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Pr. Isaltino

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07 de março, 2012 Reflexões/Artigos
Novos modelos de pregação
Detalhes Categoria: Reflexões

Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho para os Pastores Batistas do Amapá, novembro de 2009

INTRODUÇÃO As raízes históricas do púlpito bíblico estão em Esdras, em Neemias 8.4-12, cuja leitura faço agora: “Esdras, o escriba, ficava em pé sobre um estrado de madeira, que fizeram para esse fim e estavam em pé junto a ele, à sua direita, Matitias, Sema, Ananías, Urias, Hilquias e Maaséias; e à sua esquerda, Pedaías, Misael, Malquias, Hasum, Hasbadana, Zacarias e Mesulão. E Esdras abriu o livro à vista de todo o povo (pois estava acima de todo o povo); e, abrindo-o ele, todo o povo se pôs em pé. Então Esdras bendisse ao Senhor, o grande Deus; e todo povo, levantando as mãos, respondeu: Amém! amém! E, inclinando-se, adoraram ao Senhor, com os rostos em terra. Também Jesuá, Bani, Serebias, Jamim, Acube; Sabetai, Hodias, Maaséias, Quelita, Azarias, Jozabade, Hanã, Pelaías e os levitas explicavam ao povo a lei; e o povo estava em pé no seu lugar. Assim leram no livro, na lei de Deus, distintamente; e deram o sentido, de modo que se entendesse a leitura. E Neemias, que era o governador, e Esdras, sacerdote e escriba, e os levitas que ensinavam o povo, disseram a todo o povo: Este dia é consagrado ao Senhor vosso Deus; não pranteeis nem choreis. Pois todo o povo chorava, ouvindo as palavras da lei. Disse-lhes mais: Ide, comei as gorduras, e bebei as doçuras, e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque este dia é consagrado ao nosso Senhor. Portanto não vos entristeçais, pois a alegria do Senhor é a vossa força. Os levitas, pois, fizeram calar todo o povo, dizendo: Calaivos, porque este dia é santo; por isso não vos entristeçais. Então todo o povo se foi para comer e beber, e para enviar porções, e para fazer grande regozijo, porque tinha entendido as palavras que lhe foram referidas”. Esta é a forma que púlpito deve ter: um homem ler a Palavra de Deus, esclarecer o que leu, o povo entender, ser impactado, e depois se alegrar pelos efeitos da Palavra. E como vemos no versículo 13, a pregação verdadeira ainda produz efeitos depois: “Ora, no dia seguinte ajuntaram-se os cabeças das casas paternas de todo o povo, os sacerdotes e os levitas, na presença de Esdras, o escriba, para examinarem as palavras da lei”. O povo quis mais da Palavra. O povo de Deus que é sério se extasia diante da Palavra, e quando a ouve quer mais. Mas, infelizmente, aconteceu uma tragédia com a igreja contemporânea. Ela trocou o púlpito pela festa. O louvor atual, que muitas vezes mais parece com forró e desprogramação da personalidade através da música barulhenta, para efeitos de manipulação, tomou o lugar da proclamação bíblica. Temos muito culto, muito louvor e pouca santidade e afastamento do pecado. As pessoas não são impactadas pela Palavra de Deus. Éramos o povo da Bíblia e hoje somos o povo da caixa de som. E há mais. Não quero ser polêmico, mas minha alma de profeta não me permite calar. Muitos pastores darão contas a Deus porque substituíram a Palavra de Deus pela sua palavra pessoal, no púlpito. O pregador é servo da Palavra, e quando usa o púlpito isto deve ser visto em sua vida. Muitos usam o púlpito para projetos pessoais, desvestindo-o de sua grandeza e de sua santidade e transformando-o em tribuna de ganho pessoal. E há pregadores preguiçosos que ocultam sua pouca disposição de aprender com uma arrogância espiritual de quem tem uma linha vermelha com Deus e sabe de tudo. Parece que quando receberam a imposição de mãos, receberam um PhD em capacidade. Eugene Petersen faz esta observação, bem válida, em uma de suas obras: “Agostinho escreveu quinze comentários sobre o livro de Gênesis. Ele começou com as origens, porém jamais se contentou com o que realizara. Ele nunca acreditou que havia explorado profundamente o primeiro livro da Bíblia… Beethoven compôs dezesseis quartetos de cordas porque nunca estava satisfeito com o que havia composto antes” 1. Isto deve acontecer com o pregador. Nunca deve estar satisfeito com sua produção, mas procurar melhorar. Melhorar sua vida espiritual, seu conhecimento bíblico, sua dicção, seu português, seu sermão. Não deve pregar o mesmo sermão duas vezes. Mesmo que seja o mesmo sermão, este deve ser reestudado e aperfeiçoado. Neste sentido, fico feliz por abordar este tema. E vim falar de coração, não de cátedra. Eu melhorei, porque tive que estudar, tive que pensar e refazer o que tinha feito antes. A gente cresce quando age assim. Fiz esta introdução mais devocional, e entro em parte mais estrutural. Para tratar de novos modelos de pregação contemporânea, começarei pela área da interpretação. Pela exigüidade do tempo e pelo ambiente não posso apresentar um trabalho em nível de mestrado (não sei se conseguiria com mais tempo e em outro ambiente). É um desafio falar para pastores sobre pregação, mas desafios sempre são fascinantes. Espero ser útil. Foi nesta mentalidade que vi. Para ser útil. Vim como servo. Começo pela parte da interpretação, que denominei de “A interpretação do texto”. Começo aqui porque a exegese está em baixa em nosso meio e as coisas mais disparatadas são ditas, em nome de Deus. Uma coisa é o livre exame das Escrituras. Outra coisa é a livre interpretação das Escrituras. Elas não podem ser interpretadas a bel prazer, enxertando-se nelas o queremos, ou torcendo-as para apoiarem nossa posição. Há regras de interpretação da Bíblia, postas pelo bom senso, que devem ser consideradas.

O QUE É INTERPRETAÇÃO? Uma falsa hermenêutica, que não é hermenêutica, mas o desconstrucionismo literário de Derrida, diz que não se pode interpretar um texto, principalmente o bíblico, porque ninguém pode saber qual é a intenção do autor ao produzi-lo. Este é o discurso dos pseudos intelectuais.

3. não com palavras ensinadas pela sabedoria humana. 46 e 51. a vivência daquela passagem. mas sim o Espírito que provém de Deus.19-22. entende o que o Espírito revelou. Dito isto. mas com palavras ensinadas pelo Espírito Santo. antes e depois. Precisamos interpretar bem a Bíblia e depois ensiná-la bem ao nosso povo. à luz de Romanos 1. por meio da fé (Ef 2. Não somos salvos pela fé. porque ordem é uma comunicação e demanda comunicação 3. O texto não foi escrito em tabula rasa. verbalizada. Se o Espírito é o autor das Escrituras. Por isso o método histórico e cultural tem valor. Ora. Cremos que uma pessoa regenerada. que habita nele. Graça e fé. a respeito. por exemplo. É preciso conhecer o texto e seu contexto 2.2 – Conheça a relação entre as palavras.2 – Examine outras traduções: KJ. tanto quanto possível.5 e em Hebreus 1. Use dicionários e léxicos. Lembrando do texto de 1Coríntios 2. 3.2 – Conheça o contexto remoto: o livro e a Bíblia.21 e 25)? 1. como convém a um Deus da ordem.1 – Examine várias traduções portuguesas: VR. mas num contexto histórico e cultural. Cremos que Deus se comunicou e se comunicou de forma inteligível. um pano de fundo.21). mas diga o que entendeu.1 – Conheça o contexto próximo: o imediato. O texto e seu estudo 4. Entendes o que lês?. nós não temos recebido o espírito do mundo. Maria era noiva de José e é chamada de esposa. 4. as quais também falamos. É poesia? Linguagem figurada? Artigo de livro pré-milenista sobre a reconstrução de Babilônia e Isaías 13. bem expresso em Mateus 17. Quem não pode chamar a Deus de Tu e viver com o Tu. em Efésios 2. bem orientada pelo Espírito Santo de Deus. etc. cultural e espiritual próprio que se refletiu no conteúdo da mensagem. Um defende a salvação pela fé (Paulo. A boa exegese manda que se analise um pensamento completo. por exemplo. 1. consideremos o versículo 15a: “Mas o que é espiritual discerne bem tudo”. E isto trouxe muitos problemas para a humanidade.1-2. BP. a salvação pelas obras (Tiago. NIV. 1. Interpretar não é trazer o texto para o nosso tempo. O primeiro intérprete a chamar Deus de Ele foi a serpente (Gn 3.2 – Os destinatários e seu ambiente. revelação proposicional. definamos interpretação: “Interpretação é o esforço de uma mente em seguir os processos mentais de outra mente por meio de símbolos que chamamos linguagem” (Dana). econômicas e sociais. tanto quanto o gramatical. Partimos de um pressuposto: não somos os destinatários primeiros dos livros. Assim afirmo que o principal critério para a boa interpretação é vida espiritual. por exemplo. KJ. NTLH.8-9) e outro. 4. 2. de Mateos e Camacho. Se há uma mensagem cognoscível na ordenação cósmica. e que pode levá-lo a entender as coisas do Espírito: “Ora. E uma das tarefas mais esperadas de um pastor é que ele interprete a Palavra de Deus para o seu rebanho. 4. Tiago e Paulo sobre Abraão. Outro princípio inegociável: o pregador é uma pessoa regenerada pelo Espírito Santo. Mas cuidemos da interpretação do texto. A interpretação bíblica correta só pode ser feita onde Deus é o Tu. Um dos motivos deste sensus é o fato de que temos um universo organizado. Constantemente ouvimos os crentes e até pastores dizerem que somos salvos pela fé.1). Não invente. BJ. o que mostra a possibilidade de se conhecer a Deus 2. NTJ. Há um pano de fundo em Hebreus. que serve de ferramenta hermenêutica. Lembre-se do conceito de Lutero: “Cristo é o cânon dentro do cânon”. culturais. mostrado no tipo de leitores e no ambiente que eles viviam.Lembro. RAB. em Tiago 2.3 – Examine o texto em grego ou hebraico. em Romanos 12. Reina-Vallera. E trazer os princípios do texto para o nosso tempo. O que significa amontoar brasas de fogo sobre a cabeça do inimigo. BV. Deve calar a boca. Outro muito útil é Evangelho – figuras & símbolos.12-14). Cada igreja do Apocalipse tinha seu ambiente geográfico. NVI. Que não é sair do erro para a verdade.20? 2.8-9). Eis alguns passos a seguir para uma boa interpretação do texto: 1. porque para ele são loucura.1 – O autor e seu momento histórico e cultural. CLASSIFICAÇÃO DOS SERMÕES QUANTO À ESTRUTURA .3 – Recrie. Ele é o fio de prumo hermenêutico.4 – As condições geográficas. de um Deus comunicante? Há um princípio hermenêutico inegociável: o autor último do texto bíblico é o Espírito Santo (2Pe 1. 3.3 – A ocasião e o propósito do autor. e não pode entendê-las. presente na humanidade. O contexto dos salmos 32. A espiritualidade sadia é a primeira e maior ferramenta na interpretação do texto bíblico. não a haverá na Bíblia. da Vida Nova. iluminada pelo Espírito. BL. ele não se contradisse. porque elas se discernem espiritualmente” (1Co 2.4 – Dê sua própria interpretação. É ir ao tempo do texto. políticas. mas os segundos. Somos salvos pela graça. É preciso conhecer o texto e saber analisá-lo 3.1 – Conheça o sentido das palavras. Há sentido nesta ordem e nas preposições. não pode falar de Deus como Ele. 4. Um Deus da ordem é necessariamente um Deus comunicável. o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus. da Paulinas. Partimos de um pressuposto: o texto tem um background.3 – Lembre-se do princípio da revelação progressiva. A obra de Fee & Stuart. mas do incompleto para o completo e do obscuro para o claro. O que o todo bíblico diz sobre a parte? 2. e não um caos. é excelente para dar este embasamento. comparando coisas espirituais com espirituais. E o homem pode refletir sobre este ordenamento. O suporte deste conceito de Lutero é o conceito de revelação progressiva.18-30. Conheça aquela cultura. A mais forte razão pela qual a igreja de hoje está confusa e fraca é por falta de ensino correto das Escrituras. É preciso conhecer o texto e seu substrato histórico 1. sobre o assunto.12-14. por exemplo. um argumento de Calvino chamado de sensus divinitatis (“senso da divindade”). a fim de compreendermos as coisas que nos foram dadas gratuitamente por Deus.

