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CONSTRUCAO

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Presidência da República Secretaria-Geral Secretaria Nacional de Juventude Coordenação Nacional do ProJovem Urbano

Coleção Projovem Urbano Arco Ocupacional

Construção e Reparos I

Guia de Estudo

Programa Nacional de Inclusão de Jovens

2008

PROGRAMA NACIONAL DE INCLUSÃO DE JOVENS (ProJovem Urbano) Construção e Reparos I : guia de estudo / coordenação, Laboratório Trabalho & Formação / COPPE - UFRJ / elaboração, Escola Politécnica da Universidade de São Paulo - Departamento de Engenharia de Construção Civil. Reimpressão. Brasília : Ministério do Trabalho e Emprego, 2008. 200p.:il. — (Coleção ProJovem – Arco Ocupacional) ISBN 85-285-0079-9 1. Ensino de tecnologia. 2. Reconversão do trabalho. 3. Qualificação para o trabalho. I. Ministério do Trabalho e Emprego. II . Série. CDD - 607 T675 Ficha Catalográfica

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20/10/2008, 15:08

Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva Vice-Presidente da República José Alencar Gomes da Silva Secretaria-Geral da Presidência da República Luiz Soares Dulci Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome Patrus Ananias Ministério da Educação Fernando Haddad Ministério do Trabalho e Emprego Carlos Lupi

Secretaria-Geral da Presidência da República Ministro de Estado Chefe Luiz Soares Dulci Secretaria-Executiva Secretário-Executivo Antonio Roberto Lambertucci Secretaria Nacional de Juventude Secretário Luiz Roberto de Souza Cury Coordenação Nacional do Programa Nacional de Inclusão de Jovens – ProJovem Urbano Coordenadora Nacional Maria José Vieira Féres

Coleção ProJovem Urbano
Coordenação Nacional do ProJovem Urbano – Assessoria Pedagógica Maria Adélia Nunes Figueiredo Cláudia Veloso Torres Guimarães Luana Pimenta de Andrada Jazon Macêdo Ministério do Trabalho e Emprego Ezequiel Sousa do Nascimento Marcelo Aguiar dos Santos Sá Edimar Sena Oliveira Júnior Revisores de Conteúdo/Pedagogia Leila Cristini Ribeiro Cavalcanti (Coppetec) Marilene Xavier dos Santos (Coppetec) Arco Ocupacional Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia – COPPE Programa de Engenharia de Produção – PEP Laboratório Trabalho & Formação – LT&F Escola Politécnica da Universidade de São Paulo Departamento de Engenharia de Construção Civil Coordenação dos Arcos Ocupacionais Fabio Luiz Zamberlan Sandro Rogério do Nascimento AUTORES Elaboração Escola Politécnica da Universidade de São Paulo Departamento de Engenharia de Construção Civil Coordenação e Elaboração Luiz Reynaldo de Azevedo Cardoso Pesquisa e Elaboração Luiz Reynaldo de Azevedo Cardoso Mário H. A. Cardoso Jupira dos Santos Heitor César Riogi Haga Projeto Gráfico e Editoração Eletrônica (miolo/capa) Lúcia Lopes Ilustração Pedro Toste Auxilar de Ilustração Cavi Buck Ilustração “Anita” Página 5 Fernanda Fiani Foto de Abertura (Página 19) Rogério Cassimiro / Folha Imagem Montagem Foto Capa Eduardo Ribeiro Lopes

Caros participantes do ProJovem!
Caro(a) Estudante,

Chegamos ao fim da primeira etapa deste processo de Qualificação para o
Você está iniciandomeses passados, vocês tomaramE como você sabe, a qualifi-aspectos Trabalho. Nos o curso do ProJovem Urbano. conhecimento e debateram cação profissional compreende,presentescomplementar, articulada e integrada, o dedo trabalho que estão de forma em quase todas as ocupações, dentro da Formação senvolvimento daGeral (FTG). Estudaram conceitos,do Arco Ocupacional (AO). Técnica Formação Técnica Geral (FTG) e conteúdos e técnicas relacionadas aos

temas: Mobilidade Trabalho; Atividades Econômicas na Cidade; Organização Na FTG que se encontraenos Guias de Estudo das Unidades Formativas I a IV,
você vai do Trabalho, Comunicação, Tecnologia e trabalho que estão presentes tomar conhecimento e debater aspectos do Trabalho; Gestão e Planejamento; em todasOrganização da Produção; Outras Possibilidades de Trabalho. as ocupações. Estudará conceitos, conteúdos e técnicas relacionadas aos temas: Mobilidade e Trabalho; Atividades Econômicas naatividades, na escola e fora dela. Enfatizamos sua participação em muitas Cidade; Organização do Trabalho, Comunicação, resolverame as coisas no papel, mas também exercitaram os Vocês não só Tecnologia Trabalho; Gestão e Planejamento; Organiza-

conhecimentos, movimentaram-se na cidade, buscaram informações, fizeram ção da Produção; Outras Possibilidades de Trabalho. contatos e conversaram vai acrescentar conhecimentos que fortalecerão No Arco Ocupacional, você sobre o que estudaram. Teoria e prática andaram juntas. Parabéns pelos estudos que concluíram! sua formação para o mundo do trabalho, quando serão tratados os temas específicos
desenvolvidos Após terem feito integrante do referido arco. a hora de acrescentarmos em cada ocupação essa travessia, é chegada

conhecimentos que os de sua participação em para as atividades, na esEnfatizamos a importância fortaleçam na formaçãotodas o mundo do trabalho. Agora, tem início uma nova resolverá as coisas para o Trabalho, na qual serão tratados os cola e fora dela. Você não só fase da Qualificaçãono papel, mas também exercitará temas específicos dos Arcos Ocupacionais. os conhecimentos, buscará informações, realizará visitas, fará contatos e conversará
sobre o que está estudando. Cada Arco Ocupacional é composto por quatro ocupações e foi construído

com Ocupacional é composto por quatro ocupações e foi construído com profissional, Cada Arcoconteúdos que possibilitarão a vocês diversificada iniciação conabrindo espaço vocês diversificada iniciação profissional, abrinteúdos que possibilitarão a de atuação nessas ocupações. Esta formação não os tornarão um especialista em cada uma delas, mas do espaço de atuação nessas ocupações. Esta formação não os tornarão vocês conhecerão muito mais amplamente muito mais um especialista em cada uma delas, mas vocês conhecerãoo trabalho desenvolvido no conjunto das ocupações. amplamente o trabalho desenvolvido no conjunto das ocupações. Por exemplo, você escolheu e Reparos I, e Reparos Por exemplo, você escolheu Construção Construção vai iniciarI, vai iniciar-se em Ladrilheiro, Pintor, Gesseiro e se em Ladrilheiro, Pintor, Gesseiro e Reparador (revestimento). Essa
variedadeReparador (revestimento). Essa as possibilidades de ocupações certamente aumentará variedade de

ocupações certamente aumentará as possibilidades de obtenção de trabalho e emprego. de obtenção de trabalho e nesta fase Desejamos a vocês bom trabalhoemprego. de seus estudos. Desejamos Abraços e boa sorte a todos!a vocês bom trabalho nesta fase de seus estudos. Abraços e boa sorte a todos! Anita Anita

Sumário
Introdução ....................................................................................................... 9 A construção civil no Brasil ........................................................................10 A construção civil como solução para o problema habitacional ...........12 Os problemas da prática da construção civil no país ..............................16

Œ ATIVIDADES BÁSICAS DA CONSTRUÇÃO DE EDIFÍCIOS ....................................................... 1 9
Introdução .....................................................................................................21 Os equipamentos de proteção e as ferramentas do pedreiro .................25 O que é concreto? .........................................................................................29 Alvenaria ........................................................................................................52 Revestimentos ...............................................................................................72

 LADRILHEIRO ....................................................... 8 1 Introdução .....................................................................................................83
O que é o revestimento cerâmico ...............................................................88 Os materiais do revestimento cerâmico ....................................................92 A execução dos revestimentos cerâmicos .................................................99

19 Ž GESSEIRO ........................................................... 1 121 Introdução ..................................................................................................
O gesso para construção........................................................................... 123 Revestimentos de paredes e tetos em gesso ........................................... 125 Placas pré-fabricadas de gesso ................................................................. 130 Paredes de gesso acartonado.................................................................... 135

41  PINTOR ............................................................... 1 143 Introdução ..................................................................................................
As tintas, suas funções e componentes .................................................... 144 Segurança no trabalho de pintura ............................................................ 152 As ferramentas para pintura ..................................................................... 155 A execução da pintura ............................................................................... 159

REPARADOR 63  REPARADOR ...................................................... 1 165 Introdução ..................................................................................................

A patologia das construções .................................................................... 166 Trincas em alvenarias ................................................................................. 176 Fissuras em revestimentos de parede ...................................................... 181 Descolamento de revestimentos cerâmicos ........................................... 183 Principais problemas de pintura e suas correções ................................. 186

ENCERRAMENTO................................................................ 189 BIBLIOGRAFIA .................................................................... 191

Lá encontrou Paulina. Veio com seus pais para o Nordeste. É filho de índios. Uma é a Paulina. Nessa introdução será dada uma visão geral da construção civil no Brasil e será chamada a atenção para alguns problemas da prática da construção que poderão ocorrer na vida profissional daqueles que a ela se dedicarem. numa aldeia ao pé da Chapada dos Parecis. em Rondônia. gesseiro. Paulina trabalha na equipe da Anita e é especializada em construção civil. ladrilheiro. com quem passou a aprender o que é a construção civil e as ocupações que serão objeto do nosso curso: atividades básicas da construção de edifícios . morou em Recife e depois foi para a região metropolitana do Rio de Janeiro.Introdução Seja bem vindo ao mundo da construção civil. Pedrito é um jovem que nasceu perto de Guajará-Mirim. você terá a companhia de dois personagens. Para conduzi-lo através desse mundo. O outro é o Pedrito. 9 . na fronteira com a Bolívia. pintor e reparador.

10 . É tão grande que é chamado de “macro-complexo da construção”.A Construção Civil no Brasil A construção civil é um setor da economia formado por uma enorme quantidade de atividades.

carrinho de mão.. venda e locação de imóveis. Em geração de empregos a construção civil é a atividade mais importante do país. responde por aproximadamente 3. 11 . Por ser composta de inúmeras e variadas atividades em todo o país.Repare nas atividades que fazem parte da construção civil: produção e comercialização de materiais de construção. aeroportos. tijolos. e as atividades imobiliárias (compra. basta dizer que ela representa aproximadamente 16% do PIB brasileiro. apenas 2% do total dos insumos (materiais. guindastes.). como por exemplo: a elaboração de projetos de arquitetura e engenharia. aço. PIB (Produto Interno Bruto): soma de toda a riqueza produzida no país. tanto de edifícios (casas. etc. estradas. hospitais. etc. mesmo sem estar funcionando a pleno vapor..) quanto de obras de infra-estrutura (pontes. a construção civil funciona como um importante “motor” econômico. por exemplo: cimento. equipamentos e serviços) utilizados na construção são importados. louças.5 milhões de empregos no país. A primeira é a agroindústria. entre outras). escolas. Atualmente. isto é. ferragens. etc. etc. os serviços vinculados à construção. ou 6% do total. equipamentos para construção. Para se ter uma idéia do tamanho da construção civil em termos econômicos. a construção em si. como por exemplo: betoneiras. Outra vantagem da construção civil é o fato de ser um setor econômico praticamente nacionalizado. portos. gerar riquezas e empregos. Isso significa que a construção civil pode se desenvolver sem depender da situação da economia mundial. É o segundo maior setor econômico do país. e também que seu crescimento não vai acarretar aumento de gastos com importações para o país. tintas. com grande capacidade de movimentar a economia.

pois 80% da carência habitacional está concentrada nas famílias com renda de até três salários mínimos. durabilidade e conforto. tanto em quantidade quanto em qualidade. salubridade. 12 .A construção civil como solução para o problema habitacional Um dos principais problemas sociais do país é a carência de habitações. As conseqüências disso são duramente sentidas na qualidade de vida das famílias e das cidades. principalmente para a população de baixa renda. isto é. com condições mínimas de segurança.

pois envolve uma quantidade muito grande de recursos. 13 . de modo que seu grupo dê pelo menos uma idéia para resolvê-lo. ampliar ou implantar infra-estrutura (água e esgoto. Exige um esforço planejado e de longo prazo. Por outro lado. Pesquise experiências na sua cidade ou na sua comunidade que poderiam ser consideradas boas nessa área. você já pensou quantos benefícios poderiam ser gerados se isso fosse feito para valer? Resolveria um grave problema social e seria ao mesmo tempo super benéfico para a economia do país. o problema da habitação. gerando enorme quantidade de atividades. ATIVIDADE 1 . em grupos orientados pelo professor. por exemplo) em mais de 10 milhões de habitações existentes. Isso é algo impossível de ser feito em curto prazo.Estima-se que para resolver o problema habitacional do país seria necessário construir cerca de 6 milhões de novas habitações. empregos e renda durante um longo período de tempo. e reformar.PESQUISAR Discuta com seus colegas.

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muitas vezes é deficiente. para embutir ou modificar instalações. como você viu. Tolerância a erros e desperdícios: É comum que erros feitos numa etapa da obra sejam encobertos na etapa seguinte. boa parte das coisas é resolvida de forma improvisada no canteiro. além da falta de orientação aos trabalhadores. “Isso é teoria. CONSTRUIR ASSIM ESTÁ ERRADO E ISSO NÃO PODE SER ACEITO! 16 Ainda são comuns. em que se quebram várias vezes paredes já prontas. PRODUTOS MAIS CAROS E SEM QUALIDADE. É o caso das instalações. Paredes fora de prumo ou esquadro. além de erradas. sem que se tenha pensado e resolvido antes os problemas que podem surgir. ou seja. não há o compromisso em obedecê-las. Falta de segurança e de condições adequadas de trabalho: A segurança é negligenciada. Poderíamos resumi-los nos seguintes: Falta de planejamento e de organização do trabalho: É comum dar início aos trabalhos. Falta de treinamento e orientação: O pessoal de obra não é treinado e nem orientado no canteiro. tanto por descaso das empresas. frases como estas. aumentando-se a espessura do revestimento para encobrir o erro (mais à frente você verá em detalhes a execução de paredes e revestimentos e poderá entender melhor essa questão). além do desrespeito às normas de segurança e higiene do trabalho. e agora você quer fazer diferente? “. É comum o uso de materiais não conformes. Ocorre ainda a desorganização no sentido inverso. todo mundo faz assim”. É comum ainda. Não aprende a fazer corretamente o serviço e não tem a quem perguntar em caso de dúvida. tendo em vista a falta de organização dos trabalhadores da construção civil. pois depois serão revestidas. e mesmo quando há o conhecimento. quanto por ignorância e até mesmo por machismo. muitas vezes são admitidas. etc. geram desperdício e aumento de custos. na prática tem que ser diferente”.Os problemas da prática da construção civil A prática da construção civil no Brasil sofre graves problemas. Essas práticas. DESPERDÍCIOS. Mesmo o projeto. o que se reflete na má qualidade do produto final. . muitos erros e retrabalhos (ter que fazer de novo a mesma coisa). Desrespeito às normas técnicas: É comum o desconhecimento das normas técnicas. isto é. num canteiro de obras. A conseqüência é uma grande dispersão de esforços. perda de tempo. Muitos deles foram vivenciados pelo Pedrito. Assim. por exemplo. OBRA DESORGANIZADA E MAL FEITA NÃO É NORMAL: CAUSA ACIDENTES. Esta atitude resulta em elevado número de acidentes de trabalho. o não cumprimento da legislação trabalhista e a precarização das condições de trabalho. fora das normas e sem a qualidade mínima exigida. quebram-se serviços já feitos para executar ou modificar outros que deveriam ter sido feitos corretamente na etapa anterior. “Sempre fiz assim a vida inteira. que Pedrito deve ter ouvido bastante: “É assim mesmo.

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Faça um relato da visita. orientados pelo seu professor.ATIVIDADE 2 .ESCREVER Discuta em grupos. para melhor. Será feita uma visita técnica a um canteiro de obras com o seu professor. por que razões a construção civil tem essas práticas erradas. pense e escreva como poderia ser diferente. comentando pelo menos duas coisas (uma positiva e uma negativa. Caso você tenha achado alguma coisa negativa. 18 . caso você tenha achado alguma). relacionadas a práticas da construção civil que discutimos nessa introdução.

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falando sobre o nosso produto. ou seja. definitivamente. mas precisa prestar atenção para entender. Pedrito: Lá vem palavra complicada de novo. Assim. Paulina: Sim. único. como se diz na engenharia. pois ainda que a parte aparente da obra (a que fica sobre o terreno) possa ser repetida em outro lugar. seja um edifício. Por isso ela é também única. não dá para construir a obra num local para depois transportá-la a outro. não existem duas obras iguais. precisa ser construído sobre um terreno (ou sobre um rio ou mar. Além disso. é sempre de grandes dimensões. haverá sempre diferenças entre os terrenos em que serão construídas e isso fará com que não sejam idênticas. Em qualquer desses casos. é necessário dividi-lo em partes para que possa ser construído. uma ponte ou uma estrada. isto é. se for uma ponte). Ela é construída no local onde permanecerá para sempre. aquilo que a construção civil produz. Há várias formas de dividir um edifício: uma é por sub-sistemas. Pedrito: Ôpa. e ter que ser feito no local onde ficará para sempre. O produto da construção civil. COMO DIVIDIR A OBRA Vamos usar como exemplo a construção de edifícios. cada parte vai sendo feita uma após a outra.Introdução Vamos iniciar essa parte. isto é. está ligado a um local. Dessa forma.. Mas agora não vou ficar estressado por que sei que será explicado o que é. 21 . vamos nessa. por ser um produto de grandes dimensões..

composto por nosso coração. é um sistema composto por subsistemas. O corpo. uma utilidade muito importante. artérias e veias. As instalações hidráulicas de um edifício podem ser comparadas ao sistema circulatório. as instalações. Por exemplo: as fundações e a estrutura. cada um com uma função. que dá sustentação ao corpo. composta por ossos duros. por exemplo. pode ser comparada ao esqueleto humano. mas ainda não entendi nada. podemos fazer uma comparação com o corpo humano. ou seja. A estrutura de um edifício.Subsistema é uma parte do edifício que tem uma função. o sistema de abastecimento de água de um edifício possui bombas e tubulações que levam a água a todas as partes em que precisa ser utilizada. Para entendermos melhor o que são os subsistemas do edifício e suas funções. 22 . garantindo que este possa se erguer e permanecer em pé sem cair no chão. os revestimentos e acabamentos são sub-sistemas. Pode-se dizer que a estrutura é o “esqueleto” do edifício. Pedrito: Estou prestando atenção. isto é. Assim como o coração bombeia e as artérias transmitem o sangue através do corpo. as vedações. uma parte rígida. firmes. assim como o edifício.

É como se o edifício ganhasse vida! Paulina: Que bela imagem você fez. Fundações: têm a função de transmitir as cargas da estrutura do edifício para o terreno. assim como a pele protege o corpo. que suporta todas as cargas que atuam no edifício (seu próprio peso.. isto é.é isso mesmo. que além de dividir e definir espaços também determinam uma função de abrigo. Pedrito? Pedrito: Não só entendi como achei muito legal essa comparação com o corpo humano. Quando um não funciona bem. Pedrito!. transmitindo-as para as fundações. Podemos agora resumir os principais subsistemas do edifício e suas funções: Estrutura: garante a integridade física do edifício. fazendo com que o edifício fique bem plantado no terreno. todas as partes.. assim como no corpo humano. são importantes. E repare que. Vedações: são as paredes e a cobertura. 23 . entre outros). pois são camadas finas que envolvem e protegem todo o edifício. o peso dos móveis. como se fossem as raízes de uma árvore.Os revestimentos e acabamentos do edifício podem ser comparados à pele humana. Paulina: Entendeu. faz ser um corpo inteiro. todo o corpo se ressente. o peso das pessoas que utilizam o edifício. o vento. ou todos os subsistemas. sólido.

a alvenaria e os revestimentos. que compõem os revestimentos mais utilizados. dependendo do tipo de edifício. que é o material do qual são feitas estas partes do edifício.Revestimentos e acabamentos: são as camadas que envolvem as vedações e o edifício. o abastecimento de energia para iluminação.. Há até o Dia do pedreiro. sua duração (tempo de vida) e também uma aparência agradável. aparelhos elétricos. protegendo-o. 24 . que é o pedreiro. * Participa das instalações. * Participa das vedações. que é a técnica mais utilizada para a construção dessa parte do edifício. que é comemorado em 13 de Dezembro. aplicando as argamassas. garantindo sua saúde (sem umidade ou mofo por exemplo). construindo paredes em alvenaria. o transporte de pessoas dentro do edifico (elevadores) e outras. Veremos agora quais são as ferramentas do pedreiro e. alvenaria. Instalações: permitem o abastecimento de água. argamassa. O pedreiro é o profissional mais empregado na construção. fogões e aquecedores. que são: o concreto.. fazendo e aplicando o concreto. o pedreiro é o profissional responsável pelas atividades básicas da construção e por isso foi chamado neste texto de ocupação-base. em seguida. pois veja: * Participa das fundações e estrutura. Concluindo. os principais materiais e técnicas relacionadas às atividades básicas da construção. Onde ele entra nisso tudo? Paulina: O pedreiro participa da construção de praticamente todos os subsistemas do edifício. a coleta e eliminação de esgotos. * Participa dos revestimentos. Pedrito: quer dizer que o pedreiro participa de toda a construção do edifício? Paulina: Sim. embutindo e revestindo tubulações. Por isso ele é tão importante. Paulina: É o que será visto a seguir. PEDREIRO: OCUPAÇÃO BASE Pedrito: Você disse que veríamos uma ocupação-base. Pedrito: E como se faz concreto.

Os equipamentos de proteção e as ferramentas do pedreiro 25 .

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Existem dois tipos de concreto: o estrutural e o não estrutural. diferentes. como se fosse uma massa para fazer um bolo. e porque é tão utilizado. Isto fez com que o concreto se tornasse um dos materiais preferidos dos arquitetos e engenheiros. pode ser moldado nas mais diferentes formas. pedra (ou brita) e água. como se fosse a fôrma do bolo.O que é o concreto ? O concreto não existe pronto na natureza. Neste momento a fôrma é retirada e o “bolo fica pronto”. super arrojadas e bonitas. o concreto fica endurecido. É um material composto. que como já vimos. areia. é muito resistente. feito a partir da mistura de outros materiais: cimento. Depois de um determinado tempo. isto é. O concreto no seu estado fresco. O concreto não estrutural. Segundo. O estrutural é o usado na estrutura. é uma massa que pode ser moldada. O concreto é então colocado numa fôrma. o concreto fica com a forma desejada. também chamado concreto magro. adquirindo resistência. que puderam projetar e construir obras incríveis. já dá para perceber as grandes vantagens do concreto como material estrutural. tem resistência menor e é utilizado em partes não estruturais do edifício como por exemplo. Primeiro. geralmente de madeira. num molde. que só foram possíveis com o uso do concreto. isto é. lastro para pisos. isto é. logo após ser produzido. é a parte da construção com resistência suficiente para segurá-la de pé. BRASÍLIA HIDROELÉTRICA DE ITAIPU 29 . Veja alguns exemplos famosos de obras brasileiras. Só com essa rápida apresentação.

o cimento não se decompõe mais. torna todo o conjunto resistente. pelo menos uma obra feita de concreto armado. que é o concreto. nas estruturas das obras que vimos não há só concreto. OS 1) Cimento: MATERIAIS DO CONCRETO É um pó fino acinzentado com propriedades aglomerantes. cimento “molhado”. Veja na figura a seguir um esquema do processo de fabricação do cimento. 30 . Cimento hidratado é portanto. é de concreto + aço (concreto armado) que são feitas as estruturas. na sua cidade. mesmo que seja novamente submetido à ação da água. que você tenha achado interessante ou bonita. Portanto. como pontes e hidroelétricas. Depois de resfriado o clinquer é moído resultando num pó. que é o cimento. Depois de endurecido.Na verdade. Mais adiante veremos porque as estruturas precisam ser feitas de concreto armado e não só de concreto. que é um tipo de solo (no ladrilheiro explicaremos melhor o que é a argila). pois é um material excelente para obras executadas sob a água. o que se chama hidratação. ATIVIDADE 3 . O cimento endurece após misturado com a água. Tanto o calcário quanto a argila existem em abundância no Brasil. Eles são misturados e colocados num forno. envolvendo os outros materiais do concreto. Na fase de moagem adiciona-se gesso para regular o que se chama tempo de pega do cimento. O aço é o outro material estrutural utilizado juntamente com o concreto. que é uma rocha. Por isso é o mais importante e o mais caro dos ingredientes do concreto.IDENTIFICAR Identifique. É o cimento que faz do concreto um material estrutural. e a argila. isto é. Isto traz outra grande vantagem para o uso do concreto. Depois de endurecido. que são a areia e a pedra. O cimento é fabricado a partir de dois ingredientes que existem na natureza: o calcário. quando misturado com água vira uma pasta que funciona como “cola”. que ficam no interior do concreto. O produto que sai do forno chama-se clinquer e tem a aparência de pedras escurecidas. Passaremos agora a definir os materiais do concreto e suas funções. Há também barras de aço. a uma temperatura muito alta (aproximadamente 15000 C). por exemplo.

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e era parecido com as pedras que existiam na ilha de Portland. Todos os tipos de cimento comercializados no Brasil devem obedecer a norma brasileira e serem certificados (aprovados) pela ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland). que fica naquele país. restando somente o cimento Portland. que é um resíduo siderúrgico que vem da produção do aço. o que pode ser importante dependendo do tipo de obra. que é a forma mais comum e também a granel. Outro tipo de cimento é o cimento branco (chamado pela norma CP B) que é utilizado para rejunte de azulejos. Os mais utilizados no Brasil são: o cimento portland comum (denominado pela norma brasileira CP I) e o cimento portland composto. devem ser adotados os procedimentos a seguir. embora não seja exportador. O cimento foi inventado na Inglaterra. para grandes consumidores. Com o tempo. O cimento pode ser comercializado em sacos de 50 kg. Verificar se não há sacos rasgados. Por exemplo: há um tipo de cimento chamado cimento de alto forno (denominado pela norma brasileira CP III) que é um cimento fabricado com clinquer mais escória de alto forno. molhados e se o cimento não está empedrado. Conferir a procedência (a marca do fabricante). A importação é permitida desde que o cimento seja certificado. O sobrenome também servia para diferenciá-lo de outros tipos de cimento. daí o nome com que foi patenteado. Isso faz aumentar a durabilidade do cimento. cimento Portland.O cimento fabricado assim tem um sobrenome: é Portland. Veja a borda. denominado pela norma brasileira CP II. conforme exige a norma brasileira. No caso de uso do cimento ensacado. 32 . A diferença entre os diversos tipos é a colocação de produtos que alteram algumas propriedades do cimento. Curiosidade De onde vem o sobrenome do cimento? O sobrenome Portland vem da sua origem. todos os outros tipos foram sendo abandonados. como será visto no ladrilheiro. O Brasil tem capacidade para produzir mais do que consome. furados. fabricados de formas diferentes. o tipo de cimento. Todas estas informações devem estar na embalagem. Praticamente não há importação. para recebimento e armazenamento. Há porém vários tipos de cimento Portland. em 1824. como o sobrenome das pessoas. que foi adotado como o único em todo o mundo. o número da norma técnica correspondente e a data de ensacamento.

O prazo total de validade do cimento é de 3 meses. deve ser devolvido. O empilhamento máximo deve ser de 10 sacos. Armazenar em local fechado. na sua comunidade. Caso seja entregue cimento nestas condições. protegido da umidade. Usar sempre o cimento mais antigo primeiro. ATIVIDADE 4 .PESQUISAR Vimos que o cimento é um material caro. 33 . como podem ser reaproveitados os sacos das embalagens de cimento. Pesquise também. Pesquise. por exemplo. O estoque em obra deve ser planejado para ser consumido em no máximo 15 dias. formas de reaproveitar entulho de obra. afastado do piso e das paredes pelo menos 20 cm. sobre estrado de madeira. em restos de concreto ou argamassa.Atenção: é proibido o uso de cimento empedrado. com a orientação do seu professor. Normalmente em entulho de obra há uma grande quantidade de cimento endurecido. Faça esse trabalho em equipe e apresente o resultado para a classe.

maior o seu tamanho. As mais utilizadas em concreto são as britas 1 e 2. classificados pelo seu tamanho. Os graúdos. como por exemplo. Dentro desses dois tipos há ainda uma classificação mais detalhada de acordo com o tamanho. ou o peso do concreto. Nas tabelas a seguir são apresentados os tipos de agregado. não reagem com os outros materiais com que estão misturados. quanto maior é seu número. e os graúdos. Aumentar a resistência da superfície do concreto quanto ao desgaste e intempéries (chuva e sol por exemplo). são obtidos normalmente pela quebra de rochas. Observe que no caso das britas. ou processo de endurecimento. uma vez que os agregados aumentam o volume da massa de concreto. isto é. Agregados são materiais granulares – utilizados sob a forma de grãos ou partículas . Os agregados podem ser obtidos diretamente da natureza. em leitos de rio. e são mais baratos que o cimento. de acordo com a norma brasileira. que são as pedras. para caracterizar as pedras que são usadas no concreto. 34 . as areias. sem perda de resistência. Daí o nome de britas. que será visto adiante. que são as pedras ou britas. Fazer diminuir as variações de volume do concreto durante sua cura. Os agregados são classificados de acordo com o tamanho dos grãos: podem ser agregados miúdos (grãos pequenos). como as areias. com grãos maiores.2) Areia e pedra: São chamados agregados do concreto. Ajudar a aumentar ou diminuir a densidade. As funções dos agregados (areia e brita) no concreto são: Reduzir o custo do concreto. que se chama britagem. conforme será visto a seguir.e são inertes. em situações em que isso se faz necessário.

com a orientação do professor. A água fornecida pela rede pública por exemplo (água de torneira) pode ser usada com toda a segurança. como as relacionadas.Pedrito: em que situações é necessário aumentar ou diminuir o peso do concreto? Paulina: pergunte ao seu professor. Pode-se até dizer que água boa para o concreto é água de beber. 35 . folhas e raízes. um mostruário (uma vitrine) de agregados.LABORATÓRIO Sua classe vai organizar. 3) Água: A água a ser utilizada no concreto deve ser limpa – sem barro. Essas amostras podem ser obtidas em pedreiras. Havendo dúvidas sobre a qualidade da água. podendo causar até o seu desabamento. obras. água salgada como a água de mar. ou até na sua comunidade (sobra de obras). de fábricas ou de outros usos). Isso será feito em grupos. depósitos. óleo. uma amostra (pequena quantidade) de um tipo de agregado. Cada grupo trará num vidro. ATENÇÃO Nunca usar: águas servidas (de esgoto humano ou animal. de cozinha. devem ser feitas análises em laboratórios apropriados para saber se pode ou não ser utilizada para o concreto. galhos. podem comprometer seriamente a qualidade do concreto e a segurança da obra. Relacione o que você encontrar. ATIVIDADE 5 . O uso de águas impuras ou agressivas. águas salobras ou barrentas.

