A HISTORIA DO DIREITO NA IIlSTÕRIA SOCIAL

Colecção

M O V IM E N T O

ANTONIO M, HESPANHA

1. INTRODUÇAO A S CIbNCIAS SOCIAIS

a.
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V .

Pi erre Jaccard RSSORIA SOCIAL DO TRABALHO - I vai. Pierre Jaccard H I S T 6 R I A SOCIAL DO TRABALHO - I 1 vol. Pierre Jaccard O TERCEIRO M U N W E A L U T A PELA INDEPENDPNCIA ECON6rnCA N. Simonla A CIBNCIA NA HISTÕRIA - I vol. J. D. Bernal A CI1NCIA NA HISTORIA I1 vol. J. D. Bernal A CI1NCIA NA HISTORIA - 1 1 vol. 1 .. Berna1 i D. A CIENCIA NA H I S T ú R I A - I V 701. J. I . Bernal ) A CISNCIA NA HIST6RZA ---V d . v

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S. D. Eernal

Victor de SA 18. MPECTCYS DO ENSINO NA REPúBLICA DEMOCRITICA ALEM&
Rog4no Fernandes

10. A C113NCi.4 NA HISTORIA - V1 701. . . -emal i E D. 11. A CIeNCIA NA HISTORIA - VI1 vol. I. D, Berrial 12. INTRODUÇãO A SY3CICLOGIA Daniel de %usa 13. PROBLEMAS m D P Y M E N T A I S DA INTEGRAÇAO CAPITALISTA M Waxirnova 14. DIAMCTICA DAS VANGUARIIAS E. M. d e Melo e Castro 15. SOCIALISMO. DEMOCRAC'B, IDEOLOGIA D. Kérimw e E. Tchbkbarine 16. ESTETICA D A CANÇAO POLfTICA - AUh~uns problemas JnsB Barata Moura 17. RBPElN3AR PORTUGAL - Reflexões sobre o Colonidismo e a Desco1on15ação

A HISTÓRIA DO DIREITO NA HISTÓRIA SOCIAL

19. CIeNCIA E (INjDFPENDRNCIA, I vol. S. Anderson e M. B a i n 20. CIENCIA E (IN)DEPENDENCIA. I1 vol
~ ~

9 Anderson e M. Bnzin 2 . UMA INTRODUÇAO A BCONOMIA POLfTICA 1 P i e r r e Salama e Sacques Valier 22. A NOVA L E I DA REFORMA AGRáRIA A. Lopas Cardoso 23. FALESTINIANOS. OS NOVOS JUDKLrS Helena Salem 24. EIPISTEMOLOGIA DAS CIÉNCWS SOCIAIS Daniel da Soiis~a 25. A HIST6RIA DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL António M Hespanha

LIVROS HORIZONTE

Tttulo: R História do Direito na História Social
Autor: Antbnio

M .Hespanha

@ Livros Honsmnte
Capa; Soares Rocha

Nota prévia

Resomadas todos as direitos de publicaç5o total ou parcial para a língua portuguesa por

LIVROS. H O R I Z O N T E , L D A . Riia das Chagas, 17 - 1.0 Dt.0 - L I S B O A - 2

Este liiro tem por objecto a história dessa realidade omnipresente mas obscura a que chamamos direito. Que esta história existe, que náo é apenas a singela sombra de algo que 3e passa noutro lado, parem-me cada vez mais evidente. A nossa experiência recente da indocilidade dos instrumentos jurídicos, da forma como clcs se tornavam peçcidos e avrssos na m i o de quem pretendia utilizá-los na transformação profunda da nossa aocipdade, foi eloquente quanto a demonstrar que o direito é mais d o que uma formaliaaçáo da vontade pdítica dos homens. Mas a nossa experiência presente mostra-nos mais ,do que isso. Quando hoje aquilo que foi indubitavelmente <legítimo, (do ponto de vista político) é equiparado a acrime~,por falta de uma oportuna cobertura jurídica, e daí se extraem conse. quências politicamente relevantes; como quando actos que se tornaram indubitavelmente %ilegítimos» (do mesmo ponto de vista) sáo considerados clícitosw, por falta de adequada caber. tura jurídica da sua punirão, nós adquirimos a trági.ca demonstração de que essa realidade ind6cil e fugidia é mesmo um cinstrumentox, isto é, tem mesmo que ver com a realidade social e com a sua transformação. Fazer a história do direito é, no fim de contas, traçar OS limites desta autonomia* e desta <eficácia*; auscultar, no jurista, a tensão entre o clerc e o purtisan e detectar o qno, para além da sua vontade, o f a ser as duas coisas: cultor de um mz

A hiçtbria jurídica -como a história. Na economia da reforma dos eçtudos jurídicos 11772) a história do direito desempenhava. Os temas que ele recolhe wtãn. outro inventariando os instru. nos seus traços dominantes. r ~ ~ p c i t a r cânones de uma histbria os rigorosamento rnaterialista. Um procurando estabelecer os seus clnone. Há menos de um ano desapareceram dois grandeç hiçturiadorcs do direitu -&Ianucl Paulo iuerêa e Guilherme Braga da Cruz-. para o modo como h$-de ser &ta. rilentos de trabalho. pois há niais quem rieste conipasso de espera da historiografia jurídica portuguesa v i preparando os caminhos do futuro.interessr que. otitros percorrendo problemas-Ironteira R novos doiníriioç de investigação. a de relativizar c. de que é amostra a imponente eriidiçáo do ecu último estudo publicad'o. penhara uma função ji~ridica (e tarnbem sociocultnral~ bem defuiida na primeira metade do séciilo XIX.direito português da kpoca moderna. E.foi posto em caiisa. a ~ e f l ~ x m~:odol6gica ão sobre a história do direito tern merecido ultimameritr? um indesmentido interesse ["i. a já indispensável contribuição do historiador alemão Johannes-Michael Scholz para o levantamento das fontes da história do . desaconiparihado.3 mitodológicos. suficientemente provada. este livro escrevi-o com esperança e isto ressalta da sua própria estrutura. nesta temática da esperança. dica Até que ponto nPo representa isto mais do que uma moda? Att5 que ponto n5o estanios. porventura porque a sua utilidade não pôde ser. gim que envolveu o ascenso político da burguesia. conrequentemcnte. crise que a corrói desde os meados do gculo passado e qiie. porventura. I tada para a sínteso eaplicativa. Basta. correspondeu à dificuldade de lhe encontrar uma função. todos eles. os historiadores do direito que re queixeni de s i prúprioa. neste ponto. E. valha a verdade. Lembro. e harmónicos.sistema dogmitico altamente hermético e formalizado. Ainda aqui. porém. o primeiro tendo j6 cumprido o papel de grande renovador dos . mas atenta ? cadência autGnoma de cada um dos seus iiíileis. Apwar disso. isto 6. Estas páginas surgem num momento de crise da história do direito em Portugal. o lugar dos estudos histórico-jurídicos nas instituições onde eles eram professados -as Faciildades de Direito. apreçentandoAa como fundada na irracionalidade. o segundo. orien. libertos da arbitrariedade e liisioricidade das anteriores j z ) . portadora de unia leitura global da sociedade. pelo contrário. n i o estou. O materialismo histórico na hist6rh do direito (Notas sobre bibliografia mente) ApDs um longo período de letargo. a tarefa mais próxima é unir e organizar. a de fazer a apologia da luta da burgiiesia contra r s a ordem ilegít~mae a favor da construi$io de iim direito e de urna sociedade (naturais. ma3 respeitadora da coniplexidade do real. a Unica forma de o fazer sem cair lia epeciilação e no subjectivismo. voltados para a Iiistória que está por fazer.estiidos histórico-jurídicos em Portugal. Em Portugal foi também este o sentido da historiografia jurídica desde a época ponibalina. Fazer a liiatória do direito é fazer isto e é. levando consigo um imenso cabedal científico. posição de certos problemas fundamentais quanto natiirma da démnrche histórica e do próprio direito. No universo ideoló. em geral desem. a talhme de foice. engenheiro de relações sociais de que dcpemde o modo como os homens entre si vivem. à história competira iiina dupla tarefa: por um lado. por outro. perante uma recupçração da longa crise desta disciplina. - . mas não sacrificando a esta a anhliçe pormenorizada dos factos empíricos. não deixa também de corresponder a uma inkensificação dos estudos de história juri. se se radica na recente re. desvalorizar a ordem social e jurídica pré-biirp e s a . rio preconoeito e na injiistiça. para tanto. Por outro lado.

o da cultura geral. níio podia deixar de ser tida na suspeição de um elemento cdesestabilizadora (7 riesta-lhe. seja.o realismo e o institucionalismo). por exemplo. sentiam o poder retirar da históriado direito um proveito mais largo do que . aber es gibt keine mehr. A história do direito era.4 D O DIREITO 11 de relativizar o direito tradialém de outros menores. Ainda mais clara é. n o entanto. fornece. legislação e administração da justiça. tecnocr6tica . capaz de justificar a existência da disciplina e o lugar que lhe era conferido no ensino iiniversitário. . ia na naturalidade da nova ordem.a importância da histbria do direito na explicaçáo da génese das institui~óesjurídi'cas e wciais (9. é certo. não tendo a <Natureza# história. um campo em que se documentava o parto. atenta à mutabilidade das cirriinstâncias e ao império destas sobre o devir e a actividade do homem. em contraponto.dogmáti'ca por oiitros ineios. nem o tom literário da sociologia con). de facto. ( 1 8 4 1 ) faz o ponto dos argumentos históricos contra a velha ordem e a favor d a nova. K. é certo. Tratava-se. porém. a fuiiçáo liistoriográfica. um vasto campo de afloramento das normas jurídicas racionais ou do senti~nentod. O positivismo oitocentista. geralmente. mais do que isoo. m toda ela envolvida num universo ideológico que a propunha como uma gituaçso natural e indepcndente do devir hi3tórico. estatuto das pessoas. na sua actividade quotidiana. de um con. a crise da história do direito como discipli~ia jurídica eru iniludivel. tinuo progresso e apuramento da sensibilidade jurídica. funr$o que vinha desempenhando tradicionalmente no seio d a pandectística alemã ( u m modernw pandecturum): tratava-se de apresentar os resultados da dogmática juridica como os frutos de uma progressiva descoberta.. Somit hat es eine Geschichte gegeben. abre-se. a natureza intrinsecamente critica (porque relativizadora) da actividade h i ~ t n r i o ~ r á f i c a em risco a própria rnitificação da ordem jurídica e social d o capitalismo. as página3 introdutórias dos manuais iiniversitários em que se justifica o interesse da disciplina n5o deixavam de referir -e. De facto. com o seu intento de encontrar um modelo explicativo da realidade Scial (com as suas sequelas jurídicas .10 A HISTóRIA DO DIREITO NA HIST6RIA SOCIAL O .es sind ewcge Gesetze wetche s t d s die Geselhchaft ZLL regieren haben. a historiografia em gcral) estava a enoerrar-se a si mesma num beco sem saída já que. implicitamente. Entre nós. A juitilicação técnica -iiiais tarde. no fundo. Seja como for. de uma intençgo consequente. Nem ms juristas. o cional. de resto. Não se tratava. da complementação d a ju~tificaçãostécnicaa ou dos dogmas jurídicos por uma justificação shistóricaa. relações do monarca com os povos. nomeadamente no g a n d e historiador jurista da época M. de uma ccontiniiação da . Crise não tanto no sentido de falta de cultores ou de de3prestigio universitário d a disciplina. a não ser que este aceitasse assiimir-se como antiquarista. à naturização das relações jurídicas e sociais correspenderia o fim da própria actividade do historiador. das soluçues jurídicas consagradas pela dogmática. nesta perspectiva. mas sobretiido n o sentido de que a esta faltava ou náo estava nitidemente desenhada uma f u n ~ ã o precisa no sistema das disciplinas jurídicas ( e mesmo. sobretudo em torno das q u e s t k decisibas: forma de governo. a intenção apologética na historiografia do direito e do Estado conscquente à revolução liberal. partilhando as dificuldades da história geral. Marx bem o notou . a função crítica que desempenhara no pmíodo anterior em relação ao direito e sociedade tradicionais deixara de ter sentido com a definitiva implantação da ordem burguesa.. organização económica e financeira. a h i ~ t o r i o ~ r a f jurídica (como.MATERIALISMO HIST6RICO NA HIST6RI. algiins argumentos aos historiadores.o justo. Neste contexto. estes divulgados sob a etiqueta de «Direito Naturalw ($). relações Igrcja-Estado. em lugar de relevo . A Coelho da IIoclia. estatuto da terra. uma Eunçáo justificadora dos resultados da dogmática. (9.do direito em vigor sobrelevava continuamente a justificaçáo histórica. A partir daqui. pyr vezes difícil e sincopad'o mas inevitável. Mas. opor a rua transitoriedade à permanência tran~tcmporal dos valores jurídicos bur~uesea. um largo período de crise da historiografia jurídica. Ao insistir neste tópico da irremediável historicidade da ordem social e jurídica pré-revolucionária e. cujo Ensrt~osnhre Ilktória clo Governo e da LegMIqw de Portugal . no quadro dos saberes). de o relacionar com a mutabilidade dos tempos e das circunstâncias e de.

da problemática cultural e ideológica. direito familiar e sucessório) e se encerraram noç estreitos Iiinites d e um debate de alta erudição. teria uma sobreviência dificil se. pelo menos.. normalmente. b) Justifica-se. Por outro lado. enfiteuse. Os historiadores terão sentido a dificuldade e aqueles que náo se orientaram pcIa perspectiva dogmática preferiram a erudição e o antiquarismo a uin tipo de pesquisa <sociológicaw que. Almeida Costa. possível. por exemplo. Apenas recentemente. na crítica textual r na história das fontes. Ao prinieiro somava-se. tornava-se. correspondente ao mito da neutralidade do Estado. deliberadamente voltada para o passado no afã exclusivo d e o conhecer como passado -sem sequer parecer aspirar a colher da leitura do passado oa contornos desse tespirito humano. então. natureza da concessão da aterra portucalense. se afastarem dos problemas correntes da prhtica jurídica e. os intelectuais. P o r outro lado. desde a religi5o à economia. ocultando todos os condicionamentos socioeconómicos que lhe subjazem. social e ideológica dos intelectuais. n a problemática protomedieval e medieval. recusar o materialismo ou. a história erudita. Entre nós. por natureza privilégio de uma elate aiiaturala. passando pela raça e pelo clima (I1). não fosse compatível com a principal função jdeológica da instituição universitária nos períodos concorrencial e simplesmente monopolista d o capitalismo. de neutralidade. dissolvê-lo em modelos eclecticos em que se atribuía legitimidade para se recorrer a qiialqoer factor explicativa. então. da aalta cultura. em contrapartida. Gomes da Silva). municipalismo e organização corporativa. reforçando a sepdrdçáo eritit: u trdbdll~w intele~tuale u ~iaballlumanual com a distinção entre saberes interessados e saberes <liberais» (cardeal Newmann). a quinta-essência da cultura ( a aalta cultura>). de respeitabilidade. nos domínios ainda mais coutados da papirologia jurídica. a partir daí. mesmo.12 A HISiT6RIA DO DIREITO NA HISTÓRIA SOCIAL O M-iTXRIALIRM0 HISTÓRICO NA IIISTbRI-I DO DIREITO 13 t e m p o r h e a ~ e r m i t i auma utilização eficaz das dados fornecidos pelos historiadores. assim tran3forrnados numa espécie de instância arbitra1 colocada acima dos conflitos de classe i". com que a ideologia burguesa decora a função do intelectual. questão do feudalismo. de~embocava na literatura Esta histuriografia antiquarista. e sobretudo na perspectiva da história das fontes. pode dizer-se que a s famosae quaestiones da história do direito náo se situaram para cá do t e m o da Idade Média (âmbito dc ~apiicaçãodo direito visigótico. p d e r construir um modelo explicativo da sociedade. A romanistica reEugia-se na interpolacionistica e. se manifestou interesse por épocas menos recuadas. . Com =te processo obtêm-se vários resultados ideológicos: a) Define-se como vértice de toda a actividade humana c) Cria-se o mito da neutralidade política. dos círculos <quentes. o carrícter tdesintaressadow destas disciplinas coadjuva na construção do mito da neutralidade da cultura e dos intelectuais. Se. tado ( & ) . M. instituição iiniversitária. E. forjava à maravillia a imagem d e isenção. e da um espaço cultural que a dinâmica social e económica do capitalismo só torna acessível à burguesia . Sobretudo votada i reprodução dar relações sociais de produçáo. em nome d a cientificidade e do respeito pclos limites do conhccimcnto positivo. escrupulosamente baseada na prova documental -substituindo ao problema crítico do conhecimento histórico o problema da crítica das fontes (ID) e condenando qualquer síntese explicativa não empiricamente dcmoiiatrável. As disciplinas eruditas formam. a Universidade cumpria cabalmente a sua funçáo se se limitasse a fortalecrr a divisão social d o trabalho. J. como tem sido no. em termos de. O cultivo das ciências históricas integra-se tanto melhor neste c o n t ~ x t oquanto mais elas reforçarem %s seus aspectos sofisticados. que vivificaria a experiência do presente (como pretende a démarche hermenêuticn) -. N. nomeadamente pelo século xIX (IG. Braga da Cruz. a história dos direitos nacionais. a estratificação social baseada n a cultura. a partir daqui. depois. desdobrarem a imponência do seu aparato erudito. este segundo feito: o de expulsar dos domínios da legitimidade científica do materialismo histórico. era ncccssirio sacrificar a s explicações idealistas.

Tratava-se. Basta . no entanto.smo e o neopositivisrno. da iridecisão epistemológica e d o ecletismo de método. a predominância de uma orientação passadista c erudita não exclui a supervivência d e uma histó. em suma. o pensamento social sofre. Carlos Moreira. a agora numa perspectiva prática. J . mérito de G . põe a descoberto o carámcter mítico da objectividade positivista. na Alemanha) (IS). .humanistas* ( I e ) .de que. legislativa) .Marcusej e tem um período de rhpida expansão durante e após as profundas crises universitárias de 19úô-1970. que entre nós constituem a principal substracto ideológico dos historia. sobretudo. della Volpe e . portanto. por bandeira essa mesma recusa de adesáo a um modelo explicativo determinado ( I 8 ) .0 nas obras d e L. na história .a) social desenha-se numa dupla linha: por um lado. O seu principal alvo é a critica dos grandes mitos d a cobjectividade. mesmo entre nós (como. ao segundo.como lugar d e encontro dessas ciências) não podem ser uma atitude permanente .de L. Adorno.de constituir uma aproxima@~ apenas esquemática desta questáo d o significado sociológico da historiografia jurídica do nosso tempo. quer do ponto d e vista poli. nonieadamente o positivi. sobretiida em França. Desde logo. d o ~ e r í o d o ruptura. traz para a experiência da investigação histórica novos domínios da realidade humana e social.dores do direito e dos juristas conservadores dos anos trinta e quarenta (Fezas Vital. Este movimento de renovaqi50 da teoria ( e hi5tóri. A eventual verdade d a iriterpretação s b o ç a d a não implica uma completa uniformidade das situacões. Tudo isto se reflecte. uma e outro. pela Kriliscke SchuEe (Th. também. Althusser e suas escolas (I"). de resto já de longe preparada para a mudança pela ectividade critica da escola francesa dos A n d e s (I7). Marcello Caetano. pelo menos nos manuais escolares? é esta a concepção geralmente veiculada acerca da natureza do direito e da sua evolução. por outro lado. estes mesmos relativismo e arbitrarimedade científicos possibilitaram a plena disponibilidade da ciência para quaisquer manipulayões políticas.tico. a indecisão ou o relativismo quanto aos modelos explicativos em ciências sociais (e.se. comprometida com as p o s i ~ k ideológicas e políticas do conservadorismo. têm o sentido fundamental de sacralizar a tradição. consistiu na revaloraçáo dos próprios textos dássicos e na garmsdescoberta das potencialidades teóricas da i n t e r p ~ c t a ~ ã o ciana do marxismo. num multiplicar d e pistas e experiências d e investigação. com o que se abrem novos problemas e se exigem novas síriteses cxplicativa~. e. H. IIabermas. quer do ponto de vista científico. muito alto. A renovação dos estudos rnarsistns. nomeadamente para a manipulação nazi-fascista. numa perspectiva teórica. com uma técnica exploratóría interina e é como tal que deve ser entendido e valorizado ('9). ~ r ó p r i o s . quer do materialismo histórico escolá~ticoe mecanicista. então. era precisamente a ruptura com os grandes sistemas explicativos.L4 A EIISTõRIA DO DIREITO NA HIST6RIA SOCIAL O MATERIALISMO IIIST6RICO NA BISTORIA DO DIREiTO 16 O preço a pagar foi.o fascismos (I2).0 idealismo e. Embora se justifique como táctica provisória em épocas de ruptura.. uma sensível mutação. WeseI d e que a o decisionismo e a disponibilidade da ciência se encontram no típico caminho alemão para .ria <militante. Na -Alemanha Federal a inspiraçáo marxista é aecolhida. . ruptura . d e opor a evolução espontânea ( o direito consuetudinário) i ruptura revolucionária (ou mesmo. sobretud. Afonso Queiró). Cabra1 de Frioncada e Marcello Cartano. conduzidas com grande liberdade metodológica e tendo mesmo. a recusa de assumir quaisquer modelos explicativos instaurou o subjectivisrno e o decisionismo na explicação científica. possibilitada politicamente pelo termo da guerra fria. Claro que o que fica . O pliiraIismo metodoIógico apresentori. A partir dos anos sessenta. Desde logo.dizer que. da filosofia burguesa.dito não deixa .do investigador. Isto justifica a afirmação de U. Ao primeiro nível. o realismo e o institucionalismo. na Luropa ocidental. neste caso. ao mesmo tempo que infirma a validade teórica d o subjectivicmo e d. evidentemente na historiografia ocidental. (I4) Mas não deixa mesmo de haver exemplos de compromisso directo da historiografia jurídica com o fascisiiio. relevando quer do idealismo.

aoposição à Constitiiição~(YerJQssungsfeindlichkpit) ( z O ) . Nmeste sentido se pode . adoptar as estratégias de pesquisa adequadas. para impedir o acesso d e cientistas radicais. não se pode aceitar que para cada um deles possam valer vários modelos com equivalente poder mexplicatiio ou que da curnolayão de vários modelos possa resultar.não um sentido apologé~ico.o delimitar em relação a o objectos d a actividade historiográfica próxima (história política. Mais do que isso. tismo (221.por outro. o sentido mais profundo do pturalismo explicativo é idéntico ao sentido do positivismo: esconder os pressupostos ideológicos por detrás de uma aparente neutralidade filosófica e metodológjca e. não dão sequer uma garantia de objectividade ideológica -como demonstrou a crítica . o spIuralismo~. Sem isto.al e humana». não um sentido mistificador. pois nada produzem para aIém da pr6pria recolha. pertence 2 escola de L. O sentido das páginas seguintes é. à docência nas Universidades da Alemanha Federal. unidade que lhe advinha da ligação a essa entidade es~encidmente a que m . O próprio progresso das inveatigações concretas irá preenchendo as indetermina~8esdo modelo Ainda aqui. tornam a história nuni instrumento disponível a qualquer tipo de obscuran. de identificar a matriz que permite d a r yentido aos factos colhidos na investigação empírica. apenas se obterão amontoados inorgânicos de factos que. desdme logo. elaborar até a o fim a teoria materialista do direito e do Estado. muito mais prosaicamente.e riqueza da totalidade soci. Trata-se. por um lado. Fazer tudo isto seria. proclamar-se como única atitude teórica objectiva. Apesar de Marx já ter formulado a tesa de que <os actos e conteíidos d a consciência encontram o seu significado no contexto d a prática>. sobretudo na Alemanha Federal. Por outro lado. portanto. valha a verdade. ~ h g e l s serão fundamentalmente cumpridas a a função heurística da investigação empirica não será desprezada. deste modo. > 1 sição de um novo sentido para esta disciplina n o quadro das disciplinas sociais e jurídicas . dada a alegada c<complexidade . tem sido kita do upluralismo~é a alternativa que a ideologia b u r g u e ~ a actualmente teni podido opor ao materialismo histórico como. recusando.domínios das ciências sociais. Libertador. Esta mudança de enioque não é. sobretudo marxistas. antipositivista . anos atrás. a menos que neguemos o carácter científico aos vários . mas um sentido libertador. Por isso. de definir o objecto 'da historiografia juridica.utilizado como erma ideológica. conduzida a partir das posições nucleares do materialismo histórico. Althuser o mérito ter coIocado n o centro da reflexão sociológica (e. sob a acusação de professarem p o s i ~ ó e scientíficas dogrnáticas e de manifestarem.a investigação empírica. as já citadas (nota 18) directivas d e F. tal como elas boje aparecem correntemente expostas. o de alinhar os prolegámenos teóricos e m~todológicosa uma dénzarch bistoriográfica acerca d o direito e do Estado. tem ainda servido.nomeadamente o materialismo histórico. evidentemente. inocente: partir para a explicação de todos os fenbmenos sociais dae características gerais e abstractas da prática humana radicava na ideia d e que toda a actividade humana era caracterizada por uma fundamental unidade de natureza e de sentido.afirmar que a tarefa historiogrkfica não pode decorrer sem a adesão a um modelo . mas as práticas específicas em que se desdobra a actividade social. A adopção pela historiografia jurádica dp um modclo metodológico cientificamente fundado reprerenta. depois. por sua v ~ z a aqui. fazem da actividade historiográfica uma actividade Jem sentido nem utilidade. Na verdade. se. história ideológica). Acessoriamente. mas libertador tamb6m no plano do devir histórico ( 2 4 ) . também histórica) não a prática humana em g e d . lhe opôs a alternativa positivista e ueopositivista.explicativo prévio (Z1) que permita sel~ccionuras questões relevantes e rdacioná-Ias entre si. empresa que tem ainda escolhos em que outros mais peritos fracassaram.16 A H I S T 6 R I A DO DIREITO NA HIST6RIA SOCIAL O MA'i'F. d e . um enriquecimento metodológico jZ3l. com base nesta. desde logo. portanto. Trata-se. como a-cientilicas e d o p á t i c a s todas as restantes orientaçõ~s. da verdade.RIAUSMO HIST6RICO NA HISTEiRiA DO DIREITO 17 -4 apologia que. estabelecer ligações causais entre os factos apurados pel. esta tentativa fica-se pelo q m t u m mai teórico adequado as tt s necessidades de uma projectada investigação histórica.

Qualqiier d c t e s domínios seria de uma transparência absoluta e. num mesmo ciclo. soberana e dominadoramente. a teleoloeia de lima única razão. embora. E repitamos ainda uma vez que esta b i c a e i g d forma de historicidade e este principio d e coesão são a manifestaçáo da presença e do labor de um sujeito que. a cisarnente o da impossibilidade d e urna história global que re. um tempo e um movimento paralelo que os arrastaria a todos -homens. eventualmente.de cada sector da prática.des eram coniideradas como meros epifenómenos. para a s coisas única grande cronologia cósmica ias). ou pocentrismo pôde iluminar quer as concepções idealistas d o devir social. Nesta concepção irigenuamente . como nota Foucalt (?". de resto.se que entre todos os acontecimentos d e uma área espácio. O homem estaria n o centro do devir histórico e eeria a referência que atribuiria sentido a esse devir: o homem era. a inventavam. . era fazer a história das várias manifestayões de uma única consciSncia canstituinte.optimista o homem dominava a economia. fundando e sintetizando . quer certas formolações materialistas. Nenhuma dessas manifestações teria o seu peso. supõe-se. a especilicidade . em suma. siirge como a descriçiío de um único devir. a erolusão e o tpmpo de uma una realidade humana. Historiar o devir dos sistemas econbmicos.ele o espírito d e uma época. a inércia das mentalidades.numa mesma corrente. agrupando todos os fenámenos à vol. A história do homem. a succssáo das formas de encadeamento lógico. . detrás ddrs todos.que têm em si mesmas o seu princípio de corsãow. a <duas ou três hipóteses: supõe. O desvendar progressivo dos vários níveis da realidade cultural tem sido a marca do progresso do conhecimento histórico. logo. e os submete a todos ao mesmo tipo de transformação. por fim. os discursos científicos dobravam-se à inventiva dos grandes génios ou à marcha irresistivel da razão humana. o d+-serivolvimento das formas de produçáo. supõe-se. a s oscilações dos preços. A história primitiva desconhrcia mesmo a distinção . que uma única P igual forma de hiatoricidade cobre as estruturas económicas. nenhuma delas possuiria o seu momento de irredutibilidad~sobre o qual fosse possível constieuir uma histó.de modo que esta não tinha outros movimentos senáo aqueles que eram previstos . o sujeito da história e este e. apareceriam. nos devires isomoríos das várias activid. numa mesma ascensgo. uma história) próprios. de modo que cad. estas zctivida. sobretudo. os comportampntos políticos. ria sua. entre todos os fenómenos de que se decobriram vestigiws.a um mostra um tempo e um perfil de cvoluyáo (e. perde a unidade quando se descobre que cada grande tipo de ser vivo tem o seu ritmo de adaptação ao meio.enava plenamente. não se conhecendo quaisquer leis inlríns~cas formas fonéticas e gramaticais que limitassm às o arbítrio inveritivo e modificativo dos sujeitos. reflectido. assim. que a própria história pode *r articuIada em grandes unidades -estádios ou fases. a sua espessura prbpria. cionária dos sujeitos agentes-.entre história humana e história naturaI e integrava estes dois níveis numa Concebia-se. Tal idvia de uma história global da actividade humana está ligada. o progrsso da mesma consciência. por outro lado. Ora um tema recorrente na h i ~ t o r i o ~ r a f id e hoje é pre.teml)oral bem definida.1 8 A HISTORIA DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL O MATERIALISMO HISTÓRICO NA H I S T ~ R I I I DO DIREITO 19 seria o homem. numa mesma queda. dwtacada da história da Natureza. que. a linguagem era tida como meramente funcional e de todo a o dispor dos indivíduos que a falavam e que. duza toda a realidade humana a um único nível. as variações das línguas.ades humanas. Da facto. emergindo. anirnaie e coisas. a estrutura económico-social ou a actividade discrie desconhecendo. O &cuIo XIX foi o momento em que se verificou a constituiçáo . as estabilidade sociais.ta de um só pólo -seja .da história total da «cria$in». deve poder estabelecer-se um sistema de relaçócs homogéneas: rede de causalidade permitindo derivar de cada um deles relasões da analogia mostrando como eles se sirnbolizain uns ao? outros ou como exprimem todos um único P igual núcleo central. e para os homens. a irredutibilidade d~o seu tempo e d o seu espaço.humaniçrno~ antro. as hábitos técnicos.de uma história especificamente humana.e queridos pelos sujeitos-agentes. como simples manifcrtasões dc um espírito a humano (individual ou colectivo) que as constituía e ms 0rd.

pela releoiogia da razáo ou pela evoluçáo do pensamento humono. Cada uma delas ligada a um motor próprio.a história plurifacetada mas una da sua actividade ("). 0 s etnólogos descobrem e estudam as leis segundo as quais se organizam os sistemas de parentesco e encontram permanência para além de todas as hioóteses de contactos ou de influências. especiaImente. r. modo de ser e a evolução sistemas simbólicos que regulam dos discursos. que só o conseguem fracamente controlar através do conhecimento das condições a leis objectivas que efectivamente o regem.20 A H I W õ R I A DO DIRmTO NA. no lugar dwta cronologia contínua da razáo que se fazia remontar invaxiavelmente à origem inacessível. p. a ideia de que existe um sujeito-agente humano que domina todos os níveis da sua actividade: O homem real não é o actor separadamente de uma história política. Leva à individualiza~ãode séries diferentes que ~e justapõem. se cavalgam. A primeira defecção foi o campo da actividade económica: Marx veio mostrar que todo este sector escapa ao domínio dos sujeitos. obedecendo a leis fonéticas. Sendo assim. 80 Caído este pressuposto do papel dominador e unificador do sujeito. Ao lado da evolução das instituições económicas. o espaço de uma dispersão*. A história nova. unifica a sua história. científicos. deixando patentear a verdadeira complexidade e multiplicidade das evoIusões. que é . Assim.e ou de estrito condicionamento). jurídicos ou librarios. D i r i g e e a elas com um olhar puro.diferentes das de mera cau~~alidad. os analistas) e os críticos literários isolam. Logo a seguir. mostrando que o hmomem não dá canta nem domina as leis do seu desejo. . a mantendo com ela relações diversas (de qualquer modo. à <lógica> una do devir humano sucedem-se as cIógicasg diferentes dos vários comportamentos. sem preconceitos. . ate. de modo a tornar ilegítimo qualquer salto para fora do nível em que a análise concreta se situe. Cada qual com o seu tempo e com a sua relativa independência em relação aos restantes. se sucedem. Os estudiosos do discorrer científico (os iieopositivistaç e. forma de conjunto. visão do Mundo. distintas umas das outras.]. terreno até ai tido como coutada da imaginação e da invenção mais livres. A garantir a pmsibilidade de uma história gl. sintácticas e semânticas de oarácter indisponível. Ora. tantas histórias) quantos os niveis de actividade consideradm. i cronologia Única sucedem-se tantas cronologias (e. como diz Foucault ( 2 @ ) . a soberania do sujeito tem vindo a ser sucessivamente despojada dos seus mais seguros bastiões. se entrecruzam.6e em dúvida as possibi1idades de totalização. repõe em questão os temas . mas um sistema altamente organizado. muitas vezes portadoras de um tipo de história que 6 própria Uma descrição global reúne todos OS de cada uma delas fenómenos à volta de um centro único -principio. espírito. O progresçivo descenframento do sujeito verificado parcelarmente por quase todas as ciências humanas ( 2 8 ) acabou por reduzir a bem pouco o casco de uma actividade sobre a qual ele posea ainda ter pretensões de domínio.obal está.. o mesmo é dizer. esta nova concepção liberta a história de todo o preconceito humanista. os linguistas vêm mostrar que a língua não é um instrumento dírcit e transparente. náo está atenta a outras relações que não mjam aquelas que as coisas patenteiam. sem que se possa reduzi Ias a um esquema linear. A partir de Mam e de Freud. pelo contrário. aparacem esoalas breves. i sua abertura fundadora. uma história geral estenderá.da wnvergência e da consumação. portanto.. Freud revela uma falha ainda mais fundamental. a de cada um dos vários discureas.. é precisamente esta última ideia que está em crise nos nossos dias: o @homem»como que tem andado a eer corrido do centro das <suas> actividades. cujo ritmo não é necesçiariamente o dos restantes. das instituiçóes políticas e jurídicas. rebeldes i lei única. cunw vimos. processa-se a evolução das religiões. adissocia a longa série constituída pelo progresso d~aconsciência. significação. e eem Ihes procurar impor um a n t m pocentrismo que elas mesmas não consintam. todo ele intervém integralrn~ntenuma história única. IFI. de uma história económica.SiTáRIA SOCIAL O MATERIALISMO HIEiT6RICO NA HXBTõRIA DO DIREITO ai a actividade humana. Os mitólogos e os comparatistas no estudo das religiõe dão conta de uma insuspeitada regularidade nas ficções mitológicas e religiosas. Deixa as coisas ser como são.

Bachelard..entendimento exclui a explicação do direito com recurso a entidades ideias como a <boa razão}. Nestes termos. Os seus pontos de partida te6ricos s ã o a contradistinção entre a herança hegeliana e as descobertas de Marx. não deixa de excluir. Althuiser t3=) quem --na esteira de um amplo movimento de ideias com origem em França (G. no seu espírito que se deve buscar a origem dos valores jurídicos. (59. das seguintes precisões.e a c o n c ~ p ç ã o tempo [ 3 4 ) (em que se opõe à ideia do e de um tempo hrstbrico contínuo m homogéneo a ideia da existência de temporalidades diferentes para a história de cada nível da prátioa humana). permitindo uma leitura de setitido finico. em última a instância. na sua experiência vital.smo.ão de algo que lfies srja e- um todo complexo (isto é. É L.dominado por um único sentido. constituído pela actividade humana e . vamos encontrar como entidade constituinte do direito (i. pelos homens e no qual os homens actuam. ele próprio respotisáre1 nas suas origens pela eclosõo deste movimento. por outras palavras.. a concepçáo da dialéctica (em que se opõe a totalidade simples d e Hegel à totalidade complexa de Marx) . por um lado. Fazer da histbria d o direito a história d e um nível especifico da actividade humana abre importantes perspectivas teóricas.a sociedade (obiecto d a ciência histórica ou da sociologia) aparece como . foi sobretudo a escola de C. Os vários níveis de comportamento não são vários documentos complementares. de que os outros níveis d a actividade humana (incluindo as actividades teóricas e ideológicas) seriam o reflexo ("6). -na sua razão. torna-se ilegítima qualquer abordagem teórica (ou Iiistórica) da sociedade que reduza a sua radica1 complexidade. em pontos centrais-nomeadamente. A afirmação de que o direito não corresponde A satisfação directa e integral das aspirações jurídico-politicas da classe 0 pensamento marxi~tn. sáo a n t e vários mmumentos. e. dissolver o principal fundamento filosófico do ideaIi.inter-relacionada. d a lógica global *da totalidade social . das cbsses. o recurso q l i c a t i v o à <vontade ou interesses da classe dominante.. a nota tónica está na dmcontinuidade e na irredutibilidade de cada nível de análise. andara algum tempo arredio desta problemática. o #espírito do povos. o G.22 A HISTbRIA DO DIREITO N A BISTORIA SOCIAL O MATERIALISMO BISTORICO XA HISTORIA D O DIREITO 23 Nesta visão. eventualmente. Korseh náo podem ser desresponsabilizados desta reinterpretayáo de Jlarx.não está m disponibilidade dos indivíduos ou. della Volpe que relançou a vertente whumanistaw do marxismo ( 3 ' ) . Por isso. que valem por si e que não ~tranho. a crença em que é no ehomem. a obra de Karl Marx pôde ser invocada justamente num sentido whumaiiista. com a de outro: raparelhosn e dependente. na impossibilidade . com um tcentmw) da realidade social.rompe com a interpretasão totalizante da teoria marxista d a história e oom a problemática dai decorrentr. oonhecido como. de facto. é certo. mesmo.de o m referir a qualquer outro. como se torna ilegítimo erigir uma prática (ainda que se trate dessa prática em última análise determinante que 6 a da produçio d e bens) em entidade fundante. a partir sobretudo da problemática ainda não especificamente marxista das «obras d e juventude. Permite. se este . Esta Última afirmação carecerá. alógica materiaIn. gente. Lukacs e K . de resto. modo que L. o seu ponto d e chegada é uma interprem tação de Bfsrx pm que -valorizando a s fases da sua obra ji portadoras de uma rsalidade teórica nova. nn n l o existência d e um todo emer. Althusser designa por <estrutura com dominante>. Agora. também.. no pós-@erra. Canguilhem) . responsivel pela existência e sentido dos valores juridicos) a estrutura Iiistoricamente determinada d e um aparelho produtivo. e. mas de um especifico modo de inter-relacão entre os diversos níveis. J. e ehistoricistaw. composto de <níveis» radicalmente distintos) e essencialmente contraditóri4 cuja unidade não provém de uma unidade originária d e que as diferencas (ou contradiqões) seriam emomentosw (desenvoIvimentos) diversos. ela foi tida como tributária de uma concepção ccircularr (i. Lacan. o usentimento a do justo>. ooncepçáo que explicava esta rcalidnde n partir da e ~ p l i c i t a ~ ã da msência do homem. a anatureza das ooisas. um aparelho institucional criado. peIo contrhrio. P o r detrás das principais correntes do idealismo jurídico eçtá. permitrm uma leitura em funt. como.. C. mas cuja lógica .

Coisa d e todo diferente é a afirmação da neutralidade de classe d o direito e do Estado. embora com um interesses da classe dominante. como a vontade consciente de um indivíduo ou de uma classe) através dos quais é garantida a adequação entre o ordenamento jurídico e o equilíbrio político d e uma dada formação social. ou s j a .é o de construir a matriz que dê conta dos mecanismos <internos» ( e não dos factores <externos. Voltando . n a entanto. Dizendo de outro modo. se permite a recusa de todas as formas de idealismo ou de voluntarismo na explicação da realidade social. mais directamente pelo segundo do que pelo primeiro. ou w manifestam n o domínio da ideologia. da própria forma jurídica. Nenhum deles deixa de sentir. caracterizada pela cgener a l i d a d e ~ .. O sentido do intento de pulverizar a história global é precisamente o de ex~cluirqualquer pretensáo de estabelecer. Já na Ideologia Alemã (1845-1M) Marx e Engels notaram a distância que separava a defesa <jurídica» dos interesses d a classe dominante da sua defesa pelo uso puro e simples da força. o seu conteúdo tnormativo. ridicor e o epolítico~. Pasukanis. uma concepção que configure o 'direito como decorrendo directamente e sem quaisquer medilações das relações estabelecidas a o nível d o aparelho de produção económica. a dificuldade central gerada por esta posição -a .se-á que =te sublinhar da irredutibilidade do nível juridico como objecto específico da análise histórica ( e teórica). a explicação da razão por que certos interesses de c l a s e 4e exprimem sob esta forma particular a que chamamos direito. E..e seguindo uma pista que provkm das obras <juvenis* de Marx . aparece matiz talvez diverso e mais próximo de outras temáticas mbPm já ocorrentes n a obra . de uma lei A expressão desta vontade determinada pelas seus interebbes coliiuiis é a lei. a doutrina jurídica burguesa (incluindo o reforrnismo) fazem.. no entanto. De facto . até hoje. distância que eles então relacionam com o carácter <funcional. ponder A base económica geral.. que não se . utilizando a formulação de outro jurista soviético. pautada pela defesa dos cioteresses comuns*. cavalo de batalha desta ideia de que o Estado e o direito sáo entidades que radicam em realidades e interesses supraclassistas. É justamente o triunfo dos indivíduos independentes uns dos outros e o triunfo da sua vontade pessoal [.oponha a si mesma .representada. c a razão por que a regulamentação das relações sociais em determinadas condições assume carácter j u n d i c o ~(38). 90bretudo pelos juristas soviéticosa relacionaçáo do direito com os interesses e a vontade da c l a s e dominante é feita por Stucka e Vysinskij.24 A HISTORIA DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL O MATERIALISMO HISTóRICO N A HISTORIA DO DIiU3iTO 26 dominante encontra-se nos clássicos d o marxismo.. fazer outra coisa senão dar à sua vontade. tese claramente excluída pelos clássicos e por toda a tradição do marxismo. de nível - Os indivídum que exercem o Poder nestas condições (nas sociedades em que exista a divisão d o trabalho e a propriedade privada) não podem.após este encurso . mas também ser uma sua expressão coerente em si mesma.a o tema das virtualidades da abordagem teórica antes descrita dir.em virtude de contradições internas Na tradição jurídica marxista .) com a necessidade ideow lógica de mascarar a s relações reais de poder com a aparência de uma ordem igual para todm. B. deve não só ser a sua expressiio. .Marx e EngeIs relacionam a forma jurídioa (anoderna*. a expressão geral de uma vontade de Estado.o moderno. portanto. determinada por estas condições especificas.I que torna necessária a negação d e si na lei e n o direito (37).~ a b s t r a c ~ ã o e <igualdade. O problema que então se põe -e que será desenvolvido adiante.) não constitui um decalque mecânico dos .n a carta de Engelels a conrad Scfimidt (1890): Num E9tad. o direito deve não só corres.distinção entre o xju. enquanto que outros ou G o prosseguidos pela luta política.anterior. Ou seja. permite também superar uma concepção mezanicista das relações entre o sistema jurídico e a base económica. pelo menas. Esta mesma ideia de que o direito (ou.

antes de m a i s a virtude de sublinhar a espccificid d ~ ee mtonomia do moddo explicativo do . n o entanto. se acaba de verda explicação IiirtóExcluída -como rica a referència a factores uexternosx ao nível consideradn da prática humana. da consideração isolada dos seus momentos lógicos ou axiológicos ( o que corresponderis a uma posiçáo idealista). Como opção teórica. a afirmação de que exiskm entre os vários níveis relag. ou seja. a análise envereda por uma via rigorosamente materialista. Há. a preocupação de explicitar os processos genéticos. arites. da prática jurídica dá relevo a níveis da realidade até aqui desconhecidos da histiiria do direito. Com a restrição de que a estrutura da prática não é homologica nos vjrios níveis da produçáo e que. abre científicas novas e. . desenvolver correctamente) -a de que n dir.direito e.como no conceitualismo).explicar os seus desenvolvim~e~tos concretas. internos 2 estruhira da prática juridica. em face dos resultadoo explicativos que por este meio podem ser obtidos. virá para primeiro pIano. O que se apresenta como sirternático ou organizado n Y o são os valores ou os conceitos do direito. antes de tudo. Neste caso. portanto.e esta é. capaz de . a anhliw. ainda uma vantagem tiáo dcspicicnda .que a adopção desta perspectiva de enfoque materialista do modo de produção jurídico permite utilizar um prociesso de análise e uma grelha categoria1 semelhante àqueles que V a r x tornou operacionais para a análiw da prática económica. prn g ~ r a l . Por ~ u e m p l o . A opçio por esta via não se justifica. é certo. a investigação histórica ( e sociológica) ganha uma finura de análise desconhecida. Sem deixar de considerar como relevantes a generalidade dor eleme~itoçtidos em conta por estes entendimentos (embora náo as estratégias sxpiicativas por eles adoptados). e m vez de sacrificar ao esquematismo e do dissolver t d a a especificidade do jurídico pelo recurso a factores <gerais. rigorosamente atida à tese da deterrninação dos conteúdos da conxiência pelo contexto da prática ( 4 n ) .es no modo de produção económico ( ' 3 ) . como se tornará claro mais adiante.determitiação uu dependãncia que conduzam a um esquematismo explicativo redutor . portanto. a de que o direito é sobredeterminado pelas condições especificas da prática que o produz. assim. Atendese. quer pelo cconomicis~nomecanicista. a s relações entre os vários el. substituição que corresponde a o movimento antes referido de descena tramento do sujeito histórico e ao carácber estrutumnte da própria prática. em última instância determinada pelas relaçóes de produção. 6.da coniplexidade sociaI. relações directas de . quer pelo idealismo. sobretudo. responsáveis pela adequação final dos resultados normativos.A especificidade do direito não decorre. porém. O que não excluiu. Com isto. Resta precisar . em termm de opção uideolSgicavr. histórica ou sociológica. empregando outro tipo de Iingliagem.a biografia intelectual dos grandes juristas. de pcrmitir dar relevo a factures explicativos ciriternos~. a uma i'd'eia corrente na historiogrnfia juridica tradicional (ideia que eIa não conseguira. Ou. substituída. porventura.pela perspectiva d a sociologia cultural ("1 . Ela tem. o processo pelo qual tais valores c conceitos sdo produzidos e transforrnados (ou seja o aapamlho de produçáo~).ões iiitercoiidicioriantci-s.ementos da prática náo se afeiçoam às formas típicas dessas relaçõ. d e t e modo.eito é percorrído por uma lógica intrínseca. problemáticas que são excluídas do campo de análise nu que nele resultam claramente empobnecidas. como se viu. mas da aceitação [lu carácter relativamente autonomo da prática da quaI ele surge e na qual se realiza (").e esta é a s e p n d a vantagem deste tipo de anãliseo reconhecimento deste carácter estruturado e estruturante da realidade jurídica não deve desembocar numa atitude idealista.26 A HISTbRIA D O DIREITO NA HISTbRIA SOCIAL O MATERIALISMO HIBT4R~COX-4 HISTÓRIA DO DIREITO 27 para nível da prática humana. ela justifica-se. Outra temática que njao deixa de resultar secundarizada é a da estreita funcionaliza~áo das instituiçáes jurídicas em relação 6s exigkncias da organização d a estmtura económica da produção. em Lermos de se tornar ilegítimo qualquer método qu8e não tenha em conta a tensão dialectica da totalidade social. Só que . da explicação histórica. pCie em relação domínios até aqui estanques. como seria a de identificar o direito com um sistema axiológico (como nas várias correntes jusnaturaIistas) ou com um sistema formal (.

cesso não é nem a matéria-prima nem o produto. numa estrutura especifica. a estrutura de um prmessw de produção.de (cprodução») determinados. além de constituir uma realidade estruturada. nomeadamente com a política. unidade complexa das práticas existmtes numa determinada sociedade comporta um número elevado de práticas distintas e não simétricas. Esta estrutura define-se a partir dos seguintes elementos: natureza dos objectos-matéria-prima aos quais se apIiua o processo de transformação-produção. A mesma estrutura da prática é ainda reçponsável pela natureza dos seu3 elementos estruturais.desses meios O modo de ser . que i?. Voltar-se-á a este problema da matriz de articulação das váriw práticas da unidade social ao tratar da reIação da prática jurídica com outras práticas.com os sujeitos do discurso ( r e l a ç õ ~ pragmáticas). as resultados das práticas que estas estruturas suportam e determinam apresentam. homens. estatuto sociológico dos sujeitasagentes que accionam o processo produtivo (ou seja. A sua organização íntima não é explicável nem por um modelo de oausalidade directa a partir de um níicleo central. Este método de análise dos fenómenos culturais -que consibtc crn os visionar como manifestações de p r o w o s produtivos e explicar a partir da estrutura destes procmus o 4eu modo de ser. Também esta explica as m~anifestações concretas de produção de sentido a partir do funcionamento de sistemas simbólicos (códigos) subjamntes. cionalista. as relações sociais engendradas pela prática) . cada u m dele9 cobra. mas a prátioa em sentido estrito. no entanto. As homologias entre os dois modelos expIicativos são especialmente importantes no campo das da análise das ideologias. A unidade social forma antm uma totalidade . O conteítdo de uma prática é definido pela sua estrutura específica. ( 4 4 ) .A HIBTÕRIA DO DIRMTO NA. campo em que um e outro modelo permitem u l t r a p a m r o idealismo e o ~conomicismomecanicisia. a s estruturas das várias práticas articulam-se umas com as outras. uma certa correspondência ou adequação. a sua identidade a partir do modo de ser da articulação mútuta de todos eles. Assim. meios técnicos e métodos de utilização .deste sistema de elementos estruturais que sustêm uma prática determina os limites entre os quais podem variar os resultados (produtos) dessa prática. nem a partir de um modelo fun. natureza dos melos de p r o d q ü o accionados ( 9O . Só. as dos signos . utilizando ri terminologia da linguística transformacional. d e facto. Por pratica entende-se aum processo de transformação de uma matéria-prima determinada num produto deberminado. em qualquer caso. entre si.em que as distintas práticas <jogam> segundo um modelo determinado em última instância pela prática de produção de bens (prática económica). Por im se explica uma certa osciIaG20 ( p d o menos terminológica) entre .nos lirnitee da qual (competência) se manifestarão os seus resultados eoncretos (performances). bem como afastar a ideia de da arbitrariedade da produção d e sentido. A cprática sociala. não possuindo dmesie modo. as dos signos com os obiectm d m i p a d m (relações semânticas) . uma entidade estruturante. caracterizados por três níveis de relações: a? dos signos entre si (relações sintácticas). a a n á l i ~ e empírica pode fazer progredir esta oaracterizaçáo d a matriz de causalidade que opera n o seio da totalidade ~ o c i a l ("8). HIbTbRIA SOCIAL Antes de caracterizar a prática jurídica. pode dizer-se que a estrutura da prática estabelece a sua clcompetência~. uma identidade substancial anterior e indepedente do seu lugar no processo prodirtivo Uma segunda nota diz respeito ao modo como as práticas existentm a cada um dos níveis da unidade social se articulam entre si. utilizando meios . estabelecendo entre si limites e implicações mútuos. aIém disso. o momento em s mesmo do trai balho de transformaçáo que póe em acção. Nesta totalidade.elemento determinunbe d o pro') . a prática é. transformação efectuada por um trabalho humano determinado. Neste aentido. alguns prBsupostos acerca d a estrutura das prátims e da forma como estas ee articulam no seio da totalidade socimal. ou seja.tem alguns pontos d e contacto com a análise semiótica dos sistemas simbólicos.

que possibilita a manuterição e reprodução das cmdiçóes de pro. mação social ("1. bem como a dilucidação das relaçóea estruturais e Iunciomais entre elas são. no entanto. por um dcterminado modo de legitimasão dos sujeitos-agentes.acção iautónomas e assimétricaa. pelo contrário. ameios de produçáo~/ccódigos ( 6 0 ) . pleno sentido se. ' . ~eóricose maeeriais).escolas. h Poulantzas foi quem. que mantém a coesão do conjunto de níteis de uma unidade complexa e que regula o seu equilíbrio globaI enquanto sistema (<garantir globnlmente as coridi~ões de atabilidade do status qrco social. prlos seus objecto e prwluto. contudo. e. decifrar a unidade da estrutura e agir sobre ela. 'estaria completa a caracterização da prática poIítica: {têm por objecto o momento actual. meios jurídicos-oobietudo cigrio e prisional. . apenas. i . Esta formulação deixa suficientemente claro que a prática política comporta em si várias modalidades de . igrejas. dução ( ' I ) .eterrninada de resultados r"). o I i i p r onde se condensam as contradições dos diverscvs níveis (econámico. na perspectiva teórica aqui assumida. a a c t i v a ~ ã ode cada um deles efectiva-se através de irma prática (poderíamos chamar-lhe 6subprática~se isso não se tornasse pretensioso) wpccilica caracterizada por um determinado plano de emcrgêiicia dos objectos. Ela caracavançou mais na caracterização d a terizar-se-ia. xsujeitos-agentrs~/~locutores~. por uma gama d. Em conclusãn. dizendo de outro modo. produz transformações . A contradistinção entre a prática jurídica e a prática politica.30 A HISTbRIA DO DIREITO NA BISTORIA SOCIAL O MATERIALISMO HISTORICO hTA HZST6RLA DO DIREITO 31 os dois modelos.o ser O cfactor de coesão dos níveis de uma for. J. a função n. o lugar a partir do qual se pode. especia!rnpnte importantes. Isto porque o aproximam implicitamente dos níveis político e ideolégico até dissolverem a sua especificidade (51). Bergrnann CIaro que esta fuiição não tem nada a ver com aquela que no concepyóc~integracionibtas atribuem ao Estado a de salvaguardar as necessidades vitais d e uma colectividade. produzindo transforn~açócs da unidude da forrnaçüo social 1prodiito). Se a produção dos resul. por uma referência aos meios de transformação. meios estritam~nte políticos . o produto seria a ictransforma@io da unidade de lima formação sonaf».instituições político-con~titucionais ("'). t caracterizar o Eatado a partir da sua Eunsão específica . frequente em certas correntes modernas de sociologia cultural: xresultados da práticaw/aefeitm d e sentido». correspondentes aos vários níveis instiiucionais o u estruturais accionados (meios té'cnico-económicos intervençáo n o procesJo produtivo. Esta definicão EÓ ganha. por uma determinada panóplia de instrumentos (institucionais. ideológico. teórico e polítioo em sentido estrito). em ~ o m ~ l ~ m e nseo .ou..onais ou etruturais.tados p o l i ticos se obtém accionando os vários nieios instituci. numa situação concreta. referência tornada necessária para obter a contradistinçso entre a prática política e qualquer outro processo que produza a transformação da unidade social. no entanto. 0 s meios ou instrumentos de transformação característicos d a prática política seriam constituídos por acções visando o poder de Estado.da unidade d e uma formação social. em seguida. como objectiro e e4tratCgia específicos as estruturas políticas do Estado» ("3). a prática política pode ser uaracterizada como a que incide sobre a conjunc~urasocial (objecto-matéria-prima). aparelho judiaparelhos culturais. -4 partir daqui. isto é. Prática jurídica e pr8tica poiítica Na identificaçâo dos vários níveis da prática social os autores mais afeitos a este modelo de análise não autonomizam explicitamente o nível jurídico. mantém-na . - (js). através da acsão sobre qualquer das e s t r m r m e instituições sociais (Estudo) que têm por Junção manter o equilibrio dessa unidrsde (meios ou instrumentos de produção) ("1. em primeiro lugar. na medida exacta eni que tem como ponto de impacte. aquele que é compatível com o modo dc produfão dominante nu. De facto.reguiadurdw do Estado reconduz-ae sempre à obtenção de um rerto equilíbrio. eliminar riscos e conflitos etruturais e impedir em todos os planos da saciedads disfungõa que ponham e m perigo o sistemas. meios ideológicos . A caracterização completar-se-ia. O factor. O objecto seria o amomento a c t i i a l ~("a).

iavestimentos públicos. o interesse político de uma classe ter de ser sacrificado à indisponibilidade da forma jurídica. d a lógica total da formação social (60). na verdade.do o enfoque escolhido para toda esta minha abordagem do direito e d a sua história . Como refere R. como -enfimnível especifico d o apolítico. como característica especifica do direito.obtém-3e também pela intervenção «correctiva» do aparelho repressivo. intervenção por uma prévia valoraçiio das condutas sociais levada a cabo peIo aparelho jurídico.ncia relativa d e cada um deles na produção deste resultado dependem também da natureza global do <poiitico. cuja p o s i ~ ã ocoincide. e. grosso modo.do resultado tensão da unidade social» e a importâ. Como també.com os i vontade da classe sem pressupostos) o direito a o interesse e . . pela especificidade dos seus r e s u l ~ o -a s pzodzqão da ~aEoraçãojuridica das condutas sociais ( a o contrário da sua valoração ética ou económica) . aparece com toda a aeuidade d o pensamento jurídico marxista desde que se sublinhe o carácter instrumental do direito em relação à luta de dasm. em A. É neste contexto de análise global da instância do político que tem de ser situado o problema sociológico e histórico d o direito . atingidos certos limiares. J.D A HISi'ORIA DO DIREfTO NA HISrrdRIA SOCIAL O MATE"RIALISM0 HISTORICO NA LíIBTORU DO D1RE:ITO 33 Todavia. O direito constitui. de transformar/manter a unidade social. garantia de preços. ela . o m'odo d e ser de cada uma das práticas que se d m v o l v e n o âmbito global da prática política é limitado pelas estruturas e função deste nível. cum esta que se acaba de referir ( 6 2 ) .dos factos sociais que se apreende o que o separa e o que o une aos resultados desse outro aprocesso2 (a prática upolítica>) que incide gloliali~~erite sobre a Eormaçáo social. embora inter-relacionados. antes de serem duas entidades autónomas. adquirindo os caracteres de um fenómeno específico e a'utónomo (").económicas . Esta questão surge. - - Este problenia da distinçiiálu do arjurídicua e do *yolíticu~. Desde que o direito seja encarado apenas ou predominantemente como um instrumento de realização dos interesses da clasw dominante. Avança.legitima a intervenção do aparelho reprerjiim d o Estado ("'). nomeadamente.Modalidade que se caracteriza pela especificidade dos elementos estruturais da prática que a sustenta. já que não consegue descrever suficientemente 03 caracteres distintivos desta forma particular em relação i s outras. Mas o que nzo fica explicado 6 porque é que. a t r a v k desta.que se deve colher a especificidade do direito como modalidade de rcalizaçáo do político. que Marx e 'Engels abordaram ao longo de toda a sua obra a partir de uma série de perspectivas cujos inventário e confronto não estgo ainda feitos. vantagens fiscais) ou da intervenção arpers u a s o r a ~dos aparelhos ideológicos. a questáo que surge é a de saber se náo se devem integrar numa ) mesma categoria teórica ( o ~ p o l í t i c ~ was várias modalidade de r~alização desse+ interesses (incluindo a modalidade jurídica). o que aqui fica. Vysinskij. são produtos distintos de prscessos prdclutivos distintos. Ora bem. Se a manutençjo da unidade social se obtém atravks da intervenção apromotoraa do Estado no prooesso produtivo (intervenção que pod. de novo. . dominante e sublinhe a ideia de que o direi70 é uma forma (particular entre outras) da política. Embora Vysinskij critique a Stucka a identificação do juridico a do político ao reduzir (contraditoriamente . é através da reconstrução mdeote cproceosoB que dá origem a valoração jurídica . O próprio d o como o resuls tados parciais de cada uma destas práticas se combinam entre ctransformação/manusi para a produção .e revestir formas puramente . a defesa do interese da classe dominante e x i g ~ intervenqão de a um instrumento normativo. uma niodalidade específica da realização da funçáo política.como modalidade a u t k o m a da realização da tarefa tpolitica. Guastini. sem rarposta é a apo~sibilidade de reconstruir teoricamente o processo por via do qual o direito nasce sobre o terreno das relações sociais de produção e d ~ t a s se separa. em certos momentos. Dircitn e política. como prática sai generis no seio da prática política. a verdade é que poucos passos avança para a l h desta justa precisão. Desde logo. a tnor- matividade. 6 certo.m não fica explicado aquele facto j i referido por Marx de. É a partir deste enfoque -que tem si.

