujeito tem vindo a ser sucessivamente despojada dos seus mais seguros bastiões. Sendo assim. i cronologia Única sucedem-se tantas cronologias (e. sem que se possa reduzi Ias a um esquema linear. sintácticas e semânticas de oarácter indisponível. especiaImente. A garantir a pmsibilidade de uma história gl. uma história geral estenderá. IFI. mostrando que o hmomem não dá canta nem domina as leis do seu desejo. jurídicos ou librarios. processa-se a evolução das religiões. pela releoiogia da razáo ou pela evoluçáo do pensamento humono. pelo contrário. significação. adissocia a longa série constituída pelo progresso d~aconsciência. forma de conjunto. deixando patentear a verdadeira complexidade e multiplicidade das evoIusões. que só o conseguem fracamente controlar através do conhecimento das condições a leis objectivas que efectivamente o regem. tantas histórias) quantos os niveis de actividade consideradm. 80 Caído este pressuposto do papel dominador e unificador do sujeito. rebeldes i lei única.da wnvergência e da consumação. os linguistas vêm mostrar que a língua não é um instrumento dírcit e transparente. repõe em questão os temas . mas um sistema altamente organizado. Ora. Cada qual com o seu tempo e com a sua relativa independência em relação aos restantes. Logo a seguir. distintas umas das outras.. . e eem Ihes procurar impor um a n t m pocentrismo que elas mesmas não consintam. se cavalgam. obedecendo a leis fonéticas. é precisamente esta última ideia que está em crise nos nossos dias: o @homem»como que tem andado a eer corrido do centro das <suas> actividades. o espaço de uma dispersão*. Cada uma delas ligada a um motor próprio.SiTáRIA SOCIAL O MATERIALISMO HIEiT6RICO NA HXBTõRIA DO DIREITO ai a actividade humana. Os mitólogos e os comparatistas no estudo das religiõe dão conta de uma insuspeitada regularidade nas ficções mitológicas e religiosas. se entrecruzam. muitas vezes portadoras de um tipo de história que 6 própria Uma descrição global reúne todos OS de cada uma delas fenómenos à volta de um centro único -principio. como diz Foucault ( 2 @ ) . cunw vimos. portanto. Freud revela uma falha ainda mais fundamental.a história plurifacetada mas una da sua actividade ("). à <lógica> una do devir humano sucedem-se as cIógicasg diferentes dos vários comportamentos.]. O progresçivo descenframento do sujeito verificado parcelarmente por quase todas as ciências humanas ( 2 8 ) acabou por reduzir a bem pouco o casco de uma actividade sobre a qual ele posea ainda ter pretensões de domínio. das instituiçóes políticas e jurídicas. 0 s etnólogos descobrem e estudam as leis segundo as quais se organizam os sistemas de parentesco e encontram permanência para além de todas as hioóteses de contactos ou de influências. o mesmo é dizer.diferentes das de mera cau~~alidad. A primeira defecção foi o campo da actividade económica: Marx veio mostrar que todo este sector escapa ao domínio dos sujeitos. unifica a sua história. no lugar dwta cronologia contínua da razáo que se fazia remontar invaxiavelmente à origem inacessível.6e em dúvida as possibi1idades de totalização. sem preconceitos. os analistas) e os críticos literários isolam. Deixa as coisas ser como são. modo de ser e a evolução sistemas simbólicos que regulam dos discursos. a ideia de que existe um sujeito-agente humano que domina todos os níveis da sua actividade: O homem real não é o actor separadamente de uma história política. espírito. a mantendo com ela relações diversas (de qualquer modo. esta nova concepção liberta a história de todo o preconceito humanista. se sucedem. Leva à individualiza~ãode séries diferentes que ~e justapõem. . i sua abertura fundadora. A partir de Mam e de Freud. de modo a tornar ilegítimo qualquer salto para fora do nível em que a análise concreta se situe. aparacem esoalas breves. de uma história económica.obal está. Ao lado da evolução das instituições económicas. D i r i g e e a elas com um olhar puro. náo está atenta a outras relações que não mjam aquelas que as coisas patenteiam. A história nova. terreno até ai tido como coutada da imaginação e da invenção mais livres. Assim. a de cada um dos vários discureas.e ou de estrito condicionamento). r. que é . cujo ritmo não é necesçiariamente o dos restantes. Os estudiosos do discorrer científico (os iieopositivistaç e.20 A H I W õ R I A DO DIRmTO NA.. ate.

mesmo. o seu ponto d e chegada é uma interprem tação de Bfsrx pm que -valorizando a s fases da sua obra ji portadoras de uma rsalidade teórica nova.rompe com a interpretasão totalizante da teoria marxista d a história e oom a problemática dai decorrentr.. em última a instância. d a lógica global *da totalidade social . Esta Última afirmação carecerá. também.e a c o n c ~ p ç ã o tempo [ 3 4 ) (em que se opõe à ideia do e de um tempo hrstbrico contínuo m homogéneo a ideia da existência de temporalidades diferentes para a história de cada nível da prátioa humana). com a de outro: raparelhosn e dependente. P o r detrás das principais correntes do idealismo jurídico eçtá. é certo. e. a partir sobretudo da problemática ainda não especificamente marxista das «obras d e juventude.. mas de um especifico modo de inter-relacão entre os diversos níveis. a anatureza das ooisas. eventualmente.. É L. de facto. sáo a n t e vários mmumentos. o usentimento a do justo>. J. A afirmação de que o direito não corresponde A satisfação directa e integral das aspirações jurídico-politicas da classe 0 pensamento marxi~tn. permitindo uma leitura de setitido finico.entendimento exclui a explicação do direito com recurso a entidades ideias como a <boa razão}.. das seguintes precisões. Althuiser t3=) quem --na esteira de um amplo movimento de ideias com origem em França (G. Permite. Fazer da histbria d o direito a história d e um nível especifico da actividade humana abre importantes perspectivas teóricas. pelos homens e no qual os homens actuam. C. o G.de o m referir a qualquer outro. que valem por si e que não ~tranho. gente. modo que L. composto de <níveis» radicalmente distintos) e essencialmente contraditóri4 cuja unidade não provém de uma unidade originária d e que as diferencas (ou contradiqões) seriam emomentosw (desenvoIvimentos) diversos. -na sua razão. o #espírito do povos. permitrm uma leitura em funt. e. Agora. a obra de Karl Marx pôde ser invocada justamente num sentido whumaiiista. Althusser designa por <estrutura com dominante>. responsivel pela existência e sentido dos valores juridicos) a estrutura Iiistoricamente determinada d e um aparelho produtivo. na sua experiência vital. se este . de resto. Bachelard.não está m disponibilidade dos indivíduos ou. um aparelho institucional criado. a nota tónica está na dmcontinuidade e na irredutibilidade de cada nível de análise. a concepçáo da dialéctica (em que se opõe a totalidade simples d e Hegel à totalidade complexa de Marx) . Por isso. nn n l o existência d e um todo emer. dissolver o principal fundamento filosófico do ideaIi.. das cbsses. Lacan. de que os outros níveis d a actividade humana (incluindo as actividades teóricas e ideológicas) seriam o reflexo ("6). Korseh náo podem ser desresponsabilizados desta reinterpretayáo de Jlarx.a sociedade (obiecto d a ciência histórica ou da sociologia) aparece como . mas cuja lógica . alógica materiaIn.smo. o recurso q l i c a t i v o à <vontade ou interesses da classe dominante. peIo contrhrio. ele próprio respotisáre1 nas suas origens pela eclosõo deste movimento.inter-relacionada. no pós-@erra. não deixa de excluir.dominado por um único sentido. e ehistoricistaw. no seu espírito que se deve buscar a origem dos valores jurídicos. vamos encontrar como entidade constituinte do direito (i. ela foi tida como tributária de uma concepção ccircularr (i. por um lado. com um tcentmw) da realidade social. em pontos centrais-nomeadamente.22 A HISTbRIA DO DIREITO N A BISTORIA SOCIAL O MATERIALISMO BISTORICO XA HISTORIA D O DIREITO 23 Nesta visão. torna-se ilegítima qualquer abordagem teórica (ou Iiistórica) da sociedade que reduza a sua radica1 complexidade. Lukacs e K . della Volpe que relançou a vertente whumanistaw do marxismo ( 3 ' ) .ão de algo que lfies srja e- um todo complexo (isto é. Os vários níveis de comportamento não são vários documentos complementares. andara algum tempo arredio desta problemática. (59. Os seus pontos de partida te6ricos s ã o a contradistinção entre a herança hegeliana e as descobertas de Marx. como se torna ilegítimo erigir uma prática (ainda que se trate dessa prática em última análise determinante que 6 a da produçio d e bens) em entidade fundante. a crença em que é no ehomem. foi sobretudo a escola de C. como. na impossibilidade . ooncepçáo que explicava esta rcalidnde n partir da e ~ p l i c i t a ~ ã da msência do homem. Canguilhem) . Nestes termos. oonhecido como. por outras palavras. constituído pela actividade humana e .

tese claramente excluída pelos clássicos e por toda a tradição do marxismo. ou s j a . ridicor e o epolítico~.) com a necessidade ideow lógica de mascarar a s relações reais de poder com a aparência de uma ordem igual para todm. que não se . permite também superar uma concepção mezanicista das relações entre o sistema jurídico e a base económica. determinada por estas condições especificas.. c a razão por que a regulamentação das relações sociais em determinadas condições assume carácter j u n d i c o ~(38)..o moderno. deve não só ser a sua expressiio.. distância que eles então relacionam com o carácter <funcional. De facto . fazer outra coisa senão dar à sua vontade. enquanto que outros ou G o prosseguidos pela luta política.e seguindo uma pista que provkm das obras <juvenis* de Marx . embora com um interesses da classe dominante.em virtude de contradições internas Na tradição jurídica marxista . até hoje. se permite a recusa de todas as formas de idealismo ou de voluntarismo na explicação da realidade social.é o de construir a matriz que dê conta dos mecanismos <internos» ( e não dos factores <externos.a o tema das virtualidades da abordagem teórica antes descrita dir.I que torna necessária a negação d e si na lei e n o direito (37). Voltando . pautada pela defesa dos cioteresses comuns*. E. É justamente o triunfo dos indivíduos independentes uns dos outros e o triunfo da sua vontade pessoal [. uma concepção que configure o 'direito como decorrendo directamente e sem quaisquer medilações das relações estabelecidas a o nível d o aparelho de produção económica. B. o seu conteúdo tnormativo. como a vontade consciente de um indivíduo ou de uma classe) através dos quais é garantida a adequação entre o ordenamento jurídico e o equilíbrio político d e uma dada formação social..Marx e EngeIs relacionam a forma jurídioa (anoderna*. Coisa d e todo diferente é a afirmação da neutralidade de classe d o direito e do Estado.oponha a si mesma . de nível - Os indivídum que exercem o Poder nestas condições (nas sociedades em que exista a divisão d o trabalho e a propriedade privada) não podem. o direito deve não só corres. a doutrina jurídica burguesa (incluindo o reforrnismo) fazem.n a carta de Engelels a conrad Scfimidt (1890): Num E9tad.. Esta mesma ideia de que o direito (ou. mas também ser uma sua expressão coerente em si mesma. cavalo de batalha desta ideia de que o Estado e o direito sáo entidades que radicam em realidades e interesses supraclassistas.24 A HISTORIA DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL O MATERIALISMO HISTóRICO N A HISTORIA DO DIiU3iTO 26 dominante encontra-se nos clássicos d o marxismo.anterior. O sentido do intento de pulverizar a história global é precisamente o de ex~cluirqualquer pretensáo de estabelecer. 90bretudo pelos juristas soviéticosa relacionaçáo do direito com os interesses e a vontade da c l a s e dominante é feita por Stucka e Vysinskij. portanto. a dificuldade central gerada por esta posição -a . Dizendo de outro modo. da própria forma jurídica.após este encurso . Nenhum deles deixa de sentir.representada. O problema que então se põe -e que será desenvolvido adiante.distinção entre o xju. n a entanto.) não constitui um decalque mecânico dos . caracterizada pela cgener a l i d a d e ~ . aparece matiz talvez diverso e mais próximo de outras temáticas mbPm já ocorrentes n a obra . utilizando a formulação de outro jurista soviético. de uma lei A expressão desta vontade determinada pelas seus interebbes coliiuiis é a lei.~ a b s t r a c ~ ã o e <igualdade. mais directamente pelo segundo do que pelo primeiro. no entanto. a explicação da razão por que certos interesses de c l a s e 4e exprimem sob esta forma particular a que chamamos direito.se-á que =te sublinhar da irredutibilidade do nível juridico como objecto específico da análise histórica ( e teórica). Pasukanis. Ou seja. Já na Ideologia Alemã (1845-1M) Marx e Engels notaram a distância que separava a defesa <jurídica» dos interesses d a classe dominante da sua defesa pelo uso puro e simples da força. a expressão geral de uma vontade de Estado. ponder A base económica geral. pelo menas. ou w manifestam n o domínio da ideologia. .

eito é percorrído por uma lógica intrínseca.A especificidade do direito não decorre. da prática jurídica dá relevo a níveis da realidade até aqui desconhecidos da histiiria do direito. Com isto. internos 2 estruhira da prática juridica. Outra temática que njao deixa de resultar secundarizada é a da estreita funcionaliza~áo das instituiçáes jurídicas em relação 6s exigkncias da organização d a estmtura económica da produção. antes de m a i s a virtude de sublinhar a espccificid d ~ ee mtonomia do moddo explicativo do . se acaba de verda explicação IiirtóExcluída -como rica a referència a factores uexternosx ao nível consideradn da prática humana. Ou.que a adopção desta perspectiva de enfoque materialista do modo de produção jurídico permite utilizar um prociesso de análise e uma grelha categoria1 semelhante àqueles que V a r x tornou operacionais para a análiw da prática económica. em Lermos de se tornar ilegítimo qualquer método qu8e não tenha em conta a tensão dialectica da totalidade social.26 A HISTbRIA D O DIREITO NA HISTbRIA SOCIAL O MATERIALISMO HIBT4R~COX-4 HISTÓRIA DO DIREITO 27 para nível da prática humana. portanto. o processo pelo qual tais valores c conceitos sdo produzidos e transforrnados (ou seja o aapamlho de produçáo~). em face dos resultadoo explicativos que por este meio podem ser obtidos. a de que o direito é sobredeterminado pelas condições especificas da prática que o produz.e esta é. . porventura.determitiação uu dependãncia que conduzam a um esquematismo explicativo redutor . ainda uma vantagem tiáo dcspicicnda . O que não excluiu. sobretudo. a anhliw. arites. d e t e modo. Como opção teórica. da consideração isolada dos seus momentos lógicos ou axiológicos ( o que corresponderis a uma posiçáo idealista). como se viu. ou seja. Com a restrição de que a estrutura da prática não é homologica nos vjrios níveis da produçáo e que. rigorosamente atida à tese da deterrninação dos conteúdos da conxiência pelo contexto da prática ( 4 n ) . a análise envereda por uma via rigorosamente materialista. relações directas de . pCie em relação domínios até aqui estanques. como seria a de identificar o direito com um sistema axiológico (como nas várias correntes jusnaturaIistas) ou com um sistema formal (. O que se apresenta como sirternático ou organizado n Y o são os valores ou os conceitos do direito. Resta precisar . histórica ou sociológica. 6. a afirmação de que exiskm entre os vários níveis relag. porém. substituída. assim. empregando outro tipo de Iingliagem. Há. virá para primeiro pIano. A opçio por esta via não se justifica. Por ~ u e m p l o . a s relações entre os vários el. problemáticas que são excluídas do campo de análise nu que nele resultam claramente empobnecidas. ela justifica-se. Sem deixar de considerar como relevantes a generalidade dor eleme~itoçtidos em conta por estes entendimentos (embora náo as estratégias sxpiicativas por eles adoptados). n o entanto. responsáveis pela adequação final dos resultados normativos. antes de tudo. a uma i'd'eia corrente na historiogrnfia juridica tradicional (ideia que eIa não conseguira. de pcrmitir dar relevo a factures explicativos ciriternos~. mas da aceitação [lu carácter relativamente autonomo da prática da quaI ele surge e na qual se realiza ("). como se tornará claro mais adiante. Neste caso. desenvolver correctamente) -a de que n dir. a preocupação de explicitar os processos genéticos. quer pelo cconomicis~nomecanicista. Atendese. a investigação histórica ( e sociológica) ganha uma finura de análise desconhecida. Só que .explicar os seus desenvolvim~e~tos concretas. substituição que corresponde a o movimento antes referido de descena tramento do sujeito histórico e ao carácber estrutumnte da própria prática. em termm de opção uideolSgicavr. e m vez de sacrificar ao esquematismo e do dissolver t d a a especificidade do jurídico pelo recurso a factores <gerais. portanto. capaz de .direito e. prn g ~ r a l .ões iiitercoiidicioriantci-s. Ela tem.e esta é a s e p n d a vantagem deste tipo de anãliseo reconhecimento deste carácter estruturado e estruturante da realidade jurídica não deve desembocar numa atitude idealista.es no modo de produção económico ( ' 3 ) .pela perspectiva d a sociologia cultural ("1 . quer pelo idealismo.a biografia intelectual dos grandes juristas.da coniplexidade sociaI. abre científicas novas e. da explicação histórica. em última instância determinada pelas relaçóes de produção. é certo.como no conceitualismo).ementos da prática náo se afeiçoam às formas típicas dessas relaçõ.

campo em que um e outro modelo permitem u l t r a p a m r o idealismo e o ~conomicismomecanicisia. as relações sociais engendradas pela prática) . Esta estrutura define-se a partir dos seguintes elementos: natureza dos objectos-matéria-prima aos quais se apIiua o processo de transformação-produção.de (cprodução») determinados. no entanto.tem alguns pontos d e contacto com a análise semiótica dos sistemas simbólicos. bem como afastar a ideia de da arbitrariedade da produção d e sentido. entre si. transformação efectuada por um trabalho humano determinado. homens. estabelecendo entre si limites e implicações mútuos.nos lirnitee da qual (competência) se manifestarão os seus resultados eoncretos (performances). A unidade social forma antm uma totalidade . ( 4 4 ) .em que as distintas práticas <jogam> segundo um modelo determinado em última instância pela prática de produção de bens (prática económica). utilizando ri terminologia da linguística transformacional.deste sistema de elementos estruturais que sustêm uma prática determina os limites entre os quais podem variar os resultados (produtos) dessa prática. uma identidade substancial anterior e indepedente do seu lugar no processo prodirtivo Uma segunda nota diz respeito ao modo como as práticas existentm a cada um dos níveis da unidade social se articulam entre si. nomeadamente com a política. as dos signos com os obiectm d m i p a d m (relações semânticas) . Nesta totalidade.com os sujeitos do discurso ( r e l a ç õ ~ pragmáticas). em qualquer caso. cionalista. aIém disso. nem a partir de um modelo fun. a prática é. a s estruturas das várias práticas articulam-se umas com as outras.elemento determinunbe d o pro') . cada u m dele9 cobra. que i?. a estrutura de um prmessw de produção. as resultados das práticas que estas estruturas suportam e determinam apresentam. além de constituir uma realidade estruturada. meios técnicos e métodos de utilização . não possuindo dmesie modo. A cprática sociala. A sua organização íntima não é explicável nem por um modelo de oausalidade directa a partir de um níicleo central. Voltar-se-á a este problema da matriz de articulação das váriw práticas da unidade social ao tratar da reIação da prática jurídica com outras práticas. a a n á l i ~ e empírica pode fazer progredir esta oaracterizaçáo d a matriz de causalidade que opera n o seio da totalidade ~ o c i a l ("8). As homologias entre os dois modelos expIicativos são especialmente importantes no campo das da análise das ideologias. alguns prBsupostos acerca d a estrutura das prátims e da forma como estas ee articulam no seio da totalidade socimal. HIbTbRIA SOCIAL Antes de caracterizar a prática jurídica. numa estrutura especifica. Este método de análise dos fenómenos culturais -que consibtc crn os visionar como manifestações de p r o w o s produtivos e explicar a partir da estrutura destes procmus o 4eu modo de ser. unidade complexa das práticas existmtes numa determinada sociedade comporta um número elevado de práticas distintas e não simétricas. Assim. Neste aentido. estatuto sociológico dos sujeitasagentes que accionam o processo produtivo (ou seja. uma certa correspondência ou adequação. O conteítdo de uma prática é definido pela sua estrutura específica. natureza dos melos de p r o d q ü o accionados ( 9O . Por im se explica uma certa osciIaG20 ( p d o menos terminológica) entre . mas a prátioa em sentido estrito.A HIBTÕRIA DO DIRMTO NA. a sua identidade a partir do modo de ser da articulação mútuta de todos eles. as dos signos . caracterizados por três níveis de relações: a? dos signos entre si (relações sintácticas). A mesma estrutura da prática é ainda reçponsável pela natureza dos seu3 elementos estruturais. ou seja. Por pratica entende-se aum processo de transformação de uma matéria-prima determinada num produto deberminado. uma entidade estruturante. Também esta explica as m~anifestações concretas de produção de sentido a partir do funcionamento de sistemas simbólicos (códigos) subjamntes. cesso não é nem a matéria-prima nem o produto. pode dizer-se que a estrutura da prática estabelece a sua clcompetência~. Só.desses meios O modo de ser . utilizando meios . d e facto. o momento em s mesmo do trai balho de transformaçáo que póe em acção.

que possibilita a manuterição e reprodução das cmdiçóes de pro. no entanto. isto é. Em conclusãn. . t caracterizar o Eatado a partir da sua Eunsão específica . numa situação concreta. i . aparelho judiaparelhos culturais. decifrar a unidade da estrutura e agir sobre ela. xsujeitos-agentrs~/~locutores~.. Ela caracavançou mais na caracterização d a terizar-se-ia. a prática política pode ser uaracterizada como a que incide sobre a conjunc~urasocial (objecto-matéria-prima). produz transformações . -4 partir daqui. ~eóricose maeeriais). A contradistinção entre a prática jurídica e a prática politica. pelo contrário.da unidade d e uma formação social. mação social ("1. O objecto seria o amomento a c t i i a l ~("a). eliminar riscos e conflitos etruturais e impedir em todos os planos da saciedads disfungõa que ponham e m perigo o sistemas. h Poulantzas foi quem. ideológico.ou. prlos seus objecto e prwluto. correspondentes aos vários níveis instiiucionais o u estruturais accionados (meios té'cnico-económicos intervençáo n o procesJo produtivo. produzindo transforn~açócs da unidude da forrnaçüo social 1prodiito). na medida exacta eni que tem como ponto de impacte. - (js). por uma gama d.o ser O cfactor de coesão dos níveis de uma for.acção iautónomas e assimétricaa. em ~ o m ~ l ~ m e nseo . dizendo de outro modo. igrejas. O factor. pleno sentido se. teórico e polítioo em sentido estrito). Isto porque o aproximam implicitamente dos níveis político e ideolégico até dissolverem a sua especificidade (51). no entanto.instituições político-con~titucionais ("'). em primeiro lugar. referência tornada necessária para obter a contradistinçso entre a prática política e qualquer outro processo que produza a transformação da unidade social. através da acsão sobre qualquer das e s t r m r m e instituições sociais (Estudo) que têm por Junção manter o equilibrio dessa unidrsde (meios ou instrumentos de produção) ("1. como objectiro e e4tratCgia específicos as estruturas políticas do Estado» ("3). apenas. mantém-na . Esta definicão EÓ ganha. ' . dução ( ' I ) . que mantém a coesão do conjunto de níteis de uma unidade complexa e que regula o seu equilíbrio globaI enquanto sistema (<garantir globnlmente as coridi~ões de atabilidade do status qrco social. 0 s meios ou instrumentos de transformação característicos d a prática política seriam constituídos por acções visando o poder de Estado. meios estritam~nte políticos . o lugar a partir do qual se pode. Bergrnann CIaro que esta fuiição não tem nada a ver com aquela que no concepyóc~integracionibtas atribuem ao Estado a de salvaguardar as necessidades vitais d e uma colectividade. Se a produção dos resul. aquele que é compatível com o modo dc produfão dominante nu. J. o produto seria a ictransforma@io da unidade de lima formação sonaf». em seguida. contudo. Esta formulação deixa suficientemente claro que a prática política comporta em si várias modalidades de . a função n.reguiadurdw do Estado reconduz-ae sempre à obtenção de um rerto equilíbrio.eterrninada de resultados r"). na perspectiva teórica aqui assumida. A caracterização completar-se-ia. por um dcterminado modo de legitimasão dos sujeitos-agentes. a a c t i v a ~ ã ode cada um deles efectiva-se através de irma prática (poderíamos chamar-lhe 6subprática~se isso não se tornasse pretensioso) wpccilica caracterizada por um determinado plano de emcrgêiicia dos objectos. bem como a dilucidação das relaçóea estruturais e Iunciomais entre elas são.onais ou etruturais. por uma referência aos meios de transformação.30 A HISTbRIA DO DIREITO NA BISTORIA SOCIAL O MATERIALISMO HISTORICO hTA HZST6RLA DO DIREITO 31 os dois modelos. o I i i p r onde se condensam as contradições dos diverscvs níveis (econámico.tados p o l i ticos se obtém accionando os vários nieios instituci. meios jurídicos-oobietudo cigrio e prisional. e. 'estaria completa a caracterização da prática poIítica: {têm por objecto o momento actual. De facto. frequente em certas correntes modernas de sociologia cultural: xresultados da práticaw/aefeitm d e sentido». Prática jurídica e pr8tica poiítica Na identificaçâo dos vários níveis da prática social os autores mais afeitos a este modelo de análise não autonomizam explicitamente o nível jurídico.escolas. ameios de produçáo~/ccódigos ( 6 0 ) . por uma determinada panóplia de instrumentos (institucionais. especia!rnpnte importantes. meios ideológicos .

- - Este problenia da distinçiiálu do arjurídicua e do *yolíticu~. 6 certo. que Marx e 'Engels abordaram ao longo de toda a sua obra a partir de uma série de perspectivas cujos inventário e confronto não estgo ainda feitos.que se deve colher a especificidade do direito como modalidade de rcalizaçáo do político. antes de serem duas entidades autónomas.e revestir formas puramente .Modalidade que se caracteriza pela especificidade dos elementos estruturais da prática que a sustenta. a defesa do interese da classe dominante e x i g ~ intervenqão de a um instrumento normativo. e. cum esta que se acaba de referir ( 6 2 ) . a tnor- matividade. Ora bem. de transformar/manter a unidade social. garantia de preços. É a partir deste enfoque -que tem si. Como també. uma niodalidade específica da realização da funçáo política.legitima a intervenção do aparelho reprerjiim d o Estado ("'). O próprio d o como o resuls tados parciais de cada uma destas práticas se combinam entre ctransformação/manusi para a produção . Dircitn e política. . ela . J.com os i vontade da classe sem pressupostos) o direito a o interesse e . Avança.m não fica explicado aquele facto j i referido por Marx de. Mas o que nzo fica explicado 6 porque é que.iavestimentos públicos. Embora Vysinskij critique a Stucka a identificação do juridico a do político ao reduzir (contraditoriamente . adquirindo os caracteres de um fenómeno específico e a'utónomo ("). nomeadamente. Como refere R. Se a manutençjo da unidade social se obtém atravks da intervenção apromotoraa do Estado no prooesso produtivo (intervenção que pod. a verdade é que poucos passos avança para a l h desta justa precisão. o que aqui fica. pela especificidade dos seus r e s u l ~ o -a s pzodzqão da ~aEoraçãojuridica das condutas sociais ( a o contrário da sua valoração ética ou económica) . Guastini.económicas . já que não consegue descrever suficientemente 03 caracteres distintivos desta forma particular em relação i s outras. a t r a v k desta. são produtos distintos de prscessos prdclutivos distintos. Desde que o direito seja encarado apenas ou predominantemente como um instrumento de realização dos interesses da clasw dominante.como modalidade a u t k o m a da realização da tarefa tpolitica. em certos momentos. . atingidos certos limiares.dos factos sociais que se apreende o que o separa e o que o une aos resultados desse outro aprocesso2 (a prática upolítica>) que incide gloliali~~erite sobre a Eormaçáo social. na verdade. dominante e sublinhe a ideia de que o direi70 é uma forma (particular entre outras) da política. Vysinskij.do o enfoque escolhido para toda esta minha abordagem do direito e d a sua história . como prática sai generis no seio da prática política. intervenção por uma prévia valoraçiio das condutas sociais levada a cabo peIo aparelho jurídico. vantagens fiscais) ou da intervenção arpers u a s o r a ~dos aparelhos ideológicos.obtém-3e também pela intervenção «correctiva» do aparelho repressivo. como -enfimnível especifico d o apolítico. grosso modo. cuja p o s i ~ ã ocoincide. o interesse político de uma classe ter de ser sacrificado à indisponibilidade da forma jurídica. d a lógica total da formação social (60). a questáo que surge é a de saber se náo se devem integrar numa ) mesma categoria teórica ( o ~ p o l í t i c ~ was várias modalidade de r~alização desse+ interesses (incluindo a modalidade jurídica). O direito constitui. Desde logo. é através da reconstrução mdeote cproceosoB que dá origem a valoração jurídica . É neste contexto de análise global da instância do político que tem de ser situado o problema sociológico e histórico d o direito .do resultado tensão da unidade social» e a importâ. em A. de novo. aparece com toda a aeuidade d o pensamento jurídico marxista desde que se sublinhe o carácter instrumental do direito em relação à luta de dasm. como característica especifica do direito. Esta questão surge.D A HISi'ORIA DO DIREfTO NA HISrrdRIA SOCIAL O MATE"RIALISM0 HISTORICO NA LíIBTORU DO D1RE:ITO 33 Todavia. o m'odo d e ser de cada uma das práticas que se d m v o l v e n o âmbito global da prática política é limitado pelas estruturas e função deste nível. sem rarposta é a apo~sibilidade de reconstruir teoricamente o processo por via do qual o direito nasce sobre o terreno das relações sociais de produção e d ~ t a s se separa. embora inter-relacionados.ncia relativa d e cada um deles na produção deste resultado dependem também da natureza global do <poiitico.

A distinção mais imediata entre umas e outra radica. W DIREITO 36 T a l como a prática política. O surgir do <jurídico. siihjacentes a práticas de outro nível. O jurídico e o idaolbgico cadctiva !a chamada opinio iuris).HISTORIA SOCIAL O MILTERIALISMO HISTúRICO NA RISTORIA. na natureza dos resultados produzidos. suficiente. C]d ~ e l d ~ i ~ l l d ( . na verdade. uma valoraçéo dos factos sociais-. dentro do domínio mais vasto do político. mas da produção -através d e uma prática específica . sendo d e acrescentar que estes modelos são determinados ern última instância ela estruturação do ~politico>e pelo lugar que este ocupa na lógica globaI da formação social. Não sb porque os resultados ideológicos intervêm na prática jurídica ao nível dos meios de produção (como verc. na produz transformações nas prOpriCkF relações $sociais ( O R ) . -4 consideração do direito como uma prática que se desenrola a partir de uma combinaçáa especíEioa de certos elementos estruturais e que. mais ainda porque a trandormaç50 das relações sociais originada pela prática jurídica está na origem de novas constmções ideológicas da rralidade [as formas da consciência social <correspondem. de obter a ttansfomaçáo-manutenção das reIaçóes sociais ('I"). Esta ccmtradistinçáo entrc as práticas política c jurídica. 1857)] (7 ' ). a um efeito de 3entido com eficcicia Também aqui . i. à superstrutura jurídico-política (K. prefácio à Contribui& para a Critica da Economia Política.como na contradistinção entre o «jurídico* e o cpolítico. Claro que as imbr. mos).só a análiue estrutural p d e dar conta dos modelos de autonomia e de implicat$io entre as práticas j u ~ í d i c a e ideológica.. este cpolítico~. e.de novos r m l tados ( % o ) . a prática jurídica tem por objecto a trandormação-manutenção das relações sociais ( " 5 ) . N2o se trata. Este novo efeito de sentido resulta. outro modo. Por isso o direito foi expressamente nutado por Marx e se distingue -como Engelsdo mero uso da força. Práticas vizinhas da jurídica. apenas da atribuição dc força coactiva aos resuItados das práticas ideológicas. de valorações éticas ou religiosas das condutas sociais). A prodiiráo de reultados c<juridicos» com a s caracteristicas descritas docorre do funcionamento de um aparelho de produção caracterizado a partir de elementos estruturais já e n u m ~ r a d o s Daí que uma explicação exaustiva da autonomia e. contribui para um desuendamento mais completo do modelo d e intercausalidade a que o direito está sujeito n o seio da totalidade social. Marx. corresponde. . . da transfarmaçáo d e resultados puramente ideológicos (i. porém. pôr em condições de serem accionados) os aparelhs repressivos do Estado. através da natureza mdeotes. o efeito produzido pela prática jurídica (refeito d e jurisdicidadew) tem isso de característicu que é o accionar (ou. . não 6. a uma ruptura axiolágicn. DO DIREITO NA. 110 Incúrtlu pabbo. a produção d o tefeito de conhecimento») rrwltam de efeitos ideológicos de sentido. e.icações entre ideologia e direito são muito apertadas. feita na base da especificidade dos resultados d e cada uma delas. normalmente. um específico modo de actuação sobre elas com isto d~ característico que é o de gerar um sentimento colectivo de legilimidade quanto à: interv e q ã o coercava do aparelho repressivo do Estado (produGáo do efeito a que chamarei ade jurisdicidade~). P produção de um efeito d e sentido qualitativamente diferente. Mas o seu obiectivo constitui. Daqui o poder-se dizer que a prática jurídica não se limita a transformar a scon~ciêncimdos homens (como a3 práticas ideológicas). o primeiro vendo no direito um reflexo directo Ja base económ~ca. ainda aqui. tal como os reultados da teoria (ou seja. p d u menos.da5 duds do práticas só possa ser feita a partir das m a s diferenças e imp11caçóes estruturais dos caparclhosa que as suportam. As concepçõe3 materialistas do direito têm frequentemente caído na i m p a s e do mecanicismo ou do instrumeatalismo. s e relaciona com outras estruturas. são as práticas ideológicas.34 A HISTORIA.Se todas produzem um refeito de yentido» -ou seja.. iio entanto. deste modo.

quer das funções concretas que esta desempenha no seio d a estrutura sociaI global. quer da estrutura do processo de produçáo da superstrutiira jurídica. e voltando à questão d a não homologia entre os perfis de evolução da base económica e da superstru.estrutural. materiaIizados . pouco adiantando sobre o processo concreto d e efectivação desta causalidade. a pBtneira qumtão que. no domínio da causalidade sociológica.de ac@o de retorno ou cjei~osde «feeS-Dack» entre a base e a superstrutura. çobrebudo}.a o seu nível. Althusser). critivas 6. dando todos eles . como pode significar que o ocultam. a económica) . P a r a dar conta desta náo homolugia entre os perfis de evoluçáo da base económica e da superstrutura juridica lêm sido utilizadas várias EorrnuIacúes descritivas: a ) A relação causal consiste apenas n a introdução de um limite de variação dos rmuItados da prática determinada (neste caso. a produção de um ou outro efeito causal .determinante (neste caso.dependem da função do jurídico no s~stemad e instâncias da totalidade social. conta de um aspocto da q u ~ t ã o mas situados ao nível da e x p l i caçáo metafórica. anexo I. Do que se trata. Assim. dito com um directo deito causal. Sem se pretender entrar em grandes desenvolvimentos. não é d e escolher a expressáo ou a iiie~áfora que melhor ye adeqúe a uma rerta concepção abstracta das relações entre a base e a superstrutura jurídica (determinar? condicionar? corresponder? reflectir? encobrir?). a resposta à pergunta <corno é que o direito se adequa base econlmica?» . Na verdade. i questáo da impossibilidade d e configurar o juri. Invocando modeIos de expIicaçáo causal válidos noutros domínios do conheciniento (matemática. limite correspondente à determinação da prática . o que aponta para a existência efeitos que complicam a linearidade . as coisas se passam (de foma semelhante>. bio. acçóes que explicariam uma carta responsabilidttde das estruturas juridicas a políticas na própria configuração da base económica. logia. se póe é a questão da netureza do e f e ~ t o cau-sal. a identificação da natureza do efeito d a causalidade -isto é. como já se referiu (cf.da relação causal (~ubredeterrninação d a contradição principal pelas contradições secundárias. avançar n a explicação do processo causal através da análise concreta da estrutura subjacente . cl) Gonfiguração da relação causal etn vigor no domínio sociológico como uma relação de causalidade indirecta ou . eles limitam-s~a afirmar que.da base económica e d a superstrutura.em tsobrevivências jurídicas* para além .36 A HISTORIA DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL O MATERIALISMO RISTORICO NA HISTbRIA DO DIREITO 37 o segundo um puro instrumento de domínio das classes dominantes ( ' I ) . na terminsoIogia de L. volvida ('9). No entanto. processo acerca do qual os cIássicos do marxismo não apresentaram uma teoria explícita e desen.exige uma prPvia dilucirl* & fu%w do jurídico na estrutura social. a análise marxista das r e l a ç õ ~ sentre as instâncias do económico e do jurídico sempre foi muito mais matizada. b ) ExistGncia . mas sobretudo de descrever a s determinaçóes decorrentes. a jurídica). Uma das vezes essa funçáo será a de fornecer os instrurnentos repressivos necessários à dominação de classe. C ) Existência -de . da forma jurídica sobre a m&érig das relações d e produçáo. outras das vezes será -em contrapartida a de encobrir essa dominação por meio do estabelecimento de uma série de regras de convivência pretensamente abstra~ctase svpracfassistas. o desenho 'das últimas. em primeiro lugar.deencontros cronológicos entre a evolução . dizer que as relações jurídicas são determinadas pela base económica tanto pode querer dizer que a s primeiras manifestam. - Posto isto. n o final deste ensaio). nesta sede.das condições materiais que a s sustinham ou em áantecipa~óes. física. seja de que natureza for. por outras palavras. Trata-se de vários modelos expIicativos. sobretudo.tura jurídica -isto é. do o meio adequado d e ultrapassar as fórmulas deseconómico-.. Uma coisa ou cvutra -ou seja.

para os resultados produzidos em obediência a o modelo de causali. dade interna. Recorrendo a uma imagem. modifícaçõeç jntra-estruturais já que o novo arranjo normativo ou dogmático.38 A HIBTõRIA DO DIREITO NA HIST6RIA SOCIAL O MATERIALISMO HISTbRICO NA HIBT6RiA D O DIREITO 89 a cada nível da prática (neste caso. da prática jurídica) e das inter-rela~õesentre aslas diversas e ~ t r u t u r a sregionais. F. iin dos arranjos vai ser dotado por via da sua adequapão as condições extra-estruturais. de um sistema de causalidade que. Isto é. E que. dizendo doutro modo. Ou soja. dar conta de um sistema de causnlidade bifronte. com uma redefiniçáo d w seus elementos estru. Em primeiro lugar. Todo este pmcesso acabará p o ~ conseqi18ncias intra"estruturais e originará uma recornposic.turais e (ou) da sua combinação.do procmso produtivo terá maiores possibilidades de êxito do que uma outra que conduza a uma s o l u ~ ã oinadequada deste ponto d e vista. como inconsistentew) . A isto referiria. identificagão dos ntveis e formas através dos quas a edrrdura da p r jurídica ~ per~ C ! rneivel a determinaço'es externas. isto originará. P a r a além deste limite. ser deste tipo. a ser exprssão dela. a o passar a fazer parte do corpo do direito constituído. portanto. d o modelo segundo o qual a prática jiirídica se articula. d a prática). verá os seus resultados rejeiter tados. Trata-se. Falta a tal referência à função d e cada niml n o seio do sistema qire torna coerente a totalidade wcial. se intpgra nos meios de p r o d u ~ á o jurídica. Se os pressupostos teóricos forem correctos. à lógica que comanda n sistema que articula entre si as várias estruturas ( d e produção). A análise do sistema de causalidade em que o direito está inserido deve. até que ponto são recebíveis pelas outras instâncias da totalidade social que. Engels na já citada Carte o S c h n d t (27 de Outubro de 1590) ( t n u m Estado moderno. por virtude de contradiçães internas. de acordo com um sistema de articulação global. antes. explica a regularidade da produção da prática considerada. falta averiguar em que medida os resultados produzidos em obediência à lógica intra-estrutural antes revelada se adequam à função global d a prática considerada (ou. pode dizer-se que este segundo nível do prOCõsJ0 caiisal introduz um <limite de variagão. Mas. uma análise estrutural da prdica deve. o sistema produtivo entrará em disfunção. de um processo semelhante a o da evolução biolbpica: não é que o meio externo produza directamente mutações biológicas. Passando para a domínio do direito.da sua estrutura. ou seja. porventura. awrigrurçh da função global da prútica jarutica. explicada que tiver sido a reguladade da estrutura que sustém a prática. por um lado. bem como a referência a o modelo de articulação mútua entre os vários niveis que daqui decorre. afinal. em cada f o r m a g o . diriamos que tim certo arranjo normativo ou dogmática que conduza ii wlugáo de uma contradição social de forma adequada à lógica . ou seja. não realizara o seu papel no sistema global d e artioulaçáo das diversas práticas. eventualmente. de uma força expansiva que o erigirá em arranjo dominante. Em segundo lugar. o direito não corresponde unicamente a uma situação e. da coerência desta estrutura com a natureza dos produtos. Ambos possíveis do ponto de vista in-tra-estrutural. representa também uma expressão coerente em si mesma. que náo deve surgir.áo d o sistema produtivo (ou seja. explica o modo pelo qual esta cstrutura da prática se abre a determinaGões cxternas. revelando os processos causais que ligam os seus resultados ao modn de combinação dos elementos estruturais do aparelho d e produção. snáiise dos ~)socossos causais intra-estruturais que explicam as resultados. que as condições externas são factores de selecyão natural que favorecem a preservação de espé. o s devam receber). Neste passo da antílise a lógica intm-estrutural ceda o passo i lógica inter-estrutural. Esta análise dará conta. o que constitui um outro aspecto de uma lógica estrutural interna. no fundo. cies portadoras de mutaç6es biolijgicas que se Ihes adequam ou a extinção daquelas que não apresenteni tais mutaç6es. não está completa a explicação do procrsso de causalidade interveniente entre os vários níveis da unidade social. ma$. da dupla coerência interna do processo produtivo: da coerência interna . Em terceiro lugar. então. por outro lado.

no entanto. por isso. o modo de articulação entre duas fases relativamente autónomas do proctsao causal. afinal. talvez. inatitriiçóes) admitidos a e. se aproxima estruturalmente da produção teórica. que resulta a valoração jurídica dos factos de sociais. no seio da sua prática.40 A HTSTORIA D O DIREITO NA HISTbRIA SOCIAL O MATERIALISMO EIST6RICO NA HISTORIA DO DIREZTO 41 social. as indicações que seguem encaram a prática de produçáo do direito mnio um tado. através desta.do que urna subprática. Ou seja.que se apresenta como um componente da anterior mas que tem aspectos de uma Iinguagem de segunda ordem (meta-linguagem) e. Interessaria. rentemente. definidos pela prática política. luncionalmente diferenks dos produzidos pela prática jurídica em geral. a prápria comunidade. assernbleias representativas. Esta definição é feita. os seas resiiltados não são. vamos entrar na análise dos . dos resul. A rejeicão continuada dos resultados da pratica jurídica (ou de certos dos seus resultados) tem tido historicainente a consqu6ncia de provocar uma sua recomposisão intra estnitural e. sobretudo quando se trata de fazer a hi. sária a explicitação do modelu global.direito. que pode ser admitida a criar autonomamente o direito. com vista a urna análise mais minuciosa.o da prática jurid i c o . t d o s da prática jurídica e. o poder de a interpretar . A partir daqui. a relação causal interestrutural leva a melhor sobre o processo de causalidade interna.n o r m i ~ x z . uma modificaçáo da natureza dos seus resultados. poder local. nos casos em que se reconheça a o costume e dignidade de fonte d e diritu ( 7 9 ) . A análise empírica de situações histbricas concretas n%o cdeixará de revelar como. mais . em substância. Em quinto lugar. os jurisconsultos ou j u r i s p f tos. %. um e outro respon&veis pela valaração dos factos sociais. por zim lado. Nestes se mnnlfestn. apa. tão esclareccdora como a analise da funcionalidade da prática jurídica é s análise da sua disfuncionalidade. com as restantes priticas sociais. De resto. Este facto de os sujeitos da prática juridica serem designaela prática ~ o l í t i c aé uni dos . opinio communis doc&orurn) ou a quem se raconheça a detençáo da tredição jurídica e.xaplicaçãor> do direito e que correspondem. a quem ee confira o poder autónomo de . finalmente. já que. em última analise. esta e inscreve no espaço que lhe é criado pela iuncianamento globaI do aparelho de produçzo do direito.pelo menos prima facie- . determinação dos efeitos & dufunsão sobre o eyudibrio znterno da estrJrtru que sustém a prdtica juridica. através das norRMS jarirlicus gue estubejerem o elenco das fontes de direito.da ciencia jurídicu viria. Esta opçáo que traria certas vantagens heurísticas. Em segundo lugar.elemeritos estruturais do aparelho .ditar normas jurídicas ou a valores as condutas sociais concretas são. h~bora este aparelho apresente uma fun'damental unidade.declarar o direito (iurisprudentia romana. grosso nroúo. O estatuto dos sujeitas-agentes Posto isto. Por isso. em primeiro lugar.de produç50 do . não seria. a definição cios detentores do poder jurídico-normativo é feita atrar&s das normas que estabelecent o sistema de . tribunais. Bs que estabelecem a organizaçáo judiciária. determinação do ehmite de uariqüo. Neste sentido. sobretudo. não convirá sublinhar de forma muito carregada a autonomia estrutural da prática cientitica dos juristas já que. dos limites da disfunçáo.ou actualizar. o destino dos resultados jurídicos internamente possíveis mas externamente ahrrantes. n a verdade.wr de forma de mornenta desneces- - Os agentes (indivíduos. e em yuarto lugar. por outro.ente autónomos. goveriio. ocioso distinguir. ao Estado [na sua acepção larga de <centro do e x ~ m i c i odo poder p o l i t i c o ~ ) que c ~ m p e t edefinir os detentores do poder bgislativo e judicial. cansequentementc. as quais legitimam certos sujeitos-agentes para a tarefa de criar ou declarar o direita: soberano. logo. e o d a prática jwridico-cie~ilica. autunomizar a atiálisc de dois processos produtivos relativam.stória . cornpli.

categoria com um Iugar muito caracteristica na eatriitiira social do antigo regime. garantia um dilatado poder à categoria social dos juristas de profissão (os aletrados. isso aconteceu. a categoria social catapultada para suporte da prática de ~ r o d u ç ã odo 'direito não possui os segredos -até ao nível da língua prolissional. i d r i c a ç ã o que aqui se manifesta sob a forma de uma dependência da primeira em relação à segunda. A luta pela imposição do direito nacional e.da utensilagern da jurisprudência tradicional e. burgiesa por o r i g ~ m nobilitada por profissão. no período anterior (séculos 1 a m I i ) . por exemplo. por sua vez. Dir-se-á.por parte dos juristas profissionais. ma5 de lógica de uma estratificaçáo social e profissional decorrente. os reais sujeitos agentes da prática jurídica. a não aplicação efectiva de normas jurídicas formalmente esta. ocorrido com o Direito Romano. que a efectiva divisão social do trabalho n o seio d a classe dominante nem sempre coincide -raramente coincidecom a imagem que dessa divisão têm os estratos detentores do poder político.que a divisão social do trabalho n o seio da clawe dominante não decorre da vontade consciente de uma clawe (expressa pelo poder político).4 a A HISTORIA DO DíRGITO NA HIST6RIA SOCIAL O MATEIRIALISMO HIWORICO NA HIST6RIA IXi DIREITO primeiro aspecto da embricação entre as duas. sobretudo. entre nós. não se traduz numa relação de determinação directa. o advento ou declinio . gorias sociais e com o seu estatuto. em síntese. corisequmteniente. cada donie. Então.. - .de um certo modo de maiiifestaçáo da direito é o sinal (ou resultado) -embora tamliém. Assim. da um direito aacessível a todos* (entenda-se. assim como. Ou -de uma forma talvez mais rigorosa. n o entanto. em última análise. o latim. Na verdade e em regra geral. Que é o sinal ( O Ur r s u l t d o ) de factos que sc passam para além d<vs limítes da prática jurídica mostram-no alguns exemplos. também. Factos como os que ficam referido3 têm a ver com a situação dos sujritos da prática jurídica no quadro das diferentes cate. a crise d o monopólio sobre que ela aparentemente mantinlia o seu poder e através de que conseguia reproduzi-10-a tradiçáo juridica romanista. como veremos. Frequentemente adquirem valor jurídico.normativo normas que não são dffiignadas como juridicamente vigentes pela lei definidora das fontes de direito. adoutores%).o facto de s verificar ao nível d o rpolíticbw a designação dos e titulares do poder nomativo e junsdicionai náo implica que esse sejam. de um certo estatuto social. cuja aplicaçáo prática ultrapassava largamente o relevo que lhe era dado no sistema formal das fontes de direito (71). O inverso. isto é. verdadeira charneira . ApOs a revolução. Esta não correspondência entre os deteniore~formais (elegais. no final do stculo xvrrr e primeira metade d o &culo XIX. tambhm se verifica. por isso. a tensão entre direitos nacionais e Direito R o m n o durante os &culos XVIII e XIX (cuja leitura reriulta milito mais clara se se considerar que a persistência da tradiyiío romanística) mais do que garantir certos resultados norrnotivos. A progressiva desagegaçáo deste bloco significa a crise pala rsta categoria e. helecidas como vigentes. a condkr%o de uma aIteraçáo na rede das relações sociais que catapultou para a cena da prática jurídica ou dela expulsou unia certa categoria social. m relagão a determinações de outras instâncias (v. DependGncia que. só eles e sempre eles. nesse ~entido. entre a grande e média burguesias e a nobreza e.) d o poder de edição do direito e os seus detentores efectivos tem abundantes exemplos na história do direito. com o direito estrangeiro. de direito traz consigo (designa) uma categoria de tsacerdotes~.categoria esta que E portadom. essencial à coesiio do bloco sacia1 no Poder durante o irastado de transiçãoí. a todas as categorias da classe dominante) representa também a luta para pôr termo a este inonopblio absoluto d a produção do direito ( e ao cansequente poder daí decorrente) -entre nós denunciado desde as comédias de Gil Vicente. as mudanças dos sujeitos-supor~esda prática jurídica originam uma correspondente mudança dos meios de pcoduçáo do direito.g. É que esta última não só é pemiável.. como esta mesma prática jurídica institui e legitima outros sujeitos agentes ou baralha a hierarquia e competência relativas dos sujeitos agentes designados pelas instâncias políticas. a legitirnaçáo dos jurisperitos é geralmente regulada pelo aparelho de ensino). tinha. d o modo de produção. Na ~ e r d a d e .

