P. 1
CURSO BIOLOGIA QUÍMICA DA CÉLULA VIVA

CURSO BIOLOGIA QUÍMICA DA CÉLULA VIVA

|Views: 478|Likes:
Publicado porinespeccebr
EBOOK DE BIOLOGIA
EBOOK DE BIOLOGIA

More info:

Published by: inespeccebr on May 12, 2012
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOC, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

02/01/2013

pdf

text

original

1

Perguntas e respostas.

(Primeira Célula Viva dotada de um genoma sintético)

2

EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA PRODUÇÃO TEXTUAL
CURSO DE BIOLOGIA QUÍMICA DA CÉLULA VIVA

2012

3

Professor César Augusto Venâncio da Silva – Historiador licenciado pela Universidade Estadual Vale do Acaraú. Psicopedagogo, Psicanalista, Diretor do CENTRO DE ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO. Vice Presidente do INESPEC – Instituto de Ensino, Pesquisa, Extensão e Cultura – 2007-2013. Coordenador da EDUCAÇÃO CONTINUADA do INESPEC. Docente Titular no Curso Auxiliar de Laboratório de Análises Clínicas http://inespecauxiliarlaboratorioead.webnode.com/ - Licenciando em Biologia na Faculdade Integrada da Grande Fortaleza – Ceará. Diretor da REDE VIRTUAL INESPEC – RÁDIO WEB INESPEC. http://nucleodeproducaorrtvinespec.blogspot.com/. http://wwwcesarvenancioemns.blogspot.com/ Administrador do Blog: Prof. César Venâncio EAD -

PRIMEIRA EDIÇÃO
Editora Free Virtual INESPEC – 2012 Fortaleza-Ceará 1.a. Edição – Março.

"A educação é o ponto em que decidimos se amamos o mundo o bastante para assumirmos a responsabilidade por ele." Hannah Arendt

4

Professor César Augusto Venâncio da Silva Licença Creative Commons Registro INPI 06589-1 Attributions-Share Alike 2.5

O autor e a editora empenharam-se para citar adequadamente e dar o devido crédito a todos os detentores de direitos autorais de qualquer material utilizado neste livro, dispondo-se a possíveis acertos caso, inadvertidamente, a identificação de algum destes tenha sido omitido. Editora Free Virtual INESPEC – Março de 2012. Fortaleza-Ceará. 1.a. Edição Obras publicadas pelo autor. http://wwwcesarvenanciocurriculovitaelattes.blogspot.com/

5 1. ANATOMOFISIOLOGIA DO MAPEAMENTO CEREBRAL: Identificação dos distúrbios de
Aprendizagem e sua intervenção Psicopedagógica. Mapeamento Cerebral, 2010. 1.a. Edição, 153 páginas. Universidade Estadual Vale do Acaraú. http://pt.scribd.com/doc/28400800/MAPEAMENTO-CEREBRAL-CONCLUSO-PARA-REVISAO http://pt.scribd.com/doc/28397101/Professor-Cesar-Augusto-Venancio-da-Silva 2. BASES NEUROPSICOLÓGICAS DA APRENDIZAGEM. 2008. 1.a Edição. Universidade Estadual Vale do Acaraú. http://wwwdceuvarmf.blogspot.com/2008/08/ensaio-acadmico-de-csar-venncio-bases.html

3. Projeto TV INESPEC CANAL HISTÓRIA DO BRASIL – Canal do Professor César Venâncio –
EAD - http://worldtv.com/tv-inespec-hist_ria_do_brasil 4. Introdução ao GRUPO DE ESTUDOS ACADÊMICO DA PSICOPEDAGÓGIA – UVA Universidade Estadual Vale do Acaraú. 2008. http://wwwpsicopedagogia.blogspot.com/2008/04/trabalho-dissertativo-de-csar-venncio.html

5. SAÚDE PÚBLICA: CONDILOMAS ACUMINADOS. Maio. 2009. ESCOLA SESI. CEARÁ.
http://wwwlivroseletronicos.blogspot.com/ 6. PSICODINÂMICA: INTELIGÊNCIA. 2009. Maio. INESPEC. http://wwwlivroseletronicos.blogspot.com/

7. SILVA, César Augusto Venâncio da. (2008. 100 pgs) NEUROPSICOLOGIA APLICADA AOS
DISTÚRBIOS DA APRENDIZAGEM: A neuropsicologia e a aprendizagem. Fortaleza – Ceará. UVA-RMF. http://wwwneuropsicologia.blogspot.com/

8. SILVA, César Augusto Venâncio da. (2008. Decisão/Sentença) - Fortaleza – Ceará. UVA-RMF
http://wwwprocesso1064arbitragem.blogspot.com/

9. SILVA, César Augusto Venâncio da. (2008. Decisão/Sentença) - Fortaleza – Ceará. UVA-RMF.
http://wwwprocesso1064arbitragem.blogspot.com/2008/03/deciso-110169192092008-juizarbitral.html

10. SILVA, César Augusto Venâncio da. (2008. PROCEDIMENTOS DE JUSTIÇA ARBITRAL) Fortaleza – Ceará. UVA-RMF. http://mandado94525.blogspot.com/2008/01/processo-arbitragem-no-10812007cjc-arbt.html

11. SILVA, César Augusto Venâncio da. (2008. MANDADOS EM PROCEDIMENTOS DE
JUSTIÇA ARBITRAL) - Fortaleza – Ceará. UVA-RMF. http://mandado94525.blogspot.com/

12. SILVA, César Augusto Venâncio da. (2008. PROCEDIMENTO DE JUSTIÇA ARBITRAL –
PROMOÇÃO POR MERECIMENTO) - Fortaleza – Ceará. UVA-RMF. http://wwwjustiaarbitral.blogspot.com/2007_12_01_archive.html http://wwwjustiaarbitral.blogspot.com/2007/12/processo-no-10812007-cjcarbt-reclamante.html

13. SILVA, César Augusto Venâncio da. SENTENÇA Nº 1- PR 1359/2008 – PRT 124733 –
JAGABCAVS. Relator - Juiz Arbitral César Venâncio. (2008. PROCEDIMENTO DE JUSTIÇA ARBITRAL) - Fortaleza – Ceará. UVA-RMF

6 14. SILVA, César Augusto Venâncio da. TÍTULO I - JURISDIÇÃO DA ARBITRAGEM - ANTE
PROJETO - TÍTULO I CAPÍTULO I - JAGABCAVS. Relator - Juiz Arbitral César Venâncio. (2008. PROCEDIMENTO DE JUSTIÇA ARBITRAL) - Fortaleza – Ceará. UVA-RMF 9) SILVA, César Augusto Venâncio da. JAGABCAVS. Relator - Juiz Arbitral César Venâncio. (2008. PROCEDIMENTO DE JUSTIÇA ARBITRAL) - Fortaleza – Ceará. UVA-RMF http://wwwofcio110706processo1064.blogspot.com/2008_03_01_archive.html

15. SILVA, César Augusto Venâncio da. JAGABCAVS. Relator - Juiz Arbitral César Venâncio.
(2008. PROCEDIMENTO DE JUSTIÇA ARBITRAL) - Fortaleza – Ceará. UVA-RMF http://wwwsindicatocomissaoeleitoral.blogspot.com/

16. SILVA, César Augusto Venâncio da. Relator - Juiz Arbitral César Venâncio. (2008.
PROCEDIMENTO DE JUSTIÇA ARBITRAL) - Fortaleza – Ceará. UVA-RMF EM MATÉRIA SINDICAL: SINDICATO DOS GUARDAS MUNICIPAIS DO ESTADO DO CEARÁ COMISSÃO ELEITORAL REGIMENTO ELEITORAL 2 0 0 7 RESOLUÇÃO n.o. 1/2007 EMENTA: Dispõe sobre o Regimento Eleitoral de 2007 do SINDICATO DOS GUARDAS MUNICIPAIS DO ESTADO DO CEARÁ e dá outras providências. http://wwwsindicatocomissaoeleitoral.blogspot.com/

17. SILVA, César Augusto Venâncio da. Relator - Juiz Arbitral César Venâncio. (2008.
PROCEDIMENTO DE JUSTIÇA ARBITRAL) - Fortaleza – Ceará. UVA-RMF EM MATÉRIA DE PRÁTICA DE DIREITOS DIFUSOS http://wwwdceuvarmfeditais.blogspot.com/2007/08/efignia-queiroz-martins-ofcio-no.html

18. SILVA, César Augusto Venâncio da.ENSAIO: TRABALHO DISSERTATIVO DE CÉSAR
VENÂNCIO - ESPECIALIZANDO EM PSICOPEDAGOGIA - UVA 2008 - AULA DO DIA 02 DE ABRIL DE 2008. http://wwwpsicopedagogia.blogspot.com/2008/04/trabalho-dissertativo-de-csarvenncio.html

19. SILVA, César Augusto Venâncio da. Institucionalização dos Procedimentos Eletrônicos na
Justiça Brasileira. http://no.comunidades.net/sites/ces/cesarvenancio/index.php?pagina=1554065433 –
FACULDADE INTERNACIONAL DE CURITIBA - NÚCLEO NA CIDADE DE FORTALEZA – CEARÁ CURSO DE DIREITO - Disciplina: Processo eletrônico

20. SILVA. César Augusto Venâncio da. INESPEC MANUAL DE APOIO para ouvir rádio web via WMP. 1.a
Edição. 2012. Março. 86 páginas. Editora Free Web INESPEC.

7

Dedicatória.

Dedico esse trabalho à equipe técnica cientifica e administrativa do Instituto de Ensino, Pesquisa, Extensão e Cultura, liderados na pessoa da Especialista Professora Ray Rabelo, Presidente fundadora do INESPEC. Aproveito para agradecer ao colega Professor Doutor Ricardo Gomes, nosso orientador na árdua missão da cognição externa do conhecimento. Agradecimentos aos colegas do Curso de Licenciatura em Biologia da Faculdade Integrada da Grande Fortaleza, local onde teve a origem inspirado do presente trabalho. Agradecimentos aos amigos e alunos que freqüentam o EAD do INESPEC. E a Rede Virtual INESPEC (http://nucleodeproducaorrtvinespec.blogspot.com/) que hoje se encontra em 99 países, transmitindo o sinal da Rádio WEB INESPEC, e traduzindo às idéias do instituto para diversas culturas. Nos canais de rádio e televisão virtual, se torna hoje possível, uma melhor qualidade de ensino via Web. Agradeço aos líderes da RWI nos seguintes países: AFRICÂNER. AKAN. ALBANÊS. ALEMÃO. AMÁRICO. ÁRABE. ARMÊNIO. AZERBAIJANO. BASCO. BEMBA. BENGALI. BIELO-RUSSO. BIHARI. BORK. BORK, BORK. BÓSNIO. BRETÃO. BÚLGARO. CAMBODJANO. CATALÃO. ETC. (http://rwi5023.blogspot.com/) Use a interface para escolher o idioma em que deseja visualizar a RÁDIO WEB INESPEC. Os Blogs e sites dos parceiros da RWI estão atualmente disponíveis em vários idiomas: Esse livro será traduzido para o Francês, Alemão, Italiano, Inglês e Russo, considerando que temos parceiros nas nações que falam tais idiomas.

8

Biologia - Química da Célula Viva em perguntas e respostas – E-book Série Biologia EAD - INESPEC

Apresentação. O INESPEC na gestão da Professora Ray Rabelo, considerando a REDE VIRTUAL de aproximadamente 5587 Blogs e Sites que retransmitem o Sinal da Rádio WEB INESPEC, decidiu implantar a política de gerenciamento e formatação de livros digitais para os seus cursos à distância. Livro digital.

9 Um livro digital (livro eletrónico, livro eletrônico ou o anglicismo e-book) é um livro em formato digital que pode ser lido em equipamentos eletrônicos tais como computadores, PDAs, Leitor de livros digitais ou até mesmo celulares que suportem esse recurso. Os formatos mais comuns de Ebooks são o PDF, HTML e o ePUB. O primeiro necessita do conhecido leitor de arquivos Acrobat Reader ou outro programa compatível, enquanto que o segundo formato precisa de um navegador de Internet para ser aberto. O Epub é um formato de arquivo digital padrão específico para ebooks. Por ser um dispositivo de armazenamento de pouco custo, e de fácil acesso devido à propagação da Internet nas escolas, pode ser vendido ou até mesmo disponbilizado para download em alguns portais de Internet gratuitos. Foi inventado em 1971[carece de fontes?], quando Michael Hart digitou a Declaração de Independência dos Estados Unidos da América. Hart foi também o fundador do Projeto Gutenberg, o mais antigo produtor de livros electrónicos do mundo.
1. 2. 1971: Michael Hart lidera o projecto Gutenberg que procura digitalizar livros e oferece-los gratuitamente. 1992-1993: F. Crugnola e I. Rigamonti planejam e eles percebem, para a tese deles/delas de grau para a Politécnica em Milão, o primeiro ebook (apoio eletrônico para a leitura só de textos) e eles chamam isto "INCIPIT" . 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 1993: Zahur Klemath Zapata registra o primeiro programa de livros digitais. Digital Book v.1, DBF. 1993: Publica-se o primeiro livro digital: Do assassinato, considerado uma das belas artes, de Thomas de Quincey. 1995: Amazon começa a vender livros através da Internet. 1996: O projecto Gutenberg alcança os 1.000 livros digitalizados. A meta é um milhão. 1998: São lançados ao mercado os leitores de livros electrónicos: Rocket ebook e Softbook. 1998-1999: Surgem sítios na Internet que vendem livros electrónicos, como eReader.com e eReads.com. 2000: Stephen King lança seu romance Riding Bullet em formato digital. Só pode ser lído em computadores. 10. 2002: Os editoriais Random House y HarperCollins começan a vender versões electrónicas dos seus títulos na Internet. 11. 2005: Amazon compra Mobipocket na sua estratégia sobre o livro electrónico. 12. 2006: Acordo entre Google en a Biblioteca Nacional do Brasil para digitalizar 2 milhões de títulos. 13. 2006: Sony lança o leitor Sony Reader que conta com a tecnologia da tinta electrónica

14. 2007: Amazon lança o Kindle.
15. 2008: Adobe e Sony fazem compativéis suas tecnologias de livros electrónicos (Leitor e DRM).

10
16. 2008: Sony lança seu PRS-505. 17. 2009: Barnes & Noble lança o Nook. 18. 2009: Inaugurada a primeira loja de livros digitais do Brasil, a GatoSabido 19. 2010: Criada a Xeriph, primeira distribuidora de livros digitais do Brasil

20. 2010: Apple lança o iPad. Vantagens em relação ao livro tradicional A principal vantagem do livro digital é a sua portabilidade. Eles são facilmente transportados em disquetes, CD-ROMs, pen-drives e cartões de memória. Como se encontra no formato digital, pode ser transmitido rapidamente por meio da Internet. Se um leitor que se encontra no Japão, por exemplo, e tiver interesse em adquirir um livro digital vendido nos Estados Unidos ou no Brasil, pode adquiri-lo imediatamente e em alguns minutos estará lendo tranquilamente o seu ebook. Outra vantagem é o preço. Como seu custo de produção e de entrega é inferior, um livro digital de alto padrão, como os encontrados em sítios especializados, pode chegar as mãos do leitor por um preço até 80% menor que um livro impresso, quando não for gratuito. Mas um dos grandes atrativos para livros digitais é o fato de já existirem softwares capazes de os ler, em tempo real, sem sotaques robotizados e ainda converter a leitura em uma mídia sonora, como o MP3, criando audiobooks. Assim como um livro tradicional, o livro digital é protegido pelas leis de direitos autorais. Isso significa que eles não podem ser alterados, plagiados, distribuídos ou comercializados de nenhuma forma, sem a expressa autorização de seu autor. No caso dos livros digitais gratuitos, devem ser observadas as regras e leis que regem as obras de domínio público ou registros de códigos abertos para distribuição livre. A existência de leitores associado com vários formatos, a maioria especializados em um único formato, fragmentos do mercado do livro eletrônico. Em 2010, a e-books continuou a ganhar quota de mercado para a versão em papel. Alguns editores de livros eletrônicos já começaram a distribuir os livros que estavam em domínio público. Ao mesmo tempo, os autores de livros que não foram aceites pelos editores ofereceram seus trabalhos online para que possam ser comprados e lidos. Além disso, a cópia e distribuição de livros protegidos por direitos autorais é muito menor do que a diferença com os discos. O motivo é demográfico, o complexo processamento digital e uma maior variedade de gostos e públicos(eBooks: la guerra digital global por el dominio del libro – By Chimo Soler -Historiador)

11 Formatos.

O INESPEC na atual gestão (Professora Ray Rabelo) instituiu o NÚCLEO DE EDUCAÇÃO CONTINUADA(Edtal
n.o. 7CAEE PRT 50337-2012, de 1 de janeiro de 2012. EMENTA: EDITAL DE COMUNICAÇÃO DA INSTITUCIONALIZAÇÃO DO NÚCLEO DE EDUCAÇÃO CONTINUADA DO CENTRO DE ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO DO INSTITUTO DE ENSINO, PESQUISA, EXTENSÃO E CULTURA, PREVISTAS NO EDITAL 3-2011 e da outras providências -

http://edital7neceadinespec.blogspot.com/).
O NÚCLEO DE EDUCAÇÃO CONTINUADA DO CENTRO DE ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO DO INSTITUTO DE ENSINO, PESQUISA, EXTENSÃO E CULTURA, têm como missão desenvolver e gerenciar tecnologias, metodologias e soluções específicas de ensino a distancia, sob a responsabilidade acadêmica da escola - CENTRO DE ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO. O INSTITUTO DE ENSINO, PESQUISA, EXTENSÃO E CULTURA, INESPEC, no âmbito nacional e internacional, fazem uso, no ano de 2012, dos 14 CANAIS VIRTUAIS DE TELEVISÃO ON-LINE, 5.030 Blogs e Sites distribuídos em 99 países e que retransmitem o sinal da Rádio WEB INESPEC, através de seis Canais SERVIDORES transcontinentais, a saber: http://radiowebinespec1.listen2myradio.com/ http://radiowebinespec1.listen2mymusic.com/) http://radiowebinespec1.radiostream321.com/) http://radiowebinespec1.listen2myshow.com/) http://radiowebinespec1.radio12345.com/) http://radiowebinespec1.radiostream123.com Umas das metas primárias do NÚCLEO são liderar com inovação em serviços, educacionais de qualidade, sempre com parcerias multiplicadoras; e ser referência internacional na distribuição de produtos e serviços educacional inovadores e de alta qualidade no ensino a distância com parceiros de universidades e institutos nacionais e internacionais. O NÚCLEO deve construir parcerias que tornem transparentes nosso envolvimento com questões sociais como: convívio, defesa impositiva de direitos e acessibilidade de espaços para as pessoas portadoras de deficiências; bolsas de estudo na área de propriedade intelectual e desenvolvimento educacional; bolsas de estudo e cursos gratuitos. O Diretor do CAEE-INESPEC em processo especifico fixará o REGIMENTO DO PROGRAMA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA no âmbito do NÚCLEO DE EDUCAÇÃO CONTINUADA – CAEE -INESPEC - este regimento deve estabelece as normas gerais e a organização básica do Programa de Educação Continuada da entidade e deverá ser homologado pela Presidência do INESPEC.

12
O Diretor do CAEE-INESPEC em processo específico deve garantir que os cursos do NEC-CAEE-INESPEC se desenvolvam de forma gratuita para os docentes saber: 1 - O CAEE através do NEC deve desenvolver esforços para ser membro do OCWC (Open Course Ware Consortium), o consórcio de instituições de ensino de diversos países que oferecem conteúdos e materiais didáticos de graça pela internet. 2 - Para acessar os cursos gratuitos, não é necessário efetuar o login no site do CAEE - Online. Basta acessar a página Cursos Gratuitos - NEC-CAEE, onde estão listados todos os conteúdos oferecidos. 3 - Não é necessário se cadastrar para acessar os cursos. No entanto, a declaração de conclusão só poderá ser disponibilizada aos cadastrados. 4 - Selecione o curso desejado, realize seu cadastro e, ao término do mesmo, com obtenção de média igual ou superior a 7,0 no pós-teste, a declaração de conclusão do curso estará disponível para impressão. 5 - O sistema não armazena o período em que cada aluno realiza o curso. Como a declaração de conclusão do curso é gerada de forma automática, não é possível incluir o período de realização do curso. 6 - Os cursos gratuitos não possuem material didático para impressão ou para download. 7 - O curso inicia assim que o aluno conclui o cadastramento dos dados pessoais. 8 - Para os cursos Ciência e Tecnologia, Ética Empresarial e Recursos Humanos, faça o procedimento abaixo: 9 - Toda vez que você for acessar o curso, escolha a opção “Já sou cadastrado”, digite seu CPF e seu e-mail. Clique em “menu” no lado direito da tela e continue a leitura de onde você parou. 10 - Para os demais cursos (exceto Diversidade nas Organizações e Quiz): 11 - Toda vez que você for acessar o curso, escolha a opção “Já sou cadastrado”, digite seu CPF e seu e-mail. No lado esquerdo da tela, você poderá selecionar a unidade na qual você parou. 12 - Os cursos Diversidade nas Organizações e Filosofia não possuem pós teste. Todos os demais possuem. 13 - Para receber a declaração a média deverá ser igual ou superior a 7.0. 14 - Todos os cursos possuem declaração a critério do interessado e de acordo com as regras definidas no procedimento especifico. 15 - Para corrigir o seu nome, solicite atualização dos dados por e-mail no endereço rwi2012@live.com, informando o nome correto e o CPF. Após a atualização, será necessário retornar ao curso, refazer o pós teste e gerar uma nova declaração. O NEC do CAEE-INESPEC em processo específico deve garantir o funcionamento permanente dos cursos para a Educação Profissional Continuada que é um programa oficial do CAEE-INESPEC-2012-2018, que públicos, lotada em escolas municipais e estaduais. Requer-se atenção para as normas complementares de caráter informativo, a

13
visa atualizar e aprimorar os conhecimentos dos profissionais do CAEE e dos educadores ligados a educação especial que queiram participar.

Por conta da institucionalização prevista no Edital 7/2012 a entidade CAEE-INESPECEAD adotará os seguintes formatos na propagação e propalação de seus livros e-books.
• • • • • • • • • • • • • • • • • •

.ePub, International Digital Publishing Forum .lit, Microsoft Reader .pdf, Acrobat Reader .chm, Microsoft Compiled HTML Help .opf, Open EBook Format .exe, eBook auto-executável em Windows .prc, Mobipocket Reader .rb, RocketEditions .kml, Hiebook .pdb, iSilo .DjVu .vbo, Virtual Book .mobi, Amazon Kindle .azw, Amazon Kindle .txt .rtf, Rich Text Format, originalmente criado no WordPad .odt, OpenDocument Text .doc

O presente e-book em “perguntas e respostas” pode ser visto através dos seguintes softwares... EPUB (abreviação de Eletronic Publication - Publicação Eletrônica) é um formato de arquivo digital padrão específico para ebooks. É livre e aberto e foi criado pelo International Digital Publishing Fórum (CICOM). Arquivos têm a extensão. epub. EPUB é projetado para conteúdo fluido, o que significa que a tela de texto pode ser otimizada de acordo com o dispositivo usado para leitura. O padrão é destinado a funcionar como um único formato oficial para distribuição e venda de livros digitais. Ele substitui o padrão Open ebook.

14 Software
• • •

iBooks (iPhone) sReader (iPhone) Aldiko (Android)

Adobe Reader é um software que permite que o usuário do computador visualize, navegue e imprima arquivos no formato PDF. Este tipo de arquivo é muito comum em documentações gerais (manuais de instrução, apostilas, eBooks). Por ser multiplataforma, está disponível para diversos sistemas operacionais.

15

Biologia - Química da Célula Viva em perguntas e respostas – Capítulo I Componentes Celulares Orgânicos. By Professor César Venâncio.

Da obra. Objetivo. O presente e-book em “perguntas e respostas” tem por objetivo geral: Proporcionar ao aluno, através de informações científicas e atualizadas, oportunidades de aprendizagens sobre os fenômenos químicos e biológicos, de forma que ele possa estabelecer relações entre os mesmos, objetivando ainda a compreensão da importância da Bioquímica para a vida e o fornecimento de subsídios que facilitem o entendimento sobre a origem da vida e sua evolução até os dias atuais. Como objetivos específicos:

16

Apresentar algumas teorias que explicam o surgimento da vida no nosso planeta; Apresentar os primeiros seres vivos, sua evolução e suas características atuais; Mostrar como as células, unidades fundamentais da vida, era inicialmente e quais os mecanismos utilizados por elas em sua sobrevivência; Mostrar as principais fontes de energia utilizadas pelas células; Reconhecer a importância da bioquímica celular para os processos biológicos; Constatar a presença dos processos bioquímicos nos seres vivos; Caracterizar os componentes químicos da célula como: água, sais minerais, carboidratos, lipídeos, vitaminas, proteínas e ácidos nucléicos, reconhecendo a função de cada um nos processos vitais; Caracterizar os componentes orgânicos celulares; Agrupar os componentes orgânicos celulares de acordo com suas características básicas; Caracterizar a importância dos componentes orgânicos celulares para o metabolismo celular; Caracterizar os componentes orgânicos celulares; Agrupar os componentes orgânicos celulares de acordo com suas características básicas; Caracterizar a importância dos componentes orgânicos celulares para o metabolismo celular; Caracterizar as proteínas; Associar o funcionamento das proteínas à vida; Caracterizar as vitaminas; Identificar hábitos de alimentação sadia com a utilização correta das vitaminas na alimentação; Caracterizar os ácidos nucléicos, sua composição e função no organismo; Associar os ácidos nucléicos à formação e transmissão dos caracteres hereditários dos seres vivos.

17

Biologia - Química da Célula Viva em perguntas e respostas – Capítulo I Componentes Celulares Orgânicos. By Professor César Venâncio.

Unidade I.

Unidade I - Tema 1 - Da Terra Primitiva à Terra Atual. 1. Posiciona-se na busca do conhecimento, com o seguinte questionamento: O que se conhece sobre a formação da Terra antes do estudo desse texto. Todo professor de biologia deve a principio planejar suas aulas. 2. Nesse desiderato apresento uma opinião sobre a possibilidade de a Terra voltar a ter as condições primitivas que impossibilitarão a existência de vida. Bem como sugestões plausíveis que levariam a essa ocorrência.

18

A Terra colidir com o sol. Na realidade, a terra não tem como contato com o sol. Se ela aproximar será despedaçada. Vai tornar-se tão quente que sua crosta vai derreter. Há muito debate quanto à possibilidade de choque, mais não detenho formação astrofísica para sustentar tal hipótese. De qualquer maneira nenhuma vida poderia sobreviver em temperaturas tão elevadas. E se isso acontecer a terra pode sim voltar ao estado primitivo, a terra será, basicamente, evaporada no “espaço” negro do “universo”. Outra possibilidade é o sol explodir. Na teoria ele vai se tornar um buraco negro. A NASA previu no passado que uma tempestade devastadora em nível solar vai atingir a Terra nas próximas décadas, que será 40-50% maior do que qualquer outra que lhe tenha atingido. O aquecimento global ao longo dos últimos anos pode estar relacionado às atividades das manchas solares do sol. A gigantesca energia solar explosão do sol pode queimar a terra rapidamente. Há muitas evidências indicando que a atividade magnética do sol está gradualmente diminuindo e também que o sol pode realmente estar encolhendo. Ele sugere que algo profundo está acontecendo dentro do sol. Clusters de manchas solares nos falam de grandes tempestades solares que pode chover sobre a terra uma energia bilhões de vezes mais do que uma bomba atômica. Para este medo de erupções enormes e sua possível destruição da Terra, aumenta a urgência de estudos desta natureza. "O sol queimou os homens com fogo" (Apocalipse 16: 8) "Os céus e a terra, através de Sua palavra, estão sendo reservados para o fogo, mantidas para o Dia do Julgamento e da perdição dos homens ímpios" (2 Pedro 3:7) O homem descobriu elementos que, quando combinados produz forma destrutiva, as armas poderosas. Bombas nucleares. Essas em conjunto são suficientes se detonadas simultaneamente em várias áreas da Terra, com certeza será destruída. O homem é o maior inimigo da Terra, pois a evolução na infraestrutura pode trazer como já esta trazendo efeitos danosos ao longo prazo. Se a maioria dos mísseis existentes no mundo forem desencadeados dentro de uma hora a Terra será destruída. Todos os mísseis existentes: russos, os do Ocidente, juntamente com a Índia, Paquistão, Irã, Israel, juntamente com os da Coréia do Norte poderia produzir os seus efeitos na Terra. Isto não só matar milhões de pessoas em cima do impacto, mas os quatrilhões de toneladas de carbono liberados na atmosfera dariam sobreviventes os casos mais graves de “aquecimento global” para se preocupar. Um pesadelo nuclear. Por favor, não entre em pânico! Toda a vida na Terra é notável e pode terminar de várias maneiras diferentes além das listadas acima, a partir de pandemia global para outra idade do gelo. Mas por favor, entenda que não há necessidade de perder o sono por isso. As chances de

19 qualquer um desses desastres naturais de fato acontecer é baixo e como o nosso aumento avanços tecnológicos faz assim nossas chances de superá-los. 2. 1 - FUNDAMENTAÇÃO DISCUSSIVA: O planeta Terra surgiu a partir de poeira cósmica há mais de quatro milhões e meio de anos. Para compreendermos esse imenso tempo de evolução geológica vamos transpor a história do planeta para as 24 horas de um único dia. A meia-noite nasceu a criança Terra, a meia-noite e oito minutos planeta inteiro derreteu e seu núcleo de ferro líquido gerou um escudo magnético que nos protege de raios prejudiciais, aos dezasseis minutos depois da meia-noite uma colisão cataclísmica produziu a nossa lua. Após esse nascimento violento e tumultuado a superfície esfriou, uma crosta se formou e água se acumulou na superfície, então pouco antes de uma hora da manhã o palco estava armado para o capítulo mais importante da história do nosso planeta, a origem da vida. Como nasceu nosso planeta_1-2 e 3 http://www.youtube.com/watch?v=v2AieM7TiMA&feature=related From the March 25, 2009 hearing of the U.S. House Subcommittee on Energy and Environment. Accompanying blog post here: http://tinyurl.com/c2tfaa Rep. John Shimkus: God decides when the "earth will end" A partir do 25 de marco de 2009 audiência da Subcomissão da Câmara dos EUA sobre Energia e Meio Ambiente. Acompanhando post aqui: http://tinyurl.com/c2tfaa - Rep. John Shimkus: Deus decide quando "a Terra vai acabar" http://www.youtube.com/watch? v=_7h08RDYA5E&feature=player_embedded POEIRA DAS ESTRELAS - PARTE 01 - FANTASTICO – GLOBO http://www.youtube.com/watch?v=aEwmX8yerWQ FUNDAMENTAÇÃO: Total Destruction (S1, E4) - "Earth's Demise"

20 http://www.youtube.com/watch? v=u_OYpNlwP8U&feature=player_embedded 3. Quais os gases que existiam na atmosfera primitiva? 3.1 - Os gases da atmosfera primitiva. A atmosfera primitiva... Nos primeiros tempos após o nascimento da Terra, esta era uma esfera rochosa, com muita intensidade luminosa, muito brilhante, bombardeada freqüentemente por meteoritos e cometas. Não tinha atmosfera e a sua superfície reflete parte da radiação solar nela incidente. Provavelmente os gases que predominavam na nebulosa primitiva que deu origem ao sistema solar (hidrogênio e hélio), por serem muito leves foram lançados para o exterior do sistema solar pelas radiações e pelos ventos solares emitidos pelo Planeta Solar. No seu interior existiam elementos radioativos que faziam parte da nebulosa primitiva. A atividade radioativa desses elementos originou a libertação de grandes quantidades de energia, conduzindo ao aquecimento do interior da Terra. Do impacto dos meteoritos e cometas com a Terra também resultou libertação de energia contribuindo também para o seu aquecimento. O interior da Terra começou a fundir-se permitindo outra distribuição dos materiais que o compunham, por ação da força gravitacional, os mais densos ficaram no interior e os menos densos na sua superfície. Devido aos movimentos das diferentes camadas de matéria fundida, a superfície da Terra parecia um gigantesco lago de lava ardente, interrompido por vulcões com violentas erupções. Esta atividade vulcânica permitiu a desgaseificação do interior da Terra devido à: - Fuga de gases voláteis para o exterior da crosta terrestre, os quais estavam aprisionados no interior da Terra: - Ruptura de ligações que «prendiam» outros gases a rochas e minerais, que assim também escaparam para o exterior da crosta terrestre. Estes gases libertados constituíram a atmosfera primitiva da Terra. À medida que a Terra foi arrefecendo e os gases foram-se libertando, a atmosfera primitiva começou a ficar saturada de vapor de água. A água começou a cair sob a forma de chuva, originando os mares e os oceanos, arrastando consigo grande parte de Dióxido de Carbono. Na atmosfera, ficou o Azoto, vestígios de Dióxido de Carbono, vapor de água, Metano e Amoníaco. Por ação da radiação solar, as moléculas de Metano e de Amoníaco foram em

21 grande parte destruídas, originando o hidrogênio, assim como outras moléculas mais complexas. Estas terão sido arrastadas pelas chuvas e, mais tarde, terão participado na formação dos primeiros organismos vivos. O hidrogênio depois de formado, muito pouco denso, escapou da atmosfera terrestre para o espaço. Importância de alguns gases face à existência de vida na Terra: Oxigênio (O2): O Oxigênio é importante na atmosfera porque os animais e as plantas precisam dele para viver e sem ele não havia camada de ozônio. Com uma atmosfera mais pobre em oxigênio a vida tal como a conheceu não se teria desenvolvido. No entanto, uma atmosfera demasiado rica em oxigênio tornaria também a vida impossível. A libertação do oxigênio para a atmosfera permitiu, também, a formação da camada de ozônio, que absorve as radiações ultravioletas solares mais energéticas, mortais para os seres vivos. Assim se tornou possível a evolução da vida na Terra para formas cada vez mais complexas. Azoto (N2): O Azoto atmosférico é um “moderador” da ação química do oxigênio, pois as suas moléculas são muito pouco reativas. Uma boa parte das substâncias orgânicas que constituem os seres vivos inclui átomos de azoto. Estes átomos são incorporados na matéria orgânica por absorção do azoto da atmosfera, tarefa que é desempenhada, naturalmente, por microrganismos existentes nas raízes de algumas plantas, que o transformam em compostos azotados. Estes são absorvidos pelas plantas, que estes compostos usam, para o seu crescimento. Em seguida, os animais digerem as plantas, conseguindo assim obter o azoto necessário ao seu organismo.

4. Quais os gases responsáveis pelas condições atuais de vida na Terra? Os gases são substâncias fluídas que estão presentes em grande quantidade na natureza. O ar atmosférico é composto por vários gases, tais como: nitrogênio (78%), oxigênio (21%) e outros gases (1%). Os gases possuem a propriedade de expansão (aumento de volume) e contração (diminuição de volume). Estas mudanças ocorrem de acordo com a mudança de temperatura, pressão, etc. Possuem também a capacidade de passar para o estado líquido, ocupando desta forma menos espaço. Os gases são importantes para os seres humanos, pois são aplicados em diversas atividades, tais como: uso doméstico (gás de cozinha),

22 hospitais, meios de transporte, medicina e indústria. Por outro lado, existem os gases poluentes derivados da queima de combustíveis fósseis. Estes gases (dióxido de carbono, gás metano, perfluorcarbonetos, óxido nitroso e hidrofluorcarbonetos) prejudicam o meio ambiente, colaborando para o processo de aquecimento global. Isso nos lembra a reflexão: “A Terra é azul”! Foi o que disse, em 1961, Yuri Gagarin, o primeiro astronauta que viajou ao espaço a bordo da nave Vostok 1 e pôde ver a Terra de longe. O que ele viu foi à atmosfera que recobre a Terra. Comparado com os outros planetas vizinhos, o nosso é realmente bonito, azul intenso, manchado com o branco das nuvens. A atmosfera do nosso planeta é muito diferente da dos vizinhos. Por que essa diferença? O nosso planeta possui vida, e é ela que trabalha na manutenção diária da nossa atmosfera. Quando comparamos a concentração dos gases da nossa atmosfera com a do planeta Marte encontramos valores completamente diferentes. Mas quando comparamos com a atmosfera da Terra antes dela possuir vida, é incrível! Nosso planeta possuía atmosfera muito similar à do planeta Marte de hoje. A nossa vida depende da atmosfera e a composição da atmosfera depende da vida. Diariamente, a cada segundo, material produzido pela vida entra na atmosfera. É o oxigênio (O2) produzido pelas plantas durante a fotossíntese, o gás amônia (NH3) do xixi dos homens e animais, o perfume das flores, o cheiro da mata, pedaços de folhas, pólens, pelos de animais. A lista é enorme, e qualquer um de nós é capaz de acrescentar vários exemplos. Tudo isso acaba fazendo parte da atmosfera. A emissão de componentes produzidos por seres vivos é conhecida como biogênica. Não é só vida que emite material para atmosfera, toda a natureza, os ventos, levantam a poeira do solo, rios, lagos e oceanos perdem água pela evaporação, os vulcões lançam grandes quantidades de poeira e gases como o sulfeto de hidrogênio (H2S), o dióxido de enxofre (SO2), o ácido clorídrico (HCl). As ondas que quebram na superfície do mar formam gotas pequenas que são arrastadas pelo vento. Tudo o que é emitido pela vida e pela natureza para a atmosfera é conhecido como emissão natural. Quando a emissão é proveniente de alguma atividade humana, a emissão é conhecida como antrópica. 5. Você tem outra explicação para a formação da Terra diferente da que foi aqui exposta? Comente-a. Não digo diferente, mas complementar. Tomando como referencia as teorias geralmente aceites, a Terra teria tido o início da sua formação há aproximadamente 4,6 bilhões de

23 anos (esse número hoje é calculado com maior exatidão: 4,567 bilhões de anos) através de uma nuvem de gás e poeira (disco protoplanetário) em rotação, que deu origem ao nosso Sistema Solar. A vida começou na terra há pouco mais de 3,5 bilhões de anos, no periodo Arqueano, pois se são encontrados vestigios de vida nesse período, sua formação deve ser, necessariamente, anterior. No começo, tudo na terra era rocha derretida, que, depois de algum tempo, se solidificou e formou a superficíe terrestre. Naquela época havia muitas erupções vulcânicas, e por essa razão, a atmosfera da terra era tóxica. Houve um grande periodo de chuvas, que durou milhões de anos, e as partes de terra que ficaram emersas formaram os continentes. As primeiras formas de vida do planeta foram os Procariontes, formas de vida unicelares que continham DNA, a molécula fundamental da vida. Depois dos Procariontes, vieram os Eucariontes que já eram mais complexos, continham um núcleo e organelas. Tempos depois, surgiram os vermes achatados e criaturas invertebradas mais complexas, como os Trilobitas. De pequenos seres chamados conodontes, surgiram os peixes, que se tornaram no Devoniano os donos dos mares, e que por alguma razão desconhecida, talvez em busca de alimentos ou para fugir de predadores, começaram a sair para a terra firme, e deram origem aos anfíbios que podiam andar na terra, mas nescessitavam viver em pântanos pois não sobreviviam muito tempo fora da água. Os anfíbios evoluiram aos répteis, que viviam sem dependência da água e dos répteis evoluiram os sinapsídeos, ancestrais dos mamíferos, que permaneceram escondidos durante o longo reinado dos dinossauros até se tornarem os donos do mundo. Referencia de pesquisa na formação do juízo cientifico. MATERIAL DISPONÍVEL NA REDE. MENDONÇA, Lucinda Santos; DANTAS, Maria da Conceição; RAMALHO, Marta Duarte – Jogo de Partículas, Química A – Bloco 1 • 10.º ou 11.º ano, Lisboa, Texto Editores 2004. Big Bone Lick. pdf 4.191 KB 2 Bones Stones and Molecules-Out of Africa and Human Origins.pdf 11.119 KB 3 Bones, Rocks and Stars.pdf 968 KB 4 Cephalopods Present and Past.pdf 14.741 KB 5 Fossils (The Restless Earth).pdf 12.207 KB 6 From Fossils to Astrobiology.pdf 8.669 KB 7 Genetics Paleontology and Macroevolution Second Edition.pdf 8.867 KB 8 Geology and vertebrate paleontology of the early puocene site of Kanapoi Northern Kenya - John M. Harrts.pdf 7.437 KB 9 Geomicrobiology.pdf 13.222 KB 10 History of geology and paleontology - Zittel K.A.djvu 38.162 KB 11 History of Life a Very Short Introduction.pdf 2.906 KB 12 How to Build a

24 Dinosaur.pdf 2.068 KB 13 Introduction to Paleobiology and the Fossil Record.pdf 41.524 KB 14 Neoproterozoic Geobiology and Paleobiology.pdf 24.174 KB 15 PaleobiologyU.pdf 17377 KB 16 Paleogene Fossil Birds.pdf 5.177 KB 17 Prehistoric Beasts.pdf 2.346 KB 18 The Dinosaur Dealers.pdf 3.449 KB 19 The Garden of Ediacara.pdf 2.986 KB 20 The Legacy of the Mastodon.pdf 1.841 KB 21 The Search for Antarctic Dinosaurs.pdf 7.087 KB 22 Vertebrate Paleontology third edition.pdf 17.395 KB

Unidade I - Tema 2 – A Origem da Vida. 1. Qual a importância de Redi e Pasteur nos estudos sobre a origem da vida na

Terra?

25

Fundamentalmente eles com as suas experiências (Pasteus e Redi) fizeram com que a hipótese da biogênese, fosse aceita pelos cientistas de todo o mundo. Francesco Redi (19 de fevereiro de 1626, Arezzo, Itália – 1 de março de 1691) foi um biólogo italiano. É conhecido pelo seu experimento realizado em 1668 que se considera um dos primeiros passos para a refutação da abiogênese. O saber do seu tempo considerava que as larvas se formavam naturalmente a partir de carne putrefacta. Na sua experiência, Redi utilizou mais de 8 frascos, nos quais colocou carne em estado de putrefação. Selou fortemente a metade deles, deixou outra metade aberta e cobriu o a outra metade com gaze. Desenvolveram-se larvas no frasco aberto e sobre a gaze do frasco correspondente. Não se desenvolveram larvas em nenhuma parte do frasco selado. Porém seu experimento não satisfez os abiogênicos, que seguiam os conceitos que a vida surgia espontaneamente da matéria bruta, que para Aristóteles continha um principio ativo capaz de gerar a vida. E falaram que no frasco selado, não continha a máteria bruta principal, o ar. Assim, disseram que apenas as larvas nasciam de seres pré-existentes. Essa experiência acabou gerando muita polêmica mas hoje não traz dúvidas. A nova teoria de Redi (Biogênese) generalizou suas conclusões afirmando que todos os seres vivos, vem sempre de outros seres vivos. Esses animais a qual Redi se referiu não são,de fato ,animais do grupo Vermes. São na verdade, larvas de moscas, que surgem de ovos postos na carne por fêmeas adultas fecundadas.Essas larvas crescem e se desenvolvem, tornando-se pupas imóveis envolvidas por uma casca externa resistente. Depois de passar por grandes

26 transformações, cada pupa origina uma nova mosca adulta. Com isso comprovou a experiência da biogênese. Com tudo isso pode se afirma que Redi provou que os defensores da teoria da abiogêneses estavam totalmente errados sobre o principio ativo e a geração espontânea. Redi comprova que, mesmo com a penetração do ar através do tampo de gaze, não há o surgimento de larvas. Com estes resultados, Redi comprovou que as larvas eram oriundas de ovos postos por moscas que pousavam sobre a carne (biogênese) e não surgiam por Geração Espontânea (abiogênese).

Francesco Redi

(1626-1697): tentou combater a idéia de Aristóteles fazendo experiências com pedaços de carne e frascos de vidro (metade abertos e outra metade coberto com gazes). Após alguns dias pode-se notar que os "vermes"(larvas de mosca) apareciam
apenas nos frascos abertos. Foi provado que os insetos eram atraídos pela carne em decomposição. Foi fortalecida a teoria da biogênese. No século XVII, o cientista Francisco Redi (1626-1698) realizou experiências controladas para provar que a Geração Espontânea era equivocada. Para provar que os vermes em cadáveres não surgiam por Geração Espontânea, ele realizou experimentos controlados: 1º experimento. Redi mostra que as larvas desaparecem depois de terminar de comer a carne. 2º experimento. Redi comprova que as larvas que foram aprisionadas moscas. 3º experimento. Redi larvas. 4º experimento. Redi comprova que, mesmo com a penetração do ar através do tampo de gaze, não há o surgimento de larvas. demonstra que nos frascos passaram pela metamorfose e se transformaram em

tampados não há o surgimento de

27

Com estes resultados, Redi comprovou que as larvas eram oriundas de ovos postos por moscas que pousavam sobre a carne (biogênese) e não surgiam por Geração Espontânea (abiogênese).

