CIMATEC

Motor Diesel

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SALVADOR 2 00 6 Copyright © 2003 por SENAI CIMATEC. Todos os direitos reservados. Área Tecnológica Automotiva Elaboração: Enoch Dias Santos Junior; Técnico. Revisão Técnica: Renato Jorge Santos Araújo, Técnico. Revisão Pedagógica: Maria Inês de Jesus Ferreira Normalização: Maria do Carmo Oliveira Ribeiro

Catalogação na fonte (Núcleo de Informação Tecnológica – NIT) ________________________________________________________ SENAI CIMATEC – Centro Integrado de Manufatura e Tecnologia. Sistema Elétrico de Carga e Partida. Salvador, 2005. 95p il. (Rev.00)

I. Sistema Elétrico de Carga e Partida

I. Título

CDD ________________________________________________________ SENAI CIMATEC Av. Orlando Gomes, 1845 - Piatã Salvador – Bahia – Brasil CEP 41650-010 Tel.: (71) 462-9500 3

Fax. (71) 462-9599 http://www.cimatec.fieb.org.br

MENSAGEM DO SENAI CIMATEC

O SENAI CIMATEC visa desenvolver um programa avançado de suporte tecnológico para suprir as necessidades de formação de recursos humanos qualificados, prestação de serviços especializados e promoção de pesquisa aplicada nas tecnologias computacionais integradas da manufatura. Com uma moderna estrutura laboratorial e um corpo técnico especializado, o CIMATEC desenvolve programas de intercâmbio tecnológico com instituições de ensino e pesquisa, locais e internacionais. Tudo isso sem desviar a atenção das necessidades da comunidade, atendendo suas expectativas de formação profissional, suporte tecnológico e desenvolvimento, contribuindo para uma constante atualização da indústria baiana de manufatura e para a alavancagem do potencial das empresas existentes ou emergentes no estado.

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APRESENTAÇÃO A eletricidade que há menos de um século era uma força misteriosa e assustadora se converteu com o avanço científico. estar sempre se atualizando e que conheça esses componentes. com o intuito de poder compreender o funcionamento de sistemas modernos. A indústria automobilística. passando a ter a necessidade de conhecimentos em eletro-eletrônica. Tornou-se indubitavelmente um fator importantíssimo na vida social e econômica do mundo. circuitos e seus princípios de funcionamento. o mecânico deixa de ser uma pessoa que deva ter conhecimentos apenas do ramo mecânico. os quais sofrem continuamente modificações e aperfeiçoamentos. Com a eletrônica embarcada existentes nos veículos atuais. em componentes desde motor até acessórios mais supérfluos. bem como poder executar reparos. distingue(guir) o século atual de todas as épocas anteriores de sua existência na Terra. usa nos seus veículos um grande número de componentes elétricos ou acessórios. O uso que dela faz o homem. por exemplo. em mais um importante instrumento de desenvolvimento tecnológico. É. como da tecnologia está intimamente ligado ao uso da eletricidade nos mais variados ramos dos seus campos. 5 . portanto de suma importância para o técnico mecânico e eletricista estar a par destas recentes transformações. O avanço da ciência.

...............................................................................66 6 .................... ocorre naturalmente.... chamada de efeito termo-sifão.......7 9................... para o radiador por intermédio da mangueira..............................................2-BOMBA D’ AGUA..............................................SUMÁRIO 1 – INTRODUÇÃO AO MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA. Quando ela é aquecida.......................................66 A tendência natural de circulação da água............... fica mais leve e por si só procura o ponto mais alto do motor subindo do bloco para o cabeçote e em seguida...................

HISTORICO DO MOTOR DIESEL. movimentando os êmbolos dentro dos cilindros no bloco do motor. destinada ao suprimento de energia ou força motriz de acionamento. além de sistemas vitais ao próprio funcionamento do motor. O movimento gerado nos êmbolos é o que proporcionará a força para acionar as rodas e movimentar o veículo. em Maschinenfrabick Augsburg. Esse nome se deve a seu inventor Rudolf Diesel. 3 – DEFINIÇÃO DO MOTOR QUANTO A SUA APLICAÇÃO: • Estacionários(fig. 1) Destinados a maquinas estacionarias. O trabalho gerado pelo motor é utilizado não só para mover o carro. Oficialmente o primeiro teste de um motor diesel foi realizado em 17 de fevereiro de 1897. Para aplicações automotivas. 7 . em energia mecânica capaz de efetuar trabalho. engenheiro francês nascido em Paris. 2. tais como geradores. A combustão é o processo químico da ignição de uma mistura de ar e combustível.1 – motor estacionário GUASCOR. sistema elétrico. maquinas de solda. no período de 1893 a 1898.1 – INTRODUÇÃO AO MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA. como ar condicionado. que desenvolveu o primeiro motor na Alemanha. existem dois tipos básicos de motor de combustão interna: um opera pelo ciclo Otto e outro pelo ciclo Diesel. lubrificação e alimentação. O motor de combustão interna é um conjunto de componentes que se combinam entre si. de combustão interna. como também para acionar diversos acessórios. Umas das diferenças entre os dois ciclos é que no Otto o combustível é misturado com o ar antes de ser admitido pelo cilindro. São maquinas térmicas alternativas. O combustível misturado com o ar inflama dentro da câmara de combustão que fica no cabeçote. direção hidráulica. Fig. bombas. com a finalidade de transformar a energia calorífica da combustão da mistura de ar e combustível. já no ciclo Diesel a mistura é feita dentro do cilindro. como o sistema de arrefecimento.

2 – Cabeçote múltiplos. 8 . • Marítimos. Conforme ao tipo de serviço e regime de trabalho. bicos injetores e canais de circulação do líquido de arrefecimento. Destinados a propulsão de barcos e maquinas naval. Dependendo do tipo de construção do motor.3). como "tampões" para os cilindros e acomodam os mecanismos das válvulas de admissão e escape. conforme uso. Destinados a maquinas de construção civil. essencialmente.• Veiculares. ou múltiplos ( fig. quando um mesmo cabeçote cobre mais de um cilindro. escavadeira. 4 – DEFINIÇÃO DAS PARTES DO MOTOR: O motor.1. • Industriais. quando existe um para cada cilindro.1 – PARTES FIXAS: 4. Em alguns paises podem ser utilizados em veículos de passeio. propriamente dito é composto de um mecanismo capaz de transformar os movimentos alternativos dos pistões movimento rotativo da árvore de manivelas. existe uma vasta gama de modelos com caracteristicas apropiadas. equipamentos fora-de-estradas e equipamentos que necessitem de acionamento constante.1 – CABEÇOTE. Destinados ao acionamento de veiculo e transporte urbano em geral. 2 ). motoniveladora. Funcionam. os cabeçotes podem ser individuais (fig. commpressores de ar. Este mecanismo se subdivide nos seguintes componentes principais: 4. tais como. no Brasil. pá-carregadeira. fig.

Normalmente são montados nos guias. São montados no cabeçote.fig. PRATO MOLA RETENTOR HASTE DE VALVULA CABEÇOTERET ENTOR GUIA DE VALVULA ADMISSÃO DE AR ASSENTAMENTO DE VALVULA Fig. Os assento de válvulas.3 – Vista explodida de um cabeçote individual 9 . os retentores que evitam a passagem de óleo lubrificante para a câmara de combustão. são montados congelados e posteriormente usinados obedecendo o angulo de assentamento da válvula.3 – Cabeçote individual. os guias e assento das válvulas.

estas molas possuem tensões mais baixas.5). não deformar com o aperto dos cabeçotes.4 – Galerias internas do cabeçote. evitar vazamento de água e óleo. fig. Entre o cabeçote e o bloco é montada uma junta ( fig. onde são colocados os selos para a vedação da água.Os cabeçotes possuem galerias internas (fig. Galeria Fig. em um tempo muito rápido. A junta deve suportar a alta temperatura da combustão. resistir a oxidação da passagem de água.4) para a passagem do liquido arrefecedor (água). Em motores que trabalham em regime de rotação mais constante. Estas galerias foram feitas na fundição e após a usinagem ficam as aberturas. 5 – Molas que permitem fechar as válvulas. para evitar o atropelamento entre o pistão e as válvulas. que tem a finalidade de vedar a pressão da combustão. e ha casos em que as molas são mais longas ou duplas. 6 ). O fechamento das válvulas é feito pelas molas (fig. dependendo da rotação do motor. 10 .

1. bielas. Onde se alojam os conjuntos de cilindros. com seus mancais e buchas. compostos pelos pistões com anéis de segmento. 8 ). Fig. Na grande maioria dos motores.Fig. Grandes motores navais tem bloco construído em chapas de aço soldadas e alguns motores de pequeno porte tem bloco de liga de alumínio. 8 – bloco de cilindros em linha.2 . 6 – Junta do cabeçote.Cárter. 4. 7 – bloco de cilindros em “V”. 11 .Bloco de cilindros. 7 ) ou em Linha ( fig. Fig.3 . árvores de manivelas e de comando de válvulas. 4. construído em ferro fundido e usinado para receber a montagem dos componentes. camisas.1. Dependendo da construção podem ser denomonados bloco em V ( fig.

2 – Partes moveis.2. 9) do óleo lubrificante utilizado pelo sistema de lubrificação. Fig. com alguns reforços de aço. O embolo (fig. 12 .9 – Carter. formando com o bloco uma estrutura rígida que funciona como chassis da máquina. bastante resistente ao calor e ao choque. como se vê em alguns tratores agrícolas.Vista explodida do embolo. armazena óleo lubrificante. 4.1 – Êmbolo. É construído em ferro fundido. 4. Fig.É o reservatório ( fig. 10) é geralmente construído de liga de alumínio. liga de alumínio ou chapa de aço estampada. Em alguns motores o cárter é do tipo estrutural. É o componente responsável para transmitir e ampliar a energia (pressão) resultante da expansão dos gases queimados ao eixo do motor (árvore de manivelas).10.

de óleo o pistão tem uma ligação com a biela através de um pino. O primeiro anel de compressão é feito de uma liga de Ferro Fundido revestido com Cromo recendo maior resistência ao desgaste e ao calor. 13 . com a ajuda do próprio lubrificante.2. cônico e tem o diâmetro maior na sua saia. O anel de óleo também é de liga de Ferro Fundido com algumas aberturas feitas para acumular o óleo.Anéis. As canaletas. O segundo anel de compressão é feito também de uma liga de Ferro Fundido revestido com Cromo somente na face de contato com a parede do cilindro. para o alojamento dos anéis.11. Geralmente com três canaletas duas para anéis de compressão e uma para anel raspador . A função dos anéis de compressão é a de vedar em dois sentidos. do êmbolo e dos anéis. tanto a pressão da com pressão como a passagem de óleo lubrificante para a câmara de combustão.2. Fig. são usinadas na parte do êmbolo que tem mais material e de menor diâmetro. A função do anel de óleo é a de controlar a Iubrificação das paredes do cilindro.O embolo é usinado de forma muito especial: é ovalizado. 4.Anéis.

O material empregado para fabricação das bieIas é uma liga de aço muito resistente ao impacto e aos esforços torcionais.2. 13) é a peça que interliga o êmbolo (pistão) à árvore de manivelas sendo responsável pela transmissão da força do movimento alternativo para o rotativo (princípio da manivela). Possuem contado direto do liquido de arrefecimento com a sua superfície externa.Biela.3.3-Cilindros. As bielas são rigorosamente pesadas uma a uma após a usinagem. podem ser classificadas de duas formas: Fig.2. Quando não há o contado direto do liquido de arrefecimento com a sua superfície externa. Comumente chamadas de camisas (fig. • Secas. São selecionadas para que sejam montadas no 14esmo motor com a mesma 14 . São removíveis possibilitando sua substituição individual. 12 – Camisa de cilindro. A biela (fig. obtida em processo de forjado. • Úmidas.4.12). 4. Ao substituir uma junta de cabeçote ou ao remover uma camisa de cilindro deve ser medida a saliência da camisa sobre o bloco. Geralmente usinadas no próprio bloco de cilindros.