6rgãos jurisdicionais. órgãos administrativos). Um outro aspecto muito próximo do até aqui focado é o de que náo basta o .. Tal como n a análise do processo produtivo económico. a própria estrutura d a prática jurídios çobredetermina a estrutura mais vasta em que se insere e estabelece um certo limite de permeabiIidade aos factos extra-estruturais.. aqui haverá que distinguir entrc os poderes legais de edição d o direito e o papel bectivamente desempenhado pelo sujcito na prática de prodiição. no caso concreto.do estamento dos juristas como sujeitos-agmtes do processo de produção do direito só se estabelece quando SP age sobre os prbprios meios dp prodiição.fenámenos d e recomposição da matriz das relações sociais. E.' evidente.definem ainda implicitamente as instituições e categorias de indivídcos com capacidade para accionar a panóplia dos meios de produção jurídica e.implica. com a imponência dos instrumentos técnicos e teóricos do direito tradicional. mas ainda um «perfil (digamos) profissional.pode ser inclusivamente condicionante eni relaqno à produção de alterações noutros níveis da prática social ( n o caso concreto.. para encarnar o estatuto dc sujeitos-'agentes do processo ~ r o d u t i v o . a preponderância. a detensão do processo produtivo por unia certa categoria d~ agentes. no próprio contexto sociopolítico) tem que ser com factores internos ao nível do ajuridico. que os meios de produção do direito não G o .produção legislativa no sistema da rios= Carta Constitucional (1826) com os seus poderes de facto (i. nomeadamente. enquanto lhe assi~iamobjectus. não só um campo de objectos relevantes. o11 spja. a partir dai. para os sujeitos. sistemas dogmliiicos. O ensino do Direito e o corpns da literatura jurídica. também a natureza dos meios de produção jurídica -no exemplo acima. se é certo que. se constituir como a ~ n t e prodiição jurídica) de - . para uma certa ~ . . e. Tal como a natureza dos meios técnicos 'de produçáo económica aponta para um certo tipo de titularidade do processo pro- dutivo (OU seja. quando sv e m p r e e n d ~a r~fnrrna do ensino do direito e da prbpria lite'. f o r m a % rc. Um exemplo do relevo da d i s t i n ~ ã oé o dado pela não coini cidência dos poderes constitucionais da Coroa quanto . se mutações ao nível das fontes de direito manifestam o efeito intra-estrutural das circunstâncias extrinsecas à prática discursiva. Ncsta medida. por iim lado. e.estatuto formal de um agente para caractcrizar o seu efectivo papel no processo produtivo. conceituais e argumentativos.A HISTóBIA DO DIRDITO NA HISTORIA SOCIAL Mas. em contrapartida. a o nível da matriz d a relações sociais). Ou wja. a o designar. ela mesma.laçõts de prodas dução). dos testamentos de juristas letrados e dos tribunais no sistema de prodiição do direito (e. eles tamb6n1. um certo desenho das relações destes com os outros comparticipes no processo (órgãos políticos. formados na tradição universitária europeia da época. portanto. até meados de Setecentos.e. o aparelho teórico da tradiçáo rornaníatica. a variável independente do processo. assim como ai se distingur entre a propriedade jurídica e a propiiedade efectiva dos meios de produçáo. a supremacia do legislativo sobre a jurisprudência e o definliamento . tal como resultam d a análise concreta da pratica jurídico-normativa): o seu formal de nepír a sanção régia à s deliberaçócs parlan~er~tnres ( e de. ms Por exemplo. Por isso. o certo é também que estes efeitos intra-estruturais só se verificam nos Imites de permeabilidade que a própria estrutura da prática estahlece para os factos externos. por outro.no caso concreto os juristas letrados. VÊ-10-emos em breve. uma alteração do elenco das fontes de direito manifesta -ao nível da prática jurídica . o certo 6 tambem que existem condições intra-estruturais para que este fenómeno (extra-estrutiiral) de recomposição social influa nas condipões em que decorre a prática jurídica. etc) . ensino do direito. a o mesmo tempo que designam um campo de reEerência para toda a produçáo jurídica -i. há lugar aqui para a distinçáo entre o plano jurídico formal e o plano material da análise. E. ratura jiirídica ( 9Só então --quebradas as pcçac frindamrntais d o ciqtema de reprodução das relações dc produção jurídica muda a titularidade do procegso produtivo. etc. assim. neste sentido. a alteração do elenco das fontes d e direito -bem como as mutações verificadas a o nível dos meios conceituais e institucionais d e produção do direito (estratégias discursivas.

a prática política.a o falar da natureza especifica do <efeito de jurisdicidade~. todos estes fenómenos de erupção dos sujeitos. Assim.O MATERIALISMO HISiT6RICO NA EISTbRLA DO DIREITO 48 A HISTóRIA DO DIREITO NA IÍISTQRIA SOCIAL 47 Farammte foi utilizado. neste domínio. .a prática jurídica náo se limita a transformar a consciência dos homens (como acontece com as práticas ideológicas). Embora certas instâncias dn vida social ( e nomearinmente a prática económica) possam apontar para uma jurisdicionalização de certos campos da vida social.de reeducação) rem tornar necerisária a siia conà~deração (c£.dos factos sociais exigida pela função global do político poda efectuar-se a partir . g. ainda. este fenómeno não se dá só por isso.ecto de valorsção.através dos restantes aparelhos ideológicos do Ejtado) . isto é. Por outro lado . Tal como em relação i definisão do estatuto dos sujeitos-agentes isto não acontece. o que significa que. porventura.destes desencontros. mas progressivamente em ramos do direito privado) da realida de psicológica como otj. entáo. O campo doe objectotos Como já se d i s e .e escolhendo agora um exemplo de eEicácia demonstrativa mais vasta-. Ou. já que a intervenção d o Estado se pode efectuar por processos não jurídicos (v. a admitir que certos elementos estruturais da prática jurídica eram definidos por uma outra prática. a erupção no campo do direito (sobretudo no direito criminal. avanyar n. E o movimento de sentido contrário também se verifica . Assim. a <marcação. d e um poder efectivo.0 sentido de definir o campo de objectos da pr8tica juridica como equivalente a o campo de intervenção do Estado na vida social. sistema de produçáo juridica. até que ponto não era apenas formal o papel do legislador na coristituição do direito em Portugal n o século XVII e na primeira metade do Gculo XVIII? Até que ponto o papel decisivo na edição d o direito ( e não só na sua aplicação) não era deempenhado pelos juizes? A ser assim -e só a análise da prática jurídico-normativa o pode revelar-. determinado -ele tarn&rn . O direito criminal. não são também acontecimentos fortuitos ou arbitrários.agentes no seio da prática jurídica. se não são explicáveis a partir da lógica e dos resultados de uma prática estranha (como a prática p l i t i c a ) . O plano de emergência dos objectos a valorar pelo direito é assim. A valoraçáo deste nivel não era dmconhecida de outros sistemas valorativos (nomeadamente a moral e a religião). que o tomavam como objecto desde tempos imemoriajs. através de processos económicas ou. Surveiller et punir.a permanência de uma jurisdicionalizaç5o da3 relações sociais contraditória com o asentimento social> da sua irrelwância jurídica. no entanto. Exemplos . . produz o efeito de sentido adequado a desencadear um processo de t r a r i ~ f o r m a ~ ácoactiva dessas reIao ções. religioso) que não o jurídico e a acção sobre eles através d e outros instrumentos que não o direito. a Coroa não dispunha. não se dá senão quando. Todas estas distorções n o elenco dos detzntores do poder de criar o direito tal como 6 definido pela instância política correspondem. São fetiómenoo a explicar ao nível do próprio sistema instituído no interior da prática e só através do jogo global deste sistema relacionados com instâncias exteriores ao nível do ~ j u r í dico~. porém.pela matriz insita no . mas lambérn pela g e r q ã o e erupç6..de outros códigos (moral. o que consistiria. NaWsencs de la prison. na verdade. uma vez mais. a o fenómeno antes referido de que a esbr&ura da prática não sa' é responsável por u m e s p e c i b a conbinqão dos sem elementos. estaríamos perante um outro exemplo de não coincidência entre o estatuto jurídico e o estatuto efectivo dos sujeitos-agentes. mais precisamente. Foucault. ela transforma as próprias relações sociais. apesar d e tudo. os objectos da prhtica juridica síio os próprias situaa valorar juridicamente. Um exemplo 8. Poder-se-ia. do ponto de vista das condições da prática jurídica.o desses mesmos elementos. as coisas estejam maduras para que isto aconteça. permanecia-lhe relativamente impermeável até que uma m u t a ~ á o na estratégia da punigão (a punição como esforço de recuper a ~ ã o . . M.

por outro lado. por um lado. (i. mica.). os instrumentos de trabalho aparecem frequentemente descritos como os elementos mais dinâmicos da estrutura. mas ainda a o níveI dos meios teóricos d e produção.to dos sujeitos (é o caso da emergência de órgãos e técnicos no processo d e produsão do direito . tanto quando apontam para iim certo campo de emergência dos objectos. que du. num campo estruturado.v. Edelman (ob. há interinfluências qiir deixam de se verificar. Neste sentido. quer enquanto não e50 indiferentes à . ter um difusão e que não conhecia fronteiras. nomeadamente. crescimpnto este correlacionado com a mutação das relações Lstado-soc~edadc inic~adaem meados do século paoeado. por siia vez. etc. Isto faz que. B.a da dogmtítica alemã. sobretudo da Europa ocidental) o facto de . o caao do positivismo d a cescola da vxegestn. escrita no latim que todos os juristas europeus dnrninavam. cit. Não é raro.quais os sujeitos-agentes organizam o discurso (note-se q u e as produr$ies jurídicas consistem e decorrem de tdiscursoss).. a laicizaçáo do sistema de formação dos juristas a partir dos fins do século XVIIZ pode ter contribuído para uma mais nítida separação entre os campos de intervenção do direito. a produç8o de resultados faz-se pela aplicação de certos instrumentos de trabalho. nomeadamente na prática econó. esta nova estratégia da punição está relacionada com factores sociais mais vastos.consrituiçãa dos outros elementos estruturais . e da religiáo e mùral. ? . A própria língua em que 03 juristas se exprimem pode ter influência no conteúdo d o discirrso. por outro. como i ~ n a n d a irnplicitilrrirnte estab~lrcrm critérios acerca d a legiti('I'). que um campo conceitual ou uma estratégia argurn~ntativa sejam postos em causa pela sua não aplicabilidade a um novo domínio do direito. os jiiristas do século XVI a o século XVIII <dialoguem> com a doutrina juridica de toda a Europa e adoptem . como a edição de normas jurídicas por assembleias políticas . elementos independentes..pode provocar a regulamentação de dominios que o direito tradicional ( e os juristas profissionais) considerariam por natureza estranhos a o círculo do ]uridicamente regulável. entre nOs. é posto em causa (ao menos na sua forma extrema) peIo incessante crescimento do juridicamente regulável. Embora não haja. hfas. como o de emarca da personalidade. eni maioria . têm existem muitos planos de manifestação da sua eficácia ainda papel determinante os meios de producáo conceituais (dogmática jurídica) ou 10gico-conceituais. de reenvios) relativamente limitado.. No caso da prática jurídica. economia.da prática iuridica (i. e. naturalmente. não deve ser completamente estranho ao surgir d e um udireito europeu. psicologia. para além do instrumento linguística -e. ao estabelecer um campo de referência (de citações. lnstriimentos do primeiro tipo são as realidades lógico-conceituais e linguísticas a partir das .rantc lima boa parte do século XIX é praticamente desconhecida entre nós.a f e i t u r a ~ qap11cação-provocada pela abordagem d e temas não dominhveis por um leigo.as suas soIugões normativas no direito interno Quebrada essa unidade linguística.. Resta acrescentar que a variação do campo dos objecto> da valorayão jurídica é ~114ceptív~I provocar alterações n ã o só ao de nível do estatu. Assim. O próprio sistema de formação dos juristas ou a natureza da constituição dos órgãos de produção do direito poderão aproximar o direito de novos campos de intervenção e fazê-lo ahandonar campos antigos.A HISTORIA W DIREITO NA EIISTORIA SOCiAL O MATERIAWSMO HISTORICO NA HISTORIA DO DIREITO Paris 1975). que. > - Os instrumentos-meios de trabalho Como em qualquer prática. Teria sido.onde os náo juristas estão. de natureza material.a literatura jurídica. g. d e natureza institucional. antes de ser batido em brecha ao nível da teoria do direito. em Portugal. isso passa-se com a inI1uênci. os meios d e produção são de natureza diversa: realidades dc natureza intelectual. note-se. Papel determinante. Note-se que. normativas P ideolágicas que dai decorrem. de irma homogeneidade das valorações jurídicas na área da Europa.) d á deste último facto um imprescivo exemplo: como a inclusão da problemática da protecção jurídica da criação artística no campo juridicamente regulável veio originar novos conceitos. com todas as consequências dogrnáticas.e.

repr~scntaram o triunfo absolrito do direito estabelecido sobre as invençóes. Ai se tornou patente o modo como o simples funcionar do aparelho 16gico-conceitual podia ser responsável pela gestação de conteúdos normativos distinto3 .ica jurídica (a nos termos antes esboçados.a prática jurídica não poderá0 trancvasar para o seu discurso (dada a sua referida impermeabiIidade) todos os seus sentimentos axiológr'cos. a partir do conjunto da tradição jurídica anterior. judicial) do antigo. a natureza dos restantes elementos estruturais. n o seli fiincionamento. por exemplo. tados. E evide~ite. dc terem determinados por ele os conteúdos da sua consci6ncia. o certo é tamb'ém quc e l r s não deixam de ser portadores de um certo estatuto decorrente de outros níveis da pritica social e . g. consiietudinário. em relnçZo ao p r o c ~ s s ode produção num plano diferente do anterior . na maioria dos casos. ou seja.~ I I P . como no referenciar de novos campos de valoração jurídica.o advento de uma e sitiiação social qiie aspire a u m direito certo. tendo em conta os quais) se produzem novos resuI. Quanto a o segundo aspecto -ou seja. na casca (esquemas normativos .a xaberrayão~ logicista é esplicivel pela estrutura interna da prát. Em relação ao primeiro aspecto.ec. de qualquer modo.como eles avaliam as necessidades normativas das relações sociais e o papel do direito no estabelecimento de uma ordem social. quer enquanto. trazido.. de facto. no último século. que a detenyáo da prática de produção do direito por uma forte e tradicional classe de juristas profissionais (como o foram os jririi. outros de natureza material. Entre os meios de produção parece dever ainda incluir-se a ideologia <espontânea» dos juristas.daqueles já exigidos pela estrutura das relações sociais.dos sujeitos da prá. .ele constitui um tema muito conhecido dos juristas. Se. tica jurídica. prcconceitus e preocupayScs sociais. Vns e oritros responsiveis também pela conformação dos rlementos estru:itrais da prática juridica e pela siia inter-rehcionagáo no seio desta estrutura. o direito novo d.60 A HISTdRIA DO DIRDITO NA. a urgência da <segurança> geroii princípios dogm5ticos -v. agora. n modo . É este. Num caro e noutro. . Mais ou menos.distorcido pelo carácter limitado da sua prática profissional e. seguro e coerentesão também factores de valorizayão do ordenamento jiiridico positivo como entidade rnod~ladoradas novas soluções. também. Instrumentos de natureza iristitucional são. einbora. influenciam no sentido dos resultados. o ponto em q u e jogam todos sociologia cultiiral. passaremos. n dngma da aplmitude iódo ordensmcnto jiirídicoh .é o sistema de formaçiio dos juristas.envolve-se. Uns de natureza institucional. O direito novo constrói-se. consoante .a continuidade do reginic ~>olitico a apetência de segurança . embora os factores genéticos estudados ~ c l a efeitos de sobredeteresse jogo esteja de antemão limitado minaçáo da estrutura específica da prática jurídica. para a ribalta da problemática teórica do direito pela grande polémica contra o conceitualismo. construindo novas soluçóes jurídicas a partir dos elementos desconjuntado3 das antigas. a s próprias fontes de direito.a ordem juridica e dogmitica estabelecidas não deixam de pesar sobre a possibilidade de inovaçáo das sc~lu~ões. portanto. nos referimos a instrumentos de p r o d u ~ á ode natrireza intelectual. já se rdeciu a responsabilidade da estrutura conceitual e dogmática tanto na identificação . da sua integração social. a responsabilidade dos elementos lógico-conçtru!ivo do discurso jurídico n a conIormação dos resultados normativos .agentes). pelo menor. os juristas funcionam como liricoleurs. S e é certo que os sujeitos-agentes d.a partir dos quais (ou. Da mesma maneira que .as próprias características gtohais da prática jurídica e.tas do direito comuni ou da civilística a l e n ~ ã ) não pode deixar de atribuir um carácter ainda mais decisivo iutensilagem juridica tradicional. E. . embora não deva deixar de se ter em conta que a raiz dest.color cado. HIST6RIA SOCIAL O MATERIALISMO IIISTORICD NA HISTGRIA DO DIREITO 61 ' mação e estatuto dos sujeitos-. consequentemente. rn spgundo instrumento de natureza iiistitiicional .direito jurisprudencial. por via disto.até aqui. a referir iilstruinentos prndirtivos que se traduzem em realidades maia palpáveis. legislativo.e de sktema norrncttiuo cont un~e lógica interna especifica ("1. No seli duplo aspecto de repositorio de resultados juridico~já p r 0 d ~ t i d 0 3 -. Por isso: na sociedade burguesa. portanto. por exemplo. sofre a determinação final desse mesmo sistema das relaçóes sociais).

mutatas rnutandis. o estudo sociológico Faculdades Jurídicas poderá fornecer elementos preciosos para a compreensáo do sistema de produção da ordem jiirídica.tem algo d e paralelo com que se passa nos outros níveis da prática social. apenas. trata-se. mas com relevo não d ~ s p i c i ~ n r i n . as suas relasões internacionais. noutras. a s mutações do conteúdo do direito romano coetâneas à substituição do v o l m e n pelo cndex . na relevância do erro sobre o direito. para outros <Iacais» onde o dircito %eproduz. todos eles sendo passíveis de determinações estruturais. Os exemplos históricos de mutaçáo do conteúdo do direito coincidentes com a reorganização d o seu corpus material não faltam. O que acaba de ser dito das escolas de direito vale. o notariado. estabelecidas em cada um destes possíveis Iugares de produção direito e o modo como eles se articulam entre si na constituição do ordenamento jurídico em cada época histórica são relpvantes para a explicação do conteíido e características arquitectónicas deste ordenamento. como já se disse. n a designação dos sujeitos que suportam a prática juridica e na constituição do seu estatuto. sobretudo.e. tal como a fábrica o é na produção económica.. Por fim. $ este sistema d e meios materiais que. o tipo de ligação das escolas de direito com a realidade social e com as instituições políticas e jurídicas. tudo isto influi de forma decisiva nos resultados da produção juridica.63 A HISTORIA DO DIRXZTO NA. e sobretudo naqueles casos em que o direito é um <direito de professores». HISSORIA SOCIAL Já nos encontrámos com eIe quando referimos o seu papel n a reprodução das relações de produção jurídica -isto é. a substituição do modelo do areper. nunca deixou d e existir acerca do papel do historiador do direita ( e que era bastante viva nos círculos romanistas) . organiznçáo administrativa-burocrática da vida forense. etc. tratar-se-á. sobretudo na desarticirlação do direito consuetudinário.o exemplos..o da reprodução . sustém a mantém viva a tradição jurídica. de um fenómeno de contemporaneidade-v. em rigor. ciija importância na conformação do direito novo já foi apontada. se o acaso e o arbítrio podem jogar algum papel n a configuração d e cada um deles dentro dos limites de v a r i a ~ ã oque 'o jogo estrutural lhes impõe. meios d~ pronq dução de natureza material: a organização material do corpus jurídico-. como ji tem sido notado ( 7 8 ) .envolvimento de uma linha de reflexão que rompe com os cãnones teóricos da anterior. As e r e l a ~ ó sde produção. Outro exemplo é. a escoIa ser ou poder ser o lugar urde a se efectua. tóriow pelo modelo do <compêndio.de novas cópias do direito tradicional nas quais se aproveitava para incorporar ~actualizações. Também aí o sistema escolar funciona como rrprodutor das relações sociais de produção. o movimento associativo e profissional dos juristas. É claro que. O p r ~ m e i r oaspecto .sistema de publicação e edição das fontes de direito. Agora. Neste sentido. g. de abordar um aspecto diferente o sistema da formação dos juristas como meio institucional onde se verifica a produçáo do direito e a sua transmissão às sucessivas gerações de juristas. nomeadamente. Este facto euplica a relevância da estrutura das rela~ ó e scientífica3 estabelecidas na escola. na literatura juridica portuguesa oitocentista e o papel que isso terá tido n o olvido do direito tradicional ( 7 9 ) . ao contribuir para designar o lugar dos agentes no processo produtiro.V. Já o segundo apresenta a novidade de. a advocacia. certo é também que o podem jogar determinações externas à prática juridica. Ma~&tische . nenhum destes elementos estruturais pode ser isolado com variável iindepedente. os modeIos e conteUdos do ensino.surgem. etc. NOTAS ( l i Refiro-me. na tendencial desvalorização do jurisperito. Em alguns casos. a das consequências normativas da impressão generalizada das fontes jurídicas verificada a partir do século Xm. não é ousado supor a exist6ncia de um processo genético. quando se trata d e explicar o carácter dos produtos prodiizidos. & literatura alem& onde -paralelamente a uma reflexa0 que. características <externas. da feitura . E. logo. organização das bibliotecas profissionais dos juristas. porventura. d a literatura jurídica. vãrios sintomas d o det. pelo contrário. nomeadamente o foro. Disso s5. g.. porém. ultimamente. aqui. A estrutura da investigação científica.

-M. a publieagáo colectiva dirigida por Johannes-Michael Scholz. por posições eclécticas com maior ou m. por U. por c m p l o . Lire le Capital. Althusser. Sobre a evoluç~o recente da historfografia jurídica francesa 6 muito rica a Informaçáo de J. cit. como. Torquato Soares. . D. exprfme a vontade legítima do povo. cit. 1906. Madrid 1973.li. ('1 Como a historiagrafia geral substituiu o $problema teóricow pelo «problema metodológico%-. e Estatutos d a Unlversidude de Ooimbra. fazem a apologia das posições jurídicas.. (') C . que.* ed. pela histbria jurídica de tipo . Th. Abril-Junho 1973. 1 e segs. Blanke et ai.. A partir dai. Uwe Wesel. Zur Methodeltdiskussirnz der rnarsbtischen Rechtsgeschichtaschreibung ItaUens. íinitlmente. cit. I. (") Esta arbitrariedade dos factores explicativos foi defendida. E 6 de regra em todas as introduçóes metodológicas aos nossos manuais de hist6ria do direito. influenciado L. por Último. coirio o agora decantado apluralismow. 90. cf. por último... 136. (9CP. Vaz Serra. (*) Sobre o papel dos intelectuais na construçãa da hegemonia burguesa é cl8ssica a anállse de Grmsci.em Revue d'histoíre.s e 0 OrgankaçCo da Uultura. ensaiada por Teófilo Braga e Júlio de Vilhena. cit. por isso.. Peter Lasdau. e Bktóri<s do Direito Português. W. comunicação ao 20. 1828.. aKarl Marx und die Rechtsgeschichte~. Cabral de Moncada. Eiatdria do Direita Portugu8s. se a primeira fase da sua obra parece Inserir-se na corrente idealista be intenção dogm6tica (tendo. VI. em traços gerais. na esteira de . as influências virão directamente do sociaüsmo oitocentista. em Kritásche JusBz. cit.. 1 de Outubro de 19'14).. (') J. é eco fiel da vida e.. Marcello Caetano (Liç8es de Hbtdriu do Dirdlo P o r t ~ ~ 1962). 109-129. nos segundos nota-se a forte mediaçáo do realismo e do institucionahsmo. M. como discípu1os G. Zur Methode der Rechtsgeschichte. Eerlin (D. Vorstud4en nur Rechtsgeschichte. nesta fase. Lisboa 1772. mais tarde. Cabra1 de Moncada. 1W. e. Frankfurt arn Main 1977.e Os InteEectm4. A histbria jurídica positivista. P a r a a Itália. Paris 1970. 1061.. ('j L.e os hlstoria- dores que não enveredaram. (') Foi. Lisboa 1772. comu fonte jurídica. J. Paulo Merêa. L. «Kritik der burgerllchen Fkchtsgeschichtew. então. Merea. as instituiçss de raiz consuetudinária . polltlcas e ideolbgicas do *Estado Novo. R e f o m educativo y desarrollo capetalkta. sidade de Coimbra. sociais. para qualquer outra concepçáo +neutra% da ciência. J... (1). Die Aufgabe der Geisteswissenschaft in der mo&rnnt Gesellschaft. ZUT Geschichte . g. da escola) no modo de produçáo capitalista. como se sabe. I. ( I ) . no entanto..360-71.. 172 e segs. Dir. a partir da história. sobretudo em A l g u m a Teses sobre o P r o b I m a do Sul.enor intençáo actualista. o que aconteceu entre nós. Krit& . Blanke et al. em pouco dtrapassa o nível do ensaio literkrio.. d e uma necessidade jurldlca ou do dlreito colectivamente organizado. Isto que se afirma do positivismo é válido. d e Castro. 19311. 1926.(I" Roderich Wahsaer. a mais natural e legitima. Quanto a P. em Rritische J w t i z . em que foi grande mestre (deixando. cit. B.Sh.. Independente de toda a intervenção arbitrária do Estado . apesar de serem rarlssiiiias as ades6es expressas a unia determinada Intenção historiog&ica. 137 e segs. Cabral de Moncada e A. Wolfgang Fritz Haug. ( I ) . O costurrre. 2. (") U. Paulo Merea. KTjtik der biirgmlichen Recht~geschlchte. satisfaz verdadeiras necessidades sociais e não as aspiraç8es injustas de um partidow ensina Pedro Martins em X K i 1 (Hbtólia do Direito Português. Zur Methodmdkkussion . Alrneida Costa. nas suas versões francesas e alem&.. por isso. Tm. sobretudo. sobre esta substitulçáo e seu significado.. Marcello Caetano privilegiam. Fernander. e. Wesel. Torquato Soares). Der AQflose A w ~ a s c h ~ m ~ . B expressão d a vontade social e consequ8ncia d e uma ordem da colectividade e.5 e segs. 117 e segs.. 7/81. ~HistorischeRechtshlstolrei Reflexionen anhand franzosiseher Historik~..54 A HISTdRIA DO DIREITO NA HJWóRIA SOCIAL ( XIATERIALISNO 1 HIST6RICO N A HISTORIA W DIREITO 55 Bdtrdge zur Rechtsgeschdchte. Esta intenção é. cultivou o ecIetismo. Cf. em Vors t u d h. sem dúvida. pode dfzer-se qu. Eraga da Cruz. C u m p b d i o Histórico do Estado da Uraivaf. Scholz.. a partir de certa altura dedica-se sobretudo a história antiquarista.. no primseiro. Mazaeane.. Braga da. onde se faz tambern uma refesncia 5s novldades da historiografla juridica espanhola e portuguesa. em Die Objektivttat sozialwissemchaftEicher unü sozid politbscher E r k e n n t h .. Coimbra 147+. 17' 121-35. (9Refiram-se entre outras. muito níhda naqueles que. se distribuem.). Ritter. Peninsular s Portisgud~. por Max Weber ( v . 4 1 (lO73). como as ver&.. s u g e m e s em I. o meu <Recomeçar a Reforma Pombalina?x em Rev. Sobre o conjunto da reforma dos estudos jurfdicos. Deutschen Rechtshistorikertag (Ttibingen.. Zur Methode . Braga da Cruz e M. as liçóes de Pedro Martins í. Eat. historiador jurista fmpar no seu tempo. (I4) a 0 processo hist6rico de fomaçáo d o costume 6 um processo orgllnico.. aDie deutsche Rechtsgeschichte und der Faschismus*.. 237. 41. Noc.3. Cabral de Mocada (sobretudo nos seus trabalhos sobre o pensamento jurfdico-polftico setecentista e oitocentista) e Marcello Caetano (no tratamento hist6rico das instituiçaes corporativas). Wesel. L. cit. C m . 22. L. Abril-Junho 1573. Brernen li5 d e Fevereiro de 1976.. %quanto s .M... .. Almeida Costa). R. 1948: sobre a função da Universidade (em geral. a comunicação de AIdo Mazzacane.HOstÓvia Geral dn Mreito R m a n o . ('1 W. 1904). (11. nas suas lições ou na sua obra histórlca.erudito e passadista (G. (11.

-M. Isto sugere.. 1958) e M . nomeadamente. impregna. portanto. A C h e da iiist6ria e a 8 s NWW Diru~tri~es (Lisboa 1946). Uvi-Strauss (Anthropologb structurale. &um Problem der Rechtsgeschichte im System voa Marx und Bngelsil. colocada fora e .. 41. cultural e cientifica d a Memanha soclal-democrata. mas podem ser dim. cit.inadas m por um adequado entendimento da natureza desse modelo. Th.. ZUP Geschbhte . ( I ) .atingem. L'Arch6oZoqie du savcrir (Paris 19691.. 39 e segs. l W 9 ) . (*) M. a c h a da luta de classes: no plano filosMico. Ltre le Capital. no plano econbmico. filosóficas e metodológicas. A úItima posiqão é.. questionário sobre o Direito Consuetudinhio Portugu&s~.. 1988). Mari gherita v.1261 . 2471. ( I ) ..e o liberalismo.... Schoiz. nomeadamente por H . . 476-83.. ( L ) . sempre que a alternativa idealismo-materialismo é expressamente colocada. pelo contrário.. K+t& . ela constitui o sentido m a b r do mater i a i i m histbrico. em Estudos de HPstdria do D i d t o .~Esta mesma idcift volta & surgir n u m a carta a !Paul Ernst. toda a vida politica. (") Cf.L. cit. em substituição de eciencias do espírito>. Coimbra 1923. Zur geschichte . De qualquer modo. 414 e segs. em M w ~LstischeBeitrdge .. <Wissenschaftspluralismus.-M. an lessico giuridico di Marx 1843-1844>. e bibliografia a citada. (m) Xeuristische Devise denomina-o . EJa decorre.5 de Agosto de 1890). evidentemente. J. Scholz (ibid. da ~ n a t u ralidadw do modelo económico liberal. da «objectividade. Genese und Kritik eines Kampfbegriffs~. vai. 19851. E. uma &marche historiográfioa baseada no materialismo hist6rico. W. de par com o modelo neollberal. em Th.. de uma concepção lassalista do Estado. principalmente de C. (I@). Sellnow. Adorno et al.. H a b e r mas (em And. Merêa concebe o projecto de um levantamento geral do direito consuetudiu&rio português (cf.. sob a quai tamwrn n6s começámos a viver.1965. Darmstadt-Neuwied. por exem~plo. mergulha no relativismo positivista. Ij6) J. 17. 31).. hegeliana. por sua vez. I@€&). cit.stas restrições não .-M.66 (1671). Scholz. nomeadamente. 1 5 e eegs. Guastini. Zur Funktion. não esconde a sua repugnância pelas mutações legislativas ou revolucionMas do direito. Bretano. Dm Posit~visrnrcsst&t. o pombalismo . Wesel. Historische Rachtshistorle.. (") V. sobretudo nos seus estudos sobre o ilum~inismo.. As restrlçdes de 3.em Da8 A r g ~ m e n t . ( 1). (Iq) Sobre a qual ( e sobre a sua reIev5lncia na evolução da historiografia juridica) a esplêndida síntese de J. se esta for conduzlda de acordo com os cánones expostos pelo próprio ~Engels a conhen cida Carta a Conrad p h m i d t (. como se sabe. ( 1 ) 28 e segs. Depois de criticar aqueles para quem a concepçáo materiaista da histbria .. Foucault. . Adorno (Der PoslDivism w s t r e i t {vz der dezrtachsn Boablogie. em que este aparece como uma entidade neutra. Geschkhte als htstodsche Sozialwbsenschaft. Marcuse (Kultupi und Ueselschaft. ( I ) . 1971. (I).) quanto à adomão de um modelo a p l i c a '5 tivo pr4vlo devem ser tidas e conta.era o movimento d a natureza que estava ordenado a uma finalidade humana (providencialismo antropoc&ntrieo) . CP. Blanke et a?.. cit. cit. U... ('#) A critica ao positivi~rnofoi sobretudo feita pela escola de Frankfurt (ou Krithche Schule). Foucault (LJArch6010gie du savoW. (') Este nivelameuto d a histbria natural e da história dos homens processava-se de acordo com uma destas duas orientações: ou os homens eram submetidos A mesma razão ordenadora que estabelecia a disposiçko e o devir dos entes físicos (logos. Genova 1973.-U. sntelequfo) ou.. mas as suas formas contemporâneas foram duramente abaladas pela crftica anti-hwnadsla do chamado *restruturalisrnox francês. Magalhães Godinho.. . iniciativa d e indesmentivel interesse científico mas de interiçko ideológica tambem inequívoca. Wesel.acrttica ao subjectivismo e historicisino metodol6gicos decorre sobretudo d a obra Althusser (POUT MUTX. . em Materiali ger ufla storiu della cultura gfurklfca. (=) A primeira posição 6 mais caracteristica do positivisnio. Moncada. . quanto de . c1t. que partir da crítica cientifica do ca-cIassismo» do Estado.a de H. à crítica antimetafísica.i. A lógica epluralista>.-M. a opção não de'xa de ser a idealista ('1 Indicações bibliográficas em R. social.. Ejstorische Rechtshisto nh.55 e sem..4 DO DIRDITO NA HISfTóRIA SOCIAL O MATERIALIShUl HISTóRICO N A HISTóRIA DO DIREITO 57 e a s kpocas onde estas prevalecem.escreve Engels: a k nossa concepção da histbria B sobretudo uma orientação para o estudo e não uma alavanca da construçb $. <servia de pretexto para náo estudar a história>>.ytkche Wisseleschaftstheurie und W e k t G c . H&to&che RechtsI~istoire cit.dIe Geschichte der etablierten burgerlichm Klasse ist die Geführdung Jhrer H e w s h a f t . 'S'eholz. m a s como modelo rígido por onde se cortem a direito os factos histbricag. A desrnontagm do embuste tem. U. e <neutralidades posltivista. no plano polftico. ('1 Sobre o epluralismo metodológicou e suas implicações politicas. sobre Isto...66 A HISTORt. (") No mesmo sentido. onde s e afirma que a concep@o materialista da histbria se transformará no seu oposto sse n&ofor utilizada cmno directlva do estudo hist6rico. cit. (*) Este fenómeno de dessubjectivaçáo das ciGn~iaa do homem t e m um reflexo na facilidade e no bom grado com que estas aceitam para si a designação de «ciências do comportamento. (') Neste sentido se afirma [em Th. 28. Wehler.

Stwztstheorie.3. a~SurIe jeune Marx (questions de theorie)~. a dos juristas) corrt as caracteristicas da prática que a produz. por assim dizer teplstemolbgicos». qualquer forma institucionalizada de relação social ( cprodução. 28) produz específicas formas de consciência. sLa 'teoria generale de1 diritto' in U. L. 1965. S. mas sim a formação das idelas a partir d a pr&tica materialar [em K. 1968. cit. Rossi ( M a m e lo dialeftoiu heyeliuseu. 47 e segs. que relacionam a fortuna do ajovem Mam. L. trad. Marx. e segs. 19BO) . ~L'objet du Capital. FranlITurt am Main 1974. ou . R i . comercio. (S).emi C. Paris 1969. 98-9). cit. Marx e F.. no domínio do direito e do Estado. ou ainda F. maxime 206 e segs.. ' E ibid. é classica a formulação de F. e. v . 16 e 19. em Pour Marx. Poulantwis [Pouvoir polttéqrse et classes sodaies de l'stat capitaliste.. Sobre ela. Logica come sceenza positava (1950). 1970. 117 e se@. por E.. de A !deoIoy&%A l M (Lisboa 1975) I. cit. e R. F.. reeditados em Pour Marx. em P o w Mnrx. na trad. port. port. Le Languge et ia Pensée (Paris 19691. Entendida como o apelo axlo16gico dos pr6prios objectos a valorar.. Lucio Colleti (principais ensaios recolhidos em IdeoIogiu e società. Balibar. F a s c h e e f dictatlrre. trad. Engels.. 36) 162. (381. Paris 19741. Althusser. Bur lu dialectique m a t W l i s t e (lSujB). em MaterinE% per Z storia deUa cvltrra gia~ddica. 147. cit. *Zum Problem der Rechtsgeschichte . 128 e segs. port.. ( O ) L.. Na anáiise do direito a partir da prática produtiva que lhe dá origem a única natureza constituinte é a natureza (ou estrutura) dessa pr6pria pr8tica. I . quer com o projecto de alguns marxistas d2 romperem o isolamento político-ideológico da guerra fria atravbs de uma apresentação do marxismo que o tornasse menos dlstante dos grandes temas da filosofia noficial. Cerroni. L. desta asserção: « a consciência é naturalmente e antes de tudo o mero estar consciente acerca do me10 sensivel Imediato e da rdaçKo limitada ( h o r n i ~ r t ecom outras pessoas e coisas extet-nas ) ao indivfduo que toma consciência. (3'4). Engels n a Carta a Bloch (81 de Setembro de 1890).("I Sobre o papel do sindivlduo~n a explicação hist6rics. Althusser. R. (3i8Ji 160. Ludwig Wemrbach e o fim da filosofia clássico alem&.R.o aquela que <não tenta explicar a prática a partir das idelas. em Marxistische Beitrcige . organização social ou política'+ ibld. Macherey. Marx/F. Althusser. I. acontribuiçáo para o Problema da H a b i t a ç j o ~ (1872). 422 e segs. trad. Eléments d'autocritique (1974). W. (al) SUT e jacne MUTZ (1961). deste ponto d e vista. (11. N.0-3. port. Foucauit.. Seguidores e colaboradores E. Vertente que 6 frequentemente relacionada com as condiçdes históricas da luta politica e ideol6gica nos países da Europa ocideatal. (") Cjt. L7Archt?010giedu Bavoir. i Rmciere. EATe Z CapitaZ. trad.. O Pensamento Juddico SoviBtico. 1SW). ('I) Mesmo ao nível terminol6gic0. - . ('1 M. ou seja. Paris 11874. principais seguidores.. reiacionação que continua a ser feita em obras posteriores [cf. Marx e Engels relacionam expressamente a produçáo conceitual ( e . 1962). Staatsiheorie. R. Althusser. social) sem qualquer referência e uma realidade de tinica e subjacente. cit. (") Acerca deste e doutros aspectos do pensamento jurfdico sovi&tico. a designação do direlto como uma <pratica%quer significar a recusa de identificação do direito como uma <teoria>. (Ob) C P . lingulstico. Lire te CmpdtaZ... A observação B de Noam Chomsky. 501. Cf. como um corpo intelectual desprovido de materialidade e sem encarnação instituciond. Obrau escoyiüas.em Poaar Marir. S . Della coscienza giuridica revoluzionaria alla IegalitA soclalista~. Acerca da distinção entre a t e o r i a ~e < p r á t i c a . Por isso e que. . nomeadamente. II. (as). Contraíliction et swrdétermiZ nation (1962). m. L. no domínio do direito. provam-no outros textos onde se explicitam os fundamentos. mais adiante (trad.R prática rprofissional~. ~Contradictione surt detennination. em L i r e le Capital. ibid.. U. g. Critica dell'ldeoloyh colitemporanea (19671. Lisboa 1976. Lire Ie Capital (colectivo) (19BiFi). . Althusser. I63 e segs. Establet.Da 1'1négalité des origines>. Idéologie et apareils icEEoEogZques de i'ltat (1970). port.. ("1 L. S~. 18691. e U. 386..@T6RIASOCIAL O JVATERIALISIIIO HISTÕRICO & HISTÕRIA DO DIREITO ' A 69 de um modo pouco subtil. 136. 5191. 491: e Que esta referéncia à. ía7)Em K. Cerroni (Marx e ia didtto moderno. Engels. EngeIs.. e 69 . 89. sobretudo. Lea classes sodales duns le capitaltame d'aujourd'hui.llnow. port.. (em. como eles aqui a designam.. ( I q ) Obras principais. Carta a Gonraã Xchmidt (d7 de Outubro d e 18901. PhiEoswhie et philosophie spontalabe des savants (1967). Rowseau e N M X (1957). Guastini. (16). ( j P )13 em A Ideologia Atemá (18345-18416) que se define a bistdrla materialista con1. quer com o projecto (antimandsta) de dissoirer a autenticidade e a cientificidade do Marx rmas indigesto> ( o da ~mnturidadc>j. La teolia ma~xiata & b emamipazione umana (l%4). II Zessfco gíurfxZico di Marx ls43-18q$. que estas ciencias tem grande tendência para encarar o cmportamento (económico. M. e do dhurnanismo marxista.. aSur la dial@ctique rnaté~iailste (. 208. p d t i e a nao inclui apenas a pritica econiimica.. cit. Génova a 1971.58 A HISTóRIA DO DIREITO N A HI. Parls 197. Moscovo 18W3. Matsrialett zur Rekonstruktion de7 marxkttschen Stautstheorie. P. Engels. Per E teoria di un urnanesimo l u positiuo (ensaios de 1946-11848).. Guastinl. Althusser.. deste modo. Engels. 99.

38-39. Ou. &me 211le 218. Ideologia e Aparelhos Ideológicos do Estado. ~ i t . 3 1 . ar. num produto determinado (novas relag0es sociais).. N. Althusser.. S. '6 (. <quaisquer que sejam as formas sociais d a produçho. trad.. Ideologia e Aparelhos Ideológicos do Esta&. 167. (") N. 47.r>. S. Por outras palavras. ao regular o pmcesao produtivo. corno a pr8tica ideoló- . 38-39).. Cerronl. vaioração geral e abstracta). 458-459.. Euastini.. LTre le Capital. (35). Poulantzas. 167: E. Pouwoir polkDtque e€ classes socádes. por exemplo. a cultural.31. Poulantzas. Pouvoir poWtiqre . 48 e segs..cit.. cit. cit. (35). ("1 R. .). Pouvoir po~tiqweet classes sodales... 11. Althusser. ('1 . S. Cf. um fundo de verdade hist6rico-sociol6lgico que não deve ser ignorado. a posição adoptada no contexto. 185 e sega.em Védice. nem sempre a s determinações normativan do Estado são aceites como direito. <Sistema EcondInico e Sistema Politico~. cit. Pour *71arx. Althusser... e 101 e segs. cf. port. (Z). pela repressão. 90-1Oi0.') Sobre a concepção do direito em A. Vysinskij. cit.nãc coincide com outra posiç50.. Mas uns e outros não o sáo senão em estado virtual enquanto estejam separados. cit. (*) E nao a consdencia dos homens.. ("1 Marx refere este facto ao analisar a prática económica. iNáo tanto porque nem todo o direito revestiu historicamente estas características (que. os trabalhador's e os meios de produção sáo sempre os seus factores. est& intimamente ligado ao de testrutura com dominantew e. AIthusser. (+') L Althusser. ) 40. 420-450: U. Sobre este mesmo assunto. L.. uSur la dialectique matérialiste. neste sentido. nSur les concepts fondamentaux . etc. (501. a distinção. o escolar. I.Balibar.*P. N a verdade. (3!5). cit. declaraçao de vontade geral e abstracta). Althusser. entendida como a encarnaçáo institucional de um processo de produgio. (34). Lisboa 1974. em Materiali per la storfa della a l t u r a g h d i c a . 96-97.(341. Pour Marx. Poulantzas. S. port. ibM. Pour Narx. clt..i. Lisboa 1974. cit. manter. olt. ('O) L. II.Althusser. 113. trad.. em liire le Capital. ao nucleo da concepç8o marxista da dialectica. efectivamente.. 44*: N. entre <função repressiva* e cfunçáo ideol6gica. em L. a ordem social. esta problemltica designa uma situação que pode ser definida como a tentativa frustrada de enxertar os resultados da <pratica polfticar num apareIho produtivo regional ( a prática jurídica) eujas regras de gica. i50). La stwctura ausente. Aquela problem&tica que a teoria tradicional acolheu como a oposição entre rdirdtow e tleia tem. Do nosso ponto d e vista. m c . ao segregar o sistema ldeol6gicn. (62) O conceito de *momento actual.IrCra. S. O Pensammto Jurídico B d d t i c o .fi-la em AnBlise do &curso e História da CUlecia dund&crr.. emm termos gerais. sob forma de lei (i. 167 S. as relações. Poulantzas. IV. (da) N. (34).rce e Ch. POUTM a ~ x . Lisboa 1976. 94. p501). N Como a cada prhtica. (") Citado por Vital Moreira.. esp. por todos. ('1 Cf. Pouwoir politique. =it.L. Pouvoir politique et c l a s ~ e s sociaIes. f W ) Sobre o modelo aemibtlco. Pour Mar$. (") L. cit. t L a 'teoria generale de1 diritto' in U. entre uaparelho de Estado. Umberto Eco. c i t (351.'1. Citado por E. L. trad. ( . 31 e segs. que é a de caracterizar o direito a partir d a ctnomatividadeo. (341. 43 e segs. ("'1 N. Ideologia . Ed... o sindical. ( W ) . 74 e segs.Poulantzas. aLa 'teoria generale de1 diritto' in U. cit. 40. C%. I . Poulantzas. correspopnde um uaparelhor. ("1 1 . trad. (34). Uma exposiçáo 92 um pouco detida (realçando a s suas novidades e m relaçáo a anteriores concepções da anaise do discurso) d a sernibüca de .. . R. Balibar. 1973.> p.167. m a s sobretudo porque não é sociologicamente possivd aceitar como direito tudo aquilo que. Pour Marx. 47-58.. através deste. cite (3) 1681. e. 37'.. I. n a verdade. Paris 19T1. Poulantzas.. Pouvoir politique . emana do poder político. cit..R. Coimbra lIYM. 48"T-488. cit. (511. o religioso.R. Althusser.. (&). Pei. Aib&Diihrlng. Morris -que Eco deixa n a sombra. 9 1831. LIre le Capital.. feita por L. mais sinteticmente: 9transforlna a sua mntkria-prima.. cit. em L t e le Capttal.167.C.. .. Aithusser. (491. % (ta) L. Pouvoir politique cit. cit. Engels... cit. s8o próprias apenas do udireito modernosv). e <aparelhos ideológicos de Estado. por todos. (34). uSur l a dlalectique matéWialiste*. cf. 1M.. parece imperfeito definir o direito com recurso 8 ideia de cnormm (i. Althusser. ("1 Função que desempenham. (34).60 A HISTORIA DO DIREITO N A HI&TóRIA SOCIAL O MATERIALISMO HISTORICO NA HISTORIA DO DIRWITO 61 (") L. Althusser.e. Althusser. em Pour Y a r x . (") iC. (a) >.. Guastini. Lire Z Capitab e cit. (") N. em Pou~ Marx. (4p) L. ( 3 4 ) .. temos que o taparelho polltico~ (ou de 'EUtado) se desdobra numa série de capareltios especializadosa (entre os quais...«'Slur les concepts fondamentaux du mat&rialisme historique. J. A caracterização dos resultados da prática jurídica a partir do seu carácter tcoercivo~-que é. Barcelona 1 7 . 53 e segs. 70. o juridico.. Pour M a m . 6 necesshria a sua combinaçãoii ( O Capitd. 1. . P a r a qualquer produção. coma j& tem sido feito no pensamento juridico marxista. port. (") F. 167.

nestas ocasides. PeUetier e J. bem como o ensaio. Lisboa 1975. I") CI. recentemente). aIdeologias.) entre o c<jurídicom e a rideologia juridlca. em relaçáo aos juristas. por exemplo.. ( e m O Direito Captado pelo Fotografiia. adiante.345. em última Instãncia.. I") este último aspecto que. ( 4 ) . Goblot. n&o corresponde uma ruptura no aparelho de produção do direlto. ou -no plano dos ameios de produção. a tltulo de exemplo.43-44. em Revkta & Direito e Egtlddos Sociais. mascarando as relações sociais de produçáo na consciên&a dos juristas. referem-se com certo m desenvolvimento d determinação da consciencia provocada pela unilateraliza~$io da pratica profissional consequente divisão social do trabalho.. o aparelho tradicional de p r o d u ç a do direito. Althusser. Sobre a P r d t e a Dogmática doa JuAstes Oitocm%tas. a de E. Wsboa 1975. P a r a uma vis80 estrutural das suas reIações». ('*I Sobre os modelos do arepertãrio~e do scompêndior.competèncias (no sentido em que os ZiguCstas usam a express b ) náo os admitem. Não se trata tanto das normas sem sanção (que. rejeita como anão jurfdicor o novo adireito~ e encontra. Rdtik &r biirgerlkhen Rwhtsi Blanke. Civiliaações. parece correcto afirmar que não se t r a t a de normas jurídicas. que impede que o confundam com as puras prhucas Ideológicas. J. InventBrio M t i c o de Um Conceito>r.as caracteristicas da utensilagem argumentatlva e conceitual dos discursos <jurídico* e apolíticos. na0 parece ser de seguir. ' % et al.. ("1 Conviria ainda referir o papel constituinte das condições em que decorre a prática juridica em relaçáo 8. sobretudo. adiante.vem amiúde nas revoluções que o são (como o foi. os respectivos estatutos socio-instltucionais do <jurista$ e do epolitico~ (ou seja. Isto acontece frequentemente quando a uma ruptura apolrtlca. trata-se de uma Curta refeMncia que. trad. dizendo doutro modo. 44'.. Sobre a concepção do direito em Marx e Engels cf. Ana Maria Barrero Garcia. e. a sua inserçfio nas relações sociais. cvfnturiinienta.@2 A HIST6RIA DO DIREITO N A HISTORIA SOCIAL O MATERIALISMO HIST6RICO NA BISTORIA W DIREITO s. port. afilosofia e s p o n t b e a ~ dos juristas. 126 e 152). o ensaio Sobre a Prática DogmâCica dos JuHstas Oitocentistas... Mas serão. 178 e segs. Sobre as indecisões na concepção marxista d a causalidade histbrica. determinada. (''1 C . contribuem para a e f i c h i a global do sistema jurídico). supra. 61 e segs. os meus Apontamentos de Hist6ria do 1Mrefto Português. em Anuária de Rkt. tomar e f i c a ~ e sa s relações de produçáo. detêm um valor &construtivo>na arquitectónica do sistema jurídico. (*) Em sentido diverso. e J. em A. port. Coimbra 13Q76. 5. nota 41. A Ideologia Alemá. A Concepçio Mamista da Ristórta. Fleischer. se não 6 quebrado. tradicional. adiante. E*. ("1 Vital Mweira. o m base no seu <arquivo. nossa 1eglslaçLLo revolucionãria sobre tsaneamentow e punição de apideso. s Cf. 98 e. quaisquer aplicações. próxima d a p&içào exposta. mas daquelas normas ou instituições jurídicas que não logram. que se vi. port. o ensaio Sobre a Prdtica Dogmática doa Juristas Oitocenthtas. com indicação dos repertbrios extstentes.).. em Analise Social. .1 7 e ao distinguir . polic. a indicações do anexo I...il0gica b'undamentalni~mtt... Jrcristaa Oitocantistas. H. cf. ("1 (5P. Madureira Pinto. para a Espanha. ("1 Veja-se. tlve. cit. quando passou a ser <tratada> pelo aparelho jurídico. por outro. ("1 Confrontem-se. ideologia dos jurist a s ou. e 4 IdeoZogM AZemZ.Engels tem em 13 vista n a citada Carta a Cmrad Schmãdt. Marx e EngeIs. no seu laCOnfSm0. iComo tair nonnas não obtêm qualquer encarnação nas instituições que compaem o aparelho juridico ( e m termos d e darem lugar aos resultados em cuja produção este 6 especializado). <Economia e direito.. o ensaio Sobre a Prática Rogmdtica doe f. prodiitoa I d ~ o l h g i c osi. adiante. Edelman. ( M ) . o que sucedeu $.rem os e f p l t o n que ~ sRo prhprlos da pi'orhiçáo id. 18 (19761. 19 (1974). trad. pelas relações sociais de produção e pelas formas de divisão soc3al do trabalho daí decorrentes). F. (381. Ci.. Ideologia . J Goblot. são elementos que dão coerência ao todo e. L. Veja-se. ao apresentar como função do dlreito <por um lado. ge-sclaichte. Coimbra 1970-1971. reflectir concretamente e sancionar a s ideias que os homens Paxern das suns relações sociais. assim. ao nível d a prevençb ou da repressLo. 311-='i.. muitas vezes. 3. 14A. entre nós. A HistdlWc das CiviZkuqóes c a Lioncepç<ao Murxbta d a Epoluçáo Social (trad. de1 D a . referem especificamente como 0 aenfoque profissionalu da realidade se transforma em conceitos e como estes conceitos se reificam. port. (") O. forma d e o transformar e m tnào direito*. o ensaio Sobre a Prdtica Dogmdtica d a s Juristas Oitacentiatas. (*g) A a f i m a ç á a de que a prática juridica produz resultados ao nível das r e l a ~ õ e s sociais e não apenas ao nível da consciência dos homens tem a virtude de excluir do &nbito do jurídico (remetendo-o para o campo do ideológico) todos os resiiltados normatlvos que não se mostrem capazes de susoltar quaisquer efeitos coactivos. i. blateriolismo Ristórico e Histdria das . adiante publicado. ela revela a percepção disto mesmo que acaba d e s e dizer-a existência d e um especial ( e diferencial) irnpacte do direito sobre a s prbprias relagóes sociais. ULOS repertorios y diceionarios juridicos desde la edad media hasta nuestros dias*. trad. No entanto. cit. 45 (19731. (ibiã.

da supreinacia dr uma classe: tal coisa iria. o cdireita i g u a b 6 como uma c~nsequênciado feitichismo do mercado. responsável pelo obscurecimento do carácter fiincioanl dos .ocorre com frequência em O Capital ('). já que ai a própria forma -longe de aparecer apenas como um produto (autónomo) do carácter <abstracto* da prática dos juristassurgo como algo de funcional em si mesmo e m relaçzo i base.. em nome do materialismo histbrico. numa prática profissional autónoma. ligada à análise da forma típica do direito da sociedade capitalicta (ou edireito modernovl) -a aaeneralidaden e a <igualdade>-. da imposição pela força dos interesses da classe dominante ( 2 ) . em relacão ao aeconóniico> é uma constante da obra de 3Iarx e Engels. Ludwig Fewr. F.% como o dircito se destaca. esta idria aparece. na história. a ideia de que as exigências d a base são. há trechos em que se refere expressamente como o direito constittii uma modalidade específica de realizar o interesse de classe. Em A Edealogia Akm.4 Ideologia AE~rná (1845-lu). que «raramente acontece que um código seja a expressão riide. pelo menos. Noutras obras. a autonomia do jurídico é relacionada. O reconhecimento do carkcter relativamente autónomo do <jurídico. contra o conceito de di. a propósito dos cuidados *a ter com a explicagão materialista das siiperstruturas. A relação com a explicação antericor está e m que a nece~sidadede coerência interna do sistema jurídica é ligada às exigências do coerência conceptual dos juristas. distinto das outras que .que. reito. na conhecida Carta a C o n r d Schmidt (27 d e Outubro de 1890). Engels volta a insistir na mesma ideia -agora em tirmos mais nctiiaIistas e inequívocos.a atribuição de um poder genético autónomo às próprias representaçáes teóricas dos juristas. enveredavam por cómodas simplifica@e' da realidade histiirica. ('i. bach e o Fim da Filnsojin Clássica Alemã (1888) e nas Cartas de Engels a Cuttrad Sckrndt (5 de Agosto de 1890 e 27 de Oir-tubro de 1890) e a F. contudo. Marx e F. Mehring (14 de Julho de 1890). de per si. no domínio do direito. . no direito burguês.passp a incorrecção formal .ao referir. seria constituída pelos princípios da tjgualdadea e da <abstracção> ( o edireito igual2 de que Marx e a tmdiçáo marxista tanto falam) . sobretudo. Esta mesma ideia da existência de uma forma especíEica do direito . em virtude da divisáo social do trabalho. com o facto de ANEXO I Algumas indicações sobre a crítica do direito na obra de Mam e Engels Na obra de K. descarada.(1645-184ó). com alglim ponto de contacto) . anilise que nasce nas obras de juventude (integrada numa problemática ainda gproto-marxiçtas).institiitos jurídicos relativamente i s relasões de produção e pel. embora s o b r ~ t u d ovincada na sua fase final. mas que se mantém n a 3 obra3 * d e riiptura~(9 e nas <da maturidade.de de este constituir um todo coerente. Em . - o direito se ter transformado. mais d o que a exigências funcionais postas a o direito pela base ( & ) .está a explicação da mediação jurídica a partir d'a complexidade do sistema d e direito e d a necessida. Próxima desta (ou. muito mais tarde.por exemplo. ( R ) . siiicpra. n o entanto. e da tigual- . sobretudo. tju seja. Aí. Abstraindo já de todos os inúmeros passos em qiie se chama a atenção para a frequente niio correspondência ( c d ~ p r o p o r ç á o ~ ) entre a forma juridica e as relações económicas subjacentes [I). da <abstracçáu. qiiando se tratava d~ reagir contra aqueles que. da <universidade>. sacrificadas 2s exigências d a forma suparstrutiiral ganha um matriz diverso.Contribuição ao Problema da Habitação (18721. refere. Engels encontram-se várias referências concretas a o carácter específico do direito como forma de reaIizar o domínio de classe.estão ao alcance da classe que detém o poder político.