Para isso são usados critérios tecnológicos e o traço é determinado em laboratório. Lembra-se. A dosagem. Para suportar os outros esforços é usado o aço. ou o traço do concreto. para se fazer um concreto adequado para a obra em que será utilizado. Uma é a empírica. Pode também fazer testes para saber se o concreto está bom para ser utilizado. e também sua verificação e a sua aplicação. Isso é definido no projeto da estrutura da obra. Adiante. Deve ser usada somente em obras pequenas e mesmo assim por decisão e responsabilidade do mestre de obras ou responsável técnico (engenheiro ou arquiteto). 36 . critério . Os critérios podem ser resumidos em três: Resistência Trabalhabilidade Diâmetro máximo do agregado 1o. Seu objetivo é encontrar a quantidade mais econômica de materiais. areia. Compressão é um esforço que a estrutura da obra deve suportar. Veja na figura a seguir quais são os outros. britas e água. O concreto é um material que suporta muito bem esforços de compressão. chamada traço do concreto. é definido pelo mestre de obras ou profissional responsável pela obra (engenheiro ou arquiteto). veremos exemplos práticos disso. as quantidades de cimento. em que o traço é definido com base na prática. é importante conhecer os critérios (as regras) para a dosagem do concreto. para entender e fazer bem feito o concreto. que é um material que resiste tanto a esforços de compressão quanto de tração. Existem duas maneiras de se definir a dosagem.Resistência: É a resistência à compressão que o concreto deve ter. ou traço do concreto. Assim. O outro método é o racional ou experimental. para se fazer determinado volume de concreto. e é esta sua função na estrutura. que é feito por profissionais e empresas especializadas. logo no início do concreto. Essa quantidade é normalmente expressa através de proporção dos materiais em massa ou volume. O pedreiro participa da fabricação e principalmente da aplicação do concreto. que foi dito que as estruturas são feitas de concreto armado (concreto + aço) e não só de concreto? É esta a razão. Por isso esse é o critério de resistência usado na sua dosagem.A DOSAGEM DO CONCRETO Dosagem é o procedimento para determinar a quantidade de cada material na composição do concreto. ou seja.

ESFORÇOS Esforços são solicitações a que os corpos estão sujeitos quando sofrem ações. 2) Compressão: esforço que comprime a peça. É como se o galho fosse serrado. 3) Flexão: esforço que ao mesmo tempo comprime e traciona: comprime as fibras superiores e traciona as fibras inferiores da peça. 4) Torção: esforço que torce a peça. 5) Cisalhamento: esforço que “corta” a peça. torção e cisalhamento. Quando comprimimos uma pilha de livros. flexão. Veja a figura: 4 5 1 2 3 1) Tração: esforço que estica a peça. Existem 5 tipos de esforços: tração. Quando penduramos numa corda. Quando torcemos uma borracha. compressão. 37 . Quando fletimos uma régua. Quando dependuramos num galho de árvore e ele quebra com nosso peso.

quanto mais água tem o concreto. é necessário um concreto mais mole para poder preencher a fôrma.ESCREVER Paulina: Sente-se nessa cadeira. sem ser muito caro. um meio-termo. que é bem larga. Pedrito. Quanto mais mole. ou seja. Paulina: Agora me diga quais são os esforços que atuam no assento e nas pernas da cadeira. Veja na foto abaixo. maior deve ser a quantidade de cimento para se ter a resistência necessária e. ou concreto bom de trabalhar. Um concreto com boa trabalhabilidade.Trabalhabilidade: É o que faz o concreto ser capaz de preencher a fôrma. 38 Pilar Forma de sapata . devemos buscar um ponto de equilíbrio. Por outro lado. mas suficiente para garantir a trabalhabilidade do concreto. quanto mais água tem o concreto.ATIVIDADE 6 . Em outras palavras. Se vamos concretar um pilar estreito. gostei dessa aula prática. Mas se vamos concretar uma sapata. Pedrito: Ôpa. com o menor esforço possível. Esse ponto de equilíbrio depende do tipo de estrutura que será concretada. por exemplo (veja na foto). é aquele que permite encher a fôrma completamente. em que o concreto deve ter uma boa trabalhabilidade. mais fácil de trabalhar. portanto. podemos usar um concreto mais seco. mais caro será o concreto. Critério . 2o. Assim. devemos achar um traço com a menor quantidade de água possível.

Observe as fotos (Fonte: PCC/EPUSP . Paulina: Deu 6 cm. que o pedreiro deve aprender a fazer. 39 . quanto o bolo de concreto abateu. aplicamos 25 golpes com um bastão de aço. Essa medida é feita em centímetros e representa o slump do concreto. SLUMP-TEST OU TESTE DE ABATIMENTO Com o concreto a ser ensaiado. 1 2 3 4 Pedrito faz um slump-test. Em cada uma das camadas. enche-se um tronco do cone (um funil vazado dos dois lados). Acompanhe como é feito. Pedrito: Esse resultado é bom ou ruim? Paulina: Vamos consultar a tabela para saber. Terminado o preenchimento do tronco.Para se determinar a trabalhabilidade do concreto a norma brasileira define um ensaio (um teste). suspendemos lentamente o mesmo. ou seja.2003). para adensá-la. O enchimento deve ser feito em três camadas de igual volume. O “bolo” de concreto sofrerá um abatimento. chamado slump-test ou teste de abatimento. desmanchará parcialmente. de diâmetro variável de 10 cm a 20 cm e altura de 30cm. Utilizando uma régua e tendo-se como referência o próprio cone. medimos o abatimento. e Paulina faz a medida do abatimento. ou seja.

Também depende da estrutura que será concretada e da densidade da armadura. usando o concreto com a menor quantidade de água possível. 3o. da quantidade de aço que existe dentro da fôrma.A tabela a seguir mostra a relação entre o tipo de peça a ser concretada e o slump. ou seja. Fonte: adaptado de HELENE e TERZIAN (1992) Paulina: Qual a peça que será concretada? Pedrito: Sapata. Na tabela a seguir é dada a relação entre o tamanho máximo do agregado (chamado diâmetro máximo do agregado) e o tipo de peça a ser concretada.Diâmetro máximo do agregado: É o tamanho máximo do agregado que pode ser utilizado. Critério . Quanto mais estreita é a peça e maior é a densidade de aço. senão o concreto não passa pela armadura. 40 Fonte: adaptado de HELENE e TERZIAN (1992) . Paulina: Isso significa que com esse slump nós conseguiremos preencher bem a fôrma da sapata. Então o slump está bom. menor deve ser o tamanho máximo do agregado.

Após a compactação da última camada. são moldados em cilindros metálicos de 15 cm de diâmetro e 30 cm de altura. O cilindro deve ser preenchido com o concreto. Acompanhe. sem atingir a inferior. Após 24 h é feita a desforma e a retirada dos corpos de prova dos moldes. Caso não atenda. onde são rompidos. os corpos de prova devem ser conservados em areia úmida. ENSAIO DE RESISTÊNCIA DO CONCRETO Os corpos de prova. Cada camada deve receber 30 golpes com uma haste metálica. Fabrica-se em laboratório o traço calculado. determinando-se sua resistência. altera-se o traço e se refaz todo o processo até chegar ao traço final. serragem úmida ou envolvidos em sacos molhados. Fonte: ABESC (2000) 41 . mede-se o slump.Assim. Os golpes devem ser distribuídos de maneira uniforme na camada. como pode ser visto nas fotos acima. Pedrito: Falta só uma coisa: como medir a resistência do concreto? Paulina: Através de outro ensaio que o pedreiro também faz. Com estes dados e o diâmetro máximo do agregado define-se a proporção de agregados em relação ao cimento e à água. chegando-se ao traço. Durante o tempo em que permanecer na obra. alisar a superfície com a colher de pedreiro e protegê-la com uma chapa de material não absorvente. a resistência e verifica-se se o concreto atende aos critérios. em quatro camadas sucessivas. ou amostras de concreto. Cada amostra deve ser identificada e encaminhada o mais rápido possível para o laboratório. a partir dos critérios de resistência e trabalhabilidade. define-se a proporção de cimento e água. Prensa No laboratório os corpos de prova são curados (veremos o que é cura mais adiante) e levados a uma prensa. aproximadamente de mesma altura.

moldagem de corpo de prova e ensaio de resistência à compressão. Há duas formas de se fazer a mistura: a manual e a mecânica. realização de ensaio de abatimento. Pedrito e Paulina ficam sabendo o resultado e comparam com a resistência de dosagem prevista no projeto.No final. que corresponde a dois sacos. ou em concretagens de pequenos volumes. os materiais devem estar bem distribuídos em toda a massa de concreto. Mistura Manual: Pode ser utilizada para pequenas obras. isto é. . limpa e impermeável (pode ser um piso de chapa de madeira ou cimentado). usando enxadas e pás. numa camada de aproximadamente 15 cm. Recomenda-se que cada “massada”. dada em laboratório. misturando-a. O concreto está pronto. Primeiro coloca-se a areia. A mistura de cimento e areia deve ser feita até apresentar cor homogênea. Mistura-se bem até obter uma massa plástica (moldável) e homogênea. Abre-se um buraco no meio da camada e adiciona-se a água aos poucos. MISTURA OU PREPARO DO CONCRETO O concreto deve ser preparado de uma maneira que garanta a homogeneidade da mistura dos componentes. Juntam-se as britas e prossegue-se com a mistura até ficar bem homogênea.LABORATÓRIO Você assistirá em uma aula. 42 Seqüência da mistura – O concreto deve ser preparado sobre uma superfície rígida. a preparação de um traço de concreto. A camada deve apresentar agora uma altura de aproximadamente 20 cm. tomando o cuidado de não perder água. com rompimento de corpo de prova de concreto em prensa. ou cada mistura de concreto. ATENÇÃO A norma brasileira estabelece que o volume a ser preparado por vez não ultrapasse o correspondente a 100 kg de cimento. Em seguida adiciona-se o cimento e mistura-se bem. sua mistura. ATIVIDADE 7 . seja feita para um traço correspondente a um saco de cimento.

Repare que nesse tipo de betoneira o carregamento do material e a descarga do concreto são feitos pela mesma boca. BETONEIRA SEM ENGRENAGENS BETONEIRA COM ENGRENAGENS 43 . Entretanto. Nesses casos obtém-se uma mistura mais homogênea e uma maior produção do que no processo manual. que aparece no desenho a seguir. Veja os desenhos.Fonte: ABCP (2006) Mistura Mecânica: É feita em equipamentos chamados betoneiras. O tipo mais comum é o de eixo inclinado basculante. exige instalação adequada na obra e treinamento para sua operação. Há betoneiras mais complicadas e de maior porte. O giro do tambor com as paletas proporciona a mistura dos materiais que encontram-se no seu interior. em que o carregamento é feito de um lado e a descarga por outro. que gira em torno de um eixo. como é um equipamento eletro-mecânico. com paletas internas. basculando-se (inclinando-se) o tambor por meio de uma alavanca. Existem betoneiras de vários tipos e capacidades. A betoneira consiste num tambor.

pois seus pesos são diferentes. o concreto pode desagregar. 44 . Para se fazer um bolo. por fim.. isto é. seus componentes começam a se separar. para misturar bem? Paulina: Não. a areia e o restante da água. é necessário saber a ordem de colocá-los e como fazer a mistura. Adiciona-se o cimento e. colocam-se inicialmente as pedras e metade da água. O tempo total de mistura deve ser de 3 a 4 minutos. além de se ter os ingredientes na quantidade certa. Com o concreto é a mesma coisa. não vira bolo. Paulina: Mas é isso mesmo.Seqüência da mistura Com a betoneira já funcionando. Fonte: Adaptado de ABCP (2006) Pedrito: Só isso? Não é melhor deixar o concreto um tempão na betoneira. Pedrito: Parece receita de bolo. misturando-se por um minuto.. vira gororoba. Pedrito. pois se o tempo de mistura for excessivo. Se os ingredientes forem colocados na ordem errada ou ficar muito tempo batendo. como dizia a minha avó. É como se o concreto “desandasse”. Isso é feito para “lavar” a betoneira.

pois sua dosagem é feita pelo método racional. Concreto usinado ou pré-misturado Concreto usinado ou pré-misturado é um concreto pronto.definida no projeto da estrutura . também chamadas centrais ou usinas de concreto. em canteiro. Este tipo de concreto é indicado nos casos em que o volume é maior ou não há espaço ou pessoal suficiente para fazer o concreto na obra. as fundações de um trecho de parede. areia.ATIVIDADE 8 . faça um roteiro. A atividade será feita em grupos e será orientada pelo seu professor. que você já conhece. planejando as tarefas que precisam ser realizadas. A usina define o traço de acordo com a solicitação da obra e lança no caminhão-betoneira os materiais: cimento. Veja as fotos a seguir. britas e água. se for necessária. 45 . daí o nome concreto usinado. Depois que seu professor orientá-lo sobre como será feita. deixando-se para completá-la na obra. O pedido do concreto usinado deve conter: a resistência . Pode-se lançar parte da água no caminhão. É fornecido por empresas especializadas. Deve ser lembrado que o concreto usinado tem mais controle e oferece maior segurança do que o feito na obra. fazendo o concreto magro do lastro manualmente e o concreto estrutural em betoneira.LABORATÓRIO Você executará. que pode ser comprado ao invés de ser feito na obra.o slump e o diâmetro máximo do agregado e outra especificação.

O caminhão-betoneira parte para a obra misturando lentamente os materiais na caçamba. A mistura é lenta somente para não deixar os materiais depositarem no fundo da caçamba. A usina deve ser próxima da obra, pois o tempo de viagem entre a usina e a obra mais o tempo de concretagem, somados, não podem ultrapassar duas horas, pois este é o tempo de pega do concreto. Nós já vimos o que significa tempo de pega, quando falamos do cimento, lembra? É o tempo para iniciar o endurecimento do concreto, a partir do qual ele começa a endurecer e não pode mais ser utilizado. Por isso, deve haver um planejamento, isto é: além de se ter a previsão do tempo de percurso, a obra tem que estar preparada para utilizar o concreto assim que o caminhão chegar, e o tempo de concretagem deve estar também previamente definido.

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ATENÇÃO:

O tempo máximo entre o início da mistura e a descarga do concreto é de duas horas. Depois disso o concreto não pode mais ser utilizado.
Ilustração fonte: ABESC

Chegando na obra, é feita a mistura final, rotacionando a betoneira em maior velocidade, durante 5 a 10 minutos. Se na usina não foi colocada toda a água, adiciona-se a água restante antes da mistura, o que deve ser feito pelo técnico responsável da usina.
ATENÇÃO:

A obra não pode autorizar a colocação de água no concreto. Somente a usina pode fazê-lo, através de seus técnicos autorizados.

ATIVIDADE 9 - PESQUISAR

Suponhamos que vai ser feita uma concretagem na sua comunidade. Faça um levantamento das usinas de concreto que existem na região. Faça também uma pesquisa de preços de concreto, orientada pelo seu professor, e escolha a usina que lhe pareça a mais indicada para fornecer o concreto. Essa atividade será feita em grupos. Seu professor programará também uma visita a uma usina de concreto.

Pedrito: Finalmente, vai começar a concretagem. Paulina: Ainda não, Pedrito. O que está faltando ainda? Pedrito: Não faço idéia... Paulina: Verificar o slump e a resistência né, Pedrito?. Como eu vou saber se o concreto que foi entregue é o que eu pedi... Pedrito: Putz, é mesmo.... Paulina: E agora você é que vai fazer . Pedrito: Nossa, que responsa... Pedrito: Pronto, fiz o teste do slump e moldei os corpos de prova para o ensaio de resistência.

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Pedrito: Mas, Paulina, e se o slump não desse bom? Por exemplo, se eu pedi slump 8 e deu 6, o que eu faria? Paulina: Eu que pergunto, o que você faria? Pedrito: Eu me lembro que às vezes o pessoal na obra em que eu trabalhei mandava botar água no caminhão para o concreto ficar mais fácil de trabalhar. Mas agora já aprendi que isso nós não podemos fazer. Paulina: Então... Pedrito: Já sei, devolve o concreto. Paulina: Demorou um pouco mas acertou. É isso aí.

ATENÇÃO

Slump fora do solicitado (para mais ou para menos) significa concreto errado para o uso e deve ser devolvido. Os erros e suas consequências deverão ser assumidos pela usina que forneceu o concreto.

Pedrito: Paulina, e se a resistência do concreto não der a pedida, o que fazer? Paulina: Ah, aí é mais complicado. Vamos perguntar ao professor.

PREPARAÇÃO

DA CONCRETAGEM

Para o lançamento do concreto, as fôrmas devem estar limpas, sem restos de madeira, serragem, pontas de ferro, etc. Para a limpeza pode-se utilizar jato de ar, por exemplo. Após a limpeza, as fôrmas devem ser bem molhadas, para impedir que a madeira absorva água do concreto. O mestre de obra e os carpinteiros deverão também verificar, antes da concretagem, se as peças de madeira da fôrma estão bem unidas (sem frestas, para evitar escorrimento de nata do concreto) e também se estão bem travadas e escoradas. Agora podemos iniciar a concretagem.

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TRANSPORTE

E LANÇAMENTO DO CONCRETO

O transporte horizontal do concreto pode ser feito por carrinhos manuais ou gericas, recomendando-se os com pneus de borracha, pois os de rodas de aço trepidam muito e podem segregar o concreto. O transporte vertical pode ser feito com guinchos (elevadores de carga) ou gruas (guindastes de carga). É utilizado também, em edifícios altos, o transporte por bomba. Nesse caso, o concreto deve ter traço especial.

Grúas

O lançamento é a colocação do concreto nas fôrmas. O principal cuidado é em relação à altura de lançamento, que não deve exceder 2,0 metros, para não causar desagregação do concreto. Isto pode acontecer nos casos de concretagem de pilares, que são altos, geralmente em torno de 3,0 m. Pedrito: Como fazer para não acontecer isto? Paulina: Pergunte ao seu professor.

ADENSAMENTO
O adensamento, ou vibração, é a compactação do concreto, de modo a eliminar o ar do seu interior e rearranjar os agregados, tornando-o mais compacto e fazendo com que ele preencha completamente as fôrmas. A falta ou o adensamento mal feito pode causar graves falhas nas concretagens, como a formação de buracos nas estruturas, conhecidos como “bicheiras”, que podem levar até ao desabamento do edifício.

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tal como se faz. para evitar a evaporação da água do concreto (pela ação do sol e dos ventos) e permitir a completa hidratação do cimento. 50 Para isso são utilizados os seguintes procedimentos: . Acompanhe a figura e os procedimentos para o adensamento. com soquetes ou barras de aço. Nesses casos o adensamento usual é o mecânico. sendo que a altura de cada camada não deve exceder ¾ do comprimento da agulha do vibrador. este meio não é o ideal. A cura resume-se em manter a superfície do concreto úmida. CURA É o nome das atividades feitas após a concretagem. O adensamento deve ser feito em camadas. durante um período que a norma brasileira recomenda como sendo de pelo menos 7 dias. feito por meio de equipamentos chamados vibradores. por ser muito rudimentar e exigir muito esforço. O vibrador não deve encostar nas paredes da fôrma e não deve vibrar a armadura.O adensamento pode ser feito por meios manuais ou mecânicos. O manual consiste na aplicação de golpes. com volumes maiores de concreto. por exemplo. Numa concretagem de estrutura. Não vibrar em excesso. podem comprometer sua durabilidade. sombreada e protegida. que além de causarem má aparência. a vibração deve cessar quando desaparecem as bolhas de ar da superfície e a umidade da mesma fica uniforme. Uma boa cura evita também a formação de fissuras (pequenas trincas) na superfície do concreto. para adensar o concreto nos ensaios do slump e para moldar os corpos de prova para ensaios de resistência. ATENÇÃO Excesso de vibração pode causar segregação do concreto e é tão danosa quanto a falta de adensamento. sem garantia de bom adensamento. dependendo das condições locais. ou batidas no concreto. podendo ser estendido a até 14 dias.

é a mais difícil mesmo. Paulina. também. Recobrir a superfície com papéis ou lonas plásticas impermeáveis. Pedrito. a do concreto. em canteiro de obras. ou seja .se ele fizer errado. Pedrito: E achei meio difícil.. serragem molhada. Paulina: Não se preocupe tanto com aquilo que você achou difícil. VAMOS PARA A ALVENARIA! 51 . Trabalhará durante um tempo aprendendo e treinando com o mestre de obras e outros profissionais mais experientes. é que a parte que vimos até agora.. sem função esturtural. Ele entra na obra como “meio-oficial”. que impedem a evaporação..0 m de altura. ou estopas ou mantas úmidas. como atividade prática. A atividade será feita em grupos e será orientada pelo seu professor. pode até cair o prédio! Paulina: Pode mesmo. ADVERTÊNCIA Todas as atividades práticas de construção propostas referem-se à execução de uma parede-protótipo de alvenaria de 2. nenhuma construção que tenha fins estruturais ou que exija conteúdos e procedimentos não abordados e recomendados neste Guia de Estudo e no Manual do Educador. Na verdade. o pedreiro não inicia fazendo logo tudo isso que nós vimos.Irrigar periodicamente a superfície com água. né? Outra notícia boa. e de tanta responsabilidade. Cobrir a superfície com areia molhada. não imaginava que o trabalho do pedreiro fosse tão importante. Os autores não autorizam. ATIVIDADE 10 . O que precisa é aprender certo. a ser construída para fins exclusivamente didáticos.. Pedrito: Puxa. Daqui para frente os assuntos serão mais fáceis e muitas das coisas que serão ditas você já aprendeu. sendo que as orientações mais detalhadas para estas atividades constam no Manual do Educador.LABORATÓRIO Você executará a concretagem das fundações de um trecho de parede. um aprendiz de pedreiro..

Itália (no presente) Coliseu . narrada na Bíblia. Eram os construtores da antiguidade. Pirâmides de Gizeh . A torre de Babel.Egito Muralha da China Coliseu . 2003). A alvenaria é provavelmente a mais antiga técnica de construção inventada pelo homem. a muralha da China. como as pirâmides do Egito. As mais importantes obras da Antiguidade foram feitas em alvenaria de pedra. vidro e muitos outros. ou blocos superpostos (colocados uns sobre os outros). algumas existentes até hoje. pedras. As alvenarias podem ser feitas de diversos materiais como tijolos e blocos de cerâmica ou concreto.Faraós Keops. feitas em alvenaria. que designava os trabalhadores que sabiam construir com pedras. Kefrén e Mikerinos . Daí a origem do nome pedreiro.Alvenaria INTRODUÇÃO Alvenarias são construções feitas de tijolos. Veja as fotos. normalmente unidos por argamassa. formando um conjunto rígido e coeso (PCC/EPUSP. é descrita como uma construção em alvenaria de tijolos. são exemplos de construções milenares.Itália (no passado) 52 . Grandes obras feitas na época antiga. o Coliseu de Roma.

sol. Isto permite a construção. para suportar pelo menos seu próprio peso e poder resistir a choques. isolamento térmico. o edifício mantenha uma temperatura minimamente confortável. feitos inteiramente em alvenaria. isto é. fazendo com que os ambientes do edifício sejam protegidos do excesso de ruídos externos e internos e tenham privacidade. ou seja. nos tempos atuais. As funções da alvenaria As alvenarias são usadas para construção de paredes. tanto externas quanto internas. isolamento acústico. etc. Para que as paredes de alvenaria possam cumprir bem essa função. vedações verticais dos edifícios. dando a eles sua função de abrigo. fazer com que. São as partes dos edifícios que os fecham. chuva. e houve um grande avanço na tecnologia dos materiais utilizados. proteger o edifício e seus ambientes da entrada de água. de edifícios grandes e sofisticados. internamente. Essa função é garantida pela alvenaria junto com seu revestimento. ventos. como se pode ver nas fotos a seguir. mesmo com temperaturas externas muito quentes ou muito frias. definindo seus ambientes. facilidade de execução. Já vimos no início do livro o que são vedações. elas devem possuir: resistência. estanqueidade. isto é. 53 . uma vez que serão construídas na obra e seus componentes (os tijolos e blocos) são assentados manualmente.A alvenaria continua sendo até hoje a técnica mais usada para construção de paredes de edifícios. As vedações também fazem as divisões internas dos edifícios.

quebras. são muitos os materiais de que podem ser feitas as alvenarias. como é visto no desenho. O tijolo maciço (também chamado tijolo comum) é compacto. juntamente com seus colegas também organizados em grupos. deformações e irregularidades na superfície. as olarias normalmente fabricam e comercializam tijolos com dimensões variando em torno de 5 x 19 x 9 cm. Os mais comuns e mais utilizados são os tijolos e blocos cerâmicos e de concreto. como você pode ver no desenho ao lado. são necessárias as duas mãos para levantá-lo. apresentando coloração avermelhada. É sobre estes que falaremos a seguir. . apresentando normalmente um rebaixo em uma de suas faces. No tópico do livro referente ao ladrilheiro são dadas mais explicações sobre o que é a argila. Entretanto. como pode ser visto na tabela a seguir. como mostra a tabela a seguir. e devem ter cor uniforme. A norma estabelece também resistências mínimas que os tijolos maciços devem ter. Há dois tipos de tijolos: o maciço e o furado. um mostruário de componentes para alvenaria: tijolos e blocos de diversos tipos. 54 Visualmente não devem apresentar trincas.LABORATÓRIO Organize. podendo ser seguro e elevado com apenas uma das mãos. e como é o processo de fabricação dos produtos cerâmicos para construção. que serão denominados a partir de agora de componentes da alvenaria. e com orientação do seu professor. em grupo. ATIVIDADE 11 . dividindo-os em três categorias. como será visto em seguida. feito com argila e queimado em forno. sem furos. O tijolo é caracterizado também por ser de dimensões pequenas e de peso reduzido.OS MATERIAIS DA ALVENARIA Como vimos. As fábricas onde os tijolos são produzidos são chamadas olarias. A norma brasileira recomenda dois padrões de dimensões. Tijolos Tijolo é um componente para alvenaria em formato de paralelepípedo. Já para o bloco.

55 . como pode ser visto no desenho a seguir. assim como os tijolos furados. Na tabela que mostra a resistência. que será vista a seguir. os blocos correspondentes à classe 10 (resistência até 1. Podem ser de dois tipos: de vedação (que devem ser assentados com os furos na horizontal) e estruturais (assentados com os furos na vertical). a especificação do tipo de bloco a ser usado e de sua resistência têm que estar definidos no projeto. Blocos cerâmicos Os blocos cerâmicos. são também fabricados de argila e queimados em forno. feito por empresas ou profissionais especializados. possuindo furos perpendiculares a uma de suas faces. A norma brasileira inclui os tijolos furados dentro de uma denominação mais geral. As tabelas a seguir mostram as classificações e tipos de blocos cerâmicos quanto à resistência e quanto às dimensões.O tijolo furado possui furos perpendiculares a uma de suas faces. Os estruturais são mais resistentes e podem ser utilizados em alvenaria estrutural. que é a dos blocos cerâmicos. O nome “tijolo furado” é um nome que vem da prática e serve para designar blocos cerâmicos de pequenas dimensões.0 Mpa) são os correspondentes aos tijolos furados. Importante Quando a alvenaria é estrutural. São também de dimensões e pesos relativamente pequenos. de uso mais comum. podendo ser manuseados com apenas uma das mãos.

empenamentos ou furos. adequadamente adensados e curados. sendo que sua resistência mínima à compressão deve ser de 2. quebras. conforme a norma brasileira. que você já viu no tópico referente aos agregados do concreto. as britas são menores (usa-se pedrisco.0 Mpa. principalmente a resistência.DIMENSÕES DOS BLOCOS CERÂMICOS Os blocos visualmente não devem apresentar defeitos tais como trincas. Blocos de concreto São blocos feitos de concreto. A diferença entre o concreto usado para os blocos e o usado para estrutura dos edifícios é que. normalmente moldados em fôrmas metálicas. para garantir sua forma e suas propriedades. cidade de sua fabricação e as dimensões em centímetros. Os blocos de concreto são em geral mais resistentes que os blocos cerâmicos. Devem constar também na superfície do bloco: nome do fabricante. para os blocos. 56 . e areias mais finas).

isto é.com. conforme mostra a tabela a seguir (fonte: www. possuem furos.glasser.Os blocos de concreto são vazados.br). São produzidos e comercializados em diversos tamanhos e tipos. devendo ser assentados com os furos na vertical. Podem ser de vedação e estrutural. 57 .

isto é. ao endurecer. ou seja. que em poucas horas começa a endurecer. Misturada com água forma uma pasta que endurece depois de um certo tempo. semelhantes ao concreto. A função de cada material será explicada a seguir. assim como para o concreto. barateando seu custo. manualmente. para que a parede possa ser erguida em algumas horas e possa permanecer de pé. para se completar. pois é a argamassa que liga os tijolos ou blocos. pois a cal retém muita água e acaba funcionando como um lubrificante. assim como o cimento. É a cal que faz com que a argamassa possa ser manuseada e aplicada. deve adquirir alguma resistência rapidamente. funcionando como cola entre os componentes envolvidos por ela. Sua função na alvenaria é muito importante.A argamassa As argamassas são materiais compostos. Para isso a argamassa deve ter as seguintes características: deve ser fácil de aplicar. coloca-se o cimento. sendo que as juntas entre eles devem ficar bem preenchidas. Deve ter. funcionando como cola e garantindo a resistência e as demais propriedades do conjunto. sem cair ou entortar. deve ter resistência e durabilidade suficientes para suportar os esforços que atuarão na parede ao longo da vida útil do edifício. A diferença com o cimento é que a reação química que faz a cal endurecer é muito mais lenta. Normalmente se utiliza a argamassa chamada “mista”. 58 . designa a proporção entre os materiais que comporão a argamassa. o que pode demorar vários dias. A palavra “traço”. com cimento e cal. portanto. uma vez que cada tijolo ou bloco é assentado um por um. ou mesmo meses. são feitas da mistura de outros materiais: cimento ou cal ou ambos + areia. Além disso. É em função dessas características que deve ser determinado o traço da argamassa. como a cal também contribui para a resistência ao longo do tempo. Como a alvenaria precisa ter resistência rapidamente. Uma argamassa só com cimento e areia seria muito resistente mas não teria trabalhabilidade para ser usada em alvenaria. trabalhabilidade. A cal é um aglomerante. mais a areia. pois acontece entre a cal e o gás carbônico da atmosfera. a quantidade de cimento na argamassa pode ser reduzida. Pedrito: Mas então por que usar cal na argamassa? Paulina: É para dar trabalhabilidade.