e livres. se as divisões são as palavras do texto. 5-10) 4. mas nada diz ao ouvinte contemporâneo. pois vivemos numa época de tantas esquisitices nas igrejas e de absoluta ignorância bíblica. é necessário trabalhar com uma ordem diferente daquela em que os argumentos aparecem no texto bíblico. Exemplo 1 – “O remédio para um mal incurável” (2 Reis 5. Exemplo 2 – “A salvação do carcereiro” (Atos 16. O pregador deduziu que a igreja conhece a história de Acã (tantas vezes contada em nosso meio) e deve tê-la utilizado na introdução. do maior para o menor. de White. 3. o trabalho foi facilitado porque a ordem dos argumentos está clara no texto. Sua estrutura parece com a do textual. Nem sempre nossa argumentação pode seguir a mesma ordem da argumentação do autor bíblico. O remédio aceito (vv. não sendo uma prática respaldada pelo ensino bíblico geral. Lembre-se: o título do sermão deve ser relevante e contemporâneo. A santidade que glorificou a igreja Normalmente. do menor para o maior. Como tratamos aqui de exegese.16) – IGCF 1.31) – Crabtree 1. p. É aquele em que o tema deriva do texto. sal grosso para descarrego. O Salvador é o Senhor Jesus (“crê no Senhor Jesus”) 2. os nomes de pessoas e lugares devem ser deixados de lado. Exemplo 1 – “O maior amor do mundo” (João 3. Sermão tópico ou temático .1-11) Macaulay. Fiquemos com os sermões textual e expositivo. O título é inexpressivo. Relacionou-o com a igreja e seguiu por uma brilhante linha de raciocínio. textual ou expositivo. 140 1. O remédio conhecido (vv. O sermão expositivo faz teologia bíblica. abençoar água por oração. É uma salvação garantida (“serás salvo”) 3. As vantagens do sermão expositivo 1ª) Parece-me o mais necessário atualmente. As divisões derivam do tópico (ou tema). quando as palavras do texto fornecem as idéias das divisões. um ou dois versículos. nos títulos e divisões. 13-14). Os conceitos têm que estar respaldados no texto. O expositivo lida com um texto maior. Mas mudar a ordem não significa ser infiel ao texto. É pela graça mediante a fé (“crê”) Respeitando a fantástica cultura de Crabtree em AT e Hebraico: este esboço tem um problema. É aquele em que as divisões correspondem às palavras do texto.É aquele que faz a exposição completa de um texto bíblico. O remédio recusado (vv. . O pecado que ameaçou a igreja 2. citado em Predicación Expositiva. O amor de Deus é o maior amor do mundo quanto à sua prodigalidade (“deu”) 3. abençoar fotografias.1-14) – Hawkins 1. A severidade que salvou a igreja 3. Aqui. Estas práticas são tiradas de passagens bíblicas isoladas e de eventos acidentais. O amor de Deus é o maior amor do mundo quanto aos seus efeitos (“não pereça… tenha a vida eterna”).Um sermão pertence a uma destas três categorias: tópico (ou temático). Sermão expositivo . sem base bíblica: amarrar Satanás. Definamos cada um sinteticamente. não. Sermão e texto caminham juntos. Os orientais têm o estilo decrescente de escrever. Sermão textual – Trata do desenvolvimento de um texto bíblico. Exemplo 2 – “O fantasma de Acã” (Atos 5. Porque isto remete o sermão ao passado e o confina lá. deixá-lo-ei de lado porque ele não lida com exegese. Seria correto se fosse pregado para carcereiros. Nossa argumentação é crescente. Mas preste atenção: o texto não faz nenhuma referência a Acã. O amor de Deus é o maior amor do mundo quanto à sua extensão (“o mundo”) 2. 2-4) 3. As divisões derivam do texto. principalmente nas cartas paulinas. etc.Trata de um tópico e não de um texto bíblico em particular. 4. A diferença entre os dois é que o textual usa apenas um versículo. O remédio necessário (v. Há muito ensino fragmentário. São aleatórias. 11-12) 5. O remédio procurado (vv. 1) 2. Pode ser literal. Muitas vezes. mas as divisões.

Exemplo – “Cristo morreu por nós” (Romanos 5. Lembre-se que no sermão é o texto. Este é um cuidado a tomar na confecção do sermão: as divisões não podem ser repetitivas. Como é elaborado? Como se faz? 1. Uma oferta gloriosa (“para que vos torneis filhos da luz”) 2. A lógica da argumentação deve prevalecer. necessariamente. 4.2ª) Dá cultura teológica e bíblica ao pregador. “negligenciarmos”. mas apenas comentários sobre os livros de Alberto Cury. que é pessoal. O sermão não pode ser cíclico. recomendo o livroPense biblicamente. e vice-versa. Dividindo o texto em idéias principais. as divisões irão surgir. 3ª) Está de acordo com a dignidade da pregação: ensinar a Bíblia. vendo as idéias principais. De acordo com sua argumentação. O pastor deve ser uma autoridade em Bíblia e não em exotismos doutrinários. sem repetir as expressões contidas no texto. Usemos Hebreus 2. 5ª) Usando o modelo textual livre é possível apresentar um bom sermão neste texto. a ordem das divisões. o sermão textual pode ser literal e livre. Vimos exemplos de esboços e captamos sua estrutura. 2ª) Repito: a ordem do texto não é. literalmente. se negligenciarmos tão grande salvação?”.36) – Crane 1. claro e forte. quando não as próprias palavras do texto. as expressões contidas no texto. Uma oportunidade fugaz (“enquanto tendes a luz”) Neste texto. pondo palavras aqui e acolá. A relação com o texto O texto. as divisões são. É o texto que comanda o desenvolvimento. O textual literal nem sempre permite o melhor esboço. tem que ser expressivo. e na quarta. Sermão textual literal Nele. As partes não devem conflitar com o todo. “salvação tão grande”. de acordo com o texto. Por dar conhecimento bíblico ao pregador. com argumentos se repetindo. “se”. Uma condição simples (“crede na luz”) 3. Um esboço “impregável”. acaba dando-lhe cultura teológica. de John Macarthur Jr 4. o autor inverteu a ordem de aparecimento das expressões. E. Veja este esboço: . Sermão textual livre Nele. “nós”. Não faz muito sentido. 4ª) É necessário captar os sentidos das partes do texto. E nem mesmo em pensamento secular mais quem em conhecimento bíblico. Há muito ensino humano no púlpito. nas divisões do sermão. 2. Mas me parece que o sermão contém um erro de estrutura: as divisões 3 e 4 dizem a mesma coisa. a ordem das divisões não é a mesma em que as expressões aparecem no texto bíblico. 3. o fato de que ela é vicária. O sermão vai depender da força do texto. A ESTRUTURA DO SERMÃO TEXTUAL Já vimos o que é um sermão textual. É daqui que vem sua classificação.“Um texto cheio de luz” (João 12. Algumas observações necessárias 1ª) O textual literal pode ser tornado em textual livre. O exemplo de Crane mostra isso muito bem. Na primeira divisão enfatizou-se a pessoa de Cristo como Salvador. Mas o sermão é rigorosamente bíblico. Lembre-se: nossa cultura e nosso estilo de raciocínio são diferentes do estilo e da cultura oriental. 3ª) Importante: é necessário preservar os pensamentos. Por 4. Deve ser linear e crescente: uma linha para o alto. acima de tudo. Exemplo . É o texto que está sendo analisado. as divisões devem estar em harmonia com o título. O pregador terá que ser muito cuidadoso para não repetir argumentos. Considero-o indispensável a um intérprete cristão das Escrituras. Nós Mas atenção: não é um mero esquartejar do texto. Cristo 2. Sobre isto. Um esboço literal nos dará: “escapar”. o valor de sua morte. É bem diferente entrar numa igreja onde a Bíblia é exposta com seriedade e em outra onde a festa é elemento principal do culto. O texto deve ter um pensamento completo. as divisões são formuladas livremente. ou seja.8) – Hawkins 1. Estive com uma igreja em que os crentes reclamaram que por um bom tempo não ouviram pregação da Palavra. Vejamos cada um deles. Na segunda. Morreu 3.3: “Como escaparemos nós. Na terceira. mas apreendendo as idéias.

