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matemática básica

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  • Volume único – Módulo 1
  • Aula 2 – N´umeros Decimais
  • Aula 12 – Conjuntos
  • Aula 20 – Trigonometria
  • Aula 25 – Fun¸c˜oes Circulares Inversas

Matemática Básica
Volume único – Módulo 1 5ª edição Dirce Uesu Pesco Roberto Geraldo Tavares Arnaut

Apoio:

Fundação Cecierj / Consórcio Cederj
Rua Visconde de Niterói, 1364 – Mangueira – Rio de Janeiro, RJ – CEP 20943-001 Tel.: (21) 2334-1569 Fax: (21) 2568-0725 Presidente Masako Oya Masuda Vice-presidente Mirian Crapez Coordenação do Curso de Matemática UFF - Regina Moreth UNIRIO - Luiz Pedro San Gil Jutuca

Material Didático
ELABORAÇÃO DE CONTEÚDO

Departamento de Produção
EDITORA PROGRAMAÇÃO VISUAL

Dirce Uesu Pesco Roberto Geraldo Tavares Arnaut
COORDENAÇÃO DE DESENVOLVIMENTO

Tereza Queiroz
COORDENAÇÃO EDITORIAL

Giuseppe Toscano
CAPA

Cristine Costa Barreto
COORDENAÇÃO DE LINGUAGEM

Jane Castellani
COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃO

Maria Angélica Alves

Eduardo Bordoni Sami Souza
PRODUÇÃO GRÁFICA

Jorge Moura

Oséias Ferraz Patricia Seabra

Copyright © 2005, Fundação Cecierj / Consórcio Cederj Nenhuma parte deste material poderá ser reproduzida, transmitida e gravada, por qualquer meio eletrônico, mecânico, por fotocópia e outros, sem a prévia autorização, por escrito, da Fundação.

A745m Pesco, Dirce Uesu. Matemática básica. v. único / Dirce Uesu Pesco; Roberto Geraldo Tavares Arnaut. 5.ed. – Rio de Janeiro: Fundação CECIERJ, 2010. 324p.; 21 x 29,7 cm. ISBN: 978-85-7648-424-0 1. Fatoração. 2. Equação do 1° grau. 3. Equação do 2º grau. 4. Progressão aritmética. 5. Progressão geométrica. 6. Análise combinatória. I.Título.
2010/1

CDD: 510
Referências Bibliográficas e catalogação na fonte, de acordo com as normas da ABNT.

Governo do Estado do Rio de Janeiro

Governador Sérgio Cabral Filho

Secretário de Estado de Ciência e Tecnologia Alexandre Cardoso

Universidades Consorciadas
UENF - UNIVERSIDADE ESTADUAL DO NORTE FLUMINENSE DARCY RIBEIRO Reitor: Almy Junior Cordeiro de Carvalho UFRJ - UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO Reitor: Aloísio Teixeira

UERJ - UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Reitor: Ricardo Vieiralves

UFRRJ - UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO Reitor: Ricardo Motta Miranda

UFF - UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE Reitor: Roberto de Souza Salles

UNIRIO - UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Reitora: Malvina Tania Tuttman

Matemática Básica SUMÁRIO Volume único – Módulo 1 Apresentação e Objetivos ____________________________________ 7 Aula 1 – Frações _____________________________________________ 11 Aula 2 – Números Decimais _____________________________________ 37 Aula 3 – Potenciação __________________________________________ 53 Aula 4 – Radiciação ___________________________________________ 59 Aula 5 – Fatoração ___________________________________________ 69 Aula 6 – Equação do 1º grau ____________________________________ 77 Aula 7 – Sistema de Equações do 1º grau ___________________________ 81 Aula 8 – Equação do 2º grau ____________________________________ 85 Aula 9 – Inequação do 1º grau ___________________________________ 93 Aula 10 – Progressão Aritmética ________________________________ 103 Aula 11 – Progressão Geométrica _______________________________ 115 Aula 12 – Conjuntos _________________________________________ 129 Aula 13 – Introdução às Funções _______________________________ 141 Aula 14 – Funções Compostas e Inversa __________________________ 159 Aula 15 – Função do 1º grau ___________________________________ 171 Aula 16 – Função Quadrática __________________________________ 183 Aula 17 – Função Modular ____________________________________ 195 Aula 18 – Função Exponencial _________________________________ 205 Aula 19 – Função Logaritmo ___________________________________ 215 Aula 20 – Trigonometria ______________________________________ 231 Aula 21 – Funções Trigonométricas ______________________________ 243 Aula 22 – Relações Fundamentais e Redução ao 1º Quadrante _________ 263 Aula 23 – Transformações _____________________________________ 277 Aula 24 – Equações Trigonométricas _____________________________ 291 Aula 25 – Funções Circulares Inversas ____________________________ 305 Aula 26 – Inequações Trigonométricas ___________________________ 313 .

Apresenta¸˜o e Objetivos ca
Prezado(a) aluno(a), gostar´amos de dar boas-vindas nesta que pode ı ser considerada a primeira disciplina do seu Curso de Licenciatura em Matem´tica da UFF/CEDERJ/UAB. Vocˆ est´ iniciando uma jornada que mua e a dar´ a sua vida. Vocˆ agora ´ parte de uma universidade p´blica, que lhe a e e u oferece a oportunidade de obter uma forma¸˜o de excelente qualidade. ca Estamos felizes por iniciar esta caminhada juntos em dire¸˜o a este ca t˜o nobre objetivo que ´ a forma¸˜o de quadros docentes com qualidade em a e ca nosso Estado, para atua¸˜o nos Ensinos Fundamental e M´dio. Para atingir ca e t˜o precioso objetivo, planejamos um curso aberto, com a maior flexibilidade a poss´ ıvel, e favorecendo o processo individual de constru¸˜o de sua autonomia. ca A proposta do curso ´ a forma¸˜o de qualidade diversificada, permitindo e ca planejar caminhadas futuras em P´s-gradua¸˜es, sem limites na escalada do o co processo de conhecimento, na perspectiva maior da educa¸ao autˆnoma, cujo c˜ o lema ´ aprender ao longo da vida. e Em todo o curso de Gradua¸˜o do CEDERJ, apoiado na metodologia ca da Educa¸˜o a Distˆncia, a orienta¸˜o de estudos ´ uma forte componente. ca a ca e Vocˆ, provavelmente, est´ cursando esta disciplina por orienta¸˜o da e a ca coordena¸˜o do curso, que ponderou oportuna uma recupera¸˜o de estudos ca ca centrada em conte´dos importantes de Matem´tica, pelos quais vocˆ passou u a e no Ensino M´dio. N˜o considere esta tarefa menor. Em nenhuma ´rea e a a do conhecimento os conte´dos est˜o t˜o encadeados e dependentes uns dos u a a outros como em Matem´tica. a Se construirmos um bom alicerce, o edif´ ser´ s´lido! ıcio a o Como in´ ıcio de percurso nesta boa jornada, teremos o tempo de caminhar e de descansar e tamb´m de enfrentar algumas ladeiras. Faz parte do e ´ jogo! E imposs´ chegar a lugares significativos, sem subir uma ladeira! ıvel Mas, uma vez no alto do morro, poderemos contemplar o horizonte que descortina a bela paisagem panorˆmica. a Como ter sucesso fazendo uma gradua¸˜o na modalidade a distˆncia? ca a Vocˆ j´ conhece as enormes vantagens que essa modalidade de ensino e a oferece e com certeza seu compromisso com o curso ´ grande. Sua forma¸˜o e ca inicia nesta disciplina com a constru¸˜o de uma s´lida base de conhecimentos ca o matem´ticos e com o desenvolvimento de h´bitos necess´rios para ter sucesso a a a na empreitada. Essa bagagem toda, adquirida nesta disciplina, lhe ser´ exa
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tremamente util, tanto na vida profissional quanto na vida pessoal. Mas ´ ´ e importante salientar algumas daquelas caracter´ ısticas t˜o necess´rias para se a a ter sucesso nessa forma de aprendizagem. Entre outras coisas pode-se mencionar a importˆncia de se ter for¸a a c de vontade, autodisciplina e dedica¸˜o. Organiza¸˜o tamb´m ´ fundamental. ca ca e e Vamos nomear algumas sugest˜es que ser˜o uteis: o a ´ ´ • Estude regularmente. E preciso que vocˆ fa¸a uma agenda de trabalho e c que lhe garanta um tempo espec´ ıfico para o estudo. Isso significa que vocˆ n˜o pode estudar somente quando “tiver” tempo. Somos n´s os e a o respons´veis pelo nosso tempo. a • Consulte a tutoria para tirar d´vidas. A sua presen¸a `s se¸˜es de u c a co tutoria e a forma¸˜o de grupos de estudo s˜o ferramentas poderosas ca a que vocˆ disp˜e para progredir no curso. e o • Busque apoio na execu¸˜o das atividades propostas. A tutoria a distˆncia ca a tem um papel importante a cumprir no seu programa de estudos. Ela lhe dar´ uma maior agilidade para debelar d´vidas e isso ´ um privil´gio a u e e acess´vel aos alunos do ensino a distˆncia. ı a • Estamos sempre trabalhando para que o material did´tico disponibilia zado seja de qualidade e lhe dˆ um caminho seguro para a constru¸˜o e ca do seu conhecimento. • O trabalho semanal com os EPs, Exerc´ ıcios Programados, que ser˜o a disponibilizados todas as semanas, e a posterior an´lise dos correspona dentes gabaritos, o ajudar˜o a estar em dia com os estudos. Esse traa balho lhe permitir´ tra¸ar um mapa do curso, pelo qual vocˆ precisa a c e navegar. Ele lhe indicar´ os temas semanais que vocˆ precisa estudar, a e determinar´ os exerc´ a ıcios t´ ıpicos que vocˆ n˜o deve deixar de fazer, e a marcando um ritmo de estudo e progresso que vocˆ deve tentar manter. e Matem´tica, uma grande op¸˜o! a ca Vamos falar agora um pouco sobre Matem´tica, que j´ foi chamada a a “a rainha das ciˆncias”. e A Matem´tica desempenha um papel fundamental no desenvolvimento a cient´fico e tecnol´gico de nossa sociedade. Assim, maior ´ a nossa responı o e sabilidade de contribuir para uma boa forma¸˜o nessa ´rea. ca a
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H´ muita coisa a respeito da Matem´tica que a maioria das pessoas a a desconhece. O conhecimento delas pode mudar muito a nossa perspectiva dessa ciˆncia, sempre respeitada, mas nem sempre devidamente estimada. e E, como vocˆ sabe, a motiva¸˜o ´ fundamental para o aprendizado. e ca e No intuito de contribuir positivamente a esse respeito, ressaltamos alguns pontos importantes para sua reflex˜o. a • A matem´tica n˜o lida apenas com n´meros, ela lida com n´meros, a a u u formas, rela¸˜es, argumenta¸˜es, enfim, lida com diversas id´ias e suas co co e inter-rela¸˜es. co • Estabelecer a verdade ´ o fim principal de qualquer tipo de ciˆncia. e e Chegar `quilo a que chamamos “verdade cient´ a ıfica”. Fundamental a respeito disso ´ a maneira como, no ˆmbito de cada atividade cient´ e a ıfica, se estabelece a verdade. Na Matem´tica, a “verdade” ´ estabelecida a partir de um conjunto de a e afirma¸˜es, chamadas de axiomas. Uma vez estabelecidas essas “verdaco des fundamentais”, usamos regras da l´gica para deduzir ou estabelecer o ´ todas as outras verdades. E o que chamamos “m´todo dedutivo”. Em e outras ciˆncias, a no¸˜o de verdade ´, em geral, estabelecida por expee ca e ´ rimentos. E por isso que, em muitos casos, uma nova teoria toma o lugar da anterior, que j´ n˜o consegue explicar os fenˆmenos que prevˆ a a o e ou em fun¸˜o do desenvolvimento de novas t´cnicas. Isso n˜o ocorre ca e a na Matem´tica, onde o conhecimento ´ sempre acumulativo. Esse fato a e distingue a Matem´tica das demais ciˆncias. a e • A principal atividade dos matem´ticos ´ resolver problemas. Podemos a e afirmar at´ que um matem´tico feliz ´ um matem´tico que acabou de e a e a resolver um bom problema e, ao fazer isso, descobriu mais uma por¸˜o ca de novos problemas para pensar. • Matem´tica tamb´m ´ sinˆnimo de diversidade. Em muitas l´ a e e o ınguas a palavra matem´tica ´ usada no plural. H´ tantas ramifica¸˜es e suba e a co a ´reas na matem´tica contemporˆnea que ´ imposs´ a a e ıvel acompanhar o desenvolvimento em todas as frentes de pesquisa. A matem´tica ena contra inspira¸˜o para seu desenvolvimento nas mais diversas ´reas de ca a atua¸˜o humana. Uma boa id´ia pode surgir tanto em um problema moca e tivado intrinsecamente na matem´tica como em uma situa¸ao pr´tica, a c˜ a ocorrida em algum campo fora dela.

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O que nos oferece a Matem´tica B´sica a a Nesta disciplina, Matem´tica B´sica, vocˆ ir´ rever alguns conceitos a a e a do Ensino Fundamental e M´dio. A diferen¸a aqui estar´ na forma da abore c a dagem que ser´ dada. Al´m de rever esses conceitos, de maneira efetiva, a e vocˆ construir´ uma atitude matem´tica profissional. A Matem´tica deixar´ e a a a a de ser um conjunto de regras e conven¸˜es e se desenvolver´ num conjunto co a sustentado de conhecimentos que se relacionam e se sustentam. Esperamos que ao final deste semestre vocˆ tenha sucesso e se sinta bastante confiante e para enfrentar os futuros desafios de seu curso. Para orientar seu estudo, a disciplina ´ apresentada em dois volumes, e cada um apresentando o conte´do program´tico sob a forma de aulas. Neste u a Volume I, que inicia a disciplina Matem´tica B´sica, revisaremos conte´dos a a u importantes do Ensino M´dio, entre as quais se destacam: Fra¸˜es, N´meros e co u Decimais, Potencia¸˜o, Radicia¸˜o, Equa¸˜es do Primeiro e Segundo Graus, ca ca co Inequa¸˜es, Progress˜es Aritm´tica e Geom´trica e Conjuntos. co o e e Elementos integrantes em todas as aulas s˜o os exemplos e as atividades a a serem resolvidas. Eles formam parte do conte´do e pontuam o encadeau mento da disciplina. Assim, ´ importante que vocˆ entenda bem o desenvole e vimento dos exerc´ ıcios e resolva todas as atividades. Bom estudo!! Conte sempre com nossa ajuda e nosso est´ ımulo. Sucesso! Roberto Geraldo Arnaut, Celso Costa, M´rio Olivero, Regina Moreth e Dirce Uesu Pesco. a

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Fra¸˜es co

´ MODULO 1 - AULA 1

Aula 1 – Fra¸˜es co
Os n´ meros est˜o no ˆmago de todas as coisas. u a a Pit´goras a

Introdu¸˜o ca
A Matem´tica, na forma como conhecemos hoje, teve seu in´ a ıcio no Per´ ıodo de Ouro da Antiga Gr´cia. Parte primordial deste desenvolvimento e se deve a um grupo de matem´ticos que foi liderado por Pit´goras, autor de a a frases famosas, como a que abre essa aula. Os gregos foram particularmente felizes ao estruturar os conhecimentos matem´ticos desenvolvidos pelas civiliza¸˜es que os precederam, arrumandoa co os essencialmente nos moldes que praticamos at´ hoje. Eles tinham uma vis˜o e a predominantemente geom´trica desses conhecimentos, mas deram tamb´m os e e primeiros passos no estudo dos n´meros. A palavra Aritm´tica, por exemplo, u e ´ de origem grega. e Ao relermos a frase de Pit´goras mais uma vez, somos levados a considea rar a seguinte quest˜o: que tipo de n´ meros ele tinha em mente ao pronunciar a u frase t˜o lapidar? a A quest˜o procede, pois o conceito de n´ mero, como vemos hoje, dea u morou muito tempo para se estabelecer e recebeu contribui¸˜es de muitas co culturas, por gera¸˜es e gera¸˜es de matem´ticos. co co a Por exemplo, os gregos n˜o tinham uma nota¸˜o espec´ a ca ıfica para representar os n´ meros, usavam letras, tais como os romanos depois deles. u A Matem´tica, assim como as ciˆncias em geral, n˜o teria se desenvola e a vido da maneira como observamos hoje sem a contribui¸˜o inestim´vel das ca a culturas hindu e ´rabe, que nos legaram os algarismos hindu-ar´bicos, assim a a como o sistema num´rico posicional. e

N´ meros Naturais u
Mas calma, voltemos um pouco, aos n´ meros tais como foram iniciu almente concebidos. Na forma mais primitiva, quando dizemos n´meros, u estamos nos referindo aos n´ meros chamados naturais, cujo conjunto repreu sentamos pela letra N: N = { 1, 2, 3, 4, . . . }

Os pontinhos indicam que podemos continuar assim, outro n´mero e u outro ainda, indefinidamente. Ou seja, o conjunto N ´ um manancial inese got´vel dessa mat´ria prima que usamos na confec¸˜o da Matem´tica. a e ca a
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Do ponto de a vista da multiplica¸˜o. c a u 6 = 2 × 3. todos os n´ meros podem ser montados a partir de ca u pe¸as b´sicas. por Gauss. Algumas delas continuam a desafiar mentes brilhantes o a at´ hoje. um dos maiores matem´ticos de todos os a CEDERJ 12 . e o u Esse resultado matem´tico era conhecido pelos antigos gregos (vocˆ a e sabe o que ´ o crivo de Erat´stenes?) mas s´ foi rigorosamente demonstrado e o o bem posteriormente. maior do que dois. Veja. uma vez que o zero. e Munido dessas duas opera¸˜es. pois 47 ´. Assim. os n´ meros primos. Em linguagem informal. dias e tudo o mais. a decomposi¸˜o ´ unica. cujo sucessor ´ 2. seguido do 3. um n´ mero primo. a n´ mero t˜o importante nas nossas vidas e na Matem´tica. O primeiro estabelece a existˆncia do e n´ mero natural 1 (afinal. frutas. a menos o ca e ´ da ordem dos fatores. Mas queremos mais do que isso. O teorema que mencionamos afirma que todo n´ mero natural. mais ainda. se u decomp˜e em fatores primos e. do ponto de vista da multiplica¸˜o. 660 = 22 × 3 × 5 × 11 e 47 = 47. flechas. Nesse contexto surge um dos primeiros a ca resultados matem´ticos profundos com que tomamos contato. somando-os e multiplicando-os. ele pr´prio. come¸amos com u c 1. custou bastante u a a para se estabelecer. os n´ meros maiores do que 1 se dividem em duas ca u categorias: primos e compostos. n˜o se deixe enganar pela simplicidade a desses n´ meros. A propriedade fundamental geradora dos N´ meros Naturais ´ a que u e cada um deles tem um sucessor. 30 = 2 × 3 × 5. como um infinito brinquedo lego. 121 = 112 . o conjunto dos n´ meros naturais passa a apreco u sentar quest˜es v´rias. ´ preciso come¸ar de alguma coisa) e o segundo u e c afirma que todo n´ mero natural tem um sucessor. Assim. tais como carneiros. e O que mais podemos fazer com os naturais? ´ E claro que a seq¨ˆncia de n´ meros naturais serve primordialmente ue u para contar coisas. Essa no¸˜o ´ formalizada nos dois axiomas ca e conhecidos como Axiomas de Peano. o teorema afirma que. e Um teorema not´vel a Esse especial interesse matem´tico pelos n´ meros naturais ocorre esa u pecialmente devido ` multiplica¸˜o. u O que torna os n´ meros inteiros objetos matem´ticos de grande inteu a resse ´ o fato de podermos operar com eles. dependendo de seus divisores. e assim por diante.Fra¸˜es co Preferimos n˜o incluir o zero nesse conjunto.

uma vez que nos ensinam a determin´-los desde os primeiros passos na escola. ´ ca u e muito f´cil: para o mmc basta tomar os fatores primos que comparecem em a pelo menos um dos dois n´ meros (levando em conta a maior potˆncia. Bem. temos aqui duas atividades. . ent˜o mdc(a.AULA 1 tempos. b) 15 = 3 × 5 3 3 280 = 2 × 5 × 7 70 = 2 × 5 × 7 mmc(a. mdc(a. caso u e ele compare¸a tanto em a como em b). para o mdc basta tomar os primos c que aparecem simultaneamente nos dois n´ meros (levando em conta a menor u potˆncia. eles a servem para efetuar certas opera¸˜es de maneira ´tima! co o Como calcul´-los? a Se sabemos a decomposi¸˜o em fatores primos dos n´ meros a e b. Veja. Mas. b). 13 CEDERJ . usando divis˜es sucessivas. Seu nome cient´fico ´ Teorema Fundamental da Aritm´tica. mmc(a. haver´ tempo para ele no futuro. chegamos ao mdc. Veja dois exemplos na e c tabela a seguir. A id´ia do algoritmo se baseia no seguinte fato: u e Se r ´ o resto quando a ´ dividido por b. Atrav´s da decomposi¸˜o em fatores primos podemos chegar a dois e ca importantes conceitos associados a dois n´ meros dados.. a 6=2×3 1050 = 2 × 3 × 52 × 7 b mdc(a. digamos a e b: o u m´nimo m´ltiplo comum. e e a Assim. como calculamos o maior divisor comum de 72 e 30. caso ele compare¸a tanto em a como em b). ı u Para que servem esses n´ meros? u Deve haver uma boa resposta para essa pergunta. b) = mdc(b.Fra¸˜es co ´ MODULO 1 . . b) 2 × 3 × 5 = 30 4200 = 23 × 3 × 52 × 7 Como os antigos matem´ticos faziam? a Os antigos gregos j´ conheciam algoritmos para calcular o mdc e o mmc a de pares de n´ meros. Atividade 02 Por que ´ dif´ decompor o n´ mero 97343 em fatores primos? e ıcil u Dois velhos conhecidos . a co Atividade 01 Explique de maneira convincente o porque dos n´ meros 1134 e 53172 u serem divis´ ıveis por 9. b). ı e e n˜o se preocupe com isso agora. e o maior divisor comum. Mas. a a para que vocˆ n˜o fique apenas lendo. Vocˆ e a e encontrar´ as solu¸˜es no fim da aula.. por exemo plo. r).

a 2 72 30 12 No segundo passo. Agora. ´ o mdc: mdc(72. Ao alto de 30 colocamos a parte inteira da divis˜o (Algoritmo de a Euclides) de 72 por 30 e sob o 72 colocamos o resto desta divis˜o. colocamos os n´ meros 72 e 30 na linha e u do meio. 124). Bom. isso indica que chegamos ao fim e do processo e o n´ mero obtido nesta etapa. 126) = 22 × 32 × 7 × 11 = 2772 Vocˆ pode usar essa t´cnica para calcular o mmc de mais do que dois e e n´ meros. um algoritmo para o c´lculo do mmc. 30) = 6. o c´lculo de mmc(132. .Fra¸˜es co Num diagrama de trˆs linhas. 90)? u o e a CEDERJ 14 . basta prosseguir repetindo os passos at´ . a a 132 126 66 63 33 63 11 21 11 7 11 1 1 1 2 2 3 3 7 11 mmc(132. 72 = 2 × 3 e 30 = 2 × 3 × 5 e. 140. . colocamos o resto da primeira divis˜o ao lado do 30 a e repetimos a opera¸˜o: ca 2 72 12 6 2 30 12 Como todo algoritmo. S´ para ter certeza. Veja. 6. 105). e 2 12 6 2 0 2 6 72 30 12 O que aconteceu de diferente nessa etapa do algoritmo? Vocˆ notou e que o resto desta vez ´ igual a zero. vocˆ n˜o gostaria de calcular mmc(297. A diferen¸a ´ ca c e que efetuamos a decomposi¸˜o dos dois n´ meros simultaneamente. Pratique o algoritmo calculando mdc(450. u e 3 2 Realmente. mdc(72. portanto. 30) = 2 × 3. na ca u pr´tica. Ele lembra bastante a o conhecido algoritmo de decomposi¸˜o em fatores primos.

Por exemplo. como vocˆ deve saber. mais completo. . 3. AB a ´ 4 unidades de comprimento. −1. Assim. em triˆngulos semelhantes. A palavra para n´ meros em alem˜o ´ Zahlen. }. 0. −2. pois 1 est´ e a para 2 assim como 2 est´ para 4.Fra¸˜es co ´ MODULO 1 . .AULA 1 Por que representamos os inteiros pela letra Z? Os n´ meros naturais n˜o nos permitem representar certas situa¸˜es imu a co portantes. a u a e Atividade 03 Quais das seguintes equa¸˜es podem ser resolvidas no ˆmbito dos n´ meros co a u naturais? E no ambito dos n´ meros inteiros? ˆ u a) x + 2 = 7 b) x + 4 = 1 c) 3x + 7 = 4 d) 2x + 4 = 8 e) 2x + 5 = 7 f) 2x + 6 = 13 Os N´ meros Racionais u Como vocˆ deve ter notado. e ca e CEDERJ . Veja o exemplo a seguir. ao fazer a atividade anterior. 1. ca ca Exemplo 01 Na figura a seguir. lados corresa pondentes s˜o proporcionais. pois o fato de que. 2. Em contrapartida aos n´ meros inteiros dever´ u ıamos considerar os n´ meros quebrados. B 2 O 1 1 A N˜o ´ preciso ser gˆnio para concluir que o a e e comprimento do segmento AB ´ 4 unidae des de comprimento. a equa¸ao x + 5 = 3 c˜ n˜o tem solu¸˜o no conjunto dos n´ meros naturais. a Matem´tica a ca u a demanda o que chamamos conjunto dos n´meros inteiros: u Z = { . Vocˆ sabe por que representamos os inteiros pela letra Z no lugar de e algo como I? Bem. determine o comprimento do segmento AB. h´ situa¸˜es a co nas quais sentimos a necessidade de estender os n´ meros naturais a um conu junto. . . . u n˜o ´ mesmo? a e Realmente. a Teoria de Conjuntos foi criada por Georg e Cantor. h´ situa¸˜es e a co nas quais nem mesmo o conjunto dos inteiros permite considerar. a 15 Essa essˆncia da propor¸˜o ´ que queremos registrar numericamente. Assim. Mais ainda. nas quais lan¸amos m˜o da co c a no¸˜o de propor¸˜o. h´ situa¸˜es tanto no ˆmbito da Matem´tica quanto no a co a a caso de situa¸˜es. . digamos assim. como as que envolvem perdas e preju´ ızos. do dia-a-dia. digamos assim. que falava alem˜o. −3.

precisamos de dois n´ meros inteiros. ent˜o n = . que denotamos por − . Para isso. Algo como: e ca ca “cinco medidas de ´gua para duas medidas de arroz” ou “uma medida de a cimento para seis de areia”. queremos nos referir numeo ricamente a propor¸˜es tais como as que foram exemplificadas: 1 : 2. com o seguinte cuidado: devemos levar em conta que. a e u e u b. Atividade 04 Use a defini¸˜o anterior de igualdade de n´ meros racionais para verificar ca u 3 −3 que = . e s˜o iguais. os construtores e tantos outros proo fissionais tˆm usado essa no¸˜o de propor¸˜o em seus afazeres. se estabelecermos que. e somente se. satisfazem a co u seguinte rela¸˜o de igualdade: ca c a = b d ⇐⇒ a · d = c · b. por exemplo.Fra¸˜es co Exemplo 02 Desde os prim´rdios os cozinheiros. seja arroz para uma fam´ de doze pessoas. −5 5 −a a a Assim. b −b b Atividade 05 2 1 Determine o valor de x tal que = . ca b Tudo muito bem. x−1 3 CEDERJ 16 . ´ claro. seja arroz para duas pessoas. 5 : 2 co ou 1 : 6 e assim por diante. = . e representamos a propor¸˜o ca a a : b pela nota¸˜o . Seguindo essa receita podemos variar a quantidade daquilo que queremos preparar. na qual a e b s˜o n´ meros inteiros com b = 0 e que ca a u b duas fra¸˜es representam o mesmo n´ mero se. e a 2 4 Ufa! Podemos ent˜o dizer que um n´ mero racional ´ representado por a u e a uma fra¸˜o do tipo . na vers˜o ca a 1 2 num´rica. propor¸˜es nas quais comparamos dois e co n´ mero inteiros. Ou seja. 1 : 2 e 2 : 4 representam a mesma propor¸˜o. Assim. como uma esp´cie de e n extens˜o dos inteiros. Assim. obtemos o conjunto representado por Q. se n ∈ Z. de um modo geral. Isto ´. contanto que mantenhamos a propor¸˜o ılia ca 5 : 2 (cinco por dois). a a 1 temos Z ⊂ Q. O que ´ um n´mero racional? e u Tornando uma hist´ria longa mais curta. com a propriedade importante de que b = 0.

para cada n´ mero de partes iguais em que u foi dividida a unidade. O cona co ceito de fra¸ao tornou-se nec˜ cess´rio com a evolu¸˜o dos a ca conhecimentos. j´ os a romanos usavam fra¸˜es com co denominador 12. vocˆ deve ter ouvido falar da fra¸˜o ou da u e ca 2 √ 2 fra¸˜o ca .AULA 1 Nota¸˜o ca Dado um par de n´ meros inteiros a e b. isto ´. u Leitura de uma fra¸˜o ca Na tabela abaixo indicamos. com b = 0. Os antigos eg´ ıpcios tinham uma nota¸ao especial de c˜ fra¸˜o com numerador 1. etc. Por exemplo. 602 . surgiu no s´culo e XVI. Exerc´ ıcios 1. tomaremos o termo fra¸˜o por sinˆnimo de ca o 2 n´ mero racional. e ca Exemplos: 1 lˆ-se “um meio” e 2 3 lˆ-se “trˆs quintos” e e 5 8 lˆ-se “oito onze avos” e 11 1 lˆ-se “um quinze avos” e 15 7 lˆ-se “sete d´cimos” e e 10 49 lˆ-se “quarenta e nove cent´simos” e e 100 Curiosidade Os homens da idade da Pedra n˜o usavam fra¸˜es. A ca 1 fra¸˜o . o nome de cada parte. Mas. Este ultimo depende do n´ mero de partes ´ u em que foi dividida a unidade.Fra¸˜es co ´ MODULO 1 . era inca 3 dicada colocando-se sobre o inteiro 3 um sinal oval alongado: . Qual a fra¸˜o representada pela parte sombreada de cada figura? ca a) b) c) d) 17 CEDERJ . A palavra racional b fra¸˜o tamb´m ´ usada. os babilˆnios usao vam fra¸˜es com denominaco dores 60. 603 . por enquanto. por meio de ca uma barra. em ca e seguida. N´ mero de u Nome de N´ mero de u Nome de partes cada parte partes cada parte 2 −→ meio 9 −→ nono 3 −→ ter¸o c 10 −→ d´cimo e 4 −→ quarto 11 −→ onze avos 5 −→ quinto 12 −→ doze avos 6 −→ sexto 13 −→ treze avos 7 −→ s´timo e 100 −→ cent´simo e 8 −→ oitavo 1000 −→ mil´simo e Para efetuar a leitura de uma fra¸˜o vocˆ deve ler o numerador e. o nome de cada parte. mas serve para contextos mais gerais. por exemplo. do denominador da fra¸˜o. nos quais ca e e numeradores e denominadores s˜o outros objetos matem´ticos e n˜o apenas a a a π n´ meros inteiros. A nossa maneira atual de representar fra¸˜o. obtemos o n´ mero u u a e chamamos a de numerador e b de denominador.

Determine a) 6. que fra¸˜o da estante n˜o foi aproveitada? ca a 4. Responda: 15 a) quantos problemas ele acertou? b) quantos problemas ele errou? c) que fra¸˜o representa o n´ mero de problemas que ele errou? ca u 3. Se b) 1 de 40 4 c) 3 de 32 4 d) 1 de um n´ mero ´ 5. 4. 15 7. qual ´ esse n´ mero? u e e u 3 1 3 de um n´ mero ´ 30. Jo˜o acertou a 7 dos 15 problemas de uma prova. Uma escola tem 40 professores. 15 CEDERJ 18 . Escreva como vocˆ lˆ as fra¸˜es: e e co a) 3 5 2 de 20 5 b) 2 10 c) 11 50 d) 27 100 e) 51 1000 5 de 14 7 5. 10 8. 6 9 a) trˆs quintos e b) dois d´cimos e c) onze cinq¨ enta avos u d) vinte e sete cent´simos e 5. Determine a 8 o n´ mero de professoras dessa escola. Se 7. 3. Se enchermos 3 prateleiras e de livros.Fra¸˜es co 2. u Gabarito 1. quanto ´ desse n´ mero? u e e u 5 5 3 8. Uma estante ´ formada por 9 prateleiras. a) 8 b) 10 e) cinq¨ enta e um mil´simos u e c) 24 d) 10 a) 3 4 b) 3 5 c) c) 1 2 8 15 d) 5 9 a) 7 b) 8 6. 2. dos quais s˜o mulheres.

composta de uma parte inteira e outra fracion´ria. 5 4 Encontramos uma fra¸˜o ca denominador. 4 Podemos passar uma fra¸˜o impr´pria para a forma mista sem recorrer ca o a desenhos ou figuras.AULA 1 Tipos de Fra¸˜es co Observe os seguintes exemplos: 1o ) Tomamos uma unidade. 1 4 em que o numerador ´ menor que o e Fra¸˜es assim s˜o chamadas de fra¸˜es pr´prias. ´ chaa e 4 5 mada forma mista para representar . e 4 4 4 4 1 1 Outra maneira de indicar 1 + ´ 1 . 4 1 A forma 1 . co a co o 5 1 Note que ´ o mesmo que uma unidade inteira e mais da unidade. e 4 4 1 e A forma 1 lˆ-se “um inteiro e um quarto”. 19 CEDERJ . 5 4 e em que o numerador ´ maior que o Fra¸˜es assim s˜o chamadas fra¸˜es impr´prias. dividimos cada uma delas em quatro partes iguais e tomamos cinco delas.Fra¸˜es co ´ MODULO 1 . Indicamos: = 1 + . e 4 4 5 1 5 1 Por isso dizemos que ´ o mesmo que 1 inteiro e . co a co o 2o ) Tomamos outras duas unidades. 1 4 Encontramos essa fra¸˜o ca denominador. dividimos em quatro partes iguais e tomamos uma delas.

8 4 8 4 Encontramos uma fra¸˜o ca em que o numerador ´ m´ ltiplo do dee u 8 nominador.Fra¸˜es co Exemplo: Passar 21 Devemos descobrir quantas unidades inteiras est˜o contidas em a e 6 quantos sextos sobram depois da separa¸˜o dessas unidades. 2 inteiros. ca e u 3 4 5 23 a co u . Fra¸˜es assim s˜o chamadas fra¸˜es aparentes. . 3 4 5 23 CEDERJ 20 . ca Descobrimos isso dividindo 21 por 6 21 6 21 3 3 → unidades inteiras contidas em 6 ↑ n´ mero de sextos u que sobram Ent˜o a 3 21 =3 . dividimos cada uma delas em quatro partes iguais e tomamos as oito partes. . 6 6 21 para a forma mista. s˜o fra¸˜es aparentes que representam o n´ mero natural 1. Exemplos: 1) 1 2) 2 3) 5 3 2 5 2 2 =1+ = + = 3 3 3 3 3 3 5 5 3 10 3 13 3 =1+1+ = + + = + = 5 5 5 5 5 5 5 5 4 4 4 4 4 1 20 1 21 1 = + + + + + = + = 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4 3o ) Tomamos duas unidades. e 8 Indicamos: = 2 4 A fra¸˜o aparente ´ uma outra forma de representar o n´ mero natural 2. 6 u ca o Transformar um n´ mero misto em fra¸˜o impr´pria. Note que ´ o co a co e 4 mesmo que 2 unidades inteiras. isto ´.

Quantos caminh˜es h´ nessa cidade? a o o a 3 5. impr´prias (I) ou co o o aparentes (A). Transforme cada n´ mero misto em fra¸˜o impr´pria: u ca o a) 3 b) 4 c) 1 d) 5 e) 6 4 4. 2. Escreva na forma mista as seguintes fra¸˜es impr´prias: co o a) b) c) 13 4 3 5 d) 31 6 1 2 e) 57 11 3 8 3. co o a Exerc´ ıcios 1. 3. * Fra¸˜es Aparentes → s˜o as fra¸˜es impr´prias em que o numerador ´ co a co o e m´ ltiplo do denominador. Em uma cidade. co e * Fra¸˜es Pr´prias → s˜o aquelas em que o numerador ´ menor que o co o a e denominador * Fra¸˜es Impr´prias → s˜o aquelas em que o numerador ´ maior ou co o a e igual ao denominador.00 e isto equivale a de sua d´ e ıvida na lanchonete 4 de Manoel.AULA 1 As fra¸˜es podem ser classificadas em trˆs categorias. a) A a) 1 a) 1 2 b) A b) 2 b) 2 3 c) P c) 3 c) 8 5 1 4 d) I d) 5 d) 1 6 e) I e) 5 e) 2 11 13 4 13 3 11 2 51 8 21 CEDERJ . a) 8 4 3 2 1 4 b) 18 1 8 3 1 3 c) 2 13 d) 32 5 e) 57 2 2. co u As fra¸˜es impr´prias e n˜o aparentes podem ser escritas na forma mista. Quanto Jos´ deve a lanchonete? e Gabarito 1.Fra¸˜es co ´ MODULO 1 . dos 280 ve´ ıculos existentes s˜o autom´veis e os a o 5 demais s˜o caminh˜es. Classifique cada uma das fra¸˜es em pr´prias (P). u As fra¸˜es aparentes podem ser escritas na forma de n´ mero natural. Jos´ possui R$ 480.

Observe que se 4 s˜o autom´veis e o restante s˜o caminh˜es ent˜o a o a o a 5 5 representamos todos os ve´ ıculos por 5 5 4 1 A fra¸˜o que representa o n´ mero de caminh˜es ´ − = ca u o e 5 5 5 N´ mero total de ve´ u ıculos: 280 1 1 de 280 – n´ mero total de caminh˜es → 280 = 56 u o 5 5 3 x = 480 4 5. . s˜o algumas das fra¸˜es equivalentes a . Por esse motivo. entretanto. Jos´ deve R$ 640. isto ´. e Fra¸˜es Equivalentes co Note estas a¸˜es: co A¸˜o 1 ca A¸˜o 2 ca A¸˜o 3 ca Dividir uma pizza em Dividir uma pizza em Dividir uma pizza em duas partes iguais e quatro partes iguais e oito partes iguais e comer comer uma parte comer duas partes quatro partes iguais As a¸˜es acima s˜o diferentes. as fra¸˜es .00 a lanchonete. Logo. e co e s˜o equivalentes. as fra¸˜es obtidas represenco a co tam a mesma parte do todo. temos que e Ent˜o a 3x = 4 · 480 = 1920 x = 1920 : 3 = 640 Portanto. .Fra¸˜es co 4. a 2 4 8 Fra¸˜es equivalentes s˜o fra¸˜es que representam a mesma parte do todo. CEDERJ 22 1 ? 3 1·4 4 = 3·4 12 1·2 2 = 3·2 6 1·3 3 = 3·3 9 1 1 2 3 4 a co . co a co Obten¸˜o de fra¸˜es equivalentes ca co Vamos obter fra¸˜es equivalentes ` fra¸˜o co a ca 1·1 1 = 3·1 3 Assim. 3 6 9 12 3 . Vamos representar a d´ ıvida de Jos´ por x. dizemos que essas fra¸˜es se co 1 2 4 equivalem.

u Simplifica¸˜o de fra¸˜es ca co 6 1 1 Uma fra¸ao equivalente a c˜ ´ . a fra¸˜o n˜o pode ser simplificada. a Note que para obter uma fra¸˜o equivalente ` fra¸˜o (b = 0) basta ca a ca b dividir (se poss´ ıvel) ou multiplicar o numerador e o denominador por um mesmo n´ mero natural. Encontre a fra¸˜o de denominador 20 equivalente a cada uma das seca guintes fra¸˜es: co a) b) 1 5 1 4 c) d) 3 2 400 2000 4. multiplicamos o numerador co 1 e o denominador da fra¸˜o por uma mesmo n´ mero natural diferente de ca u 3 zero. 12 1 6 Dizemos que a fra¸˜o ´ uma fra¸˜o simplificada de ca e ca 2 12 Uma fra¸ao que n˜o pode ser simplificada ´ chamada de irredut´ c˜ a e ıvel. desde que ele seja diferente de zero. ent˜o.2)=1). 12 ıcios Exerc´ 1. 1 Por exemplo. Quais das fra¸˜es s˜o equivalentes a co a a) 2 10 1 3 b) 3 12 7 8 c) 4 18 15 45 1 ? 5 5 25 24 36 e) 7 30 f) 12 60 d) 2. porque 1 e 2 n˜o posca a a 2 1 e ca suem fator comum (mdc(1. Podemos dizer. Quais das fra¸˜es abaixo s˜o irredut´ co a ıveis? a) b) c) d) e) 12 60 3. Quais s˜o esses n´ meros? u a u a) 4 a = 6 18 b) b 32 = 5 20 c) 2 c = 5 50 23 CEDERJ . que ´ a fra¸˜o a 2 6 irredut´ de ıvel . A fra¸˜o foi obtida dividindo-se e ca 12 2 2 6 ambos os termos da fra¸˜o ca por 6. As letras abaixo representam n´ meros.AULA 1 Para encontrar essas fra¸˜es equivalentes.Fra¸˜es co ´ MODULO 1 .

000.Fra¸˜es co Gabarito 1. 5 e 6. 3 5 12 3 a) e b) e 2 3 5 11 2 1 7 2 1 5 c) . Elas tˆm denominadores diferentes. Vamos co e 3 5 6 procurar trˆs fra¸˜es.b 4 20 4. e e 4 4 Estamos.500.6) que ´ 30.00. d. e 5 3 6 7 6 9 2. tendo todas o mesmo e co a e co denominador. O novo denominador ´ m´ ltiplo de 3. O menor n´ mero e u u ´ o mmc(3. a. a) a = 12 3. Qual o valor total a 5 do prˆmio? e CEDERJ 24 . e . Jo˜o e Maria v˜o repartir entre si um prˆmio da Loteria Federal. 2o ) Multiplicamos o numerador de cada fra¸˜o pelo quociente entre o denoca minador comum e o denominador inicial da fra¸˜o. ca Exerc´ ıcios 1. a. e a co 3 5 1 tendo todas elas denominador 30. e d) . a) b) 5 20 b) b = 8 c) 30 20 c)c = 20 d) 4 20 Redu¸˜o de fra¸˜es a um mesmo denominador ca co 4 4 1 Observe as fra¸˜es .obter fra¸˜es equivalentes a . f 2. esse mmc ser´ o menor denomia nador comum.5. equivalentes `s trˆs fra¸˜es dadas. Reduza ao mesmo denominador comum. ent˜o. 6 ? 40 4 4 = ⇒ o numerador ´ 4 · 10 = 40 ⇒ e = 3 30 3 30 4 ? 24 4 = ⇒ o numerador ´ 4 · 6 = 24 ⇒ e = 5 30 5 30 ? 1 5 1 = ⇒ o numerador ´ 1 · 5 = 5 e ⇒ = 6 30 6 30 Para reduzirmos duas ou mais fra¸˜es ao menor denominador comum: co 1o ) Calculamos o mmc dos denominadores. Jo˜o a a e a 2 e ir´ receber do prˆmio e Maria R$ 1. com o problema .

A fra¸˜o que representa o valor do prˆmio que ser´ recebido por Maria ca e a 5 2 3 ´ − = do total.500. 00 x = 7. mmc(7.000. a maior delas ´ a que co e tem maior numerador. 3x = 5 · 1. e 5 Da´ ı. ca co e Exemplo: 2 4 e 5 5 2 5 4 5 4 2 ´ menor que e 5 5 2 4 < 5 5 Usamos o s´ ımbolo “<” que significa “´ menor que” e o e s´ ımbolo “>” que significa “´ e maior que” Quando duas fra¸˜es tem denominadores iguais. co a a Se forem diferentes.Fra¸˜es co ´ MODULO 1 . 35 35 7 5 Quando vamos comparar duas fra¸˜es que tˆm denominadores diferentes.000. 00 : 3 = 2. ou n˜o. ent˜o o e a a 5 5 5 3 valor total do prˆmio (x) pode ser determinado por x = 1.500. 25 CEDERJ . 00. 00 Compara¸˜o de Fra¸˜es ca co Comparar duas fra¸˜es significa estabelecer se elas s˜o iguais.000.000. e 126 126 126 2.00.500. 2a Situa¸˜o: As fra¸˜es tˆm denominadores diferentes. co e reduzimos ao mesmo denominador e aplicamos a regra anterior.000. 7 5 Vamos reduzir as fra¸˜es ao mesmo denominador. e 30 30 30 d) 36 21 70 . 00 = 7. e 1a Situa¸˜o: As fra¸˜es tˆm denominadores iguais.500. estabelecer qual delas ´ a maior.5)=35 co Vamos comparar as fra¸˜es co 30 35 Da´ como ı e 28 35 30 28 6 4 > temos que > .500.000.500.AULA 1 Gabarito 1. Como ela ir´ receber R$ 1. a) 9 10 e 6 6 b) 132 15 e 55 55 c) 12 10 35 . ca co e 6 4 e .

. Em certa classe. Coloque em ordem crescente as fra¸˜es: co 9 3 7 . . Quanto gastei da importˆncia que possuia? a Vamos representar graficamente.Fra¸˜es co Exerc´ ıcios 1. . . enquanto o Vasco ganhou . Qual dos dois obteve melhores 16 resultados? Gabarito 1. 16) = 112. 4 2 7 5 8 4. pois mmc(5. CEDERJ 26 gasto em alimentos gasto com material de limpeza 3 1 5 5 3 1 4 ı o a Da´ + = (s´ observar o gr´fico) 5 5 5 . e 5 7 8 2 4 7 2 dos alunos foram reprovados em Matem´tica e a 4. 1 7 > 5 5 b) 1 1 > 6 13 c) 3 2 > 7 5 d) 2 3 5 <2 6 7 e) 41 43 > 13 15 7 3 1 1 4 3 5 3. . . e 18 7 2 = e = 5 45 9 5 80 5. Portuguˆs. . a) 2. 5 9 em Portuguˆs. Qual o maior elemento do conjunto A = 3. Compare entre si as fra¸˜es: co a) 7 1 e 5 5 b) 1 1 e 6 13 c) 2 3 e 5 7 d) 2 3 5 e2 6 7 e) 41 43 e 13 15 2. Fluminense. 9) = 45. Num campeonato nacional o Fluminense ganhou dos pontos que 7 11 disputou. Que mat´ria reprovou mais? e e 5 5. 2 5 4 3 3 4 5 1 1 . . = e 7 112 35 35 18 e > 45 45 45 11 77 80 77 = e > 16 112 112 112 Adi¸˜o e subtra¸˜o de n´ meros fracion´rios ca ca u a 1o Caso: Denominadores iguais 1 3 No mercado gastei do que possuia em alimentos e em material de 5 5 limpeza. pois mmc(7.

. . . Quanto gastei a mais em alimentos? Vamos representar graficamente. . . s˜o fra¸˜es equivalentes a a co . usando o mmc. . obter fra¸˜es equivalentes que tenham denominadores iguais. gasto com 4 alimentos: 6 Observando o gr´fico vem: a gasto com material 1 de limpeza: 6 3 4 1 − = 6 6 6 A diferen¸a entre duas fra¸˜es com denominadores iguais ´ uma fra¸˜o c co e ca cujo denominador ´ igual ao das fra¸˜es dadas e cujo numerador ´ a e co e diferen¸a dos numeradores.6)=30. . . . Quando vamos somar ou subtrair fra¸˜es que tem denominadores dico ferentes. . 1 4 No mercado gastei do que possuia em alimentos e em material de 6 6 limpeza. determinar a fra¸˜o ca equivalente com denominador 30. 10 20 30 40 50 60 10 5 10 15 20 25 30 35 40 45 50 5 . em prico meiro lugar. . aplicar a regra anterior.AULA 1 A soma de fra¸˜es com denominadores iguais ´ uma fra¸˜o cujo denomico e ca nador ´ igual ao das parcelas e cujo numerador ´ a soma dos numeradores e e das parcelas. s˜o fra¸˜es equivalentes a . . . . . depois. 27 CEDERJ . .Fra¸˜es co ´ MODULO 1 . c 2o Caso: Denominadores diferentes Quando as fra¸˜es tem denominadores diferentes temos que. co Exemplo: 4 5 + 10 6 4 4 8 12 16 20 24 . devemos primeiro reduz´ ı-las ao mesmo denominador e. . . Devemos. a co 6 12 18 24 30 36 42 48 54 60 6 Procurando as fra¸˜es equivalentes que tem o mesmo denominador e co usando a regra anterior vem: 12 25 37 + = 30 30 30 ou 24 50 74 37 + = = 60 60 60 30 Note que mmc(10.

No s´ de Daniel. ´ de feij˜o e o restante ıtio ca e e a 3 5 ´ de arroz.Fra¸˜es co Exerc´ ıcios 1. do total da popula¸˜o brasileira. a) 1 2. a ca e c 25 Qual a fra¸˜o da popula¸˜o brasileira corresponde ` ra¸a amarela? ca ca a c Gabarito 1. Calcule: a) b) 3 1 + 4 4 13 5 − 4 4 c) 3 − d) 2 + 5 6 1 2 + 4 4 e) 4 2 3 +6 7 7 1 9 f) 5 − 4 2. da planta¸˜o ´ de milho. O censo revelou que. Calcule o valor de cada express˜o abaixo: a a) 4 1 − 3 5 + 5 1 − 4 3 b) 1 + 1 1 4 1 − − − 3 5 3 2 1 1 1 c) 3 + 2 − 4 4 2 6 1 7 1 1 1 −1 + 2 − d) 3 − 2 −2 11 4 4 2 3 1 1 4. a 20 10 s˜o morenos e negros e a fra¸˜o restante ´ de ra¸a amarela. Qual ´ a fra¸˜o correspondente ` planta¸˜o de arroz? e e ca a ca 11 5. Calcule: a) b) 1 1 + 3 4 4 3 − 3 4 c) d) 1 4 2 + + 5 3 9 11 13 + 60 72 e) f) 6 3 + 5 4 3 1 − 7 3 3. a) CEDERJ 28 b) 2 b) 7 12 9 30 c) 13 6 c) 79 45 19 12 d) 11 4 d) 131 360 80 33 e) 75 7 e) 39 20 f) 8 9 f) 2 21 7 12 123 60 b) c) d) . a) 3. ca s˜o brancos.

que ´ um retˆngulo. Para isso. 3 5 15 15 15 A planta¸ao inteira corresponde a c˜ 15 15 8 7 logo. 20 aplicando a f´rmula: Aretˆngulo = b · h onde b → base e h → altura. 1 1 5 3 8 + = + = . Assim. vai usar 3 3 de um lado e do outro. Que fra¸˜o do terreno ser´ o pasto? Qual ser´ ca a a 4 5 a ´rea desse pasto? a 3 3 Como v˜o ser usados de um lado e do a 4 5 9 do terreno.AULA 1 4. o a 3 3 3 3 9 Da´ Aretˆngulo = ı · km2 . pode ser obtida a e a seja. ou 20 20 9 km2 . (Observe outro. temos de arroz − = 15 15 15 15 5. a 4 5 4 5 20 Portanto para multiplicar duas fra¸˜es.Fra¸˜es co ´ MODULO 1 . a ´rea do pasto. co a Exemplos: 8 \ 4 40 32 1) · = \1 7 5 7 \ 1 105 \ 50 3 \ 5 2) · = \ 12 \ 2 5 \ 1 42 29 CEDERJ . basta multiplicar os numeradoco res entre si e os denominadores entre si. Temos que · = . o pasto ser´ a 20 o gr´fico) a Mas o terreno ´ quadrado e a ´rea de um quadrado ´: A = 1 km · 1 km = e a e 2 1 km . sua ´rea ´ a e de 1 km2 . Ele precisa a cercar uma parte desse terreno para o pasto de seu gado. 5 100 Multiplica¸˜o e divis˜o de n´ meros fracion´rios ca a u a Multiplica¸˜o ca Jo˜o tem um terreno quadrado de lados medindo 1 km. 9 9 Como o pasto ´ igual a e do terreno. Exemplos: 3 5 3·5 15 5 1) · = = = 4 6 4·6 24 8 2) 3 7 21 · = =1 7 3 21 Observa¸˜o: Podemos evitar a simplifica¸˜o do produto de fra¸˜es se tomarca ca co mos o cuidado de cancelar os fatores comuns ao numerador e denominador das fra¸˜es que v˜o ser multiplicadas.

a) 3 2 44 b) c) 6 d) 7 5 35 4 6 1 2.Fra¸˜es co Exerc´ ıcios 1. a) b) c) d) 40 28 40 8575 4. Calcule o valor das express˜es: o 1 3 1 3 · + · 2 5 6 4 3 5 8 7 + − b) · 5 3 7 8 5 2 1 5 2 − c) 1 + · − · 2 4 3 2 5 1 24 5 18 7 · + · −1 d) · 35 5 15 49 3 a) 4. pois Jos´ comeu e 2 5 2 2 3 2 3 2 a e Jo˜o comeu do restante − = que significa de = . Jos´ comeu e 2 2 de uma barra de chocolate e Jo˜o comeu do restante. 5 3 5 5 5 3 5 5 2 2 5 4 4 1 e a b) Jos´ e Jo˜o comeram + = e sobrou − = . Calcule os produtos b) A metade de 1 3 2 b) 7 a) 4 3 3 · 5 · 2 3 · 3 8 1 d) 9 · 9 c) 3. a) Os dois comeram a mesma quantidade de chocolate. a 5 3 a) Quem comeu mais? b) Que fra¸˜o do chocolate sobrou? ca Gabarito 1. 5 5 5 5 5 5 CEDERJ 30 . Calcule a) O triplo de 1 7 4 5 c) A ter¸a parte de 18 c 11 4 d) Os de 7 5 2. a) b) c) d) 1 9 35 4 17 17 9 2136 3.

a fra¸˜o ca e ca 4 3 3 que se obt´m trocando entre si o numerador e o denominador de . isto ´. 4 6 x Denominemos o quociente procurado pela fra¸˜o . 4 6 4 5 Sendo O quociente de uma fra¸˜o por outra ´ igual ao produto da 1a fra¸˜o pelo ca e ca a inverso da 2 . ca e Quociente de fra¸˜es co 3 5 : . . 6 · 5 6 3 6 · = · 6 5 4 5 31 CEDERJ . y 4 5 x 3 5 x 3 6 = : e = · . ca y Temos: x 3 5 = : y 4 6 Vamos calcular o quociente Multiplicando o quociente pelo divisor. e 5 x y Como 5 6 · = 1. e ca O produto de uma fra¸˜o pelo seu inverso ´ 1. y 4 6 y 4 5 3 5 3 6 Conclu´ ımos : = · . membros dessa igualdade pelo inverso de 5 . vem: 6 5 x 3 6 ·1 = · . e 4 3 4 12 Note que · = =1 4 3 12 Chama-se inverso ou rec´ ıproco da fra¸˜o ca Inverso ou rec´ ıproco de uma fra¸˜o diferente de zero ´ a fra¸˜o que se ca e ca obt´m trocando entre si o numerador e o denominador da fra¸˜o dada.AULA 1 Divis˜o a Inverso ou rec´ ıproco 4 3 a fra¸˜o .Fra¸˜es co ´ MODULO 1 . obtemos o dividendo: 3 x 5 · = y 6 4 Vamos multiplicar os dois 6 isto ´.

ca no aluguel da casa e 16 a) Quanto custa o aluguel da casa do Jo˜o? a b) Quanto a fam´ de Jo˜o gasta em condu¸˜o? ılia a ca c) Que fra¸˜o do sal´rio sobra para outras despesas? ca a Gabarito 1. a) R$ 960. a) 2. Jo˜o a a a 1 a gasta metade do sal´rio para alimentar sua fam´ a ılia. Jo˜o tem o sal´rio incluindo as horas extras de R$ 3. Calcule o valor das seguintes express˜es: o a) b) c) d) 3 1 + 5 5 1− 11 : 5 1 2 : 1 1 − 3 4 1 3 1− 1 4 : 1− 1 6 · 1− 1 1 3 + : 4 3 4 : 1 5 7 1 + · 3 − 6 7 4 3 · 1 1 : 3 7 1 1 − 2 4 3.00 CEDERJ 32 . Calcule: a) 5 10 : 3 3 c) 3 9 : 5 7 e) 2 1 4 :3 7 14 1 b) 6 : 3 19 38 d) : 80 40 3 f) 5 5 4 2.840.00.00 b) R$ 180. gasta do sal´rio 4 3 do restante em condu¸˜o.Fra¸˜es co Exerc´ ıcios 1. a) 1 2 48 5 b) 18 b) 3 10 c) 7 15 396 125 d) 1 4 d) c) 37 36 13 64 e) 15 23 f) 12 25 c) 3.

Solu¸˜o: ca Vocˆ deve ter se lembrado do crit´rio de divisibilidade por 9. como 1000 = 999 + 1. claramente u e ıvel 1134 ´ divis´ por 9 se.AULA 1 Sugest˜es e Solu¸˜es das Atividades Propostas o co Atividade 01 Explique de maneira convincente o porque dos n´ meros 1134 e 53172 u s˜o divis´ a ıveis por 9. A pr´tica ´ o ganha-p˜o de muitos maca a e a tem´ticos: pode ser muito. podemos escrever 1134 = 1 × (999 + 1) + 1 × (99 + 1) + 3 × (9 + 1) + 4 = = [1 × 999 + 1 × 99 + 3 × 9] + [1 + 1 + 3 + 4]. essa n˜o ´ uma atitude matem´tica a a e a muito positiva. ´ fundamental entender a a e o porque da regra funcionar. fazem parte da cultura matem´tica. Mas. e somente se. Assim. Repita e ıvel e ıvel o racioc´ ınio com o outro n´ mero. Neste caso. e Agora. 100 = 99 + 1 e 10 = 9 + 1. a soma de seus algarismos u e ıvel for divis´ por 9. voltemos ` nossa vaca fria: e a por que ´ dif´ decompor o n´ mero 97343 em fatores primos? e ıcil u 33 CEDERJ . a explica¸˜o ´ simples. 1+1+3+4 ´ divis´ por 9. 1134 = 1 × 1000 + 1 × 100 + 3 × 10 + 4. No entanto. Regras s˜o importantes pois s˜o muito uteis em situa¸˜es a a ´ co pr´ticas. Devido ao ca e nosso sistema num´rico decimal. Procure saber sobre os chamados primos de Mersenne e vocˆ ter´ a e a uma id´ia melhor do que isso quer dizer.Fra¸˜es co ´ MODULO 1 . como 1 + 1 + 3 + 4 = 9. n˜o e e a h´ mais nada a discutir. Observe que essa explica¸˜o ´ ilustrativa u ca e mas n˜o ´ uma demonstra¸˜o do crit´rio de divisibilidade por 9. que ´ sime e e ples: um n´ mero ´ divis´ por 9 se. 1134 ´ divis´ por 9. e somente se. Mas. isso ´ convincente? Bem. muito dif´ decompor um n´ mero em fatores a ıcil u primos. uma vez que a e ca e usamos apenas um exemplo. se vocˆ simplesmente acredita nas regras. A teoria ´ o maravilhoso Teorema a e Fundamental da Aritm´tica que afirma que todo natural admite uma unica e ´ decomposi¸˜o em fatores primos. Determinar se um dado n´ mero ´ primo ou n˜o j´ ´ uma tarefa u e a a e titˆnica. Atividade 02 Por que ´ dif´ decompor o n´ mero 97343 em fatores primos? e ıcil u Solu¸˜o: ca Quanto tempo vocˆ gastou com esse exerc´ e ıcio? Bem. ıvel e ıvel Mas. a id´ia aqui ´ e e colocar a teoria e a pr´tica em contato. Como o n´ mero [1 × 999 + 1 × 99 + 3 × 9] ´ divis´ por 9.

veja: 97343 = 311 × 313. co e Portanto. respectivamente. devemos verificar se 3 × 5 ´ igual −5 5 a (−3) × (−5). Mas. e a Para verificar a igualdade CEDERJ 34 . que ´ verdade.. podem ser resolvidas no conjunto dos n´ meros naturais. −5 5 Solu¸˜o: ca 3 −3 e = . e Atividade 04 Use a defini¸˜o anterior de igualdade de n´ meros racionais para verifica u 3 −3 car que = .. n˜o se preocupe. somado a si mesmo resulte ca u em 7. um n´ mero a a u com tal caracter´ ıstica. e ıcil ca Atividade 03 Quais das seguintes equa¸˜es podem ser resolvidas no ˆmbito dos n´ meros co a u naturais? E no ˆmbito dos n´ meros inteiros? a u a) x + 2 = 7 b) x + 4 = 1 c) 3x + 7 = 4 d) 2x + 4 = 8 e) 2x + 5 = 7 f) 2x + 6 = 13 Solu¸˜o: ca As equa¸˜es (a). respectivamente. quando vocˆ fizer as disciplinas de Algebra. 2 e 1. uma vez que ´ preciso co e subtrair 3 de 4 e de 7 para obtermos 1 e 4. precica samos estender os inteiros a um conjunto maior. um n´ mero ´ u ımpar. o que chamamos conjunto dos racionais. Para resolver essa equa¸˜o (muito simples). J´ as u a equa¸˜es (b) e (c) demandam um conjunto maior. pois ambos produtos s˜o iguais a 15. O nome cient´ ıfico do bicho ´ corpo de fra¸˜es dos n´meros e co u inteiros. Ora. Assim. no conjunto dos inteiros.Fra¸˜es co A pergunta tem um certo subjetivismo e vocˆ poderia ter respondido: e mas n˜o ´ dif´ decompor este n´ mero. n˜o h´. Finalmente. para resolver a a equa¸˜o (f) precisamos de um n´ mero tal que. as respostas de (b) e (c) s˜o. Chegar´ a hora de vocˆ aprender esse latim a a e ´ todo. Moral da Hist´ria: se os fatores primos de um n´ mero forem relativao u mente grande. −3 e −1. ´ dif´ obter sua decomposi¸˜o em fatores primos. a e ıcil u A eventual dificuldade reside no fato de que para decompor ter´ ıamos que tentar a sua divisibilidade por todos os primos menores do que 311. respectivamente. (d) e (e) tˆm respostas 5.