Colocar primeiro a areia. 3. ou seja. faça um monte com um buraco no meio (coroa). Misturar bem até a cor ficar bem uniforme. Atenção Se a alvenaria for estrutural. em pó. duas de cal e nove de areia em volume. uma mistura perfeita! Dá até fome. A cal de que estamos falando aqui é a cal hidratada. antes. A água deve ser colocada meio “a gosto”. vamos acabar de ver como se faz o traço da argamassa? Para argamassa de alvenaria. Assim. essa foi uma grande sacada. pronta para ser utilizada. tomando cuidado para não escorrer. ou seja. para alvenarias de vedação. aquela que é vendida ensacada. Sobre essa camada coloque o cimento e a cal. uma parte de (cimento + cal) e mais 3 partes de areia... 1:3:12 ou 1:3/12. também já estou com fome! Mas. utiliza-se uma proporção entre aglomerantes (cimento + cal) e areia de 1:3. e uma ótima idéia. 4. uma parte de cimento para duas de cal.. A proporção entre cimento e cal pode ser de 1:2. aquelas que não têm função estrutural: 1:2:9 ou 1:2/9. Acompanhe nos desenhos. Pedrito. Paulina: Boa. A argamassa pode ser feita à mão ou na betoneira. isto é.. três de cal e doze de areia em volume. que significa: uma parte de cimento. podem ser utilizados os seguintes traços. que significa: uma parte de cimento. formando uma camada de aproximadamente 15 cm de altura. ARGAMASSA MISTURADA A MÃO Fonte: ABCP(2006) 1. Adicione e misture a água aos poucos. Depois.Pedrito: É igual feijão com arroz. tentando chegar numa quantidade certa para dar a melhor trabalhabilidade possível. ou seja.. em volume.. 59 . e ambos os processos são semelhantes ao do concreto. normalmente. o traço da argamassa deve estar especificado no projeto. 2.

se há uso de materiais locais ou diferentes do que você aprendeu aqui. em forma de pó. na argamassa. Se houver. por exemplo. cal e areia que você aprendeu a fazer.PESQUISAR Pesquise na sua cidade. Colocar o cimento e a cal 4. sempre no mesmo local. em que se usa o saibro. ATIVIDADE 12 . que é um tipo de solo. pois ao mesmo tempo em que deve ser acessível para a descarga (pois a areia chegará à obra em caminhão basculante) deve também facilitar o transporte para onde será fabricada a argamassa. Tem crescido também o uso de argamassas industrializadas. A areia deve ser estocada. Estocagem dos materiais Já vimos como estocar o cimento. argamassas que já vêm prontas e ensacadas. Mantendo-se a areia sempre na mesma área. Adicionar o restante da água Argamassas com materiais alternativos e argamassas industrializadas É possível também usar materiais locais alternativos na argamassa.ARGAMASSA MISTURADA EM BETONEIRA Fonte: ABCP(2006) 1. e se há uso de argamassas industrializadas. pois a camada que fica em contato com o solo é perdida. Para isso o local de estoque de areia deve ser planejado. 60 . Colocar primeiro a areia na betoneira 2. para serem utilizadas na obra. nesse tópico sobre a argamassa. Adicionar metade da água 3. Identifique qual é a função de cada material na argamassa local. Os mesmos cuidados deverão ser observados com a cal e com argamassas industrializadas. isto é. com orientação do seu professor. e quais são suas vantagens ou desvantagens em relação às da que você aprendeu. faça uma comparação da argamassa local com a de cimento. devendo somente ser adicionada a elas a água. dependendo da região. de preferência. será perdida somente uma primeira camada. Há lugares. como se fosse cimento.

Depois disso serão dadas as orientações para os detalhes construtivos. em pilhas de no máximo 1. no caso dos blocos. é que devem decidir e orientar na execução. A EXECUÇÃO DA ALVENARIA A construção da parede de alvenaria é feita em três etapas. Pedrito: E se a modulação não der certo? Paulina: Aí terá que ser tomada uma decisão: ou faz-se um enchimento para se completar a dimensão da parede. ou pode-se também alterar o projeto. * Conferindo a modulação: Modulação é a compatibilidade (casamento) entre as dimensões da parede que vai ser construída com as dimensões do componente (tijolo ou bloco). modificar as dimensões da parede. Primeira etapa: Marcação É a execução da primeira fiada da alvenaria. Lembre-se que os componentes são comercializados em diversas dimensões e também existe. isto é. É desejável que o componente caiba na dimensão da parede sem necessidade de quebras ou enchimentos. exatamente para evitar esse tipo de problema na obra. Isto é feito exatamente para facilitar a modulação. que serão apresentadas a seguir: a marcação. juntamente com o responsável técnico. com juntas (espaços entre eles) de aproximadamente 1 cm. o mestre de obras. como mostra o desenho. Paulina: O melhor mesmo é que a modulação seja resolvida no projeto. antes da execução. o meio-bloco. sem argamassa. um bloco com metade do comprimento do bloco inteiro. 61 . e muitas vezes nem é possível.Os tijolos e blocos devem ser estocados o mais próximo possível das paredes que serão executadas. Mas essa última solução não é muito comum. isto é. ajustando-a às dimensões do componente. Se for uma obra de maior porte. o que é mais comum.80 m de altura. a elevação e o encunhamento. para evitar que fiquem excessivamente úmidos. devem ser cobertos com lona plástica ou outro material similar impermeável. As características do projeto e da obra é que vão determinar o que é melhor. Para isso. são recomendados os passos a seguir. acomodandoos no trecho de parede que será executada. o que pode prejudicar o assentamento. Para fazer essa verificação devem-se enfileirar os componentes no piso. Se for época de chuvas.

o que favorece muito o aumento da resistência da parede. como mostra o desenho a seguir. em que cada fiada fica defasada meio comprimento do tijolo ou bloco em relação à fiada de baixo. alguns reforços. quando a alvenaria fica aparente e pretende-se conseguir um efeito visual. TIPOS DE JUNTAS Fonte: Tauil e Racca (1981) 62 .* Definindo as juntas Outra coisa importante na modulação das alvenarias é a definição do tipo de junta entre as fiadas e os componentes. para evitar trincas nas juntas. É possível ainda usar diversos outros tipos com diferentes efeitos. ou a “junta a prumo”. A primeira é a mais comum e é recomendada. A junta a prumo é usada em condições especiais. em que todas as juntas ficam alinhadas (veja o desenho a seguir). Pode-se usar a chamada “junta amarrada”. sendo necessário. no entanto. pois causa um travamento dos componentes.

no final. Cada bloco. Para isso é conveniente verificar o nivelamento do piso.* Assentando a primeira fiada: Depois de verificada a modulação. Os tijolos ou blocos devem ser também previamente molhados (não encharcados). O assentamento deve ser iniciado pelos cantos. com a mangueira de nível. Para isso devem ser usados a régua e o nível de bolha (veja no desenho e. O ajuste do bloco na posição correta é feito com pequenas batidas com o cabo da colher de pedreiro. espalhando-se uma camada de argamassa no piso com a colher de pedreiro. Veja os desenhos (adaptado de MEDEIROS-1993). para acertar o nível da primeira fiada. inicia-se o assentamento da primeira fiada. quais são as ferramentas do pedreiro). nível e prumo conferidos. 63 . A espessura dessa camada normalmente é maior que as das demais (mais de 1 centímetro). O local deve estar completamente limpo (muito bem varrido) e molhado. para já se saber de antemão qual será a espessura aproximada da camada. pois o piso sempre tem alguma irregularidade. pouco antes do assentamento. deve ter seu alinhamento. depois de assentado.

A elevação do castelo deve ser feita observando-se a planeza da face da parede (com a régua). ou haste metálica. deve ser escolhido o lado externo. num dia. do nível e do prumo. Esse excesso deve ser raspado e pode ser reutilizado. O prumo agora deve ser conferido com o fio de prumo. A argamassa deve ser estendida sobre a superfície da fiada anterior e na face lateral do bloco ou tijolo que será assentado. ou uma altura entre 1. o nível e o prumo da parede. deve ser conferida a planeza. o nível e o prumo de cada bloco assentado. executando-se primeiramente o início e o fim de algumas fiadas. Para o controle das alturas das fiadas do “castelo” deve ser usado o “escantilhão”. Como já foi dito anteriormente. que é uma haste de madeira. nos castelos. onde são previamente marcadas as alturas das fiadas. 64 . o que se chama “castelo”. como mostram os desenhos. cal e areia. preenche-se o interior das paredes.Segunda etapa: elevação Inicia-se pelos cantos. fiada por fiada. sendo que se a parede for externa. no máximo. feita na obra com cimento. como se observa nos desenhos. em 3 ou 4 posições ao longo da parede.50 m aproximadamente. Para a conferência escolhe-se um dos lados da parede.20 e 1. nesse caso. Recomenda-se a elevação máxima. Depois de executados os castelos. A técnica vista é a utilizada para o assentamento com argamassa convencional. de meio pé-direito. como mostram os desenhos. Para o alinhamento das fiadas usa-se uma linha-guia. presa em pequenos pregos fixados nas extremidades de cada fiada. A quantidade de argamassa deve ser suficiente para que um excesso seja expelido quando o bloco for pressionado para ficar na posição correta. como você aprendeu. As fiadas dos castelos servirão de base para o alinhamento das fiadas da parede. apoiada no piso. a cada 3 ou 4 fiadas. podem-se usar argamassas industrializadas e. Ainda que as linhas-guia facilitem bastante o controle do alinhamento.

como por exemplo. 65 .as técnicas de assentamento podem ser diferentes. entre outras. Isso não será abordado nesse curso. a técnica em que se utilizam bisnagas. mas seu professor poderá dar mais explicações sobre estas técnicas.

dependendo das dimensões dos ambientes e dos componentes. mais prática e hoje mais utilizada. Essa técnica. A técnica mais comum é o encunhamento com tijolos comuns. como pode ser visto no desenho. Detalhes construtivos Ligação entre paredes e entre paredes e pilares: quando há um encontro entre duas paredes de alvenaria deve haver uma ligação entre elas. Há duas formas de se fazer isso.Terceira etapa: encunhamento O encunhamento é a ligação entre o topo da parede de alvenaria e a viga ou laje de concreto armado que se situam acima. principalmente em edifícios altos. Podem ser utilizadas também cunhas pré-moldadas de concreto. é fazer as paredes sem amarração dos componentes (uma encosta simplesmente na outra) e. feita com produtos elásticos. como a fixação (feita somente com argamassa) e a ligação flexível. iniciando o encunhamento por este último andar e descendo-se na direção do térreo. Para evitar esforços não previstos nas alvenarias. podem ser adotadas outras técnicas que substituem o encunhamento. a cada duas . ou então uma argamassa com expansor. 66 A outra forma. assentados inclinados e pressionados entre a última fiada e a viga ou laje superior. que ocorre em paredes de vedações de edifícios de mais de um pavimento que são feitos em estruturas de concreto armado. o encunhamento deve ser feito somente depois de executada a elevação do último pavimento. como mostra o desenho. dificulta a modulação. embora bastante eficiente do ponto de vista da rigidez da ligação. pois caso contrário poderá ocorrer uma trinca entre as duas. Deve ser observado o que está definido no projeto sobre este assunto. Dependendo também das definições adotadas no projeto estrutural do edifício. A primeira é “amarrando” ou cruzando os blocos das duas paredes.

Também nesse caso costuma-se usar pequenas barras de aço inseridas no pilar e na junta da alvenaria (chamadas também de “ferros-cabelo”). parafusada no pilar. A ligação também precisa ser feita quando a parede encosta num pilar. a fim de evitar uma trinca ou fissura entre os dois.ou três fiadas são inseridas pequenas barras de aço nas juntas. ligando as duas paredes. como se vê nos desenhos. 67 . Veja os desenhos. dentro da camada de argamassa. ou a mesma tela metálica citada no item anterior. Essa ligação pode ser feita também através de tela metálica.

Vergas e contra-vergas São pequenas vigas de concreto armado. ou podem ser pré-moldadas na própria obra. como é mostrado nos desenhos. Devem avançar no mínimo 20 cm de cada lado do vão. As vergas e contravergas podem ser feitas também usando-se o próprio componente da alvenaria (blocos canaletas preenchidos com concreto e com barras de aço no seu interior). A altura pode ser de 5 cm. para evitar trincas nos cantos desses vãos. que devem ser feitas em cima e em baixo das aberturas da alvenaria. Fonte: Adaptado de IPT(1998) 68 Fonte: Adaptado de ABCI(1990) . e ter pelo menos duas barras de aço de diâmetro de 5 mm. como vãos de portas e janelas. para combinar com a modulação dos componentes. ou mais alta.

A fixação das esquadrias é feita parafusando-se os batentes das portas e janelas nestes tacos (veja os desenhos). a fixação de batentes de madeira com preenchimento do vão entre o batente e a parede com espumas expansoras. preenchendo-o depois com argamassa de cimento e areia. Veja os desenhos. a fixação é feita através de chumbamento ou aparafusamento de marcos na alvenaria e nestes marcos são parafusadas as esquadrias. a técnica mais comum é a utilização de tacos de madeira embutidos na alvenaria. 69 . e coloca-se a esquadria com a grapa dentro do buraco. Neste caso abre-se um pequeno buraco no vão onde será colocada a grapa. Usa-se também. Janelas e portas de ferro normalmente são fixadas através do chumbamento de grapas do tipo “rabo de andorinha”. que já vêm soldadas nas esquadrias. aproximadamente. atualmente. a cada 80 cm de altura. no traço 1:3.Fixação de esquadrias Para a fixação de esquadrias (portas e janelas) de madeira nos vãos da alvenaria. Para janelas ou portas de alumínio.

Basta que o eletricista acompanhe a execução da alvenaria. devem-se usar tijolos comuns em paredes ou trechos de paredes onde serão embutidas as tubulações de maior diâmetro. Para as instalações elétricas. O chumbamento de caixas para interruptores e tomadas também pode ser feito previamente nos blocos. como o uso de folgas nas alvenarias. 70 Fonte: ABCI (1990) . demarcando-se com precisão os cortes e fazendo-os com disco de serra diamantado. que concentram tubulações hidráulicas. os blocos previamente preparados são colocados na alvenaria nas posições correspondentes às caixas de tomadas e interruptores. Veja o desenho. que são de pequeno diâmetro e existem em todas as paredes. como mostram os desenhos. Assim. Para evitar desperdícios e perda de resistência da parede é necessário atender às recomendações que se seguem. por exemplo. como as de banheiros. com posterior preenchimento com argamassa. É recomendável também riscar previamente a parede. Podem-se também usar alternativas onde se evita o corte das paredes. causando grandes rombos na parede.Embutimento de instalações A forma mais tradicional de se embutir as instalações em alvenarias de vedação é através do corte da parede. passando as tubulações na medida em que a parede vai sendo elevada. Os tijolos comuns resistem melhor aos cortes. ao passo que os furados são mais frágeis e costumam estilhaçar. isto pode ser feito sem nenhuma dificuldade. Outra solução bastante interessante e que deve ser utilizada é passar as tubulações nos furos dos blocos. por exemplo. Por isso.

Atenção Em alvenarias estruturais não podem ser feitos cortes para embutimento de instalações. Nesses casos. uma parede de alvenaria. com a orientação do seu professor. ATIVIDADE 13 . a passagem de tubos deve ser feita obrigatoriamente por dentro dos blocos. Anote suas observações. 71 . no canteiro de obras.CANTEIRO Você executará em equipe. e isto deve estar definido no projeto.

como as cerâmicas. Os revestimentos podem ser também feitos por argamassas de diversos tipos. Por isso contribuem também de forma muito importante para as funções do acabamento do edifício. A aplicação do chapisco deve resultar numa camada fina e uniforme sobre toda a parede. com o objetivo de protegê-las (garantindo sua vida útil e a do edifício). com consistência quase líquida) e que é aplicada na parede de alvenaria ou concreto. utilizados em paredes e tetos. são camadas que cobrem as vedações. REVESTIMENTO EM TRÊS CAMADAS: CHAPISCO. Podem ser também internos (de áreas secas e de áreas molhadas) e podem ser externos. A argamassa do chapisco é colocada na desempenadeira e lançada contra a parede com a colher de pedreiro. cal e areia. traço 1:3 (uma parte de cimento e três de areia em volume. isto é. Antes da aplicação do chapisco Fonte: FILHO.0 metro. Além disso. em movimentos vigorosos. feitas de cimento. usados como base para acabamentos de pisos. 72 . aspergindo água com uma brocha. A B. como já foi visto na introdução do livro. os revestimentos também são acabamentos ou parte do acabamento final das vedações. emboço e reboco) e em camada única. com a finalidade de melhorar a aderência (facilidade de colagem) da parede com a camada de revestimento que será feita sobre ela. Também auxiliam as vedações nas suas funções.Revestimentos Revestimentos. que tanto podem ser a base para a pintura ou para aplicação de componentes colados. a uma distância de aproximadamente 1. com espessura aproximada de 5 mm e textura bem áspera. funcionando como pele. entre elas a sua aparência final. e os contrapisos.A. EMBOÇO E REBOCO Chapisco É uma argamassa feita de cimento e areia grossa. Os revestimentos podem ser de vedações verticais (paredes) ou horizontais (pisos e tetos). por componentes colados nas vedações (como as cerâmicas) ou por componentes fixados através de outros meios. Serão vistos os revestimentos em três camadas (chapisco. et al (2001) deve-se molhar a superfície da parede. Nesse tópico serão tratados os revestimentos de paredes e pisos em argamassas convencionais. fazendo-a grudar na parede.

tornar sua superfície plana e vertical. Para isso. as irregularidades são maiores. É o emboço também que tem a função de proteger a vedação.Emboço É a camada do revestimento que tem a função de regularizar a parede. Para paredes externas pode ter espessuras maiores. A espessura do emboço é da ordem de 1 a 2 cm. isto é. Observe. cuidados especiais devem ser tomados. conforme será visto na atividade a seguir. 73 . O emboço é também a base para assentamento do revestimento cerâmico. que será tratada depois do pedreiro. perguntando e esclarecendo com seu professor. outra ocupação deste livro. funcionando como uma capa. que é o trabalho do ladrilheiro. ATIVIDADE 14 .ESCREVER Você com sua turma visitará uma obra onde estará sendo executado o revestimento da fachada. como as paredes são mais altas. garantindo sua durabilidade e estanqueidade. Faça depois da visita um relatório sobre essas diferenças. para paredes e tetos internos. O emboço é chamado também de “massa grossa”. pois nesses casos. quais são os procedimentos que devem ser tomados para execução desses serviços e no que se diferenciam dos usados para os revestimentos internos.

Faz-se o mesmo taliscamento no outro canto da parede. de baixo para cima (essa operação é chamada também de “chapar a massa”). isto é. pois podem ser aplicadas em camada única. na direção vertical. fixam-se taliscas intermediárias entre as das extremidades já feitas. comprime-se a argamassa na parede com a colher de pedreiro. com auxílio do fio de prumo. preenchem-se com argamassa no sentido vertical os espaços entre as taliscas.5 cm. Emboçamento. todas as taliscas estarão com suas faces aprumadas. vem crescendo o uso dessas argamassas. fixam-se outras taliscas abaixo da primeira. sem necessidade do reboco. A seguir.0 m entre elas.0 m. em movimentos de zigue-zague. A composição da argamassa do emboço é semelhante à da alvenaria. no mesmo plano vertical. Sarrafeamento Após o preenchimento de uma pequena área entre duas guias. Em seguida. A aplicação do emboço deve ser feita obedecendo os passos a seguir. O emboço também pode ser feito com argamassas industrializadas. as taliscas devem ser retiradas. como será visto mais adiante. Fixa-se primeiro a talisca superior. bastando adicionar água na obra. Com a parede previamente molhada. A argamassa deve ser aplicada comprimindo-a contra a parede com a colher de pedreiro. Execução das guias ou mestras Depois do taliscamento. vigorosamente. com distancia máxima entre elas de 2. preenche-se a área entre duas guias lançando-se a argamassa na parede. cal hidratada e areia. apóia-se uma régua nas mesmas e raspa-se a superfície preenchida de baixo para cima. para melhor fixá-la na parede e retirar bolhas de ar arrastadas no lançamento. A superfície deverá apresentar acabamento áspero. Assim. podendo ser utilizado traço 1:1:6 ou 1:2:9. Apesar de mais caras.50 a 2. Taliscamento Consiste na fixação de taliscas (pequenas placas de madeira ou cerâmica de aproximadamente 1 cm de espessura) com argamassa nos cantos superiores da parede a ser revestida. retirando-se o excesso de argamassa e fazendo com que toda a área fique com a superfície plana e aprumada. com auxílio de uma linha. 74 . que já vem prontas para uso. Após o lançamento.O emboço deve ser aplicado no mínimo 24 horas depois do chapisco. com distância entre sua superfície e a parede de aproximadamente 1. como mostra a figura. a uma distância de aproximadamente 80 cm. com distâncias de 1. de forma semelhante ao feito para o chapisco. Deve ser feita com cimento. que servirão de base para o preenchimento do emboço. Com isso formam-se guias ou mestras verticais em toda a parede. ou “chapando a massa” Depois de feitas as guias. com a colher de pedreiro.

para receber a pintura. também chamado “massa fina”. 75 . formando desenhos e texturas. Em áreas secas (salas e quartos) usa-se o revestimento em três camadas (chapisco. à qual adiciona-se água na obra. como já foi dito. completando-se a espessura do reboco. emboço e reboco) mais a pintura. e nesse caso. traço 1:2. com uma segunda camada de argamassa. O reboco deve ser aplicado no mínimo 7 dias após o emboço. Em áreas molhadas (cozinha.Reboco É a camada final do revestimento (também chamada “massa fina”) e tem a função de tornar a superfície sobre o emboço mais lisa. que é de 5 mm aproximadamente. Normalmente aplica-se uma primeira camada. onde a superfície é raspada com pente de aço. pois a cerâmica será assentada sobre o emboço. A argamassa do reboco pode ser feita na obra. de baixo para cima. Sobre a superfície do emboço previamente molhada aplica-se a argamassa do reboco com desempenadeira. Atualmente é comum o uso de reboco “pronto”. não será feito reboco. conforme mostra o desenho. O acabamento final pode ser liso (feito com desempenadeira de aço). banheiro e área de serviço). ou raspado. camurçado (com desempenadeira revestida com feltro ou esponja). com cal hidratada e areia fina (areia peneirada). de 2 ou 3 mm. que é uma argamassa industrializada já pronta. o revestimento normalmente é cerâmico.

Nesse caso. com a orientação do seu professor.ATIVIDADE 15 . Para ambientes internos 76 . emboço e reboco em uma parede de alvenaria. ao passo que o reboco é feito com areia peneirada. por exemplo) ou tão percebida. também chamado “emboço único” ou “emboço paulista”. isto é. Quando se usa o emboço único é provável também que se “gaste mais” com a pintura. ou ainda “massa única”. o revestimento com chapisco. A aparência final ficará mais grosseira do que quando se usa o reboco porque o emboço possui areia média na sua composição. o emboço é desempenado. podendo ficar com acabamento liso (alisado com desempenadeira de aço) ou camurçado (alisado com desempenadeira com feltro ou esponja). REVESTIMENTO EM CAMADA ÚNICA Esse revestimento. no canteiro de obras.CANTEIRO Você executará em equipe. é feito somente com chapisco e emboço. alisado com desempenadeira. Por isso este sistema é utilizado nos casos em que a maior aspereza do revestimento não é tão importante (muros ou paredes de áreas de serviço externas. eliminando-se o reboco e deixando-se a superfície do emboço mais lisa para receber a pintura. para encobrir a maior aspereza da sua superfície. como no caso das fachadas.

ou seja. se for sobre o solo. O contrapiso tem. A espessura média do contrapiso é de cerca de 3 cm. CONTRAPISO O contrapiso é uma camada de argamassa executada sobre uma base. de cimento e areia média em volume e deve ser seca. quartos. Esses caimentos são dados no contrapiso e são acompanhados pelo revestimento cerâmico aplicado sobre ele. função semelhante à do emboço para o acabamento da parede.onde a aparência e a lisura das paredes são importantes (salas. além de colaborar nas funções que o piso final deverá cumprir. para o acabamento do piso. pois elas têm na sua composição areias de granulometria mais fina e dão um acabamento final que é equivalente ao do reboco convencional. áreas de serviço) onde é preciso dar caimento. com consistência de “farofa”. O emboço único também pode ser vantajoso quando é feito com argamassas industrializadas. Além disso. cozinha. como mostra o desenho a seguir. aperta-se um punhado de argamassa na mão. que pode ser a laje de um pavimento ou um lastro de concreto. Para saber se a consistência está adequada. Preparação da argamassa A argamassa do contrapiso deve ter traço de 1:3. uma inclinação no nível do piso. o contrapiso é necessário nas áreas molhadas (banheiros. A argamassa deverá formar um “bolo” sem escapar pelos dedos. Veja o desenho. Sua função é regularizar a superfície para receber o piso de acabamento final. principalmente no aumento da resistência do conjunto contrapiso + piso. Isso faz com que águas lançadas nos pisos desses ambientes sejam direcionadas aos ralos. 77 . ambientes sociais internos) é mais conveniente usar o revestimento em três camadas.

5 kg de cimento por m2. devendo ser removidos todos os restos e crostas de argamassa ou concreto eventualmente existentes. Após o preenchimento. o acabamento do contrapiso deve ser áspero. se necessário. Se o revestimento final for do tipo carpete. usando para isso a mangueira ou o aparelho de nível. deixando o piso com o mesmo nível das guias.ARGAMASSA FAROFA Não pode “escapar pelos vãos dos dedos”. Taliscamento: fixar taliscas nos cantos do ambiente.5 cm no ponto mais baixo.5 kg/m2) e alisá-la com a desempenadeira de madeira. Polvilhamento e desempeno: polvilhar a superfície com cimento na mesma quantidade usada para a base (0. na quantidade de 0. de forma semelhante ao feito para o emboço. Se o revestimento final for cerâmico. Polvilhamento com cimento: antes de preencher as guias. (Fonte: BARROS. compactar as guias com compactador de madeira. pode ser necessária uma superfície mais lisa do contrapiso. para depois fazer as guias. 1995) Execução do contrapiso Limpeza: A base deve estar completamente limpa e lavada. Mas atenção: não deve ser feito novo polvilhamento. deve ser feito um último alisamento da sua superfície com desempenadeira de aço.50 e 2. Execução das guias: preencher com argamassa o espaço entre duas ou mais taliscas que estiverem na mesma direção. com distâncias entre 1. polvilhar a base com cimento. usando ponteiro e marreta. Em seguida. Para isso. deixando as guias com o mesmo nível das taliscas.00 m entre elas. espalhar a argamassa na área entre duas guias e em seguida compactá-la. Enchimento do piso: após a execução das guias. 78 . deixando-as niveladas. Após a compactação sarrafear a área com régua. que é o modo deixado pela desempenadeira de madeira. com espessura entre sua superfície e a base de aproximadamente 2. fixar taliscas intermediárias.

DESENHOS DA SEQUÊNCIA DA EXECUÇÃO DO CONTRAPISO (Fonte: Adaptado de BARROS. 1995) 79 .

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Ele entra na fase do Revestimento. Pedrito: É como se ele fosse um Ronaldinho do ladrilho? Paulina: É isso mesmo. ou azulejos. ladrilheiro. Azulejo foi o nome pelo qual foram chamadas as primeiras placas cerâmicas. 2001). 83 .. Vamos ver primeiro onde entra o ladrilheiro na obra. Mas para chegar lá é preciso trabalhar e aprender bastante. corresponde ao azulejista. a palavra cerâmica vem do grego kerameía. que significa tanto o nosso ladrilho. O ladrilheiro entra na etapa do revestimento que.Introdução A palavra ladrilheiro vem provavelmente do espanhol ladrillo (fala-se ladrilho). qual é a atribuição. em algumas regiões. que significava vaso de barro cozido usado à mesa Depois veremos isso. ladrilhador ou azulejista é quem assenta ladrilhos. O termo azulejo também vem do espanhol azulejo. ou retangulares. como já vimos. é uma (ou mais de uma) camada executada sobre as vedações (paredes e pisos). Isso significa que o ladrilheiro deve saber um mínimo de coisas essenciais que envolvem o mundo do pedreiro.. O adjetivo cerâmico vem do grego keramikós. Talvez ele não precise ser um exímio assentador de tijolos.. que são essas peças geralmente quadradas. o Ronaldinho não pode ficar só jogando bola não. para ser um dos melhores jogadores de futebol do mundo. o Revestimento é a pele da construção.que significa isso? Paulina: Exímio significa alguém que é craque num certo assunto: um exímio ladrilheiro é alguém que entende bastante desse ofício de assentar ladrilhos.. feitas de cerâmica cozida. em português. Portanto. ou azulejos. derivado do substantivo kéramos. pelo menos. ou o lugar de cada profissional na construção. Pedrito: Exímio assentador. Você vê. derivado do árabe. O ladrilheiro é visto também como um pedreiro qualificado.. Pedrito: Cerâmica cozida? Paulina: Sim. quanto também tijolo (Rosa e Guimarães. Ladrilheiro. 2000).. E a técnica da produção cerâmica vem também da expressão grega tekné keramikós (Murachco. mas ele deve saber.. e tem o mesmo significado de ladrilho.... lembra? Pedrito: Lembro sim..

que joga na Alemanha.. Então para ser bom numa coisa só tem de ser bom em muitas outras coisas ao mesmo tempo? Paulina: Tem. Pedrito: Então o pedreiro pode ser menos caprichoso do que o ladrilheiro? Paulina: De jeito nenhum! Isso significa apenas que o trabalho do ladrilheiro vai aparecer bastante para o usuário.. para que eles façam da melhor forma possível as suas próprias funções. E em vez de atrapalhar as jogadas dos outros colegas da sua equipe. uma espécie de embaixador da ONU. ser um representante.. Outra característica importante do ladrilheiro é que ele entra na etapa final. quando a obra acaba. Mas ela esconde toda uma série de vários trabalhos anteriores. Paulina: Não. E como você sabe. E então o Ronaldinho está ajudando também nisso.Pedrito: Não?!. É um trabalho mais de superfície. Ser embaixador significa. Ou seja.. um quebra-cabeças. que é a Organização das Nações Unidas. Mas se o pedreiro não for caprichoso.. não.. ou o cliente. E o Zé Carlos... ou ficam mais à vista... é um exímio falador de alemão. O próprio Ronaldinho se tornou.. Para poder jogar bem na Espanha. A construção é como um jogo. E nesse caso do Ronaldinho. ele compartilha os recursos comuns e ajuda todos os outros. a situação mais grave da fome e da miséria no mundo se encontra na África. Pois se todos os jogadores e o técnico não estiverem falando uma língua mais ou menos comum. Isso significa que o ladrilheiro deve ser alguém muito caprichoso. Pedrito: Embaixador é quem sabe fazer mais de cem embaixadas. como todos devem ser. quando ele foi jogar no Japão. de acabamento da obra. que é uma língua bastante difícil. o ladrilheiro deve ser alguém que se preocupe bastante com a limpeza e os detalhes. Pedrito: Caprichoso?.. os defeitos do seu trabalho vão dificultar o 84 . também. sim. Paulina: É.. Pedrito: Puxa.. o Ronaldinho precisa saber falar muito bem o espanhol. o jogo não vai começar bem. onde cada peça sabe a hora de entrar no jogo. ele é um representante da ONU para atuar em eventos e acontecimentos ligados à resolução do problema da fome no mundo. uma atrás da outra? Paulina: Não é só isso. o resultado do trabalho do ladrilheiro é um daqueles que aparecem mais. recentemente. O Zico teve que aprender a falar japonês.

e como podem ser tratadas.ESCREVER Responda às seguintes perguntas: 1. patologia das construções significa o estudo das “doenças” ou problemas que podem afetar os edifícios. para corrigi-los corretamente. 85 .. Patologia é um termo médico que significa o estudo das causas das doenças. Paulina: É isso aí. Assim.trabalho do ladrilheiro. E na ocupação Reparador serão tratados os assuntos relacionados com a patologia das construções. Porém. O ladrilheiro que conhece apenas o seu trabalho é um bom ladrilheiro? Explique por quê.. Assim.. Em qual etapa da obra entra o trabalho do ladrilheiro? 2. Na ocupação do ladrilheiro serão tratadas as atividades relacionadas com a execução dos revestimentos cerâmicos. Este campo de conhecimentos chama-se patologia das construções. ele precisa saber quais são as causas dos problemas. já sei. Pedrito: Manutenção. Paulina: O ladrilheiro tem também um papel ativo na execução e na manutenção da obra. ATIVIDADE 16 . Então o ladrilheiro deve saber como receber o trabalho do pedreiro. o ladrilheiro trabalha para fazer uma obra nova e também para consertar ou reparar alguma coisa relacionada a revestimentos cerâmicos que se encontra defeituosa. manutenção é o reparo. entendeu? Pedrito: Acho que sim. para fazer isso.. né?. para poder fazer bem a sua parte.

