P. 1
Atonia uterina

Atonia uterina

4.0

|Views: 6.954|Likes:
Publicado porDuarte Guerreiro
Introduzir brevemente a função do útero e relacionar com o problema de hemorragia

Atonia uterina
- Explicar o que é atonia uterina
- Demonstrar quais as principais causas
- Quais os sinais
- Quais as Intervenções

Hipertonia e Hipotonia uterina
- Explicar o que é Distocia
- Demonstrar quais os principais factores
- Explicar o que é hipotonia e hipertonia
- Demonstrar quais as principais alterações no trabalho de parto, na mulher e no feto
- Quais os tratamentos
Introduzir brevemente a função do útero e relacionar com o problema de hemorragia

Atonia uterina
- Explicar o que é atonia uterina
- Demonstrar quais as principais causas
- Quais os sinais
- Quais as Intervenções

Hipertonia e Hipotonia uterina
- Explicar o que é Distocia
- Demonstrar quais os principais factores
- Explicar o que é hipotonia e hipertonia
- Demonstrar quais as principais alterações no trabalho de parto, na mulher e no feto
- Quais os tratamentos

More info:

Published by: Duarte Guerreiro on May 20, 2012
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PPTX, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

07/01/2013

pdf

text

original

Instituto Piaget Escola Superior de Saúde Jean Piaget /Algarve Licenciatura em Enfermagem 3º Ano

Tónus Uterino
(Atonia, Hipertonia e Hipotonia Uterina)

Elaborado por: Duarte Guerreiro Elaine Figueiredo Mónica Duarte Vera Correia
Quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

Docente: Adelaide Merindas

Metodologia
 Método Expositivo
 Método Argumentativo

 Atonia uterina  Explicar o que é atonia uterina  Demonstrar quais as principais causas  Quais os sinais  Quais as Intervenções  Hipertonia e Hipotonia uterina  Explicar o que é Distocia  Demonstrar quais os principais factores  Explicar o que é hipotonia e hipertonia  Demonstrar quais as principais alterações no trabalho de parto.Objectivos  Introduzir brevemente a função do útero e relacionar com o problema de hemorragia. na mulher e no feto  Quais os tratamentos .

continuando a sangrar até a musculatura do útero contrair.  A contracção e retracção do útero levam ao descolamento e expulsão da placenta.Função do útero  O corpo do útero é constituído por feixes musculares lisos fortes entrelaçados por onde passam vários vasos sanguíneos maternos. permitindo contracção continuada e oclusão dos vasos sanguíneos. estancando assim possíveis hemorragias .  Se o útero ficar flácido após o descolamento da placenta ocorre o sangramento venoso repentino. na qual a rede vascular fica comprometida. .

absorventes higiénicos. acumulação no útero.Hemorragia Pós Parto (HPP)  Durante a gravidez a volemia aumenta até 50% (5l a 6l) para satisfazer as demandas de perfusão da unidade uteroplacentaria e reserva para a perda durante o parto  A perda de sangue durante o parto e pós parto é relativa pois é difícil contar o sangue expelido (cama. .

Atonia Uterina .

Qualquer factor que provoque relaxamento uterino levará ao sangramento pós parto e possível choque hipovolémico. de modo a controlar o sangramento a partir do local de descolamento da placenta. A não contracção do útero poderá não expulsar a placenta o que agravará a situação. 2) 3) 4) . A atonia uterina é a causa principal da hemorragia pós-parto (HPP).O que é Atonia Uterina 1) É a incapacidade do útero contrair (hipotonia do útero) e retrair no pós parto.

Factores Os principais factores que desencadeiam as diferentes causas do útero excessivamente distendido são:           Feto macrossómico Gestação Múltipla Historial de Multiparidade Poliidrâmnio Distensão dos coágulos e anomalias na coagulação sanguínea Parto traumático Anestesia halogenada (Ex: Halotano) Trabalho de parto demasiado rápido ou demasiado prolongado Corioamnionite Ocitocina para forço do trabalho de parto .

Fig.1: Depois do parto o útero continua distendido e não regride para o tamanho normal (Atonia uterina). .

Causas Sociedade dos Obstetras e Ginecologistas do Canadá (SOGC) indicou as principais causas da HPP em que três estão relacionadas com a atonia uterina:  Tónus uterino  Tecido uterino  Traumatismo uterino  Trombose .