Assim.4.14) tem esse nome originário da liga metálica de bronze utilizada antigamente na sua fabricação.14B – Bronzinas. das bielas e do bloco.Bronzinas (Casquilhos). pode-se substituí-Ias facilmente mantendo a vida prolongada da árvore de manivelas. Elas são construídas por camadas de ligas metálicas mais moles para que. em conjunto com o óleo lubrificante. suavizem esta fricção (componentes de sacrifício). 4A– As brozinas nos colos principais Fig. 4. A diferença máxima de peso entre as bieIas não deve ultrapassar o especificado para não desbalancear o motor. Cada código representa determinada faixa de peso. 13 – Biela. As bronzinas têm a função de proteger a árvore de manivelas e as bielas do desgaste provocado pela fricção entre os componentes móveis.2. 15 . As bronzinas (fig. Os motores têm as bielas com a classificação de pesos identificados por códigos. 1 Fig. 1-BIELA 2-TRAVA 4-BUCHA 5-CASQUILHOS fig.classificação de peso o que permite o funcionamento balanceado e silencioso.

Ela é bastante pesada. sobre uma pré-tensão (fig. e os moentes (colos móveis).15-pressão radial). (colos fixos).2. é o eixo do motor responsável pela transformação do movimento retilíneo do êmbolo em movimento rotativo (fig. A árvore de manivelas é formada pelos munhões. Fig. que veremos mais adiante. Um 16 . Fig.5. 16 -princípio da manivela. A árvore de manivelas. popularmente conhecida como virabrequim ou girabrequim. em conjunto com o volante. 16 -princípio da manivela). para poder suportar os esforços e também para armazenar uma parte da energia gerada no tempo da combustão "força da inércia".As bronzinas são fixadas no seu alojamento.15 -pressão radial 4. O diâmetro externo da bronzina é maior do que o alojamento para permitir a pressão radial e evitar que não gire em seu alojamento. onde trabalham as bielas.Árvore de Manivelas.

18) é um componente semelhante ao volante localizado também na árvore-de-maniveIas porém no lado oposto. Por possuir em seu interior materiais amortecedores tem a função de amortecer os impactos torcionais provenientes da 25 17 .canais abertos no eixo para permitir o fluxo do óleo lubrificante dos mancais fixos para os móveis.6.dos munhões serve de apoio ao deslocamento axial (longitudinal) da árvore de maniveIas.partes curvas nas junções dos munhões e moentes com as cambotas.partes do eixo que ligam os pinos fixos e móveis.prolongamentos dos braços de manivela que servem para dar suavidade.extreminade em forma de disco onde é fixado o volante.Amortecedor de Vibrações (Damper) O damper (fig. 6715 715 315 15 825 5 Fig.partes do eixo que trabalham nos mancais fixos.partes do eixo onde articulas os mancais das cabeças das bielas. Conforme indicado na figura acima. 4. 2) contrapesos . destina-se a transmitir movimento ao eixo de cames. 3) braços de manivela ou cambotas . 5) canais de lubrificação . 8) flange . 4) munhões .2. 7) moentes .instalada na extremidade do eixo. normalmente por meio de um trem de engrenagens. as partes do eixo de manivelas são: 1) engrenagem ou pinhão . 6) curvas de reforço .17 – Arvore de manivelas.

axial e radial. O compensador de massas ( fig. Fig. Fig.Compensador de massa.AMORTECEDOR DE VIBRAÇÕES. 2-POLIA 3.20 – Vista explodida. porém pode provocar trincas e quebras de outros componentes do motor ou do veículo por excesso de vibração. Sua remoção do motor não provoca a quebra do virabrequim.18 – Damper.CUBO DA POLIA fig.19 . O compensador de massas tem a função única de oferecefce conforto durante o funcionamento do motor. Alguns motores de rotação constante. Nos motores de 6 cilindros a influência do damper é maior. 1. 18 . Sem estes cuidados o motor poderá passar a produzir um ruído característico (chiado ou assobio). 4.árvore de manivelas.7-Compensador de Massas.2.19) tem a finalidade de contra-balancear as vibrações inerciais do motor. não se utiliza o Damper. permitindo um funcionamento mais suave. devido ao comprimento da árvore de manivelas que possui maior torção do que os de 4 cilindros. Para que o compensador de massas cumpra sua função é importante observar certos cuidados em sua montagem no bloco como paralelismo e folgas entre dentes.

Seção traseira. ventilador.2.2. Onde encontra-se o volante (fig.8 . A energia proveniente da combustão é recebida pelo volante e é utilizada para manter o eixo do motor girando nos intervalos nos quais não há explosão nos cilindros.Quanto menor o número dos cilindros. o tamanho do volante é proporcional a defasagem de queima. Este trabalho é necessário para executar os demais tempos do motor.21 – Conjunto de distribuição do motor. 2) Conduzir força à transmissão com auxílio da embreagem acoplada na sua face.8b. componente do motor caracterizado por ser muito pesado.21) de movimentos para os acessórios externos. maior será o peso do volante.Seção dianteira É a parte dianteira do bloco. alternador de carga das baterias e para sincronismo da bomba de combustível e da árvore de comando de válvulas. tais como bomba d'água. O peso do volante é calculado conforme 19 .4. 4. fig. onde se alojam as engrenagens de distribuição( fig. É projetado para executar três funções importantes: 1) Armazenar a energia proveniente da combustão suprindo os intervalos nos quais não se produz energia através da sua inércia. 22). 3) Permitir a partida inicial do motor através da cremalheira.

a dupla-inércia tem como finalidade reduzir as vibrações e ruídos do sistema motor-transmissão para o veículo através de um sistema de molas de amortecimento integradas. 1. trincas e sinais de desgastes dos dentes da cremalheira respectiva carcaça. Este conceito.ANEL DISTANCIADOR Fig. para montagem do equipamento acionador.a aplicação em função da quantidade de inércia. • Volante de Dupla Inércia: Este tipo de volante possui um conceito moderno de construção.22 – Volante do motor e cremalheira. o votante 'de dupla-inercia oferece as seguintes vantagens: 20 . Durante a manutenção examine visualmente o volante procurando por possíveis deformações. Além das funções usuais de um volante.VOLANTE 2-CREMALHEIRA 3-RETENTOR 4.

no ponto morto inferior (PMI). o pistão aspira o ar puro. por isso não deve ser aberto. 21 . . São os ciclos do motor.TEMPOS MECANICOS. O pistão encontra-se no ponto morto superior (PMS) e vai iniciar seu curso ascendente. para encher o espaço que ele desocupa. Apresentando alguma irregularidade deve ser substituído por completo. à medida que o pistão desce.1)Arrancada mais suave do veículo.1. quatro cursos do pistão. Abre-se então a válvula de admissão e. através da válvula de admissão. Até o fim do seu curso. 23 – Volante de dupla inércia. 3)Menor desgaste dos anéis sicronizadores do câmbio. 5. ou seja. o conjunto de fases sucessivas necessárias para transformar a energia térmica pela queima do combustível em energia mecânica. Um ciclo de trabalho estende-se por duas rotações da árvore de manivelas. obriga o ar a entrar.MOTOR A 4 TEMPOS. 5. ou seja. 5)volante de dupla-inércia não possui reparação interna. FIG. reduzindo sua inércia proporcionando mais conforto na troca de marchas. 2)Eliminação do sistema de amortecimento do disco de embreagem. 4)Mais conforto na dirigibilidade.

Substituição da exaustão pelo percurso com ar pouco comprimido. o pistão inicia o curso de retorno.Chegando ao PMI. dois cursos do pistão. empurra os gases de escape para a atmosfera. o ar que ainda permanece no cilindro.. temos a ignição. com o pistão em movimento novamente do PMS para o PMI. servirá à combustão (a exaustão também pode ser feita por válvulas adicionais).transmitiu-se trabalho ao pistão só uma vez. Também a válvula de escapamento fica fechada. Os gases são expulsos pela ação da pressão própria.MOTOR DE 2 TEMPOS.2 . 22 . 3 . através da abertura da válvula de escape. Durante os quatro tempos . a temperatura do ar sobe e atinge temperatura até 700ºC. Fecha-se então a válvula de admissão.pela expansão dos gases residuais. . Por causa dessa compressão violenta. o pistão em movimento do PMI para PMS. 5. com a expansão dos gases e transferência de energia ao pistão (tempo motor). O ciclo motor abrange apenas uma rotação da árvore de manivelas. até ficar reduzido a um volume cerca de 15 vezes menor. No quarto tempo.Depois do fechamento da válvula. No Terceiro tempo. O ar que encheu todo o volume deslocado pelo pistão é agora comprimido. ao fim do curso do pistão.ou duas rotações . A exaustão e a admissão não se verificam e são substituídas por: 1 . Para fazer com que as válvulas de admissão e escapamento funcionem corretamente. 2 . completando uma volta a cada ciclo de quatro tempos. ele começa a subir. abrindo e fechando as passagens nos momentos exatos. a árvore de comando de válvulas (ou eixo de cames) gira a meia rotação do motor. ou seja. Agora.

23 . Os componentes internos estão sujeitos a desgastes inevitáveis. o gás de exaustão já apresenta a mistura em forma de neblina. Vantagens: O motor de dois tempos. O gás de exaustão que permanece na câmara. dá uma maior potência que o motor de quatro tempos e o torque é mais uniforme. ou se. substituídos pelos pistões. necessitar de intervenção para manutenção corretiva. Fig.24 – Funcionamento do motor de 2 tempos.O curso motor é reduzido. quando é totalmente desmontado. combinados com as fendas de escape e combustão. em decorrência de defeito ou acidente. nos motores de carburação (só usados em máquinas pequenas).4 . com o mesmo dimensionamento e rpm. eventualmente. com menor poder calorífico e consumo de combustível relativamente elevado. porém sua durabilidade e performance dependem unicamente dos cuidados que forem dispensados aos sistemas. Faltam os órgãos de distribuição dos cilindros. 6. carga calorífica consideravelmente mais elevada que num motor de quatro tempos. Desvantagens: Além das bombas especiais de exaustão e de carga. assim como as de carga.OS SISTEMAS QUE CONSTITUEM O MOTOR DIESEL: Todos os cuidados de manutenção preventiva se concentram sobre os sistemas do motor. de igual dimensionamento. é introduzido no momento oportuno. O mecanismo principal só recebe manutenção direta por ocasião das revisões gerais de recondicionamento ou reforma.

caminha através do coletor de admissão e alcança a câmara de combustão.SISTEMA DE ADMISSÃO DE AR. O sistema de ar é planejado para suprir o motor de ar limpo (oxigênio) e em quantidade que garanta o melhor rendimento do combustível durante seu funcionamento. O circuito envolve a admissão do ar. passa pela filtragem.25 – Vista explodida do motor e seus agregados. Existem três tipos de sistema são os mais usuais em motores diesel. o sistema turbo-alimentado e o turbo-alimentado com pósarrefecimento.fig. filtragem.1. o sistema de aspiração natural. O ar aspirado pelo motor deverá passar obrigatoriamente por um filtro de ar de boa qualidade. Neste sistema. 6. provocada pela sucção decorrente do movimento descendente dos pistões. participação na combustão e exaustão para o meio exterior. 24 .1.Sistema de aspiração natural. Após a combustão.1. os gases resultantes da queima são empurrados pelos pistões através do coletor de escape para o meio exterior. pois ele é responsável pela retenção das impurezas contidas no ar ambiente. O ar é admitido para dentro do cilindro pela diferença de pressão atmosférica. 6.

