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A HISTORIA DO DIREITO NA IIlSTÕRIA SOCIAL

Colecção

M O V IM E N T O

ANTONIO M, HESPANHA

1. INTRODUÇAO A S CIbNCIAS SOCIAIS

a.
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V .

Pi erre Jaccard RSSORIA SOCIAL DO TRABALHO - I vai. Pierre Jaccard H I S T 6 R I A SOCIAL DO TRABALHO - I 1 vol. Pierre Jaccard O TERCEIRO M U N W E A L U T A PELA INDEPENDPNCIA ECON6rnCA N. Simonla A CIBNCIA NA HISTÕRIA - I vol. J. D. Bernal A CI1NCIA NA HISTORIA I1 vol. J. D. Bernal A CI1NCIA NA HISTORIA - 1 1 vol. 1 .. Berna1 i D. A CIENCIA NA H I S T ú R I A - I V 701. J. I . Bernal ) A CISNCIA NA HIST6RZA ---V d . v

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S. D. Eernal

Victor de SA 18. MPECTCYS DO ENSINO NA REPúBLICA DEMOCRITICA ALEM&
Rog4no Fernandes

10. A C113NCi.4 NA HISTORIA - V1 701. . . -emal i E D. 11. A CIeNCIA NA HISTORIA - VI1 vol. I. D, Berrial 12. INTRODUÇãO A SY3CICLOGIA Daniel de %usa 13. PROBLEMAS m D P Y M E N T A I S DA INTEGRAÇAO CAPITALISTA M Waxirnova 14. DIAMCTICA DAS VANGUARIIAS E. M. d e Melo e Castro 15. SOCIALISMO. DEMOCRAC'B, IDEOLOGIA D. Kérimw e E. Tchbkbarine 16. ESTETICA D A CANÇAO POLfTICA - AUh~uns problemas JnsB Barata Moura 17. RBPElN3AR PORTUGAL - Reflexões sobre o Colonidismo e a Desco1on15ação

A HISTÓRIA DO DIREITO NA HISTÓRIA SOCIAL

19. CIeNCIA E (INjDFPENDRNCIA, I vol. S. Anderson e M. B a i n 20. CIENCIA E (IN)DEPENDENCIA. I1 vol
~ ~

9 Anderson e M. Bnzin 2 . UMA INTRODUÇAO A BCONOMIA POLfTICA 1 P i e r r e Salama e Sacques Valier 22. A NOVA L E I DA REFORMA AGRáRIA A. Lopas Cardoso 23. FALESTINIANOS. OS NOVOS JUDKLrS Helena Salem 24. EIPISTEMOLOGIA DAS CIÉNCWS SOCIAIS Daniel da Soiis~a 25. A HIST6RIA DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL António M Hespanha

LIVROS HORIZONTE

Tttulo: R História do Direito na História Social
Autor: Antbnio

M .Hespanha

@ Livros Honsmnte
Capa; Soares Rocha

Nota prévia

Resomadas todos as direitos de publicaç5o total ou parcial para a língua portuguesa por

LIVROS. H O R I Z O N T E , L D A . Riia das Chagas, 17 - 1.0 Dt.0 - L I S B O A - 2

Este liiro tem por objecto a história dessa realidade omnipresente mas obscura a que chamamos direito. Que esta história existe, que náo é apenas a singela sombra de algo que 3e passa noutro lado, parem-me cada vez mais evidente. A nossa experiência recente da indocilidade dos instrumentos jurídicos, da forma como clcs se tornavam peçcidos e avrssos na m i o de quem pretendia utilizá-los na transformação profunda da nossa aocipdade, foi eloquente quanto a demonstrar que o direito é mais d o que uma formaliaaçáo da vontade pdítica dos homens. Mas a nossa experiência presente mostra-nos mais ,do que isso. Quando hoje aquilo que foi indubitavelmente <legítimo, (do ponto de vista político) é equiparado a acrime~,por falta de uma oportuna cobertura jurídica, e daí se extraem conse. quências politicamente relevantes; como quando actos que se tornaram indubitavelmente %ilegítimos» (do mesmo ponto de vista) sáo considerados clícitosw, por falta de adequada caber. tura jurídica da sua punirão, nós adquirimos a trági.ca demonstração de que essa realidade ind6cil e fugidia é mesmo um cinstrumentox, isto é, tem mesmo que ver com a realidade social e com a sua transformação. Fazer a história do direito é, no fim de contas, traçar OS limites desta autonomia* e desta <eficácia*; auscultar, no jurista, a tensão entre o clerc e o purtisan e detectar o qno, para além da sua vontade, o f a ser as duas coisas: cultor de um mz

a ~ e f l ~ x m~:odol6gica ão sobre a história do direito tern merecido ultimameritr? um indesmentido interesse ["i. No universo ideoló. a já indispensável contribuição do historiador alemão Johannes-Michael Scholz para o levantamento das fontes da história do . Em Portugal foi também este o sentido da historiografia jurídica desde a época ponibalina. a tarefa mais próxima é unir e organizar. correspondeu à dificuldade de lhe encontrar uma função. o primeiro tendo j6 cumprido o papel de grande renovador dos . Fazer a liiatória do direito é fazer isto e é. desaconiparihado. dica Até que ponto nPo representa isto mais do que uma moda? Att5 que ponto n5o estanios. rilentos de trabalho. Ainda aqui. mas não sacrificando a esta a anhliçe pormenorizada dos factos empíricos. à história competira iiina dupla tarefa: por um lado. porém. mas atenta ? cadência autGnoma de cada um dos seus iiíileis.estiidos histórico-jurídicos em Portugal. e harmónicos. E. suficientemente provada. porventura porque a sua utilidade não pôde ser. o segundo. r ~ ~ p c i t a r cânones de uma histbria os rigorosamento rnaterialista. penhara uma função ji~ridica (e tarnbem sociocultnral~ bem defuiida na primeira metade do séciilo XIX. nesta temática da esperança. todos eles. E. Há menos de um ano desapareceram dois grandeç hiçturiadorcs do direitu -&Ianucl Paulo iuerêa e Guilherme Braga da Cruz-. porventura.interessr que. em geral desem. O materialismo histórico na hist6rh do direito (Notas sobre bibliografia mente) ApDs um longo período de letargo. A hiçtbria jurídica -como a história. n i o estou. I tada para a sínteso eaplicativa. os historiadores do direito que re queixeni de s i prúprioa. o lugar dos estudos histórico-jurídicos nas instituições onde eles eram professados -as Faciildades de Direito. apreçentandoAa como fundada na irracionalidade. se se radica na recente re. desvalorizar a ordem social e jurídica pré-biirp e s a . pelo contrário. Um procurando estabelecer os seus clnone. Por outro lado. levando consigo um imenso cabedal científico. Apwar disso. outro inventariando os instru. ma3 respeitadora da coniplexidade do real. engenheiro de relações sociais de que dcpemde o modo como os homens entre si vivem. para o modo como h$-de ser &ta.sistema dogmitico altamente hermético e formalizado. a talhme de foice. este livro escrevi-o com esperança e isto ressalta da sua própria estrutura. voltados para a Iiistória que está por fazer. valha a verdade. orien.foi posto em caiisa. conrequentemcnte. Na economia da reforma dos eçtudos jurídicos 11772) a história do direito desempenhava. isto 6. Estas páginas surgem num momento de crise da história do direito em Portugal. libertos da arbitrariedade e liisioricidade das anteriores j z ) . Lembro. a Unica forma de o fazer sem cair lia epeciilação e no subjectivismo. pois há niais quem rieste conipasso de espera da historiografia jurídica portuguesa v i preparando os caminhos do futuro. perante uma recupçração da longa crise desta disciplina. gim que envolveu o ascenso político da burguesia. nos seus traços dominantes. a de fazer a apologia da luta da burgiiesia contra r s a ordem ilegít~mae a favor da construi$io de iim direito e de urna sociedade (naturais. - . neste ponto. otitros percorrendo problemas-Ironteira R novos doiníriioç de investigação. não deixa também de corresponder a uma inkensificação dos estudos de história juri. a de relativizar c. crise que a corrói desde os meados do gculo passado e qiie.3 mitodológicos. rio preconoeito e na injiistiça. Os temas que ele recolhe wtãn. para tanto. Basta. por outro. portadora de unia leitura global da sociedade. de que é amostra a imponente eriidiçáo do ecu último estudo publicad'o. posição de certos problemas fundamentais quanto natiirma da démnrche histórica e do próprio direito.direito português da kpoca moderna.

no quadro dos saberes).es sind ewcge Gesetze wetche s t d s die Geselhchaft ZLL regieren haben. A Coelho da IIoclia. ( 1 8 4 1 ) faz o ponto dos argumentos históricos contra a velha ordem e a favor d a nova. Mas. sentiam o poder retirar da históriado direito um proveito mais largo do que . ia na naturalidade da nova ordem. nem o tom literário da sociologia con).o justo. opor a rua transitoriedade à permanência tran~tcmporal dos valores jurídicos bur~uesea. a fuiiçáo liistoriográfica. funr$o que vinha desempenhando tradicionalmente no seio d a pandectística alemã ( u m modernw pandecturum): tratava-se de apresentar os resultados da dogmática juridica como os frutos de uma progressiva descoberta. legislação e administração da justiça.dogmáti'ca por oiitros ineios. nesta perspectiva. a historiografia em gcral) estava a enoerrar-se a si mesma num beco sem saída já que. por exemplo. m toda ela envolvida num universo ideológico que a propunha como uma gituaçso natural e indepcndente do devir hi3tórico. o cional. Tratava-se. uma Eunçáo justificadora dos resultados da dogmática. Ainda mais clara é. estatuto da terra. na sua actividade quotidiana. no fundo. Ao insistir neste tópico da irremediável historicidade da ordem social e jurídica pré-revolucionária e.o realismo e o institucionalismo). implicitamente.4 D O DIREITO 11 de relativizar o direito tradialém de outros menores. algiins argumentos aos historiadores. capaz de justificar a existência da disciplina e o lugar que lhe era conferido no ensino iiniversitário. à naturização das relações jurídicas e sociais correspenderia o fim da própria actividade do historiador. Marx bem o notou . a função crítica que desempenhara no pmíodo anterior em relação ao direito e sociedade tradicionais deixara de ter sentido com a definitiva implantação da ordem burguesa. é certo. A história do direito era. mas sobretiido n o sentido de que a esta faltava ou náo estava nitidemente desenhada uma f u n ~ ã o precisa no sistema das disciplinas jurídicas ( e mesmo. mais do que isoo. Somit hat es eine Geschichte gegeben. A juitilicação técnica -iiiais tarde. em contraponto.o da cultura geral. em lugar de relevo . Crise não tanto no sentido de falta de cultores ou de de3prestigio universitário d a disciplina. Entre nós. relações Igrcja-Estado. Nem ms juristas. sobretudo em torno das q u e s t k decisibas: forma de governo. um vasto campo de afloramento das normas jurídicas racionais ou do senti~nentod.a importância da histbria do direito na explicaçáo da génese das institui~óesjurídi'cas e wciais (9. fornece. de facto. porém. tecnocr6tica . A partir daqui. geralmente. de resto. a natureza intrinsecamente critica (porque relativizadora) da actividade h i ~ t n r i o ~ r á f i c a em risco a própria rnitificação da ordem jurídica e social d o capitalismo. estatuto das pessoas. Neste contexto. aber es gibt keine mehr. tinuo progresso e apuramento da sensibilidade jurídica. organização económica e financeira. De facto. a intenção apologética na historiografia do direito e do Estado conscquente à revolução liberal. (9. a crise da história do direito como discipli~ia jurídica eru iniludivel. a h i ~ t o r i o ~ r a f jurídica (como. um campo em que se documentava o parto. de uma ccontiniiação da . das soluçues jurídicas consagradas pela dogmática. Seja como for. níio podia deixar de ser tida na suspeição de um elemento cdesestabilizadora (7 riesta-lhe. abre-se. a não ser que este aceitasse assiimir-se como antiquarista. K. da complementação d a ju~tificaçãostécnicaa ou dos dogmas jurídicos por uma justificação shistóricaa. estes divulgados sob a etiqueta de «Direito Naturalw ($). de o relacionar com a mutabilidade dos tempos e das circunstâncias e de. cujo Ensrt~osnhre Ilktória clo Governo e da LegMIqw de Portugal .do direito em vigor sobrelevava continuamente a justificaçáo histórica. atenta à mutabilidade das cirriinstâncias e ao império destas sobre o devir e a actividade do homem. pyr vezes difícil e sincopad'o mas inevitável. com o seu intento de encontrar um modelo explicativo da realidade Scial (com as suas sequelas jurídicas . é certo. Não se tratava.10 A HISTóRIA DO DIREITO NA HIST6RIA SOCIAL O .MATERIALISMO HIST6RICO NA HIST6RI. O positivismo oitocentista. de uma intençgo consequente. relações do monarca com os povos.. nomeadamente no g a n d e historiador jurista da época M. não tendo a <Natureza# história. um largo período de crise da historiografia jurídica. as página3 introdutórias dos manuais iiniversitários em que se justifica o interesse da disciplina n5o deixavam de referir -e. partilhando as dificuldades da história geral.. n o entanto. de um con. . seja.

a partir daí. como tem sido no. em contrapartida. se afastarem dos problemas correntes da prhtica jurídica e. de~embocava na literatura Esta histuriografia antiquarista. Almeida Costa. Gomes da Silva). que vivificaria a experiência do presente (como pretende a démarche hermenêuticn) -. se manifestou interesse por épocas menos recuadas. Sobretudo votada i reprodução dar relações sociais de produçáo. a história erudita. e da um espaço cultural que a dinâmica social e económica do capitalismo só torna acessível à burguesia . mesmo. municipalismo e organização corporativa. b) Justifica-se. p d e r construir um modelo explicativo da sociedade. M. da aalta cultura. Se. dissolvê-lo em modelos eclecticos em que se atribuía legitimidade para se recorrer a qiialqoer factor explicativa. forjava à maravillia a imagem d e isenção. os intelectuais. n a problemática protomedieval e medieval. nomeadamente pelo século xIX (IG. A romanistica reEugia-se na interpolacionistica e. pode dizer-se que a s famosae quaestiones da história do direito náo se situaram para cá do t e m o da Idade Média (âmbito dc ~apiicaçãodo direito visigótico. por exemplo. J. recusar o materialismo ou. era ncccssirio sacrificar a s explicações idealistas. desde a religi5o à economia. correspondente ao mito da neutralidade do Estado. dos círculos <quentes. As disciplinas eruditas formam.. possível. ocultando todos os condicionamentos socioeconómicos que lhe subjazem. deliberadamente voltada para o passado no afã exclusivo d e o conhecer como passado -sem sequer parecer aspirar a colher da leitura do passado oa contornos desse tespirito humano. de neutralidade. a partir daqui. Apenas recentemente. passando pela raça e pelo clima (I1). por natureza privilégio de uma elate aiiaturala. N. Ao prinieiro somava-se. normalmente. a Universidade cumpria cabalmente a sua funçáo se se limitasse a fortalecrr a divisão social d o trabalho. Braga da Cruz. direito familiar e sucessório) e se encerraram noç estreitos Iiinites d e um debate de alta erudição. questão do feudalismo. E. enfiteuse. com que a ideologia burguesa decora a função do intelectual. e sobretudo na perspectiva da história das fontes. pelo menos. P o r outro lado. em nome d a cientificidade e do respeito pclos limites do conhccimcnto positivo. a quinta-essência da cultura ( a aalta cultura>). Por outro lado. reforçando a sepdrdçáo eritit: u trdbdll~w intele~tuale u ~iaballlumanual com a distinção entre saberes interessados e saberes <liberais» (cardeal Newmann). o carrícter tdesintaressadow destas disciplinas coadjuva na construção do mito da neutralidade da cultura e dos intelectuais. não fosse compatível com a principal função jdeológica da instituição universitária nos períodos concorrencial e simplesmente monopolista d o capitalismo. O cultivo das ciências históricas integra-se tanto melhor neste c o n t ~ x t oquanto mais elas reforçarem %s seus aspectos sofisticados.12 A HISiT6RIA DO DIREITO NA HISTÓRIA SOCIAL O M-iTXRIALIRM0 HISTÓRICO NA IIISTbRI-I DO DIREITO 13 t e m p o r h e a ~ e r m i t i auma utilização eficaz das dados fornecidos pelos historiadores. na crítica textual r na história das fontes. em termos de. assim tran3forrnados numa espécie de instância arbitra1 colocada acima dos conflitos de classe i". então. Entre nós. a história dos direitos nacionais. da problemática cultural e ideológica. escrupulosamente baseada na prova documental -substituindo ao problema crítico do conhecimento histórico o problema da crítica das fontes (ID) e condenando qualquer síntese explicativa não empiricamente dcmoiiatrável. teria uma sobreviência dificil se. este segundo feito: o de expulsar dos domínios da legitimidade científica do materialismo histórico. Com =te processo obtêm-se vários resultados ideológicos: a) Define-se como vértice de toda a actividade humana c) Cria-se o mito da neutralidade política. depois. instituição iiniversitária. tornava-se. tado ( & ) . a estratificação social baseada n a cultura. nos domínios ainda mais coutados da papirologia jurídica. . então. Os historiadores terão sentido a dificuldade e aqueles que náo se orientaram pcIa perspectiva dogmática preferiram a erudição e o antiquarismo a uin tipo de pesquisa <sociológicaw que. natureza da concessão da aterra portucalense. desdobrarem a imponência do seu aparato erudito. social e ideológica dos intelectuais. de respeitabilidade.

a recusa de assumir quaisquer modelos explicativos instaurou o subjectivisrno e o decisionismo na explicação científica. Carlos Moreira. também.o fascismos (I2). a predominância de uma orientação passadista c erudita não exclui a supervivência d e uma histó. Na -Alemanha Federal a inspiraçáo marxista é aecolhida. então. na história . mérito de G . A eventual verdade d a iriterpretação s b o ç a d a não implica uma completa uniformidade das situacões. Isto justifica a afirmação de U. muito alto. a indecisão ou o relativismo quanto aos modelos explicativos em ciências sociais (e. neste caso. era precisamente a ruptura com os grandes sistemas explicativos.de constituir uma aproxima@~ apenas esquemática desta questáo d o significado sociológico da historiografia jurídica do nosso tempo. de resto já de longe preparada para a mudança pela ectividade critica da escola francesa dos A n d e s (I7).L4 A EIISTõRIA DO DIREITO NA HIST6RIA SOCIAL O MATERIALISMO IIIST6RICO NA BISTORIA DO DIREiTO 16 O preço a pagar foi. Tratava-se. da filosofia burguesa. com uma técnica exploratóría interina e é como tal que deve ser entendido e valorizado ('9). Desde logo. possibilitada politicamente pelo termo da guerra fria. no entanto. mesmo entre nós (como. Tudo isto se reflecte. na Luropa ocidental.a) social desenha-se numa dupla linha: por um lado.smo e o neopositivisrno. d e opor a evolução espontânea ( o direito consuetudinário) i ruptura revolucionária (ou mesmo.de L. relevando quer do idealismo. O seu principal alvo é a critica dos grandes mitos d a cobjectividade.dito não deixa . Althusser e suas escolas (I").ria <militante. nonieadamente o positivi. Cabra1 de Frioncada e Marcello Cartano. consistiu na revaloraçáo dos próprios textos dássicos e na garmsdescoberta das potencialidades teóricas da i n t e r p ~ c t a ~ ã o ciana do marxismo. Afonso Queiró). quer do ponto d e vista poli. della Volpe e . Este movimento de renovaqi50 da teoria ( e hi5tóri. e. que entre nós constituem a principal substracto ideológico dos historia. numa perspectiva teórica. uma sensível mutação. por outro lado. WeseI d e que a o decisionismo e a disponibilidade da ciência se encontram no típico caminho alemão para . IIabermas. comprometida com as p o s i ~ k ideológicas e políticas do conservadorismo.de que. em suma.tico. quer do materialismo histórico escolá~ticoe mecanicista.Marcusej e tem um período de rhpida expansão durante e após as profundas crises universitárias de 19úô-1970. pelo menos nos manuais escolares? é esta a concepção geralmente veiculada acerca da natureza do direito e da sua evolução. na Alemanha) (IS). Embora se justifique como táctica provisória em épocas de ruptura. da iridecisão epistemológica e d o ecletismo de método. (I4) Mas não deixa mesmo de haver exemplos de compromisso directo da historiografia jurídica com o fascisiiio. põe a descoberto o carámcter mítico da objectividade positivista.do investigador. nomeadamente para a manipulação nazi-fascista. sobretiida em França. . . A renovação dos estudos rnarsistns. ao mesmo tempo que infirma a validade teórica d o subjectivicmo e d. têm o sentido fundamental de sacralizar a tradição. sobretud. por bandeira essa mesma recusa de adesáo a um modelo explicativo determinado ( I 8 ) . Desde logo. ruptura . evidentemente na historiografia ocidental. uma e outro. d o ~ e r í o d o ruptura. Marcello Caetano. o realismo e o institucionalismo..dizer que. portanto. Adorno.dores do direito e dos juristas conservadores dos anos trinta e quarenta (Fezas Vital. traz para a experiência da investigação histórica novos domínios da realidade humana e social.humanistas* ( I e ) .0 nas obras d e L.0 idealismo e. sobretudo. conduzidas com grande liberdade metodológica e tendo mesmo. legislativa) . Basta . o pensamento social sofre. ~ r ó p r i o s . a agora numa perspectiva prática. A partir dos anos sessenta. pela Kriliscke SchuEe (Th. O pliiraIismo metodoIógico apresentori. num multiplicar d e pistas e experiências d e investigação. estes mesmos relativismo e arbitrarimedade científicos possibilitaram a plena disponibilidade da ciência para quaisquer manipulayões políticas. Ao primeiro nível. ao segundo. Claro que o que fica . com o que se abrem novos problemas e se exigem novas síriteses cxplicativa~. J . H.se.como lugar d e encontro dessas ciências) não podem ser uma atitude permanente . quer do ponto de vista científico.

~ h g e l s serão fundamentalmente cumpridas a a função heurística da investigação empirica não será desprezada. como a-cientilicas e d o p á t i c a s todas as restantes orientaçõ~s. Nmeste sentido se pode . por sua v ~ z a aqui.a investigação empírica. conduzida a partir das posições nucleares do materialismo histórico. Libertador.afirmar que a tarefa historiogrkfica não pode decorrer sem a adesão a um modelo . Althuser o mérito ter coIocado n o centro da reflexão sociológica (e. fazem da actividade historiográfica uma actividade Jem sentido nem utilidade. tornam a história nuni instrumento disponível a qualquer tipo de obscuran. elaborar até a o fim a teoria materialista do direito e do Estado. o spIuralismo~. sobretudo marxistas. um enriquecimento metodológico jZ3l. pois nada produzem para aIém da pr6pria recolha. aoposição à Constitiiição~(YerJQssungsfeindlichkpit) ( z O ) . por um lado. tal como elas boje aparecem correntemente expostas. história ideológica). também histórica) não a prática humana em g e d . portanto. para impedir o acesso d e cientistas radicais. dada a alegada c<complexidade . muito mais prosaicamente. valha a verdade. Na verdade.16 A H I S T 6 R I A DO DIREITO NA HIST6RIA SOCIAL O MA'i'F. portanto. o de alinhar os prolegámenos teóricos e m~todológicosa uma dénzarch bistoriográfica acerca d o direito e do Estado. sobretudo na Alemanha Federal. depois. d e . da verdade. de identificar a matriz que permite d a r yentido aos factos colhidos na investigação empírica. tismo (221. Mais do que isso. A adopção pela historiografia jurádica dp um modclo metodológico cientificamente fundado reprerenta. O próprio progresso das inveatigações concretas irá preenchendo as indetermina~8esdo modelo Ainda aqui. sob a acusação de professarem p o s i ~ ó e scientíficas dogrnáticas e de manifestarem. Trata-se. desdme logo.utilizado como erma ideológica. com base nesta. não dão sequer uma garantia de objectividade ideológica -como demonstrou a crítica . se.domínios das ciências sociais. à docência nas Universidades da Alemanha Federal. a menos que neguemos o carácter científico aos vários . Por outro lado. proclamar-se como única atitude teórica objectiva.por outro. > 1 sição de um novo sentido para esta disciplina n o quadro das disciplinas sociais e jurídicas . Sem isto.o delimitar em relação a o objectos d a actividade historiográfica próxima (história política. adoptar as estratégias de pesquisa adequadas.não um sentido apologé~ico. deste modo. antipositivista . as já citadas (nota 18) directivas d e F. desde logo.nomeadamente o materialismo histórico.al e humana».explicativo prévio (Z1) que permita sel~ccionuras questões relevantes e rdacioná-Ias entre si. Acessoriamente. Trata-se. não um sentido mistificador. apenas se obterão amontoados inorgânicos de factos que. mas um sentido libertador. tem ainda servido. não se pode aceitar que para cada um deles possam valer vários modelos com equivalente poder mexplicatiio ou que da curnolayão de vários modelos possa resultar. anos atrás. evidentemente. lhe opôs a alternativa positivista e ueopositivista. tem sido kita do upluralismo~é a alternativa que a ideologia b u r g u e ~ a actualmente teni podido opor ao materialismo histórico como. de definir o objecto 'da historiografia juridica. Fazer tudo isto seria. Esta mudança de enioque não é. estabelecer ligações causais entre os factos apurados pel. esta tentativa fica-se pelo q m t u m mai teórico adequado as tt s necessidades de uma projectada investigação histórica.RIAUSMO HIST6RICO NA HISTEiRiA DO DIREITO 17 -4 apologia que. recusando.e riqueza da totalidade soci. pertence 2 escola de L. O sentido das páginas seguintes é. Por isso. mas libertador tamb6m no plano do devir histórico ( 2 4 ) . o sentido mais profundo do pturalismo explicativo é idéntico ao sentido do positivismo: esconder os pressupostos ideológicos por detrás de uma aparente neutralidade filosófica e metodológjca e. mas as práticas específicas em que se desdobra a actividade social. unidade que lhe advinha da ligação a essa entidade es~encidmente a que m . inocente: partir para a explicação de todos os fenbmenos sociais dae características gerais e abstractas da prática humana radicava na ideia d e que toda a actividade humana era caracterizada por uma fundamental unidade de natureza e de sentido. Apesar de Marx já ter formulado a tesa de que <os actos e conteíidos d a consciência encontram o seu significado no contexto d a prática>. empresa que tem ainda escolhos em que outros mais peritos fracassaram.

como nota Foucalt (?".de uma história especificamente humana. siirge como a descriçiío de um único devir. assim.de cada sector da prática. Nenhuma dessas manifestações teria o seu peso.des eram coniideradas como meros epifenómenos. ria sua. a estrutura económico-social ou a actividade discrie desconhecendo.a um mostra um tempo e um perfil de cvoluyáo (e. nos devires isomoríos das várias activid.e queridos pelos sujeitos-agentes. a <duas ou três hipóteses: supõe. e para os homens. os discursos científicos dobravam-se à inventiva dos grandes génios ou à marcha irresistivel da razão humana. soberana e dominadoramente. duza toda a realidade humana a um único nível. . Tal idvia de uma história global da actividade humana está ligada.numa mesma corrente.ta de um só pólo -seja . dwtacada da história da Natureza. detrás ddrs todos. a erolusão e o tpmpo de uma una realidade humana. a cisarnente o da impossibilidade d e urna história global que re. Qualqiier d c t e s domínios seria de uma transparência absoluta e. Da facto. supõe-se. a inventavam. fundando e sintetizando . a linguagem era tida como meramente funcional e de todo a o dispor dos indivíduos que a falavam e que.ele o espírito d e uma época. A história do homem.se que entre todos os acontecimentos d e uma área espácio. a irredutibilidade d~o seu tempo e d o seu espaço. estas zctivida. a especilicidade . cionária dos sujeitos agentes-. O &cuIo XIX foi o momento em que se verificou a constituiçáo . quer certas formolações materialistas. o d+-serivolvimento das formas de produçáo. e os submete a todos ao mesmo tipo de transformação.optimista o homem dominava a economia.que têm em si mesmas o seu princípio de corsãow. um tempo e um movimento paralelo que os arrastaria a todos -homens. a succssáo das formas de encadeamento lógico. o sujeito da história e este e. a teleoloeia de lima única razão. agrupando todos os fenámenos à vol. que uma única P igual forma de hiatoricidade cobre as estruturas económicas. como simples manifcrtasões dc um espírito a humano (individual ou colectivo) que as constituía e ms 0rd. embora.de modo que esta não tinha outros movimentos senáo aqueles que eram previstos . nenhuma delas possuiria o seu momento de irredutibilidad~sobre o qual fosse possível constieuir uma histó.da história total da «cria$in». era fazer a história das várias manifestayões de uma única consciSncia canstituinte. sobretudo. numa mesma ascensgo.enava plenamente. . logo. de resto. deve poder estabelecer-se um sistema de relaçócs homogéneas: rede de causalidade permitindo derivar de cada um deles relasões da analogia mostrando como eles se sirnbolizain uns ao? outros ou como exprimem todos um único P igual núcleo central. ou pocentrismo pôde iluminar quer as concepções idealistas d o devir social. entre todos os fenómenos de que se decobriram vestigiws. de modo que cad. a sua espessura prbpria. numa mesma queda. O desvendar progressivo dos vários níveis da realidade cultural tem sido a marca do progresso do conhecimento histórico.humaniçrno~ antro. as variações das línguas. perde a unidade quando se descobre que cada grande tipo de ser vivo tem o seu ritmo de adaptação ao meio. para a s coisas única grande cronologia cósmica ias). apareceriam. por outro lado. por fim. a s oscilações dos preços.entre história humana e história naturaI e integrava estes dois níveis numa Concebia-se. as hábitos técnicos. os comportampntos políticos. O homem estaria n o centro do devir histórico e eeria a referência que atribuiria sentido a esse devir: o homem era.teml)oral bem definida. eventualmente. a inércia das mentalidades. que. em suma. Historiar o devir dos sistemas econbmicos. o progrsso da mesma consciência.ades humanas. supõe-se. emergindo. não se conhecendo quaisquer leis inlríns~cas formas fonéticas e gramaticais que limitassm às o arbítrio inveritivo e modificativo dos sujeitos. uma história) próprios. A história primitiva desconhrcia mesmo a distinção . reflectido. num mesmo ciclo. as estabilidade sociais. Ora um tema recorrente na h i ~ t o r i o ~ r a f id e hoje é pre. anirnaie e coisas. E repitamos ainda uma vez que esta b i c a e i g d forma de historicidade e este principio d e coesão são a manifestaçáo da presença e do labor de um sujeito que.1 8 A HISTORIA DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL O MATERIALISMO HISTÓRICO NA H I S T ~ R I I I DO DIREITO 19 seria o homem. Nesta concepção irigenuamente . que a própria história pode *r articuIada em grandes unidades -estádios ou fases.

Leva à individualiza~ãode séries diferentes que ~e justapõem. se sucedem. Sendo assim. pelo contrário.. Cada qual com o seu tempo e com a sua relativa independência em relação aos restantes. significação. A partir de Mam e de Freud. o mesmo é dizer. deixando patentear a verdadeira complexidade e multiplicidade das evoIusões. distintas umas das outras.a história plurifacetada mas una da sua actividade ("). sem preconceitos. Ao lado da evolução das instituições económicas.e ou de estrito condicionamento). que é . se cavalgam. uma história geral estenderá. rebeldes i lei única. repõe em questão os temas . o espaço de uma dispersão*. no lugar dwta cronologia contínua da razáo que se fazia remontar invaxiavelmente à origem inacessível. portanto. p. O progresçivo descenframento do sujeito verificado parcelarmente por quase todas as ciências humanas ( 2 8 ) acabou por reduzir a bem pouco o casco de uma actividade sobre a qual ele posea ainda ter pretensões de domínio. sem que se possa reduzi Ias a um esquema linear. terreno até ai tido como coutada da imaginação e da invenção mais livres. 0 s etnólogos descobrem e estudam as leis segundo as quais se organizam os sistemas de parentesco e encontram permanência para além de todas as hioóteses de contactos ou de influências. modo de ser e a evolução sistemas simbólicos que regulam dos discursos. das instituiçóes políticas e jurídicas. científicos. visão do Mundo. os analistas) e os críticos literários isolam. Assim. e eem Ihes procurar impor um a n t m pocentrismo que elas mesmas não consintam. A história nova. . r. forma de conjunto. A primeira defecção foi o campo da actividade económica: Marx veio mostrar que todo este sector escapa ao domínio dos sujeitos. a soberania do sujeito tem vindo a ser sucessivamente despojada dos seus mais seguros bastiões. ate.. 80 Caído este pressuposto do papel dominador e unificador do sujeito.]. processa-se a evolução das religiões. Ora. jurídicos ou librarios. D i r i g e e a elas com um olhar puro. mostrando que o hmomem não dá canta nem domina as leis do seu desejo.da wnvergência e da consumação. tantas histórias) quantos os niveis de actividade consideradm. unifica a sua história. a ideia de que existe um sujeito-agente humano que domina todos os níveis da sua actividade: O homem real não é o actor separadamente de uma história política. esta nova concepção liberta a história de todo o preconceito humanista. IFI. se entrecruzam. de modo a tornar ilegítimo qualquer salto para fora do nível em que a análise concreta se situe. . os linguistas vêm mostrar que a língua não é um instrumento dírcit e transparente.SiTáRIA SOCIAL O MATERIALISMO HIEiT6RICO NA HXBTõRIA DO DIREITO ai a actividade humana. muitas vezes portadoras de um tipo de história que 6 própria Uma descrição global reúne todos OS de cada uma delas fenómenos à volta de um centro único -principio. pela releoiogia da razáo ou pela evoluçáo do pensamento humono. aparacem esoalas breves.obal está. A garantir a pmsibilidade de uma história gl. a mantendo com ela relações diversas (de qualquer modo.6e em dúvida as possibi1idades de totalização. Os mitólogos e os comparatistas no estudo das religiõe dão conta de uma insuspeitada regularidade nas ficções mitológicas e religiosas. de uma história económica. Logo a seguir. náo está atenta a outras relações que não mjam aquelas que as coisas patenteiam. obedecendo a leis fonéticas. i sua abertura fundadora. cujo ritmo não é necesçiariamente o dos restantes.diferentes das de mera cau~~alidad.20 A H I W õ R I A DO DIRmTO NA. Os estudiosos do discorrer científico (os iieopositivistaç e. como diz Foucault ( 2 @ ) . espírito. mas um sistema altamente organizado. à <lógica> una do devir humano sucedem-se as cIógicasg diferentes dos vários comportamentos. Freud revela uma falha ainda mais fundamental. Cada uma delas ligada a um motor próprio. que só o conseguem fracamente controlar através do conhecimento das condições a leis objectivas que efectivamente o regem. adissocia a longa série constituída pelo progresso d~aconsciência. especiaImente. é precisamente esta última ideia que está em crise nos nossos dias: o @homem»como que tem andado a eer corrido do centro das <suas> actividades. Deixa as coisas ser como são. todo ele intervém integralrn~ntenuma história única. a de cada um dos vários discureas. cunw vimos. i cronologia Única sucedem-se tantas cronologias (e. sintácticas e semânticas de oarácter indisponível..

ele próprio respotisáre1 nas suas origens pela eclosõo deste movimento. -na sua razão. o recurso q l i c a t i v o à <vontade ou interesses da classe dominante. Bachelard. (59. com a de outro: raparelhosn e dependente.dominado por um único sentido. alógica materiaIn. mas cuja lógica . Os seus pontos de partida te6ricos s ã o a contradistinção entre a herança hegeliana e as descobertas de Marx. não deixa de excluir. constituído pela actividade humana e . no seu espírito que se deve buscar a origem dos valores jurídicos. a anatureza das ooisas. ela foi tida como tributária de uma concepção ccircularr (i. Nestes termos. que valem por si e que não ~tranho. dissolver o principal fundamento filosófico do ideaIi. Lacan. Esta Última afirmação carecerá. a crença em que é no ehomem.de o m referir a qualquer outro. mas de um especifico modo de inter-relacão entre os diversos níveis. um aparelho institucional criado. d a lógica global *da totalidade social .rompe com a interpretasão totalizante da teoria marxista d a história e oom a problemática dai decorrentr.a sociedade (obiecto d a ciência histórica ou da sociologia) aparece como . é certo. A afirmação de que o direito não corresponde A satisfação directa e integral das aspirações jurídico-politicas da classe 0 pensamento marxi~tn. de que os outros níveis d a actividade humana (incluindo as actividades teóricas e ideológicas) seriam o reflexo ("6). e. ooncepçáo que explicava esta rcalidnde n partir da e ~ p l i c i t a ~ ã da msência do homem. foi sobretudo a escola de C. responsivel pela existência e sentido dos valores juridicos) a estrutura Iiistoricamente determinada d e um aparelho produtivo. e ehistoricistaw..entendimento exclui a explicação do direito com recurso a entidades ideias como a <boa razão}. P o r detrás das principais correntes do idealismo jurídico eçtá. oonhecido como. Korseh náo podem ser desresponsabilizados desta reinterpretayáo de Jlarx. em pontos centrais-nomeadamente.. permitindo uma leitura de setitido finico. nn n l o existência d e um todo emer. gente. torna-se ilegítima qualquer abordagem teórica (ou Iiistórica) da sociedade que reduza a sua radica1 complexidade. C. a obra de Karl Marx pôde ser invocada justamente num sentido whumaiiista. Fazer da histbria d o direito a história d e um nível especifico da actividade humana abre importantes perspectivas teóricas. no pós-@erra. Althuiser t3=) quem --na esteira de um amplo movimento de ideias com origem em França (G. das seguintes precisões. Permite. modo que L. na sua experiência vital. o #espírito do povos. della Volpe que relançou a vertente whumanistaw do marxismo ( 3 ' ) . Por isso. É L. mesmo.e a c o n c ~ p ç ã o tempo [ 3 4 ) (em que se opõe à ideia do e de um tempo hrstbrico contínuo m homogéneo a ideia da existência de temporalidades diferentes para a história de cada nível da prátioa humana). a concepçáo da dialéctica (em que se opõe a totalidade simples d e Hegel à totalidade complexa de Marx) . Agora.22 A HISTbRIA DO DIREITO N A BISTORIA SOCIAL O MATERIALISMO BISTORICO XA HISTORIA D O DIREITO 23 Nesta visão. por outras palavras. com um tcentmw) da realidade social. peIo contrhrio. das cbsses.... em última a instância. a partir sobretudo da problemática ainda não especificamente marxista das «obras d e juventude. Canguilhem) . o seu ponto d e chegada é uma interprem tação de Bfsrx pm que -valorizando a s fases da sua obra ji portadoras de uma rsalidade teórica nova. J. também. se este . Lukacs e K . vamos encontrar como entidade constituinte do direito (i. de facto.ão de algo que lfies srja e- um todo complexo (isto é. Os vários níveis de comportamento não são vários documentos complementares. composto de <níveis» radicalmente distintos) e essencialmente contraditóri4 cuja unidade não provém de uma unidade originária d e que as diferencas (ou contradiqões) seriam emomentosw (desenvoIvimentos) diversos.não está m disponibilidade dos indivíduos ou. por um lado. Althusser designa por <estrutura com dominante>.smo. o usentimento a do justo>.inter-relacionada. de resto. como. na impossibilidade . e. pelos homens e no qual os homens actuam. eventualmente. como se torna ilegítimo erigir uma prática (ainda que se trate dessa prática em última análise determinante que 6 a da produçio d e bens) em entidade fundante. andara algum tempo arredio desta problemática. permitrm uma leitura em funt. o G. sáo a n t e vários mmumentos. a nota tónica está na dmcontinuidade e na irredutibilidade de cada nível de análise.

caracterizada pela cgener a l i d a d e ~ .distinção entre o xju. Nenhum deles deixa de sentir.é o de construir a matriz que dê conta dos mecanismos <internos» ( e não dos factores <externos.após este encurso . de uma lei A expressão desta vontade determinada pelas seus interebbes coliiuiis é a lei. uma concepção que configure o 'direito como decorrendo directamente e sem quaisquer medilações das relações estabelecidas a o nível d o aparelho de produção económica. a doutrina jurídica burguesa (incluindo o reforrnismo) fazem. distância que eles então relacionam com o carácter <funcional.o moderno. pautada pela defesa dos cioteresses comuns*. . n a entanto. a dificuldade central gerada por esta posição -a . Voltando . o seu conteúdo tnormativo. se permite a recusa de todas as formas de idealismo ou de voluntarismo na explicação da realidade social.24 A HISTORIA DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL O MATERIALISMO HISTóRICO N A HISTORIA DO DIiU3iTO 26 dominante encontra-se nos clássicos d o marxismo. da própria forma jurídica. até hoje. Coisa d e todo diferente é a afirmação da neutralidade de classe d o direito e do Estado. Esta mesma ideia de que o direito (ou. O problema que então se põe -e que será desenvolvido adiante. utilizando a formulação de outro jurista soviético.oponha a si mesma . ou s j a . c a razão por que a regulamentação das relações sociais em determinadas condições assume carácter j u n d i c o ~(38).I que torna necessária a negação d e si na lei e n o direito (37). fazer outra coisa senão dar à sua vontade. De facto .e seguindo uma pista que provkm das obras <juvenis* de Marx . como a vontade consciente de um indivíduo ou de uma classe) através dos quais é garantida a adequação entre o ordenamento jurídico e o equilíbrio político d e uma dada formação social.anterior. a explicação da razão por que certos interesses de c l a s e 4e exprimem sob esta forma particular a que chamamos direito. Já na Ideologia Alemã (1845-1M) Marx e Engels notaram a distância que separava a defesa <jurídica» dos interesses d a classe dominante da sua defesa pelo uso puro e simples da força. permite também superar uma concepção mezanicista das relações entre o sistema jurídico e a base económica. determinada por estas condições especificas. O sentido do intento de pulverizar a história global é precisamente o de ex~cluirqualquer pretensáo de estabelecer.~ a b s t r a c ~ ã o e <igualdade. B. embora com um interesses da classe dominante.Marx e EngeIs relacionam a forma jurídioa (anoderna*.em virtude de contradições internas Na tradição jurídica marxista . aparece matiz talvez diverso e mais próximo de outras temáticas mbPm já ocorrentes n a obra . Pasukanis.) com a necessidade ideow lógica de mascarar a s relações reais de poder com a aparência de uma ordem igual para todm.) não constitui um decalque mecânico dos .. que não se .representada..a o tema das virtualidades da abordagem teórica antes descrita dir. 90bretudo pelos juristas soviéticosa relacionaçáo do direito com os interesses e a vontade da c l a s e dominante é feita por Stucka e Vysinskij. Ou seja. ou w manifestam n o domínio da ideologia. Dizendo de outro modo. enquanto que outros ou G o prosseguidos pela luta política. ridicor e o epolítico~. ponder A base económica geral. no entanto.se-á que =te sublinhar da irredutibilidade do nível juridico como objecto específico da análise histórica ( e teórica).n a carta de Engelels a conrad Scfimidt (1890): Num E9tad. tese claramente excluída pelos clássicos e por toda a tradição do marxismo. É justamente o triunfo dos indivíduos independentes uns dos outros e o triunfo da sua vontade pessoal [. mas também ser uma sua expressão coerente em si mesma. de nível - Os indivídum que exercem o Poder nestas condições (nas sociedades em que exista a divisão d o trabalho e a propriedade privada) não podem. cavalo de batalha desta ideia de que o Estado e o direito sáo entidades que radicam em realidades e interesses supraclassistas.. E.. a expressão geral de uma vontade de Estado. deve não só ser a sua expressiio. portanto. o direito deve não só corres.. mais directamente pelo segundo do que pelo primeiro. pelo menas.

. ela justifica-se.a biografia intelectual dos grandes juristas.da coniplexidade sociaI. Por ~ u e m p l o . histórica ou sociológica. 6. Com isto.ementos da prática náo se afeiçoam às formas típicas dessas relaçõ.eito é percorrído por uma lógica intrínseca. substituída.determitiação uu dependãncia que conduzam a um esquematismo explicativo redutor . Sem deixar de considerar como relevantes a generalidade dor eleme~itoçtidos em conta por estes entendimentos (embora náo as estratégias sxpiicativas por eles adoptados). a s relações entre os vários el. portanto. virá para primeiro pIano. porém. Só que . ainda uma vantagem tiáo dcspicicnda . a de que o direito é sobredeterminado pelas condições especificas da prática que o produz. e m vez de sacrificar ao esquematismo e do dissolver t d a a especificidade do jurídico pelo recurso a factores <gerais. substituição que corresponde a o movimento antes referido de descena tramento do sujeito histórico e ao carácber estrutumnte da própria prática. responsáveis pela adequação final dos resultados normativos. a uma i'd'eia corrente na historiogrnfia juridica tradicional (ideia que eIa não conseguira. prn g ~ r a l . Outra temática que njao deixa de resultar secundarizada é a da estreita funcionaliza~áo das instituiçáes jurídicas em relação 6s exigkncias da organização d a estmtura económica da produção. Com a restrição de que a estrutura da prática não é homologica nos vjrios níveis da produçáo e que. da consideração isolada dos seus momentos lógicos ou axiológicos ( o que corresponderis a uma posiçáo idealista). sobretudo.direito e. arites.e esta é.pela perspectiva d a sociologia cultural ("1 . d e t e modo.que a adopção desta perspectiva de enfoque materialista do modo de produção jurídico permite utilizar um prociesso de análise e uma grelha categoria1 semelhante àqueles que V a r x tornou operacionais para a análiw da prática económica. a anhliw. em face dos resultadoo explicativos que por este meio podem ser obtidos.ões iiitercoiidicioriantci-s. em última instância determinada pelas relaçóes de produção. quer pelo idealismo.explicar os seus desenvolvim~e~tos concretas. Ela tem. porventura. como seria a de identificar o direito com um sistema axiológico (como nas várias correntes jusnaturaIistas) ou com um sistema formal (.A especificidade do direito não decorre.e esta é a s e p n d a vantagem deste tipo de anãliseo reconhecimento deste carácter estruturado e estruturante da realidade jurídica não deve desembocar numa atitude idealista. portanto. problemáticas que são excluídas do campo de análise nu que nele resultam claramente empobnecidas. em termm de opção uideolSgicavr. a investigação histórica ( e sociológica) ganha uma finura de análise desconhecida. A opçio por esta via não se justifica. O que não excluiu. antes de tudo. o processo pelo qual tais valores c conceitos sdo produzidos e transforrnados (ou seja o aapamlho de produçáo~). relações directas de . internos 2 estruhira da prática juridica. abre científicas novas e. assim.26 A HISTbRIA D O DIREITO NA HISTbRIA SOCIAL O MATERIALISMO HIBT4R~COX-4 HISTÓRIA DO DIREITO 27 para nível da prática humana. rigorosamente atida à tese da deterrninação dos conteúdos da conxiência pelo contexto da prática ( 4 n ) . Como opção teórica. se acaba de verda explicação IiirtóExcluída -como rica a referència a factores uexternosx ao nível consideradn da prática humana. desenvolver correctamente) -a de que n dir. a afirmação de que exiskm entre os vários níveis relag. empregando outro tipo de Iingliagem.como no conceitualismo). como se viu. pCie em relação domínios até aqui estanques. mas da aceitação [lu carácter relativamente autonomo da prática da quaI ele surge e na qual se realiza ("). antes de m a i s a virtude de sublinhar a espccificid d ~ ee mtonomia do moddo explicativo do . da prática jurídica dá relevo a níveis da realidade até aqui desconhecidos da histiiria do direito. Atendese. a preocupação de explicitar os processos genéticos. quer pelo cconomicis~nomecanicista. Neste caso. de pcrmitir dar relevo a factures explicativos ciriternos~. em Lermos de se tornar ilegítimo qualquer método qu8e não tenha em conta a tensão dialectica da totalidade social. Há. ou seja. é certo. como se tornará claro mais adiante. da explicação histórica. O que se apresenta como sirternático ou organizado n Y o são os valores ou os conceitos do direito. n o entanto.es no modo de produção económico ( ' 3 ) . capaz de . a análise envereda por uma via rigorosamente materialista. Resta precisar . Ou.

unidade complexa das práticas existmtes numa determinada sociedade comporta um número elevado de práticas distintas e não simétricas. A cprática sociala. Assim. Por pratica entende-se aum processo de transformação de uma matéria-prima determinada num produto deberminado. HIbTbRIA SOCIAL Antes de caracterizar a prática jurídica.em que as distintas práticas <jogam> segundo um modelo determinado em última instância pela prática de produção de bens (prática económica). cesso não é nem a matéria-prima nem o produto. além de constituir uma realidade estruturada. d e facto.elemento determinunbe d o pro') . que i?.tem alguns pontos d e contacto com a análise semiótica dos sistemas simbólicos. utilizando ri terminologia da linguística transformacional. Por im se explica uma certa osciIaG20 ( p d o menos terminológica) entre . pode dizer-se que a estrutura da prática estabelece a sua clcompetência~. em qualquer caso. estatuto sociológico dos sujeitasagentes que accionam o processo produtivo (ou seja.desses meios O modo de ser . Neste aentido. alguns prBsupostos acerca d a estrutura das prátims e da forma como estas ee articulam no seio da totalidade socimal. estabelecendo entre si limites e implicações mútuos. A mesma estrutura da prática é ainda reçponsável pela natureza dos seu3 elementos estruturais. a sua identidade a partir do modo de ser da articulação mútuta de todos eles. O conteítdo de uma prática é definido pela sua estrutura específica. a prática é. Esta estrutura define-se a partir dos seguintes elementos: natureza dos objectos-matéria-prima aos quais se apIiua o processo de transformação-produção. Este método de análise dos fenómenos culturais -que consibtc crn os visionar como manifestações de p r o w o s produtivos e explicar a partir da estrutura destes procmus o 4eu modo de ser. utilizando meios .de (cprodução») determinados. uma identidade substancial anterior e indepedente do seu lugar no processo prodirtivo Uma segunda nota diz respeito ao modo como as práticas existentm a cada um dos níveis da unidade social se articulam entre si.nos lirnitee da qual (competência) se manifestarão os seus resultados eoncretos (performances). a a n á l i ~ e empírica pode fazer progredir esta oaracterizaçáo d a matriz de causalidade que opera n o seio da totalidade ~ o c i a l ("8). a estrutura de um prmessw de produção. Voltar-se-á a este problema da matriz de articulação das váriw práticas da unidade social ao tratar da reIação da prática jurídica com outras práticas. a s estruturas das várias práticas articulam-se umas com as outras. no entanto. natureza dos melos de p r o d q ü o accionados ( 9O . meios técnicos e métodos de utilização . as relações sociais engendradas pela prática) . as dos signos . uma certa correspondência ou adequação.deste sistema de elementos estruturais que sustêm uma prática determina os limites entre os quais podem variar os resultados (produtos) dessa prática. nem a partir de um modelo fun. As homologias entre os dois modelos expIicativos são especialmente importantes no campo das da análise das ideologias. transformação efectuada por um trabalho humano determinado. entre si. Só. o momento em s mesmo do trai balho de transformaçáo que póe em acção. caracterizados por três níveis de relações: a? dos signos entre si (relações sintácticas). campo em que um e outro modelo permitem u l t r a p a m r o idealismo e o ~conomicismomecanicisia. cionalista. as dos signos com os obiectm d m i p a d m (relações semânticas) . uma entidade estruturante.com os sujeitos do discurso ( r e l a ç õ ~ pragmáticas). nomeadamente com a política. bem como afastar a ideia de da arbitrariedade da produção d e sentido. cada u m dele9 cobra.A HIBTÕRIA DO DIRMTO NA. ou seja. mas a prátioa em sentido estrito. Também esta explica as m~anifestações concretas de produção de sentido a partir do funcionamento de sistemas simbólicos (códigos) subjamntes. numa estrutura especifica. aIém disso. as resultados das práticas que estas estruturas suportam e determinam apresentam. homens. A unidade social forma antm uma totalidade . ( 4 4 ) . não possuindo dmesie modo. Nesta totalidade. A sua organização íntima não é explicável nem por um modelo de oausalidade directa a partir de um níicleo central.

mação social ("1. 'estaria completa a caracterização da prática poIítica: {têm por objecto o momento actual. apenas. ideológico. o I i i p r onde se condensam as contradições dos diverscvs níveis (econámico. ameios de produçáo~/ccódigos ( 6 0 ) .reguiadurdw do Estado reconduz-ae sempre à obtenção de um rerto equilíbrio. no entanto.escolas. correspondentes aos vários níveis instiiucionais o u estruturais accionados (meios té'cnico-económicos intervençáo n o procesJo produtivo. meios ideológicos . produzindo transforn~açócs da unidude da forrnaçüo social 1prodiito). teórico e polítioo em sentido estrito). especia!rnpnte importantes. referência tornada necessária para obter a contradistinçso entre a prática política e qualquer outro processo que produza a transformação da unidade social. Isto porque o aproximam implicitamente dos níveis político e ideolégico até dissolverem a sua especificidade (51). a função n. eliminar riscos e conflitos etruturais e impedir em todos os planos da saciedads disfungõa que ponham e m perigo o sistemas. na perspectiva teórica aqui assumida. a prática política pode ser uaracterizada como a que incide sobre a conjunc~urasocial (objecto-matéria-prima). -4 partir daqui. xsujeitos-agentrs~/~locutores~. que possibilita a manuterição e reprodução das cmdiçóes de pro. Se a produção dos resul. mantém-na . Em conclusãn. numa situação concreta. ' . A caracterização completar-se-ia. dução ( ' I ) . Bergrnann CIaro que esta fuiição não tem nada a ver com aquela que no concepyóc~integracionibtas atribuem ao Estado a de salvaguardar as necessidades vitais d e uma colectividade. como objectiro e e4tratCgia específicos as estruturas políticas do Estado» ("3). h Poulantzas foi quem.o ser O cfactor de coesão dos níveis de uma for. O factor. contudo. por uma determinada panóplia de instrumentos (institucionais. na medida exacta eni que tem como ponto de impacte. meios estritam~nte políticos . A contradistinção entre a prática jurídica e a prática politica. O objecto seria o amomento a c t i i a l ~("a).tados p o l i ticos se obtém accionando os vários nieios instituci. pleno sentido se. Ela caracavançou mais na caracterização d a terizar-se-ia. t caracterizar o Eatado a partir da sua Eunsão específica . prlos seus objecto e prwluto. Prática jurídica e pr8tica poiítica Na identificaçâo dos vários níveis da prática social os autores mais afeitos a este modelo de análise não autonomizam explicitamente o nível jurídico. pelo contrário. Esta definicão EÓ ganha. a a c t i v a ~ ã ode cada um deles efectiva-se através de irma prática (poderíamos chamar-lhe 6subprática~se isso não se tornasse pretensioso) wpccilica caracterizada por um determinado plano de emcrgêiicia dos objectos. Esta formulação deixa suficientemente claro que a prática política comporta em si várias modalidades de . aparelho judiaparelhos culturais. em primeiro lugar. e. bem como a dilucidação das relaçóea estruturais e Iunciomais entre elas são. igrejas. J. que mantém a coesão do conjunto de níteis de uma unidade complexa e que regula o seu equilíbrio globaI enquanto sistema (<garantir globnlmente as coridi~ões de atabilidade do status qrco social.da unidade d e uma formação social. dizendo de outro modo. frequente em certas correntes modernas de sociologia cultural: xresultados da práticaw/aefeitm d e sentido».30 A HISTbRIA DO DIREITO NA BISTORIA SOCIAL O MATERIALISMO HISTORICO hTA HZST6RLA DO DIREITO 31 os dois modelos. em seguida. no entanto.ou. por um dcterminado modo de legitimasão dos sujeitos-agentes.instituições político-con~titucionais ("').eterrninada de resultados r"). - (js). ~eóricose maeeriais). produz transformações . meios jurídicos-oobietudo cigrio e prisional. isto é.acção iautónomas e assimétricaa. 0 s meios ou instrumentos de transformação característicos d a prática política seriam constituídos por acções visando o poder de Estado.. o produto seria a ictransforma@io da unidade de lima formação sonaf». em ~ o m ~ l ~ m e nseo . o lugar a partir do qual se pode. através da acsão sobre qualquer das e s t r m r m e instituições sociais (Estudo) que têm por Junção manter o equilibrio dessa unidrsde (meios ou instrumentos de produção) ("1. aquele que é compatível com o modo dc produfão dominante nu.onais ou etruturais. por uma gama d. . decifrar a unidade da estrutura e agir sobre ela. De facto. i . por uma referência aos meios de transformação.

em A. na verdade. É neste contexto de análise global da instância do político que tem de ser situado o problema sociológico e histórico d o direito .do o enfoque escolhido para toda esta minha abordagem do direito e d a sua história . como característica especifica do direito. J.do resultado tensão da unidade social» e a importâ. intervenção por uma prévia valoraçiio das condutas sociais levada a cabo peIo aparelho jurídico. embora inter-relacionados. cuja p o s i ~ ã ocoincide. como prática sai generis no seio da prática política. Como també.como modalidade a u t k o m a da realização da tarefa tpolitica. uma niodalidade específica da realização da funçáo política. Guastini.legitima a intervenção do aparelho reprerjiim d o Estado ("').dos factos sociais que se apreende o que o separa e o que o une aos resultados desse outro aprocesso2 (a prática upolítica>) que incide gloliali~~erite sobre a Eormaçáo social. já que não consegue descrever suficientemente 03 caracteres distintivos desta forma particular em relação i s outras. Avança.ncia relativa d e cada um deles na produção deste resultado dependem também da natureza global do <poiitico. O próprio d o como o resuls tados parciais de cada uma destas práticas se combinam entre ctransformação/manusi para a produção . que Marx e 'Engels abordaram ao longo de toda a sua obra a partir de uma série de perspectivas cujos inventário e confronto não estgo ainda feitos. - - Este problenia da distinçiiálu do arjurídicua e do *yolíticu~. Dircitn e política. vantagens fiscais) ou da intervenção arpers u a s o r a ~dos aparelhos ideológicos. de novo.e revestir formas puramente .obtém-3e também pela intervenção «correctiva» do aparelho repressivo. 6 certo. pela especificidade dos seus r e s u l ~ o -a s pzodzqão da ~aEoraçãojuridica das condutas sociais ( a o contrário da sua valoração ética ou económica) . sem rarposta é a apo~sibilidade de reconstruir teoricamente o processo por via do qual o direito nasce sobre o terreno das relações sociais de produção e d ~ t a s se separa. Desde logo. garantia de preços. nomeadamente. como -enfimnível especifico d o apolítico. a tnor- matividade.iavestimentos públicos. Embora Vysinskij critique a Stucka a identificação do juridico a do político ao reduzir (contraditoriamente . cum esta que se acaba de referir ( 6 2 ) . Esta questão surge. grosso modo.com os i vontade da classe sem pressupostos) o direito a o interesse e . o m'odo d e ser de cada uma das práticas que se d m v o l v e n o âmbito global da prática política é limitado pelas estruturas e função deste nível.D A HISi'ORIA DO DIREfTO NA HISrrdRIA SOCIAL O MATE"RIALISM0 HISTORICO NA LíIBTORU DO D1RE:ITO 33 Todavia. antes de serem duas entidades autónomas. são produtos distintos de prscessos prdclutivos distintos. . . atingidos certos limiares. de transformar/manter a unidade social.que se deve colher a especificidade do direito como modalidade de rcalizaçáo do político. Ora bem. ela .económicas .m não fica explicado aquele facto j i referido por Marx de. aparece com toda a aeuidade d o pensamento jurídico marxista desde que se sublinhe o carácter instrumental do direito em relação à luta de dasm. Desde que o direito seja encarado apenas ou predominantemente como um instrumento de realização dos interesses da clasw dominante.Modalidade que se caracteriza pela especificidade dos elementos estruturais da prática que a sustenta. o interesse político de uma classe ter de ser sacrificado à indisponibilidade da forma jurídica. a verdade é que poucos passos avança para a l h desta justa precisão. é através da reconstrução mdeote cproceosoB que dá origem a valoração jurídica . Vysinskij. a questáo que surge é a de saber se náo se devem integrar numa ) mesma categoria teórica ( o ~ p o l í t i c ~ was várias modalidade de r~alização desse+ interesses (incluindo a modalidade jurídica). a t r a v k desta. e. a defesa do interese da classe dominante e x i g ~ intervenqão de a um instrumento normativo. adquirindo os caracteres de um fenómeno específico e a'utónomo ("). dominante e sublinhe a ideia de que o direi70 é uma forma (particular entre outras) da política. É a partir deste enfoque -que tem si. em certos momentos. O direito constitui. Se a manutençjo da unidade social se obtém atravks da intervenção apromotoraa do Estado no prooesso produtivo (intervenção que pod. Mas o que nzo fica explicado 6 porque é que. o que aqui fica. d a lógica total da formação social (60). Como refere R.