•mioma uterino •Infecção. Causado pelo dano na parede uterina de modo espontâneo ou derivado de ocorrências do parto. e atrofia das fibras musculares do útero. •tracção excessiva sobre o cordão umbilical durante o parto. •toxinas bacterianas nos tecidos do útero. prolongado ou demasiado rápido. •pressão do fundo do útero. Origem •Trabalho parto enérgico. não permitem a contracção deste e consecutivamente a dos vasos permitindo que estes sangrem. •cirurgias relacionadas com miomectomias. •salpingite •formação de abcessos. •trabalho de parto vigoroso e prolongado. •Restos placentários e infecção pélvica. •peritonite pélvica. com uso de ocitocina ou prostaglandinas •manipulação fetal intra uterina. •remoção manual da placenta. •Ruptura uterina causada por procedimentos cirúrgicos como cesariana. •uteroplastia para anomalia congénita. e sulfato de magnésio no tratamento de pré eclampsia) •lapso do fundo do útero até à cérvix ou através dela. •perfusão do útero durante um procedimento de dilatação. •fragmentos plaquetários •bexiga distendida. Tecido matismo tónus Subinvolução . •trabalho de parto antecipado. •anestésicos e outros fármacos (Ex: halotano. A presença de placenta ou fragmentos desta no útero. normalmente com fundo do útero mais elevado que o esperado e com consistência mais amolecida.Caus a A alteração do tónus muscular uterino deve-se à hiperdistensão. .É a evolução incompleta do útero ou incapacidade de retomar o seu tamanho normal pós parto. associada à aderência anormal da placenta.

 Útero firme e com fluxo constante ou pequeno extravasamento de sangue vermelho vivo. o que interfere na evolução uterina pois é necessário o útero estar na linha média para se contrair e parar a hemorragia. não coagulado no períneo → Suspeita de traumatismo devendo-se identificar a fonte.  Sangramento de sangue vermelho escuro com coágulos e um útero grande e indolor persistir e não existi lacerações visíveis → suspeitar de fragmentos placentários → inspeccionar com cuidado a integridade da placenta já expelida. e se ainda tiver desvio indicará bexiga cheia.Sinais Avaliar o tónus uterino após o parto ao palpar o fundo do útero quanto à firmeza e localização  Útero amolecido e edemaciado → atonia uterina. . documenta-la e reportá-la.

se necessário utilizar um cateterismo para aliviar a distensão da bexiga  Se a massagem do fundo do útero e a eliminação de coágulos não surtirem efeito é necessária medicação para contrair o útero e parar a hemorragia no local da placenta. apoiando o segmento uterino inferior e estimular contracções e a eliminação de coágulos derivados da hemorragia que se acumula no canal vaginal e que causam pressão sobre o fundo do útero.  Auxiliar esvaziamento da bexiga cheia para reduzir o deslocamento.  A massagem forçada pode enfraquecer os músculos uterinos e resultar em maior atonia uterina e aumento de dor. .Intervenções  Massajar o útero pois os músculos uterinos são sensíveis ao toque e ajuda as fibras musculares a contraírem-se.

colocar uma mão enluvada (dominante de preferência) sobre o fundo do útero. Auxiliar a mulher a realizar os . Fig. aplicar pressão firme em movimento para baixo em direcção á vagina para expulsar os coágulos que se acumularam. 4. Avaliar a consistência uterina.2: Massagem ao útero 6. Colocar outra mão enluvada na área acima da sínfise pubiana dando apoio ao segmento uterino inferior. 3. massajar delicadamente em formas circulares. Com a mão do fundo do útero. 5. Se o fundo do útero estiver firme.Intervenções – Massagem do útero 1. 2. Após explicar o procedimento á utente.

Fig.3: Desenvolvimento do tamanho do útero ao longo da gravidez .

 No caso de retenção de placenta ou fragmentos será necessário também administração de antibióticos contra infecção.Intervenções  A escolha dos fármacos pertence ao obstetra e depende do seu julgamento clínico disponibilidade de fármacos e riscos e benefícios destes. . maleato de metilergonovina. maleato de ergonovina (contra indicados na HTA e doenças cardiovasculares). prostaglandina (PGF2a) (usar com precaução na presença de problemas cardiovasculares e na asma).  Se não fizerem efeito administras-se em IM análogo sintético de prostaglandina E1 (misoprostol). normalmente as injecções uterotônico:  Primeira linha para provocar contracções e em EV - Ocitocina.

.  Fazer colheita de sangue para provas laboratoriais para avaliar factores adjacentes (Ex: Problemas de coagulação.  Regularizar velocidade das infusões conforme a firmeza uterina e das características do lóquios. infecção).  Monitorizar o hemograma para avaliar algum défice ou a adequação da reposição.Intervenções  Manter infusão EV primária e ter materiais para uma segunda infusão (possibilidade soluções cristalóide ou sangue que irão restaurar o volume sanguíneo).

realizar hemograma)  Iniciar oxigenoterapia. SPO2 relacionados com o choque derivado da perda sanguínea hemorrágica.Intervenções  Monitorizar a perda sanguínea nos absorventes peroniais. se necessário  Verificar o nível de consciência e alterações de modo a identificar possíveis perfusões cerebrais . 1g absorvida equivale a 1ml (Green & Wilkinson. taquicardia. 2004)  Verificar sinais vitais de 15 a 30m (especialmente de hipotensão.

anti- histamínicos e AINE)  Se existir CID (Coagulação intravascular disseminada) tomar medidas de emergência para controlar o choque e a hemorragia e levar a mulher para Unidade de tratamentos intensivos .Intervenções  Depois do parto ou quando os fragmentos placentários são removidos manualmente pelo obstetra. devemos garantir que o obstetra permanece tempo suficiente no local após parto e auxiliar o médico na realização das suturas de lacerações de modo a controlar a hemorragia e reparar o tecido  Ter mais atenção à mulher com tendência ou historial de sangramento anormal e garantir um diagnóstico e tratamento correcto  Evitar medicação antiplaquetárias (Ex: aspirina.

