a linguagem.

Logo, o texto equivale a ato de linguagem
em que instaura uma forma de interação e não como
do conceito de ato do nível do enunciado.
Seria interessante se chamar aqui a atenção para considerações
ordem teórica e metodológica, relativas ao desenvolvimento dos
iFS1UO()S da linguagem e à proposta dos três tipos de discurso.
deslize que apontamos no início desse trabalho, e que se
por constituir uma lingüística feita do ponto de vista do
;lO;cul:or, vai se caracterizar, em relação aos tipos, por generalizar para
caracterização da natureza da linguagem algo que é próprio de um
de funcionamento dela. Assim, toda linguagem é vista sob a
:i'A"ulJuau'-J',a do eu, do agente exclusivo da linguagem, da contenção
polissemia, etc.
O que acontece é que - sob a égide do Discurso Autoritário -
desarticula o característico da interlocução que é a articulação
' 1in,,. .. tnr--""vinte, assim como se rompem as outras articulações que daí
,-lI1P"n,rrp1"" e que se organizam sob a forma de dicotomias. No interior
dicotomias, se passa a olhar através de um de seus pólos - o
eu locutor, o da produção, o da intenção, o do percurso psíquico,
da representação, etc. - colocando-o como fundamental. Primeiro
. dicotomiza e depois iguala tudo através de um dos lados. Dessa
o parcial se absolutiza. E a forma do discurso autoritário passa
ser a forma da linguagem em geral. Conseqüentemente, essa lingüís-
que assim se faz, tende a privilegiar a função referencial, a in-
a paráfrase.
TEXTO, DIALOGO
Alguns conceitos merecem, nesse passo, nossa atenção: o de
discurso, o de texto e o de diálogo.
O uso que estou fazendo do conceito de discurso é o da lingua-
gem em interação, ou seja, aquele em que se considera a linguagem
. em relação às suas condições de produção, ou, dito de outra forma,
é aquele em que se considera que a relação estabelecida pelos inter-
locutores, assim como o contexto, são constitutivos da significação de
' que se diz. Estabelece-se, assim, pela noção de discurso, que o modo
de existência da linguagem é social: lugar particular entre língua
157
ORLANDI, Eni. A linguagem e seu funcionamento : as formas do discurso. São Paulo: Brasiliense, 1983.
e fala o discurso é lugar social. Nasce aí a
slbllIdade de se considerar a linguagem como trabalho,
!,alar em discurso é falar em condições de rodu ão
relaçao a condições, gostaríamos de destacar :ue,
por Pecheux (1979), são formações imaginárias e nessas
maçoes contam a, de forças (os lugares sociais dos '
e sua poslç,ao relativa, no discurso), a relação de sentido
coroe vozes, a mtertextuahdade a relaça-o que ' 't
d' 'exls e entre
Iscurso e os outros) a antecipação (a maneira como o locutor
presenta as representações do seu interlocutor e vice-versa) ,
Em relação a essas imaginárias e aos fatores

esta reproduzido nela, acreditando ser a fonte exclusiva do
curso quando, ?a o seu dizer nasce em outros seu
vlst,a discursivo, as palavras, os textos, são partes
discurSivas que, por sua vez, são partes de formação '
Como formações discursivas determinam o que pod
ser dito a partir de u . - e e
, , ma poslçao dada em uma conjuntura dada assi
e que se considera o discurso como fenômeno social. '
, o que temos proposto, a análise de discurso não é
n,IVte! .dlferente se consideramos níveis como o fonético
SIO o, semanhco.É, antes, um ponto de vista diferente . '
ana Isar ,umdades ,d,e vários níveis - palavras, frases, _ na
perspectiva da analIse de discurso. Essas unl'dade - d
T 'd ' s nao per em a espe-
CI ICI ade de seu mvel - lexical, morfológico, sintático, semântico _ .
mas, ao pela perspectiva da análise do discurso veremos
determmações que revelarão aspectos discursivos .
.. , .0 ponto de, vista da análise de discurso é diferente do da lin-
e, por isso, instaura um objeto diferente. Esse '
o jeto, e um ob/eto de conhecimento, é o discurso como o vimos
caractenzando, enquanto interação.
d d
,Nessa perspectiva consideramos que a unidade da análise
e lscurso e o texto.
I
O caracteriza a relação entre discurso e texto é o seguinte'
e es se eqUivalem mas em ' " .
