Simpósio sobre Insalubridade – Os Riscos Biológicos em Estabelecimentos de Serviços de Saúde

Histórico e Legislação
Lucinéia Nucci

Súmula TST nº 17 "O adicional de insalubridade devido a empregado que percebe, por força de lei, convenção coletiva ou sentença normativa, salário profissional, será sobre este calculado''.

RESOLUÇÃO 19.11.2003

TST

121,

de

28/10/2003,

DJU

Decisão judicial favorável = Impacto financeiro.

vigência de 01/05/2005 a 30/04/2006. Trabalhador exposto = adicional de insalubridade .Convenção Coletiva SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE DE SÃO PAULO e SINDHOSP.SALÁRIO NORMATIVO A partir de 1° de maio de 2005.00 (quinhentos e oito reais). o piso salarial da categoria corresponderá a R$ 508. CLÁUSULA 5ª .

Recursos Humanos .SESMT (Técnicos de Segurança.Assistentes Técnicos (Médicos e Engenheiros do Trabalho) .Interpretação de normas jurídicas para: .Advogados . Enfermeiros e Auxiliares de Enfermagem do Trabalho) OBJETIVOS Uniformização da linguagem dos laudos Forma de apuração da insalubridade .

Princípio da Legalidade: Constituição Federal: Art. 5º.) : II .. .. (.ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei.

. acima dos limites de tolerância estabelecidos pelo Ministério do Trabalho. assegura a percepção de adicional respectivamente de 40% (quarenta por cento). 192. médio e mínimo. O exercício de trabalho em condições insalubres. 20% (vinte por cento) e 10% (dez por cento) do salário mínimo. Enunciado ou Súmula não é lei.CLT – CONSOLIDAÇÃO DAS LEIS DO TRABALHO Art. segundo se classifiquem nos graus máximo.

os limites de tolerância aos agentes agressivos.Art. condições ou métodos de trabalho. Serão consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que. 189. . exponham os empregados a agentes nocivos à saúde. O Ministério do Trabalho aprovará o quadro das atividades e operações insalubres e adotará normas sobre os critérios de caracterização da insalubridade. 190. acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos. Art. meios de proteção e o tempo máximo de exposição do empregado a esses agentes. por sua natureza.

da Consolidação das Leis do Trabalho. atende à determinação do artigo 190 da CLT: .PORTARIA MINISTÉRIO DO TRABALHO Nº 3. de 8/06/1978. Título II.NR .do Capítulo V.214. aprova as Normas Regulamentadoras . relativas à Segurança e Medicina do Trabalho.

3.Nas atividades mencionadas nos Anexos nos 6. (..1. 5.. 13 e 14.1.Acima dos limites de tolerância previstos nos Anexos nos 1.São consideradas atividades ou operações insalubres as que se desenvolvem: 15.3 . . 11 e 12. 2.1 .1 .) 15.NORMA REGULAMENTADORA 15 – ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES 15.

Insalubridade de grau máximo Trabalhos ou operações.ANEXO XIV AGENTES BIOLÓGICOS Relação das atividades que envolvem agentes biológicos. não previamente esterilizados.pacientes em isolamento por doenças infectocontagiosas. cuja insalubridade é caracterizada pela avaliação qualitativa. . bem como objetos de seu uso. em contato permanente. com: .

bem como aos que manuseiam objetos de uso desses pacientes.laboratórios de análise clínica e histopatologia (aplica-se tão-só ao pessoal técnico). . enfermarias. postos de vacinação e outros estabelecimentos destinados aos cuidados da saúde humana (aplica-se unicamente ao pessoal que tenha contato com os pacientes.Insalubridade de grau médio Trabalhos e operações em contato permanente com pacientes. serviços de emergência. não previamente esterilizados). . animais ou com material infectocontagiante. ambulatórios.hospitais. em: .

O que é contato permanente? Manuais de Legislação Atlas. Editora Atlas S/A. páginas 363 a 373 . 36ª Edição. Segurança e Medicina do Trabalho.

PLANO GERAL DE AÇÃO NA ÁREA DE SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHADOR 4.311.º 3. DA AVALIAÇÃO INSTRUÇÃO PARA ELABORAÇÃO DE LAUDO DE INSALUBRIDADE E PERICULOSIDADE 4 – ANÁLISE QUALITATIVA . estabelece os princípios norteadores do programa de desenvolvimento do Sistema Federal de Inspeção do Trabalho ANEXO II . de 29/11/1989.PORTARIA N.

a análise do tempo de exposição traduz a quantidade de exposições em tempo (horas. a vapores de amônia. entretanto. a exposição se processa durante quase todo ou todo o dia de trabalho.4 – do tempo de exposição ao risco . então seu tempo de exposição é de 25 a 30 min/dia. segundos) a determinado risco operacional sem proteção. o que caracteriza uma situação de intermitência. ele se expõe ao mesmo agente durante 20 minutos e o ciclo se repete por 15 a 20 vezes. minutos. Assim.4. diz que a exposição é de natureza contínua. sem interrupção. o que traduz a eventualidade do fenômeno. se o trabalhador ficar exposto durante 5 minutos. Se. ainda. e esta exposição se repete por 5 ou 6 vezes durante a jornada de trabalho. multiplicado pelo número de vezes que esta exposição ocorre ao longo da jornada de trabalho. passa a exposição total a contar com 300 a 400 min/dia de trabalho. por exemplo. Lembrete: artigo 189 da CLT: exposição a agentes nocivos à saúde acima do tempo de exposição . Se.