Louis Pasteur (Dole, 27 de dezembro de 1822 — Marnes-la-Coquette, 28 de setembro de 1895) foi um cientista francês. Suas descobertas tiveram enorme importância na história da química e da medicina. É lembrado por suas notáveis descobertas das causas e prevenções de doenças. Entre seus feitos mais notáveis pode-se citar a redução da mortalidade por febre puerperal, e a criação da primeira vacina contra a raiva. Seus experimentos deram fundamento para a teoria microbiológica da doença. Foi mais conhecido do público em geral por inventar um método para impedir que leite e vinho causem doenças, um processo que veio a ser chamada pasteurização. Ele é considerado um dos três principais fundadores da microbiologia, juntamente com Ferdinand Cohn e Robert Koch. Pasteur também fez

28 muitas descobertas no campo da química, principalmente a base molecular para a assimetria de certos cristais. Seu corpo está enterrado sob o Instituto Pasteur em Paris, em um mausoléu decorado por mosaicos em estilo bizantino que lembram suas realizações. Por volta de 1862, o cientista Louis Pasteur (1822-1895), desmentiu a abiogênese, comprovando assim, que os microrganismos, originam-se a partir de outros preexistentes. Ele ferveu caldo de carne em um vidro aberto que possuía um gargalo curvado em forma de S, conhecido como “pescoço de cisne”. O líquido ficou por muito tempo sem micróbios, apesar de entrar ar os micróbios que vinham juntamente com o ar ficavam depositados junto à poeira na curvatura do gargalo. Para comprovar que não havia micróbios, o cientista curvou o frasco, para que o caldo estéril juntasse com a poeira e logo depois, o frasco estava cheio de bactérias. As experiências de Pasteus e Redi fizeram com que a hipótese da biogênese, fosse aceita pelos cientistas de todo o mundo.

2. Qual o cientista que comprovou através de um aparelho que recebeu o seu nome, a origem do primeiro ser vivo? Stanley Lloyd Miller (7 de Março de 1930 - 20 de Maio de 2007), nasceu em Oakland, Califórnia. Ele se formou em química pela Universidade da Califórnia em Berkeley em 1951 e fez doutorado na Universidade de Chicago, concluído em 1954. Passou um ano com uma bolsa no Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia) e outros cinco anos na Universidade Columbia, antes de se instalar na Universidade da Califórnia em San Diego - onde terminou sua carreira científica. Ficou conhecido pelos seus trabalhos sobre a origem da vida. Notabilizou-se, pela primeira vez, aos 23 anos de idade, por seu trabalho feito em colaboração com Harold Clayton Urey, que ficou conhecido como a Experiência de Urey-Miller, ou mesmo como "Sopa Orgânica". O grande feito do cientista foi realizado em 1952 (Alguns dizem 1953), sob a supervisão de Harold Urey (1893-1981),

29 quando ambos estavam na Universidade de Chicago. Num recipiente projetado para ser uma versão artificial da [suposta] atmosfera terrestre primitiva - uma mistura de hidrogênio, água, amônia e metano -, a dupla disparou cargas elétricas para simular o efeito de raios, e o resultado, após uma semana, foi o surgimento espontâneo de glicina e a alanina que são aminoácidos - moléculas orgânicas não complexas. Este experimento é considerado um marco histórico nas pesquisas a respeito da origem da vida, embora novos enfoques tenham questionado a sua validade, devido, em parte, à improbabilidade de uma atmosfera altamente redutora na terra primitiva, porem muitas pessoas já refizeram o experimento, e em todos os casos aconteceram a mesma coisa. Desde então conhecido como "Experimento de Staley-Miller" ou a "Sopa Orgânica" foi publicado em 15 de maio de 1953 pela revista científica Science, com um impacto notável - era a primeira demonstração de como moléculas orgânicas poderiam ter surgido nas condições especiais da Terra primitiva. Stanley Miller

3. Descreva de forma resumida o experimento que ele realizou.

Stanley Miller desenvolveu um experimento que onde projetou e construiu um
aparelho que reproduzia as condições Terra primitiva. Parte desse aparelho consistia em

um balão de vidro em que Miller colocou os gases que se presumia que

30

poderiam ser encontradas na atmosfera primitiva submetendo-os a um
aquecimento elevado e constante descargas elétricas. O vapor d’água era fornecido por outro balão contendo água em ebulição. Posteriormente ele se condensava e precipitava simulando a chuva. Após uma semana, Miller coletou o produto que se acumulou no reservatório do aparelho e pode comprovar a presença de carboidratos e aminoácidos, sendo quatro deles abundantes nos seres vivos.

4. Você acha que em outros planetas também pode ter havido formação de vida parecida com o que aconteceu em nosso planeta ou acha que apenas a Terra possui vida? Somos nós as únicas criaturas no Universo que pensam sobre sua origem e evolução, ou existiriam outras formas de vida inteligente entre as estrelas? A origem da vida e a existência de vida extraterrestre vêm sendo focalizadas nos noticiários com grande intensidade desde os anos 1950, mas de forma crescente nos últimos anos, com a possível detecção de vida microscópica em Marte, através dos possiveis restos de nanobactérias no meteorito ALH84001, e da existência de água em forma de oceanos, sob uma manta congelada, na lua Europa de Júpiter e em Marte. Qual é a origem da vida? O que diferencia seres vivos de simples matéria orgânica? No contexto de evolução cósmica, a vida resulta de uma sequência natural de evolução química e biológica da matéria préexistente, regida pelas leis físicas. A regra fundamental é que os seres vivos são organismos que têm metabolismo, se reproduzem, sofrem mutações, e reproduzem as mutações, isto é, passam por seleção cumulativa. Já a vida inteligente requer mais de uma centena de bilhões de células, diferenciadas em um organismo altamento complexo e, portanto, a seleção natural cumulativa requer um longo tempo. Em 1959, Juan Oró, na Universidade de Houston, conseguiu produzir adenina, uma das quatro bases do ARN (RNA) e ADN (DNA), a partir de HCN e amônia em uma solução aquosa. Embora a atmosfera da Terra possa não ter sido redutora no início, vários aminoácidos já foram detectados em meteoritos, mostrando que eles podem se formar no espaço. A existência

31 de vida inteligente pode ser descartada em todos os demais planetas do Sistema Solar. Em Marte, onde há água em certa abundância, atualmente em forma de vapor ou sólido, e a pressão atmosférica na superfície é 150 vezes menor do que na Terra, a morfologia da superfície indica que houve água líquida no passado. O meteorio ALH84001, proveniente de Marte, mostra depósitos minerais que ainda estão em disputa científica se são restos de nanobactérias, compostos orgânicos simples, ou contaminação ocorrida na própria Terra. Vida na Galáxia. A inteligência, interesse sobre o que está acontecendo no Universo, é um desdobramento da vida na Terra, resultado da evolução e seleção natural. Os seres inteligentes produzem manifestações artificiais, como as ondas eletromagnéticas moduladas em amplitude (AM) ou frequência (FM) produzidas pelos terráqueos para transmitir informação (sinais com estrutura lógica). Acreditando que possíveis seres extra-terrestres inteligentes se manifestam de maneira similar, desde 1960 se usam radiotelescópios para tentar captar sinais deles. Esta busca leva a sigla SETI, do inglês Search for Extra-Terrestrial Intelligence, ou Busca de Inteligência Extra-Terrestre. Até hoje não houve nenhuma detecção, mas esta busca se baseia em emissões moduladas de rádio, que produzimos aqui na Terra somente nos ultimos 60 anos. Hoje em dias, as tramissões de dados por ondas eletromagnéticas estão sendo superadas por transporte de informação por fibras óticas, que não são perceptíveis a distâncias interestelares. OVNIs Devido às grandes distâncias interestelares, e à limitação da velocidade a velocidades menores que a velocidade da luz pela relatividade de Einstein, não é possível viajar até outras estrelas e seus possíveis planetas. O ônibus espacial da NASA viaja a aproximadamente 28 000 km/h e, portanto, levaria 168 000 anos para chegar à estrela mais próxima, que está a 4,4 anos-luz da Terra. A espaçonave mais veloz que a espécie humana já construiu até agora (Voyager da NASA) levaria 80 mil anos para chegar à estrela mais próxima. Quatro espaçonaves da Terra, duas Pioneers e duas Voyagers, depois de completarem sua exploração do sistema planetário, estão deixando este sistema planetário. Entretanto, elas levarão milhões de anos para atingir os confins do Sistema Solar, onde situa-se a Nuvem de Oort. Estas quatro naves levam placas pictoriais e mensagens de audio e vídeo sobre a Terra, mas em sua velocidade atual levarão milhões de anos para chegarem perto de qualquer estrela Acredito sim que existam vidas fora do Planeta Terra. Porém dúvido da existência de vidas inteligentes a exemplo da encontrada

32 no nosso planeta. Sou adepto da À equação de Drake. Para justificar essa afirmativa. Aqui na me respostarei a A equação de Drake. Mais faço isso no meu Site de Ead.

Estudo de imagens do espaço revela que a Via Láctea não é exatamente como se imaginava. Analisando imagens infravermelhas do telescópio espacial Spitzer desde o ano passado, a NASA descobriu que a estrutura espiral central da nossa galáxia não possui quatro grandes braços centrais, como antes se pensava. Na ilustração feita para retratar a descoberta, um artista mostra que, na verdade, ela possui uma espiral formada por apenas dois braços mais densos e dois outros menores, que espiralam entre seus companheiros mais brilhantes. Os braços maiores (ScutumCentaurus e Perseus) são bem mais densos, repletos tanto de estrelas jovens como velhas. Os dois menores (Norma e Sagittarius) são menos nítidos e, basicamente, possuem gás e bolsões de estrelas que ainda estão se formando.

O

telescópio

espacial

Spitzer

foi

inicialmente denominado de SIRTF, que significa Space Infrared Telescope Facility. Lançado ao espaço por um Foguete Delta II da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, Estado da Flórida em 25 de agosto de 2003. Trata-se de um telescópio norteamericano lançado pela NASA e gerenciado pelo Jet Propulsion Laboratory - JPL. Com uma missão inicial de 2,5 anos, o Spitzer deve obter imagens e espectros obtidos pela detecção de radiação infravermelha ou de calor, que os objetos do espaço irradiam no comprimento de ondas entre 3 a 180 micrômetros. 1 micrômetro corresponde a 1 milionésimo de metro. Concepção artística do telescópio SpitzerComo a maioria das

33 radiações infravermelha é bloqueada pela atmosfera da Terra ela não podem ser observadas de sua superfície. O telescópio consiste em uma estrutura tubular de 85 cm de diâmetro, que é resfriado criogenicamente. Spitzer é o maior telescópio infravermelho lançado no espaço. É um instrumento muito sensível, que permite observar regiões do Universo antes não observadas pelos telescópios terrestres. Muitas áreas do espaço estão cheias de nuvens de gás e de poeira que bloqueiam a luz visível. A radiação infravermelha consegue passar por estas nuvens e permite observar estrelas em formação, o centro das galáxias e a formação de novos sistemas solares. A luz infravermelha transporta informações sobre os objetos mais frios do espaço, tal como uma pequena estrela que produz pouca luz visível, planetas extra-solares e grandes nuvens moleculares. Muitas moléculas estão dispersas no espaço, incluindo as orgânicas, podem ser detectadas pelo telescópio. Como o infravermelho é basicamente uma radiação de calor, o telescópio deve ser esfriado próximo ao zero absoluto, ou seja a -273º Celsius, para poder observar sinais do espaço sem sofrer a interferência do calor do próprio telescópio. Também ele deverá ser protegido do Sol e das radiações infravermelhas provenientes da Terra. Para fazer tudo isso o telescópio Spitzer leva um escudo solar e foi lançado em uma órbita distante da Terra. Assim o telescópio pode se esfriar rapidamente sem ter que transporta uma grande quantidade de criogênio, reduzindo o custo da missão. O Spitzer faz parte do programa da NASA denominado de Programa Astronômico de Pesquisa das Origens' - Astronomical Search for Origins Program. Ele foi criado para obter informações do espaço a fim de entender as origens do universo, como as estrela e galáxias se formaram. O telescópio Spitzer é a última missão da NASA pertencente aos Grandes Observatórios EspaciaisGreat Observatories Program, consistindo numa família de Quarto Observatórios Orbitais, cada um observando o Universo em um comprimento diferente de onda, como a luz visível, raios gama, raios-X e o infravermelho. As outras missões relacionados a este programa são: Hubble - Telescópio Espacial Hubbe; Chandra - Observatório de Raio-X; Compton - Observatório de Raios Gama. Unidade I - Tema 3 - Os Seres Vivos e suas Características 1 - Explique de forma resumida como se formaram os Coacervados.

34 Os Coacervados provalvemente surgiram no mar, como já sabemos os coacervado é um aglomerado de moléculas protéicas envolvidas por água em sua forma mais simples. Relata a história da biologia que a moléculas tenham sido as primeiras formas de vida a surgir na Terra. Essas moléculas foram envolvidas pela água devido ao potencial de ionização presente em alguma de suas partes. A Teoria de Oparin diz que existiam coacervados formados de diversas maneiras. Os mais instáveis quebraram e se desfizeram. Outros se uniram de outras formas e a moléculas inorgânicas, formando coacervados complexos. É possível que em algumas desses milhares de combinações que podem ter ocorrido, alguns coacervados tenham se tornado mais estável. Ao mesmo tempo, formou-se no oceano um caldo quente composto por coacervados e outros tipos de matéria orgânica, assim como substâncias inorgânicas. Isso possibilitou a sobrevivência dos coacevados, que precisavam de energia inicialmente obtida dos raios ultravioleta e descargas elétricas e posteriormente passou a ser obtida de forma bioquímica (açúcares, matéria orgânica em geral). Inicialmente, os coacervados eram circundados por uma membrana de estrutura simples. Porém com o passar do tempo, progressivamente essa membrana foi tornando-se especializada, tornando possível um controle melhor da entrada e saída de substâncias. Coacervado (Stephen J. Dick, “The Biological Universe”, 1999, pg.340). 2. Qual o principal fator para se afirmar que o primeiro ser vivo era heterotrófico? De acordo com a teoria heterotrófica a existência de moléculas orgânicas constituindo uma verdadeira “sopa” orgânica nos mares primitivos pode ter servido como fonte de alimento para esses primeiros organismos heterótrofos. A hipótese heterotrófica atualmente é a teoria que melhor explica a origem da vida. Ela sugere que um ser muito simples, partindo de uma matéria não-viva, se desenvolve gradualmente. Esta teoria se difere da geração espontânea, pois a mesma apresentava a idéia de que estes seres surgiam da matéria não-viva á todo momento, enquanto a hipótese heterotrófica afirma que este acontecimento ocorreu apenas uma única vez a milhões de anos atrás. Veja no esquema a baixo as etapas da origem da vida conforme a hipótese heterotrófica:
FORMAÇÃO DE AMINOÁCIDOS; FORMAÇÃO DE PROTEÍNES; FORMAÇÃO DE COACERVADOS;

35
OBTENÇÃO DE ENERGIA; CAPACIDADE DE REPRODUÇÃO; APARECIMENTO DE AUTÓTROFOS; PREDOMÍNIO DE AUTÓTROFOS; APARECIMENTO DE AERÓBIOS.

3. Qual a composição química básica de todos os seres vivos? Toda matéria existente no universo é composta por átomos ao quais são formados por prótons, nêutrons e elétrons. Composição química é o conjunto de moléculas dos elementos químicos constituintes de certa substância. A matéria que forma os seres vivos é constituída por átomos, assim, como as entidades não-vivas. Isso significa que a matéria viva está sujeita às mesmas leis naturais que regem o universo conhecido. Na matéria viva, porem, certos tipos de elemento químico sempre está presentes em proporção diferente que da matéria não viva. Os átomos formam as moléculas, que formam os genes, que por sua vez formam o DNA, que se deteriora depois da morte. Esta é a composição básica do DNA. Todo ser vivo possui, em sua matéria, os seguintes elementos químicos: carbono (C), hidrogênio (H), oxigênio (O), nitrogênio (N), fósforo (P) e enxofre (S), que ao lado de outros elementos que aparecem em menor escala, formam substâncias complexas que constituem os seres vivos, denominados compostos orgânicos, como os carboidratos, as proteínas, os lipídios, as vitaminas e os ácidos nucléicos. Exemplificando os seres vivos são constituídos de compostos orgânicos e inorgânicos, diferentes dos seres não vivos, que apenas apresentam hum ou dois compostos inorgânicos em sua formação. Um dos compostos a exemplo. SUBSTÂNCIAS INORGÂNICAS: São estruturas simples e com poucos átomos. Ex.: H2O e sais minerais. H2O: solvente universal. Funções principais: Solvente de líquidos corpóreos; Meio de transporte de moléculas; Regulação térmica; Ação lubrificante; Reações de hidrólise; Matéria prima para a realização da fotossíntese. SAIS MINERAIS: atua na regulação do equilíbrio corporal. Macronutrientes: o corpo precisa em quantidades acima de 100 mg/dia. Ex.: Fosfato de cálcio – rigidez dos ossos. Micronutrientes: o corpo precisa em quantidades abaixo de 100 mg /dia. Ex: Iodo – para o bom funcionamento da tireóide. Ferro – constituição da hemoglobina. Etc. etc.

36 4. Como se distribuem os seres vivos quanto à nutrição? Explique cada tipo. Os seres vivos se distribuem em duas formas básicas de nutrição existentes na natureza: autotrófica e heterotrófica. AUTOTRÓFICA: Autotrofismo ou autotrofia (grego trofein, alimentar-se), em biologia, é o nome dado à qualidade do ser vivo de produzir seu próprio alimento a partir da fixação de dióxido de carbono, por meio de fotossíntese ou quimiossíntese. É o oposto de heterotrofismo. Os seres vivos com essa característica são chamados de autótrofos ou autotróficos. Estão entre eles bactérias (Cyanobacteria), protistas (algas), e plantas. Os animais e os fungos são heterótrofos. HETEROTÓFICA: Heterotrofismo ou heterotrofia, em biologia, é o nome dado à qualidade do ser vivo que não possui a capacidade de produzir glicose a partir da fotossíntese (CO2+H2O+Energia Luminosa ----resulta em---O2+Glicose) e por isso se alimenta de outros seres vivos autótrofos, direta ou indiretamente. É o contrário de autotrofismo. 5. Qual o principal fator de diferenciação entre reprodução sexuada e reprodução assexuada? “Diferença que em uma situação não existe a necessidade de permuta ou complementação de genes, e em outra se impõe a complementação. Reprodução, em biologia, refere-se à função através da qual os seres vivos produzem descendentes, dando continuidade à sua espécie. Todos os organismos vivos resultam da reprodução a partir de organismos vivos pré-existentes, ao contrário do postulado pela teoria da geração espontânea. Os métodos conhecidos de reprodução podem agrupar-se, genericamente, em dois tipos: reprodução assexuada e reprodução sexuada. No primeiro caso, um indivíduo reproduz-se sem que exista a necessidade de qualquer partilha de material genético entre organismos. A divisão de uma célula em duas é um exemplo comum, ainda que o processo não se limite a organismos unicelulares. A maior parte das plantas tem a capacidade de se reproduzir assexuadamente, tal como alguns animais (ainda que seja menos comum). A reprodução sexuada implica a partilha de material genético, geralmente providenciado por organismos da mesma espécie classificados geralmente de "macho e fêmea” como no caso dos seres humanos. Nas bactérias e, em geral, em muitos seres unicelulares de sexo indiferenciado, duas células aparentemente iguais conjugam-se e combinam o seu

37 material genético, continuando as duas células a viver independentemente. Em muitas espécies de fungos, geralmente haplóides, as hifas de dois "indivíduos" conjugam-se para formar uma estrutura onde, em células especiais, se dão a conjugação dos núcleos e, posteriormente, a meiose, para produzir esporos novamente haplóides que vão dar origem a novos "indivíduos". Noutros casos, são libertadas células sexuais iguais e móveis, os isogametas, que se conjugam (REFERENCIA DE PESQUISA: “Reprodução – a continuidade da vida” no
site ClickBio em br.geocities.com acessado a 27 de fevereiro de 2012. Halliday, Tim R. Kraig Adler (eds.). Reptiles & Amphibians. [S.l.]: Torstar Books, 1986. 101 p. ISBN 0-920269-81-8. Savage, Thomas F. (12 de Setembro, 2005). A Guide to the Recognition of Parthenogenesis in Incubated Turkey Eggs. Oregon State University. Página visitada em 2006-10-11. "Female Sharks Can Reproduce Alone, Researchers Find", Washington Post, 23 de Maio, 2007; Page A02. ORR, H. Allen; OTTO, Sarah P., Does Diploidy Increase the Rate of Adaptation?, 1993)

6. Descreva como ocorre o processo de Seleção Natural. Seleção natural é um processo da evolução proposto por Charles Darwin para explicar a adaptação e especialização dos seres vivos conforme evidenciado pelo registro fóssil. Outros mecanismos de evolução incluem deriva genética fluxo gênico e pressão de mutação. O conceito básico de seleção natural é que características favoráveis que são hereditárias tornam-se mais comuns em gerações sucessivas de uma população de organismos que se reproduzem. Com características desfavoráveis que são hereditárias tornam-se menos comuns. A seleção natural age no fenótipo, ou nas características observáveis de um organismo, de tal forma que indivíduos com fenótipos favoráveis têm mais chances de sobreviver e se reproduzir do que aqueles com fenótipos menos favoráveis. Se esses fenótipos apresentam uma base genética, então o genótipo associado com o fenótipo favorável terá sua freqüência aumentada na geração seguinte. Com o passar do tempo, esse processo pode resultar em adaptações que especializarão organismos em nichos ecológicos particulares e pode resultar na emergência de novas espécies. A seleção natural não distingue entre seleção ecológica e seleção sexual, na medida em que ela se refere às características, por exemplo, destreza de movimento, nas quais ambas podem atuar simultaneamente. Se uma variação específica torna o descendente que a manifesta mais apto à sobrevivência e à reprodução bem sucedida, esse descendente e sua prole terão mais chances de sobreviver do que os descendentes sem essa variação. As características originais, bem como as variações que são inadequadas dentro do ponto de vista da adaptação, deverão desaparecer conforme os descendentes que as possuem sejam substituídos pelos parentes mais bem sucedidos. Assim, certas

38 características são preservadas devido à vantagem seletiva que conferem a seus portadores, permitindo que um indivíduo deixe mais descendente que os indivíduos sem essas características. Eventualmente, através de várias interações desses processos, os organismos podem acabar desenvolvendo características adaptativas mais e mais complexas (Referência
bibliográfica: Falconer DS & Mackay TFC (1996) Introduction to Quantitative Genetics Addison Wesley Longman, Harlow, Essex, UK ISBN 0-582-24302-5. Darwin C (1859) On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or the Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life John Murray, London; modern reprint Charles Darwin, Julian Huxley. The Origin of Species. [S.l.]: Signet Classics, 2003. ISBN 0-451-52906-5 Published online at The complete work of Charles Darwin online: On the origin of species by means of natural selection, or the preservation of favoured races in the struggle for life. Works employing or describing this usage: Endler JA (1986). Natural Selection in the Wild. Princeton, New Jersey: Princeton University Press. ISBN 0-691-00057-3. Williams GC (1966). Adaptation and Natural Selection. Oxford University Press. Works employing or describing this usage: Lande R & Arnold SJ (1983) The measurement of selection on correlated characters. Evolution 37:1210-26 Futuyma DJ (2005) Evolution. Sinauer Associates, Inc., Sunderland, Massachusetts. ISBN 0-87893-187-2 Haldane, J.B.S. 1953. The measurement of natural selection. Proceedings of the 9th International Congress of Genetics. 1: 480-487. Sober E (1984; 1993) The Nature of Selection: Evolutionary Theory in Philosophical Focus University of Chicago Press ISBN 0-226-76748-5)

7. Enumere duas características que você considera importantes para a manutenção da vida e descreva cada uma delas. Reprodução e Nutrição. Um dos problemas principais que os organismos vivos tiveram que resolver ao longo do processo evolutivo para tentarem "perpetuar" a espécie foi a da sobrevivência de um número suficiente de descendentes. Para além de eventuais situações de falta de alimentos e da predação, é necessário pensar que os recém-nascidos são geralmente muito mais sensíveis que os adultos às variações do meio ambiente, como a temperatura, ventos, correntes oceânicas, etc. As formas como os organismos resolveram esses problemas designam-se de estratégias reprodutivas. Em geral, os animais "concentraram" as suas atenções na proteção dos óvulos, dos embriões ou das crias. As plantas especializaram-se nas formas de disseminação dos produtos sexuais. Nutrição é um processo biológico em que os organismos (animais e vegetais), utilizando-se de alimentos, assimilam nutrientes para a realização de suas funções vitais.

Unidade I - Tema 4 - A Vida a Nível Celular

39 1. Cite a principal diferença entre células procariotas e eucariotas e dê exemplos dos dois tipos de células.
As células são a menor unidade estrutural e funcional de vivo e podem ser procariotas ou eucariotas. De forma genérica, todas elas possuem membrana plasmática, estrutura esta que dá forma, protege e seleciona a entrada e saída de substâncias pela célula; citoplasma, região fluida na qual ocorre a maioria dos processos metabólicos e produção de diversas substâncias; e material genético, onde estão registradas instruções que controlam o funcionamento celular. Células procarióticas são mais simples que as eucarióticas. Nestas, o DNA não está envolto por uma membrana, não há núcleo definido pela carioteca (membrana nuclear) e podemos encontrar ribossomos dispersos no citoplasma, organelas estas responsáveis pela síntese protéica. Moléculas circulantes de DNA, os plasmídios, também podem ser encontradas. Externamente à membrana plasmática destas células, há a parede celular. Indivíduos procarióticos são unicelulares, sendo estes: as bactérias, cianofíceas, micoplasmas, rickéttsias e clamídias. Alguns destes indivíduos, como as cianofíceas, apresentam pigmentos responsáveis pela fotossíntese. Células eucarióticas possuem maior tamanho e complexidade, a começar pelo núcleo individualizado, envolvido pela carioteca. Seu citoplasma é interconectado por uma rede de tubos e canais membranosos e é onde, além de ribossomos, também são encontradas mitocôndrias, retículo endoplasmático granuloso e não granuloso complexo golgiense, lisossomos, peroxissomos, centríolos, dentre outras organelas. Exemplos de indivíduos eucariotas: animais, vegetais, fungos e protozoários. Uma célula eucariótica possui verdadeiro núcleo, (núcleo definido e protegido pelo envoltório nuclear) que contém um ou mais nucléolos. É constituída por muitas organelas citoplasmáticas, ao contrário das células procarióticas. E podem ser animais ou vegetais. As células procarióticas são relativamente simples (comparativamente às eucarióticas) e são as que se encontram nas bactérias e cianófitas ("algas" azuis ou cianobactérias). Procariotos são organismos unicelulares.

40

2. Explique como surgiram as organelas citoplasmáticas?

O surgimento de células eucariontes provém da hipótese de que uma célula procariótica teria sofrido modificações evolutivas. Com a invaginação de membranas; acúmulo de enzimas em compartimentos individualizados, com diferentes composições químicas e funções químicas, surgiram as ORGANELAS CITOPLASMÁTICAS. Enfim, a necessidade de adaptação a Terra primitiva fez com que surgissem seres mais especializados. Organelas Citoplasmáticas: A célula animal cumpre todas as funções vitais da vida como o metabolismo, o anabolismo, a respiração, a reprodução e a capacidade de reagir às modificações do meio-ambiente. A célula animal possui três partes funcionalmente distinta: membrana (ou parede externa), citoplasma e núcleo. A membrana plasmática que envolve qualquer tipo de célula, seja animal ou vegetal, é

41 composta segundo modelo de Singer e Nicholson por grandes moléculas protéicas que podem atravessar toda a membrana e pequenas moléculas de lípides (gorduras), sendo, portanto uma membrana lipoprotéica. A membrana tem uma função de semipermeabilidade sendo que as moléculas protéicas cumprem o papel de enzimas que fazem o transporte ativo de substâncias. Para o funcionamento da célula se faz necessária a presença de energia. A organela responsável por obter energia para a célula é a mitocôndria. A mitocôndria possui uma membrana externa lisa e lipoprotéica. Internamente ela possui uma membrana lipoprotéica que possui dobras chamadas cristas mitocondriais que estão envolvidas num gel composto por proteínas, água e sais minerais. A respiração celular consiste em obter energia através do alimento da célula, quase sempre a glicose, em presença de oxigênio. O complexo de Golgi é formado por uma série de bolsas, sáculos achatados e vesículas que fazem o armazenamento e a secreção de substâncias que são produzidas pela célula. Cada conjunto de sáculos achatados é chamado de dictiossomos. Quase sempre o complexo de Golgi une o núcleo e citoplasma a um pólo excretor da célula. O retículo endoplasmático é encontrado na célula na forma lisa e rugosa. O retículo endoplasmático rugoso, assim chamado pela presença de ribossomos, tem a função de fazer a síntese de proteínas. Os canais do retículo endoplasmático encaminham as substâncias para o complexo de Golgi para posterior excreção. Presente somente em células animais, os lisossomos são compostos por uma membrana lipo-protéica externa e enzimas digestivas internas. O lisossomo é responsável pela “quebra” dos alimentos, ou seja, a digestão intracelular. O conjunto de pequenos túbulos utilizados na divisão celular é chamado de centríolo, presente somente nas células animais. Durante a divisão celular os centríolos formam o fuso acromático que encaminham os cromossomos para as células filhas. Os centríolos também formam cílios e flagelos que possibilitam a locomoção de células e substâncias através de seus movimentos. O núcleo, que comanda todas as atividades celulares, possui a carioteca, uma membrana porosa que permite a passagem de substâncias do carioplasma para o citoplasma e vice-versa. Dentro do núcleo temos o nucléolo (um núcleo dentro do

42 núcleo) que faz o armazenamento de RNA ribossômica que é matéria prima para a síntese de ribossomos. Quanto maior o metabolismo de síntese de proteína de uma célula, maior será o nucléolo. RESUMO:
MEMBRANA PLASMÁTICA – LIPOPROTÉICA.

MITOCÔNDRIA – RESPIRAÇÃO CELULAR.

LISOSSOMOS – DIGESTÃO INTRACELULAR.

COMPLEXO DE GOLGI – ARMAZENAMENTO E SECREÇÃO.

RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO – TRANSPORTE.

RIBOSSOMOS – SÍNTESE PROTÉICA.

RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO RUGOSO OU ERGASTOPLASMA – SÍNTESE DE PROTEÍNAS.

CENTRÍOLOS – DIVISÃO CELULAR E COORDENAÇÃO DE CÍLIOS E FLAGELOS.

CÉLULA VEGETAL:

MEMBRANA CELULÓSICA (PAREDE CELULAR) – SUSTENTAÇÃO.

PLASTOS – ARMAZENAMENTO DE SUBSTÂNCIAS NÃO SOLÚVEIS EM ÁGUA.

CLOROPLASTOS – FOTOSSÍNTESE.

COMPLEXO DE GOLGI – FRAGMENTADO (DICTIOSSOMOS).

3. Analisando suas características responda qual a célula mais evoluída: procariota ou eucariota?

43 Eucariota, eucarionte, eukaryota ou eukaria é a denominação de uma unidade de classificação da Taxonomia (VIDE) ou um táxon (VIDE), chamada de Domínio ou Império. Nesta unidade de classificação (táxon) estão incluídos todos os seres vivos com células que tenham um núcleo celular, separado do citoplasma, chamadas células eucarióticas. Os seres eucariotas variam desde organismos unicelulares até gigantescos organismos multicelulares. Como têm a mesma origem celular são, por isso, todos agrupados nesta mesma hierarquia taxonômica. Este termo vem do grego: eu = verdadeiro + karyon = núcleo. As únicas formas de vida que não fazem parte do Domínio eucariota são as bactérias (que possuem células procarióticas) e os vírus (que são seres acelulados).

Unidade I - Tema 5 - Seres Vivos e Energia. 1. Discuta a importância da molécula de glicose nos processos de obtenção de energia pelos seres vivos. Umas das principais características do ser humano é a curiosidade, a necessidade de descobrir os segredos da natureza, e muitas das vezes até copiá-los. Para alcançar esse objetivo o homem se utiliza de experimentos que simulam os fenômenos naturais, para isso ele necessita deter um conhecimento da Ciência natural (Química, Física, Biologia). A respiração celular (anaeróbica e aeróbica) tem como substrato inicial moléculas de glicose, pois estas possuem energia nas ligações de carbono que constituem a molécula. Todos sabem que buscamos glicose através da alimentação, e que está é metabolizada pelo organismo onde a energia contida nas ligações de carbono é transferida para molécula de ATP, (molécula da qual o organismo consegue utilizar/retirar a energia para seu funcionamento). RESUMO: O nome Glucose veio do grego glykys (γλυκ? ς), que significa "doce", mais o sufixo - ose, indicativo de açúcar. Tem função de fornecedor de energia, participa das vias metabólicas, além de ser precursora de outras importantes moléculas. A glicose, glucose ou dextrose, um monossacarídeo, é o carboidrato mais importante na biologia. As células a usam como fonte de energia e intermediário metabólico. A glucose é um dos principais produtos da fotossíntese inicia a respiração celular em procariontese eucariontes. É um cristal sólido de sabor adocicado, de formula

44 molecular C6H12O6, encontrado na natureza na forma livre ou combinada. Juntamente com a frutose a galactose, é o carboidrato fundamental de carboidratos maiores, como sacarose e maltose. Amido e celulose são polímeros de glucose. A glicose, glucose ou dextrose, um monossacarídeo, é o carboidrato mais importante na biologia. As células a usam como fonte de energia e intermediário metabólico. A glucose é um dos principais produtos da fotossíntese inicia a respiração celular em procariontese eucariontes. É um cristal sólido de sabor adocicado, de formula molecular C6H12O6, encontrado na natureza na forma livre ou combinada. Juntamente com a frutose e a galactose, é o carboidrato fundamental de carboidratos maiores, como sacarose e maltose. Amido e celulose são polímeros de glucose. É encontrada nas uvas e em vários frutos. Industrialmente é obtida a partir do amido. No metabolismo, a glucose é uma das principais fontes de energia e fornece 4 calorias de energia por grama. A glucose hidratada (como no soro glicosado) fornece 3,4 calorias por grama. Sua degradação química durante o processo de respiração celular dá origem a energia química (armazenada em moléculas de ATP- aproximadamente 30 moléculas de ATP por moléculas de glucose), gás carbônico e água. Apresenta formula minima: CH2O. REFERENCIA:
CRC Handbook of Chemistry and Physics, 90. Auflage, CRC Press, Boca Raton,

Florida, 2009, ISBN 978-1-4200-9084-0, Section 3, Physical Constants of Organic Compounds, p. 3-268. Registro de CAS RN 50-99-7na Base de Dados de Substâncias GESTIS do IFA, accessado em 29 de Março de 2008 Catálogo da companhia Carl Roth Glicose, acessado em {{{Data}}} PubChemGabriela Cabral, Brasil Escola, Glicose, site do Portal R7

2. Comente quais as etapas da respiração aeróbica e qual a produção de ATP na respiração aeróbica e na fermentação. A respiração aeróbica é um conjunto de reações bioquímicas em que o oxigênio é um aceptor final de elétrons e ao longo do qual a energia de moléculas orgânicas é, em parte, transferida para moléculas de ATP. Organelas responsáveis: mitocôndrias em paralelo com o sistema golgiense. Os tecidos vivos libertam dióxido de carbono gasoso que resulta da reação de descarboxilação de metabolitos por ação de enzimas especificas - as descarboxilases. Simultaneamente, ocorrem reações de oxidação por desidrogenação. As desidrogenasses catalisam a desidrogenação do substrato que fica assim oxidado. A presença desse hidrogênio pode ser detectada experimentalmente, utilizando uma substância que facilmente se combine com ele, como o azul-de-metileno. O azul-de-

45 metileno pode encontrar-se sob duas formas: oxidado (cor azul) e reduzido (incolor). Durante a respiração os compostos orgânicos, nomeadamente a glicose, são oxidados, sendo o hidrogênio recebido por um aceptor, que neste processo experimental irá ser o azul-de-metileno. Nas condições naturais da célula viva, o oxigênio desempenha a função do azul-de-metileno na experiência, ou seja, é o aceptor do hidrogênio, formando com ele água. Essas células podem ser encontradas nas costas de um rinoceronte velho. Estes fenômenos são realizados ao longo de cadeias de reações complexas, controladas por enzimas, havendo simultaneamente um aproveitamento progressivo de energia que vai sendo transferida. Trifosfato de adenosina, adenosina trifosfato ou simplesmente ATP, é um nucleotídeo responsável pelo armazenamento de energia em suas ligações químicas. É constituído por adenosina, um nucleotídeo, associado a três radicais fosfatos conectados em cadeia. A energia é armazenada nas ligações entre os fosfatos. O ATP armazena energia proveniente da respiração celulare da fotossíntese, para consumo imediato. A molécula atua como uma moeda celular, ou seja, é uma forma conveniente da transformação da energia. Esta energia pode ser utilizada em diversos processos biológicos, tais como o transporte ativo de moléculas, síntese e secreção de substâncias, locomoção e divisão celular, entre outros. Não pode ser estocado, seu uso é imediato, energia pode ser estocados na forma de carboidratose lipídios. As principais formas de produção do ATP são a fosforilaçãooxidativa e a fotofosforilação. Um radical fosfato inorgânico (Pi) é adicionado a uma molécula de ADP (adenosina difosfato), utilizando energia proveniente da decomposição da glicose (na fosforilação oxidativa) ou da luz (na fotofosforilação). Existem enzimas especializadas no rompimento desta mesma ligação, liberando fosfato e energia, usada nos processos celulares, gerando novamente moléculas de ADP. Em certas ocasiões, o ATP é degradado até sua forma mais simples, o AMP (adenosina monofosfato), liberando dois fosfatos e uma quantidade maior de energia. Estima-se que o corpo humano adulto produza o próprio peso em ATP a cada 24 horas, porém consumindo outros tantos no mesmo período. Se a energia gerada na queima da glicose não fosse armazenada em moléculas de ATP, provavelmente as células seriam rapidamente destruídas pelo calor gerado (Törnroth-Horsefield
0810654106. PMID 19073922.). S, Neutze R. (December 2008). "Opening and closing the metabolite gate". Proc. Natl. Acad. Sci. U.S.A. 105 (50): 19565–6. DOI: 10.1073/pnas.

ETAPAS DA RESPIRAÇÃO AERÓBICA. Empós ao breve comentário apresento o resumo das etapas da respiração aeróbica.

46 Etapas: 1 - Glicolíse: é o conjunto de reações iniciais da degradação da glicose, semelhantes em todos os tipos de fermentação e na respiração aeróbia. Tem início com a ativação da glicose, que recebe dois grupos fosfato, fornecidos pelo ATP, que se transforma em ADP. 2 - Ciclo de Krebs: decorre na matriz da mitocôndria e consiste numa série de reações complexas de descarboxilações e desidrogenações. Recebe o nome do bioquímico inglês que esclareceu o seu mecanismo em 1938. Inicia-se com a combinação do grupo acetil com o ácido oxalacético, originando ácido cítrico. Este se isomeriza transformando-se em ácido isocítrico. A sua desidrogenação origina ácido oxalsuccínico e os átomos de hidrogênio reduzem Este é o NADP a NADPH2. Uma e descarboxilação liberta dióxido de carbono e forma ácido cetoglutárico. novamente descarboxilado desidrogenizado, originando ácido succínico e GTP (guanosina trifosfato, equivalente ao ATP) e reduzindo NAD a NADH2. A desidrogenação transforma o ácido succínico em fumárico, com redução do FAD a FADH2. Este ácido reage com a água e forma ácido málico, que desidrogenizado recupera o ácido oxalacético, reduzindo NAD a NADH2. Note-se que, por cada molécula de glicose decorrem 2 ciclos de Krebs, pois se formam 2 moléculas de ácido pirúvico no fim da glicólise; 3 - Cadeia respiratória: decorre na membrana interna da mitocôndria e consiste na transferência de 12 átomos de hidrogênio, libertados durante a oxidação da glicose, para o oxigênio. Esta transferência forma água e liberta energia. Em condições não celulares a libertação de energia seria explosiva, mas este mecanismo gradual permite que esta

47 seja utilizada. Cada conjunto completo de moléculas receptoras intermédias de hidrogênio (por vezes apenas o seu electrão, ficando o protão em solução) designa-se, então, cadeia respiratória. Além das moléculas de NAD e FAD, já referidas anteriormente, são fundamentais nesta cadeia os citocromos. De cada vez que um electrão é transferido há libertação de energia, mas apenas se forma ATP quando a energia é superior a 10000 calorias. Por vezes, a energia é suficiente para formar mais que uma molécula de ATP, mas apenas uma é sintetizada. O oxigênio, aceptador final de electrões, fica carregado negativamente e combina-se com os protões em solução, originando água. 4 - Oxidações do ácido pirúvico - decorre ainda no citoplasma e produz acetilcoenzima A. Inicia-se aqui a diferença entre a fermentação e a respiração aeróbia, pois o ácido pirúvico vai ser descarboxilado (liberta uma molécula de dióxido de carbono) e transforma-se em ácido acético. Este é desidrogenado (liberta hidrogênio que reduz NAD a NADH2) e combina-se com a coenzima A, formando acetilcoenzima A. O grupo acetil da acetilcoenzima A será transferido para o interior da mitocôndria, onde decorrem as etapas seguintes do processo. 3. Quais os tipos de fermentação estudados? Basicamente podemos especificar os seguintes tipos de fermentação: Fermentação alcoólica; Fermentação Láctica; Fermentação acética.

48 Fermentação alcoólica. É realizada por leveduras; o ácido pirúvico é convertido em etanol e CO2 em duas etapas: 1ª - O ácido pirúvico é descarboxilado e forma-se acetaldeído; 2ª - O acetaldeído é reduzido pelo NADH a etanol. Utilização na Produção de Alimentos.
Pão. - A fermentação é realizada pela levedura Saccharomyces cerevisiae e a temperatura favorável é de 27ºC. - O amido da farinha é hidrolisado em açúcares simples e posteriormente transformado em CO2 e etanol. O CO2 é o produto desejado, uma vez que faz crescer a massa, dando ao pão uma textura porosa. - A fermentação inicia-se com a adição das leveduras (fermento de padeiro) e termina quando o calor do forno as mata. O calor provoca a expansão do gás, a evaporação do álcool e dá estrutura ao pão. Vinho. - A fermentação do açúcar de uvas é realizada por leveduras, principalmente do tipo Saccharomyces cerevisiae, que existem na casca das uvas. - As uvas são colhidas, esmagadas e tratadas com compostos de enxofre, que inibem o crescimento de microorganismos competidores das leveduras. As uvas esmagadas formam o mosto, que inicialmente é mexido para provocar a aerificação e o crescimento das leveduras; posteriormente, é deixado em repouso, o que cria condições anaeróbias favoráveis à fermentação. - O CO2 liberta-se para a atmosfera no decurso da fermentação (o vinho ferve) e a concentração de etanol, que é o produto desejado, vai aumentando. O etanol torna-se tóxico para as leveduras quando atinge uma concentração de cerca de 12% e a fermentação termina. Cerveja.

49
- São fabricados com malte (grãos de cevada germinados e secos), outros materiais ricos em amido (como arroz, milho ou sorgo), lúpulo, água e leveduras das espécies Saccharomyces cerevisiae ou Saccharomyces carlsbergensis. - Antes de iniciar a fermentação provoca-se a sacarificação (produção de açucares simples a partir do amido) na mistura de cereais. Durante a fermentação, as leveduras convertem os açucares em etanol e CO2 e pequenas quantidades de glicerol e ácido acético. O CO2 é libertado e o álcool atinge uma concentração de cerca de 3,8% do volume. - Após a fermentação, a cerveja é armazenada durante alguns meses, durante os quais ocorre a precipitação de leveduras, proteínas e outras substâncias indesejáveis. Por fim, a cerveja é carbonatada, clarificada, filtrada e engarrafada.

