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As PME Que Mais Crescem No Brasil - Deloite

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As PMEs que mais crescem no Brasil Um estudo sobre as empresas que cultivam as bases da sua expansão

2010

Sumário do relatório

Metodologia do estudo .................................................................................................................... 4 Amostra da pesquisa .......................................................................................................................... 6 Perfil das empresas que mais crescem ......................................................................................... 7 O ambiente de negócios das emergentes ................................................................................ 15 Análise dos indicadores financeiros ............................................................................................ 21 As PMEs que mais crescem no Brasil ..........................................................................................24 As bases do crescimento, sob a ótica de empresas especiais ...........................................28

As visões das empresas que compõem o ranking das 200 PMEs que mais crescem podem, sem dúvida, sinalizar estratégias adequadas também para as demais organizações com o mesmo perfil no mercado brasileiro.
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Após um período de grande turbulência, especialmente gerado pelas incertezas da economia mundial, o Brasil tem apresentado grande potencial de crescimento ao atrair a atenção de investidores, o que, aliado à estabilidade política e econômica, ao fortalecimento do mercado interno e à perspectiva de realização dos megaeventos esportivos de 2014 e 2016, configura um novo ciclo de expansão econômica. Nesse contexto, as pequenas e médias empresas (PMEs) que contarem com planos estratégicos bem definidos e melhores condições de atendimento às necessidades do mercado estarão melhor posicionadas para aproveitar as oportunidades que surgirão. Portanto, elas devem se adequar às novas exigências e superar os desafios para se beneficiar dessa nova fase de expansão. Cabe ressaltar também que o forte processo de globalização tem levado a um ambiente de negócios cada vez mais complexo, onde as organizações devem, continuamente, buscar melhorias na gestão. Atualmente, o paradigma de administração tem como base a sustentabilidade, pela qual as empresas estão constantemente sujeitas ao desafio de gerar resultados com base em princípios sólidos de criação de valor, que precisa ser percebido por todas as pessoas envolvidas no processo produtivo. A qualidade dos produtos e serviços e o controle de custos já não são os únicos elementos que devem ser observados para a manutenção do crescimento de uma empresa. Aliás, o conceito de sustentabilidade agrega desde a geração de valor até a continuidade dos negócios.

Com o objetivo de entender como as pequenas e médias empresas estão se preparando para aproveitar as oportunidades do novo ciclo de expansão do País, a Deloitte e a revista EXAME PME realizaram este estudo em parceria. Em sua quinta edição, a pesquisa “As PMEs que mais crescem no Brasil” traz um ranking das 200 pequenas e médias empresas brasileiras que registram os níveis mais elevados de crescimento ao longo dos últimos anos encerrados, além de apontar a visão de seus líderes a respeito de fatores fundamentais para a sobrevivência e o crescimento no cenário econômico oportuno que se apresenta. As análises geradas mostram que as expectativas de negócios das empresas giram em torno de elementos que englobam desde a busca de descentralização da carteira de clientes, até a manutenção e elevação da parceria com grandes organizações: desafios e oportunidades que exigem a adequação às exigências do mercado, a redução dos custos sem comprometimento da qualidade e a expansão das operações tanto no mercado interno quanto externo. Por pertencerem ao grupo que expande seus negócios com maior velocidade, as visões das empresas que compõem o ranking das 200 PMEs que mais crescem podem, sem dúvida, sinalizar estratégias adequadas também para as demais organizações com o mesmo perfil no mercado brasileiro, ajudando a clarear um novo e ainda desconhecido caminho que elas devem percorrer nos próximos anos.

As PMEs que mais crescem no Brasil 3

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Oportunidades em um país de alto potencial de crescimento

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Esse universo foi complementado pelas organizações que manifestaram interesse em participar. O resultado classificatório das 200 PMEs que mais crescem está baseado na evolução da receita líquida das empresas ao longo dos últimos três anos. Não puderam participar da pesquisa e. Processo de coleta das respostas e de formação do ranking Amostra total 422 encaminharam demonstrações financeiras 330 atenderam aos critérios da pesquisa Ranking 200 classificaram-se para o grupo de maior crescimento 11 mil empresas foram convidadas 620 responderam ao questionário 4 .Metodologia do estudo O universo definido para a realização da pesquisa “As PMEs que mais crescem no Brasil” abrange organizações brasileiras que estão em fase operacional desde. independentemente da origem de seu capital. As empresas de melhor desempenho compuseram o ranking das 200 que mais crescem. 1º de janeiro de 2005 e que registram receita líquida entre R$ 5 milhões e R$ 200 milhões em suas demonstrações financeiras referentes ao final de 2009. O regulamento da pesquisa foi disponibilizado ao longo de todo o período de coleta de respostas no website da empresa. A pesquisa contou com o envio de questionários impressos via Correios.br). anúncios publicitários e notas editoriais das empresas realizadoras do estudo. após tomarem ciência da pesquisa por meio da divulgação em websites. empresas públicas e organizações sem fins lucrativos. Para isso. As respostas foram remetidas diretamente para a Deloitte. instituições financeiras. por conseguinte. 620 empresas responderam aos questionários e 422 encaminharam demonstrações financeiras. Também foi vetada a participação de empresas que fazem parte de um conglomerado empresarial com mais de 30% do seu capital controlado por estrangeiros e também de subsidiárias de grupos empresariais ou instituições com faturamento igual ou superior a R$ 1 bilhão por ano. 2008 e 2009). No total. Ao final. a Deloitte e a revista EXAME PME convidaram aproximadamente 11 mil empresas. 330 organizações atenderam a todos os critérios definidos para a participação na amostra total do estudo. com. responsável pelo tratamento e pela compilação dos dados. consultoria. além de apontarem estimativas para a receita a ser obtida em 2010. Para compor esse universo de estudo. as empresas dos segmentos de auditoria. por possuírem características diferenciadas de geração e avaliação de receitas. além da disponibilidade para preenchimento no portal da Deloitte (www. publicado na revista EXAME PME e que também consta da presente publicação. além de cooperativas. elas apresentaram demonstrações financeiras referentes a este período (2007. por meio de encaminhamento de questionários impressos e eletrônicos. pelo menos. do ranking.deloitte. mídia e comunicação (setores de atuação das organizações realizadoras do estudo).

práticas e tendências evidenciadas pelas respostas dos empresários que responderam aos questionários foram avaliadas a partir do ângulo dos fatores econômicos e de negócios que incidem sobre as operações das empresas participantes da pesquisa e do mercado em geral. merecendo um capítulo à parte para a análise de suas respostas (páginas 28 a 30). • Os resultados retratados com prioridade neste relatório dizem respeito às respostas das empresas que compõem o ranking das 200 PMEs que mais crescem. • O conjunto de empresas que compõem a amostra e que não se classificaram para o ranking das 200 que mais cresceram (130 organizações). As PMEs que mais crescem no Brasil 5 . e/ou fazerem parte de um grupo empresarial ou instituição que fatura mais de R$ 1 bilhão. órgãos governamentais e entidades empresariais. O conjunto das respostas das empresas que participaram do estudo foi então avaliado a partir do levantamento. Os dados referentes a cada um desses estratos são citados e analisados ao longo deste relatório quando as suas respostas evidenciam uma discrepância relevante em relação aos grupos de empresas analisados ou à amostra total da pesquisa. que apresenta uma análise completa dos dados levantados e representa uma oportunidade para mensurar o estágio de desenvolvimento das pequenas e médias empresas no Brasil. quando pertinente para a melhor compreensão do universo das pequenas e médias empresas no Brasil. Essa estratificação visou à comparação entre os resultados de cada grupo específico de empresas participantes. O conteúdo deste relatório • Os resultados da pesquisa serviram de base para a elaboração deste relatório. foram analisadas a partir de uma série de estratos de organizações participantes: • O ranking das organizações que mais cresceram entre 2007 e 2009 (200 empresas). e/ ou possuírem mais de 30% do seu capital controlado por estrangeiros. a fim de proporcionar uma avaliação mais apropriada das informações coletadas.A análise dos resultados As respostas assinaladas pelas empresas da amostra total da pesquisa. da consolidação e da análise de informações complementares de mercado. como institutos de pesquisa. • Os resultados referentes à amostra total só foram citados em caso de discrepância relevante entre esse grupo e a subamostra das que mais crescem. obtidas por meio de fontes diversas. mas que foram excluídas da amostra por estarem acima da faixa de receita líquida estabelecida para o último ano-base do estudo (R$ 200 milhões em 2009). as visões. Esse estrato de empresas passou a ser denominado neste relatório como “Grupo Especial”. Dessa forma. com base nos questionários encaminhados. • Empresas que encaminharam demonstrações financeiras.

