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Manual Segurança e Ergonomia

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Segurança e Ergonomia no Trabalho

Jaboticabal – SP 2008

EQUIPE DE ELABORAÇÃO

Conteudistas

Unidade 1 Terezinha Aparecida Macedo • Bacharel em Enfermagem e especialização em Enfermagem do Trabalho

Rosangela Andrade Aukar de Camargo • Bacharel, Mestre e Doutora em Enfermagem pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto-USP. • Bacharel em Pedagogia pela Faculdade Barão de Mauá de Ribeirão Preto.

Unidade 2 – Thiago Ilkiv • Mestre e Licenciado em Educação Física

Revisão técnica Akiko Kanaasawa • • Bacharel em Enfermagem e especialização em Enfermagem do Trabalho Primeira Tesoureira da Associação Nacional de Enfermagem do Trabalho

Apresentação

Prezado(a) aluno(a)

O presente manual tem como objetivo fornecer fundamentação teórica para que o aluno do Curso de Enfermagem do Trabalho compreenda a legislação sobre Segurança no Trabalho e alguns aspectos da Ergonomia. Desta forma, apresenta-se um resgate histórico sobre a Segurança no Trabalho, conceitua-se Acidente do Trabalho e como se faz uma Análise de Risco do Trabalho, sua elaboração, suas etapas e conseqüentemente os seus resultados. Conceitua-se também, legalmente, o que é a Segurança no Trabalho, o que é uma Norma Regulamentadora, e apresenta-se um breve resumo das trinta e três Normas Regulamentadoras, que podem ser acessadas, na íntegra, no próprio site www.mte.gov.br do Ministério do Trabalho e Emprego, por meio do Departamento de Segurança e Medicina no Trabalho. É sabido que prevenção de acidentes não se faz simplesmente com a aplicação de normas, porém elas indicam o caminho obrigatório e determinam limites mínimos de ação para que se alcance, na plenitude, os recursos existentes na legislação. É necessário que se conheça seus meandros e possibilidades e, com isso, conseguir eliminar, ao máximo, os riscos nos ambientes de trabalho. São propostas leituras complementares no final do manual tem o intuito de contribuir para o aprofundamento de seus estudos, algumas optativas e outras obrigatórias. Ao realizá-las procure refletir e discutir com o professor-tutor caso necessário, para que haja maior oportunidade de ampliar seus conhecimentos e elucidar possíveis dúvidas.

Profa. Dra. Rosangela Andrade Aukar de Camargo

Sumário
1. SEGURANÇA NO TRABALHO 1.1 Aspectos históricos 1.2 Normas Regulamentadoras 1.2.1 NR1 – Disposições gerais 1.2.2 NR2 - Inspeção Prévia 1.2.3 NR3 - Embargo ou Interdição 1.2.4 NR4 - Serviços Especializados em Eng. de Segurança e em Medicina do Trabalho 1.2.5 NR 5 - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes 1.2.6 NR 6 - Equipamentos de Proteção Individual - EPI 1.2.7 NR 7 - Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional 1.2.8 NR 8 - Edificações 1.2.9 NR 9 - Programas de Prevenção de Riscos Ambientais 1.2.10 NR 10 - Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade 1.2.11 NR 11 - Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais 1.2.12 NR 12 - Máquinas e Equipamentos 1.2.13 NR 13 - Caldeiras e Vasos de Pressão 1.2.14 NR 14 - Fornos 1.2.15 NR 15 - Atividades e Operações Insalubres 1.2.16 NR 16 - Atividades e Operações Perigosas 1.2.17 NR 17 - Ergonomia 1.2.18 NR 18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção 1.2.19 NR 19 - Explosivos 1.2.20 NR 20 - Líquidos Combustíveis e Inflamáveis 1.2.21 NR 21 - Trabalho a Céu Aberto 1.2.22 NR 22 - Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração 1.2.23 NR23 - Proteção Contra Incêndios 1.2.24 NR 24 - Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho 11 11 15 18 19 20 20 23 44 48 54 55 56 56 56 57 57 57 57 58 58 58 58 59 59 59 58

1.2.25 NR 25 – Resíduos industriais 1.2.26 NR 26 - Sinalização de Segurança 1.2.27 NR 27 - Revogada pela Portaria GM n.º 262, 29/05/2008 Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho no MTB 1.2.28 NR 28 - Fiscalização e Penalidades 1.2.29 NR 29 - Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Portuário 1.2.30 NR 30 - Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário 1.2.31 NR 31 - Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, Pecuária Silvicultura, Exploração Florestal e Aquicultura 1.2.32 NR 32 - Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde 1.2.33 NR 33 - Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinados 2. Ergonomia
2.1

60 60 61 61 61 61 62

62 62 64 64 67 67 67 67 68 68 68 69 69 70 71 72 74 74 75 78

Conceito e aspectos históricos da ergonomia

2.2 Abordagens em ergonomia 2.2.1 Abrangências das Contribuições Ergonômicas 2.2.1.1 Análise de sistema 2.2.1.2 Análise dos postos de trabalho 2.3 Contribuições da ergonomia 2.3.1 Ergonomia de concepção 2.3.2 Ergonomia de correção 2.3.3 Ergonomia de conscientização 2.4 Abordagem interdisciplinar da ergonomia 2.5 Aplicação da ergonomia 2.5.1 Ergonomia da indústria 2.6 Ergonomia: problemas retrospectivos, prospectivos e emergentes 2.6.1 Custos e benefícios da ergonomia 2.6 .2 O futuro da regonomia
2.7

Domínios de especialização da ergonomia

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

GLOSSÁRIO

79

Orientações para auto-estudo

As primeiras páginas deste manual têm caráter didático, uma vez que se destinam a aprofundar e a ampliar seus conhecimentos nesta disciplina. Para tanto, procurou-se estruturá-las de forma a facilitar o seu estudo e dividem-se em: • Caracterização da disciplina: apresenta a carga horária, a ementa, os objetivos gerais e os livros-texto que você poderá consultar. • Contextualização da disciplina: apresenta a relação entre a disciplina ora apresentada, com as demais disciplinas que compõem o curso. • Quadro síntese do conteúdo programático: apresenta os objetivos específicos de cada unidade e uma bibliografia básica que não esgota o assunto estudado. É recomendado a você ampliá-las.

As unidades estão estruturadas da seguinte forma:

Apresentação e desenvolvimento do conteúdo referente a cada unidade, de acordo com a metodologia do ensino à distância, visando à organização de seus estudos e à obtenção de melhores resultados.

Atividades de auto-avaliação que permitirão avaliar seu grau de conhecimento alcançado e ajudá-lo na decisão de prosseguir ou de rever os pontos em que seu desempenho não foi satisfatório.

Leituras e sites que visam a complementar e/ou a ampliar o conteúdo da unidade.

Não se esqueça de que a Educação a Distância baseia-se em auto-estudo. Portanto, são apresentadas algumas sugestões para que você administre melhor seu tempo de estudo: 1. Ao realizar suas leituras, procure questionar-se sobre os seguintes aspectos: Quem escreveu? Quando? Por quê? Quais as idéias principais? Qual a fundamentação teórica? Quais os resultados apresentados pelo autor? 2. Quando terminar seu trabalho, anote todas as informações obtidas. 3. Em seguida, faça um resumo. 4. Avalie o seu trabalho, verificando: o tempo gasto na leitura e o número de informações que você conseguiu captar. 5. Volte ao manual e compare o seu resumo com o texto original: isso representa mais uma atividade que o ajudará a compreender o que não foi assimilado.

Caracterização da disciplina
Curso Enfermagem do Trabalho Disciplina/Módulo Segurança e Ergonomia no Trabalho Carga horária 50 horas Ementa Evolução histórica. A história do prevencionismo. Conceitos de segurança do trabalho. Riscos nas principais atividades profissionais. Estudo dos acidentes do trabalho e suas implicações: causas de acidentes. Agentes de acidentes e fontes de lesão. Importância das normas regulamentadoras NRs. Ergonomia e aspectos históricos e suas implicações na qualidade de vida do trabalhador.

Objetivos gerais


Conceituar Segurança no Trabalho. Compreender as Normas Regulamentadoras. Reconhecer os riscos nas principais atividades profissionais. Conceituar legalmente acidente de trabalho e suas implicações. Conceituar Ergonomia e seus aspectos históricos. Compreender a importância da Ergonomia para a qualidade de vida do trabalhador. Discutir e compreender as bases teóricas e conceituais da Epidemiologia e Vigilância Epidemiológica, indicadores de saúde e a investigação epidemiológica na construção do perfil epidemiológico do trabalhador.

• • • • •

Reconhecer os Sistemas de Informação em Saúde disponíveis no SUS.

Livros-texto

ARAÚJO, G. M. Normas Regulamentadoras Comentadas. 6 ed. Rio de Janeiro: Editora Virtual Ltda., 2007. CARDOSO, M. M.; GRANDJEAN, E. Manual de ergonomia: Adaptando o Trabalho ao Homem. Porto Alegre (RS): Artmed, 2007. GONÇALVES, E. A. Manual de Segurança e Saúde no Trabalho. São Paulo: Editora LTR, 2000. MICHEL, O. Acidentes do Trabalho e Doenças Profissionais. São Paulo: Editora LTR, 2000. OLIVEIRA, J. Acidentes do Trabalho. 3 ed. São Paulo: Editora Saraiva, 2003. SANTOS, M. S. T. S.; SENNE, H. L.; AGUIAR, S. R. L.; MARTINS, Y. A. Segurança e saúde no trabalho em perguntas e respostas: Temas Relacionados às Normas Regulamentadoras. 2 ed. São Paulo: Editora Saraiva, 2007.

UNIDADE 1

1. SEGURANÇA DO TRABALHO Pode se dizer que cada vez mais se busca a segurança no trabalho como forma de melhoria nas empresas, pois cada vez mais a prevenção de riscos é tratada como uma grande jogada para o melhor rendimento da produção, por exemplo. Já não é de hoje que se escuta falar de acidentes provocados, por falta de equipamentos adequados por parte dos funcionários. Por isso cada vez mais as empresas especializadas nesse ramo, de segurança no trabalho vem evoluindo conforme os acidentes vêm ocorrendo. Acidentes geralmente acontecem quando as condições de trabalho ultrapassam os limites naturais que uma pessoa e seu organismo podem suportar, por isso há uma grande probabilidade de isso acarretar no trabalhador alguma espécie de doença, e essa doença neste caso é tratada como uma doença

profissional uma vez que essa doença é possuída devido a fatores físicos, químicos e biológicos, devido ao meio que essa determinada pessoa trabalha. Segurança do trabalho pode ser entendida como os conjuntos de medidas que são adotadas visando minimizar os acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, bem como proteger a integridade e a capacidade de trabalho do trabalhador.

1.1 Aspectos históricos Ao longo da história da sociedade moderna, a prioridade pela produção submeteu o homem a desenvolver atividades que, infelizmente, precarizam a saúde humana. Porém acredita-se que é possível conciliar economia e saúde no trabalho. As doenças aparentemente modernas (stress, neuroses e as lesões por esforços repetitivos), já há séculos vêm sendo diagnosticadas. Os problemas relacionados com a saúde do trabalhador intensificam-se a partir da Revolução Industrial, quando o homem atém então agrícola, passa a trabalhar em locais compartimentados, sob a administração do tempo cronológico e não mais do biológico, como no campo. As doenças do trabalho aumentam, tendo em vista as deploráveis condições de trabalho e da vida das cidades. A Organização Internacional do Trabalho (OIT), criada em 1919, com o advento do Tratado de Versalhes, tem como missão uniformizar as questões trabalhistas, a superação das condições subumanas do trabalho e o desenvolvimento econômico e adota seis convenções destinadas à proteção da saúde e à integridade física dos trabalhadores: limitação da jornada de trabalho; proteção à maternidade; trabalho noturno para mulheres, idade mínima para admissão de crianças e o trabalho noturno para menores (LEGISLAÇÃO DE SEGURANÇA E MEDICINA NO TRABALHO, 2003).

Até os dias atuais desenvolveram-se diversas ações para preserva a qualidade de vida do trabalho, buscando intervir diretamente nas causas e não apenas nos efeitos a que estão expostos os trabalhadores. No Brasil, em 1919, por meio do Decreto Legislativo nº 3.724, de 15 de janeiro de 1919, implantaram-se serviços de medicina ocupacional, com a fiscalização das condições de trabalho nas fábricas. Com o advento da Segunda Guerra Mundial despertou-se uma nova mentalidade humanitária, na busca de paz e estabilidade social. Em 1948, com a criação da Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece-se o conceito de que a “saúde é o completo bem-estar físico, mental e social, e não somente a ausência de afecções ou enfermidades” e que “o gozo do grau máximo de saúde que se pode alcançar é um dos direitos fundamentais de todo ser humano.” “Em 10 de dezembro de 1948, a Assembléia Geral das Nações Unidas, aprova a Declaração Universal dos Direitos Humanos do Homem, que se constitui uma fonte de princípios na aplicação das normas jurídicas, que assegura ao trabalhador o direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, as condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra ao desemprego; o direito ao repouso e ao lazer, limitação de horas de trabalho, férias periódicas remuneradas, além de padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem-estar. Contudo, a reconstrução pós-guerra induz a sérios problemas de acidentes e doenças que repercutem nas atividades empresariais, tanto no que se refere às indenizações acidentárias, quanto ao custo pelo afastamento de empregados doentes. Impunha-se a criação de novos métodos de intervenção das causas de doenças e dos acidentes, recorrendo-se à participação interprofissional” (LEGISLAÇÃO DE SEGURANÇA E MEDICINA NO TRABALHO, 2003, p.9). Em 1949, a Inglaterra pesquisa a ergonomia, que busca adequar o trabalho o homem a realidade do meio ambiente laboral. Na década de 60 inicia-se um movimento social renovado, revigorado e redimensionado marcado pelo questionamento do sentido da vida, o valor da liberdade, o significado do trabalho na vida, o uso do corpo, notadamente nos

países industrializados como a Alemanha, França, Inglaterra, Estados Unidos e Itália. Na Itália, a empresa Farmitália, iniciou um processo de conscientização dos operários quanto à nocividade dos produtos químicos e para a detecção dos problemas. O problema da saúde do trabalhador passa a ser outra ordem, desloca-se da atenção dos para as causas e para as condições e questões do meio ambiente. No início da década de 70, o Brasil é o detentor do título de campeão mundial de acidentes. E, em 1977, com a criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), se reconhece a sua importância Social, capítulo específico à Segurança e Medicina do Trabalho. Trata-se do Capítulo V, Título II, artigos 154 a 201, com redação da Lei nº 6.514/77 (BRASIL, 1994). Posteriormente, o Ministério do Trabalho e Emprego, por meio da Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho, hoje denominado Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho, regulamenta os artigos contidos na CLT por meio da Portaria nº 3.214/78, criando as trinta e três Normas Regulamentadoras NRs. Com a publicação da Portaria nº 3214/78 se estabelece a concepção de saúde ocupacional (BRASIL, 1999). Em 1979, a Comissão Intersindical de Saúde do Trabalhador, promove a Semana de Saúde do Trabalhador com enorme sucesso e em 1980 essa comissão de transforma no Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes do Trabalho. Os eventos dos anos seguintes enfatizaram a eliminação do risco de acidentes, da insalubridade ao lado do movimento das campanhas salariais. Os diversos Sindicatos dos Trabalhadores, como o das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas, tiveram fundamental importância denunciando as condições inseguras e indignas observadas no trabalho. Mas o ordenamento jurídico, só ocorre com a Constituição de 1988, marco principal da saúde do trabalhador. Está garantida a redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança. E, ratificadas as Convenções 155 e 161 da OIT, que também regulamentam ações para a

preservação da Saúde e dos Serviços de Saúde do Trabalhador. As conquistas introduzem novas mentalidades, para o pleno exercício do direito que todos devem ter à saúde e ao trabalho protegido de riscos ou das condições perigosas e insalubres que põem em risco a vida, a saúde física e mental do trabalhador. A proteção à saúde do trabalhador fundamenta-se, constitucionalmente, na tutela “da vida com dignidade”, e tem como objetivo primordial a redução do risco de doença, como exemplifica o art. 7º, inciso XXII, e também o art. 200, inciso VIII, que protege o meio ambiente do trabalho, além do art. 193, que determina que “a ordem social tem como base o primado do trabalho, e como objetivo o bem-estar e a justiça sociais” (BRASIL, 1994). Os problemas referentes à segurança, à saúde, ao meio ambiente e à qualidade de vida no trabalho vêm ganhando importância no Governo, nas entidades empresariais, nas centrais sindicais e na sociedade como um todo. O Ministério do Trabalho e Emprego tem como meta a redução dos de acidentes do trabalho no País. Para isso deve haver a conjunção de esforços de todos os setores da sociedade e a conscientização na aplicação de programas de saúde e segurança no trabalho.