048. perante o Instituto Nacional do Seguro Social. conforme o caso. durante o período mínimo fixado no caput. que tenha trabalhado durante quinze.Previdência Social: Definições DECRETO Nº 3. uma vez cumprida a carência exigida. . trabalhador avulso e contribuinte individual. § 1º A concessão da aposentadoria especial dependerá de comprovação pelo segurado. será devida ao segurado empregado. exercido em condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. A aposentadoria especial. este somente quando cooperado filiado a cooperativa de trabalho ou de produção.Regulamento da Art. vinte ou vinte e cinco anos. sujeito a condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. de 6/05/1999 Previdência Social . 64. não ocasional nem intermitente. do tempo de trabalho permanente.

considerados para fins de concessão de aposentadoria especial. biológicos ou associação de agentes prejudiciais à saúde ou à integridade física. 68. no qual a exposição do empregado. Art.Art. para efeito desta Subseção. 65. físicos.048/99. . A relação dos agentes nocivos químicos. Considera-se trabalho permanente. do trabalhador avulso ou do cooperado ao agente nocivo seja indissociável da produção do bem ou da prestação do serviço. aquele que é exercido de forma não ocasional nem intermitente. Agente nocivo deve estar relacionado no anexo IV do Decreto nº 3. consta do Anexo IV.

0 AGENTE NOCIVO BIOLÓGICOS EXPOSIÇÃO Exposição aos agentes citados unicamente nas atividades relacionadas 3.ANEXO IV CLASSIFICAÇÃO DOS AGENTES NOCIVOS CÓDIGO 3.1 MICROORGANISMOS E PARASITAS INFECTOCONTAGIOSOS VIVOS E SUAS TOXINAS 25 ANOS .0.0.

Redação dada pelo Decreto nº 4. c) trabalhos em laboratórios de autópsia..1 MICROORGANISMOS E PARASITAS INFECCIOSOS VIVOS E SUAS TOXINAS 25 ANOS" a) trabalhos em estabelecimentos de saúde em contato com pacientes portadores de doenças infecto-contagiosas ou com manuseio de materiais contaminados. . de 18/11/2003 Assim dispunha a redação anterior: "3.. de anatomia e anátomo-histologia.0.882. .

que deve ser elaborado com base em laudo de médico ou engenheiro do trabalho.048/99 – REGULAMENTO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL Art. com base em laudo técnico de condições ambientais do trabalho expedido por médico do trabalho ou engenheiro de segurança do trabalho..PPP.A Previdência Social exige como documento comprobatório da condição especial do segurado o Perfil Profissiográfico Previdenciário . emitido pela empresa ou seu preposto. DECRETO Nº 3. .) § 2º A comprovação da efetiva exposição do segurado aos agentes nocivos será feita mediante formulário denominado perfil profissiográfico previdenciário.) § 1º (.. 68... na forma estabelecida pelo Instituto Nacional do Seguro Social. (.

de medidas de caráter administrativo ou de organização do trabalho. respeitado o estabelecido na legislação trabalhista. que elimine.. ou de tecnologia de proteção individual. segundo a Previdência Social Art. (. 68.Requisitos do laudo técnico. . minimize ou controle a exposição a agentes nocivos aos limites de tolerância..) § 3º Do laudo técnico referido no § 2º deverá constar informação sobre a existência de tecnologia de proteção coletiva.

que diminuam a intensidade do agente agressivo a limites de tolerância. 191.Eliminação ou neutralização da insalubridade CLT Art. II .com a utilização de equipamentos de proteção individual ao trabalhador. A eliminação ou a neutralização da insalubridade ocorrerá: I . .com a adoção de medidas que conservem o ambiente de trabalho dentro dos limites de tolerância.

Cabe-lhe tomar as medidas que conduzam à diminuição ou eliminação da nocividade. ADICIONAL. . EFEITO O simples fornecimento do aparelho de proteção pelo empregador não o exime do pagamento do adicional de insalubridade. Nº 289 INSALUBRIDADE.Fornecimento de EPI Súmula (antigo Enunciado) do TST. entre as quais as relativas ao uso efetivo do equipamento pelo empregado. FORNECIMENTO DO APARELHO DE PROTEÇÃO.

por ato da autoridade competente. O direito do empregado ao adicional de insalubridade ou de periculosidade cessará com a eliminação do risco à sua saúde ou integridade física. repercute na satisfação do respectivo adicional. CLT Art. sem ofensa a direito adquirido ou ao princípio da irredutibilidade salarial. Inexistência. 194. .Direito adquirido. nos termos desta Seção e das normas expedidas pelo Ministério do Trabalho. DIREITO ADQUIRIDO DE A reclassificação ou a descaracterização da insalubridade. SÚMULA TST Nº 248 .ADICIONAL INSALUBRIDADE.

195. .Documento hábil para descaracterização da insalubridade CLT Art. far-se-ão através de perícia a cargo de Médico do Trabalho ou Engenheiro do Trabalho. registrados no Ministério do Trabalho. segundo as normas do Ministério do Trabalho. A caracterização e a classificação da insalubridade e da periculosidade.

(.4 . que comprove a inexistência de risco à saúde do trabalhador.) 15.1. perante a ..2 . Laudo deve ser protocolizado Delegacia Regional do Trabalho.ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES 15..A eliminação ou neutralização da insalubridade determinará a cessação do pagamento do adicional respectivo.NR 15 .A eliminação ou neutralização da insalubridade ficará caracterizada através de avaliação pericial por órgão competente.4.

OBRIGADA! Tel.br . (11) 3331-1555 E-mail: juridico@sindhosp.com.

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