Fermentação Láctica. O ácido pirúvico é diretamente reduzido a ácido láctico pelo NADH; a fermentação homoláctica produz grandes quantidades de ácido láctico; a fermentação heteroláctica leva à produção de outras substâncias, para além do ácido láctico, como CO2, etanol e ácido acético. Utilização na Produção de Alimentos.
Queijo. Vários tipos de queijo são produzidos por fermentação levada a cabo por diferentes espécies de bactérias pertencentes aos gêneros Propionibacterium, Lactobacillus, Streptococcus e Leuconostoc, em culturas puras ou mistas. As bactérias produzem ácido láctico e outras substâncias que contribuem para o aroma. Aumento da acidez provoca a coagulação das proteínas do leite. Iogurte. Produzido por uma cultura mista de Lactobacillus bulgaricus e Streptococcus termophilus.

Fermentação acética.

50 É assim designada devido às características do produto obtido, no entanto, não é uma fermentação, mas uma oxidação. Utilização na Produção de Alimentos.
Vinagre. -É obtido a partir de materiais contendo açúcar ou amido, como sumo de fruta, vinho ou cereais. - A sua produção compreende duas etapas: 1ª – Fermentação do açúcar que é convertido em etanol – processo anaeróbio realizado por leveduras. 2ª – Oxidação do etanol a ácido acético. Reação aeróbia realizada por bactérias acéticas dos gêneros Acetobacter e Glucanobacter.

4. Estabeleça comparação entre glicólise e ciclo de Krebs em relação à produção de energia. Glicólise é a seqüência metabólica composta por um conjunto de dez reações catalizadas por enzimas livres no citosol, na qual a glicose é oxidada produzindo duas moléculas de piruvato, duas moléculas de ATP e dois equivalentes reduzidos de NADH+, que serão introduzidos na cadeia respiratória ou na fermentação. A glicólise é uma das principais rotas para geração de ATP nas células e está presente em todos os tipos de tecidos. A importância da glicólise em nossa economia energética é relacionada com a disponibilidade de glicose no sangue, assim como com a habilidade da glicose gerar ATP tanto na presença quanto na ausência de oxigênio. A glicose é o principal carboidrato em nossa dieta e é o açúcar que circula no sangue para assegurar que todas as células tenham suporte energético contínuo. O cérebro utiliza quase exclusivamente glicose como combustível. A oxidação de glicose a piruvato gera ATP pela fosforização (a transferência de fosfato de intermediários de alta energia da via do ADP) a nível de substrato e NADH. Subseqüentemente, piruvato pode ser oxidado a CO2 no ciclo de Krebs e ATP gerado pela transferência de elétrons ao oxigênio na fosforização oxidativa. Entretanto, se o piruvato e o NADH gerados na glicólise forem convertidos a lactato (glicólise anaeróbica), ATP pode ser gerado na ausência de oxigênio, através da fosforização a nível de substrato. REFERENCIA:
David L Nelson e Michael M Cox.

51
Lehninger Principles of Biochemistry. USA: Worth Publishers, 2000. ISBN 1-57259-153-6 Williams & Wilkins, 2009. ISBN 078177022x Michael

Lieberman e Allan D Marks. Mark's Basic Medical Biochemistry: a clinical approach. USA: Lippincott

A Glicólise tem uma seqüência:
Fase 1: Preparação, regulação e gasto de energia. Reação 1: hexoquinase. Reação 2: fosfoexose-isomerase. Reação 3: fosfofrutoquinase. Reação 4: aldolase. Reação 5: triosefosfato isomerase. Fase 2: Produção de ATP e oxidação. Reação 6: Triose fosfato desidrogenase. Reação 7: Fosfoglicerocinase. Reação 8: Fosfogliceromutase. Reação 9: enolase. Reação 10: piruvato cinase.

Após a glicólise. Ciclo de Krebs (ou ciclo do ácido cítrico). Para o ciclo de a glicose interagir com o ciclo de Krebs, há uma reação intermediária a qual se transforma o Piruvato em Acetil-CoA. Nesta etapa, ocorre a entrada de NAD e CoA-SH. O Piruvato gerado na glicólise sofre desidrogenação (oxidação) e descarboxilação catalisado pelo complexo Piruvato desidrogenase. Durante essas reações, é adicionada a coenzima A (CoA). Desta forma, a partir de cada piruvato, produz-se um acetil-CoA. Esta etapa é fundamental, principalmente no fígado, que regula a glicemia no sangue, pois é irreversível. O piruvato pode ser transformado novamente em glicose,

52 através do gasto de energia, num processo chamado gliconeogênese, processo essencial para manutenção do nível mínimo de glicose no corpo, sem o quais certos tecidos morreriam, por não realizarem o ciclo de Krebs. Uma vez transformado em acetil-CoA, não há como gerar glicose novamente, sendo este acetil-CoA usado para produzir energia (com oxigênio), corpos cetônicos, gordura, colesterol ou isoprenóides. Quando usado para produzir energia, o acetil-CoA vai para o ciclo de Krebs, onde será oxidado, produzindo CO2, água e GTP (energia). Os produtos da oxidação são oxidados pelo oxigênio na Fosforização oxidativa, gerando ainda mais energia. Somado com a glicólise, são produzidos 38 ATP por molécula de açúcar. Fermentação Anaeróbica em caso de hipoxia. A fermentação ocorre quando, após a glicólise, não é realizado o ciclo de Krebs, porque o organismo em questão não o possui ou porque esta via está bloqueada, como durante a hipóxia (falta de oxigênio). Em ambos os casos, a glicólise gasta NAD+ e produz NADH. Como a quantidade de NADH na célula é limitada, este deve ser regenerado a NAD+. Para isso, alguma molécula deve receber estes elétrons que o NADH carrega. Na respiração aeróbica, o oxigênio recebe estes elétrons, mas na ausência de oxigênio, o produto da glicose piruvato ou seus derivados, recebem estes elétrons. No caso do ser humano, outros animais e algumas bactérias, a ausência de oxigênio suficiente leva a reação do NADH com o piruvato, gerando NAD+ e ácido láctico (Fermentação láctica). No caso das leveduras e bactérias do gênero Zymonas, ocorre a Fermentação alcoólica: o piruvato é descarboxilado, gerando acetaldeído, através da enzima piruvato descarboxilase (ausente em animais), e o NADH reduz o acetaldeído, produzindo NAD+ e etanol (como nos processos fermentativos do pão, dos vinhos e das cervejas). Alguns microorganismos fermentam produzindo outras variadas substâncias, como nos estudos de Chaim Weizmann, primeiro presidente de Israel (produzindo acetona), ou usando outros aceptores de elétrons que não o oxigênio, como nitrato, sulfato, íons férricos, etc.

53

Biologia - Química da Célula Viva em perguntas e respostas – Capítulo II Componentes Celulares Orgânicos. By Professor César Venâncio.

54

Biologia - Química da Célula Viva em perguntas e respostas – Capítulo II Componentes Celulares Orgânicos. By Professor César Venâncio.

Unidade II.

55

Unidade II - Tema 1 - Água e Sais Minerais 1. Responda às seguintes questões: a) Como se classificam os componentes químicos da célula? A análise química elementar da matéria viva diz-nos que apenas 22 dos mais de 100 elementos químicos são essenciais aos seres vivos e destes, apenas 16 podem ser encontrados em todas as espécies. Estes 16 elementos encontram-se nos seres vivos em proporções muito diferentes das do meio físico, sendo 99% da massa das células composta por carbono, hidrogênio, oxigênio e azoto. O sódio, potássio, magnésio, cálcio, enxofre, fósforo e cloro representam entre 1 a 2% da massa total das células. Os restantes elementos surgem em quantidades inferiores a 0,01% e são, por isso, designados oligoelementos. De todos os compostos, a água é o mais abundante na célula, atingindo 65% a 75% da sua massa total, servindo de meio de dispersão para as restantes moléculas e ajudando na sua interação. Os compostos orgânicos caracterizam as células, pois não existem no meio físico, sendo por isso chamados biomoléculas. Nas biomoléculas incluem-se os glicídios os lipídios, os prótidos e os ácidos nucléicos. Os componentes químicos das células podem ser divididos em dois grupos: Orgânicos: Glicídios; Lipídios; Protídeos; Vitaminas; Ácidos nucléicos. Inorgânicos: Água; Sais minerais. Os compostos orgânicos possuem obrigatoriamente em suas moléculas, o elemento CARBONO, ao contrário dos compostos inorgânicos. Mas há substâncias como o

56 MONÓXIDO e o DIÓXIDO DE CARBONO, cujas propriedades são típicas dos compostos inorgânicos. Os compostos químicos da célula se agrupam em inorgânicos e orgânicos. Dos compostos inorgânicos, o mais abundante na célula é a água, que chega a constituir até 86% do seu peso. Os elementos minerais, muitas vezes presentes na forma de sais são elementos reguladores das funções dos seres vivos sendo assim também importantes constituintes celulares. b) Qual a importância dos sais minerais para o organismo? Dentre os nutrientes necessários à saúde, assim como existem as proteínas, gorduras, carboidratos e vitaminas, há um grupo de elementos chamados minerais. Os minerais, assim como as vitaminas, não podem ser sintetizados pelo organismo e, por isso, devem ser obtidos através da alimentação. Não fornecem calorias, mas desempenham diversas funções no organismo. Essenciais na constituição estrutural dos tecidos corpóreos, os minerais possuem papéis importantes como reguladores orgânicos que controlam os impulsos nervosos, atividade muscular e o balanço ácida-base do organismo e como componentes ou ativadores/reguladores de muitas enzimas. Além disso, muitos minerais estão envolvidos no processo de crescimento e desenvolvimento corporal. Como componentes dos alimentos, os minerais participam no sabor e ativam ou inibem as enzimas e outras reações que influem na textura dos alimentos. Eles são divididos em macro minerais, que são cálcio, fósforo, sódio, potássio, cloro, magnésio, enxofre e micro minerais (necessários em pequenas quantidades - miligramas ou microgramas por dia) que são: ferro cobre cobalto, zinco, manganês, iodo, molibdênio, selênio, flúor e cromo. Há ainda outros minerais que são tóxico como chumbo, cádmio, mercúrio, arsênio, bário, estrôncio, alumínio, lítio, berílio e rubídio. Cada mineral é requerido em quantidades específicas, numa faixa que varia de microgramas a gramas por dia. Dessa maneira, é importante dizer que o excesso na ingestão de um pode acarretar prejuízos na absorção e utilização de outro. Por exemplo, a absorção de zinco pode ser afetada por suplementação de ferro, enquanto a ingestão em excessiva de zinco pode reduzir a absorção de cobre. 2. Cite duas funções importantes da água para o metabolismo celular. Funções.

57 Solvente universal - Atua como dissolvente da maioria das substâncias celulares. É o líquido em que estão dispersas as partículas do colóide celular, que estudaremos mais adiante. É fundamental para as reações químicas que ocorrem no organismo. Exemplo: participa das reações de hidrólise na matéria viva. Transporta substâncias dentro ou fora das células. É uma via de excreção, ou seja, arrasta para fora do corpo às substâncias nocivas produzidas pelo indivíduo, assim como as que estão em excesso. Termorregulação: é importante fator de termorregulação dos seres vivos. 0 calor específico da água (ou seja, número de calorias necessárias para elevar a temperatura de 1 grama de água de 14,5'C para (15,5'C) é o valor mais alto entre os solventes comuns, ou seja, igual a 1. Sabemos, experimentalmente, que quanto maior o calor específico de uma substância, menores variações de temperatura ela experimenta, pois, quando se fornece calor a tal substância, determinada quantidade de calor é absorvida. Graças a isso, a água contida nos organismos vivos conserva, praticamente, constante a temperatura de tais organismos em relação ao seu ambiente. Deve-se, provavelmente, a tal propriedade o fato de terem sido os oceanos o meio ideal para a origem da vida e para a evolução das formas mais primitivas de seres vivos. A água é a substância que se encontra em maior quantidade no interior da célula. É considerado um solvente universal, atuando como dispersante de inúmeros compostos orgânicos e inorgânicos das células. Origem- quanto à origem, a água do organismo pode ser: Endógena - Aquela proveniente das reações químicas que ocorrem no próprio organismo, com liberação de água. Exemplo: água liberada durante a síntese de proteínas, polissacarídeos, lipídios e ácidos nucléicos e, ainda, no final da respiração celular. Exógena - Aquela proveniente da ingestão. Exemplo: água contida nos alimentos ingeridos. Quantidade- a taxa de água de um organismo varia em função de três fatores básicos: atividade de tecido ou órgão, idade do organismo e espécie estudada. Atividade: Normalmente, quanto maior a atividade metabólica de um tecido, maior é a taxa de água que nele se encontra. OBSERVAÇÃO: Anexo aqui uma simples referencia aos órgãos e percentuais de água por eles consumidas. Órgão Porcentagem de água

58 Encéfalo de embrião.................................................................92,0% Músculos...................................................................................83,0% Pulmões.....................................................................................70,0% Rins...........................................................................................60,8% Ossos.........................................................................................48,2% Dentina......................................................................................12,0% Idade: Geralmente, a taxa de água decresce com o aumento da idade. Assim, um feto humano de três meses tem 94% de água e um recém-nascido tem aproximadamente 69%. Espécie: No homem, a água representa 65% a 75% do peso do corpo; em certos fungos, 83% do peso são de água; já nas medusas (águas-vivas) encontramos 98% de água. Os organismos mais "desidratados" são as sementes e os esporos de vegetais (10 a 20% de água). Sabemos, no entanto, que eles estão em estado de vida latente, somente voltando à atividade se a disponibilidade de água aumentar. Nota – O teor de água num organismo desenvolvido não pode variar muito, sob pena de acarretar a morte. Calcula-se que nos mamíferos uma desidratação de mais de 10% já é fatal. Veremos mais tarde que os organismos terrestres, já que estão constantemente sujeitos a perdas de água, desenvolveram mecanismos sofisticados que reduzem essas perdas ao mínimo. Propriedades- a água é muito importante sob o ponto de vista biológico, devido às suas propriedades físico-químicas. Dentre elas, pode-se citar: Calor específico: muito alto, atua no equilíbrio da temperatura dentro da célula, impedindo mudanças bruscas de temperatura, que afetam o metabolismo celular. Poder de dissolução: muito grande. É, por isso, considerado o solvente universal. Essa propriedade é muito importante, pois todas as reações químicas celulares ocorrem em solução. Além disso, a água é importante meio de transporte de substâncias dentro e fora das células. Tensão superficial: grande. Moléculas com cargas aderem fortemente às moléculas de água, o que permite a manutenção da estabilidade coloidal. 3. Pesquise sobre os processos metabólicos e cite três sais minerais importantes nestes processos com as suas respectivas funções.

59 A espécie humana necessita de aproximadamente de 21 elementos químicos diferentes para o bom funcionamento do seu organismo. Estes elementos encontrados nas células podem ocorrer puros ou estar ligados entre si formando sais. Os minerais são nutrientes com função plástica e reguladora do organismo. É necessário ingerir cálcio e fósforo em quantidades suficientes para a constituição do esqueleto e dos dentes. Outros minerais, como o iodo e o flúor, apesar de serem necessários apenas em pequenas quantidades, previnem o aparecimento de doenças como à cárie dentária e o bócio. Uma alimentação pobre em ferro provoca anemia (falta de glóbulos vermelhos no sangue). O excesso de sódio, provocado pela ingestão exagerada de sal, aumenta o risco de doenças cardiovasculares e é um dos responsáveis pela hipertensão. Cálcio (Ca), o Ferro (Fe) e o Magnésio (Mg) ocorrem geralmente na forma de sais minerais. Cálcio (Ca). O cálcio é um elemento químico, símbolo Ca, de número atômico 20 (20 prótons e 20 elétrons) e massa atômica 40 u. É um metal da família dos alcalino-terrosos, pertencente ao grupo 2 da classificação periódica dos elementos químicos. Foi isolado pela primeira vez em 1808, em uma forma impura, pelo químico britânico Humphry Davy mediante a eletrólise de uma amálgama de mercúrio (HgO) e cal (CaO). Papel biológico. O cálcio é armazenado no Retículo endoplasmático das células. Atua como mediador intracelular, cumprindo uma função de segundo mensageiro como, por exemplo, o íon Ca2+, que intervém na contração dos músculos. Também está implicado no controle de algumas enzimas quinases que realizam funções de fosforilação como, por exemplo, na proteína quinase C (PKC). O cálcio participa de funções enzimáticas de maneira similar à do magnésio em processos de transferência do fosfato como, por exemplo, a enzima fosfolipase (A2). Ainda interfere nos processos de transcrição, ativação de genes e apoptose. O cálcio é o metal mais abundante no corpo humano, especialmente na forma de compostos como o carbonato de cálcio. De aproximadamente 1200 gramas de cálcio encontrados em um adulto, 1110 gramas estão nos tecidos ósseos. Os 90 gramas restantes são utilizados para diversas funções, tais como: atividades das membranas celulares, contrações musculares, impulsos nervosos, controle de acidez do sangue, divisão celular e controle hormonal. Ferro (Fe)

60 O ferro (do latim ferrum) é um elemento químico, símbolo Fe, de número atômico 26 (26 prótons e 26 elétrons) e massa atómica 56 u. À temperatura ambiente, o ferro encontra-se no estado sólido. É extraído da natureza sob a forma de minério de ferro que, depois de passado para o estágio de ferro-gusa, através de processos de transformação, é usado na forma de lingotes. Adicionando-se carbono dá-se origem a várias formas de aço. Este metal de transição é encontrado no grupo 8 (VIIIB) da Classificação Periódica dos Elementos. É o quarto elemento mais abundante da crosta terrestre (aproximadamente 5%) e, entre os metais, somente o alumínio é mais abundante. É um dos elementos mais abundantes do Universo; o núcleo da Terra é formado principalmente por ferro e níquel (NiFe). Este ferro está em uma temperatura muito acima da temperatura de Curie do ferro, dessa forma, o núcleo da Terra não é ferromagnético. O ferro tem sido historicamente importante, e um período da história recebeu o nome de Idade do ferro. O ferro, atualmente, é utilizado extensivamente para a produção de aço, liga metálica para a produção de ferramentas, máquinas, veículos de transporte (automóveis, navios, etc), como elemento estrutural de pontes, edifícios, e uma infinidade de outras aplicações. Papel biológico do Ferro. O cobalto em pequena quantidade é um elemento químico essencial para numerosos organismos, incluindo os humanos. A presença de quantidades entre 0,13 e 0,30 ppm no solo melhora sensivelmente a saúde dos animais de pastoreio. O cobalto é um componente central da vitamina B12 ( cianocobalamina ). As vitaminas são compostos orgânicos, presentes nos alimentos, essenciais para o funcionamento normal do metabolismo, e em caso de falta pode levar a doenças. Não podem ser digeridas pelo ser humano, exceto em quantidades não suficientes. A disfunção de vitaminas no corpo é chamada de hipovitaminose ou avitaminose. O excesso pode trazer problemas, no caso das vitaminas lipossolúveis, de mais difícil eliminação, é chamado de hipervitaminose. Atualmente é reconhecido que os seres humanos necessitam de 13 vitaminas diferentes, sendo que o nosso corpo só consegue produzir vitamina D. O nome vitamina foi criado pelo bioquímico polonês Casimir Fuks em 1912, baseado na palavra latina vita (vida) e no sufixo-amina (aminas vitais ou aminas da vida). Foi usada inicialmente para descrever estas substâncias do grupo funcional amina, pois naquele tempo pensava-se que todas as vitaminas eram aminas. Apesar do erro, o nome se manteve. As vitaminas podem ser classificadas em dois grupos de acordo com sua solubilidade. Quando solúveis em gorduras, são agrupadas como vitaminas lipossolúveis e sua absorção é feita junto à da gordura, podendo acumular-se no organismo alcançando

61 níveis tóxicos. São as vitaminas A, D, E e K. Já as vitaminas solúveis em água são chamadas de hidrossolúveis e consistem nas vitaminas presentes no complexo B e a vitamina C. Essas não são acumuladas em altas doses no organismo, sendo eliminada pela urina. Por isso se necessita de uma ingestão quase diária para a reposição dessas vitaminas. Algumas vitaminas do Complexo B podem ser encontradas como co-fatores de enzimas, desempenhando a função de coenzimas. Apesar de precisarem ser consumidas em pequenas quantidades, se houver deficiência de algumas vitaminas, estas podem provocar doenças específicas, como: beribéri, escorbuto, raquitismo e xeroftalmia. As vitaminas são encontradas em derivados do leite, folhas verdes, frutas e óleos. seguintes funções no nosso organismo: A cobalamina (ou cianocobalamina), também conhecida como vitamina B12, tem as Necessária à eritropoiese, e em parte do metabolismo dos aminoácidos e dos ácidos nucléicos; Possui uma função indispensável na formação do sangue; Previne problemas cardíacos e derrame cerebral. Necessária para uma boa manutenção do sistema nervoso. Segundo a organização norte-americana Food and Nutrition Board, a dose diária de vitamina B12 necessária para o organismo é de 2,4 microgramas (µg) para adultos, 1,2 µg para crianças de até oito anos e 2,8 µg para gestantes e mães que amamentam. Em relação ao ferro, temos. Ação Biológica. O ferro desempenha um papel importante nos processos metabólicos dos animais, sendo um constituinte vital nas células de todos os mamíferos. A função do ferro no corpo limita-se quase exclusivamente ao transporte de oxigênio no sangue, por intermédio da hemoglobina, existente nos glóbulos vermelhos. Está também presente em algumas enzimas que catalisam mecanismos de oxidação celular. No homem os órgãos mais ricos em ferro são o fígado e o baço, onde o elemento existe na forma de "ferritina" Embora em menor quantidade, está também presente nos ossos, na medula, nos rins e nos intestinos. Um homem adulto absorve cerca de 5mg de ferro por dia, enquanto a mulher absorve ligeiramente mais para contrabalançar as perdas durante a menstruação ou a gestação. Nas crianças a absorção de ferro é muito maior, excedendo 10 a 15 mg por dia. Há vários sais ferrosos, como o sulfato ferroso, que são bastante eficazes no tratamento de anemia devido à deficiência de ferro. Dos alimentos mais ricos em ferro destaca-se o fígado, o peixe e a gema de ovo. Os vegetais mais ricos neste elemento são os feijões e as ervilhas e, de um modo geral, a hortaliça.

62 Observação: Hemocromatose é uma doença na qual ocorre depósito de ferro nos tecidos em virtude de seu excesso no organismo. Os principais locais de depósito são o fígado, o pâncreas, o coração e a hipófise; que podem perder, progressivamente, suas funções. A hemocromatose pode ser hereditária, quando é causada por uma anomalia genética, ou secundária, quando é provocada por outra doença. Magnésio (Mg). O magnésio é um elemento químico de símbolo Mg de número atômico 12 (12 prótons e 12 elétrons) com massa atômica 24 u. É um metal alcalino-terroso, pertencente ao grupo (ou família) 2 (anteriormente chamada IIA), sólido nas condições ambientais. É o sétimo elemento mais abundante na crosta terrestre, onde constitui cerca de 2% da sua massa, e o nono no Universo conhecido, no seu todo. Esta abundância do magnésio está relacionada com o fato de se formar facilmente em super novas através da adição seqüencial de três núcleos de hélio ao carbono (que é, por sua vez, feito de três núcleos de hélio). A alta solubilidade dos iões de magnésio na água assegura-lhe a posição como terceiro elemento mais abundante na água do mar. É empregado principalmente como elemento de liga com o alumínio. Outros usos incluem flashes fotográficos, pirotecnia e bombas incendiárias. O magnésio foi descoberto em 1755 pelo escocês Joseph Black. Papel biológico. O magnésio é importante para a vida, tanto animal como vegetal. A clorofila é uma substância complexa de porfirina-magnésio que intervem na fotossíntese. É um elemento químico essencial para o Homem. A maior parte do magnésio no organismo encontra-se nos ossos e, seus íons desempenham papéis de importância na actividade de muitas coenzimas e, em reações que dependem da ATP. Também exerce um papel estrutural, o íon de Mg2+ tem uma função estabilizadora para a estrutura de cadeias de ADN e ARN. Dependendo do peso e da altura, a quantidade diária necessária e recomendada varia entre 300 e 350 mg, quantidade que pode ser obtida facilmente, visto o magnésio estar presente na maioria dos alimentos, principalmente, nas folhas verdes das hortaliças, nas sementes, nozes, leguminosas e cereais integrais. Contudo, a agricultura intensiva produz alimentos carentes neste mineral. O aumento na ingestão de cálcio, proteína, vitamina D e álcool, bem como o stresse físico e psicológico aumentam as necessidades de magnésio. A sua carência nos humanos pode causar: agitação, anemia, anorexia, ansiedade, mãos e pés gelados, perturbação da pressão sanguínea (tanto com hipertensão como hipotensão), insónia, irritabilidade, náuseas, fraqueza e tremores musculares, nervosismo, desorientação, alucinações, cálculos renais e taquicardia. Essencial para a fixação correta

63 do cálcio no organismo; a deficiência de magnésio pode causar endurecimento das artérias e calcificação das cartilagens, articulações e válvulas cardíacas; sua carência pode causar descalcificação nos ossos (osteoporose). Seu excesso (em nível de nutriente) nos humanos pode causar: rubor facial, hipotensão, fraqueza muscular, náuseas, insuficiência respiratória, boca seca e sede crônica. EXEMPLO: Álcool- Processo Metabólico. Quando o álcool é consumido passa pelo estômago e começa a ser absorvido no intestino caindo na corrente sanguínea. Ao passar pelo fígado começa a ser metabolizado, ou seja, a ser transformado em substâncias diferentes do álcool e que não possuem os seus efeitos. A primeira substancia formada pelo álcool chama-se acetaldeído, que é depois convertido em acetado por outras enzimas, essas substâncias assim com o álcool excedente são eliminadas pelos rins; as que eventualmente voltam ao fígado acabam sendo transformadas em água e gás carbônico expelido pelos pulmões. A passagem do intestino para o sangue se dá de acordo com a velocidade com que o álcool é ingerido, já o processo de degradação do álcool pelo fígado obedece a um ritmo fixo podendo ser ultrapassado pela quantidade consumida. Quando isso acontece temos a intoxicação pelo álcool, o estado de embriaguez. Isto significa que há muito álcool circulando e agindo sobre o sistema nervoso além dos outros órgãos. Como a quantidade de enzimas é regulável, um indivíduo com uso contínuo de álcool acima das necessidades estará produzindo mais enzimas metabolizadoras do álcool, tornando-se assim mais "resistente" ao álcool. A presença de alimentos no intestino lentifica a absorção do álcool. Quanto mais gordura houver no intestino mais lento se tornará a absorção do álcool. Apesar de o álcool ser altamente calórico (um grama de álcool tem 7,1 calorias; o açúcar tem 4,5), ele não fornece material estocável; assim a energia oferecida pelo álcool é utilizada enquanto ele circula ou é perdida. A famosa "barriga de chope é dada mais pelos aperitivos que acompanham a bebida” Unidade II - Tema 2 - Componentes Celulares Orgânicos 1. Qual a fonte primária de energia para os seres vivos? Definição científica de energia. O conceito científico de energia só pode ser entendido mediante a análise de dois entes ou sistemas físicos em interação. Quando dois sistemas físicos interagem entre si, mudanças nos dois sistemas ocorrem. A interação entre sistemas físicos naturais dá-se, em acordo

64 com os resultados empíricos, sempre de forma muito regular, sendo uma mudança específica em um deles sempre acompanhada de uma mudança muito específica no outro, embora estas mudanças possam certamente ser de naturezas muito ou mesmo completamente. O Sol. É primário devido à energia solar ser a base para a existência de outras energias. As energias hidráulicas, eólicas, de biomassa e o próprio petróleo estão disponíveis devidos o sol. Sem o Sol, simplesmente não haveria vida na Terra. Ele é quem garante as condições climáticas favoráveis à vida na Terra. Outras fontes de energia como já foi estudado, forma e vitalizam os seres vivos, e são constituídas de cerca de 7585% de água. Os outros componentes são: lipídeos (2 a 3 %), ácidos nucléicos (1%), glicídios (1%), proteínas (10 a 15%), sais minerais (1%). A célula é a unidade fisiológica dos seres vivos, e encontramos no seu interior todos os elementos químicos necessários à realização dos processos energéticos - metabólicos que mantêm a vida. Esses se dividem em dois grupos: Compostos inorgânicos e compostos orgânicos. Nos compostos orgânicos, temos os alimentos energéticos como glicídios que são a fonte primária de energia dos seres vivos e os lipídeos, que além de ser fonte energética, são também elementos formadores de outras substâncias como os hormônios e as membranas celulares. Os glicídios são moléculas orgânicas constituídas fundamentalmente por átomos de carbono, hidrogênio e oxigênio. São também conhecidos como açúcares, samarídeos (do grego sakharon, açúcar), carboidratos ou hidratos de carbono. Podemos classificá-los: Monossacarídeos; Dissacarídeos e Polissacarídeos.

2. Quais as principais funções dos lipídeos para os seres vivos?

É um depósito de energia, extremamente eficiente na reserva de energia. 1 grama de gordura pode conter 9 calorias em comparação a 1 grama de carboidratos que fornece 4 calorias. Normalmente essa gordura é utilizada durante exercícios prolongados; Compõem as membranas celulares: a existência de lipídios em todas as membranas celulares confere sua flexibilidade; Proteção e isolamento de órgãos: Protege órgãos específicos, mantendo a temperatura e reduzindo impactos. Conseqüente mente animais que vivem em baixa temperatura possuem grandes camadas lipídicas; Absorção de vitaminas: possibilitam a absorção pelo organismo de vitaminas lipossolúveis, como as vitaminas A, K,D e E; Compõem tecido: O sistema nervoso desenvolve-se à medida que ocorre o processo de mielinização(substâncias lipídica) e estabilizante de temperatura.

65 3. Cite exemplos de: a) um monossacarídeo. Monossacarídeo = glicose, que é uma das principais fontes de energia das células. Monossacarídeos ou simplesmente oses são carboidratos não polimerizados, por isso, não sofrem hidrólise. Possuem em geral entre três e sete átomos de carbono. O termo inclui aldoses, cetoses, e vários derivados, por oxidação, desoxigenação, introdução de outros grupos substituintes, alquilação ou acilação das hidroxilas e ramificações.(Victor Gold, IUPAC Gold Book, monosaccharides) b) dois dissacarídeos. Dissacarídeos, dissacáridos ou dissacarídeos são cadeias orgânicas constituídas por duas unidades de monossacarídeos unidos por uma ligação glicosídica. A variação entre as unidades de monossacarídeos garante a existência de um grande sortimento de dissacarídeos sintetizados pelos seres vivos. Estrutura da sacarose, um dissacarídeo. Quando dois monossacarídeos se unem para formar um dissacarídeo, uma molécula de água é perdida (conhecida como Síntese por Desidratação), mas, quando duas moléculas menores combinam-se, para formar uma molécula maior em uma reação de síntese por condensação, uma molécula de água é formada e removida. Os dissacarídeos mais conhecidos são: a sacarose, dímero de glucopiranose e frutofuranose, comum em plantas, sendo explorado de forma comercial principalmente a partir da cana-da-índa (Saccharum officinarum); a maltose, dímero de glucopiranoses, encontrada de forma notável em todo o reino vegetal; a lactose, dímero de glucopiranose e galactopiranose, abundante no leite; e a trealose, dímero de glucopiranoses ligadas de forma não redutora, principal forma de transporte de energia dos insetos.Durante o processo digestivo, os dissacarídeos, assim como os polissacarídeos, têm suas ligações glicosídicas quebradas (através da hidrólise) a fim de se obter monossacarídeos passivos de absorção pelo indivíduo. A hidrólise pode ser caracterizada como química (através da ação de ácidos ou bases) ou enzimática, sendo neste caso as enzimas responsáveis pela quebra da ligação. Como exemplo de hidrólise, a molécula de sacarose é hidrolisada a glicose e frutose: Sacarose + H2O → glicose + frutose. Dissacarídeo = trealose, que tem funções como proteção das membranas celulares contra a perda de água e das proteínas contra a desnaturação em leveduras. Obs.: os dissacarídeos mais comuns, como sacarose, maltose e lactose são mais relacionados à função energética que desempenham após sua quebra em monossacarídeos (União Internacional de Química Pura e Aplicada. "disaccharides". Compêndio de

66 Terminologia Química Edição da internet.). c) dois polissacarídeos. Polissacarídeos, ou glicanos, são carboidratos que, por hidrólise, originam uma grande quantidade de monossacarídeos. São polímeros naturais. Por exemplo, a celulose é um polímero da glicose: n glicose → Celulose + (n-1) H2O. Os polissacarídeos são então macromoléculas formados pela união de muitos monossacarídeos. Estes compostos apresentam uma massa molecular muito elevada que depende do número de unidades de monossacarídeos que se unem. Podem ser hidrolisados em polissacarídeos menores, assim como em dissacarídeos ou monossacarídeos mediante a ação de determinadas enzimas. Nos organismos, os polissacarídeos são classificados em dois grupos dependendo da função biológica que cumprem: polissacarídeos de reserva energética: a molécula provedora de energia para os seres vivos é principalmente a glicose. Quando esta não participa do metabolismo energético, é armazenada na forma de um polissacarídeo que nas plantas é conhecido como amido e nos animais como glicogênio. polissacarídeos estruturais: estes carboidratos participam na formação de estruturas orgânicas, estando entre os mais importantes a celulose, que participa na estrutura de sustentação dos vegetais. Os polissacarídeos apresentam fórmula geral: -[ Cx(H2O)y) ] n - onde y geralmente é igual a x-1. Polissacarídeo = amido, que é um polímero de glicose e é a principal forma de armazenamento de energia dos vegetais (o polímero análogo nas células animais é o glicogênio, presente principalmente no fígado e nas células musculares).

4. Qual a principal característica dos lipídeos?

Os lipídeos definem um conjunto de substâncias químicas que, ao contrário das outras classes de compostos orgânicos, não são caracterizadas por algum grupo funcional comum, e sim pela sua alta solubilidade em solventes orgânicos e baixa solubilidade em água. Fazem parte de um grupo conhecido como biomoléculas. Os lipídeos se encontram distribuídos em todos os tecidos, principalmente nas membranas celulares e nas células de gordura. A maioria dos lipídeos é derivada ou possui em sua estrutura de ácidos graxos. Algumas substâncias classificadas entre os lipídeos possuem intensa atividade biológica; elas incluem algumas das vitaminas e hormônios. Embora os lipídeos sejam uma classe

67 distinta de biomoléculas, veremos que eles geralmente ocorrem combinados, seja covalentemente ou através de ligações fracas, como membros de outras classes de biomoléculas, para produzir moléculas hídricas tais como glicolipídeos, que contêm tanto carboidratos quanto grupos lipídicos, e lipoproteínas, que contêm tanto lipídeos como proteínas. Em tais biomoléculas, as distintas propriedades químicas e físicas de seus componentes estão combinadas para preencher funções biológicas especializadas. O grupo dos lipídios é composto pelas gorduras, óleos e ceras, além do colesterol, fosfolipídios e as lipoproteínas, eles apresentam algumas características em comum como: a insolubilidade em água, a solubilidade em solventes orgânicos e a capacidade de utilização pelos seres vivos. A principal característica dos lipídios é o seu papel fundamental como isolante térmico do corpo, protegendo os órgãos internos e, além disso, fornecendo energia. As gorduras auxiliam na absorção das vitaminas lipossolúveis (vitaminas A, D, E, K), geram saciedade ao organismo e produzem hormônios. Além disso, os lipídios contêm elementos importantes como pigmentos carotenóides e hormônios. Outro papel importantíssimo das gorduras é de retardar o tempo de esvaziamento gástrico e de diminuir a mobilidade intestinal (funcionamento do intestino), retardando o aparecimento da sensação de fome. Devido a isso quando consumimos algum alimento rico em gordura o tempo que permanecemos sem fome é bem maior em relação aos outros nutrientes. Existem dois tipos de lipídios: - Saturados: São todos os produtos que possuem gordura de origem animal (carnes, requeijão, creme de leite, manteiga) ou de origem vegetal sólido (gordura hidrogenada). - Insaturados: São aqueles considerados mais saudáveis, encontrados em (óleos de milho, canola, soja, girassol). Pode-se dizer que os lipídios são os nutrientes que contém maior quantidade de calorias por grama (1 grama de lipídios contém 9 calorias) e por isso precisa-se cuidar para não consumir excesso desse nutriente gerando acúmulo de gordura corporal e conseqüentemente a obesidade
(CHANDÍA Cynty Soraya Zúniga. Emagreça com saúde. São Paulo: Ed. de Direito, 1998).

5. Escreva os grupos de lipídeos e especifique a importância de cada um para a

68 célula.

Como já é de domínio coletivo os seres vivos são constituídos de água; lipídeos; ácidos nucléicos; glicídios; proteínas e sais minerais. Mais um

caso de termo químico que se incorpora ao senso comum: os lipídios, há tempos, extrapolaram os livros de química. Definem um conjunto de substâncias químicas que, ao contrário das outras classes de compostos orgânicos, não são caracterizadas por algum grupo funcional comum, e sim pela sua alta solubilidade em solventes orgânicos e baixa solubilidade em água. Juntamente com as proteínas, ácidos nucléicos e carboidratos, os lipídios são componentes essenciais das estruturas biológicas, e fazem parte de um grupo conhecido como biomoléculas. Os lipídios se encontram distribuídos em todos os tecidos, principalmente nas membranas celulares e nas células de gordura. Existem diversos tipos de moléculas diferentes que pertencem à classe dos lipídios. Embora não apresente nenhuma característica estrutural comum todas elas possuem muito mais ligações carbono-hidrogênio do que as outras biomoléculas, e a grande maioria possui poucos heteroátomos. Isto faz com que estas moléculas sejam pobres em dipolos localizados (carbono e hidrogênio possuem eletro negatividade semelhantes). Uma das leis clássicas da química diz que "o semelhante dissolve o semelhante": daí a razão para estas moléculas serem fracamente solúveis em água ou etanol (solventes polares) e altamente solúveis em solventes orgânicos (geralmente apolares). Classificação dos lipídios. ÁCIDOS GRAXOS. A hidrólise ácida dos triacilglicerídios leva aos correspondentes ácidos carboxílicos conhecidos como ácidos graxos. Este é o grupo mais abundante de lipídios nos seres vivos, e são compostos derivados dos ácidos carboxílicos. Este grupo é geralmente chamado de lipídios saponificáveis, porque a reação destes com uma solução quente de hidróxido de sódio produzem o correspondente sal sódico do ácido carboxílico, isto é, o sabão. A presença de insaturação nas cadeias de ácido carboxílico dificulta a interação intermolecular, fazendo com que, em geral, estes se apresentem à temperatura ambiente, no estado líquido; já os saturados, com uma maior facilidade de empacotamento

69 intermolecular, são sólidos. A margarina, por exemplo, é obtida através da hidrogenação de um líquido - o óleo de soja ou de milho, que é rico em ácidos graxos insaturados. TRIACILGLICERÓIS. Conhecidos como gorduras neutras, esta grande classe de lipídios não contém grupos carregados. São ésteres do glicerol - 1,2,3-propanotriol. Estes ésteres possuem longas cadeias carbônicas atachadas ao glicerol, e a hidrólise ácida promove a formação dos ácidos graxos correspondentes e o álcool (glicerol). Nos animais, os TAGs são lipídios que servem, principalmente, para a estocagem de energia; as células lipidinosas são ricas em TAGs. É uma das mais eficientes formas de estocagem de energia, principalmente com TAGs saturados; cada ligação C-H é um sítio potencial para a reação de oxidação, um processo que libera muita energia. Os TAGs podem ser chamados de gorduras ou óleos, dependendo do estado físico na temperatura ambiente: se forem sólidos, são gorduras, e líquidos são óleos. No organismo, tanto os óleos como as gorduras podem ser hidrolisados pelo auxílio de enzimas específicas, as lipases (tal como a fosfolipase A ou a lipase pancreática), que permitem a digestão destas substâncias. FOSFOLIPÍDEOS. Os fosfolípideos são ésteres do glicerofosfato - um derivado fosfórico do glicerol. O fosfato é um diéster fosfórico, e o grupo polar do fosfolipídio. A um dos oxigênios do fostato podem estar ligados grupos neutros ou carregados, como a colina, a etanoamina, o inositol, glicerol ou outros. As fostatidilcolinas, por exemplo, são chamadas de lecitinas. Os fosfolipídios se ordenam em bicamadas, formando vesículas. Estas estruturas são importantes para conter substâncias hidrossolúveis em um sistema aquoso - como no caso das membranas celulares ou vesículas sinápticas. Mais de 40% das membranas das células do fígado, por exemplo, é composto por fosfolipídios. Envolvidos nestas bicamadas encontram-se outros compostos, como proteínas, açúcares e colesterol. ESFINGOLIPÍDEOS. A principal diferença entre os esfingolipídios e os fosfolipídios é o álcool no qual estes se baseiam: em vez do glicerol, eles são derivados de um amino álcool. Estes lipídios contêm 3 componentes fundamentais: um grupo polar, um ácido graxo, e uma estrutura chamada base esfingóide - uma longa cadeia hidrocarbônica derivada do d-eritro-2-

70 amino-1,3-diol. É chamado de base devido a presença do grupo amino que, em solução aquosa, pode ser convertido para o respectivo íon amônio. A esfingosina foi o primeiro membro desta classe a ser descoberto e, juntamente com a di-hidroesfingosina, são os grupos mais abundantes desta classe nos mamíferos. No di-hidro, a ligação dupla é reduzida. O grupo esfingóide é conectado ao ácido graxo graças a uma ligação amídica. A esfingomielina, encontrada em muitos animais, é um exemplo de esfingolipídio. Os vários tipos de esfingolipídios são classificados de acordo com o grupo que está conectado à base esfingóide. Se o grupo hidroxila estiver conectado a um açúcar, o composto é chamado de glicosfincolipídio. O grupo pode ser, também, um éster fosfófico, como a fosfocolina, na esfingomielina. Gangliosídios são glicosfingolipídios que contém o ácido N-acetilneurâmico (ácido siálico) ligado à cadeia oligossacarídica. Estas espécies são muito comuns no tecido cerebral. ESTERÓIDES. Os esteróides são lipídios derivados do colesterol. Eles atuam, nos organismos, como hormônios e, nos humanos, são secretados pelas gônadas, córtex adrenal e pela placenta. A testosterona é o hormônio sexual masculino, enquanto que o estradiol é o hormônio responsável por muitas das características femininas. O colesterol, além da atividade hormonal, também desempenha um papel estrutural - habita a pseudofase orgânica nas membranas celulares. Muitas vezes chamado de vilão pela mídia, o colesterol é um composto vital para a maioria dos seres vivos. LIPOPROTEÍNAS. Lipoproteína é um conjunto de proteínas e lipídeos, arranjados de forma a otimizar o transporte dos lipídeos pelo plasma. Os lipídeos não se misturam facilmente com o plasma, que é um meio aquoso. A fração protéica é constituída por apoproteínas. E a fração lipídica principalmente pelo Colesterol, Triglicerídeos e Fosfoglicerídeos. São subdivididas de acordo com suas características físico-químicas em: quilomícrons, VLDL,IDL, LDL e HDL. PROSTAGLANDINAS. Estes lipídios não desempenham funções estruturais, mas são importantes componentes em vários processos metabólicos e de comunicação intercelular. Segundo o químico

71 Michael W. Davidson, da Florida State University, "prostaglandins act in a manner similar to that of hormones, by stimulating target cells into action. However, they differ from hormones in that they act locally, near their site of synthesis, and they are metabolized very rapidly. Another unusual feature is that the same prostaglandins act differently in different tissues". Um dos processos mais importantes controlados pelas prostaglandinas é a inflamação. Todos estas substâncias têm estrutura química semelhante a do ácido prostanóico, um anel de 5 membros com duas longas cadeias ligadas em trans nos carbonos 1 e 2. As prostaglandinas diferem do ácido prostanóico pela presença de insaturação ou substituição no anel ou da alteração das cadeias ligadas a ele. A substância chave na biossíntese das prostaglandinas é o ácido araquidônico, que é formado através da remoção enzimática de hidrogênios do ácido linoléico. O ácido araquidônico livre é convertido a prostaglandinas pela ação da enzima ciclooxigenase, que adiciona oxigênios ao ácido araquidônico e promove a sua ciclização. No organismo, o ácido araquidônico é estocado sob a forma de fosfolipídios, tal como o fosfoinositol, em membranas. Em certos estímulos, o ácido araquidônico é liberado do lipídio de estocagem (através da ação da enzima fosfolipase A2) e rapidamente convertido a prostaglandinas, que iniciam o processo inflamatório. A cortisona tem ação anti-inflamatória por bloquear a ação da fosfolipase A2. Este é o mecanismo de ação da maior parte dos anti-inflamatórios esteróides. Existem outras rotas nas quais o ácido araquidônico é transformado em prostaglandinas; algumas envolvem a conversão do ácido em um intermediário, o ácido 5hidroperoxy-6,8,1-eicosatetranóico (conhecido como 5-HPETE), que é formado pela ação da 5-lipoxigenase. Os anti-inflamatórios não esteróides, como a aspirina, agem bloqueando as enzimas responsáveis pela formação do 5-HPETE. Desta forma, impedem o ciclo de formação das prostaglandinas e evitam a sinalização inflamatória. UTILIZAÇÃO DOS LIPÍDEOS. São vários os usos dos lipídios: - Alimentação, como óleos de cozinha, margarina, manteiga, maionese; - Produtos manufaturados: sabões, resinas, cosméticos, lubrificantes.