1.2 Normas Regulamentadoras As questões de Segurança e Saúde no trabalho são objeto de extensa regulamentação legal. No Brasil a Legislação de Segurança do Trabalho compõese de Normas Regulamentadoras (NRs), outras leis complementares, como portarias e decretos e também as convenções Internacionais da Organização Internacional do Trabalho, ratificadas pelo Brasil. As NRs destacam as responsabilidades e atribuições para implementar as Normas de Segurança e Saúde no local de trabalho. Na área trabalhista, a Consolidação das Leis do Trabalho – CLT inclui a disciplina de Segurança e medicina que havia sido aprovada em 1943. Posteriormente, foram incorporados à CLT inúmeros dispositivos. Entre eles,

destacaram-se as Normas Regulamentadoras (NRs) aprovadas inicialmente em 1978. Cada Norma dedica-se a um aspecto especial da prevenção dos acidentes do trabalho e das doenças profissionais. As NRs definem condições de insalubridade e periculosidade (BRASIL, 1999). A legislação prevê, inclusive, a responsabilidade civil e criminal dos empregados e dos empregadores pelo descumprimento dos preceitos estabelecidos por ela. CURIOSIDADES O que é uma "NR"? "NR" é a abreviatura de "Norma Regulamentadora", nomenclatura utilizada pela Portaria n. 3.214/78, emitida pelo Ministério do Trabalho, para regulamentar a Lei n. 6.514, de 22 de dezembro de 1977. De que trata a Lei n. 6.514? Esta lei alterou o chamado "Capítulo V do Título II" da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A Consolidação já existia desde 1943 e, com a alteração introduzida por esta lei, ampliou bastante as exigências de cuidados com a saúde e a segurança no trabalho. Onde se encontra esta lei? O conteúdo desta lei já foi transcrito para a CLT. Quando você estiver lendo o Capítulo V do Título II da CLT, você estará lendo os artigos que a Lei n. 6.514/77 determinou. Mas como surgiram as NRs afinal? A Lei n. 6.514/77 mandava, em vários artigos, que o Ministério do Trabalho emitisse normas que regulamentassem com mais detalhes os assuntos que a própria lei estava trazendo. Então, em junho de 1978, o Ministério do Trabalho editou a Portaria n. 3.214. Esta Portaria é constituída de "capítulos" que receberam a denominação de Normas Regulamentadoras e é este o modelo que existe até hoje. Algumas NRs já foram alteradas depois de 1978 mas continuam fazendo parte da mesma Portaria (n. 3.214, do Ministério do Trabalho). Fonte: http://www.prontomed.med.br/nr7.html Acesso em: 17/09/08

Para o Enfermeiro do Trabalho, estudar e aprofundar o estudo da Ergonomia e sua regulamentação no Trabalho, através das trinta e três (33) Normas Regulamentadoras irá fundamentar legalmente suas intervenções na promoção, na prevenção e reabilitação da saúde do trabalhador, são elas: Norma Regulamentadora Nº 1 - Disposições Gerais Norma Regulamentadora Nº 2 - Inspeção Prévia Norma Regulamentadora Nº 3 - Embargo ou Interdição Norma Regulamentadora Nº 4 - Serviços Especializados em Eng. de Segurança e em Medicina do Trabalho Norma Regulamentadora Nº 5 - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes Norma Regulamentadora Nº 6 - Equipamentos de Proteção Individual - EPI Norma Regulamentadora Nº 7 - Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional Norma Regulamentadora Nº 8 - Edificações Norma Regulamentadora Nº 9 - Programas de Prevenção de Riscos Ambientais Norma Regulamentadora Nº 10 - Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade Norma Regulamentadora Nº 11- Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais Norma Regulamentadora Nº 11 Anexo I - Regulamento Técnico de Procedimentos para Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Chapas de Mármore, Granito e outras Rochas Norma Regulamentadora Nº 12 - Máquinas e Equipamentos Norma Regulamentadora Nº 13- Caldeiras e Vasos de Pressão Norma Regulamentadora Nº 14 - Fornos Norma Regulamentadora Nº 15 - Atividades e Operações Insalubres Norma Regulamentadora Nº 16 - Atividades e Operações Perigosas Norma Regulamentadora Nº 17 - Ergonomia Norma Regulamentadora Nº 17 Anexo I - Trabalho dos Operadores de Checkouts

Norma Regulamentadora Nº 17 Anexo II - Trabalho em Teleatendimento / Telemarketing Norma Regulamentadora Nº 18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção Norma Regulamentadora Nº 19 - Explosivos Norma Regulamentadora Nº 19 Anexo I - Segurança e Saúde na Indústria de Fogos de Artifício e outros Artefatos Pirotécnicos Norma Regulamentadora Nº 20 - Líquidos Combustíveis e Inflamáveis Norma Regulamentadora Nº 21 - Trabalho a Céu Aberto Norma Regulamentadora Nº 22 - Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração Norma Regulamentadora Nº 23 - Proteção Contra Incêndios Norma Regulamentadora Nº 24 - Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho Norma Regulamentadora Nº 25 - Resíduos Industriais Norma Regulamentadora Nº 26 - Sinalização de Segurança Norma Regulamentadora Nº 27 - Revogada pela Portaria GM n.º 262, 29/05/2008 - Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho no MTB Norma Regulamentadora Nº 28 - Fiscalização e Penalidades Norma Regulamentadora Nº 29 - Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Portuário Norma Regulamentadora Nº 30 - Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário Norma Regulamentadora Nº 30 - Anexo I - Pesca Comercial e Industrial Norma Regulamentadora Nº 31 - Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, Pecuária Silvicultura, Exploração Florestal e Aquicultura Norma Regulamentadora Nº 32 - Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde Norma Regulamentadora Nº 33 - Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinados

A seguir, segue-se alguns comentários sobre as normas regulamentadoras, que poderão ser pesquisadas na íntegra no site do Ministério do Trabalho: http://www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/Default.asp .

1.2.1 NR 1 – Disposições Gerais A primeira norma regulamentadora do trabalho, “Disposições Gerais”, estabelece o campo de aplicação de todas as Normas Regulamentadoras de segurança e saúde ocupacional, bem como os direitos e obrigações do governo, dos empregados e dos trabalhadores. Ë de competência das Delegacias Regionais do Trabalho promover e fiscalizar o cumprimento das normas de segurança e medicina do trabalho. Segundo Araújo (2007) o empregador deve elaborar ordens de serviço sobre segurança e medicina do trabalho para garantir um ambiente de trabalho saudável e seguro. E ainda elaborar treinamentos com objetivos de prevenir e limitar riscos. E ainda, em caso de terceirização a empresa contratante é responsável solidária em relação à segurança e saúde de cada empregado contratado para executar tarefas em seu local de trabalho, ou mesmo fora dele. Esta NR regulamenta que o empregado é obrigado a utilizar os equipamentos de proteção individual fornecido pela empresa e a realizar os exames médicos previstos na norma. A legislação garante que o empregador poderá tomar medidas disciplinares em quatro etapas: advertência oral; escrita; suspensão sem pagamento e dispensa por justa causa (CLT) para aqueles trabalhadores que não utilizarem os equipamentos de segurança (BRASIL, 1999). 1.2.2 NR 2 – Inspeção Prévia A inspeção prévia da instalação do bem patrimonial (prédio da empresa) busca estabelecer o mínimo necessário de segurança para o seu funcionamento.

Araújo (2007) esclarece que a inspeção prévia assegura o funcionamento da empresa livre de riscos de acidentes ou doenças ocupacionais nas atividades realizadas pelos trabalhadores. Compete ao Órgão regional do Ministério do Trabalho realizar esta vistoria e emitir um Certificado de Aprovação de Instalação (CAI). As empresas que tiverem feito mudanças importantes ou ampliações em suas instalações também devem regularizar o CAI. Se uma empresa deixar de solicitar a inspeção prévia, não há multa prevista, porém o estabelecimento que não atender ao disposto naqueles itens fica sujeito ao impedimento de seu funcionamento até que seja cumprida a exigência deste artigo (ARAÚJO, 2007). As empresas que iniciam suas atividades sem este certificado deverão encaminhar uma Declaração de suas Instalações ao Órgão regional do Ministério do Trabalho. O atendimento da NR-2 não livra a empresa de uma ação de fiscalização, podendo ser autuada por qualquer irregularidade com relação ao não cumprimento às exigências previstas nas demais NR (BRASIL, 1999). 1.2.3 NR 3 – Embargo ou Interdição Numa fiscalização ou inspeção prévia, o Delegado Regional do Trabalho poderá interditar estabelecimento, setor de serviço, máquina ou equipamento se o mesmo identificar situações de risco grave e eminente que coloque em risco a integridade física do trabalhador. Araújo (2007) afirma que em caso do embargo ou interdição, deverão ser determinadas, o mais rápido possível, as medidas ou ações que deverão ser adotadas para que se possa prevenir acidentes ou doenças profissionais. Durante a paralisação do serviço, em decorrência da interdição ou embargo, os empregados receberão os salários como se estivessem em exercício. 1.2.4 NR 4 - Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho

Trata da obrigatoriedade, por parte das empresas privadas e públicas, dos órgãos públicos da administração direta e indireta e dos poderes legislativo e judiciário, de manterem Serviços Especializados em engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMET), com finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho, caso tenham registrado cinqüenta ou mais empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) (BRASIL, 1999). O dimensionamento do SESMET depende do grau de risco da atividade principal do local e do seu número total de empregados. A empresa é responsável pelo cumprimento da NR-4, devendo assegurar aos componentes do SESMET, o exercício e o cumprimento de suas atribuições exclusivamente na área de segurança do trabalho. Os profissionais especialistas que constituem o serviço de Engenharia de Segurança e Medicina do trabalho são cinco. Sendo três deles de formação em nível superior: Engenheiro de Segurança do Trabalho, Médico do Trabalho e Enfermeiro do trabalho. E dois profissionais de nível técnico: Técnico de Segurança do Trabalho e Auxiliar de Enfermagem do trabalho (BRASIL, 1999). Segundo PILLEGI SOBRINHO (2008), o SESMT bem estruturado organiza a empresa, melhorando a qualidade de vida no trabalho, que reflete na produtividade e na qualidade dos produtos, além da melhoria nas relações de toda a equipe de profissionais. A NR apresenta o Quadro I com o risco que cada trabalhador está submetido por atividade exercida e o Quadro II com o dimensionamento de pessoal, considerando o número de empregados no estabelecimento e o grau de risco.
Grau de Risco N.º de Empregados no estabelecimento 50 a 10 0 10 1a 25 0 25 1a 50 0 501 a 1.00 0 1 1.00 1a 2000 2.00 1a 3.50 0 1 1* 1 1* 3.50 1a 5.00 0 2 1 1 1* 1 Acima de 5000 Para cada grupo De 4000 ou fração acima 2000** 1 1* 1 1*

1

Técnico Seg. Trabalho Engenheiro Seg. Trabalho Aux. Enferm. do Trabalho Enfermeiro do

1

1*

Trabalho Médico do Trabalho 2 Técnico Seg. 1 1 2 5 1 Trabalho 1* 1 1 1* Engenheiro Seg. 1 1 1 1 Trabalho 1 Aux. Enferm. do 1* 1 1 1 Trabalho Enfermeiro do Trabalho Médico do Trabalho 3 Técnico Seg. 1 2 3 4 6 8 3 Trabalho 1* 1 1 2 1 Engenheiro Seg. 1 2 1 1 Trabalho 1 Aux. Enferm. do 1* 1 1 2 1 Trabalho Enfermeiro do Trabalho Médico do Trabalho 4 Técnico Seg. 1 2 3 4 5 8 8 3 Trabalho 1* 1* 1 1 2 2 1 Engenheiro Seg. 1 1 2 1 1 Trabalho 1 Aux. Enferm. do 1* 1* 1 1 2 2 1 Trabalho Enfermeiro do Trabalho Médico do Trabalho (*) Tempo parcial (mínimo de três horas) OBS: Hospitais, Ambulatórios, Maternidade, Casas de (**) O dimensionamento total deverá ser feito Saúde e Repouso, Clínicas e estabelecimentos similares levando-se em consideração o dimensionamento com mais de 500 (quinhentos) empregados deverão de faixas de 3501 a 5000 mais o dimensionamento contratar um Enfermeiro em tempo integral. do(s) grupo(s) de 4000 ou fração acima de 2000. Tabela 1. Quadro II - Dimensionamento do SESMT Fonte: http://www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_04d.pdf

Quando o dimensionamento do SESMT exigir a presença dos Técnicos de Segurança do Trabalho e Auxiliar de Enfermagem do Trabalho, a carga horária será de 8 horas durante o período administrativo. O tempo integral de 6 horas para os Engenheiros de Segurança, Médicos do Trabalho e Enfermeiros do Trabalho somente será aplicado nos casos em que o dimensionamento exigir a presença destes profissionais com parte integrante na formação do SESMT (SANTOS et al, 2007).

1.2.4.1 Aspectos principais A finalidade do SESMT é promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho. É vedado, ao profissional especializado em Segurança e em Medicina do Trabalho, o exercício de outras atividades na empresa, durante o horário de sua atuação no SESMT (ARAÚJO, 2007). A empresa, após a organização de seu serviço especializado (SESMT), contratando os respectivos profissionais com o dimensionamento previsto no Quadro II da NR-4, deverá providenciar o registro junto ao órgão regional do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Santos et AL (2007) orienta que a NR determina ao SESMT as seguintes responsabilidades: 1- Aplicar seus conhecimentos para reduzir até eliminar os riscos à saúde do trabalhador; 2- A utilização dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) deverá ser utilizada após esgotados todos ao meios conhecidos para a eliminação do risco. 3- Colaborar na realização de projetos e na implantação de novas instalações físicas e tecnológicas de equipamentos que envolvam o conhecimento as Normas de Segurança; 4- Responsabilizar-se pela orientação e cumprimento das NRs dentro da empresa; 5- Promover campanhas de conscientização e educação sobre segurança do trabalho; 6- Manter permanente relacionamento com a CIPA, atendendo-a, conforme dispõe a NR-5 (comentários na seqüência); 7- Esclarecer e conscientizar os funcionários sobre os riscos de acidentes do trabalho, uso adequado de EPIs, doenças ocupacionais e estimulando-os a preveni-los; 8- Documentar e analisar todas as ocorrências de acidentes e doenças ocupacionais dentro da empresa e propor melhorias;

9- Registrar mensalmente os dados referentes aos acidentes e doenças ocupacionais preenchendo os requisitos constantes nos quadros III, IV, V e VI da NR; 10- Elaborar planos de controle de efeitos em situação de emergência (catástrofe como incêndio, vendavais e enchentes). Toda a equipe de funcionários, a começar pela presidência da empresa, deve estar envolvida com os propósitos da Segurança e Saúde no Trabalho (PILLEGI SOBRINHO, 2008). 1.2.5 NR 5 - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes Prever acidentes é a forma mais adequada de evitá-los, para isso existe uma comissão que atua nesse controle de prevenção de acidentes. A CIPA, Comissão interna de prevenção de acidentes, tem como visão a segurança e saúde do trabalhador em seu ambiente de trabalho. Essa comissão a CIPA surgiu em 1921, e se tornou uma determinação legal no Brasil em 1943. A comissão CIPA é interpretada e conceituada pela sua própria sigla descrita: Comissão: é um grupo de pessoas que são responsáveis a tratar determinados assuntos. Interna: significa que essa comissão tem poder para atuar apenas na empresa onde está trabalhando. Prevenção: seria o conjunto de medidas que tem de ser tomadas antes, para evitar possíveis danos materiais, ou doenças, por exemplo. Acidentes: seria algo inusitado, ou seja, algo que acontecesse por acaso, alguma coisa imprevista. A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (CIPA) é obrigatória para as empresas que possuam empregados com vínculo empregatício regido pela CLT. A CIPA deve ser composta de representantes dos empregados e do empregador e tem como finalidade a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho (ARAÚJO, 2007).

A CIPA como já foi dito tem como objetivo principal a prevenção de possíveis acidentes e doenças que são causados por trabalho sem condições de segurança, e assim preserva a vida e principalmente cuida da saúde do trabalhador. Para a composição da CIPA existem três tipos de níveis de risco que serão apresentados nos anexos, esses níveis de risco são determinados conforme o numero de funcionários da empresa, e o possível grau de risco que esse trabalho pode possuir. A CIPA deve ser constituída por estabelecimento, ou seja, por endereço. A empresa que possuir vários estabelecimentos em um mesmo município deve garantir a integração da CIPA de acordo com a Classificação Nacional de Atividades Econômicas1 (CNAE) da empresa e número de empregados no estabelecimento da empresa (BRASIL, 1999). Os representantes dos empregados são eleitos através do voto secreto e o representante do empregado é por ele designado. É preciso salientar que o empregador deverá garantir que seus indicados tenham representação necessária para a discussão e o encaminhamento das soluções de questões de segurança e saúde nos trabalhos analisados pela CIPA. Ao empregador caberá a indicação do presidente da CIPA e, através de votação entre os membros titulares, representantes dos empregados à escolha do vice-presidente (BRASIL, 1999). Os Cipeiros, no instante da sua inscrição, passam a ter estabilidade pelo período de seu mandato e mais 1 (um) ano a que se segue. A nova CIPA constituída deverá tomar posse no primeiro dia útil após o término do mandato anterior, quando seus componentes decidirão quanto à escolha de um secretário e de seu substituto que poderá pertencer ao grupo ou não (SANTOS et al, 2007). As atas de posse e de eleição da CIPA deverão ser protocoladas na Delegacia Regional do Trabalho (DRT), com o calendário anual de reuniões em anexo. Após seu registro, a CIPA não poderá ser alterada ou reduzida, exceto no caso de encerramento das atividades ou redução do número de empregados (SANTOS et al, 2007).
1

Disponível em: http://www.receita.fazenda.gov.br/PessoaJuridica/CNAEFiscal/cnaef.htm Acesso em: 17/09/08.

