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Filtros biológicos

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Filtros biológicos Introdução: Nos filtros biológicos, ao contrário do lodos ativados (crescimento disperso) ocorre o crescimento em leito fixo

. Com a configuração de uma torre com recheio, o efluente bruto é espargido na superfície e percola através do enchimento, como exemplo anéis de polipropileno. Ao percolar continuamente através do recheio, inicia-se a formação de uma película na superfície dos anéis, composta de microorganismos (bactérias, protozoários, rotíferos, nematóides, microcrustáceos e fungos), onde ocorre a degradação biológica. Algumas vantagens dos filtros biológicos encontram-se na extraordinária capacidade de assimilar choques, nitrificar a amônia, e, sobretudo, na simplicidade operacional. Verificamos que a depuração da águas ricas em matérias orgânicas consiste basicamente na oxidação deste material orgânico até estabilizá-lo, isto é transformá-lo em substâncias de estrutura molecular simples e de baixo conteúdo energéticos. A oxidação da matéria orgânica , entretanto, não se dá ( a não ser em escala extremamente reduzida ) pelo simples contato destas com o oxigênio do ar. É necessária a presença de catalisadores , ou seja, enzimas que facilitem a realização desta reação. A presença das bactérias em grandes quantidades nos efluentes proporciona exatamente os catalisadores necessários à reação. Existem dois caminhos para a oxidação biológica : aeróbio e anaeróbio, realizados respectivamente por bactéria que respiram oxigênio do ar e bactéria que utilizam outros tipos de aceptores de hidrogênio. No processo de autodepuração dos cursos d'água verificamos que ocorrem as duas formas de oxidação : a primeira predomina nas águas junto da superfície, por onde se dá a entrada do ar atmosférico, e a anaeróbia no fundo, especialmente nos depósitos de lodo orgânico ou em toda a massa d'água quando a carga de poluição é suficientemente grande para consumir todo o oxigênio. Do mesmo modo , o tratamento artificial de águas residuárias pode seguir um destes dois caminhos. Filtros biológicos Historia: Os filtros biológicos datam do fim do século passado e as primeiras unidades surgiram na Inglaterra, tiveram seu apogeu na década de 60, e caíram em desuso em virtude das crescentes restrições impostas pelas agências de controle. Pelo fato de apresentarem eficiências baixas comparadas com outros sistemas, como o de lodos ativados que, bem operado, alcança 95%. Inicialmente os filtros consistiam em simples tanques de retenção, onde o esgoto era mantido em contato com pedras e pedregulhos por algum tempo, o tanque esvaziado e o ciclo novamente repetido. Procurava-se relacionar a depuração com a formação de organismos produtores de limo, o que se consegui com relativa eficiência, mas com várias desvantagens do aspecto operacional, como o sistema intermitente, a rápida colmatação dos vazios, o tempo perdido no enchimento e esvaziamento do tanque, a baixa carga aplicada. O sistema evoluiu de forma que o esgoto fosse aplicado continuamente sobre a superfície filtrante e percolasse entre um meio suporte, comumente pedras. DBO é estabilizada aerobicamente por bactérias que crescem aderidas ao meio suporte. O líquido percola pelo tanque, saindo pelo fundo, ao passo que a matéria orgânica fica retida pelas bactérias. Os espaços livres são vazios, o que permite a circulação de ar. Nos filtros biológicos, ao contrário do lodos ativados (crescimento disperso) ocorre o crescimento em leito fixo. Com a configuração de uma torre com recheio, o efluente bruto é espargido na superfície e percola através do enchimento Organismos atuantes em um filtro biológico Os organismos predominantes no processo são: a) bactérias aeróbias e anaeróbias b) fungos c) algas d ) protozoários

As larvas e insetos fazem parte dos organismos que naturalmente se alimentam da matéria orgânica de limo. Os distribuidores móveis podem ser dotadoscom movimentos de translação ou de rotação. Em excesso é indício de mau balanceamento da carga orgânica aplicada. e contribuem para sua decomposição . COMPONENTES DE UM FILTRO BIOLÓGICO O reator biológico convencional empregado para filtração biológica é constituído dos seguintes componentes: Mecanismo de distribuição do esgoto Meio suporte Sistema de drenagem do efluentes Modelo de filtro biológico indicando as principais partes. modernamente esta alimentação é contínua. não garantem uma distribuição uniforme e promovem a presença de regiões do meio suporte sem alimentação de esgotos. A psychoda é o inseto característico dos filtros . A – tubulação do afluente B – sistema de drenagem C – parede do tanque D . Os distribuidores fixos são constituídos de sistemas de canalizações com bocais aspersores alimentados intermitentemente por uma câmara de dosagem. As algas podem em casos de desenvolvimento ou na ausência do escoamento contínuo trazer transtornos de colmatação dos vazios. as bactérias são os principais responsáveis pela degradação da matéria orgânica. Os braços distribuidores são atirantados a uma coluna central que gira sobre uma base ligada à tubulação afluente. mas em quantidades normais é indicador do bom funcionamento do filtro. Estes dispositivos. similares aos tanques fluxíveis. só existem nas camadas exteriores do meio filtrante. As algas não contribuem diretamente para a depuração mas para a formação de oxigênio durante o dia .e) larvas e insetos De todos. extremamente perturbador para o operador e algumas vezes até para a vizinhança.meio filtrante E – distribuidor rotativo F – braço do distribuidor rotativo Partes componentes de um Filtro Biológico (fonte Jordão) Mecanismo de distribuição do afluente A distribuição do afluente é realizada por meio de aspersores fixos ou móveis. o que lhes dá cor esverdeada e o limo característico. podendo no entanto ser efetuada por meio de caixas dosadoras de funcionamento .