normalmente. tal como os reultados da teoria (ou seja. um específico modo de actuação sobre elas com isto d~ característico que é o de gerar um sentimento colectivo de legilimidade quanto à: interv e q ã o coercava do aparelho repressivo do Estado (produGáo do efeito a que chamarei ade jurisdicidade~). prefácio à Contribui& para a Critica da Economia Política. mos). siihjacentes a práticas de outro nível. corresponde. 1857)] (7 ' ). porém. não 6. iio entanto. 110 Incúrtlu pabbo.como na contradistinção entre o «jurídico* e o cpolítico. DO DIREITO NA. -4 consideração do direito como uma prática que se desenrola a partir de uma combinaçáa especíEioa de certos elementos estruturais e que. e.de novos r m l tados ( % o ) . feita na base da especificidade dos resultados d e cada uma delas. sendo d e acrescentar que estes modelos são determinados ern última instância ela estruturação do ~politico>e pelo lugar que este ocupa na lógica globaI da formação social. e. A distinção mais imediata entre umas e outra radica. pôr em condições de serem accionados) os aparelhs repressivos do Estado. Marx. N2o se trata.só a análiue estrutural p d e dar conta dos modelos de autonomia e de implicat$io entre as práticas j u ~ í d i c a e ideológica. o efeito produzido pela prática jurídica (refeito d e jurisdicidadew) tem isso de característicu que é o accionar (ou. . a uma ruptura axiolágicn. Daqui o poder-se dizer que a prática jurídica não se limita a transformar a scon~ciêncimdos homens (como a3 práticas ideológicas). deste modo. mas da produção -através d e uma prática específica . Não sb porque os resultados ideológicos intervêm na prática jurídica ao nível dos meios de produção (como verc.icações entre ideologia e direito são muito apertadas. a prática jurídica tem por objecto a trandormação-manutenção das relações sociais ( " 5 ) . na natureza dos resultados produzidos. o primeiro vendo no direito um reflexo directo Ja base económ~ca. Esta ccmtradistinçáo entrc as práticas política c jurídica. da transfarmaçáo d e resultados puramente ideológicos (i. de obter a ttansfomaçáo-manutenção das reIaçóes sociais ('I"). contribui para um desuendamento mais completo do modelo d e intercausalidade a que o direito está sujeito n o seio da totalidade social. p d u menos. C]d ~ e l d ~ i ~ l l d ( . Práticas vizinhas da jurídica. apenas da atribuição dc força coactiva aos resuItados das práticas ideológicas. dentro do domínio mais vasto do político. ainda aqui. uma valoraçéo dos factos sociais-. . através da natureza mdeotes. Claro que as imbr. outro modo. são as práticas ideológicas.HISTORIA SOCIAL O MILTERIALISMO HISTúRICO NA RISTORIA. na produz transformações nas prOpriCkF relações $sociais ( O R ) . As concepçõe3 materialistas do direito têm frequentemente caído na i m p a s e do mecanicismo ou do instrumeatalismo.34 A HISTORIA. . a um efeito de 3entido com eficcicia Também aqui . Mas o seu obiectivo constitui. na verdade. O surgir do <jurídico. mais ainda porque a trandormaç50 das relações sociais originada pela prática jurídica está na origem de novas constmções ideológicas da rralidade [as formas da consciência social <correspondem. Este novo efeito de sentido resulta.da5 duds do práticas só possa ser feita a partir das m a s diferenças e imp11caçóes estruturais dos caparclhosa que as suportam. Por isso o direito foi expressamente nutado por Marx e se distingue -como Engelsdo mero uso da força. suficiente. este cpolítico~. i.. a produção d o tefeito de conhecimento») rrwltam de efeitos ideológicos de sentido.Se todas produzem um refeito de yentido» -ou seja. s e relaciona com outras estruturas. P produção de um efeito d e sentido qualitativamente diferente. W DIREITO 36 T a l como a prática política. à superstrutura jurídico-política (K. A prodiiráo de reultados c<juridicos» com a s caracteristicas descritas docorre do funcionamento de um aparelho de produção caracterizado a partir de elementos estruturais já e n u m ~ r a d o s Daí que uma explicação exaustiva da autonomia e. de valorações éticas ou religiosas das condutas sociais). O jurídico e o idaolbgico cadctiva !a chamada opinio iuris)..

como já se referiu (cf. física. i questáo da impossibilidade d e configurar o juri. b ) ExistGncia . Uma coisa ou cvutra -ou seja. çobrebudo}. da forma jurídica sobre a m&érig das relações d e produçáo. a pBtneira qumtão que. No entanto. volvida ('9). anexo I. Do que se trata. limite correspondente à determinação da prática . e voltando à questão d a não homologia entre os perfis de evolução da base económica e da superstru. avançar n a explicação do processo causal através da análise concreta da estrutura subjacente . bio.estrutural.das condições materiais que a s sustinham ou em áantecipa~óes. acçóes que explicariam uma carta responsabilidttde das estruturas juridicas a políticas na própria configuração da base económica.da base económica e d a superstrutura. quer das funções concretas que esta desempenha no seio d a estrutura sociaI global.exige uma prPvia dilucirl* & fu%w do jurídico na estrutura social. dando todos eles .. critivas 6. mas sobretudo de descrever a s determinaçóes decorrentes. outras das vezes será -em contrapartida a de encobrir essa dominação por meio do estabelecimento de uma série de regras de convivência pretensamente abstra~ctase svpracfassistas. o desenho 'das últimas.em tsobrevivências jurídicas* para além . a económica) . Assim. a produção de um ou outro efeito causal .a o seu nível. pouco adiantando sobre o processo concreto d e efectivação desta causalidade. do o meio adequado d e ultrapassar as fórmulas deseconómico-. a análise marxista das r e l a ç õ ~ sentre as instâncias do económico e do jurídico sempre foi muito mais matizada.determinante (neste caso.de ac@o de retorno ou cjei~osde «feeS-Dack» entre a base e a superstrutura. logia. em primeiro lugar. - Posto isto. por outras palavras.36 A HISTORIA DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL O MATERIALISMO RISTORICO NA HISTbRIA DO DIREITO 37 o segundo um puro instrumento de domínio das classes dominantes ( ' I ) . sobretudo. materiaIizados . a resposta à pergunta <corno é que o direito se adequa base econlmica?» . as coisas se passam (de foma semelhante>. seja de que natureza for. conta de um aspocto da q u ~ t ã o mas situados ao nível da e x p l i caçáo metafórica.tura jurídica -isto é. não é d e escolher a expressáo ou a iiie~áfora que melhor ye adeqúe a uma rerta concepção abstracta das relações entre a base e a superstrutura jurídica (determinar? condicionar? corresponder? reflectir? encobrir?). Invocando modeIos de expIicaçáo causal válidos noutros domínios do conheciniento (matemática. no domínio da causalidade sociológica. eles limitam-s~a afirmar que. Trata-se de vários modelos expIicativos. a identificação da natureza do efeito d a causalidade -isto é. quer da estrutura do processo de produçáo da superstrutiira jurídica. cl) Gonfiguração da relação causal etn vigor no domínio sociológico como uma relação de causalidade indirecta ou . n o final deste ensaio). a jurídica). se póe é a questão da netureza do e f e ~ t o cau-sal. dizer que as relações jurídicas são determinadas pela base económica tanto pode querer dizer que a s primeiras manifestam. como pode significar que o ocultam.dependem da função do jurídico no s~stemad e instâncias da totalidade social. nesta sede. processo acerca do qual os cIássicos do marxismo não apresentaram uma teoria explícita e desen. na terminsoIogia de L. dito com um directo deito causal. P a r a dar conta desta náo homolugia entre os perfis de evoluçáo da base económica e da superstrutura juridica lêm sido utilizadas várias EorrnuIacúes descritivas: a ) A relação causal consiste apenas n a introdução de um limite de variação dos rmuItados da prática determinada (neste caso.deencontros cronológicos entre a evolução . Althusser). Sem se pretender entrar em grandes desenvolvimentos. Uma das vezes essa funçáo será a de fornecer os instrurnentos repressivos necessários à dominação de classe. C ) Existência -de . Na verdade.da relação causal (~ubredeterrninação d a contradição principal pelas contradições secundárias. o que aponta para a existência efeitos que complicam a linearidade .

pode dizer-se que este segundo nível do prOCõsJ0 caiisal introduz um <limite de variagão. explica a regularidade da produção da prática considerada. Se os pressupostos teóricos forem correctos. Em segundo lugar. Falta a tal referência à função d e cada niml n o seio do sistema qire torna coerente a totalidade wcial. por virtude de contradiçães internas. no fundo. até que ponto são recebíveis pelas outras instâncias da totalidade social que. uma análise estrutural da prdica deve. awrigrurçh da função global da prútica jarutica. revelando os processos causais que ligam os seus resultados ao modn de combinação dos elementos estruturais do aparelho d e produção. A isto referiria.da sua estrutura. ou seja. ser deste tipo. Isto é. bem como a referência a o modelo de articulação mútua entre os vários niveis que daqui decorre.turais e (ou) da sua combinação. Em primeiro lugar. Engels na já citada Carte o S c h n d t (27 de Outubro de 1590) ( t n u m Estado moderno. d o modelo segundo o qual a prática jiirídica se articula. se intpgra nos meios de p r o d u ~ á o jurídica. não realizara o seu papel no sistema global d e artioulaçáo das diversas práticas. E que. Esta análise dará conta. Passando para a domínio do direito.38 A HIBTõRIA DO DIREITO NA HIST6RIA SOCIAL O MATERIALISMO HISTbRICO NA HIBT6RiA D O DIREITO 89 a cada nível da prática (neste caso. Ambos possíveis do ponto de vista in-tra-estrutural. cies portadoras de mutaç6es biolijgicas que se Ihes adequam ou a extinção daquelas que não apresenteni tais mutaç6es. modifícaçõeç jntra-estruturais já que o novo arranjo normativo ou dogmático. da prática jurídica) e das inter-rela~õesentre aslas diversas e ~ t r u t u r a sregionais. o sistema produtivo entrará em disfunção. o direito não corresponde unicamente a uma situação e. isto originará. que as condições externas são factores de selecyão natural que favorecem a preservação de espé. Em terceiro lugar. explica o modo pelo qual esta cstrutura da prática se abre a determinaGões cxternas. A análise do sistema de causalidade em que o direito está inserido deve. antes. ou seja. então. como inconsistentew) . verá os seus resultados rejeiter tados. portanto. da dupla coerência interna do processo produtivo: da coerência interna . diriamos que tim certo arranjo normativo ou dogmática que conduza ii wlugáo de uma contradição social de forma adequada à lógica . dar conta de um sistema de causnlidade bifronte. snáiise dos ~)socossos causais intra-estruturais que explicam as resultados. não está completa a explicação do procrsso de causalidade interveniente entre os vários níveis da unidade social.áo d o sistema produtivo (ou seja. d a prática). eventualmente. representa também uma expressão coerente em si mesma. com uma redefiniçáo d w seus elementos estru. que náo deve surgir. à lógica que comanda n sistema que articula entre si as várias estruturas ( d e produção). de um sistema de causalidade que. P a r a além deste limite. Neste passo da antílise a lógica intm-estrutural ceda o passo i lógica inter-estrutural. em cada f o r m a g o . Mas. Trata-se. Ou soja. iin dos arranjos vai ser dotado por via da sua adequapão as condições extra-estruturais. identificagão dos ntveis e formas através dos quas a edrrdura da p r jurídica ~ per~ C ! rneivel a determinaço'es externas. de um processo semelhante a o da evolução biolbpica: não é que o meio externo produza directamente mutações biológicas. explicada que tiver sido a reguladade da estrutura que sustém a prática. dade interna. afinal. por outro lado. o s devam receber). falta averiguar em que medida os resultados produzidos em obediência à lógica intra-estrutural antes revelada se adequam à função global d a prática considerada (ou. a ser exprssão dela. F. a o passar a fazer parte do corpo do direito constituído. dizendo doutro modo. o que constitui um outro aspecto de uma lógica estrutural interna. de uma força expansiva que o erigirá em arranjo dominante. para os resultados produzidos em obediência a o modelo de causali. de acordo com um sistema de articulação global. porventura. ma$.do procmso produtivo terá maiores possibilidades de êxito do que uma outra que conduza a uma s o l u ~ ã oinadequada deste ponto d e vista. Recorrendo a uma imagem. por um lado. da coerência desta estrutura com a natureza dos produtos. Todo este pmcesso acabará p o ~ conseqi18ncias intra"estruturais e originará uma recornposic.

assernbleias representativas. se aproxima estruturalmente da produção teórica. e o d a prática jwridico-cie~ilica. esta e inscreve no espaço que lhe é criado pela iuncianamento globaI do aparelho de produçzo do direito. grosso nroúo. Ou seja. no entanto. não seria. %. por zim lado. n a verdade. ao Estado [na sua acepção larga de <centro do e x ~ m i c i odo poder p o l i t i c o ~ ) que c ~ m p e t edefinir os detentores do poder bgislativo e judicial. vamos entrar na análise dos . inatitriiçóes) admitidos a e. a quem ee confira o poder autónomo de .direito.n o r m i ~ x z . Esta opçáo que traria certas vantagens heurísticas. cornpli. Em quinto lugar.de produç50 do . opinio communis doc&orurn) ou a quem se raconheça a detençáo da tredição jurídica e. A partir daqui. a relação causal interestrutural leva a melhor sobre o processo de causalidade interna.o da prática jurid i c o . em última analise. autunomizar a atiálisc de dois processos produtivos relativam. uma modificaçáo da natureza dos seus resultados. finalmente. ocioso distinguir. poder local. dos limites da disfunçáo. mais . cansequentementc. A rejeicão continuada dos resultados da pratica jurídica (ou de certos dos seus resultados) tem tido historicainente a consqu6ncia de provocar uma sua recomposisão intra estnitural e. afinal. sobretudo. que resulta a valoração jurídica dos factos de sociais. por isso. a definição cios detentores do poder jurídico-normativo é feita atrar&s das normas que estabelecent o sistema de .ditar normas jurídicas ou a valores as condutas sociais concretas são. talvez. o poder de a interpretar . o modo de articulação entre duas fases relativamente autónomas do proctsao causal. por outro.do que urna subprática.elemeritos estruturais do aparelho . goveriio. Neste sentido. com vista a urna análise mais minuciosa.wr de forma de mornenta desneces- - Os agentes (indivíduos. rentemente. os jurisconsultos ou j u r i s p f tos. as indicações que seguem encaram a prática de produçáo do direito mnio um tado. através das norRMS jarirlicus gue estubejerem o elenco das fontes de direito. h~bora este aparelho apresente uma fun'damental unidade. um e outro respon&veis pela valaração dos factos sociais.que se apresenta como um componente da anterior mas que tem aspectos de uma Iinguagem de segunda ordem (meta-linguagem) e. sobretudo quando se trata de fazer a hi. determinação do ehmite de uariqüo. através desta. luncionalmente diferenks dos produzidos pela prática jurídica em geral. em substância. as quais legitimam certos sujeitos-agentes para a tarefa de criar ou declarar o direita: soberano. em primeiro lugar. Por isso. definidos pela prática política. no seio da sua prática. não convirá sublinhar de forma muito carregada a autonomia estrutural da prática cientitica dos juristas já que. tribunais. e em yuarto lugar. determinação dos efeitos & dufunsão sobre o eyudibrio znterno da estrJrtru que sustém a prdtica juridica. Interessaria.40 A HTSTORIA D O DIREITO NA HISTbRIA SOCIAL O MATERIALISMO EIST6RICO NA HISTORIA DO DIREZTO 41 social. Em segundo lugar.xaplicaçãor> do direito e que correspondem. com as restantes priticas sociais. os seas resiiltados não são. sária a explicitação do modelu global. já que.ente autónomos.ou actualizar. Esta definição é feita. nos casos em que se reconheça a o costume e dignidade de fonte d e diritu ( 7 9 ) . apa. Nestes se mnnlfestn. A análise empírica de situações histbricas concretas n%o cdeixará de revelar como.declarar o direito (iurisprudentia romana. que pode ser admitida a criar autonomamente o direito.pelo menos prima facie- . a prápria comunidade. De resto. t d o s da prática jurídica e. logo. Bs que estabelecem a organizaçáo judiciária.stória . tão esclareccdora como a analise da funcionalidade da prática jurídica é s análise da sua disfuncionalidade. Este facto de os sujeitos da prática juridica serem designaela prática ~ o l í t i c aé uni dos . dos resul. o destino dos resultados jurídicos internamente possíveis mas externamente ahrrantes.da ciencia jurídicu viria. O estatuto dos sujeitas-agentes Posto isto.

de um certo estatuto social. i d r i c a ç ã o que aqui se manifesta sob a forma de uma dependência da primeira em relação à segunda. n o entanto. não se traduz numa relação de determinação directa. d o modo de produção. O inverso. ApOs a revolução. gorias sociais e com o seu estatuto.que a divisão social do trabalho n o seio da clawe dominante não decorre da vontade consciente de uma clawe (expressa pelo poder político). por isso.da utensilagern da jurisprudência tradicional e. assim como. helecidas como vigentes. burgiesa por o r i g ~ m nobilitada por profissão. como veremos.o facto de s verificar ao nível d o rpolíticbw a designação dos e titulares do poder nomativo e junsdicionai náo implica que esse sejam. A luta pela imposição do direito nacional e. ma5 de lógica de uma estratificaçáo social e profissional decorrente. isto é. o advento ou declinio . a todas as categorias da classe dominante) representa também a luta para pôr termo a este inonopblio absoluto d a produção do direito ( e ao cansequente poder daí decorrente) -entre nós denunciado desde as comédias de Gil Vicente. o latim. Dir-se-á.por parte dos juristas profissionais.de um certo modo de maiiifestaçáo da direito é o sinal (ou resultado) -embora tamliém. os reais sujeitos agentes da prática jurídica. Esta não correspondência entre os deteniore~formais (elegais. nesse ~entido. por sua vez.. ocorrido com o Direito Romano.) d o poder de edição do direito e os seus detentores efectivos tem abundantes exemplos na história do direito. cuja aplicaçáo prática ultrapassava largamente o relevo que lhe era dado no sistema formal das fontes de direito (71). sobretudo. a tensão entre direitos nacionais e Direito R o m n o durante os &culos XVIII e XIX (cuja leitura reriulta milito mais clara se se considerar que a persistência da tradiyiío romanística) mais do que garantir certos resultados norrnotivos. Então. que a efectiva divisão social do trabalho n o seio d a classe dominante nem sempre coincide -raramente coincidecom a imagem que dessa divisão têm os estratos detentores do poder político. tambhm se verifica.4 a A HISTORIA DO DíRGITO NA HIST6RIA SOCIAL O MATEIRIALISMO HIWORICO NA HIST6RIA IXi DIREITO primeiro aspecto da embricação entre as duas. da um direito aacessível a todos* (entenda-se.. por exemplo. corisequmteniente. entre a grande e média burguesias e a nobreza e. só eles e sempre eles. como esta mesma prática jurídica institui e legitima outros sujeitos agentes ou baralha a hierarquia e competência relativas dos sujeitos agentes designados pelas instâncias políticas.categoria esta que E portadom. a condkr%o de uma aIteraçáo na rede das relações sociais que catapultou para a cena da prática jurídica ou dela expulsou unia certa categoria social. também. Assim. Frequentemente adquirem valor jurídico. m relagão a determinações de outras instâncias (v. em última análise. Que é o sinal ( O Ur r s u l t d o ) de factos que sc passam para além d<vs limítes da prática jurídica mostram-no alguns exemplos. verdadeira charneira . a categoria social catapultada para suporte da prática de ~ r o d u ç ã odo 'direito não possui os segredos -até ao nível da língua prolissional. as mudanças dos sujeitos-supor~esda prática jurídica originam uma correspondente mudança dos meios de pcoduçáo do direito. É que esta última não só é pemiável. essencial à coesiio do bloco sacia1 no Poder durante o irastado de transiçãoí. isso aconteceu. DependGncia que. em síntese. categoria com um Iugar muito caracteristica na eatriitiira social do antigo regime. de direito traz consigo (designa) uma categoria de tsacerdotes~. entre nós. tinha.g. cada donie. A progressiva desagegaçáo deste bloco significa a crise pala rsta categoria e. - . adoutores%). a não aplicação efectiva de normas jurídicas formalmente esta. a crise d o monopólio sobre que ela aparentemente mantinlia o seu poder e através de que conseguia reproduzi-10-a tradiçáo juridica romanista. no final do stculo xvrrr e primeira metade d o &culo XIX. a legitirnaçáo dos jurisperitos é geralmente regulada pelo aparelho de ensino). Na ~ e r d a d e . garantia um dilatado poder à categoria social dos juristas de profissão (os aletrados. no período anterior (séculos 1 a m I i ) . Na verdade e em regra geral.normativo normas que não são dffiignadas como juridicamente vigentes pela lei definidora das fontes de direito. Factos como os que ficam referido3 têm a ver com a situação dos sujritos da prática jurídica no quadro das diferentes cate. com o direito estrangeiro. Ou -de uma forma talvez mais rigorosa.

dos testamentos de juristas letrados e dos tribunais no sistema de prodiição do direito (e. a o nível da matriz d a relações sociais). aqui haverá que distinguir entrc os poderes legais de edição d o direito e o papel bectivamente desempenhado pelo sujcito na prática de prodiição. que os meios de produção do direito não G o .pode ser inclusivamente condicionante eni relaqno à produção de alterações noutros níveis da prática social ( n o caso concreto. a alteração do elenco das fontes d e direito -bem como as mutações verificadas a o nível dos meios conceituais e institucionais d e produção do direito (estratégias discursivas. o aparelho teórico da tradiçáo rornaníatica.e. ms Por exemplo. a partir dai. f o r m a % rc. O ensino do Direito e o corpns da literatura jurídica. órgãos administrativos).estatuto formal de um agente para caractcrizar o seu efectivo papel no processo produtivo.do estamento dos juristas como sujeitos-agmtes do processo de produção do direito só se estabelece quando SP age sobre os prbprios meios dp prodiição. ela mesma. sistemas dogmliiicos.A HISTóBIA DO DIRDITO NA HISTORIA SOCIAL Mas. assim. para os sujeitos. a variável independente do processo. uma alteração do elenco das fontes de direito manifesta -ao nível da prática jurídica . não só um campo de objectos relevantes.definem ainda implicitamente as instituições e categorias de indivídcos com capacidade para accionar a panóplia dos meios de produção jurídica e.produção legislativa no sistema da rios= Carta Constitucional (1826) com os seus poderes de facto (i. Um outro aspecto muito próximo do até aqui focado é o de que náo basta o . etc) .. portanto. Ncsta medida. se mutações ao nível das fontes de direito manifestam o efeito intra-estrutural das circunstâncias extrinsecas à prática discursiva. E. conceituais e argumentativos. há lugar aqui para a distinçáo entre o plano jurídico formal e o plano material da análise. um certo desenho das relações destes com os outros comparticipes no processo (órgãos políticos. Ou wja. 6rgãos jurisdicionais. mas ainda um «perfil (digamos) profissional. Tal como a natureza dos meios técnicos 'de produçáo económica aponta para um certo tipo de titularidade do processo pro- dutivo (OU seja. etc. se constituir como a ~ n t e prodiição jurídica) de - . em contrapartida. ratura jiirídica ( 9Só então --quebradas as pcçac frindamrntais d o ciqtema de reprodução das relações dc produção jurídica muda a titularidade do procegso produtivo. nomeadamente. formados na tradição universitária europeia da época. tal como resultam d a análise concreta da pratica jurídico-normativa): o seu formal de nepír a sanção régia à s deliberaçócs parlan~er~tnres ( e de. a o designar..laçõts de prodas dução). ensino do direito. a supremacia do legislativo sobre a jurisprudência e o definliamento . com a imponência dos instrumentos técnicos e teóricos do direito tradicional.no caso concreto os juristas letrados. neste sentido. a o mesmo tempo que designam um campo de reEerência para toda a produçáo jurídica -i. também a natureza dos meios de produção jurídica -no exemplo acima. assim como ai se distingur entre a propriedade jurídica e a propiiedade efectiva dos meios de produçáo. até meados de Setecentos. eles tamb6n1. se é certo que. no caso concreto. e. e. quando sv e m p r e e n d ~a r~fnrrna do ensino do direito e da prbpria lite'. E.. no próprio contexto sociopolítico) tem que ser com factores internos ao nível do ajuridico. Um exemplo do relevo da d i s t i n ~ ã oé o dado pela não coini cidência dos poderes constitucionais da Coroa quanto . a detensão do processo produtivo por unia certa categoria d~ agentes. para uma certa ~ . Por isso. o11 spja. . o certo 6 tambem que existem condições intra-estruturais para que este fenómeno (extra-estrutiiral) de recomposição social influa nas condipões em que decorre a prática jurídica. para encarnar o estatuto dc sujeitos-'agentes do processo ~ r o d u t i v o . por iim lado. a preponderância. o certo é também que estes efeitos intra-estruturais só se verificam nos Imites de permeabilidade que a própria estrutura da prática estahlece para os factos externos.fenámenos d e recomposição da matriz das relações sociais.' evidente. por outro. VÊ-10-emos em breve. Tal como n a análise do processo produtivo económico.implica. enquanto lhe assi~iamobjectus. a própria estrutura d a prática jurídios çobredetermina a estrutura mais vasta em que se insere e estabelece um certo limite de permeabiIidade aos factos extra-estruturais.

permanecia-lhe relativamente impermeável até que uma m u t a ~ á o na estratégia da punigão (a punição como esforço de recuper a ~ ã o . mas progressivamente em ramos do direito privado) da realida de psicológica como otj. Assim.de outros códigos (moral. . a <marcação. mas lambérn pela g e r q ã o e erupç6. Um exemplo 8. já que a intervenção d o Estado se pode efectuar por processos não jurídicos (v. o que significa que. Todas estas distorções n o elenco dos detzntores do poder de criar o direito tal como 6 definido pela instância política correspondem. no entanto. Assim. A valoraçáo deste nivel não era dmconhecida de outros sistemas valorativos (nomeadamente a moral e a religião). Por outro lado .de reeducação) rem tornar necerisária a siia conà~deração (c£.a permanência de uma jurisdicionalizaç5o da3 relações sociais contraditória com o asentimento social> da sua irrelwância jurídica. Exemplos . apesar d e tudo. O campo doe objectotos Como já se d i s e . O plano de emergência dos objectos a valorar pelo direito é assim. que o tomavam como objecto desde tempos imemoriajs. religioso) que não o jurídico e a acção sobre eles através d e outros instrumentos que não o direito. não são também acontecimentos fortuitos ou arbitrários. na verdade. até que ponto não era apenas formal o papel do legislador na coristituição do direito em Portugal n o século XVII e na primeira metade do Gculo XVIII? Até que ponto o papel decisivo na edição d o direito ( e não só na sua aplicação) não era deempenhado pelos juizes? A ser assim -e só a análise da prática jurídico-normativa o pode revelar-. ela transforma as próprias relações sociais. estaríamos perante um outro exemplo de não coincidência entre o estatuto jurídico e o estatuto efectivo dos sujeitos-agentes. todos estes fenómenos de erupção dos sujeitos. entáo. a o fenómeno antes referido de que a esbr&ura da prática não sa' é responsável por u m e s p e c i b a conbinqão dos sem elementos.a prática jurídica náo se limita a transformar a consciência dos homens (como acontece com as práticas ideológicas). a admitir que certos elementos estruturais da prática jurídica eram definidos por uma outra prática. porém. não se dá senão quando. Tal como em relação i definisão do estatuto dos sujeitos-agentes isto não acontece.ecto de valorsção.o desses mesmos elementos.a o falar da natureza especifica do <efeito de jurisdicidade~. Surveiller et punir. determinado -ele tarn&rn . São fetiómenoo a explicar ao nível do próprio sistema instituído no interior da prática e só através do jogo global deste sistema relacionados com instâncias exteriores ao nível do ~ j u r í dico~.e escolhendo agora um exemplo de eEicácia demonstrativa mais vasta-. se não são explicáveis a partir da lógica e dos resultados de uma prática estranha (como a prática p l i t i c a ) . isto é. neste domínio.dos factos sociais exigida pela função global do político poda efectuar-se a partir . do ponto de vista das condições da prática jurídica. O direito criminal. .O MATERIALISMO HISiT6RICO NA EISTbRLA DO DIREITO 48 A HISTóRIA DO DIREITO NA IÍISTQRIA SOCIAL 47 Farammte foi utilizado. o que consistiria. a prática política. .pela matriz insita no . ainda. uma vez mais. Embora certas instâncias dn vida social ( e nomearinmente a prática económica) possam apontar para uma jurisdicionalização de certos campos da vida social. através de processos económicas ou. os objectos da prhtica juridica síio os próprias situaa valorar juridicamente. M. sistema de produçáo juridica.0 sentido de definir o campo de objectos da pr8tica juridica como equivalente a o campo de intervenção do Estado na vida social.. este fenómeno não se dá só por isso. avanyar n. Poder-se-ia. as coisas estejam maduras para que isto aconteça.agentes no seio da prática jurídica. Ou. d e um poder efectivo. porventura. g. E o movimento de sentido contrário também se verifica . produz o efeito de sentido adequado a desencadear um processo de t r a r i ~ f o r m a ~ ácoactiva dessas reIao ções.através dos restantes aparelhos ideológicos do Ejtado) . NaWsencs de la prison. Foucault. mais precisamente. a Coroa não dispunha. a erupção no campo do direito (sobretudo no direito criminal.destes desencontros.

e da religiáo e mùral. Não é raro.to dos sujeitos (é o caso da emergência de órgãos e técnicos no processo d e produsão do direito . mas ainda a o níveI dos meios teóricos d e produção.. a produç8o de resultados faz-se pela aplicação de certos instrumentos de trabalho. Edelman (ob. (i. com todas as consequências dogrnáticas.. por siia vez. como o de emarca da personalidade.pode provocar a regulamentação de dominios que o direito tradicional ( e os juristas profissionais) considerariam por natureza estranhos a o círculo do ]uridicamente regulável.a f e i t u r a ~ qap11cação-provocada pela abordagem d e temas não dominhveis por um leigo. de natureza material. nomeadamente na prática econó. ? . os meios d e produção são de natureza diversa: realidades dc natureza intelectual. escrita no latim que todos os juristas europeus dnrninavam. psicologia. crescimpnto este correlacionado com a mutação das relações Lstado-soc~edadc inic~adaem meados do século paoeado. elementos independentes. Neste sentido. etc. que. o caao do positivismo d a cescola da vxegestn. em Portugal. por outro. normativas P ideolágicas que dai decorrem.a literatura jurídica. eni maioria . g. hfas. é posto em causa (ao menos na sua forma extrema) peIo incessante crescimento do juridicamente regulável. Assim.as suas soIugões normativas no direito interno Quebrada essa unidade linguística..). Teria sido. d e natureza institucional.onde os náo juristas estão. O próprio sistema de formação dos juristas ou a natureza da constituição dos órgãos de produção do direito poderão aproximar o direito de novos campos de intervenção e fazê-lo ahandonar campos antigos. Isto faz que. Papel determinante. > - Os instrumentos-meios de trabalho Como em qualquer prática. a laicizaçáo do sistema de formação dos juristas a partir dos fins do século XVIIZ pode ter contribuído para uma mais nítida separação entre os campos de intervenção do direito. ter um difusão e que não conhecia fronteiras. têm existem muitos planos de manifestação da sua eficácia ainda papel determinante os meios de producáo conceituais (dogmática jurídica) ou 10gico-conceituais. entre nOs. que du. tanto quando apontam para iim certo campo de emergência dos objectos. No caso da prática jurídica. A própria língua em que 03 juristas se exprimem pode ter influência no conteúdo d o discirrso. que um campo conceitual ou uma estratégia argurn~ntativa sejam postos em causa pela sua não aplicabilidade a um novo domínio do direito.) d á deste último facto um imprescivo exemplo: como a inclusão da problemática da protecção jurídica da criação artística no campo juridicamente regulável veio originar novos conceitos.A HISTORIA W DIREITO NA EIISTORIA SOCiAL O MATERIAWSMO HISTORICO NA HISTORIA DO DIREITO Paris 1975). num campo estruturado. não deve ser completamente estranho ao surgir d e um udireito europeu. isso passa-se com a inI1uênci. e. como i ~ n a n d a irnplicitilrrirnte estab~lrcrm critérios acerca d a legiti('I'). de reenvios) relativamente limitado. de irma homogeneidade das valorações jurídicas na área da Europa. nomeadamente. sobretudo da Europa ocidental) o facto de . mica. os instrumentos de trabalho aparecem frequentemente descritos como os elementos mais dinâmicos da estrutura.a da dogmtítica alemã.v. B.quais os sujeitos-agentes organizam o discurso (note-se q u e as produr$ies jurídicas consistem e decorrem de tdiscursoss). por um lado. Note-se que.consrituiçãa dos outros elementos estruturais . Embora não haja.rantc lima boa parte do século XIX é praticamente desconhecida entre nós. para além do instrumento linguística -e. como a edição de normas jurídicas por assembleias políticas . esta nova estratégia da punição está relacionada com factores sociais mais vastos. por outro lado. ao estabelecer um campo de referência (de citações. antes de ser batido em brecha ao nível da teoria do direito.da prática iuridica (i. economia. note-se. Resta acrescentar que a variação do campo dos objecto> da valorayão jurídica é ~114ceptív~I provocar alterações n ã o só ao de nível do estatu.e. os jiiristas do século XVI a o século XVIII <dialoguem> com a doutrina juridica de toda a Europa e adoptem . cit. lnstriimentos do primeiro tipo são as realidades lógico-conceituais e linguísticas a partir das .. naturalmente. há interinfluências qiir deixam de se verificar. quer enquanto não e50 indiferentes à .

. o certo é tamb'ém quc e l r s não deixam de ser portadores de um certo estatuto decorrente de outros níveis da pritica social e . consoante .. também. tendo em conta os quais) se produzem novos resuI. tica jurídica. nos referimos a instrumentos de p r o d u ~ á ode natrireza intelectual. Uns de natureza institucional.o advento de uma e sitiiação social qiie aspire a u m direito certo. . da sua integração social. portanto. por via disto. passaremos. No seli duplo aspecto de repositorio de resultados juridico~já p r 0 d ~ t i d 0 3 -. n dngma da aplmitude iódo ordensmcnto jiirídicoh . como no referenciar de novos campos de valoração jurídica.a ordem juridica e dogmitica estabelecidas não deixam de pesar sobre a possibilidade de inovaçáo das sc~lu~ões.envolve-se. consequentemente.a prática jurídica não poderá0 trancvasar para o seu discurso (dada a sua referida impermeabiIidade) todos os seus sentimentos axiológr'cos. a referir iilstruinentos prndirtivos que se traduzem em realidades maia palpáveis. os juristas funcionam como liricoleurs. n o seli fiincionamento.distorcido pelo carácter limitado da sua prática profissional e.a xaberrayão~ logicista é esplicivel pela estrutura interna da prát.a continuidade do reginic ~>olitico a apetência de segurança . quer enquanto. trazido. o direito novo d. sofre a determinação final desse mesmo sistema das relaçóes sociais).~ I I P . O direito novo constrói-se. agora. É este. em relnçZo ao p r o c ~ s s ode produção num plano diferente do anterior . a urgência da <segurança> geroii princípios dogm5ticos -v. Quanto a o segundo aspecto -ou seja. n modo . na casca (esquemas normativos . de facto.60 A HISTdRIA DO DIRDITO NA. Se. Ai se tornou patente o modo como o simples funcionar do aparelho 16gico-conceitual podia ser responsável pela gestação de conteúdos normativos distinto3 . que a detenyáo da prática de produção do direito por uma forte e tradicional classe de juristas profissionais (como o foram os jririi. Mais ou menos. seguro e coerentesão também factores de valorizayão do ordenamento jiiridico positivo como entidade rnod~ladoradas novas soluções.as próprias características gtohais da prática jurídica e.color cado. . por exemplo. E. Vns e oritros responsiveis também pela conformação dos rlementos estru:itrais da prática juridica e pela siia inter-rehcionagáo no seio desta estrutura. a natureza dos restantes elementos estruturais. embora os factores genéticos estudados ~ c l a efeitos de sobredeteresse jogo esteja de antemão limitado minaçáo da estrutura específica da prática jurídica. Da mesma maneira que . a s próprias fontes de direito.agentes). por exemplo. Entre os meios de produção parece dever ainda incluir-se a ideologia <espontânea» dos juristas.direito jurisprudencial.e de sktema norrncttiuo cont un~e lógica interna especifica ("1. E evide~ite.dos sujeitos da prá. na maioria dos casos.ele constitui um tema muito conhecido dos juristas. influenciam no sentido dos resultados. einbora.daqueles já exigidos pela estrutura das relações sociais. g. para a ribalta da problemática teórica do direito pela grande polémica contra o conceitualismo. dc terem determinados por ele os conteúdos da sua consci6ncia.ec.até aqui. de qualquer modo. a partir do conjunto da tradição jurídica anterior.como eles avaliam as necessidades normativas das relações sociais e o papel do direito no estabelecimento de uma ordem social. o ponto em q u e jogam todos sociologia cultiiral. repr~scntaram o triunfo absolrito do direito estabelecido sobre as invençóes. outros de natureza material. prcconceitus e preocupayScs sociais. já se rdeciu a responsabilidade da estrutura conceitual e dogmática tanto na identificação . judicial) do antigo. consiietudinário.ica jurídica (a nos termos antes esboçados. portanto. construindo novas soluçóes jurídicas a partir dos elementos desconjuntado3 das antigas. a responsabilidade dos elementos lógico-conçtru!ivo do discurso jurídico n a conIormação dos resultados normativos . legislativo. Num caro e noutro. tados. no último século. pelo menor. Instrumentos de natureza iristitucional são. embora não deva deixar de se ter em conta que a raiz dest. HIST6RIA SOCIAL O MATERIALISMO IIISTORICD NA HISTGRIA DO DIREITO 61 ' mação e estatuto dos sujeitos-. Em relação ao primeiro aspecto. S e é certo que os sujeitos-agentes d. Por isso: na sociedade burguesa. rn spgundo instrumento de natureza iiistitiicional . ou seja.é o sistema de formaçiio dos juristas.tas do direito comuni ou da civilística a l e n ~ ã ) não pode deixar de atribuir um carácter ainda mais decisivo iutensilagem juridica tradicional.a partir dos quais (ou.

o movimento associativo e profissional dos juristas. aqui. tratar-se-á. As e r e l a ~ ó sde produção. o notariado. sobretudo na desarticirlação do direito consuetudinário. mas com relevo não d ~ s p i c i ~ n r i n . trata-se. as suas relasões internacionais. mutatas rnutandis. Em alguns casos. n a designação dos sujeitos que suportam a prática juridica e na constituição do seu estatuto. E. É claro que. g. porventura. todos eles sendo passíveis de determinações estruturais. noutras. não é ousado supor a exist6ncia de um processo genético. estabelecidas em cada um destes possíveis Iugares de produção direito e o modo como eles se articulam entre si na constituição do ordenamento jurídico em cada época histórica são relpvantes para a explicação do conteíido e características arquitectónicas deste ordenamento.. O p r ~ m e i r oaspecto . tudo isto influi de forma decisiva nos resultados da produção juridica. Disso s5. da feitura . ultimamente. a das consequências normativas da impressão generalizada das fontes jurídicas verificada a partir do século Xm. sustém a mantém viva a tradição jurídica. logo. a substituição do modelo do areper. organização das bibliotecas profissionais dos juristas.o da reprodução . meios d~ pronq dução de natureza material: a organização material do corpus jurídico-. certo é também que o podem jogar determinações externas à prática juridica. ciija importância na conformação do direito novo já foi apontada. o estudo sociológico Faculdades Jurídicas poderá fornecer elementos preciosos para a compreensáo do sistema de produção da ordem jiirídica. e sobretudo naqueles casos em que o direito é um <direito de professores». características <externas.63 A HISTORIA DO DIRXZTO NA. O que acaba de ser dito das escolas de direito vale. Neste sentido. os modeIos e conteUdos do ensino.. quando se trata d e explicar o carácter dos produtos prodiizidos. nenhum destes elementos estruturais pode ser isolado com variável iindepedente. Agora. tóriow pelo modelo do <compêndio. na tendencial desvalorização do jurisperito. & literatura alem& onde -paralelamente a uma reflexa0 que. g. sobretudo. o tipo de ligação das escolas de direito com a realidade social e com as instituições políticas e jurídicas.tem algo d e paralelo com que se passa nos outros níveis da prática social.surgem.sistema de publicação e edição das fontes de direito. de abordar um aspecto diferente o sistema da formação dos juristas como meio institucional onde se verifica a produçáo do direito e a sua transmissão às sucessivas gerações de juristas.V. NOTAS ( l i Refiro-me. vãrios sintomas d o det. Outro exemplo é. nunca deixou d e existir acerca do papel do historiador do direita ( e que era bastante viva nos círculos romanistas) .e. como já se disse. nomeadamente. nomeadamente o foro. a s mutações do conteúdo do direito romano coetâneas à substituição do v o l m e n pelo cndex . na literatura juridica portuguesa oitocentista e o papel que isso terá tido n o olvido do direito tradicional ( 7 9 ) .. Também aí o sistema escolar funciona como rrprodutor das relações sociais de produção. organiznçáo administrativa-burocrática da vida forense. HISSORIA SOCIAL Já nos encontrámos com eIe quando referimos o seu papel n a reprodução das relações de produção jurídica -isto é. pelo contrário.envolvimento de uma linha de reflexão que rompe com os cãnones teóricos da anterior. Os exemplos históricos de mutaçáo do conteúdo do direito coincidentes com a reorganização d o seu corpus material não faltam. etc. $ este sistema d e meios materiais que. Por fim.de novas cópias do direito tradicional nas quais se aproveitava para incorporar ~actualizações. a escoIa ser ou poder ser o lugar urde a se efectua. tal como a fábrica o é na produção económica.o exemplos. como ji tem sido notado ( 7 8 ) . em rigor. d a literatura jurídica. se o acaso e o arbítrio podem jogar algum papel n a configuração d e cada um deles dentro dos limites de v a r i a ~ ã oque 'o jogo estrutural lhes impõe. ao contribuir para designar o lugar dos agentes no processo produtiro. para outros <Iacais» onde o dircito %eproduz. apenas. A estrutura da investigação científica. Ma~&tische . Este facto euplica a relevância da estrutura das rela~ ó e scientífica3 estabelecidas na escola. de um fenómeno de contemporaneidade-v. Já o segundo apresenta a novidade de. a advocacia. porém. etc. na relevância do erro sobre o direito.

Cabral de Mocada (sobretudo nos seus trabalhos sobre o pensamento jurfdico-polftico setecentista e oitocentista) e Marcello Caetano (no tratamento hist6rico das instituiçaes corporativas). (') Foi. sobre esta substitulçáo e seu significado. Eiatdria do Direita Portugu8s. C m . ( I ) . as liçóes de Pedro Martins í. 7/81. g. Noc. Alrneida Costa. em Rritische J w t i z . aDie deutsche Rechtsgeschichte und der Faschismus*. Wolfgang Fritz Haug. cf. Sobre o conjunto da reforma dos estudos jurfdicos. polltlcas e ideolbgicas do *Estado Novo. 1 de Outubro de 19'14). muito níhda naqueles que. Cf.360-71. A histbria jurídica positivista. (11. em que foi grande mestre (deixando. Quanto a P.54 A HISTdRIA DO DIREITO NA HJWóRIA SOCIAL ( XIATERIALISNO 1 HIST6RICO N A HISTORIA W DIREITO 55 Bdtrdge zur Rechtsgeschdchte.. .enor intençáo actualista. Abril-Junho 1573. nos segundos nota-se a forte mediaçáo do realismo e do institucionahsmo. Krit& . W. Esta intenção é. 19311.5 e segs. 1 e segs.s e 0 OrgankaçCo da Uultura. KTjtik der biirgmlichen Recht~geschlchte. s u g e m e s em I. no primseiro. 4 1 (lO73).. nas suas versões francesas e alem&... a partir da história. a mais natural e legitima. sidade de Coimbra.(I" Roderich Wahsaer. para qualquer outra concepçáo +neutra% da ciência.. 1W. como as ver&.erudito e passadista (G. .. Frankfurt arn Main 1977. satisfaz verdadeiras necessidades sociais e não as aspiraç8es injustas de um partidow ensina Pedro Martins em X K i 1 (Hbtólia do Direito Português. M. 172 e segs. (') J. (1).. 137 e segs.. por c m p l o . «Kritik der burgerllchen Fkchtsgeschichtew. Coimbra 147+. sem dúvida. Braga da Cruz e M.. 41. (11. nas suas lições ou na sua obra histórlca. B expressão d a vontade social e consequ8ncia d e uma ordem da colectividade e. 90. pode dfzer-se qu. Independente de toda a intervenção arbitrária do Estado . Zur Methode der Rechtsgeschichte. da escola) no modo de produçáo capitalista. Fernander. Cabral de Moncada e A. por Max Weber ( v . ('1 Como a historiagrafia geral substituiu o $problema teóricow pelo «problema metodológico%-. por último. pela histbria jurídica de tipo . Cabral de Moncada.-M. Lire le Capital.. fazem a apologia das posições jurídicas. (9Refiram-se entre outras.. R e f o m educativo y desarrollo capetalkta. como discípu1os G... cit. em pouco dtrapassa o nível do ensaio literkrio. a publieagáo colectiva dirigida por Johannes-Michael Scholz. 1828. o que aconteceu entre nós.HOstÓvia Geral dn Mreito R m a n o . e Bktóri<s do Direito Português. Peninsular s Portisgud~. 237. O costurrre. 2. mais tarde. cultivou o ecIetismo. Zur Methodeltdiskussirnz der rnarsbtischen Rechtsgeschichtaschreibung ItaUens.. Wesel.. Isto que se afirma do positivismo é válido. as instituiçss de raiz consuetudinária . cit. e. 1061. 1926. (I4) a 0 processo hist6rico de fomaçáo d o costume 6 um processo orgllnico.. como. sociais. Eraga da Cruz.3. I. Die Aufgabe der Geisteswissenschaft in der mo&rnnt Gesellschaft.. L. 1906. Scholz. por isso. Blanke et ai. I. 17' 121-35. Tm. comunicação ao 20. L. o meu <Recomeçar a Reforma Pombalina?x em Rev. ( I ) .. cit. Uwe Wesel. ensaiada por Teófilo Braga e Júlio de Vilhena. Paulo Merêa. Eat. coirio o agora decantado apluralismow. Marcello Caetano (Liç8es de Hbtdriu do Dirdlo P o r t ~ ~ 1962). ZUT Geschichte . cit. por posições eclécticas com maior ou m. 136. onde se faz tambern uma refesncia 5s novldades da historiografla juridica espanhola e portuguesa. 117 e segs.). Vaz Serra... se distribuem. por U. historiador jurista fmpar no seu tempo. Der AQflose A w ~ a s c h ~ m ~ . B. Zur Methode . exprfme a vontade legítima do povo. C u m p b d i o Histórico do Estado da Uraivaf. Paulo Merea. (') C .. VI. (9CP. aKarl Marx und die Rechtsgeschichte~. Vorstud4en nur Rechtsgeschichte. as influências virão directamente do sociaüsmo oitocentista. %quanto s .. (*) Sobre o papel dos intelectuais na construçãa da hegemonia burguesa é cl8ssica a anállse de Grmsci.. Wesel. influenciado L. se a primeira fase da sua obra parece Inserir-se na corrente idealista be intenção dogm6tica (tendo. Marcello Caetano privilegiam. Cabra1 de Moncada. Paris 1970. Zur Methodmdkkussion . J. Althusser.em Revue d'histoíre. na esteira de . nesta fase. Dir. no entanto. 109-129. por Último. Th. então. 1904). cit. Lisboa 1772.. (") U. Mazaeane. Lisboa 1772. d e Castro. J. a comunicação de AIdo Mazzacane.. Blanke et al. ('j L. Braga da.. R. cit. Ritter.. A partir dai. em Kritásche JusBz. Madrid 1973. como se sabe. Sobre a evoluç~o recente da historfografia jurídica francesa 6 muito rica a Informaçáo de J. Torquato Soares.li. Almeida Costa). a partir de certa altura dedica-se sobretudo a história antiquarista. d e uma necessidade jurldlca ou do dlreito colectivamente organizado.Sh. e.e os hlstoria- dores que não enveredaram. em traços gerais. Eerlin (D. ~HistorischeRechtshlstolrei Reflexionen anhand franzosiseher Historik~.M. D.. 22..* ed. P a r a a Itália.. em Vors t u d h. Deutschen Rechtshistorikertag (Ttibingen. Peter Lasdau. sobretudo. Brernen li5 d e Fevereiro de 1976. é eco fiel da vida e. ('1 W. 1948: sobre a função da Universidade (em geral.e Os InteEectm4.. E 6 de regra em todas as introduçóes metodológicas aos nossos manuais de hist6ria do direito. L. que. apesar de serem rarlssiiiias as ades6es expressas a unia determinada Intenção historiog&ica. e Estatutos d a Unlversidude de Ooimbra. sobretudo em A l g u m a Teses sobre o P r o b I m a do Sul. cit. por isso. Abril-Junho 1973. Torquato Soares).. (") Esta arbitrariedade dos factores explicativos foi defendida. em Die Objektivttat sozialwissemchaftEicher unü sozid politbscher E r k e n n t h . comu fonte jurídica. Merea. íinitlmente.

Foucault. 414 e segs. no plano econbmico. sobretudo nos seus estudos sobre o ilum~inismo. 1958) e M . ( L ) . . Ltre le Capital. Moncada. nomeadamente. <servia de pretexto para náo estudar a história>>. sobre Isto.atingem.-M. Blanke et a?.i.. Scholz. em substituição de eciencias do espírito>.. em Th. W. A lógica epluralista>.. mergulha no relativismo positivista.. cultural e cientifica d a Memanha soclal-democrata. (I@). As restrlçdes de 3.a de H. Uvi-Strauss (Anthropologb structurale. Genova 1973. ( 1 ) 28 e segs. (*) Este fenómeno de dessubjectivaçáo das ciGn~iaa do homem t e m um reflexo na facilidade e no bom grado com que estas aceitam para si a designação de «ciências do comportamento. 1 5 e eegs.. iniciativa d e indesmentivel interesse científico mas de interiçko ideológica tambem inequívoca. Schoiz. não esconde a sua repugnância pelas mutações legislativas ou revolucionMas do direito.55 e sem. quanto de . 'S'eholz. Magalhães Godinho. Historische Rachtshistorle. (") Cf. Depois de criticar aqueles para quem a concepçáo materiaista da histbria . cit. 17. cit. cit. mas podem ser dim.. impregna. Merêa concebe o projecto de um levantamento geral do direito consuetudiu&rio português (cf.stas restrições não .. . sempre que a alternativa idealismo-materialismo é expressamente colocada.. ( I ) .e o liberalismo. 2471. (m) Xeuristische Devise denomina-o . Coimbra 1923. Scholz (ibid. (Iq) Sobre a qual ( e sobre a sua reIev5lncia na evolução da historiografia juridica) a esplêndida síntese de J.) quanto à adomão de um modelo a p l i c a '5 tivo pr4vlo devem ser tidas e conta.L. sob a quai tamwrn n6s começámos a viver. Zur geschichte . (') Este nivelameuto d a histbria natural e da história dos homens processava-se de acordo com uma destas duas orientações: ou os homens eram submetidos A mesma razão ordenadora que estabelecia a disposiçko e o devir dos entes físicos (logos.. uma &marche historiográfioa baseada no materialismo hist6rico. que partir da crítica cientifica do ca-cIassismo» do Estado. Bretano. Adorno (Der PoslDivism w s t r e i t {vz der dezrtachsn Boablogie... por sua vez.. 39 e segs... ZUP Geschbhte .66 A HISTORt. an lessico giuridico di Marx 1843-1844>. . mas as suas formas contemporâneas foram duramente abaladas pela crftica anti-hwnadsla do chamado *restruturalisrnox francês... a opção não de'xa de ser a idealista ('1 Indicações bibliográficas em R. em Materiali ger ufla storiu della cultura gfurklfca. portanto. de uma concepção lassalista do Estado.-M. U. Wesel. evidentemente.inadas m por um adequado entendimento da natureza desse modelo.. em M w ~LstischeBeitrdge . se esta for conduzlda de acordo com os cánones expostos pelo próprio ~Engels a conhen cida Carta a Conrad p h m i d t (.5 de Agosto de 1890).-M. H&to&che RechtsI~istoire cit. A desrnontagm do embuste tem. 1971. ( 1).-M. colocada fora e . filosóficas e metodológicas. em que este aparece como uma entidade neutra. principalmente de C.. I@€&). Sellnow. (I). nomeadamente. Marcuse (Kultupi und Ueselschaft. Foucault (LJArch6010gie du savoW. A C h e da iiist6ria e a 8 s NWW Diru~tri~es (Lisboa 1946). Dm Posit~visrnrcsst&t. CP. H a b e r mas (em And. &um Problem der Rechtsgeschichte im System voa Marx und Bngelsil.... Wehler. U... (") No mesmo sentido.. questionário sobre o Direito Consuetudinhio Portugu&s~. Adorno et al. social. <Wissenschaftspluralismus. e bibliografia a citada. o pombalismo . Geschkhte als htstodsche Sozialwbsenschaft. em Estudos de HPstdria do D i d t o . Darmstadt-Neuwied. à crítica antimetafísica..ytkche Wisseleschaftstheurie und W e k t G c . l W 9 ) .1261 . Genese und Kritik eines Kampfbegriffs~. pelo contrário. 476-83. nomeadamente por H . EJa decorre.escreve Engels: a k nossa concepção da histbria B sobretudo uma orientação para o estudo e não uma alavanca da construçb $.. por exem~plo. vai. ( I ) .. (=) A primeira posição 6 mais caracteristica do positivisnio. de par com o modelo neollberal. (') Neste sentido se afirma [em Th. Wesel. 31). ('#) A critica ao positivi~rnofoi sobretudo feita pela escola de Frankfurt (ou Krithche Schule).era o movimento d a natureza que estava ordenado a uma finalidade humana (providencialismo antropoc&ntrieo) . cit. (") V. Ejstorische Rechtshisto nh. K+t& . E. 28.dIe Geschichte der etablierten burgerlichm Klasse ist die Geführdung Jhrer H e w s h a f t . hegeliana. Zur Funktion. c1t. m a s como modelo rígido por onde se cortem a direito os factos histbricag. 19851. a c h a da luta de classes: no plano filosMico. ( I ) . Mari gherita v. ela constitui o sentido m a b r do mater i a i i m histbrico.1965. Ij6) J. e <neutralidades posltivista. Isto sugere.~Esta mesma idcift volta & surgir n u m a carta a !Paul Ernst.. (*) M. da ~ n a t u ralidadw do modelo económico liberal. sntelequfo) ou. . onde s e afirma que a concep@o materialista da histbria se transformará no seu oposto sse n&ofor utilizada cmno directlva do estudo hist6rico. L'Arch6oZoqie du savcrir (Paris 19691.66 (1671).acrttica ao subjectivismo e historicisino metodol6gicos decorre sobretudo d a obra Althusser (POUT MUTX. toda a vida politica.em Da8 A r g ~ m e n t . J.-U.4 DO DIRDITO NA HISfTóRIA SOCIAL O MATERIALIShUl HISTóRICO N A HISTóRIA DO DIREITO 57 e a s kpocas onde estas prevalecem. no plano polftico. cit. A úItima posiqão é. De qualquer modo. Guastini. ('1 Sobre o epluralismo metodológicou e suas implicações politicas. 41. 1988).. como se sabe. da «objectividade. cit. . Th.