´ necess´rio que x seja diferente de 1. pois x − 1 deve ser ca e a diferente de zero. x − 1 = 6.AULA 1 Atividade 05 Determine o valor de x tal que ca Solu¸˜o: 2 seja um leg´ ıtimo n´ mero rau x−1 cional. ca ou seja. fazemos (x−1)×1 = 2×3. cuja solu¸˜o ´ x = 7. que respeita a condi¸˜o x = 1. considerando essa condi¸˜o.Fra¸˜es co ´ MODULO 1 . uma fra¸˜o. Mas. para que 2 1 = . x−1 3 35 CEDERJ . ca e ca Antes de qualquer coisa.

.

os nossos n´ meros de cada dia. . se fez sem alarde nem nomes – de maneira anˆnima – bem e o ao estilo da cultura hindu. Veja que a etimologia da palavra zero ´ do latim zephyrum. e hoje enriquecem a cultura ocidental. a u e aliada a uma nota¸˜o extremamente feliz – posicional. usamos o algarismo 1 em trˆs situa¸˜es. Isso s´ foi poss´ devido ` introdu¸˜o de um s´ o ıvel a ca ımbolo representando o nada – a coluna vazia. tanto para a Matem´tica quanto para as a demais ciˆncias. ´rabe para e a vazio. que o mundo todo usa. Ao escrevermos 11 031. a Esse sistema. pronunciado vulgarmente s´fer. Em 711 os ´rabes a e a cruzaram o Estreito de Gibraltar e invadiram a Pen´ ınsula Ib´rica. ca onze mil e trinta e um. O resto da Europa eventualmente se rendeu ao novo sistema. medicina. Essa conquista estupenda. . representado pelos e algarismos hindu-ar´bicos. MMMCDXXIII por CLVII . Isso n˜o fora considerado pelas outras culturas. levando e na bagagem os algarismos e tantos outros conhecimentos. que provem de sifr. mas n˜o o fez sem muita resistˆncia. Atividade 01 Vocˆ sabe escrever 11 031 usando n´ meros romanos? Experimente mule u tiplicar. 37 CEDERJ . foi adotado pelos ´rabes no s´culo 8. Sem o zero n˜o poder´ e a ıamos diferenciar 11 031 de 1 131. de astronomia. N˜o h´ afirma¸˜o mais verdadeira. a Linguagem da Ciˆncia”. ´ sua simplicidade. tem suas origens na ´ India. a representar o vazio era inconceb´ ıvel. com diferentes e co significados. por volta de 200 aC. escrito por Tobias Dantzig. diferenciados apenas por suas posi¸˜es em rela¸˜o aos demais co ca algarismos.N´meros Decimais u ´ MODULO 1 .AULA 2 Aula 2 – N´ meros Decimais u Introdu¸˜o ca H´ um livro maravilhoso. cujo t´ a ıtulo ´ e “N´ mero. o 3 e o 0. por exemplo. u e a a ca Seria imposs´ atingir o desenvolvimento cient´ ıvel ıfico-tecnol´gico a que chegao mos sem dispor de ferramenta t˜o eficaz quanto os sistema num´rico decimal a e representado por algarismos hindu-ar´bicos. o nome do vento oeste. a e A grande qualidade do sistema num´rico decimal.

a e Defini¸˜o: Denomina-se fra¸˜o decimal toda fra¸˜o em que o denominaca ca ca dor ´ uma potˆncia de 10 com o expoente natural.N´meros Decimais u N´ meros Decimais – os n´ meros nossos de cada dia u u Quando falamos em n´ meros. 10 100 1000 10000 ↑ ↑ ↑ ↑ 101 102 103 104 Os denominadores s˜o potˆncias de 10. com p e n inteiros tais que p. ´ ındices dos mais diversos e muito mais. estamos nos referindo a uma classe bem especial de n´ meros u racionais – os chamados n´ meros decimais. pre¸os de u c objetos. 82 = 982 100 171 171 = 1 10 000. os n´ meros com u u os quais lidamos na nossa vida di´ria. 10 Assim. Apesar de serem uma parcela realmente pequena de n´ meros. notas de provas. Veja a defini¸˜o de n´ meros decimais: a ca u Os n´meros decimais s˜o todos aqueles que podem ser escritos na u a p forma ± n . 00 0. 000349 = 1000000 9. na padaria. 7547 = − 117547 10 000 349 0. mesmo se considerarmos u apenas o conjunto dos n´ meros racionais. 7547 9. e e CEDERJ 38 . eles bastam para a maioria das u nossas necessidades di´rias. 82 10 000. no posto de a o gasolina. 000349 171 Esses n´ meros podem representar medidas de comprimento. 00 = Fra¸˜o decimal ca Observe as fra¸˜es escritas abaixo: co 2 3 25 5 . . no ˆnibus. com as pessoas comuns. . Veja alguns exemplos: u 1205 −11. n ≥ 0. a lista anterior pode ser reconhecida como 1205 = 1205 1 10000 1 −11.

2o ) Criaremos novas ordens. 043 em fra¸˜o decimal. 043 = 1000 39 CEDERJ 7.20 → sete inteiros e vinte cent´simos e 5. Como teremos que representar partes da unidade. Como 4689 = 4 × 1000 + 6 × 100 + 2 × 10 + 9. u ampliaremos o sistema de numera¸˜o decimal. obedecendo ao princ´ ıpio de cada ordem vale do que 10 est´ a sua esquerda.18 → dezoito cent´simos e 0. ` a 1 direita da v´ ırgula. no numeral: 4689 O valor dos algarismos deste numeral depende da ordem que ele ocupa. ent˜o a O algarismo 6 na ordem das centenas −→ vale 6 · 100 O algarismo 8 na ordem das dezenas −→ vale 8 · 10 O algarismo 9 na ordem das unidades −→ vale 9 · 1 O algarismo 4 na ordem das unidades de milhar −→ vale 4 · 1000 Quando um algarismo ´ deslocado uma ordem ` direita.8 → oito d´cimos e 19. a Eis alguns numerais e como devem ser lidos: 0. vamos apresentar u os n´ meros decimais. Assim. chamadas ordens decimais ou casas decimais.N´meros Decimais u ´ MODULO 1 . Para representar os n´ meros racionais de outro modo. quando ele ´ deslocado ` esquerda o seu valor passa e a a ser 10× o anterior. seu valor passa e a 1 a ser 10 do anterior. ca ca Transformar 0.AULA 2 Numeral decimal Sabemos que cada algarismo que comp˜e um numeral ocupa certa oro dem. E.421 → dezenove inteiros e quatrocentos e vinte e um mil´simos e Fra¸˜o decimal e numeral decimal ca Transforma¸˜o de numeral decimal em fra¸˜o decimal.8 → cinco inteiros e oito d´cimos e . ca 43 0. ca 1o ) Colocaremos uma v´ ırgula para separar as unidades inteiras das partes da unidade.

4 10 ↑ 1 casa ↑ decimal 1 zero 2) 34 = 0. 0034 10000 ↑ 4 casas ↑ decimais 4 zeros Propriedades dos n´meros decimais. ca ca Transformar 35 em numeral decimal.N´meros Decimais u Portanto. Exemplos: 1) 324 = 32. por 100 e por 1000. ca Sabemos que 4. u Consideremos 4. Exemplos: 4723 1) 47. 0035 10000 10000 Para transformar uma fra¸˜o decimal em n´ mero decimal escreve-se o ca u numerador da fra¸˜o com tantas ordens decimais quantos forem os zeros ca do denominador. 00431 = 100000 → 5 zeros ↓ 5 casas decimais Transforma¸˜o de fra¸˜o decimal em numeral decimal. Para transformar um numeral decimal em fra¸˜o decimal escreve-se uma ca fra¸˜o cujo numerador ´ o numeral decimal sem a v´ ca e ırgula e cujo denominador ´ o algarismo 1 seguido de tantos zeros quantas forem as casas e decimais do numeral dado. 23 = 100 → 2 zeros ↓ 2 casas decimais 431 2) 0. 31 = 431 4310 43100 431000 = = = 100 1000 10000 100000 CEDERJ 40 . 10000 35 35 representa 35 d´cimos de mil´simos.31 431 100 Vamos multiplicar os termos dessa fra¸˜o por 10. logo e e = 0.

518 × 100 = × 100 = = 451. e 41 CEDERJ . 18100 = 4. 181000 Conseq¨ˆncia ue A principal conseq¨ˆncia da 1a propriedade ´ que dois n´ meros decimais ue e u quaisquer podem sempre ser representados com o mesmo n´ mero de ordens u decimais.156 e 2. 1 = 34. 10 = 34. duas.518. 18 1000 / 1 100 4518 4518 // 4. 1000 2) 4. basta deslocar a v´ ırgula uma. Exemplo: 4. trˆs. 181 = 4. 518 × 1000 = × 1000 = 4518 /// 1000 = Da´ temos: ı 2a Propriedade: Para multiplicar um numeral decimal por 10. Multipliquemos esse numeral por 10. 31 = 4. etc. 518 × 10 / 4518 10 4518 × = = 45. a Exemplos: 1) 34.156 e 2. por 100.14 podem ser escritos: 4.140 (ambos com 3 casas) Consideremos 4. 8 // 1000 10 4518 /// 4. 3100 = 4. 31000 Conclu´ ımos ent˜o a 1a Propriedade: Um numeral decimal n˜o se altera quando retiramos ou acrescentamos a um ou mais zeros ` direita da sua parte decimal. 1810 = 4. 100 = 34. obtemos: ca 4. etc.AULA 2 Se transformarmos cada fra¸˜o em numeral decimal. casas decimais para a direita. por 1000. por 100 e por 1000: 4.N´meros Decimais u ´ MODULO 1 . 310 = 4.

45 × 100 = 43145 3) 0. 345 > 0. 21 : 100 = : 100 = · = = 3.21 por 10. etc. 2431 1◦ ) Reescrevemos os dois decimais com igual n´ mero de casas (1a proprieu dade) 0. 21 : 10 = Da´ temos: ı 3a Propriedade: Para dividir um n´ mero decimal por 10. 2431. a Vamos dividir 314.N´meros Decimais u Exemplos: 1) 13. 31421 31421 31421 1 : 10 = · = = 31. 3450 e 0.3425 3) 3. 12 Aplica¸˜o .Compara¸˜o de decimais ca ca A 2a propriedade ´ aplicada na compara¸˜o de numerais decimais. por 100. duas.21 : 10 = 0.003421 CEDERJ 42 . e Exemplos: 1) 5. 421 100 100 10 1000 31421 31421 1 31421 314.25 : 100 = 4. 1421 100 100 100 10000 31421 31421 1 31421 314. trˆs. por 100 e por 1000. 4 × 10 = 134 2) 431. basta u deslocar a v´ ırgula uma. 2431 2◦ ) Eliminamos a v´ ırgula (multiplicar por 10000) e comparamos os n´ meros u restantes. 00412 × 1000 = 4. e ca Exemplo: Comparar os numerais 0.521 2) 434. etc. 345 e 0. 31421 100 100 1000 100000 314. casas decimais para a esquerda. 3450 > 2431 ent˜o 0. por 1000. 21 : 1000 = : 1000 = · = = 0.421 : 1000 = 0.

a) 18% b) 34% c) 50% d) 70% 4. Transforme um numeral decimal. 34×10 b) 0. Transforme as porcentagens abaixo em n´ mero decimal e em fra¸˜o u ca decimal. Quanto passou a ganhar por aula? 5. 0453 × 100 c) 0. 005 × 10−4 −22052 1.N´meros Decimais u ´ MODULO 1 . Um professor recebia R$ 200. e O fator 10n ´ a ordem de grandeza do n´ mero. 1 × 105 e) 0. 8 1000 54 b) 10 a) 138 100 41 d) 1000 c) e) 1723 100 324 f) 5 10 3.0014 2. 74 : 100 f) 4. no quadro a seguir exemplos de n´ meros com suas respectivas u nota¸˜es cient´ co ıficas e ordens de grandeza. 2052 × 104 5. 0 × 10−7 5. 0000567 0.AULA 2 Nota¸˜o Cient´ ca ıfica ´ E comum precisarmos comparar n´ meros decimais. Efetue a) 0. co a) 0.00 por aula e teve um aumento de 35%.3 b) 1. Transforme em fra¸˜es decimais. 357 0. 3 : 10 43 CEDERJ g) 0.222 e) 9. 1 : 1000 .43 d) 0. 147. com n um inteiro. Esse processo pode u ser facilitado se usarmos uma conven¸˜o a que chamamos nota¸˜o cient´ ca ca ıfica.2324 f) 0. A nota¸˜o cient´ ca ıfica de um n´ mero decimal ´ escrevˆ-lo na forma u e e ± a × 10n onde a ´ um decimal tal que 1 ≤ a < 10. 004×1000 d) 42. e u Veja. 67 × 10−5 2 −5 4 −7 Exerc´ ıcios 1. 47357 × 102 −2.34 c) 11.

0001 Adi¸˜o e subtra¸˜o de decimais ca ca Adi¸˜o ca Para calcular a soma 3. 6 + 0.4 c) 1143 100 c) 1. Subtra¸˜o ca Para subtrair numerais decimais.18 e b) 134 100 b) 5. 424 = 3.38 + 31.7 e c) 4 d) 4210000 e) 0. R$ 270. 019 44 − CEDERJ . 404 Portanto para somar numerais decimais: 1◦ ) Igualamos o n´ mero de casas decimais das parcelas.0074 f) 0.4 b) 4. 424 + 35.00324 f) 7 10 18 100 4.N´meros Decimais u Gabarito 3 10 2. procedemos de modo similar ao usado na adi¸˜o.6 + 0.5 e e) 92324 10000 e) 17. ca Exemplo: 29. 38 + 31.53 b) 0. 321 15. 404 1000 Ou simplesmente somar os n´ meros decimais da seguinte forma: u 3. 380 31. 600 0. a) 0.008 1.34 e 50 100 d) 0.38 34 100 d) 222 1000 d) 0. a) 3. 340 14.321 29.424 podemos converter os decimais em fra¸˜es e som´-las: co a 38 31424 3600 + 380 + 31424 36 + + = 10 100 1000 1000 35404 = = 35. 3◦ ) Somamos como se fossem n´ meros naturais e colocamos a v´ u ırgula alinhada com as outras.23 14 10000 f) 0. u 2◦ ) Colocamos v´ ırgula debaixo de v´ ırgula. a) 3.041 c) 0. acrescentando zeros.00 5.43 g) 0. a) 0.34 .14.

co a 36 1836 66096 3. 36 216 108 288 36 66. e 10 | 4 2 2 ⌣ Podemos neste caso obter um quociente mais preciso (com resto 0) se continuarmos a divis˜o. u Divis˜o de decimais a Divis˜es exatas o Exemplo 1: Vamos achar o quociente de 10 por 4. 096 Da´ temos que para multiplicar numerais decimais: ı 1◦ ) Multiplicamos os decimais como fossem n´ meros naturais. 36 podemos converter os decimais em fra¸˜es e multiplic´-las. 6 18. 6 × 18. Assim teremos: 10 | 4 2 2 10 | 4 20 2. u ◦ 2 ) Damos ao produto tantas casas decimais quanto seja a soma dos n´ meros de casas decimais dos fatores. a O que faremos ent˜o? a Vamos acrescentar um zero ao resto (significa multiplicar o resto por 10). 10 | 4 20 2. mas vamos obter o resto 2. 096 10 100 1000 Ou simplesmente multiplicar esses n´ meros da seguinte forma: u 3.AULA 2 Multiplica¸˜o de decimais ca Para calcular o produto 3. 6 × 18. isto a significa colocar uma v´ ırgula no quociente depois do 2.N´meros Decimais u ´ MODULO 1 . 36 = × = = 66. No conjunto dos naturais ´ 2. para n˜o alterar o resultado basta dividirmos o quociente por 10. 5 0 ⌣ 45 −→ −→ CEDERJ .

h´ divis˜es entre naturais em que ap´s alguns passos consea o o guimos.344. Logo temos: H´ divis˜es n˜o exatas em que conseguimos obter apenas valores aproa o a ximados para o quociente. . De modo similar ao exemplo 1. a Exemplo: Vamos calcular 211 : 90 1◦ passo 211 | 90 31 2 2◦ passo 211 | 90 310 2. . o quociente ´ chamado de d´ e ızima peri´dica.34444. do quociente.N´meros Decimais u Exemplo 2: Vamos dividir 30 por 8. por falta. obter um quociente decimal e resto 0. o quociente ´ chamado de decimal exato. o quociente ser´ da forma 2. o CEDERJ 46 . −→ 30 | 8 60 3. O algarismo 4 ir´ repetir-se como resto e obteremos aproximaa dos. Pelo e fato de haver algarismos que se repetem periodicamente no quociente. a a Notamos que o quociente ´ maior que 2 e menor que 3. 7 4 −→ Em resumo. Nesses casos. etc. jamais obteremos a resto zero. mesmo prosseguindo na divis˜o. e 3◦ passo 211 | 90 310 2. assim 2. 2. e Divis˜es n˜o exatas o a Nem sempre a divis˜o acaba por apresentar resto 0. 2. vem: 30 | 8 60 3. . 344 −→ 400 400 −→ Observamos que. 75 40 0 ⌣ 30 | 8 6 3 −→ 30 | 8 60 3. Note que o algarismo 4 se repete. 3 40 Como h´ um resto. 34 400 40 4◦ passo 211 | 90 310 2.3444. porque nunca se obt´m resto zero.

. . . . o Solu¸˜o ca 0. . . . = 141 Obs. = 1 99 − =⇒ = 141 42 =1 99 99 Esta d´ ızima ´ chamada d´ e ızima peri´dica composta. pois depois da o v´ ırgula tem parte que repete (4) e parte que n˜o repete (3). 4242 . . . = 234. devemos multiplicar por 10. 4242 . o 1.: 1) Se a parte que repete ´ 1 algarismo. se a e parte que se repete s˜o 2 algarismos devemos multiplicar por 100. . = 100 23.N´meros Decimais u ´ MODULO 1 . 333 . = 10 0. 333 . Esta d´ ızima ´ chamada d´ e ızima peri´dica simples. 3 Exemplo 2: 1. . pois depois da v´ o ırgula s´ tem a parte que repete. a Solu¸˜o ca 2. . . . = 100 1. a na d´ ızima peri´dica simples.AULA 2 Transformar uma d´ ızima peri´dica em fra¸˜o o ca Exemplo 1: 0. 3444 . o 2) A fra¸˜o obtida ´ chamada geratriz da d´ ca e ızima. . Exemplo 3: 2. 333 . 44 . . etc . . = 1 3 = 9 − =⇒ = 3 1 = 9 3 (×10) 1 Logo. 424242 . 333 . . = 10 211 = 90 − =⇒ (multiplicar at´ a parte que repete) e (multiplicar at´ a parte que n˜o repete) e a 31 211 = =2 90 90 47 CEDERJ . = 3. . 3444 . . 333 . . 44 . 424242 . . . . . temos que 0. . = . = 142. . ´ E uma d´ ızima peri´dica simples. .

. e 324 | 180 1440 1. b ∈ Z. b = 0 . . os n´ meros decimais exatos e as d´ u u ızimas peri´dicas s˜o n´ meros racionais. 8 = 3. . ca a Q = x | x = . −1. 2. a o CEDERJ 48 . os n´ meros inteiros. dividir 3. 2. que os n´ meros irracionais s˜o exatac u a mente as d´ ızimas n˜o peri´dicas. 8 ´ o mesmo que dividir 324 por 180. . 24 : 1. 1. 24 : 1. b Portanto. em estudos mais avan¸ados. acresu centando zeros.N´meros Decimais u Divis˜o de decimais a Calcular o quociente 3. e u Z = {. 8 324 18 324 10 324 : = · /= 100 10 100 18 180 / Logo. 8 0 ⌣ Da´ para dividir dois decimais: ı 1◦ ) Igualamos o n´ mero de casas decimais do dividendo e do divisor. u Conjuntos num´ricos e Vimos a representa¸˜o dos conjuntos num´ricos: ca e N ´ o conjunto dos n´ meros naturais. . o a u O conjunto dos n´ meros que n˜o podem ser representados por fra¸˜es u a co s˜o denominados n´ meros irracionais e representamos por I. 3. }. 3◦ ) Dividimos os n´ meros naturais que resultam das etapas anteriores. . Z ´ o conjunto dos n´ meros inteiros. 24 por 1. e u N = {1. 0. Pode-se dea u monstrar. −2. . . que s˜o aqueles que podem ser e u a escritos em forma de fra¸˜o. } Q ´ o conjunto dos n´ meros racionais. a. . 2◦ ) Eliminamos as v´ ırgulas.

8 d) 3.4143 + 3.05 + 5. (ii) Sinal (−): elimina os n´ meros positivos de um conjunto.N´meros Decimais u ´ MODULO 1 . .4 e) 43.3 b) 0. 3. . } (conjunto dos n´ meros inteiros n˜o neu a gativos).04 + 51.1 .64 + 3. −3.11. 414213 . e = 2.48 + 4.43 . .5 h) 0. −2. u Exemplo: Z− = {.4 i) (1. .4 f) 3.2. . .4 × 10. −1. e u a Exemplo: R∗ ´ o conjunto dos n´ meros reais n˜o nulos. . .01 × 43. . u Exemplo: Z∗ ´ o conjunto dos n´ meros inteiros n˜o nulos.34 + 81.3 . e u a Exerc´ ıcios 1.3 l) 27. . Efetue as seguintes opera¸˜es: co a) 7. (iii) Sinal (∗): elimina o n´ mero 0 (zero) de um conjunto.45 49 CEDERJ .AULA 2 Exemplo: √ 2 = 1. u Exemplo: Z+ = {0. O conjunto dos n´ meros racionais e irracionais ´ denominado n´ meros u e u reais e representamos por R.7. 7182818 . 0} (conjunto dos n´ meros inteiros n˜o u a positivos). .41 . 1.4 + 0.3) × 1.4 c) 78. Nota: Na representa¸˜o de conjuntos num´ricos s˜o usadas as conven¸˜es: ca e a co (i) Sinal (+): elimina os n´ meros negativos de um conjunto. π = 3.001 × 100 j) 1. 1415926 . 2.41 × 4 g) 11.1. .1 × 4.

a) b) c) 3 CEDERJ 50 . 005 c) 83.3 p) 17. . 636363 .56 : 0. Calcule (0. . 78 g) 119. a) 20 3. 5. 1 6. 1133 . 0001 4. 1333 . .N´meros Decimais u m) 65 : 2 n) 1 : 20 o) 1870 : 20 p) 274 : 16 q) 8 : 3 r) 88. . 01 j) 12.12 b) 0. 6. . . 999 . 777 .02 : 4 3. 85 i) 1. Calcule 0. . 92 d) 2. Calcule os quocientes a) 2.2 : 21 s) 40 : 11 2. . 333 . 1) · (0. . 5. 222 . 70 n) 0. a) 11.16 d) 5. 5 s) 3. 5 b) 0. 64 m) 32. . . . . 05 2. 1 10 · 0. Determine a soma 0. 67 q) 2. b) 0. c) 2. 232323 . . 10 9 2 9 23 99 17 150 b) 54. 8543 h) 0. 0.4 : 0. . 32 r) 4. 7 l) 101. c) 3. + 0. 2 f) 13. 001) · 0. 666 .14 : 0. . . Gabarito 1. e) 31. 125 c) 16 d) 17. . Determinar a fra¸˜o de cada d´ ca ızima peri´dica: o a) 0. 01 4. 434 o) 93.

2 × 107 . 037 15 × 10−3 151 × 10−3 0. 22000000 Solu¸˜o: ca 22000000 = 2. −0. 151 × 10−3 = 1. 0001 = 1. 037 = −3. 0. 012 = 0. 51 CEDERJ .AULA 2 Sugest˜o e Solu¸˜o da Atividade Proposta a ca Atividade 01 Escreva os n´ meros a seguir usando a nota¸˜o cient´ u ca ıfica. 15 × 10−3 = 1. 7 × 10−2 . 0 × 10−4.N´meros Decimais u ´ MODULO 1 . 51 × 10−1 . 012 −0. 5 × 10−4 .

.

mais adiante no curso. ´ 2. Para entender um pouco mais o porque da imca possibilidade de dar sentido num´rico a 00 vocˆ deve aguardar o estudo e e das disciplinas de C´lculo. u u A potˆncia de expoente n de a. u a u com n ≥ 2. vocˆ perceber´ que potencia¸˜o e a ca est´ na base das defini¸˜es das fun¸˜es logaritmo e exponencial. denotada por e −n a .. c ca e u O objetivo mais imediato da defini¸˜o ´ simplificar a nota¸˜o e fornecer um ca e ca m´todo para trabalhar com grandes n´ meros..AULA 3 Aula 3 – Potencia¸˜o ca Vamos come¸ar esta aula com a defini¸˜o de potˆncias de n´meros reais. · a n fatores Defini¸˜o 2 ca Seja a um n´ mero real n˜o nulo e n um n´ mero natural.Potencia¸˜o ca ´ MODULO 1 . ´ o n´ mero e e u an = a · a · a · . a 53 CEDERJ . com n ≥ 2. A express˜o 00 n˜o tem sentido matem´tico. denotada por an . co a Defini¸˜o 1 ca Seja a um n´ mero real e n um n´ mero natural.. Se a ´ um n´ mero real qualquer escrevemos e u a1 = a . assumimos por conven¸˜o que e ca a0 = 1 . no caso em que a = 0. ´ o n´ mero e u a−n = 1 1 1 1 · · · . E o que chamamos de a a a uma indetermina¸˜o. Tamb´m. A potˆncia de expoente −n de a.. com o aprofune u damento do estudo. · a a a a n fatores Notas: 1. No entanto. Esta ultima a co co ´ uma das mais importantes fun¸˜es da Matem´tica.

000001. 3 3 3 9 e) 61 = 6. Note que se a = 0 e n ´ um n´ mero natural vale e u a −n = 1 a n . f) 3 −4 = −2 1 3 = 4 = 1 3 4 1 1 1 1 1 × × × = . 4. i) 104 = 10 × 10 × 10 × 10 = 10000. b) (−3)4 = (−3) × (−3) × (−3) × (−3) = 81. d) 1 3 2 = 1 1 1 1 × = 2 = . c) (0. 2) × (0. respectivamente. 01. 3 3 3 3 81 2 g) 3 4 = 4 3 2 = 4 4 16 × = .Potencia¸˜o ca 3. na express˜o an os n´ meros a e n s˜o chamados de base e a u a expoente. 10 10 100 1 1 1 1 1 1 × × × × × = 0. 2) × (0. 3 3 9 h) 102 = 10 × 10 = 100. 2)3 = (0. 10 10 10 10 10 10 k) 10 −6 = = l) (−1)24 = 1. j) 10 −2 = 1 10 1 10 2 = 6 1 1 1 × = = 0. Finalmente. 008. −2 −2 −2 −8 8 CEDERJ 54 . 2) = 0. m) (−2) −3 = 1 −2 3 = 1 1 1 1 1 × × = =− . Exemplo 1 a) 43 = 4 × 4 × 4 = 64.

o a • As propriedades enunciadas podem ser provadas a partir das defini¸˜es. partimos direto para os exemplos.Potencia¸˜o ca ´ MODULO 1 . a b n . b = 0. mant´m-se o expoente e dividem-se as bases. isto ´: e e am = am−n . mant´m-se o expoente e multiplicam-se as bases.: • Nas propriedades enunciadas a base deve ser n˜o-nula nas seguintes a situa¸˜es: o expoente ´ negativo ou a potˆncia est´ no denominador. isto ´: e e an = bn Potˆncia de potˆncia e e Para calcular a potˆncia de outra potˆncia. isto ´: e n am = am·n . Obs. mant´m-se a base e multiplicame e e se os expoentes. mant´m-se a base e subtraem-se os expoentes. n n´ meros inteiros. isto ´: e e am · an = am+n .AULA 3 Propriedades das potˆncias e Sejam a e b n´ meros reais e m. Supondo que as u u potˆncias expressas est˜o bem definidas ent˜o valem as seguintes propriedae a a des: Potˆncias de mesma base e Para multiplicar. isto ´: e e an · bn = (ab)n . co Por objetividade. 55 CEDERJ . a = 0 . mant´m-se a base e somam-se os expoentes. N˜o ´ obrie a a e gat´rio o seu uso. an Potˆncias de mesmo expoente e Para multiplicar. Para dividir. Para dividir. co e e a • As propriedades tˆm a finalidade de facilitar o c´lculo. Devemos us´-las quando for conveniente.

2)2 i) 24 )3 j) 24 3 . 6)2 (0. Aplica¸˜o ca Todo n´ mero real positivo b pode ser expresso na forma b = a × 10p . Exerc´ ıcios Propostos 1. 64 d) 4 = 3 e) 33 2 6 3 = 24 = 16. 2 × 10−2 .Potencia¸˜o ca Exemplo 2 a) 32 × 33 = 32+3 = 35 = 243. Efetue as opera¸˜es indicadas : co a) 23 × 26 b) 32 × 36 × 3−4 c) 54 ÷ 52 398 395 3−4 e) −3 3 d) CEDERJ 56 f) (0. 04)2 × (50)2 h) (−0. 042 ´ 4. Esta e u u maneira especial de escrever o n´ mero b ´ denominado nota¸˜o cient´fica. 5 × 102 e. 3)2 × (0. b) 45 = 45−2 = 43 = 64. 2 f) a2 b2 = a2 2 b2 2 = 44 b4 . 5)2 g) (−0. a nota¸˜o cient´ e ca ıfica de 0. 28×1023 . 42 4 c) 32 × 52 = (3 × 5)2 = 152 = 225. = 33×2 = 36 = 729. u e ca ı Exemplo 3 A nota¸˜o cient´ ca ıfica de 450 ´ 4. e Exemplo 4 Qual ´ a nota¸˜o cient´ e ca ıfica do n´ mero 414 × 521 ? u 14 Solu¸˜o: ca 414 ×521 = 22 ×521 = 228 ×521 = 27 ×221 ×521 = 128×1021 = 1. com 1 < a < 10. u onde p ´ um n´ mero inteiro e a um n´ mero real.

onde n ∈ N. Sendo a e b n´ meros reais diferentes de zero. 09)160 adotando (1. 5. Qual ´ a metade de 222 ? e 12.000. Se a = 24 . Determine a rela¸˜o entre a e b onde a e b s˜o n´ meros naturais que ca a u expressam os n´ meros de algarismos de x = 412 × 520 e y = 414 × 518 . a) 29 b) 34 c) 52 d) 33 e) 3−1 f) 0. 6. Determine o valor de 5−1 + 7−1 .AULA 3 2 2. Determine o valor de 102 × 10−4 × 10−3 . 32)2. Determine o valor de (0. 09)8 ∼ 2 e 210 ∼ 1000.Potencia¸˜o ca ´ MODULO 1 . Encontrar o valor aproximado de 1. um trilh˜o a 36/35 10. u 11. u respectivamente. Determine a quantidade de algarismos do n´ mero 168 × 1259 . 10−2 × 10−6 9. Determine o valor da express˜o 22 × 2−3 × 3−1 × 33 . 4. 2. 1000 5 a 9. 0225 g) 4 h) 9 i) 212 j) 264 81/4 8. 3−1 4 3 6 5. 1104 12. b = a3 . 3. determine o valor de 2abc2 . a = b 57 CEDERJ . 8. c = 2a . 221 0. 7. Gabarito 1. 6. 2n+1 13. = = 10.000 × (1. 2)3 + (0. 7. a2 b3 4. a 3. 7/2 49 2 13. determine o valor de u 3 2 3 ab 2. Determine o valor da express˜o a − 1 2 ÷ − 1 2 × − 1 2 + 2−6 . 29 1/128 11. Simplifique a fra¸˜o ca 2n + 2n+1 + 2n+2 .

.

Essas duas ra´ s˜o sim´tricas.AULA 4 Aula 4 – Radicia¸˜o ca Nesta aula estudaremos radicia¸˜o que ´. Segundo caso: a > 0 e n ∈ N sendo n par O n´ mero a possui duas ra´ en´simas. 59 CEDERJ . A raiz en´sima e √ negativa de a.Radicia¸˜o ca ´ MODULO 1 . u ızes e ızes a e √ n A raiz en´sima positiva de a ´ representada pelo s´ e e ımbolo a. x = a. Vamos examinar co ca os seguintes casos: Primeiro caso: a = 0 e n ∈ N. Mais adiante vamos definir melhor a √ representa¸˜o n a. para representar ra´ en´simas do n´ mero a. Ou e e seja. Vamos ` defini¸˜o. por sim´trica da primeira. ca e e a a opera¸˜o inversa da potencia¸˜o. ca Existˆncia e Da defini¸˜o conclui-se que determinar as ra´ ca ızes en´simas de a ´ o e e mesmo que determinar todas as solu¸˜es da equa¸˜o xn = a. e e Nota¸˜o ca √ Usaremos a nota¸˜o n a . n ≥ 2 A unica raiz en´sima de zero ´ o pr´prio zero. Nesta situa¸˜o. em vez de a . − a ´ o sim´trico da ca e e √ 2 raiz quadrada de a e (− a) = a. ´ representada pelo s´ e e ımbolo − n a. O n´ mero x u u u n ´ chamado raiz en´sima de a se. e somente se. temos a seguinte equivalˆncia: e x ´ raiz en´sima de a ⇐⇒ xn = a. ou seja: ´ e e o √ n 0 = 0. ca ızes e u √ 2 No caso em que n = 2 e a > 0. ca ca a ca Defini¸˜o 1 ca Seja a um n´ mero real e n um n´ mero natural. escrevemos simplesmente √ √ a e lemos “raiz quadrada de a”. conforme vocˆ perceber´.

n˜o existe nenhum a a 2 n´ mero real x tal que x = −4. √ 6 5. e A raiz quarta negativa de 16 ´ -2. O n´ mero 16 tem duas ra´ u ızes quartas. estamos representando n´ meros positivos. b) O n´ mero −64 tem uma unica raiz c´ bica no conjunto dos n´ meros u ´ u u √ 3 reais. por exemplo. As ra´ quartas de 16 s˜o 2 e -2. CEDERJ 60 . O que queremos dizer com isto? Simplesa mente que no conjunto dos n´ meros reais n˜o tem sentido uma express˜o u a a √ √ 8 como −2 ou −6 . Esta raiz tem o mesmo sinal de a e ´ representado pelo u e √ s´ ımbolo n a. √ 3. que ´ representada pelo s´ e ımbolo −64 e vale −4. Ou dito de outro modo. isto ´: e √ 3 −64 = −4 . e √ 3 8 = 2. A raiz quarta positiva de 16 ´ 2.Radicia¸˜o ca Portanto cuidado quando escrevemos. Exemplo 3 a) O n´ mero 8 tem uma unica raiz c´ bica que ´ representada com o u ´ u e √ 3 s´ ımbolo 8 e vale 2. Exemplo 2 N˜o existe raiz quadrada de -4. ızes a Terceiro caso: a < 0 e n ∈ N sendo n par Neste caso n˜o existe raiz. isto ´. e √ 4 16 = 2 √ 4 − 16 = −2 . u Exemplo 1 √ 4 3. Assim. u Quarto caso: a = 0 e n ∈ N sendo n ´ ımpar O n´ mero a possui exatamente uma unica raiz en´sima no conjunto u ´ e dos n´ meros reais.

a √ 3 h) 27 = 3. omite-se o a ca √ √ √ ´ ındice. Para dividir. na raiz quadrada.Radicia¸˜o ca ´ MODULO 1 .: 1) No s´ ımbolo √ n a dizemos que: √ ´ o radical e a ´ o radicando e n ´ o´ e ındice da raiz. Exemplo 4 a) O n´ mero 8 ´ uma raiz quadrada de 64. 6 e − 6 para representar 2 6 . pois 82 = 64. por conven¸˜o. pois (−8)2 = 64. e √ n a× √ √ n n b = ab . por exemplo. √ j) 3 −1 = −1. Propriedades das Ra´ ızes Sejam a e b n´ meros reais e m. a seguir. 2) Conforme j´ observado. isto ´. √ f) ± 16 = ±4. n n´ meros inteiros. b = 0. s˜o e e a bem definidas. mant´m-se o ´ e ındice e multiplicam-se os radicandos. Ent˜o valem as seguintes propriedades: a Propriedade 1 (Radicais de mesmo ´ Indice) Para multiplicar. u e √ c) 3 0 = 0. e √ n a a √ = n .AULA 4 Obs. isto ´. mant´m-se o ´ e ındice e dividem-se os radicandos. √ e) − 16 = −4. Suponha que as u u ra´ ızes en´simas que escreveremos nas propriedades de 1 at´ 4. n b b 61 CEDERJ . Escreve-se. u e b) O n´ mero -8 ´ uma raiz quadrada de 64. √ d) 16 = 4. √ i) 3 −27 = −3. √ g) −4 n˜o tem sentido em R. √ k) 4 2401 = 7.

m ∈ Z . e √ n a m = √ n am . isto ´. Exemplo 7 √ √ 5 a) 45 = 4 = 25 = 32 √ √ 2 4 b) 162 = 4 16 = 22 = 4 Propriedade 4 (Altera¸˜o do ´ ca Indice) Multiplicar ou dividir ´ ındice e expoente por um mesmo n´ mero n˜o altera u a o resultado. e √ √ n am = np amp . e √ n √ m a = mn a . isto ´. Exemplo 6 √ √ 3 729 = 6 729 = 3 a) √ 3 4 √ b) 5 = 24 5 Propriedade 3 (Raiz de Potˆncia) e Calcular a raiz e em seguida a potˆncia ´ o mesmo que calcular a potˆncia e e e e em seguida a raiz.Radicia¸˜o ca Exemplo 5 √ √ √ a) 3 3 × 3 9 = 3 27 = 3 √ √ √ b) 2 × 5 = 10 √ √ √ c) 3 32 = 3 8 × 3 4 √ √ √ √ √ d) 8 = 2 × 4 = 2 × 2 = 2 2 Propriedade 2 (Raiz de Raiz) Para calcular uma raiz de outra raiz. mant´m-se o radicando e multiplicame se os ´ ındices. isto ´. Exemplo 8 √ √ √ 6 6:3 a) 23 = 23:3 = 2 √ √ √ 16 16:8 b) 28 = 28:8 = 2 √ √ √ √ √ 2×3 3×2 c) 5 × 3 2 = 53 × 22 = 6 500 CEDERJ 62 .

trataremos a radicia¸˜o ca ca como um caso especial de potˆncias de expoentes fracion´rios. n um n´ mero natural n˜o-nulo e m um u u a n n´ mero racional na forma irredut´ u ıvel. Por exemca e plo. A potˆncia de base a e expoente e racional m ´ definido por e n am/n = √ n am . n˜o tem sentido usar a Propriedade 3 para escrever 4 (−2)3 = a √ √ 3 4 −2 . as mesmas propriedades e v´lidas para as potˆncias de expoente inteiro. Basta um uso cuidadoso das defini¸˜es. uma vez que n˜o tem sentido 4 −2 .AULA 4 Notas: 1. b) Seja a um n´ mero real. Se vocˆ tiver tempo co e tente provar algumas delas.Radicia¸˜o ca ´ MODULO 1 . u 2. ou discuta com seus colegas de grupo de estudo. no conjunto dos a = n´ meros reais. Ou de co u um outro ponto de vista. Nota: Valem para as potˆncias de expoente racional. n um n´ mero natural ´ u u ımpar e m um n´ mero u n racional na forma irredut´ ıvel. e a Potˆncia de Expoente Racional e Defini¸˜o 2 ca a) Seja a un n´ mero real positivo. A potˆncia de base a e expoente racional e m ´ definida por e n m √ a n = n am . veja a Defini¸˜o 2 a seguir. As demonstra¸˜es das propriedades enunciadas n˜o s˜o dif´ co a a ıceis de serem realizadas. Voltamos a enfatizar que as propriedades enunciadas s˜o v´lidas sob a a a condi¸˜o que as potˆncias e radicais estejam bem definidas. Nosso pr´ximo assunto tem como objetivo ampliar a utiliza¸˜o de potˆno ca e cias e radicais com o objetivo de facilitar opera¸˜es com n´ meros reais. Se tiver dificuldade procure seu tutor. a e 63 CEDERJ .

u CEDERJ 64 . Escreva na forma de um unico radical: ´ √ 3 √ √ √ 2 3 6 4 c) √ a) 2 × 3 × 5 5 3 √ 2 b) 3 2 d) 3 √ 4 3 √ √ 5. Efetue: √ √ √ 3 a) 3 16 × 3 4 d) 272 √ √ 30 8 b) √ e) 36 6 √ √ 256 f) 72 c) √ √ 2. Escrever 45 + 80 na forma de um unico radical. Efetue 3 228 + 230 10 4. Dados os dois n´ meros 3 3 e 4 4. a Exemplo 10 a) b) c) 1 √ 3 2 √ 5 2 = = 1 √ 3 2 √ 5 2 × × √ √3 3 = √ 3 3 √ 5 4 √2 5 4 2 1 = √ 5 × 16 √ √ 3+ 2 √ √ 3+ 2 √ 1√ 3− 2 = √ 3− 2 √ = √ √ 3+ 2 1 = √ 3+ √ 2 Exerc´ ıcios Propostos 1. ´ 3.Radicia¸˜o ca Exemplo 9 a) 33/5 = b) 21/7 = c) 2−2/5 1 √ 5 √ 7 33 √ 7 2 21 = √ 5 = 2−2 1 d) 2 2 × 2 3 = 2 2 1+1 3 5 = 26 = √ 6 25 Racionaliza¸˜o ca Racionalizar o denominador de uma fra¸˜o significa eliminar os radicais do ca denominador sem alter´-la. determine o maior.

444 . 2 4 d) 9 e) √ 27 f) 6 2 √ 4 18 c) √ √ 5 15 32 27 d) 12 16 3 c) c) 5 d) d) 1 √ 3 4 √ √ 5+ 3 2 9 3 Exerc´ ıcios de Refor¸o c √ 1. . 12 √ √ 3+1 3−1 √ +√ . . . (PUC-99) O valor de √ ´: e 0. Racionalizar o denominador: √ 5 3 a) √ b) √ 2 7 9. √ a) 4 b) 5 c) √ 7 5 29 √ 4. 1 c) √ 5 27 d) √ 1 √ 5− 3 10. 111 . 777 . 5/2 10. a) 3 2 2 b) 7 9. 3−1 3+1 √ 4 . . Determine o valor de 93/2 − 272/3 8. . . e 0.Radicia¸˜o ca ´ MODULO 1 . 2. obt´mo e se: a) um inteiro b) um racional maior que 1 c) um racional menor que 1 d) um irracional maior que 1 e) um irracional menor que 1 65 CEDERJ .AULA 4 6. Simplificar 75 . a) 4 27 b) 7 3 √ 7. Simplifique Gabarito 1. a) 4. d) 3 e) 4 3 2. 1. (PUC-93) Somando as d´ ızimas peri´dicas 0. 5454 . . a) 12 16200 b) √ 5. Escrever cada potˆncia na forma de radical: e a) 33/4 b) 31/7 c) 51/2 1/2 d) 2−2/3 7. . . . 777 . . 4545 . b) 4 c) 4. 3. 3 2 √ √ 35 8. 3 3 √ √ 6. .

e a ¯ Y = 0. 325151 . . 075 b = 2. (UF-AL-80) A express˜o 10 + 10 · 10 − 10 ´ igual a: a e √ √ √ c) 10 − 10 d) 3 10 a) 0 b) 10 e) 90 7. 4141 . (CESGRANRIO-84) Dentre os n´ meros x indicados nas op¸˜es abaixo. u co 14 9 < x < ´: e aquele que satisfaz 11 7 a) 1. (UFF 95 .30 d) 1. prove que r tamb´m ´ irracional. Escrever na forma decimal os n´ meros: u a= 1 2 b= 9 5 c= 2 45 5. . ca √ e e b) Admitindo que 6 seja irracional. . u e b) O quadrado de um irracional ´ real. b) 0. d) 10 9. . Escreva na forma fracion´ria os n´ meros a u a = 0.11 c) 10. (FGV-SP) Assinale a alternativa incorreta: a) Todo n´ mero inteiro ´ racional. 1 < 50 √ < 6. 0101010101 . .Radicia¸˜o ca 3. 3. 42)2. 41)2 < 2 < (1. √ a) Escreva 6 em fun¸˜o de r.1a fase) Assinale qual das express˜es abaixo n˜o ´ um n´ mero o a e u ¯ real: a) 1 − 2 1 −2 b) √ 3 π c) 1 2 1 −2 d) √ 3 −π e) 1 − 3 −1 3 10. c = 1. e c) A soma de dois n´ meros irracionais pode ser racional. 0101010101 . . prove que 6. . 1 + 50 √ √ 11.32 e) 1.35 8. CEDERJ 66 . u e 4. .24 b) 1. (UFF-1a fase) Se X e Y s˜o racionais onde X = 0. . 10101010 . 1010101010 . (FUVEST) Usando (1. . . . assinale a alternativa que representa o quociente de X por Y a) 0. u d) O produto de dois n´ meros irraiconais ´ sempre irracional. (FUVEST) Seja r = 2 + 3.28 c) 1. √ √ 6.

a = 6. 127 198 14. (PUC-RJ-80) Efetuadas as opera¸˜es indicadas. ent˜o. calcule. conclu´ co ımos que o n´ mero: u 1 2 × (3 − 7 ) 2 +3 2/4 − 1/6 19 a) ´ > 5 b) est´ entre 2 e 3 c) ´ < e a e d) est´ entre 5 e 6 e) ´ > 6 a e 14 √ 1 a 15. a · b−1 + c. b) 8. a a+b b b > 0 e p > 1.Radicia¸˜o ca ´ MODULO 1 . a) 6= 13. b e p n´ meros reais. (FATEC-SP-80) Sejam x ∈ R∗ . b) 2. 8. d) 4. a) 10. u 2 a + bp a Demonstre: Se > p. a > 0. c = 0. a 14. . e c = 0. 333 . e) √ b) Demonstra¸˜o ca 3 239 13219 . a) 3. . . b = 1. d) 67 CEDERJ . (FATEC-SP) Se a = 0. . m = x − e y = 1 + m2 . a = 0. 1414 . . ent˜o < p. d) 9. . 666 .b= . ent˜o: 4x 1 4x2 + 1 a) y = c) y = 2x √ √ 4x x+1 4x4 + 4x2 + 2 b) y = d) y = 2x 2x Gabarito . 5. . (FUVEST) Sejam a.c= 40 99 9900 15. d) 7. . 5. 13.Exerc´ ıcios de refor¸o c 1. . Demonstra¸˜o ca r2 − 5 2 12. 044 .AULA 4 12. . Demonstra¸˜o ca 11. b = 1.

.

c Primeiro caso: Fator Comum a) ac + ad = a(c + d). A justificativa ´ que: e (a + b)(a − b) = a(a − b) + b(a − b) = a2 − ab + ba − b2 = a2 − b2 . a express˜o cx + cy ´ a e equivalente ` express˜o fatorada c(x + y). x ´ fator comum de 2x2 e 3xy e c) 36x2 y 2 − 48x3 y 4 = 12x2 y 2 3 − 4xy 2 . 12x2 y 2 ´ fator comum de 36x2 y 2 e e 48x3 y 4 . Note que. agrupamento.Fatora¸˜o ca ´ MODULO 1 . Por exemplo. quadrado c perfeito. 3x2 ´ fator comum dos trˆs e e termos.AULA 5 Aula 5 – Fatora¸˜o ca Fatorar ´ transformar uma soma ou diferen¸a de duas ou mais parcelas e c como produto de dois ou mais fatores. fator comum. soma e diferen¸a de cubos e cubo perfeito. 69 CEDERJ . d) 3x2 + 6x3 + 12x4 = 3x2 1 + 2x + 4x2 . diferen¸as de quadrados. c a2 − b2 = (a + b)(a − b) . cx + cy = c(x + y). Segundo caso: Agrupamento a) ac + bc + ad + bd = c(a + b) + d(a + b) = (a + b)(c + d) b) ab + ac − b − c = a(b + c) − 1(b + c) = (b + c)(a − 1) c) 6x2 − 4ax − 9bx + 6ab = 2x(3x − 2a) − 3b(3x − 2a) = (3x − 2a)(2x − 3b) d) ab + a − b − 1 = a(b + 1) − 1(b + 1) = (b + 1)(a − 1) Terceiro caso: Diferen¸a de Quadrados c A diferen¸a entre dois quadrados a2 − b2 ´ igual ao produto da soma c e a + b pela diferen¸a a − b. Assim. entre e a ca as quais. a a A seguir vamos trabalhar algumas t´cnicas b´sicas de fatora¸˜o. a ´ fator comum de ac e ad e b) 2x2 − 3xy = x(2x − 3y).

Obs. 2ab. Veja os exemplos a seguir: Exemplo 2 a) (2 − x)2 = 22 − 2 · 2x + x2 = 4 − 4x + x2 b) (3a − 2b)2 = (3a)2 − 2 · 3a · 2b + (2b)2 = 9a2 − 12ab + 4b2 CEDERJ 70 .: N˜o confunda o quadrado da diferen¸a (a − b)2 com a diferen¸a de a c c quadrados a2 − b2 . menos o dobro das duas parcelas. portanto. O quadrado da diferen¸a entre duas parcelas (a − b)2 ´ igual ao quadrado da c e 2 primeira parcela. 2ab. a . isto ´. (a + b)2 = a2 + 2ab + b2 . (5 − 2)2 = 32 = 9 52 − 22 = 25 − 4 = 21 . b2 .Fatora¸˜o ca Veja alguns exemplos: Exemplo 1 a) a2 − 16 = a2 − 42 = (a + 4)(a − 4) b) 81 − m6 = 92 − m3 2 = 9 + m3 9 − m3 c) 4 − (x − y)2 = (2 + x − y)(2 − (x − y)) = (2 + x − y)(2 − x + y) Quarto caso: Quadrado Perfeito O desenvolvimento da express˜o (a + b)2 . A justificativa ´ que: e (a+b)2 = (a+b)(a+b) = a(a+b)+b(a+b) = a2 +ab+ba+b2 = a2 +ab+ab+b2 = a2 +2ab+b2 . resulta no quadrado da pria 2 meira parcela. a . somado com o quadrado da segunda parcela. somado com o dobro do produto das duas parcelas. A justificativa ´ que: e (a−b)2 = (a−b)(a−b) = a(a−b)−b(a−b) = a2 −ab−ba+b2 = a2 −ab−ab+b2 = a2 −2ab+b2 . e (a − b)2 = a2 − 2ab + b2 . mais o quadrado da segunda parcela b2 .

AULA 5 c) m2 − 6m + 9 = (m − 3)2 ↓ ↓ √ √ 2 m 9 d) 25x2 + 30xy + ↓ √ 25x2 e) x2 + 4xy + ↓ √ x2 4y 2 = (x + 2y)2 ↓ 4y 2 9y 2 = (5x + 3y)2 ↓ 9y 2 Veja agora a t´cnica com um exemplo mais elaborado envolvendo fae tora¸˜o. e 2 a3 − b3 = (a − b) a2 + ab + b2 .Fatora¸˜o ca ´ MODULO 1 . Vamos simplificar as express˜es supondo cada denominador difeca o rente de zero: 10x2 − 10 10(x2 − 1) 10(x + 1)(x − 1) 10(x + 1) = = = 2 − 2x + 1 2 x (x − 1) (x − 1)(x − 1) x−1 a2 − 4 (a + 2)(a − 2) (a + 2)(a − 2) a−2 = = = 2 + 4a + 4 2 a (a + 2) (a + 2)(a + 2) a+2 f) g) Soma e Diferen¸a de Cubos c A soma de dois cubos ´ igual ao produto do fator a + b pelo fator e 2 a − ab + b . isto ´. Diferen¸a de Cubos c A diferen¸a entre dois cubos ´ igual ao produto do fator a − b pelo fator c e 2 a + ab + b . e 2 a3 + b3 = (a + b) a2 − ab + b2 . isto ´. 71 CEDERJ .

b3 . menos trˆs vezes o quadrado da primeira pela segunda. (a − b)3 . CEDERJ 72 . b3 . (a − b) a2 + ab + b2 a a2 + ab + b2 − b a2 + ab + b2 = a3 + a2 b + ab2 − ba2 − ab2 − b3 = a3 + a2 b + ab2 − a2 b − ab2 − b3 = a3 − b3 . portanto. ´ igual ao cubo da c e primeira parcela. menos o e cubo da seginda parcela. a3 . Examine esses exemplos envolvendo fatora¸˜o: ca Exemplo 3 a) x3 + 8 = (x + 2) x2 − 2x + 4 Veja novos exemplos envolvendo simplifica¸˜o de fra¸˜es com denomica co nador diferente de zero: c) d) (x − 2) x2 + 2x + 4 x3 − 8 x2 + 2x + 4 = = x2 − 4 (x − 2)(x + 2) x+2 (x + 4) x2 − 4x + 16 x3 + 64 x2 − 4x + 16 = = x2 + 8x + 16 (x + 4)2 x+4 b) 125 − 64m3 = (5 − 4m) 25 + 20m + 16m2 Cubo Perfeito O cubo da soma de duas parcelas ´ igual ao cubo da primeira parcela. mais o cubo da segunda parcela. e a . mais trˆs vezes o quadrado da primeira pela segunda.Fatora¸˜o ca Justificativa (a + b) a2 − ab + b2 = = = = = = = = = = a a2 − ab + b2 + b a2 − ab + b2 = a3 − a2 b + ab2 + ba2 − ab2 + b3 = a3 − a2 b + ab2 + a2 b − ab2 + b3 = a3 + b3 . 3a2 b. e 2 3a b. O cubo da diferen¸a entre duas parcelas. portanto. (a − b)3 = a3 − 3a2 b + 3ab2 − b3 . 3ab . mais trˆs vezes a primeira pelo quadrado do segundo. 3ab2 . 3 (a + b)3 = a3 + 3a2 b + 3ab2 + b3 . mais trˆs e e 2 vezes a primeira pelo quadrado do segundo.

Fatore: a) xy + 3y + x + 3 b) x2 − y 2 c) 25x2 − 4y 2 d) 36m2 − 100n2 e) 121 − 169a2 b2 f) (2x + y)2 − (x − 2y)2 g) x8 − 1 h) 10a2 b3 c4 − 15a3 b2 c4 − 34a4 b3 c2 i) mn − m − n + 1 j) y 4 − 16 73 CEDERJ (a − b) a2 − 2ab + b2 = a a2 − 2ab + b2 − b a2 − 2ab + b2 = a3 − 2a2 b + ab2 − a2 b + 2ab2 − b3 = a3 − 3a2 b + 3ab2 − b3 .AULA 5 Justificativa (a + b)3 = (a + b)(a + b)2 = = = = = (a − b)3 = (a − b)(a − b)2 = = = = = (a + b) a2 + 2ab + b2 = a a2 + 2ab + b2 + b a2 + 2ab + b2 = a3 + 2a2 b + ab2 + a2 b + 2ab2 + b3 = a3 + 3a2 b + 3ab2 + b3 . . Siga atentamente os c´lculos.Fatora¸˜o ca ´ MODULO 1 . ca a Exemplo 4 a) (3x+4y)3 = (3x)3 +3(3x)2 (4y)+3(3x)(4y)2 +(4y)3 = 27x3 +108x2y +144xy 2 +64y 3 b) (x − 2y)3 = x3 − 3x2 (2y) + 3x(2y)2 − (2y)3 = x3 − 6x2 y + 12xy 2 − 8y 3 c) a) 27 + 135x + 225x2 + 125x3 = (3 + 5x)3 ↓ ↓ √ √ 3 3 27 = 3 125x3 = 5x d) b) 64 − 48x + 12x2 − x3 = (4 − x)3 ↓ ↓ √ √ 3 3 3 = x 64 = 4 x Exerc´ ıcios Propostos 1. Os exemplos a seguir utilizam as igualdades envolvendo cubos perfeitos e fatora¸˜o.

Simplificar as fra¸˜es. u a Determine o valor de a − b. Calcular o valor de a2 + 6.Fatora¸˜o ca 2. s˜o tais que a2 − b2 = 7. supondo cada denominador diferente de zero: co a) dx − ex mx − nx ax4 − x3 x3 y x2 + xy + x + y x2 − 1 a3 + a2 − ab2 − b2 a2 + ab + a + b (a − b)2 + 4ab 5a + 5b 1 1 se a + = 6. Os n´ meros naturais a e b. 2 a a f) x4 − 1 x4 − 2x2 + 1 a3 − 27 a2 + 3a + 9 a3 − 3a2 b + 3ab2 − b3 a3 − b3 a2 − b2 a2 − 2ab + b2 b) g) c) h) d) i) e) 5. CEDERJ 74 . Simplifique: a) b) ab + a + b + 1 a2 − 1 a2 − b2 a2 + ab − a − b 3. Fatorar as seguintes express˜es: o a) 4x2 + 6xy + 2x b) (a − b)2 + 2(a − b) c) 2ab − ac − 2xb + xc d) 42x3 y − 70x2 y − 6x + 10 e) 16x2 − 36 f) 2x3 y 3 − 16x2 y 4 + 32xy 5 g) 25 − x2 + 6xy − 9y 2 h) x6 + y 6 i) 8a3 − 1 j) a3 − 3a2 b + 3ab2 − b3 4. com a > b.

a) b+1 a−1 f) (3x − y)(x + 3y) g) ((x2 )2 + 1)(x2 + 1)(x + 1)(x − 1) h) a2 b2 c2 (10bc2 − 15ac2 − 34a2 b) i) (n − 1)(m − 1) j) (y 2 + 4)(y + 2)(y − 2) b) a−b a−1 3. a) b) c) m−n y x−1 a+b x2 + 1 d) a − b e) f) 2 5 x −1 2 2 a − 2ab + b a+b g) a − 3 h) 2 i) a + ab + b2 a−b 5. a) (x + 3)(y + 1) b) (x + y)(x − y) c) (5x + 2y)(5x − 2y) d) (6m + 10n)(6m − 10n) e) (11 + 13ab)(11 − 13ab) 2. a) 2x(2x + 3y + 1) f) 2xy 3 (x − 4y)2 b) (a − b)(a − b + 2) g) (25 + x − 3y)(25 − x + 3y) c) (a − x)(2b − c) h) x2 + y 2 x4 − x2 y 2 + y 4 d) 7x2 y − 1 (6x − 10) i) (2a − 1) 4a2 + 2a + 1 e) (4x + 6)(4x − 6) j) (a − b)3 ax − 1 x+y d−e 4. 34 6.Fatora¸˜o ca ´ MODULO 1 .AULA 5 Gabarito 1. 1 75 CEDERJ .

.

Equa¸˜o do 1o Grau ca ´ MODULO 1 .3) Raiz e Conjunto-Verdade Raiz (ou solu¸˜o) de uma equa¸˜o ´ um n´ mero que transforma a ca ca e u senten¸a aberta em senten¸a verdadeira.2) (6. pois x. Nesta situa¸˜o x = 6 ´ e c ca e uma raiz (ou uma solu¸˜o) da equa¸˜o. com a = 0 ´ V = {− a }. Esse ultimo tipo ´ um exemplo de senten¸a aberta. ca ca 3 · x − 1 = 17.1) ´ falsa pois 3 · 5 − 1 = 14 = 17 c e A senten¸a (6. ca e c a que pode ser expressa na forma ax + b = 0. a e ca Substituindo x por 6. a senten¸a aberta 3 · x − 1 = 17 se transforma em c 3 · 6 − 1 = 17 que ´ uma senten¸a verdadeira. c a e a pode assumir qualquer valor. na forma de igualdade ´ chamada de equa¸˜o.2) ´ verdadeira pois 3 · 6 − 1 = 18 − 1 = 17 c e A senten¸a (6. ´ e c c onde aparece uma vari´vel real. (6. Toda senten¸a aberta. uma vez que para este valor de x. a = 0 .1) (6. onde a e b s˜o n´ meros reais e a u a = 0. ca e Equa¸˜o do 1o Grau ca Equa¸˜o do 1o Grau ´ toda senten¸a aberta em uma vari´vel real x. ca e 77 CEDERJ . Vamos determinar o Conjunto-Solu¸˜o da equa¸˜o ax + b = 0: ca ca b ax + b = 0 ⇔ ax = −b ⇔ x = − . Conjunto-Verdade ou Conjuntoc c Solu¸˜o de uma equa¸˜o ´ o conjunto de todas as ra´ ca ca e ızes. chamado vari´vel.3) n˜o ´ verdadeira nem falsa. Resolver uma equa¸˜o ´ determinar o seu Conjunto-Verdade.AULA 6 Aula 6 – Equa¸˜o do 1o Grau ca Senten¸a Aberta e Equa¸˜o c ca Vamos analisar as seguintes senten¸as: c 3 · 5 − 1 = 17 3 · 6 − 1 = 17 3 · x − 1 = 17 Observe que: A senten¸a (6. a b Portanto. o Conjunto-Solu¸˜o de ax + b = 0.