, Olvels conceptuais diferentes. Isso significa
/58
que o discurso é tomado como conceito teórico e metodológico e o
Icxto, em contrapartida, como o conceito analítico correspondente.
Il á, portanto, uma relação necessária entre eles.
Se considero o texto nesta perspectiva teórica estabelecida pelo
discurso, não basta dizer que o texto é a unidade de análise, mas sim
que texto é a unidade complexa de significação, consideradas as con-
dições de sua realização. É então uma unidade de análise não formal ,
/lias pragmática.
O texto pode ter qualquer extensão: pode ser desde uma simples
palavra até um conjunto de frases. O que o define não é sua extensão
mas o fato de que ele é uma unidade de significação em relação à ,
situação,
Pensando-se o texto no processo da interlocução, podemos tomá-
lo como o centro comum, a unidade que se faz no processo de inte-
ração entre fàlante e ouvinte. Em termos de interação, portanto, pode-
mos dizer que o domínio de cada um dos interlocutores, em si, é
parcial e só tem a unidade no/ do texto. Essa unidade - o texto-
é unidade do processo de significação, é a totalidade da qual se parte
na análise da estruturação do discurso.
Lembrando Voloshinov (1976), eu diria que o texto é o enun-
ciado como entidade total. O enunciado completo que, como ele diz,
na lingüística (imanente) fica a cargo de outras disciplinas: a retórica
e a poética. A noção de discurso, no entanto, como a colocamos mais
acima, acolhe essa entidade.
Nesse passo, podemos fazer um paralelo entre a noção de texto
- como centro comum que se faz na interlocução - e diálogo, dizen-
do que sua unidade (do diálogo) é a do texto, isto é, não é só da
ordem de um dos interlocutores ou do outro, -e interação. Indo mais
além, e invertendo agora a perspectiva dessa afirmação, diria que a
relação dialógica é básica para a caracterização da linguagem: o con-
ceito de discurso se .assenta sobre a relação dialógica na medida em
que é constituído pelos interlocutores, ou seja, todo texto supõe a
relação dialógica, se constitui pela ação dos interlocutores. Teremos,
então, diferentes espécies de texto, segundo as diferentes formas de
relação que se estabelecerem entre locutores: um comício, uma con-
versa, uma aula, etc. .
Pensando-se a linguagem como processo, e fazendo do uso
o documento lingüístico essencial, reflexo da situação social, a idéia
159
de diálogo está na base de qualquer reflexão sobre a linguagetlt
(Voloshinov, 1976). Assim, as noções de texto, discurso e diálogÓ,
nesse trabalho, se equivalem. Mas se distinguem de conversa,
sermão, etc., que, estas, são situações particulares de discurso (text"
diálogo) e têm, com o discurso, a relação de espécie para gênero.
Tenho observado com certa insistência, que o conceito de UI)
dade, de totalidade, não implica, em relação ao que estamos caracte
rizando, o conceito de completude. Dito de forma mais direta: llQ
considerar o texto como unidade de significação não estou dizendo
esta unidade, que se faz pelos vários (dois ou mais) interlocutores,:
por isso é completa. Não diria, então que o sentido, parcial na ordem'
de cada um dos interIocuróres, é completo quando tomamos o centro
comum (texto) que se constitui com (e por) eles. O texto tem unida-
de, mas a relação das partes com o todo - quando se trata de texto -
é complexa. O texto não é a soma de frases e não é tampouco soma de ·
interlocutores. Na constituição do texto entram elementos menos dei '
terminados, menos mensuráveis que segmentos lineares e número de
interlocutores. Como o texto é um espaço, mas um espaço simbólico;
não é fechado em si mesmo: tem relação com o contexto e com os'
outros textos. A intertextualidade pode ser vista sob dois aspectos:
primeiro, porque se pode relacionar um texto com outros nos
ele nasce e outros para os quais ele aponta; segundo, porque se pode ;
relacioná-lo com suas paráfrases (seus fantasmas), pois sempre se
pode referir um texto ao conjunto de textos possíveis naquelas condi- l
ções de produção. A intertextualidade é, pois, um dos fatores que ,
constituem a unidade do texto. .