72 Combustíveis alternativos como o óleo vegetal transesterificado que corresponde a uma mistura de ácidos graxos vegetais tratados com etanol e ácido sulfúrico, que substitui o óleo diesel, desnecessária modificação no motor, além de ser muito menos poluente e isento de enxofre.

6. Estabeleça comparações entre amido e glicogênio no que diz respeito à sua localização e função. Amido é um polissacarídeo, sintetizado pelos vegetais para ser utilizado como reserva energética. Sua função, portanto, é análoga ao do glicogênio nos animais. Especialmente no Brasil e em algumas outras poucas regiões do mundo o amido difere da fécula. De acordo com a Legislação Brasileira o amido é a porção extraída da parte aérea das plantas e a fécula é a fração amilácea retirada de tubérculos, rizomas e raízes. O amido é sintetizado em organelas denominadas plastídios : cromoplastos das folhas e amiloplastos de órgãos de reserva, a partir da polimerização da glicose, resultante da fotossíntese. O amido é encontrado na forma de grãos nas sementes, caules e raízes de várias plantas como trigo , mandioca , arroz , milho , feijão, batata, entre outras. Uso comercial
• • • • • • • •

Também usado no tratamento da varicela. Na alimentação , como fonte de glicose. Preparação de colas. Preparação de gomas utilizadas em lavanderia e fabricação de papel e tecidos. Fabricação de xaropes e adoçantes. Fabricação de heptamido. Fabricação de álcool etílico. Para liberação controlada de fármacos.

O glicogénio ou glicogênio é um polissacárido e a principal reserva energética nas células animais, encontrado, principalmente, no fígado e nos músculos. Geralmente também é encontrado nos fungos. Ocorre intracelularmente como grandes agregados ou grânulos, que são altamente hidratados por apresentar uma grande quantidade de grupos hidroxila expostos, sendo capazes de formar ligações de hidrogênio com a água. É um polímero constituído por subunidades de glicose unidas por meio de ligações. Apresenta uma ramificação a cada oito a doze unidades. O glicogênio é especialmente abundante no

73 fígado, onde ele constitui até 7% do peso úmido deste órgão. Neste caso é denominado glicogênio hepático, sendo encontrado em grandes grânulos, eles mesmos agregados de grânulos menores compostos por moléculas de glicogênios unitárias altamente ramificadas e com uma massa molecular média de vários milhões. Esses grânulos apresentam em uma forma intimamente unida as enzimas responsáveis pela sua síntese e degradação. A principal função do glicogênio armazenado no fígado serve para alimentar a necessidade energética das células cerebrais. No caso de se verificar uma esteatose, este é armazenado dentro de vacúolos com limites pouco definidos. Cada ramificação do glicogênio termina com um açúcar não redutor, sendo assim ele tem tantos terminais não redutores quantas ramificações, porém com um único terminal redutor. Quando este é utilizado como fonte de energia, suas unidades de glicose são retiradas uma a uma, a partir dos terminais não redutores. As enzimas podem agir em muitos terminais, fazendo com que este polissacarídeo se reduza a um monossacarídeo. O glicogênio é hidrolisado pelas α- e β-amilases. A α-amilase, presente no suco pancreático e na saliva, quebra o laço glicosídico α(1→4) ao acaso, produzindo tanto maltose quanto glicose. Já a βamilase (que também quebra o laço glicosídico α(1→4)) cliva sucessivas unidades de maltose, iniciando a partir do terminal não reduzido. A síntese de glicogênio é o processo pelo qual a glicose é polimerizada a glicogênio, que é acumulado nas células em quantidades variáveis de acordo com o tipo celular, funcionando aí como depósito de energia acessível à célula. Em determinadas células, como nas do fígado e músculo, este processo pode ser intenso e ocorrem extensos depósitos de glicogênio. O glicogênio hepático, que chega a 150 g, é degradado no intervalo das refeições mantendo constante o nível de glicose no sangue ao mesmo tempo em que fornecem este metabólito as outras células do organismo. O glicogênio muscular, ao contrário, só forma glicose para a contração muscular.

1. Registo de CAS RN 9005-25-8 na Base de Dados de Substâncias GESTIS do IFA, accessado em 8 de março de 2012. 2. Fiche internationale de sécurité chimique, consultée le 10 juillet 2009 3. (en) « Starch » em ChemIDplus, consulté le 10 março de 2012. 4. LIMA, Urgel de Almeida. et. al. Biotecnologia Industrial. Vol. 3. São Paulo: Blucher, 2001

74 5. Sicherheitsdatenblatt des Herstellers Carl-Roth 7. Em que situação o organismo utiliza o glicogênio? O corpo humano é uma máquina complexa, que nos permite realizar, desde movimentos banais do cotidiano, como correr uma maratona, ou até desafios ainda maiores. Mas, nada disso seria possível sem um combustível potente, responsável por providenciar energia necessária para os nossos músculos. E está aí o papel do glicogênio muscular. Esta substância fica armazenada no nosso corpo, pesquisando as recomendações da nutricionista Cristiane Perroni, esta nos sugere “Os carboidratos que ingerimos após a digestão são armazenados no nosso organismo na forma de glicogênio hepático (fígado) e glicogênio muscular (músculos). O glicogênio hepático tem como função a manutenção da glicemia entre as refeições. Funciona como uma reserva de glicose para ser usada por outros tecidos. Já o glicogênio muscular é usado pelo próprio músculo, como fonte de energia na contração muscular. Quando os corredores resolvem acelerar nas ruas, aí essa reserva de glicogênio entra em ação. Nas provas de velocidade (acima de 30 segundos), utiliza-se a glicose disponível na corrente sanguínea por estar prontamente disponível. O glicogênio muscular precisa ser quebrado (glicogenólise) para transformar-se em glicose e, assim, aumentar a glicemia (taxa de glicose sanguínea). Nas provas mais longas, 5 km em diante, ele atua de forma mais "vísivel" e é ele que proporciona uma oxidação de gordura (beta-oxidação) eficiente (os dois substratos são utilizados nas provas longas)” Então, o mecanismo parece simples. A nossa energia vem da glicose que está no sangue e o glicogênio nada mais é do que uma grande reserva de glicose que precisa ser quebrada. Quando a proposta é correr mais tempo, a gordura, oba, também começa a ser utilizada. Portanto, veja bem, não adianta decidir emagrecer com dieta total, por que para o corpo funcionar corretamente, é preciso ter energia. Ainda mais se a tentativa de perder uns quilinhos envolver atividade física, o que é o recomendado. Os corredores devem sempre manter a reserva de glicogênio em dia, buscando, sempre, o bom funcionamento do nosso organismo. Um bom estoque e manutenção da reserva de glicogênio muscular com ingestão de carboidratos antes, durante e depois da corrida retarda a fadiga muscular e melhora a recuperação. Um alerta para problemas relacionados à falta de cuidado com a reposição de glicogênio: O atleta pode vir a se lesionar. Durante as provas, ele vai ter dificuldade em manter seu ritmo, já que não vai haver energia disponível. Ele também pode acelerar o processo de oxidação da proteína muscular, diminuindo sua quantidade de músculos e alterando (negativamente) seu metabolismo. É um dos indicadores de início

75 de over training (excesso de exercício). Então, antes de pensar apenas no relógio e no seu tempo por quilômetro, é bom cuidar da alimentação. Ela será essencial para uma boa performance e para a prática de exercício de maneira saudável. Antes das corridas, segundo Manuel, é importante que o corredor passe um ou dois dias ingerindo, pelo menos, 70% de carboidrato, como arroz, batata e massa. Se a corrida for acima de dez quilômetros, a reposição deve ser feita ainda durante a prova utilizando-se de carboidrato em gel. Em provas maiores, de 21 quilômetros, o aconselhável é consumir até duas porções da substância. - Uma no quilômetro oito e outra no 15/16. Deixe um tempo na boca, debaixo da língua para potencializar a absorção e beba bastante água – diz ela. Os cuidados não param por aí. Após a corrida, a nutricionista sugere bebidas isotônicas para reposição imediata de vitaminas, minerais e glicose. A refeição pode ser feita de uma a duas horas após a prova. Combinar a ingestão de carboidratos e proteínas: sanduíche de queijos light e embutidos (peito peru/ blanquet), cereal (granola) com iogurte e frutas, água de coco – lista Cristiane.

Arroz, feijão e carne: combinação de carboidrato e proteína (Foto: Luisa Prochnik / Globoesporte.com) Pesquisando as indicações do Professor Manuel Lago, encontramos que o mestre “sugere estratégias eficientes para repor o glicogênio após a prova com uma combinação de carboidrato e proteína: Quatro gramas de carboidrato para cada grama de proteína, perfazendo 50 a 60g de CHO - repositor usado pós-treino. Além de ir direto comer um bom prato de arroz, feijão e carne vermelha. Correr é, de fato, muito bom, mas essa reposição alimentar após a meta da corrida ser alcançada deixa até água na boca”.

76

Unidade II - Tema 3 - Proteínas

1 - Como se chamam as unidades estruturais das proteínas?

Os aminoácidos são as unidades estruturais básicas das proteínas. Um alfa-aminoácido é constituído de um grupamento amina, uma carboxila, um átomo de hidrogênio e um radical R diferenciado, ligados a um átomo de carbono, que é chamado de carbono alfa por ser o adjacente ao grupamento carboxila.

As proteínas são compostos orgânicos de alto peso molecular, são formadas pelo encadeamento de aminoácidos. Representam cerca de 50% a 80% do peso seco da célula

77 sendo, portanto, o composto orgânico mais abundante de matéria viva. São encontradas em todas as partes de todas as células, uma vez que são fundamentais sob todos os aspectos da estrutura e função celulares. São os constituintes básicos da vida: tanto que seu nome deriva da palavra grega "proteios", que significa "em primeiro lugar". Nos animais, as proteínas correspondem à cerca de 80% do peso dos músculos desidratados, cerca de 70% da pele e 90% do sangue seco. Mesmo nos vegetais as proteínas estão presentes. Existem muitas espécies diferentes de proteínas, cada especializada para uma função biológica diversa. Além disso, a maior parte da informação genética é expressa pelas proteínas. Todas contêm carbono, hidrogênio, nitrogênio e oxigênio, e quase todas contêm enxofre. Algumas proteínas contêm elementos adicionais, particularmente fósforo, ferro, zinco e cobre. Independentemente de sua função ou espécie de origem, são construídas a partir de um conjunto básico de vinte aminoácidos, arranjados em várias seqüências específicas, que se repetem, em média, cerca de 100 vezes. Desta forma, as proteínas têm como base de sua estrutura os polipeptídios formados de ligações peptídicas entre os grupos amino (-NH2) de um aminoácido e carboxílico (-COOH) de outro, ambos ligados ao carbono alfa de cada um dos aminoácidos.

2. Diga o que são enzimas e sua importância para o organismo.

Enzimas são catalisadores biológicos. Catalisador é aquela substância que aumenta a velocidade das reações. Todo ser vivo tem enzimas na sua constituição, elas nos ajudam no processo de digestão e muitas outras funções. Por exemplo: as proteases agem sobre as proteínas que ingerimos, as lípases sobre a gordura. Enzimas são um grupo de substâncias orgânicas de natureza normalmente protéica (existem também enzimas constituídas de RNA, as ribozimas), com actividade intra ou extracelular que têm funções catalisadoras, catalisando reações químicas que, sem a sua presença, dificilmente aconteceriam. Isso é conseguido através do abaixamento da energia de activação necessária para que se dê uma reacção química, resultando no aumento da velocidade da reação e possibilitando o metabolismo dos seres vivos. A capacidade catalítica das enzimas torna-as adequadas para aplicações industriais, como na indústria farmacêutica ou na alimentar. Em sistemas vivos, a maioria das reacções bioquímicas dá-se em vias metabólicas, que são sequências de reacções em que o produto de uma reacção é utilizado como reagente na reacção seguinte. Diferentes enzimas catalisam diferentes passos de vias metabólicas, agindo de

78 forma concertada de modo a não interromper o fluxo nessas vias. Cada enzima pode sofrer regulação da sua actividade, aumentando-a, diminuindo-a ou mesmo interrompendo-a, de modo a modular o fluxo da via metabólica em que se insere. O ramo da Bioquímica que trata do estudo das reacções enzimáticas é a enzimologia. As enzimas exercem uma grande variedade de funções nos organismos vivos. São indispensáveis para a transdução de sinais, na regulação celular, muitas vezes por acção de cinases e fosfatases.[51] Através da sua acção podem gerar movimento, como no caso da miosina que hidroliza ATP, gerando contracções musculares. Também movimentam carga através da célula, através da acção do citoesqueleto. Algumas enzimas são ATPases (funcionam como bombas iónicas), que se localizam na membrana celular, estando envolvidas do processo de transporte activo. Algumas funções mais exóticas são operadas por enzimas, como é o caso da luciferase que gera luz nos pirilampos. Os vírus podem conter enzimas que auxiliam na infecção de células (HIV-integrase e transcriptase reversa) ou na libertação celular de vírus (neuraminidase no vírus influenza). Uma importante função das enzimas tem lugar no sistema digestivo dos animais. Enzimas como as amilases e proteases, quebram grandes moléculas como o amido e proteínas, respectivamente, em moléculas de menores dimensões, de maneira a que estas possam ser absorvidas no intestino. O amido não é absorvível no intestino, mas as enzimas hidrolizam as cadeias de amido em moléculas menores tais como a maltose e a glucose, podendo desta maneira ser absorvidas. Diferentes enzimas actuam sobre diferentes tipos de alimento. Nos ruminantes, que possuem uma dieta herbívora, bactérias no sistema digestivo produzem uma enzima denominada celulase que quebra as paredes celulares das células vegetais. As enzimas podem trabalhar em conjunto, seguindo uma ordem de actuação específica. Desta maneira podem formar vias metabólicas. Nestas vias, uma enzima processa o produto da acção de outra enzima como o seu substrato. Após a reacção catalítica, o produto é depois entregue a outra enzima. Por vezes, mais do que uma enzima pode catalisar a mesma reacção, em paralelo. Isto permite uma regulação mais complexa: As enzimas determinam que passos é que ocorrem nessa vias metabólicas. Sem a presença de enzimas, o metabolismo não progride através dos mesmo passos, nem é suficientemente rápido para que sirva as necessidades da célula. De facto, uma via metabólica tão importante como a glicólise não poderia existir sem a presença de enzimas. A glucose, por exemplo, pode reagir directamente com o ATP para dar origem a um produto fosforilado em um ou mais carbonos. Na ausência de enzimas, este processo é tão lento que se torna insignificante. No entanto, se a enzima hexocinase for adicionada, estas reacção lentas continuam a ser

79 efectuadas, mas a fosforilação do carbono número 6 ocorre de maneira tão rápida que, se a mistura for testada pouco tempo depois, a glicose-6-fosfato o único produto significativo. Consequentemente, pode-se dizer que a rede de vias metabólicas existentes dentro de cada célula depende do conjunto de enzimas funcionais que estão presentes. A atividade enzimática na célula é controlada de cinco principais modos: A produção da enzima (transcrição e tradução dos genes que codificam a enzima) pode ser aumentada ou diminuída pela célula em resposta a mudanças no ambiente celular. Esta forma de regulação genética é designada como indução ou inibição da expressão enzimática. Por exemplo, as bactérias podem desenvolver resistência a antibióticos como a penicilina porque são induzidas enzimas (β-lactamases) que hidrolisam o anel beta-lactâmico presente na estrutura do antibiótico e essencial para a sua actividade biológica. Outro exemplo é a importância das enzimas hepáticas citocromo P450 oxidases, envolvidas no metabolismo de desintoxicação de xenobióticos. As enzimas podem encontrar-se compartimentadas, com difentes vias metabólicas (ou partes de vias metabólicas) ocorrendo em diferentes compartimentos celulares. Por exemplo, os ácidos gordos são sintetizados por um conjunto de enzimas no citoplasma, no retículo endoplasmático e no complexo de Golgi e usados por um conjunto diferente de enzimas como fonte de energia na mitocôndria, através da β-oxidação. As enzimas podem ser reguladas por inibidores e activadores. Por exemplo, os produtos finais de uma dada via metabólica são frequentemente inibidores das enzimas que catalisam os primeiros passos da via (normalmente o primeiro passo factualmente irreversível), regulando assim a quantidade de produto final produzido pela via. Este tipo de regulação é denominado mecanismo de feedback (ou autoalimentação) negativo porque a quantidade de produto final é regulada pela sua própria concentração. Na prática, o feedback negativo ajusta a velocidade de síntese de metabolitos intermediários da via de acordo com a necessidade da célula. Este mecanismo ajuda na distribuição económica e eficiente de compostos, evitando a produção excessiva de produtos finais. Tal como outros mecanismos homeostáticos, o controlo da actividade enzimática ajuda na manutenção de um ambiente interno estável em organismos vivos. As enzimas podem ser reguladas através da sua modificação póstraducional. Este tipo de modificação inclui a fosforilação, a miristoilação e a glicosilação. Por exemplo, a fosforilação de diversas enzimas, como a glicogénio sintase, em resposta a um sinal da insulina, ajuda no controlo da síntese ou degradação do glicogénio e permite a resposta celular a variações da glicemia. Outro exemplo é a quebra da cadeia polipeptídica da quimotripsina, uma protease digestiva que é produzida numa

80 forma inactiva (quimotripsinogénio) no pâncreas e transportada então para o estômago, onde é activada. Este mecanismo evita a digestão de tecidos pancreáticos (ou outros) pela quimotripsina antes de entrar no tracto digestivo. Este tipo de precursor inactivo de uma enzima é denominado zimógeno. Algumas enzimas tornam-se activas quando são colocadas num ambiente diferente (por exemplo, de um ambiente citoplasmático redutor para um ambiente periplasmático oxidativo). Um exemplo encontra-se na hemaglutinina dos vírus Influenza (vírus da gripe), que sofre uma mudança conformacional quando encontra o ambiente acídico de vesículas da célula hospedeira, provocando a sua activação(Howard Hugues Media Institute, The Structural Biology Program, "RNA, The Enzyme" A. Radzicka, R. Wolfenden
(1995), "A proficient enzyme.", Science, 6(267), p. 90-931; René Antoine Ferchault de Réaumur (1752), "Observations sur la digestion des oiseaux", Histoire de l'academie royale des sciences, 1752p. 266, 461; Williams, H. S. (1904) A History of Science: in Five Volumes. Volume IV: Modern Development of the Chemical and Biological Sciences Harper and Brothers (New York); J. Dubos (1951), "Louis Pasteur: Free Lance of Science, Gollancz." in K.L. Manchester (1995), "Louis Pasteur (1822–1895)--chance and the prepared mind.", Trends in Biotechnology, 13(12), p.511-515; Nobel Laureate Biography of Eduard Buchner at http://nobelprize.org Accessed 04 April 2007.).

3. Esquematize a reação enzimática. Um grande número de substâncias pode inibir a atividade enzimática. Algumas dessas substâncias são constituintes da célula e outras são estranhas, levando com a sua presença a alterações significativas do metabolismo. Quando o inibidor é produzido pela própria célula, a variação na sua concentração vai ser muito empregado pela própria célula como uma forma de controle da velocidade das reações. Esse mecanismo vai possibilitar ao organismo responder a diferentes condições fisiológicas. Muitos medicamentos usados rotineiramente baseiam-se na inibição específica de enzimas. O bloqueio de uma única reação vai afetar toda a sequência de reações, já que a reação bloqueada não vai gerar o produto que vai ser necessário pra reações seguintes. Os inibidores podem ser reversíveis ou irreversíveis, de acordo com a estabilidade gerada pela sua ligação com a enzima: Os inibidores irreversíveis se ligam as enzimas levando a inativação definitiva desta. Estes inibidores são muito tóxicos para o organismo já que não são específicos, sendo capazes de inativar qualquer enzima. Já os inibidores reversíveis podem ser divididos em dois grupos: os competitivos e os não-competitivos. Essa divisão é baseada na presença ou não de competição entre o inibidor e o substrato pelo centro ativo da enzima.

81

Esquema cinético para uma inibição enzimática reversível.

Os inibidores competitivos competem com o substrato pelo centro ativo da enzima. Estas moléculas apresentam configuração semelhante ao substrato e por isso são capazes de se ligarem ao centro ativo da enzima. Eles produzem um complexo enzima-inibidor que é semelhante ao complexo enzima-substrato. Os inibidores não-competitivos não tem semelhança estrutural com o substrato de reação que inibem. A sua inibição se dá pela sua ligação a radicais que não pertencem ao grupo ativo. Esta ligação vai alterar a estrutura da enzima e inviabiliza a sua catálise.

Esquema cinético para inibidores enzimáticos reversíveis. E=Enzima; S=Substrato; ES=Complexo; P=Produto; I=Inibidor

Entre os compostos orgânicos da célula encontramos as proteínas, que são macromoléculas construtoras do organismo, formadas por moléculas pequenas denominadas aminoácidos. As proteínas desempenham importantes funções no organismo como componentes das membranas celulares, como constituinte de defesas orgânica (antígenos e anticorpos) e também como impulsora das reações químicas celulares (enzimas).

4. Cite os fatores que podem alterar o funcionamento das enzimas.

Em termos quantitativos, a função das proteínas que domina é a formação de tecidos dos seres vivos. Pode pensar em cabelo, pele, carne, em particular. Todavia, existe outro tipo

82 de proteínas que não existe em quantidades grandes no corpo, mas sim é muito importante, tendo a função de catalisador dos processos bioquímicos no corpo. Estes biocatalisadores são chamados: "enzimas". A ação dos biocatalisadores depende em grande parte da forma molecular, em particular da superfície da molécula da própria proteína. O funcionamento das enzimas, por conseqüência, depende da superfície da sua molécula. Qualquer influência que pode mudar esta superfície estraga o trabalho da enzima. Assim, uma ação de desnaturação é desastrosa. A enzima já não funciona. Pode ser uma temperatura alta demais: uma desnaturação irreversível. Ou mudança de pH, ou mudança do ambiente por acrescentar álcool ou sais. As enzimas mostram sempre um valor de pH ou uma temperatura que é o melhor para seu funcionamento: a temperatura ótima ou o pH ótimo. Duas características gerais das enzimas: I. - Enzimas são proteínas (a parte estrutural); têm a estrutura da proteína; têm a possibilidade de desnaturação, em particular sob influência do pH e da temperatura; II - Enzimas são (bio) catalisadores (a parte cinética); muito específico e eficiente; holoenzima = apoenzima + coenzima/grupo prostético. A enzima é uma proteína com: Uma estrutura primária, produzida sob controle do DNA = a seqüência dos aminoácidos; Uma estrutura secundária, = o α-helix (tipo mola) da estrutura primária; Uma estrutura terciária, = o resultado quando o α-helix se vai dobrar em 3 dimensões; a forma tridimensional defina a especificidade e a sua inibição; Uma estrutura quaternária (nem sempre) é um conjunto de (4) estruturas terciárias iguais. De modo geral, o nome da enzima começa com o substrato +, em seguida, a atividade da enzima:

Oxidoreductases catalisam reacções redox (ex. glucose-oxidase) Transferases Hidrolases Liases Isomerases Ligases transferem grupos funcionais dum doador para um aceitador. separar moléculas (ex. peptidases, proteases) tiram ou juntam certos grupos funcionais (ex. decarboxilase) mudam isómeros (mutase) para ligar moléculas (piruvatocarboxilase)

Proteínas são sensíveis para o ambiente, em particular para o valor do pH e a temperatura. Os dois podem causar mudanças na forma tridimensional, até desnaturação.
Desnaturação de proteínas (e polissacarídeos).

83

Para tal existem vários métodos (por exemplo): Aquecimento causa mais movimento dos átomos e ligações; pode estragar as ligações vanderwaals ou as ligações polares; não se estragam as ligações covalentes. Aquecimento extremo pode estragar as ligações dentro das moléculas e formar outras substâncias, até chegar a produtos finais, como água e carbono (resíduo preto) Juntar ácido ou álcool pode estragar pontes de hidrogênio, ou seja, a estrutura terciária e secundária.

5. Diferencie os aminoácidos essenciais dos não essenciais e diga onde encontramos cada tipo. Um aminoácido essencial é aquele que o organismo considerado (normalmente, o humano) não é capaz de sintetizar mas é necessário para o seu funcionamento. O organismo humano é incapaz de sintetizar cerca de metade dos vinte aminoácidos comuns. Tem então de os obter através da dieta, pela ingestão de alimentos ricos em proteínas. Os aminoácidos não essenciais são também necessários para o funcionamento do organismo, mas podem ser sintetizados in vivo a partir de determinados metabolitos. Existem aminoácidos que são essenciais apenas em determinadas situações patológicas ou em organismos jovens e em desenvolvimento. A estes convencionou-se a designação "condicionalmente essenciais". Estes aminoácidos são normalmente fonte de divisão entre os cientistas, havendo os que consideram estes como essenciais e os que não os consideram essenciais. A lista abaixo mostra os aminoácidos comuns classificados quanto à sua essencialidade para o organismo humano. Esta lista é válida para a maioria dos mamíferos. Condicionalmente essenciais: Arginina; Glutamina; Glicina; Prolina; Tirosina; Cisteína; Serina; Aspártico. Essenciais: Histidina; Isoleucina; Leucina; Lisina; Metionina; Fenilalanina; Treonina; Triptofano; Valina; triptofano. Note-se que os

84 aminoácidos não essenciais possuem, em geral, vias de síntese relativamente simples. Por exemplo, o metabolito α-cetoglutarato (intermediário do ciclo dos ácidos tricarboxílicos) é precursor do glutamato, que por sua vez pode dar origem à glutamina, à prolina e à arginina. Os aminoácidos são especialmente divididos em dois grupos: os não essenciais (que são os que o nosso corpo produz) e os essenciais (aqueles cujo o nosso corpo não produz, mas que pode ser obtido através da alimentação). A maioria das plantas e bactérias consegue sintetizar a totalidade dos aminoácidos, não existindo nestes organismos o conceito de "aminoácido essencial".
Amino ácido H Histidina I Isoleucina L Leucina K Lisina M Metionina + C Cisteina F Fenilalanina 25 (total) + Y Tirosina T Treonina 15 W Triptofano 4 V Valina 26 1750 1050 280 1820 2500 1500 400 2600 mg por kg de peso corporal 10 20 39 30 15 (total) mg para pesssoas de 70 kg 700 1400 2730 2100 1050 mg para pessoas de 100 kg 1000 2000 3900 3000 1500

A recomendação para crianças é de 10 a 20% maior que para os adultos, podendo chegar a 150% para bebês. Fontes de proteína animal, como carne, peixes, ovos e leite proveem todos os amino ácidos essenciais. Plantas como a quinoa, semente de cânhamo, amaranto e soja também, embora a utilização deste aminoácido esteja influenciada pelo aminoácido limitante. Por exemplo: se uma fonte contêm todos os aminoácidos, mas tem uma quantidade muito pequena de lisina, o corpo humano só vai absorver os outros na proporção que a lisina for utilizada para síntese de proteínas, e os aminoácidos em "excesso" serão desaminados e transformados em açúcar ou gordura. Daí a importância de variar a dieta e misturar várias fontes de proteínas. Até mesmo dietas estritamente vegetarianas podem suprir facilmente as necessidades protéicas de qualquer indivíduo, basta que se combine alimentos ricos em proteínas - por exemplo, arroz contém poucas quantidades de alguns aminoácidos que são encontrados em boas quantidades no feijão. De forma similar, feijão contém poucas quantidades de alguns aminoácidos dos quais o arroz é rico. Juntos, feijão e arroz fornecem quantidades adequadas de todos os aminoácidos essenciais.

85 Fonte protéica Trigo Arroz Legumes Milho, cereais feijão ovos, frango Amino ácido limitante lisina lisina triptofano lisina and triptofano metionina (or cisteina) nenhum; referência para proteína absorvida

86 Unidade II - Tema 4 - Vitaminas

1. Diferencie as vitaminas hidrossolúveis das lipossolúveis. RESUMO: As vitaminas do complexo B (Hidrossolúveis) são as maiores responsáveis pela manutenção da saúde emocional e mental do ser humano. Também podem ser úteis nos casos de depressão e ansiedade. Ajudam a manter a saúde dos nervos, pele, olhos, cabelos, fígado e boca, assim como a tonicidade muscular do aparelho gastrintestinal. As vitaminas hidrossolúveis são absorvidas pelo intestino e transportadas pelo sistema circulatório até os tecidos em que serão utilizadas. O organismo somente usa o necessário, eliminando o excesso. Vitaminas lipossolúveis são as vitaminas solúveis em lipídios e não-solúveis em água. Para serem absorvidas é necessária a presença de lipídios, além de bílis e suco pancreático. As vitaminas hidrossolúveis são vitaminas solúveis em água. São absorvidas pelo intestino e transportadas pelo sistema circulatório até os tecidos em que serão utilizadas. O organismo somente usa o necessário, eliminando o excesso. Elas não se acumulam no corpo, ou seja, não permanece no nosso organismo por muito tempo, sendo assim, excretada pelo organismo através da urina. As vitaminas hidrossolúveis são muito sensíveis ao cozimento e se perdem facilmente na água em que as verduras e legumes são cozidos. Por isso longos cozimentos devem ser evitados. As vitaminas hidrossolúveis são:
Vitaminas do complexo B: Vitamina B1; Vitamina B2; Vitamina B6; Ácido pantotênico; Niacina; Biotina; Ácido fólico (folato); Vitamina B12; Vitamina C.

87 Vitaminas lipossolúveis são as vitaminas solúveis em lipídios e não-solúveis em água. Para serem absorvidas é necessária a presença de lipídios, além de bílis e suco pancreático. Após a absorção no intestino, elas são transportadas através do sistema linfático até aos tecidos onde serão armazenadas. As vitaminas lipossolúveis são as vitamina A, a vitamina D, a vitamina E e a vitamina K. As vitaminas A e D são armazenadas principalmente no fígado e a E nos tecidos gordurosos e, em menor escala, nos órgãos reprodutores. O organismo consegue armazenar pouca quantidade de vitamina K. Vitaminas A (Retinol, Betacaroteno, Tretinoína, Alfacaroteno) - D (Ergocalciferol, Colecalciferol, LIPOSSOLÚVEIS Didrotaquisterol, Calcitriol, Calcidiol) - E (Tocoferol, Tocotrienol) - K (Naftoquinona, Filoquinona/K1, Menatetrenona/K2) B1 (Tiamina, Sulbutiamina, Benfotiamina) - B2 (Riboflavina) - B3 (Niacina, Nicotinamida) - B5 (Ácido pantotênico, Dexpantenol, Pantetina) - B6 HIDROSSOLÚVEIS: VITAMINAS B (Piridoxina, Fosfato de piridoxal) - B7 (Biotina) B9 (Ácido fólico) - B12 (Cianocobalamina, Hidroxocobalamina, Metilcobalamina, Cobamamida) HIDROSSOLÚVEIS: OUTRAS C (Ácido ascórbico) - Colina

2. Cite as vitaminas que, juntas, constituem o chamado Complexo B. Introdução contextual. VITAMINA (do latim “Vita”, vida + elemento composto amina) isso se deve a Casimir Funk, ao criar o termo, em 1911, descobrindo a primeira vitamina - vitamina B1- identificou-a como uma amina imprescindível para a vida. Desde as experiências fundamentais de Lavoisier, no século XVIII, até os estudos de Funk, um período de hipóteses, de investigações experimentais e observações clínicas imperaram, por etapas, até chegar-se ao ano de 1920, encerrando-se, assim o que poderia denominar o primeiro ciclo das investigações vitaminológicas. Entre as décadas de 1920 a 1940 diversos estudos

88 possibilitaram a identificação das causas de diversas doenças que hoje são reconhecidas como “carências de vitaminas”.. A descoberta de novos fatores vitamínicos tais como a distinção entre as vitaminas A e D; a natureza nutricional e a vitaminótica da pelagra; a função nutritiva da riboflavina; as diversas funções da tiamina; a descoberta do ácido ascórbico; da biotina, da vitamina K; do ácido fólico; o isolamento da vitamina E; da vitamina B12 e a constatação que, sob a denominação genérica de vitamina B estavam grupados diversos fatores vitamínicos de estrutura e funções diferentes que compunham o chamado "complexo B”, se desenvolve novas perspectivas. Nesse período foram tentadas com sucesso as primeiras sínteses vitamínicas e sobre maneira enriquecido o patrimônio vitaminológico com o estabelecimento de sua importância na nutrição, suas fontes alimentares, suas funções fisiológicas e seu emprego em diversas afecções em que elas se mostram, em muitos casos, eficazes. Segundo os Anais do III Congresso Internacional de Vitaminologia, realizado em 1953 em Milão, na Itália, "as vitaminas são substâncias orgânicas especiais, que procedem freqüentemente como coenzimas, ativando numerosas enzimas importantes para o metabolismo dos seres vivos. São reproduzidas nas estruturas celulares das plantas e por alguns organismos unicelulares. Os metazoários não as produzem e as obtêm através da alimentação. São indispensáveis ao bom funcionamento orgânico. Agem em quantidades mínimas e se distinguem das demais substâncias orgânicas porque não constituem uma fonte de energia nem desempenham função estrutural". A deficiência de algumas vitaminas no organismo desencadeia distúrbios que são conhecidos como avitaminoses ou doenças de carência, como por exemplo, o escorbuto, o beribéri, o raquitismo etc., algumas são encontradas na natureza sob uma forma inativa, precursora da vitamina propriamente dita, denominada provitamina. As vitaminas são classificadas pela sua ação biológica e em termos de suas características físico-químicas em: Hidrossolúveis: tiamina, riboflavina, niacina, piridoxina, ácido pantotênico, ácido fólico, cobalamina, biotina, ácido ascórbico, inositol, paba, vitaminas P, F, B15. Lipossolúveis: vitamina A, D, E e K. O complexo B é um conjunto de oito vitaminas hidrossolúveis com importante ação no metabolismo celular. Antigamente, pensava-se que as vitaminas do complexo B, como

89 são conhecidas, eram uma só vitamina, chamada de vitamina B. Depois, pesquisas mostraram que elas eram vitaminas quimicamente distintas que coexistem em alguns alimentos. Facilita a digestão e absorção dos carboidratos, das proteínas e da gordura. No estômago, as vitaminas B estimularão a liberação e controlarão a ação do suco gástrico, ajudando na absorção e digestão dos nutrientes e, dessa forma, aumentarão a eficácia de sua dieta. Se você é um esportista ou praticante de atividades físicas que deseja obter o máximo de benefícios da sua dieta, a suplementação com complexo B é indicada. Vitamina B1 - A tiamina é importante para produção de ácido clorídrico e para a formação do sangue. Tem importante função no metabolismo dos carboidratos. Não há problema se for ingerida em excesso, pois ela não se acumula no organismo (é eliminada pelas fezes). A absorção fica prejudicada com o consumo elevado de álcool, que interfere no transporte da substância. A deficiência de vitamina B1 manifesta-se principalmente em pacientes alcoólatras e é denominada beribéri. Os sintomas principais das falta da tiamina são fadiga, depressão, anorexia e instabilidade emocional. Podem aparecer também sintomas gastrointestinais e insuficiência cardíaca. Vitamina B2 (antes conhecida por vitamina G) A riboflavina é fundamental no processo metabólico de proteínas, carboidratos e gorduras. A riboflavina também está envolvida nos processos de manutenção da integridade cutânea. Ela é necessária para a formação de hemácias, produção de anticorpos, respiração celular e para o crescimento de forma geral. Alivia a fadiga ocular (vista cansada) e é importante na prevenção e tratamento da catarata. Participa do metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas. Vitamina B3 - niacina, incluindo ácido nicotínico e nicotinamidaA vitamina B3 é necessária para a circulação adequada e pele saudável. Vitamina B3 ajuda no funcionamento do sistema nervoso, no metabolismo de carboidratos, lipídeos e proteínas, e na produção de ácido clorídrico para o sistema digestivo. A niacina reduz o colesterol e melhora a circulação. Vitamina B5 - Ácido pantotênico, conhecido como a vitamina anti-stress, a vitamina B5 atua na produção dos hormônios supra-renais e na formação de anticorpos. A utilização de vitaminas auxilia na conversão de lipídeos, carboidratos e proteínas em energia. Esta vitamina é necessária para produzir esteróides vitais e cortisona na glândula supra-renal e é um elemento essencial da coenzima A. Vitamina B6 - A piridoxina participa de mais funções orgânicas do que qualquer outro nutriente isolado. Muitas reações do metabolismo são dependentes da piridoxina. É importante tanto para a saúde física quanto mental. A vitamina B6 é uma coenzima e interfere no metabolismo das proteínas, gorduras e triptofano. Atua na produção de hormônios e é estimulante das funções defensivas das células. Participa no

90 crescimento dos jovens. Vitamina B7 (antes conhecida como vitamina H) - A biotina ajuda no crescimento celular, produção de ácidos graxos, metabolismo de carboidratos, lipídeos e proteínas, e na utilização das vitaminas do complexo B. Quantidades suficientes são necessárias para a saúde dos cabelos e pele. A biotina pode evitar a queda de cabelos em alguns homens. Vitamina B9 (antes conhecida como vitamina M ou vitamina Bc) - O ácido fólico, considerado um alimento para o cérebro, o ácido fólico é necessário à produção de energia e formação das hemácias. Vitamina B11 - Amparadora do crescimento. Vitamina B12 - A cobalamina é necessária na prevenção da anemia. Auxilia na formação e longevidade das células. Essa vitamina também é necessária à digestão apropriada, absorção dos alimentos, síntese de proteínas e metabolismo de carboidratos e lipídeos. Além disto, a vitamina B12 previne danos aos nervos, mantém a fertilidade e promove o crescimento e desenvolvimento normais. É essencial para o funcionamento da célula, principalmente no trato gastrointestinal, medula óssea e tecido nervoso. É necessária para a formação de DNA e afeta a formação de mielina. Fontes de Alimentos do Complexo BVitamina B1 (Tiamina).
Carnes vermelhas, fígado, legumes cereais, leite e ovos; Vitamina B2 (Riboflavina); Carnes vermelhas e brancas, fígado, leite, queijos e ovos; Vitamina B3 (Niacina); Carnes vermelhas e brancas, fígado, ovos e germe de trigo; Vitamina B5 (Ácido Pantotênico); Carnes vermelhas, fígado, rins, germe de trigo, brócolis, batata e tomate; Vitamina B6 (Piridoxina); Germe de trigo; Vitamina B7 (Biotina); Carnes vermelhas, gema de ovo, cereais; Vitamina B9 (Ácido Fólico) Miúdos, vegetais folhosos, legumes, milho e amendoim. Vitamina B12 (Cobalamina) Carnes vermelhas e brancas.

Existem nutrientes que já foram reconhecidos como vitaminas B, mas que agora apenas

91 formam os intervalos existentes na lista das consideradas verdadeiras vitaminas B.
Vitamina B4 – adenina; Vitamina B8 – colina; Vitamina B10 ou Bx - ácido para-aminobenzóico; Vitamina B13 - ácido orótico; Vitamina B15 - ácido pangâmico; Vitamina B17 – amigdalina.

3. Escreva os nomes das vitaminas que desempenham as seguintes funções no organismo: a) coagulação sangüínea. “VITAMINA DA COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA” FUNÇÃO: O principal papel da vitamina K é na modificação pós-translacional de vários fatores de coagulação do sangue, onde serve como coenzima na carboxilação de certos resíduos de ácido glutâmico presentes nestas proteínas. A vitamina K existe em várias formas, por exemplo, em plantas como filoiquinona (ou vitamina K1) e na flora bacteriana intestinal como menaquinona (ou vitamina K2). Para terapia existe um derivado sintético da vitamina K1 a menadiona. Em animais, como no homem, não exerce atividade farmacológica, quando sadios, porém, quando estes apresentam sua deficiência, a filoquinona exerce funções importantes como na biossíntese da protombina no fígado. A protombina é indispensável na coagulação do sangue. Controla hemorragias e sangramentos internos. É anti-hemorrágico. CLASSIFICAÇÃO: Lipossolúveis. METABOLISMO. A absorção da vitamina K é feita no intestino de modo idêntico ao das gorduras, necessitando da presença da bile, sendo que a absorção varia muito, dependendo de seu grau de solubilidade. É transportada do intestino para o sistema linfático e após algumas horas temos quantidades apreciáveis de vitamina K que aparecem no fígado, rim, pele, músculos, coração, apresentando seu máximo de concentração no sangue cerca de duas horas após a administração oral, e isso é seguido por uma rápida queda do índice inicial. A vitamina K não se estoca no organismo, se armazenado no fígado em pequena proporção, ocorrendo síntese bacteriana no intestino do homem, fornecendo desta forma fonte dessa vitamina. Pouco se conhece do destino

92 metabólico da vitamina K, tendo sido detectado o “Simon metabólico” da fitomenadiona na urina, assim como no fígado e nos rins. A considerável quantidade de vitamina K que a parece nas fezes é primariamente de origem bacteriana, isso pode ser grandemente reduzido pela administração de drogas que exerçam efeito bacteriostático no intestino. Estudos recentes mostram que a vitamina K travessa a barreira placentária. DEFICIÊNCIA. Uma verdadeira deficiência de vitamina K é incomum, pois quantidades adequadas geralmente são produzidas pelas bactérias intestinais ou obtidas na dieta. Se a população no intestino está diminuída, por exemplo, por antibióticos, a quantidade de vitamina formada endogenamente está reduzida e pode levar a hipoprotrombinemia no indivíduo levemente desnutrido. Esta condição pode exigir suplementação com vitamina K para corrigir a tendência ao sangramento. O aumento no tempo de coagulação no sangue. Os recém nascidos têm intestinos estéreis e inicialmente não podem sintetizar vitamina K, o qual é recomendado que todos os neonatos recebam uma dose única intramuscular de vitamina K como profilaxia contra as doenças hemorrágicas. EXCESSO. A administração prolongada de grandes doses de vitamina K pode produzir anemia hemolítica e icteríciano latente, hernicterus em crianças devido a efeitos tóxicos sobre a membrana das hemácias. FONTES. Também é produzido pela flora intestinal equilibrada. São encontrados em vegetais de folhas verdes, cabeça da cenoura, arroz integral, ervilha, couve-flor, aveia, tomate, ovo, óleos não-refinados, morango, algas, alfafa e iogurte. Fígado, leite e nabo. b) antioxidante e anti - radicais livres.
C,e E e a BETA-CAROTENO.