Classificação geográfica Por Estado (%) São Paulo Minas Gerais Rio de Janeiro Espírito Santo Paraná Rio Grande do Sul Santa Catarina Pernambuco Bahia Ceará Paraíba Goiás Distrito Federal Mato Grosso Mato Grosso do Sul Pará 1 1 1 2 1 1 3 5 5 6 8 2 9 6 11 Classificação por setores (%) Setores de serviços (58%) Serviços Indústria digital Varejo Atacado Transporte Telecomunicações Setores de indústria (42%) Indústria da construção Bens de capital Bens de consumo Farmacêutico Químico e petroquímico Siderurgia e metalurgia Automotivo Energia Papel e celulose Eletroeletrônico Têxtil 2 1 21 29 2 3 3 7 2 8 15 11 2 3 4 5 Receita líquida Amostra total (330 empresas) R$ bilhões 38 Crescimento (%) 2009 16.7 Crescimento (%) 2007-2009 82 Taxa anual 35 Número de funcionários Amostra total (330 empresas) Por região do País Sudeste: 57% Sul: 23% Nordeste: 12% Centro-Oeste: 7% Norte: 1% Número de funcionários 2007 111.2 2007-2009 35 Taxa anual 16 2007 11. A maioria das empresas é de origem brasileira e opera há menos de trinta anos. em média. além de se concentrar na região Sudeste (61% da amostra total e 57% das 200 maiores).733 2009 89. Grande parte das empresas do ranking das 200 que mais crescem estima um crescimento de 35% para 2010. Na indústria. As organizações do ranking perfizeram R$ 9. com destaque. compõem R$ 16.3 Ranking (200 empresas que mais crescem) R$ bilhões 2007 5. para indústria digital. telecomunicações e transporte. varejo.7 bilhões em receitas e cresceram 35%.151 Crescimento (%) 2007-2009 25 Taxa anual 12 Ranking (200 empresas que mais crescem) Número de funcionários 2007 61.9 2009 9.789 Crescimento (%) 2007-2009 47 Taxa anual 21 6 . entre 2007 e 2009.Amostra da pesquisa Como são. bens de capital e de consumo e farmacêutico. no setor de serviços.9 2008 15. onde estão e o que fazem as PMEs As empresas que compõem a amostra total da pesquisa totalizaram receitas líquidas que.2 bilhões (conforme as demonstrações financeiras referentes a 2009).793 2008 134. A amostra total da pesquisa contempla praticamente todos os setores econômicos. com crescimento médio anual de 16% nos últimos dois anos. juntas. destacam-se construção.4 2008 7.448 2009 140.162 2008 76. atacado.

o que indica a maior relevância desse fator na condução do crescimento das PMEs. as empresas já consideram ampliar os investimentos em recursos humanos e em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D).8 –0. contra 54% na edição atual.8 3. como o novo ciclo de crescimento econômico. 9.5 10 04 05 06 07 08 09 10 04 05 06 07 08 09 10 Ano 04 05 06 07 08 09 10 04 05 06 07 08 09 Fonte: Research – Deloitte (a partir da consolidação de dados do Banco Central). entre outros.1* 5. amplos investimentos em infraestrutura e realização de megaeventos esportivos. abriram diversas oportunidades de negócios no Brasil.7 6. Na edição 2007 desta pesquisa.1 4. bem como aumentar o nível de governança corporativa.3 4.4 3.2* crescimento das organizações nos últimos três anos. Em relação a 2010. Contudo. fatores imprescindíveis para a condução do crescimento em um mercado cada vez mais globalizado e competitivo.1 5.1 3. controle de custos e relacionamento e fidelização de clientes foram fatores muito importantes para a condução do Informações de mercado Sinais de um novo ciclo de expansão do País (PIB – Crescimento % real) A forte recuperação da economia em 2010 está diretamente associada também à contração ocorrida em todas as atividades em 2009.9* 6.2 4.0 5. Apesar de a economia mundial ainda trafegar por tempos difíceis. os fatores decisivos de crescimento das empresas vão se alterando. essas considerações tendem a mudar nos próximos anos devido ao cenário que se configura para o País.3 1.9 7. tanto para empresas nacionais quanto estrangeiras.8 5.0 2. ganhando maiores proporções e modelos mais complexos. as pequenas e médias empresas que mais crescem reconhecem que qualidade dos produtos e dos serviços. as expectativas de mercado foram registradas em 28/05/2010.7 5.2 –5.3* 4.6 5.1 5. Nesse contexto.Perfil das empresas que mais crescem Os grandes temas que rondam a economia do País. 7. Dessa forma.2 PIB Agropecuária Indústria Serviços * Expectativa –5.9 2. As PMEs que mais crescem no Brasil 7 .7 2. as expectativas de mercado indicam que o Brasil deve apresentar crescimento médio de 5% até 2013.7 2.4 2. Com isso. os investimentos em P&D foram indicados por 37% da amostra das empresas então pesquisadas.

sendo indicados por 85% e 77% dos respondentes. No entanto. respectivamente. suas expectativas e necessidades devem ser devidamente conhecidas e consideradas pelos gestores. Principais fatores decisivos para o crescimento das PMEs (%) Nos próximos 3 a 5 anos Nos últimos 3 anos 76 = 75 75 = 70 67 61 = 61 56 = 55 54 53 52 49 (11º) (12º) (13º) (7º) (10º) 42 29 27 53 37 (9º) 46 48 (2º) (4º) 59 55 (5º) 55 61 72 76 Relacionamento e fidelização de clientes Investimentos em recursos humanos Controle de custos Qualidade dos produtos Acesso a novas tecnologias Eficiência no relacionamento com fornecedores e/ou distribuidores Acões de marketing e comunicação Aumento da capacidade de produção Contratação de profissionais especializados para gestão da empresa Investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) Aumento de nível de governança corporativa Aumento de capital e/ou investimento dos lucros Acesso ao crédito e outras formas de financiamento Sobe de posição em relação aos últimos 3 anos Cai de posição em relação aos últimos 3 anos = Mesma posição em relação aos últimos 3 anos (º): Indicação da posição ocupada pelo item nos últimos três anos Percentual de empresas que assinalaram cada quesito. Cabe ressaltar que a manutenção de custos competitivos e a atenção para os recursos humanos também aparecem como principais desafios que as PMEs devem enfrentar no médio e longo prazos para manutenção do ritmo de crescimento atual.De fato. esses apontamentos mais que dobraram – de 7% em 2007 para 20%. passados três anos. desafiadores para as organizações. quando indagadas sobre os desafios que deveriam enfrentar para manter a expansão atual ou para crescer ainda mais. o sucesso das empresas depende da participação e da sinergia com partes interessadas e. por isso. questão com respostas múltiplas 8 . enfatizando a relevância desses fatores como importantes para o crescimento e. ao mesmo tempo. as PMEs também se mostravam pouco preocupadas com a concorrência do mercado informal. Adicionalmente. sendo elementos essenciais para o planejamento e a tomada de decisões estratégicas. Na edição 2007 desta pesquisa. as empresas parecem dar maior importância à criação de condições para uma administração ágil e eficiente – 43% em 2007 contra 62% dos apontamentos em 2010. ainda registra os menores gastos quando comparado a outros países. As pessoas ou organizações envolvidas na cadeia de negócios afetam diretamente as atividades de uma empresa. Adicionalmente. No entanto. Dessa forma. o Brasil tem ampliado os investimentos em P&D. os apontamentos indicam que as PMEs percebem que sua vantagem competitiva está diretamente relacionada à capacidade de adequação às novas exigências do mercado.

O acompanhamento do desempenho econômico da empresa. a grande maioria das pequenas e médias empresas que mais crescem considera que os clientes são os principais influenciadores de suas decisões estratégicas. Além disso. sendo indicado por cerca de 70% da amostra. além de contar com a opinião de consultores externos. o retorno dos funcionários é o método de avaliação da eficiência de que as empresas devem dispor ainda mais nos próximos três a cinco anos. fator sendo assinalado por quase metade da amostra. Apesar de os clientes serem os maiores influenciadores nas decisões estratégicas das PMEs. podemos destacar que as organizações pretendem manter-se mais atentas às empresas concorrentes. questão com respostas múltiplas 40 62 68 78 77 85 Quem mais influencia as decisões estratégias das PMEs (%) Clientes Funcionários Fornecedores Governo Investidores com participação direta no capital (sócios e/ou acionistas) Distribuidores 10 Percentual de empresas que assinalaram cada quesito. Na edição 2010 da pesquisa. Principais desafios que as PMEs devem enfrentar no médio e longo prazos (%) Manter custos competitivos Manter-se tecnologicamente atualizada Atrair e reter profissionais com alta qualificação Diferenciar os produtos com relação à concorrência Criar condições para uma administração ágil e eficiente Obter recursos para financiar suas operações Concorrer com o mercado informal 20 Percentual de empresas que assinalaram cada quesito. foi o método de avaliação mais utilizado para verificar a efetividade de suas ações perante o mercado. questão com respostas múltiplas 32 31 30 45 89 As PMEs que mais crescem no Brasil 9 . também se destaca a relevância que as PMEs destinam a funcionários.Nesse contexto. cerca de um terço das empresas do ranking também considera importante a avaliação dos investidores com participação direta no capital (sócios e/ou acionistas). assim como na pesquisa anterior. Além disso.