(*) Lisboa 19% . não possui uma história própria. da arte. ideia ocorrente. ta1 como a religião. 1978. Obras escogMas. por exemplo. precisamente. 389-W. iI. (P) F Eingels. A Ideologia Alemã. port. Moscovo. etc.>. Seja como for.. Carta a Conrad ú'chmklt I (47 de Outubro de 1890). IU. Vysinskij (I2) -. [. 1843. (1') I. é. que uma crítica interna de A ideologiú Alemã (onde a ideologia náo aparece como um mero e arbitário sonho. ? cit. etc. neste sentido. já citadas.traba1lio documenta-o também. da exislência de uma acção de retorno da superstrutura sobre a base. lW)i~.nos. A Questão Jiudaica. Carta a Conrad Schmidt. uma prova de que Marx considerava as relações jurídicas (logo. sobretudo.e F. Contribuiqáo para o Prob l m d a Eabitaç60. Engeis. é sabido conio L.. e d e que <não há história da política... nesse sentido. em (') K.x (emA ideologiu Alemã). NOTAS K. Althusscr procurou dar-lhes uma interpretação condizente com a tese da autonomia relativa das formas superstruturais ( I 3 ) . parece. ibld.. a príipria alitude de hiarx-ao. ob. da religião. Restam as afirmações rotundas de que m ã o esqueçamos que o direito. 1155. A autocritica de Althusser (I4) dirige-se. trad. Guaçtini nas obras antes citadas. e tlirnitadossj seria o suficiente para dar a estas duas frases o seli exacto peso e valor. Crítica da Filosofia H g e liuna do Direito Pitilico.>. 88-98. Stucka) nncorar uma identificação das r e l a ~ õ c ssociais com a3 relações jurídicas. KCí. Critica ao Programa de Gotha.de 1859 à Contributçâo para a Critica du Economia Poli tica --<no curso do seu dcsenvolvimento. O pensamento de YIarx c Engels sobre o direito e o Estado não é. &Carta a Conrad Schmidt (27 de Outubro de . _?larx chega a contradistinguir formações sociais típicas com recurso às características do seu ordenamento jurídico. as forças produtivas da sociedade entram em contradiçáo com as relações de produção existentes ou. g. 187-1%. trad. portanto. port. O Capital. havendo uma insistência particular em ligar a sua g%nesee os seus conteúdos às condições socio-institucionais h i d r i c a s através da referência B divisão da trabalho e constituigão de estratos profissionais aseparados. 1875. do direito (nomeadamente.. por vezea. Obraa escogidae. pode afirmar-se com segurança que esteve p r ~ s t n t ean Iongo de toda a obra a ideia de que a afirmação justa do carácter superstrutural do Estado e do direito não prejudicava a existência de uma especificidade histórica destes dois níveis. J. 519. ao atribuir iim significado conlormador à forma jurídica. ailudwig Feuerbach . 1871. Além das 'expressas afirmações. com as relaçõm d e propriedade. 1ô44. I .. Correspondência) integram-se nas várins fases em que se tem dividido a obra de Marx. o seu pensamento náo é homogéneo. uiiitário nem sistemático. Engels. A Ideologia Abnzã. 519. O próprio passo do preficio . Os textos que tratam. Contribuição para a Questão da Habdqão. ibia. Marx . > . A Ideologia Alemã. 1845-1846. A Guerra Civil em França.--- - Outros passos da obra de 1. na última fase da obra de Engels (cf. Não está feito ainda o estudo exaustivo e desta evolução. cit.2). Mesmo no seio de cada uma delas. do direito.. mija ligação a o contexto não é cIara. da ciência. antes citada). o direito) como u m nível distinto e inconfundível em relação às relações sociais. Abstraindo já do carácter desgarrado e esfingico destas notas. 1 . independentemente de qualquer distinção ao nível das relações de produção [ I ' ) . comD notou R. nomeadamente quando SR explica a exi~tênciade efeitos jurídicos não exigidos pela base através do conceito de <sobrevivências j u r í d i c a s (ou seja. em. por vezes a latere. 1872. 335-388.as relações d e produção actuais) ( O ) . 155. o que náo & mais do que a sua expressão jurídica (oder was nur ein jisrtsiische Ausdruck dufiir kt).66 A IXISTORIA DO D I R B T D NA HISTbRIA SOCIAL O YhTERIALISMO HISTORICO NA HISTORIA DO DIREITO 67 da de^ que aparecem como as características da troca de mercadorias f 8. --.. mas que aparece também em obras anteriores.em que se tentou ( v . Nos Grunrlrisse. tendo sofrido cortes ao longo da sua obra ( ' O ) .farx e Engels apontam ainda noutros sentidos: fala-se.. pelo contririo -como já foi notado por A. de que certas formas jurídicas anteriores continuam a pefar sobre . 1873. Marx e i. II. no entanto.

cit. (') Cf. o ensaio Sobre a Pratica Dogmrítica doa Juristas Oitoceiatistas.O (<como o capital é. em nome do seu direito inato. 32. A n d i d critica dello Stato borghe~enegll s&tti giouandli. cit. que nenhum dos grandes juristas sovieticos doa anos 20 e 30. em MatedaZP per l storia delle cultura giuddica. não e muito feliz. Soc. R. tLa teoria generale de1 diritto in U. Turetzki. 1955. cit.. +Karl Marx und die Rechsgeschichtew. L pensiero cbi Marx ? ed Engels sul dÈ?-itto e secllo Sfato. Engels. port. Cf. <Contribuiçáo para o problema d a habitaçãoa. cit. oThe young Marx on the Statex. Mit slner interpretotion der Pariser Schriftm u m 1864. Gruppi. ('1 Cf. em Obras Escogides. trad.. ele exige. S o ~ i . em Eieget et I'Etat. Ths critique of cupàtalist democracy. a chamada *herança romanistjcaw foi laboriosamente «construída pelos juristas europeus do século XIT ao seculo XVILt. aqueles que respeitam a real diversidade de perspectivas d a obra de Marx e resistem à tentação de a r e d d r a um d i ~ c u r s o harm6nico e uno.. Le Capital.. Marxisme et droit. Na marxologia dos países capitalistas existem no entanto alguns estudos sobre o assunto: K. 719. 96. 1062. E. em Problemi dez socialismo. Balibar. eEssai sur la Critique de la philosophie du droit de Hegel8. Marx. R. Guastini.. I.. IIII. 2817. Ideologb 6 Aparelhos Ideoldgtcos de Estado.?. O que aí reina sozinho é a . e IE Zessíco giuridico d i Mar5 18@-1844. 1971.. Btaatstheorie . 217.=boa 1976. (-1 Cf.. M .Liberdade. Althusser. Marx e F. 1967. conhecia as obras da juventude de Marx. que o problema d a supenriv&cia do direito romano. Landau.. 1956. port. i Barion. Gea nova 1971. 1971.. lessico giuridico de1 Marx Iibera1.. ) . por6-m. e I.rn. Raros são. em Lire Ie Ca@tal. Elementos de Autocritica. Reichelt. de facto.(a) L. (2). Coccopalrnerlo. P.. (=) Cf. sobretudo Stucka e Pasukanis. 1970.. o conceito de a s o b r e v i v & n c i ~ areslduoa apresenta. (") CP. (21.]. 1970. Paris 1976. 1964. Matherlalen %r Rekorrstruktim der marxi. s m oe de?mc~a&. 42 e sega. . H . 71. iucMdo nesta colectânea. U . . I. Weii. li. 1967.~ls-~irn. Marx. neste sentido. e K. a s obras ultimamente citadas de R. E . 385-386 e. Stoyanovitch.68 A HISTbRIA. 1970. cZur Staatstheorie im Friihwerk von Marx und Engels. cit. . l&P. como se sabe. Althusser. Neste sentido... de Marx. em Materiali per E $toria della cultura g. parque.R. a Propriedade e Eenthama).. e E .. Maspé99 tiol. F . 1972. em S a ~ r?e8 emcepts . S. Marx et 1s droit modeme. coIocam-se na perspectiva correcta e siío modelos de rigor na anuise dos aspectos lexico-conceituais da crítica marxista do direito e do Estado. Die Rechtsplhilosophie des jungen Marx von $842. McGovern. cits. ibtd. 191. H . Schefold. 135 (xa esfera de circulação das mercadorias. interpreta isto d e modo diverso: náo se t r a t a m tanto de i-esicluos de práticas implantadas pelo costume. 1974. Der Marxismw-ZmIntmus iiber das W e s m des Rechts. n a realidade.. «Crítica ao programa de Gothaa. cit. Die Entwicklncng der Anschaungen von Marx und Eagels iiber den Btaat. 176. W . mas antes de uma exiggncia da reproduç50 de práticas repetidas que se inserem no seio do modo de produção considerado. Hennig. A. An int~oduction to ths thsory of ths State in Mam. L u teoria marzista dello Stat.1869. Losano. DO DIRDITO NA RISTORIA SOCIAL O MATERIALISMO HISTóRICO NA HISTQRIA DO DIREITO cit. em Revue dJhltoi7e da drvit. Marx/F. par natureza. 1 6 8 R. nomeadamente.. *A ideologia alemã». 136. K. ~ b r e t u d o . A.. III. 208. 41 (19P3).. em Obras e s c o g b . Erigels. . a s suas dificuldades (Cf.. <<Lesehimeisefür die Lektüre der politischen Schriften von Marx und Engels. D. a dica.e (gennaio 1i84Z-primavera 1 4 ] . cit. II/19?2. Lire Z Capital. ElageZs and Lenin. M a ~ xet i2 dsritto moderno. cit. Note-se.. E. rn. Balibar. eni que se consumam a venda e a oompra da força de trabalho. Cf. M.. em K. . W . tLa concezione de1 diritto nelle opere piovanili di Marxo. Moore. lY1973). t e Capital (Ed. ambos em X. cit. em Hommage à Jean Hyppollte. que em todas a s esferas da produção as condições d a exploração do trabalho sejam iguais para todosa). (14) L. Quanto ao primeiro. trad.&gels. La teoria ('1 F. I .. Hegel unü die Nar&thuche btaatslehre. (''1 N ã o existe um estudo completo sobre o pensamento jurídico de Marx e Engels. 362 e segs. D e Hegel à Marx. nem nos paIses ~ocialistas. 119 e segs. 424. P. trad.stbchm Staatstheovie.turi83. em O b ~ m escogidas. K. >3fl e s e g s . Althusser. rNam et l a philosophie du draitw.. G. em B c i a c e and Bocietg. Staatstheode. ( 2 ) . S. 6.11..MarxLF. Xtaatstheorie . nem nos p a l s e ~ capitalistas. Ch..<Carta a Conrad Schrnidt (27 de Outubro de 1880)». 111. U m verdadeiro Bden dos direitos naturais do homem e do cidadão. Guastld.Ichino. de ou facto. Klenner. 6 de notar. L a Capital. cit. L.. t S u r les concepts fondsmentaux du matérialime h'istorique~. exemplo cl8ssico neste tema das sobreviv&ncias jurídicas. pofl. 69 politida di ilfam. Engels. S. Cerronl.. L. ainda. Guastini.14-15. nivelador. donde colhi certas das indicaç6ea blbiiográficas anteriores. locs. Henry. ( = ) Cf. a Igualdade. 1W9.

se é certo que muito da formagão da escola pode ser sepultado pelas exigências da <vida prática$. a sua raiz. seja. a criação jurídica não são obra do acaso . determinar o que era esse ã d i r e i t o ~ . nado ramo do saber está diversamente limitado: vive. P dirige-se a um certo público com características culturais s científicas próprias. Sáo algumas destas circunstâncias ambientais -ou.). daremos. em primeiro lugar. à medida que se váo modificando os meios tecnicos de observação do real. aqui. os temas. o que o é também é que alguns restos sempre ficam a condicionar a actividade teórica posterior. para os peritos (ctratadosw). A criação cultural e.quais eram essas cnormas jurídicas. A literatura em geral (e. ~ e r i aimpossível) mas 'apenas das vicissitudes de uma sua categoria. então. Quem escreve um livro ou quem pensa sobre tini determi. para os pouco informados (ctmariuaisa. ou as normas j u r i d i c a s ) ~ . tas portugueses tomavam para objecto do seu discurso.*auditório. em especial. Mas os juristas são formados em escolas. Deiuando de lado a caractenzaçZo da formação social e política portuguesa 110 período compreendido entre os meados dos sécirlos XVIII XIX. pois. prática a partir da qual e para a qual se constitui o seu discurso e que é. não cuidando de uma sua definição exaustiva (que. Mesmo nas ciências da Nalureza (física.). o estilo da argumentação. a atenção que se irá dar ao ensino universitário do direito nesta época. foi educado numa escola com cspecificns tradiç6es intelectuais e pedagógicas tem em vista um objecto (neste caso. portanto. dizendo de outro modo. assim. Tudo isto contribui para dar à obra de um autor ou de uma época um certo <toma. definido por um determinado estatuto social e dominado por um sistema de leges ar&.a novidade e a rotina. Ao auditório real do$ juristas dedicaremos. Em relaçgo a cada disciplina 6.vamos. normalmente. cuja presença no aauditórioo seria susceptível de originar mutasões na forma do d i s curso-a categoria dos cjuízes eleitos». possível uma u a r q i ~ e o l o ~ i a ~ . e. portanto. em maior ou menor grau. um estudo das circunsou tâncias em que se desenvolve a sua prática. tudo isto é graridementc condicionado pelas circunstâncias em que decorre a própria prática de produçiio do saber. química. e cuja constituição é. alguma atenção. justifionndo-se.. a um auditório previsto pelo autor e este. assim. o cprincipio>i deste. n o caso çancreto. graduam-se a dificuldade e a profundidade da exposição consoante o público esperado. - 2. portanto. Uma das condiçõeç externas que prefomam o discurso os objectos sobre que ele incide. prn prinieiro lugar. Por fim. que os juris. um certo corucxto social. à maneira de introdução (incompleta) a uma abordagem ao <estilo discursivos dos nossos juristas modernos. especial quanto ao níveI de formação especialrsada. tima ideia da composição do objecto do discurso dos juristas: se a ciência jurídica é um <tdisciirso sobre um objecto específico (o direito. insere-se num certo meio profissional. o direito) com uma determinada conformação histórica. ao auditório real disponível. etc. que.PRATICA DOGMATrCA m S JURISTAS OITOCENTISTAS 71 Sob~ea prática dop&tica das juristas oitooentistas 1. quem discorre tem Xrnpre em vista (ainda que pouco conscientemente) um certo . onde se lhe5 fornece uma certa utensilagern conceitual e dogmática e onde se encaminha o seu esforço teórico em dpterminados sentidos. onde pulsani certos aseios e ecoam certos temas ideológicos. aparece como o princípio (aryuê). <dicionários»). histórica. a jurídica) corresponde. bem como as formas institucionais de contacto são . o aobjecto* é periodicamente redefiiido. e os juristas não 590 a isso excepção escreve-se para alunos (as alições. estas condições em que se desenvolve a <prática discursivasque v2u merecer uma breve análise. os conceitos.

dos) do nosso direito e. . apesar de este se encontrar taxativa :e estritarilente definido n a nova Icgisla~áo pombalina sobre as fontes de direito e o âmbito da actividade construtiva dos ju. iim período car~cteríslico.e económicas. tarefa que completará nos E.. assim. o . L. Partindo habilmente de soluções já 'esboçadas nas Ordenações Filipinas.o esta redrfiniçãu opera niutaçiies decisivas na teoria.ou sociológica . no plano doutrina]. se o direito «fixado» é escasso e se dá . o sentido político da lcgisla~áopombalina acerca do direito corresponde a uma efectiva reclamaqáo por parte das novas realidades sociais. que constitiiem o seu próprio corpo e lhe traçam os limites. a Lei da Boa Razão vem a consagrar entre nós uma boa parte das ideias ilurninistas quanto a candentes questões acerca da constituição. geralmente conhecida por «Lei da Boa Razáo. introduzir os novos rnétodos de interpretação e de integraçáo do direito.da época moderna é marcado pela Lei d e 18 de . está longe de coincidir com aquilo que o poder político autoritariarn~ntelhes definira como tal. objecto do seu trabalho construtivo. mente aparece relacionado com a salvaguarda d a <segurança nas propriedudes~ dos povos e a <paz entre as f a m í l i a s . sobrctiid<i.s'statutos Pombalinos da Universidade. deste ponto d e vista. que estabelece o quadro das jantes de dire2o (norma a que H. O móbil primeiro da Lei da Boa Razão é assegurar o prima. de ser . esta lei importa. portanto.do da vigência das leis nacionais. pia obra de Luís António Verney ( I ) . Apesar disso e dc tamb6m os juristas estarem a ser sensí. O período que decorre entre os meados dos séculos XVIII e XIX é.72 A HIST6RIA DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL PRATICA DOGMATICA W S JURISTAS OITOCENTISTAS 73 com ~ l e . de resto. o cdireitoo d e cliie: o juristas falam ná. veis aos apelos das noras realidades sociais.por razões que também relevarto de urna análise maij vastaliberdade intepradora aos juristas. bem como *a concorrência de várias ordens jurídicas na resolu5ão das quetoes. a cons. em conjunto com os quais esta lei tem. a o historiador do direito. os outros com as demandas intermináveis fomentadas pelas . Pelo contrario. interpretação e integração do direito positivo. as <extravagantes subtilezas. nos conteú. Xele se patenteia o modo como a ciência juridica constitui livremente o seu próprio objecto. isso m a m o nos revelará a andlise seNo entanto -e guinte-. tender-se-á para uma investigação racional do justo ou para o acatamento dos precedentes judiciais.entendida. geravam uma grande incerteza no foro e possibilitavam que uns <inquietassem. São estes. aquilo que os juristas entendem ser o direito vigente. a ciência jurídica teiideri para mas a exegcse. Rart chama anorma de reconheci. ao qiiadro das fontes do direito português E. Embora prenhe d e significado político ( 2 ) . ficava definido pela Icgislaçáo de Pombal eçtivesbe eni desacordo. políticas . ristas. colocando-se no papel mais de regenerador do que da revolucionário. Na verdade.Florescerá um discurso jurídico altainente provido d e expedientes argumeniativos e conceituais destinados a <forçar os textos$.. sefecentista que dedicaremos d e seguida alguma atenção.antes e para além do discurso dos juristas. m e n t o ~ ) . objectivo que expressa. Ora ç a constituição do direito* está determinada numa norma. tituição desse «direito> não há-de deixar de influir sobre o estilo da literatura jurídica: se o direito está todo contido em normas jurídicas «uctualizadasx. nos coriceitos e na própria orientaç5o geral dessas ciências. actividade teórica consistente num adiscurso sobre o direitoa. afinal. se se ctintkrn em normas u d e s a c t ~ r ~ l i z a d a s ~ . operar uma total remodelação nas fontes ( e . ao falar dele e a o transformá-lo em objecto de uma prética. a pretexto desta remodelação. Pombal vem. com o sentido geral das exigências da formação social c política portuguesa da época.à observância estrita dessas mesmas normas. escrita ou ngo. E isto é tanto mais interessante quanto nem sequer se pode di~er que o modo pelo qual o <corpo d e direito. Preparada. Na evolu~áodo quadro das fontes do direito em Portugal. O mesmo acontece na ciência jurídica.igosto de 1769. nos seus objectivos político-sociais. a razões cuja investigação prática jurídica estg amarrada -por cumpre i análise política . Neste caso. dos juristas do período anterior no entendimento das leis.advento .0 é nada que s exista como aritidadt: definida .

: mais adaptado. quando a lei estadual. É.o judicial dos difermdos. desta vez i s necessidades das sociedades burguesas em desenvolvimento acelerado no Centro da Europa. No entanto. a transformação global do corpo d e direito n i o dependia tanto da vontade dos órgãos políticos quando da modificação profunda . quase ~ u d o se tendo limitado a desviar o campo das referências conceituai~e dogmáticas. social e cultural . Mas agora. O seu estilo discursivo estava dependente desse facto: a argumentação partia da autoridade dos juristas citados. todo . ou seja. .do cotejo de opiniões. 'V I ) tS). a certeza e a previsibilidade .E.ao corpo doutrinal tradicional.o sistema dogmático da tradicão romanística. estr respondendo a uma temiitica que correspondia à situaçáo económica. era por estes subposta a um imponente sistema de princípios doutrinais e juriaprudenciais. não por um corpo d e leis. ao fomentar a intcrprctaçáo e integraç. Esta preocupação iriovadora já estava presente numa série d e providências legislativas d e Pombal. . por um golpe d e prestidigitação legislativa. então. a de <direito natural. Já pelo .doutrina. mas logo três meses depois e de uma forma mais solene e completa v50 ser tomadas as medidas que as circunstáncias reclamavam. a ciencia jurídica tradicional vivia amparada. competindo ao jurista a estrita aplicação d a vontade dos órgzos d o poder político. E claro que tal estado de coisas já n5o era novo. Com isto. a prática construtiva dos juristas é subtilmente encaminhada para um novo domínio de objectos e para um novo campo de referências teóricas e conceituais. para além da salvaguard. O próprio pensamento juridico iluminista recolhera e4ta ideia da inevit~biIidadeda fuiição criadora dos juristas (') que. Na verdade. mas agora. . dos textos do direito romano). terísticas fundamentais do trabalho construtivo dos juristas ml como ele e n t i a se desenrolava foram respeitadas. sobretudo de um legislativo. de que a edição do direito é um atributo indelegâvel da soberania (próprio do monarca ou d o povo).do estilo de trabalho dos juristas. agora.4lvarci de 12 de J4aio deste mesmo ano se reservara ao monarca .a faculdade d e interpretação da lei ('1. este sistema doutrinal que. Assim. pretende-se também conseguir uma n~aderniza@a do diredo nacional. portanto.o aparelho de produção normativa dos juristas profiiçio- . quc começa a cresccr o peso politico dc uma camada para quem a segurança era um valor inestimável e que o ritnio mair acentuado dos negbcios não pode suportar a morosidade e a incerteza da res01uçã.da invocação d e precedentes jurisprud. proclamado peIos políticos.enciais. a estratégia seguida n a Lei de 18 de Agosto d e 1'769 para a moderniaação do direito foi a de agir sobre os próprios . nomeadamente as obras de Bártolo de Sassoferrato e dos jurista5 seus contemporâneos e seguidores. O novo corpo doutrinal era a produção dogmática dos juristas alemães através da qual o velho direito romano-justiniano tinha sido iuna se..50 da lei por via legislativa r: ao amarrar a jurisprudência B 3 linhas de ioliição definidas pelos <assentos> (O. com a n s t i i ralizaçáo progressiva da mundividgncia burguesa. Mas. da utilizaçáo de fórmulas de raciiicínio e de dedução quase exclusivamente utilizáveis num coritexto norrnativo deste tipo. assim. As carac. I dados do trabalho dos juristas e de o pôr ao serviço da inovayão. note-se bem..74 A HISTORIA DO DIREITO N A HISTõRIA SOCIAL PRATIC. Seria impensável inverter tudo isto d e um golpe legislativo.a da segurança. mas por um corpo de .4 DOGXIATICA DOS JURISTAS OITOCENTISTAS 76 i~~terprctações abusiras dos textos legais. vai ser colocado no lugar d o sistema do direito comum.da Baixa Idade Média. pelas quais tinham sido niodificados alguiis pontos importantes do nosso direito privado 151. O modo como isto foi feito foi extremamente hábil. fora decorado com uma denominaçáo mais prestigiada. A solução adoptarln foi ent6o csta: substituir um corpo doutrinal condizente com as aspirações jurídicas modernas . Tal sistema dogmático e normativo fora originariamente designado por usus modernus pandectarum (uso moderno das Pandectas. contra ele se tinha vindo a reagir desde as Ordenaço'es Manuelinas.. .W. a disciplina. ainda que formalmente apontada aos juristas (desde a s Ordenqões Afonsiraccs) como a principal fonte de direito.do foro tornam-se questão candente. está nos antípodas do princípio regalista e j acobino. Sobretudo. LviIi. produto de um ç a b ~ r corporativo ciosamente defendido.

a interpretaçáo do rei 11) (7. como aliás já vinha sendo dito por alguns pt~xistas. G a . peIo regedor da C.a tarefa :e os juristas. era de a põr ã trabalhar pela modernização do dirrito.& dos Assentos da Casa da Suplicação ( $ 5 4. por fim. a interpr~taçãolivre do3 juizes e juristas). da aplic a s : ~ do direito. iiierwntis e marítirrias) que. não admira que encontremos uma preocupação de cercear a interpretação doutrinal. Quanto à interpreta~no. cujas dúvidas deviam ser resolvidas pelo <pIenário> (Mesa Grande) da Casa da Siiplicaçán atrav6s de assento ( 8 6) . 5 . inevitávrl admitir a interprctaqáo doutrlnal (i.se devia l. determinava-se mesmo que fosse reqiierida. Mas em relspár.era ela. a própria . tomadas no seu sentido n a t r ~ ~ roii~ a náo m ~ t a f ó r i c o )e i analogia . mas. mais detidamente.. 5. portanto. econílmicas.. no caso de dúvida sobre o entendimento da lei. pois a incerteza nesse tribunal superior comunicar-se-ia a toda a organização judiciária).io teriam tempo nem p o n d c r a ç i ~ para irsponder aos ernbaracos jurídico^ dos tribunais d e todo o Reino ( O ) .aos princípios do direito romeno ( 5 10). j .".alguns casou mais delicados ipor importarem a ampliasão ou restriçáu das leis pátrias).é posto â funcionar ao serviço da inovação.S 77 nais .a Lei da Goa R a z h procura promover uma interpretasão <autêntica» ( e vinculativa) das leis nacionais e do direito romano.. mais coricretainente. Ain Ia quanto às díicidas siirgidas num única tribunal . n o caso d e falta de direito nacional. (s Xfas SR a interpretação a u l h t i c a era a forma ideal de e&recer o direito. se impusesse o recurso não ao caduco direito comum de cepa bartolista. aca~itelando-eedecerto contra as mirabolantes interpretaçces por esta v i a conseguidas. talvm.actividade de interpretação das leis podia auxiliar . Assim.elece-se que -para além do recurso a o espírito da lei (que o legislador. e Li Carta de Lei . para essas. torna-se impossível de conceber.a Casa da Suplicaçiio . sobre DS casos ern q u e a doutrina podia estender oir restringir o texto legislaiivo naci. 111as a o moderno direito natural.asa. pelo direito romano tradicional.a Casa da Suplicação ( o que se compreende. obtém-se um resultado não menos significativo a o nível da prática jurídica desvinciila-se a tarefa da intcrpretação das leis em relação a o cabedal do. disciplinava o foro e desvincirlava-o rir uma tradiiáo jurídica ~ o c i a l mente dcsactiralizada. havia matérias (nomeadamente a s políticas. e não. Além disso. e. Foi o que fez a lei pombalina. ou. não podiam ser regidas.de longe mais eficaz que o aparcllio legislativo . admitindo-a. agora ele vai ser entendido conlo uma manifestasão do direito - xística. P a r a se conseguir isto bastava que. seguissem o mais conforme a esses princípios mais modernos do jiisracionalisrno. Depois.sto quer dizer crite. amarram-se os juízes à jurisprudência já estabelecida atrai. Vejamos.ona1. ria produção jurídica e jurisprudencial dos séciilos X V I e XViI (opinio commarais dociorem e upra- de 7 de Junho de 1605) (:).ançar mão dos priiicípios do direito natur31 ou das gentes em riso nas nações polidas e civilizuJas ( $ 11) . se se ganha em <certezas jurídica e. consequentemente. 1. o direito que os pitados eriropeiis de evnliiqko econ8mica e social mais adiantada para elas iinliarn criado. se atí: ai o direito nacional era tido como um reflexo do direito romano. como Posse. d ~ v e n d o a interprctayáo tender para Lima progressiva aproximação dos dois direiios. ela era dificilmentp pruticátel.com referência i s Ordena@es. I.76 A HTSTdRIA DO DIREITO NA HISTCiRIA SOCIAL PRATICA DOGMATICA DCS JURISTAS 0ITOCENTISTA. pela premência com qiie reclamavam uma regiilamentação jurídica moderna. fosse. em <segurança» nas relaçóes sociais. Com isto. materializado. e. Desde logo.~. não liavia ourra solução scnão aplicar-lhes. proíbe-se-lhes toda e qualquer interpretaçáo do direito nacional. cada um dos elementos da estratégia. pensável. para . principalmente evidente em relação às decisões do mais eleiado tribunal do reino. esclarece çó poder ter significado pelo sentido das palavras da lei. Dispondo-se sobre n interpretaçáo dùiitrinal." e 5. logo na falta de direito nacional «novo». a toda e cada uma das dúvidas surgidas. pois cortala c ~ ~ c c todas as incprtezas. E.mático tradicional. já de raiz individualista e espirituâlmente IiEafdo is luzel. sobretudo. onde quer q ~ i cfo. estab. A Cs3a da Suplicaçáo e o soberano n.

9 . o que põe rirmo a todos os cnnfljtos entre csfe e o direito romano. O primeiro objectivo . Também npste domínio da integraçzo das lacunas da lei aparecem as duas preocupações i n a i o r ~ s :a ) certificar e h ) 170dernirar o direito pátrio.78 A HISTORIA DO DIREITO N A ITIST6RIA SOCIAL PRATICA DOGMATLCA DOS JURISTAS OITOCHVTISTAS natural. conflitos qiie o ccrit6rio do pecado> (Ordenqões Filipin.. . Vê-lo-emos em breve.do direito. para decidir na maior parto dos negócios da vida civil. em que sáo fundadas>.o de tornar mais certo o dirrito. t a l v ~ zas maib conhecidas. os juristas colniater :is lacuniis da ordem jurídica? Ainda aqui.I. privou os textos do direito romano de toda a autoridade externa fcontraposta d eautnridade internax da sua razoabilidade) na nossa jurisprudência. ele pondera que. abandonados aos principio3 gerais do direito natural. tendentes a tornar mais certos e mais modernos os resultados da interpretaçáq do direito. selri Eazcr i dii. extremamente significativa no conjiinto da nosw história jurídica. p. que talvez em algum momento imaginou capaz de dispensar as leis positivas [. bem coma restringia a utilização dri dirrito consuetiidinário. ficaram desligados do direito positivo. qiiase desaparecia do direito nacional. mas este e r i o preço pago pela modernizaçáo . 3. tamb6m ela é essegiir.. quer do ponto de vista do instriiinental Iógiw-dogmático que lhe andava associado ('") ( I " ) . Claro que. pois nem a ubrva razãoa nem o tdireito natiiralr eram noções unívocao. estabelece a riiptura com o direito conium. L h a cl~las a proibição da nplié caçáo do direito canbnico nos trihonais civis. Como iam.a validade do costume. então. mais seguras e pretiaíveis as relações sociais. de que o legislador mesmo não tinha podido d a r ideia exacta. &ta determinação.do quadro das fonte* de direitos subsidiário. se eriava a arlicar aubsidiariameiite todo o direito romano. Esses requisitos eram: ser conforme 2 uboa razão». a iitilização deste critério (l ' ) obrigava os j u í z e ~a decidir sobre lima matéria que Ihes e r a de todo estranha [ou seja. e. de BártoIo. abria-se também à indisciplina doutrinal.o da aplicação da lei civil resultava upecadoa ('"1. sobre i. Ectas dispo~içõesda Lei da Roa Razão.a~. de Acúrsio.é promovido p o r três disposiçóes desta lei. Coimbra 1848. fascinado pelo aplauso do direito natural. de B á r t ~ l o . e nos CornentLrios. de facto. 243. o logi~fador ~ o m b a l i n oh z menção de nada inovar: pc garido no texto das Ordenações (liv. Quaiito ã moclcrnizaçõo do dirrito. JU se vvr' que poucos seriam os costumes que satisfizessem curnulativame. ter mais de cem anos e não ser contririo à lei escrita (H 14). respritantes ò integrqõo das larirnas cln lei (ou. :i terceira disposiçao foi a forrnulaçiio de certos requisitos para . Já vimos qiie esta proibia o recurso ao direito csnóriicn. Outra é a projcrjçãa da Glosa. . a este se recorrendo para esclarecer os seus sentidos ocultas ( ' . de notai esta hipoteca de iini valor t5o essencial à construção d s sociedade burguesa -a Eegurançe: O marquês de Pombal i. como se diz lia lei. limitando drasticamente a sua vigência. eram completadas por outras. contudo. de Acúrsio. *as qiraes Leis Imperiais rnandamos somente guardar pela boa razão. assim o costume. e por conseguinte precide pitados na arbitrariedade. contudo.tdr.. e dos Cmentários. aliisivamcnie. Lxrv) não cnnsegiiia resolver satisfatoriarnsnte. à Glosa. a o direito subsidiário).elo que os juizes.111.dizendo de oiitro modo. reiolver psta e outra contradições.) 0 deciirso dos tempos e o reforço do modo de produção capitalista e das suas exigências a o nível do apareltio jiiridico irão. Coelho da Rocha (1793. (Ins~~aiçóes Direiio Civil Português. fonte de direito oobreman~ira incerta e flutuante.]. abrindo-se a porta à modernidade. quer do ponto de vista das opções normativas nele recolhidas. pelo processo de integraygo das lacunas propo5to pela Lei da Boa RazZo. apesar de ter sido o remate de uma tendência doutrinal em desenvolvimento desde o &ciilo XVir.nte estas ~xig6ncias.desde os meados do oéciilo xrv (5 13).1850) não deixa. . i a). tit.. de que faziam parte .

na sua formi~laçáo. Portanto a direito romano snsceptível da aplicação siiliridiária entre nós seria somente o yu. a referência é bem clara e. em teoria.inda mais gritarite em reliiçZo & partc já citada Jn diepi~ii+ici filipina é qire ninguhm i g n o r a ~ aque a invocação da choa razão. o outro -i. e Civij entre o Christiatiisrno> OLI 6 ) raqiirllas regras. o critério sdop:ado vein a ser outro: 9 própria lei define a aboa r a z g o ~ como a ) aaqiiella qiie consiste nos primitivos princípios. milito se estava a inovar.ndo podcria trr qual~ui-r aplicação no foro português ( 5 9 ) . eram assim. do que o niio fora. ainda eficaz. O que o legislador das OrdcnayGes não tinha em vista. . A primeira inovação era a reafirmaçã~ dn carácter si1b. 2.s relativo ao direito romano oii era rim mero lugar-comum. porqup conlorini à úboa razãn. Entre nós operou-se. os j u r i ~ t a saplicavam o direito imperial na siia versão bartnlista ou pós-bartolista. sendo a sua vigência pratica euplicada por iim abuso. posaivelrnente. é certo. tit. os princípius de direito natural ou das gentes com 05 qiiais o direito romann se devia cmformar? Como encontrar.. libertar . que visava. ele ainda rra tido como globalmente racional ( r a t w scripia). . por . Já se v& qiie tal critério nial podia convir aos intuitos reformadores da lei pombalina. que as meamas Kações Cliristãs tem prom~ilgzdos. uma recepção global do direito romano. Portanto. como aliás acontece em todos os reinos da Europa acid~ntal. e. O quc o legislador pombalino procurava era.s qiie as coisas. precisamente porqii.s~ qne. portanto. foi $em entendida pelos inlérpretcs: o direito romano srrh~idiario entre nós serin a versão modernizada que dde tinnni~a . . que hoje habitiio a Europa> li^. nos Estcatut~s Pombalinos du Unirersiddc (1772) csc1arrce. no preceito das OrrEenaSõe. lue de unanime consentimento estabelece0 o direito das Gentes para a direcção. o direito romano contrário ?aboa i razão» niinca tinha tido entre nós vigpncia legal.. c. porqiie desde as Urdenaç5c.u m a :irit:ntaçáo S P gura e uniforme qiie guiasse os jiirjstas na valorização do direit:. era condicionar a receliçGo do dircito romano i siia razoahilidade.4gora... um tal caminho levava a considerar como <recebido. intrínsecas? e inalteráveis. como caminho mais directo de avaliar a arazoabiIidader do direito romano. até ai. com efeito.. qtie or Direito Divino 0 Xatural formalisaráo para servirem de regras Moraes. Ora só o primeiro é que tinha sido r u c ~ b i a oentre njs. aquele que. Mas como distinguir o direito romano «recrbidos. e Marítimas.80 A HISTbRfA DO DIREITO NA HISTCiRIA SOCIAL PRATICA WGMATICA DOS JURISTAS OITOCE3NTIBTAS 81 tinção entre o que era conIorme à boa razão e o que a contrariava. 5 Gj.ar a ela coni r i r i o ? Os juristas alemães do usus modernus tinham resol\ido esta questão recorrendo ir liistória jurídica: invatigandri histó- ria da prática jurídica aImé do século xv e seguinte?. inovação só um r4aâáo à prática.rrminaçáo.'rlrscontis.E o melhor que encontrou (I5) foi cste.idiário do direito romano. por isso. de acordo com a disposiçãn acima citada das Ordenações. na verdade. de certeza.. npssa altirra.do direito romano indea~jávei.e crstivesse d e acordo rom os prin- c i p i o ~de direito natural ou das gentes em ~:igor nas nacócs cris&& e c i u i l i z h . 3. mesmo assim.excepto. mesmo contra o direito naciorial. já náo apresentava qualquer razoahilidade. t s e indague o uso moderno das mesmas Leis Romanas entre as sobreditas Nações. Lonómjcaz. apesar do alegado conservadori. recebidas. Todavia. que sr estabelece rias Lcis Políticas. qiie contém verdades essenciais. e governo de todas as Naçóes Civiliuad:<s> ou c-) caqueIIa . É claro que. difícil &e aplicar: como determinar. na Alemanha.ino d-ata de. a entregar praxe judicial dos séculos anteriores a definirão do direito romano em vigor. Este critério de distinçYo era. eIes determinavam quaiç as norinas de direito romano efcctivamwte aplicadas e.a de marcar bem que as leis imperiais vigoravam em Portugal imperio rationis e não ratione irnperio. o direito romano *praticado. ou tinha uma outra intenção . por estar irremediavclmeritc ligado às condições históricas e ciilturair: do Império Romano. precisamente.se sabe que.. Mas iriovação a.o nosso direito d a herança asfixiante do bartolismo tardio cultivada pela praxe doutrina1 e forense dos dois sÉciilos anteriores. afinal. todavia. 5.. um prctexto para dfdstar a aiitciridade -abalada mas. portanto. mas o que é verdnde é que. romano? )A difícil praticabilidade da w l ~ ç ã oadoptada i reconhecida logo três anos depois.

econtín i c o (ou do direito administrativo).áo. O nosso direito já não era. ) . a uma invasão m a c i ~ ados princípios jiirídicos mo. No resto da Europa. Mas a e ~ o l u ç ã o social. as reformas legislaiivas dos fins do século XVIII -quer no domínio do direito dipositivo.X. decidia-se. o mesmo fazendo Ferreira Borges (17%-1838). da Áustria {lSlL). pondo-o de acordo com a nova natureza do poder político e com a mundividência dos estratos sociais dirigentes riesta primeira metade do século Xix. E s t ~ espírito é o do direito racionalista e iluminista. depois. trinta anos. Na ordem jurídica. se desenvolvera ainda n a Ultima fase do anirgo regime político. Na verdade. da qual passavam a constar. Primeiro. o direito bartolista e romanista do período do irrs commune. o regime institucionalizara-se nos textos d e natureza consitucional. aplicados agora ao novo corpo doutrina1 da literatura jurídica iluminista. declara preferir o Cade A ' a p o l ~ o n .Era o que acontecia no direito civil e também no direito comercial. Naqueles domínios em que o direito nacional era mais pobre a i~tilizaçâo do dircito estrangeiro atingia o seu máximo. ideologicamente enformado pelos princípios do individualismo e da abstracção cujo d~senvolvimentolevará a o Liberalkmo caracteristico da primeira metade d o &culo XiX. a revolução burguesa fizera-se em França 11789) e estabilizara-se alguns anos depois. no domínio d o direito. mercantij e marítimo (ou do direito comercial e marítimo) ia-se ainda mais longe: as leis em vigor nas nações civilizadas substituíam-se a o próprio dircito romano no auadro do direito subsidiário. instalara se apui e além e exprimia-se. Entre nós o regime liberal também surgira e. que.qiiase sem refnrmas legislativas de fundo. da doutrina estrangeira constituída pelos p r o c e s a s tradicionais da dogmática jurídica. foi-o. Heinncciiis. a bem dizer.0 direito estrangeiro ( I T ) .e iniciava-se a fase da aud consolidaçiío. Vinnius e Domat) . ficara defiriitivamente assente. E f o i assim . na verdade. os códigos modernos. estava a terminar o perjodo heróico de conçtrrição da ordem jurídica burguesa -que entre nós. a casiiística conservadora e confusa dos séculos anterioreq a o Ilurnini%moentrava em gradual desuso. quer perante as forças do passado. pelo direito estrangeiro. na falta de leis nacionais expressa:. . sem uma nova codificação global do direito nacional (fracassado que foi o intento de a produzir nos finais do século Xviii). A elas se devia recorrer directamente na falta . por força da Lei de 18 de Agosto novo de 1769. mostraram os perigos da aber- . É esta recepsão maciça do direito e s t r a n g ~ i r o d a s opiniões e doutlinais sobre ele estabelecidas que vem completar a grandc revolução do direito nacional. ilustre comercialísta luso-brasileiro dos princípios do século XI.g.do direito nacional. da França (1804. apenas com a modificaçao de umas discretas regras de consinição do corpo de direito relativas à sua interpretaçáo e iritegraçáo . os autores alemães do mus m o d e r n u pandectarurn para qurm a Lei d a Boa Razão remetia e os jusprivatistas franceses dos séculos ~ I e IXVIII (v. quer no domínio do direito supletivotinham insuflado urn espírito novo na urdem jurídica nacional. nos novos códigos. vertente id~ológico-jurídicado capitalismo. d a Sardenha (18271. cortada que fora do campo de referêncis dogmática em que s e apoiava e posta em xeque prlo brilho e modcrnidade da produsão estrangeira q u e a Lei da Boa Razão permitira importar. as doutrinas dos juristas do usus modermus. a ordem individualista e I:berai. qlie acabavam por ultrapassar as barreiras ideol6gicas da burguesia. Nos domínios político ( o u do direito constitucional). E. ponderando q u e <a legislaeão pátria he muito limitada para decidir todas a s questõesw. depois das lirtas civis. recorre continuadamente a. ~ t c . por ironia. perante a s forças do futuro. sobretudo. José da Silva Lisboa (1756-18751. quer. Boehmer. Numa palavra.que se deram os passos necessários para que o sistema de direito vigente em Portugal fosse completamente subvertido. tudo aquilo que não era resolvido por arbitragem (processo de resdiição de conflitos com larga tradição n o direito mercantil). e m pouco m a i j de..82 A HTSTbRIA DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL PRBTIC-4 DOGWTICA DOS SURISTAS OITOCENTISTAS 83 d d o os jusrnciamlistus alemães da escola do M W rno&rnw pandectorum (Strik.da Prhssia (17941. etc. política e ideológica não tinha parado com o Il~tminismo. A autêntica «bomba de sucç.). . deu lugar. Neste último. na verdade. Thomasius. os desenvolíimentris aincómodos~ de certos principios birrguesps. dernos.

Em seguida. Embora a massa tradicional fosse importante t a sua pre çeiiça esti.va dos uide6logos~. peia que são recebidos no nosso direito os princípios individualistas e liberais que vão estar ria base da reorganização oitucentista de alguns dos ramos do direito privado -nomeadamente. funcionar corno testemunhos das regras d e direito natural ou das gentes ( q u e constituíam o verdadeiro direito supIetivo) a doutrina atribuia lhes um ualor u ~ ó n o m o . à sombra dela. nestes termos. direito contido na novissima legislação eiiropeia. E. os tópicos santi-ideológicos -onde. oiisadas. novo entcndimrnto da Função da cicncia jiirídica) e. pelo que os problema3 decorrentes dos conflitos entre elas apenas poderáo ser resolvidos por critérios arbitdrios e pessoais ( 2 2 ) . por f u r ~ a .ieráo. Eatas circiinstâncias retlectem-se n o quadro das nossas Eontes da direito e vão dar origem a uma segiinda fase do astabelecimento da ordem jurídica h u r g ~ ~ correspondendo. portanto. finalmente. oferecia. não EÓ à existência de iim novo campo de objectos (novo ctcorpos de direito).e que constituirão a trave mestra do Código Civil de Seabra (1867). e a avalancha dou preceitog importados doa códigos estrangeiros. a títuio de direito subuidiário. segundo a Lei da Boa Razão. passam a valer por si e iião como reflexo de princípios jurídicos suprapositir~os. na verdade. que. e coino escreve Braga da Cruz.81 A HIST6RIA DO DIREITO NA HZSTÕRIA SOCIAL P U T I C A DDGMATICA DOS JURISTAS OITOCENTISTM 86 tiira de u m largo crédito à inventi. pelos juristas. mais desejável do qiie as proporta? talvez generusas. em prin.Era a legislaçgo spossível.o Eundo tradicional ou escolástico. ("O). . Daí que o jusnafuralismo teorizaiite do século X ~ I I I deva ceder o passo às realidades jurídicas estabelecidas pela nova ordem económico-social d a Europa. contrapondo-se às suas locuhraçóes a realidade <viávelw das realizações ~ f e c t i v a sda burguesia.. desde que fora positivado. E. Em Portugal a partir de certa altura. são correntes-. - . Em F r a n ~ a . teóricas). Apesar de tais fontes só deverem. formado pelas Ordenações. Agora que a s . ou seja -como já vimos. essa denúncia faz-se também. O direito natural náo escrito tinha. os juristas vão preferir-lhes o direito consequente a esse ueçtabelecimentor.dos códigos estrangeiros.doutrinas dos juristas iluministas aiiteriores a o <estabel~cirneiito> ordem política liberal pareda ceriam decerto desactualizadas. E isto era inelitável: a cristalização da mundividéncia burguesa nos novos cóldigos haveria.e-se fortemente radicada na prática jurídica quotidiana (21). pela legislaçáo extravagante anterior aos meados do século XVIII. u contributo dd época jusnaturalista. a maior parte do #direito vigente era constituída por normas extraídas pela doutrina a partir do quadro das fontes de direito subsidiário. garantias muito maiores de ssen%tez. de ser esquecido. o mesmo valor. e pela massa imponente dos tratados dos nossos velhos praxistasr. todas a s disposições das leis estrangeiras como se acaba de dizer. mas ainda a uma nova estratégia discursiva (novos conceitos. ao nivel e~.de cpriidência~. na realidade. até. Sendo assim. de acarretar o desuso da invocar directamente os princípios ideológicos q u e a constitiiíarn. coni a recepção da novissima legisIação euro. Assim. dos juristas do Iluminjsmo pré-revolucionário. formado pela legislação da segunda metade do século XvTIi e pelas inovaçáes doutrinais introduzidas. mas uimpossíveis~ (utópicas. eipio. o direito p o r t u g u s da primeira metade do século passado era constituído por trGs grandes eitratos. a denúncia dos eideólogos~ fora energicamente feita pelas correntes mais conservadoras do novo regime . a legislação liberal. Embora a norma jurídica que estabelecia o quadro das fontes de direito (Lei da Boa Kazáo) não tenha sido alterada. Esse direito. a invocação dos ciídigos europeus é legitimada. de ctviabilidade~. da ciência jurídica.Napoleão i frente-. tem em seu abona o asscnso de irma nação civiliçada) (ID).. os juristas váo comandar uma significativa modificação do seu entendimento. Utilizada largamente desde os fins do primeiro quartel do &culo xIX ( I 8 ) . por Coelho da Rocha: calem da autoridade dos seus autores. provado pela prática. novos modelos argumentativos. de inspira~iio individualista. orprimeiram~nte. a uma nova implantação institocional dos seiis <lugares» d e produçáo. dos direitos reais.

queria referir-se uaos princípios de direito natural.dúvidas. O do Código de Seabra Neste particular. o decisivo há-de ser o conjunto de princípio3 que inforniern o direito positivo. enquanto o +meir0 exegeta do Código Civil. Neto Paiva). ria parte final do artigo ('v. F. e aterito o espírito do legislador Iiistórico.). para O autor do projecto do c6digu. ou da boa razrio a que se refere a Lei . 2) w Pelo que. então. o conjunto de «princípios imutáveis e ~iecesaiiriosq u e emanam da relaçao entre os fins e os meios de exist. a frase final do artigo do projecto caía no mesmo erro em que caíra a disposição congénere da Lei de 18 de Agosto de 1769: autorizanmdo a invocasão da legislação estrangeira como testeniutiho da equidade abria-se a porta à sua utilizaçáo como norma directamente aplicável nos casos omissos. regular-se-hão pelos princípios geraes da equidade. 87 N. 6 que. L) que é. Embora no texto definitivo (artigo 1 6 . F.digo. e já s e tem visto porquê. telar ainda melhor o uso excliisivo do direito nacional. Ern resposta à censura . Assim. No artigo 13. 'Dias Perreira ( 2 í ) . emb'ora ele r~conheçaser o udireito natural%. E este o espírito qne prevalece em Frariya com a <escola da eriegeseb e é esse também o seritido que vai ser dado pela generalidade dos intérpretes à referência ao edircito natural. neni pelos casos análogos. a não ser como tertemuiiho dessa inesina equidade. as tempos estavam poiico para a aceitacão de um jusnaturali~aio tios moldes dos do século xvrrr. Guilherme Moreira. já citada. tivesse sido a de pôr termo a esta intervenção do direito alheio jZ3). para evitar todas as. previstos em outras leis. do artigo 16. segundo as circunstâncias do caso.os princípios enl que assenta a ordem jurídica vigente. portanto.que possa recorrer-se a nenhuma legilplaçáo estrangeira. ao estabelecer o quadro de fontes de direito subsidiário do Cádigo Civil d e 1867. como então muito bem notou Bandeira de Neiva ( 2 4 ) . 5. este <direito naturais invocado no artigo 1 6 . dispunha-se: Se as questões sobre direito e obrigações não puderem ser resolvidas nem pelo texto da lei. cap. guarda uma prudente reserva quanto à interpretação da expressán (iGo sem apontar para uma soluçáo que acautele suEicientemente a segurança). que o grande factor de indisciplina doutrinal da nossa ciência jurídica da primeira metade do século passado tivesse sido este indiscriminado recurso ao direito estrangeiro e qria uma das preocupações do visconde de Seabra. do artigo 16. . não hesita em fazer equivaler o adireito natural.de 18 de Agosto de 1769 ( 5 9 ) . designadamente subrr os que respeitam as leis reguladoras de . De facto. O do Código Civil de 1867) não ficasse qualquer referência expressa a proibisão do recurso ao direito estrangeiro. o Cádigo Civil parece n6o ter inovado grande coisa.' do nosso có. concorda em sulrstitiiir . (2". Neto Paiva de que o recurso à equidade (tal era a proposta. o rnais autorizado civilista da segu~ida metade do &culo. este último texto veio acau. tít.86 A HIBT6RIA DO DIREITO NA HISTõRIA SOCIAL PRATICA DOGhlATICA DOS JURISTAS QITOCENTISTAS. com efeito. 3." do projecto.casos aiiálogos> i("'). trina e o foro a grande incerteza. geralmente recebido+ acerca dos quaiu riiíu ha opiniões diversas» (V. Por isso é que na versão definitiva deste texto não aparece qualquer referência ao atestemunho das leis estrangeiras» como processo de averiguar os princípios gerais da equidade (ou na terminologia definitivamente adoptada ado direito natural. apesar de s e reconhecer a existência de <<limagrande massa de princípios. e sem . Todavia. independentemente de estar consagrado ou de ser testemunhado pela doiitrina ou pela legislação positiva estrangeiras.de V. nem pelo seu espírito.tiricia de cada ser ou da pr6pria natureza humana. do projecto) levaria a dou. no entanto. O <direito natural* foi. ao invocar a <equidades. entende que o legislador. o visconde d e Seabra esclarece que.a referência à acquidade~ p d a ao adireito naturals. afirmando q u e o juiz <deve suprir a falta de disposiçáo legal formulando-a da mesma forma que o faria o legislador e portanto sobre .O. O direito <cnaturalx positivara-se c." aos <princípios gerais do direito>. e os Fktatuios da Universidade (liv. restaurado no seu papel de direito siibsidiário.io admira.

em termos d e poder ser mais verdadeiro definir o direito como «aquilo de que as juristas tratam* d o que definir os juristas como uaqueles que tratam do direito*. assim. tradicional. primeiramente. se instaura o exclusivismo d a lei nacional como fonte de direito. u positivismo legalista moderno e .88 A IIIST6RIR DO DIREITO NA HISTÕRIA SOZ'HAL PRATICA DOGMATICA DOS JURISTAS OITOCENTISTAS 89 (<mas conforme as circunstâncias do caso. Vejamos. ciaram este movinieiito de destruiçáo do direito do antigo re. ela prbpria.expressão jurídica. de lidação da ordem social burguesa. contribiii. gime e de construção e defesa do aparelho j u r i d i ~do Estada capitalista. AtC aqui descrevemos o modo como. criar um viciio normativo que. então e sohretndo. É eritúo que. a força abandona assim esta lei.o da exclu&o da . a breve trecho. um pouco contra a vontade do legislador histórico. através de mutações q u e se efectivaram ao nível dai realidades legislativas -nomeadamente. a todos os casos juridicamente regulávcis. que lhe é contrária o11 aposta. critérios que dirigiram também o legidador a o formul'itr a s normas relativas aos casos que previu. em 1845. alterações n o sentido originário desses preceitos legislstivos. em contrapartida. P o r outros processos. conclui.se de. através de adequados métodos de integraçáo e d e interpretaçíio.se possibilitou a siibversáo pelos juristas do direito . !E um sentido não diverso tem a ênfase que o mesmo autor põe. ? outra. pala quem se lembrasse do vigor com que a Lei da Boa Razão proibia a revogação da lei pelo costume (5 14). agora o que vein para o primeiro plano é o modo como a prática científica dos juristas. matéria-prima sobre q u e os juristas laboram. Eçte muvimento deçenvolveu-se em duas frentes.0 fazer a sua erupção na história da ciência jurídica portuguesa. na segunda. assim. 6 esta assim tacitamente ab-rogadas [31). O primeiro objectivo ..se ezcluir a olrigdoried&e dos prem&s juridkos que ~elewvarnde ama mrcrrdivid&tcia desactdizuda. . o que fizeram os juristas. O cdireitoz. i s condições do pais e ao espírito das leis pútrias.obrigatoritdade d o direito tradicional não modernizável . os juristas poten. para constituir unls nova ordem jurídica. tem o juiz rjue attender a todas as mi~dições que de um dado caso reveste e. o positivismo conceitual vã.). náo em toda a siia pureza. mas adequados i s circunstâncias concretas de cada sociedade. já Ciz Teixeira.da actividade destes juristas. procurou. se atP aqui a modificação do corpo de direito fora encarada sobretudo como um dado exterior à prática científica dos juristas -embora. ao nível das normas legais definidoras do <corpo do direito. náo fosse igno- cada a acçáo niodificadora que sobre ele essa prática exercia-. potenciando a u corrigindo o desenvolvimento do sistema jurídico que eles próprios tinham aberto. bastante clara: tratava. corno um p k d i i t o . o papel dos juristas neste ciclo de inovaçáo-consolidação da ordem jurídica não se esgotou nesta sua actividade de interpretação das normas legais que definiam o direito vigente. É através deles que ela se vai integrar funcionalmente num vasto m ~ v ~ m e n t o conso. Não deixou d e se referir como a actividade autónoma dos juristas produziu.foi prosseguido através da invocação do ai desuso^ da lei e da solução proposta para o probIema da relevância do erro sobre o direito (error i&) u-. nele lhe competindo a defesa da sua . como j B se notou. A <táctica de combates era. para constituir o seu objecto. atacava esta disposipão da Lei de 18 de Agosto. No entanto. Todavia. . na primeira. através dos instrumentos disoursivos e dogmáticos que acciona. aparece. em sede de . estes relevando mais estreitamente da sua actividade dopmática t a u t ó n o m a ~ . portanto. A irivocação do desuso da lei devia parecer uma batalha perdida. uE assim.dominavam o direito modernizado. (50). pois. A partir daí. a palavra de ordem foi promover a extensãa d como plexo normatitio amoderno.coiisonante com aquilo q u e interpretavam como o apelo normativo da nova realidade social. uiilizando os seu3 instrumentos próprios de prodliçáo .a dogmática-. E. num segundo momento. defendendo a opinião de que use uma lei se acha por longo tempo e geraImente sem observância n a qual o uuo tem substitui~do i sua disposiçáo ou ~ r o v i d ê n c i a . manda aplicar os pri11cípi03 d e direito natural. se iria ~ r c e n c h t rcom recurso B extensão dos princípios que .