. Della coscienza giuridica revoluzionaria alla IegalitA soclalista~. Althusser. e segs. provam-no outros textos onde se explicitam os fundamentos. ou ainda F. e R. . Acerca da distinção entre a t e o r i a ~e < p r á t i c a . 5191. m. sobretudo. Engels.. Guastini. Althusser. Parls 197. port.. Génova a 1971. em P o w Mnrx. 28) produz específicas formas de consciência.. (3'4). social) sem qualquer referência e uma realidade de tinica e subjacente. nomeadamente. de A !deoIoy&%A l M (Lisboa 1975) I. 136. Carta a Gonraã Xchmidt (d7 de Outubro d e 18901. Lisboa 1976. i Rmciere.. no domínio do direito e do Estado.. deste modo. comercio. reiacionação que continua a ser feita em obras posteriores [cf. Lire Ie Capital (colectivo) (19BiFi). 16 e 19.. 18691. (") Cjt. Contraíliction et swrdétermiZ nation (1962).R.0-3. a dos juristas) corrt as caracteristicas da prática que a produz.R prática rprofissional~. ía7)Em K.. Macherey. Eléments d'autocritique (1974). F a s c h e e f dictatlrre. Cerroni (Marx e ia didtto moderno. Paris 11874. FranlITurt am Main 1974. L. qualquer forma institucionalizada de relação social ( cprodução. ("1 L. 208.em Poaar Marir. por assim dizer teplstemolbgicos». 36) 162.@T6RIASOCIAL O JVATERIALISIIIO HISTÕRICO & HISTÕRIA DO DIREITO ' A 69 de um modo pouco subtil. no domínio do direito. Establet. Seguidores e colaboradores E. 1SW). ( O ) L. em Marxistische Beitrcige . Entendida como o apelo axlo16gico dos pr6prios objectos a valorar. (Ob) C P . sLa 'teoria generale de1 diritto' in U. a~SurIe jeune Marx (questions de theorie)~. Marx/F. a designação do direlto como uma <pratica%quer significar a recusa de identificação do direito como uma <teoria>. que relacionam a fortuna do ajovem Mam.llnow. por E. L. port. R. quer com o projecto (antimandsta) de dissoirer a autenticidade e a cientificidade do Marx rmas indigesto> ( o da ~mnturidadc>j. 1970. I63 e segs. trad.("I Sobre o papel do sindivlduo~n a explicação hist6rics. Foucauit. port. Althusser.3. Cerroni. (") Acerca deste e doutros aspectos do pensamento jurfdico sovi&tico. *Zum Problem der Rechtsgeschichte .. 128 e segs. Idéologie et apareils icEEoEogZques de i'ltat (1970). como um corpo intelectual desprovido de materialidade e sem encarnação instituciond. (as). Stwztstheorie. 422 e segs. organização social ou política'+ ibld. trad. Althusser. v . e 69 .. Moscovo 18W3. aSur la dial@ctique rnaté~iailste (. Poulantwis [Pouvoir polttéqrse et classes sodaies de l'stat capitaliste. Engels n a Carta a Bloch (81 de Setembro de 1890). Na anáiise do direito a partir da prática produtiva que lhe dá origem a única natureza constituinte é a natureza (ou estrutura) dessa pr6pria pr8tica.58 A HISTóRIA DO DIREITO N A HI.. Balibar. 147. S. port.o aquela que <não tenta explicar a prática a partir das idelas. Lucio Colleti (principais ensaios recolhidos em IdeoIogiu e società. 47 e segs. (11. II Zessfco gíurfxZico di Marx ls43-18q$. reeditados em Pour Marx. cit. W. maxime 206 e segs. (16). ( j P )13 em A Ideologia Atemá (18345-18416) que se define a bistdrla materialista con1. cit. p d t i e a nao inclui apenas a pritica econiimica. cit. port. e U. 99. Althusser. ~L'objet du Capital. ibid. que estas ciencias tem grande tendência para encarar o cmportamento (económico. Lire te CmpdtaZ. Guastinl. 501. S~. R i . Althusser. mais adiante (trad. Le Languge et ia Pensée (Paris 19691. e. lingulstico. Marx e Engels relacionam expressamente a produçáo conceitual ( e . Staatsiheorie. Marx e F.. trad. - . ou .. principais seguidores. Engels. Por isso e que. U.. Rossi ( M a m e lo dialeftoiu heyeliuseu. ('1 M. ' E ibid. cit. EATe Z CapitaZ.. 98-9). L. R. (al) SUT e jacne MUTZ (1961). Ludwig Wemrbach e o fim da filosofia clássico alem&. (381. na trad. em Pour Marx.. trad. Per E teoria di un urnanesimo l u positiuo (ensaios de 1946-11848). como eles aqui a designam.. (S). (em. Paris 1969.Da 1'1négalité des origines>. Rowseau e N M X (1957). Engels. Sobre ela. ( I q ) Obras principais. A observação B de Noam Chomsky. N. 117 e se@. é classica a formulação de F. g. Marx. I . 491: e Que esta referéncia à. Obrau escoyiüas. cit. desta asserção: « a consciência é naturalmente e antes de tudo o mero estar consciente acerca do me10 sensivel Imediato e da rdaçKo limitada ( h o r n i ~ r t ecom outras pessoas e coisas extet-nas ) ao indivfduo que toma consciência. Paris 19741. (3i8Ji 160. 386.. L7Archt?010giedu Bavoir. Bur lu dialectique m a t W l i s t e (lSujB). Engels. mas sim a formação das idelas a partir d a pr&tica materialar [em K. II. 1962). I.emi C.. O Pensamento Juddico SoviBtico.. acontribuiçáo para o Problema da H a b i t a ç j o ~ (1872). em L i r e le Capital. Matsrialett zur Rekonstruktion de7 marxkttschen Stautstheorie. Vertente que 6 frequentemente relacionada com as condiçdes históricas da luta politica e ideol6gica nos países da Europa ocideatal.. ou seja... quer com o projecto de alguns marxistas d2 romperem o isolamento político-ideológico da guerra fria atravbs de uma apresentação do marxismo que o tornasse menos dlstante dos grandes temas da filosofia noficial. La teolia ma~xiata & b emamipazione umana (l%4).. ('I) Mesmo ao nível terminol6gic0. 1968. P. F. 19BO) . Lea classes sodales duns le capitaltame d'aujourd'hui. deste ponto d e vista. EngeIs. 89. L. em MaterinE% per Z storia deUa cvltrra gia~ddica. PhiEoswhie et philosophie spontalabe des savants (1967). port. M. Logica come sceenza positava (1950). Cf. Critica dell'ldeoloyh colitemporanea (19671. 1965. S . . ~Contradictione surt detennination. cit. e do dhurnanismo marxista.

uSur l a dlalectique matéWialiste*. parece imperfeito definir o direito com recurso 8 ideia de cnormm (i. Ideologia e Aparelhos Ideológicos do Esta&. por todos. (") Citado por Vital Moreira. 113. Pei. (*) E nao a consdencia dos homens. Barcelona 1 7 .r>. (a) >. cit. Ou. S. ('O) L... (4p) L. ) 40. Uma exposiçáo 92 um pouco detida (realçando a s suas novidades e m relaçáo a anteriores concepções da anaise do discurso) d a sernibüca de . ("1 1 . R. 458-459. cite (3) 1681. Balibar. Poulantzas. . (35). em Pour Y a r x . feita por L. corno a pr8tica ideoló- ... 38-39. 1. e. (491. . Cerronl.. (&)....R.60 A HISTORIA DO DIREITO N A HI&TóRIA SOCIAL O MATERIALISMO HISTORICO NA HISTORIA DO DIRWITO 61 (") L. 1973. os trabalhador's e os meios de produção sáo sempre os seus factores. trad. m a s sobretudo porque não é sociologicamente possivd aceitar como direito tudo aquilo que. Pouvoir politique .. Lisboa 1976.. II. nem sempre a s determinações normativan do Estado são aceites como direito. Poulantzas. ibM... S. e <aparelhos ideológicos de Estado. N Como a cada prhtica. declaraçao de vontade geral e abstracta).. Ed. ao segregar o sistema ldeol6gicn. S. por exemplo. Lisboa 1974.. manter. o juridico. (Z).. Por outras palavras.. mais sinteticmente: 9transforlna a sua mntkria-prima. trad. N. emm termos gerais. . 47. Ideologia . 74 e segs. em Materiali per la storfa della a l t u r a g h d i c a .'1. Citado por E.. e 101 e segs. ~ i t . em L t e le Capttal. ("'1 N. 96-97. Poulantzas. efectivamente. Cf. port. Ideologia e Aparelhos Ideológicos do Estado. Poulantzas. ("1 Função que desempenham. Poulantzas. Pour M a m . Paris 19T1. Do nosso ponto d e vista. em L. cit. Sobre este mesmo assunto. est& intimamente ligado ao de testrutura com dominantew e. em liire le Capital. IV. 167. esta problemltica designa uma situação que pode ser definida como a tentativa frustrada de enxertar os resultados da <pratica polfticar num apareIho produtivo regional ( a prática jurídica) eujas regras de gica. cit. vaioração geral e abstracta). Pour *71arx. cit. (62) O conceito de *momento actual. Lire Z Capitab e cit. entre <função repressiva* e cfunçáo ideol6gica. 94. uSur la dialectique matérialiste. Vysinskij. um fundo de verdade hist6rico-sociol6lgico que não deve ser ignorado. La stwctura ausente. Umberto Eco. cit. (da) N.167. AIthusser. (35)... 3 1 . 37'. correspopnde um uaparelhor. 40. t L a 'teoria generale de1 diritto' in U. (") N. (34). (34).«'Slur les concepts fondamentaux du mat&rialisme historique. em Pou~ Marx. cit. cit. coma j& tem sido feito no pensamento juridico marxista. p501).Poulantzas. 38-39).cit. I . esp. <Sistema EcondInico e Sistema Politico~.C. nSur les concepts fondamentaux . 44*: N. ( . POUTM a ~ x . I. através deste. n a verdade. a posição adoptada no contexto.. trad. port.. Althusser. (") iC.31. trad. Althusser. S. por todos. ar. sob forma de lei (i. ( W ) . Aquela problem&tica que a teoria tradicional acolheu como a oposição entre rdirdtow e tleia tem. S.. emana do poder político.. L.. 1M. LIre le Capital.') Sobre a concepção do direito em A.R.. % (ta) L. num produto determinado (novas relag0es sociais). =it. as relações. Pouvoir poWtiqre .e. (34). 48"T-488.. Coimbra lIYM. cit. 6 necesshria a sua combinaçãoii ( O Capitd. &me 211le 218. Guastini. '6 (. 185 e sega. a cultural. f W ) Sobre o modelo aemibtlco.. cit. que é a de caracterizar o direito a partir d a ctnomatividadeo. a ordem social. Poulantzas. cit.. Althusser. <quaisquer que sejam as formas sociais d a produçho. cit. Pour Marx. Pouwoir politique..*P.. cit. O Pensammto Jurídico B d d t i c o .. Pouvoir po~tiqweet classes sodales. neste sentido. Althusser. ao nucleo da concepç8o marxista da dialectica. (3!5). o sindical. temos que o taparelho polltico~ (ou de 'EUtado) se desdobra numa série de capareltios especializadosa (entre os quais. (511. cit. pela repressão.). J. Pouvoir politique cit.i. Aib&Diihrlng. (") L. clt. Euastini. (") F. 420-450: U. ( 3 4 ) . s8o próprias apenas do udireito modernosv).(341. entendida como a encarnaçáo institucional de um processo de produgio. 11. Mas uns e outros não o sáo senão em estado virtual enquanto estejam separados. entre uaparelho de Estado.> p. Althusser. Pouwoir polkDtque e€ classes socádes.. aLa 'teoria generale de1 diritto' in U. 48 e segs.. etc. Althusser. 31 e segs. Althusser. (+') L Althusser. 70. cit. ('1 Cf. Aithusser. N a verdade. Althusser.. i50). 167 S. Engels.rce e Ch.nãc coincide com outra posiç50.Althusser. LTre le Capital. C%. L.em Védice. ('1 . m c . ("1 R. 167. 47-58. I. (34).. (34)..IrCra. (341. (501. 9 1831. a distinção. port.Balibar. o escolar. 90-1Oi0. A caracterização dos resultados da prática jurídica a partir do seu carácter tcoercivo~-que é. 53 e segs. cf. iNáo tanto porque nem todo o direito revestiu historicamente estas características (que. cf. o religioso. Morris -que Eco deixa n a sombra. Pour Mar$.. (") N. Pouvoir politique et c l a s ~ e s sociaIes.fi-la em AnBlise do &curso e História da CUlecia dund&crr. ("1 Marx refere este facto ao analisar a prática económica. c i t (351. P a r a qualquer produção. Pour Narx. 43 e segs.. .167. 167: E. Pour Marx.. olt. Lisboa 1974..L. ao regular o pmcesao produtivo.

próxima d a p&içào exposta. 5. Wsboa 1975. No entanto.43-44. mas daquelas normas ou instituições jurídicas que não logram. ideologia dos jurist a s ou. port. que se vi. supra. (*) Em sentido diverso. em relaçáo aos juristas. (381. o m base no seu <arquivo.. assim. recentemente). cit.. 19 (1974). referem-se com certo m desenvolvimento d determinação da consciencia provocada pela unilateraliza~$io da pratica profissional consequente divisão social do trabalho. 44'. Isto acontece frequentemente quando a uma ruptura apolrtlca. cf. quando passou a ser <tratada> pelo aparelho jurídico. iComo tair nonnas não obtêm qualquer encarnação nas instituições que compaem o aparelho juridico ( e m termos d e darem lugar aos resultados em cuja produção este 6 especializado). Mas serão. ge-sclaichte. e. entre nós.. Coimbra 1970-1971. blateriolismo Ristórico e Histdria das . J Goblot. o aparelho tradicional de p r o d u ç a do direito. ("1 (5P. a indicações do anexo I. adiante. cit. port. afilosofia e s p o n t b e a ~ dos juristas. Madureira Pinto.vem amiúde nas revoluções que o são (como o foi. cvfnturiinienta.. 126 e 152). em Anuária de Rkt.. Não se trata tanto das normas sem sanção (que. pelas relações sociais de produção e pelas formas de divisão soc3al do trabalho daí decorrentes).il0gica b'undamentalni~mtt. Civiliaações. a tltulo de exemplo. ( e m O Direito Captado pelo Fotografiia. H.. Lisboa 1975. 18 (19761. 311-='i. ('*I Sobre os modelos do arepertãrio~e do scompêndior. (*g) A a f i m a ç á a de que a prática juridica produz resultados ao nível das r e l a ~ õ e s sociais e não apenas ao nível da consciência dos homens tem a virtude de excluir do &nbito do jurídico (remetendo-o para o campo do ideológico) todos os resiiltados normatlvos que não se mostrem capazes de susoltar quaisquer efeitos coactivos. dizendo doutro modo. para a Espanha. J. ela revela a percepção disto mesmo que acaba d e s e dizer-a existência d e um especial ( e diferencial) irnpacte do direito sobre a s prbprias relagóes sociais. Sobre a P r d t e a Dogmática doa JuAstes Oitocm%tas. e J. ( 4 ) . o ensaio Sobre a Prática DogmâCica dos JuHstas Oitocentistas. 98 e.Engels tem em 13 vista n a citada Carta a Cmrad Schmãdt. ("1 Conviria ainda referir o papel constituinte das condições em que decorre a prática juridica em relaçáo 8. com indicação dos repertbrios extstentes.. ("1 Confrontem-se. A HistdlWc das CiviZkuqóes c a Lioncepç<ao Murxbta d a Epoluçáo Social (trad.1 7 e ao distinguir .) entre o c<jurídicom e a rideologia juridlca. a de E. 14A. o ensaio Sobre a Prdtica Dogmdtica d a s Juristas Oitacentiatas. reflectir concretamente e sancionar a s ideias que os homens Paxern das suns relações sociais. em Revkta & Direito e Egtlddos Sociais.@2 A HIST6RIA DO DIREITO N A HISTORIA SOCIAL O MATERIALISMO HIST6RICO NA BISTORIA W DIREITO s. . Althusser.rem os e f p l t o n que ~ sRo prhprlos da pi'orhiçáo id. adiante. Ana Maria Barrero Garcia. 3. ("1 Vital Mweira. ( M ) . quaisquer aplicações. em Analise Social. bem como o ensaio. ' % et al. os meus Apontamentos de Hist6ria do 1Mrefto Português.). determinada.. por exemplo. A Concepçio Mamista da Ristórta. E*. I") este último aspecto que. Coimbra 13Q76. (ibiã. ao apresentar como função do dlreito <por um lado. a sua inserçfio nas relações sociais. detêm um valor &construtivo>na arquitectónica do sistema jurídico. trad. i.. polic. trad. port. e 4 IdeoZogM AZemZ.345. sobretudo. o ensaio Sobre a Prdtica Dogmática doa Juristas Oitocenthtas. Ideologia . A Ideologia Alemá. ("1 Veja-se. nota 41. Veja-se.. adiante publicado. n&o corresponde uma ruptura no aparelho de produção do direlto. adiante.. L. adiante. <Economia e direito. Ci.. s Cf. 45 (19731. nestas ocasides.. trata-se de uma Curta refeMncia que. que impede que o confundam com as puras prhucas Ideológicas. mascarando as relações sociais de produçáo na consciên&a dos juristas. PeUetier e J.as caracteristicas da utensilagem argumentatlva e conceitual dos discursos <jurídico* e apolíticos. tomar e f i c a ~ e sa s relações de produçáo. ao nível d a prevençb ou da repressLo. o que sucedeu $.competèncias (no sentido em que os ZiguCstas usam a express b ) náo os admitem. prodiitoa I d ~ o l h g i c osi. de1 D a . muitas vezes. por outro. parece correcto afirmar que não se t r a t a de normas jurídicas. Jrcristaa Oitocantistas. Sobre a concepção do direito em Marx e Engels cf. Rdtik &r biirgerlkhen Rwhtsi Blanke. 178 e segs. na0 parece ser de seguir. tlve. P a r a uma vis80 estrutural das suas reIações».. rejeita como anão jurfdicor o novo adireito~ e encontra. Fleischer. ou -no plano dos ameios de produção. o ensaio Sobre a Prática Rogmdtica doe f. nossa 1eglslaçLLo revolucionãria sobre tsaneamentow e punição de apideso. ULOS repertorios y diceionarios juridicos desde la edad media hasta nuestros dias*. Sobre as indecisões na concepção marxista d a causalidade histbrica. aIdeologias. forma d e o transformar e m tnào direito*. InventBrio M t i c o de Um Conceito>r. os respectivos estatutos socio-instltucionais do <jurista$ e do epolitico~ (ou seja. em última Instãncia. são elementos que dão coerência ao todo e. Marx e EngeIs. no seu laCOnfSm0. se não 6 quebrado. em A. referem especificamente como 0 aenfoque profissionalu da realidade se transforma em conceitos e como estes conceitos se reificam. port. (") O. tradicional. trad. F. 61 e segs. Goblot. Edelman. contribuem para a e f i c h i a global do sistema jurídico).. I") CI. (''1 C .

(1645-184ó).ao referir. sobretudo.ocorre com frequência em O Capital ('). distinto das outras que .passp a incorrecção formal . A relação com a explicação antericor está e m que a nece~sidadede coerência interna do sistema jurídica é ligada às exigências do coerência conceptual dos juristas. Em A Edealogia Akm. seria constituída pelos princípios da tjgualdadea e da <abstracção> ( o edireito igual2 de que Marx e a tmdiçáo marxista tanto falam) . Em . - o direito se ter transformado. embora s o b r ~ t u d ovincada na sua fase final. reito. Abstraindo já de todos os inúmeros passos em qiie se chama a atenção para a frequente niio correspondência ( c d ~ p r o p o r ç á o ~ ) entre a forma juridica e as relações económicas subjacentes [I). a propósito dos cuidados *a ter com a explicagão materialista das siiperstruturas. Engels volta a insistir na mesma ideia -agora em tirmos mais nctiiaIistas e inequívocos. Ludwig Fewr. enveredavam por cómodas simplifica@e' da realidade histiirica. o cdireita i g u a b 6 como uma c~nsequênciado feitichismo do mercado. no direito burguês. a autonomia do jurídico é relacionada. esta idria aparece. a ideia de que as exigências d a base são. ligada à análise da forma típica do direito da sociedade capitalicta (ou edireito modernovl) -a aaeneralidaden e a <igualdade>-. da <universidade>. Próxima desta (ou. há trechos em que se refere expressamente como o direito constittii uma modalidade específica de realizar o interesse de classe. responsável pelo obscurecimento do carácter fiincioanl dos . Mehring (14 de Julho de 1890). já que ai a própria forma -longe de aparecer apenas como um produto (autónomo) do carácter <abstracto* da prática dos juristassurgo como algo de funcional em si mesmo e m relaçzo i base. pelo menos. de per si. n o entanto. e da tigual- . muito mais tarde. bach e o Fim da Filnsojin Clássica Alemã (1888) e nas Cartas de Engels a Cuttrad Sckrndt (5 de Agosto de 1890 e 27 de Oir-tubro de 1890) e a F. contra o conceito de di.está a explicação da mediação jurídica a partir d'a complexidade do sistema d e direito e d a necessida. tju seja. com alglim ponto de contacto) . siiicpra. numa prática profissional autónoma.Contribuição ao Problema da Habitação (18721. mais d o que a exigências funcionais postas a o direito pela base ( & ) . Engels encontram-se várias referências concretas a o carácter específico do direito como forma de reaIizar o domínio de classe. ( R ) .a atribuição de um poder genético autónomo às próprias representaçáes teóricas dos juristas. qiiando se tratava d~ reagir contra aqueles que.que. ('i. descarada. em nome do materialismo histbrico.institiitos jurídicos relativamente i s relasões de produção e pel. Noutras obras. Marx e F.% como o dircito se destaca.4 Ideologia AE~rná (1845-lu). . sacrificadas 2s exigências d a forma suparstrutiiral ganha um matriz diverso. Esta mesma ideia da existência de uma forma especíEica do direito .estão ao alcance da classe que detém o poder político. com o facto de ANEXO I Algumas indicações sobre a crítica do direito na obra de Mam e Engels Na obra de K. da <abstracçáu. na história. no domínio do direito. da supreinacia dr uma classe: tal coisa iria. O reconhecimento do carkcter relativamente autónomo do <jurídico.por exemplo. que «raramente acontece que um código seja a expressão riide. na conhecida Carta a C o n r d Schmidt (27 d e Outubro de 1890). da imposição pela força dos interesses da classe dominante ( 2 ) . contudo. refere. anilise que nasce nas obras de juventude (integrada numa problemática ainda gproto-marxiçtas). em virtude da divisáo social do trabalho. F.. em relacão ao aeconóniico> é uma constante da obra de 3Iarx e Engels.de de este constituir um todo coerente. Aí. sobretudo. mas que se mantém n a 3 obra3 * d e riiptura~(9 e nas <da maturidade.

. em (') K. o seu pensamento náo é homogéneo. Althusscr procurou dar-lhes uma interpretação condizente com a tese da autonomia relativa das formas superstruturais ( I 3 ) . precisamente. g.. port. da religião. (*) Lisboa 19% . NOTAS K. 155. J. nesse sentido. A Questão Jiudaica. Não está feito ainda o estudo exaustivo e desta evolução. 1873. O pensamento de YIarx c Engels sobre o direito e o Estado não é. lW)i~. ailudwig Feuerbach .as relações d e produção actuais) ( O ) . Nos Grunrlrisse. Marx . parece. (1') I.farx e Engels apontam ainda noutros sentidos: fala-se. 1871. sobretudo.e F. o que náo & mais do que a sua expressão jurídica (oder was nur ein jisrtsiische Ausdruck dufiir kt). A Guerra Civil em França. ob. do direito. 1 . Obras escogMas..66 A IXISTORIA DO D I R B T D NA HISTbRIA SOCIAL O YhTERIALISMO HISTORICO NA HISTORIA DO DIREITO 67 da de^ que aparecem como as características da troca de mercadorias f 8. A Ideologia Alemã.de 1859 à Contributçâo para a Critica du Economia Poli tica --<no curso do seu dcsenvolvimento. trad. uma prova de que Marx considerava as relações jurídicas (logo. as forças produtivas da sociedade entram em contradiçáo com as relações de produção existentes ou. nomeadamente quando SR explica a exi~tênciade efeitos jurídicos não exigidos pela base através do conceito de <sobrevivências j u r í d i c a s (ou seja. A Ideologia Alemã. neste sentido.. mija ligação a o contexto não é cIara. --. 1ô44. da ciência. Correspondência) integram-se nas várins fases em que se tem dividido a obra de Marx. Engels.nos. e tlirnitadossj seria o suficiente para dar a estas duas frases o seli exacto peso e valor. por vezes a latere. Mesmo no seio de cada uma delas..>. ideia ocorrente. de que certas formas jurídicas anteriores continuam a pefar sobre .. Guaçtini nas obras antes citadas.. o direito) como u m nível distinto e inconfundível em relação às relações sociais. A autocritica de Althusser (I4) dirige-se. uiiitário nem sistemático. (P) F Eingels. 187-1%. a príipria alitude de hiarx-ao. da exislência de uma acção de retorno da superstrutura sobre a base. tendo sofrido cortes ao longo da sua obra ( ' O ) .. iI. Seja como for. pelo contririo -como já foi notado por A. A Ideologia Abnzã. etc. independentemente de qualquer distinção ao nível das relações de produção [ I ' ) .. Moscovo.x (emA ideologiu Alemã). da arte. 1872. &Carta a Conrad Schmidt (27 de Outubro de . e d e que <não há história da política. do direito (nomeadamente. Vysinskij (I2) -. por vezea. trad. [. 389-W. Além das 'expressas afirmações. ta1 como a religião. ao atribuir iim significado conlormador à forma jurídica. etc. pode afirmar-se com segurança que esteve p r ~ s t n t ean Iongo de toda a obra a ideia de que a afirmação justa do carácter superstrutural do Estado e do direito não prejudicava a existência de uma especificidade histórica destes dois níveis. na última fase da obra de Engels (cf. 1875.2). é. O próprio passo do preficio . havendo uma insistência particular em ligar a sua g%nesee os seus conteúdos às condições socio-institucionais h i d r i c a s através da referência B divisão da trabalho e constituigão de estratos profissionais aseparados. portanto.>. em. _?larx chega a contradistinguir formações sociais típicas com recurso às características do seu ordenamento jurídico. Crítica da Filosofia H g e liuna do Direito Pitilico. Marx e i. comD notou R. ibld. ibia. não possui uma história própria.. > . por exemplo. IU. I .--- - Outros passos da obra de 1. 1155. com as relaçõm d e propriedade. KCí. Os textos que tratam. é sabido conio L. 335-388. 1843. 88-98. O Capital. Contribuição para a Questão da Habdqão. que uma crítica interna de A ideologiú Alemã (onde a ideologia náo aparece como um mero e arbitário sonho. Critica ao Programa de Gotha. Contribuiqáo para o Prob l m d a Eabitaç60. Engeis. mas que aparece também em obras anteriores. 519. Restam as afirmações rotundas de que m ã o esqueçamos que o direito. Abstraindo já do carácter desgarrado e esfingico destas notas. Stucka) nncorar uma identificação das r e l a ~ õ c ssociais com a3 relações jurídicas. 519. II. no entanto. Obraa escogidae. Carta a Conrad Schmidt. antes citada). cit. ? cit.traba1lio documenta-o também. port. 1978. já citadas.em que se tentou ( v . 1845-1846. Carta a Conrad ú'chmklt I (47 de Outubro de 1890).

(2). e E . que nenhum dos grandes juristas sovieticos doa anos 20 e 30. 1974. Stoyanovitch. W .. 119 e segs. <<Lesehimeisefür die Lektüre der politischen Schriften von Marx und Engels. em Problemi dez socialismo. cit. . Marx.. 135 (xa esfera de circulação das mercadorias. e IE Zessíco giuridico d i Mar5 18@-1844. Ch. *A ideologia alemã». O que aí reina sozinho é a . 2817. Cf.=boa 1976. (14) L... n a realidade. H . cZur Staatstheorie im Friihwerk von Marx und Engels. 6. em Lire Ie Ca@tal.. nomeadamente. ('1 Cf. em nome do seu direito inato. coIocam-se na perspectiva correcta e siío modelos de rigor na anuise dos aspectos lexico-conceituais da crítica marxista do direito e do Estado. lY1973). Na marxologia dos países capitalistas existem no entanto alguns estudos sobre o assunto: K. Cf. 71. Losano.. S. E . Note-se.. Balibar. que em todas a s esferas da produção as condições d a exploração do trabalho sejam iguais para todosa). M . 1W9. <Contribuiçáo para o problema d a habitaçãoa. Mit slner interpretotion der Pariser Schriftm u m 1864.. rNam et l a philosophie du draitw. mas antes de uma exiggncia da reproduç50 de práticas repetidas que se inserem no seio do modo de produção considerado. 191. 1971. Le Capital. 42 e sega. Raros são. 176. E. a Propriedade e Eenthama). Ths critique of cupàtalist democracy. P... L pensiero cbi Marx ? ed Engels sul dÈ?-itto e secllo Sfato.. E. a chamada *herança romanistjcaw foi laboriosamente «construída pelos juristas europeus do século XIT ao seculo XVILt. Balibar. .. An int~oduction to ths thsory of ths State in Mam. Reichelt. trad. L a Capital. Cerronl. Marx et 1s droit modeme. W . port. 111. Maspé99 tiol. 1062. S o ~ i . Staatstheode. i Barion. S. K. Marx/F. M.. I . não e muito feliz. em O b ~ m escogidas. Ideologb 6 Aparelhos Ideoldgtcos de Estado. Der Marxismw-ZmIntmus iiber das W e s m des Rechts. Guastini... lessico giuridico de1 Marx Iibera1. D e Hegel à Marx. port. cit. cit. ElageZs and Lenin. H . cit.turi83. Xtaatstheorie . em K. Marxisme et droit. (21. tLa teoria generale de1 diritto in U.. 424.R. eEssai sur la Critique de la philosophie du droit de Hegel8. Marx e F. L u teoria marzista dello Stat. S.]. L. (") CP. Althusser. Klenner. iucMdo nesta colectânea..?. em S a ~ r?e8 emcepts . 1955. Quanto ao primeiro. Gruppi. e K. em Materiali per E $toria della cultura g. 1970. ( 2 ) .. tLa concezione de1 diritto nelle opere piovanili di Marxo.Ichino.. (''1 N ã o existe um estudo completo sobre o pensamento jurídico de Marx e Engels. Marx.1869. parque. . IIII. R. La teoria ('1 F.MarxLF.. cits. t e Capital (Ed.. cit. s m oe de?mc~a&. 1970. P.14-15. 208. em Revue dJhltoi7e da drvit. interpreta isto d e modo diverso: náo se t r a t a m tanto de i-esicluos de práticas implantadas pelo costume. em B c i a c e and Bocietg. li.. 1967.stbchm Staatstheovie. Erigels.. 719. I.68 A HISTbRIA. III. 1964. em Hommage à Jean Hyppollte. nem nos paIses ~ocialistas. Turetzki. Althusser. Schefold. Landau. R. Henry.e (gennaio 1i84Z-primavera 1 4 ] . ~ b r e t u d o . U . 1956. neste sentido. Althusser. e I. de Marx. por6-m. em Obras Escogides.. 6 de notar. Die Rechtsplhilosophie des jungen Marx von $842. conhecia as obras da juventude de Marx. (=) Cf. cit.. cit. 96. de facto. Paris 1976. nem nos p a l s e ~ capitalistas. a s obras ultimamente citadas de R. sobretudo Stucka e Pasukanis. 1967. 362 e segs. trad. U m verdadeiro Bden dos direitos naturais do homem e do cidadão.rn.~ls-~irn. ibtd. Elementos de Autocritica. em Obras e s c o g b . I.. Hennig.. 217. a dica. 385-386 e. de ou facto. Moore. A. . DO DIRDITO NA RISTORIA SOCIAL O MATERIALISMO HISTóRICO NA HISTQRIA DO DIREITO cit. 136. em MatedaZP per l storia delle cultura giuddica. D. M a ~ xet i2 dsritto moderno. (') Cf.Liberdade. Btaatstheorie . 32. Weii. G. o conceito de a s o b r e v i v & n c i ~ areslduoa apresenta. em Eieget et I'Etat.&gels. .11.. McGovern. Lire Z Capital. +Karl Marx und die Rechsgeschichtew. a s suas dificuldades (Cf. ) . ambos em X. A. aqueles que respeitam a real diversidade de perspectivas d a obra de Marx e resistem à tentação de a r e d d r a um d i ~ c u r s o harm6nico e uno. Gea nova 1971. a Igualdade. pofl. ( = ) Cf. eni que se consumam a venda e a oompra da força de trabalho. Guastld. 69 politida di ilfam.. oThe young Marx on the Statex. >3fl e s e g s . 41 (19P3). 1970. L. l&P. par natureza.(a) L. ele exige. trad. cit. locs. t S u r les concepts fondsmentaux du matérialime h'istorique~. Soc. K. Engels.<Carta a Conrad Schrnidt (27 de Outubro de 1880)». Die Entwicklncng der Anschaungen von Marx und Eagels iiber den Btaat. ainda. A n d i d critica dello Stato borghe~enegll s&tti giouandli. exemplo cl8ssico neste tema das sobreviv&ncias jurídicas. 1 6 8 R. como se sabe.O (<como o capital é. Hegel unü die Nar&thuche btaatslehre. 1971. que o problema d a supenriv&cia do direito romano. Neste sentido. Matherlalen %r Rekorrstruktim der marxi. Guastini. II/19?2. Coccopalrnerlo. nivelador. (-1 Cf. o ensaio Sobre a Pratica Dogmrítica doa Juristas Oitoceiatistas. cit. «Crítica ao programa de Gothaa. donde colhi certas das indicaç6ea blbiiográficas anteriores. rn. Engels. 1972. cit.. F .

tima ideia da composição do objecto do discurso dos juristas: se a ciência jurídica é um <tdisciirso sobre um objecto específico (o direito. cuja presença no aauditórioo seria susceptível de originar mutasões na forma do d i s curso-a categoria dos cjuízes eleitos». tas portugueses tomavam para objecto do seu discurso. e cuja constituição é.. dizendo de outro modo.quais eram essas cnormas jurídicas. em maior ou menor grau. definido por um determinado estatuto social e dominado por um sistema de leges ar&. prática a partir da qual e para a qual se constitui o seu discurso e que é. assim. portanto. para os peritos (ctratadosw). o aobjecto* é periodicamente redefiiido. especial quanto ao níveI de formação especialrsada.PRATICA DOGMATrCA m S JURISTAS OITOCENTISTAS 71 Sob~ea prática dop&tica das juristas oitooentistas 1. alguma atenção. onde pulsani certos aseios e ecoam certos temas ideológicos. Deiuando de lado a caractenzaçZo da formação social e política portuguesa 110 período compreendido entre os meados dos sécirlos XVIII XIX. o estilo da argumentação. seja. <dicionários»). n o caso çancreto. portanto. foi educado numa escola com cspecificns tradiç6es intelectuais e pedagógicas tem em vista um objecto (neste caso. assim. determinar o que era esse ã d i r e i t o ~ . os temas. onde se lhe5 fornece uma certa utensilagern conceitual e dogmática e onde se encaminha o seu esforço teórico em dpterminados sentidos. portanto.a novidade e a rotina. Em relaçgo a cada disciplina 6. os conceitos. Mas os juristas são formados em escolas. justifionndo-se.). - 2. a atenção que se irá dar ao ensino universitário do direito nesta época. a jurídica) corresponde. quem discorre tem Xrnpre em vista (ainda que pouco conscientemente) um certo . não cuidando de uma sua definição exaustiva (que. ~ e r i aimpossível) mas 'apenas das vicissitudes de uma sua categoria. química. então. graduam-se a dificuldade e a profundidade da exposição consoante o público esperado. a criação jurídica não são obra do acaso . Ao auditório real do$ juristas dedicaremos. ou as normas j u r i d i c a s ) ~ . à maneira de introdução (incompleta) a uma abordagem ao <estilo discursivos dos nossos juristas modernos. se é certo que muito da formagão da escola pode ser sepultado pelas exigências da <vida prática$. Quem escreve um livro ou quem pensa sobre tini determi. normalmente. Por fim. que. a um auditório previsto pelo autor e este. pois. P dirige-se a um certo público com características culturais s científicas próprias. Mesmo nas ciências da Nalureza (física. A criação cultural e. para os pouco informados (ctmariuaisa. e os juristas não 590 a isso excepção escreve-se para alunos (as alições. o direito) com uma determinada conformação histórica. estas condições em que se desenvolve a <prática discursivasque v2u merecer uma breve análise. histórica.vamos. ao auditório real disponível. que os juris. daremos. A literatura em geral (e. o que o é também é que alguns restos sempre ficam a condicionar a actividade teórica posterior. em especial. aqui. a sua raiz.). tudo isto é graridementc condicionado pelas circunstâncias em que decorre a própria prática de produçiio do saber. bem como as formas institucionais de contacto são . prn prinieiro lugar. aparece como o princípio (aryuê).*auditório. possível uma u a r q i ~ e o l o ~ i a ~ . Tudo isto contribui para dar à obra de um autor ou de uma época um certo <toma. o cprincipio>i deste. etc. um certo corucxto social. à medida que se váo modificando os meios tecnicos de observação do real. Sáo algumas destas circunstâncias ambientais -ou. insere-se num certo meio profissional. e. em primeiro lugar. nado ramo do saber está diversamente limitado: vive. Uma das condiçõeç externas que prefomam o discurso os objectos sobre que ele incide. um estudo das circunsou tâncias em que se desenvolve a sua prática.

Embora prenhe d e significado político ( 2 ) . no plano doutrina]. tarefa que completará nos E. iim período car~cteríslico. deste ponto d e vista. o sentido político da lcgisla~áopombalina acerca do direito corresponde a uma efectiva reclamaqáo por parte das novas realidades sociais.. sobrctiid<i. Na verdade. o . tender-se-á para uma investigação racional do justo ou para o acatamento dos precedentes judiciais. São estes. O período que decorre entre os meados dos séculos XVIII e XIX é. esta lei importa. ristas. interpretação e integração do direito positivo. Xele se patenteia o modo como a ciência juridica constitui livremente o seu próprio objecto. políticas . dos juristas do período anterior no entendimento das leis. assim. bem como *a concorrência de várias ordens jurídicas na resolu5ão das quetoes. ficava definido pela Icgislaçáo de Pombal eçtivesbe eni desacordo.. isso m a m o nos revelará a andlise seNo entanto -e guinte-.dos) do nosso direito e. geravam uma grande incerteza no foro e possibilitavam que uns <inquietassem. portanto. aquilo que os juristas entendem ser o direito vigente.72 A HIST6RIA DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL PRATICA DOGMATICA W S JURISTAS OITOCENTISTAS 73 com ~ l e . operar uma total remodelação nas fontes ( e . Preparada. nos conteú.o esta redrfiniçãu opera niutaçiies decisivas na teoria. está longe de coincidir com aquilo que o poder político autoritariarn~ntelhes definira como tal. afinal.advento . veis aos apelos das noras realidades sociais.ou sociológica . nos seus objectivos político-sociais. o cdireitoo d e cliie: o juristas falam ná.antes e para além do discurso dos juristas. de resto.s'statutos Pombalinos da Universidade. as <extravagantes subtilezas. pia obra de Luís António Verney ( I ) . escrita ou ngo. Partindo habilmente de soluções já 'esboçadas nas Ordenações Filipinas. objectivo que expressa. a o historiador do direito. se o direito «fixado» é escasso e se dá . ao falar dele e a o transformá-lo em objecto de uma prética. introduzir os novos rnétodos de interpretação e de integraçáo do direito.0 é nada que s exista como aritidadt: definida . se se ctintkrn em normas u d e s a c t ~ r ~ l i z a d a s ~ . ao qiiadro das fontes do direito português E. nos coriceitos e na própria orientaç5o geral dessas ciências. a ciência jurídica teiideri para mas a exegcse. Ora ç a constituição do direito* está determinada numa norma. em conjunto com os quais esta lei tem. . objecto do seu trabalho construtivo. O móbil primeiro da Lei da Boa Razão é assegurar o prima.igosto de 1769.à observância estrita dessas mesmas normas. Na evolu~áodo quadro das fontes do direito em Portugal. actividade teórica consistente num adiscurso sobre o direitoa. E isto é tanto mais interessante quanto nem sequer se pode di~er que o modo pelo qual o <corpo d e direito. a pretexto desta remodelação. Pombal vem. apesar de este se encontrar taxativa :e estritarilente definido n a nova Icgisla~áo pombalina sobre as fontes de direito e o âmbito da actividade construtiva dos ju. Apesar disso e dc tamb6m os juristas estarem a ser sensí. m e n t o ~ ) . a razões cuja investigação prática jurídica estg amarrada -por cumpre i análise política .do da vigência das leis nacionais.Florescerá um discurso jurídico altainente provido d e expedientes argumeniativos e conceituais destinados a <forçar os textos$. de ser . mente aparece relacionado com a salvaguarda d a <segurança nas propriedudes~ dos povos e a <paz entre as f a m í l i a s . colocando-se no papel mais de regenerador do que da revolucionário. a Lei da Boa Razão vem a consagrar entre nós uma boa parte das ideias ilurninistas quanto a candentes questões acerca da constituição. a cons.por razões que também relevarto de urna análise maij vastaliberdade intepradora aos juristas. que estabelece o quadro das jantes de dire2o (norma a que H.entendida. Rart chama anorma de reconheci. Pelo contrario.e económicas. com o sentido geral das exigências da formação social c política portuguesa da época. que constitiiem o seu próprio corpo e lhe traçam os limites. geralmente conhecida por «Lei da Boa Razáo. sefecentista que dedicaremos d e seguida alguma atenção. tituição desse «direito> não há-de deixar de influir sobre o estilo da literatura jurídica: se o direito está todo contido em normas jurídicas «uctualizadasx. Neste caso. O mesmo acontece na ciência jurídica. L.da época moderna é marcado pela Lei d e 18 de . os outros com as demandas intermináveis fomentadas pelas .

E.a da segurança. estr respondendo a uma temiitica que correspondia à situaçáo económica.74 A HISTORIA DO DIREITO N A HISTõRIA SOCIAL PRATIC.. Na verdade. Já pelo . desta vez i s necessidades das sociedades burguesas em desenvolvimento acelerado no Centro da Europa. dos textos do direito romano). a ciencia jurídica tradicional vivia amparada. note-se bem. Sobretudo.da invocação d e precedentes jurisprud. LviIi. proclamado peIos políticos. pretende-se também conseguir uma n~aderniza@a do diredo nacional.do cotejo de opiniões. O próprio pensamento juridico iluminista recolhera e4ta ideia da inevit~biIidadeda fuiição criadora dos juristas (') que. ainda que formalmente apontada aos juristas (desde a s Ordenqões Afonsiraccs) como a principal fonte de direito.do estilo de trabalho dos juristas. . não por um corpo d e leis. agora. vai ser colocado no lugar d o sistema do direito comum. mas agora.4 DOGXIATICA DOS JURISTAS OITOCENTISTAS 76 i~~terprctações abusiras dos textos legais. de que a edição do direito é um atributo indelegâvel da soberania (próprio do monarca ou d o povo). contra ele se tinha vindo a reagir desde as Ordenaço'es Manuelinas. competindo ao jurista a estrita aplicação d a vontade dos órgzos d o poder político. a prática construtiva dos juristas é subtilmente encaminhada para um novo domínio de objectos e para um novo campo de referências teóricas e conceituais. E claro que tal estado de coisas já n5o era novo. A solução adoptarln foi ent6o csta: substituir um corpo doutrinal condizente com as aspirações jurídicas modernas .enciais. terísticas fundamentais do trabalho construtivo dos juristas ml como ele e n t i a se desenrolava foram respeitadas.da Baixa Idade Média. a transformação global do corpo d e direito n i o dependia tanto da vontade dos órgãos políticos quando da modificação profunda . produto de um ç a b ~ r corporativo ciosamente defendido. Seria impensável inverter tudo isto d e um golpe legislativo. fora decorado com uma denominaçáo mais prestigiada. 'V I ) tS). a disciplina. Mas. ou seja. O modo como isto foi feito foi extremamente hábil. então.: mais adaptado. social e cultural . mas logo três meses depois e de uma forma mais solene e completa v50 ser tomadas as medidas que as circunstáncias reclamavam. a estratégia seguida n a Lei de 18 de Agosto d e 1'769 para a moderniaação do direito foi a de agir sobre os próprios . I dados do trabalho dos juristas e de o pôr ao serviço da inovayão. . No entanto.o sistema dogmático da tradicão romanística. ao fomentar a intcrprctaçáo e integraç. assim. por um golpe d e prestidigitação legislativa. É.W. portanto. Esta preocupação iriovadora já estava presente numa série d e providências legislativas d e Pombal. pelas quais tinham sido niodificados alguiis pontos importantes do nosso direito privado 151.o judicial dos difermdos. . era por estes subposta a um imponente sistema de princípios doutrinais e juriaprudenciais. nomeadamente as obras de Bártolo de Sassoferrato e dos jurista5 seus contemporâneos e seguidores. Assim. todo . a de <direito natural. para além da salvaguard. está nos antípodas do princípio regalista e j acobino. .a faculdade d e interpretação da lei ('1.50 da lei por via legislativa r: ao amarrar a jurisprudência B 3 linhas de ioliição definidas pelos <assentos> (O.o aparelho de produção normativa dos juristas profiiçio- .doutrina. Tal sistema dogmático e normativo fora originariamente designado por usus modernus pandectarum (uso moderno das Pandectas.ao corpo doutrinal tradicional. Mas agora. a certeza e a previsibilidade .. quase ~ u d o se tendo limitado a desviar o campo das referências conceituai~e dogmáticas. Com isto. sobretudo de um legislativo. com a n s t i i ralizaçáo progressiva da mundividgncia burguesa. este sistema doutrinal que. da utilizaçáo de fórmulas de raciiicínio e de dedução quase exclusivamente utilizáveis num coritexto norrnativo deste tipo.4lvarci de 12 de J4aio deste mesmo ano se reservara ao monarca . O novo corpo doutrinal era a produção dogmática dos juristas alemães através da qual o velho direito romano-justiniano tinha sido iuna se.. O seu estilo discursivo estava dependente desse facto: a argumentação partia da autoridade dos juristas citados. mas por um corpo de .do foro tornam-se questão candente. quc começa a cresccr o peso politico dc uma camada para quem a segurança era um valor inestimável e que o ritnio mair acentuado dos negbcios não pode suportar a morosidade e a incerteza da res01uçã. As carac. quando a lei estadual.

a Casa da Suplicação ( o que se compreende. fosse. pois a incerteza nesse tribunal superior comunicar-se-ia a toda a organização judiciária). Dispondo-se sobre n interpretaçáo dùiitrinal..S 77 nais . a interpretaçáo do rei 11) (7. Depois.a Casa da Suplicaçiio . j . ria produção jurídica e jurisprudencial dos séciilos X V I e XViI (opinio commarais dociorem e upra- de 7 de Junho de 1605) (:). 5. Com isto.alguns casou mais delicados ipor importarem a ampliasão ou restriçáu das leis pátrias). Quanto à interpreta~no. para essas. era de a põr ã trabalhar pela modernização do dirrito. cujas dúvidas deviam ser resolvidas pelo <pIenário> (Mesa Grande) da Casa da Siiplicaçán atrav6s de assento ( 8 6) . como Posse.. Desde logo. cada um dos elementos da estratégia. no caso de dúvida sobre o entendimento da lei. portanto. não admira que encontremos uma preocupação de cercear a interpretação doutrinal.~.com referência i s Ordena@es. sobretudo. (s Xfas SR a interpretação a u l h t i c a era a forma ideal de e&recer o direito. para . peIo regedor da C. ela era dificilmentp pruticátel.ona1. o direito que os pitados eriropeiis de evnliiqko econ8mica e social mais adiantada para elas iinliarn criado. havia matérias (nomeadamente a s políticas.a tarefa :e os juristas..a Lei da Goa R a z h procura promover uma interpretasão <autêntica» ( e vinculativa) das leis nacionais e do direito romano. Ain Ia quanto às díicidas siirgidas num única tribunal . ou. amarram-se os juízes à jurisprudência já estabelecida atrai. se atí: ai o direito nacional era tido como um reflexo do direito romano. pela premência com qiie reclamavam uma regiilamentação jurídica moderna. aca~itelando-eedecerto contra as mirabolantes interpretaçces por esta v i a conseguidas. logo na falta de direito nacional «novo». e. proíbe-se-lhes toda e qualquer interpretaçáo do direito nacional. d ~ v e n d o a interprctayáo tender para Lima progressiva aproximação dos dois direiios. e Li Carta de Lei .era ela. admitindo-a. onde quer q ~ i cfo. P a r a se conseguir isto bastava que. Assim.sto quer dizer crite. se impusesse o recurso não ao caduco direito comum de cepa bartolista. iiierwntis e marítirrias) que. torna-se impossível de conceber. por fim. E. em <segurança» nas relaçóes sociais.io teriam tempo nem p o n d c r a ç i ~ para irsponder aos ernbaracos jurídico^ dos tribunais d e todo o Reino ( O ) . Vejamos. disciplinava o foro e desvincirlava-o rir uma tradiiáo jurídica ~ o c i a l mente dcsactiralizada. tomadas no seu sentido n a t r ~ ~ roii~ a náo m ~ t a f ó r i c o )e i analogia .mático tradicional. agora ele vai ser entendido conlo uma manifestasão do direito - xística. G a . mas. a interpr~taçãolivre do3 juizes e juristas). materializado.aos princípios do direito romeno ( 5 10). 1. mais coricretainente.asa. determinava-se mesmo que fosse reqiierida. pensável.". Mas em relspár. e não. Foi o que fez a lei pombalina. a própria ." e 5. mais detidamente. 111as a o moderno direito natural.76 A HTSTdRIA DO DIREITO NA HISTCiRIA SOCIAL PRATICA DOGMATICA DCS JURISTAS 0ITOCENTISTA. Além disso. já de raiz individualista e espirituâlmente IiEafdo is luzel. talvm.se devia l. não podiam ser regidas. a toda e cada uma das dúvidas surgidas. obtém-se um resultado não menos significativo a o nível da prática jurídica desvinciila-se a tarefa da intcrpretação das leis em relação a o cabedal do. consequentemente. principalmente evidente em relação às decisões do mais eleiado tribunal do reino. não liavia ourra solução scnão aplicar-lhes. como aliás já vinha sendo dito por alguns pt~xistas.é posto â funcionar ao serviço da inovação. da aplic a s : ~ do direito. inevitávrl admitir a interprctaqáo doutrlnal (i. 5 . estab. sobre DS casos ern q u e a doutrina podia estender oir restringir o texto legislaiivo naci. seguissem o mais conforme a esses princípios mais modernos do jiisracionalisrno. econílmicas.& dos Assentos da Casa da Suplicação ( $ 5 4.actividade de interpretação das leis podia auxiliar .de longe mais eficaz que o aparcllio legislativo . A Cs3a da Suplicaçáo e o soberano n. e. I. pelo direito romano tradicional. pois cortala c ~ ~ c c todas as incprtezas. n o caso d e falta de direito nacional.elece-se que -para além do recurso a o espírito da lei (que o legislador.ançar mão dos priiicípios do direito natur31 ou das gentes em riso nas nações polidas e civilizuJas ( $ 11) . esclarece çó poder ter significado pelo sentido das palavras da lei. se se ganha em <certezas jurídica e.

quer do ponto de vista do instriiinental Iógiw-dogmático que lhe andava associado ('") ( I " ) . bem coma restringia a utilização dri dirrito consuetiidinário. i a). abria-se também à indisciplina doutrinal. contudo. Vê-lo-emos em breve.dizendo de oiitro modo. que talvez em algum momento imaginou capaz de dispensar as leis positivas [. tendentes a tornar mais certos e mais modernos os resultados da interpretaçáq do direito. abandonados aos principio3 gerais do direito natural.111. o logi~fador ~ o m b a l i n oh z menção de nada inovar: pc garido no texto das Ordenações (liv. *as qiraes Leis Imperiais rnandamos somente guardar pela boa razão. de que o legislador mesmo não tinha podido d a r ideia exacta.do direito. de Acúrsio. ter mais de cem anos e não ser contririo à lei escrita (H 14). em que sáo fundadas>.nte estas ~xig6ncias. mais seguras e pretiaíveis as relações sociais. :i terceira disposiçao foi a forrnulaçiio de certos requisitos para . Outra é a projcrjçãa da Glosa. ele pondera que. Também npste domínio da integraçzo das lacunas da lei aparecem as duas preocupações i n a i o r ~ s :a ) certificar e h ) 170dernirar o direito pátrio. 3. 243. os juristas colniater :is lacuniis da ordem jurídica? Ainda aqui. tit. respritantes ò integrqõo das larirnas cln lei (ou.desde os meados do oéciilo xrv (5 13). a este se recorrendo para esclarecer os seus sentidos ocultas ( ' . p.é promovido p o r três disposiçóes desta lei. quer do ponto de vista das opções normativas nele recolhidas. o que põe rirmo a todos os cnnfljtos entre csfe e o direito romano. . de B á r t ~ l o .elo que os juizes..78 A HISTORIA DO DIREITO N A ITIST6RIA SOCIAL PRATICA DOGMATLCA DOS JURISTAS OITOCHVTISTAS natural. aliisivamcnie. O primeiro objectivo . Ectas dispo~içõesda Lei da Roa Razão. L h a cl~las a proibição da nplié caçáo do direito canbnico nos trihonais civis.. limitando drasticamente a sua vigência. a o direito subsidiário). extremamente significativa no conjiinto da nosw história jurídica. de Acúrsio. de facto. a iitilização deste critério (l ' ) obrigava os j u í z e ~a decidir sobre lima matéria que Ihes e r a de todo estranha [ou seja. se eriava a arlicar aubsidiariameiite todo o direito romano. Coimbra 1848. (Ins~~aiçóes Direiio Civil Português. conflitos qiie o ccrit6rio do pecado> (Ordenqões Filipin. Quaiito ã moclcrnizaçõo do dirrito. como se diz lia lei. pelo processo de integraygo das lacunas propo5to pela Lei da Boa RazZo. qiiase desaparecia do direito nacional.o de tornar mais certo o dirrito.I.. contudo.. . 9 .do quadro das fonte* de direitos subsidiário. fonte de direito oobreman~ira incerta e flutuante. Esses requisitos eram: ser conforme 2 uboa razão».a validade do costume.tdr. tamb6m ela é essegiir. à Glosa. estabelece a riiptura com o direito conium. mas este e r i o preço pago pela modernizaçáo .a~. de notai esta hipoteca de iini valor t5o essencial à construção d s sociedade burguesa -a Eegurançe: O marquês de Pombal i.o da aplicação da lei civil resultava upecadoa ('"1. pois nem a ubrva razãoa nem o tdireito natiiralr eram noções unívocao. eram completadas por outras. Coelho da Rocha (1793. JU se vvr' que poucos seriam os costumes que satisfizessem curnulativame. de que faziam parte . para decidir na maior parto dos negócios da vida civil. Claro que. e dos Cmentários. Já vimos qiie esta proibia o recurso ao direito csnóriicn. então.) 0 deciirso dos tempos e o reforço do modo de produção capitalista e das suas exigências a o nível do apareltio jiiridico irão. abrindo-se a porta à modernidade. Lxrv) não cnnsegiiia resolver satisfatoriarnsnte.1850) não deixa. fascinado pelo aplauso do direito natural. reiolver psta e outra contradições.]. assim o costume. t a l v ~ zas maib conhecidas. sobre i. . e. ficaram desligados do direito positivo. Como iam. e por conseguinte precide pitados na arbitrariedade. privou os textos do direito romano de toda a autoridade externa fcontraposta d eautnridade internax da sua razoabilidade) na nossa jurisprudência. apesar de ter sido o remate de uma tendência doutrinal em desenvolvimento desde o &ciilo XVir. e nos CornentLrios. selri Eazcr i dii. de BártoIo. &ta determinação.

posaivelrnente. o direito romano *praticado.s qiie as coisas. Todavia. e Civij entre o Christiatiisrno> OLI 6 ) raqiirllas regras. tit.excepto.s relativo ao direito romano oii era rim mero lugar-comum. . que as meamas Kações Cliristãs tem prom~ilgzdos. Ora só o primeiro é que tinha sido r u c ~ b i a oentre njs. Entre nós operou-se. apesar do alegado conservadori.. portanto. ainda eficaz.E o melhor que encontrou (I5) foi cste. O que o legislador das OrdcnayGes não tinha em vista. recebidas. qiie contém verdades essenciais. os j u r i ~ t a saplicavam o direito imperial na siia versão bartnlista ou pós-bartolista. uma recepção global do direito romano. como caminho mais directo de avaliar a arazoabiIidader do direito romano. ou tinha uma outra intenção .o nosso direito d a herança asfixiante do bartolismo tardio cultivada pela praxe doutrina1 e forense dos dois sÉciilos anteriores. intrínsecas? e inalteráveis.idiário do direito romano.a de marcar bem que as leis imperiais vigoravam em Portugal imperio rationis e não ratione irnperio. do que o niio fora. portanto. romano? )A difícil praticabilidade da w l ~ ç ã oadoptada i reconhecida logo três anos depois. Mas como distinguir o direito romano «recrbidos. qtie or Direito Divino 0 Xatural formalisaráo para servirem de regras Moraes.rrminaçáo. afinal. libertar . Já se v& qiie tal critério nial podia convir aos intuitos reformadores da lei pombalina. eram assim.. e Marítimas.'rlrscontis. e. até ai. que visava. sendo a sua vigência pratica euplicada por iim abuso. precisamente. Portanto. o outro -i. a entregar praxe judicial dos séculos anteriores a definirão do direito romano em vigor. mas o que é verdnde é que. um prctexto para dfdstar a aiitciridade -abalada mas. inovação só um r4aâáo à prática. Este critério de distinçYo era. lue de unanime consentimento estabelece0 o direito das Gentes para a direcção. no preceito das OrrEenaSõe..4gora. milito se estava a inovar. 5. de certeza. por isso. a referência é bem clara e. na Alemanha.s~ qne. t s e indague o uso moderno das mesmas Leis Romanas entre as sobreditas Nações. de acordo com a disposiçãn acima citada das Ordenações. ele ainda rra tido como globalmente racional ( r a t w scripia).ar a ela coni r i r i o ? Os juristas alemães do usus modernus tinham resol\ido esta questão recorrendo ir liistória jurídica: invatigandri histó- ria da prática jurídica aImé do século xv e seguinte?.ndo podcria trr qual~ui-r aplicação no foro português ( 5 9 ) . difícil &e aplicar: como determinar. e governo de todas as Naçóes Civiliuad:<s> ou c-) caqueIIa . como aliás acontece em todos os reinos da Europa acid~ntal. na verdade.se sabe que. foi $em entendida pelos inlérpretcs: o direito romano srrh~idiario entre nós serin a versão modernizada que dde tinnni~a . precisamente porqii. porqup conlorini à úboa razãn. nos Estcatut~s Pombalinos du Unirersiddc (1772) csc1arrce.inda mais gritarite em reliiçZo & partc já citada Jn diepi~ii+ici filipina é qire ninguhm i g n o r a ~ aque a invocação da choa razão.e crstivesse d e acordo rom os prin- c i p i o ~de direito natural ou das gentes em ~:igor nas nacócs cris&& e c i u i l i z h .. npssa altirra.. por . 2. com efeito. porqiie desde as Urdenaç5c. mesmo assim.80 A HISTbRfA DO DIREITO NA HISTCiRIA SOCIAL PRATICA WGMATICA DOS JURISTAS OITOCE3NTIBTAS 81 tinção entre o que era conIorme à boa razão e o que a contrariava. que sr estabelece rias Lcis Políticas. que hoje habitiio a Europa> li^. 3. . o critério sdop:ado vein a ser outro: 9 própria lei define a aboa r a z g o ~ como a ) aaqiiella qiie consiste nos primitivos princípios. 5 Gj. por estar irremediavclmeritc ligado às condições históricas e ciilturair: do Império Romano. É claro que.. .do direito romano indea~jávei.. O quc o legislador pombalino procurava era. na sua formi~laçáo. A primeira inovação era a reafirmaçã~ dn carácter si1b. era condicionar a receliçGo do dircito romano i siia razoahilidade. todavia. mesmo contra o direito naciorial. Lonómjcaz.u m a :irit:ntaçáo S P gura e uniforme qiie guiasse os jiirjstas na valorização do direit:. aquele que. o direito romano contrário ?aboa i razão» niinca tinha tido entre nós vigpncia legal. já náo apresentava qualquer razoahilidade. um tal caminho levava a considerar como <recebido. eIes determinavam quaiç as norinas de direito romano efcctivamwte aplicadas e. em teoria. Portanto a direito romano snsceptível da aplicação siiliridiária entre nós seria somente o yu. Mas iriovação a.ino d-ata de.. os princípius de direito natural ou das gentes com 05 qiiais o direito romann se devia cmformar? Como encontrar. c. é certo.