Note que 0x = 0 ´ uma senten¸a verdadeira seja qual for x ∈ R. V = R. 5 A soma de quatro n´ meros inteiros e consecutivos ´ 38. os n´ meros s˜o: 8.Equa¸˜o do 1o Grau ca Exemplo 1 a) O n´ mero 2 ´ raiz da equa¸˜o 4x − 1 = 7. Logo. De fato. ca ca e Da´ o conjunto solu¸˜o V . pois substituindo x por 2 a u e ca senten¸a aberta 4x − 1 = 7 se transforma em 4 · 2 − 1 = 7 que ´ uma c e senten¸a verdadeira. da equa¸˜o ´ V = Aplica¸˜es da Equa¸˜o do 1o Grau co ca Exemplo 2 16 . e somente se. 9. u a CEDERJ 78 . 4 3 ı. f) Resolver a equa¸˜o ca Solu¸˜o: ca 3x x + 1 9x − 4(x + 1) 12 16 − =1⇔ = ⇔ 9x−4x−4 = 12 ⇔ 5x = 12+4 ⇔ x = . e c e) Qual ´ o conjunto solu¸˜o V da equa¸˜o 3x − 6 = 3(x − 2)? e ca ca Solu¸˜o: ca 3x − 6 = 3x − 6 ⇔ 0x = 0 . 10 e 11. e c Portanto. x = 6. d) O conjunto solu¸˜o da equa¸˜o 3x + 2 = 3x − 1 ´ ∅. x + 2 e x + 3. x + 1. pois ca ca e 3x + 2 = 3x − 1 ⇔ 0x = −3 ⇔ 0 = −3 que ´ uma senten¸a falsa. c c) O conjunto solu¸˜o V da equa¸˜o 3x − 18 = 0 ´ V = {6}. 4 3 12 12 5 3x x + 1 − = 1. c b) O n´ mero 5 n˜o ´ raiz da equa¸˜o 4x − 1 = 7. ca ca e 3x − 18 = 0 se. Achar esses n´ meros. u e u Solu¸˜o: ca Considere os n´ meros x. pois substituindo x por u a e ca 5 a senten¸a aberta 4x − 1 = 7 se transforma em 4 · 5 − 1 = 7 que ´ c e uma senten¸a falsa. Ent˜o: u a x + x + 1 + x + 2 + x + 3 = 38 ⇔ 4x = 38 − 6 ⇔ x = 8 .

e 10. Quais s˜o esses e a n´ meros? u 9. ca 5. a Exerc´ ıcios Propostos 1. as idades atuais s˜o 10 anos e 20 anos.AULA 6 Exemplo 3 A idade de uma pessoa ´ o dobro da de outra. A soma de cinco n´ meros ´ u ımpares e consecutivos ´ 905. Somando 4 a ambos. a equa¸˜o ca 142 5x − 1 x − = . Ache-os sabendo que a metade de um u e 3 ´ igual a 4 do outro. Quais s˜o as a a idades atuais das duas pessoas? Solu¸˜o: ca Sejam x a idade da pessoa mais nova. 2x a idade da mais velha. A diferen¸a entre dois n´ meros ´ 18. 179. 183 e 185 120 e 80 20 e 2 79 CEDERJ . a equa¸˜o 3x − 27 = 0. ca 2. 2 3 15 4x − 2 1 1 − 4x 7. 10. 4. 3. ca 3. a u Gabarito 1. Resolva em R. Resolva em R. a equa¸˜o 12 + 4x = 0. Logo. o maior c u e torna-se o qu´druplo do menor. 9. Resolva em R. Portanto. ca 4. 5. V V V V V = {9} = {−3} = {1} =∅ =R 6. A soma de dois n´ meros ´ 200. Resolva em R. Resolva em R. a equa¸˜o ca − =2− . Resolva em R. a equa¸˜o 5(x − 1) = 5x − 5. Resolva em R. ca 6. 5 10 2 8.Equa¸˜o do 1o Grau ca ´ MODULO 1 . V = { 23 } 5 5 V = {− 3 } 177. a equa¸˜o x[2x − (3 − x)] − 3 x2 − 1 = 0. 7. Determine os dois n´ meros. H´ cinco anos a soma das e a idades das duas pessoas era igual ` idade atual da mais velha. Usando dados de cinco anos atr´s encontramos que a x − 5 + 2x − 5 = 2x ⇔ x = 10 e 2x = 20 . 181. 2. a equa¸˜o 3x + 1 = 3x + 4. 8.

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Repare que x = 6 e y = 2 ´ a co ca e solu¸˜o de ambas as equa¸˜es x + y = 8 e x − y = 4. ´ dita uma equa¸˜o do primeiro grau com duas inc´gnitas. a equa¸˜o a u ca ax + by = c . x=2 y=6 s˜o algumas das solu¸˜es da equa¸˜o x + y = 8. co Defini¸˜o 1 ca Se a.1) ou (7. x=8 y=4 s˜o algumas das solu¸˜es da equa¸˜o x − y = 4. ´ solu¸˜o do sistema e ca x+y =8 x−y = 4 Uma solu¸˜o de um sistema de duas equa¸˜es e duas inc´gnitas x e y ´ ca co o e qualquer par ordenado (x. b e c s˜o n´ meros reais. x=5 y=1 .1) (7. e ca o Nota: 1.2) s˜o a u a e ıvel a verdadeiras ou falsas. y) que satisfaz as duas equa¸˜es. as situa¸˜es abertas ca co x+y = 8 x−y =4 (7. a ca co 81 CEDERJ . x=6 y=2 . isto ´. co 2.2) onde x e y s˜o n´ meros reais. Conforme visto acima. N˜o ´ poss´ decidir se (7.Sistemas de Equa¸˜es do 1o Grau co ´ MODULO 1 . Da mesma forma a co ca x=7 y=3 . uma equa¸˜o do primeiro grau possui muitas ca solu¸˜es. Da´ que x = 6 e y = 2 ca co ı.AULA 7 Aula 7 – Sistemas de Equa¸˜es do 1o Grau co Considere numa situa¸˜o um pouco mais geral. observe que: x=1 y=7 . Um conjunto de duas equa¸˜es do primeiro grau. x=6 y=2 . x=7 y=1 . um sistema de co e duas equa¸˜es do primeiro grau possui uma unica solu¸˜o em x e y ou co ´ ca n˜o possui solu¸˜o ou possui infinitas solu¸˜es. com a = 0 e b = 0. No entanto.

co o M´todo da Substitui¸˜o e ca Exemplo 1 Determine o conjunto solu¸˜o do sistema ca Solu¸˜o: ca 2x + 5y = 1 . ı. 1 − 2(−2) ⇔ y = 1. vamos “isolar”. 5 Substituindo o valor de y na equa¸˜o 3x + 2y = −4 temos que ca 3x + 2 Logo. e ca c˜ em seguida adicionando as equa¸˜es encontramos que. co + 4x + 10y = 2 −15x − 10y = 20 −11x + 0y = 22 . Substituindo x = −2 em qualquer das duas equa¸˜es iniciais temos que co 2(−2) + 5y = 1 ⇔ y = 1 . a vari´vel ca a y. x = −2 e y = 1 ou V = {(−2. por exemplo. e ca y= M´todo da Adi¸˜o e ca Determine o conjunto solu¸˜o do sistema ca Solu¸˜o: ca 2x + 5y = 1 . 3x + 2y = −4 A partir da equa¸˜o 2x+5y = 1. 1)} ´ o conjunto solu¸˜o. Da´ x = −2 e y = 1 ou V = {(−2.Sistemas de Equa¸˜es do 1o Grau co Vamos agora aprender dois m´todos para achar solu¸˜es de um sistema e co de duas equa¸˜es com duas inc´gnitas. −11x = 22 o que implica x = −2. e ca Veja mais um exemplo usando o m´todo da substitui¸˜o: e ca CEDERJ 82 . Portanto. Multiplicando a primeira equa¸˜o por 2 e a segunda equa¸ao por -5. 3x + 2y = −4 1 − 2x 5 = −4 ⇔ 15x + 2 − 4x = −20 ⇔ 11x = −22 ⇔ x = −2 . isto ´: e 1 − 2x 2x + 5y = 1 ⇔ y = . 5 Portanto. 1)} ´ o conjunto solu¸˜o.

ıtio c e Determine o n´ mero de porcos desse s´ u ıtio. 3. 3x + y = 2 3. H´ cinco anos a idade de Pedro era o dobro da idade de Joana.Sistemas de Equa¸˜es do 1o Grau co ´ MODULO 1 . 4. 3x + 2y = 5 x − 4y = 5 . 3 Substituindo este resultado na equa¸˜o em 2x − y = 1 temos que ca 2x − Logo. todas e a as residˆncias foram visitadas e cada recenseador visitou 102. Quantos anos a Pedro ´ mais velho que Joana? e 5. Daqui a a cinco anos a soma das duas idades ser´ de 65 anos. Se cada um deles recenseasse 100 residˆncias. V = {(1. 2. Como. isto ´: a e 4−x x + 3y = 4 ⇔ y = .AULA 7 Exemplo 2 Resolver o sistema Solu¸˜o: ca x + 3y = 4 . 4−x 3 = 1 ⇔ 6x − 4 + x = 3 ⇔ 7x = 7 ⇔ x = 1 . −1)} 24 15 3060 83 CEDERJ . Resolva o sistema 2. quantas e residˆncias tem a cidade? e Gabarito 1. num total de 40 cabe¸as e 128 p´s. 4. 2x − y = 1 A partir da primeira equa¸˜o x + 3y = 4 “isolamos”. x = 1 e y = 1 ou V = {(1. Num s´ existem patos e porcos. por exemplo. y= 4−1 = 1. 3 Portanto. e ca co Exerc´ ıcios Propostos 1. 60 delas n˜o seriam visitadas. no entanto. 1)} V = {(1. Resolva o sistema 2x − y = 1 . 1)} ´ a solu¸˜o do sistema de equa¸˜es. 5. a ca vari´vel y. O IBGE contratou um certo n´ mero de entrevistadores para realizar o u recenseamento em uma certa cidade.

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Equa¸˜o do 2o Grau ca ´ MODULO 1 . ca Resolu¸˜o de uma Equa¸˜o do 2o Grau (M´todo de ca ca e Baskara) Uma equa¸˜o do 2o grau ax2 + bx + c = 0. 85 CEDERJ . Veja como funciona passo-a-passo. com ca a = 0. c ∈ R. b = 1 e c = −1. o 1o passo: Vamos multiplicar a equa¸˜o por 4a: ca 4a ax2 + bx + c = 4a(0) ⇔ 4a2 x2 + 4abx + 4ac = 0 . c ∈ R.AULA 8 Aula 8 – Equa¸˜o do 2o Grau ca Defini¸˜o ca Defini¸˜o 1 ca Equa¸˜o do 2o Grau ´ toda equa¸˜o da forma ax2 +bx+c = 0. b. e ca ca 2 De fato. e ca o Exemplo 1 a) Na equa¸˜o 7x2 + x − 1 = 0 temos a = 7. b. ca c) Na equa¸˜o x2 − 10x = 0 temos a = 1. se a = 0. b = 0 e c = −25. onde a. possui no m´ximo duas ra´ a ızes. ent˜o ax + bx + c = 0 ´ reduzida ` equa¸˜o bx + c = 0 a e a ca que ´ uma equa¸˜o do 1o grau (na hip´tese em que b = 0). ca d) Na equa¸˜o x2 − 25 = 0 temos a = 1. b = −1 e c = −1. b = −10 e c = 0. Nota: Repare que a = 0 ´ fundamental na defini¸˜o da equa¸˜o do 2o grau. com a = 0. ca e ca onde a. Vamos estabelecer um procedimento para encontrar essas ra´ ızes. ca b) Na equa¸˜o x2 − x − 1 = 0 temos a = 1. O m´todo de Baskara consiste em completar e quadrados para isolar a inc´gnita x. 2o passo: Vamos somar b2 aos dois membros da igualdade: 4a2 x2 + 4abx + 4ac + b2 = 0 + b2 ⇔ 4a2 x2 + 4abx + 4ac + b2 = b2 .

2) Se pelo menos um dos n´ meros reais b ou c ´ nulo. b e c s˜o reais n˜o-nulos.: 1) Se a. a equa¸˜o u e a ca 2 o ax +bx+c = 0 diz-se incompleta.Equa¸˜o do 2o Grau ca 3o passo: Neste ultimo passo vamos manipular algebricamente a equa¸˜o ´ ca obtida no passo anterior: 4a2 x2 + 4abx + 4ac + b2 = b2 ⇔ 4a2 x2 + 4abx + b2 = b2 − 4ac ⇔ (2ax + b)2 = b2 − 4ac √ ⇔ 2ax + b = ± b2 − 4ac √ −b ± b2 − 4ac ⇔ x= 2a A express˜o que acabamos de determinar para a raiz x da equa¸˜o ´ chaa ca e 2 mada de solu¸˜o geral. b = 11 e c = 28. −4} ´ o conjunto solu¸˜o da equa¸˜o. ent˜o. Ent˜o: a x= −11 ± (11)2 − 4 × 1 × 28 −11 ± = 2×1 2 √ 9 = −11 ± 3 ⇒ x = −7 ou x = −4 . ızes ca Solu¸˜o: ca a Temos que a = 1. Uma equa¸˜o do 2 grau incompleta ca pode ser resolvida diretamente. Ent˜o: x= −(−7) ± √ (−7)2 − 4 × 1 × 6 7 ± 25 7±5 = = ⇒ x = 1 ou x = 6 . a equa¸˜o ax2 + bx + c = 0. CEDERJ 86 . S = {1. e ca ca Obs. O n´ mero ∆ = b − 4ac recebe a denomina¸˜o de ca u ca discriminante da equa¸˜o. ent˜o. diz-se a a a ca completa. ızes ca Solu¸˜o: ca Temos que a = 1. 2 Portanto. b = −7 e c = 6. sem passar pela f´rmula geral. e ca ca b) Vamos achar as ra´ da equa¸˜o x2 + 11x + 28 = 0. 2×1 2 2 Portanto. S = {−7. ca Exemplo 2 a) Vamos achar as ra´ da equa¸˜o x2 − 7x + 6 = 0. 6} ´ o conjunto solu¸˜o da equa¸˜o. Vamos o tratar estes casos.

a equa¸˜o ax2 + bx + c = 0 se torna ax2 + c = 0. Neste caso. ı. e ca b) Resolvendo a equa¸˜o 2x2 − 36 = 0 temos: ca √ 36 ⇔ x2 = 18 ⇔ x = ±3 2 . ı.Equa¸˜o do 2o Grau ca ´ MODULO 1 . Resolvendo ca diretamente encontramos que: ax2 + bx = 0 ⇔ x(ax + b) = 0 ⇔ x = 0 ou ax + b = 0 ⇔ x = 0 ou ax = −b ⇔ b ⇔ x = 0 ou x = − . ca a solu¸˜o pode ser obtida: ca c c ax2 + c = 0 ⇐⇒ ax2 = −c ⇐⇒ x2 = − ⇐⇒ x = ± − . 3 2} ´ o conjunto solu¸˜o. a equa¸˜o n˜o possui solu¸˜o nos n´ meros reais. 2} ´ o conjunto solu¸˜o. Neste caso.AULA 8 Equa¸˜es Incompletas co 1o caso: b = 0. Portanto. 3 } ´ o conjunto solu¸˜o da equa¸˜o. e ca √ −12 ⇔ x2 = −4 ⇔ x = ± −4 . a equa¸˜o n˜o possui solu¸˜o real. 87 4 . Exemplo 3 a) Resolvendo a equa¸˜o 4x2 − 16 = 0 temos: ca 4x2 − 16 = 0 ⇔ 4x2 = 16 ⇔ x2 = Da´ S = {−2. ızes e e c a c a 16 ⇔ x2 = 4 ⇔ x = ±2 . ca ca ızes e ca a ca No caso em que − < 0. uma das ra´ ´ sempre nula e a outra ´ da forma − a . 2x2 − 36 = 0 ⇔ 2x2 = 36 ⇔ x2 = 2 √ √ Da´ S = {−3 2. a equa¸˜o ax2 +bx+c = 0 se torna ax2 +bx = 0. 3 CEDERJ . ou seja. a b Portanto. a equa¸˜o admite duas ra´ sim´tricas. ca a ca u 3x2 + 12 = 0 ⇔ 3x2 = −12 ⇔ x2 = 2o caso: c = 0. ı. a a Repare que na situa¸˜o que − > 0. 4 c) Resolvendo a equa¸˜o 3x2 + 12 = 0 temos: ca Exemplo 4 a) Resolvendo a equa¸˜o 6x2 − 8x = 0 temos: ca 6x2 − 8x = 0 ⇔ 2x(3x − 4) = 0 ⇔ 2x = 0 ⇔ x = 0 ou 3x − 4 = 0 ⇔ x = 4 e ca ca ı. 3 Da´ S = ∅. Da´ S = {0.

ızes b) Na equa¸˜o x2 + x + 4 = 0 temos que ca ∆ = 1 − 16 = −15 . a ca a ızes Se ∆ = 0 ent˜o a equa¸˜o tem duas ra´ reais e iguais.Equa¸˜o do 2o Grau ca b) Resolvendo a equa¸˜o x2 − 7x = 0 temos que ca x2 − 7x = 0 ⇔ x(x − 7) = 0 ⇔ x = 0 ou x − 7 = 0 ⇔ x = 7 . 7} ´ o conjunto solu¸˜o da equa¸˜o. Da´ S = {0. Se ∆ < 0 ent˜o a equa¸˜o n˜o tem ra´ reais. e ca ca Discuss˜o Sobre Existˆncia e N´ mero de Ra´ a e u ızes As ra´ da equa¸˜o do 2o grau s˜o obtidas pela f´rmula ızes ca a o √ −b ± ∆ x= . podemos afirmar que ela n˜o ca a possui ra´ reais pois ∆ < 0. a ca ızes Exemplo 5 a) Na equa¸˜o 9x2 + 6x + 1 = 0 temos que ca ∆ = 36 − 36 = 0 . podemos afirmar que ela possui ca duas ra´ reais e iguais pois ∆ = 0. ı. sem resolver a equa¸˜o dada. Assim. sem resolver a equa¸˜o dada. onde ∆ = b2 − 4ac . 2a Portanto. a ca ızes Se ∆ > 0 ent˜o a equa¸˜o tem duas ra´ reais e distintas. ızes Rela¸˜o entre os Coeficientes e as Ra´ ca ızes de uma Equa¸˜o do 2o Grau ca Sabemos que as ra´ da equa¸˜o ax2 + bx + c = 0 s˜o dadas por ızes ca a √ √ −b + ∆ −b − ∆ x1 = ou x2 = . onde ∆ = b2 − 4ac . Assim. 2a 2a CEDERJ 88 .

Equa¸˜o do 2o Grau ca

´ MODULO 1 - AULA 8

Assim, Soma (S = x1 + x2 ) das Ra´ ızes Usando os resultados anteriores obtemos que √ √ −b − ∆ −b + ∆ −2b b S = x1 + x2 = + = =− . 2a 2a 2a a Logo, b S=− . a

Produto (P = x1 · x2 ) das Ra´ ızes Usando os resultados anteriores obtemos que
P = x1 ·x2 = √ √ −b + ∆ −b − ∆ · 2a 2a = b2 − b2 − 4ac 4ac c b2 − ∆ = = 2 = . 2 2 4a 4a 4a a

Logo, P =

c . a

Composi¸˜o da Equa¸˜o do 2o Grau ca ca
O nosso objetivo ´ determinar um processo para a obten¸˜o de uma e ca o equa¸˜o do 2 grau conhecidas as suas ra´ ca ızes. Considere a equa¸˜o ca ax2 + bx + c = 0, onde a, b, c ∈ R e a = 0. Dividindo a equa¸˜o por a ca temos que 0 b ax2 bx c c + + = ⇔ x2 − − x + = 0. a a a a a a c b Como S = − e P = temos: a a x2 − Sx + P = 0 . Portanto, a partir da prescri¸˜o de dois n´ meros x1 e x2 , a equa¸˜o ca u ca 2 x − Sx + P = 0, admite estes n´ meros como ra´ desde que S = x1 + x2 u ızes e P = x1 · x2 . Exemplo 6 a) Calcule a soma e o produto das ra´ das equa¸˜o x2 − 8x + 20 = 0. ızes ca Solu¸˜o: ca Temos que:
S=− b (−8) =− =8 e a 1 P = c 20 = = 20 . a 1

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CEDERJ

Equa¸˜o do 2o Grau ca

b) Calcule a soma e o produto das ra´ das equa¸˜o x2 + 18x − 25 = 0. ızes ca Solu¸˜o: ca Temos que:
S=− 18 b =− = −18 e a 1 P = −25 c = = −25 . a 1

c) Calcule a soma e o produto das ra´ das equa¸˜o 3x2 − 54 = 0. ızes ca Solu¸˜o: ca Temos que:
S=− b 0 =− =0 e a 3 P = −54 c = = −18 . a 3

d) Escreva a equa¸˜o do 2o grau cujas ra´ s˜o 4 e -8. ca ızes a Solu¸˜o: ca Temos que: S = 4 + (−8) = −4 P = 4 × (−8) = −32 . Usando a f´rmula x2 − Sx + P = 0 temos que o x2 + 4x − 32 = 0 . e) Escreva a equa¸˜o do 2o grau cujas ra´ s˜o 2 + ca ızes a Solu¸˜o: ca Temos que: √ √ S =2+ 3+2− 3=4 √ √ P = (2 + 3) · (2 − 3) = 4 − 3 = 1 . Usando a f´rmula x2 − Sx + P = 0 temos que o x2 − 4x + 1 = 0 . Exerc´ ıcios Propostos 1. Se x ´ positivo e se o inverso de x + 1 ´ x − 1, determine o valor de x. e e b2 2 2. Determine a rela¸˜o entre a e b para que a equa¸˜o ca ca x + 1 + ax = 0 2 n˜o possua raiz real. a
CEDERJ 90

√ √ 3 e 2− 3 .

Equa¸˜o do 2o Grau ca

´ MODULO 1 - AULA 8

3. Resolva as equa¸˜es: co a) 2x2 − 5x − 3 = 0 b) x2 − 6x + 8 = 0 c) x2 − 4x + 4 = 0 √ d) x2 + 3 2 x + 4, 5 = 0 4. Determine m para que a equa¸˜o 3x2 + (5m − 2)x + m − 1 = 0 admita ca ra´ sim´tricas. ızes e 5. Determine o valor de m para que o produto das ra´ ızes da equa¸˜o ca 2 5x − 8x + 2m − 1 = 0 seja igual a 20. 6. Determine a m´dia aritm´tica das ra´ da equa¸˜o e e ızes ca x2 − (p − m)x + 3p − 4m = 0 . 7. Determine os valores de k para os quais a equa¸˜o ca (2k − 3)x2 − (5k + 6)x + k + 4 = 0 . a) Tenha ra´ sim´tricas ızes e b) Tenha uma s´ raiz nula o 8. Determine o valor de m de modo que o n´ mero 3 seja uma das ra´ u ızes 2 da equa¸˜o 2x − (4m + 1)x − m + 2 = 0. ca 9. Determine a equa¸˜o do 2o grau de ra´ ca ızes a) 6 e -4 √ √ b) 4 + 3 e 4 − 3 3 c) e -2 5 10. Resolva a equa¸˜o x2 − 3kx + 2k 2 = 0. ca

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CEDERJ

Equa¸˜o do 2o Grau ca

Gabarito
√ 1. 2 2. a2 < b2 √ 1 3. a) S = {3, − 2 } b) S = {2, 4} c) S = {2} d) S = { −32 2 } 4. m = 2 5 5. m = 101 2 6. p−m 2 6 7. a) k = − 5 b) k = −4 17 8. m = 13 9. a) x2 − 2x − 24 = 0 b) x2 − 8x + 13 = 0 c) 5x2 + 7x − 6 = 0 10. S = {k, 2k}

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Inequa¸˜o do 1o Grau ca

´ MODULO 1 - AULA 9

Aula 9 – Inequa¸˜o do 1o Grau ca Defini¸˜o ca
Defini¸˜o 1 ca Chama-se inequa¸˜o do 1o grau na vari´vel x toda inequa¸˜o ca a ca que se reduz a uma das formas ax + b ≥ 0, ax + b > 0, ax + b ≤ 0 ou ax + b < 0, onde a e b s˜o n´ meros reais a u quaisquer com a = 0.

Nota: Defini¸˜es equivalentes podem ser formuladas para inequa¸˜es do co co 2o grau e sistemas de inequa¸˜es. Por exemplo, co 2x − 3 < 0 5x + 1 ≥ 0 ´ um sistema de inequa¸˜es do primeiro grau. Por outro lado, e co x2 − 5x + 2 ≤ 0 ´ uma inequa¸˜o do segundo grau. e ca Resolver uma inequa¸˜o do primeiro grau ´ encontrar todos os n´ meros ca e u reais x que satisfazem a desigualdade. A solu¸˜o pode ser obtida com auxilio ca de propriedades conhecidas de n´ meros reais. Veja a seguir algumas dessas u propriedades: Se x e y s˜o n´ meros reais, ent˜o a u a x < y ⇐⇒ x + a < y + a , ∀ a ∈ R; x < y ⇐⇒ xa < ya , ∀ a ∈ R , a > 0; x < y ⇐⇒ xa > ya , ∀ a ∈ R , a < 0. Propriedades equivalentes valem para os sinais ≤ , ≥ e >. Exemplo 1 Resolver a inequa¸˜o −3x + 9 ≥ 0 em R. ca Solu¸˜o: ca −3x + 9 ≥ 0 ⇔ −3x ≥ −9 ⇔ 3x ≤ 9 ⇔ x ≤ 3 . Logo, o conjunto solu¸˜o ´ S = {x ∈ R | x ≤ 3}. ca e
93 CEDERJ

Inequa¸˜o do 1o Grau ca

Exemplo 2 Resolver a inequa¸˜o 3(2x − 1) − 4(x − 2) ≥ 3 em R. ca Solu¸˜o: ca 3(2x − 1) − 4(x − 2) 6x − 3 − 4x + 8 2x + 5 2x x ≥ 3 ≥ 3 ≥ 3 ≥ −2 ≥ −1

Logo, o conjunto solu¸˜o ´ S = {x ∈ R | x ≥ −1}. ca e Exemplo 3 Resolver a inequa¸˜o 1 < 3x − 5 < 10 em R. ca

Solu¸˜o: ca

Devemos resolver as inequa¸˜es 1 < 3x−5 e 3x−5 < 10, ou seja, temos co um sistemas de inequa¸˜es, co 1 < 3x − 5 3x − 5 < 10 . Resolvendo a primeira inequa¸˜o encontramos ca 1 < 3x − 5 ⇔ −3x < −5 − 1 ⇔ −3x < −6 ⇔ 3x > 6 ⇔ x > 2 . Podemos representar graficamente o conjunto solu¸˜o S1 desta inequa¸˜o. ca ca Veja a figura a seguir: S1 2 Para a segunda equa¸˜o temos que ca 3x − 5 < 10 ⇔ 3x < 10 + 5 ⇔ 3x < 15 ⇔ x < 5 . Representando o conjunto solu¸˜o S2 sobre uma reta, encontramos ca S2 5

CEDERJ

94

co onde f (x) = ax + b e g(x) = cx + d . Resolva as inequa¸˜es do 1o grau em R: co a) 3(x − 8) − 5(x + 2) > 3 x+3 x−1 b) − ≥0 4 3 3x 2x − ≤1 c) 5 3 d) −2 < 3x − 1 < 5 e) x < 3x − 4 < 2x + 5 Gabarito a) {x ∈ R | x < −37 } 2 b) {x ∈ R | x ≤ 13} c) {x ∈ R | x ≥ −15} 1 d) {x ∈ R | − 3 < x < 2} e) {x ∈ R | 2 < x < 9} Inequa¸˜o Produto ca Nesta se¸ao vamos considerar caso simples de inequa¸˜o obtidas atrav´s c˜ ca e de produto de duas inequa¸˜es do primeiro grau. A solu¸˜o de qualquer destas inequa¸˜es pode ser obtida atrav´s do ca co e estudo dos sinais de f (x) e g(x). f (x)g(x) > 0 . Vamos resolver inequa¸˜es produto do tipo co f (x)g(x) ≥ 0 . 5 1111111111 0000000000 S2 S1 S = S 1 ∩ S2 2 000 111 2 5 O conjunto solu¸˜o ´ S = {x ∈ R | 2 < x < 5}. 95 CEDERJ . ca co a ca Veja a figura a seguir. Vamos ver como isto funciona atrav´s dos e exemplos a seguir.Inequa¸˜o do 1o Grau ca ´ MODULO 1 . considere equa¸˜es do primeiro grau f (x) = 0 e g(x) = 0. co Para isto. f (x)g(x) ≤ 0 ou f (x)g(x) < 0 .AULA 9 A interse¸˜o S1 ∩ S2 dessas duas solu¸˜es d´ a solu¸˜o S procurada. ca e Exerc´ ıcios 1.

Estudando os sinais encontramos: _ 0 + x=0 + 3 _ _ 2 + x−2=0⇒x=2 −2x + 6 = 0 ⇒ x = 3 CEDERJ 96 . f (x) < 0. Em seguida. como o conjunto solu¸˜o. Estudaremos o sinal de f (x) e g(x). g(x) = −2x + 6 e h(x) = x − 2. f (x) > 0 e qualquer valor menor que -3. ca Exemplo 5 Resolver a inequa¸˜o x(−2x + 6)(x − 2) < 0. + 2 Sinal de g(x) Note que qualquer valor maior que 2. g(x) < 0 e qualquer valor menor que 2.Inequa¸˜o do 1o Grau ca Exemplo 4 Resolver a inequa¸˜o (x + 3)(−2x + 4) ≥ 0. para determinar o sinal (+) ou co (−) resolvemos as inequa¸˜es f (x) > 0. ca Escrevendo f (x) = x + 3 e g(x) = −2x + 4 a inequa¸˜o se torna ca f (x) · g(x) ≥ 0. Solu¸˜o: ca + −3 Sinal de f (x) Note que qualquer valor maior que -3. g(x) > 0. f (x) < 0. g(x) > 0 e g(x) < 0. co Vamos agora determinar o sinal do produto f (x)g(x): _ f (x) g(x) f (x)g(x) −3 + _ −3 1 0 1 0 + + + 11 00 11 00 + _ 2 _ 1 0 1 0 111111111 000000000 1 0 1 0 2 Uma vez que estamos resolvendo a inequa¸˜o f (x)g(x) ≥ 0 encontramos ca S = {x ∈ R | −3 ≤ x ≤ 2} . a inequa¸˜o se ca torna f (x)g(x)h(x) < 0. ca Solu¸˜o: ca Escrevendo f (x) = x. Os valores divis´rios -3 para f (x) e 2 para g(x) s˜o obtidos resolvendo as o a equa¸˜es f (x) = 0 e g(x) = 0.

temos um problema! Nas inequa¸˜es apau co rece como denominador g(x) = cx + d. com a = 0 e c = 0.Inequa¸˜o do 1o Grau ca ´ MODULO 1 . Resolva as inequa¸˜es do 1o grau em R: co a) (x + 1)(x − 5) > 0 b) (−x − 1)(3x − 5) < 0 c) (x − 1)(−x + 3)(x − 2) < 0 d) 2x(3x + 1)(−x + 2) ≤ 0 Gabarito a) {x ∈ R | x < −1 ou x > 5} 5 b) {x ∈ R | x < −1 ou x > 3 } 1 c) {x ∈ R | 1 < x < 2 ou x > 3} d) {x ∈ R | − 3 ≤ x ≤ 0 ou x ≥ 2} Inequa¸˜o Quociente ca Na mesma linha das inequa¸˜es produto que acabamos de estudar. como o conjunto solu¸˜o. a inequa¸˜o n˜o tem ca a 97 CEDERJ . ca Exerc´ ıcios 1. vaco mos tratar o caso de inequa¸˜es onde aparecem quociente do tipo co f (x) f (x) f (x) ≥ 0. encontraca mos: S = {x ∈ R | 0 < x < 2 ou x > 3} . No entanto. Ora. ≤ 0 ou g(x) g(x) g(x) f (x) < 0. c = 0. > 0. g(x) onde f (x) = ax + b e g(x) = cx + d. Iremos encontrar o conjunto solu¸˜o S destas inequa¸˜es no conjunto ca co dos n´ meros reais.AULA 9 Vamos agora determinar o sinal do produto f (x)g(x)h(x): f (x) g(x) h(x) f (x)g(x)h(x) _ 0 + _ _ 2 + + _ + 000000 111111 0 2 + + + + + 3 _ _ + 0000 1111 3 Uma vez que estamos resolvendo a inequa¸˜o f (x)g(x)h(x) < 0.

Logo. x−3 3x − 4 3x − 4 3x − 4 − x + 3 2x − 1 ≤1⇔ −1≤0⇔ ≤0⇔ ≤ 0. x−3 _ 2 _ 00000 11111 + + _ _ 2 + 3 + + 1111111 0000000 3 Observando as representa¸˜es dos sinais concluimos que co S = {x ∈ R | x < 2 ou x > 3} ´ o conjunto solu¸˜o da inequa¸˜o.Aqui ´ necess´rio ca ca e a observar o cuidado extra que g(x) = 0. x−3 A solu¸˜o ´ idˆntica ao exemplo anterior com a diferen¸a de que o ca e e c n´ mero x = 2 que anula o numerador deve ser acrescentado ao conjunto u solu¸˜o. x−3 x−3 x−3 x−3 CEDERJ 98 .Inequa¸˜o do 1o Grau ca d sentido quando g(x) = 0. Exemplo 6 Resolver a inequa¸˜o ca Solu¸˜o: ca Temos que: 3x − 6 = 0 ⇒ x = 2 x−3 =0 ⇒x= 3 3x − 6 > 0. e ca ca Exemplo 7 Resolver a inequa¸˜o ca Solu¸˜o: ca 3x − 6 ≥ 0. Para contornar esta c dificuldade procuraremos o conjunto solu¸˜o S da inequa¸˜o de modo que ca ca S⊂ x∈R|x=− d c . S = {x ∈ R | x ≤ 2 ou x > 3}. Isto ocorre quando x = − . ca Exemplo 8 Resolver a inequa¸˜o ca Solu¸˜o: ca Temos que: 3x − 4 ≤ 1. para resolvermos uma inequa¸˜o quociente o procedimento segue ca a linha daquele usado na resolu¸˜o da inequa¸˜o produto. Como a regra de sinais para o quociente ´ similar ` regra de sinais para e a o produto.

S = {x ∈ R | e ca ≤ x < 3}. [f (x)]n ≤ 0 ou [f (x)]n < 0 . onde f (x) = ax + b. e u Exemplo 9 Resolver as inequa¸˜es (3x − 6)6 ≥ 0. Resolva as seguintes inequa¸˜es: co x+3 <0 x+5 x b) ≤0 −x + 3 x+3 c) <1 x−1 x+5 d) <2 3x − 4 a) Gabarito a) {x ∈ R | −5 < x < −3} b) {x ∈ R | x ≤ 0 ou x > 3} 4 3 c) {x ∈ R | x < 1} d) {x ∈ R | x < ou x > 13 } 5 Inequa¸˜o Potˆncia ca e Encerrando nosso breve estudo de inequa¸˜es vamos colocar em destaco que inequa¸˜es do tipo co [f (x)]n ≥ 0 . a = 0 e n > 1 ´ um n´ mero natural.Inequa¸˜o do 1o Grau ca ´ MODULO 1 . _ 1/2 + _ _ _ + 1/2 Note que 1 2 3 3 1 2 1111111 0000000 1 0 1 0 + + + ´ solu¸˜o.AULA 9 Assim. Exerc´ ıcios 1. [f (x)]n > 0 . Logo. (3x − 6)6 < 0 co 6 e (3x − 6) ≤ 0 99 CEDERJ . podemos representar graficamente os sinais. (3x − 6)6 > 0.

isto ´. ca Solu¸˜o: ca Solu¸˜o: ca A solu¸˜o ´ idˆntica que no exemplo anterior. Em vista disso podemos a escrever o conjunto solu¸˜o S para cada inequa¸˜o: ca ca (3x − 6)6 ≥ 0 ⇒ S = R (3x − 6)6 > 0 ⇒ S = R − {2} (3x − 6)6 < 0 ⇒ S = ∅ (3x − 6)6 ≤ 0 ⇒ S = {2} Exemplo 10 Resolva a inequa¸˜o (4x − 8)3 > 0. Ent˜o: a (3x − 7)101 < 0 ⇔ 3x − 7 < 0 ⇔ x < 7 e ca Logo. a) S = ∅ b) S = R 1 c) {x ∈ R | x ≤ 4} d) {x ∈ R | x ≥ 3 } . e ca Exemplo 11 Resolva a inequa¸˜o (3x − 7)101 < 0. Ent˜o: a (4x − 8)3 > 0 ⇔ 4x − 8 > 0 ⇔ x > 2 . ca A potˆncia de expoente ´ e ımpar tem sempre o sinal da base. 7 .Inequa¸˜o do 1o Grau ca Solu¸˜o: ca Como n = 6 (par). S = {x ∈ R | x < 3 } ´ o conjunto solu¸˜o. 3 Exerc´ ıcios 1. Logo. a potˆncia de ca e e e e expoente ´ ımpar tem sempre o sinal da base. Resolva as seguintes inequa¸˜es: co a) (7 − 3x)4 < 0 c) (x − 4)7 ≤ 0 b) (2x − 1)100 ≥ 0 d) (3x − 1)1001 ≥ 0 Gabarito CEDERJ 100 1. ent˜o a potˆncia (3x − 6)6 nunca ser´ negativa. Ela a e a ser´ positiva se 3x − 6 = 0 e nula se 3x − 6 = 0. S = {x ∈ R | x > 2} ´ o conjunto solu¸˜o.

− 1 2. {x ∈ R | 0 < x < 3 ou 3 < x < 4} 3. Ache todos os n´ meros reais x que satisfa¸am u c x−1 < 2. {x ∈ R | x > 2} 8. x = 8 7 4. 3 10 (x − 2)5 > 0. {x ∈ R | x < 3} 9. 2. Determine o menor inteiro que verifica a inequa¸˜o ca 3(4x − 2) − 2(5x − 3) ≤ 5(x + 1) . Determine o n´ mero de solu¸˜es inteiras do sistema 3 ≤ u co 7. {x ∈ R | −3 < x < 4} 10. x 2 x 56 − 7x ≥ 0. 4 7. {x ∈ R | x < 0 ou x ≥ 2} 6. Determine os valores de x ∈ Z que satisfa¸am a inequa¸˜o c ca 4. 7 101 CEDERJ . u co c˜ Gabarito 1.AULA 9 Exerc´ ıcios Propostos 1. x−3 4−x > 0.Inequa¸˜o do 1o Grau ca ´ MODULO 1 . 5x − 37 5. Resolva a inequa¸˜o em R: x(x − 3)6 (3x − 12)5 < 0. {x ∈ R | x < 3 ou x > 3} 5. Determine o n´ mero de solu¸˜es inteiras da inequa¸ao −3 < x + 2 ≤ 4. x+3 2x − 7 ≤ 5. Ache os valores reais de x para os quais vale a desigualdade 6. Determine os valores reais x que satisfa¸am 4 ≤ 0. Ache todos os n´ meros reais x que satisfa¸am x2 − 4 u c 8. 3−x −4 3 −1 + ≥ . Determine os valores reais x que satisfa¸am c c 9. ca 3. 10.

.

· · · . atrav´s da inscri¸˜o de e e ca trˆs pontinhos · · · ` direita da sequˆncia. −2. expressamos a sequˆncia infinita. 5.Progress˜o Aritm´tica a e ´ MODULO 1 .AULA 10 Aula 10 – Progress˜o Aritm´tica a e Sequˆncias e Introdu¸˜o ca Uma sequˆncia de n´ meros reais. a2 . · · · onde an ´ um n´ mero real qualquer com i ∈ N∗ . 103 CEDERJ . · · · . e 1. a3 . basta considerar o conjunto finito Ik = {1. ak . an . e u Na verdade. 2 s˜o respectivamente uma sequˆncia infinita e uma sequˆncia finita. ou uma sequˆncia abreviadamente. 2. 9. 5. 3. 7. ´ e u e e uma cole¸˜o enumer´vel de n´ meros reais escrita ordenadamente. No entanto. ca a u (ai ) = a1 . 3. e u co Exemplo 1 Escreva explicitamente os termos da sequˆncia an = (−1)n+1 para todo e ∗ n∈N . a2 . 3. Neste caso. a e e 1 2 3 1 0 1 0 1 0 a1 a2 a3 1 0 1 0 1 0 N∗ R ´ Nota: E necess´rio considerar tamb´m sequˆncias finitas do tipo a1 . π. · · · a e e · · · . Por exemplo. · · · e √ 1. k} e descrever as sequˆncias de n´ meros reais finitas como fun¸˜es f : Ik → R. tamb´m considerae a e e remos sequˆncias finitas.

Considere a sequˆncia (an ). . a3 . a2 .. . para todo n ∈ N∗ e • (an ) ´ constante se an = an+1 . a5 . a4 . Logo... 8. onde an = 2n − 1.. Classifica¸˜o das Sequˆncias ca e Tipos Especiais de Sequˆncias e • (an ) ´ estritamente crescente se an < an+1 .) = (2. . (an ) = (a1 .. a2 .Progress˜o Aritm´tica a e Solu¸˜o: ca Temos que a1 = (−1)1+1 = (−1)2 = 1 2+1 3 a2 = (−1) = (−1) = −1 . . . 14. Solu¸˜o: ca Observe que: a1 a2 a3 a4 a5 =2 = a1+1 = a2+1 = a3+1 = a4+1 = a1 + 2 × 1 = 2 + 2 = 4 = a2 + 2 × 2 = 4 + 4 = 8 = a3 + 2 × 3 = 8 + 6 = 14 = a4 + 2 × 4 = 14 + 8 = 22 .). para todo n ∈ N∗ e • (an ) ´ decrescente se an ≥ an+1 . para todo n ∈ N∗ e • (an ) ´ crescente se an ≤ an+1 . . para todo n ∈ N∗ e • (an ) ´ estritamente decrescente se an > an+1 . (an ) = (a1 .). Logo... Exemplo 2 Escreva explicitamente os termos da sequˆncia (an ) tal que a1 = 2 e e an+1 = an + 2n. 22. . a3 . Fa¸a as contas e escreva e c os primeiros cinco termos da sequˆncia. 1.) = (1.. . 4. −1. e CEDERJ 104 . para todo n ∈ N∗ e Exerc´ ıcios Propostos 1.

10.AULA 10 2. de raz˜o -2 e a ´ uma P. a + 2r . de raz˜o 2 e a (an ) = (10. Assim. (an ) = (a .. . .) (an ) = (10. Ent˜o: e a (an ) = (−10. Determine o 5o termo da sequˆncia definida por e 4. . −4.) ´ uma P. .A. 6. 8. 3. a3 . −8.Progress˜o Aritm´tica a e ´ MODULO 1 . 10. r = a2 − a1 = a3 − a2 = a4 − a3 = · · · Exemplo 3 Seja (an ) uma sequˆncia. an+1 = an + r .) cujo termo geral ´ dado por e e an = n + 2(n + 2). 11 Progress˜o Aritm´tica a e Defini¸˜o 1 ca Sejam a e r dois n´ meros reais.A.A. 9 9 9 9 + + + + 2 3 4 5 = = = = . . .) ` sequˆncia (an ) tal que a e a1 = a . −6. Segue da defini¸˜o que: u a ca r = an+1 − an .. a + r . ∀n ∈ N∗ .A. 10. . O n´ mero real r chama-se raz˜o da P. ∀n ∈ N∗ ou seja. . a + 3r . . . .A.) ´ uma P. . de raz˜o 0 e a 105 CEDERJ . Determine os quatro primeiros termos. . a2 . 4. . A partir da sequˆncia e a1 a2 a3 a4 = 1 = 12 = 123 = 1234 × × × × . Seja a sequˆncia (a1 . . 11 111 1111 11111 a1 3an+1 = = 20 an . . ∀n ∈ N∗ determine o valor da express˜o a 1234567 × 81 + 72 .) . Chama-se Progress˜o Aritm´tica u a e (P. .

11. a e Solu¸˜o: ca Temos que a10 = a1 + (10 − 1)r. concluimos que o 10o termo ´ igual a 39. Logo.A.) tem como primeiro termo 2006 e raz˜o a igual a 4. e Exemplo 5 Se as elei¸˜es para presidente continuarem a ocorrer a cada quatro anos.A. Seja uma P. 7. . Como a1 = 3 e r = 4 obtemos: a10 = 3 + 9 × 4 = 39 . . ca = a1 + r = a2 + r = a1 + r + r = a1 + 2r = a3 + r = a1 + 2r + r = a1 + 3r . Concluimos que a vig´sima elei¸˜o ser´ no ano de 2082. . (2006. Logo. .A.A. . a2 .A. 2014. . 2010. a20 = a1 + 19r = 2006 + 19 × 4 = 2082 . Pela defini¸˜o de P. e ca a CEDERJ 106 . em fun¸˜o do ´ a e ca primeiro termo e da raz˜o. a o e a Exemplo 4 Na progress˜o aritm´tica (an ) = (3. . determine o 10o termo. co ent˜o em que ano ocorrer´ a vig´sima elei¸˜o a partir de 2006? a a e ca Solu¸˜o: ca A P.).). ent˜o: e a • (an ) ´ estritamente crescente se r > 0 e • (an ) ´ estritamente decrescente se r < 0 e • (an ) ´ constante se r = 0 e Termo Geral de uma P.A.Progress˜o Aritm´tica a e Classifica¸˜o ca Se (an ) ´ uma P. a4 . . . . a3 . . an = a1 + (n − 1)r Esta ultima express˜o traduz o e-n´simo termo da P. temos que: a2 a3 a4 (an ) = (a1 . A f´rmula ´ chamada express˜o do termo geral.

calcule o e a primeiro termo.? ızes 107 CEDERJ . Na sequˆncia (an ) dada por e n´ mero natural.Progress˜o Aritm´tica a e ´ MODULO 1 . de 23 termos cujo primeiro termo ´ 8 e o a e ultimo termo ´ 74. b e c da equa¸˜o ax4 +bx2 +c = 0 ca ca para que as ra´ estejam em P.A. a5 .A..A. e 2.A.75 sua raz˜o. se colocadas em ordem crescente a c) est˜o em P. a4 . Calcule a raz˜o de uma P. O 150o n´ mero ´ u ımpar positivo ´: e a) 151 b) 291 c) 301 d) 299 e) 399 6. a3 . 96) seja uma progress˜o aritm´tica tem-se a e a3 igual a: a) 43 b) 44 c) 45 d) 46 e) 47 10.A.AULA 10 Exerc´ ıcios Propostos 5.   a1  = 1 = 4an + 1 4 8. cujo produto ´ 3 a e √ d) possuem soma igual a 10 e) possuem soma igual a 102 Desafio: Qual a rela¸˜o dos coeficientes a. Ent˜o a45 vale: u a a) 43 4   an+1 em que n ´ um e b) 13 c) 45 4 d) 12 e) 15 9. a6 . a2 . Sendo 47 o d´cimo termo de uma P. Inserindo-se cinco n´ meros entre 18 e 96 de modo que a sequˆncia u e (18 . ´ e 7. As ra´ da equa¸˜o x4 − 10x2 + 9 = 0: ızes ca a) possuem soma igual a 10 b) est˜o em P. Seja A o conjunto dos 1993 primeiros n´ meros inteiros estritamente u positivos. Quantos m´ ltiplos inteiros de 15 pertencem ao conjunto A? u 11.

CEDERJ 108 . ap = a1 + (p − 1)r ak = a1 + (k − 1)r an = a1 + (n − 1)r da´ ı. De fato. Propriedade 1 A soma de dois termos equidistantes dos extremos ´ igual ` soma dos e a extremos.Progress˜o Aritm´tica a e Propriedades de uma P.A.A. ´ a m´dia aritm´tica entre o termo anterior e e e e posterior. Dois termos s˜o chaa mados equidistantes dos extremos se o n´ mero de termos que precede u um deles ´ igual ao n´ mero que sucede o outro. Propriedade 2 Cada termo de uma P.A. ent˜o: a a p − 1 = n − k =⇒ p + k = 1 + n . · · · . e ap + ak = a1 + an . p−1 n−k Nota: Se ap e ak s˜o termos equidistantes em uma P. isto ´.A. Termos Equidistantes dos Extremos Defini¸˜o 2 ca Considere os n primeiros termos de uma P. e u a1 · · · ap . ap + ak = = = = 2a1 + (p + k − 2)r 2a1 + (n + 1 − 2)r a1 + a1 + (n − 1)r a1 + an . ak · · · an .

. . e ap = Exemplo 6 (a1 . 2 ap−1 + ap+1 = 2a1 + (2p − 2)r = a1 + (p − 2)r = a1 + p · r = 2a1 + 2(p − 1)r . os 3o . 2 2 2 1 −1 + 2 =⇒ a3 = . . . a3 . . s˜o termos consecutivos de uma P.). ap .A. a2 .A. 2 .Progress˜o Aritm´tica a e ´ MODULO 1 .AULA 10 Demonstra¸˜o: ca Seja a P. Retirando-se dessa P. −1 . 46o e 48o termos a m´dia e e aritm´tica dos 46 termos restantes ´: e e a) 100 b) um n´ mero menor que 100 u c) um n´ mero compreendido entre 100 e 4600 u 109 CEDERJ .. ent˜o o a a valor de 2a − 3b + 2c ´ igual a : e a) a + c b) −b c) a d) b e) c 13. Se a. −1 = a1 + a3 1 5 =⇒ −2 = a1 + =⇒ a1 = − 2 2 2 a3 + a5 1 7 2 = =⇒ 4 = + a5 =⇒ a5 = . ´ 100. 5o . Exerc´ ıcios Propostos 12.A. a3 e a5 . a5 ) s˜o os cinco primeiros termos de uma P. Solu¸˜o: ca Usando a propriedade 2 temos: a3 = Logo.A. . 2 2 ap−1 + ap+1 . Determine a a1 . ap−1 . Ent˜o: a ap−1 = a1 + (p − 1 − 1)r ap+1 = a1 + (p + 1 − 1)r ap−1 + ap+1 = a1 + (p − 1)r = ap 2 isto ´. b e c. A m´dia aritm´tica de 50 n´ meros que s˜o termos consecutivos de uma e e u a P. nesta ordem. . a3 . (a1 .A. ap+1 .

Consideremos a soma duas e a vezes em ordem crescente e decrescente: S S 2S = = = 1 100 101 + + + 2 99 101 + + + 3 98 101 + + + ··· ··· ··· + + + 98 3 101 + + + 99 2 101 + + + 100 1 101 logo. 2005? Solu¸˜o: ca Temos uma P.A.A. De um modo geral temos ca Exemplo 7 Qual a soma dos inteiros consecutivos 1 . . de a1 = 1 . 2 CEDERJ 110 . . · · · .Progress˜o Aritm´tica a e d) 5000 e) 4600 14. 2. Assinale (V) ou (F) conforme as senten¸as sejam verdadeiras ou falsas. . de raz˜o 1. 2. Logo. 2S = 100 × 101 =⇒ S = que: S= (a1 + an )n .A. n = 2005 e an = 2005. 2004 . 2 Note acima a aplica¸˜o da propriedade 1. 3.011. Vamos considerar o seguinte problema: Achar a soma dos 100 primeiros termos da sequˆncia (1.). 2 100 × 101 =⇒ S = 5050 . Pode-se afirmar que: e 1) ( 2) ( 3) ( ) A soma do 1o com o 23o termo ´ maior que 50 e ) A soma do 9o com o 15o termo ´ menor que 50 e ) O dobro do 12o termo ´ 50 e Soma dos Primeiros n Termos de uma P. S= (1 + 2005) × 2005 = 2. . 3. . r = 1 . 3 . c Numa P.A. e Solu¸˜o: ca Note que (1.) ´ uma P. 2 . .015 . a soma do 7o com o 17o termo ´ 50.

de cinco termos. Sabendo que a soma dos nove primeiros termos de uma P. A soma dos n primeiros termos de uma P. de denominador 4. 7 .A. A soma dos termos ´ 10 e a soma e do primeiro com o terceiro ´ -2.Progress˜o Aritm´tica a e ´ MODULO 1 . 5 . ´ 17.A. 8 . ´: e a) 10 b) 20 c) 60 d) 80 e) 100 19. Determine a soma dos n´ meros inteiros estritamente positivo menores u que 101 e que n˜o s˜o divis´ a a ıveis por 3. · · · para obtermos soma negativa? 23. 18. A soma dos p primeiros n´ meros naturais ´ u ımpares ´ igual: e a) ao quadrado da metade de p b) ao cubo de p c) ao quadrado de p d) ` metade do quadrado de p a e) ao triplo de p 16. O produto da raz˜o pelo primeiro e a termo ´: e a) 6 b) -3 c) -12 d) -6 e) -15 22. Qual o n´ mero m´ u ınimo de termos que devemos somar na P. e o calcule o seu 5 termo. Considere uma P. Calcule a soma dos seus trinta primeiros termos. A soma dos m´ ltiplos de 11 comprrendidos entre 1 e 1000 ´: u e a) 42000 b) 45045 c) 47500 d) 43045 e) 45450 111 CEDERJ . A soma dos n primeiros termos de uma P. Determine o primeiro termo e a raz˜o dessa P. Numa P.874.A. infinita ´ dada por e 2 ∗ Sn = 4n − 6n para todo n ∈ N . sabe-se que a14 = 3 e a16 = 11.AULA 10 Exerc´ ıcios Propostos 15. 6 . A soma das fra¸˜es irredut´ co ıveis positivas menores do que 10.A. Determine o 5 termo desta progress˜o.A. 17. a 20. ´ n(n − 2). a 24. 21.A.A. qualquer que e o seja n.

de u e maneira que a terceira parte excede ` primeira de 140. tem-se que a15 − a5 = 5 e o primeiro termo ´ oito vezes a e raz˜o.A.Progress˜o Aritm´tica a e Exerc´ ıcios Complementares 25. 2−n n 31. Logo. A soma dos n´ meros entre 0 e 101 n˜o divis´ u a ıveis por 5 ´: e a) 1000 b) 2000 c) 3000 d) 4000 e) 5000 30. · · · . formando uma P. A sucess˜o restante ´ uma P. de raz˜o k. Se o n´ mero 225 for dividido em trˆs partes. a3 .A.A. 4 . an . Os n´ meros a1 . retiramos o segundo. · · · em que n ´ inteiro positivo. Numa P. ´: e a) 5 + 2n b) 2n + 3 c) n + 4 d) 2n + 1 1−n n e) 2n − 3 . de sete termos.A. Se a1 = 1.A (x . 3 . · · · ) ´: e a) CEDERJ 112 2 5 b) − 1 4 c) 3 2 d) − 4 5 e) − 5 2 . Ent˜o.. de raz˜o: a e a a) k b) 2k c) k 2 d) 3k e) k 3 28. o termo e a geral dessa P. terceiro. O valor de x da P. ··· c) 1−n 2 d) 2n + 3 2 e) n + 1 32. est˜o u e a relacionados por ap = ap−1 + 2. 5x + 7 . 26. a quinto e sexto termos. determine a57 . Em uma P. A soma dos n primeiros elementos da seq¨ˆncia ue ´ dado por: e a) 0 b) 1 n .A. o primeiro termo ´: a e a) 1 2 b) 1 c) 2 d) 3 e) 4 29. ´ n2 + 4n. 2x + 1 . com p = 2 . · · · .A. a2 . Essas partes a ser˜o: a a) primos entre si b) m´ ltiplos de 5 e 10 ao mesmo tempo u c) n´ meros cujo produto ´ 54375 u e d) m´ ltiplos de 5 e 3 ao mesmo tempo u e) indeterminados 27. 3−n n . A soma dos n primeiros termos de uma P.

32. ´ 20. 2)F. 33. 22. 16) 20 3.A. 26. 14. 24. O 31o termo ´ o dobro do e e 16o termo.. 132 11. 113 c d e d 30. 29. r = 3 7.Progress˜o Aritm´tica a e ´ MODULO 1 . 31. e 20. 3 . am + an = ap + aq ent˜o: a a) m + n = p + q b) m − n = p − q c) mn = pq d) p m = n q e) m = n = p = q 34. 22. 27. d 9. 34. 10 . 15. ´: a e a) 7 b) 2 c) 3 d) 4 e) 5 Gabarito dos Exerc´ ıcios Propostos 1. d a 1)F. 270 18. 15 . A soma do 4o e 8o termos de uma P. (1 . 16. 13 . 3)V c 1986 17.A. (7 . 13. Se numa P. A raz˜o dessa P. 21. 23. b 12. 28. b c e a b 113 CEDERJ . 25 8. 9 4. 9090909 5. 31) 2. a1 = −2 e r = 8 3367 c 18 7 b Gabarito dos Exerc´ ıcios Complementares 25. 19.AULA 10 33. d 6. 7 . b 10.A.

.

G (an ) = (2 . · · · . O n´ mero real q ´ chamado de raz˜o da P. aq 3 . Chama-se Prou a gress˜o Geom´trica (P. an . a2 . 6 . Com pequena a e e modifica¸˜o est˜o definidas P. aq 2 .Progress˜o Geom´trica a e ´ MODULO 1 . q= a2 a3 a4 = = = ··· a1 a2 a3 an+1 . ∀n ∈ N∗ . ca a Segue da Defini¸˜o 1 que. u e a Nota: A progress˜o geom´trica definida acima ´ infinita.G. o e Defini¸˜o 1 ca Sejam a e q dois n´ meros reais n˜o nulos. Portanto.G.AULA 11 Aula 11 – Progress˜o Geom´trica a e Introdu¸˜o ca Vamos continuar considerando tipos especiais de sequˆncias de n´ meros e u ´ reais. ∀n ∈ N∗ . aq . 18 .G. (an ) = (a .) ` sequˆncia (an ) tal que a e a e a1 = a an+1 = an · q . a 115 CEDERJ . ent˜o ca a q= Assim. finitas com n termos: a1 . an Exemplo 1 A P. E o caso das progress˜es geom´tricas. · · · ) tem como primeiro termo a1 = 2 e raz˜o q = 3. · · · ) . se a1 = 0 e q = 0.

−16 . − 4 . · · · ) . CEDERJ 116 . 8 . q = qualquer b) (an ) = (3 .G. q = 1 2 b) (an ) = − 2 . · · · ) temos que a1 = 2 . q = 0 • (an ) ´ alternante se a1 = 0 e q < 0. ent˜o: e a • (an ) ´ estritamente crescente se an < an+1 para todo n ∈ N∗ . 0 . q = 1 2 • (an ) ´ estritamente decrescente se an > an+1 8 e para todo n ∈ N∗ . ser decrescente s˜o: co a > a1 > 0 < > : a1 < 0 e ou e 0<q<1 q>1 Exemplo 3 a) (an ) = 1 . q = 5 3 3 b) (an ) = − 3 . −4 . As condi¸˜es para uma P. 1 2 .Progress˜o Geom´trica a e Classifica¸˜o das P. 1 4 . −4 . a1 = 2 e q = −2. · · · ) temos que a1 = 0 . ser estritamente crescente s˜o: co a > a1 > 0 < > : a1 < 0 e ou e q>1 0<q<1 Exemplo 2 a) (an ) = (2 . −8 .G. 0 . 50 . As e 8 condi¸˜es para a P. · · · temos que a1 = −3 . 2 . e Exemplo 4 (an ) = (2 . 0 . 0 . − 2 . · · · ) • (an ) ´ singular se a1 = 0 ou q = 0. 10 .G’s ca Se (an ) ´ uma P. 2 . e Exemplo 5 a) (an ) = (0 . · · · temos que a1 = 1 . e Exemplo 6 (an ) = (2 . q = 2 • (an ) ´ constante se a1 = 0 e q = 1. · · · ) temos que a1 = 3 . · · · temos que a1 = −2 .G.

· · · ). 9 .G. · · · ). Observe que a2 = an 3 3 . an = a1 q n−1 . e) (an ) = (−2 . q = 0 5 −2 = 1. logo a P. determinemos sua raz˜o e sua classia fica¸˜o: ca 4 = 4. 0 . 27 . 16 . q = decrescente.   a1 = = 18 18 a1 = =6 . 3 . q = 3 −1 = −3. ´ estritamente e a) (an ) = (1 . · · · ). a 3 3 1 q = 3 .G. logo. · · · ). 6 . 0 .Progress˜o Geom´trica a e ´ MODULO 1 .G ´ constante. q = f) (an ) = (5 . logo a P. q = 1 crescente. a P. −2 . q = −27 3 crescente. −9 . logo a P. 4 . (an ) = (a . −9 . q ∈ R. e g) (an ) = (0 . a e Exemplo 7 Em cada item abaixo. logo a P. Da´ ca ı.. e −3 = 3. · · · ). aq .G. −3 . logo a P.G. · · · ). A express˜o acima ´ denominada termo geral de uma P. 1 −9 = .AULA 11 Termo Geral de uma P. · · · ). · · · ). logo a P. 0 . Ent˜o temos que ı. 64 . logo a P. ´ constante. ∀ n ∈ N∗ 3 c) (an ) tal que e a3 = 6 a2 = = 2. −2 . ´ estritamente e b) (an ) = (−27 . aq 2 .G. e 117 CEDERJ . · · · ). dada a P.G ´ singular. Sabemos que. pela defini¸˜o. −3 .G. e h) (an ) = (−1 .G. ´ alternante. ´ estritamente e −1  an+1 d) (an ) = (−1 .G ´ estritamente decrescente. Da´ (an ) = (18 .G. 0 . −9 . e −2 = 0.

o valor de a pode ser: a e a a) 4 b) 3 c) 2 d) 1 2 e) 8 2.6% d) 8. uma P. a5 . Ent˜o a taxa m´dia anual de crescimento e a e da popula¸˜o de on¸as. · · · ) ´ uma P.5% . ent˜o o 10o termo e 1 e a ´: e a) -27 b) -18 c) -54 d) -9 e) -36 3. se elas s´ se reproduzem uma vez por ano ´ de: ca c o e 1 (Dado: 1. a .8% c) 7. 082) a) 6.G. S= 1 1 1 127 1 + + + +1+2+4= . Ent˜o.G. temos: ca q= Da´ ı. h´ cinco anos. a popula¸˜o de on¸as pintadas o a ca c era de 325. a7 formam.G. nessa ordem. Em um parque ecol´gico. Solu¸˜o: ca Usando a defini¸˜o de P. Se o 7o termo de uma P. a diferen¸a entre o 2o e o 1o termo ´ 9 e a diferen¸a entre c e c o 5o e o 4o termo ´ 576. Numa P. 48 5 = 1. Ent˜o o 1o termo dessa progress˜o ´: e a a e a) 3 b) 4 c) 6 d) 8 e) 9 4. 1 . Hoje ela ´ de 481.G. achar a soma 4 2 desses termos. ´ − 3 e o 14o termo ´ -729. 1 1 1 4 ÷ = × = 2. a6 .7% CEDERJ 118 b) 5.G.2% e) 8. 16 8 4 2 16 Exerc´ ıcios Propostos 1. 1 . a2 . O nono termo dessa proe e gress˜o ´ 256. A sequˆncia (an ) = (1 . 2 4 2 1 a5 = a6 1 ×2=1 2 = 1×2=2 a7 = 2 × 2 = 4 1 1 1 1 ÷2= × = a2 = 4 4 2 8 1 1 1 1 a1 = ÷2= × = . 8 8 2 16 Portanto..Progress˜o Geom´trica a e Exemplo 8 Se a1 .