DO DIREITO NA. pôr em condições de serem accionados) os aparelhs repressivos do Estado. A prodiiráo de reultados c<juridicos» com a s caracteristicas descritas docorre do funcionamento de um aparelho de produção caracterizado a partir de elementos estruturais já e n u m ~ r a d o s Daí que uma explicação exaustiva da autonomia e. mais ainda porque a trandormaç50 das relações sociais originada pela prática jurídica está na origem de novas constmções ideológicas da rralidade [as formas da consciência social <correspondem. W DIREITO 36 T a l como a prática política. e. N2o se trata. O surgir do <jurídico. Daqui o poder-se dizer que a prática jurídica não se limita a transformar a scon~ciêncimdos homens (como a3 práticas ideológicas). s e relaciona com outras estruturas.icações entre ideologia e direito são muito apertadas. prefácio à Contribui& para a Critica da Economia Política. à superstrutura jurídico-política (K. 1857)] (7 ' ). a um efeito de 3entido com eficcicia Também aqui . Esta ccmtradistinçáo entrc as práticas política c jurídica. Práticas vizinhas da jurídica.. siihjacentes a práticas de outro nível. na natureza dos resultados produzidos. Mas o seu obiectivo constitui.Se todas produzem um refeito de yentido» -ou seja. mas da produção -através d e uma prática específica . sendo d e acrescentar que estes modelos são determinados ern última instância ela estruturação do ~politico>e pelo lugar que este ocupa na lógica globaI da formação social. um específico modo de actuação sobre elas com isto d~ característico que é o de gerar um sentimento colectivo de legilimidade quanto à: interv e q ã o coercava do aparelho repressivo do Estado (produGáo do efeito a que chamarei ade jurisdicidade~). As concepçõe3 materialistas do direito têm frequentemente caído na i m p a s e do mecanicismo ou do instrumeatalismo.34 A HISTORIA. contribui para um desuendamento mais completo do modelo d e intercausalidade a que o direito está sujeito n o seio da totalidade social. da transfarmaçáo d e resultados puramente ideológicos (i.da5 duds do práticas só possa ser feita a partir das m a s diferenças e imp11caçóes estruturais dos caparclhosa que as suportam. o primeiro vendo no direito um reflexo directo Ja base económ~ca. A distinção mais imediata entre umas e outra radica. de valorações éticas ou religiosas das condutas sociais). apenas da atribuição dc força coactiva aos resuItados das práticas ideológicas. a prática jurídica tem por objecto a trandormação-manutenção das relações sociais ( " 5 ) . p d u menos. Claro que as imbr. o efeito produzido pela prática jurídica (refeito d e jurisdicidadew) tem isso de característicu que é o accionar (ou. porém. a produção d o tefeito de conhecimento») rrwltam de efeitos ideológicos de sentido. de obter a ttansfomaçáo-manutenção das reIaçóes sociais ('I"). Este novo efeito de sentido resulta. este cpolítico~. i. a uma ruptura axiolágicn. mos). através da natureza mdeotes. na produz transformações nas prOpriCkF relações $sociais ( O R ) . . normalmente.de novos r m l tados ( % o ) .HISTORIA SOCIAL O MILTERIALISMO HISTúRICO NA RISTORIA. C]d ~ e l d ~ i ~ l l d ( . . O jurídico e o idaolbgico cadctiva !a chamada opinio iuris). outro modo. não 6. feita na base da especificidade dos resultados d e cada uma delas. iio entanto. Marx. na verdade.como na contradistinção entre o «jurídico* e o cpolítico. corresponde.só a análiue estrutural p d e dar conta dos modelos de autonomia e de implicat$io entre as práticas j u ~ í d i c a e ideológica. são as práticas ideológicas. Por isso o direito foi expressamente nutado por Marx e se distingue -como Engelsdo mero uso da força. dentro do domínio mais vasto do político. -4 consideração do direito como uma prática que se desenrola a partir de uma combinaçáa especíEioa de certos elementos estruturais e que. e. 110 Incúrtlu pabbo.. tal como os reultados da teoria (ou seja. Não sb porque os resultados ideológicos intervêm na prática jurídica ao nível dos meios de produção (como verc. deste modo. . P produção de um efeito d e sentido qualitativamente diferente. suficiente. uma valoraçéo dos factos sociais-. ainda aqui.

Trata-se de vários modelos expIicativos. conta de um aspocto da q u ~ t ã o mas situados ao nível da e x p l i caçáo metafórica.da relação causal (~ubredeterrninação d a contradição principal pelas contradições secundárias. como já se referiu (cf. b ) ExistGncia .das condições materiais que a s sustinham ou em áantecipa~óes. como pode significar que o ocultam. C ) Existência -de . - Posto isto. as coisas se passam (de foma semelhante>. logia.estrutural. sobretudo. eles limitam-s~a afirmar que. volvida ('9). processo acerca do qual os cIássicos do marxismo não apresentaram uma teoria explícita e desen.dependem da função do jurídico no s~stemad e instâncias da totalidade social. dito com um directo deito causal.. e voltando à questão d a não homologia entre os perfis de evolução da base económica e da superstru. em primeiro lugar. critivas 6. não é d e escolher a expressáo ou a iiie~áfora que melhor ye adeqúe a uma rerta concepção abstracta das relações entre a base e a superstrutura jurídica (determinar? condicionar? corresponder? reflectir? encobrir?). limite correspondente à determinação da prática .a o seu nível. no domínio da causalidade sociológica. P a r a dar conta desta náo homolugia entre os perfis de evoluçáo da base económica e da superstrutura juridica lêm sido utilizadas várias EorrnuIacúes descritivas: a ) A relação causal consiste apenas n a introdução de um limite de variação dos rmuItados da prática determinada (neste caso. dizer que as relações jurídicas são determinadas pela base económica tanto pode querer dizer que a s primeiras manifestam. da forma jurídica sobre a m&érig das relações d e produçáo. Invocando modeIos de expIicaçáo causal válidos noutros domínios do conheciniento (matemática. dando todos eles . avançar n a explicação do processo causal através da análise concreta da estrutura subjacente . pouco adiantando sobre o processo concreto d e efectivação desta causalidade. n o final deste ensaio). anexo I.36 A HISTORIA DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL O MATERIALISMO RISTORICO NA HISTbRIA DO DIREITO 37 o segundo um puro instrumento de domínio das classes dominantes ( ' I ) . i questáo da impossibilidade d e configurar o juri. Do que se trata. cl) Gonfiguração da relação causal etn vigor no domínio sociológico como uma relação de causalidade indirecta ou . quer da estrutura do processo de produçáo da superstrutiira jurídica.deencontros cronológicos entre a evolução . a pBtneira qumtão que. bio. se póe é a questão da netureza do e f e ~ t o cau-sal. do o meio adequado d e ultrapassar as fórmulas deseconómico-. física.tura jurídica -isto é.de ac@o de retorno ou cjei~osde «feeS-Dack» entre a base e a superstrutura. nesta sede. outras das vezes será -em contrapartida a de encobrir essa dominação por meio do estabelecimento de uma série de regras de convivência pretensamente abstra~ctase svpracfassistas. na terminsoIogia de L.da base económica e d a superstrutura. materiaIizados . Na verdade. a resposta à pergunta <corno é que o direito se adequa base econlmica?» .exige uma prPvia dilucirl* & fu%w do jurídico na estrutura social. acçóes que explicariam uma carta responsabilidttde das estruturas juridicas a políticas na própria configuração da base económica. Uma coisa ou cvutra -ou seja. por outras palavras. quer das funções concretas que esta desempenha no seio d a estrutura sociaI global. a económica) . seja de que natureza for.determinante (neste caso. Sem se pretender entrar em grandes desenvolvimentos. mas sobretudo de descrever a s determinaçóes decorrentes. a produção de um ou outro efeito causal . Assim. a identificação da natureza do efeito d a causalidade -isto é. a análise marxista das r e l a ç õ ~ sentre as instâncias do económico e do jurídico sempre foi muito mais matizada.em tsobrevivências jurídicas* para além . No entanto. a jurídica). o desenho 'das últimas. Uma das vezes essa funçáo será a de fornecer os instrurnentos repressivos necessários à dominação de classe. o que aponta para a existência efeitos que complicam a linearidade . Althusser). çobrebudo}.

modifícaçõeç jntra-estruturais já que o novo arranjo normativo ou dogmático. de acordo com um sistema de articulação global. ma$. afinal. o direito não corresponde unicamente a uma situação e. Neste passo da antílise a lógica intm-estrutural ceda o passo i lógica inter-estrutural. como inconsistentew) . de um processo semelhante a o da evolução biolbpica: não é que o meio externo produza directamente mutações biológicas.do procmso produtivo terá maiores possibilidades de êxito do que uma outra que conduza a uma s o l u ~ ã oinadequada deste ponto d e vista.áo d o sistema produtivo (ou seja. então. dade interna. à lógica que comanda n sistema que articula entre si as várias estruturas ( d e produção). diriamos que tim certo arranjo normativo ou dogmática que conduza ii wlugáo de uma contradição social de forma adequada à lógica . o s devam receber). F. por um lado. identificagão dos ntveis e formas através dos quas a edrrdura da p r jurídica ~ per~ C ! rneivel a determinaço'es externas. Engels na já citada Carte o S c h n d t (27 de Outubro de 1590) ( t n u m Estado moderno. que as condições externas são factores de selecyão natural que favorecem a preservação de espé. dar conta de um sistema de causnlidade bifronte. com uma redefiniçáo d w seus elementos estru. até que ponto são recebíveis pelas outras instâncias da totalidade social que. Se os pressupostos teóricos forem correctos. d a prática). por outro lado. ser deste tipo. se intpgra nos meios de p r o d u ~ á o jurídica. a ser exprssão dela. verá os seus resultados rejeiter tados. d o modelo segundo o qual a prática jiirídica se articula. iin dos arranjos vai ser dotado por via da sua adequapão as condições extra-estruturais. Em primeiro lugar. explicada que tiver sido a reguladade da estrutura que sustém a prática. Isto é. Em terceiro lugar. não realizara o seu papel no sistema global d e artioulaçáo das diversas práticas. que náo deve surgir. Ambos possíveis do ponto de vista in-tra-estrutural. pode dizer-se que este segundo nível do prOCõsJ0 caiisal introduz um <limite de variagão. em cada f o r m a g o . dizendo doutro modo. de uma força expansiva que o erigirá em arranjo dominante. Passando para a domínio do direito. awrigrurçh da função global da prútica jarutica. representa também uma expressão coerente em si mesma. explica a regularidade da produção da prática considerada. por virtude de contradiçães internas. o sistema produtivo entrará em disfunção.38 A HIBTõRIA DO DIREITO NA HIST6RIA SOCIAL O MATERIALISMO HISTbRICO NA HIBT6RiA D O DIREITO 89 a cada nível da prática (neste caso. explica o modo pelo qual esta cstrutura da prática se abre a determinaGões cxternas. não está completa a explicação do procrsso de causalidade interveniente entre os vários níveis da unidade social. Em segundo lugar. bem como a referência a o modelo de articulação mútua entre os vários niveis que daqui decorre. A análise do sistema de causalidade em que o direito está inserido deve. Todo este pmcesso acabará p o ~ conseqi18ncias intra"estruturais e originará uma recornposic. para os resultados produzidos em obediência a o modelo de causali. ou seja. o que constitui um outro aspecto de uma lógica estrutural interna. da coerência desta estrutura com a natureza dos produtos. portanto. a o passar a fazer parte do corpo do direito constituído. falta averiguar em que medida os resultados produzidos em obediência à lógica intra-estrutural antes revelada se adequam à função global d a prática considerada (ou. revelando os processos causais que ligam os seus resultados ao modn de combinação dos elementos estruturais do aparelho d e produção. Esta análise dará conta. Trata-se. ou seja. cies portadoras de mutaç6es biolijgicas que se Ihes adequam ou a extinção daquelas que não apresenteni tais mutaç6es. Ou soja. de um sistema de causalidade que. no fundo. A isto referiria.da sua estrutura. Falta a tal referência à função d e cada niml n o seio do sistema qire torna coerente a totalidade wcial. antes. E que. da prática jurídica) e das inter-rela~õesentre aslas diversas e ~ t r u t u r a sregionais. porventura.turais e (ou) da sua combinação. da dupla coerência interna do processo produtivo: da coerência interna . eventualmente. isto originará. Mas. snáiise dos ~)socossos causais intra-estruturais que explicam as resultados. P a r a além deste limite. Recorrendo a uma imagem. uma análise estrutural da prdica deve.

sária a explicitação do modelu global. se aproxima estruturalmente da produção teórica. em última analise. Bs que estabelecem a organizaçáo judiciária. determinação dos efeitos & dufunsão sobre o eyudibrio znterno da estrJrtru que sustém a prdtica juridica.o da prática jurid i c o . e em yuarto lugar. nos casos em que se reconheça a o costume e dignidade de fonte d e diritu ( 7 9 ) .pelo menos prima facie- . as indicações que seguem encaram a prática de produçáo do direito mnio um tado. cornpli. no entanto. A análise empírica de situações histbricas concretas n%o cdeixará de revelar como.ditar normas jurídicas ou a valores as condutas sociais concretas são. Em segundo lugar.elemeritos estruturais do aparelho . luncionalmente diferenks dos produzidos pela prática jurídica em geral. autunomizar a atiálisc de dois processos produtivos relativam. não convirá sublinhar de forma muito carregada a autonomia estrutural da prática cientitica dos juristas já que. assernbleias representativas. sobretudo. por isso. opinio communis doc&orurn) ou a quem se raconheça a detençáo da tredição jurídica e. no seio da sua prática. a relação causal interestrutural leva a melhor sobre o processo de causalidade interna. esta e inscreve no espaço que lhe é criado pela iuncianamento globaI do aparelho de produçzo do direito. talvez. Ou seja. em primeiro lugar.stória . vamos entrar na análise dos . mais . tribunais. Neste sentido. %. a definição cios detentores do poder jurídico-normativo é feita atrar&s das normas que estabelecent o sistema de .40 A HTSTORIA D O DIREITO NA HISTbRIA SOCIAL O MATERIALISMO EIST6RICO NA HISTORIA DO DIREZTO 41 social.wr de forma de mornenta desneces- - Os agentes (indivíduos. por zim lado.de produç50 do . h~bora este aparelho apresente uma fun'damental unidade. Interessaria. afinal. definidos pela prática política. um e outro respon&veis pela valaração dos factos sociais.que se apresenta como um componente da anterior mas que tem aspectos de uma Iinguagem de segunda ordem (meta-linguagem) e.do que urna subprática.ou actualizar. através desta. o modo de articulação entre duas fases relativamente autónomas do proctsao causal. sobretudo quando se trata de fazer a hi. ocioso distinguir. a quem ee confira o poder autónomo de . inatitriiçóes) admitidos a e. dos limites da disfunçáo. que resulta a valoração jurídica dos factos de sociais. os seas resiiltados não são. através das norRMS jarirlicus gue estubejerem o elenco das fontes de direito. Esta opçáo que traria certas vantagens heurísticas.declarar o direito (iurisprudentia romana.da ciencia jurídicu viria. Por isso.ente autónomos. t d o s da prática jurídica e. finalmente. Este facto de os sujeitos da prática juridica serem designaela prática ~ o l í t i c aé uni dos . com as restantes priticas sociais. já que. Nestes se mnnlfestn. e o d a prática jwridico-cie~ilica. Esta definição é feita. De resto. a prápria comunidade. determinação do ehmite de uariqüo. Em quinto lugar. O estatuto dos sujeitas-agentes Posto isto. A rejeicão continuada dos resultados da pratica jurídica (ou de certos dos seus resultados) tem tido historicainente a consqu6ncia de provocar uma sua recomposisão intra estnitural e. logo.direito.n o r m i ~ x z . goveriio. poder local. não seria. em substância. com vista a urna análise mais minuciosa. apa. n a verdade.xaplicaçãor> do direito e que correspondem. por outro. o poder de a interpretar . uma modificaçáo da natureza dos seus resultados. as quais legitimam certos sujeitos-agentes para a tarefa de criar ou declarar o direita: soberano. os jurisconsultos ou j u r i s p f tos. que pode ser admitida a criar autonomamente o direito. cansequentementc. tão esclareccdora como a analise da funcionalidade da prática jurídica é s análise da sua disfuncionalidade. o destino dos resultados jurídicos internamente possíveis mas externamente ahrrantes. A partir daqui. ao Estado [na sua acepção larga de <centro do e x ~ m i c i odo poder p o l i t i c o ~ ) que c ~ m p e t edefinir os detentores do poder bgislativo e judicial. grosso nroúo. rentemente. dos resul.

em última análise. em síntese. por exemplo. Então. no final do stculo xvrrr e primeira metade d o &culo XIX. Na verdade e em regra geral. isto é. É que esta última não só é pemiável. o advento ou declinio . ApOs a revolução. com o direito estrangeiro. a tensão entre direitos nacionais e Direito R o m n o durante os &culos XVIII e XIX (cuja leitura reriulta milito mais clara se se considerar que a persistência da tradiyiío romanística) mais do que garantir certos resultados norrnotivos. da um direito aacessível a todos* (entenda-se. no período anterior (séculos 1 a m I i ) . Assim. adoutores%). Frequentemente adquirem valor jurídico. tinha. categoria com um Iugar muito caracteristica na eatriitiira social do antigo regime. de direito traz consigo (designa) uma categoria de tsacerdotes~. a crise d o monopólio sobre que ela aparentemente mantinlia o seu poder e através de que conseguia reproduzi-10-a tradiçáo juridica romanista. Na ~ e r d a d e . a categoria social catapultada para suporte da prática de ~ r o d u ç ã odo 'direito não possui os segredos -até ao nível da língua prolissional.normativo normas que não são dffiignadas como juridicamente vigentes pela lei definidora das fontes de direito. sobretudo. A progressiva desagegaçáo deste bloco significa a crise pala rsta categoria e. as mudanças dos sujeitos-supor~esda prática jurídica originam uma correspondente mudança dos meios de pcoduçáo do direito. verdadeira charneira . os reais sujeitos agentes da prática jurídica.g. assim como.categoria esta que E portadom. de um certo estatuto social. nesse ~entido. também. por sua vez. entre nós. a não aplicação efectiva de normas jurídicas formalmente esta. burgiesa por o r i g ~ m nobilitada por profissão. como veremos. gorias sociais e com o seu estatuto. garantia um dilatado poder à categoria social dos juristas de profissão (os aletrados. cada donie. não se traduz numa relação de determinação directa.. O inverso.da utensilagern da jurisprudência tradicional e. que a efectiva divisão social do trabalho n o seio d a classe dominante nem sempre coincide -raramente coincidecom a imagem que dessa divisão têm os estratos detentores do poder político. m relagão a determinações de outras instâncias (v.que a divisão social do trabalho n o seio da clawe dominante não decorre da vontade consciente de uma clawe (expressa pelo poder político). essencial à coesiio do bloco sacia1 no Poder durante o irastado de transiçãoí. por isso. corisequmteniente. como esta mesma prática jurídica institui e legitima outros sujeitos agentes ou baralha a hierarquia e competência relativas dos sujeitos agentes designados pelas instâncias políticas. Esta não correspondência entre os deteniore~formais (elegais. cuja aplicaçáo prática ultrapassava largamente o relevo que lhe era dado no sistema formal das fontes de direito (71).. Dir-se-á. só eles e sempre eles. o latim. tambhm se verifica. a condkr%o de uma aIteraçáo na rede das relações sociais que catapultou para a cena da prática jurídica ou dela expulsou unia certa categoria social.4 a A HISTORIA DO DíRGITO NA HIST6RIA SOCIAL O MATEIRIALISMO HIWORICO NA HIST6RIA IXi DIREITO primeiro aspecto da embricação entre as duas. Ou -de uma forma talvez mais rigorosa. A luta pela imposição do direito nacional e. Que é o sinal ( O Ur r s u l t d o ) de factos que sc passam para além d<vs limítes da prática jurídica mostram-no alguns exemplos. ma5 de lógica de uma estratificaçáo social e profissional decorrente. a todas as categorias da classe dominante) representa também a luta para pôr termo a este inonopblio absoluto d a produção do direito ( e ao cansequente poder daí decorrente) -entre nós denunciado desde as comédias de Gil Vicente.o facto de s verificar ao nível d o rpolíticbw a designação dos e titulares do poder nomativo e junsdicionai náo implica que esse sejam. n o entanto. i d r i c a ç ã o que aqui se manifesta sob a forma de uma dependência da primeira em relação à segunda.) d o poder de edição do direito e os seus detentores efectivos tem abundantes exemplos na história do direito. a legitirnaçáo dos jurisperitos é geralmente regulada pelo aparelho de ensino). d o modo de produção. DependGncia que. - . Factos como os que ficam referido3 têm a ver com a situação dos sujritos da prática jurídica no quadro das diferentes cate. isso aconteceu. helecidas como vigentes. ocorrido com o Direito Romano. entre a grande e média burguesias e a nobreza e.por parte dos juristas profissionais.de um certo modo de maiiifestaçáo da direito é o sinal (ou resultado) -embora tamliém.

ms Por exemplo. Tal como n a análise do processo produtivo económico.pode ser inclusivamente condicionante eni relaqno à produção de alterações noutros níveis da prática social ( n o caso concreto. O ensino do Direito e o corpns da literatura jurídica. o certo 6 tambem que existem condições intra-estruturais para que este fenómeno (extra-estrutiiral) de recomposição social influa nas condipões em que decorre a prática jurídica. Tal como a natureza dos meios técnicos 'de produçáo económica aponta para um certo tipo de titularidade do processo pro- dutivo (OU seja. dos testamentos de juristas letrados e dos tribunais no sistema de prodiição do direito (e. Ncsta medida. a variável independente do processo. VÊ-10-emos em breve. a própria estrutura d a prática jurídios çobredetermina a estrutura mais vasta em que se insere e estabelece um certo limite de permeabiIidade aos factos extra-estruturais. 6rgãos jurisdicionais. tal como resultam d a análise concreta da pratica jurídico-normativa): o seu formal de nepír a sanção régia à s deliberaçócs parlan~er~tnres ( e de. aqui haverá que distinguir entrc os poderes legais de edição d o direito e o papel bectivamente desempenhado pelo sujcito na prática de prodiição. Um exemplo do relevo da d i s t i n ~ ã oé o dado pela não coini cidência dos poderes constitucionais da Coroa quanto . a preponderância. a partir dai.' evidente. e. que os meios de produção do direito não G o . assim.produção legislativa no sistema da rios= Carta Constitucional (1826) com os seus poderes de facto (i.laçõts de prodas dução). . o certo é também que estes efeitos intra-estruturais só se verificam nos Imites de permeabilidade que a própria estrutura da prática estahlece para os factos externos.do estamento dos juristas como sujeitos-agmtes do processo de produção do direito só se estabelece quando SP age sobre os prbprios meios dp prodiição. no próprio contexto sociopolítico) tem que ser com factores internos ao nível do ajuridico.definem ainda implicitamente as instituições e categorias de indivídcos com capacidade para accionar a panóplia dos meios de produção jurídica e. etc) . por outro. não só um campo de objectos relevantes. no caso concreto. a o designar. para uma certa ~ . Um outro aspecto muito próximo do até aqui focado é o de que náo basta o . nomeadamente. com a imponência dos instrumentos técnicos e teóricos do direito tradicional. se é certo que.. sistemas dogmliiicos. se constituir como a ~ n t e prodiição jurídica) de - . se mutações ao nível das fontes de direito manifestam o efeito intra-estrutural das circunstâncias extrinsecas à prática discursiva. a supremacia do legislativo sobre a jurisprudência e o definliamento .fenámenos d e recomposição da matriz das relações sociais. a o mesmo tempo que designam um campo de reEerência para toda a produçáo jurídica -i.. assim como ai se distingur entre a propriedade jurídica e a propiiedade efectiva dos meios de produçáo. E. o11 spja. eles tamb6n1. por iim lado. um certo desenho das relações destes com os outros comparticipes no processo (órgãos políticos.. em contrapartida. uma alteração do elenco das fontes de direito manifesta -ao nível da prática jurídica . portanto. a o nível da matriz d a relações sociais). para encarnar o estatuto dc sujeitos-'agentes do processo ~ r o d u t i v o . quando sv e m p r e e n d ~a r~fnrrna do ensino do direito e da prbpria lite'. até meados de Setecentos. ratura jiirídica ( 9Só então --quebradas as pcçac frindamrntais d o ciqtema de reprodução das relações dc produção jurídica muda a titularidade do procegso produtivo. há lugar aqui para a distinçáo entre o plano jurídico formal e o plano material da análise. a alteração do elenco das fontes d e direito -bem como as mutações verificadas a o nível dos meios conceituais e institucionais d e produção do direito (estratégias discursivas. a detensão do processo produtivo por unia certa categoria d~ agentes. etc. formados na tradição universitária europeia da época. ensino do direito. ela mesma. mas ainda um «perfil (digamos) profissional. conceituais e argumentativos. neste sentido. para os sujeitos.estatuto formal de um agente para caractcrizar o seu efectivo papel no processo produtivo. Por isso.A HISTóBIA DO DIRDITO NA HISTORIA SOCIAL Mas. o aparelho teórico da tradiçáo rornaníatica. também a natureza dos meios de produção jurídica -no exemplo acima.e.no caso concreto os juristas letrados. Ou wja. enquanto lhe assi~iamobjectus. e. órgãos administrativos). f o r m a % rc.implica. E.

Assim. este fenómeno não se dá só por isso. porventura. o que significa que. Um exemplo 8. mas lambérn pela g e r q ã o e erupç6.através dos restantes aparelhos ideológicos do Ejtado) . todos estes fenómenos de erupção dos sujeitos.agentes no seio da prática jurídica. os objectos da prhtica juridica síio os próprias situaa valorar juridicamente.e escolhendo agora um exemplo de eEicácia demonstrativa mais vasta-. uma vez mais. entáo. . no entanto. na verdade. já que a intervenção d o Estado se pode efectuar por processos não jurídicos (v. não são também acontecimentos fortuitos ou arbitrários. E o movimento de sentido contrário também se verifica . Embora certas instâncias dn vida social ( e nomearinmente a prática económica) possam apontar para uma jurisdicionalização de certos campos da vida social. O plano de emergência dos objectos a valorar pelo direito é assim. Assim.0 sentido de definir o campo de objectos da pr8tica juridica como equivalente a o campo de intervenção do Estado na vida social.o desses mesmos elementos..pela matriz insita no .de reeducação) rem tornar necerisária a siia conà~deração (c£. sistema de produçáo juridica. mais precisamente. Ou. a Coroa não dispunha. Todas estas distorções n o elenco dos detzntores do poder de criar o direito tal como 6 definido pela instância política correspondem. São fetiómenoo a explicar ao nível do próprio sistema instituído no interior da prática e só através do jogo global deste sistema relacionados com instâncias exteriores ao nível do ~ j u r í dico~. a o fenómeno antes referido de que a esbr&ura da prática não sa' é responsável por u m e s p e c i b a conbinqão dos sem elementos.a o falar da natureza especifica do <efeito de jurisdicidade~.de outros códigos (moral. Tal como em relação i definisão do estatuto dos sujeitos-agentes isto não acontece. avanyar n. estaríamos perante um outro exemplo de não coincidência entre o estatuto jurídico e o estatuto efectivo dos sujeitos-agentes. a prática política.a permanência de uma jurisdicionalizaç5o da3 relações sociais contraditória com o asentimento social> da sua irrelwância jurídica. através de processos económicas ou. Foucault. ainda.a prática jurídica náo se limita a transformar a consciência dos homens (como acontece com as práticas ideológicas). Surveiller et punir. permanecia-lhe relativamente impermeável até que uma m u t a ~ á o na estratégia da punigão (a punição como esforço de recuper a ~ ã o . produz o efeito de sentido adequado a desencadear um processo de t r a r i ~ f o r m a ~ ácoactiva dessas reIao ções. até que ponto não era apenas formal o papel do legislador na coristituição do direito em Portugal n o século XVII e na primeira metade do Gculo XVIII? Até que ponto o papel decisivo na edição d o direito ( e não só na sua aplicação) não era deempenhado pelos juizes? A ser assim -e só a análise da prática jurídico-normativa o pode revelar-. religioso) que não o jurídico e a acção sobre eles através d e outros instrumentos que não o direito. as coisas estejam maduras para que isto aconteça. M. determinado -ele tarn&rn . NaWsencs de la prison. apesar d e tudo. porém. isto é. d e um poder efectivo. g. mas progressivamente em ramos do direito privado) da realida de psicológica como otj.destes desencontros. a <marcação.O MATERIALISMO HISiT6RICO NA EISTbRLA DO DIREITO 48 A HISTóRIA DO DIREITO NA IÍISTQRIA SOCIAL 47 Farammte foi utilizado. . O direito criminal. que o tomavam como objecto desde tempos imemoriajs. ela transforma as próprias relações sociais. A valoraçáo deste nivel não era dmconhecida de outros sistemas valorativos (nomeadamente a moral e a religião). a admitir que certos elementos estruturais da prática jurídica eram definidos por uma outra prática. Exemplos . Por outro lado . O campo doe objectotos Como já se d i s e . não se dá senão quando.dos factos sociais exigida pela função global do político poda efectuar-se a partir . do ponto de vista das condições da prática jurídica. . a erupção no campo do direito (sobretudo no direito criminal. neste domínio. Poder-se-ia.ecto de valorsção. o que consistiria. se não são explicáveis a partir da lógica e dos resultados de uma prática estranha (como a prática p l i t i c a ) .

escrita no latim que todos os juristas europeus dnrninavam.. como o de emarca da personalidade. de reenvios) relativamente limitado. nomeadamente na prática econó. ao estabelecer um campo de referência (de citações. Teria sido. Edelman (ob.to dos sujeitos (é o caso da emergência de órgãos e técnicos no processo d e produsão do direito . a produç8o de resultados faz-se pela aplicação de certos instrumentos de trabalho. para além do instrumento linguística -e. com todas as consequências dogrnáticas. hfas. o caao do positivismo d a cescola da vxegestn. que. > - Os instrumentos-meios de trabalho Como em qualquer prática.e. Neste sentido.pode provocar a regulamentação de dominios que o direito tradicional ( e os juristas profissionais) considerariam por natureza estranhos a o círculo do ]uridicamente regulável. esta nova estratégia da punição está relacionada com factores sociais mais vastos. de natureza material. que du.rantc lima boa parte do século XIX é praticamente desconhecida entre nós. tanto quando apontam para iim certo campo de emergência dos objectos. entre nOs. sobretudo da Europa ocidental) o facto de . em Portugal.quais os sujeitos-agentes organizam o discurso (note-se q u e as produr$ies jurídicas consistem e decorrem de tdiscursoss).).. eni maioria . antes de ser batido em brecha ao nível da teoria do direito.a literatura jurídica. crescimpnto este correlacionado com a mutação das relações Lstado-soc~edadc inic~adaem meados do século paoeado. Assim. O próprio sistema de formação dos juristas ou a natureza da constituição dos órgãos de produção do direito poderão aproximar o direito de novos campos de intervenção e fazê-lo ahandonar campos antigos.a f e i t u r a ~ qap11cação-provocada pela abordagem d e temas não dominhveis por um leigo. ? . de irma homogeneidade das valorações jurídicas na área da Europa.da prática iuridica (i.. mica.A HISTORIA W DIREITO NA EIISTORIA SOCiAL O MATERIAWSMO HISTORICO NA HISTORIA DO DIREITO Paris 1975). g.as suas soIugões normativas no direito interno Quebrada essa unidade linguística. não deve ser completamente estranho ao surgir d e um udireito europeu. mas ainda a o níveI dos meios teóricos d e produção. que um campo conceitual ou uma estratégia argurn~ntativa sejam postos em causa pela sua não aplicabilidade a um novo domínio do direito. normativas P ideolágicas que dai decorrem.consrituiçãa dos outros elementos estruturais . os instrumentos de trabalho aparecem frequentemente descritos como os elementos mais dinâmicos da estrutura. Embora não haja. Isto faz que. lnstriimentos do primeiro tipo são as realidades lógico-conceituais e linguísticas a partir das . por siia vez. etc. Não é raro. nomeadamente. os jiiristas do século XVI a o século XVIII <dialoguem> com a doutrina juridica de toda a Europa e adoptem . (i. naturalmente.) d á deste último facto um imprescivo exemplo: como a inclusão da problemática da protecção jurídica da criação artística no campo juridicamente regulável veio originar novos conceitos. por um lado. Papel determinante. No caso da prática jurídica. Note-se que. e.a da dogmtítica alemã.v. Resta acrescentar que a variação do campo dos objecto> da valorayão jurídica é ~114ceptív~I provocar alterações n ã o só ao de nível do estatu. têm existem muitos planos de manifestação da sua eficácia ainda papel determinante os meios de producáo conceituais (dogmática jurídica) ou 10gico-conceituais. como a edição de normas jurídicas por assembleias políticas . quer enquanto não e50 indiferentes à . a laicizaçáo do sistema de formação dos juristas a partir dos fins do século XVIIZ pode ter contribuído para uma mais nítida separação entre os campos de intervenção do direito. d e natureza institucional. há interinfluências qiir deixam de se verificar. psicologia. os meios d e produção são de natureza diversa: realidades dc natureza intelectual. note-se. isso passa-se com a inI1uênci. A própria língua em que 03 juristas se exprimem pode ter influência no conteúdo d o discirrso. por outro lado. ter um difusão e que não conhecia fronteiras. elementos independentes.. e da religiáo e mùral. B. é posto em causa (ao menos na sua forma extrema) peIo incessante crescimento do juridicamente regulável. num campo estruturado. como i ~ n a n d a irnplicitilrrirnte estab~lrcrm critérios acerca d a legiti('I'). cit. por outro.onde os náo juristas estão. economia.

tas do direito comuni ou da civilística a l e n ~ ã ) não pode deixar de atribuir um carácter ainda mais decisivo iutensilagem juridica tradicional. a urgência da <segurança> geroii princípios dogm5ticos -v. .daqueles já exigidos pela estrutura das relações sociais. Em relação ao primeiro aspecto. a natureza dos restantes elementos estruturais. tendo em conta os quais) se produzem novos resuI.a prática jurídica não poderá0 trancvasar para o seu discurso (dada a sua referida impermeabiIidade) todos os seus sentimentos axiológr'cos. nos referimos a instrumentos de p r o d u ~ á ode natrireza intelectual. Uns de natureza institucional. de qualquer modo. O direito novo constrói-se. dc terem determinados por ele os conteúdos da sua consci6ncia. de facto. sofre a determinação final desse mesmo sistema das relaçóes sociais). também.e de sktema norrncttiuo cont un~e lógica interna especifica ("1. na maioria dos casos. quer enquanto.as próprias características gtohais da prática jurídica e. consequentemente. embora não deva deixar de se ter em conta que a raiz dest. o ponto em q u e jogam todos sociologia cultiiral. legislativo. n o seli fiincionamento.agentes).distorcido pelo carácter limitado da sua prática profissional e. Mais ou menos. prcconceitus e preocupayScs sociais. passaremos.~ I I P . para a ribalta da problemática teórica do direito pela grande polémica contra o conceitualismo. É este.até aqui. como no referenciar de novos campos de valoração jurídica.a continuidade do reginic ~>olitico a apetência de segurança . consoante . . embora os factores genéticos estudados ~ c l a efeitos de sobredeteresse jogo esteja de antemão limitado minaçáo da estrutura específica da prática jurídica.ica jurídica (a nos termos antes esboçados. o certo é tamb'ém quc e l r s não deixam de ser portadores de um certo estatuto decorrente de outros níveis da pritica social e .60 A HISTdRIA DO DIRDITO NA. a referir iilstruinentos prndirtivos que se traduzem em realidades maia palpáveis.direito jurisprudencial. por exemplo. ou seja.é o sistema de formaçiio dos juristas. portanto. consiietudinário. a s próprias fontes de direito. a responsabilidade dos elementos lógico-conçtru!ivo do discurso jurídico n a conIormação dos resultados normativos . pelo menor. já se rdeciu a responsabilidade da estrutura conceitual e dogmática tanto na identificação .como eles avaliam as necessidades normativas das relações sociais e o papel do direito no estabelecimento de uma ordem social.dos sujeitos da prá. o direito novo d. em relnçZo ao p r o c ~ s s ode produção num plano diferente do anterior . que a detenyáo da prática de produção do direito por uma forte e tradicional classe de juristas profissionais (como o foram os jririi.o advento de uma e sitiiação social qiie aspire a u m direito certo.ele constitui um tema muito conhecido dos juristas. . Por isso: na sociedade burguesa. tados. Da mesma maneira que . portanto. n dngma da aplmitude iódo ordensmcnto jiirídicoh . por via disto.ec. influenciam no sentido dos resultados. No seli duplo aspecto de repositorio de resultados juridico~já p r 0 d ~ t i d 0 3 -. einbora. rn spgundo instrumento de natureza iiistitiicional . outros de natureza material.color cado. no último século. na casca (esquemas normativos . por exemplo. Instrumentos de natureza iristitucional são. Entre os meios de produção parece dever ainda incluir-se a ideologia <espontânea» dos juristas. a partir do conjunto da tradição jurídica anterior. os juristas funcionam como liricoleurs.a xaberrayão~ logicista é esplicivel pela estrutura interna da prát. Num caro e noutro. n modo . HIST6RIA SOCIAL O MATERIALISMO IIISTORICD NA HISTGRIA DO DIREITO 61 ' mação e estatuto dos sujeitos-.envolve-se. construindo novas soluçóes jurídicas a partir dos elementos desconjuntado3 das antigas. Vns e oritros responsiveis também pela conformação dos rlementos estru:itrais da prática juridica e pela siia inter-rehcionagáo no seio desta estrutura. trazido. g. E. seguro e coerentesão também factores de valorizayão do ordenamento jiiridico positivo como entidade rnod~ladoradas novas soluções. tica jurídica.. S e é certo que os sujeitos-agentes d. judicial) do antigo. Se. E evide~ite. da sua integração social. repr~scntaram o triunfo absolrito do direito estabelecido sobre as invençóes. Ai se tornou patente o modo como o simples funcionar do aparelho 16gico-conceitual podia ser responsável pela gestação de conteúdos normativos distinto3 .a partir dos quais (ou.a ordem juridica e dogmitica estabelecidas não deixam de pesar sobre a possibilidade de inovaçáo das sc~lu~ões. Quanto a o segundo aspecto -ou seja. agora.

a escoIa ser ou poder ser o lugar urde a se efectua. e sobretudo naqueles casos em que o direito é um <direito de professores». características <externas.sistema de publicação e edição das fontes de direito. Também aí o sistema escolar funciona como rrprodutor das relações sociais de produção. nunca deixou d e existir acerca do papel do historiador do direita ( e que era bastante viva nos círculos romanistas) . os modeIos e conteUdos do ensino. a substituição do modelo do areper. A estrutura da investigação científica. E.o exemplos. aqui. HISSORIA SOCIAL Já nos encontrámos com eIe quando referimos o seu papel n a reprodução das relações de produção jurídica -isto é. tóriow pelo modelo do <compêndio. mutatas rnutandis. logo. as suas relasões internacionais.o da reprodução . na tendencial desvalorização do jurisperito. d a literatura jurídica. nomeadamente o foro. ciija importância na conformação do direito novo já foi apontada.e. a das consequências normativas da impressão generalizada das fontes jurídicas verificada a partir do século Xm. Em alguns casos.63 A HISTORIA DO DIRXZTO NA. o notariado.. estabelecidas em cada um destes possíveis Iugares de produção direito e o modo como eles se articulam entre si na constituição do ordenamento jurídico em cada época histórica são relpvantes para a explicação do conteíido e características arquitectónicas deste ordenamento. de abordar um aspecto diferente o sistema da formação dos juristas como meio institucional onde se verifica a produçáo do direito e a sua transmissão às sucessivas gerações de juristas. organização das bibliotecas profissionais dos juristas. O p r ~ m e i r oaspecto . g. $ este sistema d e meios materiais que. Neste sentido. sobretudo na desarticirlação do direito consuetudinário.tem algo d e paralelo com que se passa nos outros níveis da prática social. Os exemplos históricos de mutaçáo do conteúdo do direito coincidentes com a reorganização d o seu corpus material não faltam. meios d~ pronq dução de natureza material: a organização material do corpus jurídico-. Este facto euplica a relevância da estrutura das rela~ ó e scientífica3 estabelecidas na escola. como já se disse. porventura.. o movimento associativo e profissional dos juristas. As e r e l a ~ ó sde produção. Agora. na literatura juridica portuguesa oitocentista e o papel que isso terá tido n o olvido do direito tradicional ( 7 9 ) . o tipo de ligação das escolas de direito com a realidade social e com as instituições políticas e jurídicas. tratar-se-á.de novas cópias do direito tradicional nas quais se aproveitava para incorporar ~actualizações. noutras.envolvimento de uma linha de reflexão que rompe com os cãnones teóricos da anterior. etc.surgem.V. a s mutações do conteúdo do direito romano coetâneas à substituição do v o l m e n pelo cndex . todos eles sendo passíveis de determinações estruturais. sobretudo. não é ousado supor a exist6ncia de um processo genético. O que acaba de ser dito das escolas de direito vale. trata-se. etc. a advocacia. mas com relevo não d ~ s p i c i ~ n r i n . ultimamente. se o acaso e o arbítrio podem jogar algum papel n a configuração d e cada um deles dentro dos limites de v a r i a ~ ã oque 'o jogo estrutural lhes impõe. Por fim. sustém a mantém viva a tradição jurídica. & literatura alem& onde -paralelamente a uma reflexa0 que. pelo contrário. de um fenómeno de contemporaneidade-v. Outro exemplo é. ao contribuir para designar o lugar dos agentes no processo produtiro. certo é também que o podem jogar determinações externas à prática juridica. na relevância do erro sobre o direito. Disso s5. Já o segundo apresenta a novidade de. da feitura . tudo isto influi de forma decisiva nos resultados da produção juridica. organiznçáo administrativa-burocrática da vida forense. É claro que. NOTAS ( l i Refiro-me. para outros <Iacais» onde o dircito %eproduz. quando se trata d e explicar o carácter dos produtos prodiizidos.. vãrios sintomas d o det. nomeadamente. porém. nenhum destes elementos estruturais pode ser isolado com variável iindepedente. n a designação dos sujeitos que suportam a prática juridica e na constituição do seu estatuto. como ji tem sido notado ( 7 8 ) . em rigor. tal como a fábrica o é na produção económica. Ma~&tische . g. apenas. o estudo sociológico Faculdades Jurídicas poderá fornecer elementos preciosos para a compreensáo do sistema de produção da ordem jiirídica.

. Braga da Cruz e M. como. como as ver&... por U.Sh. por Último. 1 e segs. Abril-Junho 1973. cit. ('1 W... aKarl Marx und die Rechtsgeschichte~. 1906.. 17' 121-35. 1828. E 6 de regra em todas as introduçóes metodológicas aos nossos manuais de hist6ria do direito. Marcello Caetano (Liç8es de Hbtdriu do Dirdlo P o r t ~ ~ 1962).. nas suas versões francesas e alem&. (*) Sobre o papel dos intelectuais na construçãa da hegemonia burguesa é cl8ssica a anállse de Grmsci. C m . (11. Lisboa 1772.e Os InteEectm4. D.. apesar de serem rarlssiiiias as ades6es expressas a unia determinada Intenção historiog&ica. ('j L. cit. cit. muito níhda naqueles que. Wolfgang Fritz Haug. por Max Weber ( v . 1 de Outubro de 19'14). por último.li. (') J. O costurrre. 237. g.. e Bktóri<s do Direito Português. Madrid 1973. (9Refiram-se entre outras. em Rritische J w t i z . pode dfzer-se qu. Isto que se afirma do positivismo é válido. ( I ) . Th. sobretudo. . sidade de Coimbra. por isso. (') C .. Scholz. 109-129. 136.M. Althusser. (11. sobre esta substitulçáo e seu significado.. Cabral de Mocada (sobretudo nos seus trabalhos sobre o pensamento jurfdico-polftico setecentista e oitocentista) e Marcello Caetano (no tratamento hist6rico das instituiçaes corporativas). aDie deutsche Rechtsgeschichte und der Faschismus*. B.s e 0 OrgankaçCo da Uultura. L.. Wesel. Lisboa 1772. ensaiada por Teófilo Braga e Júlio de Vilhena. as liçóes de Pedro Martins í... Zur Methode . Peter Lasdau. por c m p l o .(I" Roderich Wahsaer. Zur Methode der Rechtsgeschichte. sociais. Frankfurt arn Main 1977..e os hlstoria- dores que não enveredaram. «Kritik der burgerllchen Fkchtsgeschichtew. Paulo Merea. Torquato Soares. B expressão d a vontade social e consequ8ncia d e uma ordem da colectividade e. no primseiro. Wesel. o meu <Recomeçar a Reforma Pombalina?x em Rev. (1). Paris 1970. ZUT Geschichte . como se sabe. em que foi grande mestre (deixando. Die Aufgabe der Geisteswissenschaft in der mo&rnnt Gesellschaft.. Lire le Capital. as instituiçss de raiz consuetudinária . 41. a partir de certa altura dedica-se sobretudo a história antiquarista. Eat. as influências virão directamente do sociaüsmo oitocentista. então. comu fonte jurídica. Uwe Wesel. 117 e segs. (I4) a 0 processo hist6rico de fomaçáo d o costume 6 um processo orgllnico. Vaz Serra. Brernen li5 d e Fevereiro de 1976. na esteira de . Blanke et al. Quanto a P. Esta intenção é. polltlcas e ideolbgicas do *Estado Novo.. 1948: sobre a função da Universidade (em geral. e. em Kritásche JusBz. 1061.. Krit& .em Revue d'histoíre.* ed. L. cit. 4 1 (lO73). Cabral de Moncada e A. 2. em traços gerais. Zur Methodeltdiskussirnz der rnarsbtischen Rechtsgeschichtaschreibung ItaUens. I. Merea. (9CP. e Estatutos d a Unlversidude de Ooimbra. (") Esta arbitrariedade dos factores explicativos foi defendida. Fernander. fazem a apologia das posições jurídicas. nos segundos nota-se a forte mediaçáo do realismo e do institucionahsmo. Ritter. Paulo Merêa. influenciado L. A histbria jurídica positivista. que. em Vors t u d h. Tm. Abril-Junho 1573. sem dúvida. comunicação ao 20.3.. VI. como discípu1os G. Almeida Costa). Eerlin (D. Marcello Caetano privilegiam.erudito e passadista (G. Braga da. em Die Objektivttat sozialwissemchaftEicher unü sozid politbscher E r k e n n t h .. d e uma necessidade jurldlca ou do dlreito colectivamente organizado.. 137 e segs. R. %quanto s . nas suas lições ou na sua obra histórlca. ( I ) . Torquato Soares). ~HistorischeRechtshlstolrei Reflexionen anhand franzosiseher Historik~. I.360-71. 7/81. (') Foi. Zur Methodmdkkussion .. ('1 Como a historiagrafia geral substituiu o $problema teóricow pelo «problema metodológico%-. coirio o agora decantado apluralismow. d e Castro. a mais natural e legitima. Eraga da Cruz... 22. satisfaz verdadeiras necessidades sociais e não as aspiraç8es injustas de um partidow ensina Pedro Martins em X K i 1 (Hbtólia do Direito Português. exprfme a vontade legítima do povo. L. P a r a a Itália. Noc. em pouco dtrapassa o nível do ensaio literkrio. 1904). Eiatdria do Direita Portugu8s... Mazaeane.-M. mais tarde. a publieagáo colectiva dirigida por Johannes-Michael Scholz. 19311. por posições eclécticas com maior ou m. 1W.). KTjtik der biirgmlichen Recht~geschlchte. Deutschen Rechtshistorikertag (Ttibingen. a partir da história. Peninsular s Portisgud~. J. Sobre a evoluç~o recente da historfografia jurídica francesa 6 muito rica a Informaçáo de J. se distribuem. no entanto.. 90. Alrneida Costa.54 A HISTdRIA DO DIREITO NA HJWóRIA SOCIAL ( XIATERIALISNO 1 HIST6RICO N A HISTORIA W DIREITO 55 Bdtrdge zur Rechtsgeschdchte. A partir dai. da escola) no modo de produçáo capitalista. se a primeira fase da sua obra parece Inserir-se na corrente idealista be intenção dogm6tica (tendo. Independente de toda a intervenção arbitrária do Estado . . cf. cit... 1926. Der AQflose A w ~ a s c h ~ m ~ . nesta fase. Sobre o conjunto da reforma dos estudos jurfdicos.HOstÓvia Geral dn Mreito R m a n o . 172 e segs. o que aconteceu entre nós. Coimbra 147+. Dir. a comunicação de AIdo Mazzacane.. cit. (") U. R e f o m educativo y desarrollo capetalkta. s u g e m e s em I. M. pela histbria jurídica de tipo . Blanke et ai. cit. Cf. cultivou o ecIetismo. W. e. onde se faz tambern uma refesncia 5s novldades da historiografla juridica espanhola e portuguesa.. íinitlmente. C u m p b d i o Histórico do Estado da Uraivaf. Cabra1 de Moncada. historiador jurista fmpar no seu tempo. por isso.. Cabral de Moncada.5 e segs. sobretudo em A l g u m a Teses sobre o P r o b I m a do Sul. é eco fiel da vida e. Vorstud4en nur Rechtsgeschichte. para qualquer outra concepçáo +neutra% da ciência.enor intençáo actualista. J.

A úItima posiqão é. Ij6) J. J. que partir da crítica cientifica do ca-cIassismo» do Estado. (m) Xeuristische Devise denomina-o . A desrnontagm do embuste tem. (I@). EJa decorre.ytkche Wisseleschaftstheurie und W e k t G c . Genova 1973. filosóficas e metodológicas.-M. . iniciativa d e indesmentivel interesse científico mas de interiçko ideológica tambem inequívoca. cit. sobretudo nos seus estudos sobre o ilum~inismo..~Esta mesma idcift volta & surgir n u m a carta a !Paul Ernst. ZUP Geschbhte . .escreve Engels: a k nossa concepção da histbria B sobretudo uma orientação para o estudo e não uma alavanca da construçb $. questionário sobre o Direito Consuetudinhio Portugu&s~..1261 . 1971. Geschkhte als htstodsche Sozialwbsenschaft. Foucault (LJArch6010gie du savoW. (Iq) Sobre a qual ( e sobre a sua reIev5lncia na evolução da historiografia juridica) a esplêndida síntese de J.5 de Agosto de 1890). sntelequfo) ou.L.. 19851. Magalhães Godinho. da ~ n a t u ralidadw do modelo económico liberal. Blanke et a?.) quanto à adomão de um modelo a p l i c a '5 tivo pr4vlo devem ser tidas e conta. no plano polftico. E. K+t& . Scholz (ibid. pelo contrário. Genese und Kritik eines Kampfbegriffs~. cit. Merêa concebe o projecto de um levantamento geral do direito consuetudiu&rio português (cf. (") No mesmo sentido. Ejstorische Rechtshisto nh. . cit... a opção não de'xa de ser a idealista ('1 Indicações bibliográficas em R.. como se sabe.-M. se esta for conduzlda de acordo com os cánones expostos pelo próprio ~Engels a conhen cida Carta a Conrad p h m i d t (. vai.. 1988). hegeliana. de par com o modelo neollberal. ela constitui o sentido m a b r do mater i a i i m histbrico. sobre Isto. 39 e segs. onde s e afirma que a concep@o materialista da histbria se transformará no seu oposto sse n&ofor utilizada cmno directlva do estudo hist6rico. Adorno (Der PoslDivism w s t r e i t {vz der dezrtachsn Boablogie. colocada fora e . Guastini... Isto sugere. l W 9 ) . (') Este nivelameuto d a histbria natural e da história dos homens processava-se de acordo com uma destas duas orientações: ou os homens eram submetidos A mesma razão ordenadora que estabelecia a disposiçko e o devir dos entes físicos (logos.. ( L ) . social. em Estudos de HPstdria do D i d t o . (=) A primeira posição 6 mais caracteristica do positivisnio. 414 e segs. c1t. m a s como modelo rígido por onde se cortem a direito os factos histbricag.era o movimento d a natureza que estava ordenado a uma finalidade humana (providencialismo antropoc&ntrieo) . da «objectividade. Adorno et al. Mari gherita v.-M. Moncada.. Th. W. (I). impregna.. cultural e cientifica d a Memanha soclal-democrata. mergulha no relativismo positivista. . ( 1).a de H. por sua vez. Ltre le Capital. De qualquer modo. sob a quai tamwrn n6s começámos a viver..em Da8 A r g ~ m e n t . à crítica antimetafísica.. evidentemente.inadas m por um adequado entendimento da natureza desse modelo. (') Neste sentido se afirma [em Th. Coimbra 1923. .66 A HISTORt. Darmstadt-Neuwied. por exem~plo.. e <neutralidades posltivista. 2471. mas podem ser dim. I@€&).. Marcuse (Kultupi und Ueselschaft. uma &marche historiográfioa baseada no materialismo hist6rico. U. ( 1 ) 28 e segs.stas restrições não . <Wissenschaftspluralismus. Schoiz.-U. nomeadamente por H . Wehler. CP.55 e sem. quanto de .. mas as suas formas contemporâneas foram duramente abaladas pela crftica anti-hwnadsla do chamado *restruturalisrnox francês. 28. principalmente de C. em substituição de eciencias do espírito>.66 (1671). cit. A lógica epluralista>...acrttica ao subjectivismo e historicisino metodol6gicos decorre sobretudo d a obra Althusser (POUT MUTX. an lessico giuridico di Marx 1843-1844>. Foucault. ( I ) . H&to&che RechtsI~istoire cit. de uma concepção lassalista do Estado. e bibliografia a citada. Sellnow. 41. nomeadamente. no plano econbmico.4 DO DIRDITO NA HISfTóRIA SOCIAL O MATERIALIShUl HISTóRICO N A HISTóRIA DO DIREITO 57 e a s kpocas onde estas prevalecem. Wesel. H a b e r mas (em And. Historische Rachtshistorle. A C h e da iiist6ria e a 8 s NWW Diru~tri~es (Lisboa 1946).. a c h a da luta de classes: no plano filosMico.. 476-83. ('1 Sobre o epluralismo metodológicou e suas implicações politicas. (") Cf. Scholz. Bretano. o pombalismo . em M w ~LstischeBeitrdge . Zur geschichte . Zur Funktion. portanto.1965... em Th.e o liberalismo. <servia de pretexto para náo estudar a história>>. ( I ) . (*) Este fenómeno de dessubjectivaçáo das ciGn~iaa do homem t e m um reflexo na facilidade e no bom grado com que estas aceitam para si a designação de «ciências do comportamento. nomeadamente... 17. &um Problem der Rechtsgeschichte im System voa Marx und Bngelsil. cit.. U.. (*) M. em que este aparece como uma entidade neutra. 1 5 e eegs.dIe Geschichte der etablierten burgerlichm Klasse ist die Geführdung Jhrer H e w s h a f t .-M. cit. As restrlçdes de 3. 1958) e M . toda a vida politica.. sempre que a alternativa idealismo-materialismo é expressamente colocada. 'S'eholz. ('#) A critica ao positivi~rnofoi sobretudo feita pela escola de Frankfurt (ou Krithche Schule). Depois de criticar aqueles para quem a concepçáo materiaista da histbria . ( I ) . 31). Dm Posit~visrnrcsst&t.atingem. (") V. Uvi-Strauss (Anthropologb structurale. em Materiali ger ufla storiu della cultura gfurklfca. não esconde a sua repugnância pelas mutações legislativas ou revolucionMas do direito. Wesel.i. L'Arch6oZoqie du savcrir (Paris 19691..

port. acontribuiçáo para o Problema da H a b i t a ç j o ~ (1872). que estas ciencias tem grande tendência para encarar o cmportamento (económico. 89.. Moscovo 18W3. cit. 491: e Que esta referéncia à. PhiEoswhie et philosophie spontalabe des savants (1967). ( j P )13 em A Ideologia Atemá (18345-18416) que se define a bistdrla materialista con1.em Poaar Marir. 19BO) . Cf. Contraíliction et swrdétermiZ nation (1962). no domínio do direito e do Estado. ou ainda F. Vertente que 6 frequentemente relacionada com as condiçdes históricas da luta politica e ideol6gica nos países da Europa ocideatal. trad. trad. Poulantwis [Pouvoir polttéqrse et classes sodaies de l'stat capitaliste. provam-no outros textos onde se explicitam os fundamentos. 208.llnow. 386. Na anáiise do direito a partir da prática produtiva que lhe dá origem a única natureza constituinte é a natureza (ou estrutura) dessa pr6pria pr8tica. Establet. Critica dell'ldeoloyh colitemporanea (19671. W.. v . 5191. Foucauit. Della coscienza giuridica revoluzionaria alla IegalitA soclalista~.. em P o w Mnrx. Marx/F. Engels n a Carta a Bloch (81 de Setembro de 1890). S~. e. R. trad... em L i r e le Capital. Obrau escoyiüas. II. e R. 28) produz específicas formas de consciência. Lire Ie Capital (colectivo) (19BiFi). deste modo. ('I) Mesmo ao nível terminol6gic0. L7Archt?010giedu Bavoir. ('1 M. Cerroni (Marx e ia didtto moderno. Engels. cit. 117 e se@. (") Acerca deste e doutros aspectos do pensamento jurfdico sovi&tico. port.. g.. em MaterinE% per Z storia deUa cvltrra gia~ddica. Le Languge et ia Pensée (Paris 19691. - . ~L'objet du Capital. M. *Zum Problem der Rechtsgeschichte . P. m. Sobre ela. organização social ou política'+ ibld. reiacionação que continua a ser feita em obras posteriores [cf. Rossi ( M a m e lo dialeftoiu heyeliuseu. port. ía7)Em K. L. Marx. social) sem qualquer referência e uma realidade de tinica e subjacente. Althusser. Seguidores e colaboradores E. (Ob) C P . sLa 'teoria generale de1 diritto' in U. 128 e segs. Stwztstheorie. Rowseau e N M X (1957). cit. e do dhurnanismo marxista. quer com o projecto (antimandsta) de dissoirer a autenticidade e a cientificidade do Marx rmas indigesto> ( o da ~mnturidadc>j. Guastinl. ("1 L. por assim dizer teplstemolbgicos».. é classica a formulação de F. desta asserção: « a consciência é naturalmente e antes de tudo o mero estar consciente acerca do me10 sensivel Imediato e da rdaçKo limitada ( h o r n i ~ r t ecom outras pessoas e coisas extet-nas ) ao indivfduo que toma consciência. ~Contradictione surt detennination. L. cit. R.. (381. ( I q ) Obras principais.. La teolia ma~xiata & b emamipazione umana (l%4). Por isso e que. Bur lu dialectique m a t W l i s t e (lSujB). ou . Parls 197. Balibar. e 69 . 99. de A !deoIoy&%A l M (Lisboa 1975) I. ou seja. I.. Macherey. Engels. EngeIs. Ludwig Wemrbach e o fim da filosofia clássico alem&. 1SW). (3i8Ji 160.R. 136. (3'4). I63 e segs.R prática rprofissional~. O Pensamento Juddico SoviBtico. L. (16). 1965. 1968. na trad. cit. U. 422 e segs.@T6RIASOCIAL O JVATERIALISIIIO HISTÕRICO & HISTÕRIA DO DIREITO ' A 69 de um modo pouco subtil. 47 e segs.. Cerroni. Lire te CmpdtaZ. . Althusser. F. maxime 206 e segs. principais seguidores.. em Marxistische Beitrcige . Althusser. S. cit. comercio. port. aSur la dial@ctique rnaté~iailste (. Engels.... .. Entendida como o apelo axlo16gico dos pr6prios objectos a valorar.Da 1'1négalité des origines>. Idéologie et apareils icEEoEogZques de i'ltat (1970). Acerca da distinção entre a t e o r i a ~e < p r á t i c a . Lisboa 1976. nomeadamente. trad. A observação B de Noam Chomsky. a dos juristas) corrt as caracteristicas da prática que a produz. 501. port. p d t i e a nao inclui apenas a pritica econiimica. lingulstico. como um corpo intelectual desprovido de materialidade e sem encarnação instituciond. ibid.0-3. Lucio Colleti (principais ensaios recolhidos em IdeoIogiu e società. sobretudo. 1970. Guastini. 1962). reeditados em Pour Marx. (") Cjt. Engels. R i . e segs.. mas sim a formação das idelas a partir d a pr&tica materialar [em K. (al) SUT e jacne MUTZ (1961). 16 e 19.3.. 147. Staatsiheorie. L. ' E ibid. no domínio do direito. Per E teoria di un urnanesimo l u positiuo (ensaios de 1946-11848). 18691.. a~SurIe jeune Marx (questions de theorie)~. qualquer forma institucionalizada de relação social ( cprodução. Althusser.("I Sobre o papel do sindivlduo~n a explicação hist6rics. Matsrialett zur Rekonstruktion de7 marxkttschen Stautstheorie. a designação do direlto como uma <pratica%quer significar a recusa de identificação do direito como uma <teoria>. por E. FranlITurt am Main 1974. mais adiante (trad. port. S ..emi C. como eles aqui a designam. N. quer com o projecto de alguns marxistas d2 romperem o isolamento político-ideológico da guerra fria atravbs de uma apresentação do marxismo que o tornasse menos dlstante dos grandes temas da filosofia noficial. Paris 19741. F a s c h e e f dictatlrre. Althusser. Carta a Gonraã Xchmidt (d7 de Outubro d e 18901. Paris 11874. em Pour Marx. 36) 162.58 A HISTóRIA DO DIREITO N A HI. (as).. Marx e F. I . i Rmciere. Logica come sceenza positava (1950). (11. ( O ) L. Eléments d'autocritique (1974). que relacionam a fortuna do ajovem Mam. EATe Z CapitaZ. Althusser. 98-9). Génova a 1971.. Paris 1969. Lea classes sodales duns le capitaltame d'aujourd'hui.o aquela que <não tenta explicar a prática a partir das idelas.. (S). deste ponto d e vista. (em. Marx e Engels relacionam expressamente a produçáo conceitual ( e . II Zessfco gíurfxZico di Marx ls43-18q$. e U.