por ironia. econtín i c o (ou do direito administrativo). No resto da Europa.áo. foi-o. a bem dizer. A elas se devia recorrer directamente na falta . o mesmo fazendo Ferreira Borges (17%-1838). os autores alemães do mus m o d e r n u pandectarurn para qurm a Lei d a Boa Razão remetia e os jusprivatistas franceses dos séculos ~ I e IXVIII (v. trinta anos. na verdade. sobretudo. pelo direito estrangeiro. recorre continuadamente a. no domínio d o direito. da qual passavam a constar. E. da doutrina estrangeira constituída pelos p r o c e s a s tradicionais da dogmática jurídica.e iniciava-se a fase da aud consolidaçiío. Mas a e ~ o l u ç ã o social.do direito nacional. Na verdade. da Áustria {lSlL). Boehmer.. a casiiística conservadora e confusa dos séculos anterioreq a o Ilurnini%moentrava em gradual desuso.da Prhssia (17941. as doutrinas dos juristas do usus modermus. d a Sardenha (18271.Era o que acontecia no direito civil e também no direito comercial. mercantij e marítimo (ou do direito comercial e marítimo) ia-se ainda mais longe: as leis em vigor nas nações civilizadas substituíam-se a o próprio dircito romano no auadro do direito subsidiário. ponderando q u e <a legislaeão pátria he muito limitada para decidir todas a s questõesw. a uma invasão m a c i ~ ados princípios jiirídicos mo. e m pouco m a i j de. vertente id~ológico-jurídicado capitalismo.que se deram os passos necessários para que o sistema de direito vigente em Portugal fosse completamente subvertido. ) . Nos domínios político ( o u do direito constitucional). apenas com a modificaçao de umas discretas regras de consinição do corpo de direito relativas à sua interpretaçáo e iritegraçáo . depois das lirtas civis. etc. A autêntica «bomba de sucç. José da Silva Lisboa (1756-18751. da França (1804. sem uma nova codificação global do direito nacional (fracassado que foi o intento de a produzir nos finais do século Xviii). quer. E f o i assim .82 A HTSTbRIA DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL PRBTIC-4 DOGWTICA DOS SURISTAS OITOCENTISTAS 83 d d o os jusrnciamlistus alemães da escola do M W rno&rnw pandectorum (Strik. quer perante as forças do passado. instalara se apui e além e exprimia-se. decidia-se.qiiase sem refnrmas legislativas de fundo. se desenvolvera ainda n a Ultima fase do anirgo regime político. dernos. Numa palavra.). ideologicamente enformado pelos princípios do individualismo e da abstracção cujo d~senvolvimentolevará a o Liberalkmo caracteristico da primeira metade d o &culo XiX. na falta de leis nacionais expressa:. política e ideológica não tinha parado com o Il~tminismo. estava a terminar o perjodo heróico de conçtrrição da ordem jurídica burguesa -que entre nós. Thomasius. o regime institucionalizara-se nos textos d e natureza consitucional. Entre nós o regime liberal também surgira e. .X. É esta recepsão maciça do direito e s t r a n g ~ i r o d a s opiniões e doutlinais sobre ele estabelecidas que vem completar a grandc revolução do direito nacional. Heinncciiis. por força da Lei de 18 de Agosto novo de 1769. cortada que fora do campo de referêncis dogmática em que s e apoiava e posta em xeque prlo brilho e modcrnidade da produsão estrangeira q u e a Lei da Boa Razão permitira importar. que. tudo aquilo que não era resolvido por arbitragem (processo de resdiição de conflitos com larga tradição n o direito mercantil).g. a ordem individualista e I:berai. depois. as reformas legislaiivas dos fins do século XVIII -quer no domínio do direito dipositivo. quer no domínio do direito supletivotinham insuflado urn espírito novo na urdem jurídica nacional. o direito bartolista e romanista do período do irrs commune. mostraram os perigos da aber- . Primeiro. pondo-o de acordo com a nova natureza do poder político e com a mundividência dos estratos sociais dirigentes riesta primeira metade do século Xix. perante a s forças do futuro. Na ordem jurídica. . Vinnius e Domat) . declara preferir o Cade A ' a p o l ~ o n . ilustre comercialísta luso-brasileiro dos princípios do século XI. os códigos modernos. na verdade. ~ t c . ficara defiriitivamente assente. nos novos códigos. E s t ~ espírito é o do direito racionalista e iluminista. Neste último. deu lugar. aplicados agora ao novo corpo doutrina1 da literatura jurídica iluminista. os desenvolíimentris aincómodos~ de certos principios birrguesps. a revolução burguesa fizera-se em França 11789) e estabilizara-se alguns anos depois. O nosso direito já não era. qlie acabavam por ultrapassar as barreiras ideol6gicas da burguesia.0 direito estrangeiro ( I T ) . Naqueles domínios em que o direito nacional era mais pobre a i~tilizaçâo do dircito estrangeiro atingia o seu máximo.

os juristas vão preferir-lhes o direito consequente a esse ueçtabelecimentor. funcionar corno testemunhos das regras d e direito natural ou das gentes ( q u e constituíam o verdadeiro direito supIetivo) a doutrina atribuia lhes um ualor u ~ ó n o m o . portanto. o direito p o r t u g u s da primeira metade do século passado era constituído por trGs grandes eitratos. O direito natural náo escrito tinha. u contributo dd época jusnaturalista. na verdade. os juristas váo comandar uma significativa modificação do seu entendimento. E.de cpriidência~. Eatas circiinstâncias retlectem-se n o quadro das nossas Eontes da direito e vão dar origem a uma segiinda fase do astabelecimento da ordem jurídica h u r g ~ ~ correspondendo. Em Portugal a partir de certa altura. são correntes-. na realidade.81 A HIST6RIA DO DIREITO NA HZSTÕRIA SOCIAL P U T I C A DDGMATICA DOS JURISTAS OITOCENTISTM 86 tiira de u m largo crédito à inventi.e que constituirão a trave mestra do Código Civil de Seabra (1867). Embora a norma jurídica que estabelecia o quadro das fontes de direito (Lei da Boa Kazáo) não tenha sido alterada. E isto era inelitável: a cristalização da mundividéncia burguesa nos novos cóldigos haveria. direito contido na novissima legislação eiiropeia. formado pelas Ordenações. peia que são recebidos no nosso direito os princípios individualistas e liberais que vão estar ria base da reorganização oitucentista de alguns dos ramos do direito privado -nomeadamente. passam a valer por si e iião como reflexo de princípios jurídicos suprapositir~os. novos modelos argumentativos.doutrinas dos juristas iluministas aiiteriores a o <estabel~cirneiito> ordem política liberal pareda ceriam decerto desactualizadas. tem em seu abona o asscnso de irma nação civiliçada) (ID). contrapondo-se às suas locuhraçóes a realidade <viávelw das realizações ~ f e c t i v a sda burguesia. Assim. a maior parte do #direito vigente era constituída por normas extraídas pela doutrina a partir do quadro das fontes de direito subsidiário. desde que fora positivado. e a avalancha dou preceitog importados doa códigos estrangeiros. todas a s disposições das leis estrangeiras como se acaba de dizer. novo entcndimrnto da Função da cicncia jiirídica) e.dos códigos estrangeiros. provado pela prática. da ciência jurídica. a denúncia dos eideólogos~ fora energicamente feita pelas correntes mais conservadoras do novo regime . garantias muito maiores de ssen%tez. Apesar de tais fontes só deverem. de ctviabilidade~. Daí que o jusnafuralismo teorizaiite do século X ~ I I I deva ceder o passo às realidades jurídicas estabelecidas pela nova ordem económico-social d a Europa. de acarretar o desuso da invocar directamente os princípios ideológicos q u e a constitiiíarn.Napoleão i frente-. à sombra dela. segundo a Lei da Boa Razão. e pela massa imponente dos tratados dos nossos velhos praxistasr. Em seguida. pelo que os problema3 decorrentes dos conflitos entre elas apenas poderáo ser resolvidos por critérios arbitdrios e pessoais ( 2 2 ) . teóricas). o mesmo valor. ("O). em prin. - . oferecia. pela legislaçáo extravagante anterior aos meados do século XVIII. por Coelho da Rocha: calem da autoridade dos seus autores. os tópicos santi-ideológicos -onde.. . oiisadas. a invocação dos ciídigos europeus é legitimada. mais desejável do qiie as proporta? talvez generusas. mas ainda a uma nova estratégia discursiva (novos conceitos. Utilizada largamente desde os fins do primeiro quartel do &culo xIX ( I 8 ) . Em F r a n ~ a . ou seja -como já vimos.va dos uide6logos~. a uma nova implantação institocional dos seiis <lugares» d e produçáo. pelos juristas. Agora que a s . nestes termos. por f u r ~ a . eipio. finalmente. dos direitos reais. a legislação liberal. mas uimpossíveis~ (utópicas. formado pela legislação da segunda metade do século XvTIi e pelas inovaçáes doutrinais introduzidas.Era a legislaçgo spossível. até. Embora a massa tradicional fosse importante t a sua pre çeiiça esti. orprimeiram~nte. e coino escreve Braga da Cruz. ao nivel e~.o Eundo tradicional ou escolástico. a títuio de direito subuidiário. dos juristas do Iluminjsmo pré-revolucionário.ieráo.. Esse direito. de inspira~iio individualista. de ser esquecido. essa denúncia faz-se também. Sendo assim. não EÓ à existência de iim novo campo de objectos (novo ctcorpos de direito). E. coni a recepção da novissima legisIação euro. que.e-se fortemente radicada na prática jurídica quotidiana (21).

de 18 de Agosto de 1769 ( 5 9 ) . designadamente subrr os que respeitam as leis reguladoras de . Neto Paiva). E este o espírito qne prevalece em Frariya com a <escola da eriegeseb e é esse também o seritido que vai ser dado pela generalidade dos intérpretes à referência ao edircito natural. Assim.O. e aterito o espírito do legislador Iiistórico.que possa recorrer-se a nenhuma legilplaçáo estrangeira.' do nosso có.io admira. telar ainda melhor o uso excliisivo do direito nacional. 2) w Pelo que. e sem . L) que é. do artigo 16. então. com efeito. já citada. No artigo 13.). o conjunto de «princípios imutáveis e ~iecesaiiriosq u e emanam da relaçao entre os fins e os meios de exist. concorda em sulrstitiiir . De facto. Ern resposta à censura ." do projecto. para O autor do projecto do c6digu. ao invocar a <equidades. que o grande factor de indisciplina doutrinal da nossa ciência jurídica da primeira metade do século passado tivesse sido este indiscriminado recurso ao direito estrangeiro e qria uma das preocupações do visconde de Seabra. 3. a frase final do artigo do projecto caía no mesmo erro em que caíra a disposição congénere da Lei de 18 de Agosto de 1769: autorizanmdo a invocasão da legislação estrangeira como testeniutiho da equidade abria-se a porta à sua utilizaçáo como norma directamente aplicável nos casos omissos. ou da boa razrio a que se refere a Lei .os princípios enl que assenta a ordem jurídica vigente. O do Código Civil de 1867) não ficasse qualquer referência expressa a proibisão do recurso ao direito estrangeiro. portanto. não hesita em fazer equivaler o adireito natural. e os Fktatuios da Universidade (liv. neni pelos casos análogos. entende que o legislador. 'Dias Perreira ( 2 í ) .casos aiiálogos> i("'). as tempos estavam poiico para a aceitacão de um jusnaturali~aio tios moldes dos do século xvrrr.digo. dispunha-se: Se as questões sobre direito e obrigações não puderem ser resolvidas nem pelo texto da lei. emb'ora ele r~conheçaser o udireito natural%. (2". apesar de s e reconhecer a existência de <<limagrande massa de princípios. a não ser como tertemuiiho dessa inesina equidade. o visconde d e Seabra esclarece que. do projecto) levaria a dou. como então muito bem notou Bandeira de Neiva ( 2 4 ) .86 A HIBT6RIA DO DIREITO NA HISTõRIA SOCIAL PRATICA DOGhlATICA DOS JURISTAS QITOCENTISTAS. trina e o foro a grande incerteza. O direito <cnaturalx positivara-se c. 87 N. Neto Paiva de que o recurso à equidade (tal era a proposta. 6 que. Guilherme Moreira. no entanto. ria parte final do artigo ('v. guarda uma prudente reserva quanto à interpretação da expressán (iGo sem apontar para uma soluçáo que acautele suEicientemente a segurança). restaurado no seu papel de direito siibsidiário. este <direito naturais invocado no artigo 1 6 ." aos <princípios gerais do direito>. nem pelo seu espírito. do artigo 16.a referência à acquidade~ p d a ao adireito naturals.dúvidas. tivesse sido a de pôr termo a esta intervenção do direito alheio jZ3). O <direito natural* foi. Todavia. Por isso é que na versão definitiva deste texto não aparece qualquer referência ao atestemunho das leis estrangeiras» como processo de averiguar os princípios gerais da equidade (ou na terminologia definitivamente adoptada ado direito natural. independentemente de estar consagrado ou de ser testemunhado pela doiitrina ou pela legislação positiva estrangeiras. Embora no texto definitivo (artigo 1 6 . e já s e tem visto porquê.de V. este último texto veio acau. o decisivo há-de ser o conjunto de princípio3 que inforniern o direito positivo. F. previstos em outras leis. 5. tít. F. queria referir-se uaos princípios de direito natural. regular-se-hão pelos princípios geraes da equidade. . para evitar todas as. o rnais autorizado civilista da segu~ida metade do &culo. o Cádigo Civil parece n6o ter inovado grande coisa. enquanto o +meir0 exegeta do Código Civil. ao estabelecer o quadro de fontes de direito subsidiário do Cádigo Civil d e 1867. segundo as circunstâncias do caso. afirmando q u e o juiz <deve suprir a falta de disposiçáo legal formulando-a da mesma forma que o faria o legislador e portanto sobre . cap. geralmente recebido+ acerca dos quaiu riiíu ha opiniões diversas» (V. O do Código de Seabra Neste particular.tiricia de cada ser ou da pr6pria natureza humana.

náo em toda a siia pureza. matéria-prima sobre q u e os juristas laboram. a palavra de ordem foi promover a extensãa d como plexo normatitio amoderno. criar um viciio normativo que. atacava esta disposipão da Lei de 18 de Agosto. alterações n o sentido originário desses preceitos legislstivos. a força abandona assim esta lei. defendendo a opinião de que use uma lei se acha por longo tempo e geraImente sem observância n a qual o uuo tem substitui~do i sua disposiçáo ou ~ r o v i d ê n c i a . se instaura o exclusivismo d a lei nacional como fonte de direito. manda aplicar os pri11cípi03 d e direito natural. contribiii. assim. procurou. tem o juiz rjue attender a todas as mi~dições que de um dado caso reveste e. os juristas poten. assim. se atP aqui a modificação do corpo de direito fora encarada sobretudo como um dado exterior à prática científica dos juristas -embora. O primeiro objectivo . através de mutações q u e se efectivaram ao nível dai realidades legislativas -nomeadamente. náo fosse igno- cada a acçáo niodificadora que sobre ele essa prática exercia-. ? outra.se de. u positivismo legalista moderno e . (50). AtC aqui descrevemos o modo como.obrigatoritdade d o direito tradicional não modernizável .coiisonante com aquilo q u e interpretavam como o apelo normativo da nova realidade social. potenciando a u corrigindo o desenvolvimento do sistema jurídico que eles próprios tinham aberto. P o r outros processos. primeiramente. o positivismo conceitual vã. o que fizeram os juristas. Todavia. através dos instrumentos disoursivos e dogmáticos que acciona. já Ciz Teixeira. num segundo momento. pala quem se lembrasse do vigor com que a Lei da Boa Razão proibia a revogação da lei pelo costume (5 14). portanto. pois.a dogmática-. ao nível das normas legais definidoras do <corpo do direito. tradicional. mas adequados i s circunstâncias concretas de cada sociedade. Vejamos. ciaram este movinieiito de destruiçáo do direito do antigo re.0 fazer a sua erupção na história da ciência jurídica portuguesa. O cdireitoz.. A irivocação do desuso da lei devia parecer uma batalha perdida. 6 esta assim tacitamente ab-rogadas [31). uE assim. critérios que dirigiram também o legidador a o formul'itr a s normas relativas aos casos que previu. a breve trecho. em contrapartida. que lhe é contrária o11 aposta. A partir daí. corno um p k d i i t o .se possibilitou a siibversáo pelos juristas do direito . uiilizando os seu3 instrumentos próprios de prodliçáo . na primeira. ela prbpria.se ezcluir a olrigdoried&e dos prem&s juridkos que ~elewvarnde ama mrcrrdivid&tcia desactdizuda. A <táctica de combates era. para constituir unls nova ordem jurídica. então e sohretndo. como j B se notou.dominavam o direito modernizado. !E um sentido não diverso tem a ênfase que o mesmo autor põe. de lidação da ordem social burguesa. agora o que vein para o primeiro plano é o modo como a prática científica dos juristas. i s condições do pais e ao espírito das leis pútrias. Não deixou d e se referir como a actividade autónoma dos juristas produziu.o da exclu&o da .foi prosseguido através da invocação do ai desuso^ da lei e da solução proposta para o probIema da relevância do erro sobre o direito (error i&) u-. estes relevando mais estreitamente da sua actividade dopmática t a u t ó n o m a ~ . um pouco contra a vontade do legislador histórico. através de adequados métodos de integraçáo e d e interpretaçíio. gime e de construção e defesa do aparelho j u r i d i ~do Estada capitalista.88 A IIIST6RIR DO DIREITO NA HISTÕRIA SOZ'HAL PRATICA DOGMATICA DOS JURISTAS OITOCENTISTAS 89 (<mas conforme as circunstâncias do caso. a todos os casos juridicamente regulávcis. E.da actividade destes juristas. . nele lhe competindo a defesa da sua . na segunda. bastante clara: tratava. em sede de . No entanto. . conclui.expressão jurídica. Eçte muvimento deçenvolveu-se em duas frentes. É eritúo que. aparece. É através deles que ela se vai integrar funcionalmente num vasto m ~ v ~ m e n t o conso. em termos d e poder ser mais verdadeiro definir o direito como «aquilo de que as juristas tratam* d o que definir os juristas como uaqueles que tratam do direito*. para constituir o seu objecto.). o papel dos juristas neste ciclo de inovaçáo-consolidação da ordem jurídica não se esgotou nesta sua actividade de interpretação das normas legais que definiam o direito vigente. em 1845. se iria ~ r c e n c h t rcom recurso B extensão dos princípios que .

em geral.dosamente acauteladas. Coelho da Rocha) váo fazer a distinção entre o erro de #direito selevante e o irrelevante mais nu menos nestes termos: n b ê relevante o erro sobre D direito r~aturalou sobre o direito legislado com uso duttilrno. é Meto Freire. especialmente para juristas ainda im.TICA DOS JURISTAS OTTOCENTISTAS 91 interpretaçáo. à qual... Como já dissemos. era nfirrnada sem excepções. i. Por sua vez. quando nem no sentido liberal (sic). eqiiipxragáo tlo ajusto> ao tlrgal». em -desempenho do nosso dever de proEesuor. . da lei #modemar>. antiquado e confuso. a vig6ncia e a defesa do segundo r r a m ciiilda. Em primeiro lugar. as pudemos concordar com a s reformas posteriores ( $ 3 ) . quando. alguma atenção. por tererii sido afloradas a propósito de oiitros pontos já tratados. defende a mesma opinião quanto à legitimidade do desuso da lei: Ainda que estejamos convencidos que muito errará aquele que n a execiiqão das Ordenqões e leis antigas attender ao espírito.. Se a esquecimento e o desuso do primeiro eram fomentados. Que o erro sobre o direito natural (i. muito diferente era aquela em relayáo a o direito amodernos.a desconhecimento gerava a não obrigatorie. dando relevlncia jurídica a o erro sobre o direito. a exclusão do direito indesejável fazia-se também por uma via menos aparatosa. $ 10). NBo é preciso voltar a pOr em relevo as consequências desta nova opinião sobre a relevância d o error iuris no ponto qiie agora nos interessa. solução chocante. isso é que poucos estariam dispostos a admitir.desconhecimento daqueles princípios jurídicos que constamm da mun. E os aiitoIV. que ansiavam por um direito mais simples e mais claro. n o prefácio das suas Instituições . a sua adopção corresyonde à exclusão da jurisdicidade d o direito incompatível com os sentimentos jurídicos em vigor.estabelecendo-se então uni I .. O direito romano estabelecera a irreleváncia. HIST6RIA SOCIAL PRATICA DOGhU. Liz Teixeira. dade e esta incentivava aquele. . Que tal princípio devewe. S c h i l t ~ re Thomasio). Por isso. r t c . dívidência moderna) d e ~ i a ser irrelevante.^. é reEez>unre o erro sobre o restante Jiredo ( 3 4 ) . d o desconhecimento do direito. meira vez põe em dúvida a validade ~rrestrita do princípio ramsníitico. e sómente as abandonamos por antiquadas. começaram a ter consciência disso. puzemos especial cuidaldo em a s sustentar e seguir. se bein que parte das considerapões ora feitas não sejam novi. radicaçáo da? 16s positivas nas leis naturãi4. Iv. dade. Correia Teles. a mole iegislativa começou a ser inabarcável e a s novas eocolas jurídicas. e. k a esta segunda fase do procejso que dedicaremos. sem modificar a sua aplicaçgo conforme as circunstâncias e tendências da época presente: contudo. A breve trecho o direito antiquado deixaria de ser direito.e. concretamente. ou seja. qurm pela pri. em certo passo das suas Institutiones furis Ciuilis (h. no valor da interpretayáo ausual. na época moderna. O Decreto de 9 de Setembro de 1747 estabelecera idêntico princípio. era a que acabamos de referir. Na sua defesa confluem todos os atopoi. Se a atirude em relaçao a o direito <antigo.. que as dictori. afastando. porém. ninguém s e podia eximir à obrigatoriedade das leis com o pretexto do seu desconliecimento. t . Coelho da Rocha. res do século XIX (Lobão.. e ficaria um espayo livre a preencher pela extensão lógica dos princípios que dominavam o novo direito b u r g u h e individualista ("1. por influência dos autores alemães (Stryck. buidos d o legalismo prbprio do pensamento jurídico iluminista. em princípio. A sua obrigatoriedade era i círculo vicioso . do Iegalismo iluminista. todos concordavam. Entre nós. Todavia. Alas nem sempre era fácil oii cíimodo invocar o desuso do direito. pelo menos em parte.90 A HISTõRIA DO DIREITO NA. a doutrina r o m ~ n asobre o error ruris começou a ser discutida. ser estendido ao restante direito. sendo adiuturna e i n v a r i á r e l ~ . i1 vigência e c o g ê n c i ~ da lei escrita. chega mesmo a dar a força de interp r e t a ~ i i o autêntica jS2). segiiidamente. Em sepuiido lugar. Entre II&. que o . a própria teoria dx iniegração adopta pontos de lista adequados a fazer valer o direito positivo afmtada pelo seu desconhecimento. nem lógico.

doniinado por grandes princípios normativos.defesa da ordem juridica burgiiesa. Ora berii.sa de uma medida de . e com wtes processos. Portanto. e náo uma revolução social. no Discurso sobre a Equidade. L 2 A instaurarão deste critprio de integraçáo das leis trm significado q u e não passa despercebido e para o qual já atrás cliamámos a atenção: trata. provocada pelas cnrrent~sradicais e socialistas. aos qiiais devem ser referidas as riormas jurídicas concretas. contra uma recaída no direito acaducon. os que não desempenham aí um papel de primeiro plano. continuava a poder valer nos espaços deixados livres pelo direito nouo ('"). E iim novo tom. com a soliiçáo dada pelo Código Civil de 1W7 ao problema da integração das lacunas da lei. desde logo. como já dissemos. Não F este. Isto é cons~guidoatravCs da aceita& do do. por induçzo. EIr evita que ie recorra. a partir das normas positivas. O dogma da <plenitude lógica do ordenamento jurídico* consiste na afirniaçáo de que cada ordem juridica constitui u i i ~todo harmónico rle preceitos. adere a este novo critério integrador. COMO então foi notado.. mesmo liaqueles por ele não expressamente previstos. a ordem jurídica positiva fecha-se sobre si mesma e funciona como iirn sistema axiomatizado. de resto. que. Já Correia Teles. através da anlicacão de uma sua nwma concreta. pacificamente. Foi npstes teimos. da i a Na verdade. Ainda nesta ocasião é o sistema juridico estabelecido que vai decidir. ou lá estavam como ficaram ou quase ficaram como estavam) ? As grandes reformas sociais. o único laco que une o nosso liberalisnio aos juristas. ti partir dc Guilherme nforeira. a q r i ~ h r a da homogeneidade ideológica da sociedade burguesa.. E. e ao qual j5 nos referimos. WISTÓRIA SOCIAL PRATICA DOGMATICA DOS J U R I L ~ ~ A S OITOCENTISTAS 83 [ou o seu «espírito>) em todos os casos juridicamente reguláreis. obrigava a que se Iimi.. jurídicas e ciilturais da segunda metade do kciilo passado vem encerrar esta época da história do direito p~rtuguêi.32 A HIST~PJA DO DIREITO NA. e não das estruturas (que. mais cairno e desapaixonado.do desta orientaçáo vem a verificar-se. olhos prlas bio~raflas 'dos juristas destn época poderemoo avaliar de que modo a vida da maior parte deles anda ligada aos . Uma sociedade cada v ~ z maiais estabilizada. Raros são. Defesa.declara q u e a cequidade deve ser acommodada ao systenia 'das leis civis j. que a doutrina oitowntis~adefendeu a ordem social P jurídica h~irgoesa. Defesa. jó. a um elemento transistemático. tasse a inovacáo e se garantisse a continiiidade. não revogado formalmente. que o segundo é mais conhecido e foi abordado nas páginas anteriores. podia ultrapasuâr as barreiras i d ~ o l b ~ i c a s b ~ i r ~ u e s ("0). onde são menos frequentes os golpes de oratória dos jurista3 iliiminirtas .ma da plpnitude lógica do ordenarnento juridico e do recurso nos modernos códigos estrangeiros. quando o sistema jurídico se mostra incapaz para resolver um caso (por náo o ter previsto expressamente). é certo. Lirn novo código civil. Foi este o processo integrador proposto pelos nossos juristas oitocentistas que siibstituiram por ele os do recurso i integraçiio autêntica e do recurso directo a o direito natural. esta^. na verdade. uma mais estreita ligação 5 Eirropa aos seus problemas do momento. . não. estas não sáo mais do que os desenvolvidos lógicos desses princípios gerais ( 9 '. mas através da extensão de um princípio peral que fora previamente obtido. urn ensino do direito r~flectindo e popularizando novas orientaçka da ciência juridica. talvez ainda mais. como já vimos. mbretudo no entendiirlento que lhe foi dodo. tiido isso vem abrir novxs perspectivas e inaugurar novos temas que não pasuaráo despercebidos a quem der alguma atenção à Iittrratura jurídica qiis conicca a surgir. qiie pospôs R O Commentarw Critico à Lei da Boa Razáo. se passarmns o. iim factor de estabilização d o direito. Mas o triunfo acaba. E também Coelho da Rocha . Em sede de integraçáo. uma revolução das fórmulas. de facto. Sendo assini.grandes fastos da instauração do liberalismo.Insistamos agora no primeiro ponto. contra iim arriscado recurso directo ao direito natural qiw. não foi o revoluçio liberal uma revolução essencialmente ajuridica. o dopiia da pleiiitude lógica é.

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A HIST6RI.4 DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL

PRATICA D0GMATIC.k DOS JCRISTAS OITOCENSISTAS

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ou revuluciunários; são novas preocupa@es, a denunciar uma deslocação dos intera-% jurídico-científicos para novos sectores ou novos níveis da realidade; é um novo quadra d e referências e de ligaçóes do discurso jurídico a outros saberes, notando-se um progressivo deslucamcnto deste erii relação ao das disciplinas especiilativas (Filosofia, Teologia Moral, etc.) .e uma cada vez rnaior aderência a o d.as novas disciplinas científicas (Sociologia, Economia, ctc.) . Também o a m b j e n t ~ ciiltural europeu leva uma grande volta. O nacionalismo romântico, a advento do socialismo moderno e do sociologisnio comtiaiio vêm pôr fim i vaga jusracionai lista. Esta fora o reflexo da euforia do pensamento burguês, na sua fase mais expansiva, sobre a teoria do direito. Havia uma tal coesão nas classes hurgue3as em ascensão, e era tão esmagador o seu poder político, cultural, social e económico, q u e a siis versáo d o Mundo e da sociedade era tida como a própria visão natural das coisas; a Veltarcschnung burguesa era tão imponente e ertnva d e tal mudo interiorizada que SP acreditava que o acurso livre) da razão (das r l u z e s ~ )a confirmaria ponto por ponto; livre-pcnsarnetito, a livre investigação, não podiam senão corroborar a ideologia triunfante. Todavia, esta onda de optimismo ,e esta abertura ilimitada de crédito à espontaneidade e à liberdade têm um fim precoce. A própria experiência rc\~olucionária francesa mostra que as coisas podem i r longe de mais; que, para além dos prudentes e ordeiros, há uma camada que alimenta projectos muito mais radicais- são m sans coulottes ou, como se dizi,a por cá, aa 'úcia c a s e i r a l ~ , os cpatas a o léu>, t a riia,. E s t e também comegarn a pensar; e, a eles, a %luz da razão, sugere-lhes outras coisas. É nesta altiira que, no domínio do direito como noutros sectores, o pensamciito burguês se remete à defensi\a, se fixa na5 r e a l i z a ~ õ m convguidas e se fecha B trevolução permancntea. No domínio do direito, esta miitação vai levar, como já virnos, ao doema da <plenitude 16gica do ordenamrnto jiiri-

dicou e à <escola hist6ricax ( e x u desenvolvimento na rjuris. prudência dos conceitos>). O primeiro vem obrigar a que, p ~ r a n t e uma lacuna da ordem jurídica, se recorra, não aos princípios informulados da razão (que, agora, passam a ÇPT suspeitos), mas ã extensão lógica dos princípios sobre p c repousa a ordem jurídica positiva. Náo se trata já de renovar, mas de conservar (ou, se quisermos, de #continuar$) a ordem estabelecida. E por isso que M. Cat. taneo diz que, com este d o m a ( q u e 6 obra da escola francesa ada crcgeseu), o direito natiiral se cristaliza nos cbdígos posi.
tlV09.

Quanto i aescola histórica, ela é o produto do conúbio ppnsamentu contra-revolucionário coni o pensamento conservador e nacioria1ir;ta da burguesia alemá. 1 sua proposta vai % S P iim .*não$ ao dircito racionalista, imprudentemente aberto ~ à inovaçáo continua e ao rnternacionalisrno ( d r que os Alemães tinham uma experigncia dolorosa, a do iiapolt4nico internacionaliemo-na.pontndas.baionrtas),e iirn <sim a o desenvolvimento <cientiEicox. sem arroiibon ideológicos (acego para os valoresi>), dos resultados da escola rumanista do wus rrwúernus, ou seja, do sistema jurídico alemão dos dois séculos precedentes. Eni certo sentido, isto representa uma volta ao jusracion a l i m o , mas a um jueracionalisrno já dixadun, não permitindo oiitros desenvol~imentos s m ã o aqueles já implícitos nos princípios teóricos a que se tinha chegado. Mas nem -46 a c o n t r a . r e ~ ~ 0 1 ~ ç ã oj e i t a c a n s t r ~ ~ ~ á o r~ .a jiirídica racionalista e iluminista. Tambern os que qiierpm continiiar a revoluç80 lhe fazem críticas peveras: o culto d e um Icigalismo formal e de um individualisrnn feroz, u busca frenética da usegurança*, serão os principais vícios que a teoria socialista da direito apontará no direito burguês; dai que à legalidade se oponh,a a «consciência revolucioriiri~a,, os direitos subjectivos síi sejam protegidos enquanto conformes ccom ,os fins sociais e exonómicos para qiie foram estab~lecidose (artigo 1." do Código CibjI lluslo de 1923) e se reaja contra a aplicagão {metanicistiip do direito, dando aos jiiízcs unia nova liberdade perante a lei.

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A HISTúRIA DO DIREITO N A HISTdRIA SOCIAL

PRATICA DOGMATICA DOS JURISTAS OITGCENTIST.45

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3. Nesta tentativa de descrever os elementos estruturais que expl.icam as características da prática científica ,dos juristas e, a partir destas, os seus resultados cabe agora a vez de tratar das formas institucionais de acesso Bs profissóes jurídicas, formas que, na época a que nos vimos referindo, quase se resumem às Faciildades jiirídicas da Universidade de Coimbra. '4s ligações entre o ensino universitário do direito e a s características da ciência jurídica são, para nós, evidentes. Tanto mais evidrntes quanto, diirante os últlmos duzentos anos, a maior parte da produção científica dos juristas nasceu das Faculdades de Direito, ligada a objectivos de ordem didáctica. Podc dizcree que das obras dogmáticas mais significativas em termos de impacte sobre a proiiseão jurídica apenas muito poucas ( * O ) não tiveram como finalidade mais ou menos 'directa o ensino. As In~tilutionesiuris civilis (1789-17941, de P. J. Mello Freire, as Instituições de Direito Ci~ril 1'0rtugILêS (I&@),de A. M. Coelho da Rocha, as Institz&ões de Direito Ciz~il (19071,de Guilherme Moreira, e. mais modernamente, as principais obras de illberto .dos Reis, Manual de Andrade, F. Pires :de Lima, Adriano Vaz Serra, no direito privado, e Marcello Caetano, no direito público, foram originariamente, e apesar de certas conversões, exigidas pela sua ampla divulgação nos meios profissionais não universitários, nunca se desprenderam das características formais e de conteíido pr0prias das obras escolares. Isto, q u e 6 hoje evidente, pode obscurecer uma outra realidade histórica qiie é a ,de uma tradição jurídico-científica desligada da escola ou, pelo menos, mais desligada da escola, e fortemente ancorada na prática dos profissionais do foro, tal como aconteceu, entre nó$, ,do século XVI ao século XVIII. Uma ou outra situação tem, como é evidente, reflexo na temática, no estilo- na estrutura conceitual e nos resultados da produção científica dos juristas. Ii'eflexo que advém quer dos objectivos diferentes que cada uma das m a s sitiiaçóes típicas assina i pritica jurídico-científica, Tuer do campo de problemas e de interesses que se abre num ou noutro caso, quer da situação institucional que conatitiii o tambiente de trabalho, dos juristas eiti cada qual. Embora seja também certo, eni contrapartida, que o estilo da prática jiirídico-científica e da pró-

pria prática jurídica em geral influem na getaçáo de cada unia da3 situaçks referidas. No entanto, qualquer que seja o impacte da <Universidade, rid p r d u ç ã o do direito e da sua ciência, certo é que -pelo menos desde o séciilo ~ 1 1 1 - ela desempenhou um papel íitipar na delinição do estatuto socioyrofissional dos juristas e- na limitação da siia <con*ci2ncia possivel,. É por isso que, ao identificar 03 elementos estruturais da prática jurídico-científica, importa descre~er -ao lado das raracieríitjcas gcrais do sistprna normativo que constitui o objecto dessa prática - o sistema ideológico e dogmático que essa histórica categoria de juristas recebeu na escola e que, ao longo da sua actividade profissional, foi um instrumento destacado da produr5o do eu saber. Daí eate capitulo dedicado a o novo sistema de formação dos juristas instituído pela reforma pomhalina da Universi. dada (1772), quase coetânea dessa outra reforma do s i s t e m ~ das fontes de direito de que ternos vindo a falar. Coetaneidade que excede a mrra coincidência e que se explica prIa reíerência a um projecto global, em que ambas a s medidas estão inseridas, de radical alteração da prática jurídica. José Lui$ Aranguren, num seu erisaio célebre (Moral y Soc d a d e . Lrx Moral Sockl Espafiola en e i Sigio XTX, 1%5), realça o carácter profundamente empenhado da pedagogia iluminiska: a edncacão prossegue lima tarefa moral e sor,?al e justi.

Fica-se por isso. Tarefa moral, a de revelar ao homem -que 56 é mau por ignoriincia -- os seus interesses e a siia conduta (externa, mundana) (*') correcta; tarefa social, a de colaborar i1.a conçecuçáo da utilidade mcial, difundindo os saberes uteis. É este último aspecto que explica uma boa parte das refor mas das aluze~, n o dorninio do crismo: a03 homens da Ilustração descobriram ou pretenderam ter descoberto as correspondências rcspectives entre a rclasae iuútilw do clero regiilar A m &saberes inúteis2 - melaliuicos, escolásticos e boa parte dos teolópicos que se ensinavam nas Ijniversidades; e as ttclasses úiris» oii hiirgii~sn; e o saber em qiie estas estavam interessadas, o que faz bons mérlicos c ciriirgiões, físicos e químicos, o que

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A HISTORIA DO DIREITO NA HIST6RIA SOCIAL

PRATICA DOGBCATICG DOS JURISTAS OITOCENTIG~TAB

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serve para criar indústrias, fábricas e artes, para beneficiar minas, construir estradas, pontes e tudo o que redunda na utilidade pública, ( * 2 ) . A prossecução destes objectivos utilitaristas parece, porém, não ter deixado os reformadores cegos para os aspectos epolít i c o s ~do funcionamento da escola. Tal como a anterior à rrforma, a escola reformada ia i n ~ e rir-se numa estratégia política global, através da qual o bloco social hegemónico produzia e reproduzia as condições que lhe permitiam dominar. O próprio carácter útil do ensino explica.se por isso representa se através dele a complexificação da3 tarefas sociais contemporâneas do advento dos grandes progressos científicos e técnicos e, ao mesmo tempo, a desagregação da organizaçáo económica de tipo artesanal-familiar, em que a transmissão dos saberes exigidos pelu furicionamento do processo produtivo estava a cargo da comunidade familiar ou oficinal. No entanto, nem só neste aspecto a escola é relevante do ponto de vista da luta pela hegernonia social. A escola é, também, um modo d e criação ou de perpetuação de uma Bite social. Isto aconteceu entre nbs, mesmo nos períodos de mais aperrada estratificação social - a nobdltas litterarmm rompia, mesmo nessa altura, as malhas do tecido social, guindando os a c a d h i c o s (sobretudo os juristas) aos cargos em princípio reservados às classes privilegiadas. Agora, que a instru~áo, sobretudo a instrução s u p e r ~ o r ,ia facultando os conhecimentos indispensáveis A direcçiio da política, da indústria, do comércio, este aspecto apromocionalw do ensino ia, ainda, acentuar-se. A Universidade ia ser, mais claramente, um factor de criação da élite social. A questso que se punha era, então, a de saber a favor d e quem ia ela fiincionar, ou srja, quem ia ela colocar nos coman. dos d a sociedade civil. É muito patente em quaIquer dos dois grandes textos que consubstanciam a reforrnn [o Compêndio Histórico ( 4 3 ) e OS Estatutos da UniversUEcuZe ( l ' ) ] a sensação que se tinha de que
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a clientela universitária ia ser, daqui para o futuro, muito diferente. Claro que os autores dos dois documentos não têm uma ideia bem clara do qiie se está a passar na sociedade portuguesa e, conscqnentemente, não sabem, sem o recurso a expIicaçoes míticas, dar uma ideia das mutações que se esperam n a composição social da população universitária. O que eles sabem, porém, é que os que irão (e, a seu ver, deverão) frequentar a Universidade náo E ~ OOS que a frequentavam antes. Sabem apenas que, antes, a Universidade não tinha csenão os estudantes que os Jesuítas quizessem, (15), sabem que <era desnecessário estudar para ser graduado, quando bastava a todos o serem Jesuítas, ('"), sabem que náo podiam ser habilitados (e, portanto, não concorriam ao ensino universitário) #os descendentes de Chrístãos Novosa ( 4 7 ) . E é contra este estado de coisas que veementemente reagem ( 4 8 ) . Achaino-nos hoje em melltur posição para avaliar o que então estava a acontecer n a Universidade e na própria socitdade portuguesa. A luta que se tratava não era entre a J e s u í t a s ~ e anEo Jesuítas,, entre ucristãos velhosa e rcristãos novosx; havia, de facto, uma cisáo grave na população portuguesa com peso político e cuItural, mas essa tinha que ver com razões bem diferentes das confessionais ou das rácicas-era a cisão entre os estratos populacionais ligados a um ciclo de preponderância económico-social que se fecha e aquelcs outros que, apoiando a ( e apoiados p d a ) política nacionalista (entenda-se, de fomento das potencialidades nacionais, nomeadamente n o comércio e na indústria) de Pombal, tentam agarrar agora as alavancas do Poder. Em termos mais crus, era a cisáo entre a nobreza terratenente e ultramarina e a burguesia comercial e industrial, entre o mundo feudal .e o mundo burguês. L t a cisão, bem visível ao nível da sociedade global -e, . p r isso, os autores do Comp?ndio Histórico podiam também dizer que, a 6 ai, os Jesuítas «mandavam neste Reino, como na sua própria Província* (") reflectia,se na Universidade, cujo estado de dependência em relação aos estratos mais tradicionais da sociedade portugursa foi impressivamente descrito por Te& filo Braga ("I) : enquanto tinha durado o domínio dos a J e s u í t a s ~ em Portugal, s6 os «Jesuítas, entravam na Llniversidade; agora,

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a Companhia de Jmus (não só. (<mais regular. além destes.. relaxando. era o sinal da ociosidade e. com a publicação dos Estatutos Pombalinos ( 5 3 ) . estragando os costumes dos Estudantes com férias prolongadas. cadeiras d e 'Direito Pátrio) . que os podem sustentar com comodidade nos estudos. por de mais habilidade e confiança para as letras ( 5 2 ) . ou são filhos segundos e terceiros da nobreza do reino. que é chave para a compreensão de muitos aspectos concretos da reforma dos estudos jurídicos. Até aí. com liberdades licenciosas no modo de viver. do CuKgiu duu Nubrek. Era isto que -sentia-se . mais methodico. do ensino jurídico. mas tambem . voltemos. no entanto. ela fobia jesuitica do Primeiro3linietr0.ficaram sem heranças e procuraram alcançar a sua p i a s letras. os E s t a t ~ sPomE ~ Odominados.100 A HISTORIA DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL PRATICA DOGMATICA DOS JURISTAS OITOCENTISTAS 101 que esse domínio acabara. o r/erddeiro Método de Estudar 11761). o ensino era um adorno. a mudança de função. 11. Não admira. fornecendo. à análise asociológica~ da popuiação universitária houve quem. pois. To. *cristãos velhoss.. levada a cabo em 1772. tivesse ido mais longe: t&m as cscolas. e aparente formalidade: com a falta de exercicios literarios nas . ou são filhos dos homens honrados e ricos dele. tutos. ou religiosos escolhidos nas suas províncias. que. e mais bem ordenado$. não respondendo a necessidades sentidas. por estas três intenções: a ) Proscrever do ensino d o direito tudo quanto seja inútil para obter um conhecimento funcional . a que os seus colaboradores. óralinos No que respeita ao ensino do direito. 1755. A Universidade cumpria a sua função mesmo O que se disse sobre o sentido utilitarista da pedagogia das <Iuzes» dá sentido a toda a obra reformadora de Pombal e D. b ) Incluir neste ensino tudo o que for útil a tal conhecimento (nomeadamente. 478). davia. Claro que a escolha dos Jesuítas para figurante da explicação mítica das mudanças sociais náo era de todo injustificada. outra gente iria entrar . e fazendo inúteis os Estudos. da Aula de Coiriércio. a o primeiro aspecto. 1761) . com exames e autos na maior parte de mkra.. Maria I no capitulo do ensino (criação da Casa d o Risco. Era esta a mitologia da época.) forneceu uma boa parte da cobertura institucional e ideológica dos estratos tradicionais da sociedade de então. como já o estavam na obra que grandemente os inspirou. Tocado este ponto.. mais completo. um bem. quer pela sociedade. A proscrição daquilo que 6 inútil para obter um conhecimento eficiente do direito equivale. 'de Luís Antonio Verney. portanto.. Todos estes objectivos est8o bem patentes nos Estatutos. 1759. 11. mais ou menos sinceramente. também.ia mudar. Para além d a mudança d e população.. que a imagem das tensões sociais se refractassem deste modo na ideologia pombalina ("1). por instituisão dos morgados de wnç avó%. um tanto gerada. que não a antiga (<amigos dos Jesuítas». 280) da ordem jurídica positiva.). etc. e eàclarece também muitos dos pontos da reforma do ensino universitário e. ê assunçáo de um espírito novo na actividade escolar. nomeadamente. nos bancos da i escola. desde logo. c) Unir a teoria i prática. como se sabe. quer peloa alunos. Outra gente.culas perfunctorias. se dobravam. um atyrocinio dessa mesma Prática» (Esta. que favorece esta opinião. com matri. com Pwtillas cançadas e importunas. e 6 que de ordinário os que as buscâo. por exemplo. com privilegias e izençóes prejudiciaes. do privilégio.. mais de cem anos atrás. ao mesmo tempo. liria para a Universidade e esta teria de se preparar para a mudança. Estatutos. antes de tudo. quanto.. mais fácil.

. aliás. (Estatutos. sendo huma Officina perniciosa.). 11. agrande multidão de doutrinam (ibid. agara tudo vai mudar: acabam. .. (Estatutos. e indulgencia. também a pedagogia uutilitarista* (hoc sensu) não poderia admitir um seu ensino &baI... a proscrição do inútil equivale ainda. para dellas sahir a má obra de huma ignorancia artificial. demorada e fastidiosa dus textos romanos. Pois bem. felizes nascimentos e desposários dos suceçsores da coraa.B ( E s . ibid. cujas maquinas ficaram sinistramente laborando. e prejudiciaes ao bom progresso dos Estudos Jnridicos.. pois anáo podem jamais ser verdadeiras graças a3 que deterioram os estudos com prejuízo píiblioo* ("1.% os ~ e r d õ e sde ano e OS anos de mercê. Os primeiros eram considerados <subtilezas e especulaçóes vans. ãaprovando-se ertudantes ignorantíssimos. ociosas. só por satisfazer a respeitos. 56 terminando a formação universitária achando-se ãcom a aptidão necessária para poderem bem satisfazer às differentes fun~ões. por ser assim. à proscrição dos isétdus R F C U ~ ~ S ~ e Cdo S ~ O ensino indiscrimanudo do direito romano. mas sim para os usos que delle deve fazer na vida Social. Poderia até dizer-se que a Cniversidade só cumpria a sua funqão fornecendn um ensino deste @nero.. i.. e de ostentar agudezas de engenho.. o que acharem escrito por outros: e explicarem os Escritos alheios.e ministérios da sua profissãow ( 5 Q ) .. i xrelaxação. Conexo com esta preocupaqão de podar a s inutilia do ensino do direito esti o abandono do *todo ~ n ~ i c utilizado no o . e estudadas com o simples fim de embrulhar o entendimento dos Juristas. mas uma Universidade votada a uma função nacional: assim.. .. (Estatutos . também. capazes de <servir utilmente à Igreja.. que e~tirnulassem e desembaraçassem pela frequencia os Estudantes ("1. e ao Estados. tem uma outra funç5.e. Civil. nem se entregarão ao ocio e B negligencia. 3011. segundo era dirigido a uma apreensão ordenada {more geometrico) e essencial das matérias jurídicas básicas IB4). consumindo-se. e empenhos particulares~(b7). ' ) ao passo qne os profewres são convidados a reflectir «que Ihes será pouco decoro~o repetirem . nem se contentarão com a s Liçóep. capazes de serem +providos nus empregos. inuteis.. dos Compendioss compêndios que. uma Universidade onde se trabalha. demonstrativo: se o primeiro consistia numa análise miúda.... cquestõea alheias das sentenças das leis (Estatutos. para os Estatutos . 302).... valia tudo: desde lançar até no ensino univer~ithrio filhos ainda meninos ('7... E.. frequentes exercícios de aproveitamento e exames rigorosos impendem sobre os alunos (O. li. e C h r i s ~ ã (6". t u ~ m 11. Quanto ao direito romano.. ccomentáríos amplos e diflusos. não cessam as acusagjes contra a metodologia da ciência jurídica tradicional: udissertaçóes longas. e lugarm». 3202). um ano inteiro com um único paráO grafo d e uma lei íflS). a Universidade nova é. 3781. longo dos Estatlrtos.0 a desempenhar: formar homens capazes de servir o abem publico do Estado.). ninguém aprende o Direito para ficar nas Aulas.. Claro que.. Não mais uma Universidade introvertida. por vezes. os mesmos Estatutos 0 5 ohrigavam a elaborar O tempo das facilidedes tinha aunbado. A nova Universidade.. 11. Já acima se viu como era criticado o regime d e facilidades e de indulgência em que se vivia anteriormente. passando pelos padrões de acto ('$1. . etc. numa escola deste tipo. que obstruisse t d m as Luzes naturaes dos felices Engenhos Portugumes ( ' O ) . a o .. ainda que este consista nos . essa.102 A RISTORrA DO DIREITO NA HIBT6RIA SOCIAL PRATICA DOGMATICA DOS JURISTAS OITOCENTIST'AS 103 Aulas. . estudo das Instttutiones e do Digesto e a adopção do mktodo sintética. Por outro lado. E. nos exames. antinoniias captadas. compendiirio... seja qual for o pretexto. umeter de cor grande número de textos. narcisista e socialmente ineficaz.

A Lei de 18 de Agosto. em virtude da Lei da Boa Raziio.. Tem interesse verificar qual o critério aconselhado nos Estatutos Pombalinos para a distinção entra o direito romano aplicável -por ser «conforme à boa r a z á o ~(cf. e mais curto> para se ajuizar d a tboa razão* dos preceitos de direito romano. os dos direitos natural e divino. 4. econsumindo inutilmente na indagação dele o precioso tempo. como vimos. O r d m q õ e s AJonsinas. grande parte do direito romano não podia. com as leis mercantis. que.. o confronto do direito romano com todos estes princípios decerto se tornaria muito difícil de efectuar na prática e." Fazer o mesmo em relação ao direito das gentes.e o não aplicável -por ter fundamento eem particulares costumes dos mesmos Romanoss (ibid. que por um lado criava um abismo entre a escola e o foro. apenas póde bastar para a aquisição das noticias. Apesar de o direito pátrio ser o direito principal desde a s Ordenwões Afonsznas (cf. ser aplicado entre nós e. os das escolas racionalistas e neo-romanistas da Alemanha e da França ( O 7 ) . acentuava.4 DOGMATICA D O S JURISTAS 0. haveria qualquer 11. que são indispençáveis aos Juristas . reconhecendo ainda as dificuldades que poderiam sobrevir na observância das regras referidas.a (Estatutos. 1. São as seguintes as regras agora formuladas para determinar a urazoabilidader dos preceitos de direito romano: é introduzido lopo no primeiro ano dos cursos jurídicos (") . e apreciavel trabalho. não puderam conseguir lugar na sobredita Universidade até o presente . não justificação para que esse direito caduco continuasse a ser ensinado. os do direito das gentes reconhecidos pelas cinações civilisadasw e os estabelecidos nas leis teconómicas." Procurar se a norma tida em vista se explica por razões particulares da sociedade romana (para o que seria necessário um sólido conhecimento da história geral e jurídica das Romanos ( 8 6 ) . praticado pela maior parte das nagóes civilizadas (para o que o seu ensino . devendo em todos os tempos ocupar o primeiro cuidado d a Legislaqáo do Curso do Direito Civil d e Portugal. Todavia. económicas. Mas. 3. isto..104 A KISTORIA DO DIREITO N A HISTõRIA SOCIAT- PRATIC. políticas e marítimas das mesmas naçóeç. por outro. a'sim Particular como Publico: introduzindo-se nele de novo estas indispensáveis Lições. uma vez que <todo o estudo da Jurispnidencia Theoretica se deve dirigir para a Pratica* (Estati~tos. Esse é a indagaçáo do «uso moderno das Leis Romanas entre as sobreditas NaçGes." Confrontar o preceito romano. V I I ) o ensino não era efectuado na Universidade. tais jurisconsultos s80. 427). depois de enunciar o principio de que só o direito romano fundado nos princípios da *boa raziios devia ser aplicado como direito subsidiário. quando for caso disso. que ainda sendo bem economizado. utilizando t<o util. que para o mesmo fim s acha já feito por e grande numero de Jurisconsultos em diferentes livros.Reinedom ("). dispõem os E s a o s que use ensine também. o desuso do direito nacional nos tribunais do Reino. indica-se finalmente &um caminho mais plano. 2. por serem notòriamente as mais importantes. 11. e devendo ser sempre nelle i m p r e t~ríveis.iTOCENTISTAS 106 . e as mais necessárias ao bem comum dos meus fieis Vass~los. o legislador pombalino aproveita os Estatutos de 1772 para estabelecer regras mais práticas de actuar s disposição da l e i anterior. Lei de 18 de Agosto de 1769..) no foro português." Verificar se o seu conteúdo se opõe a o direito divino ou à moral cristã. Na verdade. UG). se se revela um grande cuidado em aligeirar o ensino d e tudo aquilo que é inútil. urnercantis~ e umaritimas. como se sabe. Porém. $ 9) -. não menor cuidado se mostra em incluir no plano d e estudas matérias de grande utilidade prática e que dele estavam ausentes: o caso mais flagrante é o do direito pátrio.. 11. natural ou positivo. Para pôr fim a este estado de coisas. as mais proveitosas. e muito mais principalmente o Direito Civil Patrio. advertido disso. esclarecia o que se devia entender por tais princípios: seriam. das mesmas nações. que hoje habitão a Europa.

num segundo momento. 8). que todas se socorrem mutuamente.ji. depois das cadeiras expositivas (sintéticas. nii e ~ s c r i t o s ~ . e Principio3 de todo o Direito Civil .e nas quais os estudantes deviam ter <adquirido uma boa instruçáo das Regas. além de perspectivas especulativas.os seus domínios progridem mais ou menos rapidamente para o Estado nomotético. Outra é a atenção mandada . portanto.. n a qual seriam treinados n a interpretação e aplicação do direito e. onde a ideologia laicizada do Iluminismo armazenara os temas inspiradores da mundividência burguesa.. O Compêndio Histbrico não lhe regateia a importância (em geral e. ("). estabeIecer uma ligação entre a escola e a vida.. por cultivarem a técnica de argumentar. H. outros encerravam um alto valor pedagógico. algumas muito curiosas e. 479) -. ela não tivesse perdido o carácter normativo (e não possa.na designação dos Eit<ltutus) e históricas que ocupavam os quatro primeiros anos do ciirso . a ideia d e que só a cori. a+surnindo. ser considerada uma ciência). à JurisprudSncia Prática ( ' O ) . com recurso a exernpIifica$es.. isto é.. Uidispen&vel nas lides forenses (v. e alliança. até. de certa actualirdade.se da teologia e muitos d. esta disciplina forneceu a moldura ideológica para quase todas as manifestações culturais de uma época: neIa se acolhiam. cit. provocar ~ . Com a laicização da cultura europeia. d e uma cadeira de Jurisprudência Analítica. eram tidas como indispensiveis a o estudo do direito (<por ser táo apertado o vinculo e t8o estreita a união. a filosofia moral. Revoluçio que desamarrasse este domínio do quadro conceitual e ideológico do hartolismo e lhe fornecesse outro condizente com as s o l u ç i 5 ~normativas agora desejáveis.. teórico e 3 metodológico correspondia i necessidade de operar. Tal como a teologia na época feudal. Embora. na altura. e procurando integrar a prática no ~ l a n o dos teóricos e.106 A HISTORM DO DIREITO N A HIST6RIA SOCI4L PRATICA DOGMATICA DOS JURISTAS OITOCENTISTA. ao .o ultimo t e m o . ensinada de um modo também prático. histárico.durante os séculos XVI a XViIi. uma completa revoluçáo. os Estatutos estabelecem uma Grie d e medidas. Esta intenção prática do ensino era ainda demonstrada pela utilização d e frequentes exercícios <vocais. . a filosofia moral emancipa-. se sobretudo. A primeira é a inclusão.dispensar.do Estado. comparatistas. VIII. agora. ainda hoje. informados acerca da natureza e deontologia dos vários ofícios do jurista ( B B ) . tal era a função das disciplinas não jun'dicas que.. era já um importante depósito do conhecimento d o sobre o homem e a sociedade. apetrechar os juristas com tíipicos <modernos..- uma modificapão no entendimento contextiial de cada um dos preceitos individuais do direito vigente.. e objecto final d e toda a Sciencia da Razão. tal como a filosofia política nos nossos dias. para os juristas). Renovar as bases ideológicas da ciência jurídica. tema de Jurisprudencia Rmana» (Eetuti~tos. assim. no seu conjunto.8 107 Por último.. até.. dá-nus uma ideia das aberturas . CUTSOS A despeito da assunçáo de uma ~ o l i t i c apedagógica a n t i e peculativa e utilitarista (hoc sensu) a reforma pombalina dos estudos jurídicos não caiu em solur$es tecnicistas. Estatdos . ou seja. casos práticos e simulação de processos judiciais ("1.. não reduziu o estudo d o direito à aprendizagem de uma mera técnica de aplicação das leis (embora náo perdesse de vista a importância deste aspecto) e não desconheceu a natural integraçáo do direito no conjunto das restantes disciplinas culturais. em especial. E. definindo-a como <. provas de memorizaçáo. as sabatinas) ou por apelar para o trabalho pessoal de investigação do aluno (v.eram. e se participam recíprocos auxilias. ate.de um projecto como este era.. alguns deles .descrever o seu objecto. a tendência manifesta na reforma dos estudos jurídicos para inserir o estudo do direito num vasto contexto de disciplinas de carácter filosófico. g. formando um bom sis11. g. se se atender a que o que estava para fazer era a remodelação das bases ideológicas d o sistemâ jurídico. certos exercícios escritos) ('I). no domínio d a teoria do direito e . na cadeira de Direito Pátrio. que tem entre si as Sciencias. outras francamente descritivas P .deração conjunta de todas estas disciplinas permite uma conveniente compreensão do direito. e com O advento do racionalismo moderno. A disciplina fulcral . Isto é natural. VI. que habilitassem para tnovos* entendimentos das normas jurídicas concretas. remodelaçZo essa que iria. Por outras palavras.