93

Nome IUPAC - β,β-carotene - Outros nomes - β-Carotene, all-trans- (8CI); (all-E)-1,1'-(3,7,12,16Tetramethyl-1,3,5,7,9,11,13,15,17-octadecanonaene-1,18-diyl)bis[2,6,6-trimethylcyclohexene]; BetaVit; Betacarotene; C.I. 40800; C.I. Food Orange 5; Carotaben; Carotene Base 80S; CoroCare; Cyclohexene, 1,1'-(3,7,12,16-tetramethyl-1,3,5,7,9,11,13,15,17-octadecanonaene-1,18-diyl)bis[2,6,6trimethyl-, (all-E)-; Food Orange 5; KPMK; Lucaratin; Lucarotin; Lucarotin 10CWD/O; Lucarotin 30SUN; Lurotin; NSC 62794; Provatene; Provatenol; Rovimix β-carotene; Serlabo; Solatene; all-E-βCarotene; all-trans-β-Carotene; β-Carotene

O ácido ascórbico ou vitamina C (C6H8O6, ascorbato, quando na forma ionizada) é uma molécula usada na hidroxilação de várias outras em reacções bioquímicas nas células. A sua principal função é a hidroxilação do colágeno, a proteína fibrilar que dá resistência aos ossos, dentes tendões e paredes dos vasos sanguíneos. Além disso, é um poderoso antioxidante, sendo usado para transformar os radicais livres de oxigênio em formas inertes. É também usado na síntese de algumas moléculas que servem como hormônios ou neurotransmissores. Em gêneros alimentícios é referido pelo número INS 300. - Nome IUPAC
- 3-oxo-L-gulofuranolactona (5R)-5-[(1S)-1,2-diidroxietil]-3,4-diidroxifurano-2(5H)-ona. Outros nomes Vitamina C Ácido L-xiloascórbico

Uma parte do oxigênio que respiramos se transforma em radicais livres, que estão ligados a processos degenerativos como o câncer e o envelhecimento. Deve ser lembrado os radicais livres também tem um papel importante atuando no combate a inflamações, matando bactérias, e controlando o tônus dos "músculos lisos". Os antioxidantes protegem o organismo da ação danosa dos radicais livres. Alguns antioxidantes são produzidos por nosso próprio corpo e outros - como as vitaminas C, E e o beta-caroteno são ingeridos. O ácido ascórbico(Vitamina C) é um sólido cristalino de cor branca,

94 inodoro, hidrossolúvel e pouco solúvel em solventes orgânicos. O ácido ascórbico presente em frutas e legumes é destruído por temperaturas altas por um período prolongado. Também, sofre oxidação irreversível, perdendo a sua atividade biológica, em alimentos frescos guardados por longos períodos. Aos valores de pH normalmente encontrados no meio intracelular, o ácido ascórbico encontra-se predominantemente na sua forma ionizada, o ascorbato. Uma das actividades mais importantes do ascorbato no organismo humano é na desidratação de resíduos de prolina no colagénio. O colagénio, uma proteína estrutural fundamental, necessita ter determinados resíduos de prolina na forma hidroxiprolina para manter uma estrutura tridimensional correcta. A hidroxilação é feita pela enzima prolil-4-hidroxilase; o ascorbato não intervém directamente nesta hidroxilação, pelo que é assumido que é necessário para reduzir o íon Fe3+ que participa na catálise enzimática (nesta, o íon passa do estado Fe2+ para Fe3+, sendo necessário o seu restabelecimento para novo ciclo catalítico). Em plantas, o ascorbato encontra-se em concentrações relativamente elevadas (2 a 25 mM) e actua na desintoxicação do peróxido de hidrogénio. A enzima ascorbato peroxidase catalisa a redução do peróxido de hidrogénio a água, usando o ascorbato como agente redutor. Também é precursor dos íons tartarato e oxalato. Tem os seguintes efeitos no organismo em doses moderadas: Favorece a formação dos dentes e ossos; Ajuda a resistir às doenças; Previne gripes, fraqueza muscular e infecções. Este ponto é disputado, havendo estudos que não mostram qualquer efeito de doses aumentadas. Contudo ajuda, sem dúvida, em doentes já com escorbuto. Ajuda o sistema imunológico e a respiração celular, estimula as glândulas supra-renais e protege os vasos sanguíneos. A vitamina C é importante para o funcionamento adequado das células brancas do sangue. É eficaz contra doenças infecciosas e um importante suplemento no caso de câncer. A carência desta vitamina provoca a avitaminose designada por escorbuto. É importante observar que a vitamina C (ácido ascórbico) é extremamente instável. Ela reage com o oxigênio do ar, com a luz e até mesmo com a água. Assim que é exposta têm-se início reações químicas que a destroem, daí o surgimento do gosto ruim no suco pronto. Estima-se que, em uma hora, quase que a totalidade do conteúdo vitamínico já reagiu e desapareceu, por isso é importante consumir as frutas ou o suco fresco feito na hora, deste modo, temos certeza que o teor de vitaminas está garantido. No caso das frutas, deve-se levar em conta o estado das mesmas (cascas, cor e etc.), caso estejam 'feridas' pode ser que já se encontre em estado avançado de reação e não tenha o 'teor' vitamínico que se deseja.

95
Fontes alimentares Acerola 1 copo (250 ml) = 3.872 mg Limão (fresco) 100 ml = 46 mg Morangos 100 gramas = 57 mg Cantalupo 100 gramas= 26 mg Couve Camu-camu 100 gramas = 6.000 mg Mamão (ou papaia)100 gramas = 62 mg Melão Manga Toranja (pomelo) Ervilha Laranja 1 copo (250ml) = 124 mg Brócolis Kiwi 100 gramas= 98 mg[6] Pimentão (vermelho ou verde) Caju

Alimentos com maior poder antioxidante. Pesquisadores da U. S. Department of Agriculture nutrition center na Tufts University, em Boston, estão testando quais alimentos tem maior poder antioxidante. Para isto, Dr. Ronald Prior e seus colegas, mediram a capacidade de absorção de radicais livres dos alimentos. O problema é que os testes foram feitos com os alimentos comprimidos em tubos. Eles ainda não descobriram como testar o poder antioxidante no corpo humano. Os pesquisadores descobriram que os vegetais e frutas com maior poder antioxidante são os listados na tabela abaixo:
Pos. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Poder Antioxidante Vegetais Repolho Beterraba Pimenta vermelha Brócolis Espinafre Batata Milho . . Frutas Morango Ameixa Laranja Uva Maçã Tomate Banana Pêra Melão

ALIMENTOS QUE CONTÊM VITAMINA.
• • • • • • • • • • • • •

Morangos (uma xícara, cortados) Mamão (uma xícara, cubos) Kiwi (um, médio) Laranja (uma, média) Suco de laranja (1/2 xícara) Cantalupo (1/4, médio) Manga (uma xícara, cortada) Grapefruit (1/2 de um médio) Suco de Grapefruit (1/2 xícara) Pimentão vermelho ou verde (1/2 xícara) Cru Cozido Brócolis (1/2 xícara, cozido) Couve (uma xícara, cozida) Couve-de-bruxelas (1/2 xícara, cozida)

• • • • • • • • • • • • •

95mg 85 75 70 50 60 45 40 35 65 50 60 55 50

96
• •

Ervilhas (1/2 xícara, cozidas) Frescas Congeladas Batata (uma média, assada)

• •

40 20 25

Exercícios físicos produzem radicais livres?
Dr. Kenneth Cooper, em seu livro "Revolução Antioxidante" (Editora Record, 1994), descreve duas maneiras pelas quais os radicais livres são produzidos durante exercícios físicos. A primeira está ligada aos exercícios exaustivos nos quais há um aumento de 10 a 20 vezes no consumo de oxigênio no corpo. O enorme bombeamento de oxigênio através dos tecidos desencadearia a liberação de radicais livres. Para se evitar isto, Cooper recomenda praticar os exercícios entre 65-80% da sua freqüência cardíaca máxima. A outra forma de produção de radicais livres durante os exercícios está ligada ao processo que é conhecido como isquemiareperfusão. Quando os exercícios físicos intensos são praticados, o fluxo sangüíneo é desviado dos órgãos não diretamente envolvidos para os músculos em atividade. Assim, uma parte do corpo irá passar por uma deficiência de oxigênio. Ao término do exercício há reperfusão, quando o sangue retorna aos órgãos que estiveram privados. Este processo foi associado à liberação de grandes quantidades de radicais livres. Verificamos então a importância do desaquecimento, ou volta à calma. Então atletas sofrem mais a ação dos radicais livres? Não necessariamente! É verdade que pesquisas detectaram que seções de exercícios provocam um aumento na ação dos radicais livres. Mas Edmund Burke, Ph.D., salienta, em sua coluna para o site da Endurox, alguns pontos importantes a se considerar nestas pesquisas. Primeiro é que a ação dos radicais livres aumenta apenas temporariamente voltando depois ao nível normal. Outro ponto importante, geralmente despercebido, é que em pessoas bem treinadas o aumento da ação dos radicais livres devido ao exercício é bem menor. Isto se deve ao fato de que atividade física regular aumenta os níveis de enzimas que destroem os radicais livres. Uma demonstração disto é o estudo realizado pela Universidade de Tubingen na Alemanha. Homens treinados e não treinados realizaram um teste de intensidade progressiva em esteira ergometrica até a exaustão. O dano ao DNA nas células brancas no sangue foi significativamente menor nos homens treinados. Deve-se lembrar que os treinados correram por mais tempo e por isso consumiram mais oxigênio (International Journal of Sport Medicine, 1996, 17 : 397-403). Os exercícios de baixo-moderada intensidade combatem os radicais livres? Sim. Segundo o Dr. Kenneth Cooper os exercícios entre 65-80% da sua freqüência cardíaca máxima tem importância fundamental no combate aos radicais livres. Sem eles as defesas internas de seu organismo contra os radicais livres ficam fragilizadas.

97
Quantidade de vitaminas que devemos ingerir para combater os radicais livres. A maior parte dos médicos e nutricionistas segue as recomendações de quantidades diárias de vitaminas (RDA) do departamento de agricultura do governo americano (U. S. Department of Agriculture). Entretanto as superdoses de algumas vitaminas têm o aval de pesquisadores de renome como o cientista americano Linus Pauling, Prêmio Nobel de Química em 1954 (e da Paz oito anos mais tarde). Pauling se auto prescreveu 10 gramas diários de vitamina C, equivalentes a duzentos copos de suco de laranja. Já o Dr. Kenneth Cooper recomenda um coquetel antioxidante diário a base de vitaminas para combater a ação danosa dos radicais livres. O beta-caroteno é uma espécie de vitamina A desmontada que o corpo só monta quando tem necessidade. Senão, eliminam suas sobras, o que não faz com a vitamina A que é altamente tóxica. Por isso, cuidado para não adquirir suplementos de vitamina A, mas sim de betacaroteno. Na verdade, é nebulosa a área entre o necessário à saúde e os excessos nocivos. Os adversários das megadoses argumentam que o corpo humano não precisava mais do que poucos miligramas de vitamina C por dia, sendo o excesso eliminado pela urina. O médico americano Stephen Lawson, diretor do Instituto Linus Pauling de Pesquisas, rebate dizendo que a vitamina C leva seis horas até ser eliminada, de modo que durante esse período ela fica ativa, circulando pelo sangue. Sendo assim a melhor estratégia ao se tomar suplemento de vitamina C é fracionar a ingestão em doses menores ao longo do dia. O Instituto Nacional da Saúde, nos Estados Unidos, revelou que o hábito de comer vegetais ricos em vitamina C diminui 13% o risco de enfartes. Se esse bom hábito for somado a comprimidos da mesma vitamina, a incidência despenca 37%. Não se sabe a dose extra-exata para se obter esse efeito preventivo. Mas a dúvida não apaga o fato: 37% menos chance de se morrer do coração. Com relação à vitamina E, Liz Applegate , nutricionista consultora da Runner's World, lembra que vários estudos já demonstraram que a ingestão diária de 400 UI protege os atletas dos danos oxidativos provocados pelo treinamento de longa distância. Como nutricionista ela adoraria afirmar que é possível obter 400 UI pela alimentação, mas reconhece que isto é muito difícil.

OBSERVAÇÃO: Tomar um comprimido de vitamina C por dia não protege a maioria das pessoas de resfriados comuns, de acordo com um estudo feito por cientistas na Austrália e na Finlândia. Uma análise de 30 pesquisas, envolvendo um total de 11.350 pessoas, também concluiu que doses de pelo menos 200 miligramas por dia não tiveram grande eficácia em reduzir a duração ou gravidade de resfriados. Mas pessoas expostas a períodos de grande estresse, como corredores de maratona, podem reduzir o seu risco de pegar resfriados em 50% se tomarem vitamina C diariamente. O estudo foi publicado na última edição da revista científica Cochrane Library. Pesquisadores da Universidade Nacional Australiana

98 e da Universidade de Helsinki concluíram que, para a maioria das pessoas, os benefícios de tomar vitamina C diariamente são tão poucos que não valem o esforço ou o gasto. Embora eles tenham descoberto que a vitamina C pode reduzir a duração de resfriados em até 8% em adultos e 13,6% em crianças, como a maioria das pessoas só tem dois ou três resfriados anualmente, este benefício é muito pequeno. Harri Hemilä, que participou do estudo, disse: "Não faz sentido tomar vitamina C 365 dias por ano para diminuir a chance de pegar um resfriado." Mas os cientistas dizem que isso pode se justificar no caso de pessoas expostas a frio em excesso ou estresse físico, onde doses de vitamina C reduziram pela metade o risco de se pegar resfriado. Além disso, afirmam que há evidências sugestivas de um estudo de que doses muito grandes de vitamina C tomadas no começo de um resfriado podem ter um efeito positivo. Mas mais pesquisas serão necessárias para avaliar esta possibilidade. Em 1970, o químico Linus Pauling, que recebeu o prêmio Nobel, encorajou as pessoas a tomarem mil miligramas de vitamina C diariamente para afastar a possibilidade de resfriados. Mas desde então os efeitos da vitamina em resfriados causam polêmica. Infecção. A atual dose diária recomendada de vitamina C é de apenas 60 miligramas, e Catherine Collins, uma nutricionista da Associação Dietética Britânica, disse que a dose ideal é de 200 miligramas por dia. Mas ela disse que a maioria das pessoas pode facilmente obter essa quantidade da vitamina dos alimentos, comendo cinco porções de frutas e verduras todos os dias. Além disso, vitamina C em excesso não é absorvida e, portanto, é eliminada pelo organismo. Embora os glóbulos brancos do organismo, que combatem infecções, utilizem vitamina C, Collins disse que há poucas evidências que sugerem que ela possa ajudar a impedir resfriados. "Parece biologicamente plausível, porque a vitamina C ajuda a melhorar o sistema imunológico, mas ela só parece funcionar em pessoas com deficiência (da vitamina C), o que é muito raro", afirmou. Mas ela acrescentou que o estudo é útil para um melhor conhecimento da vitamina C. http://www.studyadelaide.com/ c) facilitar a absorção de cálcio e fósforo na formação óssea. CALCIFEROL. A vitamina D (ou calciferol) é uma vitamina que promove a absorção de cálcio (após a exposição à luz solar), essencial para o desenvolvimento normal dos ossos e dentes, atua também, como recentemente descoberto, no sistema imunológico, no

99 coração, no cérebro e na secreção de insulina pelo pâncreas. É uma vitamina lipossolúvel obtida a partir do colesterol como precursor metabólico através da luz do sol, e de fontes dietéticas. Funcionalmente, a vitamina D atua como um hormônio que mantém as concentrações de cálcio e fósforo no sangue através do aumento ou diminuição da absorção desses minerais no intestino delgado. A vitamina D também regula o metabolismo ósseo e a deposição de cálcio nos ossos. O nome da vitamina foi criada pelo bioquímico polonês Casimir Funk em 1912, baseado na palavra em latim vita (vida) e no sufixo -amina. Foi usado inicialmente para descrever estas substâncias do grupo funcional amina, pois naquele tempo pensava-se que todas as vitaminas eram aminas. Apesar do erro, o nome manteve-se. A vitamina D também é muito importante para crianças, gestantes e mães que amamentam, por favorecer o crescimento e permitir a fixação de cálcio nos ossos e dentes. Além da importância na manutenção dos níveis do cálcio no sangue e na saúde dos ossos, a vitamina D tem um papel muito importante na maioria das funções metabólicas e também nas funções musculares, cardíacas e neurológicas. A deficiência da vitamina D pode precipitar e aumentar a osteoporose em adultos e causar raquitismo, uma avitaminose, em crianças. d) Proteção dos tecidos epiteliais e visão. Retinol. Aaxeroftol. Nome IUPAC - (2E,4E,6E,8E)-3,7-Dimethyl- 9-(2,6,6-trimethylcyclohex-1-enyl)nona2,4,6,8-tetraen-1-ol.

Principais fontes na natureza - A vitamina A, uma vitamina lipossolúvel, ocorre sob duas formas principais na natureza – o retinol, o qual se encontra apenas em fontes animais e certos carotenóides (provitaminas), as quais se encontram apenas em fontes vegetais. Os carotenóides são os compostos que dão a vários frutos e vegetais a sua cor amarela ou laranja. O carotenóide mais abundante e mais conhecido é o beta-caroteno. O betacaroteno é um precursor da vitamina A ou “provitamina A”, porque a sua atividade como vitamina A ocorre apenas após a sua conversão para retinol no interior do corpo. Uma molécula de beta-caroteno pode ser clivada por uma enzima intestinal específica em duas moléculas de vitamina A. Os alimentos ricos em beta-caroteno incluem as cenouras, os

100 vegetais de folhas verde-escuras, e amarelas (p.e. espinafres e bróculos), abóboras, alperces e melões. A vitamina A pré-formada ou retinol, pode ser encontrada no fígado, gema de FRUTA NÃO CONHECIDA COM POPULARIDADE NO BRASIL.. Os alperces são frutos pequenos, de cor laranja dourada, com pele e tegumento aveludados: não muito sumarento, mas marcadamente suave e doce. O seu sabor é quase almiscarado, com uma leve acidez que é mais pronunciada quando o fruto está seco. Há quem ache que o sabor se encontra algures entre o do pêssego e o da ameixa, frutos dos quais são próximos. Os alperces são cheios de beta-caroteno e fibra, dão-nos os primeiros sinais da chegada do Verão e são abundantes em vários nutrientes, em particular em vitamina C e vitamina A. 35 GRS / 16.80 CALORIAS NUTRIENTES VITAMINA A VITAMINA C FIBRAS TRIPTOFANOS POTÁSSIO
Benefícios para a Saúde:

QUANT. 914.20 IU 3.50 MG 0.84 G 0.01 G 103.60 MG

DDR ( %) 18.3 5.8 3.4 3.1 3.0

DENSIDADE DO NUTRIENTE 19.6 6.3 3.6 3.3 3.2

CLASS. EXCELENTE MUITO BOM BOM BOM BOM

● Dietas de Emagrecimento ● Doenças dos Olhos ● Anemia Ferropénica ● Lesões da Pele e Mucosas ● Afecções Nervosas (astenia; depressão; inapetência, etc.) ● Afecções Digestivas. Estabilidade. A vitamina A é sensível à oxidação pelo ar. A perda de atividade é acelerada pelo calor e

101 pela exposição à luz. A oxidação das gorduras e dos óleos (p.ex. manteiga, margarina, óleos de cozinha) pode destruir as vitaminas lipossolúveis, incluindo a vitamina A. A presença de antioxidantes, tais como a vitamina E contribui para a proteção da vitamina A. O beta-caroteno é uma das vitaminas mais estáveis em vegetais. Têm sido documentadas perdas pela cozedura de 25%, mas apenas após fervura por um período comparativamente longo. Principais Iterações. O estado da vitamina A pode ser influenciado por vários fatores, incluindo os seguintes: Doenças e infecções, especialmente o sarampo, comprometem o estado da vitamina A e, reciprocamente, um estado de pobreza em vitamina A diminui a resistência às doenças. A ingestão crônica e em excesso de álcool pode comprometer o armazenamento da vitamina A no fígado. Uma deficiência aguda de proteínas interfere com o metabolismo da vitamina A e, ao mesmo tempo, baixas quantidades de gordura na dieta interferem com a absorção tanto de vitamina A como de carotenóides. As alterações no metabolismo do ferro ocorrem associadas à deficiência em vitamina A, resultando, por vezes, em anemia. A vitamina E protege a vitamina A da oxidação; deste modo um estado adequado de vitamina E protege o estado da vitamina A. Funções. A vitamina A é essencial para a visão, para um crescimento adequado e para a diferenciação dos tecidos. Visão. Os bastonetes, as células visuais receptoras de luz na retina do olho permitem-nos distinguir entre a luz e a escuridão. Estas células contêm um pigmento sensível à luz chamado púrpura visual (rodopsina), o qual é um complexo da proteína opsina e da vitamina A. Quando um bastonete é exposto à luz, a púrpura visual desintegra-se, libertando cargas elétricas para o cérebro. Estes estímulos são depois traduzidos numa imagem compostos a qual nós “vemos”. Ao mesmo tempo, é formada nova rodopsina nas células visuais a partir da opsina e da vitamina A. Crescimento. A vitamina A tem um papel importante no crescimento normal e no desenvolvimento, bem distinto do seu papel na manutenção da visão. Um dos primeiros sinais de deficiência de vitamina A nos animais é a perda de apetite, acompanhado por um retardamento do

102 crescimento. Dose Diária Recomendada (DDR). Os seres humanos baseiam-se na dieta alimentar para cobrir as suas necessidades de vitamina A. A Dose Diária Recomendada para os adultos nos EUA é 1000 RE (5000 IU) para os homens e 800 RE (4000 IU) para as mulheres. Durante a gravidez e a amamentação, são recomendadas 200 RE e 400 RE adicionais por dia, respectivamente. Os bebês e crianças, devido ao seu menor tamanho corporal, têm uma DDR inferior à dos adultos. Deficiência. Um dos sintomas iniciais de deficiência em vitamina A é a cegueira noturna, ou uma capacidade diminuída para ver na penumbra. A deficiência grave produz cegueira parcial ou total, uma doença chamada xeroftalmia. O surgimento de lesões na pele (hiperqueratose folicular) tem também sido utilizado como um indicador inicial de um estado inadequado de vitamina A. A deficiência em vitamina A é de longe a mais generalizada e a mais grave nas crianças, especialmente nos países pobres. É a principal causa de cegueira na infância e, combinada com outros fatores, tais como uma mal nutrição protéico calórica e a crescente ocorrência de infecções, é associada a elevadas taxas de mortalidade infantil. Nas crianças com xeroftalmia são comuns os problemas associados, tais como crescimento subdesenvolvido, doenças respiratórias, doenças parasitárias e infecciosas. As doenças podem elas próprias induzir a deficiência de vitamina A, mais especificamente as doenças hepáticas e gastrointestinais, as quais interferem com a absorção e utilização da vitamina A. Acredita-se atualmente que um estado de carência da vitamina A pode estar também associado ao desenvolvimento do cancro, embora não sejam ainda conhecidos os mecanismos exatos. Utilização Terapêutica. São distribuídas doses terapêuticas de vitamina A em zonas mundiais específicas, de modo a prevenir a xeroftalmia e tratar aqueles nos quais já tenham surgido os estágios iniciais de cegueira. Dado que a vitamina A pode ser armazenada no fígado, é possível construir uma reserva nas crianças através da administração de doses de elevada potência. A dose terapêutica standard utilizada atualmente para as crianças é de 200.000 IU administradas oralmente em líquido ou em cápsulas, duas a três vezes por ano. A cápsula contém também 40 IU de vitamina E, para facilitar à absorção de vitamina A. A

103 administração de 400.000 IU de vitamina A a crianças com complicações decorrentes do sarampo, mas sem sinais claros de deficiência em vitamina A, diminuiu a mortalidade em cerca de 50% e reduziu significativamente a morbidade. O intervalo de idades da população alvo para os programas de intervenção de vitamina A é normalmente entre o nascimento e os sete anos de idade. A xeroftalmia é habitualmente uma doença infantil de crianças entre os seis meses e os três anos. Em programas de distribuição periódica regulares, é dada uma seqüência de meia dose de 100.000 IU a crianças entre os seis meses e um ano de idade. Descobriu-se que uma única dose de 200.000 IU dada às mães imediatamente após o parto aumenta o conteúdo de vitamina A no leite materno. Quando consideramos a terapia de vitamina A em mulheres a amamentar, é necessária precaução dado que pode ser colocada em risco uma gravidez coexistente. Durante a gravidez não deve ser excedida uma dose diária de 10.000 IU de vitamina A. Segurança. Dado que a vitamina A (enquanto retinol) é armazenada no fígado, quantidades elevada tomadas durante um longo período de tempo podem eventualmente exceder a capacidade de armazenamento do fígado, passar para o sangue e provocar efeitos adversos. Existe assim uma preocupação relativa à segurança de ingestão de elevadas de doses de vitamina A pré-formada (retinol), especialmente em bebês, crianças e em mulheres em idade fértil. A experiência de campo no que se refere aos programas de intervenção em nutrição em países onde a deficiência de vitamina A é prevalente, indica que doses únicas orais de 200.000 IU em crianças e 400.000 – 500.000 IU em adultos são seguras. No entanto, deve ser recordado que estas são doses profiláticas, dadas em níveis bastante elevados de modo a preencher reservas físicas devem ser diminuídas durante pelo menos a cada seis meses. Em pessoas bem nutridas, a toxicidade da vitamina A pode ocorrer de forma aguda no seguimento de doses muito elevadas (superiores a 500.000 IU) tomado durante um período de alguns dias, ou como estado crônico no seguimento de doses elevadas (50.000 IU) tomadas durante um longo período de tempo. Geralmente tomas de até 10 vezes a DDR são consideradas seguras. Os níveis atuais de vitamina A em alimentos fortificados são baseados nos níveis da DDR, assegurando que não existe possibilidade razoável de sobre ou super dosagem de vitamina A na população. Na esmagadora maioria dos casos, os sinais e os sintomas de toxicidade são reversíveis após a cessação da ingestão de vitamina A. O beta-caroteno é considerado uma forma segura de vitamina A, dado que é convertida pelo corpo apenas à medida que é necessária. O beta-caroteno apresenta uma

104 absorção pobre a partir do trato gastrointestinal e a sua conversão em retinol torna-se progressivamente menos eficiente à medida que o estado da vitamina A melhora. Ingestões elevadas (superiores a 30mg/dia) de beta-caroteno podem, no entanto resultar numa coloração amarelo-alaranjada da pele (hipercarotenemia), a qual é reversível após a cessação da ingestão do beta-caroteno. Suplementos. A vitamina A está disponível em cápsulas de gelatina mole, comprimidos mastigáveis ou efervescentes ou em ampolas. Está também incluída na maioria dos multivitamínicos. História. Embora se saiba, desde os tempos do antigo Egito que certos alimentos curavam a cegueira noturna, a vitamina A em si mesma só foi identificada em 1913. A sua estrutura química foi definida por Paul Karrer em 1931. O professor Karrer recebeu um Prêmio Nobel pelo seu trabalho, dado que esta foi a primeira vez que era determinada a estrutura de uma vitamina.
1831 Wackenroder isola o corante amarelo-laranja das cenouras e dálhe o nome de “caroteno”. 1876 Snell consegue demonstrar que a cegueira nocturna e a xeroftalmia podem ser curadas dando ao paciente óleo de fígado de bacalhau. 1880 W. N. Lunin descobre que para além de necessitar de hidratos de carbono, gorduras e proteínas, os animais sob experiência apenas podem sobreviver se lhes forem dadas pequenas de quantidades de leite em pó. 1887 Arnaud descreve a presença generalizada de carotenos nas plantas. 1909 W. Stepp consegue extrair a substância lipossolúvel vital a partir do leite. 1915 McCollum diferencia entre “lipossolúvel A” e “hidrossolúvel B”. 1929 A atividade do beta-caroteno como vitamina A é demonstrada em experiências com animais. 1931 Paul Karrer isola retinol praticamente puro do óleo de fígado de uma espécie de sarda. Paul Karrer e R. Kuhn isolam carotenos activos.

105
1946 Isler inicia a primeira síntese industrial em larga escala da vitamina A. 1984 Alfred Sommer demonstra na Indonésia que a deficiência em vitamina A é a maior causa de mortalidade infantil.

Alimentos ricos em Vitamina A.
• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •

Fígado. Manteiga. Leite. Gema de ovos. Sardinha. Queijos gordurosos. Óleo de fígado de bacalhau. Abacate. Acelga. Caju. Pêssego. Mamão. Escarola. Melão. Cenoura. Brócolis. Batata-doce. Couve. Espinafre. Abóbora. Manga. Tucumã (Amazônia).

Os beta-carotenos (pró-vitamina A) são lipossolúveis, portanto a absorção de vitamina A é melhorada se estes alimentos forem ingeridos juntamente com gorduras (como óleos vegetais). O cozimento por alguns minutos, até que as paredes das células se rompam e liberem cor também aumentam a absorção.

106

4. Identifique as vitaminas cuja deficiência causa as seguintes doenças: a) queda de imunidade, fraqueza capilar e sangramento gengival. IMUNIDADE. Uma alimentação saudável e balanceada promove o bom funcionamento do sistema imunológico, reforçando as defesas próprias do organismo contra vários tipos de doenças. A nutrição como ferramenta para modular um estado ideal de imunidade tem se tornado um fato real não apenas em estados patológicos de imunodepressores, como também para a manutenção de estados saudáveis em pessoas sem comprometimento do seu sistema imune. Convém enfatizar que a relação nutrição-imunidade é extremamente dinâmica: tanto uma "overdose" de nutrientes quanto as deficiências podem levar a conseqüências negativas. Esta dinâmica também se observa na direcionalidade da relação, pois estados infecciosos decorrentes de uma deficiência da imunidade podem ocasionar má nutrição. A nutrição é muito importante no processo da resposta imune e infecção. Quando um organismo está com seu estado nutricional deficiente, acaba ficando mais suscetível a adquirir infecções e a resposta imunológica acaba comprometida. A falta de alguns nutrientes como as vitaminas A,E e C, ferro, zinco entre outros, comprometem as reações que fazem parte da resposta imune. Para catalisar e potencializar o sistema imunológico é preciso controlar o consumo de gorduras, açúcares, alimentos processados e refrigerantes, que prejudicam o bom funcionamento do sistema imunológico. E ingerir freqüentemente alimentos variados (grãos, hortaliças frescas, frutas, nozes, sementes) para conseguir ingerir vitaminas, minerais e enzimas diferentes. Veja com alguns alimentos que agem diretamente no sistema imunológico. Vitamina C: aumenta a produção das células de defesa, que tem efeito direto sobre bactérias e vírus, elevando a resistência a infecções. Vitamina E: Parte do sistema de defesa do corpo interage com as vitaminas A e C e com o mineral selênio, agindo como antioxidante e retardando o envelhecimento. Vitamina A: Tem ação antiinflamatória. Vitamina B6: Excelente para aumentar a imunidade geral do organismo. Tem ação protetora contra o câncer, ajuda a controlar alguns tipos de diabetes e tem sido muito usada para aliviar sintomas da tensão pré-menstrual. Selênio (Se): Antioxidante, imunoestimulante, desintoxicante e antiinflamatório. Zinco (Zn): Atua na reparação dos tecidos e na cicatrização de ferimentos. O processo infeccioso pode levar à desnutrição ou

107 deficiência de macro ou micronutrientes, pois a infecção tem alguns efeitos sobre o metabolismo, tais como: Algumas infecções intestinais podem diminuir a absorção e a biodisponibilidade de nutrientes. A febre aumenta a necessidade calórica do organismo (para cada grau, 7% do valor calórico diário). Infecções crônicas consomem as reservas energéticas que estão no fígado e tecido adiposo. A maioria das infecções altera o metabolismo de carboidratos, lipídeos e proteínas, o balanço eletrolítico e os níveis de micronutrientes. As alterações hormonais (principalmente corticosteróides) interferem no metabolismo de nutrientes. Alguns alimentos são importantíssimos para aumentar a imunidade do organismo, como o iogurte. Estudos científicos mostraram que os lactobacilos presentes no iogurte recuperam a flora intestinal e fortalecem o sistema imunológico. A noz moscada e a páprica têm ação antiinflamatória. E o suco de agrião com laranja é rico em zinco, ferro e vitamina C. O cogumelo shitake tem uma substância chamada lentinan que tende a estimular a produção das células de defesa do organismo. O alho (preferencialmente assado) ajuda a prevenir o câncer e as doenças cardíacas. E o gengibre fortalece o sistema de defesa do organismo. O ideal é consumi-lo antes das refeições para ajudar no processo digestivo. Só não é recomendando para gestantes por causar contrações uterinas. E a banana é uma campeã na promoção da saúde. Por conter muito ferro, ela estimula a produção de hemoglobulina no sangue e é de grande auxílio em casos de anemia. Usada na dieta diária contra desordens intestinais, é a única fruta crua que pode ser comida sem desgaste em casos de úlcera crônica. Também neutraliza a acidez e reduz a irritação, protegendo as paredes do estômago. Ela é indicada para pessoas que estão deixando o cigarro, por conter elevados níveis de vitaminas C, A1, B6 e B12, além de potássio e magnésio, ajudando o corpo a se recuperar dos efeitos da retirada da nicotina. De acordo com recente pesquisa realizada pela MIND (The National Association for Mental Health), no Reino Unido, entre pessoas que sofrem de depressão, muitas se sentiram melhor após uma dieta rica em banana. Ela contém Triptofano, um tipo de proteína que o organismo converte em serotonina, reconhecida por relaxar, melhorar o humor e, de modo geral, aumentar a sensação de bem estar. Os brócolis ajudam na prevenção de câncer em geral e aumento da imunidade em todas as idades e a soja na regulação hormonal, diminuindo casos de câncer, aumento da imunidade, além de auxiliar no tratamento de colesterol e triglicérides altos. Assim, podemos concluir que uma alimentação balanceada promove o bom funcionamento do sistema imunológico, reforçando as defesas próprias contra as mais variadas doenças, promovendo benefícios à saúde e à qualidade de vida.

108 FRAQUEZA CAPILAR. Isso é possível porque a pele que recobre a cabeça é diferente da do resto do corpo: além de fina e repleta de folículos pilosos, ela não tem uma camada protetora de gordura, colágeno e elastina. "Como é uma área bastante vascularizada, tudo o que for aplicado ali entra na circulação sangüínea e chega à raiz do cabelo, alimentando-o", explica a engenheira química e cosmetóloga Sônia Corazza, de São Paulo. "Os cosméticos modernos têm múltiplas funções: ajudam na regeneração do fio, aumentam a retenção de água, melhoram a irrigação sangüínea e a oxigenação celular no couro cabeludo." Bons produtos são os que contêm vitaminas, sais minerais e fitoativos necessários. Quando o cabelo cai... Qual o papel da cabeleira?" Se imaginarmos o corpo como uma máquina inteligente, o cabelo não tem função, já que não faz parte de nenhum processo fisiológico. Assim, toda vez que o organismo precisar de um nutriente e este estiver em falta, ou em pequena quantidade, os fios vão sofrer as conseqüências", explica Valcinir Bedin, especialista em Nutrologia pela Associação Médica Brasileira (AMB) e Presidente da Sociedade Brasileira para Estudos do Cabelo (SBEC). Recentemente, os cientistas fizeram duas descobertas sobre a queda. A primeira é que o ferro é muito importante no crescimento do cabelo e que as mulheres precisam ter uma reserva maior do que os homens para que esse mineral vá parar nos fios. "A mulher pode ter um nível de ferro adequado para evitar a anemia, mas insuficiente para alimentar a raiz do cabelo. Daí a queda ou a interrupção do crescimento", explica o dermatologista. Por isso, é importante que o médico faça uma avaliação e solicite exames detalhados antes de determinar a causa e o melhor tratamento. Outro dado importante é em relação ao ácido fólico e aos folatos, utilizados com freqüência no tratamento da queda. Descobriu-se que, em doses maiores do que as necessárias, esses elementos impedem que outros nutrientes entrem na raiz do cabelo, obstruindo o seu crescimento em vez de estimulá-lo. Portanto, exagerar nos suplementos está fora de questão. Ácido Fólico (folatos): É essencial para deixar o organismo mais resistente à doenças (age como um fortificante natural) e ainda atua como um potencializado do alto astral. Onde encontrar: abóbora, amendoim, farelo de trigo, feijão preto, fígado, grão de bico, lentilha, nozes, ovos, suco de laranja, banana, pepino, repolho verde cozido, espinafre, agrião, brócolis, escarola crua, couve refogada e outras folhas verdes em geral. Ferro: Importante na produção de glóbulos vermelhos, responsáveis pela circulação de oxigênio no sangue. Sua falta causa desânimo, queda de cabelo e fraqueza, de acordo com um alerta feito no último Congresso Brasileiro de

109 Nutrição. Onde encontrar: amêndoa, canela, carnes vermelhas em geral, castanha de caju, feijão preto, fígado, ovos, rúcula, soja. Vitamina A e carotenóides. Interrompem a degeneração das células capilares causada pela oxidação; controlam a produção sebácea, reduzindo a oleosidade excessiva do couro cabeludo; melhoram a elasticidade do fio e regulam a multiplicação celular. Onde encontrar: fígado, ovos, leites integrais e derivados, manteiga, algas, frutas e vegetais amarelos, laranjas e verdeescuros, como batata-doce, espinafre, brócolis, abóbora, pêssego, damasco, manga, melão, papaia, cenoura, couve, salsa, cebolinha e espinafre. Pró-vitamina B5 (pantenol ou ácido pantotênico). Quando aplicada topicamente, penetra rapidamente na raiz e no corpo do cabelo. Através da técnica de microscopia eletrônica, mediu-se o seu efeito e verificou-se que encorpa o fio em até 10% do seu diâmetro normal. O tratamento com pantenol também reduz a queda de cabelo e acelera o seu crescimento. Onde encontrar: miúdos, gema de ovo, levedo de cerveja, leguminosas, salmão, grãos integrais, germe de trigo. Vitamina E. Ações antirradicais livres previnem danos celulares decorrentes da UV e do envelhecimento; melhora a micro circulação do couro cabeludo; protege de gorduras oxidáveis. Onde encontrar: óleos vegetais prensados a frio (azeite, por exemplo), ovos, germe de trigo, miúdos, vegetais folhosos, abacate, manteiga. Vitamina F (ácidos graxos essenciais). A sua carência causa a desorganização no processo de queratinização do couro cabeludo, propiciando o aparecimento da caspa e deixando o fio mais fino e frágil. Onde encontrar: óleos vegetais, sementes oleaginosas, semente de linhaça, peixes gordos, como salmão, cavala, atum e sardinha. Vitamina H (biotina). Vitamina hidrossolúvel faz parte da família do complexo B. É um nutriente essencial para o crescimento das células, sua carência altera o ciclo capilar, aumentando o tempo de queda. Onde encontrar: gema de ovo, fígado, arroz integral, levedo de cerveja, leguminosas, sardinhas, grãos integrais. Fotoativos. Ricos em ácido oléico, linoléico e fonte protéica. Emolientes, restauram a emulsão protetora do fio, garantindo sua penteabilidade e a homogeneidade. Fitoativos. Ricos em ácido oléico, linoléico e fonte protéica. Emolientes, restauram a

110 emulsão protetora do fio, garantindo sua penteabilidade e a homogeneidade. Principais características: Ricos em flavonóides, carotenóides, ácidos graxos essenciais, minerais e vitaminas - com ação antioxidante, nutritiva e regeneradora. Onde encontrar: óleo de pêssego, óleo de amêndoas, extrato de oliva, extrato de grapefruit; extrato de folha de uva.

Minerais Eles ajudam a agrupar, construir e aproveitar melhor as proteínas, responsáveis pela formação e preenchimento da estrutura do fio. Sua falta deixa o cabelo mais fino e frágil. por isso, a remineralização da fibra capilar é essencial para deixar as madeixas mais bonitas .Sódio Também ajuda no equilíbrio da água no fio de cabelo. Onde encontrar: frutos do mar, sal, shoyo, aipo, tomate, alimentos processados. Magnésio. Gera energia na célula e é vital para a renovação celular. Onde encontrar: frutos do mar, grãos integrais, vegetais verde-escuros, melado de cana, sementes oleaginosas, abacate, melão, abacaxi, banana.

111 Enxofre. Mineral essencial para a formação de queratina, a proteína que estrutura e encorpa o cabelo. Onde encontrar: pimentão vermelho, alho, cebola, ovos, peixe, carne, repolho, couve de Bruxelas raiz forte.

SANGRAMENTO GENGIVAL. A gengiva saudável não sangra espontaneamente e nem durante a escovação ou alimentação. Quando a higiene bucal não é realizada de forma adequada há acúmulo de placa bacteriana na superfície dentária que pode resultar no aparecimento das doenças periodontais conhecidas como gengivite e periodontite. É importante salientar também que a infecção presente na cavidade bucal é considerada fator de risco para várias alterações sistêmicas. Entre elas doenças cardiovasculares, diabetes, doenças pulmonares além de risco de parto prematuro visto que a infecção bucal pode migrar para outras partes do organismo através da porção da gengiva que se encontra em contato com o dente que é chamado de bolsa periodontal. Desse modo, devemos sempre lembrar que a boca é a porta de entrada do nosso organismo e a prevenção e o correto tratamento da doença periodontal são fundamentais não apenas para adequada saúde bucal, mas também para um corpo todo saudável! A vitamina K é o nome genérico para diversas substâncias necessárias à coagulação normal do sangue. A principal forma é a vitamina K1 (filoiquinona ou fitomenadiona), encontrada em plantas, principalmente em folhagens verdes. A vitamina K2 (menaquinona) é formada como resultado da ação bacteriana no trato intestinal. A vitamina K3 (menadiona), composto lipossolúvel sintético, é cerca de duas vezes mais potente biologicamente que as vitaminas K1 e K2. A deficiência de vitamina K não é muito comum, pois a vitamina é bastante distribuída nos alimentos e a síntese da mesma pelos microorganismos do intestino fornece grandes quantidades da substância. Está associada com má absorção de lipídeos ou destruição da flora intestinal por uma terapia antibiótica contínua. Mas em relaçao ao que vc falou sobre os vegetarianos: os vegetarianos nao só ingerem alimentos de origem animal, comem derivados de leite, de fribras, como por exemplo, leite de soja, pão, iogurt. O que pode acontecer é o excesso dessa vitamina que pode causar: Dispnéia, rubor, dores no tórax (na injeção intravenosa de vitamina K1). Hiperbilirrubinemia em recém-nascidos (cujas mães

112 foram tratadas com vitamina K3).

b) dificuldade de coordenação motora; Colina é um catião orgânico, um nutriente essencial que faz parte do complexo B de vitaminas. Este catião, o (2-Hidroxietil)-trimetilamônio, sais quaternários de amônio como o cloreto de colina. Trata-se de uma amina natural encontrada nos lipídios presentes na membrana celular e no neurotransmissor acetilcolina. A ingestão diária recomendada está entre 425-550mg para adultos. É de grande importância durante a gravidez para a formação do tecido cerebral. As fontes são gema do ovo, feijão, soja e semelhantes, lecitina de soja e outros(61) (62). Alimentação cerebral. Por tudo até aqui dissertado já é ciente que uma dieta equilibrada para a saúde, seja para manter uma pele bonita e jovem, seja para o bem do coração, ou para buscar uma vida longa. Mas você tem idéia do impacto que sua alimentação tem sobre o seu cérebro? Para começar do básico: considere que tudo o que compõe o seu cérebro vem da sua alimentação: proteínas, carboidratos, as gorduras que constituem a membrana das células e da bainha de mielina, os sais minerais que participam do equilíbrio elétrico das células e dos sinais nervosos, as vitaminas que mantêm as células vivas. Para manter o cérebro (e o resto do corpo) saudável, é preciso, portanto ter uma alimentação saudável: diversificada e equilibrada. Pesquisas recentes têm demonstrado os efeitos (positivos e negativos) de substâncias presentes nos alimentos sobre o sistema nervoso. Os dados a seguir mostram o papel conhecido de algumas dessas substâncias no organismo, as conseqüências da sua deficiência, e os efeitos da suplementação. Lembre, contudo, que suplementação não é necessariamente sinônimo de benefícios: o importante é ter quantidades adequadas de nutrientes disponíveis para o corpo. Para você ter uma idéia, o ferro, disponível em vários suplementos, precisa ser regulado cuidadosamente pelo organismo: se a deficiência causa anemia profunda, o excesso pode até levar à morte, se o corpo não conseguir eliminá-lo. Como você vê grandes quantidades de uma coisa boa podem ser mais danosas até do que sua deficiência. Quem mantém uma dieta balanceada e diversificada já ingere as quantidades necessárias dos nutrientes importantes para um funcionamento saudável de corpo e cérebro. Os dados apresentados a seguir não devem ser utilizados como base para

113 a montagem de uma dieta sem orientação de um nutricionista. Se você quer tratar bem do seu cérebro, preocupe-se em ter uma alimentação balanceada, praticar exercícios regularmente - e, sobretudo, em usar o seu cérebro! Ômega-3. Fontes: Peixes (sobretudo salmão), krill, sementes de linhaça, kiwi, sálvia, nozes, nozbranca americana. Função: Manutenção das funções sinápticas e plasticidade em roedores. É componente estrutural das membranas celulares e da mielina. Deficiência: Em roedores, causa problemas de memória e aprendizado. Em humanos, a deficiência em ômega-3 parece estar associada a um aumento do risco de vários distúrbios mentais, incluindo distúrbio de déficit de atenção, dislexia, demência, depressão, transtorno bipolar e esquizofrenia. Suplementação: Eleva níveis de BDNF no hipocampo e melhora funções cognitivas em roedores com trauma encefálico. Alguns estudos mostraram que a suplementação com ômega-3 está associada a uma redução de déficits cognitivos (em leitura, em soletração, etc) em crianças afetadas por distúrbio de desenvolvimento de coordenação. Curcumina. Fontes: Açafrão da terra, Cúrcuma ou Turmérico (curry). Atuação: Tem efeitos inibitórios sobre enzimas metabólicas. A curcumina contém uma mistura de antioxidantes fito nutrientes fortes, conhecidos como os curcuminóides, que tem sido descritos como tendo propriedades antiinflamatórias. Suplementação: Diminuição de déficit cognitivo em modelos animais de Doença de Alzheimer e em roedores com trauma encefálico. Flavonóides. Fontes: Cacau, chá verde, ginseng, frutas cítricas, vinho (especialmente tinto), chocolate amargo.