questão com respostas múltiplas 10 .As estratégias priorizadas pelas empresas para a condução do crescimento estiveram relacionadas. Esses fatores denotam que as PMEs que mais crescem Métodos para avaliar a eficiência na gestão dos negócios (%) Acompanhamento do desempenho econômico da empresa consideram fortemente a utilização de tecnologia de ponta e a ampliação de sua área de atuação. Em suma. para a seleção de programas de ação mais focados e para sua execução efetiva. A elaboração de um plano de negócios e/ou planejamento estratégico é extremante importante para uma boa formulação de objetivos e metas. tanto no mercado interno quanto externo. tornando-se mais globalizadas e competitivas. Já nos próximos 3 a 5 anos. vale destaque para os apontamentos que indicam os investimentos em inovação e a internacionalização dos negócios. principalmente. à entrada em novos mercados geográficos (48% da amostra) e ao lançamento de novos produtos e/ou serviços (46% do ranking). questão com respostas múltiplas Retorno de clientes Retorno de funcionários Comparação com empresas concorrentes Opinião de consultores externos Nos últimos 3 anos Nos próximos 3 a 5 anos Estratégias a priorizar para condução do crescimento (%) Nos próximos 3 a 5 anos Nos últimos 3 anos 72 72 = 67 64 = 52 = 42 = 36 28 21 (8º) (7º) 14 = Mesma posição em relação aos últimos 3 anos (9º) 12 18 23 28 (1º) 37 (2º) 47 46 48 Investimento em inovação Lançamento de novos produtos e/ou serviços Entrada em novos mercados geográficos Realização de alianças e/ou parcerias Melhora na distribuição e logística Investimento em marcas Internacionalização dos negócios Terceirização de processos Direcionamento das vendas para o setor público Sobe de posição em relação aos últimos 3 anos Cai de posição em relação aos últimos 3 anos (º): Indicação da posição ocupada pelo item nos últimos três anos Percentual de empresas que assinalaram cada quesito. nos últimos três anos. esses planos levam em conta as condições internas e externas da empresa e 88 87 80 82 61 69 53 61 38 50 Percentual de empresas que assinalaram cada quesito.

As demais pretendem adotar algum plano de negócios no curto prazo (7% da amostra) e nos próximos anos (3% da amostra). questão com respostas múltiplas As PMEs que mais crescem no Brasil 11 . Sua empresa possui um planejamento estratégico documentado? (%) 3 7 1 Sim. a principal fonte de recursos utilizada pelas PMEs nos últimos três anos foi o reinvestimento dos lucros. Já para os próximos três anos. seguido por empréstimos e/ ou financiamentos bancários (57% da amostra). segundo os entrevistados. Além disso. Em 2006. Nesse contexto. FINEP etc) Empréstimos e/ou financiamentos bancários Empréstimos de partes relacionadas (mútuos) Fundos de private equity Bolsa de Valores Parcelamento de impostos Venda de ativos e desinvestimentos Sobe de posição em relação aos últimos 3 anos (7º) Cai de posição em relação aos últimos 3 anos (º): Indicação da posição ocupada pelo item nos últimos três anos Percentual de empresas que assinalaram cada quesito. A utilização de recursos de bancos e fundos de fomento. mas pretende ter nos próximos 3 a 5 anos Não e não pretende ter Atualmente. possui um plano e/ou planejamento documentado Sim. segundo declaração de 75% das empresas do ranking. a utilização dessas linhas de crédito foi apontada por apenas 17% das empresas. como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). vem apresentando crescimento expressivo dentre os apontamentos das PMEs desde o início da pesquisa em 2006. também consideram premissas básicas que a empresa deve seguir para que todo o processo seja coerente e sustentado. Apenas 1% das PMEs não possui e não pretende formular seus objetivos e metas. sendo indicada por 38% das empresas na atual edição.a evolução estimada pelos seus gestores. a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e outros. uma das maiores dificuldades enfrentadas por pequenos e médios empresários é a obtenção de crédito para investir em seus negócios – 42% consideram o acesso ao crédito e outras formas de financiamento como fatores decisivos para o crescimento. mas não de forma documentada Não. Das organizações que compõem o ranking. e 40% das PMEs avaliam a obtenção de recursos como um desafio no médio e longo prazos. As principais fontes de recursos utilizadas pelas PMEs (%) Nos próximos 3 a 5 anos Nos últimos 3 anos 71 = 52 44 14 = 12 8 7 3 (8º) (5º) 1 = Mesma posição em relação aos últimos 3 anos (6º) 0 21 3 (2º) 21 (3º) 38 57 75 Reinvestimento dos lucros Bancos e fundos de fomento (BNDES. os recursos de fomento devem passar a ser utilizados por 52% das PMEs. BNB. 89% possuem um plano e/ou planejamento estratégico (63% de forma documentada e 26% não documentada). mas pretende ter no curto prazo 26 63 Não. o Banco do Nordeste (BNB).

pequenas e médias empresas do sistema BNDES têm demonstrado constante crescimento.1 2003 20.4 6.0 6. há um consenso de que este cenário está mudando. Os apontamentos realizados pelas empresas do ranking indicam menor dificuldade na disponibilidade de crédito atualmente.4 2005 9.3 69. As políticas de incentivo para captação de crédito alavancaram consideravelmente o número de desembolsos concedidos pelo BNDES às micro e pequenas empresas em 2009. principalmente.3 Informações de mercado Mais crédito para as emergentes Desembolso do sistema BNDES – em número de operações (mil) Micro e pequenas Médias 99. questão com respostas múltiplas 225.4 2007 22. que têm facilitado.De fato. a aquisição de máquinas e equipamentos. principalmente nos últimos três anos.7 2004 29.9 5.3 39. Esse cenário pode ser atribuído.7 2008 2009 Fonte: Research – Deloitte (a partir da consolidação de dados do BNDES) 12 .2 2002 27. Apesar de ainda haver grande dificuldade no acesso ao crédito para as PMEs.4 18. 68 57 48 41 Fatores que dificultam o acesso ao crédito (%) Taxas de juros cobradas sobre o crédito Burocracia para concessão de empréstimos e financiamentos Exigências de garantias 33 Disponibilidade de linhas de crédito 18 Prazos exigidos para a quitação do empréstimo 13 Exigências de práticas de governança corporativa (balanço patrimonial não auditado etc) 4 4 16 23 40 Nos últimos 3 anos Atualmente Percentual de empresas que assinalaram cada quesito.4 8. com linhas voltadas para pequenos e médios empresários. em parte. ao forte crescimento na participação dos fundos de fomento.7 2006 16. os desembolsos para micro. principalmente em relação às taxas de juros e à burocracia.3 28.

Informações de mercado Concessões acumuladas de crédito em geral (PJ e PF) (em R$ bilhões) 180 Início da recuperação econômica 170 Resultados bancários negativos (Fev/2008) Estatização das maiores financeiras norte-americanas e pedidos de concordata (Agosto e final de setembro/2008) A falta de liquidez do sistema financeiro atinge a produção econômica (Janeiro/2009) 160 Crise de confiança/falta de liquidez bancária (Ago/2007) 150 140 Revelação da crise sub-prime (Fev/2007) 130 120 2007 2008 Fonte: Research – Deloitte (a partir da consolidação de dados do Banco Central) Nota: Concessões acumuladas no mês das operações de crédito com recursos livres para taxas de juros 110 2009 2010 Mai/10 Motivos para listar ações na Bolsa de Valores (%) 200 PMEs que mais crescem Grupo das 12 empresas de capital aberto da amostra 60 41 19 19 18 17 25 33 50 67 Captação de recursos com menor custo Ambiente favorável e estabilidade econômica Maior facilidade na emissão de ações com relação ao passado Crescente popularização do investimento em ações Grande volume de investidores estrangeiros operando na Bolsa Percentual de empresas que assinalaram cada quesito. abrindo para a organização uma gama de investidores potenciais. é uma alternativa aos financiamentos bancários. Dessa forma. ante 19% das empresas do ranking). exceto em relação à crescente popularização do investimento em ações (segundo apontado por 33% das corporações listadas. questão com respostas múltiplas As PMEs que mais crescem no Brasil 13 . destaca-se a captação de recursos com menor custo e o ambiente favorável à estabilidade econômica. indicada por 60% e 41% da amostra. respectivamente. dentre os motivos que levaram e/ou levariam as PMEs a listarem ações na Bolsa de Valores. As considerações feitas pelo conjunto das PMEs que mais crescem pouco diferem da amostra das organizações respondentes que já ingressaram no mercado de ações (12 companhias). tanto no Brasil quanto no exterior.A abertura de capital. apesar de pouco considerada como forma de captação de recursos pelas empresas do ranking atualmente.