1.2.5.1 Funcionamento e Treinamento A CIPA terá reuniões ordinárias mensais, de acordo com o calendário previamente estabelecido. A empresa poderá ser autuada, se no horário das reuniões a fiscalização comparecer ao estabelecimento e verificar a não realização da reunião. As reuniões terão atas assinadas pelos presentes com encaminhamento de cópias para todos os membros. As atas ficarão no estabelecimento à disposição dos Agentes da Inspeção do Trabalho. A CIPA poderá se reunir extraordinariamente quando houver denúncias de situações de risco grave e eminente que determine aplicação de medidas corretivas de emergência (BRASIL, 1999). O membro titular da CIPA perderá o mandato, faltando a mais de quatro reuniões sem justificativa, e a mesma será suprida por suplente, obedecendo a ordem de colocação decrescente registrada na ata da eleição, devendo o empregador comunicar à unidade do MTE as alterações e justificar os motivos (BRASIL, 1999). A empresa deverá promover aos representantes da CIPA titulares e suplentes, o treinamento, conforme programa do MTE, com carga horária de vinte horas-aula distribuídas em no máximo oito horas diárias e será realizado durante o expediente que, ao final, emitirá certificado. O treinamento poderá ser ministrado pelo SESMT da empresa se houver, outra entidade patronal ou por profissional que possua conhecimento aos temas ministrados (SANTOS et al, 2007). 1.2 5.2 Atribuições Cabe à CIPA, identificar os riscos do processo de trabalho, e elaborar o mapa de riscos, com a participação do maior número de trabalhadores, com assessoria do SESMT, onde houver. A CIPA não tem como atribuição fazer avaliações quantitativas para identificação dos riscos. A atribuição de medir e quantificar os riscos são do SESMT, ou do responsável pelo Programa de

Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA)2. A CIPA deve identificar os riscos para poder elaborar o mapa de riscos3 que é uma metodologia de avaliação qualitativa e subjetiva dos riscos presentes no trabalho. A NR não preconiza a metodologia a ser adotada e poderá utilizar tecnologias mais avançadas (SANTOS et al, 2007). A CIPA deve elaborar um plano de trabalho que possibilite a ação preventiva na solução de problemas de segurança e saúde no trabalho. O plano deverá conter objetivos, metas, cronograma de execução e estratégia de ação, de forma simplificada e clara, caracterizado pela visão proativa. Pode estar estruturado na própria ata, não necessitando constituir documento separado. É importante que a empresa garanta aos membros da CIPA o tempo necessário para que este plano seja elaborado e monitorado (ARAÚJO, 2007). Por outro lado, a CIPA deve programar e realizar o controle das medidas de proteção uma vez que o conhecimento da realidade do trabalho é fundamental para que se estabeleça controle dos riscos. Segundo Santos et al (2007), a CIPA deve:
1.

realizar, periodicamente, verificações nos ambientes e condições de trabalho visando a identificação de situações que venham a trazer riscos para a segurança e saúde dos trabalhadores;

2. realizar, a cada reunião, avaliação do cumprimento das metas fixadas em seu plano de trabalho e discutir as situações de risco que foram identificadas; 3. divulgar aos trabalhadores informações relativas à segurança e saúde no trabalho;
4.

participar, com o SESMT, quando houver, das discussões promovidas pelo empregador, para avaliar os impactos de alterações no ambiente e processo de trabalho relacionados à segurança e saúde dos trabalhadores. Item importante num mundo onde as transformações tecnológicas e administrativas estão na pauta do dia, inserindo na realidade do trabalho novos perigos e riscos, que precisam ser conhecidos e avaliados pelo SESMT;

2 3

Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, NR 9. O Mapeamento de risco no Brasil, surgiu através da portaria nº 05 de 20/08/92, modificada pelas portarias nº 25 de 29/12/94 e portaria 08 de 23/02/99, tornando obrigatória a sua elaboração pelas CIPA´s.

5.

requerer ao SESMT, quando houver, ou ao empregador, a paralisação de máquina ou setor onde considere haver risco grave e iminente à segurança e saúde dos trabalhadores. A paralisação das atividades está consignada na Convenção 155 da Organização Internacional do Trabalho OIT e na NR 09, da Portaria 3.214/78, no seu Artigo 13 (BRASIL, 1999):

“Em conformidade com a prática e as condições nacionais, deverá ser protegido, de conseqüências injustificadas, todo trabalhador que julgar necessário interromper uma situação de trabalho por considerar, por motivos razoáveis, que ela envolve um perigo iminente e grave para sua vida ou sua saúde”. E ainda: “ O empregador deverá garantir que, na ocorrência de riscos ambientais nos locais de trabalho que coloquem em situação de grave e iminente risco um ou mais trabalhadores, os mesmos possam interromper de imediato suas atividades, comunicando o fato ao superior hierárquico direto para as devidas providências” (NR 9 – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, PT SSST n° 25, de 29.12.94, DOU de 30.12.94, republicada no de 15.02.95).
6.

colaborar no planejamento e implantação do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO-NR7) e PPRA e de outros programas relacionados à segurança e saúde no trabalho. O Plano de Trabalho da CIPA deverá estar em sintonia com os programas de prevenção adotados pela empresa; divulgar e promover o cumprimento das Normas Regulamentadoras, bem como cláusulas de acordos e convenções coletivas de trabalho, relativas à segurança e saúde no trabalho; participar, em conjunto com o SESMT, onde houver, ou com o empregador da análise das causas das doenças e acidentes de trabalho e propor medidas de solução dos problemas identificados; requisitar ao empregador e analisar as informações sobre questões que tenham interferido na segurança e saúde dos trabalhadores; requisitar à empresa as cópias das Comunicações de Acidentes de Trabalho (CAT) emitidas; A CIPA é a instância de prevenção de acidentes dentro das empresas. Deve conhecer o perfil acidentário da mesma. É importante

7.

8.

9.

acrescentar que a CAT4 é emitida, segundo a lei n.º 2.173, em quatro vias, sendo uma para a empresa, uma para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), uma para o empregado acidentado e outra para o sindicato que o representa;
10.

promover, anualmente, em conjunto com o SESMT, onde houver, a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (SIPAT); participar, anualmente, em conjunto com a empresa, de Campanhas de Promoção da Saúde e Prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis; Cabe ao empregador proporcionar aos membros da CIPA os meios

11.

necessários ao desempenho de suas atribuições, garantindo tempo suficiente para a realização das tarefas constantes do plano de trabalho. Cabe a CIPA participar em conjunto com o SESMT, quando houver, ou com o empregador, a análise das causas das doenças e acidentes de trabalho. Além disso, no caso de acidente grave, a CIPA deverá reunir-se extraordinariamente, para análise e proposição de medidas de caráter corretivo. A investigação de acidentes não poderá ter aspecto punitivo, pois o objetivo maior não é descobrir culpados, mas sim causas que provocam os acidentes, para que seja evitada a sua repetição (ARAÚJO, 2007). Assim ao empregador deve:  Adquirir o material adequado ao risco da atividade: pois assim o risco de acidentes diminui muito, adquirindo o material certo, como por exemplo protetores para ouvidos, assim o empregado que trabalha nesse meio terá como se proteger desses ruídos o que poderia acarretar em problemas auditivos ou mesmo doenças causadas por esse ruídos.  Exigir seu uso: de nada adiantaria adquirir produtos se seus funcionários não os utilizassem.  Fornecer somente o EPI aprovado pelo órgão nacional competente: sim essa é uma medida das mais importantes, pois comprar equipamentos sem a qualidade adequada poderia prejudicar os trabalhadores ou mesmo
4

O Manual com as instruções e o local para o cadastramento on-line da Comunicação do Acidente de Trabalho encontra-se disponível no site do Ministério da Previdência Social http://www.dataprev.gov.br/servicos/cat/cat.shtm .

acarretar acidentes, por isso existe um controle rigoroso de qualidade para esse tipo de equipamentos.  Orientar e treinar o trabalhador quanto a seu uso, guarda e conservação: guardar os equipamentos em lugares adequados, ou seja lugares não muito úmidos nem de muito calor ou frio, tudo isso obedecendo as especificações técnicas do equipamento, o treinamento dos determinados equipamentos, também é importante para eles terem uma vida útil maior, e serem melhores aproveitados.  Substituir imediatamente quando extravio ou danificado: com certeza se o equipamento for extraviado adquirir outro equipamento é a medida a se tomar, já que este equipamento torna-se essencial ao trabalhador, ou mesmo se estragar, verificar o porque do equipamento ter estragado, se foi por ser de baixa qualidade, ou mesmo se foi por falta de cuidados do trabalhador para com este.  Comunicar ao MTE qualquer irregularidade observada: como já foi dito zelar pelo equipamento é de extrema importância, por isso se houver alguma irregularidade com o equipamento os órgãos responsáveis deverão ser solicitados, e informados daquele determinado problema ocorrido. Por outro lado, os pontos importantes que cabem ao empregado são:  Usar utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina: isso é um fator importante, pois o empregado tem que usar o equipamento apenas na empresa, o uso de determinado equipamento para outros fins, pode danificar o produto ou mesmo um possível extravio do mesmo fora da empresa, poderia prejudicar financeiramente a empresa em questão.  Responsabilizar-se por sua guarda e conservação: cabe ao empregado saber onde guardar determinado equipamento e zelar por ele uma vez que este é um instrumento de seu trabalho.  Comunicar qualquer alteração que o torne impróprio para o uso: esse fator é importante para um bom andamento da empresa, uma vez que o uso de um equipamento danificado prejudica tanto a empresa quanto o

empregado, por isso se o equipamento já estiver estragado quando for adquirido precisa-se comunicar, pois esse aparelho pó ser de baixa qualidade, e os outros funcionários poderão futuramente se deparar com o mesmo problema.  Cumprir as determinações do empregador sobre seu uso adequado: como já foi falado, alguns tópicos anteriormente, o empregador de treinar seu empregado para ele saber usá-lo corretamente, e o empregado precisa adquirir corretamente estas informações para que ele use adequadamente o equipamento. 1.2 5.3 Mapa de Risco O mapa de risco é a representação gráfica dos pontos de riscos nos diferentes setores das empresas, e é representado por meio de círculos de diferentes tamanhos e cores. O Mapeamento de Risco Ambiental é um levantamento dos locais de trabalho apontando os riscos que são sentidos e observados pelos próprios trabalhadores de acordo com a sua sensibilidade. Para efetivar o Mapeamento, coleta-se informações para que seja estabelecido o diagnóstico da situação de segurança e saúde no trabalho da empresa. A atividade possibilita, durante a sua elaboração, a troca e a divulgação de informações entre os trabalhadores, estimulando sua participação nos programas de prevenção e a conscientização a respeito dos riscos no ambiente de trabalho. É um instrumento que pode ajudar a diminuir a ocorrência de acidentes do trabalho e a incidência de doenças ocupacionais, que interessa sobremaneira aos empresários e trabalhadores (BENATTI; NISHIDE, 2000). Araújo (2007) esclarece que o fato de ser identificado algum tipo de risco não significa que a empresa seja insalubre. É necessário supervisionar o uso dos equipamentos de proteção individual e coletiva e, se os mesmos estão protegendo o trabalhador.

A CIPA deve conhecer o quadro que classifica os riscos ocupacionais em grupos. A Tabela 2 apresenta uma descrição dos riscos. Existem cinco tipos de riscos, cada um representado por uma cor.

TIPO DE RISCO Químico Físico Biológico Ergonômico Mecânico COR Vermelho Verde Marrom Amarelo Azul Agentes Causadores Fumos metálicos e vapores Ruído e ou som muito alto Microorganis mos (Vírus, bactérias, protozoários) Má postura do corpo em relação ao posto de trabalho Equipamento s inadequados , defeituosos ou inexistentes Gases asfixiantes H, He, N eCO2 Oscilações e vibrações mecânicas Lixo hospitalar, doméstico e de animais Trabalho estafante e ou excessivo Máquinas e equipamento sem Proteção e ou manutenção Pinturas e névoas em geral Ar rarefeito e ou vácuo Esgoto, sujeira, dejetos Falta de Orientação e treinamento Risco de

Tabela 3. Descrição dos Riscos Fonte: http://www.areaseg.com/sinais/mapaderisco.html Acesso em 17/09/08
1.25.3.1

Riscos Físicos

São considerados riscos físicos: ruídos, vibrações, radiações ionizantes (raio-x, alfa , gama), radiações não-ionizantes (radiação do sol, radiação de solda), temperaturas extremas (frio ou calor), pressões anormais e umidade. O ruído é definido como um som indesejável, produto das atividades diárias da comunidade. O som representa as vibrações mecânicas da matéria através do qual ocorre o fluxo de energia na forma de ondas sonoras. Dependendo do nível, tempo de exposição e susceptibilidade do individuo, os efeitos podem ser irreversíveis (ARAÚJO, 2007). O isolamento acústico e protetores auriculares atenuam os efeitos. Os principais efeitos nocivos da exposição ao ruído sobre o organismo são: cansaço, irritação,taquicardia, perda auditiva, problemas digestivos, dor de cabeça. Vibração é qualquer movimento que o corpo executa em torno de um ponto fixo. Esse movimento pode ser regular, do tipo senoidal ou irregular, quando não segue um padrão determinado. Podem ser localizadas ou generalizadas, causadas por contato direto com ferramentas manuais ou elétricas pneumáticas. As vibrações de corpo inteiro afetam motoristas de caminhão, ônibus e tratores, provocando dores lombares e lesões na coluna como aponta Araújo (2007). A temperatura extrema, como o calor excessivo, causa vários problemas à saúde do trabalhador, provocando câimbras, insolação, cansaço, desidratação. O frio extremo deve ser minimizado sempre que possível, porque pode provocar rachaduras e necrose da pele, podendo ocorrer até a amputação de membros (GONÇALVES, 2000). As radiações ionizantes são emissões de energia em diversos níveis, desde a fixa do visível, passando pelo ultra-violeta, raio-X, raio gama e partículas alfa e beta, capazes de contato com elétrons de um átomo, retirando-as, provocando a ionização dos mesmos. A Radiação Ionizante é partícula ou onda eletromagnética que ao interagir com a matéria, ioniza direta ou indiretamente

seus átomos ou moléculas. A ionização ocorre quando existe um desequilíbrio eletrônico dentro do átomo. Esse desequilíbrio é originado quando o n.º de prótons (+) se torna diferente do número de elétrons (-), transformando átomos em íons, provocando danos fisiológicos. Estão expostos a esse tipo de radiação os operadores de aparelhos de raios-X, radioterapia ou equipamentos de fontes radioativas. As conseqüências sobre o organismo podem se manifestar em curto prazo, provocando sérios problemas nos órgãos internos. Devem ser utilizadas barreiras de proteção, além de minimizar o tempo de exposição (PILLEGI SOBRINHO, 2008). A radiação não-ionizante, não tem poder de ionização. Apenas podem ativar todo o conjunto de átomos que recebem esta carga de energia. São classificadas pelo comprimento de onda de nanômetros a quilômetros. Conforme a sua freqüência pode ser refletida ou absorvida sem conseqüências. Os efeitos sobre o organismo variam segundo o tipo, intensidade e duração dessas radiações, que podem provocar queimaduras, lesões na pele e problemas visuais, como a catarata ou até mesmo a morte. Nessa classificação estão incluídas as microondas, infravermelhas, ultravioletas, radiofreqüência e o laser.. Devem ser utilizadas barreiras de proteção e minimizar o tempo de exposição (PILLEGI SOBRINHO, 2008). As pressões anormais hipobárica são aquelas pressões menores que a pressão atmosférica. Estas situações ocorrem a elevadas altitudes e provoca coceira na pele, dores musculares, vômitos, hemorragias pelo ouvido e ruptura do tímpano (GONÇALVES, 2000). As pressões hiperbárica são aquelas pressões maiores que a atmosférica, como no mergulho e uso de ar comprimido, que ocorre no trabalho executado por mergulhadores em obras submarinas ou fundações por tubulações a ar comprimido. Devem ser respeitados tempo de mergulho e despressurização compatível com as condições de trabalho (GONÇALVES, 2000). A umidade tem preconizado como faixa de conforto para o corpo humano, entre 45 e 50 %, e a temperatura de 22 a 26ºC. Alterações nestes parâmetros podem provocar desconforto e dano físico. As atividades desenvolvidas em locais

encharcados, alagados ou com grande umidade, podendo causar problemas de pele e doenças respiratórias. Devem ser utilizadas roupas e calçados apropriados (ARAÚJO, 2007). 1.2.5.3.2 Riscos Químicos Consideram-se riscos químicos as substâncias, compostos ou produtos que possam penetrar no organismo pelas vias respiratória, digestiva e cutânea. É possível classificar em seis tipos os contaminantes presentes no ambiente do trabalhador. São eles poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases e vapores (MARZIALE, sd). Os aerossóis podem ser encontrados na forma de gases e vapores, ou na forma de partículas. As partículas quando dispersas na atmosfera possuem estabilidade de suspensão e dividem-se em: poeiras, fumos, névoas e neblinas. As poeiras são aero sóis sólidos formados por desagregação mecânica de corpos sólidos. As partículas geradas têm em geral diâmetros maiores que um mícron. Como por exemplo: poeiras minerais, poeiras de madeira e poeira em geral. Os fumos são aero sóis sólidos formados por condensação de vapores, geralmente metálicos. As partículas geradas também têm em geral diâmetros maiores que um mícron. Exemplo: fumos de solda. As névoas são aero sóis constituídos por partículas líquidas, independente da natureza e do diâmetro das partículas, formadas por desagregação mecânica de corpos líquidos. Exemplo: névoa de tinta. A neblina são aerossóis líquidos, formados por condensação de vapores. Os vapores são substâncias que se encontram no estado gasoso como resultado de algum tipo de alteração no seu estado normal e temperatura ambiente. Os gases não possuem formas e volumes próprios e tendem a se expandir indefinidamente. À temperatura ordinária, mesmo sujeitos a forte pressão, não

podem ser total ou parcialmente reduzidos ao estado líquido. Exemplos: GLP e oxigênio.
1.2.5.3.3

Riscos Biológicos

Consideram-se riscos biológicos: vírus, bactérias, protozoários, fungos, bacilos e parasitas. Surgem do contato de microorganismos com homem em seu local de trabalho. Em geral, estão expostos a riscos biológicos os coletores de lixo, trabalhadores de ambulatórios, hospitais e laboratórios de análise. As medidas preventivas incluem o controle médico, higiene no local de trabalho e vacinação (MARZIALE, sd). 1.2.5.3.4 Riscos Ergonômicos Ergonomia é a ciência que estuda a relação do homem com o ambiente de trabalho. Os agentes ergonômicos podem comprometer a produtividade, o relacionamento familiar e profissional e a saúde. Os riscos ergonômicos podem causar cansaço, dores musculares, problemas de coluna e uma série de distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (CARDOSO; GRANDJEAN, 2007). 1.2.5.3.5 Risco de acidentes Consideram-se riscos de acidentes, o arranjo físico inadequado do local de trabalho, máquinas e equipamentos sem proteção ou outras situações de risco que possam contribuir para a ocorrência de acidentes. A falta de controle dos riscos leva aos acidentes leves, graves e até mesmo fatais (OLIVEIRA, 2003). 1.2.5.3.6.Confecção do Mapa de Risco Para iniciarmos a confecção do mapa de risco é preciso conhecer as instalações da empresa para a elaboração do arranjo físico. A experiência do

trabalhador é importante para propor sugestões simples e práticas que eliminem os riscos a que estão expostos. O mapa de risco deverá ser refeito a cada gestão da CIPA e quando houver alteração no processo ou layout do setor. Com os riscos identificados e classificados, inicia-se a elaboração gráfica do mapa de risco sobre o arranjo físico da empresa por cores e círculos, conforme o grau de risco (pequeno, médio ou grande) e o tipo (físico, químico, biológico, ergonômico e de acidentes) (BENATTI; NISHIDE, 2000). O tamanho do círculo representa o grau do risco e a cor do círculo representa o tipo de risco.