O sermão expositivo exige exegese e exposição. Definições 1ª) Sermão expositivo é aquele em que o pregador expõe certo trecho das Sagradas Escrituras. da Saúde mostra imagens horrorosas dos efeitos do fumo. Esta é a maior dificuldade do pregador. principalmente. gramático e real do texto. Um destino inevitável Note que este esboço segue para uma linha negativa. exatamente. que fogem ao propósito do sermão. O que o sermão expositivo não é 1º) Não é um ligeiro comentário exegético sobre o conteúdo de um versículo ou capítulo. mas os secundários. 6º) Não é dizer “este texto tem falado ao meu coração” e ficar embromando por meia hora. A pergunta é: “Qual o princípio que está sendo ensinado aqui? Ele tem validade hoje?”. Na exposição. Ela extrai o sentido histórico. por para fora o que a Bíblia está dizendo. em que ele cita Beethoven. O Min. Volto à obra de Petersen. Elementos básicos do sermão expositivo 1º) O sermão expositivo procura explanar um texto bíblico. Uma grande salvação 2. 5º) O sermão expositivo procura organizar estas verdades ao redor de um tema central inerente ao texto e relevante ao auditório. Não é o que quer dizer para nós. Analise. sem tema e sem objetivo. Quanto à humildade. Isto requer trabalho. 2º) Não é tirar idéias de comentários bíblicos e citá-los eruditamente do púlpito. O QUE É 1. O que o sermão expositivo é É. Quanto à objetividade: pergunte-se: “É isto mesmo?”. 3. A pergunta mais importante é esta: “O que isto queria dizer. deixar claro. Lembre-se: nós não apenas pregamos a Bíblia. Significar fazer um plano. Não se contente com o realizado. Não basta boa exegese. A exegese é “tirar idéias para fora” do texto. colocar suas idéias no texto. lembre-se de Thomas Edson: “O gênio é mais trabalho que inteligência”. para aqueles ouvintes?”. 3º) O sermão expositivo procura relacionar o sentido original do texto ao contexto em que ele se acha inserido. com outras palavras. 2. Aqui entram o princípio da revelação progressiva e o conceito de Lutero de Cristo como o cânon dentro do cânon. 2º) O sermão expositivo procura captar o sentido original da passagem. com o esboço pronto: Pergunta 1 – É isto. É o oposto de eisegese. não pense de si e de seu trabalho como algo completo. Na exegese tiram-se idéias do texto. uma explanação ou exposição da Bíblia. humildade e objetividade. Se há algo que se pode aprender da Publicidade é que nunca se explora um assunto pelo lado negativo. Não somos os destinatários primeiros do texto. A exposição bíblica dá ao povo a exegese do texto. 5º) Não é um comentário errante ou um tagarelar de improviso sobre um trecho bíblico. As perguntas aqui são: “Por que isto está sendo dito? Quais as circunstâncias em que isto foi dito?” 4º) O sermão expositivo procura descobrir as verdades universais e a verdade contemporânea dentro do seu contexto bíblico. Qual dá mais certo? 6ª) Ponha as idéias em ordem.1. Quanto ao trabalho. É necessário fazer boa aplicação. nos maços de cigarro. 2ª) Sermão expositivo é aquele que faz a exposição do conteúdo de um texto bíblico de extensão superior a um versículo.por para fora. naquela época. Explanação vem de ex planare. Veja e reveja. Assim se expressa sobre o grande compositor: “A perfeição era sua meta” 5. fazer plano. deixar claro. o pregador dá ao povo as idéias do texto. as idéias foram postas em ordem. que é o que muitos pregadores fazem. ou simplesmente nada dizer. isto é. A pergunta é: “Como colocar estas idéias numa ordem que meu auditório entenda e guarde?”. É ela que garante o bom sucesso do pregador. enfatizando a ruína. APÊNDICE SERMÃO EXPOSITIVO: COMO PREPARÁ-LO (Palestra apresentada em curso de aprofundamento pastoral e adaptada para esta apostila) . 4º) Não é fazer sugestões devocionais numa “corrida” versículo por versículo de um texto. Nós pregamos a Bíblia para o povo. 3º) Não é uma exegese de uma coleção de versículos relacionados com um assunto. 4. No item anterior. A etimologia vai nos ajudar. Você sempre pode melhorar e seu trabalho sempre pode ser aperfeiçoado. aplicando-o à vida dos ouvintes. analisando-o em seus detalhes mais importantes. Um grande perigo 3. A Publicidade mostra imagens de prazer. Deve ser usado com perícia e com misericórdia. mesmo que boas? SERMÃO EXPOSITIVO: O QUE NÃO É. É uma busca para se saber o que é um princípio de valor eterno e o que é princípio de valor relativo. o que o texto diz ou é o que eu quero que o texto diga? Estou me sobrepondo ao texto ou o texto está se sobrepondo a mim? Pergunta 2 – As idéias estão na melhor ordem para o povo compreender? Pergunta 3 – Estou deixando brechas na minha apresentação? Há falhas? Pergunta 4 – Há idéias desnecessárias. Exposição vem de ex poser. 7ª) Faça algumas perguntas. sem falar nada além do que o texto diz.