48"T-488. 420-450: U. em Pou~ Marx. Engels. o religioso.. Pouvoir politique et c l a s ~ e s sociaIes.Althusser.rce e Ch. parece imperfeito definir o direito com recurso 8 ideia de cnormm (i... (*) E nao a consdencia dos homens. Morris -que Eco deixa n a sombra. (34). através deste. m a s sobretudo porque não é sociologicamente possivd aceitar como direito tudo aquilo que.. em Materiali per la storfa della a l t u r a g h d i c a . s8o próprias apenas do udireito modernosv). (35). a posição adoptada no contexto. (34).R.Balibar. (") Citado por Vital Moreira. (35).. I . 47. sob forma de lei (i. (34). cit. II. a cultural... Mas uns e outros não o sáo senão em estado virtual enquanto estejam separados. entre uaparelho de Estado.31. Umberto Eco. trad. manter. Uma exposiçáo 92 um pouco detida (realçando a s suas novidades e m relaçáo a anteriores concepções da anaise do discurso) d a sernibüca de . Ed. ao regular o pmcesao produtivo.. I. est& intimamente ligado ao de testrutura com dominantew e. e. por exemplo. S. o sindical. i50). emm termos gerais. ("1 1 .. 1. 1973. C%. ( 3 4 ) . Althusser. 167. cit. em liire le Capital. emana do poder político.C. num produto determinado (novas relag0es sociais). % (ta) L. m c . Poulantzas.60 A HISTORIA DO DIREITO N A HI&TóRIA SOCIAL O MATERIALISMO HISTORICO NA HISTORIA DO DIRWITO 61 (") L. temos que o taparelho polltico~ (ou de 'EUtado) se desdobra numa série de capareltios especializadosa (entre os quais. cit... trad. 53 e segs. feita por L. S. Lisboa 1976. 90-1Oi0. e 101 e segs. 6 necesshria a sua combinaçãoii ( O Capitd. ('1 Cf. uSur la dialectique matérialiste. ("1 R. ) 40. P a r a qualquer produção. 458-459. esta problemltica designa uma situação que pode ser definida como a tentativa frustrada de enxertar os resultados da <pratica polfticar num apareIho produtivo regional ( a prática jurídica) eujas regras de gica. (") F. 113. cit. ("1 Marx refere este facto ao analisar a prática económica. ibM. 167 S. . port. (da) N. Barcelona 1 7 . Lisboa 1974.nãc coincide com outra posiç50... Euastini.. Pouvoir politique cit. Pour Mar$. 9 1831.e. Pour Marx. entendida como a encarnaçáo institucional de um processo de produgio. (") L. f W ) Sobre o modelo aemibtlco. Poulantzas. Pouvoir politique . cf. c i t (351. 11. (511. Althusser. nSur les concepts fondamentaux . 185 e sega. a ordem social. Aithusser. efectivamente. S. cit.. Pour M a m . ("1 Função que desempenham. 96-97. (Z). Do nosso ponto d e vista. LIre le Capital. as relações. Citado por E. POUTM a ~ x . .*P. (501.. . 167: E. N Como a cada prhtica.. o juridico... Guastini.«'Slur les concepts fondamentaux du mat&rialisme historique.. (3!5). neste sentido. por todos. 38-39. cit.. por todos.i. (") N. Coimbra lIYM. ~ i t . &me 211le 218. em Pour Y a r x . clt. ( W ) .. 70. L. (341. uSur l a dlalectique matéWialiste*. coma j& tem sido feito no pensamento juridico marxista. Althusser. em L. etc. cit. Ideologia . um fundo de verdade hist6rico-sociol6lgico que não deve ser ignorado.IrCra.. Poulantzas. o escolar. (") N. 38-39). N. S. IV. 1M. (&). Paris 19T1. ('1 . corno a pr8tica ideoló- .. aLa 'teoria generale de1 diritto' in U. Lire Z Capitab e cit. cit.. 44*: N. Aquela problem&tica que a teoria tradicional acolheu como a oposição entre rdirdtow e tleia tem. (62) O conceito de *momento actual. pela repressão. cit.fi-la em AnBlise do &curso e História da CUlecia dund&crr. <Sistema EcondInico e Sistema Politico~. . ao segregar o sistema ldeol6gicn. port. O Pensammto Jurídico B d d t i c o ... 37'. a distinção. entre <função repressiva* e cfunçáo ideol6gica. trad. Aib&Diihrlng. cit. Ideologia e Aparelhos Ideológicos do Estado.R. ('O) L. 31 e segs. L. Pour Marx. trad. J. '6 (. La stwctura ausente. 74 e segs. Lisboa 1974. (+') L Althusser. Althusser. (a) >. correspopnde um uaparelhor. 40. Balibar. olt. Poulantzas. 167.(341. N a verdade.cit. os trabalhador's e os meios de produção sáo sempre os seus factores.. Ideologia e Aparelhos Ideológicos do Esta&. A caracterização dos resultados da prática jurídica a partir do seu carácter tcoercivo~-que é. 3 1 . 94. (491.L. (4p) L.') Sobre a concepção do direito em A. Poulantzas. cit.). =it. Cf..> p. (34). Pouwoir polkDtque e€ classes socádes. ar. I. Pouvoir poWtiqre ..167. esp. n a verdade. mais sinteticmente: 9transforlna a sua mntkria-prima. Pei. (34). Althusser.. cit. declaraçao de vontade geral e abstracta).Poulantzas. t L a 'teoria generale de1 diritto' in U.. Althusser. Sobre este mesmo assunto. Pouvoir po~tiqweet classes sodales. Cerronl. Althusser. cite (3) 1681. p501). port.r>.em Védice. ( .. Ou.. AIthusser. que é a de caracterizar o direito a partir d a ctnomatividadeo. em L t e le Capttal. e <aparelhos ideológicos de Estado. ao nucleo da concepç8o marxista da dialectica. nem sempre a s determinações normativan do Estado são aceites como direito. <quaisquer que sejam as formas sociais d a produçho. Vysinskij. 47-58. (") iC. ("'1 N. vaioração geral e abstracta).. Poulantzas. Althusser. Por outras palavras. 43 e segs.. S. Pouwoir politique.. R.. iNáo tanto porque nem todo o direito revestiu historicamente estas características (que.'1.. cit.. Pour Narx. Pour *71arx.167. 48 e segs. cit. cf. LTre le Capital.

F. ("1 Veja-se.. ULOS repertorios y diceionarios juridicos desde la edad media hasta nuestros dias*. i. por exemplo. por outro. Fleischer. 126 e 152). afilosofia e s p o n t b e a ~ dos juristas. parece correcto afirmar que não se t r a t a de normas jurídicas. 3. em Anuária de Rkt. o ensaio Sobre a Prática Rogmdtica doe f. mascarando as relações sociais de produçáo na consciên&a dos juristas. em relaçáo aos juristas. ' % et al. trad. e J.. 18 (19761. entre nós. (*g) A a f i m a ç á a de que a prática juridica produz resultados ao nível das r e l a ~ õ e s sociais e não apenas ao nível da consciência dos homens tem a virtude de excluir do &nbito do jurídico (remetendo-o para o campo do ideológico) todos os resiiltados normatlvos que não se mostrem capazes de susoltar quaisquer efeitos coactivos. detêm um valor &construtivo>na arquitectónica do sistema jurídico.. nestas ocasides. Rdtik &r biirgerlkhen Rwhtsi Blanke. adiante publicado. supra. ("1 Vital Mweira. ou -no plano dos ameios de produção.. Ideologia .. port. pelas relações sociais de produção e pelas formas de divisão soc3al do trabalho daí decorrentes). o aparelho tradicional de p r o d u ç a do direito. Ci. Não se trata tanto das normas sem sanção (que. contribuem para a e f i c h i a global do sistema jurídico). (") O. 5. nota 41.as caracteristicas da utensilagem argumentatlva e conceitual dos discursos <jurídico* e apolíticos.. s Cf. quando passou a ser <tratada> pelo aparelho jurídico. port. rejeita como anão jurfdicor o novo adireito~ e encontra. A Ideologia Alemá. o que sucedeu $.43-44. ( 4 ) . os meus Apontamentos de Hist6ria do 1Mrefto Português. forma d e o transformar e m tnào direito*. 19 (1974). que impede que o confundam com as puras prhucas Ideológicas. Althusser. para a Espanha. ("1 Conviria ainda referir o papel constituinte das condições em que decorre a prática juridica em relaçáo 8. (*) Em sentido diverso. no seu laCOnfSm0. e.) entre o c<jurídicom e a rideologia juridlca. (ibiã. Lisboa 1975. Wsboa 1975.). cit. No entanto. Sobre as indecisões na concepção marxista d a causalidade histbrica. 98 e. 44'.@2 A HIST6RIA DO DIREITO N A HISTORIA SOCIAL O MATERIALISMO HIST6RICO NA BISTORIA W DIREITO s.rem os e f p l t o n que ~ sRo prhprlos da pi'orhiçáo id. Coimbra 1970-1971. blateriolismo Ristórico e Histdria das . L. prodiitoa I d ~ o l h g i c osi. <Economia e direito. Coimbra 13Q76. que se vi. a de E. A HistdlWc das CiviZkuqóes c a Lioncepç<ao Murxbta d a Epoluçáo Social (trad. ('*I Sobre os modelos do arepertãrio~e do scompêndior. Civiliaações. I") CI. H.1 7 e ao distinguir . Sobre a P r d t e a Dogmática doa JuAstes Oitocm%tas. tomar e f i c a ~ e sa s relações de produçáo. mas daquelas normas ou instituições jurídicas que não logram. J Goblot. assim. cvfnturiinienta. de1 D a . muitas vezes. A Concepçio Mamista da Ristórta. dizendo doutro modo. 45 (19731. port. (381. ( e m O Direito Captado pelo Fotografiia. PeUetier e J. cit. em Revkta & Direito e Egtlddos Sociais. J. . n&o corresponde uma ruptura no aparelho de produção do direlto. 14A. polic. ao apresentar como função do dlreito <por um lado. próxima d a p&içào exposta. o m base no seu <arquivo. reflectir concretamente e sancionar a s ideias que os homens Paxern das suns relações sociais. a sua inserçfio nas relações sociais. a tltulo de exemplo.Engels tem em 13 vista n a citada Carta a Cmrad Schmãdt. em última Instãncia.. ideologia dos jurist a s ou. nossa 1eglslaçLLo revolucionãria sobre tsaneamentow e punição de apideso. E*. o ensaio Sobre a Prática DogmâCica dos JuHstas Oitocentistas. adiante. ("1 (5P. e 4 IdeoZogM AZemZ. tradicional. ( M ) . 311-='i. referem-se com certo m desenvolvimento d determinação da consciencia provocada pela unilateraliza~$io da pratica profissional consequente divisão social do trabalho. Veja-se. (''1 C ..competèncias (no sentido em que os ZiguCstas usam a express b ) náo os admitem. aIdeologias. com indicação dos repertbrios extstentes. quaisquer aplicações. InventBrio M t i c o de Um Conceito>r. o ensaio Sobre a Prdtica Dogmática doa Juristas Oitocenthtas. sobretudo. os respectivos estatutos socio-instltucionais do <jurista$ e do epolitico~ (ou seja. ("1 Confrontem-se. P a r a uma vis80 estrutural das suas reIações». Mas serão.. bem como o ensaio.345. 61 e segs. 178 e segs.il0gica b'undamentalni~mtt.. são elementos que dão coerência ao todo e... o ensaio Sobre a Prdtica Dogmdtica d a s Juristas Oitacentiatas. Isto acontece frequentemente quando a uma ruptura apolrtlca. em Analise Social. ao nível d a prevençb ou da repressLo.. cf. em A.. se não 6 quebrado.vem amiúde nas revoluções que o são (como o foi. referem especificamente como 0 aenfoque profissionalu da realidade se transforma em conceitos e como estes conceitos se reificam. Madureira Pinto. ge-sclaichte. Sobre a concepção do direito em Marx e Engels cf. adiante.. na0 parece ser de seguir. trad. trata-se de uma Curta refeMncia que. adiante. adiante. Marx e EngeIs. tlve. Goblot. port. determinada. recentemente). Ana Maria Barrero Garcia. a indicações do anexo I. Edelman. iComo tair nonnas não obtêm qualquer encarnação nas instituições que compaem o aparelho juridico ( e m termos d e darem lugar aos resultados em cuja produção este 6 especializado). trad. ela revela a percepção disto mesmo que acaba d e s e dizer-a existência d e um especial ( e diferencial) irnpacte do direito sobre a s prbprias relagóes sociais. I") este último aspecto que. Jrcristaa Oitocantistas.

descarada.passp a incorrecção formal . siiicpra. de per si. mas que se mantém n a 3 obra3 * d e riiptura~(9 e nas <da maturidade. Mehring (14 de Julho de 1890).que. pelo menos. em nome do materialismo histbrico. a propósito dos cuidados *a ter com a explicagão materialista das siiperstruturas. contra o conceito de di. Engels encontram-se várias referências concretas a o carácter específico do direito como forma de reaIizar o domínio de classe. - o direito se ter transformado. com alglim ponto de contacto) . Engels volta a insistir na mesma ideia -agora em tirmos mais nctiiaIistas e inequívocos.4 Ideologia AE~rná (1845-lu). no direito burguês. embora s o b r ~ t u d ovincada na sua fase final. sobretudo. muito mais tarde. tju seja. que «raramente acontece que um código seja a expressão riide.está a explicação da mediação jurídica a partir d'a complexidade do sistema d e direito e d a necessida.(1645-184ó). a autonomia do jurídico é relacionada. anilise que nasce nas obras de juventude (integrada numa problemática ainda gproto-marxiçtas). Noutras obras. há trechos em que se refere expressamente como o direito constittii uma modalidade específica de realizar o interesse de classe. O reconhecimento do carkcter relativamente autónomo do <jurídico. na história. mais d o que a exigências funcionais postas a o direito pela base ( & ) .a atribuição de um poder genético autónomo às próprias representaçáes teóricas dos juristas.ao referir.Contribuição ao Problema da Habitação (18721. A relação com a explicação antericor está e m que a nece~sidadede coerência interna do sistema jurídica é ligada às exigências do coerência conceptual dos juristas. da supreinacia dr uma classe: tal coisa iria. Em . F. reito.% como o dircito se destaca. da <universidade>. Esta mesma ideia da existência de uma forma especíEica do direito . a ideia de que as exigências d a base são. n o entanto. da imposição pela força dos interesses da classe dominante ( 2 ) . Próxima desta (ou. contudo. Aí. . Em A Edealogia Akm. em virtude da divisáo social do trabalho. em relacão ao aeconóniico> é uma constante da obra de 3Iarx e Engels. Abstraindo já de todos os inúmeros passos em qiie se chama a atenção para a frequente niio correspondência ( c d ~ p r o p o r ç á o ~ ) entre a forma juridica e as relações económicas subjacentes [I). ligada à análise da forma típica do direito da sociedade capitalicta (ou edireito modernovl) -a aaeneralidaden e a <igualdade>-..ocorre com frequência em O Capital ('). o cdireita i g u a b 6 como uma c~nsequênciado feitichismo do mercado. e da tigual- . com o facto de ANEXO I Algumas indicações sobre a crítica do direito na obra de Mam e Engels Na obra de K. refere. esta idria aparece. seria constituída pelos princípios da tjgualdadea e da <abstracção> ( o edireito igual2 de que Marx e a tmdiçáo marxista tanto falam) . qiiando se tratava d~ reagir contra aqueles que. sobretudo. Ludwig Fewr. bach e o Fim da Filnsojin Clássica Alemã (1888) e nas Cartas de Engels a Cuttrad Sckrndt (5 de Agosto de 1890 e 27 de Oir-tubro de 1890) e a F. responsável pelo obscurecimento do carácter fiincioanl dos . enveredavam por cómodas simplifica@e' da realidade histiirica. sacrificadas 2s exigências d a forma suparstrutiiral ganha um matriz diverso. Marx e F. já que ai a própria forma -longe de aparecer apenas como um produto (autónomo) do carácter <abstracto* da prática dos juristassurgo como algo de funcional em si mesmo e m relaçzo i base.estão ao alcance da classe que detém o poder político. ( R ) . da <abstracçáu.de de este constituir um todo coerente. no domínio do direito. ('i.por exemplo. distinto das outras que .institiitos jurídicos relativamente i s relasões de produção e pel. na conhecida Carta a C o n r d Schmidt (27 d e Outubro de 1890). numa prática profissional autónoma.

Vysinskij (I2) -. 389-W. 155. A Ideologia Abnzã. que uma crítica interna de A ideologiú Alemã (onde a ideologia náo aparece como um mero e arbitário sonho.as relações d e produção actuais) ( O ) . 1843. IU.. do direito. Contribuição para a Questão da Habdqão. 187-1%. &Carta a Conrad Schmidt (27 de Outubro de . Engeis. Critica ao Programa de Gotha. por vezea. pode afirmar-se com segurança que esteve p r ~ s t n t ean Iongo de toda a obra a ideia de que a afirmação justa do carácter superstrutural do Estado e do direito não prejudicava a existência de uma especificidade histórica destes dois níveis. já citadas. Obras escogMas. o direito) como u m nível distinto e inconfundível em relação às relações sociais. mas que aparece também em obras anteriores. independentemente de qualquer distinção ao nível das relações de produção [ I ' ) ... parece.traba1lio documenta-o também. 1871. Os textos que tratam. Carta a Conrad Schmidt. Crítica da Filosofia H g e liuna do Direito Pitilico. O próprio passo do preficio . ailudwig Feuerbach . g. A Ideologia Alemã.. não possui uma história própria. portanto. 1875. Carta a Conrad ú'chmklt I (47 de Outubro de 1890).em que se tentou ( v . Moscovo. J. trad. é. 1ô44. antes citada). trad.de 1859 à Contributçâo para a Critica du Economia Poli tica --<no curso do seu dcsenvolvimento.--- - Outros passos da obra de 1. por vezes a latere. de que certas formas jurídicas anteriores continuam a pefar sobre .. A autocritica de Althusser (I4) dirige-se.. e tlirnitadossj seria o suficiente para dar a estas duas frases o seli exacto peso e valor. mija ligação a o contexto não é cIara. Althusscr procurou dar-lhes uma interpretação condizente com a tese da autonomia relativa das formas superstruturais ( I 3 ) . ? cit. _?larx chega a contradistinguir formações sociais típicas com recurso às características do seu ordenamento jurídico.2).. Abstraindo já do carácter desgarrado e esfingico destas notas. no entanto. Obraa escogidae. da arte. com as relaçõm d e propriedade. port. Restam as afirmações rotundas de que m ã o esqueçamos que o direito. (1') I. ibld. em. port. iI. 519. ao atribuir iim significado conlormador à forma jurídica. A Ideologia Alemã. ob. NOTAS K. A Questão Jiudaica.. KCí. O pensamento de YIarx c Engels sobre o direito e o Estado não é.>. por exemplo. 335-388. o seu pensamento náo é homogéneo. ideia ocorrente. da ciência. etc. nesse sentido. 1155. da exislência de uma acção de retorno da superstrutura sobre a base. Guaçtini nas obras antes citadas. nomeadamente quando SR explica a exi~tênciade efeitos jurídicos não exigidos pela base através do conceito de <sobrevivências j u r í d i c a s (ou seja. Marx e i.farx e Engels apontam ainda noutros sentidos: fala-se. Marx . I . A Guerra Civil em França. cit. precisamente. 519. na última fase da obra de Engels (cf.. Não está feito ainda o estudo exaustivo e desta evolução. as forças produtivas da sociedade entram em contradiçáo com as relações de produção existentes ou. sobretudo. (*) Lisboa 19% . Engels. e d e que <não há história da política. neste sentido. do direito (nomeadamente. 1978. Contribuiqáo para o Prob l m d a Eabitaç60. ibia. > . [.x (emA ideologiu Alemã). da religião. Correspondência) integram-se nas várins fases em que se tem dividido a obra de Marx. em (') K. Além das 'expressas afirmações. Stucka) nncorar uma identificação das r e l a ~ õ c ssociais com a3 relações jurídicas. 1845-1846. II. Seja como for. (P) F Eingels. 1873. O Capital. Mesmo no seio de cada uma delas.>. comD notou R. pelo contririo -como já foi notado por A. ta1 como a religião.e F. etc. --. a príipria alitude de hiarx-ao. 88-98. havendo uma insistência particular em ligar a sua g%nesee os seus conteúdos às condições socio-institucionais h i d r i c a s através da referência B divisão da trabalho e constituigão de estratos profissionais aseparados.. lW)i~.nos. uiiitário nem sistemático. o que náo & mais do que a sua expressão jurídica (oder was nur ein jisrtsiische Ausdruck dufiir kt).66 A IXISTORIA DO D I R B T D NA HISTbRIA SOCIAL O YhTERIALISMO HISTORICO NA HISTORIA DO DIREITO 67 da de^ que aparecem como as características da troca de mercadorias f 8. tendo sofrido cortes ao longo da sua obra ( ' O ) . é sabido conio L. Nos Grunrlrisse. 1 . 1872. uma prova de que Marx considerava as relações jurídicas (logo.

Marxisme et droit. de facto. A. Marx et 1s droit modeme. P. Quanto ao primeiro. ainda. ele exige. O que aí reina sozinho é a . D e Hegel à Marx.11. 111. Schefold. nivelador. Guastini. trad. (-1 Cf. Die Entwicklncng der Anschaungen von Marx und Eagels iiber den Btaat. cit. (21. Stoyanovitch. S. 69 politida di ilfam. Cf. . Gruppi. cit. a Igualdade.e (gennaio 1i84Z-primavera 1 4 ] . W . port. Klenner. U .. Turetzki. e E . (14) L. rNam et l a philosophie du draitw. Weii. cit. cit.. U m verdadeiro Bden dos direitos naturais do homem e do cidadão. 2817. L a Capital..14-15. trad. Der Marxismw-ZmIntmus iiber das W e s m des Rechts. Hegel unü die Nar&thuche btaatslehre. Neste sentido. tLa teoria generale de1 diritto in U.. coIocam-se na perspectiva correcta e siío modelos de rigor na anuise dos aspectos lexico-conceituais da crítica marxista do direito e do Estado. M a ~ xet i2 dsritto moderno. 1956. ambos em X.. La teoria ('1 F. H . L. . oThe young Marx on the Statex. cit. Paris 1976. em O b ~ m escogidas. cit. mas antes de uma exiggncia da reproduç50 de práticas repetidas que se inserem no seio do modo de produção considerado. Marx e F. Ch.. Guastini.. li. R. em Revue dJhltoi7e da drvit.. i Barion. I .turi83. l&P. nem nos paIses ~ocialistas. S.Ichino. DO DIRDITO NA RISTORIA SOCIAL O MATERIALISMO HISTóRICO NA HISTQRIA DO DIREITO cit. lY1973). L u teoria marzista dello Stat. Althusser. «Crítica ao programa de Gothaa. 1970. K. Ideologb 6 Aparelhos Ideoldgtcos de Estado. 71. R.. não e muito feliz. a Propriedade e Eenthama). ~ b r e t u d o . IIII. (=) Cf. F .. Reichelt. G. a dica. Le Capital. I. 6. 1062. 217. W . em B c i a c e and Bocietg.~ls-~irn. pofl.. E.?.R. Xtaatstheorie . Marx. Balibar. H . a s suas dificuldades (Cf. em Problemi dez socialismo. 1971. em Materiali per E $toria della cultura g. s m oe de?mc~a&. *A ideologia alemã». 1 6 8 R. n a realidade..]. 362 e segs.MarxLF. (2)..stbchm Staatstheovie. 208. <<Lesehimeisefür die Lektüre der politischen Schriften von Marx und Engels. em Hommage à Jean Hyppollte. (") CP. a chamada *herança romanistjcaw foi laboriosamente «construída pelos juristas europeus do século XIT ao seculo XVILt.. Matherlalen %r Rekorrstruktim der marxi. que nenhum dos grandes juristas sovieticos doa anos 20 e 30. Marx.. parque. Marx/F. E. Soc. ) .O (<como o capital é. 135 (xa esfera de circulação das mercadorias. Na marxologia dos países capitalistas existem no entanto alguns estudos sobre o assunto: K. de ou facto. cit. Raros são. E . sobretudo Stucka e Pasukanis. em Obras Escogides.68 A HISTbRIA. em Obras e s c o g b . 1W9. 96. 119 e segs. Althusser. 1971. Moore. em MatedaZP per l storia delle cultura giuddica. . como se sabe. 1964. em nome do seu direito inato. 176. 41 (19P3). 136. 1967. por6-m. A n d i d critica dello Stato borghe~enegll s&tti giouandli.=boa 1976. ibtd. o ensaio Sobre a Pratica Dogmrítica doa Juristas Oitoceiatistas. ( 2 ) .. neste sentido.. III. L. rn.1869. L pensiero cbi Marx ? ed Engels sul dÈ?-itto e secllo Sfato. port. Ths critique of cupàtalist democracy. . 1970. 1955. cit. ( = ) Cf. Cerronl. iucMdo nesta colectânea. nem nos p a l s e ~ capitalistas. S. em S a ~ r?e8 emcepts . Elementos de Autocritica. Henry. Btaatstheorie . e I.<Carta a Conrad Schrnidt (27 de Outubro de 1880)». Die Rechtsplhilosophie des jungen Marx von $842. o conceito de a s o b r e v i v & n c i ~ areslduoa apresenta. t S u r les concepts fondsmentaux du matérialime h'istorique~.Liberdade.. Guastld. II/19?2. (''1 N ã o existe um estudo completo sobre o pensamento jurídico de Marx e Engels. (') Cf.&gels. Note-se. . interpreta isto d e modo diverso: náo se t r a t a m tanto de i-esicluos de práticas implantadas pelo costume. 42 e sega. Engels. nomeadamente. P.. Losano. An int~oduction to ths thsory of ths State in Mam. eni que se consumam a venda e a oompra da força de trabalho. Althusser.. Landau. lessico giuridico de1 Marx Iibera1. Engels.. <Contribuiçáo para o problema d a habitaçãoa. Coccopalrnerlo. de Marx. cZur Staatstheorie im Friihwerk von Marx und Engels. e K. 1974... Staatstheode. McGovern. em Lire Ie Ca@tal. Hennig. 32. aqueles que respeitam a real diversidade de perspectivas d a obra de Marx e resistem à tentação de a r e d d r a um d i ~ c u r s o harm6nico e uno. que o problema d a supenriv&cia do direito romano. 1972. tLa concezione de1 diritto nelle opere piovanili di Marxo. K. 191. +Karl Marx und die Rechsgeschichtew. em Eieget et I'Etat. que em todas a s esferas da produção as condições d a exploração do trabalho sejam iguais para todosa). 1967. ElageZs and Lenin. Balibar. exemplo cl8ssico neste tema das sobreviv&ncias jurídicas. em K. ('1 Cf. M . Lire Z Capital.(a) L.rn. 1970. cits. A. donde colhi certas das indicaç6ea blbiiográficas anteriores.. I. 6 de notar. 719. S o ~ i . par natureza.. t e Capital (Ed. eEssai sur la Critique de la philosophie du droit de Hegel8.. Cf. 424. Erigels. M. conhecia as obras da juventude de Marx. Maspé99 tiol. Mit slner interpretotion der Pariser Schriftm u m 1864. a s obras ultimamente citadas de R.. 385-386 e. cit... Gea nova 1971. >3fl e s e g s . locs. D. cit. trad. e IE Zessíco giuridico d i Mar5 18@-1844..

tas portugueses tomavam para objecto do seu discurso. cuja presença no aauditórioo seria susceptível de originar mutasões na forma do d i s curso-a categoria dos cjuízes eleitos». à medida que se váo modificando os meios tecnicos de observação do real. prática a partir da qual e para a qual se constitui o seu discurso e que é. a jurídica) corresponde. e. portanto. Sáo algumas destas circunstâncias ambientais -ou. seja. definido por um determinado estatuto social e dominado por um sistema de leges ar&. normalmente. justifionndo-se. assim. quem discorre tem Xrnpre em vista (ainda que pouco conscientemente) um certo . <dicionários»). portanto. a criação jurídica não são obra do acaso . os temas.). para os pouco informados (ctmariuaisa. tima ideia da composição do objecto do discurso dos juristas: se a ciência jurídica é um <tdisciirso sobre um objecto específico (o direito. alguma atenção. o estilo da argumentação. um estudo das circunsou tâncias em que se desenvolve a sua prática. o que o é também é que alguns restos sempre ficam a condicionar a actividade teórica posterior. n o caso çancreto. onde se lhe5 fornece uma certa utensilagern conceitual e dogmática e onde se encaminha o seu esforço teórico em dpterminados sentidos.quais eram essas cnormas jurídicas. A literatura em geral (e. possível uma u a r q i ~ e o l o ~ i a ~ . graduam-se a dificuldade e a profundidade da exposição consoante o público esperado. histórica. daremos. pois. insere-se num certo meio profissional. aqui. os conceitos. ao auditório real disponível. um certo corucxto social.*auditório. A criação cultural e. P dirige-se a um certo público com características culturais s científicas próprias. em especial. a sua raiz. especial quanto ao níveI de formação especialrsada. à maneira de introdução (incompleta) a uma abordagem ao <estilo discursivos dos nossos juristas modernos. assim. tudo isto é graridementc condicionado pelas circunstâncias em que decorre a própria prática de produçiio do saber. onde pulsani certos aseios e ecoam certos temas ideológicos. a atenção que se irá dar ao ensino universitário do direito nesta época. e cuja constituição é. para os peritos (ctratadosw). portanto.PRATICA DOGMATrCA m S JURISTAS OITOCENTISTAS 71 Sob~ea prática dop&tica das juristas oitooentistas 1. química. Mas os juristas são formados em escolas. então.). nado ramo do saber está diversamente limitado: vive. a um auditório previsto pelo autor e este. bem como as formas institucionais de contacto são . ~ e r i aimpossível) mas 'apenas das vicissitudes de uma sua categoria. Mesmo nas ciências da Nalureza (física. e os juristas não 590 a isso excepção escreve-se para alunos (as alições. o aobjecto* é periodicamente redefiiido. prn prinieiro lugar. Deiuando de lado a caractenzaçZo da formação social e política portuguesa 110 período compreendido entre os meados dos sécirlos XVIII XIX.a novidade e a rotina. Uma das condiçõeç externas que prefomam o discurso os objectos sobre que ele incide. Quem escreve um livro ou quem pensa sobre tini determi. o cprincipio>i deste. Tudo isto contribui para dar à obra de um autor ou de uma época um certo <toma. etc. em primeiro lugar. Por fim. que. foi educado numa escola com cspecificns tradiç6es intelectuais e pedagógicas tem em vista um objecto (neste caso. se é certo que muito da formagão da escola pode ser sepultado pelas exigências da <vida prática$. Em relaçgo a cada disciplina 6.. estas condições em que se desenvolve a <prática discursivasque v2u merecer uma breve análise. não cuidando de uma sua definição exaustiva (que. que os juris. - 2. ou as normas j u r i d i c a s ) ~ . o direito) com uma determinada conformação histórica. determinar o que era esse ã d i r e i t o ~ . em maior ou menor grau. Ao auditório real do$ juristas dedicaremos.vamos. aparece como o princípio (aryuê). dizendo de outro modo.

ristas. a pretexto desta remodelação. Na verdade. isso m a m o nos revelará a andlise seNo entanto -e guinte-. ao qiiadro das fontes do direito português E. ficava definido pela Icgislaçáo de Pombal eçtivesbe eni desacordo. Rart chama anorma de reconheci. Neste caso.à observância estrita dessas mesmas normas.e económicas. E isto é tanto mais interessante quanto nem sequer se pode di~er que o modo pelo qual o <corpo d e direito. tarefa que completará nos E. a o historiador do direito. bem como *a concorrência de várias ordens jurídicas na resolu5ão das quetoes. Preparada.o esta redrfiniçãu opera niutaçiies decisivas na teoria. veis aos apelos das noras realidades sociais. Embora prenhe d e significado político ( 2 ) . L. os outros com as demandas intermináveis fomentadas pelas . a Lei da Boa Razão vem a consagrar entre nós uma boa parte das ideias ilurninistas quanto a candentes questões acerca da constituição. objectivo que expressa. sobrctiid<i. pia obra de Luís António Verney ( I ) . mente aparece relacionado com a salvaguarda d a <segurança nas propriedudes~ dos povos e a <paz entre as f a m í l i a s . O móbil primeiro da Lei da Boa Razão é assegurar o prima. com o sentido geral das exigências da formação social c política portuguesa da época..entendida. iim período car~cteríslico.da época moderna é marcado pela Lei d e 18 de . a ciência jurídica teiideri para mas a exegcse. afinal. de ser . dos juristas do período anterior no entendimento das leis. assim. se o direito «fixado» é escasso e se dá . as <extravagantes subtilezas. colocando-se no papel mais de regenerador do que da revolucionário.advento . . introduzir os novos rnétodos de interpretação e de integraçáo do direito. tender-se-á para uma investigação racional do justo ou para o acatamento dos precedentes judiciais. Partindo habilmente de soluções já 'esboçadas nas Ordenações Filipinas. portanto. que estabelece o quadro das jantes de dire2o (norma a que H.dos) do nosso direito e. em conjunto com os quais esta lei tem. geralmente conhecida por «Lei da Boa Razáo. apesar de este se encontrar taxativa :e estritarilente definido n a nova Icgisla~áo pombalina sobre as fontes de direito e o âmbito da actividade construtiva dos ju. o cdireitoo d e cliie: o juristas falam ná. o . O mesmo acontece na ciência jurídica. sefecentista que dedicaremos d e seguida alguma atenção.72 A HIST6RIA DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL PRATICA DOGMATICA W S JURISTAS OITOCENTISTAS 73 com ~ l e . O período que decorre entre os meados dos séculos XVIII e XIX é. deste ponto d e vista. Apesar disso e dc tamb6m os juristas estarem a ser sensí. Ora ç a constituição do direito* está determinada numa norma.0 é nada que s exista como aritidadt: definida . Xele se patenteia o modo como a ciência juridica constitui livremente o seu próprio objecto. no plano doutrina]. Na evolu~áodo quadro das fontes do direito em Portugal.antes e para além do discurso dos juristas. que constitiiem o seu próprio corpo e lhe traçam os limites. operar uma total remodelação nas fontes ( e . Pombal vem.igosto de 1769. aquilo que os juristas entendem ser o direito vigente. m e n t o ~ ) . está longe de coincidir com aquilo que o poder político autoritariarn~ntelhes definira como tal. interpretação e integração do direito positivo.ou sociológica . escrita ou ngo. o sentido político da lcgisla~áopombalina acerca do direito corresponde a uma efectiva reclamaqáo por parte das novas realidades sociais.. se se ctintkrn em normas u d e s a c t ~ r ~ l i z a d a s ~ . objecto do seu trabalho construtivo. a razões cuja investigação prática jurídica estg amarrada -por cumpre i análise política .por razões que também relevarto de urna análise maij vastaliberdade intepradora aos juristas. São estes. nos conteú.Florescerá um discurso jurídico altainente provido d e expedientes argumeniativos e conceituais destinados a <forçar os textos$. ao falar dele e a o transformá-lo em objecto de uma prética. nos coriceitos e na própria orientaç5o geral dessas ciências.do da vigência das leis nacionais. actividade teórica consistente num adiscurso sobre o direitoa. a cons. de resto. geravam uma grande incerteza no foro e possibilitavam que uns <inquietassem. tituição desse «direito> não há-de deixar de influir sobre o estilo da literatura jurídica: se o direito está todo contido em normas jurídicas «uctualizadasx. esta lei importa. políticas . Pelo contrario. nos seus objectivos político-sociais.s'statutos Pombalinos da Universidade.

Já pelo . por um golpe d e prestidigitação legislativa. . sobretudo de um legislativo. a estratégia seguida n a Lei de 18 de Agosto d e 1'769 para a moderniaação do direito foi a de agir sobre os próprios .o judicial dos difermdos. a certeza e a previsibilidade . desta vez i s necessidades das sociedades burguesas em desenvolvimento acelerado no Centro da Europa. ou seja. não por um corpo d e leis. Seria impensável inverter tudo isto d e um golpe legislativo. mas por um corpo de . mas agora.do estilo de trabalho dos juristas. estr respondendo a uma temiitica que correspondia à situaçáo económica. 'V I ) tS).o aparelho de produção normativa dos juristas profiiçio- . proclamado peIos políticos. então. terísticas fundamentais do trabalho construtivo dos juristas ml como ele e n t i a se desenrolava foram respeitadas. era por estes subposta a um imponente sistema de princípios doutrinais e juriaprudenciais.: mais adaptado. Mas.o sistema dogmático da tradicão romanística. pretende-se também conseguir uma n~aderniza@a do diredo nacional. fora decorado com uma denominaçáo mais prestigiada. para além da salvaguard.doutrina. Com isto. portanto. a prática construtiva dos juristas é subtilmente encaminhada para um novo domínio de objectos e para um novo campo de referências teóricas e conceituais. este sistema doutrinal que. nomeadamente as obras de Bártolo de Sassoferrato e dos jurista5 seus contemporâneos e seguidores. .da invocação d e precedentes jurisprud. assim. É. E claro que tal estado de coisas já n5o era novo.. . O próprio pensamento juridico iluminista recolhera e4ta ideia da inevit~biIidadeda fuiição criadora dos juristas (') que.W. quando a lei estadual. da utilizaçáo de fórmulas de raciiicínio e de dedução quase exclusivamente utilizáveis num coritexto norrnativo deste tipo... Esta preocupação iriovadora já estava presente numa série d e providências legislativas d e Pombal. Mas agora. note-se bem. As carac. vai ser colocado no lugar d o sistema do direito comum. ao fomentar a intcrprctaçáo e integraç. I dados do trabalho dos juristas e de o pôr ao serviço da inovayão.do foro tornam-se questão candente. de que a edição do direito é um atributo indelegâvel da soberania (próprio do monarca ou d o povo). .4lvarci de 12 de J4aio deste mesmo ano se reservara ao monarca .a da segurança. social e cultural . Tal sistema dogmático e normativo fora originariamente designado por usus modernus pandectarum (uso moderno das Pandectas. produto de um ç a b ~ r corporativo ciosamente defendido. LviIi. dos textos do direito romano). A solução adoptarln foi ent6o csta: substituir um corpo doutrinal condizente com as aspirações jurídicas modernas .a faculdade d e interpretação da lei ('1. contra ele se tinha vindo a reagir desde as Ordenaço'es Manuelinas. mas logo três meses depois e de uma forma mais solene e completa v50 ser tomadas as medidas que as circunstáncias reclamavam. pelas quais tinham sido niodificados alguiis pontos importantes do nosso direito privado 151.ao corpo doutrinal tradicional. a disciplina. No entanto.E. agora. ainda que formalmente apontada aos juristas (desde a s Ordenqões Afonsiraccs) como a principal fonte de direito. quc começa a cresccr o peso politico dc uma camada para quem a segurança era um valor inestimável e que o ritnio mair acentuado dos negbcios não pode suportar a morosidade e a incerteza da res01uçã. todo .4 DOGXIATICA DOS JURISTAS OITOCENTISTAS 76 i~~terprctações abusiras dos textos legais. está nos antípodas do princípio regalista e j acobino.74 A HISTORIA DO DIREITO N A HISTõRIA SOCIAL PRATIC. a ciencia jurídica tradicional vivia amparada. Na verdade. O novo corpo doutrinal era a produção dogmática dos juristas alemães através da qual o velho direito romano-justiniano tinha sido iuna se.50 da lei por via legislativa r: ao amarrar a jurisprudência B 3 linhas de ioliição definidas pelos <assentos> (O. a transformação global do corpo d e direito n i o dependia tanto da vontade dos órgãos políticos quando da modificação profunda . O seu estilo discursivo estava dependente desse facto: a argumentação partia da autoridade dos juristas citados. O modo como isto foi feito foi extremamente hábil. Assim.do cotejo de opiniões. com a n s t i i ralizaçáo progressiva da mundividgncia burguesa. Sobretudo. quase ~ u d o se tendo limitado a desviar o campo das referências conceituai~e dogmáticas.enciais. competindo ao jurista a estrita aplicação d a vontade dos órgzos d o poder político.da Baixa Idade Média. a de <direito natural.

obtém-se um resultado não menos significativo a o nível da prática jurídica desvinciila-se a tarefa da intcrpretação das leis em relação a o cabedal do. I. 5 . determinava-se mesmo que fosse reqiierida.io teriam tempo nem p o n d c r a ç i ~ para irsponder aos ernbaracos jurídico^ dos tribunais d e todo o Reino ( O ) .a Lei da Goa R a z h procura promover uma interpretasão <autêntica» ( e vinculativa) das leis nacionais e do direito romano. logo na falta de direito nacional «novo». A Cs3a da Suplicaçáo e o soberano n.sto quer dizer crite. econílmicas. Assim.a tarefa :e os juristas. pela premência com qiie reclamavam uma regiilamentação jurídica moderna. inevitávrl admitir a interprctaqáo doutrlnal (i.era ela. (s Xfas SR a interpretação a u l h t i c a era a forma ideal de e&recer o direito. principalmente evidente em relação às decisões do mais eleiado tribunal do reino.& dos Assentos da Casa da Suplicação ( $ 5 4. 1. a interpretaçáo do rei 11) (7.ona1. Depois. P a r a se conseguir isto bastava que. pelo direito romano tradicional.. a toda e cada uma das dúvidas surgidas. sobretudo.S 77 nais .actividade de interpretação das leis podia auxiliar . e.mático tradicional. se atí: ai o direito nacional era tido como um reflexo do direito romano. mais detidamente. havia matérias (nomeadamente a s políticas. por fim.de longe mais eficaz que o aparcllio legislativo .a Casa da Suplicaçiio . G a . d ~ v e n d o a interprctayáo tender para Lima progressiva aproximação dos dois direiios.ançar mão dos priiicípios do direito natur31 ou das gentes em riso nas nações polidas e civilizuJas ( $ 11) . seguissem o mais conforme a esses princípios mais modernos do jiisracionalisrno. consequentemente. em <segurança» nas relaçóes sociais.se devia l.". ou. cujas dúvidas deviam ser resolvidas pelo <pIenário> (Mesa Grande) da Casa da Siiplicaçán atrav6s de assento ( 8 6) . no caso de dúvida sobre o entendimento da lei. esclarece çó poder ter significado pelo sentido das palavras da lei. agora ele vai ser entendido conlo uma manifestasão do direito - xística. mas. e não.alguns casou mais delicados ipor importarem a ampliasão ou restriçáu das leis pátrias). Foi o que fez a lei pombalina. pois a incerteza nesse tribunal superior comunicar-se-ia a toda a organização judiciária). materializado. a interpr~taçãolivre do3 juizes e juristas). mais coricretainente. Mas em relspár. para essas. não podiam ser regidas.é posto â funcionar ao serviço da inovação. torna-se impossível de conceber. Com isto.aos princípios do direito romeno ( 5 10). como aliás já vinha sendo dito por alguns pt~xistas. Dispondo-se sobre n interpretaçáo dùiitrinal. talvm. e Li Carta de Lei . como Posse. não liavia ourra solução scnão aplicar-lhes. da aplic a s : ~ do direito. sobre DS casos ern q u e a doutrina podia estender oir restringir o texto legislaiivo naci.~. a própria . j .76 A HTSTdRIA DO DIREITO NA HISTCiRIA SOCIAL PRATICA DOGMATICA DCS JURISTAS 0ITOCENTISTA. n o caso d e falta de direito nacional. cada um dos elementos da estratégia. 5. já de raiz individualista e espirituâlmente IiEafdo is luzel.. peIo regedor da C.elece-se que -para além do recurso a o espírito da lei (que o legislador. 111as a o moderno direito natural." e 5. Vejamos. ela era dificilmentp pruticátel. para . se se ganha em <certezas jurídica e. ria produção jurídica e jurisprudencial dos séciilos X V I e XViI (opinio commarais dociorem e upra- de 7 de Junho de 1605) (:). portanto. pensável. e. fosse.asa. proíbe-se-lhes toda e qualquer interpretaçáo do direito nacional. amarram-se os juízes à jurisprudência já estabelecida atrai. o direito que os pitados eriropeiis de evnliiqko econ8mica e social mais adiantada para elas iinliarn criado.a Casa da Suplicação ( o que se compreende. tomadas no seu sentido n a t r ~ ~ roii~ a náo m ~ t a f ó r i c o )e i analogia .com referência i s Ordena@es. estab. admitindo-a. não admira que encontremos uma preocupação de cercear a interpretação doutrinal. Além disso. onde quer q ~ i cfo. Quanto à interpreta~no. iiierwntis e marítirrias) que. Ain Ia quanto às díicidas siirgidas num única tribunal .. pois cortala c ~ ~ c c todas as incprtezas. E. disciplinava o foro e desvincirlava-o rir uma tradiiáo jurídica ~ o c i a l mente dcsactiralizada. Desde logo. se impusesse o recurso não ao caduco direito comum de cepa bartolista. era de a põr ã trabalhar pela modernização do dirrito. aca~itelando-eedecerto contra as mirabolantes interpretaçces por esta v i a conseguidas.

. qiiase desaparecia do direito nacional.1850) não deixa.tdr. ele pondera que. 3. mais seguras e pretiaíveis as relações sociais. selri Eazcr i dii. que talvez em algum momento imaginou capaz de dispensar as leis positivas [. JU se vvr' que poucos seriam os costumes que satisfizessem curnulativame. de B á r t ~ l o . Já vimos qiie esta proibia o recurso ao direito csnóriicn. e por conseguinte precide pitados na arbitrariedade. &ta determinação. apesar de ter sido o remate de uma tendência doutrinal em desenvolvimento desde o &ciilo XVir. bem coma restringia a utilização dri dirrito consuetiidinário. e. Vê-lo-emos em breve.o de tornar mais certo o dirrito. abria-se também à indisciplina doutrinal.elo que os juizes. a este se recorrendo para esclarecer os seus sentidos ocultas ( ' . Ectas dispo~içõesda Lei da Roa Razão. fascinado pelo aplauso do direito natural. Claro que. contudo.do direito. contudo. abrindo-se a porta à modernidade.dizendo de oiitro modo.. o que põe rirmo a todos os cnnfljtos entre csfe e o direito romano. tamb6m ela é essegiir.) 0 deciirso dos tempos e o reforço do modo de produção capitalista e das suas exigências a o nível do apareltio jiiridico irão. conflitos qiie o ccrit6rio do pecado> (Ordenqões Filipin. o logi~fador ~ o m b a l i n oh z menção de nada inovar: pc garido no texto das Ordenações (liv. de BártoIo. e nos CornentLrios. respritantes ò integrqõo das larirnas cln lei (ou. L h a cl~las a proibição da nplié caçáo do direito canbnico nos trihonais civis. t a l v ~ zas maib conhecidas. .]. de que o legislador mesmo não tinha podido d a r ideia exacta. mas este e r i o preço pago pela modernizaçáo . sobre i. fonte de direito oobreman~ira incerta e flutuante. à Glosa. extremamente significativa no conjiinto da nosw história jurídica. (Ins~~aiçóes Direiio Civil Português. reiolver psta e outra contradições. aliisivamcnie. eram completadas por outras.o da aplicação da lei civil resultava upecadoa ('"1. Lxrv) não cnnsegiiia resolver satisfatoriarnsnte. Também npste domínio da integraçzo das lacunas da lei aparecem as duas preocupações i n a i o r ~ s :a ) certificar e h ) 170dernirar o direito pátrio. . pelo processo de integraygo das lacunas propo5to pela Lei da Boa RazZo. i a). pois nem a ubrva razãoa nem o tdireito natiiralr eram noções unívocao. de Acúrsio.. tendentes a tornar mais certos e mais modernos os resultados da interpretaçáq do direito. de notai esta hipoteca de iini valor t5o essencial à construção d s sociedade burguesa -a Eegurançe: O marquês de Pombal i. limitando drasticamente a sua vigência.é promovido p o r três disposiçóes desta lei. ficaram desligados do direito positivo. Outra é a projcrjçãa da Glosa. Quaiito ã moclcrnizaçõo do dirrito. se eriava a arlicar aubsidiariameiite todo o direito romano. estabelece a riiptura com o direito conium. para decidir na maior parto dos negócios da vida civil.nte estas ~xig6ncias. a o direito subsidiário). de facto.desde os meados do oéciilo xrv (5 13). Esses requisitos eram: ser conforme 2 uboa razão». abandonados aos principio3 gerais do direito natural. como se diz lia lei. Como iam. O primeiro objectivo . privou os textos do direito romano de toda a autoridade externa fcontraposta d eautnridade internax da sua razoabilidade) na nossa jurisprudência. quer do ponto de vista do instriiinental Iógiw-dogmático que lhe andava associado ('") ( I " ) . *as qiraes Leis Imperiais rnandamos somente guardar pela boa razão. p. :i terceira disposiçao foi a forrnulaçiio de certos requisitos para . de Acúrsio. os juristas colniater :is lacuniis da ordem jurídica? Ainda aqui. Coimbra 1848. então. em que sáo fundadas>.do quadro das fonte* de direitos subsidiário.111. de que faziam parte . quer do ponto de vista das opções normativas nele recolhidas. a iitilização deste critério (l ' ) obrigava os j u í z e ~a decidir sobre lima matéria que Ihes e r a de todo estranha [ou seja.a~. tit.78 A HISTORIA DO DIREITO N A ITIST6RIA SOCIAL PRATICA DOGMATLCA DOS JURISTAS OITOCHVTISTAS natural..a validade do costume. 243. 9 .I. assim o costume. Coelho da Rocha (1793. . ter mais de cem anos e não ser contririo à lei escrita (H 14). e dos Cmentários.

aquele que. O que o legislador das OrdcnayGes não tinha em vista. npssa altirra. c.. por estar irremediavclmeritc ligado às condições históricas e ciilturair: do Império Romano.u m a :irit:ntaçáo S P gura e uniforme qiie guiasse os jiirjstas na valorização do direit:.ar a ela coni r i r i o ? Os juristas alemães do usus modernus tinham resol\ido esta questão recorrendo ir liistória jurídica: invatigandri histó- ria da prática jurídica aImé do século xv e seguinte?.excepto. romano? )A difícil praticabilidade da w l ~ ç ã oadoptada i reconhecida logo três anos depois. Mas iriovação a.. É claro que.. de certeza. ou tinha uma outra intenção . qiie contém verdades essenciais. . no preceito das OrrEenaSõe. do que o niio fora.s relativo ao direito romano oii era rim mero lugar-comum. o outro -i. na verdade.. na Alemanha. afinal. sendo a sua vigência pratica euplicada por iim abuso. que hoje habitiio a Europa> li^. um tal caminho levava a considerar como <recebido. por . . inovação só um r4aâáo à prática. como aliás acontece em todos os reinos da Europa acid~ntal. 5 Gj. que sr estabelece rias Lcis Políticas. nos Estcatut~s Pombalinos du Unirersiddc (1772) csc1arrce. com efeito.ino d-ata de. qtie or Direito Divino 0 Xatural formalisaráo para servirem de regras Moraes. já náo apresentava qualquer razoahilidade. que visava. Lonómjcaz. precisamente porqii. até ai.s qiie as coisas. Já se v& qiie tal critério nial podia convir aos intuitos reformadores da lei pombalina. Portanto. o direito romano *praticado. foi $em entendida pelos inlérpretcs: o direito romano srrh~idiario entre nós serin a versão modernizada que dde tinnni~a . a entregar praxe judicial dos séculos anteriores a definirão do direito romano em vigor.do direito romano indea~jávei. ele ainda rra tido como globalmente racional ( r a t w scripia).e crstivesse d e acordo rom os prin- c i p i o ~de direito natural ou das gentes em ~:igor nas nacócs cris&& e c i u i l i z h . era condicionar a receliçGo do dircito romano i siia razoahilidade. é certo. Este critério de distinçYo era. 5.. t s e indague o uso moderno das mesmas Leis Romanas entre as sobreditas Nações. de acordo com a disposiçãn acima citada das Ordenações. 2. na sua formi~laçáo. os princípius de direito natural ou das gentes com 05 qiiais o direito romann se devia cmformar? Como encontrar. libertar ..'rlrscontis. Ora só o primeiro é que tinha sido r u c ~ b i a oentre njs. Portanto a direito romano snsceptível da aplicação siiliridiária entre nós seria somente o yu. o direito romano contrário ?aboa i razão» niinca tinha tido entre nós vigpncia legal. e governo de todas as Naçóes Civiliuad:<s> ou c-) caqueIIa .s~ qne. o critério sdop:ado vein a ser outro: 9 própria lei define a aboa r a z g o ~ como a ) aaqiiella qiie consiste nos primitivos princípios.rrminaçáo. eram assim. . portanto. O quc o legislador pombalino procurava era. A primeira inovação era a reafirmaçã~ dn carácter si1b. ainda eficaz.E o melhor que encontrou (I5) foi cste. e. por isso. um prctexto para dfdstar a aiitciridade -abalada mas. porqup conlorini à úboa razãn. mesmo assim. eIes determinavam quaiç as norinas de direito romano efcctivamwte aplicadas e.. lue de unanime consentimento estabelece0 o direito das Gentes para a direcção. e Civij entre o Christiatiisrno> OLI 6 ) raqiirllas regras. Todavia.ndo podcria trr qual~ui-r aplicação no foro português ( 5 9 ) . em teoria. mas o que é verdnde é que.4gora. uma recepção global do direito romano. portanto. como caminho mais directo de avaliar a arazoabiIidader do direito romano. mesmo contra o direito naciorial.idiário do direito romano. os j u r i ~ t a saplicavam o direito imperial na siia versão bartnlista ou pós-bartolista. tit. 3. Entre nós operou-se. e Marítimas. milito se estava a inovar. Mas como distinguir o direito romano «recrbidos. que as meamas Kações Cliristãs tem prom~ilgzdos. precisamente. difícil &e aplicar: como determinar. posaivelrnente.inda mais gritarite em reliiçZo & partc já citada Jn diepi~ii+ici filipina é qire ninguhm i g n o r a ~ aque a invocação da choa razão.80 A HISTbRfA DO DIREITO NA HISTCiRIA SOCIAL PRATICA WGMATICA DOS JURISTAS OITOCE3NTIBTAS 81 tinção entre o que era conIorme à boa razão e o que a contrariava.. recebidas. todavia. intrínsecas? e inalteráveis. a referência é bem clara e. apesar do alegado conservadori.a de marcar bem que as leis imperiais vigoravam em Portugal imperio rationis e não ratione irnperio.o nosso direito d a herança asfixiante do bartolismo tardio cultivada pela praxe doutrina1 e forense dos dois sÉciilos anteriores. porqiie desde as Urdenaç5c.se sabe que.