114 Função: Antioxidantes, com um papel fundamental na proteção contra agentes oxidantes. Suplementação: Aumento cognitivo em combinação com exercícios, em roedores. Melhora das funções cognitivas em idosos. Gorduras Saturadas. Fontes: Manteiga, ghee, sebo, toucinho, óleo de côco, óleo de semente de algodão, laticínios, carne, óleo de semente de palmeira. Função: As gorduras de origem vegetal e animal propiciam uma fonte concentrada de energia. Elas também fornecem os lipídios formadores das membranas das células, além de uma variedade de hormônios e substâncias assemelhadas, e auxiliam na absorção das vitaminas A, D, E, e K. As gorduras da dieta alimentar são necessárias para converter caroteno em vitamina A, para absorção de minerais e para uma gama de outros processos. Porém, as gorduras saturadas são as principais responsáveis pela aterosclerose. Eleva o nível de produção de LDL, o que gera placas de ateroma e aumenta as chances de acontecer ataque cardíaco e derrame cerebral. Suplementação: Associada ao déficit cognitivo em roedores adultos. Danos cognitivos agravados após trauma encefálico, em roedores. Exacerbação do déficit cognitivo em idosos. Efeitos colaterais da suplementação: Dietas ricas em gorduras saturadas aumentam o risco de disfunções neurológicas tanto em humanos como em animais, além de diminuir a plasticidade sináptica no hipocampo. Vitaminas do complexo B. Fontes: Várias fontes naturais. Vitamina B12 não está disponível em produtos derivados de plantas. Função: O complexo B é um conjunto de oito vitaminas hidrossolúveis com importante ação no metabolismo celular. Deficiência: Folato: pode levar a distúrbios neurológicos como depressão e danos cognitivos.

115 Suplementação: Folato: por si só, ou juntamente com outras vitaminas do complexo B, é eficaz na prevenção de déficit cognitivo e demência durante o envelhecimento, além de potencializar os efeitos dos antidepressivos. Vitamina B12 melhora danos cognitivos em ratos alimentados com dieta deficiente em colina. Suplementação com vitamina B6, B12 ou folato tem efeitos positivos na memória em mulheres de várias idades. Efeitos colaterais da suplementação: Folato: anemia, baixa função imunológica e câncer. Vitamina D. Fontes: Fígado de peixe, peixes gordurosos, cogumelos, produtos fortificados, leite, leite de soja, cereais em grãos. Funções: É uma vitamina lipossolúvel obtida a partir do colesterol (seu precursor metabólico) através da luz do sol, e de fontes dietéticas. Funcionalmente, a vitamina D atua como um hormônio que mantém as concentrações de cálcio e fósforo no sangue através do aumento ou diminuição da absorção desses minerais no intestino delgado. Deficiência: A carência de vitamina D provoca, nas crianças, o raquitismo e nos adultos a osteomalácia (amolecimento dos ossos). Nos idosos leva à osteoporose. Suplementação: Importante na preservação da cognição em idosos. Efeitos colaterais da suplementação: O consumo de altas doses (10 vezes o valor diário recomendado) por vários meses pode causar toxicidade, resultando em nível alto de cálcio no sangue. Pode ocorrer depósito de cálcio pelo organismo, principalmente no rim. Vitamina E. Fontes: Aspargos, abacate, nozes, amendoim, azeitonas, óleo de palmeira laca vermelha, sementes, espinafre, óleos vegetais e gérmem de trigo. Função: Protege a integridade celular e prolonga-lhes a vida. A sua ação antioxidante neutraliza os efeitos nocivos dos radicais livres provenientes da contaminação química e atividade do organismo, e potencializa fortemente a ação de outros antioxidantes, como a vitamina C e vitamina A.

116 Deficiência: É geralmente caracterizada por problemas neurológicos devido à condução nervosa prejudicada. Suplementação: Diminuição dos danos cognitivos após trauma encefálico em roedores. Reduz o declínio cognitivo em idosos. Existem evidências discretas de que altas doses de Vitamina E associadas ao Ginko biloba tornariam a progressão da Doença de Alzheimer mais lenta. Efeitos colaterais da suplementação: Pesquisas realizadas revelaram que há um aumento significativo de acidentes vasculares cerebrais em fumantes que recebem altas doses de Vitamina A e E. Colina. Fontes: Gema de ovos, carne de soja, frango, vitela, fígado de peru, alface. Função: Trata-se de uma amina natural encontrada nos lipídios presentes na membrana celular e na neurotransmissora acetilcolina. É de grande importância durante a gravidez para a formação do tecido cerebral. Deficiência: Provoca acúmulo de gorduras no fígado, cirrose, aumento na incidência de câncer de fígado, lesões hemorrágicas dos rins e falta de coordenação motora. Suplementação: Redução dos danos de memória induzidos por epilepsia, em roedores. Uma revisão da literatura revela evidências de uma casual relação entre colina na dieta e cognição em humanos e ratos. Combinação de vitaminas. Fontes: Vitamina C: frutas cítricas, várias plantas e vegetal fígado de boi e bezerro. Vitamina E: veja acima. Função: As vitaminas são moléculas orgânicas (contendo carbono) que funcionam principalmente como catalisadores para reações enzimáticas dentro do organismo. Deficiência: A manifestação principal da carência de ácido fólico é a alta incidência de crianças com malformações congênitas do sistema nervoso nascidas de mães que foram

117 carentes em ácido fólico no início da gravidez. A carência de ácido fólico, junto com a carência de vitamina B12, pode levar as pessoas a sentirem vertigens, cansaço, perda de memória, alucinações e fraqueza muscular. Efeitos da carência de vitamina A no Sistema Nervoso: alterações do olfato, do paladar e da audição podem ocorrer. Lesões de nervos e aumento na produção de líquor com conseqüente hidrocefalia têm sido relatadas. Suplementação: Ingestão de vitaminas antioxidantes atrasa o declínio cognitivo em idosos. Cálcio, Zinco, Selênio. Fontes: Cálcio: leite, coral. Zinco: ostras, algumas variedades de feijão, nozes, amêndoas, grãos inteiros, sementes de girassol. Selênio: nozes (castanha do Pará especialmente), cereais, carne, peixe, ovos. Função: Cálcio: possui funções importantes como atuar na formação estrutural dos ossos e dos dentes. Além disso, ele atua juntamente com a vitamina K no sistema circulatório, auxiliando na coagulação do sangue. Age na sinalização intracelular, na transmissão sináptica, na contração muscular e cardíaca, na ação de hormônios. Zinco: Participam na divisão celular, na expressão gênica, em processos fisiológicos como crescimento e desenvolvimento, na morte celular; age como estabilizador de estruturas de membranas e componentes celulares, além de participar da função imune e desenvolvimento cognitivo. Atuando com a vitamina E ele protege as células do organismo contra danos oxidativos, especialmente retardando a oxidação do colesterol LDL; apresenta ação inibidora do efeito tóxico de metais pesados As, Cd, Hg e Sn. No caso de doenças crônicas como a arteriosclerose, câncer, artrite, cirrose e enfisema, há fortes indícios de que ele atue como elemento protetor. O selênio retarda o envelhecimento, combate a tensão pré-menstrual, preserva a elasticidade dos tecidos, previne o câncer e neutraliza radicais livres. Deficiência: Estudos indicam que pessoas que tem carência do mineral Selênio têm tendência a ter sintomas depressivos, como ansiedade, nervosismo e confusão mental. Um baixo nível de selênio ao longo da vida está associado com baixa função cognitiva em humanos. Na deficiência leve de zinco podem ocorrer alterações neurossensoriais. A deficiência moderada de zinco é agravada pelo desenvolvimento de letargia mental e

118 diminuição acentuada do apetite. Redução de zinco na dieta pode ajudar a reduzir déficit cognitivo em idosos. Efeitos colaterais da suplementação: Altos níveis de cálcio sérico estão associados com rápido déficit cognitivo em idosos. O excesso de cálcio também pode causar câimbras. O excesso de selênio é tóxico e pode levar à morte. O excesso de zinco no corpo, como de outros metais pesados, causa distúrbios neurológicos. Cobre. Fontes: Ostras, fígado de boi e carneiro, castanha-do-pará, melaço, cacau, pimenta preta. Função: Parceiro do zinco, ele também compõem a enzima que combate os radicais livres, além de transportar o ferro. Deficiência: Déficit cognitivo em pacientes com Doença de Alzheimer está correlacionado com baixa concentração de cobre no plasma. Suplementação: Estudos realizados com pacientes de Doença da Alzheimer, que foram tratados ou com suplementação de cobre ou com placebo, foram submetidos a diversos testes de memória durante um ano. Ao final desse período, os indivíduos com menor taxa de cobre no sangue apresentavam mais falhas. Experiências com ratos nos mostram que uma concentração elevada do mineral ajuda a reduzir placas presentes no cérebro que são relacionadas com a doença. Não há comprovação de que de o cobre ajuda a reverter os danos causados pela doença, mas sabe-se que ele influi na funções cognitivas. Efeitos colaterais da suplementação: a suplementação com cobre é problemática devido a seu grande potencial como gerador de radicais livres, e por sua relação direta com esquizofrenia e distúrbios psiquiátricos. Só um mineralograma pode justificar a sua administração quando se detecta severa deficiência. A suplementação excessiva de cobre pode baixar o nível de zinco e produzir insônia, perda de cabelos, menstruação irregular e depressão. O excesso de cobre no organismo, como o excesso de qualquer outro metal pesado, é tóxico e causa distúrbios neurológicos. Ferro. Fontes: Carne vermelha, peixe, aves, lentilha, feijão.

119 Função: O ferro participa da síntese de proteínas, do transporte de oxigênio e da renovação celular. Deficiência: Deficiência de ferro pode causar anemia, com sonolência e cansaço persistentes. Em grávidas a deficiência pode causar hemorragias e baixo peso do bebê ao nascer, entre outros efeitos. Suplementação: Tratamento com ferro normaliza funções cognitivas em mulheres jovens. Efeitos colaterais da suplementação: O excesso de ferro pode ser letal a pessoas portadoras de hemocromatose, cujo corpo tem dificuldade de regular a absorção de ferro e, portanto não consegue eliminar o ferro ingerido em excesso. Calorias. Fontes: Grandes quantidades em “junk food”. Função: Calorias não são nutrientes, e sim uma medida da energia que esses fornecem para o metabolismo humano. Deficiência: A restrição calórica eleva os níveis de BDNF. E também leva a diminuição de déficits motores e cognitivos que são associados ao envelhecimento. Suplementação: A suplementação calórica gera desregulação hipotalâmica, levando a pessoa a continuar comer mais do que necessita, causando obesidade. O excesso de comida pode provocar um estímulo das células do sistema imunológico a atacar invasores inexistentes e com isso provocar inflamações crônicas no organismo. Efeitos colaterais da suplementação: Além da obesidade e dos riscos associados a ela, o excesso de calorias pode reduzir a plasticidade sináptica e aumentar a vulnerabilidade das células a se danificarem pela formação de radicais livres. Ácido Alfa-lipóico. Fontes: Carnes como fígado, rins e coração, e vegetais como espinafre, brócolis e batata.

120 Função: Atua como cofator de inúmeras enzimas envolvidas na produção de energia possui propriedades antioxidantes, combatendo os radicais livres e protegendo as células da oxidação. Além de combater os radicais livres, ele regenera os tecidos lesados. Suplementação: Aumenta o fluxo sanguíneo para os nervos e melhora a condução dos impulsos nervosos. Melhora déficits de memória em modelos animais de Doença de Alzheimer e mostrou reduzir déficits cognitivos em pequenos grupos de pacientes com Doença de Alzheimer. É utilizada no tratamento de lesões neurológicas, inclusive a neuropatia diabética, uma complicação tardia do diabete que provoca dor e perda da sensibilidade nos membros. c) Lesões na pele e no sistema nervoso, provocando dermatite e demência (pelagra). NIACINA E NIACINAMIDA (FATOR PP).
http://www.anvisa.gov.br/legis/resol/12_78_alim_enriquecido.htm

Outros nomes pyridine-3-carboxylic acid, nicotinic acid, nicotinamide, niacinamide, vitamin B3.

120px

Estrutura química do ácido nicotínico e da nicotinamida.

A niacina, também conhecida como vitamina B3, vitamina PP ou ácido nicotínico, é uma vitamina hidrossolúvel cujos derivados (NAD+, NADH, NADP+ e NADPH)

121 desempenham importante papel no metabolismo energético celular e na reparação do DNA. A designação "vitamina B3" também inclui a amida correspondente, a nicotinamida, ou niacinamida. Outras funções da niacina incluem remover substâncias químicas tóxicas do corpo e auxiliar a produção de hormônios esteróides pelas glândulas supra-renais, como os hormônios sexuais e os relacionados ao estresse. Histórico. Pelle agra é o termo em italiano para pele áspera, doença conhecida há séculos na Itália, onde se comia principalmente milho. Em 1914, Funk postulou que a pelagra era uma doença de carência nutricional (carencial). Pouco tempo depois Goldberg demonstrou que se podia curar a pelagra com carne fresca, ovos e leite. Goldberg também observou que se dava a dieta carente dos humanos aos cães, causando a doença da língua preta. Depois verificaram ser também um componente hidrossolúvel, termo estável que acompanhava o complexo B. Em 1935, Warburg e outros isolaram o ácido nicotínico do sangue de cavalos. Sinônimos: ácido nicotínico e niacinamida e fator PP. Também denominados de vitaminas da inteligência. Doses diárias recomendadas: 15 mg. Principais funções: influencia a formação de colágeno e a pigmentação da pele provocada pela radiação ultravioleta. No cérebro, a niacina age na formação de substâncias mensageiras, como a adrenalina, influenciando a atividade nervosa. Principais fontes: carnes e cereais. Origina-se do metabolismo do Triptofano: 60 mg de Triptofano produzem 1 mg de Niacina. As pessoas que se alimentam principalmente à base de milho são propensas a manifestações de carência de Niacina por ser o milho muito pobre em Triptofano. Manifestações de carência: a doença dos 3 "D", composta por Diarréia, Demência e Dermatite. A língua pode apresentar cor avermelhada, ulcerações e edema. Pode haver salivação excessiva e aumento das glândulas salivares. Podem aparecer dermatites parecidas com queimaduras de pele, diarréia, esteatorréia, náuseas e vômitos. No sistema nervoso, aparecem manifestações como cefaléia, tonturas, insônia, depressão, perda de memória e, nos casos mais severos, alucinações, demência e alterações motoras e alterações neurológicas com períodos de ausência e sensações nervosas alteradas. Manifestações de excesso: a Niacina não costuma ser tóxica, mesmo em altas doses, mas pode provocar coceira, ondas de calor, hepatotoxicidade, distúrbios digestivos e ativação de úlceras pépticas. Observação: a denominação PP significa Previne Pelagra, manifestação encontrada principalmente em alcoólatras de destilados quando malalimentados. A nicotinamida e o ácido nicotínico são abundantes na natureza. Há uma

122 predominância de ácido nicotínico nas plantas, enquanto que nos animais predomina a nicotinamida. São encontradas principalmente na levedura, no fígado, nas aves, nas carnes magras, no leite e nos ovos, nas frutas secas, nos cereais integrais e em vários legumes, frutas e verduras (como o brócolis, o tomate, a cenoura, o aspargo, o abacate e a batata-doce). A ingestão diária recomendada de miligramas equivalentes de niacina (NE) para um adulto são 6,6 mgNE por 1.000 kcal e não menos de 13 mg NE para necessidades de calorias inferiores a 2.000 kcal. As mulheres grávidas precisam de suplementos de 2NE ao dia, e as que amamentam, 5 mg NE ao dia. Para crianças de até seis meses, com uma dieta calórica de 1.000 kcal ao dia, as necessidades são de 8 mg NE ao dia. Para idades superiores as necessidades diárias dependem da ingestão calórica diária. Uma dieta pobre em vitamina B3 pode causar sintomas como fadiga, irritabilidade, insônia, dor-decabeça, depressão nervosa, diarréia e dermatite. A doença causada pela deficiência de Niacina é conhecida como Pelagra cuja tríade diagnóstica é composta por Dermatite, Demência e Diarréia. Pelagra é uma doença causada pela falta de niacina (ácido nicotínico ou vitamina B3 ou vitamina PP) e/ou de aminoácidos essenciais, como o triptofano. É conhecida por seus três sintomas que começam com a letra D. São eles: o aparecimento de uma cor escura na pele (Dermatite), que fica seca e áspera e mais tarde provoca o aparecimento de crostas. Mais tarde aparecem Diarreias e alterações mentais (Demência); também conhecida como doença dos três "Ds". O nome 'vitamina PP' faz referência à ação Preventiva à Pelagra. Na antiga Europa esta doença propagou-se quando a farinha de milho começou a substituir a de trigo, por volta de 1700. A vitamina PP não se faz presente na farinha de milho. Atualmente é uma afecção infreqüente, sendo a causa mais comum o alcoolismo.

PATOLOGIA NUTRICIONAL DESNUTRIÇÃO KWASHIORKOR - MARASMO AVITAMINOSE VITAMINAS B: B1: BERIBÉRI/ENCEFALOPATIA DE WERNICKE, B2: ARIBOFLAVINOSE,

123

B3: PELAGRA, B6: DEFICIÊNCIA DE PIRIDOXINA, B7: DEFICIÊNCIA DE BIOTINA, B9: DEFICIÊNCIA DE FOLATO, B12: DEFICIÊNCIA DE VITAMINA B12 OUTRAS VITAMINAS: A: DEFICIÊNCIA DE VITAMINA A/MANCHAS DE BITOT, C: ESCORBUTO, D: RAQUITISMO/OSTEOMALACIA DEFICIÊNCIA DE ZINCO DEFICIÊNCIA DE FERRO DEFICIÊNCIA DE MINERAIS DEFICIÊNCIA DE MAGNÉSIO DEFICIÊNCIA DE CROMO DEFICIÊNCIA DE IODO OBESIDADE - ENVENENAMENTO POR VITAMINA HIPERALIMENTAÇÃO (HIPERVITAMINOSE A, HIPERVITAMINOSE D)

ICONOGRAFIA – PELAGRA.

124

125

126 Unidade II - Tema 5 - Ácidos Nucléicos 1. Cite os tipos de base que formam o DNA e as que formam o RNA.

DNA: Adenina.. ++.... Guanina (<--- bases púricas) Timina ..... ++... Citosina (<--- pirimidinas)

RNA: Adenina.. ++.... Guanina

URACILA..... ++... Citosina Ácido Nucleico é um tipo de composto químico, de elevada massa molecular, que possui ácido fosfórico, açúcares e bases purínicas e pirimidínicas. São portanto macromoléculas formadas por nucleotídeos. Ocorrem em todas as células vivas e são responsáveis pelo armazenamento e transmissão da informação genética e por sua tradução que é expressa pela síntese precisa das proteínas. Os ácidos nucleicos são as biomoléculas mais importantes do controle celular, pois contêm a informação genética. Existem dois tipos de ácidos nucleicos: ácido desoxirribonucleico - DNA e ácido ribonucleico - RNA. Utilizando técnicas apropriadas, foi possível isolar os ácidos nucleicos e identificar os seus constituintes. Nos ácidos nucleicos podem identificar-se três constituintes fundamentais: Ácido fosfórico - confere aos ácidos nucleicos as suas características ácidas. Faz as ligações entre nucleotídeos de uma mesma cadeia. Está presente no DNA e no RNA. Pentoses - como o próprio nome descreve, é um açúcar formado por cinco carbonos. Ocorrem dois tipos: a desoxirribose e a ribose. Base nitrogenada - há cinco bases azotadas diferentes, divididas em dois grupos: Bases de anel duplo (puricas)- adenina (A) e guanina (G); Bases de anel simples (pirimidicas)- timina (T), citosina (C) e uracila (U). Os ácidos nucléicos são os compostos responsáveis pela transmissão dos caracteres hereditários, sendo sintetizados por grupos, complexos denominados Nucleotídeos. Existem dois tipos de ácidos nucléicos: DNA e RNA, cada um com suas características e

127 funções especificas no organismo.

Diagrama muito simplificado de um ácido nucleico duplamente trançado. Os círculos amarelos representam fosfatos, os verdes pentoses e os vermelhos bases nitrogenadas. As linhas sólidas representam ligações covalentes e as pontilhadas ligações de hidrogênio.

Em 1869, Friedrich Miescher, trabalhando em Tübingen, sul da Alemanha, iniciou experiências que, aparentemente, eram de pouca importância. Seu trabalho consistia no exame de células do pus humano. O pesquisador retirava o material para estudo a partir de curativos utilizados em secreções purulentas. Durante suas observações, verificou que todas as células vivas, inclusive as de pus, continham um glóbulo central mais escuro que o restante, denominado núcleo celular. Já se sabia que nas células do pus o núcleo representava uma grande parte do organismo celular. Miescher acabou por concluir que daquele material poderia obter, quase que na sua totalidade um grande número de núcleos celulares isolados. O processo utilizado pelo pesquisador era fazer o produto retirado das células ser assimilado por uma enzima digestiva chamada de pepsina. Em seguida, através de centrifugações e outros processos de separação e filtragem observou o aparecimento de uma substância química até então desconhecida e rica em fósforo. Inicialmente esta substância foi chamada de nucleína. Ao submetê-la à verificação do PH, descobriu que esta substância era bastante ácida. Em função desta descoberta, Miescher mudou o nome do produto para “Ácido Nucléico”. A informação genética contida no DNA especifica os tipos de proteínas que são feitas pelas células. Entretanto o DNA não é o molde direto da síntese de proteínas. Uma molécula intermediária faz a ligação entre o código genético e o produto do gene. A transcrição é o processo em que ocorre a síntese de RNA a partir de um molde de DNA. O RNA é sintetizado apenas de um filamento de um DNA de duplahélice. Estrutura do ADN(ou DNA). A estrutura do ADN é mais fácil de se compreender começando pelos componentes menores. Um único bloco de bases de ADN é um nucleotídeo (ou nucleotídeo).. Este

128 consiste de um açúcar de desoxirribose, um grupo fosfato (que é um átomo de fósforo ligado a quatro de oxigênio), e uma base de nitrogênio. Existem quatro tipos de bases: adenina (A) e guanina (G), que são purinas e têm uma estrutura de dois anéis; citosina (C) e tiamina (T), que são pirimidinas e têm uma estrutura de um anel.

Os nucleotídeos juntam-se em cadeias longas quando se formam ligações químicas entre os açúcares desoxirribose e os fosfatos, que criam um esqueleto açúcar-fosfato. Duas cadeias de nucleotídeos deste tipo alinham-se “topo-a-topo”. Um gene é uma longa secção de uma molécula de ADN cuja seqüência de blocos bases contém o código que permite definir a seqüência de aminoácidos numa proteína particular. A atividade da proteína é responsável pelo fenótipo associado com o gene. O fato de diferentes blocos bases se combinarem para formar ácidos nucléicos habilita a transportar informação, tal como as letras de um alfabeto se combinam para formar palavras. A orientação oposta dos dois nucleótidos do ADN é uma propriedade do chamada O

antiparalelismo. Deriva da estrutura esqueleto açúcar-fosfato. torna-se antiparalelismo evidente

quando aos carbonos dos açúcares são atribuídos números para indicar as suas posições na molécula. Os carbonos são numerados de 1 a 5, começando pelo primeiro carbono (no sentido dos ponteiros do relógio) depois do oxigênio em cada açúcar. Uma cadeia vai do carbono 5

129 para o carbono 3, mas a cadeia alinhada com ela vai do carbono 3 para o carbono 5. Estas extremidades são chamadas de “5 prime” e “prime 3” abreviado de 5’ e 3’. A dupla hélice simétrica do ADN forma-se quando nucleotídeos contendo A emparelham com os que contêm T, e nucleótidos (ou nucleotídeos) contendo G emparelham com os que contêm C. Porque as purinas têm dois anéis e as pirimidinas um, o emparelhamento de uma purina com uma pirimidina assegura que a dupla hélice tem a mesma largura em todo o seu comprimento. Estes casais específicos purina-pirimidina são chamados de pares de bases complementares. Atrações químicas chamadas pontes de hidrogênio mantêm os pares de bases juntos. Duas pontes de hidrogênio juntam A e T, e três pontes de hidrogênio juntam G e C.

As moléculas de ADN são incrivelmente longas. Uma única molécula com várias polegadas de comprimento tem que dobrar-se para caber dentro da célula. Vários tipos de proteínas ajudam na compactação de ADN sem o danificar ou emaranhar. Proteínas “scaffold” (forcadas) formam “frameworks” (armações) que guiam os cordões de ADN. Então, o ADN enrola-se à volta de proteínas chamadas histonas, formando uma estrutura tipo “contas num rosário”. A parte da “conta” é o nucleossoma. O ADN enrola-se várias vezes até estar compactado num cromossoma. Ele “empacota-se” tanto durante a mitose que os cromossomas ficam suficientemente condensados para serem visíveis quando corados especificamente. O ADN consegue-se desenrolar localmente quando se replica ou quando está a ser copiado para ARN, que é o passo intermediário na síntese protéica. Um cromossoma consiste em cerca de um terço de ADN, em um terço de histonas, e um terço de outros tipos de proteínas de ligação de ADN. Uma quantidade pequena de ARN pode também estar associada com um cromossoma. No conjunto, o material cromossômico chama-se cromatina. SÍNTESE. DNA: Adenina.

130

Nome IUPAC - 9H-purin-6-amine Outros nomes 6-aminopurine

A adenina é uma purina que possui uma grande variedade de papeis em bioquímica participando da respiração celular, na forma de adenosina trifosfato (ATP), dinucleotídeo nicotinamida-adenina (NAD) e dinucleotídeo flavina-adenina (FAD). Na síntese de proteínas participa como um componente químico do DNA e RNA (Definition of Adenine
from the Genetics Home Reference - National Institutes of Health)

A adenina forma muitos

tautômeros, compostos que podem ser rapidamente interconvertidos e são freqüentemente considerados equivalentes. Tautomeria é o caso particular de isomeria funcional em que os dois isômeros ficam em equilíbrio químico dinâmico. Os casos mais comuns ocorrem entre: aldeído e enol; cetona e enol(• FELTRE, Ricardo - Fundamentos da Química. 4ª edição, São Paulo - 2005 - Ed. Moderna)

O metabolismo das purinas envolve a formação da Adenina e Guanina. Tanto a Adenina como a Guanina são derivados do nucleotídeo inosina monofosfato (IMP) o qual é sintetizado em uma ribose preexistente por uma complexa via usando átomos provenientes de aminoácidos como a glicina, glutamina e aspartato, bem como o folato e bicarbonato. Em livros antigos, observa-se que a adenina é algumas vezes chamada de Vitamina B4. No entanto, ela não é mais considerada uma vitamina verdadeira(O complexo
B é um conjunto de oito vitaminas hidrossolúveis com importante ação no metabolismo celular. Antigamente, pensava-se que as vitaminas do complexo B, como são conhecidas, eram uma só vitamina, chamada de vitamina B. Depois, pesquisas mostraram que elas eram vitaminas quimicamente distintas que coexistem em alguns alimentos).

Porém, duas vitaminas B, niacina e riboflavina, liga-se com a

adenina para formar os co-fatores essenciais dinucleotideo nicotinamida-adenia (NAD) e

131 o dinucleotideo flavina-adenina (FAD) respectivamente. Alguns cientistas acreditam que, na origem da vida na terra, a primeira adenina foi formada pela polimerização de cinco moléculas de cianeto de hidrogênio (HCN). Porém, há quem questione tal acontecimento. CIANETO DE HIDROGÊNIO Cianeto de hidrogênio (ou cianureto de hidrogênio) (HCN) é um composto extremamente volátil. Puro pode ser encontrado tanto na forma líquida quanto gasosa, devido ao seu baixo ponto de ebulição (25,7 °C) e grande volatilidade. Borbulhado-o em água, produzse uma solução chamada de ácido cianídrico ou ácido prússico, é um composto químico que contém o aníon cianeto (CN−1). Tem um forte cheiro de amêndoas amargas, e encontra-se em certas plantas, como a mandioca (Manihot esculenta), e no caroço de certas frutas (maçãs, pêssegos e cerejas). Os sais do ácido cianídrico são chamados cianetos, sendo os mais comuns o cianeto de potássio (KCN) e o cianeto de sódio (NaCN). Os cianetos iónicos são extremamente venenosos a vários seres vivos, em especial, aos humanos, neste caso, devido à habilidade do íon em se combinar com o ferro da hemoglobina, bloqueando a recepção do oxigênio pelo sangue, matando a pessoa exposta por sufocamento. Nome IUPAC - Cianeto de hidrogênio - Outros nomes: Ácido prússico.
Formonitrilo. Ácido cianídrico ou e/ Gás cianídrico.

DNA: Guanina (bases púricas) Para fixar em processo de cognição: “As bases nitrogenadas são: Adenina (A), Citosina (C), Guanina (G), Timina (T). Bases púricas são duas cadeias nitro-carbônico (compostas principalmente por nitrogênio e carbono) e podem também ser nomeadas de purinas = Adenina (A) e Guanina (G) Bases Pirimídicas são compostas por apenas uma cadeia nitro-carbônico e podem também ser nomeadas de pirimidinas = Timina (T) e Citosina (C). Guanina é uma base nitrogenada, orgânica, assim como a adenina, a citosina e a timina,

132 que se une com uma molécula de desoxirribose (pentose, monossacarídeo) e com um ácido fosfórico, geralmente o fosfato, para formar um nucleotídeo, principal base para formar cadeias polinucleotídeas que, por sua vez, formam o ADN (ácido desoxirribonucléico). Guanina. Nome IUPAC - 2-amino-1H-purin-6(9H)-one - Outros nomes 2amino-6-hydroxypurine, 2-aminohypoxanthine, Guanine

Blocos.

DNA: Timina.
Nome IUPAC - 5-Methylpyrimidine-2,4(1H,3H)-dione. Outros nomes 5-Metil-uracil

A timina é uma base nitrogenada que compõe o nucleotídeo, a principal estrutura que forma o ácido desoxirribonucleico, mais conhecida como ADN ou DNA. A estrutura da

133 timina é formada por substâncias químicas que formam uma molécula num único anel. Este tipo de composição é chamada pirimidina. A timina é a única molécula que existe apenas no ADN. As outras moléculas (guanina, citosina e adenina) também fazem parte do ácido ribonucléico (ARN ou RNA). Nela, a timina é substituída pela uracila. Por que a timina só existe no ADN/DNA, e no RNA/ARN é substituída pela uracila ? Não esqueçamos que o DNA é um livro de receitas que não pode sofrer nenhuma alteração, caso isso ocorra existem mecanismos que podem corrigir esse erro. No caso do DNA a timina é uma base que dá certa segurança a uma provável mutação que ocorra na citosina. Como isso pode ocorrer? O tipo de lesão mais comum e importante é a lesão hidrolítica, que é uma desaminação da base citosina (lembra que citosina pareia com guanina). A citosina sofre essa desaminação espontânea, originando a base que não é natural (no DNA), a URACILA. A uracila realiza pareamento preferencialmente com adenina, introduzindo a base A na fita oposta, ao invés do G, que deveria ter sido pareada com C (essa sofreu desaminação e originou a base U). Caso o DNA possuísse naturalmente a uracila ao invés da timina, a desaminação da citosina produziria uma base natural dificilmente reconhecida pelos sistemas de reparo do DNA. Quando essa desaminação da citosina ocorre e gera uma uracila, sendo uma base que não é comum do DNA o sistema de reparo conserta esse erro por um mecanismo chamado excisão de

bases. É por isso que o DNA possui timina e não uracila... Reparação de ADN é um
processo em constante funcionamento nas células; sendo essencial para a sobrevivência das mesmas. A reparação protege o genoma de danos que podem levar a mutações nocivas. A reparação ocorre em todas as células e em todos os organismos. Em células humanas, tanto atividades metabólicas normais quanto fatores ambientais (como raios UV) podem causar danos no ADN, resultando em cerca de 500 000 lesões moleculares individuais por dia. Essas lesões causam danos estruturais à molécula de ADN, e podem dramaticamente alterar o resultado da transcrição gênica. Conseqüentemente, o processo de reparo de ADN precisa estar operando constantemente, para corrigir rapidamente qualquer dano a estrutura do ADN.

134

Lesões no ADN resultando de múltiplas fraturas nos cromossomos .

DNA: Citosina (pirimidinas)
Nome IUPAC - 4-aminopyrimidin-2(1H)-one - Outros nomes: 4-amino-1H-pyrimidine-2-one.

As quatro bases nitrogenadas emparelhadas, pondo em evidência que as purinas fazem par com as pirimidinas e que o número de ligações de hidrogénio nos dois pares é diferente.

Citosina é uma substância cristalina, uma base nitrogenada, derivada do aminado da

135 pirimidina cuja fórmula é a seguinte: C4H5N3O. É uma das bases que compõem o código genético. É correto afirmar que uma das três bases pirimídicas que se encontram nos ácidos nucléicos e que universalmente se representa pela letra C, no estado livre, encontra-se em duas formas tautómeras em equilíbrio entre si. O mecanismo da sua biossíntese está praticamente esclarecido a partir do ácido aspártico e do carbonil-fosfato. Contextualização. Tautomeria. É uma isomeria funcional onde dois ou até mais isômeros ficam simultaneamente em equilíbrio dinâmico na solução, transformando-se um no outro, através da mudança da posição do H na molécula. A tautomeria ou isomeria dinâmica pode ser chamada também de cetoenólica ou aldoenólica, pois ela acontece nas cetonas e enóis ou aldeídos e enóis. O enol é um composto que possui hidroxila (–OH) ligada a um carbono com uma dupla ligação. I) C2H4O.

II) C3H6O

136

Estrutura de um ADN. – ANEXO.

137 Estrutura do RNA (ou ARN). Na biologia, o ARN é a sigla que designa o ácido ribonucléico (ou, em inglês, RNA, ribonucleic acid). A composição do RNA é muito semelhante ao do DNA, contudo apresenta algumas diferenças. O RNA é um polímero de nucleótidos, geralmente em cadeia simples, formado por moléculas de dimensões muito inferiores às do DNA. O RNA é constituído por uma pentose (Ribose), por um grupo fosfato e uma base

azotada(É uma base orgânica que contém o elemento azoto com propriedades básicas (tendência para
captar um ião H+). As bases azotadas podem ser purinas e pirimidinas e são constituintes dos ácidos nucleicos. As purinas adenina e guanina são moléculas maiores e possuem uma dupla estrutura circular; as pirimidinas timina, citosina e uracilo são moléculas mais pequenas e só apresentam uma estrutura circular.)

que pode ser adenina (A), guanina (G), citosina (C) e Uracila (U). O RNA

forma-se no núcleo e migra para o citoplasma. O RNA apresenta um tipo de cadeia diferente da do DNA; tem geralmente numa só cadeia simples que pode, por vezes, ser dobrada. A quantidade de RNA é variável de célula para célula e com a atividade celular. Transcrição do RNA. A transcrição consiste na síntese de RNA. Na síntese de RNA, a molécula de DNA abrese em um determinado ponto. Nucleotídios livres na célula vão se pareando a esse segmento aberto. Completado o pareamento a esse segmento aberto, está pronta a molécula do RNA, o DNA que serviu de molde reconstitui a molécula original. Tipos de RNA. O DNA transcreve três tipos de RNA, que se diferenciam entre si, na estrutura e na função. São eles: RNA Mensageiro (RNAm): Transporta as informações do código genético do DNA para o citoplasma, ou seja, determina as sequências dos aminoácidos na construção das proteínas. RNA transportador (RNAt): Encaminha os aminoácidos dispersos no citoplasma ao local onde ocorrerá a síntese das proteínas. RNA ribossômico (RNAr): Faz parte da estrutura dos ribossomos (organelas citoplasmáticas) onde a síntese de proteínas ocorre.

138 RNA polimerase: Enzima que catalisa a síntese de seqüências genéticas a partir de moldes.

Estrutura da taq polimerase.

Uracila (U). Uracilo ou uracila é uma base nitrogenada. Representada pela letra U no código genético, é uma base de anel simples, pirimídica, capaz de realizar duas ligações de hidrogênio assim como a timina. Substitui a timina na transcrição do DNA para RNA e é, portanto, complementar à adenina. É uma base exclusiva do RNA, não ocorrendo no DNA (Richard
L. Myers, Rusty L. Myers: The 100 most important chemical compounds, 92-93 link).

. Nome IUPAC - Pirimidino-2,4(1H,3H)-diona - Outros nomes

Uracil,

2-oxi-4-oxi

pirimidina,

2,4(1H,3H)-pirimidinodiona, 2,4-diidroxipirimidina, 2,4-pirimidinodiol

Base nitrogenada ou base azotada / base nitrogenada, como já foi aqui citado, é um composto cíclico contendo nitrogênio.São cinco as bases desse tipo, divididas em dois grupos: Purinas(Adenina e Guanina), possuem duplo anel de átomos de carbono e derivam da purina;

139 Pirimidinas(Citosina, Timina e Uracilo), possuem anel simples. As bases nitrogenadas se ligam com uma pentose (um açúcar) e com um grupo fosfato. Essas estruturas se organizam em pares, formando assim o DNA, caso a pentose seja a desoxirribose. As bases organizam-se aos pares (sempre Adenina-Timina, CitosinaGuanina). No caso do RNA, o açúcar com que as bases se ligarão será a ribose e no lugar da Timina entrará o Uracilo (A-U e C-G). Encontrando-se o ADN em dupla hélice, as bases, se estáveis, emparelham-se com as respectivas bases complementares: Adenina (A) com Timina (T), Citosina (C) com Guanina (G). No ADN só aparecem as bases ATCG, onde (A) pareia com (T) através de duas ligações de hidrogênio (A=T) e (G) pareia com (C) através de três ligações hidrogênio (C≡G): regra de Chargaff. A base Uracila (U) só aparece no ARN, substituindo a Timina e ligando-se com a Adenina. 2. Como se chama o açúcar (pentose), que forma o DNA e a que forma o RNA. Pentose são monossacarídeos de 5 carbonos. Para os seres vivos, as pentoses mais importantes são a ribose e a desoxirribose, que são as componentes estruturais dos ácidos nucléicos, os quais comandam as funções celulares. A desoxirribose é a pentose que entra na composição química do ácido desoxirribonucléico (DNA), enquanto a ribose entra na constituição do ácido ribonucléico (RNA). A nomenclatura de trioses, tetroses, pentoses e hexoses foi desenvolvida por Emil Fischer, a partir dos seus estudos de carboidratos iniciados em 1880. Fischer também endossou os termos aldose e cetose, propostos por Amstrong(Nomenclature of Carbohydrates, site da IUPAC *). A ribose, também denominada D-Ribose, é um carboidrato da família das aldopentoses (função aldeído: CHO), constituída por cinco átomos de carbono, dez de hidrogênio e cinco de oxigênio (C5H10O5). Foi descoberta em 1905 por Phoebus Levene. Faz parte da estrutura do RNA e de diversos nucleosídeos relacionados com o metabolismo: ATP (adenosina trifosfato), GTP (guanosina trifosfato), NADH (nicotinamida adenina dinucleotídeo), entre outros.
D-Ribose possui a mesma configuração química que a molécula de D-gliceraldeído. Nome IUPAC (3R,4S,5R)-5-(Hydroxymethyl)tetrahydrofuran-2,3,4-triol

140

Ribosena forma acíclica.

Em solução aquosa, a forma isomérica predominante é a beta-D-Ribopiranose (58,5%).

Isômeros da D-Ribose Forma linear Projeção de Haworth

α-D-Ribofuranose β-D-Ribofuranose 6,5% 13,5%

<1% α-D-Ribopiranose β-D-Ribopiranose 21,5% 58,5%
A ribose é comumente utilizada durante a atividade física como complemento para estimular a imediata produção de ATP pelas células musculares, permitindo aos músculos continuarem a trabalhar de forma otimizada. Estudos mostram que as reservas de ATP podem decrescer de 60% a 70% durante exercícios exaustivos e podem levar mais de 72 horas para serem adequadamente repostas. A ribose consegue aumentar os estoques intramusculares de ATP porém, não consegue melhorar a performance Atlética, segundo Dhanoa e Housner (2007). * A União Internacional de Química Pura e Aplicada (International Union of Pure and Applied Chemistry, IUPAC) é uma organização não governamental (ONG) internacional dedicada ao avanço da Química. Foi criada em 1919,[1] em Genebra. Tem como membros as sociedades nacionais de química. É a autoridade reconhecida no desenvolvimento de padrões para a denominação dos compostos químicos, mediante o

141 seu Comitê Interdivisional de Nomenclatura e Símbolos (Interdivisional Committee on Nomenclature and Symbols). É um membro do Conselho Internacional para a Ciência (ICSU).

Nome IUPAC - (2R,4S,5R)-5-(Hydroxymethyl)tetrahydrofuran-2,4-diol - Outros nomesD-Deoxyribose 2-Deoxy-D-ribose Thyminose

A desoxirribose, também denominada D-Desixirribose ou 2-desoxirribose, é uma aldopentose que contém cinco átomos de carbono incluíndo um grupo funcional aldeído. É derivada da ribose foi substituição do grupo hidroxila na posição 2 por hidrogénio, resultando na perda de uma átomo de oxigénio. Participa na composição do ADN (ácido desoxirribonucleico). 3. Descreva a função dos seguintes tipos de RNA: RNA de transferência ou tRNA; RNA mensageiro ou mRNA; RNA ribossômico ou rRNA. Rna De Transferência(RNA de Transferência Supressor; tRNA; RNA Transportador). Pequenas moléculas de rna, com 73-93 nucleotídeos, que ocorre nas células em 20 ou mais variedades e funcionam em tradução; cada variedade carrega um aminoácido específico para um local especificado por um códon de rna, ligando-se a aminoácido, ribossomo e ao códon por meio de uma região anticódon. Todos possuem numerosas bases modificadas e estrutura secundária extensa (Dicionário Médico Ilustrado - Dorland 28ª Ed. São Paulo)

142
Esquema da estrutura molecular típica de mRNA de proteína humana.

RNAm, ou RNA mensageiro é o intermediário chave na expressão gênica atua na tradução do DNA em aminoácidos para "fazer" as proteinas de todos os seres vivos da terra. O RNA.É responsável pela transferência de informação do ADN até ao local de síntese de proteínas, na célula. Durante a transcrição, uma enzima, designada RNApolimerase faz a cópia de um gene do DNA para o RNA-m. Nos procariotas o RNAm não sofre, geralmente, qualquer processo de modificação - aliás, a síntese das proteínas chega a ocorrer enquanto a transcrição ainda está a acontecer. Nos eucariotas, por outro lado, a transcrição e a tradução ocorrem em locais distintos da célula: no núcleo e no citoplasma,pela ação conjunta do ribossomo e do RNA Transportador respectivamente. A síntese protéica (tradução) nos eucariotas, conta também com a ajuda do Retículo endoplasmático granular (REG), que tem como função levar a proteína produzida para o meio extra-celular ou serem armazenadas no complexo golgiense para serem utilizadas mais tarde pela célula. Lembramos que a molécula do RNAm no espaço, se apresenta como uma fita simples. As bases púricas (purinas) e pirimídicas (pirimidinas) do RNA são: A (Adenina), C (Citosina), G (Guanina) e U (Uracila). O RNA ribossômico (RNAr), ou RNA ribossomais, são os mais abundantes produzidos pela célula e, também passam para o citoplasma, depois de um certo período de acúmulo no nucléolo, vão participar da construção dos ribossomos, que são minúsculas estruturas citoplasmáticas de papel decisivo no mecanismo de síntese protéica. Cada ribossomo é constituído de duas subunidades de tamanhos e densidades distintos, porém ambas formadas de proteínas associadas com o RNAr. A presença de íons Mg2+ é essencial para a manutenção das duas subunidades ligadas entre si. A carência de magnésio na célula provoca a dissociação dessas subunidades (Biologia – José Luiz Soares. Editora Scipione.
Vol. Único).