As pequenas e médias empresas que mais crescem estão mais atentas às oportunidades do mercado. considerando. 2009 1º sem. questão com respostas múltiplas Informações de mercado O risco de permanecer pequeno Número de operações de fusão e aquisição 391 332 243 420 367 1º sem. a participação em operações de fusões e aquisições (M&A. 2º sem. a partir da operação em outros países Percentual de empresas que assinalaram cada quesito. já num futuro próximo. em relação ao crescimento orgânico de suas atividades. de “merger and acquisitions”). 2010 Fonte: Research – Deloitte (elaborado a partir de dados da imprensa e da internet). Nesse contexto. os principais objetivos visados em operações de M&A estão relacionados à conquista de novos mercados e clientes. 2º sem. sendo preferível. 2008 1º sem. à ampliação da carteira de produtos e serviços e ao aumento da participação no mercado. Motivos para participar de operações de fusões e aquisições (%) Nos próximos 3 a 5 anos Nos últimos 3 anos 59 67 57 33 39 34 14 2 7 6 5 10 15 13 Ampliação da carteira de produtos e/ou serviços Conquista de novos mercados/clientes Aumento de market share Ampliação de canais de distribuição e/ou fontes de suprimentos Desenvolvimento de capacidades tecnológicas Proteção com relação ao ingresso de competidores Diversificação do risco. inclui parcerias 14 . muitas vezes.

respectivamente. menos exposta às oscilações do mercado a empresa estará. as empresas do ranking consideram a ampliação de sua relação com corporações de grande porte. que representam 54% da carteira de clientes. principalmente. quanto maior e mais diversificada a carteira de clientes. havendo apenas uma melhora na participação das empresas de menor porte. Além disso.O ambiente de negócios das emergentes As expectativas das PMEs para os próximos 3 a 5 anos apontam que o perfil da carteira de clientes não deve se alterar consideravelmente A ampliação de mercados e conquista de novos clientes devem ser objetivos contínuos das empresas para condução do crescimento. Para os próximos três anos. a carteira de clientes das 200 pequenas e médias organizações que mais crescem está concentrada em empresas (mais de 70% dos resultados). sendo que as de grande porte. As empresas com faturamento igual ou inferior a R$ 400 milhões. Cerca de metade da amostra avalia que. Quem são e qual a importância dos clientes para as PMEs Número de clientes (composição %) Contribuição para os resultados (composição %) 14 13 54 44 34 39 Consumidor Governo 14 12 Empresas 11 39 35 Consumidores finais Governos Grandes empresas* Demais empresas** * Faturamento superior ou igual a R$ 400 milhões ** Faturamento igual ou inferior a R$ 400 milhões Nos últimos 3 anos Nos próximos 3 a 5 anos As PMEs que mais crescem no Brasil 15 . Atualmente. como também no desenvolvimento de novos produtos e serviços. seu relacionamento com grandes grupos teve como base o fornecimento e o desenvolvimento de produtos e serviços. apesar de representarem apenas 1% do número de clientes. contribuem com 39% das receitas geradas. As expectativas das PMEs para os próximos 3 a 5 anos apontam que a concentração na carteira de clientes não deve se alterar consideravelmente. Dessa forma. foram responsáveis por 34% das receitas. as organizações pretendem ampliar. A manutenção ou conquista de um bom relacionamento com grandes empresas é importante para as PMEs não somente no sentido comercial. sua parceria com grandes companhias e também receber mais recursos para desenvolvimento ou produção. Os consumidores finais e os governos contribuíram com 14% e 13% dos resultados. passando a representar 39% dos resultados. nos últimos 3 a 5 anos.

tornando-se mais competitivas ao aprimorar o controle de custos e ao contar com funcionários melhor qualificados. Além disso. essa maior exigência pode ser benéfica ao incentivar uma pequena ou média empresa a ser mais competitiva. Ao mesmo tempo. serviços e/ou novas tecnologias de acordo com a necessidade Atua como terceirizada Cresce dependendo de grandes empresas Revende produtos Seus produtos e/ou serviços são vendidos por grandes empresas (que servem como um canal de distribuição) Oferece serviços como instalação e/ou manutenção Recebe recursos/ajuda/consultoria para desenvolvimento ou produção Compete com grandes empresas Sem relação com grandes empresas 37 49 Oferece produtos e/ou serviços que não são fornecidos por grandes empresas 2 2 26 27 Inexistência de qualquer tipo de relação Nos últimos 3 anos Nos próximos 3 a 5 anos Percentual de empresas que assinalaram cada quesito. Nesse contexto.A relação comercial com grandes empresas pode ser complicada devido às exigências que elas costumam fazer. Tipo de relacionamento que as PMEs mantêm com as grandes organizações (%) Mantém parceria 48 63 46 54 45 58 29 27 24 26 19 22 12 18 10 15 7 17 Fornece produtos e/ou serviços encomendados Participação na cadeia de grandes empresas Desenvolve produtos. mais de dois terços das empresas do ranking consideram que sua relação comercial com grandes grupos influenciou na melhora dos processos ao cumprir com as exigências de qualidade. questão com respostas múltiplas 16 . mais de metade da amostra avalia que com essa relação seus resultados melhoraram ao influenciar na conquista de novos clientes.

item indicado por 88% dos respondentes. o acesso a essas empresas costuma ser muito restrito. é visto como o fator mais importante no relacionamento com clientes e/ou consumidores.As grandes organizações. De forma geral. questão com respostas múltiplas A visão das PMEs sobre as grandes organizações (%) Empresas grandes são mais burocráticas É arriscado depender de grandes empresas Empresas grandes buscam sempre preço baixo Empresas grandes pedem descontos que podem inviabilizar a rentabilidade das menores É difícil falar com a pessoa certa dentro da estrutura de uma grande empresa Empresas grandes não valorizam relações duradouras com seus fornecedores Empresas grandes sobrecarregam as equipes de vendas das menores 11 Percentual de empresas que assinalaram cada quesito. A busca pela melhoria do relacionamento com clientes e consumidores deve ser constante.. Relações comerciais das PMEs com as grandes empresas (%) Minha empresa. Além disso. A busca contínua por preços baixos (42% do ranking) e descontos (40% da amostra) também aparecem como grandes barreiras nesta relação. Melhorou processos para cumprir com as exigências de qualidade de grandes clientes Conquistou novos clientes ao fornecer para uma grande empresa Cresceu muito após conquistar grandes clientes Passou a contar com funcionários melhor qualificados Tornou-se mais competitiva ao aprimorar o controle dos custos Conseguiu ganhos de escala ao fornecer para uma grande empresa Melhorou a gestão financeira para atender a um grande cliente Tornou-se mais atrativa para os investidores Obteve maior acesso às linhas de financiamento Obteve maior acesso à tecnologia ao ser apoiada por um grande cliente Desenvolveu um plano de gestão de riscos Não obteve nenhum benefício 5 66 58 56 51 50 47 35 33 23 21 18 Percentual de empresas que assinalaram cada quesito. questão com respostas múltiplas 16 31 42 40 44 49 As PMEs que mais crescem no Brasil 17 . apesar do risco envolvido com a concentração das atividades. as formas de consegui-las não são fáceis. porém. manter contatos e negócios com grandes companhias é uma garantia de estabilidade. burocrático e até inviável para a maior parte das PMEs. Por outro lado. 44% do ranking considera arriscado depender das grandes corporações. pois as necessidades e demandas dos indivíduos mudam constantemente. cerca de 50% da amostra avalia que a burocracia é a principal dificuldade ou obstáculo na relação comercial com as grandes empresas. a oferta de produtos e serviços com qualidade. apenas 16% das PMEs consideram que as grandes não valorizam relações duradouras com seus fornecedores. Portanto. apresentam uma tendência à concentração de fornecedores. em geral.. Portanto. De fato.

Nos últimos 3 anos 86 = 79 = 63 62 45 (6º) (4º) (3º) 19 22 = Mesma posição em relação aos últimos 3 anos 46 52 78 88 Qualidade dos produtos/serviços Qualidade de atendimento Produtos/serviços com base em tecnologia de ponta Oferta diversificada de produtos/serviços Oferta de produtos /serviços ecologicamente corretos e feitos com responsabilidade social Produtos/serviços com design diferenciado Sobe de posição em relação aos últimos 3 anos 29 (5º) Cai de posição em relação aos últimos 3 anos (º): Indicação da posição ocupada pelo item nos últimos três anos Percentual de empresas que assinalaram cada quesito. essa variável assume uma importância cada vez maior na relação com grandes empresas. novos modelos e demandas do mercado devem ser encarados como formas de aumentar a competitividade e. Os selos de gestão de qualidade. com o aumento da competitividade e da maior conscientização dos clientes/consumidores. As questões sócio-ambientais vêm despertando a atenção de diversos setores e. questão com respostas múltiplas 31 46 52 66 60 80 18 . questão com respostas múltiplas O que as PMEs precisam fazer para se adequar ao mercado (%) Reduzir os custos sem comprometimento da qualidade Manter e/ou ampliar a participação de grandes clientes na carteira Acessar e/ou ampliar o mercado doméstico Melhorar a gestão Profissionalizar a gestão Acessar e/ou ampliar o mercado externo Percentual de empresas que assinalaram a cada quesito. O que é mais importante para as PMEs no relacionamento com clientes e consumidores (%) Nos próximos 3 a 5 anos A flexibilização de preços e concessão de descontos e a manutenção da boa performance financeira já não são suficientes para atender às exigências das grandes organizações. denotando maior preocupação com a sustentabilidade dos negócios. Mesmo que a estrutura e o modelo de gestão entre as grandes e as PMEs sejam diferentes. Portanto.O relacionamento das PMEs também é sustentado por outros fatores. quanto mais rápido e eficiente for essa adaptação. como qualidade de atendimento (78% do ranking) e oferta diversificada de produtos e serviços (52% da amostra). Nos próximos anos as PMEs devem estar mais atentas à oferta de produtos e serviços com base em tecnologia de ponta e ecologicamente corretos e feitos com responsabilidade social. as exigências do mercado são iguais para ambas. melhor para as organizações aproveitarem as oportunidades geradas pelo novo ciclo de expansão do País. as certificações sócio-ambientais e a adequação ao novo padrão contábil (IFRS) são o que realmente estão se tornando tendência.