Na ordem jurídica. Vinnius e Domat) . ponderando q u e <a legislaeão pátria he muito limitada para decidir todas a s questõesw. os desenvolíimentris aincómodos~ de certos principios birrguesps. instalara se apui e além e exprimia-se. quer.áo. quer no domínio do direito supletivotinham insuflado urn espírito novo na urdem jurídica nacional. que. . da qual passavam a constar. econtín i c o (ou do direito administrativo). na falta de leis nacionais expressa:. os autores alemães do mus m o d e r n u pandectarurn para qurm a Lei d a Boa Razão remetia e os jusprivatistas franceses dos séculos ~ I e IXVIII (v. Numa palavra. A elas se devia recorrer directamente na falta . Entre nós o regime liberal também surgira e. o mesmo fazendo Ferreira Borges (17%-1838). as doutrinas dos juristas do usus modermus.e iniciava-se a fase da aud consolidaçiío. mercantij e marítimo (ou do direito comercial e marítimo) ia-se ainda mais longe: as leis em vigor nas nações civilizadas substituíam-se a o próprio dircito romano no auadro do direito subsidiário. mostraram os perigos da aber- . A autêntica «bomba de sucç. E. qlie acabavam por ultrapassar as barreiras ideol6gicas da burguesia.Era o que acontecia no direito civil e também no direito comercial.g.. da França (1804. No resto da Europa. nos novos códigos. dernos.do direito nacional. por ironia. vertente id~ológico-jurídicado capitalismo. ideologicamente enformado pelos princípios do individualismo e da abstracção cujo d~senvolvimentolevará a o Liberalkmo caracteristico da primeira metade d o &culo XiX.0 direito estrangeiro ( I T ) . apenas com a modificaçao de umas discretas regras de consinição do corpo de direito relativas à sua interpretaçáo e iritegraçáo . o direito bartolista e romanista do período do irrs commune. depois. trinta anos. E f o i assim . Boehmer. foi-o. na verdade. política e ideológica não tinha parado com o Il~tminismo. estava a terminar o perjodo heróico de conçtrrição da ordem jurídica burguesa -que entre nós. É esta recepsão maciça do direito e s t r a n g ~ i r o d a s opiniões e doutlinais sobre ele estabelecidas que vem completar a grandc revolução do direito nacional. Primeiro. por força da Lei de 18 de Agosto novo de 1769. Naqueles domínios em que o direito nacional era mais pobre a i~tilizaçâo do dircito estrangeiro atingia o seu máximo. José da Silva Lisboa (1756-18751. a bem dizer. E s t ~ espírito é o do direito racionalista e iluminista.que se deram os passos necessários para que o sistema de direito vigente em Portugal fosse completamente subvertido. O nosso direito já não era. etc. Neste último. na verdade. pondo-o de acordo com a nova natureza do poder político e com a mundividência dos estratos sociais dirigentes riesta primeira metade do século Xix. os códigos modernos. Na verdade. ) .da Prhssia (17941.).82 A HTSTbRIA DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL PRBTIC-4 DOGWTICA DOS SURISTAS OITOCENTISTAS 83 d d o os jusrnciamlistus alemães da escola do M W rno&rnw pandectorum (Strik. d a Sardenha (18271. declara preferir o Cade A ' a p o l ~ o n . . no domínio d o direito. Thomasius. Nos domínios político ( o u do direito constitucional). a revolução burguesa fizera-se em França 11789) e estabilizara-se alguns anos depois. sem uma nova codificação global do direito nacional (fracassado que foi o intento de a produzir nos finais do século Xviii). sobretudo. depois das lirtas civis. deu lugar. perante a s forças do futuro.X. da Áustria {lSlL). recorre continuadamente a. se desenvolvera ainda n a Ultima fase do anirgo regime político. quer perante as forças do passado. a casiiística conservadora e confusa dos séculos anterioreq a o Ilurnini%moentrava em gradual desuso. Mas a e ~ o l u ç ã o social.qiiase sem refnrmas legislativas de fundo. cortada que fora do campo de referêncis dogmática em que s e apoiava e posta em xeque prlo brilho e modcrnidade da produsão estrangeira q u e a Lei da Boa Razão permitira importar. pelo direito estrangeiro. Heinncciiis. da doutrina estrangeira constituída pelos p r o c e s a s tradicionais da dogmática jurídica. ilustre comercialísta luso-brasileiro dos princípios do século XI. e m pouco m a i j de. ~ t c . a ordem individualista e I:berai. aplicados agora ao novo corpo doutrina1 da literatura jurídica iluminista. tudo aquilo que não era resolvido por arbitragem (processo de resdiição de conflitos com larga tradição n o direito mercantil). o regime institucionalizara-se nos textos d e natureza consitucional. as reformas legislaiivas dos fins do século XVIII -quer no domínio do direito dipositivo. ficara defiriitivamente assente. a uma invasão m a c i ~ ados princípios jiirídicos mo. decidia-se.

finalmente. ou seja -como já vimos. funcionar corno testemunhos das regras d e direito natural ou das gentes ( q u e constituíam o verdadeiro direito supIetivo) a doutrina atribuia lhes um ualor u ~ ó n o m o . garantias muito maiores de ssen%tez. na verdade. segundo a Lei da Boa Razão. o direito p o r t u g u s da primeira metade do século passado era constituído por trGs grandes eitratos. tem em seu abona o asscnso de irma nação civiliçada) (ID). de ser esquecido. novos modelos argumentativos. mas ainda a uma nova estratégia discursiva (novos conceitos. E. a invocação dos ciídigos europeus é legitimada. coni a recepção da novissima legisIação euro. passam a valer por si e iião como reflexo de princípios jurídicos suprapositir~os. . e a avalancha dou preceitog importados doa códigos estrangeiros. pela legislaçáo extravagante anterior aos meados do século XVIII. por f u r ~ a . Eatas circiinstâncias retlectem-se n o quadro das nossas Eontes da direito e vão dar origem a uma segiinda fase do astabelecimento da ordem jurídica h u r g ~ ~ correspondendo. de acarretar o desuso da invocar directamente os princípios ideológicos q u e a constitiiíarn. todas a s disposições das leis estrangeiras como se acaba de dizer. Em Portugal a partir de certa altura. u contributo dd época jusnaturalista. nestes termos. formado pelas Ordenações. formado pela legislação da segunda metade do século XvTIi e pelas inovaçáes doutrinais introduzidas. a legislação liberal. e coino escreve Braga da Cruz. pelo que os problema3 decorrentes dos conflitos entre elas apenas poderáo ser resolvidos por critérios arbitdrios e pessoais ( 2 2 ) . da ciência jurídica. Utilizada largamente desde os fins do primeiro quartel do &culo xIX ( I 8 ) .de cpriidência~. Esse direito.va dos uide6logos~. ("O). E isto era inelitável: a cristalização da mundividéncia burguesa nos novos cóldigos haveria. são correntes-. portanto. oiisadas. não EÓ à existência de iim novo campo de objectos (novo ctcorpos de direito). oferecia. peia que são recebidos no nosso direito os princípios individualistas e liberais que vão estar ria base da reorganização oitucentista de alguns dos ramos do direito privado -nomeadamente. Assim.e-se fortemente radicada na prática jurídica quotidiana (21). ao nivel e~. essa denúncia faz-se também.e que constituirão a trave mestra do Código Civil de Seabra (1867). contrapondo-se às suas locuhraçóes a realidade <viávelw das realizações ~ f e c t i v a sda burguesia.. a maior parte do #direito vigente era constituída por normas extraídas pela doutrina a partir do quadro das fontes de direito subsidiário.Era a legislaçgo spossível.o Eundo tradicional ou escolástico.dos códigos estrangeiros. Em F r a n ~ a . novo entcndimrnto da Função da cicncia jiirídica) e. provado pela prática.doutrinas dos juristas iluministas aiiteriores a o <estabel~cirneiito> ordem política liberal pareda ceriam decerto desactualizadas. Agora que a s . eipio. até.Napoleão i frente-. Sendo assim. de inspira~iio individualista.81 A HIST6RIA DO DIREITO NA HZSTÕRIA SOCIAL P U T I C A DDGMATICA DOS JURISTAS OITOCENTISTM 86 tiira de u m largo crédito à inventi. pelos juristas. direito contido na novissima legislação eiiropeia. orprimeiram~nte.ieráo. e pela massa imponente dos tratados dos nossos velhos praxistasr. mais desejável do qiie as proporta? talvez generusas. Em seguida. o mesmo valor.. Apesar de tais fontes só deverem. dos juristas do Iluminjsmo pré-revolucionário. os juristas vão preferir-lhes o direito consequente a esse ueçtabelecimentor. mas uimpossíveis~ (utópicas. de ctviabilidade~. em prin. E. a uma nova implantação institocional dos seiis <lugares» d e produçáo. a títuio de direito subuidiário. teóricas). O direito natural náo escrito tinha. por Coelho da Rocha: calem da autoridade dos seus autores. os juristas váo comandar uma significativa modificação do seu entendimento. dos direitos reais. Embora a massa tradicional fosse importante t a sua pre çeiiça esti. desde que fora positivado. a denúncia dos eideólogos~ fora energicamente feita pelas correntes mais conservadoras do novo regime . que. na realidade. os tópicos santi-ideológicos -onde. Embora a norma jurídica que estabelecia o quadro das fontes de direito (Lei da Boa Kazáo) não tenha sido alterada. - . à sombra dela. Daí que o jusnafuralismo teorizaiite do século X ~ I I I deva ceder o passo às realidades jurídicas estabelecidas pela nova ordem económico-social d a Europa.

o visconde d e Seabra esclarece que. 6 que. ou da boa razrio a que se refere a Lei . regular-se-hão pelos princípios geraes da equidade. De facto. geralmente recebido+ acerca dos quaiu riiíu ha opiniões diversas» (V. Neto Paiva de que o recurso à equidade (tal era a proposta. entende que o legislador. L) que é. O do Código Civil de 1867) não ficasse qualquer referência expressa a proibisão do recurso ao direito estrangeiro. Por isso é que na versão definitiva deste texto não aparece qualquer referência ao atestemunho das leis estrangeiras» como processo de averiguar os princípios gerais da equidade (ou na terminologia definitivamente adoptada ado direito natural. (2". designadamente subrr os que respeitam as leis reguladoras de .' do nosso có. concorda em sulrstitiiir . Todavia. não hesita em fazer equivaler o adireito natural. a não ser como tertemuiiho dessa inesina equidade. então. como então muito bem notou Bandeira de Neiva ( 2 4 ) . o decisivo há-de ser o conjunto de princípio3 que inforniern o direito positivo.86 A HIBT6RIA DO DIREITO NA HISTõRIA SOCIAL PRATICA DOGhlATICA DOS JURISTAS QITOCENTISTAS. dispunha-se: Se as questões sobre direito e obrigações não puderem ser resolvidas nem pelo texto da lei." do projecto. tít. e sem . e já s e tem visto porquê. guarda uma prudente reserva quanto à interpretação da expressán (iGo sem apontar para uma soluçáo que acautele suEicientemente a segurança). enquanto o +meir0 exegeta do Código Civil. afirmando q u e o juiz <deve suprir a falta de disposiçáo legal formulando-a da mesma forma que o faria o legislador e portanto sobre . apesar de s e reconhecer a existência de <<limagrande massa de princípios. emb'ora ele r~conheçaser o udireito natural%. trina e o foro a grande incerteza. Neto Paiva). que o grande factor de indisciplina doutrinal da nossa ciência jurídica da primeira metade do século passado tivesse sido este indiscriminado recurso ao direito estrangeiro e qria uma das preocupações do visconde de Seabra.que possa recorrer-se a nenhuma legilplaçáo estrangeira. O do Código de Seabra Neste particular. F. ." aos <princípios gerais do direito>.casos aiiálogos> i("'). e os Fktatuios da Universidade (liv.io admira. E este o espírito qne prevalece em Frariya com a <escola da eriegeseb e é esse também o seritido que vai ser dado pela generalidade dos intérpretes à referência ao edircito natural.os princípios enl que assenta a ordem jurídica vigente. do artigo 16.de 18 de Agosto de 1769 ( 5 9 ) .O. Guilherme Moreira. Embora no texto definitivo (artigo 1 6 . o Cádigo Civil parece n6o ter inovado grande coisa. telar ainda melhor o uso excliisivo do direito nacional. para evitar todas as. 'Dias Perreira ( 2 í ) . ria parte final do artigo ('v. para O autor do projecto do c6digu. 87 N. neni pelos casos análogos. do artigo 16. No artigo 13. ao invocar a <equidades. este último texto veio acau. cap. do projecto) levaria a dou. 5. independentemente de estar consagrado ou de ser testemunhado pela doiitrina ou pela legislação positiva estrangeiras. ao estabelecer o quadro de fontes de direito subsidiário do Cádigo Civil d e 1867. o conjunto de «princípios imutáveis e ~iecesaiiriosq u e emanam da relaçao entre os fins e os meios de exist. O direito <cnaturalx positivara-se c. tivesse sido a de pôr termo a esta intervenção do direito alheio jZ3). previstos em outras leis. O <direito natural* foi. já citada. este <direito naturais invocado no artigo 1 6 . Assim.a referência à acquidade~ p d a ao adireito naturals. as tempos estavam poiico para a aceitacão de um jusnaturali~aio tios moldes dos do século xvrrr. com efeito.de V. F. queria referir-se uaos princípios de direito natural. 3. Ern resposta à censura . no entanto. e aterito o espírito do legislador Iiistórico.). portanto. restaurado no seu papel de direito siibsidiário. o rnais autorizado civilista da segu~ida metade do &culo.digo. nem pelo seu espírito.dúvidas. segundo as circunstâncias do caso. 2) w Pelo que.tiricia de cada ser ou da pr6pria natureza humana. a frase final do artigo do projecto caía no mesmo erro em que caíra a disposição congénere da Lei de 18 de Agosto de 1769: autorizanmdo a invocasão da legislação estrangeira como testeniutiho da equidade abria-se a porta à sua utilizaçáo como norma directamente aplicável nos casos omissos.

dominavam o direito modernizado. através de mutações q u e se efectivaram ao nível dai realidades legislativas -nomeadamente.o da exclu&o da . A partir daí. AtC aqui descrevemos o modo como. de lidação da ordem social burguesa. tradicional. alterações n o sentido originário desses preceitos legislstivos. se atP aqui a modificação do corpo de direito fora encarada sobretudo como um dado exterior à prática científica dos juristas -embora. nele lhe competindo a defesa da sua . defendendo a opinião de que use uma lei se acha por longo tempo e geraImente sem observância n a qual o uuo tem substitui~do i sua disposiçáo ou ~ r o v i d ê n c i a . Todavia. o positivismo conceitual vã.coiisonante com aquilo q u e interpretavam como o apelo normativo da nova realidade social. em 1845. na primeira.0 fazer a sua erupção na história da ciência jurídica portuguesa. assim. que lhe é contrária o11 aposta.a dogmática-.. náo em toda a siia pureza.foi prosseguido através da invocação do ai desuso^ da lei e da solução proposta para o probIema da relevância do erro sobre o direito (error i&) u-. pois. portanto. mas adequados i s circunstâncias concretas de cada sociedade. O primeiro objectivo . uiilizando os seu3 instrumentos próprios de prodliçáo . náo fosse igno- cada a acçáo niodificadora que sobre ele essa prática exercia-.se possibilitou a siibversáo pelos juristas do direito . Não deixou d e se referir como a actividade autónoma dos juristas produziu. gime e de construção e defesa do aparelho j u r i d i ~do Estada capitalista.se ezcluir a olrigdoried&e dos prem&s juridkos que ~elewvarnde ama mrcrrdivid&tcia desactdizuda. um pouco contra a vontade do legislador histórico. !E um sentido não diverso tem a ênfase que o mesmo autor põe. .88 A IIIST6RIR DO DIREITO NA HISTÕRIA SOZ'HAL PRATICA DOGMATICA DOS JURISTAS OITOCENTISTAS 89 (<mas conforme as circunstâncias do caso.da actividade destes juristas. No entanto. 6 esta assim tacitamente ab-rogadas [31). critérios que dirigiram também o legidador a o formul'itr a s normas relativas aos casos que previu. contribiii. estes relevando mais estreitamente da sua actividade dopmática t a u t ó n o m a ~ .se de. para constituir unls nova ordem jurídica. como j B se notou. P o r outros processos. ciaram este movinieiito de destruiçáo do direito do antigo re. através de adequados métodos de integraçáo e d e interpretaçíio. criar um viciio normativo que. a força abandona assim esta lei. matéria-prima sobre q u e os juristas laboram. assim. tem o juiz rjue attender a todas as mi~dições que de um dado caso reveste e. bastante clara: tratava.expressão jurídica. E.). o papel dos juristas neste ciclo de inovaçáo-consolidação da ordem jurídica não se esgotou nesta sua actividade de interpretação das normas legais que definiam o direito vigente. uE assim. u positivismo legalista moderno e . se iria ~ r c e n c h t rcom recurso B extensão dos princípios que . conclui. potenciando a u corrigindo o desenvolvimento do sistema jurídico que eles próprios tinham aberto. É eritúo que. o que fizeram os juristas. procurou.obrigatoritdade d o direito tradicional não modernizável . para constituir o seu objecto. os juristas poten. A <táctica de combates era. A irivocação do desuso da lei devia parecer uma batalha perdida. aparece. na segunda. O cdireitoz. então e sohretndo. (50). Eçte muvimento deçenvolveu-se em duas frentes. agora o que vein para o primeiro plano é o modo como a prática científica dos juristas. a todos os casos juridicamente regulávcis. atacava esta disposipão da Lei de 18 de Agosto. ela prbpria. em contrapartida. ? outra. em sede de . já Ciz Teixeira. manda aplicar os pri11cípi03 d e direito natural. num segundo momento. corno um p k d i i t o . i s condições do pais e ao espírito das leis pútrias. Vejamos. . a breve trecho. se instaura o exclusivismo d a lei nacional como fonte de direito. a palavra de ordem foi promover a extensãa d como plexo normatitio amoderno. É através deles que ela se vai integrar funcionalmente num vasto m ~ v ~ m e n t o conso. ao nível das normas legais definidoras do <corpo do direito. pala quem se lembrasse do vigor com que a Lei da Boa Razão proibia a revogação da lei pelo costume (5 14). em termos d e poder ser mais verdadeiro definir o direito como «aquilo de que as juristas tratam* d o que definir os juristas como uaqueles que tratam do direito*. primeiramente. através dos instrumentos disoursivos e dogmáticos que acciona.

as pudemos concordar com a s reformas posteriores ( $ 3 ) . Em primeiro lugar.. dade. em geral. é Meto Freire... ser estendido ao restante direito. na época moderna. afastando. muito diferente era aquela em relayáo a o direito amodernos. Se a atirude em relaçao a o direito <antigo. NBo é preciso voltar a pOr em relevo as consequências desta nova opinião sobre a relevância d o error iuris no ponto qiie agora nos interessa. é reEez>unre o erro sobre o restante Jiredo ( 3 4 ) . se bein que parte das considerapões ora feitas não sejam novi. Como já dissemos. todos concordavam. Coelho da Rocha) váo fazer a distinção entre o erro de #direito selevante e o irrelevante mais nu menos nestes termos: n b ê relevante o erro sobre D direito r~aturalou sobre o direito legislado com uso duttilrno. concretamente. porém. Todavia. res do século XIX (Lobão. eqiiipxragáo tlo ajusto> ao tlrgal». e sómente as abandonamos por antiquadas. Entre nós. nem lógico. Por isso. segiiidamente. Entre II&. pelo menos em parte. ninguém s e podia eximir à obrigatoriedade das leis com o pretexto do seu desconliecimento. à qual. Correia Teles.90 A HISTõRIA DO DIREITO NA.a desconhecimento gerava a não obrigatorie. qurm pela pri. A sua obrigatoriedade era i círculo vicioso . Por sua vez. quando nem no sentido liberal (sic). em -desempenho do nosso dever de proEesuor. e. a exclusão do direito indesejável fazia-se também por uma via menos aparatosa. Iv. Na sua defesa confluem todos os atopoi.e. d o desconhecimento do direito.dosamente acauteladas. $ 10). sem modificar a sua aplicaçgo conforme as circunstâncias e tendências da época presente: contudo.. em certo passo das suas Institutiones furis Ciuilis (h. a doutrina r o m ~ n asobre o error ruris começou a ser discutida.. i1 vigência e c o g ê n c i ~ da lei escrita.TICA DOS JURISTAS OTTOCENTISTAS 91 interpretaçáo. da lei #modemar>. que as dictori. buidos d o legalismo prbprio do pensamento jurídico iluminista. era nfirrnada sem excepções. puzemos especial cuidaldo em a s sustentar e seguir.^. HIST6RIA SOCIAL PRATICA DOGhU. por influência dos autores alemães (Stryck. a sua adopção corresyonde à exclusão da jurisdicidade d o direito incompatível com os sentimentos jurídicos em vigor. começaram a ter consciência disso. meira vez põe em dúvida a validade ~rrestrita do princípio ramsníitico. Em sepuiido lugar. O direito romano estabelecera a irreleváncia. a mole iegislativa começou a ser inabarcável e a s novas eocolas jurídicas. Liz Teixeira. defende a mesma opinião quanto à legitimidade do desuso da lei: Ainda que estejamos convencidos que muito errará aquele que n a execiiqão das Ordenqões e leis antigas attender ao espírito. a própria teoria dx iniegração adopta pontos de lista adequados a fazer valer o direito positivo afmtada pelo seu desconhecimento. O Decreto de 9 de Setembro de 1747 estabelecera idêntico princípio. isso é que poucos estariam dispostos a admitir. S c h i l t ~ re Thomasio). radicaçáo da? 16s positivas nas leis naturãi4. antiquado e confuso. i.desconhecimento daqueles princípios jurídicos que constamm da mun. t . no valor da interpretayáo ausual. r t c . . em princípio. que ansiavam por um direito mais simples e mais claro. E os aiitoIV. sendo adiuturna e i n v a r i á r e l ~ . dade e esta incentivava aquele. A breve trecho o direito antiquado deixaria de ser direito. do Iegalismo iluminista. k a esta segunda fase do procejso que dedicaremos. a vig6ncia e a defesa do segundo r r a m ciiilda. que o . Coelho da Rocha. solução chocante. dívidência moderna) d e ~ i a ser irrelevante. dando relevlncia jurídica a o erro sobre o direito. por tererii sido afloradas a propósito de oiitros pontos já tratados. especialmente para juristas ainda im. Se a esquecimento e o desuso do primeiro eram fomentados. e ficaria um espayo livre a preencher pela extensão lógica dos princípios que dominavam o novo direito b u r g u h e individualista ("1. quando.estabelecendo-se então uni I . chega mesmo a dar a força de interp r e t a ~ i i o autêntica jS2). n o prefácio das suas Instituições . Que o erro sobre o direito natural (i. era a que acabamos de referir. . Alas nem sempre era fácil oii cíimodo invocar o desuso do direito. Que tal princípio devewe. ou seja. alguma atenção..

COMO então foi notado. Portanto. onde são menos frequentes os golpes de oratória dos jurista3 iliiminirtas .declara q u e a cequidade deve ser acommodada ao systenia 'das leis civis j. a um elemento transistemático. a ordem jurídica positiva fecha-se sobre si mesma e funciona como iirn sistema axiomatizado. de facto.defesa da ordem juridica burgiiesa. tiido isso vem abrir novxs perspectivas e inaugurar novos temas que não pasuaráo despercebidos a quem der alguma atenção à Iittrratura jurídica qiis conicca a surgir. jurídicas e ciilturais da segunda metade do kciilo passado vem encerrar esta época da história do direito p~rtuguêi. Mas o triunfo acaba. através da anlicacão de uma sua nwma concreta. tasse a inovacáo e se garantisse a continiiidade. não revogado formalmente. Em sede de integraçáo. E. com a soliiçáo dada pelo Código Civil de 1W7 ao problema da integração das lacunas da lei. jó. Lirn novo código civil. de resto.grandes fastos da instauração do liberalismo. qiie pospôs R O Commentarw Critico à Lei da Boa Razáo. O dogma da <plenitude lógica do ordenamento jurídico* consiste na afirniaçáo de que cada ordem juridica constitui u i i ~todo harmónico rle preceitos. E iim novo tom. olhos prlas bio~raflas 'dos juristas destn época poderemoo avaliar de que modo a vida da maior parte deles anda ligada aos . os que não desempenham aí um papel de primeiro plano. e não das estruturas (que. não foi o revoluçio liberal uma revolução essencialmente ajuridica. .sa de uma medida de . contra uma recaída no direito acaducon. é certo. iim factor de estabilização d o direito. contra iim arriscado recurso directo ao direito natural qiw. mais cairno e desapaixonado. estas não sáo mais do que os desenvolvidos lógicos desses princípios gerais ( 9 '.Insistamos agora no primeiro ponto. como já dissemos.32 A HIST~PJA DO DIREITO NA.. e náo uma revolução social. desde logo. Ainda nesta ocasião é o sistema juridico estabelecido que vai decidir. uma mais estreita ligação 5 Eirropa aos seus problemas do momento. doniinado por grandes princípios normativos. Defesa. que a doutrina oitowntis~adefendeu a ordem social P jurídica h~irgoesa. na verdade. Isto é cons~guidoatravCs da aceita& do do. uma revolução das fórmulas. a q r i ~ h r a da homogeneidade ideológica da sociedade burguesa.. Sendo assini. mas através da extensão de um princípio peral que fora previamente obtido. por induçzo. obrigava a que se Iimi. o único laco que une o nosso liberalisnio aos juristas. mbretudo no entendiirlento que lhe foi dodo. esta^. Foi npstes teimos. ou lá estavam como ficaram ou quase ficaram como estavam) ? As grandes reformas sociais. adere a este novo critério integrador.ma da plpnitude lógica do ordenarnento juridico e do recurso nos modernos códigos estrangeiros. talvez ainda mais. continuava a poder valer nos espaços deixados livres pelo direito nouo ('"). mesmo liaqueles por ele não expressamente previstos. podia ultrapasuâr as barreiras i d ~ o l b ~ i c a s b ~ i r ~ u e s ("0). EIr evita que ie recorra. se passarmns o. no Discurso sobre a Equidade.. que o segundo é mais conhecido e foi abordado nas páginas anteriores. a partir das normas positivas. quando o sistema jurídico se mostra incapaz para resolver um caso (por náo o ter previsto expressamente). Uma sociedade cada v ~ z maiais estabilizada. que. ti partir dc Guilherme nforeira. Já Correia Teles. urn ensino do direito r~flectindo e popularizando novas orientaçka da ciência juridica.do desta orientaçáo vem a verificar-se. provocada pelas cnrrent~sradicais e socialistas. Foi este o processo integrador proposto pelos nossos juristas oitocentistas que siibstituiram por ele os do recurso i integraçiio autêntica e do recurso directo a o direito natural. o dopiia da pleiiitude lógica é. pacificamente. da i a Na verdade. WISTÓRIA SOCIAL PRATICA DOGMATICA DOS J U R I L ~ ~ A S OITOCENTISTAS 83 [ou o seu «espírito>) em todos os casos juridicamente reguláreis. Defesa. E também Coelho da Rocha . não. e ao qual j5 nos referimos. Ora berii. aos qiiais devem ser referidas as riormas jurídicas concretas. Não F este. L 2 A instaurarão deste critprio de integraçáo das leis trm significado q u e não passa despercebido e para o qual já atrás cliamámos a atenção: trata. Raros são. como já vimos. e com wtes processos.

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A HIST6RI.4 DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL

PRATICA D0GMATIC.k DOS JCRISTAS OITOCENSISTAS

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ou revuluciunários; são novas preocupa@es, a denunciar uma deslocação dos intera-% jurídico-científicos para novos sectores ou novos níveis da realidade; é um novo quadra d e referências e de ligaçóes do discurso jurídico a outros saberes, notando-se um progressivo deslucamcnto deste erii relação ao das disciplinas especiilativas (Filosofia, Teologia Moral, etc.) .e uma cada vez rnaior aderência a o d.as novas disciplinas científicas (Sociologia, Economia, ctc.) . Também o a m b j e n t ~ ciiltural europeu leva uma grande volta. O nacionalismo romântico, a advento do socialismo moderno e do sociologisnio comtiaiio vêm pôr fim i vaga jusracionai lista. Esta fora o reflexo da euforia do pensamento burguês, na sua fase mais expansiva, sobre a teoria do direito. Havia uma tal coesão nas classes hurgue3as em ascensão, e era tão esmagador o seu poder político, cultural, social e económico, q u e a siis versáo d o Mundo e da sociedade era tida como a própria visão natural das coisas; a Veltarcschnung burguesa era tão imponente e ertnva d e tal mudo interiorizada que SP acreditava que o acurso livre) da razão (das r l u z e s ~ )a confirmaria ponto por ponto; livre-pcnsarnetito, a livre investigação, não podiam senão corroborar a ideologia triunfante. Todavia, esta onda de optimismo ,e esta abertura ilimitada de crédito à espontaneidade e à liberdade têm um fim precoce. A própria experiência rc\~olucionária francesa mostra que as coisas podem i r longe de mais; que, para além dos prudentes e ordeiros, há uma camada que alimenta projectos muito mais radicais- são m sans coulottes ou, como se dizi,a por cá, aa 'úcia c a s e i r a l ~ , os cpatas a o léu>, t a riia,. E s t e também comegarn a pensar; e, a eles, a %luz da razão, sugere-lhes outras coisas. É nesta altiira que, no domínio do direito como noutros sectores, o pensamciito burguês se remete à defensi\a, se fixa na5 r e a l i z a ~ õ m convguidas e se fecha B trevolução permancntea. No domínio do direito, esta miitação vai levar, como já virnos, ao doema da <plenitude 16gica do ordenamrnto jiiri-

dicou e à <escola hist6ricax ( e x u desenvolvimento na rjuris. prudência dos conceitos>). O primeiro vem obrigar a que, p ~ r a n t e uma lacuna da ordem jurídica, se recorra, não aos princípios informulados da razão (que, agora, passam a ÇPT suspeitos), mas ã extensão lógica dos princípios sobre p c repousa a ordem jurídica positiva. Náo se trata já de renovar, mas de conservar (ou, se quisermos, de #continuar$) a ordem estabelecida. E por isso que M. Cat. taneo diz que, com este d o m a ( q u e 6 obra da escola francesa ada crcgeseu), o direito natiiral se cristaliza nos cbdígos posi.
tlV09.

Quanto i aescola histórica, ela é o produto do conúbio ppnsamentu contra-revolucionário coni o pensamento conservador e nacioria1ir;ta da burguesia alemá. 1 sua proposta vai % S P iim .*não$ ao dircito racionalista, imprudentemente aberto ~ à inovaçáo continua e ao rnternacionalisrno ( d r que os Alemães tinham uma experigncia dolorosa, a do iiapolt4nico internacionaliemo-na.pontndas.baionrtas),e iirn <sim a o desenvolvimento <cientiEicox. sem arroiibon ideológicos (acego para os valoresi>), dos resultados da escola rumanista do wus rrwúernus, ou seja, do sistema jurídico alemão dos dois séculos precedentes. Eni certo sentido, isto representa uma volta ao jusracion a l i m o , mas a um jueracionalisrno já dixadun, não permitindo oiitros desenvol~imentos s m ã o aqueles já implícitos nos princípios teóricos a que se tinha chegado. Mas nem -46 a c o n t r a . r e ~ ~ 0 1 ~ ç ã oj e i t a c a n s t r ~ ~ ~ á o r~ .a jiirídica racionalista e iluminista. Tambern os que qiierpm continiiar a revoluç80 lhe fazem críticas peveras: o culto d e um Icigalismo formal e de um individualisrnn feroz, u busca frenética da usegurança*, serão os principais vícios que a teoria socialista da direito apontará no direito burguês; dai que à legalidade se oponh,a a «consciência revolucioriiri~a,, os direitos subjectivos síi sejam protegidos enquanto conformes ccom ,os fins sociais e exonómicos para qiie foram estab~lecidose (artigo 1." do Código CibjI lluslo de 1923) e se reaja contra a aplicagão {metanicistiip do direito, dando aos jiiízcs unia nova liberdade perante a lei.

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A HISTúRIA DO DIREITO N A HISTdRIA SOCIAL

PRATICA DOGMATICA DOS JURISTAS OITGCENTIST.45

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3. Nesta tentativa de descrever os elementos estruturais que expl.icam as características da prática científica ,dos juristas e, a partir destas, os seus resultados cabe agora a vez de tratar das formas institucionais de acesso Bs profissóes jurídicas, formas que, na época a que nos vimos referindo, quase se resumem às Faciildades jiirídicas da Universidade de Coimbra. '4s ligações entre o ensino universitário do direito e a s características da ciência jurídica são, para nós, evidentes. Tanto mais evidrntes quanto, diirante os últlmos duzentos anos, a maior parte da produção científica dos juristas nasceu das Faculdades de Direito, ligada a objectivos de ordem didáctica. Podc dizcree que das obras dogmáticas mais significativas em termos de impacte sobre a proiiseão jurídica apenas muito poucas ( * O ) não tiveram como finalidade mais ou menos 'directa o ensino. As In~tilutionesiuris civilis (1789-17941, de P. J. Mello Freire, as Instituições de Direito Ci~ril 1'0rtugILêS (I&@),de A. M. Coelho da Rocha, as Institz&ões de Direito Ciz~il (19071,de Guilherme Moreira, e. mais modernamente, as principais obras de illberto .dos Reis, Manual de Andrade, F. Pires :de Lima, Adriano Vaz Serra, no direito privado, e Marcello Caetano, no direito público, foram originariamente, e apesar de certas conversões, exigidas pela sua ampla divulgação nos meios profissionais não universitários, nunca se desprenderam das características formais e de conteíido pr0prias das obras escolares. Isto, q u e 6 hoje evidente, pode obscurecer uma outra realidade histórica qiie é a ,de uma tradição jurídico-científica desligada da escola ou, pelo menos, mais desligada da escola, e fortemente ancorada na prática dos profissionais do foro, tal como aconteceu, entre nó$, ,do século XVI ao século XVIII. Uma ou outra situação tem, como é evidente, reflexo na temática, no estilo- na estrutura conceitual e nos resultados da produção científica dos juristas. Ii'eflexo que advém quer dos objectivos diferentes que cada uma das m a s sitiiaçóes típicas assina i pritica jurídico-científica, Tuer do campo de problemas e de interesses que se abre num ou noutro caso, quer da situação institucional que conatitiii o tambiente de trabalho, dos juristas eiti cada qual. Embora seja também certo, eni contrapartida, que o estilo da prática jiirídico-científica e da pró-

pria prática jurídica em geral influem na getaçáo de cada unia da3 situaçks referidas. No entanto, qualquer que seja o impacte da <Universidade, rid p r d u ç ã o do direito e da sua ciência, certo é que -pelo menos desde o séciilo ~ 1 1 1 - ela desempenhou um papel íitipar na delinição do estatuto socioyrofissional dos juristas e- na limitação da siia <con*ci2ncia possivel,. É por isso que, ao identificar 03 elementos estruturais da prática jurídico-científica, importa descre~er -ao lado das raracieríitjcas gcrais do sistprna normativo que constitui o objecto dessa prática - o sistema ideológico e dogmático que essa histórica categoria de juristas recebeu na escola e que, ao longo da sua actividade profissional, foi um instrumento destacado da produr5o do eu saber. Daí eate capitulo dedicado a o novo sistema de formação dos juristas instituído pela reforma pomhalina da Universi. dada (1772), quase coetânea dessa outra reforma do s i s t e m ~ das fontes de direito de que ternos vindo a falar. Coetaneidade que excede a mrra coincidência e que se explica prIa reíerência a um projecto global, em que ambas a s medidas estão inseridas, de radical alteração da prática jurídica. José Lui$ Aranguren, num seu erisaio célebre (Moral y Soc d a d e . Lrx Moral Sockl Espafiola en e i Sigio XTX, 1%5), realça o carácter profundamente empenhado da pedagogia iluminiska: a edncacão prossegue lima tarefa moral e sor,?al e justi.

Fica-se por isso. Tarefa moral, a de revelar ao homem -que 56 é mau por ignoriincia -- os seus interesses e a siia conduta (externa, mundana) (*') correcta; tarefa social, a de colaborar i1.a conçecuçáo da utilidade mcial, difundindo os saberes uteis. É este último aspecto que explica uma boa parte das refor mas das aluze~, n o dorninio do crismo: a03 homens da Ilustração descobriram ou pretenderam ter descoberto as correspondências rcspectives entre a rclasae iuútilw do clero regiilar A m &saberes inúteis2 - melaliuicos, escolásticos e boa parte dos teolópicos que se ensinavam nas Ijniversidades; e as ttclasses úiris» oii hiirgii~sn; e o saber em qiie estas estavam interessadas, o que faz bons mérlicos c ciriirgiões, físicos e químicos, o que

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A HISTORIA DO DIREITO NA HIST6RIA SOCIAL

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serve para criar indústrias, fábricas e artes, para beneficiar minas, construir estradas, pontes e tudo o que redunda na utilidade pública, ( * 2 ) . A prossecução destes objectivos utilitaristas parece, porém, não ter deixado os reformadores cegos para os aspectos epolít i c o s ~do funcionamento da escola. Tal como a anterior à rrforma, a escola reformada ia i n ~ e rir-se numa estratégia política global, através da qual o bloco social hegemónico produzia e reproduzia as condições que lhe permitiam dominar. O próprio carácter útil do ensino explica.se por isso representa se através dele a complexificação da3 tarefas sociais contemporâneas do advento dos grandes progressos científicos e técnicos e, ao mesmo tempo, a desagregação da organizaçáo económica de tipo artesanal-familiar, em que a transmissão dos saberes exigidos pelu furicionamento do processo produtivo estava a cargo da comunidade familiar ou oficinal. No entanto, nem só neste aspecto a escola é relevante do ponto de vista da luta pela hegernonia social. A escola é, também, um modo d e criação ou de perpetuação de uma Bite social. Isto aconteceu entre nbs, mesmo nos períodos de mais aperrada estratificação social - a nobdltas litterarmm rompia, mesmo nessa altura, as malhas do tecido social, guindando os a c a d h i c o s (sobretudo os juristas) aos cargos em princípio reservados às classes privilegiadas. Agora, que a instru~áo, sobretudo a instrução s u p e r ~ o r ,ia facultando os conhecimentos indispensáveis A direcçiio da política, da indústria, do comércio, este aspecto apromocionalw do ensino ia, ainda, acentuar-se. A Universidade ia ser, mais claramente, um factor de criação da élite social. A questso que se punha era, então, a de saber a favor d e quem ia ela fiincionar, ou srja, quem ia ela colocar nos coman. dos d a sociedade civil. É muito patente em quaIquer dos dois grandes textos que consubstanciam a reforrnn [o Compêndio Histórico ( 4 3 ) e OS Estatutos da UniversUEcuZe ( l ' ) ] a sensação que se tinha de que
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a clientela universitária ia ser, daqui para o futuro, muito diferente. Claro que os autores dos dois documentos não têm uma ideia bem clara do qiie se está a passar na sociedade portuguesa e, conscqnentemente, não sabem, sem o recurso a expIicaçoes míticas, dar uma ideia das mutações que se esperam n a composição social da população universitária. O que eles sabem, porém, é que os que irão (e, a seu ver, deverão) frequentar a Universidade náo E ~ OOS que a frequentavam antes. Sabem apenas que, antes, a Universidade não tinha csenão os estudantes que os Jesuítas quizessem, (15), sabem que <era desnecessário estudar para ser graduado, quando bastava a todos o serem Jesuítas, ('"), sabem que náo podiam ser habilitados (e, portanto, não concorriam ao ensino universitário) #os descendentes de Chrístãos Novosa ( 4 7 ) . E é contra este estado de coisas que veementemente reagem ( 4 8 ) . Achaino-nos hoje em melltur posição para avaliar o que então estava a acontecer n a Universidade e na própria socitdade portuguesa. A luta que se tratava não era entre a J e s u í t a s ~ e anEo Jesuítas,, entre ucristãos velhosa e rcristãos novosx; havia, de facto, uma cisáo grave na população portuguesa com peso político e cuItural, mas essa tinha que ver com razões bem diferentes das confessionais ou das rácicas-era a cisão entre os estratos populacionais ligados a um ciclo de preponderância económico-social que se fecha e aquelcs outros que, apoiando a ( e apoiados p d a ) política nacionalista (entenda-se, de fomento das potencialidades nacionais, nomeadamente n o comércio e na indústria) de Pombal, tentam agarrar agora as alavancas do Poder. Em termos mais crus, era a cisáo entre a nobreza terratenente e ultramarina e a burguesia comercial e industrial, entre o mundo feudal .e o mundo burguês. L t a cisão, bem visível ao nível da sociedade global -e, . p r isso, os autores do Comp?ndio Histórico podiam também dizer que, a 6 ai, os Jesuítas «mandavam neste Reino, como na sua própria Província* (") reflectia,se na Universidade, cujo estado de dependência em relação aos estratos mais tradicionais da sociedade portugursa foi impressivamente descrito por Te& filo Braga ("I) : enquanto tinha durado o domínio dos a J e s u í t a s ~ em Portugal, s6 os «Jesuítas, entravam na Llniversidade; agora,

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no entanto. mais fácil. nos bancos da i escola. e fazendo inúteis os Estudos.culas perfunctorias. um bem.). que.. por instituisão dos morgados de wnç avó%. Tocado este ponto. 11. como já o estavam na obra que grandemente os inspirou. Estatutos. (<mais regular. como se sabe. o r/erddeiro Método de Estudar 11761). ou são filhos dos homens honrados e ricos dele. antes de tudo. do privilégio. com privilegias e izençóes prejudiciaes. Era isto que -sentia-se . estragando os costumes dos Estudantes com férias prolongadas.. A proscrição daquilo que 6 inútil para obter um conhecimento eficiente do direito equivale. por estas três intenções: a ) Proscrever do ensino d o direito tudo quanto seja inútil para obter um conhecimento funcional . 1755. Não admira. levada a cabo em 1772. cadeiras d e 'Direito Pátrio) . 1759. tutos. que não a antiga (<amigos dos Jesuítas». que é chave para a compreensão de muitos aspectos concretos da reforma dos estudos jurídicos. ê assunçáo de um espírito novo na actividade escolar. um tanto gerada.. 478). Para além d a mudança d e população.. a o primeiro aspecto. outra gente iria entrar . a mudança de função. b ) Incluir neste ensino tudo o que for útil a tal conhecimento (nomeadamente. fornecendo. da Aula de Coiriércio. e eàclarece também muitos dos pontos da reforma do ensino universitário e. ela fobia jesuitica do Primeiro3linietr0.) forneceu uma boa parte da cobertura institucional e ideológica dos estratos tradicionais da sociedade de então. *cristãos velhoss. mais ou menos sinceramente. ou religiosos escolhidos nas suas províncias. pois. Todos estes objectivos est8o bem patentes nos Estatutos. do ensino jurídico. por de mais habilidade e confiança para as letras ( 5 2 ) . com matri. um atyrocinio dessa mesma Prática» (Esta. 11. portanto. com liberdades licenciosas no modo de viver. 280) da ordem jurídica positiva. quanto. à análise asociológica~ da popuiação universitária houve quem. mas tambem . Era esta a mitologia da época. também.. Até aí. e aparente formalidade: com a falta de exercicios literarios nas . relaxando. mais completo. Outra gente. e 6 que de ordinário os que as buscâo. se dobravam. não respondendo a necessidades sentidas. etc. com exames e autos na maior parte de mkra. c) Unir a teoria i prática.ficaram sem heranças e procuraram alcançar a sua p i a s letras. Maria I no capitulo do ensino (criação da Casa d o Risco.. mais methodico. do CuKgiu duu Nubrek. A Universidade cumpria a sua função mesmo O que se disse sobre o sentido utilitarista da pedagogia das <Iuzes» dá sentido a toda a obra reformadora de Pombal e D. que favorece esta opinião.100 A HISTORIA DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL PRATICA DOGMATICA DOS JURISTAS OITOCENTISTAS 101 que esse domínio acabara. com Pwtillas cançadas e importunas. além destes. óralinos No que respeita ao ensino do direito. o ensino era um adorno. a que os seus colaboradores. davia. a Companhia de Jmus (não só. era o sinal da ociosidade e. ao mesmo tempo.ia mudar. quer peloa alunos. por exemplo. Claro que a escolha dos Jesuítas para figurante da explicação mítica das mudanças sociais náo era de todo injustificada. ou são filhos segundos e terceiros da nobreza do reino. 1761) . voltemos. 'de Luís Antonio Verney. tivesse ido mais longe: t&m as cscolas. To. que a imagem das tensões sociais se refractassem deste modo na ideologia pombalina ("1). com a publicação dos Estatutos Pombalinos ( 5 3 ) .. desde logo. mais de cem anos atrás. que os podem sustentar com comodidade nos estudos. os E s t a t ~ sPomE ~ Odominados.. e mais bem ordenado$. quer pela sociedade. liria para a Universidade e esta teria de se preparar para a mudança. nomeadamente.

mas sim para os usos que delle deve fazer na vida Social.. ibid. frequentes exercícios de aproveitamento e exames rigorosos impendem sobre os alunos (O. ainda que este consista nos . estudo das Instttutiones e do Digesto e a adopção do mktodo sintética. nos exames. Quanto ao direito romano. segundo era dirigido a uma apreensão ordenada {more geometrico) e essencial das matérias jurídicas básicas IB4). agara tudo vai mudar: acabam. e empenhos particulares~(b7).. ociosas.. e C h r i s ~ ã (6". dos Compendioss compêndios que.. sendo huma Officina perniciosa. ccomentáríos amplos e diflusos. agrande multidão de doutrinam (ibid. 3202).e. cquestõea alheias das sentenças das leis (Estatutos. também a pedagogia uutilitarista* (hoc sensu) não poderia admitir um seu ensino &baI. ãaprovando-se ertudantes ignorantíssimos.. capazes de <servir utilmente à Igreja. compendiirio. . a o . por ser assim.. li. felizes nascimentos e desposários dos suceçsores da coraa. e lugarm». 3781. não cessam as acusagjes contra a metodologia da ciência jurídica tradicional: udissertaçóes longas.. ' ) ao passo qne os profewres são convidados a reflectir «que Ihes será pouco decoro~o repetirem .).. essa.. ninguém aprende o Direito para ficar nas Aulas.. e ao Estados. seja qual for o pretexto.. Pois bem. Civil. i. A nova Universidade..e ministérios da sua profissãow ( 5 Q ) . à proscrição dos isétdus R F C U ~ ~ S ~ e Cdo S ~ O ensino indiscrimanudo do direito romano.. demorada e fastidiosa dus textos romanos.. tem uma outra funç5.... (Estatutos . a Universidade nova é. (Estatutos. valia tudo: desde lançar até no ensino univer~ithrio filhos ainda meninos ('7. nem se contentarão com a s Liçóep. e indulgencia. i xrelaxação. para dellas sahir a má obra de huma ignorancia artificial.102 A RISTORrA DO DIREITO NA HIBT6RIA SOCIAL PRATICA DOGMATICA DOS JURISTAS OITOCENTIST'AS 103 Aulas... a proscrição do inútil equivale ainda. Os primeiros eram considerados <subtilezas e especulaçóes vans. Claro que..B ( E s .. antinoniias captadas. que e~tirnulassem e desembaraçassem pela frequencia os Estudantes ("1. . o que acharem escrito por outros: e explicarem os Escritos alheios. etc.. narcisista e socialmente ineficaz. e de ostentar agudezas de engenho. 56 terminando a formação universitária achando-se ãcom a aptidão necessária para poderem bem satisfazer às differentes fun~ões. t u ~ m 11. que obstruisse t d m as Luzes naturaes dos felices Engenhos Portugumes ( ' O ) . e estudadas com o simples fim de embrulhar o entendimento dos Juristas. umeter de cor grande número de textos. Poderia até dizer-se que a Cniversidade só cumpria a sua funqão fornecendn um ensino deste @nero. numa escola deste tipo. e prejudiciaes ao bom progresso dos Estudos Jnridicos.. demonstrativo: se o primeiro consistia numa análise miúda. mas uma Universidade votada a uma função nacional: assim.% os ~ e r d õ e sde ano e OS anos de mercê. inuteis. (Estatutos. cujas maquinas ficaram sinistramente laborando.. Conexo com esta preocupaqão de podar a s inutilia do ensino do direito esti o abandono do *todo ~ n ~ i c utilizado no o . um ano inteiro com um único paráO grafo d e uma lei íflS). longo dos Estatlrtos.0 a desempenhar: formar homens capazes de servir o abem publico do Estado. consumindo-se... Já acima se viu como era criticado o regime d e facilidades e de indulgência em que se vivia anteriormente. 302). 3011. 11. só por satisfazer a respeitos. passando pelos padrões de acto ('$1. Por outro lado. E. para os Estatutos . uma Universidade onde se trabalha. aliás. pois anáo podem jamais ser verdadeiras graças a3 que deterioram os estudos com prejuízo píiblioo* ("1. E. . capazes de serem +providos nus empregos. 11. os mesmos Estatutos 0 5 ohrigavam a elaborar O tempo das facilidedes tinha aunbado. nem se entregarão ao ocio e B negligencia.... por vezes. . também.). Não mais uma Universidade introvertida.

praticado pela maior parte das nagóes civilizadas (para o que o seu ensino .a (Estatutos. natural ou positivo. e devendo ser sempre nelle i m p r e t~ríveis. reconhecendo ainda as dificuldades que poderiam sobrevir na observância das regras referidas. em virtude da Lei da Boa Raziio. das mesmas nações. 3. O r d m q õ e s AJonsinas. como vimos. não justificação para que esse direito caduco continuasse a ser ensinado. V I I ) o ensino não era efectuado na Universidade. não menor cuidado se mostra em incluir no plano d e estudas matérias de grande utilidade prática e que dele estavam ausentes: o caso mais flagrante é o do direito pátrio.e o não aplicável -por ter fundamento eem particulares costumes dos mesmos Romanoss (ibid. que hoje habitão a Europa. 2. que por um lado criava um abismo entre a escola e o foro." Confrontar o preceito romano. isto. São as seguintes as regras agora formuladas para determinar a urazoabilidader dos preceitos de direito romano: é introduzido lopo no primeiro ano dos cursos jurídicos (") . econsumindo inutilmente na indagação dele o precioso tempo.) no foro português. por serem notòriamente as mais importantes. dispõem os E s a o s que use ensine também. 427). indica-se finalmente &um caminho mais plano." Procurar se a norma tida em vista se explica por razões particulares da sociedade romana (para o que seria necessário um sólido conhecimento da história geral e jurídica das Romanos ( 8 6 ) . UG). urnercantis~ e umaritimas. utilizando t<o util. esclarecia o que se devia entender por tais princípios: seriam.104 A KISTORIA DO DIREITO N A HISTõRIA SOCIAT- PRATIC. e mais curto> para se ajuizar d a tboa razão* dos preceitos de direito romano. acentuava. que.. A Lei de 18 de Agosto. 11. $ 9) -. depois de enunciar o principio de que só o direito romano fundado nos princípios da *boa raziios devia ser aplicado como direito subsidiário. 11." Verificar se o seu conteúdo se opõe a o direito divino ou à moral cristã. e muito mais principalmente o Direito Civil Patrio. as mais proveitosas. o desuso do direito nacional nos tribunais do Reino. devendo em todos os tempos ocupar o primeiro cuidado d a Legislaqáo do Curso do Direito Civil d e Portugal. Tem interesse verificar qual o critério aconselhado nos Estatutos Pombalinos para a distinção entra o direito romano aplicável -por ser «conforme à boa r a z á o ~(cf. os dos direitos natural e divino.. Na verdade. o confronto do direito romano com todos estes princípios decerto se tornaria muito difícil de efectuar na prática e. grande parte do direito romano não podia. haveria qualquer 11. económicas. tais jurisconsultos s80. ser aplicado entre nós e. Esse é a indagaçáo do «uso moderno das Leis Romanas entre as sobreditas NaçGes. advertido disso. os do direito das gentes reconhecidos pelas cinações civilisadasw e os estabelecidos nas leis teconómicas. com as leis mercantis.. 4. não puderam conseguir lugar na sobredita Universidade até o presente . Todavia. políticas e marítimas das mesmas naçóeç. como se sabe. Apesar de o direito pátrio ser o direito principal desde a s Ordenwões Afonsznas (cf. Para pôr fim a este estado de coisas.. os das escolas racionalistas e neo-romanistas da Alemanha e da França ( O 7 ) . o legislador pombalino aproveita os Estatutos de 1772 para estabelecer regras mais práticas de actuar s disposição da l e i anterior. que são indispençáveis aos Juristas . por outro." Fazer o mesmo em relação ao direito das gentes.iTOCENTISTAS 106 . a'sim Particular como Publico: introduzindo-se nele de novo estas indispensáveis Lições. que ainda sendo bem economizado. Mas. apenas póde bastar para a aquisição das noticias. se se revela um grande cuidado em aligeirar o ensino d e tudo aquilo que é inútil. 1. Lei de 18 de Agosto de 1769.. uma vez que <todo o estudo da Jurispnidencia Theoretica se deve dirigir para a Pratica* (Estati~tos.Reinedom (").4 DOGMATICA D O S JURISTAS 0. Porém. que para o mesmo fim s acha já feito por e grande numero de Jurisconsultos em diferentes livros. quando for caso disso. e as mais necessárias ao bem comum dos meus fieis Vass~los. e apreciavel trabalho.

. ser considerada uma ciência). provocar ~ .106 A HISTORM DO DIREITO N A HIST6RIA SOCI4L PRATICA DOGMATICA DOS JURISTAS OITOCENTISTA. definindo-a como <. os Estatutos estabelecem uma Grie d e medidas. Por outras palavras. Com a laicização da cultura europeia.ji. de certa actualirdade. n a qual seriam treinados n a interpretação e aplicação do direito e. 8). para os juristas). Estatdos . além de perspectivas especulativas. se sobretudo.. ("). histárico. tema de Jurisprudencia Rmana» (Eetuti~tos.descrever o seu objecto.dispensar.- uma modificapão no entendimento contextiial de cada um dos preceitos individuais do direito vigente. E. e objecto final d e toda a Sciencia da Razão. H.. depois das cadeiras expositivas (sintéticas. d e uma cadeira de Jurisprudência Analítica. a tendência manifesta na reforma dos estudos jurídicos para inserir o estudo do direito num vasto contexto de disciplinas de carácter filosófico. Revoluçio que desamarrasse este domínio do quadro conceitual e ideológico do hartolismo e lhe fornecesse outro condizente com as s o l u ç i 5 ~normativas agora desejáveis. casos práticos e simulação de processos judiciais ("1. provas de memorizaçáo. as sabatinas) ou por apelar para o trabalho pessoal de investigação do aluno (v. ao .do Estado. não reduziu o estudo d o direito à aprendizagem de uma mera técnica de aplicação das leis (embora náo perdesse de vista a importância deste aspecto) e não desconheceu a natural integraçáo do direito no conjunto das restantes disciplinas culturais. ela não tivesse perdido o carácter normativo (e não possa.. a+surnindo. na cadeira de Direito Pátrio..de um projecto como este era. até. e se participam recíprocos auxilias. portanto.eram. g.8 107 Por último. na altura. até. e procurando integrar a prática no ~ l a n o dos teóricos e.. informados acerca da natureza e deontologia dos vários ofícios do jurista ( B B ) . A disciplina fulcral . outras francamente descritivas P . tal era a função das disciplinas não jun'dicas que.. VI.os seus domínios progridem mais ou menos rapidamente para o Estado nomotético. CUTSOS A despeito da assunçáo de uma ~ o l i t i c apedagógica a n t i e peculativa e utilitarista (hoc sensu) a reforma pombalina dos estudos jurídicos não caiu em solur$es tecnicistas.se da teologia e muitos d. era já um importante depósito do conhecimento d o sobre o homem e a sociedade. eram tidas como indispensiveis a o estudo do direito (<por ser táo apertado o vinculo e t8o estreita a união. com recurso a exernpIifica$es. à JurisprudSncia Prática ( ' O ) .na designação dos Eit<ltutus) e históricas que ocupavam os quatro primeiros anos do ciirso . Embora. O Compêndio Histbrico não lhe regateia a importância (em geral e. esta disciplina forneceu a moldura ideológica para quase todas as manifestações culturais de uma época: neIa se acolhiam. apetrechar os juristas com tíipicos <modernos. Outra é a atenção mandada .durante os séculos XVI a XViIi. 479) -.. Isto é natural. Uidispen&vel nas lides forenses (v. Tal como a teologia na época feudal.. que todas se socorrem mutuamente. e com O advento do racionalismo moderno. algumas muito curiosas e. isto é. ou seja. formando um bom sis11. remodelaçZo essa que iria. ate. ensinada de um modo também prático... agora. em especial. onde a ideologia laicizada do Iluminismo armazenara os temas inspiradores da mundividência burguesa. ainda hoje.o ultimo t e m o . comparatistas. que tem entre si as Sciencias. teórico e 3 metodológico correspondia i necessidade de operar. a ideia d e que só a cori. por cultivarem a técnica de argumentar. assim. Renovar as bases ideológicas da ciência jurídica. outros encerravam um alto valor pedagógico. se se atender a que o que estava para fazer era a remodelação das bases ideológicas d o sistemâ jurídico. nii e ~ s c r i t o s ~ .deração conjunta de todas estas disciplinas permite uma conveniente compreensão do direito. estabeIecer uma ligação entre a escola e a vida. alguns deles . A primeira é a inclusão. tal como a filosofia política nos nossos dias. num segundo momento. e alliança. . a filosofia moral. dá-nus uma ideia das aberturas . certos exercícios escritos) ('I).e nas quais os estudantes deviam ter <adquirido uma boa instruçáo das Regas.. a filosofia moral emancipa-. Esta intenção prática do ensino era ainda demonstrada pela utilização d e frequentes exercícios <vocais. VIII. no seu conjunto. que habilitassem para tnovos* entendimentos das normas jurídicas concretas. uma completa revoluçáo. cit. g. e Principio3 de todo o Direito Civil .. no domínio d a teoria do direito e .