´ a a 7. 8 . 16 . Calcule a raz˜o dessa progress˜o. ou seja.Progress˜o Geom´trica a e ´ MODULO 1 .G. Note que: 1 × 32 = 2 × 16 = 4 × 8 . Ent˜o. qual o e total de c´lulas ao final de 10 segundos? e 8.G. Se S3 = 21 e S4 = 45 s˜o. 2 . sejam a ap = a1 · q p−1 ak = a1 · q k−1 an = a1 · q n−1 Fazendo ap · ak temos: ap · ak = a1 · a1 · q p+k−2 = a1 · a1 · q n+1−2 = a1 · a1 · q n−1 = a1 · an . as somas dos trˆs e quatro a e primeiros termos de uma P. Exemplo 9 Seja (an ) = (1 . Qual dos valores abaixo est´ mais ca a pr´ximo do valor da d´ o ıvida em 1989? a) 14 bilh˜es de d´lares o o b) 500 bilh˜es de d´lares o o c) 700 bilh˜es de d´lares o o d) e) 4 bilh˜es de d´lares o o 4 trilh˜es de d´lares o o 6. Por problemas de balan¸a comercial. cujo termo inicial ´ 3. de quatro termos positivos. Propriedade 1 (Termos Equidistantes) O produto de dois termos equidistantes dos extremos ´ igual ao produto dos e extremos. 32). a soma dos dois primeiros vale 1 e a soma dos dois ultimos vale 9. ent˜o a soma dos e a cinco primeiros termos dessa progress˜o ´: a e a) 66 b) 69 c) 93 d) 96 e) 105 Propriedades de uma P. Um pa´ contraiu em 1829 um empr´stimo de 1 milh˜o de d´lares para ıs e a o pagar em cem anos a taxa de juros de 9% ao ano. respectivamente. se p + k = n + 1 temos ap · ak = a1 · an . nada foi pago at´ hoje e a d´ c e ıvida foi sendo “rolada” com capitaliza¸˜o anual de juros. 4 . 119 CEDERJ . Sabendo-se que uma c´lula se divide em duas a cada segundo. suponhamos p + k = n + 1. De fato.AULA 11 5.G. Numa P.

a2 . · · · ). o quinto termo dessa progress˜o vale 6 5. a2 = ap−1 · ap+1 . 27 . 10 e 18. a Solu¸˜o: ca Note que 5 + 5 = 3 + 7. valem. 81 ..G. ap+1 . = ap−1 · ap+1 . · · · ). a2 p Seja (an ) = (a1 . a CEDERJ 120 .Progress˜o Geom´trica a e Propriedade 2 (M´dia Geom´trica) e e Cada termo de uma P. a5 · a5 = a3 · a7 (propriedade 1) a2 = 10 × 18 5 √ a2 = 180 =⇒ a5 = 6 5 5 √ Logo. ap−1 . · · · . 243 . ´ a m´dia geom´trica entre o e e e termo anterior e o posterior. sejam ap−1 = a1 · q p−1−1 ap+1 = a1 · q p+1−1 ap = a1 · q p−1 Vamos provar que Fazendo ap−1 · ap+1 temos: ap−1 · ap+1 = a1 · a1 · q 2p−2 = a1 · q p−1 · a1 · q p−1 = a2 . De fato. a partir do segundo. e Determine o quinto termo dessa progress˜o.G. p Exemplo 10 Seja (an ) = (3 . 9 . respectivamente. Logo. Note que: 92 = 3 × 27 272 = 9 × 81 812 = 27 × 243 Exemplo 11 O terceiro e o s´timo termo de uma P. p Logo. ap .

A3 . log A2 . 10 e 15. obtemos uma P. log A3 . estritamente decrescente. uma P.G. de termos positivos. .G e Pn ´ produto dos n primeiros termos. A2 .G de termos positivos e distintos e de e raz˜o q. 121 CEDERJ (a1 · an )n . u nessa ordem.A. · · · ) ´ uma P. o 1o . · · · ) a a a) ´ uma P.AULA 11 Exerc´ ıcios Propostos 9. . . de raz˜o log q e a c) ´ uma P. ent˜o e e a |Pn | = Demonstra¸˜o: ca De fato. a 13.A.G. sejam Pn = a1 · a2 · . |Pn | = (a1 · an )n .G.G. · · · ´ uma P. ent˜o (log A1 . Se (A1 . o 5o e o 21o termo formam. nessa ordem. Numa P. Teorema 1 Se (an ) ´ uma P. e u 2x + 2 .G.Progress˜o Geom´trica a e ´ MODULO 1 .G. de razˆo: a a) 5 4 d) ´ uma P.G. · a1 2 Pn = (a1 · an )(a2 · an−1 ) · · · (an · a1 ) = (a1 · an )n Da´ ı.A. de raz˜o log q e a e) n˜o ´ P. A raz˜o dessa P. cujo s´timo termo vale: e e a) 96 b) 192 c) 484 d) 252 √ x2 + 11 . A sequˆncia de n´ meros reais e positivos dado por x − 2 . Determine a raz˜o dessa P. de raz˜o log q 2 e a 12. ´: a e a) 2 b) 4 c) 16 d) 20 e) imposs´ de ser determinado ıvel 11. · an Pn = an · an−1 · . nem P.G. a e b) 3 2 c) 5 3 d) 4 e) 31 Produto de n Termos de uma P. (propriedade 1) . de raz˜o q e a b) ´ uma P.G. sabe-se que a1 + a10 = −513 e a4 · a7 = 512. Adicionando-se a mesma constante a cada um dos n´ meros 6. Numa P.A. e) 384 10. . .G.

Teorema 2 Se (an ) ´ uma P. −3 . a Sn Sn q Sn q − S n = = = a1 + a2 + · · · + an−1 + an a1 q + a2 q + · · · + an−1 q + an q an · q − a1 a1 q n−1 · q − a1 = a1 q n − a1 a1 q n − 1 . 9 .: A f´rmula anterior nos permite calcular o m´dulo do produto. se q = 1 ent˜o Sn = n · a1 . (1 . · · · ). Como dos 8 termos 4 s˜o positivos e 4 s˜o negativos. temos que a a Soma dos n Primeiros Termos de uma P. √ 356 = 328 .G. determine o produto dos 8 primeiros termos. de raz˜o q e Sn a soma dos n primeiros termos de (an ) e a ent˜o: a Sn = n · a1 se q = 1 Sn a1 1 − q n a1 q n − 1 = = 1−q q−1 se q = 1 Demonstra¸˜o: ca De fato. |P8 | = (a1 · a8 )8 = (1 × (−1) × 37 )8 = P8 = 328 . Da´ ı. −27 . q−1 Sn (q − 1) = Sn = CEDERJ 122 . Vamos considerar o caso q = 1. Solu¸˜o: ca Observe que q = −3 = −3 1 a8 = a1 q 7 = 1 × (−3)7 = (−1) × 37 . basta analisar o sinal dos termos. Para o o obter o sinal de Pn .G.Progress˜o Geom´trica a e Obs.G. Exemplo 12 Na P.

de 8 termos tem primeiro termo igual a 10. A soma dos cinco primeiros termos de uma P. Ent˜o: a a1 q 10 − 1 1 × 310 − 1 310 − 1 = = = 29524 .G. 27 .G tem primeiro termo igual a 1 e raz˜o igual a 2 .555 e) infinita b) 10. Solu¸˜o: ca Temos que q = S10 = 3 1 = 3. Ache a raz˜o dessa proa gress˜o. Dada a P.. Se o produto a dos termos dessa progress˜o ´ 239 .555. ´ finita e igual a lim S = e . A soma S dos infinitos a a1 termos dessa P. Uma P. 3 . sua soma resulta: a) 5. 5000000). O logaritmo decimal do produto de seus termos vale 36. (1 .G estritamente decrescente tem-se a1 = − 9 e a15 = −9. Teorema 3 Seja (an ) uma P. O produto dos 15 primeiros termos ´: e e) 215 √ 15. finita (5 .945.G. q−1 3−1 2 Exerc´ ıcios Propostos 1 14.G. ent˜o o n´ mero de termos ´ igual a: a e a u e a) 1 b) -1 c) 11 d) -11 a) 12 b) 13 c) 14 d) 15 e) 16 16.AULA 11 Exemplo 13 Determine a soma dos 10 primeiros termos da P.G.000. existe. 9 .G. O n´ mero de ancestrais de uma pessoa. em seis gera¸˜es ´: u co e a) 63 b) 126 c) 127 d) 32 e) 64 Limite da Soma O Limite da Soma dos Infinitos Termos de uma P.Progress˜o Geom´trica a e ´ MODULO 1 .555.555 18.000 c) 9.G. · · · . Uma P. sabendo-se que o quinto termo ´ 162 e a raz˜o ´ igual a 3 ´: e a e e a) 162 b) 620 c) 324 d) 242 e) 342 19. a 17.G. · · · ). n→∞ 1−q 123 CEDERJ . de raz˜o q tal que −1 < q < 1.555 d) 55. Numa P. 50 .

10−n . 004 + · · · ´: b) 0. um tempo t2 = 2 · t1 o e ap´s isso.G. . . como −1 < q < 1 ent˜o: a n→∞ lim q n = 0 . n→∞ 1−q 1−q Portanto: S= Exemplo 14 a1 .666. 10−2 . Se Rosˆngela n˜o o a a 2 foi ao encontro.222. . 1 . d) 0. O valor de a) 0. . Como q = 2 = . c) 0. · · · . 1−q 1 2 1 4 1 8 Determine a soma dos infinitos termos da P. Logo. CEDERJ 124 b) 50 min √ c) 55 min d) 1 h e) 2 h e 0. Roberto resolveu esa a a 1 perar um tempo t1 igual a meia hora e ap´s isso. 4 + 0.333. · · · .Progress˜o Geom´trica a e Demonstra¸˜o: ca De fato. Como Rosˆngela n˜o chegara ainda. . . Logo: S= Exerc´ ıcios Propostos 20. Seja Sn a soma dos n primeiros termos da sequˆncia infinita 10−1 .555. temos que −1 < q < 1 e podemos aplicar a equa¸˜o ca 1 2 a1 S = 1−q para calcularmos essa soma. a) Calcule S5 b) Qual o limite de Sn quando n tende a ∞? 22. ··· . .444. . a S = a1 + a2 + · · · + an−1 + an + an+1 · · · = lim Sn = lim n→∞ a1 1 − q n a1 (1 − 0) = . e) 0. . (N˜o provaremos este resultado aqui pois foge ao nosso objetivo). . 04 + 0. um tempo t3 = 1 · t2 e assim por diante. . A soma 1 − 2 + 4 − 3 9 a) 2 5 8 27 1 a1 1 = 1−q 1− 1 2 = 1 1 2 = 2. . Solu¸˜o: ca 1 . quanto tempo Roberto esperou at´ ir embora? e a) 45 min 23. b) 3 5 + · · · vale: c) 4 5 d) 1 e) 3 21. e 10−3 . Roberto chega `s 15 h para um encontro que havia marcado com a Rosˆngela. .

O limite da soma dos termos da P. √ √ √ a) 32 b) 2 + 1 c) 2 − 1 .357 b) 357 99 . · · · ) devem ser somados para que a soma seja 3. Na figura a seguir A1 B1 = 3 . Calcule a soma dos infinitos segmentos A1 B1 + B1 A2 + A2 B2 + B2 A3 + · · · A1 A2 A3 B2 B1 25. Quantos termos da P. 357 109 27. o e 26.AULA 11 24. (1 . ··· 4 √ 2 +1 3 √ ´: e e) √ 1− 2 2 30. Exerc´ ıcios Complementares 28. ela sobe at´ a metade da e altura que caiu. a) 357 e) 0.G. c) 357.G. . s˜o a1 = e a √ 6 o a3 = 2.280? a) 4 b) 6 c) 8 d) 10 1 √ 2 e) 12 1 2 29. Os trˆs primeiros termos de uma P. O limite da soma dos termos da P. Cada vez que bate no solo. de encontro ao solo. 3 . . 357 106 . O 4 termo ´: e √ √ 1 c) 5 2 a) √2 b) 1 d) 3 2 √ 2 . a2 = e) 1 2 √ 3 2 e 125 CEDERJ .Progress˜o Geom´trica a e ´ MODULO 1 . .G. · · · ´: e d) 0.357357. Calcular o comprimento total percorrido pela mesma bola em suas trajet´rias at´ atingir o repouso. . de uma e c altura h. Uma bola ´ lan¸ada na vertical. O valor de a) 1 x √ x x x x · · · ´: e b) 2x c) x2 2 d) x 357 103 e) x 3 .G. B1 A2 = 2.357357357. . 9 . d) 2 .

Ent˜o x vale: o a a) -1 b) 0 √ c) 1 10 √ 2− 3 2 d) 1 e) 10 34. Ent˜o o triˆngulo: a a a a a a 36. 2x). xy .G.A.G. A sequˆncia (x .G. O quadrado de x. · · · . Ent˜o: e e a a) x ´ um n´ mero racional e u b) x ´ um n´ mero irracional e u c) y ´ um n´ mero racional e u d) y ´ um n´ mero irracional e u e) y x ´ um n´ mero irracional e u 37. Dada a P. √ √ b) 3 + 1 a) 1 − 3 a) tem um ˆngulo de 60o a b) ´ retˆngulo e a c) ´ acutˆngulo e a d) ´ obtusˆngulo e a e) ´ is´sceles e o . crescente ´ 36 e se e u e somarmos 6 unidades ao ultimo. em que a8 = 10 e a15 = 1280. com x = 0 ´ uma P. eles passam a constituir uma P. Em uma P. Os valores de x de modo que x2 − a) -3 e 5 b) -5 e 3 x2 9 + x2 4 − x2 8 + · · · = 6 s˜o: a e) 0 e 2 c) 3 e -3 d) 5 e -5 32. A soma dos trˆs n´ meros que formam uma P.G.G. · · · o termo que precede 1 ´: e √ √ √ c) 1+2 3 d) 3 − 1 e) 1−2 3 35. 32−1 . o u e pr´prio x e log x formam uma P. de ´ raz˜o: a a) 1 2 b) 1 3 c) 2 d) -3 e) 4 33. 1 . O n´ mero real x ´ positivo e diferente de 1.G.. nessa ordem. de raz˜o 2.Progress˜o Geom´trica a e 31. Os ˆngulos de um triˆngulo est˜o em P. a raz˜o ´ igual a: a e a) 2 b) 4 c) -2 d) 1 2 e) 3 CEDERJ 126 .

e 29. b 21. c 33. 9. d 31. d 23. 3. c d a d e q=3 1024 c b 10. a) 0. 11111 1 b) 9 22. 13. b 20. 8. 15. 17. d 27. d 32. d Gabarito dos Exerc´ ıcios Complementares 28. e 24. b 30. 12. 18. c 37. 11. 9 25. b d 2 a b b q = 10 ou q = −10 a d 19. c 36. b 35. 16. 4. a 127 CEDERJ .Progress˜o Geom´trica a e ´ MODULO 1 . b 34. 7. 14. 3 h 26. 5.AULA 11 Gabarito dos Exerc´ ıcios Propostos 1. 2. 6.

.

Conjuntos ´ MODULO 1 .) e a u que podem ser agrupadas por possu´ ırem caracter´ ısticas comuns. C . etc. B. . . c. . Exemplo: o conjunto de todas as letras de nosso alfabeto ou o conjunto de todas as mulheres brasileiras. e.AULA 12 Aula 12 – Conjuntos Objetivos: Nesta aula pretendemos que vocˆ: e • Entenda o conceito de conjunto e possa realizar opera¸˜es entre conco juntos. i. n´ meros. • Recorde a estrutura dos conjuntos num´ricos. Usamos o s´ a e ımbolo ∅ para representar um conjunto vazio. u Exemplo: A = {a. e 129 CEDERJ . . Exemplo: Se B = {x | os dias da semana cuja primeira letra ´ f } ent˜o B = ∅. e a Subconjuntos Um conjunto B cujos elementos todos pertencem a um outro conjunto A ´ dito um subconjunto deste outro conjunto. u} tamb´m pode ser escrito como A = {x | x ´ e e vogal de nosso alfabeto}. Introdu¸˜o ca Conjunto ´ toda reuni˜o de elementos (pessoas. e • Trabalhe com intervalos de n´ meros reais e realize opera¸˜es entre inu co tervalos. S´ ımbolos Para representar conjuntos usamos as letras mai´ sculas A. Para representar que u est´ no conjunto A e que a o elemento d n˜o est´ no conjunto A escrevemos u ∈ A “lˆ-se u pertence a a a e A” e d ∈ A “lˆ-se d n˜o pertence a A”. b. / e a Conjunto unit´rio e conjunto vazio a Um conjunto que possui apenas um elemento ´ dito um conjunto unit´rio. objetos. d . e u para representar elementos de conjuntos usamos letras min´sculas a. e a Um conjunto que n˜o possui elemento ´ um conjunto vazio. o.

A B Exemplo: Se B = {a. iii) o conjunto produto cartesiano. B = {a. e} e C = {a. Nota: Se A tem n elementos e B tem m elementos ent˜o A × B tem m · n a elementos. d. A∩B = {x | x ∈ A e x ∈ B} “lˆ-se o conjunto dos x tal que x pertence e a A e x pertence a B”. A ∪ B {x | x ∈ A ou x ∈ B} “lˆ-se o conjunto dos x e tal que se x pertence a A ou x pertence a B” A B e a ii) o conjunto interse¸˜o de A e B ´ o conjunto dos elementos que est˜o ca simultaneamente em A e em B. y) | x ∈ A e y ∈ B} . b}. e}. ent˜o a A × B = {(1. i} e A ∩ B = {a. a). e definido por A × B = {(x. c. Usamos a nota¸˜o: a e ca B ⊂ A “lˆ-se B est´ contido em A” ou A ⊃ B “lˆ-se A cont´m B” e C ⊂ A e a e e “lˆ-se C n˜o est´ contido em A”. e a a Uni˜o. c. CEDERJ 130 . A × B. e} ent˜o a A ∪ B = {a. e. d. e. interse¸˜o e produto cartesiano de conjuntos a ca Dados dois conjuntos A e B podemos formar trˆs novos conjuntos: e i) o conjunto uni˜o de A e B ´ o conjunto formado por todos os elementos a e de A e de B. b. de A por B ´ um novo conjunto. 2} e B = {a. i} ent˜o B ´ um a e subconjunto de A.Conjuntos Exemplo: A = {a. b). b. b. b)} . (2. (2. e. C n˜o ´ um subconjunto de A. d. c. i} e A = {a. e. f }. (1. a). Exemplo: Se A = {1.

Podemos escrever que 3 ∈ A e que {2. 3. a diferen¸a A − B ´ c e chamada de Complemento de B em rela¸˜o a A. 4} ∈ A. Observa¸˜o: Sendo U o conjunto Universo. O conjunto A possui 5 elementos. ca A B CA B ´ o que falta a B para ser igual a A. e a U A O conjunto complementar do conjunto A ´ o conjunto formado pelos elee mentos do conjunto universo que n˜o pertence a A. i} e B = {a}. e A ⊂ U “lˆ-se o conjunto A est´ contido no conjunto universo U”. Note que n˜o ´ correto escrever a e {2. 131 CEDERJ . ent˜o escrevemos: ca a U − A = CU A = CA = A. e e ca / Tamb´m aparece a nota¸˜o CA e A. Assim.Conjuntos ´ MODULO 1 . 4}} ⊂ A. e. {2. 4} ⊂ A. podemos nos referir ao conjunto universo representado pela letra U. / A B Quando estamos estudando conjuntos. representado por CA B.AULA 12 Conjunto Diferen¸a e Conjunto Complementar c O conjunto diferen¸a entre os conjuntos A e B ´ formado pelos elemenc e tos que pertencem a A e n˜o pertencem a B. e Por exemplo. i}. Usamos a nota¸˜o A − B para a ca o conjunto diferen¸a. a. e Caso Particular Quando temos dois conjuntos A e B. b}. e ca Exemplo: A = {1. se A = {a. c A − B = {x | x ∈ A e x ∈ B}. Ac = {x | x ∈ U e x ∈ A}. ent˜o: a CA B = A − B = {e. e Tamb´m ´ comum o uso da nota¸˜o Ac . tais que B ⊂ A. No entanto ´ perfeito escrever: {{2. Numa situa¸˜o especificada U ´ o conca e junto que cont´m como subconjuntos os conjuntos estudados. 4}. Ent˜o na verdade este a a conjunto ´ igual a U − A.

o n´ mero e e e u de elementos do conjunto A ∪ B. Dados os conjuntos a e finitos A e B representamos por n(A) o n´ mero de elementos de A. ao escrevermos n(A) + n(B). a CEDERJ 132 . i}. } ent˜o P (A) = {∅. e c) A ⊂ A. ∅ ⊂ A. Pois nessa situa¸˜o.Conjuntos Conjunto das partes Dado um conjunto A definimos o conjunto das partes de A. d) Tamb´m A ∈ P (A) e ∅ ∈ P (A). recordamos e listamos algumas propriedades e observa¸˜es inco teressantes. todo conjunto est´ contido em si pr´prio. Em caso contr´rio o conjunto ´ chamado infinito. P (A). para e qualquer conjunto A. Em seguida. i}. Contamos A e B e somamos. a P (A) = {X | X ´ subconjunto de . por n(B) u o n´ mero de elementos de B. como o conjunto cujos elementos s˜o todos os subconjuntos de A. i}}. estaremos contando duas vezes os elementos de A ∩ B ⊂ A ∪ B. a o e) A ⊂ U. No caso e em que A ∩ B = ∅. e g) Se A ⊂ B e B ⊂ A ent˜o B = A (esta ´ uma maneira muito util de a e ´ verificar que dois conjuntos s˜o iguais). A}. N˜o ´ dif´ provar que u a e ıcil n(A ∪ B) = n(A) + n(B) − n(A ∩ B). e. e. i. a Nota: Se um conjunto tem n elementos ent˜o P (A) possui 2n elementos. e f) Se A ⊂ B e B ⊂ C ent˜o A ⊂ C. a N´mero de elementos de um conjunto u Um conjunto ´ dito finito quando possui um n´ mero finito n de elemene u tos. {a}. b) O conjunto vazio ´ subconjunto de qualquer conjunto. contar B e adicionar os resultados. por n(A ∪ B) o n´ mero de elementos de A ∪ B u u e por n(A ∩ B) o n´ mero de elementos de A ∩ B. {a. contar e ca A ∪ B ´ equivalente a contar A. Veja por quˆ. obtendo n(A) + n(B). a a) o s´ ımbolo ∈ ´ usado para relacionar um elemento e seu conjunto ene quanto que o s´ ımbolo ⊂ ´ usado para relacionar dois conjuntos. {e. vale n(A ∪ B) = n(A) + n(B) − n(A ∪ B). {a. Agora fa¸o a seguite pergunta: em que circunstˆncia ´ correto c a e escrever n(A ∪ B) = n(A) + n(B) ? A resposta ´: apenas quando A ∩ B = ∅. e Exemplo: Se A = {a. {a. Qual ´ o m´todo para encontrar n(A ∪ B). e}. {i}. Portanto. de modo geral. {e}. Todo conjunto ´ subconjunto de um conjunto universo.

Lˆ-se: x pertence a R. Representamos na reta [a. Os n´ meros reais negativos s˜o colocados na reta ` esquerda u a a do ponto O e os n´ meros positivos ` direita do ponto zero. incluindo a e b. Foi escolhido para ter comprimento 1. 2 e π. em fun¸˜o de que os segmentos de reta OA e OB medem ca √ respectivamente. b]. 2 e −π ganharam as posi¸˜es indicadas na e figura acima. por exemplo. temos: Intervalo fechado {x ∈ R | a ≤ x ≤ b} = [a. Na continua¸˜o de nosso estudo vamos usar (na verdade. tal que x seja igual e ou maior que a e igual ou menor que b. b] por: a b 133 CEDERJ . j´ estamos ca a usando) os seguintes s´ ımbolos: | significa “tal que” ∧ significa “e” ⇔ significa “equivalente” (i) Intervalos de n´ meros reais. a B -1 O 0 I 1 2 A 2 3 IR Para fazer a representa¸˜o escolhemos dois pontos O e I da reta e ca associamos a eles os n´ meros reais 0 e 1. u a Nesta representa¸˜o. a u √ co Tamb´m. u ∃ significa “existe” ∨ significa “ou” ⇒ significa “implica que” Intervalos s˜o subconjuntos dos n´ meros reais determindos por desigualdaa u des. [a. Sendo a ∈ R.Conjuntos ´ MODULO 1 . u A cada ponto da reta est´ associado um n´ mero real e a cada n´mero real a u u est´ associado um ponto da reta. b ∈ R e a < b. respectivamente. a distˆncia entre os n´ meros inteiros n e n + 1 ´ ca a u e a mesma distˆncia que entre os n´ meros 0 e 1.AULA 12 Representa¸˜o de Conjuntos Num´ricos ca e Podemos representar geometricamente os n´ meros reais em uma reta. Veja a e Figura acima. b] ´ o conjunto dos n´ meros reais e u compreendidos entre a e b. O segmento de u reta OI ´ muito especial.

E uma conven¸˜o para significar que a e b n˜o pertencem ao ca a intervalo (a. ca e a b Note que na figura acima os pontos a e b s˜o representados por pona ´ tos vazados. Veja a representa¸˜o geom´trica abaixo.Conjuntos Exemplo: [5. 5 8 Note que na figura acima os pontos a e b s˜o representados por um ponto a ´ uma conven¸˜o que adotamos para significar que a e b pertencem cheio. Veja a interpreta¸˜o geom´trica abaixo. 8) = {x ∈ R | 5 < x < 8} ´ o conjunto dos n´ meros maiores e u que 5 e menores que 8. b) ´ o conjunto dos n´ meros reais compreendidos entre a e b incluindo a e n˜o e u a incluindo b. b] ´ o conjunto dos n´ meros reais compreendidos entre a e b. Intervalo aberto {x ∈ R | a < x < b} = (a. x pode ser igual ou maior que 5 e igual ou menor que 8. E ca ao intervalo [a. b). n˜o incluindo a e e u a incluindo b. b) ´ o conjunto dos n´ meros reais compreendidos entre a e b. Intervalo fechado ` esquerda e aberto ` direita a a {x ∈ R | a ≤ x < b} = [a. Veja a representa¸˜o geom´trica abaixo. 8] = {x ∈ R | 5 < x ≤ 8} ´ o conjunto formado pelos n´ meros e u maiores que 5 e iguais ou menores que 8. ca e a b Exemplo: (5. 5 8 Intervalo aberto ` esquerda e fechado ` direita a a {x ∈ R | a < x ≤ b} = (a. n˜o incluindo a e e u a b. 8] = {x ∈ R | 5 ≤ x ≤ 8}. ca e a b CEDERJ 134 . b]. Exemplo: (5.

vem que se n e m s˜o n´ meros inteiros. a 1 −m b m bm m a) b = b) = m b c c c) (b..n 1 3 1 1 Exemplos: = 3 = 2 2 8 −3 2 3 3 (−3)3 27 − = − = =− 3 3 2 2 8 (−m fatores) 135 CEDERJ . ao produto de n u u fatores b. colocamos. b b b b Por defini¸˜o.bn = bm+n e) (bm )n = bm. ca e a Exemplo: (2.b (n fatores) Tamb´m se b = 0 e m ´ um n´ mero inteiro negativo ent˜o a m-´sima potˆncia e e u a e e de b. ´ definido por e 1 −m 1 1 1 = .b. co a u b = 0 e c = 0. ∞). Isto e e ´.AULA 12 Exemplo: [5. ca bm = b0 = 1.Conjuntos ´ MODULO 1 . -1 0 Nota: R = (−∞.c)n = bn . denominamos potˆncia n-´sima de b e representamos por bn .. ∞) = {x ∈ R | x ≥ a}. −1)={x ∈ R | x < −1}.cn d) bm . . ent˜o. Note que.. e bn = b. ´ o conjunto de todos os n´ meros reais maiores ou iguais ao n´ mero a. Potˆncias e ra´ e ızes de n´meros reais u Dado um n´ mero real b e um n´ mero natural n ≥ 1..b. das defini¸˜es anteriores. ∞) = {x ∈ R | x > 2} 2 Outro exemplo:(−∞. se b = 0. 8) = {x ∈ R | 5 ≤ x < 8} ´ o conjunto dos n´ meros maiores que e u 5 ou iguais a 5 e menores que 8 5 8 Intervalos infinitos [a. Veja e u u a representa¸˜o geom´trica abaixo.

Por exemplo. a √ n b. chamamos este n´ mero de raiz n-´sima de b e indicamos como u e x= √ n b. Casos de existˆncia da raiz e 1) Se n > 0 ´ par e b ≥ 0 ent˜o sempre existe e a √ 6 No entanto n˜o tem sentido −2. √ 1 1 3 −125 = −5. desde que a raiz n-´sima de bm esteja bem definida. onde n > 0. Caso x exista. onde c ´ um e e n´ mero real. e Exemplo: (−9)− 3 = 136 2 3 (−9)−2 = 3 1 = (−9)2 3 1 1 1 = √ = √ .b = a . 2) Se n > 0 ´ ´ e ımpar e b ´ um n´ mero real qualquer ent˜o existe e u a plo. Tamb´m 3 c. Queremos enconu u trar um outro n´ mero real x tal que u xn = b. indicamos sim√ √ plesmente por b e lemos “raiz quadrada de b”. e u n ent˜o definimos a √ m n bq = b n = bm . 5 − =− . n b b e u Potˆncia racional de um n´mero real m Se b ´ um n´ mero real e q = e u ´ um n´ mero racional. Por exem- √ e u Nota 1: No caso de 2 b. √ 4 81 = 3. 3 81 81 333 CEDERJ . b e = √ . lemos “raiz c´ bica de c”. onde b ´ um n´ mero real positivo.Conjuntos Ra´ ızes de n´ meros reais u Considere um n´ mero natural n e um n´ mero real b. u u Nota 2: Sempre que a raiz estiver bem definida vale √ n √ √ √ a a n n n n a . 243 3 √ n b.

e) A ⊃ C. Dado o conjunto A = {x. 8. assinalar as afirma¸˜es verdadeiras: co a) B ⊂ A. escrever em s´ ımbolos da teoria dos conjuntos: a) 2 pertence a A b) 1 pertence a B c) 3 n˜o pertence a B a d) A n˜o ´ igual a B a e 3. {0}} 5.AULA 12 Exerc´ ıcios 1. {1}} e B = {1. (FGV-72) Se A = {1. z} d) x ∈ A e) {x} ∈ A f) A ∈ A 2. b) {3. 8}. associar V (verdadeira) ou F (falsa) em cada senten¸a a seguir: c a) 0 ∈ A b) y ∈ A / c) A = {y. 4. 3. 2. C = {0. 2. Sendo A = {2. {3}}. 6. b) B ⊂ D d) D ⊂ A f) A ⊃ B h) C ⊂ A 4. 3. 8}. 1}. a parte hachurada representa: a) (A ∪ C) − B c) (A ∩ B) − C e) A − (B − C) b) (B ∩ C) − A d) (A ∩ C) ∪ B B A C 6. 5} e B = {0. (AMAN-74) Dados os conjuntos A = ∅ e B = ∅ tais que (A ∪ B) ⊂ A ent˜o: a a) A ⊂ B b) A ∩ B = ∅ c) A ∪ B = ∅ d) B ⊂ A e) B ∈ A 137 CEDERJ . x. 6. 2. {1}}.Conjuntos ´ MODULO 1 . } e D = {0. {+2}} d) {0. 10}. c) {0. Sendo A = {0. z}. (EPUSP-70) No diagrama. 2. c) C ⊂ D. {2}}. (A − B) ´: e a) {3. 6. 4. g) D ⊃ B. 2. 3. y. B = {2.

049 d) n = 2. / b) sempre exite x ∈ B tal que x ∈ A. (CONCITEC-72) Seja A um conjunto de 11 elementos. O conjunto Y de todos os subconjuntos de A tem n elementos. 2. o n´ mero de elementos u [P (A) ∩ P (B)] ´: e a) 0 CEDERJ 138 b) 1 c) 2 d) 4 e) 8 . respectivamente. 4} ´: e a) 3 b) 4 c) 9 d) 6 e) 7 10. Pode-se concluir que: a) n = 2. (MACK-SP-79) Se A e B s˜o dois conjuntos tais que A ⊂ B e A = ∅.047 c) n = 2. 2} ⊂ u X ⊂ {1. (CESGRANRIO-79) O n´ mero de conjuntos X que satisfazem: {1. 3. (UFRS-80) Sendo A = {0.050 8. a ent˜o a a) sempre existe x ∈ A tal que x ∈ B. O n´ mero de elementos de (A × B) e u ´: e a) 2m + 2n b) 2m×n c) 2m+n d) m × n e) m + n 11.046 e) 2. / a / e) A ∩ B = ∅ 9. (PUC-RJ-79) O n´ mero de elementos do conjunto A ´ 2m e o n´ mero u e u n de elementos do conjunto B ´ 2 .048 b) n = 2.Conjuntos 7. (FGV-SP-80) Considere as afirma¸˜es a respeito da parte hachurada co do diagrama seguinte: OBS. 1} e B = {2. a d) se x ∈ B ent˜o x ∈ A. / c) se x ∈ B ent˜o x ∈ A.: U = A ∪ B ∪ C ´ o conjunto universo e B e C s˜o os complee a mentares de B e C. I) A ∩ (B ∪ C) II) A ∩ (B ∩ C) III) A ∩ (B ∩ C) IV) A ∩ (B ∩ C) A(s) afirma¸˜o(¸˜es) correta(s) ´ (s˜o): ca co e a a) I b) III c) I e IV d) II e III e) II e IV C A B 12. 3}.

4]. (ITA) Depois de N dias de f´rias. d) 7. a a a III . a).Choveu 7 vezes.Quando chove de manh˜. um estudante observa que: e I . c) V . −2) ∪ (1. 4. ∞). f) F . V 14 b) b) 9 c) 10 d) 11 e) 8 139 CEDERJ . d). d) V . F. de manh˜ ou ` tarde.Houve 5 tardes sem chuva. a a II . a) a 8. V.Houve 6 manh˜s sem chuva. n˜o chove ` tarde. d) A = B. b) 1 ∈ B. 4] 14. b) F . c) 3 ⊂ B. 1] A ∩ B ∩ C = (1. IV . a O n´ mero N de dias de f´rias foi: u e a) 7 Gabarito 1. g). V. 3. b) 5. b) 13. Dados A = [1. h) s˜o verdadeiras. ∞) e C = [−3. a) 2 ∈ A. b) 10. d) 9. c) 11. d) 12.AULA 12 13. 4] CR B = [−2. e) F . 2. c) 6.Conjuntos ´ MODULO 1 . a) F . assinale A−B =∅ (A ∪ B) ∩ C = [1. falso ou verdadeiro ( ( ( ( ) ) ) ) B = (−∞. c).

.

(2. ent˜o: a A × B = {(1. contradom´ ınio e esbo¸ar gr´ficos de fun¸˜es. atrav´s de e e um sistema de coordenadas. c}. 2} e B = {a. o u fornece R2 = {(x. (c. c a co Produto cartesiano Dados dois conjuntos n˜o vazios A e B. A × B = {(x. c)} e B × A = {(a. pode ser identificado com um plano. 2)} Notas: 1) De modo geral A × B = B × A. (2. b). (1. y) | x ∈ A e y ∈ B}. (2. por defini¸˜o A × B = ∅. 1). Exemplo: Se A = {1.AULA 13 Aula 13 – Introdu¸˜o `s fun¸˜es ca a co Objetivos: Ap´s estudar esta aula vocˆ ser´ capaz de: o e a • Distinguir entre uma rela¸˜o e uma fun¸˜o entre dois conjuntos. os n´ meros reais podem ser identificados com u 2 uma reta. a). isto ´. e 4) O produto cartesiano de duas c´pias do conjunto de n´ meros reais R. (1. 1). b). 3) Se A = B podemos escrever o produto cartesiano A × A como A2 . Como vimos na Aula 1. 2). (a. isto ´. A × ∅ = ∅ ou ca e ∅ × B = ∅. onde o ponto P do 141 CEDERJ . A × A = A2 . Tamb´m R . 2). (c. a). Veja a figura abaixo. (b. o produto cartesiano de A por a B ´ o conjunto formado pelos pares ordenados. b. 1). (b.Introdu¸˜o `s fun¸˜es ca a co ´ MODULO 1 . y) | x ∈ R e y ∈ R}. nos quais o primeiro elemento e pertence a A e o segundo elemento pertence a B. ca ca • Definir dom´ ınio. c). 2) Se A = ∅ ou B = ∅.

mediante e ca uma lei previamente determinada (lei de associa¸˜o ou de rela¸˜o). 9)} b) R2 = {(x. 1. 9). Exemplo: B = {0. chama-se dom´ ca ınio de R ao conjunto D de todos os elementos de A que aparecem como primeiros elementos nos pares ordenados de R. 1. y) ∈ R. 0). toda rela¸˜o de A em B detere a e ca mina um subconjunto de A × B. (0. 0)} √ y} Dom´ ınio e imagem ou contradom´ ınio Dada uma rela¸˜o R de A em B. 1). 1). uma rela¸˜o R sobre A e B (ou de A em ca B) ´ uma rela¸˜o que associa elementos x ∈ A a elementos y ∈ B. Veja a e u 1 representa¸˜o do ponto Q = − 1. u Rela¸˜es co Dados dois conjuntos A e B. (0. 1). (3. CEDERJ 142 . (3. y). − . x ∈ D ⇔ ∃ y. 9. ca 2 5) Se os n´ meros de elementos dos conjuntos A e B s˜o n(A) e n(B) ent˜o u a a para o n´ mero de elementos de A × B vale n(A × B) = n(A) × n(B).Introdu¸˜o `s fun¸˜es ca a co plano ´ identificado com um par de n´ meros reais: P = (x. y ∈ B | (x. 0. y) ∈ A × B | y = x2 } Solu¸˜o: ca R1 = {(−1. 10} A = {−1. 3} Determine a) R1 = {(x. atrav´s de exemplos. (1. y) ∈ A × B | x = Solu¸˜o: ca R2 = {(1. ca ca Como vocˆ ver´.

a fun¸˜o tem a lei de correspondˆncia ca e y = f (x). Isto significa que. B = {−1. Im(R) ⊂ B. (2. 2) e Im = {−1. −2)}. Exemplo: Sejam A = {0. y) ∈ R ´ III) a imagem da rela¸˜o R. 6} e R = {(0. Ent˜o a D = {0. 2. ca II) para cada elemento x ∈ D(R) existe um unico y ∈ B tal que (x. 1. 1. Representa¸˜o gr´fica e diagramas de uma rela¸˜o ca a ca Para o ultimo exemplo dado podemos associar a representa¸˜o gr´fica ´ ca a e o diagrama y 2 1 x 1 -1 -2 2 Fun¸˜o ca Fun¸˜o ´ uma rela¸˜o com propriedades especiais. 2. 1). 1. −2}. −2. y ∈ Im ⇔ ∃ x. 2). ca Uma rela¸ao R de A e B que ´ uma fun¸˜o ´ mais comumente represenc˜ e ca e tada pela letra f e do seguinte modo: f : A → B. Uma rela¸˜o R do ca e ca ca conjunto A no conjunto B ´ uma fun¸˜o se e ca I) o dom´ ınio da rela¸˜o R.Introdu¸˜o `s fun¸˜es ca a co ´ MODULO 1 . onde.AULA 13 Denominamos imagem da rela¸˜o R (ou contradom´ ca ınio) ao conjunto Im de todos os elementos de B que aparecem como segundos elementos nos pares ordenados de R. x ∈ A | (x. dados os conjuntos A e B. (2. (0. D(R) = A. 2}. 143 CEDERJ . y) ∈ R. x → y = f (x). −1).

Introdu¸˜o `s fun¸˜es ca a co Exemplo: Sejam os conjuntos A = {0. CEDERJ 144 . 2. 5}. 2} e B = {0. 3}. vamos considerar a fun¸˜o f : A → B definida por y = x + 1. que indicamos por Im. que ´ um subconjunto de B. 1. ou seja. 4. u ca podemos representar a fun¸˜o graficamente como pontos do plano. ca Im = {1. ´ (II) Nenhuma seta termina em mais de um elemento de B A B A B é função é função A B A B não é função não é função Representa¸˜o Gr´fica ca a Dados subconjuntos A e B de n´ meros reais e uma fun¸˜o f : A → B. No exemplo acima. 3. Representa¸˜o de fun¸˜es por diagramas ca co Um diagrama de setas representando uma rela¸˜o de um conjunto A ca em um conjunto B ´ uma fun¸˜o se: e ca (I) De cada elemento de A parte exatamente uma unica seta. o contradom´ ınio. ´ denominado cone e junto imagem da fun¸˜o. 1. 2. No eixo ca horizontal representamos o dom´ ınio e no eixo vertical. 3}. ca f (x) = x + 1 5 x=0→y =0+1=1 x=1→y =1+1=2 x=2→y =2+1=3 • O conjunto A ´ o dom´ e ınio da fun¸˜o. ca • O conjunto {1. 2.

vem que y=f(x) x = −1 → y = 0 x=0→y=1 x=2→y=3 -1 3 2 1 x 1 2 3 f = {(−1. onde a ca A = {x ∈ R | −1 ≤ x ≤ 1} n˜o ´ fun¸˜o. 2. 1. 3. f (x) = x2 com A = {x ∈ R | −1 ≤ x ≤ 2}. ca representada abaixo ´ fun¸˜o. Exemplos: a) A rela¸˜o f de A em R. a o y -1 2 x b) O gr´fico da rela¸˜o R de A em R representada abaixo x2 + y 2 = 1. 0). 2} e B = {−1. pois h´ retas verticais passando a e ca a por pontos de A que encontram o gr´fico de R em dois pontos.AULA 13 Exemplo: A = {−1. x → y = f (x). (0. a y -1 1 x 145 CEDERJ . pois toda reta vertical passando por pontos de e ca abscissa x ∈ A encontra o gr´fico de f num s´ ponto. ´ que a cada x deve ca e corresponder um unico y. 0.3)} e os trˆs pontos assinalados formam o gr´fico da e a fun¸˜o.Introdu¸˜o `s fun¸˜es ca a co ´ MODULO 1 . ca Observa¸˜o sobre gr´ficos: Sabemos que um dos requisitos ao qual uma rela¸˜o ca a ca deve satisfazer para ser uma fun¸˜o. 1). 0. (2. 4} e f (x) = x + 1. Esta propriedade tem a seguinte interpreta¸˜o: ´ ca toda reta vertical passando pelo dom´ ınio intercepta o gr´fico da fun¸˜o em a ca exatamente um ponto.

Exemplo: (a) Se a fun¸˜o f : A → B. com alguns pontos auxiliares. No ena tanto podemos. O gr´fico. 4. representamos. atribuimos valoc a ca res convenientes a x no dom´ da fun¸˜o e determinamos os correspondentes ınio ca valores de y = f (x). ca ca y 6 5 4 3 2 1 0 1 2 3 x (b) Seja f : R → R x → y = 2x. a Usando os valores j´ calculados na tabela do exemplo a). Para esta fun¸˜o ´ imposs´ construir ca e ıvel uma tabela indicando explicitamente todos os pontos do gr´fico.Introdu¸˜o `s fun¸˜es ca a co Esbo¸o do Gr´fico de uma Fun¸˜o c a ca Para esbo¸armos o gr´fico cartesiano de uma fun¸˜o f . y). ent˜o. 0. 6}. B = {−1. Veja a tabela de valores abaixo. a x 0 1 y 0 2 2 3 4 6 Nesta situa¸˜o. a c a y 2 -1 0 1 x -2 CEDERJ 146 . a fun¸˜o. deduzir a forma do gr´fico f . ´ tal que x → y = 2x. ponto a ponto. esbo¸amos o gr´fico. 3}. ´ constitu´ pelos pontos representaa a e ıdo tivos dos pares (x. 2. E poss´ ıvel calcular todos os pontos do gr´fico cartesiano de f . onde A = ca e ´ {0. 2. 1.

basta substituir x por 6 em f (x) = x2 − x. 0+1 147 CEDERJ 2 x2 − x + 1 · Calcule x+1 . Do mesmo modo.AULA 13 Exerc´ ıcios Resolvidos 1. Seja a fun¸˜o f : R → R ca x → y = x2 − x a) Calcular f (6). x2 − x − 2 = 0 √ −b ± b2 − 4ac x= 2a √ 1±3 1± 1+8 = x= 2 2 x1 = 2. Solu¸˜o: ca a) Para calcularmos a imagem de 6 pela f . f √ 1 . f ( 2). b) f (x) = 2 ⇒ x2 − x = 2. b) Determinar os elementos de D(f ) cuja imagem pela f vale 2. 2 √ f ( 3 − 2). Seja a fun¸˜o f : [0.Introdu¸˜o `s fun¸˜es ca a co ´ MODULO 1 . f (6) = 62 − 6 = 30. ∞) → R dado por f (x) = ca √ 1 f (0). x2 = −1 s˜o os dois valores solu¸˜o. 2 2 2 4 2 4 √ 2 √ √ √ f ( 2) = ( 2) − 2 = 2 − 2 . √ √ √ f ( 3 − 2) = ( 3 − 2)2 − ( 3 − 2) √ √ = 3−4 3+4− 3+2 √ = 9 − 5 3. 1 1 1 1 1 1 f = − = − =− . f e f ( 2 − 1). a ca 2. 2 Solu¸˜o: ca a) f (0) = 02 − 0 + 1 = 1.

2 2· 2 b) f 1 2 = 3 4 3 2 = 3 2 1 × = .Introdu¸˜o `s fun¸˜es ca a co 1 1−2+4 − 1 +1 ( 1 )2 − 1 + 1 2 2 4 = 4 1 2 = 1+2 = 1 +1 +1 2 2 2 √ √ √ ( 2 − 1)2 − ( 2 − 1) + 1 √ = c) f ( 2 − 1) = 2−1+1 √ √ √ 2−2 2+1− 2+1+1 5−3 2 √ = = √ = 2 2 √ √ √ √ 5 2 − 3 2. · 2 5 2−6 √ √ = = . ´ o maior subconjunto de R. 4 3 2 3. subentende-se que o dom´ ınio de defini¸˜o ca x+1 de f . f : R → R assinale (V) ou (F): a) f (2) = f (−2) ( ) b) f (1) > f (0) ( ) √ √ √ √ c) f ( 2 + 3) = f ( 2) + f ( 3) − 5 ( ) √ √ √ √ d) f ( 2 · 3) = f ( 2) · f ( 3) ( ) Solu¸˜o: ca  f (2) = 22 = 4 a) (V) f (−2) = (−2)2 = 4 ⇒ f (2) = f (−2)  f (1) = 12 = 1 b) (V) f (0) = 02 = 0 ⇒ f (1) > f (0) √ √ √ √ √ √ c) (F) f ( 2 + 3) = ( 2 + 3)2 = 2 + 2 6 + 3 = 5 + 2 6 √ √ √ √ f ( 2) + f ( 3) − 5 = ( 2)2 + ( 3)2 − 5 = 2 + 3 − 5 = 0 √ √ √ √ ⇒ f ( 2 + 3) = f ( 2) + f ( 3) − 5 √ √ √ √ √ d) (V) f ( 2 · 3) = ( 2 · 3)2 = ( 6)2 = 6 √ √ √ √ ˙ f ( 2) · f ( 3) = ( 2)2 ( 3)2 = 2 · 3 = 6 √ √ √ √ ⇒ f ( 2 · 3) = f ( 2) · f ( 3) Determina¸˜o de Dom´ ca ınios de Fun¸˜es Num´ricas co e Em geral. D(f ). Sendo f (x) = x2 . no qual a defini¸˜o faz sentido (ou e ca onde a fun¸˜o pode operar).). f (x) = .: ca e o 2x 2 f (x) = x . quando se define uma fun¸˜o f atrav´s de uma f´rmula (ex. ca CEDERJ 148 . etc.

b) f (x) = √ 2x − 6 Em R. 3 ≥ x2 e x > . c) f (x) = √ 3 2x − 1 O radicando de uma raiz de ´ ındice ´ ımpar pode ser negativo ou nulo ou positivo. D(f ) = {x ∈ R | x ≥ 3} = [3. +∞). D(f ) = R. Portanto. Assim. co x+3 x−2 a) f (x) = Basta impor que o denominador n˜o pode ser nulo: x − 2 = 0 ⇔ x = 2 a Portanto. Ou seja D(f ) = x∈R| √ 1 <x≤ 3 2 149 CEDERJ . 2 Veja as representa¸˜es gr´ficas: co a e -V3 V3 1/2 Portanto a interse¸˜o destes conjuntos determina o dom´ ca ınio. o denominador deve ser a e n˜o nulo. 2x − 1 pode assumir todos os valores reais. √ 4 3 − x2 d) f (x) = √ 2x + 1 Como as ra´ ızes envolvidas s˜o todas de ´ a ındice par.Introdu¸˜o `s fun¸˜es ca a co ´ MODULO 1 . 2x − 6 ≥ 0 ⇔ 2x ≥ 6 ⇔ x ≥ 3 Portanto. Pora tanto. a 3 − x2 ≥ 0 e 2x + 1 > 0 1 Ou seja. Al´m disso.AULA 13 Exemplos: Defina os dom´ ınios das fun¸˜es abaixo. o radicando de uma raiz quadrada n˜o pode ser negativo. D(f ) = {x ∈ R | x = 2} = R − {2}. ´ exigˆncia que os e e radicandos sejam n˜o negativos. ou seja.

M do conjunto A no conjunto B conco forme os gr´ficos abaixo. H. 5} se D = {(x. b) Indicar os conjuntos Dom´ ınio e Imagem. y) ∈ A × B | x = y + y 2}. Solicita-se: ca a) Enumerar os pares ordenados de R. Determine o n´ mero real x. J. Sejam A = {x ∈ Z | −2 ≤ x ≤ 2}. 4. Identifique as fun¸˜es. y) ∈ (A × B) | y ≤ x + 4}. Considere as rela¸˜es G. onde R s˜o os n´ meros 2x − 3 reais. B = {x ∈ Z | −6 ≤ x ≤ 6} e a rela¸˜o R = {(x.Introdu¸˜o `s fun¸˜es ca a co Exerc´ ıcios . u a) x = 0 b) x = 1 c) x = −1 d) x = 5 e) x = −5 CEDERJ 150 . Defina os m´ximos subconjuntos de n´ meros reais que s˜o dom´ a u a ınios das fun¸˜es abaixo: co a) f (x) = 2x − 3 x−2 b) f (x) = 5 x+2 3. 1) ∈ H. tal que (x.S´rie A e 1. y = 4x − 1 ca a u define uma rela¸˜o H ⊂ R × R. Seja Z o conjunto dos n´ meros inteiros e sejam os conjuntos A = {x ∈ u Z | −1 < x ≤ 2} e B = {3. Ent˜o: a a) D = A × B b) D tem 2 elementos c) D tem 1 elemento d) D tem 8 elementos e) D tem 4 elementos 5. 2. a co relação G y relação H y B B A x a x A relação M y relação J y B B A x A x 4.

0. A a) -1 0 1 2 R B b) -2 -1 0 1 2 3 -1 0 1 2 A S B -2 -1 0 1 2 3 A c) -1 0 1 2 T B d) -2 -1 0 1 2 3 -1 0 1 2 A V B -2 -1 0 1 2 3 8. 1.AULA 13 6. (UFF-93 1a fase) Considere a rela¸˜o f de M em N. Justificar. Determinado-se os pares (x. Estabelecer se cada um dos esquemas abaixo define ou n˜o uma fun¸˜o a ca de A = {−1. y) de n´ meros reais que satisfazem `s u a condi¸˜es co  x2 + y 2 ≤ 1 .Introdu¸˜o `s fun¸˜es ca a co ´ MODULO 1 . 2. basta: ca a) apagar a seta (1) e retirar o elemento s b) apagar as setas (1) e (4) e retirar o elemento k c) retirar os elementos k e s d) apagar a seta (4) e retirar o elemento k e) apagar a seta (2) e retirar o elemento k 151 CEDERJ . representada no ca ¯ diagrama abaixo: M x 4 1 2 N t p 3 y z w k q r s 5 Para que f seja uma fun¸˜o de M em N. 2} em B = {−2. 1. −1. temos: y = x a) 2 pares b) nenhum par c) 3 pares d) infinitos pares e) 1 par 7. 0. 3}.

a a co e) Nenhuma das respostas acima. III e IV podem ser gr´ficos de fun¸˜es da forma y = f (x). D = R b) f (x) = x − 2. a co d) II e IV n˜o podem ser gr´ficos de fun¸˜es da forma y = f (x). (UFF-94-1a fase) O gr´fico que melhor representa a fun¸˜o polinomial a ca ¯ 4 2 p(x) = (x − 1) (x − 4)(x + 9 ) ´: e A) y B) y 0 C) x D) 0 x y y E) y 0 x 0 x 0 11. 10. 2] CEDERJ 152 x . sendo D = [−2. a ca b) I.Introdu¸˜o `s fun¸˜es ca a co 9. Esboce o gr´fico de: a a) y = x2 − 1. (PUC-95) Dentre os 4 desenhos a seguir: y y x x I y y II x x III IV a) Somente I pode ser gr´fico de fun¸˜o da forma y = f (x). a co c) Nenhum deles pode ser gr´fico de fun¸˜es da forma y = f (x).

y) c) (x2 + x. trˆs m˜es deram ` luz em uma e a a ¯ maternidade. (UFF/95 . trigˆmeos e a tere e ceira. o unico que pode representar uma a ´ fun¸˜o de vari´vel real ´: ca a e a) y b) y c) y x x x d) y e) y x x 153 CEDERJ . um unico filho. c a S˜o fun¸˜es: a co a) somente a I b) somente a II c) somente a III d) todas e) nenhuma 16. A primeira teve gˆmeos. Considere. o conjunto das trˆs ´ e m˜es. a III) A que associa cada crian¸a a seu irm˜o.1a fase) Em um certo dia. 13. u 15. 2b − 6) sejam iguais. x − 8) = (1 − 3y. y − 3) = (2x + 1. respectivamente. 5 e 7 elementos.AULA 13 12. a segunda. para aquele dia. de modo que os pares ordenados (2a − 1. Determinar x e y. a II) A que associa cada filho a sua m˜e. y 2) 14. de modo que: a) (x + 2. (PUC) Entre os gr´ficos abaixo. calcule o n´ mero de elementos de A × B. Determine a e b. b + 2) e (3a + 2.Introdu¸˜o `s fun¸˜es ca a co ´ MODULO 1 . 2y) = (6. Se os conjuntos A e B possuem. o conjunto das seis crian¸as e as seguintes rela¸˜es: a c co I) A que associa cada m˜e a seu filho. 3y − 1) b) (2x.

(UFC-CE) Qual dos gr´ficos a seguir n˜o pode representar uma fun¸˜o? a a ca a) y b) y c) y d) y e) y 19. 1415) = 0 c) 0 ≤ f (a) + f (b) + f (c) ≤ 3 d) f [f (a)] = 0 e) f (0) + f (1) = 1 20.Introdu¸˜o `s fun¸˜es ca a co 17. ∀ x ∈ R e) O conjunto-imagem de f ´ {0. se n for par f (n) = 2 3n + 1. pode-se afirmar que: co a) f ´ injetora e n˜o sobrejetora e a b) f ´ sobrejetora e n˜o injetora e a c) f (−5) · f (2) = 1 d) f (f (x)) = 0. definida por ca  0. 3) = 0 b) f (3. 1} e 154 CEDERJ . (UERJ/93) A fun¸˜o f definida no conjunto dos inteiros positivos por: ca   n . (FGV-SP) Considere a seguinte fun¸˜o de vari´vel real ca a  1 se x ´ racional e f (x) = 0 se x ´ irracional e Podemos afirmar que: a) f (2. se n for ´ ımpar O n´ mero de solu¸˜es da equa¸˜o f (n) = 25 ´: u co ca e a) zero b) um c) dois d) quatro e) infinito 18. se x ´ ´ e ımpar Nestas condi¸˜es. se x ´ par e f (x) = 1. (SANTA CASA-82) Seja f uma fun¸˜o de Z em Z.

Introdu¸˜o `s fun¸˜es ca a co ´ MODULO 1 . (FUVEST-SP) Seja f uma fun¸˜o tal que f (x + 3) = x2 + 1 para todo ca x real. (FUVEST-82) O n´ mero real α ´ solu¸˜o simultˆnea das equa¸˜es u e ca a co f (x) = 0 e g(x) = 0 se e somente se α ´ raiz da equa¸˜o: e ca a) f (x) + f (x) = 0 b) [f (x)]2 + [g(x)]2 = 0 c) f (x) · g(x) = 0 d) [f (x)]2 − [g(x)]2 = 0 e) f (x) − g(x) = 0 ˜ e 22. y) = (x. (IBEMEC 98) Considere a fun¸˜o f . Ent˜o f (x) ´ igual a: a e a) x2 − 2 b) 10 − 3x c) −3x2 + 16x − 20 d) x2 − 6x + 10 e) x2 + 6x − 16 155 CEDERJ . (PUC-93) Entre as fun¸˜es T : R2 → R2 abaixo. Ent˜o. y) = (y. y) = (2x.AULA 13 21. x) c) T (x.S´rie B e 1. ca A) y B) C) D) y y E) y y x x x x x 2. 0) b) T (x. 2y) d) T (x. (UNIFICADO-92) Qual dos gr´ficos abaixo representa. f (50) ´ igual a: a e a) 105 b) 103 c) 101 d) 99 e) 97 3. tal que f (x + 1) = ca f (x) + 2 e f (2) = 3. em R2 as solu¸˜es a co 2 2 da equa¸˜o y = x(x − 1). y + 1) Exerc´ ıcios . y) = (x + 1. de R em R. x) e) T (x. NAO ´ injetora a co definida por: a) T (x. y) = (−y.

(UFF/96) Para a fun¸˜o f : N∗ → N∗ . considere as afirmativas: u I) existe um n´ mero natural n˜o-nulo n tal que f (n) = n. (FUVEST/93) Uma fun¸˜o de vari´vel real satisfaz a condi¸˜o ca a ca f (x+1) = f (x)+f (1). 3. 2. u a II) f ´ crescente e III) f n˜o ´ injetiva. . O valor de f (−2) + f − +f ´: e 5 3 9. CEDERJ 156 .Introdu¸˜o `s fun¸˜es ca a co 4. a e Assinale a op¸˜o que cont´m a(s) afirmativa(s) correta(s): ca e a) apenas II d) apenas I b) apenas I e III e) apenas I e II c) I. que a cada n´ mero natural n˜oca u a nulo associa o seu n´ mero de divisores. . e se f (1) = 2. Se f (n + 1) = para n = 1. (UFRJ/93) Uma fun¸˜o f (x) tem o seguinte gr´fico: ca a Considere agora uma nova fun¸˜o g(x) = f (x + 1). qualquer que seja o valor da vari´vel x. Sabendo a que f (2) = 1 podemos concluir que f (5) ´ igual a: e 5 1 a) b) 1 c) d) 5 e) 10 2 3 7.) Se f (3x) = ¯ a) x+5 6 b) 3x − 1 2 x + 1 ent˜o f (x − 1) ´ igual a: a e 2 5x + 3 3x c) d) e) 3x − 2 2 2 2 · f (n) + 1 5. (UFMG) A fun¸˜o f : R → R associa a cada n´ mero real x o meca u 1 2 nor inteiro maior do que 2x. ca a) Determine as ra´ da equa¸˜o g(x) = 0 ızes ca b) Determine os intervalos do dom´ ınio de g(x) nos quais esta fun¸˜o ´ ca e estritamente crescente. II e III 8. . (UGF-96-2o Sem. ent˜o o a 2 valor de f (101) ´: e a) 49 b) 50 c) 53 d) 52 e) 51 6.

AULA 13 10. o menor dos n´ meros (x + 1) e (−x + 5).Introdu¸˜o `s fun¸˜es ca a co ´ MODULO 1 . Ent˜o o valor m´ximo de u a a f (x) ´: e a) 1 b) 3 c) 4 d) 5 e) 7 11. O gr´fico que melhor representa a a o n´ da ´gua em fun¸˜o do tempo. (FEI-73) Chama-se ponto fixo de uma fun¸˜o f um n´ mero real x tal ca u 1 a que f (x) = x. contado a partir do instante em ıvel a ca que a torneira foi aberta ´: e A) nível B) nível tempo C) nível D) nível tempo E) nível tempo tempo tempo 157 CEDERJ .  f (0) = 1 f (n + 1) = 2f (n) 12. (CESGRANRIO) Seja f (x) a fun¸˜o que associa. (PUC-92) Um reservat´rio tem a forma de um cone de revolu¸˜o de eixo o ca vertical e v´rtice para baixo. Definimos: f : N → N Calcule f (3). Enche-se o reservat´rio por interm´dio e o e de uma torneira de vaz˜o constante. a cada n´ mero real ca u x. Os pontos fixos da fun¸˜o f (x) = 1 + s˜o: ca x a) x = ±1 √ 1± 5 b) x = 2 c) n˜o tem ponto fixo a d) tem infinitos pontos fixos 13.

a) D(f ) = {x ∈ R | x = 2} = (−∞. ∞). a) x = 1 e y = −1 b) x = 5 e y = −3. b) Auto-avalia¸˜o ca Antes de passar ` aula seguinte. vocˆ deve resolver todos os exerc´ a e ıcios da S´rie A. a) n˜o b) n˜o c) sim d) sim. d) 7. b) 16. 8. b = 8 13. 3} b) (−3. −1) e (0. 12. 0). d) 3 d) 4. a) 2. 2) ∪ (2. c) 7. d) 17. −1. b) 22. d) a a 11. f (3) = 16 CEDERJ 158 . d) x = ±2 e y = ± 3. (0.b) 10.1) 12. 4.Introdu¸˜o `s fun¸˜es ca a co Gabarito S´rie A e 1. d) 9. b) 18. (2. 2}. b) 8. e e ıcio 6. 35 15. a) 5. 2. A S´rie B fica como exerc´ de aprofundamento. a) R = {(2. -2 10. d) e ca 5. e) 21. a) x ∈ {−2. c) 19. c) 6. √ c) x = −3 ou x = 2 e y = 0 ou y = 2. b) 13. Apenas G ´ fun¸˜o. b) 11. d) 9. 0. Im(R) = {−2. 3. −1). 1}. b) D(R) = {0. −2). c) 20. a) S´rie B e 1. ∞). a = −3. b) D(f ) = {x ∈ R | x > −2} = (−2. 14. 0. 1)}. (0.

ca No diagrama abaixo est´ representada a composi¸˜o de f em g. co Fun¸˜o composta ca Considere f uma fun¸˜o do conjunto A no conjunto B e g uma fun¸˜o ca ca do conjunto B no conjunto C. Ent˜o a fun¸˜o h de A em C.Fun¸˜es composta e inversa co ´ MODULO 1 .AULA 14 Aula 14 – Fun¸˜es composta e inversa co Objetivos: S˜o objetivos desta aula possibilitar que vocˆ: a e • Entenda e trabalhe com o conceito de fun¸˜o composta. ca • Possa resolver problemas envolvendo fun¸˜es inversas e possa represenco tar graficamente as solu¸˜es. h a fun¸˜o a ca ca composta de f e g. ca • Possa decidir quando uma fun¸˜o possui ou n˜o inversa. Nota¸˜o: h = g ◦ f . ca a • Entenda os conceitos de fun¸˜o sobrejetiva. injetiva e bijetiva e de ca fun¸˜o inversa. a ca A −→ B −→ C g◦f f g Exemplos (i) Se ent˜o h = g ◦ f ´ tal que a e A 0 h a b c 2 d 1 159 CEDERJ . pode ser definida por h(x) = g(f (x)).

a √ (ii) Sejam f : R → R e g : R → R. Sabendo-se que f (x) = 5 + x2 e que a √ imagem da fun¸˜o f ◦ g ´ o intervalo real [+ 5. +3]. +2] √ √ e) [− 5. + 2] a) [+ 5. a alternativa que ca e representa a imagem da fun¸˜o g ´: ca e √ b) [−2. Resposta: ca a ca N˜o.Fun¸˜es composta e inversa co (ii) Suponha Z o conjunto dos n´ meros inteiros. + 5] CEDERJ 160 . +3] √ √ c) [−2. a) obter a fun¸˜o composta h = g ◦ f e m = f ◦ g ca b) calcule h(2) e m(−3) c) existem valores x ∈ R tais que h(x)=0? Solu¸˜o: ca a) h(x) = g(f (x)) = g(x2 − 1) = x2 − 1 + 3 h(x) = x2 + 2 m(x) = f (g(x)) = f (x + 3) = (x + 3)2 − 1 m(x) = x2 + 6x + 9 − 1 = x2 + 6x + 8 b) h(2) = 22 + 2 = 4 m(−3) = (−3)2 + 6(−3) + 8 m(−3) = 9 − 18 + 8 = −1 c) h(x) = 0 ⇔ x2 +2 = 0 (esta equa¸˜o n˜o tem solu¸˜o x ∈ R). + 5] d) [− 5. f : Z → Z f (x) = x − 2 u ent˜o a fun¸˜o composta h : Z → Z pode ser calculada por a ca h(x) = g(f (x)) h(x) = g(x − 2) h(x) = (x − 2)3 g: Z → Z g(x) = x3 Exerc´ ıcios resolvidos (i) Sejam as fun¸˜es f : R → R e g : R → R definidas por f (x) = x2 − 1 e co g(x) = x + 3.