RNA ribossômico(RNAr -no Brasil) ou ARN ribossómico (ARNr - em

Portugal) é o componente primário dos ribossomos. Ribossomos são as organelas produtoras de proteínas das células e existem no citoplasma. O RNAr é transcrito do DNA, como todo RNA. As proteínas ribossômicas são transportadas para o interior do núcleo e juntadas ao RNAr antes de serem transportadas por meio do envoltório nuclear. Este tipo de RNA constitui a maioria do RNA encontrado em uma célula típica. Embora as proteínas estejam presentes também nos ribossomos, apenas o RNAr é capaz de gerar peptídeos. Por isso, freqüentemente o ribossomo é chamado de ribozima.

143

RNAi (RNA interferente, ou RNA de interferência) é um mecanismo exercido por moléculas de RNA complementares a RNAs mensageiros, o qual inibe a expressão gênica na fase de tradução ou dificulta a transcrição de genes específicos. Dois tipos de pequenas moléculas de RNA podem estar envolvidas em mecanismos de RNA interferente, são elas: miRNA (microRNA) e siRNA (do inglês, small interfering RNA). Os miRNA são produtos da transcrição de genes presentes em muitos eucariotos. Eles se originam de RNAs precursores, com cerca de 70 nucleotídeos de comprimento, que possuem regiões internas autocomplementares, capazes de se parear e formas estruturas do tipo hairpin ("grampo de cabelo"). Os siRNA são derivados de longas moléculas de RNA dupla fita de origem exógena (como aquelas provenientes de vírus de RNA). Mediante clivagem pela ação da enzima Dicer, estas pequenas moléculas de RNA dupla fita são geradas e se associam a um complexo protéico, formando um complexo ribonucleoprotéico conhecido como RISC (sigla do inglês: RNA-induced silencing complex). Após esta associação, uma das fitas do RNA é eliminada e a outra serve de guia para que o complexo RISC encontre fitas complementares de mRNA específicos, as quais serão alvo da ação de silenciamento gênico. Quando o pareamento entre a fita guia e o mRNA envolve diversas bases, gerando um pareamento efetivo, este mRNA será degradado pela ação catalítica de uma das subunidades de RISC: a enzima denominada Argonauta. Quando o pareamento entre a fita guia e o mRNA alvo ocorre de maneira parcial, RISC não promove a clivagem do mRNA, mas atua inibindo o processo de tradução deste. Nesta condição, o mRNA desestabilizado pode ser conduzido aos chamados corpos de processamento (corpos-P), estruturas citosólicas responsáveis pela degradação de mRNA. A RNA de interferência tem um papel importante na defesa do património genético celular contra genes parasíticos – vírus e transposões– mas também no desenvolvimento e expressão genética

144 em geral. (Hammond S, Bernstein E, Beach D, Hannon G. (2000). "An RNA-directed nuclease mediates post-transcriptional gene
silencing in Drosophila cells". Nature 404 (6775): 293–6. DOI:10.1038/35005107. PMID 10749213; ALBERTS, B.; JOHNSON, A.; LEWIS, J.; RAFF, M.; ROBERTS, K.; WALTER, P.. Molecular Biology of the Cell. 5 ed. New York: Garland science, Taylor & Francis Group, 2008. 1268 p. ISBN 9780815341062; BECKAGE, N. E.. Insect Immunology. San Diego: Elsevier, 2008. 360 p. ISBN 9780123739766; NELSON, D. L.; COX, M. M.. Lehninger Principles of Biochemistry. 4 ed. W.H. Freeman & Co, 2004. 1100 p. ISBN 9780716764380)

4. Explique em que consiste a desnaturação do DNA. A desnaturação do DNA é o processo através do qual o ácido desoxirribonucleico de dupla cadeia se desenrola e separa-se em duas cadeias simples, através da quebra de ligações de hidrogénio entre as bases. O termo é utilizado para referir ao processo que ocorre quando uma mistura é aquecida, apesar de "desnaturação" também poder referir a separação das cadeias de ADN induzidas por químicos como a ureia. Para múltiplas cópias de moléculas de DNA, a temperatura de desnaturação (Tm) é definida como a temperatura na qual metade das cadeias de ADN estão no estado de dupla hélice e a outras metade estados de "random coils". A temperatura de desnaturação depende do comprimento da molécula e da composição específica da sequência de nucleotídeos. A desnaturação é um processo que se dá em moléculas biológicas, principalmente nas proteínas, expostas a condições diferentes àquelas em que foram produzidas, como variações de temperatura, mudanças de pH, força iônica, entre outras. A proteína perde a sua estrutura tridimensional e, portanto, as suas propriedades. Este processo é irreversível. Dois exemplos simples de desnaturação ocorrem: Ao pingar gotas de limão no leite, o pH é alterado, causando a desnaturação das proteínas, que se precipitam na forma de coalho (Cf.queijo). Ao cozinhar um ovo. O calor modifica irreversivelmente a clara, que é formada pela proteína albumina e água. A desnaturação também atinge enzimas, que realizam funções vitais no corpo. Por isso que os médicos preocupam-se antes em baixar a febre do que descobrir a causa, pois a alta temperatura pode destruir enzimas de funçoes vitais, como as enzimas que auxiliam no processo respirátorio (transporte de substância via hemoglobina). 5. Explique como acontecem as ligações entre os nucleotídeos para formar uma molécula de acido nucléico. A ligação entre a base nitrogenada e a pentose: Esta ligação é feita covalentemente através de uma ligação N-glicosídica com a hidroxila ligada ao carbono-1 da pentose.

145

A ligação entre o grupo fosfato e a pentose: Esta ligação é feita através de uma ligação fosfoéster com a hidroxila ligada ao carbono-5 da pentose.

Para a formação da molécula de DNA é necessário que ocorra a ligação entre os nucleotídeos. Os nucleotídeos estão ligados covalentemente por ligações fosfodiéster formando entre si pontes de fosfato. O grupo hidroxila do carbono-3 da pentose do primeiro nucleotídeo se liga ao grupo fosfato ligado a hidroxila do carbono-5 da pentose do segundo nucleotídeo através de uma ligação fosfodiéster.

146

Devido a esta formação a cadeia de DNA fica com uma direção determinada, isto é, em uma extremidade temos livre a hidroxila do carbono-5 da primeira pentose e na outra temos livre a hidroxila do carbono-3 da última pentose. Isto determina que o crescimento do DNA se faça na direção de 5'para 3'.

Sabendo-se como são feitas as ligações entre os nucleotídeos, formando assim a fita de DNA, podemos analisar a estrutura tridimensional do DNA. James Watson e Francis Crick postularam um modelo tridimensional para a estrutura do DNA baseando-se em estudos de difração de raio-X. O DNA consiste de duas cadeias helicoidais de DNA, enroladas ao longo de um mesmo eixo, formando uma dupla hélice de sentido rotacional à direita.

147

Ainda com base nestes estudos, concluiu-se que na dupla hélice as duas fitas de DNA estão em direção opostas, isto significa que são anti-paralelas. O termo antiparalelas deve-se ao fato de que uma das fitas tem a direção exata da sua síntese (5'---3') enquanto que a outra está invertida (3'----5'). Esta conformação em fitas anti-paralelas levará à necessidade de mecanismos especiais para a replicação do DNA.

148 Com base na estrutura de dupla hélice do DNA e nas características de hidrofobicidade das moléculas, a estrutura do DNA fica da seguinte forma: O grupo fosfato e o açúcar (parte hidrofílica) - estão localizados na parte externa da molécula. As bases nitrogenadas (parte hidrofóbica) - estão localizadas na parte interna da molécula.

A relação espacial entre as duas fitas cria um sulco principal e um sulco secundário.

149 O pareamento das bases de cada fita se dá de maneira padronizada, sempre uma purina com uma pirimidina, especificamente: adenina com timina e citosina com guanina. A proximidade destas bases possibilita a formação de pontes de hidrogênio, sendo que adenina forma duas pontes de hidrogênio com a timina e a citosina forma três pontes com a guanina.

A dupla hélice é mantida unida por duas forças: Por pontes de hidrogênio formadas pelas bases complementares. Por interações hidrofóbicas, que forçam as bases a se "esconderem" dentro da dupla hélice. Estudos recentes mostram que existem duas formas de DNA com a hélice girando para a direita, chamadas A-DNA e BDNA, e uma forma que gira para a esquerda chamada Z-DNA. A diferença entre as duas formas que giram para a direita está na distância necessária para fazer uma volta completa da hélice e no ângulo que as bases fazem com o eixo da hélice. B-DNA: Tem a dupla hélice mais longa e mais fina. Para completar uma volta na hélice são necessários 10 pares de bases.

150 A-DNA: Tem a forma mais curta e mais grossa. Para completar uma volta na hélice são necessários 11 pares de bases.

Em solução, geralmente o DNA assume a conformação B. Quando há pouca água disponível para interagir com a dupla hélice, o DNA assume a conformação ADNA. Existe uma terceira forma de DNA que difere das duas anteriores, pois seu sentido de rotação é para a esquerda, este tipo de DNA é chamado de ZDNA. Esta conformação é mais alongada e mais fina do que o B-DNA. Para completar uma volta na hélice são necessários 12 pares de bases. O DNA, em solução com altas concentrações de cátions, assume a conformação Z-DNA.

Em eucariotos o DNA tende a assumir a conformação Z-DNA devido a metilação do DNA.

151

Biologia - Química da Célula Viva em perguntas e respostas – Capítulo III Componentes Celulares Orgânicos. By Professor César Venâncio.

TEMAS EXTRAS Fórum Acadêmico e Cientifico I A contribuição, de forma geral, que os defensores da Abiogênese ofereceram para a explicação correta do surgimento da vida no nosso planeta?

152 As pesquisas rudimentares das épocas do nascimento da ciência não podem ser desprezadas como fato histórico relevante que desenvolveu outras idéias com resultados evolutivos ao conhecimento que temos hoje. De forma geral na linha histórica podemos se posicionar que ao longo dos séculos, várias hipóteses foram formuladas por filósofos e cientistas na tentativa de explicar como teria surgido a vida em nosso planeta. Até o século XIX, imaginava-se que os seres vivos poderiam surgir não só a partir do cruzamento entre si, mas também a partir da matéria bruta, de uma forma espontânea. Essa idéia, proposta há mais de 2 000 anos por Aristóteles, era conhecida pôr geração espontânea ou abiogênese. Os defensores dessa hipótese supunham que determinados materiais brutos conteriam um "princípio ativo", isto é, uma "força" capaz de comandar uma série de reações que culminariam com a súbita transformação do material inanimado em seres vivos. O grande poeta romano Virgílio (70 a.C.-19 a.C.), autor das Écoglas e da Eneida, garantia que moscas e abelhas nasciam de cadáveres em putrefação. Já na Idade Média, Aldovandro afirmava que, o lodo do fundo das lagoas, poderiam, poderia nascer patos e morcegos. O padre Anastásio Kircher (1627-1680), professor de Ciência do Colégio Romano, explicava a seus alunos que do pó de cobra, espalhado pelo chão, nasceriam muitas cobras. No século XVII, o naturalista Jan Baptiste van Helmont (1577-1644), de origem belga, ensinava como produzir ratos e escorpiões a partir de uma camisa suada, germe de trigo e queijo. Até aqui, na sua época, os fatos podem ser considerados grande fato cientifico. Mas hoje, sabemos que o início da lógica cientifica começa nesse mesmo século, ao surgir sábios com novas idéias, que não aceitavam a abiogênese e procuravam desmascará-la, com suas experiências baseadas no método científico. Em meados do século XVII, o biólogo italiano Francesco Redi (elaborou experiências que, na época, abalaram profundamente a teoria da geração espontânea. Colocou pedaços de carne no interior de frascos, deixando alguns abertos e fechando outros com uma tela. Observou que o material em decomposição atraía moscas, que entravam e saíam ativamente dos frascos abertos. Depois de algum tempo, notou o surgimento de inúmeros "vermes" deslocando-se sobre a carne e consumindo o alimento disponível. Nos frascos fechados, porém, onde as moscas não tinham acesso à carne em decomposição, esses "vermes" não apareciam . Redi, então, isolou alguns dos "vermes" que surgiram no interior dos frascos abertos, observando-lhes o comportamento; notou que, após consumirem avidamente o material orgânico em putrefação, tornavam-se imóveis, assumindo um aspecto ovalado, terminando por desenvolver cascas externas duras e resistentes. Após alguns dias, as cascas quebravam-se

153 e, do interior de cada unidade, saía uma mosca semelhante àquelas que haviam pousado sobre a carne em putrefação. A experiência de Redi favoreceu a biogênese, teoria segundo a qual a vida se origina somente de outra vida preexistente. Quando Anton van Leeuwenhoek (1632-1723), na Holanda, construindo microscópios, observou pela primeira vez os micróbios, reavivou a polêmica sobre a geração espontânea, abalando seriamente as afirmações de Redi. Foi na Segunda metade do século passado que a abiogênese sofreu seu golpe final. Louis Pasteur (1822-1895), grande cientista francês, preparou um caldo de carne, que é excelente meio de cultura para micróbios, e submeteuo a uma cuidadosa técnica de esterilização, com aquecimento e resfriamento. Hoje, essa técnica é conhecida como "pasteurização". Uma vez esterilizado, o caldo de carne era conservado no interior de um balão "pescoço de cisne". Devido ao longo gargalo do balão de vidro, o ar penetrava no balão, mas as impurezas ficavam retidas na curva do gargalo. Nenhum microrganismo poderia chegar ao caldo de carne. Assim, a despeito de estar em contato com o ar, o caldo se mantinha estéril, provando a inexistência da geração espontânea. Muitos meses depois, Pasteur exibiu seu material na Academia de Ciências de Paris. O caldo de carne estava perfeitamente estéril. Era o ano de 1864. A geração espontânea estava completamente desacreditada. Outra questão que complementa a enquete. Como surgiu o primeiro ser vivo? Desmoralizada a teoria da abiogênese, confirmou-se a idéia de Prayer: Omne vivium ex vivo, que se traduz por "todo ser vivo é proveniente de outro ser vivo". Isso criou a seguinte pergunta: se é preciso um ser vivo para originar outro ser vivo, de onde e como apareceu o primeiro ser vivo? Tentou-se, então, explicar o aparecimento dos primeiros seres vivos na Terra a partir dos cosmozoários, que seriam microrganismos flutuantes no espaço cósmico. Mas existem provas concretas de que isso jamais poderia ter acontecido. Tais seres seriam destruidor pelos raios cósmicos e ultravioletas que varrem continuamente o espaço sideral. Em 1936, Alexander Oparin propõe uma nova explicação para a origem da vida. Sua hipótese se resume nos seguintes fatos:

Na atmosfera primitiva do nosso planeta, existiriam metano, amônia, hidrogênio e vapor de água.

154

Sob altas temperaturas, em presença de centelhas elétricas e raios ultravioleta, tais gases teriam se combinado, originando aminoácidos, que ficavam flutuando na atmosfera.

Com a saturação de umidade da atmosfera, começaram a ocorrer as chuvas. Os aminoácidos eram arrastados para o solo. Submetidos a aquecimento prolongado, os aminoácidos combinavam-se uns com os outros, formando proteínas. As chuvas lavavam as rochas e conduziam as proteínas para os mares. Surgia uma "sopa de proteínas" nas águas mornas dos mares primitivos. As proteínas dissolvidas em água formavam colóides. Os colóides se interpenetravam e originavam os coacervados. Os coacervados englobavam moléculas de nucleoproteínas. Depois, organizavamse em gotículas delimitadas por membrana lipoprotéica. Surgiam as primeiras células.

Essas células pioneiras eram muito simples e ainda não dispunham de um equipamento enzimático capaz de realizar a fotossíntese. Eram, portanto, heterótrofas. Só mais tarde, surgiram as células autótrofas, mais evoluídas. E isso permitiu o aparecimento dos seres de respiração aeróbia.

Atualmente, se discute a composição química da atmosfera primitiva do nosso planeta, preferindo alguns admitir que, em vez de metano, amônia, hidrogênio e vapor de água, existissem monóxido de carbono, dióxido de carbono, nitrogênio molecular e vapor de água.

Oparin não teve condições de provar sua hipótese. Mas, em 1953, Stanley Miller, na Universidade de Chigago, realizou em laboratório uma experiência. Colocou num balão de vidro: metano, amônia, hidrogênio e vapor de água. Submeteu-os a aquecimento prolongado. Uma centelha elétrica de alta tensão cortava continuamente o ambiente onde estavam contidos os gases. Ao fim de certo tempo, Miller comprovou o aparecimento de moléculas de aminoácido no interior do balão, que se acumulavam no tubo em U. Pouco tempo depois, em 1957, Sidney Fox submeteu uma mistura de aminoácidos secos a aquecimento prolongado e demonstrou que eles reagiam entre si, formando cadeias peptídicas, com o aparecimento de moléculas protéicas pequenas. As experiências de Miller e Fox comprovaram a veracidade da hipótese de Oparin.

155 OPINIÃO REFLEXIVA: Em minha opinião esses pesquisadores, respeitando-se as limitações tecnológicas correspondentes as épocas deram uma grande contribuição ao pensamento cientifico (pensamento em que um assunto é visto pelo lado da ciência). e ao método de ciência(o método científico conjunto de regras básicas de como se deve proceder a fim de produzir conhecimento dito científico, quer seja este um novo conhecimento quer seja este fruto de uma integração, correção, evolução ou expansão da área de abrangência de conhecimentos pré-existentes. Na maioria das disciplinas científicas consiste em juntar evidências empíricas verificáveis - baseadas na observação sistemática e controlada, geralmente resultantes de experiências ou pesquisa de campo - e analisá-las com o uso da lógica. Para muitos autores o método científico nada mais é do que a lógica aplicada à ciência) tão propalado e aceito nos dias de hoje como válidos.

:

TEMAS EXTRAS Fórum Acadêmico e Cientifico II Na falta de uma reposição constante de energia, pela via alimentar, quais os compostos que são consumidos emergencialmente de modo a manter o organismo vivo? Ordene os

156 compostos levando em consideração a seqüência preferencial que o metabolismo humano apresenta, ou seja, quem ele vai consumir primeiro e assim por diante. A IMPORTANCIA DOS ALIMENTOS ENERGÉTICOS. Começamos a envelhecer já aos 22 anos de idade, e desde a juventude nós começamos a nos matar, o homem não morre, mata-se, somos uns auto-suicidas conscientes, pois sabemos o que é bom e o que é ruim para nossa saúde e optamos errado. O homem pode e deve prolongar a vida através de uma alimentação saudável com qualidade e não quantidade. As frutas são para o homem o alimento de primeira necessidade, são as maravilhas construtoras do organismo humano, dão energia, saúde, desaceleram e retardam o processo do envelhecimento celular. Por isso devemos consumi-las à vontade. Aqui temos alguns tipos de frutas para a nossa saúde: Abacate - abaixa ou reduz os níveis sangüíneos do LDL o colesterol ruim Abacaxi - fonte de energia, diluí as toxinas das carnes ingeridas. Acerola - anemia, gripe, resfriados. Água de coco verde remineralizante em potencial, reposição energética, trata os rins, anemia, estômago Banana - ótima para tratar a hipertensão e repor o potássio perdido e necessário ao organismo Caqui - dá a longevidade Fruta do conde ou pinha - rica em elementos antioxidantes, altamente energéticas Figo - importante para a manutenção dos fluídos corporais; trata a hipertensão Maçã trata e acalma - reduz as chances do colesterol depositar-se nos vasos sangüíneos, dá a longevidade Mamão papaia - combate a artrite e sua enzima facilita a digestão Melão - é um soro biológico que trata os rins e ajuda na desintoxicação alimentar, fortifica os ossos e os dentes Melancia - elimina o ácido úrico, e desintoxica, fruta única Morango excelente para evitar e tratar a gota e o estômago Nêspera - ameixas amarelas e nectarinas - para resistência física combate a fadiga Pêra - combate a hipertensão, tira o cansaço mental, alcaliniza o estômago Pêssego - um néctar para os diabéticos Romã - trata a garganta, e a rouquidão Uva rosada - excelente tônico por causa de grande quantidade de substâncias flavonóides, para desobstrução de veias, e para tratar o coração, também para livrar-se da anemia

TEMAS EXTRAS Fórum Acadêmico e Cientifico III O tema Origem da Vida na Terra, na sala de aula, ainda é relevante ou todos nós já temos conhecimento suficiente para considerar que a Ciência já apresentou todas as respostas

157 possíveis? A crescente participação da tecnologia na vida cotidiana do cidadão e a contínua transformação do sistema de produção pela dinâmica científico-tecnológica vem alterando as relações sociais e as relações ser humano/natureza. Isso tudo demanda, além de compreensão prática, uma percepção crítica da Ciência, em todas as suas implicações. Mostrar a Ciência como elaboração humana para uma compreensão do mundo e como meio para promover transformações é uma meta para o ensino da área na escola fundamental. Seus conceitos e procedimentos podem contribuir para o questionamento do que se vê e se ouve, para interpretar os fenômenos da natureza, para compreender como a sociedade nela intervém utilizando seus recursos e criando um novo meio social e tecnológico. É importante que se supere a postura que apresenta o ensino de Ciências como sinônimo da mera descrição de suas teorias e experiências, sem refletir sobre seus aspectos éticos, culturais e de suas relações com o mundo do trabalho. Durante muitos séculos, o ser humano se imaginou no centro do Universo, com a natureza à sua disposição e apropriou-se de seus processos, alterou seus ciclos, redefiniu seus espaços, mas acabou deparando com uma crise ambiental que coloca em risco a vida do planeta, inclusive a humana. Na educação contemporânea, o ensino de Ciências Naturais é uma das áreas onde se pode contribuir para uma reconstrução da relação ser humano/natureza em outros termos. A idéia de que o aprendizado deve estar centrado no fazer e no pensar ativo e crítico do aluno tem também essa dimensão de desenvolver uma consciência social e planetária. Um conhecimento maior sobre a vida e sobre sua condição singular na natureza permite ao aluno se posicionar acerca de questões polêmicas como os desmatamentos, o acúmulo de poluentes e a manipulação gênica. Deve poder ainda perceber a vida humana, seu próprio corpo como um todo dinâmico, que interage com o meio em sentido amplo. Tanto a herança biológica quanto as condições culturais, sociais e afetivas refletem-se na arquitetura do corpo, de tal forma que não se pode considerá-lo uma máquina, pois cada ser humano é único, como único é seu corpo. Nessa perspectiva, a área de Ciências pode contribuir para a percepção da integridade pessoal e na formação da auto-estima, da postura de respeito ao próprio corpo e ao dos outros, para o entendimento da saúde como um valor pessoal e social, e para a compreensão da sexualidade humana sem preconceitos. Conviver com produtos científicos e tecnológicos é algo hoje universal, mas que não significa conhecer seus processos de produção e distribuição. A falta de informação científico-tecnológica pode comprometer a própria

158 cidadania, deixada à mercê do mercado e da publicidade. Mais do que em qualquer época do passado, para o consumo ou para o trabalho, cresce o conhecimento necessário para interpretar e avaliar informações, até mesmo para poder participar e julgar decisões políticas. O ensino de Ciências Naturais também é espaço de expressão e comparação entre as explicações espontâneas dos alunos e aquelas elaboradas pela ciência contemporânea e de outras épocas e culturas. Assim, é possível favorecer o desenvolvimento de postura reflexiva e investigativa, de não aceitação a priori de idéias e informações, assim como a percepção dos limites de cada modelo explicativo, inclusive dos modelos científicos, colaborando para a construção da autonomia de pensamento e de ação. Considerando a obrigatoriedade do ensino fundamental no Brasil, não se pode pensar no ensino de Ciências como propedêutico, voltado apenas para o futuro distante. A criança não é só cidadã do futuro, mas já é cidadã hoje e, nesse sentido, conhecer Ciência é ampliar a sua possibilidade presente de participação social e desenvolvimento mental, para assim viabilizar sua capacidade plena de exercício da cidadania. Devemos sim estudar entre outras ciências, a ciência da terra (Geologia), pois na formação dos demais conhecimentos no âmbito cognitivo devemos estudar a dinâmica da Terra em que vivemos seus recursos, e da maneira mais econômica e sustentável para usar esses recursos. Nos professores devemos cultuar os aspectos do conhecimento científico que tentam revelar o passado e o futuro da Terra. Na biologia básica podemos aprender como um campo-base, a ciência multi-disciplinar que integra os princípios da química, física, biologia e matemática no estudo dos processos da Terra e da história. Os professores devem estimular os alunos estudarem uma ampla gama de tópicos, incluindo placas tectônicas, geleiras, enchentes, fluxo de águas subterrâneas e evolução dos dinossauros. Devemos ser uma inferência mediadora, para cada vez mais estimular os estudantes a compreender e avaliar os riscos geológicos, recursos naturais e questões ambientais como o abastecimento de águas subterrâneas e contaminação. Os alunos que gostam de trabalhar ao ar livre, têm uma boa base científica, e estão interessados em entender como o mundo em torno deles trabalha encontrará será muito gratificante. TEMAS EXTRAS Fórum Acadêmico e Cientifico IV Podemos afirmar que o surgimento de compartimentos celulares garantiu,

definitivamente, o sucesso da implantação da vida na Terra? Argumentos: Célula

159 Em 1665, Robert Hooke publicou um livro que o consagraria nos meios científicos da Inglaterra e do continente, o chamado Micrographia. Neste livro, ele faz, entre outras coisas, a descrição do primeiro microscópio feito de partes móveis, composto de uma lente objectiva hemisférica e uma grande ocular plano-convexa. Foi ao estudar lâminas de cortiça que Robert Hooke observou umas cavidades poliédricas, que chamou de células, do latim cella que significa pequena cavidade. Estas cavidades não eram mais do que paredes celulares de células vegetais mortas. A célula é a estrutura mais simples na qual os elementos químicos existentes na Terra podem estar organizados em forma de vida. Dai ser considerada por muitos autores como a unidade básica da vida. É a unidade estrutural e funcional comum a todos os seres vivos, estes podem ser constituídos por uma ou mais células. São estas que realizam todas as funções fundamentais dos seres vivos , nomeadamente, reprodução, crescimento, alimentação, movimentação, reacção a estímulos externos e respiração(consumo do oxigénio produzindo dióxido de carbono). As células são limitadas por uma membrana plasmática e no seu interior contém uma solução aquosa concentrada em substâncias químicas, o citoplasma. No citoplasma encontram-se dispersas numerosas estruturas designadas por organelos. Apesar de todas as células terem uma estrutura base, existem variantes de cada tipo, em número suficiente para criar a enorme variedade de formas vivas que conhecemos. Por exemplo, no nosso corpo, existem cerca de 300 tipos diferentes de células, cada uma com uma função específica. A Terra é o único planeta do Sistema Solar aonde existe vida, isso ocorre porque ela apresenta fatores químicos e físicos, sem os quais a vida não seria possível. Estes fatores são: a luminosidade, a temperatura amena, a disponibilidade de água, o ar atmosférico rico em oxigênio e as substâncias químicas utilizadas pelos organismos em geral. A sobrevivência de qualquer espécie depende da presença destes fatores, mas não somente deles, de fato, se observarmos a vida de um organismo verificaremos que ele nunca está isolado, pois além dos componentes físicos e químicos ele está sempre cercado por outros seres vivos. Chama-se meio ambiente ao conjunto de fatores físicos, tais como luz e calor, químicos, como oxigênio, nitrogênio e carbono e os biológicos, os seres vivos em geral, sendo eles dos reinos: Monera, Protozoa, Fungi, Vegetal e Animal. Nosso planeta é uma esfera de 14 mil quilômetros de diâmetro. Em torno dessa esfera existe uma grossa camada gasosa que recebe o nome de Atmosfera, isto é, esfera de ar. Grande parte da crosta terrestre, denominada Litosfera, é recoberta por uma camada de água, chamada Hidrosfera. Reserva-se o termo Biosfera para designar a parte do planeta onde pode ser encontrada vida, trata-se, portanto da região do planeta que contém todos os seres vivos e

160 onde a vida é permanentemente possível. A biosfera compreende um espaço que vai desde a altitude de 6200 metros até a profundidade de cerca de 10100 metros, existindo então uma faixa de um pouco mais de 16 quilômetros que compreende os seres vivos, um pouco pequena diante dos 14 mil quilômetros de diâmetro da Terra. Chama-se Ecossistema a uma parte da Biosfera que pode ser estudada isoladamente, como podemos citar um lago, um rio, uma floresta ou um pântano. Note que num ecossistema existem dois componentes: um físico, denominado biótipo, que é representado pelos componentes abióticos, isto é, não vivos do meio: solo, água, sais, etc; e o outro vivo denominado biocinese, representado pelos componentes bióticos, isto é, vivos, que nada mais são que o conjunto de seres vivos que povoam o ambiente físico. O ecossistema é, portanto, o conjunto de dois componentes que se inter-relacionam. Chamam-se Habitat ao lugar onde uma espécie pode ser encontrada, isto é, seu endereço dentro do ecossistema. Nicho ecológico é o papel que o organismo desempenha dentro do ecossistema. Ao dizermos que o leão habita as savanas africanas, estamos nos referindo ao seu habitat, mas se dissermos que nas savanas o leão atua como predador, devorando grandes herbívoros como a zebra e os antílopes, estaremos nos referindo ao seu nicho ecológico. Empós analise das teorias diversas apresentadas no curso da disciplina “Química da Vida”, podemos concluir afirmativamente que o surgimento dos compartimentos celulares garantiu a evolução que resultou no processo de implantação da vida no nosso planeta, Terra.

161

Biologia - Química da Célula Viva em perguntas e respostas – Capítulo IV Componentes Celulares Orgânicos. By Professor César Venâncio.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 1. 2. 3. “Os Nutrientes” no site rg nutri.com.br acessado a 22 de junho de 2009 http://www.mulherdeclasse.com.br/nutrientes.htm Salemi, Luiz Felippe “Nutriente?” no site WebArtigos.com acessado a 25 de

junho de 2009 4. 5. "Anatomia dos Dentes" no site Colgate.com.br) acessado a 17 de junho de 2009 Flores, Carla Sofia (7 de Dezembro de 2010). Maturação dentária é mais rápida

hoje do que há cem anos. Ciência Hoje. Página visitada em 11 de Dezembro de 2010.

162 6. http://biosonialopes.editorasaraiva.com.br/navitacontent_/userFiles/File/SoniaLopes_Pow erpoints/SoniaLopes_Textos_Atualiza_o/ret_nuclear.pdf Retículo nucleoplasmático] 7. John Emsley. Nature's building blocks: an A-Z guide to the elements. [S.l.]:

Oxford University Press, 2003. ISBN 978-0-19-850340-8 8. Consumo de cálcio reduz risco de morte - Folha de S.Paulo, 13 de março de 2010

(visitado em 13-3-2010) 9. Felippe, J Jr. : Pronto Socorro: Fisiopatologia – Diagnóstico – Tratamento. In

Capítulo 10, José de Felippe Junior : Distúrbios Hidroeletrolíticos : Na+ , K+ , Ca++ , PO4 e Mg++ ; pag.82-97, 1990 ; Editora Guanabara Koogan, 2 a Ed. – Rio de Janeiro. 10. Bashour, T.; Basha, H.S. & Cheng, T.O.: Hypocalcemic cardiomyopathy, Chest,

78(4): 663,1980. 11. Bell, N.H.: Hypercalcemic and hypocalcemic disorders: Diagnosis and treatment.

Nephron, 23:147,1979. 12. 13. Dietary Supplement Fact Sheet: Calcium Feskanich, D;Willett WC, Stampfer MJ, Colditz GA. (1996). "Protein

consumption and bone fractures in women". American Journal of Epidemiol 143: 472-9. 14. 14-18.. 15. Morozumi M, Hossain RZ, Yamakawa KI, Hokama S, Nishijima S, Oshiro Y, Abelow, BJ;Holford TR, Insogna KL. (1992). "Cross-cultural association between

dietary animal protein and hip fracture: a hypothesis.". Calcified Tissue International 50:

Uchida A, Sugaya K, Ogawa Y. . "Gastrointestinal oxalic acid absorption in calciumtreated rats". Urol Res. PMID 16444511. 16. Hossain RZ, Ogawa Y, Morozumi M, Hokama S, Sugaya K. . "Milk and calcium

prevent gastrointestinal absorption and urinary excretion of oxalate in rats". Front Biosci.. PMID 12700095. 17. American Heart Association Nutrition Committee, Lichtenstein AH, Appel LJ,

Brands M, Carnethon M, Daniels S, et al. Diet and lifestyle recommendations revision 2006: a scientific statement from the American Heart Association Nutrition Committee. Circulation 2006;114:82-96.

163 18. 19. http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/095528639190073E Subar AF, Krebs-Smith SM, Cook A, Kahle LL.(1991) Dietary sources of

nutrients among US adults, 1989 to 1991. National Cancer Institute, Applied Research Branch, Bethesda, Md. 20892-7344, USA J Am Diet Assoc. 1998 May;98(5):537-47. [1] 20. 21. http://ods.od.nih.gov/factsheets/vitaminb12/ Nelson Pedro (2010) Dieta vegetariana – factos e contradições. Medicina Interna

173 VOL.17 | Nº 3 | JUL/SET 2010 [2] 22. 23. http://ods.od.nih.gov/factsheets/vitaminb12/ Donaldson MS. Metabolic vitamin B12 status on a mostly raw vegan diet with

follow-up using tablets, nutritional yeast, or probiotic supplements. Ann Nutr Metab 2000;44:229-234. 24. Food and Nutrition Board, Institute of Medicine. Dietary Reference Intakes for

Thiamin, Riboflavin, Niacin, Vitamin B6, Folate, Vitamin B12, Pantothenic Acid, Biotin, and Choline. Washington, DC: National Academy Press; 1998. 25. Vidal-Alaball J, Butler CC, Cannings-John R, Goringe A, Hood K, McCaddon A,

et al. Oral vitamin B12 versus intramuscular vitamin B12 for vitamin B12 deficiency. Cochrane Database Syst Rev 2005;(3):CD004655. [PubMed abstract] 26. 27. 28. (PDF). 29. Ash, Russell. The Top 10 of Everything 2006: The Ultimate Book of Lists. [S.l.]: http://www.vegansociety.com/lifestyle/nutrition/b12.aspx http://www.vegansociety.com/lifestyle/nutrition/b12.aspx "Abundance and form of the most abundant elements in Earth’s continental crust"

Dk Pub, 2005. ISBN 0756613213. 30. 31. 32. 33. 34. 35. Anthoni, J Floor. "The chemical composition of seawater". Pediatrics 1995, 95 (6): 879-82. International J. Epidemiol, 1984, 120 (3):342-349 British Med.J. 1985, 290: 417-4201 Biol. Psiquiatry 1993, 34: 421- 423 Howard Hugues Media Institute, The Structural Biology Program, "RNA, The

164 Enzyme" 36. 90-931 37. René Antoine Ferchault de Réaumur (1752), "Observations sur la digestion des A. Radzicka, R. Wolfenden (1995), "A proficient enzyme.", Science, 6(267), p.

oiseaux", Histoire de l'academie royale des sciences, 1752p. 266, 461 38. Williams, H. S. (1904) A History of Science: in Five Volumes. Volume IV:

Modern Development of the Chemical and Biological Sciences Harper and Brothers (New York) 39. J. Dubos (1951), "Louis Pasteur: Free Lance of Science, Gollancz." in K.L.

Manchester (1995), "Louis Pasteur (1822–1895)--chance and the prepared mind.", Trends in Biotechnology, 13(12), p.511-515 40. Nobel Laureate Biography of Eduard Buchner at http://nobelprize.org Accessed

04 April 2007 41. 1946 Nobel prize for Chemistry laureates at http://nobelprize.org Accessed 04

April 2007 42. Blake CC, Koenig DF, Mair GA, North AC, Phillips DC, Sarma VR.. (1965).

"Structure of hen egg-white lysozyme. A three-dimensional Fourier synthesis at 2 Angstrom resolution.". Nature 22 (206): 757-761. PMID 5891407. 43. Chen LH, Kenyon GL, Curtin F, Harayama S, Bembenek ME, Hajipour G,

Whitman CP. (1992). "4-Oxalocrotonate tautomerase, an enzyme composed of 62 amino acid residues per monomer". J. Biol. Chem. 267 (25): 17716-21. PMID 1339435. 44. Smith S. (1994). "The animal fatty acid synthase: one gene, one polypeptide,

seven enzymes". FASEB J. 8 (15): 1248–59. PMID 8001737. 45. Anfinsen C.B.. (1973). "Principles that Govern the Folding of Protein Chains".

Science: 223–230. PMID 4124164. 46. The Catalytic Site Atlas at The European Bioinformatics Institute Accessed 04

April 2007 47. Jaeger KE, Eggert T.. (2004). "Enantioselective biocatalysis optimized by directed

evolution.". Curr Opin Biotechnol. 15(4): 305–313. PMID 15358000. 48. Shevelev IV, Hubscher U.. (2002). "The 3' 5' exonucleases.". Nat Rev Mol Cell

165 Biol. 3 (5): 364–376. PMID 11988770. 49. Berg J., Tymoczko J. and Stryer L. (2002) Biochemistry. W. H. Freeman and

Company ISBN 0-7167-4955-6 50. Zenkin N, Yuzenkova Y, Severinov K.. (2006). "Transcript-assisted

transcriptional proofreading.". Science. 313: 518–520. PMID 16873663. 51. Ibba M, Soll D.. (2000). "Aminoacyl-tRNA synthesis.". Annu Rev Biochem. 69:

617–650. PMID 10966471. 52. Rodnina MV, Wintermeyer W.. (2001). "Fidelity of aminoacyl-tRNA selection on

the ribosome: kinetic and structural mechanisms.". Annu Rev Biochem. 70: 415–435. PMID 11395413. 53. Firn, Richard. The Screening Hypothesis - a new explanation of secondary

product diversity and function. Página visitada em 2006-10-11. 54. Fischer E.. (1894). "Einfluss der Configuration auf die Wirkung der Enzyme".

Ber. Dt. Chem. Ges. 27: 2985–2993. 55. Koshland D. E.. (1958). "Application of a Theory of Enzyme Specificity to

Protein Synthesis". Proc. Natl. Acad. Sci. 44 (2): 98–104. PMID 16590179. 56. Vasella A, Davies GJ, Bohm M.. (2002). "Glycosidase mechanisms.". Curr Opin

Chem Biol. 6 (5): 619–629. PMID 12413546. 57. BOYER, Rodney. Concepts in Biochemistry (em English). 2nd ed. ed. New York,

Chichester, Weinheim, Brisbane, Singapore, Toronto.: John Wiley & Sons, Inc.. 137–138 p. ISBN 0-470-00379-0. Página visitada em 2007-04-21. 58. Fersht, A (1985) Enzyme Structure and Mechanism (2nd ed) p50–52 W H

Freeman & co, New York ISBN 0-7167-1615-1 59. Eisenmesser EZ, Bosco DA, Akke M, Kern D. Enzyme dynamics during catalysis.

Science. 2002 February 22;295(5559):1520–3. PMID: 11859194 60. Agarwal PK. Role of protein dynamics in reaction rate enhancement by enzymes.

J Am Chem Soc. 2005 November 2;127(43):15248-56. PMID: 16248667 61. Eisenmesser EZ, Millet O, Labeikovsky W, Korzhnev DM, Wolf-Watz M, Bosco

DA, Skalicky JJ, Kay LE, Kern D. Intrinsic dynamics of an enzyme underlies catalysis. Nature. 2005 November 3;438(7064):117-21. PMID: 16267559

166 62. Yang LW, Bahar I.. (June 2005). "Coupling between catalytic site and collective

dynamics: A requirement for mechanochemical activity of enzymes.". Structure. 13: 893– 904. PMID 15939021. 63. Agarwal PK, Billeter SR, Rajagopalan PT, Benkovic SJ, Hammes-Schiffer S..

(March 2002). "Network of coupled promoting motions in enzyme catalysis.". Proc. Natl. Acad. Sci. U S A. 99: 2794–9. PMID 11867722. 64. Agarwal PK, Geist A, Gorin A. Protein dynamics and enzymatic catalysis:

investigating the peptidyl-prolyl cis-trans isomerization activity of cyclophilin A. Biochemistry. 2004 August 24;43(33):10605-18. PMID: 15311922 65. Tousignant A, Pelletier JN.. (Aug 2004). "Protein motions promote catalysis.".

Chem Biol. 11 (8): 1037–42. PMID 15324804. 66. Fisher Z, Hernandez Prada JA, Tu C, Duda D, Yoshioka C, An H, Govindasamy

L, Silverman DN and McKenna R.. (2005). "Structural and kinetic characterization of active-site histidine as a proton shuttle in catalysis by human carbonic anhydrase II.". Biochemistry. 44(4): 1097-115. PMID 15667203. 67. AF Wagner, KA Folkers (1975) Vitamins and coenzymes. Interscience Publishers

New York| ISBN 0-88275-258-8 68. 2007 69. Henri,V.. (1902). "Theorie generale de l'action de quelques diastases". Compt. BRENDA The Comprehensive Enzyme Information System Accessed 04 April

rend. hebd. Acad. Sci. Paris 135: 916-919. 70. Sørensen,P.L.. (1909). "Enzymstudien {II}. Über die Messung und Bedeutung der

Wasserstoffionenkonzentration bei enzymatischen Prozessen". Biochem. Z. 21: 131-304. 71. Michaelis L., Menten M.. (1913). "Die Kinetik der Invertinwirkung". Biochem. Z.

49: 333–369. English translation Visitado a 6 de Abril de 2007 72. Briggs G. E., Haldane J. B. S.. (1925). "A note on the kinetics of enzyme action".

Biochem. J. 19: 339–339. PMID 16743508. 73. Radzicka A, Wolfenden R.. (1995). "A proficient enzyme.". Science 6 (267): 90–

931. PMID 7809611. 74. Ellis RJ. (2001). "Macromolecular crowding: obvious but underappreciated".

167 Trends Biochem. Sci. 26 (10): 597-604. PMID 11590012. 75. 76. Kopelman R. (1988). "Fractal Reaction Kinetics". Science 241 (4873): 1620–26. Savageau MA. (1995). "Michaelis-Menten mechanism reconsidered: implications

of fractal kinetics". J. Theor. Biol. 176 (1): 115-24. PMID 7475096. 77. Schnell S, Turner TE. (2004). "Reaction kinetics in intracellular environments

with macromolecular crowding: simulations and rate laws". Prog. Biophys. Mol. Biol. 85 (2–3): 235-60. PMID 15142746. 78. Xu F, Ding H. (2007). "A new kinetic model for heterogeneous (or spatially enzymatic catalysis: Contributions Catal. from A: the Gen. fractal 317 and (1): jamming 70–81. effects". Appl.

confined)

(overcrowding)

DOI:10.1016/j.apcata.2006.10.014. 79. Garcia-Viloca M., Gao J., Karplus M., Truhlar D. G.. (2004). "How enzymes

work: analysis by modern rate theory and computer simulations.". Science 303 5655): 186–195. PMID 14716003. 80. Olsson M. H., Siegbahn P. E., Warshel A.. (2004). "Simulations of the large

kinetic isotope effect and the temperature dependence of the hydrogen atom transfer in lipoxygenase". J. Am. Chem. Soc. 126 (9): 2820-1828. PMID 14995199. 81. Masgrau L., Roujeinikova A., Johannissen L. O., Hothi P., Basran J., Ranaghan K.