Ou seja. lendo o texto. a receita se torna sem uso. O melhor é tomar todo o capítulo 11 de 2Samuel . Assim sendo. Tornar-se um expositor maduro da Bíblia é tarefa que demanda viver a vida toda com a Bíblia e com o povo. a igreja que eu pastoreava escolheu novos diáconos. muitos sermões no Novo Testamento me vieram à mente. Com isso. com 40 e 50 anos. Depois de algum tempo é que descobri que somente uma pessoa que estudou a Bíblia com seriedade. os argumentos algumas vezes se misturam. as ocasiões especiais ou necessidades especiais me ajudam a selecionar o meu texto. Sabia de onde viria minha mensagem no domingo seguinte. e não os métodos dos que fazem por acaso. como Salmos. Algumas vezes. por anos. admirado. também. Há uma mensagem de Deus em cada passagem bíblica e fazendo assim. nos quais a passagem bíblica é pretexto para o que vou dizer. é necessário basear o meu sermão em alguma unidade do pensamento bíblico. Há linhas gerais para a confecção de sermão. pregadores mais experientes. a idéia para o sermão me salta aos olhos. Esta é a tarefa básica de qualquer pessoa que tenta ensinar preparação de sermões. Mas na quase totalidade das vezes. a repreensão feita por Natã (cap. poucos pregadores expositivos. mas sobre estes homens que duas coisas devem ser ditas: 1ª) Muitos expositores que dizem não seguir nenhuma regra. Mas cada pregador que deseja crescer como expositor da Palavra precisa de ajuda específica para começar. ESTÁGIO UM: ESCOLHER A PASSAGEM A SER PREGADA Uma antiga receita para coelho ao molho começa assim: “Primeiro você pega um coelho”. eu tenho logo a idéia para a introdução e desenvolvo toda a argumentação a partir dela. pregando livro após livro. então não é sobre mim. Eu ficava curioso para saber porque não pregava como uma pessoa assim. Tendo pregado um sermão numa passagem. Ou é possível começar com um assunto ou problema como a doutrina da trindade. vejamos os estágios necessários para a preparação de um sermão expositivo. Para a igreja é muito bom. dos bons. geralmente uso as divisões em versículos ou em idéias. em 1985. assim mesmo. em vez de pregar somente nas minhas passagens e tópicos prediletos. capítulo por capítulo. a disciplina foi uma espécie de oficina prática: fazia com os alunos e aprendíamos juntos. Saber como alguém mais experiente faz pode ajudar um pouco. por exemplo. Tem me acontecido que muitas vezes. de forma tão madura e consciente. o oposto do que os homiletas ensinam. Fui à Bíblia para procurar alguns textos dos quais eu poderia realizar estudos ou preparar sermões sobre a escolha e a função dos diáconos. mas não sabia mostrar como fazia. Por exemplo: todo livro de Homilética vai dizer que o melhor momento para preparar a introdução é quando o esboço já está pronto. entretanto. vou tentar. Quando tratamos dos estágios da preparação do sermão. têm um método. Nas cartas do Novo Testamento. e que conviveu com o povo por anos. por mais que me esforçasse. tive um problema: sabia como fazer. porque ela passa a ter uma visão global de um livro da Bíblia. sua idéia geral está bem clara para nós. mas posso fazer um sermão expositivo sobre a passagem. Quando a seção é narrativa. 12) e voltar ao capítulo 11 em estilo de flashback. Coloque as primeiras coisas em primeiro lugar. o melhor é trabalhar com unidade de história completa. De que serve o molho para coelho sem o coelho? O primeiro problema que o pregador expositivo enfrenta é este: “De qual passagem da Escritura devo tirar meu sermão?”. ou pelo menos. em ordem. Mesmo que esteja sendo feito inconscientemente de ser um método. podia pregar assim. Ditas estas coisas. mas não o explicitaram. Neste caso. Isto me livrava da angústia de estar procurando o que pregar no domingo seguinte. minhas mensagens têm brotado de minhas leituras bíblicas diárias. Um tempo atrás. Nos dias de natal ou semana santa. Ou. a passagem molda tudo o que eu digo. Ultimamente. essa ausência de método é o seu método.É difícil pensar. ou divórcio e então procurar uma passagem que se relacione com o tópico. a história seria fragmentada se este alguém pregasse um versículo de cada vez. minha introdução é que desencadeia todo o sermão. tendo habilidade. ou o salmo inteiro ou versículos que contenham uma unidade de pensamento completa ou um resumo do salmo. É bem diferente do assim chamado sermão em tópicos. Na primeira vez que lecionei Pregação Expositiva. e interrompo a leitura para confeccioná-lo. de revisão. Em janeiro e fevereiro li todo o Novo Testamento Judaico. mas cada pregador tem um esquema mental e deve desenvolver seu modo de trabalho. No entanto. Durante algum tempo. mas seus sermões saem bem feitos. não importando qual seja a sua idade. estou declarando “todo o conselho de Deus”. Se pregar sobre literatura poética. se alguém pregar o adultério de Davi com Bate-Seba. Penso que isso poderia ser chamado de “exposição em tópicos”. É mais difícil pensar em pensar. Como jovem pastor eu ficava observando. Sem um coelho. o óbvio é escolher uma passagem que se relacione com o tema da época. trabalhei escolhendo um livro da Bíblia e pregando nele. Por exemplo. . Mas é mais difícil ainda falar sobre pensar em pensar. são sem método. versículo por versículo. simplesmente passava para a seguinte. versículo após versículo. Devo dizer que não me considero um bom expositor da Bíblia. Ou seja. O mais importante é permitir que a passagem bíblica molde o que vai ser dito no sermão. ou inspiração das Escrituras. Apesar da dificuldade. Escolho um tópico. Alguns bons expositores da Bíblia dizem não ter método. pela sua habilidade em pregar expondo a Bíblia de maneira que eu não sabia fazer. ou preocupações pessoais como a culpa. geralmente. Na verdade. ficando fora da ordem que nosso povo pode entender bem. solidão. 2ª) Qualquer pessoa que deseja aprender como fazer uma coisa bem feita deve estudar os métodos das pessoas que fazem com consistência. normalmente não têm examinado como eles fazem para preparar seu sermão.

Cecil Taylor tem uma mensagem baseada no Salmo 51. O que queremos dizer? Muitas vezes o tema está claramente expresso na própria passagem. Este passo é fundamental: “É isto. Um jovem buscando por liberdade 2. O sermão não deve falar do passado. continuo estudando até estar bem consciente de que posso declarar o que o autor quis dizer. Qual é o tema? Alguns pregadores fazem uma porção de considerações sobre o texto e acabam não dizendo nada. Nunca buscará dizer qualquer coisa nem declarar em nome de Deus o que ele nunca disse. o pregador evitará erros similares. Vamos exemplificar. ao mesmo tempo. tanto o texto em si como seu contexto imediato.7). o que o autor queria dizer”. eu examino os detalhes da passagem em vista. Devemos deixar de lado qualquer detalhe que atraia a atenção mais para o então do texto do que para o agora do desafio de Deus na mensagem. para que interprete de maneira apropriada o contraste do amor com a arrogância e mau uso dos dons espirituais. Nesta passagem Paulo agradece a Deus pelos cristãos tessalonicenses por causa dos resultados que emanavam da sua fé. mas para contemporâneos. Um . Para se pregar eficientemente não basta estudar a Bíblia. estou falando aos jovens de hoje e não ao pródigo de ontem. o conhecimento das línguas bíblicas se torna inestimável. mas que é inadequada para um auditório moderno. A mensagem da Escritura pode ser compreendida perfeitamente de qualquer tradução. ESTÁGIO QUATRO: DETERMINAR O TEMA DA MENSAGEM É necessário decidir sobre o que. Se você não tem o domínio das línguas bíblicas. O homem de Deus que seja sério e que leve a sério sua responsabilidade como pregador procurará ter toda a precisão possível na interpretação da Palavra de Deus. mas a cor acrescenta interesse e precisão que não possíveis na tevê em preto e branco. Um jovem buscando por aceitação 3. ESTÁGIO TRÊS: DECLARAR AS IDÉIAS EXEGÉTICAS EM FORMA HOMILÉTICA A exegese nunca é um fim em si mesma. Não falamos para falecidos. Lembre-se: o sermão trata de realidades presentes e não de coisas do passado. Ele procurou por propósito Seria uma excelente mensagem se fosse pregada ao filho pródigo. e quase todos os pregadores. Como pregar em uma coisa que o próprio Deus diz que está errado? A importância de se conhecer o contexto imediato pode ser vista em Gálatas 5. mostrando os passos que Davi sabia que tinha que dar antes que pudesse pregar aos transgressores e ver pecadores voltando-se para Deus (Sl 51. Será um desastre pregar sobre uma passagem isolada de Eclesiastes. É necessário eliminar todos os nomes próprios (exceto o de Deus ou Jesus ou Espírito Santo) dos pontos principais da mensagem. O maior obstáculo a superar é na ocasião de transferir do texto todos os nomes próprios. Neste caso.ESTÁGIO DOIS: ESTUDAR A PASSAGEM E REUNIR AS NOTAS Enquanto estudo.13). Não posso pregar um sermão dando graças a Deus pelos tessalonicenses. Uma pessoa preparou uma mensagem na parábola do filho pródigo desta maneira: Título: “Sua Procura“ 1. valendo-se de bons livros. exatamente. Seria muito melhor tornar a mensagem mais genérica e. podem obter este benefício. Depois disso. como um todo. Por exemplo: 1Coríntios 13 é parte de uma unidade que trata dos dons espirituais (12 a 14). A pregação expositiva consiste em cavar idéias na Bíblia e relacioná-las com o cotidiano das pessoas. esperança e amor e também pela evidência de que eles haviam sido escolhidos por Deus. Estes capítulos devem ser considerados em contexto. mas hebraico e grego acrescentam muito à compreensão. o que Deus disse no passado e o que quer dizer agora. há bons comentários que fazem boas exegeses. Mas no contexto de Gálatas se diz algo muito diferente.2-6. Estudando o contexto. Tenho que trazer juntos o mundo antigo e o meu próprio mundo. incidentes e descrições. Tomemos 1Tessalonicens 1. quando o próprio Deus diz que o que foi dito pelos amigos de Jó não estava certo (Jó 42. procurando pistas importantes. por aquilo que eles fazem pela obra de Deus e por causa daquilo que Deus fez por eles. O mesmo pode ser dito de Jó. sem a noção do ensino global do livro. O que isto tem a ver com o meu auditório? A idéia tem que ser mais direta e pessoal: vou agradecer a Deus por outros cristãos. No contexto. o texto poderá apoiar aqueles que dizem que o homem pode perder sua salvação. Ele procurou por aceitação 3. lugares. É necessário estudar também os ouvintes. Usado isoladamente. A televisão em preto e branco e a em cores captam a mesma imagem. mas todo o sistema do evangelho da salvação em Cristo. Ninguém precisa ser mestre nestas línguas para usálas com benefício. O pregador tem que ajudar a congregação moderna a ouvir Deus falando hoje de um texto tido como antigo. a mensagem vai tratar. Um jovem buscando por propósito Assim fazendo. Enquanto estudo. por exemplo. É isto que nos proporciona o conhecimento e o uso das línguas bíblicas. “graça” não é a experiência pessoal da salvação divina. Fuja dos comentários açucarados que nada acrescentam.4: “da graça tendes caído”. mais pessoal. Ele procurou por liberdade 2. como se segue: Título: “Um Jovem Buscando Satisfação” 1. mas do presente. conservo o texto na mente. exatamente. Paulo argumenta que aqueles que tentam se salvar pela guarda da lei estão cortados do sistema da graça.3.