AULA 14 Solu¸˜o: ca g f Im(fog) R R V5 3. Determine co a express˜o de f . a Logo. Ora x − 3 ≥ 0 ⇔ x ≥ 3 e x − 3 < 0 ⇔ x < 3. ca Em virtude da defini¸˜o de f precisamos saber quando x − 3 ≥ 0 e ca quando x − 3 < 0. R f ◦ g(x) = f (g(x)) = 5 ≤ 5 + g 2(x) ≤ 9 5 + g 2(x). 2].  (x − 3)2 se x ≥ 3 Logo h(x) = x − 3 se x < 3 (iv) Sejam as fun¸˜es reais g(x) = 3x+2 e (f ◦g)(x) = x2 −x+1. a (f ◦ g)(x) = f (g(x)) = f (3x + 2) = x2 − x + 1 y−2 Fa¸amos agora 3x + 2 = y ⇒ x = c 3 Logo.Fun¸˜es composta e inversa co ´ MODULO 1 . x se x < 0 Encontre a express˜o que define f ◦ g = h. Logo √ 5 ≤ 5 + g 2 (x) ≤ 3 ⇒ Ent˜o 0 ≤ g 2(x) ≤ 4. (iii) Sejam as fun¸˜es f : R → R e g : R → R definidas por co  x2 se x ≥ 0 f (x) = g(x) = x − 3. a Solu¸˜o: h(x) = f (g(x)) = f (x − 3). Os valores de g(x) que verificam a desigualdade a acima s˜o −2 ≤ g(x) ≤ 2. Solu¸˜o: ca f (y) = f (y) = y−2 3 2 − y−2 +1 3 y 2 − 4y + 4 y − 2 − +1 9 3 1 f (y) = [y 2 − 4y + 4 − 3(y − 2) + 9] 9 1 f (y) = [y 2 − 7y + 19] 9 161 CEDERJ . Im g(x) = [−2. Resposta b).

injeca a ca e tora ou bijetora Seja y = f (x) uma fun¸˜o. injetora e bijetora co Uma fun¸˜o f : A → B ´ sobrejetora se Im(f ) = B. x1 = x2 ⇒ g(x1 ). Uma fun¸˜o g : A → B ´ injetora (ou injetiva) se elementos diferentes ca e x1 e x2 do dom´ ınio A d˜o como imagens elementos g(x1 ) e g(x2 ) tamb´m a e diferentes. A fun¸˜o f n˜o ´ injetora. x2 ∈ A. g : A → B como nos diagramas abaixo. a e CEDERJ 162 . g(x) ∈ Im(g) e g(x1 ) = g(x2 ). vale a propriedade: e x1 . Considere seu gr´fico. f ´ sobrejetora. 1. 2.Fun¸˜es composta e inversa co Fun¸˜es sobrejetora. 3} e f. Isto ´. ca a Se as retas paralelas a Ox e passando pelo contradom´ ınio de f encontram o gr´fico de f em pelo menos um ponto. e ca Exemplos: Sejam A = {0. representado abaixo. Isto para todo ca e elemento y ∈ B existe x ∈ A tal que f (x) = y. ca a e ca e f A 0 B 1 A 0 g B 1 1 2 2 3 1 2 2 3 D=A Im = B D=A Im = B Identifica¸˜o a partir do gr´fico se uma fun¸˜o ´ sobrejetora. ´ dita uma fun¸˜o bijetora. 2}. A fun¸˜o g ´ bijetora. nem sobrejetora. Uma fun¸˜o f : A → B que tem ambas as propriedades injetora e soca brejetora. B = {1.

a o e y f Im(f) 0 x D(f) Fun¸˜o inversa ca Uma fun¸ao f : A → B ´ uma rela¸˜o entre os conjuntos A e B com c˜ e ca propriedades especiais. 163 CEDERJ . f se escreve como f = {(−1. (4. ca Se vocˆ pensar um pouquinho vai chegar ` conclus˜o de que g ´ uma e a a e nova fun¸˜o apenas no caso em que a fun¸˜o f for bijetora. 4} e f (x) = x2 . f ´ bijetora. Entre outras ca ca palavras. ap´s a invers˜o. B = {−1. 2}. Os pares ca e ordenados (x.Fun¸˜es composta e inversa co ´ MODULO 1 . y) deste subconjunto s˜o tais que y = f (x). Enquanto rela¸ao. (1. 1. f ´ injetora. 2)}. 1).4)}. 1).AULA 14 Se as retas paralelas a Ox encontram o gr´fico de f no m´ximo em um a a ponto. somente as fun¸˜es bijetoras f possuem uma inversa f −1 . Suponha c˜ que as coordenadas s˜o trocadas para obter uma nova rela¸ao g. a Por exemplo. (2. (1. a c˜ g = {(1. 0. se A = {−1. f como rela¸˜o ´ um subconjunto de A×B. g ´ ainda uma co o a e fun¸˜o (e n˜o meramente uma rela¸˜o?) Nos casos afirmativos g ´ chamada ca a ca e −1 fun¸˜o inversa de f e geralmente denotada por f . 1. −1). 1). e y CD(f)=Im f 0 x D(f) Se as retas paralelas a Ox e passando pelo contradom´ ınio de f encontram o gr´fico de f em exatamente um s´ ponto. Em que condi¸˜es podemos garantir que. co Vamos tentar te convencer da validade desta resposta atrav´s de diae gramas.

ca a f −1 (4) =? Portanto. 2. a e a a representado no diagrama abaixo. pois f (a) = ca a f (b) = 1.Fun¸˜es composta e inversa co Caso (I): Se f n˜o ´ injetora ent˜o n˜o existe inversa. a e a a representado no diagrama a seguir. 3. x) ∈ f −1 ou y = f (x) ⇔ x = f −1 (y) CEDERJ 164 . e Seja f : A → B uma fun¸˜o bijetora. possui a fun¸˜o inversa f −1 se e ca ca somente se f ´ bijetora. onde A = {a. c} e B = {1. Caso (II): Se f n˜o ´ sobrejetora ent˜o n˜o existe inversa. c} e B = {1. onde A = {a. (iii) Im(f −1 ) = D(f ) = A. e ca (ii) D(f −1 ) = Im(f ) = B. b. 4} A fun¸˜o inversa n˜o pode ser definida em 4 ∈ B. uma fun¸˜o f : A → B. b. Ent˜o a fun¸˜o inversa f −1 : B → ca a ca A tem as seguintes propriedades: (i) f −1 ´ uma fun¸˜o bijetora de B em A. Veja um exemplo. A rela¸˜o entre os pares ordenados de f e f −1 pode ser expressa simbolicaca mente por (x. Veja um exemplo. y) ∈ f ⇔ (y. 2} A fun¸˜o inversa n˜o pode ser definida para o elemento 1.

se escrevermos y = I(x). x) do plano. e ca Isto ´. a fun¸˜o identidade e sua inversa coincidem. Ou seja. Veja a figura abaixo.x) 0 x y 165 CEDERJ . y) a a a e (y. s˜o sim´tricos com rela¸˜o ` reta a e ca a y = x. procuramos isolar x. temos que y = x. ca a Partindo de y = f (x). Portanto f −1 (y) = x = 3 y. ca y y=x 2 2 x ´ E claro que I −1 = I. e ca Observa¸˜es Importantes co (i) Um exame do gr´fico abaixo nos leva ` conclus˜o que os pontos (x. y (x. I : R → R. (iii) Um exemplo importante ´ o da fun¸˜o identidade. ca √ √ f −1 (x) = 3 x.y) y=x x (y. Isto ´. f (y) = x = 3 Nota: Como a vari´vel pode indiferentemente ser trocada tamb´m podemos a e escrever x−2 f −1 (x) = 3 (ii) Qual ´ a fun¸˜o inversa da fun¸˜o bijetora em f : R → R definida por e ca ca f (x) = x3 ? √ Solu¸˜o: y = f (x) = x3 . abaixo representados. x = 3 y. logo. (i) Qual a fun¸˜o inversa da fun¸˜o bijetora f : R → R definida ca ca por f (x) = 3x + 2? Solu¸˜o: se y = f (x) ent˜o f −1 (y) = x. A representa¸˜o gr´fica e ca a desta fun¸˜o resulta na bissetriz do primeiro quadrante. y−2 y = 3x + 2 ⇒ x = 3 y−2 −1 Logo. I(x) = x.Fun¸˜es composta e inversa co ´ MODULO 1 .AULA 14 Exemplos. y = 3x + 2.

implica que e ent˜o f ◦ f −1 = Id. os pontos que representam uma fun¸˜o e ca sua inversa s˜o sim´tricos em rela¸˜o ` reta y = x. a f ◦ f −1 (y) = f (x) = y Tamb´m e e ent˜o f −1 ◦ f = Id. y) ∈ f ⇔ (y. no plano. (ii) Sejam f : A → B e a fun¸˜o inversa f −1 : B → A. Construir num mesmo ca plano cartesiano os gr´ficos de f e f −1 . a Exemplo: f −1 ◦ f (x) = f −1 (y) = x Seja a fun¸˜o f em R definida por f (x) = 2x − 3. os gr´ficos que a e ca a e a −1 representam f e f s˜o sim´tricos em rela¸˜o ` reta bissetriz do 1o e 4o a e ca a ¯ ¯ quadrante. x) ∈ f −1 podemos concluir que. Isto ´.Fun¸˜es composta e inversa co Lembrando a rela¸˜o ca (x. a Solu¸˜o: ca f (x) = 2x − 3 x y -1 -5 0 -3 1 -1 2 1 3 3 4 5 y f y=x f-1 f −1 (x) = x+3 2 x y -5 -1 -3 0 -1 1 1 2 3 3 5 4 x CEDERJ 166 . De fato a co y = f (x) ⇔ x = f −1 (y). Ent˜o f ◦ f −1 : B → B ca a −1 e f ◦ f : A → A s˜o fun¸˜es identidade.

Fun¸˜es composta e inversa co ´ MODULO 1 . (FATEC SP) Seja a fun¸˜o f tal que f : (R − {−2}) → R. onde ca x−2 f (x) = · O n´ mero real x que satisfaz f (f (x)) = −1 ´: u e x+2 a) −4 b) −2 c) 2 d) 4 e) n. (UFF 2001) Dada a fun¸˜o real de vari´vel real f . 2).d. respectivamente: a a) 1 e 1 2 b) −1 e 1 2 c) 1 e 2 d) 1 e −2 e) 1 e 1 8. 2. g(x) = 2x. Se f (x) = 3x . 3. Determine o valor de f −1 (3). 1) ∪(2. Dados f (x) = x2 − 1. Determine o dom´ ınio de cada fun¸˜o: ca √ √ I) f (x) = |x| II) f (x) = x2 − 4 III) f (x) = 1/x IV) f (x) = x/x 167 CEDERJ . 9. ent˜o {x ∈ R | P (x) > 0} ´: a e a) (0. (UFRS .1a fase) A fun¸˜o inversa da fun¸˜o bijetora f : R − ca ca ¯ 2x − 3 {−4} → R − {2} definida por f (x) = ´: e x+4 x−4 4x + 3 x+4 a) f −1 (x) = b) f −1 (x) = c) f −1 (x) = 2x + 3 2x − 3 2−x 4x + 3 4x + 3 −1 −1 d) f (x) = e) f (x) = x−2 x+2 4. ent˜o a e b valem. ∞) e) (−∞. ent˜o f (x + 1) − f (x) ´: a e a) 3 b) f (x) c) 2f (x) d) 3f (x) e) 4f (x) 7. 0) ∪(1.AULA 14 Exerc´ ıcios .1) b) (1.2a fase) Sendo f a fun¸˜o real definida por f (x) = x2 −6x+8. 2) ∪(2.2) c) (−∞. Determine: a) f ◦ g(x) b) f ◦ f (x) c) g ◦ f (x) d) g ◦ g(x). x = 1: x−1 a) determine (f ◦ f )(x) b) escreva uma express˜o para f −1 (x). ca ¯ para todos os valores x > 3.S´rie A e 1. 6. a 5. definida por ca a x+1 f (x) = .81) Se P (x) = x3 − 3x2 + 2x.a. (FUVEST SP) Se f : R → R ´ da forma f (x) = ax + b e verifica e f [f (x)] = x + 1. (UFF 96 . (UNI-RIO 97 . para todo real. ∞) d) (0.

S´rie B e 1.2a fase) Dadas as fun¸˜es reais de vari´vel real f e g definidas co a ¯ √ por f (x) = x2 − 4x + 3. determine: a) (g ◦ f )(x) 3. o dom´ ınio de f (x) ´ o conjunto dos e 2x + 1 n´ meros reais x tais que: u b) x = −1/2 c) x = −5/3 d) x = 5/3 e) x = −3/5 Exerc´ ıcios . tem-se: a) f (3x) = 3f (x) d) f (−x) = f (x) √ b) f −1 (120) 9 − x2 . tal que u c) f −1 (x) = f 1 . (UFF 96 . (CE. Dada a fun¸˜o f (x) = ca |x| ≥ 3.Fun¸˜es composta e inversa co 10. com x ≥ 2 e g(x) = 2 + 1 + x.SESP-81) Seja f : N → Z. a fun¸˜o definida por ca  f (0) = 2    o valor de f (5) ´: e a) 17 CEDERJ 168 f (1) = 5    f (n + 1) = 2f (n) − f (n − 1) c) 5 d) 4 e) 10 b) 6 . se x = 0 x b) f (0) = f (3) e) f (x − 3) = f (x) − f (3) 4. com x ≥ −1. Sejam as fun¸˜es reais g(x) = 2x − 2 e (f ◦ g)(x) = x2 − 2x. Determine co a express˜o de f . a 2. Se f (x + 1) = a) x = 1/2 3x + 5 (x = −1/2). para qualquer n´ mero real x. Nos gr´ficos abaixo determine D(f ) e Im(f ) a I) y 12 f II) y 1 -5 1 x 2 1 -1 f 0 3 x 11.

Assinale a alternativa e u verdadeira: x+1 ´ o conjunto: e x2 − 3x + 2 a) {x ∈ R | −1 ≤ x < 1 ∨ x > 2} b) {x ∈ R | −1 ≤ x ≤ 1 ∨ x ≥ 2} c) {x ∈ R | x ≤ −1 ∧ x ≥ 2} d) {x ∈ R | −1 ≤ x ≤ 1} e) ∅ 169 CEDERJ . se x ´ par e 2 f (x) = x + 1  . Conhecendo-se a composta e 7.2) c) (2. (MACK SP) Sendo f (x − 1) = 2x + 3 uma fun¸˜o de R em R.AULA 14 5.Fun¸˜es composta e inversa co ´ MODULO 1 . −4) g: R → R x → x2 onde b ´ uma constante. +∞) e) (−∞. a fun¸˜o ca ca inversa f −1 (x) ´ igual a: e a) (3x+1)·2−1 b) (x−5)·2−1 c) 2x+2 d) x−3 2 e) (x+3)·2−1 6. c˜ e a e e) A fun¸ao f ´ sobrejetora e n˜o ´ injetora. c˜ e a e 8. O dom´ ınio da fun¸˜o y = ca onde N ´ o conjunto dos n´ meros naturais.4) d) (4. c˜ e d) A fun¸ao f ´ injetora e n˜o ´ sobrejetora. (CESGRANRIO) Considere as fun¸˜es co f: R→R x → 2x + b g◦f: R→ R x → g(f (x)) = 4x2 − 12x + 9 podemos afirmar que b ´ um elemento do conjunto: e a) (−4. 0) b) (0. c˜ e b) A fun¸ao f n˜o ´ sobrejetora. c˜ a e c) A fun¸ao f ´ bijetora. se x ´ ´ e ımpar 2 a) A fun¸ao f ´ injetora. Considere a fun¸˜o f : N → N definida por: ca x  .

III) R∗ . a) S´rie B e 1 1. c) 11. ∀ x ∈ R b) ∃ y ∈ R | (F ◦ F )y = y c) F ◦ F ´ injetora e d) (F ◦ F )(x) = 0 apenas para 2 valores reais de x e) todas as anteriores s˜o falsas. c) 4. IV) R∗ 10. I) R. e e ıcio 2. 2] 11. O valor de f −1 (4) ´: ca e x a) 1/4 b) 1/2 c) 1 d) 2 e) 4 10.9. uma express˜o para f (1/x) a +1 x2 x2 + 1 d) 1 +x x2 e) 1 x2 + 1 c) 11. 1]. vocˆ deve resolver todos os exerc´ a e ıcios da S´rie A. a Gabarito S´rie A e c) g ◦ f (x) = 2x2 − 2 x+1 d) g ◦ g(x) = 4x 2. Im(f ) = [0. 12] II) D(f ) = [0. ent˜o: ca a a) (F ◦ F )(x) = x|x2 − 1|. +∞) a fun¸˜o dada por ca 1 f (x) = 2 e f −1 a fun¸˜o inversa de f . a) f ◦ g(x) = 4x2 − 1 b) f ◦ f (x) = x4 − 2x2 . I) D(f ) = [−5. b) 1. e) b) 13 3. Se F ◦ F representa ca a fun¸˜o composta de F com F . Considere a fun¸˜o F (x) = |x2 − 1| definida em R. + Im(f ) = [−1. f (x) = x2 − 1 4 6. d) 6. e) 8. a) (f ◦ f )(x) = x b) f −1 (x) = x−1 5. II) {x ∈ R | x ≤ −2 e x ≥ 2}. b) 10. A S´rie B fica como exerc´ de aprofundamento. a) 7. a) 8. 3]. (UFMG-80) Seja f (x) = ´: e a) x2 + 1 b) x2 + 1 x2 x2 1 · Se x = 0. a) (g ◦ f )(x) = x 9. +∞) → (0. d) 4. c) 7. a) Auto-avalia¸˜o ca Antes de passar ` aula seguinte. c) 9. 5 3. (CESGRANRIO-79) Seja f : (0. a) 5.

AULA 15 Aula 15 – Fun¸˜o do 1o grau ca ¯ Objetivos: Ap´s estudar esta aula. e a a 171 CEDERJ . ca Q P A O Observe na figura os triˆngulos retˆngulos AOb e bP Q. 0 definem uma reta no plano. b) e − . identificar o coeficiente angular e ca representar graficamente no plano. ca Representa¸˜o gr´fica ca a Seja y = f (x) = ax + b. Esta reta ´ o gr´fico e a a de f . • Identificar se a fun¸˜o linear afim ´ crescente ou decrescente e descrever ca e os pontos do dom´ ınio onde a fun¸˜o ´ positiva ou negativa. N´s ainda n˜o revisamos trigonometria. mas provavelmente o a vocˆ sabe que podemos calcular a tangente do ˆngulo θ usando os triˆngulos. ca e Defini¸˜o ca Uma fun¸ao f : R → R dada por f (x) = ax + b. ambos com a a a ˆngulo agudo θ. vocˆ saber´: o e a • Reconhecer uma fun¸˜o linear afim. Ent˜o a x=0→y=b b x=− →y=0 a b e os pontos (0. O n´ mero a ´ chamado coeficiente angular e b coeficiente linear da u e fun¸˜o. onde a e b s˜o n´ meros c˜ a u o reais e a = 0 ´ chamada de fun¸˜o polinomial do 1¯ grau (ou fun¸˜o linear e ca ca afim). Suponha para a representa¸˜o abaixo que a > 0 e b > 0.o Fun¸˜o do 1¯ grau ca ´ MODULO 1 .

e OA bP b y−b tg θ = b = a e tg θ = . x a Juntando as equa¸˜es vem que co y−b a= ⇒ y = ax + b. (ii) O valor a d´ origem ` equa¸˜o a = tg θ.3) e (3.o Fun¸˜o do 1¯ grau ca Assim tg θ = QP Ob e tg θ = . temos dois casos a) 0 < θ < 90◦ ⇒ tg θ > 0 e a > 0 logo f ´ fun¸˜o crescente. o coeficiente a ca linear b da reta gr´fico de f ´ o valor da ordenada do ponto de interse¸˜o da a e ca reta com o eixo Oy. e ca y=f(x) y=f(x) b) 90◦ < θ < 180◦ ⇒ tg θ < 0 e a < 0 logo f ´ fun¸˜o decrescente. Isto ´. Solu¸˜o: Precisamos determinar apenas dois pontos (x. a a a y x=0 ⇒ y=3 3 2 1 1 2 3 x CEDERJ 172 . y) do gr´fico ca a y = f (x) = −x + 3 x=3 ⇒ y=0 Ent˜o (0. x Nota: (i) Segundo o gr´fico da fun¸˜o linear f (x) = ax + b.0) s˜o pontos do gr´fico. onde θ ´ a inclina¸˜o do gr´fico a a ca e ca a de f . e ca θ θ x x a>0 a<0 Exerc´ ıcios resolvidos a ca (i) Construa o gr´fico da fun¸˜o linear f (x) = −x + 3.

Ent˜o −3 = 3 √ 3 e b = −3. 3 √3 3 e a a ×0+b Para achar b. b y = ax + b > 0 ⇔ x > − a b y = ax + b = 0 ⇔ x = − a b y = ax + b < 0 ⇔ x < − a b O gr´fico mostra que para x > − o valor y = f (x) ´ positivo e para a e a b x < − . e a y + - -b a x Caso B: a < 0 b y = ax + b = 0 ⇔ x = − a b y = ax + b > 0 ⇔ x < − a b y = ax + b < 0 ⇔ x > − a 173 CEDERJ . Logo f (x) = x − 3.AULA 15 (ii) Determine a equa¸˜o da reta y = ax + b cujo gr´fico est´ abaixo. y = f (x) = e x + b. usamos que (0. Caso A: a > 0. −3) ´ ponto do gr´fico. 3 √ Estudo do sinal de y = f (x) = ax + b Queremos estudar a varia¸˜o do sinal de y = f (x) quando x varia. ca a a y 30º x -3 √ 3 3 Solu¸˜o: Como tg 30◦ = ca este ´ o valor de a.o Fun¸˜o do 1¯ grau ca ´ MODULO 1 . ca Vamos dividir em dois casos. Logo. y = f (x) ´ negativo.

o Fun¸˜o do 1¯ grau ca b O gr´fico de y = f (x) = ax + b. ca e (c) A inequa¸˜o ´ um produto e para resolvˆ-la ´ eficiente fazer uma tabela. 1). mostra que para x < − o valor a a b y = f (x) ´ positivo e para x > − o valor y = f (x) ´ negativo. e e a y=f(x) + -b a - x Exerc´ ıcios resolvidos Resolva as inequa¸˜es abaixo: co a) 3x − 2 < 0 b) −x + 1 > 0 c) (3x + 6)(−2x + 8) > 0 x+3 d) ≤2 2x + 1 Solu¸˜o: ca (a) 3x − 2 < 0 ⇔ 3x < 2 ⇔ x < O conjunto solu¸˜o S = ca 2 3 2 3 = −∞. . O conjunto solu¸˜o ´ S = {x ∈ R | x < 1} = (−∞. 2 3 x∈R|x< (b) −x + 1 > 0 ⇔ −x > −1 ⇔ x < 1. ca e e e Primeiro encontramos as ra´ de ızes y = 3x + 6 → raiz x = −2 y = −2x + 8 → raiz x = 4 e constru´ ımos a tabela -2 4 3x+6 -2x+8 (3x+6)(-2x+8) 174 R + + + + + CEDERJ 3x + 6 > 0 ⇔ x > −2 3x + 6 < 0 ⇔ x < −2 −2x + 8 > 0 ⇔ x > 4 −2x + 8 < 0 ⇔ x < 4.

o conjunto solu¸˜o ca S = (−∞. O valor x = − e ca 3 2 anula o denominador. 2x + 1 Esta ultima inequa¸˜o ´ equivalente ` inequa¸˜o proposta inicialmente ´ ca e a ca e tem forma pr´pria para resolvermos. e u a e completamos a tabela. Vamos construir a tabela o 1 3 1 −3x + 1 > 0 ⇔ −3x < −1 ⇔ x > 3 −1 2x + 1 > 0 ⇔ x > 2 −1 2x + 1 < 0 ⇔ x < 2 −3x + 1 > 0 ⇔ −3x > −1 ⇔ x < -1/2 -1/3 R -3x+1 2x+1 -3x+1 2x+1 + + + + + −3x + 1 ≥ 0 procuramos os valores de x que 2x + 1 tornam o primeiro membro positivo ou nulo. ∞) (d) Antes de resolver temos que reduzir o segundo membro a zero: x+3 x + 3 − 2(2x + 1) −2≤0 ⇔ ≤0 2x + 1 2x + 1 −3x + 1 ⇔ ≤ 0. Logo. Como o denominador nunca pode ser zero. este valor deve ser exclu´ do conjunto solu¸˜o. O conjunto solu¸˜o ´ ca e Na inequa¸˜o quociente ca S= 1 1 − .o Fun¸˜o do 1¯ grau ca ´ MODULO 1 . −2) ∪ (4.AULA 15 Com os dados anteriores. ıdo ca 175 CEDERJ . e usando que o produto de n´ meros de mesmo u sinal ´ positivo e o produto de n´ meros de sinais contr´rios ´ negativo. 2 3 1 1 Nota: O valor x = anula o numerador e ´ solu¸˜o.

a popula¸˜o e ca ´ dada em milhares de habitantes. Suponha que esta taxa se mantenha e no futuro.6) . e a 2.o Fun¸˜o do 1¯ grau ca Exerc´ ıcios .4) e) (3.S´rie A e 1. b) Observe que a partir de 1960 o crescimento da popula¸˜o em cada ca d´cada tem se mantido constante. 4) d) (2. No eixo das ordenadas. est˜o representadas as fun¸˜es reais: a co 2 f (x) = ax + 2 e g(x) = − x + b 3 y f g B A 0 C x Sabendo que AC × 0B = 8 ent˜o. (IBMEC-2001) Na figura abaixo. (UFRJ 98) O gr´fico a seguir descreve o crescimento populacional de a certo vilarejo desde 1910 at´ 1990. 3 3. 1). e população 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1910 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1980 1990 ano a) Determine em que d´cada a popula¸˜o atingiu a marca de 5.000 habitantes. −2) c) (−1. Determinar o valor de m para que o gr´fico da fun¸˜o y = f (x) = a ca 1 (2x + m) passe pelo ponto (−2.000 habie ca tantes.3) CEDERJ 176 b) (−2. Determine em que d´cada o vilarejo ter´ 20. a reta que representa a fun¸˜o f a ca passa pelo ponto: a) (1.

Determine f (x) cujos gr´ficos s˜o representados abaixo: a a y y 5 x 6 -3 3 x y 12 y 45º x 60º -10 x 5. (UERJ 93) O conjunto solu¸˜o da inequa¸˜o ca ca intervalo: a) (−∞. −1) b) −∞.AULA 15 4.o Fun¸˜o do 1¯ grau ca ´ MODULO 1 . 1/2} c) {x ∈ R | −1 < x < 1} d) {x ∈ R | x < 0} e) {x ∈ R | x < 1} 177 CEDERJ . ∞) 7. 2 3 c) −1.1 3 d) [−1. (CESGRANRIO) O conjunto de todos os n´ meros reais x < 1 que u 2 satisfazem a inequa¸˜o ca < 1 ´: e x−1 a) {0} b) {0. Resolver as inequa¸˜es do 1o grau: co ¯ a) 4x + 40 > 0 b) 12 − 6x ≥ 0 c) 2x + 3 < 13 d) x + 1 < 2x e) 1 + 2x < 1 − 2x f) 2(x − 1) ≥ 1 − 3(1 − x) 6. 2 3 2x − 3 ≥ 1 ´ o seguinte e 3x − 2 e) 2 .

ca A raiz da equa¸˜o f (f (x)) = 0 ´: ca e a) x ≤ 0 b) 0 < x ≤ 1 3 c) 1 <x≤1 3 d) 1 < x < 8 3 e) x > 8 3 14. (PUC 91) A raiz da equa¸˜o ca x−1 x−3 = ´: e 7 4 c) 5/3 d) 3/5 e) 2/5 13. para ser enviada pelo correio. definida por f (x) = 3x − 2. (UFSC) Seja f (x) = ax + b uma fun¸˜o afim. tem um custo C de 10 reais para um peso P de at´ 1 kg.1) e) (1. (FUVEST-SP) A fun¸˜o que representa o valor a ser pago ap´s um ca o desconto de 3% sobre o valor x de uma mercadoria ´: e a) f (x) = x − 3 d) f (x) = −3x b) f (x) = 0. (UFF 93) b) 3 c) 13 y 6 d) 23 e) 33 -2 x A soma do coeficiente angular com o coeficiente linear da reta representada no gr´fico acima ´: a e a) −3 a) −5/3 b) −3 b) −3/5 c) 3 d) 4 e) 9 12. (UNIFOR/CE) Seja a fun¸˜o f de R em R. 3x 9. (CESGRANRIO) Os valores positivos de x. 97x e) f (x) = 1. 3 e) C = 10P − 7 c) C = 10 + 0. 3(P − 1) .o Fun¸˜o do 1¯ grau ca 8. para os quais (x − 1) · (x − 2) · (x − 3) > 0.3) b) (2. constituem o intervalo aberto: a) (1. Para cada quilo e adicional o custo aumenta 30 centavos. Sabe-se que f (−1) = 4 ca e f (2) = 7.2) 10.3) d) (0. 03x c) f (x) = 1. (PUC-RJ) Uma encomenda.3) c) (0. O valor de f (8) ´: e a) 0 11. A fun¸˜o que representa o ca custo de uma encomenda de peso P ≥ 1 kg ´: e a) C = 10 + 3P d) C = 9 + 3P CEDERJ 178 b) C = 10P + 0.

ent˜o a + b ´ igual a: a a e a) 9/2 b) 3 c) 2/3 d) −3/2 e) −1 Exerc´ ıcios . de modo a o que toda produ¸˜o ´ comercializada. a a 2. ao final de um percurso sem paradas. e ¯ 2o ) uma parte vari´vel. dependendo do n´ mero de pulsos que excede a u ¯ 90 pulsos mensais. c˜ a e a dependente da quantidade de ´leo fabricado. Se os pontos (0 − 3) e ca (2. ca e O custo de produ¸˜o ´ composto de duas parcelas. (UFRJ-91) Suponha que as liga¸˜es telefˆnicas em uma cidade sejam co o apenas locais e que a tarifa telefˆnica seja cobrada do seguinte modo: o 1o ) uma parte fixa.5 16.2 UT. que ´ assinatura. uma quantia inicial de 4 UT (Unidade Taxim´trica) e mais 0.1) e forme com os eixos coordenados um triˆngulo de ´rea igual a 6. a outra parcela ´ vari´vel. o o tax´ ımetro registrava 8. tal que f (x) = ax + b. ca e independente do volume produzido.00. Assim. o total de quilˆmetros percorridos foi: o a) 15. o pre¸o de cada pulso excedente era R$ 2.5 d) 27 e) 32.5 b) 21 c) 25. Um usu´rio gastou nesse mˆs 220 pulsos.0) pertencem ao gr´fico de f . (PUC) Em uma certa cidade. corresponde a gastos com aluguel. os tax´ ımetros marcam.00 e o da e c assinatura era R$ 125. Seja a fun¸˜o f : R → R. e Em certo mˆs.2 e UT por quilˆmetro rodado. al´m da assinatura. Se. uma pessoa que tem registrados 150 pulsos na conta mensal de seu telefone pagar´ somente 150 − 90 = a 60 pulsos. (UFRJ-95) Uma f´brica produz ´leo de soja sob encomenda. sal´rios etc. nos percursos sem parada.o Fun¸˜o do 1¯ grau ca ´ MODULO 1 . o 179 CEDERJ . (UNICAMP-92) Calcule a e b positivos na equa¸˜o da reta ax + by = 6 ca de modo que ela passe pelo ponto (3.S´rie B e 1. Uma parcela fixa. a e Qual o valor cobrado na conta telefˆnica? o 3.AULA 15 15. manuten¸ao de equipamentos.

A escala ´ tal que uma unidade representa e R$ 1. ent˜o m + n + p ´ igual a: a) 2 b) 5 c) 6 d) 8 e) 9 6. o custo correspondente ` parcela fixa. em reais. a b) Determine o volume m´ ınimo de ´leo a ser produzido para que a o empresa n˜o tenha preju´ a ızo. n e p s˜o os n´ meros inteiros do dom´ a u ınio da fun¸˜o real ca 2 2 2 a e f (x) = (3 − 2x) · (2x + 3).o Fun¸˜o do 1¯ grau ca No gr´fico abaixo. 4. Resolver as seguintes desigualdades: a) (x − 1)(2x + 1) < 2x(x − 3) b) c) x+1 x+2 + >0 2 3 t2 − 1 1 t − ≤ (t − 1) 2 4 2 5. (CESGRANRIO) Dada a inequa¸˜o (3x − 2)3 (x − 5)2 (2 − x) x > 0 ca tem-se que a solu¸˜o ´: ca e 2 a) z | x < ou 2 < x < 5 3 2 b) x | < x < 2 ou x < 0 3 c) 2/3 ≤ x ≤ 2 d) 2/3 < x < 5 e) diferente das quatro anteriores CEDERJ 180 . a) Determine. a reta r1 representa o custo de produ¸˜o e a reta a ca r2 descreve o faturamento da empresa.000. ambos em fun¸˜o do n´ mero ca u de litros comercializados. (UFPI) Se m.00 (mil reais) no eixo das ordenadas e mil litros no eixo das abscissas.

0] 6. a) a d´cada de 40 b) 2040 < A < 2050 2. No fim de quanto tempo. a 2¯ enchendo outro tanque de igual volume em 4 horas. Esta. ∞) e) {x ∈ R | x < 0} = (−∞. c) 7.a. b) 16. c) 14. b) 9.r. por sua vez. m = 7 3. a) 13. b) e √ 3 b) y = −2x + 6 c) y = 3x + 12 d) 4. d) 181 CEDERJ . 2] c) {x ∈ R | x < 5} = (−∞. ∞) b) {x ∈ R | x ≤ 2} =) − ∞. a) S = {x ∈ R | x > −10} = (−10. o volume que falta para encher o 2o tanque ´ 1/4 a e ¯ do volume que falta para encher o 1o tanque? ¯ 9. e) 12. (PUC/MG) Seja f : R → R uma fun¸˜o definida por f (x) = ca 7 O valor de x na equa¸˜o f −1 (x) = ´: ca e 2 a) 3/8 b) 4/5 c) 2/7 d) −4/5 2x − 3 · 5 e) −3/8 Gabarito S´rie A e 1. a 1a enchendo um a ¯ a tanque em 5 horas.00 e pretende que este valor represente 80% do ca pre¸o de venda ao lojista. (PUC-SP) O dom´ ınio da fun¸˜o real dada por f (x) = ca a) {x ∈ R | x > −1 e x < 4} b) {x ∈ R | x < −1 ou x > 4} c) {x ∈ R | x ≥ −1 e x ≥ 4} d) {x ∈ R | x ≤ −1 ou x > 4} e) n. 1+x ´: e x−4 8. 5) d) {x ∈ R | x > 1} = (1. deseja que o valor pago ao c fabricante seja apenas 70% do total que custar´ ao consumidor final.o Fun¸˜o do 1¯ grau ca ´ MODULO 1 . a) f (x) = y = x − 3 5 y = −x − 10 5. e) 8. (ESPM/SP) Uma empresa de bicicletas possui um custo unit´rio de a produ¸˜o de US$ 28. a Quanto o consumidor final dever´ pagar por uma bicicleta? a 10.AULA 15 7. (UNICAMP) Duas torneiras s˜o abertas juntas. e) 10. c) 15. a partir do momento em que as torneiras s˜o abertas. c) 11. 0) f) {x ∈ R | x ≤ 0} = (−∞.

3h45min c) t ∈ R | t ≤ 2 2 9.00 10. a) x ∈ R | x < 5 5 5 5 3 3 = −∞. a) 6. b = 3 2. a) R$ 10. e e ıcio CEDERJ 182 . 5. vocˆ deve resolver todos os exerc´ a e ıcios da S´rie A.00 b) 10000 litros 1 7 7 1 = −∞. b) Auto-avalia¸˜o ca Antes de passar ` aula seguinte. k b) x ∈ R | x > − = − . a = 1. d) 8.∞ 4.000. A S´rie B fica como exerc´ de aprofundamento. a = R$ 385.00 3. US$50.o Fun¸˜o do 1¯ grau ca S´rie B e 1. b) 7.

c˜ a e a Temos duas observa¸˜es importantes: co (i) As par´bolas que s˜o gr´ficos de fun¸˜es quadr´ticas tˆm eixo paralelo a a a co a e ao eixo vertical Oy (ii) Se a > 0 a concavidade da par´bola ´ para cima. 0 1 x 1 x 183 CEDERJ . • Determinar as ra´ de uma fun¸˜o quadr´tica e seus pontos de m´ximo ızes ca a a ou de m´ ınimo. y a>0 y a<0 g(x) = −x2 + x. a respectivamente. vocˆ saber´: o e a • Reconhecer uma fun¸˜o quadr´tica.AULA 16 Aula 16 – Fun¸˜o quadr´tica ca a Objetivos: Ap´s estudar esta aula. b e c (com a = 0). e Exemplos Abaixo temos os gr´ficos de f (x) = x2 − 2x + 1. bem como representar seu gr´fico ca a a num sistema de coordenadas. e c˜ a ca Gr´fico no sistema cartesiano a Toda fun¸ao quadr´tica ´ representada graficamente por uma par´bola. Se a < 0 a concavia e dade ´ para baixo. • Descrever para uma dada fun¸˜o quadr´tica os intervalos do dom´ ca a ınio onde a fun¸˜o ´ positiva ou ´ negativa. x → y = ax + bx + c ´ chamada fun¸ao quadr´tica ou fun¸˜o polinomial de grau dois. a fun¸˜o u ca 2 f : R → R. ca e e Defini¸˜o ca Dados os n´ meros reais a.Fun¸˜o quadr´tica ca a ´ MODULO 1 .

ca a e Para encontrar genericamente os pontos de interse¸˜o com Ox fazemos ca 2 ax + bx + c = 0. As solu¸˜es desta opera¸˜o s˜o co ca a √ −b ± ∆ x= . −→ x1 x2 x a>0 a<0 x1 x2 x −→ −→ eixo Ox. Solu¸˜o: Devemos ter ∆ = b2 − 4ac = 0. b) Se ∆ = 0 ⇒ temos apenas uma raiz x0 em (*) ⇒ o gr´fico tangencia o a −→ x0 x0 a>0 x a<0 x c) Se ∆ < 0 ⇒ n˜o existe solu¸˜o para (*). Portanto. −→ x1 x2 x a>0 a<0 x1 x2 x II) Interse¸˜o com o eixo Oy ca Fazendo x = 0. Neste caso a par´bola n˜o corta a ca a a o eixo Ox. temos que y = a · 02 + b · 0 + c. ca Os gr´ficos anteriores mostram exemplos de gr´ficos. Logo y = c. m = 1. onde as par´bolas a a a −→ interceptam.Fun¸˜o quadr´tica ca a Interse¸˜o com os eixos coordenados ca (I) Interse¸˜o com Ox. No caso de apenas um ponto de −→ interse¸˜o a par´bola ´ tangente ao eixo Ox. e ca Exemplos: Determine o valor de m para que a fun¸˜o quadr´tica ca a f (x) = x2 − 4x + m possua apenas uma raiz. ∆ = b2 − 4ac (*) 2a a) Se ∆ > 0 ⇒ temos duas ra´ x1 e x2 distintas em (*) ⇒ o gr´fico corta ızes a o eixo Ox nestes pontos. (0. uma ou duas vezes o eixo Ox. . ca CEDERJ 184 −→ 42 − 4 · 1 · m = 0 ⇔ 4 − 4m = 0. c) ´ o ponto de interse¸˜o com o eixo y.

De fato. 2a Ou seja √ √ −b + ∆ −b − ∆ x1 = e x2 = .AULA 16 Determina¸˜o das ra´ ca ızes √ −b ± ∆ Para ax2 + bx + c = 0. encontramos y = a(x2 − Sx + P ). x1 · x2 = a a Nota: Se f (x) = y = ax2 + bx + c y = a x2 + b c x+ a a .Fun¸˜o quadr´tica ca a ´ MODULO 1 . Ent˜o chamando de S a soma das ra´ e de P o produto das ra´ a ızes ızes. (II) Fatora¸˜o da fun¸˜o quadr´tica ca ca a Afirmamos que y = f (x) = ax2 + bx + c = a(x − x1 )(x − x2 ). s˜o as ra´ (I) Soma e produto das ra´ ızes √ √ −b + ∆ −b − ∆ + = x1 + x2 = 2a 2a −b b b = − =− 2a √ 2a a √ −b + ∆ −b − ∆ x1 · x2 = · = 2a √ 2a √ (−b + ∆)(−b − ∆) = = 4a2 b2 − ∆ b2 − (b2 − 4ac) = = = 4a2 4a2 4ac c = 2 = 4a a b c x1 + x2 = − . x = . 2a 2a a ızes. a(x − x1 )(x − x2 ) = a(x2 − x1 x − x2 x + x1 x2 ) = a[x2 − (x1 + x2 )x + x1 x2 ] = a x2 + b c x+ a a = ax2 + bx + c 185 CEDERJ .

o valor xv que fornece o m´ ınimo representa a m´dia aritm´tica das ra´ x1 e x2 . neste ponto ocorre o valor yv m´ ınimo para y (caso a > 0) e o valor yv m´ximo para y a (caso a < 0).Fun¸˜o quadr´tica ca a (III) Pontos de m´ximo (a < 0) ou de m´ a ınimo (a > 0) para uma fun¸˜o ca quadr´tica. No caso em que ∆ < 0. a Vamos denotar por (xv . o ponto m´dio a a e xv do segmento cujos extremos s˜o os pontos x1 e x2 (ra´ a ızes da equa¸˜o) ´ ca e x1 + x2 onde ocorre o valor m´ ınimo da fun¸˜o. yv ) as coordenadas do ponto m´ximo (a > 0) a ou ponto m´ ınimo (a < 0) da par´bola. ca Devido ` simetria da par´bola. no caso em que ∆ ≥ 0. e e ızes x1 + x2 −b xv = = · 2 2a (b) C´lculo de yv a O ponto V = (xv . Veja abaixo. yv ) identifica o v´rtice da par´bola. Como xv = ca . Portanto. a co xv = yv b 2a xv = b 2a yv Nota: Conforme dito. e a y Eixo da parábola xv x yv v CEDERJ 186 −b −b yv = + bxv + c = a +b +c 2a 2a b2 b2 b2 − 2b2 + 4ac −b2 + 4ac = − +c= = 4a 2a 4a 4a −∆ yv = . encontramos 2 b b que xv = − . os gr´ficos das duas situa¸˜es. a (a) Identifica¸˜o coordenada xv . ´ poss´ ainda provar que xv = − e ıvel 2a a ´ ainda o ponto onde ocorre o m´ximo ou m´ e a ınimo. quando ∆ ≥ 0. 4a ax2 v 2 .

Fun¸˜o quadr´tica ca a ´ MODULO 1 . e O conjunto imagem depende do sinal do coeficiente a. Determinar as ra´ da fun¸˜o definida pela equa¸˜o y = x2 − 2x − 8 ızes ca ca e fazer um esbo¸o do gr´fico. a -2 4 x 187 CEDERJ . c a Solu¸˜o: ca x2 − 2x − 8 = 0 ∆ = b2 − 4ac ∆ = (−2)2 − 4(1) · (−8) = 4 + 32 = 36 √ −b ± ∆ x= 2a √ √ (−2) + 36 2+6 (−2) − 36 2−6 = = 4 e x2 = = = −2 x1 = 2·1 2 2·1 2 Gr´fico da Par´bola a a a = 1 > 0 ⇒ concavidade voltada para cima y ∆ = 36 > 0 ⇒ a par´bola intercepta o eixo x em dois pontos.AULA 16 c) Dom´ ınio e conjunto imagem O dom´ ınio y = f (x) = ax2 + bx + c ´ toda a reta real R. 1o caso: a > 0 ¯ y 4a D v Im(f ) = y ∈ R | y ≥ 2o caso: a < 0 ¯ D y v −∆ 4a 4a Im(f ) = y ∈ R | y ≤ Exemplos −∆ 4a 1.

2 4 Gr´fico da Par´bola a a ∆ = 26 ⇒ ∆ > 0 ⇒ intercepta o eixo Ox em dois pontos y a = 1 ⇒ a > 0 ⇒ concavidade para cima −→ -2 3 x 1 ( 2 . c a Solu¸˜o: −x2 + x − 4 = 0 ca x2 − x + 4 = 0 ∆ = (−1)2 − 4(1) · (4) = 1 − 16 = −15. determinar o v´rtice da par´bola e ca e a constuir o seu gr´fico. 2a 4a = 1 −25 . a Solu¸˜o: y = x2 − x − 6 ca x2 − x − 6 = 0 ∆ = 1 + 24 = 25 √ 1+5 1 + 25 = =3 x1 = 2 ·√ 1 2 1 − 25 1−5 x2 = = = −2 2·1 2 Ra´ ızes: 3 e − 2 V = −b −∆ . Dada a equa¸˜o y = x2 − x − 6. a ızes Gr´fico da Par´bola a a a = −1 < 0 ⇒ concavidade voltada para baixo ∆ = −15 < 0 ⇒ n˜o intercepta o eixo x a x 3. Determinar as ra´ da fun¸˜o definida pela equa¸˜o y = −x2 + x − 4 ızes ca ca e fazer um esbo¸o do gr´fico. -25 ) 4 CEDERJ 188 .Fun¸˜o quadr´tica ca a 2. ∆ < 0 (n˜o tem ra´ reais).

a a a Ent˜o y > 0 no caso 1 e y < 0 no caso 2. x2 ) y ´ negativo para e y ´ negativo para e x ∈ (x1 . ca Caso 1: ∆<0ea>0 Caso 2: ∆ < 0 e a < 0 Os gr´ficos das par´bolas nestes casos n˜o interceptam o eixo Ox. 189 CEDERJ . a < 0 x1 = x2 x1 = x2 Ent˜o y ´ positivo para todo x = x1 no caso 5 e y ´ negativo para todo a e e x = x1 no caso 6. ∞) Caso 5: ∆ = 0. x1 ) ∪ (x2 .Fun¸˜o quadr´tica ca a ´ MODULO 1 .AULA 16 Estudo do sinal da fun¸˜o quadr´tica ca a No estudo do sinal da fun¸˜o y = ax2 +bx+c. ∞) x ∈ (x1 . x1 ) ∪ (x2 . x2 ) x ∈ (−∞. a > 0 Caso 6: ∆ = 0. a y y −→ x x Caso 3: ∆ > 0 e a > 0 Caso 4: ∆ > 0 e a < 0 Os gr´ficos das par´bolas nestes casos interceptam o eixo Ox em dois a a pontos (as ra´ x1 e x2 ) ızes y y −→ x x1 + x1 x2 + x + x2 e y ´ positivo para e y ´ positivo para x ∈ (∞. temos 6 casos a considerar.

x1 ). Exemplos 1. x2 ) e (x2 . x2 = 10 5 b 3 xv´rtice = − = e 2a 10 ∆ 49 yv´rtice = − = − e 4a 20 Conjunto solu¸˜o S ca S= x ∈ R | x > 1 ou x < − 2 5 CEDERJ 190 . mesmo de a contr´ rio de a a mesmo de a x1 x2 x O sinal de y nos intervalos (∞. ∞) obedecem ao esquema acima. (x1 .Fun¸˜o quadr´tica ca a Regra s´ ıntese para quest˜o do sinal a (i) Se ∆ < 0 o sinal de y ´ o mesmo de a e (ii) Se ∆ = 0 o sinal de y ´ o mesmo de a (exceto para x = x1 = x2 quando e y = 0) (iii) Se ∆ > 0. Resolva o inequa¸˜o ca 5x2 − 3x − 2 > 0 Solu¸˜o: ca ∆ = b2 − 4ac ∆ = 9 − (4 · 5 · −2) ∆ = 49 > 0 √ −b ± ∆ x= 2a 3±7 −2 x= x1 = 1.

onde y = x2 − 4x + 4 Solu¸˜o: ca ∆ = (−4)2 − 4 · (4) · (1) ∆ = 16 − 16 = 0 ∆=0 −(−4) x= =2 2·1 y 2 x O conjunto solu¸˜o ´: ca e S = {x ∈ R | x = 2} Exerc´ ıcios .AULA 16 2.S´rie A e 1. b. Determine a equa¸˜o quadr´tica cujo gr´fico ´: ca a a e -1 0 3 x -5 3. a) y b) y x x 4. Determinar m. Encontre o conjunto S ⊂ R onde para todo x ∈ S ⇒ y > 0. c e ∆. de modo que a par´bola definida pela fun¸˜o: a ca a) f (x) = (−2m + 3)x2 + 3x − 2 tenha concavidade voltada para baixo b) y = (5 − 3m)x2 + 16 tenha concavidade voltada para cima y 2. o 191 CEDERJ . (UFRJ/92) A figura abaixo ´ o gr´fico de um trinˆmio do segundo grau. e a o y 3 -1 2 5 x Determine o trinˆmio.Fun¸˜o quadr´tica ca a ´ MODULO 1 . Determine em cada caso os sinais de a.

definidas por f (x) = mx + nx + p e g(x) = mx + p. (PUC-90) O n´ mero de pontos de interse¸˜o da par´bola u ca a 2 y = −4x + 3x + 1 com a reta y = 5x − 2 ´: e a) 0 b) 1 c) 2 d) 3 e) 4 7. (UFF) Para que a curva representativa da equa¸˜o dada por ca 2 y = px − 4x + 2 tangencie o eixo dos x. A a alternativa que melhor representa os gr´ficos de f e g ´: a e a) y b) y x x c) y d) y e) y x x x 8. Resolver as seguintes inequa¸˜es: co a) x2 + 2x − 3 > 0 b) −4x2 + 11x − 6 ≤ 0 c) 9x2 − 6x + 1 > 0 d) x2 − 5 < 0 e) x(x + 4) > −4(x + 4) f) (x − 1)2 ≥ 3 − x 6. n e p n´ meros reais e as fun¸˜es reais f e g de u co 2 vari´vel real. (PUC-RIO/99) O n´ mero de pontos de intersec¸˜o das duas par´bolas u ca a 2 2 y = x e y = 2x − 1 ´: e a) 0 b) 1 c) 2 d) 3 e) 4 9. (UFF-95) Considere m. o valor da constante p deve ser igual a: a) −6 b) −2 c) 0 d) 2 e) 6 CEDERJ 192 .Fun¸˜o quadr´tica ca a 5. (VEST-RIO/93) O valor m´ ınimo da fun¸˜o real f (x) = x2 + x + 1 ´: ca e a) −1 b) 0 c) 1/2 d) 2/3 e) 3/4 10.

no instante em que os raios solares incidiam perpendicularmente sobre o gramado. Ap´s o chute o de “Chor˜o”. (UFF-90) Duas fun¸˜es f e g definidas por f (x) = x2 + ax + b e co g(x) = cx2 + 3x + d interceptam-se nos pontos (0. Determine os valores de a.S´rie B e 1. c. (PUC-91) O m´ ınimo valor da fun¸˜o f (x) = x2 −6x+10 ocorre quando ca x vale: 5 a) 6 b) −6 c) 3 d) −3 e) − 3 Exerc´ ıcios .Fun¸˜o quadr´tica ca a ´ MODULO 1 . O ponto onde a ca a 36 bola tocou o gramado pela primeira vez foi: a) na baliza b) atr´s do gol c) dentro do gol d) antes da linha do gol a 4. o jogador “Chor˜o” a chutou a bola em dire¸˜o ao gol. (UNIFICADO-93) O v´rtice da par´bola y = x2 + x ´ o ponto: e a e 1 1 1 3 c) (0.30 m de altura interna. 0).0) e) (1. e d. (FUVEST-SP) 1 1 a) Se x + = b. a c a sua sombra se encontrava a 16 metros da linha do gol. (UERJ/97) Numa partida de futebol. calcule x2 + 2 x x 5 1 2 b) Resolva a equa¸˜o x − 5x + 8 − + 2 = 0 ca x x 2. nenhum jogador conseguiu tocar na bola em movimento. 2 4 2 4 12. (UFF-95) Determine o dom´ ınio da fun¸˜o real f (x) definida por ca 900 · f (x) = x − x 3. a A representa¸˜o gr´fica do lance em um plano cartesiano est´ sugerida ca a a na figura a seguir: y 9m x 16 m x2 A equa¸˜o da par´bola era do tipo: Y = − + C. A bola descreveu uma par´bola e quando come¸ou a cair da altura m´xima de 9 metros.2) a) (−1. 0) b) − . −2) e (1. b. − d) .AULA 16 11. A sombra ca da bola descreveu uma reta que cruzou a linha do gol. 193 CEDERJ . de 2.

b > 0. 2 3 4 1 c > 0. b = −2. e) 10. ∆ > 0. c) 7. ent˜o vale: a x x x 1 1 a) b) c) 1 d) 2 2 4 e) −1 ou 2 6. y = (x2 − 2x − 3) 3. b) a > 0. cujo comprimento ´ o triplo da a e largura. (PUC-91) Se 1 − + 2 = 0. A S´rie B fica como exerc´ de aprofundamento. (UFRJ-90) Resolva a inequa¸˜o: ca x4 − 9x2 + 8 < 0 Gabarito S´rie A e 3 5 5 . c > 0. d) 11. d = −2 5. c) 1. e) 8. b) 12. c = −1. D(f ) = {x ∈ R | −30 ≤ x < 0 ou x ≥ 30} 2 3. s˜o constru´ a ıdos usando-se todo um arame de 28 cm. c) 9. a = 1. (PUC-88) Um quadrado e um retˆngulo. a) b2 −2 b) 1. e e ıcio CEDERJ 194 . S = {x ∈ R | −2 2 < x < −1 a √ ou 1 < x < 2 2} Auto-avalia¸˜o ca Antes de passar ` aula seguinte. b < 0. c) 4. c) 6. a) a < 0. a) {x ∈ R | x < −3 ou x > 1} b) x ∈ R | x ≤ ou x ≥ 2 3 3 4 1 c) x ∈ R | x = d) {x ∈ R | 0 < x < 5} e) {x ∈ R | x ≤ −1 ou x ≥ 2} 3 f) {x ∈ R | x = −4} 6. comprimento = 6 7. 7.Fun¸˜o quadr´tica ca a 2 4 4 5. a) m > S´rie B e √ 3± 5 1. vocˆ deve resolver todos os exerc´ a e ıcios da S´rie A. lado quadrado = 3. Determine as dimens˜es do quadrado e do retˆngulo de forma que a soma de suas o a a ´reas seja a menor poss´ ıvel. ∆ > 0 4. b < 2. 2. y = − x2 + 3 5 4 3 x+ 5. √ retˆngulo: altura = 2.

se x ≥ 0. 195 CEDERJ .AULA 17 Aula 17 – Fun¸˜o Modular ca Objetivos: O objetivo desta aula ´ possibilitar que vocˆ: e e • Compreenda o conceito de m´dulo de um n´ mero real e o conceito de o u fun¸˜o modular. |3. o e e Exemplo 1 |3| = 3 √ Observa¸˜o. ca o a Exemplo 2. N˜o ´ ca u a e √ 2 = 12. a co • Possa resolver equa¸˜es e inequa¸˜es envolvendo m´dulos. E claro que 2 = x. co co o Introdu¸˜o ca O m´dulo de um n´ mero real x ´ definido por: o u e |x| = x se x ≥ 0 −x se x < 0 O m´dulo de x tamb´m ´ chamado de valor absoluto de x. por exemplo ´ (−12) sempre verdade que x √ x2 = x.Fun¸˜o Modular ca ´ MODULO 1 . ca • Possa construir gr´fico de fun¸˜es modulares. 15| = 3. Para qualquer n´ mero real x vale sempre x2 = |x|. O exemplo mais simples de uma fun¸˜o envolvendo m´dulos ´ o ca o e da fun¸˜o f : R → R definida por: ca f (x) = |x|. 15 | − 1| = 1 1 | − 7| = 1 7 |0| = 0 Fun¸˜o modular ca Chamamos de fun¸˜o modular qualquer fun¸˜o de vari´vel real x cuja ca ca a defini¸˜o envolva m´dulos da vari´vel.

Fun¸˜o Modular ca

O gr´fico desta fun¸˜o ´ apresentada na figura a seguir. Observe que, a ca e como f (x) = |x| = x se x ≥ 0 , −x se x < 0

ent˜o o gr´fico de f ´ formado pela reta y = x na parte do dom´ da fun¸˜o a a e ınio ca onde x ≥ 0 e y = −x na parte do dom´ ınio da fun¸˜o onde x < 0. ca

0

Constru¸˜o de gr´ficos ca a
Vamos considerar um caso um pouco mais geral, onde f (x) ´ uma e fun¸˜o definida por f (x) = |g(x)|. Para construir o gr´fico analisamos para ca a que intervalos de x, vale g(x) ≥ 0 e para que intervalos de x, g(x) < 0. Isto ´, fazemos o estudo de sinais da fun¸˜o g(x) sobre a qual atua o m´dulo. e ca o Naturalmente, vale que f (x) = |g(x)| = g(x) se g(x) ≥ 0 e f (x) = |g(x)| = −g(x) se g(x) < 0. Vamos a alguns exemplos. Exemplo 3 Esboce o gr´fico de f (x) = |4 − x2 |. a Solu¸˜o: ca Fazemos o estudo de sinais de 4 − x2 . Esta ´ uma fun¸˜o quadr´tica, e ca a com ra´ ızes ±2, cujo gr´fico ´ uma par´bola com concavidade voltada para a e a baixo. O gr´fico de 4 − x2 ´ a e

0

CEDERJ

196

Fun¸˜o Modular ca

´ MODULO 1 - AULA 17

O gr´fico de f (x) = |4 − x2 | ser´ a a

0

Note que para −2 ≤ x ≤ 2 temos que x2 −4 ≥ 0. Portanto, o gr´fico de a 2 f (x) coincide com o gr´fico de x − 4. No entanto, para os valores x < −2 e a 2 x > 2 temos que x − 4 < 0. Logo o gr´fico de f (x) ´ o sim´trico, em rela¸˜o a e e ca 2 ao eixo Ox, do gr´fico de x − 4. a Exemplo 4 f (x) = |x − 2| + |x + 1| Solu¸˜o: ca Neste caso ´ necess´rio separar o dom´ em v´rios intervalos. Temos: e a ınio a x−2 se x ≥ 2 |x − 2| = e −(x − 2) = 2 − x se x < 2 |x + 1| = x+1 se x ≥ −1 . −(x + 1) = −x − 1 se x < −1
2-x -1 -x-1 -1 x+1 2 2-x 2 x+1 x-2

Intervalos a serem considerados:
|x-2|

|x+1|

  (2 − x) + (−x − 1) = 1 − 2x  f (x) = |x − 2| + |x + 1| = 2 − x + (x + 1) = 3   x − 2 + x + 1 = 2x − 1 Cujo gr´fico ´ : a e

Portanto,

se x < −1 se − 1 ≤ x < 2 se x ≥ 2

0

197

CEDERJ

Fun¸˜o Modular ca

Equa¸˜es e inequa¸˜es modulares co co
Uma equa¸˜o modular ´ simplesmente uma equa¸˜o que envolve fun¸˜es ca e ca co modulares (o mesmo para inequa¸˜es). co A seguir vamos listar algumas propriedades simples, no entanto muito uteis, para resolver equa¸˜es e inequa¸˜es modulares: ´ co co 1. |x| ≥ 0 para todo x ∈ R. Portanto n˜o existe n´ mero real x para o a u qual |x| < 0. 2. Se a > 0 ent˜o a 3. |x| = 0 ⇔ x = 0. 4. Se |a| > 0 ent˜o a |x| < a ⇒ −a < x < a . |x| = a ⇔ x = a ou x = −a .