As PMEs que mais crescem. ambos com cerca 30% dos apontamentos. nesse novo contexto. a cadeia da construção civil é a que apresenta maior potencial de crescimento nesse e nos próximos anos. Esses fatores também estão dentre as estratégias a priorizar para a condução do crescimento das PMEs nos próximos 3 a 5 anos. ganhando vantagem competitiva. segundo 38% das PMEs. aparecem as atividades de petróleo gás/petroquímica e tecnologia. Nesse contexto. consideram adotar uma nova orientação incorporando as certificações sócio-ambientais (ISO 14000. SA 8000 etc) em seus planos de negócios. SA 8000 etc) Manutenção da boa performance financeira Flexibilização de preços e concessão de descontos Adequação ao novo modelo contábil e fiscal – SPED (NF-e etc) Realização de auditoria nos balanços Adoção de mecanismos que evitem a informalidade Implementação de um plano de contingência Selos de procedência (INMETRO. os apontamentos revelaram que a redução dos custos sem comprometimento da qualidade (80% da amostra) e a manutenção e ampliação da participação de grandes clientes na carteira (66% das PMEs) são as principais adequações que as empresas precisam realizar para aproveitarem as oportunidades e cumprirem com as exigências do mercado. Dessa forma. a preocupação com a sustentabilidade passa a constituir uma oportunidade de mercado ao invés de uma barreira comercial. as empresas participantes do ranking acreditam que. As PMEs se deparam com a necessidade de se adequar de forma imediata às exigências do mercado para aproveitar as oportunidades do novo ciclo de expansão do País. De acordo com os resultados da pesquisa. Depois. questão com respostas múltiplas As PMEs que mais crescem no Brasil 19 . dentre as adequações exigidas. o acesso e a ampliação tanto do mercado doméstico (60% do ranking) quanto do mercado externo (31% das PMEs) precisam ser realizados. Estes resultados indicam maior otimismo das PMEs com as cadeias/ atividades produtivas voltadas para a infraestrutura. O que as grandes exigem das PMEs (%) Nos próximos 3 a 5 anos Além disso. setor que vem recebendo grandes investimentos e incentivos governamentais. Nos últimos 3 anos 57 56 51 48 = 46 36 (10º) (6º) (5º) 13 14 = Mesma posição em relação aos últimos 3 anos (1º) 11 15 28 (2º) (3º) 13 36 44 41 40 Selos de gestão de qualidade (ISO 9000 etc) Customização e adequação dos produtos e/ou serviços Certificações sócio-ambientais (ISO 14000. INPI etc) Sobe de posição em relação aos últimos 3 anos 22 19 (9º) 35 32 (8º) (7º) Cai de posição em relação aos últimos 3 anos (º): Indicação da posição ocupada pelo item nos últimos três anos Percentual de empresas que assinalaram cada quesito.

285.647.1 765. Tesouro Nacional.053.5 1.0% 19.2 676. IBGE e Ipea) 27.7 882.207.5 4.162.3% Recursos hídricos 123.9 452. infraestrutura e logística Energia elétrica Telecomunicações Alimentos e bebidas Agronegócio Produtos e serviços de saúde Mineração e metalurgia 24 22 22 21 21 20 28 32 31 38 Percentual de empresas que assinalaram cada quesito. neste e nos próximos anos (%) Construção civil Petróleo e gás/petroquímica Tecnologia Transportes.9% Assistência hospitalar e ambulatorial Defesa aérea 79.6 689.6% Total: 56.7% As cadeias com maior potencial de crescimento para as PMEs.8% Saneamento básico 64.9 1.2% Defesa naval 533.2 395.7 bi Fonte: Research – Deloitte (a partir de dados do Siafi.1 Aumento de 2010 em relação a 2009 76.1 1º sem/2009 – Total: 11. questão com respostas múltiplas 20 .9 2.1 202.9 1.3 398.Informações de mercado Sinais de um novo ciclo de expansão do País Salto dos investimentos (em R$ milhões) Transporte ferroviário 382.5% Ensino superior 69.9 602.0% Infraestrutura urbana 69.3 719.8% Transporte rodoviário 67.8 731.414.9 5.201.9 bi 1º sem/2010 – Total: 18.3 712.9% Outros 7.

Essa constatação sugere uma correspondência direta entre o crescimento das empresas e o seu desempenho. ampliação da disponibilidade de crédito. O quadro a seguir apresenta a comparação de indicadores de desempenho das PMEs participantes da pesquisa.Análise dos indicadores financeiros O ano de 2009. divididas em dois grupos: a) As 200 PMEs incluídas no ranking de maior crescimento. com destaque para a cadeia da construção civil e de eletroeletrônicos. como redução das taxas de juros. Nesse contexto. e corte nos tributos para setores-chave. subsidiárias de grupo empresarial com faturamento igual ou superior a R$ 1 bilhão por ano ou controladas pelo setor público. As PMEs que mais crescem no Brasil 21 . Observa-se que o grupo das 200 empresas que mais cresceram apresentou um retorno sobre o patrimônio líquido maior do que o das demais organizações da amostra total (330 empresas). com base nos estímulos econômicos concedidos. até registraram melhoria. ao contrário. pois seus indicadores não tiveram declínio significativo. que ficaram fora da amostra total. nota-se que as empresas que formaram o ranking desta edição da pesquisa souberam aproveitar as oportunidades. principalmente dos bancos públicos. com mais de 30% de capital estrangeiro. b) As empresas com faturamento superior a R$ 200 milhões em 2009. último ano de referência para as demonstrações financeiras das empresas que participaram desse estudo. foi marcado por uma retomada da economia brasileira.

5 2.51 56% 36% 7. subsidiária de grupo empresarial com faturamento superior a R$ 1 bilhão por ano.8 2.2% 1.0 1. que indica a localização do centro da distribuição de dados.3% 2009 130.4 1.8 2.4% Grupo Especial* 2008 2009 263.5 2.2 29.8 1. Indicador Receita per capita (R$ mil) Liquidez corrente Endividamento total (%) Margem bruta (%) Margem líquida (%) Retorno por patrimônio líquido (%) Giro de ativos Estrutura de capitais Fórmulas Receita líquida de vendas/nº de funcionários Ativo circulante/passivo circulante (Passivo circulante + exigível a longo prazo)/ativo total Lucro bruto/receita líquida Lucro líquido/receita líquida Lucro líquido/patrimônio líquido Receita líquida de vendas/ativo total Ativo total/patrimônio líquido 22 . mais de 30% de capital estrangeiro. controle pelo setor público Obs: informação obtida a partir do uso da mediana.6% 1.0 27.1% 20.3% 200 maiores 2008 124.62 55% 32% 6.5 2.6% 1.0% 4.62 64% 56% 22% 19% 3.46 1.5 1.3 1.3% * Empresas que se encaixam em um ou mais dos critérios seguintes: faturamento superior a R$ 200 milhões em 2009.9% 1.1 32.2% 1.56 56% 21% 3.9 2.1 18.4 267.Indicadores Receita per capita Liquidez corrente Endividamento total Margem bruta Margem líquida Giro de ativos Estrutura de capitais Retorno patrimônio líquido 2007 116.4% 2007 236.2 15.7 1.50 53% 35% 6.

Taxa média anual de crescimento (%) Indústria da construção Eletroeletrônico Papel e celulose Telecomunicações Atacado Serviços Varejo Energia Farmacêutico Indústria digital Bens de consumo Bens de capital Químico e petroquímico Têxtil Siderurgia e metalurgia Automotivo Transporte Total 24 empresas 3 empresas 2 empresas 5 empresas 8 empresas 56 empresas 9 empresas 4 empresas 5 empresas 34 empresas 13 empresas 12 empresas 5 empresas 3 empresas 5 empresas 5 empresas 7 empresas 200 empresas 18 35 20 27 27 26 25 30 34 33 32 38 38 37 43 42 50 58 Amostra das 200 pequenas e médias empresas que mais cresceram no Brasil entre 2007 e 2009 As PMEs que mais crescem no Brasil 23 .

