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12 - Mente Vazia - Oficina Do Diabo

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12 - MENTE VAZIA – OFICINA DO DIABO Em 2Coríntios 11:2-3, o apóstolo Paulo diz: “Porque zelo por vós com zelo de Deus; visto que vos tenho preparado para vos apresentar como virgem pura a um só esposo, que é Cristo. Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo”. Essas palavras são muito reveladoras. Elas nos mostram de maneira muito bem clara que Deus deseja nos preparar na vida da igreja para nos casar com Cristo. Para isso precisamos crescer em vida e amar o Senhor, nosso Noivo. Mas esses versículos também nos mostram que o inimigo de Deus, nosso adversário, está sempre tentando impedir-nos de ter essa realidade. Para conseguir isso, ele tenta enganar-nos, para que nossa mente se corrompa e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo. O campo de ação de Satanás Essa passagem da Bíblia nos revela que o campo de atuação de Satanás em nós é nossa mente. Como cristãos genuínos, lavados e regenerados pelo sangue de Cristo, temos o Espírito de Deus, o Espírito de Cristo habitando em nós (Romanos 8:9-11). Assim, Satanás já não tem qualquer possibilidade de atuar em nosso espírito; ele está protegido para sempre. Mas, por outro lado, nossa mente pode ser um campo fértil para o inimigo semear toda sorte de dúvidas quanto à Palavra de Deus, acusações quanto à nossa vida espiritual, acusações contra nossos irmãos em Cristo, tentações, etc (Apocalipse 12:9-10). Como resultado, passamos a viver debaixo de condenação e ficamos espiritualmente abatidos, com os joelhos trôpegos e as mãos descaídas (Hebreus 12:12). Com suas acusações sutis, Satanás constrói fortalezas em nossa mente (2Coríntios 10:4). Essas fortalezas nos impedem de conhecermos mais a Deus, tornando-nos exaltados e altivos e impedem nosso crescimento e amadurecimento. Dessa maneira, o inimigo de Deus neutraliza nosso progresso espiritual impedindo-nos de servir a Deus e aos irmãos, e de nos tornarmos vencedores. Por isso, precisamos conhecer os desígnios de Satanás, sua estratégia, seu “modus operandi”, para que ele não alcance vantagem sobre nós e assim podermos resistir-lhe firmes na fé (2Coríntios 2:11). Satanás não aparece a nós com uma roupa vermelha, um rabo, chifres e um tridente nas mãos. Ele é sutil e age na esfera de nossa mente, principalmente com mentiras, pois ele “é mentiroso e pai da mentira” (João 8:44). Como vimos, seu campo de ação, seu “teatro de operações” é nossa mente. É importante lembrar que não apenas com coisas grotescas de pecado que ele vem nos tentar, mas também com assuntos relacionados a dinheiro, poder, aparência, vaidade, etc. Coisas aparentemente inofensivas, mas que podem afastar-nos do Senhor e de sua economia. O poder dos pensamentos Tiago 1:14, 15 diz que “cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera morte”. Esses versículos não nos permitem culpar outras pessoas pelos nossos pecados. Eles são dados à luz pela nossa própria cobiça. E esse é um processo que se inicia na esfera da mente, injetado pelo inimigo e, com a nossa cooperação, cresce e frutifica. Vejamos alguns versículos na Bíblia que podem ajudar-nos a entender melhor esse processo. Jeremias 4:14 diz: “Lava o teu coração da malícia, ó Jerusalém, para que sejas salva! Até quando hospedarás contigo os teus maus pensamentos?” Essa palavra mostra claramente que cabe a nós hospedar ou não os pensamentos conosco. Talvez não possamos evitar que certos pensamentos venham a nós, mas, se os hospedaremos conosco ou não, isso cabe a nós. E, como vimos, esses pensamentos bem hospedados em nossa mente dão à luz o pecado. Quando Deus sentiu a necessidade de disciplinar Seu povo, Ele não precisou pensar em um determinado castigo, mas simplesmente disse: “Eis que eu trarei mal sobre este povo, o próprio fruto dos seus pensamentos; porque não estão atentos às minhas palavras e rejeitam a minha lei” (Jr 6:19). Não é difícil entender essa palavra, “porque de dentro, do coração dos homens, é que

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procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba e a loucura. Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem” (Marcos 7:21-23). E, no Novo Testamento, somos lembrados pelo apóstolo Paulo de que outrora todos nós também andávamos seguindo as inclinações da carne e dos pensamentos (Efésios 2:3). Por isso, ele veio nos exortar a não mais andarmos como os gentios, na vaidade de seus próprios pensamentos, sem entendimento, alheios à vida de Deus, por causa da ignorância em que vivem, por causa da dureza de seu coração. Por isso, precisamos nos despojar do velho homem, que se corrompe segundo as concupiscências do engano – processo esse que se realiza pela renovação de nossa mente – e nos revestir do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e santidade procedente da verdade (Efésios 4:17-24). E, escrevendo para Tito, Paulo disse que: “todas as coisas são puras para os puros; todavia, para os impuros e descrentes, nada é o puro. Porque tanto a mente como à consciência deles estão corrompidas” (Tito 1:15). Em que pensar? Quais devem ser, então, as coisas que ocupam nossa mente? “Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” (Filipenses 4:8). Aqui temos uma lista de coisas positivas em que pensar. Mas qual é a maneira de nos livrarmos dos pensamentos negativos e aplicarmos nosso coração a pensar positivamente? Qual é a maneira de nos livrarmos da ansiedade e angústia de coxear entre dois pensamentos? Paulo, mais uma vez, nos dá a resposta: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas diante de Deus, que excede todo entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus” (Filipenses 4:6-7). Afinal, precisamos perceber que as armas de nossa milícia não são carnais; e sim poderosas em Deus, para destruir as fortalezas do inimigo em nossa mente, levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo (2Co 10:4-5). Não se trata de exercícios mentais, de meditação, mas de exercitarmos nosso espírito em oração e na Palavra de Deus (Efésios 6:10-18). Definitivamente, precisamos consagrar mais tempo à oração. Muitas vezes, levamos uma vida cristã derrotada simplesmente porque não oramos ou oramos pouco, e não nos alimentamos regularmente com a Palavra de Deus. Nesse caso, tornamo-nos alvo fácil dos ataques do inimigo. Pois, como diz o provérbio popular: “Mente vazia é oficina do diabo”. Enchamos, portanto, nossa mente com os pensamentos de Deus, tomando a Palavra de Deus com oração, totalmente pela fé.

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