um exercício prático. deve trabalhar mais esta parte do sermão. porque já tem o que dizer. Na realidade. para clareá-la ou para enfatizá-la. meu ouvintes. explicar. A prova responde à questão: “Isto é verdadeiro?”. reconhecimento da obra do Espírito Santo (51. Mas achadas as divisões. Taylor tirou do v. 13 como um clímax).11). provar e aplicar. mas os passos (vendo o v. O que ele quis dizer. “ser confortado juntamente com eles” (1. entendeu que a validade de sua argumentação não vinha apenas do Antigo Testamento. mas via de regra a introdução é a primeira coisa que faço no sermão. Resumindo: para rechear as divisões é necessário redeclarar. o que está sendo dito. É mais uma questão psicológica: nem sempre a aceitação vem pela simples citação das Escrituras. Nós não pregamos para defuntos dos tempos bíblicos.13 Paulo declarou que “todos nós fomos batizados em um Espírito formando um corpo. tenho um problema aqui. que é fazer o melhor. Para receber alguma coisa 3. Tenho que me antecipar às suas dúvidas e me preparar para responder tais perguntas em meu sermão.11-13. Geralmente é a primeira parte que faço. A redeclaração responde à pergunta: “Oque foi dito?”. Mas se eu usar a expressão “batismo em um Espírito”. sempre. Pregamos para nossos contemporâneos. A redeclaração simplesmente apresenta a idéia do texto em outras palavras.7-12. Ser um bom pregador demanda trabalho e uma constante insatisfação com a qualidade de sua produção. o tema é apenas sugerido pelo texto. quer livres”. então. Paulo queria ir à igreja de Roma. Paulo deu as razões pelas quais desejava estar junto com os cristãos de Roma. não conseguirá atrair bem a atenção do povo para o que vai discutir. porque ela me direciona em toda a argumentação. A explicação responde à pergunta: “O que isto significa? Em 1Coríntios 12. é necessário que cada divisão esteja calcada no texto bíblico. o povo de Deus precisa por algumas coisas em ordem.12) e ajuntar alguma coisa. ESTÁGIO CINCO: COLOCAR CARNE NO ESQUELETO (RECHEAR AS DIVISÕES) Sendo o sermão expositivo. convertidos em crescimento cristão. o que diferença isto faz hoje?”. Para falar a todos os meus ouvintes. pregadores. o que determinou como tema da mensagem. fruto (1. explicar. o pregador terá pouco sucesso em seu trabalho. o que pregou e o que espera que as pessoas façam. Os exemplos anteriores mostraram isso. Em outras ocasiões. Um bom padrão para estabelecer a conclusão é este: o que o pregador pensa que Deus espera que seja a reação dos ouvintes? Como as pessoas devem responder a Deus? Isto determinará o rumo da conclusão. por exemplo. Não busca a excelência. eu preciso tratar honestamente desta pergunta ou questão. renovação de um espírito reto (51. Todos os livros de Homilética dizem que a introdução deve ser preparada por último. Que nunca sejamos irresponsáveis. Para ver frutos Preste atenção: Paulo e os romanos foram deixados de lado. em Romanos 1. Às vezes faço questão de repetir a idéia do autor com minhas palavras. Sem estas duas características. Era necessário provar.13). Se como pregador eu falhar em responder à pergunta “isto é verdade?”. mas o pregador estará sendo irresponsável.10). Leia-se o texto de 1Coríntios 9. isto é. mas também com a experiência. não saberão do que trata. A idéia. na conclusão. Aqui estão algumas das razões que levam qualquer pessoa à igreja: dar alguma coisa. ESTÁGIO SEIS: PREPARAR A INTRODUÇÃO E A CONCLUSÃO A introdução é altamente relevante. pastores e seminaristas. exatamente. pelo senso comum e pela vida. o corpo do sermão. Assim desenvolvi um sermão com o título “Por Que Ir à Igreja?”. ele necessita trabalhar mais sua introdução. foi isto: para levar os perdidos ao Senhor. respeitando a linha aqui mostrada. Ele estava partindo de um pressuposto que eu não posso ter: seus ouvintes sabiam o que ele estava dizendo. Não que se esteja questionando qualquer parte da Bíblia (embora o auditório incrédulo possa assim fazer). receber alguma coisa. estarei falando somente para aqueles que já estão convencidos de que o que eu prego é verdadeiro. uma bênção (1. como encorajamento (1. E é autocondescendente: está satisfeito com o que fez e consigo mesmo. Antes que qualquer cristão possa ensinar aos transgressores os caminhos de Deus e vê-los convertidos. sempre.12) e “obter alguns frutos” no meio deles (1. trabalho e autocrítica.11) e restauração da alegria da salvação (51. O apóstolo Paulo. Se o pregador não pode mostrar. vem a pergunta: “E agora. provavelmente.12). Por exemplo.11). O tema passou a ser o sugerido pelo texto. As divisões ficaram: 1. a linha passou a ser essa: por que ir à igreja? Basta seguir nesta direção. é necessário que haja a remoção do pecado (51. Com as idéias de Cecil Taylor. Um desejo de querer fazer o melhor.13). dos versículos anteriores. não haverá resultado nem sentido em nossa pregação. com o que se via no dia a dia. 13. Quando ele desejou provar à congregação dos coríntios que os ministros tinham o direito de serem pagos pelo seu ministério. . Deus pode abençoar. através do raciocínio e de ilustrações. Ele queria “repartir com eles alguns dons espirituais” (1. quer judeus. A aplicação responde à pergunta: “E daí. Ela necessita chamar a atenção e conduzir os ouvintes ao principal. como rechear isso?”. quer gregos. tornando-se necessário comprovar a declaração. O sermão precisa chegar a este ponto: “Entenderam bem? É isso que vocês devem fazer!”. para que o povo saiba. Para dar alguma coisa 2. em sua introdução já preparada. Muitas vezes mudo conceitos e dou nosso novo arranjo às frases. Como desenvolver o esboço? Quatro coisas podem ser feitas para que desenvolver os pontos ou divisões: redeclarar. provar ou aplicar. argumentou com as Escrituras. Se o pregador notar que. É necessário mostrar que o que foi dito faz diferença hoje. Agora. construa um esboço de sermão. Se não fizermos assim. ou seja. O pregador faz um esboço e acha que já está bom. A conclusão deve encerrar o sermão e levar a uma decisão. CONCLUSÃO Dois dos adversários dos pregadores de hoje são a preguiça e a autocondescendência. É fundamental que o pregador explique e argumente com a verdade da passagem e que não deixe NUNCA de relacionar a verdade com a vida dos seus ouvintes.1-9).tema excelente para se pregar a evangelistas. portanto.

Para o pregador e para o povo. mas o sermão só serviu para cavadores de poços. desemprego. As idéias devem ser atuais. é bastante atraente. Exige reflexão. O título foi “A Vida de Gideão”. e Doze Homens Comuns. Segundo: Tornam-se motivo de aplicação mental.) As divisões são típicas de uma análise histórica e trazem um defeito de formulação: a 1 e a 3 guardam semelhanças. em que predominam a pressa e a superficialidade. mostrando relevância para o auditório. Debruça-se sobre o caráter de pessoas que fizeram coisas dignas de registro (boas ou más) e que podem nos transmitir lições. De um só relance alisto os seguintes: All the Children of the Bible. Na realidade. o púlpito tornou-se emissor de banalidades. 1. de Coleman. Terceiro: O ato de debruçar-se sobre personalidades exemplares (boas ou más) é fonte de crescimento. E é muito genérico. Ou seja. mais particularmente a adolescentes e jovens. Nada diz sobre os ouvintes ou sobre nossos dias. cananeus. Gideão se dedicou por completo à obra de Deus. A demora no estudo da Palavra é salutar. O sermão ficou no passado. de MacArthur Jr. mas não é um sermão. Os livros que tratam desta área. quando se deveria trazer a lição do texto para o hoje do ouvinte. Mark These Men. pois Gideão não é muito conhecido de nossas igrejas. Um sermão carece de idéias concatenadas. muito cotejo de textos e verificação de citações. Um exemplo negativo de sermão biográfico Alguém preparou um sermão biográfico sobre Isaque. Gideão foi sincero para com Deus 3. Abordou a política de Isaque de abrir novos poços quando lhe tomavam um. raciocínio lógico. postas em argumentação crescente até um clímax. É necessário analisar muito bem. nada dizendo. Foi assim nos tempos bíblicos. doenças. As divisões foram: 1. Um rapaz luta para se manter puro diante do assédio de uma mulher mais experiente? José passou por isso. 2. Esta é a possibilidade do sermão biográfico. 2ª. Estos Vinieron a Jesus. de Meyer. observamos algumas coisas: 1ª. Perdeu a contemporaneidade. alguém definiu um pastor tradicional como “Uma pessoa invisível durante a semana e irrelevante aos domingos”. mostram boa vendagem. com os verbos ilustrando ação acontecida e trazendo o nome do personagem no título e nas divisões. etc. Gideão colocou a vida nas mãos de Deus 2. Até sobre a vida deVera Fisher… Quinto: Seu grande valor está em que lidam com vidas e não apenas com exposição de conceitos. O pregador deve saudar com efusividade todo sermão que exija dele tempo com as Escrituras. Houve gente na Bíblia que passou pelo que o ouvinte passa? Como sobreviveu? Alguém tem um filho rebelde? Davi precisou fugir do filho Absalão. de maneira admirável. O que enfrentamos que eles não enfrentaram? A Bíblia focalizou essas questões e as respondeu. Um pregador mais experiente modificou o esboço que ficou assim: Título: “Um Jovem a Serviço de Deus” 1. dizem a mesma coisa com palavras diferentes. de Baxter. girgaseus. acuidade mental. mais que filósofos e sociólogos. que gostam de biografias. A idéia era excelente. porque a ordem cronológica pode não ser a melhor para a apresentação das idéias.) O título é ruim. Um sermão sobre Gideão. Isso pode até ser edificante. Sexto: Há abundância de material sobre o assunto. Gente normal não perde sono com heteus. como sempre. Men Who Knew Christ. traição de amigos. de Lasor. All the Kings and the Queens of the Bible e All the Men of the Bible.) Os verbos estão no passado. Usei este ultimo numa série de sermões sobre os apóstolos. com variações pequenas. Gosta também. profissionais ou estudantis. Caracterizemos bem o sermão biográfico. remetendo o ouvinte ao ontem do texto. Pela sua natureza. Muita pregação falha por isso. extraindo dela princípios para a nossa vida. e me foi muito proveitoso. 3ª. emocionais. tirando lições para nossa vida. Numa época de fast food. usando aquela para esclarecer e orientar estas. geografia da Palestina ou costumes de uma cultura distante no tempo e no espaço. Há séculos que a humanidade vivencia os mesmos problemas de relacionamentos. Doze Cristãos Intrépidos. Um jovem a serviço de Deus precisa ser sincero . Primeiro: Levam-no ao estudo sério da Palavra de Deus. biografia. O benefício da pregação biográfica Os sermões biográficos ajudam o pregador em cinco aspectos principais. Ele busca ligar uma vida do passado às vidas presentes. há material farto e de boa qualidade para ajudar no estudo dos vultos bíblicos. Veja o volume de livros seculares sobre a vida de pessoas. Não é contar a história de algum personagem bíblico. mesmo os seculares. O povo gosta de biografias.O SERMÃO BIOGRÁFICO O sermão biográfico é aquele que aborda a vida de uma personagem bíblica. É irrelevante. Analisando o esboço. Quantos personagens bíblicos há? Há muitos livros sobre o assunto. que poderia ter sido muito interessante. como nós. É necessária muita leitura bíblica. Quer conhecer bem o homem? Estude a Bíblia. Até mesmo a ordem em que os trechos surgem pode não ser a melhor. Só serviria para alguém chamado Gideão. fracassou por completo. The Women of the Bible. Perde o sono com problemas de relacionamentos domésticos. Com inflação. É bom ver que grandes vultos do passado passaram por crises semelhantes às nossas e as venceram. Quarto: Este tipo de sermão agrada às pessoas. Infelizmente com certa dose de razão. Cabem aqui as palavras de Billy Graham: “O homem é precisamente o que a Bíblia diz que ele é” 6. Trata de questões reais e de gente de carne e osso. Boa parte dos sermões nada acrescenta à vida do povo. de saber das lutas e vitórias de outros crentes e como imitá-los. todos de Lockyer.