E os aiitoIV. chega mesmo a dar a força de interp r e t a ~ i i o autêntica jS2). a sua adopção corresyonde à exclusão da jurisdicidade d o direito incompatível com os sentimentos jurídicos em vigor. a doutrina r o m ~ n asobre o error ruris começou a ser discutida. todos concordavam. Por isso. radicaçáo da? 16s positivas nas leis naturãi4. porém. Que tal princípio devewe. em geral.desconhecimento daqueles princípios jurídicos que constamm da mun. que ansiavam por um direito mais simples e mais claro. a mole iegislativa começou a ser inabarcável e a s novas eocolas jurídicas. ninguém s e podia eximir à obrigatoriedade das leis com o pretexto do seu desconliecimento. Entre II&. Como já dissemos. Coelho da Rocha. é Meto Freire.^. dívidência moderna) d e ~ i a ser irrelevante. que o . A sua obrigatoriedade era i círculo vicioso . e sómente as abandonamos por antiquadas. Entre nós.e. ser estendido ao restante direito. k a esta segunda fase do procejso que dedicaremos. antiquado e confuso. era nfirrnada sem excepções. a vig6ncia e a defesa do segundo r r a m ciiilda.TICA DOS JURISTAS OTTOCENTISTAS 91 interpretaçáo. A breve trecho o direito antiquado deixaria de ser direito. por influência dos autores alemães (Stryck. . na época moderna. Todavia. defende a mesma opinião quanto à legitimidade do desuso da lei: Ainda que estejamos convencidos que muito errará aquele que n a execiiqão das Ordenqões e leis antigas attender ao espírito. que as dictori. eqiiipxragáo tlo ajusto> ao tlrgal». . Na sua defesa confluem todos os atopoi. em princípio. NBo é preciso voltar a pOr em relevo as consequências desta nova opinião sobre a relevância d o error iuris no ponto qiie agora nos interessa. é reEez>unre o erro sobre o restante Jiredo ( 3 4 ) . a exclusão do direito indesejável fazia-se também por uma via menos aparatosa. as pudemos concordar com a s reformas posteriores ( $ 3 ) . a própria teoria dx iniegração adopta pontos de lista adequados a fazer valer o direito positivo afmtada pelo seu desconhecimento. segiiidamente. dade. Que o erro sobre o direito natural (i.a desconhecimento gerava a não obrigatorie. em certo passo das suas Institutiones furis Ciuilis (h. res do século XIX (Lobão. quando. Se a atirude em relaçao a o direito <antigo. no valor da interpretayáo ausual. puzemos especial cuidaldo em a s sustentar e seguir. à qual. Coelho da Rocha) váo fazer a distinção entre o erro de #direito selevante e o irrelevante mais nu menos nestes termos: n b ê relevante o erro sobre D direito r~aturalou sobre o direito legislado com uso duttilrno. quando nem no sentido liberal (sic). i. dando relevlncia jurídica a o erro sobre o direito. i1 vigência e c o g ê n c i ~ da lei escrita. se bein que parte das considerapões ora feitas não sejam novi. sem modificar a sua aplicaçgo conforme as circunstâncias e tendências da época presente: contudo. HIST6RIA SOCIAL PRATICA DOGhU.. buidos d o legalismo prbprio do pensamento jurídico iluminista. isso é que poucos estariam dispostos a admitir. dade e esta incentivava aquele.. Liz Teixeira. meira vez põe em dúvida a validade ~rrestrita do princípio ramsníitico. afastando. Alas nem sempre era fácil oii cíimodo invocar o desuso do direito. Se a esquecimento e o desuso do primeiro eram fomentados. e. muito diferente era aquela em relayáo a o direito amodernos. solução chocante. t . ou seja. era a que acabamos de referir. Correia Teles. alguma atenção. $ 10). O Decreto de 9 de Setembro de 1747 estabelecera idêntico princípio. r t c . concretamente.estabelecendo-se então uni I . sendo adiuturna e i n v a r i á r e l ~ . e ficaria um espayo livre a preencher pela extensão lógica dos princípios que dominavam o novo direito b u r g u h e individualista ("1. d o desconhecimento do direito. qurm pela pri...dosamente acauteladas. Em primeiro lugar. pelo menos em parte. começaram a ter consciência disso. Iv.. da lei #modemar>. em -desempenho do nosso dever de proEesuor.. Em sepuiido lugar.90 A HISTõRIA DO DIREITO NA. do Iegalismo iluminista. S c h i l t ~ re Thomasio). Por sua vez. O direito romano estabelecera a irreleváncia. nem lógico. por tererii sido afloradas a propósito de oiitros pontos já tratados. n o prefácio das suas Instituições . especialmente para juristas ainda im.

esta^. provocada pelas cnrrent~sradicais e socialistas. se passarmns o. com a soliiçáo dada pelo Código Civil de 1W7 ao problema da integração das lacunas da lei.. tiido isso vem abrir novxs perspectivas e inaugurar novos temas que não pasuaráo despercebidos a quem der alguma atenção à Iittrratura jurídica qiis conicca a surgir.sa de uma medida de . Ora berii. Isto é cons~guidoatravCs da aceita& do do. que o segundo é mais conhecido e foi abordado nas páginas anteriores. jó. a partir das normas positivas. E iim novo tom. Já Correia Teles. e não das estruturas (que. Em sede de integraçáo. na verdade. Ainda nesta ocasião é o sistema juridico estabelecido que vai decidir.Insistamos agora no primeiro ponto. que a doutrina oitowntis~adefendeu a ordem social P jurídica h~irgoesa. que. . pacificamente. L 2 A instaurarão deste critprio de integraçáo das leis trm significado q u e não passa despercebido e para o qual já atrás cliamámos a atenção: trata. O dogma da <plenitude lógica do ordenamento jurídico* consiste na afirniaçáo de que cada ordem juridica constitui u i i ~todo harmónico rle preceitos. doniinado por grandes princípios normativos. mesmo liaqueles por ele não expressamente previstos. mais cairno e desapaixonado. contra uma recaída no direito acaducon. desde logo. de facto. mbretudo no entendiirlento que lhe foi dodo. talvez ainda mais. como já dissemos. Foi este o processo integrador proposto pelos nossos juristas oitocentistas que siibstituiram por ele os do recurso i integraçiio autêntica e do recurso directo a o direito natural. a um elemento transistemático.32 A HIST~PJA DO DIREITO NA. qiie pospôs R O Commentarw Critico à Lei da Boa Razáo. por induçzo.ma da plpnitude lógica do ordenarnento juridico e do recurso nos modernos códigos estrangeiros. E também Coelho da Rocha . mas através da extensão de um princípio peral que fora previamente obtido. Uma sociedade cada v ~ z maiais estabilizada. COMO então foi notado. aos qiiais devem ser referidas as riormas jurídicas concretas. uma revolução das fórmulas. Mas o triunfo acaba. os que não desempenham aí um papel de primeiro plano. ti partir dc Guilherme nforeira. obrigava a que se Iimi. Lirn novo código civil. estas não sáo mais do que os desenvolvidos lógicos desses princípios gerais ( 9 '. iim factor de estabilização d o direito. Sendo assini. através da anlicacão de uma sua nwma concreta. o único laco que une o nosso liberalisnio aos juristas. quando o sistema jurídico se mostra incapaz para resolver um caso (por náo o ter previsto expressamente). Não F este. ou lá estavam como ficaram ou quase ficaram como estavam) ? As grandes reformas sociais. olhos prlas bio~raflas 'dos juristas destn época poderemoo avaliar de que modo a vida da maior parte deles anda ligada aos .declara q u e a cequidade deve ser acommodada ao systenia 'das leis civis j. como já vimos.do desta orientaçáo vem a verificar-se. não foi o revoluçio liberal uma revolução essencialmente ajuridica.grandes fastos da instauração do liberalismo. da i a Na verdade. uma mais estreita ligação 5 Eirropa aos seus problemas do momento. podia ultrapasuâr as barreiras i d ~ o l b ~ i c a s b ~ i r ~ u e s ("0).. jurídicas e ciilturais da segunda metade do kciilo passado vem encerrar esta época da história do direito p~rtuguêi. é certo. continuava a poder valer nos espaços deixados livres pelo direito nouo ('").. de resto. não. não revogado formalmente. Defesa. no Discurso sobre a Equidade. tasse a inovacáo e se garantisse a continiiidade. Foi npstes teimos. WISTÓRIA SOCIAL PRATICA DOGMATICA DOS J U R I L ~ ~ A S OITOCENTISTAS 83 [ou o seu «espírito>) em todos os casos juridicamente reguláreis. a q r i ~ h r a da homogeneidade ideológica da sociedade burguesa. Defesa. e ao qual j5 nos referimos. contra iim arriscado recurso directo ao direito natural qiw. Raros são.defesa da ordem juridica burgiiesa. EIr evita que ie recorra. urn ensino do direito r~flectindo e popularizando novas orientaçka da ciência juridica. a ordem jurídica positiva fecha-se sobre si mesma e funciona como iirn sistema axiomatizado. o dopiia da pleiiitude lógica é. e náo uma revolução social. onde são menos frequentes os golpes de oratória dos jurista3 iliiminirtas . adere a este novo critério integrador. Portanto. E. e com wtes processos.

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A HIST6RI.4 DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL

PRATICA D0GMATIC.k DOS JCRISTAS OITOCENSISTAS

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ou revuluciunários; são novas preocupa@es, a denunciar uma deslocação dos intera-% jurídico-científicos para novos sectores ou novos níveis da realidade; é um novo quadra d e referências e de ligaçóes do discurso jurídico a outros saberes, notando-se um progressivo deslucamcnto deste erii relação ao das disciplinas especiilativas (Filosofia, Teologia Moral, etc.) .e uma cada vez rnaior aderência a o d.as novas disciplinas científicas (Sociologia, Economia, ctc.) . Também o a m b j e n t ~ ciiltural europeu leva uma grande volta. O nacionalismo romântico, a advento do socialismo moderno e do sociologisnio comtiaiio vêm pôr fim i vaga jusracionai lista. Esta fora o reflexo da euforia do pensamento burguês, na sua fase mais expansiva, sobre a teoria do direito. Havia uma tal coesão nas classes hurgue3as em ascensão, e era tão esmagador o seu poder político, cultural, social e económico, q u e a siis versáo d o Mundo e da sociedade era tida como a própria visão natural das coisas; a Veltarcschnung burguesa era tão imponente e ertnva d e tal mudo interiorizada que SP acreditava que o acurso livre) da razão (das r l u z e s ~ )a confirmaria ponto por ponto; livre-pcnsarnetito, a livre investigação, não podiam senão corroborar a ideologia triunfante. Todavia, esta onda de optimismo ,e esta abertura ilimitada de crédito à espontaneidade e à liberdade têm um fim precoce. A própria experiência rc\~olucionária francesa mostra que as coisas podem i r longe de mais; que, para além dos prudentes e ordeiros, há uma camada que alimenta projectos muito mais radicais- são m sans coulottes ou, como se dizi,a por cá, aa 'úcia c a s e i r a l ~ , os cpatas a o léu>, t a riia,. E s t e também comegarn a pensar; e, a eles, a %luz da razão, sugere-lhes outras coisas. É nesta altiira que, no domínio do direito como noutros sectores, o pensamciito burguês se remete à defensi\a, se fixa na5 r e a l i z a ~ õ m convguidas e se fecha B trevolução permancntea. No domínio do direito, esta miitação vai levar, como já virnos, ao doema da <plenitude 16gica do ordenamrnto jiiri-

dicou e à <escola hist6ricax ( e x u desenvolvimento na rjuris. prudência dos conceitos>). O primeiro vem obrigar a que, p ~ r a n t e uma lacuna da ordem jurídica, se recorra, não aos princípios informulados da razão (que, agora, passam a ÇPT suspeitos), mas ã extensão lógica dos princípios sobre p c repousa a ordem jurídica positiva. Náo se trata já de renovar, mas de conservar (ou, se quisermos, de #continuar$) a ordem estabelecida. E por isso que M. Cat. taneo diz que, com este d o m a ( q u e 6 obra da escola francesa ada crcgeseu), o direito natiiral se cristaliza nos cbdígos posi.
tlV09.

Quanto i aescola histórica, ela é o produto do conúbio ppnsamentu contra-revolucionário coni o pensamento conservador e nacioria1ir;ta da burguesia alemá. 1 sua proposta vai % S P iim .*não$ ao dircito racionalista, imprudentemente aberto ~ à inovaçáo continua e ao rnternacionalisrno ( d r que os Alemães tinham uma experigncia dolorosa, a do iiapolt4nico internacionaliemo-na.pontndas.baionrtas),e iirn <sim a o desenvolvimento <cientiEicox. sem arroiibon ideológicos (acego para os valoresi>), dos resultados da escola rumanista do wus rrwúernus, ou seja, do sistema jurídico alemão dos dois séculos precedentes. Eni certo sentido, isto representa uma volta ao jusracion a l i m o , mas a um jueracionalisrno já dixadun, não permitindo oiitros desenvol~imentos s m ã o aqueles já implícitos nos princípios teóricos a que se tinha chegado. Mas nem -46 a c o n t r a . r e ~ ~ 0 1 ~ ç ã oj e i t a c a n s t r ~ ~ ~ á o r~ .a jiirídica racionalista e iluminista. Tambern os que qiierpm continiiar a revoluç80 lhe fazem críticas peveras: o culto d e um Icigalismo formal e de um individualisrnn feroz, u busca frenética da usegurança*, serão os principais vícios que a teoria socialista da direito apontará no direito burguês; dai que à legalidade se oponh,a a «consciência revolucioriiri~a,, os direitos subjectivos síi sejam protegidos enquanto conformes ccom ,os fins sociais e exonómicos para qiie foram estab~lecidose (artigo 1." do Código CibjI lluslo de 1923) e se reaja contra a aplicagão {metanicistiip do direito, dando aos jiiízcs unia nova liberdade perante a lei.

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A HISTúRIA DO DIREITO N A HISTdRIA SOCIAL

PRATICA DOGMATICA DOS JURISTAS OITGCENTIST.45

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3. Nesta tentativa de descrever os elementos estruturais que expl.icam as características da prática científica ,dos juristas e, a partir destas, os seus resultados cabe agora a vez de tratar das formas institucionais de acesso Bs profissóes jurídicas, formas que, na época a que nos vimos referindo, quase se resumem às Faciildades jiirídicas da Universidade de Coimbra. '4s ligações entre o ensino universitário do direito e a s características da ciência jurídica são, para nós, evidentes. Tanto mais evidrntes quanto, diirante os últlmos duzentos anos, a maior parte da produção científica dos juristas nasceu das Faculdades de Direito, ligada a objectivos de ordem didáctica. Podc dizcree que das obras dogmáticas mais significativas em termos de impacte sobre a proiiseão jurídica apenas muito poucas ( * O ) não tiveram como finalidade mais ou menos 'directa o ensino. As In~tilutionesiuris civilis (1789-17941, de P. J. Mello Freire, as Instituições de Direito Ci~ril 1'0rtugILêS (I&@),de A. M. Coelho da Rocha, as Institz&ões de Direito Ciz~il (19071,de Guilherme Moreira, e. mais modernamente, as principais obras de illberto .dos Reis, Manual de Andrade, F. Pires :de Lima, Adriano Vaz Serra, no direito privado, e Marcello Caetano, no direito público, foram originariamente, e apesar de certas conversões, exigidas pela sua ampla divulgação nos meios profissionais não universitários, nunca se desprenderam das características formais e de conteíido pr0prias das obras escolares. Isto, q u e 6 hoje evidente, pode obscurecer uma outra realidade histórica qiie é a ,de uma tradição jurídico-científica desligada da escola ou, pelo menos, mais desligada da escola, e fortemente ancorada na prática dos profissionais do foro, tal como aconteceu, entre nó$, ,do século XVI ao século XVIII. Uma ou outra situação tem, como é evidente, reflexo na temática, no estilo- na estrutura conceitual e nos resultados da produção científica dos juristas. Ii'eflexo que advém quer dos objectivos diferentes que cada uma das m a s sitiiaçóes típicas assina i pritica jurídico-científica, Tuer do campo de problemas e de interesses que se abre num ou noutro caso, quer da situação institucional que conatitiii o tambiente de trabalho, dos juristas eiti cada qual. Embora seja também certo, eni contrapartida, que o estilo da prática jiirídico-científica e da pró-

pria prática jurídica em geral influem na getaçáo de cada unia da3 situaçks referidas. No entanto, qualquer que seja o impacte da <Universidade, rid p r d u ç ã o do direito e da sua ciência, certo é que -pelo menos desde o séciilo ~ 1 1 1 - ela desempenhou um papel íitipar na delinição do estatuto socioyrofissional dos juristas e- na limitação da siia <con*ci2ncia possivel,. É por isso que, ao identificar 03 elementos estruturais da prática jurídico-científica, importa descre~er -ao lado das raracieríitjcas gcrais do sistprna normativo que constitui o objecto dessa prática - o sistema ideológico e dogmático que essa histórica categoria de juristas recebeu na escola e que, ao longo da sua actividade profissional, foi um instrumento destacado da produr5o do eu saber. Daí eate capitulo dedicado a o novo sistema de formação dos juristas instituído pela reforma pomhalina da Universi. dada (1772), quase coetânea dessa outra reforma do s i s t e m ~ das fontes de direito de que ternos vindo a falar. Coetaneidade que excede a mrra coincidência e que se explica prIa reíerência a um projecto global, em que ambas a s medidas estão inseridas, de radical alteração da prática jurídica. José Lui$ Aranguren, num seu erisaio célebre (Moral y Soc d a d e . Lrx Moral Sockl Espafiola en e i Sigio XTX, 1%5), realça o carácter profundamente empenhado da pedagogia iluminiska: a edncacão prossegue lima tarefa moral e sor,?al e justi.

Fica-se por isso. Tarefa moral, a de revelar ao homem -que 56 é mau por ignoriincia -- os seus interesses e a siia conduta (externa, mundana) (*') correcta; tarefa social, a de colaborar i1.a conçecuçáo da utilidade mcial, difundindo os saberes uteis. É este último aspecto que explica uma boa parte das refor mas das aluze~, n o dorninio do crismo: a03 homens da Ilustração descobriram ou pretenderam ter descoberto as correspondências rcspectives entre a rclasae iuútilw do clero regiilar A m &saberes inúteis2 - melaliuicos, escolásticos e boa parte dos teolópicos que se ensinavam nas Ijniversidades; e as ttclasses úiris» oii hiirgii~sn; e o saber em qiie estas estavam interessadas, o que faz bons mérlicos c ciriirgiões, físicos e químicos, o que

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A HISTORIA DO DIREITO NA HIST6RIA SOCIAL

PRATICA DOGBCATICG DOS JURISTAS OITOCENTIG~TAB

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serve para criar indústrias, fábricas e artes, para beneficiar minas, construir estradas, pontes e tudo o que redunda na utilidade pública, ( * 2 ) . A prossecução destes objectivos utilitaristas parece, porém, não ter deixado os reformadores cegos para os aspectos epolít i c o s ~do funcionamento da escola. Tal como a anterior à rrforma, a escola reformada ia i n ~ e rir-se numa estratégia política global, através da qual o bloco social hegemónico produzia e reproduzia as condições que lhe permitiam dominar. O próprio carácter útil do ensino explica.se por isso representa se através dele a complexificação da3 tarefas sociais contemporâneas do advento dos grandes progressos científicos e técnicos e, ao mesmo tempo, a desagregação da organizaçáo económica de tipo artesanal-familiar, em que a transmissão dos saberes exigidos pelu furicionamento do processo produtivo estava a cargo da comunidade familiar ou oficinal. No entanto, nem só neste aspecto a escola é relevante do ponto de vista da luta pela hegernonia social. A escola é, também, um modo d e criação ou de perpetuação de uma Bite social. Isto aconteceu entre nbs, mesmo nos períodos de mais aperrada estratificação social - a nobdltas litterarmm rompia, mesmo nessa altura, as malhas do tecido social, guindando os a c a d h i c o s (sobretudo os juristas) aos cargos em princípio reservados às classes privilegiadas. Agora, que a instru~áo, sobretudo a instrução s u p e r ~ o r ,ia facultando os conhecimentos indispensáveis A direcçiio da política, da indústria, do comércio, este aspecto apromocionalw do ensino ia, ainda, acentuar-se. A Universidade ia ser, mais claramente, um factor de criação da élite social. A questso que se punha era, então, a de saber a favor d e quem ia ela fiincionar, ou srja, quem ia ela colocar nos coman. dos d a sociedade civil. É muito patente em quaIquer dos dois grandes textos que consubstanciam a reforrnn [o Compêndio Histórico ( 4 3 ) e OS Estatutos da UniversUEcuZe ( l ' ) ] a sensação que se tinha de que
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a clientela universitária ia ser, daqui para o futuro, muito diferente. Claro que os autores dos dois documentos não têm uma ideia bem clara do qiie se está a passar na sociedade portuguesa e, conscqnentemente, não sabem, sem o recurso a expIicaçoes míticas, dar uma ideia das mutações que se esperam n a composição social da população universitária. O que eles sabem, porém, é que os que irão (e, a seu ver, deverão) frequentar a Universidade náo E ~ OOS que a frequentavam antes. Sabem apenas que, antes, a Universidade não tinha csenão os estudantes que os Jesuítas quizessem, (15), sabem que <era desnecessário estudar para ser graduado, quando bastava a todos o serem Jesuítas, ('"), sabem que náo podiam ser habilitados (e, portanto, não concorriam ao ensino universitário) #os descendentes de Chrístãos Novosa ( 4 7 ) . E é contra este estado de coisas que veementemente reagem ( 4 8 ) . Achaino-nos hoje em melltur posição para avaliar o que então estava a acontecer n a Universidade e na própria socitdade portuguesa. A luta que se tratava não era entre a J e s u í t a s ~ e anEo Jesuítas,, entre ucristãos velhosa e rcristãos novosx; havia, de facto, uma cisáo grave na população portuguesa com peso político e cuItural, mas essa tinha que ver com razões bem diferentes das confessionais ou das rácicas-era a cisão entre os estratos populacionais ligados a um ciclo de preponderância económico-social que se fecha e aquelcs outros que, apoiando a ( e apoiados p d a ) política nacionalista (entenda-se, de fomento das potencialidades nacionais, nomeadamente n o comércio e na indústria) de Pombal, tentam agarrar agora as alavancas do Poder. Em termos mais crus, era a cisáo entre a nobreza terratenente e ultramarina e a burguesia comercial e industrial, entre o mundo feudal .e o mundo burguês. L t a cisão, bem visível ao nível da sociedade global -e, . p r isso, os autores do Comp?ndio Histórico podiam também dizer que, a 6 ai, os Jesuítas «mandavam neste Reino, como na sua própria Província* (") reflectia,se na Universidade, cujo estado de dependência em relação aos estratos mais tradicionais da sociedade portugursa foi impressivamente descrito por Te& filo Braga ("I) : enquanto tinha durado o domínio dos a J e s u í t a s ~ em Portugal, s6 os «Jesuítas, entravam na Llniversidade; agora,

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antes de tudo. mais methodico. que. voltemos. do privilégio. com matri. Não admira. 1759.culas perfunctorias. c) Unir a teoria i prática.. 'de Luís Antonio Verney. o ensino era um adorno.100 A HISTORIA DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL PRATICA DOGMATICA DOS JURISTAS OITOCENTISTAS 101 que esse domínio acabara. e mais bem ordenado$. Maria I no capitulo do ensino (criação da Casa d o Risco. Todos estes objectivos est8o bem patentes nos Estatutos. (<mais regular. A Universidade cumpria a sua função mesmo O que se disse sobre o sentido utilitarista da pedagogia das <Iuzes» dá sentido a toda a obra reformadora de Pombal e D. não respondendo a necessidades sentidas. Era esta a mitologia da época. Claro que a escolha dos Jesuítas para figurante da explicação mítica das mudanças sociais náo era de todo injustificada.). por estas três intenções: a ) Proscrever do ensino d o direito tudo quanto seja inútil para obter um conhecimento funcional . que não a antiga (<amigos dos Jesuítas». desde logo. quer peloa alunos. que os podem sustentar com comodidade nos estudos. da Aula de Coiriércio. por de mais habilidade e confiança para as letras ( 5 2 ) . que a imagem das tensões sociais se refractassem deste modo na ideologia pombalina ("1). ao mesmo tempo. Para além d a mudança d e população. 11. um atyrocinio dessa mesma Prática» (Esta. por instituisão dos morgados de wnç avó%. com privilegias e izençóes prejudiciaes. nomeadamente. mas tambem . liria para a Universidade e esta teria de se preparar para a mudança. To. que é chave para a compreensão de muitos aspectos concretos da reforma dos estudos jurídicos. ela fobia jesuitica do Primeiro3linietr0. além destes. à análise asociológica~ da popuiação universitária houve quem. Estatutos. levada a cabo em 1772. relaxando. 280) da ordem jurídica positiva. por exemplo. que favorece esta opinião. se dobravam. 1761) . e 6 que de ordinário os que as buscâo. e fazendo inúteis os Estudos. a Companhia de Jmus (não só. com exames e autos na maior parte de mkra. também. um tanto gerada. a o primeiro aspecto. nos bancos da i escola. mais completo. a mudança de função. o r/erddeiro Método de Estudar 11761). ê assunçáo de um espírito novo na actividade escolar. portanto. ou religiosos escolhidos nas suas províncias. ou são filhos dos homens honrados e ricos dele. davia. 478).. cadeiras d e 'Direito Pátrio) .. do CuKgiu duu Nubrek. do ensino jurídico. a que os seus colaboradores..ia mudar. com Pwtillas cançadas e importunas. outra gente iria entrar . pois.) forneceu uma boa parte da cobertura institucional e ideológica dos estratos tradicionais da sociedade de então. quer pela sociedade. 11.. Outra gente. fornecendo. com a publicação dos Estatutos Pombalinos ( 5 3 ) . como já o estavam na obra que grandemente os inspirou. e eàclarece também muitos dos pontos da reforma do ensino universitário e. era o sinal da ociosidade e. ou são filhos segundos e terceiros da nobreza do reino. mais fácil.. Tocado este ponto. com liberdades licenciosas no modo de viver.. tutos.. etc. *cristãos velhoss. mais de cem anos atrás. estragando os costumes dos Estudantes com férias prolongadas. como se sabe. Era isto que -sentia-se . A proscrição daquilo que 6 inútil para obter um conhecimento eficiente do direito equivale. óralinos No que respeita ao ensino do direito. mais ou menos sinceramente. 1755. e aparente formalidade: com a falta de exercicios literarios nas . um bem. b ) Incluir neste ensino tudo o que for útil a tal conhecimento (nomeadamente.ficaram sem heranças e procuraram alcançar a sua p i a s letras. quanto. tivesse ido mais longe: t&m as cscolas. os E s t a t ~ sPomE ~ Odominados. no entanto. Até aí.

. (Estatutos. por vezes.. só por satisfazer a respeitos. à proscrição dos isétdus R F C U ~ ~ S ~ e Cdo S ~ O ensino indiscrimanudo do direito romano. umeter de cor grande número de textos.. Não mais uma Universidade introvertida.... também. que obstruisse t d m as Luzes naturaes dos felices Engenhos Portugumes ( ' O ) . nem se contentarão com a s Liçóep. que e~tirnulassem e desembaraçassem pela frequencia os Estudantes ("1. nos exames. 56 terminando a formação universitária achando-se ãcom a aptidão necessária para poderem bem satisfazer às differentes fun~ões. o que acharem escrito por outros: e explicarem os Escritos alheios. mas sim para os usos que delle deve fazer na vida Social.... i..B ( E s . 302). mas uma Universidade votada a uma função nacional: assim. Conexo com esta preocupaqão de podar a s inutilia do ensino do direito esti o abandono do *todo ~ n ~ i c utilizado no o . . também a pedagogia uutilitarista* (hoc sensu) não poderia admitir um seu ensino &baI. segundo era dirigido a uma apreensão ordenada {more geometrico) e essencial das matérias jurídicas básicas IB4). nem se entregarão ao ocio e B negligencia. essa. seja qual for o pretexto. e empenhos particulares~(b7).. sendo huma Officina perniciosa. Quanto ao direito romano. 3011. ãaprovando-se ertudantes ignorantíssimos. para os Estatutos . e lugarm». inuteis. Claro que. ' ) ao passo qne os profewres são convidados a reflectir «que Ihes será pouco decoro~o repetirem .. cujas maquinas ficaram sinistramente laborando. não cessam as acusagjes contra a metodologia da ciência jurídica tradicional: udissertaçóes longas.. e de ostentar agudezas de engenho. a proscrição do inútil equivale ainda.). 11.. ociosas. E. por ser assim. estudo das Instttutiones e do Digesto e a adopção do mktodo sintética... e prejudiciaes ao bom progresso dos Estudos Jnridicos. Por outro lado. a Universidade nova é. capazes de <servir utilmente à Igreja. a o . antinoniias captadas. aliás.% os ~ e r d õ e sde ano e OS anos de mercê.. para dellas sahir a má obra de huma ignorancia artificial. 3781. Já acima se viu como era criticado o regime d e facilidades e de indulgência em que se vivia anteriormente. li. . pois anáo podem jamais ser verdadeiras graças a3 que deterioram os estudos com prejuízo píiblioo* ("1. ccomentáríos amplos e diflusos. Civil.0 a desempenhar: formar homens capazes de servir o abem publico do Estado. e C h r i s ~ ã (6". 11. cquestõea alheias das sentenças das leis (Estatutos.).. . valia tudo: desde lançar até no ensino univer~ithrio filhos ainda meninos ('7. t u ~ m 11. Os primeiros eram considerados <subtilezas e especulaçóes vans. agrande multidão de doutrinam (ibid. ainda que este consista nos ..... (Estatutos . etc. consumindo-se. agara tudo vai mudar: acabam. E. um ano inteiro com um único paráO grafo d e uma lei íflS). tem uma outra funç5. i xrelaxação. e estudadas com o simples fim de embrulhar o entendimento dos Juristas. uma Universidade onde se trabalha.. demonstrativo: se o primeiro consistia numa análise miúda. dos Compendioss compêndios que. e ao Estados. e indulgencia. demorada e fastidiosa dus textos romanos. A nova Universidade. 3202).e ministérios da sua profissãow ( 5 Q ) . Pois bem. os mesmos Estatutos 0 5 ohrigavam a elaborar O tempo das facilidedes tinha aunbado. capazes de serem +providos nus empregos.102 A RISTORrA DO DIREITO NA HIBT6RIA SOCIAL PRATICA DOGMATICA DOS JURISTAS OITOCENTIST'AS 103 Aulas.. ibid. (Estatutos.. numa escola deste tipo. frequentes exercícios de aproveitamento e exames rigorosos impendem sobre os alunos (O. felizes nascimentos e desposários dos suceçsores da coraa. longo dos Estatlrtos.. Poderia até dizer-se que a Cniversidade só cumpria a sua funqão fornecendn um ensino deste @nero...e. ninguém aprende o Direito para ficar nas Aulas.. narcisista e socialmente ineficaz. passando pelos padrões de acto ('$1. compendiirio..

com as leis mercantis. apenas póde bastar para a aquisição das noticias. indica-se finalmente &um caminho mais plano. Todavia. não puderam conseguir lugar na sobredita Universidade até o presente ." Fazer o mesmo em relação ao direito das gentes. os das escolas racionalistas e neo-romanistas da Alemanha e da França ( O 7 ) . económicas.. e devendo ser sempre nelle i m p r e t~ríveis. A Lei de 18 de Agosto." Procurar se a norma tida em vista se explica por razões particulares da sociedade romana (para o que seria necessário um sólido conhecimento da história geral e jurídica das Romanos ( 8 6 ) . por outro.. Lei de 18 de Agosto de 1769. que hoje habitão a Europa. o desuso do direito nacional nos tribunais do Reino. São as seguintes as regras agora formuladas para determinar a urazoabilidader dos preceitos de direito romano: é introduzido lopo no primeiro ano dos cursos jurídicos (") ." Verificar se o seu conteúdo se opõe a o direito divino ou à moral cristã. natural ou positivo. Esse é a indagaçáo do «uso moderno das Leis Romanas entre as sobreditas NaçGes.4 DOGMATICA D O S JURISTAS 0. uma vez que <todo o estudo da Jurispnidencia Theoretica se deve dirigir para a Pratica* (Estati~tos. Na verdade. dispõem os E s a o s que use ensine também. reconhecendo ainda as dificuldades que poderiam sobrevir na observância das regras referidas.) no foro português. políticas e marítimas das mesmas naçóeç. urnercantis~ e umaritimas. grande parte do direito romano não podia.104 A KISTORIA DO DIREITO N A HISTõRIA SOCIAT- PRATIC. UG). os do direito das gentes reconhecidos pelas cinações civilisadasw e os estabelecidos nas leis teconómicas. V I I ) o ensino não era efectuado na Universidade. acentuava. 427). Apesar de o direito pátrio ser o direito principal desde a s Ordenwões Afonsznas (cf. depois de enunciar o principio de que só o direito romano fundado nos princípios da *boa raziios devia ser aplicado como direito subsidiário.iTOCENTISTAS 106 . em virtude da Lei da Boa Raziio.a (Estatutos. advertido disso. 1. econsumindo inutilmente na indagação dele o precioso tempo. e apreciavel trabalho.e o não aplicável -por ter fundamento eem particulares costumes dos mesmos Romanoss (ibid. praticado pela maior parte das nagóes civilizadas (para o que o seu ensino . como se sabe. Porém. haveria qualquer 11. o legislador pombalino aproveita os Estatutos de 1772 para estabelecer regras mais práticas de actuar s disposição da l e i anterior. 2. que para o mesmo fim s acha já feito por e grande numero de Jurisconsultos em diferentes livros." Confrontar o preceito romano. 11. e mais curto> para se ajuizar d a tboa razão* dos preceitos de direito romano. que são indispençáveis aos Juristas . as mais proveitosas. 4. e muito mais principalmente o Direito Civil Patrio. devendo em todos os tempos ocupar o primeiro cuidado d a Legislaqáo do Curso do Direito Civil d e Portugal. 3. não menor cuidado se mostra em incluir no plano d e estudas matérias de grande utilidade prática e que dele estavam ausentes: o caso mais flagrante é o do direito pátrio. e as mais necessárias ao bem comum dos meus fieis Vass~los. $ 9) -. Tem interesse verificar qual o critério aconselhado nos Estatutos Pombalinos para a distinção entra o direito romano aplicável -por ser «conforme à boa r a z á o ~(cf. como vimos. o confronto do direito romano com todos estes princípios decerto se tornaria muito difícil de efectuar na prática e. a'sim Particular como Publico: introduzindo-se nele de novo estas indispensáveis Lições. ser aplicado entre nós e. O r d m q õ e s AJonsinas.. que ainda sendo bem economizado.. que. isto. 11. não justificação para que esse direito caduco continuasse a ser ensinado.Reinedom ("). Mas. que por um lado criava um abismo entre a escola e o foro. tais jurisconsultos s80. esclarecia o que se devia entender por tais princípios: seriam. por serem notòriamente as mais importantes. quando for caso disso. utilizando t<o util. se se revela um grande cuidado em aligeirar o ensino d e tudo aquilo que é inútil.. os dos direitos natural e divino. Para pôr fim a este estado de coisas. das mesmas nações.

ser considerada uma ciência)..se da teologia e muitos d. ao . num segundo momento. g. assim. estabeIecer uma ligação entre a escola e a vida.. no seu conjunto. .. esta disciplina forneceu a moldura ideológica para quase todas as manifestações culturais de uma época: neIa se acolhiam. na cadeira de Direito Pátrio. Tal como a teologia na época feudal. que todas se socorrem mutuamente. A disciplina fulcral . e Principio3 de todo o Direito Civil . tal era a função das disciplinas não jun'dicas que. as sabatinas) ou por apelar para o trabalho pessoal de investigação do aluno (v. à JurisprudSncia Prática ( ' O ) . provas de memorizaçáo. agora. apetrechar os juristas com tíipicos <modernos. não reduziu o estudo d o direito à aprendizagem de uma mera técnica de aplicação das leis (embora náo perdesse de vista a importância deste aspecto) e não desconheceu a natural integraçáo do direito no conjunto das restantes disciplinas culturais. nii e ~ s c r i t o s ~ . comparatistas. e objecto final d e toda a Sciencia da Razão.deração conjunta de todas estas disciplinas permite uma conveniente compreensão do direito. e alliança. de certa actualirdade. para os juristas). E.na designação dos Eit<ltutus) e históricas que ocupavam os quatro primeiros anos do ciirso . era já um importante depósito do conhecimento d o sobre o homem e a sociedade. alguns deles .. além de perspectivas especulativas. Estatdos .. A primeira é a inclusão. ou seja. formando um bom sis11. por cultivarem a técnica de argumentar. teórico e 3 metodológico correspondia i necessidade de operar. ainda hoje. Uidispen&vel nas lides forenses (v. n a qual seriam treinados n a interpretação e aplicação do direito e. Por outras palavras. e se participam recíprocos auxilias.ji. com recurso a exernpIifica$es. histárico. Revoluçio que desamarrasse este domínio do quadro conceitual e ideológico do hartolismo e lhe fornecesse outro condizente com as s o l u ç i 5 ~normativas agora desejáveis.e nas quais os estudantes deviam ter <adquirido uma boa instruçáo das Regas. certos exercícios escritos) ('I).. algumas muito curiosas e. outros encerravam um alto valor pedagógico. VIII. provocar ~ .8 107 Por último. remodelaçZo essa que iria.durante os séculos XVI a XViIi. depois das cadeiras expositivas (sintéticas. Renovar as bases ideológicas da ciência jurídica. a filosofia moral emancipa-.eram. Outra é a atenção mandada .- uma modificapão no entendimento contextiial de cada um dos preceitos individuais do direito vigente. a+surnindo. se se atender a que o que estava para fazer era a remodelação das bases ideológicas d o sistemâ jurídico. até. até. g.. O Compêndio Histbrico não lhe regateia a importância (em geral e. 8). eram tidas como indispensiveis a o estudo do direito (<por ser táo apertado o vinculo e t8o estreita a união. 479) -.. Esta intenção prática do ensino era ainda demonstrada pela utilização d e frequentes exercícios <vocais. e procurando integrar a prática no ~ l a n o dos teóricos e.o ultimo t e m o .descrever o seu objecto. Isto é natural. H. tal como a filosofia política nos nossos dias. que tem entre si as Sciencias. no domínio d a teoria do direito e . ensinada de um modo também prático. VI.de um projecto como este era.. ela não tivesse perdido o carácter normativo (e não possa. casos práticos e simulação de processos judiciais ("1. que habilitassem para tnovos* entendimentos das normas jurídicas concretas. CUTSOS A despeito da assunçáo de uma ~ o l i t i c apedagógica a n t i e peculativa e utilitarista (hoc sensu) a reforma pombalina dos estudos jurídicos não caiu em solur$es tecnicistas. a filosofia moral. a ideia d e que só a cori.os seus domínios progridem mais ou menos rapidamente para o Estado nomotético. isto é.dispensar. uma completa revoluçáo. outras francamente descritivas P . e com O advento do racionalismo moderno. portanto.. cit. informados acerca da natureza e deontologia dos vários ofícios do jurista ( B B ) .. onde a ideologia laicizada do Iluminismo armazenara os temas inspiradores da mundividência burguesa. a tendência manifesta na reforma dos estudos jurídicos para inserir o estudo do direito num vasto contexto de disciplinas de carácter filosófico.do Estado. em especial. d e uma cadeira de Jurisprudência Analítica. Embora. ("). ate. se sobretudo. os Estatutos estabelecem uma Grie d e medidas..106 A HISTORM DO DIREITO N A HIST6RIA SOCI4L PRATICA DOGMATICA DOS JURISTAS OITOCENTISTA. Com a laicização da cultura europeia. tema de Jurisprudencia Rmana» (Eetuti~tos. dá-nus uma ideia das aberturas . na altura.. definindo-a como <.

portanto.). Ría verdade. d o honesto.. E nisso. Convem a saber. - . a uestadistica~). um dos seus sectores mais importantes constituía uma das cadeiras centrais do plano de estudos. servia de introdução ao estudo de todas a3 restantes materias jurídicas. e por isso colocada logo n o primeiro ano.. que um caos indigesto. nos programas das outras cadeiras. uma introdução ao estudo d a sociedade (udireito natural social. como aliás (embora em menor grau) em relação a o direito natural a reforma fazia figura de pioneira. uma Última parte em que. lhe sejam feita-. A Segunda examina as utilidades publicas d o Estado.e. os estudos históricos teste. e udireito natural social economico.. quer dos legistas. se dividi0 em tres especies subalternas. como tal. na Politica. ou seja.) servia. também ela compartilhava d a categoria de disciplina-vedeta do plano de estudos do direito. A filosofia moral não ficou integrada.). A pri. n o curso jurídico.10g A HISTORIA DO DIREITO NA HISTóRIA SOCIAL p U T I C A DOGMATICA DOS JURISTAS OITOCENTISTAS i09 que ela podia fornecer aos juristas sobre os outros s e c t o r s da actividade do homem: . que o conforma. a s chaves para a compreaisáo ideologicamente umarcada. A história (nem sempre imparcialmente contada . sociológicas. uma primeira perspectiva filosó. uma análise do Estado e dos fenómenos políticos. como está esboçado nos Estutu-tos (76). o programa desta disciplina compreendia. Se este último fornecia os modelos ideológicos acorrectoss. logo no início do curso. que des' truirem-se~)(y Com a inclusão dos rstudos iiistóricos no plano do curso.da Europa ("). de uma forma a que poderíamos chamar <negativa.. sem esse reviver. d e certas realidades fundamentais com que o estudante iria lidar. finalmente. e na Economica. o seu tonus ideol6gico é muito marcado.formarão um o discurso contraditório no qual ninguém se orientará ( < a Jurisprudencia sem a História . Se. de camartelo sob o qual tombavam os principio5 jurídicos inúteis ou prejudiciais do ponto de vista dos novos ideais. todavia. ). Tal como dissemos. pois O ensino da hiatória do direito n5o era ainda professado em quase nenhum dos países . através da comparação dos sistemas jurídicos positivos. rnunhavam as aaberraçõesw. abstrairmos dos nomes -ligados a um instrumental teórico incipiente e desactualizadoo sentido d a inclusão de tais disciplinas (filosóficas. não podem mais ser revividas senão através da história e. se procura indusir normas de conduta universalmente válidas (udireito das gentes. por isso. E a Terceira averigua os interesses particulares dos Cidadóes (j4). c huma rapsodia perpetua de grande numero de leis contrarias humar à s outras. então. realmente nada mais he. e medonho. quer dos canonistas: referimo-nos à cadeira de Direito Natural ou das Gentes. e do decente. com forte componente comparatista e descritiva (*direito publico universal. denunciavam e desvalo~izavam as violações drsies inodrlos existent~sn o nosso direito positivo tradicional e permitiam um seu cómodo afastamento. e que por serem colligidas sem ordem. meira subministm a s noçóes do justo. políticas e comparatistas) no limiar da formação jurídica é perfeitamente claro: ela fornecia. na Ethica. de estranhar que.. nem tempo. É que o direito anda ligado ao tempo. Também a história do direito podia. amiúde referências. quer a s circunstâncias objectivas que as conformam. auxiliar a formaçáo ideológica dos estudantes-juristas..de história inseridas no novo plano de estudo3 mostra amiúde como a sua intenção principal era a d e arnarrar as solupóes jurídicas tradicionais às condições passadas que as tinham gerado.. Quanto à história do direito. a leitura dos programas das cadeiras . náo wndo. A ideia de que a história fornece a chave indiçpenGvel para a compreensão do direito é um deit-rn6iv que percorre o Compêndw Hist8rico e os Estatutos. não fazem mais. fica do homem e do direito (cdireito natural e t h i c o ~e cdireito natural divinos). encontra-se o contraponto das perspectivas recolhidas -como I-iu na cadeira de Direito Yatural. as leis serão palavras mudas que ninguém entenderá ou -aproximando-nos mais d a f o r n ~ u l a ~ ádo Compêndio Histórico. o modifica e o destrói Quer as vontades que formulam as Ieis. de facto. Cadeira formativa por excelência.

). era verdade no tempo dele. cheio de basófia. expurgada de antinomias. ocupava-se primordia[mente em fornecer todo aquele conjunto de instrumentos (conceituais. O ideal pedagógico no domínio do direito passou. decisiones). os juristas e os tribunais. Vejamos agora como se 'atingiu -o terceiro. reduzido) a grandes princípios normativos e capaz de ser apresentado. principalmente. Conhecer. portanto. trémulo e velho. purquanto agora nem em cem anos pode alguém revolver. 1330. com a massa ingente de iiiterprefaç6es doutrinais e de casos julgados.desenhado pela Lei da Boa Razão. não só nos mesmos textos pombalinos. acompa. não só no ensino do direito. já vimos o essencial. suavemente. res$ava ainda habilitá-los para a reconstrução sistemática do corpo do direito.ievais (ius commune). efectivamente. Ja nao era. enta? de um estudo analítico da ordem jurídica (que. . para isso. É claro que o direito não podia desconhecer a proliferação *de situações humanas diferentes e ia respondendo a esta renovação da sociedade através da renovação e amplificação do seu próprio <corpo. opera-se uma verdadeira revoluçao. Disto resultava que.) com auxílio dos quais a s - . Informados os estudantes do conteúdo do corpo direito nacional. com barba branca e cabeça coberta de c%. mas formcá-íos nu ut&aç& das principais regras da metodd~& da c~~ jwidicrt e nos princípios b&&os do direito positivo. através de muitos volumes. filiá-10s numa situação historicamente ultrapassada e abandoná-los. filosófico$. O corpo do direito era inabnrcável. Isto é feito dezenas de vezes. os palavrosos Baldos* ('9). reconstruçáo ordenada. que 'descobrira uma tardia vocat$io para jurista. que Forças e que tempo.apetrechados com um instrumental ideológico adequado a o cumprimento das aspirações normativas do bloco social hegemónico. Com o ensino sintético e . por um lado. redutível (e. nhado por urna sólida informaçáo acerca do aparato metodolbgico da ciência jurídica. isenta de lacunas. Perante isto. realizáveI em r e l a ~ ã oao conjunto do corpo do direito) para um ensino sintético e compendiário do direito. de uma forma digerível. ?tc.para um direito mals simples e mais harmónico. aos cânones ideológicos burgueses. 6 Frontiio. para além das fontes romanísticas (já de si pIetóricas) C R I ) que constituíam o corpo do direito medieval. que havia de ser junsconsulto em três dias. e. Sobre os dois primeiros. o ordenamento jurídico setecentista se engrossava continuamente com as novas leis e. fácil de apreensão. que raziio te decide. além de promover um conhecimento do direito liberto das pragas do empirismo e do casuísmo. Por sua vez. iam procurando ad. porém. assegurava a todo o jurista um teórico com O qual ele podia c o n t k r a aprender. O ensino. de resto. tais eram os objectivos pedagógicos d o curso. obediente.aptar este ordenamento antiquado 5s novas esigencias normativas. mas também nos dos juristas dos séculos seguintes. a que principie^. de modo algum. editanto novas leis ( k r a propria). nestes termos: ~4 ti. compreender. por outro lado. em vez de se e n t r a r na tmsmissão dos resultados da ciência do direito. tende-se rapidamente atravhs das belas sínteses realizadas em obediência aos Estatutos de 1772 . a reforma pmbalina tomou a Única atitude que podia ainda salvar a ~ossibilidade de ensinar o direito. por fim. . num trabalho diário de interpretação (opiniones. a aprender aquilo que os velhos dificilmente aprenderam desde crianças? Mas Cícero disse.: os estados europeus iam. mas também no seu próprio modo de ser: de um direito caótico e hiPerdiferenciado. tal como ele era .110 A HISTORIA DO DIREITO N A HISTÕRIA SOCIAL PRATICA DOGàIATICA DOS JURIS'TAB O I T O C ~ T I S T A S I11 Bastava. ao grande público IR'). ao passado que os gerara. inapremsível ~ e I o s próprios juristas (quanto mais cidadãos. que se acrescentavam ao ordenamento jurídico constr~ído pelos juristas romano-med. sistemetizar.compendiá$o d o direito ~ o s i tivo jaz). Esta atitude consistiu numa remodelaFáo d a própria ideia de ensino do direito: ensinar o direito náo é informar o essas dantes acerca de todas as normas juriditm. a ponto de já o aveircnse Aires Barbosa (1470-1540) se dirigir a um amigo. lógicos. a insistência nos aspectos metodológicos da ciência do direito.. Desde o Jéculo XV que a sociedade europeia experimentava interiormente uma mutação socioecontimica e cultural muito viva e era posta em contacto com novos problemas decorrentes da sua expansão mun'dial (a0).

de <rotórica~.. Mas. e Humanas. e só avivam a memória dos sábios te')Era. O modo conio os t e x t ~ sda época se exprimem não é o de hoje: em vez de falarem de epistemologia e de metodologia jurídicas. nada poderáo fornecer que oriente o jurista no mare magnum . Dentro desta orirntaçáo. se fizermos a s alteraqões necessárias nos nomes das coisas. de ciência do método. . não terá outro algum recurso. ao afirmarem enfaticamente que <os siimistaç (i. e sempre canEado. dá a conhecer as obrigações com que todos nascemos para com Deos. para ver se encontra neles o caso. a s escolas nada podrrão ensinar de pcrmancntc. em que se ensina uma súmula dos princípios gerais da cada ramo do direito ou instituto. Claro que. e.4 DO DIREITO NA HlSTSRIA SOCIAL PRATICA DOGMATTCA DOS JURISTAS OITOCENTIE.. o Direito Natural he notoriamente a disciplina mais iitil e necessaria.de #lógica>. Porém. feito isto. obter um norte para a sua resolução jurídica. Primo: porque ~ l l he o que. que n ã o seja o d e revolter com muito traballio o g a n d c numero dc FCcritores Conculciite~. era. com que os juristas se devem dispor. fazem o possível por rninijtrar.. Milas os reformadores não deviam preocupar-se muito com este gknero de críticas." ano.das opiniões (hoje diríamos. Isso mesmo denunciavam algi~ns evegos. sem que se entre numa análise profunda de cada ponto d e direito.. a deontologia proEissiona1 e algumas nosões de bibliografia jurídica. como se fazia até ai E.. o argumento de que a reforma baixara o tníveln do ensino. e preparar para fazer bons progressos nas Sciencias Juridicas. em cada caBo concreto. com as principais apIicaçóes e excepções. a lógica jurídica e judiciária. e Officios dos Soberanos e dos Vassalos. Canonicas e Civis. ou seja. da legidaçáo\ : Porém se o niesnio Miiiisti-o for diatituido destas luininosas noções. os juristas acabavam por conhecer muito pouco da-. e prescindindo de todas as leis positivas. para além disso -garantindo a o estudante um apetrecharnento tebrico que lhe permitisse um contínuo aprendizado pela vida fora -. os reciprocas Direitos.. .9 soluçóes jurídicas são encontradas e fundamentadas. cujo programa compreende a teoria de interpretação. como são o s alicerces para a conetruçáo de qualquer edifício ( 8 " . logo concluiremos que o que se tinha ein vista era aquilo que acabámos de dizer: que cultivam o Direito. . interminis i n t e r m h a d b u s . servindo-se da pura luz e da Razáo. afinal. os Estatutos fazem coincidir o núcleo do curso de Direito com uma série de cadeiras sintéticas. de fio a pavio. se esta oricntaçáo <científica* não for seguida. práticos de então. para conorco e para com os outros homens. e sujeito ao engano . n a fase adiantada do curso Ipois a fase elementar estava toda preenchida com cadeiras sinteticas P formativas).TA. completando aquelas já dadas nas cadeiras de Direito Natural e de História do Direito Pátrio ("1. preacupado com a acção ( p r a x i s ) de fazer o saber e não com os resultados do saber feito.. p o r outras palavras. É o que se faz n a cadeira de Jurisprudência Civil Analítica do 5.: e Deciiionistas das diferentes Naçães . e também os das Nações livres. muitas vezes infructífero..A HIST6RI. pois eles pensavam que a quem tivesse trinta anos para dedicar ao estudo d e uma cisncia mais valia consiiniir os vinte rime ir os no estudo da sua tmria e dos seus métodos do que consumir 03 trinta. eles falam d e adireito natural. rninúcias do ordenamento jurídico positivo. seguindo este método. incerto e hesitante (sic) no que lia de fazer. chamando-as peIos que elas hoje têm. todos 04 instrrimentos teóricos q u e fazem parte do arsenal da ciência jurídica e mrn o auxilio dos quais os juristas conseguem. e independentes: E com estas noçóes lança a s fundamentos mais solidos de todas a s leis positivas Divinas. Recurso miserável. Donde se vê ser o estudo da mesma Disciplina tão necessário para a Jurisprudência. os que cultivam o método sintético ou compendiário) não dão ciencia aos principiante-. um ensino dtarnente pr&co. de <hermenêutica». ou seja. decompor a hipótew de facto nos seus elementos relevantes c.

e na inda mais indispensavel pureza de sentimentos. que todos os Livros Academicos dwem ter com o Systerna 1. os Principia Theologine. o Digesto Por~ugLlês.~pondència com o reitor . nu entanto. que a nova Edi. a s Irastitlliqões de Direi20 Civil Português. assim. A carta de Pombal que recomenda a D. impregnamento responsáve! não só pela . pelo que se d ~ p r e e n d edos papéis d e Frei Manuel do Cenáculo.iTICA DOGMATICA DOS JURISTAS OITCCENTISTAS. etc. e necessario.. que com esta remetro a V. foi o que aconteceu: depois de três séculos d e caos e d e indecisão. quando ele se mede antes pelo que.dade e d e certeza. obret ti ido no que diz respeito ao seu conteúdo ideoliigico. em segunda carta do mesmo dia. IIopes de Almeida) : Venha a ficar o sobredito Livro. Francisco de Me10 as alteraçóes a Genovese é um sabororo documento da matreirice e d o poder do primeiro-ministro: &pois d e comunicar a aproiração dada pelo rei. a conselho da lieal XIesa Censória. para vir a desabrochar numa formação jurídica útil. que directa ou indirectamente podem tocar na ReIigião ( 9 2 ) . cultural e social da sociedade capitalisia. por dizer respeito a o curso jurídico e ser bastante irnpressiva. a revolução ao nível político-. a seguinte: . na indispensavel concordia. quando o que é certo é que ele s define e peIa qualidade. E leva a cabo. A elaboração dos compêndios universitirios era rodeada de múltiplos ciiidados. em escassos cinquenta anos. para além de ter reserv. Pensava-se. e b ) Supor que o ensino superior se d e h e pela quantidade.sória) a vigilância .ado à própria censura real (excluindo a da IdTniverridadee da Real Mesa Cen. Ex? (onze páginas.114 A HISTORIA DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL PR. E. tacado papel dos juristas na subversão do antigo regime e na consrrução d a ardem política. na realidade.precisas recomendações de cortes e correcções a efectuar nos manuais. cupaçáo pela qualidade se inseria no seio d e uma política educativa fortemente utilitarista. a alegadas manifestaçóes de condescendência para com Aristóteles (g3i são ainda objecto de r c f o ~ m a as Instituiçóes de Lógica e Metafísica. 2s sobreditas Irastituições . Pombal. D. O cuidado posto pelo próprio primeiro-ministro na sua aplicação prolongava-se nas atenções com que o reitor reformador. e. na vers5o de M. quase todas.. manda efectuar . a ciência jurídica oitocentista. foram as normas d o cstatuto pombalino que orientaram os estudos jurídicos. o marqiic^a.iterario d a Universidade. rodeava a marcha d a reforma. de Gerbert.de J. 115 num estudo empirico $em orientação teórica. suportada pelos juristas saídos da Universidade pombalina. Correia Teles. Para além do manual de Hcineccius . o ensino do direito tinha de ser ministrado a um nivel científico superior.completa revolução d o scntido ideológico e normativo do direito -que precede. pue separando-se dclle tudo o que tcm feito o objecto dos reparos que vão indicados no Papel. de alto nivel científico. inclumas ainda pelo dessivamente. pareceu conveniente. dada uma certa organização escolar se pedagógica.n a sua corre. dá uma magnífica imagem de uni. R que a falicia escondida na sentença de Libáo consiste: a ) Em supor qiie o c n í \ ~ e ldo ensino se afere pelas ~ ~rialérias rnsinadas. Proluz obras táo b r i l h a n t ~como as Institiuiones iuris civiik l u s b n i .. 11.do conteúdo dos novos manuais ("). faz . de Me10 Freire. Até 1835. Francisco de Lemos. E importa r e a l p r que esta preo. E eram eles quem estava na razão. um completo impregnamento ideológico da classe dos juristas. Só assim ele conseguiria criar juristas tecnicamente equipados para unificarem o acorpo d'o direito. drlas pode ser aprendido. apesar das grandes modiíicaçóes das leis e das institriições político-sociais. çuo do rcfcrido Livro de Hcinecio (Elementa PJ~iloso~hiae retiondis et nioralis) se ordene d e maneira. não receando confronto com o ministrada noutras Universidades da Europa. das quais se destaca. de Coelho da Kocha.cujas correcçóes di- zem rezprito. que. e para enfrentarem todas a s mutacões legislativas e jurisprudenciais que se adivinhavam... O ensino da Universidade reformada era. de Genovese.