Durante a Preparação e a Aplicação da Argamassa Colante Colher de pedreiro de 9 polegadas. Régua de alumínio 15 centímetros menor do que o pé direito do pavimento. 18 centímetros. comprimento. 55 centímetros. 70 centímetros. largura. Régua de alumínio de comprimento de 70 a 80 centímetros. Esquadro. Metro articulado de 2 metros. 86 .RELAÇÃO DE EQUIPAMENTOS USADOS PELO LADRILHEIRO Durante a Verificação e a Preparação da Camada de Regularização Prumo. Caixa para a preparação da argamassa colante com as seguintes dimensões: profundidade. Mangueira de nível. Trena de 5 metros. ela deve estar apoiada sobre pés de 70 centímetros de altura.

5 milímetros). de 35 centímetros por 80 centímetros de comprimento. Placa de madeira compensada. sem o arremate de ferro na ponta do cabo. Durante a Preparação e a Aplicação dos Revestimentos Cerâmicos Riscador com broca de vídea de ¼ de polegada. com o cabo fechado de ambos os lados. Desempenadeira de aço dentada. com dimensões dos dentes de 8x8 milímetros. Serra elétrica com disco diamantado. Torquês pequena. Cortador mecânico de vídea. devidamente afiada. Espátula de uma polegada. Rodo pequeno para aplicar o rejunte. afastados um do outro em 6 milímetros (para produzir camadas de fixação com espessura de até 2. Furadeira e serra-copo. com o cabo fechado de ambos os lados.5 milímetros). com dimensões dos dentes de 6x6 milímetros. Pano para limpeza. Torquês média. Lima triangular de 30 a 40 centímetros. Desempenadeira de aço dentada.Balde para o transporte da água para o amassamento. Colher de pedreiro pequena. 87 . afastados um do outro em 8 milímetros (para produzir camadas de fixação com espessura de até 3.

a camada de regularização é chamada de contrapiso. como pode ser visto na figura a seguir (EPUSP). uma camada de fixação. No caso do revestimento de pisos. quando o pavimento é térreo. 88 . uma camada de acabamento (formada pelas placas cerâmicas) e as juntas.O que é o revestimento cerâmico Os revestimentos cerâmicos são compostos por uma camada de regularização (chamada base). Este conjunto é executado sobre uma parede de alvenaria ou concreto (chamado substrato). e o substrato é uma laje de concreto ou um lastro de concreto executado sobre o solo.

aprumada e nivelada. A camada de regularização compõe-se de chapisco e emboço. ela absorve. ou seja. Pode ser feita com argamassas convencionais (feitas na obra. Outra função importante da base é servir de “amortecedor” entre as diferenças de movimentação entre o substrato e o revestimento cerâmico. pois contribui para proteger o substrato (não deixando passar água por exemplo). Ainda que a parede tenha sido bem feita. como já foi visto. a base é necessária. quando faz frio). ou seja. no caso do revestimento cerâmico. sempre há irregularidades ou imperfeições na sua superfície. aguenta os esforços decorrentes dessa diferença. mantendo a integridade do conjunto. né? Paulina: Não. Pois bem. e é somente sobre o trabalho do ladrilheiro que falaremos aqui. Pedrito: Isso só quando a parede está mal feita. É a mesma coisa? Paulina: Mais ou menos. Como a base fica entre as duas. Portanto. Caso assentássemos a cerâmica diretamente no substrato. Pedrito: Já ouvi falar de amortecedor em carro. que dificultam a fixação das cerâmicas diretamente na mesma. Os edifícios se movimentam e uma das causas disso é a variação de temperatura (dilatam ou “espicham” quando está calor e contraem ou “encurtam”. que é uma atribuição do pedreiro. 89 . por serem de materiais e espessuras diferentes.. ou base: é executada sobre o substrato (parede de alvenaria/concreto ou laje/lastro) e tem como função tornar a superfície regular. como já foi visto nas atividades básicas) ou pode ser feita com argamassas colantes. As ações e esforços também causam movimentações. o ladrilheiro vai entrar após o pedreiro ter terminado este trabalho.veja a explicação no box. Pedrito. se movimentam de forma diferente entre si. as placas (cerâmicas) e o substrato (alvenaria e concreto). Falaremos mais sobre ela daqui a pouco. E mesmo que a parede estivesse praticamente perfeita.. função que somente a cerâmica não consegue cumprir.A Camada de Regularização. que hoje em dia é a forma recomendada e mais utilizada. Camada de fixação: é composta de uma argamassa que tem a função de fixar a placa cerâmica sobre a base. ela poderia se soltar com o tempo.

As juntas estruturais e de controle são feitas respectivamente na estrutura e na base.Camada de acabamento com placas cerâmicas: têm a função de impermeabilizar e proteger as vedações das ações internas e externas. isto é. normalmente de alguns milímetros. a junta de controle e a junta de assentamento. Estética é uma palavra derivada do grego aisthesys. agradável de se ver. ao mesmo tempo. contribuindo para valorizar esteticamente os edifícios. pois para os gregos essas três coisas eram inseparáveis. paredes de fachadas de prédios. A aisthesys. era a capacidade de perceber tudo aquilo que fosse. As juntas de assentamento ajudam a compor o desenho do revestimento cerâmico. a elevada resistência superficial. Bom. para os gregos. de cozinhas que recebem gordura. conservando a sua aparência mesmo em duras condições de exposição. como será visto a seguir. A partir do Século 18. Apresentam-se também em grande diversidade de cores e desenhos. a palavra estética passou a significar uma Teoria do Gosto. ou seja. uma teoria sobre os objetos belos feitos pelos homens. chuva. na Alemanha. Os revestimentos cerâmicos têm como principais vantagens a impermeabilidade e a facilidade de manutenção e limpeza. torná-los mais bonitos. Existem três tipos de juntas: a junta estrutural. acomodar a movimentação entre as placas cerâmicas e entre estas e a base. etc. até significar apenas uma Teoria da Arte. Depois disso o sentido da palavra foi se restringindo mais ainda. Juntas: as juntas são divisões do edifício e da camada do revestimento. com uma aparência mais vistosa. A junta de assentamento é específica do revestimento cerâmico. e é o espaço que é deixado entre as placas cerâmicas. ou seja. como por exemplo: paredes de banheiros que recebem umidade. uma teoria sobre as coisas belas que somos capazes de perceber na Natureza e nos objetos feitos pelos homens. devem ser executadas e preenchidas com material apropriado. essas juntas devem ser mantidas. permitir desenhos que valorizem esteticamente o revestimento. Belo e Verdadeiro. A partir do Século 20 verificamos um forte movimento cultural no Ocidente. como veremos mais adiante. que pode ser traduzido como Sensibilidade. no sentido de se resgatar o antigo significado grego desta palavra. 90 . que recebem sol. Na execução do revestimento cerâmico. As juntas de assentamento são necessárias para: acomodar as variações de dimensões entre as placas cerâmicas e permitir o alinhamento entre juntas verticais e horizontais. e a durabilidade. tornando-o mais bonito e agradável de se ver. isto é.

ATIVIDADE 17 .ESCREVER Responda à seguinte pergunta: Quais são os componentes de um revestimento cerâmico? 91 .

as placas cerâmicas são peças quadradas ou retangulares. 1998).Os materiais do revestimento cerâmico AS PLACAS CERÂMICAS As placas cerâmicas são os principais componentes do revestimento cerâmico. Argilas são tipos de solo natural (solo natural é o que chamamos comumente de terra). que apresentam boa plasticidade quando úmidos. e passam por um processo de cozimento em forno. ou vidrada. Placas são peças planas em que as dimensões de largura e altura predominam sobre a espessura. 92 . a altas temperaturas. bem lisa. Assim. Quando secos apresentam coesão. isto é. podem ser moldados em diferentes formas. isto é.005 mm (PETRUCCI. São feitas de argila com adição de outras matérias-primas. que além de ter função decorativa. Apresentam normalmente uma face esmaltada. No Brasil chamam-se tradicionalmente de azulejos as placas cerâmicas para paredes. inorgânicos (sem presença de material de origem animal ou vegetal). que lhes confere as propriedades que as tornam excelentes materiais de acabamento. de espessura relativamente fina. Hoje em dia essa nomenclatura está sendo superada. cujos grãos máximos são inferiores a 0. funciona como impermeabilizante. enquanto o termo ladrilho é mais empregado para pisos. como será visto a seguir. os torrões feitos de argila dificilmente podem ser moídos por pressão dos dedos. tanto para paredes quanto para pisos. Suas propriedades devemse basicamente ao pequeno tamanho de suas partículas. chamado sinterização.

ainda que inferior à de fusão. PEQUENA HISTÓRIA DOS REVESTIMENTOS CERÂMICOS As excelentes propriedades dos materiais cerâmicos para revestimento foram descobertas há milênios. As pastilhas podem ser de porcelana ou de vidro. Cada grupo trará amostras de placas de um determinado tipo. As pastilhas são placas cerâmicas de pequenas dimensões — normalmente até 50x75 mm — e são agrupadas e coladas em folhas de papel impermeabilizado ou telas. principalmente a elevação da sua resistência e da sua impermeabilidade. Fachadas em azulejo português (cidade do Porto) em São Luís do Maranhão . conforme a orientação do professor.LABORATÓRIO Sua classe. podendo ou não ser esmaltadas. na época da colônia. dividida em grupos. (MEDEIROS.Sinterização é o processo químico pelo qual as partículas sólidas de um material se juntam. Há mais de dois mil anos foram empregadas em revestimentos de piscinas e paredes de banhos romanos. fizeram muitas construções no Brasil usando azulejos para compor desenhos em fachadas de edifícios administrativos e religiosos. Os países ibéricos (Portugal e Espanha) foram grandes impulsionadores do uso dos revestimentos cerâmicos. A função das folhas é facilitar o manuseio e o assentamento das placas. vai organizar um mostruário de placas cerâmicas. com origem provável no Oriente Médio. ATIVIDADE 18 .MA 93 . 1999). pelo efeito do aquecimento a uma temperatura bastante elevada. Os portugueses. Egito e China. existindo registros anteriores também na Grécia. pois são utilizados há pelo menos três mil anos. difundindo-os no mundo inteiro. Isto acarreta uma grande alteração nas propriedades do material. tendo em vista seu tamanho reduzido.

que dominam mais de 80% do mercado mundial. liderança essa conquistada pelo domínio da mais avançada tecnologia atualmente existente nessa área. manilhas (tubos). quanto menor é a absorção de água. de cor avermelhada. resultando normalmente em produtos de melhor qualidade. as louças sanitárias e os azulejos (PETRUCCI. conforme definido na normalização brasileira. Tem também crescido nos últimos anos a participação do Brasil como exportador A maior parte das indústrias brasileiras de cerâmicas para revestimentos encontra-se no Estado de Santa Catarina. tanto para paredes quanto para pisos. tem crescido continuamente a produção e o uso dos revestimentos cerâmicos em todo o mundo. isto é. são mais simples. passou a ser feita em escala industrial. A partir daí. é a capacidade de absorção de água. que dá a coloração avermelhada. a princípio. Os processos de produção e os produtos finais. ficando atrás apenas da China (maior produtor mundial). quando a produção.Mas o uso da cerâmica como revestimento adquiriu importância em escala mundial a partir do final do século passado. São exemplos de materiais desse tipo os tijolos. pois podem ser definidas por adição de corantes. Suas cores não dependem da matéria prima utilizada. Os de cerâmica vermelha são assim chamados por terem como matéria-prima a argila com óxido de ferro. que era artesanal. lajotas cerâmicas. Neste grupo estão incluídas. melhor é a sua qualidade. Ocupa atualmente o quarto lugar em produção. SANTOS. e entre ladrilho e azulejo. etc. 1975). As normas brasileiras utilizam o termo revestimento cerâmico para designar todos os produtos feitos de argila e outras matérias-primas inorgânicas. também pertencem a este grupo. Em exportação os países líderes são Itália e Espanha. em geral. Os de cerâmica branca utilizam misturas de argilas com outras matérias primas. e seus processos de fabricação são mais avançados. CLASSIFICAÇÃO DAS PLACAS CERÂMICAS Costuma-se classificar tradicionalmente os materiais cerâmicos na construção civil em dois tipos: os de cerâmica vermelha e os de cerâmica branca. 1998 . com os avanços tecnológicos que têm ocorrido nesse campo. Assim. pois. Os tradicionais ladrilhos cerâmicos. não se deve mais fazer essas distinções entre cerâmica vermelha ou branca. Itália e Espanha. telhas. Apesar desta classificação tradicional ainda ser usada. por exemplo. O Brasil vem se destacando mundialmente como país produtor de cerâmicas para revestimento. que é o maior produtor do país. a propriedade mais utilizada atualmente para classificar as cerâmicas. 94 A tabela a seguir apresenta a classificação das cerâmicas para revestimento de acordo com essa propriedade. quanto menos porosa é a cerâmica. .

A Argamassa de Fixação A argamassa de fixação das placas cerâmicas pode ser: tradicional. cal hidratada e areia. isto é. ou média são recomendados para pisos ou para paredes que recebem muita umidade. podem ser utilizados os produtos de absorção mais alta. As outras classificações que também são feitas para designar as placas cerâmicas são: Esmaltadas e não esmaltadas: referem-se à presença ou não da superfície vidrada na face exposta.Fonte: PCC/EPUSP. seme- 95 . como por exemplo em laboratórios químicos. Já para paredes de ambientes internos sujeitos a pouca umidade. 2003 As classes com maior facilidade de remoção de manchas devem ser preferidas em ambientes onde há possibilidade de contato com produtos que podem manchar o revestimento. Resistência ao manchamento: indica a facilidade de remoção de manchas. conforme a tabela seguinte: Nota: a norma brasileira define os ensaios (testes) que devem ser feitos para se definir a classe da cerâmica. por exemplo). ou sem necessidade de lavagens freqüentes (paredes de banheiros residenciais sem chuveiros. 2003 Em geral os produtos com absorção quase nula. por exemplo. de cimento. são recomendados produtos com absorção de água máxima de 6 %. Fontes: NBR 13817 e PCC/EPUSP. pois nesses casos o critério que acaba pesando mais é a estética. Prensada ou extrudada: diz respeito à forma como são conformadas (moldadas) no processo de produção industrial. baixa. Para fachadas. feita na obra.

quando empregada com as espessuras recomendadas. COMPOSIÇÃO E TIPOS DE ARGAMASSAS COLANTES As argamassas colantes compõe-se de uma mistura de cimento portland. ACIII e AC III-E. ensacada. Quanto maior o número. Este é o material atualmente mais utilizado no Brasil para fixação de placas cerâmicas. pode ocorrer o trincamento e/ou descolamento das placas cerâmicas. agregados finos (tipos de areias bem finas) e aditivos químicos. ACII. Estes aditivos são em geral resinas orgânicas (colas). como é mostrado na tabela abaixo. já é comprada pronta. A Argamassa Colante A argamassa colante. e isto decorre das seguintes vantagens que apresenta em relação à argamassa tradicional (PCC/EPUSP. AC é a abreviação de argamassa colante. também chamada de cimento colante. não provoca tensões de retração. tornando o assentamento mais rápido e de melhor qualidade. como já foi visto no pedreiro. A norma brasileira define quatro tipos de argamassas colantes: AC I. em forma de pó. Quando a retração da argamassa é muito elevada. II. que hoje em dia é o tipo mais utilizado e recomendado. Os tipos I. o método de aplicação é muito mais fácil e limpo do que o tradicional. É sobre esse material que falaremos a seguir. Tensões de retração são esforços causados pela diminuição de volume da argamassa de fixação quando endurece. melhor a qualidade (melhor aderência. 96 .lhante à utilizada para execução do emboço. III e III-E são definidos em função das condições da obra. do tipo argamassa colante. 2003): proporciona melhor aderência (a cerâmica fica mais bem “colada”) do que as argamassas convencionais. bastando ser misturada com água na obra para ser utilizada. é um produto industrializado composto por uma argamassa pré-dosada isto é. por exemplo). O tipo de resina orgânica define o tipo de argamassa colante e determina a qualidade da argamassa colante.

em função da valorização estética que podem propiciar. Lembre-se que esses critérios devem ser usados conjuntamente com os outros. Isto será melhor explicado no próximo tópico. e em amarração.facens. Em geral. quanto melhor a qualidade da cerâmica. 2003 97 . principalmente a qualidade e a uniformidade das dimensões. em função do tamanho da placa cerâmica. A título de sugestão. as juntas em diagonal e em amarração estão voltando ao uso. por serem de mais fácil execução e acarretarem menor perda de materiais. menor pode ser a espessura da junta. quanto maior a sua dimensão.pdf A espessura das juntas deve ser definida em função do tipo de placa cerâmica utilizada. AS JUNTAS DE ASSENTAMENTO Já vimos no início o que são as juntas de assentamento e para que servem. pois dão menos cortes. são apresentadas na tabela a seguir as espessuras de juntas recomendadas. maior deve ser a junta. que trata da execução do revestimento e da aplicação da argamassa. sendo usuais os arranjos: em diagonal. Fonte: PCC/EPUSP. a Prumo e em Amarração http://www. As juntas a prumo são as mais utilizadas.O tempo em aberto é o tempo máximo em que a as placas cerâmicas devem ser assentadas. após a aplicação da argamassa sobre a base. Outro critério importante é o tamanho da placa cerâmica. Entretanto. O desenho das juntas pode ser definido de várias maneiras.br/alunos/material/MilitoC013/Revestimentos. Tipos de Arranjos de Juntas: em Diagonal. a prumo. Em geral. No item seguinte – execução dos revestimentos cerâmicos – será explicado como é feito o assentamento com a argamassa colante.

feito à base de cimento branco. bastando ser misturado com água para ser utilizado. que o torna mais elástico. pela disponibilidade que existe no mercado de produtos deste tipo. material usado para vedar as juntas de assentamento. O rígido é o tradicional. O flexível possui produtos químicos (resinas) na sua composição. Atualmente. O rejunte pode ser de dois tipos: rígido ou flexível. são recomendados os rejuntes flexíveis.Para garantir a uniformidade da espessura das juntas é recomendado o uso de espaçadores. Além disso. O rejunte. Ambos podem ser feitos na obra ou comprados prontos. sob a forma de pó. o rejunte flexível é mais impermeável. Explicaremos como aplicar o rejunte quando tratarmos dos procedimentos de execução dos revestimentos cerâmicos. pois além da facilidade de aplicação. tem maior confiabilidade quanto ao seu desempenho. ATIVIDADE 19 .ESCREVER Responda à seguinte pergunta: Quais são as vantagens de usarmos a argamassa colante industrial. suportando melhor as movimentações do revestimento cerâmico. por exemplo. é mais recomendado o uso do rejunte pronto. e não a argamassa feita na obra? 98 . consiste numa pasta ou argamassa à base de cimento branco. resultando em maior proteção do revestimento e maior resistência à criação de fungos (bolor). Pode ser fabricado na própria obra ou pode ser adquirido pronto. Para fachadas. como será visto no tópico referente à execução.

como o modelo e as cores. buracos e outros. é importante garantir a especificação correta dos materiais a serem comprados.A execução dos revestimentos cerâmicos A COMPRA. Devem ficar em local fresco e seco. Em obras menores não existe essa figura do almoxarife. tamanho das peças. Então o ladrilheiro precisa fazer também. É importante ainda garantir que todas as placas cerâmicas a serem utilizadas sejam provenientes do mesmo lote (ou da mesma “fornada”) pois isso garante a uniformidade nas cores e dimensões. Principalmente em situações onde os revestimentos serão mais exigidos (como fachadas. O RECEBIMENTO E O ESTOQUE DOS MATERIAIS A compra dos revestimentos cerâmicos nas obras que são feitas por empresas construtoras é feita pelos seus departamentos de compras. Numa obra grande. E como o serviço do ladrilheiro quase sempre acontece na fase final da obra. 99 . como trincas. ou outras). Devemos ter uma precaução quanto à segurança. se as datas de vencimento estão compatíveis com os prazos de execução dos serviços. As caixas destes produtos devem ser empilhadas até uma altura máxima de um metro e meio. ambientes agressivos. é muito importante a escolha de fabricantes considerados idôneos e que seguem processos e controles de qualidade que eliminam pelo menos os defeitos grosseiros de fabricação. é importante conhecer alguns dos critérios que elas utilizam. Elas devem ser protegidas da umidade e do sol.. Estocar ou guardar o material recebido também é uma atribuição do almoxarife. Ele verifica também. de acordo com a norma brasileira. não devemos deixá-las no tempo. pois seguem procedimentos que visam garantir a qualidade dos materiais adquiridos. no caso das argamassas. Em segundo lugar. etc. sobre uma superfície plana. Esse controle pode ser feito no recebimento. obrigatoriamente. as quantidades e lotes. e longe de tetos e paredes. o material é sempre recebido pelo almoxarifado. que podem servir como orientação geral. No caso das peças cerâmicas e da argamassa colante. podendo seguir estas mesmas orientações. Essas compras são chamadas compras técnicas. o papel do almoxarife. pois a data de fabricação e o lote devem constar da embalagem. Em primeiro lugar. Embora o ladrilheiro não participe diretamente desse processo nestas empresas. o material que compramos. Receber um material é receber. pois é muito fácil furtar este tipo de material. É o almoxarife o profissional que confere as especificações do projeto. muitas vezes estes materiais podem ser estocados nos próprios ambientes próximos daqueles que serão revestidos. obedecendo às especificações definidas no projeto. na obra. com as informações que ele encontra nas embalagens dos produtos. isto deve ser feito por profissionais e empresas especializadas. além do seu próprio papel de ladrilheiro.

. Os balancins são espécies de plataformas suspensas. ou na medida em que eles forem entrando em cena como se eles fossem os atores de um filme... é ainda uma novidade no Brasil.. O andaime fachadeiro móvel. vai atrasar e bagunçar toda a obra.. Paulina: Viu. que são apoiados no solo. Os equipamentos para trabalhos em fachadas Para se revestir as fachadas das construções mais altas são usados andaimes chamados balancins. antes de começar o filme. né? Os primeiros equipamentos com os quais o ladrilheiro deve se preocupar são os seus equipamentos de proteção individual (EPI’s): luvas de borracha. 100 . Eles estão todos aqui. Pedrito: Até agora eu não vi aqui nenhum equipamento. já pensou se chega a hora de um deles entrar em cena. antes. agora que nós já temos aqui todos os materiais.. suportando os trabalhadores. ó. a gente não pode nem querer iniciar o serviço.. Por isso apareceram para o leitor logo no início da ocupação... sim. mas só podem ser usados para edifícios baixos. Embora sejam os mais utilizados.. se o diretor do filme não contar com a presença de todos os atores. São suspensas por cabos presos em vigas instaladas no topo do edifício. e ele ainda nem chegou no estúdio de filmagem? Paulina: Pois é.OS EQUIPAMENTOS Paulina: Bom. pois se nós não tivermos todos os materiais e todos os equipamentos necessários. são mais seguros e permitem maior mobilidade. Mas nós vamos agora apresentá-los na medida em que nós formos precisando deles. Pedrito: É verdade. embora venha crescendo seu uso. num tá vendo? O leitor também já deve ter visto. e através de um sistema de catracas estas plataformas. sobem ou descem conforme se enrolam ou desenrolam os cabos presos na plataforma. e também todos os equipamentos. geralmente montadas na própria obra. Os andaimes chamados de fachadeiros. que pode ser usado em edifícios altos. podem ser considerados equipamentos rudimentares. capacete de plástico e óculos. botas de borracha...

acho que são umas pedrinhas... ou no sol? 2. que nós vamos assentá-los sobre a camada de regularização.. aqui no chão. sei lá.. Pedrito: Isso?.ATENÇÃO Trabalhos em fachadas... Pedrito.. exigem uso de cinto de segurança. quando for assentar uma cerâmica no piso ou na parede. Já vimos.. Paulina: Mas.. hein?. nos itens anteriores. ou base. assim a gente não pode nem começar o serviço. Então os procedimentos iniciais de limpeza da base são os seguintes: 101 . para garantir a aderência da camada de fixação... Quais são os equipamentos de proteção individual que o ladrilheiro deve usar? Descreva qual é a necessidade do uso de cada um deles. que que é isso aqui.. Paulina: Pedrito.ESCREVER Responda às seguintes perguntas: 1.. Por quê nós não devemos estocar os ladrilhos e a argamassa colante em locais úmidos.. seja qual for o tipo de andaime. Esta base deverá estar completamente limpa.. A LIMPEZA INICIAL A Limpeza é a primeira coisa em que a gente deve prestar atenção. ou camada colante. ATIVIDADE 20 ..

Eflorescências são certos tipos de sais que na presença da água são transportados até a superfície das placas cerâmicas, ou da camada de regularização, ou por ali afloram, deixando as superfícies esbranquiçadas e prejudicando a aparência do revestimento. Para remover partículas soltas e resíduos de argamassa nós usamos lixa, escova de piaçava ou de aço, ou ainda jato de água com pressão moderada. No caso de graxa ou óleo você pode usar uma solução diluída de soda cáustica, ou então um detergente adequado. Não se esqueça de lavar depois a superfície com bastante água. E aquelas partículas que estejam meio grudadas na base você pode ir raspando com a espátula ou a talhadeira. Manchas de bolor ou fungos podem ser removidas com uma solução de hipoclorito de sódio, ou água sanitária. Tudo isso deve ser feito com cuidado, para não estragar a base. Antes de aplicar um produto químico sobre a base, molhe-a bem, para evitar que a superfície absorva o produto, e assim fique danificada. Quando houver a lavagem da base esta deverá estar completamente seca, antes de ser aplicada a argamassa colante.

A VERIFICAÇÃO DA PLANEZA (OU PLANURA) E DA TEXTURA
DA CAMADA DE REGULARIZAÇÃO

Não deverá haver imperfeição na planeza da base que seja superior a um desnível de 3 milímetros, verificado com a passagem de uma régua de dois metros de comprimento em todas as direções do painel a ser revestido. Esta verificação também precisa ser feita usando-se o fio de prumo, no caso das paredes, e a mangueira de nível, no caso dos pisos. No caso dos pisos, é preciso verificar também o caimento das águas em direção aos ralos e coletores pluviais (que conduzem as águas de chuva), onde estes existirem. Apesar da execução da camada de regularização, ou da base, ser uma tarefa do pedreiro, e não, propriamente, do ladrilheiro, em casos de pequenas imperfeições o próprio ladrilheiro pode corrigir o defeito. Por exemplo: em situações localizadas onde o desnível não é muito superior a 3 milímetros, a correção pode ser feita aplicando-se uma fina camada da própria argamassa colante no local. Quando houver necessidade de alguma correção do emboço, ou do contrapiso, deve-se esperar pelo menos 14 dias, no caso das paredes e pisos externos, para uma cura completa desta camada, antes de se iniciar os serviços de assentamento das cerâmicas. Para paredes e pisos internos deve-se esperar no mínimo 7 dias. Isso é necessário para garantir a cura e também para acomodar eventuais movimentações entre o substrato [que é a parede de blocos ou tijolos ou o lastro de concreto ou a laje] e a camada de regularização.

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Para verificar o prumo do emboço em fachadas ou paredes externas, mai-

or cuidado ainda deve ser tomado, pois em edifícios muito altos um desnível em alguns pavimentos pode comprometer as funções e a aparência de toda a fachada. Nestes casos devem ser descidos vários prumos para verificação, recomendando-se distância máxima de um metro e meio entre eles.
ATIVIDADE 21 - ESCREVER

Você, com sua classe, fará uma visita técnica a uma obra em fase de revestimento, acompanhado pelo seu professor. Observe como é feita a verificação do prumo da fachada e tire as dúvidas com seu professor. Faça um resumo da execução desse serviço e entregue-o ao professor para correção.