5. |x| = |y| ⇔ x = y ou x = −y. Exemplo 5 1. Resolva a equa¸˜o |x2 − 4x| = 4 ca Solu¸˜o: (Veja a propriedade 2) ca |x2 − 4x| = 4 ⇒ x2 − 4x = 4 ou x2 − 4x = −4 √ √ 4 ± 32 x2 − 4x = 4 ⇒ x2 − 4x − 4 = 0 ⇒ x = =2±2 2 2 2 2 x − 4x = −4 ⇒ x − 4x + 4 = 0 ⇒ x = 2 Portanto a o conjunto solu¸˜o S da equa¸˜o ´ o conjunto: ca ca e S = {2 + √ 2, 2 − √ 2, 2}

2. Resolva a equa¸˜o |2x + 3| = |x − 4| ca Solu¸˜o: (Veja a propriedade 6) ca |2x + 3| = |x − 4| ⇒ 2x + 3 = x − 4 ou 2x + 3 = −(x − 4) 2x + 3 = x − 4 ⇒ x = −7
7 2x + 3 = −(x − 4) ⇒ 3x = −7 ⇒ x = − 3

O conjunto solu¸˜o S da equa¸˜o ´ o conjunto: ca ca e 7 S = {−7, − }. 3
CEDERJ 198

Fun¸˜o Modular ca

´ MODULO 1 - AULA 17

3. Resolva a inequa¸˜o |2x − 1| ≤ 4 ca Solu¸˜o: (Veja a propriedade 5) ca |2x − 1| ≤ 4 ⇒ −4 ≤ 2x − 1 ≤ 4
3 −4 ≤ 2x − 1 ⇒ − 2 ≤ x 5 2

2x + 3 ≤ 4 ⇒ x ≤

O conjunto solu¸˜o S da inequa¸˜o ´ o conjunto: ca ca e 3 5 . S= − , 2 2 4. Resolva a inequa¸˜o |x2 − 4| ≥ 4 ca Solu¸˜o: (Veja a propriedade 4) ca |x2 − 4| ≥ 4 ⇒ x2 − 4 ≥ 4 ou x2 − 4 ≤ −4 √ √ √ x2 − 4 ≥ 4 ⇒ x2 ≥ 8 ⇒ x ≥ 8 = 2 2 ou x ≤ −2 2

x2 − 4 ≤ −4 ⇒ x2 ≤ 0 ⇒ x = 0

Portanto o conjunto solu¸˜o S ´ composto de todos os valores x tais ca e √ √ que x = 0 ou x ≤ −2 2 ou x ≥ 2 2. √ √ Ent˜o a S = {0} ∪ (−∞, −2 2] ∪ [2 2, ∞).

Exerc´ ıcios - S´rie A e
1. O gr´fico que melhor representa a fun¸˜o f (x) = |x + 1| − |x − 1| ´: a ca e a)
y

b)
-1
2

y 1 x

c)

y 2

-1

1 -2

x

-2
-1 1 y 2 x

d)

e)
y 2

-1 -2

1

x

-2

-1

1

2

x

2. (Uni-Rio - 99) Sejam as fun¸˜es co f :R → R g:R → R e x → y = |x| x → x2 − 2x − 8 Fa¸a um esbo¸o do gr´fico da fun¸˜o f og. c c a ca
199 CEDERJ

Fun¸˜o Modular ca

3. (UFRJ - 99) Durante o ano de 1997 uma empresa teve seu lucro di´rio a L dado pela fun¸˜o ca L(x) = 50(|x − 100| + |x − 200|) onde x = 1, 2, ..., 365 corresponde a cada dia do ano e L ´ dado em e reais. Determine em que dias (x) do ano o lucro foi de R$ 10.000, 00. 4. (FUVEST) Determine as ra´ das seguintes equa¸˜es: ızes co a) |2x − 3| = 5 b) |2x2 − 1| + x = 0

5. (Osec-SP) O conjunto solu¸˜o da inequa¸˜o |x + 1| > 3 ´ o conjunto ca ca e dos n´ meros reais x tais que: u a) 2 < x < 4 b) x < −4 ou x > 2 d) x < −4 e x > 2 e) x > 2 c) x ≤ −4 ou x > 2

6. (MACKENZIE-SP) A solu¸˜o da inequa¸˜o |x| ≤ −1 ´ dada pelo conca ca e junto: a) ∅ b) ] − 1; 1[ c) [−1; ∞[ d) [−1; 1] e) ] − ∞; −1]

7. (PUC/CAMPINAS-SP) Na figura abaixo tem-se o gr´fico da fun¸˜o f, a ca de R em R, definida por: a) f(x)=|x + 1| b) f(x)=|x − 1| c) f(x)=|x| − 1 e) f(x)=|1 − x| d) f(x)=|x2 − 1|
1 1

8. (UECE) Sejam Z o conjunto dos n´ meros inteiros, S = {x ∈ Z; u 2 x − 3x + 2 = 0} e T = {x ∈ Z; |x − 1| < 3}. O n´ mero de eleu mentos do conjunto T − S ´: e a) 1 b) 2 c) 3 d) 4 e) 5

9. (Cesgranrio) A soma das solu¸˜es reais de |x + 2| = 2|x − 2| ´: co e a) 1 3 b) 2 3 c) 6 d) 19 3 e) 20 3

10. (CESGRANRIO) Trace o gr´fico da fun¸˜o f de R em R, definida por a ca 2 2 f (x) = (x − 1) + |x − 1| + 1.
CEDERJ 200

Fun¸˜o Modular ca

´ MODULO 1 - AULA 17

Exerc´ ıcios - S´rie B e
1. (UNIFICADO - 97) O gr´fico que melhor representa a fun¸˜o real dea ca √ e finida por f (x) = x2 − 2x + 1 ´: a) b) c)

1 1
-1

1
1

d)

e)

1 -1

1 1

2. (UNIFICADO - 96) O gr´fico que melhor representa a fun¸˜o real dea ca 2 + 1 ´: e finida por f (x) = (x − 1) a)
y

b)

y

c)

y

1 1 x

1 1 x

1 1 x

d) y

e)

1 1 x

1 1

3. (PUC - 96) Sendo a > 0, o conjunto dos reais x tais que |a − 2x| < a ´: e a a) 2 b) o intervalo aberto (0, a) −a 3a c) o intervalo aberto , 2 2 a d) o intervalo aberto ,a 2 e) vazio

201

CEDERJ

Chagas-BA) O maior valor assumido pela fun¸˜o y = 2−|x−2| ´: ca e a) 1 b) 2 c) 3 d) 4 e) ∞ 8. (F. (UFF .C. 1[ ca x −1 por f (x) = .99) Considere o sistema y > |x| y≤ 2 A regi˜o do plano que melhor representa a solu¸˜o ´: a ca e a) y b) 2 y c) 2 y 2 0 0 x 0 x x d) y e) 2 y 2 0 x 0 x 6. (UFMG) Se f (x) = |x| + 1 e g(x) = −x2 + 6x − 10 para todo x real. Ent˜o. f a vale: 1 − |x| 2 a) CEDERJ 202 1 2 b) 1 4 c) −1 2 d) −1 e) −2 . (FEI-SP) A solu¸˜o da inequa¸˜o ca ca a) 0 < x < 1 b) x < −1 ou x > 0 c) −1 < x < 0 d) x < 0 ou x > 1 e) x < −1 ou x > 1 1 < 1 ´: e |1 − 2x| 7. (CESGRANRIO) Seja a fun¸˜o definida no intervalo aberto ] − 1.Fun¸˜o Modular ca 4. ent˜o pode-se afirmar que f (g(x)) ´ igual a: a e a) x2 + 6x − 11 b)x2 + 6x − 9 c) x2 − 6x + 11 d) x2 − 6x + 9 e) x2 − 6x − 11 5.

(UNI-RIO-92) A representa¸˜o gr´fica da fun¸˜o y = |x2 − |x|| ´: ca a ca e a) 1 -1 0 1 b) 1 -1 0 1 c) -1 0 1 d) e) -1 0 1 0 11.Fun¸˜o Modular ca ´ MODULO 1 . (U. (UNI-RIO) Sendo R = {(x.AULA 17 9. e |x| |x − 1| = ´: e x x−1 203 CEDERJ . 1} b) {x ∈ R | x > 1 ou x < 0} c) {x ∈ R | 0 < x < 1} d) ∅ e) nenhuma das alternativas anteriores ´ correta. y) ∈ R2 | |x| ≤ 1 e |y| ≤ 1} a representa¸˜o ca gr´fica de R num plano cartesiano ´: a e a) uma reta b) um triˆngulo a c) um quadrado d) um losango e) uma circunferˆncia e 10.MACK) O conjunto solu¸˜o da equa¸˜o ca ca a) R − {0.

Fun¸˜o Modular ca Gabarito S´rie A e 1) c) 2) y 9 8 -2 -9 1 4 x 3) x = 50 ou x = 250 4) a) x = −1 e x = 4 6) a) 7) e) 8) c) 9) e) 10) y b) x = − 1 e x = −1 2 5) b) -1 1 x S´rie B e 1) e) 2) c) 11) b) 3) b) 4) c) 5) b) 6) d) 7) b) 8) d) 9) c) 10) c) AUTO-AVALIACAO ¸˜ Antes de passar ` aula seguinte. e e ıcio CEDERJ 204 . A S´rie B fica como exerc´ de aprofundamento. vocˆ deve resolver todos os exerc´ a e ıcios da S´rie A.

pois ax > 0. Ent˜o sabemos calcular aq onde q ´ n´ mero racional. Se n ´ e u e −n 1 um n´ mero inteiro negativo e a = 0 ent˜o an = u a . Para os casos de a expoentes racionais. . Neste caso. 1). co Defini¸˜o ca Uma fun¸˜o exponencial ´ uma fun¸˜o f : R → R definida por f (x) = ax . ∞). ´ a e e avan¸ado em rela¸˜o ao n´ que estamos trabalhando e pedimos para vocˆ c ca ıvel e aceitar sem provas a argumenta¸˜o que desenvolvemos. pois. devemos usar a t´cnica de aproxima¸˜o por a e e ca limite. Gr´fico a Como f (0) = a0 = 1. o assunto limite. ızes e ca √ m m n u Por exemplo. Sabemos calcular an . . onde x ´ real. ca e ca onde a ´ um n´ mero real fixo.Fun¸˜o Exponencial ca ´ MODULO 1 . Para a e u o c´lculo de ax . o gr´fico da fun¸˜o sempre passa pelo ponto a ca (0. Note que dado um n´ mero racional . vocˆ dever´ ser capaz de: e a • Entender o conceito de fun¸˜o exponencial e expressar gr´ficos destas ca a fun¸˜es. ax ´ um n´ mero real bem e u Devemos comentar o que foi dito neste item a).AULA 18 Aula 18 – Fun¸˜o Exponencial ca Objetivos: Ao final desta aula. definido. 205 CEDERJ . a n = am . a > 0 e a = 1. para todo x ∈ R. ca b) Im(f ) = (0. se n ´ um n´ mero natural. No entanto. para todo x ∈ R. an = a · a · . podemos n considerar que n > 0 (do contr´rio multiplicar´ a ıamos numerador e denominador por −1). usamos ra´ en´simas compostas com exponencia¸˜o. · a (n vezes). Devemos distinguir 2 casos. nestes termos. e u Vamos fazer duas observa¸˜es sobre a defini¸˜o de fun¸ao exponencial: co ca c˜ a) Dom(f ) = R. Tomamos uma seq¨ˆncia de n´ meros racionais qn convergindo para ue u x qn x e ent˜o a ´ o limite de a . de acordo com os valores de a. co • Resolver equa¸˜es exponenciais.

portanto o gr´fico ´ do tipo a e e3 y y=e -3 1 x CEDERJ 206 . a e ca y y=a a >1 x 1 x a e ca Se 0 < a < 1 ent˜o f (x) = ax ´ uma fun¸˜o decrescente.Fun¸˜o Exponencial ca Se a > 1 ent˜o a f (x) = ax ´ uma fun¸˜o crescente. Esboce os gr´ficos das fun¸˜es y = 2x e y = e−3x . y y=a 0<a<1 x 1 x Exerc´ ıcios resolvidos 1.718 ent˜o 0 < a = 1 e 3x = 1 e3 x 1 < 1. a co Solu¸˜o: ca y=2 (0.1) x y = e−3x = Como e ∼ 2.

a ´ n´ mero real positivo diferente de 1 e af (x) = ag(x) ´ a equa¸˜o exponencial. ca Solu¸˜o: Vamos colocar esta equa¸˜o na forma 3f (x) = 3g(x) . Resolva a equa¸˜o 32x−2 · 92x−6 = 81. a Vamos estudar apenas os casos mais simples destas equa¸˜es: co a co e u 1o Caso: f (x) e g(x) s˜o fun¸˜es. Muitas equa¸˜es exponenciais podem ser reduzidas a uma das formas acima co ap´s alguma manipula¸˜o alg´brica. 207 CEDERJ . Solu¸˜o: ca x = 3. 2o Caso: f (x).AULA 18 Equa¸˜es exponenciais co Uma equa¸˜o exponencial ´ uma equa¸˜o envolvendo potencia¸˜o. Neste caso o conjunto solu¸˜o s˜o os valores x para e ca ca a os quais f (x) = g(x). Isto ´. 6x − 14 = 4 a Logo. x = 3. 32x−2 · (32 )2x−6 = 34 32x−2 · 34x−12 = 34 3(2x−2)+(4x−12) = 34 36x−14 = 34 Ent˜o. h(x) > 0. a af (x) = ag(x) ⇔ f (x) = g(x) . onde ca e ca ca a vari´vel pode aparecer na base e necessariamente aparecendo no expoente. se a > 0. g(x) = 1 e a co h(x) = 1. o ca e Exerc´ ıcios resolvidos 1. onde g(x) > 0. e g(x)f (x) = h(x)f (x) ⇔ g(x) = f (x) .Fun¸˜o Exponencial ca ´ MODULO 1 . ca ca 32x−2 · 92x−6 = 81. Vamos a alguns exemplos. para todo x e g(x)f (x) = h(x)f (x) . g(x) e h(x) s˜o fun¸˜es. Ent˜o. Os valores x que resolvem a equa¸˜o s˜o aqueles que provocam a igualdade ca a g(x) = h(x).

vem que. ca Solu¸˜o: Vamos fazer a substitui¸˜o y = 2x e reduzir a uma equa¸˜o ca ca ca o do 2¯ grau. Substituindo agora y = 2x . 2 Logo. 2x = −1 n˜o tem solu¸˜o. Comparando os expoentes. vem que y2 − 3 · y − 4 = 0 √ 3 ± 9 + 16 y= . xx −4 = 1 = x0 ⇒ x2 − 4 = 0 ⇒ x = ±2 Solu¸˜o: ca x = ±2 4. s´ tem sentido ca e e o procurar solu¸˜es com x > 0 e x2 − 1 = 0. y = −1 ou y = 4.Fun¸˜o Exponencial ca 2. Solu¸˜o: Vamos isolar o termo 3x . e o segundo membro ´ 1. Substituindo y = 2x . a ca 2x = 4 ⇒ 2x = 22 ⇒ x=2 Solu¸˜o: x = 2 ca 3. 4x − 3 · 2x − 4 = 0 (22 )x − 3 · 2x − 4 = 0 (2x )2 − 3 · 2x − 4 = 0. Resolva 3x−1 + 3x+1 = 30. Resolva a equa¸˜o 4x − 3 · 2x − 4 = 0. Resolva a equa¸˜o xx ca 2 −4 = 1. ca 3x−1 + 3x+1 = 30 3x · 3−1 + 3x · 3 = 30 1 x · 3 + 3 · 3x = 30 3 1 3x · + 3 = 30 3 10 3x · = 30 3 3 3x = × 30 = 9 10 3x = 32 ⇒ x = 2 Solu¸˜o: x = 2 ca CEDERJ 208 . Neste caso podemos escrever co 2 0 que x = 1. Solu¸˜o: Como x ´ a base.

reduzica f (x) la a uma inequa¸˜o do tipo h(x) ca > h(x)g(x) . temos que 3y 2 − 4y + 1 ≤ 0 209 CEDERJ 1 1 . ent˜o. h(x) > 0 e h(x) = 1. al´m disso. Resolva a inequa¸˜o 9x+ 2 − 4 · 3x + 1 ≤ 0. em geral. para todo valor x. ca ca 9x+ 2 − 4 · 3x + 1 ≤ 0 9x · 9 2 − 4 · 3x + 1 ≤ 0 (32 )x · 3 − 4 · 3x + 1 ≤ 0 3 · (3x )2 − 4 · 3x + 1 ≤ 0. a desia a ca gualdade deve ser invertida. ca Solu¸˜o: Vamos fazer a substitui¸˜o 3x = y. Resolva a inequa¸˜o 2−x < 16. 1 2 x < 1 1 2 −4 ⇒ x > −4 2. e A solu¸˜o ent˜o depende da base h(x): ca a 1) se h(x) > 1 ent˜o a f (x) h(x) > h(x)g(x) ⇒ f (x) > g(x) 2) se 0 < h(x) < 1 ent˜o a f (x) g(x) h(x) > h(x) ⇒ f (x) < g(x) Exerc´ ıcios resolvidos 1. onde f (x) e h(x) s˜o fun¸˜es a co e. Como a base est´ entre 0 e 1. Substituindo y = 3x . em rela¸˜o aos expoentes. Assim.Fun¸˜o Exponencial ca ´ MODULO 1 .AULA 18 Inequa¸˜es exponenciais co Para resolvermos uma inequa¸˜o exponencial devemos. ca Solu¸˜o: ca 2−x < 16 x 1 < 24 2 1 2 x < 1 2 −4 .

Assim. devemos 3 3 resolver as inequa¸˜es.S´rie A e 1. Determine o dom´ ınio da fun¸˜o ca f (x) = √ 3x − 1 Solu¸˜o: Como s´ tem sentido ra´ ca o ızes quadradas de n´ meros positivos u x ou nulos. 3 2 4± √ 1 ≤ 3x ⇒ 3−1 ≤ 3x ⇒ −1 ≤ x 3 3x ≤ 1 ⇒ 3x ≤ 30 ⇒ x ≤ 0. devemos ter 3 − 1 ≥ 0. Exerc´ ıcios . Dom(f ) = [0.Fun¸˜o Exponencial ca 16 − 12 A equa¸˜o 3y − 4y + 1 = 0 tem solu¸˜es y = ca co ⇒ y=1 6 1 1 ou y = · Logo. (CESGRANRIO-RJ) O gr´fico que melhor representa a fun¸ao a c˜ 2x f (x) = e ´: e a) 1 y b) y c) y 1 x x 1 x d) y e) y 1 x x CEDERJ 210 . 0]. 3x ≥ 1 ⇒ 3x ≥ 30 ⇒ x ≥ 0 Portanto. 3y 2 − 4y + 1 ≤ 0 ⇒ ≤ y ≤ 1. O conjunto solu¸˜o da inequa¸˜o ´ o intervalo fechado [−1. ca ca e 3. co 1 ≤ 3x ≤ 1 . Portanto. ∞).

0 passou-se a perpendicular ao eixo x. sendo uma negativa e outra positiva. ca 5.AULA 18 2. 3 d) tem duas solu¸˜es. 5/3) B C ½ x Supondo-se que B esteja entre A e C. determine o valor de a. com x real. t indica o tempo (em minue tos) e Q(t) indica a quantidade de substˆncia (em gramas) no instante t.5t . conforme mostra a figura. 21 4.Fun¸˜o Exponencial ca ´ MODULO 1 . 3 e tem inclina¸˜o 10 · Pelo ca 7 1 ponto C = 2 . onde K ´ uma constante. co 211 CEDERJ 2 · 3 2 e 0. a ca b) tem uma unica solu¸˜o entre 0 e ´ ca c) tem uma unica solu¸˜o entre − ´ ca e) tem mais de duas solu¸˜es. respectivamente. e que 8 a medida do segmento AB ´ dada por e . a y A (0. (UNESP-93) Uma substˆncia se decomp˜e aproximadamente segundo a a o lei Q(t) = K2−0. co . (UNESP-94) A figura mostra os gr´ficos de uma fun¸˜o exponencial a ca 5 x y = a e da reta que passa pelo ponto 0. determine os valores de k e a. ca a) n˜o tem solu¸˜o. Esboce os gr´ficos de y = 2x − 1 e y = x. Verifique se 2x − 1 = x possui a solu¸˜o. (FUVEST-99) A equa¸˜o 2x = −3x + 2. em B e A. a Considerando-se os dados desse processo de decomposi¸˜o mostrados ca no gr´fico. a 3. que corta os gr´ficos.

+∞[ d) {x ∈ R | x ≤ −5} e) {x ∈ R | x ≥ −5} 13. (PUC-SP) O valor de x. x ∈ R.Fun¸˜o Exponencial ca 6. (CESGRANRIO) O n´ mero de ra´ reais de 32x u ızes a) 0 b) 1 c)2 d) 3 e) maior que 3 11. (UNI-RIO-99) Seja uma fun¸˜o f definida por f (x) = 2x ca mine os valores de x tais que f (x) seja menor do que 8. (PUC) A raiz da equa¸˜o 22x − 15 · 2x − 16 = 0 ´: ca e a) 16 b) 12 c) 10 d) 8 2 −7x+5 e) 4 = 1 ´: e 10. 5] b) [4. (UFF 95) Em uma cidade. a popula¸˜o de pessoas ´ dada por ca e P (t) = P o2t e a popula¸˜o de ratos ´ dada por R(t) = Ro4t . Se em 1992 havia 112. 2 +5x−3 1 2 x−3 ≤ 1 · 4 . (UNI-RIO-96) Assinale o conjunto-solu¸˜o da inequa¸˜o ca ca a) ] − ∞. Determine o dom´ ınio das fun¸˜es reais: co √ a) f (x) = 2x2 −1 − 1 1 b) f (x) = x 4 − 2x 12. em que ano o n´ mero de ratos ser´ igual ao de pessoas? u a 7. +∞[ c) [5. (UNI-RIO) O valor de x na equa¸˜o: 3x−1 + 2 · 3x+1 − 3x = ca a) 2 b) 2/3 c) 1/2 d) −1/2 16 ´: e 27 e) −2 9.000 pessoas e 7. Deter- 14. e ca ca ´: e 1 4 1 e) a) 0 b) c) d) 1 5 2 3 CEDERJ 212 . (UNI-RIO) O qu´druplo da solu¸˜o da equa¸˜o 54x+3 = 25 ´: a ca ca e a) 1 b) −1 c) −16 d) 5 e) − 1 4 8.000 ratos. que ´ solu¸˜o da equa¸˜o 4x+2 = 8−x+3 . sendo ca e o tempo medido em anos.

Esboce o gr´fico de cada fun¸˜o abaixo e determine o conjunto imagem a ca √ a a 2. +∞[ b) {x ∈ R | 0 < x < 1} 1 3 c) [3.2000) O conjunto-solu¸˜o da inequa¸˜o x2x ≥ xx+3 . (UNI-RIO . (MACKENZIE-SP) O valor de m.Fun¸˜o Exponencial ca ´ MODULO 1 . (FESP-SP) A solu¸˜o da inequa¸˜o ca ca a) x ≤ 0 b) x ≥ 0 c) x ≤ −1 ou x ≥ 1 d) −1 ≤ x ≤ 1 e) x ≥ 1 3 5. 10 (2m+2 )3 = 2 3 ´: e 4 8 a) − b) 6 c) − 9 3 m ∈ R. ent˜o x2 ´ igual a: a e 1 1 a) 0 b) c) d) 1 e) 4 9 4  2x + 3y = 11 10. +∞[ ≥ 1 3 x+1 d) R ´: e e) ∅ x(x+1) 4. (UECE) Se 64|x| − 2 · 8|x| + 1 = 0. (FEI-SP) Para que valor real de x temos 8x − 8−x = 3 · (1 + 8−x ): 1 2 a) 4 b) c) 2 d)1 e) 2 3 8. ´: e a) ]0. (CESGRANRIO) Se (x. (FESP SP) Se x 2 = 16x . (PUC-MG) Se 3x+1 + 3x−1 − 3x−2 = 87. ent˜o os valores de x s˜o: 1 1 1 1 1 1 1 a) 0 e b) e − c) e − d) e − 2 4 2 2 2 8 8 a) y = 3x − 1 b) y = |2x − 2| e) 0 e 1 3. que satisfaz a equa¸˜o ca d) − 8 9 e) −6 7. (PUC-RS) A solu¸˜o da equa¸˜o 2x+1 − 23−x − 6 = 0 pertence ao ca ca intervalo: a) −1 ≤ x < 2 b) −1 < x ≤ 2 c) 2 < x < 4 d) 2 < x ≤ 4 e) 3 ≤ x < 4 6.S´rie B e 1. ent˜o 2x − 1 ´ igual a: a e a) 5 b) 6 c) 7 d) 8 e) 9 9. onde ca ca x > 0 e x = 1.AULA 18 Exerc´ ıcios . y) ´ solu¸˜o do sistema e ca  2x − 3y = 5 soma (x + y) ´ igual a: e a) 11 b) 3 d) 6 d) 4 e) 5 a 213 CEDERJ . 1[∪[3.

Fun¸˜o Exponencial ca Gabarito S´rie A e 1) c) 4) y 2) K = 2048 a = 4 min 3) a = 4 1 1 x possui duas solu¸˜es: x = 0 e x = 1 co 5) b) 6) Em 1996 7) b) 8) e) 9) e) 10) c) 11) a) D(f ) = (−∞. 1) 14) d) S´rie B e 1) a) y x b) y 2 1 x 2) c) 3) a) 4) d) 5) b) 6) a) 7) e) 8) a) 9) a) 10) d) Auto-avalia¸˜o ca Antes de passar ` aula seguinte. e e ıcio CEDERJ 214 . A S´rie B fica como exerc´ de aprofundamento. vocˆ deve resolver todos os exerc´ a e ıcios da S´rie A. ∞) b) D(f ) = R − {0} 12) c) 13) (−6. −1] ∪ [1.

definida no dom´ ca ınio (0. ∞) . • Entender´ e ser´ capaz de provar as principais propriedades da fun¸˜o a a ca logaritmo. Denominamos o logaritmo de y na base a como sendo o n´ mero real x tal que ax = y. Tamb´m a fun¸˜o exponencial ´ injetiva. e lemos “x ´ o logaritmo de y na base a”. co Introdu¸˜o ca N´s j´ estudamos na aula anterior a fun¸˜o exponencial. loga y = x ⇐⇒ ax = y. Note que este dom´ ınio para a fun¸˜o inversa ´ a imagem ou ca e contradom´ ınio da fun¸˜o exponencial. Isto ´. Para a fun¸˜o exponencial temos os seguintes conjuntos para dom´ ca ınio e contradom´ ınio ou imagem. satisfazendo a > 0 e a = 1 e ca u definimos. se x1 = x2 ⇒ ax1 = ax2 . Dom(f ) = R e Im(f ) = (0. Lembre como o a ca foi a defini¸˜o. 215 CEDERJ . • Usar´ as propriedades da fun¸˜o logaritmo para resolver equa¸˜es e a ca co inequa¸˜es. f (x) = ax . ∞) = R+ .Fun¸˜o logaritmo ca ´ MODULO 1 . Tomamos um n´ mero real a. e Portanto. Sejam a um n´ mero real positivo (a > 0) e y um n´ mero real tal que u u y > 0 e y = 1. ca O objetivo desta aula ´ estudar o logaritmo como fun¸˜o inversa da e ca exponencial. e ca e e Logo podemos pensar na fun¸˜o inversa de f (x) = ax . vocˆ: e e • Compreender´ o conceito de fun¸˜o logar´ a ca ıtmica como inversa da fun¸˜o ca exponencial. Usamos a nota¸˜o u ca x = loga y . f : R → R.AULA 19 Aula 19 – Fun¸˜o logaritmo ca Ojetivos: Ao t´rmino desta aula.

ca a ca veja o diagrama abaixo. pois 200 = 1 c) log15 15 = 1. e Em resumo. Para se convencer disto. co Nota: i) Fixada a base a (a > 0. a = 1). ∞) ax = y y −→ −→ R loga y = x O diagrama anterior explicita tamb´m os dom´ e ınios e contradom´ ınios das fun¸˜es. a fun¸˜o logaritmo e observe que a composi¸˜o das fun¸˜es resulta ca ca co na fun¸˜o identidade (come¸amos com x e terminamos com x). a ii) A imagem ou contradom´ ınio de loga ´ todo o conjunto R. a express˜o x = loga y define a fun¸˜o loga como uma a ca fun¸˜o da vari´vel y e inversa da fun¸˜o exponencial. pois 151 = 15 d) log5 1 1 = −2. e • y ´ o logaritmando ou antilogaritmo e • x ´ o logaritmo. o dom´ ınio da fun¸˜o loga ´ o intervalo ca e (0.Fun¸˜o logaritmo ca Na express˜o loga y = x. ∞). a • a ´ a base do logaritmo. a ca e ca segunda. pois 5−2 = 25 25 CEDERJ 216 . pois 26 = 64 b) log1 20 = 0. Ent˜o para todo y > 0 tem sentido escrever loga y. onde a primeira fun¸˜o ´ a fun¸˜o exponencial. e Veja alguns exemplos simples: a) log2 64 = 6. ca c exponencial logaritmo R x −→ −→ (0.

veja o item 2 da aula anterior. Portanto. a a Basta usar o fato de que o gr´fico de uma fun¸˜o e sua inversa s˜o sim´tricos a ca a e o o em rela¸˜o ` reta y = x. temos: a co I. base b > 1 y y=x y=b x 1 1 x y = logbx 217 CEDERJ . ca Como a fun¸˜o logar´ ca ıtmica y = loga x ´ a inversa da fun¸˜o exponene ca cial y = ax . podemos obter seu gr´fico a partir do gr´fico da exponencial. ca e ca ca a partir dos gr´ficos das fun¸˜o exponencial. a y 1 x b) Gr´fico de y = loga x. se a > 1 (base > 1). Repreca a e sentando em um mesmo gr´fico as fun¸˜es logaritmo e exponencial.Fun¸˜o logaritmo ca ´ MODULO 1 . que ´ a reta bissetriz do 1¯ e 2¯ quadrantes. se 0 < a < 1 (base entre 0 e 1). a ca concluimos que: a) Gr´fico de y = loga x.AULA 19 Gr´ficos da fun¸˜o logaritmo a ca A fun¸˜o logaritmo ´ a fun¸˜o inversa da fun¸˜o exponencial. a y 1 x ´ Nota: E importante revisar o m´todo que permite a constru¸˜o dos gr´ficos e ca a da fun¸˜o logaritmo.

ca a A equa¸˜o x2 −4 = 0 tem solu¸˜o x = ±2. para a fun¸˜o f (x) = logb x. 0). pois b1 = b. o gr´fico a da fun¸˜o y = logb x sempre passa pelo ponto (1. Propriedades imediatas a) logb 1 = 0. para qualquer base b. x = 1 e x2 − 4 > 0. Logo x2 −4 > 0 ⇒ x < −2 ca ca ou x > 2 CEDERJ 218 . Exemplo: log5 125 = log5 53 = 3. √ 5 1 32 1 9 x Solu¸˜o: ca log 1 9 27 = x ⇒ x = 3−2 x √ 5 27 = √ 5 34 ⇒ = 34/5 4 2 ⇒ x=− 5 5 3−2x = 34/5 ⇒ −2x = b) Determine o dom´ ınio da fun¸˜o f (x) = logx (x2 − 4). Exerc´ ıcios resolvidos a) Calcule log 1 9 √ 5 27. ∞) ca + e Im(f ) = R. ca b) logb b = 1. qualquer que seja a base b. vale que Dom(f ) = R∗ = (0. o dom´ ınio da fun¸˜o acima ser´ x > 0. ca As condi¸˜es sobre y = logb x s˜o b > 0. 0 < base b < 1 y y=b x y=x x y = logbx Nos dois casos. b = 1 e x > 0. co a Portanto. Portanto. c) logb bm = m. pois bm = bm . pois b0 = 1.Fun¸˜o logaritmo ca II.

bz1 · bz2 = xy ⇒ bz1 +z2 = xy . Dom(f ) = (2.Fun¸˜o logaritmo ca ´ MODULO 1 .AULA 19 Portanto. bz1 = x e bz2 = y . Esta ultima igualdade era o que precis´vamos provar. Temos. e logb aw = w · logb a c) Logaritmo do quociente. ´ a Prova da propriedade b). bx = x · y. ca Prova da propriedade a). ca ca Veremos agora outras propriedades. w 219 CEDERJ . Seja logb (x · y) = z. Queremos provar que z = z1 + z2 . -2 2 Propriedades do logaritmo Na Se¸˜o 3 vimos propriedades que decorrem diretamente da defini¸˜o. logb x = z1 e logb y = z2 . a bz = bz1 +z2 ⇒ z = z1 + z2 . Precisamos apenas trabalhar cuidadosamente com a defini¸˜o de logaritmo. bx = aw e logb a = y . x logb = logb x − logb y y 1 d) logbz a = · logb a z w w e) logbz a = · logb a z Vamos mostrar por que valem as propriedades enunciadas. logb (x · y) = logb x + logb y b) Logaritmo da potˆncia. Precisamos provar que x = y. Logo. Seja logb aw = x e w logb a = y. ∞). Podemos escrever. a) Logaritmo do produto. Ent˜o.

logc a = y e logc b = z. precisamos provar que x = . b. Precisamos provar que x = y. Esta ultima igualdade era o que precis´vamos provar. Usando a propriedade b) e em seguida a propriedade d). a logb Prova da propriedade d). y Se logb a = x. ´ a Prova da propriedade c). Esta ultima igualdade prova a propriedade d). Em algumas aplica¸˜es ´ interessante transformar um logaritmo co e de uma base para outra. x 1 1 = logb x · = logb x + logb . z 1 1 1 Mudan¸a de base c Todos as propriedades que vimos at´ agora envolvem logaritmos de e mesma base. b = 1 e c = 1. Ou seja bx = a z e by = a z ⇒ x = y . Vamos provar este resultado. Temos z bzx = a e logb a z = y . y y y y 1 = logb y −1 = −1 · logb y . bx = aw e b w = a . Seja logbz a = x e 1 logb a = y.Fun¸˜o logaritmo ca Logo. c > 0. escrevemos w logbz aw = w logbz a = logb a . Usando as propriedades a) e b) anteriores escrevemos logb Mas. Conseguimos isto com a propriedade: logb a = onde a. logc b . y Juntando os dois resultados est´ completa a prova da propriedade c). Elevando ` potˆncia w a ultima igualdade vem que a e ´ bx = aw e by = aw ⇒ x = y . z CEDERJ 220 logc a . ´ Prova da propriedade e).

a co a ca 221 CEDERJ a > 0 e a = 1. Exemplo: Se log2 x = 3 e log2 y = 5. bx = cy e czx = bx ⇒ zx = y . Vamos aos trˆs tipos co e e b´sicos. ent˜o o conjunto solu¸˜o S = {4}. f (x) > 0 e g(x) > 0 . ca 4 Restri¸˜es: 3x − 4 > 0 ⇒ x > co e x + 4 > 0 ⇒ x > −4 3 Como x = 4 atende `s restri¸˜es. a u u e u 2. a 1o tipo ¯ Logaritmos de mesma base loga f (x) = loga g(x) ⇒ f (x) = g(x). Solu¸˜o: 3x − 4 = x + 4 ⇒ x = 4. cy = a e cz = b ⇒ bx = cy e cz = b .Fun¸˜o logaritmo ca ´ MODULO 1 . bx = a. s˜o de trˆs tipos b´sicos.AULA 19 De fato. ou podem ser reduzidas a ıvel a e a estes tipos. e e log2 x 3 = · log2 y 5 Equa¸˜es logar´ co ıtmicas S˜o equa¸˜es envolvendo logaritmos. como o n´ mero π. Esta ultima igualdade prova o que quer´ ´ ıamos.71 ´ o valor que aproxima e com trˆs casas decimais exatas. fazendo algumas manipula¸˜es alg´bricas. A maioria das equa¸˜es logar´ a co co ıtmicas. e Observa¸˜o: ca O n´ mero e ´ junto com o n´ mero π os dois mais importantes n´ meros u e u u da Matem´tica. em nosso n´ de estudo. Logo. logy x = Observa¸˜es: co • Os logaritmos de base 10 s˜o chamados decimais. s˜o chamados logaritimos naturais ou nepea rianos. ´ um n´ mero irracional. • Os logaritmos de base e. O n´ mero e. Devemos sempre observar as restri¸˜es co na base: nos logaritmandos: Exemplo: log2 (3x − 4) = log2 (x + 4). O logaritmo decimal a de um n´ mero x (com x > 0) ´ indicado por log x (pode-se omitir o 10 na u e base). O logaritmo neperiano de x ´ indicado por ℓn x ou lg x.

16}. ca a ¯ Acontece quando uma substitui¸˜o do tipo y = logb x reduz o problema ca a uma equa¸˜o que sabemos resolver. a Vamos examinar algumas t´cnicas para resolver estas inequa¸˜es. ca 1 4 Portanto. ca ca ¯ logb (f (x) = a ⇒ f (x) = ba . ca e log2 x = −2 ⇒ x = 2−2 = Inequa¸˜es logar´ co ıtmicas S˜o inequa¸˜es onde aparecem a fun¸˜o logar´ a co ca ıtmica envolvendo a vari´vel. como uma equa¸˜o do 2o grau. podemos ter vari´veis no logaritmando e na base ao mesmo co a tempo. ca ca ¯ Exemplo: (log2 x)2 − 2 log2 x − 8 = 0 log2 x = x ⇒ x = 24 = 16 Solu¸˜o: Substituindo y = log2 x. temos y 2 −2y −8 = 0 ⇒ y = 4 ou y = −2. e co CEDERJ 222 .Fun¸˜o logaritmo ca 2o tipo Aplica¸˜o da defini¸˜o de logaritmo. o conjunto solu¸˜o ´ S = {1/4. logo ca ızes x2 − 3x + 2 > 0 ⇒ x < 1 ou x > 2 y 1 2 x O valor x = 2 2 atende a estas condi¸˜es. logo o conjunto solu¸˜o ´ S = { } co ca e 3 3 3o tipo Substitui¸˜o de vari´vel. Observando sempre as restri¸˜es: co na base: b>0eb=1 no logaritmando: f (x) > 0 Nestas equa¸˜es. Exemplo: logx (x2 − 3x + 2) = 2 Solu¸˜o: Temos que x2 − 3x + 2 = x2 ⇒ −3x + 2 = 0 ⇒ x = ca Restri¸˜es: co • x2 − 3x + 2 > 0 • x>0ex=1 (base) 2 3 A equa¸˜o x2 − 3x + 2 = 0 tem ra´ x = 2 e x = 1.

3 2 2. Resolva a inequa¸˜o ca (log2 x)2 = 3 log2 x + 2 < 0. logb f (x) > logb g(x) ⇒ f (x) > g(x) • se 0 < b < 1 Isto respeitadas as restri¸˜es para existˆncia dos logaritmos. Assim. temos que ca a usar propriedades do produto ou do quociente (para reunir dois logaritmos). o conjunto solu¸˜o S ´ ca e 2 Solu¸˜o: log3 (2x − 1) < log3 5 ⇒ 2x − 1 < 5 ⇒ 2x < b ⇒ x < 3 ca Restri¸˜o: 2x − 1 > 0 ⇒ x > ca S= 1 . logb f (x) > a ⇒ logb f (x) > logb ba • f (x) > 0 e g(x) > 0 (logaritmando) logb f (x) > logb g(x) ⇒ f (x) < g(x) Exerc´ ıcios resolvidos 1. e • se b > 1.AULA 19 Em primeiro lugar. Quais sejam.Fun¸˜o logaritmo ca ´ MODULO 1 . encontramos ca ca 2 y − 3y + 2 < 0 ⇒ 1 < y < 2 1 2 (pois y = 1 e y = 2 s˜o as ra´ de y 2 − 3y + 2 = 0). ca ´ crescente b > 1 e decrescente quando 0 < b < 1. log2 x > 1 ⇒ log2 x > log2 2 ⇒ x > 2 log2 x < 2 ⇒ log2 x < log2 4 ⇒ x < 4 A restri¸˜o no logaritmando ´ x > 0. co e • b > 0 e b = 1 (base) Observa¸˜o: ca • Para reduzir uma inequa¸˜o ` forma logb f (x) > logb g(x). 4). ca a • Note que pois a = logb ba . Portanto. ou fazer substitui¸˜o de vari´veis y = logb x. logo o conjunto solu¸˜o ´ ca e ca e S = (2. sendo inversa da exponencial. 1 < log2 x < 2. a ızes Portanto. 1 . a fun¸˜o y = logb x. 223 CEDERJ . Solu¸˜o: Fazemos a substitui¸˜o y = log2 x. Resolva a inequa¸˜o ca log3 (2x − 1) < log3 5.

tˆm a mesma parte decimal. que chamamos caracter´stica. 3) ∩ (1. ∞) = (1. ı Assim. Portanto. Cararcter´ ıstica e mantissa log10 Usando uma calculadora. ∞) ∩ (−1.  caracter´ ıstica: 2 log 600 tem mantissa: 0. ent˜o a 100 ≤ x < 1000 ⇒ 2 3 2 3 10 ≤ x < 10 ⇒ log 10 ≤ log x < log 10 ⇒ 2 ≤ log x < 3. vemos que log 6 ≈ 0. que u e chamamos mantissa e diferem na parte inteira. 77815 Nota: Observe que. co a -3 3 As restri¸˜es s˜o x − 1 > 0 ⇒ x > 1 e x + 1 > 0 ⇒ x > −1 co a O conjunto solu¸˜o ´ ca e S = (−3. Sabendo disso. podemos calcular facilmente log 60. Solu¸˜o: Usamos a propriedade do produto para juntar os dois logaritca mos log2 (x − 1) + log2 (x + 1) < 3 log2 (x − 1)(x + 1) < log2 23 = log2 8 (x − 1)(x + 1) < 8 x2 − 1 < 8 x2 − 9 < 0 As solu¸˜es de x2 − 9 = 0 s˜o x = ±3 logo x2 − 9 < 0 ⇒ −3 < x < 3. 77815 = 1. log 600 etc. se x tem 3 d´ ıgitos. 77815 log 600 = log 6 · 100 = log 6 + log 102 = 2. log 600 etc. 3). se x ´ um a e inteiro positivo de n d´ ıgitos. 77815 (lembre que log 6 = 6). ent˜o 2 ≤ log x < 3. Resolva a inequa¸˜o ca log2 (x − 1) + log2 (x + 1) < 3. log 60 = log 6 · 10 = log 6 + log 10 = 1 + 0. se x tem 3 d´ ıgitos. Em geral. 77815 Os n´ meros log 6. log 60.Fun¸˜o logaritmo ca 3. ent˜o n − 1 ≤ log x < n a CEDERJ 224 .

AULA 19 Exerc´ ıcios resolvidos 1. t ≥ 0 e N(2) = 3N0 .Fun¸˜o logaritmo ca ´ MODULO 1 . calcule logx 6. Solu¸˜o: Calculamos seu logaritmo decimal. b2 c2 225 CEDERJ . Sendo logx a = 4. Exerc´ ıcios . 0128 = log 128 × 10−4 = log 128 + log 10−4 = log 27 − 4 = −4 + 7 · log 2 = −4 + 7 × (0. 0128 Solu¸˜o: ca a) log 200 = log 2 · 102 = log 2 + 2 = 2. 893 2. ent˜o 250 ´ um inteiro de 16 d´ a e ıgitos. logx b = 2 e logx c = 1. ca log 250 = 50 × log 2 = 50 × 0. Sendo f (x) = 32x e g(x) = log4 x. 3010) = −1. ca 5. Determine o n´ mero de d´ u ıgitos do inteiro 250 . ent˜o o valor a de k ´: e 1 1 1 3 a) loge b) loge 3 c) loge 3 d) loge 4 e) log2 e 2 2 3 4 a3 .01 10 c) log 1 4 √ 3 64 2. 3. 3010 calcule a) log 200 b) log 0. calcule f (g(2)). 3010 = 15. Resolva a equa¸˜o log3 (2x − 1) − log3 (5x + 3) = −1 ca 7. Usando log a = 0. 05 Como 15 ≤ log250 < 16. Calcule: 1 27 d) log13 13 · log15 1 a) log3 b) log25 125 e) log0. Determine o dom´ ınio da fun¸˜o f (x) = logx x2 − 3x + 2. (UNI-RIO 92) Se N(t) = N0 ekt .S´rie A e 1. 3010 b) log 0. (UERJ-92) O valor de 4log2 9 ´: e a) 81 b) 64 c) 48 d) 36 e) 9 4.

usando que log 2 = 0. Se log10 30 = log10 2+2 log10 o valor de x ´: e a) − loge 2 CEDERJ 226 3−log10 ex . Resolva o sistema log (2x + y) = 0 a 13. onde log ´ o logaritmo na base ca ca e decimal. 003 c) log 0. 3010. log y 6 2 2 log x a ca Determine uma rela¸˜o entre x e y que n˜o envolva a fun¸˜o logaritmo. 81 10.Fun¸˜o logaritmo ca 8. Simplifique a express˜o (logx 9) · (log81 16) · (log4 3) a 15. 11. (UFRJ-98) Sejam x e y duas quantidades. Usando log 3 = 0. a alternativa que representa d) − loge 20 e) − loge 30 b) − loge 5 c) − loge 15 . calcule: a) log 3000 b) log 0. O gr´fico abaixo expressa a a varia¸˜o de log y em fun¸˜o de log x. (UNI-RIO 93) Se x = log3 2. 4771. ent˜o 3x + 3−x ´ igual a a e 8 5 a) b) c) 4 d) 6 7 2 √ e) 9 16. 3  x + y = 7 12.04 125. ca 9. Resolva o sistema log x + log y = log 12 a a a   2x = 1 24+y 14. Um n´ mero x tem logaritmo igual a 4 na base a e tem logaritmo igual u a a 8 na base · Calcule x e a. Calcule log0.

Fun¸˜o logaritmo ca

´ MODULO 1 - AULA 19

17. (UNI-RIO 94) Um explorador descobriu, na selva amazˆnica, uma o esp´cie nova de planta e, pesquisando-a durante anos, comprovou que o e seu crescimento m´dio variava de acordo com a f´rmula A = 40 · (1, 1)t, e o onde a altura m´dia A ´ medida em cent´ e e ımetros e o tempo t em anos. Sabendo-se que log 2 = 0, 30 e log 11 = 1, 04, determine: a) a altura m´dia, em cent´ e ımetros, de uma planta dessa esp´cie aos 3 e anos de vida; b) a idade, em anos, na qual a planta tem uma altura m´dia de 1,6 m. e 18. (PUC 90) Se a = log8 225 e b = log8 15, ent˜o: a a) 2a = b b) 3a = 2b c) a = b d) 2b = a e) 3b = 2a

Exerc´ ıcios - S´rie B e
x+1 1. (UNI-RIO 99) Seja a fun¸˜o definida por f (x) = log2 ca · O valor 2x de x para o qual f (x) = 1 ´ tal que: e 1 100 1 3 d) < x < 5 10 a) 0 < x < b) 1 1 <x< 100 10 3 e) x > 10 c) 1 1 <x< 10 5

√ 2. (UNICAMP 93) Calcule o valor da express˜o logn (logn n n n), onde a n ´ um n´ mero inteiro, n ≥ 2. Ao fazer o c´lculo, vocˆ ver´ que esse e u a e a valor ´ um n´ mero que n˜o depende de n. e u a 3. (FUVEST SP) Sendo a2 + b2 = 70ab, calcule log5 de m = log5 2 e n = log5 3. (a + b)2 , em fun¸˜o ca ab

4. (UFF 95) Sejam x, y e p n´ meros reais positivos e p = 1. Se u x+y logp (x + y) = m e logp x + logp y = n, ent˜o logp a ´ igual a: e xy m a) mn b) c) m · n d) m + n e) m − n n 5. Resolva as equa¸˜es: co a) logx (4x − 4) = 2 b) logx+2 (x2 + 4) = logx+2 (3x2 + 1)

227

CEDERJ

Fun¸˜o logaritmo ca

6. (PUC 99) Sabendo-se que log10 3 ∼ 0, 47712, podemos afirmar que o = 25 n´ mero de algarismos de 9 ´: u e a) 21 b) 22 c) 23 d) 24 1 1 + log ´: e a b d) P −1 e) P +1 e) 25

7. Se log a + log b = P , ent˜o o valor de log a a) 1 P b) −P c) P

√ 8. Calcule o valor de log10 3 + log10 0, 001 − log0,1 10 10, sabendo que log 2 = 0, 3010 e log 3 = 0, 4771. 9. (CESGRANRIO 90) Sendo a e b as ra´ da equa¸˜o x2 +100x−10 = 0, ızes ca 1 1 calcule o valor de log10 + . a b 10. Sabe-se que log10 3 = 0, 477 e que log10 103 = 2, 013. O tempo no qual triplicar´ uma popula¸˜o que cresce 3% ao ano ´ de aproximadamente: a ca e a) 37 anos b) 47 anos c) 57 anos d) 67 anos e) 77 anos

11. (UNESP 92) A curva da figura representa o gr´fico da fun¸ao y = loga x a c˜ (a > 1). Dos pontos B = (2, 0) e C = (4, 0) saem perpendiculares ao eixo das abcissas, as quais interceptam a curva em D e E, respectivamente. Se a ´rea do trap´zio retangular BCED vale 3, provar que a a e 1 a ´rea do triˆngulo ABD, onde A = (1, 0), vale · a 2
y

E D A B C

y = logax

x

12. (UFRN 83) Considere log 2 = 0, 3010 e log 3 = 0, 4771. Ent˜o, qual a a quantidade de algarismos do n´ mero 315 × 212 × 623 ? u 13. (PUC 93) Sabendo-se que log10 3 ∼ 0, 47712 e que N = 3100 , podemos = afirmar que o n´ mero de algarismos do inteiro N ´: u e a) 47
CEDERJ 228

b) 48

c) 49

d) 50

e) 51

Fun¸˜o logaritmo ca

´ MODULO 1 - AULA 19

14. (FUVEST 92) Seja x = 21000 . Sabendo que log10 2 ´ aproximadamente e igual a 0,30103, pode-se afirmar que o n´ mero de algarismos de x ´: u e a) 300 b) 301 c) 302 d) 1000 e) 2000

15. (PUC 93) Sabendo-se que log10 3 ∼ 0, 47712 e que N = 3100 , podemos = afirmar que o n´ mero de algarismos do inteiro N ´: u e a) 47 b) 48 c) 49 d) 50 e) 51

Gabarito
S´rie A e 1) a) −3 b) 3 c) −1 d) 0 e) − 1 2) 3 3) a 4) (0, 1) ∪ (2, ∞) 2 2 2 5) 6 6) 6 7) b 8) y = 100x 9) a) 3,4771 b) −2, 5229 c) −0, 0916 4 10) b 11) a = 9, x = 9 12) x = 4 e y = 3 ou x = 3 e y = 4 13) logx 3 14) x = 5, y = −9 15) a 16) b 17) a) 53, 24 cm b) 15 anos 18) d S´rie B e 1) e 2) −2 3) 3m + 2n 4) e 5) a) 2, 2, 094 0, 349 = 8) −1, 9771 9) 1 10) a 7) 1, 398 0, 233 12) 29 13) b 14) c 15) b b) ±
3 2

6) d

11) Demonstra¸˜o ca

Auto-avalia¸˜o ca Antes de passar ` aula seguinte, vocˆ deve resolver todos os exerc´ a e ıcios da S´rie A. A S´rie B fica como exerc´ de aprofundamento. e e ıcio

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CEDERJ

Trigonometria

´ MODULO 1 - AULA 20

Aula 20 – Trigonometria
Introdu¸˜o ca
O termo trigonometria significa, em uma tradu¸˜o literal, medidas de ca um triˆngulo. Mais especificamente, a trigonometria estuda rela¸˜es envola co vendo ˆngulos e raz˜es dos lados de triˆngulos semelhantes. a o a Historicamente as primeiras rela¸˜es trigonom´tricas j´ eram conhecico e a das pelos eg´ ıpcios e babilˆnicos em 1600 A.C., aproximadamente. Na antiguio dade, muitos avan¸os na trigonometria se devem principalmente as aplica¸˜es c co em astronomia (ver [1], [2], [3] e [4]): • Aristarco (310-230 A.C.), desenvolveu um consistente m´todo para ese timar o raio da lua e do sol bem como de suas distˆncias relativas a a terra. • Erat´stenes (276-194 A.C.), por sua vez, calculou uma das mais famosas o estimativas para o per´ ımetro da circunferˆncia da terra e seu raio. Para e isso, comparou posi¸˜es relativas de sombras exatamente ao meio dia do co solst´ de ver˜o em duas cidades: Siene e Alexandria. Assim, obteve ıcio a que o ˆngulo α da figura abaixo era cerca de 1/50 do circulo. a
an ex Al α dri a

R α O Siene

Sabendo que a distˆncia entre as duas cidades era cerca de 925 Km, a estimou que o per´ ımetro da terra seria de cerca de 925 x 50 = 46.250 km, sendo que o valor correto ´ de 40.075 km. e • O astrˆnomo grego Hiparco (180-125 A.C.) ´ considerado o pai da trio e gonometria devido as suas importantes contribui¸˜es. A ele ´ atribu´ co e ıdo a constru¸˜o da primeira tabela trigonom´trica e tamb´m uma das prica e e meiras referˆncias a utilizar a medida do ˆngulo em graus (sistema e a sexagesimal).

231

CEDERJ

Trigonometria

• Cl´udio Ptolomeu foi o autor do mais celebre tratado de astronomia a (e trigonometria) da antiguidade: O almagesto. N˜o h´ registros prea a cisos da ´poca em que viveu Ptolomeu, mas seus trabalhos provavele mente foram realizados no s´culo II. O almagesto apresenta o sistema e geocˆntrico, ou seja terra como centro do universo. Essa teoria pere sistiu at´ a idade m´dia, sendo posteriormente substitu´ pela teoria e e ıda heliocˆntrica de Nicolau Cop´rnico (1473-1543). e e Agora que j´ discutimos um pouco da hist´ria da trigonometria, vaa o mos apresentar os primeiros conceitos trigonom´tricos. Para isso iniciaremos e discutindo o conceito b´sico de ˆngulo e o sistema sexagesimal (unidade de a a grau). Em seguida, apresentaremos as principais rela¸˜es trigonom´tricas em co e um triˆngulo retˆngulo: seno, cosseno, tangente, etc, bem como as principais a a rela¸˜es fundamentais entre esses elementos. co

ˆ Angulos - Medidas
ˆ Angulo Vamos considerar um ˆngulo AOP como origin´rio da rota¸˜o da semia a ca − → − → reta OA da posi¸˜o inicial (P.I.) ` posi¸˜o terminal OP (P.T.) ca a ca
P P.T.

O

P.I.

A

P P.T.

O

P.I.

A

e ca e a O ˆngulo AOP ´ positivo se o sentido da rota¸˜o indicado ´ anti-hor´rio a e negativo se o sentido da rota¸˜o ´ hor´rio. ca e a
CEDERJ 232

Trigonometria ´ MODULO 1 . Vamos encontrar este ˆngulo em radianos. 60 3600 Sistema circular (unidade radiano) Defini¸˜o: Um radiano ´ o ˆngulo central que subtende na circunferˆncia um ca e a e arco cujo comprimento ´ igual ao raio. Nota¸˜o: 1 rd e ca B 1 rd O AB→ arco AB A ⌢ ⌢ AB → comprimento do arco AB AOB = 1 rd se AB = R ⌢ Se α ´ um ˆngulo em radianos que intercepta na circunferˆncia um arco e a e de comprimento l. a ◦ 233 CEDERJ . Convers˜o a – – Comprimento do arco R l O ˆngulo de uma volta em torno de uma circunferˆncia em graus ´ a e e 360 . a 90 O grau admite dois subm´ ltiplos: u minuto denotado por ′ e definido por 1′ = 1 do grau. 60 1 1 segundo denotado por ′′ e definido por 1′′ = do minuto = do segundo. temos: B R α O A AB= l ⌢ ˆ Angulo central 1 rd α rd Logo. l = αR .AULA 20 Medida de ˆngulo e arcos a Sistema sexagesimal (unidade graus) 1 Defini¸˜o: Angulo de 1 grau denotado por 1◦ ´ o ˆngulo ca ˆ e a do ˆngulo reto.

57◦ 19′ 29′′ . Exprimir 60◦ 15′ em radianos. e CEDERJ 234 . Exerc´ ıcios resolvidos 1. aproximadamente. 360◦ – 2π 120◦ – x Resposta: 2π rd. 14) Solu¸˜o ca 360◦ – 2π x – 1 1800’0 | 3 14 2300 57◦ 19′ 29′′ 102◦ 60 6120′ 2980′ 154′ 60 9240′′ 2960 134′′ ⇒ x= 360◦ 180 = 2π 3. 14 15 60 = 60. 25◦ · 2π = 1. 25◦ ⇒ x= 60. 3 ◦ ⇒ x= 120◦ · 2π 2π = ◦ 360 3 2. (Considere π = 3. 25◦ – x Resposta: 1. 3. 05rd. R Portanto a rela¸˜o entre os sistemas ´: ca e 360◦ ↔ 2π. Exprimir 1 rd em graus. 14) 60◦ 15′ = 60◦ + 360◦ – 2π 60. (Considere π = 3. e e 2πR Da´ α = ı. 05 360◦ Temos que 1 rd ´. Exprimir 120◦ em radianos.Trigonometria Sabemos que o comprimento de uma circunferˆncia ´ 2πR. ⇒ α = 2π.

AULA 20 4. Calcular. em graus. 235 CEDERJ . Calcular o menor ˆngulo entre os ponteiros de um rel´gio que marca a o 12h e 20min. Resposta: 110◦ . o Solu¸˜o: Note que em 1h (60′) o ponteiro pequeno percorre um ˆngulo ca a ◦ de: 360 = 30◦ .Trigonometria ´ MODULO 1 . Solu¸˜o: ca Ponteiro pequeno 30◦ a tempo 60′ 20′ 12 a b 4 6 5 1      2 3 ⇒ a= 20 · 30 = 10◦ 60 Temos que a + b = 4 · 30 = 120 ⇒ b = 120 − 10 = 110◦ . a e 9 8 7 b 6 a 4 5 3 b = 30 · 5 + 6 · 2 = 150 + 12 = 162◦ Da´ o ˆngulo convexo pedido ´: ı a e x = b − a = 162◦ − 21◦ = 141◦ 5. o ˆngulo convexo formado pelos ponteiros de um a rel´gio que marca 3h 42min. 12  Ponteiro pequeno tempo   30 · 42 ⇒ a= = 21◦ 30◦ 60′  60  a 42′ Este ˆngulo ´ o que determina o ponteiro das horas.

1◦ . um arco de 0. 209 rd CEDERJ 236 . 0. em graus. Determine o comprimento do arco. 10. A que horas. Determine o comprimento do arco quando a sua extremidade descreve 12 minutos. 12. em graus. Mostre que o ˆngulo que o ponteiro das horas descreve. 36 4. da noite. aproximadamente.56 cm 10. Converter 2 em graus. (Considere π = 3. Quantos graus mede.2 segundos. 53 rd 3. 14) 2. os ponteiros de um rel´gio coincidem entre os o n´ meros 8 e 9 do mostrador? u Gabarito 1. 3. 4. u 7. Achar trˆs ˆngulos. 2. Encontre o menor ˆngulo formado pelos ponteiros de um rel´gio `s 2h a o a 15min. (Considere π = 3. 145◦ 9. 36◦ 31′ 7. 20h 43min 37. sabendo que a soma do primeiro com o e a segundo ´ 12◦ . 105 rd? 5. Encontre o menor ˆngulo formado pelos ponteiros de um rel´gio `s 9h a o a 10min. a do segundo com o terceiro ´ 9◦ e a soma do primeiro e e π com o terceiro ´ e rd.Trigonometria Exerc´ ıcios propostos 1. ´ a a e metade do n´ mero que marca os minutos. 14) π 6. 4◦ . 8. Transformar 12◦ em radianos. 22◦ 30′ 8. Exprimir 30◦ 15′ para radianos. 9. O ponteiro dos minutos mede 10 cm. 6◦ 5. 8◦ . 0.

Trigonometria ´ MODULO 1 . a co co podemos verificar que: I) sen2 x + cos2 x = 1 sen x II) tg x = cos x 1 cos x III) cotg x = = tg x sen x 1 IV) sec x = cos x 1 V) csc x = sen x Auxiliares: sec2 x = 1 + tg2 x csc2 x = 1 + cotg2 x 237 CEDERJ . ´ imediato que: co e sen C = c = cos B a b cos C = = sen B a c tg C = = cotg B b cotg C = sec C = b = tg B c a = csc B b a csc C = = sec B c Sendo B + C = 90◦ (ˆngulos complementares) e as fun¸˜es associaa co das em cada rela¸˜o chamadas de co-fun¸˜es. Ent˜o co-fun¸˜es de ˆngulos ca co a co a complementares s˜o iguais a Rela¸˜es fundamentais co Seja x um ˆngulo agudo. De acordo com as defini¸˜es das fun¸˜es.AULA 20 Fun¸˜es trigonom´tricas de um ˆngulo agudo co e a Seja um triˆngulo retˆngulo ABC de lados a. b e c a a Considere as seguintes nota¸˜es: co C a b A c B seno → sen cosseno → cos tangente → tg secante → sec cossecante → csc cotangente → cotg cotg B = sec B = csc B = c cateto adjacente = b cateto oposto sen B = cos B = tg B = b cateto oposto = a hipotenusa c cateto adjacente = a hipotenusa a hipotenusa = c cateto adjacente hipotenusa a = b cateto oposto b cateto oposto = c cateto adjacente A partir das defini¸˜es anteriores.

b) cos B = BC 2 l 2 2 c) tg B = l AC = = 1 ⇒ tg 45◦ = 1. CEDERJ 238 . BC 2 l 2 2 √ l 1 2 AB ◦ = √ = √ ⇒ cos 45 = . BC l 2 l AM 1 2 = ⇒ cos 60◦ = . AB l Assim. sen 60◦ . √ √ = l2 + l2 ⇒ BC = l 2. tg 45◦ Considere um triˆngulo retˆngulo is´sceles de catetos l a a o C 45◦ l A √ l 2 45◦ l B 2 a ent˜o l 2 ser´ a medida da hipotenusa pois BC a √ AC 2 1 l ◦ a) sen B = = √ = √ ⇒ sen 45 = . tg 60◦ √ l 3 ser´ a medida a Considere um triˆngulo equil´tero de lado l. cos 60◦ . b) cos A = AC l 2 MC c) tg A = = AM √ l 3 2 l 2 ⇒ tg 60◦ = √ 3. cos 45◦ . ent˜o a a a 2 da altura pois C (AC)2 = (AM)2 + (MC)2 l 3l ⇒ (MC)2 = l2 − = 4 4 √ l 3 ⇒ MC = 2 Assim: 2 2 30◦ l l 60◦ A M l 60◦ l 2 B √ √ l 3 MC 3 a) sen A = = 2 ⇒ sen 60◦ = .Trigonometria Valores not´veis a sen 45◦ .

tg 30◦ No triˆngulo AMC do item anterior vem: a l AM 1 = 2 ⇒ sen 30◦ = . 5 km d 1 ⇒ d = 5 · = 2. b) cos 30 = AC l 2 a) sen 30◦ = AM c) tg 30◦ = = MC l 2 √ l 3 2 √ 3 1 = √ ⇒ tg 30◦ = . 3 3 Logo temos o seguinte quadro de valores: x 30◦ 45◦ 60◦ sen x cos x tg x √ √ 1 3 3 2 2 3 √ √ 2 2 1 2 2 √ √ 3 1 3 2 2 Exerc´ ıcios resolvidos 1. AC l 2 √ √ l 3 3 MC 2 ◦ ◦ = ⇒ cos 30 = . a a Solu¸˜o: ca rod B d O 30 ◦ 5 posto rod A sen 30◦ = Resposta: 2. Duas rodovias A e B encontram-se em O. Na rodovia A existe um posto de gasolina que dista 5 km de O. Determine a distˆncia do posto de gasolina ` rodovia B. formando um ˆngulo de a ◦ 30 .AULA 20 sen 30◦ .Trigonometria ´ MODULO 1 . cos 30◦ . 5 km 5 2 239 CEDERJ .

