Você está na página 1de 2

2345678901234567890123456789012123456
2345678901234567890123456789012123456

2345678901234567890123456789012123456

2345678901234567890123456789012123456

2345678901234567890123456789012123456

2345678901234567890123456789012123456
2345678901234567890123456789012123456

2345678901234567890123456789012123456
2345678901234567890123456789012123456

2345678901234567890123456789012123456

2345678901234567890123456789012123456

2345678901234567890123456789012123456

2345678901234567890123456789012123456 2345678901234567890123456789012123456
2345678901234567890123456789012123456 2345678901234567890123456789012123456

2345678901234567890123456789012123456

2345678901234567890123456789012123456
2345678901234567890123456789012123456

IONTOFORESE E O SEU MECANISMO DE INTERAÇÃO COM O TECIDO HUMANO

Daniel da Silva Carvalho 1 Rinaldo Antônio Almeida Gonçalves 2

RESUMO:

A iontoforese é a introdução de radicais químicos nos técidos, através de um campo elétrico ,produ- zido por uma corrente unidirencional . Durante essa introdução ocorrerá repulsão e atração iônica de acordo com a polaridade de cada eletrodo e assim sua interação com a membrana biológica

Segundo Kottke & Lehmann (1994), a iontoforese envolve a indução de molé- culas ou átomos
Segundo
Kottke & Lehmann
(1994),
a
iontoforese envolve
a indução de molé-
culas ou átomos
(íons) eletricamente
carregados no tecido
usando um campo
elétrico. Como a for-
ça do campo elétri-
co é determinada
pela mudança de vol-
tagem por unidade
de distância, as for-
ças exercidas sobre
os íons em uma situ-
ação específica são proporcionais
aumento da migração de
à voltagem aplicada.
Costello & Jeske (1995)
ressaltam que a iontoforese é um
método eletroquímico que aumen-
fármacos iônicos por repulsão
eletrostática de eletrodo ativo
(definido como um eletrodo com
a mesma carga iônica que o
ta o transporte de moléculas pela
fármaco isto é, ânodo(+) para
fármacos carregados positiva-
criação de um gradiente potenci-
al através da pele a partir da apli-
mente e cátodo(-) para fármacos
carregados negativamente
cação de corrente elétrica (Vol-
tagem) . Em campos elétricos, a
geração do potencial induzirá um
Entretanto, trata-se de
um método efetivo e indolor (não

invasivo) para adminis- tração de medicamen- tos em uma área loca- lizada do tecido atra- vés da aplicação de uma corrente elétrica, usualmente utiliza-se a forma galvânica com dose superior a 1 mili ampère (mA) com ele- trodos embebidos em solução contendo o fármacos (método ati- vo) por exemplo na passagem de uma cor- rente positiva quando quisermos que um fármaco carregado positivamen- te seja impelido para dentro do tecido onde se aplica o mesmo

MECANISMO DE AÇÃO DA IONTOFORESE

Segundo Johon Low & Ann Reed ( 2002), se uma volta-

1 Acadêmico do 4ºano de Fisioterapia da UNAMA e Monitor da disciplina Agentes Terapêuticos Bioelétrico e Biotérmicos

2 Prof. Assistente da disciplina Agentes Terapêuticos Bioelétrico e Biotérmicos e Reumatologia e Geriatria da Unama.

Lato & Sensu, Belém, v. 4, n. 1, p. 3-5, out, 2003.

11111

2345678901234567890123456789012123456

2345678901234567890123456789012123456
2345678901234567890123456789012123456

2345678901234567890123456789012123456

2345678901234567890123456789012123456

2345678901234567890123456789012123456
2345678901234567890123456789012123456

2345678901234567890123456789012123456

2345678901234567890123456789012123456

2345678901234567890123456789012123456

2345678901234567890123456789012123456 2345678901234567890123456789012123456
2345678901234567890123456789012123456 2345678901234567890123456789012123456

2345678901234567890123456789012123456

2345678901234567890123456789012123456

2345678901234567890123456789012123456

2345678901234567890123456789012123456
2345678901234567890123456789012123456

gem é aplicada a um eletrólito, uma corrente de convecção pas- sa a fluir. Esta consiste em íons com cargas positivas que se mo- vem em direção ao pólo positivo.