e não Jeosafá: IGREJA BATISTA DO CAMBUÍ PERSONAGENS DA BÍBLIA – JEOSAFÁ – Apresentado em 30. o pregador comentou que Gideão fez um éfode (Jz 8.24 Preparado pelo Pr. o tom foi mais coloquial. As idéias para as divisões são: 1. Nesta nova estrutura. e usou o texto de Juízes 8. não basta ter um personagem nem esquematizar sua vida. Vejamos com atenção. Na conclusão. A tristeza de perder oportunidades (Jo 3. adaptando-a para a seguinte forma: Título: “Uma Tardia Demonstração de Amor” 1. Usei a poesia de Mirtes Mathyas. A tristeza do medo do envolvimento (Jo 7. no título e nas divisões.7 TEXTO INICIAL: 1REIS 15. nas divisões.45-52) 3. Um esboço deste tipo é acompanhado pelo povo com muito mais interesse. “Se podes dar-me uma flor. Como se vê. A pecaminosidade da maturidade – uma tragédia fatal. É preciso relevância. 3. Mas como sermão deixaria a desejar. pois ele é um modelo de homem piedoso. Ele falou por Cristo (Jo 7. É preciso trabalhar bem as idéias. Isaltino Gomes Coelho Filho INTRODUÇÃO Jeosafá significa “Iaweh é juiz”. Note que é um estudo e não um sermão. . Ele honrou a Cristo (Jo 19. Falei sobre Jeosafá e usei os verbos no pretérito.38-40). As divisões ficaram assim: 1. Ele veio a Cristo (Jo 3. os participantes tinham a cópia e acompanhavam o desenrolar do estudo com ela e a Bíblia aberta. Ajuda a memorizar o que se disse. Ao invés de ler os três textos como base para o sermão. recebeu este nome e teve um caráter orientado pelo pai.1. Gideão se recusou a ser rei. Um jovem a serviço de Deus precisa dar a glória a Deus. O título é “A Fraqueza do Forte”.27) que mais tarde levou o povo à idolatria. o pregador juntou o que eram as divisões 1 e 3.8. Utilizei a idéia de Lockyer (concedendo-lhe o devido crédito). A tristeza de uma ação inútil (Jo 19.2) 2. Filho do rei Asa. pois a cronologia vem em uma argumentação crescente. dá-me uma flor agora”. Na introdução fiz a ligação entre os conceitos “tardia” e “tristeza” para não trabalhar com conceitos diferentes. Um exemplo positivo de sermão biográfico Veja este sermão sobre Sansão.38-40). As tentações da mocidade – um perigo ameaçador 3. contemporaneidade. dizendo que o Senhor reinaria sobre o povo. Não haveria relação alguma entre o que estava sendo dito com a vida dos ouvintes. Num sermão. No livro de Lockyer. o autor apresenta um esquema sobre a vida de Nicodemos. li apenas João 3. Se fosse apenas um esquema histórico.23 como base para a divisão 3.45-52) 3. evitar-se a repetição de idéias e facilitar a assimilação por parte do auditório. Tomei liberdades estruturais que não tomaria num sermão. manter um número de palavras semelhantes nas divisões é bom. Lockyer concluiu com uma bela frase: “É melhor dar flores para um vivo do que guardá-las para seu sepultamento”. boa parte das pessoas se desligaria do assunto. Para este último fim. Deu-lhe o título “O Homem que Veio a Jesus à Noite”. que empreendeu uma boa reforma. apresentaria os conceitos. que apresentei em minha ex-igreja. que introduz Nicodemos na Bíblia e disse que usaria outros textos. A inocência da infância – uma promessa esperançosa 2. Apresento um esboço de estudo bíblico sobre Josafá. Algumas marcas de sua vida podem nos orientar. para que o nome de Deus seja desonrado. All the Men of the Bible. Um jovem a serviço de Deus precisa ser consagrado 3.1-9) 2. O exemplo é singular. Concluiu dizendo que um jovem a serviço de Deus não deve deixar brechas.2. com suas atitudes.

Que o versículo 32 seja o epitáfio de cada um de nós! 4. Costumes daquela época. Guie-se sempre pela argumentação crescente. em argumentação. É um modelo por ter o coração posto na obra (At 4. Jeosafá andou no bom caminho: 2Crônicas 17. é realmente convertida.2) 4. moedas. Mas e na hora da crise? Jeosafá era fiel em qualquer momento. Muita gente segue a Cristo. 1º. não é necessário ler tudo para o público.17-18 e 20.20-25) 3.1. A cronologia pode ajudá-lo na compreensão da vida das pessoas.10. somos abençoados.3-6.1-5. Acabe ainda o traiu: 1Reis 22. Leia um texto que baseie sua linha de pensamento.) Não conte história. E foi um exemplo para o filho. Cuidados a tomar na confecção do sermão biográfico Este tipo de sermão é fácil de se construir. Centre-se no essencial.46-52) 3º. ELE LIDEROU UM DESPERTAMENTO RELIGIOSO E JURÍDICO Em 2Crônicas 14. isso é secundário.31-32. 4º. 34. Na hora da crise mostramos a confiança que exibimos nos nossos cânticos ou nos descabelamos? É fácil ser firme na igreja e no louvor. geografia.7-9. O esboço de um sermão sobre Barnabé explicita bem estes dois pontos: Título: “Um Modelo de Vida” (IGCF) Texto: Atos 11. Palavras elogiosas.22-24 1. Leve o povo a ver que seus problemas e suas necessidades foram experienciados no passado e que há soluções mostradas na Bíblia. Veja os princípios que podem ser aplicados à vida de hoje. 6º. Veja se os dois Testamentos dizem algo sobre a pessoa. Nele você encontrará uma sistematização cronológica. indumentária. 3. 5º. Uma história cresce em cronologia e um sermão. seu pai comandou uma volta ao Senhor por parte do povo. Veja-se a oração do seu pai em 2Crônicas 14. O que Jeosafá viu em Acabe? Ele não andou no caminho de Israel: 2Crônicas 17. Pode ser que seja alguém do Antigo Testamento com aspectos de sua vida esclarecidos no Novo Testamento. É um modelo pela sua firmeza na graça (At 15. idólatra e comandado por uma mulher sagaz e oportunista. Hebreus 11 mostra que Abraão esperava que Deus ressuscitasse Isaque dos mortos. Se houver muito material sobre a vida da personagem. Este é o ponto mais forte do sermão biográfico: mostrar ao povo que seus problemas são enfocados pela Palavra de Deus. . Nos versículos 5 e 6 se vê que os dois não falavam a mesma linguagem. mas alguns cuidados devem ser tomados em sua confecção. 5.) Leia sobre a vida do personagem em um dicionário bíblico.36-37) 2. Mas cuidado. está o registro da aliança.1-3 ele busca ao Senhor em hora de crise. com outras palavras. 20-21. Sua fé era muito firme: 2Crônicas 20. Mas estudamos Jeosafá ou Asa? Estamos vendo como um pai pode influenciar seu filho no bom caminho. Jeosafá era rei de Judá. É um modelo pelo apoio dispensado aos novos crentes (At 11. Deve ser um texto que sirva de ponto de partida ou de alicerce para a argumentação.11. 2. Acabe era pusilânime. Não usou nem torceu a justiça em seu benefício. É um modelo pela visão para compreender novos tempos (At 13. o que Gênesis 22 não mostra. rei de Israel. ELE DESENVOLVEU UM SISTEMA DE INSTRUÇÃO RELIGIOSA PARA O POVO – 2Crônicas 17. não se guie pela cronologia na sua estrutura. Pregue um sermão.1-4. Em 1Reis 22. mas nunca usa sua posição para levar outras pessoas ao conhecimento da verdade. Mas Deus fez justiça: v. fiel e temente e Deus.) Escolha um texto que sirva de base para a linha a ser seguida no sermão. ELE CONFIOU EM DEUS NO MOMENTO DE CRISE Em 2Crônicas 20. ELE COMETEU UM ERRO – AJUNTOU-SE COM QUEM NÃO PRESTAVA Fez aliança com Acabe. Busque o que interessa. Veja o que o texto tem a dizer. mas podia servir de orientador aos juízes! E ainda orientou os sacerdotes: 2Crônicas 19. Há muitos sermões tautológicos: lê-se algo e se repete o que se leu.4. ELE TEVE UM PAI QUE O ORIENTOU BEM – 2Crônicas 14. Alistamos alguns deles.8-10.) Deixe de lado aspectos do biografado que não sejam relevantes para o povo de hoje. Jeosafá quis ensinar o povo. 2º. que orientou os juízes para serem pessoas corretas: 2Crônicas 19. Como fiz no sermão sobre Nicodemos. leia todos os textos que se relacionam com os eventos marcantes da vida do personagem ou até mesmo todos os textos que se relacionem com ele.4.) Outros textos que servem de base para as divisões e argumentação poderão ser lidos durante o sermão. Quando testemunhamos.30-33. Isso é tautologia.) Durante o seu estudo. quando não dispensável. como Jeosafá o foi: 2Crônicas 17. Os filhos devem perseverar no bom caminho que os pais ensinam. Também não repita o texto com suas palavras. Cuidado com gente falsa e aduladora! CONCLUSÃO A biografia de Jeosafá se encerra em 2Crônicas 20. 4. mas prejudicá-lo na exposição.5-7.