de facto. na Politica. uma análise do Estado e dos fenómenos políticos.. e na Economica. como aliás (embora em menor grau) em relação a o direito natural a reforma fazia figura de pioneira. servia de introdução ao estudo de todas a3 restantes materias jurídicas. logo no início do curso. ou seja.e. as leis serão palavras mudas que ninguém entenderá ou -aproximando-nos mais d a f o r n ~ u l a ~ ádo Compêndio Histórico. A história (nem sempre imparcialmente contada . então. o seu tonus ideol6gico é muito marcado. como tal. uma primeira perspectiva filosó. uma Última parte em que.. através da comparação dos sistemas jurídicos positivos. se dividi0 em tres especies subalternas. o programa desta disciplina compreendia. n o curso jurídico. como está esboçado nos Estutu-tos (76). Quanto à história do direito. denunciavam e desvalo~izavam as violações drsies inodrlos existent~sn o nosso direito positivo tradicional e permitiam um seu cómodo afastamento.). um dos seus sectores mais importantes constituía uma das cadeiras centrais do plano de estudos. amiúde referências. que um caos indigesto. A pri. meira subministm a s noçóes do justo. É que o direito anda ligado ao tempo. sem esse reviver. A Segunda examina as utilidades publicas d o Estado.. pois O ensino da hiatória do direito n5o era ainda professado em quase nenhum dos países . náo wndo. nem tempo. Também a história do direito podia. E nisso. e por isso colocada logo n o primeiro ano. na Ethica. sociológicas. de estranhar que. o modifica e o destrói Quer as vontades que formulam as Ieis. quer a s circunstâncias objectivas que as conformam. A filosofia moral não ficou integrada. quer dos canonistas: referimo-nos à cadeira de Direito Natural ou das Gentes. não podem mais ser revividas senão através da história e... todavia. a s chaves para a compreaisáo ideologicamente umarcada. d e certas realidades fundamentais com que o estudante iria lidar. encontra-se o contraponto das perspectivas recolhidas -como I-iu na cadeira de Direito Yatural. e udireito natural social economico. E a Terceira averigua os interesses particulares dos Cidadóes (j4). quer dos legistas..) servia.formarão um o discurso contraditório no qual ninguém se orientará ( < a Jurisprudencia sem a História . auxiliar a formaçáo ideológica dos estudantes-juristas. finalmente. A ideia de que a história fornece a chave indiçpenGvel para a compreensão do direito é um deit-rn6iv que percorre o Compêndw Hist8rico e os Estatutos. a uestadistica~). realmente nada mais he. portanto. Se este último fornecia os modelos ideológicos acorrectoss. - . Se.de história inseridas no novo plano de estudo3 mostra amiúde como a sua intenção principal era a d e arnarrar as solupóes jurídicas tradicionais às condições passadas que as tinham gerado. ). Cadeira formativa por excelência. rnunhavam as aaberraçõesw. fica do homem e do direito (cdireito natural e t h i c o ~e cdireito natural divinos). que des' truirem-se~)(y Com a inclusão dos rstudos iiistóricos no plano do curso.). com forte componente comparatista e descritiva (*direito publico universal. não fazem mais. e que por serem colligidas sem ordem. Tal como dissemos. Ría verdade. os estudos históricos teste. Convem a saber.. uma introdução ao estudo d a sociedade (udireito natural social. d o honesto. e medonho. a leitura dos programas das cadeiras .10g A HISTORIA DO DIREITO NA HISTóRIA SOCIAL p U T I C A DOGMATICA DOS JURISTAS OITOCENTISTAS i09 que ela podia fornecer aos juristas sobre os outros s e c t o r s da actividade do homem: . e do decente. lhe sejam feita-. se procura indusir normas de conduta universalmente válidas (udireito das gentes.da Europa ("). de camartelo sob o qual tombavam os principio5 jurídicos inúteis ou prejudiciais do ponto de vista dos novos ideais. que o conforma. c huma rapsodia perpetua de grande numero de leis contrarias humar à s outras. por isso. nos programas das outras cadeiras. também ela compartilhava d a categoria de disciplina-vedeta do plano de estudos do direito. de uma forma a que poderíamos chamar <negativa. abstrairmos dos nomes -ligados a um instrumental teórico incipiente e desactualizadoo sentido d a inclusão de tais disciplinas (filosóficas. políticas e comparatistas) no limiar da formação jurídica é perfeitamente claro: ela fornecia.

a insistência nos aspectos metodológicos da ciência do direito. efectivamente. além de promover um conhecimento do direito liberto das pragas do empirismo e do casuísmo. ao grande público IR'). O ideal pedagógico no domínio do direito passou. os palavrosos Baldos* ('9). que 'descobrira uma tardia vocat$io para jurista.compendiá$o d o direito ~ o s i tivo jaz). fácil de apreensão. a reforma pmbalina tomou a Única atitude que podia ainda salvar a ~ossibilidade de ensinar o direito. iam procurando ad. que raziio te decide. por um lado. purquanto agora nem em cem anos pode alguém revolver. para isso.. 1330. .110 A HISTORIA DO DIREITO N A HISTÕRIA SOCIAL PRATICA DOGàIATICA DOS JURIS'TAB O I T O C ~ T I S T A S I11 Bastava. tende-se rapidamente atravhs das belas sínteses realizadas em obediência aos Estatutos de 1772 . a ponto de já o aveircnse Aires Barbosa (1470-1540) se dirigir a um amigo.apetrechados com um instrumental ideológico adequado a o cumprimento das aspirações normativas do bloco social hegemónico.aptar este ordenamento antiquado 5s novas esigencias normativas. aos cânones ideológicos burgueses. lógicos. Isto é feito dezenas de vezes. a aprender aquilo que os velhos dificilmente aprenderam desde crianças? Mas Cícero disse. realizáveI em r e l a ~ ã oao conjunto do corpo do direito) para um ensino sintético e compendiário do direito. opera-se uma verdadeira revoluçao. principalmente. trémulo e velho. ao passado que os gerara. O ensino.: os estados europeus iam. mas também no seu próprio modo de ser: de um direito caótico e hiPerdiferenciado. Esta atitude consistiu numa remodelaFáo d a própria ideia de ensino do direito: ensinar o direito náo é informar o essas dantes acerca de todas as normas juriditm. inapremsível ~ e I o s próprios juristas (quanto mais cidadãos. tais eram os objectivos pedagógicos d o curso.) com auxílio dos quais a s - . mas também nos dos juristas dos séculos seguintes. Ja nao era. sistemetizar. isenta de lacunas.para um direito mals simples e mais harmónico. compreender. filiá-10s numa situação historicamente ultrapassada e abandoná-los. Disto resultava que. editanto novas leis ( k r a propria). para além das fontes romanísticas (já de si pIetóricas) C R I ) que constituíam o corpo do direito medieval. Perante isto. acompa. É claro que o direito não podia desconhecer a proliferação *de situações humanas diferentes e ia respondendo a esta renovação da sociedade através da renovação e amplificação do seu próprio <corpo.ievais (ius commune). portanto. por fim. cheio de basófia. num trabalho diário de interpretação (opiniones. Com o ensino sintético e . reconstruçáo ordenada. Sobre os dois primeiros. porém. suavemente. de modo algum. reduzido) a grandes princípios normativos e capaz de ser apresentado. O corpo do direito era inabnrcável. res$ava ainda habilitá-los para a reconstrução sistemática do corpo do direito. com a massa ingente de iiiterprefaç6es doutrinais e de casos julgados. expurgada de antinomias. os juristas e os tribunais. Informados os estudantes do conteúdo do corpo direito nacional. decisiones). mas formcá-íos nu ut&aç& das principais regras da metodd~& da c~~ jwidicrt e nos princípios b&&os do direito positivo. Desde o Jéculo XV que a sociedade europeia experimentava interiormente uma mutação socioecontimica e cultural muito viva e era posta em contacto com novos problemas decorrentes da sua expansão mun'dial (a0). nhado por urna sólida informaçáo acerca do aparato metodolbgico da ciência jurídica. assegurava a todo o jurista um teórico com O qual ele podia c o n t k r a aprender. por outro lado. ocupava-se primordia[mente em fornecer todo aquele conjunto de instrumentos (conceituais. Vejamos agora como se 'atingiu -o terceiro. o ordenamento jurídico setecentista se engrossava continuamente com as novas leis e. redutível (e. que se acrescentavam ao ordenamento jurídico constr~ído pelos juristas romano-med. enta? de um estudo analítico da ordem jurídica (que. nestes termos: ~4 ti. a que principie^. não só nos mesmos textos pombalinos. não só no ensino do direito. que havia de ser junsconsulto em três dias. tal como ele era .desenhado pela Lei da Boa Razão. já vimos o essencial. filosófico$. e. 6 Frontiio. que Forças e que tempo. ?tc. de resto. através de muitos volumes. ). de uma forma digerível. em vez de se e n t r a r na tmsmissão dos resultados da ciência do direito. Por sua vez. . com barba branca e cabeça coberta de c%. obediente. Conhecer. era verdade no tempo dele.

todos 04 instrrimentos teóricos q u e fazem parte do arsenal da ciência jurídica e mrn o auxilio dos quais os juristas conseguem. Canonicas e Civis. um ensino dtarnente pr&co.TA. . a deontologia proEissiona1 e algumas nosões de bibliografia jurídica. de fio a pavio. em que se ensina uma súmula dos princípios gerais da cada ramo do direito ou instituto. e sujeito ao engano .. É o que se faz n a cadeira de Jurisprudência Civil Analítica do 5. muitas vezes infructífero. e Officios dos Soberanos e dos Vassalos. completando aquelas já dadas nas cadeiras de Direito Natural e de História do Direito Pátrio ("1. Claro que. Dentro desta orirntaçáo.: e Deciiionistas das diferentes Naçães . e também os das Nações livres. da legidaçáo\ : Porém se o niesnio Miiiisti-o for diatituido destas luininosas noções. e sempre canEado. rninúcias do ordenamento jurídico positivo. Primo: porque ~ l l he o que.. de <hermenêutica».. Mas. para ver se encontra neles o caso. p o r outras palavras. . e prescindindo de todas as leis positivas.. com que os juristas se devem dispor.4 DO DIREITO NA HlSTSRIA SOCIAL PRATICA DOGMATTCA DOS JURISTAS OITOCENTIE. logo concluiremos que o que se tinha ein vista era aquilo que acabámos de dizer: que cultivam o Direito. para além disso -garantindo a o estudante um apetrecharnento tebrico que lhe permitisse um contínuo aprendizado pela vida fora -. seguindo este método. a lógica jurídica e judiciária." ano. e. que n ã o seja o d e revolter com muito traballio o g a n d c numero dc FCcritores Conculciite~. em cada caBo concreto. de ciência do método. como são o s alicerces para a conetruçáo de qualquer edifício ( 8 " . o argumento de que a reforma baixara o tníveln do ensino. servindo-se da pura luz e da Razáo. Donde se vê ser o estudo da mesma Disciplina tão necessário para a Jurisprudência. se fizermos a s alteraqões necessárias nos nomes das coisas... os reciprocas Direitos.de #lógica>. sem que se entre numa análise profunda de cada ponto d e direito. para conorco e para com os outros homens. O modo conio os t e x t ~ sda época se exprimem não é o de hoje: em vez de falarem de epistemologia e de metodologia jurídicas. dá a conhecer as obrigações com que todos nascemos para com Deos. Milas os reformadores não deviam preocupar-se muito com este gknero de críticas.A HIST6RI. era. de <rotórica~.9 soluçóes jurídicas são encontradas e fundamentadas.das opiniões (hoje diríamos. a s escolas nada podrrão ensinar de pcrmancntc. e preparar para fazer bons progressos nas Sciencias Juridicas. decompor a hipótew de facto nos seus elementos relevantes c. feito isto. eles falam d e adireito natural. fazem o possível por rninijtrar. como se fazia até ai E. afinal. os Estatutos fazem coincidir o núcleo do curso de Direito com uma série de cadeiras sintéticas. Isso mesmo denunciavam algi~ns evegos. e só avivam a memória dos sábios te')Era. práticos de então. não terá outro algum recurso. e independentes: E com estas noçóes lança a s fundamentos mais solidos de todas a s leis positivas Divinas. Porém. incerto e hesitante (sic) no que lia de fazer. ou seja. e Humanas. os juristas acabavam por conhecer muito pouco da-. interminis i n t e r m h a d b u s .. preacupado com a acção ( p r a x i s ) de fazer o saber e não com os resultados do saber feito. ao afirmarem enfaticamente que <os siimistaç (i. obter um norte para a sua resolução jurídica. com as principais apIicaçóes e excepções. os que cultivam o método sintético ou compendiário) não dão ciencia aos principiante-. se esta oricntaçáo <científica* não for seguida. ou seja. Recurso miserável. o Direito Natural he notoriamente a disciplina mais iitil e necessaria. chamando-as peIos que elas hoje têm.. cujo programa compreende a teoria de interpretação. pois eles pensavam que a quem tivesse trinta anos para dedicar ao estudo d e uma cisncia mais valia consiiniir os vinte rime ir os no estudo da sua tmria e dos seus métodos do que consumir 03 trinta. nada poderáo fornecer que oriente o jurista no mare magnum . n a fase adiantada do curso Ipois a fase elementar estava toda preenchida com cadeiras sinteticas P formativas). .

R que a falicia escondida na sentença de Libáo consiste: a ) Em supor qiie o c n í \ ~ e ldo ensino se afere pelas ~ ~rialérias rnsinadas. de alto nivel científico. faz . que com esta remetro a V. das quais se destaca. de Me10 Freire. A carta de Pombal que recomenda a D. O ensino da Universidade reformada era. em escassos cinquenta anos. de Genovese. E eram eles quem estava na razão. 2s sobreditas Irastituições .. suportada pelos juristas saídos da Universidade pombalina. Pensava-se. que directa ou indirectamente podem tocar na ReIigião ( 9 2 ) . nu entanto. A elaboração dos compêndios universitirios era rodeada de múltiplos ciiidados. E importa r e a l p r que esta preo. 115 num estudo empirico $em orientação teórica. dá uma magnífica imagem de uni. etc. quando o que é certo é que ele s define e peIa qualidade. foram as normas d o cstatuto pombalino que orientaram os estudos jurídicos. por dizer respeito a o curso jurídico e ser bastante irnpressiva. Só assim ele conseguiria criar juristas tecnicamente equipados para unificarem o acorpo d'o direito. Pombal. e b ) Supor que o ensino superior se d e h e pela quantidade. para vir a desabrochar numa formação jurídica útil. inclumas ainda pelo dessivamente. E. pue separando-se dclle tudo o que tcm feito o objecto dos reparos que vão indicados no Papel. quando ele se mede antes pelo que. na realidade. D. na vers5o de M.sória) a vigilância ..completa revolução d o scntido ideológico e normativo do direito -que precede.. Ex? (onze páginas. a conselho da lieal XIesa Censória.de J. impregnamento responsáve! não só pela . Francisco de Lemos. e para enfrentarem todas a s mutacões legislativas e jurisprudenciais que se adivinhavam. O cuidado posto pelo próprio primeiro-ministro na sua aplicação prolongava-se nas atenções com que o reitor reformador.precisas recomendações de cortes e correcções a efectuar nos manuais. a s Irastitlliqões de Direi20 Civil Português. e na inda mais indispensavel pureza de sentimentos.. e necessario.114 A HISTORIA DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL PR. drlas pode ser aprendido. o marqiic^a. um completo impregnamento ideológico da classe dos juristas.do conteúdo dos novos manuais (").cujas correcçóes di- zem rezprito. cultural e social da sociedade capitalisia. cupaçáo pela qualidade se inseria no seio d e uma política educativa fortemente utilitarista. obret ti ido no que diz respeito ao seu conteúdo ideoliigico. manda efectuar . de Gerbert. çuo do rcfcrido Livro de Hcinecio (Elementa PJ~iloso~hiae retiondis et nioralis) se ordene d e maneira. e. o ensino do direito tinha de ser ministrado a um nivel científico superior.ado à própria censura real (excluindo a da IdTniverridadee da Real Mesa Cen..~pondència com o reitor . os Principia Theologine. Proluz obras táo b r i l h a n t ~como as Institiuiones iuris civiik l u s b n i .iTICA DOGMATICA DOS JURISTAS OITCCENTISTAS. foi o que aconteceu: depois de três séculos d e caos e d e indecisão. tacado papel dos juristas na subversão do antigo regime e na consrrução d a ardem política. na indispensavel concordia. pareceu conveniente. que.n a sua corre. apesar das grandes modiíicaçóes das leis e das institriições político-sociais. Francisco de Me10 as alteraçóes a Genovese é um sabororo documento da matreirice e d o poder do primeiro-ministro: &pois d e comunicar a aproiração dada pelo rei. quase todas. E leva a cabo. 11. a ciência jurídica oitocentista.iterario d a Universidade. pelo que se d ~ p r e e n d edos papéis d e Frei Manuel do Cenáculo. que a nova Edi. rodeava a marcha d a reforma. para além de ter reserv. não receando confronto com o ministrada noutras Universidades da Europa. a revolução ao nível político-. Para além do manual de Hcineccius . em segunda carta do mesmo dia. que todos os Livros Academicos dwem ter com o Systerna 1. dada uma certa organização escolar se pedagógica. a alegadas manifestaçóes de condescendência para com Aristóteles (g3i são ainda objecto de r c f o ~ m a as Instituiçóes de Lógica e Metafísica.dade e d e certeza. a seguinte: . assim. Correia Teles. Até 1835. o Digesto Por~ugLlês. IIopes de Almeida) : Venha a ficar o sobredito Livro. de Coelho da Kocha.

v a ~ ã oRegia. essa mesma para q u e apontam a s grandes cadeiras introdutórias dos primeiros anos-.e prática dos função socialmente útil juristas. ~ i ~~ ~ ~~ ~ mina].ormaçáo da . Direito (duas cadeira.mundividência dos juristas a que já nos referimos. de facto. aIgo se opôs. . ficavam quase por ensinar muitos dos mais importantes rumos do direito nacional. do direito ao das fontes Iação novissima e movimti. para se darem ao Prelo a s Instituiçoens da Logica e Methafysica de Antonio Genovêse." nu Llfer~ Particular liuma pequena observaçáo que a qual he a seguinte. No que diz respeito à Ptimeira. Do que acabamos de expor podemos concluir que a Universidade fora. e de dade de Direito. No que diz respeito à Prática jurídica em geral. embebido . a dogmátioa estrangeira ~ o d e r i aser largamente utilizada entre - O que certo que lugar progressivamente dominante do -combinado com a pra.B ( 9 4 ) Este e outro3 <cuidados> pastos na homogeneidade ideológica do ensino imprimiram a o curso de Direito essa q a n d e eficácia na transf.o jusracionalismo.118 A HIST6RIA DO DIREITO NA HISrrdRIA SOCIAL PRATICA *OGmTICA DOS J ~ O I ~ ~ T I S T ~ R ~ ~ 117 ~ as «suas. ? consecução deste escopo-foi i a insuficiência d o ensino do direito pátrio. uma analiticn e duas sin~éticns. * . A situação só se modificou substancialmente com a reforma d e 1836 que. portanto.vem transformar o direito nacional no principal objecto do trabalho doEWático d03 i u r i s t a s ~ . introduzindo-as com uma frase suave e modesta que deve ter feito sorrir o reitor reformador -uAHbando de escrever em Oficio a V. e.~ e ~ i t i n d(impondo) uma sua maior o emancipação em relaçao elabura5áo dogmática europeia e a c@nstifuição de uma dogrh5tica rnacionaI>. Se esta nem semPre % manifestou como cOn~truçáo conceitual com um autónomo poder genético foi porque? Doi. assim. .Isto seria tanto mais efectivo quanto mais as especialidades do dibito nacional o das ~ l u @es na tornando menos utilizáveis internamente as jufidico-científicas estrangeiras. Apesar dp. aplicada is do n a c i ~ n a l . emendas.além de unificar a3 Faculdade. ordenada para o desempenho de unia a da formação teórica . S. a ciência jurídica desembocou preferentemeute numa orientaç5o exegética qiie Bcompanhava de perto o texto das leis.de uma determinada orientqáo j usfilosófica. sobretudo na sua versão algo eléctica e moderadamente individualifta dos autores alemães. se ministraram muitas noções do (uso modernos do direito romano -devendo ser indicadas as decisões jurisprudenciais e a s leis nacionais correspondentes. a promoção do direito nacional no conteúdo da fomaçáo dos juristas poieneia a efectiva vigência do direito nacional.a s referências ao direito nacional eram ainda muito escassas.raz& que já atrás ficaram esbo~aaas. pelo menos ~ t à reforma de 1805. ~ ~ ~ ~ ~ ii~Ci. direito nacional no plano de gressiva tnacionaliza~'i0.travéS de formapão dopá. é Todavia.). de c . enquanto a outros só podia ser dado um pequeno demnvolvimento. participarei agora a V.. É certo que isso era a regra. a lições de direito pátrio. ela ia cortá-la da sua fonte tradicionalLnensO r e p ~ s i t á r i o dogmático que era a produção dos juristas eurOF'eus. em grande parte. ~ i . criou um elenco bastante completo de cadeiras votadas ao ensino do nosso direito: cadeiras de Díreito Público. o Alvará de 16 de Janeiro de 1805 vem aumentar o número de cadeiras de Direito Pátrio para três. Ainda assim. tanto porque d e Passa a ser "go desde os bancos da esoola ( e não algo de intruso aparecido na prática profissional)." com o Assumpto d a Apro.o n e s teia na Facu[. como p o r p e a sua aleitura* não 6 mais feita . que é autonomizada (93).ito da codificação) . Todo o curso aparece. S. não contando com n cadeira d e Forma Judicial. o descaracterizava e O reconduzia subtilmente soluCóes da jurisprudência europaia. além das cadeiras de prática e de ~ ~ ~ ~ ~ ~ ê do do direito ia ter conna mudo de ser da prática científica dos juristas e na prática jurídica de um modo geral Também a 'naciona'izri~ão. Reconhecendo isto. tica encostada a s realidades nomativas do direito europeu e que. pelo que as l i ç õ ~ s d e t a cadeira acabaram por equivaler. n a cadeira de Digesto.

de Martini (1726-1800). 1816). assume o carácter de refeência pontual e náo d e referência a iIm corpo doutrina1 e teõrico orgânico.obra Po3itiones de Juro Ndurali e U e Jure Ciuitatis. 6 citado abundantemente nas decisões dos tribunais e o seu g a n d e interesse prático é indicado pelo f a a o de o cpragmátieoa Lobáo . h 1805 passam a ser utilizadas as Institutianes Iuris Ciz. (0 direito pátrio. holandwes e. CrWninnlís.o ter anotado profiisainefite numa obra milito utilizada (Notas o hlelo. obra em cinco tomos. por seli lado. crija citação se torna cada vez mais rara e que. poderíamos identificar os seguintes traças fundamentais: I ) Rlutação no campo de objeciwtl da ciência jurídica. N a cadeira de Direito Natural . O corte com a tradição jiiridica romanista obriga a uma aniptura. discípulo de Wolf. com isto. Poucas foram aç obras jurídicas que tiveram uma i ã o larga jrifluência no ensino e na vida do direito como o compêndio de f ascoal de M e b ( ' 0 0 ) . ãpessoas. está presente na banca de todos os juristos ( ' o 1 ) . de iet Coelho da Rocha.a . sobretudo pela nova lgislaçiio europeia e. a produçáo dogmática dos jusnaturalistas franceses. prios títulos das Ordenwões enquanto i ~ ã oexistiu urn coniptndio aprovado I''). cujns doiitrinas procurava combi~iar com as de Pufendorf e de Grócio.4 DO DIREITO N A EIISTõRIA SOCIAL PRhTX&!2 DOGM~T'ICA DOS JURISTAS OITOCENTISTAS 119 Quantn ao conteúdn. embora anotado pelos vários professores que a iam regendo. facto que. Utilizado até 1843-1844 como livro de texto da cadeira de Direito Civil. o ensino universitário do direito é dorilinado. Até 1805 serviram de texto as próprias Institutiones de Justiniano. Este compêndio . Neto Paiva em 1843 . progressivamente. Cm coiitraparticla.que percorre . pela nacional. só nesse ano é substituído peIas não menos famosas e influentes Instituipies de D r i o Civil. alemães institui-se como novo campo de referência da literatura jurídica nacional. de Pascoal (José) de Meio (Freire). Fora do ensino. Neste domínio - .a teoria das fontes de direito.il3 Lrtsitmi (1789-1794). o comp6ndio adoptado foram as In. na edição anotada por Bohemer. passa a ser integrado.~titi~ições Heiné:cio (1681-1741). Enfim. pela o r i e n t a ~ ã ojusracionalista. já recomendado por Verney. além de acarretar consequências ao nível do c c o n t e ú d o ~d o direito. nesta época. influenciado pelo xhurnanitarismos de Beccaria e Filangierei. no sistema de referências dos juristas.era constituído pela tradiçáo dogrnárica' europeia. Dele faz parte a literatura jundica dos s&coIosXTV a XVIII. Sintetizando esta tentativa de definir algumas das mutações estruturais que interessam a ciência juridica portuguesa n o trânsito dos &culos xmrI para XIX. Representante das ideias iluministas. através de uma interpretação correctiva por v a e s árdua. qitando acorre. dos quais o último se aiitonomiza usualmente. aí.lhe novos temas e novos eobjectcrsw. foi ensinado segiindo os pró. F. cuja utilização era obrigatória no Coro português desde que não existisse direito nacional aplicável. A partir deste ano. que adaptara o direito romano ao uso moderno dos países da Europa ( O ' ) . Pascoal de Me10 parte para o ensino iiniversitário do próprio direito nacional com uma intenção modernizadora. é todo um aarquivo teórico» que desIiza para o olvido. um jusracionalisia iluminista.) encerra uma exposição sintética 'do direito nacional . limitar a crueldade de certas instituiçóes jiiridico-penais ( 9 8 ) . tem influlncia nu estilo de discorrer dos juristas (advento do positivismo legalista a da orientação exegética). ele vai procurar. trazendo. ucoisasu e aacÇ0es. 3.dominada pelas doutrinas jurídicas dos autores alernáes do uaus ntodernus. formando as Jnstitutiones IuIW.e o direito privado (segiindo a sistematização das Insti$utiones de Guio-justiniao.118 A HISTõRI. O corpo do direito efectivo (diferente do corpo de direito formal). sobretudo. que até aqui . 11) R4utação no sistema de referências (<arquivo») conceitiiais e dogniáticas da ciência jurídica. representante do ambiente ideológico e filosófico d a corte do <déspota iluminado» José I da Áustria O ensino elementar de direito romano era feito com base nas obras dos romanistas alemáes do usus rndernus.o cornphdio foi -até à adopção do livro / d e influência karitiana) de V. o direito público . particularmente acentiiada nos domínios do direito criminal. célede bre jurista alemão.

. uma específica armadura jurídica de certas relações socioeconómicas) A questão que então se põe. a erupçao do moderno direito da Europa burguesa como objecto da ciência jurídica (ao lado e em vez do direito tradicional feudal). que tem manifestações ao nível da própria pedagogia d o direito (método ecompendiáriow da reforma pombalina). outros traços ~ o d e r i a m sido isolados e o desenho do sistema de produção jurídico-cientifiea teria ficado mais completo. Apontou-se. o papel que os uprincípios.. do nosso ponto de vista. A limitaçáo deste intento de descrever o sistema de produçáo jurídico-científica . se são rpsicologicamente. por exemplo. como sujeitos-agentes da prática jurídioo-científica. a autoridade dos argumentos. Neste plano.tnacionalizaçáow do corpo de direito) das Ordenações Filipinas. referida. uma específica consciência das relações sociais e dos cânones de normalidade e anormalidade. como ganham a í relevo. Nomeadamente. teria podido adiantar-se algo acerca da relação que estas mutações têm com mutações verificadas na organização interna e na implantação social da classe dos juristas. e o papel que daí decorre para o jurista teórico (ou dogmático). no entanto.do capitalismo como modo de produção dominante originara náo só apetências normativas caracteris. Deste ponto de vista. no sistema de referências) da ciência jurídica de autores que. Alguma coisa ficou. disciplinas que passam a integrar . de justiça e de injustiça que a s deviam informar). estão conscientes das novas necessidades.existe. a estratégia axiomâtica (ou <sintética. a questão das mutações d a origem social dos juristas (terreno inexplorado entre nós e de grande relevo para a resposta a outras questões). A questão náo é tanto a d e saber se os juristas.aos aspectos considerados (mutaçóes n o plano dos objectos. tem-nas ainda mais importantes ao nível dos resultados da ciência juridica e do lugar desta no seio da prática de efeetivagão do direito. sendo cultores da ciência do Direito. a questão é antes a de saber que condições se criam na prática juridico-científica que permitem que essas novas necessidades tenham impacte no trabalho dog. com a consequente proscrição dos anteriores critérios de validação das opções dogmáticas concretas (como. mutações no plano do ensino do direito) deixa também em suspenso a questão da forma de dependência d o perfil de evoluçáo da ciência jurídica em relaGáo da evoliição verihcada em outros níveis da prática humana. é a de saber por que canais penetram estas novas necessidades normativas no contexto da prática juridico-científica. o que se explica pela vigência (eventualmente intensificada. [a náo o confronto de opiniões ou a s leis) vão ter na construção da ordem juridica burgirew. e. uma aparente permanência: os apraxistaw nacionais continuam a ser citados. Recorde-se. Neste sentido.) d a ciência jurídica racionalista substitui-se i mtratégia problemática (eanalíticaw) da ciência juridica romanística. sensíveis a elas. Por outro. de que muitos deles tinham sido exegetas eminentes. p l n menos na sua p n meira fase. mático dos juristas enquanto juristas (e não meramente enquanto indivíduos imersos num contexto social e ideológico). Por outro lado. quer enquanto se cristalizam em novas formas institucionais. da Economia. quer enquanto se exprimem numa nova consciência da realidade social. como influenciam os seus resultados. não pode deixar de ser dado relevo a duas circunstâncias internas da ~ r á t i t ajurídica. no entanto. mais do que pôr. mas também estritas e x i g b cjas de regulamentação (i.cuja definição exacta sii pode ser feita através de um trabalho de pesquisa quase estatística dos autores citados. de facto. dada a .lai A HIST6RIA DO DIEEITD NA HISTÕRIA SOÇIAL PRATICA DOGMATIC-4 DOS J U R I S T M OI'POC!3NTISTAS 121 do aarquivor. a emergência de uma estratégia axiomática. Por um lado. a importaria pôr a das circunstâncias internas que abrem m prática juridico-científica a o impacte das relaç6es sociais agora dominantes. a inclusão no uarquivos (ou seja. Se a descrição que procuramos fazer tivesse podido abordar ter outros níveis estruturais. da Política. como a instituição . em geral. da ciencia juridica . por exemplo. Este movimento. 111) Mutação nos instrumentos lógico-conceituais e dogmáticos. o eram também da Filo~ofia. apenas. ticas (isto é. a opinio comnzmis doctorum) é mais um factor a tornar inútil a refer6ncia 5 doutrina tradicionaI em que o argumento da autoridade substituía.

é obrigado a tomar a vez do legislador: em de formar o plano: &vn de fazer a seleqão dm cloutrtnm: e tem de rcdígir até as Ultimas illações ( ' O 2 ) Reconheço que não me conformarei com o gosto do &ulo. . a m o de autoridade siiperior A minha . 2. o escriptor. que se substituir a o legislador e fazer nas suas obras aquilo que não estava feito n a ordem jurídica positiva.. instabilidade e dispersão d o direito positivo. . náo nos eram ii desconhecidas as dificuldades. se escrevem sobre um determinado saber esta preso t s condições objectivas em que se desenvolve a prática teórica desse saber. se cifra numa maior importaçáo de temas político-filosóficos pela ciência do direito. o tipo de obras que. um contexto continuado com notas separadas. como v ~ l h o . 1nstU.estou aferrado a rste sistema porque: 1 . compendiando estas disciplinas os principais tópicos d o sistema ideológico liurguh. a inclusão de obras deste tipo no elenco das t f o n t e s ~ da ciê~icia jurídica vem permitir a utilização directa daqueles tópicos no sistema argurnentativo ou 16gica-dogmático dos jurirtas. existe toda uma literatura jurídica formuiar ou processual. mostrando q i ~ a i sos factores objectivos qiie limitavam a margem de escolha do escritor jurista quanto ao modelo das w a s obras: Quando o empreendemos ( o trabalho de escrever a s C v l P o r t u g u a ) .) falta de hibliotecas.wi~ões de Direito 1. compendiirias." Circunstâncias ligadas a o quadro das fontes de direito: inexistência de uma codificaçáo moderna. paryue o não temos. nem ainda como a minha. Contra o que muitas vezes se pensa. portanto: 4.s acessíveis dos autores estrangeiros. o que. sem montes de citaçóes. Porém. e só avivam a lembrança dos sábios. gerada imediatamente pelas necessidades da prática. cupações menos subtis. . A segunda circunst8ncia. no meio do chaos.. costumo inserir as formais palavras deles. Pelo contrário. em que ela se acha.os d~gestos e os repertórios. O Os sumistas não dão ciência aos principiantes.122 A HISTcSRlA DO DIREITO NA HISTóRIA SOCIAL PRATICA D0GMATIC. numa certa época. ao tequipamento bibliográfico. 2." Circunstâncias ligadas aos <meios de produção$ (neste cato. ( I o 8 ) . etn.k DOS JVRISTAS O I T O C m T I S T A S 123 o campo de referência dos prbprios juristas. Desta circunc tância surgiram as obras sistemúticas ou compendkirias. ils circunstiincias objectivas que enquadram a producão jurídico-literária eram. As simples citaç6es d e dois trechos tirados de de nossos jurictas oitocentistas fornecerão um princípio de prova do que se acaba de dizer. ou desenvolver os principws fixos e consttmtes de um sistema coherente. por que o não h na nossa kgaslação cid. de ediçõe. A cada um destes tipos de obras e aos autores que se destacaram em cada sector dedicaremos as páginas seguintes. além de explicar a aparição de algumas traduções e «sumasi de autores estrangeiros está na origem de dois outros tipos de obras jurídicas. consumida por um píiblico menos informado e de preo. Não se tracta de explicar um código. nem de reduzir a synthese. outras vezes em continiiado texto. ('"5. As barreiras entre a dogmática juridica e a s disciplinas jurídico-filosóficas como que se esbatem e é esta nova porosidade entre 0 3 dois continentes ideológicos que permite uma maior homogeneidade temática. de revistas juridicas ( ' O 4 ) . e por isso Ihes faro iirn aparato de muitos doutores e transcrições de alguns mais esquisitos." Penso que nem todos têm ou podem ter uma grande biblioteca.a construção sisteniática do direito e o preenchimento das suas lacunas (pela extensáo lógica dos princípios jurídicos dominantes no sistema ou pela recepção da doutrina estrangeira com eles compatível). A primeira circunstância levava a que o jurisconsulto tivesse. qual é serem as obras sumárias. no caso concreto. até certo panto. como diz Coelho da Rocha. Por fim.

direitos da personalidade. Na verdade. Mais tarde. não são mais 03 assuntos a que as - . se tratasse de uma dificuldade que ultrapassava a âmbito da exposição e se situava no centro da própria construção dogmática. Trata-se d e Gaius (século II). eles vão modificar completamente o seli sentido. Ao expor deste modo o direito do seu tempo. qiiPrPm mostrar que as soluções jurídicas são coerentes entre si. etc. . de exposiçáo) sistemática do direito remonta a Çícero.eceu a ~ b r i ~ a t o r i e d a dde os mestres elaborarem. pela sua efidcia. tando formalmente a sistemática de Gaius. Só mais tarde. ainda antes disso. A elaboração de uma exposição sistemática do direito -bem como.. na Noca hfethodus discendae docenclaeque jurispruderstiae (1667). No entanto. cepções racionalistas do direito e acicatados pela n~cmqidade prática de um direito m a i ~ i m p l s e mais harmónico s retomaram o projecto de reduzir o direito a um todo metódico a sistemático ( ' O a ) . foi no entanto capaz de pôr de pé um razoável sistema expositivo do direito cIássico que. 0 plano das InstUlctiones vai ser o seu primeiro bordáo. aprovei. de q u e modo (i. a sua própria construção sistemática (more gwmetrico) . já no ocaso da época clássica . o que diz bem do seu sucesso num ambiente tão hostil à sistematização do direito como era o dos juristas romanos ('O'). o autor alemão leva a cabo uma remodelação d o método tripartido que. os seu? resultados. pode haver normas relativas às peswas (stntw dos indivíduos. o assunto.direitos reais. upesjoas. e. deixando-o intocado nos termos.. que. que o direito é animado por uma lógica única. do direito.levantava o problema daquilo a que emtão se chamou *o método expositivo>. quando os juristas europeus -ganhos is con.quando a Iiteratura juridica romana foi sendo dominada pelas obras didácticas e vulgarizadoras -.nos agora do ponto de vista da texposição~ do direito. por exemplo. foi retomado nas Institutiones justinianeias. as suas soluções. relativaii i s coisas (obrigações. Leibniz. sucesjóes) e relativas aos actos jurídicos e judiciários (processo civil e penal). pela primeira vez. se expusesse o conjunto das materias juridicas ai versadas (lol).ia4 A BISTORIA DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL PRATICA DOGMATLCA DOS JURISTAS OITOCE3tTISTAS 126 a) As obrar: sistemáticas Sabe-se como a reforma pombalina dos estudos jurídicos estabe1. mas atinentes 2 própria metodologia jusracionaIista. o direito natural.). a empreender uma exposição in artern d o ius civile. não tendo o brilho inventivo dos juristas clássicos. se bem que. nas suas Irastitu~iones. para e texto de estudo das várias disciplina^. acoisas. O que ele pretendeu foi. elm querem sistematizar as djsposições jurídicas em si mesmas. Assim. sed facti visceribus sumpta e s t ) .-perdeu-se comn pletamente. é que a sistemática voltou a ser cultivada por um autor que. quais eram esses preceitos fundamentais e de que modo fluíam daí as reçtantes normas do sistema juridico? Ou. que entendia o direito (nomeadamente. Para ele. mas nos factos sobre que estas versavam (non ex iuris. agora. ou seja. Neste sentido. a obra dai resultante -que ostentaria o título de De jure civih i artem redigendo . lhe dá um sentido completamente diferente. dc um modo sintético e sistemático.adopta uma sistematização tripartida do direito: 1) 1w q ~ ad personm perthet. 3) lus quod ad actiones p e r t h . Teria sido ele quem se propusera. com que sequência lógica) devia ser ele exposto para se tornar patente o seu carácter unitário e sistemático? O projmto de construção (nu. ordenar a s normas jurídicas consoante o ol>jecto. bem mais modestamente. É o que faz. colocando. censurando Gaius por ter utilizado um método expositivo que não se baseava nas próprias normas juridicas. tomar ooerentes entre si as normas juridicas. e uacções. a que diziam de o respeito. os modernos sabem que o seu projecto é diferente do de Gaius. 2) I d w quod ad res pertimt. Este problema era o seguinte: se o direito radicava num pequeno número de preceitos naturais. na realidade. dos quais derivavam todas as outras regras mais miúdas. ai. compêndios em que. a sistematização das Institutrones de Gaiiis-Justiniano é comparáveI h dos dicionários ou dos repertórios. pelo menos. Gaius não teve e m vista sistematizar a direito em si mesmo. projecto que é inconcebível fora de um entendimento racionalista do direito. e sabe-se também como esta disposição dos novos estatutos se explicava por razões não somente pedagágicas. a s ~ ~ ~ ç ãfacto. de que o positivo derivava) como um conjunto de preceitos hierarquizados e logicamente interdependentes. e até filosófica.

que. e o &Facto juri. um mé. P a r a além dos autores que o abraçaram.do sistema das Ordenações e organiza o Direito Pátrio segundo oplano das Institu. depois ~ dedica os três de dedicar um livro ao cdireito p í ~ b l i c of"'). (11~). o <sujeito». a transi@o do legaliamo iluniinista para o dogmatismo (ou cicntismo) da pandectística nov~ceiitista("7). portanto. portanto.entm da relnçáo jurídica. Cotn d a passam a estar presentes. posteriormente. muns e principias mais gemes. de que continuadamente tem de ee fazer u ~ oe applicação na Parte E s p e h I . o sistema tmodificaçãox põe em relevo a constrirçáo dogrnática. ac coisas. o <objecto. O que e ~ t ápor detrás tlesta modificas50 6. oi elenientos do direito subjectivo . todo expositiko baseado na própria ordem das fontes romanas as instiiu@óes e o Digesto (''9).das ouas Institlktiones Iaris Ciz-ilis Lrtsitani (Lisboa 1789-1793!. a ordem das OrdenqGes. * r aplicadas \ todas as rela cõos juridicas concretas--. nas primeiras páginas dos manuais de direito civil. o manual universitário que veio o de Pascoal de Me10 em 1844. 09 factos j ~ ~ í d k o ~ . q u a são o 3 ~ 1 1objecto. com maior ou menor originalidade. na exposição. .sigão do direito.a que já não ou. qual este fosce rediiztdo aos seus eprimitivos princípios> i"' ) Apesar destas precisas indicagões dos Estntufos sobre o método a adoptar na expo~ição do Direito Pátria. Muito popular foi o de Domat e também. era o uauténtico e recebi. particularmente cntre nb. embora não tivessem chegado a resolvê-la. ii sob esta forma que o niétodo tripartido . o primeiro compêndio desta disciplina afa?ta. da ctrelasáo jurídica*. E na exposição do direito pátrio manda-se seguir. náo . não hesitará em sacrificar esta àquelw.ela irá constituir. na e x p o s i ~ á o5intética do direito romano. um esquema teórico e iim enquadrarnento conceitual que i r h .do pela L~niversidadcno en. !vias aí O significado da tripar. que são os %us titulares. D? facto. antes de partir para o exame da lei. ICm conformidade com isto.sino do Direito Civil Romano*. científica. restantes a cada um dos aohjectosa do direito. a cada um dos grandes assuntos robrc que as leis podeni versar ( ' I a ) Uma idêntica sisteniatizaçáo tripartida em <pessoas. acçGes» encontraremos tanibém nas ~ ~ s t ~ i l i C õ e Direi* Chit. adivinhar um jurista que. o de Pufendorf ('OR). não por razões teóricas mas pragmáticas. . Pascoal de Me10 declara organizar a sua vbra segundo o plano das Insti~ationes de Gaius. Os estatutos pombalirios.L28 A ilIST6RL4 DO DIREITO N A HIST6RIA SOCIAL PRATICA DOGMATICA D O S JURISTAS OITOCENTISTAS In normas jurídicas se podem relerir. isto as definiç& com.irá prevalecendo na maior parte da3 obras sistemAticas dos séculos XVIII e XIX. De facto. a recepção entre ntrs da <teoria geral da relação juri dica* ("I).sendo o amelhor e mais harmonioso». como diz Coelho da Rocha. ou seja. dicos.es> não representam mais 03 aobjectosp do direito objectivo. quando as implicaçóes normativas desses quadros não forem confirmadas pela lei. ~ i o n r s . preferiu-v. e taegã.samos chamar r d e Gaiusw . mas os etem. enquanto o sistema <original> de Gaius-Justinianiis náo é senão uma ordenação do direito cobJectivo> (em função do seu o b j ~ c t o )-exprimindo a atitude do jurista. de s rie Coelho da Rocha. depois. vieram levantar a questão do método expositivo.De facto. embora se aconselhe uma sistematização final de todo o corpo de direito nacional. no prólogo do livro i1 . como também diz o autor. mas os elementos da rckrção ~isridicaou. em primeiro lugar. que são a sua fonte ("9 P ). j i tem os seus quadros científicos formados e que. aqiii1. realçando 03 seus eleinentos e estrutura <naturais* -fazendo. na aparência t8o peqiipna.0 s stcjeitos. esta modificação (não aparente) do critério siste matizador patenteia uma jmportante mutação da própria ciência d o direito. Por outro lado. para quem o essencial era ainda conhecer o direito objectivo jscirc I q e s J -. É claro que este não era o íinico método expositivo disponível. Ela eignifica. <coisas. aa teclinologia da scicncia. outros há que. tição é totalniente d i f e r ~ n t e : apcssoasw.0 a que a cteoria geral da relação jurídica* chamará. Não ~ o d edeixar de se pór em relevo o significado desta mutrtção. inventaram os seus próprios sistemas de construção e expo.ee . ao adaptarem o método sintético ori compendiário para o ensino do direito.Justinianus.

Jsto vinha complicar ainda mais a diliculdade que os juristas já tinham n o conhecimento do próprio direiio. acoleccãrs de legirlayão~. de Manuel Borges Carneiro. nele agrupavam os preceitos legais em vigor o11 as posições doutrinais mais receas . a d e fornecer aos juristas um apanhrido cómodo do direito usualmente recebido e. quanto à legisIaGão estrangeira. encontrama ainda algumas outras rm que a mesma tarefa digestiva e sistemática é npliçadn à Ipgi~Iaçáonacional (''9 . 0. i T o grupo dos tdigestos. a falta de bibliotecas e de edições acessíveis das obras de direito. referir aquelas que desempenharam um papel mais importante no panorama da literatura juridica d o século passado. b ) Digestos. P o r isso. a intcnçno principal dos seus autores não foi levar a cabo u m a conatru~ão sistemática do direito nacional.4TICA DOS JURISTAS OITGCENTISTAS 129 Resta-nos.as Institui.Jaseph. ou da doutrina nacional e estrangeiras. Em qualquer d ~ l a s . como condição objectiva capaz de explicar algumas das formas concretas da nwsa literatura jurídica do século pa>sado. seguindo um plano niak ou menos lógico.). alguns deles não parecem sequer terem-nas alterado. da doutrina e 1egi~lat. Estas obras eram.c extrair o principal de um novo código ciril. a precisão dos conceitoo. impressos ou n ã o (121) (lZ2). fundainentalmente. avultam. A duas delas já nos referimos anteriormente -as Institutwnes luris Civilis Lusitani. nem proceder a lima siia reForma ( I a R ) . alinhadas estas considerações sobre a tecedura das obras de carácter sistemático. H. todos os juristas -e sobretudo os prútieos viam com bons olhos o aparecimento de obras que lhes fornecessem uma súmula. mas outros deixaram comentários. e o Direito CEOU de Pnrtugd ( I 2 ' ) . ou da legislação estrangeira ( I 2 " . Correia Teles. et. Todavia.*sinopses cronológicas». Até então. e. mas também. d e Coelho da Rocha (12U). antes. encontramos ainda duas outras. e gões de Direito Civil Portuguez. Quanto às Instituições. constituir um acervo doutrina1 donde se p~1desi. e dos #repertõ. foi. na verdade. referimos. de J. - .c. pelo apreço em que foram tidas durante toda a primeira metade d o século. a sua intenção e a sua índole fazem que-as incluamos n o grupo seguinte.o dos (digatos. de Coelho da Rocha. e não só do direito Legislado nacional. rntre outras do mcsnio tipo. se bem que tivessem tido uma vida universitária mais curta (I2'). repertórios e d i c b n i r i o s No início deste número. A clareza e brilho da sua linguagem. H. não sendo de desprezar o seu papel na estabilização da nossa doutrina juridica nem a sua influência no Código Civil de &abra ('*+). muito divulgadas na primeira metade d o século mX--o Digesto Portuguez. de trcs tipos: as que. S ã o estas as obras jurídicas de maior relevo no período a que nos estamos a referir. de Pascoal de Melo ("9. de Manuel Boraes Carneiro. dando em cada verbete um apanliado da doutrina e da jurisprudência (chamar-lhes-. Correia Teles. Com alguns pontos d e contacto com as obras de carácter sistemático. As lnstitdiones iuris Ciuiiis constituíram a base do ensino universitário do direito pátrio até perto dos meados d o século XX. a consonância das opiniões com a mundivídência da época. não foi menor o seu impacte na cuItura jurídica portuguesa d o seu tempo. e o Direito CiuU de Portugal. a o comentarmos o texto citado de Lobáo. no caso do Digesto Portuguez.XOE t d i c i o n á r i o s ~. Para alem d ~ s l a sobras de c a r á c t ~ rdoutrinal. oti das leis nacionais. e as que recorriam à ordem alfahctics para arrumar os temas jurídicos. a obra de Antoine de Saint.noestrangeiras recebidas entre nós a título d e direito subsidiário. embora ostentem também outros títulos. utilizadas por todos os lentes que sucederam nesta cadeira a Pascoal de Melo. o Digesto Portuguez de J. bidas (cliamar-lhes-emos ~ d i ~ e r t o s ~ r )que seriavam cronologimente a legislação (chamar-lhes-emos urepertóriosr. o seu carácter geral são as virtudes que a s tornaram tão famosas e influentes entre os juristas do seu tempo.l2E A HISTóRIA DO DIREITO N A HIÇS6RIA SOCIAL PRATICA DOGiIT. foram. Canznrrlmcr cntre içs Codcs Civiles [Bruríelas 1842). e principalmente.s nossoo juristas tinham sempre à mão.riosrr.

atravba de Mendonça e Almada. quer de l ~ g i r l a ~ á o (IaZ). deixou uma bibliografia copiosa. g. 395. no seculo XVI. e o-projectos* reformadores. tendo sido até tomado pdos homens de letras curiosos dos tipos humanos como o ajurista típico*. onde se procurou restringir drasticamente o hAbito de alegar no foro com base na citaçao exaustiva da opiniáo dos juristas. Ao entrar nela. *Um nurninista Portuguès do Século X W I » . nos intervalo3 que Ihr drixavarn as 1idt.). são novas preocupaçóes. com o qual se correspondia e a quem enviava minuciosos trelatdrios. Bobre isto.. etc. O segundo. se defrontam com os problrnias da aplicação prática do direito. 1825. eda. 6 a antecâmara dos nossos dias. Collecçiio d a Legblação Pmtu- gwescd (2763-1774) (Lisboa 1829).as perspectivas P inaugurar novos temas q u e não passarão despercebidos a quem der algunia atenção a litcratirra jurídica que c o m q a a surgir. mais calmo e desapaixonado.) e iuna cada vez maior aderencia ao das novas disciplinas científicas !Sociologia. v. um novo Código Civil. com o calor dos nossos problemas. pelo menos. Cabra1 de Moncada. porém. cnm relevo. oii. Coimbra 1937. notando-se um progressivo dedocament. Economia. É nesta divisão que incluiremos. quer de doutrina. origem a outras medidas. a p o n t ~ m o sa ~xistêncio de edicionârios~. mas muito afeiçoado a a~iriquadns modelos da literatura. São os nosios dias que surgem. ao qual j i nos referimos várias vezes. Homem culto e probo (I"). 1810-1814. As grandes reformas zociais. I. 1834. 1819-1820. A reforma joanlna dos estudos jurídicos (153t9) chegava a limitar o número de #autoridades> a citar (<Regimento da Institutal.as Prirneiras Linhas sohre Processo Civ2 (I. m. para o processo civil. jurídica.1 3 A HISTbRIA DO DIREITO N 4 IIISTORIA SOCIAL PRATICA DOGMSTICA DOS JURISTAS OITGCmTISTAS 131 Os rcI>ertórios cronolbgicos de Irgidação são também muito abundante?. para além de outros esyécimes literários menores (v. . 196). Na falta d r um eficaz gistcma de ~~iiblicaçáo das Icis (I1"). Uma iiltima categoria da literatura jurídica novecentista é constituída pclas obras dedicadas iquelcs que. . Documentos de B. formiilários) (':'").~deste em r e l a ~ ã o ao das disciplinas especiilativas (Filosofia. uma mais estrcita ligação 5 f2) Na verdade. tudo isso vem abrir 1ioi. 1863 e 1872-1873). f: um novo tom. jurídicas e culturais da segunda metade do século pasrado vem encerrar esta é. publicado por M&io B r a n d a ." ed. é difícil que a história não aqueça. eram eles quc asspguravam o seu conhecimrnto pelu público ('"l) Finalmente. um ensino do direito refIectindo e popularizando novas orientasócs da ciencia jurídica. Urna sociedade cada vez mais estabilizada.poca da história do direito português. NOTAS (') Recordemos a influência que a L. ( * ) Em Delgado da Silva.dico-cientificos para novos sectores oii novos níveis da realidade. onde são melios frequentis os golpes de o r a ~ ú r i ados juristas iluministas ou revoIucionários. Pereira e Sousa e I'Ianiicl de Almeida e Sousa. ( = ) 0 esforço de certificaçtio do direito deu ainda. nos tribunais ou nas repartições pút>licas. 1849-1850. a denunciar uma deslocaçáo dos interesses juri. Europa c aos seus problemas do momento. não C diffcil ver como esta lei se integra n a política fortemente centralizadora do marques de Pombal. O primeiro compôs. Manuel de Almejda r Sousa (Lobão) é uma das figuras mais caracteriaticas . Verney exercia mesmo no centro da acção política portuguesa de entao. João III. incidindo snbre vários domínios do direito. em Estudos de Rl'stdtia do Direito (Coimbra 1@50).J.do nosso mundo jurídico do século passado. A. etc. J. uma nbrn famosa e muito utilizada. sucs. o principal d a obra de dois juristas muito conceituados cntre os *práticos» n a primeira metade da século.s forenses (l"). Teologia Moral. por exemplo no dominio do ensino do direito. para bem e para mal. 6 um novo quadro de referências e de ligações do discurso jurídico a outros saberes.

M. esta sua actividade era espor8dica. V. resultasse pecado (Ordenações Af o n s i m s . x (Lei d a Boa Razão. pelas Ordenapões Afonsinas (1446). Sobre o assunto. mas que se revelava inoperante n a prAtica. ou seja.. até certo ponto. Notas a Me10 (Coimbra 18431. de um caso misto -o de absoluta inconcludência interpretativa (obscuridade i n s d v e i ) .13 3 A HISTóRIA D O DIREITO NA HISTóRIA SOCIAL PRATICA DOGfiTATICA DCS JURISTAS OITCCENTISTAS 133 ( $ ) Cf. IIZstorú~Zurlip Civilis Lusitant... I. Ordenações ICPunueZ. Coelho da Rocha. dt. Lisboa 1794 I. 3 e 16. se se tratasse de um caso de Interpretação. propõe a criação de um tribunal exclusivamente dedicado a esta tarefa ( o b .. os quais não é razão misture~nosirreflectidamente com as nossas leis» (Institutlones luris Civilis Lusitani. todavia. em Estudos de História do Direito.. Tratar-se-á. cit. em 1834. Coi. lTI. com a Criação do Supremo Trlbunal de Justiça. Correia Teles nada diz sobre o assunto.j& o Assento de 23 de Fevereiro de 1786 -oriundo d a Casa da Suplicaçiío. cada qual destinado a prevenir o seu perigo: a) Recurso a «equidade naturala. $ 5 2. a 0 'S&culo XVm' na Legislação de Pombal*. de facto. sem grandes discrepâncias. 1948. . Braga da Cruz.) (I1) E por esta e por outras razões que se justifica a designação de nrnarco mi'iário na história jurídica de Portugal e do Brasilw. Coimbra.) Perante a insan8vel insuf i c i h c i a do sistema legal. e N. a soluçao seria pedida ao legislador.. Assim. Que este resultado não se obteve. accommodando-se aos mais frequentes aconteclnientos. onde pontificavam homens com uma vida inteira do traquejo jurídico tradicional .inas. Gomes da Silva. J. Por isso. 181. Coimbra 184Fi). TX. Elasaio sobre a História do Governo e da LegislaçrZo de Portu0 ai.. cit. Orcienwões Fi'ilipinas. a que s6 pode pôr-se fim mediante um acto de vontade (legislaçáo) e não já de inteligência (interpretação).. c ) Extcnsãro lógica das normas positivas. 9. Cabral de Moncada. e Ministros Seculares não toca o conhecimento dos peccados. História do Direito Português. b ) Recurso a interpretaçáo autêntica. Curso d e Direito Civil Português (Coimbra 186).aponte no sentido contrhrio. o processo de melhor dominar a arbitrariedade do foro. sem tensoes mostra-o o desencontro que não deixa de se manifestar. vários processos d e integraggo foram postos em prática. 351. o mesmo autor diz não lhe ocorrer nenhuma ( o b .521) e Filiptnes (1603) o direlto canónico vigoraria. não podem prever os casos extraordinários.ou A. embora o texto -<quando suceder haver alguns casos extraordináriosa . n a falta de lei nacional.iz Teixeira. polic. regras visando a integraçko fazem supor que se trate de regra do primeiro tipo. operando dedutivamente a partir de eprincipios gerais do sistema jurídico. LXIV).7@8) -o mhxirno representante das tendencias dogmzíticas inovadoras. 2 (Preâmbulo do Alvará de 12 de Maio d e í769. sobretudo. Dir.).. ('1 Náo é muito claro se. se Me10 Freire (17881. Mancelinas (1514-1. 8 ) . Lisboa 1'788. e fazia-o.declara que anão se confundem com esta interpretação autêntica a interpretaçlio doutrinal. L. 167 e segs. Coelho da Rocha. ('1 E. e o mais que vai descobrindo a sua observãneia .Coimbra 1841.hmdictrio na História do Direito Português. (7 )As leis humanas firmando-se em princípios gerais sem contemplaçáo de circunstâncias particulares. com o fim de llbertar o foro da influência dogmaticamente conservadora dos acasos julgadosn.56 e 267.mbra. C a CXI. E. nas rnatkrias de car8cter espiritual e. 'L. m~assim. indicação das principais reformas legislativas de Pombal em P.. os casos julgados e a praxe e uso de julgar.. ao direito subsidiário. assim.dispõe ainda que a a praxe e o estilo de julgar. vem a acontecer. A questáo tlnha interesse przítico porque. tiradas ao abrigo do 5 11. Cbmo informa Correia Teles (Commntario. Cf. t e m o ao abuso que consistia em a s restantes relações do Reino proferirem decisões jurisprudenclais com força vinculativa [cassentosz) . 11. (ou Bol.. 83 e segs. (') A Lei da Boa RazBo punha.. 214 e segs.. Se estabelece um procedimento interpretativo ou integrador: a inserçao do preceito num parágrafo dedicado à interpretaç8o e o facto de se estabelecerem. (") No anterior sistema de integraçáo das lacunas d a lei nacional . a aplicação dos *principias de direito naturali aos casos não previstos. afinal. (''1 Por isso. e quanto a pro80 vidências legislativas de carácter interprctativo. 4 mesma orientaçzo praxistica e ainda honrada por Liz Teixdra (Curso de Direito Civil Portugués. aos lugares e aos tempos. 390 e 420.. O que. E. 371. (") «Aos Meus sobreditos Tribunaes. dada por Braga da Cruz a esta lei (em A Fornação do . que chega a equiparar ZL autêntica a interpretaçáo conforme ao asentido diuturno e invariável que a lei no foro tenha tidoa (123 e 132). apesar do texto da lel. Me10 Freire. naqueles casos em que da aplicação da outra fonte de direito subsidihio. noutro lado ( 5 91. se 8e tratasse de um caso de integraçáo. IX. Coimbra 1975. Fac. a generalidade dos autores da primeira metade do século passado afirmam que o recurso ao direito natural é indispensável ao entendimento das leis nacionais. 1 12. acerca do valor das praxes e usos judiciários. G . que respeitem As pessoas. O Dàreito rTw. I. entre 176Q a 1 0 houve apenas 5'8 assentos interpretativos. he o melhor interprete das Leisa. e ti30 somente o dos dellctos. Lisboa 1'971. V m ) . em geral. e decisões dos arestos seguida universalmente dos Doutores do Reino. no 6 11. 79). o direito romano.estabelecido. sobre o assunto..