Tabela 3. Simbologia das cores no mapa de risco Fonte: http://www.areaseg.com/sinais/mapaderisco.html

Cada círculo deve ser desenhado ou colocado no desenho do arranjo físico no local correspondente, onde existe o risco, anotando-se no seu interior o número de pessoas expostas a ele. É importante que os tamanhos e as cores correspondam aos graus e tipos de riscos. Caso ocorram diversos riscos de um só grupo no mesmo ponto de uma seção, coloca-se apenas um círculo desde que os riscos tenham o mesmo grau de nocividade (pequeno, médio ou grande) (BENATTI; NISHIDE, 2000). Na existência de riscos de diferentes tipos num mesmo ponto com a mesma intensidade, deve-se neste caso, dividir o círculo conforme a quantidade de tipos de riscos existentes.

O mapa de risco deve ficar em local visível e de forma legível para alertar os trabalhadores ou visitantes para que conheçam quais os riscos a que estão expostos (BENATTI; NISHIDE, 2000). Mapa de Riscos

Figura 1. Mapa de Risco simplificado de uma Instalação Industrial Fonte: http://www.areaseg.com/sinais/mapaderisco.html Acesso em 17/09/08

REVISANDO Os objetivos do mapeamento de risco são: conhecer os riscos existentes nos ambientes de trabalho e as medidas de controle para determinação do nível de segurança; divulgar as informações sobre os riscos ambientais dos trabalhadores, estimulando a prevenção. A NR5 considera como riscos ambientais os agentes físicos, químicos e biológicos, além de riscos ergonômicos e riscos de acidentes, existentes nos locais de trabalho e que venham a causar danos à saúde dos trabalhadores. Os MAPAS DE RISCO devem ser refeitos a cada gestão da CIPA. Propicia o conhecimento dos riscos que podem estar sujeitos os colaboradores; fornece dados importantes relativos à sua saúde; e conscientiza quanto ao uso dos EPI´s. O MAPA DE RISCO contém informações como o número de trabalhadores expostos ao risco e especificação do agente. Exemplo: Local (laboratório), Risco (químico), Substância (ácido clorídrico) e 5 colaboradores expostos. Deve ser representado graficamente, através de círculos de cores e tamanhos proporcionalmente diferentes (riscos pequeno, médio e grande), sobre o lay-out da empresa e deve ficar afixado em local visível a todos os trabalhadores.

1.2.5.4.Investigação e análise de acidentes e doenças do trabalho

1.2.5.4.1 Acidente de Trabalho - Conceito Legal O conceito legal de acidente do trabalho está previsto na Lei 8.213/91 nos artigos 19 a 21 da Legislação Previdenciária (BRASIL, 1994): “Acidente de trabalho é o que decorre pelo exercício de trabalho, a serviço da empresa, provocando direta ou indiretamente lesão corporal, perturbação funcional ou doença que determine a morte, a perda total ou parcial, permanente ou temporária da capacidade para o trabalho.”

Também é considerada como acidente do trabalho, qualquer ocorrência que envolva o trabalhador no trajeto para casa, ou na volta para o trabalho, no horário do almoço. Considera-se acidente de trajeto o que ocorre no percurso da residência para o trabalho ou do trabalho para a residência. Nesses casos, o trabalhador está protegido pela legislação que dispões sobre acidentes do trabalho (OLIVEIRA, 2003). A investigação de acidentes envolve o exame metódico de um acontecimento não desejado que resulte ou pode resultar em danos físicos às pessoas, a propriedade, ao processo e ao meio ambiente. Por outro lado o incidente ou quase acidente é um acontecimento não desejado que em circunstâncias ligeiramente diferentes, poderia resultar em lesões à pessoa, danos à propriedade ou perda no processo ou ao meio ambiente (MICHAEL, 2000). O trabalhador deverá informar o acontecimento de todos os acidentes, mesmo daqueles que pareçam com conseqüências insignificantes. Todos os acidentes devem ser comunicados ao INSS através da Comunicação de Acidente de Trabalho5 (CAT) no site do Ministério da Previdência Social (OLIVEIRA, 2003). Ainda segundo Oliveira (2003), a comunicação de acidente fatal é obrigatória e deve seguir algumas medidas: 1. Comunicar o acidente fatal de imediato à autoridade policial competente e ao órgão regional do Ministério do Trabalho, que repassará imediatamente a informação ao Sindicato da categoria profissional. 2. Isolar o local diretamente relacionado ao acidente, mantendo suas características até sua liberação pela autoridade policial competente e pelo órgão regional do Ministério do Trabalho.

5

O endereço eletrônico http://www.dataprev.gov.br/servicos/cat/cat.shtm possibilita cadastrar a "Comunicação de Acidente de Trabalho - CAT" junto ao INSS, para facilitar e agilizar o registro dos Acidentes de Trabalho e das Doenças Ocupacionais, pelo Empregador, havendo ou não afastamento do trabalho por parte do acidentado. A aplicação permite também imprimir o formulário da CAT em branco para preenchimento das informações do Empregador, do Acidentado, do Acidente e do Atestado Médico. O documento só será cadastrado com todas as informações preenchidas.

1.2.5.4.2 Causas de Acidentes O fator pessoal de insegurança é tudo aquilo que o trabalhador faz, voluntariamente ou não, e que pode provocar um acidente. Como por exemplo, o excesso de confiança dos que tem muita prática profissional e se julgam imunes aos acidentes; a imperícia, isto é, a falta de habilidade para o desempenho da atividade; a idéia de que o acidente acontecerá por fatalidade, não sendo necessário cuidar de sua prevenção; a vontade de revelar-se corajoso ou indiferente ao perigo só para impressionar os companheiros; problemas de saúde não tratados; conflitos familiares; alcoolismo; uso de substâncias tóxicas (OLIVEIRA, 2003). Algumas atitudes praticadas pelos empregados podem colocar em risco a segurança das instalações e a integridade física, bem como a saúde dos trabalhadores como: • • • • • Não utilizar os Equipamentos de Proteção Individual; A inutilização de equipamentos de segurança; O emprego incorreto de ferramentas ou o emprego de ferramentas com defeito; O ajuste, a lubrificação e a limpeza de máquinas em movimento; A permanência debaixo de carga suspensa. Também ocorrem quando há condições inseguras existentes no ambiente do trabalho que podem vir a causar acidentes, tais como: • • • • • • • prédio com áreas insuficientes, pisos fracos e irregulares; iluminação deficiente ou mal distribuída; ventilação deficiente ou excessiva; instalações sanitárias impróprias e insuficientes; excesso de ruído e trepidações; falta de limpeza e ordem; instalações elétricas impróprias ou com defeitos.

1.2.5.4.3 Algumas regras básicas Listamos aqui, algumas regras básicas para a realização das investigações de segurança (MICHEL, 2000): 1. pesquisar a situação anterior ao acidente; 2. restringir-se aos fatos, usando o bom senso para pesar o seu valor e justificar as conclusões; 3. investigar cada detalhe, por menos significativo que possa parecer inicialmente; 4. procurar os atos e as condições inseguras que, na maioria dos casos, estão presentes ao mesmo tempo; 5. determinar providências imediatas para evitar a repetição do acidente: se necessário, mudar políticas, processos, etc; 6. elaborar relatórios escritos, pois são ferramentas eficientes no estudo e análise das áreas de maior risco, possibilitando assim, afetuar recomendações de natureza corretiva e preventiva; 7. divulgar os resultados da investigação, pois seu valor é fundamentalmente educativo: 8. a partir deles, deve-se iniciar logo um programa de prevenção de acidentes ou campanha de segurança. O acidente do trabalho deve ser comunicado à empresa imediatamente pelo acidentado ou por qualquer pessoa que dele tiver conhecimento. 1.2.5.4.4 Cadastro de acidentes O cadastro de acidentes é o conjunto de informações e dados sobre a ocorrência de acidentes em uma empresa. Deve ser organizado de modo que permita analisar as causas, a circunstâncias e conseqüências de cada acidente. A manutenção de um cadastro de acidentes na Empresa é vital para uma avaliação

dos resultados obtidos pela segurança e para orientar medidas de prevenção que forem necessárias ou que devem ter prioridade (OLIVEIRA, 2003). Para maior facilidade da pesquisa, pode-se cadastrar os acidentes da seguinte forma: 1. Acidentes: a. Sem afastamento b. Com afastamento i. incapacidade temporária ii. incapacidade permanente iii. total c. parcial 2. Morte 1.2.5.4.5 Dias perdidos Dias perdidos são dias efetivamente perdidos pelo trabalhador acidentado. Para a estatística, é de suma importância esse dado, pois influi diretamente no custo direto e indireto do acidente. A gravidade da lesão é medida pelos dias de trabalho perdidos.Conta-se como dias perdidos, o dia seguinte, até o dia da alta médica. Para os casos de acidentes em que o trabalhador retorne ao trabalho no dia seguinte ao do acidente é considerado como acidente sem perda de tempo, ou seja, sem dias perdidos. Para efeito de dias perdidos são computados os domingos e feriados (PILLEGI SOBRINHO, 2008). São os dias debitados, os realmente perdidos, mas que serão debitados nos casos de morte, incapacidade permanente total ou parcial. 1.2.5.4.6 Estatísticas A estatística anual deve abranger todos os casos cadastrados

mensalmente, do ano. Possuindo o número de acidentes, o número total de dias perdidos, o número de dias debitados e o total de homens horas trabalhadas,

podemos calcular dois valores que são denominados de Coeficiente de Freqüência e Coeficiente de Gravidade (MICHEL, 2000). 1.2.5.4.5.1 Coeficiente de Freqüência Ë o número de acidentes por milhão de horas-homem trabalhadas. Tem a finalidade de mostrar-nos o grau de freqüência de acidentes (PILLEGI SOBRINHO, 2008). Fórmula: C. F. = nº de acidentes (x) 1.000.000 horas-homem de exposição ao risco Onde: - 1.000.000 = um milhão de horas de exposição ao risco (utilizado, internacionalmente, como base de cálculo). - Homens-horas trabalhadas é a somatória das horas, nas quais o empregados ficam à disposição da empresa em um determinado período de tempo. No cálculo são consideradas a horas normais e as horas extras realizadas pelos funcionários por período. 1.2.5.4.5.2 Coeficiente de Gravidade O coeficiente de gravidade representa a perda de tempo resultante dos acidentes em números de dias, acorridos em um milhão de h.h. trabalhadas (PILLEGI SOBRINHO, 2008). Fórmula: C.G. = dias perdidos + dias debitados (x) 1.000.000 horas-homem de exposição ao risco

1.2.6 NR 6 - Equipamento de Proteção Individual

Segundo a NR 6, o Equipamento de Proteção Individual (EPI) são equipamentos ou dispositivos destinados a preservar a integridade física do trabalhador, protegendo-o durante o exercício do trabalho, contra as conseqüências resultantes de acidentes do trabalho ou doenças profissional (BRASIL, 1999). Porém, é prioritário a empresa adotar medidas de proteção podem ser também de caráter coletivo. 1.2.6.1 Medidas de proteção coletiva Do ponto de vista de proteção aos trabalhadores, as medidas de proteção coletiva são sempre mais eficientes que os equipamentos de proteção individual. São três as medidas que podem ser adotadas (OLIVEIRA, 2003):
1.

A eliminação do risco do ponto de vista da segurança, esta deve ser a atitude prioritária da empresa diante da situação de risco. Pode ocorrer em vários níveis da produção:
a.

na substituição de uma matéria prima tóxica por uma inócua, que ofereça menos riscos à saúde do trabalhador; na alteração dos processos produtivos; realizando modificações na construção e instalações físicas de empresas; produzindo alterações no arranjo físico.

b. c.

d. 2.

A neutralização do risco deve ocorrer na impossibilidade temporária ou definitiva da eliminação de um risco, por motivo de ordem técnica, pode ser feita de três maneiras:

a.

proteção do risco, como por exemplo, a instalação de grade para proteção de polias; isolamento do risco no tempo e no espaço, como por exemplo, a instalação do compressor de ar fora das linhas de produção; e enclausuramento do risco, como por exemplo, fechar

b.

c.

completamente um forno com paredes isolantes térmicas (esta medida protegerá os trabalhadores do calor excessivo).
3.

A sinalização de risco é o recurso que se usa quando não há alternativas que se apliquem às duas medidas anteriores; eliminação e neutralização do risco pela proteção coletiva. A sinalização deve ser usada como alerta de determinados perigos e riscos ou em caráter temporário, enquanto tomamse medidas definitivas.

1.2.6.2 Medidas de proteção individual Esgotadas as possibilidades de adoção de medidas de proteção coletivas, ou como forma de complementação destas medidas, a empresa adotará então, medidas de proteção individual (OLIVEIRA, 2003). A legislação prevê que é obrigação do empregador: 1. Adquirir o tipo adequado para a atividade do empregado; 2. Fornecer gratuitamente ao empregado somente EPIs aprovados pelo Ministério do Trabalho e Emprego; 3. Treinar o trabalhador sobre o seu uso adequado; 4. Tornar seu uso obrigatório; 5. Substituí-lo imediatamente, quando danificado ou extraviado; 6. Responsabilizar-se pela sua higienização e manutenção periódica; 7. Comunicar ao MTE qualquer irregularidade observada no EPI; 8. Manter ficha de controle de entrega de EPIs nos prontuários, assinada e datada pelo trabalhador.

A recomendação do uso do EPI adequado ao risco existente é de competência do SESMT. Aquelas empresas que são desobrigadas a manter o SESMT, é dever da CIPA orientar quanto ao uso do EPI. Por fim, nas empresas desobrigadas de possuir CIPA, cabe ao empregador, mediante orientação técnica, fornecer e determinar o uso do EPI adequado à proteção do trabalhador. É obrigação do trabalhador: 1. Usar os EPIs apenas para a finalidade a que se destinam; 2. Responsabilizar-se por sua guarda e conservação; 3. Comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para o uso. Todo EPI deverá apresentar, em caracteres bem visíveis, o nome comercial da empresa fabricante ou importador, e o número do Certificado de Aprovação (CA), expedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho do MTE.
Proteção para:

Tipo de EPI Capacete de segurança

Quando Usar Em trabalhos em que há: • risco de queda de materiais; • batidas contra obstáculos; • trabalhos a céu aberto; Para trabalhos de soldagem

Objetivo

Cabeça e Crânio

Capuz de segurança Bonés de forneiros Protetor tipo concha

Previne: impactos, perfurações, choques elétricos, queimaduras e a ação de agentes meteorológicos

Para trabalhos em fornos Em trabalhos em que o barulho é intenso Previne a surdez total ou parcial, cansaço, irritação e outros problemas psicológicos

Ouvidos Protetor plug de inserção Vias Respiratórias Pernas e Pés Respirador Perneiras longas

Em lugares com poeiras, Previne os problemas gases, vapores ou fumos pulmonares e das vias nocivos respiratórias Usadas em operações de Protegem as pernas contra soldagem, quando o trabalho queimaduras, batidas, cortes é realizado com produtos e escoriações líquidos corrosivos, e

cortadores de cana de açúcar Proporcionam eficiente Botas de Usadas em trabalhos úmidos isolamento elétrico e de borrachas ou ou quando em contato com substâncias nocivas à saúde PVC produtos químicos (umidade) Com palmilha de aço, para proteger a planta do pé Protegem cortes, contra penetração de pregos, perfurações, escorregões, Sapatos de vidros, etc. queda de objetos pesados, segurança Com biqueira de aço, usados calor, penetração de pregos em construção civil e outros objetos perfurantes Com sola antiderrapante Jaqueta Para trabalhos de soldagem, em particular a altas temperaturas, trabalhos em fornos e combate a incêndios Aventais Tronco De couro: para trabalhos de soldagem elétrica, oxiacetilênica, corte a quente, chapa com rebarbas De PVC: para trabalhos onde haja manuseio de peças úmidas ou risco de respingos de produtos químicos Para trabalhos em altura ou locais onde haja risco de queda Para trabalhos que requerem destreza manual e para os quais seria impossível usar luvas Proteção contra impactos de respingos de produtos químicos, choque elétrico, queimaduras e cortes

Pés

Aventais

Outros

Cinto de segurança Cremes protetores

Previne quedas

Mãos

Previne irritação na pele

Tabela 4. Equipamentos de Proteção Individual Fonte: PILLEGI SOBRINHO, 2008.

A Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho
6

(FUNDACENTRO) realizará os ensaios necessários nas amostras de EPI

6

Criada em 1966, a Fundacentro preocupou-se inicialmente com os altos índices de acidentes e doenças do trabalho. Na década de 60, o Governo brasileiro iniciou gestões com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), com a finalidade de promover estudos e avaliações do problema e apontar soluções que pudessem alterar esse quadro. A Fundacentro foi responsável pela formação dos primeiros engenheiros e técnicos de segurança do trabalho, médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem do trabalho, no Brasil. Com a atividade nas áreas urbana e rural, dispõe de uma rede de laboratórios em segurança, higiene e saúde no trabalho e de uma das mais completas bibliotecas especializadas. Fonte: http://www.fundacentro.gov.br/dominios/CTN/ins_historia.asp?D=CTN&C=23&menuAberto=1 Desenvolve de pesquisas em segurança e saúde no trabalho; faz a difusão de conhecimento, por meio de ações educativas como cursos, congressos, seminários, palestras, produção de material didático e de publicações

recolhidas pela fiscalização, elaborando laudo técnico, que deverá ser enviado ao Secretario de Segurança e Medicina do Trabalho (SSMT). As normas técnicas para fabricação e ensaio dos equipamentos de proteção serão baixadas pela SSMT, em portarias específicas.

1.2.7 NR 7 - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional O Ministério do Trabalho (MT) através da Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho7, visando modernizar as medidas preventivas na área de saúde ocupacional, emitiu a Portaria nº 24/DOU 30/12/94, dando nova denominação e redação à NR7, que trata dentre outros, dos exames médicos ocupacionais dentro da ótica do MT. Esta norma estabelece parâmetros mínimos e diretrizes gerais a serem observadas na execução do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), de elaboração obrigatória em todas as empresas e instituições (MIRANDA; DIAS, 2004) . No item 7.2.4 da Norma Regulamentadora nº7 (NR7) da Portaria 3214, está definido que o PCMSO deverá ser planejado e implantado com base nos riscos à saúde dos trabalhadores. De acordo com a Norma a Medicina do Trabalho privilegia as correlações entre os riscos das atividades desenvolvidas pelos trabalhadores e possíveis agravos a saúde. Os parâmetros mínimos obrigatórios se encontram nos Quadros I e II da NR7. Privilegia também o instrumental clínico epidemiológico na abordagem da relação entre a saúde dos trabalhadores e o

periódicas cientificas e informativas; e presta serviços à comunidade e assessoria técnica a órgãos públicos, empresariais e de trabalhadores. A trajetória de três décadas da Fundacentro reflete-se na melhoria dos ambientes profissionais e redução das taxas de acidentes de trabalho no País. As estatísticas oficiais espelham essa realidade: de mais de 1 milhão de acidentes na década de 70, hoje o Brasil registra cerca de 400 mil ocorrências por ano. 7 Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho – SSST é o órgão de âmbito nacional competente para coordenar, orientar, controlar e supervisionar as atividades relacionadas com a segurança e medicina do trabalho, inclusive a Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho – Canpat, o Programa de Alimentação do Trabalhador – PAT, e ainda a fiscalização do cumprimento dos preceitos legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho em todo o território nacional. Fonte: http://www.mte.gov.br/Empregador/PAT/Legislacao/Conteudo/portaria13.asp

trabalho, e ressalta o caráter preventivo da atuação médica sendo valorizado o rastreamento e diagnóstico precoce dos agravos à saúde dos trabalhadores. Este programa deve estar articulado com o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA (NR 9). Para isso, é necessário um estudo prévio do PPRA, uma visita ao local de trabalho para conhecer os riscos mencionados e fazer uma análise das atividades do trabalhador. Através desse conhecimento, será estabelecidos um conjunto de exames clínicos e complementares específicos para a prevenção precoce dos agravos à saúde dos trabalhadores (MIRANDA; DIAS, 2004) . Este programa tem como objetivo por meio de Exames Ocupacionais a promoção e preservação da saúde dos trabalhadores através de medidas prevencionistas, diagnosticando precocemente os agravos à saúde relacionados ou não ao trabalho. Os Exames Ocupacionais são: • Admissional; • Periódico; • Retorno ao trabalho; • Mudança de função; • Demissional. Poderá haver a necessidade de solicitação de exames complementares, dependendo dos riscos específicos decorrentes de cada atividade. O PCMSO pode ser alterado, a qualquer momento, em seu todo ou em parte, sempre que o médico detectar mudanças em riscos ocupacionais, decorrentes das alterações nos processos de trabalho ou reavaliação dos riscos existentes. O relatório anual deve ser feito após decorrido um ano da implantação do PCMSO. O mesmo deve ser apresentado e discutido na CIPA, e mantido, na empresa, à disposição do agente da Inspeção do Trabalho. Em síntese os objetivos do Programa são (MIRANDA; DIAS, 2004): 1. Cumprimento da legislação trabalhista no tocante à saúde do trabalhador; 2. Manter uma cultura prevencionista;

3. Padronização e normatização de ações voltadas ao controle médico de saúde ocupacional; 4. Realização dos exames periódicos de 100% dos funcionários, além dos exames admissionais, demissionais, de retorno ao trabalho, de mudança de função e demais exames que se fizerem necessários, de vigilância à saúde e de monitoramento biológico; 5. Atuação na prevenção, rastreamento e diagnóstico precoce dos agravos à saúde relacionados ao trabalho. Acompanhamento dos casos já diagnosticados; 6. Prevenção de doenças profissionais e do trabalho e de acidentes de trabalho; 7. Prevenção das doenças infecciosas através de imunização e profilaxia; 8. Promoção da saúde no tocante a agravos não ocupacionais; 9. Redução do absenteísmo. 1.2.7.1 Exame médico admissional O exame médico admissional destina-se a determinar a aptidão e inaptidão para determinadas funções e atividades que existam na empresa. Devem ser realizada a avaliação clínica abrangendo a anamnese ocupacional, o exame físico e os exames complementares. 1.2.7.2 Exame médico periódico O exame periódico serve para a avaliação da aptidão do trabalhador para as funções que exerce e a monitorização de trabalhadores expostos a riscos ambientais, bem como a detecção precoce de agravos à saúde. Além da avaliação clínica abrangendo a anamnese ocupacional e o exame físico em função dos riscos detectados durante a etapa de reconhecimento de riscos, se estabelece um protocolo de exames complementares a serem realizados para cada função/atividade.

1.2.7.3 Exame médico demissional O exame demissional garante ao trabalhador e à empresa que ele está em boas condições de saúde no ato da demissão. Em termos legais, este exame pode ter grande importância futura. Consta de avaliação clínica, abrangendo anamnese ocupacional e exame físico. A realização dos exames complementares é definida pelos riscos presentes na função/atividade que era desenvolvida pelo trabalhador, pelos achados da avaliação clínica e data dos exames complementares realizados no último exame periódico. 1.2.7.4 Exame de mudança de função O exame de mudança de função garante que o trabalhador está apto para exercer uma outra função exposto a um risco diferente. Constar de uma avaliação clínica abrangendo anamnese ocupacional e exame físico. A realização dos exames complementares é definida pelos riscos presentes na nova função/atividade a ser desenvolvida e pelos achados da avaliação clínica. 1.2.7.5 Exame de retorno ao trabalho O exame de retorno ao trabalho após afastamento de 30 dias ou mais, cumpre a função de avaliar a aptidão do trabalhador para uma determinada função e riscos inerentes. Consta de uma avaliação clínica abrangendo a anamnese ocupacional e do exame físico. A realização dos exames complementares é definida pelos riscos presentes na função desenvolvida, pela data dos últimos exames realizados e pelos achados da avaliação clínica. Para cada exame médico realizado, o médico emitira o Atestado de Saúde Ocupacional (ASO), em duas vias. O ASO deverá conter no mínimo:
1.

Identificação do funcionário: nome, número de registro de sua identidade e função;

2. 3.

Os riscos ocupacionais específicos existentes, ou a ausência deles; Procedimentos médicos a qual foi submetido o trabalhador, incluindo os exames complementares e a data em que foram realizados;

4. Nome do médico coordenador;
5.

Definição de apto ou inapto para a função específica que o trabalhador vai exercer; Nome do médico encarregado do exame e endereço ou forma de contato; Data e assinatura do médico encarregado do exame e carimbo contendo seu número de inscrição no Conselho Regional de Medicina (CRM).

6.

7.

1.2.7.6 Exames Complementares Servem para o rastreamento de exposição excessiva. São exames de prevenção primária, pois ainda não há efeitos ou os efeitos são a nível enzimático e reversível. Os exames de Vigilância à Saúde servem para rastreamento de dano à saúde. São exames de prevenção secundária, pois os efeitos danosos ao trabalhador já ocorreram. Os exames complementares estão especificados no Quadro I e II da NR 7, de acordo com a função e com a exposição aos riscos existentes na área de trabalho. Caso o funcionário apresente queixas, sinais ou sintomas indicativos da existência de doenças, outros exames poderão ser solicitados por critério médico, para esclarecimento de diagnóstico e verificação da aptidão do funcionário. Embora o PPRA e o PCMSO visem identificar os riscos ambientais, o médico coordenador deve estar atento em evidenciar o aparecimento de doenças profissionais e do trabalho, como, por exemplo, alergia química, estresse, asma ocupacional, entre outras.

A lei 8.213/81 apresenta a definição de doenças profissionais e do trabalho (BRASIL, 1994): “Doença Profissional, assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e da previdência Social”. “Doença do Trabalho, assim entendida a adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente.” Outros programas de Prevenção também podem ser implantados, tais como: • • • • • Controle da obesidade, da hipercolesterolemia, da hipertrigliceridemia, da hiperglicemia; Prevenção e controle da Hipertensão Arterial e dos riscos cardiovasculares; Programa de imunização contra a hepatite B, difteria e tétano e gripe; Prevenção do câncer de mama e de colo de útero; Prevenção do câncer de próstata.

1.2.7.7 Programa de Conservação Auditiva O Programa de Conservação Auditiva (PCA) estabelece padrões básicos e mínimos para avaliar e acompanhar a audição dos trabalhadores. Consideram-se perda auditiva as alterações dos limiares acústicos, do tipo neurossensorial, decorrentes da exposição ocupacional sistemática a níveis de pressão sonora elevados. Tem como características a irreversibilidade e a progressão gradual conforme o tempo de exposição ao risco. Dentro do PCA o papel do médico do trabalho é identificar a perda auditiva, obter dados que permitam estabelecer o nexo causal entre a lesão, as condições ambientais e o trabalho e, assim, avaliar o quanto as lesões interferem na capacidade laborativa (ARAÚJO, 2007) A perda auditiva induzida pelo ruído, relacionada ao trabalho é uma diminuição gradual da acuidade auditiva, decorrente da exposição continuada a

elevados níveis de pressão sonora. É uma doença passível de prevenção, mas pode acarretar ao trabalhador alterações funcionais e psicossociais capazes de comprometer sua qualidade de vida. Para a avaliação audiológica é recomendado: 1. Repouso acústico de, no mínimo 14 horas; 2. Exame realizado por profissional legalmente habilitado; 3. Calibração acústica anual do audiômetro;
4.

Deve ocorrer no mínimo no pré admissional e seis meses após a admissão e a seguir anualmente.

1.2.8 NR 8 – Edificações Esta Norma Regulamentadora - NR estabelece requisitos técnicos mínimos que devem ser observados nas edificações, para garantir segurança e conforto aos que nelas trabalhem. Como por exemplo, os pisos dos locais de trabalho não devem apresentar saliências nem depressões que prejudiquem a circulação de pessoas ou a movimentação de materiais. As aberturas nos pisos e nas paredes devem ser protegidas de forma que impeçam a queda de pessoas ou objetos. Os pisos, as escadas e rampas devem oferecer resistência suficiente para suportar as cargas móveis e fixas, para as quais a edificação se destina. As rampas e as escadas fixas de qualquer tipo devem ser construídas de acordo com as normas técnicas oficiais e mantidas em perfeito estado de conservação. Nos pisos, escadas, rampas, corredores e passagens dos locais de trabalho, onde houver perigo de escorregamento, serão empregados materiais ou processos antiderrapantes. As partes externas, bem como todas as que separem unidades autônomas de uma edificação, ainda que não acompanhem sua estrutura, devem, obrigatoriamente, observar as normas técnicas oficiais relativas à resistência ao fogo, isolamento térmico, isolamento e condicionamento acústico, resistência

estrutural e impermeabilidade. Os pisos e as paredes dos locais de trabalho devem ser, sempre que necessário, impermeabilizados e protegidos contra a umidade. As coberturas dos locais de trabalho devem assegurar proteção contra as chuvas. As edificações dos locais de trabalho devem ser projetadas e construídas de modo a evitar insolação excessiva ou falta de insolação (BRASIL, 1999).

1.2.9 NR 9 - Programa de Prevenção de Riscos Ambientais O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) visa a preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, através da antecipação, reconhecimento, avaliação e conseqüente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes no ambiente de trabalho, tendo como consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais (ARAÚJO, 2008). O PPRA deverá conter no mínimo: 1. Planejamento anual com estabelecimento de metas, prioridades e cronograma; 2. Estratégia e metodologia de ação; 3. Registro, manutenção e divulgação dos dados. O PPRA deverá incluir o reconhecimento de risco, avaliação dos riscos e da exposição dos trabalhadores, implantação de medidas de controle, monitoramento, registro e divulgação dos dados. A elaboração, implantação e avaliação do PPRA poderão ser feitas pelo Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho ou por pessoas capacitadas a desenvolver o disposto nesta NR. Deverão ser adotadas as medidas necessárias e suficientes para a eliminação, a minimização ou o controle dos riscos ambientais. A importância das áreas de engenharia e medicina do trabalho em atuar em conjunto visa, primeiramente, a identificar os riscos ambientais a que o trabalhador

se encontra exposto. Depois é que são definidos os exames médicos necessários para realizar o monitoramento biológico ((MIRANDA; DIAS, 2004).

1.2.10 NR 10 – Instalações e Serviços em Eletricidade Trata das condições mínimas exigíveis para garantir a segurança dos empregados que trabalham em instalações elétricas, em suas diversas etapas, incluindo projeto, execução, operação, manutenção, reforma e ampliação e, ainda a segurança de usuários e terceiros.

1.2.11 NR 11 – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais Estabelece as normas de segurança para operações de elevadores, guindastes, transportadores industriais e máquinas transportadoras.

1.2.12 NR 12 – Máquinas e Equipamentos Trata das instalações e áreas de trabalho; normas de segurança para dispositivos de acionamento, partida e parada de máquinas e equipamentos; normas sobre proteção de máquinas e equipamentos; assentos e mesas; fabricação, importância, venda e locação de máquinas e equipamentos; manutenção e operação.

1.2.13 NR 13 – Caldeiras e Vasos de Pressão

Estabelece normas para o funcionamento de caldeiras a vapor e dos vasos de pressão; segurança na operação e manutenção de vasos de pressão; inspeção de segurança de vasos de pressão.

1.2.14 NR 14 – Fornos Trata da construção, instalação e sistemas de proteção de fornos.

1.2.15 NR 15 – Atividades e Operações Insalubres Araújo (2008) esclarece que as atividades e operações insalubres trazem os seguintes anexos: Anexo 1 – Limites de tolerância para ruído contínuo ou intermitente; Anexo 2 – Limites de Tolerância para ruídos de impacto; Anexo 3 – Limites de Tolerância para exposição ao calor; Anexo 4 – Revogação pela Portaria MTPS nº 3.751, de 23/11/90; Anexo 5 – Radiações Ionizantes; Anexo 6 – Trabalho sob condições hiperbáricas; Anexo 7 – Radiação não Ionizantes; Anexo 8 – Vibrações; Anexo 9 – Frio; Anexo 10 – Umidade; anexo 11- Agentes químicos cuja insalubridade é caracterizada por limite de tolerância e inspeção no local de trabalho; Anexo 12 – Limites de tolerância para poeiras minerais; Anexo 13 – Agentes químicos; Anexo 14 – Agentes biológicos.

1.2.16 NR 16 – Atividades e Operações Perigosas Trata das atividades e operações perigosas constantes dos anexos 1 e 2. Anexo 1 – Atividades e Operações Perigosas com Explosivos; Anexo 2 – Atividades e Operações Perigosas com inflamáveis.

1.2.17 NR17 – Ergonomia Visa estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente.

1.2.18 NR 18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção Determinam diretrizes de ordem administrativa, de planejamento e de organização, que objetivam a implantação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho na indústria da construção.

1.2.19 NR 19 – Explosivos Trata-se exclusivamente dos aspectos de segurança que envolve as atividades com explosivos, no que diz respeito a estocagem, manuseio e transporte.

1.2.20 NR 20 – Líquidos Combustíveis e Inflamáveis Define os aspectos de segurança que envolve as atividades com líquidos inflamáveis e combustíveis, GLP e outros gases inflamáveis.

1.2.21 NR 21 – Trabalho a Céu Aberto

Trata da obrigatoriedade da existência de abrigos, ainda que rústicos, capazes de proteger os trabalhadores contra intempéries, assim com medidas especiais que protejam os trabalhadores contra insolação excessiva, o calor, o frio, a umidade e os ventos inconvenientes.

1.2.22 NR 22 – Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração Tem por objetivo disciplinar os preceitos e serem observados na organização e no ambiente de trabalho, de forma a tornar compatível o planejamento e o desenvolvimento da atividade mineira com a busca permanente de segurança e saúde dos trabalhadores.

1.2.23 NR 23 – Proteção Contra Incêndio Araújo (2008) aponta que todas as empresas deverão possuir: proteção contra incêndio; saídas suficientes para a rápida retirada do pessoal em serviço, em caso de incêndio; equipamentos suficientes para combater o fogo em seu início; pessoas capacitadas no uso correto desses equipamentos. Trata especificamente dos seguintes pontos: saída; portas; escadas; ascensores; porta contra-fogo; combate ao fogo; extinção por meio de água; extintores; extintores portáteis e seus tipos; inspeção dos extintores; quantidade de extintores, localização e sinalização dos extintores; sistema de alarmes.