ito da codificação) . S. Se esta nem semPre % manifestou como cOn~truçáo conceitual com um autónomo poder genético foi porque? Doi. criou um elenco bastante completo de cadeiras votadas ao ensino do nosso direito: cadeiras de Díreito Público. direito nacional no plano de gressiva tnacionaliza~'i0. v a ~ ã oRegia. Direito (duas cadeira. Todo o curso aparece. o descaracterizava e O reconduzia subtilmente soluCóes da jurisprudência europaia. ela ia cortá-la da sua fonte tradicionalLnensO r e p ~ s i t á r i o dogmático que era a produção dos juristas eurOF'eus. assim. e. a lições de direito pátrio. É certo que isso era a regra. de facto. tanto porque d e Passa a ser "go desde os bancos da esoola ( e não algo de intruso aparecido na prática profissional).de uma determinada orientqáo j usfilosófica. a promoção do direito nacional no conteúdo da fomaçáo dos juristas poieneia a efectiva vigência do direito nacional. tica encostada a s realidades nomativas do direito europeu e que. a dogmátioa estrangeira ~ o d e r i aser largamente utilizada entre - O que certo que lugar progressivamente dominante do -combinado com a pra. para se darem ao Prelo a s Instituiçoens da Logica e Methafysica de Antonio Genovêse.). como p o r p e a sua aleitura* não 6 mais feita .Isto seria tanto mais efectivo quanto mais as especialidades do dibito nacional o das ~ l u @es na tornando menos utilizáveis internamente as jufidico-científicas estrangeiras. embebido . além das cadeiras de prática e de ~ ~ ~ ~ ~ ~ ê do do direito ia ter conna mudo de ser da prática científica dos juristas e na prática jurídica de um modo geral Também a 'naciona'izri~ão. não contando com n cadeira d e Forma Judicial.além de unificar a3 Faculdade.a s referências ao direito nacional eram ainda muito escassas. enquanto a outros só podia ser dado um pequeno demnvolvimento. portanto. ~ i ~~ ~ ~~ ~ mina]. sobretudo na sua versão algo eléctica e moderadamente individualifta dos autores alemães.. de c . . participarei agora a V. essa mesma para q u e apontam a s grandes cadeiras introdutórias dos primeiros anos-. ~ i ." nu Llfer~ Particular liuma pequena observaçáo que a qual he a seguinte. * .ormaçáo da . S. ? consecução deste escopo-foi i a insuficiência d o ensino do direito pátrio. aplicada is do n a c i ~ n a l . Do que acabamos de expor podemos concluir que a Universidade fora.raz& que já atrás ficaram esbo~aaas. introduzindo-as com uma frase suave e modesta que deve ter feito sorrir o reitor reformador -uAHbando de escrever em Oficio a V. ficavam quase por ensinar muitos dos mais importantes rumos do direito nacional. aIgo se opôs.118 A HIST6RIA DO DIREITO NA HISrrdRIA SOCIAL PRATICA *OGmTICA DOS J ~ O I ~ ~ T I S T ~ R ~ ~ 117 ~ as «suas. A situação só se modificou substancialmente com a reforma d e 1836 que.e prática dos função socialmente útil juristas. . e de dade de Direito. Ainda assim. se ministraram muitas noções do (uso modernos do direito romano -devendo ser indicadas as decisões jurisprudenciais e a s leis nacionais correspondentes." com o Assumpto d a Apro.mundividência dos juristas a que já nos referimos.travéS de formapão dopá. que é autonomizada (93).o n e s teia na Facu[.vem transformar o direito nacional no principal objecto do trabalho doEWático d03 i u r i s t a s ~ . ~ ~ ~ ~ ~ ii~Ci. em grande parte. pelo menos ~ t à reforma de 1805. Reconhecendo isto. uma analiticn e duas sin~éticns. No que diz respeito à Prática jurídica em geral. o Alvará de 16 de Janeiro de 1805 vem aumentar o número de cadeiras de Direito Pátrio para três.~ e ~ i t i n d(impondo) uma sua maior o emancipação em relaçao elabura5áo dogmática europeia e a c@nstifuição de uma dogrh5tica rnacionaI>. No que diz respeito à Ptimeira.o jusracionalismo. pelo que as l i ç õ ~ s d e t a cadeira acabaram por equivaler. ordenada para o desempenho de unia a da formação teórica .B ( 9 4 ) Este e outro3 <cuidados> pastos na homogeneidade ideológica do ensino imprimiram a o curso de Direito essa q a n d e eficácia na transf. é Todavia. emendas. a ciência jurídica desembocou preferentemeute numa orientaç5o exegética qiie Bcompanhava de perto o texto das leis. n a cadeira de Digesto. do direito ao das fontes Iação novissima e movimti. Apesar dp.

obra Po3itiones de Juro Ndurali e U e Jure Ciuitatis. que até aqui . aí. ucoisasu e aacÇ0es. crija citação se torna cada vez mais rara e que. cuja utilização era obrigatória no Coro português desde que não existisse direito nacional aplicável. (0 direito pátrio. N a cadeira de Direito Natural . F. está presente na banca de todos os juristos ( ' o 1 ) . alemães institui-se como novo campo de referência da literatura jurídica nacional. de iet Coelho da Rocha. representante do ambiente ideológico e filosófico d a corte do <déspota iluminado» José I da Áustria O ensino elementar de direito romano era feito com base nas obras dos romanistas alemáes do usus rndernus. Este compêndio . Pascoal de Me10 parte para o ensino iiniversitário do próprio direito nacional com uma intenção modernizadora. tem influlncia nu estilo de discorrer dos juristas (advento do positivismo legalista a da orientação exegética).) encerra uma exposição sintética 'do direito nacional . embora anotado pelos vários professores que a iam regendo. foi ensinado segiindo os pró.e o direito privado (segiindo a sistematização das Insti$utiones de Guio-justiniao.que percorre .era constituído pela tradiçáo dogrnárica' europeia.4 DO DIREITO N A EIISTõRIA SOCIAL PRhTX&!2 DOGM~T'ICA DOS JURISTAS OITOCENTISTAS 119 Quantn ao conteúdn. já recomendado por Verney. o direito público .a .il3 Lrtsitmi (1789-1794). de Martini (1726-1800).o ter anotado profiisainefite numa obra milito utilizada (Notas o hlelo. poderíamos identificar os seguintes traças fundamentais: I ) Rlutação no campo de objeciwtl da ciência jurídica. Poucas foram aç obras jurídicas que tiveram uma i ã o larga jrifluência no ensino e na vida do direito como o compêndio de f ascoal de M e b ( ' 0 0 ) . 6 citado abundantemente nas decisões dos tribunais e o seu g a n d e interesse prático é indicado pelo f a a o de o cpragmátieoa Lobáo .lhe novos temas e novos eobjectcrsw. ãpessoas. de Pascoal (José) de Meio (Freire). CrWninnlís. A partir deste ano. só nesse ano é substituído peIas não menos famosas e influentes Instituipies de D r i o Civil. por seli lado. dos quais o último se aiitonomiza usualmente. sobretudo pela nova lgislaçiio europeia e. pela o r i e n t a ~ ã ojusracionalista. com isto. O corpo do direito efectivo (diferente do corpo de direito formal). o ensino universitário do direito é dorilinado. além de acarretar consequências ao nível do c c o n t e ú d o ~d o direito. progressivamente. sobretudo. assume o carácter de refeência pontual e náo d e referência a iIm corpo doutrina1 e teõrico orgânico. Até 1805 serviram de texto as próprias Institutiones de Justiniano.~titi~ições Heiné:cio (1681-1741). Enfim. Representante das ideias iluministas. que adaptara o direito romano ao uso moderno dos países da Europa ( O ' ) .dominada pelas doutrinas jurídicas dos autores alernáes do uaus ntodernus. no sistema de referências dos juristas. discípulo de Wolf. célede bre jurista alemão. qitando acorre. o comp6ndio adoptado foram as In. cujns doiitrinas procurava combi~iar com as de Pufendorf e de Grócio.a teoria das fontes de direito. holandwes e. um jusracionalisia iluminista.o cornphdio foi -até à adopção do livro / d e influência karitiana) de V. O corte com a tradição jiiridica romanista obriga a uma aniptura. é todo um aarquivo teórico» que desIiza para o olvido. Cm coiitraparticla. prios títulos das Ordenwões enquanto i ~ ã oexistiu urn coniptndio aprovado I''). Neto Paiva em 1843 . formando as Jnstitutiones IuIW. Fora do ensino. Neste domínio - . nesta época. a produçáo dogmática dos jusnaturalistas franceses. na edição anotada por Bohemer. facto que. 11) R4utação no sistema de referências (<arquivo») conceitiiais e dogniáticas da ciência jurídica. influenciado pelo xhurnanitarismos de Beccaria e Filangierei. pela nacional. limitar a crueldade de certas instituiçóes jiiridico-penais ( 9 8 ) . através de uma interpretação correctiva por v a e s árdua. 1816). passa a ser integrado. trazendo. 3. ele vai procurar. Utilizado até 1843-1844 como livro de texto da cadeira de Direito Civil.118 A HISTõRI. obra em cinco tomos. h 1805 passam a ser utilizadas as Institutianes Iuris Ciz. Dele faz parte a literatura jundica dos s&coIosXTV a XVIII. particularmente acentiiada nos domínios do direito criminal. Sintetizando esta tentativa de definir algumas das mutações estruturais que interessam a ciência juridica portuguesa n o trânsito dos &culos xmrI para XIX.

no sistema de referências) da ciência jurídica de autores que. e o papel que daí decorre para o jurista teórico (ou dogmático).cuja definição exacta sii pode ser feita através de um trabalho de pesquisa quase estatística dos autores citados. a questão das mutações d a origem social dos juristas (terreno inexplorado entre nós e de grande relevo para a resposta a outras questões). com a consequente proscrição dos anteriores critérios de validação das opções dogmáticas concretas (como. Este movimento. Por outro lado. dada a .existe. por exemplo. mático dos juristas enquanto juristas (e não meramente enquanto indivíduos imersos num contexto social e ideológico). quer enquanto se cristalizam em novas formas institucionais. o que se explica pela vigência (eventualmente intensificada. [a náo o confronto de opiniões ou a s leis) vão ter na construção da ordem juridica burgirew.tnacionalizaçáow do corpo de direito) das Ordenações Filipinas. mas também estritas e x i g b cjas de regulamentação (i. o papel que os uprincípios. como a instituição . de facto. da ciencia juridica . o eram também da Filo~ofia.lai A HIST6RIA DO DIEEITD NA HISTÕRIA SOÇIAL PRATICA DOGMATIC-4 DOS J U R I S T M OI'POC!3NTISTAS 121 do aarquivor. a questão é antes a de saber que condições se criam na prática juridico-científica que permitem que essas novas necessidades tenham impacte no trabalho dog. uma específica consciência das relações sociais e dos cânones de normalidade e anormalidade. Se a descrição que procuramos fazer tivesse podido abordar ter outros níveis estruturais. Neste sentido. Recorde-se. a erupçao do moderno direito da Europa burguesa como objecto da ciência jurídica (ao lado e em vez do direito tradicional feudal). que tem manifestações ao nível da própria pedagogia d o direito (método ecompendiáriow da reforma pombalina). sensíveis a elas.aos aspectos considerados (mutaçóes n o plano dos objectos. a inclusão no uarquivos (ou seja. A questão náo é tanto a d e saber se os juristas. no entanto. de que muitos deles tinham sido exegetas eminentes. da Política. como sujeitos-agentes da prática jurídioo-científica. a opinio comnzmis doctorum) é mais um factor a tornar inútil a refer6ncia 5 doutrina tradicionaI em que o argumento da autoridade substituía. Deste ponto de vista. 111) Mutação nos instrumentos lógico-conceituais e dogmáticos. ticas (isto é. Apontou-se. é a de saber por que canais penetram estas novas necessidades normativas no contexto da prática juridico-científica. mais do que pôr. sendo cultores da ciência do Direito. de justiça e de injustiça que a s deviam informar). . quer enquanto se exprimem numa nova consciência da realidade social. p l n menos na sua p n meira fase.do capitalismo como modo de produção dominante originara náo só apetências normativas caracteris. como ganham a í relevo. a emergência de uma estratégia axiomática. estão conscientes das novas necessidades. tem-nas ainda mais importantes ao nível dos resultados da ciência juridica e do lugar desta no seio da prática de efeetivagão do direito. por exemplo. Neste plano. uma específica armadura jurídica de certas relações socioeconómicas) A questão que então se põe. mutações no plano do ensino do direito) deixa também em suspenso a questão da forma de dependência d o perfil de evoluçáo da ciência jurídica em relaGáo da evoliição verihcada em outros níveis da prática humana. e. Nomeadamente. a estratégia axiomâtica (ou <sintética. outros traços ~ o d e r i a m sido isolados e o desenho do sistema de produção jurídico-cientifiea teria ficado mais completo. referida. da Economia. não pode deixar de ser dado relevo a duas circunstâncias internas da ~ r á t i t ajurídica. Por um lado. em geral. a autoridade dos argumentos. teria podido adiantar-se algo acerca da relação que estas mutações têm com mutações verificadas na organização interna e na implantação social da classe dos juristas. se são rpsicologicamente. do nosso ponto de vista. Alguma coisa ficou. como influenciam os seus resultados. disciplinas que passam a integrar . a importaria pôr a das circunstâncias internas que abrem m prática juridico-científica a o impacte das relaç6es sociais agora dominantes.. A limitaçáo deste intento de descrever o sistema de produçáo jurídico-científica . no entanto. uma aparente permanência: os apraxistaw nacionais continuam a ser citados.) d a ciência jurídica racionalista substitui-se i mtratégia problemática (eanalíticaw) da ciência juridica romanística. Por outro. apenas.

Não se tracta de explicar um código." Circunstâncias ligadas a o quadro das fontes de direito: inexistência de uma codificaçáo moderna. de ediçõe. cupações menos subtis. . A segunda circunst8ncia. um contexto continuado com notas separadas. instabilidade e dispersão d o direito positivo. 1nstU. qual é serem as obras sumárias.. ils circunstiincias objectivas que enquadram a producão jurídico-literária eram. além de explicar a aparição de algumas traduções e «sumasi de autores estrangeiros está na origem de dois outros tipos de obras jurídicas.a construção sisteniática do direito e o preenchimento das suas lacunas (pela extensáo lógica dos princípios jurídicos dominantes no sistema ou pela recepção da doutrina estrangeira com eles compatível). As barreiras entre a dogmática juridica e a s disciplinas jurídico-filosóficas como que se esbatem e é esta nova porosidade entre 0 3 dois continentes ideológicos que permite uma maior homogeneidade temática. consumida por um píiblico menos informado e de preo. a m o de autoridade siiperior A minha .os d~gestos e os repertórios. o que. ('"5.s acessíveis dos autores estrangeiros. de revistas juridicas ( ' O 4 ) . náo nos eram ii desconhecidas as dificuldades.k DOS JVRISTAS O I T O C m T I S T A S 123 o campo de referência dos prbprios juristas. nem ainda como a minha. mostrando q i ~ a i sos factores objectivos qiie limitavam a margem de escolha do escritor jurista quanto ao modelo das w a s obras: Quando o empreendemos ( o trabalho de escrever a s C v l P o r t u g u a ) . etn.. e só avivam a lembrança dos sábios. numa certa época. A primeira circunstância levava a que o jurisconsulto tivesse. no meio do chaos. sem montes de citaçóes. paryue o não temos.estou aferrado a rste sistema porque: 1 . ao tequipamento bibliográfico. compendiirias. Contra o que muitas vezes se pensa. 2. gerada imediatamente pelas necessidades da prática. como v ~ l h o . ou desenvolver os principws fixos e consttmtes de um sistema coherente. Desta circunc tância surgiram as obras sistemúticas ou compendkirias.) falta de hibliotecas. o escriptor. a inclusão de obras deste tipo no elenco das t f o n t e s ~ da ciê~icia jurídica vem permitir a utilização directa daqueles tópicos no sistema argurnentativo ou 16gica-dogmático dos jurirtas. nem de reduzir a synthese. Por fim. em que ela se acha. O Os sumistas não dão ciência aos principiantes." Circunstâncias ligadas aos <meios de produção$ (neste cato. portanto: 4.wi~ões de Direito 1. existe toda uma literatura jurídica formuiar ou processual. ( I o 8 ) . o tipo de obras que. outras vezes em continiiado texto. como diz Coelho da Rocha. e por isso Ihes faro iirn aparato de muitos doutores e transcrições de alguns mais esquisitos. 2. Pelo contrário. As simples citaç6es d e dois trechos tirados de de nossos jurictas oitocentistas fornecerão um princípio de prova do que se acaba de dizer. se cifra numa maior importaçáo de temas político-filosóficos pela ciência do direito. por que o não h na nossa kgaslação cid. se escrevem sobre um determinado saber esta preso t s condições objectivas em que se desenvolve a prática teórica desse saber. . .122 A HISTcSRlA DO DIREITO NA HISTóRIA SOCIAL PRATICA D0GMATIC. é obrigado a tomar a vez do legislador: em de formar o plano: &vn de fazer a seleqão dm cloutrtnm: e tem de rcdígir até as Ultimas illações ( ' O 2 ) Reconheço que não me conformarei com o gosto do &ulo. que se substituir a o legislador e fazer nas suas obras aquilo que não estava feito n a ordem jurídica positiva. Porém. até certo panto. A cada um destes tipos de obras e aos autores que se destacaram em cada sector dedicaremos as páginas seguintes." Penso que nem todos têm ou podem ter uma grande biblioteca. no caso concreto. compendiando estas disciplinas os principais tópicos d o sistema ideológico liurguh. costumo inserir as formais palavras deles.

a s ~ ~ ~ ç ãfacto. pela sua efidcia.-perdeu-se comn pletamente.). cepções racionalistas do direito e acicatados pela n~cmqidade prática de um direito m a i ~ i m p l s e mais harmónico s retomaram o projecto de reduzir o direito a um todo metódico a sistemático ( ' O a ) . o assunto.direitos reais. bem mais modestamente. do direito. 2) I d w quod ad res pertimt. Mais tarde. na Noca hfethodus discendae docenclaeque jurispruderstiae (1667). pode haver normas relativas às peswas (stntw dos indivíduos. foi retomado nas Institutiones justinianeias. não tendo o brilho inventivo dos juristas clássicos.. . os seu? resultados. eles vão modificar completamente o seli sentido. ordenar a s normas jurídicas consoante o ol>jecto. que. agora. na realidade. lhe dá um sentido completamente diferente. o direito natural. de que o positivo derivava) como um conjunto de preceitos hierarquizados e logicamente interdependentes.adopta uma sistematização tripartida do direito: 1) 1w q ~ ad personm perthet. aprovei. etc. Este problema era o seguinte: se o direito radicava num pequeno número de preceitos naturais. projecto que é inconcebível fora de um entendimento racionalista do direito. para e texto de estudo das várias disciplina^. ai.levantava o problema daquilo a que emtão se chamou *o método expositivo>. a obra dai resultante -que ostentaria o título de De jure civih i artem redigendo . quando os juristas europeus -ganhos is con. Gaius não teve e m vista sistematizar a direito em si mesmo. já no ocaso da época clássica . É o que faz. pelo menos. elm querem sistematizar as djsposições jurídicas em si mesmas. com que sequência lógica) devia ser ele exposto para se tornar patente o seu carácter unitário e sistemático? O projmto de construção (nu. ainda antes disso.ia4 A BISTORIA DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL PRATICA DOGMATLCA DOS JURISTAS OITOCE3tTISTAS 126 a) As obrar: sistemáticas Sabe-se como a reforma pombalina dos estudos jurídicos estabe1. dc um modo sintético e sistemático. Na verdade. que o direito é animado por uma lógica única. mas atinentes 2 própria metodologia jusracionaIista. as suas soluções. O que ele pretendeu foi. que entendia o direito (nomeadamente. Assim. não são mais 03 assuntos a que as - . upesjoas. tando formalmente a sistemática de Gaius. Leibniz. ou seja. nas suas Irastitu~iones. Para ele. e.eceu a ~ b r i ~ a t o r i e d a dde os mestres elaborarem. 3) lus quod ad actiones p e r t h . dos quais derivavam todas as outras regras mais miúdas. censurando Gaius por ter utilizado um método expositivo que não se baseava nas próprias normas juridicas. a sistematização das Institutrones de Gaiiis-Justiniano é comparáveI h dos dicionários ou dos repertórios. sucesjóes) e relativas aos actos jurídicos e judiciários (processo civil e penal). a empreender uma exposição in artern d o ius civile. de exposiçáo) sistemática do direito remonta a Çícero. Teria sido ele quem se propusera. a sua própria construção sistemática (more gwmetrico) . 0 plano das InstUlctiones vai ser o seu primeiro bordáo. se bem que.nos agora do ponto de vista da texposição~ do direito. sed facti visceribus sumpta e s t ) . foi no entanto capaz de pôr de pé um razoável sistema expositivo do direito cIássico que. Neste sentido. os modernos sabem que o seu projecto é diferente do de Gaius. de q u e modo (i. e até filosófica. quais eram esses preceitos fundamentais e de que modo fluíam daí as reçtantes normas do sistema juridico? Ou. o autor alemão leva a cabo uma remodelação d o método tripartido que. colocando. tomar ooerentes entre si as normas juridicas. A elaboração de uma exposição sistemática do direito -bem como. e sabe-se também como esta disposição dos novos estatutos se explicava por razões não somente pedagágicas. Trata-se d e Gaius (século II). acoisas. direitos da personalidade. mas nos factos sobre que estas versavam (non ex iuris. é que a sistemática voltou a ser cultivada por um autor que. se expusesse o conjunto das materias juridicas ai versadas (lol). deixando-o intocado nos termos. compêndios em que. qiiPrPm mostrar que as soluções jurídicas são coerentes entre si. relativaii i s coisas (obrigações. se tratasse de uma dificuldade que ultrapassava a âmbito da exposição e se situava no centro da própria construção dogmática. No entanto. e uacções. o que diz bem do seu sucesso num ambiente tão hostil à sistematização do direito como era o dos juristas romanos ('O').quando a Iiteratura juridica romana foi sendo dominada pelas obras didácticas e vulgarizadoras -. Ao expor deste modo o direito do seu tempo. por exemplo. pela primeira vez. Só mais tarde.. a que diziam de o respeito.

sendo o amelhor e mais harmonioso». tição é totalniente d i f e r ~ n t e : apcssoasw.do pela L~niversidadcno en. ac coisas.das ouas Institlktiones Iaris Ciz-ilis Lrtsitani (Lisboa 1789-1793!. da ctrelasáo jurídica*. P a r a além dos autores que o abraçaram. aa teclinologia da scicncia. ~ i o n r s . todo expositiko baseado na própria ordem das fontes romanas as instiiu@óes e o Digesto (''9). Por outro lado. o <sujeito». com maior ou menor originalidade. aqiii1. Não ~ o d edeixar de se pór em relevo o significado desta mutrtção. não por razões teóricas mas pragmáticas. É claro que este não era o íinico método expositivo disponível. embora se aconselhe uma sistematização final de todo o corpo de direito nacional. a ordem das OrdenqGes. enquanto o sistema <original> de Gaius-Justinianiis náo é senão uma ordenação do direito cobJectivo> (em função do seu o b j ~ c t o )-exprimindo a atitude do jurista. mas os elementos da rckrção ~isridicaou. o de Pufendorf ('OR). !vias aí O significado da tripar. a recepção entre ntrs da <teoria geral da relação juri dica* ("I). inventaram os seus próprios sistemas de construção e expo. O que e ~ t ápor detrás tlesta modificas50 6. na exposição. De facto.irá prevalecendo na maior parte da3 obras sistemAticas dos séculos XVIII e XIX. .sino do Direito Civil Romano*. (11~). e taegã. Ela eignifica. restantes a cada um dos aohjectosa do direito. portanto. ICm conformidade com isto. o sistema tmodificaçãox põe em relevo a constrirçáo dogrnática. depois ~ dedica os três de dedicar um livro ao cdireito p í ~ b l i c of"'). realçando 03 seus eleinentos e estrutura <naturais* -fazendo. a transi@o do legaliamo iluniinista para o dogmatismo (ou cicntismo) da pandectística nov~ceiitista("7). E na exposição do direito pátrio manda-se seguir.a que já não ou. de s rie Coelho da Rocha. Muito popular foi o de Domat e também.0 a que a cteoria geral da relação jurídica* chamará. para quem o essencial era ainda conhecer o direito objectivo jscirc I q e s J -. no prólogo do livro i1 . . em primeiro lugar. 09 factos j ~ ~ í d k o ~ . era o uauténtico e recebi.es> não representam mais 03 aobjectosp do direito objectivo. o primeiro compêndio desta disciplina afa?ta. de que continuadamente tem de ee fazer u ~ oe applicação na Parte E s p e h I . adivinhar um jurista que. ou seja. preferiu-v. ii sob esta forma que o niétodo tripartido . vieram levantar a questão do método expositivo. um mé. mas os etem. náo . como também diz o autor. q u a são o 3 ~ 1 1objecto.Justinianus. esta modificação (não aparente) do critério siste matizador patenteia uma jmportante mutação da própria ciência d o direito. o manual universitário que veio o de Pascoal de Me10 em 1844. Cotn d a passam a estar presentes.entm da relnçáo jurídica.do sistema das Ordenações e organiza o Direito Pátrio segundo oplano das Institu. * r aplicadas \ todas as rela cõos juridicas concretas--.ee . um esquema teórico e iim enquadrarnento conceitual que i r h .sigão do direito. na e x p o s i ~ á o5intética do direito romano. na aparência t8o peqiipna. que.0 s stcjeitos.samos chamar r d e Gaiusw . que são os %us titulares. embora não tivessem chegado a resolvê-la. muns e principias mais gemes. j i tem os seus quadros científicos formados e que. D? facto. depois. quando as implicaçóes normativas desses quadros não forem confirmadas pela lei. isto as definiç& com. e o &Facto juri. a cada um dos grandes assuntos robrc que as leis podeni versar ( ' I a ) Uma idêntica sisteniatizaçáo tripartida em <pessoas. nas primeiras páginas dos manuais de direito civil. posteriormente. <coisas. dicos. acçGes» encontraremos tanibém nas ~ ~ s t ~ i l i C õ e Direi* Chit. que são a sua fonte ("9 P ). como diz Coelho da Rocha. o <objecto. ao adaptarem o método sintético ori compendiário para o ensino do direito. particularmente cntre nb. oi elenientos do direito subjectivo . qual este fosce rediiztdo aos seus eprimitivos princípios> i"' ) Apesar destas precisas indicagões dos Estntufos sobre o método a adoptar na expo~ição do Direito Pátria. outros há que. Os estatutos pombalirios.L28 A ilIST6RL4 DO DIREITO N A HIST6RIA SOCIAL PRATICA DOGMATICA D O S JURISTAS OITOCENTISTAS In normas jurídicas se podem relerir. portanto. Pascoal de Me10 declara organizar a sua vbra segundo o plano das Insti~ationes de Gaius. científica.ela irá constituir. antes de partir para o exame da lei. não hesitará em sacrificar esta àquelw.De facto.

4TICA DOS JURISTAS OITGCENTISTAS 129 Resta-nos. e não só do direito Legislado nacional.o dos (digatos. de Manuel Boraes Carneiro. se bem que tivessem tido uma vida universitária mais curta (I2'). Até então. a intcnçno principal dos seus autores não foi levar a cabo u m a conatru~ão sistemática do direito nacional. e o Direito CEOU de Pnrtugd ( I 2 ' ) . Em qualquer d ~ l a s . ou da legislação estrangeira ( I 2 " . oti das leis nacionais. seguindo um plano niak ou menos lógico. impressos ou n ã o (121) (lZ2). mas também.*sinopses cronológicas». H. nele agrupavam os preceitos legais em vigor o11 as posições doutrinais mais receas . foram. Estas obras eram.s nossoo juristas tinham sempre à mão. no caso do Digesto Portuguez. de J. fundainentalmente.as Institui. dando em cada verbete um apanliado da doutrina e da jurisprudência (chamar-lhes-. o Digesto Portuguez de J. e o Direito CiuU de Portugal. rntre outras do mcsnio tipo. Quanto às Instituições. foi. acoleccãrs de legirlayão~. na verdade. bidas (cliamar-lhes-emos ~ d i ~ e r t o s ~ r )que seriavam cronologimente a legislação (chamar-lhes-emos urepertóriosr. Todavia. a o comentarmos o texto citado de Lobáo. a sua intenção e a sua índole fazem que-as incluamos n o grupo seguinte. e as que recorriam à ordem alfahctics para arrumar os temas jurídicos. Correia Teles.noestrangeiras recebidas entre nós a título d e direito subsidiário. utilizadas por todos os lentes que sucederam nesta cadeira a Pascoal de Melo. mas outros deixaram comentários. i T o grupo dos tdigestos. Para alem d ~ s l a sobras de c a r á c t ~ rdoutrinal. antes. o seu carácter geral são as virtudes que a s tornaram tão famosas e influentes entre os juristas do seu tempo.c extrair o principal de um novo código ciril. a precisão dos conceitoo. et. a falta de bibliotecas e de edições acessíveis das obras de direito. de Manuel Borges Carneiro. não sendo de desprezar o seu papel na estabilização da nossa doutrina juridica nem a sua influência no Código Civil de &abra ('*+). P o r isso. encontramos ainda duas outras.). A duas delas já nos referimos anteriormente -as Institutwnes luris Civilis Lusitani. b ) Digestos. ou da doutrina nacional e estrangeiras. e gões de Direito Civil Portuguez. repertórios e d i c b n i r i o s No início deste número. de trcs tipos: as que. e principalmente. quanto à legisIaGão estrangeira. Correia Teles. como condição objectiva capaz de explicar algumas das formas concretas da nwsa literatura jurídica do século pa>sado.c. encontrama ainda algumas outras rm que a mesma tarefa digestiva e sistemática é npliçadn à Ipgi~Iaçáonacional (''9 .l2E A HISTóRIA DO DIREITO N A HIÇS6RIA SOCIAL PRATICA DOGiIT. avultam.XOE t d i c i o n á r i o s ~. referir aquelas que desempenharam um papel mais importante no panorama da literatura juridica d o século passado. e. referimos. a d e fornecer aos juristas um apanhrido cómodo do direito usualmente recebido e. Com alguns pontos d e contacto com as obras de carácter sistemático. As lnstitdiones iuris Ciuiiis constituíram a base do ensino universitário do direito pátrio até perto dos meados d o século XX. e dos #repertõ. S ã o estas as obras jurídicas de maior relevo no período a que nos estamos a referir.Jaseph. da doutrina e 1egi~lat. alinhadas estas considerações sobre a tecedura das obras de carácter sistemático. nem proceder a lima siia reForma ( I a R ) . A clareza e brilho da sua linguagem. Jsto vinha complicar ainda mais a diliculdade que os juristas já tinham n o conhecimento do próprio direiio. alguns deles não parecem sequer terem-nas alterado.riosrr. d e Coelho da Rocha (12U). pelo apreço em que foram tidas durante toda a primeira metade d o século. muito divulgadas na primeira metade d o século mX--o Digesto Portuguez. não foi menor o seu impacte na cuItura jurídica portuguesa d o seu tempo. de Coelho da Rocha. embora ostentem também outros títulos. H. a obra de Antoine de Saint. constituir um acervo doutrina1 donde se p~1desi. Canznrrlmcr cntre içs Codcs Civiles [Bruríelas 1842). - . 0. todos os juristas -e sobretudo os prútieos viam com bons olhos o aparecimento de obras que lhes fornecessem uma súmula. de Pascoal de Melo ("9. a consonância das opiniões com a mundivídência da época.

um novo Código Civil. no seculo XVI. Economia. por exemplo no dominio do ensino do direito. v. 1825. com o qual se correspondia e a quem enviava minuciosos trelatdrios. 1810-1814.) e iuna cada vez maior aderencia ao das novas disciplinas científicas !Sociologia. Teologia Moral. São os nosios dias que surgem. Documentos de B. As grandes reformas zociais. não C diffcil ver como esta lei se integra n a política fortemente centralizadora do marques de Pombal.as perspectivas P inaugurar novos temas q u e não passarão despercebidos a quem der algunia atenção a litcratirra jurídica que c o m q a a surgir. a p o n t ~ m o sa ~xistêncio de edicionârios~. Ao entrar nela. A. e o-projectos* reformadores. tendo sido até tomado pdos homens de letras curiosos dos tipos humanos como o ajurista típico*. 395. I. 1819-1820. 1849-1850.s forenses (l"). etc.dico-cientificos para novos sectores oii novos níveis da realidade. para bem e para mal. mas muito afeiçoado a a~iriquadns modelos da literatura. .1 3 A HISTbRIA DO DIREITO N 4 IIISTORIA SOCIAL PRATICA DOGMSTICA DOS JURISTAS OITGCmTISTAS 131 Os rcI>ertórios cronolbgicos de Irgidação são também muito abundante?. Homem culto e probo (I"). ( = ) 0 esforço de certificaçtio do direito deu ainda.poca da história do direito português. f: um novo tom. quer de l ~ g i r l a ~ á o (IaZ). para o processo civil. com o calor dos nossos problemas.. em Estudos de Rl'stdtia do Direito (Coimbra 1@50). quer de doutrina. Coimbra 1937. notando-se um progressivo dedocament.J. Verney exercia mesmo no centro da acção política portuguesa de entao. Europa c aos seus problemas do momento. a denunciar uma deslocaçáo dos interesses juri. O primeiro compôs. um ensino do direito refIectindo e popularizando novas orientasócs da ciencia jurídica. publicado por M&io B r a n d a . origem a outras medidas. jurídicas e culturais da segunda metade do século pasrado vem encerrar esta é. eram eles quc asspguravam o seu conhecimrnto pelu público ('"l) Finalmente.). A reforma joanlna dos estudos jurídicos (153t9) chegava a limitar o número de #autoridades> a citar (<Regimento da Institutal. 1834. mais calmo e desapaixonado. Collecçiio d a Legblação Pmtu- gwescd (2763-1774) (Lisboa 1829). sucs. jurídica. 6 a antecâmara dos nossos dias. para além de outros esyécimes literários menores (v. deixou uma bibliografia copiosa. tudo isso vem abrir 1ioi. uma nbrn famosa e muito utilizada. incidindo snbre vários domínios do direito. É nesta divisão que incluiremos. Manuel de Almejda r Sousa (Lobão) é uma das figuras mais caracteriaticas . m. Uma iiltima categoria da literatura jurídica novecentista é constituída pclas obras dedicadas iquelcs que. nos intervalo3 que Ihr drixavarn as 1idt. nos tribunais ou nas repartições pút>licas. g. *Um nurninista Portuguès do Século X W I » . João III. Na falta d r um eficaz gistcma de ~~iiblicaçáo das Icis (I1"). onde são melios frequentis os golpes de o r a ~ ú r i ados juristas iluministas ou revoIucionários." ed. . etc. ao qual j i nos referimos várias vezes. pelo menos. O segundo. porém. se defrontam com os problrnias da aplicação prática do direito. 196). oii. uma mais estrcita ligação 5 f2) Na verdade. J. 1863 e 1872-1873). Cabra1 de Moncada. eda. formiilários) (':'").do nosso mundo jurídico do século passado. NOTAS (') Recordemos a influência que a L. Bobre isto. 6 um novo quadro de referências e de ligações do discurso jurídico a outros saberes. atravba de Mendonça e Almada.~deste em r e l a ~ ã o ao das disciplinas especiilativas (Filosofia. onde se procurou restringir drasticamente o hAbito de alegar no foro com base na citaçao exaustiva da opiniáo dos juristas. ( * ) Em Delgado da Silva. o principal d a obra de dois juristas muito conceituados cntre os *práticos» n a primeira metade da século.as Prirneiras Linhas sohre Processo Civ2 (I. cnm relevo. são novas preocupaçóes. Pereira e Sousa e I'Ianiicl de Almeida e Sousa. Urna sociedade cada vez mais estabilizada. é difícil que a história não aqueça.

a 0 'S&culo XVm' na Legislação de Pombal*.). em geral. n a falta de lei nacional. dada por Braga da Cruz a esta lei (em A Fornação do . afinal.521) e Filiptnes (1603) o direlto canónico vigoraria. Cabral de Moncada. m~assim. ou seja. Coelho da Rocha. Orcienwões Fi'ilipinas. e decisões dos arestos seguida universalmente dos Doutores do Reino. 371. 11.. Lisboa 1794 I.7@8) -o mhxirno representante das tendencias dogmzíticas inovadoras. 2 (Preâmbulo do Alvará de 12 de Maio d e í769. 181. a que s6 pode pôr-se fim mediante um acto de vontade (legislaçáo) e não já de inteligência (interpretação)... 'L. V m ) . E. Coi.. Sobre o assunto. ('1 Náo é muito claro se. 1 12.. Coimbra.aponte no sentido contrhrio. Correia Teles nada diz sobre o assunto. 1948.. (") No anterior sistema de integraçáo das lacunas d a lei nacional . Notas a Me10 (Coimbra 18431. LXIV).13 3 A HISTóRIA D O DIREITO NA HISTóRIA SOCIAL PRATICA DOGfiTATICA DCS JURISTAS OITCCENTISTAS 133 ( $ ) Cf. I. operando dedutivamente a partir de eprincipios gerais do sistema jurídico. a soluçao seria pedida ao legislador. 351.) (I1) E por esta e por outras razões que se justifica a designação de nrnarco mi'iário na história jurídica de Portugal e do Brasilw. no 6 11. (''1 Por isso. (7 )As leis humanas firmando-se em princípios gerais sem contemplaçáo de circunstâncias particulares. ('1 E. de facto. Cf. 79). Cbmo informa Correia Teles (Commntario. em 1834. I. indicação das principais reformas legislativas de Pombal em P.. Fac. aos lugares e aos tempos. assim. Coelho da Rocha. propõe a criação de um tribunal exclusivamente dedicado a esta tarefa ( o b . A questáo tlnha interesse przítico porque. regras visando a integraçko fazem supor que se trate de regra do primeiro tipo. e fazia-o. todavia.. a aplicação dos *principias de direito naturali aos casos não previstos. o processo de melhor dominar a arbitrariedade do foro. mas que se revelava inoperante n a prAtica. b ) Recurso a interpretaçáo autêntica. História do Direito Português. os casos julgados e a praxe e uso de julgar. lTI.. IIZstorú~Zurlip Civilis Lusitant. cada qual destinado a prevenir o seu perigo: a) Recurso a «equidade naturala. Curso d e Direito Civil Português (Coimbra 186). x (Lei d a Boa Razão. o direito romano.. não podem prever os casos extraordinários. Mancelinas (1514-1. Lisboa 1'788. polic.. onde pontificavam homens com uma vida inteira do traquejo jurídico tradicional . (ou Bol. cit. apesar do texto da lel. até certo ponto. Que este resultado não se obteve. sobretudo. TX. embora o texto -<quando suceder haver alguns casos extraordináriosa . C a CXI.Coimbra 1841. de um caso misto -o de absoluta inconcludência interpretativa (obscuridade i n s d v e i ) .56 e 267. se se tratasse de um caso de Interpretação. vários processos d e integraggo foram postos em prática. sem tensoes mostra-o o desencontro que não deixa de se manifestar..hmdictrio na História do Direito Português. entre 176Q a 1 0 houve apenas 5'8 assentos interpretativos. o mesmo autor diz não lhe ocorrer nenhuma ( o b . accommodando-se aos mais frequentes aconteclnientos. vem a acontecer. Se estabelece um procedimento interpretativo ou integrador: a inserçao do preceito num parágrafo dedicado à interpretaç8o e o facto de se estabelecerem. Elasaio sobre a História do Governo e da LegislaçrZo de Portu0 ai. 83 e segs. que chega a equiparar ZL autêntica a interpretaçáo conforme ao asentido diuturno e invariável que a lei no foro tenha tidoa (123 e 132). V. com o fim de llbertar o foro da influência dogmaticamente conservadora dos acasos julgadosn. Assim. noutro lado ( 5 91. Me10 Freire. Dir. pelas Ordenapões Afonsinas (1446). Tratar-se-á. esta sua actividade era espor8dica. naqueles casos em que da aplicação da outra fonte de direito subsidihio. dt. 4 mesma orientaçzo praxistica e ainda honrada por Liz Teixdra (Curso de Direito Civil Portugués. e quanto a pro80 vidências legislativas de carácter interprctativo. 3 e 16..estabelecido. O Dàreito rTw. O que. se Me10 Freire (17881.inas. 9.j& o Assento de 23 de Fevereiro de 1786 -oriundo d a Casa da Suplicaçiío. sem grandes discrepâncias. e ti30 somente o dos dellctos. IX. c ) Extcnsãro lógica das normas positivas.iz Teixeira. Gomes da Silva. se 8e tratasse de um caso de integraçáo. resultasse pecado (Ordenações Af o n s i m s . Coimbra 184Fi). 390 e 420. Coimbra 1975. Braga da Cruz. (") «Aos Meus sobreditos Tribunaes.. 167 e segs. Ordenações ICPunueZ. $ 5 2. e o mais que vai descobrindo a sua observãneia . com a Criação do Supremo Trlbunal de Justiça. J. a generalidade dos autores da primeira metade do século passado afirmam que o recurso ao direito natural é indispensável ao entendimento das leis nacionais. tiradas ao abrigo do 5 11. os quais não é razão misture~nosirreflectidamente com as nossas leis» (Institutlones luris Civilis Lusitani. L. . sobre o assunto. E. cit.) Perante a insan8vel insuf i c i h c i a do sistema legal. Lisboa 1'971. nas rnatkrias de car8cter espiritual e. 8 ) . que respeitem As pessoas. 214 e segs. e Ministros Seculares não toca o conhecimento dos peccados.dispõe ainda que a a praxe e o estilo de julgar. acerca do valor das praxes e usos judiciários. (') A Lei da Boa RazBo punha. M. t e m o ao abuso que consistia em a s restantes relações do Reino proferirem decisões jurisprudenclais com força vinculativa [cassentosz) . ao direito subsidiário. em Estudos de História do Direito. Por isso...declara que anão se confundem com esta interpretação autêntica a interpretaçlio doutrinal. e N.mbra.ou A. he o melhor interprete das Leisa. G .

cit. ainda no s&culo XiX há quem se lamente pela proscrição dos dois autores medievais: anão deve coligir-se deste par6grafo que na praxe de julgar deva ser reprovada qualquer opinião ou doutrlna.. reconhecidos por melhores. Instdtui~ões.. cit..l [Combra l@GiOi) : Aquele a quem esta (legislação estrangeira) flzer conta. de justiça» ( A . z.. 8Q) (") GuiIherme Moreira. fBO) Gui. mas a Sua substltulção por outros doutores. Correia Teles propõe que s e apliquem os preceitos de direito romano cuja utilizaçáo em decisões anteriores dos nossos tribunais soja documentada pelos praristas e. Braga da Criiz. sobretudo nota 128. 16. ("1 'Nas Observações sobre o Projecto do Código O%wi. em Gaz.cit. cit... do q u e antes era.. depois de considerar o *caminho mais directo% dos Estatutos PombalCos ta que nos referimos seguidamente no texto) como saindit mais espinhoso». dos Santos Ferreira. Dias Ferreira.. mais adiante. cit.. cremos que pela primeira vez na hist0ria do nosso direito moderno. alnda em 1.. 33... 24. a que anos parecer mais análoga ao nosso s g s t m a de l e g i a l ~ d o .. cit. cit.. . Curso de Dlreito Civil P o r t ~ ~ g u e cit. nem pelos casos anhlogos. ('Correia Teles. . Instftuições . Sejamos justos.. (") Guilherme Moreira. houve niesmo quem tentasse aplicar o processo historlcista dos juristas alemáes.. ("1 Coelho da Rocha. cit. O legislador pornballno não foi muito orfginal: este mesmo pretexto foi o escolhido pelos juristas alemães para pmmover uma renovação do direito romano em vigor no seu pais.lherme Mordra. O Dirmto Habsidiorio na Histdria do Direito Português. E.. Curso cit. Braga 1952).. ( = j Cf. cit. Prindpbos de Direito MercanM e L m de Narinkla (Ljsboa 1108). serão decididas pelos princlpios de direito natural. SiIva Abranches.m eles pruclarnavarri q u e nem todo o direito roriiano tinha tldo um auso moderno^ na Aiemanha.1% A HISTORIA DO DIREITO NA. que nos deva melhor conceitos (ImtitwP gáes . ("1 Li. Instituêçõ es. será legislação estrangeira a que reger& nos casos omlssos e náo a sqplldabe! xArt.. Commentario C?itico . 248.0 Se as questões sobre direitos e obrigações não puderem ser resolvidas.wma autoridade. nem pelo texto d a lei. Braga da Cruz. 16ü). (12) L i z Teixeira.aos nossos costumes e estylosa. 85). e G. pelo contrbrio.. O Direito Bubsidiúrio na HistÓrU1 do Direito Portuguls. O Direito Brbs*tirio na Histeria do D i ~ e t t oPortuguês.. prevenidos em outras leis. G . uma interpretaç50 actualizante.... 3. em Gazeta dos Tribunais.. obra.... Voltaremos a este passo. !&. n e m pelo seu espírito.z Teixeira. e que fornecessem urna directiva para a escolha entre v8rios critérios discordantes de integrar uma lacuna.. a citara naturalmente em testemunho de que a sua pretensão é fundada n a equioküe. 246-247). Tar11bC. Tentava-se. . ae talvez a al. (2') Em Código Civil Annotaüo (Lisboa 1 7 i .. Ver Jose da Silva Lisboa. portanto. Institulçó ar.) ('O) knt6nio Luls de Seahra. Braga da Cruz. porem: o que Correia Teles queria n8o era wna pura e simples avolta a . (Ir).. 4153j . por isso só de ter sido de Accursio ou de Bartholo A meu ver a revogação da Ord. ver Coelho da Rocha. IX. 22. deixou a Jurisprudência nacionai em huum arbitrario mais amplo.82. Instituições .. Rmpnsta ds Reflexões do Sr.. (*'I Coelho da Rocha. (''1 eVaiasco. o mesmo para dar qualquer sentença..4. declara preferir. ('8) Sobre a utilizaç&o. cujas obras todos os dias n6s abrimos e consultamos~ (J.. .... Cf. salvaguardando a sua liberdade. mas selectiva ( " ) Perante esta dificuldade. Trib. que 880 thesoums. A P o ~ m q ã odo Moderno Direito Portuguls e Brasileiro. Outros textos significativos desta preocupaçáo de Correia Teles em G. que se n l o apliquem aqueles cujo uso anterior não puder ser comprovado [Commatario Cdtbo . onde se propõe. bem pensado o caso. «todos os nossos velhos praxistas estão recheados de muitos casos julgados. dos c6digos modernos. aliás j& apontada pelos ... por exempIo. i") Apesar de a Lei da Boa Razáo n8o ter sido uma pedra no charco. cit. 19.. mas acrescenta. Institu+ções de Direito Ciuil Portuguêa t. 3.. clt. . (lJ) Nisto. td biblioteca do advogado*. Doutor V4cente Fe~rer Neto P a b e sobre os Sete Primeiros ffapltulos do Projecto do Cdago C'ivll Português (Coinlbra 3&59). nota 137. Cddágo CivS Annotado (Lisboa 1870). Braga da Cruz. e.. ainda. 1841. 32. 911 e segs. e o Juiz fará.. que neste parkigrafo se fez. 246. ou objectiva da lei. conforme as cireunst&ncias do caso.. 42). ganho ao positivismo d a escola d a exegese..Wrtoloa. (=?) Coelho da Rocha. 23. 1841. um retorno & spraxística. H I ~ ~ R I A SOCIAL PRATICA DOGMATICA DOS JURrSTAS OITOCENTISTAS 135 Moderno Direito Privado Português c Braslle6r0.. pais a sua trecepçãos não fora global. 43. entre n6s. para salientar a modernidade relativa das suas primeiras frases.. entre as diversas disposições contraditórias dos códigos estrangeiros.Coimbra 1Su3i7).

por deduçáo. em França. ( i .. asslm. A influencia da descola histbrlca*... E. Uma parte do direito positivo (positivo. d'expliquei.. quanto a este particular. nem todas as norrrias estavarri expressamente formuladas.. a aplicaçáo aos casos concretos dos princípios do direito natural) a *equidade hipotetica* ( i . Esta concepção da <escola da exegeses marca o ponto em que o jusnaturalismo começa a assumir uma atitude conservadora. Savigny. para integrar a lei. com o próprio processo histõrico: a burguesia conquistou o que tinha a conquistar. alterarão-se também as leis amoldando-se a esses costumes: daqul . Resta explicar como se filia este dogma nos pressupostos teóricos da escola alemã.. está bem visivel neste passo. depois eliminado) o juiz devia recorrer. WmanPsmo . e 143 e segs. mas a rescola da exegesew (Demolombe. 4 visivel a influência da «escola d a exegesep e da sua teorla da Interpretaçjo em Correia TeIes.. tem necessidade de entrar na espírito da lei. 20.le Code N a p u l é v n lui-même.n (B6). dada qualquer L d Givii. . sem diivida.. que o juiz que se recusasse a julgar sob o pretexto de silèncio. aos principioa gerais que informavam o próprio c6digo e que podiam ser estendidos. anbnitriu. a todos os actos juridicamente reguláweis ( J e publie !m Cowrs de Code NapoEéim: j'ai donc p o u r bub ã'interpréter..1% e segs. 25. trad.. todas a s manifestações concretas do direito.0 do Code Civil determinava. Giz Teixeira. Correia Teles. 282.. e Coelho d a Rocha. pela tescola histórl'ca~. consideré comme loi vivante. cit. Trib. . ter n a memoria ou no Peculio o índice acabrunhado dos Artigos legislativos? Não. um todo expansivo. Curso de Direito Civil Portuguez. (Barcelona (19@6). O do projecto. d e resto. Sobre isto.. Segundas Linhas sobre o Processo Ciuil (Lisboa 1817). Sobre isto.estendendo logicamente os prbtcípbs que jormam a ossatura do sistema jurfdico expresso ( e que constituem. Neste sentido. de facto. não tem lacunas. Inatttuiçbes . E neste sentido Interpreta Correia Teles muitos dos preceitos da Lei d a Boa Razão. e esse depende essencialmente d o conhecimento do Bystema que o dlctou: 6 este que lhe dá a sua cor e physionomia prbpria e natural. apoderou-se completamente do pader político e depositou os seus ideais na reguiamentação jurídica positiva o legislador ideal tornou-se legislador histórico. e.. mas no estado social. Cattaneo. Delvincourt.. concebia o direito conlo uma ordem normativa segregada por um histdrico espírito do povo (VoZksg d s t i . e. pela orscola da exegese. todos os casos jurldlcamente regulftveis. M. as vivências jurldicas füudamentais de uma comunidade percorriam. 16. comme l& applwable et obligatobre . Efectivamente.) (Artigo 9. Segundo Portalis ( e tal interpretação era apoiada pelo artigo 9 ..Alemanha. representa a erupção do Romantismo. 348 e segs.) entendia que se devia rccorrer. d aplenox: e tal <plenitude$ é garantida pela extensibilidade lúgica dos principios gerais que o enfonnam. e. por todos. porque presente na consciência colectiva) era constituído por normas informuladas. CP.1% A IIISTbRIA DO DIREITO NA HISTbRIA S O C I A L PRATICA DOGMATICA DOS JURISTAS OITCCENTISThS 137 textos romanistieos: Non omnium gune a mrcioribua constitt~tn sunt raCio reddi potest. 101.'I) 1Cf.as diferentes pepas componentes do nosso Direito.. Mas ser& porventlrra bastante a o Jurleconsulto Portuguez conhecer essas pqas destacadas. as leis naturais. para além disso. ver. Como se sabe. E s t a atitude perante o direito relaciona-se. no domínio do dlrejto.. O ordenamento jurídico abrange. na .) ("1 O adogma da plenitude lógica do ordenamento jurídico* foi lançado no comércio das Ideias juridicas. e nao o que deveria seguir-se antes de a haver. Metodologia de l a Cienda dd Derecho. o espirito que anima o sistema jurídico positivo). ou com o do seu desuso.. Privatrechtsyeschickte der hreuzeit (Gottingen 19671. cit. 1. <Discurso sobre a Equid a d e ~ . submetido a um Identico impulso espiritual. etc. o direito de cada época era um todo han-n6nico.) ('9 Definitivamente estabelecida a ordem jurídica burguesa. Karl Larenz. a que o jurista podia aceder de dois modos: ou investigando o direito consuetudinário ou -e é isto que agora nos interessa.Lobão.12.. 1. (. Entre n&. antes.. 19.. a equidade deve seguir o rumo della.. e F.398. portanto. 3.. em Commentario Critico a L i da Boa Razão (Lisboa e 1824).0 do C6digo Civil. p. 11. D.. (Gaa. obscuridade ou insuficiencia da lei seria castigado como culpado do d h i de jzdstice. O artigo 4. quando declara ser pref crível a aequidade absdutax . p i a anbs não vivemos nuhl estado de pura natzi- . de um artigo d a Gweta dos Tribunoes (1841): Todas as Ieis tBm tido mais ou menos relaçbes com o systema constltutivo da iNaçáo: quando este systema foi mudando e modificando-se as relações dos homens entre si . esp. cit. Wieacker. Dtgesto Portugser. os sentimentos j?&rédicos fundamentais da comunádade) aos casos que se pretendem regulGr. ainda o $ 39 da mesma obra. com o pretexto de ignorância desta. regido por muitas Leis . a invocaç&o do desuso da lei volta a ser proibida e a doutrina romanística do error iu+ pode voltar a valer: xNingulm pode eximir-se de cumprir a s obrigaçbes impostas por lei. o direito natural incorpora-se nos a c h l l g o s ~ e torna-se inoperante como fonte de soluções juridicas translegislativas. Dernolombe). com a promuIgaçáo do Código Civil. cit. 1M1. cf. mza. o corifeu da tescola histórica* -que. assim.

ao citarmos. Luis da Cunha Gonçalves.. cit.. das quais apenas duas ( O Direito.. L.3. (6'} A publicação de novos Estatutos d a Universidade -que vieram substituir os Estatutos Velhos de 1553 (confirmados por Filipe II em 1612 e por D. Coelho da Rocha. ('9 Compendb Hkstorico do estado da Universiüade de C d m bra no tempo d a invasão dos demominados jesuitas e dos estragos feitos n<rs ciencias e nos professores. menos O direito natural. Cf.3) foi a principal medida refomadora de Pombal.. cit. tal afirmação 6 de notável modernidade.. C0imbra 1@71... produto de uma insufici4ncia teórica n a explicação dos fenbmenos sociais.. H. Sobre estes ver Larenz. A Estmtura da Antiga Socbdade Portabguesa (Lisboa lWi). por isso. que náo se conseguia encontrar. sem modificar a sua aplicação conforme a s circunst8ncias e tendencias d a epocha presente>. e a que não deve recorrer-se nos casos omissos. 1860. pois o Iluminismo cultiva 0 cepticismo) d assunto para a religião. ratto reddi potest (que autoriza a abrogação da norma antiquada.e indefinido.. 16. ("1 Comp&ndBoHbtbri'co. 1868. (-1 Estatutos da Universidade de Coimbra compiZados debaizo da imediata e suprana inspecç60 de El-Rei D. cit.). mais modernamente. .. e directores que a regiam peius maquinações. como o direito comercial e processual. 1M. o peso da pmduçáo científica alheia escola ié maior. - . Além da produção sociologicamente muito relevante das revistas jurídicas. ("1 CompBndio Histdfico. Parece-nos. outra justificação para os fenósnenos de dominaçáo social efectivamente existentes e sensfveis no seio da sociedade portuguesa. Numa Bpoca em que a interpretaçáo «subjectiva» (i. parte f primeira... Metodolog h. (lD) use a equidade é um princípio vago .). e.. J. que a s dictou. cit. (li)A moral que o Iluminismo tem em vista é a moral mundana... mas não a sua interpretação correctiva). Nos ramos especlal~nados de direito com menor tradição unlversitária. . ('9 Compêndio Histórico . cap.. Inst4tuiqões.138 A HISTÓHIA DO DIREITO NA HIST6RIA SOCIAL PRATICA DOCMATICA DOS JURISTAS OISCCENTISTAS 139 Este texto faz parte da introdução a uma série de artigos em que o mesmo autor se propõe fazer a histirria dos asistemasr hist6rlcos do direito português. ela náo representa apenas um eco da mgxima non ommium. ('$3 As excepçóes serão as obras de Manuel de Almeida e Sousa -o jurlsta aprhtlcou por . e publicações dos novos Estatutos por elles fabficados (Lisboa 1'772).. portanto. Preluii d i o ~ a IV. a t é a <recuperaçãou deste direito foi tentada. vol.. I& para os fins do século. para outros fins. sobre 0s quais estavam decalcados os métodos universit8rias do ensino. ArangUren. . miada gelo mesmo Senhor para a restauração das ciencias e artes Eiberais nestes Reinos e todos os s e m Dmtnios (Lisboa 1772). que procura extrair da norma a solução adequada a actualidade) do genero d a que ir& ser proposta.trad.. depara-se-nos uma sua afirmayão de que %muito errar8 aquele.. JoBo TV em 1165. não o é. Estudo sobre o Artigo XVZ do Cdaigo Civil Portuguez. (I8) Todavia... Corte na Ardeia e Noitm d s h ~ m 1619. por Binding. Moral y Sociedud . e.excelência e. 1558 .viPidade de Coimbra (Lisboa 18%.. . Jo& I Nosso Xahor pela Junta de Providência Literada. Compêndio Histórico. Aranguren.e. à parte a escolha positiva do modelo explicativo. Mas. 7 . um texto de Coelho d a Rocha. ('*) J. e a RetAsta de Legislação e J%risprud&cia. port. (") Ibid. em O Mdtodo Pedagbgico dos Jesuitas.. =I. L. no sector do ensino universitAfio... 13-T4). A felicidade no outro mundo (supondwse que ele existe. cit. em muitos sentidos o epígono da tradiçao jurídica pré-iluminista. Tornados necess8irios pela expulsão dos Jesultas (1759) e pela PmSCri~áodos seus métodos pedagógicos (estabelecidos no celebre regulamento pedagógico da Companhia. Iltstdria da Univer. AtrAs. cit. embora com ela concorresse (na eacolha do mito explicativo) a sanha antijesultica d e Pombal. de Leonel França. cit. 77. de muito perto. por falta de adequados instrumentos te6ricos de anflise. vai mais alem e acolhe uma interpretação <objectiva» (i. ( ' I ) C . B volta de quem girou. R a t w atque anatitutw sMtorurn socbtatis Jeszc. o processo da reforma. p o d p Ser consideradas revistas universitárias. na verdade. por Vitorino Magalhães Godinho. Realmente. act. Wach e Kohler. concebida como disciplina que dirige a acção em vista da felici'dade e do bem-estar neste mundo. que n a execuçào das Ordenações e leis antigas atender a o espírito. q w e a maioribrs comtituta sunt. 15. Moral y Xociedad .. Rio de Janeiro 1952. 18. que o antijesuitismo que se desprende dos textos fundamentais da reforma pombalina 8. Os estatutos s a o precedidos pela n a m e a ~ á o d e uma comissao ( 8 Junta de Providência Literária) encarregada d e avaliar o estado da Universidade e de propor a B medidas adequadas 6 sua . (") Teófilo Braga. o que acontecia era. Quem desconhece que um juigador comUniSta ou socialista decidiria as questões de propriedade de modo diverso do que a reputa um direito absoluto do homem?» (Chaves e a s tro. cit. aquela que procura investigar a vontade do legislador histórico) era de regra. 22.. ís') Francisco Rodrigues Lobo.. 9. pelo menos k m parte.. act.. Correia Teles . J..