. Dias Ferreira. a citara naturalmente em testemunho de que a sua pretensão é fundada n a equioküe. para salientar a modernidade relativa das suas primeiras frases... pais a sua trecepçãos não fora global.. 16. Cddágo CivS Annotado (Lisboa 1870).. clt. será legislação estrangeira a que reger& nos casos omlssos e náo a sqplldabe! xArt. e que fornecessem urna directiva para a escolha entre v8rios critérios discordantes de integrar uma lacuna.. de justiça» ( A . um retorno & spraxística.. ('8) Sobre a utilizaç&o.m eles pruclarnavarri q u e nem todo o direito roriiano tinha tldo um auso moderno^ na Aiemanha. 23. e G. IX. ganho ao positivismo d a escola d a exegese. (") Guilherme Moreira. 19.. mais adiante. td biblioteca do advogado*..4. cujas obras todos os dias n6s abrimos e consultamos~ (J. 33.. 32. 3. dos Santos Ferreira.. Doutor V4cente Fe~rer Neto P a b e sobre os Sete Primeiros ffapltulos do Projecto do Cdago C'ivll Português (Coinlbra 3&59).. . A P o ~ m q ã odo Moderno Direito Portuguls e Brasileiro.. (''1 eVaiasco.. E. 42). que 880 thesoums. cit. que nos deva melhor conceitos (ImtitwP gáes . por isso só de ter sido de Accursio ou de Bartholo A meu ver a revogação da Ord. 24.. que se n l o apliquem aqueles cujo uso anterior não puder ser comprovado [Commatario Cdtbo . ou objectiva da lei.. ver Coelho da Rocha. Curso de Dlreito Civil P o r t ~ ~ g u e cit. H I ~ ~ R I A SOCIAL PRATICA DOGMATICA DOS JURrSTAS OITOCENTISTAS 135 Moderno Direito Privado Português c Braslle6r0. cit.. (lJ) Nisto. 4153j .1% A HISTORIA DO DIREITO NA... (=?) Coelho da Rocha.) ('O) knt6nio Luls de Seahra.. Prindpbos de Direito MercanM e L m de Narinkla (Ljsboa 1108). «todos os nossos velhos praxistas estão recheados de muitos casos julgados. ae talvez a al. portanto. cit. obra. alnda em 1. sobretudo nota 128. 22.. i") Apesar de a Lei da Boa Razáo n8o ter sido uma pedra no charco. Instdtui~ões. em Gaz.. mas selectiva ( " ) Perante esta dificuldade. ("1 Coelho da Rocha.. do q u e antes era. conforme as cireunst&ncias do caso. Sejamos justos. que neste parkigrafo se fez. o mesmo para dar qualquer sentença. dos c6digos modernos. mas a Sua substltulção por outros doutores. Correia Teles propõe que s e apliquem os preceitos de direito romano cuja utilizaçáo em decisões anteriores dos nossos tribunais soja documentada pelos praristas e. 1841.cit. Rmpnsta ds Reflexões do Sr. ( = j Cf.. e. Institu+ções de Direito Ciuil Portuguêa t. Commentario C?itico ... reconhecidos por melhores.. deixou a Jurisprudência nacionai em huum arbitrario mais amplo. Voltaremos a este passo.0 Se as questões sobre direitos e obrigações não puderem ser resolvidas. 246. ("1 Li. pelo contrbrio. 43. Curso cit. depois de considerar o *caminho mais directo% dos Estatutos PombalCos ta que nos referimos seguidamente no texto) como saindit mais espinhoso». Cf.lherme Mordra.. onde se propõe.. declara preferir. Braga 1952). !&.. z.. serão decididas pelos princlpios de direito natural.. fBO) Gui.. . SiIva Abranches. Instftuições .82. . cit. em Gazeta dos Tribunais.. houve niesmo quem tentasse aplicar o processo historlcista dos juristas alemáes.. 246-247). . Tentava-se. G . nota 137. entre as diversas disposições contraditórias dos códigos estrangeiros. uma interpretaç50 actualizante. O Dirmto Habsidiorio na Histdria do Direito Português. 16ü). 85). O Direito Brbs*tirio na Histeria do D i ~ e t t oPortuguês. a que anos parecer mais análoga ao nosso s g s t m a de l e g i a l ~ d o . 8Q) (") GuiIherme Moreira. ainda. cremos que pela primeira vez na hist0ria do nosso direito moderno. porem: o que Correia Teles queria n8o era wna pura e simples avolta a . salvaguardando a sua liberdade.l [Combra l@GiOi) : Aquele a quem esta (legislação estrangeira) flzer conta.. Instituições . 911 e segs. ('Correia Teles.. Braga da Cruz... Braga da Cruz. (2') Em Código Civil Annotaüo (Lisboa 1 7 i . nem pelo texto d a lei. ("1 'Nas Observações sobre o Projecto do Código O%wi.. 248.aos nossos costumes e estylosa. e o Juiz fará.. prevenidos em outras leis. . (Ir). por exempIo.z Teixeira. Institulçó ar. cit.wma autoridade. Braga da Cruz. Outros textos significativos desta preocupaçáo de Correia Teles em G.. 1841.. Instituêçõ es. Ver Jose da Silva Lisboa. bem pensado o caso. 3. Braga da Criiz. n e m pelo seu espírito.. Tar11bC.. (*'I Coelho da Rocha. cit. O Direito Bubsidiúrio na HistÓrU1 do Direito Portuguls. O legislador pornballno não foi muito orfginal: este mesmo pretexto foi o escolhido pelos juristas alemães para pmmover uma renovação do direito romano em vigor no seu pais.Coimbra 1Su3i7). cit.. aliás j& apontada pelos . mas acrescenta.. entre n6s. cit. (12) L i z Teixeira. Trib.Wrtoloa.. cit. nem pelos casos anhlogos. ainda no s&culo XiX há quem se lamente pela proscrição dos dois autores medievais: anão deve coligir-se deste par6grafo que na praxe de julgar deva ser reprovada qualquer opinião ou doutrlna.

E neste sentido Interpreta Correia Teles muitos dos preceitos da Lei d a Boa Razão. pela tescola histórl'ca~...n (B6). na . assim. tem necessidade de entrar na espírito da lei. Segundo Portalis ( e tal interpretação era apoiada pelo artigo 9 ..as diferentes pepas componentes do nosso Direito.. cf. a invocaç&o do desuso da lei volta a ser proibida e a doutrina romanística do error iu+ pode voltar a valer: xNingulm pode eximir-se de cumprir a s obrigaçbes impostas por lei. consideré comme loi vivante. . ( i . com o próprio processo histõrico: a burguesia conquistou o que tinha a conquistar.. Segundas Linhas sobre o Processo Ciuil (Lisboa 1817).. Resta explicar como se filia este dogma nos pressupostos teóricos da escola alemã. o corifeu da tescola histórica* -que.) ("1 O adogma da plenitude lógica do ordenamento jurídico* foi lançado no comércio das Ideias juridicas. todas a s manifestações concretas do direito. os sentimentos j?&rédicos fundamentais da comunádade) aos casos que se pretendem regulGr. e nao o que deveria seguir-se antes de a haver. ou com o do seu desuso. o direito de cada época era um todo han-n6nico. 282. cit.1% A IIISTbRIA DO DIREITO NA HISTbRIA S O C I A L PRATICA DOGMATICA DOS JURISTAS OITCCENTISThS 137 textos romanistieos: Non omnium gune a mrcioribua constitt~tn sunt raCio reddi potest.0 do C6digo Civil. cit. <Discurso sobre a Equid a d e ~ .estendendo logicamente os prbtcípbs que jormam a ossatura do sistema jurfdico expresso ( e que constituem. p.1% e segs. trad.. O artigo 4. D. Esta concepção da <escola da exegeses marca o ponto em que o jusnaturalismo começa a assumir uma atitude conservadora. e esse depende essencialmente d o conhecimento do Bystema que o dlctou: 6 este que lhe dá a sua cor e physionomia prbpria e natural. e F. e. Mas ser& porventlrra bastante a o Jurleconsulto Portuguez conhecer essas pqas destacadas. (. o direito natural incorpora-se nos a c h l l g o s ~ e torna-se inoperante como fonte de soluções juridicas translegislativas.Lobão. e. CP. quando declara ser pref crível a aequidade absdutax . . Sobre isto. representa a erupção do Romantismo..'I) 1Cf. Privatrechtsyeschickte der hreuzeit (Gottingen 19671. e Coelho d a Rocha. Karl Larenz. Inatttuiçbes . Dtgesto Portugser. Efectivamente. sem diivida. 4 visivel a influência da «escola d a exegesep e da sua teorla da Interpretaçjo em Correia TeIes.. 11. Giz Teixeira.) (Artigo 9.0 do Code Civil determinava. a equidade deve seguir o rumo della. 1M1.. Cattaneo..Alemanha.) ('9 Definitivamente estabelecida a ordem jurídica burguesa.398. apoderou-se completamente do pader político e depositou os seus ideais na reguiamentação jurídica positiva o legislador ideal tornou-se legislador histórico. Wieacker. antes. WmanPsmo . (Gaa. M. esp.. 3. por deduçáo. 1. 16. de facto. as leis naturais.le Code N a p u l é v n lui-même. Delvincourt. ver.. ainda o $ 39 da mesma obra. etc. e 143 e segs. o espirito que anima o sistema jurídico positivo). quanto a este particular.12. 20. Neste sentido. Dernolombe). que o juiz que se recusasse a julgar sob o pretexto de silèncio. para além disso. 101.) entendia que se devia rccorrer. por todos. E. cit. pela orscola da exegese.. 1. E s t a atitude perante o direito relaciona-se. em Commentario Critico a L i da Boa Razão (Lisboa e 1824). mza. em França. Correia Teles. de um artigo d a Gweta dos Tribunoes (1841): Todas as Ieis tBm tido mais ou menos relaçbes com o systema constltutivo da iNaçáo: quando este systema foi mudando e modificando-se as relações dos homens entre si . a aplicaçáo aos casos concretos dos princípios do direito natural) a *equidade hipotetica* ( i . dada qualquer L d Givii. porque presente na consciência colectiva) era constituído por normas informuladas. Metodologia de l a Cienda dd Derecho. está bem visivel neste passo. depois eliminado) o juiz devia recorrer. com o pretexto de ignorância desta. mas no estado social.. as vivências jurldicas füudamentais de uma comunidade percorriam. asslm. obscuridade ou insuficiencia da lei seria castigado como culpado do d h i de jzdstice. 19. a que o jurista podia aceder de dois modos: ou investigando o direito consuetudinário ou -e é isto que agora nos interessa. Savigny.. ter n a memoria ou no Peculio o índice acabrunhado dos Artigos legislativos? Não.. O do projecto.. p i a anbs não vivemos nuhl estado de pura natzi- . aos principioa gerais que informavam o próprio c6digo e que podiam ser estendidos. O ordenamento jurídico abrange. nem todas as norrrias estavarri expressamente formuladas. A influencia da descola histbrlca*. regido por muitas Leis . Trib. portanto. (Barcelona (19@6). um todo expansivo. Entre n&. comme l& applwable et obligatobre . mas a rescola da exegesew (Demolombe.. Como se sabe. com a promuIgaçáo do Código Civil. d aplenox: e tal <plenitude$ é garantida pela extensibilidade lúgica dos principios gerais que o enfonnam. submetido a um Identico impulso espiritual. Uma parte do direito positivo (positivo. Sobre isto. todos os casos jurldlcamente regulftveis. 348 e segs. no domínio do dlrejto. a todos os actos juridicamente reguláweis ( J e publie !m Cowrs de Code NapoEéim: j'ai donc p o u r bub ã'interpréter. d e resto. d'expliquei. não tem lacunas. e. para integrar a lei. Curso de Direito Civil Portuguez... 25.. cit. alterarão-se também as leis amoldando-se a esses costumes: daqul . anbnitriu.. concebia o direito conlo uma ordem normativa segregada por um histdrico espírito do povo (VoZksg d s t i ..

port.3) foi a principal medida refomadora de Pombal. no sector do ensino universitAfio.e indefinido. 1868.excelência e. B volta de quem girou. por falta de adequados instrumentos te6ricos de anflise.... Aranguren. mas não a sua interpretação correctiva). o processo da reforma. ( ' I ) C . - . que a s dictou. Parece-nos. . vol. Compêndio Histórico.. de Leonel França... R a t w atque anatitutw sMtorurn socbtatis Jeszc. Inst4tuiqões. ela náo representa apenas um eco da mgxima non ommium.. Coelho da Rocha. que o antijesuitismo que se desprende dos textos fundamentais da reforma pombalina 8. Realmente. 1M.). 16. ('*) J. cit. cit. a t é a <recuperaçãou deste direito foi tentada. 1860.e.. H. cit.. (li)A moral que o Iluminismo tem em vista é a moral mundana. 9. Sobre estes ver Larenz. e. tal afirmação 6 de notável modernidade. Correia Teles . . o peso da pmduçáo científica alheia escola ié maior. na verdade. produto de uma insufici4ncia teórica n a explicação dos fenbmenos sociais. e a que não deve recorrer-se nos casos omissos. vai mais alem e acolhe uma interpretação <objectiva» (i. das quais apenas duas ( O Direito. ('9 Compendb Hkstorico do estado da Universiüade de C d m bra no tempo d a invasão dos demominados jesuitas e dos estragos feitos n<rs ciencias e nos professores. depara-se-nos uma sua afirmayão de que %muito errar8 aquele. cit. o que acontecia era. mais modernamente. 22. à parte a escolha positiva do modelo explicativo.3. J. Iltstdria da Univer.. Numa Bpoca em que a interpretaçáo «subjectiva» (i. para outros fins. e publicações dos novos Estatutos por elles fabficados (Lisboa 1'772). pois o Iluminismo cultiva 0 cepticismo) d assunto para a religião. parte f primeira.. que náo se conseguia encontrar. act. Rio de Janeiro 1952. Os estatutos s a o precedidos pela n a m e a ~ á o d e uma comissao ( 8 Junta de Providência Literária) encarregada d e avaliar o estado da Universidade e de propor a B medidas adequadas 6 sua . =I. Além da produção sociologicamente muito relevante das revistas jurídicas.). que n a execuçào das Ordenações e leis antigas atender a o espírito. Estudo sobre o Artigo XVZ do Cdaigo Civil Portuguez. .. ao citarmos. ('$3 As excepçóes serão as obras de Manuel de Almeida e Sousa -o jurlsta aprhtlcou por . J. e. . portanto. por Binding. I& para os fins do século. um texto de Coelho d a Rocha. JoBo TV em 1165. (") Ibid.. ratto reddi potest (que autoriza a abrogação da norma antiquada. p o d p Ser consideradas revistas universitárias.138 A HISTÓHIA DO DIREITO NA HIST6RIA SOCIAL PRATICA DOCMATICA DOS JURISTAS OISCCENTISTAS 139 Este texto faz parte da introdução a uma série de artigos em que o mesmo autor se propõe fazer a histirria dos asistemasr hist6rlcos do direito português.. A Estmtura da Antiga Socbdade Portabguesa (Lisboa lWi). Luis da Cunha Gonçalves. (") Teófilo Braga. (6'} A publicação de novos Estatutos d a Universidade -que vieram substituir os Estatutos Velhos de 1553 (confirmados por Filipe II em 1612 e por D. cit. ("1 Comp&ndBoHbtbri'co.. (lD) use a equidade é um princípio vago ..trad. por Vitorino Magalhães Godinho.. Metodolog h.. outra justificação para os fenósnenos de dominaçáo social efectivamente existentes e sensfveis no seio da sociedade portuguesa. Quem desconhece que um juigador comUniSta ou socialista decidiria as questões de propriedade de modo diverso do que a reputa um direito absoluto do homem?» (Chaves e a s tro. cit. em O Mdtodo Pedagbgico dos Jesuitas. em muitos sentidos o epígono da tradiçao jurídica pré-iluminista.viPidade de Coimbra (Lisboa 18%. 7 . não o é. C0imbra 1@71. aquela que procura investigar a vontade do legislador histórico) era de regra.. A felicidade no outro mundo (supondwse que ele existe. ("1 CompBndio Histdfico. ís') Francisco Rodrigues Lobo.. miada gelo mesmo Senhor para a restauração das ciencias e artes Eiberais nestes Reinos e todos os s e m Dmtnios (Lisboa 1772).. embora com ela concorresse (na eacolha do mito explicativo) a sanha antijesultica d e Pombal.. cit. 13-T4).. Cf.. 18... que procura extrair da norma a solução adequada a actualidade) do genero d a que ir& ser proposta. por isso. e directores que a regiam peius maquinações... Corte na Ardeia e Noitm d s h ~ m 1619. 15. Wach e Kohler. L. Mas. 77. Moral y Sociedud . concebida como disciplina que dirige a acção em vista da felici'dade e do bem-estar neste mundo.. ArangUren. cap. (I8) Todavia.. ('9 Compêndio Histórico . Jo& I Nosso Xahor pela Junta de Providência Literada. pelo menos k m parte. (-1 Estatutos da Universidade de Coimbra compiZados debaizo da imediata e suprana inspecç60 de El-Rei D. sobre 0s quais estavam decalcados os métodos universit8rias do ensino. Moral y Xociedad . sem modificar a sua aplicação conforme a s circunst8ncias e tendencias d a epocha presente>. L. Preluii d i o ~ a IV. AtrAs. cit. q w e a maioribrs comtituta sunt. Tornados necess8irios pela expulsão dos Jesultas (1759) e pela PmSCri~áodos seus métodos pedagógicos (estabelecidos no celebre regulamento pedagógico da Companhia. menos O direito natural. Nos ramos especlal~nados de direito com menor tradição unlversitária. act. como o direito comercial e processual. 1558 ... e a RetAsta de Legislação e J%risprud&cia. de muito perto.

. (""1 Cf. . XV. cit. ("1 Compêndio Kisbarico.. Gomes. (") Estatutos .. e de mmior uso no Direito. . cit. TI. noções sobre cada um dos ofícios do jurisconsulta -aprofessora.mformnladas em Estatzrfos . Pedagogia.. i'i. iII. ao passo que ao direito pátrio é atribulda apenas uma cadeira sintética. cit... m. muito esclarecedora. cit.. 11. (''1 Compêndio Histdrico . por falta de tempo.. a cadeira de História do Direito Civil Romano e Portugu8s (Estatutos. II a V (328a 3%). iii.. (ver &tatutos. L.. rconselheiro~ e sobre a s u a deontologia). outros em advogados. 11. sáo unicamente os proprios. não só pelo que deixa avaliar do ensino universitário anterior. ("1 Estas regras v@. cit. ii.. e bem ordenados. Praga. 93.apaixonado libelo contra a acção escolar ( e náo só) dos Jesuítas. repete-se todavia. com a preocupaç&o de regular a* aos últimos pormenores. . com referência aos principios gerais de direito.em escrivão. 416 a 411.. V I . Verney. e excepções principaes. ( w ) Nesta cadeira começaria por se darem a teoria e a prática da interpretação das leis (lógica geral. o professor nunca chegava a esta parte do programa..agora re'< putada por imprópria das Escolas. I'') Cf. aescritor~.. . por trazerem precisamente as regras.. cit. F.. 117). VI a IX.I. e rematar-se-ia pela aplicação das noçbes antes ministradas A exegese de alguns textos (Estatutos.. IIT... Innsbruck.. !") Comp&ndio RistÓAco . O resultado do trabalho desta comissão 6 o conhecido Comp&ndw XiatdrPco da tTnivm8i'dads da Coimbra t 1770.. porém. ("1 Entatutos . 11. WI) (16gica jurídica. e accomodados para o uso das Lições das Escolas. primeiro que tudo a s definições. 282.. 041 (") Pelo que se cria. por se occuparem quase todos da Jurisprudencia Didactica.. D VI.a (Estatutos. pedindo-se-lhes que procedesseni a sua discussão e simulassem a sua tramitação em juizo. 11. A. . e trazerem muito pouco d a Polemica.. cit.. aadjuntow.. 117. e as divisões das Materias. I X ) . A sua leitura 6. Sobre o sentido político desta escolha já ficou dlto o essencial eles eram.. I. XI.Estatutos ... ('9 A situação está beM descrita por Teófilo Braga. outro em juiz... sep.335 e 384).. ('9 Compêndio Histórico . Paulo Mer@a.. E a t é o recurso e a marcha do processo na segunda instância estavam previstos. «O Ensino do Direito». 11. Compendios breves. ("I) Estatutos . II. I. ( 9 A instruçáo da Prática do Direito foi ate.) ("1 O s Estatutos. cit. 11. J.. cit. por não misturarem o Direito certo com o incerto. 172. II. claros. .» (Estatutos. da Rev.... aadvogado~. todavia... com relevo para o silogismo judciPrio... 11. . . II. erigindo um deles . sobre a Reforma Pombalina. cit. elementos de crítica textual do direito rornano. - ("1 Estatutos .. Estatutos . história da jurisprudéncia. só em 181015. Coimbra 1972.. e Compêndio Histórico cit. X .. 169. v01. Ti. A Reforma Pombdilaa da Universidade (nótula comemorativa).. 9 . rí. que a Jurisprudência Prática sòmente se pdde aprender no foro com o uso. VI. que constituem a Theorica da mesma Prática. Ultimamente. Um pouco incongruente. I a ITI. Todavia. e sublimes.. m. li1... 11. com a criaçãn da cadeira d e Forma Judicial. ( W ) E8tatutos . ajuizú. redigindo cacusações» e <petições iniciais~.. que mais se ajustam à s Regras da Boa Dialectlca: Passando-se logo aos primeiros princípios.. 276.. mas também pelas indicações que d& acerca das inflltrações da cultura moderna europeia no pensamento português náo oficial (extra-universitário).140 -4 HISTóRIA DO DIREITO NA HISTBRIA SOCIAL PRATICA DOGhUTICA DOE JURISTAS OITOCFNTISTAS 141 reforma.. cit... e da substancia das doutrinas.. Hastdria cit. 7. 175.. e mais faceis de se entenderem: E procedendo-se delles para as Conclustks mais particulares. (") a. Estatutos .V . e exerclclo de aplicar as Leis sendo porém necessArio para que os exercicios da Prática possam ser úteis.. í. principal bibliografia). mas tambhm façam nellas o tyrocinio dessa mesma Pratica: se observar4 ao dito respeito o seguinte . e preceitos gerws mais simplices.Vi.. lbgica e hermenèutica jui-ídicas. I. E.. por se entender vulgarmente. II..1. cit. em Jurisconsultos Portugueses do Século XIX.. erelatom.. o direito romano continua a ocupar o prlmsiro lugar no plano de estudos (quatro cadeiras). 343%). Ors quaes. Viena e poucas mais).. Verdadeiro Método de Estudar.. e por isso mals complicadas. e de intelligencia mais difficultosa~ (Estatutos. 20..IV. formadas d a combinação de maior numero de ideas.. . e para que a s experiencias do Foro possam ser proveitasas: que os Juristas antes de sahirem das Aulas aprendam não só as Regras. s e deu cumprimento aos Estatutos: cf. 3 i . Vi (1072). (76) O direito natural náo era ainda ensinado senão em muito poucas Universidades d a Europa (Friburgo. (rn) Cf.. IX..II a V. Port. VI. por se comporem unicamente do succo... 111. 111. o catecismo da visão burguesa do úireito. 1 a iiI.. passar-se-ia ao capitulo da aplicação do direito (Estatutos. dão exemplos concretos do que se desejava que fosse feito neste domínio: seriam apresentados aos alunos casos hipotéticos ou reais. (75) Estatutos . logo no primeiro ano do curso jurídico. (=) Estatutos .. cit...

.de Montesquieu: e. cit. 1797. Prefácio. Mayer-Maiy. 214... os costumes.. naqueles países com quem tinhamos mais relaçaes culturais (Espanha.. ( m ) Esta.. Sobre as ideias filosóficas de Martini. (61) Aires Barbosa.Direitos. J. 276). ou sucesso memorável. por mats que t ~ a b o l h u s s m por todo o dito tenapo nas ~ e f e r i d a sLições AnaZyticns... o lugar.. o caracter. Guilherme Moreira. 1. Institrtiomen Ju. Tradução portuguesa de Jose Tavares I. c Particular (17#). l M ) .22). e trazerem muito pouco da Polemica: por não misturarem o Direito certo com o incerto. A . sobre a mesma Legislaçáo positiva. Dozumentos da Reforma Pombalina.» (Estatutos . c<Explorará com muita diligencia a s verdadeiras fontes. mas antes dizer: Pessimai> e outras de igual pormenor. (Compe'ndio Hbtdrico . e do maior uso no Direito. e excepções principaes.142 A IIISTCiRIA DO DIREITO N A IIISTõRIA SOCIAL P R 6 T I C h DOG1IATICh' DOS: J r R I B T A S OITOCENTISTLS 143 Assim.. e. o Resumo Enciclopédico de definições e princípios gerajs da sciencia juridka (Ooimbra. e bem ordenados... decerto. ('@I Sobre a dependência do direito em relação Bs circunstgncias concretas em que decorre a vida d e uma certa comunidade h& textos tão expressivos como os seguintes (influenciados. por darem os principias mais unidos.. sobre este ou outros tópicos. e motivos que teve o Legislador.Aveiro 1960'). Reclatskenntnis snd Gesetsesft~at (Salzburg 19691.. o sentiào d a doutrina dominante acerca do errar izcris. e C~npitcllas auuàsas% (cit. embora haja outras obras do mesmo tipo um pouco posteriores... clt. 76 e 76. 70-71. 1847. i (O" Manuel de Almeida e Sousa (Lobão). publicados por M. atribuindo a este uma relev$ncia que ele não tinha...15-11.%irnus a. na pagina 49 faz a Aristoteles o elogio V b subtillis.. i Espanha. Lopes de Almeida. algumas Leh. de M.ris CPziiTb L~dtami(17B9)... iIi. Nas restantes T7nlversidades d s I t d i a 66 foi iniciado mais tarde (Bolonha. e os que mais aproveitam aos ouvintes.) . o ensino d a história do direito sb se fazia ainda em Pavia (desde 1763). driedioclrs Bthlcca [ a de Arist6'teles) náo se deve con. e sobre os costumes: e a s alteraçries que nelles fizeram a Civilidade. 'fs') Compendio Hist6rico . As relações entre a cognoscibilidade do direito e a relevãncia do e í r o r turis estáo impressivamente expostas por Th. por trazerem precisamente a s Regras. 1873). c") rn.. Coelho d a Rocha. 57-59. para mais facilmente aprenderem os Principias de Direito.... a Histeria. cit. sentir. e accomodaòos para o uso das Liç8es das Escolas. ver Cabral de Moncada. jB. I. I. que Elles podem tirar das Escola8 Juridicas. pois. aSubs1dios para a Hist6ria d a Filosofia do Direito em Portugaih. i .. 1% e srgs. e Lomhardo-Veneto. s6 foi introduzido em 1873. e formarem o bom Systema de toda a Jurisprudencia. V a I X . Sí) o Digesto contém. 11.6.0. quanto . ou a SuperstlçEto. por s e ocuparem quase todos na Jurisprudencia Didactica.. são unicamente os prbprios. he necessario averiguarem-se a s causas. e o tempo da Lei.tuto% cit. . O s Descobrimentos e a Problemática Cultural do Século XVI (Coimbra. Itália e França). e origens de cada huma das ditas Di~pos~ções. . Fac... Colmbra 193'1. ( B 3 ) e. O s quaes por se comporem unicamente do succo. [O" Paulo Merêa. cit. daquelles que ate podem causar revoluções ncs Estados. seguem-se as P~elecçõesde Direito Pdtr?o Pitbllco. E observara também o que pôde a neligiao. pelos mcndos do s8culo XM. ConapGndPo Histórico . (*I) Carta a 9 Francisco de Lemos d e L7 de Novembro de .. e da substancia das Doutrinas. Se foi o clima do Paiz. ãtodos os Lentes juntos..mo. claros. uma td vulgarizaçfto e dlfusáo do conheclrnento do dirdto que permitiu alterar. Tratado sobre na Erecuçóes. os Estudos. e a forma do Governo d a 'Naçáo. Foi. 11. em BOI. e a s . de Francisco Coelho de Sousa e 5. nem podia legitimamente ter. 20. Turim. K O Ensino do Direito*. XIV (1937-1%38). 184. e com huma connexão mais perceptivel . Mr. cit. que influi0 que elles. e as Artes Liberaem (Estatutos. 1867). 1772. E h Documentos da Reforma Pombalinu.. cit. 210. ou se foi algum facto historico.... como se diz no C m p ê n & i o Aistdrico. Antimovia. numa situação de direita confuso e geralmente desconhecido como era a anterior. segundo diz o pr5prio Justiniano.. qual he a fonte donde estas manáram. nenhuma coisa fariam mais. a impressiva e autorizada afntese de Ver. 1510 OCIO linhas de texto.. em que consiste o maior aproveitamento. Lisboa 1947....Vi. 237. IB0) par xílti.. cit.. em J ~ ~ s c m s z c l t o s Portugueses cio SSBczdo XIX.exemplares (ainda hoje) Instituições de D i ~ e i t a Civil Portugt&s (1&44). Paio. (-1 Sendo certo que nunca se passava dos prirneiros títulos das lastitactm ou do digesto. cit.. Florença. cit. 16 e segs. 234. pelas ideias osocioiogicas~-ousamos dizer. ou o Fanatismo. S. de (") Por exemplo. para náo seguir os puros dictames d a Razho Natural: e faz-se muito precioso indagar-se a ocasiao. (9 Documentos da R e f o ~ m a PombrUim. d a Silva Dias. as I%stite~Zçóes de Direito Civil Português (1W7). que expor tão sd?nente. no termo desta evolução. e Indagar&. (") cDever5o puis os Professores ensinar tão sómente a Jurisprudencia por Compendios breves. 167-168.9 Isi) Documentos da R e f o m a Pontbdina. VI. (') CTomp&nd?OHistdrZco. o genio. [*) A primeira e mais famosa e a obra de Pascoal Jo& de Melo Frefre.

Tratado sobre a s Eccecuções. u m a traduçáo de parte do TraW des Oòligatioles. 49). 532). 452).. pa- rece deverem-se entender d a qu. O príncipe dos jurisconsultos portugueaes~ (A. ou da teoria d a interpretação das leis de Domat dadas & estampa por Correia Teles. pode s e r consultado n a m e m a c d c c t h e a . Les Origines Doctriftades dz6 Cede C v l F r a n ç a k (Paris 1. que.. A.64. (Iw) Ver supra. e m BoE. ficou a s e r a primeira obra expressamente decli7 8 ) que Cada 9. admitirido tranquilairieiite a sua inaplicaçáo ... que mandavam aplicar o vivicombúrio (V. ao que parece.Cf.. de ele ser.) obriS gavam os professores das cadeiras sintiiticas B elaboraç8o dos respectivos comp&ndios. port.. .. os tormentos. dust. que em toda a parte hoje os bons Principes ab-rogam publicando outras leis. cit. estas Ordenaçiies. cit. Todavia o advérbio cruelmmts parece ali escrito em vez de atrozmente . . cit. ('"1 Os E ~ t ( c t ~ t 0Pom. .baZinos (ii.w (loc. em Revista de LegOslação e Ju+aSP-. o qual não sb t r a g a a s definiç6es mais claras... ibid. t a F o m a t i o n .. e dellas s e v& sempre passando. Hespanha e 3. ~ e c u n d o . um admirador de Vinnius famoso jurisconsulto francês do scculo XVILI). 155. J. a s penas que jt5 não direi atrozes mas cruéis. cujo sistema respondia a necessidades prementes. 101 ( i @ . e com uma tal deducçáo.. ele reconhece que e necesskria uma profunda reforma destas leis e.. existem a s de Francisco de Coelho Sousa e S 'Paio (Prelacções de Direito Pátrio Priblko e Particular. VI. q u e sElo havidos como provas verdadeiras e legitimas.. por M. trad.. . e que não dependem das outras para poderem bem entender-se..a (olnstitutioones Izbris CriminaE. . cit..imo loco. com a s o l u ç ~ ocasuistica. 3 . a um tempo. a s multas pecunigrias inventadas para locupletar o fisco. todavia. Já o Compêndio HistSrico do Estado d a Uniuersidade d e Coimbra ( 1 1 T Z ) afirmava que c<he necessario que o Direito se ensine por hum Compendio completo. as provas serniplenas e os indícios.m de n8o estarem em uso.1 passo O dos estatutos em que s e torna obrigatdria a elaboração de comNndios 15 TI.9 esb dispositio. 67). .. 1 7 ) : a.e intwpretação audazes e contorcidus. 4W. a b universalibus ad . m a s todas estas materias s e achem nele dispostas pela ordem mais n a t u r f .. e sublimes.is pátrias o s contos de bruxas e feiticeiras. '3. e um sucessor de Pufendorf. (") (Eis a deacriçgo do nossa direito penal Peita prjr Pascoal de Melu: e. Arnaud [Les Origines DoctrMiales du Code C v l Fralz~ak[Pa& ii lW)] 188: .-J. g. Coimbra 1793). singuladu perpetuo progreditur (Petrus Rarnus.. A s razões podem ser postas em dúvida e a importância de Heinnecius provkm antes. Silva Abranches. n a Europa.) et (Im) Sobre os vários modelos sistem8ticos em uso nos séculos XVii e X W I . Impressas.isn. Formosinho Sanches. Q. yuae secarnda.. s6 o com. alguns Ientes elaboraram ellçbes> próprias. de Rothier.. a s mutilaçaes de membros. a sua interpretaçso preceitos das Ovde~rtçõas v. teve m a enorme importância por todo o lado.. polic. (O) '* iifetkod~li. cit. yobre tudo nos delitos que chamam previiegiados . . A. quae %atura v i m a sulzt.. cit. 4 8 ) . A Biblioteca do Advogado.péndio de Direito PBtrlo chegou a ser daborado e aprovado.909). D . V.144 A HISTORIA DO DIREITO NA HIBTÕRIA SOCIAL PRATICA DDGIVIATICA DOS JURISTAS OITOCE!?TTISTAB 145 (") Sobre Johann Gottlieb Heinecke (Heihecio) escreve A. 15. Paulo M e s a . à sua notável claridade..a [ni... a sua incornpar8vel fecundidade. e bem ordenado.. pelo facto de ele fazer escassa alusão B praxe alemã ( O Ensino do Direito. aproximando-se um tanto desta Ultima ideia. em l'&OB. com que essas leis são humanizadas e acomodadas ao presente estado de coisas2 ( l o c . aRegras p a r a a Interpretação dos Contratos.. a primeira em a@ndice ao C o m m e n t a ~ nCritico.. 1 & ' .. Braga d a Cruz. 05 ('O') Que se pmocupavam. de quem emreveu uma biografia e levou a cabo várias edições.. como por degraos.-3.. clt. sobretudo. ed. Mdo. GIasson atribui esta voga à s u a latinidade elegante. 167. e desconfiavam sobremaneira d a f o m u l a ç á o de detlniçdes e regras gerais. a1é. e exactas. tA Revista d a LegislaçSo e Jurisprud@nciaz-.122-123." 9)..etc. I O a segunda como publicação autónoma. justifica a popularidade de Heinécio. história do nosso direito. e os principias de todas a s materias. e G.. 139. SBo intorpreta~õesdeste tipo aquelas a que ele recorre p a r a excluir a aplicação chocante de muitos dos nossos textos legais de então. ita deinceps (Petrus Ramus. Viiley. Mzn. l%) ('Od) P o r exemplo. (Im) Manuel de Alrneida e Souse (Lobáol. Textos d e Ektd&a do Direito Portugu&s. que entre ellas occupem sempre o primeiro lugar a s mais simples.. (lW) Pascoal de escreveu tamD6m o CompBndio d a cadeira de História do DIreito PQtrio (Histopia Iílris Mviais Lu&tmi. (lu) e. ii . ou parecem tàcitamente a b r o g a r . 1 e 2. M.. 1 e segs.. com o estudo oclinico~dos casos jurídicos. tarnbkm são confirmados pelas le. ('O1) Coelho d a Rocha. prefkcio. e apesar de v&rias recomendações posteriores neste sentido. Instituiçõ es. n. a s divísfies necessárias.. (IM) Sobre este ponto ver Juristas Portugueses do S6culo XIX. p?. Arnand..eima do corpo ap6s a morta . Todavia. Lisboa 1815. o jurista gerniânico cuja obra mais se propagou nos paises românicos. cit. 231.. V. (Coirnbra 1872). 334. Entretanto.. p a r a as mais complicadas. 12.

. votada à elaboração de um cõdigo legislativo que substituísse as Ordenações Filipinas. I. deve preferir-se o dos Livros Authenticos do Direito .""168. as classiiicava e Ihes dava . Dedica a sua vida ao ensino universitário. Nele. mas anda parte do direito piibiico e o direito processual ( c f . pelo Parla- .. através dela s e encontrou o secwamum gen1t. contém apenas o primeiro objecto do direito. ajudado por um tio padre. Seguindo seus irmãos n a carreira das letras. vida e morts dos direitos subjectivos. Mia. o ponto de partida &. n015 . pois nela conseguia abarcar não s6 o direito civil. a curiosa representação gráfica no final de Qus he o Codiyo CivQ dt. contratuais. veio para Coimbra. ao contr8rio do que aconteceu em R a n ç a . A Teoria Geral da Relação Jurldica. Lisboa 1822). inicia os seus estudos. depois de algumas interrupç k s . abastado lavrador. Ver mais dadas biográficos em Francisco José Veloso. onde s e matriculou na Faculdade de Leis e sete anos mais tarde s e doutorou.inicia a carreira docente como oposltor e ordena-se . 6 el. desenvolvimento e significados dogm&tico e ideol6gico d a ateoria geral d a relação jurldica. num título final. embora fugazmente. ('''1 Estatutos. E r a a partir do modo de ser destes elementos que o direito a s encarava. que lhe trouxeram grande fama.. o direito das Pessoas. na parte RI do cdireito de propriedade> e. em Bol. e também a ExplácaçGo da Arvore que Representa o Projecto d o Código CivfJ Portugaez. lnstitic&ões. reais) teriam.. ("#) E s t a ateoria geral* . onde advoga (182'8-1.. logo.. Restaurada a Carta. Mim. época. e Demonstrntavo. 1841) e de u m a das cadeiras de direito civil. cit. onde rege a cadeira de Histbria do Direito (na regência da qual publica o apreciado ErzSaio sobre a História do GoVt~noe da LegialaçQo de Portugal. em 1738.engenhoso. o facto jurídico. que respeitam As Coisas e Acções~. 133. e posto que contenham muitos.. passando. Seu Bentido e Limites (Coimbra 18. Cabra1 de Mancada. T m M m o W i g o Civil de 1867 obedece a uma sistematizaçáo diferente.. Just. A sua tradução portuguesa esW publicada no Bol. J w t . grande reviravolta política que coincidiu com a queda do marquês de Pombal. que go. 11. Sobre esta sistematização.eita deputado substituto A s Cortes de 18201. ("') Coelho d a Rocha.em B19. Tendo resistido incõlume 9. i")A tradução do livro i encontra-se no Bol. Regeu várias cadeiras.a do livro TV. filho de rnn oficial do Exkrcito. certos elementos necessários-os sujeitos.. desde deputado da Ordem de Malta e da Bula d a Cruzada. Porque ainda que ellas não sejam ordenadas pelo methodo maia conveniente. por todos. na parte N d a o f e n s a dos direitos e a sua reparação. n a parte II. pref8cio B tradução portuguesa das *Znstitutiones luris Gri&alis>."" 163 e 164. apresenta uma sisternatizaç80 baseada no nascimento. W õ e s de Direito C h i l [Coimbra 1954). Todavia... dos diversos sectores do direito público e. cit. o que diz mais da seriedade dos títulos . Pascoal de Me10 coleccionou benesses reats. pelo que se pode afirmar que ela representa o c o r o m e n t o de toda a obra sistematizadora.1b5 (196).Institutiones lu+ CiviEis. de resto. Tinha então 19 anos. prefácio do livro 11."6 e 1M. criada em 1772. por asslm dizer. e grandes defeitos: Com tudo como sáo a s uaicas. sucessórias. 5. Jwt.efeitos. o objecto. provocado a sua nomeação para a Junta do INOVO Código. formalizadora e. ver. volta à Faculdade. pela licenciatura em Leis (1817). sem embargo das grandes ventagens dos refsridos Methodos Natural. i n.zam de força de lei nos casos. 417). (lm) *Este livrinho que ordenámos para beneficio d e todos vbs. 118. em 1793. até membro do Conselho G e r d do Santo Oficio.NTIÇTILS 147 <Estas Lições Elementares serão sempre dadas pelas Instituições do Direito Civil do Imperador Justiniano. a do livro 111.à qual s e chegou por sucessivas abstracçaes a partir dos negbcios jurídicos concretosconsiste na elaboração de uma versa0 extremamente formalizada d e qualquer relação humana para efeitos de direito. do ponto de vista do direito. .146 A HIST6RIA DO DIREITO NA HISSóRIA SOCIAL PRATICA DOGMASICA DOS JURISTAS 0ITOCE. ("'1 O sistema triparti'do não foi adoptado n a nossa codificação. do que dos dotes de doutor. nos livros seguintes expôr-se-áo os outros dols direitos. 456 e 461.708). d a organlzaçào judlclfiria e penal. Sobre a origem. VIII. 281. em que p6de o Direito Civil Romano ainda tella nestm Reinos.. uma Mografia jurídica do indivfduo: n a parte I trata-se da acapacidade civil*. com o aeu què de . I"') Nele t r a t a da teoria das fontes do direito. nos n. aí elaborou os iprojectos> de direito ptiblico e de direito criminal. (Im) Cf. Doutora-se em 1818... que vem a terminar. a de Direito P&trio. Liberal convicto. e m virtude d a restauração absolutista é obrigado a s a i r d a Universidade e a exilar-se n a sua terra natal...s de todas a s relaçoes jurldicas.. Orlando de Carvalho.» (Estatutos. ahstractizante da pandectlstica. ("O) Pascoal de Melo nasceu em Ansião.834). d a «aquisição dos direitos».. 151 e 162. Todas a s relaçdes d a vida quotidiana (relações familiares. ellas são a s que se devem sempre explicar nas Escolas . VIU.. Institeciçóes. já Vicente Ferrer Cardoso d a Costa. finalmente. Min. no seu Projecto de Código Citil (1822). As suas lições o r a s j& tinham. a tltulo de lente substituto.acad&ieos da. a empresa não foi a v m t e em virtude de profundas divergénciari no seio da Junta. filho de lavradores modestos. dos deveres e direitos dos cidadãos. Foi n a regência desta cadeira que publicou a s suas Institutiones l u r i s Ciziili (17B). entre as quais. isto 6. 3653M). (Estatutos. c. 170 e 171.. ( I a u ) Coelho da Rocha nasceu em Covelas (Arouca).

~Joaquirn José Caetano Pereira e 90usa».. s&o a N k t & lurc Civilis Lusitani (3788) e a s Institutiones Iuris Crinuimalis ( L : ed. Fac. ondtmdo todas as opiniões de jure constituendo. m 1840. C o r r d a Teles. Esboço de Uma Histdria da Faculdade d e B r e i t o da Cownbra. eni Jilriutas Portugueses do i9éculo X I X .. ( 1 2 3 ) Editadas pela primeira vez em' 1844 (oito edições ate 191. Outras obras suas. Obra de grande Prestígio.7. m r I . ver os d l s c ~ r s o s Braga d a Cruz. Dir. ed.7). tendo sido já abrangido pela reforma de Ponmbal. a Int~odwãoBibliográfica à HfstBria do Di7&0. Bobre Coelho da Rocha. em Bal. Digesto Portuyuez ou Tratadoa mreitos e Dbrig&çães accomocà&O ds Leis e Costumes da Nação Portuguesa para Semar d a Subsidio ao Novo Codigo Civil. vem para Lisboa... Pereira e Souua era naturaksta e p e t a . clt. separata do BoE.. (i*) Sobre o valor desta obra ver Manuel de Andrade. que Paulo Mer&a considera justamente uma cobra aprec a v e l r [ e m Egboço de Urna Histdria da Faculdade de. Sobre a sua vida.matriculou-se em Leis na Universidade de Cdrnbra. assim. 18 e se@. (I=) Um dos melhores 6 0 de L z Teixeira. Fac. 1797-1800. onde advogará na Casa d a Suplicação. cansado e doente. uDiscurso no Centenhrio da Morte de Manuel AntGnio Coelho d a Rocha>. 1794. 1795. Paulo Mefia. XXVZ (*21) Q c~mpêndiode . Morreu em 1. cit.. nunca se afastou da terrinha onde tinha a banca. . Trib. etc. Ver notas anteriores. filho de um farmacéutico e oriundo de uma família burguesa com tradiçdes escolares. sUCs. pelo qual 6 geralmente conhecido. w. i'") (a3) 432-438. nesta colect8nea. um e Outro afirmam nos respectivos prefácios que exporão apenas o 4413 cmstiturn. sues. ( m ) bP. [*I) Ver Introduçõa Bibliog~iEficaà H@tbria do Direito Port ~ g & s . morrendo em 18501. portanto.. e que ele prbprio estampava no rosto das suas obras.819. eds. J. junto de urn causídico afamado. Frequentou a Universidade. 1789-1793. são substituidas por este. As suas publicações constarn de cerca de 10Oí)O p8. a patrocinar os Crúzios numa demanda famosa. foi várias vezes reeditada (1. incluida nesta colectânea. 461. (''9 Manuel de Almeida e Souua nasceu em Vouzela em 1744. tamhem muito famosas. que entao é adoptado como compêndio de todas a s cadeiras de dlreito civil e. Brito a m a r a de e Manuel de Aadrade na sess80 solene comemorativa do cente=&rio d a sua morte. (Ib) E. Sobre a sua vida e obra J. três tomos e um suplemento. 1$53). Salvo uma curta estada em Coimbra. .. atb I) -. Bacharel eni 1776 e doutor em 1777. pelo que ao seu nome se veio juntar o toponímico alobáo*. da cadeira da Histõria do Direito. (ln) Manuel Borges carneiro. *Manuel de Almeida e Sousa. Morreu. DMda'to de Coimõra. at8 (!!!). Pjnto Loureiro. em 1817. 1794-1795.0 do Cbdigo Civil. publicados no Bol.. p) J. (1s) Ver. (Ix) Pereira e Sousa nasceu eni Ijsboa (17516). Direito Civil e Portugal (Lisboa 1826-18401). considerado E um dos maiores vultos da ciência jurídica do seeu10 m. 1841. onde s e formou em caaones em 1762. testemunhos do entusiasmo dos juristas prhticos por este tipo de obras em W.Eni 186. cujo objecto passa a ser o comentário dos artigos 1O ao 138. 199 e 463. . publicado em i 1895. etc. H.. Ver nota anterior. (Coimbra 1 . antes. em Juriscmtmltos Po~tugueseado Século XXX. cf. são aprovadas como compendio em 1853. adiante.Pascoal de Melo foi utilizado no ensino desde 1774. da reforma pombalina Ao começar a sua carreira de advogado instalou-se m Lobáo. PRATICA DOGMATICA DOS JUBISTAS QITOCEN'~ISTM 149 Ver texto citado na nota anterior. embora s6 tenha sido aprovado como compèndio oficial em 1805. nas faldas do Caramulo. aí casou e constituiu uma patriarcd família. Alãm de juristist8. Pinto Loureiro. (1952).. 1849. Fac.ginaa impressas. cit. Dir.mente ( n a legislatura de 183$). 1796. com o tournant exegético do ensino do direito civil provocado pela publicação do cbdlgff. ar. 1853 a& 1. eds.

ria verdade. o que está por detrás delas)-. no outro) um enforjur destr tipo 6 levado a cabo menos frequentemente: ou porque se considera que o valor do discurso ( a sua <verdade») não depende de uma organização formal rigorosa.tiêndiu f M ~ 6 r i cdo Es&u~ulo Uni~ u da versidade dc Coimbra. que. Ou. 1772. de análise estilística e de rucjolinguí~tjca ou de sociol~ogia da literatiira (embora cçta ultima tenha andado. se esta leitura perguntar por uni asentido. e c ) d porsível ligar esla estrutura às condições criadas por uma certa prãtica discursivn. . conio o dizem. Exige. apanha-se iim «banho de estilo> (ou iim +hanho de palavrus~).o sentido. que se diga o que nele se s a i fazer. o seu interesse seria milito dimjniito se rião se supuses3e que: Forma e valores nos Estatutos Pombalinos da Universidade (1772) Um ensaio desprctetisio~o n j o rncrcce uma gi. c o disciirso cie~itiSico.ESTATL'TOS PO~XBALINOSDA UNIVERSIDADE (1772) 151 escondido na espessura do texto e não o sentido manifes~odas coisas ditas. tornando o discurso impermeável a certas delas. mas não há quem lhe fique indiferente ou quem não o note.? na análise eyiietcn~olfgica das ci2n. talvez ainda niais. 1772) ( I ) . têm d e ser objecto de lima segunda leitura que a3 interrogue na sua pripria espessura de eiiuriciados liriguisticos e n5o co~rio meros suportes de algo que está para além delas .cias Irlinanas). ate. até. h ) Essa regiilaridsde p r o ~ k r n do operar de uma certa esfruara diseursiva qiie filtra as atitudes linguísticas posaivels. faz o efeito de duche escocês. para n6s -habituados ao usilên. r. patética. E taml61n não soa muito excentricamente aos ouvidos do ~~gistcin610go~ crijus processos faz de parte o levantamento do sistema Iúgico-fortnal dos textos cieiiiífjcos e para qupm não é um problema estranho o da ligação . e Estatutos & Z:aiiiersi&. num extrcrno. até agora. cio..de de Coimbra. A ideia condutora das linhas que seguem surgiu do choque que sempre me causa a leitura do3 textos fundamentais da reforma pumbaliiia (Cun~p. ma'. pois pal. neutra) para merecpr a atenyiio qiie suscita a forma literiria. i I Tudo isto 6 mais ou menos adniitido em relação aos textos piiraniente litcriíricis -fala. todavia. já de si. orgariiza~ãointerna.se. coin o do CompêrirEw IlistGrico . Ao 16-los. mais ligada a o conteúdo do qiia i forma da obra literfirinj. este wr5 o (i) Os cniinciados tncerrain. O U porque a 6ua forma é demasiado chã (apagada.~PS~F: sistema 8s condições concrcras da prática científica.. e deixar pairar. os Iiigares institucionais donde sc mantém o discurso. filosófieo~. as relações aí mantidas no decurso da prática discursiva.gariização dos cursos jiirídicosj. Náo tanto pelo que dizem (que. é de molde a irnpresoionar um hoitiem de hoje. da prática mcial (problema da uconsci6ncia posaivel. Esta erupção do adisciirsox convida a uma sua leitiira dife. pelo menos. alguma reguleridade.w e opacidade chocam não podem ser lidas como etéreas e transparentes. entjo. rlominadora e livremerite.aiide iritroduçáo.). pela forma roturida. rentemente enfocada: as palavras ciijo pe. Yo domínio de r ~ r t o s discursos (ar~iteles que se situam entre o cliccurao IitcrAtio..ta de lima série de prcssiipostos tecíric~se. empenhada. na sua. da prosa anódins e transparente dos nossos dias (em que as palavras se procuram refugiar num Rgrau zero. pelo menos na parte qiie toca a oi. Claro qrie esta abordagem ngo 6 inocente. IIá quem goste e quem se irrite ciirn o estilo dos Estatutos (e. priricipalmerite. de que são elementos deIiriidores o estatuto ucientifico>z e social da quem fala.

ao contribuir para a especiÇícação de certo obj. e. finelmente. I>e todos estes elemeiitris . moral. de reEto. coelho. até. o progresso da análise irá mostrar-rios o contrário: existe um sistema de regras que deEjriem o uso da maiúscula. Todavia. sislema que. d ) Fuiiçãu Iiierarquizadora.eyeitci o11 rle prestígio. pois a contagem das palavras revela uma maiusculaçáo de mais de BO pur cento doo nomes. como mais significativos para os fins em vista.153 A HIST6RIA DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL ESTATUTOS PO. . litrrários c 1íIgico4. aparentemerite dos mais inocentes de todos aqueles que podern contribuir para definir o estilo de urn texto .. confirma.dos elementos ( e ncm de todos) rltir tradicionalmente se entende definirem iiin estilo. a sua b impertinêticia neite miiineiito e o dewjo de pisar caminhos mais conhecidos 1eva1ri. b) Fiinçãa de estruturante sintáctico e métrico. H. maiiisciilação dcis nomes próprioa). apesar disso. ineira imprrssão é a de siiperabundância das palavras maimculadar. a partir deste. procirrei eiicnminhar a análise no sentido rla descoberta do 5istema valrirativo latente no texto e. tilios da E'niversidade í31..escolhi. pm relaçáo ao ohjecto designado. elemento.nir a que limite a aiiálise à investigação de alg~nnas das regras do sistenia de enunciação. análise do texto em funçáo . semânticos e siiiticticoo. Snjya) . tica social da época. c) Fiinpão indi~idualizadora. Sabe-se que o uso da msiúsculn pode desempenhar várias funções no wi~1de um cniinciado.ecto designado. A sua extcnsáo Foi drasticamente limitada. ~uír. para além d e certas regras razoavelmente definidas (emprego de maiíisciils a seguir ao ponto linal ou dois potitol. i dificirldadcs d r realizaçiio d e w projecto. elementos rethricos.a utitizayão das inuiúsculas. E isso já tem sido feito por muitos e bons. O EMPREGO DA MAIVSCULA Examinando de relance a inanclia tipográfica. Criin base liela$. E. sonoros e rítmicos. jiirídico. como acontece quand.marcadamente Formal. quase a o acaso. se nos aproximarmos mais deste aspecto do texto.coja consideração global exigiria iim estiido cuja ocasi50 não é esta. não deixa de definir uma certa estrutura axiológica da rjual 110s patenteia. &tema da enunciayão. etc. en-i funsáo do carácter a r t ~ s a n a ldas técnicas de análise. O passo analisado foi escolhido.nro de todos os sistemns integrados numa estrutura discursiva: iis- tema de formação doi objectos. Comecemos a análise por um dos elementos gráficos. os resiiltadoi não deixam de me parecer significalivoa. elemeiltos muito signiIjcativos para a sua ligação com ri prática discur&-j\~a até. Elementos grAfico4. com a práe. ou seja. Meier apresenta as SPguintes: a) Função de eotruturante visual (cr. na publicidade) .irliiiln que a crítica literária tredicionolmente chama ssnáliçe ~:tilisticaa. a nossa pri. uma outra impressão nos atinge-a de que pouco há de comum entre as rryras qiie hoje ~itilizarnospara estabelmer o uso da maiúscula e a s q u e o texto analisado deixa supor existirem cnt40.a. de rt. o uso da letra grande era largamerite arbitrário. aproximando-a ri. ao traduzir uma atitude - positiva.&fBALINOS D A CXIVERSIUADE (1772) 163 Toduvia.er . embora conteiido certa3 regras de caráct. Superabundância que a a n á l i ~ emais niiúda. Coelho. tio exprimir graficamente as ccsuras einticticaç e: mei rí:cas do discurso . Uma análije rigorosa destc tipo importaria o 1rvuntarnp. sistema de Eoiniaçáo dos conc~itos. identificar [ o que não deixa de ser uma p ~ r i g o s atentação) certas caractericticas da príitica discursiva que o sustenta. a m i w c u l a ~ á or ndjectiz.0 a maiusculaçáo de certos nomes designati~lou de um genero os tran-f arma em nornrs prOprioa f v. n t o parece liaver rnziies pura deixar de aplicar estc mktodo de questionaç50 do testo a cliçcursos como o filosíilico. Mas. sistema de formação das estratégias (-1.apío. nos Esta. l'amos mesmo iiiais lorige: a inipressGu que nos coltic é a de que.

Leis Commuas e Putrks. ciilagão é esigida pela e~struturaç5o sintácticas. I. As palavras e o modo como . duas últimas funções. essa. 303.de lima linguagem em provcito de um estado neotra e inerte da forma ( l i ) . deixar de pojá tenciar a paixáo da própria lingiiagem. como também n a e complexidade do seu ii'tema de formas de tratamento ( 5 ) . No estádio actual do Parttigués. principalmente. Banco . udistintivar [ l e t r a s (humanas).A HIST~RIA DO DIREITO NA HIST6RIA SOCIAL ESTATUTOS F'OMi?ALIP:OS DA UhTIVERSIDADE (1772) 165 e ) Funçáo diitintivn. Decretaes Pontificirri. 33 (').uma f i i n ~ ã o aestruttrrasão visual» (legulejos.dias.grande relaciona-se. 300.. ilccursio.e empenhamenlo do autor e do lritor não pode. companhia. d a d e a grafia retórica.através da maiusculação. A forma adapta-se. Filosofia. abando. toda a estratégia aiscursiva consistia na ordenaçáo da forma i transmissáo do conteúdo. Clossadorcs. A3 lialavras iião se calam p a r a deixar falar a ideia. ou como estrutnrante sintáctico. Jletafysica dos A r d e s . nos quais a pletora das maiúsculas dava um importante c o n t r i b u t ~para o tom efectivo. ori a usam03 para marcar os nonies próprios de pessoas e de lugares. Textos.ições. Professor. Seculo Derinio Sexto. Comentarios. Corpo do Dircito. Elle (Irnerio). tímida. Irnerio.~colada Jurisprudenciu. Aleiato. Regras. Escolios.Votas. O seir leitor. uni disriirw era. que visam simplificar o campo de ob-ervaçáo e reduzi-lo à maiusculação com intuito hierarquizador. S ~ n t e n ~ a s Lei. depois do ponto ( o que. A linguagem do silêncio e d a neutralidadc.um pouco como a antiga magia acreditava n o poder encnntatcírio . toriavia. já não representa uma atitude absolutamente geral. ainda -para alPm do carácter patético da linguagem barroca . ou seja. carreia. Lições. Bartholo. ao estabelecer uma certa indicasão do valor semâiitico de uma eqiiívoca (v.a iratureza polémica dou próprios Estatutos Pombalinos. ficam-nos as seguinte3 palavras maiosciiladas: E.4uIa.documenta. Latinidrlde. em primeiro lugar. não pode deixar de ser tocado pelas permanentes alusões a uma grande polémica subjacente: a polémica que se trava entre dois estilos de vida e de pensameiito qae se defrontam e cujas frentes vão da gramática 2 filosofia. cadu vez mais. Direito Romano. Sroltemos. Ponhamos ainda de parte iirn caço em que a ~itilização maiúscula pode desem. etc. uma língua c n e u t ~ ~ . Seculos.elas se g a f a v a m depunham lias coisas todo O seu peso expressivo. afastenrus 0 5 casos em que a letra grande exerw a s funçóes ciridividualizadera» (nome3 príiprioo. nomeadamente o estabelecido no Acordo Ortogriifico) pouco a s . nando progressivampntc tima sua atávica tendência para a tiierarquizaqái~. g. Quanto s. J'iloso]ia Pcriputeticu. principalmentp. Lingw Grega. ~ L I Use reflectia só numa propericao para o liso muito dilatado da maiiiscula (ainda visível no Acordo Ortográfico). . barroco. Corpo das Leis. piissivelmente. a utilização da Ietra .das fórmulas. I'ar irltimo. a-~alorativa. insulta. instrumental. Não é o silêncio.<. a do portiiguCs clássico e. i n c ~ n r a . toda3 as palavras coja maius. Não era esta. de resto. Estados. muito menos ainda a de a utilizar corno e t r u t u ~ a n t emgtrico). convence. Irnperio Romano. Douior. banco. Cujacio) c. da linguagem. Nações. JurGprudencia C v l ii e Canonica. Leis. 5 análise e procuremos avaliar o contrihuto yue a maiusculação nos pode dar para um levantamento do sistema axiológico latente n o texto dos Estntutos. só virá com os IIOSSOÇ . A s~r~~eraliundância maiúsculas no riosso texto não é da* estranha. Elle (Accursio) . a líneria não se tinha por opalina e aceitava O poder modificador dos rignos . uma reduçáo ' dos caracteres míticos ou sociais . com a s três pririrciras funcÓes: ou a utilizamos como estruturante visual (títulos d e obras. Feitas estas excIueões. 9).da de penhar -conjuntamente com o italico . O discur30 C ~ ~ S S ~ C O neste seriticlu. Hisitoria da Republica c Imperio de ltomu. comprorne~ido. e Lugares (Jurídicos). lurisprudencia. mas auxiliam a ideia numa polifonia apaixonada. o liso corrente (seja qual : for o uso canónico. . Direito. L+ões de Jurisprudenciu Ronzana. O estado de prement. Então esta assumia plenamente a sua funyáo valorativa: adjcctivava sem hipocrisia. só nos nossos dias se praticará iama a u s k c i a ideal do ectilo. maiusculava sem pejo. 302. no entanto. expresca -como vimos . Ecliiainos. mas o pathos da linguagem. clas Escritos.). portanto. Letras (humanas j . Clossa. 61. airida o menos atento e informado. . o português torna-se. D i s s e r ~ q ó ~ s . Companhia) ('I j .