• • • • • Dá a possibilidade a um motor pequeno de ter a mesma potência que um motor muito maior. gerando potência e torque no motor.2 . mais fig. pois o turbo injeta mais ar ao motor fazendo com que a combustão seja mais completa e mais limpa. os motores turboalimentados aproveitam melhor a energia desperdiçando menos energia por calor e atrito. favorece a combustão demais combustível. do rotor do compressor. Torna motores maiores ainda mais potentes Auxilia na redução da emissão de gases poluentes. conhecido popularmente como turbo. Diminui o consumo de combustível. Os gases quentes de escape que deixam o motor após a combustão fazem girar o rotor da turbina. é basicamente bomba de ar.Sistema turbo-alimentado. o turbocompressor.1.6.26 – Funcionamento do turbocompressor. A perda de calor pelo atrito aumenta drasticamente com o aumento do tamanho do motor. Previne a perda de potência e a emissão de fumaça preta em grandes altitudes 25 . na mesma velocidade. uma mais isto. Este rotor é ligado a um outro rotor por um eixo. A rotação do rotor da turbina provoca a rotação. Característica do turbo-alimentador. Menores. A rotação do rotor do compressor puxa o ar da atmosfera. O turbocompressor tem a função de comprimir fazendo caber massa de ar dentro do mesmo volume das câmaras de combustão e consequentemente. o comprime e o bombeia para dentro do motor.

por causa dos efeitos do compressor-turbina e do atrito. etc. O ar comprimido sai da carcaça do compressor muito quente. entrada de impurezas no óleo.1. O calor provoca a expansão dos fluídos diminuindo a sua densidade. aguarde 30sem marcha-Ienta para que o turbo reduza sua rotação. Um compressor convencional pode girar a uma rotação de 100. restrição ou falta do fluxo de óleo. Antes de desligar o motor. Ele reduz a temperatura do ar admitido fazendo com que ele fique ainda mais denso quando entra na câmara. alguns cuidados de lubrificação e operação são necessários. AR PRESSURIZADO PÓSRESFRIADO AR PRESSURIZADO COOLER SAÍDA DOS GASES DE EXAUSTÃO ENTRADA DE AR GASES DE EXAUSTÃO fig. Isto é o que faz o aftercooler ou intercooler (fig. torna-se necessário fazer com que o ar se resfrie de alguma maneira antes de ser recebido pelas câmaras de combustão do motor. Muitas das falhas nos turbos são causadas pela deficiência de lubrificação (atraso na lubrificação. Por isso. 26 . Então.27).Aftercooler( Intercooler) – Pós-resfriado.000 rpm ou mais.) ou pela entrada de objetos ou impurezas pelo rotor da turbina ou do compressor.27 – Sistema do aftercooler. O cooler localiza-se no circuito de ar entre o turbo e cilindro do motor.6.3 . O cooler também ajuda a manter a temperatura baixa dentro da câmara de combustão.

1 . no final do tempo de compressão. bomba injetora. Alguns motores utilizam bombas individuais para cada cilindro e há outros que utilizam uma bomba de pressão e vazão variáveis.2. 27 .28.2 – SISTEMA DE ALIMENTAÇÃO DE COMBUSTIVEL. fazendo a injeção diretamente pelo bico injetor acionado pela árvore de comando de válvulas. 6. Através de seus componentes. O perfeito funcionamento do sistema de injeção é ponto fundamental para o bom funcionamento do motor.Sistema de alimentação de combustível convencional. Na maioria dos motores diesel. A injeção do combustível Diesel é controlada por uma bomba de pistões responsável pela pressão e dosagem para cada cilindro.6. Basicamente. Fig. O sistema de injeção é o responsável pela alimentação de combustível do motor. Qualquer problema neste sistema acarretara uma diminuição do rendimento do motor. o combustível é pulverizado nos cilindros de maneira precisa e controlada. utiliza-se uma bomba em linha dotada de um pistão para cada cilindro e acionada por uma árvore de cames que impulsiona o combustível quando o êmbolo motor (pistão) atinge o ponto de início de injeção. que distribuem o combustível para os cilindros num processo semelhante ao do distribuidor de corrente para as velas utilizado nos motores de automóveis. nos tempos corretos.Bomba injetora. Há ainda aqueles que utilizam bombas rotativas. é composto pelas tubulações de bomba alimentadora. bicos injetores e filtros de combustível.

conectada ao acelerador por meio do governador de rotações.A dosagem do combustível é feita pela posição da cremalheira. 28 . Com o mesmo deslocamento vertical. O que muda é o tempo final de débito. o pistão injeta mais ou menos combustível em função da sua posição. Dosagem do combustível.

são instaladas no motor sincronizadas com os movimentos da árvore de manivelas. rotativas ou em linha. um processo para a calagem da bomba injetora. para que funcionem. observamos que para os motores da serie 10 da MWM existem dois procedimentos para instalar a bomba injetora e encontrar o sincronismo do ponto de 29 . Em qualquer caso. Ao processo de instalação da bomba injetora no motor dá-se o nome de calagem da bomba. Qualquer falha neste processo implicara na injeção fora do tempo correto o que pode provocar: 1) Falha de funcionamento. 4) Desgaste prematuro dos cilindros. Como exemplo. pois os procedimentos são diferentes para cada caso. sempre que se for instalar uma bomba injetora.As bombas injetoras. porém. 3) Produção de carbono pela queima do combustível. é absolutamente necessário consultar a documentação técnica fornecida pelo fabricante. Na maioria dos casos. Cada fabricante de motor adota. 2) Fumaça. segundo o projeto de cada modelo que produz. a coincidência de marcas existentes na engrenagem de acionamento da bomba com as marcas existentes na engrenagem acionadora é suficiente para que a bomba funcione corretamente.

2) Encoste a bomba totalmente em direção ao bloco do motor. Encaixe a bomba em seu alojamento. 3) Instale a ferramenta especial 9 407 0690 046. aperte levemente um dos parafusos. • Motor fechado 1) Retirar o pino de acionamento da bomba alimentadora. com atenção para a posição da chaveta. posicione o motor no PMS. instale um relógio comparador nesta ferramenta. Verifique a descrição da plaqueta de identificação para saber qual é o ponto de bomba. 30 . solte e retire o parafuso central na parte traseira da bomba injetora. 4 ) Antes de efetuar o sincronismo.bomba: quando a bomba é retirada para ajustes com o motor fechado e quando o propulsor está desmontado.6. com o cilindro do lado da polia no tempo de compressão.

o número que estiver apontando para o centro da engrenagem intermediaria é o que será montado.2.5) Solte a porca e mova a bomba. mova a engrenagem da bomba injetora com a mão até ficar pesada e observe o número que está apontando para o eixo intermediário.1 b . tem a finalidade de prover o suprimento de combustível pulverizado em forma de névoa. Instale o relógio comparador e encontre o ponto de bomba utilizando o mesmo processo descrito acima. desencostando-a do motor até obter o valor correspondente indicado na plaqueta do motor.Regulador de rotação. 2) Com a bomba injetora totalmente encostada ao bloco. independentemente da carga aplicada. Normalmente instalados nos cabeçotes. evitando que ele tenha sobrerotação.Bicos injetores.1 a . • Motor aberto 1) Faça o mesmo procedimento do primeiro caso e encoste a bomba no bloco do motor. Agora. 6. A agulha do injetor se levanta no 31 . Monte a bomba d'água. O regulador permite manter uma rotação constante no motor. Ele aproveita a força centrífuga criada pelos pesos em movimento para acionar a cremalheira cortando o combustível do motor mesmo que o acelerador seja mantido na posição máxima. 6. coloque o primeiro e ultimo cilindros em PMS e deixe as marcas do eixo comando e do eixo virabrequim voltadas para o eixo da engrenagem. Esse é o ponto de bomba. O regulador de rotação controla a rotação do motor. a de óleo e as engrenagens.2.

A legislação brasileira.começo da injeção devido ao impacto da pressão na linha de combustível. Durante os intervalos de tempo entre as injeções.2. devendo atingir o patamar de 100% em 2006. o cronograma determina uma redução de 66% no volume de substancias nocivas lançadas pelo escapamento. Os bicos injetores.2. 40% da produção nacional de veÌculos diesel dever· ser equipada com motores de gerenciamento eletrÙnico. 6.Meio Ambiente. utilizada para lubrificar e remover calor das partes móveis dos injetores é retornada ao sistema de alimentação de combustível. os desafios técnicos estão sendo vencidos com a evolução dos recursos tecnológicos empregados nos motores. assim como as bombas.2 . Os motores diesel com gerenciamento eletrônico representam um grande passo na manutenção da qualidade do ar e redução de ruidos. utiliza um tipo de bico injetor até um determinado número de série e outro a partir de então. por consequencia oferecendo uma melhoria na qualidade de vida da população. suprida pela bomba injetora. para que sejam utilizados os componentes corretos. se mantém fechado automaticamente pela ação de uma mola. através do CONAMA (Conselho Nacional de Meio Ambiente). são fabricados para aplicações específicas e não são intercambiáveis entre modelos diferentes de motores. buscando adequar os novos veiculos aos patamares de emissões atraves de um cronograma pre-estabelecido. sem que sejam intercambiáveis entre si. Atendendo a este cronograma. 6.Controle eletrônico do motor. Em muitos casos. a partir de janeiro de 2005. vem continuamente adequando-se as novas necessidades ambientais. como segue no grafico a seguir: 32 . É necessário ter atenção especial quando for o caso de substituir bicos ou bombas injetoras. Uma pequena quantidade de combustível.2 a . A legislação de emissão de poluentes vem de forma progressiva se tornando mais rígida medida que as necessidades ambientais se evidenciam. Assim. um mesmo modelo de motor. em decorrência de alguma evolução introduzida na sua produção. Acompanhando tendencias internacionais.

2.2 b . menor ser· o retardo da ignição e por conseguinte. melhor ser· sua capacidade de incendiar-se. O Numero de Cetano (NC) de um oleo combustÌvel corresponde proporção volumetrica de Cetano (C16 H35 ) e Alfa-Metil-Naftaleno (C11 H20 ) contidos neste oleo combustÌvel. querosene. gasoleos e o diesel pesado. diesel leve. os oleos diesel são classificados segundo sua utilização: Oleo Diesel Automotivo Comercial. Oleo Diesel composição. alem de componentes provenientes da destilação do petroleo. A determinação do numero de Cetano (NC) é similar ao processo de Octanas (NO).CombustÌveis.6. 33 . Classificação: Em função da utilização. Podemos então classificar o combustÌvel diesel quanto ao Numero de Cetano: Leve: o Numero de Cetano variando entre 50 a 60. constituido basicamente de Hidrocarbonetos e Enxofre. Pesado: o Numero de Cetano variando entre 30 a 45. Quanto maior for o NC. O CombustÌvel conhecido como oleo diesel é um composto derivado da destilação do petroleo. Em sua formula é utilizada uma combinação de diversos produtos tais como: Nafta pesada. Numero de Cetano.