. redigindo cacusações» e <petições iniciais~. aadvogado~. Todavia. !") Comp&ndio RistÓAco . . 11. principal bibliografia). I.. cit. A sua leitura 6. 11. e para que a s experiencias do Foro possam ser proveitasas: que os Juristas antes de sahirem das Aulas aprendam não só as Regras. VI a IX. .. 11. 11.. todavia.. Praga..II a V. (rn) Cf. mas também pelas indicações que d& acerca das inflltrações da cultura moderna europeia no pensamento português náo oficial (extra-universitário). da Rev. não só pelo que deixa avaliar do ensino universitário anterior. (76) O direito natural náo era ainda ensinado senão em muito poucas Universidades d a Europa (Friburgo. 117. VI.. TI. .. e mais faceis de se entenderem: E procedendo-se delles para as Conclustks mais particulares. Ors quaes. com a preocupaç&o de regular a* aos últimos pormenores. repete-se todavia.. cit. noções sobre cada um dos ofícios do jurisconsulta -aprofessora. Paulo Mer@a... II. história da jurisprudéncia. A. D VI. cit. 1 a iiI.. 175.. cit.. 11.. XV. 041 (") Pelo que se cria. A Reforma Pombdilaa da Universidade (nótula comemorativa). I a ITI... aescritor~.mformnladas em Estatzrfos . o professor nunca chegava a esta parte do programa. e accomodados para o uso das Lições das Escolas. mas tambhm façam nellas o tyrocinio dessa mesma Pratica: se observar4 ao dito respeito o seguinte .. 172. primeiro que tudo a s definições. 117). I. e por isso mals complicadas. - ("1 Estatutos .. cit..apaixonado libelo contra a acção escolar ( e náo só) dos Jesuítas. Compendios breves. 276. por não misturarem o Direito certo com o incerto.. claros. 93.. . ("1 Compêndio Kisbarico. cit... Estatutos . por se comporem unicamente do succo. ( 9 A instruçáo da Prática do Direito foi ate. IIT... 343%).. L. X . ajuizú. elementos de crítica textual do direito rornano.. iii... e de mmior uso no Direito.. m. (75) Estatutos ... 7..» (Estatutos. s e deu cumprimento aos Estatutos: cf. formadas d a combinação de maior numero de ideas. WI) (16gica jurídica. J.. e sublimes. erigindo um deles . o direito romano continua a ocupar o prlmsiro lugar no plano de estudos (quatro cadeiras). cit... rí. sáo unicamente os proprios.. Estatutos . passar-se-ia ao capitulo da aplicação do direito (Estatutos.. VI. II.. m. . Verney. I X ) . só em 181015. dão exemplos concretos do que se desejava que fosse feito neste domínio: seriam apresentados aos alunos casos hipotéticos ou reais.. por trazerem precisamente as regras.. por falta de tempo.Estatutos . ( W ) E8tatutos . Um pouco incongruente. . cit. ("1 Estas regras v@. IX. . I'') Cf. sep.. v01. que mais se ajustam à s Regras da Boa Dialectlca: Passando-se logo aos primeiros princípios.em escrivão. Gomes. aadjuntow.. e as divisões das Materias. 3 i . 11.V . 169.. F. ( w ) Nesta cadeira começaria por se darem a teoria e a prática da interpretação das leis (lógica geral. e Compêndio Histórico cit. Ultimamente. V I . (=) Estatutos .Vi. cit. Vi (1072).1. ('9 A situação está beM descrita por Teófilo Braga. í. ao passo que ao direito pátrio é atribulda apenas uma cadeira sintética. O resultado do trabalho desta comissão 6 o conhecido Comp&ndw XiatdrPco da tTnivm8i'dads da Coimbra t 1770. Innsbruck.. com referência aos principios gerais de direito.. 20. rconselheiro~ e sobre a s u a deontologia). outro em juiz. iII. Ti. e bem ordenados. 282. Pedagogia.. i'i..140 -4 HISTóRIA DO DIREITO NA HISTBRIA SOCIAL PRATICA DOGhUTICA DOE JURISTAS OITOCFNTISTAS 141 reforma.335 e 384). Hastdria cit. porém.. sobre a Reforma Pombalina. erelatom.. pedindo-se-lhes que procedesseni a sua discussão e simulassem a sua tramitação em juizo. 9 . com relevo para o silogismo judciPrio. por se occuparem quase todos da Jurisprudencia Didactica.agora re'< putada por imprópria das Escolas. II.IV. «O Ensino do Direito». e rematar-se-ia pela aplicação das noçbes antes ministradas A exegese de alguns textos (Estatutos... Coimbra 1972. muito esclarecedora.. que constituem a Theorica da mesma Prática. ("I) Estatutos . cit. Verdadeiro Método de Estudar. logo no primeiro ano do curso jurídico. cit. 111. (") a.. que a Jurisprudência Prática sòmente se pdde aprender no foro com o uso. ("1 Entatutos . outros em advogados.. por se entender vulgarmente.. e exerclclo de aplicar as Leis sendo porém necessArio para que os exercicios da Prática possam ser úteis. lbgica e hermenèutica jui-ídicas. II a V (328a 3%). e de intelligencia mais difficultosa~ (Estatutos. e preceitos gerws mais simplices. Viena e poucas mais). cit. (") Estatutos .a (Estatutos.... . li1. E a t é o recurso e a marcha do processo na segunda instância estavam previstos.. com a criaçãn da cadeira d e Forma Judicial. (""1 Cf.) ("1 O s Estatutos. E. 11. .... XI.. cit. ii.. a cadeira de História do Direito Civil Romano e Portugu8s (Estatutos. Port. Sobre o sentido político desta escolha já ficou dlto o essencial eles eram.. I. II. 416 a 411. ('9 Compêndio Histórico .. 111. e excepções principaes.. 11.. (''1 Compêndio Histdrico ... o catecismo da visão burguesa do úireito. e da substancia das doutrinas. e trazerem muito pouco d a Polemica.. em Jurisconsultos Portugueses do Século XIX..I. (ver &tatutos.

214. numa situação de direita confuso e geralmente desconhecido como era a anterior. as I%stite~Zçóes de Direito Civil Português (1W7). As relações entre a cognoscibilidade do direito e a relevãncia do e í r o r turis estáo impressivamente expostas por Th. ou o Fanatismo. . atribuindo a este uma relev$ncia que ele não tinha. VI.exemplares (ainda hoje) Instituições de D i ~ e i t a Civil Portugt&s (1&44).. e a forma do Governo d a 'Naçáo.. Itália e França)..mo. [O" Paulo Merêa. Tradução portuguesa de Jose Tavares I.. clt. (*I) Carta a 9 Francisco de Lemos d e L7 de Novembro de . [*) A primeira e mais famosa e a obra de Pascoal Jo& de Melo Frefre. ou sucesso memorável.. que Elles podem tirar das Escola8 Juridicas. aSubs1dios para a Hist6ria d a Filosofia do Direito em Portugaih. 237. os costumes. e sobre os costumes: e a s alteraçries que nelles fizeram a Civilidade. 1867).. e trazerem muito pouco da Polemica: por não misturarem o Direito certo com o incerto. cit. e accomodaòos para o uso das Liç8es das Escolas.. 1873). pois. . V a I X . Mr. o ensino d a história do direito sb se fazia ainda em Pavia (desde 1763). s6 foi introduzido em 1873. o caracter.%irnus a. 1772. cit. e formarem o bom Systema de toda a Jurisprudencia. Fac. Se foi o clima do Paiz.. 11. i Espanha.22). ãtodos os Lentes juntos. que expor tão sd?nente. i (O" Manuel de Almeida e Sousa (Lobão). 1847. jB. (Compe'ndio Hbtdrico . a Histeria. de (") Por exemplo. e bem ordenados. e a s . pelas ideias osocioiogicas~-ousamos dizer. a impressiva e autorizada afntese de Ver. 11. quanto . (') CTomp&nd?OHistdrZco. Mayer-Maiy. e da substancia das Doutrinas. 1797. S. nenhuma coisa fariam mais.. o Resumo Enciclopédico de definições e princípios gerajs da sciencia juridka (Ooimbra. por trazerem precisamente a s Regras.. (61) Aires Barbosa.. daquelles que ate podem causar revoluções ncs Estados. he necessario averiguarem-se a s causas. e C~npitcllas auuàsas% (cit. e do maior uso no Direito. ver Cabral de Moncada.. cit. c") rn. Turim.Direitos. Institrtiomen Ju. mas antes dizer: Pessimai> e outras de igual pormenor.. i . ( m ) Esta.0. decerto. Coelho d a Rocha. pelos mcndos do s8culo XM. Nas restantes T7nlversidades d s I t d i a 66 foi iniciado mais tarde (Bolonha. K O Ensino do Direito*.. cit. ConapGndPo Histórico . para náo seguir os puros dictames d a Razho Natural: e faz-se muito precioso indagar-se a ocasiao. Prefácio. cit. em BOI. XIV (1937-1%38).. e Lomhardo-Veneto. Tratado sobre na Erecuçóes. Sobre as ideias filosóficas de Martini.. Florença. e com huma connexão mais perceptivel .9 Isi) Documentos da R e f o m a Pontbdina.de Montesquieu: e. o genio. d a Silva Dias.» (Estatutos . e origens de cada huma das ditas Di~pos~ções. sobre este ou outros tópicos... por s e ocuparem quase todos na Jurisprudencia Didactica. ou a SuperstlçEto.. publicados por M. Lopes de Almeida. 1% e srgs. embora haja outras obras do mesmo tipo um pouco posteriores. ( B 3 ) e.. (") cDever5o puis os Professores ensinar tão sómente a Jurisprudencia por Compendios breves. claros. na pagina 49 faz a Aristoteles o elogio V b subtillis. sobre a mesma Legislaçáo positiva.. iIi.. e as Artes Liberaem (Estatutos... por darem os principias mais unidos. uma td vulgarizaçfto e dlfusáo do conheclrnento do dirdto que permitiu alterar. c<Explorará com muita diligencia a s verdadeiras fontes. Foi.. 1510 OCIO linhas de texto.) ... 70-71. ('@I Sobre a dependência do direito em relação Bs circunstgncias concretas em que decorre a vida d e uma certa comunidade h& textos tão expressivos como os seguintes (influenciados. para mais facilmente aprenderem os Principias de Direito. E h Documentos da Reforma Pombalinu. ou se foi algum facto historico. o sentiào d a doutrina dominante acerca do errar izcris. no termo desta evolução. algumas Leh. que influi0 que elles..ris CPziiTb L~dtami(17B9). driedioclrs Bthlcca [ a de Arist6'teles) náo se deve con. e o tempo da Lei. 57-59. (-1 Sendo certo que nunca se passava dos prirneiros títulos das lastitactm ou do digesto. Lisboa 1947. A . em J ~ ~ s c m s z c l t o s Portugueses cio SSBczdo XIX... O s quaes por se comporem unicamente do succo. 20. Reclatskenntnis snd Gesetsesft~at (Salzburg 19691. c Particular (17#).. cit. e motivos que teve o Legislador. 276). e. E observara também o que pôde a neligiao. Dozumentos da Reforma Pombalina. naqueles países com quem tinhamos mais relaçaes culturais (Espanha. l M ) .. (9 Documentos da R e f o ~ m a PombrUim. os Estudos. nem podia legitimamente ter. 234. 184.Vi.. Antimovia. Sí) o Digesto contém. I..15-11. O s Descobrimentos e a Problemática Cultural do Século XVI (Coimbra. qual he a fonte donde estas manáram. cit. como se diz no C m p ê n & i o Aistdrico.6.. cit. IB0) par xílti.142 A IIISTCiRIA DO DIREITO N A IIISTõRIA SOCIAL P R 6 T I C h DOG1IATICh' DOS: J r R I B T A S OITOCENTISTLS 143 Assim. por mats que t ~ a b o l h u s s m por todo o dito tenapo nas ~ e f e r i d a sLições AnaZyticns. de Francisco Coelho de Sousa e 5. J. Paio. 210. Colmbra 193'1. 167-168. de M. são unicamente os prbprios. 16 e segs.. e Indagar&..Aveiro 1960'). 76 e 76. I.. Guilherme Moreira. o lugar. 1. 'fs') Compendio Hist6rico .tuto% cit... sentir. e os que mais aproveitam aos ouvintes. e excepções principaes. em que consiste o maior aproveitamento. segundo diz o pr5prio Justiniano. seguem-se as P~elecçõesde Direito Pdtr?o Pitbllco....

existem a s de Francisco de Coelho Sousa e S 'Paio (Prelacções de Direito Pátrio Priblko e Particular.) et (Im) Sobre os vários modelos sistem8ticos em uso nos séculos XVii e X W I . a s divísfies necessárias..is pátrias o s contos de bruxas e feiticeiras. Coimbra 1793). Todavia.9 esb dispositio. A Biblioteca do Advogado. Arnaud [Les Origines DoctrMiales du Code C v l Fralz~ak[Pa& ii lW)] 188: . a sua interpretaçso preceitos das Ovde~rtçõas v.. ibid. a um tempo. GIasson atribui esta voga à s u a latinidade elegante. à sua notável claridade.. Mzn.. Arnand. (Im) Manuel de Alrneida e Souse (Lobáol.eima do corpo ap6s a morta .. de quem emreveu uma biografia e levou a cabo várias edições. todavia. cit. Braga d a Cruz.. . 139. 3 . 155. port. (") (Eis a deacriçgo do nossa direito penal Peita prjr Pascoal de Melu: e. Já o Compêndio HistSrico do Estado d a Uniuersidade d e Coimbra ( 1 1 T Z ) afirmava que c<he necessario que o Direito se ensine por hum Compendio completo. 231. Lisboa 1815. teve m a enorme importância por todo o lado.. a s multas pecunigrias inventadas para locupletar o fisco. Les Origines Doctriftades dz6 Cede C v l F r a n ç a k (Paris 1.. ou da teoria d a interpretação das leis de Domat dadas & estampa por Correia Teles.. e apesar de v&rias recomendações posteriores neste sentido. A s razões podem ser postas em dúvida e a importância de Heinnecius provkm antes. Silva Abranches. cit. em l'&OB. e um sucessor de Pufendorf. admitirido tranquilairieiite a sua inaplicaçáo . com que essas leis são humanizadas e acomodadas ao presente estado de coisas2 ( l o c . aRegras p a r a a Interpretação dos Contratos. 452). justifica a popularidade de Heinécio. Formosinho Sanches. e m BoE. ed. Instituiçõ es. . . polic. de ele ser. u m a traduçáo de parte do TraW des Oòligatioles. por M. m a s todas estas materias s e achem nele dispostas pela ordem mais n a t u r f .. ..-3. 15.. pode s e r consultado n a m e m a c d c c t h e a . que mandavam aplicar o vivicombúrio (V. I O a segunda como publicação autónoma.." 9). ii . história do nosso direito.1 passo O dos estatutos em que s e torna obrigatdria a elaboração de comNndios 15 TI. VI.. 1 e segs. ou parecem tàcitamente a b r o g a r . (Iw) Ver supra. n. e sublimes. tA Revista d a LegislaçSo e Jurisprud@nciaz-.. sobretudo. cujo sistema respondia a necessidades prementes.etc. 532). 49). aproximando-se um tanto desta Ultima ideia.isn. p?. o jurista gerniânico cuja obra mais se propagou nos paises românicos.144 A HISTORIA DO DIREITO NA HIBTÕRIA SOCIAL PRATICA DDGIVIATICA DOS JURISTAS OITOCE!?TTISTAB 145 (") Sobre Johann Gottlieb Heinecke (Heihecio) escreve A. clt.. Textos d e Ektd&a do Direito Portugu&s. A. a primeira em a@ndice ao C o m m e n t a ~ nCritico.a [ni. . quae %atura v i m a sulzt.. ele reconhece que e necesskria uma profunda reforma destas leis e. com o estudo oclinico~dos casos jurídicos.. ... SBo intorpreta~õesdeste tipo aquelas a que ele recorre p a r a excluir a aplicação chocante de muitos dos nossos textos legais de então. D . p a r a as mais complicadas. ficou a s e r a primeira obra expressamente decli7 8 ) que Cada 9.. Tratado sobre a s Eccecuções. dust. e desconfiavam sobremaneira d a f o m u l a ç á o de detlniçdes e regras gerais. 05 ('O') Que se pmocupavam. Q. cit. Mdo.. 1 7 ) : a. que em toda a parte hoje os bons Principes ab-rogam publicando outras leis. g.. pa- rece deverem-se entender d a qu.. (Coirnbra 1872).122-123. 101 ( i @ .w (loc. os tormentos. cit. tarnbkm são confirmados pelas le. (O) '* iifetkod~li. e exactas. yuae secarnda.m de n8o estarem em uso... 167. de Rothier.péndio de Direito PBtrlo chegou a ser daborado e aprovado.. q u e sElo havidos como provas verdadeiras e legitimas. a s penas que jt5 não direi atrozes mas cruéis. a b universalibus ad . 334.. em Revista de LegOslação e Ju+aSP-. t a F o m a t i o n .imo loco.. Impressas. yobre tudo nos delitos que chamam previiegiados . cit. V.. 4W.. o qual não sb t r a g a a s definiç6es mais claras. l%) ('Od) P o r exemplo. A. as provas serniplenas e os indícios... com a s o l u ç ~ ocasuistica. Hespanha e 3..Cf. prefkcio. (lW) Pascoal de escreveu tamD6m o CompBndio d a cadeira de História do DIreito PQtrio (Histopia Iílris Mviais Lu&tmi. e bem ordenado. e dellas s e v& sempre passando. estas Ordenaçiies. como por degraos.baZinos (ii. e que não dependem das outras para poderem bem entender-se. a sua incornpar8vel fecundidade. a s mutilaçaes de membros.. (lu) e. que. ao que parece. trad. Viiley. 4 8 ) . V. M. ~ e c u n d o . Todavia o advérbio cruelmmts parece ali escrito em vez de atrozmente . um admirador de Vinnius famoso jurisconsulto francês do scculo XVILI).) obriS gavam os professores das cadeiras sintiiticas B elaboraç8o dos respectivos comp&ndios.e intwpretação audazes e contorcidus.a (olnstitutioones Izbris CriminaE. 1 & ' . 67).. alguns Ientes elaboraram ellçbes> próprias. a1é..64.. '3. J. (IM) Sobre este ponto ver Juristas Portugueses do S6culo XIX. Paulo M e s a . 1 e 2. Entretanto. cit. s6 o com. O príncipe dos jurisconsultos portugueaes~ (A. singuladu perpetuo progreditur (Petrus Rarnus. e G..-J.. e os principias de todas a s materias. . ('O1) Coelho d a Rocha. cit. pelo facto de ele fazer escassa alusão B praxe alemã ( O Ensino do Direito. e com uma tal deducçáo. ita deinceps (Petrus Ramus. 12..909). n a Europa. que entre ellas occupem sempre o primeiro lugar a s mais simples. ('"1 Os E ~ t ( c t ~ t 0Pom.

W õ e s de Direito C h i l [Coimbra 1954). T m M m o W i g o Civil de 1867 obedece a uma sistematizaçáo diferente.. 118. ellas são a s que se devem sempre explicar nas Escolas . Orlando de Carvalho. vida e morts dos direitos subjectivos."" 163 e 164. em que p6de o Direito Civil Romano ainda tella nestm Reinos. ( I a u ) Coelho da Rocha nasceu em Covelas (Arouca). isto 6. Cabra1 de Mancada. As suas lições o r a s j& tinham. 1841) e de u m a das cadeiras de direito civil. 456 e 461. desde deputado da Ordem de Malta e da Bula d a Cruzada. Regeu várias cadeiras. E r a a partir do modo de ser destes elementos que o direito a s encarava. ("#) E s t a ateoria geral* . 151 e 162. pref8cio B tradução portuguesa das *Znstitutiones luris Gri&alis>. i")A tradução do livro i encontra-se no Bol.. filho de lavradores modestos.zam de força de lei nos casos. que respeitam As Coisas e Acções~. (Estatutos.. reais) teriam. Todavia. Foi n a regência desta cadeira que publicou a s suas Institutiones l u r i s Ciziili (17B). grande reviravolta política que coincidiu com a queda do marquês de Pombal. Nele. onde advoga (182'8-1. criada em 1772. ('''1 Estatutos. do que dos dotes de doutor.. lnstitic&ões.» (Estatutos. através dela s e encontrou o secwamum gen1t. embora fugazmente. aí elaborou os iprojectos> de direito ptiblico e de direito criminal. finalmente. que go. inicia os seus estudos. que lhe trouxeram grande fama.. 11. em 1738. Tendo resistido incõlume 9. contém apenas o primeiro objecto do direito. desenvolvimento e significados dogm&tico e ideol6gico d a ateoria geral d a relação jurldica. I. Sobre esta sistematização.""168. a empresa não foi a v m t e em virtude de profundas divergénciari no seio da Junta. Todas a s relaçdes d a vida quotidiana (relações familiares. pois nela conseguia abarcar não s6 o direito civil. pela licenciatura em Leis (1817). em Bol. n015 . mas anda parte do direito piibiico e o direito processual ( c f . onde s e matriculou na Faculdade de Leis e sete anos mais tarde s e doutorou. VIU. ("') Coelho d a Rocha. do ponto de vista do direito. 5. dos diversos sectores do direito público e.NTIÇTILS 147 <Estas Lições Elementares serão sempre dadas pelas Instituições do Direito Civil do Imperador Justiniano.eita deputado substituto A s Cortes de 18201.. que vem a terminar. com o aeu què de . ("'1 O sistema triparti'do não foi adoptado n a nossa codificação. de resto. por todos. no seu Projecto de Código Citil (1822)."6 e 1M. logo. a de Direito P&trio. 6 el. Sobre a origem. Pascoal de Me10 coleccionou benesses reats. uma Mografia jurídica do indivfduo: n a parte I trata-se da acapacidade civil*. 417). por asslm dizer. (Im) Cf. e também a ExplácaçGo da Arvore que Representa o Projecto d o Código CivfJ Portugaez. entre as quais. abastado lavrador.efeitos. nos livros seguintes expôr-se-áo os outros dols direitos. . Seu Bentido e Limites (Coimbra 18. filho de rnn oficial do Exkrcito. provocado a sua nomeação para a Junta do INOVO Código.. o objecto. e m virtude d a restauração absolutista é obrigado a s a i r d a Universidade e a exilar-se n a sua terra natal. sucessórias. c.. ao contr8rio do que aconteceu em R a n ç a .. contratuais..1b5 (196). deve preferir-se o dos Livros Authenticos do Direito . ahstractizante da pandectlstica. Doutora-se em 1818. Tinha então 19 anos. Ver mais dadas biográficos em Francisco José Veloso. Mim. o direito das Pessoas.... depois de algumas interrupç k s . Seguindo seus irmãos n a carreira das letras. n a parte II.engenhoso.à qual s e chegou por sucessivas abstracçaes a partir dos negbcios jurídicos concretosconsiste na elaboração de uma versa0 extremamente formalizada d e qualquer relação humana para efeitos de direito.. e grandes defeitos: Com tudo como sáo a s uaicas. veio para Coimbra.acad&ieos da. até membro do Conselho G e r d do Santo Oficio. d a organlzaçào judlclfiria e penal. e posto que contenham muitos. 133. J w t . votada à elaboração de um cõdigo legislativo que substituísse as Ordenações Filipinas. Mia. pelo que se pode afirmar que ela representa o c o r o m e n t o de toda a obra sistematizadora. 3653M). volta à Faculdade. Dedica a sua vida ao ensino universitário. A sua tradução portuguesa esW publicada no Bol. Min. num título final. onde rege a cadeira de Histbria do Direito (na regência da qual publica o apreciado ErzSaio sobre a História do GoVt~noe da LegialaçQo de Portugal. e Demonstrntavo.146 A HIST6RIA DO DIREITO NA HISSóRIA SOCIAL PRATICA DOGMASICA DOS JURISTAS 0ITOCE. as classiiicava e Ihes dava .834). apresenta uma sisternatizaç80 baseada no nascimento.s de todas a s relaçoes jurldicas.. nos n.a do livro TV. cit. prefácio do livro 11. na parte N d a o f e n s a dos direitos e a sua reparação. o ponto de partida &.. passando. o que diz mais da seriedade dos títulos .Institutiones lu+ CiviEis.em B19. 281.. em 1793. formalizadora e. pelo Parla- . ("O) Pascoal de Melo nasceu em Ansião. ver. sem embargo das grandes ventagens dos refsridos Methodos Natural. já Vicente Ferrer Cardoso d a Costa. na parte RI do cdireito de propriedade> e. a do livro 111. I"') Nele t r a t a da teoria das fontes do direito. cit. d a «aquisição dos direitos». (lm) *Este livrinho que ordenámos para beneficio d e todos vbs. A Teoria Geral da Relação Jurldica.. Just. certos elementos necessários-os sujeitos.. VIII. dos deveres e direitos dos cidadãos. i n. Restaurada a Carta. 170 e 171. a curiosa representação gráfica no final de Qus he o Codiyo CivQ dt. Liberal convicto. ajudado por um tio padre. o facto jurídico.inicia a carreira docente como oposltor e ordena-se . Institeciçóes. Lisboa 1822). a tltulo de lente substituto. Jwt. Porque ainda que ellas não sejam ordenadas pelo methodo maia conveniente.. época.708).

1853 a& 1. a patrocinar os Crúzios numa demanda famosa. cansado e doente. em Juriscmtmltos Po~tugueseado Século XXX. que Paulo Mer&a considera justamente uma cobra aprec a v e l r [ e m Egboço de Urna Histdria da Faculdade de. . Digesto Portuyuez ou Tratadoa mreitos e Dbrig&çães accomocà&O ds Leis e Costumes da Nação Portuguesa para Semar d a Subsidio ao Novo Codigo Civil. considerado E um dos maiores vultos da ciência jurídica do seeu10 m. Fac. Fac.. eds.. publicado em i 1895. incluida nesta colectânea. aí casou e constituiu uma patriarcd família. Trib. que entao é adoptado como compêndio de todas a s cadeiras de dlreito civil e. 461. com o tournant exegético do ensino do direito civil provocado pela publicação do cbdlgff. Ver nota anterior.. nas faldas do Caramulo. (Ix) Pereira e Sousa nasceu eni Ijsboa (17516). Dir. Frequentou a Universidade. Esboço de Uma Histdria da Faculdade d e B r e i t o da Cownbra.. m r I . Paulo Mefia.7).Pascoal de Melo foi utilizado no ensino desde 1774. i'") (a3) 432-438. (I=) Um dos melhores 6 0 de L z Teixeira. uDiscurso no Centenhrio da Morte de Manuel AntGnio Coelho d a Rocha>. ar. 1841. cujo objecto passa a ser o comentário dos artigos 1O ao 138. s&o a N k t & lurc Civilis Lusitani (3788) e a s Institutiones Iuris Crinuimalis ( L : ed. sues.. 1794-1795. Pinto Loureiro. onde advogará na Casa d a Suplicação. 1797-1800. sUCs. morrendo em 18501.. embora s6 tenha sido aprovado como compèndio oficial em 1805. são substituidas por este. Salvo uma curta estada em Coimbra.0 do Cbdigo Civil. ondtmdo todas as opiniões de jure constituendo. tendo sido já abrangido pela reforma de Ponmbal. *Manuel de Almeida e Sousa. Dir. pelo qual 6 geralmente conhecido. da cadeira da Histõria do Direito. Sobre a sua vida. Brito a m a r a de e Manuel de Aadrade na sess80 solene comemorativa do cente=&rio d a sua morte. etc. H. 1796. (1s) Ver.Eni 186. em 1817. m 1840. at8 (!!!). 1795. portanto.. . filho de um farmacéutico e oriundo de uma família burguesa com tradiçdes escolares. J. (Ib) E. cit. junto de urn causídico afamado. Sobre a sua vida e obra J. (''9 Manuel de Almeida e Souua nasceu em Vouzela em 1744. (ln) Manuel Borges carneiro. publicados no Bol. Ver notas anteriores. DMda'to de Coimõra. Fac.. Obra de grande Prestígio. em Bal. . (i*) Sobre o valor desta obra ver Manuel de Andrade. 1$53). ( m ) bP. ~Joaquirn José Caetano Pereira e 90usa». Pjnto Loureiro. atb I) -. vem para Lisboa. ( 1 2 3 ) Editadas pela primeira vez em' 1844 (oito edições ate 191. eni Jilriutas Portugueses do i9éculo X I X . ver os d l s c ~ r s o s Braga d a Cruz.mente ( n a legislatura de 183$). pelo que ao seu nome se veio juntar o toponímico alobáo*. testemunhos do entusiasmo dos juristas prhticos por este tipo de obras em W. Morreu. Bobre Coelho da Rocha. cit. são aprovadas como compendio em 1853. da reforma pombalina Ao começar a sua carreira de advogado instalou-se m Lobáo. adiante. foi várias vezes reeditada (1. [*I) Ver Introduçõa Bibliog~iEficaà H@tbria do Direito Port ~ g & s . onde s e formou em caaones em 1762. tamhem muito famosas. 18 e se@. e que ele prbprio estampava no rosto das suas obras. nunca se afastou da terrinha onde tinha a banca. Outras obras suas. nesta colect8nea. Morreu em 1. a Int~odwãoBibliográfica à HfstBria do Di7&0. XXVZ (*21) Q c~mpêndiode . w. eds. (Coimbra 1 . Bacharel eni 1776 e doutor em 1777. PRATICA DOGMATICA DOS JUBISTAS QITOCEN'~ISTM 149 Ver texto citado na nota anterior.. Direito Civil e Portugal (Lisboa 1826-18401). 1794. As suas publicações constarn de cerca de 10Oí)O p8. etc. ed. 199 e 463. p) J.. 1789-1793. Alãm de juristist8. clt. 1849. C o r r d a Teles.ginaa impressas. cf. antes. Pereira e Souua era naturaksta e p e t a . (1952).7.819.matriculou-se em Leis na Universidade de Cdrnbra. separata do BoE. um e Outro afirmam nos respectivos prefácios que exporão apenas o 4413 cmstiturn.. assim. três tomos e um suplemento.

c o disciirso cie~itiSico. orgariiza~ãointerna.aiide iritroduçáo. Ou. têm d e ser objecto de lima segunda leitura que a3 interrogue na sua pripria espessura de eiiuriciados liriguisticos e n5o co~rio meros suportes de algo que está para além delas . é de molde a irnpresoionar um hoitiem de hoje.ESTATL'TOS PO~XBALINOSDA UNIVERSIDADE (1772) 151 escondido na espessura do texto e não o sentido manifes~odas coisas ditas. filosófieo~. que se diga o que nele se s a i fazer. as relações aí mantidas no decurso da prática discursiva. empenhada. Esta erupção do adisciirsox convida a uma sua leitiira dife.. se esta leitura perguntar por uni asentido. priricipalmerite. já de si. Ao 16-los. i I Tudo isto 6 mais ou menos adniitido em relação aos textos piiraniente litcriíricis -fala. para n6s -habituados ao usilên. A ideia condutora das linhas que seguem surgiu do choque que sempre me causa a leitura do3 textos fundamentais da reforma pumbaliiia (Cun~p. até.w e opacidade chocam não podem ser lidas como etéreas e transparentes.de de Coimbra. 1772) ( I ) .ria verdade. no outro) um enforjur destr tipo 6 levado a cabo menos frequentemente: ou porque se considera que o valor do discurso ( a sua <verdade») não depende de uma organização formal rigorosa. Yo domínio de r ~ r t o s discursos (ar~iteles que se situam entre o cliccurao IitcrAtio. conio o dizem. . tornando o discurso impermeável a certas delas. talvez ainda niais. r. da prática mcial (problema da uconsci6ncia posaivel. rlominadora e livremerite. e c ) d porsível ligar esla estrutura às condições criadas por uma certa prãtica discursivn. todavia. mais ligada a o conteúdo do qiia i forma da obra literfirinj. Exige. pelo menos na parte qiie toca a oi. ate. E taml61n não soa muito excentricamente aos ouvidos do ~~gistcin610go~ crijus processos faz de parte o levantamento do sistema Iúgico-fortnal dos textos cieiiiífjcos e para qupm não é um problema estranho o da ligação .o sentido. 1772.? na análise eyiietcn~olfgica das ci2n.ta de lima série de prcssiipostos tecíric~se. entjo. Náo tanto pelo que dizem (que. alguma reguleridade. até agora. o que está por detrás delas)-. e deixar pairar.tiêndiu f M ~ 6 r i cdo Es&u~ulo Uni~ u da versidade dc Coimbra. O U porque a 6ua forma é demasiado chã (apagada. o seu interesse seria milito dimjniito se rião se supuses3e que: Forma e valores nos Estatutos Pombalinos da Universidade (1772) Um ensaio desprctetisio~o n j o rncrcce uma gi. os Iiigares institucionais donde sc mantém o discurso. de análise estilística e de rucjolinguí~tjca ou de sociol~ogia da literatiira (embora cçta ultima tenha andado. da prosa anódins e transparente dos nossos dias (em que as palavras se procuram refugiar num Rgrau zero. pela forma roturida.se. pois pal.~PS~F: sistema 8s condições concrcras da prática científica. e Estatutos & Z:aiiiersi&. h ) Essa regiilaridsde p r o ~ k r n do operar de uma certa esfruara diseursiva qiie filtra as atitudes linguísticas posaivels. ma'. cio.cias Irlinanas). apanha-se iim «banho de estilo> (ou iim +hanho de palavrus~).. coin o do CompêrirEw IlistGrico .gariização dos cursos jiirídicosj. patética. num extrcrno. na sua. que. IIá quem goste e quem se irrite ciirn o estilo dos Estatutos (e. faz o efeito de duche escocês. de que são elementos deIiriidores o estatuto ucientifico>z e social da quem fala. Claro qrie esta abordagem ngo 6 inocente.. pelo menos.). rentemente enfocada: as palavras ciijo pe. neutra) para merecpr a atenyiio qiie suscita a forma literiria. este wr5 o (i) Os cniinciados tncerrain. mas não há quem lhe fique indiferente ou quem não o note.

elementos rethricos. apesar disso. coelho. confirma. com a práe. análise do texto em funçáo .a. &tema da enunciayão.. procirrei eiicnminhar a análise no sentido rla descoberta do 5istema valrirativo latente no texto e. elemeiltos muito signiIjcativos para a sua ligação com ri prática discur&-j\~a até. Criin base liela$. A sua extcnsáo Foi drasticamente limitada. I>e todos estes elemeiitris . sonoros e rítmicos. Coelho. e. ~uír. Sabe-se que o uso da msiúsculn pode desempenhar várias funções no wi~1de um cniinciado.er . E isso já tem sido feito por muitos e bons. os resiiltadoi não deixam de me parecer significalivoa. a partir deste. não deixa de definir uma certa estrutura axiológica da rjual 110s patenteia. maiiisciilação dcis nomes próprioa). na publicidade) . sislema que.marcadamente Formal. ao traduzir uma atitude - positiva. aproximando-a ri. d ) Fuiiçãu Iiierarquizadora. de reEto. quase a o acaso. a nossa pri. E. O EMPREGO DA MAIVSCULA Examinando de relance a inanclia tipográfica. Meier apresenta as SPguintes: a) Função de eotruturante visual (cr. finelmente. se nos aproximarmos mais deste aspecto do texto.&fBALINOS D A CXIVERSIUADE (1772) 163 Toduvia. nos Esta.153 A HIST6RIA DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL ESTATUTOS PO. sistema de Eoiniaçáo dos conc~itos. uma outra impressão nos atinge-a de que pouco há de comum entre as rryras qiie hoje ~itilizarnospara estabelmer o uso da maiúscula e a s q u e o texto analisado deixa supor existirem cnt40.0 a maiusculaçáo de certos nomes designati~lou de um genero os tran-f arma em nornrs prOprioa f v. a sua b impertinêticia neite miiineiito e o dewjo de pisar caminhos mais conhecidos 1eva1ri. jiirídico. Uma análije rigorosa destc tipo importaria o 1rvuntarnp. de rt. c) Fiinpão indi~idualizadora. en-i funsáo do carácter a r t ~ s a n a ldas técnicas de análise.coja consideração global exigiria iim estiido cuja ocasi50 não é esta. tica social da época. como mais significativos para os fins em vista. para além d e certas regras razoavelmente definidas (emprego de maiíisciils a seguir ao ponto linal ou dois potitol. tio exprimir graficamente as ccsuras einticticaç e: mei rí:cas do discurso . etc..dos elementos ( e ncm de todos) rltir tradicionalmente se entende definirem iiin estilo. pois a contagem das palavras revela uma maiusculaçáo de mais de BO pur cento doo nomes. Elementos grAfico4. elemento. tilios da E'niversidade í31.irliiiln que a crítica literária tredicionolmente chama ssnáliçe ~:tilisticaa. b) Fiinçãa de estruturante sintáctico e métrico.a utitizayão das inuiúsculas.eyeitci o11 rle prestígio. o uso da letra grande era largamerite arbitrário. n t o parece liaver rnziies pura deixar de aplicar estc mktodo de questionaç50 do testo a cliçcursos como o filosíilico.ecto designado. litrrários c 1íIgico4. l'amos mesmo iiiais lorige: a inipressGu que nos coltic é a de que. O passo analisado foi escolhido.ao contribuir para a especiÇícação de certo obj. ineira imprrssão é a de siiperabundância das palavras maimculadar. semânticos e siiiticticoo. como acontece quand. .nro de todos os sistemns integrados numa estrutura discursiva: iis- tema de formação doi objectos.nir a que limite a aiiálise à investigação de alg~nnas das regras do sistenia de enunciação. aparentemerite dos mais inocentes de todos aqueles que podern contribuir para definir o estilo de urn texto . até. Comecemos a análise por um dos elementos gráficos. pm relaçáo ao ohjecto designado. Mas. sistema de formação das estratégias (-1. i dificirldadcs d r realizaçiio d e w projecto. embora conteiido certa3 regras de caráct.escolhi. H. ou seja. Superabundância que a a n á l i ~ emais niiúda. Todavia. identificar [ o que não deixa de ser uma p ~ r i g o s atentação) certas caractericticas da príitica discursiva que o sustenta.apío. moral. Snjya) . o progresso da análise irá mostrar-rios o contrário: existe um sistema de regras que deEjriem o uso da maiúscula. a m i w c u l a ~ á or ndjectiz.

Escolios. Feitas estas excIueões. D i s s e r ~ q ó ~ s . 5 análise e procuremos avaliar o contrihuto yue a maiusculação nos pode dar para um levantamento do sistema axiológico latente n o texto dos Estntutos. Decretaes Pontificirri. A forma adapta-se. maiusculava sem pejo. Aleiato. Letras (humanas j . companhia.e empenhamenlo do autor e do lritor não pode. 303. Bartholo.A HIST~RIA DO DIREITO NA HIST6RIA SOCIAL ESTATUTOS F'OMi?ALIP:OS DA UhTIVERSIDADE (1772) 165 e ) Funçáo diitintivn. Companhia) ('I j .das fórmulas. Corpo das Leis. Estados. afastenrus 0 5 casos em que a letra grande exerw a s funçóes ciridividualizadera» (nome3 príiprioo. mas o pathos da linguagem. Clossa. Então esta assumia plenamente a sua funyáo valorativa: adjcctivava sem hipocrisia. o liso corrente (seja qual : for o uso canónico.). 302. barroco. Regras. Banco . A s~r~~eraliundância maiúsculas no riosso texto não é da* estranha. O discur30 C ~ ~ S S ~ C O neste seriticlu. Corpo do Dircito. carreia.grande relaciona-se. Elle (Irnerio).dias. ou seja.documenta. insulta. 33 ('). J'iloso]ia Pcriputeticu. A linguagem do silêncio e d a neutralidadc.de lima linguagem em provcito de um estado neotra e inerte da forma ( l i ) . da linguagem. Hisitoria da Republica c Imperio de ltomu.<. Professor. instrumental. A3 lialavras iião se calam p a r a deixar falar a ideia. cadu vez mais. d a d e a grafia retórica. muito menos ainda a de a utilizar corno e t r u t u ~ a n t emgtrico). a-~alorativa. já não representa uma atitude absolutamente geral.4uIa. só nos nossos dias se praticará iama a u s k c i a ideal do ectilo.ições. toda3 as palavras coja maius. S ~ n t e n ~ a s Lei. nomeadamente o estabelecido no Acordo Ortogriifico) pouco a s . Quanto s. de resto. ao estabelecer uma certa indicasão do valor semâiitico de uma eqiiívoca (v. principalmente. e Lugares (Jurídicos). O seir leitor. . L+ões de Jurisprudenciu Ronzana. portanto. Filosofia. piissivelmente. a do portiiguCs clássico e. No estádio actual do Parttigués.através da maiusculação. Ponhamos ainda de parte iirn caço em que a ~itilização maiúscula pode desem. udistintivar [ l e t r a s (humanas). 300. em primeiro lugar. .~colada Jurisprudenciu. Elle (Accursio) . deixar de pojá tenciar a paixáo da própria lingiiagem. Seculos. duas últimas funções. a líneria não se tinha por opalina e aceitava O poder modificador dos rignos . no entanto. As palavras e o modo como . I'ar irltimo. Leis. tímida. ou como estrutnrante sintáctico. Textos. nando progressivampntc tima sua atávica tendência para a tiierarquizaqái~. . JurGprudencia C v l ii e Canonica. uma língua c n e u t ~ ~ . convence. banco.da de penhar -conjuntamente com o italico . Lições. Não era esta.. etc. 61. O estado de prement. Irnerio.a iratureza polémica dou próprios Estatutos Pombalinos. principalmentp. Leis Commuas e Putrks. nos quais a pletora das maiúsculas dava um importante c o n t r i b u t ~para o tom efectivo. que visam simplificar o campo de ob-ervaçáo e reduzi-lo à maiusculação com intuito hierarquizador. Sroltemos.elas se g a f a v a m depunham lias coisas todo O seu peso expressivo. não pode deixar de ser tocado pelas permanentes alusões a uma grande polémica subjacente: a polémica que se trava entre dois estilos de vida e de pensameiito qae se defrontam e cujas frentes vão da gramática 2 filosofia. expresca -como vimos .Votas. ciilagão é esigida pela e~struturaç5o sintácticas. Jletafysica dos A r d e s . lurisprudencia.um pouco como a antiga magia acreditava n o poder encnntatcírio . como também n a e complexidade do seu ii'tema de formas de tratamento ( 5 ) . Cujacio) c. essa. uma reduçáo ' dos caracteres míticos ou sociais . I. Direito. com a s três pririrciras funcÓes: ou a utilizamos como estruturante visual (títulos d e obras. comprorne~ido. Não é o silêncio. ilccursio.uma f i i n ~ ã o aestruttrrasão visual» (legulejos. i n c ~ n r a . Ecliiainos. o português torna-se. toriavia. Nações. ori a usam03 para marcar os nonies próprios de pessoas e de lugares. ainda -para alPm do carácter patético da linguagem barroca . depois do ponto ( o que. clas Escritos. a utilização da Ietra . Seculo Derinio Sexto. Douior. airida o menos atento e informado. Direito Romano. ficam-nos as seguinte3 palavras maiosciiladas: E. abando. toda a estratégia aiscursiva consistia na ordenaçáo da forma i transmissáo do conteúdo. só virá com os IIOSSOÇ . mas auxiliam a ideia numa polifonia apaixonada. 9). Latinidrlde. Irnperio Romano. Comentarios. Clossadorcs. Lingw Grega. g. ~ L I Use reflectia só numa propericao para o liso muito dilatado da maiiiscula (ainda visível no Acordo Ortográfico). uni disriirw era.

. 12diantcmos.. fazer a ligação dessa estrutura axiológica i. 22. Lingua Latina. Para além desta maiusculação dos nomes das disciplinas e dos saberes teórico. toda3 aquelas que designam. 19) (9 (j9.da concepção racionalista e iluminista do saber) . 211. o seu corpo docente ou a rua ~ c t i v i d a d e são graladas com letra grande: A d a r (299. ~ x p r i m ~ ainda este prestígio da teoria m D.156 A IIISTÕRIX DO DIREITO N A WIETbRIA GOCiAL ESTATUTOS POMBALIXOS DA UNIVERSIDADE (1772) 167 . Logica (303. 121. ü o r ~ t o ~ e s Pdronos.) e Filosofia Peripatetirn (301. de duas prjticas diçcursivas distintasa prática legi-latira e uma certa prática teórica. 341 ( " i . em todo o livro 11 dos Estatutos. para jh. k'statutns T I grupo: o prestigio da escola O prestígio do? ~ a b p r e stróricos arrasta consigo o prestígio [Ia escola. Portador d e uma atitude científica ja enfaticamente inovadora. a exprimir o prestígio d e que este se encontra revestido no sistema valorati. atotal i g n o r a c i a ~ . e C ~ n o nica (300. todas a s palavras que ce relacronam com a escola. os nomes de disciplinas ou saberes. Elles (fitatutos). através deste seu sinal -que n ã o é. . Jurisprudencia Civil. Rethorim 1302. 211. sempre que isso n5o se revelar muito ousado. Aperar disto. Sabe-se com que ênfase se põem em destaque. 29). 301. 23).iandoem que a maiúscula tem. 111 grupo: o prestígio da tradiao eientifica (contestada) De entre a s palavras escritas com letra maiúscula é possí~el agrupar. e 303. Linguas I. 22). os resultados do seu traballio são +poucas. Professor 1299. IG. I. Antes.isiius (301. Esta dualidade explicará certas das suas características internas. 12). 22) e Leis ( n a acepgão de leis cirntifica-i) (302. /iistorirr ( d a Rmepublica e d o Imperio de Roma) (302. X~tudos Juridicos 1302. 28. portanto. +5 apaixonadamente criticada. D peso da tradiçao permanece anichado nas srias malhas e molda tanto u rosto do Iuturo como os pro- .r. o tema da análise consiste em. Ethica (302. pois participa dos estatutos de testo legirlativo e de texto trórico (pedagógico. 301. Antiguidades. como veremos. 28. Letras (humanas) 1300. I. os maJefícios causados a o ensino d o direito peIas escolas jurídicas tradicioiiaie. 22). texto ambíguo quanlo ao género. Logica. Lthica. bem caract~rísticas de uma crrta concepcZo do saber iconcr~tarnente.afralsas inteElig~nciasr>.ode ver. Histeria. condiç0t.!pfim. Escritos Juridkos (302. Mesmo no passo aqui analisado. a conotar positivamente o objecto designado.e. 301.atina. 14. tentemos o agrupamrnto das palavras maiuçculadas em grupos por detrás do5 queis esteja uma mesma tomada de posição asiológica. g. Esta6utos. 21 e 231. uma <função hierarquizadora~. 4s~en. 301. isoladas ou conjuntamente. ondr tais sal-ierrs são cilltivadoa e d i v u l ~ a d o s . que as cscolas tradicionais sao «antigas e barbaros». nestas palavras.s>. embora haja muitos locais). uma maiírscula respeitosa ( I 2 ) nunca deixa de ornar as palavras qiic a s designam (mesmo o pronome pessoal qiie J ~ P S ~ s t ~ referido).vo do texto. l i ('{'i. 34. ao mesmo tempo. Ç). fysica. metodológico) e releva. como teremos oca~jã. Escolas (v. 5 r 201.s desta prática discursira neste momento histórico. Mando. Filosofia (300. Latinidadr (300. Posto isto. 1 e 9. ao longo de todos os estatutos. lembremos o carácter diial do texto analisado. ~ i .Vetata. porém. etc. irá perprtiiar. os quais nunca aparecem escritos com Ictra pequena: JurisprlLdencia (300. mais detidamente. portanto. Grega e Portugueza. cencerrada no discurso e. destinando-.como Regras (301. Retharica. a uma atitude conservadora e a iimn ~ s c a I ade valore-s quet aceitando. Grega e Portugueza (302. o texto continua preso. . o único-. Sociedades. 14.flfeta/ysica dos Arabes (302.~urisias.. e 302. 221. I grupo: o prestígio dos saberes teóricos a p a f i a ~naiu~criladil de palavras-chave na t e r m i n o l o ~ a dos . ao nível puramente discursivo. 341. 33). pela forma.Assim.rsconcartante irnas muito elucidatira) é já a maiusculação das palavras que designam os elementos daquela tradição científica que. ao tratar da adjectivaçáo. porém. tcrassissirnos erros*. fazer o levantaa mento da estrutura a ~ i o l ó . 281..ingua Grega (300. são os seus seguidores tratados de forma muito rude. r: lracas luze.