Definindo os Painéis do Revestimento Os painéis de revestimento são trechos contínuos de superfície a serem revestidos, também chamados panos. Para pisos internos, um banheiro, por exemplo, correspondem ao ambiente inteiro. Nas paredes internas estes painéis são definidos normalmente pelas quebras dos planos destas paredes (trechos entre quinas). Nas paredes externas, ou nas fachadas, os painéis são definidos pelas superfícies contínuas entre as juntas horizontais e verticais, ou, como no caso das paredes internas, pela quebra de continuidade da fachada, como quinas, vigas e pilares aparentes ou salientes, etc. Galgamento dos Painéis O galgamento é a marcação, no painel, de pontos de referência de prumo, nível e das linhas de assentamento das fiadas. Esse pontos são definidos tendo como base o início e final da 1a. fiada do painel, tomando-se o cuidado de observar os encontros com batentes e contra-marcos de janelas, que servem como referência de prumo. A marcação dos pontos pode ser feita riscando-os no emboço ou assentando-se placas cerâmicas nestes pontos. As linhas de referência para o assentamento das fiadas podem ser feitas riscando-as no emboço, ou através de linhas de nylon presas através de pregos ali fixados.

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Fazendo o galgamento, ou marcando no emboço as referências do painel
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Nas paredes de ambientes internos, precisamos saber se há forro falso, ou não. Quando não há, nós devemos considerar que a primeira fiada horizontal, junto ao teto, é composta de peças inteiras, e se houver algum arremate, ou uma última fiada horizontal de peças cortadas, esta fiada deve ser a que encontra com o piso, em baixo. Mas se houver forro falso, o que é mais comum, não é preciso cortar peças, pois o sentido deste caminhamento se inverte: a primeira fiada de peças inteiras deve ser a mais baixa, que encontra com a superfície do piso, e a última fiada, acima, ultrapassa um pouco a altura do forro, e parte desta fiada se esconde por trás do forro. Pedrito: Não entendi direito o que é o forro falso. Paulina: Procure no dicionário do Aurélio. Pedrito: Já procurei. Não tem. Paulina: Então procura no dicionário do Houaiss. Pedrito: Também não tem. Paulina: Não tem? Então procura aqui, ó... nesse Código de Obras aqui, da cidade de Florianópolis... Pedrito: Código de Obras?... o que é isso? Paulina: O Código de Obras de uma cidade é uma lei que nos dá o conjunto de procedimentos e regras que devem ser seguidas para que nós possamos construir, reformar, ampliar ou mesmo usar um imóvel, como uma casa ou um prédio. Pedrito: Hum... entendi... tá aqui, ó... Forro falso: forro removível, de material leve, geralmente suspenso de laje ou estrutura de telhado. Puxa... eu ia perguntar para o professor, mas agora não precisa mais... Paulina: Mas quando você procurar o significado de uma palavra, e não encontrar, você deve mesmo é perguntar para ele, viu?...

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No caso de fachadas externas o galgamento é feito através do assentamento de placas cerâmicas nos painéis, utilizando os fios de prumo e as juntas como referência. Definindo a Fiada Mestra Se nós já fizemos o galgamento, nós já marcamos toda a superfície a ser revestida. Isto quer dizer que nós já podemos distinguir, na parede ou no piso, marcas ou sinais, como pontos e linhas, que nos dizem exatamente onde e quais são as peças que ali irão ser assentadas. Precisamos agora definir a Fiada Mestra, que é a primeira fiada que será assentada. Se o projeto é bastante rigoroso, ele já indica, no desenho, qual é esta fiada. No entanto, no caso da superfície ser uma parede interna, e o ambiente ser pequeno, nós podemos definir esta Fiada Mestra de um jeito bem simples. O Ladrilheiro fica de cócoras, bem em frente à parede, e olha para a superfície. A altura da sua linha de visão, projetada na parede, deve então coincidir com uma das fiadas que já se tem marcada, ou locada, na parede (PCC/ EPUSP, 2003). Esta fiada horizontal é a fiada mestra. Sua altura corresponde, mais ou menos, a um terço da altura do painel, ou seja, para uma parede que tenha 2,5 metros de altura, a fiada mestra está a 80 ou 90 centímetros de altura a partir do piso. Para o caso de uma grande fachada externa, ou um edifício com vários pavimentos, nós devemos dividir o painel já galgado, em três partes, assinalando no alto do terço inferior a fiada que será a mestra. Cortando as Peças Cerâmicas Da mesma forma que nós, no galgamento, planejamos como assentar as peças (a ordem e a seqüência de colocação), devemos agora planejar, antes do assentamento, o corte das peças cerâmicas. Não devemos espalhar a argamassa colante de modo precipitado, deixando para fazer os cortes bem em cima da hora de assentar. Devemos sempre ter uma visão prévia do que vai acontecer, ou seja, devemos tentar imaginar o produto pronto. Isso não significa que nós seremos capazes de prever todos os detalhes mais insignificantes que irão aparecer. Se fôssemos capazes de prever tudo, nós possuiríamos a bola de cristal, né?... Ponha-se no lugar do ladrilheiro. Você tem, pela frente, uma parede, ou um piso, para revestir. Esta superfície pode ser bem pequena, como uma paredinha de um banheiro, ou então uma fachada muito grande de um arranha-céu. As condições são bem diferentes, mas em cada caso o planejamento é necessário. Você, para revestir este pequeno banheiro, calcula que uma caixa de massa é suficiente. Existe ali apenas uma pia e um vaso sanitário. Então a quantidade de placas a ser assentada é relativamente pequena. Nesse caso você pode cortar todas as peças antes de iniciar o serviço. Mas no caso de uma grande fachada exter-

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pois uma parte importante do nosso trabalho é usar a nossa criatividade para transformar todas as dificuldades que encontramos pela frente em coisas mais simples. você pode ir cortando as peças em etapas. Busque a melhoria contínua. elas se transformem em tecnologia. mesmo nesse caso simples nós já estamos planejando o nosso serviço. Para fazer cortes retos em peças de pouca resistência mecânica. E é assim também que nós iremos reduzindo o desperdício. como os azulejos simples. Seja então um daqueles que se dedicam. Para fazer isso nós falaremos dos equipamentos necessários. Seja criativo. É por isso que as palavras Projeto. de um modo geral. ou tecnológicos. Planejamento. um dia. por exemplo. Terminada a massa da primeira caixa. Você pode. Veja bem. ou de uma ampla parede ou piso interno.pt 106 . Cortes retos com o riscador de ponta de vídea e com a serra elétrica http://mestremaco.na. a qualidade e a produtividade daquilo que você está fazendo. também. E talvez. A melhoria desse processo vai depender do seu interesse em aperfeiçoar. com disco de corte diamantado. Para cortar peças mais resistentes usamos a serra elétrica portátil. que sempre corremos o risco de cometer. ou com a mistura de uma caixa. Vamos então falar um pouco mais de como os cortes devem ser feitos. a fazer parte desse time de aperfeiçoadores técnicos. você passa então a cortar as peças que serão assentadas com a segunda caixa de massa. Qualidade. Marcando a peça para o corte http://mestremaco. Produtividade e Rendimento sempre costumam andar juntas. Lembre-se de um dos nossos lemas. cada vez mais. Mesmo as técnicas mais bem elaboradas do mundo podem e precisam ainda ser aperfeiçoadas. usamos o riscador com ponta de vídea de ¼” [ou um quarto de polegada]. E é com isso que nós vamos afastando os erros. diminuindo os custos e aumentando os benefícios que todo o trabalho pode nos trazer. podem ser retos ou curvos. E assim por diante. cortar um número de peças suficientes para serem assentadas com uma massada. Não se conforme com os erros.pt Os cortes nas peças cerâmicas.

O Ladrilheiro deve então avaliar a estabilidade e a instabilidade destas condições. Para cortes curvos usamos também a furadeira de bancada com serra-copo diamantada. e nos casos onde o corte precisa ficar mais perfeito. Use um torquês pequeno e um torquês médio. 107 . se existe a possibilidade de vir a perdê-la em seguida. ou pelos espelhos das caixas de luz. se o dia estiver chuvoso ou com o sol muito quente. O torquês é indicado para os casos onde as irregularidades do corte vão ser escondidas pelas canoplas das torneiras. No caso do sol forte. prejudicando também a aderência. usamos a serra circular. Corte curvo usando a serra-copo http://mestremaco.Para fazermos cortes curvos em peças menos resistentes usamos o torquês. e uma chuva pode chegar a cair de repente. Pois nesses casos pode ser arriscado até mesmo começar a misturar a massa. ela irá lavando a camada de fixação.pt As condições Ambientais Não se deve iniciar o assentamento das peças. em lugares descobertos ou externos. ele irá fazendo com que a água da argamassa colante se evapore. No caso da chuva. como por exemplo se o tempo está virando. que produz cortes muito irregulares. e a aderência das peças estará prejudicada. Para fazermos cortes curvos em peças mais resistentes. como se diz. Calcule para que estas irregularidades não fiquem visíveis.

mas ele descobriu que o emboço da parede estava ligeiramente desnivelado. num dicionário. às seguintes perguntas: 1. Quais são os equipamentos mais adequados para fazer esses cortes? Identifique. Depois de corrigir as imperfeições. ele começou o seu serviço no dia seguinte. quais são eles. Ele agiu de modo correto? 2. no seu caderno. 108 . De um modo geral os cortes das peças cerâmicas são retos ou curvos. Procure.ESCREVER Responda. 3. Um Ladrilheiro ia começar o seu serviço. Tente explicar o que é galgamento.ATIVIDADE 22 . a palavra galgar. na bancada. e procure entender o seu significado junto com o seu professor.

de forma manual. ou ladrilheiro. A quantidade de água a ser utilizada. sem grumos. com uma boa trabalhabilidade. ou seja. você tem que pôr o cimento antes da água. Mas se você for usar um misturador elétrico. é vantajoso para obras maiores (um prédio de vários andares. deverá ser de um quarto desta medida de pó. marcando nela o nível atingido pelo pó. colocarmos a quantidade de pó numa caixa pequena. consistente. à água. Se você for misturar essa massa com uma colher de pedreiro. tipo batedeira de bolo. As dimensões desta caixa são as seguintes: 18 centímetros de profundidade. Pedrito: Bom. pois este detalhe é muito importante. e depois é que você acrescenta. vem cá. livre de resíduos químicos ou traços de argamassas antigas que possam comprometer a nossa nova mistura. mas. que trazem um misturador elétrico (parecido com uma batedeira de bolo) e a caixa metálica onde ficará a massa. A medida da mistura deve obedecer às instruções contidas na embalagem do cimento colante. por exemplo. A massa deve ser misturada até que ela se torne homogênea. Ela deverá ser apoiada sobre quatro pés. E além destas dimensões levarem em conta a quantidade e o tempo do material trabalhável e o conteúdo das embalagens comerciais de cimento colante. tô entendendo. Isto significa. Existem equipamentos chamados argamassadeiras. então.. elas também são próprias de uma caixa que pode ser facilmente transportada e acomodada dentro de ambientes sanitários cujas portas são comumente de 60 centímetros de largura.. em volume.A PREPARAÇÃO E A APLICAÇÃO DA ARGAMASSA COLANTE Preparando a argamassa colante O pó da argamassa colante deverá ser misturado com água numa caixa de madeira ou de plástico apropriado. Em geral estas instruções recomendam juntar. bem limpa.. numa altura adequada. 109 . por exemplo). o cimento. A razão de ser destas medidas é que elas proporcionam maior conforto e produtividade ao azulejista.. que a deixarão numa posição tal que o seu fundo estará a uma altura de 70 centímetros.. 55 centímetros de largura e 70 centímetros de comprimento. você vai acrescentar a água ao pó. a gente vai pôr esse cimento na caixa antes ou depois da água? Paulina: Boa pergunta.. Embora este equipamento seja mais caro do que a caixa feita na obra. A argamassadeira possui rodinhas que permitem transportá-la de um local para outro. quatro partes de argamassa para uma parte de água. ou seja. você tem que despejar a água antes na caixa.

antes de começarmos a assentar os componentes cerâmicos com ela. Este método é chamado de dupla colagem. desmoronarem ou achatarem-se.. os riscos em relevo resultante na massa. Para obtermos a Trabalhabilidade Ideal nós aplicamos na base um pouco da massa. ou seja. Para assentamento. No curso do pedreiro foi explicado o que é trabalhabilidade do concreto. Esta face da peça cerâmica a ser colada é que nós chamamos de tardoz. Devemos criar. Ah. Esta área de espalhamento deve ser de no máximo 1 metro quadrado. ou escorrer. Aplicando a Argamassa Colante Depois do descanso nós vamos mexer a massa de novo. uma massa com menos água do que é necessário se torna áspera e difícil de se trabalhar com ela. usando a desempenadeira dentada. Mas nesse caso uma coisa é importante.Pedrito: Trabalhabili. Agora a massa colante deve descansar dentro da caixa. Uma massa com muita água se torna pastosa e mole. devem estar bem firmes. de acordo com a peça que vai ser concretada. ou seja. Mas para peças cujas áreas sejam maiores do que 400 centímetros quadrados nós devemos aplicar a massa tanto no emboço quanto na face da peça a ser colada. ou seja. O concreto com boa trabalhabilidade é aquele que pode ser moldado com o menor esforço possível. quanto na massa sobre o tardoz. Uma massa muito mole também perde a sua resistência final. 1 metro de largura por 1 metro de altura. tanto na massa sobre o emboço. Mas os cordões do emboço 110 . Os cordões que se formam. os laboratórios de pesquisa acham melhor que nós esperemos por meia hora. escorrendo. Por outro lado. Apesar das embalagens indicarem cerca de 10 a 15 minutos para esse tempo de espera. em paredes. Paulina: Para a argamassa a idéia é bem semelhante. Nestes dois casos a trabalhabilidade da massa não é a ideal. não se fixando na colher de pedreiro e nem se amoldando às saliências a serem aderidas. aderidos e não podem fluir. de peças cerâmicas cujas áreas [de cada peça] sejam menores ou igual a 400 centímetros quadrados nós devemos espalhar a argamassa colante somente na base. no emboço. cordões de assentamento. e usando a desempenadeira dentada. ou seja. depois de seca. brilhantes. e nem se abaterem.. Para isso tem que ter uma quantidade de água certa. já lembrei. E então nós vamos começar a espalhá-la por uma área da superfície do painel a ser revestido. Trabalhabilidade da argamassa é a facilidade de se trabalhar com a mistura.

753. quando esta for parede. Observe a tabela seguinte. No caso dos pisos. em cerca de 60 graus.e do tardoz devem ser feitos de tal forma que eles devem se cruzar. e fazendo isso de baixo para cima em relação à superfície. de acordo com a norma NBR 13. quando a peça for assentada. Mas se usarmos a desempenadeira com aberturas semi-circulares de raio de 10 milímetros. Estando a massa firmemente aderida ao emboço. Por falar em desempenadeira dentada. que é o da colagem simples. passamos então o lado dentado. da área da superfície de cada peça cerâmica. Para fazer estes cordões a desempenadeira deve estar inclinada. Se nós usamos a desempenadeira com dentes quadrados. pois ela proporciona maior segurança e energia na aplicação da argamassa colante. Para espalhar a argamassa devemos fazê-lo inicialmente usando o lado liso da desempenadeira dentada.pt 111 . e é isso que produzirá estes vincos que chamamos de cordões. os cordões do emboço e do tardoz devem se dispor de maneira perpendicular. nós usamos o método da dupla colagem. o emprego da dupla colagem ou da colagem simples depende do tipo de desempenadeira dentada que nós vamos usar. o tipo que devemos usar depende. ou ortogonal. Ou seja. Recomenda-se sempre o uso da desempenadeira com o cabo fechado em ambos os lados. em relação à superfície a ser revestida. Fazendo os cordões de argamassa http://mestremaco. nós usamos o método convencional. cujas dimensões sejam de 8 milímetros por 8 milímetros por 8 milímetros [ou 8x8x8mm].

Depois daquele descanso inicial da argamassa na caixa. Existem várias recomendações sobre isso. não devemos iniciar o assentamento das peças em lugares descobertos. mas com segurança nós podemos recomendar uma espessura mínima de 2 milímetros e uma espessura máxima de 5 milímetros. a desempenadeira deve ser substituída. Mas se você a estiver espalhando. Mas 112 . em contraste com uma argamassa de cimento.Paulina: Só mais uma coisinha. Outro ítem essencial diz respeito à espessura da camada de fixação. e estando ela então pronta para ser aplicada na base. que seja superior a um milímetro. ou a base está mal acabada. da camada de argamassa colante que nós estamos espalhando pela superfície a ser revestida. não é necessário molhar a base. ou mal nivelada. Se em alguns casos excepcionais a argamassa já foi espalhada e é possível protegê-la usando lonas plásticas.. a respeito destas desempenadeiras dentadas. ou seja. das duas uma. que é o emboço ou o contrapiso. em condições específicas onde o calor seja muito forte. a fim de que possamos retirar completamente a camada de fixação imprestável. se o dia estiver chuvoso ou com o sol muito quente. então podemos iniciar o assentamento. É o seguinte: sempre que houver um desgaste nestes dentes. ou de alguma outra sujeira. e a umidade relativa do ar muito baixa. Mas se a camada de fixação já estiver comprometida. cal e areia que viesse a ser produzida no local do assentamento. e nós já recomendamos o uso desta argamassa colante comercial. ou estiver se danificando. A COLOCAÇÃO E O AJUSTE DAS PEÇAS CERÂMICAS As Condições Ambientais Como nós já vimos antes de começar a misturar a massa. desde que ela esteja limpa de resíduos estranhos. você poderá reutilizá-la. limpando depois bem a base... E de uma coisa nós podemos estar certos: quando existe a necessidade de produzirmos uma camada de espessura maior do que 5 milímetros. nunca acrescente mais água à mistura. Todavia. para só assim aplicar uma nova camada de argamassa colante. Assentando as Peças Como a argamassa colante comercial tem a propriedade de reter a água dentro de si mesmo. e tem mais uma coisa. ou a qualidade das peças cerâmicas está deixando a desejar. é conveniente molhar um pouco essa base. ou a camada de regularização. ou sob o sol incidindo diretamente sobre a superfície a ser revestida.. e alguma porção dela cair no chão. então só nos resta esperar a melhora das condições ambientais. Ah!.

até atingirmos o teto. Pois esta. levemente. em hipótese alguma.quanto às peças cerâmicas que irão ser assentadas. nós vamos ajustando-a até que ela chegue à sua posição final. e pressionando-a contra a superfície.pt Para garantir a melhor aderência entre as peças cerâmicas e a camada de regularização o procedimento deve ser o seguinte. Ajustada a peça no seu local. e também já definimos. qual é a fiada mestra. respeitando as distâncias reservadas para a execução das juntas de assentamento.pt Assentando a Partir da Fiada Mestra No galgamento. batemos sobre a mesma. Depois de assentá-la vamos subindo. nós já marcamos toda a superfície a ser revestida. 113 . Posicionamos a peça a cerca de 2 centímetros em relação às peças já assentadas. agora descendo de uma em uma. estas. Assentando as peças da Fiada Mestra http://mestremaco. devem ser molhadas. é a primeira fiada que deve ser assentada. assentando as fiadas de uma em uma na seqüência. usando o martelo de borracha. e fazendo um movimento de vai-e-vem. Usando o martelo de borracha http://mestremaco. como já vimos. no caso desta ser uma parede. até atingirmos o piso. E então nós retornamos à fiada mestra.

Para quê e quando usamos os espaçadores? 114 .pt Garantindo a Espessura das Juntas A definição da espessura das juntas de assentamento já foi vista no ítem inicial e deve constar do projeto do revestimento. ATIVIDADE 23 . que nome se dá a este tipo de colagem? 3.ESCREVER Responda às seguintes perguntas: 1. Para garantir sua espessura. Qual é a área de espalhamento máximo na aplicação da argamassa colante? 2. Quando nós aplicamos a argamassa sobre o emboço e sobre a peça cerâmica.Assentando a segunda fiada. que são colocados entre as placas. devem ser usados espaçadores. a partir da Fiada Mestra http://mestremaco. Veja nas figuras.

podendo se soltar ou quebrar. No caso de percebermos a existência desta película esbranquiçada. Rejunte. Se não obedecermos esse prazo. é o período de tempo durante o qual as peças cerâmicas podem ainda sofrer alteração na sua posição inicial. sem que aconteçam perdas de aderência entre a peça e a camada. é o período de tempo máximo recomendado para o seu uso. nós devemos retirar toda a camada de fixação imprestável. que diz respeito às juntas de assentamento. De um modo geral este tempo corresponde a 20 minutos para superfícies internas e 15 minutos. é o material com o qual preenchemos os espaços das juntas.OS TEMPOS DE VIDA. 115 . Considerando aí o tempo que a argamassa deve ficar descansando. podem aparecer depois fissuras e gretas no rejunte. ou tempo de ajustamento. é uma divisão da camada de revestimento. A partir daí surge uma película esbranquiçada nos cordões da argamassa. ou tempo de assentamento. A Execução dos Rejuntes Existe uma diferença essencial entre o que é Junta e o que é Rejunte. para superfícies externas. Esse tempo geralmente é estimado em 10 minutos. O tempo de abertura. e limpar cuidadosamente toda a superfície da base. e nem muito grande. Um outro motivo para não estender muito esse prazo é que podem ocorrer acidentes ou choques nas peças. pois então resíduos e sujeiras irão se acumular nas juntas abertas e isto irá prejudicar a aderência do rejuntamento. Nós vamos considerar aqui a execução do rejunte de assentamento. ou tempo de uso da argamassa colante. depois dela ter sido misturada. antes de aplicarmos uma nova camada de argamassa em condições aceitáveis. e estas não estão ainda “travadas” pelo rejunte. sem que haja nenhuma aderência entre a camada de fixação e a peça. ou Rejuntamento. depois de terem sido assentadas sobre a camada de fixação. Junta. como já vimos antes. podemos estimar esse tempo de vida em 3 horas. por outro lado. Por outro lado. entre os componentes cerâmicos. O Rejunte de Assentamento Recomenda-se iniciar os serviços de rejunte depois de 72 horas após o assentamento das peças. DE ABERTURA E DE AJUSTE O tempo de vida. pois sendo razoável ele será um fator de garantia do rendimento do serviço. Este tempo de abertura não deve ser muito pequeno. ou tempo em aberto. esse prazo de 72 horas não pode se alongar muito. ou desejável. O tempo de ajuste. para permitir a acomodação das placas cerâmicas durante a secagem da argamassa. é o período de tempo compreendido entre o espalhamento da argamassa colante e o instante em que ela não apresenta mais a aderência suficiente. Se nós assentamos a peça cerâmica sobre esta película. só ocorrerá um esmagamento dos cordões.

devido às dificuldades de deslocamento do Ladrilheiro. Antes de iniciar o preparo da massa de rejunte. como poeiras e restos de argamassa solta. Assim eliminamos todos os resíduos. através dos andaimes. é melhor terminarmos todo o serviço de assentamento das peças primeiro. Mas quando nós usamos outros tipos de argamassas de rejunte. para então ser a peça cerâmica assentada novamente. um barulho oco. Nas fachadas. uma nova camada de fixação. ou paredes externas. Para efetuar esta verificação damos leves pancadas com os dedos sobre as superfícies das cerâmicas. para só então iniciarmos o serviço de rejunte. como por exemplo no caso em que o clima esteja muito quente e seco. antes de fazermos o rejunte. antes de aplicar o rejunte. precisamos despender o máximo de cuidado durante a limpeza prévia da superfície. obedecendo às recomendações do fabricante quanto à quantida- . a fim de que a peça porosa não absorva o material do rejunte e não se manche. que é o mais recomendado. A Mistura e a Aplicação do Rejunte As instruções se referem à aplicação do rejunte industrializado.Em fachadas extensas às vezes é difícil fazer o rejunte num prazo muito próximo destas 72 horas. A Limpeza das Juntas de Assentamento Antes de preparar o rejunte de assentamento precisamos limpar as juntas que serão preenchidas com ele. a fim de evitarmos situações deste tipo. e devemos aplicar ali. quando assentamos primeiro as peças cerâmicas ao longo de uma área extensa. como aquelas fabricadas na própria obra. e também é impossível realizar o movimento de vai-e-vem com a peça. pois nestas condições é difícil espalhar e dentear a argamassa colante. é melhor que esta limpeza seja feita com água. ou rejunte pronto. Se a peça cerâmica possui uma superfície porosa. antes da aplicação do rejunte. Note que esta peça reassentada já não apresentará a qualidade exigida em geral para o assentamento. ou seja. é conveniente que se molhe as juntas. o Ladrilheiro deve verificar se todas as peças cerâmicas do painel a ser rejuntado estão bem aderidas. 116 Para misturar a argamassa de rejunte nós usamos um recipiente metálico ou plástico limpo. Por isso é sempre necessário trabalhar com o máximo de precaução durante todas as etapas anteriores. recomenda-se a aplicação de uma camada de cera incolor sobre a mesma. a peça deve ser removida. Se algum deles emitir um som cavo. Esta limpeza pode ser feita com uma escova ou uma vassoura de piaçava. antes de aplicar ali o rejunte. naquela região da camada de regularização. às vezes. Assim. nós não precisamos molhar as juntas. que possam prejudicar a aderência do material a ser aplicado. para só depois aplicar o rejunte de uma vez só. Nestes casos. a camada colante que estava por baixo dela deve ser raspada. ou retirada com a talhadeira. Quando usamos o rejunte industrializado. Isto é especialmente indicado quando o rejunte é colorido.

de modo que o rejunte penetre nas juntas uniformemente. ou seja. antes de começarmos a aplicá-la. como devemos ter feito com a argamassa colante. a limpeza final da superfície deve ser feita dentro de 10 a 15 minutos após a aplicação do rejunte. e em seguida. Esta limpeza costuma ser feita escovando-se o pó depositado e em seguida passando-se um pano úmido sobre as peças.pt Pode-se então. com movimentos alternados semelhantes aos de um limpador de pára-brisas. estas resinas irão aderir à superfície das peças. Aplicamos a argamassa por entre as juntas.de de água. segundo as especificações do projeto. a limpeza pode ser feita mais tarde. depois do espalhamento feito. O frisamento aumenta a resistência do rejunte e melhora sua estanqueidade. Depois do amassamento deixamos a argamassa em repouso por cerca de 15 minutos. Se demorarmos mais tempo do que isso para efetuar a limpeza. Misturamos a massa até obtermos uma mistura homogênea. Aplicação do Rejunte com o Rodo de Borracha http://mestremaco. frisar estas juntas com madeira ou um ferro redondo recurvado. Pastas de cimento podem ser limpas até o dia seguinte. espalhando-a com uma desempenadeira ou um rodo de borracha. que são os rejuntes flexíveis. 117 . Se a argamassa de rejunte não contém estas resinas. misturamos novamente a argamassa. Para o caso dos rejuntes industriais que contêm resinas. melhora a resistência à penetração de água. e então será difícil removê-las.

Se houver tráfego de veículos.ESCREVER Responda. no seu caderno. Nesses casos é conveniente impedir o tráfego de pessoas na área revestida.CANTEIRO Você revestirá. Qual é a diferença entre junta e rejunte? A CURA Nós chamamos de Cura o período em que os materiais assentados ainda estão reagindo quimicamente. às seguintes perguntas: 1.ATIVIDADE 24 . durante este período. é preciso evitar o uso das áreas revestidas. é recomendado esperar por cerca de 15 dias. em equipe e em canteiro de obras. respingos de tinta e outros materiais. e depois seco. O que é tempo de vida. AVALIAÇÃO 118 . com a orientação de seu professor. e então. no mínimo. depois de uma Limpeza Final da superfície revestida com um pano primeiro úmido. tempo de abertura e tempo de ajuste de uma argamassa colante? 2. ATIVIDADE 25 . pois há risco de queda de objetos. teremos uma avaliação. Assim. No caso dos pisos externos esse cuidado deve ser maior. E ATÉ A PRÓXIMA. durante os 7 dias seguintes ao término dos serviços de rejunte. um trecho de parede com placas cerâmicas. MESTRE LADRILHEIRO! Antes. a área só deve ser liberada depois de pelo menos duas semanas.

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120 .

como molduras e sancas. sobre esta ocupação. o que deverá fazer com que cresça o mercado de trabalho para esse tipo de profissional. 121 . será abordado tanto o material gesso como também sua utilização em revestimentos e placas pré-fabricadas para forros e paredes. além de acabamentos e ornamentações. chamadas comumente de drywall. São também tecnologias mais modernas e industrializadas pois. nos lugares onde estive eu não lembro muito de ter visto gesseiro. permanecendo nas etapas seguintes. As tecnologias que utilizam o gesso são ainda relativamente novas no país e não são muito comuns em algumas regiões. o gesseiro é um profissional importante e dependendo das tecnologias escolhidas para executar a obra. como fechamentos de furos e arremates de paredes e tetos internos. Assim. que podem substituir as paredes internas de alvenaria. material do qual podem ser feitos revestimentos e forros.Introdução Gesseiro é o profissional que trabalha com o gesso. Entretanto. usam componentes pré-fabricados. seu uso vem crescendo bastante. Com o gesso pode-se também construir paredes. O gesso é ainda um material que se presta muito bem para fazer reparos. o que torna seu uso importante para manutenção e reparos de construções em geral. principalmente no interior dos estados. Pedrito: Engraçado. fabricados fora do canteiro e depois montados na obra. fazendo com que hoje seja necessário seu aprendizado. o gesseiro entra na obra normalmente na etapa de revestimentos e acabamentos. isto é. Numa obra feita com drywall o gesseiro entra na etapa de vedações. Paulina: Veja Pedrito. O futuro da construção civil aponta para o uso cada vez maior dessas tecnologias. pode se tornar um dos mais requisitados durante a construção. diferentemente das técnicas convencionais. como será visto no texto desta ocupação. No texto que se segue. até o acabamento final.