35% de enxofre). Esta caracteristica aliada ao teor de enxofre presente na composição do oleo diesel permite a formação de acido sulfurico (SO2H4 ) composto corrosivo e prejudicial ao funcionamento de qualquer sistema mecanico. Oleo Diesel Aditivado. • Oleo Diesel MarÌtimo: Especial para motores de embarcações maritimas. pois ao 34 . Dispersante: Impede a acumulo de residuos. necessitando de maior controle das emissões. • Oleo diesel Tipo D. que consiste na propriedade do elemento absorver agua. Biodiesel. com ponto de fulgor minimo de 60°C. A utilização de combustÌvel renovavel de origem na biomassa é a solução mais atraente. apesar disto. Os motores modernos possuem caracteristicas que levaram os produtores de combustiveis a desenvolver composições que auxiliem na melhoria da performance dos motores. Para as demais regimes do paÌs é utilizado o oleo diesel tipo B.Tipo B (maximo 0. Detergente: Mantem o sistemas de combustivel limpo. este combustivel apresenta uma vulnerabilidade que deve ser levada em consideração pelos seus usuarios: a capacidade higroscopica. Tipo D (maximo 0. Antiespumante: evita a formação de espuma melhorando a eficiencia na bombeabilidade. Vulnerabilidade A utilização do diesel no mundo moderno vem sendo reconhecida como uma alternativa economica imediata e viavel. A busca por combustiveis alternativos ao petroleo vem se tornando nas ultimas decadas uma tarefa de dedicação constante de todas as areas. Desemulsificante: neutraliza a caracteristica higroscopica. È utilizado nas regiões com as maiores frotas em circulação e condições climaticas adversas disperssão dos gases resultantes da combustão do oleo diesel. Este combustivel possui os seguintes aditivos e suas respectivas funções. Inibidor de corrosão: controla o teor de enxofre.2% de enxofre).

O intermediario é produzido a partir da reação quimica entre um catalizador e o alcool. Rompe com o ciclo de dependencia economica do petroleo. sendo o comando dos injetores e feito por válvulas magnéticas presentes na cabeça dos mesmos. 35 . Consiste numa bomba deRAIL pressão que fornece a alta pressão através de uma rampa comum a todos os injetores. França e Belgica importam oleos vegetais e os oferecem como fonte alternativa de combustÌvel. transformando terras de solo pobre. de baixo potencial de plantio de outras culturas. alem de ecologicamente corretos são do ponto de vista economicos importantes para o Brasil. Ativa economicamente as regiões do paÌs. e uma clara melhoria de prestações e diminuição da poluição e de consumo. Atualmente é o sistema usado em quase todos os motores diesel. Estreou-se em 1997 no Alfa Romeo 156. pois apresentam vantagens como: • • Utiliza motores de tecnologia diesel que o pais ja domina. Sistema de injeção diesel de alta pressão inventado pela FIAT nos anos 90 e adaptado nos anos a veículos automóveis ligeiros pela Fiat-Engeneering e posteriormente cedido para desenvolvimento à Bosch.Common-rail. independentemente da rotação do motor. O biodiesel atende perfeitamente esta necessidade do ponto de vista ecologico. Nestes paises os veiculos de transporte de carga contam com a possibilidade de utilizar 100% de biodiesel em suas operações. e a esta reação da se o nome de transesterificação. Aspectos economicos O oleo vegetal e o alcool. arranque a frio quase instantâneo. em potenciais produtoras de oleaginosas como a mamona. O biodiesel é o resultado da combinação de oleo vegetal e um intermediario ativo.2 b . 6.2. as planta consomem parte destes gases através da fotossÌntese. Em 1995 a FIAT apresentou ao mundo o sistema Common-Rail para uso em Caminhões de trabalho. responsaveis pela formação do biodiesel. o que permite fornecer uma pressão (de 1350 bar a 1600 bar) constante de injeção. • Composição.mesmo tempo em que os gases queimados são arremessados na atmosfera. A sua vantagem é um menor ruido de funcionamento.A Fiat foi a primeira marca a comercializar um automóvel com esta tecnologia. tanto que desde 1998 paises europeus como Alemanha.

Em função das necessidades do usuario e dos dados recebidos do motor e do veiculo (como rotação do motor. A unidade de controle do motor comunica-se com outras unidades de controle e comando atraves do barramento CAN de comunicação . velocidade do veiculo. etc. • Modulo Eletronico do Motor (PCM) O modulo eletronico do motor ou unidade de controle do motor testa todos processos necessarios ao controle de todo o sistema do motor. etc). são verificadas funçoes do proprio veiculo. pressão do combustÌvel.31 –Sistema common rail. esta unidade calcula as informaçoes de saída necessarias (como quantidade de combustivel injetado.BOMBA ALTA PRESSÃO DE INJETOR TANQUE MODULO ( PCM ) Fig. como o sistema de imobilização. temperatura do liquido de arrefecimento. Alem disto. massa de ar. 36 .).

comparado com a pressão 37 .Enquanto o motor estiver em operação. Ele é utilizado principalmente para compensar os efeitos da altitude no funcionamento do motor. 6.2 b1 -Sensores do Sistema. devem ser observados todos os cuidados no trabalho em presença de alta tensão. corrigindo a injeçaõ de combustível.Fig.33 – Sensor de pressão baraometrica. • Fig. Sensor de Temperatura e Pressão do Ar Admitido (T-MAP Temperature and Measure Air Pressure) Como sensor de temperatura em conjunto com sensor de pressão.2. ele mede a pressão e a temperatura do ar admitido pelo motor. O Painel de Instrumentos utiliza a informação deste sensor para indicar ao motorista a altitude através da função altímetro. pois sua função é medir a pressão barométrica a cada instante.32 – Modulo eletrônico. CUIDADO COM ALTA TENSÃO: Quando forem executados serviços na PCM. sob risco de causar serios danos ao motor. não deverão ser desligados os conectores da unidade de controle (PCM). • Sensor de Pressão Barométrica O Sensor de Pressão Barométrica é montado no interior da PCM.

montado na extremidade da arvore.atmosférica.Sensor de pressão conjugado com temperatura do ar.34 . A pressão e a temperatura do ar na admissão sao convertidas em sinais que são avaliados pelo modulo eletrônico do motor (PCM). Conexão O`ring Base Sensor de pressão Placa EMC Carcaça do conector Sensor de temperatura 6. 2. Desta forma o modulo encontra a posição da arvore de comando de válvulas. Um termistor NTC é utilizado como sensor de temperatura. 38 . Esta variação de tensão é comparada pelo modulo eletrônico do motor (PCM) com as características armazenadas em sua memória. que transforma a pressão do ar em sinal de tensão e o envia para o PCM. 7. 1. ele passa pelo sensor de temperatura (7) na direção do sensor de pressão (4). O Sensor da arvore do Comando de Valvulas estao montado diretamente no cabeçote é responsovel pela leitura de sua posição atraves de um anel dentado. 5. A diminuição de tensão é medida pelo PCM com base na resistência do NTC. altera a tensão do sensor. Funcionamento: No momento em que o ar entra pela conexão (1). 3. Fig. Isto produz a informação necessária para o controle do sistema. Fig. O PCM compara a tensão medida com as características programadas. 4. • Sensor da arvore do Comando de Valvulas ou Sensor de Fase.A rotação deste anel dentado. • Sensor da arvore de Manivelas ou Sensor de Rotação . 35 – funcionamento do sensor.

Tubos de Alta Pressão e Rail A conexão entre o a bomba de combustível. e fornecer sinal de tensão elétrica à unidade de comando. Em função da quantidade de combustível armazenado no Rail a oscilação de pressão gerada pela injeção é amortecida. O sensor de pressão tem a função de medir a pressão do acumulador com precisão. quando comparadas a um sistema de injeção diesel convencional. usinado na face interna do volante do motor. • Sensor de pressão do rail. Isto produz a informação necessária para o controle da temperatura do sistema.O Sensor da arvore de manivelas esta· montado na carcaça do volante do motor que é responsável pela leitura de sua posição através de um anel dentado. Nos dois sistemas utiliza-se do sensor de temperatura do tipo termistor NTC. um para temperatura do combustível e outro para o liquido de arrefecimento. a diminuição de tensão é medida pelo PCM com base na resistência do NTC. ou seja. O PCM compara a tensão medida com as características programadas. Rail e os injetores é feita por tubos de alta pressão. O Rail opera como um acumulador de alta pressão para o combustível que ser· transferido através da bomba de combustível para alimentar os injetores com a quantidade e pressão necessária de combustível para qualquer condição de operação. 39 . em curto tempo. Sensor de Temperatura de Combustível e do liquido de Arrefecimento O sistema é equipado com 2 sensores de temperatura. A redução destas ondas de choque contribui significativamente para a redução de ruído.

este sensor informa ao PCM se a embreagem esta acoplada ao volante do motor. Caso haja alguma diferença entre os valores fornecidos pelo pedal. Durante a frenagem. desta forma o modulo recebe os dois sinais e os compara. o pedal eletrônico é dotado de dois potenciômetros. para comandar o debito de combustível. Quando o pedal esta pressionado. • Sensor de Velocidade VSS Localizado na transmissão do veiculo. • Interruptor de Posição do Pedal de Freio O interruptor do pedal de freio informa ao PCM quando o veiculo esta sendo desacelerado e este sinal afeta o funcionamento da Válvula Reguladora de Vazão quando os freios são aplicados. e a embreagem desengatada. o modulo adota uma estratégia de segurança para permitir o uso do veiculo. emiti um sinal proporcional a velocidade instantânea do veiculo. Montado no pedal de freio. o PCM recebe o sinal deste interruptor através do qual a quantidade de combustível é reduzida durante a redução. ele possui dois conectores. o interruptor transmite um sinal para PCM que ira compreender que haverá mudança de marcha.36 – Tubos de alta pressão. prevenindo o aumento de rotação que poderia reduzir a eficiência da frenagem. como rotação do motor. assim ele ira atuar assegurando que a rotação e força do motor não serão afetadas prejudicialmente. Melhorar as característica de dirigibilidade. Estes sinais são transmitidos para o PCM que então os analisa em conjunto com outros dados. O sinal do VSS é utilizado para: Determinar se há alguma marcha engatada. Controlar o ventilador do motor. um para a luz de freio e o outro para o chicote do PCM. • Interruptor de Posição do Pedal de Embreagem Localizado no suporte do pedal de embreagem. Por questões de segurança. garantindo a dirigibilidade e a segurança do motorista e passageiros: 40 . Sensor de Posição do Pedal de Aceleração Sistema no qual o movimento do pedal do acelerador é transformado em sinal elétrico através de dois potenciômetros.Fig.

Adicionalmente.750 rpm. ate a bomba de alta pressão.2 b2 . a bomba de transferência interna tem a função de enviar combustível para lubrificar a bomba de alta pressão.Válvula de lubrificação a) Alimentação de combustível b)Conexão de alta pressão c)Retorno de combustível O combustível é aspirado do tanque. junto coma bomba elétrica. 6. através do filtro de combustível por meio de uma bomba elétrica localizada no tanque de combustível e pela bomba de transferência interna (ITP) (1). È determinada pela válvula reguladora de vazão 41 . A quantidade de combustível conduzida para os elementos de alta pressão (3) e para a bomba de alta pressão (HPP).2.·Caso um dos potenciômetros falhe. abre quando a válvula reguladora de vazão fecha e conduz o combustível novamente para a extremidade de sucção da bomba de transferência interna de combustível. • Bomba de transferência Interna (ITP Interna Transfer Pump) A bomba de transferência interna é do tipo rotativo de palhetas e tem a função de conduzir o combustível do tanque.Válvula Reguladora de Pressão 5. o motor ir· funcionar com potencia reduzida.Válvula de Alimentação de Combustível 6. A válvula de alimentação (5).Atuadores do sistema.Bomba de Alta pressão 4. disposta paralelamente bomba de transferência interna.200 rpm. desenvolvendo ate 2. O sistema proporciona maior suavidade quando se acelera ou se desacelera abruptamente. eliminando trancos no funcionamento do motor.Bomba de Transferência Interna 2. para o duto de retorno (c). ·Caso os dois dos potenciômetros falhem. através do filtro de combustível. Processamento do Combustível na Bomba de Combustível (DCP) • • • • • • • • • 1.Válvula Reguladora Vazão 3. Através da válvula de lubrificação (6). o motor ira funcionar a uma rotação constante de 1. Em seguida o combustível é conduzido para a válvula de lubrificação (6) e para a válvula reguladora de vazão (VCV) (2).o combustível chega parte interna da bomba e de l·.