Os mesmo afirmam se uma droga se encontra na forma iônica, ou seja, tem uma carga, pode-se fazer com que ela per- corra qualquer direção, dependen- do da polaridade aplicada. Os áto- mos e moléculas em um eletrólito estão constantemente ganhando ou perdendo elétrons para se tor- narem ions e depois se reverter a sua forma não ionizada. Ocorre também um movimento aleatório considerável de partículas. Quan- do uma carga elétrica é aplicada, ela resulta em um desvio cons- tante de íons apropriadamente carregado em cada direção. Se o eletrólito é dividido por membra- nas tal como na situação terapêu- tica, muito mais íons são condu- zidos através das membranas do que poderiam passar em decor- rência do movimento aleatório das partículas.

Essa é uma situação que ocorre quando se aplica a iontoforese. Os tecidos são efe- tivamente um eletrólito contínuo com a solução da compressa ou esponja úmida que contém a dro- ga ionizada. Os íons com cargas positivas podem desviar-se do polo com carga positiva em dire- ção ao polo negativo e passar através da pele e para dentro dos tecidos, e vice-versa para os íons com carga negativa. Alguns per- derão sua carga no tecido e fica- rão quimicamente ativos. Desse modo, parte da droga é

introduzida nos tecidos.

Segundo Bisschop. G & Commandré ( 2001) a eficácia de um determinado ion depende do número de íons transferidos, da profundidade da penetração iônica, das combinações químicas possíveis dos íons com outras substâncias intrateciduais e sua transmissão no sistema circula- tório capilar e geral.

Os fármacos aplicados por esta via devem ser: utilizados em condições locais, hidrossolú- veis, positivamente ou negativa- mente carregados, possuem um tamanho de molécula relativa- mente pequeno.

Vantagens da iontofo- rese: redução do risco de infeção por ser não inasivo; as soluções dos fármacos são administradas diretamente no local de tratamen- to minimizando os efeitos adver- sos, indolor, sendo uma forma al- ternativa a forma injetável, me- nos traumática.

Algumas indicações: de- pósito de cálcio, tendinite calcifi- cada, hiperhidrólise, miopatia, mioespasmo, articulações imó- veis, cicatrizes, adesões, quelói- des, artrite reumatóide, infecção fungica, tedinite, bursite, artrite, tendosinovite, doença de Peyronie, cicatrizes, analgésia, dessensibilização dos dentes, otocondrite, esclerodermia, linfoedema, herpes simples, feri- das e etc.

Substâncias ionizáveis utilizadas: ácido acético, adrena- lina, alfaquimotripsina, alfamu- case, betnesol, bicloridrato de

22222 Lato& Sensu, Belém, v.4, n.2, p. 6, out, 2003.

histamina, carbonato de sódio, cloreto de cálcio, cloreto de magnésio, água corrente, hialuronidase, iodeto de potássio, cetoprofeno, nitrato de aconitina, novocaína , lidocaína, salicilato de lítio, salicilato de sódio ,succinato de presdnniolona, sulfato de atropina, sulfato de zinco, calcitonina, diclofenaco. Todas essas substâncias são usadas na concentração de 0,25% a 3%.

REFERÊNCIAS BIBLIO- GRÁFICAS

BISSCHOP. G.E; BISSCHOP F. COMANDRÉ. Eletrofisiote- rapia. São Paulo: Santos, 2001.

COSTELO, C.T; JESEKE, A H. Iontophoresis: Aplications in Transdermal medication delivery. [S. l.: s.n.], 2000. p. 554-63.

JOHN LOW, A.REED. Ele- troterapia Explicada Princípi- os e Pratica. 3. ed. São Paulo:

Manole, 2002.

KOTTKE, F.J.; LEHMANN, J.F. Tratado de Medicina Clinica e Reabilitação de Krusen. 4. ed. São Paulo:

Manole,1994. v. 1.

LIANZA, S. Medicina de rea- bilitação. 2. ed. Rio de Janeiro:

Guanabara Koogan, 1995.

RODRIGUES, Edgard Meirelles; GUIMARÃES, Cosme S. Ma- nual de Recursos Fisiotera- pêutico. Rio de Janeiro. Revinter, 1998.