Se. que des' truirem-se~)(y Com a inclusão dos rstudos iiistóricos no plano do curso. a leitura dos programas das cadeiras . c huma rapsodia perpetua de grande numero de leis contrarias humar à s outras. através da comparação dos sistemas jurídicos positivos.de história inseridas no novo plano de estudo3 mostra amiúde como a sua intenção principal era a d e arnarrar as solupóes jurídicas tradicionais às condições passadas que as tinham gerado. finalmente. por isso. realmente nada mais he. se procura indusir normas de conduta universalmente válidas (udireito das gentes. e por isso colocada logo n o primeiro ano. uma introdução ao estudo d a sociedade (udireito natural social. rnunhavam as aaberraçõesw. nem tempo. que o conforma. e na Economica. Se este último fornecia os modelos ideológicos acorrectoss. A história (nem sempre imparcialmente contada . a s chaves para a compreaisáo ideologicamente umarcada. como tal. como aliás (embora em menor grau) em relação a o direito natural a reforma fazia figura de pioneira. como está esboçado nos Estutu-tos (76). quer a s circunstâncias objectivas que as conformam.e. o programa desta disciplina compreendia.. fica do homem e do direito (cdireito natural e t h i c o ~e cdireito natural divinos). logo no início do curso. ). na Ethica.formarão um o discurso contraditório no qual ninguém se orientará ( < a Jurisprudencia sem a História . que um caos indigesto. então. todavia. servia de introdução ao estudo de todas a3 restantes materias jurídicas. a uestadistica~).). não fazem mais. de estranhar que. A Segunda examina as utilidades publicas d o Estado. e medonho. o modifica e o destrói Quer as vontades que formulam as Ieis. na Politica.. uma primeira perspectiva filosó. políticas e comparatistas) no limiar da formação jurídica é perfeitamente claro: ela fornecia. e udireito natural social economico.) servia.... A ideia de que a história fornece a chave indiçpenGvel para a compreensão do direito é um deit-rn6iv que percorre o Compêndw Hist8rico e os Estatutos. sem esse reviver. - . denunciavam e desvalo~izavam as violações drsies inodrlos existent~sn o nosso direito positivo tradicional e permitiam um seu cómodo afastamento. Ría verdade. E nisso. É que o direito anda ligado ao tempo. lhe sejam feita-. portanto.). e que por serem colligidas sem ordem. A filosofia moral não ficou integrada. encontra-se o contraponto das perspectivas recolhidas -como I-iu na cadeira de Direito Yatural. os estudos históricos teste. auxiliar a formaçáo ideológica dos estudantes-juristas.da Europa ("). n o curso jurídico. Tal como dissemos. uma análise do Estado e dos fenómenos políticos. sociológicas.. Convem a saber. o seu tonus ideol6gico é muito marcado.. d e certas realidades fundamentais com que o estudante iria lidar. e do decente. de camartelo sob o qual tombavam os principio5 jurídicos inúteis ou prejudiciais do ponto de vista dos novos ideais. se dividi0 em tres especies subalternas. pois O ensino da hiatória do direito n5o era ainda professado em quase nenhum dos países . E a Terceira averigua os interesses particulares dos Cidadóes (j4). as leis serão palavras mudas que ninguém entenderá ou -aproximando-nos mais d a f o r n ~ u l a ~ ádo Compêndio Histórico. A pri. Quanto à história do direito. meira subministm a s noçóes do justo. Também a história do direito podia. não podem mais ser revividas senão através da história e. um dos seus sectores mais importantes constituía uma das cadeiras centrais do plano de estudos. amiúde referências. quer dos legistas. de facto. Cadeira formativa por excelência. quer dos canonistas: referimo-nos à cadeira de Direito Natural ou das Gentes. com forte componente comparatista e descritiva (*direito publico universal. náo wndo. de uma forma a que poderíamos chamar <negativa. abstrairmos dos nomes -ligados a um instrumental teórico incipiente e desactualizadoo sentido d a inclusão de tais disciplinas (filosóficas. ou seja. d o honesto. nos programas das outras cadeiras.10g A HISTORIA DO DIREITO NA HISTóRIA SOCIAL p U T I C A DOGMATICA DOS JURISTAS OITOCENTISTAS i09 que ela podia fornecer aos juristas sobre os outros s e c t o r s da actividade do homem: . também ela compartilhava d a categoria de disciplina-vedeta do plano de estudos do direito. uma Última parte em que.

Perante isto. a reforma pmbalina tomou a Única atitude que podia ainda salvar a ~ossibilidade de ensinar o direito. ocupava-se primordia[mente em fornecer todo aquele conjunto de instrumentos (conceituais. lógicos. acompa. obediente. que 'descobrira uma tardia vocat$io para jurista. Informados os estudantes do conteúdo do corpo direito nacional. Vejamos agora como se 'atingiu -o terceiro. para além das fontes romanísticas (já de si pIetóricas) C R I ) que constituíam o corpo do direito medieval. editanto novas leis ( k r a propria).. mas também no seu próprio modo de ser: de um direito caótico e hiPerdiferenciado. tal como ele era .para um direito mals simples e mais harmónico.desenhado pela Lei da Boa Razão. que raziio te decide. É claro que o direito não podia desconhecer a proliferação *de situações humanas diferentes e ia respondendo a esta renovação da sociedade através da renovação e amplificação do seu próprio <corpo. Com o ensino sintético e . através de muitos volumes.ievais (ius commune). expurgada de antinomias. isenta de lacunas. num trabalho diário de interpretação (opiniones. .110 A HISTORIA DO DIREITO N A HISTÕRIA SOCIAL PRATICA DOGàIATICA DOS JURIS'TAB O I T O C ~ T I S T A S I11 Bastava. principalmente. enta? de um estudo analítico da ordem jurídica (que. a aprender aquilo que os velhos dificilmente aprenderam desde crianças? Mas Cícero disse. mas também nos dos juristas dos séculos seguintes.compendiá$o d o direito ~ o s i tivo jaz). reconstruçáo ordenada. reduzido) a grandes princípios normativos e capaz de ser apresentado. efectivamente. assegurava a todo o jurista um teórico com O qual ele podia c o n t k r a aprender. que Forças e que tempo. fácil de apreensão. de resto. nestes termos: ~4 ti. sistemetizar. Disto resultava que. em vez de se e n t r a r na tmsmissão dos resultados da ciência do direito. res$ava ainda habilitá-los para a reconstrução sistemática do corpo do direito. além de promover um conhecimento do direito liberto das pragas do empirismo e do casuísmo. de modo algum. de uma forma digerível. a insistência nos aspectos metodológicos da ciência do direito. Esta atitude consistiu numa remodelaFáo d a própria ideia de ensino do direito: ensinar o direito náo é informar o essas dantes acerca de todas as normas juriditm. a ponto de já o aveircnse Aires Barbosa (1470-1540) se dirigir a um amigo. Por sua vez. O ideal pedagógico no domínio do direito passou.apetrechados com um instrumental ideológico adequado a o cumprimento das aspirações normativas do bloco social hegemónico. cheio de basófia. tais eram os objectivos pedagógicos d o curso. O corpo do direito era inabnrcável. ). . filosófico$. 1330. iam procurando ad. Desde o Jéculo XV que a sociedade europeia experimentava interiormente uma mutação socioecontimica e cultural muito viva e era posta em contacto com novos problemas decorrentes da sua expansão mun'dial (a0). aos cânones ideológicos burgueses. portanto. para isso. com barba branca e cabeça coberta de c%.aptar este ordenamento antiquado 5s novas esigencias normativas. filiá-10s numa situação historicamente ultrapassada e abandoná-los. a que principie^. por um lado. os palavrosos Baldos* ('9).: os estados europeus iam. Sobre os dois primeiros. suavemente. porém. purquanto agora nem em cem anos pode alguém revolver. o ordenamento jurídico setecentista se engrossava continuamente com as novas leis e. mas formcá-íos nu ut&aç& das principais regras da metodd~& da c~~ jwidicrt e nos princípios b&&os do direito positivo. que havia de ser junsconsulto em três dias. Ja nao era. por fim. ?tc.) com auxílio dos quais a s - . não só no ensino do direito. inapremsível ~ e I o s próprios juristas (quanto mais cidadãos. não só nos mesmos textos pombalinos. era verdade no tempo dele. já vimos o essencial. realizáveI em r e l a ~ ã oao conjunto do corpo do direito) para um ensino sintético e compendiário do direito. Isto é feito dezenas de vezes. Conhecer. redutível (e. e. compreender. os juristas e os tribunais. trémulo e velho. por outro lado. que se acrescentavam ao ordenamento jurídico constr~ído pelos juristas romano-med. ao passado que os gerara. ao grande público IR'). O ensino. 6 Frontiio. decisiones). tende-se rapidamente atravhs das belas sínteses realizadas em obediência aos Estatutos de 1772 . com a massa ingente de iiiterprefaç6es doutrinais e de casos julgados. nhado por urna sólida informaçáo acerca do aparato metodolbgico da ciência jurídica. opera-se uma verdadeira revoluçao.

Porém. em que se ensina uma súmula dos princípios gerais da cada ramo do direito ou instituto. para conorco e para com os outros homens. e prescindindo de todas as leis positivas.TA. e Officios dos Soberanos e dos Vassalos. completando aquelas já dadas nas cadeiras de Direito Natural e de História do Direito Pátrio ("1.. e Humanas. a s escolas nada podrrão ensinar de pcrmancntc. e também os das Nações livres. para além disso -garantindo a o estudante um apetrecharnento tebrico que lhe permitisse um contínuo aprendizado pela vida fora -. Dentro desta orirntaçáo. muitas vezes infructífero. de <hermenêutica». dá a conhecer as obrigações com que todos nascemos para com Deos.: e Deciiionistas das diferentes Naçães . . rninúcias do ordenamento jurídico positivo. em cada caBo concreto. afinal. com que os juristas se devem dispor. Claro que. e sempre canEado. chamando-as peIos que elas hoje têm.. para ver se encontra neles o caso. todos 04 instrrimentos teóricos q u e fazem parte do arsenal da ciência jurídica e mrn o auxilio dos quais os juristas conseguem. pois eles pensavam que a quem tivesse trinta anos para dedicar ao estudo d e uma cisncia mais valia consiiniir os vinte rime ir os no estudo da sua tmria e dos seus métodos do que consumir 03 trinta. preacupado com a acção ( p r a x i s ) de fazer o saber e não com os resultados do saber feito. que n ã o seja o d e revolter com muito traballio o g a n d c numero dc FCcritores Conculciite~. como são o s alicerces para a conetruçáo de qualquer edifício ( 8 " . e só avivam a memória dos sábios te')Era. o argumento de que a reforma baixara o tníveln do ensino." ano. nada poderáo fornecer que oriente o jurista no mare magnum .. servindo-se da pura luz e da Razáo. ao afirmarem enfaticamente que <os siimistaç (i. p o r outras palavras. e preparar para fazer bons progressos nas Sciencias Juridicas. Canonicas e Civis. eles falam d e adireito natural. os reciprocas Direitos... seguindo este método.4 DO DIREITO NA HlSTSRIA SOCIAL PRATICA DOGMATTCA DOS JURISTAS OITOCENTIE. Primo: porque ~ l l he o que. n a fase adiantada do curso Ipois a fase elementar estava toda preenchida com cadeiras sinteticas P formativas). se esta oricntaçáo <científica* não for seguida.9 soluçóes jurídicas são encontradas e fundamentadas.A HIST6RI. se fizermos a s alteraqões necessárias nos nomes das coisas.. era. sem que se entre numa análise profunda de cada ponto d e direito. obter um norte para a sua resolução jurídica.. Isso mesmo denunciavam algi~ns evegos. fazem o possível por rninijtrar. os Estatutos fazem coincidir o núcleo do curso de Direito com uma série de cadeiras sintéticas. e sujeito ao engano . ou seja. Milas os reformadores não deviam preocupar-se muito com este gknero de críticas. O modo conio os t e x t ~ sda época se exprimem não é o de hoje: em vez de falarem de epistemologia e de metodologia jurídicas. com as principais apIicaçóes e excepções. de ciência do método. incerto e hesitante (sic) no que lia de fazer. de fio a pavio. práticos de então. . os juristas acabavam por conhecer muito pouco da-. feito isto. Mas. o Direito Natural he notoriamente a disciplina mais iitil e necessaria. a deontologia proEissiona1 e algumas nosões de bibliografia jurídica. como se fazia até ai E. decompor a hipótew de facto nos seus elementos relevantes c. e. É o que se faz n a cadeira de Jurisprudência Civil Analítica do 5. não terá outro algum recurso. Recurso miserável. um ensino dtarnente pr&co. a lógica jurídica e judiciária. . Donde se vê ser o estudo da mesma Disciplina tão necessário para a Jurisprudência. cujo programa compreende a teoria de interpretação. os que cultivam o método sintético ou compendiário) não dão ciencia aos principiante-. e independentes: E com estas noçóes lança a s fundamentos mais solidos de todas a s leis positivas Divinas. interminis i n t e r m h a d b u s . de <rotórica~. logo concluiremos que o que se tinha ein vista era aquilo que acabámos de dizer: que cultivam o Direito..das opiniões (hoje diríamos. ou seja.de #lógica>. da legidaçáo\ : Porém se o niesnio Miiiisti-o for diatituido destas luininosas noções.

sória) a vigilância . Ex? (onze páginas.cujas correcçóes di- zem rezprito.de J.n a sua corre.114 A HISTORIA DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL PR. quando o que é certo é que ele s define e peIa qualidade. a seguinte: . e. para além de ter reserv.do conteúdo dos novos manuais ("). e para enfrentarem todas a s mutacões legislativas e jurisprudenciais que se adivinhavam. 11. R que a falicia escondida na sentença de Libáo consiste: a ) Em supor qiie o c n í \ ~ e ldo ensino se afere pelas ~ ~rialérias rnsinadas.. obret ti ido no que diz respeito ao seu conteúdo ideoliigico. quando ele se mede antes pelo que. das quais se destaca. na vers5o de M. E leva a cabo. a revolução ao nível político-. A elaboração dos compêndios universitirios era rodeada de múltiplos ciiidados. na indispensavel concordia. os Principia Theologine. impregnamento responsáve! não só pela . manda efectuar . assim. Pensava-se.ado à própria censura real (excluindo a da IdTniverridadee da Real Mesa Cen. quase todas. foram as normas d o cstatuto pombalino que orientaram os estudos jurídicos. apesar das grandes modiíicaçóes das leis e das institriições político-sociais. de Me10 Freire. D. a alegadas manifestaçóes de condescendência para com Aristóteles (g3i são ainda objecto de r c f o ~ m a as Instituiçóes de Lógica e Metafísica. que com esta remetro a V. na realidade. E importa r e a l p r que esta preo. que a nova Edi. um completo impregnamento ideológico da classe dos juristas. suportada pelos juristas saídos da Universidade pombalina.. dá uma magnífica imagem de uni. Proluz obras táo b r i l h a n t ~como as Institiuiones iuris civiik l u s b n i . pareceu conveniente. cultural e social da sociedade capitalisia. Pombal.~pondència com o reitor . Francisco de Lemos. 2s sobreditas Irastituições . cupaçáo pela qualidade se inseria no seio d e uma política educativa fortemente utilitarista.. e na inda mais indispensavel pureza de sentimentos.iTICA DOGMATICA DOS JURISTAS OITCCENTISTAS. nu entanto. de Gerbert. a ciência jurídica oitocentista. e necessario.precisas recomendações de cortes e correcções a efectuar nos manuais. Só assim ele conseguiria criar juristas tecnicamente equipados para unificarem o acorpo d'o direito. que. a conselho da lieal XIesa Censória. de Genovese. çuo do rcfcrido Livro de Hcinecio (Elementa PJ~iloso~hiae retiondis et nioralis) se ordene d e maneira.dade e d e certeza.iterario d a Universidade. O ensino da Universidade reformada era.. para vir a desabrochar numa formação jurídica útil. em escassos cinquenta anos. de alto nivel científico. tacado papel dos juristas na subversão do antigo regime e na consrrução d a ardem política. E. de Coelho da Kocha. em segunda carta do mesmo dia. rodeava a marcha d a reforma. E eram eles quem estava na razão. que todos os Livros Academicos dwem ter com o Systerna 1. o Digesto Por~ugLlês.. Francisco de Me10 as alteraçóes a Genovese é um sabororo documento da matreirice e d o poder do primeiro-ministro: &pois d e comunicar a aproiração dada pelo rei. que directa ou indirectamente podem tocar na ReIigião ( 9 2 ) . a s Irastitlliqões de Direi20 Civil Português. Correia Teles. faz . e b ) Supor que o ensino superior se d e h e pela quantidade. por dizer respeito a o curso jurídico e ser bastante irnpressiva. foi o que aconteceu: depois de três séculos d e caos e d e indecisão. etc. pelo que se d ~ p r e e n d edos papéis d e Frei Manuel do Cenáculo. O cuidado posto pelo próprio primeiro-ministro na sua aplicação prolongava-se nas atenções com que o reitor reformador. o ensino do direito tinha de ser ministrado a um nivel científico superior. drlas pode ser aprendido. o marqiic^a. inclumas ainda pelo dessivamente. 115 num estudo empirico $em orientação teórica. Para além do manual de Hcineccius . pue separando-se dclle tudo o que tcm feito o objecto dos reparos que vão indicados no Papel. não receando confronto com o ministrada noutras Universidades da Europa. Até 1835. dada uma certa organização escolar se pedagógica. A carta de Pombal que recomenda a D. IIopes de Almeida) : Venha a ficar o sobredito Livro.completa revolução d o scntido ideológico e normativo do direito -que precede.

e prática dos função socialmente útil juristas. é Todavia. ela ia cortá-la da sua fonte tradicionalLnensO r e p ~ s i t á r i o dogmático que era a produção dos juristas eurOF'eus." nu Llfer~ Particular liuma pequena observaçáo que a qual he a seguinte. . que é autonomizada (93). v a ~ ã oRegia. No que diz respeito à Ptimeira.ormaçáo da . tica encostada a s realidades nomativas do direito europeu e que. essa mesma para q u e apontam a s grandes cadeiras introdutórias dos primeiros anos-. . ordenada para o desempenho de unia a da formação teórica . Reconhecendo isto. além das cadeiras de prática e de ~ ~ ~ ~ ~ ~ ê do do direito ia ter conna mudo de ser da prática científica dos juristas e na prática jurídica de um modo geral Também a 'naciona'izri~ão. ? consecução deste escopo-foi i a insuficiência d o ensino do direito pátrio. sobretudo na sua versão algo eléctica e moderadamente individualifta dos autores alemães. embebido . não contando com n cadeira d e Forma Judicial. No que diz respeito à Prática jurídica em geral.a s referências ao direito nacional eram ainda muito escassas. Do que acabamos de expor podemos concluir que a Universidade fora. a ciência jurídica desembocou preferentemeute numa orientaç5o exegética qiie Bcompanhava de perto o texto das leis. a dogmátioa estrangeira ~ o d e r i aser largamente utilizada entre - O que certo que lugar progressivamente dominante do -combinado com a pra. criou um elenco bastante completo de cadeiras votadas ao ensino do nosso direito: cadeiras de Díreito Público. assim.travéS de formapão dopá. o Alvará de 16 de Janeiro de 1805 vem aumentar o número de cadeiras de Direito Pátrio para três. pelo menos ~ t à reforma de 1805. ~ i ~~ ~ ~~ ~ mina].o jusracionalismo. portanto. ~ i . S. em grande parte. do direito ao das fontes Iação novissima e movimti. uma analiticn e duas sin~éticns. se ministraram muitas noções do (uso modernos do direito romano -devendo ser indicadas as decisões jurisprudenciais e a s leis nacionais correspondentes. enquanto a outros só podia ser dado um pequeno demnvolvimento. Todo o curso aparece. É certo que isso era a regra. n a cadeira de Digesto. A situação só se modificou substancialmente com a reforma d e 1836 que. de facto. Direito (duas cadeira. S.. pelo que as l i ç õ ~ s d e t a cadeira acabaram por equivaler. e de dade de Direito.ito da codificação) . direito nacional no plano de gressiva tnacionaliza~'i0. Apesar dp. tanto porque d e Passa a ser "go desde os bancos da esoola ( e não algo de intruso aparecido na prática profissional). ficavam quase por ensinar muitos dos mais importantes rumos do direito nacional.além de unificar a3 Faculdade.B ( 9 4 ) Este e outro3 <cuidados> pastos na homogeneidade ideológica do ensino imprimiram a o curso de Direito essa q a n d e eficácia na transf. a lições de direito pátrio.).118 A HIST6RIA DO DIREITO NA HISrrdRIA SOCIAL PRATICA *OGmTICA DOS J ~ O I ~ ~ T I S T ~ R ~ ~ 117 ~ as «suas.o n e s teia na Facu[. aIgo se opôs.de uma determinada orientqáo j usfilosófica. e.vem transformar o direito nacional no principal objecto do trabalho doEWático d03 i u r i s t a s ~ . introduzindo-as com uma frase suave e modesta que deve ter feito sorrir o reitor reformador -uAHbando de escrever em Oficio a V. participarei agora a V.raz& que já atrás ficaram esbo~aaas. ~ ~ ~ ~ ~ ii~Ci. o descaracterizava e O reconduzia subtilmente soluCóes da jurisprudência europaia.~ e ~ i t i n d(impondo) uma sua maior o emancipação em relaçao elabura5áo dogmática europeia e a c@nstifuição de uma dogrh5tica rnacionaI>.Isto seria tanto mais efectivo quanto mais as especialidades do dibito nacional o das ~ l u @es na tornando menos utilizáveis internamente as jufidico-científicas estrangeiras. para se darem ao Prelo a s Instituiçoens da Logica e Methafysica de Antonio Genovêse. como p o r p e a sua aleitura* não 6 mais feita . a promoção do direito nacional no conteúdo da fomaçáo dos juristas poieneia a efectiva vigência do direito nacional." com o Assumpto d a Apro. de c . aplicada is do n a c i ~ n a l . Se esta nem semPre % manifestou como cOn~truçáo conceitual com um autónomo poder genético foi porque? Doi. * . emendas. Ainda assim.mundividência dos juristas a que já nos referimos.

118 A HISTõRI. tem influlncia nu estilo de discorrer dos juristas (advento do positivismo legalista a da orientação exegética). particularmente acentiiada nos domínios do direito criminal.que percorre .a . Representante das ideias iluministas. O corpo do direito efectivo (diferente do corpo de direito formal).era constituído pela tradiçáo dogrnárica' europeia. O corte com a tradição jiiridica romanista obriga a uma aniptura. pela nacional. trazendo. já recomendado por Verney. sobretudo pela nova lgislaçiio europeia e. Poucas foram aç obras jurídicas que tiveram uma i ã o larga jrifluência no ensino e na vida do direito como o compêndio de f ascoal de M e b ( ' 0 0 ) . de Martini (1726-1800). cuja utilização era obrigatória no Coro português desde que não existisse direito nacional aplicável. 3. Enfim. Neste domínio - . 6 citado abundantemente nas decisões dos tribunais e o seu g a n d e interesse prático é indicado pelo f a a o de o cpragmátieoa Lobáo .dominada pelas doutrinas jurídicas dos autores alernáes do uaus ntodernus. Cm coiitraparticla. que adaptara o direito romano ao uso moderno dos países da Europa ( O ' ) . de iet Coelho da Rocha. sobretudo.obra Po3itiones de Juro Ndurali e U e Jure Ciuitatis. além de acarretar consequências ao nível do c c o n t e ú d o ~d o direito. o direito público . o ensino universitário do direito é dorilinado. com isto. embora anotado pelos vários professores que a iam regendo. por seli lado. só nesse ano é substituído peIas não menos famosas e influentes Instituipies de D r i o Civil. h 1805 passam a ser utilizadas as Institutianes Iuris Ciz. através de uma interpretação correctiva por v a e s árdua. Sintetizando esta tentativa de definir algumas das mutações estruturais que interessam a ciência juridica portuguesa n o trânsito dos &culos xmrI para XIX. A partir deste ano. nesta época. de Pascoal (José) de Meio (Freire). ucoisasu e aacÇ0es. N a cadeira de Direito Natural . pela o r i e n t a ~ ã ojusracionalista. holandwes e. 1816). Até 1805 serviram de texto as próprias Institutiones de Justiniano. que até aqui . prios títulos das Ordenwões enquanto i ~ ã oexistiu urn coniptndio aprovado I''). foi ensinado segiindo os pró. Neto Paiva em 1843 . limitar a crueldade de certas instituiçóes jiiridico-penais ( 9 8 ) . Utilizado até 1843-1844 como livro de texto da cadeira de Direito Civil. cujns doiitrinas procurava combi~iar com as de Pufendorf e de Grócio. ele vai procurar.il3 Lrtsitmi (1789-1794). poderíamos identificar os seguintes traças fundamentais: I ) Rlutação no campo de objeciwtl da ciência jurídica. Pascoal de Me10 parte para o ensino iiniversitário do próprio direito nacional com uma intenção modernizadora. a produçáo dogmática dos jusnaturalistas franceses.o ter anotado profiisainefite numa obra milito utilizada (Notas o hlelo. um jusracionalisia iluminista. 11) R4utação no sistema de referências (<arquivo») conceitiiais e dogniáticas da ciência jurídica. no sistema de referências dos juristas. facto que. obra em cinco tomos. (0 direito pátrio. ãpessoas. formando as Jnstitutiones IuIW. célede bre jurista alemão. representante do ambiente ideológico e filosófico d a corte do <déspota iluminado» José I da Áustria O ensino elementar de direito romano era feito com base nas obras dos romanistas alemáes do usus rndernus. passa a ser integrado.e o direito privado (segiindo a sistematização das Insti$utiones de Guio-justiniao. progressivamente. Dele faz parte a literatura jundica dos s&coIosXTV a XVIII. dos quais o último se aiitonomiza usualmente.4 DO DIREITO N A EIISTõRIA SOCIAL PRhTX&!2 DOGM~T'ICA DOS JURISTAS OITOCENTISTAS 119 Quantn ao conteúdn.a teoria das fontes de direito. influenciado pelo xhurnanitarismos de Beccaria e Filangierei. crija citação se torna cada vez mais rara e que. F. assume o carácter de refeência pontual e náo d e referência a iIm corpo doutrina1 e teõrico orgânico. o comp6ndio adoptado foram as In.) encerra uma exposição sintética 'do direito nacional . aí. CrWninnlís.o cornphdio foi -até à adopção do livro / d e influência karitiana) de V. está presente na banca de todos os juristos ( ' o 1 ) . discípulo de Wolf. Este compêndio . Fora do ensino. na edição anotada por Bohemer. alemães institui-se como novo campo de referência da literatura jurídica nacional. qitando acorre. é todo um aarquivo teórico» que desIiza para o olvido.lhe novos temas e novos eobjectcrsw.~titi~ições Heiné:cio (1681-1741).

a autoridade dos argumentos. Por outro lado. uma aparente permanência: os apraxistaw nacionais continuam a ser citados. dada a . quer enquanto se exprimem numa nova consciência da realidade social. sensíveis a elas. como sujeitos-agentes da prática jurídioo-científica. Nomeadamente. a estratégia axiomâtica (ou <sintética. do nosso ponto de vista. Por outro. não pode deixar de ser dado relevo a duas circunstâncias internas da ~ r á t i t ajurídica. é a de saber por que canais penetram estas novas necessidades normativas no contexto da prática juridico-científica. no entanto. com a consequente proscrição dos anteriores critérios de validação das opções dogmáticas concretas (como.aos aspectos considerados (mutaçóes n o plano dos objectos.existe. mutações no plano do ensino do direito) deixa também em suspenso a questão da forma de dependência d o perfil de evoluçáo da ciência jurídica em relaGáo da evoliição verihcada em outros níveis da prática humana. mas também estritas e x i g b cjas de regulamentação (i. mático dos juristas enquanto juristas (e não meramente enquanto indivíduos imersos num contexto social e ideológico). outros traços ~ o d e r i a m sido isolados e o desenho do sistema de produção jurídico-cientifiea teria ficado mais completo. Alguma coisa ficou. da Política. a questão é antes a de saber que condições se criam na prática juridico-científica que permitem que essas novas necessidades tenham impacte no trabalho dog.) d a ciência jurídica racionalista substitui-se i mtratégia problemática (eanalíticaw) da ciência juridica romanística.cuja definição exacta sii pode ser feita através de um trabalho de pesquisa quase estatística dos autores citados.do capitalismo como modo de produção dominante originara náo só apetências normativas caracteris. Por um lado. Se a descrição que procuramos fazer tivesse podido abordar ter outros níveis estruturais. da Economia. a erupçao do moderno direito da Europa burguesa como objecto da ciência jurídica (ao lado e em vez do direito tradicional feudal). Neste sentido. que tem manifestações ao nível da própria pedagogia d o direito (método ecompendiáriow da reforma pombalina). A questão náo é tanto a d e saber se os juristas. a inclusão no uarquivos (ou seja. quer enquanto se cristalizam em novas formas institucionais. p l n menos na sua p n meira fase. em geral. de facto. o eram também da Filo~ofia. no sistema de referências) da ciência jurídica de autores que. de justiça e de injustiça que a s deviam informar). ticas (isto é. uma específica consciência das relações sociais e dos cânones de normalidade e anormalidade. da ciencia juridica . como ganham a í relevo.. e o papel que daí decorre para o jurista teórico (ou dogmático). por exemplo. se são rpsicologicamente. apenas. estão conscientes das novas necessidades. a importaria pôr a das circunstâncias internas que abrem m prática juridico-científica a o impacte das relaç6es sociais agora dominantes. mais do que pôr. disciplinas que passam a integrar . tem-nas ainda mais importantes ao nível dos resultados da ciência juridica e do lugar desta no seio da prática de efeetivagão do direito.lai A HIST6RIA DO DIEEITD NA HISTÕRIA SOÇIAL PRATICA DOGMATIC-4 DOS J U R I S T M OI'POC!3NTISTAS 121 do aarquivor. como influenciam os seus resultados. Deste ponto de vista. . uma específica armadura jurídica de certas relações socioeconómicas) A questão que então se põe. a emergência de uma estratégia axiomática. Recorde-se. A limitaçáo deste intento de descrever o sistema de produçáo jurídico-científica . [a náo o confronto de opiniões ou a s leis) vão ter na construção da ordem juridica burgirew. Neste plano. por exemplo. 111) Mutação nos instrumentos lógico-conceituais e dogmáticos. teria podido adiantar-se algo acerca da relação que estas mutações têm com mutações verificadas na organização interna e na implantação social da classe dos juristas. Este movimento. referida. de que muitos deles tinham sido exegetas eminentes. a opinio comnzmis doctorum) é mais um factor a tornar inútil a refer6ncia 5 doutrina tradicionaI em que o argumento da autoridade substituía.tnacionalizaçáow do corpo de direito) das Ordenações Filipinas. e. o papel que os uprincípios. a questão das mutações d a origem social dos juristas (terreno inexplorado entre nós e de grande relevo para a resposta a outras questões). o que se explica pela vigência (eventualmente intensificada. no entanto. como a instituição . sendo cultores da ciência do Direito. Apontou-se.

2. ('"5. ils circunstiincias objectivas que enquadram a producão jurídico-literária eram.a construção sisteniática do direito e o preenchimento das suas lacunas (pela extensáo lógica dos princípios jurídicos dominantes no sistema ou pela recepção da doutrina estrangeira com eles compatível). costumo inserir as formais palavras deles. compendiirias.os d~gestos e os repertórios. o tipo de obras que. portanto: 4. além de explicar a aparição de algumas traduções e «sumasi de autores estrangeiros está na origem de dois outros tipos de obras jurídicas. existe toda uma literatura jurídica formuiar ou processual.122 A HISTcSRlA DO DIREITO NA HISTóRIA SOCIAL PRATICA D0GMATIC. . em que ela se acha. paryue o não temos. até certo panto. se escrevem sobre um determinado saber esta preso t s condições objectivas em que se desenvolve a prática teórica desse saber.estou aferrado a rste sistema porque: 1 . ( I o 8 ) . As simples citaç6es d e dois trechos tirados de de nossos jurictas oitocentistas fornecerão um princípio de prova do que se acaba de dizer. outras vezes em continiiado texto. . O Os sumistas não dão ciência aos principiantes. no meio do chaos. Contra o que muitas vezes se pensa. a m o de autoridade siiperior A minha . 2. no caso concreto. um contexto continuado com notas separadas. sem montes de citaçóes. a inclusão de obras deste tipo no elenco das t f o n t e s ~ da ciê~icia jurídica vem permitir a utilização directa daqueles tópicos no sistema argurnentativo ou 16gica-dogmático dos jurirtas. As barreiras entre a dogmática juridica e a s disciplinas jurídico-filosóficas como que se esbatem e é esta nova porosidade entre 0 3 dois continentes ideológicos que permite uma maior homogeneidade temática.. cupações menos subtis. Desta circunc tância surgiram as obras sistemúticas ou compendkirias. por que o não h na nossa kgaslação cid.wi~ões de Direito 1. Pelo contrário. ou desenvolver os principws fixos e consttmtes de um sistema coherente. 1nstU. nem ainda como a minha.k DOS JVRISTAS O I T O C m T I S T A S 123 o campo de referência dos prbprios juristas. etn. de ediçõe. nem de reduzir a synthese. o que. náo nos eram ii desconhecidas as dificuldades. Não se tracta de explicar um código. A primeira circunstância levava a que o jurisconsulto tivesse. que se substituir a o legislador e fazer nas suas obras aquilo que não estava feito n a ordem jurídica positiva.) falta de hibliotecas. é obrigado a tomar a vez do legislador: em de formar o plano: &vn de fazer a seleqão dm cloutrtnm: e tem de rcdígir até as Ultimas illações ( ' O 2 ) Reconheço que não me conformarei com o gosto do &ulo. . A cada um destes tipos de obras e aos autores que se destacaram em cada sector dedicaremos as páginas seguintes. o escriptor. numa certa época." Circunstâncias ligadas a o quadro das fontes de direito: inexistência de uma codificaçáo moderna. A segunda circunst8ncia.s acessíveis dos autores estrangeiros. qual é serem as obras sumárias. se cifra numa maior importaçáo de temas político-filosóficos pela ciência do direito." Penso que nem todos têm ou podem ter uma grande biblioteca. consumida por um píiblico menos informado e de preo. de revistas juridicas ( ' O 4 ) . e por isso Ihes faro iirn aparato de muitos doutores e transcrições de alguns mais esquisitos. Porém. como diz Coelho da Rocha. Por fim. ao tequipamento bibliográfico. e só avivam a lembrança dos sábios. gerada imediatamente pelas necessidades da prática." Circunstâncias ligadas aos <meios de produção$ (neste cato. compendiando estas disciplinas os principais tópicos d o sistema ideológico liurguh. como v ~ l h o . instabilidade e dispersão d o direito positivo.. mostrando q i ~ a i sos factores objectivos qiie limitavam a margem de escolha do escritor jurista quanto ao modelo das w a s obras: Quando o empreendemos ( o trabalho de escrever a s C v l P o r t u g u a ) .

Na verdade. o direito natural. Leibniz. pela primeira vez. 3) lus quod ad actiones p e r t h . pelo menos. Teria sido ele quem se propusera. a sistematização das Institutrones de Gaiiis-Justiniano é comparáveI h dos dicionários ou dos repertórios. de q u e modo (i. É o que faz. mas nos factos sobre que estas versavam (non ex iuris. que entendia o direito (nomeadamente. e. foi no entanto capaz de pôr de pé um razoável sistema expositivo do direito cIássico que. do direito. se tratasse de uma dificuldade que ultrapassava a âmbito da exposição e se situava no centro da própria construção dogmática. os seu? resultados. quando os juristas europeus -ganhos is con. direitos da personalidade. acoisas. projecto que é inconcebível fora de um entendimento racionalista do direito. o que diz bem do seu sucesso num ambiente tão hostil à sistematização do direito como era o dos juristas romanos ('O'). tomar ooerentes entre si as normas juridicas.-perdeu-se comn pletamente. as suas soluções. pela sua efidcia. e até filosófica. a que diziam de o respeito. a sua própria construção sistemática (more gwmetrico) . upesjoas. Neste sentido. Mais tarde. Trata-se d e Gaius (século II). agora. tando formalmente a sistemática de Gaius. o assunto.quando a Iiteratura juridica romana foi sendo dominada pelas obras didácticas e vulgarizadoras -. a obra dai resultante -que ostentaria o título de De jure civih i artem redigendo . colocando. de exposiçáo) sistemática do direito remonta a Çícero. cepções racionalistas do direito e acicatados pela n~cmqidade prática de um direito m a i ~ i m p l s e mais harmónico s retomaram o projecto de reduzir o direito a um todo metódico a sistemático ( ' O a ) . elm querem sistematizar as djsposições jurídicas em si mesmas. Só mais tarde. os modernos sabem que o seu projecto é diferente do de Gaius. que. Gaius não teve e m vista sistematizar a direito em si mesmo. . deixando-o intocado nos termos.direitos reais. para e texto de estudo das várias disciplina^. por exemplo. e sabe-se também como esta disposição dos novos estatutos se explicava por razões não somente pedagágicas. a s ~ ~ ~ ç ãfacto. ainda antes disso.. quais eram esses preceitos fundamentais e de que modo fluíam daí as reçtantes normas do sistema juridico? Ou. não são mais 03 assuntos a que as - . O que ele pretendeu foi.ia4 A BISTORIA DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL PRATICA DOGMATLCA DOS JURISTAS OITOCE3tTISTAS 126 a) As obrar: sistemáticas Sabe-se como a reforma pombalina dos estudos jurídicos estabe1. lhe dá um sentido completamente diferente. já no ocaso da época clássica . Assim. que o direito é animado por uma lógica única. não tendo o brilho inventivo dos juristas clássicos. sed facti visceribus sumpta e s t ) . aprovei.. é que a sistemática voltou a ser cultivada por um autor que.). na realidade. Ao expor deste modo o direito do seu tempo. etc. ai. ordenar a s normas jurídicas consoante o ol>jecto. de que o positivo derivava) como um conjunto de preceitos hierarquizados e logicamente interdependentes. na Noca hfethodus discendae docenclaeque jurispruderstiae (1667). nas suas Irastitu~iones. sucesjóes) e relativas aos actos jurídicos e judiciários (processo civil e penal). 0 plano das InstUlctiones vai ser o seu primeiro bordáo.nos agora do ponto de vista da texposição~ do direito.adopta uma sistematização tripartida do direito: 1) 1w q ~ ad personm perthet. relativaii i s coisas (obrigações. compêndios em que. com que sequência lógica) devia ser ele exposto para se tornar patente o seu carácter unitário e sistemático? O projmto de construção (nu.eceu a ~ b r i ~ a t o r i e d a dde os mestres elaborarem. ou seja. eles vão modificar completamente o seli sentido.levantava o problema daquilo a que emtão se chamou *o método expositivo>. censurando Gaius por ter utilizado um método expositivo que não se baseava nas próprias normas juridicas. foi retomado nas Institutiones justinianeias. se bem que. No entanto. qiiPrPm mostrar que as soluções jurídicas são coerentes entre si. mas atinentes 2 própria metodologia jusracionaIista. se expusesse o conjunto das materias juridicas ai versadas (lol). bem mais modestamente. dos quais derivavam todas as outras regras mais miúdas. Para ele. a empreender uma exposição in artern d o ius civile. A elaboração de uma exposição sistemática do direito -bem como. o autor alemão leva a cabo uma remodelação d o método tripartido que. e uacções. dc um modo sintético e sistemático. pode haver normas relativas às peswas (stntw dos indivíduos. 2) I d w quod ad res pertimt. Este problema era o seguinte: se o direito radicava num pequeno número de preceitos naturais.

o primeiro compêndio desta disciplina afa?ta. de s rie Coelho da Rocha. ac coisas.Justinianus. realçando 03 seus eleinentos e estrutura <naturais* -fazendo.a que já não ou. ou seja. no prólogo do livro i1 . particularmente cntre nb. com maior ou menor originalidade.sendo o amelhor e mais harmonioso». mas os etem. o <objecto. que.0 a que a cteoria geral da relação jurídica* chamará. 09 factos j ~ ~ í d k o ~ . outros há que. quando as implicaçóes normativas desses quadros não forem confirmadas pela lei. esta modificação (não aparente) do critério siste matizador patenteia uma jmportante mutação da própria ciência d o direito. !vias aí O significado da tripar.samos chamar r d e Gaiusw . ~ i o n r s . Ela eignifica. o de Pufendorf ('OR). na exposição. Os estatutos pombalirios.do pela L~niversidadcno en. e o &Facto juri. como diz Coelho da Rocha. isto as definiç& com. <coisas. da ctrelasáo jurídica*. inventaram os seus próprios sistemas de construção e expo. para quem o essencial era ainda conhecer o direito objectivo jscirc I q e s J -. científica. . vieram levantar a questão do método expositivo. um mé. não por razões teóricas mas pragmáticas. o <sujeito». embora não tivessem chegado a resolvê-la. era o uauténtico e recebi. a transi@o do legaliamo iluniinista para o dogmatismo (ou cicntismo) da pandectística nov~ceiitista("7). (11~). O que e ~ t ápor detrás tlesta modificas50 6. muns e principias mais gemes. que são os %us titulares.irá prevalecendo na maior parte da3 obras sistemAticas dos séculos XVIII e XIX.De facto. e taegã. ii sob esta forma que o niétodo tripartido . qual este fosce rediiztdo aos seus eprimitivos princípios> i"' ) Apesar destas precisas indicagões dos Estntufos sobre o método a adoptar na expo~ição do Direito Pátria. na e x p o s i ~ á o5intética do direito romano.ee . Por outro lado. portanto. enquanto o sistema <original> de Gaius-Justinianiis náo é senão uma ordenação do direito cobJectivo> (em função do seu o b j ~ c t o )-exprimindo a atitude do jurista. adivinhar um jurista que. um esquema teórico e iim enquadrarnento conceitual que i r h . a cada um dos grandes assuntos robrc que as leis podeni versar ( ' I a ) Uma idêntica sisteniatizaçáo tripartida em <pessoas. todo expositiko baseado na própria ordem das fontes romanas as instiiu@óes e o Digesto (''9). Não ~ o d edeixar de se pór em relevo o significado desta mutrtção. mas os elementos da rckrção ~isridicaou. em primeiro lugar. É claro que este não era o íinico método expositivo disponível. a recepção entre ntrs da <teoria geral da relação juri dica* ("I). que são a sua fonte ("9 P ). como também diz o autor. dicos. D? facto.entm da relnçáo jurídica.0 s stcjeitos. Muito popular foi o de Domat e também. q u a são o 3 ~ 1 1objecto. não hesitará em sacrificar esta àquelw. aqiii1. embora se aconselhe uma sistematização final de todo o corpo de direito nacional. preferiu-v. portanto. De facto. depois. nas primeiras páginas dos manuais de direito civil.das ouas Institlktiones Iaris Ciz-ilis Lrtsitani (Lisboa 1789-1793!. na aparência t8o peqiipna. antes de partir para o exame da lei.sino do Direito Civil Romano*. j i tem os seus quadros científicos formados e que. restantes a cada um dos aohjectosa do direito. náo . * r aplicadas \ todas as rela cõos juridicas concretas--. depois ~ dedica os três de dedicar um livro ao cdireito p í ~ b l i c of"'). aa teclinologia da scicncia. o manual universitário que veio o de Pascoal de Me10 em 1844.do sistema das Ordenações e organiza o Direito Pátrio segundo oplano das Institu. posteriormente. de que continuadamente tem de ee fazer u ~ oe applicação na Parte E s p e h I .es> não representam mais 03 aobjectosp do direito objectivo. acçGes» encontraremos tanibém nas ~ ~ s t ~ i l i C õ e Direi* Chit. E na exposição do direito pátrio manda-se seguir. ao adaptarem o método sintético ori compendiário para o ensino do direito. o sistema tmodificaçãox põe em relevo a constrirçáo dogrnática. oi elenientos do direito subjectivo . Cotn d a passam a estar presentes.L28 A ilIST6RL4 DO DIREITO N A HIST6RIA SOCIAL PRATICA DOGMATICA D O S JURISTAS OITOCENTISTAS In normas jurídicas se podem relerir. tição é totalniente d i f e r ~ n t e : apcssoasw.sigão do direito. P a r a além dos autores que o abraçaram. .ela irá constituir. Pascoal de Me10 declara organizar a sua vbra segundo o plano das Insti~ationes de Gaius. ICm conformidade com isto. a ordem das OrdenqGes.

b ) Digestos. se bem que tivessem tido uma vida universitária mais curta (I2').s nossoo juristas tinham sempre à mão.XOE t d i c i o n á r i o s ~. H. oti das leis nacionais. S ã o estas as obras jurídicas de maior relevo no período a que nos estamos a referir. e o Direito CEOU de Pnrtugd ( I 2 ' ) . d e Coelho da Rocha (12U). nem proceder a lima siia reForma ( I a R ) . Quanto às Instituições. como condição objectiva capaz de explicar algumas das formas concretas da nwsa literatura jurídica do século pa>sado. encontrama ainda algumas outras rm que a mesma tarefa digestiva e sistemática é npliçadn à Ipgi~Iaçáonacional (''9 . da doutrina e 1egi~lat. Estas obras eram. muito divulgadas na primeira metade d o século mX--o Digesto Portuguez. e as que recorriam à ordem alfahctics para arrumar os temas jurídicos.o dos (digatos. Em qualquer d ~ l a s . Correia Teles. utilizadas por todos os lentes que sucederam nesta cadeira a Pascoal de Melo. encontramos ainda duas outras. Canznrrlmcr cntre içs Codcs Civiles [Bruríelas 1842). no caso do Digesto Portuguez. avultam. de J. o seu carácter geral são as virtudes que a s tornaram tão famosas e influentes entre os juristas do seu tempo. P o r isso. embora ostentem também outros títulos. Para alem d ~ s l a sobras de c a r á c t ~ rdoutrinal. e principalmente.). e dos #repertõ. de Manuel Boraes Carneiro. de Coelho da Rocha. - .Jaseph. ou da doutrina nacional e estrangeiras. nele agrupavam os preceitos legais em vigor o11 as posições doutrinais mais receas . alinhadas estas considerações sobre a tecedura das obras de carácter sistemático. todos os juristas -e sobretudo os prútieos viam com bons olhos o aparecimento de obras que lhes fornecessem uma súmula. não sendo de desprezar o seu papel na estabilização da nossa doutrina juridica nem a sua influência no Código Civil de &abra ('*+). dando em cada verbete um apanliado da doutrina e da jurisprudência (chamar-lhes-. a intcnçno principal dos seus autores não foi levar a cabo u m a conatru~ão sistemática do direito nacional. e o Direito CiuU de Portugal. fundainentalmente.*sinopses cronológicas». a sua intenção e a sua índole fazem que-as incluamos n o grupo seguinte. o Digesto Portuguez de J. Correia Teles. de trcs tipos: as que. As lnstitdiones iuris Ciuiiis constituíram a base do ensino universitário do direito pátrio até perto dos meados d o século XX. pelo apreço em que foram tidas durante toda a primeira metade d o século. repertórios e d i c b n i r i o s No início deste número. mas outros deixaram comentários. referimos. quanto à legisIaGão estrangeira. não foi menor o seu impacte na cuItura jurídica portuguesa d o seu tempo. mas também. a falta de bibliotecas e de edições acessíveis das obras de direito. e não só do direito Legislado nacional. 0.c. foram. antes. H. A duas delas já nos referimos anteriormente -as Institutwnes luris Civilis Lusitani. constituir um acervo doutrina1 donde se p~1desi. et.noestrangeiras recebidas entre nós a título d e direito subsidiário. referir aquelas que desempenharam um papel mais importante no panorama da literatura juridica d o século passado. Todavia. impressos ou n ã o (121) (lZ2). na verdade. a precisão dos conceitoo. de Manuel Borges Carneiro. a obra de Antoine de Saint. e gões de Direito Civil Portuguez. bidas (cliamar-lhes-emos ~ d i ~ e r t o s ~ r )que seriavam cronologimente a legislação (chamar-lhes-emos urepertóriosr. e. foi. de Pascoal de Melo ("9. alguns deles não parecem sequer terem-nas alterado.4TICA DOS JURISTAS OITGCENTISTAS 129 Resta-nos. a consonância das opiniões com a mundivídência da época. acoleccãrs de legirlayão~. Jsto vinha complicar ainda mais a diliculdade que os juristas já tinham n o conhecimento do próprio direiio. i T o grupo dos tdigestos. ou da legislação estrangeira ( I 2 " . a d e fornecer aos juristas um apanhrido cómodo do direito usualmente recebido e.riosrr. Até então.c extrair o principal de um novo código ciril. Com alguns pontos d e contacto com as obras de carácter sistemático. A clareza e brilho da sua linguagem. a o comentarmos o texto citado de Lobáo. rntre outras do mcsnio tipo.l2E A HISTóRIA DO DIREITO N A HIÇS6RIA SOCIAL PRATICA DOGiIT. seguindo um plano niak ou menos lógico.as Institui.

( = ) 0 esforço de certificaçtio do direito deu ainda.poca da história do direito português. com o calor dos nossos problemas. 1849-1850. atravba de Mendonça e Almada. onde são melios frequentis os golpes de o r a ~ ú r i ados juristas iluministas ou revoIucionários. v. um novo Código Civil.dico-cientificos para novos sectores oii novos níveis da realidade." ed. formiilários) (':'"). em Estudos de Rl'stdtia do Direito (Coimbra 1@50). João III.s forenses (l"). ( * ) Em Delgado da Silva. 196). Bobre isto. Teologia Moral. o principal d a obra de dois juristas muito conceituados cntre os *práticos» n a primeira metade da século. f: um novo tom. é difícil que a história não aqueça. Economia.as perspectivas P inaugurar novos temas q u e não passarão despercebidos a quem der algunia atenção a litcratirra jurídica que c o m q a a surgir. 395. porém. notando-se um progressivo dedocament. Cabra1 de Moncada. mais calmo e desapaixonado.J. . g. São os nosios dias que surgem. *Um nurninista Portuguès do Século X W I » . nos tribunais ou nas repartições pút>licas. 1819-1820.~deste em r e l a ~ ã o ao das disciplinas especiilativas (Filosofia. tendo sido até tomado pdos homens de letras curiosos dos tipos humanos como o ajurista típico*. a denunciar uma deslocaçáo dos interesses juri. para o processo civil. sucs. para além de outros esyécimes literários menores (v. . m. Verney exercia mesmo no centro da acção política portuguesa de entao. uma mais estrcita ligação 5 f2) Na verdade. A. etc. publicado por M&io B r a n d a . por exemplo no dominio do ensino do direito. pelo menos. incidindo snbre vários domínios do direito.as Prirneiras Linhas sohre Processo Civ2 (I. e o-projectos* reformadores. com o qual se correspondia e a quem enviava minuciosos trelatdrios. jurídica. O primeiro compôs. quer de l ~ g i r l a ~ á o (IaZ). As grandes reformas zociais. etc. uma nbrn famosa e muito utilizada. origem a outras medidas.do nosso mundo jurídico do século passado. 1810-1814. I. jurídicas e culturais da segunda metade do século pasrado vem encerrar esta é.) e iuna cada vez maior aderencia ao das novas disciplinas científicas !Sociologia. Ao entrar nela. oii. 1863 e 1872-1873). um ensino do direito refIectindo e popularizando novas orientasócs da ciencia jurídica. Manuel de Almejda r Sousa (Lobão) é uma das figuras mais caracteriaticas . onde se procurou restringir drasticamente o hAbito de alegar no foro com base na citaçao exaustiva da opiniáo dos juristas. Urna sociedade cada vez mais estabilizada. A reforma joanlna dos estudos jurídicos (153t9) chegava a limitar o número de #autoridades> a citar (<Regimento da Institutal. se defrontam com os problrnias da aplicação prática do direito. tudo isso vem abrir 1ioi. a p o n t ~ m o sa ~xistêncio de edicionârios~. são novas preocupaçóes.1 3 A HISTbRIA DO DIREITO N 4 IIISTORIA SOCIAL PRATICA DOGMSTICA DOS JURISTAS OITGCmTISTAS 131 Os rcI>ertórios cronolbgicos de Irgidação são também muito abundante?.). mas muito afeiçoado a a~iriquadns modelos da literatura. ao qual j i nos referimos várias vezes. Pereira e Sousa e I'Ianiicl de Almeida e Sousa. eda. 1825. no seculo XVI. Homem culto e probo (I"). cnm relevo. Uma iiltima categoria da literatura jurídica novecentista é constituída pclas obras dedicadas iquelcs que. 6 um novo quadro de referências e de ligações do discurso jurídico a outros saberes. eram eles quc asspguravam o seu conhecimrnto pelu público ('"l) Finalmente. Documentos de B. J.. Europa c aos seus problemas do momento. para bem e para mal. É nesta divisão que incluiremos. Na falta d r um eficaz gistcma de ~~iiblicaçáo das Icis (I1"). 1834. 6 a antecâmara dos nossos dias. quer de doutrina. nos intervalo3 que Ihr drixavarn as 1idt. deixou uma bibliografia copiosa. NOTAS (') Recordemos a influência que a L. não C diffcil ver como esta lei se integra n a política fortemente centralizadora do marques de Pombal. Collecçiio d a Legblação Pmtu- gwescd (2763-1774) (Lisboa 1829). Coimbra 1937. O segundo.

521) e Filiptnes (1603) o direlto canónico vigoraria. ao direito subsidiário. e decisões dos arestos seguida universalmente dos Doutores do Reino. noutro lado ( 5 91.. he o melhor interprete das Leisa. polic. Me10 Freire. assim. (7 )As leis humanas firmando-se em princípios gerais sem contemplaçáo de circunstâncias particulares. I. regras visando a integraçko fazem supor que se trate de regra do primeiro tipo. Coi. Tratar-se-á. tiradas ao abrigo do 5 11. 167 e segs. de facto. vem a acontecer. O que. vários processos d e integraggo foram postos em prática..iz Teixeira. J. de um caso misto -o de absoluta inconcludência interpretativa (obscuridade i n s d v e i ) . O Dàreito rTw. a que s6 pode pôr-se fim mediante um acto de vontade (legislaçáo) e não já de inteligência (interpretação). c ) Extcnsãro lógica das normas positivas. em geral. onde pontificavam homens com uma vida inteira do traquejo jurídico tradicional . apesar do texto da lel. afinal. Cabral de Moncada. com o fim de llbertar o foro da influência dogmaticamente conservadora dos acasos julgadosn. no 6 11.. Por isso. Dir. 'L. se se tratasse de um caso de Interpretação. nas rnatkrias de car8cter espiritual e. 214 e segs. E. G . Que este resultado não se obteve. e ti30 somente o dos dellctos. que chega a equiparar ZL autêntica a interpretaçáo conforme ao asentido diuturno e invariável que a lei no foro tenha tidoa (123 e 132).) (I1) E por esta e por outras razões que se justifica a designação de nrnarco mi'iário na história jurídica de Portugal e do Brasilw. V. e quanto a pro80 vidências legislativas de carácter interprctativo. Braga da Cruz. ou seja. o mesmo autor diz não lhe ocorrer nenhuma ( o b . e Ministros Seculares não toca o conhecimento dos peccados. 83 e segs.. Gomes da Silva. (') A Lei da Boa RazBo punha. a aplicação dos *principias de direito naturali aos casos não previstos. dada por Braga da Cruz a esta lei (em A Fornação do .13 3 A HISTóRIA D O DIREITO NA HISTóRIA SOCIAL PRATICA DOGfiTATICA DCS JURISTAS OITCCENTISTAS 133 ( $ ) Cf. História do Direito Português. V m ) ... até certo ponto. a generalidade dos autores da primeira metade do século passado afirmam que o recurso ao direito natural é indispensável ao entendimento das leis nacionais.inas. $ 5 2. os casos julgados e a praxe e uso de julgar. 390 e 420.. TX. Correia Teles nada diz sobre o assunto. 181. indicação das principais reformas legislativas de Pombal em P. lTI. 9. (") No anterior sistema de integraçáo das lacunas d a lei nacional . Orcienwões Fi'ilipinas. ('1 E. t e m o ao abuso que consistia em a s restantes relações do Reino proferirem decisões jurisprudenclais com força vinculativa [cassentosz) . I. 8 ) . b ) Recurso a interpretaçáo autêntica. Sobre o assunto. ('1 Náo é muito claro se. M.Coimbra 1841.56 e 267. o processo de melhor dominar a arbitrariedade do foro. LXIV). Curso d e Direito Civil Português (Coimbra 186). em 1834. x (Lei d a Boa Razão. pelas Ordenapões Afonsinas (1446). sem tensoes mostra-o o desencontro que não deixa de se manifestar. os quais não é razão misture~nosirreflectidamente com as nossas leis» (Institutlones luris Civilis Lusitani. cit. Assim. embora o texto -<quando suceder haver alguns casos extraordináriosa . . m~assim. Lisboa 1'788. (''1 Por isso. e N. a soluçao seria pedida ao legislador. Elasaio sobre a História do Governo e da LegislaçrZo de Portu0 ai. com a Criação do Supremo Trlbunal de Justiça. (") «Aos Meus sobreditos Tribunaes. L..hmdictrio na História do Direito Português. Cbmo informa Correia Teles (Commntario. accommodando-se aos mais frequentes aconteclnientos.. 79). que respeitem As pessoas..dispõe ainda que a a praxe e o estilo de julgar. esta sua actividade era espor8dica. Coimbra. 1 12. dt. e fazia-o. mas que se revelava inoperante n a prAtica. a 0 'S&culo XVm' na Legislação de Pombal*.) Perante a insan8vel insuf i c i h c i a do sistema legal. 11.). se 8e tratasse de um caso de integraçáo. cada qual destinado a prevenir o seu perigo: a) Recurso a «equidade naturala. Coelho da Rocha. entre 176Q a 1 0 houve apenas 5'8 assentos interpretativos.j& o Assento de 23 de Fevereiro de 1786 -oriundo d a Casa da Suplicaçiío. Notas a Me10 (Coimbra 18431. em Estudos de História do Direito. sobre o assunto. 4 mesma orientaçzo praxistica e ainda honrada por Liz Teixdra (Curso de Direito Civil Portugués. 351.. e o mais que vai descobrindo a sua observãneia . Mancelinas (1514-1. 371. se Me10 Freire (17881.. Lisboa 1'971. todavia. A questáo tlnha interesse przítico porque..mbra..declara que anão se confundem com esta interpretação autêntica a interpretaçlio doutrinal. não podem prever os casos extraordinários. Ordenações ICPunueZ. E. Coimbra 184Fi). 1948. Se estabelece um procedimento interpretativo ou integrador: a inserçao do preceito num parágrafo dedicado à interpretaç8o e o facto de se estabelecerem. acerca do valor das praxes e usos judiciários. sem grandes discrepâncias. 2 (Preâmbulo do Alvará de 12 de Maio d e í769..7@8) -o mhxirno representante das tendencias dogmzíticas inovadoras. resultasse pecado (Ordenações Af o n s i m s . Cf. Coelho da Rocha. aos lugares e aos tempos.aponte no sentido contrhrio.ou A. Fac. operando dedutivamente a partir de eprincipios gerais do sistema jurídico.. propõe a criação de um tribunal exclusivamente dedicado a esta tarefa ( o b . sobretudo. IIZstorú~Zurlip Civilis Lusitant.estabelecido. 3 e 16. C a CXI. o direito romano. n a falta de lei nacional. IX. Coimbra 1975. cit. Lisboa 1794 I. naqueles casos em que da aplicação da outra fonte de direito subsidihio. (ou Bol.