Por outro lado, observando-se os turnos de uma conversa, em
que o processo da interlocução aparece em sua forma mais direta, !
diríamos que não há compartimentos estanques que se preenchem a
cada turno dos interlocutores. Na verdade, não creio que haja uma
sucessão linear, mas simultaneidade, o que redunda em não haver
um limite claro que separa o dizer de um e o dizer do outro. Nem
há segmentos que se· juntam linearmente para formar uma unidade
maior. Ao contrário, a linguagem tem como condição a incompletude,
e seu espaço é intervalar. Intervalar nas duas dimensões: a dos inter-
locutores e a da seqüência de segmentos. O sentido é intervalar. Não
está em um interlocutor, não está no outro: está no espaço discursivo
(intervalo) criado (constituído) pelos/nos dois interlocutores. Assim
como não está em um segmento, nem em outro, nem na soma de
todos os segmentos que constituem um texto determinado. Está na
160
, e mentos se organizam. Aliás, por não
ullidade a partir da qual os s g dem linearmente, quando se trata
ntos que se suce , D ' os
I' I ratar de segme todo organiza. elxam ,
, falar em recortes que o )
\\r. lextO, propomos " b ' nalismo (relação dos segmentos \J
I\ss im, o domínio do dlstn UCIO, . m que a noção de recorte nos
tro campo teonco, e . t a
'1IlramoS em um ou. _ de forma mais abrang
en
e,
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fc mete à situação de elo' g'la Há então, um domínio de
. d denvam a I eo . ,
particulanda es que .' _ da unidade textual.
Indeterminação na constltUlçao
, SI\NTIDO LITERAL E DE SENTIDO:
tlMA QUESTÃO DA HlSrORIA
f
't A questão
ido literal e seus e elOS. . . .
postula-se sempre um b o estatuto do sentido hteral,
Ilara a análise do . como transmissão de, infor-
lima vez que o dlscu;s.o e d sentidos entre locutores (M.
mação, mas como e . e artida ue o contexto, as condlçoes
1969). Se já se conSidera,. de p , . d variação é inerente ao
de produção são constit,utlvas do senti o, a
próprio conceito de sentido. b ' em consi-
. - d rodução entra tam em
Em termos de condlçoes . e ,p. O' forma passam a contar
d
t to hlstonco essa, t
deração a noção e con ex .. 'mediato (ligados ao momeno
desde determinações no contexto maIS I . s amplo (como a ideologia) .
s do contexto mal .
da interlocução) como a , .
texto como constitutiVo,
Portanto, se pensarmos o con d - é relevante para a slgm-
variação relativa às condições de pro de efeitos de sentido
' d citar como meca '1 e
ficação. Dai po ermos registro (enquanto estio qu
desde o lugar social do locutor, ou o ma função significativa), até
'd fd de social que tem u ' for
aponta uma 1 en a como é a da formação discursiva com a -
relações menos dlretas
mação ideológica.
_ stão no mesmo plano. Eles con-
Os diferentes contextos e do Voloshinov (1976), no
. . pode ser VISto, segun , t lo
trastam entre SI e ISSO e üência de conversa, com os lO er . -
diálogo (conversa): em s q(A B) uma mesma palavra pode
cutores A e B, em duas antagônicos. Em nossa tipo-
. em dois contextos mu u .
flgurar . 1 de discurso polêIillCO.
logia, sena um exemp o 1 do do outro linear-
- t-o um ao a '
Os diferentes contextos nao es a outro' OS contextos se en-
mente, como se um nada tivesse com o .