1.2.2 4 NR 24 – Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho Tem por objetivo determinar as condições necessárias para as instalações sanitárias, vestiários, refeitórios, cozinhas e alojamentos.

Trata também das condições de higiene e conforto por ocasião das refeições e traz as disposições gerais a respeito dos locais de trabalho.

1.2.25 NR 25 – Resíduos Industriais Estabelece normas para a eliminação de resíduos gasosos, líquidos e sólidos.

1.2.26 NR 26 – Sinalização de Segurança Determina as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para a prevenção de acidentes, identificação dos equipamentos de segurança, delimitando áreas, identificando as canalizações empregadas nas indústrias para a condução de líquidos e gases e advertindo contra riscos. A utilização de cores não dispensa o emprego de outras formas de prevenção de acidentes. O uso de cores deverá ser o mais reduzido possível, a fim de não ocasionar distração, confusão e fadiga ao trabalhador (THAME, 1992). Os materiais e substâncias perigosas ou nocivas devem ser rotulados e conter símbolo de perigo. Os locais devem ter cartazes com advertência de materiais e substâncias perigosas ou nocivas. Deve ser utilizada a cor vermelha para indicar materiais contra incêndio; amarela, para indicar frases de cuidado em escadas; branca para mostrar passarelas, bebedouros, zonas de segurança; preto para indicar inflamáveis como óleos, piche, etc.; azul para indicar cuidado na área de serviço; verde para indicar segurança (ARAÚJO, 2008). 1.2.27 NR 27 – Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho no Ministério do Trabalho

O exercício da profissão de Técnico de Segurança do Trabalho depende de prévio registro no Ministério do Trabalho através da Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho ou das Delegacias Regionais do Trabalho.

1.2.28 NR 28 – Fiscalização e Penalidades Trata da fiscalização do cumprimento das disposições legais e/ou regulamentares sobre segurança e saúde do trabalhador. As penalidades serão aplicadas conforme o disposto no quadro de graduação de multas.

1.2.29 NR 29 – Segurança e Saúde no Trabalho Portuário Esta norma tem como objetivo a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais, facilitar os primeiros socorros e acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores portuários.

1.2.30 NR 30 – Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário Esta norma tem como objetivo a proteção e a regulamentação das condições de segurança e saúde dos trabalhadores aquaviários, aplicando-se aos trabalhadores das embarcações comerciais, de bandeira nacional, bem como às de bandeira estrangeiras, no limite do disposto na Convenção da OIT.

1.2.31 NR 31 – Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, Pecuária, Silvicultura, Exploração Florestal e Aqüicultura

Determina os preceitos a serem observados na organização e no ambiente de trabalho, de forma a tornar compatível o planejamento e o desenvolvimento das atividades com segurança e saúde e meio ambiente do trabalho.

1.2.32 NR 32 – Segurança e Saúde no Trabalho em serviços de Saúde Esta norma tem por finalidade estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde, bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde em geral.

1.2.33 NR 33 – Segurança e Saúde nos Trabalhos em Espaços Confinados Tem como objetivo estabelecer os requisitos mínimos para a identificação de espaços confinados e o reconhecimento, avaliação, monitoramento e controle dos riscos existentes de forma a garantir a segurança nas operações em espaços confinados.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ARAÚJO, G. M. Normas Regulamentadoras Comentadas. 6 ed. Rio de Janeiro: Editora Virtual Ltda., 2007. BENATTI, M.C.C.; NISHIDE, V.M. Elaboração e implantação do mapa de riscos ambientais para prevenção de acidentes do trabalho em uma unidade de terapia intensiva de um hospital universitário. Rev.latinoam.enfermagem, Ribeirão Preto, v. 8, n. 5, p. 13-20, outubro 2000. CARDOSO, M. M.; GRANDJEAN, E. Manual de ergonomia: Adaptando o Trabalho ao Homem. Porto Alegre (RS): Artmed, 2007. GONÇALVES, E. A. Manual de Segurança e Saúde no Trabalho. São Paulo: Editora LTR, 2000. LEGISLAÇÃO DE SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO. Manual Prático. FIESP, CIESP, 2003. MICHEL, O. Acidentes do Trabalho e Doenças Profissionais. São Paulo: Editora LTR, 2000. MIRANDA, C. R.; DIAS, C. R. PPRA/PCMSO: auditoria, inspeção do trabalho e controle social. Cad. Saúde Pública, Jan./Feb. 2004, vol.20, no.1, p.224-232. OLIVEIRA, J. Acidentes do Trabalho. 3 ed. São Paulo: Editora Saraiva, 2003. SANTOS, M. S. T. S.; SENNE, H. L.; AGUIAR, S. R. L.; MARTINS, Y. A. Segurança e saúde no trabalho em perguntas e respostas: Temas Relacionados às Normas Regulamentadoras. 2 ed. São Paulo: Editora Saraiva, 2007. SOBRINHO, V.P. Higiene, Medicina e Segurança do Trabalho. Batatais (SP): EAD-Centro Universitário Claretiano, 2008. WALDVOGEL, B. C. A população trabalhadora paulista e os acidentes do trabalho fatais. São Paulo Perspec., Apr./June 2003, vol.17, no.2, p.42-53.

UNIDADE 2

2.ERGONOMIA

Segurança, uma função que consiste em estudar, localizar, classificar, prevenir e minimizar os riscos existentes em qualquer atividade, oferecendo suporte contra infortúnios estabelecendo ao organismo o equilíbrio necessário ao seu bom funcionamento Todavia é necessário considerar que dentro da tecnologia atual disponível não existe segurança total, sempre restando alguma probabilidade de infortúnio nos empreendimentos humanos. A Ergonomia está diretamente relacionada à Segurança do Trabalho, que é um conjunto de ciências e tecnologias que buscam a proteção do trabalhador em seu local de trabalho, no que se refere à questão da segurança e da higiene do trabalho. Seu objetivo básico envolve a prevenção de riscos e de acidentes nas atividades de trabalho visando à defesa da integridade da pessoa humana.

2.1 Conceito e aspectos históricos da ergonomia A Ergonomia é uma adaptação do trabalho ao homem, estuda uma diversidade de fatores ligados ao trabalhador, à máquina, ao ambiente, a organização, a informação, e as conseqüências na saúde do trabalhador e conseqüentemente a sua qualidade de vida. A ergonomia é subsidiada por diversas áreas do conhecimento (antropometria, fisiologia, psicologia e sociologia). A antropometria é uma das áreas que auxiliam a ergonomia através de medidas ou aferições determina padrões ideais para um melhor desempenho no trabalho.

Sendo assim, as aplicações dessa interdisciplinaridade, reduzem acidentes, erros, doenças ocupacionais, fadigas e estresse no trabalho, melhorando assim a produtividade e o bem estar físico, mental e social. Lida (1990) e outros relatam que a ergonomia surgiu na Pré-história, das adaptações entre o homem, objeto, ambiente e suas necessidades. Porém, o seu marco referencial se dá a partir da Revolução Industrial devido às condições precárias de trabalho. O século XIX é marcado pelo desenvolvimento industrial, êxodo rural e concentração de população. Durante muitos anos deste século a produção era a maior preocupação, trabalhadores eram treinados, adestrados, vigiados, para serem dóceis e desprovidos de qualquer iniciativa. Trabalhavam grandes jornadas sem qualquer suporte de trabalho, enfraquecendo a força de trabalho físico e mental do trabalhador, visando-os apenas como meio de produção (SILVA, 2008). No Século XX, devido às guerras, diminui a oferta de mão de obra, aumenta a tensão social, as preocupação além da saúde e da sobrevivência, é também com a proteção e manutenção do corpo físico. Surge então, em 1949 na Inglaterra, a Sociedade de Pesquisa em Ergonomia, mas o neologismo ergonomia é proposto só em 1950. A palavra é de origem grega e significa segundo Couto (1995, p. 11): “As regras para se organizar o trabalho” (ergo=trabalho / nomos= regras, leis naturais). Que nos Estados Unidos em 1957 ganhou o nome de Human Factores (Fatores Humanos). Após registrada sua origem, Mariné (1998) divide a ergonomia em três períodos: a) 1945-1960: supremacias do homem frente à máquina, adaptadas esta ao homem, surgem os primeiros conceitos sobre ergonomia, trabalhando mais a fisiologia e mais tarde o aspecto físico-muscular; b) 1960-1980: atuação de outros profissionais nessa área e humanização do trabalho, enfatizando a partir dos anos 70 o aspecto cognitivo. c) 1980-(...): revolução ergonômica em quase todos os setores da empresa.

Hoje a ergonomia tem sido ampliada para a investigação, a pesquisa experimental, levando em consideração os aspectos intrínsecos e social de cada indivíduo, preocupando-se ao mesmo tempo com a saúde e a produtividade. De acordo com a International Ergonomics Association (IEA): “A ergonomia é o estudo científico da relação entre o homem e seus meios, métodos e espaços de trabalho. Seu objetivo é elaborar, mediante a contribuição de diversas disciplinas científicas que a compõem, um corpo de conhecimentos que, dentro de uma perspectiva de aplicação, deve resultar em uma melhor adaptação ao homem dos meios tecnológicos e dos ambientes de trabalho e de vida”. O objeto da Ergonomia, seja qual for a sua linha de atuação, ou as estratégias e os métodos que utiliza, é o trabalhador, a ergonomia tem como objetivo geral melhorar as condições específicas do trabalho. Para realizar o seu objetivo, a Ergonomia estuda diversos aspectos: • • O homem – características físicas, fisiológicas, psicológicas e sociais do trabalhador; influência do sexo, idade, treinamento e motivação. Máquina – entende-se por máquina todas as ajudas materiais que o homem utiliza no seu trabalho, englobando os equipamentos, ferramentas, mobiliário e instalações. • Ambiente – estuda as características do ambiente físico que envolve o homem durante o trabalho, como a temperatura, ruídos, vibrações, luz, cores, gases e outros. • Informação – refere-se às comunicações existentes entre os elementos de um sistema, a transmissão de informações, o processamento e a tomada de decisões. • Organização – é a conjugação dos elementos acima citados no sistema produtivo, estudando aspectos como horários, turnos de trabalho e formação de equipes. • Conseqüências do trabalho – aqui entram mais as questões de controles como tarefas de inspeções, estudos dos erros e acidentes, alem dos estudos sobre gastos energéticos, fadiga e ‘’stress’’.

A Ergonomia visa contribuir com sugestões, através de um estudo da situação atual da organização.

2.2 Abordagens em Ergonomia As contribuições da Ergonomia para introduzir melhorias em situações de trabalho dentro de empresas podem variar, conforme a etapa em que elas ocorrem e também conforme a abrangência com que é realizada.

2.2.1 Abrangências das Contribuições Ergonômicas A abrangência é classificada em análise de sistemas e análise dos postos de trabalho. 2.2.1.1 Análise de sistema

A análise de sistema preocupa-se com o funcionamento global de uma equipe de trabalho usando uma ou mais máquinas, partindo de aspectos mais gerais, como a distribuição de tarefas entre o homem e a máquina, mecanização de tarefas e assim por diante. Ao considerar se uma tarefa deve ser atribuída ao homem ou à máquina, devem ser adotados critérios como custo, confiabilidade, segurança e outros. A análise de sistemas pode ir se aprofundando gradativamente, até chegar ao nível de cada um dos postos de trabalho que os compõe. 2.2.1.2 Análise dos postos de trabalho

A análise dos postos de trabalho é o estudo de uma parte do sistema onde atua um trabalhador. A abordagem ergonômica ao nível do posto de trabalho faz a

análise da tarefa, da postura e dos movimentos do trabalhador e das suas exigências físicas e psicológicas. Considerando um posto mais simples, onde o homem opera apenas uma máquina, a análise deve partir do estudo da interface homem-máquina, ou seja, das interações que ocorrem entre o homem, a máquina e o ambiente. Eles devem formar um conjunto harmônico, chamado de sistema homem-máquina. Essa abordagem é diferente daquela tradicionalmente adotada pelos projetistas, que, se preocupam inicialmente com o projeto da máquina, para, posteriormente, fazer adaptações para que ela possa ser operada pelo trabalhador.

2.3 Contribuição Ergonômica A contribuição ergonômica, de acordo com a ocasião em que é feita, é classificada em ergonomia de concepção, ergonomia de correção e ergonomia de conscientização. 2.3.1 Ergonomia de concepção A ergonomia de concepção ocorre quando a contribuição

ergonômica se faz durante a fase inicial de projeto do produto, da máquina ou do ambiente. Esta é a melhor situação, pois as alternativas poderão ser amplamente examinadas, mas também se exige maior conhecimento e experiência, porque as decisões são tomadas em cima de situações hipotéticas. 2.3.2 Ergonomia de correção A ergonomia de correção é aplicada em situações reais, já existentes, para resolver problemas que se refletem na segurança, na fadiga excessiva, em doenças do trabalhador ou na quantidade e qualidade da produção. Muitas vezes, a solução adotada não é completamente satisfatória, pois exigiria

custo muito elevado, por exemplo, na substituição de máquinas inadequadas. Em alguns casos, as melhorias, como mudanças de posturas, colocação de dispositivos de segurança e aumento da iluminação podem ser feitas com relativa facilidade enquanto em outros casos, como a redução da carga mental ou de ruídos, tornam-se difíceis. 2.3.3 Ergonomia de conscientização Muitas vezes, os problemas ergonômicos não são completamente solucionados, nem na fase de concepção e nem na fase de correção. Além do mais, novos problemas poderão surgir a qualquer tempo, devido ao desgaste natural das máquinas e equipamentos, a modificações introduzidas pelos serviços de manutenção, alteração dos produtos e da programação da produção, à introdução de novos equipamentos de transporte e assim por diante. Pode-se dizer que o sistema e os postos assemelham-se a organismos vivos em constantes transformação e adaptação. Portanto, é importante conscientizar o operador, através de cursos de treinamento e freqüentes reciclagens, ensinando-o a trabalhar de forma segura, reconhecendo os fatores de risco que podem surgir, a qualquer momento, no ambiente de trabalho. Nesse caso, ele deve saber exatamente qual a providencia a ser tomada. Por exemplo: desligar a máquina e chamar a equipe de manutenção. Essa conscientização dos trabalhadores nem sempre é feita só em termos individuais. Ela também pode ser feita coletivamente, em níveis mais amplos, com o envolvimento do sindicato dos trabalhadores quando o problema afeta a todos, como no caso de poluições atmosféricas ou radiações nucleares.

2.4 Abordagem interdisciplinar da ergonomia Nas empresas, existem diversos, profissionais ligados à saúde do trabalhador, à organização do trabalho e ao projeto de máquinas e equipamentos

que podem colaborar, fornecendo conhecimento úteis que poderão ser aproveitados na solução de problemas ergonômicos. Entre esses profissionais destacam-se: • Médicos do trabalho – podem ajudar na identificação dos locais que provocam acidentes ou doenças ocupacionais e realizar acompanhamentos de saúde. • • • • • • • • • • Analistas do trabalho – ajudariam, sobretudo no estudo dos métodos, tempos e postos de trabalho. Psicólogos – geralmente envolvidos em seleção e treinamento de pessoal, podem ajudar na implantação de novo métodos. Engenheiros – podem ajudar, sobretudo nos aspectos técnicos, modificando as máquinas e ambientes de trabalho. Desenhistas industriais – ajudariam na adaptação de máquinas e equipamentos, projetos de postos de trabalho e sistemas de comunicação. Enfermeiros – poderiam contribuir na recuperação de trabalhadores prejudicados ou acidentados no trabalho. Educadores Físicos: contribuem na elaboração de projetos alternativos de prevenção e motivação. Engenheiros de segurança e manutenção – ajudariam na identificação e correção de condições insalubres ou perigosas. Programadores de produção – poderiam contribuir para criar um fluxo mais uniforme de trabalho, evitando ‘’stress’’, sobrecargas ou trabalhos noturnos. Administradores – contribuiriam no estabelecimento de plano de cargos e salários mais justos, que ajudam a motivar os trabalhadores. Compradores – ajudariam na aquisição de máquinas e materiais mais seguros, menos tóxicos e mais limpos. 2.5 Aplicação da Ergonomia O problema de adaptação do trabalho ao homem nem sempre tem uma solução trivial, que possa ser resolvida na primeira tentativa.

Ao contrário, geralmente é um problema complexo, com diversas idas e vindas, para o qual não existe resposta pronta. As pesquisas fornecem um acervo de conhecimentos, princípios gerais, medidas básicas das capacidades físicas do homem e técnicas para avaliar os efeitos, sobre o desempenho humano, dos fatores relacionados com o projeto e funcionamento das máquinas e do ambiente de trabalho. Todos esses conhecimentos devem ser aplicados em cada caso ou adaptados a uma dada situação, para produzirem o resultado desejado. Numa situação ideal, a ergonomia deve ser aplicada desde as etapas iniciais do projeto de uma máquina, ambiente ou local de trabalho. Estas devem sempre incluir o ser humano como um de seus componentes. Assim, as características desse o operador humano devem ser consideradas conjuntamente com as características ou restrições das partes mecânicas ou ambientais, para se ajustarem mutuamente uns aos outros. Ás vezes é necessário adotar certas soluções de compromisso mesmo que elas não sejam ideais, por uma série de motivos, como o aproveitamento e a adaptação da uma máquina existente, por razões econômicas. De qualquer forma, o requisito mais importante, sobre o qual não se deve fazer concessões, é o da segurança do operador, pois não há nada que pague os sofrimentos, as mutilações e o sacrifício de vidas humanas. Inicialmente, as aplicações da ergonomia se restringiram à indústria e ao setor militar e espacial. Recentemente, expandiram-se para a agricultura, ao setor de serviços e à vida diária do cidadão comum. Isso exigiu novos conhecimentos, como as características de trabalho de mulheres, pessoas idosas e deficientes físicos.