convenientemente depositada no tanque. escórias de fornos de fundição e outros materiais inertes. Uma série de bocais nos braços efetuam a distribuição uniforme do esgoto a tratar. Fig 9 Sistema de drenagem A distribuição uniforme na superfície e através do meio filtrante depende principalmente de um eficiente sistema de drenagem. Recentemente o plástico tem sido utilizado como meio filtrante com bons resultados. Estes bocais estão localizados sempre de um mesmo lado dos braços. que requerem cerca de 0. O sistema de drenagem consiste de blocos (figura 10) ou calhas pré-moldadas de concreto. Os blocos ou telhas drenantes possuem orifícios cuja área total não deverá ser inferior a 20 % da área da superfície horizontal de cada peça. era constituído de uma massa de sólidos. permitindo ampla ventilação O material para o meio filtrante depende principalmente da disponibilidade local de material adequado e de seu custo de transporte. cimento amianto ou plástico. e dos próprios sistemas de ventilação. forçada. não tem sido hoje empregada pelos custos que envolve da cobertura do leito filtrante. barro vidrado. A ventilação artificial. como o exemplo da figura 9 . com a finalidade de agregar a biomassa. A ventilação poderá ser natural. Tradicionalmente são usados pedregulhos. em filtros de baixa e alta carga. que por sua vez depende da temperatura ambiente. A grande vantagem do meio plástico é possuir um coeficiente de vazios e portanto.(JORDÃO). O ar poderá circular para cima ou para baixo. o que facilita o transporte e o arranjo nas unidades filtrantes. com condições de escoamento para receber continuamente o esgoto aplicado na unidade e conduzi-lo ao canal efluente no fundo. Por outro lado. é muito mais leve. em condições favoráveis ao desenvolvimento das reações bioquímicas que caracterizam o processo.intermitente. de modo a permitir o movimento dos braços rotativos pelo próprio líquido. disposto em toda a extensão do fundo do filtro. . Tab 1 Ventilação A ventilação é importante para manter as condições aeróbias necessárias ao processo. cascalhos. situado no fundo da camada filtrante.3 m3 de ar por m3 de meio filtrante (JORDÃO). Braço distribuidor do afluente Meio suporte O meio suporte antigamente denominado meio drenante ou meio filtrante. Fig 10 Classificação dos filtros biológicos Os filtros biológicos se classificam segundo sua carga hidráulica e orgânica. dependendo da densidade do ar interior. uma superfície específica mais ou menos igual à das pedras.

No entanto. e a não estabilização do lodo no filtro. Embora de eficiência comparável à do sistema de lodo ativado convencional. O sistema de baixa carga é conceitualmente simples. o que resulta numa estabilização parcial do lodo (auto consumo da matéria orgânica celular) e numa maior eficiência do sistema na remoção da DBO. Com isso. tem-se uma ligeira redução na eficiência de remoção da matéria orgânica. por receberem uma maior carga de DBO por unidade de volume de leito.Tab2 Filtro de baixa carga No filtro biológico de baixa carga. Esta é feita com os objetivos principais de: Manter a vazão aproximadamente uniforme durante todo o dia Equilibrar a carga afluente Possibilitar uma nova chance de contato da matéria orgânica efluente Vantagens filtro de alta carga Boa eficiência na remoção de DBO (embora ligeiramente inferior aos filtros de baixa carga) Baixos requisitos de área Mais simples conceitualmente do que lodos ativados Maior flexibilidade operacional que filtros de baixa carga Melhor resistência a variações de carga que filtros de baixa carga Reduzidas possibilidades de maus odores Desvantagens filtro de alta carga Operação ligeiramente mais sofisticada do que filtros biológicos de baixa carga Elevados custos de implantação Relativa dependência da temperatura do ar . a operação é mais simples. As placas de bactérias que se desprendem do enchimento são removidas no decantador secundário. Em paralelo. a quantidade de DBO aplicada é menor. o requisito de área é menor. a disponibilidade de alimentos é menor. Uma outra diferença diz respeito à existência de recirculação do efluente. comparado ao sistema de alta carga. Vantagens filtro de baixa carga Elevada eficiência na remoção de DBO Nitrificação frequente Requisitos de área relativamente baixos Mais simples conceitualmente do que lodos ativados Índice de mecanização relativamente baixo Equipamentos mecânicos simples Estabilização do lodo no próprio filtro Desvantagens filtro de baixa carga Menor flexibilidade operacional que lodos ativados Elevados custos de implantação Requisitos de área mais elevados do que filtros biológicos de alta carga Relativa dependência da temperatura do ar Relativamente sensível a descargas tóxicas Necessidade de remoção da umidade do lodo e da sua disposição final (embora mais simples que filtros biológicos de alta carga) Possíveis problemas com moscas Elevada perda de carga Filtro de alta carga Os filtros biológicos de alta carga são similares aos de baixa carga. porém menos flexível. de forma análoga ao sistema aeração prolongada nos lodos ativados. Essa menor carga de DBO por unidade de superfície do tanque está associada a maiores requisitos de área.

Necessidade de remoção da umidade do lodo e da sua disposição final (embora mais simples que filtros biológicos de baixa carga) Elevada perda de carga .

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