C'ommen~rios (resiiltados do trabalho dos Comentadorea] (301. Elle (Irnerio) (299. mas à lingwfien do Poder. 22) e idades (299. 300. Direito (v. 24). decorrente de unja outra yrstica discuriixa. e as ((idades. 25). 29).. E. Elles [Estatutos s (derrogados!. a exaltaçáo do homem - - IV grupo: o prestígio do legiskior e do Estado Disoemos acima que o3 Estatutos constitucm um trxto de dupla natureza. 8 ) +R/le (Accursio) (301.se-ia de~crever. 30). se não nte c n p l l o . qiie constituíam o c.nsívris PP con~iderarmos [I tcxto analisado na . 30). Assim. . Corpo do Direito (Corpus luri. a sua mtrutura discursiva dcixar. O que ficou e qiie interessa. conserilam u m sùlior nieramente cronolíiCjco. 18). agora. a maiúscula prwtigia a vontade do soberano e a autorjdadp do Estudo: Leis ( i r . e Escolios (resultados do trabalho dos Glosadores) (299.) (302. 24). o Poder lisa de todos os meios. Leis Comrnrras e P o ~ r i a s (302. Escolas (Gloaadores e Cornentadorea) (302. de tal modo andando ligado av homem e a o seu mundo que significa tambfrn a própria vida mundana («sécolo». N6o arsim as que serãn. 11. 3 ) .. O &. o ctempo. npssa medida. até do terrorismo linguística. sua outra rinturwa de texto legislativo. 301.? (299. E.. as valoragõps que temos estado a levantar sáo as próprias da prática teórica considerada (pritica jurídico. -4. tóes) .eis 1301. 181. r45 formas rnaiusculadas repie~ e n t a mmais do que o tcmpo.s \aloragócs. de facto. Estatutos (note-se (JLIP são OS derrogados. ~Yaçiic. não mereçam *não insultos ( l J ) . 290. lima medida do tcmpo à escala humana (e. Clossadores (300. conciliações. e. 2 9 e 300. Notas. . . portanto. 300. a rrg.es de medida do tempo). Corpo das I. rcveladns. etc. são simples quadros da ei7oluçiÍo fhiimana ou natural). por isso. embora.. Um aspecto.s:.. 17). como a de um di.culo é.. a o nível d o conteúdo. ~ . elas designam iim trabalho historicamentc situado. Direito Romano (300. Sociedades (302. 3 ) . rnigmático é o conflito entre a s gralias: Seculo (299.) ] (302.uir.enohrecida pela acção do homem. temos: Doutor ( V. Quaiito às primeiras são invariavelmente g a f a d a s com minúscula (opiniões.. Nada aí aparecia que não c n i i b ~ c . scm difjculdnde3.158 A HISTc5RIA DO DIREITO NA IIIST6BIA SOCIAL pósitos inovadores qiie o texto veicula.científica) neotc momento histórico. Mas.. ~ explicasse e se por urna estrutura dirciirsiva deste tipo. g. 13) c ~Wando(302. assim. legadas pela tradiFão. 25). 7 ) . 191. 550 outras.. imperio (Romano) (299. Clossa C ~ (v. em tcmpo do abqolutismo polémico (como foi a época pombalina).tudos 1299. Até aqui. E). os cn~gregadoçoestatiitos dos l e ~ u í t i l.?) (300. e. a o nível da forma: os oiiropéis d a letra grande. Situando-se num mesmo campo semântico -i. que lida corri outras unidad. esses r ~ s u i t a d o shão-de merecer. intelligencias. representam uma época da história humai~ã. até estes. 23. Seculo Decimo Sexto (301. não pertrricrrn mais à Iingungeni do d e r . 300. V grupo: o prestigio da história. 2 5 ) . 1 8 ) . portaiito. tenipo (299. complrmentar do que acahanios de Eocar. 271.corpoo da ciência jurídica da época. e 302. por oposiSão a cespiritox) Pelo tuntr$rio. . ti). Estas a8 €r torrism compi-eí.4ssim. por detrãs deste conflito de grafia encobrr-se. 6 o tempo liumanizado. apesar de tudo. 299. g. Textos ( d o Corpus I I L T ~ iS i l i s ) (300. 4. qws. g..). ela não sc iitiliza r ~ f e r i d ni histúria geológica ou natural. que recebeu os louros da e que se conserva. 241. corno acçno humana Curioso P. E. . digressões. ate certo ponto. a função hicrarquizadora da linguagem vai mais longe. dizendo pode parecer estrarespeito R um mmmo objecto (o tempo) nha a diverpgncia dc Uma hipótese de resolução do problrma pode ser a seguinte. e desencanta grafias como Mini (302. não s90 prestigiados por qiialqrier lisrenteico semântico cspecíalinente apertado em relaçno ao homem e à sita acção. 33). como imponente tradição são os resiiItados materiais !e materializados em textos qiiase sagrados) dessa actividadr.+curzo teórico. que não está senão na epré-histórias dacIuilo que íicoii e que intrressa. potencia ainda o efeito que pretendemos tirar: trata-se da disparidade entre o tratamento gráfico das palavras designadoras d o trabalho em si das escolas tradicionais e o daquelas qu8eexprimem as rnaterializações desse trabalho. 300. 19. 161.

entendida no sentido de inflexibilidade) e vice-versa. L ) . a targumentdçáo. desde o &culo XW.4LINOS DA UNIVERSIDADE (1772) 161 e da história. cuniforme. d o específico <universo de pensamento. a fidelidade.). na natureza da prática juridico-científica nacional (que era o prolongamento da vigente em todo o Veio-Dia europeu). sendo má. Façamo-lo em relação ao as51into principal de texto -a jurispriidência --. 23). muitos dos juristas de hoje.). E. o que nau contradiz os dados ezseticiais da niliri- rliridência moderiia 1") ( I í ) . Por outro lado. qui$á a áolidez. o primeiro briscava. sendo boa. údivinatória e cerebrinaa (302. é asolida. vinham construindo o corpo do direito europeu tinham também uma ideia muito diferente sobre as qualidades e os defeitos da ciência do direito. seteccntista (este. 1. <vã. 8). aunica* (302. 27). O emlifnhamento do disciirso marcam. em especial.. (301. infitil. mediante iim exame semântico dos adjectivos utilizados.é-s da qualificação que o autor depõe e x p r e ~ a m e n t ~ no discurso a valoraçáo que faz da5 coisas.160 A HISTóRIA DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL ESTATUTOS PO. 011 SP usam perífrase^ em que o valor nfcctivo das palavras BP potencia mutuamente ( < a tudo isto acresceo. feitos da jurisprudência (ou seja. <longa a impertinente. M). «incomparavelmente m a i o r ~ se muito mais funcstosn). a inviolabilidade... 27). etc.) que a <verdades é bem mais d a tiva ou localizada do que se julga e que. (300. da ciência do direito). e ainda hoje há qiiem suponha (talvez com mais razão do que à primeira vista pode parecer . se passarmos a encarar as atitudes em relação aos saberes em geral. portanto. é atra\. nompadamrnte da adjectivaçáo. 131. ou se utilizam os superlativos (abrevissimas notas>. acras5issimo~ erros». 6 tdiffusa e amplas (301.. f"') Faz i ~ t o . Se esta Última se consumia nas estéreis e intermináveis discusoóes do bartolismo tardio e se rrrnatava na compilação e oposição das mais variadas ophiones doctorum ( l e } . não faltando também outras formas de quaiifjcação. alongas e impertinentes digressões~. amuito prejudicial. Z).MB. A jurisprudência. mas a mera probabilidade. passemos a referir a estrutura axiológica da quaiificação. para ultimo cumulo dos referidos males.. aarriscadissima emprezas. <pouca$ e fracas IIIZPSS. Note-se que estes qualificativos não são inevitáveis. etc. A terminar. 303. jendo certo q u e as atitudes valoratiras torna. 2). pela redundância das expr~~sões atraves das qiiaie sr: exprime a afeicão ou deqafeigo que as coizar: merpccm. 1301. 1 9 ) . 2.s. cgenuina. radicado nas condicões da prática cultural da época) e.o crithrio de validade em muitos ramos do conhecimento não foi a verdade. 31-32). tdisputável~ (301. esse rigor que ia habitando já os conhecimentos . incerta e totalmente dependente do arbitrio dos Doutore* (301. Como se d e . das a aeu respeito podem ser estendidas aos restantes saberc.em p r i m ~ i r alinlia. d i e h (302. N l o insistindo mais neste aspecto -que si> vem confirmar aquilo que a maiusculação j i nos revelara -. talvez considerae~em algumas das qualidades de então como defeitos (v. e esta era inseparável da controvérsia e do confronto de opiniões. a atitude valorativa expressa no texto é histórica e dimana. tambkm não é certo q u e as ideias gnosioIógicas tenham sido semprp as que esta adjectivação documenta: durante muito t ~ m p o . uma instauração do rigor em todos os domínios do conhecimento. . (301.. g. assini. a adjectivaçáo não pode deixar dc srr abundante r enljtica. <arbitraria. 303. 8). comn a s frases Num tmto patético como o qur tcmos estado a analisar. :MO. perguntados sobre as qualidades e os de. controvertida. os juristas que. apenas uma referência a uma grafia inusitada: luzes 1299. yrlo uco dos adjectivo*. permanece um método válido de construção d o saber (I7). A QUALIFICAÇAO Vejamos agora o qiie se passa no domínio da qualificação. por sua vez. 32. prejudicial> (302. k l ) . em geral. Assim. o qiiadro de valorps através dos q i i a i ~c ~ r t a irealidades são enfocadas. embora por caminhos muito diversos. cverdadeirait (303. ociosa. Ou se ligam vários adjectivos a qiialificarem uma m e m a coisa ou acção (aantipas e 'barbaras Escolla-9. tragando. menos conctntradas. mas p o d ~ t ~ m b é mirtili~aroiitras formas sintáctica.

por vezes.Formas de Tratamento' n a Língua Portuguesa*. É. e diversidade de costumes das Nações mais modrrna. (*) Harrl Mder. 44 e segs. tSobre '. anos mais tarde.-I. aberta e iluminada a razão. (=) Michel Foucault. Diccionario dos Bynon?/mos da Lingua Portuguesa (Paris 1. de facto. I .pela convulsão romântica. radica-SP a sua ilcpitimidade n o facto de tal escola niio ter tido . Ensaios de FBologèa Rorndnka (Lisboa 1948). de facto. Esta. não resta mais do que apIanalla. d e facto. Roquete. só veio a ser definitivamente comprometido sociolopi. [J.. ela tinha a particularidade de designar aquele que B aprofefisor B. aobre este último ponto. tudo era mobilidade e dúvida (e. 1) e <não ha. 299. Num primeiro passo. em qiie se faz a crítica da cicncia jurídica dos primciros plosadorra. 4-61. Luís F. as evidências eram tantas e táo fortes que. Earthes. ou em ediçáo autdnoma ('Lisboa 1972). . Lisboa 1767). Note-se que. (302. E. em diverras conçtitiiiróes dos Estados. que significam Sciencias. e uniformemente> (301.r/rafia. mestre). 927 e segs. no meio de hirma tão grande alteração. Luls do Monte Carmelo.ethodo. 7 a 16.é certo . A rematar. que se tinham erigido na Europa. como diremos adiante. n história consome-se e o saber obtido ganha uma vocação de pcrpetuidwde: a escola (rntenda-se.852) 5'04-5053. a uma função hierarquizadora. 10-12).é qiic. em relaçáo a outras palavras do seu contexto sernhntico (lente. fora capaz de faz1. Compendio de O~tho. de plethrica de enerpia t0rnar-se. [Io) Note-se que a palavra professor nâo se limitava a designar o Indivíduo que ensina. moderna» (pois <<se ensina A antigan é lente) e que expõe usuas doutrinas como próprias. e caminhar milito por e l l a ~1302. nprn no conteíldo. senão o que descobria. em differentes idades. 167 e segs. N e ~ t aaltura: já não será pocsível ler um texto igual a este.~moe pelo materialismo histGrico. que a g a n d e crise da consciGncia . se manda grafar com letra grande aos . agora. . todavia.r lima Icitiira d o real adaptada 3 nova priitica social -. 49-70.que acertou com o ivrdadeiro caminliou 1302.162 A HISTORIA DO DIREITO NA HIETÕRIA SOCIAL matemático c físico com os quais se faziam coisas tão Úteis como navegar pelas e i t r d a s c constriiir toda aquela k r i c interminável do instrumentos técnicos de que a Enciclopt. nem na forma. advirta-se que.do texto que.. 347 (197.em conta o progresso liisti>rico (<explicar as mesmas Ireis miiitos Seculos depois de haver sido rxtinto o Imperio Romano. 56. seguilla.» ( 4 3 7 ) . neste caso. e. 11. pois ahe a unica Escola. L'A~cMoEogde du Savwir ( P a r i s 1969). 9 ) . O processo 6 conhecido e não nos demoraremos nele. 261.á em cnutelosa e NOTAS cl) Inicialmente publicado em Vdrtbe. 3ab' . 19721.iamente c o m ~ d i d a . 111. por muito expressivas. Todavia.. ('1 C . quanto à grafia lugar. 6 conhecida noutros passos dos Estatutos. tudo se tornara sólido e certo. v a l ~a pena referir. dava a ideia que se consumara o progresso da razão: antes. embora não apareça neste texto. Também aqui. 179. o mito da naturali. outro alprim caminho para a boa Jurispriidrncin. Ia) Note-se. P cit. Ensaios de Filologiu Ron%Qnlca. (") R. o primeiro número é o das páginas e o segundo o das linhas. nos dará uma noticia extasiada c. Reediçáo fac-similada em 1975. m a também de otiirai exprpsoões . esta visúo epifânica que ressalta não só dos adjectivos a t r k citados. e mostra a dita Escola» (302. um tanto ingénua. Nas citações. já 1105 finais do século seguinte. Le De@ Zéro de Z%criture [Paris 1953.da mundividência b u r p e s a . a funçáo distintiva não pode deixar de ser ligada. e r a ) . o arroubo formal p d e veicular outras valoraçóes. nem póde Iiaver. ( V Trata-se de Estatutos.'dia. A ma &ara ã a história. Agora. .eliropeia -que coincidira coni a g ~ s t a ç á oda rnundividéncia burgumapassara e que o cspírito europeu se «esclarec~ra»-ou seja.% muito p o r ela. em Brotéria. 14). caminhou-. rompida a unidade ideológica.o». a grafia minusculada m.Nomes. a neutralidade s e converte. ('E No prbprio texto analisado aparece a grafia letra (dos Textos) (301. 23-28). corrrnte doutrinal) de jurisprudência agora adoptada wrá seguida cinviolável. palavra tairibem fundamental na teoria das ciências da epoca e c u j s maiuaculação t feita noutros passos dos Estatutos. abalado . nos vários domínios do saber. num compêndio de ortografia da 6poca ( F r . E remata-se: <depois de se haver tão feliz. Harri Meier. 84 (1967). Lindley Cintra. dade . e prosperamente desciihcrto esta estrada. em ideologia.2).

3. a palavra cséculon viesse a ser. 6. Bibliografia geral. que se escreveu e xos . 4. Tratados e manuais de histdria geral.6. nestes dominios.1. 4. ( T z ) Em resumo. cujo prestígio k grande entre os epistemologos e metodólogos contempor~neos. 1.7. que significam Professores das Sci'enchsw. 6. ou os Objectos principaes do Assumpto. . apresentam. Prática Social e Direito nos Seculos XVm e XIXw. 6. ou Discurso. 3. 6. Direito local. abandonada se não representasse um cúmodo instrumento de referência cronológica.2.4. Luis do Monte Carmelo (Compendio ãe Orthographha. Recolhas de doutrina. (") Pois a valoraçáo resulta também.Nomes. Bibliografia juridica. Legfslaç&o geraI. 440 e 441) manda escrever com letra grande inicial <os Vocabulos. gloss&rios.. 437) manda. cit. implicitamente. dicion&nios. de que se tracta.. tendencia que é mais viva rios cultores d a s cienclas humanas (sociólogos. ("1 Hoje em dia nota-se uma tendência para escrever século com letra pequena. Actividades das Cortes e trabalhos parlamentares. manuais. (") (3. Enclclupéd'ias e dicionkrios. Publica~õesde documentos jurídicos. 1. ( l u ) Ver o meu uPrAtjca Social. Colecções d e jurisprudência. Diclontlrios de direito.1. Obras de enquadramento histárico geral 3.2. que significam Obras notaveis escritas. Obras colectivas e edições de conjunto dos trabalhos de um mesmo autor.2. manuais. e ~ o n o m ~ ~ s t a. de elementos estillsticos aparentemente tão Inocentes como o anteriormente analisado. 6. Regulamentos corporativos. Obras sint4ticas de histdria juridica.3. por demasiado saturada de uma ideologia hwnanista. Publicaç5es periódicas de interesse jurídico ou histórico-juridico. pendor anti-humanista que estes saberes. 5. Manuais de história do direito português.2. o que a maiúscula orna e o t x o respeita et B o facto formal da tradição e não o seu conteúdo mate&.2. 4. 940 e 342. ( ' j ) Bibliografia sumária de História do Direita Português SUMARIO 1. por natureza. náo teremos de estranhar esta evolução. 6.1. Cat&logos de arquivos e colecç6es documentais. Obras de referência blbliogrsffca. Ideologia e Direito nos 86culos XVEí e X W . o meu rrdeologia. Publicações peribdicaa e obras colectivas. Fontes juridicaa. que significam coisas notaveis em qualquer Materia. Luís do Monte Carmelo (Compendio de Ch-thograf~a.1. 2. dicion8rios.cit. mesmo F r .Se ~atendermos a o s) . 3. (") E o caso de Chaim PereIman e de todos os seguidores d a e t w r i a da argumentaçáo~ ou <nova retõrican.em Vértice. 5.. E r a a t 8 poSSive1 que. Obras sintéticm de histária geral.164 A HISTORIA DO DIREITO N A HISSORIA SOCIAL (") Fr. escrever com maiSiscula aos Nomes.1. 4. 6. 6.3. 5. 344 e 341442. 0. repertórios. Obras sobre temas gerats de história do direito português.3.5.em Vértice.

. Rist.. Processos civil e penal... 7. Madeiva -Arquivo BAFIO Histdfico da Madeira (Funchal -~ 0 BDBCI EFDC - ~ l ~ d ei ~ ~ ~ ~ ~ k Pemiten&rüz ã o f m t r ~ ç dos Inetitatos G d m h o l o g h (Lisboa 1957-. Direito comercial... 7. Direito internacional público 8. 8.2.d~ ~ i r ~ ~ ~ g 0 .I des é t u d w P'JrtfWais<s de l'Ins(Lisboa titut Françds au F'Wtuflal .) ABA ABP AOUP -Anais áas B i b l d o t s c ~e Arquhos (Lisboa 1915-19i47) 9. Estrutura politico-jurídica do Estado e direito constitucional. 8.3.7. 7..) . 12. ~ ~ l e t i . AHP -A ~ q ~ i v o Wst6p. Direitos reais.) (Lisboa 1903- 11.166 A HISTblIIA UO DIREITO h'A HISSÕRIA S O C I 1 L 7. 8.) 8-111. 7. 10. Instituições penais e direito penal.. Pensamento jurídico e filosofia do direito. .G e rCon. CO?. Arq. Direito internacional privado. 7.5. AAPH . Direito da8 obrigações. -Boletim do ~ (Lisboa 1950-..3.t&uim ãas d pões e Impostos (Izlsboa I l ..~ n a i s d a Academia Porticgwesa üa H&tóra'ai (Lisboa 19. 8..1. 8.~ r q u ê v o s do ~ ~ t CuZbzcraE P o r t ~ g u d s f o Paris 1969. Insi i tiiiqõzs corpornrivus.4..8. port. Direito coIonia1. Direito privado. 8.4. Arq.6. InstituiçOes militares. Instituições administrativa8 e direito administrativo 7.. ... Hist. Direito público. 7. Direito sucessório..41-.. . Direito económico.2. Instituições financeiras e direito fiscal.6. SIGLAS Estatuto juridico das pessoas e das classes sociais. ~ Hkt6dco ~ Bot. 8. Direito de famiiia. Ensino do direito. ColoniaJ i ~ d ét.I ~ v q u i v o Bibl$ografhPortaolatesa (comde bra 1955.7 Instiruicfics eclcsifisticnu t! de nsslsIPncin piiblica.) w da paculd&e de Direito de Coimbra (Coinibra 1914.ico p"tUguês 1916) Y931. I BMJ -Boletim do l i n k t é d o da Jus%a (Lisboa 1347.1..5. 7.. -Bulletin ...

& RaciJdaiZe i RFLUL RLJ -Revãsta de Letrua da Uni- versidade de Lisboa (Lisboa lQCB-. A secção 4 é consagrada a obras gerais sobre história jurídica. No fim desta primeira parte. em S. VnbersitB Gbre de B w J Z e s ) tenta compreender os diversos aspectoa do trabalho do historiador do direito portugués. em que a recolha n&o inclui senão a s publicaç5es mais significativas. Mern6.).DicionárM HEPM HMARSL do Mundo Português. poiltico-juridlca do Estado e direito constitucional^). deve acrescentar-se que os tftuloa mbre o feudalismo foram incluidos em 71 (aestrutura .Lisboa 19135- . por vezea com o seu quê de subjectivismo.. aí encontrar6 um catUogo bastante completo das obras que publicam fontes documentais.3 (<direitos reais*). . indicando o lugar onde o foram.apresenta algumas dificuldades se se quiser reduzi-la e umas dezenas de titulos. A aecçáo 1 compreende quer a@obras 1 sobre o direito colonial portugues..) . dedicada aos instrumentos do trabalho histbrico. seja das j$ publicadas. bem como aos trabaihoa que não são facilmente enquadrávels em qualquer das outras secções especialimdas. quer os poucos trabalhos Sobre aa instituições jurídicas indígenas. No entanto.). - . A decisão tomada m foi a de náo citar aqui s e s o s cdições mais gerais. Classe de Letras (.. em que são listadas as publicações perlmcas relevantes e a8 obras colectivas sobre história do direito. A terceira parte desta indicação bibliográfica compreende a Usta das obras sobre os dhersos sectores da história do direito público e privado. Institut de socioZogie. têm de s e iimltar a indicaçdes muito gen&ricaSe a uma selecção apertada das esp8cies. embora algo relevante possa ser tambPm encontrado em 8.. seja das inéditas.7 (cdocumentos jurídicos. Para notíclas m i exauatlvas.. vol. C&mõra Quando houver mais do que uma edição. n 75) : -História e M e m d h da Acaderniu Real das Sciencias de Lisboa (Lisboa 18161 6 W ) -Histdria de Portugal. o hístoriador dispóe do Guia de Bibtiuas grafio RisfóTéca Portuguesa.8. I . fornecendo indicações sobre os arquivos portugueses mais importantes. os sobre a inquisição em 7. que ainda nRo foram sistematicamente reunidas. Editor John Gilissen. aiem disso. publicado pela Academia Portuguesa da História. Sobretudo para a s fontes histbricas do direito local..Congresso . nO 74) .I -Rewista de Direito CCoimibra 1945-. pelo que al possa Iiaver de arbitr&rio. O autor crê que a leitura do plano ser8 suficiente para guiar o leitor na busca do tema desejado.) ROA -. o número de páginas indicado é o d e edição marcada com um '. procura guia-lo na busca das fontes. O mesmo se diga da subsecção 6. -~euista da Universidade de (Coimbra 1912-. . Esta indicação bibliográfica -adaptação de uma outra reaIlzada para uma publicação internacional ( Introdecctiwn b8Ziogt-aphique & Phistdre du d r d t et d Yethnologle jutiid1gue.asse de -Memórias C1 Letras da Academb das C @ de Lisboa. a secçBo ri. 1.. rias e Comunicações (Lisboa 1040) d e Histdna de Portugal (Lis- boa 1963-1Wi1) Portuguesa do -Histdrh d a Expansh Mundo (cf.1.Revista da Ordem dos Advogados (Lisboa 1941.) RR e Bstncdos Boçiuis misto de HLstdrio (Lisboa lBl82-1BZ8i8 BFDL -Redeta do RacukEade de LXreOto d a Universidade de Msboa (Ltsboa 1917-. procura informá-lo ncerca dos trabalhos disponlveis mais significativos sobre cada um dos sectores da histbria juridica. As secções 1. finalmente.. Edição monumental (cf.. os sobre o estatuto dos judeus e mouros.. I. 2 e 3 s%a secçaes de enquadramento geral da fnvestigação histórico-jurídica e. MAiOL. A segunda parte da recolha fontea jurídicas . nessa medi&. fasc.A RISTORIA DO DIREITO N A HISTÕRIA SOCIAL .

e segundo ofl titulos. . Indicaçõe8 bibliográficas muito cuidadas no fim de cada artigo. e das Obrccs.. Em publicação. ExposiçEo Docuncsnta. 4.MARQUES.bllotsca do Unáversidade de ~ o i r n b k . António Joaquim.2 (Lisboa 19661. 1. Guia de BibZiogmfla ARstóríca Port26p1e. Publicações peritdicas sobre a bibliografia e organização d e arquivos: Arquvvo d e B~bliagrafiaPartugziesa (Coimbra 1956. d o Estudnnte cde H b t d r i a Medie. 23.8W~1935e Coimbra 1985-19673 4 vols. Grande Dicioniííio de Literatura Portuguesa e de Critica Liteldrkz. esta publlcaç8o encontra-se suspense.dioso de histbria medieval (.).).:Precioso guia. eHist6ria do Direito. Hbàiotheca Lusitana. Verbo.. Cuidada informação bibliogr&fica. 108.cbco da Silva (Coimbra 195eO. Direcção d e Cochofel.cuIos) (Lisboa 19591. . 285-indes.).. . 1914-1917: Amis das B4bliotecas e Arauivos.0).963-1871) 4 vols. 19. na falta de indicaçko d e autor). informação bibliogr8Iica cuidada. 120 pp. Hbtorka.i>al POTtugacesa (Lisboa 1969). 3. 1. Rhtórèu Breve &i Historiografh Portuguesa (Lisboa 1@62)... SILVA. 3 (19431. . L)NP.. Bastante pobre.. 1. . s (1921). Continuado por Pedro Wenceslau de Brito Aranha (Lisboa I--1923) 22 vols. Emesto. 1.). COSTA. 17. Lisboa 1972. Júlio de AImeida. Biblioyraphácc Hwtorica Portuguesa ou Catalogo Yethodico dos Auctores Portuguezes Que Tractaram tia Historia Civil.e não s ó medieval).s~.BociÉt6s. 2%. Em . em Annales. Jorge César de. 7.. 5. I (colecções de fontes referentes a várias épocas ou sé.. MACHADO. ANSEZMO. Guia Biblloy~djico ao BicduIWido B b i ilo gráfico de Inocência Fran. Doutrina e 0%ticn. Cpitica e ChroaoEagba na Qzcal se Gomprehende a Noticia dos Authores Portugueses. 91 pp. Boletim Internacional de Bábliograf4u Luso-B~auiEeQa(Lisboa 1960-. Cevalisatiolas.27. Presentemente. Nomes anteriores da mesma revista: Arouivo BibJwnrlrfko d a Bi. Existem suplementos e um índice fordenado segundo os nomes e apelldos dos autores. Bibliografia juriãim. . publicação. Politica e Ecclssiastfca Destes Reinos e asas Domhlos (Lisboa T#0). 6 GODI'NHO. tLe Portugal devant l'histoire. do estu..1 ~ . 2. 203. CatÉdogo muito completo. PublicaçLo da Academia Portuguesa da História. 16. Grrs~deE%dclopBdia Portaaytma e Braçilsira (bisboa. Sibliografia crltica. .2.. Estw. 110. Tentativas mais conseguidas de organização de m a blbiiografia geral portuguesa. Guia. 3 (1922) 41. Nova vtrsáo alargada e enriquecida em publicação ( A Hiatariografia Portscgwsa. Obras de referência blbliogrtLfica. E W l o p W h hso-Brasileira de Cuttura (Lisboa 1963. Dicciomlio Biblwgraphico Portuguez. FIGAINIERE. 316 pp. ABA.2.. Ana* de Bibliotecas e Arquivos de PortugaZ (Lisboa 1961-. Os trabalhos mais importantes são: 18.1 5 ~ Ó l e t l mBibEhgrcifico da Baliotecn . VTLi + 340 pp. I.). 1.. 1~~0-19ap). 828-31. 1 1 Bibliografia geral. No que respeita bibliografia histbrica: .RES. A Bibliografia Portugwsa. SlYA. Boletim do Wblioteea da Universidarle de Coimbra {Coirnbra LW8.. í <1920). da Universidade de Coimbrq 1914-47). e Rio de J a n e l ~ o 1Q35). AplbaveOs a Portugad e ao Brm-iZ. 6G (39681 205-13. XXVIX 4782 pp.). SERRAQ. Esta revista continua oc:raa sérlas com designações diferentes (Anais de Biblwteciis e Arquivos de Portuoal.São de p a n d e utilidade as referencias e as informaçbes de: Dtcbncírio de Histdr4a ole Portugal. vol. Introdução de Guilherme Braga d a Cruz. Inocencio Francisco. BFDC. Direcção de Serrão ( W boa 1. Em publicação (Lisboa 1871-. que Compllserrio desde o Tempo da Promulgação da Lei da Graça a t é ao Tempo Presente (Lisboa 1741-1759I*.IndicaçOes bibliográficas eventuais. vol. F*m publicação. t a m b h em <Temas d e Histbma do Direitos.. l3conom~es. 34735... Már~u.. Em publicaç&o. Diogo Barbosa.üos d e .. C6dZgo CiviE PortuguQs.

. de G. @Legislação e Jurisprudbncia em Portugal nos Séculos XVI a X m . Mer&a e. 96-106. Coing (2. Bibliografia fundamental sobre os arquivos de Lisboa (sobretudo acerca do Arquivo Nacional da Torre do Tombo 1: S. IntroducEion.80 Arauivo Hist4rico do Ministhrio das ~ i n ã n ~ a XI-XII. Introdução de A. H. 599-602. aNotfcias dos Manuscritos Jurídicos do Fundo Geral da Biblioteca Nacional de Llsboa.1 ~). no primeiro. 25 (1876). Manuel Paulo. 73 pp. 23.. Corpos Que o Compõem e Organdsaçáo (. HCPLTHOFEIR. 33. manteve-se mesmo.Lisboa lBCú). de Ataíde e M E L 0 (Lisboa 1930-32). 27. %.O $30). d e resto muito marcado pelo hipercriticismo d a epoca em relação aos autores tradicionais 6 Diogo Barbosa Machado. n. ed. RAU. Inventvirio dos C6dkes Alcobacenses da BfblPotaca Nacional de Lãsboa.2. ) . e A. %Arquivos Portugueses. rata.D 1.. f. 32. 181-8. P. YCHOLZ. 31. ao qual se deve recorrer . B. Pedm de. Band.. 1519-1842). 40 m m A . BFDC. A~quivo Nacio& da Towe do Tombo. 272-92.A HISTbRIA W DIREITO NA HISTORIA SOCIAL BIBLIOGRAFIA 173 20. BFDC. pela sua minúcia e grande rigor. 2 vols. Manuel. o. n 131. 1. Le Portugal méd+temanéen a b fin de l'ancien régime (cf. DTFFIE.rm%n. ~ 21. de Alrneida l?ERNANIXES. 216 pp. aSibliography of the principal published guides to portuguese archives and librariesw. naa I). . CARDOSO.Die Gesetzgebung der entstehenden Territorialstaaten*. SecçSo consagrada aos catálogos de manuscritos e aos guias de cdecç8es de arquivos. Demétrio Moderno ou O . Antbnio Mesquita de. em Hatrdbzwh der Q~belZmwwd Literatur . <Arquivos Portugueses». Baiiey W. N 2 .. Spaien und Bortugab. 29. e Antbnio Baião. Zeitsch. 1946. 216-28 et 6 (1920-11. lOa-l.em Scientia Iuridica. P a r a a enumeração dos m i importantes arquivos poras tugueses. Ernst. 41. 24. Verbo. WOLF. Ant6nio Joaqulm. Indice G e r a dos Documentos Gcmteudos mo Corpo ChrolaoZogbo do R e d Archtva da Torre do Tombo (5kboa 18451. F. 34. CatAlogos de arquivos e colecçõeri documentais. @2) M 39. António.Trabalho que. 5 (1918-201. 2. n. O 30. Fontes e Literat u r a ~ . MBrio Alberto Nunes. Trata-se da versão portuguesa dum texto integrado no H w d b u c h der Quellen und Literatur der neuemm mropüischen Privatrechtsgeschichte. eportugat. 2. &Die Erforschung der nationaien Rechtsgeschichte in Portugal». s.3 M9-218. 1960). Luís Fernando de Carvalho. A. aeparata (Braga 19%). FIGELFLTDO.4.5 vols. F. aincunabulos do Arquivo Na6 sepacional da Torre do Tombo. 1 Teilband). Band. n O 2 ) . A B4bldografla Portfbguesa (cf. Johannes-Michael. Btbliographo Juridico Portzlguez (Lisboa 17&1). (cf. Avellno de Jesus da. Actas do Colbquio InternadonaZ de Estudos Lwo-Brasileiros (Nashvifie 1953).. (Coimbra 1957). AZEXJ3D0. por vezes mcorrectas. 22. 80 pp. B indispens&vel para o estudo do direito desta @oca. Coing 1l3and 1. COSTA. Guia do Estebdante de Hlstóna Medieval Portuauosa fcf. ~ D i eLiteratur zum gemeinen und partikularen Recht in Italien. n.ii-436-LX. em Hamdbuch der QueEh und fiteratur der neueren europaischen Privatrechtsgeschichte. eBúmula Histbrica da História do Direito PortuguBs: de AndrB de Resende a Herculanor.271-1303. da Cruz. posteriormente. Exposição H b t d r k a do MiniatBrio das Finaqas (. Actas do Col6uub Internacional de Estudos Lecso-Brasale~ros (Nashville . Virgínia. The principal depositori:es. para verificar a s referencias. 40. Roteiro prático (Lisboa 1 ! 2 . DHP (cf. 7-48. H. editado por H. 339-94. ME?RBA. TI. 201-6. dans Ouide of the diplomatic archives of westara Europe (Penn. O BFDC e a RFDL são bastante ricos em notas bibliográficas. 360-1. Sua Hktbrla. Teilband. 406-201) uma secção de recens6es de trabalhos histórfco-juridicos. Aibert. 1 h pp. públicos e privados pode-se utilizar: 26. ed. 22247 et 55 (iB59). MARQUES. 15 pp. Manuel Paulo.W . .Lisboa 1952). ABP. 9 (1%7). Enciclopddia Luso-Brasileira de CuEtu~a(cf. URUZ. CQ5T. 211-74. O Amhivo &a Torre do Tombo.. «Arquivos d e portugaK Lisba..tambtm em Estzldoa de História do Dirdto (Coimbra 19231.. sob a responsabilidade de M. Em esoeciai a secc. 28. frequentemente sobre obras de história do direito. vergleichende ~ e c h t s w i s s m c h a f t (1023). NSEZMO. 37. durante alguns anos 11944. SiLJ3EiRT. E'rankreich. de Oliveira. 3 . Prindpios Gerais d a Eliaborrrção de Instrumentos d e Trabalho e m Aq~Qeiolo@ (Arquivos Públicos e Arquivos E'cles&castícos/ (Coimbra 19661. Xvi. S C ~ António Barnabe de. Coing (2. 116-9. A principal fonte deste ensaio de bibliografia jurídica. Obra actualizada com indicações muito bteis sobre a organização dos arquivos mais i'mportantes. DIAS." 81. 517 s s . 25. 34 (19681. Antbnio H.. 1947. . Biblbbheca L&tana . 222 pp. MArio Alberto Nunes. COSTA.

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. 71. Bons resumos das instituições jurídico-pdíticas portuguesas. a edição definitiva é a I 7. Obra colectiva. Afonso III (Lisboa 11846-53. m )662 + IX pp. MAYER. ). valor histórico muito desigual. 77 pp. traduçáo francesa (Paris 1%). adequadas a fornecer um enquadrarnento geral B investigação especializada. 'Existe um índice onom8stlco e Ideográfico desta obra: AIIIEENO. Armando. Indice Geral dos Apelliàos. 81. E. + 3. Ekcelente resuma d a hist6rla de Portugal. publicados. cujas contribulçães sáo de valor desigual. Nomes Prbprios e Cousas Notáveb Que s e Compreemiem aoa Treze Tomos da HistdPia Genealógka da C m a Real Portunos S& VoZumas guesa e dos Documentos Comp~. Antbni0 Caetano de. de1 Medico. 83. A mais actualizada e equilibrada síntese de história de Portugal. Henrique da Gama. ALMETDA. João Lúcio de. H i s t b k d e Portugal (Lisboa 1971-41. nova ed. HistdPia de PortzLya$ (Porto í92g'). prefaciada e anotada por Torquato 8. BARROS. Epocas de Portugal Económico (Lisboa l D B * . 2 vols. CASTRO.. Histoire du Portugal (Paris l m ) . O interesse desta obra ultrapassa largamente os limites d a hist6rin d a adm. MElREA. Tradução francesa de H. .' Ceatertário da Fundação d a Nacwaaldade. H b t 6 p Gmealdglca d a Gwa Real Portuguesa (1Lisboa 1735-49 . 20 vols. Introdução ao Estudo da Economia Portugzcesa ( F i m do S'BcrcZo XVIII a PrimApbos do Séeulo XXIi (Lisboa 19471. 6 vols. manuais e dicion&rios. Histoire du P o r l u g d (Parls 19631.3 vols. 3CiO pp.176 A HISTORIA DO DIREITO N A HIST6RIA SOCZAL 3. Heinrich. Fortunato de.. 88. Ceschichte u m Portugal (Hamburg B 6 5 1 5 vols. IV f 435 pp. Existe uma tradução francesa. 10 vols. Nesta secçko não se tem em vista se1180 a i n d i c a ç b das obras de síntese mais prestigiadas ou mais facilmente disponíveis. hoje evidentemente desactualimdo. Monarquiu Lusitana (Lisboa 196i0-19071). 87.. Obres sint4tioas de histbria geral. (Paris 3-4. SCHIFEIR. Ediqão Monzcmmtal Conamorativa do 9 8. Direcção de Amtbnio BAIAO. de Oliveira. 18'69lL ). . secçãa abre-se por uma indicação (segundo B ordem cronalógica! das hLtbrias gerais portuguesas mais conhecidas: 70. hoje. Entre as obras susceptíveis de fornecerem um enquadramento básico para a compreensb do conjunto d a sociedade e d a cultura portuguesa (do ponto d e vista histbrico) destacam-se: 86. António H. Manuel Villaverde. Ernest. ATKiMSClN. compreendendo a história portuguesa ate a o fim d a primeira dinastia. história econámica. 382 pp..istory of P o r t u g d (Cambrldge 1947 I. Manuel Paulo.o medieval. Inrlice Analitko da História da AdministraCão (Lisboa 1939). bem como uma traduçáo portuguesa 8 (Lisboa 18W-19261 7 vols. ( a Última)b E a obra clássica para a época medieval. 1ndic. 303 pp. Obras de enquadrameuto hietórico geral. Hist&rig de PoltzcgaE (Coimbra 1922-9). 8 partes. 8 vols.. MARQUE!S. em muitos dos sectores (v.. Publica em Portugal 76. MACHADO. A histwy of Spain et Portugal (London 19511. 9 vols.. Harold Victor. XI 366 pp. 89. 269 pp.' ediçáo).2.. Histdrta da Adrninffltra~ão PUblica em Portugal nos sdculos XII a XV (Lisboa1%-19221. um de índices e um suplemento). m 78. jurídica.inistra$i. h i s t M a soçlal e histdria culturaI) os seus pontos de vista estão hoje muito desactualizados. 19471. 4 vols. (7 de texto. LiVTlRlWORE. FIistdria da ExpansZo Portuguesa no Mundo.Alexandre. História de Portugal. 1'26 pp. 84. Soares. 7 .e analltico desta obra.. Charles E. 498 pp. administrativa e politica da expanslo portuguesa. Historia de E instituciones sociaJes y politicas de Espaiia y Portugal durante 10s sigloa V a XIV (Madrid 1925-6). A Evolução Económica de Portabgai do8 8éctdos XrI a XV (Lisboa 1964-. SOUBA. Armando. A new h. William Chrlstopher.eendidos de Provas . A. (Lisboa 17491. Hernânl CXDADE e Manuel MDRIAS (Lisboa 1037-8). (1. 85. nos diversos períodos da histórra. Francisco Luis. 80.. Albert-Alaln. 9 1 Tratados e manuais de hisMria gemi. NO-. g. sendo um útil instrumento para toda a história institucional do antigo regime. bastante desactulizada. O Desenvolvimento do CapitaZisnão e m Portugal no Xdculo XIX (Lisboa 1976). e Damiáo PERE'S. CASTRO. 82. 72.. AZEiVEDO. Hist6rk-x de PortugaZ desde o Começo da Monarquia Portuguesa atd m Fim do Reino de D. 73. 77. Direcção literkria de Damlão PERES (Barcelos 1938-54). BOURWN. CABRAL. HEEGULANNO. E?ncontram-se aqui estudos importantes de história social. 2 vols."). 74. Coimbra 1946-SBZ). Nova ediçáo com algumas alterações: A Rez'olução Indecstriat m P o r h g a l no Século XIX (Lisboa 1871). 361 pp.. 325 pp. 4 vols. 75.

S (Earcelos 1938-54). + 78. 4 vols. (7 de texto. Charles E. Indice Geral dos Apellidos. 87. 18W 2 * ) . Coimbra 1946-54i2).4 vols. Hist6viu da Administração Pzib l k a e m Portugal nos séculos XII a X V (Lisboa 1%-1922). Hkt6rica de Portuggd (Lisboa 1971-41. BARRCE. António Caetano de. ALMEIDA.. 5 vols. Ildstdria da ExpansGo Portuguesa no Mundo. Armando. 8 edição). ( a Última). William Christopher. Bons resumos das instituições jurídico-políticas portuguesas. MACHADO. (Paris I8581 662 $ M pp.2. Existe uma tradução francesa.. E. hoje. IntrodeLçEo ao Esttulo da Economia Portuguesa (Fim do Béceclo XVIII a Priwiplos do S h u l o XXI (Lisboa 1947). A maia actualizada e equilibrada síntese de história de Portugal. investigação especializada. 79. Direcção d e António EAIAO. manuai8 e dicionhios. publicados. + 3. e t Porãugd (London 19611. 269 pp. W E R C U N O . 8 vols. MEJReA. Francisco Lufs. A kistom/ of Spczin. . g. A Evoluçüo Económica de Portugd doa Béculos X i I a X V (Lisboa N64-. E a obra clássica para a epoca medieval. História G e w a l ó g k a da C m a Real Portuguesa ('Lisboa 1735-40 '. MARQmiS. Nova edição com algumas alteraçdes. Albert-Alain.2 vols. H i s t ó r i a de Portugal (Porto 1920).Casa Real Portuguesa e dos Documentos Gompreendiàos ?aos Seds Volume8 d e Provas . Entre a s obras susceptlveis de fornecerem um enquadramento bhsico para a compreensão do conjunto d a sociedade e d a cultura portuguesa (do ponto de vista histórico) destacam-se: 86. e Damião PERE. BOURDON. bem como uma tradução portuguesa (Lisboa 1897-1926) 7 vols. adequadas a fornecer um enquadramento geral g. SCHIFEIR. (Lisboa 1939). 325 pp. valor histórico muito desigual. Histoire du Portugal (Paris 19W8). NOWEL. Direcçáo literária de Damião P8E'RE. Nesta secção não se tem e m vista senão a indicação das obras de síntese mais prestigiadas ou mais facilmente disponíveis. I V 435 pp. Epocas de Portugal Econdmico (Idsboa 1929*. 80.S. h 89. 81. AZBVEW. Afonso III (Lisboa 1946-53 I . 9 vols. A Revolução Indocstrial m PortugaZ n o SBceclo XIX (Lisboa 19rll). LNICRMORE.@ Centenário da Fundação d a Nacionalidade. sendo um Útll instrumento para toda a história institucional do antigo regime. A secção abre-se por uma indicação (segundo a ordem crondbgica) d a s hiistón a s gerais portuguesas mais conhecidas. História de PortugaJ desde o Começo da Monarquia Portuga~esa até ao F i m do Reino de D. JoBo Lúcio de. prefaciada e anotada por Torquato S. Henrique da Gama. S.. nos diversos períodos d a história. Indice Analftico da H.. Eacontram-se aqui estudos Importantes de Nstória social. 488 pp. Obras de enquadramento histórico geral.ist6ha da Adminfstração Pública e m Portugal . SOUSA. 8 1 Tratados e manuais de história geral. Manuel Paulo. compreenI) dendo a histdria portuguesa atB ao fim d a primeira dinastia. Uist6ria de Portugal. 77 pp. Heinrich. um de índices e um suplemento). 82.CIEADE e Manuel MORIAS (Lisboa 1937-E). António H. CASTRO. de Oliveira. X O pp. XI 366 pp. Ekcelente resumo d a hist6ria de Portugal. de1 Medico. MAYER.O interesse desta obra ultrapassa largamente os limites d a história d a administrzção medieval. ( 1 . S o a ~ s . 126 pp.). Geschichte uma Portugd (Harnburg 1836-54). Nomes Próprios e Cousas Notáveis Que se Cornpreettdem nos Trene Tomos da Histdria Genealógica d a .2 vols. 361 pp. nova ed. CAERAL. . CASTRO. (Lisboa 1749)... O Desenvolv4mslato do CapitaEQarno e m Portugal fio SBcuEo X I X (Lisboa 1 8 6 . 10 vols.. A new h i s t o w o j Portugd (Cambridge 1947 I.6 vols. Ernest. traduçáo francesa (Paris 1%). índice analítico desta obra. 382 pp.. 3 vols.li6 A HISTORIA DO DIREITO NA HISTóRIA SOCIAL BIBLIOGRAFIA 177 S. em muitos dos sectores (v. Armando. Ediç6o Nonasmental Commoratiwa do 8. administrativa e política da expansão portuguesa. Obras ~intéticasde histõrla geral. hoje evidentemente desactualizado. Alexandre. 8 partes. Historia de las instituciolaes socia2es I . histbria económica. Harold Victor. Tradução francesa de H.1947). Manuel Villaverde. cujas contribuições são de valor desigual.. 84. 30'3 pp. Obra colectiva.. 83. ATKTNSCVV. 07) 88. História de Portugal (Coimbra 1922-9). Monarquia h s i t a n a (Lisboa '1'9t30~-19a7... Hernâni . " ) . Fortunato de. história social e história cultural) os seus pontos de vista estão hoje muito desactuaIizados. Existe um índice onom8stico e idwgr&fico desta obra: &ME2NO. bastante desactualizada. Histoire dw Portugal (Paris 1953). a e d i ç b definitiva é a 7 . 20 vols. politlcas d e Espana y Portugal durante 10s siglos V a XIV (Madrid 1925-6). jurídica.

«História d a Cultura Portuguesa. Elundários das Palavras. 8 (-69-6&).l).Portuguesa». 6. Orientaçãa e Bibliografia Geral». 6 (1. Oscar.. 313-5'3. Antologia d o s Economistas Portugueses. 106. 19159 e ) .2. António. 97. 4 vols. Século XVII. nas revistas O Instituto (anos de 1838.1. Lições de Hbtdriu do Direito Portzcgad68 (Coimbra l19. 679 pp. Em publicaçáo. IIktdvia do Direito Português. MEREA.. 18Wi9. . 302. 91. Que Habitaram o Terreno Lusitano. A Memoria V foi publicada mais tarde. em H M A E S L . Ensaio sobre a História (Cojmbra 1841. 4. I ('Lissabon 1944). 112. obra clássica para o estudo da cultura portuguesa dos Séculos X'VII e X V m . I I i e N ) (I. Ein V e r s w h . 107. 4. Memorias d e Bteratvra portuguesa. SERGIO. 11'0.. d o Governo e Leaislacão d e Portuoal . ) . 103. Obras sint8ticas de história jurfdicrt. n. 1Cb. NotBveis sinteses da história sociopolltica e cultural constituem a introdução de cada período da história literária. Manuais de histõria do direito portugu8s. e Costumes dos Povos. 1865 ' 18962-3 '1.. MERBA. MAS. 183 pp. LOIPEIS. 1109. Em publicaçáo.601-236. Jose Calvet de. m-180: 10 (19671. inicialmente. Henrique d a Gama. 30 pp. 51-65: separata (Qsboa 1960. 93. Obras em Portugu&s (Lisboa 1924). 127-437: 7 (1&06). 142 pp. 18 . 100. AMAR&. Bac. não cabe em nenhuma das secções especializadas que se seguem: . P a r a além dos manuais de histária do direito portugues h& outros tral~alhoscujo tema. vArias ediçóes. . dada a s u a generalidade. 837-74. 16-380. António Caetano do. B A R R 0 . et Ant6nio José S A W A . Michel. <Os Elementos Fundamentais d a Cultura PortugUesaB. 61-204. 2. Nuno Espinosa Gomes da. OACZT~NO. .. SOVERAZ.. Esta obra foi publicada. 1863 e 1866) e Jornal de Junsprudêncla ( 1&66). aDADE.794).1. Resumo das Lições de Hlstdria do Direito Português (Coimbra 1925). X X -/. Hhtdlia l u r i s Ctv. . G r u d e EncicEoli6dia Portagaesa e B r m l e t a (Lisboa 19356a). S . MAGALHAE. . 101 Eneklopédia Lwo-Brasileira de Cultura (Zisboa 1963-. Lições de Cultura e Literutn-a Portuguesa (Coimbra 1953 I. ( l 9 6 9 ) . DRASN. 108. História da Literatura Portuguesa (Porto. sobre a Forma de Governo. Históma da Admiwistração Pública em Portugal dos s ~ c u i o sXII a X V (cf.s ('Coimbra 19691. 45-1'09.: edigáo francesa (Paris 1964). até ao Estabelecimento d a Monarquia . Actas do Colóquio Inte~.62). a. ria do Direito Pat* (Coimbra 18671. 1-92. Carlos Eduardo. 98. Guilherme Braga da. et? 7 (1882L). 40 ~ 0 1 s . Joaquim de Santa Rosa. LIX 392 PP. Manuel Paulo. Traduçáo portuguesa: Contribuição para <a Hbtória d a FiJosofia Portuguesa (Lisboa lPmM).420 pp.. amMembrias 11. Letras do Porto. 90. Academia Real das Scien(5as de Lisboa. Marcelo. Geografia da PeninsuEa Ib&ca (Lisboa S. desde os Primeiros Tempos Conhecidos.tlis Lusitana (Ulissipone 1788). 1-197. PreZecçóes sobre a Histó1. <História do Pensamento Económico em Portugal. Reu.' parte (1820) ~ e m o r i a s dos Socws. dicion&rios. 113. Jorge. Fr.. Dictopldmo de Histortu de Portugal IZustrado. + 99. DlrecçSo de João José CIOCHOIWL (Lisboa lWi"7. 45-10'8. Grande Dtciowirh de Liternturn e de CrStica Liferaria. 1114. Hernani. CRUZ. Existe uma versão resumida. Não compreende a hist6ria jurídica peninsular anterior ã f u n d a ~ a o do reino d e Portugal. .. I75 (!. Termos e Frases Que e m Portugal Antigamente se Usavam e Que Hoje Regularmente se Ignorão (Lisboa 1789-91. Liç6e. Z 11792). 350-85. Antfinio.S. H l s t ó d a do Direito Português (Lisboa 19169 e 1972 * ) . 174 ( 1 9 M ) . d e Ciências Econónzlcas da Faculdade de Direito d e Coimbra. 2 voIs. d .ncacional de Estudos L w o -Brasileiros (Nashville 14531. das quais uma em tradução portuguesa: BMJ. Lothar. Geschickte der PhJosophk in Pmtugal. 124 pp. 5% pp. 4. Bol. há outras edições. Direcção de Joel SERRA0 (Lisboa 1963-71). SER'GIIO. Manuel Antonio Coelho da. 92. 5-60. 9 (10%-o). 179 (1Q68). d . Ricardo Raimundo. SiLVA. 95. Obras sobre temss gerais d e história do direito pomigés. 30~5pp. VITERBO. 1 . RCHCHA. 268 pp. X I + 271 pp. ) . Ifitrodução Geográfico-Bociologica à História de Portugal (Lisboa 19'12). Manuel Paulo. 1860. FREIRE.178 A HISTÓRIA' DO DIREITO NA HISTóRIA SCCIhL GIBLIOUR2IFIA 179 ao..%R). 1 1 NOGUEIRA. manuais. Pascoai Jose de Mello. TWaMAiS.O 74). 1 (1796). 1 (19661. XV-243 pp. 63-166. 252 pp. Cole. úições de Histdria do Direito Portuguêa (Coimbra 19231. 11 ( 1 ~ 8 11-74. 9g .).

SI. CASTRO. n 132) e de J. Ferráo (c£. 127. <. E um dos dicionácios <cl&ssicoss do dlrelto português do s4culo X M . n " 1. António Ribeiro dos. 123. 5 (1916). 119.g. 1-37. Bobre a Recelate E ~ ~ o l u ç ádo Direito P r i ~ a d oPort. Guilherme Braga da.~(Lisboa 1W71. 7-19. 150-1:74-21'0-271 pp. 121. 1t8. José Ferreira.. Dicclonaréo duddico-Comer& (Lisboa 1839).9-37. <Sobre os Compiladores das Ordenaçaes FiZipinas. Repertóho ds Ordenações do Reyno novamente recopiladas com rn remissoem do8 doutores. BH"DC. 11. <Memoria sobre a s Ordenações do Senhor D. í O Wemento Arabe no Di. MEREA. 1829 '1. Pereira e Sousa (cf. V i I i 4-123 pp. em Z e i t s . BFDC. NACL. aWteraturgeschichtliche und vergleichende Anmerkungen zur portugiesischen Rechtsprechung irn Ancien R é g i m e ~ (Coimbra 1973). O Instituto. 6 t .RIBEIRO. Memorias de Zitteratura portuguesa. Affonso I acerca de 1 Uns Decretos Chamados Leis de Fr. 119.31j ou o repertório da ColZecção de t e g i s . hlEREA. Memdrias dos Corre*po&entes. o de Manuel Mendes de Castro (cf.em Estudos de Hist6ria do Direito. 31anwaZ de hisboria de1 derecho sspc~fiol. Manuel Paulo. sendo a iiltima a de Coimbra 1743) W pp.Terminologia jurídica das Ordenações>. 522-26. Suplemento ao val.-M.444-56. Luls Cabra1 de. 264 (1877). S. Manuel Augusto Domingues de. 99 (1976). HMARSL. ( a ) GORDO. da Partida de CasteZcs (Lisboa 1604). P a r a o direito anterim. gtce as declarao. h& outras ediçks. João Pedro. Luts da Cunha. Manuel Paulo. 117. Diclon6rios de direito. Gillssen. Sueiro Gomes». 539-43. 116. BFDC. O n. 131. <Origens do moderno dlrelto português. eEnquadramento Histórico 16 do Código Civil Portugu&s>. . C. KA versá0 portuguesa das Flores de Zes leges. eirigida por J. VGHEiNA. e com a cnncorÜ2ncia & Lei. J. Academia Real das Sc&?icias de Lisboa. COSTA. 218-36. administrativo.. BBUC. Jogo Pedro. 6 (1794). . 130. Manuel Paulo. também em Estudos de História do Direito (Coimbra 1923). 42 pp. Affonso V. 115. CARVALHO. publ. 159. Versão portuguesa.. «E1 derecho subsidi$rio en la hist6ria de1 derecho poi. Separata da RPH. RUC. 2-18. 1 2 . BormaçQo Histórica do Moderno Direito Privado PortuguFs e Brasileiro. Esta obra cont'em muitas ioformaçdes sobre os direitos constitucional. 30 (1969 j. CRTJZ.. 1 6 ( 1940). rLa formation du droit civil portugais et le Code de Napol&on». 121-32. 9 (1940). Gerni. de que proximamente se derivou o Código Filipi.e Ruizu. SCHOZZ. 120. pp. RIBEIRO. As obras mais importantes sobre o direito romano peninsular e sobre o direito visigutico estâlo Inventariadas em qualquer bom manual de história do direito espanhol (v. . SANTOS.A (1955). direito Romano. 4.reito Civil Português. separata (Coimbra 1975).. Alfonso Garcia-Gallo. Droit de Toulouse. ( a ) SILVA. SCHOm. Nuno Espinosa Gomes da. Ann. separ a t a de BMJ. 14 (1973). dos Manuscritos de João Pedro Ribeiro>. José Joaquim Ferreira. Abt.) ou na secçáo C/7 (Espaíiaj d a Introduction bibliographique à I'hbtotre du d r d t et 6 l'ethnologie jundique. BORGHS. eclesl&stico e judiciário do antigo regime.es da. MArio JÜIio de Almeidn. GCYNÇALUCS. Classe de letras.316. e o Influxo Que o Mesmo Teve n a Legislação Portugueza'a.180 A EIIGTORIA DO DIRECTO NA HISTÕRIA SCCIAL 114. Joáo da Cunha Neves. 129. enriquecida com um monuinental aparato bibliogrifico e crítico em RPH. 28. MEREA." 133).no (Lisboa r792 I*. BFDC.g ffeir Rechtsgeschachte. n. Zapão Antigo e iiodeme (cf. 11 (1963). VI-516 pp. «Memória sobre o Assunto: 'Qual '4 Seja a Epoca d a introdução do Direito das Decretaes em Portugal. Os outros são os de A. 126. 14 (1976). X N (1'938).ugwés. Fnc." 166). ( a ) CRUZ. 5-34. CRUZ.3. Johannes-Michaei. F. glossários. Fontes próxamas da cwmpllação feliplna ou f%ãice das Ordenwões e Extravagantes. com muitas informações sobre o direito anterior. portug. 45-65. Direito Comum e Boa Razão>. 179-83. iNuno Esplnosa Gom. Guilherme Braga da. 57 (19611.177. 284-343. R (Coimbra 1949). 17 (1873). 9 11825 3. 16 (1@68j. 128. Júlio de. 59 pp. Guilherme Braga da. de Jác0m. $Memória sobre Uma Provisao ou Carta do Senhor D. 1 i .. Epoca do individualismo filosófico ou critico». O 110. ANDRADE. 138-60. 2 vols. Algumas Notas sobre o Fuero de1 BapZto e Suas Relaçoes com o Direito Português*. 122. Rec de J.tugues» (Madrid 19711. 214-64.44). repertbrios. breve Estudo . 128. . tambkm em Bul. em António CRUZ. O Direito Sub&iririo Num Comentário ics O r d e n ~ õ e s Manuelinas de Luls Correia (Lisboa 1873 j. Institut de Sociologie de 1'UniversitE Libre d e Bruxelles. Notas ao Plano do Novo GbdÈgo de direito pziblico de Portugal (Cohbra 18441. Manuel Mendes de. MONTADA. Madrid 1971. SILVA. 557 -0 125. B% o (19. der Savignjl-Stiftun.