2.5.1 Ergonomia na Indústria A ergonomia contribui para melhorar a eficiência, a confiabilidade e a qualidade das operações industriais. Isso pode ser feito basicamente por três vias:

aperfeiçoamentos do sistema homem-máquina, organização do trabalho e melhoria das condições de trabalho. O aperfeiçoamento do sistema homem-máquina pode ocorrer tanto na fase de projeto de máquinas, equipamentos e postos de trabalho, como na introdução de modificações em sistemas já existentes, adaptando-os às capacidades e limitações do organismo humano. Uma segunda categoria de atuação da ergonomia está relacionada com os aspectos organizacionais do trabalho, procurando reduzir a fadiga e a monotonia, principalmente pela eliminação do trabalho altamente repetitivo, dos ritmos mecânicos impostos ao trabalhador, e da falta de motivação provocada pela pouca participação do mesmo nas decisões sobre o seu próprio trabalho. Em terceiro lugar, a melhoria das condições de trabalho é feita pela análise das condições físicas de trabalho, como temperatura, ruídos, vibrações, gases tóxicos e iluminação. por exemplo, uma iluminação deficiente sobre uma tarefa que exige precisão pode ser fatigante. Por outro lado, focos de luz brilhantes colocados dentro do campo visual podem provocar ofuscamentos extremamente desconfortáveis. A aplicação sistemática da ergonomia na indústria é feita identificando-se os locais onde ocorrem maiores problemas ergonômicos. Estes podem ser reconhecidos por certos sintomas como alto índice de erros, acidentes, doenças, absenteísmos e rotatividade dos empregados. Por trás dessas evidencias podem estar ocorrendo uma não adaptação das máquinas, falhas na organização do trabalho ou deficiências ambientais que provocam tensões musculares e psíquicas nos trabalhadores, resultando nos fatos acima mencionados.

2.8 Ergonomia: problemas retrospectivos, prospectivos e emergentes Ergonomia é indicada para tratar de problemas retrospectivos, prospectivos e emergentes nos sistemas de produção.

A compreensão do que está acontecendo e que requer uma intervenção ergonômica – ou seja, a construção de um diagnóstico ergonômico de um sistema de trabalho vai requerer o levantamento de problemas retrospectivos como: • • • • • • Custo de doenças ligadas ao trabalho; Inadequação dos postos de trabalho ou dos ambientes; Qualidade insatisfatória dos produtos e dos processos de produção; Ineficiências dos métodos de produção, de formação, de inspeção; Defeito dos produtos; Funcionamento inadequado de equipamentos e softwares. De posse de um diagnóstico ergonômico, é preciso agir para adequar as diferentes interfaces. A ação ergonômica, a partir dos elementos que o diagnóstico ergonômico lhe fornece, lida com problemas prospectivos como: • • • Concepção de novos produtos, de sistemas de produção, de novas instalações; Inovações nos equipamentos: mobiliário, maquinário, instrumentos e acessórios; Formação e treinamento na implantação de novas tecnologias e métodos. Porém, em certas passagens é necessário que o sistema de trabalho responda a situações inusitadas e tenha a capacidade de absorver fatos novos. Assim sendo, a ação ergonômica é indicada para tratar de alguns problemas emergentes como: • • • Prevenção de acidentes e doenças do trabalho (ações básicas); Problemas cruciais de qualidade ou de produção (ações focadas); Adequação a novos parâmetros legais e/ou corporativos (ações ampliadas). Conseqüentemente, as empresas e organismos diversos têm empregado, uma equipe de Ergonomia para intervir sobre estes diversos tipos de problemas com que a produção se defronta. Esses problemas podem ser referentes ao histórico da empresa (retrospectivos), à disposição para mudanças (prospectivos) ou mesmo urgentes e/ou desconhecidos até então (caso das emergências).

2.6.1 Custos e benefícios da Ergonomia As decisões na empresa geralmente costumam ser tomadas com base em dados objetivos, muitas vezes baseadas na análise de custo e benefício. Isso significa dizer que qualquer tipo de investimento só seria realizado se os benefícios previstos fossem maiores que seus custos. A ergonomia também, se tiver pretensões, de ser aceita pela administração superior da empresa, deverá estar preparada para comprovar, objetivamente, que as suas propostas produzem benefícios que superem os custos. Como custos, em geral, são computados, o de máquinas e equipamentos, o de substituição de peças, a manutenção, os operacionais, a quebra de produtividade durante a fase de mudança, a seleção e treinamento do pessoal e outros semelhantes. Os benefícios são representados pelos bens e serviço produzidos. No caso de uma mudança proposta na produção, devem ser estimados os aumentos de produtividade e de qualidade, a redução dos desperdícios, as economias de energia, mão-de-obra, manutenção, e assim por diante. Existem outros benefícios de mais difícil mensuração, como redução das falta de trabalhadores devido a acidentes e doenças ocupacionais. Finalmente, existem os benefícios chamados de intangíveis, que não podem ser calculados objetivamente, mas apenas estimados, mas nem por isso menos importantes como a satisfação do trabalhador, o conforto, a redução da rotatividade e o aumento da motivação e da moral dos trabalhadores. 2.6.2 O futuro da ergonomia Embora a ergonomia tenha feito progressos notáveis durante as quatro décadas de sua existência ‘’oficial’’, o caminho a percorrer ainda é muito grande. Nos próximos anos, a demanda por novas pesquisas e desenvolvimentos provavelmente terão origem nos seguintes segmentos: a) Sistemas complexos – Novos sistemas, como os de defesa, comunicações e transportes não poderão basear-se em conhecimentos empíricos sobre o

desempenho humano, substituindo-os cada vez mais por informações cientificamente comprovadas. b) Novas áreas – Ainda há muitas áreas do trabalho humano praticamente inexploradas pela ergonomia, e que deverão surgir como áreas de crescente interesse para a ergonomia, nos próximos anos. c) Trabalhadores – Os trabalhadores, na medida em que ficam mais instruídos melhor informados e mais organizados, tendem a exigir condições melhores de trabalho. d) Consumidores – Os consumidores estão se tornando cada vez mais exigentes e sofisticados, exigindo produtos diversificados, adaptados às suas necessidades, de boa qualidade e seguros. e) Competição industrial – O aumento da competição industrial a nível mundial deverá estimular as empresas a oferecerem produtos de melhor qualidade, ressaltando os requisitos ergonômicos como uma das vantagens competitivas. Os investimentos a nível interno da empresa, para a permanente qualificação e atualização dos trabalhadores deverá crescer, como um meio o manter a produtividade da empresa e a sua competitividade a longo prazo.

2.7 Domínios de especialização da ergonomia Ergonomia é uma disciplina inicialmente orientada aos sistemas e que modernamente se estende por todos os aspectos da atividade humana. Ergonomistas, em sua prática profissional, devem ter uma compreensão abrangente da amplitude de seu papel, que é, com a Ergonomia, promover uma abordagem holística do trabalho, na qual considerações de ordem física, cognitiva, social, organizacional, ambiental e de outros aspectos relevantes devem ser levados em conta. Ergonomistas freqüentemente trabalham em domínios de aplicação ou setores particulares da economia, tais como transportes e controle de processos. Entretanto, os domínios de aplicação não são mutuamente exclusivos

e evoluem constantemente. Novos domínios são criados e antigos tomam novas direções. Através da disciplina, os domínios de especialização representam profundas competências em atributos humanos específicos e características das interações humanas entre si e destes com os sistemas, quais seja: Ergonomia física – no que concerne as características da anatomia humana, antropometria, fisiologia e biomecânica em sua relação a atividade física. Os tópicos relevantes incluem a postura no trabalho, manuseio de materiais, movimentos repetitivos, distúrbios músculo-esqueléticos relacionadas ao trabalho, projeto de postos de trabalho, segurança e saúde. Ergonomia Cognitiva – no que concerne aos processos mentais, tais como percepção, memória, raciocínio, e resposta motora, conforme afetam interações entre seres humanos e outros elementos de um sistema. Os tópicos relevantes incluem carga mental de trabalho, tomada de decisão, performance especializada, interação homem-computador, stress e treinamento conforme estes se relacionam aos projetos envolvendo seres humanos e sistemas. Ergonomia Organizacional – no que concerne à otimização dos sistemas sociotécnicos, incluindo suas estruturas organizacionais, políticas e processos. Os tópicos relevantes incluem comunicações, gerenciamento de recursos de tripulações, projeto de trabalho, organização temporal do trabalho, trabalho em grupo, projeto participativo, Ergonomia comunitária e trabalho cooperativo novos paradigmas do trabalho, cultura organizacional, organizações em rede, teletrabalho e gestão da qualidade.

LEITURA COMPLEMENTAR ALEXANDRE, N.M.C. Ergonomia e as atividades ocupacionais da equipe de enfermagem. Rev.Esc.Enf.USP, v.32, n.1, p.84-90, abr. 1998. AÑEZ, C. R. R. Antropometria na Ergonomia. Pontifícia Universidade Católica do Paraná, sd. FERRERIA, M. C. Atividade, categoria central na conceituação de trabalho em ergonomia. Revista Alethéia, Canoas - RS, v. 1, n. 11, p. 71-82, 2000. REISDORFER, M. C. T. Condicionantes Organizacionais Relacionadas à Atuação do Enfermeiro no Trabalho: Uma Abordagem Ergonômica. Florianópolis (SC): Dissertação de Mestrado, Universidade Federal de Santa Catarina, 2002. SILVA, F. R. Ergonomia: uma necessidade apenas industrial ou também social?. Universidade Federal de Santa Catarina, sd. Ergonomia: Métodos diretos de análise postural. Método owas - ovaco working (postural) analisys system. ROBAZZI, M. L. C. C.; MARZIALE, M. H. A Norma Regulamentadora 32 e suas implicações sobre os trabalhadores de enfermagem. Rev Latino-am Enfermagem, 2004, setembro-outubro; 12(5):834-6.

AUTO-AVALIAÇÃO Escolha um dos autores indicados nas leituras complementares e realize e destaque as idéias centrais do autor. Faça uma análise ergonômica em uma empresa visitada por você. Busque a orientação com o tutor da disciplina.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BALBINOTTI, G. A ergonomia como princípio e prática nas empresas. Curitiba: Gênesis, 2003. 180p. CÉSAR, M. Ergonomia aplicada ao trabalho. Belo Horizonte: Ergo, 1995. 353p. IIDA, Itiro. Ergonomia: projeto e produção. 2. ed. São Paulo: Edgard Blücher, 1990. 465p. MORAES, A.; Mon’t Alvão, C. Ergonomia. 3. ed. Rio de Janeiro: iUsEr, 2003. 139p. SANTOS, N. Curso de engenharia ergonômica do trabalho. Florianópolis: 1993. 121p. SERRANO, R. Ergonomia. São Paulo: 1990. 53p. MONTMOLLIN, M. A ergonomia. Tradução Joaquim Nogueira Gil. Lisboa: Instituto Piaget, 1990. Tradução de: Éditions La Découverte. WISNER, A. Por dentro do trabalho: ergonomia: métodos e técnicas. Tradução Flora Maria Gonide Vezzá. São Paulo: FTD S.A., 1987. 189p. Tradução de: Analyse de la situation de travait, méthodes et critères.

GLOSSÁRIO DE TERMOS TÉCNICOS A AA - Account Ability AAF - Análise de Árvore de falhas ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas ABPA - Associação Brasileira de Prevenção de Acidentes ABP-EX - Associação brasileira para a Prevenção de Explosões ABPI - Associação brasileira de Prevenção de Incêndios ACGIH - American Conference of Governametal Industrial Hygienists (Conferência Americana Governamental de Higiene Industrial) ADC - Árvore de Causas AET - Análise Ergonômica do Trabalho AET - Auditor Fiscal do Trabalho AFRA - Abertura de Frente de Radiografia Industrial AI - Agente de Inspeção AIDS - Acquirite Imuno-Deficience Syndrom (Síndrome de Imunodeficiência Adquirida-SIDA) ALAEST - Associação Latino-americana de Engenharia de Segurança do Trabalho ALAIST - Asociación Latino Americana de Ingeniaría de Seguridad del Trabajo ALARA - As Low Razoavelmente...). As Reasonably Achievable (Tão Baixo Quanto

AMFC - Análise de Modo de Falhas e Efeitos ANA - Agência Nacional de Águas ANAMT - Associação Nacional de Medicina do Trabalho

ANDEF - Associação nacional dos fabricantes de defensivos agrícolas ANPT - Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho ANSI - American National Standards Institute ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária APF - Alto Ponto de Fluidez APES - Associação Paranaense de Engenheiros de Segurança do Trabalho APP - Análise de Problemas Potenciais ART - Anotação de Responsabilidade Técnica AS - Social Accountability ASME - American Society of Mechanical Engineers (Sociedade Americana de Engenheiros Mecânicos) ASO - Atestado de Saúde Ocupacional AT - Acidente de Trabalho ATEX - (ATmosphere EXplosibles) - Atmosfera Potencialmente Explosiva ATPE - Atmosfera Potencialmente Explosiva ATR - Autorização para Trabalho de Risco AVCB - Atestado de Vistoria do Corpo de Bombeiros B BAL - British Anti-Lewisite (Dimercaprol); Bronchoalveolar Lavage BHC - Benzene Hexachloride (hexacloro benzeno) BO - Boletim de Ocorrência BPF - Baixo Ponto de Fluidez BS 8800 - British Standard 8800 (Norma Britânica sobre Saúde e Segurança Ocupacional)

BSI - British Standards Institute BTU - British Thermal Unit C C - Código do EPI. Por exemplo: C = 118.211-0/I=3 CA - Certificado de Aprovação CAI - Certificado de Aprovação de Instalação CAT - Comunicado de Acidente de Trabalho CBO - Classificação Brasileira de Ocupações CCIH - Comissão de Controle de Infecções Hospitalares CCOHS - Canadian Centre for Occupational Health & Safety (Centro Canadense para a Saúde Ocupacional e Segurança) CCS – Cadastro de Clientes CCT - Convenção Coletiva do Trabalho CDC - Control Desease Center (Centro para Controle de Doenças) CEI - Cadastro Específico do INSS CEP – Controle Estatístico do Processo CEO - Chief Executive Officer (Chefe Executivo Oficial), Chairman and Executive Officer (Presidente e Oficial Executivo) CEREST - Centro de Referência em Saúde do Trabalhador CESAT - Centro de Estudos de Saúde do Trabalhador (Bahia) CETESB - Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental CFM - Conselho Federal de Medicina CGC - Cadastro Geral de Pessoa Física CGT - Central Geral dos Trabalhadores

CID - Código Identificador de Doença; Classificação Internacional de Doenças. CIF - Carteira de Identidade Fiscal CIN - Centro de Informações Nucleares CIPA - Centro Informativo de Prevenção de Acidentes (nome próprio - Grupo CIPA) CIPA - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes CIPAMIN - Comissão Interna para Prevenção de Acidentes na Mineração CIPATR - Comissão Interna para Prevenção de Acidentes no Trabalho Rural CLT - Consolidação das Leis do Trabalho CMSO - Controle Médico de Saúde Ocupacional CNA - Confederação Nacional da Agricultura CNAE - Código Nacional de Atividades Econômicas CNC - Comando Numérico Computadorizado (ex. torno CNC) CND - Certidão Negativa de Débito CNEN - Comissão Nacional de Energia Nuclear CNH - Carteira Nacional de Habilitação CNI - Confederação Nacional das Indústrias CNPJ - Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas COEGP - Cursos para Operador de Empilhadeira de Grande Porte COEPP - Cursos para Operador de Empilhadeira de Pequeno Porte CONAMA - Comissão Nacional de Meio Ambiente CONASEMS - Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde CONASS - Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Saúde CONFEA - Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia.