Fig. • Bomba de alta pressão A bomba de alta pressão tem a função de disponibilizar combustível suficientemente pressurizado. esta situada entre os canais de alta pressão e de retorno. acionada através modulo eletrônico do motor (PCM).37 – Circuito do fluxo de combustível. 42 . e portanto a pressão do combustível no Rail.(VCV). A válvula reguladora de pressão (4). As saídas de alta pressão dos três elementos da bomba são reunidas e conduzidas para a saída de alta pressão (b) da (DCP). Esta válvula regula a quantidade de combustível que é transferida para a saída de alta pressão. em todas as condições de funciona mento e em toda a vida útil do motor.

para todas as situações de funcionamento do motor.39. É uma bomba de pistões radiais acionada pelo conjunto de engrenagens da distribuição. e a alta pressão. 43 . Possui um eixo excêntrico e três câmaras de bombeamento. montadas em um ângulo de 120º. PISTÃO EIXO EXCENTRICO CAMARAS Fig. sua lubrificação e refrigeração é efetuada pelo próprio combustível. uma válvula de admissão e uma válvula de escape de combustível. É ela que recebe o combustível filtrado e gera a pressão necessária para a injeção. é ela que tem a função de manter combustível suficiente.Bomba de alta pressão.VALVULA DE DESCONECÇÃO DO ELEMENTO PISTÃO VALVULA DE SAÍDA RESSALTO PRESSÃO PARA O RAIL VALVULA DE SEGURANÇA RETORNO DE COMBUSTIVEL ENTRADA DE COMBUSTIVEL VALVULA REGULADORA DE PRESSÃO fig. Cada câmara contém um pistão.Elementos de alta pressão.38.

provocado pela diferença entre a pressão do próprio combustível e do cilindro da bomba.40. Desta forma. • Transferência de combustível: O excêntrico (4) pressiona o pistão (1) para cima. • Admissão de combustível: Quando ocorre o retorno do pistão (1) È gerado vácuo no cilindro da bomba. A válvula de saída (3) abre quando a pressão no cilindro da bomba for superior pressão do combustível no duto de alta pressão (b).Fig. provocando a sucção do combustível que chega da válvula reguladora de vazão (a). Simultaneamente acontece o fechamento da válvula de saída (3). que é integrada bomba de combustível. • Válvula Reguladora de Vazão (VCV . que provoca a abertura da válvula de admissão (2). pode ser ajustada para as necessidades do motor. 44 .Funcionamento dos elementos de alta pressão.Volumetric Control Valve). A válvula reguladora de vazão (VCV) regula a transferência de combustível da bomba de transferência interna. a válvula de admissão (2) é fechada pela ação da mola e pela pressão no cilindro da bomba.41-Bomba de alta pressão. para os elementos da bomba de alta pressão. a quantidade de combustível fornecida para a bomba de alta pressão (HPP). VCV DC C Fig.

Por esta razao. o que contribui para o melhor rendimento do motor. A válvula reguladora de vazão (VCV) È diretamente fixada sobre a bomba de combustível (DCP).Vista em corte da válvula. a – Entrada de combustível da bomba de transferência interna (ITP) Fig. a abertura entre as duas conexoes é proporcional a corrente eletrica fornecida (valvula de controle direcional e abertura proporcional PWM).43. e age contra a força da mola. a válvula reguladora de vazão (VCV) não pode ser separada da bomba de combustível (DCP). 45 . a – Entrada de combustível da bomba de transferência interna (ITP) b – Quantidade de combustível transferida para a bomba da alta pressão (HPP Fig. Valvula Reguladora de Vazão (VCV) ativada: A força exercida pela haste é proporcional corrente eletrica.Vista em corte da válvula.Anel de compressão 2-Bucha 3-Pistão 4-Senoide Fig. 5-Ancora IMPORTANTE: Sempre que forem executados reparos.44. O fornecimento de combustÌvel para a bomba de alta pressão (HPP) È interrompido. acionado pela mola. 1.42. • Funcionamento da Valvula Reguladora de Vazão (VCV) Valvula Reguladora de Vazão (VCV) não ativada: O pistão não ativado eletricamente interrompe o circuito entre os dois pontos de conexão.Vista em corte da válvula.A potencia necessária bomba de alta pressão passa a ser menor.

a valvula reguladora de pressao (PCV) n„o poder ser separada da bomba de combustÌvel (DCP).Pressure Control Valve) A valvula reguladora de pressao (PCV) controla a pressao de combustÌvel na saÌda de alta pressao da bomba de combustÌvel (DCP). que seja qual for a condição de operação do motor.45-Bomba de alta pressão. 46 . e portanto. A valvula reguladora de pressão (PCV) È montada diretamente sobre a bomba de combustÌvel (DCP). Alem disto. 1.Solenóide 5.Valvula Reguladora de Pressão (PCV .Esfera da válvula 3. OBSERVASÃO: Se houver necessidade de reparos. a valvula reguladora de pressao amortece as flutuaçoes de pressao que ocorrem durante o fornecimento de combustÌvel por meio da bomba PCV de combustivel e do processo de injeçao. tambem no interior da propria bomba.Mola Fig.Assentamento da válvula 2.Pino 4. a pressao do Rail sempre ser· otimizada. A valvula reguladora de pressao (PCV) e controlada de tal forma pela unidade de controle do motor (PCM).Âncora 6. DC P Fig.46-Vista em corte da válvula.

que por sua vez transfere movimento esfera da válvula.47-Vista em corte da válvula. È proporcional corrente (valvula de limitadora proporcional de pressão PWM).48-Vista em corte da válvula.• Funcionamento da Valvula Reguladora de Pressão (PCV) Valvula Reguladora de Pressão não ativada: A esfera da válvula somente ser· operada através da força exercida pela mola. A força de atraso da ancora e portanto. a pressão sobre a esfera da válvula. Fig. através do pino. 47 . Valvula Reguladora de Pressão ativada: A corrente que circula através do solenóide aciona a haste. a) A pressão de combustível na conexão DCP de alta pressão (igual pressão de combustível no Rail) b) Para a linha de retorno de combustível. a) Pressão de combustível a conexão DCP de alta pressão ( igual pressão de combustível no Rail ) b) Para a linha de retorno de combustível Fig. Por esta razão será uma baixa pressão do combustível.

a pressão de injeção esteja dentro do valor desejado.• Acumulador de alta pressão (Rail). O bico injetor controla eletronicamente o inicio e o volume de injeção de combustível. Isto se faz necessário para assegurar que. • Injetor. ACUMULADOR DO RAIL. 48 . O acumulador de alta pressão tem a função de um reservatório de combustível pressurizado. Fig.49 – Eletroinjetor. no momento da abertura do injetor.

b) as pressões exercidas pelo ar comprimido no final da compressão são muito elevadas.50-Diagrama esquemático do sistema de lubrificação. os engenheiros especializados em lubrificação sempre se preocuparam com a obtenção de lubrificantes com propriedades adequadas a cada tipo de aplicação. e em particular os Diesel apresentam.7. problemas de lubrificação difíceis de serem equacionados. Fig. 49 . um para o turbocompressor. outro para as camisas dos cilindros. um para o eixo de cames.. d) o motor consome combustíveis com teores de enxofre relativamente superiores aos utilizados nos motores de explosão. Os motores térmicos. É claro que isso acontece porque procura-se obter os melhores resultados possíveis utilizando-se lubrificantes com propriedades específicas para cada tipo de trabalho. utiliza vários tipos de óleos lubrificantes. pela sua própria natureza. Um motor marítimo de grande porte. outro para o regulador de velocidade. por exemplo. Por causa desses problemas. podendo ser um armazenado no poceto para o sistema de lubrificação principal. levando-se em conta os seguintes fatores: a) motor desenvolve elevadas temperaturas durante a combustão. c) não há como evitar-se a formação de fuligem e outras matérias carbonáceas oriundas da combustão. etc.SISTEMA DE LUBRIFICAÇÃO.

a película de óleo lubrificante entre os anéis de segmento e as paredes dos cilindros intensificam a vedação do ar e dos gases. galerias e orifícios de passagem do lubrificante. o lubrificante acaba realizando funções secundárias de particular importância para o motor. Por outro lado.7. c) Com relação à limpeza. sofre cargas muito elevadas. principalmente as oriundas dos resíduos da combustão. enquanto lubrifica. Entre as funções secundárias desempenhadas pelo lubrificante do motor Diesel destacamos: a) O resfriamento ocorre porque. o lubrificante circulando no sistema deve ser capaz de desagregar e arrastar consigo as impurezas que se formam no mesmo. que além de desempenhar sua função principal. entretanto. que é da maior importância. Essa limpeza deve-se a uma propriedade do óleo denominada detergência. em alguns motores de grande porte uma ramificação do sistema de lubrificação é utilizada para circular o óleo nos espaços ocos existentes nas coroas dos êmbolos. Ocorre. e) A película de óleo lubrificante deve ainda proteger contra os ataques químicos todas as superfícies com as quais entra em contato. b) No que diz respeito à vedação. O lubrificante deverá. combustão e expansão. principalmente no instante da combustão. suportar esses aumentos de carga e de pressão. 50 . Isto é feito com o auxílio de tubos telescópicos. pois as impurezas podem obstruir parcial ou totalmente. d) A função de amortecer choques deve-se ao fato de que a película de óleo em determinados mancais. o óleo absorve parte do calor gerado pelo atrito entre as peças do motor e o transfere para o exterior em um trocador de calor denominado resfriador de óleo lubrificante. que serão estudados num outro momento por entendermos que o assunto tem mais afinidade com o sistema de resfriamento do motor. tubos. por suas propriedades de resistência de película. principalmente nas fases de compressão.1. Isto é conseguido mediante o estabelecimento de um fluxo contínuo de lubrificante entre essas peças. de maneira a impedir o contato metálico entre as telhas dos mancais e o eixo. A principal finalidade do sistema de lubrificação do motor é reduzir o atrito entre as peças que trabalham com movimento relativo. como por exemplo o da conectora. nas quais a pressão no interior do cilindro é bastante elevada.FINALIDADE DO SITEMA DE LUBRIFICAÇÃO. com o propósito de remover dos mesmos o excesso de calor oriundo da combustão.

9-VALVULA DE ALIVIO DE PRESSÃO 4-BALANCIN LOCALIZADO NO BLOCO DO RESFRIADOR 5-LINHA DE RETORNO POR CARTER.JET COOLER PARA RESFRIAMENTO DO PISTÃO 51 .2 – COMPOSIÇAÕ BASICA DO SITEMA DE LUBRIFICAÇÃO. 8. ALIMENTADOR DE OLEO PARA) LOCALIZADO NO BLOCO DO RESFRIADOR LUBRIFICAÇÃO DO BALANCIM.FILTRO DE OLEO LUBRIFICANTE COM VALVULA DE BY PASS.VALVULA BY PASS ( TROCADOR DE CALOR 3-HASTE. 6. O sistema de lubrificação do motor Diesel é constituído basicamente pelos seguintes elementos: 1-SENSOR DE PRESSÃO DO OLEO.7. 10-BOMBA DE OLEO LUBRIFICANTE. 2-TUCHO 7.