FERRAMENTAS DO GESSEIRO 122 .

obtido pela calcinação de uma rocha chamada gipsita. comparado aos grandes países produtores de gesso. dando ótimo acabamento. isto é. Boa aparência: o gesso depois de endurecido apresenta superfície lisa e branca. principalmente França e Espanha. como se pode ver nas fotos a seguir. a saber: Facilidade de moldagem. após misturado com água. O Brasil possui grandes reservas de gipsita. mas a única mina de gesso em atividade encontra-se na Bacia do Araripe. na divisa entre os estados de Piauí. que precisa ser aplicada nos revestimentos com argamassa convencional. mas o aproveitamento ainda é muito pequeno. Canadá e União Européia. Ceará e Pernambuco. tanto em revestimentos de argamassa como em painéis ou adornos (veja as fotos a seguir). Assim como o cimento. adquirindo características ligantes ( de “cola”) e resistência. como molduras e sancas. endurece depois de um certo tempo. que são os Estados Unidos. o que o faz um material excelente para fabricação de ornamentos utilizados como acabamentos e efeitos decorativos.O gesso para construção O gesso para construção é um material pulverulento (pó) branco. O gesso tem também propriedades que o fazem ser bastante utilizado na construção. A maior parte das reservas brasileiras encontra-se no Pará e em Pernambuco. 123 . Os revestimentos em gesso eliminam a necessidade de massa corrida na pintura. o gesso tem propriedades aglomerantes.

procure no tópico sobre alvenaria). que são em revestimentos de paredes e tetos e em placas pré-fabricadas para forros e paredes. como banheiros por exemplo. Entretanto. pelo Rei Luis XIV (conhecido como rei Sol) em 1667. como será visto adiante. o ideal é em torno de 0. Produtividade elevada: a aplicação dos revestimentos em gesso é mais rápida e fácil do que a das argamassas convencionais e seu tempo de cura é menor. podendo ser utilizado como revestimento de paredes de alvenaria sem necessidade de aplicação de chapisco. Entretanto. o que faz com que não possa ser utilizado em áreas externas. exigindo paredes ou tetos regularizados. Curiosidade Você sabia que o uso do gesso foi tornado obrigatório nas construções da França. a espessura da camada de gesso deve ser pequena (embora possa atingir até 2 cm. em áreas de circulação de prédios comerciais ou industriais. que é necessário para as argamassas convencionais. as estruturas das casas. passaram a ser revestidas com gesso. lembra-se? Se não lembrar. quando comparado às argamassas convencionais mais a massa corrida. desde que convenientemente protegido. algumas desvantagens. Pode. pois espessuras elevadas fazem-no trincar. . fazendo com que seu uso não se torne vantajoso. Seu uso é indicado para áreas internas residenciais ou de escritórios.5 cm). O custo do revestimento em gesso é menor. ser usado em áreas internas úmidas. como acontece. que na época eram normalmente feitas em madeira. Quando usado em revestimentos. Se a superfície da parede ou teto estiver muito irregular é necessária aplicação do emboço antes do gesso. O gesso tem também baixa resistência a choques. Isso exige que seja aplicado em paredes e tetos bem regulares quanto à sua planeza (já vimos o que é planeza no pedreiro-ocupação base. sendo um excelente isolante contra propagação de fogo. O gesso apresenta.Boas propriedades térmicas e acústicas. Boa aderência à alvenaria e concreto. por causa do incêndio que destruiu Londres no ano anterior? A partir do decreto promulgado pelo rei francês. porém. 124 Veremos a seguir as principais aplicações do gesso na construção. como será visto adiante. para protegê-las do fogo. no início do Arco Ocupacional. Em contato com água pode se dissolver. fazendo com que se possa iniciar a pintura mais cedo. não devendo ser utilizado em áreas de tráfego intenso de pessoas ou cargas. sujeitas a chuvas. sua espessura deve ser pequena. entretanto. depende de disponibilidade local de material e mão-de-obra. que limitam seu uso. por exemplo.

5 cm. embora mais fácil de executar. Mistura O gesso é normalmente fornecido em sacos de 40 kg. que possam prejudicar a aplicação do revestimento. 125 . As superfícies de concreto (lajes. Há ainda o gesso projetado. numa proporção de 36 a 40 litros de água para cada saco. Se houver emboço aplicado. O gesso desempenado. desempenado e sarrafeado. Mistura-se bem para obter uma pasta homogênea e sem grumos (caroços). Coloca-se a água numa caixa e polvilha-se o gesso até que esteja completamente submerso. O mais comumente usado e considerado vantajoso em termos de custo e rapidez na execução é o gesso liso. APLICAÇÃO DE GESSO LISO EM REVESTIMENTO DE PAREDES E TETOS Preparação Deve ser deixado prazo de no mínimo 30 dias após a execução da parede ou teto para aplicar o revestimento de gesso. O revestimento em gesso pode ser feito em pasta (gesso mais água). Conferir o prumo e a planeza da parede. incrustações. Lembre-se que o ideal para aplicação do gesso é uma espessura em torno de 0. Veremos a seguir como são feitos os revestimentos em gesso liso. Caso existam imperfeições ou irregularidades maiores. que deve ser misturado com água. se a parede ou teto estiver muito irregular. escondendo as irregularidades da parede ou teto e dando uma melhor qualidade do acabamento final. Quanto à forma de aplicação o gesso pode ser aplicado desempenado ou sarrafeado. podendo resultar numa pior qualidade no acabamento. vigas e pilares) devem ser previamente chapiscadas para receber o gesso. também chamado de gesso liso. o mesmo prazo deve ser obedecido. acompanha as irregularidades da parede ou do teto. É importante remover sujeiras. pregos ou outros objetos eventualmente existentes. mas é de pouca utilização. O gesso sarrafeado pode ser feito em espessuras maiores. ou em argamassa (gesso + calcáreo em pó + cal e outros produtos químicos). corrigir com aplicação de argamassa convencional (chapisco + emboço).Revestimentos de paredes e tetos em gesso Uma aplicação importante do gesso é no revestimento de paredes e tetos em alvenaria ou concreto.

agora em sentido cruzado em relação à primeira. devendo-se obter uma superfície lisa e regular. procurando tirar ondulações e falhas. conferindo-se a espessura conforme as referências utilizadas Desempena-se bem. aplicando-se a pasta com uma desempenadeira de PVC. A aplicação deve ser iniciada pelo teto. principalmente os cantos. Depois do teto aplica-se a pasta nas paredes (metade superior. Retira-se os excessos com uma régua de alumínio. Em seguida aplica-se uma última camada para corrigir falhas e atingir a espessura desejada. faz-se a limpeza completa do local. A espessura da camada deve ser de 1 a 3 mm e sua espessura deve ser controlada. fazendo alguma pressão sobre a camada. tirando-se todas as imperfeições. aproveitando os andaimes) em movimentos de baixo para cima (veja as figuras a seguir). Faz-se um último e cuidadoso desempeno final. Aplica-se nova camada. Pode-se também usar pequenas taliscas de madeira para isso. usando desempenadeira de aço. 126 .Aplicação a) Gesso liso desempenado A área deve ser previamente molhada. Depois de terminado o teto e a metade superior da parede remove-se os andaimes e aplica-se o gesso na parte inferior da parede. utilizando-se como referência as faces de batentes e contramarcos de janelas. Ao final. em movimentos de vai-e-vem.

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conforme visto no pedreiro-ocupação base. retirando-se o excesso com régua de alumínio. (veja as fotos).b) Gesso liso sarrafeado O processo é o mesmo utilizado para o revestimento convencional com argamassa. 128 . Faz-se o taliscamento e as mestras e preenche-se com a pasta de gesso o interior das mestras. Por fim faz-se o acabamento final de forma semelhante ao mostrado para o gesso liso desempenado. tópico sobre revestimentos.

no canteiro de obras. Registre suas dúvidas. com a orientação do seu professor. 129 . um revestimento de parede em gesso liso.ATIVIDADE 26 .CANTEIRO Você executará em equipe.

130 . O processo de fabricação é simples e as placas são normalmente produzidas em pequenas indústrias. moldadas em fôrmas metálicas. São feitas de pasta de gesso. Placas pré-fabricadas são produzidas fora da obra e posteriormente transportadas e montadas na construção. Há dois tipos de placas de gesso: as lisas e as de gesso acartonado. as placas são penduradas e encaixadas umas nas outras através de encaixes macho e fêmea. é para pequenos ambientes. Veja as figuras ao lado. da forma mostrada. como banheiros de apartamentos e escritórios. também já existentes nas mesmas. apropriada para isso. 18 (espessura 1. de forma que cada placa fique presa num pino. Placas de gesso acartonado A placa de gesso acartonado é feita de gesso endurecido revestido dos dois lados por papel cartão do tipo “kraft” (um tipo de papelão fino mais resistente á água). em seguida são amarrados fios de aço galvanizado n.Placas pré-fabricadas de gesso A aplicação do gesso em placas pré-fabricadas é das mais importantes atualmente na construção. São de custo relativamente baixo e fáceis de instalar. São utilizadas basicamente para construção de forros em residências e escritórios.25 mm) nos pinos e em ganchos que já vêm colocados nas placas. Além disso. distanciados de 60 ou 65 cm conforme as dimensões das placas. para esconder as tubulações hidráulicas que passam sob o teto. em caso de necessidade de manutenção ou reparo das instalações. nos encontros entre o forro e a parede devem ser deixadas juntas para que o forro possa se movimentar sem trincar. Para ambientes maiores devem ser usadas as placas de gesso acartonado. Placas lisas de gesso São fabricadas em dimensões de 60x60 e 65x65 cm. a remoção e a recolocação do forro são consideradas tarefas simples. que veremos a seguir. O uso das placas lisas em forros. Em edifícios de apartamentos são muito usadas em forros de banheiros. mais resistentes e fixadas em estruturas metálicas auxiliares. após a colocação rejuntam-se as emendas das placas com massa de gesso. A instalação dos forros em placas de gesso é feita da seguinte forma: fixam-se pinos de aço na laje. como se fosse um “sanduíche”. através de pistolas.

L.PLACA LISA DE GESO Fonte: adaptado de PERES. at al. 2001. PLACA PAREDE PERFIL DE ALUMÍNIO 131 . at al. L. 2001. 600mm 30 10 ENCAIXE FÊMEA ENCAIXE MACHO 12 COLOCAÇÃO DOS TIRANTES PARA FIXAÇÃO DAS PLACAS DETALHE DE JUNTA ENTRE O FORRO E A PAREDE Fonte: adaptado de PERES.

de cor branca ou marfim. onde há um controle da umidade e da temperatura. tornando-o mais resistente à água. A tecnologia de construção que utiliza placas de gesso acartonado foi inventada nos Estados Unidos. a pasta resultante da mistura é espalhada sobre uma folha de papel cartão e vibrada para adensar o material.Essas placas são utilizadas para construção de forros e paredes. utilizada em áreas úmidas. principalmente na União Européia e no Japão. há mais de 100 anos (1895) e seu uso é muito difundido naquele país e no mundo desenvolvido. de onde sai o gesso. matéria-prima do gesso. 132 . que é hidrofugante (repelente à água). seguem padrões internacionais de dimensões. espessura 12. vistas no tópico anterior. os das placas de gesso acartonado são altamente mecanizados e sofisticados. A placa Resistente à Umidade (RU). que é recoberta com outra folha do mesmo papel. cujos processos de fabricação são simples e artesanais. até a secagem completa. formando uma placa. No Brasil há atualmente três empresas multinacionais que fabricam placas de gesso acartonado. que tem produtos químicos e fibra de vidro misturados ao gesso. em seguida adiciona-se água. As instalações industriais são modernas e são poucas empresas que dominam a tecnologia. Existem três tipos de placas: A placa padrão (standard ou ST). dos silos o gesso é transportado a caixas de pesagem. A diferença entre esta e a standard é a adição de silicone ao gesso. após o endurecimento do gesso as placas são cortadas e colocadas em túneis de secagem. dependendo dos tipos de placas a serem produzidas. e a adição do papel cartão. sistema esse também conhecido como “drywall” (parede seca). Por serem produtos feitos por grandes fabricantes mundiais. tornando-a mais resistente à ação do fogo.5 mm. em que há maiores exigências de proteção contra incêndios. que é a usada mais comumente. que é acondicionado em silos. depois de secas as placas são estocadas para serem comercializadas. O processo de fabricação das placas consiste nas seguintes etapas (veja a figura ao lado e acompanhe a descrição das etapas): extração e transporte da gipsita. até a fábrica. onde é feita a dosagem e a mistura com aditivos. a gipsita é esmagada. É usada em construções comerciais ou industriais. peneirada e levada ao forno. Ao contrário das placas lisas. especificações técnicas e qualidade. e o material é misturado mecanicamente. de cor verde. como banheiros. A placa Resistente ao Fogo (RF).

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Prevê-se que também no Brasil o uso dessa tecnologia cresça muito no futuro. França e Reino Unido é da ordem de 4 a 5 m2 por habitante/ano. principalmente para construção de paredes internas. 134 .Paulina: Em outros países. No Brasil. embora venha crescendo bastante o uso desse sistema nos últimos anos. em razão de uma série de vantagens que oferece. como veremos neste livro. Nosso consumo de gesso acartonado não chega a 1 m2 por habitante/ano. Mesmo países latino-americanos como Chile e Argentina utilizam bem mais o gesso acartonado do que o Brasil. o uso do gesso acartonado é tão popularizado que as pessoas compram os produtos em lojas e elas mesmas fazem a construção e reparos de paredes e forros nas suas casas. Pedrito: É mesmo. No Japão. o consumo ainda é muito baixo. até já vi isso em filme. comparado com outros países. principalmente nos Estados Unidos. enquanto que nos EUA é superior a 10 m2 por habitante/ano.

pois mesmo as placas resistentes à umidade precisam ser protegidas.Paredes de gesso acartonado São feitas através de uma estrutura metálica leve fixada no piso e no teto. conforme as necessidades. As instalações hidráulicas e elétricas passam no interior das paredes. como se vê em seguida. gerando paredes com as superfícies prontas para receber o acabamento. O isolamento acústico entre os ambientes pode ser aumentado colocando-se mantas de lã de vidro ou lã de rocha no interior das paredes. bem como previsão para colocação de portas e janelas. As paredes de gesso acartonado podem ser feitas de diferentes tipos de placas. Há também previsão para reforços no interior das paredes para suportar bancadas de banheiros ou armários. com diferentes espessuras de paredes. à qual são parafusadas as placas de gesso acartonado. entre as placas (veja nas fotos). Quando os ambientes são úmidos deve ser feita impermeabilização. 135 . entre as placas.

com parafusadeira. profissionais que fazem a montagem das paredes de gesso acartonado. Rejuntamento das emendas: é feita através da colagem de uma fita de papel. com um ponto de fixação a cada 60 cm. Isto é feito através de um projeto. Montagem das paredes de gesso acartonado Marcação e fixação das guias: inicialmente marca-se no piso e no teto a posição das guias metálicas que definem a posição da parede. com espaçamento de 30 cm entre os parafusos. A verticalidade das guias de piso e teto deve ser verificada com auxílio de um fio de prumo. encaixados e parafusados dentro das guias. como mostra a figura. ou com pistola e pino de aço. Fixação das chapas de gesso: as chapas são parafusadas nos montantes. que deverá ser seguido pelos montadores. com espaçamento normalmente entre 40 e 60 cm. 136 . fixando-as com parafuso e bucha. São fixadas primeiramente as chapas de um lado da parede. normalmente dado pelas empresas que fazem o projeto e a colocação deste tipo de parede. pois as paredes já são lisas. Acompanhe a descrição e as figuras ao lado. para permitir a aplicação da massa e da fita de colagem. sobre uma massa de gesso (à base de gesso com produtos que aumentam a aderência e plasticidade. bem como os isolamentos acústicos e reforços (se houver). recomendando-se apenas uma fina camada de massa corrida com lixamento. com altura equivalente ao pé-direito.Todas essas definições e detalhes precisam ser antecipadamente previstos para que as paredes possam ser corretamente executadas. O acabamento final pode ser feito com pintura. Agora mostraremos os procedimentos para a montagem. as placas cerâmicas podem ser coladas diretamente nas paredes de gesso acartonado. papel de parede ou outros revestimentos. lixa-se sua superfície. somente para eliminar as diferenças de textura entre as placas e as emendas. tomando-se o cuidado de marcar também os vãos das portas. para eliminar imperfeições e deixar a emenda lisa. semelhante à que já vimos para as placas lisas). Colocação dos montantes: em seguida são colocados os montantes metálicos verticais. Em seguida são colocadas as instalações hidráulicas e elétricas embutidas no interior da parede. Para isso as chapas são fabricadas com um rebaixo nas bordas. Após a secagem da massa. Após a marcação colocam-se as guias metálicas no piso e no teto. A pintura fica facilitada. fechando a parede. Para aplicação de revestimentos cerâmicos. Após a colocação da fita é aplicada nova camada de massa sobre a fita. por empresas especializadas. Depois disso são fixadas as chapas do outro lado. como os cerâmicos. previamente aplicada entre as chapas. Os montadores passam também por um aprendizado e treinamento.

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138 . não havendo necessidade de regularizações. diminuindo as cargas (peso) dos edifícios. Como conseqüência. sem necessidade de argamassa e água (o que se chama de “construção seca”). as paredes de gesso acartonado são bem mais leves que as de alvenaria. o uso de paredes de gesso acartonado pode trazer uma série de vantagens em relação às feitas em alvenaria revestidas com argamassa. pois a montagem é feita por acoplamento mecânico. levando a um maior aproveitamento dos espaços internos dos ambientes. e a obra pode ser feita em menor prazo. o canteiro fica mais limpo e organizado. pois a superfície das placas é lisa e plana. gerando economia na estrutura e nas fundações. tais como: a execução é muito mais rápida e muito mais “limpa”. além disso. as espessuras das paredes são menores. a perda de material e a produção de entulho é muito menor que nas paredes em alvenaria e revestimentos em argamassas convencionais. a seco.Vantagens das paredes de gesso acartonado e das tecnologias industrializadas de construção Como já devemos ter percebido. os revestimentos e acabamentos ficam mais fáceis e baratos. como o emboço na alvenaria.

já ocorre nos países desenvolvidos. ainda que distante. como o pedreiro e outros. seu uso vem aumentando cada vez mais e. a menor resistência a esforços e à umidade. Não há como improvisar soluções na obra. tecnologias que são mais eficientes em rapidez e qualidade. são feitas com placas pré-fabricadas em indústrias. As empresas que trabalham com esses profissionais exigem ensino fundamental e dão preferência para os que têm ensino secundário completo. a construção fica parecida com outros tipos de indústria. e na obra são apenas montadas. um montador. junto com a montagem das placas. que vimos até aqui. Apesar de serem ainda pouco utilizadas na construção. previstos na própria tecnologia. Na forma tradicional. aliás. 139 . exigindo um profissional diferente. e também mão-de-obra com maior qualificação. com alvenaria e concreto. já é competitivo em relação às paredes de alvenaria revestidas. deverão ultrapassar em importância as técnicas convencionais. diferente da tradicional. nos locais onde há empresas e mão-de-obra especializada. por sua vez. Todas essas vantagens e características mostram uma outra forma de construir. fazendo com que os canteiros de obra do futuro se tornem “fábricas montadoras de edifícios”. Assim. Essas tecnologias exigem maior planejamento e precisão do que as técnicas convencionais. e tende a ser ainda mais. com profissionais das ocupações tradicionais. bem como o isolamento acústico. isto é. Não dá para ir aprendendo com a prática. ou seja. por exemplo. no futuro. podem ser bem resolvidos com soluções de projeto. exigem mais organização e planejamento. o custo final. como. com o aumento da utilização da tecnologia. tudo deve ser previsto e projetado. As paredes de gesso acartonado. como a automobilística. como se faz comumente nas ocupações tradicionais. em que as peças são fabricadas em indústrias de autopeças e a fábrica de carros compra as peças e monta os carros (por isso são também chamadas montadoras). tudo é feito na obra através de técnicas construtivas artesanais. A tendência na construção civil é usar cada vez mais este tipo de tecnologia. Essas características definem o que se chama de “tecnologias industrializadas de construção”. O montador precisa aprender a tecnologia e ser treinado para bem aplicála. pois as tubulações são instaladas no interior das paredes. A remuneração em geral é maior do que nas ocupações tradicionais. Lembrar que o gesso acartonado é usado somente para paredes internas.não há necessidade de cortes e quebras de paredes para embutimento de instalações.

Faça uma descrição resumida dessas tecnologias e do porque poderem ser consideradas industrializadas. uso de tecnologias que você considere mais industrializadas na construção. ou na obra visitada. 140 .IDENTIFICAR Identifique. na sua cidade.ATIVIDADE 27 .

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O pintor. A pintura tem uma importante função estética. havendo sempre necessidade de repinturas. há também um campo de atuação muito importante para o pintor. Em seguida serão abordadas a segurança do trabalho de pintura. formam uma película resistente sobre as mesmas. madeiras e metais. pode estragar o que já está feito. os detalhes de acabamento e a limpeza final da obra. devendo o pintor conhecê-las para executá-las corretamente. Isto porque a pintura tem uma vida útil relativamente pequena em relação à do edifício. aplicados adequadamente sobre superfícies. que são as tintas chamadas imobiliárias. pois a pintura. Há muitos tipos de tintas e de técnicas de aplicação. as ferramentas e as técnicas de pintura de edifícios em tetos e paredes em argamassa e concreto. pois a pintura protege e decora. As tintas são materiais que. participam desse acabamento e devem se preocupar com a aparência. utilizadas em obras e reparos de edifícios. a pintura – que é a técnica de aplicação de tintas . pois propicia o acabamento final do edifício. 143 . quase sempre se faz necessária a pintura para acabamento final dos consertos feitos. isto é. assim como o ladrilheiro e o gesseiro. além de trabalhar frequentemente em escadas. é aquele que trabalha com a aplicação de tintas. protegendo-as.protege as partes expostas dos edifícios. quando executada de forma errada ou descuidada. O pintor é em geral o profissional da última etapa da construção. Assim. mas não conserta erros de serviços anteriores. É importante também o conhecimento das normas e recomendações de segurança do trabalho de pintura uma vez que o pintor manipulará produtos químicos tóxicos e inflamáveis. além de não proteger. Além da pintura de obras novas. No texto dessa ocupação serão abordados os materiais de pintura. Outra conseqüência importante da pintura ser o último serviço é a necessidade de cuidado com tudo o que já está pronto.Introdução Pintor é o profissional encarregado de executar a pintura na construção. que é o de manutenção e reparos. quando há reparos em quaisquer das partes dos edifícios. Isso significa que é muito importante que ele conheça a situação da obra em que vai trabalhar. E ainda. tanto interna quanto externamente.

como por exemplo. a seguir. Todas elas. portanto. aumentando a reflexão da luz. como no caso de superfícies de paredes externas. deixando a parede “respirar” e evitando que a umidade permaneça no seu interior. um pouco mais sobre cada um dos componentes. Ligante: mantém as partículas do pigmento unidas e proporciona adesão (cola). por exemplo. por exemplo). como no caso de paredes externas. Falaremos. são feitas de quatro tipos de componentes a saber: Pigmento: proporciona a cor. Para que todas essas funções possam ser cumpridas. Podemos detalhar um pouco mais as formas como essas funções são exercidas. Aditivos: produtos que proporcionam propriedades específicas (antimofo. O pigmento. o ligante e os aditivos. aumentando a lavabilidade (fazer com que a superfície possa ser lavada). 144 . evaporando-se após a aplicação da tinta. como a água. aumentando a resistência contra micro-organismos (fungos em paredes e tetos) e ataque de insetos (cupins em madeira). Assim. aumentando a resistência ao calor e ao fogo. Quanto maior é a quantidade de sólidos na tinta (pigmento e ligante). que podem ser. ou de superfícies metálicas ou de madeiras (portas e janelas). aumentando a resistência à corrosão. O líquido serve apenas de meio. que são feitos de partículas sólidas. entre outras: aumentando a impermeabilidade e evitando a penetração de água. para diminuir o aquecimento solar. quanto maior é o “teor de sólidos” (termo técnico para indicar a quantidade de sólidos na tinta). maior a proteção. maior é a espessura da película. como por exemplo superfícies de paredes internas. suas funções e componentes Como vimos no início. como no caso de superfícies metálicas (janelas e portas de ferro por exemplo). há diversos tipos de tintas. melhor é sua qualidade. Líquido: serve de meio para juntar o pigmento com o ligante e aplicar a tinta. a pintura tem como funções proteger e decorar superfícies expostas dos edifícios. em superfícies de estruturas metálicas. é que formam a película que fica aderida à superfície e que garante as funções da tinta.As tintas. entretanto.

usadas para esmaltes. São também adicionados às tintas. em geral um mineral (obtido de rochas) ou também sintético (artificial. DADAS PELA PIGMENTAÇÃO DA TINTA Os ligantes são resinas. usadas nas tintas látex para interiores. isto é. materiais tais como argila. colas. mais resistentes e mais caras. 145 .O pigmento é um pó fino. obtido de derivados do petróleo). podendo ser considerados como pigmentos. EXEMPLOS DE TIPOS DE CORES. que melhoram as propriedades dos pigmentos e das tintas. as acrílicas. e é. normalmente sintéticas (produtos derivados de petróleo). possuem quantidades relativamente altas de óxido de titânio. usadas nas tintas látex para exteriores e as alquídicas. o mais caro. de todos os componentes da tinta. As tintas brancas de alta qualidade. Há também as resinas epóxi e poliuretano. usadas em ambientes mais agressivos. que é um mineral muito caro. São três as mais comuns: as de PVA (poli-vinil-acetato). talco e outros (chamados de carga). sem aumentar demasiadamente seu custo. por exemplo.

por exemplo. pode ser água. diluídas em solventes. São usadas também como ligantes nas tintas a óleo. boa proteção e durabilidade. que serve de meio para juntar todos os componentes e aplicar a tinta. para afinar ou engrossar a tinta. etc. reduzir ou aumentar o brilho. feitas de uma combinação entre resinas sintéticas e óleos vegetais como linhaça. melhorar a aderência. por exemplo. e não são inflamáveis. As razões disso devem-se ao fato de apresentarem várias vantagens. Por serem diluídas em água. ou solvente do tipo aguarrás. etc. podendo seu utilizadas em ambientes secos ou úmidos. Não têm o odor forte das outras tintas. Tintas látex Caracterizam-se por conterem como ligante as resinas sintéticas (principalmente PVA e acrílica) e a água como líquido. resinas naturais. isto é. Depois. etc. no caso de tintas óleo ou esmalte.como indústrias. Em geral propiciam excelente cobertura. como óleos ou esmaltes. as tintas látex são atualmente as mais vendidas e utilizadas para pintura de edifícios. ou que as tornam mais resistentes ao calor e à ação do fogo. O líquido. Em vernizes são usados também óleos vegetais como líquido. Óleos e esmaltes Até uns 50 anos atrás eram os principais tipos de tinta utilizada para pintura de edifícios. mamona. De todos os tipos de tinta. tanto internas quanto externas. mas ainda hoje representam parcela importante do mercado. para tornar a tinta mais elástica ou flexível. Em relação a outras tintas. Podem ser. soja. Isso confere uma grande lisura à película. girassol. no caso de tintas látex. TIPOS DE TINTAS As tintas podem ser agrupadas conforme o tipo de componente utilizado e conforme as aplicações mais comuns. com o surgimento das resinas e das tintas látex foram perdendo espaço. Como desvantagem. Os principais tipos de tintas são relacionados a seguir. por exemplo: plastificantes. são mais resistentes a alteração de cores e fungos e sua película mantém a plasticidade durante mais tempo. ambientes marinhos. Os aditivos são produtos que são adicionados às tintas para melhorar algumas propriedades ou adicionar funções específicas às tintas. isto é. Os esmaltes utilizam como ligante as resinas alquídicas. em geral óleos vegetais de linhaça. São utilizadas para pintura de tetos e paredes. não deixam a parede “respirar”. são fáceis de serem aplicadas e seu tempo de secagem é rápido. soja e outros. apresentam pouca transpirabilidade. qualidade esta muito apreciada e até 146 . o que pode acarretar bolhas ou descolamentos se houver umidade no interior das paredes pintadas. Como exemplo de propriedades especificas há os aditivos que tornam a tinta antimofo. laboratórios.

contendo somente ligante. Podem ser aplicados em portas. Os fundos tornam a base mais uniforme. ao serem preparados. líquido e aditivos. Têm a desvantagem de serem diluídas em solventes. em madeiras que mancham. Paulina: Isso mesmo Pedrito! A relação é essa. que podem estragar a pintura. Ao longo do tempo sua película pode endurecer e tornar-se quebradiça. indicados para as madeiras. madeiras de forros e telhados. Seu tempo de secagem também é maior. capacidade de aderência. Fundos e seladores São tintas utilizadas como preparação para a aplicação da pintura final. janelas. o que as torna indicadas para pintura de superfícies muito lisas. protegendo-as e dando bom aspecto. que melhora a aderência da argamassa no revestimento. O líquido pode ser água ou solvente. São indicadas para superfícies metálicas e madeiras. Todos os vernizes. Vernizes O verniz é uma tinta sem pigmento. melhorando o acabamento final. Possuem também excelente adesão. além de as tornar inflamáveis.necessária para superfícies lisas como madeiras e metais. A película resultante de sua aplicação é transparente. Você já está aprendendo a pensar como um profissional da construção! Os fundos servem também para evitar manchas causadas pelo sangramento de substâncias através da tinta. ou seja. Pedrito: Já sei. Os fundos são aplicados para melhorar a adesão do acabamento sobre a superfície. diluídos em “thinner”. é como o chapisco. assoalhos e móveis. tanto internas quanto externas. mogno e outras. os laqueadores. quando se quer deixá-la aparente. Os aditivos são usados para aumentar a resistência contra riscos e raios ultravioletas. usados para móveis e aplicados por profissionais mais especializados. As lacas são tipos de vernizes de secagem rápida. o que poderia provocar buracos após a secagem. o que faz com que apresentem odor mais forte. Dentro desse grupo incluem-se também os óleos naturais a base de linhaça e outros. como cedro. como as metálicas. Isto é feito para se obter um melhor resultado da pintura. Isto é importante. Os vernizes são usados principalmente para madeira natural ou tingida. pois penetram nas mesmas. por causa da falta de pigmento. 147 . deixando visível o material envernizado. São produtos de odor mais forte e também mais inflamáveis. devem ser misturados cuidadosamente para não formar espuma. exigindo manutenções em períodos mais curtos de tempo. por exemplo.