CONMETRO - Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial. CONTAG - Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura CORETEST - Conselho Regional dos Técnicos de Segurança do Trabalho COS - Composto Orgânico Volátil COS-V - Composto Orgânico Semi-Volátil CPATP - Comissão de Prevenção de Acidentes no Trabalho Portuário CPF - Cadastro de Pessoa Física CPI - Comissão Parlamentar de Inquérito CPN - Comitê Permanente Nacional (sobre condições e meio ambiente de trabalho) CPR - Comitê Permanente Regional (sobre condições e meio ambiente de trabalho) CREA - Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia. CRF - Certificado de Registro de Fabricante CRI - Certificado de Registro de Importador CRJF - Certidão de Regularidade Jurídico Fiscal CRM - Conselho Regional de Medicina CRP - Centro de Reabilitação Profissional CTN - Centro Tecnológico Nacional (da Fundacentro) CTPAT - Comissão Tripartite de Alimentação do Trabalhador CTPP - Comissão Tripartite Fretaria Permanente CTPS - Carteira de Trabalho Previdência Social CUT - Central Única dos Trabalhadores D

DATAPREV - Empresa de Processamento de Dados da Previdência Social dB - decibel DDS - Diálogo de Segurança DDSMS - Diálogo Diário de Segurança, Meio Ambiente e Saúde. DDT - Dicloro, Difenil Tricloroetano. DECEX - Departamento de Comércio Exterior DEQP - Departamento de Qualificação Profissional DIN - Deutsche Industrien Normen (Padrão Industrial Alemão), Deutsches Institut für Normung (Instituto Alemão para a Padronização). DNSST - Departamento Nacional de Segurança e Saúde do Trabalho DNV - Det Norske Veritas DORT - Doença(s) Osteomuscular(es) Relacionado(s) ao Trabalho DORT - Distúrbio(s) Osteomuscular(es) Relacionado(s) ao Trabalho DOU - Diário Oficial da União DRT - Delegacia Regional do Trabalho DRTE - Delegacia Regional do Trabalho e Emprego DSST - Departamento de Saúde e Segurança do Trabalho DST - Doença Sexualmente Transmissível E EA - Emissão Acústica EAR - Equipamento Autônomo de Respiração ECPI - Equipamento Conjugado de Proteção Individual ECSST - Educação Continuada em Saúde e Segurança do Trabalho EIAS – Avaliação do Impacto no Ambiente e a Saúde

EMATER - Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural EMBRAPA - Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias END - Ensaio Não-Destrutivo (radiações) EPC - Equipamento de Proteção Coletiva EPI - Equipamento de Proteção Individual EPS – Embalagem de Produtos (Poliestireno Expandido) EST - Engenheiro de Segurança do Trabalho; Engenharia de Segurança do Trabalho. F FAT - fundo de amparo ao trabalhador FDA - Failure-Data Analysis (Análise de Falha de Dados) FEEMA - Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Rio de Janeiro) FENATEST - Federação Nacional dos Técnicos de Segurança do Trabalho FEPI - Ficha de Entrega de EPI FGTS - Fundo de Garantia do Tempo de Serviço FIOCRUZ - Fundação Osvaldo Cruz FISP - Feira Internacional de Segurança e Proteção (nome próprio) FISP - Folha de Informação Sobre o Produto FISPQ - Ficha de Informação de Segurança de Produto Químico FISPQ - ficha de informação de Segurança do Produto Químico FISST - Feira Internacional de Saúde e Segurança no Trabalho FMEA - Failure Method of Effect Analysis (Análise dos Efeitos dos Modos de Falha) FOR - Free Oxigen Radicals (Radicais Livres de Oxigênio)

FSDP - Ficha de Segurança de Produto FISPQ - Ficha de Informações de Segurança do Produto Químico FTA - Fault Tree Analysis (Análise de Árvore de Falhas) FUNDACENTRO - Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Seg. e Med. do Trabalho G GA - Gases Ácidos GES - Grupo de Exposição Similar GFIP - Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social. GHE - Grupo Homogêneo de Exposição GHR - Grupo Homogêneo de Risco GLP - Gás Liquefeito de Petróleo GNV - Gás Natural Veicular GOI-PNES - Grupo Operativo Institucional (do PNES) GQT - Gerenciamento pela Qualidade Total GR - Grau de Risco GST - Gerenciamento pela Segurança Total GSTB - Grupo de Segurança do Trabalho a Bordo de Navios Mercantes GT - Grupo Técnico GT - 10 - Grupo Técnico para Revisão da NR-10 GT/SST - Grupo Tripartite de Saúde e Segurança do Trabalho GTT - Grupo Técnico Tripartite H

HACCP - Hazard Analysis and Critical Control Point (Análise de Perigo e Ponto de Controle Crítico) HAZOP - Hazard and Operability HIV - Human Immunodeficiency Virus (Vírus de Imunodeficiência HumanaVIH/SIDA) HPV – Papiloma Vírus Humano HMIS - Hazardous Material Information System (Sistema de Informação Material perigoso), Hazardous Materials Identification System (Sistema perigoso da Identificação dos materiais). HSTA - Higiene e Segurança no Trabalho e Ambiente I I - Grau de Infração. Por exemplo: C = 118.211-0/I=3 IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis IBUTG - Índice de Bulbo Úmido-Termômetro de Globo IEC - International Electrotechnical Commission (Comissão Eletrotécnica Internacional) IEF - Instituto Estadual de Florestas (Minas Gerais) IKAP - índice Kwitko de atenuação pessoal ILO - International Labour Organization (OIT, em Inglês). (Organização Internacional do Trabalho) IML - Instituto Médico Legal IN - Instrução Normativa. Sucede-se ao IN um número. Por exemplo, IN-84. INMETRO - Instituto Nacional de Pesos e Medidas INSS - Instituto Nacional de Seguridade Social INST - Instituto Nacional de Segurança do Trânsito IPVS - Imediatamente Perigoso à Vida e à Saúde

IRA - Índice Relativo de Acidentes ISO - International Organization for Standardization (Organização Internacional de Padronização) L LEM - Laudo de Exame Médico LEO - Limite de Exposição Ocupacional LER - Lesão por Esforço Repetitivo LER/DORT - Lesão por Esforço Repetitivo/Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho LGE - Líquido Gerador de Espuma LP - Líquido Penetrante LT - Limite de Tolerância LTCA - Laudo Técnico de Condições Ambientais LTCAT - Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho. M MAG - Metal Ative Gás - tipo de solda MASP – Método de Análise e Solução de Problemas MBA - Master of Business Administration (Mestre de Administração do Negócio) MIG - Metal Inert Gás - Tipo de Solda MMA - Ministério do Meio Ambiente MOPE - Movimentações de Cargas Perigosas MRA - Mapa de Risco Ambiental MSDF - Material Safety Data Sheet (Folhas de dados Materiais de segurança) MTb - Ministério do Trabalho

MTE - Ministério do Trabalho e Emprego MTR - Manifesto para Transporte de Resíduos N NBR - Norma Brasileira NFPA - National Fire Protection Association (Associação Nacional da Proteção de Fogo) NHO - Norma de Higiene Ocupacional NIOSH - National Institute for Occupational Safety and Health (Instituto Nacional para a Segurança e a Saúde ocupacional) NIT - Número de Identificação do Trabalhador NOB - Norma Operacional Básica NOSA - National Occupational Safety Association (África do Sul) (Associação Nacional de Segurança Ocupacional) NPS - Nível de Pressão Sonora NR - Norma Regulamentadora NRR - Nível de Redução de Ruído NRR - Norma Regulamentadora Rural NRR-SF - Noise Reduction Rating - Subject Fit (Avaliação de Redução de Ruído – Ajuste do Assunto) O OGMO - Órgão Gestor de Mão-de-Obra OHSAS - Occupational Health and Safety Management System Specification (Sistema de Gestão de Segurança e Higiene no Trabalho) OIT - Organização Internacional do Trabalho (em Inglês, ILO). OMS - Organização Mundial da Saúde ONG - Organização Não-Governamental

ONL - Organização Não-Lucrativa OS - Ordem de Serviço OSHA - Occupational Safety and Health Act (Ato Ocupacional de Segurança e de Saúde) ou Occupational Safety & Health Administration (Administração Ocupacional de Segurança e de Saúde) P PAE - Plano de Ação Emergencial PAIR - Perda Auditiva Induzida por Ruído PAIRO - Perda Auditiva Induzida por Ruído Ocupacional PAM - Plano de Ajuda Mútua PAT - Programa de Alimentação do Trabalhador PBAS - Projetos, Planos ou Programas Básicos Ambientais. PCA - Plano de Controle Ambiental PCA - Programa de Conservação Auditiva PCE - Plano de Controle de Emergência PCIH - Programa de Controle de Infecções Hospitalares PCMAT - Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Construção Civil PCMSO - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional PCTP - Programa de Controle Total de Perdas P.D.C.A. – Plan (Planejar), Do (Executar), Check (Verificar), Act (Agir). PGR - Programa de Gerenciamento de Risco PGRSS - Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos de Saúde PH - Profissional Habilitado pH - Potencial Hidrogenionico

PM - Partículas Magnéticas PMOC - Plano de Manutenção, Operação e Controle. PMTA - Pressão Máxima de Trabalho Admissível PNES - Programa Nacional de Eliminação da Silicose PPACAP - Programa de Prevenção de Acidente Com Animais Peçonhentos PPEOB - Programa de Prevenção de Exposição Ocupacional ao Benzeno PPAP – Processo de Aprovação de Peça de Produção PPD - Pessoa Portadora de Deficiência PPP - Perfil Profissiográfico Previdenciário PPR - Programa de Proteção Respiratória PPRA - Programa de Prevenção de Riscos Ambientais PPRAG - Programa de Prevenção de Riscos Ambientais para Indústrias Galvânicas PPRPS - Programa de Prevenção de Riscos em Prensas e Similares. PPS - Procedimento Padrão de Segurança PRAT - Pedido de Reconsideração de Acidente de Trabalho PRODAT - Programa Nacional de Melhoria de Informações Estatísticas Sobre Doenças e Acidentes do Trabalho PROESIC - Programa de Engenharia de Segurança na Indústria da Construção PROVERSA - Programa de Vigilância Epidemiológica e Sanitária em Agrotóxicos PSS - Programa de Saúde e Segurança PSSTR - Programa Saúde e Segurança do Trabalhador Rural PT - Permissão de Trabalho

PTR - Permissão de Trabalho de Risco Q QS - Quality System (Sistema de Qualidade da Chrysler, Ford e General Motors). QFD - Quality Function Deployment (Processo de Desenvolvimento de Projetos) R RAA - Relatório de Auditoria Ambiental RAP - Relatório Ambiental Prévio RAS – Rede de Agricultura Sustentável RCA - Relatório de Controle Ambiental RE - Risco Elevado (Normas de Combate à Incêndio) REM - Roetgen Equivalent Man (Unidade de Dose de Radiação) RG - Registro Geral (Cédula Identidade) RIA - Responsável pela Instalação Aberta (Técnico Habilitado em Trabalho com Radiação) RIMA - Relatório de Impacto de Meio Ambiente RIT - Regulamento de Inspeção ao Trabalho RL - Risco Elevado (Normas de Combate à Incêndio) RM - Risco Médio (Normas de Combate à Incêndio) RNC - Relatório de Não-Conformidade RSI - Repetitive Strain Injuri (Lesão por Esforço Repetitivo - LER, em Inglês). RT - Responsável Técnico RTP - Recomendação Técnica de Procedimentos RTR - Requerimento para Transferência de Fonte Radioativa

S SARS - Severe Aguda/Severa) Acute Respiratory Syndrom (Síndrome Respiratória

SASSMAQ - Sistema de Avaliação de Segurança, Saúde, Meio Ambiente e Qualidade. SAT - Seguro de Acidente de Trabalho SA - Social Accountability SAI - Social Accountability International SECONCI - Serviço Social da Indústria da Construção SEESMT - Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho SEFIT - Sistema Federal de Inspeção do Trabalho SENAC - Serviço Nacional de Aprendizado do Comércio SENAI - Serviço Nacional de Aprendizado Industrial SENAR - Serviço Nacional de Aprendizado Rural SERLA - Fundação Superintendência Estadual de Rios e Lagoas SERT - Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho SESC - Serviço Social do Comércio SESI - Serviço Social da Indústria SESMT - Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho ou Serviço de Segurança e Medicina do Trabalho SESST - Serviço Especializado em Segurança e Saúde do Trabalhador Portuário SEST - Serviço Especializado em Segurança do Trabalho SETAS - Secretaria do Trabalho e da Ação Social SGSST - Sistema de Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho

SH&E - Simat Helliesen & Eichner (Política de Meio Ambiente, Saúde Ocupacional e Segurança estabelecidas pela ExxonMobil e Filiadas). SIASUS - Serviço de Informação Ambulatorial do SUS SICAF - Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores SIDA – Síndrome de Imunodeficiência Adquirida. (VIH/SIDA) SINDUSCON - Sindicato da Industria da Construção Civil SINITOX - Sistema Nacional de Informação Tóxico-Farmacológica SINMETRO - Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial. SIPAT - Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho SIT - Secretaria de Inspeção do Trabalho SMS – Segurança, Meio Ambiente e Saúde. SOBES - Sociedade Brasileira de Engenharia de Segurança SOL - Segurança Ordem e Limpeza SSSSS ou 5S – Seiri (Senso de Utilização), Seiton (Senso de Organização), Seison (Senso de Zelo), Seiketsu (Senso de Higiene) e Shitsuke (Senso de Disciplina). SSST - Secretaria de Segurança e Saúde do Trabalho SST - Saúde e Segurança do Trabalho SUS - Sistema Único de Saúde Sv - Sievert (Unidade de Dose de Radiação) T TDS - Treinamento de Segurança TE - Temperatura Efetiva TIG - Tungsten Inert Gas - Tipo de Solda (Gás Inerte de tungstênio)

TLV - Threshold Limit Value (Valor de Limite do Ponto Inicial), Threshold Level Value (Valor do Nível do Ponto Inicial). TPM - Técnicas de Parasitologia e Manejo de Pragas ou Manutenção produtiva total TRT - Tribunal Regional do Trabalho TST - Técnico de Segurança do Trabalho TST - Tribunal Superior do Trabalho TWA - Time Weight Average (Nível Médio Ponderado) (Média do Peso do tempo) TWI - Training With Industry (Treinar com a Indústria) U UE - Unidade Extintora (Normas de Combate à Incêndio) US - Ultra-som UFIR - Unidade Fiscal de Referência UNESCO - United Nations Education, Science and Culture Organization (Organização das Nações Unidas da Educação, Ciência e Cultura). UNICEF - United Nations Children`s Found (As Nações Unidas de Encontro as Crianças) V VDA – Conjunto de Normas da Federação das Indústrias Automobilísticas Alemã VDE – Association for Electrical, Electroni Information Technologies VGD - Ventilação Geral Diluidora VLE - Ventilação Local Exaustiva VO - Voláteis Orgânicos VRT - Valor de Referência Tecnológico

W WHO - World Health Organization (Organização da Saúde e do Mundo)

Fonte: SOUZA, R.; MARANGON, C. Disponível em: www.areaseg.com Acesso em:
18/09/08.

Revistas Em português Cadernos de Saúde Pública Ensaios de Ergonomia Jornal da Segurança Observatório Saúde do Trabalhador Portal de Periódicos - CAPES Portal de Revistas - BVS Portal de Revistas SciELO Brasil Portal de Revistas UNIFESP-EPM Portal LivRe! - CNEN Portal P@psic Revista Bras. Saúde Ocupacional Revista CIPA Revista de Saúde Pública Revista PROTEÇÃO Revista SEGURANÇA SciELO Saúde Pública

Outras Línguas Accident Analysis & Prevention Canadian Occupational Safety Magazine Chemical Engineering Journal Diario per la Prevenzione Erg@nline Factor de Riesgo Fire Safety Journal Hygiène et sécurité du travail Injury Prevention Journal of Loss Prevention in the Process Industries Journal of Safety Research Occupational Health & Safety Reliability Engineering and System Safety Revista del INSHT Safety Science

Legislação

Normas Regulamentadoras (NRs) de Segurança e Saúde no Trabalho Brasil Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) - Brasil Constituição Federal de 1988 - Brasil Convenções Internacionais da OIT/ILO - MTE Diário Oficial da União (DOU) - Brasil Legislação Básica de Saúde da América Latina e Caribe - LEYES Legislação em Vigilância Sanitária - VISALEGIS/Brasil Legislação Européia sobre SST - OSHA.EU Legislação Previdenciária Brasileira - SISLEX Legislações Nacionais sobre Trabalho - NATLEX/OIT Lista Européia das Doenças Profissionais Occupational Exposure Limit values (OELs) - OSHA.EU Pesquisa Legislação Brasileira - Senado/Brasil Pesquisa Legislação Mundial - CataLaw Portadores de Deficiência - Legislação Brasileira Trabalhador do setor saúde - Legislação Brasileira

Entidades: instituições

Em português ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas ABRASEG - Assoc. Bras. Distrib. de Equip. de Segurança ABREA - Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto ABRICEM - Associação Brasileira de Compatibilidade Eletromagnética ACT - Autoridade para as Condições do Trabalho (Portugal) ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária CAPES - Coord. de Aperfeiç. Pessoal Nível Superior CNPq - Cons. Nac. Desenv. Científico e Tecnológico ENSP - Escola Nacional de Saúde Pública FIOCRUZ - Fundação Oswaldo Cruz FUNDACENTRO - Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis IGT - Inspecção-Geral do Trabalho (Portugal) INMETRO - Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial IRD - Instituto de Radioproteção e Dosimetria ISHST - Instituto para a Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho (Portugal) MPS - Ministério da Previdência Social MS - Ministério da Saúde MTE - Ministério do Trabalho e Emprego Observatório de Saúde do Trabalhador - MS OSHA.EU - Agência Européia para Segurança e Saúde no Trabalho

Sites SST
Em português

ABPA - Associação Brasileira Prevenção de Acidentes ABREA - Associação Brasileira de Expostos ao Amianto ABS - Agência Brasil de Segurança Amputados Vencedores ÁreaSeg.com Assédio moral no trabalho Biodireito-Medicina Biossegurança Hospitalar Biosseguranca.com Bras Golden Ergonomics & Signs Combate ao Trabalho Escravo - OIT Brasil DIESAT - Depto Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho ERGONET - Ergonomia Online Ergonomia.com.br ErgoTríade Fórum da Segurança Grupo Ramazzini HELP Temperatura & Metrologia HO - Higiene Ocupacional Indicadores Biológicos de Exposição - Tóxikon

INST - Instituto Nacional de Saúde no Trabalho Jornal da Segurança L@MPADA - Lab. Médico de Pesquisas Avançadas LAV - Laboratório de Acústica e Vibrações LiveSeg Medicina Hiperbárica Medlinks NEAR - Núcleo de Ergonomia Aplicada do Recife Observatório da Saúde do Trabalhador - MS OSHA.EU - Agência Européia para Segurança e Saúde no Trabalho POL - Psicologia Online Portal do Técnico PrevLER - Instituto Nac de Prevenção às LER/DORT Produtos Químicos - Simbologia PsiqWeb - Psiquiatria Geral Qualidade de vida - CMQV Risco Biológico Riscos de Acidentes na Zona Rural RST - Rede de Saúde dos Trabalhadores da A. Latina Safety Guide Seguir Online Seguranç@mão Segurança e Saúde no Trabalho

Segurança e Trabalho Online Segurança no Trabalho Segurança-LA SHST online.com Sílica e Silicose TOXNET - Toxicologia Ocupacional Treinart - Treinamentos

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