D peso da tradiçao permanece anichado nas srias malhas e molda tanto u rosto do Iuturo como os pro- . os quais nunca aparecem escritos com Ictra pequena: JurisprlLdencia (300. os resultados do seu traballio são +poucas.isiius (301. I. . 14. sempre que isso n5o se revelar muito ousado. Ç). 34. IG. Linguas I. Escritos Juridkos (302. Lingua Latina. ao mesmo tempo. 22). ao longo de todos os estatutos. portanto. I grupo: o prestígio dos saberes teóricos a p a f i a ~naiu~criladil de palavras-chave na t e r m i n o l o ~ a dos . para jh. metodológico) e releva. atotal i g n o r a c i a ~ . Latinidadr (300. Letras (humanas) 1300. +5 apaixonadamente criticada. Antiguidades. 21 e 231. l i ('{'i. texto ambíguo quanlo ao género. 301. Grega e Portugueza (302. a uma atitude conservadora e a iimn ~ s c a I ade valore-s quet aceitando. Histeria. mais detidamente.afralsas inteElig~nciasr>. como veremos. nestas palavras. irá perprtiiar. 121.. Professor 1299. e 303. os nomes de disciplinas ou saberes. Logica. fysica. Para além desta maiusculação dos nomes das disciplinas e dos saberes teórico. ~ i .Vetata. 341 ( " i . /iistorirr ( d a Rmepublica e d o Imperio de Roma) (302. 12diantcmos. 301. Posto isto. em todo o livro 11 dos Estatutos.r. tentemos o agrupamrnto das palavras maiuçculadas em grupos por detrás do5 queis esteja uma mesma tomada de posição asiológica.da concepção racionalista e iluminista do saber) . tcrassissirnos erros*.iandoem que a maiúscula tem.ingua Grega (300. 1 e 9. Esta dualidade explicará certas das suas características internas. Retharica.vo do texto. porém.s desta prática discursira neste momento histórico. k'statutns T I grupo: o prestigio da escola O prestígio do? ~ a b p r e stróricos arrasta consigo o prestígio [Ia escola. e 302. cencerrada no discurso e. o tema da análise consiste em. 22) e Leis ( n a acepgão de leis cirntifica-i) (302. 29). 5 r 201.!pfim.como Regras (301.156 A IIISTÕRIX DO DIREITO N A WIETbRIA GOCiAL ESTATUTOS POMBALIXOS DA UNIVERSIDADE (1772) 167 . destinando-. embora haja muitos locais). Sabe-se com que ênfase se põem em destaque. condiç0t. 23).~urisias.. 19) (9 (j9. porém. o seu corpo docente ou a rua ~ c t i v i d a d e são graladas com letra grande: A d a r (299. Lthica. 281. Rethorim 1302. ondr tais sal-ierrs são cilltivadoa e d i v u l ~ a d o s .atina. . 22. ao nível puramente discursivo. X~tudos Juridicos 1302. Elles (fitatutos). de duas prjticas diçcursivas distintasa prática legi-latira e uma certa prática teórica. Filosofia (300. I. 111 grupo: o prestígio da tradiao eientifica (contestada) De entre a s palavras escritas com letra maiúscula é possí~el agrupar. 33). todas a s palavras que ce relacronam com a escola. e C ~ n o nica (300. 14. portanto. 28. bem caract~rísticas de uma crrta concepcZo do saber iconcr~tarnente. Mesmo no passo aqui analisado. 22). r: lracas luze.e. 341.flfeta/ysica dos Arabes (302.ode ver. 4s~en. Ethica (302. 211.) e Filosofia Peripatetirn (301. ü o r ~ t o ~ e s Pdronos... que as cscolas tradicionais sao «antigas e barbaros». ~ x p r i m ~ ainda este prestígio da teoria m D. etc. 301.Assim. a conotar positivamente o objecto designado. lembremos o carácter diial do texto analisado. isoladas ou conjuntamente. 211. Logica (303. uma maiírscula respeitosa ( I 2 ) nunca deixa de ornar as palavras qiic a s designam (mesmo o pronome pessoal qiie J ~ P S ~ s t ~ referido). o texto continua preso. 301. uma <função hierarquizadora~. g. Aperar disto. 12). Escolas (v. fazer a ligação dessa estrutura axiológica i. Sociedades. Esta6utos. o único-. 28. a exprimir o prestígio d e que este se encontra revestido no sistema valorati. fazer o levantaa mento da estrutura a ~ i o l ó . pela forma. são os seus seguidores tratados de forma muito rude. Jurisprudencia Civil. ao tratar da adjectivaçáo. Antes. toda3 aquelas que designam.s>. 221. pois participa dos estatutos de testo legirlativo e de texto trórico (pedagógico. Mando. Grega e Portugueza. Portador d e uma atitude científica ja enfaticamente inovadora. como teremos oca~jã.rsconcartante irnas muito elucidatira) é já a maiusculação das palavras que designam os elementos daquela tradição científica que. os maJefícios causados a o ensino d o direito peIas escolas jurídicas tradicioiiaie. através deste seu sinal -que n ã o é.

g. até do terrorismo linguística. a função hicrarquizadora da linguagem vai mais longe. conciliações. Situando-se num mesmo campo semântico -i. agora. 241.). Assim. 300. Estatutos (note-se (JLIP são OS derrogados. legadas pela tradiFão. 4. 2 5 ) .+curzo teórico. Textos ( d o Corpus I I L T ~ iS i l i s ) (300.nsívris PP con~iderarmos [I tcxto analisado na .enohrecida pela acção do homem. V grupo: o prestigio da história.tudos 1299. intelligencias. 181. complrmentar do que acahanios de Eocar. 299. 7 ) . lima medida do tcmpo à escala humana (e. 300.científica) neotc momento histórico.eis 1301.. scm difjculdnde3. por detrãs deste conflito de grafia encobrr-se. em tcmpo do abqolutismo polémico (como foi a época pombalina).? (299. e. 30). 3 ) . tenipo (299. decorrente de unja outra yrstica discuriixa. portaiito. ate certo ponto. sua outra rinturwa de texto legislativo.se-ia de~crever. elas designam iim trabalho historicamentc situado. ~ . . Nada aí aparecia que não c n i i b ~ c . Corpo do Direito (Corpus luri. 24). não s90 prestigiados por qiialqrier lisrenteico semântico cspecíalinente apertado em relaçno ao homem e à sita acção. 161. a maiúscula prwtigia a vontade do soberano e a autorjdadp do Estudo: Leis ( i r .. etc. 13) c ~Wando(302. portanto. assim. potencia ainda o efeito que pretendemos tirar: trata-se da disparidade entre o tratamento gráfico das palavras designadoras d o trabalho em si das escolas tradicionais e o daquelas qu8eexprimem as rnaterializações desse trabalho. Mas. E. que recebeu os louros da e que se conserva. 17). 19. 25). E.s \aloragócs. embora. qws. 290. E).158 A HISTc5RIA DO DIREITO NA IIIST6BIA SOCIAL pósitos inovadores qiie o texto veicula. até estes. Elle (Irnerio) (299.. por isso. qiie constituíam o c.. Um aspecto. a o nível da forma: os oiiropéis d a letra grande. como a de um di. -4. 25). Estas a8 €r torrism compi-eí. 8 ) +R/le (Accursio) (301. . se não nte c n p l l o . representam uma época da história humai~ã. imperio (Romano) (299. 1 8 ) . npssa medida. E. e 302. tóes) . 33). por oposiSão a cespiritox) Pelo tuntr$rio. Escolas (Gloaadores e Cornentadorea) (302. Até aqui... . e.corpoo da ciência jurídica da época. e desencanta grafias como Mini (302. Sociedades (302. Clossadores (300. g. . o Poder lisa de todos os meios.. Direito (v. de facto. ~Yaçiic. 3 ) .culo é. rnigmático é o conflito entre a s gralias: Seculo (299. a o nível d o conteúdo. a rrg. que não está senão na epré-histórias dacIuilo que íicoii e que intrressa. N6o arsim as que serãn.es de medida do tempo). 11. O &. 18). 24). e Escolios (resultados do trabalho dos Glosadores) (299. de tal modo andando ligado av homem e a o seu mundo que significa tambfrn a própria vida mundana («sécolo». ti). 23. são simples quadros da ei7oluçiÍo fhiimana ou natural). 2 9 e 300.. 191. dizendo pode parecer estrarespeito R um mmmo objecto (o tempo) nha a diverpgncia dc Uma hipótese de resolução do problrma pode ser a seguinte. esses r ~ s u i t a d o shão-de merecer. C'ommen~rios (resiiltados do trabalho dos Comentadorea] (301. Seculo Decimo Sexto (301.) ] (302. . 22) e idades (299. temos: Doutor ( V. Direito Romano (300. g. ela não sc iitiliza r ~ f e r i d ni histúria geológica ou natural. Quaiito às primeiras são invariavelmente g a f a d a s com minúscula (opiniões. Elles [Estatutos s (derrogados!. que lida corri outras unidad. r45 formas rnaiusculadas repie~ e n t a mmais do que o tcmpo. 550 outras. 6 o tempo liumanizado. 301. 300. Leis Comrnrras e P o ~ r i a s (302.s:. não mereçam *não insultos ( l J ) .4ssim. conserilam u m sùlior nieramente cronolíiCjco. 30). a sua mtrutura discursiva dcixar. Corpo das I. 300. as valoragõps que temos estado a levantar sáo as próprias da prática teórica considerada (pritica jurídico. 271. digressões. não pertrricrrn mais à Iingungeni do d e r . e as ((idades. O que ficou e qiie interessa. apesar de tudo. corno acçno humana Curioso P. Clossa C ~ (v.uir.. Notas. 29).) (302. mas à lingwfien do Poder.. rcveladns.?) (300. o ctempo. a exaltaçáo do homem - - IV grupo: o prestígio do legiskior e do Estado Disoemos acima que o3 Estatutos constitucm um trxto de dupla natureza. como imponente tradição são os resiiItados materiais !e materializados em textos qiiase sagrados) dessa actividadr. os cn~gregadoçoestatiitos dos l e ~ u í t i l. ~ explicasse e se por urna estrutura dirciirsiva deste tipo.

cverdadeirait (303. 6 tdiffusa e amplas (301. tambkm não é certo q u e as ideias gnosioIógicas tenham sido semprp as que esta adjectivação documenta: durante muito t ~ m p o . Note-se que estes qualificativos não são inevitáveis. L ) . a targumentdçáo. cuniforme.160 A HISTóRIA DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL ESTATUTOS PO.. vinham construindo o corpo do direito europeu tinham também uma ideia muito diferente sobre as qualidades e os defeitos da ciência do direito. portanto. o que nau contradiz os dados ezseticiais da niliri- rliridência moderiia 1") ( I í ) . feitos da jurisprudência (ou seja. ociosa. permanece um método válido de construção d o saber (I7). mas a mera probabilidade. comn a s frases Num tmto patético como o qur tcmos estado a analisar. 2). 011 SP usam perífrase^ em que o valor nfcctivo das palavras BP potencia mutuamente ( < a tudo isto acresceo. entendida no sentido de inflexibilidade) e vice-versa. f"') Faz i ~ t o .em p r i m ~ i r alinlia. a fidelidade. 23). é atra\. 8).. (301. Façamo-lo em relação ao as51into principal de texto -a jurispriidência --. Se esta Última se consumia nas estéreis e intermináveis discusoóes do bartolismo tardio e se rrrnatava na compilação e oposição das mais variadas ophiones doctorum ( l e } . 8). a inviolabilidade. Por outro lado. d i e h (302. uma instauração do rigor em todos os domínios do conhecimento.é-s da qualificação que o autor depõe e x p r e ~ a m e n t ~ no discurso a valoraçáo que faz da5 coisas. apenas uma referência a uma grafia inusitada: luzes 1299. ou se utilizam os superlativos (abrevissimas notas>. aarriscadissima emprezas. esse rigor que ia habitando já os conhecimentos . 27). <longa a impertinente. controvertida. 1301. (300. a adjectivaçáo não pode deixar dc srr abundante r enljtica.MB. mediante iim exame semântico dos adjectivos utilizados.o crithrio de validade em muitos ramos do conhecimento não foi a verdade.4LINOS DA UNIVERSIDADE (1772) 161 e da história. <vã.s. 131. menos conctntradas. para ultimo cumulo dos referidos males. A jurisprudência. pela redundância das expr~~sões atraves das qiiaie sr: exprime a afeicão ou deqafeigo que as coizar: merpccm. (301. 31-32). cgenuina.. não faltando também outras formas de quaiifjcação. amuito prejudicial. Assim. desde o &culo XW. Ou se ligam vários adjectivos a qiialificarem uma m e m a coisa ou acção (aantipas e 'barbaras Escolla-9. se passarmos a encarar as atitudes em relação aos saberes em geral..) que a <verdades é bem mais d a tiva ou localizada do que se julga e que. yrlo uco dos adjectivo*. por sua vez. jendo certo q u e as atitudes valoratiras torna. seteccntista (este. perguntados sobre as qualidades e os de. A QUALIFICAÇAO Vejamos agora o qiie se passa no domínio da qualificação. é asolida. 303. M).. 32. acras5issimo~ erros». etc. mas p o d ~ t ~ m b é mirtili~aroiitras formas sintáctica. muitos dos juristas de hoje.). 27). na natureza da prática juridico-científica nacional (que era o prolongamento da vigente em todo o Veio-Dia europeu). k l ) . O emlifnhamento do disciirso marcam. sendo boa. etc. qui$á a áolidez. passemos a referir a estrutura axiológica da quaiificação. tragando. 303. e esta era inseparável da controvérsia e do confronto de opiniões. talvez considerae~em algumas das qualidades de então como defeitos (v. 1 9 ) . em especial.). <arbitraria. infitil.. sendo má. embora por caminhos muito diversos. o primeiro briscava. g. . N l o insistindo mais neste aspecto -que si> vem confirmar aquilo que a maiusculação j i nos revelara -. o qiiadro de valorps através dos q i i a i ~c ~ r t a irealidades são enfocadas. Z). radicado nas condicões da prática cultural da época) e. tdisputável~ (301. E. a atitude valorativa expressa no texto é histórica e dimana. nompadamrnte da adjectivaçáo. assini. «incomparavelmente m a i o r ~ se muito mais funcstosn). e ainda hoje há qiiem suponha (talvez com mais razão do que à primeira vista pode parecer . prejudicial> (302. incerta e totalmente dependente do arbitrio dos Doutore* (301. das a aeu respeito podem ser estendidas aos restantes saberc. em geral. aunica* (302. alongas e impertinentes digressões~. :MO. <pouca$ e fracas IIIZPSS. da ciência do direito). A terminar. údivinatória e cerebrinaa (302. os juristas que. 1. Como se d e . 2. d o específico <universo de pensamento.

Num primeiro passo. . Luls do Monte Carmelo. num compêndio de ortografia da 6poca ( F r . e r a ) .. no meio de hirma tão grande alteração. o arroubo formal p d e veicular outras valoraçóes. P cit. 6 conhecida noutros passos dos Estatutos.ethodo. 56.que acertou com o ivrdadeiro caminliou 1302. embora não apareça neste texto. tudo era mobilidade e dúvida (e. Todavia. I . ela tinha a particularidade de designar aquele que B aprofefisor B. a funçáo distintiva não pode deixar de ser ligada.á em cnutelosa e NOTAS cl) Inicialmente publicado em Vdrtbe. 11. L'A~cMoEogde du Savwir ( P a r i s 1969). em relaçáo a outras palavras do seu contexto sernhntico (lente. Earthes. E remata-se: <depois de se haver tão feliz. rompida a unidade ideológica. ('1 C . nprn no conteíldo. neste caso.. não resta mais do que apIanalla. por vezes. Ensaios de Filologiu Ron%Qnlca. dava a ideia que se consumara o progresso da razão: antes. 179. e. radica-SP a sua ilcpitimidade n o facto de tal escola niio ter tido . . senão o que descobria. esta visúo epifânica que ressalta não só dos adjectivos a t r k citados. d e facto. já 1105 finais do século seguinte.do texto que. como diremos adiante. que se tinham erigido na Europa. A ma &ara ã a história. (302. 4-61. 44 e segs. É. n história consome-se e o saber obtido ganha uma vocação de pcrpetuidwde: a escola (rntenda-se.Nomes. Note-se que. em differentes idades. Esta. e mostra a dita Escola» (302. anos mais tarde. todavia. 347 (197. nos dará uma noticia extasiada c. N e ~ t aaltura: já não será pocsível ler um texto igual a este. aobre este último ponto. caminhou-. a grafia minusculada m. 10-12). o mito da naturali.'dia. Reediçáo fac-similada em 1975. . Compendio de O~tho. Também aqui. agora. Le De@ Zéro de Z%criture [Paris 1953. [Io) Note-se que a palavra professor nâo se limitava a designar o Indivíduo que ensina. fora capaz de faz1. 111. O processo 6 conhecido e não nos demoraremos nele. 167 e segs.pela convulsão romântica.r/rafia. pois ahe a unica Escola. as evidências eram tantas e táo fortes que. em diverras conçtitiiiróes dos Estados.852) 5'04-5053. 7 a 16. ou em ediçáo autdnoma ('Lisboa 1972). e prosperamente desciihcrto esta estrada. 84 (1967). 261.% muito p o r ela. 299. mestre). a neutralidade s e converte. de facto. de facto. por muito expressivas.Formas de Tratamento' n a Língua Portuguesa*. (=) Michel Foucault. nos vários domínios do saber. um tanto ingénua. e caminhar milito por e l l a ~1302. ('E No prbprio texto analisado aparece a grafia letra (dos Textos) (301.-I. advirta-se que. A rematar. e diversidade de costumes das Nações mais modrrna. ( V Trata-se de Estatutos. Lindley Cintra.o». quanto à grafia lugar.é qiic. o primeiro número é o das páginas e o segundo o das linhas..em conta o progresso liisti>rico (<explicar as mesmas Ireis miiitos Seculos depois de haver sido rxtinto o Imperio Romano. v a l ~a pena referir.~moe pelo materialismo histGrico. E. 14). que significam Sciencias. dade . palavra tairibem fundamental na teoria das ciências da epoca e c u j s maiuaculação t feita noutros passos dos Estatutos. nem póde Iiaver. seguilla. se manda grafar com letra grande aos . Nas citações. nem na forma. Harri Meier. de plethrica de enerpia t0rnar-se. Ensaios de FBologèa Rorndnka (Lisboa 1948). abalado . Roquete. (*) Harrl Mder. Lisboa 1767). 49-70. só veio a ser definitivamente comprometido sociolopi. em ideologia. Ia) Note-se. em Brotéria. Agora. Diccionario dos Bynon?/mos da Lingua Portuguesa (Paris 1.162 A HISTORIA DO DIREITO NA HIETÕRIA SOCIAL matemático c físico com os quais se faziam coisas tão Úteis como navegar pelas e i t r d a s c constriiir toda aquela k r i c interminável do instrumentos técnicos de que a Enciclopt.da mundividência b u r p e s a . outro alprim caminho para a boa Jurispriidrncin. (") R.é certo . 1) e <não ha. em qiie se faz a crítica da cicncia jurídica dos primciros plosadorra. 927 e segs.iamente c o m ~ d i d a .eliropeia -que coincidira coni a g ~ s t a ç á oda rnundividéncia burgumapassara e que o cspírito europeu se «esclarec~ra»-ou seja. moderna» (pois <<se ensina A antigan é lente) e que expõe usuas doutrinas como próprias. tSobre '. Luís F. 23-28). e uniformemente> (301. aberta e iluminada a razão. m a também de otiirai exprpsoões .» ( 4 3 7 ) . corrrnte doutrinal) de jurisprudência agora adoptada wrá seguida cinviolável. que a g a n d e crise da consciGncia .2). [J. a uma função hierarquizadora. 19721. tudo se tornara sólido e certo.r lima Icitiira d o real adaptada 3 nova priitica social -. 3ab' . 9 ) .

6.3. (") Pois a valoraçáo resulta também. Obras colectivas e edições de conjunto dos trabalhos de um mesmo autor. pendor anti-humanista que estes saberes. cit. Publica~õesde documentos jurídicos. Bibliografia juridica. 1. Bibliografia geral. 6.2. 4. Obras sobre temas gerats de história do direito português. implicitamente. 6.5. ( l u ) Ver o meu uPrAtjca Social. Tratados e manuais de histdria geral. Luis do Monte Carmelo (Compendio ãe Orthographha. 6. 5. gloss&rios.. Publicaç5es periódicas de interesse jurídico ou histórico-juridico. ("1 Hoje em dia nota-se uma tendência para escrever século com letra pequena. Ideologia e Direito nos 86culos XVEí e X W . (") E o caso de Chaim PereIman e de todos os seguidores d a e t w r i a da argumentaçáo~ ou <nova retõrican. escrever com maiSiscula aos Nomes.2.6. 3. Cat&logos de arquivos e colecç6es documentais. dicion8rios. manuais.2. Manuais de história do direito português. 2. que significam Professores das Sci'enchsw. Colecções d e jurisprudência. ou Discurso. Fontes juridicaa. Diclontlrios de direito.164 A HISTORIA DO DIREITO N A HISSORIA SOCIAL (") Fr. 1. ou os Objectos principaes do Assumpto. ( T z ) Em resumo. 6. Prática Social e Direito nos Seculos XVm e XIXw. náo teremos de estranhar esta evolução.4. 344 e 341442. por natureza. 440 e 441) manda escrever com letra grande inicial <os Vocabulos. 5. de elementos estillsticos aparentemente tão Inocentes como o anteriormente analisado. o que a maiúscula orna e o t x o respeita et B o facto formal da tradição e não o seu conteúdo mate&. Regulamentos corporativos.em Vértice. 5. de que se tracta. Direito local.. repertórios. que significam coisas notaveis em qualquer Materia. 6.1. mesmo F r . Publicações peribdicaa e obras colectivas. Actividades das Cortes e trabalhos parlamentares. 4.1. 4. 6. 437) manda.Se ~atendermos a o s) . tendencia que é mais viva rios cultores d a s cienclas humanas (sociólogos. 3. 0. ( ' j ) Bibliografia sumária de História do Direita Português SUMARIO 1.. por demasiado saturada de uma ideologia hwnanista.1. cujo prestígio k grande entre os epistemologos e metodólogos contempor~neos. a palavra cséculon viesse a ser.cit. 940 e 342. Legfslaç&o geraI. apresentam. nestes dominios.em Vértice. o meu rrdeologia. que se escreveu e xos . Luís do Monte Carmelo (Compendio de Ch-thograf~a.Nomes.7. Obras sint4ticas de histdria juridica. 6. 3.2. 4. (") (3. . e ~ o n o m ~ ~ s t a. Obras de enquadramento histárico geral 3. que significam Obras notaveis escritas. dicion&nios. Enclclupéd'ias e dicionkrios.1. Obras sintéticm de histária geral. manuais.3.2. Obras de referência blbliogrsffca.3.1. abandonada se não representasse um cúmodo instrumento de referência cronológica. E r a a t 8 poSSive1 que. Recolhas de doutrina.

Ensino do direito.. Madeiva -Arquivo BAFIO Histdfico da Madeira (Funchal -~ 0 BDBCI EFDC - ~ l ~ d ei ~ ~ ~ ~ ~ k Pemiten&rüz ã o f m t r ~ ç dos Inetitatos G d m h o l o g h (Lisboa 1957-. AHP -A ~ q ~ i v o Wst6p..3.3.) (Lisboa 1903- 11. Direito internacional público 8. ~ Hkt6dco ~ Bot..1.. Instituições financeiras e direito fiscal. . 8... Direito público.I des é t u d w P'JrtfWais<s de l'Ins(Lisboa titut Françds au F'Wtuflal . 8.t&uim ãas d pões e Impostos (Izlsboa I l .1. InstituiçOes militares.5. 8.) ABA ABP AOUP -Anais áas B i b l d o t s c ~e Arquhos (Lisboa 1915-19i47) 9. 10. 8. AAPH .4..2. 7.4. 7.~ n a i s d a Academia Porticgwesa üa H&tóra'ai (Lisboa 19.. Estrutura politico-jurídica do Estado e direito constitucional. 7..) w da paculd&e de Direito de Coimbra (Coinibra 1914.G e rCon. Arq. ColoniaJ i ~ d ét. 7.6.ico p"tUguês 1916) Y931. Direito comercial. 7.d~ ~ i r ~ ~ ~ g 0 .7 Instiruicfics eclcsifisticnu t! de nsslsIPncin piiblica. Instituições administrativa8 e direito administrativo 7. .) . Rist. . Pensamento jurídico e filosofia do direito.41-.166 A HISTblIIA UO DIREITO h'A HISSÕRIA S O C I 1 L 7.. Direito coIonia1.) 8-111. 8. Processos civil e penal. -Bulletin . Direito privado. Direito internacional privado.7.~ r q u ê v o s do ~ ~ t CuZbzcraE P o r t ~ g u d s f o Paris 1969. Instituições penais e direito penal. 12. Hist. -Boletim do ~ (Lisboa 1950-. Direitos reais. ~ ~ l e t i . Direito de famiiia. Direito sucessório... Insi i tiiiqõzs corpornrivus. SIGLAS Estatuto juridico das pessoas e das classes sociais.. port. Direito económico....5. 7. 7. Arq.2.8. I BMJ -Boletim do l i n k t é d o da Jus%a (Lisboa 1347.I ~ v q u i v o Bibl$ografhPortaolatesa (comde bra 1955. 8..6. CO?. 8.. Direito da8 obrigações....

VnbersitB Gbre de B w J Z e s ) tenta compreender os diversos aspectoa do trabalho do historiador do direito portugués. os sobre o estatuto dos judeus e mouros. A segunda parte da recolha fontea jurídicas . têm de s e iimltar a indicaçdes muito gen&ricaSe a uma selecção apertada das esp8cies. . No fim desta primeira parte. fornecendo indicações sobre os arquivos portugueses mais importantes. fasc. C&mõra Quando houver mais do que uma edição. Classe de Letras (. quer os poucos trabalhos Sobre aa instituições jurídicas indígenas. em que são listadas as publicações perlmcas relevantes e a8 obras colectivas sobre história do direito.3 (<direitos reais*). 2 e 3 s%a secçaes de enquadramento geral da fnvestigação histórico-jurídica e. o número de páginas indicado é o d e edição marcada com um '. vol. indicando o lugar onde o foram. Editor John Gilissen. seja das inéditas.Lisboa 19135- . No entanto. -~euista da Universidade de (Coimbra 1912-. . n 75) : -História e M e m d h da Acaderniu Real das Sciencias de Lisboa (Lisboa 18161 6 W ) -Histdria de Portugal.1. seja das j$ publicadas. Esta indicação bibliográfica -adaptação de uma outra reaIlzada para uma publicação internacional ( Introdecctiwn b8Ziogt-aphique & Phistdre du d r d t et d Yethnologle jutiid1gue. A decisão tomada m foi a de náo citar aqui s e s o s cdições mais gerais. deve acrescentar-se que os tftuloa mbre o feudalismo foram incluidos em 71 (aestrutura . poiltico-juridlca do Estado e direito constitucional^). aiem disso.asse de -Memórias C1 Letras da Academb das C @ de Lisboa. procura informá-lo ncerca dos trabalhos disponlveis mais significativos sobre cada um dos sectores da histbria juridica. procura guia-lo na busca das fontes.Revista da Ordem dos Advogados (Lisboa 1941. por vezea com o seu quê de subjectivismo. em S. os sobre a inquisição em 7. nessa medi&..). finalmente.. pelo que al possa Iiaver de arbitr&rio. As secções 1.). que ainda nRo foram sistematicamente reunidas. - . A aecçáo 1 compreende quer a@obras 1 sobre o direito colonial portugues. a secçBo ri.) RR e Bstncdos Boçiuis misto de HLstdrio (Lisboa lBl82-1BZ8i8 BFDL -Redeta do RacukEade de LXreOto d a Universidade de Msboa (Ltsboa 1917-. nO 74) . I. embora algo relevante possa ser tambPm encontrado em 8.I -Rewista de Direito CCoimibra 1945-. Mern6.. dedicada aos instrumentos do trabalho histbrico. Institut de socioZogie.. o hístoriador dispóe do Guia de Bibtiuas grafio RisfóTéca Portuguesa..7 (cdocumentos jurídicos. aí encontrar6 um catUogo bastante completo das obras que publicam fontes documentais. rias e Comunicações (Lisboa 1040) d e Histdna de Portugal (Lis- boa 1963-1Wi1) Portuguesa do -Histdrh d a Expansh Mundo (cf.Congresso . publicado pela Academia Portuguesa da História. Edição monumental (cf. O autor crê que a leitura do plano ser8 suficiente para guiar o leitor na busca do tema desejado. & RaciJdaiZe i RFLUL RLJ -Revãsta de Letrua da Uni- versidade de Lisboa (Lisboa lQCB-. 1.) ..A RISTORIA DO DIREITO N A HISTÕRIA SOCIAL . A secção 4 é consagrada a obras gerais sobre história jurídica. Para notíclas m i exauatlvas. bem como aos trabaihoa que não são facilmente enquadrávels em qualquer das outras secções especialimdas... em que a recolha n&o inclui senão a s publicaç5es mais significativas. MAiOL. O mesmo se diga da subsecção 6..) ROA -. A terceira parte desta indicação bibliográfica compreende a Usta das obras sobre os dhersos sectores da história do direito público e privado..8. Sobretudo para a s fontes histbricas do direito local.apresenta algumas dificuldades se se quiser reduzi-la e umas dezenas de titulos.DicionárM HEPM HMARSL do Mundo Português. I .

Hbàiotheca Lusitana. Jorge César de. Grande Dicioniííio de Literatura Portuguesa e de Critica Liteldrkz. Ana* de Bibliotecas e Arquivos de PortugaZ (Lisboa 1961-. Presentemente.üos d e . Em publicação (Lisboa 1871-. 7. Júlio de AImeida. CatÉdogo muito completo. 3 (1922) 41. 1. 34735.. 5..). Boletim Internacional de Bábliograf4u Luso-B~auiEeQa(Lisboa 1960-. da Universidade de Coimbrq 1914-47).. 91 pp. Politica e Ecclssiastfca Destes Reinos e asas Domhlos (Lisboa T#0). . XXVIX 4782 pp. COSTA. Continuado por Pedro Wenceslau de Brito Aranha (Lisboa I--1923) 22 vols. Hbtorka.BociÉt6s. l3conom~es. 1914-1917: Amis das B4bliotecas e Arauivos..).. SlYA.). tLe Portugal devant l'histoire.2. BFDC. F*m publicação. Estw. ABA. Indicaçõe8 bibliográficas muito cuidadas no fim de cada artigo. L)NP.RES. 110. d o Estudnnte cde H b t d r i a Medie. vol.. 1 1 Bibliografia geral.. Os trabalhos mais importantes são: 18. Esta revista continua oc:raa sérlas com designações diferentes (Anais de Biblwteciis e Arquivos de Portuoal. 2.). . FIGAINIERE. que Compllserrio desde o Tempo da Promulgação da Lei da Graça a t é ao Tempo Presente (Lisboa 1741-1759I*.27. 19. 3. na falta de indicaçko d e autor).. 23. E W l o p W h hso-Brasileira de Cuttura (Lisboa 1963. Em publicaç&o. . Direcção de Serrão ( W boa 1. Nomes anteriores da mesma revista: Arouivo BibJwnrlrfko d a Bi. 108. 316 pp.São de p a n d e utilidade as referencias e as informaçbes de: Dtcbncírio de Histdr4a ole Portugal. Cuidada informação bibliogr&fica.. SERRAQ.s~. A Bibliografia Portugwsa..dioso de histbria medieval (.cbco da Silva (Coimbra 195eO. Existem suplementos e um índice fordenado segundo os nomes e apelldos dos autores. 6 GODI'NHO. Diogo Barbosa. Sibliografia crltica. 1. . Grrs~deE%dclopBdia Portaaytma e Braçilsira (bisboa. í <1920). Cpitica e ChroaoEagba na Qzcal se Gomprehende a Noticia dos Authores Portugueses.IndicaçOes bibliográficas eventuais. 1. Guia de BibZiogmfla ARstóríca Port26p1e. 1. Rhtórèu Breve &i Historiografh Portuguesa (Lisboa 1@62).963-1871) 4 vols. Doutrina e 0%ticn. Emesto. s (1921). Inocencio Francisco.. No que respeita bibliografia histbrica: . 4.MARQUES.:Precioso guia. I (colecções de fontes referentes a várias épocas ou sé. .. do estu. e segundo ofl titulos. ANSEZMO. ExposiçEo Docuncsnta.. Boletim do Wblioteea da Universidarle de Coimbra {Coirnbra LW8. VTLi + 340 pp. Introdução de Guilherme Braga d a Cruz. t a m b h em <Temas d e Histbma do Direitos.). MACHADO. Dicciomlio Biblwgraphico Portuguez. 120 pp. 1~~0-19ap). Nova vtrsáo alargada e enriquecida em publicação ( A Hiatariografia Portscgwsa. Verbo. 828-31.1 5 ~ Ó l e t l mBibEhgrcifico da Baliotecn .bllotsca do Unáversidade de ~ o i r n b k . 203. em Annales.2. Biblioyraphácc Hwtorica Portuguesa ou Catalogo Yethodico dos Auctores Portuguezes Que Tractaram tia Historia Civil.8W~1935e Coimbra 1985-19673 4 vols. vol.cuIos) (Lisboa 19591. Obras de referência blbliogrtLfica. PublicaçLo da Academia Portuguesa da História.2 (Lisboa 19661. publicação.. 16. 1. 6G (39681 205-13. e das Obrccs.1 ~ .. Cevalisatiolas.. Em . Lisboa 1972. . Direcção d e Cochofel. Már~u. Tentativas mais conseguidas de organização de m a blbiiografia geral portuguesa. AplbaveOs a Portugad e ao Brm-iZ. Bibliografia juriãim. informação bibliogr8Iica cuidada. SILVA.0).. . 2%. Publicações peritdicas sobre a bibliografia e organização d e arquivos: Arquvvo d e B~bliagrafiaPartugziesa (Coimbra 1956. Bastante pobre. Em publicação. 3 (19431. Guia. I.)..e não s ó medieval). eHist6ria do Direito. 285-indes. 17.i>al POTtugacesa (Lisboa 1969). António Joaquim. C6dZgo CiviE PortuguQs.. Guia Biblloy~djico ao BicduIWido B b i ilo gráfico de Inocência Fran. esta publlcaç8o encontra-se suspense. e Rio de J a n e l ~ o 1Q35).

f. Band.W .. Biblbbheca L&tana . 1947. 2. 40 m m A . Corpos Que o Compõem e Organdsaçáo (. A~quivo Nacio& da Towe do Tombo.. 34 (19681. P. editado por H. RAU. 25. 22. 1960). s. em Hamdbuch der QueEh und fiteratur der neueren europaischen Privatrechtsgeschichte. 31. 41. Aibert. 2 vols. IntroducEion. 1 h pp. dans Ouide of the diplomatic archives of westara Europe (Penn. (Coimbra 1957). A.. B. por vezes mcorrectas. frequentemente sobre obras de história do direito. O BFDC e a RFDL são bastante ricos em notas bibliográficas. 2. 23. em Hatrdbzwh der Q~belZmwwd Literatur . O Amhivo &a Torre do Tombo. «Arquivos d e portugaK Lisba. Baiiey W. lOa-l. %. 406-201) uma secção de recens6es de trabalhos histórfco-juridicos. 211-74.Die Gesetzgebung der entstehenden Territorialstaaten*.A HISTbRIA W DIREITO NA HISTORIA SOCIAL BIBLIOGRAFIA 173 20. Enciclopddia Luso-Brasileira de CuEtu~a(cf. Roteiro prático (Lisboa 1 ! 2 .1 ~). eportugat. aincunabulos do Arquivo Na6 sepacional da Torre do Tombo. MARQUES. 15 pp. 7-48.rm%n. Trata-se da versão portuguesa dum texto integrado no H w d b u c h der Quellen und Literatur der neuemm mropüischen Privatrechtsgeschichte.em Scientia Iuridica. Btbliographo Juridico Portzlguez (Lisboa 17&1). 216-28 et 6 (1920-11.5 vols. pela sua minúcia e grande rigor.. Obra actualizada com indicações muito bteis sobre a organização dos arquivos mais i'mportantes. HCPLTHOFEIR. AZEXJ3D0. de G. da Cruz. eBúmula Histbrica da História do Direito PortuguBs: de AndrB de Resende a Herculanor. n O 2 ) . Guia do Estebdante de Hlstóna Medieval Portuauosa fcf. Inventvirio dos C6dkes Alcobacenses da BfblPotaca Nacional de Lãsboa. 3 . 32. 1.. S C ~ António Barnabe de. ed. ME?RBA. Fontes e Literat u r a ~ . Luís Fernando de Carvalho. Introdução de A. The principal depositori:es. 201-6. Sua Hktbrla. MArio Alberto Nunes. Indice G e r a dos Documentos Gcmteudos mo Corpo ChrolaoZogbo do R e d Archtva da Torre do Tombo (5kboa 18451. Johannes-Michael. 73 pp. B indispens&vel para o estudo do direito desta @oca. MBrio Alberto Nunes. Ant6nio Joaqulm. FIGELFLTDO. 216 pp. DHP (cf. E'rankreich. ABP. António. e A. BFDC. Zeitsch. Avellno de Jesus da. 9 (1%7). aNotfcias dos Manuscritos Jurídicos do Fundo Geral da Biblioteca Nacional de Llsboa. 37.. Manuel Paulo. ed. H. . . (cf. Coing (2. 360-1. %Arquivos Portugueses. CatAlogos de arquivos e colecçõeri documentais. públicos e privados pode-se utilizar: 26.ii-436-LX. @Legislação e Jurisprudbncia em Portugal nos Séculos XVI a X m . 34. &Die Erforschung der nationaien Rechtsgeschichte in Portugal». H.3 M9-218. DTFFIE. aSibliography of the principal published guides to portuguese archives and librariesw. 222 pp. Coing 1l3and 1. 40. Exposição H b t d r k a do MiniatBrio das Finaqas (. Verbo. 1946.80 Arauivo Hist4rico do Ministhrio das ~ i n ã n ~ a XI-XII.Trabalho que.2. Demétrio Moderno ou O . Le Portugal méd+temanéen a b fin de l'ancien régime (cf. Manuel Paulo. sob a responsabilidade de M. n. SiLJ3EiRT. NSEZMO. e Antbnio Baião. Actas do Colbquio InternadonaZ de Estudos Lwo-Brasileiros (Nashvifie 1953). Mer&a e. 28. naa I). o. F. <Arquivos Portugueses». n. WOLF. Band. durante alguns anos 11944. 25 (1876). no primeiro. SecçSo consagrada aos catálogos de manuscritos e aos guias de cdecç8es de arquivos. @2) M 39. 116-9. 599-602. de Oliveira.. CQ5T.. CARDOSO. 517 s s .Lisboa lBCú). 1519-1842).Lisboa 1952). para verificar a s referencias. ~ D i eLiteratur zum gemeinen und partikularen Recht in Italien. O 30.271-1303. Spaien und Bortugab. Coing (2. YCHOLZ. 272-92. F. A principal fonte deste ensaio de bibliografia jurídica.tambtm em Estzldoa de História do Dirdto (Coimbra 19231. 22247 et 55 (iB59). ~ 21. Antbnio Mesquita de.. N 2 . de Alrneida l?ERNANIXES. P a r a a enumeração dos m i importantes arquivos poras tugueses. Manuel. Bibliografia fundamental sobre os arquivos de Lisboa (sobretudo acerca do Arquivo Nacional da Torre do Tombo 1: S. Prindpios Gerais d a Eliaborrrção de Instrumentos d e Trabalho e m Aq~Qeiolo@ (Arquivos Públicos e Arquivos E'cles&castícos/ (Coimbra 19661. 339-94. vergleichende ~ e c h t s w i s s m c h a f t (1023). Pedm de. rata. 181-8. manteve-se mesmo. posteriormente. Antbnio H. 29. COSTA. d e resto muito marcado pelo hipercriticismo d a epoca em relação aos autores tradicionais 6 Diogo Barbosa Machado. 80 pp. ) . . Em esoeciai a secc. Actas do Col6uub Internacional de Estudos Lecso-Brasale~ros (Nashville . 5 (1918-201.O $30). Virgínia. aeparata (Braga 19%). BFDC. TI. Teilband. 1 Teilband). 27. ao qual se deve recorrer . de Ataíde e M E L 0 (Lisboa 1930-32). Ernst. 96-106. n 131.. COSTA. 33. n.D 1. A B4bldografla Portfbguesa (cf. 24. DIAS.4." 81. URUZ. Xvi.

Os . 60. VI. 61. GUERRA. separata (Lisboa 1935). Catálogo dos Manuscritos da BàbEioteca da Universlàaüe de . 2. Manuscràtos Portugueses asa Referentes a Portugal na Biblioteca Naciomà de Pada (Paris 1969). VLIT + 6&0!pp. 4 0 s ABA. MARQEZS. 311-86.pIomá.. O Arquivo Histórico do Mlnktéráo dos Neg6dos Estrangeiros. 63. SERRAQ Joaquim Veríssimo.961). Arquivo Coimbrão. 48 pp. 53. XI-135 pp. <<Catálogodos Manuscritos de Simancas Respeitantes B HistóTia Portuguesa>. 49. + 69. 113 pp. Cathalogo methodico dos Manuscritos da BablPotkeca Publica Eborense (Lisboa. 3 ' . Conde de. 5 (l964). Municipais Portug86eses. José Branquinho de. 67. Vol.st6rico Colonialu. 235. ROSAFUO. 157. Ethnos. Catálogo dos Reservados da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra ICoimbra 1970). Arquivo (0) eBelra Alta)). 189-2132. 1 (Lisboa 1M8). SAMPAIO. João Martins da Silva. secclo 2. 1 (1936). da Silva REGO. h s i t a n l a Sacra. do Arg. Alberto. 82 11031'). IRJR. O. áorganização dos Serviços do Arquivo Hi. 9 vols. 448. vals. 51. SERRAO. e Maria Fernanda Gomes d a SILVA.' serie. 4â. 48 [1972). 47. RAU. em Estudos Histeicos. TOVAR. XXTV a XXVíI.%fanuscritos do Arquivo da Cava do Caduval Respeitantes ao Brasil (Coimbra 1966-581. António Manuel. 4 vols. 45. Jose Branquinho d e .. Manuscritos dos séculos X V I e XVII. 33. 228-3161. separata (Coimbra 19631. Rkt. Fr. Principal hibliog~afla sobre os arquivos estrangeiros de interesse para a hlstdria portuguesa: 64. Gabriel. I Elvas. 76 (1933). CatáZogo da Colecção de Mbcelâneas d a Biblioteca da Universidade de Coimbra (Coimbra 1967-71). 679-708. Eurico. &Arquivo Nacional d a Torre do Tombo. 89 (1932). 9 (19711. 84 . P. <Inventário Provis&rio do Arquivo d a Cútia Patriarcal de Lisboa». 267 pp. Roteiro dos ATQU~PMS Viana 60 CastaTo. EIBL-B. 464. TOVAR.RV:ALHO.946) 177-284. Principal bibliografla sobre outros arquivos menores: 67.174 A HLSTORIA DO DIREITO N. 65. Su. Francisco Manuel. 350. 549. BBUC. 18508-711. Luís Teixeira.4 HlSTóRIA ECCIAL BIBLIOGRAFIA li5 42.bsfdhs para o Estuào du HLstária Dá. FONSEiOA. Conde de. 59. Catálogo dos da Fazenda da Uttiversidade de 32 Arquivos do Alto Mihho~. 86. Joaquim Verissimo. 54. 11 (1. XIX. Sobre os corpos judiciários e notariais de arquivos ver: 48. Inventário do Cartdrio do Cabido da 86 do Porto e dos Cartórios Anexos (Porto 1936) 11 X4 + 253 pp. Bol. PISSURLEINOAR. %Roteirodo Arquivo Municipal de Coimbrao. 56. XXI-283 pp. 463. 2 (1921). . Martinho da. A r q u h o Coimbrão (1a23-4). PP. Prefácio de A. 9 7 248. e Armando Carneiro da SILVA.tl~aPortzagt~eua ( ~ C o i b r a 1826). P e r g a m i ~ h o sdo Cartório Coiwabra (Coimbra 1880). 11'8-220. e 58. 139-52. 43. c 0 Arquivo do Conselho de Estado. 62. xInvenkArio d e Alguns Manuscritos e Impressos d a Biblioteca Pública e Arquivo Distrital de Braga. PE'REIM. 139 pp. publicados I a XVII.. Roteiro dos Arpecivos d a Indio Portuguesa (BassorB 19551. Panduronga. t. GAMA. Luís de Figueiredo. 17-83. 61-138. HEISPANHA. c<Nanuscritos das Bibliotecas PUbIicas de França Referentes a Portugal». António do. 1 (Lisboa 19611. W. 51-88. 251. 187 pp. BFDC. AZVES. Ensaio d e Um Manual de Heuristica e Arquivoiogia. 44. alCatálogo dos Manuscritos do Arquivo Munlcipd de Coimbra)). AAPH. 9 (1950). Virgínia. 4 (1927).. R N A R A . em Estudos Históricos.GoZmbra (Coimbra 1940-713. t. Conde de. 4 0 s Arquivos do Vaticanoa. A Isalas da Rosa. XVI-753 pp. Jose Gaspar de. publicados. 1 (19608). Guia I (Lisboa 19661. 86 (1964). ACCP. aCatAlogos de Nanuscritos Portugueses ou Relativos a Portugd Existentes no Museu BritBnico. 5 (1924).175. I. separata (Coimbra 1947). Index indicum. «Introdução Bibliográfica à História do Direito e A Etnologia Jurídicas. V I . 31'5 pp. 518. 1% pp. 66. 45'6. Catálogo Resecnaido da Preciosa Co7ecção de Manuscritos da Casa do Cadaval (Lisboa 1915). 52. «Catalogo dos pergamlrihos do Archivo municipal & dvora». Edição da Academta Portuguesa da Wistária.6. 188: separ a t a (Coimbra 19241. CA. Col. '. AL'MECDA. Manuscritos d a Ajuda. 9 (1. CkRVALHO.637. 277. 55. M V A R . DRstrital d e V k e u e o Seu Recheio Dommantnl.Instituto. Joaquim Heliodoro da Cunha. Vila do Conde PLisboa 19761. õ8.

secçãa abre-se por uma indicação (segundo B ordem cronalógica! das hLtbrias gerais portuguesas mais conhecidas: 70. ALMETDA. 303 pp. 8 partes. Epocas de Portugal Económico (Lisboa l D B * . A mais actualizada e equilibrada síntese de história de Portugal. 3CiO pp. Indice Geral dos Apelliàos. Entre as obras susceptíveis de fornecerem um enquadramento básico para a compreensb do conjunto d a sociedade e d a cultura portuguesa (do ponto d e vista histbrico) destacam-se: 86.. Antbni0 Caetano de. .. MACHADO.. Obras de enquadrameuto hietórico geral.. 20 vols. Hist&rig de PoltzcgaE (Coimbra 1922-9). 81. Ekcelente resuma d a hist6rla de Portugal. 19471. FIistdria da ExpansZo Portuguesa no Mundo. (Paris 3-4. Fortunato de. Nesta secçko não se tem em vista se1180 a i n d i c a ç b das obras de síntese mais prestigiadas ou mais facilmente disponíveis. a edição definitiva é a I 7. Coimbra 1946-SBZ). Direcção de Amtbnio BAIAO. bem como uma traduçáo portuguesa 8 (Lisboa 18W-19261 7 vols. CASTRO. Armando. prefaciada e anotada por Torquato 8.Alexandre. em muitos dos sectores (v. 75. Histdrta da Adrninffltra~ão PUblica em Portugal nos sdculos XII a XV (Lisboa1%-19221. Obra colectiva. 9 1 Tratados e manuais de hisMria gemi. IV f 435 pp. adequadas a fornecer um enquadrarnento geral B investigação especializada.o medieval. Existe uma tradução francesa. ( a Última)b E a obra clássica para a época medieval. 89. NO-. 325 pp.eendidos de Provas . HistdPia de PortzLya$ (Porto í92g'). manuais e dicion&rios. história econámica. valor histórico muito desigual.. m )662 + IX pp. 361 pp. Introdução ao Estudo da Economia Portugzcesa ( F i m do S'BcrcZo XVIII a PrimApbos do Séeulo XXIi (Lisboa 19471. 80. E. BOURWN. Henrique da Gama. e Damiáo PERE'S. (7 de texto. ATKiMSClN. 4 vols. Manuel Paulo. António H. de1 Medico. . publicados. João Lúcio de. Ceschichte u m Portugal (Hamburg B 6 5 1 5 vols. O interesse desta obra ultrapassa largamente os limites d a hist6rin d a adm. 6 vols. ). MElREA. 1ndic. h i s t M a soçlal e histdria culturaI) os seus pontos de vista estão hoje muito desactualizados. 269 pp. Tradução francesa de H. compreendendo a história portuguesa ate a o fim d a primeira dinastia.' ediçáo).. Francisco Luis.. O Desenvolvimento do CapitaZisnão e m Portugal no Xdculo XIX (Lisboa 1976). BARROS.' Ceatertário da Fundação d a Nacwaaldade.176 A HISTORIA DO DIREITO N A HIST6RIA SOCZAL 3. AZEiVEDO. um de índices e um suplemento). A Evolução Económica de Portabgai do8 8éctdos XrI a XV (Lisboa 1964-. MARQUE!S. Charles E. + 3. Ediqão Monzcmmtal Conamorativa do 9 8. XI 366 pp. Ernest. Soares. Armando. hoje evidentemente desactualimdo. 73. LiVTlRlWORE.. cujas contribulçães sáo de valor desigual. 71. hoje. (Lisboa 17491. SOUBA. HEEGULANNO. 77... jurídica. Monarquiu Lusitana (Lisboa 196i0-19071). . Hist6rk-x de PortugaZ desde o Começo da Monarquia Portuguesa atd m Fim do Reino de D. g. William Chrlstopher. 10 vols. Manuel Villaverde. Nova ediçáo com algumas alterações: A Rez'olução Indecstriat m P o r h g a l no Século XIX (Lisboa 1871). traduçáo francesa (Paris 1%). E?ncontram-se aqui estudos importantes de história social. Histoire du Portugal (Paris l m ) . Publica em Portugal 76. m 78. Heinrich. Albert-Alaln. 88. Nomes Prbprios e Cousas Notáveb Que s e Compreemiem aoa Treze Tomos da HistdPia Genealógka da C m a Real Portunos S& VoZumas guesa e dos Documentos Comp~. 77 pp. 1'26 pp. Obres sint4tioas de histbria geral. CASTRO. 'Existe um índice onom8stlco e Ideográfico desta obra: AIIIEENO. MAYER. sendo um útil instrumento para toda a história institucional do antigo regime. Bons resumos das instituições jurídico-pdíticas portuguesas. 84. Direcção literkria de Damlão PERES (Barcelos 1938-54). 7 . 72. 8 vols. 82. 2 vols. 2 vols. SCHIFEIR. 87. A histwy of Spain et Portugal (London 19511.").e analltico desta obra. 498 pp. H b t 6 p Gmealdglca d a Gwa Real Portuguesa (1Lisboa 1735-49 . nos diversos períodos da histórra.inistra$i. A new h. nova ed. 85. 4 vols.istory of P o r t u g d (Cambrldge 1947 I. Historia de E instituciones sociaJes y politicas de Espaiia y Portugal durante 10s sigloa V a XIV (Madrid 1925-6). de Oliveira. Afonso III (Lisboa 11846-53. 382 pp. 18'69lL ). H i s t b k d e Portugal (Lisboa 1971-41. administrativa e politica da expanslo portuguesa. CABRAL.. Histoire du P o r l u g d (Parls 19631. 9 vols. bastante desactulizada. História de Portugal. 83. Inrlice Analitko da História da AdministraCão (Lisboa 1939). Hernânl CXDADE e Manuel MDRIAS (Lisboa 1037-8).2. A. 74. Harold Victor..3 vols. (1.

XI 366 pp. jurídica. 82. Eacontram-se aqui estudos Importantes de Nstória social. Nova edição com algumas alteraçdes.O interesse desta obra ultrapassa largamente os limites d a história d a administrzção medieval. . S. 5 vols. nos diversos períodos d a história.2 vols.. Histoire du Portugal (Paris 19W8). Francisco Lufs. bem como uma tradução portuguesa (Lisboa 1897-1926) 7 vols. traduçáo francesa (Paris 1%). Uist6ria de Portugal. Entre a s obras susceptlveis de fornecerem um enquadramento bhsico para a compreensão do conjunto d a sociedade e d a cultura portuguesa (do ponto de vista histórico) destacam-se: 86. de Oliveira. 9 vols. ALMEIDA. Hist6viu da Administração Pzib l k a e m Portugal nos séculos XII a X V (Lisboa 1%-1922). 84.@ Centenário da Fundação d a Nacionalidade. William Christopher.). A Evoluçüo Económica de Portugd doa Béculos X i I a X V (Lisboa N64-. ( a Última). SOUSA. CASTRO. 8 partes.. administrativa e política da expansão portuguesa. Albert-Alain. MAYER. A kistom/ of Spczin. O Desenvolv4mslato do CapitaEQarno e m Portugal fio SBcuEo X I X (Lisboa 1 8 6 .ist6ha da Adminfstração Pública e m Portugal ... e Damião PERE.. NOWEL. 3 vols.. 126 pp. IntrodeLçEo ao Esttulo da Economia Portuguesa (Fim do Béceclo XVIII a Priwiplos do S h u l o XXI (Lisboa 1947). BARRCE. H i s t ó r i a de Portugal (Porto 1920). h 89. 325 pp. Afonso III (Lisboa 1946-53 I . 87. E a obra clássica para a epoca medieval. Hkt6rica de Portuggd (Lisboa 1971-41. SCHIFEIR. I V 435 pp. Alexandre. Coimbra 1946-54i2). e t Porãugd (London 19611. " ) . 8 1 Tratados e manuais de história geral. MEJReA. Epocas de Portugal Econdmico (Idsboa 1929*. Fortunato de. g.. Indice Geral dos Apellidos. António Caetano de. Hernâni .li6 A HISTORIA DO DIREITO NA HISTóRIA SOCIAL BIBLIOGRAFIA 177 S. História de PortugaJ desde o Começo da Monarquia Portuga~esa até ao F i m do Reino de D. ( 1 . António H.S. MACHADO. Obras de enquadramento histórico geral. cujas contribuições são de valor desigual.2.. História de Portugal (Coimbra 1922-9). 4 vols. publicados. (Lisboa 1939). manuai8 e dicionhios. adequadas a fornecer um enquadramento geral g. 07) 88. hoje evidentemente desactualizado. Monarquia h s i t a n a (Lisboa '1'9t30~-19a7.. Geschichte uma Portugd (Harnburg 1836-54). bastante desactualizada. E. 361 pp. (7 de texto. 80. BOURDON. A maia actualizada e equilibrada síntese de história de Portugal. Ediç6o Nonasmental Commoratiwa do 8. . a e d i ç b definitiva é a 7 . W E R C U N O . Armando. 269 pp. A Revolução Indocstrial m PortugaZ n o SBceclo XIX (Lisboa 19rll). Heinrich. A new h i s t o w o j Portugd (Cambridge 1947 I. 81. Obras ~intéticasde histõrla geral. CAERAL. 10 vols.6 vols. CASTRO. Harold Victor. prefaciada e anotada por Torquato S.1947). 20 vols. 79. Direcção d e António EAIAO. Histoire dw Portugal (Paris 1953). valor histórico muito desigual. compreenI) dendo a histdria portuguesa atB ao fim d a primeira dinastia. 488 pp. Nomes Próprios e Cousas Notáveis Que se Cornpreettdem nos Trene Tomos da Histdria Genealógica d a . nova ed.2 vols. Ildstdria da ExpansGo Portuguesa no Mundo. 8 edição). Charles E. Bons resumos das instituições jurídico-políticas portuguesas.4 vols. Historia de las instituciolaes socia2es I . histbria económica. AZBVEW. Ernest. investigação especializada. 382 pp. Tradução francesa de H. índice analítico desta obra. MARQmiS. Armando. Existe uma tradução francesa.. História G e w a l ó g k a da C m a Real Portuguesa ('Lisboa 1735-40 '. LNICRMORE.Casa Real Portuguesa e dos Documentos Gompreendiàos ?aos Seds Volume8 d e Provas . (Paris I8581 662 $ M pp. Manuel Villaverde. + 3. Indice Analftico da H. + 78. Existe um índice onom8stico e idwgr&fico desta obra: &ME2NO. 18W 2 * ) . história social e história cultural) os seus pontos de vista estão hoje muito desactuaIizados. 83. JoBo Lúcio de. em muitos dos sectores (v. politlcas d e Espana y Portugal durante 10s siglos V a XIV (Madrid 1925-6).. X O pp. sendo um Útll instrumento para toda a história institucional do antigo regime. A secção abre-se por uma indicação (segundo a ordem crondbgica) d a s hiistón a s gerais portuguesas mais conhecidas. hoje. de1 Medico. Obra colectiva. Direcçáo literária de Damião P8E'RE. S o a ~ s . Henrique da Gama. um de índices e um suplemento). Ekcelente resumo d a hist6ria de Portugal. (Lisboa 1749). 77 pp. 8 vols.S (Earcelos 1938-54). 30'3 pp. ATKTNSCVV. Nesta secção não se tem e m vista senão a indicação das obras de síntese mais prestigiadas ou mais facilmente disponíveis.. Manuel Paulo.CIEADE e Manuel MORIAS (Lisboa 1937-E).