614 59.0% 199. Natural Gurt Prolink Werbran Distribuidora de Medicamentos Ltda.7% 61.8% 59.7% 628.764 194.1% 72.690 11.206 967 1.9% 68.428 6.4% 79.460 11.216 65.964 76.101 2.724 33.607 62.0% 64.2% 148.4% 495.530 15.126 10.668 Crescimento (%) 2007-09 Anual 1038.9% 78.195 55.787 3.3% 173.369 15.981 2.6% 66.408 6.3% 738.2% 248.620 4.A.786 54.8% 183.612 27.994 25.6% 236.488 1.0% 390.8% 172.038 25.1% 74.830 11.8% 159.6% 648.970 8.393 174.960 15.414 24.558 168.2% 66.841 6.792 893 5.1% 184.A.938 7. Crivo NetService Provider IT Business Solutions VL Fabricação de Laboratórios Projetec Projetos Técnicos Ltda.559 9.325 12.844 21.9% 116.9% 144.3% 89.635 3.569 9.666 13.6% 218.4% 235.8% 176.051 5.775 3. Yoshii Engenharia e Construções Ltda. Construteckma Engenharia Ltda.948 23.6% 359.023 17.4% 64.2% 66.745 20.4% 176.1% 222.586 1.9% 171.8% 121.929 11.009 8. Montreal GTEC Ziva Tecnologia e Soluções Plano1 4BIO Medicamentos Digipix Portátil Equipamentos de Informática PIFER Railway Interiors QSE Tecnologia em Inspeção Prodent Assistência Odontológica Vagas Tecnologia Wheb Informática Ltda.253 6.044 3.1% 199.981 12.474 63.318 4.8% 189.1% 517.188 75.857 133.7% 75.3% 178.893 4.135 24.588 10.1% 392.848 8.3% 64.873 35.171 11.292 14.734 22.434 9.088 5.089 30.911 8.5% 60.0% 237.9% 157.3% 86.235 1.917 188.979 53.268 17.856 14.783 46.781 7.2% 157.Laboratório da Mulher Microlins Formação Profissional Carbo Gás Ltda.4% 73.613 39.114 31.873 2.666 8.6% 114.6% 208.549 28.7% 203.929 3.412 20.0% 65.4% 280.6% Observações: • Os nomes de algumas empresas foram simplificados por razões de espaço ou clareza • Informação do balanço patrimonial fornecida pelas empresas 24 .4% 87.965 5. Linx S.5% 154.466 5. Latin Tec Ltda.009 21.618 7.9% 186.411 9.842 4.246 10.A.2% 117.9% 560.7% 95.1% 83.624 13.757 39.825 12.054 25.0% 161.5% 62.010 5.279 6.932 2.9% 61.507 8.742 3.759 17.634 38.565 34.7% 170.1% 259.5% 373.046 5.6% 250.2% 169.5% 368.598 41.031 23.523 9.4% 168. Construções e Instalações Proguarda Administração e Serviços Lotil FEMME . Seiva Produtos e Serviços A.150 3.141 14.0% 69.772 7.1% 68.8% 122.433 62.Construtora ICEC Setor Varejo Indústria da construção Serviços Eletroeletrônico Indústria da construção Indústria digital Serviços Serviços Indústria da construção Telecomunicações Indústria da construção Serviços Indústria da construção Serviços Serviços Químico e petroquímico Varejo Indústria da construção Serviços Bens de consumo Indústria digital Serviços Indústria digital Bens de capital Serviços Bens de consumo Indústria digital Atacado Serviços Indústria digital Serviços Farmacêutico Indústria digital Varejo Transporte Serviços Serviços Indústria digital Indústria digital Indústria digital Indústria da construção Indústria da construção Receita líquida (R$ mil) 2007 2008 2009 11.053 1. Casagrande Engenharia e Consultoria Portal Educação Akiyama Soluções Tecnológicas Construtora Queiroz Mello Essence Izamar Human Mobile Aliter Construções e Saneamento Ltda.415 7.5% 172.303 2.198 10.918 58.204 50.776 3.9% 66.846 13.2% 175. Termoeste S.913 4.3% 63. CIL .387 73. Fort Knox Tecnol.337 22.004 8.950 17.3% 83.5% 643.213 10. Segurança Bel S.660 5.8% 162.0% 174.555 16.As PMEs que mais crescem no Brasil Ranking das 200 pequenas e médias empresas que registraram as mais altas taxas de expansão em receita líquida entre 2007 e 2009 Empresa 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 Costa & Vieira Ltda.

Setor Automotivo Serviços Serviços Bens de consumo Serviços Atacado Transporte Eletroeletrônico Indústria da construção Indústria da construção Serviços Indústria digital Serviços Indústria digital Serviços Telecomunicações Indústria da construção Papel e celulose Têxtil Indústria da construção Bens de capital Telecomunicações Indústria da construção Serviços Indústria da construção Indústria digital Indústria da construção Farmacêutico Energia Atacado Indústria da construção Serviços Bens de consumo Serviços Serviços Siderurgia e metalurgia Serviços Serviços Indústria da construção Energia Indústria digital Bens de capital Serviços Serviços Receita líquida (R$ mil) 2007 2008 2009 16.2% 49.263 88.9% 104.527 60.219 11.3% 56.A.289 12.378 20.015 162.030 28.760 17.397 61.817 86.851 24.5% 125.266 37.241 94.666 23.399 20.571 58.1% 42.6% 40.7% 129.458 32.143 128.8% 101.4% 132.482 12.224 16.5% 55. Minascontrol Fugro In Situ Geotécnica TCI BPO Conartes Engenharia e Edificações Altus Sistemas de Informática Betonpoxi Engenharia Equiplex Indústria Farmacêutica Ltda.9% 112.918 25.055 12.4% 44.1% 104.0% 110.4% 87.5% 151.8% 96.784 26.0% 142.046 152.0% 45.2% 45.5% 57.1% 43.540 12.027 58.9% 130.9% 38.2% 57.8% 43.229 37.944 29.8% 59.3% 36. Vitsolo ALOG Data Centers do Brasil Solesa Soluções Estruturais Spassu Tecnologia e Serviços Servtec Instalações e Manutenção Barsil Construção Grameyer Domínio Sistemas Librelato Implementos AxisMed AG2 Agência de Inteligência Digital S.710 13.465 17.9% 98.0% 42.054 32.607 78.742 45.8% 46.8% 98.753 10.982 34.3% 130.419 27.348 56.4% 149.2% 45.4% 44.324 14.595 44.872 39.0% 52.121 25.9% 104.119 30.313 98.0% 151.013 6.840 40.402 8.801 6.Edição atualizada Empresa 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86 Valborg Volvo System Marketing IMCSaste Construções GlobalBev Qualidados Engenharia e Informática Agro Tech Atlas Logística Accept Construtora Andrade Mendonça Empresa Construtora Brasil Casa da Saúde São Bernardo Servix Informática Ltda.541 82.0% 50.5% 147.384 70.396 3.505 19.072 6.233 51.766 105.994 41.205 69.9% 44.789 23.892 34.131 50.A.804 146.4% 50.597 6.746 15.965 10.0% 109.5% 152.418 134.238 10.5% 52.0% 37.202 65.389 15.7% 51.5% 55.767 4.444 26.370 10.025 71.307 63.562 143.723 6.934 16.662 107.0% 41.821 18.265 9.164 41.270 34.823 7.8% 49.390 20.818 15.491 6.1% 56.129 5.7% 51.5% 88.971 13.6% 110.9% 148. Starpac Comercial Reserva Natural Cimcop S.5% 59.2% 42.583 11.942 42.956 169.835 89.9% 104.363 32.9% 37.686 14.307 17.237 29.874 17.1% 91.279 7.7% 41.7% 123.594 76.733 9.651 72.3% 118.2% 40.9% 143.916 29.721 86.6% 127.7% 108.5% 89.7% 141.328 133.932 9.033 17.956 52.552 141.126 74.794 72.0% 126.342 12.424 35.9% 109.633 15.0% 98.819 22.5% 122.304 8.416 9.100 21. Dan-Hebert S.140 16.0% 57.4% 49.631 69.382 64.775 10.3% 58.397 Crescimento (%) 2007-09 Anual 154.930 27.668 27.5% 47.567 7.9% 51.1% 51.795 114.5% 132.3% 40.8% 115.628 67.996 41.3% 146.699 17.886 179.0% 124. A Geradora Avansys Tecnologia Hospital São Vicente de São Paulo Bimetal Indústria Metalúrgica Ltda. Santa Izabel Implementos Agrícola Ltda.099 42.453 9.9% As PMEs que mais crescem no Brasil 25 .545 9.A.071 32. Ecom Energia Serilon Brasil Lógica Engenharia ZLS Sanex Comércio e Indústria Veterinária Ltda.4% 107.0% 58.