7.2.1- Reservatório de oleo. O reservatório de óleo lubrificante pode ser o cárter , ou um tanque abaixo do mesmo e com ele comunicado, denominado poceto. Naturalmente, quando há poceto na instalação o cárter é do tipo seco. É o caso típico dos motores Diesel de grande porte. Não havendo poceto, o cárter é do tipo alagado ou úmido, como é o caso dos motores de pequeno porte.

fig.51-Esquema de funcionamento da lubrificação a Carter seco.
1-CARTER 2-PESCADOR 3-BOMBA DE OLEO. 4-ENGRENAGEM 5-CARCAÇA DA BOMBA DE OLEO 6-ROTORES EXCENTRICOS

fig.51-Esquema de funcionamento da lubrificação a Carter.

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7.2.2- Tubo pescador. O ralo é um protetor de chapa multi-perfurada instalado na extremidade do tubo de sucção da bomba, com o propósito de impedir que corpos estranhos como trapo, estopa e outros, por vezes esquecidos nos reservatórios após uma limpeza, penetrem no corpo da mesma, comprometendo o seu funcionamento. 7.2.3- Bomba de lubrificação. O tipo de bomba empregado no esquema básico do sistema de lubrificação forçada é do tipo gerotor, mas, o mais comum é o de engrenagens. Nesse tipo, o líquido é conduzido entre os dentes das engrenagens e a carcaça da bomba. No caso da figura, a engrenagem de cima gira no sentido anti-horário e a de baixo gira no sentido horário. Uma dessas engrenagens recebe o movimento do seu acionador (engrenagem acionada), fazendo girar a outra em sentido contrário (engrenagem conduzida).
1-ROTOR INTERNO 2-CAMARA DE DISTRIBUIÇÃO PARA O BLOCO DO MOTOR. 3-CAMARA DE SUCÇÃO 4- ENCAIXE ASSIMETRICO DO PROPULSOR.

Fig.52b-Esquema da bomba tipo gerotor.

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ENTRADA DE FLUIDO

FLUIDO PARA O SISTEMA

Fig.52b-Esquema de funcionamento da bomba de engrenagem. A bomba dispõe de uma válvula reguladora de pressão que permite manter constante a pressão do óleo no sistema. Em caso de elevação excessiva da pressão, a válvula abre, comunicando a descarga com a admissão da bomba ou com o cárter e mantendo a pressão desejada no sistema. A figuras A e B mostram claramente como isso ocorre.

Fig.53-Valvula de reguladora de pressão. 7.2.4-Filtro de óleo. O filtro de óleo lubrificante tem por finalidade reter as impurezas sólidas menores que conseguem passar pelo ralo, garantindo o fornecimento de uma película de óleo isenta de impurezas entre as peças a lubrificar. O filtro de O.L. é do tipo descartável nos motores de pequeno porte, devendo ser substituído após determinado tempo de

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funcionamento previsto no manual do fabricante, ou sempre que se suspeitar que o mesmo encontra-se incapacitado de realizar satisfatoriamente a sua função.

Fig.54 -Filtro de óleo em corte.

Fig.54 a - Filtro

É muito comum encontrarmos nos filtros dos motores de pequeno porte uma válvula de alívio que permite ao lubrificante passar por fora do elemento filtrante, sempre que a pressão excede a um determinado valor. Isso acontece quando o fluido está muito viscoso (por causa do frio), ou quando o elemento do filtro encontra-se muito sujo. Assim, a válvula de alívio atua como uma proteção para o motor, pois evita uma queda de pressão no sistema provocada pela redução do fluxo de óleo. Com pouco lubrificante, o atrito entre as peças aumenta, a temperatura sobe, o lubrificante superaquece, a viscosidade cai excessivamente e o material das peças funde, principalmente o dos metais macios utilizados no revestimento das telhas dos mancais fixos e móveis. As figuras ilustram o que acabamos de expor.

fig.55-Funcionamento do filtro de óleo lubrificante.

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56a – Trocador de calor. O trocador de calor (ou radiador de óleo) tem a finalidade de transferir calor do óleo lubrificante. para o meio refrigerante utilizado no motor. A transferência de calor para o refrigerante é de aproximadamente 50 Kcal / CVh para os motores refrigerados a água e de 100 Kcal / CVh nos motores com refrigeração a ar.5-Trocador de calor. cuja temperatura não pode ser superior a 130°C. Nos motores refrigerados a ar o trocador de calor é instalado na corrente de ar.2. 56 . Fig.7.

77 mm. O sistema Saybolt Universal consiste em medir o tempo.Fig.2. à determinada temperatura. Graças ao desenvolvimento da tecnologia de produção de lubrificantes. Em essência. Existem vários aparelhos para medir a viscosidade. triplicar a vida útil dos motores pela simples utilização do lubrificante adequado para o tipo de serviço. 130° ou 210°F. por onde deve escoar os 60 ml de óleo. A indicação da viscosidade é em SSU (Segundos Saybolt Universal).8°C.6 – Oleo lubrificante.25 mm de comprimento e diâmetro de 1. As temperaturas padronizadas para o teste são 70°. 54. é adotado o Viscosímetro Saybolt Universal. 37. consiste de um tubo de 12.56b – Trocador de calor. Para os óleos lubrificantes utilizados em motores. em segundos.1°C.4°C e 89. é o resultado de um atrito interno do próprio lubrificante. pela classe de viscosidade SAE (Society Of Automotive Engineers) e a seguir. que correspondem. 57 .9°C. 7. A característica mais importante do óleo lubrificante é a sua viscosidade. O óleo lubrificante está para o motor assim como o sangue está para o homem. do escoamento de 60 ml de óleo. a 21. que é a resistência interna oferecida pelas moléculas de uma camada. é possível. quando esta é deslocada em relação a outra. 100°. respectivamente. atualmente. pela classe de potência API (American Petroleum Institute). Os óleos lubrificantes disponíveis no mercado são classificados primeiro.

exemplificando.000 6. As classificações API. N° SAE 5w 10 w 20 w 20 30 40 50 VISCOSIDADE SSU a 0° F SSU a 210 ° F Mínimo Máximo Mínimo Máximo 4.2. um óleo SAE 30 poderá ter uma viscosidade a 210 °F entre 58 e 70 SSU. encontradas nas embalagens dos óleos lubrificantes. mas sim uma faixa de viscosidade a uma dada temperatura. são: 58 . A SAE estabeleceu a sua classificação para óleos de cárter de motor segundo a tabela: A letra w (Winter = inverno) indica que a viscosidade deve ser medida a zero grau Farenheit.000 < 12.000 48.6 a – Classificações. designando-os segundo o tipo de serviço.000 45 < 58 58 < 70 70 < 85 85 < 110 Fig. O API classificou os óleos lubrificantes. Observa-se que o número SAE não é um índice de viscosidade do óleo.7.000 12.58-Tabela de viscosidade.

ML (Motor Light). além disso.DG (Diesel General) Óleos indicados para uso em motores Diesel submetidos a condições leves de serviço. 59 . tais motores poderão ser sensíveis à formação de depósitos e corrosão de mancais. . . porém. cujo trabalho seja entre leve e severo. com tendência à corrosão dos mancais e à formação de verniz e depósitos de carbono.MM (Motor Medium) Óleos próprios para motores a gasolina.. casos em que se torna indicado o uso de óleos motor medium. tais motores não deverão ter características construtivas que os tornem propensos à formação de depósitos ou sujeitos à corrosão dos mancais. em virtude não só de seus detalhes de construção como ao tipo de combustível. especialmente quando a temperatura do óleo se eleva. Óleos próprios para uso em motores a gasolina que funcionem em serviço leve. . as características do motor tais. combustível tendente a formar resíduos nas paredes dos cilindros sendo. que o mesmo é menos sensível à ação do combustível do que aos resíduos e ao ataque do lubrificante.MS (Motor Severe) Óleos indicados para uso em motores a gasolina sob alta rotação e serviço pesado. usando.DM (Diesel Medium) São óleos próprios para motores Diesel funcionando sob condições severas. . nos quais o combustível empregado e as características do motor tendem a não permitir o desgaste e a formação de resíduos.

sais metálicos do ácido preventivos da corrosão ou "venenos" trifosfórico e ceras sulfuradas. fósforo ou Anticorrosivos. contendo metais como magnésio. Abaixo a classificação de serviço: AS=Serviço de motor a gasolina e Diesel. que não alteram as características do óleo. São os Aditivos. CC=Serviço moderado de motor Diesel e a gasolina e CD= Serviço severo de motor Diesel. Metais. como estanho. SB=Serviço com exigências mínimas dos motores a gasolina. onde tanto as condições do combustível quanto as características do motor se somam na tendência de provocar desgaste e formar resíduos. sulfetos. SE=Serviço de motores a gasolina em automóveis e alguns caminhões. Com a finalidade de facilitar a escolha dos óleos pelo consumidor leigo. hidroxisulfetos. mas atuam no sentido de reforçá-las. desenvolveu o sistema de classificação de serviço indicado pela sigla "S" para os óleos tipo "Posto de Serviço" (Service Station) e C para os óleos tipo "comercial" ou para serviços de terraplanagem. Atioxidantes ou inibidores de oxidação fenóis. tais como sulfetos. que são encontradas nas embalagens comerciais como MIL-L-2104-B e MIL-L-2104C. freqüentemente incorporados Compostos orgânicos contendo enxofre ativo. FINALIDADE 60 . catalíticos Compostos organo-metálicos.DS (Diesel Severe) Óleos próprios para motores Diesel especialmente sujeitos a serviço pesado. com a colaboração da ASTM e SAE. SD=Serviço de motores a gasolina sob garantia de manutenção. fenolatos. Também as forças armadas americanas estabeleceram especificações para os óleos lubrificantes. o API. nitrogênio. CA=Serviço leve de motor Diesel. As diferenças entre os diversos tipos de lubrificantes reside nas substâncias adicionadas ao óleo para dotá-lo de qualidades outras. tais como aminas. zinco ou bário. Sabões de elevado peso Detergentes molecular. CB=Serviço moderado de motor Diesel. tais como fosfatos. para motores Diesel. SC=Serviço de motor a gasolina sob garantia. alcoolatos. bário e estanho.. Os aditivos comumente usados são: TIPO DE COMPOSTO USADO Compostos orgânicos contendo enxofre. fósforo ou nitrogênio.