1841. (*'I Coelho da Rocha.... Sejamos justos. 32. cit. 23. mais adiante. mas selectiva ( " ) Perante esta dificuldade.Coimbra 1Su3i7). cit. cujas obras todos os dias n6s abrimos e consultamos~ (J. e que fornecessem urna directiva para a escolha entre v8rios critérios discordantes de integrar uma lacuna. sobretudo nota 128. 24.. «todos os nossos velhos praxistas estão recheados de muitos casos julgados. Institu+ções de Direito Ciuil Portuguêa t.. 43. Correia Teles propõe que s e apliquem os preceitos de direito romano cuja utilizaçáo em decisões anteriores dos nossos tribunais soja documentada pelos praristas e.. (lJ) Nisto. Cf. por exempIo. ("1 'Nas Observações sobre o Projecto do Código O%wi.l [Combra l@GiOi) : Aquele a quem esta (legislação estrangeira) flzer conta. mas acrescenta. entre n6s. Instdtui~ões. ainda no s&culo XiX há quem se lamente pela proscrição dos dois autores medievais: anão deve coligir-se deste par6grafo que na praxe de julgar deva ser reprovada qualquer opinião ou doutrlna. Braga da Cruz.cit..z Teixeira.82. onde se propõe. .4. Rmpnsta ds Reflexões do Sr.. pais a sua trecepçãos não fora global. dos Santos Ferreira. 911 e segs.. 16. td biblioteca do advogado*.. porem: o que Correia Teles queria n8o era wna pura e simples avolta a .. ainda. Commentario C?itico . (=?) Coelho da Rocha. Trib.lherme Mordra. de justiça» ( A .) ('O) knt6nio Luls de Seahra... depois de considerar o *caminho mais directo% dos Estatutos PombalCos ta que nos referimos seguidamente no texto) como saindit mais espinhoso».. o mesmo para dar qualquer sentença. que nos deva melhor conceitos (ImtitwP gáes . O Direito Brbs*tirio na Histeria do D i ~ e t t oPortuguês. cremos que pela primeira vez na hist0ria do nosso direito moderno. portanto. que 880 thesoums. ('8) Sobre a utilizaç&o. um retorno & spraxística. aliás j& apontada pelos ..1% A HISTORIA DO DIREITO NA. ganho ao positivismo d a escola d a exegese. Prindpbos de Direito MercanM e L m de Narinkla (Ljsboa 1108).. cit. para salientar a modernidade relativa das suas primeiras frases. A P o ~ m q ã odo Moderno Direito Portuguls e Brasileiro. declara preferir. nem pelo texto d a lei. n e m pelo seu espírito... pelo contrbrio. em Gaz. Curso cit.Wrtoloa. Ver Jose da Silva Lisboa... Instituições . !&. Tar11bC.. i") Apesar de a Lei da Boa Razáo n8o ter sido uma pedra no charco. por isso só de ter sido de Accursio ou de Bartholo A meu ver a revogação da Ord. Voltaremos a este passo. Dias Ferreira.. a citara naturalmente em testemunho de que a sua pretensão é fundada n a equioküe. entre as diversas disposições contraditórias dos códigos estrangeiros.wma autoridade.. ... e o Juiz fará.. 19. ae talvez a al.. salvaguardando a sua liberdade. Braga da Cruz. e. 3. uma interpretaç50 actualizante. .. 246. 248. H I ~ ~ R I A SOCIAL PRATICA DOGMATICA DOS JURrSTAS OITOCENTISTAS 135 Moderno Direito Privado Português c Braslle6r0... G . cit. nota 137.. 42). que se n l o apliquem aqueles cujo uso anterior não puder ser comprovado [Commatario Cdtbo . conforme as cireunst&ncias do caso. .. em Gazeta dos Tribunais. e G. 33.m eles pruclarnavarri q u e nem todo o direito roriiano tinha tldo um auso moderno^ na Aiemanha. 8Q) (") GuiIherme Moreira. cit.. (12) L i z Teixeira. 4153j . Curso de Dlreito Civil P o r t ~ ~ g u e cit. cit. O legislador pornballno não foi muito orfginal: este mesmo pretexto foi o escolhido pelos juristas alemães para pmmover uma renovação do direito romano em vigor no seu pais. dos c6digos modernos.. 246-247). do q u e antes era. (") Guilherme Moreira. ("1 Coelho da Rocha.. obra. ou objectiva da lei. . deixou a Jurisprudência nacionai em huum arbitrario mais amplo. SiIva Abranches.. 3. cit. Braga da Criiz. 22. será legislação estrangeira a que reger& nos casos omlssos e náo a sqplldabe! xArt. (''1 eVaiasco. ("1 Li. houve niesmo quem tentasse aplicar o processo historlcista dos juristas alemáes. Braga 1952).. serão decididas pelos princlpios de direito natural. cit. ver Coelho da Rocha. a que anos parecer mais análoga ao nosso s g s t m a de l e g i a l ~ d o .0 Se as questões sobre direitos e obrigações não puderem ser resolvidas. nem pelos casos anhlogos. clt.aos nossos costumes e estylosa. (2') Em Código Civil Annotaüo (Lisboa 1 7 i . Cddágo CivS Annotado (Lisboa 1870). Instftuições . ( = j Cf. mas a Sua substltulção por outros doutores. z. Doutor V4cente Fe~rer Neto P a b e sobre os Sete Primeiros ffapltulos do Projecto do Cdago C'ivll Português (Coinlbra 3&59)... 85). O Direito Bubsidiúrio na HistÓrU1 do Direito Portuguls. ('Correia Teles.. Instituêçõ es. 16ü). O Dirmto Habsidiorio na Histdria do Direito Português. alnda em 1... 1841. E.. bem pensado o caso.... (Ir). cit. Braga da Cruz. Outros textos significativos desta preocupaçáo de Correia Teles em G. reconhecidos por melhores... que neste parkigrafo se fez. fBO) Gui. IX. prevenidos em outras leis. Tentava-se. Institulçó ar.

Uma parte do direito positivo (positivo. o espirito que anima o sistema jurídico positivo). M. 1M1. de um artigo d a Gweta dos Tribunoes (1841): Todas as Ieis tBm tido mais ou menos relaçbes com o systema constltutivo da iNaçáo: quando este systema foi mudando e modificando-se as relações dos homens entre si . e. alterarão-se também as leis amoldando-se a esses costumes: daqul . cit. que o juiz que se recusasse a julgar sob o pretexto de silèncio. ter n a memoria ou no Peculio o índice acabrunhado dos Artigos legislativos? Não. Sobre isto. E neste sentido Interpreta Correia Teles muitos dos preceitos da Lei d a Boa Razão. Resta explicar como se filia este dogma nos pressupostos teóricos da escola alemã. os sentimentos j?&rédicos fundamentais da comunádade) aos casos que se pretendem regulGr. um todo expansivo. e 143 e segs. submetido a um Identico impulso espiritual.398. portanto. ( i . está bem visivel neste passo. sem diivida. p i a anbs não vivemos nuhl estado de pura natzi- . comme l& applwable et obligatobre .. Metodologia de l a Cienda dd Derecho. quanto a este particular. com a promuIgaçáo do Código Civil.0 do Code Civil determinava. 11. 348 e segs. em França. todas a s manifestações concretas do direito. . nem todas as norrrias estavarri expressamente formuladas. cit. 282.. a invocaç&o do desuso da lei volta a ser proibida e a doutrina romanística do error iu+ pode voltar a valer: xNingulm pode eximir-se de cumprir a s obrigaçbes impostas por lei. d aplenox: e tal <plenitude$ é garantida pela extensibilidade lúgica dos principios gerais que o enfonnam.Alemanha. 1. Savigny.) entendia que se devia rccorrer..1% A IIISTbRIA DO DIREITO NA HISTbRIA S O C I A L PRATICA DOGMATICA DOS JURISTAS OITCCENTISThS 137 textos romanistieos: Non omnium gune a mrcioribua constitt~tn sunt raCio reddi potest. por deduçáo. pela orscola da exegese.Lobão. aos principioa gerais que informavam o próprio c6digo e que podiam ser estendidos. 16. cf. o direito de cada época era um todo han-n6nico. esp.n (B6).. mas no estado social.. para integrar a lei. a que o jurista podia aceder de dois modos: ou investigando o direito consuetudinário ou -e é isto que agora nos interessa.. Privatrechtsyeschickte der hreuzeit (Gottingen 19671. D. 1. tem necessidade de entrar na espírito da lei. E s t a atitude perante o direito relaciona-se. O artigo 4. d e resto.. A influencia da descola histbrlca*. etc. Neste sentido. representa a erupção do Romantismo. o corifeu da tescola histórica* -que. (Gaa. 3..'I) 1Cf. obscuridade ou insuficiencia da lei seria castigado como culpado do d h i de jzdstice.estendendo logicamente os prbtcípbs que jormam a ossatura do sistema jurfdico expresso ( e que constituem. por todos. (. O do projecto. Dtgesto Portugser. ou com o do seu desuso. 19. Efectivamente.. p. Cattaneo. quando declara ser pref crível a aequidade absdutax .. assim.. e.. Entre n&. e F. Giz Teixeira. Inatttuiçbes .. 20. WmanPsmo . trad. Trib. as leis naturais. Karl Larenz. Wieacker. 101.. Mas ser& porventlrra bastante a o Jurleconsulto Portuguez conhecer essas pqas destacadas.) (Artigo 9. anbnitriu. cit. porque presente na consciência colectiva) era constituído por normas informuladas. 25. asslm. com o próprio processo histõrico: a burguesia conquistou o que tinha a conquistar. todos os casos jurldlcamente regulftveis. Como se sabe. antes. CP. concebia o direito conlo uma ordem normativa segregada por um histdrico espírito do povo (VoZksg d s t i .as diferentes pepas componentes do nosso Direito.1% e segs. regido por muitas Leis . as vivências jurldicas füudamentais de uma comunidade percorriam. a equidade deve seguir o rumo della. Esta concepção da <escola da exegeses marca o ponto em que o jusnaturalismo começa a assumir uma atitude conservadora. Dernolombe). Segundas Linhas sobre o Processo Ciuil (Lisboa 1817). (Barcelona (19@6). Segundo Portalis ( e tal interpretação era apoiada pelo artigo 9 . e..le Code N a p u l é v n lui-même. a aplicaçáo aos casos concretos dos princípios do direito natural) a *equidade hipotetica* ( i . ainda o $ 39 da mesma obra. . mza. Curso de Direito Civil Portuguez. de facto. e nao o que deveria seguir-se antes de a haver.. a todos os actos juridicamente reguláweis ( J e publie !m Cowrs de Code NapoEéim: j'ai donc p o u r bub ã'interpréter. consideré comme loi vivante. na .0 do C6digo Civil. 4 visivel a influência da «escola d a exegesep e da sua teorla da Interpretaçjo em Correia TeIes. em Commentario Critico a L i da Boa Razão (Lisboa e 1824). d'expliquei... e esse depende essencialmente d o conhecimento do Bystema que o dlctou: 6 este que lhe dá a sua cor e physionomia prbpria e natural. ver. O ordenamento jurídico abrange. cit. Delvincourt. o direito natural incorpora-se nos a c h l l g o s ~ e torna-se inoperante como fonte de soluções juridicas translegislativas. no domínio do dlrejto. para além disso. pela tescola histórl'ca~.12. E. depois eliminado) o juiz devia recorrer.. dada qualquer L d Givii. Sobre isto.. com o pretexto de ignorância desta.. apoderou-se completamente do pader político e depositou os seus ideais na reguiamentação jurídica positiva o legislador ideal tornou-se legislador histórico. <Discurso sobre a Equid a d e ~ .) ("1 O adogma da plenitude lógica do ordenamento jurídico* foi lançado no comércio das Ideias juridicas. mas a rescola da exegesew (Demolombe.) ('9 Definitivamente estabelecida a ordem jurídica burguesa.. Correia Teles. não tem lacunas. e Coelho d a Rocha...

o processo da reforma. mais modernamente. um texto de Coelho d a Rocha. e a que não deve recorrer-se nos casos omissos.. cit. (li)A moral que o Iluminismo tem em vista é a moral mundana. Corte na Ardeia e Noitm d s h ~ m 1619. a t é a <recuperaçãou deste direito foi tentada. Luis da Cunha Gonçalves. que procura extrair da norma a solução adequada a actualidade) do genero d a que ir& ser proposta. cit. Realmente. Mas. L. . cit.. AtrAs. ("1 Comp&ndBoHbtbri'co. produto de uma insufici4ncia teórica n a explicação dos fenbmenos sociais.)... p o d p Ser consideradas revistas universitárias.. ís') Francisco Rodrigues Lobo. Iltstdria da Univer. R a t w atque anatitutw sMtorurn socbtatis Jeszc.3) foi a principal medida refomadora de Pombal.. B volta de quem girou.... para outros fins.. 1868. parte f primeira. Tornados necess8irios pela expulsão dos Jesultas (1759) e pela PmSCri~áodos seus métodos pedagógicos (estabelecidos no celebre regulamento pedagógico da Companhia. e. aquela que procura investigar a vontade do legislador histórico) era de regra. ('9 Compêndio Histórico . de muito perto. cit. Correia Teles .. A felicidade no outro mundo (supondwse que ele existe.. ArangUren..138 A HISTÓHIA DO DIREITO NA HIST6RIA SOCIAL PRATICA DOCMATICA DOS JURISTAS OISCCENTISTAS 139 Este texto faz parte da introdução a uma série de artigos em que o mesmo autor se propõe fazer a histirria dos asistemasr hist6rlcos do direito português. Rio de Janeiro 1952. Nos ramos especlal~nados de direito com menor tradição unlversitária.e. por Binding. (") Teófilo Braga. 22. (6'} A publicação de novos Estatutos d a Universidade -que vieram substituir os Estatutos Velhos de 1553 (confirmados por Filipe II em 1612 e por D. tal afirmação 6 de notável modernidade.). . I& para os fins do século. pois o Iluminismo cultiva 0 cepticismo) d assunto para a religião. miada gelo mesmo Senhor para a restauração das ciencias e artes Eiberais nestes Reinos e todos os s e m Dmtnios (Lisboa 1772). em muitos sentidos o epígono da tradiçao jurídica pré-iluminista. Metodolog h. JoBo TV em 1165. 9. (lD) use a equidade é um princípio vago .. . (-1 Estatutos da Universidade de Coimbra compiZados debaizo da imediata e suprana inspecç60 de El-Rei D. pelo menos k m parte. menos O direito natural. cit. . o peso da pmduçáo científica alheia escola ié maior. ela náo representa apenas um eco da mgxima non ommium. act. Preluii d i o ~ a IV.. por Vitorino Magalhães Godinho. e a RetAsta de Legislação e J%risprud&cia. cit.. embora com ela concorresse (na eacolha do mito explicativo) a sanha antijesultica d e Pombal.... Sobre estes ver Larenz. C0imbra 1@71. q w e a maioribrs comtituta sunt. ( ' I ) C . e publicações dos novos Estatutos por elles fabficados (Lisboa 1'772). 7 . 16. - .3. vol. port. (I8) Todavia. ('9 Compendb Hkstorico do estado da Universiüade de C d m bra no tempo d a invasão dos demominados jesuitas e dos estragos feitos n<rs ciencias e nos professores. =I. Coelho da Rocha. Compêndio Histórico. Numa Bpoca em que a interpretaçáo «subjectiva» (i. em O Mdtodo Pedagbgico dos Jesuitas. das quais apenas duas ( O Direito. Parece-nos.viPidade de Coimbra (Lisboa 18%. o que acontecia era.trad. Moral y Xociedad . no sector do ensino universitAfio. por falta de adequados instrumentos te6ricos de anflise. Aranguren. mas não a sua interpretação correctiva).excelência e.. de Leonel França.. e directores que a regiam peius maquinações. 1558 . que a s dictou. sem modificar a sua aplicação conforme a s circunst8ncias e tendencias d a epocha presente>. 77. Estudo sobre o Artigo XVZ do Cdaigo Civil Portuguez. act. na verdade. Moral y Sociedud . ("1 CompBndio Histdfico... Cf. cap.. que n a execuçào das Ordenações e leis antigas atender a o espírito. não o é. sobre 0s quais estavam decalcados os métodos universit8rias do ensino. Os estatutos s a o precedidos pela n a m e a ~ á o d e uma comissao ( 8 Junta de Providência Literária) encarregada d e avaliar o estado da Universidade e de propor a B medidas adequadas 6 sua .. por isso.. Jo& I Nosso Xahor pela Junta de Providência Literada. 1M. à parte a escolha positiva do modelo explicativo... concebida como disciplina que dirige a acção em vista da felici'dade e do bem-estar neste mundo. A Estmtura da Antiga Socbdade Portabguesa (Lisboa lWi). Inst4tuiqões. cit. 18. H. 1860. portanto.. J. vai mais alem e acolhe uma interpretação <objectiva» (i. Além da produção sociologicamente muito relevante das revistas jurídicas. depara-se-nos uma sua afirmayão de que %muito errar8 aquele. que o antijesuitismo que se desprende dos textos fundamentais da reforma pombalina 8.. L. 13-T4). ao citarmos. Wach e Kohler. que náo se conseguia encontrar. Quem desconhece que um juigador comUniSta ou socialista decidiria as questões de propriedade de modo diverso do que a reputa um direito absoluto do homem?» (Chaves e a s tro. ratto reddi potest (que autoriza a abrogação da norma antiquada. outra justificação para os fenósnenos de dominaçáo social efectivamente existentes e sensfveis no seio da sociedade portuguesa. ('$3 As excepçóes serão as obras de Manuel de Almeida e Sousa -o jurlsta aprhtlcou por .. como o direito comercial e processual. (") Ibid. e. 15. cit.e indefinido. ('*) J.. J.

.. ajuizú. 282.. e trazerem muito pouco d a Polemica. (rn) Cf. repete-se todavia.. história da jurisprudéncia.1. formadas d a combinação de maior numero de ideas. 9 .. mas tambhm façam nellas o tyrocinio dessa mesma Pratica: se observar4 ao dito respeito o seguinte . VI. primeiro que tudo a s definições. e mais faceis de se entenderem: E procedendo-se delles para as Conclustks mais particulares. (''1 Compêndio Histdrico . I. IX. D VI.. I'') Cf. 93. XV. I a ITI. II. cit. e bem ordenados. ( W ) E8tatutos . cit.. cit.. i'i. cit. E a t é o recurso e a marcha do processo na segunda instância estavam previstos.. VI a IX. 11. pedindo-se-lhes que procedesseni a sua discussão e simulassem a sua tramitação em juizo. o direito romano continua a ocupar o prlmsiro lugar no plano de estudos (quatro cadeiras). X .. A Reforma Pombdilaa da Universidade (nótula comemorativa). muito esclarecedora. 111. 117. . Todavia. ('9 Compêndio Histórico .. (76) O direito natural náo era ainda ensinado senão em muito poucas Universidades d a Europa (Friburgo. I... 343%). Um pouco incongruente. outro em juiz. . Compendios breves. 3 i . (""1 Cf.. Hastdria cit. e para que a s experiencias do Foro possam ser proveitasas: que os Juristas antes de sahirem das Aulas aprendam não só as Regras... 172.. 11.. O resultado do trabalho desta comissão 6 o conhecido Comp&ndw XiatdrPco da tTnivm8i'dads da Coimbra t 1770. rconselheiro~ e sobre a s u a deontologia)... iII.I.. iii.. cit. Vi (1072).. por falta de tempo. noções sobre cada um dos ofícios do jurisconsulta -aprofessora.. TI. ao passo que ao direito pátrio é atribulda apenas uma cadeira sintética. Port. ("1 Estas regras v@.. que mais se ajustam à s Regras da Boa Dialectlca: Passando-se logo aos primeiros princípios. ("1 Entatutos . I. com referência aos principios gerais de direito. cit. . XI.Vi. VI. Coimbra 1972.. (75) Estatutos . li1. e as divisões das Materias.. 169. v01.. lbgica e hermenèutica jui-ídicas... (=) Estatutos ...em escrivão. cit. e excepções principaes. (") Estatutos . o professor nunca chegava a esta parte do programa. Gomes. com a criaçãn da cadeira d e Forma Judicial. claros. porém.. sobre a Reforma Pombalina. 1 a iiI. e sublimes. ii. Viena e poucas mais). e de intelligencia mais difficultosa~ (Estatutos.. 111. s e deu cumprimento aos Estatutos: cf. que a Jurisprudência Prática sòmente se pdde aprender no foro com o uso. erelatom. E. . m. e exerclclo de aplicar as Leis sendo porém necessArio para que os exercicios da Prática possam ser úteis.335 e 384). Ultimamente. cit. í..... e da substancia das doutrinas. cit. 416 a 411. dão exemplos concretos do que se desejava que fosse feito neste domínio: seriam apresentados aos alunos casos hipotéticos ou reais.. por trazerem precisamente as regras. da Rev. 11.. passar-se-ia ao capitulo da aplicação do direito (Estatutos. 11. - ("1 Estatutos . por se entender vulgarmente.. L.. 20. cit.a (Estatutos...mformnladas em Estatzrfos . 175. Estatutos .. o catecismo da visão burguesa do úireito. II.. II.. ('9 A situação está beM descrita por Teófilo Braga. 7.. e Compêndio Histórico cit.. rí. só em 181015.agora re'< putada por imprópria das Escolas... por se occuparem quase todos da Jurisprudencia Didactica. II a V (328a 3%).. Ors quaes.. IIT.. Verdadeiro Método de Estudar. Paulo Mer@a. J.apaixonado libelo contra a acção escolar ( e náo só) dos Jesuítas.. . mas também pelas indicações que d& acerca das inflltrações da cultura moderna europeia no pensamento português náo oficial (extra-universitário). em Jurisconsultos Portugueses do Século XIX.V . II. elementos de crítica textual do direito rornano. m.. a cadeira de História do Direito Civil Romano e Portugu8s (Estatutos. !") Comp&ndio RistÓAco .. 041 (") Pelo que se cria. com relevo para o silogismo judciPrio. 11. (ver &tatutos. ( 9 A instruçáo da Prática do Direito foi ate. com a preocupaç&o de regular a* aos últimos pormenores. redigindo cacusações» e <petições iniciais~.. Ti. principal bibliografia). F.» (Estatutos. e rematar-se-ia pela aplicação das noçbes antes ministradas A exegese de alguns textos (Estatutos. (") a. todavia.. Estatutos . Verney... Innsbruck. sep. e preceitos gerws mais simplices. erigindo um deles . por não misturarem o Direito certo com o incerto... Sobre o sentido político desta escolha já ficou dlto o essencial eles eram. 11.) ("1 O s Estatutos. .140 -4 HISTóRIA DO DIREITO NA HISTBRIA SOCIAL PRATICA DOGhUTICA DOE JURISTAS OITOCFNTISTAS 141 reforma. por se comporem unicamente do succo. que constituem a Theorica da mesma Prática. e de mmior uso no Direito. cit. aescritor~.. 11... logo no primeiro ano do curso jurídico. A. .. 117). I X ) . .. V I . aadvogado~... «O Ensino do Direito».II a V. 276. A sua leitura 6. sáo unicamente os proprios. aadjuntow. cit. e por isso mals complicadas.Estatutos . ( w ) Nesta cadeira começaria por se darem a teoria e a prática da interpretação das leis (lógica geral. Pedagogia. 11. e accomodados para o uso das Lições das Escolas.. outros em advogados. cit... ("I) Estatutos .IV. não só pelo que deixa avaliar do ensino universitário anterior. WI) (16gica jurídica.. Praga.. ("1 Compêndio Kisbarico.

cit. Foi. de M.. Se foi o clima do Paiz. segundo diz o pr5prio Justiniano.. para mais facilmente aprenderem os Principias de Direito. Reclatskenntnis snd Gesetsesft~at (Salzburg 19691. VI. 76 e 76. i Espanha. (") cDever5o puis os Professores ensinar tão sómente a Jurisprudencia por Compendios breves.. J. como se diz no C m p ê n & i o Aistdrico.. e a forma do Governo d a 'Naçáo. [*) A primeira e mais famosa e a obra de Pascoal Jo& de Melo Frefre. e accomodaòos para o uso das Liç8es das Escolas.6. 214.. ( B 3 ) e. l M ) .. Lisboa 1947. O s Descobrimentos e a Problemática Cultural do Século XVI (Coimbra.. 210. o Resumo Enciclopédico de definições e princípios gerajs da sciencia juridka (Ooimbra. cit. por mats que t ~ a b o l h u s s m por todo o dito tenapo nas ~ e f e r i d a sLições AnaZyticns. Institrtiomen Ju. [O" Paulo Merêa. XIV (1937-1%38). 1867). e Indagar&. e as Artes Liberaem (Estatutos... pelos mcndos do s8culo XM. Dozumentos da Reforma Pombalina. e trazerem muito pouco da Polemica: por não misturarem o Direito certo com o incerto. nem podia legitimamente ter. c Particular (17#). que Elles podem tirar das Escola8 Juridicas. (*I) Carta a 9 Francisco de Lemos d e L7 de Novembro de .15-11. As relações entre a cognoscibilidade do direito e a relevãncia do e í r o r turis estáo impressivamente expostas por Th. em J ~ ~ s c m s z c l t o s Portugueses cio SSBczdo XIX. (Compe'ndio Hbtdrico . Turim... as I%stite~Zçóes de Direito Civil Português (1W7). 237.Direitos. ( m ) Esta. e Lomhardo-Veneto.. V a I X . de Francisco Coelho de Sousa e 5. 57-59. ou o Fanatismo. e os que mais aproveitam aos ouvintes. que expor tão sd?nente.. 276).. ãtodos os Lentes juntos. o lugar. e o tempo da Lei.. Coelho d a Rocha. de (") Por exemplo... 1797. 184. claros.. e da substancia das Doutrinas.22). IB0) par xílti.%irnus a. por darem os principias mais unidos. ConapGndPo Histórico . Sí) o Digesto contém.exemplares (ainda hoje) Instituições de D i ~ e i t a Civil Portugt&s (1&44). e sobre os costumes: e a s alteraçries que nelles fizeram a Civilidade. Tratado sobre na Erecuçóes.. E observara também o que pôde a neligiao. e C~npitcllas auuàsas% (cit. c<Explorará com muita diligencia a s verdadeiras fontes.. o ensino d a história do direito sb se fazia ainda em Pavia (desde 1763). por s e ocuparem quase todos na Jurisprudencia Didactica. os costumes. c") rn.. Mr.ris CPziiTb L~dtami(17B9). ver Cabral de Moncada. ('@I Sobre a dependência do direito em relação Bs circunstgncias concretas em que decorre a vida d e uma certa comunidade h& textos tão expressivos como os seguintes (influenciados. e do maior uso no Direito.. Nas restantes T7nlversidades d s I t d i a 66 foi iniciado mais tarde (Bolonha. Tradução portuguesa de Jose Tavares I.0. ou se foi algum facto historico. 1.. e formarem o bom Systema de toda a Jurisprudencia. a impressiva e autorizada afntese de Ver. algumas Leh. ou a SuperstlçEto. cit..Aveiro 1960').. na pagina 49 faz a Aristoteles o elogio V b subtillis. para náo seguir os puros dictames d a Razho Natural: e faz-se muito precioso indagar-se a ocasiao. 70-71. Guilherme Moreira. sobre este ou outros tópicos. cit. Fac. . daquelles que ate podem causar revoluções ncs Estados. . Colmbra 193'1. (') CTomp&nd?OHistdrZco. I. ou sucesso memorável. em que consiste o maior aproveitamento. clt. sobre a mesma Legislaçáo positiva. cit. cit. sentir. o genio. nenhuma coisa fariam mais...9 Isi) Documentos da R e f o m a Pontbdina. no termo desta evolução. aSubs1dios para a Hist6ria d a Filosofia do Direito em Portugaih. que influi0 que elles. cit.. i (O" Manuel de Almeida e Sousa (Lobão).. e a s ..) ... a Histeria. s6 foi introduzido em 1873. 11. S. e com huma connexão mais perceptivel . Florença. naqueles países com quem tinhamos mais relaçaes culturais (Espanha. Lopes de Almeida. he necessario averiguarem-se a s causas. 20. pois. seguem-se as P~elecçõesde Direito Pdtr?o Pitbllco. 1873). iIi. numa situação de direita confuso e geralmente desconhecido como era a anterior.142 A IIISTCiRIA DO DIREITO N A IIISTõRIA SOCIAL P R 6 T I C h DOG1IATICh' DOS: J r R I B T A S OITOCENTISTLS 143 Assim. decerto. mas antes dizer: Pessimai> e outras de igual pormenor. quanto . I. publicados por M.. A . embora haja outras obras do mesmo tipo um pouco posteriores. Prefácio. 16 e segs. d a Silva Dias.. 11. 1772. i .. 1847. em BOI. (-1 Sendo certo que nunca se passava dos prirneiros títulos das lastitactm ou do digesto..» (Estatutos .. driedioclrs Bthlcca [ a de Arist6'teles) náo se deve con. e excepções principaes. são unicamente os prbprios. o caracter. por trazerem precisamente a s Regras.. Sobre as ideias filosóficas de Martini. o sentiào d a doutrina dominante acerca do errar izcris. (61) Aires Barbosa.. 1510 OCIO linhas de texto. (9 Documentos da R e f o ~ m a PombrUim.mo. e origens de cada huma das ditas Di~pos~ções. 1% e srgs.. pelas ideias osocioiogicas~-ousamos dizer.tuto% cit. uma td vulgarizaçfto e dlfusáo do conheclrnento do dirdto que permitiu alterar..Vi. E h Documentos da Reforma Pombalinu.. 234. Itália e França).de Montesquieu: e. os Estudos. e. Mayer-Maiy. Paio. e motivos que teve o Legislador. cit. qual he a fonte donde estas manáram. K O Ensino do Direito*. Antimovia. 'fs') Compendio Hist6rico . 167-168. O s quaes por se comporem unicamente do succo.. atribuindo a este uma relev$ncia que ele não tinha. jB. e bem ordenados.

a s penas que jt5 não direi atrozes mas cruéis. ~ e c u n d o . Mzn. e que não dependem das outras para poderem bem entender-se. A. Braga d a Cruz.-J. com o estudo oclinico~dos casos jurídicos.. e um sucessor de Pufendorf..909).is pátrias o s contos de bruxas e feiticeiras.. teve m a enorme importância por todo o lado.1 passo O dos estatutos em que s e torna obrigatdria a elaboração de comNndios 15 TI. como por degraos. SBo intorpreta~õesdeste tipo aquelas a que ele recorre p a r a excluir a aplicação chocante de muitos dos nossos textos legais de então.. e com uma tal deducçáo. com a s o l u ç ~ ocasuistica. 67). t a F o m a t i o n ..e intwpretação audazes e contorcidus. pelo facto de ele fazer escassa alusão B praxe alemã ( O Ensino do Direito. justifica a popularidade de Heinécio. e os principias de todas a s materias.. . aproximando-se um tanto desta Ultima ideia. admitirido tranquilairieiite a sua inaplicaçáo . ita deinceps (Petrus Ramus.. Lisboa 1815. e exactas... por M. 49). Instituiçõ es.. . aRegras p a r a a Interpretação dos Contratos. tA Revista d a LegislaçSo e Jurisprud@nciaz-. 334. ii . história do nosso direito. a primeira em a@ndice ao C o m m e n t a ~ nCritico. yobre tudo nos delitos que chamam previiegiados . 05 ('O') Que se pmocupavam. J. a s mutilaçaes de membros. (IM) Sobre este ponto ver Juristas Portugueses do S6culo XIX. . e apesar de v&rias recomendações posteriores neste sentido. . ou da teoria d a interpretação das leis de Domat dadas & estampa por Correia Teles. a1é..9 esb dispositio.. ou parecem tàcitamente a b r o g a r .. m a s todas estas materias s e achem nele dispostas pela ordem mais n a t u r f . e desconfiavam sobremaneira d a f o m u l a ç á o de detlniçdes e regras gerais.Cf.. os tormentos. yuae secarnda. pode s e r consultado n a m e m a c d c c t h e a . 12. 3 . o qual não sb t r a g a a s definiç6es mais claras. p?. V. de Rothier... (") (Eis a deacriçgo do nossa direito penal Peita prjr Pascoal de Melu: e. . existem a s de Francisco de Coelho Sousa e S 'Paio (Prelacções de Direito Pátrio Priblko e Particular. 101 ( i @ . Arnaud [Les Origines DoctrMiales du Code C v l Fralz~ak[Pa& ii lW)] 188: . Já o Compêndio HistSrico do Estado d a Uniuersidade d e Coimbra ( 1 1 T Z ) afirmava que c<he necessario que o Direito se ensine por hum Compendio completo.a [ni. 231. polic. 1 7 ) : a. quae %atura v i m a sulzt. . trad.a (olnstitutioones Izbris CriminaE. A Biblioteca do Advogado.) et (Im) Sobre os vários modelos sistem8ticos em uso nos séculos XVii e X W I . 139.. todavia. e m BoE. cit. ... de ele ser. que entre ellas occupem sempre o primeiro lugar a s mais simples. que mandavam aplicar o vivicombúrio (V.. V. alguns Ientes elaboraram ellçbes> próprias.) obriS gavam os professores das cadeiras sintiiticas B elaboraç8o dos respectivos comp&ndios. ed. port.64. e sublimes.. cit. 1 e 2. GIasson atribui esta voga à s u a latinidade elegante. Formosinho Sanches. à sua notável claridade. em l'&OB.. ele reconhece que e necesskria uma profunda reforma destas leis e. (lW) Pascoal de escreveu tamD6m o CompBndio d a cadeira de História do DIreito PQtrio (Histopia Iílris Mviais Lu&tmi. 15. n a Europa. Arnand. 4W.144 A HISTORIA DO DIREITO NA HIBTÕRIA SOCIAL PRATICA DDGIVIATICA DOS JURISTAS OITOCE!?TTISTAB 145 (") Sobre Johann Gottlieb Heinecke (Heihecio) escreve A. dust. cit.imo loco. singuladu perpetuo progreditur (Petrus Rarnus. cit. 532).... tarnbkm são confirmados pelas le." 9).. a um tempo. cit. M.. (lu) e. Coimbra 1793). Mdo.etc. cit..baZinos (ii. ao que parece. Impressas.eima do corpo ap6s a morta . e dellas s e v& sempre passando. (O) '* iifetkod~li. 4 8 ) . estas Ordenaçiies. 1 e segs. Viiley. a sua incornpar8vel fecundidade..w (loc. Paulo M e s a .. que. 452). q u e sElo havidos como provas verdadeiras e legitimas. o jurista gerniânico cuja obra mais se propagou nos paises românicos. a b universalibus ad . ficou a s e r a primeira obra expressamente decli7 8 ) que Cada 9..m de n8o estarem em uso. pa- rece deverem-se entender d a qu.péndio de Direito PBtrlo chegou a ser daborado e aprovado.. e bem ordenado. com que essas leis são humanizadas e acomodadas ao presente estado de coisas2 ( l o c .. g. que em toda a parte hoje os bons Principes ab-rogam publicando outras leis. Tratado sobre a s Eccecuções. A. Silva Abranches. ('O1) Coelho d a Rocha. cujo sistema respondia a necessidades prementes. prefkcio.. Textos d e Ektd&a do Direito Portugu&s. I O a segunda como publicação autónoma. u m a traduçáo de parte do TraW des Oòligatioles. (Coirnbra 1872). 167. Todavia.. Entretanto.isn. p a r a as mais complicadas. 1 & ' ... e G. as provas serniplenas e os indícios.-3. O príncipe dos jurisconsultos portugueaes~ (A.. '3.. ibid. a sua interpretaçso preceitos das Ovde~rtçõas v. ('"1 Os E ~ t ( c t ~ t 0Pom. Les Origines Doctriftades dz6 Cede C v l F r a n ç a k (Paris 1.. a s divísfies necessárias. de quem emreveu uma biografia e levou a cabo várias edições. Todavia o advérbio cruelmmts parece ali escrito em vez de atrozmente . Hespanha e 3. sobretudo. A s razões podem ser postas em dúvida e a importância de Heinnecius provkm antes. s6 o com. (Iw) Ver supra.. (Im) Manuel de Alrneida e Souse (Lobáol. VI.122-123. Q. n. 155. clt. a s multas pecunigrias inventadas para locupletar o fisco. em Revista de LegOslação e Ju+aSP-. l%) ('Od) P o r exemplo. um admirador de Vinnius famoso jurisconsulto francês do scculo XVILI). cit. D .

. 417). contém apenas o primeiro objecto do direito. Ver mais dadas biográficos em Francisco José Veloso. formalizadora e. reais) teriam. entre as quais. A sua tradução portuguesa esW publicada no Bol. passando.. que vem a terminar. na parte RI do cdireito de propriedade> e. ( I a u ) Coelho da Rocha nasceu em Covelas (Arouca). W õ e s de Direito C h i l [Coimbra 1954). ("O) Pascoal de Melo nasceu em Ansião. dos deveres e direitos dos cidadãos. desde deputado da Ordem de Malta e da Bula d a Cruzada. Mim. apresenta uma sisternatizaç80 baseada no nascimento. a tltulo de lente substituto. certos elementos necessários-os sujeitos.» (Estatutos.a do livro TV. 170 e 171. (Im) Cf. ajudado por um tio padre."" 163 e 164. Porque ainda que ellas não sejam ordenadas pelo methodo maia conveniente. Cabra1 de Mancada. em 1738. Seguindo seus irmãos n a carreira das letras. Doutora-se em 1818. I"') Nele t r a t a da teoria das fontes do direito."6 e 1M. uma Mografia jurídica do indivfduo: n a parte I trata-se da acapacidade civil*. ver. VIII.. ("'1 O sistema triparti'do não foi adoptado n a nossa codificação. ("#) E s t a ateoria geral* . Todavia. o ponto de partida &. ao contr8rio do que aconteceu em R a n ç a . Sobre esta sistematização. ('''1 Estatutos. 133. onde rege a cadeira de Histbria do Direito (na regência da qual publica o apreciado ErzSaio sobre a História do GoVt~noe da LegialaçQo de Portugal. n015 .em B19. a curiosa representação gráfica no final de Qus he o Codiyo CivQ dt. 118. mas anda parte do direito piibiico e o direito processual ( c f . 11. Dedica a sua vida ao ensino universitário.engenhoso. aí elaborou os iprojectos> de direito ptiblico e de direito criminal. Institeciçóes. que respeitam As Coisas e Acções~. 6 el. e posto que contenham muitos. as classiiicava e Ihes dava .acad&ieos da.. votada à elaboração de um cõdigo legislativo que substituísse as Ordenações Filipinas. e Demonstrntavo.. através dela s e encontrou o secwamum gen1t. A Teoria Geral da Relação Jurldica. e m virtude d a restauração absolutista é obrigado a s a i r d a Universidade e a exilar-se n a sua terra natal. ellas são a s que se devem sempre explicar nas Escolas . 5. Regeu várias cadeiras.. cit. isto 6. pela licenciatura em Leis (1817). finalmente. grande reviravolta política que coincidiu com a queda do marquês de Pombal. 151 e 162. i n. filho de rnn oficial do Exkrcito. provocado a sua nomeação para a Junta do INOVO Código. por todos. contratuais.Institutiones lu+ CiviEis. 3653M). ("') Coelho d a Rocha. a empresa não foi a v m t e em virtude de profundas divergénciari no seio da Junta.. sem embargo das grandes ventagens dos refsridos Methodos Natural. o que diz mais da seriedade dos títulos . Mia. Tendo resistido incõlume 9. o objecto. até membro do Conselho G e r d do Santo Oficio.. sucessórias. que lhe trouxeram grande fama. abastado lavrador.. c. criada em 1772. Liberal convicto.inicia a carreira docente como oposltor e ordena-se . Sobre a origem. onde advoga (182'8-1. a do livro 111. logo. onde s e matriculou na Faculdade de Leis e sete anos mais tarde s e doutorou. inicia os seus estudos... Tinha então 19 anos. embora fugazmente.. veio para Coimbra. 281. VIU. Orlando de Carvalho. em 1793. E r a a partir do modo de ser destes elementos que o direito a s encarava. d a organlzaçào judlclfiria e penal.. Seu Bentido e Limites (Coimbra 18. em que p6de o Direito Civil Romano ainda tella nestm Reinos. e também a ExplácaçGo da Arvore que Representa o Projecto d o Código CivfJ Portugaez. num título final. do que dos dotes de doutor.. pref8cio B tradução portuguesa das *Znstitutiones luris Gri&alis>. a de Direito P&trio. o direito das Pessoas. o facto jurídico.""168.s de todas a s relaçoes jurldicas. Todas a s relaçdes d a vida quotidiana (relações familiares. J w t . nos livros seguintes expôr-se-áo os outros dols direitos.NTIÇTILS 147 <Estas Lições Elementares serão sempre dadas pelas Instituições do Direito Civil do Imperador Justiniano..zam de força de lei nos casos. do ponto de vista do direito. Just. n a parte II..708).à qual s e chegou por sucessivas abstracçaes a partir dos negbcios jurídicos concretosconsiste na elaboração de uma versa0 extremamente formalizada d e qualquer relação humana para efeitos de direito. na parte N d a o f e n s a dos direitos e a sua reparação. .1b5 (196). 1841) e de u m a das cadeiras de direito civil.. Jwt. I. pois nela conseguia abarcar não s6 o direito civil.146 A HIST6RIA DO DIREITO NA HISSóRIA SOCIAL PRATICA DOGMASICA DOS JURISTAS 0ITOCE. desenvolvimento e significados dogm&tico e ideol6gico d a ateoria geral d a relação jurldica. (Estatutos. ahstractizante da pandectlstica. cit. Min.efeitos. Lisboa 1822).. volta à Faculdade.eita deputado substituto A s Cortes de 18201. (lm) *Este livrinho que ordenámos para beneficio d e todos vbs. pelo que se pode afirmar que ela representa o c o r o m e n t o de toda a obra sistematizadora.. já Vicente Ferrer Cardoso d a Costa. lnstitic&ões. Pascoal de Me10 coleccionou benesses reats. vida e morts dos direitos subjectivos. Restaurada a Carta. deve preferir-se o dos Livros Authenticos do Direito . prefácio do livro 11. T m M m o W i g o Civil de 1867 obedece a uma sistematizaçáo diferente.834). época. filho de lavradores modestos. As suas lições o r a s j& tinham. por asslm dizer. pelo Parla- . d a «aquisição dos direitos». nos n. Foi n a regência desta cadeira que publicou a s suas Institutiones l u r i s Ciziili (17B).. e grandes defeitos: Com tudo como sáo a s uaicas. no seu Projecto de Código Citil (1822). dos diversos sectores do direito público e. que go. depois de algumas interrupç k s . de resto. 456 e 461. em Bol. i")A tradução do livro i encontra-se no Bol. Nele. com o aeu què de .

três tomos e um suplemento. sUCs.819. Salvo uma curta estada em Coimbra. portanto. pelo que ao seu nome se veio juntar o toponímico alobáo*. J. etc. Direito Civil e Portugal (Lisboa 1826-18401). (i*) Sobre o valor desta obra ver Manuel de Andrade. s&o a N k t & lurc Civilis Lusitani (3788) e a s Institutiones Iuris Crinuimalis ( L : ed. um e Outro afirmam nos respectivos prefácios que exporão apenas o 4413 cmstiturn. 461. Morreu. Fac. p) J. Ver notas anteriores. considerado E um dos maiores vultos da ciência jurídica do seeu10 m. em 1817. nunca se afastou da terrinha onde tinha a banca. Pjnto Loureiro. 1853 a& 1. em Bal. .Pascoal de Melo foi utilizado no ensino desde 1774. 18 e se@. atb I) -. nesta colect8nea. Fac. são substituidas por este. em Juriscmtmltos Po~tugueseado Século XXX. Esboço de Uma Histdria da Faculdade d e B r e i t o da Cownbra. eds. 1789-1793.Eni 186. [*I) Ver Introduçõa Bibliog~iEficaà H@tbria do Direito Port ~ g & s . . (1s) Ver. clt. 1796. Brito a m a r a de e Manuel de Aadrade na sess80 solene comemorativa do cente=&rio d a sua morte.. cf. ondtmdo todas as opiniões de jure constituendo. Bacharel eni 1776 e doutor em 1777. Morreu em 1. adiante. 1794-1795. ed. 1794.. As suas publicações constarn de cerca de 10Oí)O p8. são aprovadas como compendio em 1853.7). separata do BoE. m r I . DMda'to de Coimõra.. w.. Dir. morrendo em 18501. sues. onde s e formou em caaones em 1762. Pereira e Souua era naturaksta e p e t a . 1849..matriculou-se em Leis na Universidade de Cdrnbra..ginaa impressas. PRATICA DOGMATICA DOS JUBISTAS QITOCEN'~ISTM 149 Ver texto citado na nota anterior. 1797-1800. da reforma pombalina Ao começar a sua carreira de advogado instalou-se m Lobáo.. ar. Fac. testemunhos do entusiasmo dos juristas prhticos por este tipo de obras em W. cansado e doente. Obra de grande Prestígio.mente ( n a legislatura de 183$). (''9 Manuel de Almeida e Souua nasceu em Vouzela em 1744. C o r r d a Teles. Bobre Coelho da Rocha. ( 1 2 3 ) Editadas pela primeira vez em' 1844 (oito edições ate 191. (Ib) E. (ln) Manuel Borges carneiro. filho de um farmacéutico e oriundo de uma família burguesa com tradiçdes escolares.0 do Cbdigo Civil. (Ix) Pereira e Sousa nasceu eni Ijsboa (17516).7. m 1840. Digesto Portuyuez ou Tratadoa mreitos e Dbrig&çães accomocà&O ds Leis e Costumes da Nação Portuguesa para Semar d a Subsidio ao Novo Codigo Civil. 1$53).. a Int~odwãoBibliográfica à HfstBria do Di7&0. etc. ver os d l s c ~ r s o s Braga d a Cruz. onde advogará na Casa d a Suplicação. publicados no Bol. XXVZ (*21) Q c~mpêndiode . que Paulo Mer&a considera justamente uma cobra aprec a v e l r [ e m Egboço de Urna Histdria da Faculdade de. 199 e 463. pelo qual 6 geralmente conhecido. junto de urn causídico afamado. Pinto Loureiro.. ( m ) bP. e que ele prbprio estampava no rosto das suas obras. eni Jilriutas Portugueses do i9éculo X I X . vem para Lisboa. Sobre a sua vida. que entao é adoptado como compêndio de todas a s cadeiras de dlreito civil e. 1841. cujo objecto passa a ser o comentário dos artigos 1O ao 138.. (Coimbra 1 . 1795. nas faldas do Caramulo. Trib. embora s6 tenha sido aprovado como compèndio oficial em 1805. Sobre a sua vida e obra J. Dir. incluida nesta colectânea. (1952). at8 (!!!). assim. tamhem muito famosas. publicado em i 1895. cit. tendo sido já abrangido pela reforma de Ponmbal. ~Joaquirn José Caetano Pereira e 90usa». (I=) Um dos melhores 6 0 de L z Teixeira. . com o tournant exegético do ensino do direito civil provocado pela publicação do cbdlgff. Alãm de juristist8. Frequentou a Universidade. a patrocinar os Crúzios numa demanda famosa. eds. da cadeira da Histõria do Direito. uDiscurso no Centenhrio da Morte de Manuel AntGnio Coelho d a Rocha>. *Manuel de Almeida e Sousa. H.. foi várias vezes reeditada (1. cit. Outras obras suas. Paulo Mefia. Ver nota anterior. antes. i'") (a3) 432-438. aí casou e constituiu uma patriarcd família.

rentemente enfocada: as palavras ciijo pe. IIá quem goste e quem se irrite ciirn o estilo dos Estatutos (e.o sentido. talvez ainda niais. orgariiza~ãointerna.se.? na análise eyiietcn~olfgica das ci2n. é de molde a irnpresoionar um hoitiem de hoje. no outro) um enforjur destr tipo 6 levado a cabo menos frequentemente: ou porque se considera que o valor do discurso ( a sua <verdade») não depende de uma organização formal rigorosa. empenhada. as relações aí mantidas no decurso da prática discursiva. tornando o discurso impermeável a certas delas.aiide iritroduçáo. mas não há quem lhe fique indiferente ou quem não o note.w e opacidade chocam não podem ser lidas como etéreas e transparentes. 1772) ( I ) . priricipalmerite. . na sua. de análise estilística e de rucjolinguí~tjca ou de sociol~ogia da literatiira (embora cçta ultima tenha andado. h ) Essa regiilaridsde p r o ~ k r n do operar de uma certa esfruara diseursiva qiie filtra as atitudes linguísticas posaivels. os Iiigares institucionais donde sc mantém o discurso. que se diga o que nele se s a i fazer. conio o dizem. que. e Estatutos & Z:aiiiersi&. têm d e ser objecto de lima segunda leitura que a3 interrogue na sua pripria espessura de eiiuriciados liriguisticos e n5o co~rio meros suportes de algo que está para além delas . i I Tudo isto 6 mais ou menos adniitido em relação aos textos piiraniente litcriíricis -fala. 1772. todavia.gariização dos cursos jiirídicosj.tiêndiu f M ~ 6 r i cdo Es&u~ulo Uni~ u da versidade dc Coimbra. já de si. Exige. Náo tanto pelo que dizem (que. r. pelo menos na parte qiie toca a oi.ta de lima série de prcssiipostos tecíric~se. neutra) para merecpr a atenyiio qiie suscita a forma literiria. Ao 16-los. patética.ria verdade. O U porque a 6ua forma é demasiado chã (apagada. A ideia condutora das linhas que seguem surgiu do choque que sempre me causa a leitura do3 textos fundamentais da reforma pumbaliiia (Cun~p. da prosa anódins e transparente dos nossos dias (em que as palavras se procuram refugiar num Rgrau zero. e c ) d porsível ligar esla estrutura às condições criadas por uma certa prãtica discursivn. o seu interesse seria milito dimjniito se rião se supuses3e que: Forma e valores nos Estatutos Pombalinos da Universidade (1772) Um ensaio desprctetisio~o n j o rncrcce uma gi. pelo menos. Yo domínio de r ~ r t o s discursos (ar~iteles que se situam entre o cliccurao IitcrAtio. entjo. cio. c o disciirso cie~itiSico. se esta leitura perguntar por uni asentido. rlominadora e livremerite... pois pal. até. ma'. ate. para n6s -habituados ao usilên. filosófieo~.ESTATL'TOS PO~XBALINOSDA UNIVERSIDADE (1772) 151 escondido na espessura do texto e não o sentido manifes~odas coisas ditas. este wr5 o (i) Os cniinciados tncerrain. mais ligada a o conteúdo do qiia i forma da obra literfirinj. e deixar pairar. coin o do CompêrirEw IlistGrico . Claro qrie esta abordagem ngo 6 inocente. E taml61n não soa muito excentricamente aos ouvidos do ~~gistcin610go~ crijus processos faz de parte o levantamento do sistema Iúgico-fortnal dos textos cieiiiífjcos e para qupm não é um problema estranho o da ligação . alguma reguleridade..cias Irlinanas). o que está por detrás delas)-.de de Coimbra. até agora. Ou. pela forma roturida. apanha-se iim «banho de estilo> (ou iim +hanho de palavrus~). Esta erupção do adisciirsox convida a uma sua leitiira dife. da prática mcial (problema da uconsci6ncia posaivel. num extrcrno.).~PS~F: sistema 8s condições concrcras da prática científica. faz o efeito de duche escocês. de que são elementos deIiriidores o estatuto ucientifico>z e social da quem fala.

a sua b impertinêticia neite miiineiito e o dewjo de pisar caminhos mais conhecidos 1eva1ri.a utitizayão das inuiúsculas. n t o parece liaver rnziies pura deixar de aplicar estc mktodo de questionaç50 do testo a cliçcursos como o filosíilico. &tema da enunciayão. A sua extcnsáo Foi drasticamente limitada. elemento. e.marcadamente Formal. tilios da E'niversidade í31.dos elementos ( e ncm de todos) rltir tradicionalmente se entende definirem iiin estilo. H. Superabundância que a a n á l i ~ emais niiúda. a nossa pri. sislema que. para além d e certas regras razoavelmente definidas (emprego de maiíisciils a seguir ao ponto linal ou dois potitol. d ) Fuiiçãu Iiierarquizadora. Todavia. Comecemos a análise por um dos elementos gráficos. . até. Coelho. embora conteiido certa3 regras de caráct.&fBALINOS D A CXIVERSIUADE (1772) 163 Toduvia. o uso da letra grande era largamerite arbitrário. moral.escolhi.0 a maiusculaçáo de certos nomes designati~lou de um genero os tran-f arma em nornrs prOprioa f v. Sabe-se que o uso da msiúsculn pode desempenhar várias funções no wi~1de um cniinciado. O passo analisado foi escolhido. sistema de formação das estratégias (-1. Snjya) . a partir deste. se nos aproximarmos mais deste aspecto do texto. aparentemerite dos mais inocentes de todos aqueles que podern contribuir para definir o estilo de urn texto . maiiisciilação dcis nomes próprioa).153 A HIST6RIA DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL ESTATUTOS PO. Elementos grAfico4. procirrei eiicnminhar a análise no sentido rla descoberta do 5istema valrirativo latente no texto e. E isso já tem sido feito por muitos e bons. ~uír. coelho. uma outra impressão nos atinge-a de que pouco há de comum entre as rryras qiie hoje ~itilizarnospara estabelmer o uso da maiúscula e a s q u e o texto analisado deixa supor existirem cnt40. pois a contagem das palavras revela uma maiusculaçáo de mais de BO pur cento doo nomes. como acontece quand.. sonoros e rítmicos. com a práe. pm relaçáo ao ohjecto designado. não deixa de definir uma certa estrutura axiológica da rjual 110s patenteia.nro de todos os sistemns integrados numa estrutura discursiva: iis- tema de formação doi objectos. elemeiltos muito signiIjcativos para a sua ligação com ri prática discur&-j\~a até. tica social da época. análise do texto em funçáo . apesar disso. b) Fiinçãa de estruturante sintáctico e métrico. ou seja. como mais significativos para os fins em vista. i dificirldadcs d r realizaçiio d e w projecto. os resiiltadoi não deixam de me parecer significalivoa. O EMPREGO DA MAIVSCULA Examinando de relance a inanclia tipográfica. tio exprimir graficamente as ccsuras einticticaç e: mei rí:cas do discurso .er .ao contribuir para a especiÇícação de certo obj. elementos rethricos. confirma. Mas.eyeitci o11 rle prestígio. E. Criin base liela$. Meier apresenta as SPguintes: a) Função de eotruturante visual (cr. a m i w c u l a ~ á or ndjectiz. de reEto.a. litrrários c 1íIgico4. de rt. en-i funsáo do carácter a r t ~ s a n a ldas técnicas de análise. finelmente. ao traduzir uma atitude - positiva.ecto designado. jiirídico. quase a o acaso. ineira imprrssão é a de siiperabundância das palavras maimculadar. etc. identificar [ o que não deixa de ser uma p ~ r i g o s atentação) certas caractericticas da príitica discursiva que o sustenta.irliiiln que a crítica literária tredicionolmente chama ssnáliçe ~:tilisticaa. aproximando-a ri. semânticos e siiiticticoo. c) Fiinpão indi~idualizadora.apío. o progresso da análise irá mostrar-rios o contrário: existe um sistema de regras que deEjriem o uso da maiúscula. Uma análije rigorosa destc tipo importaria o 1rvuntarnp.nir a que limite a aiiálise à investigação de alg~nnas das regras do sistenia de enunciação.coja consideração global exigiria iim estiido cuja ocasi50 não é esta. I>e todos estes elemeiitris . na publicidade) . nos Esta. sistema de Eoiniaçáo dos conc~itos.. l'amos mesmo iiiais lorige: a inipressGu que nos coltic é a de que.