DEVE SER INTERCESSOR – Voltemos no tempo: 1Rs 17. Com base na citação de Juízes 7. Lembramos coragem e lutas. hoje. fazendo-se com que ele diga o que queremos e não mostrando o que ele está dizendo. Ministério não é para inseguros. Descobri isto agora. a IURD distribuiu espadas de plástico (custando R$ 1. Orava . Empunhando as tochas com a mão esquerda e as trombetas com a direita. Vou repartir o método. sua coragem indômita e seu zelo ardente. Impressionou a mente dos judeus. Analisando as opiniões adversas 2. Não se pode tornar o texto contemporâneo. Enfrentou os 450 profetas de Baal. O título ficou sendo “É Possível Amadurecer” e contou com duas divisões: 1. apenas como suporte para práticas as mais esdrúxulas possíveis. em solenidades judaicas. PORÉM ABENÇOADO. mais do que mostrar um esboço que fiz. 8º. à classe religiosa que busca vantagens nas relações sociais e fez uma chamada ao povo para exercer a solidariedade. Repito: para entender o texto não se deve trazer o texto para o nosso tempo. Símbolo dos profetas. Em muitos círculos de estudos bíblicos vemos uma atitude estranha. mas que não violente a Bíblia. apresento um esboço de sermão que preguei num trabalho de jovens de uma igreja na região de Campinas. UM MINISTRO SOFRIDO.00) com que se podiam despedaçar as dificuldades da vida. mas através do trabalho e da intuição. na capela da FTBB. A finalidade não é mostrar um sermão de minha autoria. MODELO DE EXEGESE NUM TEXTO HISTÓRICO Um dos problemas para o pregador é preparar um sermão em um texto histórico.22-25. Como fazer exegese em narrativa? Para discutir o processo de exegese em livros históricos. Não o descobri em livros. 2. Houve mudança na vida de João Marcos. PORÉM ABENÇOADO INTRODUÇÃO Elias aguça a imaginação. Seu ministério e lições para nós. Sabendo refazer os caminhos. pelo menos como fazer uma que seja razoável. 1. que não pode ser alegorizado. Muita confiança na direção de Deus. mas a glória de Deus: 1Rs 18. Tentaremos mostrar aqui. sem poder centrar em uma passagem específica. Deve-se ir ao tempo do texto.17-21. mas esta é feita desconsiderando-se o ensino cristão de que o Novo Testamento é o parâmetro que interpreta o Antigo Testamento. Lê-se o texto e se pergunta: “O que você acha?”. Ele narra um momento histórico. tornam-no um dos vultos mais grandiosos e românticos que Israel produziu” (Halley). “Yah é El” (“Iahweh é Deus”). Isto não é uma exegese. Como mudar? Como amadurecer? No geral. grande significado. Um pregador mais hábil fez Amós dirigir seu sermão aos políticos brasileiros. Há hoje uma pregação maciça no Antigo Testamento. “Os aparecimentos raros. Mas: Tg 5. ao empresariado. mostrarei como este foi montado. Foi um sermão pregado em Brasília. a prioridade: 1Rs 18. Veja aplicações para a nossa época. e teve. É: “O que o texto mostra que aconteceu?”. sem perdermos o senso de respeito pelo texto bíblico? Porque muitas vezes se desrespeita o texto. UM MINISTRO SOFRIDO. . Mas deixe-o no passado. Já citamos o exemplo do sermão sobre Isaque. Não é esta a pergunta. o texto base.1-7 UM MINISTRO SOFRIDO.17. Isto é diferente de ver aplicações para os nossos contemporâneos e de usar uma linguagem contemporânea. Três apocalipses atribuídos. 1REIS 17. gritaram: „À espada. Isto é diferente de fazer a aplicação homilética. dando-lhes. Mais de uma vez: 1Reis 21.5). A idéia inicial. mas pelas quais se pedia a módica oferta de R$ 40. no tocante ao seu entendimento. mas sim como podemos transformar um texto histórico em uma mensagem contemporânea sem forçar a situação.17-24.7º. foi Atos 12. sem medo. aqui. pelo SENHOR e por Gideão!‟” – NVI).12-13). era esta: “como o rapaz vacilante rejeitado por Paulo tornou-se indispensável ao apóstolo. Ministério: 1Rs 17-19 e 21. pelo local. súbitos e breves de Elias. mas da sua história e da sua cultura. Quanto à contextualização esta deve ser feita sem forçar situações. Orava pelas pessoas. Intercessor. o patético do seu desânimo. o Batista (Mt 17.) Esqueça o nome da personagem tanto no título quanto nas divisões. Lição: ousadia e confiança. PRECISA TER CORAGEM – Enfrentou Acabe sem medo: 1Rs 18.12. Vinda prometida precedendo o Messias (Ml 4. Este tem sido usado sem exegese. Centre a argumentação nos princípios que funcionaram naquela época e que funcionam hoje. Não se pode isolar o texto não apenas do seu contexto. O uso do texto histórico requer alguns cuidados na interpretação e na aplicação. Como se pode fazer uma boa exegese de um texto histórico? E como tornar algo do passado em algo válido para nós. Um exemplo está em um sermão sobre João Marcos. a glória do seu passamento e a tranqüila beleza de sua reaparição no Monte da Transfiguração. quando comecei a trabalhar as informações. a Universal lançou a campanha da “Espada de Gideão”. Após o esboço.) Tenha bastante cuidado com a contextualização. É um uso absolutamente inadequado do texto bíblico. Não pedia notoriedade. Procuro mostrar qual o processo que uso. Sintetizou a pregação de Amós e teve fartura de material para sustentar as idéias. mas levando a vida da personagem responder a questões hodiernas. se não como fazer uma boa exegese. Devemos usar de atenção e cautela. Foi uma pena.00 nas lojas de Manaus. designando outro grande vulto. Esteve na transfiguração. Cálice de vinho sobre a mesa para ele. no fim da vida”.36-39.15-19.20 (“As três companhias tocaram as trombetas e despedaçaram os jarros. e 2Rs 1-2. Mas deixe o texto na sua época. como ponto de partida. o fulgor dos seus triunfos. PORÉM ABENÇOADO. Tempos atrás.