São indicados para superfícies mais porosas e com diferenças de porosidade. sua utilização pode ser necessária. Muitos defeitos de pintura são causados pela falta de aplicação de fundos e seladores. os ligantes dos seladores podem ser à base de resinas de látex ou óleo e resinas alquídicas. por exemplo. Pedrito: Ah! Quer dizer que a massa precisa combinar com a tinta do fundo e do acabamento. Se nesses casos não se usar o selador. e também em madeiras. Assim como para as tintas. Assim como as tintas.Os seladores têm a finalidade de evitar que a superfície absorva a tinta. devendo ter composição compatível com essas outras tintas. gesso novo ou outras superfícies que nunca tenham sido pintadas. líquidos e aditivos. para se melhorar o resultado final da pintura e pode ser feita também para melhorar o padrão de acabamento final. Sua aplicação é feita depois do fundo ou selador. Há fundos e seladores sem pigmentos. ligantes. podem se tornar relativamente caros. As massas são utilizadas para fechar fendas e fissuras. antes da pintura de acabamento final. evitar entrada de ar e água e para preparar superfícies para a pintura. como será visto na última ocupação (reparador). pois como são ricos em ligantes.caiação Tintas inorgânicas são as produzidas a partir de aglomerantes minerais. Apesar dos benefícios e até da sua necessidade. Tintas inorgânicas . deixando-as completamente lisas. mas a maioria é pigmentada. quase sólida. São flexíveis. como se fossem da mesma família? Paulina: É isso aí! As massas são usadas. Seus ligantes são os mesmos das tintas (resinas de diversos tipos e óleos) e os líquidos podem ser água ou solvente. pois podem eliminar toda a porosidade de superfícies ásperas. poderá haver uma menor proteção e também diferenças de tonalidade. Assim. São indicados para: madeiras novas. Por isso são muito apreciadas e utilizadas quando se deseja um padrão mais fino de acabamento. Massas Massas são tintas de consistência muito grossa. as massas também são compostas de pigmentos. Isto é feito para melhorar o acabamento e para identificar as áreas onde já foi aplicado. como preparação de paredes e tetos na pintura a látex. na pintura a esmalte. como 148 . em função do aumento do custo. em cor branca clara. para repintura de superfícies muito irregulares ou muito desgastadas. podendo acompanhar a movimentação de estruturas. há uma resistência no uso de fundos e seladores. né.

Curiosidade: Você sabia que as primeiras tintas inventadas pelo homem eram inorgânicas. Sua aderência se dá por meio de reações químicas com a superfície. Dentre as principais vantagens do uso da caiação estão a boa aderência com a base. misturada com água em proporções recomendadas. Além disso. podendo ter ou não adição de corantes). e até o Sec. XIX eram praticamente as únicas existentes para pintura de edifícios? Todas as pinturas famosas feitas em edifícios pelos mestres da época do Renascimento. principalmente em ambientes onde há umidade e onde a aparência e 149 . internos e externos. não formando bolhas nem se descolando. foram desse tipo. ROMA A mais tradicional e ainda muito usada em regiões interioranas e também em algumas partes dos edifícios modernos. mostrado na foto a seguir. As desvantagens são a baixa impermeabilidade. A tinta para caiação é feita de cal hidratada (a mesma usada para argamassas. o bom aspecto final (quando a cal é de boa qualidade e a base onde é aplicada também) e o baixo custo. pouca lavabilidade e poucas opções de cores.o cimento e a cal. o que propicia uma grande resistência e durabilidade ao longo do tempo. por exemplo. mesmo em paredes úmidas. A caiação é indicada para pintura de paredes e tetos. como o teto da Capela Sistina. em Roma. a cal deixa a parede “respirar”. e é também mais resistente à formação de fungos. de baixo custo. TETO DA CAPELA SISTINA. é a tinta de cal (essa pintura é chamada caiação). como Michelangelo e outros.

150 . Tintas texturizadas São tintas em cuja composição nota-se maior presença de minerais. seus componentes e aplicações. portanto. através da raspagem da tinta após sua aplicação. como grafiato. A maior presença de minerais confere maior espessura à película. possibilitam acabamentos bonitos e variados. Esta raspagem é que as deixa com aspecto texturizado (observe ao lado).a lavabilidade não são as necessidades mais importantes. com técnicas artesanais bem mais trabalhosas. A seguir é apresentado um quadro-resumo dos tipos de tintas. tanto em quantidade quanto em tamanho das partículas. combinadas com os diversos tipos de texturas. tornando-se uma opção intermediária para pintura de paredes externas e internas. É utilizada em residências de regiões interioranas de padrão mais simples. maior resistência em relação às tintas comuns. São também mais respiráveis do que as tintas látex. Esses minerais podem ter função tanto de pigmento quanto de ligantes. é muito usada para pintura de sub-solos e poços de elevadores. O maior tamanho das partículas permite “desenhar” a superfície. Podem também ser criadas texturas inovadoras. devido aos riscos que os minerais fazem na película. podendo valorizar a aparência do edifício sem aumentar excessivamente o custo. massa raspada. Embora mais caras que as tintas látex. têm custo inferior em relação a outros revestimentos como cerâmicas e pedras. entre outras. As texturas podem imitar acabamentos tradicionais feitos em argamassas. São fornecidas muitas opções de cores que. Em edifícios modernos.

uma “catalogoteca” de tintas.LABORATÓRIO Você organizará. em equipe. cada um com seus padrões de cores e acabamentos. com a orientação do seu professor e juntamente com o restante da classe. 151 .ATIVIDADE 28 . isto é. uma coleção de catálogos com os diversos tipos de tintas.

thinner e qualquer outro) e na manipulação de tintas que têm solventes como componentes. além das precauções quanto ao equipamento de proteção individual. fibras e partículas. sapatos ou botas com sola de borracha ou outro material antiderrapante. raspar. tanto no preparo de tintas. devem ser obedecidas as seguintes recomendações: . óculos de segurança para atividades de escovar. Os equipamentos de proteção individual recomendados são: luvas de borracha para trabalhar com solventes e removedores.Segurança no trabalho de pintura PROTEÇÃO INDIVIDUAL Tendo em vista que o pintor irá manusear componentes tóxicos e inflamáveis e estará em ambiente saturado de pó. é indispensável a proteção da pele. que serão vistos a seguir. Veja a figura acima. máscaras contra pó nas atividades de lixamento. quanto na sua remoção e também na limpeza de pincéis. sendo obrigatórios quando se trabalha com ácidos. olhos e pulmões. roupas confortáveis e folgadas. sendo esses calçados obrigatórios quando se utilizam escadas ou andaimes. Alguns tipos de solvente e produtos químicos podem atacar as luvas de borracha e por isso é importante ler com atenção as instruções de uso das luvas. alvejante ou outros produtos químicos agressivos. além de cuidados especiais no uso de solventes e equipamentos. CUIDADOS NO USO DE SOLVENTES 152 No uso de solventes (aguarrás. Para as atividades de lixamento e pintura recomenda-se usar luvas leves de pano. lixar e pintar. rolos e outros equipamentos.

thinners e removedores. TRABALHO EM ESCADAS Os trabalhos em pintura exigem freqüentemente o uso de escadas. por exemplo. nunca misturar materiais diferentes entre si. não subir mais do que o terceiro degrau de cima para baixo. não puxar qualquer objeto quanto estiver sobre a escada. verificar se a base de apoio da escada não está oleosa ou escorregadia. além de não produzir nenhuma melhoria no produto final. para maior segurança a escada pode ser amarrada a um ponto fixo firme e estacionário. Caso não se tenha certeza de alcançar a altura desejada. não usar escadas próximas de linhas elétricas. a escada deve estar apoiada em local plano. como um ponto da estrutura da casa. 2004): a escada deve ter sempre quatro pontos de bom contato (os quatro no piso ou dois no piso e dois na parede) e o pintor deve ter sempre três pontos de bom apoio na escada. o corpo do pintor deve estar centralizado em relação à escada. para 3 metros de altura a base da escada deve estar afastada aproximadamente 1 m da parede). conforme segue (SENAI/SP. usar por exemplo estrados de madeira bem apoiados para nivelar a base de apoio da escada. todas as fontes de fogo devem ser apagadas. Por isso devem ser espalhados para secar e depois colocados num recipiente à prova de fogo para serem depois descartados. se ficar muito próxima pode tombar para trás e se ficar muito afastada pode deslizar. ao trabalhar. 153 . se o piso for irregular. escadas de extensão. trapos ou papéis usados para aplicar ou limpar solventes ou tintas a base de solventes podem pegar fogo espontaneamente se deixados num balde ou empilhados. Use a regra do cinto: “nunca deixe a fivela do cinto ficar fora das colunas da escada”. devem ficar 30 cm afastadas da parede para cada 90 cm de altura (por exemplo. incluindo cigarros e lâmpadas piloto de fogões e aparelhos elétricos. sendo portanto necessário observar recomendações de segurança quanto ao seu uso. tanto interna quanto externamente. usar escada maior. que ficam apoiadas na parede. o armazenamento das tintas deve ser feito também em local ventilado. A mistura. não subir em escada com tempo chuvoso ou muito vento. como por exemplo emissão de vapores tóxicos ou outros.o local de trabalho deve estar ventilado. ácidos. como materiais de limpeza. subir e descer a escada. pode provocar reações químicas com efeitos indesejáveis.

154 . ATENÇÃO Observar as condições ambientais e evitar pintar com umidade excessiva do ar (acima de 80%).Pedrito: Acho que ninguém sabe disso. muito vento e poeira. pois sempre vejo uma dessas coisas acontecendo e me dá um grande frio na barriga. temperaturas muito altas (acima de 35o ) ou muito baixas (abaixo de 10o ).

são confortáveis de segurar e fáceis de limpar. devem (SENAI/SP. se puxadas não devem ser removidas. As cerdas. Na compra de um pincel é importante verificar alguns indicadores de qualidade. Podem ser de cerdas naturais ou sintéticas. Os pincéis de cerdas naturais devem ser limpos apenas com solventes. As cerdas naturais são absorventes de água e incham. que proporciona melhor controle onde a tinta está sendo aplicada. as cerdas devem ter 75 mm. pincéis pequenos e pulverizadores. Por exemplo. 155 . Por isso não são indicadas para tintas a base de água. a não ser uma ou outra. Os pincéis sintéticos funcionam bem com todos os tipos de tinta. para dar acabamento mais fino e uniforme. Podem ser limpos com água. Serão abordados aqui os pincéis e os rolos. econômicos no uso de tinta. são os mais utilizados na pintura. Não deve haver também falhas. por exemplo.As ferramentas para pintura Há quatro tipos básicos de ferramentas de aplicação de pintura: pincéis. como látex. fornecem acabamento uniforme. mas devem ser verificadas as instruções do fabricante. Se cuidados adequadamente podem durar longo tempo. tornando-se mais macias. num pincel de 50 mm. São versáteis. ter comprimento 50% maior do que a largura do pincel. Os de cerdas naturais são preferidos para tintas a base de solventes (óleos e esmaltes). que são as ferramentas mais comuns utilizadas na pintura de edifícios. quando usados com tinta óleo ou esmalte. PINCÉIS Também chamados trinchas ou brochas. rolos. embora não o sejam do ponto de vista do tempo gasto para pintar. ser mais curtas na parte externa e mais longas no centro. ter pontas flexíveis e voltar facilmente à sua forma original. 2004): ter pontas abertas. quando usados com látex e devem ser limpos com aguarrás.

pois isso evitará marcas e produzirá um aspecto liso e uniforme. como argamassa e concreto. não carregar tinta demais no pincel. ROLOS São as ferramentas mais populares para pintar graças à facilidade e rapidez que proporcionam em relação aos pincéis. Na pintura de madeiras. que devem . além de serem difíceis de usar em espaços estreitos. Mergulhar apenas um terço ou a metade do comprimento das fibras e depois passar o pincel pelo lado da lata. a aplicação da tinta deve ser feita com o pincel inclinado 45 graus com a superfície e a tinta deve ser aplicada em passadas verticais longas em paredes e forros. principalmente brilhantes e semi-brilhantes. para paredes e forros interiores: largura de 75 mm. portas e janelas de madeira. os rolos gastam mais tinta tanto na pintura quanto na sua limpeza. acabamentos nos cantos. apenas algumas passadas por carga de tinta são suficientes. Num mesmo período de tempo podese aplicar três vezes mais tinta com um rolo do que com um pincel. Para conseguir uma camada espessa e de boa cobertura para látex. pincel com bordas afuniladas. Quanto ao tipo de pincel a ser utilizado.O pincel deve ser equilibrado e confortável na mão e o cabo não deve deslizar nem ser muito áspero. No uso de pincéis são recomendados: umedecer ligeiramente com água antes de aplicar tinta látex. devem ser seguidas as seguintes recomendações (SENAI/SP. pincel plano de 100 mm com largura de 20 a 25 mm. pintar sempre na direção do molhado para o seco e depois voltar à área recém pintada e não o contrário (do seco para o molhado) . 156 Assim como acontece com os pincéis. há rolos sintéticos. pincel com largura de 25 a 65 mm. mas não para tintas látex. deve ser seguida a direção das suas fibras. São recomendados para superfícies interiores grandes e superfícies exteriores ásperas. Paulina: Passadas adicionais podem melhorar o acabamento para tintas óleo ou esmaltes. 2004): para grandes superfícies externas. Porém.

Alguns são feitos de espuma e cortados na largura dos pincéis. excesso de líquido deve ser removido com uma toalha de papel. sem levantar o rolo da superfície. dependendo do efeito desejado. enquanto os de pelo natural (geralmente lã de carneiro). devem ser usados para tintas a óleo. como concreto. tijolo e argamassas grossas (SENAI/SP. madeira ou metal). chamada napa. Em qualquer caso.5 a 20 mm) para superfícies semi-ásperas. a tela deve ter a mesma largura do rolo. PINCÉIS PEQUENOS Os pincéis pequenos são utilizados para área de difícil alcance com pincéis comuns e rolos. encher a área com passadas paralelas. São fornecidos em diferentes texturas. A pelagem do rolo. Se for usado óleo ou esmalte. 157 . aplicar no rolo algum solvente antes da pintura.ser usados para látex. o rolo deve ser umedecido antes do látex. 2004).3 m2. Porém. depois. começando com uma passada para cima para diminuir os respingos. não retém tanta tinta. Na aplicação da pintura. conserva a forma original. nem são tão versáteis. recomendando-se: napas curtas (1. recomenda-se: colocar uma tela de metal ou plástico na bandeja. começar num canto próximo ao forro e descer ao longo da parede em áreas de 0. Para verificar a qualidade do rolo. deve ser observado se não tem emenda (que pode riscar a pintura) e se.6 a 6 mm) para superfícies lisas (gesso. Ao usar o rolo sobre paredes. para assegurar que o rolo esteja completa e uniformemente embebido com tinta. como concreto e argamassas lisas e as napas longas (mais de 20 mm) para superfícies mais ásperas. tem vários comprimentos. espalhar a tinta em zigue-zague ou “W”. ao ser comprimido. napas médias (9.

cortadas. BANDEJAS OU CAÇAMBAS PARA PINTURA São recipientes onde se deposita a tinta durante sua aplicação. Em seguida enxugar com um pano para não enferrujar. É muito comum fazer a bandeja com latas de tinta de 18 litros. retirar o excesso de massa com outra espátula e lavar com água. são diferentes dos pincéis ou rolos. logo após o uso. É recomendável o uso de bandejas quando utilizá-los. Para manutenção e limpeza da espátula ou desempenadeira deve-se.No uso. São usados comumente os seguintes tipos de lixa (SENAI/SP. As desempenadeiras de aço são usadas para a aplicação de massa em grandes áreas. A tinta deve ser aplicada com passadas longas. LIXAS O lixamento tem a função de uniformizar a superfície e auxiliar a aderência da pintura. ATENÇÃO Após várias utilizações. ESPÁTULAS E DESEMPENADEIRAS DE AÇO As espátulas de aço são usadas para aplicação de massas em pequenas áreas e remoção de tinta. 2004): Para argamassas: lixa 80 a 150 Para massas: 220 a 240 Para madeiras: 180 a 240 Para metais: 150 a 220 158 . facilitando o carregamento do pincel ou rolo com a tinta. Podem ocorrer marcas com mais facilidade. mais grossa é a lixa. todas na mesma direção e não deve ser repassada sobre a tinta aplicada. Quanto menor é a grana. As lixas são classificadas de acordo com um número (grana) que indica sua aspereza. a lâmina da espátula e da desempenadeira pode se tornar cortante.

lavagem: para paredes de residências não muito impregnadas. irregularidades e falhas em geral. sujeira. . falhas ou material solto. enxaguar e aguardar a secagem. com planeza. fissuras. Em seguida. . graxa.A execução da pintura Pintura de paredes e tetos em argamassa ou concreto.firme e coesa. como fuligem.completamente curada. A superfície deverá estar: . Para a limpeza devem ser feitas: . . no caso de revestimentos em argamassa ou concreto. Havendo umidade.isenta de umidade. com tinta látex Exame e limpeza da superfície. Especial atenção deve ser dada à presença de umidade. caso necessário. eflorescências (crostas brancas) e microorganismos (bolor e fungos). devendo ser obedecido período mínimo de 30 dias para pintura. aguardar a cura. Correções e preparação da superfície Após a lavagem deve ser examinada a integridade da superfície e. poeira.remoção de graxas e gorduras. . com escovação rigorosa e lavagem. . devem ser identificadas e sanadas as causas. que pode ser causada por vazamentos de tubulações hidráulicas embutidas.isenta de pinturas ou revestimentos soltos. Caso sejam feitos reparos. . adicionando-se detergente à água de lavagem. adicionando-se água clorada à água da lavagem. acompanhada de esfregação com vassoura ou escova. reparar trincas. poeira e materiais soltos. é necessária lavagem com máquina de pressão. sem trincas. em proporções indicadas pelo fabricante. . a lavagem pode ser feita com mangueira de jardim. A preparação da superfície deve ser feita com aplicação de fundos prepa- 159 . prumo e nível. buracos. sal ou em fachadas de prédios. óleo ou gorduras.uniforme e bem desempenada. através de raspagem com espátula ou escova de aço. enxaguar e aguardar a secagem. em proporções indicadas pelo fabricante.remoção de mofo e fungos.remoção de manchas de eflorescências. Para casos de sujeira mais grossa.remoção de sujeira. infiltrações por falhas de impermeabilizações e outras. . isto é. Em seguida. no caso de superfícies já pintadas ou revestidas.

proteger pisos . Em caso de repintura. para paredes em condições normais. em duas demãos. janelas e por último. com tinta látex a base de PVA para áreas internas. Após a limpeza fazer o lixamento no sentido das fibras da madeira e remover o pó.forrando-os com lonas . paredes. mas. Para remoção de resinas internas da madeira. toda a pintura deverá estar pronta antes. e a superfície já estará pronta para receber a massa ou a pintura de acabamento. que provocam manchas que podem prejudicar a pintura. Devem ser dadas quantas demãos forem necessárias até se atingir o acabamento desejado. Se estiver em mau estado deverá ser removida e deverá ser aplicado fundo. por exemplo). em geral. duas ou três demãos são suficientes. resinas na superfície. Após isso. Emassamento e acabamento O emassamento (aplicação de massa) pode ser feito em pontos isolados somente para eliminação de irregularidades.radores de superfície e seladores. 160 . Após o emassamento aplicar o acabamento. envolvendo-os com papéis (jornais. se a existente estiver em bom estado. No caso de verniz. Para áreas internas pode ser usada a massa corrida a base de PVA. O solvente será absorvido e quando evaporar arrastará a resina para a superfície. Após a aplicação da massa e do lixamento deve ser feita a limpeza para remoção do pó. fungos e bolor. graxas e gorduras. com pano levemente umedecido. presos com fita crepe. Antes de iniciar a pintura de tetos e paredes. a pintura deve ser feita na seguinte seqüência: tetos. em camadas finas. Para áreas externas deve ser usada a massa acrílica. portas. resíduos de serragem. deve-se usar selador apropriado. Se o acabamento for com esmalte deve ser usado selador pigmentado. Pintura de madeiras com esmalte ou verniz A madeira deve estar seca e isenta de poeira. farpas. sem pigmento. fazer o lixamento e a limpeza do pó. Em seguida. apropriados para pintura a látex. rodapés. pode-se aplicar solvente na superfície. aplicar selador. aguardando duas a três horas após a aplicação da massa para fazer o lixamento. O processo deve ser repetido até que toda a resina interna seja removida. aguardar 6 a 8 horas para lixar. ou em toda a superfície. A aplicação da massa deve ser feita com espátula ou desempenadeira de aço. Seqüência da pintura e proteções Em ambientes internos. Se for usado papel de parede como acabamento. o que se nota pelo não aparecimento de manchas na superfície. caso se deseje um melhor padrão de acabamento.e madeiras e metais. ou tinta acrílica para áreas externas.

Para pintura anterior em bom estado. eliminando quaisquer pontos de ferrugem. devem ser corrigidas as irregularidade e imperfeições com massa niveladora ou de enchimento apropriada e aguardar mais 6 a 8 horas para lixar. fazer a limpeza com solvente e esperar secar. resíduos. Pintura de metais com esmalte A superfície deverá estar limpa e isenta de poeira. Após isso aplicar o esmalte de acabamento. Depois do preparo aplicar duas demãos de fundo apropriado. Após isso.Antes de aplicar o esmalte. podendo aplicar o acabamento sobre a pintura antiga. deixar secar e aplicar o esmalte de acabamento. Para superfícies novas recomenda-se a aplicação de um removedor de primer (o primer é um fundo normalmente aplicado na serralheria). remover com espátula e solvente os resíduos do removedor. na próxima Atividade. graxas e gorduras. Após isso deixar secar entre 18 e 24 horas. No caso de verniz. Após o lixamento. em duas demãos. em duas ou três demãos. Até lá! Pedrito: Antes disso vamos pintar de verdade. com intervalo de 6 a 8 horas cada. Pedrito: E como fazer para consertar os defeitos de pintura? Paulina: É o que veremos na próxima ocupação. removê-la completamente e proceder como para aplicação de pintura nova. em duas ou três demãos. Legal! 161 . sendo mais comum o vermelho óxido ou laranja. a do Reparador. Para pintura anterior em mau estado. fazer o lixamento e limpeza com escova e pano levemente umedecido. com lixamento entre as demãos. lixar e remover o pó com solvente tipo aguarrás. Fazer o lixamento da superfície. aplicá-lo após o selador.

CANTEIRO Você pintará. em equipe.ATIVIDADE 29 . uma parede com tinta látex e óleo. 162 . com orientação do seu professor. Escreva aqui suas dúvidas.

163 .

164 .

um primeiro aspecto importante dessa ocupação é que ela faz um resumo e um fechamento de tudo o que foi visto nas outras ocupações deste Arco. devese lembrar que serão vistas nesta ocupação somente algumas noções gerais sobre o assunto. e em crescimento. descolamentos de revestimentos cerâmicos e problemas de pintura. Em seguida. que não envolvam problemas estruturais e sempre. recorrer a profissionais mais experientes ou especializados. Assim. Na atividade de reparos. fazê-los somente em casos simples. ATENÇÃO A patologia é uma área de engenharia especializada. com os problemas da construção. Assim. Essa área está hoje bastante desenvolvida. em boa parte baseada em LICHTENSTEIN (1985). quando começar a trabalhar com reparos. Nesse caso. Para cada um desses tipos de patologias são vistas a sua descrição (sintomas). O reparador lida com as patologias. onde terá treinamento apropriado. 165 . a explicação de suas causas possíveis (diagnóstico) e suas correções. devendo aprender a conhecer suas causas. Esse profissional em geral tem formação e experiência básica como pedreiro. isto é. como as vistas neste Arco (principalmente pedreiro. Assim. em pequenas construções. em caso de dúvida. que é o da patologia das construções. é fundamental para o reparador: adquirir primeiro a experiência com as ocupações tradicionais da construção. pintor. serão abordadas patologias importantes relacionadas aos assuntos que já foram vistos nas ocupações anteriores: trincas e fissuras em alvenarias e revestimentos. acaba fazendo um pouco de tudo. ladrilheiro. Ao final é feito o encerramento do Arco Ocupacional. ou também outras. e já é considerada uma ciência da construção. daí a importância de conhecer pelo menos as ocupações que já foram estudadas até aqui. Outra possibilidade é trabalhar como profissional autônomo. como corrigi-las adequadamente e como evitá-las em novas obras. serão vistas noções básicas e importantes da patologia das construções. Mas essa ocupação traz também um assunto novo. O reparador poderá ter como possibilidade de trabalho o emprego em empresas especializadas. ladrilheiro e pintor).Introdução O reparador é um profissional que executa atividades de manutenção e reparos nas edificações. nessa ocupação.

Conforto higrotérmico – manter umidade e temperaturas internas adequadas. Conforto ambiental – possuir ambientes. Paulina: Vamos então recapitular e organizar todas essas funções. Estanqueidade – não permitir entrada de água. Pedrito. o reparo (conserto) de uma patologia tem como objetivo recuperar essa função. Durabilidade – conservar suas propriedades e funções ao longo do tempo.. Diz-se que um edifício apresenta uma patologia quando não atende adequadamente uma ou mais das funções para as quais foi construído. calor e frio. garantindo a privacidade. relacionadas a partes do edifício. ventilação. Segurança estrutural – deve ser estável e resistir aos esforços a ele aplicados. sol.. dimensões. me perdi.garantir a segurança das pessoas que o utilizam em caso de incêndios. chuva. Paulina: Você lembra. não cair). tinha também a das paredes que era não deixar passar barulho. aparência e instalações adequadas às necessidades de uso. pensando-as agora como funções do edifício como um todo. Economia – possibilitar custo de construção e manutenção compatíveis com a capacidade econômica dos seus usuários. tinha função estética no acabamento. etc. ventos. Conforto acústico – garantir isolação contra ruídos externos excessivos e manter níveis adequados de ruídos internos. Segurança contra intrusão: garantir a segurança contra penetração de estranhos (ladrões). tinha um monte. Segurança ao fogo . Veja a seguir. Muitas já foram vistas nas ocupações anteriores. 166 . Assim.A patologia das construções O QUE É PATOLOGIA O edifício deve exercer diversas funções para atender às necessidades humanas. quais eram essas funções? Pedrito: Eu lembro que tinha a função da estrutura (deixar o prédio de pé. entrar chuva. iluminação.

167 . visa recuperar as funções (ou a saúde) do edifício. e você vai ver como a analogia com a medicina aparecerá durante todo o assunto desta ocupação. de falta de saúde. Pedrito: Quer dizer que o reparador é uma espécie de médico do edifício? Paulina: Isso mesmo. tornando-a muito interessante. Pedrito. O reparo da patologia. significa estado doentio. O termo patologia vem da medicina. como se o edifício estivesse mesmo doente e sua doença precisasse ser diagnosticada e tratada. Estado patológico.Pedrito: Mas por que esse nome patologia? Patologia não é estudo de pato?. Na construção o sentido é o mesmo. na medicina. ou todo seu conjunto.. assim como o tratamento na medicina. de anormalidade. A patologia das construções é o estudo de situações de ocorrências de problemas.. de falhas ou de defeitos que comprometem uma ou mais das funções do edifício.

para que um edifício possa ter todas as suas funções prolongadas ao longo da sua vida útil. do qual é feita a estrutura. ou terapêutica (tratamento da doença). como se faz nas revisões programadas de veículos. substituição de fios. torneiras. tem como objetivo evitar problemas (evitar ficar doente) enquanto o reparo é uma atividade corretiva. 1985). pode durar 50 anos ou mais. durante esse tempo. Outra diferença importante é que a manutenção tem uma finalidade preventiva. Vimos também que os materiais têm durabilidades diferentes.IDENTIFICAR Procure e fotografe. Assim. 168 . O concreto. enquanto a pintura dura alguns anos. reposições e substituições.ATIVIDADE 30 . enquanto que o reparo (conserto) é feito para restituir funções perdidas ou prejudicadas. A esses serviços damos o nome de manutenção (LICHTENSTEIN. que são esporádicos. Por outro lado a pintura protege o concreto e. exemplos de patologia para todas as funções dos edifícios. REPARO E MANUTENÇÃO Já vimos em outras ocupações que os materiais de que são construídos os edifícios têm uma determinada durabilidade. é necessário que. Note como a manutenção é diferente do reparo. A manutenção é feita para que o edifício mantenha suas funções. São exemplos de serviços de manutenção: repinturas. podem ser previstos e planejados. A manutenção. ao longo da qual vão se deteriorando (perdendo suas propriedades originais). tubos e aparelhos elétricos. com orientação do seu professor. entre muitos outros. ao contrário dos reparos. ou peças internas desses componentes. muitas vezes imprevisíveis e até emergenciais. seja feita uma série de serviços de verificações. o próprio concreto pode não durar os 50 anos que seria a sua vida útil normal. como vimos. se não for reposta periodicamente. Assim. isto é. têm um período de vida útil. Os serviços de manutenção são rotineiros e periódicos. trocas de fechaduras. pode ser programada. isto é. por exemplo. até um momento em que não atendem mais as suas funções e precisam ser repostos.

etc. pois como têm natureza diferentes. passar por uma reforma que lhe possibilitará outro período de vida útil. serão diferentes também os métodos de trabalho.É muito comum a falta de manutenção adequada dos edifícios. Além disso o cliente ou usuário precisa ser esclarecido sobre o tipo de serviço que está contratando. os prazos. Uma das principais razões disso é o seu custo. quando da escolha dos materiais que serão utilizados no edifício. Por isso muitas vezes essas atividades acabam se misturando e se confundindo. como se não fosse uma coisa importante. encerrando o período que chamamos de vida útil do edifício. Daí a importância. pois é irreversível (LICHTENSTEIN . dificultando ou até mesmo impedindo os usuários de a executarem. e ter menos gasto com manutenção depois que a obra ficar pronta. pois seus materiais podem ser reutilizados em outras construções. de fato. e isso é uma causa importante de patologias. Essa “economia” pode se voltar contra o próprio usuário. Esse término pode se dar por obsolescência. custos. pois poderá gerar patologias muito mais caras para serem reparadas. Quando isso ocorre. É importante lembrar que a reciclagem dos edifícios sempre ocorre. É comum também deixar de fazer manutenção para fazer economia. comprando materiais de maior durabilidade. o edifício pode ser demolido ou pode ser reciclado. mas também o custo de manutenção. O reparador é um profissional que pode realizar tanto as atividades de manutenção quanto as de reparos. A VIDA ÚTIL DO EDIFÍCIO Ainda que a manutenção de um edifício seja muito bem feita. Muitas vezes pode ser mais vantajoso gastar mais na obra. o edifício 169 . Essa atitude está ligada muitas vezes ao desconhecimento e até ao descaso com a manutenção. o que. de levar em conta não só o custo de aquisição. sua deterioração ocorrerá. O edifício “envelhece” e um dia deixará de cumprir as funções para as quais foi construído. isto é. acaba por ocorrer na prática. mesmo quando são demolidos. Nem sempre o término da vida útil do edifício está ligado somente à sua deterioração física. É importante saber diferenciar as duas.1985). isto é.