Sabendo que tg x = Solu¸˜o: ca Sabemos que 1 + tg2 x = sec2 x 25 169 13 1+ = sec2 x ⇒ sec2 x = ⇒ sec x = 144 144 12 12 ⇒ cos x = 13 2 2 Usando a F. Nas figuras. 3 √ Resposta: d = 20 m e h = 20 3 m △BCD tg 60◦ = 3.Trigonometria 2.F. calcular sen x. 12 ⇒ sen x = 4. D h A 30◦ 40 m B 60◦ d C Solu¸˜o: ca √ h ⇒ h=d 3 d √ h 3 △ACD tg 30◦ = ⇒ h= (40 + d) ⇒ 40 + d 3 √ √ √ 3 d 3= (40 + d) ⇒ d = 20 m e h = 20 3 m. sen x + cos x = 1 temos sen2 x + 144 25 = 1 ⇒ sen2 x = 169 169 5 13 5 (x agudo). calcular h e d. Simplificar a express˜o y = a Solu¸˜o: ca y= cos3 a − sen3 a 1 + sen a cos a (cos a − sen a)(cos2 a + cos a sen a + sen2 a) ⇒ 1 + sen a cos a (cos a − sen a)(1 + cos a sen a) y= = cos a − sen a 1 + sen a cos a y = cos a − sen a CEDERJ 240 .

b e c ´ retˆngulo. a a o b = 4. Calcular o valor de tg x. Para que valores de m as ra´ da equa¸˜o 4x2 + (2 − 3m)x + m2 = 0 s˜o a tangente e a cotangente de um mesmo ˆngulo. sendo dados α. Seja a fun¸˜o f . mostre que o triˆngulo ABC. determine h. a 3. a a 241 CEDERJ . Sendo O o centro da circunferˆncia de raio unit´rio. β e d. h α d β 4. Sendo sen x = c c lados a. de a 5. definida por ca f (x) = sen x + cos x + cotg x + csc x − tg x − sec x. 5 m e c = 6 m. a a e a determine a altura da ´rvore.Trigonometria ´ MODULO 1 . 5 m. Considere o triˆngulo retˆngulo ABC com as dimens˜es a = 7. 70 m de altura observa o topo de uma ´rvore sob a um ˆngulo α. C x B O 15◦ A a+b a−b e csc x = .AULA 20 Exerc´ ıcios propostos 1. Uma pessoa de 1. 2 ızes ca 7. determine o valor e a de x. ∀x = Determine o valor de f π 3 kπ . Na figura. C a x A c b B 2. e a 6. k ∈ Z. Conhecendo a distˆncia a do observador at´ ´rvore.

Educa¸ao Mao c˜ tem´tica em Revista . 0 9.Trigonometria 8. 2003. http://pt. −2 8.. 3o edi¸˜o. E. 1997. p.Revista da SBEM (Sociedade Brasileira de Educa¸˜o a ca Matem´tica) . S˜o Paulo.. 3a Edi¸˜o. Hist´ria da Matem´tica. o ca Publica¸˜o SBM. 1974. a a CEDERJ 242 . 10. M. 2. ca 3.wikipedia. Wikipedia. 0.. 2 sen x 1 + cos2 x Referˆncias e 1.Ano 10. A enciclopedia livre.69. Meu professor de matematica e outras hist´rias. Simplificar a express˜o a sen a − sen b cos a + cos b y= + cos a − cos b sen a + sen b 9.N.org 4. Lima. Editora Edgard Bl¨ cher o a ca u Ltda. B. Boyer. 5 √ 3−3 6. Lobo da Costa. 2 7. 01 mar. Quando a gangorra toca o ch˜o forma com ele uma ˆngulo a a ◦ de 30 . 70 + a tg α 3.L. C. 0. h = d tg α tg β tg β − tg α sen3 x sen5 x + + . Determine o valor de sen x + Gabarito 1. Duas crian¸as brincam em uma gangorra cuja t´bua tem 3 m de comc a primento. 2 4 4. 60 . A Hist´ria da Trigonometria.. 1. 75 2. 3 2 10. Determine a altura que se eleva a crian¸a que est´ na outra c a extremidade.

Esses arcos s˜o obtidos. Para definirmos as fun¸˜es trigonom´tricas. ca No contexto hist´rico. Nosso objetivo ´ estender estas ˆ a a e rela¸˜es para definir as fun¸˜es trigonom´tricas para qualquer n´ mero real. seja na primeira passagem ou ap´s v´rias voltas completas no ciclo trigoo a nom´trico. Ciclo trigonom´trico . tangente.determina¸˜es e co Ciclo Trigonom´trico e Chamamos de ciclo trigonom´trico a uma circunferˆncia de raio unit´rio e e a na qual fixamos um ponto (A) como origem dos arcos e a adotamos o sentido anti-hor´rio como positivo. e co A id´ia central ´ que as fun¸˜es trigonom´tricas ser˜o definidas a partir de e e co e a uma outra fun¸˜o que associa a cada n´ mero real um ponto sobre o ciclo ca u trigonom´trico. co co e u e n˜o apenas ˆngulos de 0 a 90 graus . as fun¸˜es trigonom´tricas como definiremos a o co e seguir surgiram como evolu¸˜o de diversos resultados. e 243 CEDERJ ⌢ . definiremos as fun¸˜es seno. Para isso utilizaremos o importante a a conceito de radiano apresentado na se¸˜o anterior. Entre eles podemos ca destacar os trabalhos de Fran¸ois Vi´te (1540-1603) e principalmente de Lec e onhard Euler (1707-1783) em um dos seus mais importantes tratados: Introductio in analysin infinitorum(1748). etc. Feito isso. partindo-se da origem a A e girando em qualquer sentido (positivo ou negativo) at´ a extremidade e P . inicialmente apresentamos co e o ciclo trigonom´trico e as determina¸˜es positivas e negativas de uma arco. e ca co co-seno. a + O r=1 A (origem) − Arco Trigonom´trico e Chamamos de arco trigonom´trico AP ao conjunto dos infinitos arcos e de origem A e extremidade P . na se¸˜o seguinte.Fun¸˜es Trigonom´tricas co e ´ MODULO 1 .AULA 21 Aula 21 – Fun¸˜es Trigonom´tricas co e Introdu¸˜o ca Na se¸˜o anterior estudamos as rela¸˜es trigonom´tricas que envolvem ca co e os angulos agudos de um triˆngulo retˆngulo.

chamamos de ˆngulo trignom´trico AOP ao conjunto a e − → − → dos infinitos ˆngulos de lado inicial OA e lado terminal OP . ca P (α0 + 2π) A ⌢ CEDERJ 244 Segunda determina¸˜o positiva ca . que equivale a percorrer uma volta do sentido anti-hor´rio. e ca P (α0 ) ⌢ A Primeira determina¸˜o positiva ca a u Adicionando ` primeira medida o n´ mero 2π. por conven¸˜o: e ca a) Positivo se o sentido do percursso de A para P for o anti-hor´rio. obt´m-se o n´ mero α0 +2π que ´ a segunda a e u e determina¸˜o positiva de AP . de origem A e extremidade P ´. a P A O Conjunto das determina¸˜es de um arco co Seja P um ponto qualquer de um ciclo trigonom´trico de origem A. A medida α0 do arco AP . tal que e ca 0 ≤ α0 < 2π ´ chamada primeira determina¸˜o positiva do arco. a P 60◦ A P (60◦ ) 60◦ A P (−300◦) 60◦ A ⌢ O ponto P ´ extremidade de infinitos arcos de origem A e a medida de e cada um deles ´ chamada determina¸˜o. a b) Negativo se o sentido de percursso de A para P for hor´rio.Fun¸˜es Trigonom´tricas co e Analogamente. A e medida do arco AP .

ca u que equivale a percorrer duas voltas no sentido hor´rio. . e ca P A As infinitas determina¸˜es dos arcos de origem A e extremidade P s˜o: co a primeira segunda terceira quarta . e assim por diante. . o conjundo das determina¸˜es do arco trigonom´trico AP ´: co e e {α ∈ R | α = αo + n · 2π. ca P ⌢ (α0 − 2π) A Primeira determina¸˜o negativa ca Subtraindo da primeira determina¸˜o positiva o n´ mero 2 · 2π = 4π. n ∈ Z} Todas essas determina¸˜es s˜o do tipo αo +n·2π. obt´m-se α0 − 4π a e que ´ a segunda determina¸˜o negativa e assim por diante. . Determina¸˜es negativas co α0 − 1 · 2π α0 − 2 · 2π α0 − 3 · 2π α0 − 4 · 2π . e ca P (α0 + 4π) A ⌢ Terceira determina¸˜o positiva ca Subtraindo da primeira determina¸˜o positiva o n´ mero 2π. . e portanto co a ⌢ 245 CEDERJ . . obt´m-se o n´ mero α0 + 4π a e u que ´ a terceira determina¸˜o positiva do arco AP . obt´m-se α0 − 2π que ´ a a e e primeira determina¸˜o negativa do arco AP . que equivale a ca u a percorrer duas voltas no sentido anti-hor´rio. que equica u vale a percorrer uma volta no sentido hor´rio. com n ∈ Z. Determina¸˜es positivas co α0 α0 + 1 · 2π α0 + 2 · 2π α0 + 3 · 2π .AULA 21 Adicionando ` primeira determina¸˜o o n´ mero 2·2π = 4π. .Fun¸˜es Trigonom´tricas co e ´ MODULO 1 .

n ∈ Z. E costume. n ∈ Z Def. isto ´. u a ´ Se a e b s˜o duas determina¸˜es quaisquer. e Se a e b s˜o cˆngruos ent˜o: a−b = 2kπ. mas a cada a u n´ mero real est´ associado um unico P . determinar a rela¸˜o entre a e b. a o a Exerc´ ıcios resolvidos 1. k ∈ Z. b) O n´ mero αo . utilizado no conjunto das determina¸˜es pode ser o valor u co ´ de uma qualquer das determina¸˜es. ca c) A cada ponto P est˜o associados infinitos n´ meros reais. co ca Solu¸˜o: ca a = α0 + n1 · 2π ⇒ a − b = 2π(n1 − n2 ). devemos escrever α = αo + n · 360◦ . diferem entre si por um n´ mero inteiro de voltas na e u circunferˆncia. n ∈ Z 6 2. Calcule a primeira determina¸˜o positiva (α0 ) dos seguintes arcos: ca 125π 97π c) −810◦ d) − a) 1620◦ b) 11 7 Solu¸˜o ca ◦ ◦ a) 1620 | 360 180◦ 4 b) 125π 11 15π 11 22π 11 5 15π 11 14π 7 α0 = 180◦ ◦ ◦ c) −810 | 360 −90◦ −2 α0 = 97π d) − 7 − 13π 7 α0 = 360◦ − 90◦ = 270◦ α0 = 270◦ CEDERJ 246 −6 13π π α0 = 2π − = 7 7 π α0 = 7 . escolher o co e valor da 1a determina¸˜o positiva ou negativa. n1 ∈ Z. 7π 6 A P x∈R|x= 7π + n · 2π. Dois arcos a e b s˜o cˆngruos quando tem a mesma origem e a mesma a o extremidade.Fun¸˜es Trigonom´tricas co e Observa¸˜es co a) Se a medida dos arcos for expressa em graus. do conjunto das detera co mina¸˜es. por´m. k ∈ Z ou a−b = 360k. n2 ∈ Z b = α0 + n2 · 2π ⇒ a − b = 2πn ou a − b = 360◦ . Determinar o conjunto das determina¸˜es dos arcos de origem A e co extremidade B assinalados na figura.

positiva α0 = 90◦ 90◦ 2 A 4a det. e Exerc´ ıcios Propostos 1. 247 CEDERJ . Calcular a 1a determina¸˜o positiva dos arcos. Escrever em uma unica express˜o. positiva α0 = 110◦ Como a 3a det.Fun¸˜es Trigonom´tricas co e ´ MODULO 1 . Determine a 1a determina¸˜o negativa do arco ca 3. co a) A=P ⌢ P b) A c) P A d) A 4. ´ a com extremidade P e Q.AULA 21 3. Escrever o conjunto das determina¸˜es do arco AP . ca a) 1630◦ b) −1430◦ c) 2300◦ 37π . positiva ´ α0 + 2 · 360◦ vem 110◦ + 720◦ = 830◦ . e 4. 3 2. Calcular a 4a determina¸˜o negativa do arco 810◦ . conforme o caso: a) 30◦ Q P A Q P b) π 4 P A 5. Calcular a 3a determina¸˜o positiva do arco 1910◦ . ca 1910◦ | 360◦ 110◦ 5 ⇒ 1a det. negativa ´ α0 − 4 · 360◦ ⇒ 90◦ − 1440◦ = −1350◦ . o conjunto dos arcos assinalados. ca 810◦ | 360◦ ⇒ 1a det. Determine o menor a o valor positivo de x. Sabendo que π −x e 2x+π s˜o dois arcos cˆngruos.

A′ (−1. B(0. y B ⌢ A′ O A x B′ Figura 1 B primeiro quadrante O B segundo quadrante O B terceiro quadrante O B quarto quadrante O A A ′ A A ′ A A ′ A B′ CEDERJ 248 B′ .Fun¸˜es Trigonom´tricas co e Gabarito 1) a) 190◦ 5π 2) − 3 3) a) 2πn. e Quando dizemos que um arco AP pertence ao 2◦ quadrante. −1) dividem o ciclo trigonom´trico em quatro quadrantes. 0). k ∈ Z 4 2π 5) 3 b) 2πn + Fun¸˜es Trigonom´tricas co e Introdu¸˜o ca Consideremos. 1). k ∈ Z 6 π b) V = x ∈ R|x = kπ + . n ∈ Z b) 10◦ c) 140◦ π . Os pontos A(1. por exemplo. queremos dizer que a extremidade P pertence ao segundo quadrante. n ∈ Z d) 2πn + . n∈Z 2 π 4) a) V = x ∈ R|x = kπ + . no ciclo trigonom´trico de origem A. um sistema cartesie ano ortogonal XOY conforme mostra a figura (1). n∈Z 2 3π c) 2πn + π. 0) e B ′ (0.

AULA 21 Defini¸˜o da fun¸˜o seno ca ca O seno de um arco trigonom´trico AP de extremidade P ´ a ordenada e e do ponto P . por sua vez. por defini¸˜o. extremidade do u ´ Observa¸˜o ca A defini¸˜o acima ´ coerente com aquela no triˆngulo retˆngulo. se 0 < x < ent˜o P ∈ I ◦ quadrante e al´m disso OP = 1 (raio) e a e 2 MP = ON. A cada ponto P . A fun¸˜o de R em R que a cada n´ mero real ca u associa a ordenada do ponto P ´. Representa-se: sen AP = ON y N P x ⌢ ⌢ sen AP ⌢ O A arco AP de medida x. Assim no triˆngulo OMP retˆngulo em M. oposto ⇔ sen x = ⇔ sen x = ⇔ sen x = ON hipotenusa OP 1 N x O P M A 249 CEDERJ . temos: a a sen x = MP MP cat. a fun¸˜o seno.Fun¸˜es Trigonom´tricas co e ´ MODULO 1 . e ca ca Em s´ ımbolo f : R → R tal que f (x) = sen(x) = ON N sen x O x M P A ⌢ A cada n´ mero real x corresponde um unico ponto P . corresponde uma unica ´ ordenada chamada seno de x. De ca e a a π fato.

Observe. as v´rias situa¸˜es poss´ a co ıveis. no sentido anti-hor´rio. na u tabela a seguir. Posi¸˜o do ca ponto P Medida do arco em graus Medida do arco em radianos Seno de x Propriedade No ciclo trigonom´trico e P ≡A x = 0◦ x=0 sen x = 0 O=N A=P P ∈ 1◦ Q 0◦ < x < 90◦ 0<x< π 2 0 < sen x < 1 O seno ´ crese cente no 1◦ quadrante N O P A P =N P ≡B x = 90◦ x= π 2 sen x = 1 Valor m´ximo a O A P N O A P ∈ 2◦ Q 90◦ < x < 180◦ π <x<π 2 0 < sen x < 1 O seno ´ dee crescente P = A′ x = 180◦ x=π sen x = 0 P O=N A P ∈ 3◦ Q 180◦ < x < 270◦ π<x< 3π 2 −1 < sen x < 0 O seno ´ dee crescente O P N A P = B′ x = 270◦ x= 3π 2 sen x = −1 Valor m´ ınimo O A P =N P ∈ 4◦ Q 270◦ < x < 360◦ 3π < x < 2π 2 −1 < sen x < 0 O seno ´ crese cente O N A P CEDERJ 250 . a o n´ mero real x varia de 0 a 2π e o seno de x varia de −1 a 1.Fun¸˜es Trigonom´tricas co e Varia¸˜o da fun¸˜o seno ca ca Enquanto o ponto P percorre a primeira volta.

pois x e x±2π s˜o as medidas de arcos de a mesma extremidade e de acordo com a tabela do item anterior. c) ´ Impar pois sen(−x) = − sen x 60◦ −60◦ d) Peri´dica de per´ o ıodo 2π. negativo no 3◦ e 4◦ quadrantes 100◦ 40◦ 200◦ 300◦ sen 40◦ > 0 sen 100◦ > 0 sen 200◦ < 0 sen 300◦ < 0 b) crescente nos 1◦ e 4◦ quadrantes e decrescente nos 2◦ e 3◦ quadrantes.AULA 21 Gr´fico a Note que sen x = sen(x±2π). concluimos que o gr´fico da fun¸˜o f : R → R tal que f (x) = sen x ´: a ca e 1 π π 2 3π 2 2π 4π −1 e o conjunto imagem ´ {y ∈ R | − 1 ≤ y ≤ 1} e Note que 1 2 sen 30◦ = sen 390◦ sen 30◦ = sen(30◦ + 360◦ ) = sen 390◦ = Propriedades 1 2 Do que foi apresentado anteriormente podemos concluir que a fun¸˜o ca seno ´: e a) positiva no 1◦ e 2◦ quadrantes.Fun¸˜es Trigonom´tricas co e ´ MODULO 1 . 251 CEDERJ .

A cada ponto P . Calcule: a) sen 0◦ e) sen 90◦ 2. e CEDERJ 252 . corresponde uma unica ´ abscissa chamada co-seno de x.Fun¸˜es Trigonom´tricas co e Exerc´ ıcios Propostos 1. De fato. e ca ca Em s´ ımbolo f : R → R tal que f (x) = cos(x) = OM P x O M A ⌢ A cada n´ mero real corresponde um unico ponto P . se 0 < x < a ent˜o P pertence ao 1 quadrante e 2 al´m disso OP = 1 (raio). por defini¸˜o. Calcular o valor de: a) sen 420◦ Gabarito 1. A fun¸˜o de R em R que a cada n´ mero real ca u x associa a abscissa do ponto P ´. A defini¸˜o dada ´ coerente com aquela apresentada no triˆngulo ca e π ◦ a retˆngulo. a) 0 2. a) √ 3 2 1 b) 2 2 c) 2 b) 1 2 √ 3 d) 2 √ e) 1 f) √ 3 2 g) 1 2 h) 0 b) sen 750◦ b) sen 30◦ f) sen 120◦ c) sen 45◦ g) sen 150◦ d) sen 60◦ h) sen 180◦ Fun¸˜o Co-seno ca Defini¸˜o ca O co-seno de um arco trigonom´trico AP de extremidade P . por sua vez. extremidade do u ´ a Obs. Representa-se cos AP = OM P A ⌢ ⌢ O M arco AP de medida x. ´ a abscissa e e do ponto P . a fun¸˜o co-seno.

Posi¸˜o do ca ponto P P ≡A Medida do arco em graus x = 0◦ Medida do arco em radianos x=0 Co-seno de x Propriedade No ciclo trigonom´trico e A=P =M cos x = 1 Valor m´ximo a O co-seno ´ e decrescente no 1◦ quadrante O P A P ∈ 1◦ Q 0◦ < x < 90◦ 0<x< π 2 0 < cos x < 1 O M P P ≡B x = 90◦ x= π 2 cos x = 0 P O=M A P ∈2 Q ◦ 90 < x < 180 ◦ ◦ π <x<π 2 −1 < cos x < 0 O co-seno ´ e decrescente no 2◦ Q Valor m´ ınimo M O A P = A′ x = 180◦ x=π cos x = −1 3π 2 M =P O A P ∈ 3◦ Q 180◦ < x < 270◦ π<x< −1 < cos x < 0 O co-seno ´ e crescente no 3◦ Q M O P A P = B′ x = 270◦ x= 3π 2 cos x = 0 O=M A P P ∈ 4◦ Q 270◦ < x < 360◦ 3π < x < 2π 2 0 < cos x < 1 O co-seno ´ e crescente no 4◦ Q M O P A 253 CEDERJ . a o n´ mero real x varia de 0 a 2π e o co-seno de x varia de −1 a 1. no triˆngulo OMP retˆngulo em M. Observe. u na tabela a seguir as v´rias situa¸˜es poss´ a co ıveis. temos: a a cos x = OM OM cat.Fun¸˜es Trigonom´tricas co e ´ MODULO 1 . adjacente ⇔ cos x = ⇔ cos x = ⇔ cos x = OM hipotenusa OP 1 P x O M A Varia¸˜o da fun¸˜o co-seno ca ca Enquanto o ponto P percorre a primeira volta no sentido anti-hor´rio.AULA 21 Assim.

pois cos(−x) = cos x cos(−40◦ ) = cos 40◦ O −40◦ 40◦ d) Peri´dica de per´ o ıodo 2π CEDERJ 254 . ◦ 110 50◦ cos 50◦ > 0 cos 220◦ < 0 sen 110◦ < 0 sen 310◦ > 0 220◦ 310◦ b) Crescente no terceiro e quarto quadrantes. Decrescente no primeiro e segundo quadrantes. pois x e x ± 2π s˜o as medidas de arcos a de mesma extremidade. e de acordo com a tabela anterior. c) Par.Fun¸˜es Trigonom´tricas co e Gr´fico a Note que cos x = cos(x ± 2π). podemos concluir que a fun¸˜o co-seno ´: ca e a) Positiva no primeiro e quarto quadrantes. concluimos que o gr´fico da fun¸˜o f : R → R tal que f (x) = cos(x) ´: a ca e 1 O −1 π 2 π 3π 2 2π 5π 2 3π 7π 2 4π e o conjunto imagem ´ {y ∈ R | − 1 ≤ y ≤ 1} e Note que 120◦ 60◦ −1 2 Propriedades 1 2 cos 120◦ = cos(360◦ + 120◦ ) = cos 480◦ = − cos 60◦ = − 1 2 Do que foi apresentado. Negativa no segundo e terceiro quadrantes.

Por defini¸˜o tg AP = AT ca B P T A ⌢ ⌢ C O D A fun¸˜o tangente ´ tal que ca e f : R − kπ + π . Calcule a) cos 0◦ e) cos 120◦ b) cos 30◦ f) cos 150◦ c) cos 45◦ g) cos 180◦ d) cos 90◦ 2. numa volta completa no ciclo trigonom´trico. a) 1 2. 255 CEDERJ . e faz o valor da tangente (AT ) tender a +∞ ( ou a −∞) quando o ponto P se aproxima de B ou D (onde a tangente n˜o existe).AULA 21 Exerc´ ıcios Propostos 1. A cada meia volta a verificamos que todos os valores da tangente se repetem.Fun¸˜es Trigonom´tricas co e ´ MODULO 1 . k∈Z →R 2 y = tg x = AT Observe que o ponto P . a) 1 2 3 b) 2 √ 2 c) 2 1 b) − 2 √ d) 0 1 e) − 2 f) − √ 3 2 g) −1 b) cos 1200◦ Fun¸˜o Tangente ca Defini¸˜o ca Consideremos um arco AP com P = B e P = D e seja T a interse¸˜o ca da reta OP com o eixo das tangentes AT . Calcule o valor de: a) cos 780◦ Gabarito 1.

A fun¸˜o y = tg x ´ crescente no intervalo ca e kπ − π π < x < kπ + .Fun¸˜es Trigonom´tricas co e Conseq¨ˆncias ue Da defini¸˜o da fun¸˜o y = tg x decorre que: ca ca π Dom´ ınio D(f ) = R − kπ + . k ∈ Z. 2 2 CEDERJ 256 A≡P ≡T x = 360◦ . ca e A fun¸˜o y = tg x ´ ´ ca e ımpar tg(−x) = − tg x. k ∈ Z 2 Imagem Im(f ) = R Varia¸˜o da fun¸˜o tangente ca ca x = 90◦ P ≡B A A≡P ≡T x = 0◦ 0◦ < x < 90◦ T O tg x > 0 x = 180◦ A tg x = 0 90◦ < x < 180◦ P O P ∃ tg x 180◦ < x < 270◦ T A≡T P A tg x < 0 tg x = 0 270◦ < x < 360◦ A O tg x > 0 O A P T O P ≡A ∃ tg x tg x < 0 tg x = 0 Gr´fico a − 3π −π − π 2 2 π 2 π 3π 2 2π 5π 2 Propriedades O per´ ıodo da fun¸˜o tangente ´ π.

Completar o quadro abaixo: x 0◦ 30◦ 45◦ 60◦ 90◦ 180◦ 270◦ 360◦ Solu¸˜o ca x 0◦ 30◦ 45◦ 60◦ 90◦ 180◦ 270◦ 360◦ tg x 0 √ 3 3 1 √ 3 ∃ 0 ∃ 0 √ 3.AULA 21 Sinais A tangente de um arco ´ positiva no 1◦ e 3◦ quadrantes e negativa no e ◦ ◦ 2 e 4 quadrantes. Exerc´ ıcios resolvidos 1. 240◦ } 257 CEDERJ . 0◦ ≤ x ≤ 360◦ V = {60◦. Determinar o conjunto verdade da equa¸˜o tg x = ca 0◦ ≤ x ≤ 360◦ Solu¸˜o: ca 60 ◦ √ 3 tg x = √ 240◦ 3 ⇒ x = 60◦ ou x = 240◦. no intervalo tg x 2.Fun¸˜es Trigonom´tricas co e ´ MODULO 1 .

Determine tg(π − α). 2 4. determine o valor de cos x − sen x. . teremos: tg x = . Se 0 < α < π e sen α = a. 2π CEDERJ 258 . a Gabarito 1. 4 4 4 4 7π 11π . Determine o conjunto verdade da equa¸˜o sen x+cos x = 0. 4 2 Seja o triˆngulo retˆngulo temos: a a 5 x 4 3 3 3 4 tg x = . no intervalo ca [4. Determine o conjunto verdade da equa¸˜o | tg x| − 1 = 0 no intervalo ca 0 ≤ x ≤ 2π.Fun¸˜es Trigonom´tricas co e 3. sen x = − e cos x = − . 3. . t > 0. Determine o instante t que press˜o P (t) = 50 + 50 sen t − a 2 corresponde ao valor m´ ınimo da press˜o. √ π 3π 5π 7π . V = 2. 2. a press˜o ca c a a em um tambor de ar comprimido varia com o tempo conforme a exπ . sen x = e cos x = 4 5 5 3 3 4 3π Tomando π < x < . Na esta¸˜o de trabalho de pintura de pe¸as de uma f´brica. 4 4 −a 1 − a2 4. 2 4 5 5 4 3 1 Portanto cos x − sen x = − − − =− . Se tg x = Solu¸˜o ca 3π 3 eπ<x< . V = 3. 5 5 5 Exerc´ ıcios propostos 1. 3π].

• Sinais A co-tangente de um arco ´ positiva no 1◦ e 3◦ quadrantes e negativa e ◦ ◦ no 2 e 4 quadrantes. secante e co-secante pode ser feito a co partir das trˆs fun¸˜es j´ estudadas (seno. ca e • A fun¸˜o y = sec x ´ par. tg x Podemos concluir que a fun¸˜o y = cotg x = f (x). • O per´ ıodo da fun¸˜o secante ´ 2π. ca e • Sinais A secante de um arco ´ positiva no 1◦ e 4◦ quadrantes e negativa no 2◦ e ◦ e 3 quadrantes. tem ca • D(f ) = R − {kπ. ca • O per´ ıodo da fun¸˜o co-tangente ´ π. k ∈ Z) • Im(f ) = R. k ∈ Z pois a fun¸˜o secante n˜o existe quando ca a 2 a fun¸˜o co-seno ´ zero ca e π (cos x = 0 ⇔ x = + kπ.Fun¸˜es Trigonom´tricas co e ´ MODULO 1 . k ∈ Z) 2 • Im(f ) = {y ∈ R | y ≤ −1 ou y ≥ 1}. cotg(−x) = − cotg x. secante e co-secante co O estudo das fun¸˜es co-tangente. co-seno e tangente). cos x Podemos concluir que a fun¸˜o f (x) = y = sec x.AULA 21 Fun¸˜es co-tangente. tem ca π • D(f ) = R − kπ + . 259 CEDERJ . pois a fun¸˜o tangente tem imagem igual a R. Fun¸˜o secante ca Sabemos que sec x = 1 . k ∈ Z} pois a fun¸˜o co-tangente n˜o existe quando ca a a fun¸˜o tangente ´ zero ca e (tg x = 0 ⇔ x = kπ. e co a Fun¸˜o co-tangente ca Sabemos que cotg x = 1 . pois a fun¸˜o co-seno tem ca imagem com valores −1 ≤ y ≤ 1. ca e • A fun¸˜o y = cotg x ´ ´ ca e ımpar. sec(−x) = sec x.

Resolver a equa¸˜o sec x = 2. csc(−x) = − csc x. 2π]. tem: ca Sabemos que csc x = • D(f ) = R − {kπ. Exerc´ ıcios resolvidos 1.Fun¸˜es Trigonom´tricas co e Fun¸˜o co-secante ca 1 . pois a fun¸˜o seno tem imagem ca com valores −1 ≤ y ≤ 1. 3 3 5π 3 π . k ∈ Z} pois a fun¸˜o co-secante n˜o existe quando a ca a fun¸˜o seno ´ zero ca e (sen x = 0 ⇔ x = kπ. sen x Podemos concluir que a fun¸˜o f (x) = y = csc x. calcular o valor da express˜o a 6 E = sec x + cotg x + csc(3x) E = sec π 2π π π π π + cotg + csc 3 · = sec + cotg + csc 6 6 6 6 3 2 √ 1 1 1 = + π + = 3+1 cos π tg 3 sen π 6 2 CEDERJ 260 . • Sinais A co-tangente de um arco ´ positiva no 1◦ e 2◦ quadrantes e negativa e ◦ ◦ no 3 e 4 quadrantes. ca e • A fun¸˜o y = csc x ´ ´ ca e ımpar. • O per´ ıodo da fun¸˜o co-secante ´ 2π. ca Solu¸˜o ca sec x = 2 1 1 ⇒ = 2 ⇒ cos x = 1  cos x 2 sec x = cos x π 3   Para 0 ≤ x ≤ 2π. k ∈ Z) • Im(f ) = {y ∈ R | y ≤ −1 ou y ≥ 1}. Se x = Solu¸˜o ca π 5π . . temos V = 2. x ∈ [0.

ca 3. 2 5 2. determine o valor de sec x. Para que valores de x. 3 2 √ 7 3 2 √ 4. 4 2 4 2 261 CEDERJ .Fun¸˜es Trigonom´tricas co e ´ MODULO 1 . Se cos x = Solu¸˜o ca √ 7 3π e < x < 2π. Resolver a inequa¸˜o tg x ≥ 1. 0 < x < π 4. da´ cotg x = ı. Se < x < π e sen x = . V = x∈R 2π 4π <x< 3 3 1 existe no sen x 3. 2 2 − 2 2 3 Para 0 ≤ x ≤ 2π. 0 ≤ x ≤ 2π. 9 9 3 √ cos x 3π 2 como < x < 2π ent˜o sen x = − a e. 3 3 ıcios propostos Exerc´ √ π 2 6 1.AULA 21 3. ca Gabarito 1. para 0 ≤ x ≤ 2π. π 5π 3π π ≤ x < ou ≤x< . para 0 ≤ x ≤ 2π. 2 2π 3 √ 3 2 π 3 √ 2 7 2 sen x = 1 − cos x = 1 − = 1− = ⇒ sen x = ± . −5 2. Resolver a inequa¸˜o 2 sen x − 3 ≥ 0 para 0 ≤ x ≤ 2π. ca √ √ 3 Solu¸˜o 2 sen x − 3 ≥ 0 ⇒ sen x ≥ ca . a fun¸˜o f (x) = √ ca campo dos n´ meros reais? u 4. Determine o valor de cotg x. temos: V = x∈R| π 2π ≤x≤ . = 2 3 sen x √ 7 7 3 √ = − . Resolver a inequa¸˜o 2 cos x + 1 < 0.

.

Vamos agora estudar as rela¸˜es fundamentais no c´ a a co ırculo trigonom´trico.co-seno e tangente co Teorema 1 Para todo x ∈ R. J´ estudamos as rela¸oes fundamentais para o a c˜ triˆngulo retˆngulo. ca 263 CEDERJ . vale a rela¸˜o ca sen2 x + cos2 x = 1 Prova kπ a) Se x = . e Rela¸˜es Fundamentais envolvendo seno. simplificar express˜es. usando o teorema de Pit´goras vem: a O 2 2 2 y P x P1 x OP1 + P1 P = OP ⇒ cos2 x + sen2 x = 1 b) Se x = kπ .AULA 22 Aula 22 – Rela¸˜es Fundamentais e Redu¸˜o co ca ao 1◦ quadrante Rela¸˜es Fundamentais co Introdu¸˜o ca As identidades trigonom´tricas estabelecem rela¸˜es de igualdade ene co tre as fun¸˜es trigonom´tricas. k ∈ Z. k ∈ Z temos o triˆngulo retˆngulo a a 2 OP1 P . por exemplo.Rela¸˜es Fundamentais e Redu¸˜o ao 1◦ quadrante co ca ´ MODULO 1 . Atrav´s destas identidades ´ poss´ co e e e ıvel. podemos verificar diretamente 2 Se x = 0 ⇒ sen2 x + cos2 x = 0 + 1 = 1 π Se x = ⇒ sen2 x + cos2 x = 1 + 0 = 1 2 Se x = π ⇒ sen2 x + cos2 x = 02 + (−1)2 = 1 Se x = 3π ⇒ sen2 x + cos2 x = (−1)2 + 02 = 1 2 Logo vale a rela¸˜o sen2 x + cos2 x = 1.

B C M A' x O A d x O P1 P T A Denominamos cotangente de x e indicamos por cotg x a medida alg´brica e do segmento BC. Denominamos cossecante de x e indicamos por csc x a medida alg´brica do segmento OC. secante. ca sen x b) Se x = kπ. k ∈ Z. Denominamos secante de x e ca indicamos por sec x a medida alg´brica de OT . x = kπ + π .Rela¸˜es Fundamentais e Redu¸˜o ao 1◦ quadrante co ca Teorema 2 Para todo x ∈ R. k ∈ Z temos △OAT ∼ △OP1P AT P1 P sen x tg x sen x = ⇒ = ⇒ tg x = 1 cos x cos x OA OP1 Vale a rela¸˜o em qualquer quadrante que estiver x. e π 2. Consideremos a reta l que passa pelos pontos e A e T da figura. cossecante co 1. temos tg x = 0 = cos x Rela¸˜es Fundamentais envolvendo cotangente. k ∈ Z. k ∈ Z. Dado um n´ mero real x. M x O T A l Seja T a interse¸˜o da reta l com OM. seja M sua imagem no u 2 c´ ırculo trigonom´trico. x = kπ + . e CEDERJ 264 . vale a rela¸˜o ca 2 sen x tg x = cos x Prova a) Se x = kπ. Dado um n´ mero real x. k ∈ Z. x = kπ. Consideremos a reta OM e seja C sua interse¸˜o com e ca o eixo d da figura. seja M sua imagem no c´ u ırculo trigonom´trico.

x = kπ. k ∈ Z.Rela¸˜es Fundamentais e Redu¸˜o ao 1◦ quadrante co ca ´ MODULO 1 . ca π cos x b) Se x = kπ + . k ∈ Z temos △OM1 M ∼ △OAT ⇒ OM OM1 1 cos x 1 = ⇒ = ⇒ sec x = sec x 1 cos x OT OA π . vale a rela¸˜o ca 2 1 cos x O y M T x M1 A x Vale a rela¸˜o em qualquer quadrante que estiver x. vale a rela¸˜o ca 1 csc x = sen x B M1 O x C M A 265 CEDERJ . k ∈ Z. x = kπ.AULA 22 Teorema 3 Para todo x ∈ R. ca b) Se x = kπ. k ∈ Z temos 2 △OBC ∼ △OM1M ⇒ BC M1 M cotg x cos x = ⇒ = 1 sen x OB OM1 Vale a rela¸˜o em qualquer quadrante que estiver x. k ∈ Z. temos que sec x = 1 = cos x (k par) ou sec x = −1 = cos x (k ´ ımpar). cos x Teorema 5 Para todo x ∈ R. 1 Logo. sec x = . temos cotg x = 0 = 2 sen x Teorema 4 Para todo x ∈ R. vale a rela¸˜o ca cotg x = cos x sen x y B M1 x O Cd M x Prova π a) Se x = kπ + . k ∈ Z. x = kπ + sec x = Prova a) Se x = kπ. k ∈ Z.

calcular as demais fun¸˜es co 5 2 circulares de x. csc x = = −1 2 sen x sen x (k ´ ımpar) Corol´rio Para todo x ∈ R. x = a kπ . Sabendo que sen x = e < x < π. ca π 1 1 b) Se x = kπ+ . k ∈ Z temos 2 △OM1M ∼ △OBC ⇒ 1 OC OB csc x 1 = ⇒ = ⇒ csc x = 1 sen x sen x OM OM1 Vale a rela¸˜o em qualquer quadrante que estiver x. valem as rela¸˜es: co 2 cotg x = 1 tg x tg2 x + 1 = sec2 x 1 + cotg2 x = csc2 x 1 cos2 x = 1 + tg2 x tg2 x sen2 x = 1 + tg2 x Prova cotg x = 1 cos x 1 = sen x = sen x tg x cos x 1 sen2 x sen2 x + cos2 x +1= = = sec2 x 2x 2x cos cos cos2 x cos2 x sen2 x + cos2 x 1 1 + cotg2 x = 1 + = = = csc2 x 2x 2x sen sen sen2 x 1 1 cos2 x = = 2 2x sec tg x + 1 tg2 x + 1 = sen2 x = cos2 x · sen2 x 1 tg2 x = cos2 x tg2 x = · tg2 x = cos2 x 1 + tg2 x 1 + tg2 x Exerc´ ıcios resolvidos 3 π 1. k ∈ Z temos csc x = = 1 (k par).Rela¸˜es Fundamentais e Redu¸˜o ao 1◦ quadrante co ca Prova a) Se x = kπ + π . π Solu¸˜o ca < x < π ⇒ cos x < 0 2 CEDERJ 266 .

4 1 1 Solu¸˜o ca cotg x = = 3 = tg x 3 4 3π ⇒ sec x < 0 J´ que π < x < a 2 sec x = − 1 + tg2 x = − 1 + cos x = 1 4 =− sec x 5 3 4 − 4 5 =− 3 5 9 5 =− 16 4 sen x = tg x · cos x = csc x = 1 5 =− sen x 3 √ 3 2 3. Sabendo que tg x = e π < x < . Sabendo que csc x = .Rela¸˜es Fundamentais e Redu¸˜o ao 1◦ quadrante co ca ´ MODULO 1 . calcular as demais fun¸˜es co 4 2 circulares de x. y= Solu¸˜o ca sen2 x + cos2 x = 1 ⇒ (2m + 1)2 + (4m + 1)2 = 1 √ −12 ± 144 − 80 2 ⇒ 20m + 12m + 1 = 0 ⇒ m = 40 1 1 ⇒ m = − ou m = − 2 10 267 CEDERJ Ent˜o a .AULA 22 Temos √ 9 4 cos x = − 1 − sen2 x = − 1 − =− 25 5 tg x = 3 sen x 3 = 54 = − cos x 4 −5 cos x 4 cotg x = =− sen x 3 1 5 1 sec x = = 4 =− cos x 4 −5 1 1 5 csc x = = 3 = sen x 3 5 3 3π 2. calcular o valor da express˜o y = sen2 x + a 2 2tg2 x 2 4 1 csc x = ⇒ sen x = √ ⇒ sen2 x = sen x 18 3 2 4 14 cos x = 1 − sen x = 1 − = ⇒ tg2 x = 18 18 2 2 4 18 14 18 = 4 2 = 14 7 4 2 4 4 28 + 72 100 50 +2· = + = = = 18 7 18 7 126 126 53 4. Calcular m de modo que sen x = 2m + 1 e cos x = 4m + 1.

(1 + cos x)(1 − cos x) √ 1 m+1 e sen x = . 2 sen a − cos a 4. Gabarito 1. Se 5 sec x − 3tg2 x = 1. calcular y = . m2 = 1 + 2n CEDERJ 268 . m = 2 ou m = −1 3. Sabendo que sen x = − e π < x < 25 2 tg x · cos x y= . obter uma rela¸˜o entre m e n. Sendo tg a = . cos x = 1 2 5. 2.Rela¸˜es Fundamentais e Redu¸˜o ao 1◦ quadrante co ca 5. Sendo cos x = m m 1 csc a − sen a 3. ca independente de x. Dado que sen x · cos x = k. 5. calcular o valor de y = sen4 x + cos4 x e z = sen6 x + cos6 x. calcular o valor da express˜o a 1. Solu¸˜o ca Como a2 + b2 = (a + b)2 − 2ab temos: y = (sen2 x)2 + (cos2 x)2 = (sen2 x + cos2 x)2 − 2sen2 xcos2 x = 1 − 2k 2 Como a3 + b3 = (a + b)(a2 − ab + b2 ) temos z = (sen2 x)3 + (cos2 x)3 = (sen2 x + cos2 x)(sen4 x − sen2 xcos2 x + cos4 x) z = sen4 x + cos4 x − sen2 xcos2 x = y − k 2 = 1 − 2k 2 − k 2 Logo z = 1 − 3k 2 Exerc´ ıcios propostos 3π 7 . − 25 7 2. Se sen x + cos x = m e sen x · cosx = n. y = −4 4. determinar m. calcular cos x.

chegando com ambos a mesma express˜o (h). Solu¸˜o ca (1 − cos2 x)(1 + tg2 x) = sen2 x · sec2 x = sen2 x · 3. sec x csc x 269 CEDERJ . Solu¸˜o: ca tg x+cotg x = Vamos aplicar o 1◦ m´todo. Provar que tg x + cotg x = sec x · csc x. e sen x cos x sen2 x + cos2 x 1 1 + = = · = sec x·csc x cos x sen x sen x · cos x sen x cos x ⇒ tg x + cotg x = sec x · csc x 2. o 2◦ membro (g). Provar que (1 − cos2 x)(1 + tg2 x) = tg2 x. ∀x e e em que ambas as fun¸˜es est˜o definidas. e indicamos f ≡ g. Existem basicamente trˆs processos para provar a identidade de f ≡ g. ca Exerc´ ıcios resolvidos 1. Provar que (sen x + cos x)2 = Solu¸˜o ca 2 +1= sec x csc x Logo. co a f ≡ g ⇔ f (x) = g(x). se e somente se f (x) = g(x). Dizemos que f ´ idˆntica a g.AULA 22 Identidades Defini¸˜o ca Sejam f e g duas fun¸˜es de dom´ co ınios D1 e D2 . respectivamente. separadamente. 2◦ ) Transformamos o 1◦ membro (f ) e. e Conforme a dificuldade da demonstra¸˜o escolhemos o m´todo mais adeca e quado entre os seguintes. (sen x + cos x)2 = 2 +1 sec x · csc x 1 = tg2 x cos2 x (sen x + cos x)2 = sen2 x + 2 sen x cos x + cos2 x = 1 + 2 sen x cos x 1 cos x 2 + 1 = 2 sen x cos x + 1 1 · sen x 2 + 1.Rela¸˜es Fundamentais e Redu¸˜o ao 1◦ quadrante co ca ´ MODULO 1 . a 3◦ ) Construimos a fun¸˜o h = f − g e provamos que h ≡ 0. ∀x ∈ D1 ∩ D2 . 1◦ ) Partimos de um dos membros (geralmente o mais complicado) da identidade e o transformamos no outro.

Como o ˆngulo a e a α ´ o suplementar de 150◦ . .Rela¸˜es Fundamentais e Redu¸˜o ao 1◦ quadrante co ca Exerc´ ıcios propostos 1. obtendo c C. sen 30◦ = sen 150◦ = OM ⇒ ent˜o a sen(180◦ − α) = sen α. marcamos o ˆngulo de 150◦ no c´ a ırculo trigonom´trico. Desse modo. 2 Note que se o ˆngulo α ´ o correspondente ao ˆngulo no 1◦ quadrante a e a Logo. O ˆngulo α ´ o correspondente a 150◦ no 1◦ quadrante. ent˜o e a α = 180◦ − 150◦ ⇒ α = 30◦ 1 = sen 150◦ . a a ˆ Angulo no 2◦ quadrante Vamos. por exemplo. y B M 150◦ α O C A x ⌢ Pela extremidade B do arco. e determinando o arco AB. Inicialmente. tra¸amos uma paralela ao eixo x. CEDERJ 270 . fun¸˜es trigonom´tricas 2 s˜o calculadas para qualquer valor. reduzindo o ˆngulo dado ao 1◦ quadrante. calcular sen 150◦ . Provar que a) (1 − sen2 x)(1 + cotg2 x) = cotg2 x b) (csc2 x − cotg2 x)(sec2 x − tg2 x) = tg x + cotg x cos x · sen x c) sen4 x − cos4 x = sen2 x − cos2 x Redu¸˜o ao 1◦ quadrante ca Introdu¸˜o ca Dado um ˆngulo no c´ a ırculo trigonom´trico ´ sempre poss´ fazˆ-lo core e ıvel e π co e responder a outro no intervalo 0.

Temos que △OMC ≡ △OM ′ B pois y C 240◦ 60◦ M′ O M A x B 1 Da´ cos 240◦ = − cos 60◦ = − .AULA 22 ˆ Angulo no 3◦ quadrante Vamos. e a 271 CEDERJ . e determinando o arco AB. a e a Considere a figura   OB = OC    ˆngulo de 90◦ nos dois triˆngulos (caso especial) a a    ′  M OB = M OC. marcamos o ˆngulo α = 240◦ no c´ a ırculo trigonom´trico. calcular cos 240◦ . agora. y ⌢ 240◦ O A x B Prolongando o raio OB. encontramos C e determinamos o correspondente de 240◦ no 1◦ quadrante. ı 2 Note que qualquer ˆngulo no 3◦ quadrante temos que a cos(180◦ + β) = − cos β onde β ´ o correspondente do ˆngulo dado no 1◦ quadrante.Rela¸˜es Fundamentais e Redu¸˜o ao 1◦ quadrante co ca ´ MODULO 1 . ent˜o β = 240◦ −180◦ = 60◦ . y C β 240◦ O B A x Como o ˆngulo β ´ o explementar de 240◦. Inicialmente.

e a Considere a figura   ˆngulo de 90◦ nos dois triˆngulos (ALA)  a a   T OA = AOT ′     OA comum Ent˜o |AT | = |AT ′ |. a e y 330◦ O C β x Como β ´ o replementar de 330◦ ent˜o β = 360◦ − 330◦ = 30◦ . marcamos o ˆngulo α = 330◦ no c´ a ırculo trigonom´trico. e a CEDERJ 272 . e determinando o arco AB. O ˆngulo β ´ o correspondente de 330◦ na igualdade. y ⌢ 330◦ O A B x c Pela extremidade B do arco. onde α ´ o correspondente do ˆngulo dado no 1◦ quadrante. tra¸amos uma paralela ao eixo y. obtendo C. 2 Note que para qualquer ˆngulo no 4◦ quadrante temos que a tg α = − tg(360◦ − α). tg 330◦ = − tg 30◦ = − . a Temos que △OAT ≡ △OAT ′ pois 330◦ O y CT 30◦ A BT ′ x 1 Logo.Rela¸˜es Fundamentais e Redu¸˜o ao 1◦ quadrante co ca ˆ Angulo no 4◦ quadrante Vamos calcular tg 330◦ . Inicialmente.

sabendo que x = . a e ent˜o a √ 2 ◦ ◦ sen 135 = sen 45 = 2 √ 2 ◦ ◦ cos 135 = − cos 45 = − 2 tg 135◦ = − tg 45◦ = −1 cos 2x + tg2 4x 7π .Rela¸˜es Fundamentais e Redu¸˜o ao 1◦ quadrante co ca ´ MODULO 1 . ı-lo Substituindo o ˆngulo (60◦ ) na express˜o. Calcular o valor da express˜o y = a Solu¸˜o ca x= 7 · 180◦ 7π = = 420◦ 3 3 Como 420◦ ultrapassa a 1a volta. j´ que 240◦ ∈ 3◦ quadrante e a a tangente ´ positiva. Calcular a) sen 135◦ Solu¸˜o ca Como 135◦ ∈ 2◦ quadrante. vamos calcular o suplemento de 135◦ α = 180◦ − 135◦ = 45◦ b) cos 135◦ c) tg 135◦ suplementar a x explementar a x replementar a x Procedimento 180◦ − x x − 180◦ 360◦ − x No 2◦ quadrante o cosseno e a tangente s˜o negativos e o seno ´ positivo.AULA 22 Resumindo: ˆ Quadrante do angulo x Angulo corresponde na 1a volta ˆ 2◦ 3◦ 4◦ Exerc´ ıcios resolvidos 1. temos √ − 1 + ( 3)2 5 2 y= = 1+0 2 273 CEDERJ . vamos reduz´ 420◦ − 360◦ = 60◦ . vem: a a y= cos 120◦ + tg2 240◦ 1 + sen 180◦ (1) Temos que cos 120◦ = − cos 60◦ . e sen 180◦ = 0 Substituindo em (1) os valores obtidos. e tg 240◦ = tg(240◦ − 180◦ ) = tg 60◦ . j´ que 120◦ ∈ 2◦ quadrante e o cosseno a ´ negativo. 1 + sen 3x 3 2.

da´ sen a ı − x = cos x. 2 −x O C x M B x N ent˜o sen a 3π −x 2 = − cos x j´ que OM = −ON.Rela¸˜es Fundamentais e Redu¸˜o ao 1◦ quadrante co ca 3. a sen π 2 △ONB ≡ △OMC pois   OC = OB  caso especial  x  O NB = C MO = 90◦     B ON = C OM − x · cos(π − x) . y B x A x A partir de x. a Substituindo esses valores na express˜o dada vem: a −cos2 x cos3 x cos x · (− cos x) = . marcamos y 3π 2 3π − x. x = + − tg x − sen x sen x cos CEDERJ 274 . 2 cos(π − x) = − cos x. co e a ◦ considerando x ∈ 1 quadrante. Considere um arco x ∈ 1◦ quadrante. tg(−x) 4. j´ que 360◦ − x ∈ 4◦ quadrante. Mostre que sen Solu¸˜o ca 3π −x 2 = − cos x. π Ent˜o ON = OM. y π sen −x 2 M O C B x NA x AC= ⌢ π −x 2 Temos que △ONB ≡ △OMC. Simplificar a express˜o a Solu¸˜o ca Vamos simplificar cada uma das fun¸˜es trigonom´tricas da express˜o. j´ que π − x ∈ 2◦ quadrante a ◦ tg(−x) = tg(360 − x) = − tg x.

x = −1 √ 5. a) sen x · cos x b) − 2 4 b) cos2 x 275 CEDERJ . 2 3. a) 7 − 4 3 6. Calcule sen 1920◦ π 3 3. . 3 5 √ √ 3 b) 3 √ 3 c) − 2 √ √ 2 3 d) − 3 sen(2π − x) · cos(π − x) tg(π − x) cotg(2π − x) 9π 2 − cos x + 15π 2 · sen(7π − x) c) sen 240◦ d) csc 300◦ 6. + cos 180◦ 5.AULA 22 Exerc´ ıcios propostos 1. Calcule o valor das express˜es: o sen 60◦ + tg 315◦ cotg(−45◦ ) + cos 210◦ sen 45◦ · tg 45◦ · cotg 45◦ b) y = cos 210◦ · sec 240◦ · csc 300◦ a) y = a) y = b) sen Gabarito 3 1. Se cos x = . Calcule: a) cos 150◦ b) tg 210◦ 2. 5 2 4. Calcule x = cos 20◦ + cos 40◦ + cos 60◦ + . . a) − 2 √ 3 2.Rela¸˜es Fundamentais e Redu¸˜o ao 1◦ quadrante co ca ´ MODULO 1 . calcular sen +x . Simplificar a express˜o: a 4.

.

as cordas AD e e CE s˜o iguais.Transforma¸˜es co ´ MODULO 1 . Transforma¸˜o em produto ca F´rmula da Adi¸˜o o ca Cosseno da Soma Sejam C. sen(a + b)) E = (cos b. duco e c plo. respectivamente. − sen b) A = (1. metade. portanto. Em rela¸˜o ao eixo cartesiano XOY as coordenadas ca desses pontos s˜o: a y B D A′ 0 C A a+b a x −b C = (cos a. Da´ cos(a + b) = cos a cos b − sen a sen b . triplo. 0) B E ′ Os arcos AD e EC tˆm a mesma medida. sen a) D = (cos(a + b).AULA 23 Aula 23 – Transforma¸˜es co Fun¸˜es Trigonom´tricas de arcos: soma. ı Cosseno da Diferen¸a c cos(a − b) = cos(a + (−b)) = cos a · cos(−b) − sen a · sen(−b) = cos a cos b + sen a sen b ent˜o cos(a − b) = cos a cos b + sen a sen b a 277 CEDERJ . diferen¸a. D e E os pontos do ciclo associados aos n´ meros a. ent˜o: a a 2 2 2 2 d2 AD = (xD − xA ) + (yD − yA ) = [cos(a + b) − 1] + [sen(a + b) − 0] = 2 − 2 cos(a + b) 2 dEC = (xC − xE )2 + (yC − yE )2 = [cos a − cos b]2 + [sen a + sen b]2 = 2 − 2 cos a · cos b + 2 · sen a · sen b ⌢ ⌢ Como dAD = dEC ⇒ 2 − 2 cos a cos b + 2 sen a sen b = 2 − 2 cos(a + b). a + b e u −b.

Transforma¸˜es co Seno da Soma sen(a + b) = cos π π − (a + b) = cos −a −b 2 2 π π = cos − a · cos b + sen − a · sen b 2 2 ent˜o sen(a + b) = sen a · cos b + sen b · cos a a Seno da Diferen¸a c sen(a − b) = sen(a + (−b)) = sen a cos(−b) + sen(−b) cos a Como cos(−b) = cos b e sen(−b) = − sen b ent˜o a sen(a − b) = sen a cos b − sen b cos a . vem Observa¸˜o: a. k ∈ Z. 2 tg a + tg(−b) 1 − tg a · tg(−b) Observa¸˜o: a. b e (a + b) devem ser diferentes de kπ + ca Tangente da Diferen¸a c tg(a − b) = tg(a + (−b)) = Como tg(−b) = − tg b temos tg(a − b) = tg a − tg b 1 + tg a tg b π .k∈Z 2 cos(a + b) cos a cos b − sen a sen b = sen(a + b) sen a cos b + sen b cos a Dividindo o numerador e o denominador por sen a sen b = 0. b e (a − b) devem ser diferentes de kπ + ca C´lculo de cotg(a + b) a π . b e (a + b) devem ser diferentes de kπ. Tangente da Soma tg(a + b) = sen(a + b) sen a cos b + sen b cos a = cos(a + b) cos a cos b − sen a sen b tg(a + b) = tg a + tg b 1 − tg a tg b Dividindo o numerador e o denominador por cos a cos b = 0. vem: cotg(a + b) = cotg(a + b) = cotg a cotg b − 1 cotg a + cotg b CEDERJ 278 Observa¸˜o: a. k ∈ Z. ca .

Transforma¸˜es co ´ MODULO 1 . sendo dado sen a = − e cos b = − . Calcular a) cos 75◦ b) sen 15◦ Solu¸˜o ca ◦ ◦ ◦ ◦ ◦ ◦ ◦ ) a) cos 75 = cos(45 + 30√ = cos 45 cos 30 − sen 45 sen 30 = √ √ √ √ √ √ 2 3 2 1 6 2 6− 2 = · − · = − ⇒ cos 75◦ = 2 2 2 2 4 4 4 ◦ ◦ ◦ ◦ ◦ ◦ 30◦ b) sen 15 = sen(45 − 30 ) = sen 45 cos √ − sen 30 cos 45 √ √ √ √ 2 3 1 2 6− 2 · − · = = 2 2 2 2 4 3 1 2. Calcular cos(a + b).AULA 23 Cotangente da Diferen¸a c cotg(a − b) = cotg(a + (−b)) = Como cotg(−b) = − cotg b temos cotg(a − b) = cotg a · cotg b + 1 cotg b − cotg a cotg a · cotg(−b) − 1 cotg a + cotg(−b) Observa¸˜o: a. Solu¸˜o ca 1◦ ) C´lculo de cos a a √ 4 cos a = − 1 − sen2 a = − 5 2◦ ) C´lculo de sen b a √ √ 2 2 2b = − sen b = − 1 − cos 3 3◦ ) C´lculo de cos(a + b) a 4 1 cos(a + b) = cos a cos b − sen a sen b = − · − 5 3 √ √ 4 6 2 4−6 2 =+ − = 15 15 15 3 − − 5 √ 2 2 − 3 279 CEDERJ . sendo que 5 3 a ∈ 3◦ quadrante e b ∈ 3◦ quadrante. k ∈ Z. b e (a − b) devem ser diferentes de kπ. ca Exerc´ ıcios Resolvidos 1.

a) 4 √ 2 2. Sabendo que tg a = e sen b = − com b ∈ 4◦ quadrante. cos(x + y) = . 0. y = 2 √ 2 3. Gabarito √ √ 6+ 2 1. Determine o valor de: a) sen 75◦ b) cos 15◦ c) tg 15◦ 2. sen(x + y) = − 6. Calcular 3 5 tg(a + b). 5.3 5. Calcular y = sen 105◦ − cos 75◦ 3. sabendo-se que x+y = 3 π e sen y = . 0 < x < e π < y < . Sabendo que sen x = 15 3 π 3π . Solu¸˜o ca √ 3 1◦ ) cos b = + 1 − sen2 b = + 5 4 −5 4 2◦ ) tg b = 3 = − 3 +5 2 −4 tg a + tg b 6 3 3 3 ) tg(a + b) = = =− 2 4 1 − tg a tg b 17 1 − 3 · −3 ◦ Exerc´ ıcios Propostos 1. 10 4. Se a e b s˜o ˆngulos agudos e positivos. sen y = − . provar que: a a sen(a + b) < sen a + sen b. cos(x + y) e tg(x + y) 6. x ∈ 1◦ quadrante.Transforma¸˜es co 4 2 3. Demonstra¸˜o ca 84 13 84 . determine tg y. Se tg(x + y) = 33 e tg x = 3. 4 5 4. Calcular sen x. 17 5 2 2 Calcular sen(x + y). tg(x + y) = − 85 85 13 b) √ 6+ 4 √ 2 c) 2 − √ 3 CEDERJ 280 .

k ∈ Z 4 Arco Triplo Trata-se de obter as express˜es das fun¸˜es trigonom´tricas dos arcos o co e da forma 3a. ´ suficiente fazer o ca e a = b. E um caso particular das f´rmulas de adi¸˜o. C´lculo de cos 2a a cos 2a = cos(a + a) = cos a cos a − sen a sen b ⇒ cos 2a = cos2 a − sen2 a cos 2a = cos2 a − sen2 a C´lculo de sen 2a a sen 2a = sen(a + a) = sen a cos a + sen a cos a ⇒ sen 2a = 2 sen a cos a sen 2a = 2 sen a cos a C´lculo tg 2a a tg 2a = tg(a + a) = 2 tg a tg a + tg a = 1 − tg a · tg a 1 − tg2 a  π  a = kπ + .Transforma¸˜es co ´ MODULO 1 . k ∈ Z   2 2 tg a tg 2a = . C´lculo de cos 3a a Sabemos que: cos2 a − sen2 a = cos 2a ⇒ cos 2a = 2 cos2 a − 1 e sen 2a = 2 sen a cos a Logo. e 2  1 − tg a   a = kπ + π .AULA 23 Arco Duplo Trata-se de obter as express˜es das fun¸˜es trigonom´tricas dos arcos o co e ´ da forma 2a. cos 3a = cos(2a + a) = cos 2a cos a − sen 2a sen a = (2 cos2 a − 1) cos a − 2 sen2 a cos a = 2 cos3 a − cos a − 2(1 − cos2 a) cos a = 4cos3 a − 3 cos a cos 3a = 4 cos3 a − 3 cos a Temos que 281 CEDERJ .