656 9.8% 24.965 8.5% 35.008 88.327 20.648 17. Caetano Branco Reivax S.376 10.8% 51.402 16.609 15.0% 26.A.5% 57.405 20.512 9.107 41.225 27.663 18.9% 33.1% 48.6% 32.108 16.947 32.9% 73.9% 82.9% 22.995 35.758 16.674 46.850 101. Cerealista Nova Safra Ltda.4% 77.6% 31.4% 25.776 13.867 161.724 116.7% 28.315 19.1% 27.5% 25.9% 60.7% 60.692 102. SRE IBG .790 12.2% 25.682 16.905 142.300 57.4% 23.215 15.602 84.4% 24.0% 84.6% 85.695 19. VOGLER VP Projeto. Sirtec Sistemas Elétricos Master Turismo CINQ Technologies Superpedido Tecmedd Diamaju Agrícola Ltda.657 148.844 16.252 31.223 12.9% 23.114 167.712 9.666 18.7% 65.320 18.801 7.A.702 23.196 66.355 78.106 7.932 59.2% 54.322 7.8% 57.5% 36.8% 49.1% 36.3% 29.4% 77.602 15.0% 54. Prazzo Engenharia Arbore Engenharia CIA.3% 51.679 14.059 Crescimento (%) 2007-09 Anual 86.4% 57.9% 31.8% 65.575 21.461 36.9% 65.5% 28.8% 80.282 37.354 70.Indústria Brasileira de Gases Cryopraxis Criobiologia Ltda.293 11.623 92.615 8.3% 77.9% 28.543 70.553 20.130 50.8% 75.292 5.3% 66.A.7% 33.6% 35.8% 69.8% 26.0% 26.934 94.0% 50.493 34.934 14.4% 23.7% 64. A.132 10.1% 56.7% 63.3% 77.421 5.2% 53.353 89.044 11.1% 27.638 10.3% 32.031 80.026 115.085 39.891 26.414 20.489 26.7% 61.0% 56.621 12.805 23.9% .028 16.2% 63.5% 59.Empresa 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 100 101 102 103 104 105 106 107 108 109 110 111 112 113 114 115 116 117 118 119 120 121 122 123 124 125 126 127 128 129 130 131 132 133 134 135 136 137 138 139 140 141 142 143 26 Setor Varejo Energia Farmacêutico Indústria da construção Atacado Indústria da construção Serviços Indústria digital Atacado Atacado Atacado Indústria da construção Indústria da construção Bens de capital Bens de capital Serviços Indústria digital Serviços Serviços Papel e celulose Indústria digital Indústria digital Serviços Indústria digital Telecomunicações Serviços Químico e petroquímico Serviços Varejo Serviços Automotivo Indústria digital Indústria digital Serviços Bens de consumo Químico e petroquímico Têxtil Serviços Indústria digital Serviços Indústria da construção Farmacêutico Serviços Serviços Serviços Automotivo Serviços Bens de capital Siderurgia e metalurgia Têxtil Serviços Indústria da construção Transporte Indústria digital Bens de consumo Bens de consumo Bens de capital Samaq Sabarálcool S.6% 28.399 29.9% 61.072 36.961 67.1% 30. Perfilline Lepper PA Arquivos Tecno Logys Transbahia Transportes Discover Graticia Produtos Alimentícios S.500 17.606 23.839 8.138 44.4% 58.254 15.379 15.5% 32.715 14.959 10.696 5.846 134. Locaweb Arizona AeC Resource IT Solutions Digitel S.A.085 22.2% 78.8% 22.396 30.3% 76.639 5.297 9.8% 71.310 17. de Móveis Rubberart Kyly Indústria Têxtil ESCAD Rental Premier IT Global Domínio Assessores GB Gabriel barcelar Construções S.561 44.593 11.0% 22.6% 28.789 14.203 11.620 16.2% 67.176 11.924 102.750 7.5% 25.960 141.881 46.4% 64.992 11.768 8. Automação e Controle Hospital Nossa Senhora de Fátima CAS Tecnologia Proguarda Vigilância e Segurança ACF Engenharia Cadersil Industrial Ltda.191 13.483 14.772 23.306 10.495 111.939 24.304 15.1% 81.331 30.152 67. Multilab Indústria Farmacêutica Alphageos Clean Gestão Ambiental Hospital Mater Dei Grupo Motormac Home Health Care Doctor Cristofoli Equipamentos de Biossegurança Ltda.0% 34.363 22.990 179.850 13.010 56.402 17.331 11.4% 30. Instalação e Construção Receita líquida (R$ mil) 2007 2008 2009 17.838 31.478 29. .036 30.4% 57.Açúcar e Álcool ICF .8% 28.8% 76.6% 26.7% 60. ePharma DJ Indus.1% 56.757 46.986 46.2% 24.541 158.268 129.6% 21.849 5.841 7.292 3.735 6.A.4% 56. e Com.8% 73.995 4.6% 75.3% 25.524 9.0% 33.5% 26.188 21.5% 49.1% 28.769 118.140 14.095 72.A.1% 73.866 56.364 49.238 87.2% 54.033 3.2% 25.765 79.1% 25.963 39.084 15.077 86.0% 58.191 9.449 28.343 194.4% 25.898 8. Sol Informática Lincx Sistemas de Saúde Seva Engenharia Certisign Cyberlynxx S.Instituto de Ciências Farmacêuticas Construtora Ribeiro Caram Ltda.4% 32.545 3.8% 33.700 11.610 60. GZT Comércio e Importação S.871 22.1% 26.6% 33.7% 65.9% 32.666 29.629 127.724 6.2% 25.229 15.788 119.665 81.999 41.088 46.518 4.341 14.438 16.131 4.6% 26.6% 34.839 24.5% 74.139 21.257 79.6% 31.007 10.

883 30.6% 47.3% 21.8% 45.341 20.993 104.Soluções.984 125.1% 30. Hotéis Deville Ltda.4% 18.8% 38.6% 28.4% 17.210 59.369 11.948 40.708 14.1% 14.282 26. Mig-PLUS Ferro e Aço Takono S.643 29.388 14.238 110.259 Crescimento (%) 2007-09 Anual 48.250 4.021 9.678 11.682 12.951 29.664 70.9% 31.8% 13.3% 21.818 6.938 27.047 62.496 163.782 31.1% 14. Emac Engenharia Somassey RL Higiene GSW Software Metalúrgica Mardel Lojas Certo Moveis e Eletrodomésticos Dello Cargolift Logística JBR Engenharia Ford Metropolitana Softway S.377 50. Construções e Sistemas Mercantil Bastos Ltda.A.995 142.187 16.A.981 119.7% 33.9% 13.8% 13.3% 21.837 10.5% 33.925 74.110 4.406 18.501 12.5% 18. Conquest One Consultoria e Serviços de TI Ltda.9% 29.A.6% 41.6% 43.299 17.A.021 21.2% 34.5% 13.1% 14.8% 16.1% 18.5% 37.9% 40.1% 17.4% 18.3% 16.405 24.0% 17.4% 16.1% 15.809 56.A.602 18.376 23.112 64.8% 36.131 34.452 11.142 47.5% 35.7% 20.6% 44.841 43.0% 46.9% 20.622 25.1% 30.9% 32.310 36.366 9.740 17.312 123.0% 29.399 117.5% 14.616 4.419 31.625 16.9% 16.475 150.912 19.574 9.276 56.3% 46.248 41.301 16.547 40.961 35.2% 30.0% 15.712 16. Sênior Sistemas Branco Peres Açúcar e Álcool São Rafael Câmaras Frigoríficas SET Sistemas Grupo CJF Farben S.621 17.815 83.628 53.066 42.356 140.027 17.4% 34.3% 32.498 136.061 25.7% 43.7% 29.1% 46. Grupo Ana Rosa Cabletech Cabos Ltda.495 15.9% 45.654 30.050 47.3% 19.1% 13.625 12.3% 21.467 6.8% 15. Sigma Dataserv Newsupri Peruzzo Supermercados N & A Consultores e Associados Icaro Technologies Silvestre Labs Química & Farmacêutica Ltda.666 111. ELLAN BL Informática Ltda.281 11.793 23.9% 41.789 21.4% 17.967 6.617 153.976 44.921 130.A.278 6.297 7.910 89.0% 19.4% 47. Estaf Equipamentos Transpedrosa S.073 32.012 25.8% 33.9% 41.878 23. Mika Alimentos ABC71 Soluções em Informática Ltda. SubWay Link Quality Software S.605 71.084 9. LG Sistemas Mega Sistemas Corporativos AGM Logística Brinquedos Bandeirantes Periquito Alimentos Expresso Jundiaí Construtora Capital Setor Químico e petroquímico Siderurgia e metalurgia Serviços Transporte Indústria digital Indústria digital Varejo Serviços Serviços Farmacêutico Bens de consumo Indústria digital Serviços Siderurgia e metalurgia Indústria digital Serviços Telecomunicações Indústria digital Energia Eletroeletrônico Atacado Serviços Químico e petroquímico Serviços Serviços Indústria digital Bens de capital Indústria digital Varejo Indústria digital Bens de capital Bens de consumo Siderurgia e metalurgia Serviços Bens de capital Serviços Indústria digital Automotivo Varejo Bens de consumo Transporte Serviços Automotivo Indústria digital Bens de capital Varejo Serviços Bens de consumo Indústria digital Serviços Indústria digital Serviços Transporte Bens de consumo Bens de consumo Transporte Indústria da construção Receita líquida (R$ mil) 2007 2008 2009 3.598 18.102 34.029 12.563 113.832 57.270 4.1% 15.157 136.5% As PMEs que mais crescem no Brasil 27 .8% 36.8% 21.437 25.7% 31.445 45.467 156.7% 48.848 20.458 146.270 35.4% 47.431 136.6% 38.4% 15.464 115.296 16.900 44.695 14.765 12.276 15.391 14.021 16.978 15.506 15.158 30.812 10.1% 20.077 62.879 10. Prominas Sênior Solution Ribeiro Veículos Nasajon Sistemas TECVAN Informática Ltda.0% 21.3% 32.500 14.2% 37.9% 41.4% 18.285 101.657 46.6% 35.004 11.1% 19.385 13.434 6.3% 44.4% 14.722 33.710 8.8% 20.5% 28.290 101.6% 30.0% 16.3% 20.1% 36.3% 43.915 10.679 13.932 23.4% 33.9% 14.2% 21.4% 19.954 122.528 114.954 102.607 6.031 23.433 4.2% 13.053 92.7% 14.287 16.749 6.100 8.4% 47.030 26.Empresa 144 145 146 147 148 149 150 151 152 153 154 155 156 157 158 159 160 161 162 163 164 165 166 167 168 169 170 171 172 173 174 175 176 177 178 179 180 181 182 183 184 185 186 187 188 189 190 191 192 193 194 195 196 197 198 199 200 Produquim Armco Staco S.3% 38.0% 21.3% 14.6% 20.973 32.8% 17.376 5.645 16.206 19.328 95.420 32.276 22.452 26.7% 21.1% 14.868 35.454 79. SCS .898 9.8% 29.837 5.439 21.818 91.136 55.6% 47.208 23.9% 46.434 28.351 82.142 59.4% 16.3% 18.7% 43.842 137.9% 31.897 41.241 39.275 22.981 23.781 32.171 10.9% 15.9% 41.006 19.121 19.675 17. Apetit Serviços de Alimentação Cerealista Rosalito Starsoft Cosampa Projetos e Construções Ltda.