P a r a os direitos romano e visigbtico. Publicações periódicas e obras colectiras. 1142. Indicações muito iiteis sobre a antiga terminologia jurídica... 31-110. sos. recorra-se as secções A/9 e R/7 da Introduction bibliographique . BHJ. I71 [1967). . 161 (1966).30101 6 DD. Botetim da FacuEàade de Direito de C ~ m b r a (Coimbra 1914-. 22-58.1. P. António Ribeiro dos santos. Band 1. FARIA. 89.. MEREA. MZFSA.. 1. W.. Manuel Paulo. LegislagKo geral.. Pubtioações periódicas de interesse jurídico ou hishirico-jurídico.. R e ~ i s t ade Jurtsprudêflcia e LegislagBo (Lisboa 1. Ernst (Die Litwatur xum gem&en und gartikula~enRecht i%ItaZieg Frankrsich.LXMLXXXIX. 6. 5. lb4. F. 88-1'68. vols. Revêsta Portugacese de História (Coimbra 1914-. 149. 140~. remissiva à s leis compiladm e extravagantes [Lisboa 1825-71. Diciovtdrio Jurldico da Administruçáo Piiblica (Coimbra '2 1. BMJ. A~luariode historia de1 derecho espn%ol (Madrjd 1924-. hTovos Estudos de História do Direito (Barcelos 1947). Revista de Legialaçdo e burispruà&nclu (Colmbra 1869-. Boletim do Minhié~ioda Justiça (Lisboa 1947-. Joaquim J.. 21s.) . MERÊA.do Direito us (Coimbra 194S-501.1. 363. 148.8. + 8 A * ~ ~- A muito vasta e importante bibliografia de M. 168 (19671. 9 (lY'48). 162 (10671. ElucuZárno . . 46. Esboço de h. 187 vp. &Introdução A bibliografia do Doutor Manuel Paulo Meréa». 31: 168 (1967).. 150. ~Instituiçóesde Direito Civil». 8Projecto de Associ8aagão das Classes Laboriosasw. 25 pp.. 3 tomos.. Estudos de Direito Rispânico Medieval (Coimbra 1887).. 1 2 (1960). 136. 211. Em publicaçSo.e segs.). 113. 82 (1P68). 143. FERRAO.. separata íicoimhra 19691.170 (19671. Silvestre Pinheiro Ferreira. 5'17 ." 1Ci3). Revista Cientéfaca e Literdria (Coimbra 1869.). seja em versão integral: Francisco Suarez. München 19781.%B (1951). M W R D A .968-. Pascoal José de Me10 Freire. Lcglslação.. Joaquim dc Santa Rosa. SOUSA. Obras colectivas e ediç6es de conjunto dos trabalhos de um mesmo autor. 134. 31 ( I M ) .. doutrina. 2 vols. P a r a as fontes comuns a Portugal e a Espanha. Eventuais indicações histdricas. VI11 4.. ). B P D ~9 ( l i ~ ~243-8 4. MEREA. 1133. Dic&onario Elementar Remissivo do Gddigo Civil Portuguez (Lisboa 18691.. BMJ. Estudos de História. Armin (Die Gesetzgebung der entstehelzden Territorialstaaten.. 139. 164 (19671. 2 tonios. Merêa foi inventariada por: 153..1. Hanübuch. ). 6.) . B N J . 187-21%.. 5.44. e pratico.portante deste ultimo jurista. C. eInstituiçòes L direito civil portuguêsi). Francisco A.). alNovo Código de Direito . Antbnlo Manuel Coelho da Rocha. 49 (1955). ' 152. O Direito. 89. e m artigos de Wolf. XXLII 339 pp. BMJ. Pereira e. 166 (1966). o aZasaio do Cbdigo Criniinaln. 1138. . 147.: 166 (1Q67).I. cit.I. Beck. (cf. T. Revisto de Direito e de Estudos Bociuis [Coimbra 1945. 78 (1458). A bibliografia das fontes do antigo dIreito portugués tem sido incluída no monumental Handbucla d e r QueEZen und L i t ~ a t der neuerm europliischen PrWatrechtsgesch&chte. RMJ. Fontes juridicas. 146. jurisprudencia. L i Cabra1 de. pode ser encontrado rio BAPIC. 5-59.) 145. Sclentia IuPidica [Eraga 1981-. 151. VITEREO. 155 (19668). . RPH. . 16 (~SBOI). AistóTia e Diretto (Esc~itosDispersosl ICoimbra 1967).Público de Portugalu. Jornal du Foro (Lisboa 1957-. Manuel Paulo. H. 257 pp. 5 : 165 [lMT). d a Silva. n.. 5. 8671. n. Estudos de Histó* do JXreito (Coimbra 19231. Manuel ~ a u l o . Uma outra obra im. Nesta secção do Boletim do Milaist6rio da Justiça foram publicadas várias obras jurídicas clássicas. dos Reis. . 1% (1949). secç80 C/7 (Espana) da mesma obra. Italiea u d .153 A IIISTóFIIA DO DIREITO h-A HISTORIA SOCIAL ' 1 3 .. so (19e71. 69. .. ~ManuelPaulo. 141. 39. 5. F r . 3 a.8. Mário A. MEREA. 19 (ieBa). fheoretico. Holthofer..um dicciontaí-io juricEico. u~ dirigido por Helmut Coing (Verlag C.). Manuel Paulo. <Das Leis». 5.865-.. 137.5. Pascoal Jose de Me10 Freire (dos Reis).. 25 (1969. Êstudos de Direito Vtsisdti~o (Coimbra 1948). Correccões no c . O Instituto. <Antologia do Pensamento Juridico Portuguêsu. ) . 21W.

cuja utilização s e torna f9cil pela existência de un-i repertório: 167. 718. Manuel Alvares commcntaria ad O r d i ~ t i o a e m regnx Povt~gcalzae l T . 5 tomos.(1823-33). .. P a r a a legislação mais recente. + + + . M. (Lisboa 1'669.XI 412 pp.José Anastácio de. assuntos do E. 368. Afonso V i. Aiiredo. XII + 463 pp.Coimbra 1'796). I (1603-1750) (Lisboa l N 6 ) .Portugal.9 até 1817 (Lisboa 1818). das quais as mais conhecidas e úteis são: 176. e mais D i s p o s g ó e ~de m r & t o Portwyuez. H a n d buch . as grandes compilações: Ordenações Pel Reg D. Indes y eneralia.) e J. Desde 1914 o Didrio do GOverno esta.2. po&&.1 5 4 9 ) (Lisboa 1790).. 8 .$ynopsis.A HISTóR14 DO D I R E I T O N A ITISTóRiA S. Scholz (Gesetzgsbung 2md nechtqrechung... 2 vols. 169.TJ. 45-65. Outras edi. 166.-M.r & P~cbMcaçãodo Oódigo nHpb+ao.. Resumo Chrono~o~ico Vdrios Arligus da LegistaçBo Pátma . Versão Portwguesa do Briculo XIII (Lisboa 1946). Prefácio de Nuno Espinosa Gomes da Silva [Lisboa 1971) XZV + 510 pp. R. PiM'ElNTA. (Lisboa 1%18). . Leges et conwetudines (Oiisipone 1856-68). Colecção do secu1o xv. existe: 1%. A. Synopsis Chronolog~ca de Subsldêos ainda os mais Raros para a H i s t ó h e Estudo C ~ í f i c od a Legislaçdo p n ~ t w u e s a . 3 tomos. I1 11750-1806/ (Lisboa 1806): 111 (Aditamentos) (Lisboa 180'7). Neuere Zeit ( 1500-1800).. 6 (1. tomos. desde Esse Ano até o de 1761 (Coimbra 1619J. nos finais do seculo XViiI. António Gouveia Pinto. o Sábio. 171. Additamntos s Retoques à synop& Chronologba (Lisboa 1829).. V I (1818-80. Ela compreende. Manuel (Coimbra 179T).1. Gazeta de Lisboa. Livro das L & e Posturas. ~ E U E ~ I R E I H ) .es Afo?&sinas 1446): i Obras factiitando a consulta e compreensão das Ordeilações Filipinas: 165. Band 2. CARNEIRO.4).. I d e e ~ h r o n o l o ~ i c o Remdsaho da e Legislação Po~tugice&n.CCIAL Portugd.s) e Leis do Reino de Portugal (Coimbra 1?8C-90).ções de fontes anteriores a s 0rdenaçõ. PEGAS. O r d e n ~ õ e sd'el Rey D. JoSo Pedro. 3 Repertório das Ordenações (Palipinas) do Reino de Portugal [Coimbra 1794-5). Rmert6rio das Ordenações do Reino. 178. em 1823). Dhh-ao de Lisboa 11869-68). 4 vols. Ha também colecções aprivadasw de legislação. RIBEIRO. V (1808-Aditamentos): <e correcções} (Lisboa 1818). IV íAditameri.. (cf n. V-kLiLE. Manuel Paulo. icf. Manuel Mendes de. de Leis Extravagantes Postedores a Nova Ccrrnpilaqão das Ordenações do R&o Publicada e m 1603. de para Duplemento da . 170. de Jhcome Ruim. Afonso I11 (1270): PortugaQaa moleu?nenta historica a saeculo octavo post Christuin usque ad quinturn decirnum iussu Academiae Bcien€h-wn Olkiponensia edita. 174.917). 328 pp. M a p p a Chro~oZogicodas Leis.): a segunda diplomas d&~ regulamentares ou indiyiduai$ e a terceira anfincios oficiais. Manuel Borgea. 177. alem de fontes menores. MERÊA. dividido eni tr&s séries. 6 vols. Ordenu~ões(Fi1ipiaa. 226 FP. do.. xnI 880 pp.Adatantentos) (Lisboa 18DJ 1.1 1 1 1 ~ 9 .O 126). 1 4 tfm-~as ne Obra imponente de Inforniaçáo. . 282-3091. Leis extrauayantes colãegidas e relatadas pelo licmciaão Duarte Nunes de Leáo . Gazeta Oficial do Governo (L83.. CoZleqão ChronologQa. a primeira publica actos leglslativos oii equiparados (tratados Internacionais. Fontes legislativas e consuetudinárias da monarquia portuguesa até ao fim do reinado de D. e. Diario do Governo (até queda do regime constituciorial. Diádo do Governo (1635-39). RUC.). Puero Eeal de Afonso X..1820).)... 343-71: também em Estudos de Nistória do Dtelto (Coimbra 1923). I r (1550-1605) {Lisboa 1 9 1 ) 371 PP.n y ' ~ s ~ ~ o1670-17291. Publicadas desde 16o. r e s ~ l u ~ a A. Dinrio do Governo (1868.. Existe um suplemento desta recolha: João Pedro Ribeiro. publicada sob a Bgide d a Universidade de Goimbra.Coimbra 1792). 83 1100 pp. Dokcçãci Oficial de Leglsla@o Portuguesa (Lisboa 1821-. CASTRO. 173.. também. 172. A edição mais cbmoda das codLficaçÕes oficiais de legislação dos seculos XV a XVII é a da Collecçdo de Legisla~ãa Antiga e Moderna do Reino d e Portugal. Gazeta de Lisboa ( 1717. sA Versão Portuguesa daç Flores de Eas leyes. n' 230).tos) (Lisboa 18~r7). Band 2. Fontes jurídicas gerais e locais.

A HISTóRIA DO DIREITO N. c . Actan da Cciinara Corgoratiua (Lisboa 1934-1974).galEiae nùra: 1974). 1826-8. (Ulissipone 1740. Diario do Congresso (1011-26). I-18ZR-5.." e 2. 1868-1806). 1924%). PTimeiro Anno da Legkslaáura (Lisboa 1821. Diáriu da Canzara dos Senho~as Deputados (Lisboa 1821-3. 2x7. 224). Manuel Alvares Solano d o . Diário das Cortes da Naç6o Portugueza. 3 tomos. Visconde de. =-A. cAs Cortes F'ortuguesas~. e Antbnio Alvaro de 'Oliveira NEVES. SANTOS. Epocha (2887-19. Cortes do Rano d e Portugal. Torquato de Sousa. ao fiavas recop-ilaehnss hispanomm (Olyssipone 1618-30.24 '1. ultimis voluntatibus & delictis. Eiblwgrafia crítica sobre a s «Cor- 213.6. Remisaiones doctorum de officis publicis. Diário do Benndo (Lisboa 1911-26). ~ orientação de investigação. DI 1887. IV 1 8 E B . regni lusitana. 3885 pp. fndices pormenorizados das actividades e documentação parlamentares. V .3 ) . vãrias ediçóes as Últimas -1730 *. Dornmentns para a Hi-stbrta das Cortes Geraes da Nação Portuguesa. curn cnacordantis artrisque b u h . 2 SANTAEEM.s e B w g r a p h h P n r l m B ~ t a r e o Portuguesm (Porto 1887-1892). I . E8tatistiCa. Manuel.18B8.ic:. Ce répertoire sert ausG pour les ouvrages n ' 193 ..8..ic:rio das Sessões d a Asaeinblsia Constitacints (Lisboa X975-6).536). em geral. partitana.1834-1908). 11. tendo sido actuslieados). (Jlemente Jo& dos. Indice Atphabetico - - - - . (Lisboa 1828 : 19. M e m l i a s para a HisMràa e Theoria das Cortes Geraes que e m Portugal se Celebrar60 pelos Tres Estadou do Reino. 216. ordinamenti. Extraordiniiriu." Leg$sZaturas da Primeira Epocha Constitucional ( 1 8 2 1 .") das Memorias para a HBstoria. 3 toinos. e Constituintes da NaçQo Portugueza." ( e 8. TVTerceQa Legislatura da Terceira. Bibliografia d a s publicações das actas das sessões parlamentares: Dfdrio d a s Cortes Geraes e Extraordivzáldas da Nação Portugrcezcs. Alguw Documentos para Servirem de Provas ò f s } ParteisI 1. l e g m . en 4 tomos. VI 18P9..I. aE Ord. O D á i do Governo (ou a s publicações corresponiro dentes) inclui uma versão abreviada das actas das sessoes parlamentares. PEGA'S. vols.. 214.IBJI (Lisboa 1883-1801) 8 ~0luMeS. quae 14 tom. e SANTARRM.. SOclREiS. 6.. Visconde de. locupletissinul gnomonologSa enrum rerum.4 NISTCIRIA SCCIAL Fontes para o estudo das actividades das Cortes d o antigo regime: LEiTAO. (Lisboa + t e s ..21. 2 (1943). n t '94). Gegundo Awno da Legislatura (Lisboa 1822) 3 tomos. 565-73. (Lisboa L940 1. (Coimbra 183ü). Dario das Sessdes d a AasembIeia da Reptiblica 1976. Syaupssa dos Trabalho8 Porlamentares (1894-1875) (Lisboa 1837-1878).1890. . I?idc.i: ge?rsraZts. 2 partes (Lisboa 1828 '..1886. iii-Segunda Legwlatura da Segulada Epocha (1834-1. D. VIIT .. Inventário da Documelztaçiio Existente. Apendice ao Tomo I I . e Themia das Cortes Geraes que e m Portugaã se CeZsbrarcZo.. ALBUQUERQUE. DMrio das Cortes Geraas. 1732-. varios fasclculos. Clemente José dos. Da'ririo da Assembleia Naczonaã Constituiate (Lisboa 1911). Dicirio da Camaara dos Dignos Pares do Reino (Lisboa) ( 1842-3. 214. SAINTOS. VALLE. RPH. Recolhas de doiitrina. A Investjgação sobre temas de histúria parlamentar está facilitada pela exist&ncia d e obra de referência: e Remissivo dos Trabalhos Paràrsmentares das Côrtes Geraes da N ~ ã Puro tugueza. V I I . Alem disso.). Segunda Legislatura (Lisboa 1822-23). Joaquim. BiLRBCxSA. I existe un Repartorio i 026 Indice Alphabetico d a s Materim Conaprehendidas nos Volumes dos fiarios das Cortes Geraes.98). N v i o das Sessões d a Assembleia Nac4onal (Lisboa 1955- As recolhas mais importantes d a doutrina dos séculos XtrI e XVIII são: 218. 210.. 2 vols. 112 pp.). 3 livros em B tomos. et ordjne fitdiciario contractibus. Gommenturia ad Ordinationem regfii Portac. 5 tomos. I1 PrimeQraLegisEatura da S e ga?zda Epochn Co?tstitwioaal 11826-18881. XVIII 756 pp. jurisdictiosa. os volumes do Púirlo das Sesst5es têm.

O Direito d e Brago. n. 1 [ 1873 1. BMJ. Collecção de Lefa e r5ubsidios papa o Estudo do Direito Constituctmal Patztguea (Coimbra 2893-4). 202-20.l. a h s ReHncias na Histbria do ~ i r e i t o kihlico E das Ideias ~ o l a i c a sem Portugal). Manuel . Manuel Paulo. I?. P Avelino Jesus da. Contem 925 documentos particulares e reais. aOrganização Socjal e Administração Públi. Portugaliae Manumenta Historica . 80 pp." 74). 2. MiR-ANDA. 445-524.~. 237. Trindade. 86-148. O Poder Real e a s Cortes (Coimbra 19231. . D. 236. 228. 4. 244. 226. Marcelo. 7. uPortugaJ e a iurkdictio i n t p e f i i ~ .ca». 110111 15 (Lisboa 1940. .1-2 (19'68) 247-340. RFDL. Marcelo. Chefe rlo Estado (Cormbra 19703. BBDC. 6 (19421. 189-268. 70 pp. 11. Siglos X I I ?/ XIJI (MLlarid 1920l. . C A E T A N O . EARROS. MEREA. Da Minha Gwveto (os 8ecretdl. Estrutura politlco-jiiridioa tucional. PublicayZo integral de documentos relativos ao ultramar oii A O estran~eiro e resiimida dos relativos a metrópole. tA8 Cortes de 1 3 8 5 ~ . ISt.2.50).'225-356. x Apareci~mentoern Portugal O do Conceito de Programa PoIitlcoh. Afofflso Henrigues.. AbBUQUEIFiQUE. 191-2132. xProjecto da Constitulçáo de 1823». eLiber fidei Sanctae bracarensis ecclesiae. João Francisco Aires de. $ 0 (19641. I l i s t d r i n Breve das Const%tu%ções i Po tzcguesa. publicados. 239. CAEXLQNO. Diplomata et Chortae.I. 7-38.Paulo..Documentos Particulares. 5 -65.. Marnoco e Sousa. Henriqut? d a Gama. Separata do Dicionario Jwi-kiico de Administracão ~tiblka (d. a sua indicaçáo exaustiva seria impossivel. J. A s Gavetas da Torre do Tombo (Lisboa 1960 ). Publicações de docunientos furtdicos.e. São muito frequentes as obras em que documentos de aplicação do direito são publicados. 37-73: tambem em Eatlláos de Dirsito (Colmbra 1957). RPH. 234. 5 (1961). 9 vols. Obras d e síntese: do Estado e direito consti- 238." &O).RRDL. XVIII 483 pp 224. 82 + PP -. 375428. WEREq Manuel Paulo. Lopes Praça. 516 895 pp . Obras sobre aspectos mais particuIares das instituições constltucionals portuguesas: 250. BBDC.~ (Lisboa 1fH653. S (cf. Marcelo. 2. CAETANO. 971 36 r>p. Portugnliae Nisto?ica. W 145-69. 1s (1971).. 20 (185Q). MACEiDiO. 221. RPH.tdlreito constitucitmnla (nomeadamente. História da Administração Pi*b#cn em Portugal nos Séculos XII a X V (cf. C 512 pp. aLa chancellerie royale por: tugaise iustiu'au milieu du XIIIe siècle». n ' 74). 1095-1185 (Lisboa l%8). Documentos dos Condes Portucalenses e d e D. Documentos M e d l e v a w Portugn~eses(Lisboa 1910-. F. Jorge de.A HISTCiRIA DO DIREITO NA HIST6RI. PRAGA. 14-15 ( 19631. Edição Monumental (cf. 229. 227.Ediç&o critica». ou Rrncara Azlgusta. os de J. 1095-1185 (Lisboa 195í4). 189-60. A.1-2 (1853) a63-300.4. <Subsídios para a HIstbria das Curtes Medievais Portuguesas.1. XIEPM. o segundo do período constitucional. Laranjo. 2. D. em História de Portugal. + + 231. 245. 584 pp. CAZTAINO. AZBDRINOZ. WSTA.* 223. CAETANO.8-4 (19701) 591433. Não se citam. Martim de. J o r g e Borges de. . 222. Avelino d e Jesus."127). I (Olisipone 18671. 15 (1975).7. 30s6 Joaquim Lopes.n. pp. A A P E . 242. 271-340. CA'MPOS. 189-98..). 1 pp. Martim de.' 1Z7. Marcelo. COELHO. Jorge de. os manuais univeroit8rios de -direito político> ou de . 233.. 303-56. AIiBUQUERQUE. Separata da obra n. Marcelo Caetano. (Lisboa 19341. *O Governo e a Administração Central após a RRstaura~ãoa. ( a ) M ~ N N D A . Manuel Paulo. 877 pp.. 133-45. MEIREA.43. 7. portanto. Ln czdria regia portuguesn. n. O vol. 17 (19641. 407-48. 4. Oáudio Sanchez.ios de E8bado do Antigo Reyim. Manual PoUttco ão C i d d ã o Portuauen (Lisboa 1906). Direlto público.9 (19671. Z4A5. Fundamentns Jurídicos da Monarquia Portuguesax. Conselho de Estado (Coimbra 1'0.. I ocupa-se do antigo regime. 1 (1961). I tomo2 Documentos dos Condes Portucalenses e de D.& serie. Msponíveis. i5 (1961-2). <A Crrlgem da Poder Real e a s Cortes de 16418. e 21 (10. 235. MTXtfiA. tam&m.3-4 (1864) 1M-841. LAiNGHA!NS. 2 vols. COSTA. RPH. 225. 241.k SOCIAL BIBLIOGRAFIA 191 6. <As Cortes de 1?254. Franz-Paul de Almeida.. eHistSria d a s Institulções de Direito PCiblico. senão alguns ensaios de realização d e publicações sistem8ticas. desde o século IX até 1100. Marcelo. Afonso Henriplces A. 232. I tomo. A.

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<(A Casa dos Vinte e Quatro de Cojmbra. t a m b b em O instituto. Franz-Paul de Almdda. Carnelm. Jorge. M 1 XCIV +. 336. ediqfio resumida.103. ABEWDO. Frana. M a r n o c o e. <<Fontesde Receita do Estado*. 81 (19€6). 332. 268-387.6. Desc*ão Gerd das . 63-06. ChurcA k i s t o q o j Portugal (New York). Iria.289 pp. Augusto C.. 323. Lúcio de. MEREA. i'M. 1 1 8 ! 1858 9. Swbsldios para a Bzta Hhtcifia ( L i s boa 14431. Pedro Barbosa Homem. 78 (19oó).Sua Kistórùr [Lisboa 1W31.nos d e PortugaE.. 1145-1203. CAEPAWO. Publicaç&o Comemorativa do Centenário do Tribunal d e Contas (Coimbra 1951). 3. T m t o s ( d a s Instatutiones i u d s cit. 1 6 1 (1972). 8ubsidios p w a a sua Wstória ILisboa 1848). 84 (1885 1143-217. A Casa dos Contos. 63 (19~64). Regentes e Gover- 333. 496-526.484. Nos manuais unlveraitários d e direito eclesi8stico do s8culo XUC poder-se-& encontrar o essencial para a hist6ria do dirmto e das instituiçGes da Igreja: siást4co P o ~ t u g ~ & s (Coimbra 1863 . Há um volume de provas (Coimbra 18W1). 75 (19'5. 133-711. As Corporações üos Ofdcios Mscbnicús. 92 (1986) 248-81. A Casa dos V h t e 3. 49-1'14. MARQUES. LXX $.separata (Coimbra 1937j. 1. . As Corpm-açõeu de Offcfos Mechwicos. Câmara Nuniczpal do Porto. 330.. X B?':'d. GONÇALVES. J. Requisitos para Justificar a Inoposb$o do Tributo. 321. Jorge de CAEEDO. 4 (1938-91. .+ 132 pp. 346 PP. Franz-Paul d e Alrneida. 324.ria. Antbnio. XVIII 453 -1 ZX pp. Os Mesteres do Porta (Subsddios para. .tambem em Ensaios de Hlstúrta MedievaE Portuguesa (Lisboa 1965). 91.597 2j. 428 pp. i33 pp. d e . Bib1iopraf. CRUZ. 1249-62: Paseoal José de Mello ERETRE. F. 334. 454 pp.91. ABRAN. Diogo de Saa. Catálogo.198 A HíSTóEId DO DIREITO N A HIBTÕRIA SCCL4L ttirio no Regimerato dos B i ~ c a b e ~ a r > ~ e ndas S i s n s d o s tos Eei. versão inglesa. X X N 4-418 pp. 76 (1565).3). Kstado Terceiro dos Reis e P r Z w i p e s Seculares. 88 ('1966). *Da Moeda Nacional e das Suas Variasoes mais Notáveisa. de OlLveira. T ~ e c h o s d a asun~naapoliticap. Exposição Historica do Ministério d a s F i n e n ~ a s . 1859-91 e (('1963. Iristituiçóes corporativas. 335.528 PP. 526. 449-551.. pref8cto. BuElee e t breviae pro Lusttalaiue. 3 (1836-7). ~ % b d & o s para a. FA. w. Velasco Gouveia. Recolha de fontes: 331.RO. Cathok? 94 . C X X W . BDGCI (1963-11. M + pp. 7. M9. 7'2 (19651. em Nozias Epanciforas. em H&stárSa de Portugal (cf. 18%pp. M. 3 tornos. 2 tomos. SOUSiA. IX + 328. « A Moeda Portuguesa durante a Idade Média».77 (1%5). .eres (Lisboa 1057-8). História d a Igreja em Portugal (Calmbra -Porto 1Y1Q-241.2 ) . pedidos e ~Empr6stiias enx Portugal durante rt Idadc Médiar. Manuel Paulo. ALMTZiDA. Principais obras sobre a história monetaria: 325. Pantaleão Rodrigues Pacheco Dos j. 1107-152. Marcelm. G . 322. Histórias gerais da igreja cat6lica em Portugal: + nadores de Portugal (Lisboa 1874 ' 1W.%ioedas Cunhadas em N o m e dos Reis. Decisciens. 47-97. Collectas ex reg40 urchivo rsglbi Lwátanoas (Ulissipone 18581. Estudos de H%stdr. Elementos para a Sua Histáriax. reedk8o actualizada por Damiáo P. Noticia Etslóricu dus Serviços. BistOrin Eclesiástica de Portugal (Lisboa 1944 ". António H. OLTVEIRA.h ( Z i s h a 1%2). Direito Eclsmústtco (Coimbra 1908-91. pp. Blenunlw d s Diieito Er16 '. 76.NS. OO Jose Pinto. 99-11a. 107 (1967). 227-35. Teixeira de. Receitas e Despesas d a Biaenda ReaE de 1348 a 1481 (Llsbna 1 5 . Fontes do O principal da história das instituições corporativas pode ser encontrado em: Direita Eclesiástico Portuglcez. 3 1 . RAU. ARAGAO. Sebastiáo Cesar de Menezes.PauI da Almeida. 97 [1967). Fr. V . 2 vals. Arquivo G o h brão.S. 129-92. n " 79). 4 tomos. 4VJ-38. ã. 11011. Da Jtmtiça T?-ibictii. L&NGHANS. a Histbria d m Antigas Corporações dos Oficias Meca&cos) -1 porto 1943 i. Szcmrna do Bullado Portuguez (Colmbra 18951. LANGNA. A Antiga Organização de M e s t e ~ e 8 du C i d a t l ~de Lisboa. Larga introdução subre a organização flrrancelra medieval.ili lusitané) sobre Econo?nia e Finanyas. 327. L A W G W S .CHEI&Joaquim dos Santos. 75 (19B).ra e Literatum (Lisboa 1932).1 3 1 . Bolettm CulturaZ da. de. Monografias mais compreensivas: 320. 110-219. 38 (1959). e Qrah-o de Ltsboa.

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Toulouss, 11 (1963). 193-216. 453. HERGlJLANQ. Alexandre, a o s Vínculos», em Opúsculos !Li9boa 18791,8, 1-104. 454. mREiA, Manuel Paulo, *Sobre a s Origens de Terçau, Congreaso do M u d o PortuguBs. Yern674ap e ~ o m u a i e ~ õ e s , 1 (Lisboa 19401, 493-506; ou em Est-8 de Direito H @ &nico Meãbwal, I (Goimbra 1953). 55-70,. 456. MWNGADA, Lufs Cabral de, A Rsaewa Hereditária no Direito Peninsular e Português íCuimbra 1916-21). 2 vols.: sobre o mesmo assunto Manuel Paulo Me&a escreveu algumas p&ghas de revisáo d a questão e m BFDC, i9 (1943), 237-43, e BO ('19441, 541-6. 456, 7EL;ES. inoclncio Galvão, «Apontamentos p a r a a Hist6ria do Direito das Suceasdes Portuguésa, RFDL (1981-2),3927s.
8.5. Direito das ohrlgaçóas.

Obras sobre outros temas do direito da familia: 446. OOSTA, Mario Júlio de Almeida, tddopção na História do Direito Portuguès~,R P H , 18 (19i65), 9.5-1331 447. MEREA, Manuel Paulo, <;Notas sobre o Poder Paternal no Direito Hispânico Ocidental durante os ,%culos X i i e XIII (Em, Volta do cap. CCVL do Foro de C u e n c a ) ~ , AFIDE, I 8 (1947), 16-33; ou em Estudos de Direito n i s p â nico Medieval, 2 (Coimbra 1953), 83-112. 448. MEREA, Manuel Paulo, Perfilhação (Achêgas p w a Una Didmtirio Histórico da Llngutc Portuguesa), Revista Portuguesa de FiloBefia, 7 (19%3), 119-27. 449. MO'REINO, Humberto Carlos Baquero, «Subsídios para o Estudo da Adopçáo em Portugal na Idade Media (D. Afonso IV a D. riuarte)%, Revista dos Estudos G e r d s Unioarsitfirios de Maçambique, 5." sbrie, 8 (19EE),

Títulos mais importantes sobre a história do direito das obrigaç6es: 451. COSTA, MBirio Júlio de Almeida, Raizes do Censo Comignatiuo. Para a HistóRa d o C&ito M e d i w a i PortuglcSs (Coimbra 19611, 31D3 pp. 458. MAY'ER. Ernst, Das altspanische ObZigatbmrecht Cn aelrsen Grt+n<lziigm», Zeitschrift fu.r vet-gleichendef Wáaaenschaft. 38-9 ( 9 ) . 1%) 459. MEIR&& ~ & u e l Paulo, <A 'Arra Penitenciai' (Sinal) no Direito Histórico>, em Novos Estudos de Bistdrh do Direito (Barcelos 19371, '51.68; ou em RUO, 19 (I%@), b-19; ou, ainda, em E s t d o s cEe Dbrdto H@&mico Medieval, 1 (Coimbra 1952), 37-53. Gf. sobre o mesnio tema e do mesmo autor BFDC, 31 (19551, 366-71. 460. M?BREA,Manuel Paulo, aA Traditio Cartae e as Documentos Medievais Portugueses)), BFDC, 23 (1947), 3 9 6 4 5 ; ou E82udos & Direito Hkipdnka Meiftsval, 9 (Caimbra 1953), 113-24. 461. MEFtaA, Manuel Paulo, crpIbttilas HisMrieo-Jurídicas. R I P~eferência de Credito Anterior no Nosso mais Antigo Mreito*, BFDO, 81 (I%%), 3717-9. 482. MEREA, Manuel Paulo, $Da Mlnha. Gaveta ( A Margem das O~dennçBes1>.BFDC, 94 (19,581, 1'46-72; estudo sobre v 5 IV, 5, 2 (contrato de compra e venda).

67-90.
450. MOREINO, Humberto Carlos Baquero, aSubçidios para. o Estudo da Legitimaçáo em Portugal d u r m t e a Idade MBdta (D. Afonso m a D. D u a r t e ) ~ Revista dos Estudos , GeraZs Universitários de MoçamMque, 5." grle, ) (1967). 209-37. 8.4. Direito siiceêisório. Principais obras sobre a história das institui.çÕes sucessbrias:

431. CRUZ, Guilherme Braga da, O Lh'reito de Troncalidade e o Regime darldico do Patri.mÓnio Familiar (Braga 1941-7), 2 vols.

210

A HISTORIA DO DIREITO N A HISTÕRIA SOCIAL

463. SILVA, Nuno Espinosa Gomes da, <Breve História da (Sláu-

sula de Continuaçáo d a Sociedade com o Herdeim dos Sãciosx, RFDL, 15 i 1961-S),293-3114. De consultar, ainda, as obras gerais de direito civil, importantes pelas referências ao direito anterior à, codlficação:

464. OARNFXEO, Manuel Borges, W ~ à t oCivil de P o r h g a l (Lisboa 1826-40 I, 1858 *), 4 tomos. 465. ROCHA, Manuel Antbnio Coelho, Imtitu@ões ãe D i ~ e i t o

...

Càvil Português p a r a Uso dos Seus Dhclgulos (Coimbra 1&48),2 tomos. Juntamente com o Digesto ..., de C. Teles (cf. n . ~483), e o Diraito Civil, d,e Borges Carneiro (cf. n," 461), constitui o núcleo das obras clássicas do direito civil oitocentista anterior a codificação. 466. TELLEW, José Homem Corrêa, Digesto Portuguez, ou TTQGtudo dos DLreitos e Obrágaçõeu Giub, Acoommodado Leis e Costumes d a Naçdo Portugueza (Lisboa 1835 l, 1840 '...), 3 tomos. Slntese do direito civil português imediatamente mterior a promulgação do C6digo Civil de 1867.
8.6. Direito comercial.

rente a Mercadores Estrangeiros ( ' ~ c u l o s V e m>, X em Estudos de FIbtória (Lisboa 1968), 131-74. 475. SAihT!BFC&M, Pedro de, #.Tratado Muito irtil e Quotidiano dos ,Seguros e Promessas dos Mercadores. Introdução de Moses Bensabat Amznlako, Economia e Finawas, 26, 2 i'lBS8), 3%-4T6. 476. SOUTO, Alberto, Evolzação Historba: do Geguro (Coimbra 19191,67 pp. 477. ViLEZrLA, Álvaro 'da Costa Machado, Seguro d e Vidas (Esboço Histórico, Económico e JurBdicol (Coimbra 1 9 8 , &0) 17-71.

474.

R A l J , Virgínia, i<Privilegios e Legislação Portuguesa Refe-

8.7. Dlrelto internacional tirivado. a muito diminuta a bibliografia portuguesa sobre este assunto: 478. FERRTDTRA, José de 'Sousa dos Santos, <Memoria Critica acerca da Verdadeira Orlgem e Causa das ConservatBrias Estrangeirasx, em Annaes da Sociedade Jurldica, I n 5. , . O
136-44.

479. RIBEERO, Victor, xPrivilégios de Estrangeiros ein Portugal», em HistOriu e Memárim d a Academia clas Xcdencgas de Lisboa. Nova série, 14 (1022),29-84.

Obras mais significativas:
467. .AJ&ZALAK, Moses Bensabat, TT& prdcurseurs portuguais -Pedro de Santarém et les assurances marétimes ac a XVI" séècle; Freitas et la libarté des mers a u XVII' si8cle; José da Veiga et les opératiana de bourse (Paris S. d.), 1-7 pp. 468. BEIRAO, Veiga, < O Direito Comercial em Portugalo, O Direito, 46 (1IM4), 44, 337. 469. BEIIRAO, Vefga, a 0 Direito Comercial durante a Dinastia Avluense e o Dominio dos Filipesn, O Dh&a, 47 (19'15), 49,w, ia, 227, a89.339. 470. EORGEIS, Jose Ferrdra, m'e'c&onáno Jurídico-CommerciaG (Lisboa 1'8791, VI-516 pp. 471. E'IGUEEREIWS, Fausto, ,<O Contrato Comercial de Dinheiro a Ganho no Antigo Direito Português,, RFDL, 17 (19K4),
243-84. 472. LXSBOA, José da Silva, Princápios de Dirsito Mercantil, e
igI),

Algumas indicações em: VILEljLA. Alvaro Júlio Machado, Tratado Elementar [Te& rico a Prático] de Direito Intwrcackmal Privado (Coimbra 1921-2),2 vols.; m i m e I, 323-6 e 36,b-3, onde s e faz um upanliricfo (1'1 cvoluç2o dzt d o u t i ~ n a~ i ~ r t u g - u i ssolire os a princlptos fundamentais do direito internacional privado

9, P ~ O C ~ S S O e penal civil R

45.1.

473.

Lees d a Marinha Divididos em Oito Tratados Elementares (Lisboa 1801-8 ', 18281, 8 tomos. Tratado revelando o direito anterior a codificaçáo moderna. ~ R E A Manuel Paulo, «Uma Livrança do Ano de 13C17», , BFDC, 14 ((1937-8),481-3.

...

482. 453.
484$

A bibliografia sobre a organlzaçáo judicihria j& foi recolhida noutra secção. As obras seguintes dizem directamente respeito aos direitos prooessuais civil e penal: CAMINHA, Gregorio Martins, Tratado da Forma dos Libel10s; e das Allegaçóes Judicirres C% do Processa do Juizo Secular, & Ecc2esiastic0, Le 60s Contratos, com Buas Glosas (Coimbra 1549.. . Coimbra 1T53 * ) . CASTRO, Mmuel Mendes de. P r d t b a Lwitalua.., (cf. 186). FEFLEEIRA, Manuel Lopes, Protica Criminai, E q e n d i d a nn Formrr d a Praxe Observmda Neste Nosso Reirco.. (WSboa 1730-33 I, Porto 1767 2 * ] 656 pp. mais índices. FIGUEIREDO, Jose AnastAcio de, rMemoria sobre Qual Seja o Verdadelra Sentido da Palavra Façanhas, Que expressamente se Acháo Revogadas em Algumas Leys e

.

A HISTóRIA DO DIREITO NA HIST6RIA SOCIAL

BIB
Cartas de Doaç6es e Confirmações Antigas, em Memor b s de Littemtura Portugueza. .Academia Real das Sciencias de Lisboa, 1 (17921, 61-73. 4 5 m E A , Manuel Paulo, nót tu ias Hfstórico-Jurídicas. DT&, A 'Demanda de Haver Móvel' no Direito Hispanico M e dieval, BFDC, 27 ('19511, 157-64, 336-8. 486, M E R U , Manuel Paulo, <Bosquejo Histbrico do Recurso de 'revista's, B M J , 7 (1H83, 43-72. 487. ,MEERA, Manuel Paulo, <Sobre o Juramento ,Purgatório no Direito RispBnico Medieval,, RDEE!, '7 (1964), 71-81. 488. MEREA, Manuel Paulo, < O Poema do Cid e a História do . R&&a, BBDC, $7 (19611, 87-116; 38 (19621, 23441: ou A Histdt-ia e Direito (Escritos Dispersas), 1 (Coimbra 1967), 75-124. 489. MEREA, Manuel Paulo, «Da Minha Gaveta (sobre o Regime de Prova nas Demandas de Mulher Forçada)», BFDC, 98 (1962) 42-51; ou Rfstdria e Dtreito (E~cliltos LXapersosj, 1 (Colmbra 19671, 151-62. Memo& sobre a Autkoridade dos Assentos 490. RIBEIRO J. P., <k<as Relações (Lisboa 1821), 16 pp. 491, &ILVA, José Veríssirna Alves da, <Sobre a Forma dos Juizos nos Primeiros S'éculos da Monarchia Portugueza%, em Memorfas de LitteraCILra. Academia R a d a s Sciencias el de 'Lisboa, 6 (1794). 5-34. 492. SOUSA, Joaiquim Jose Caetano P e r d r a e, P t d m i r a s Linhas sobre o Processo Criminal (Lisboa 1785 '; 182u"). 8017pp. 493, SOUSA, Joaquim José Caetano Pereira e, Primeiras Dnhm sobre Processa C i d (Lisboa 1.834'), 4 tomos. 494. SOUSA (Lobão), Manuel de Almeida e, Segundas M h a s sobre o Processo Civil, ou antes Addições às Primeiras do Bachard Joaquim Josd Caetano Pereira e Souaa (cf. 492) (Lisboa 1814 I ) , 2 vols. Apresenta, como suplemento, CollecçEo d s Dissertações e Tratados Vários... (Lisboa 1826), VIZ-BS2 pp. 495. . 'S, Jose Homem Correa. Doutrina das Acções, Accommodada ao f i r o d e Portugal (Lisboa 1$19: 1887 3), 2 ton.O

donii'nios UItramarlnos, 1'557-1G4Q8j vo1. VI, 639-7W f o$ ; dominios ultramarinos, 1640:-18T5); vol. VI, 536-60'3 (os doniinios ultramarinos, 1816-1915) ; vol. M (suplemento), 559-78 (os domínios ultramarinos, 1918-19331. 497. MDRIAS, Manuel, HQtóría Breve & Colonizaçdo Portuguesa (Lisboa 1840), V f 151 pp.; versão francesa, Br&e m hgstaáre de ia colonisation portugaise (Lisbome 1941), VIii 157 pp.; Italiana. Storia breve della co2onksaxione portoghese (Llsboa 1941), KUi W1 pp.; alemá, Rwrz gsfmste Geschichte der po.rtug4e&iszhen. Kolon.is&tfon (Llssabon 1942), VíiI 161 pp.; inglesa, Eho~t h h t o r y of portuguese coloni~ation (Usbon L941). V D I 14.1 pp.

+

+

+

+

P a r a o Brasil (alem das obras citadas):
498.

História da Colonàzação Po~twguesado Brasil (Porto 18212 4 ) , 3 vols.

Obras de referência bibliográfica e guias dos arquivos coloniais:
490. EOXEII, Charles R., <Some considerations
500.

m1.
5Cl2.

503.
504.

mos.

10. Direito colonial. Obras de sintese sobre a história da colonhaçáo portuguesa: 496. HOt6via de Portugal. Ediç&o monumental (Barcelos 18.38541, 9 ~ 0 2 s . (cf. n . ~ 74). Sobretudo; vol. DI, 3133-624 (génese e desenvolvimento dos descobrimentos e conquistas dos s6culos XVI e XTti, 1411-1557); vd. V ( 0 s

on the portuguese colonid historiographp, Actas do Colóquào Internaciund de Estudos Lwo-BrasiIeiros [.Nashville 19591, 169-80. GIBSQN, Mary Jane, Portuguese Africa. A gwide to o f f M publfcatiofhs Librarg o/ ths Co?zgress (Washington 1967), XV 217 pp. Arquivo HbtóPico d e Angola. Roteiro Tqpografico dos 0Ódf.ces. Ntícleo Attt'igo da Becretaria-Geral. Neicleo do Gov e m 0 d e Benguelo. Núcleo CsruI (Luanda 1966), 1'83 p p Arquivo Hktórico de Angola. Roteiro Topogr&f%codos Auulaos (Luanda 1969-...j, 3 vols. publ. BABTO, Artur de Magalhges, Catcálogo dos Manuscritos Ultramarinos da Biblioteca Wibliea Municipal do Porto (Lisboa 'D38), &M pp. Documentação Ultranaarina Portugwesa. Publicaç& d o Centro d e Estudos HlstórPcos Ulranlarinos (Lisboa 1960c...I 5 vols. publicados.

+

Documentação existente nos arqulvos portugueses e estrangeiros.

5m. GNES, Ernesto, A Recção UEtramarina da Eibl%oteca Nacional. tnventádos. I - Oódkes do Eatiato Cosselho Ultramarino. Estudo por Mnthilde Hedwig Bitzler. 11- Cddices Vindos de Illoçarnbique por Iniciativa d e Afitónio Enlz6s. I I l - Códices do A r q u i ~ o da Marinha ( L i b o a 19281, XXV 338 pp.

+

1752-1800. 7-28. 8 (1951). segundo informa J.. Heliodoro da Cunha. nova ediç8o por L. IS1AACMALN. 649 pp. Antánio Lopes d a Costa e. Documentos . 86 (Abril 1968). b í i . 1h-. Studaa.ara Mu&ipal cle Lua>~da [Luanda 1965).7) 212 pp. JosB Gonçalo de. 523. VELOZO. Serafim. Cf. LUZ.RFLUL. 2 vols. VIII-4%XLIV. «Orientação d a Política !Colwnial Pnrtuguesa. Publicaçáo do Centro de Estudos Históricos Ultramarinos. Repertório Ramissivo d a Leg-islaçõo d a M a ~ k h a do Ultramar Comprehene dida nos Annos de 1Sl7 a 1856 (Lisboa 18661. BOXFXL. 1 0 (1961). t<A Teoria da Expansão Portuguesa e o Princfplo das Nacionalidades no Pensamento da Joáo Pinto Ribeiro (Século XVZI). O Comelho da f n d k (Lisboa 1952). n. 07 519.. Archivo Portuguex Oriental (!Nova Goa 1&5. A) LegbZagEu Antiga f i l . Ordenações d a Indiu do Senhor Rei D. 5215. I S (14B58). V Congresso Internacional de Estudos Luso-Brasileiros (Coimbra 1963). Repertorio Alphabetico e ChronoEogico ou Indice Remiusivo d a LegOslaçSo Ultramarina desde a Epoclsa das Descobertas a t e 1888 Inclusive (Macau l % . BahW and Luanda. Scholz. . 53Q. PERiEmA. BRAZAO. ~ 4 ) (Lisboa 1867). Francisco Paula Mendes da.reproduzindo registos e livros de cópias de diversas repartições públicas de Goa. 2 vols.1 8 .m.. x 1 ' pp. e mais Ordens. Portuguese colonization in the s-hteenth ceratuw. Das Rec:ht der portugiesischen VberseegBbiete. 201L pP. <The 'prazos' da Coroa*. Charles E. Allen. Luís Augusto Ferreira.214 A XIISTORIA D O DIRElTO NA HIBT6RI. Ducumelbtos p a r a a H h t 6 rBa d a s Capitantas d a M a e i r a (Lisboa 1Q308).. CUNHA. Monumenta Hev~riclna.7825 (London 1969). 15 vols. 194-277. Charles E. 229-46.-M. 5B2.385-84.l%B).. ColecçBes de legislação colonial: kziTvlETDA. 1515. Eine EntwlckZung vo?a den AltfBngen des ~ N e u e l e &'taates# bis xur Gegenwart (Saarbruck 1972). LETTE. XIV-689 pp. 110-48. Mss. <As Raças do Brasil perante a Ordem Teológica. FERREIRA. N e m ó m e Comzmka@es. Obras sobre temas de hjstbria do direito e das Lnstituições: ALBUQLERQUE. B ) Legislação No92s&ma (1834-63) (Lisboa 11869). 629..i.gica (Lisboa 1909).4 SCCIAL As Gavetas d a Torre do Tontbo. Boletim da Conselho Ultramarino. . 526.9 vols. n.de 1586 a 1748. 52L.174-86. de 4 0 vols. 349-70. 20861. O Comel?~oUZtramariao -Esboço da Swa História (Lisboa 1967). E. Puhlicaçáo d a Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra.. J . BOXER.. Joao José da.. 135-218. Documentos relativos à expansko portuguesa no século XV (Coimbra 1960-76). 15101800 (mMadison Milwaukee 1965)...7-60). XXVI-42'6 pp. Viriato A. Portugal no Continente Africaao. 528. op. Carlos fienato Gonçalves. aWrmes féodaIes et domaniales de Ia colonisat~on portugaise dans Ia zone atlantique aux -+ + - - - . 5i pp. O Benado de Goa. Jose de Almeida. Editadas por AntBnio Loi~rençoCaminha (Wsboa 180. em que a s Ordenações . ( a ) COiSTA. ocupam a s pp. . Joáo Cabral do. <As Questães Coloniais n a s Cortes Constituintes e na Segunda Legislatura>>. 29 a 61. completada em 17518. T m 1116 pp. 1 ) (. <O Sistema Jupídico Português peranke o Condicionalismo dos Descabrimentos e da Colonização. Século XVZ (Lisboa 1964-5). Moral e Jurídica Portuguesa nos Seculas XVI a XVIIb.4 vols. Francisco Jose. SILVA. Charles. 61 pp. M. Eduardo. 341-52. . em Garcia de Orfa. 0 531. 318 pp. Portuguese society in the tropics. Memoria Huton'co-Archeolo.' 224. 524.NASCIMENTO. 176 pp. &) No British Museum (cota Addit. The portuguese seciborne empire. Das Origens dos ilfwàcáp408 Portugueses aos Primeiros Tempos d a Ca. que s e Expediram p a r a a India desde o Eatabeleclmento Destas Co+bguistm. «O Sistema Português de Política Indígena no Direito Positivo desde 182'0 at4 à Ultima Revisão da Constituição».. Macao." &) encontra-se uma Collecção Authentica de Todas as L-ys Regimerltos e Alvarás.. d a Silva. Congresso do Mundo Português. 52i0. F. XXVI + 426 pp. $ (1840).. a stuãg o n the roga2 orãWances (regimentos) í Johannesburg 1959 i .. 527.8 (1948). de Carvalho Dias. Waldemar. Histdr&a d a Admhfstraçüo da Justiça no Estado d a Indin. A. ScientZa Zunidica. de. 518. da Silva. RIVABA. A Questdo Colonial Portuguesa na Segunda Metade do SéCUJO XIX (LiOboa 1935 ). REIGO. AKIViZ. 6 (19571. A functional analysis of the political s y s t m ~ . TPERUNDEiN. (IAETANO. ou ROA. C. SANTOS.. Reiner.. SANTA RITA. 522. RPH. Marcelo. Scientia luridica. . MABTINS. cit. 519. Manuel d e Eterna Memoviu . The municipal council of &a.56. 19. RFDL. 'Manuel Gonçalves da. 65-79... «Casa da rndiaw.

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........ . 599.. . . . . . .. . .. VAEX33NiT&OS.. ... . ... .. ... A relação causa1 .. SERRAO.. B M J .... .. Francisco. . SILVA... .1-132... .. . . 600.... ... . ..... ... . . ..... . .. . BFDC.. . 181-215..... S E R U O .. R... ... Antbnio G.. . . . 89 (1%9). .... .... . . .. 16 (19671. SUAREZ. . .. .. H z c m n M o e Direito em Portugal no Século X V I (Lisboa 19641.. . . .. 598.. I grupo: o prestigio aos saberes teóricos . . .. 18 (1968).FtEX3.... .. . . Joaquim Veríssimo.. .... . I V grupo: o prestígio do legislador e do Estado .... ... .. . BFDC. Conselhos e pareceres ( ( O h b r a 19485 2 ) . ..... . . Os instrumentos-meios de trabalho .... ...... 594... ... .. O jurídico e o ideoI6gieo ....... ii grupo: o prestígio da escola . 5% SILVA.. . ... . . ... . ... Capitulo U: Sobre a prática dogmatica dos juristas oitocentistas Capitulo I11 ..... «A Justificaçáo jurldloa d a Restauração e a Teoria da Origem Popular do Poder político^... 155-235. . Antbnio Braz. <tAntÓnio Gouveia e a Priori- dade do Metodo Cujaciano do Direito>... . Mário... Joaquim Veríssimo. . .. .. .. ..220 A H I S T õ R I S D O DIREITO NA HISTORIA SOCIAL 593.. tOrientaçáo Filosbfica do Código de 1867 e do Futuro Código. de.. . .. .... CCXXI pp. ... 28 (1862). como acçso humana A quaIificaç8o . . . .. 177-222. ... (lollecção de Documentos (Caimbra 18971.Nuno Espinosa Gomes da. 48 (1966). Capítulo I O materialismo histórico na história do direito ... O campo dos objectos .. .. . . . .. VELDSO. . . .... Frandsco Suarez.... .. 268632........ . . O emprego d a maiúscula . Nota pr8via ... .... Prática jurídica e prática política .. . Francisco Josk. ...... .-8-3S..4.... . RBDU. .. 2 tomos ( 3 vols.. 25-22.... ... . .. . . 111 grupo: o prestígio da tradição cientifica (contestada) . ..... a b t b a i o de Gouveia e o seu Tempox. Forma e valores nos Estatutos Pombalinos da Universidade (1772) . Sdentin IuPidica.. .. . . . . Doctor edmius... V grupo: o prestígio da história... . ... . .. . . . .... 595.).. .. .. SDA. Nuno Espinosa Gomes da. .. . .. ....... ... Siglas . ... .. . «%rtolo na História do Direito Português>.. 18 (1054). Ribliografia Sumãria d a História do Direito Portuguds Sum&rio ........ ... .. . ... Algumas indicaçUes sobre a cultura do direito na obra de Y a r x e Engels ..... . ... . ... 48 (19671. . . . ... . . aA Filosofia Juridica Portuguesa Actual>... 339 pp. ... Jornal do Foro. 601. Anexo I ... ... 597..... O estatuto dos sujeitos-agentes .. .. TEIXEXRA..

. . . manuais. . . . . Enciclopédias e dicionários . .1 . . . . . ... . .3. . . . . . . . Tratados e manuais de história geral . . . . 4. . . 6. .. . . . . . .. Direito de família . .. . 8 . . Estatuto jurídico das pessoas e das classes sociais . .. . . . . . . .6. . . Manuais de história do direito português . . Instituições militares . Colecções de jurisprudência . . . . . . . . . 7. .. 4 Direito sucessório . .. . . 7. . . . Recolhas de doutrina .1. . . 4. .. .1. ... . . . Direito econoinico . . ... . . .2. . . . . Direito comercial . . . Estrutura politico-jurjdica do Estado e direito constitricional . . . . . . . . . 5 .3. . .. . . . . . .. 7. . . . . 11.. . . . .. .. . . . . . . Instituiçí5es penals e direlto penal . . .3. . . . Legislàção geral 6. . . ... .. . . Regulamentos corporativos 6. 6. 7.. .1. . .. . . .. . .. . . . . 8.. .. 9. Publicações periódicas e obras coIectivas . . .. . .. .. . .6. .. . . .. . 12. Direito internacional privado . . 6. . ....1. . . . Fontes jurídicas . . . . .. 7.. . . . . . . .. . ... . . . . . .. . . . . . . Publicações periódicas de interesse jurídico ou histórico-jurídico . . . .. . .. . . . . Direitos reais . .. . . Ensino do direito . . . . . .. ... . . .. .. . .. . .. . . . . .7.. .. . . . . . . . . .. . . . . .. Instituições corporativas .. ... .. . .. . . .. 7. . . . .. . . . .. . 4. . . . . . . . . . . .6. .. . . . . . . . . . .. . . . . . . . 8.. . . . .. . . Direito das obrigaçies .... . . . ... . . . . . . . . 2. . . 5. . ..... .5. . . . . . . ... . 5. ..3. . . 3. . . . 8.3. 6. . 7.. 8 . 3. . . .. . . . . . . . . . .2. . Direito público .. . . .2. .. . . Bibliografia juridica .8. .5. . Obras sobre temas gerais de história do direito português . . . . . . . . . .. . . . . .7. . 1. . . . .. 8 . .. . . Obras sintéticas de história juridica. . . . . Pensamento jurídico e filoeofia do direito . 6.2. . . .. . 8. .. . . . . .. Direito colonial . . . . . . . .2. Obras colectivas e edições de conjunto dos trabalhos de um mesmo autor .4. . . . . Processos civil e penal . .. .. 10. .. . .. . . . Bibliografia geral 1. ..1. . . . . . . . 3. ... . .2. . . . ... .... . .. Instituições financeiras e direito fiscal . . . . . Publicações de documentos jurídicos . . DicionBrios de direito.4.. . . .. . .7... manuais e dicionários . .1. . 6. . . . 3. . . . . . . . .. . Cat&logos de arquivos e colecções documentais . dicionArios . .. 5.. Instituiç6es eclesibticas e de assistência pública . Direito local . . . . . . . . .. .. Instituições aú~nlnistrativase direlto sdministrativo .. . . .. . . . . . . . repertórios ... . .. . . . . . glossftrios.. . ... . . . . .. . . . 7. . ... . . .. . . . . . . . .. . . 8. Obras de referência bibliogr&fica . .. . . . Obras slnt8tlcas de histúria geral. . .1.. . . 7. . Dlreito privado .. . . . . . .2 Obras de enquadrnmento hist6rico geral . . Direito internacional público . . . . . . . . .. . . . . Actividades das Cortes e trabalhos parlamentares ..... . . . . . . . . . . . . .. . . 4. . . . . . . . . . . . . . . . . .

. . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . Instituições corporativas . . . .. . . . . . . . . 8. . . . . . . . . . . . . . . . Instituições militares . .. . .. . 11 . . . . . . . . . . . . . . . 7. . Instituições penais e direito pcnal . . . . .. . . . . .1. . .. . . . . . . . . . . 8. . . . . . 7.. . . . .. . . . Processos civil e penal . 7. Instituições aùininistrativas e direito administrativo . . E s t r u t u r a político-jurídica do Estado e direito constitucional . . . .. .7.7. 7.. 7. .. .1. . . 8. . . . . . . 8. . . . . . . . . . . . . . . . . . Instituições financeiras e direito fiscal . . . . . . .. . Direito sucessório . . . . . Direito económico . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . .. . . .. . . . . .2.. . . 7. . Ensino do direita . .8. . . . . . . . 7. . . Direito internacional privado . . . . .4. Direito das obrigaçies . . . . 9. . . 8. 10. . . .. . Direito comercial . .. . . Direito público . . . . . .2. . . . . .3. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . 8. . . 8. .. . . .4. .3. . . Direito colonial . . .6. . . . . .7. Direitos reais . . . .. . . . Direito internacional público . . . . . Direito de família . . Pensamento jurídico e filosofia do direito . . . . . . . . . .5. . . . Direito privado . . . .. . 7. . . . . . . . . . Estatilto jurídico das pessoas e das classes sociais . . . . . .6.5. . . . . . . 8. . . . . . . . 12. . Instituições eclesi8sticas e de assistência pública. . . . . .