) . 8 (-69-6&).2.' parte (1820) ~ e m o r i a s dos Socws. 1865 ' 18962-3 '1. Manuais de histõria do direito portugu8s. .. 11'0. d e Ciências Econónzlcas da Faculdade de Direito d e Coimbra. Cole. I I i e N ) (I. Bol. H l s t ó d a do Direito Português (Lisboa 19169 e 1972 * ) . Obras sint8ticas de história jurfdicrt. 2 voIs. Antfinio. dicion&rios. António. S . e Costumes dos Povos. d . Fr. Não compreende a hist6ria jurídica peninsular anterior ã f u n d a ~ a o do reino d e Portugal. 90. 16-380. vArias ediçóes. 1 (19661. MEREA. 92. António Caetano do.178 A HISTÓRIA' DO DIREITO NA HISTóRIA SCCIhL GIBLIOUR2IFIA 179 ao. 1 (1796).. Em publicaçáo. Direcção de Joel SERRA0 (Lisboa 1963-71). 302. ) .l). 97. et? 7 (1882L). 30 pp. . DRASN. Reu. «História d a Cultura Portuguesa. aDADE. 4 vols. SOVERAZ. 9g . Existe uma versão resumida. 313-5'3. Esta obra foi publicada. LIX 392 PP. 268 pp. Século XVII. Academia Real das Scien(5as de Lisboa. I75 (!. há outras edições. IIktdvia do Direito Português.. 1Cb.420 pp. Actas do Colóquio Inte~. até ao Estabelecimento d a Monarquia . Ifitrodução Geográfico-Bociologica à História de Portugal (Lisboa 19'12). . Jorge. .S. Memorias d e Bteratvra portuguesa. 5% pp. 350-85. B A R R 0 . CRUZ. XV-243 pp. 91.: edigáo francesa (Paris 1964). amMembrias 11. VITERBO. 108. SER'GIIO. dada a s u a generalidade. TWaMAiS. 127-437: 7 (1&06). 100. 4. 45-10'8. X I + 271 pp. MERBA. 63-166.. Henrique d a Gama.. Bac. Nuno Espinosa Gomes da. Grande Dtciowirh de Liternturn e de CrStica Liferaria. Michel. Geografia da PeninsuEa Ib&ca (Lisboa S. 11 ( 1 ~ 8 11-74. Resumo das Lições de Hlstdria do Direito Português (Coimbra 1925). 183 pp. manuais. Pascoai Jose de Mello. 1 1 NOGUEIRA. 45-1'09. Geschickte der PhJosophk in Pmtugal. Joaquim de Santa Rosa. Obras em Portugu&s (Lisboa 1924). 142 pp. Ensaio sobre a História (Cojmbra 1841. m-180: 10 (19671. obra clássica para o estudo da cultura portuguesa dos Séculos X'VII e X V m .. 107. 837-74. desde os Primeiros Tempos Conhecidos. DlrecçSo de João José CIOCHOIWL (Lisboa lWi"7. Lothar. 6 (1. Ricardo Raimundo. P a r a além dos manuais de histária do direito portugues h& outros tral~alhoscujo tema. História da Literatura Portuguesa (Porto. Z 11792). 5-60. Marcelo. n. 112. Jose Calvet de. SiLVA. Dictopldmo de Histortu de Portugal IZustrado. inicialmente. Que Habitaram o Terreno Lusitano. Obras sobre temss gerais d e história do direito pomigés. FREIRE. 6. 101 Eneklopédia Lwo-Brasileira de Cultura (Zisboa 1963-.%R). d .. 1-92. 93. . sobre a Forma de Governo. a. 40 ~ 0 1 s . 98. Lições de Cultura e Literutn-a Portuguesa (Coimbra 1953 I.Portuguesa». ria do Direito Pat* (Coimbra 18671. 18 . Elundários das Palavras.. A Memoria V foi publicada mais tarde. AMAR&. RCHCHA. 103. Hhtdlia l u r i s Ctv. 252 pp. 51-65: separata (Qsboa 1960. 1-197. Orientaçãa e Bibliografia Geral». em H M A E S L . MAGALHAE.601-236.. SERGIO.62). G r u d e EncicEoli6dia Portagaesa e B r m l e t a (Lisboa 19356a). LOIPEIS. Oscar. Ein V e r s w h . 95.794). Antologia d o s Economistas Portugueses. 1114. 174 ( 1 9 M ) . <Os Elementos Fundamentais d a Cultura PortugUesaB. úições de Histdria do Direito Portuguêa (Coimbra 19231. PreZecçóes sobre a Histó1. 106. 1863 e 1866) e Jornal de Junsprudêncla ( 1&66)..ncacional de Estudos L w o -Brasileiros (Nashville 14531. das quais uma em tradução portuguesa: BMJ. d o Governo e Leaislacão d e Portuoal . 18Wi9. OACZT~NO. 9 (10%-o). Históma da Admiwistração Pública em Portugal dos s ~ c u i o sXII a X V (cf. Traduçáo portuguesa: Contribuição para <a Hbtória d a FiJosofia Portuguesa (Lisboa lPmM). X X -/. nas revistas O Instituto (anos de 1838. 124 pp. . 30~5pp. ( l 9 6 9 ) . <História do Pensamento Económico em Portugal. Letras do Porto. NotBveis sinteses da história sociopolltica e cultural constituem a introdução de cada período da história literária. 113. não cabe em nenhuma das secções especializadas que se seguem: . Em publicaçáo. Manuel Antonio Coelho da. + 99. Lições de Hbtdriu do Direito Portzcgad68 (Coimbra l19. Manuel Paulo. 61-204. Guilherme Braga da. et Ant6nio José S A W A .tlis Lusitana (Ulissipone 1788).).1. 1 . 679 pp. 1109. 4. 19159 e ) . 2. Termos e Frases Que e m Portugal Antigamente se Usavam e Que Hoje Regularmente se Ignorão (Lisboa 1789-91. Manuel Paulo. MAS.1. 179 (1Q68). Liç6e. 1860. Hernani. I ('Lissabon 1944). Carlos Eduardo.O 74).s ('Coimbra 19691. 4.

( a ) SILVA. 1t8. José Joaquim Ferreira. 115. Suplemento ao val. direito Romano. 5 (1916). Memorias de Zitteratura portuguesa. também em Estudos de História do Direito (Coimbra 1923).~(Lisboa 1W71.g.ugwés." 133). 11.31j ou o repertório da ColZecção de t e g i s . Affonso V. V i I i 4-123 pp. de Jác0m. eEnquadramento Histórico 16 do Código Civil Portugu&s>. Academia Real das Sc&?icias de Lisboa. 4. 128. 130. 16 (1@68j. Manuel Paulo.. 5-34. Droit de Toulouse. ANDRADE. 121. As obras mais importantes sobre o direito romano peninsular e sobre o direito visigutico estâlo Inventariadas em qualquer bom manual de história do direito espanhol (v. CASTRO. 6 (1794).. í O Wemento Arabe no Di. GCYNÇALUCS. BFDC. dos Manuscritos de João Pedro Ribeiro>. separ a t a de BMJ. 214-64. 123. Madrid 1971. eirigida por J. 31anwaZ de hisboria de1 derecho sspc~fiol. Epoca do individualismo filosófico ou critico». Sueiro Gomes». MEREA. 284-343. 120. 2-18. n. 138-60. 6 t . SCHOm. Gillssen. O 110. HMARSL. 539-43. João Pedro. Júlio de. 131. Nuno Espinosa Gomes da. NACL. pp. <. Diclon6rios de direito. S. 1 6 ( 1940). E um dos dicionácios <cl&ssicoss do dlrelto português do s4culo X M . BFDC. SILVA. 557 -0 125. Guilherme Braga da. SI. Gerni. MONTADA. Guilherme Braga da. 45-65. RUC. Johannes-Michaei. B% o (19. e o Influxo Que o Mesmo Teve n a Legislação Portugueza'a. publ. «E1 derecho subsidi$rio en la hist6ria de1 derecho poi. 1-37. Repertóho ds Ordenações do Reyno novamente recopiladas com rn remissoem do8 doutores.44). 2 vols. Joáo da Cunha Neves. 127.177. Institut de Sociologie de 1'UniversitE Libre d e Bruxelles. o de Manuel Mendes de Castro (cf. em Z e i t s . eclesl&stico e judiciário do antigo regime. R (Coimbra 1949). 218-36.) ou na secçáo C/7 (Espaíiaj d a Introduction bibliographique à I'hbtotre du d r d t et 6 l'ethnologie jundique. Manuel Paulo. Ann. Dicclonaréo duddico-Comer& (Lisboa 1839). <Memoria sobre a s Ordenações do Senhor D. António Ribeiro dos. . Manuel Mendes de.e Ruizu. Separata da RPH. n " 1. de que proximamente se derivou o Código Filipi. C. 116. BORGHS. aWteraturgeschichtliche und vergleichende Anmerkungen zur portugiesischen Rechtsprechung irn Ancien R é g i m e ~ (Coimbra 1973). CRUZ. . 30 (1969 j. «Memória sobre o Assunto: 'Qual '4 Seja a Epoca d a introdução do Direito das Decretaes em Portugal. iNuno Esplnosa Gom. 57 (19611.3. 119. Memdrias dos Corre*po&entes. separata (Coimbra 1975). Rec de J. glossários. MArio JÜIio de Almeidn. 9 11825 3. 17 (1873).9-37. VI-516 pp. 11 (1963).444-56. Notas ao Plano do Novo GbdÈgo de direito pziblico de Portugal (Cohbra 18441. Bobre a Recelate E ~ ~ o l u ç ádo Direito P r i ~ a d oPort. 28. 99 (1976). O n. BH"DC.Terminologia jurídica das Ordenações>. em António CRUZ. Luls Cabra1 de. COSTA.g ffeir Rechtsgeschachte. Classe de letras. Luts da Cunha. ( a ) CRUZ. CRTJZ. Manuel Paulo. Affonso I acerca de 1 Uns Decretos Chamados Leis de Fr.es da. VGHEiNA. 1829 '1. com muitas informações sobre o direito anterior.. Alfonso Garcia-Gallo.. Fnc. hlEREA. 42 pp. 14 (1976). 179-83. . 14 (1973)." 166). BBUC.tugues» (Madrid 19711. Guilherme Braga da. rLa formation du droit civil portugais et le Code de Napol&on». $Memória sobre Uma Provisao ou Carta do Senhor D. SCHOZZ.180 A EIIGTORIA DO DIRECTO NA HISTÕRIA SCCIAL 114. 117.RIBEIRO. Jogo Pedro. 7-19. 129. Direito Comum e Boa Razão>. 264 (1877). J.reito Civil Português. BormaçQo Histórica do Moderno Direito Privado PortuguFs e Brasileiro.. 59 pp. <Origens do moderno dlrelto português. F. e com a cnncorÜ2ncia & Lei. KA versá0 portuguesa das Flores de Zes leges. 128. 121-32.316. BFDC. der Savignjl-Stiftun. 119. tambkm em Bul. Versão portuguesa. Pereira e Sousa (cf. MEREA. 1 i . portug. gtce as declarao. José Ferreira.. Os outros são os de A. Algumas Notas sobre o Fuero de1 BapZto e Suas Relaçoes com o Direito Português*. 1 2 . breve Estudo . 126. ( a ) GORDO. h& outras ediçks. SANTOS. administrativo. Esta obra cont'em muitas ioformaçdes sobre os direitos constitucional.em Estudos de Hist6ria do Direito. Fontes próxamas da cwmpllação feliplna ou f%ãice das Ordenwões e Extravagantes. Manuel Augusto Domingues de. da Partida de CasteZcs (Lisboa 1604). sendo a iiltima a de Coimbra 1743) W pp. 9 (1940). .no (Lisboa r792 I*. 150-1:74-21'0-271 pp.A (1955). Abt. RIBEIRO. P a r a o direito anterim. repertbrios. 159. O Instituto. 522-26.-M. CARVALHO. enriquecida com um monuinental aparato bibliogrifico e crítico em RPH. Ferráo (c£. X N (1'938). <Sobre os Compiladores das Ordenaçaes FiZipinas. 122. n 132) e de J. Zapão Antigo e iiodeme (cf. O Direito Sub&iririo Num Comentário ics O r d e n ~ õ e s Manuelinas de Luls Correia (Lisboa 1873 j.

. Publicações periódicas e obras colectiras. 146. 1142. 6.. Beck.).. ). SOUSA.. 49 (1955). Italiea u d .) . C.. 150. 46.. vols. 3 a. ) . Joaquim J..1. <Antologia do Pensamento Juridico Portuguêsu. MEREA. 136. . 5. 3 tomos. Revisto de Direito e de Estudos Bociuis [Coimbra 1945. 69. + 8 A * ~ ~- A muito vasta e importante bibliografia de M. d a Silva. 139.. VI11 4. 16 (~SBOI). Manuel Paulo." 1Ci3). FARIA.) 145. 148. Pereira e. Estudos de Direito Rispânico Medieval (Coimbra 1887). Eventuais indicações histdricas. n. 143. Indicações muito iiteis sobre a antiga terminologia jurídica. Pascoal Jose de Me10 Freire (dos Reis). 25 pp. 82 (1P68). Revista Cientéfaca e Literdria (Coimbra 1869. Diciovtdrio Jurldico da Administruçáo Piiblica (Coimbra '2 1. ~Instituiçóesde Direito Civil». jurisprudencia. . H. sos.e segs. R e ~ i s t ade Jurtsprudêflcia e LegislagBo (Lisboa 1. MERÊA. VITEREO. 5. O Direito. 5. B P D ~9 ( l i ~ ~243-8 4. . doutrina.. 134. P a r a os direitos romano e visigbtico. Dic&onario Elementar Remissivo do Gddigo Civil Portuguez (Lisboa 18691. 31-110. e pratico.8. Pascoal José de Me10 Freire. 166 (1966). 22-58. 1133. Boletim do Minhié~ioda Justiça (Lisboa 1947-. Armin (Die Gesetzgebung der entstehelzden Territorialstaaten.968-. Nesta secção do Boletim do Milaist6rio da Justiça foram publicadas várias obras jurídicas clássicas. Botetim da FacuEàade de Direito de C ~ m b r a (Coimbra 1914-.. BHJ. &Introdução A bibliografia do Doutor Manuel Paulo Meréa». Merêa foi inventariada por: 153. 89. 161 (1966). F r .). Êstudos de Direito Vtsisdti~o (Coimbra 1948). P a r a as fontes comuns a Portugal e a Espanha.30101 6 DD. 2 tonios. (cf. 6. Revêsta Portugacese de História (Coimbra 1914-. ElucuZárno . BMJ. 257 pp. 5. 151.portante deste ultimo jurista. 5-59. 39. 19 (ieBa). FERRAO. A~luariode historia de1 derecho espn%ol (Madrjd 1924-. 187-21%. MZFSA. XXLII 339 pp. 363. n. Jornal du Foro (Lisboa 1957-. 137.. 155 (19668). 1138. Manuel Paulo. B N J . Lcglslação. secç80 C/7 (Espana) da mesma obra. 88-1'68.: 166 (1Q67). P. Sclentia IuPidica [Eraga 1981-. 113. António Ribeiro dos santos.Público de Portugalu.. . München 19781. Pubtioações periódicas de interesse jurídico ou hishirico-jurídico. .um dicciontaí-io juricEico. ~ManuelPaulo. 1 2 (1960). <Das Leis». dos Reis. Hanübuch.). BMJ. 21s. . 25 (1969. Francisco A. alNovo Código de Direito .5.44. Uma outra obra im.. W. 211.%B (1951). Antbnlo Manuel Coelho da Rocha. Holthofer.. Obras colectivas e ediç6es de conjunto dos trabalhos de um mesmo autor. Manuel Paulo. 140~. lb4. RPH. 187 vp. 141. 8671. Fontes juridicas.) . 31: 168 (1967). 149. BMJ. o aZasaio do Cbdigo Criniinaln. recorra-se as secções A/9 e R/7 da Introduction bibliographique . 1% (1949).LXMLXXXIX. cit. Ernst (Die Litwatur xum gem&en und gartikula~enRecht i%ItaZieg Frankrsich. 2 vols. seja em versão integral: Francisco Suarez.. 9 (lY'48). hTovos Estudos de História do Direito (Barcelos 1947)... 8Projecto de Associ8aagão das Classes Laboriosasw. 168 (19671. M W R D A .. LegislagKo geral. so (19e71. ' 152. 5'17 . 31 ( I M ) .153 A IIISTóFIIA DO DIREITO h-A HISTORIA SOCIAL ' 1 3 . Joaquim dc Santa Rosa. fheoretico..1.. A bibliografia das fontes do antigo dIreito portugués tem sido incluída no monumental Handbucla d e r QueEZen und L i t ~ a t der neuerm europliischen PrWatrechtsgesch&chte.1. 21W. 164 (19671. 162 (10671. 5.8.I. separata íicoimhra 19691.865-.. L i Cabra1 de. Estudos de História.. remissiva à s leis compiladm e extravagantes [Lisboa 1825-71. 5 : 165 [lMT).170 (19671. Revista de Legialaçdo e burispruà&nclu (Colmbra 1869-.). RMJ.. 78 (1458). u~ dirigido por Helmut Coing (Verlag C. pode ser encontrado rio BAPIC. AistóTia e Diretto (Esc~itosDispersosl ICoimbra 1967). Band 1. Esboço de h. MEREA. . O Instituto. Correccões no c . Em publicaçSo. I71 [1967).do Direito us (Coimbra 194S-501. )..I.. T.. 89. Mário A. 1. MEREA. Manuel ~ a u l o . e m artigos de Wolf. Silvestre Pinheiro Ferreira. Estudos de Histó* do JXreito (Coimbra 19231. F. 147. eInstituiçòes L direito civil portuguêsi).

.1 5 4 9 ) (Lisboa 1790).(1823-33). do.O 126). sA Versão Portuguesa daç Flores de Eas leyes. 4 vols. Puero Eeal de Afonso X. ~ E U E ~ I R E I H ) .TJ. V I (1818-80.Coimbra 1'796). I r (1550-1605) {Lisboa 1 9 1 ) 371 PP.) e J. 328 pp. R. também. 3 tomos. nos finais do seculo XViiI.1 1 1 1 ~ 9 . cuja utilização s e torna f9cil pela existência de un-i repertório: 167.Portugal. MERÊA. XII + 463 pp. Leis extrauayantes colãegidas e relatadas pelo licmciaão Duarte Nunes de Leáo . 368. Fontes jurídicas gerais e locais. 6 (1. JoSo Pedro. Outras edi.917). Aiiredo. em 1823)... Additamntos s Retoques à synop& Chronologba (Lisboa 1829).r & P~cbMcaçãodo Oódigo nHpb+ao. das quais as mais conhecidas e úteis são: 176. António Gouveia Pinto.. 5 tomos. M. Versão Portwguesa do Briculo XIII (Lisboa 1946). Publicadas desde 16o. 170. 3 Repertório das Ordenações (Palipinas) do Reino de Portugal [Coimbra 1794-5).A HISTóR14 DO D I R E I T O N A ITISTóRiA S. desde Esse Ano até o de 1761 (Coimbra 1619J. V (1808-Aditamentos): <e correcções} (Lisboa 1818).. Livro das L & e Posturas. A. P a r a a legislação mais recente. 343-71: também em Estudos de Nistória do Dtelto (Coimbra 1923). Prefácio de Nuno Espinosa Gomes da Silva [Lisboa 1971) XZV + 510 pp. RUC.. 6 vols. Leges et conwetudines (Oiisipone 1856-68). existe: 1%. Resumo Chrono~o~ico Vdrios Arligus da LegistaçBo Pátma .-M. Ela compreende. A edição mais cbmoda das codLficaçÕes oficiais de legislação dos seculos XV a XVII é a da Collecçdo de Legisla~ãa Antiga e Moderna do Reino d e Portugal. Dhh-ao de Lisboa 11869-68). Rmert6rio das Ordenações do Reino. Manuel (Coimbra 179T). 282-3091. Diario do Governo (até queda do regime constituciorial.4). Manuel Borgea. 177. po&&.Adatantentos) (Lisboa 18DJ 1.. CARNEIRO. I (1603-1750) (Lisboa l N 6 ) . Desde 1914 o Didrio do GOverno esta.1.es Afo?&sinas 1446): i Obras factiitando a consulta e compreensão das Ordeilações Filipinas: 165. Band 2. Gazeta de Lisboa ( 1717. tomos. publicada sob a Bgide d a Universidade de Goimbra. r e s ~ l u ~ a A. Fontes legislativas e consuetudinárias da monarquia portuguesa até ao fim do reinado de D. Gazeta Oficial do Governo (L83. Scholz (Gesetzgsbung 2md nechtqrechung.CCIAL Portugd. (Lisboa 1%18). e.): a segunda diplomas d&~ regulamentares ou indiyiduai$ e a terceira anfincios oficiais. xnI 880 pp. 171...n y ' ~ s ~ ~ o1670-17291. 8 . I d e e ~ h r o n o l o ~ i c o Remdsaho da e Legislação Po~tugice&n..s) e Leis do Reino de Portugal (Coimbra 1?8C-90). 172. dividido eni tr&s séries. (Lisboa 1'669.1820). . Manuel Paulo.9 até 1817 (Lisboa 1818). Neuere Zeit ( 1500-1800). M a p p a Chro~oZogicodas Leis. Manuel Alvares commcntaria ad O r d i ~ t i o a e m regnx Povt~gcalzae l T . Manuel Mendes de. V-kLiLE. PEGAS. 718. assuntos do E.XI 412 pp. Diádo do Governo (1635-39). Colecção do secu1o xv. 45-65.tos) (Lisboa 18~r7). 169.). 2 vols. IV íAditameri. RIBEIRO.2. Afonso V i. 226 FP. . Ordenu~ões(Fi1ipiaa. Indes y eneralia. Afonso I11 (1270): PortugaQaa moleu?nenta historica a saeculo octavo post Christuin usque ad quinturn decirnum iussu Academiae Bcien€h-wn Olkiponensia edita. 1 4 tfm-~as ne Obra imponente de Inforniaçáo.. Ha também colecções aprivadasw de legislação.$ynopsis. Synopsis Chronolog~ca de Subsldêos ainda os mais Raros para a H i s t ó h e Estudo C ~ í f i c od a Legislaçdo p n ~ t w u e s a . Dokcçãci Oficial de Leglsla@o Portuguesa (Lisboa 1821-. PiM'ElNTA.. Dinrio do Governo (1868. Gazeta de Lisboa. de Jhcome Ruim. Band 2. 174. 166. de para Duplemento da . n' 230).. alem de fontes menores. as grandes compilações: Ordenações Pel Reg D. H a n d buch .Coimbra 1792). 178. O r d e n ~ õ e sd'el Rey D. 173. de Leis Extravagantes Postedores a Nova Ccrrnpilaqão das Ordenações do R&o Publicada e m 1603. e mais D i s p o s g ó e ~de m r & t o Portwyuez. CoZleqão ChronologQa. o Sábio. + + + .José Anastácio de. icf. Existe um suplemento desta recolha: João Pedro Ribeiro.ções de fontes anteriores a s 0rdenaçõ.. .. CASTRO.). I1 11750-1806/ (Lisboa 1806): 111 (Aditamentos) (Lisboa 180'7). a primeira publica actos leglslativos oii equiparados (tratados Internacionais.. 83 1100 pp. (cf n.

Da'ririo da Assembleia Naczonaã Constituiate (Lisboa 1911). VI 18P9.. vols. PEGA'S. (Jlemente Jo& dos.. 5 tomos. e Constituintes da NaçQo Portugueza. Ce répertoire sert ausG pour les ouvrages n ' 193 . Diário do Benndo (Lisboa 1911-26). Diario do Congresso (1011-26). Cortes do Rano d e Portugal. (Lisboa + t e s . D. 214. ordinamenti. PTimeiro Anno da Legkslaáura (Lisboa 1821.24 '1. O D á i do Governo (ou a s publicações corresponiro dentes) inclui uma versão abreviada das actas das sessoes parlamentares. Torquato de Sousa. 3 livros em B tomos.A HISTóRIA DO DIREITO N.4 NISTCIRIA SCCIAL Fontes para o estudo das actividades das Cortes d o antigo regime: LEiTAO. 2 SANTAEEM. partitana. Visconde de.). Actan da Cciinara Corgoratiua (Lisboa 1934-1974).536). quae 14 tom. Dario das Sessdes d a AasembIeia da Reptiblica 1976. Diário das Cortes da Naç6o Portugueza. Epocha (2887-19. jurisdictiosa.") das Memorias para a HBstoria. 2 (1943). regni lusitana. aE Ord. ~ orientação de investigação. n t '94). Segunda Legislatura (Lisboa 1822-23)." e 2. (Coimbra 183ü). em geral. Gegundo Awno da Legislatura (Lisboa 1822) 3 tomos. Visconde de.. IV 1 8 E B . E8tatistiCa.3 ) . ao fiavas recop-ilaehnss hispanomm (Olyssipone 1618-30. c .galEiae nùra: 1974). varios fasclculos. XVIII 756 pp. 3885 pp. l e g m . 565-73." Leg$sZaturas da Primeira Epocha Constitucional ( 1 8 2 1 . I . . Recolhas de doiitrina.. Manuel Alvares Solano d o . V . 1826-8. curn cnacordantis artrisque b u h .98).. SAINTOS. DI 1887. (Lisboa 1828 : 19. BiLRBCxSA.. Eiblwgrafia crítica sobre a s «Cor- 213. Alguw Documentos para Servirem de Provas ò f s } ParteisI 1." ( e 8. fndices pormenorizados das actividades e documentação parlamentares. A Investjgação sobre temas de histúria parlamentar está facilitada pela exist&ncia d e obra de referência: e Remissivo dos Trabalhos Paràrsmentares das Côrtes Geraes da N ~ ã Puro tugueza. Clemente José dos.. Manuel. 216. Dornmentns para a Hi-stbrta das Cortes Geraes da Nação Portuguesa.21. Bibliografia d a s publicações das actas das sessões parlamentares: Dfdrio d a s Cortes Geraes e Extraordivzáldas da Nação Portugrcezcs. TVTerceQa Legislatura da Terceira. RPH. SANTOS.IBJI (Lisboa 1883-1801) 8 ~0luMeS.). e Themia das Cortes Geraes que e m Portugaã se CeZsbrarcZo. 1732-. 210.8.. N v i o das Sessões d a Assembleia Nac4onal (Lisboa 1955- As recolhas mais importantes d a doutrina dos séculos XtrI e XVIII são: 218.18B8... 3 toinos.ic:rio das Sessões d a Asaeinblsia Constitacints (Lisboa X975-6). I-18ZR-5. 214. Gommenturia ad Ordinationem regfii Portac.1886. e SANTARRM. ultimis voluntatibus & delictis. I?idc. 3 tomos.s e B w g r a p h h P n r l m B ~ t a r e o Portuguesm (Porto 1887-1892).. SOclREiS. Diáriu da Canzara dos Senho~as Deputados (Lisboa 1821-3. (Ulissipone 1740. 1924%). Syaupssa dos Trabalho8 Porlamentares (1894-1875) (Lisboa 1837-1878). ALBUQUERQUE. M e m l i a s para a HisMràa e Theoria das Cortes Geraes que e m Portugal se Celebrar60 pelos Tres Estadou do Reino. iii-Segunda Legwlatura da Segulada Epocha (1834-1. locupletissinul gnomonologSa enrum rerum. 112 pp..1834-1908). 2x7. Apendice ao Tomo I I .ic:. 11. Joaquim. et ordjne fitdiciario contractibus. en 4 tomos. 6. I1 PrimeQraLegisEatura da S e ga?zda Epochn Co?tstitwioaal 11826-18881. Inventário da Documelztaçiio Existente. vãrias ediçóes as Últimas -1730 *. e Antbnio Alvaro de 'Oliveira NEVES. I existe un Repartorio i 026 Indice Alphabetico d a s Materim Conaprehendidas nos Volumes dos fiarios das Cortes Geraes.i: ge?rsraZts.I. =-A. DMrio das Cortes Geraas. Alem disso. Extraordiniiriu. tendo sido actuslieados). (Lisboa L940 1. VALLE. V I I .6. Indice Atphabetico - - - - . Remisaiones doctorum de officis publicis. 2 partes (Lisboa 1828 '. VIIT . Dicirio da Camaara dos Dignos Pares do Reino (Lisboa) ( 1842-3. cAs Cortes F'ortuguesas~. 1868-1806).1890. 2 vols. 224). os volumes do Púirlo das Sesst5es têm.

189-60. 235." 74). S (cf. Laranjo. LAiNGHA!NS." &O). aLa chancellerie royale por: tugaise iustiu'au milieu du XIIIe siècle». J. I tomo2 Documentos dos Condes Portucalenses e de D..RRDL. RPH. 110111 15 (Lisboa 1940. 407-48. Oáudio Sanchez. MTXtfiA. 233. os manuais univeroit8rios de -direito político> ou de .A HISTCiRIA DO DIREITO NA HIST6RI. Jorge de. Afofflso Henrigues. 80 pp. 2. História da Administração Pi*b#cn em Portugal nos Séculos XII a X V (cf. <Subsídios para a HIstbria das Curtes Medievais Portuguesas.1.. o segundo do período constitucional. EARROS. 234. Documentos M e d l e v a w Portugn~eses(Lisboa 1910-. Marcelo. COELHO.l. CAETANO. XVIII 483 pp 224. Avelino d e Jesus. 82 + PP -. x Apareci~mentoern Portugal O do Conceito de Programa PoIitlcoh. eLiber fidei Sanctae bracarensis ecclesiae.50). + + 231. 227.9 (19671. 14-15 ( 19631. A.2. em História de Portugal.'225-356. xProjecto da Constitulçáo de 1823».& serie. XIEPM. BBDC. ( a ) M ~ N N D A . Manual PoUttco ão C i d d ã o Portuauen (Lisboa 1906). Marcelo. AbBUQUEIFiQUE. Não se citam.8-4 (19701) 591433. 221. a h s ReHncias na Histbria do ~ i r e i t o kihlico E das Ideias ~ o l a i c a sem Portugal). O vol.Documentos Particulares. 133-45. aOrganização Socjal e Administração Públi.1-2 (19'68) 247-340. CAETANO. ou Rrncara Azlgusta.n.ios de E8bado do Antigo Reyim. Manuel . 4. RPH. I?."127). 189-98. Marcelo. A s Gavetas da Torre do Tombo (Lisboa 1960 ). (Lisboa 19341. ISt. Collecção de Lefa e r5ubsidios papa o Estudo do Direito Constituctmal Patztguea (Coimbra 2893-4).43. e 21 (10. PRAGA. WSTA. D. Direlto público. 17 (19641. CAEXLQNO. D. Edição Monumental (cf.Ediç&o critica». . <A Crrlgem da Poder Real e a s Cortes de 16418. 6 (19421. Diplomata et Chortae. 375428. 7. 86-148. . A A P E . I tomo. C A E T A N O . Martim de. 9 vols. Publicações de docunientos furtdicos. A. COSTA. $ 0 (19641. 237. P Avelino Jesus da. Obras d e síntese: do Estado e direito consti- 238. 191-2132. Separata da obra n. WEREq Manuel Paulo. 584 pp.. O Direito d e Brago.* 223. 225. 229.. 5 -65. Manuel Paulo. Portugnliae Nisto?ica. Trindade. <As Cortes de 1?254. MEREA. Marnoco e Sousa. CAZTAINO. 1s (1971). 7. 226. 232. São muito frequentes as obras em que documentos de aplicação do direito são publicados. 228. Ln czdria regia portuguesn.1-2 (1853) a63-300.e. 4. 5 (1961). 1095-1185 (Lisboa l%8). Chefe rlo Estado (Cormbra 19703. Henriqut? d a Gama. Documentos dos Condes Portucalenses e d e D. 11. RFDL. 236.k SOCIAL BIBLIOGRAFIA 191 6. Separata do Dicionario Jwi-kiico de Administracão ~tiblka (d. *O Governo e a Administração Central após a RRstaura~ãoa. Msponíveis. 2. W 145-69. Obras sobre aspectos mais particuIares das instituições constltucionals portuguesas: 250. RPH. I (Olisipone 18671. n. C 512 pp. 271-340. Contem 925 documentos particulares e reais. AIiBUQUERQUE. Lopes Praça. uPortugaJ e a iurkdictio i n t p e f i i ~ . 241. Marcelo. Afonso Henriplces A. BBDC. portanto. 7-38. Marcelo. 222. 877 pp. CA'MPOS. Siglos X I I ?/ XIJI (MLlarid 1920l.. 30s6 Joaquim Lopes.. 2. desde o século IX até 1100. João Francisco Aires de. J o r g e Borges de. 202-20. n. Martim de.7. 244.4.tdlreito constitucitmnla (nomeadamente. MEIREA. MiR-ANDA. 1 pp.).~.ca».Paulo. I ocupa-se do antigo regime. 2 vols. 37-73: tambem em Eatlláos de Dirsito (Colmbra 1957). 303-56. Da Minha Gwveto (os 8ecretdl. 15 (1975). Marcelo Caetano. senão alguns ensaios de realização d e publicações sistem8ticas. 245. os de J. pp. 70 pp. PublicayZo integral de documentos relativos ao ultramar oii A O estran~eiro e resiimida dos relativos a metrópole. a sua indicaçáo exaustiva seria impossivel. Franz-Paul de Almeida. Z4A5. 242. publicados. 516 895 pp .' 1Z7. tA8 Cortes de 1 3 8 5 ~ . Manuel Paulo. MACEiDiO. 445-524. Estrutura politlco-jiiridioa tucional.~ (Lisboa 1fH653. 189-268. 20 (185Q). n ' 74). BMJ.. tam&m. .. O Poder Real e a s Cortes (Coimbra 19231.3-4 (1864) 1M-841. 971 36 r>p. . I l i s t d r i n Breve das Const%tu%ções i Po tzcguesa. 1 (1961)..I. F. 1095-1185 (Lisboa 195í4). Jorge de. i5 (1961-2). eHistSria d a s Institulções de Direito PCiblico. Fundamentns Jurídicos da Monarquia Portuguesax. 1 [ 1873 1. AZBDRINOZ. Conselho de Estado (Coimbra 1'0. 239. Portugaliae Manumenta Historica .

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Toulouss, 11 (1963). 193-216. 453. HERGlJLANQ. Alexandre, a o s Vínculos», em Opúsculos !Li9boa 18791,8, 1-104. 454. mREiA, Manuel Paulo, *Sobre a s Origens de Terçau, Congreaso do M u d o PortuguBs. Yern674ap e ~ o m u a i e ~ õ e s , 1 (Lisboa 19401, 493-506; ou em Est-8 de Direito H @ &nico Meãbwal, I (Goimbra 1953). 55-70,. 456. MWNGADA, Lufs Cabral de, A Rsaewa Hereditária no Direito Peninsular e Português íCuimbra 1916-21). 2 vols.: sobre o mesmo assunto Manuel Paulo Me&a escreveu algumas p&ghas de revisáo d a questão e m BFDC, i9 (1943), 237-43, e BO ('19441, 541-6. 456, 7EL;ES. inoclncio Galvão, «Apontamentos p a r a a Hist6ria do Direito das Suceasdes Portuguésa, RFDL (1981-2),3927s.
8.5. Direito das ohrlgaçóas.

Obras sobre outros temas do direito da familia: 446. OOSTA, Mario Júlio de Almeida, tddopção na História do Direito Portuguès~,R P H , 18 (19i65), 9.5-1331 447. MEREA, Manuel Paulo, <;Notas sobre o Poder Paternal no Direito Hispânico Ocidental durante os ,%culos X i i e XIII (Em, Volta do cap. CCVL do Foro de C u e n c a ) ~ , AFIDE, I 8 (1947), 16-33; ou em Estudos de Direito n i s p â nico Medieval, 2 (Coimbra 1953), 83-112. 448. MEREA, Manuel Paulo, Perfilhação (Achêgas p w a Una Didmtirio Histórico da Llngutc Portuguesa), Revista Portuguesa de FiloBefia, 7 (19%3), 119-27. 449. MO'REINO, Humberto Carlos Baquero, «Subsídios para o Estudo da Adopçáo em Portugal na Idade Media (D. Afonso IV a D. riuarte)%, Revista dos Estudos G e r d s Unioarsitfirios de Maçambique, 5." sbrie, 8 (19EE),

Títulos mais importantes sobre a história do direito das obrigaç6es: 451. COSTA, MBirio Júlio de Almeida, Raizes do Censo Comignatiuo. Para a HistóRa d o C&ito M e d i w a i PortuglcSs (Coimbra 19611, 31D3 pp. 458. MAY'ER. Ernst, Das altspanische ObZigatbmrecht Cn aelrsen Grt+n<lziigm», Zeitschrift fu.r vet-gleichendef Wáaaenschaft. 38-9 ( 9 ) . 1%) 459. MEIR&& ~ & u e l Paulo, <A 'Arra Penitenciai' (Sinal) no Direito Histórico>, em Novos Estudos de Bistdrh do Direito (Barcelos 19371, '51.68; ou em RUO, 19 (I%@), b-19; ou, ainda, em E s t d o s cEe Dbrdto H@&mico Medieval, 1 (Coimbra 1952), 37-53. Gf. sobre o mesnio tema e do mesmo autor BFDC, 31 (19551, 366-71. 460. M?BREA,Manuel Paulo, aA Traditio Cartae e as Documentos Medievais Portugueses)), BFDC, 23 (1947), 3 9 6 4 5 ; ou E82udos & Direito Hkipdnka Meiftsval, 9 (Caimbra 1953), 113-24. 461. MEFtaA, Manuel Paulo, crpIbttilas HisMrieo-Jurídicas. R I P~eferência de Credito Anterior no Nosso mais Antigo Mreito*, BFDO, 81 (I%%), 3717-9. 482. MEREA, Manuel Paulo, $Da Mlnha. Gaveta ( A Margem das O~dennçBes1>.BFDC, 94 (19,581, 1'46-72; estudo sobre v 5 IV, 5, 2 (contrato de compra e venda).

67-90.
450. MOREINO, Humberto Carlos Baquero, aSubçidios para. o Estudo da Legitimaçáo em Portugal d u r m t e a Idade MBdta (D. Afonso m a D. D u a r t e ) ~ Revista dos Estudos , GeraZs Universitários de MoçamMque, 5." grle, ) (1967). 209-37. 8.4. Direito siiceêisório. Principais obras sobre a história das institui.çÕes sucessbrias:

431. CRUZ, Guilherme Braga da, O Lh'reito de Troncalidade e o Regime darldico do Patri.mÓnio Familiar (Braga 1941-7), 2 vols.

210

A HISTORIA DO DIREITO N A HISTÕRIA SOCIAL

463. SILVA, Nuno Espinosa Gomes da, <Breve História da (Sláu-

sula de Continuaçáo d a Sociedade com o Herdeim dos Sãciosx, RFDL, 15 i 1961-S),293-3114. De consultar, ainda, as obras gerais de direito civil, importantes pelas referências ao direito anterior à, codlficação:

464. OARNFXEO, Manuel Borges, W ~ à t oCivil de P o r h g a l (Lisboa 1826-40 I, 1858 *), 4 tomos. 465. ROCHA, Manuel Antbnio Coelho, Imtitu@ões ãe D i ~ e i t o

...

Càvil Português p a r a Uso dos Seus Dhclgulos (Coimbra 1&48),2 tomos. Juntamente com o Digesto ..., de C. Teles (cf. n . ~483), e o Diraito Civil, d,e Borges Carneiro (cf. n," 461), constitui o núcleo das obras clássicas do direito civil oitocentista anterior a codificação. 466. TELLEW, José Homem Corrêa, Digesto Portuguez, ou TTQGtudo dos DLreitos e Obrágaçõeu Giub, Acoommodado Leis e Costumes d a Naçdo Portugueza (Lisboa 1835 l, 1840 '...), 3 tomos. Slntese do direito civil português imediatamente mterior a promulgação do C6digo Civil de 1867.
8.6. Direito comercial.

rente a Mercadores Estrangeiros ( ' ~ c u l o s V e m>, X em Estudos de FIbtória (Lisboa 1968), 131-74. 475. SAihT!BFC&M, Pedro de, #.Tratado Muito irtil e Quotidiano dos ,Seguros e Promessas dos Mercadores. Introdução de Moses Bensabat Amznlako, Economia e Finawas, 26, 2 i'lBS8), 3%-4T6. 476. SOUTO, Alberto, Evolzação Historba: do Geguro (Coimbra 19191,67 pp. 477. ViLEZrLA, Álvaro 'da Costa Machado, Seguro d e Vidas (Esboço Histórico, Económico e JurBdicol (Coimbra 1 9 8 , &0) 17-71.

474.

R A l J , Virgínia, i<Privilegios e Legislação Portuguesa Refe-

8.7. Dlrelto internacional tirivado. a muito diminuta a bibliografia portuguesa sobre este assunto: 478. FERRTDTRA, José de 'Sousa dos Santos, <Memoria Critica acerca da Verdadeira Orlgem e Causa das ConservatBrias Estrangeirasx, em Annaes da Sociedade Jurldica, I n 5. , . O
136-44.

479. RIBEERO, Victor, xPrivilégios de Estrangeiros ein Portugal», em HistOriu e Memárim d a Academia clas Xcdencgas de Lisboa. Nova série, 14 (1022),29-84.

Obras mais significativas:
467. .AJ&ZALAK, Moses Bensabat, TT& prdcurseurs portuguais -Pedro de Santarém et les assurances marétimes ac a XVI" séècle; Freitas et la libarté des mers a u XVII' si8cle; José da Veiga et les opératiana de bourse (Paris S. d.), 1-7 pp. 468. BEIRAO, Veiga, < O Direito Comercial em Portugalo, O Direito, 46 (1IM4), 44, 337. 469. BEIIRAO, Vefga, a 0 Direito Comercial durante a Dinastia Avluense e o Dominio dos Filipesn, O Dh&a, 47 (19'15), 49,w, ia, 227, a89.339. 470. EORGEIS, Jose Ferrdra, m'e'c&onáno Jurídico-CommerciaG (Lisboa 1'8791, VI-516 pp. 471. E'IGUEEREIWS, Fausto, ,<O Contrato Comercial de Dinheiro a Ganho no Antigo Direito Português,, RFDL, 17 (19K4),
243-84. 472. LXSBOA, José da Silva, Princápios de Dirsito Mercantil, e
igI),

Algumas indicações em: VILEljLA. Alvaro Júlio Machado, Tratado Elementar [Te& rico a Prático] de Direito Intwrcackmal Privado (Coimbra 1921-2),2 vols.; m i m e I, 323-6 e 36,b-3, onde s e faz um upanliricfo (1'1 cvoluç2o dzt d o u t i ~ n a~ i ~ r t u g - u i ssolire os a princlptos fundamentais do direito internacional privado

9, P ~ O C ~ S S O e penal civil R

45.1.

473.

Lees d a Marinha Divididos em Oito Tratados Elementares (Lisboa 1801-8 ', 18281, 8 tomos. Tratado revelando o direito anterior a codificaçáo moderna. ~ R E A Manuel Paulo, «Uma Livrança do Ano de 13C17», , BFDC, 14 ((1937-8),481-3.

...

482. 453.
484$

A bibliografia sobre a organlzaçáo judicihria j& foi recolhida noutra secção. As obras seguintes dizem directamente respeito aos direitos prooessuais civil e penal: CAMINHA, Gregorio Martins, Tratado da Forma dos Libel10s; e das Allegaçóes Judicirres C% do Processa do Juizo Secular, & Ecc2esiastic0, Le 60s Contratos, com Buas Glosas (Coimbra 1549.. . Coimbra 1T53 * ) . CASTRO, Mmuel Mendes de. P r d t b a Lwitalua.., (cf. 186). FEFLEEIRA, Manuel Lopes, Protica Criminai, E q e n d i d a nn Formrr d a Praxe Observmda Neste Nosso Reirco.. (WSboa 1730-33 I, Porto 1767 2 * ] 656 pp. mais índices. FIGUEIREDO, Jose AnastAcio de, rMemoria sobre Qual Seja o Verdadelra Sentido da Palavra Façanhas, Que expressamente se Acháo Revogadas em Algumas Leys e

.

A HISTóRIA DO DIREITO NA HIST6RIA SOCIAL

BIB
Cartas de Doaç6es e Confirmações Antigas, em Memor b s de Littemtura Portugueza. .Academia Real das Sciencias de Lisboa, 1 (17921, 61-73. 4 5 m E A , Manuel Paulo, nót tu ias Hfstórico-Jurídicas. DT&, A 'Demanda de Haver Móvel' no Direito Hispanico M e dieval, BFDC, 27 ('19511, 157-64, 336-8. 486, M E R U , Manuel Paulo, <Bosquejo Histbrico do Recurso de 'revista's, B M J , 7 (1H83, 43-72. 487. ,MEERA, Manuel Paulo, <Sobre o Juramento ,Purgatório no Direito RispBnico Medieval,, RDEE!, '7 (1964), 71-81. 488. MEREA, Manuel Paulo, < O Poema do Cid e a História do . R&&a, BBDC, $7 (19611, 87-116; 38 (19621, 23441: ou A Histdt-ia e Direito (Escritos Dispersas), 1 (Coimbra 1967), 75-124. 489. MEREA, Manuel Paulo, «Da Minha Gaveta (sobre o Regime de Prova nas Demandas de Mulher Forçada)», BFDC, 98 (1962) 42-51; ou Rfstdria e Dtreito (E~cliltos LXapersosj, 1 (Colmbra 19671, 151-62. Memo& sobre a Autkoridade dos Assentos 490. RIBEIRO J. P., <k<as Relações (Lisboa 1821), 16 pp. 491, &ILVA, José Veríssirna Alves da, <Sobre a Forma dos Juizos nos Primeiros S'éculos da Monarchia Portugueza%, em Memorfas de LitteraCILra. Academia R a d a s Sciencias el de 'Lisboa, 6 (1794). 5-34. 492. SOUSA, Joaiquim Jose Caetano P e r d r a e, P t d m i r a s Linhas sobre o Processo Criminal (Lisboa 1785 '; 182u"). 8017pp. 493, SOUSA, Joaquim José Caetano Pereira e, Primeiras Dnhm sobre Processa C i d (Lisboa 1.834'), 4 tomos. 494. SOUSA (Lobão), Manuel de Almeida e, Segundas M h a s sobre o Processo Civil, ou antes Addições às Primeiras do Bachard Joaquim Josd Caetano Pereira e Souaa (cf. 492) (Lisboa 1814 I ) , 2 vols. Apresenta, como suplemento, CollecçEo d s Dissertações e Tratados Vários... (Lisboa 1826), VIZ-BS2 pp. 495. . 'S, Jose Homem Correa. Doutrina das Acções, Accommodada ao f i r o d e Portugal (Lisboa 1$19: 1887 3), 2 ton.O

donii'nios UItramarlnos, 1'557-1G4Q8j vo1. VI, 639-7W f o$ ; dominios ultramarinos, 1640:-18T5); vol. VI, 536-60'3 (os doniinios ultramarinos, 1816-1915) ; vol. M (suplemento), 559-78 (os domínios ultramarinos, 1918-19331. 497. MDRIAS, Manuel, HQtóría Breve & Colonizaçdo Portuguesa (Lisboa 1840), V f 151 pp.; versão francesa, Br&e m hgstaáre de ia colonisation portugaise (Lisbome 1941), VIii 157 pp.; Italiana. Storia breve della co2onksaxione portoghese (Llsboa 1941), KUi W1 pp.; alemá, Rwrz gsfmste Geschichte der po.rtug4e&iszhen. Kolon.is&tfon (Llssabon 1942), VíiI 161 pp.; inglesa, Eho~t h h t o r y of portuguese coloni~ation (Usbon L941). V D I 14.1 pp.

+

+

+

+

P a r a o Brasil (alem das obras citadas):
498.

História da Colonàzação Po~twguesado Brasil (Porto 18212 4 ) , 3 vols.

Obras de referência bibliográfica e guias dos arquivos coloniais:
490. EOXEII, Charles R., <Some considerations
500.

m1.
5Cl2.

503.
504.

mos.

10. Direito colonial. Obras de sintese sobre a história da colonhaçáo portuguesa: 496. HOt6via de Portugal. Ediç&o monumental (Barcelos 18.38541, 9 ~ 0 2 s . (cf. n . ~ 74). Sobretudo; vol. DI, 3133-624 (génese e desenvolvimento dos descobrimentos e conquistas dos s6culos XVI e XTti, 1411-1557); vd. V ( 0 s

on the portuguese colonid historiographp, Actas do Colóquào Internaciund de Estudos Lwo-BrasiIeiros [.Nashville 19591, 169-80. GIBSQN, Mary Jane, Portuguese Africa. A gwide to o f f M publfcatiofhs Librarg o/ ths Co?zgress (Washington 1967), XV 217 pp. Arquivo HbtóPico d e Angola. Roteiro Tqpografico dos 0Ódf.ces. Ntícleo Attt'igo da Becretaria-Geral. Neicleo do Gov e m 0 d e Benguelo. Núcleo CsruI (Luanda 1966), 1'83 p p Arquivo Hktórico de Angola. Roteiro Topogr&f%codos Auulaos (Luanda 1969-...j, 3 vols. publ. BABTO, Artur de Magalhges, Catcálogo dos Manuscritos Ultramarinos da Biblioteca Wibliea Municipal do Porto (Lisboa 'D38), &M pp. Documentação Ultranaarina Portugwesa. Publicaç& d o Centro d e Estudos HlstórPcos Ulranlarinos (Lisboa 1960c...I 5 vols. publicados.

+

Documentação existente nos arqulvos portugueses e estrangeiros.

5m. GNES, Ernesto, A Recção UEtramarina da Eibl%oteca Nacional. tnventádos. I - Oódkes do Eatiato Cosselho Ultramarino. Estudo por Mnthilde Hedwig Bitzler. 11- Cddices Vindos de Illoçarnbique por Iniciativa d e Afitónio Enlz6s. I I l - Códices do A r q u i ~ o da Marinha ( L i b o a 19281, XXV 338 pp.

+

RFLUL. Ducumelbtos p a r a a H h t 6 rBa d a s Capitantas d a M a e i r a (Lisboa 1Q308). A functional analysis of the political s y s t m ~ . BOXFXL. em que a s Ordenações . Manuel d e Eterna Memoviu . t<A Teoria da Expansão Portuguesa e o Princfplo das Nacionalidades no Pensamento da Joáo Pinto Ribeiro (Século XVZI). e mais Ordens. b í i . &) No British Museum (cota Addit. 194-277. Documentos relativos à expansko portuguesa no século XV (Coimbra 1960-76).. A) LegbZagEu Antiga f i l . Macao. 527. E. Publicaçáo do Centro de Estudos Históricos Ultramarinos.. Reiner. 341-52. Puhlicaçáo d a Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra.' 224. Boletim da Conselho Ultramarino. <As Raças do Brasil perante a Ordem Teológica. Heliodoro da Cunha. RPH. ~ 4 ) (Lisboa 1867). «O Sistema Português de Política Indígena no Direito Positivo desde 182'0 at4 à Ultima Revisão da Constituição». 0 531. 649 pp. O Benado de Goa. SANTOS. BRAZAO. 176 pp. que s e Expediram p a r a a India desde o Eatabeleclmento Destas Co+bguistm. Charles. Obras sobre temas de hjstbria do direito e das Lnstituições: ALBUQLERQUE. 53Q. 6 (19571. Cf. 524. 110-48. . Século XVZ (Lisboa 1964-5). VELOZO. x 1 ' pp. $ (1840). C. <The 'prazos' da Coroa*. 29 a 61. Archivo Portuguex Oriental (!Nova Goa 1&5.l%B). da Silva. 523. Charles E. 07 519. M. 2 vols. Marcelo. 5B2. Allen. 52i0.. Documentos . . Editadas por AntBnio Loi~rençoCaminha (Wsboa 180. CUNHA. 65-79.-M. SANTA RITA. 8 (1951).. <O Sistema Jupídico Português peranke o Condicionalismo dos Descabrimentos e da Colonização. Repertorio Alphabetico e ChronoEogico ou Indice Remiusivo d a LegOslaçSo Ultramarina desde a Epoclsa das Descobertas a t e 1888 Inclusive (Macau l % . Studaa. VIII-4%XLIV. LUZ. Carlos fienato Gonçalves. 86 (Abril 1968).7-60)... n. <As Questães Coloniais n a s Cortes Constituintes e na Segunda Legislatura>>. 318 pp. B ) Legislação No92s&ma (1834-63) (Lisboa 11869). F. ( a ) COiSTA.. Serafim. Monumenta Hev~riclna. 19.. «Orientação d a Política !Colwnial Pnrtuguesa. REIGO. 1752-1800. XIV-689 pp. de Carvalho Dias. V Congresso Internacional de Estudos Luso-Brasileiros (Coimbra 1963). 528. «Casa da rndiaw. d a Silva. 519. a stuãg o n the roga2 orãWances (regimentos) í Johannesburg 1959 i . n..7) 212 pp. TPERUNDEiN.reproduzindo registos e livros de cópias de diversas repartições públicas de Goa. Viriato A.. 20861. Francisco Jose. (IAETANO. ocupam a s pp. 2 vols..7825 (London 1969). FERREIRA. de 4 0 vols.8 (1948). Portugal no Continente Africaao. PERiEmA. 522. JosB Gonçalo de. LETTE. . aWrmes féodaIes et domaniales de Ia colonisat~on portugaise dans Ia zone atlantique aux -+ + - - - . 61 pp. Das Rec:ht der portugiesischen VberseegBbiete.9 vols. The municipal council of &a. Scholz. op.. Portuguese society in the tropics.1 8 ... 5215. O Comelho da f n d k (Lisboa 1952).NASCIMENTO. J . 349-70. Memoria Huton'co-Archeolo. A.i.. 1 ) (. nova ediç8o por L. 1515. RIVABA. T m 1116 pp. .214 A XIISTORIA D O DIRElTO NA HIBT6RI. I S (14B58).gica (Lisboa 1909).ara Mu&ipal cle Lua>~da [Luanda 1965). . Eine EntwlckZung vo?a den AltfBngen des ~ N e u e l e &'taates# bis xur Gegenwart (Saarbruck 1972). Charles E. cit. AKIViZ. 229-46. Portuguese colonization in the s-hteenth ceratuw. RFDL. completada em 17518. 15 vols. Scientia luridica. Luís Augusto Ferreira. Ordenações d a Indiu do Senhor Rei D. Repertório Ramissivo d a Leg-islaçõo d a M a ~ k h a do Ultramar Comprehene dida nos Annos de 1Sl7 a 1856 (Lisboa 18661. segundo informa J. 135-218. A Questdo Colonial Portuguesa na Segunda Metade do SéCUJO XIX (LiOboa 1935 ). ou ROA. XXVI + 426 pp.. 5i pp. ColecçBes de legislação colonial: kziTvlETDA. BOXER. Mss. Jose de Almeida.de 1586 a 1748.m. Eduardo. Das Origens dos ilfwàcáp408 Portugueses aos Primeiros Tempos d a Ca. Joao José da. em Garcia de Orfa. 52L. MABTINS.174-86.385-84. The portuguese seciborne empire.. BahW and Luanda. 629." &) encontra-se uma Collecção Authentica de Todas as L-ys Regimerltos e Alvarás. O Comel?~oUZtramariao -Esboço da Swa História (Lisboa 1967). Moral e Jurídica Portuguesa nos Seculas XVI a XVIIb.56. Congresso do Mundo Português. 526. 1h-. 'Manuel Gonçalves da. 518. ScientZa Zunidica.. Waldemar. SILVA.4 SCCIAL As Gavetas d a Torre do Tontbo.. Antánio Lopes d a Costa e. N e m ó m e Comzmka@es. IS1AACMALN. XXVI-42'6 pp. Joáo Cabral do. de.4 vols. Histdr&a d a Admhfstraçüo da Justiça no Estado d a Indin. 1 0 (1961). 201L pP. Francisco Paula Mendes da. 7-28. 15101800 (mMadison Milwaukee 1965).

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6. Publicações periódicas e obras coIectivas .. . . . . . . . . .. . . . . . . . ... .2. . . . . manuais. . . Direito local . . . .. 6. .. . 3.. . . . . . . . . . . . . . .1.. . .. 4 Direito sucessório . . . . Direitos reais . .. . 6. ..7. ... . .1. . Instituições militares . Obras de referência bibliogr&fica .. . . . Direito internacional público . . . . 3. . . . . . . . . Recolhas de doutrina .. . . . . . . Instituições financeiras e direito fiscal . . . . . .. . . . 12. ... . . . Legislàção geral 6. 9. . . . . . Direito econoinico . 11. ... . . . . . . Cat&logos de arquivos e colecções documentais . 4. ... .1.. . . Publicações de documentos jurídicos . .. . . . 5. .. .. . . . . . . . . . . . . . . .. Direito de família . . . . . . . 3.3. . .. .. . 8 . . . . . . .2. . . Estatuto jurídico das pessoas e das classes sociais .1 . . .. . 7..4. . . . .4. . . . . .1. .. .. .. Manuais de história do direito português . Regulamentos corporativos 6. Obras colectivas e edições de conjunto dos trabalhos de um mesmo autor . . . . .. ... 8 .. . . Instituiçí5es penals e direlto penal . glossftrios. . Fontes jurídicas . . . .. . . . . . .. . Colecções de jurisprudência . ... . . . . . .3. . .. . .3. . . . . . . . . . 10. . . . . .. . . . . . .2. .. . . . 7. . . . . . 8. Direito internacional privado . . 3. . . .. . . . . . . . . . . . 7. . . . . . 8. . . .. . . . . .6.. 7. . 6. . . .. . Publicações periódicas de interesse jurídico ou histórico-jurídico . .. . . ... .8.3.. . . 7...2. . .. . . . . . 7. . . . .... . . . . Obras slnt8tlcas de histúria geral.. Instituições corporativas . ... . .6. . . . . . . . . Direito das obrigaçies . . 7. 8. .. Tratados e manuais de história geral . . . . . . ... . . . .. . .. . .. . . . . . . .2 Obras de enquadrnmento hist6rico geral .. . . . .. . . 8.... . . .. . .. . . . . . . 8. . . .. ... . . . DicionBrios de direito. .. . .. . .. . Direito comercial . . . . . . 4.. Bibliografia geral 1. . ... . . . .5. . . . . . 8 . .1. Bibliografia juridica .. . .. . Dlreito privado . Enciclopédias e dicionários .3. 1. . . . . .. .. . .... . . . . . .6.. . .. . 7. . . . . .. . . . . . . . . Processos civil e penal . . . . .. . .2. . . .. . . . . . . . . . .. . . . . . .. . .7. . . . . . . 4. .. .. . Direito público ... Obras sobre temas gerais de história do direito português . 5. Obras sintéticas de história juridica. . . . . . . . . 2. . . . 7. Estrutura politico-jurjdica do Estado e direito constitricional . .. .7. .1. . . . . . . Instituições aú~nlnistrativase direlto sdministrativo .. . . .. . . . . manuais e dicionários . . repertórios . . . Ensino do direito . . . . .. . .. 4. . . . . .. dicionArios . . . . 5 . ..2. .. . . . .. .. . . .. ... ... . 5. .. . . . . . . Pensamento jurídico e filoeofia do direito . . .. ... . . . . . . . . . . . .. .5. . . . . Direito colonial . 6. . . .. . . .. .1. . . . Instituiç6es eclesibticas e de assistência pública . . . . . . . Actividades das Cortes e trabalhos parlamentares .. . .. . 6... . .. . . . . . . . ... . . . .. . .. .

. . 9.. . . 7. . . . Direito económico . . . 8. Instituições corporativas . . . . . . . . . . . . Instituições militares . . . . . Estatilto jurídico das pessoas e das classes sociais . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .2. . . . 7. . . . . . . . . Direito internacional privado . . . . 7. .7. . . . . . . . . . . 8. . . . . . . 7.. . .4.. . . . . 11 . . . . . . . .1. . . . Direito público . . . . . Direito de família . . . . . . . . 7. . . . . . . . . . 10.5. . . .. . . . 7. 12. . . 7. . . . . . . . . Direito sucessório .. .6. . . . Processos civil e penal . Pensamento jurídico e filosofia do direito . .2. . . . . . . . . . . . ... .. . . Instituições penais e direito pcnal . . . .6. .3. . . . Direito internacional público . . . . . . . . . Instituições aùininistrativas e direito administrativo .. . . . . . . . . 8. . . . . . .8. Direito privado .7. . . .. . . . .. . .. . . .. . . . .4. . Ensino do direita . .. . . . . . . . . . . . . . . 8. . . . . . . . . . . .. . . Instituições eclesi8sticas e de assistência pública. . 8. . . . . . Direito comercial . . ... . . . . . . . . E s t r u t u r a político-jurídica do Estado e direito constitucional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Direitos reais .. .. . . .. . . . . . . . . . Direito colonial . . Direito das obrigaçies . . . . . . . . . . . .3. . . . . . . Instituições financeiras e direito fiscal . 7. . . .7. . . .. . . . . . . . . . . .5. 8.1. 8.. . . 8.