161

d. -e g~~ShCa esta~eleclda. Indo mais além. eu diria que o texto é o enunciado como entidade total. o discurso é lugar social. portanto.e vários níveis . são partes de formação ' loglc~.~ ~~~~e~~v~n~~:g:mC~nstituti esta reproduzido nela. é parcial e só tem a unidade no/ do texto. acreditando ser a fonte exclusiva do curso quando. eIes se eqUivalem mas em ' " Olvels conceptuais diferentes. . Il á. ' . é o discurso como o vimos caractenzando. frases. . não é só da ordem de um dos interlocutores ou do outro.umdades .ao relativa. mas. Lembrando Voloshinov (1976).alar em discurso é falar em condições de rodu ão relaçao a es~as condições. Em termos de interação.como centro comum que se faz na interlocução . e. enquanto interação.0 ponto de. são formações imaginárias e nessas maçoes contam a. um ponto de vista diferente . a unidade que se faz no processo de interação entre fàlante e ouvinte. é a totalidade da qual se parte na análise da estruturação do discurso. ao olha~mos pela perspectiva da análise do discurso veremos ~~~::. ou seja. versa. ma poslçao dada em uma conjuntura dada assi e que se considera o discurso como fenômeno social. reflexo da situação social. !. O enunciado completo que. situação. dizendo que sua unidade (do diálogo) é a do texto. /58 Pensando-se a linguagem como processo. como o conceito analítico correspondente. uma con. uma relação necessária entre eles. se constitui pela ação dos interlocutores. Esse ' o jeto. Como ~s formações discursivas determinam o que pod ser dito a partir de u . morfológico. em si. os textos . r~lação de forças (os lugares sociais dos ' cutore~ e sua poslç. que o discurso é tomado como conceito teórico e metodológico e o Icxto. podemos dizer que o domínio de cada um dos interlocutores. instaura um objeto diferente. a mtertextuahdade a relaça-o que ' 't d' ' e x l s e entre Iscurso e os outros) a antecipação (a maneira como o locutor presenta as representações do seu interlocutor e vice-versa) . podemos fazer um paralelo entre a noção de texto . se consideramos níveis como o fonético SIO ~tICO. como ele diz. Isso significa .assenta sobre a relação dialógica na medida em que é constituído pelos interlocutores. Teremos. na lingüística (imanente) fica a cargo de outras disciplinas: a retórica e a poética. ~ue e um ob/eto de conhecimento. Essa unidade . sintático. todo texto supõe a relação dialógica. portanto. segundo as diferentes formas de relação que se estabelecerem entre locutores: um comício. interação..g~~al) e fala (indiv~dual).palavras. e e . no discurso). por sua vez. o. diferentes espécies de texto. O qu~ caracteriza a relação entre discurso e texto é o seguinte' .' ana Isar . no entanto. vista da análise de discurso é diferente do da lin- Em relação a essas {~rmações imaginárias e aos fatores O texto pode ter qualquer extensão: pode ser desde uma simples palavra até um conjunto de frases. as palavras. . como a colocamos mais acima .Nessa ~esma perspectiva consideramos que a unidade da análise d e d lscurso e o texto. perí~dos _ na perspectiva da analIse de discurso. podemos tomálo como o centro comum.~. a análise de discurso não é n. Pensando-se o texto no processo da interlocução. e invertendo agora a perspectiva dessa afirmação.o textoé unidade do processo de significação.a discursivo. consideradas as condições de sua realização. semântico _ . determmações que revelarão aspectos discursivos d~ssas . gostaríamos de destacar :ue.V~%O~. ~~~:~~it:e::~~n~:. ?a ve~dade.É.IVte! . c~mo e~ post~ por Pecheux (1979). mas sim que texto é a unidade complexa de significação. em contrapartida. Essas unl'dade d T 'd ' s nao per em a espeCI ICI ade de seu mvel lexical. /lias pragmática. a relação de sentido coroe vozes. É então uma unidade de análise não formal . semanhco. acolhe essa entidade. diria que a relação dialógica é básica para a caracterização da linguagem: o conceito de discurso se . 1~7!~a~ea q~~s:. Nesse passo. Nasce aí a slbllIdade de se considerar a linguagem como trabalho. antes. Se considero o texto nesta perspectiva teórica estabelecida pelo discurso. são partes ?r~açoes discurSivas que. e fazendo do uso o documento lingüístico essencial.e diálogo. então. isto é. etc. . . a idéia 159 . uma aula. por isso. não basta dizer que o texto é a unidade de análise.dlferente ~e ~nálise. Se~undo o que temos proposto. o seu dizer nasce em outros seu ~o po~to d~ vlst. O que o define não é sua extensão mas o fato de que ele é uma unidade de significação em relação à . A noção de discurso.