Olefinas ou iso-olefinas polimerizadas. não é possível estabelecer. Compostos de fósforo. cobalto e estrôncio. quanto irá variar a viscosidade quando for conhecida a variação de temperatura. Os estudos desenvolvidos nessa área até os dias atuais. Polímeros Reforçadores do índicebutílicos. tais como naftenato de chumbo. como resultado das pesquisas que realizam. Ou seja. óleos gordurosos e certos ácidos graxos. Como a viscosidade é a característica mais importante do óleo lubrificante. Os fabricantes de motores Diesel. como fosfato tricresílico. Aminas. é natural que os centros de pesquisas do ramo dedicassem especial atenção a essa propriedade. que é indicado para uso em motores Diesel turbo-alimentados e supera todas as classificações API. Sais orgânicos contendo metais com cálcio. Produtos de condensação de alto peso molecular. ésteres de celulose. borracha hidrogenada. observando-se que os óleos naftênicos sofrem mais a sua ação que os parafínicos. A Cummins 61 . no que concerne à viscosidade. de viscosidade Dispersantes Inibidores de espuma Silicones Fig. levaram os fabricantes de lubrificantes a produzirem óleos capazes de resistirem às variações de temperatura. Tais óleos são conhecidos como "multigrade" ou multiviscosos. alguns serão mais sensíveis que outros. a priori. Sabões de extrema chumbo. muitas vezes chamados a trabalhar em condições de temperatura bastante variáveis. chegaram a desenvolver composições de óleos que hoje são encontradas a venda no mercado. Com o desenvolvimento técnico exigindo qualidades mais aprimoradas dos óleos. Polímeros fluidez de metacrilato. óleo de Agentes de pressão banha sulfurado. Preventivos contra a Derivados halogenados de certos ácidos graxos. também. A variação da viscosidade com a temperatura não é linear. compostos halogenados. tais como naftenatos e sulfonatos. A Caterpillar desenvolveu o óleo que hoje é comercializado com a classificação denominada "Série . de forma a se comportarem como se pertencessem a uma classe de viscosidade a zero grau Farenheit e a outra classe a 210 graus Farenheit.3". tais Redutores do ponto de como fenóis condensados com cera clorada.Compostos organo-metálicos. ferrugem Sulfonatos.59-Tabela de aditivos. Sabe-se que todos os óleos apresentam uma sensibilidade à temperatura. tornou-se necessário conhecer bem as características viscosidade versus temperatura em uma faixa bastante ampla.

nos Estados Unidos. A uma simples olhada. Além do mais. Repare que os balancins articulam no eixo. que por sua vez transmitem movimento às hastes ou varetas. mas poderá ser visto mais adiante. as referidas válvulas não podem estar abertas pois. Vejamos agora algumas particularidades dos componentes na figura abaixo: 62 . no caso dos motores Diesel. Sua principal característica é a alta durabilidade. Quando isso acontece dizemos que o motor está “fora de ponto”. servem para você entender. se assim acontecesse. que mantém durante o funcionamento do motor a viscosidade praticamente constante e são aditivados para preservar suas características durante um maior numero de horas de serviço. o conceito de distribuição tornase muito mais amplo quando se trata. no instante da injeção do combustível no cilindro. o conceito de distribuição envolve apenas a abertura e o fechamento das válvulas de aspiração e descarga e a injeção do combustível. entretanto. por exemplo. Atualmente. que as peças que fazem parte do mecanismo de distribuição do motor devem trabalhar de forma sincronizada. A finalidade do mecanismo de distribuição é fazer com que cada fase do ciclo de funcionamento do motor ocorra rigorosamente no seu devido tempo. Na realidade. Estas hastes acionam os balancins. uma vez que existe uma válvula de admissão e uma válvula de descarga na cabeça do cilindro. recai sobre os óleos multiviscosos (15w40 ou 20w40). Por agora vamos fazer um estudo básico da distribuição. que denominou de "Premium Blue". você percebe que se trata do mecanismo de um motor de 4 tempos. o combustível não poderia inflamar. já foi concedida à Valvoline. é claro que tanto a válvula de admissão quanto a de descarga devem estar fechadas. Da mesma maneira. além de ser reversível (gira nos dois sentidos). você poderia pensar que. A princípio. a melhor indicação para lubrificação dos motores Diesel que operam em temperaturas superiores a 14°F (-10°C). de um motor marítimo de grande porte que. apesar de grosseiros. Repare que as cames do mesmo eixo transmitem movimento aos tuchos. cada uma no seu devido tempo. cuja licença de fabricação. para abrir as válvulas de aspiração e de descarga. e que qualquer desvio nessa sincronização pode fazer com que o motor trabalhe mal. atentando para o arranjo simplificado da figura abaixo. se o motor estiver realizando a fase de compressão. Por exemplo. de imediato. o qual é fixado num suporte que não aparece na figura. a engrenagem do eixo de manivelas tem a metade do número de dentes da engrenagem do eixo de cames. 8-SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO. ou nem sequer consiga funcionar. tem arranque a ar comprimido. serão estudadas mais adiante. Esses exemplos.desenvolveu um óleo fortemente aditivado com componentes sintéticos. Essas particularidades.

com o propósito de acionar a bomba injetora individual de cada cilindro. Eixo de cames . possui o mesmo número de dentes da engrenagem do referido eixo. Tuchos .BALANCIM ENGRENAGEM DA ARVORE DE COMANDO DE VALVULAS EIXO DE CAMES VALVULAS DE DESCARGA ENGRENAGEM DA ARVORE DE MANIVELAS VALVULAS DE ADMISSÃO ENGRENAGEM DA INTERMEDIARIA Fig.61-Elementos do conjunto de distribuição. Mais tarde. normalmente posicionada entre as duas da figura. costumam possuir rodetes para reduzir o atrito com a came. Já no caso dos motores de 2 tempos. da vareta e do balancim. Engrenagem ou pinhão do eixo de cames – é fixada na extremidade do eixo de cames. 63 . com a finalidade de acionar as válvulas de aspiração e de descarga do motor por meio do tucho. com a finalidade de transmitir o movimento de rotação do mesmo ao eixo de cames (5).é uma peça dotada de cames ( excêntricos ). Engrenagem ou pinhão do eixo de manivelas – é fixada na extremidade do eixo de manivelas (3) . por meio da engrenagem. possui o dobro do número de dentes da engrenagem do eixo de manivelas. veremos que esse eixo pode possuir outra came. como ocorre nos motores de médio e de grande porte. e transmiti-lo ao eixo de cames propriamente dito. com a finalidade de receber o movimento rotativo do eixo de manivelas.são peças que trabalham em contato com as cames. Nos motores de 4 tempos. transmitindo o movimento das mesmas às varetas. por meio da sua engrenagem (4). Nos motores de médio e de grande porte.

A exemplo da válvula de admissão. A sua haste trabalha dentro de uma guia. Valvula de admissão .é a peça que trabalha com uma de suas extremidades em contato com o tucho e a outra em contato com uma das extremidades do balancim. Algo importante a considerar no funcionamento de ambas as válvulas. O balancim possui em uma de suas extremidades um parafuso com porca para permitir o ajuste da folga entre a sua outra extremidade e o topo da haste da válvula. no seu devido tempo. Balacim .é a peça que serve de porta de entrada do ar (no cilindro do motor Diesel). ou da mistura ar+combustível (no cilindro do motor Otto). devido à razoável pressão ainda existente nos mesmos por ocasião da sua abertura. normalmente substituível. 64 .é uma peça que. Apresenta normalmente um disco com diâmetro externo menor do que o da válvula de admissão. chegando “inclusive” a impedir o funcionamento do motor por falta de compressão suficiente. já o fechamento é feito pela ação de sua(s) mola(s). geralmente substituível. A vareta transmite ao balancim o movimento alternado produzido pela came. Isso é possível porque a velocidade de escoamento dos gases da combustão através dela é relativamente grande. é construída em aço especial e sua haste trabalha em uma guia. Válvula de descarga . recebe o movimento da vareta e o transfere à válvula de admissão ou de descarga.Varetas . articulando no eixo. Para permitir um bom enchimento do cilindro. Entenda agora que. Se não houvesse essa folga. o seu respectivo tucho está trabalhando na parte do círculo base que gerou a came. quando a mesma encontra-se totalmente fechada. fixo ao seu suporte. a dilatação linear da sua haste não deixaria que ela fechasse completamente. é que cada uma delas. quando qualquer uma das válvulas está fechada. Essa folga visa prevenir a válvula contra os efeitos da dilatação térmica causada pelo calor dos gases da combustão. Estando mais sujeita ao calor dos gases da combustão do que a válvula de admissão. normalmente ela se apresenta com o diâmetro externo do seu disco maior do que o da válvula de descarga. é normalmente maior do que a da válvula de admissão. é aberta pela ação do balancim a partir do movimento da came. a folga entre o topo de sua haste e a extremidade do balancim. enquanto vai cessando a ação do balancim sobre o topo da sua haste. Quando ela está em processo de abertura ou fechamento.é a peça que serve de porta de saída dos gases da combustão do interior do cilindro do motor. é sinal de que a parte excêntrica da came é que está atuando nos tuchos. devido ao seu formato excêntrico.

pois performance. ou mesmo de um mesmo motor com versões turbo-alimentadas e pós-arrefecidas. vida dos componentes internos e consumo de combustível são afetados quando o motor opera fora da faixa de temperatura recomendada. Isto varia de um modelo de motor para outro. Um motor moderno. Os outros 70% são eliminados através de calor. O calor é transmitido ao fluido de arrefecimento que circula no bloco e cabeçotes do motor e posteriormente dissipado para o ambiente ao passar pelo radiador.Sistema de arrefecimento. O sistema de arrefecimento é o responsável pela troca de calor do motor com o meio ambiente. Um bom funcionamento do sistema de arrefecimento é de suma importância. regulando sua temperatura de trabalho.62. Fig. em geral.9-SISTEMA DE ARREFECIMENTO. aproveita somente algo em torno de 30% da energia do combustível para o movimento. onde maior eficiência e durabilidade são obtidas. A parte da energia do combustível transformada em calor no interior do motor deve ser dissipada para manter o motor a uma temperatura de trabalho ideal. 65 .

5. a longo prazo. conforme recomendado pelo fabricante. por exemplo. Geralmente é recomendado um "flushing" com solução a base de ácido oxálico ou produto similar. com PH abaixo de 7. 66 . O tratamento prévio da água deve ser considerado quando. Fig. chamada de efeito termo-sifão. O tratamento da água consiste na adição de agentes químicos inibidores de corrosão. provocando restrições e dificultando a troca de calor. A qualidade da água não interfere no desempenho do motor. O acionamento da bomba d'água é feito pela árvore de manivelas por intermédio da correia ou por engrenagem. em quantidade conveniente. A tendência natural de circulação da água. sulfatos e ácidos. que obstruem as passagens.1-AGUA DE REFRIGERAÇAÕ. pode resultar em danos irreparáveis. porém a utilização de água inadequada. O sistema de arrefecimento. deve ser lavado com produtos químicos recomendados pelo fabricante do motor. fica mais leve e por si só procura o ponto mais alto do motor subindo do bloco para o cabeçote e em seguida. ocorre naturalmente. 9.63-Bomba d’agua. geralmente por meio de um filtro instalado no sistema. Qualquer água potável que se considera boa para beber pode ser tratada para ser usada no motor. são bastante freqüentes. a cada determinado numero de horas de operação. A formação de depósitos sólidos de sais minerais.9. produzidos por água com elevado grau de dureza.0 a 9. A água do sistema de refrigeração do motor deve ser limpa e livre de agentes químicos corrosivos tais como cloretos. periodicamente. A bomba d'água é responsável pelo auxílio nesta circulação de água em todo sistema de arrefecimento do motor.2-BOMBA D’ AGUA. com o valor do PH em torno de 8. para o radiador por intermédio da mangueira. for encontrado um teor de carbonato de cálcio acima de 100 ppm ou acidez. Quando ela é aquecida. A água deve ser mantida levemente alcalina.0. Água muito ácida pode causar corrosão eletrolítica entre materiais diferentes.

BOMBA D’ ÁGUA Fig. 9.64-Radiador e reservatorio de expansão.3-TANQUE DE EXPANSÃO. 5-ALETAS DE REFRIGERAÇÃO Fig. quando da contração do volume pelo 1.64-Bomba d’agua vista em corte. 67 . com a finalidade de receber o volume de água proveniente da expansão pelo aquecimento e de reintegrar esta água ao sistema. É um reservatório incorporado ao sistema de arrefecimento.RADIADOR 2-DRENO 3-TUBULAÇÃO 4-RESERVATORIO DE EXPANSÃO.