Se causar morte de um escravo do dono da casa. M. o construtor deverá reforçá-la por sua conta. Se a propriedade for destruída. Veremos isso a seguir. A PATOLOGIA COMO CIÊNCIA DA CONSTRUÇÃO As construções feitas pelo homem ao longo da história têm apresentado muitos problemas. mas por uma série de razões não atende mais às necessidades para as quais foi construído. O importante. por exemplo. e a parede ameaçar cair. Se o construtor fizer uma casa para um homem e não fizer de acordo. para o reparador. relativos ao problema da segurança das obras. que torna obsoletas as instalações de residências mais antigas). pois o reparo restitui a função do edifício. C. . expressos em cinco regras básicas (GIORDANI. que data de 1700 A. mudança de hábitos dos usuários (aumento do número de aparelhos elétricos. o filho do construtor deverá morrer. 3. oferta de produtos mais modernos e atraentes no mercado. 170 5. Este trecho corresponde aos artigos 229 e 230. reproduziremos abaixo um trecho do Código de Hamurabi. 4. o construtor devera dar ao dono da casa um escravo de igual valor. 2. Para se ter uma idéia de como isso é antigo e grave.C. é saber que se um edifício perdeu em um determinado momento uma ou mais de suas funções. É justamente aí que entra a importância da patologia como ciência da construção.1985): 1. etc. apud LICHTENSTEIN . prolongando sua vida útil.ainda está íntegro fisicamente. Entre as causas de obsolescência podem ser citadas: mudança no uso do solo urbano (fábricas antigas construídas em áreas que se tornaram residenciais). Se um construtor fizer uma casa que não seja firme e o seu colapso causar a morte do dono da casa. isso não significa que sua vida útil chegou ao fim. Se causar a morte do filho do dono da casa. o construtor deverá reconstruir a casa por sua própria conta. o construtor deverá morrer.

não. dentro de determinados limites. A evolução humana fez com que essas necessidades fossem aumentando e também os conhecimentos sobre as técnicas de construção. que incorporem inovações e práticas preventivas na construção. quando tomou posse como presidente do Instituto dos Engenheiros Civis da Grã-Bretanha. é realmente mais valiosa que a descrição dos trabalhos bem sucedidos. desenvolver tecnologias corretivas que consertem as falhas ocorridas e. evitando a ocorrência de problemas e gerando edifícios cada vez mais seguros e melhores.. Paulina!.Pedrito: Nossa. pois as necessidades de construção podem ter sido bem diferentes das de hoje. A inovação passou a ser aceita e até estimulada.. por exemplo. Paulina: Que horror. Ainda bem que temos hoje regras diferentes para resolver estes conflitos. Pesquisas feitas na Europa. assumindo-se. Em outras palavras: aprende-se muito mais com os erros do que com os acertos. Essa ciência busca estudar os problemas construtivos e entender as suas causas.1985). B. em 1856: “Nada é tão instrutivo para jovens engenheiros como o estudo dos acidentes e dos meios empregados para o reparo das lesões. com o entendimento correto dos mecanismos de ocorrência. no projeto deficiente. nos materiais empregados. Essa postura e seu desdobramento através do tempo até os dias atuais acabaram tornando a patologia uma ciência da construção.” (WHITE. a patologia da construção tem como preocupação fundamental o conhecimento das causas dos problemas e como evitá-los. o risco que ela traz. A descrição exata destes acidentes. em quarto.. pois a inovação sempre traz algum risco (e se não der certo?). Muitos estudos já foram realizados com esse objetivo. na má utilização dos edifícios pelos usuários. Entretanto. AS CAUSAS DAS PATOLOGIAS Como vimos. em segundo lugar. na década de 70. em falhas de execução. principalmente. e já é possível ter uma idéia geral sobre causas de patologias. mesmo?!. deve ter causado também um grande medo de inovar. mostraram que a origem das falhas está. De qualquer modo a falta de inovação não era um problema para a época. Veja o gráfico a seguir: 171 .. em terceiro. O código de Hamurabi certamente deve ter contribuído para resolver o problema da segurança das construções naquela época. em primeiro lugar. apud LICHTENSTEIN . e temos também outra atitude diante de falhas e erros cometidos nas construções. Veja o que disse Robert Stephenson... Pedrito?!. e isso era aplicado. Mudou também a postura diante das falhas e erros ocorridos.

Este método pode ser dividido em três etapas. Normalmente as fontes para essas informações são: a vistoria do local e a identificação dos sintomas. levantou problemas patológicos em 36 conjuntos habitacionais. trincas e descolamento de revestimentos. pequenos detalhes construtivos. a maior parte dos problemas tem sua origem na deficiência de projetos ou na má execução das obras. 172 b) Diagnóstico: é o entendimento completo do problema. entre casas e apartamentos.O Brasil ainda está atrasado no estudo das patologias. conforme adaptado de LICHTENSTEIN (1985): a) Levantamento de informações: compreende o levantamento de dados e informações suficientes para o completo entendimento do problema. que inclui a . Suas conclusões mostraram que: das três patologias pesquisadas. podem reduzir bastante o número de problemas. o levantamento do histórico do problema e do edifício. em geral a presença de patologias nas casas térreas é maior do que em apartamentos. a maior parte refere-se a problemas de umidade. pioneiramente no país. O MÉTODO DA PATOLOGIA DAS CONSTRUÇÕES Há um método para se estudar e resolver uma patologia. se feitos adequadamente. e a execução de ensaios complementares. havendo poucas pesquisas feitas nessa área em obras brasileiras. Nesse trabalho foram pesquisados patologias referentes a umidade. visitando um total de quase 500 habitações. seguida igualmente por trincas e descolamento de revestimentos. Entre os estudos existentes encontrase o do engenheiro YOSHIMOTO (1986) que.

O diagnóstico significa conhecer os “porquês” e os “como” do problema. como prancheta para anotações e desenhos. Os mais comuns e imprescindíveis. notas fiscais. contratos. que são as manifestações do problema. Devem ser levados também instrumentos e equipamentos para registro de dados. termômetro. e a explicação dos fenômenos ocorridos. O importante para o reparador é definir um conjunto mínimo de instrumentos. eventualmente com apoio de alguns instrumentos específicos. e. Há instrumentos que devem ser levados à vistoria. etc. que servem para medir umidade. etc. especificações técnicas. são: Nível d´água (mangueira e nível de mão) Prumo de face e de centro Régua. 173 . ensaios de materiais. c) Definição de conduta: significa definir a solução para o problema e os trabalhos que devem ser feitos para isso. mão-de-obra. cada uma delas também com sua evolução prevista. entre outros. o olfato e até o paladar (evidentemente sem expor a própria saúde). compatíveis com seu conhecimento e com o problema que será estudado. como a maleta do médico. incluindo a definição quanto aos meios: materiais. Os profissionais especializados em patologia levam também outros instrumentos. diário de obras. e que possam ser colocados numa caixa de ferramentas e levada para a vistoria. deformações. e de exame de documentos (projeto. dependendo do caso. Na inspeção direta são usados essencialmente os sentidos (visão e audição. etc). dilatômetro. que procura um profissional para resolver o problema. Isso é feito através de inspeção direta. além das alternativas de intervenção. picão. Muitas vezes só a vistoria já é suficiente para diagnosticar o problema. Caso isso não ocorra. onde são examinados os sintomas. tais como: martelo pequeno (de aço e borracha). e que você já conhece das outras ocupações. que é o levantamento de hipóteses relativas à evolução futura do problema. metro e trena Algumas ferramentas leves. para servir de apoio à inspeção. e máquina fotográfica. chaves de fenda. temperatura. tais como: higrômetro.identificação das causas e efeitos. espátula. equipamentos e tecnologias. Isso é feito através de entrevistas com pessoas envolvidas com o problema e a construção. O primeiro passo é a vistoria do local. obviamente). mas também o tato. gravadores e filmadoras. Nessa etapa é feito o prognóstico da situação. talhadeira. Normalmente o processo é iniciado a partir de uma reclamação do usuário. o passo seguinte é o levantamento do histórico do problema.

medindo-se a resistência obtida. Esses exames podem ser feitos “in loco” (no próprio local) ou em laboratórios. através de equipamento apropriado. Um exemplo de exame simples feito no local. pois dependem do problema. há necessidade de confirmação. mesmo sendo. por exemplo. onde. já visto na ocupação-base pedreiro. Os exames feitos no local normalmente envolvem algum tipo de equipamento. que tecnicamente designa-se “som cavo”. que pode ser simples ou complexo. Consiste em bater com um martelo (normalmente de borracha) a superfície do revestimento. Um exemplo de exame mais complexo feito para revestimentos é o de aderência. O ensaio de resistência do concreto. . Se a batida do martelo produzir um som “choco” (fofo. muito comum para patologias de revestimentos. não metálico). a utilização de ensaios para determinar propriedades das cerâmicas. Exames realizados no local: ensaio de aderência de revestimento cerâmico 174 Os ensaios de laboratório podem ser os mais diversos. faz-se um arrancamento de uma pequena porção do revestimento. para patologias de revestimentos cerâmicos.EXAMES COMPLEMENTARES Os exames são necessários quando a vistoria e o histórico não são suficientes para o diagnóstico ou. por exemplo. É muito comum também. significa que o revestimento naquele ponto está sem aderência com a parede e poderá se descolar. como absorção de água. é um exemplo desse tipo. é o do “bate-choco”. Veja a foto a seguir.

ou terapia requerida. entre as alternativas possíveis.Uma vez feito o diagnóstico. A intervenção. O processo se encerra com a execução dos serviços prescritos. faz-se o prognóstico e define-se a solução para o problema. aquela que melhor relação custo/benefício apresentar. Existem situações em que não se dispõe de tecnologia. ATIVIDADE 31 . normalmente tem tecnologia dominada. 175 .ESCREVER Faça um resumo do que foi visto até aqui sobre patologia das construções. Escolhe-se. através de 4 pontos que você tenha considerado como os mais importantes. exigindo pesquisas para desenvolvê-la.

como sinônimas. O critério para caracterização de fissuras como patologias é que ocorram em número superior a dois ou três por metro quadrado. que faz trincar as suas paredes. e nem sempre será considerada patológica. 176 . saber em que situação as ocorrências observadas devem ser caracterizadas como sintomas. provocada por raízes de vegetações próximas. A diferença entre as duas é quase sempre de intensidade. uma causa possível é a alteração de umidade do solo sob um trecho da edificação. por três motivos(THOMAZ. por exemplo). manifestações do mesmo fenômeno. também devem ser consideradas como patologias.Trincas em alvenarias Essas patologias. por exemplo.0 mm de largura. Isso é importante porque a fissuração de paredes sempre ocorrerá em algum grau. Recalque de fundações: Recalque é um afundamento das fundações de um edifício. que não será abordado aqui. isto é. em toda sua extensão ou em parte dela.0 m da parede. Dependendo do fenômeno causador a fissuração pode apresentar-se dispersa e em formato de “mapa”. muitas vezes.) e podem também causar grande desconforto psicológico para os usuários. e podem até ser consideradas. além de serem muito comuns. 1989): podem ser um aviso sobre a possível ocorrência de problemas estruturais. Veja a foto e o desenho a seguir. o que deve ocorrer para fissuras de aproximadamente 1. genericamente. a uma distância de aproximadamente 1. Se as fissuras não são visíveis a essa distância. As trincas e fissuras são. COMO IDENTIFICAR A PATOLOGIA: OS SINTOMAS A primeira ação no estudo da patologia é identificá-la. mas estão provocando outros problemas (como penetração de umidade através da parede. o isolamento termo-acústico. prejudicar a durabilidade das vedações. são muito importantes do ponto de vista das funções de edifício e do usuário. podem ser visualmente imperceptíveis e já serem consideradas patológicas. As causas dos recalques podem ser várias e constituem assunto de engenharia especializada. A título de exemplo. etc. enquanto que a trinca tem um desenho mais definido e linear. sendo que a trinca significa uma intensidade maior do fenômeno causador. e que sejam visíveis a olho nu. pois tem maior dimensão (espessura e comprimento) que a fissura. podem acarretar problemas em várias funções do edifícios (provocar umidade. Por outro lado. CAUSAS POSSÍVEIS E DIAGNÓSTICO As principais causas possíveis da ocorrência de trincas e fissuras em paredes de alvenaria são mostradas a seguir.

Trincas de cantos de vãos de alvenaria 177 . devido à concentração de esforços nos cantos dos vãos. no ítem alvenaria). Uma fissura muito comum desse tipo é a que ocorre em paredes com aberturas (portas e janelas).recalque Trincas devido a recalque de fundações Fonte: Thomaz (1990) Sobrecargas: Nesse caso as trincas são causadas por cargas (pesos) além do que a parede pode suportar. e a ausência ou insuficiência de vergas e contravergas (reveja esse assunto na ocupação-base pedreiro. fazendo uma inclinação de 45o com a horizontal. aproximadamente. Nesse caso as trincas aparecem nos cantos.

no caso de construções térreas. por exemplo. Veja a foto e o desenho. ao se deformarem por movimento de dilatação e contração. parede Trincas no topo da parede devido a movimentação térmica da laje de cobertura Fonte: Thomaz (1990) 178 .Trincas de cantos de vãos de alvenaria Movimentação térmica: Lajes de cobertura apoiadas em paredes de alvenaria. podem ocasionar trincas nas paredes onde estão apoiadas.

Trincas devido a variação de umidade Fonte: Thomaz (1990) 179 . que ocorrem quando há maior exposição à umidade de alguns materiais em relação a outros. Trincas devido a movimentação da estrutura Fonte: AZEREDO JR. (1990) Variações de umidade dos materiais: são variações.. Muitas vezes essas trincas são sintomas de outras patologias relacionadas a vazamentos e infiltrações (ver fotos). causando trincas. Isso acarreta variações de volume diferenciadas entre eles.Movimentação da estrutura: A movimentação da estrutura em relação à alvenaria e a ausência ou insuficiência de elementos construtivos que possam suportá-las (como por exemplo as ligações entre pilares e alvenaria. indicando uma patologia estrutural. chamadas higroscópicas. vistas na ocupação-base pedreiro) é causadora de trincas. Nesse caso encontram-se também trincas que podem ser sintomas de deformação excessiva da estrutura.

medianamente estendida. Esses procedimentos podem ser feitos tanto para trincas existentes na alvenaria como para trincas entre alvenaria e peças estruturais (vigas ou pilares): remover o revestimento numa largura de aproximadamente 25 cm para cada lado da trinca. conforme os procedimentos já vistos na ocupação-base pedreiro. no mínimo alguns dias. RECUPERAÇÃO Uma vez diagnosticada a patologia e concluído que a trinca pode ser fechada definitivamente. já podem ser diagnosticadas e tratadas (fechadas definitivamente). Fecha-se a trinca com pasta de gesso (se for interna) e com pasta de cal e cimento (se for externa).EXAMES COMPLEMENTARES Deve ser verificado se as trincas estão estabilizadas ou se estão em movimento. Nesses casos a situação exige um profissional especializado (AZEREDO JR. fixar uma tira de tela tipo “deployeé”. 1990). 1990). no caso de paredes revestidas. dependendo do caso. chapiscar a área a ser revestida. os procedimentos recomendados são apresentados a seguir (adaptado de AZEREDO JR. traço 1:2:9 em volume. ou é uma trinca progressiva. reexecutar o revestimento com argamassa de cimento. que são disponíveis no mercado. e há duas possibilidades para o que está ocorrendo: ou é uma trinca sazonal (que abre e fecha em função de variações climáticas) e para confirmação disso talvez as observações devam se estender por mais tempo. pode-se fazer um exame complementar simples. Observa-se durante algum tempo. indicadora de problemas estruturais ou de fundações e que podem exigir solução até urgente. 180 . limpar a região com uma trincha.. Pode-se usar também tela eletrosoldada galvanizada apropriada para fechamento de trincas. A tela deve transpassar a trinca aproximadamente 20 cm de cada lado e ser presa na alvenaria com pregos pequemos ou cravos metálicos. Se permanecerem fechadas é sinal de que estão estabilizadas e. cal hidratada e areia. removendo poeiras e materiais soltos.. Para isso. Se as fissuras reabrirem é sinal de que o fenômeno causador está ativo.

vistos no ítem anterior. Causas possíveis e diagnóstico: retração (encolhimento) do revestimento. Caso se note fissuração também na alvenaria.Fissuras em revestimentos de parede Sintomas: Fissuras dispersas na superfície. Fissuração e descolamento de revestimento. Havendo dúvida sobre isso. Pode ocorrer também. deve-se remover um trecho do revestimento e verificar se a alvenaria também não está fissurada. cura incompleta do substrato (parede de alvenaria ou concreto) ou da camada anterior do revestimento. podendo apresentar-se em formato de “mapa” (veja a foto a seguir). 181 . se a causa do problema é retração. causada por retração Exames complementares Deve haver certeza sobre se a fissuração é só do revestimento e não da alvenaria. deve-se buscar o diagnóstico nas causas possíveis de fissuração de alvenaria. não precisando ser todo removido. Para se saber qual é a necessidade de remoção. causado por excesso de aglomerante (argamassa muito rica em cimento). causada por hidratação retardada da cal ou presença de argila na areia. que o revestimento esteja fissurado mas ainda aderido. já visto anteriormente. Nas áreas onde for obtido o som cavo o revestimento estará comprometido e precisará ser substituído. deve-se fazer o teste do batechoco. expansão da argamassa de assentamento da alvenaria.

Caso a pintura original não tenha sido feita com massa corrida. esse procedimento deverá ser estendido a toda a parede. ATENÇÃO As orientações aqui dadas são restritas a patologias simples. ou em caso de dúvida. Depois disso aplicar pintura de acabamento.. porém aplicando-se massa corrida à base de resina acrílica. paredes externas: procedimento igual ao da parede interna. o procedimento é o seguinte (adaptado de AZEREDO JR. deve-se recorrer a um profissional especializado. Para qualquer situação diferente desta. 182 . Se a causa for cura incompleta ou expansão da argamassa de assentamento. fechando-se a fissuração e regularizando-se o revestimento. para pequenas construções e que não envolvam problemas estruturais. o procedimento recomendado é remover todo o revestimento e reexecutá-lo. para igualá-la. conforme as orientações já vistas no tópico da ocupação-base pedreiro. 1990): paredes internas: aplicar camada de resina PVA (massa corrida).Recuperação Se a causa for retração de pequena intensidade e sem comprometimento do revestimento. para os demais casos e havendo comprometimento da aderência do revestimento. deverá ser aguardado tempo suficiente antes de se fazer a recuperação.

perda de aderência sem a queda. podendo haver também descolamento do emboço junto com as placas. 183 . isto é. ou o oposto. e é normalmente a mais grave. Descolamento revestimento cerâmico Causas possíveis e diagnóstico saturação. Sintomas descolamento e queda das placas cerâmicas da parede. quando feito com argamassa tradicional. no caso de serem assentadas com argamassa colante.Descolamento de revestimentos cerâmicos O descolamento é a patologia mais comum desse tipo de revestimento. apresentando som cavo à percussão. imersão das placas cerâmicas em água antes do assentamento. em caso de descolamento de revestimentos de fachadas. estufamento. não molhar antes do assentamento. Isto se deve não só à perda das funções do revestimento como também ao risco que pode trazer aos usuários. deslocamento das placas em relação à posição original.

movimentação do substrato (estrutura e alvenaria). com bolor. conforme o diagnóstico realizado. para patologias graves de revestimentos de fachadas. como vazamentos e umidade. técnica de assentamento incorreta. assentamento sobre base (emboço) não adequadamente preparada: cura incompleta. base (emboço) enfraquecida. É comum ocorrer o descolamento somente em algumas áreas. fissuração e presença de umidade. especificação incorreta do rejunte. eflorescências. vazamentos. Recuperação Primeiramente devem ser sanadas outras patologias causadoras. dosagem ou especificação incorreta da argamassa de assentamento. numa primeira investigação. como umidade. Dependendo do caso. etc. pulvurulências. No caso de pisos o teste pode ser feito percutindo-o com um bastão de madeira. permanecendo outras aparentemente sãs. removendo-se sujeiras. sendo que as áreas que apresentarem som cavo estarão comprometidas. etc. graxas. que podem exigir exames específicos. De qualquer forma.especificação incorreta da placa cerâmica ou não obediência à especificação definida para a placa cerâmica. presença de outras patologias. Em seguida deve-se remover o revestimento cerâmico comprometido. tanto na sua superfície quanto na sua aderência ao substrato. deve ser consultado um profissional ou empresas especializadas. e reassentá-lo. é recomendada a realização de ensaios de aderência com equipamento apropriado. etc. principalmente em revestimentos de fachada. dependendo da ex- . como umidade provocada por vazamentos e infiltrações nas paredes onde estão assentadas as cerâmicas. as causas desse enfraquecimento podem ser várias (traço e execução incorreta. suja com óleos. Para isso. o teste do bate-choco. bolor. o teste do bate-choco pode não ser conclusivo sobre o prognóstico das áreas não afetadas. Nesses casos. Exames complementares Deve ser examinada a possibilidade de ocorrência de outras patologias. Para isso pode ser feito. fuligens ou poeira. quando este se desprega junto com a cerâmica. substâncias gordurosas. entre outros). falta de juntas de movimentação no revestimento. Nesses casos deve-se averiguar qual a dimensão total do problema e se a patologia poderá se estender a áreas ainda não afetadas. como descrito anteriormente. observando-se os seguintes procedimentos: 184 limpar bem a superfície.

ATENÇÃO As orientações aqui dadas são restritas a patologias simples. 185 . verificar o estado do emboço onde será reassentada a cerâmica. reexecutar o emboço. ou contrapiso. ou em caso de dúvida. Se forem identificadas áreas com som cavo. onde necessário. a regularização do emboço ou contrapiso nos locais onde sua superfície foi parcialmente removida deve ser feita com argamassa colante (a mesma usada para assentamento da cerâmica). A espessura dessa camada de regularização não deve exceder a 10 mm. escovar e remover a camada desagregada até encontrar material firme e coeso. pode-se utilizar broxa. Para qualquer situação diferente desta. executá-las conforme os procedimentos já vistos no item anterior. conforme os procedimentos já vistos na ocupação-base pedreiro. previstas em projeto de recuperação. friccionando-a com uma escova de fio de aço. escovação seguida de lavagem com mangueira ou água pressurizada. deve-se recorrer a um profissional especializado. Caso a espessura seja maior deve-se fazer o enchimento com as técnicas de execução do emboço e do contrapiso já vistas. verificar o estado da sua superfície. escova de fio de aço. nas áreas onde o emboço ou contrapiso estiver aderido. com um bastão de madeira. se houver necessidade de tratamento de trincas de alvenaria. Caso esteja ocorrendo desagregação. remover o emboço nesses locais. fazendose o teste do bate-choco. conforme os procedimentos vistos no ladrilheiro. se for em área de piso realizar o mesmo teste no contrapiso. Se houver bolor deve-se fazer a lavagem com água sanitária na proporção indicada pelo fabricante. seguida de enxágüe com água limpa. para pequenas construções e que não envolvam problemas estruturais.tensão da parede. fazer o reassentamento das placas cerâmicas. se houver necessidade de execução de juntas de movimentação (caso de fachadas) estas devem ser executadas conforme orientações específicas.

melhorar a limpeza. falta de cura do revestimento da base. se for o caso. diminuir espessuras das camadas. fazer o lixamento e limpeza do pó e reaplicar o acabamento.Principais problemas de pintura e suas correções Formação de bolhas Causas possíveis: acabamento aplicado sem limpeza da superfície ou com superfície oleosa. eliminar as causas de umidade. corrigir a técnica de aplicação da pintura. falta de lixamento. existência de umidade na superfície. umidade na superfície. superfície aquecida. . tinta não curada. procurar usar tinta com pigmentos ou resinas mais resistentes. Enrugamento Causas possíveis: secagem superficial muito rápida. Correções: usar solvente menos volátil. reações entre a tinta e a superfície. Baixa resistência à lavabilidade (a tinta se desmancha quando a superfície é lavada ou deixa sinais da lavagem) Causas possíveis: tinta inadequada para as condições do ambiente ou da lavagem. Correções: remover a camada de pintura. aguardar a cura do revestimento. ou usar tintas especiais para superfícies aquecidas. utilizar pincel mais macio. removendo os contaminantes da superfície. Descascamento Causas possíveis: superfície mal preparada. Marcas de pincel Causas possíveis: solvente de evaporação muito rápida. com presença de gorduras ou material solto. fazer a correção da superfície se houver material solto ou desagregado. técnica errada de aplicação da pintura. 186 Correções: usar solvente de evaporação mais lenta. se for o caso. eliminar causas de aquecimento da superfície. fazer a limpeza adequada da superfície. Correções: deixar a pintura curar por pelo menos 30 dias. pincel de cerdas muito duras. camada de tinta muito espessa. Correções: remover a camada que apresenta as bolhas.

isto é. fazendo-se a mistura da tinta na lata. falta de mistura da tinta na lata (o pigmento por ser mais denso tende a assentar no fundo). Correções: remover o acabamento. limpeza do pó e replicação da pintura de acabamento. Espuma em madeira Causas possíveis: umidade na superfície. com replicação de nova pintura de acabamento. na diluição normal. Se o ambiente for muito úmido e propenso a mofo utilizar tinta látex acrílica anti-mofo. sem misturá-la com outras. Correções: lixamento e limpeza. Correções: nos dois primeiros casos (problema na tinta) deve-se fazer o lixamento. reaplicar a massa em toda a superfície ou aplicar a tinta de acabamento diluída com solvente somente nos pontos onde há massa (procedimento chamado de “queimar” a massa) e reaplicar o acabamento em toda a superfície. por exemplo). Fazer o lixamento. tinta muito diluída. aplicação de massa em pontos localizados (para reparos da parede. superfícies muito absorventes não seladas. Se a causa for a aplicação de massa em pontos isolados. Em seguida limpar bem a superfície para remover todos os resíduos de cloro e deixar secar. diluída na proporção indicada pelo fabricante. Correções: fazer a limpeza com cloro ou água sanitária. lixar e limpar o pó. Diferença de brilho Causas possíveis: tinta esmalte fosca ou acetinada sem a devida homogeneização da mistura na lata. Escorrimento Causas possíveis: excesso de tinta ou de diluição da tinta. reaplicar o acabamento. mistura de tintas (fosca com acetinada ou com semibrilhante. procurar também aumentar a ventilação do ambiente. Se houve falta de selador deve-se remover o acabamento. muita agi- 187 . limpeza do pó e reaplicar a pintura de acabamento. umidade na superfície.Formação de mofo Causas possíveis: umidade elevada no ambiente. aplicá-lo e repintar. Verificar se há focos de umidade e eliminá-los. Cobertura insuficiente. procurando acertar a diluição da tinta e aplicar camadas mais finas. a película ficou muito fina Causas possíveis: excesso de diluição da tinta. sem diluição e tomando-se o cuidado de misturar bem a tinta na lata. falta de aplicação de selador na superfície. por exemplo).

Correções: utilizar solvente apropriado. acertar a diluição da tinta e tomar cuidado para fazer a mistura sem agitação excessiva. Gretamento (“pele de jacaré”) Causas possíveis: pouca diluição da tinta.tação na mistura da tinta. acertar o solvente e a diluição da tinta. fundo e tinta apropriados. secagem superficial muito rápida do solvente. solvente inadequado. camada de tinta muito espessa. Correções: certificar-se de que a madeira esteja seca para a pintura. 188 . diminuir espessura das camadas. falta de compatibilidade entre o fundo e a tinta.

Boa sorte e desejamos que essa obra se multiplique em muitas outras! 189 .TRABALHO FINAL Organize. colagens. ferramentas. desenhos. uma exposição de fotos. objetos. etc. com a orientação do seu professor. que será o conjunto de conhecimentos e experiências adquiridas durante o curso. construindo uma “obra”. Procure registrar aquilo que lhe pareceu mais importante e marcante. recapitulando as etapas do nosso Arco.Encerramento ATIVIDADE 32 .

O que acha? AVALIAÇÃO FINAL 190 .Paulina: Quantas obras os alunos fizeram. O que faremos? Paulina: Vamos organizar uma festa de comemoração e confraternização do final do Arco. Pedrito? E veja como ficaram bonitas! Pedrito: Agora temos que comemorar o final da obra. hein. Em obras que trabalhei havia “churrasco” .

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ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT.procedimento. ensaio e análise de testemunhos de estruturas de concreto . ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT.ensaio de compressão de corpos-de-prova cilíndricos – método de ensaio. 1992. 1991. 1992. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT.procedimento. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. ABNT.procedimento. ABNT. 2003. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. NBR 12142: Concreto – determinação da resistência à tração na flexão em corpos-de-prova prismáticos – método de ensaio. ABNT. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT.procedimento. ABNT.procedimento. NBR 12989: Cimento Portland branco especificação. ABNT. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 7212: Concreto dosado em central – especificação. Rio de Janeiro. ABNT. 1994. ABNT.procedimento. Rio de Janeiro. 1992. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. ABNT. 2003. NBR 7223: determinação da consistência pelo abatimento do tronco de cone (NBR NM-67). Rio de Janeiro. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. 1984.ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. ABNT. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. 2001. NBR 7680: Extração. NBR 14931: Execução de estruturas de concreto . Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. NBR 7222: Argamassa e concreto – determinação da resistência à tração por compressão diametral de corpo-de-prova cilíndricos – método de ensaio (NBR NM-101). ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 6118: Projeto e execução de estrutura de concreto armado .especificação. Rio de Janeiro. NBR 9062: Projeto e Execução de estruturas de concreto pré-moldado . NBR 12654: Controle tecnológico de materiais componentes do concreto . NBR 5738: Projeto Moldagem e cura de corposde-prova cilíndricos ou prismáticos de concreto . 1996. Rio de Janeiro. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. 1983. ABNT. Rio de Janeiro. ABNT. Rio de Janeiro. NBR 12655: Controle e recebimento de concreto . ABNT. 2003. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. ABNT. Rio de Janeiro. NBR 5739: Concreto . 2003. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. ABNT. 1991. NBR 13116: Cimento Portland de baixo calor de hidratação . NBR 5737: Cimento Portland resistentes aos sulfatos. preparo. ABNT. ABNT. Rio de Janeiro. NBR 8522: Concreto – determinação do módulo de deformação estática e diagrama tensão – deformação – método de ensaio. ABNT. 194 . ABNT. Rio de Janeiro. NBR 6473: Cal virgem e cal hidratada – análise química. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. Rio de Janeiro. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. 1994. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. 1992 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT.procedimento. 1994. NBR 7175: Cal hidratada para argamassas requisitos. ABNT. 1984. NBR 8953: Concreto para fins estruturais – (classificação por grupos de resistência). ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT. NBR 5750: Amostragem de concreto fresco produzido por betoneiras estacionárias (NBR NM-33). ABNT. 2004. 1993. Rio de Janeiro. ABNT. NBR 11578: Cimento Portland composto especificação. 1992.

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