E., Mulholland A. J., Sutcliffe M. J., Scrutton N. S., Leys D.. (2006). "Atomic Description of an Enzyme Reaction Dominated by Proton Tunneling". Science 312 (5771): 237–241. PMID 16614214. 82. Poulin R, Lu L, Ackermann B, Bey P, Pegg AE. Mechanism of the irreversible

inactivation of mouse ornithine decarboxylase by alpha-difluoromethylornithine. Characterization of sequences at the inhibitor and coenzyme binding sites. J Biol Chem. 1992 Jan 5;267(1):150–8. PMID 1730582 83. Ball, Philip (2006) The Devil's Doctor: Paracelsus and the World of Renaissance

Magic and Science. Farrar, Straus and Giroux ISBN 0-374-22979-1 84. Yoshikawa S and Caughey WS.. (May 1990). "Infrared evidence of cyanide

binding to iron and copper sites in bovine heart cytochrome c oxidase. Implications regarding oxygen reduction.". J Biol Chem. 265 (14): 7945–7958. PMID 2159465.

168 85. Hunter T.. (1995). "Protein kinases and phosphatases: the yin and yang of protein

phosphorylation and signaling.". Cell. 80(2): 225–236. PMID 7834742. 86. Berg JS, Powell BC, Cheney RE.. (2001). "A millennial myosin census.". Mol

Biol Cell. 12(4): 780–794. PMID 11294886. 87. Meighen EA.. (1991). "Molecular biology of bacterial bioluminescence.".

Microbiol Rev. 55(1): 123–142. PMID 2030669. 88. Faergeman N. J, Knudsen J.. (April 1997). "Role of long-chain fatty acyl-CoA

esters in the regulation of metabolism and in cell signalling". Biochem J 323: 1–12. PMID 9173866. 89. Doble B. W., Woodgett J. R.. (April 2003). "GSK-3: tricks of the trade for a

multi-tasking kinase". J. Cell. Sci. 116: 1175–1186. PMID 12615961. 90. Carr C. M., Kim P. S.. (April 2003). "A spring-loaded mechanism for the

conformational change of influenza hemagglutinin". Cell 73: 823–832. PMID 8500173. 91. 92. Phenylketonuria: NCBI Genes and Disease Accessed 04 April 2007 SINGH, Simon. Big Bang. Rio de Janeiro; São Paulo: Editora Record, 2006.

ISBN: 85-01-07213-3. Capítulo "O que é ciência?", e demais. 93. HAWKING, Stephen. Uma breve história do tempo. Lisboa: Gradiva, 1988. ISBN

972-662-010-4. Rio de Janeiro: Rocco, 1988. ISBN 85-325-0252-0. 94. 95. Estudos do método científico (pdf). GRIFFITHS, David J. Introduction to Quantum Mechanics. Printice Hall, 1994.

ISBN 0-13-124405-1. 96. 2007. 97. DESCARTES, René. Discurso do método. Tradução, prefácio e notas de João MINAYO, Maria Cecília de Souza (Org.); DESLANDES, Suely Ferreira;

GOMES, Romeu. Pesquisa social, teoria método e criatividade. Petrópolis, RJ: Vozes,

Cruz Costa. São Paulo: Ed de Ouro, 1970. Disponível para download em: Domínio Público e eBooket -IntraText René Descartes - e-books. 98. BECKER, Howard S. Métodos de pesquisa em ciências sociais. São Paulo:

Hucitec, 1999. 99. CHIZZOTTI, Antonio. Pesquisa em ciência humanas e sociais. São Paulo: Cortez,

169 2006. 100. HADDAD, Nagib. Metodologia de estudos em ciências da saúde: como planejar,

analisar e apresentar um trabalho científico. São Paulo: Roca, 2004. 101. LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia científica.

São Paulo: Atlas, 2007. 102. 103. SELYE, Hans. Stress a tensão da vida. São Paulo: IBRASA, 1965. ACIDE ASCORBIQUE, fiche de sécurité du Programme International sur la

Sécurité des Substances Chimiques, consultée le 9 mai 2009 104. Volker Kuellmer (de de 1991). "Kirk-Othmer encyclopedia of chemical

technology 4th ed. : Ascorbic acid". John Wiley & Sons.. 105. 106. (en) « Ascorbic acid » em ChemIDplus, consulté le 9 août 2009 Safety (MSDS) data for ascorbic acid. Oxford University (2005-10-09). Página

visitada em 2007-02-21. 107. David L. Nelson, Michael M. Cox , "Lehninger Principles of Biochemistry", 4ª

edição, W. H. Freeman, 2005, ISBN 978-0716743392 108. Philippi, Sonia Tucunduva. Tabela de Composição de Alimentos: suporte para

decisão nutricional. Brasília: ANVISA, FINATE/NUT.2001 109. 110. Vitamin C. Harvard School of Public Health. 2008. Vitamin C Nutrition Source http://alavrado.blogspot.com/ A nonprofit, tax-exempt 501(c)(e) educational

corporation in the State of California. 111. BIESEK, Simone et al. Estratégias de Nutrição e Suplementação no Esporte. São

Paulo: Manole, 2005. 112. FOSS, M.L.; KETEYIAN, S.J. Bases Fisiológicas do Exercício e do Esporte. 6ª

ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. 113. MCARDLE, William D. et al. Fisiologia do Exercício – Energia, Nutrição e

Desempenho Humano. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998. 114. WILMORE, Jack H.; COSTILL, David L. Fisiologia do Esporte e do Exercício.

São Paulo: Manole, 2001 115. NELSON, David L.; COX, Michael M., Lehninger Principles of Biochemistry, 4ª

170 edição, W. H. Freeman, 2005, ISBN 978-0716743392 116. Registo de Retinol na Base de Dados de Substâncias GESTIS do IFA, accessado

em 1 de Dezembro de 2007 117. 07-31). 118. 2009. 119. 22040 β-Carotene BioChemika, purum, ≥97.0% (UV). Página visitada em 21 de SciFinder - CAS Registry Number 7235-40-7. Página visitada em 21 de Oct. de British Cancer Organization Calls for Warning Labels on Beta-Carotene (2000-

Oct. de 2009. 120. 121. 122. 123. 124. 125. 126. 127. 128. 129. 130. 131. 132. http://www.news-medical.net/health/Beta-Carotene-Side-Effects.aspx Referencias: American Journal of Clinical Nutrition 2000; 71, 2; 575-582. Clint. Nutr. 2003 Feb; 22(1):65-70. Am. J Clint Nutr. 2000Feb; 71(2)575-82. Invest Ophtalmol Vis Sci. 2000 Apr 41; (5)1200-9. Nutrition. 2003 Jan; 19(1):21-4. Int J Cancer. 2004 Oct 28. Strokes. 2004 Jul; 35(7):1584-8. Ann Nutr. Metab. 2003; 47(6):255-61. Br J Nutr. 2004 Jul; 92(1):113-8. CHANDRA, R.K. Nutrition and Immunology. Alan R. Liss, Inc. New York, 1988. NEVES Jr., I., et al. Improvement of the lymphoproliferative immune response

and apoptosis inhibition upon in vitro treatment whit zinc of peripherical blood mononuclear cells (PBMC) from HIV + individuals. Clin. Exp. Immunol., v. 111, p. 246268, 1998. 133. ODEH, M. The role of zinc in acquired immunodeficiency syndrome. J. In.

Med.,v., 231, p. 463-469, 1992. 134. RIPA, S., RIPA, R. Zinc and immune functions. Minerva Medica, v. 86, n. 7/8,

171 lug/ago, 1995. 135. SPRIETSMA, J. E. Zinc-controlled Th1/Th2 switch significantly determines

development of diseases. Medical Hypotheses, v. 49, p. 1-14, 1997. 136. SPRIETSMA, J. E. a Zinc deficiency predisposes to (auto) immune diseases,

whether or not virus-induced, such as AIDS and cancer. Tijdscrif Integrally Geneeskunde, v. p, p. 253-273, 1994. 137. 1994. 138. SPRIETSMA, J. E. c Zinc deficiency promotes autoimmune symptoms and SPRIETSMA, J. E. b Zinc, AIDS e apoptose. Orthomolecular, v. 12, p. 75-87,

cancer, as often synchronously presenting in AIDS patients. Orthomolecular, v. 12, p. 108-117, 1994. 139. 1993. 140. WHITNEY, E. N., ROLFES, S. R. Understanding Nutrition. West Publishing SPRIETSMA, J. E. Nutrients in AIDS therapy. Orthomolecular, v.11, p. 72-79,

Company, 1996. 141. Fernando Gómez-Pinilla(2008) Brain foods: the effects of the nutrients on brain

function. Nature Reviews 9, 568-578. 142. 143. 144. http://www.ufpa.br/beiradorio/arquivo/beira63/noticias/rep3.html http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?508 http://br.monografias.com/trabalhos2/papel-zinco-infancia/papel-zinco-

infancia2.shtml 145. http://decs.bvs.br/cgi-bin/wxis1660.exe/decsserver/?IsisScript=../cgi-

bin/decsserver/decsserver.xis&task=exact_term&previous_page=homepage&interface_la nguage=p&search_language=p&search_exp=curcumina 146. 147. 148. 149. 150. http://pt.wikipedia.org/wiki/Curcumina http://pt.wikipedia.org/wiki/Gordura_saturada http://saude.hsw.uol.com.br/vitaminas-b.htm http://pt.wikipedia.org/wiki/Complexo_B http://pt.wikipedia.org/wiki/Vitamina_D

172 151. 152. 153. 154. 155. 156. 157. 158. http://www.emedix.com.br/vit/vit003_1f_vitaminad.php http://www.copacabanarunners.net/vitamina-e.html http://www.nutricaoativa.com.br/conteudo.php?id=104 http://www.melnex.net/gordura.doc http://www.todabiologia.com/saude/calcio.htm http://biblioteca.universia.net/html_bura/ficha/params/id/630908.html http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias/19312 http://www.scribd.com/doc/8681282/Minerais-Que-Garantem-Vida-Longa-Zinco-

Cobre-Magnesio-e-Ferro-Nutricao 159. http://www.medicinageriatrica.com.br/2007/11/12/saude-geriatria/ion-cobre-

carencia-e-excesso/ 160. 161. 162. 163. 164. http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3228643-EI298,00.html http://www.lenzafarm.com.br/alfa_lipoico.htm http://drrafaelleao.site.med.br/index.asp?PageName=-C1cido-20alfalip-F3ico Nestlé, (pdf) Governo dos Estados Unidos, Federal Register, Choline chloride; Exemption from

the Requirement of a Tolerance [em linha] 165. 166. 167. “Os Nutrientes” no site rg nutri.com.br acessado a 22 de junho de 2009 http://www.mulherdeclasse.com.br/nutrientes.htm Salemi, Luiz Felippe “Nutriente?” no site WebArtigos.com acessado a 25 de

junho de 2009 168. Thieme Chemistry (Hrsg.): RÖMPP Online - Version 3.5. Georg Thieme Verlag

KG, Stuttgart Predefinição:Datum. 169. 170. Health 171. 172. Vera Reader. (1930). "The assay of vitamin B4". Biochem J. 24 (6): 1827–31.. SHAPIRO, Robert. (June, 1995). "The prebiotic role of adenine: A critical Sicherheitsdatenblatt für Adenin – Sigma-Aldrich 18. Dezember 2007 Definition of Adenine from the Genetics Home Reference - National Institutes of

173 analysis". Origins of Life and Evolution of Biospheres 25: 83-98.

DOI:10.1007/BF01581575. 173. 174. "Double Helix" by Sándor Kabai, The Wolfram Demonstrations Project, 2007. Double Helix by George Kakaris, Biologist MSc in Applied Genetics and

Biotechnology 175. FELTRE, Ricardo - Fundamentos da Química (4ª edição), São Paulo - 2005 (Ed.

Moderna) 176. K. Ozeki, N. Sakabe, J. Tanaka: 'The crystal structure of thymine' in Acta Cryst.

B25 (1969)1038 DOI:10.1107/S0567740869003505 177. 178. Herstellerangaben der Firma Alfa Aesar 11. Jun. 2007 S. Tornaletti and G. P. Pfeiffer (1996) UV damage and repair mechanisms in

mammalian cells. Bioessays 18, 221–228. 179. 180. Merck Index, 11th Edition, 8205. (em alemão) Dr. Jürg Hunziker, (16 Juin 1999). Kohlenhydratchemie. 2.1.3.

Konformation. http://dcb-server.unibe.ch.+Página visitada em 5 de junho de 2008.. 181. Dhanoa TS, Housner JA.Ribose: more than a simple sugar?Curr Sports Med Rep.

2007 Jul;6(4):254-7. 182. 183. Merck Index, 11th Edition, 2890. Hammond S, Bernstein E, Beach D, Hannon G. (2000). "An RNA-directed

nuclease mediates post-transcriptional gene silencing in Drosophila cells". Nature 404 (6775): 293–6. DOI:10.1038/35005107. PMID 10749213. 184. ALBERTS, B.; JOHNSON, A.; LEWIS, J.; RAFF, M.; ROBERTS, K.;

WALTER, P.. Molecular Biology of the Cell. 5 ed. New York: Garland science, Taylor & Francis Group, 2008. 1268 p. ISBN 9780815341062 185. BECKAGE, N. E.. Insect Immunology. San Diego: Elsevier, 2008. 360 p. ISBN

9780123739766 186. NELSON, D. L.; COX, M. M.. Lehninger Principles of Biochemistry. 4 ed. W.H.

Freeman & Co, 2004. 1100 p. ISBN 9780716764380 187. ↑ eBooks: la guerra digital global por el dominio del libro – By Chimo Soler

174 (Historiador) 188. 189. ↑ Driving Adobe: Co-founder Charles Geschke on Challenges, Change and Values ↑ Adobe Systems Inc., arquivo de Ajuda para o Acrobat 5.0 escreveu: "Nota:

PDFWriter é uma opção de instalação personalizada e é suportado somente para Windows 190. 191. 192. 193. ↑ About Adobe - Press Room - For Immediate Release ↑ Adobe - Adobe Press Room: For immediate release ↑ Adobe - Acrobat 7 elementos! FAQ ↑http://kb.adobe.com/selfservice/documentLink.do?externalID=kb401730 Ver

documento ] 194. 195. 196. 197. 198. 199. 200. ↑ 8.2.0 Release Notes ↑ 8.2.6 Release Notes ↑ 8.3 Release Notes ↑ 8.3.1 Release Notes ↑ Adobe - Adobe Press Room ↑ Adobe - Adobe Acrobat family: Product comparison ↑ Adobe LiveCycle Reader Extensions ES Update 1 Upgrade Center, see

'Previous generations' tab for information on the missing support 201. ↑ MDI vs. SDI in Acrobat - Shredding The Document. Adobe (2008-09-11).

Página visitada em 2010-06-16. 202. ↑ Adobe - Security Bulletin APSB09-03 Security Updates Available for Adobe

Reader and Acrobat. Adobe (2009-03-10). Página visitada em 2010-02-18. 203. ↑ Adobe - Security Bulletin APSB09-06 Security Updates Available for Adobe

Reader and Acrobat. Adobe (2009-05-12). Página visitada em 2010-02-18. 204. ↑ Adobe - Security Bulletins: APSB09-07 Security Updates available for Adobe

Reader and Acrobat: 205. ↑ Security Bulletins: APSB09-10 Security Updates available for Adobe Flash

Player, Adobe Reader and Acrobat. Adobe Systems. Página visitada em 2010-09-01. 206. ↑ Adobe - Security Bulletin APSB09-15 Security Updates Available for Adobe

175 Reader and Acrobat. Adobe (2009-10-13). Página visitada em 2009-11-30. 207. ↑ Adobe - Security Bulletin APSB10-02 Security Updates Available for Adobe

Reader and Acrobat. Adobe (2010-01-12). Página visitada em 2010-02-18. 208. ↑ Adobe - Security Bulletin APSB10-07 Security Updates Available for Adobe

Reader and Acrobat. Adobe (2010-02-16). Página visitada em 2010-02-18. 209. ↑ Adobe - Security Bulletins: APSB10-09 - Security update available for Adobe

Reader and Acrobat. Adobe (2010-04-13). Página visitada em 2010-04-13. 210. ↑ Adobe - Security Bulletins: APSB10-15 - Security update available for Adobe

Reader and Acrobat. Adobe (2010-06-29). Página visitada em 2010-06-29. 211. ↑ Adobe - Security Bulletins: APSB10-17 - Security update available for Adobe

Reader and Acrobat. Adobe (2010-08-19). Página visitada em 2010-08-19. 212. ↑ Adobe - Security Bulletins: APSB10-21 - Security updates available for Adobe

Reader and Acrobat. Adobe (2010-10-05). Página visitada em 2010-10-05. 213. ↑ Adobe - Security Bulletins: APSB10-28 - Security updates available for Adobe

Reader and Acrobat. Adobe (2010-11-16). Página visitada em 2010-11-16. 214. 215. 216. 217. 218. 219. 220. ↑ 9.4.2 Release Notes ↑ Release Notes ↑ Release Notes 9.4.4 ↑ Release Notes 9.4.5 ↑ Release Notes 9.4.6 ↑ Announcing Adobe Reader X, October 18, 2010 ↑ Acrobat X and Adobe Reader X Release Notes. Adobe. Página visitada em

November 17, 2010. 221. 2011. 222. 2011. 223. 2011. Acrobat X - 10.1.1 Release Notes. Adobe. Página visitada em 13 de setembro de Acrobat X - 10.1.0 Release Notes. Adobe. Página visitada em 14 de junho de Acrobat X - 10.0.1 Release Notes. Adobe. Página visitada em 8 de fevereiro de

176 224. 225. 226. “Os Nutrientes” no site rg nutri.com.br acessado a 22 de junho de 2009 http://www.mulherdeclasse.com.br/nutrientes.htm Salemi, Luiz Felippe “Nutriente?” no site WebArtigos.com acessado a 25 de

junho de 2009 227. 228. "Anatomia dos Dentes" no site Colgate.com.br) acessado a 17 de junho de 2009 Flores, Carla Sofia (7 de Dezembro de 2010). Maturação dentária é mais rápida

hoje do que há cem anos. Ciência Hoje. Página visitada em 11 de Dezembro de 2010. 229. http://biosonialopes.editorasaraiva.com.br/navitacontent_/userFiles/File/SoniaLopes_Pow erpoints/SoniaLopes_Textos_Atualiza_o/ret_nuclear.pdf Retículo nucleoplasmático] 230. John Emsley. Nature's building blocks: an A-Z guide to the elements. [S.l.]:

Oxford University Press, 2003. ISBN 978-0-19-850340-8 231. Consumo de cálcio reduz risco de morte - Folha de S.Paulo, 13 de março de 2010

(visitado em 13-3-2010) 232. Felippe, J Jr. : Pronto Socorro: Fisiopatologia – Diagnóstico – Tratamento. In

Capítulo 10, José de Felippe Junior : Distúrbios Hidroeletrolíticos : Na+ , K+ , Ca++ , PO4 e Mg++ ; pag.82-97, 1990 ; Editora Guanabara Koogan, 2 a Ed. – Rio de Janeiro. 233. Bashour, T.; Basha, H.S. & Cheng, T.O.: Hypocalcemic cardiomyopathy, Chest,

78(4): 663,1980. 234. Bell, N.H.: Hypercalcemic and hypocalcemic disorders: Diagnosis and treatment.

Nephron, 23:147,1979. 235. 236. Dietary Supplement Fact Sheet: Calcium Feskanich, D;Willett WC, Stampfer MJ, Colditz GA. (1996). "Protein

consumption and bone fractures in women". American Journal of Epidemiol 143: 472-9. 237. Howard Hugues Media Institute, The Structural Biology Program, "RNA, The

Enzyme" 238. 90-931 239. René Antoine Ferchault de Réaumur (1752), "Observations sur la digestion des A. Radzicka, R. Wolfenden (1995), "A proficient enzyme.", Science, 6(267), p.

177 oiseaux", Histoire de l'academie royale des sciences, 1752p. 266, 461 240. Williams, H. S. (1904) A History of Science: in Five Volumes. Volume IV:

Modern Development of the Chemical and Biological Sciences Harper and Brothers (New York) 241. J. Dubos (1951), "Louis Pasteur: Free Lance of Science, Gollancz." in K.L.

Manchester (1995), "Louis Pasteur (1822–1895)--chance and the prepared mind.", Trends in Biotechnology, 13(12), p.511-515 242. Nobel Laureate Biography of Eduard Buchner at http://nobelprize.org Accessed

04 April 2007 243. 1946 Nobel prize for Chemistry laureates at http://nobelprize.org Accessed 04

April 2007 244. Blake CC, Koenig DF, Mair GA, North AC, Phillips DC, Sarma VR.. (1965).

"Structure of hen egg-white lysozyme. A three-dimensional Fourier synthesis at 2 Angstrom resolution.". Nature 22 (206): 757-761. PMID 5891407. 245. Chen LH, Kenyon GL, Curtin F, Harayama S, Bembenek ME, Hajipour G,

Whitman CP. (1992). "4-Oxalocrotonate tautomerase, an enzyme composed of 62 amino acid residues per monomer". J. Biol. Chem. 267 (25): 17716-21. PMID 1339435. 246. Smith S. (1994). "The animal fatty acid synthase: one gene, one polypeptide,

seven enzymes". FASEB J. 8 (15): 1248–59. PMID 8001737. 247. Anfinsen C.B.. (1973). "Principles that Govern the Folding of Protein Chains".

Science: 223–230. PMID 4124164. 248. The Catalytic Site Atlas at The European Bioinformatics Institute Accessed 04

April 2007 249. Jaeger KE, Eggert T.. (2004). "Enantioselective biocatalysis optimized by directed

evolution.". Curr Opin Biotechnol. 15(4): 305–313. PMID 15358000. 250. Shevelev IV, Hubscher U.. (2002). "The 3' 5' exonucleases.". Nat Rev Mol Cell

Biol. 3 (5): 364–376. PMID 11988770. 251. Berg J., Tymoczko J. and Stryer L. (2002) Biochemistry. W. H. Freeman and

Company ISBN 0-7167-4955-6 252. Zenkin N, Yuzenkova Y, Severinov K.. (2006). "Transcript-assisted

178 transcriptional proofreading.". Science. 313: 518–520. PMID 16873663. 253. Ibba M, Soll D.. (2000). "Aminoacyl-tRNA synthesis.". Annu Rev Biochem. 69:

617–650. PMID 10966471. 254. Rodnina MV, Wintermeyer W.. (2001). "Fidelity of aminoacyl-tRNA selection on

the ribosome: kinetic and structural mechanisms.". Annu Rev Biochem. 70: 415–435. PMID 11395413. 255. Firn, Richard. The Screening Hypothesis - a new explanation of secondary

product diversity and function. Página visitada em 2006-10-11. 256. Fischer E.. (1894). "Einfluss der Configuration auf die Wirkung der Enzyme".

Ber. Dt. Chem. Ges. 27: 2985–2993. 257. Koshland D. E.. (1958). "Application of a Theory of Enzyme Specificity to

Protein Synthesis". Proc. Natl. Acad. Sci. 44 (2): 98–104. PMID 16590179. 258. Vasella A, Davies GJ, Bohm M.. (2002). "Glycosidase mechanisms.". Curr Opin

Chem Biol. 6 (5): 619–629. PMID 12413546. 259. BOYER, Rodney. Concepts in Biochemistry (em English). 2nd ed. ed. New York,

Chichester, Weinheim, Brisbane, Singapore, Toronto.: John Wiley & Sons, Inc.. 137–138 p. ISBN 0-470-00379-0. Página visitada em 2007-04-21. 260. Fersht, A (1985) Enzyme Structure and Mechanism (2nd ed) p50–52 W H

Freeman & co, New York ISBN 0-7167-1615-1 261. Eisenmesser EZ, Bosco DA, Akke M, Kern D. Enzyme dynamics during catalysis.

Science. 2002 February 22;295(5559):1520–3. PMID: 11859194 262. Agarwal PK. Role of protein dynamics in reaction rate enhancement by enzymes.

J Am Chem Soc. 2005 November 2;127(43):15248-56. PMID: 16248667 263. Eisenmesser EZ, Millet O, Labeikovsky W, Korzhnev DM, Wolf-Watz M, Bosco

DA, Skalicky JJ, Kay LE, Kern D. Intrinsic dynamics of an enzyme underlies catalysis. Nature. 2005 November 3;438(7064):117-21. PMID: 16267559 264. Yang LW, Bahar I.. (June 2005). "Coupling between catalytic site and collective

dynamics: A requirement for mechanochemical activity of enzymes.". Structure. 13: 893– 904. PMID 15939021. 265. Agarwal PK, Billeter SR, Rajagopalan PT, Benkovic SJ, Hammes-Schiffer S..

179 (March 2002). "Network of coupled promoting motions in enzyme catalysis.". Proc. Natl. Acad. Sci. U S A. 99: 2794–9. PMID 11867722. 266. Agarwal PK, Geist A, Gorin A. Protein dynamics and enzymatic catalysis:

investigating the peptidyl-prolyl cis-trans isomerization activity of cyclophilin A. Biochemistry. 2004 August 24;43(33):10605-18. PMID: 15311922 267. Tousignant A, Pelletier JN.. (Aug 2004). "Protein motions promote catalysis.".

Chem Biol. 11 (8): 1037–42. PMID 15324804. 268. Fisher Z, Hernandez Prada JA, Tu C, Duda D, Yoshioka C, An H, Govindasamy

L, Silverman DN and McKenna R.. (2005). "Structural and kinetic characterization of active-site histidine as a proton shuttle in catalysis by human carbonic anhydrase II.". Biochemistry. 44(4): 1097-115. PMID 15667203. 269. AF Wagner, KA Folkers (1975) Vitamins and coenzymes. Interscience Publishers

New York| ISBN 0-88275-258-8 270. 2007 271. Henri,V.. (1902). "Theorie generale de l'action de quelques diastases". Compt. BRENDA The Comprehensive Enzyme Information System Accessed 04 April

rend. hebd. Acad. Sci. Paris 135: 916-919. 272. Sørensen,P.L.. (1909). "Enzymstudien {II}. Über die Messung und Bedeutung der

Wasserstoffionenkonzentration bei enzymatischen Prozessen". Biochem. Z. 21: 131-304. 273. Michaelis L., Menten M.. (1913). "Die Kinetik der Invertinwirkung". Biochem. Z.

49: 333–369. English translation Visitado a 6 de Abril de 2007 274. Briggs G. E., Haldane J. B. S.. (1925). "A note on the kinetics of enzyme action".

Biochem. J. 19: 339–339. PMID 16743508. 275. Radzicka A, Wolfenden R.. (1995). "A proficient enzyme.". Science 6 (267): 90–

931. PMID 7809611. 276. Ellis RJ. (2001). "Macromolecular crowding: obvious but underappreciated".

Trends Biochem. Sci. 26 (10): 597-604. PMID 11590012. 277. 278. Kopelman R. (1988). "Fractal Reaction Kinetics". Science 241 (4873): 1620–26. Savageau MA. (1995). "Michaelis-Menten mechanism reconsidered: implications

of fractal kinetics". J. Theor. Biol. 176 (1): 115-24. PMID 7475096.

180 279. Schnell S, Turner TE. (2004). "Reaction kinetics in intracellular environments

with macromolecular crowding: simulations and rate laws". Prog. Biophys. Mol. Biol. 85 (2–3): 235-60. PMID 15142746. 280. Xu F, Ding H. (2007). "A new kinetic model for heterogeneous (or spatially enzymatic catalysis: Contributions Catal. from A: the Gen. fractal 317 and (1): jamming 70–81. effects". Appl.

confined)

(overcrowding)

DOI:10.1016/j.apcata.2006.10.014. 281. Garcia-Viloca M., Gao J., Karplus M., Truhlar D. G.. (2004). "How enzymes

work: analysis by modern rate theory and computer simulations.". Science 303 5655): 186–195. PMID 14716003. 282. Olsson M. H., Siegbahn P. E., Warshel A.. (2004). "Simulations of the large

kinetic isotope effect and the temperature dependence of the hydrogen atom transfer in lipoxygenase". J. Am. Chem. Soc. 126 (9): 2820-1828. PMID 14995199. 283. Masgrau L., Roujeinikova A., Johannissen L. O., Hothi P., Basran J., Ranaghan K.

E., Mulholland A. J., Sutcliffe M. J., Scrutton N. S., Leys D.. (2006). "Atomic Description of an Enzyme Reaction Dominated by Proton Tunneling". Science 312 (5771): 237–241. PMID 16614214. 284. Poulin R, Lu L, Ackermann B, Bey P, Pegg AE. Mechanism of the irreversible

inactivation of mouse ornithine decarboxylase by alpha-difluoromethylornithine. Characterization of sequences at the inhibitor and coenzyme binding sites. J Biol Chem. 1992 Jan 5;267(1):150–8. PMID 1730582 285. Ball, Philip (2006) The Devil's Doctor: Paracelsus and the World of Renaissance

Magic and Science. Farrar, Straus and Giroux ISBN 0-374-22979-1 286. Yoshikawa S and Caughey WS.. (May 1990). "Infrared evidence of cyanide

binding to iron and copper sites in bovine heart cytochrome c oxidase. Implications regarding oxygen reduction.". J Biol Chem. 265 (14): 7945–7958. PMID 2159465. 287. Hunter T.. (1995). "Protein kinases and phosphatases: the yin and yang of protein

phosphorylation and signaling.". Cell. 80(2): 225–236. PMID 7834742. 288. Berg JS, Powell BC, Cheney RE.. (2001). "A millennial myosin census.". Mol

Biol Cell. 12(4): 780–794. PMID 11294886. 289. Meighen EA.. (1991). "Molecular biology of bacterial bioluminescence.".

181 Microbiol Rev. 55(1): 123–142. PMID 2030669. 290. Faergeman N. J, Knudsen J.. (April 1997). "Role of long-chain fatty acyl-CoA

esters in the regulation of metabolism and in cell signalling". Biochem J 323: 1–12. PMID 9173866. 291. Doble B. W., Woodgett J. R.. (April 2003). "GSK-3: tricks of the trade for a

multi-tasking kinase". J. Cell. Sci. 116: 1175–1186. PMID 12615961. 292. Carr C. M., Kim P. S.. (April 2003). "A spring-loaded mechanism for the

conformational change of influenza hemagglutinin". Cell 73: 823–832. PMID 8500173. 293. 294. 14-18.. 295. Morozumi M, Hossain RZ, Yamakawa KI, Hokama S, Nishijima S, Oshiro Y, Phenylketonuria: NCBI Genes and Disease Accessed 04 April 2007 Abelow, BJ;Holford TR, Insogna KL. (1992). "Cross-cultural association between

dietary animal protein and hip fracture: a hypothesis.". Calcified Tissue International 50:

Uchida A, Sugaya K, Ogawa Y. . "Gastrointestinal oxalic acid absorption in calciumtreated rats". Urol Res. PMID 16444511. 296. Hossain RZ, Ogawa Y, Morozumi M, Hokama S, Sugaya K. . "Milk and calcium

prevent gastrointestinal absorption and urinary excretion of oxalate in rats". Front Biosci.. PMID 12700095. 297. American Heart Association Nutrition Committee, Lichtenstein AH, Appel LJ,

Brands M, Carnethon M, Daniels S, et al. Diet and lifestyle recommendations revision 2006: a scientific statement from the American Heart Association Nutrition Committee. Circulation 2006;114:82-96. 298. 299. http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/095528639190073E Subar AF, Krebs-Smith SM, Cook A, Kahle LL.(1991) Dietary sources of

nutrients among US adults, 1989 to 1991. National Cancer Institute, Applied Research Branch, Bethesda, Md. 20892-7344, USA J Am Diet Assoc. 1998 May;98(5):537-47. [1] 300. 301. http://ods.od.nih.gov/factsheets/vitaminb12/ Nelson Pedro (2010) Dieta vegetariana – factos e contradições. Medicina Interna

173 VOL.17 | Nº 3 | JUL/SET 2010 [2] 302. http://ods.od.nih.gov/factsheets/vitaminb12/

182 303. Donaldson MS. Metabolic vitamin B12 status on a mostly raw vegan diet with

follow-up using tablets, nutritional yeast, or probiotic supplements. Ann Nutr Metab 2000;44:229-234. 304. Food and Nutrition Board, Institute of Medicine. Dietary Reference Intakes for

Thiamin, Riboflavin, Niacin, Vitamin B6, Folate, Vitamin B12, Pantothenic Acid, Biotin, and Choline. Washington, DC: National Academy Press; 1998. 305. Vidal-Alaball J, Butler CC, Cannings-John R, Goringe A, Hood K, McCaddon A,

et al. Oral vitamin B12 versus intramuscular vitamin B12 for vitamin B12 deficiency. Cochrane Database Syst Rev 2005;(3):CD004655. [PubMed abstract] 306. 307. 308. (PDF). 309. Ash, Russell. The Top 10 of Everything 2006: The Ultimate Book of Lists. [S.l.]: http://www.vegansociety.com/lifestyle/nutrition/b12.aspx http://www.vegansociety.com/lifestyle/nutrition/b12.aspx "Abundance and form of the most abundant elements in Earth’s continental crust"

Dk Pub, 2005. ISBN 0756613213. 310. 311. 312. 313. 314. 315. Anthoni, J Floor. "The chemical composition of seawater". Pediatrics 1995, 95 (6): 879-82. International J. Epidemiol, 1984, 120 (3):342-349 British Med.J. 1985, 290: 417-4201 Biol. Psiquiatry 1993, 34: 421- 423 ACIDE ASCORBIQUE, fiche de sécurité du Programme International sur la

Sécurité des Substances Chimiques, consultée le 9 mai 2009 316. Volker Kuellmer (de de 1991). "Kirk-Othmer encyclopedia of chemical

technology 4th ed. : Ascorbic acid". John Wiley & Sons.. 317. 318. (en) « Ascorbic acid » em ChemIDplus, consulté le 9 août 2009 Safety (MSDS) data for ascorbic acid. Oxford University (2005-10-09). Página

visitada em 2007-02-21. 319. David L. Nelson, Michael M. Cox , "Lehninger Principles of Biochemistry", 4ª

edição, W. H. Freeman, 2005, ISBN 978-0716743392

183 320. Philippi, Sonia Tucunduva. Tabela de Composição de Alimentos: suporte para

decisão nutricional. Brasília: ANVISA, FINATE/NUT.2001 321. 322. Vitamin C. Harvard School of Public Health. 2008. Vitamin C Nutrition Source http://alavrado.blogspot.com/ A nonprofit, tax-exempt 501(c)(e) educational

corporation in the State of California. 323. BIESEK, Simone et al. Estratégias de Nutrição e Suplementação no Esporte. São

Paulo: Manole, 2005. 324. FOSS, M.L.; KETEYIAN, S.J. Bases Fisiológicas do Exercício e do Esporte. 6ª

ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. 325. MCARDLE, William D. et al. Fisiologia do Exercício – Energia, Nutrição e

Desempenho Humano. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998. 326. WILMORE, Jack H.; COSTILL, David L. Fisiologia do Esporte e do Exercício.

São Paulo: Manole, 2001 327. NELSON, David L.; COX, Michael M., Lehninger Principles of Biochemistry, 4ª

edição, W. H. Freeman, 2005, ISBN 978-0716743392 328. Registo de Retinol na Base de Dados de Substâncias GESTIS do IFA, accessado

em 1 de Dezembro de 2007 329. 07-31). 330. 2009. 331. 22040 β-Carotene BioChemika, purum, ≥97.0% (UV). Página visitada em 21 de SciFinder - CAS Registry Number 7235-40-7. Página visitada em 21 de Oct. de British Cancer Organization Calls for Warning Labels on Beta-Carotene (2000-

Oct. de 2009. 332. 333. 334. 335. 336. 337. http://www.news-medical.net/health/Beta-Carotene-Side-Effects.aspx Referencias: American Journal of Clinical Nutrition 2000; 71, 2; 575-582. Clint. Nutr. 2003 Feb; 22(1):65-70. Am. J Clint Nutr. 2000Feb; 71(2)575-82. Invest Ophtalmol Vis Sci. 2000 Apr 41; (5)1200-9.

184 338. 339. 340. 341. 342. 343. 344. Nutrition. 2003 Jan; 19(1):21-4. Int J Cancer. 2004 Oct 28. Strokes. 2004 Jul; 35(7):1584-8. Ann Nutr. Metab. 2003; 47(6):255-61. Br J Nutr. 2004 Jul; 92(1):113-8. CHANDRA, R.K. Nutrition and Immunology. Alan R. Liss, Inc. New York, 1988. NEVES Jr., I., et al. Improvement of the lymphoproliferative immune response

and apoptosis inhibition upon in vitro treatment whit zinc of peripherical blood mononuclear cells (PBMC) from HIV + individuals. Clin. Exp. Immunol., v. 111, p. 246268, 1998. 345. ODEH, M. The role of zinc in acquired immunodeficiency syndrome. J. In.

Med.,v., 231, p. 463-469, 1992. 346. RIPA, S., RIPA, R. Zinc and immune functions. Minerva Medica, v. 86, n. 7/8,

lug/ago, 1995. 347. SPRIETSMA, J. E. Zinc-controlled Th1/Th2 switch significantly determines

development of diseases. Medical Hypotheses, v. 49, p. 1-14, 1997. 348. SPRIETSMA, J. E. a Zinc deficiency predisposes to (auto) immune diseases,

whether or not virus-induced, such as AIDS and cancer. Tijdscrif Integrally Geneeskunde, v. p, p. 253-273, 1994. 349. 1994. 350. SPRIETSMA, J. E. c Zinc deficiency promotes autoimmune symptoms and SPRIETSMA, J. E. b Zinc, AIDS e apoptose. Orthomolecular, v. 12, p. 75-87,

cancer, as often synchronously presenting in AIDS patients. Orthomolecular, v. 12, p. 108-117, 1994. 351. 1993. 352. WHITNEY, E. N., ROLFES, S. R. Understanding Nutrition. West Publishing SPRIETSMA, J. E. Nutrients in AIDS therapy. Orthomolecular, v.11, p. 72-79,

Company, 1996. 353. Fernando Gómez-Pinilla(2008) Brain foods: the effects of the nutrients on brain

185 function. Nature Reviews 9, 568-578. 354. 355. 356. http://www.ufpa.br/beiradorio/arquivo/beira63/noticias/rep3.html http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?508 http://br.monografias.com/trabalhos2/papel-zinco-infancia/papel-zinco-

infancia2.shtml 357. http://decs.bvs.br/cgi-bin/wxis1660.exe/decsserver/?IsisScript=../cgi-

bin/decsserver/decsserver.xis&task=exact_term&previous_page=homepage&interface_la nguage=p&search_language=p&search_exp=curcumina 358. 359. 360. 361. 362. 363. 364. 365. 366. 367. 368. 369. 370. http://pt.wikipedia.org/wiki/Curcumina http://pt.wikipedia.org/wiki/Gordura_saturada http://saude.hsw.uol.com.br/vitaminas-b.htm http://pt.wikipedia.org/wiki/Complexo_B http://pt.wikipedia.org/wiki/Vitamina_D http://www.emedix.com.br/vit/vit003_1f_vitaminad.php http://www.copacabanarunners.net/vitamina-e.html http://www.nutricaoativa.com.br/conteudo.php?id=104 http://www.melnex.net/gordura.doc http://www.todabiologia.com/saude/calcio.htm http://biblioteca.universia.net/html_bura/ficha/params/id/630908.html http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias/19312 http://www.scribd.com/doc/8681282/Minerais-Que-Garantem-Vida-Longa-Zinco-

Cobre-Magnesio-e-Ferro-Nutricao 371. http://www.medicinageriatrica.com.br/2007/11/12/saude-geriatria/ion-cobre-

carencia-e-excesso/ 372. 373. 374. http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3228643-EI298,00.html http://www.lenzafarm.com.br/alfa_lipoico.htm http://drrafaelleao.site.med.br/index.asp?PageName=-C1cido-20alfalip-F3ico

186 375. 376. Nestlé, (pdf) Governo dos Estados Unidos, Federal Register, Choline chloride; Exemption from

the Requirement of a Tolerance [em linha] 377. 378. 379. “Os Nutrientes” no site rg nutri.com.br acessado a 22 de junho de 2009 http://www.mulherdeclasse.com.br/nutrientes.htm Salemi, Luiz Felippe “Nutriente?” no site WebArtigos.com acessado a 25 de

junho de 2009 380. Thieme Chemistry (Hrsg.): RÖMPP Online - Version 3.5. Georg Thieme Verlag

KG, Stuttgart Predefinição:Datum. 381. 382. Health 383. 384. Vera Reader. (1930). "The assay of vitamin B4". Biochem J. 24 (6): 1827–31.. SHAPIRO, Robert. (June, 1995). "The prebiotic role of adenine: A critical Origins of Life and Evolution of Biospheres 25: 83-98. Sicherheitsdatenblatt für Adenin – Sigma-Aldrich 18. Dezember 2007 Definition of Adenine from the Genetics Home Reference - National Institutes of

analysis".

DOI:10.1007/BF01581575. 385. 386. "Double Helix" by Sándor Kabai, The Wolfram Demonstrations Project, 2007. Double Helix by George Kakaris, Biologist MSc in Applied Genetics and

Biotechnology 387. FELTRE, Ricardo - Fundamentos da Química (4ª edição), São Paulo - 2005 (Ed.

Moderna) 388. K. Ozeki, N. Sakabe, J. Tanaka: 'The crystal structure of thymine' in Acta Cryst.

B25 (1969)1038 DOI:10.1107/S0567740869003505 389. 390. Herstellerangaben der Firma Alfa Aesar 11. Jun. 2007 S. Tornaletti and G. P. Pfeiffer (1996) UV damage and repair mechanisms in

mammalian cells. Bioessays 18, 221–228. 391. 392. Merck Index, 11th Edition, 8205. (em alemão) Dr. Jürg Hunziker, (16 Juin 1999). Kohlenhydratchemie. 2.1.3.

Konformation. http://dcb-server.unibe.ch.+Página visitada em 5 de junho de 2008..

187 393. Dhanoa TS, Housner JA.Ribose: more than a simple sugar?Curr Sports Med Rep.

2007 Jul;6(4):254-7. 394. 395. Merck Index, 11th Edition, 2890. Hammond S, Bernstein E, Beach D, Hannon G. (2000). "An RNA-directed

nuclease mediates post-transcriptional gene silencing in Drosophila cells". Nature 404 (6775): 293–6. DOI:10.1038/35005107. PMID 10749213. 396. ALBERTS, B.; JOHNSON, A.; LEWIS, J.; RAFF, M.; ROBERTS, K.;

WALTER, P.. Molecular Biology of the Cell. 5 ed. New York: Garland science, Taylor & Francis Group, 2008. 1268 p. ISBN 9780815341062 397. BECKAGE, N. E.. Insect Immunology. San Diego: Elsevier, 2008. 360 p. ISBN

9780123739766 398. NELSON, D. L.; COX, M. M.. Lehninger Principles of Biochemistry. 4 ed. W.H.

Freeman & Co, 2004. 1100 p. ISBN 9780716764380 399. SINGH, Simon. Big Bang. Rio de Janeiro; São Paulo: Editora Record, 2006.

ISBN: 85-01-07213-3. Capítulo "O que é ciência?", e demais. 400. HAWKING, Stephen. Uma breve história do tempo. Lisboa: Gradiva, 1988. ISBN

972-662-010-4. Rio de Janeiro: Rocco, 1988. ISBN 85-325-0252-0. 401. 402. Estudos do método científico (pdf). GRIFFITHS, David J. Introduction to Quantum Mechanics. Printice Hall, 1994.

ISBN 0-13-124405-1. 403. 2007. 404. DESCARTES, René. Discurso do método. Tradução, prefácio e notas de João MINAYO, Maria Cecília de Souza (Org.); DESLANDES, Suely Ferreira;

GOMES, Romeu. Pesquisa social, teoria método e criatividade. Petrópolis, RJ: Vozes,

Cruz Costa. São Paulo: Ed de Ouro, 1970. Disponível para download em: Domínio Público e eBooket -IntraText René Descartes - e-books 405. BECKER, Howard S. Métodos de pesquisa em ciências sociais. São Paulo:

Hucitec, 1999. 406. 2006. CHIZZOTTI, Antonio. Pesquisa em ciência humanas e sociais. São Paulo: Cortez,

188 407. HADDAD, Nagib. Metodologia de estudos em ciências da saúde: como planejar,

analisar e apresentar um trabalho científico. São Paulo: Roca, 2004. 408. LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia científica.

São Paulo: Atlas, 2007. 409. SELYE, Hans. Stress a tensão da vida. São Paulo: IBRASA, 1965.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->