uma das seguintes razões: • Classificaram-se em faixas de receita líquida superiores à estabelecida para o último ano-base do estudo (R$ 200 milhões em 2009). • São subsidiárias de grupo empresarial ou instituição com faturamento igual ou superior a R$ 1 bilhão por ano. formado por 40 organizações que responderam ao questionário da pesquisa e que encaminharam suas demonstrações financeiras. • Fazem parte de um conglomerado empresarial com mais de 30% do seu capital controlado por estrangeiros. sob a ótica de empresas especiais As 40 organizações emergentes que já romperam suas fronteiras de crescimento e que hoje apresentam porte superior às empresas do ranking das que mais crescem revelam os seus segredos ao mercado A análise de um grupo de empresas que foram excluídas da amostra desta edição da pesquisa também pode contribuir para o entendimento do novo ciclo de expansão econômica. pelo menos. independentemente da origem do capital. Este conjunto. não foi incluído na amostra por. servindo como referência para as PMEs do País.As bases do crescimento. 28 .

observa-se que menos de um terço das empresas do Grupo Especial consideram a obtenção de recursos como uma barreira para o financiamento das operações. o lançamento de novos produtos e serviços foi apontado. destacam-se a indústria digital e o varejo. mais de 30% de capital estrangeiro. Essas alterações podem ser atribuídas às diferenças de grandeza em termos de faturamento existente entre as duas amostras. ante 18% do ranking. a grande maioria conta com serviços de auditoria independente (97% contra 46% do ranking). Além disso. mas diverge quando o assunto é modelo de gestão. por menos da metade dos respondentes do Grupo Especial. Evolução da receita líquida Ranking e Grupo Especial* Ranking (200 empresas que mais cresceram) Receita líquida (R$ bilhões) 2007-2009 (%) 2007 5. Grupo Especial* (40 empresas) Receita líquida (R$ bilhões) 2007 5. apenas 5% das especiais indicam a disponibilidade de linhas de crédito como um obstáculo no acesso a esses recursos.9 2009 9. A visão sobre as estratégias e exigências do mercado e de negócios com grandes empresas apresenta pontos de semelhança. subsidiária de grupo empresarial com faturamento superior a R$ 1 bilhão por ano. enquanto as pequenas e médias empresas que mais crescem levam mais em conta o relacionamento e fidelização de clientes e os investimentos em recursos humanos. o crescimento médio esperado para 2010 alcançará 40%. com taxa anual de 24% nos últimos dois anos e perspectivas de crescimento médio em torno de 28% para 2010 (78% das empresas do Grupo Especial). A maioria das empresas do Grupo Especial se concentra na região Sudeste (62% da amostra) e contempla praticamente todos os setores econômicos.2 2009 8. ao contrário das empresas que mais crescem. atualmente. contra mais de 50% das empresas da amostra das que mais crescem. como prioridade estratégica. Com relação ao tempo de operação.7 No período 82 Taxa anual 35 Outras diferenças entre as empresas do Grupo Especial com relação à amostra das 200 que mais crescem são: apresentam maior número de sociedades com capital aberto (8% do total). com destaque para a prestação de serviços (aproximadamente 52% da amostra.4 2008 7. Para as 200 que mais crescem. contra mais de 70% do ranking. Em relação aos principais desafios que as organizações deverão enfrentar no médio e longo prazos. registraram maior participação das operações de exportação sobre a receita líquida obtida em 2009. No setor de serviços. No entanto. As empresas do Grupo Especial consideram o controle de custos e a qualidade dos produtos como principais fatores decisivos para o seu crescimento. o que indica um nível de maturidade superior desse grupo com relação ao do ranking. cerca de 40% das empresas do Grupo Especial tem menos de 20 anos. contra 58% das 200 que mais crescem). controle pelo setor público ** Amostra de empresas que apresentaram estimativa de crescimento para 2010 As PMEs que mais crescem no Brasil 29 .5 2008 7. Tanto para as empresas que mais crescem quanto para as especiais. contra 40% das que mais crescem.Este grupo de empresas totalizou receitas líquidas de R$ 86 bilhões em 2009.6 55 2007-2009 (%) Taxa anual 24 No período Crescimento % médio esperado em 2010** Ranking (173 empresas que mais crescem) 40 Grupo Especial (31 empresas)* 28 * Empresas que se encaixam em um ou mais dos critérios seguintes: faturamento superior a R$ 200 milhões em 2009. os investimentos em inovação devem ser priorizados como estratégia para a condução do crescimento.

manifestando intenção semelhante às das 200 que mais crescem. Portanto. Por sua vez. que devem crescer cada vez mais ao passo que o País evolui e torna-se mais globalizado. Assim como as empresas do ranking. enquanto para apenas 14% das 200 que mais crescem o empréstimo de partes relacionadas (mútuos) surge como forma de levantamento de fundos. Entretanto. ao lado do aumento de participação no mercado. As empresas do Grupo Especial pensam em aumentar consideravelmente sua participação em movimentos de fusões e aquisições. de maneira geral. A grande maioria da amostra especial (80%) já possui um planejamento estratégico documentado.Um ponto a destacar é a maior realização de planos de negócios pelo Grupo Especial. quanto às cobranças do mercado. Quanto às fontes de recursos utilizadas pelas empresas para o desenvolvimento de suas atividades. O reinvestimento dos lucros. as empresas devem estar atentas às novas exigências e demandas do mercado e. parte das empresas do ranking desconhecem ou não vislumbram os benefícios advindos de um bom planejamento. esta deve ser uma fonte bastante usada nos próximos anos. objetivos e metas. aparece como principal fonte de recurso. para cerca de 30% do Grupo Especial. apontado por cerca de 70% das amostras. tanto em termos de visão de modelos estratégicos quanto de adequação às exigências do mercado. Independentemente do faturamento realizado. com definição de estratégias. por parte das PMEs que mais crescem. a distância entre as duas realidades dos diferentes grupos não se apresenta tão significativa. 30 . contra menos de dois terços das 200 que mais crescem. aproveitar da melhor forma possível as oportunidades que surgirão com o novo ciclo de crescimento econômico do Brasil. assim. percebe-se que existem muitos pontos em comum entre o posicionamento das PMEs que mais crescem e seus pares do Grupo Especial. Ao final da análise. as diferenças em relação à adoção de um planejamento estratégico e ao atendimento às exigências das grandes empresas remetem à menor atenção. a conquista de novos mercados e a ampliação da carteira de produtos ou serviços são os objetivos mais visados com as transações.

com ou pelo telefone (11) 5186-6686.O conteúdo deste relatório e todos os resultados e análises relacionados à pesquisa “As PMEs que mais crescem no Brasil – Um estudo sobre as empresas que cultivam as bases da sua expansão” foram produzidos pela Deloitte e pela EXAME PME. Para mais informações. A reprodução de qualquer informação inserida neste relatório requer autorização da Deloitte e da EXAME PME. As PMEs que mais crescem no Brasil 31 . contate a Deloitte pelo e-mail comunicacao@deloitte. com o compromisso de citação da fonte.

© 2010 Deloitte Touche Tohmatsu Limited. Acesse www. .com/about para uma descrição detalhada da estrutura jurídica da Deloitte Touche Tohmatsu Limited e de suas firmas-membros.“Deloitte” refere-se à sociedade limitada estabelecida no Reino Unido “Deloitte Touche Tohmatsu Limited” e sua rede de firmas-membros. cada qual constituindo uma pessoa jurídica independente.deloitte. Todos os direitos reservados.

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