com os lO er .. Dai po dermos citar como mecaregistro (enquanto estio qu e desde o lugar social do locutor. um domínio de . _ stão no mesmo plano. de totalidade. Está na 160 ! próprio conceito de sentido. qual~u~r Portanto. _ de forma mais abrangen e. lextO. fc mete à situação de l~terlOCduç~do. por não . em dois contextos mu u . pois sempre se pode referir um texto ao conjunto de textos possíveis naquelas condições de produção. as noções de texto. Como o texto é um espaço. Ao contrário.. Pec~e~x.se~t b o estatuto do sentido hteral. D elxam os . como se um nada tivesse com o . parcial na ordem ' de cada um dos interIocuróres. . segun trastam entre SI e ISSO e üência de conversa. logia. Na verdade. as condlçoes 1969). Na constituição do texto entram elementos menos dei ' terminados. a d l Por outro lado. A intertextualidade é. porque se pode .de diálogo está na base de qualquer reflexão sobre a linguagetlt (Voloshinov. e artida ue o contexto. é completo quando tomamos o centro comum (texto) que se constitui com (e por) eles. 1 de discurso polêIillCO. Assim. Ilara a análise do .s . ele nasce e outros para os quais ele aponta. propomos " b ' nalismo (relação dos segmentos \J I\ss im . . pois. um dos fatores que . . texto como constitutiVo. falar em recortes que o ) ~ \\r. ~ e mentos se organizam. b ' em consi. e seu espaço é intervalar. mas um espaço simbólico. A intertextualidade pode ser vista sob dois aspectos: primeiro. estas.s. não creio que haja uma sucessão linear. nem na soma de todos os segmentos que constituem um texto determinado. Mas se distinguem de conversa. O' forma passam a contar t t to hlstonco e s s a .é relevante para a slgmvariação relativa às condições de pro uÇnai~mos de efeitos de sentido ' '1 ficação. discurso e diálogÓ. postula-se sempre um . etc. e . .utlvas do senti o. s do contexto mal .. são situações particulares de discurso (text" diálogo) e têm. m que a noção de recorte nos tro campo teonco. . Dito de forma mais direta: llQ considerar o texto como unidade de significação não estou dizendo qucí~ esta unidade.: por isso é completa. particulanda es na constltUlçao da unidade textual. Eles conOs diferentes contextos na~ e do Voloshinov (1976). Indeterminação . que o conceito de UI) dade.p. discurs~ ~:. menos mensuráveis que segmentos lineares e número de interlocutores. até 'd fd de social que tem u ' for aponta uma 1 en ~ a como é a da formação discursiva com a relações menos dlretas mação ideológica. Nem há segmentos que se· juntam linearmente para formar uma unidade maior. nem em outro. mas simultaneidade. não é fechado em si mesmo: tem relação com o contexto e com os' outros textos. 'mediato (ligados ao momeno deração a noção de con ex desde determinações no contexto maIS I .o e d sentidos entre locutores (M. d denvam a I eo que . mas como e ~ltO .s amplo (como a ideologia) . e . . inforlima vez que o dlscu. no .. Não está em um interlocutor. mas a relação das partes com o todo . não implica. B) uma mesma palavra pode diálogo (conversa): em u~a s q(A cutores A e B. Aliás. então que o sentido. O sentido é intervalar. da interlocução) como a . 161 . sena um exemp o 1 do do outro lineart-o um ao a ' Os diferentes contextos nao es a outro' OS contextos se enmente. . quando se trata . ou o ma função significativa).i~~d~o ~:o como transmissão de. O texto não é a soma de frases e não é tampouco soma de · interlocutores. o conceito de completude. segundo. em relação ao que estamos caracte rizando.' _ \. não está no outro: está no espaço discursivo (intervalo) criado (constituído) pelos/nos dois interlocutores. diríamos que não há compartimentos estanques que se preenchem a cada turno dos interlocutores.. em duas bnh~s amen~e antagônicos. t a '1IlramoS em um ou. 1976). que se faz pelos vários (dois ou mais) interlocutores. observando-se os turnos de uma conversa. ullidade a partir da qual os s g dem linearmente. flgurar . A questão . se equivalem . pode ser VISto. .quando se trata de texto é complexa. SI\NTIDO LITERAL E EF~I!OS DE SENTIDO: tlMA QUESTÃO DA HlSrORIA 't ido literal e seus ef elOS. O texto tem unidade. debu~. Não diria. t lo . a relação de espécie para gênero. variação é inerente ao de produção são constit. com o discurso. relacioná-lo com suas paráfrases (seus fantasmas). Assim como não está em um segmento.d rodução entra tam em Em termos de condlçoes . de p . sermão. . mação. Em nossa tipo. se pensarmos o con d . elo' g'la Há então. Tenho observado com certa insistência. Se já se conSidera. constituem a unidade do texto. o que redunda em não haver um limite claro que separa o dizer de um e o dizer do outro. em que o processo da interlocução aparece em sua forma mais direta. . que. porque se pode relacionar um texto com outros nos qu~i. nesse trabalho. o domínio do dlstn UCIO. Intervalar nas duas dimensões: a dos interlocutores e a da seqüência de segmentos. ' ntos que se suce I' I ratar de segme todo organiza. a linguagem tem como condição a incompletude.

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