a de Elias. Quando analisar verbos. de forma global. Por isto. Podemos achar que certos detalhes são curiosos. produto de observação. Mas triunfamos na dependência de Deus! OPBB – Bahia. se está na Bíblia. Há uma ação sendo desenvolvida. Isto é fundamental: a utilidade da exegese num texto histórico vai depender da capacidade do exegeta de mostrar princípios de vida daquela história que servem para a história das pessoas hoje. use-se uma passagem que possa ser empregada como central ou como referencial. em Homilética. Lido o texto várias vezes. 8. podemos nos mirar nele. O texto registra uma história. Não se podem ler dois ou três capítulos para uma mensagem. deve seguir uma linha que não pode ser ignorada: Qual é. Só ele e Enoque tiveram a glória: não morrer. PORÉM ABENÇOADO. mas não pode ser a dos meus ouvintes. se tivermos uma vida de serviço: Ap 14. mas auxiliar o povo a se apropriar das promessas e advertências da Palavra de Deus. Muitas circunstâncias de sua vida tinham lugar no estudo. No caso texto em tela. Se o exegeta falhar nisto. Isto é. temporários. Um cuidado que se deve tomar na pregação é não priorizar o circunstancial sobre o essencial. nos socorre em nossas fraquezas e nos galardoa. Especificamente aqui. cansativa. portanto. a mensagem central que aparece aqui? É o que. É necessário determinar que parte empregar. Queixou de Deus: 1Rs 19.pelo meu ministério. Não somos semidivinos. sempre vale a pena repetir. preste atenção naquilo que está sendo dito. mas em outras (talvez a maioria) são perda de tempo. A exegese sempre obedece a um critério hermenêutico. de nada vai adiantar o seu trabalho. Não se deprima com fracassos. Estão dizendo alguma coisa. mas desviar a atenção do auditório para o secundário. É necessário torná-los contemporâneos aos ouvintes. Mas seremos honrados por Deus. no sermão. jan/2008 OBSERVAÇÕES 1. de propósitos geral e específico: o que queremos mostrar. Jesus: “Roguei por ti…”. A primeira coisa a se fazer na exegese de um texto histórico é delimitá-lo. Mas lembre-se: nós não ensinamos curiosidades. mas quando ligada à confecção de uma mensagem. e princípios de valor universal que transcendem tempos e épocas. Algumas vezes esses detalhes enriquecem e elucidam. é desperdício de tempo. Obviamente deve ser uma parte significativa. Deus o poupou e o levou para junto de si. 3. PORÉM ABENÇOADO. Seja atento! Há muita exegese inútil. o que. na substância do evento. que lhe permita envolver e desenvolver as demais. dependentes da graça. se for feita num texto muito amplo. definir exatamente qual o trecho da história do personagem que vamos utilizar para subsidiar nossa mensagem. Substantivos mostram conteúdo. CONCLUSÃO – A grande lição de Elias: Deus vê nossa fidelidade. Por isso muita gente acha que exegese é cansativa e que sermão expositivo é algo pesado. nosso serviço. É preciso fazer a exegese limpa (sem direcionamento). 3. Outra questão: não basta achar os princípios. Ninguém é forte para prescindir dela. Isto foi um princípio relativo a uma época. Se o texto for muito longo. Aprenda deles. em atitudes mesmo. falhos. Adjetivos mostram emoções. Teremos galardão: 2Co 5. 5. desejo encontrar para ensinar ao povo?”. preste atenção no que está sendo feito. que eu não posso usar: a ordem para matar os idólatras. isto nada traria para meu auditório. preste atenção em mudanças de atitudes. Consagrados estressam. Na realidade. Neste caso. Mas serve como ilustração: é possível encontrar um princípio (ou material) que nada acrescente. mas vivencialidade para o povo de Deus. Amar o rebanho e orar por ele. Limite o texto.11. Mas eram circunstanciais. Os princípios que servem para hoje foram encontrados e forneceram as três divisões do sermão.9-10. UM MINISTRO SOFRIDO. mas entende que os primeiros nada acrescentam à vida das pessoas. 7. UM MINISTRO SOFRIDO. Ensinará curiosidade e não vivencialidade. São a oportunidade de Deus. centrei-me em eventos na vida de Elias que serviam para meu auditório. sem busca de princípios para nossa vida. havia um pensamento completo. “Oro por eles…”. mas a questão é esta: “acrescentam alguma coisa à vida?”. Não se trata de fazer o texto dizer o que queremos. Quando lidar com os adjetivos procure ver o que as pessoas estavam sentindo ou atribuindo valor (ou Deus estava sentindo ou atribuindo valor).10. Está lá como atitude de Elias. Todos têm seu lugar e devem receber atenção.17 foi utilizado para mostrar que Elias não foi um super-homem. É HONRADO POR DEUS – 2Rs 2. devem ser relevantes. Não . O bom exegeta sabe ver os dois tipos. Podem ser até atraentes. E evite desorientar o povo com uma leitura extensa. Eles. Novamente um princípio de exegese que temos enfatizado: preste atenção nas ações. 4. É óbvio que. 13-14. naquilo que os verbos estão mostrando. tem razão de ser e deve ser analisado. Isto é fundamental. Atenção: estas atitudes foram encontradas prestando atenção nas ações.1. Efetuar exegese por exegese. Até mesmo a exegese para uso pessoal. falhos. A linha de pensamento se manifestou numa pergunta: “Como ser um ministro assim?”. Quando se centrar nos substantivos. ao redor da qual toda a exegese orbite. Deus veio e o recuperou. 6. Mas eis um princípio cultural e limitado historicamente. A observação foi esta: Elias foi um ministro de Deus fiel e bem sucedido no trabalho. Isto é graça. trará confusão. 4. a linha exegética foi esta: como um obreiro pode ser um ministro fiel? O texto de Tiago 5. A pergunta é esta: “No caso da exegese. exatamente. e até mesmo massacrante para o povo. Nem falha tão feio que deixa de recebê-la. Passei a orar pelo rebanho e me queixar menos dele. Lembre-se: verbos mostram ação. Sua história pode se estender por muitos capítulos. Humanos. Na divisão dois. mas um homem como nós. de geografia. não havendo possibilidade de delimitá-lo. Ministros humanos. Nós morreremos. 2. Atenção: numa exegese encontramos princípios de valor relativo. minha atuação. isto não é nem mesmo um princípio. TAMBÉM TEM FRACASSOS – Após vitórias.1-4. a exegese foi elaborada em termos de procurar princípios de valor universal para aplicar hoje. Ensinamos a Bíblia e não curiosidades da Bíblia. subordinei à exegese a uma pergunta. além do que o texto ensina. sem a preocupação de ensinar. Por exemplo: se eu me centrasse nas roupas de Elias e sua indumentária. a menos que Cristo volte em nossa vida. mas de evitar detalhes desnecessários. Vale a pena ser fiel a Deus. de cultura e explicações históricas que pouco acrescentarão. Paulo: 2Co 12. mas apaixonados pelo Senhor.8-10. Nós não devemos estudar o texto para pregar aquela história. chamamos. medo: 1Rs 19. mas também fazer uma exegese prática (o que observamos que será útil para o povo). os princípios. Evite ficar desorientado. Nossa preocupação não de ser a de mostrar erudição ou exibir nossas pesquisas. nos verbos. São categorias diferentes de palavras e categorias diferentes de valores.13.

E voltemos ao nosso tema: o púlpito contemporâneo deve ser bíblico. disse o ex-cego de nascença (João 9. fora deste texto: os amigos de Jó deixaram vários discursos ao longo do livro de Jó.. Paulo: Mundo Cristão. p. Se cremos mesmo que a Bíblia é a Palavra de Deus e cremos mesmo que recebemos uma chamada de Deus para pregá-la aos homens. 2008. Paulo: Hagnos. Nem sempre o que o personagem está dizendo é a palavra de Deus.. veja a obra de Francis Schaeffer. Como exegetas e ensinadores da Bíblia. clara e objetiva. UMA PALAVRA FINAL O que vale a pena ser feito vale a pena ser bem feito. 107. a partir da página 31. 5 PETERSEN. op. recomendo a leitura de Apologética cristã no século XXI. Pense biblicamente: recuperando a visão cristã de mundo. cristocêntrico. Deus os censurou: “Depois que o SENHOR disse essas palavras a Jó. 1 PETERSEN. Tenha sempre em mente que um texto histórico não é teologia. principalmente num texto histórico. He is there and He is not silent. Uma exegese aqui tem que ser bem criteriosa. e não um tratado teológico. cit. Em outras palavras. É a interpretação da história pelos autores bíblicos. Não elabore preceitos teológicos em textos históricos. há outro ensino a recolher: é preciso prestar atenção no que o personagem está dizendo. Para isto devemos estudar sempre e buscar melhorar. . pregar bem deve ser um desafio para nós. O Espírito Santo aplica as verdades da Palavra aos pecadores. 107. 1965. 3 Sobre isto. e o conteúdo que é o que está sendo mostrado. E se cremos que pregar o evangelho é glorificar a Deus. Podemos ver as lições teológicas. disse também a Elifaz. Alguém pode pegar um texto deles e pregar. O comodismo é incompatível com o caráter do pregador do evangelho e com a dignidade da pregação. Entre a simples presença. Deve ser muito bem feita. pois vocês não falaram o que é certo a meu respeito. Billy. Rio de Janeiro: Record. 2005. Se a pessoa tinha credencial para dizer o que disse. Neste segundo aspecto. Toda a glória deve ser de Deus. Mas corre um risco. Eugene. Mundo em chamas. sem dubiedade. cremos nisto. 6 GRAHAM. para seus ouvintes. devemos fugir do estrelismo. Se o termo tem o significado a que estamos acostumados. O lema de cada pregador sério deve ser o do Batista: “Que ele cresça e eu diminua”. Toda a Bíblia é a Palavra de Deus. de Temã: “Estou indignado com você e com os seus dois amigos.31). S. que é a forma. a quem ouve.. mas narrativa. Outro exemplo: “sabemos que Deus não ouve a pecadores”. simplista. Não podemos deixar dúvidas na mente do povo. principalmente o tópico “A apologética é baseada na capacidade de Deus comunicar sobre si mesmo em linguagem humana”. mas os personagens podem estar expressando opinião pessoal. Seja assim conosco. Um exemplo.7. buscamos os princípios na narrativa e os aplicamos à vida dos ouvintes. ou uma teologia sadia. Editora Logoi. p. A pregação é a mais sublime tarefa que podemos desempenhar. Miami. 4 MACARTHUR JR. 9. 2ª. S. ou se traz algo oculto em si. Se Deus não ouve a pecadores. Ânimo – o antídoto bíblico contra o tédio e a mediocridade. então? Se não ouve a pecadores. ed. mas fazer teologia é outra coisa. O livro é da Editora Vida. de Alister McGrath. Nós pregamos os valores daquela história e sua aplicabilidade ao nosso auditório. O exegeta pode estar trabalhando um texto que não expresse um bom ensino sobre Deus. Evite a visão linear. de que nos vale orar? É preciso saber se o que está sendo dito é uma verdade linear. NVI). etc. bem preparado e sério.pregamos Elias. É preciso distinguir entre a verdade em si e o que a verdade ensina. p. Mas o exegeta tem uma função e deve cumpri-la bem: ele cava verdades nas Escrituras e as torna claras. 2 Aos interessados. 15. Elabore atitudes de vida. não faça teologia em eventos históricos. como fez meu servo Jó” (42. o chamado “intelectual de Oxford”.John.

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