O radiador é feito de metais para a dissipação rápida de calor.9.65-Radiador. Elas possuem um bulbo com cera que se expande ou contrai em função da temperatura do fluido que a envolve. que formam uma grande superfície de dissipação do calor. 9. É um reservatório de água. Fig. conhecidas por colméias.5-TERMOSTATO. composto de aletas. A função da válvula termostática é a de controlar a temperatura do motor.4-RADIADOR. 68 .

A válvula termostática exerce duas tarefas muito importantes: BLOQUEIO DO LIQUIDO DE ARREFECIMENTO PARA O RADIADOR RADIADOR Fig.-termostato PASSAGEM DO LIQUIDO DE ARREFECIMENTO PARA O RADIADOR RADIADOR 69 .66-Termostato. Este bulbo com cera controla mecanicamente a válvula que abre e fecha a passagem do fluido de arrefecimento do motor à entrada da bomba d'água. ou ao radiador.Fig. Quando o fluido de arrefecimento atinge a temperatura de trabalho. a válvula abre e o fluxo passa para o radiador.

67-Valvula fechada. 2. Fig.68 – Válvula aberta. cabeçote e novamente a bomba. isto é. Neste caso a água circuIa somente entre a bomba.1. a temperatura é mantida entre 800 a 120°C.Mantém a temperatura do motor em nível ide al para o bom funcionamento.Quando fechada acelera o processo de aquecimento do motor até a temperatura ideal de funcionamento. impedindo a circulação de água pelo radiador. atrav és da regulagem da abertura e fechamento da passagem para o radiador. bloco. Fig. 70 .

fora-de-estrada utiliza-se ventiladores de 71 .Ventilador Para maioria dos equipamentos acionamento hidráulico.6-VENTILADOR. motor elétrico. Situado junto ao radiador.9. força a passagem do ar pelas aletas. polia eletromagnética. simplesmente por polia e correia. este componente em forma de espiral.69 a . Fig. O acionamento do ventilador pode ser por embreagem viscosa. acelerando o processo de troca do calor.

7-TAMPA PRESSURIZADORA. Caso isto não aconteça. Um motor converte a energia química do combustível em trabalho. ocorrerá a restrição dos dutos do radiador. Para verificar o torque em cada situação de rotação.Fig. o motor vai se esfriando e a água do sistema se contrai. 9.70 -Tampa pressurizadora. 10. O torque geralmente é expresso em m. é necessário consultar a curva de torque do motor. 10. A 72 .Com a função de respiro para equilibrar a pressão interna na queda da temperatura do motor. com melhor rendimento e economia de combustível. O torque máximo de um motor. em repouso. a rotação de torque máximo é importante de ser conhecida para identificação dos momentos ideais de mudança de marcha. É provida de duas válvuIas: 1 .-CONCEITOS BASICOS DE UM MOTOR. que varia conforme sua curva de torque. aproveitando o torque máximo do motor. Durante a noite. 10. Fig.2-POTENCIA. pela formação de vácuo no sistema. A potência é o trabalho desenvolvido pelo motor.1-TORQUE. Neste momento a válvula permite a entrada de ar.Com a função de formar pressão no sistema de arrefecimento acima da pressão at mosférica.69 b – Ventilador de acionamento hidráulico. além de rompimento de juntas e mangueiras. Pode estar localizada no próprio radiador ou no tanque de expansão. 2 . O torque de um motor de combustão interna. Isto faz com que a água ferva a temperaturas superiores a 100OC independente da altitude geográfica da região.kgf e é indicado juntamente com a rotação em que foi medido. é o resultado do produto da força atuante sobre o pistão pelo raio projetado do virabrequim. em uma determinada unidade de tempo. que ocorre a determinada rotação. Para um automóvel. é inferior ao torque que ocorre em sua rotação máxima. provocando assim a elevação da temperatura da ebulição d'água. diminuindo de volume.

72. Fig. No dinamômetro o motor é submetido a cargas e rotações controladas. que submetem o motor aos diversos regimes. Esses valores são fornecidos pelo fabricante ou aferidos em dinamômetro. De posse do torque e em que rotação ocorre.CURVAS DE PONTENCIA E TORQUE. As curvas de potência e torque são geradas com o uso de dinamômetros. 71) identifica os diversos regimes de funcionamento de um motor. identificando o torque e potência máximos. como temperatura do motor. 73 .vem do alemão Pferdestärke. podendo simular diversas condições de funcionamento. O gráfico (Fig. Para determinar a potência em outros regimes de giro. A potência de um motor em algumas literaturas estrangeiras é expresso em PS .3. e significa Cavalo Vapor.potência de um motor é usualmente expressa em Watts ou em CV (cavalo Vapor). tendo a mesma grandeza do CV. A potência máxima de um motor ocorre a determinada rotação pouco inferior a rotação máxima admitida pelo mesmo. bastando multiplicar o torque pelo RPM. consumo de combustível. é possível determinar a potência desprendida pelo motor naquele instante. onde 1 CV ≈ 736 Watts. basta consultar a curva de potência do motor. No aparelho são monitorados diversos parâmetros de funcionamento. ou submetê-lo ao dinamômetro. pressão de óleo lubrificante.71-Grafico de funcionamento de um motor de combustão interna. 10. dentre outros – veja Fig.

ou 1.000 cm3.3. Representa o somatório dos volumes internos dos cilindros do motor. A cilindrada é expressa em centímetros cúbicos ou.Fig. 10. em litros. possui a cilindrada de 1. onde cada um tem o volume de 250 cm3. Geralmente a cilindrada de um motor é aproximada para o número inteiro superior mais próximo para simplificação. um motor que possui 4 cilindros.0 litro. A cilindrada representa a quantidade de mistura ar combustível que o motor consegue conter em seus cilindros. 2. comercialmente. conforme se vê na Fig. 74 .3-CILINDRADA. Assim.72-Dinamometro.

As taxas variam conforme o combustível utilizado. Potência específica É um valor de referência para comparação entre a eficiência de motores.Cilindrada.entre 9:1 e 11:1. Os motores equipados com compressor ou turbo possuem a taxa de compressão menor devido ao maior enchimento dos cilindros provocada por esses dispositivos. Nesse caso a taxa é reduzida para evitar problemas de detonação causados por excesso de compressão da mistura. maior é a potência que pode ser fornecida por um mesmo motor na mesma rotação. É encontrado dividindo-se a potência máxima do motor (em CV) pela cilindrada em litros. Taxa de compressão Especifica quantas vezes a mistura é comprimida durante a fase de compressão. Quanto maior a quantidade de ar admitido. O rendimento de um motor é proporcional à sua taxa de compressão. • Motores a Diesel em torno de 20:1. • Motores à gasolina . • Motores à álcool e gás natural veicular (GNV) .73 .4 – EFICIENCIA VOLUMETRICA. medida pela octanagem. Para determinar a taxa de compressão de um motor. porém esta é limitada à capacidade do combustível resistir à compressão.Fig.cerca de 12:1. faz-se a seguinte divisão: 10. A taxa de compressão é calculada em função da relação entre o volume total (câmara de combustão + volume deslocado pelo pistão) e volume da câmara. A relação entre o ar admitido e o 75 .

Z – número de cilindros. Vh – Volume deslocado em cm3. 10. • 32% .volume deslocado pelos pistões é indicado como a eficiência volumétrica de um motor (ην %). Onde. Isso se deve à maior taxa de compressão do mesmo. Uma unidade a gasolina.Atritos internos decorrentes do funcionamento do motor.5 – RENDIMENTO DE UM MOTOR. Q – Quantidade de ar admitido em litros por minuto. o ar é admitido apenas uma vez em cada rotação do virabrequim. em um motor 4 tempos. por exemplo.5 deve-se ao fato de que.Calor dissipado pelo sistema de arrefecimento. • 25% . tem a seguinte distribuição 1: • 35% .calor retirado através dos gases de escapamento. O fator 0. 1 76 .Energia mecânica efetivamente disponível no volante do motor. É a relação entre a potência mecânica fornecida pelo motor no eixo virabrequim e a que lhe é disponibilizada pelo combustível durante o seu funcionamento. O motor de combustão interna aproveita apenas uma pequena parcela da energia resultante da queima do combustível. N – Rotação do motor em rpm. O motor Diesel possui um rendimento superior. podendo passar dos 35%. • 8% .

.6 – RELAÇÃO AR COMBUSTIVEL(RAC). A relação ar combustível possível de ser queimada em um motor na prática varia de 8:1 a 21:1 (rica e pobre. Supondo que a gasolina é composta unicamente por hexano (C6H14). denominada relação ar combustível. Q – quantidade de ar admitida em litros por minuto.tempo de consumo de combustível em segundos. 77 . Po – Pressão atmosférica em mmHg.Relação ar combustível teórica Quando o combustível queima na presença de ar. Uma vez que. define a relação de peso entre o ar e o combustível admitido. A mistura admitida por um motor de combustão interna só queimará em uma determinada faixa de relação. A relação de peso ar combustível calculada é denominada relação teórica. O valor varia em função da pressão e temperatura do ar: Onde. r – peso específico do combustível. a quantidade de ar necessária para queimar 1 Kg de combustível é calculada. b – quantidade de combustível consumido em cm3. r – peso específico do combustível. .peso específico do ar. Q – quantidade de ar admitida em litros por minuto. Essa relação. • O ar é composto por aproximadamente 79% de Nitrogênio (N2) e 21% de oxigênio (O2).1 . a quantidade deste pode ser calculada. t . 2. respectivamente).9.10. t . Td – Temperatura da atmosfera em bulbo seco (°C).peso específico do ar. • A relação de massa do N2 e O2 no ar é 77% : 23%. Onde. b – quantidade de combustível consumido em cm3. Peso específico do ar – é uma unidade que expressa o peso do ar por unidade de volume em Kg/m3.tempo de consumo de combustível em segundos.

369 28 + 32 32 A massa de O2.767 A relação de massa do N2 no ar é 0.Massa molecular do N2 é 14 x 2 = 28 Massa molecular do O2 é 16 x 2 = 32 28 A massa de N2 será 0. a reação é a seguinte: C6H14 + 9.21 x = 0. faz com que a razão estequiométrica fique em 13.112 0.5x2x16 = 304 • • A quantidade de ar necessária para queimar completamente 1 Kg de combustível é X Kg: 86:304 = 1:X X = 3.112 Quando ocorre a queima completa do combustível.369 = 0.369 + 0.369 + 0. por sua vez será 0.53 + 11.53Kgs A relação de masa de Nitrogênio e Oxigênio é 7:23.53 Y = 11.5O2 = 6 CO2 + 7 H2O 6x12 + 14x1 = 86 9.112 28 + 32 Conseqüentemente.8 = 15.233 A relação de massa do O2 no ar é 0. e a quantidade de nitrogênio necessária é Y Kg. 78 . o uso de uma mistura de cerca de 22% à gasolina. 0. 77:23 = Y:3. a quantidade de ar necessária será igual a : X + Y Kgs = 3.79 x = 0. No Brasil.8 Kgs Finalmente.112 = 0.33 (relação teórica) Essa relação também é conhecida como razão estequiométrica. considerando uma queima completa com gasolina pura.8:1.

joseclaudio.oficinabrasil.com. Motor de combustão interna – SENAI/CIMATEC MANUAL DO FABRICANTE : MWM – Motor Sprint. 79 .eng.omecanico.br LIVROS: Livro do mecânico e eletricista do automóvel – Editora HEMMUS.com.jornalmotor.webmecauto.br http:// www.br/manutencao/materias/turbo.com.html http:// www.br http:// www.• REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS: INTERNET: http://www.com.br http:// www. APOSTILAS : MWM – Motores diesel básico.

MWM – Motor 229. 80 .MWM – Motor ACTEON.