Logo. 2 2 2 b C´lculo de cos a 2 Sendo cos 2a = 2 cos2 a − 1. fazendo 2a = b e da´ a = ı cos b = 1 − 2 sen2 CEDERJ 282 b b ⇒ sen = ± 2 2 1 − cos b 2 . 2 Consiste em relacionar as fun¸˜es de um arco b com as fun¸˜es do arco co co Destacam-se os seguintes casos: b b b Dado cos b. fazendo 2a = b e da´ a = ı b b cos b = 2cos2 − 1 ⇒ cos = ± 2 2 C´lculo de sen a b 2 b temos: 2 b temos: 2 1 + cos b 2 Sendo cos 2a = 1 − 2 sen2 a. obter cos . sen e tg . Da´ tg 3a = ı e  1 − 3 tg2 a   a = kπ + π 6 sen 3a = 3 sen a − 4 sen3 a Arco Metade b .Transforma¸˜es co C´lculo de sen 3a a Sabemos que cos 2a = 1 − 2 sen2 a pois cos 2a = cos2 a − sen2 a e cos2 a = 1 − sen2 a. sen 3a = sen(2a + a) = sen 2a cos a + sen a cos 2a = 2 sen a cos2 a + (1 − 2 sen2 a) sen a = 2 sen a(1 − sen2 a) + (1 − 2 sen2 a) sen a = 3 sen a − 4 sen3 a Temos que: C´lculo de tg 3a a 2 tg a + tg a tg 2a + tg a 1−tg2 a tg 3a = tg(2a + a) = = 2 tg a 1 − tg 2a tg a 1 − 1−tg2 a tg a 3 3 tg a − tg a = 1 − 3 tg2 a  π  a = kπ +   3 2 3 tg a − tg a .

b 2 Dado tg = t.Transforma¸˜es co ´ MODULO 1 . k∈Z 2 283 CEDERJ . (b = 2kπ + π. b = 2kπ + π. tg b = = ⇒ tg b = . con2 b b clu´ ımos que sen b = 2 sen cos . k ∈ Z) 1 + t2 C´lculo de cos b a cos b = 2t 1+t2 2t 1−t2 = 1 − t2 . 1 − tg a 2   b = kπ + π   b 2 2 tg 2 2t 2t Logo. sen b = b b 2 tg 2 2 tg 2 = b b sec2 2 1 + tg2 2 2t . 2 2 b b 2 sen 2 cos2 2 sen b = . sem o o conhecer b. fazendo 2a = b ⇒ a = .AULA 23 C´lculo de tg a b 2 b 2 b 2 tg ı Da´ tg Observa¸˜o: ca = =± sen cos b 2 b 2 1 − cos b . obter sen b. e b 1 − t2 1 − t2  1 − tg2 2   b = 2kπ + π tg 2a = C´lculo de sen b a b Sendo sen 2a = 2 sen a cos a. 1 + t2 b= kπ . fazendo 2a = b e portanto a = . b cos 2 (k ∈ Z) (b = 2kπ + π. 1 + cos b Os sinais ± das express˜es s´ tem sentido quando se conhece cos b. k ∈ Z) sen b = Portanto. cos b e tg b C´lculo de tg b a 2 tg a b 2 . k ∈ Z.

25 25 4 5 −1 = 1 + cos x 2 √ x = 22◦ 30′ ⇒ x = 45◦ . a ∈ 1◦ quadrante. 2 3 3.x= . sendo dado cos a = Solu¸˜o ca √ 2 sen a = + 1 − cos2 a = 3 ◦ 2 ) C´lculo de sen 2a a √ √ 5 2 4 5 sen 2a = 2 sen a cos a = 2 · · = 3 3 9 ◦ 3 ) C´lculo de cos 2a a 4 8 1 cos 2a = 1 − 2 sen2 a = 1 − 2 · = 1 − = 9 9 9 2. 3 x + cos 3x cos 2 1◦ ) C´lculo de sen a a √ 5 . Mas cos 2x = 2 cos x − 1 = 2 4. k ∈ Z. 2 1 + cos 45◦ = 2 2+ 2 Ent˜o cos 22◦ 30′ = + a CEDERJ 284 2 . 3 3 sen x(1 − sen2 x) sen x cos2 x cos x = = ⇒ y = cotg x 2 x) 2x 3 cos x(1 − cos cos x sen sen x x 1 = e x ∈ 4◦ quadrante. Calcular cos 2x. Simplificar a express˜o y = a Solu¸˜o ca y = y = 3 sen x − 4 sen3 x + sen3 x 3 sen x − 3 sen3 x = cos3 x − (4 cos3 x − 3 cos x) 3 cos x − 3 cos3 x kπ sen 3x + sen3 x . Calcular sen 2a e cos 2a.Transforma¸˜es co Exerc´ ıcios Resolvidos 1. j´ que a 1 + cos x 5 7 7 ⇒ cos 2x = . sabendo que tg Solu¸˜o ca    tg x = ± 1 − cos x  2 1 + cos x Temos    tg x = 1 2 3 1 1 − cos x 1 ent˜o = ± a ⇒ 3 1 + cos x 3 x ∈ 4◦ quadrante. Calcular cos 22◦ 30′ Solu¸˜o ca Temos que cos Fa¸amos c x =± 2 2 2 = 2 1 − cos x 4 ⇒ cos x = .

Calcular y = sen2 π π π 14π − cos2 + tg + tg . Determine o ˆngulo x. Sabendo que cos 36 = . Calcular tg .AULA 23 5. Se sen a = . m > 0. Se tg a = 1 1 e sen b = √ . 12 12 3 3 5. calcule 5 2 θ A = 25 sen θ + 10 sen 2 6 + 2 cos 4x em fun¸˜o de tg x = t. sabendo-se que sen2 x + cos2 x = 1 2 Solu¸˜o ca 2t x 1 − t2 2 2 Sabemos que sen x + cos x = 1 ⇒ + = 1. Sabendo que sen θ = 285 CEDERJ 8.Transforma¸˜es co ´ MODULO 1 . t = tg . 0 ≤ x ≤ . 7 10 √ 1+ 5 ◦ 7. calcular tg(a + 2b). determine cotg2 2x. Se tg x = m e tg 2x = 3m. Simplificar y = 1 − cos 4x 9. 4. x x Da´ tg = 0 ou tg = 1 ı 2 2 Exerc´ ıcios Propostos 4 a) sen 2a b) cos 2a 1. calcular: 5 1 2. Provar que Solu¸˜o ca 2 sen x = sec 2x · tg x cos 3x + cos x De fato. a 6. Determine o maior valor que y pode 2 assumir. 4 3 π e < θ < π. . 2 sen x 2 sen x 2 sen x = = cos 3x + cos x 4 cos3 x − 3 cos x + cos x 4 cos3 x − 2 cos x sen x sen x = = 2 cos3 x − cos x cos x(2 cos2 x − 1) sen x = = sec 2x · tg x cos x · cos 2x x 6. 04. 2 2 1+t 1+t 2 Vem: 2t + 1 − t2 = 1 + t2 ⇒ 2t2 − 2t = 0 ⇒ t = 0 ou t = 1. Se y = 3 + sen x cos x. ca 10. Se sen x · cos x = 0. determine cos 72◦ . Se sen a − cos a = . calcule sen 2a 5 π 3.

1 √ 7. a) sen 2a = ± 2. CEDERJ 286 .Transforma¸˜es co Gabarito 1. 5−1 4 8. 3. 15 + 3 10 1 + t4 10. 24 25 7 2 √ 3 2 24 25 b) cos 2a = − 7 25 4. 180◦ k + 30◦ . k ∈ Z 6. 9 16 √ 9. em express˜es onde co e o aparecem apenas produto de fun¸˜es trigonom´tricas dos mesmos arcos de co e outros arcos com eles relacionados. que aparecem o soma de fun¸˜es trigonom´tricas de um ou mais arcos. − 5. y = t2 Transforma¸˜o em Produto ca O problema consiste em transformar certas express˜es. J´ sabemos que a cos(a + b) = cos a cos b − sen a sen b cos(a − b) = cos a cos b + sen a sen b sen(a + b) = sen a cos b + sen b cos a sen(a − b) = sen a cos b − sen b cos a (i) (ii) (iii) (iv) (i)+(ii) (i)−(ii) (iii)+(iv) (iii)−(iv) cos(a + b) + cos(a − b) = 2 cos a cos b cos(a + b) − cos(a − b) = −2 sen a sen b sen(a + b) + sen(a − b) = 2 sen a cos b sen(a + b) − sen(a − b) = 2 sen b cos a (v) (vi) (vii) (viii) As express˜es assim obtidas chamam-se F´rmulas de Revers˜o ou F´rmulas o o a o de Werner.

AULA 23 p+q a+b=p 2 Fazendo e resolvendo este sistema vem p−q a−b=q b= 2 Das f´rmulas de revers˜o vem: o a a= cos p + cos q = 2 cos cos p − cos q = −2 sen sen p + sen q = 2 sen sen p − sen q = 2 cos Temos que tg p ± tg q = Da´ ı sen p cos q ± cos p sen q sen p sen q ± = cos p cos q cos p · cos q p+q 2 p+q 2 p+q 2 p+q 2 cos sen cos sen p−q 2 p−q 2 p−q 2 p−q 2 (ix) (x) (xi) (xii) sen(p + q) (xiii) cos p cos q sen(p − q) tg p − tg q = (xiv) cos p cos q tg p + tg q = De forma similar temos: cotg p + cotg q = sen(p + q) (xv) sen p · sen q sen(p − q) cotg p − cotg q = − (xvi) sen p · sen q As f´rmulas de (ix) a (xvi) chamam-se F´rmulas de Transforma¸˜es em o o co Produto ou F´rmulas de Prostaf´rese. Transformar em produto: sen p − cos p Solu¸˜o ca p− π −p p+ π −p π 2 2 sen p − cos p = sen p − sen − p = 2 cos sen 2 2 2 √ √ 2p − π 2 π π π 2 = 2 cos · sen =2 · sen p − = 2 sen p − 4 2 2 4 4 287 CEDERJ . o e Exerc´ ıcios Resolvidos 1.Transforma¸˜es co ´ MODULO 1 .

Calcular y = cos 20◦ · cos 40◦ · cos 80◦ 3. Transformar em produto: 1 + tg a Solu¸˜o ca 2 sen π + a sen π + a π 4 = = √ 4 1+tg a = tg +tg a = 4 cos π cos a 2 cos a 4 3.Transforma¸˜es co 2. Calcular y = cos CEDERJ 288 . Simplificar y = cos 6x + cos 4x sen 6x − sen 4x 2. y = 1 2 sen 2x + sen 4x cos 2x − cos 4x 4. Simplificar y = Solu¸˜o ca 2 sen 2x+4x cos 2x−4x sen 2x + sen 4x 2 2 y= = cos 2x − cos 4x −2 sen 2x+4x sen 2x−4x 2 2 y= 2 sen 3x cos(−x) 2 sen 3x cos x = = cotg x −2 sen 3x sen(−x) 2 sen 3x sen x ⇒ y = cotg x 5. Determine a soma sen 75◦ − cos 75◦ Solu¸˜o ca sen 75◦ − cos 75◦ = sen 75◦ − sen 15◦ = 2 cos √ √ 2 1 2 ◦ ◦ = 2 cos 45 · sen 30 = 2 · · = 2 2 2 75◦ + 15◦ 75◦ − 15◦ sen 2 2 Exerc´ ıcios Propostos 1. Simplificar cos(a − 3b) − cos(3a − b) sen 2a + sen 2b 8π π · cos 12 12 4. Transformar em produto: y = sen 3x + sen x 5. Calcular o valor da express˜o y = 2 sen a ca Solu¸˜o Como 2 sen a sen b = sen(a + b) + sen(a − b) y = 2 sen 5π 7π 5π 7π cos = sen + 12 12 12 12 π 1 1 = sen π + sen = 0 + = 6 2 2 + sen 7π 5π − 12 12 5π 7π · cos . 12 12 √ 2 sen π + a 4 cos a Logo.

Transforma¸˜es co ´ MODULO 1 . 2 sen(a − b) 4. 0 < b < a a e 2 2 sen a + sen b √ 3a = 3.AULA 23 π π 6. y = cotg x 2. y = 4 289 CEDERJ . y = − sen 2x · sen 4x 8. √ 2 7. 0 < a < . y = 2 sen 2x · cos x √ √ 2+ 6 5. determine sen + cos 3b sen a − sen b 5 7. y = 1 8 3. Transformar em produto: y = sen2 x − sen2 3x 8. − 8 6. Se a e b s˜o ˆngulos complementares. Calcular y = tg 9◦ − tg 27◦ − tg 63◦ + tg 81◦ Gabarito 1.

.

e e ca e s˜o suplementares. isto ´.AULA 24 Aula 24 – Equa¸˜es Trigonom´tricas co e Equa¸˜es Fundamentais co Considere f e g duas fun¸˜es trigonom´tricas. por este motivo. ent˜o as imagens de α e β no ciclo est˜o sobre a reta r que ´ perpendicular ao eixo dos senos no ponto P1 . duas possibilidades: a 1a ) α e β tˆm a mesma imagem. isto ´.Equa¸˜es Trigonom´tricas co e ´ MODULO 1 . denominado e conjunto solu¸˜o dos n´ meros r para os quais f (r) = g(r) ´ uma senten¸a ca u e c verdadeira. k∈Z ou   α = π − β + 2kπ 291 CEDERJ    . a Portanto α = β + 2kπ sen α = sen β ⇔ . co Equa¸˜o do tipo sen α = sen β ca a a Se sen α = sen β = OP1 . Quase todas as equa¸˜es trigonom´tricas reduzem-se a uma das trˆs co e e equa¸˜es seguintes: co 1a ) sen a = sen b 2a ) cos a = cos b 3a ) tg a = tg b denominadas. portanto. isto ´. Resolver a equa¸˜o trico e ca gonom´trica f (x) = g(x) significa determinar o conjunto S. s˜o cˆngruos. equa¸˜es fundamentais. P′ P1 O P r ou P O P1 P′ r H´. e e a o 2a ) α e β tˆm imagens sim´tricas em rela¸˜o ao eixo dos senos. est˜o em e e a ′ P ou P .

Resolver as seguintes equa¸˜es em R. que satisfazem a equa¸˜o 4 sen4 x − ca 2 11 sen x + 6 = 0. Solu¸˜o ca Considere sen2 x = y. k ∈ Z S= x∈R|x= 6 6 π π π 2kπ ⇒ 3x = + 2kπ ⇒ x = + 2 2 6 3 x∈R|x= π 2kπ + . j´ que −1 ≤ sen x ≤ 1) a √ 3 3 y = sen2 x = ⇒ sen x = ± 4 2 CEDERJ 292 4 sen4 x − 11 sen2 x + 6 = 0 . k∈Z 6 3 c) sen 3x = 1 = sen A solu¸˜o ´ ca e S= 2.Equa¸˜es Trigonom´tricas co e Exerc´ ıcios Resolvidos 1. temos: 4y 2 − 11y + 6 = 0 √ 2 11 ± 121 − 96 y= ⇒y= 3 8 4 √ Se y = sen2 x = 2 ⇒ y = ± 2 (Falso. k ∈ Z 10 10 b) csc x = −2   x = 7π + 2kπ    6 1 1 7π = −2 ⇒ sen x = − = sen ⇒ ou  sen x 2 6    x = π − 7π + 2kπ 6 Da´ a solu¸˜o ı ca 7π π + 2kπ ou x = − + 2kπ. Determine os valores de x ∈ R. co π a) sen x = sen 10 b) csc x = −2 c) sen 3x = 1 Solu¸˜o ca  π  x= + 2kπ   10 π a) sen x = sen ⇒ ou  10   x = π − π + 2kπ 10 Temos a solu¸˜o ca π 9π S= x∈R|x= + 2kπ ou x = + 2kπ.

est˜o e e a ′ em P ou P . k ∈ Z 3 Equa¸˜o do Tipo cos a = cos b ca Se cos α = cos β = OP2 . 2a ) α e β tˆm imagens sim´tricas em rela¸˜o ao eixo dos cossenos. isto e e ca ´. e a Portanto   α = β + 2kπ  cos α = cos β ⇔ . isto ´. r P A′ A O P2 P′ r P ou A′ P′ A P2 O H´ portanto duas possibilidades: a e e a o 1a ) α e β tˆm a mesma imagem. ent˜o as imagens de α e β no ciclo est˜o sobre a a a reta r que ´ perpendicular ao eixo dos cossenos no ponto P2 . s˜o replementares. isto ´. k∈Z ou   α = −β + 2kπ 293 CEDERJ .Equa¸˜es Trigonom´tricas co e ´ MODULO 1 . vem: 2   x = 2kπ + π  √   3 3 π ou sen x = ⇒ sen x = sen ⇒  2 3   x = 2kπ + π − π = 2kπ − 2π  3 3  4π  x = 2kπ +  √   3 3 4π sen x = − ⇒ sen x = sen ⇒ ou  2 3    x = 2kπ + π − 4π = 2kπ − π 3 3 Podemos escrever ent˜o que a solu¸˜o S ´: a ca e π S = x ∈ R | x = kπ ± . s˜o cˆngruos.AULA 24 Resolvendo sen x = ± √ 3 .

k∈Z 20 2π 1 1 2π ⇒ = 2π ⇒ cos x = cos 3 cos x 3 cos 3 S= x ∈ R | x = 2kπ ± 2π . k ∈ Z} CEDERJ 294 . Resolver as seguintes equa¸˜es em R co π a) cos x = cos 20 2π b) sec x = sec 3 c) cos 4x = −1 Solu¸˜o ca a) cos x = cos π π ⇒ x = 2kπ ± 20 20 S = x ∈ R | x = 2kπ ± b) sec x = sec π . k∈Z 2 4 2.Equa¸˜es Trigonom´tricas co e Exerc´ ıcios Resolvidos 1. 2 1 S = {x ∈ R | x = 2kπ. k∈Z 3 c) cos 4x = −1 ⇒ 4x = 2kπ + π ⇒ x = S= x∈R|x= kπ π + 2 4 kπ π + . Resolver a equa¸˜o 2 − 2 cos x = sen x · tg x em R ca Solu¸˜o ca 2 − 2 cos x = sen x · tg x sen x 2 − 2 cos x = sen x · ⇒ 2 cos x − 2 cos2 x = sen2 x cos x ⇒ 2 cos x − 2 cos2 x = 1 − cos2 x ⇒ cos2 x − 2 cos x + 1 = 0 √ 1 2± 4−4 cos x = ⇒ cos x = Logo. x = 2kπ.

k∈Z 3 12 √ 2π π kπ 2π c) tg 4x = − 3 ⇒ tg 4x = tg ⇒ 4x = + kπ ⇒ x = + 3 3 6 4 kπ π S= x∈R|x= + . isto ´. est˜o em P ou P ′ .AULA 24 Equa¸˜o do tipo tg α = tg β ca Se tg α = tg β = AT . ent˜o as imagens de α e β est˜o sobre a reta r a a determinada por O e T . k∈Z 4 6 295 CEDERJ . isto ´. a Portanto   α = β + 2kπ  tg α = tg β ⇔ ⇔ α = β + kπ. k ∈ Z} π π π kπ b) tg 3x = 1 = tg ⇒ 3x = + kπ ⇒ x = + 4 4 12 3 kπ π S= x∈R|x= + . isto ´. e a T P A P O P′ r ou O P′ A T r H´. duas possibilidades: a 1a ) α e β tˆm a mesma imagem.Equa¸˜es Trigonom´tricas co e ´ MODULO 1 . s˜o cˆngruos. e e ca e s˜o explementares. Resolver as seguintes equa¸˜es: co a) tg 5x = tg 4x b) tg 3x = 1 √ c) tg 4x = − 3 Solu¸˜o ca a) tg 5x = tg 4x ⇒ 5x = 4x + kπ ⇒ x = kπ S = {x ∈ R | x = kπ. e e a o 2a ) α e β tˆm imagens sim´tricas em rela¸˜o ao centro do ciclo. portanto. k ∈ Z ou   α = π + β + 2kπ Exerc´ ıcios Resolvidos 1.

Determinar x ∈ [0. e ca 2◦ ) Obtida a solu¸˜o geral. 2π] 2   π  x = π + 2kπ  4x = + 2kπ      6 24 4 π sen 4x = sen ⇒ ⇒ ou ou   6     4x = π − π + 2kπ  x = 5π + 2kπ 6 24 4 Vamos calcular as solu¸˜es que pertencem ao intervalo [0. . ca Solu¸˜o ca sec2 x = 1 + tg x ⇒ 1 + tg2 x = 1 + tg x ⇒ tg2 x − tg x = 0 ⇒ tg x(tg x − 1) = 0 ⇒ tg x = 0 ou tg x = 1 S = x ∈ R | x = kπ ou x = kπ + π . Resolver a equa¸˜o sec2 x = 1 + tg x. x ∈ [0. n˜o tomando conhecimento do intervalo I at´ obtermos a solu¸˜o geral. . . co Exerc´ ıcios Resolvidos 1. .Equa¸˜es Trigonom´tricas co e 2. atribu´ ca ımos a k ∈ Z todos os valores inteiros que acarretem as solu¸˜es estarem em I. . 2π] tal que sen 4x = Solu¸˜o ca 1 sen 4x = . x2 = 24 24 13π 17π k = 1 ⇒ x3 = . . x6 = 24 24 k = 0 ⇒ x1 = k = 3 ⇒ x7 = 37π 41π . 24 24 24 24 24 24 24 24 1 2 S= CEDERJ 296 . k∈Z 4 Solu¸˜es de uma equa¸˜o dentro de um certo intervalo co ca Quando tivermos resolvendo uma equa¸˜o pertencente a um determica nado intervalo I devemos fazer o seguinte procedimento: ca a 1◦ ) Resolvemos normalmente a equa¸˜o. x4 = 24 24 25π 29π k = 2 ⇒ x5 = . x8 = 24 24 49π 53π k = 4 vamos achar e 24 24 Estas solu¸˜es n˜o pertencem ao co a intervalo fechado de 0 a π. π 5π 13π 17π 25π 29π 37π 41π . 2π] co π 5π .

co Solu¸˜o ca tg 6x = tg 2x. π] temos as solu¸˜es: co π π k = 0 ⇒ x = 0π + = 4 4 π 3π k=1⇒x=π− = 4 4 π 3π Assim. π]. . ızes ca Solu¸˜o ca cos 2x = 0 Temos que cos 2x = cos2 x − sen2 x. c ∈ R∗ ) o ca M´todo 1 e Fazer mudan¸a de vari´vel c a sen x = u e cos x = v e resolvemos o sistema au + bv = c u2 + v 2 = 1 297 CEDERJ Calculando u e v. 2x = 2kπ ± ⇒ x = kπ ± (Solu¸˜o Geral). Achar as solu¸˜es de tg 6x = tg 2x para 0 ≤ x ≤ 2π. ca 2 4 No intervalo [0. b. .AULA 24 2. 2π] ⇒ 6x = 2x + kπ ⇒ 4x = kπ ⇒ x = k=0⇒x=0 π 4 π k=2⇒x= 2 k=1⇒x= kπ 4 3π 4 3π 2 7π k=7⇒x= 4 k=6⇒x= k = 8 ⇒ x = 2π k=3⇒x= k=4⇒x=π k=5⇒x= 5π 4 π 3π 5π 7π Excluindo os valores . a soma das ra´ ´ + ızes e =π 4 4 Equa¸˜es Cl´ssicas co a Sugest˜es para resolver a equa¸˜o: a sen x + b cos x = c (a. Encontre a soma das ra´ da equa¸˜o cos 2x = 0 no intervalo [0. 2π 2 2 3. Da´ cos2 x − sen2 x = 0 ⇒ cos 2x = 0 ı π π Portanto. π 3π . vem: S= 0. x ∈ [0. determinamos os poss´ ıveis valores de x. . . para os quais n˜o existem as a 4 4 4 4 tangentes de 6x e 2x.Equa¸˜es Trigonom´tricas co e ´ MODULO 1 . π.

temos: √ 3v + 3u = 3 (1) u2 + v 2 = 1 (2) √ 3 − 3v √ = 3 − 3v (3) De (1) vem: u = √ 3 √ √ Substituindo (3) em (2) vem: ( 3 − 3v)2 + v 2 = 1 √ 3 sen x = 3. k ∈ Z 3 ou CEDERJ 298 . caso e ca c˜ π a em que a substitui¸˜o tg = t n˜o tem sentido. Resolver a equa¸˜o 3 cos x + ca Solu¸˜o ca Vamos resolver esse exerc´ pelos trˆs m´todos. 3 − 6v + 3v 2 + v 2 = 1 ⇒ 4v 2 − 6v + 2 = 0 ⇒ 2v 2 − 3v + 1 = 0 √ 1 3± 9−8 v= ⇒v= 1 4 2 √ 3 Portanto. sen x = 0 ⇒ x = 2kπ √ 3 π 1 cos x = . Observe que este m´todo falha se π + 2kπ for solu¸˜o da equa¸ao. duas possibilidades: cos x = 1. u = 0 ou u = 2 Existem. temos: a c c b cos x = ⇒ sen x + tg θ cos x = a a a sen θ c c ⇒ sen x + · cos x = ⇒ sen x cos θ + sen θ cos x = cos θ cos θ a a c ⇒ sen(x + θ) = cos θ. e da´ calculamos x + θ.Equa¸˜es Trigonom´tricas co e M´todo 2 e Fazendo b = tg θ. assim. sen x = ⇒ x = 2kπ + 2 2 3 π S = x ∈ R | x = 2kπ ou x = 2kπ + . ent˜o: a 2 1 + t2 1 + t2 2t 1 − t2 a sen x+b cos x = c ⇒ a· = c ⇒ 2at+b−bt2 = c+ct2 +b 1 + t2 1 + t2 ⇒ (c + b)t2 − 2at + c − b = 0 e reca´ ımos em uma equa¸˜o de 2o grau ca em t. ca 2 a sen x + b cos x = c ⇒ sen x + Exerc´ ıcio Resolvido 1. temos sen x = e cos x = . ı a M´todo 3 e 2t 1 − t2 x Fazendo tg = t. ıcio e e M´todo 1 e Fazendo sen x = u e cos x = v.

1. k∈Z 3 sen fi (x) = 0 ou i=1 i=1 cos fi (x) = 0 O m´todo de resolu¸˜o consiste em transformar a soma em produto e e ca estudar as possibilidades do anulamento de cada fator.AULA 24 M´todo 2 e √ √ 3 3 cos x+ 3 sen x = 3 ⇒ cos x+ sen x = 1 ⇒ cos x+tg 30o sen x = 1 3 sen 30o ⇒ cos x + sen x = 1 ⇒ cos 30o cos x + sen 30o sen x = cos 30o cos 30o √ √ 3 3 o o ⇒ cos(x − 30 ) = ⇒ cos(30 − x) = 2 2 ⇒ x − 30o = 360o k ± 30o x − 30o = 360ok + 30o ⇒ x = 360o k + 60o ou x − 30o = 360ok − 30o ⇒ x = 360ok S = x ∈ R | x = 2kπ ou x = 2kπ + M´todo 3 e x 2t 1 − t2 = t. ent˜o: a 2 1 + t2 1 + t2 √ √ 1 − t2 2t 3 cos x + 3 sen x = 3 ⇒ 3 + 3· =3 2 1+t 1 + t2 √ √ ⇒ 3(1 − t2 ) + 2 3t = 3 + 3t2 ⇒ 3 − 3t2 + 2 3t = 3 + 3t2 √ √ 3 6t2 − 2 3t = 0 ⇒ t = 0 ou t = 3 x x Se tg = 0 ⇒ = kπ ⇒ x = 2kπ 2 2 √ x x 3 π π Se tg = ⇒ = kπ + ⇒ x = 2kπ + 2 3 2 6 3 Fazendo tg x S = x ∈ R | x = 2kπ ou x = 2kπ + . Resolver as equa¸˜es em R co a) sen 7x + sen 5x = 0 b) cos 6x + cos 4x = 0 299 CEDERJ .Equa¸˜es Trigonom´tricas co e ´ MODULO 1 . k ∈ Z 3 Sugest˜o para resolver as equa¸˜es a co m m π . sabemos que sen x = e cos x = .

k ∈ Z 6 2 b) cos 6x + cos 4x = 0 ⇒ 2 cos 5x · cos x = 0 ⇒ cos 5x = 0 ou cos x = 0. π kπ π Se cos 5x = 0 ⇒ 5x = kπ + ⇒ x = + 2 5 10 π Se cos x = 0 ⇒ x = kπ + 2 S= x∈R|x= π kπ π + ou x = kπ + . Calcular x ∈ R tal que sen x + sen 3x + sen 5x = 0. k∈Z 3 2 12 Sugest˜o para resolver a equa¸˜o do tipo sen4 x + cos4 x = a (a ∈ R) a ca Vamos usar a identidade sen4 x + cos4 x = 1 − sen2 2x 2 (∗) Vamos provar (∗) sen4 x + cos4 x = (sen2 x + cos2 x)2 − 2 sen2 x cos2 x 2 sen2 2x sen 2x =1−2 =1− 2 2 CEDERJ 300 . k ∈ Z 5 10 2 2.Equa¸˜es Trigonom´tricas co e Solu¸˜o ca a) sen 7x + sen 5x = 0 ⇒ 2 sen 6x · cos x = 0 ⇒ sen 6x = 0 ou cos x = 0. Solu¸˜o ca Vamos transformar sen x + sen 5x em produto sen x + sen 5x = 2 sen 3x cos 2x Da´ sen x + sen 3x + sen 5x = 0 ⇒ 2 sen 3x cos 2x + sen 3x = 0 ı ⇒ sen 3x(2 cos 2x + 1) = 0 ⇒ sen 3x = 0 ou 2 cos 2x + 1 = 0 kπ Se sen 3x = 0 ⇒ 3x = kπ ⇒ x = 3 1 π (2k + 1)π π Se cos 2x = − ⇒ 2x = (2k + 1)π ± ⇒ x = ± 2 6 2 12 S= x∈R|x= kπ (2k + 1)π π ou x = ± . kπ Se sen 6x = 0 ⇒ 6x = kπ ⇒ x = 6 π Se cos x = 0 ⇒ x = kπ + 2 S= x∈R|x= kπ π ou x = kπ + .

3 3 8 3 8 2 √ 2 π Portanto.Equa¸˜es Trigonom´tricas co e ´ MODULO 1 . o ca Exerc´ ıcio Resolvido 1. Ent˜o 2x = kπ ± a 2 4 S= x∈R|x= kπ π ± . Portanto. sen 2x = ± . Resolver a equa¸˜o sen6 x + cos6 x = ca Solu¸˜o ca 5 8 4 4 5 4 3 1 Temos que sen2 2x = (1 − a) = 1− = · = . Resolver a equa¸˜o sen4 x + cos4 x = ca Solu¸˜o ca 1 Temos que sen2 2x = 2 1 − 2 π π 2x = 2kπ ± ⇒ x = kπ ± 2 4 1 2 = 1. sen 2x = ±1. ou seja. 3 4 1. k∈Z 4 S = x ∈ R | x = kπ ± Sugest˜o para resolver a equa¸˜o do tipo sen6 x + cos6 x = a (a ∈ R) a ca Vamos usar a identidade sen6 x + cos6 x = 1 − Vamos provar (∗∗) 3 sen2 2x 4 (∗∗) sen6 x + cos6 x = (sen2 x + cos2 x)(sen4 x − sen2 x cos2 x + cos4 x) = sen2 2x sen2 2x 3 sen2 2x = sen4 x + cos4 x − sen2 x cos2 x = 1 − − =1− 2 4 4 Temos ent˜o a 3 sen2 2x 4 − 4a = a ⇒ sen2 2x = sen x + cos x = a ⇒ 1 − 4 3 6 6 Note que s´ existe rela¸˜o se 0 ≤ o ca Exerc´ ıcio Resolvido 4 − 4a 1 ≤ 1. k∈Z 2 8 301 CEDERJ .AULA 24 Temos ent˜o: a sen4 x + cos4 x = a ⇒ 1 − sen2 (2x) = a ⇒ sen2 2x = 2 − 2a = 2(1 − a) 2 1 ≤ a ≤ 1. ou seja. Ent˜o a π . ≤ a ≤ 1. 2 S´ existe solu¸˜o se 0 ≤ 2(1 − a) ≤ 1.

ca 7. Sendo 0 ≤ x ≤ 2π. 0 < x < CEDERJ 302 π 2 . Determine as solu¸˜es da equa¸˜o sen4 x + cos4 x = 1.Equa¸˜es Trigonom´tricas co e Exerc´ ıcios Propostos 1. Resolva a equa¸˜o 2sen x = (4sen x )cos x . satisfazendo a co ca condi¸˜o 0 ≤ x ≤ 2π. Resolva as seguintes equa¸˜es: co a) sen x + sen 2x = 0 b) cos2 x · tg x = sen x c) cos 2x − cos2 x = −1 d) cotg x + tg x = sec x · csc x e) tg4 x − 4 tg2 x + 3 = 0 f) cos 2x = 3 sen x + 2 4. Achar as solu¸˜es de sen x − cos x = 1 para 0 ≤ x ≤ 2π. Calcule x ∈ R nas equa¸˜es trigonom´tricas: co e π π − sen x − 4 4 = 2 em R. co 5. 10. −π < x < π 4 b) sen x + sen2 x + sen3 x + · · · = 1. Resolva a equa¸˜o sen x + ca c) sen(π − x) = 0 = √ π d) tg 2x + 6 3 3 2. Resolva as seguintes equa¸˜es: co 3 a) cos x + cos2 x = . Resolva as seguintes equa¸˜es trigonom´tricas: co e a) sec x = 2 1 b) sen x = − 2 a) sec x = cos x √ b) cos x = 3 sen x 3. 8. ca 6. Resolva as seguintes equa¸˜es em R: co a) sen x + sen 3x + sen 4x + sen 6x = 0 b) sen 7x + cos 3x = cos 5x − sen x 9. sabendo que 0o < x < 360o . determine a soma das ra´ ızes da equa¸˜o sen2 x + ca sen(−x) = 0.

S = π 3π . k∈Z 3 4π π x ∈ R | x = 2kπ + ou x = 2kπ − . k∈Z 2 π e) S = x ∈ R | x = kπ ± . a) S = x ∈ R | x = kπ ou x = (2k + 1)π ± π . a) S = {x ∈ R | x = kπ. S = {60o . k∈Z 3 b) S = {x ∈ R | x = 2kπ. a) S = − . k ∈ Z 2 6 4. k∈Z 4 2 8 π π 10. a) S = x ∈ R | x = 2kπ ± b) S = π . ∅ kπ kπ π ou x = − . a) S = b) S = 9. π. k ∈ Z} π b) S = x ∈ R | x = kπ + . k ∈ Z 2 3 8. π. 3 3 π b) 6 303 CEDERJ . k ∈ Z 6 3. k ∈ Z} d) S = x∈R|x= 2. k ∈ Z 6 π π f) S = x ∈ R | x = 2kπ − ou x = kπ − (−1)k . 2 2 5. k ∈ Z} π c) S = x ∈ R | x = kπ + . 2π} 7.AULA 24 Gabarito 1. k ∈ Z 3 3 kπ . k∈Z 2 c) S = {x ∈ R | x = π(1 − k). 180o . k ∈ Z 2 kπ d) S = x ∈ R | x = . S = {0. 300o } 6.Equa¸˜es Trigonom´tricas co e ´ MODULO 1 . 7π 2 x ∈ R | x = 2kπ ± x∈R|x= π (2k + 1) ou x = − π.

.

AULA 25 Aula 25 – Fun¸˜es Circulares Inversas co Fun¸˜o Arco-Seno ca A fun¸˜o seno. ca a e 305 CEDERJ . da´ g admite inversa que vamos denotar e ı −1 por g e vamos denominar de arco-seno. 2 2 π π Portanto y = arcsen x ⇔ sen y = x e − ≤ y ≤ 2 2 Gr´fico da fun¸˜o arco-seno a ca Temos que os gr´ficos de duas fun¸˜es inversas entre si s˜o sim´tricas a co a e ◦ ◦ em rela¸˜o ` reta que cont´m as bissetrizes do 1 e 3 quadrantes. pois = ca a e 4 4 4 4 π π 3π 3π f e = =f . 1] tal que g(x) = sen x. esta deve ser bijetora. ca ca π π Consideremos ent˜o a fun¸˜o seno restrita ao intervalo − . 2 2 sen x 1 −π −π 2 −1 π 2 π x Note que : π π e a (1) g ´ sobrejetora. tal que y = arcsen x. ou seja. j´ que ∀y. e associa a cada 2 2 π π x ∈ [−1. 2 2 Logo de (1) e (2) g ´ bijetora. 1]. 1]. π π g −1 tem dom´ ınio [−1. 1]. j´ que no intervalo − . ou seja f (x) = 2. ou seja. 1]. ∃y ∈ − . A fun¸˜o seno n˜o ´ injetora. ca e a e pois n˜o existe x ∈ R tal que sen x = 2. 4 4 4 4 Para acharmos a fun¸˜o inversa da fun¸˜o seno. y ∈ [−1. a π 3π 3π π e sen = sen . f : R → R tal que f (x) = sen x n˜o ´ sobrejetora. tal que 2 2 sen x = y π π (2) g ´ injetora. g : − .Fun¸˜es Circulares Inversas co ´ MODULO 1 . e a se x1 = x2 ⇒ sen x1 = sen x2 . ınio → [−1. isto ´. existe x ∈ − . contradom´ ınio − . a ca e com 2 2 π π contradom´ [−1.

Fun¸˜es Circulares Inversas co Gr´fico de g(x) = sen x a sen x 1 Gr´fico de g −1(x) = arcsen x a arcsen x π 2 −π 2 O −1 π 2 x −1 O 1 x −π 2 Exerc´ ıcios Resolvidos 1. Calcular cos arcsen Solu¸˜o ca Considere arcsen ⇒ cos α = 2 2 π π = α ⇒ sen α = e − ≤ α ≤ 5 5 2 2 √ 2 2 21 1− = 5 5 2 12 + arcsen 5 13 1 4 Considere arcsen cos β = 12 12 π π = β ⇒ sen β = e − ≤ β ≤ ent˜o a 13 13 2 2 144 5 1− = 169 13 2 12 Temos que cos arcsen + arcsen = cos(α + β) = cos α cos β − 5 13 √ √ √ 21 5 2 12 21 24 5 21 − 24 sen α sen β = · − · = − = 5 13 5 13 13 65 65 CEDERJ 306 . Calcular cos arcsen Solu¸˜o ca 1 1 π π = α ⇒ sen α = e − ≤ α ≤ 4 4 2 2 √ √ 1 15 Da´ cos α = 1 − sen2 α = 1 − ı = 16 4 Fazendo arcsen 3. Calcular α tal que α = arcsen Solu¸˜o ca √ √ 3 2 √ π π π 3 3 ⇔ sen α = e− ≤α≤ ⇒α= Temos α = arcsen 2 2 2 2 3 2.

ca a e Gr´fico de g(x) = cos x a cos x 1 π Gr´fico de g −1(x) = arccos x a arccos x π O −1 x x 307 CEDERJ −1 1 . f (x) = 4.Fun¸˜es Circulares Inversas co ´ MODULO 1 . 1]. Portanto y = arccos x ⇔ cos y = x e 0 ≤ y ≤ π Gr´fico da fun¸˜o arco-cosseno a ca Temos que os gr´ficos de duas fun¸˜es inversas entre si s˜o sim´tricas a co a e em rela¸˜o ` reta que cont´m as bissetrizes do 1◦ e 3◦ quadrantes. a π 5π π 5π A fun¸˜o cosseno n˜o ´ injetora. 3 3 3 3 Para acharmos a fun¸˜o inversa da fun¸˜o cosseno. esta deve ser bijeca ca tora. j´ que no intervalo [0. isto ´. Consideremos ent˜o a fun¸˜o cosseno restrita ao intervalo [0. ∃y ∈ [0. 1] tal que g(x) = cos x. pois n˜o existe x ∈ R tal que cos x = 4. ou seja. contradom´ ınio [0. pois ca a e = e cos = cos . f e = =f . 1]. π] se x1 = x2 ⇒ cos x1 = cos x2 . e a Logo de (1) e (2) temos que g ´ bijetora. ou 3 3 3 3 π π 5π 5π seja. g −1 tem dom´ ınio [−1. f : R → R tal que f (x) = cos x n˜o ´ ca e a e sobrejetora. 1]. π] tal que y = arccos x. 1]. da´ g admite inversa que vamos e ı denotar por g −1 e vamos denominar de arco-cosseno.AULA 25 Fun¸˜o arco-cosseno ca A fun¸˜o cosseno. π] e associa a cada x ∈ [−1. ou seja. e a (2) g ´ injetora. π] tal que cos x = y. π] → [−1. existe x ∈ [0. π] e com a ca contradom´ ınio [−1. y ∈ [−1. cos x 1 π O −1 x Note que: (1) g ´ sobrejetora. j´ que ∀y. g : [0.

3 cos α 3 4 √ 7 3 Logo tg arccos = tg α = 4 3 Fazendo arccos 3. ca a e Para acharmos a fun¸˜o inversa da fun¸˜o tangente. pois ∀y ∈ R. Calcular tg arccos Solu¸˜o ca 3 3 = α ⇒ cos α = e 0 ≤ α ≤ π. A fun¸˜o tangente. ∃x ∈ R e x = kπ + . CEDERJ 308 . 4 4 √ 7 9 Da´ sen α = + 1 − ı =+ 16 4 √ √ 7 7 sen α tg α = = 4 = . esta deve ser bijeca ca tora. 4 2. Calcular cos arcsen Solu¸˜o ca 7 7 π π = α ⇒ sen α = e− ≤α≤ . 25 25 2 2 12 12 Considere arccos = β ⇒ cos β = e 0 ≤ β ≤ π. 13 13 49 144 5 24 =+ e sen β = 1 − = Temos que cos α = + 1 − 625 25 169 13 7 5 323 24 12 · + · = Da´ cos(α − β) = cos α cos β + sen α sen β = ı 25 13 25 13 325 7 12 323 Logo cos arcsen − arccos = 25 13 325 Considere arcsen 7 12 − arccos 25 13 Fun¸˜o arco-tangente ca π → R tal que 2 π f (x) = tg x ´ sobrejetora. f : ca e x ∈ R | x = kπ + A fun¸˜o f n˜o ´ injetora. 2 √ 2 2 π ⇒ cos α = e 0 ≤ α ≤ π ent˜o α = a Temos que α = arccos 2 2 4 3 .Fun¸˜es Circulares Inversas co Exerc´ ıcios Resolvidos 1. k ∈ Z tal que e 2 tg x = y. Calcular α tal que α = arccos ca Solu¸˜o √ √ 2 . isto ´. pois 0 = π e tg 0 = tg π.

a fun¸˜o tangente se x1 . . x2 ∈ e ca 2 2 π π − . g : − . Determine α tal que α = arctg Solu¸˜o ca √ √ 3 3 √ 3 3 π π Temos que α = arctg ⇔ tg α = e− <α< . isto ´. ca a e Gr´fico de g(x) = tg x a tg x Gr´fico de g −1(x) = arctg x a arctg x π 2 −π 2 O π 2 x O x −π 2 Exerc´ ıcios Resolvidos 1. e associa a cada 2 2 π π x ∈ R. tal que y = arctg x. 3 3 2 2 π a Ent˜o α = 6 309 CEDERJ .AULA 25 π π Consideremos ent˜o a fun¸˜o tangente restrita ao intervalo − . π π g −1 tem dom´ ınio R. ∃y ∈ − . 2 2 tg x −π 2 O π 2 π 3π 2 x Logo de (1) e (2) g ´ bijetora. . pois no intervalo − .Fun¸˜es Circulares Inversas co ´ MODULO 1 . x1 = x2 ⇒ tg x1 = tg x2 . contradom´ ınio − . e → R tal que g(x) = tg x. 2 2 Note que: (1) g ´ sobrejetora e π π (2) g ´ injetora. 2 2 π π Portanto y = arctg x ⇔ tg y = x e − < y < 2 2 −1 Gr´fico da fun¸˜o arco-tangente a ca Temos que os gr´ficos de duas fun¸˜es inversas entre si s˜o sim´tricas a co a e em rela¸˜o ` reta que cont´m as bissetrizes do 1◦ e 3◦ qaudrantes. da´ g admite inversa que vamos denotar e ı por g e vamos denominar de arco-tangente. a ca e 2 2 π π com contradom´ ınio R.

β ∈ − . β = arctg 2 3 1 π π Ent˜o tg α = . Resolver a equa¸˜o: arcsen x = arccos ca 5. Provar a igualdade arctg Solu¸˜o ca 1 1 Consideremos α = arctg . Encontre a solu¸˜o da equa¸˜o arcsen x = 2 arcsen ca ca 4. 4 4 2 2 4 1 tg α − tg β Temos que tg arcsen − arctg = tg(α − β) = = 5 4 1 + tg α tg β 4 −1 13 3 4 4 1 = 16 1+ 3 · 4 Fazendo arcsen 3.Fun¸˜es Circulares Inversas co 2. Determine o valor de arcsen cos CEDERJ 310 √ 2 x 4 33π 5 . Determinar y tal que y = arcsen − 2. a 2 2 2 1 π π tg β = . arctg + arctg = a 2 3 4 1 1 π + arctg = 2 3 4 Exerc´ ıcios Propostos 1. α ∈ − . Calcular y = sen arcsen 1 2 √ 1 3 + arcsen 2 2 1 2 3. 3 2 2 1 3+2 +1 5 6 tg α + tg β 2 3 6 = · =1 Temos que tg(α + β) = 1 1 = 1 = 1 − tg α tg β 6 5 1− 2 · 3 1− 6 π Logo α + β = 4 1 π 1 Ent˜o. 5 5 2 2 4 √ sen α 16 3 4 5 2α = Ent˜o cos α = 1 − sen a 1− = e tg α = = 3 = 25 5 cos α 3 5 1 1 π π Fazendo arctg = β ⇒ tg β = e β ∈ − . Calcular tg arcsen Solu¸˜o ca 1 4 − arctg 5 4 4 4 π π = α ⇒ sen α = e − ≤ α ≤ .

4 5 5 12 3 4 2035 2197 9. 8. x = 2 √ 2 3 4. − 7. − 311 CEDERJ . − 10 6. Calcular y = tg[arcsen(−0. 6)] Gabarito 1. y = 1 √ 3 3. Detemine o n´ mero de solu¸˜es da equa¸˜o arcsen u co ca 10.AULA 25 6. − π 6 2. Calcular tg 2 · arctg 9. Calcular cos 12 13 1 7 · arccos 2 25 1 5 √ √ π x + arccos x = 2 8. infinitas solu¸˜es co 10.Fun¸˜es Circulares Inversas co ´ MODULO 1 . x = 3 π 5. Calcular cos 3 · arcsen 7.

.

Tra¸amos por P1 a reta r perpendicular ao eixo dos senos. Exerc´ ıcios resolvidos 1. procedemos da seguinte ca maneira: marcamos sobre o eixo dos senos o ponto P1 tal que OP1 = m. m∈R Esses 6 tipos s˜o denominados inequa¸˜es fundamentais.Inequa¸˜es Trigonom´tricas co e ´ MODULO 1 . m ∈ R ca Para resolver inequa¸˜o do tipo sen x > m. As imagens dos c n´ meros reais x tais que sen x > m est˜o na interse¸˜o do ciclo com o semi u a ca plano situado acima de r. a co Inequa¸˜o do tipo sen x > m. k∈Z ou  11π    + 2kπ < x < 2π + 2kπ 4 1 2 7π 6 1 2 { O O ≡ 2π 11π 6 313 CEDERJ . Resolver a inequa¸˜o sen x > − ca Solu¸˜o ca Temos que   0 + 2kπ < x < 2kπ + 7π    6 .AULA 26 Aula 26 – Inequa¸˜es Trigonom´tricas co e Os casos mais comuns de inequa¸˜es trigonom´tricas s˜o: co e a 1◦ ) sen x > m 2◦ ) sen x < m 3◦ ) cos x > m 4◦ ) cos x < m 5◦ ) tg x > m 6◦ ) tg x < m . tomando o cuia dado de partir de A e percorrer o ciclo no sentido anti-hor´rio at´ completar a e uma volta. P1 x 0 A r Determinamos ent˜o os intervalos que x pode pertencer. descrevendo assim os intervalos que satisfazem o problema.

k ∈ Z 6 { 1 2 { π 6 11π 6 . P1 x 0 A r Determinamos assim os intervalos que x pode pertencer. As imagens dos c n´ meros reais x tais que sen x < m est˜o na interse¸˜o do ciclo com o semiu a ca plano situado abaixo de r. k∈Z  3π    + 2kπ < x < 2π + 2kπ 4 1 2 3π 4 √ 2 2 { π 4 r O ≡ 2π 1 1 1 ⇔ − ≤ sen x ≤ 2 2 2 5π 6 7π 6 O −1 2 S = x ∈ R | 2kπ+ CEDERJ 314 7π 11π 5π ≤ x ≤ 2kπ+ ou +2kπ ≤ x ≤ 2kπ+2π ou 6 6 6 π 0+2kπ ≤ x ≤ 2kπ+ . Resolver a inequa¸˜o sen x < ca Solu¸˜o ca √ 2 2 2. Tra¸amos por P1 a reta r perpendicular ao eixo dos senos. procedemos da seguinte ca maneira: marcamos sobre o eixo dos senos o ponto P1 . Resolver a inequa¸˜o | sen x| ≤ ca Solu¸˜o ca | sen x| ≤ Temos que   0 + 2kπ < x < 2kπ + π    4 ou . m ∈ R ca Para resolver inequa¸˜o do tipo sen x < m . a partir de A e percorrendo o ciclo no sentido anti-hor´rio at´ completar uma volta. tal que OP1 = m.Inequa¸˜es Trigonom´tricas co e Inequa¸˜o do tipo sen x < m. a e Exerc´ ıcios resolvidos 1.

temos sen y > 0 ⇒ 2kπ < y < 2kπ + π. e 315 CEDERJ . resulta: 3 2kπ π 2kπ <x< + 3 3 3 A Mas x ∈ [0. 2π] tal que sen 3x > 0 Solu¸˜o ca Fazendo 3x = y. Determinar os valores de x ∈ [0. descreveremos os intervalos que conv´m ao problema. Tra¸amos por P2 a reta r c perpendicular ao eixo dos cossenos.Inequa¸˜es Trigonom´tricas co e ´ MODULO 1 . k ∈ Z y Como x = . a ca a x O P2 A Para finalizar. m ∈ R ca Este tipo de inequa¸˜o se resolve da seguinte maneira: marcamos sobre ca o eixo dos cossenos o ponto P2 tal que OP2 = m. As imagens dos reais x tais que cos x > m est˜o na interse¸˜o do ciclo com o semi-plano situado ` direita de r.AULA 26 3. 2π] ent˜o temos que k = 0 ou k = 1 ou k = 2 a k=0⇒0<x< ou k=1⇒ ou k=2⇒ S= 4π 5π <x< 3 3 π 2π 4π 5π ou < x < π ou <x< 3 3 3 3 2π <x<π 3 π 3 x∈R|0<x< Inequa¸˜o do tipo cos x > m.

Resolver a inequa¸˜o cos x < − ca Solu¸˜o ca Temos que 2kπ + { 1 2 O A O ≡ 2π 3π 5π < x < 2kπ + . descreveremos os intervalos que conv´m ao problema. e Exerc´ ıcios Resolvidos 1. As imagens dos reais x tais que cos x < m est˜o na interse¸˜o do ciclo com o semi-plano situado ` a ca a esquerda de r. x O P2 Para finalizar.Inequa¸˜es Trigonom´tricas co e Inequa¸˜o do tipo cos x < m. m ∈ R ca Este tipo de inequa¸˜o se resolve da seguinte maneira: marcamos sobre ca c o eixo dos cossenos o ponto P2 tal que OP2 tal que OP2 = m. k∈Z 4 4 − √ 2 2 { O 5π 4 CEDERJ 316 . k ∈ Z 3 3 √ 2 2 3π 4 2. Tra¸amos por P2 a reta r perpendicular ao eixo dos cossenos. Resolver a inequa¸˜o: cos x > ca Solu¸˜o ca 1 2 Temos que 2kπ ≤ x < 2kπ + π 5π ou + 2kπ < x < 2kπ + 2π.

resulta: 4 π kπ 5π kπ + ≤x≤ + .AULA 26 3. k ∈ Z 3 3 y Como x = . Resolver cos 2x + cos x ≤ 0 Solu¸˜o ca cos 2x + cos x ≤ 0 ⇒ cos2 x − sen2 x + cos x ≤ 0 ⇔ ⇔ 2cos2 x − 1 + cos x ≤ 0 ⇔ 2cos2 x + cos x − 1 ≤ 0 cos x = −1 ± √ 4 1+8 −1+3 2 −1−3 2 = −1 = 1 2 π 3 1 2 S= x∈R| π 5π ≤x≤ 3 3 1 2 −1 O 5π 3 4. 2π] ent˜o s´ interessam as solu¸˜es em que k = 0 ou k = 1 a o co ou k = 2 ou k = 3   k = 0 ⇒ π ≤ x ≤ 5π    12 12   ou       k = 1 ⇒ 7π ≤ x ≤ 11π    12 12 ou     k = 2 ⇒ 13π ≤ x ≤ 17π    12 12   ou       k = 3 ⇒ 19π ≤ x ≤ 23π 12 12 317 CEDERJ . Determinar x ∈ [0. 2π] tal que cos 4x ≤ Solu¸˜o ca Considere 4x = y ⇒ cos y ≤ Temos que: π 5π + 2kπ ≤ y ≤ + 2kπ. k∈Z 12 2 12 2 1 2 π 3 O 5π 3 Mas x ∈ [0.Inequa¸˜es Trigonom´tricas co e ´ MODULO 1 .

Resolver a inequa¸˜o: 2cos x ≤ ca Solu¸˜o ca 1 √ 2 se x ∈ [0. π]. π] 1 2 π 3 2cos x ≤ 2 2 . π] ent˜o a solu¸˜o no gr´fico ´: 1 2 Temos ent˜o que a solu¸˜o ´: a ca e S= x∈R| CEDERJ 318 π <x<π 3 . π]. como 2 > 1 ⇒ cos x ≤ Da´ ı O 5π π + 2kπ ≤ x ≤ 2kπ + . ou seja. Note que 3 3 π S= x∈R| ≤x≤π 3 2cos2 x + cos x − 1 > 0 se x ∈ [0. Resolver a inequa¸˜o ca Solu¸˜o ca Considere a inequa¸˜o dada ca Seja cos x = a. Como x ∈ [0. 2a2 + a − 1 >0 Temos: a−1 2 Resolvendo vem: 2a + a − 1 = 0 ⇒ a = a−1=0⇒a=1 −1 ± √ 1+8 4 −1+3 4 −1−3 4 =1 2 = −1 1 1 Temos ent˜o −1 < a < + ou a > 1. −1 < cos x < a ou 2 2 cos x > 1 Mas n˜o existe x ∈ R | cos x > 1 a / Vamos ent˜o resolver a inequa¸˜o: −1 < cos x < a ca π 3 1 2 1 2 5π 3 a ca a e Mas x ∈ [0. cos x − 1 6. π] cos x − 1 2cos2 x + cos x − 1 > 0 se x ∈ [0. k ∈ Z 5π 3 3 3 5π π a > π. temos que k = 0 e ser´ ≤ x ≤ π.Inequa¸˜es Trigonom´tricas co e 5.

k∈Z   3π 7π  2kπ +  < x < 2kπ + 6 2 que podem ser escritas: π π S = x | kπ + < x < kπ + . k ∈ Z 6 2 319 CEDERJ . Tra¸amos a reta r = OT . est˜o na interse¸˜o do ciclo com a ca ˆ o ˆngulo y Or. m ∈ R ca Este tipo de inequa¸˜o se resolve da seguinte maneira: marcams sobre ca c o eixo das tangentes o ponto T tal que AT = m. e Exerc´ ıcios Resolvidos 1. Resolver a inequa¸˜o tg x > ca Solu¸˜o ca Temos que O 7π 6 π 2 π 6 √ T A 3π 2 3 3   2kπ + π < x < 2kπ + π    6 2 ou . y T x O A x r Para finalizar. tal que AT = m. m ∈ R ca Este tipo de inequa¸˜o se resolve da seguinte maneira: marcamos sobre ca o eixo das tangentes o ponto T . descreveremos os intervalos que conv´m ao problema. tais que tg x < m . a y B M A′ M′ r B′ T O A Para finalizar descreveremos os intervalos que conv´m ao problema. c As imagens das reais x tais que tg x > m est˜o na interse¸˜o do ciclo com o a ca ˆ a ˆngulo r Oy.Inequa¸˜es Trigonom´tricas co e ´ MODULO 1 .AULA 26 Inequa¸˜o do tipo tg x > m. e Inequa¸˜o do tipo tg x < m. As imagens das reais x . Tra¸amos a reta r = OT .

vem 4 3 3 kπ kπ π π + ≤x< + . k ∈ Z 2 √ 3. k ∈ Z 3 √ 4.Inequa¸˜es Trigonom´tricas co e 2. Determinar x ∈ [0. Resolver a inequa¸˜o | tg x| ≤ 3 ca Solu¸˜o ca | tg x| ≤ √ √ √ 3 ⇒ − 3 ≤ tg x ≤ 3 y 2π 3 π 3 r T1 √ 3 A x Temos ent˜o que: a 4π 3 5π 3 √ − 3 T2 2π 4π π x ∈ R | 2kπ + 0 ≤ x ≤ 2kπ + ou 2kπ + ≤ x ≤ 2kπ + ou 3 3 3 5π 2kπ + ≤ x < 2kπ + 2π. 2π] tal que 1 ≤ tg 3x < 3 Solu¸˜o ca Considere 3x = y ⇒ 1 ≤ tg y < Temos que: √ 3 π 3 π 4 T2 } T1 1 A } √ 3 kπ + π y π ≤ y < kπ + . Resolver a inequa¸˜o tg x < 1 ca Solu¸˜o ca Temos que y π 4 r T A 5π 4 π 5π π S = x ∈ R | 2kπ + 0 ≤ x < 2kπ + ou 2kπ + < x < 2kπ + ou 4 2 4 3π 2kπ + < x < 2kπ + 2π. como x = . k∈Z 3 12 3 9 5π 4 4π 3 CEDERJ 320 .

2π]. π] ⇒ x∈R|0≤x< π 3π ou ≤x≤π 2 4 Exerc´ ıcios Propostos 1. Para que valores de x ∈ R existe log2 (2 sen x − 1)? 321 CEDERJ . π] ca 3π 4 A 3π 2 5π 4 } 1 −1 Note que x ∈ [0. Resolver a inequa¸˜o sen 3x ≤ ca a) senx ≥ 0 √ 3 se x ∈ [0. π] tal que tg x ≥ −1 Solu¸˜o ca Considere a inequa¸˜o: tg x > −1. Resolver as inequa¸˜es abaixo: co √ 2 b) | sen x| > 2 √ 3 1 c) − ≤ cos x ≤ 2 2 5 d) | cos x| > 3 2. 2 3.Inequa¸˜es Trigonom´tricas co e ´ MODULO 1 . 2π]. ent˜o s´ interessam as solu¸˜es em que: k = 0 ou a o co k = 1 ou k = 2 ou k = 3 ou k = 4 ou k = 5.AULA 26 Mas x ∈ [0. x ∈ [0. Determinar x ∈ [0. π π k=0⇒ ≤x< 12 9 4π 5π k=1⇒ ≤x< 12 9 7π 9π ≤x< k=2⇒ 12 9 13π 10π k=3⇒ ≤x< 12 9 17π 13π k=4⇒ ≤x< 12 9 21π 16π k=5⇒ ≤x< 12 9 5.

2π]. ca 14. Resolver a inequa¸˜o em R. Resolver a inequa¸˜o sen 2x · sec2 x − ca 1 3 ≤ 0. π]. − 3 < tg x ≤ ca √ 3 . ca 5. ca 1 < 2 tg x. Resolver a inequa¸˜o em R. ca 9. x ∈ [0. cos x 6.Inequa¸˜es Trigonom´tricas co e 4. 2 2 15. Resolver a inequa¸˜o sen x > cos x. Resolver a inequa¸˜o | cos x| ≥ sen x. Para que valores de x ∈ R. Resolver a inequa¸˜o em R. 2π]. Se 0 ≤ α ≤ π . Resolver a inequa¸˜o tg2 2x ≤ tg 2x. 2π] ca 17. ca 11. 2π]. Determinar x ∈ [0. 2π]. Resolver a inequa¸˜o sen2 x < 2 sen x. x ∈ [0. 3 8. ca 16. x ∈ [0. Resolver a inequa¸˜o em R. Resolver a inequa¸˜o (sen x + cos x)2 > 1. 2π] tal que cos x ≤ 1. cos 2x 4sen2 x − 1 . x ∈ [0. para todo x real. ca 12. tg2 x − ( 3 − 1) tg x − 3 < 0. x2 + x + tg α > π 4 π π b) < α < 4 2 π 3π c) < α < 2 4 3π d) α = 4 a co e) n˜o existe α nestas condi¸˜es a) 0 < α < CEDERJ 322 . sen x + cos x < 1. x ∈ [0. Resolver a inequa¸˜o | sen x| > | cos x|. Determinar no conjunto dos n´ meros reais o dom´ de y = u ınio 0 ≤ x ≤ 2π. ca √ √ 10. x ∈ [0. 2π]. cos2 x 13. x ∈ [0. √ 7. sen x > 1 1 e cos x ≥ . 3 ent˜o a 4 18.

x∈R| 7π π π 5π 3π 11π ≤ x < ou ≤x≤ ou <x≤ 6 2 6 6 2 6 π 5π < x < 2kπ + 6 6 π < x < 2kπ + 2π 2 π 2π 3π 5π 4π 7π <x≤ ou < x< ou ≤x< ou 4 3 4 4 3 4 3π 5π 7π π < x < 2kπ + ou 2kπ + < x < 2kπ + 4 4 4 4 π 5π 7π 5π ≤ x ≤ 2kπ + ou 2kπ + ≤ x ≤ 2kπ + 3 6 6 3 3. π 5π <x< 4 4 π π < x < kπ + . x∈R|0≤x≤ x ∈ R | 2kπ + π 3π ou ≤ x ≤ 2π 4 4 π π < x ≤ 2kπ + . 14. 7. 9. ∅ 13. 8π 14π 2π 7π 12π x ∈ R | ≤ x ≤ ou ≤ x ≤ ou ≤ x ≤ 2π ou 9 9 9 9 9 π 0≤x≤ 9 x ∈ R | 2kπ + x ∈ R | 2kπ + x | x = 0 ou x = 2π 6. π 2π 7π ou 2kπ + < x ≤ 2kπ + ou x ∈ R | 2kπ ≤ x ≤ 2kπ + 6 3 6 5π + 2kπ < x < 2kπ + π 3 x|0≤x≤ x∈R| π 9π 3π 13π π 5π ou π ≤ x ≤ ou ≤x≤ ou ≤ x ≤ 8 8 2 8 2 8 8. 5. k ∈ Z 6 3 323 CEDERJ . 4. k ∈ Z 4 3 x ∈ R | kπ − 11. {x ∈ R | 0 < x < π} 12. a) {x ∈ R | 2kπ ≤ x ≤ 2kπ + π} b) x ∈ R | 2kπ + c) x ∈ R | 2kπ + d) S = ∅ 2.Inequa¸˜es Trigonom´tricas co e ´ MODULO 1 . 10.AULA 26 Gabarito 1.

18. 17. b x∈R| 3π π <x< 4 4 π 2 π 3π ou π ≤ x < 2 2 x∈R|0<x< x∈R|0≤x< CEDERJ 324 . 16.Inequa¸˜es Trigonom´tricas co e 15.

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