D. Afonso V mandou construir um Paço Real, pois desejava ter na cidade um paço fora do castelo para se instalar. D.

Afonso V instalava-se no convento, sendo assim um grande incómodo para os monges, pois tinham rituais sagrados e certos votos que eram interrompidos na presença do rei. Eram realizadas certas festividades na honra do mesmo. As obras começaram em 1468 e terminaram no princípio do séc. XVI. O Paço Real, habitado por vários monarcas portugueses, entre os quais D. Manuel I, D. João III e D. Sebastião, perdeu-se definitivamente no ano de 1895, tendo sido mandado destruir em 1619, aquando da visita de Filipe III ao país, que mandou destruir o palácio a favor da comunidade.

O paço era, segundo crónicas da altura, um dos edifícios mais notáveis do reino, tendo como principais construções o claustro da renascença, a Sala da Rainha, o refeitório e a biblioteca régia, sendo esta uma das primeiras do país.

Teve uma enorme importância histórica, pois foi nele que Vasco do Gama foi investido no comando da esquadra da descoberta do caminho marítimo para a Índia e foi também o palácio em que Gil Vicente representou sete dos seus autos, dedicados às rainhas D. Maria de Castela e D. Catarina de Áustria.

Podemos concluir que este tão belo monumento é igualmente importante. Esperamos que tenhamos conseguido transmitir-vos bem o que aqui registámos e que tenham compreendido.

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