33 ('). O seir leitor. nando progressivampntc tima sua atávica tendência para a tiierarquizaqái~. JurGprudencia C v l ii e Canonica.a iratureza polémica dou próprios Estatutos Pombalinos. d a d e a grafia retórica. Elle (Irnerio). muito menos ainda a de a utilizar corno e t r u t u ~ a n t emgtrico).um pouco como a antiga magia acreditava n o poder encnntatcírio . expresca -como vimos . da linguagem. duas últimas funções.4uIa. toriavia. . udistintivar [ l e t r a s (humanas). essa.de lima linguagem em provcito de um estado neotra e inerte da forma ( l i ) . A linguagem do silêncio e d a neutralidadc. Lingw Grega. portanto. g. o liso corrente (seja qual : for o uso canónico. Latinidrlde. ciilagão é esigida pela e~struturaç5o sintácticas. Textos. I'ar irltimo. toda a estratégia aiscursiva consistia na ordenaçáo da forma i transmissáo do conteúdo. com a s três pririrciras funcÓes: ou a utilizamos como estruturante visual (títulos d e obras. ~ L I Use reflectia só numa propericao para o liso muito dilatado da maiiiscula (ainda visível no Acordo Ortográfico). A3 lialavras iião se calam p a r a deixar falar a ideia. Jletafysica dos A r d e s .da de penhar -conjuntamente com o italico . no entanto.através da maiusculação. carreia. insulta. que visam simplificar o campo de ob-ervaçáo e reduzi-lo à maiusculação com intuito hierarquizador. deixar de pojá tenciar a paixáo da própria lingiiagem. como também n a e complexidade do seu ii'tema de formas de tratamento ( 5 ) .). Cujacio) c. uma reduçáo ' dos caracteres míticos ou sociais . uma língua c n e u t ~ ~ .uma f i i n ~ ã o aestruttrrasão visual» (legulejos. Quanto s. No estádio actual do Parttigués. O discur30 C ~ ~ S S ~ C O neste seriticlu. ou seja. o português torna-se. Corpo do Dircito.. Bartholo.e empenhamenlo do autor e do lritor não pode. Direito Romano. Corpo das Leis. Não é o silêncio.grande relaciona-se. Leis Commuas e Putrks. ainda -para alPm do carácter patético da linguagem barroca . Irnerio. a utilização da Ietra . Direito. clas Escritos. Sroltemos. Lições.ições. a líneria não se tinha por opalina e aceitava O poder modificador dos rignos . mas o pathos da linguagem. Decretaes Pontificirri. . Ecliiainos.elas se g a f a v a m depunham lias coisas todo O seu peso expressivo. já não representa uma atitude absolutamente geral. lurisprudencia. Seculos.<. ficam-nos as seguinte3 palavras maiosciiladas: E.dias. S ~ n t e n ~ a s Lei.A HIST~RIA DO DIREITO NA HIST6RIA SOCIAL ESTATUTOS F'OMi?ALIP:OS DA UhTIVERSIDADE (1772) 165 e ) Funçáo diitintivn. 302. O estado de prement. ao estabelecer uma certa indicasão do valor semâiitico de uma eqiiívoca (v. Estados. ori a usam03 para marcar os nonies próprios de pessoas e de lugares. 303. L+ões de Jurisprudenciu Ronzana. Ponhamos ainda de parte iirn caço em que a ~itilização maiúscula pode desem. comprorne~ido. banco. . Douior. Comentarios. D i s s e r ~ q ó ~ s . A s~r~~eraliundância maiúsculas no riosso texto não é da* estranha. nomeadamente o estabelecido no Acordo Ortogriifico) pouco a s . Nações. toda3 as palavras coja maius. Companhia) ('I j . nos quais a pletora das maiúsculas dava um importante c o n t r i b u t ~para o tom efectivo.Votas. companhia. Clossadorcs. de resto. depois do ponto ( o que. afastenrus 0 5 casos em que a letra grande exerw a s funçóes ciridividualizadera» (nome3 príiprioo. 61. Então esta assumia plenamente a sua funyáo valorativa: adjcctivava sem hipocrisia. Regras. 300. Leis.~colada Jurisprudenciu. Escolios. Letras (humanas j . i n c ~ n r a . a-~alorativa. só virá com os IIOSSOÇ . convence. ilccursio. piissivelmente. I. J'iloso]ia Pcriputeticu. tímida. abando. instrumental. não pode deixar de ser tocado pelas permanentes alusões a uma grande polémica subjacente: a polémica que se trava entre dois estilos de vida e de pensameiito qae se defrontam e cujas frentes vão da gramática 2 filosofia. airida o menos atento e informado. etc. Seculo Derinio Sexto. Filosofia. Banco . e Lugares (Jurídicos). ou como estrutnrante sintáctico. Elle (Accursio) .documenta. 9). barroco. a do portiiguCs clássico e. maiusculava sem pejo. principalmente. Clossa. As palavras e o modo como . em primeiro lugar. Feitas estas excIueões. uni disriirw era. A forma adapta-se. só nos nossos dias se praticará iama a u s k c i a ideal do ectilo. Irnperio Romano. Professor. principalmentp. mas auxiliam a ideia numa polifonia apaixonada. cadu vez mais.das fórmulas. 5 análise e procuremos avaliar o contrihuto yue a maiusculação nos pode dar para um levantamento do sistema axiológico latente n o texto dos Estntutos. Aleiato. Não era esta. Hisitoria da Republica c Imperio de ltomu.

para jh. 5 r 201. Sabe-se com que ênfase se põem em destaque. tcrassissirnos erros*.afralsas inteElig~nciasr>. 22). Elles (fitatutos). Logica (303. Jurisprudencia Civil. 111 grupo: o prestígio da tradiao eientifica (contestada) De entre a s palavras escritas com letra maiúscula é possí~el agrupar. 12). o único-. ao nível puramente discursivo. 211. nestas palavras. Escolas (v. tentemos o agrupamrnto das palavras maiuçculadas em grupos por detrás do5 queis esteja uma mesma tomada de posição asiológica. a uma atitude conservadora e a iimn ~ s c a I ade valore-s quet aceitando. Grega e Portugueza (302. I. Logica.iandoem que a maiúscula tem. bem caract~rísticas de uma crrta concepcZo do saber iconcr~tarnente. como veremos. l i ('{'i.vo do texto. I grupo: o prestígio dos saberes teóricos a p a f i a ~naiu~criladil de palavras-chave na t e r m i n o l o ~ a dos . 23). sempre que isso n5o se revelar muito ousado. 211..Assim.s>. Lthica. Latinidadr (300. Esta dualidade explicará certas das suas características internas. pela forma. 28. Esta6utos. Professor 1299. Antes.como Regras (301. o texto continua preso. o seu corpo docente ou a rua ~ c t i v i d a d e são graladas com letra grande: A d a r (299.156 A IIISTÕRIX DO DIREITO N A WIETbRIA GOCiAL ESTATUTOS POMBALIXOS DA UNIVERSIDADE (1772) 167 . toda3 aquelas que designam. os resultados do seu traballio são +poucas. 341. 22) e Leis ( n a acepgão de leis cirntifica-i) (302. 301.da concepção racionalista e iluminista do saber) . pois participa dos estatutos de testo legirlativo e de texto trórico (pedagógico. Escritos Juridkos (302. 19) (9 (j9. a conotar positivamente o objecto designado. embora haja muitos locais). todas a s palavras que ce relacronam com a escola. ao mesmo tempo. 29). irá perprtiiar. Histeria. 21 e 231. Antiguidades.atina. e 302. +5 apaixonadamente criticada. 121. 28. 1 e 9. os nomes de disciplinas ou saberes. 22). Para além desta maiusculação dos nomes das disciplinas e dos saberes teórico. destinando-. Lingua Latina. fazer a ligação dessa estrutura axiológica i. através deste seu sinal -que n ã o é. Retharica. que as cscolas tradicionais sao «antigas e barbaros». 4s~en. Sociedades. k'statutns T I grupo: o prestigio da escola O prestígio do? ~ a b p r e stróricos arrasta consigo o prestígio [Ia escola. uma maiírscula respeitosa ( I 2 ) nunca deixa de ornar as palavras qiic a s designam (mesmo o pronome pessoal qiie J ~ P S ~ s t ~ referido). 301.) e Filosofia Peripatetirn (301. ondr tais sal-ierrs são cilltivadoa e d i v u l ~ a d o s . em todo o livro 11 dos Estatutos.Vetata.isiius (301. condiç0t. 12diantcmos. fysica. /iistorirr ( d a Rmepublica e d o Imperio de Roma) (302. Mesmo no passo aqui analisado. isoladas ou conjuntamente. ~ x p r i m ~ ainda este prestígio da teoria m D.r. Mando. Rethorim 1302. como teremos oca~jã. metodológico) e releva. Ç). a exprimir o prestígio d e que este se encontra revestido no sistema valorati. Aperar disto. porém. Linguas I. mais detidamente.. ü o r ~ t o ~ e s Pdronos.ingua Grega (300. ao longo de todos os estatutos. Ethica (302. ao tratar da adjectivaçáo. 22. . são os seus seguidores tratados de forma muito rude. Grega e Portugueza. os quais nunca aparecem escritos com Ictra pequena: JurisprlLdencia (300. e C ~ n o nica (300. 14. 221. e 303. porém. cencerrada no discurso e.rsconcartante irnas muito elucidatira) é já a maiusculação das palavras que designam os elementos daquela tradição científica que. texto ambíguo quanlo ao género..ode ver. D peso da tradiçao permanece anichado nas srias malhas e molda tanto u rosto do Iuturo como os pro- . o tema da análise consiste em. etc. Filosofia (300. 341 ( " i . 14. 301. portanto. ~ i . lembremos o carácter diial do texto analisado.s desta prática discursira neste momento histórico.!pfim. r: lracas luze. portanto. Portador d e uma atitude científica ja enfaticamente inovadora. 301. 34. atotal i g n o r a c i a ~ . de duas prjticas diçcursivas distintasa prática legi-latira e uma certa prática teórica. Letras (humanas) 1300. 281. IG.e. .. Posto isto. fazer o levantaa mento da estrutura a ~ i o l ó . uma <função hierarquizadora~. os maJefícios causados a o ensino d o direito peIas escolas jurídicas tradicioiiaie. X~tudos Juridicos 1302.~urisias.flfeta/ysica dos Arabes (302. 33). g. I.

e. por detrãs deste conflito de grafia encobrr-se. tóes) . a o nível d o conteúdo. os cn~gregadoçoestatiitos dos l e ~ u í t i l. Corpo das I. npssa medida.corpoo da ciência jurídica da época. Notas.es de medida do tempo). . 23. portanto.s \aloragócs. O &. 30).. esses r ~ s u i t a d o shão-de merecer. por isso.4ssim. e Escolios (resultados do trabalho dos Glosadores) (299.científica) neotc momento histórico. 11. ate certo ponto. que lida corri outras unidad. g. por oposiSão a cespiritox) Pelo tuntr$rio. decorrente de unja outra yrstica discuriixa.se-ia de~crever.. -4. o ctempo. 24). O que ficou e qiie interessa. embora. a sua mtrutura discursiva dcixar. complrmentar do que acahanios de Eocar. agora. g. lima medida do tcmpo à escala humana (e. Até aqui. legadas pela tradiFão. rnigmático é o conflito entre a s gralias: Seculo (299. 161. e. que não está senão na epré-histórias dacIuilo que íicoii e que intrressa. a o nível da forma: os oiiropéis d a letra grande. apesar de tudo. Corpo do Direito (Corpus luri. 19. e desencanta grafias como Mini (302. Estatutos (note-se (JLIP são OS derrogados. 299. 550 outras. qws. 2 9 e 300. não mereçam *não insultos ( l J ) . Um aspecto. ~ explicasse e se por urna estrutura dirciirsiva deste tipo. dizendo pode parecer estrarespeito R um mmmo objecto (o tempo) nha a diverpgncia dc Uma hipótese de resolução do problrma pode ser a seguinte. tenipo (299. e as ((idades.tudos 1299. a rrg.158 A HISTc5RIA DO DIREITO NA IIIST6BIA SOCIAL pósitos inovadores qiie o texto veicula. intelligencias. C'ommen~rios (resiiltados do trabalho dos Comentadorea] (301. 25). portaiito. 241. sua outra rinturwa de texto legislativo. 17). etc.) (302. de facto. a maiúscula prwtigia a vontade do soberano e a autorjdadp do Estudo: Leis ( i r . Assim. 3 ) .. como a de um di.? (299. 25).. elas designam iim trabalho historicamentc situado. se não nte c n p l l o .. 6 o tempo liumanizado.?) (300. Textos ( d o Corpus I I L T ~ iS i l i s ) (300. Clossa C ~ (v. . 8 ) +R/le (Accursio) (301.. 22) e idades (299. Elle (Irnerio) (299. até do terrorismo linguística. 18). 300. E. 271. Direito Romano (300. rcveladns. 4. 300. conserilam u m sùlior nieramente cronolíiCjco. que recebeu os louros da e que se conserva. representam uma época da história humai~ã.s:. mas à lingwfien do Poder. são simples quadros da ei7oluçiÍo fhiimana ou natural). 33). 2 5 ) .uir. ~Yaçiic. r45 formas rnaiusculadas repie~ e n t a mmais do que o tcmpo. o Poder lisa de todos os meios. Situando-se num mesmo campo semântico -i.enohrecida pela acção do homem. V grupo: o prestigio da história. qiie constituíam o c.nsívris PP con~iderarmos [I tcxto analisado na . corno acçno humana Curioso P.. em tcmpo do abqolutismo polémico (como foi a época pombalina). 30). ela não sc iitiliza r ~ f e r i d ni histúria geológica ou natural. 29). 290. a exaltaçáo do homem - - IV grupo: o prestígio do legiskior e do Estado Disoemos acima que o3 Estatutos constitucm um trxto de dupla natureza. .) ] (302. Leis Comrnrras e P o ~ r i a s (302. não s90 prestigiados por qiialqrier lisrenteico semântico cspecíalinente apertado em relaçno ao homem e à sita acção. Escolas (Gloaadores e Cornentadorea) (302.eis 1301. temos: Doutor ( V. . 191. Nada aí aparecia que não c n i i b ~ c . de tal modo andando ligado av homem e a o seu mundo que significa tambfrn a própria vida mundana («sécolo».). digressões. até estes. 300. não pertrricrrn mais à Iingungeni do d e r . Estas a8 €r torrism compi-eí. E). 1 8 ) . 181. E.+curzo teórico. Elles [Estatutos s (derrogados!. . a função hicrarquizadora da linguagem vai mais longe. Quaiito às primeiras são invariavelmente g a f a d a s com minúscula (opiniões. assim. e 302. 301. potencia ainda o efeito que pretendemos tirar: trata-se da disparidade entre o tratamento gráfico das palavras designadoras d o trabalho em si das escolas tradicionais e o daquelas qu8eexprimem as rnaterializações desse trabalho. ~ . 300. como imponente tradição são os resiiItados materiais !e materializados em textos qiiase sagrados) dessa actividadr. as valoragõps que temos estado a levantar sáo as próprias da prática teórica considerada (pritica jurídico.. N6o arsim as que serãn. imperio (Romano) (299..culo é. scm difjculdnde3. E. g. 7 ) . conciliações. 13) c ~Wando(302. Seculo Decimo Sexto (301. ti).. 24). Sociedades (302. 3 ) . Mas. Clossadores (300. Direito (v.

alongas e impertinentes digressões~. apenas uma referência a uma grafia inusitada: luzes 1299. nompadamrnte da adjectivaçáo. 8). aarriscadissima emprezas. 6 tdiffusa e amplas (301. 27). yrlo uco dos adjectivo*. em especial. o primeiro briscava..) que a <verdades é bem mais d a tiva ou localizada do que se julga e que. para ultimo cumulo dos referidos males. <pouca$ e fracas IIIZPSS. não faltando também outras formas de quaiifjcação. comn a s frases Num tmto patético como o qur tcmos estado a analisar. tambkm não é certo q u e as ideias gnosioIógicas tenham sido semprp as que esta adjectivação documenta: durante muito t ~ m p o . údivinatória e cerebrinaa (302. Note-se que estes qualificativos não são inevitáveis. mas a mera probabilidade.). infitil. k l ) . aunica* (302. «incomparavelmente m a i o r ~ se muito mais funcstosn).). mediante iim exame semântico dos adjectivos utilizados.4LINOS DA UNIVERSIDADE (1772) 161 e da história. Ou se ligam vários adjectivos a qiialificarem uma m e m a coisa ou acção (aantipas e 'barbaras Escolla-9. (300. a atitude valorativa expressa no texto é histórica e dimana. amuito prejudicial. Assim. <longa a impertinente.em p r i m ~ i r alinlia. 27). L ) . talvez considerae~em algumas das qualidades de então como defeitos (v. 2). perguntados sobre as qualidades e os de.é-s da qualificação que o autor depõe e x p r e ~ a m e n t ~ no discurso a valoraçáo que faz da5 coisas. é asolida. 1301. permanece um método válido de construção d o saber (I7).MB. <arbitraria. 8). passemos a referir a estrutura axiológica da quaiificação. controvertida. desde o &culo XW. Como se d e . das a aeu respeito podem ser estendidas aos restantes saberc. os juristas que. . e esta era inseparável da controvérsia e do confronto de opiniões. muitos dos juristas de hoje.. d o específico <universo de pensamento. tragando. assini. 31-32). etc. da ciência do direito). se passarmos a encarar as atitudes em relação aos saberes em geral. <vã. A terminar. 011 SP usam perífrase^ em que o valor nfcctivo das palavras BP potencia mutuamente ( < a tudo isto acresceo.. embora por caminhos muito diversos. e ainda hoje há qiiem suponha (talvez com mais razão do que à primeira vista pode parecer . (301. a fidelidade. menos conctntradas. a adjectivaçáo não pode deixar dc srr abundante r enljtica. pela redundância das expr~~sões atraves das qiiaie sr: exprime a afeicão ou deqafeigo que as coizar: merpccm. radicado nas condicões da prática cultural da época) e.. feitos da jurisprudência (ou seja. Se esta Última se consumia nas estéreis e intermináveis discusoóes do bartolismo tardio e se rrrnatava na compilação e oposição das mais variadas ophiones doctorum ( l e } .o crithrio de validade em muitos ramos do conhecimento não foi a verdade. g. jendo certo q u e as atitudes valoratiras torna. M). ociosa. ou se utilizam os superlativos (abrevissimas notas>. vinham construindo o corpo do direito europeu tinham também uma ideia muito diferente sobre as qualidades e os defeitos da ciência do direito. etc. f"') Faz i ~ t o . Façamo-lo em relação ao as51into principal de texto -a jurispriidência --. por sua vez. 303. o qiiadro de valorps através dos q i i a i ~c ~ r t a irealidades são enfocadas. esse rigor que ia habitando já os conhecimentos . O emlifnhamento do disciirso marcam.. na natureza da prática juridico-científica nacional (que era o prolongamento da vigente em todo o Veio-Dia europeu). a targumentdçáo. A QUALIFICAÇAO Vejamos agora o qiie se passa no domínio da qualificação. acras5issimo~ erros». 131. cverdadeirait (303. em geral. prejudicial> (302. 303. 1 9 ) . seteccntista (este. N l o insistindo mais neste aspecto -que si> vem confirmar aquilo que a maiusculação j i nos revelara -. sendo boa. é atra\. E. sendo má. (301.s. tdisputável~ (301. cgenuina. 2. a inviolabilidade. cuniforme. d i e h (302. qui$á a áolidez. Por outro lado. 32. mas p o d ~ t ~ m b é mirtili~aroiitras formas sintáctica. A jurisprudência. portanto. incerta e totalmente dependente do arbitrio dos Doutore* (301. o que nau contradiz os dados ezseticiais da niliri- rliridência moderiia 1") ( I í ) . entendida no sentido de inflexibilidade) e vice-versa. :MO.. Z). uma instauração do rigor em todos os domínios do conhecimento. 1. 23).160 A HISTóRIA DO DIREITO NA HISTORIA SOCIAL ESTATUTOS PO.

de facto. L'A~cMoEogde du Savwir ( P a r i s 1969).Nomes. e diversidade de costumes das Nações mais modrrna. Reediçáo fac-similada em 1975. ( V Trata-se de Estatutos.. radica-SP a sua ilcpitimidade n o facto de tal escola niio ter tido . (") R. no meio de hirma tão grande alteração.do texto que. Lisboa 1767). Todavia. Num primeiro passo. Compendio de O~tho. I . e. 6 conhecida noutros passos dos Estatutos. nprn no conteíldo. 14). moderna» (pois <<se ensina A antigan é lente) e que expõe usuas doutrinas como próprias. e uniformemente> (301. 299. Também aqui. (*) Harrl Mder. o arroubo formal p d e veicular outras valoraçóes.iamente c o m ~ d i d a . 9 ) . fora capaz de faz1. A ma &ara ã a história.'dia. E. 261. Agora. 7 a 16. 23-28). 111. Luís F.% muito p o r ela. quanto à grafia lugar. ('1 C .-I. dade . mestre).. N e ~ t aaltura: já não será pocsível ler um texto igual a este. palavra tairibem fundamental na teoria das ciências da epoca e c u j s maiuaculação t feita noutros passos dos Estatutos.r lima Icitiira d o real adaptada 3 nova priitica social -.r/rafia. 56. Esta. e r a ) . tudo se tornara sólido e certo. 84 (1967).eliropeia -que coincidira coni a g ~ s t a ç á oda rnundividéncia burgumapassara e que o cspírito europeu se «esclarec~ra»-ou seja.2). Diccionario dos Bynon?/mos da Lingua Portuguesa (Paris 1. o primeiro número é o das páginas e o segundo o das linhas. (=) Michel Foucault. Roquete. 347 (197. Le De@ Zéro de Z%criture [Paris 1953. Note-se que. em Brotéria. 927 e segs.852) 5'04-5053. de plethrica de enerpia t0rnar-se. .o». ela tinha a particularidade de designar aquele que B aprofefisor B. Harri Meier. e caminhar milito por e l l a ~1302.ethodo. caminhou-. num compêndio de ortografia da 6poca ( F r . já 1105 finais do século seguinte. a grafia minusculada m. dava a ideia que se consumara o progresso da razão: antes.. Ia) Note-se. abalado . e mostra a dita Escola» (302. anos mais tarde.é certo . [J. que significam Sciencias. 49-70.pela convulsão romântica. aberta e iluminada a razão. P cit. em qiie se faz a crítica da cicncia jurídica dos primciros plosadorra. ('E No prbprio texto analisado aparece a grafia letra (dos Textos) (301. as evidências eram tantas e táo fortes que. embora não apareça neste texto. um tanto ingénua. nos dará uma noticia extasiada c. . 179. O processo 6 conhecido e não nos demoraremos nele. que a g a n d e crise da consciGncia . tudo era mobilidade e dúvida (e.é qiic. nem na forma. seguilla. se manda grafar com letra grande aos . como diremos adiante. rompida a unidade ideológica. 1) e <não ha. A rematar. 11. o mito da naturali. Luls do Monte Carmelo. É. corrrnte doutrinal) de jurisprudência agora adoptada wrá seguida cinviolável. que se tinham erigido na Europa. ou em ediçáo autdnoma ('Lisboa 1972).em conta o progresso liisti>rico (<explicar as mesmas Ireis miiitos Seculos depois de haver sido rxtinto o Imperio Romano. em ideologia. outro alprim caminho para a boa Jurispriidrncin. todavia. 19721. pois ahe a unica Escola. a uma função hierarquizadora. Earthes. 3ab' . 44 e segs. 4-61. m a também de otiirai exprpsoões . a neutralidade s e converte.da mundividência b u r p e s a . tSobre '.~moe pelo materialismo histGrico. Nas citações. advirta-se que. a funçáo distintiva não pode deixar de ser ligada. esta visúo epifânica que ressalta não só dos adjectivos a t r k citados. 167 e segs. Lindley Cintra.á em cnutelosa e NOTAS cl) Inicialmente publicado em Vdrtbe.que acertou com o ivrdadeiro caminliou 1302. senão o que descobria. 10-12).» ( 4 3 7 ) . d e facto.162 A HISTORIA DO DIREITO NA HIETÕRIA SOCIAL matemático c físico com os quais se faziam coisas tão Úteis como navegar pelas e i t r d a s c constriiir toda aquela k r i c interminável do instrumentos técnicos de que a Enciclopt. por muito expressivas. [Io) Note-se que a palavra professor nâo se limitava a designar o Indivíduo que ensina. aobre este último ponto. nos vários domínios do saber. (302. só veio a ser definitivamente comprometido sociolopi. de facto. em relaçáo a outras palavras do seu contexto sernhntico (lente. por vezes. E remata-se: <depois de se haver tão feliz. em differentes idades. . não resta mais do que apIanalla. Ensaios de FBologèa Rorndnka (Lisboa 1948). e prosperamente desciihcrto esta estrada.Formas de Tratamento' n a Língua Portuguesa*. em diverras conçtitiiiróes dos Estados. nem póde Iiaver. Ensaios de Filologiu Ron%Qnlca. agora. v a l ~a pena referir. neste caso. n história consome-se e o saber obtido ganha uma vocação de pcrpetuidwde: a escola (rntenda-se.

4.Se ~atendermos a o s) .7. 437) manda. Obras de enquadramento histárico geral 3. Manuais de história do direito português. ("1 Hoje em dia nota-se uma tendência para escrever século com letra pequena.3. Ideologia e Direito nos 86culos XVEí e X W . implicitamente. 2. 344 e 341442. Publicações peribdicaa e obras colectivas. Obras sobre temas gerats de história do direito português. nestes dominios. 4. que se escreveu e xos . Luís do Monte Carmelo (Compendio de Ch-thograf~a. Publicaç5es periódicas de interesse jurídico ou histórico-juridico. náo teremos de estranhar esta evolução. (") Pois a valoraçáo resulta também. 5. Luis do Monte Carmelo (Compendio ãe Orthographha. 3. 4. 5.1. Obras colectivas e edições de conjunto dos trabalhos de um mesmo autor. manuais.em Vértice. dicion&nios. ( l u ) Ver o meu uPrAtjca Social. Cat&logos de arquivos e colecç6es documentais.2. que significam Obras notaveis escritas. 6.cit. apresentam.1. cujo prestígio k grande entre os epistemologos e metodólogos contempor~neos. 440 e 441) manda escrever com letra grande inicial <os Vocabulos. 940 e 342. de elementos estillsticos aparentemente tão Inocentes como o anteriormente analisado. pendor anti-humanista que estes saberes. Tratados e manuais de histdria geral. repertórios. 3. Actividades das Cortes e trabalhos parlamentares. 6. tendencia que é mais viva rios cultores d a s cienclas humanas (sociólogos.4.2. manuais. 5. gloss&rios. Legfslaç&o geraI. 1. Obras de referência blbliogrsffca. abandonada se não representasse um cúmodo instrumento de referência cronológica. de que se tracta. 6. que significam Professores das Sci'enchsw. Publica~õesde documentos jurídicos.2. Regulamentos corporativos.1. ou os Objectos principaes do Assumpto.2... Bibliografia geral. ( ' j ) Bibliografia sumária de História do Direita Português SUMARIO 1. Fontes juridicaa. escrever com maiSiscula aos Nomes. . 0.2. 6. Recolhas de doutrina. Obras sint4ticas de histdria juridica. ( T z ) Em resumo.6. Prática Social e Direito nos Seculos XVm e XIXw. cit. 1. Direito local.. (") E o caso de Chaim PereIman e de todos os seguidores d a e t w r i a da argumentaçáo~ ou <nova retõrican. Diclontlrios de direito.1. 6. Obras sintéticm de histária geral. e ~ o n o m ~ ~ s t a.3. E r a a t 8 poSSive1 que. 6.5. por demasiado saturada de uma ideologia hwnanista.em Vértice. que significam coisas notaveis em qualquer Materia. (") (3. o que a maiúscula orna e o t x o respeita et B o facto formal da tradição e não o seu conteúdo mate&.3. 4. dicion8rios. 6. a palavra cséculon viesse a ser. por natureza. Colecções d e jurisprudência.164 A HISTORIA DO DIREITO N A HISSORIA SOCIAL (") Fr. mesmo F r .1. o meu rrdeologia. Bibliografia juridica. 3. ou Discurso. 6.Nomes. Enclclupéd'ias e dicionkrios.

. Processos civil e penal.1.I des é t u d w P'JrtfWais<s de l'Ins(Lisboa titut Françds au F'Wtuflal . Direitos reais. 7. . Direito internacional privado. Arq.5. 8. 10. .t&uim ãas d pões e Impostos (Izlsboa I l . Direito comercial.. SIGLAS Estatuto juridico das pessoas e das classes sociais.~ n a i s d a Academia Porticgwesa üa H&tóra'ai (Lisboa 19.3.) ABA ABP AOUP -Anais áas B i b l d o t s c ~e Arquhos (Lisboa 1915-19i47) 9. 8...2. Instituições penais e direito penal.. Rist. ~ ~ l e t i . Madeiva -Arquivo BAFIO Histdfico da Madeira (Funchal -~ 0 BDBCI EFDC - ~ l ~ d ei ~ ~ ~ ~ ~ k Pemiten&rüz ã o f m t r ~ ç dos Inetitatos G d m h o l o g h (Lisboa 1957-. InstituiçOes militares.) (Lisboa 1903- 11.6. 7. Direito económico. Arq.. Direito público. Direito sucessório. Direito de famiiia. Direito da8 obrigações.. AHP -A ~ q ~ i v o Wst6p. 7. Insi i tiiiqõzs corpornrivus.6.ico p"tUguês 1916) Y931.d~ ~ i r ~ ~ ~ g 0 . 7. 8... 8. -Bulletin . 12.2. Instituições administrativa8 e direito administrativo 7. I BMJ -Boletim do l i n k t é d o da Jus%a (Lisboa 1347. Ensino do direito.3.. ColoniaJ i ~ d ét.I ~ v q u i v o Bibl$ografhPortaolatesa (comde bra 1955.) .) 8-111. Direito privado. Pensamento jurídico e filosofia do direito.8. . 7.G e rCon... 7.. 7.) w da paculd&e de Direito de Coimbra (Coinibra 1914. Estrutura politico-jurídica do Estado e direito constitucional.. Hist.~ r q u ê v o s do ~ ~ t CuZbzcraE P o r t ~ g u d s f o Paris 1969. Direito internacional público 8.. 8.41-. Direito coIonia1. Instituições financeiras e direito fiscal..4. port.7 Instiruicfics eclcsifisticnu t! de nsslsIPncin piiblica.5.7.. ~ Hkt6dco ~ Bot. CO?.. 8..166 A HISTblIIA UO DIREITO h'A HISSÕRIA S O C I 1 L 7.1... -Boletim do ~ (Lisboa 1950-. AAPH .4. 8.

fornecendo indicações sobre os arquivos portugueses mais importantes. A aecçáo 1 compreende quer a@obras 1 sobre o direito colonial portugues. 1. MAiOL. I.. a secçBo ri. têm de s e iimltar a indicaçdes muito gen&ricaSe a uma selecção apertada das esp8cies. quer os poucos trabalhos Sobre aa instituições jurídicas indígenas.. As secções 1. em S. Esta indicação bibliográfica -adaptação de uma outra reaIlzada para uma publicação internacional ( Introdecctiwn b8Ziogt-aphique & Phistdre du d r d t et d Yethnologle jutiid1gue. A decisão tomada m foi a de náo citar aqui s e s o s cdições mais gerais. procura guia-lo na busca das fontes. A secção 4 é consagrada a obras gerais sobre história jurídica.Lisboa 19135- .Congresso .. . seja das inéditas. bem como aos trabaihoa que não são facilmente enquadrávels em qualquer das outras secções especialimdas. indicando o lugar onde o foram. aí encontrar6 um catUogo bastante completo das obras que publicam fontes documentais.DicionárM HEPM HMARSL do Mundo Português. Institut de socioZogie.asse de -Memórias C1 Letras da Academb das C @ de Lisboa.).A RISTORIA DO DIREITO N A HISTÕRIA SOCIAL .apresenta algumas dificuldades se se quiser reduzi-la e umas dezenas de titulos.. A segunda parte da recolha fontea jurídicas . No fim desta primeira parte. - . embora algo relevante possa ser tambPm encontrado em 8. n 75) : -História e M e m d h da Acaderniu Real das Sciencias de Lisboa (Lisboa 18161 6 W ) -Histdria de Portugal. -~euista da Universidade de (Coimbra 1912-. Mern6.) . A terceira parte desta indicação bibliográfica compreende a Usta das obras sobre os dhersos sectores da história do direito público e privado. fasc. vol. O autor crê que a leitura do plano ser8 suficiente para guiar o leitor na busca do tema desejado. rias e Comunicações (Lisboa 1040) d e Histdna de Portugal (Lis- boa 1963-1Wi1) Portuguesa do -Histdrh d a Expansh Mundo (cf. Para notíclas m i exauatlvas.7 (cdocumentos jurídicos. em que são listadas as publicações perlmcas relevantes e a8 obras colectivas sobre história do direito. os sobre o estatuto dos judeus e mouros.. nO 74) . 2 e 3 s%a secçaes de enquadramento geral da fnvestigação histórico-jurídica e. VnbersitB Gbre de B w J Z e s ) tenta compreender os diversos aspectoa do trabalho do historiador do direito portugués. Edição monumental (cf.8. finalmente..Revista da Ordem dos Advogados (Lisboa 1941. publicado pela Academia Portuguesa da História. & RaciJdaiZe i RFLUL RLJ -Revãsta de Letrua da Uni- versidade de Lisboa (Lisboa lQCB-. I . por vezea com o seu quê de subjectivismo. No entanto. seja das j$ publicadas. Classe de Letras (. em que a recolha n&o inclui senão a s publicaç5es mais significativas. nessa medi&. pelo que al possa Iiaver de arbitr&rio.1... os sobre a inquisição em 7. C&mõra Quando houver mais do que uma edição. aiem disso. o hístoriador dispóe do Guia de Bibtiuas grafio RisfóTéca Portuguesa..).I -Rewista de Direito CCoimibra 1945-. poiltico-juridlca do Estado e direito constitucional^). . o número de páginas indicado é o d e edição marcada com um '. que ainda nRo foram sistematicamente reunidas. dedicada aos instrumentos do trabalho histbrico. O mesmo se diga da subsecção 6.3 (<direitos reais*)..) ROA -. Editor John Gilissen.) RR e Bstncdos Boçiuis misto de HLstdrio (Lisboa lBl82-1BZ8i8 BFDL -Redeta do RacukEade de LXreOto d a Universidade de Msboa (Ltsboa 1917-. Sobretudo para a s fontes histbricas do direito local. procura informá-lo ncerca dos trabalhos disponlveis mais significativos sobre cada um dos sectores da histbria juridica. deve acrescentar-se que os tftuloa mbre o feudalismo foram incluidos em 71 (aestrutura .

203. 3. e segundo ofl titulos. SERRAQ. s (1921).IndicaçOes bibliográficas eventuais.. 7.). 1914-1917: Amis das B4bliotecas e Arauivos.. Boletim do Wblioteea da Universidarle de Coimbra {Coirnbra LW8. E W l o p W h hso-Brasileira de Cuttura (Lisboa 1963. Nova vtrsáo alargada e enriquecida em publicação ( A Hiatariografia Portscgwsa.üos d e . 1 1 Bibliografia geral. Bibliografia juriãim. SlYA. 4. PublicaçLo da Academia Portuguesa da História. 5.:Precioso guia. informação bibliogr8Iica cuidada. Jorge César de. 828-31. COSTA.963-1871) 4 vols. Presentemente. Continuado por Pedro Wenceslau de Brito Aranha (Lisboa I--1923) 22 vols. 110. Hbtorka.2. 1~~0-19ap). Guia de BibZiogmfla ARstóríca Port26p1e. A Bibliografia Portugwsa. AplbaveOs a Portugad e ao Brm-iZ.. VTLi + 340 pp. 1. 34735. No que respeita bibliografia histbrica: . eHist6ria do Direito.. em Annales. 1.1 5 ~ Ó l e t l mBibEhgrcifico da Baliotecn . 19.). ABA. vol. . 3 (19431. Em publicação (Lisboa 1871-. Doutrina e 0%ticn. Júlio de AImeida.. MACHADO. Sibliografia crltica. .. Dicciomlio Biblwgraphico Portuguez. 3 (1922) 41.s~.dioso de histbria medieval (. Guia Biblloy~djico ao BicduIWido B b i ilo gráfico de Inocência Fran. Biblioyraphácc Hwtorica Portuguesa ou Catalogo Yethodico dos Auctores Portuguezes Que Tractaram tia Historia Civil. .). na falta de indicaçko d e autor)....27. 1.).8W~1935e Coimbra 1985-19673 4 vols. Existem suplementos e um índice fordenado segundo os nomes e apelldos dos autores. CatÉdogo muito completo. Guia. Indicaçõe8 bibliográficas muito cuidadas no fim de cada artigo..i>al POTtugacesa (Lisboa 1969). Rhtórèu Breve &i Historiografh Portuguesa (Lisboa 1@62). Em publicação. F*m publicação. vol. Inocencio Francisco.. Direcção d e Cochofel. Em . António Joaquim.. 2. Tentativas mais conseguidas de organização de m a blbiiografia geral portuguesa. 17. Introdução de Guilherme Braga d a Cruz. e das Obrccs. Cevalisatiolas. Hbàiotheca Lusitana.). Estw. ANSEZMO.cuIos) (Lisboa 19591. tLe Portugal devant l'histoire. Már~u. L)NP.. Cpitica e ChroaoEagba na Qzcal se Gomprehende a Noticia dos Authores Portugueses. I. 316 pp. 285-indes. Bastante pobre. ..0). publicação.e não s ó medieval).. Cuidada informação bibliogr&fica. XXVIX 4782 pp.. I (colecções de fontes referentes a várias épocas ou sé. 6G (39681 205-13. 108. Os trabalhos mais importantes são: 18.MARQUES. 2%. Nomes anteriores da mesma revista: Arouivo BibJwnrlrfko d a Bi. Boletim Internacional de Bábliograf4u Luso-B~auiEeQa(Lisboa 1960-.São de p a n d e utilidade as referencias e as informaçbes de: Dtcbncírio de Histdr4a ole Portugal.1 ~ . . da Universidade de Coimbrq 1914-47). Esta revista continua oc:raa sérlas com designações diferentes (Anais de Biblwteciis e Arquivos de Portuoal.cbco da Silva (Coimbra 195eO. d o Estudnnte cde H b t d r i a Medie. 23. . e Rio de J a n e l ~ o 1Q35). Ana* de Bibliotecas e Arquivos de PortugaZ (Lisboa 1961-. Diogo Barbosa. C6dZgo CiviE PortuguQs.2 (Lisboa 19661. esta publlcaç8o encontra-se suspense. Emesto. 120 pp. FIGAINIERE.2. l3conom~es. 6 GODI'NHO.bllotsca do Unáversidade de ~ o i r n b k . SILVA. 1.RES. do estu.. Grande Dicioniííio de Literatura Portuguesa e de Critica Liteldrkz. que Compllserrio desde o Tempo da Promulgação da Lei da Graça a t é ao Tempo Presente (Lisboa 1741-1759I*. 91 pp. Politica e Ecclssiastfca Destes Reinos e asas Domhlos (Lisboa T#0). 1..). Publicações peritdicas sobre a bibliografia e organização d e arquivos: Arquvvo d e B~bliagrafiaPartugziesa (Coimbra 1956. Verbo. Em publicaç&o. Obras de referência blbliogrtLfica.. Lisboa 1972. 16. í <1920). Direcção de Serrão ( W boa 1. BFDC.BociÉt6s. . ExposiçEo Docuncsnta. t a m b h em <Temas d e Histbma do Direitos. Grrs~deE%dclopBdia Portaaytma e Braçilsira (bisboa.

DTFFIE. 222 pp. n. Johannes-Michael. durante alguns anos 11944. ) . RAU. MArio Alberto Nunes. Coing 1l3and 1. «Arquivos d e portugaK Lisba. eportugat.. Manuel Paulo. de Alrneida l?ERNANIXES. URUZ. Ant6nio Joaqulm.Lisboa lBCú). @2) M 39. 211-74.D 1. . 15 pp. de Oliveira.. Em esoeciai a secc. 27. e A. 599-602.1 ~). aNotfcias dos Manuscritos Jurídicos do Fundo Geral da Biblioteca Nacional de Llsboa. no primeiro. 1. 7-48. 1 Teilband). P. 25. Le Portugal méd+temanéen a b fin de l'ancien régime (cf. (Coimbra 1957). rata. 1 h pp. eBúmula Histbrica da História do Direito PortuguBs: de AndrB de Resende a Herculanor. WOLF. 360-1. Obra actualizada com indicações muito bteis sobre a organização dos arquivos mais i'mportantes. Sua Hktbrla.Trabalho que. Manuel.tambtm em Estzldoa de História do Dirdto (Coimbra 19231. 40. O Amhivo &a Torre do Tombo. S C ~ António Barnabe de. Bibliografia fundamental sobre os arquivos de Lisboa (sobretudo acerca do Arquivo Nacional da Torre do Tombo 1: S. 272-92. 1947. A B4bldografla Portfbguesa (cf.5 vols. 1519-1842).W . ed. António. Band. 22. Pedm de. 29.4. ed. A~quivo Nacio& da Towe do Tombo. Guia do Estebdante de Hlstóna Medieval Portuauosa fcf. Spaien und Bortugab. SiLJ3EiRT. pela sua minúcia e grande rigor. %. NSEZMO. 28. frequentemente sobre obras de história do direito. BFDC. 40 m m A . Corpos Que o Compõem e Organdsaçáo (.O $30). públicos e privados pode-se utilizar: 26. 32.Die Gesetzgebung der entstehenden Territorialstaaten*. 34. 73 pp. 34 (19681. Antbnio Mesquita de. IntroducEion.. 2. Inventvirio dos C6dkes Alcobacenses da BfblPotaca Nacional de Lãsboa. E'rankreich. Band. SecçSo consagrada aos catálogos de manuscritos e aos guias de cdecç8es de arquivos. s. ~ 21. Aibert. 3 . n.. 24. The principal depositori:es. 216 pp. Coing (2. 25 (1876). 216-28 et 6 (1920-11. posteriormente. em Hamdbuch der QueEh und fiteratur der neueren europaischen Privatrechtsgeschichte. Actas do Col6uub Internacional de Estudos Lecso-Brasale~ros (Nashville .ii-436-LX. Exposição H b t d r k a do MiniatBrio das Finaqas (. sob a responsabilidade de M. Enciclopddia Luso-Brasileira de CuEtu~a(cf. 5 (1918-201. HCPLTHOFEIR. Biblbbheca L&tana . . 9 (1%7). Introdução de A. N 2 .rm%n. CQ5T. Ernst. O BFDC e a RFDL são bastante ricos em notas bibliográficas. MBrio Alberto Nunes. Antbnio H. d e resto muito marcado pelo hipercriticismo d a epoca em relação aos autores tradicionais 6 Diogo Barbosa Machado. lOa-l.. Xvi. DIAS. B indispens&vel para o estudo do direito desta @oca. Manuel Paulo." 81. dans Ouide of the diplomatic archives of westara Europe (Penn. 339-94. 201-6. B.2. Indice G e r a dos Documentos Gcmteudos mo Corpo ChrolaoZogbo do R e d Archtva da Torre do Tombo (5kboa 18451. editado por H. 2 vols. ME?RBA. 96-106.em Scientia Iuridica.. FIGELFLTDO. A. por vezes mcorrectas. da Cruz. naa I). @Legislação e Jurisprudbncia em Portugal nos Séculos XVI a X m . CatAlogos de arquivos e colecçõeri documentais. YCHOLZ. A principal fonte deste ensaio de bibliografia jurídica.. em Hatrdbzwh der Q~belZmwwd Literatur . para verificar a s referencias. 80 pp. Mer&a e. 37. f. (cf.. 1946. F. Avellno de Jesus da. Actas do Colbquio InternadonaZ de Estudos Lwo-Brasileiros (Nashvifie 1953). BFDC. ~ D i eLiteratur zum gemeinen und partikularen Recht in Italien.Lisboa 1952). 33. Roteiro prático (Lisboa 1 ! 2 . 1960). Btbliographo Juridico Portzlguez (Lisboa 17&1). n 131. vergleichende ~ e c h t s w i s s m c h a f t (1023). AZEXJ3D0. Zeitsch.271-1303. Teilband. n O 2 ) . <Arquivos Portugueses». Demétrio Moderno ou O . Fontes e Literat u r a ~ . 41.A HISTbRIA W DIREITO NA HISTORIA SOCIAL BIBLIOGRAFIA 173 20. CARDOSO. COSTA. Virgínia.. 517 s s . COSTA. %Arquivos Portugueses. aeparata (Braga 19%). de G. P a r a a enumeração dos m i importantes arquivos poras tugueses. Baiiey W. 31. e Antbnio Baião. Trata-se da versão portuguesa dum texto integrado no H w d b u c h der Quellen und Literatur der neuemm mropüischen Privatrechtsgeschichte. Prindpios Gerais d a Eliaborrrção de Instrumentos d e Trabalho e m Aq~Qeiolo@ (Arquivos Públicos e Arquivos E'cles&castícos/ (Coimbra 19661. Verbo. aSibliography of the principal published guides to portuguese archives and librariesw. ABP. 181-8. 22247 et 55 (iB59). O 30. Coing (2. F. &Die Erforschung der nationaien Rechtsgeschichte in Portugal».. TI. H. Luís Fernando de Carvalho. ao qual se deve recorrer . DHP (cf. 2. MARQUES. .80 Arauivo Hist4rico do Ministhrio das ~ i n ã n ~ a XI-XII. 116-9. o. de Ataíde e M E L 0 (Lisboa 1930-32). 23. manteve-se mesmo.3 M9-218. aincunabulos do Arquivo Na6 sepacional da Torre do Tombo. 406-201) uma secção de recens6es de trabalhos histórfco-juridicos. H. n.

ACCP. &Arquivo Nacional d a Torre do Tombo. António Manuel. 89 (1932). 11'8-220.' serie. e 58. 1 (Lisboa 19611. 4 0 s ABA. 311-86. W. 350. do Arg. PE'REIM. e Maria Fernanda Gomes d a SILVA. 518. 2. 31'5 pp. Fr. 4â. + 69. separata (Coimbra 19631. RAU. BBUC. 1 (1936). A r q u h o Coimbrão (1a23-4). 86 (1964). Vol. FONSEiOA. 63. 18508-711. Arquivo (0) eBelra Alta)).961). 61. 59. 84 . IRJR.GoZmbra (Coimbra 1940-713. 463.%fanuscritos do Arquivo da Cava do Caduval Respeitantes ao Brasil (Coimbra 1966-581. CatáZogo da Colecção de Mbcelâneas d a Biblioteca da Universidade de Coimbra (Coimbra 1967-71). Bol. 139-52. õ8. 56. áorganização dos Serviços do Arquivo Hi. c 0 Arquivo do Conselho de Estado. Inventário do Cartdrio do Cabido da 86 do Porto e dos Cartórios Anexos (Porto 1936) 11 X4 + 253 pp. secclo 2. xInvenkArio d e Alguns Manuscritos e Impressos d a Biblioteca Pública e Arquivo Distrital de Braga. 60. VLIT + 6&0!pp. 9 (1... publicados I a XVII. 33. Martinho da. Conde de. Edição da Academta Portuguesa da Wistária.4 HlSTóRIA ECCIAL BIBLIOGRAFIA li5 42. 679-708. Conde de. Alberto. Catálogo dos Manuscritos da BàbEioteca da Universlàaüe de . 157. 187 pp. Manuscràtos Portugueses asa Referentes a Portugal na Biblioteca Naciomà de Pada (Paris 1969). da Silva REGO. 189-2132. Catálogo dos da Fazenda da Uttiversidade de 32 Arquivos do Alto Mihho~. Jose Branquinho d e . Index indicum. t. Panduronga. 61-138. Rkt. 3 ' . P. alCatálogo dos Manuscritos do Arquivo Munlcipd de Coimbra)).. XXI-283 pp. PISSURLEINOAR. Sobre os corpos judiciários e notariais de arquivos ver: 48. José Branquinho de. CkRVALHO. 52. XVI-753 pp. c<Nanuscritos das Bibliotecas PUbIicas de França Referentes a Portugal». Col. 55. 9 vols. ROSAFUO. 4 0 s Arquivos do Vaticanoa. em Estudos Histeicos. O. Vila do Conde PLisboa 19761. Joaquim Verissimo. 48 [1972). 448. SAMPAIO. TOVAR.637. Catálogo Resecnaido da Preciosa Co7ecção de Manuscritos da Casa do Cadaval (Lisboa 1915). PP. Manuscritos d a Ajuda. 188: separ a t a (Coimbra 19241. 51. SERRAO. Municipais Portug86eses. publicados.. XXTV a XXVíI.st6rico Colonialu. GUERRA. 235. AL'MECDA. 4 (1927). 43.Instituto. 5 (1924). 9 7 248. 17-83. . Joaquim Heliodoro da Cunha. 54. Cathalogo methodico dos Manuscritos da BablPotkeca Publica Eborense (Lisboa.tl~aPortzagt~eua ( ~ C o i b r a 1826). <<Catálogodos Manuscritos de Simancas Respeitantes B HistóTia Portuguesa>. aCatAlogos de Nanuscritos Portugueses ou Relativos a Portugd Existentes no Museu BritBnico. 47. 44. VI. 1% pp. 49. João Martins da Silva. Roteiro dos Arpecivos d a Indio Portuguesa (BassorB 19551. Ensaio d e Um Manual de Heuristica e Arquivoiogia. Virgínia. I. e Armando Carneiro da SILVA. Eurico. Manuscritos dos séculos X V I e XVII. Arquivo Coimbrão.pIomá. t. 48 pp. 62. h s i t a n l a Sacra. 76 (1933). 9 (19711. 139 pp. HEISPANHA. A Isalas da Rosa. em Estudos Históricos. AZVES. 86. 251. Prefácio de A. 51-88. «Catalogo dos pergamlrihos do Archivo municipal & dvora». SERRAQ Joaquim Veríssimo. Luís Teixeira. 464. António do. XIX. 45'6. DRstrital d e V k e u e o Seu Recheio Dommantnl.174 A HLSTORIA DO DIREITO N. 277. 1 (Lisboa 1M8). 113 pp. 267 pp. P e r g a m i ~ h o sdo Cartório Coiwabra (Coimbra 1880). Conde de. Os . GAMA. M V A R . O Arquivo Histórico do Mlnktéráo dos Neg6dos Estrangeiros. 53. Roteiro dos ATQU~PMS Viana 60 CastaTo. Jose Gaspar de. 11 (1.bsfdhs para o Estuào du HLstária Dá. 228-3161.6. 2 (1921). CA. 4 vols. '. 5 (l964). Principal bibliografla sobre outros arquivos menores: 67. Luís de Figueiredo. 549. Guia I (Lisboa 19661. 65. Catálogo dos Reservados da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra ICoimbra 1970). vals. AAPH. Su. BFDC. <Inventário Provis&rio do Arquivo d a Cútia Patriarcal de Lisboa». 45. 82 11031'). separata (Coimbra 1947). TOVAR. 66. I Elvas. 67. separata (Lisboa 1935).175. Principal hibliog~afla sobre os arquivos estrangeiros de interesse para a hlstdria portuguesa: 64. XI-135 pp. EIBL-B. Francisco Manuel. V I . Ethnos. R N A R A . Gabriel. MARQEZS.946) 177-284. «Introdução Bibliográfica à História do Direito e A Etnologia Jurídicas. 1 (19608). %Roteirodo Arquivo Municipal de Coimbrao. 9 (1950).RV:ALHO.

FIistdria da ExpansZo Portuguesa no Mundo. bem como uma traduçáo portuguesa 8 (Lisboa 18W-19261 7 vols. (Paris 3-4. O Desenvolvimento do CapitaZisnão e m Portugal no Xdculo XIX (Lisboa 1976). 9 vols. nos diversos períodos da histórra.. secçãa abre-se por uma indicação (segundo B ordem cronalógica! das hLtbrias gerais portuguesas mais conhecidas: 70. 19471. ALMETDA. 382 pp. A Evolução Económica de Portabgai do8 8éctdos XrI a XV (Lisboa 1964-. MAYER.3 vols. 84. Hernânl CXDADE e Manuel MDRIAS (Lisboa 1037-8). sendo um útil instrumento para toda a história institucional do antigo regime. (7 de texto. CABRAL. hoje evidentemente desactualimdo. Obres sint4tioas de histbria geral. AZEiVEDO. Direcção literkria de Damlão PERES (Barcelos 1938-54). SCHIFEIR. 9 1 Tratados e manuais de hisMria gemi. ). história econámica. Nomes Prbprios e Cousas Notáveb Que s e Compreemiem aoa Treze Tomos da HistdPia Genealógka da C m a Real Portunos S& VoZumas guesa e dos Documentos Comp~. + 3.. traduçáo francesa (Paris 1%).. William Chrlstopher. Bons resumos das instituições jurídico-pdíticas portuguesas. Historia de E instituciones sociaJes y politicas de Espaiia y Portugal durante 10s sigloa V a XIV (Madrid 1925-6). 303 pp. A new h. 87. Francisco Luis. Hist&rig de PoltzcgaE (Coimbra 1922-9). BARROS.. publicados. Henrique da Gama. 83.' ediçáo). (Lisboa 17491. Manuel Villaverde. Fortunato de. de Oliveira. Inrlice Analitko da História da AdministraCão (Lisboa 1939). 'Existe um índice onom8stlco e Ideográfico desta obra: AIIIEENO.e analltico desta obra. A. Armando. Entre as obras susceptíveis de fornecerem um enquadramento básico para a compreensb do conjunto d a sociedade e d a cultura portuguesa (do ponto d e vista histbrico) destacam-se: 86. 498 pp. H i s t b k d e Portugal (Lisboa 1971-41. Harold Victor. Soares. 3CiO pp. BOURWN.. 73. Obra colectiva. 6 vols. LiVTlRlWORE.. Coimbra 1946-SBZ). 1ndic. MARQUE!S. (1. Ekcelente resuma d a hist6rla de Portugal. 80. H b t 6 p Gmealdglca d a Gwa Real Portuguesa (1Lisboa 1735-49 .. g. administrativa e politica da expanslo portuguesa. . nova ed. 75. ATKiMSClN. MElREA. NO-. Monarquiu Lusitana (Lisboa 196i0-19071). CASTRO. 4 vols. hoje.Alexandre. O interesse desta obra ultrapassa largamente os limites d a hist6rin d a adm. Ceschichte u m Portugal (Hamburg B 6 5 1 5 vols. . 2 vols. 10 vols. adequadas a fornecer um enquadrarnento geral B investigação especializada. Existe uma tradução francesa. Antbni0 Caetano de. Nesta secçko não se tem em vista se1180 a i n d i c a ç b das obras de síntese mais prestigiadas ou mais facilmente disponíveis. Introdução ao Estudo da Economia Portugzcesa ( F i m do S'BcrcZo XVIII a PrimApbos do Séeulo XXIi (Lisboa 19471. 325 pp. 2 vols. 71. MACHADO. jurídica. Histdrta da Adrninffltra~ão PUblica em Portugal nos sdculos XII a XV (Lisboa1%-19221. h i s t M a soçlal e histdria culturaI) os seus pontos de vista estão hoje muito desactualizados. 4 vols. Albert-Alaln. Armando. 88. 20 vols. Hist6rk-x de PortugaZ desde o Começo da Monarquia Portuguesa atd m Fim do Reino de D. em muitos dos sectores (v. Direcção de Amtbnio BAIAO.. 7 . a edição definitiva é a I 7. 89. m 78. 82. 72. manuais e dicion&rios. . A mais actualizada e equilibrada síntese de história de Portugal. Afonso III (Lisboa 11846-53. valor histórico muito desigual. Ediqão Monzcmmtal Conamorativa do 9 8. 81. m )662 + IX pp. Heinrich. João Lúcio de. um de índices e um suplemento). Epocas de Portugal Económico (Lisboa l D B * . Indice Geral dos Apelliàos. Histoire du P o r l u g d (Parls 19631. 1'26 pp. Histoire du Portugal (Paris l m ) .eendidos de Provas . 74.inistra$i. ( a Última)b E a obra clássica para a época medieval. e Damiáo PERE'S.istory of P o r t u g d (Cambrldge 1947 I. 77 pp. E?ncontram-se aqui estudos importantes de história social. CASTRO. XI 366 pp. 77... 361 pp. António H. E. Tradução francesa de H. SOUBA.2. 8 partes. Charles E.o medieval."). História de Portugal. 85.' Ceatertário da Fundação d a Nacwaaldade.. 269 pp. prefaciada e anotada por Torquato 8. IV f 435 pp. Nova ediçáo com algumas alterações: A Rez'olução Indecstriat m P o r h g a l no Século XIX (Lisboa 1871). Ernest. HEEGULANNO. Publica em Portugal 76. 18'69lL ). de1 Medico. Obras de enquadrameuto hietórico geral. compreendendo a história portuguesa ate a o fim d a primeira dinastia.176 A HISTORIA DO DIREITO N A HIST6RIA SOCZAL 3. Manuel Paulo. A histwy of Spain et Portugal (London 19511. 8 vols.. bastante desactulizada. cujas contribulçães sáo de valor desigual. HistdPia de PortzLya$ (Porto í92g').

2 vols. S o a ~ s . 18W 2 * ) .. (Paris I8581 662 $ M pp. . nova ed. 382 pp. g. 4 vols. Tradução francesa de H.@ Centenário da Fundação d a Nacionalidade. hoje. NOWEL. h 89. a e d i ç b definitiva é a 7 . 269 pp. 8 partes. Epocas de Portugal Econdmico (Idsboa 1929*.2 vols. . SOUSA. Indice Analftico da H. XI 366 pp. MACHADO.. Heinrich. Coimbra 1946-54i2). publicados. Manuel Villaverde. Alexandre. História de Portugal (Coimbra 1922-9). Charles E.4 vols. ATKTNSCVV.1947). Obras ~intéticasde histõrla geral. Eacontram-se aqui estudos Importantes de Nstória social. jurídica. Direcção d e António EAIAO. A Evoluçüo Económica de Portugd doa Béculos X i I a X V (Lisboa N64-. Obras de enquadramento histórico geral. de1 Medico.CIEADE e Manuel MORIAS (Lisboa 1937-E). prefaciada e anotada por Torquato S. Albert-Alain.6 vols... E a obra clássica para a epoca medieval. 126 pp. 8 1 Tratados e manuais de história geral. Hist6viu da Administração Pzib l k a e m Portugal nos séculos XII a X V (Lisboa 1%-1922). A new h i s t o w o j Portugd (Cambridge 1947 I. 79. Histoire du Portugal (Paris 19W8). S. (Lisboa 1749). investigação especializada. 488 pp. Ekcelente resumo d a hist6ria de Portugal. 07) 88. Indice Geral dos Apellidos.. ALMEIDA. história social e história cultural) os seus pontos de vista estão hoje muito desactuaIizados. A Revolução Indocstrial m PortugaZ n o SBceclo XIX (Lisboa 19rll). SCHIFEIR. 9 vols. traduçáo francesa (Paris 1%). 82. manuai8 e dicionhios. CAERAL. bem como uma tradução portuguesa (Lisboa 1897-1926) 7 vols.Casa Real Portuguesa e dos Documentos Gompreendiàos ?aos Seds Volume8 d e Provas . António Caetano de. bastante desactualizada.. Armando.S. A maia actualizada e equilibrada síntese de história de Portugal. Obra colectiva. Harold Victor. Historia de las instituciolaes socia2es I . 77 pp. Ildstdria da ExpansGo Portuguesa no Mundo. Entre a s obras susceptlveis de fornecerem um enquadramento bhsico para a compreensão do conjunto d a sociedade e d a cultura portuguesa (do ponto de vista histórico) destacam-se: 86. 325 pp. E. Afonso III (Lisboa 1946-53 I . 20 vols. ( 1 . Manuel Paulo. 8 vols. politlcas d e Espana y Portugal durante 10s siglos V a XIV (Madrid 1925-6). Histoire dw Portugal (Paris 1953). 3 vols. 81.2.). X O pp. 80. 361 pp.O interesse desta obra ultrapassa largamente os limites d a história d a administrzção medieval. LNICRMORE. Hernâni . ( a Última). sendo um Útll instrumento para toda a história institucional do antigo regime. António H. Ernest. William Christopher. de Oliveira. O Desenvolv4mslato do CapitaEQarno e m Portugal fio SBcuEo X I X (Lisboa 1 8 6 . histbria económica. História de PortugaJ desde o Começo da Monarquia Portuga~esa até ao F i m do Reino de D. CASTRO. em muitos dos sectores (v. adequadas a fornecer um enquadramento geral g. A secção abre-se por uma indicação (segundo a ordem crondbgica) d a s hiistón a s gerais portuguesas mais conhecidas. Nova edição com algumas alteraçdes. compreenI) dendo a histdria portuguesa atB ao fim d a primeira dinastia. valor histórico muito desigual. Hkt6rica de Portuggd (Lisboa 1971-41.li6 A HISTORIA DO DIREITO NA HISTóRIA SOCIAL BIBLIOGRAFIA 177 S. JoBo Lúcio de.. (7 de texto. H i s t ó r i a de Portugal (Porto 1920). I V 435 pp. 87. e t Porãugd (London 19611. Fortunato de. BOURDON. MEJReA. Henrique da Gama. e Damião PERE. História G e w a l ó g k a da C m a Real Portuguesa ('Lisboa 1735-40 '.. BARRCE. Existe uma tradução francesa. + 3.. Nomes Próprios e Cousas Notáveis Que se Cornpreettdem nos Trene Tomos da Histdria Genealógica d a . 10 vols. 83. Bons resumos das instituições jurídico-políticas portuguesas. MARQmiS. 8 edição). " ) . Geschichte uma Portugd (Harnburg 1836-54). + 78. IntrodeLçEo ao Esttulo da Economia Portuguesa (Fim do Béceclo XVIII a Priwiplos do S h u l o XXI (Lisboa 1947).. Existe um índice onom8stico e idwgr&fico desta obra: &ME2NO.. Direcçáo literária de Damião P8E'RE. nos diversos períodos d a história. Uist6ria de Portugal. Francisco Lufs. 5 vols.S (Earcelos 1938-54). CASTRO. índice analítico desta obra.ist6ha da Adminfstração Pública e m Portugal . 30'3 pp. Nesta secção não se tem e m vista senão a indicação das obras de síntese mais prestigiadas ou mais facilmente disponíveis. 84. um de índices e um suplemento). Armando. W E R C U N O . MAYER. A kistom/ of Spczin. hoje evidentemente desactualizado. AZBVEW. Ediç6o Nonasmental Commoratiwa do 8. (Lisboa 1939). cujas contribuições são de valor desigual.. administrativa e política da expansão portuguesa. Monarquia h s i t a n a (Lisboa '1'9t30~-19a7.