Hipertonia e Hipotonia Uterina .

na descida e na expulsão do feto.Distocia  Trabalho de parto longo anormal. ou difícil  Afecta 8% a 11% das mulheres  Distocia é também chamada de “ausência de evolução” por surgir inesperadamente e sem ser diagnosticada (normalmente na fase activa do parto)  É diagnosticada quando existe falta de progressão na dilatação cervical.  As principais distocias: o Hipertonia Uterina o Hipotonia Uterina .

preparação.Factores  Trabalho de parto Disfuncional     (contracções e esforços maternos ineficazes) Alterações na estrutura pélvica (Trajecto) Causas Fetais (incluindo a apresentação anormal. anomalias. número de fetos) Posição materna Respostas psicológicas da mãe (Experiencias passadas. cultura. tamanho excessivo. apoios) .

Exemplos              Anestesia epidural ou excessiva Gestação múltipla Poliidrâmnio Exaustão materna Técnica não eficaz de esforços maternos Posição incorrecta do feto Nuliparidade Feto macrossomico Baixa estatura materna (<1.5m) Anomalias fetais Idade materna superior a 35 anos Idade gestacional superior a 41 semanas corioamnionite .Factores .

•Não provocam dilatação. oFactores desconhecidos. Disfunção Hipotónica Uterina •Ocorre no estagio activo (de 4 cm de dilatação) •Causada por: ocontratura ou mau posicionamento fetal. •Aumentam de frequência progressivamente. oFactores de superdistenção do útero (Ex: Gémeos). . oMaior frequência em nulíparas do que multíparas. •Sem capacidade de dilatar o colo uterino. não relaxando por completo. o Efeito anestésico. e desproporção cefalopelvica. •Mais intensas que o normal. oForça exercida na zona mediana do útero e não no fundo. •Contracções descoordenadas. •Útero facilmente indentavel mesmo no pico da contracção.Disfunção Hipertónica Uterina •Ocorre ano estagio latente antes de 4cm de dilatação. •Útero contraído entre contracções. •Contracções diminuem de intensidade e frequência. •Também chamado de inércia uterina pois o parto inicia normalmente e perde o desenvolvimento do trabalho de parto. oFeto macrossômico. •Causa por: oPossíveis medos e stress. Características Alterações •Contracções dolorosas e desproporcionais ao trabalho de parto. podendo até parar.

4: Padrões gráficos das contracções durante o trabalho de parto .Fig.

Disfunção Hipertónica Uterina Efeitos no Feto Disfunção Hipotónica Uterina •Diminui e perfusão placentaria (↓O2 no •Infecção fetal feto) •Morte fetal e neonatal •Asfixia Fetal com a aspiração de mecónio •Perda de manejo relacionada com a dor e evolução do trabalho de parto •descolamento da placenta •Exaustação •Analgésico (Ex: morfina meperidina) para alivio da dor e descanso e pausa da mãe para depois retomar o trabalho de parto. e estimulação dos mamilos. •Devera voltar ao normal depois de repouso (4h a 6h). ruptura das membranas. •Identificar se não será uma fase latente prolongada e os factores dai relacionados. hidroterapia. enema. •Normalmente depois do período de •Infecção •HPP •Exaustação •Trauma Psicológico •Realizar ecografia para despistar desproporção céfalopélvica. •Interromper a actividade anormal do parto.). •Examinar as características do liquido amniótico. ruptura do saco amniótico se tal ainda não sucedeu ou então administrar Ocitocina. •Intervir em factores desencadeantes de Hipertonia Uterina. •Se os valores forem normais pode-se tomar medidas de incentivar as contracções (Ex: deambulação. Tratamento Efeitos na Mãe . •Verificar a possibilidade de descolamento prematuro da placenta antes de iniciar tratamentos (sintomas semelhantes de dor e tónus alto).

Obstetrícia Fundamental. S.cfm?libdocid=15026 &ReturnCatID=1806  Rezende. (2008). (11 de Maio de 2005). de http://boasaude.Bibliografia  Bibliomed. Hemorragia pós-parto.  Ricci. Enfermagem Materno . Obtido em 19 de Setembro de 2009. . Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. D. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan.com. S. Inc.Neonatal e Saúde da Mulher.com. (2008). J.uol.br: http://boasaude.br/realce/showdoc.uol.

FIM .

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->