«História d a Cultura Portuguesa. 350-85. MAS. até ao Estabelecimento d a Monarquia . 18 . 2 voIs. 302.tlis Lusitana (Ulissipone 1788). ria do Direito Pat* (Coimbra 18671.2. 45-1'09. 1860. ) ..O 74).%R). d o Governo e Leaislacão d e Portuoal . 108. Fr. 1865 ' 18962-3 '1. 5-60.. VITERBO.s ('Coimbra 19691. não cabe em nenhuma das secções especializadas que se seguem: . sobre a Forma de Governo. 95. . P a r a além dos manuais de histária do direito portugues h& outros tral~alhoscujo tema. 113. Existe uma versão resumida. MEREA. OACZT~NO. 1 1 NOGUEIRA. n. d . d e Ciências Econónzlcas da Faculdade de Direito d e Coimbra. m-180: 10 (19671. + 99. 2. 107. 252 pp. 30~5pp.. <História do Pensamento Económico em Portugal. Jose Calvet de.178 A HISTÓRIA' DO DIREITO NA HISTóRIA SCCIhL GIBLIOUR2IFIA 179 ao. Ein V e r s w h . 93.. MERBA. 16-380. Não compreende a hist6ria jurídica peninsular anterior ã f u n d a ~ a o do reino d e Portugal. amMembrias 11. Antologia d o s Economistas Portugueses. Hhtdlia l u r i s Ctv. et Ant6nio José S A W A . Oscar. . Bac. Z 11792). AMAR&. 112. 124 pp. Academia Real das Scien(5as de Lisboa. Termos e Frases Que e m Portugal Antigamente se Usavam e Que Hoje Regularmente se Ignorão (Lisboa 1789-91.l). LIX 392 PP. DRASN.ncacional de Estudos L w o -Brasileiros (Nashville 14531. Ensaio sobre a História (Cojmbra 1841. Lições de Cultura e Literutn-a Portuguesa (Coimbra 1953 I. 6 (1. 97. 8 (-69-6&). LOIPEIS. nas revistas O Instituto (anos de 1838. 1-92. H l s t ó d a do Direito Português (Lisboa 19169 e 1972 * ) . 1Cb. dicion&rios. XV-243 pp. Hernani. 183 pp. Esta obra foi publicada. . . 61-204. X X -/. 9 (10%-o). ( l 9 6 9 ) . 19159 e ) . Memorias d e Bteratvra portuguesa. Elundários das Palavras. 4 vols. Cole. Lothar.62).1. S . FREIRE. 313-5'3. Obras sint8ticas de história jurfdicrt. em H M A E S L . 174 ( 1 9 M ) . Geografia da PeninsuEa Ib&ca (Lisboa S. I I i e N ) (I. 45-10'8. 1 .S. Manuais de histõria do direito portugu8s. úições de Histdria do Direito Portuguêa (Coimbra 19231. 40 ~ 0 1 s . 1 (19661. História da Literatura Portuguesa (Porto. Actas do Colóquio Inte~. Henrique d a Gama. 30 pp.. Bol. SiLVA. 11 ( 1 ~ 8 11-74.Portuguesa».. ) . obra clássica para o estudo da cultura portuguesa dos Séculos X'VII e X V m . Ricardo Raimundo. DlrecçSo de João José CIOCHOIWL (Lisboa lWi"7. 179 (1Q68). Manuel Antonio Coelho da. 4. há outras edições. 90. <Os Elementos Fundamentais d a Cultura PortugUesaB. G r u d e EncicEoli6dia Portagaesa e B r m l e t a (Lisboa 19356a).). Marcelo. a. TWaMAiS. vArias ediçóes. 4.. Obras sobre temss gerais d e história do direito pomigés. Traduçáo portuguesa: Contribuição para <a Hbtória d a FiJosofia Portuguesa (Lisboa lPmM). 1 (1796). Grande Dtciowirh de Liternturn e de CrStica Liferaria. SERGIO. I75 (!. dada a s u a generalidade. e Costumes dos Povos. 106. 127-437: 7 (1&06). Geschickte der PhJosophk in Pmtugal. Resumo das Lições de Hlstdria do Direito Português (Coimbra 1925). 1109. Dictopldmo de Histortu de Portugal IZustrado. et? 7 (1882L). 5% pp.1. António Caetano do. Que Habitaram o Terreno Lusitano. 101 Eneklopédia Lwo-Brasileira de Cultura (Zisboa 1963-. 837-74. I ('Lissabon 1944). Jorge. Manuel Paulo. Michel. 18Wi9.. Guilherme Braga da. Século XVII.. Lições de Hbtdriu do Direito Portzcgad68 (Coimbra l19. das quais uma em tradução portuguesa: BMJ. X I + 271 pp. 679 pp.601-236. 91. 92. A Memoria V foi publicada mais tarde. Manuel Paulo. PreZecçóes sobre a Histó1. 6. Reu. 98. Em publicaçáo. RCHCHA. Direcção de Joel SERRA0 (Lisboa 1963-71). Em publicaçáo. 11'0. Ifitrodução Geográfico-Bociologica à História de Portugal (Lisboa 19'12). IIktdvia do Direito Português. inicialmente. aDADE. António.420 pp. 4. Joaquim de Santa Rosa. d . B A R R 0 . SOVERAZ. Letras do Porto. manuais. 268 pp. Antfinio. CRUZ. 100. 142 pp.: edigáo francesa (Paris 1964). Nuno Espinosa Gomes da. Pascoai Jose de Mello. SER'GIIO. 103. Orientaçãa e Bibliografia Geral». MAGALHAE.794). 1-197. Liç6e. Obras em Portugu&s (Lisboa 1924). 63-166. NotBveis sinteses da história sociopolltica e cultural constituem a introdução de cada período da história literária. . 9g .' parte (1820) ~ e m o r i a s dos Socws. . Históma da Admiwistração Pública em Portugal dos s ~ c u i o sXII a X V (cf.. 1114. desde os Primeiros Tempos Conhecidos. Carlos Eduardo. 1863 e 1866) e Jornal de Junsprudêncla ( 1&66). 51-65: separata (Qsboa 1960.

rLa formation du droit civil portugais et le Code de Napol&on». Suplemento ao val. 119. Sueiro Gomes».-M. 99 (1976). CRTJZ. Manuel Paulo. direito Romano. O Direito Sub&iririo Num Comentário ics O r d e n ~ õ e s Manuelinas de Luls Correia (Lisboa 1873 j. Ann. n " 1. MArio JÜIio de Almeidn.9-37. sendo a iiltima a de Coimbra 1743) W pp. SCHOZZ.. João Pedro.tugues» (Madrid 19711.~(Lisboa 1W71. MEREA.316. pp. 128. Abt. 17 (1873).g. Diclon6rios de direito. 16 (1@68j.177. Luls Cabra1 de. dos Manuscritos de João Pedro Ribeiro>. Separata da RPH. Joáo da Cunha Neves. $Memória sobre Uma Provisao ou Carta do Senhor D. Droit de Toulouse. S. 1 2 . 59 pp. 1 6 ( 1940). publ. <Sobre os Compiladores das Ordenaçaes FiZipinas. e o Influxo Que o Mesmo Teve n a Legislação Portugueza'a.g ffeir Rechtsgeschachte. em Z e i t s . José Ferreira. CASTRO. Classe de letras. 539-43. 129.31j ou o repertório da ColZecção de t e g i s . CRUZ. em António CRUZ.A (1955). glossários. SCHOm. 126. eclesl&stico e judiciário do antigo regime. COSTA. 42 pp. 150-1:74-21'0-271 pp. separata (Coimbra 1975). der Savignjl-Stiftun. 138-60. aWteraturgeschichtliche und vergleichende Anmerkungen zur portugiesischen Rechtsprechung irn Ancien R é g i m e ~ (Coimbra 1973). 31anwaZ de hisboria de1 derecho sspc~fiol. Guilherme Braga da. o de Manuel Mendes de Castro (cf.. CARVALHO.Terminologia jurídica das Ordenações>. <Origens do moderno dlrelto português. 4. 57 (19611. 6 (1794).no (Lisboa r792 I*. 218-36. Manuel Mendes de. 179-83. Repertóho ds Ordenações do Reyno novamente recopiladas com rn remissoem do8 doutores. Ferráo (c£. tambkm em Bul. 127. 121-32. BFDC. portug. <Memoria sobre a s Ordenações do Senhor D. Memdrias dos Corre*po&entes. P a r a o direito anterim. 9 11825 3. Manuel Paulo. V i I i 4-123 pp. Direito Comum e Boa Razão>. separ a t a de BMJ. VGHEiNA. Madrid 1971. 2-18. C. 1t8.e Ruizu. 30 (1969 j. Epoca do individualismo filosófico ou critico». ANDRADE." 166).444-56. 131. 1-37. ( a ) CRUZ. Algumas Notas sobre o Fuero de1 BapZto e Suas Relaçoes com o Direito Português*. repertbrios. Affonso I acerca de 1 Uns Decretos Chamados Leis de Fr. Rec de J. Nuno Espinosa Gomes da. «E1 derecho subsidi$rio en la hist6ria de1 derecho poi.44). <.. E um dos dicionácios <cl&ssicoss do dlrelto português do s4culo X M . RUC. 11.ugwés. BormaçQo Histórica do Moderno Direito Privado PortuguFs e Brasileiro. BFDC. í O Wemento Arabe no Di. «Memória sobre o Assunto: 'Qual '4 Seja a Epoca d a introdução do Direito das Decretaes em Portugal. 45-65. 159. 116. enriquecida com um monuinental aparato bibliogrifico e crítico em RPH. J. de Jác0m. iNuno Esplnosa Gom. 2 vols. Fnc. Johannes-Michaei. O n. As obras mais importantes sobre o direito romano peninsular e sobre o direito visigutico estâlo Inventariadas em qualquer bom manual de história do direito espanhol (v. de que proximamente se derivou o Código Filipi. António Ribeiro dos. 120.. 5-34. SILVA. Gillssen. 1829 '1. 9 (1940). 214-64. 5 (1916). Institut de Sociologie de 1'UniversitE Libre d e Bruxelles. Fontes próxamas da cwmpllação feliplna ou f%ãice das Ordenwões e Extravagantes. Affonso V. eirigida por J. Bobre a Recelate E ~ ~ o l u ç ádo Direito P r i ~ a d oPort.reito Civil Português. . R (Coimbra 1949). 1 i . Memorias de Zitteratura portuguesa.. 6 t .3.RIBEIRO. n 132) e de J. Jogo Pedro. MONTADA. BORGHS. X N (1'938). da Partida de CasteZcs (Lisboa 1604). 119. Guilherme Braga da. 121. e com a cnncorÜ2ncia & Lei. Academia Real das Sc&?icias de Lisboa. Manuel Augusto Domingues de. MEREA. 557 -0 125. SANTOS. BFDC. n. GCYNÇALUCS. Dicclonaréo duddico-Comer& (Lisboa 1839). Esta obra cont'em muitas ioformaçdes sobre os direitos constitucional. Alfonso Garcia-Gallo.es da. com muitas informações sobre o direito anterior. 130. O Instituto. 264 (1877). 11 (1963). 14 (1976). também em Estudos de História do Direito (Coimbra 1923).. Notas ao Plano do Novo GbdÈgo de direito pziblico de Portugal (Cohbra 18441. breve Estudo . Guilherme Braga da. 7-19. VI-516 pp.em Estudos de Hist6ria do Direito. Os outros são os de A. Júlio de. Versão portuguesa. 128. ( a ) GORDO. . O 110. 522-26. NACL. B% o (19. . 14 (1973). SI. administrativo. 122. F. RIBEIRO. Pereira e Sousa (cf. Manuel Paulo. hlEREA. HMARSL. ( a ) SILVA. gtce as declarao. Zapão Antigo e iiodeme (cf. Luts da Cunha. KA versá0 portuguesa das Flores de Zes leges. José Joaquim Ferreira. eEnquadramento Histórico 16 do Código Civil Portugu&s>. h& outras ediçks.) ou na secçáo C/7 (Espaíiaj d a Introduction bibliographique à I'hbtotre du d r d t et 6 l'ethnologie jundique. Gerni. 117. . BBUC. 123. BH"DC. 115. 284-343. 28." 133).180 A EIIGTORIA DO DIRECTO NA HISTÕRIA SCCIAL 114.

168 (19671. Uma outra obra im. A~luariode historia de1 derecho espn%ol (Madrjd 1924-.. alNovo Código de Direito ." 1Ci3). Em publicaçSo. 89. Holthofer.. RMJ. 5. 1138. 78 (1458). 149. M W R D A .170 (19671.. 21s. Esboço de h. recorra-se as secções A/9 e R/7 da Introduction bibliographique .). RPH. Eventuais indicações histdricas.. MEREA. 363. 187 vp. 257 pp.). 143. 134. 166 (1966). 162 (10671. FERRAO.30101 6 DD. 39. MZFSA. Êstudos de Direito Vtsisdti~o (Coimbra 1948). 164 (19671. 187-21%. Publicações periódicas e obras colectiras. e m artigos de Wolf.. Manuel Paulo. C. Revêsta Portugacese de História (Coimbra 1914-. Estudos de Histó* do JXreito (Coimbra 19231.8. Dic&onario Elementar Remissivo do Gddigo Civil Portuguez (Lisboa 18691. P. 141.. 21W. Francisco A. <Antologia do Pensamento Juridico Portuguêsu. Fontes juridicas. 151. 3 a. so (19e71. sos. 82 (1P68). Obras colectivas e ediç6es de conjunto dos trabalhos de um mesmo autor.um dicciontaí-io juricEico. T. 1142.. 1. Revisto de Direito e de Estudos Bociuis [Coimbra 1945. 136. 5-59. 8Projecto de Associ8aagão das Classes Laboriosasw. Correccões no c . 148. 150. Pereira e. 155 (19668). 1 2 (1960). 9 (lY'48). VITEREO. secç80 C/7 (Espana) da mesma obra. Botetim da FacuEàade de Direito de C ~ m b r a (Coimbra 1914-. . Diciovtdrio Jurldico da Administruçáo Piiblica (Coimbra '2 1. hTovos Estudos de História do Direito (Barcelos 1947)... seja em versão integral: Francisco Suarez. pode ser encontrado rio BAPIC. Estudos de Direito Rispânico Medieval (Coimbra 1887). 137. 19 (ieBa). Mário A. W. Sclentia IuPidica [Eraga 1981-.%B (1951). 139. O Direito. Pascoal Jose de Me10 Freire (dos Reis).. Joaquim dc Santa Rosa.e segs. F r .: 166 (1Q67). lb4. P a r a as fontes comuns a Portugal e a Espanha. Revista Cientéfaca e Literdria (Coimbra 1869. 5. 211.. jurisprudencia.1. Estudos de História. Indicações muito iiteis sobre a antiga terminologia jurídica. 16 (~SBOI). 49 (1955). 2 tonios.. vols. MEREA.LXMLXXXIX.do Direito us (Coimbra 194S-501. dos Reis. 25 (1969. 6.1. fheoretico.). 46. H. 5. . BHJ. cit. 89. doutrina.865-. 6. n.. Hanübuch. 5. eInstituiçòes L direito civil portuguêsi). ~Instituiçóesde Direito Civil».Público de Portugalu.153 A IIISTóFIIA DO DIREITO h-A HISTORIA SOCIAL ' 1 3 . .). Jornal du Foro (Lisboa 1957-. B N J . Beck.. + 8 A * ~ ~- A muito vasta e importante bibliografia de M. Manuel Paulo. 5 : 165 [lMT). LegislagKo geral. 140~. 147. Boletim do Minhié~ioda Justiça (Lisboa 1947-. 1133.. u~ dirigido por Helmut Coing (Verlag C. I71 [1967)..) 145.) .. Joaquim J.44. . . ). XXLII 339 pp. ~ManuelPaulo. O Instituto. Manuel Paulo.. MEREA. . Manuel ~ a u l o . Italiea u d . MERÊA.5. 25 pp. remissiva à s leis compiladm e extravagantes [Lisboa 1825-71. 161 (1966). 88-1'68. Merêa foi inventariada por: 153. BMJ. 5. ) . Pascoal José de Me10 Freire. ElucuZárno . e pratico.. <Das Leis».. 31 ( I M ) . n. Nesta secção do Boletim do Milaist6rio da Justiça foram publicadas várias obras jurídicas clássicas. P a r a os direitos romano e visigbtico. Lcglslação. F. L i Cabra1 de.. (cf. AistóTia e Diretto (Esc~itosDispersosl ICoimbra 1967). António Ribeiro dos santos. 5'17 . ' 152. BMJ. d a Silva. 113. 146.1. separata íicoimhra 19691..I. Armin (Die Gesetzgebung der entstehelzden Territorialstaaten. Revista de Legialaçdo e burispruà&nclu (Colmbra 1869-. o aZasaio do Cbdigo Criniinaln. 31: 168 (1967). München 19781. Pubtioações periódicas de interesse jurídico ou hishirico-jurídico.. 8671.I. 2 vols. A bibliografia das fontes do antigo dIreito portugués tem sido incluída no monumental Handbucla d e r QueEZen und L i t ~ a t der neuerm europliischen PrWatrechtsgesch&chte..8. . Silvestre Pinheiro Ferreira. R e ~ i s t ade Jurtsprudêflcia e LegislagBo (Lisboa 1. 1% (1949). SOUSA. 31-110.portante deste ultimo jurista. &Introdução A bibliografia do Doutor Manuel Paulo Meréa». Band 1. Ernst (Die Litwatur xum gem&en und gartikula~enRecht i%ItaZieg Frankrsich. ).. 69. BMJ. FARIA. Antbnlo Manuel Coelho da Rocha. 22-58. VI11 4.968-.. 3 tomos.) . B P D ~9 ( l i ~ ~243-8 4.

. 173. PiM'ElNTA.-M. 4 vols. Livro das L & e Posturas. assuntos do E. . existe: 1%. 282-3091. P a r a a legislação mais recente. alem de fontes menores. as grandes compilações: Ordenações Pel Reg D.. Manuel Alvares commcntaria ad O r d i ~ t i o a e m regnx Povt~gcalzae l T ..es Afo?&sinas 1446): i Obras factiitando a consulta e compreensão das Ordeilações Filipinas: 165.José Anastácio de.4). desde Esse Ano até o de 1761 (Coimbra 1619J. 170. V-kLiLE. 177. 3 tomos. Afonso V i. A.CCIAL Portugd.Coimbra 1792). 178. (Lisboa 1%18). cuja utilização s e torna f9cil pela existência de un-i repertório: 167. 169. Manuel Borgea.. V I (1818-80.TJ. I (1603-1750) (Lisboa l N 6 ) . dividido eni tr&s séries. 174. Ordenu~ões(Fi1ipiaa. Dhh-ao de Lisboa 11869-68). V (1808-Aditamentos): <e correcções} (Lisboa 1818). + + + . 172. Fontes legislativas e consuetudinárias da monarquia portuguesa até ao fim do reinado de D.. Leis extrauayantes colãegidas e relatadas pelo licmciaão Duarte Nunes de Leáo . A edição mais cbmoda das codLficaçÕes oficiais de legislação dos seculos XV a XVII é a da Collecçdo de Legisla~ãa Antiga e Moderna do Reino d e Portugal. 166. Leges et conwetudines (Oiisipone 1856-68).Adatantentos) (Lisboa 18DJ 1. Colecção do secu1o xv.1820).. Band 2. de Leis Extravagantes Postedores a Nova Ccrrnpilaqão das Ordenações do R&o Publicada e m 1603. Manuel Mendes de. IV íAditameri. Desde 1914 o Didrio do GOverno esta. Diario do Governo (até queda do regime constituciorial. . RUC. em 1823).9 até 1817 (Lisboa 1818). Aiiredo. 368. Existe um suplemento desta recolha: João Pedro Ribeiro. o Sábio.1 5 4 9 ) (Lisboa 1790). RIBEIRO. ~ E U E ~ I R E I H ) .A HISTóR14 DO D I R E I T O N A ITISTóRiA S.n y ' ~ s ~ ~ o1670-17291. Diádo do Governo (1635-39). CoZleqão ChronologQa.).O 126). M.. Manuel Paulo. M a p p a Chro~oZogicodas Leis. 5 tomos.Portugal. e mais D i s p o s g ó e ~de m r & t o Portwyuez. de Jhcome Ruim. Ha também colecções aprivadasw de legislação.1 1 1 1 ~ 9 . Ela compreende. 718.2. Dokcçãci Oficial de Leglsla@o Portuguesa (Lisboa 1821-. 1 4 tfm-~as ne Obra imponente de Inforniaçáo. Fontes jurídicas gerais e locais.XI 412 pp. do. CASTRO. Scholz (Gesetzgsbung 2md nechtqrechung. das quais as mais conhecidas e úteis são: 176.Coimbra 1'796). po&&. (cf n. Dinrio do Governo (1868. Gazeta de Lisboa. r e s ~ l u ~ a A. I d e e ~ h r o n o l o ~ i c o Remdsaho da e Legislação Po~tugice&n. 328 pp. 171. O r d e n ~ õ e sd'el Rey D. 2 vols.. 343-71: também em Estudos de Nistória do Dtelto (Coimbra 1923). XII + 463 pp. Publicadas desde 16o. xnI 880 pp. Afonso I11 (1270): PortugaQaa moleu?nenta historica a saeculo octavo post Christuin usque ad quinturn decirnum iussu Academiae Bcien€h-wn Olkiponensia edita. I r (1550-1605) {Lisboa 1 9 1 ) 371 PP.. MERÊA.. Rmert6rio das Ordenações do Reino. de para Duplemento da .(1823-33).... Band 2. 83 1100 pp. Manuel (Coimbra 179T). JoSo Pedro. I1 11750-1806/ (Lisboa 1806): 111 (Aditamentos) (Lisboa 180'7).. H a n d buch . Indes y eneralia..1. 226 FP. R. Neuere Zeit ( 1500-1800).): a segunda diplomas d&~ regulamentares ou indiyiduai$ e a terceira anfincios oficiais. Synopsis Chronolog~ca de Subsldêos ainda os mais Raros para a H i s t ó h e Estudo C ~ í f i c od a Legislaçdo p n ~ t w u e s a .ções de fontes anteriores a s 0rdenaçõ. 3 Repertório das Ordenações (Palipinas) do Reino de Portugal [Coimbra 1794-5). nos finais do seculo XViiI.). 45-65. tomos. 8 . . n' 230). Gazeta de Lisboa ( 1717. Additamntos s Retoques à synop& Chronologba (Lisboa 1829). Resumo Chrono~o~ico Vdrios Arligus da LegistaçBo Pátma .s) e Leis do Reino de Portugal (Coimbra 1?8C-90). 6 vols..) e J. e. Versão Portwguesa do Briculo XIII (Lisboa 1946). publicada sob a Bgide d a Universidade de Goimbra. Puero Eeal de Afonso X. António Gouveia Pinto. CARNEIRO. Outras edi. Prefácio de Nuno Espinosa Gomes da Silva [Lisboa 1971) XZV + 510 pp. (Lisboa 1'669.tos) (Lisboa 18~r7). também. Gazeta Oficial do Governo (L83.r & P~cbMcaçãodo Oódigo nHpb+ao. PEGAS. 6 (1. a primeira publica actos leglslativos oii equiparados (tratados Internacionais.$ynopsis.917). icf. sA Versão Portuguesa daç Flores de Eas leyes.

24 '1. 3 tomos. Gommenturia ad Ordinationem regfii Portac. et ordjne fitdiciario contractibus. e SANTARRM. ao fiavas recop-ilaehnss hispanomm (Olyssipone 1618-30...I. ALBUQUERQUE. DI 1887.ic:rio das Sessões d a Asaeinblsia Constitacints (Lisboa X975-6). em geral. Cortes do Rano d e Portugal. cAs Cortes F'ortuguesas~. Diario do Congresso (1011-26). Extraordiniiriu. . aE Ord. 1868-1806). 2 SANTAEEM. Dicirio da Camaara dos Dignos Pares do Reino (Lisboa) ( 1842-3. 3 livros em B tomos...s e B w g r a p h h P n r l m B ~ t a r e o Portuguesm (Porto 1887-1892). VI 18P9. I-18ZR-5. vãrias ediçóes as Últimas -1730 *. Remisaiones doctorum de officis publicis. Gegundo Awno da Legislatura (Lisboa 1822) 3 tomos. Manuel Alvares Solano d o .). (Jlemente Jo& dos." ( e 8. 210. 6. Alem disso. regni lusitana. e Antbnio Alvaro de 'Oliveira NEVES.ic:. (Ulissipone 1740. 112 pp. 1924%).18B8. Eiblwgrafia crítica sobre a s «Cor- 213. 3 toinos. Inventário da Documelztaçiio Existente.. =-A.21. ~ orientação de investigação. I?idc. PEGA'S. M e m l i a s para a HisMràa e Theoria das Cortes Geraes que e m Portugal se Celebrar60 pelos Tres Estadou do Reino. D. n t '94). Dario das Sessdes d a AasembIeia da Reptiblica 1976.3 ) . (Lisboa 1828 : 19. 2 partes (Lisboa 1828 '. (Coimbra 183ü).1890. e Constituintes da NaçQo Portugueza.. Visconde de.. 1826-8. DMrio das Cortes Geraas. RPH. Manuel. Apendice ao Tomo I I . Syaupssa dos Trabalho8 Porlamentares (1894-1875) (Lisboa 1837-1878). ultimis voluntatibus & delictis. os volumes do Púirlo das Sesst5es têm. Visconde de. 5 tomos..1834-1908).A HISTóRIA DO DIREITO N. Dornmentns para a Hi-stbrta das Cortes Geraes da Nação Portuguesa. Actan da Cciinara Corgoratiua (Lisboa 1934-1974). Recolhas de doiitrina. V I I . jurisdictiosa. BiLRBCxSA.galEiae nùra: 1974). TVTerceQa Legislatura da Terceira. Alguw Documentos para Servirem de Provas ò f s } ParteisI 1. E8tatistiCa. Diário das Cortes da Naç6o Portugueza. fndices pormenorizados das actividades e documentação parlamentares. (Lisboa + t e s . Segunda Legislatura (Lisboa 1822-23). partitana. 2x7. 3885 pp. I . A Investjgação sobre temas de histúria parlamentar está facilitada pela exist&ncia d e obra de referência: e Remissivo dos Trabalhos Paràrsmentares das Côrtes Geraes da N ~ ã Puro tugueza.. SAINTOS. I1 PrimeQraLegisEatura da S e ga?zda Epochn Co?tstitwioaal 11826-18881. Torquato de Sousa. IV 1 8 E B . 1732-. 2 (1943). (Lisboa L940 1. locupletissinul gnomonologSa enrum rerum. Indice Atphabetico - - - - ." e 2... Epocha (2887-19. Joaquim. SOclREiS.536). quae 14 tom. 11.") das Memorias para a HBstoria. varios fasclculos.98)." Leg$sZaturas da Primeira Epocha Constitucional ( 1 8 2 1 .6. e Themia das Cortes Geraes que e m Portugaã se CeZsbrarcZo. 216. PTimeiro Anno da Legkslaáura (Lisboa 1821. 214. O D á i do Governo (ou a s publicações corresponiro dentes) inclui uma versão abreviada das actas das sessoes parlamentares. curn cnacordantis artrisque b u h . l e g m . VALLE. 2 vols. 214. en 4 tomos. V .4 NISTCIRIA SCCIAL Fontes para o estudo das actividades das Cortes d o antigo regime: LEiTAO. Bibliografia d a s publicações das actas das sessões parlamentares: Dfdrio d a s Cortes Geraes e Extraordivzáldas da Nação Portugrcezcs. Da'ririo da Assembleia Naczonaã Constituiate (Lisboa 1911).8. vols. N v i o das Sessões d a Assembleia Nac4onal (Lisboa 1955- As recolhas mais importantes d a doutrina dos séculos XtrI e XVIII são: 218. I existe un Repartorio i 026 Indice Alphabetico d a s Materim Conaprehendidas nos Volumes dos fiarios das Cortes Geraes. VIIT .). iii-Segunda Legwlatura da Segulada Epocha (1834-1. 565-73. Diário do Benndo (Lisboa 1911-26). ordinamenti.i: ge?rsraZts..IBJI (Lisboa 1883-1801) 8 ~0luMeS. c . tendo sido actuslieados). Ce répertoire sert ausG pour les ouvrages n ' 193 . 224). Diáriu da Canzara dos Senho~as Deputados (Lisboa 1821-3.1886. SANTOS. XVIII 756 pp. Clemente José dos.

7. 70 pp. I (Olisipone 18671.~ (Lisboa 1fH653. 6 (19421. 110111 15 (Lisboa 1940. História da Administração Pi*b#cn em Portugal nos Séculos XII a X V (cf. Franz-Paul de Almeida.8-4 (19701) 591433. 242. Martim de. <As Cortes de 1?254. eHistSria d a s Institulções de Direito PCiblico. 15 (1975). n. 226. 232. 86-148. 1 pp. I?. 82 + PP -. Diplomata et Chortae. D. 189-98. 271-340. 227. S (cf.~.tdlreito constitucitmnla (nomeadamente. I ocupa-se do antigo regime.* 223. n. AIiBUQUERQUE. 375428. + + 231.9 (19671. Marcelo. J. Edição Monumental (cf. 244. 584 pp..7. Collecção de Lefa e r5ubsidios papa o Estudo do Direito Constituctmal Patztguea (Coimbra 2893-4). XIEPM. Obras sobre aspectos mais particuIares das instituições constltucionals portuguesas: 250. i5 (1961-2).2..43.1-2 (1853) a63-300. Marcelo Caetano.e. BBDC. Manuel Paulo. WEREq Manuel Paulo. Ln czdria regia portuguesn. 133-45. 237. Marcelo. Henriqut? d a Gama. MiR-ANDA. Manual PoUttco ão C i d d ã o Portuauen (Lisboa 1906). Oáudio Sanchez. . 17 (19641.Documentos Particulares.A HISTCiRIA DO DIREITO NA HIST6RI. ou Rrncara Azlgusta. Avelino d e Jesus. Separata da obra n. I tomo2 Documentos dos Condes Portucalenses e de D. D. Jorge de.50). Martim de. 202-20. MACEiDiO. Jorge de. Lopes Praça. CAZTAINO." &O). 445-524. Contem 925 documentos particulares e reais. 1 [ 1873 1. W 145-69. CAEXLQNO. MEIREA. Trindade. *O Governo e a Administração Central após a RRstaura~ãoa.ca». WSTA. 1 (1961)... . COELHO. MEREA.Ediç&o critica». 234. 11. Fundamentns Jurídicos da Monarquia Portuguesax. PublicayZo integral de documentos relativos ao ultramar oii A O estran~eiro e resiimida dos relativos a metrópole. Separata do Dicionario Jwi-kiico de Administracão ~tiblka (d. Direlto público. 2. ( a ) M ~ N N D A . João Francisco Aires de. 516 895 pp . Obras d e síntese: do Estado e direito consti- 238. São muito frequentes as obras em que documentos de aplicação do direito são publicados. BBDC. P Avelino Jesus da. 20 (185Q).Paulo. A A P E .ios de E8bado do Antigo Reyim. Marnoco e Sousa. aLa chancellerie royale por: tugaise iustiu'au milieu du XIIIe siècle». A. senão alguns ensaios de realização d e publicações sistem8ticas. 236. <A Crrlgem da Poder Real e a s Cortes de 16418. Z4A5.' 1Z7. COSTA. RPH. 189-60. Marcelo. A. CAETANO.l. EARROS. 7-38. x Apareci~mentoern Portugal O do Conceito de Programa PoIitlcoh. Marcelo. 239. AbBUQUEIFiQUE. uPortugaJ e a iurkdictio i n t p e f i i ~ . O Direito d e Brago. Estrutura politlco-jiiridioa tucional. CAETANO. Laranjo. 303-56. A s Gavetas da Torre do Tombo (Lisboa 1960 ). (Lisboa 19341. 191-2132. tam&m. Da Minha Gwveto (os 8ecretdl. 245. 233. 37-73: tambem em Eatlláos de Dirsito (Colmbra 1957).. o segundo do período constitucional. aOrganização Socjal e Administração Públi. J o r g e Borges de. 1095-1185 (Lisboa l%8). 7. 241. Conselho de Estado (Coimbra 1'0. a sua indicaçáo exaustiva seria impossivel. Documentos dos Condes Portucalenses e d e D.. O vol.4..n. <Subsídios para a HIstbria das Curtes Medievais Portuguesas. 225. ISt. Manuel Paulo. XVIII 483 pp 224. C 512 pp. Msponíveis. . e 21 (10.RRDL. PRAGA. RPH.k SOCIAL BIBLIOGRAFIA 191 6. Não se citam. 2. 4. 14-15 ( 19631. Manuel . 1s (1971). Afofflso Henrigues.& serie. Chefe rlo Estado (Cormbra 19703. publicados. RPH. AZBDRINOZ. eLiber fidei Sanctae bracarensis ecclesiae. BMJ. desde o século IX até 1100. $ 0 (19641.. a h s ReHncias na Histbria do ~ i r e i t o kihlico E das Ideias ~ o l a i c a sem Portugal). 5 -65. I l i s t d r i n Breve das Const%tu%ções i Po tzcguesa. 80 pp.3-4 (1864) 1M-841. em História de Portugal. 235. CA'MPOS. Portugaliae Manumenta Historica . Portugnliae Nisto?ica. Marcelo."127). I tomo. 229. LAiNGHA!NS. tA8 Cortes de 1 3 8 5 ~ . 1095-1185 (Lisboa 195í4). MTXtfiA. 221. 971 36 r>p. 4. Documentos M e d l e v a w Portugn~eses(Lisboa 1910-. 2.1-2 (19'68) 247-340.1. n ' 74). RFDL. 222. os de J. 5 (1961). 30s6 Joaquim Lopes. portanto.I. 189-268.'225-356. Publicações de docunientos furtdicos. 228. Afonso Henriplces A. 877 pp.). os manuais univeroit8rios de -direito político> ou de . xProjecto da Constitulçáo de 1823». . C A E T A N O . 407-48. O Poder Real e a s Cortes (Coimbra 19231. pp. 2 vols." 74). F.. Siglos X I I ?/ XIJI (MLlarid 1920l. 9 vols.

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Toulouss, 11 (1963). 193-216. 453. HERGlJLANQ. Alexandre, a o s Vínculos», em Opúsculos !Li9boa 18791,8, 1-104. 454. mREiA, Manuel Paulo, *Sobre a s Origens de Terçau, Congreaso do M u d o PortuguBs. Yern674ap e ~ o m u a i e ~ õ e s , 1 (Lisboa 19401, 493-506; ou em Est-8 de Direito H @ &nico Meãbwal, I (Goimbra 1953). 55-70,. 456. MWNGADA, Lufs Cabral de, A Rsaewa Hereditária no Direito Peninsular e Português íCuimbra 1916-21). 2 vols.: sobre o mesmo assunto Manuel Paulo Me&a escreveu algumas p&ghas de revisáo d a questão e m BFDC, i9 (1943), 237-43, e BO ('19441, 541-6. 456, 7EL;ES. inoclncio Galvão, «Apontamentos p a r a a Hist6ria do Direito das Suceasdes Portuguésa, RFDL (1981-2),3927s.
8.5. Direito das ohrlgaçóas.

Obras sobre outros temas do direito da familia: 446. OOSTA, Mario Júlio de Almeida, tddopção na História do Direito Portuguès~,R P H , 18 (19i65), 9.5-1331 447. MEREA, Manuel Paulo, <;Notas sobre o Poder Paternal no Direito Hispânico Ocidental durante os ,%culos X i i e XIII (Em, Volta do cap. CCVL do Foro de C u e n c a ) ~ , AFIDE, I 8 (1947), 16-33; ou em Estudos de Direito n i s p â nico Medieval, 2 (Coimbra 1953), 83-112. 448. MEREA, Manuel Paulo, Perfilhação (Achêgas p w a Una Didmtirio Histórico da Llngutc Portuguesa), Revista Portuguesa de FiloBefia, 7 (19%3), 119-27. 449. MO'REINO, Humberto Carlos Baquero, «Subsídios para o Estudo da Adopçáo em Portugal na Idade Media (D. Afonso IV a D. riuarte)%, Revista dos Estudos G e r d s Unioarsitfirios de Maçambique, 5." sbrie, 8 (19EE),

Títulos mais importantes sobre a história do direito das obrigaç6es: 451. COSTA, MBirio Júlio de Almeida, Raizes do Censo Comignatiuo. Para a HistóRa d o C&ito M e d i w a i PortuglcSs (Coimbra 19611, 31D3 pp. 458. MAY'ER. Ernst, Das altspanische ObZigatbmrecht Cn aelrsen Grt+n<lziigm», Zeitschrift fu.r vet-gleichendef Wáaaenschaft. 38-9 ( 9 ) . 1%) 459. MEIR&& ~ & u e l Paulo, <A 'Arra Penitenciai' (Sinal) no Direito Histórico>, em Novos Estudos de Bistdrh do Direito (Barcelos 19371, '51.68; ou em RUO, 19 (I%@), b-19; ou, ainda, em E s t d o s cEe Dbrdto H@&mico Medieval, 1 (Coimbra 1952), 37-53. Gf. sobre o mesnio tema e do mesmo autor BFDC, 31 (19551, 366-71. 460. M?BREA,Manuel Paulo, aA Traditio Cartae e as Documentos Medievais Portugueses)), BFDC, 23 (1947), 3 9 6 4 5 ; ou E82udos & Direito Hkipdnka Meiftsval, 9 (Caimbra 1953), 113-24. 461. MEFtaA, Manuel Paulo, crpIbttilas HisMrieo-Jurídicas. R I P~eferência de Credito Anterior no Nosso mais Antigo Mreito*, BFDO, 81 (I%%), 3717-9. 482. MEREA, Manuel Paulo, $Da Mlnha. Gaveta ( A Margem das O~dennçBes1>.BFDC, 94 (19,581, 1'46-72; estudo sobre v 5 IV, 5, 2 (contrato de compra e venda).

67-90.
450. MOREINO, Humberto Carlos Baquero, aSubçidios para. o Estudo da Legitimaçáo em Portugal d u r m t e a Idade MBdta (D. Afonso m a D. D u a r t e ) ~ Revista dos Estudos , GeraZs Universitários de MoçamMque, 5." grle, ) (1967). 209-37. 8.4. Direito siiceêisório. Principais obras sobre a história das institui.çÕes sucessbrias:

431. CRUZ, Guilherme Braga da, O Lh'reito de Troncalidade e o Regime darldico do Patri.mÓnio Familiar (Braga 1941-7), 2 vols.

210

A HISTORIA DO DIREITO N A HISTÕRIA SOCIAL

463. SILVA, Nuno Espinosa Gomes da, <Breve História da (Sláu-

sula de Continuaçáo d a Sociedade com o Herdeim dos Sãciosx, RFDL, 15 i 1961-S),293-3114. De consultar, ainda, as obras gerais de direito civil, importantes pelas referências ao direito anterior à, codlficação:

464. OARNFXEO, Manuel Borges, W ~ à t oCivil de P o r h g a l (Lisboa 1826-40 I, 1858 *), 4 tomos. 465. ROCHA, Manuel Antbnio Coelho, Imtitu@ões ãe D i ~ e i t o

...

Càvil Português p a r a Uso dos Seus Dhclgulos (Coimbra 1&48),2 tomos. Juntamente com o Digesto ..., de C. Teles (cf. n . ~483), e o Diraito Civil, d,e Borges Carneiro (cf. n," 461), constitui o núcleo das obras clássicas do direito civil oitocentista anterior a codificação. 466. TELLEW, José Homem Corrêa, Digesto Portuguez, ou TTQGtudo dos DLreitos e Obrágaçõeu Giub, Acoommodado Leis e Costumes d a Naçdo Portugueza (Lisboa 1835 l, 1840 '...), 3 tomos. Slntese do direito civil português imediatamente mterior a promulgação do C6digo Civil de 1867.
8.6. Direito comercial.

rente a Mercadores Estrangeiros ( ' ~ c u l o s V e m>, X em Estudos de FIbtória (Lisboa 1968), 131-74. 475. SAihT!BFC&M, Pedro de, #.Tratado Muito irtil e Quotidiano dos ,Seguros e Promessas dos Mercadores. Introdução de Moses Bensabat Amznlako, Economia e Finawas, 26, 2 i'lBS8), 3%-4T6. 476. SOUTO, Alberto, Evolzação Historba: do Geguro (Coimbra 19191,67 pp. 477. ViLEZrLA, Álvaro 'da Costa Machado, Seguro d e Vidas (Esboço Histórico, Económico e JurBdicol (Coimbra 1 9 8 , &0) 17-71.

474.

R A l J , Virgínia, i<Privilegios e Legislação Portuguesa Refe-

8.7. Dlrelto internacional tirivado. a muito diminuta a bibliografia portuguesa sobre este assunto: 478. FERRTDTRA, José de 'Sousa dos Santos, <Memoria Critica acerca da Verdadeira Orlgem e Causa das ConservatBrias Estrangeirasx, em Annaes da Sociedade Jurldica, I n 5. , . O
136-44.

479. RIBEERO, Victor, xPrivilégios de Estrangeiros ein Portugal», em HistOriu e Memárim d a Academia clas Xcdencgas de Lisboa. Nova série, 14 (1022),29-84.

Obras mais significativas:
467. .AJ&ZALAK, Moses Bensabat, TT& prdcurseurs portuguais -Pedro de Santarém et les assurances marétimes ac a XVI" séècle; Freitas et la libarté des mers a u XVII' si8cle; José da Veiga et les opératiana de bourse (Paris S. d.), 1-7 pp. 468. BEIRAO, Veiga, < O Direito Comercial em Portugalo, O Direito, 46 (1IM4), 44, 337. 469. BEIIRAO, Vefga, a 0 Direito Comercial durante a Dinastia Avluense e o Dominio dos Filipesn, O Dh&a, 47 (19'15), 49,w, ia, 227, a89.339. 470. EORGEIS, Jose Ferrdra, m'e'c&onáno Jurídico-CommerciaG (Lisboa 1'8791, VI-516 pp. 471. E'IGUEEREIWS, Fausto, ,<O Contrato Comercial de Dinheiro a Ganho no Antigo Direito Português,, RFDL, 17 (19K4),
243-84. 472. LXSBOA, José da Silva, Princápios de Dirsito Mercantil, e
igI),

Algumas indicações em: VILEljLA. Alvaro Júlio Machado, Tratado Elementar [Te& rico a Prático] de Direito Intwrcackmal Privado (Coimbra 1921-2),2 vols.; m i m e I, 323-6 e 36,b-3, onde s e faz um upanliricfo (1'1 cvoluç2o dzt d o u t i ~ n a~ i ~ r t u g - u i ssolire os a princlptos fundamentais do direito internacional privado

9, P ~ O C ~ S S O e penal civil R

45.1.

473.

Lees d a Marinha Divididos em Oito Tratados Elementares (Lisboa 1801-8 ', 18281, 8 tomos. Tratado revelando o direito anterior a codificaçáo moderna. ~ R E A Manuel Paulo, «Uma Livrança do Ano de 13C17», , BFDC, 14 ((1937-8),481-3.

...

482. 453.
484$

A bibliografia sobre a organlzaçáo judicihria j& foi recolhida noutra secção. As obras seguintes dizem directamente respeito aos direitos prooessuais civil e penal: CAMINHA, Gregorio Martins, Tratado da Forma dos Libel10s; e das Allegaçóes Judicirres C% do Processa do Juizo Secular, & Ecc2esiastic0, Le 60s Contratos, com Buas Glosas (Coimbra 1549.. . Coimbra 1T53 * ) . CASTRO, Mmuel Mendes de. P r d t b a Lwitalua.., (cf. 186). FEFLEEIRA, Manuel Lopes, Protica Criminai, E q e n d i d a nn Formrr d a Praxe Observmda Neste Nosso Reirco.. (WSboa 1730-33 I, Porto 1767 2 * ] 656 pp. mais índices. FIGUEIREDO, Jose AnastAcio de, rMemoria sobre Qual Seja o Verdadelra Sentido da Palavra Façanhas, Que expressamente se Acháo Revogadas em Algumas Leys e

.

A HISTóRIA DO DIREITO NA HIST6RIA SOCIAL

BIB
Cartas de Doaç6es e Confirmações Antigas, em Memor b s de Littemtura Portugueza. .Academia Real das Sciencias de Lisboa, 1 (17921, 61-73. 4 5 m E A , Manuel Paulo, nót tu ias Hfstórico-Jurídicas. DT&, A 'Demanda de Haver Móvel' no Direito Hispanico M e dieval, BFDC, 27 ('19511, 157-64, 336-8. 486, M E R U , Manuel Paulo, <Bosquejo Histbrico do Recurso de 'revista's, B M J , 7 (1H83, 43-72. 487. ,MEERA, Manuel Paulo, <Sobre o Juramento ,Purgatório no Direito RispBnico Medieval,, RDEE!, '7 (1964), 71-81. 488. MEREA, Manuel Paulo, < O Poema do Cid e a História do . R&&a, BBDC, $7 (19611, 87-116; 38 (19621, 23441: ou A Histdt-ia e Direito (Escritos Dispersas), 1 (Coimbra 1967), 75-124. 489. MEREA, Manuel Paulo, «Da Minha Gaveta (sobre o Regime de Prova nas Demandas de Mulher Forçada)», BFDC, 98 (1962) 42-51; ou Rfstdria e Dtreito (E~cliltos LXapersosj, 1 (Colmbra 19671, 151-62. Memo& sobre a Autkoridade dos Assentos 490. RIBEIRO J. P., <k<as Relações (Lisboa 1821), 16 pp. 491, &ILVA, José Veríssirna Alves da, <Sobre a Forma dos Juizos nos Primeiros S'éculos da Monarchia Portugueza%, em Memorfas de LitteraCILra. Academia R a d a s Sciencias el de 'Lisboa, 6 (1794). 5-34. 492. SOUSA, Joaiquim Jose Caetano P e r d r a e, P t d m i r a s Linhas sobre o Processo Criminal (Lisboa 1785 '; 182u"). 8017pp. 493, SOUSA, Joaquim José Caetano Pereira e, Primeiras Dnhm sobre Processa C i d (Lisboa 1.834'), 4 tomos. 494. SOUSA (Lobão), Manuel de Almeida e, Segundas M h a s sobre o Processo Civil, ou antes Addições às Primeiras do Bachard Joaquim Josd Caetano Pereira e Souaa (cf. 492) (Lisboa 1814 I ) , 2 vols. Apresenta, como suplemento, CollecçEo d s Dissertações e Tratados Vários... (Lisboa 1826), VIZ-BS2 pp. 495. . 'S, Jose Homem Correa. Doutrina das Acções, Accommodada ao f i r o d e Portugal (Lisboa 1$19: 1887 3), 2 ton.O

donii'nios UItramarlnos, 1'557-1G4Q8j vo1. VI, 639-7W f o$ ; dominios ultramarinos, 1640:-18T5); vol. VI, 536-60'3 (os doniinios ultramarinos, 1816-1915) ; vol. M (suplemento), 559-78 (os domínios ultramarinos, 1918-19331. 497. MDRIAS, Manuel, HQtóría Breve & Colonizaçdo Portuguesa (Lisboa 1840), V f 151 pp.; versão francesa, Br&e m hgstaáre de ia colonisation portugaise (Lisbome 1941), VIii 157 pp.; Italiana. Storia breve della co2onksaxione portoghese (Llsboa 1941), KUi W1 pp.; alemá, Rwrz gsfmste Geschichte der po.rtug4e&iszhen. Kolon.is&tfon (Llssabon 1942), VíiI 161 pp.; inglesa, Eho~t h h t o r y of portuguese coloni~ation (Usbon L941). V D I 14.1 pp.

+

+

+

+

P a r a o Brasil (alem das obras citadas):
498.

História da Colonàzação Po~twguesado Brasil (Porto 18212 4 ) , 3 vols.

Obras de referência bibliográfica e guias dos arquivos coloniais:
490. EOXEII, Charles R., <Some considerations
500.

m1.
5Cl2.

503.
504.

mos.

10. Direito colonial. Obras de sintese sobre a história da colonhaçáo portuguesa: 496. HOt6via de Portugal. Ediç&o monumental (Barcelos 18.38541, 9 ~ 0 2 s . (cf. n . ~ 74). Sobretudo; vol. DI, 3133-624 (génese e desenvolvimento dos descobrimentos e conquistas dos s6culos XVI e XTti, 1411-1557); vd. V ( 0 s

on the portuguese colonid historiographp, Actas do Colóquào Internaciund de Estudos Lwo-BrasiIeiros [.Nashville 19591, 169-80. GIBSQN, Mary Jane, Portuguese Africa. A gwide to o f f M publfcatiofhs Librarg o/ ths Co?zgress (Washington 1967), XV 217 pp. Arquivo HbtóPico d e Angola. Roteiro Tqpografico dos 0Ódf.ces. Ntícleo Attt'igo da Becretaria-Geral. Neicleo do Gov e m 0 d e Benguelo. Núcleo CsruI (Luanda 1966), 1'83 p p Arquivo Hktórico de Angola. Roteiro Topogr&f%codos Auulaos (Luanda 1969-...j, 3 vols. publ. BABTO, Artur de Magalhges, Catcálogo dos Manuscritos Ultramarinos da Biblioteca Wibliea Municipal do Porto (Lisboa 'D38), &M pp. Documentação Ultranaarina Portugwesa. Publicaç& d o Centro d e Estudos HlstórPcos Ulranlarinos (Lisboa 1960c...I 5 vols. publicados.

+

Documentação existente nos arqulvos portugueses e estrangeiros.

5m. GNES, Ernesto, A Recção UEtramarina da Eibl%oteca Nacional. tnventádos. I - Oódkes do Eatiato Cosselho Ultramarino. Estudo por Mnthilde Hedwig Bitzler. 11- Cddices Vindos de Illoçarnbique por Iniciativa d e Afitónio Enlz6s. I I l - Códices do A r q u i ~ o da Marinha ( L i b o a 19281, XXV 338 pp.

+

aWrmes féodaIes et domaniales de Ia colonisat~on portugaise dans Ia zone atlantique aux -+ + - - - . 6 (19571.reproduzindo registos e livros de cópias de diversas repartições públicas de Goa.' 224... T m 1116 pp. I S (14B58). 526. A.56. b í i . da Silva. 52L. <As Raças do Brasil perante a Ordem Teológica. VIII-4%XLIV. 649 pp. Luís Augusto Ferreira. BOXFXL. Repertorio Alphabetico e ChronoEogico ou Indice Remiusivo d a LegOslaçSo Ultramarina desde a Epoclsa das Descobertas a t e 1888 Inclusive (Macau l % . 65-79. 1752-1800. Portuguese colonization in the s-hteenth ceratuw. Charles.214 A XIISTORIA D O DIRElTO NA HIBT6RI. Moral e Jurídica Portuguesa nos Seculas XVI a XVIIb. Cf.ara Mu&ipal cle Lua>~da [Luanda 1965). 527. 61 pp.8 (1948).l%B). RIVABA. 1 ) (. 519. Charles E. LETTE. BahW and Luanda. 86 (Abril 1968). 135-218. TPERUNDEiN. Das Rec:ht der portugiesischen VberseegBbiete. A) LegbZagEu Antiga f i l . 522. A Questdo Colonial Portuguesa na Segunda Metade do SéCUJO XIX (LiOboa 1935 ). 5B2. de. M. ColecçBes de legislação colonial: kziTvlETDA. n. N e m ó m e Comzmka@es. 52i0.7-60).. Reiner.. op. 629. VELOZO. SILVA. 8 (1951).9 vols. 19. <O Sistema Jupídico Português peranke o Condicionalismo dos Descabrimentos e da Colonização. Jose de Almeida. C. 20861. 53Q. 2 vols.gica (Lisboa 1909). ScientZa Zunidica. ( a ) COiSTA.. 201L pP. Eduardo.4 vols. cit. &) No British Museum (cota Addit. nova ediç8o por L. 1 0 (1961). <As Questães Coloniais n a s Cortes Constituintes e na Segunda Legislatura>>.7825 (London 1969). Marcelo. 2 vols. Ducumelbtos p a r a a H h t 6 rBa d a s Capitantas d a M a e i r a (Lisboa 1Q308). SANTA RITA. V Congresso Internacional de Estudos Luso-Brasileiros (Coimbra 1963).7) 212 pp. 229-46.385-84.. 176 pp. J .. 7-28. 15101800 (mMadison Milwaukee 1965). 0 531. AKIViZ. Documentos relativos à expansko portuguesa no século XV (Coimbra 1960-76). a stuãg o n the roga2 orãWances (regimentos) í Johannesburg 1959 i . Portugal no Continente Africaao. «Casa da rndiaw. em Garcia de Orfa. 'Manuel Gonçalves da. CUNHA..i. IS1AACMALN. Francisco Jose.. . 15 vols.4 SCCIAL As Gavetas d a Torre do Tontbo. 318 pp.NASCIMENTO. XXVI-42'6 pp. JosB Gonçalo de. Carlos fienato Gonçalves... MABTINS. BOXER. ocupam a s pp.. que s e Expediram p a r a a India desde o Eatabeleclmento Destas Co+bguistm.. RPH.1 8 . SANTOS. x 1 ' pp. $ (1840). Antánio Lopes d a Costa e. The portuguese seciborne empire. 1515. de 4 0 vols. Joáo Cabral do. 07 519. Editadas por AntBnio Loi~rençoCaminha (Wsboa 180. FERREIRA. E.174-86. Repertório Ramissivo d a Leg-islaçõo d a M a ~ k h a do Ultramar Comprehene dida nos Annos de 1Sl7 a 1856 (Lisboa 18661.RFLUL. 528. 5i pp. Scholz. em que a s Ordenações . A functional analysis of the political s y s t m ~ .. Charles E. Histdr&a d a Admhfstraçüo da Justiça no Estado d a Indin. The municipal council of &a. 341-52.-M. Século XVZ (Lisboa 1964-5). O Comelho da f n d k (Lisboa 1952). O Benado de Goa. 1h-. Viriato A. Ordenações d a Indiu do Senhor Rei D. de Carvalho Dias. e mais Ordens." &) encontra-se uma Collecção Authentica de Todas as L-ys Regimerltos e Alvarás.. Eine EntwlckZung vo?a den AltfBngen des ~ N e u e l e &'taates# bis xur Gegenwart (Saarbruck 1972). Francisco Paula Mendes da. Das Origens dos ilfwàcáp408 Portugueses aos Primeiros Tempos d a Ca. Boletim da Conselho Ultramarino. d a Silva. F.. B ) Legislação No92s&ma (1834-63) (Lisboa 11869). Monumenta Hev~riclna. . Publicaçáo do Centro de Estudos Históricos Ultramarinos. Portuguese society in the tropics. Mss. n. Allen. Heliodoro da Cunha. Serafim. «O Sistema Português de Política Indígena no Direito Positivo desde 182'0 at4 à Ultima Revisão da Constituição». completada em 17518. 524. Manuel d e Eterna Memoviu .. «Orientação d a Política !Colwnial Pnrtuguesa. Obras sobre temas de hjstbria do direito e das Lnstituições: ALBUQLERQUE.. t<A Teoria da Expansão Portuguesa e o Princfplo das Nacionalidades no Pensamento da Joáo Pinto Ribeiro (Século XVZI). XIV-689 pp. (IAETANO. Scientia luridica. Macao. Puhlicaçáo d a Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra. 518. 5215. 29 a 61. Waldemar. 110-48. Joao José da. Documentos . ou ROA. <The 'prazos' da Coroa*. . . O Comel?~oUZtramariao -Esboço da Swa História (Lisboa 1967).de 1586 a 1748. ~ 4 ) (Lisboa 1867).m. XXVI + 426 pp. REIGO. segundo informa J. RFDL. .. Congresso do Mundo Português. Archivo Portuguex Oriental (!Nova Goa 1&5. PERiEmA. Memoria Huton'co-Archeolo. BRAZAO. 194-277. Studaa. LUZ. 523. 349-70.

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. . . . .. .. . . . . Colecções de jurisprudência . . . . . . . . . . . . .. . .. . . 3. . . . ... 4. . . . 7. .. . . Publicações periódicas e obras coIectivas . . .. 9. . . . . . . . . 5. . ... . . .1. . . . . .. . . . . 7. . . . . .. . 8 . . . .. ... .. . . . Estrutura politico-jurjdica do Estado e direito constitricional . . . 5. . . . 8. . . . . ... Recolhas de doutrina ... . 7. . . . . .. . Pensamento jurídico e filoeofia do direito . . . . ... . .. . Direito de família . . Processos civil e penal . . . . . .. 4.. . . . ... . . .6.2.. 7. . . . . .. .2 Obras de enquadrnmento hist6rico geral . .. . .. . . . . . . Bibliografia geral 1. manuais. . ... . . . . 8 .. . . .1. . 10..5. . .1. . . . . .. . . . .7. . . . .. . . . Obras de referência bibliogr&fica . ... . . .. . .3. 5.7. . Estatuto jurídico das pessoas e das classes sociais . . .. . . . . . . . 1. . .3. . . .. . . . 8 . . . . Fontes jurídicas . . . .. . . . . Publicações de documentos jurídicos . .. . . . . . . .. . . . . Direito internacional privado . . ..4.... .. . ... . . . . . Direito econoinico . . . . . . Direito comercial .1. 2. . .. . .1 . . . . 6. .. .5. . Direitos reais . . .... .. . Direito local . . . .. . 7..2. Instituições aú~nlnistrativase direlto sdministrativo . Instituiç6es eclesibticas e de assistência pública . . . Publicações periódicas de interesse jurídico ou histórico-jurídico . Direito colonial . . 6. . DicionBrios de direito. . . .. . .. . . . . . 7. . dicionArios . . Instituições corporativas . 6. . . .. repertórios . . . .. . . .6. . . . 4 Direito sucessório . . .. 8. . .. . . 6. . .. . . . .. . . . ... . . . . .. . ..2. Direito público . . . . Obras colectivas e edições de conjunto dos trabalhos de um mesmo autor . .. .. . . .. . . . . Instituições militares . . . . 3.2. . .. Instituições financeiras e direito fiscal . . . . . . . . . . . . Obras slnt8tlcas de histúria geral.2. 7. . .. . . .. ... . .. Bibliografia juridica . .. . Direito das obrigaçies . . .. 5 . Legislàção geral 6. .. . ..... . . . . 4.. . . . .. . . . . . . . . . .1.4. . . . Manuais de história do direito português . .. Obras sintéticas de história juridica. ..3. . . . . . .. . .. .. .. . . Dlreito privado . . . Enciclopédias e dicionários . manuais e dicionários . . . . . . . . . .. .. ..6. . . . . .. . . 8.. . Instituiçí5es penals e direlto penal . . . .. . . .. . .. . 7. . . . . . . . . 7. . . .2. . 6. . . . . . . Tratados e manuais de história geral . . .. . . . . 8. . . . . ... .. . Obras sobre temas gerais de história do direito português . . .3. . . . . . .. . ... .. .. . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ... . . . . . Actividades das Cortes e trabalhos parlamentares . . . . . . . 4. . . . .8..3. .. . . .... . . . .1. . . . . . 3. . . . . Ensino do direito .. . . . . . . 11. .. . . . .. . .. . . Direito internacional público .. .. . . . glossftrios. . .1. 3. ... . . . . . . 12. 6. . . .7. . . . . Regulamentos corporativos 6. . . .. . . . . . . .. . . Cat&logos de arquivos e colecções documentais .. 8. . .

.7. . . . . . . . . . . 8. . . . . . . . . . . . . . . . Instituições penais e direito pcnal . . . .8. . . . . . ...6.. . .2. . . . 11 . . . . 8. 8.. . . .. . . 7. . . .1. . . . . . . Direito comercial . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . .5. .. . . . . . Direito sucessório . . . . . Processos civil e penal .. 7.1. Direito colonial . . . . . .2.4. 7. . . . . . . . . ..3. . . . Direito económico . Pensamento jurídico e filosofia do direito . . . . 8. .5. . . . . . . . 7. . . 10. . . . . . .. . . . . Instituições corporativas . Instituições aùininistrativas e direito administrativo . . Instituições eclesi8sticas e de assistência pública. 7. . . . . . . . . . .. 8. . . . . . . . . . . . 8. . . 8. . . . .. Direito público . .. . 12. . Direito internacional público .3. . . . . .. . .. . .. . . .. . . . . . . . . . . . . . . Estatilto jurídico das pessoas e das classes sociais . Direito das obrigaçies . . Ensino do direita . . . . . . . . . . . . . .7. . . . .6. . . . . . . . . . . .7. . . . . . . . . . . . . 7. . . . . . . . . . . . . .. . 9. . . . . . . . . E s t r u t u r a político-jurídica do Estado e direito constitucional . 8. . . . . . .. Direitos reais . . . . Direito internacional privado . .. . . . . . . . .4. . . . . Direito de família . . . . . . . . . . . . Instituições militares . ... . 7. . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Direito privado . . . . . . Instituições financeiras e direito fiscal . . . . . . 7.