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MANUAL DE ESTÁGIO PARA O ACADÊMICO_2011

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A fundamentação teórica é o alicerce científico da pesquisa em termos de referências

bibliográficas. Nesse item o acadêmico não deve expor suas opiniões, apenas compilar

material de outros autores e estruturar de forma coerente. A pesquisa bibliográfica constitui o

foco do trabalho pois todo recorte e óticas das teorias dependerá do acadêmico e a linha de

pesquisa que ele pretende seguir.

A revisão de literatura deve ter no mínimo 25 (vinte e cinco) páginas e consiste na

busca consolidada pelo acadêmico para fundamentar o estudo. Proporciona uma melhor

análise das atividades desenvolvidas, bem como a focalização e o aprofundamento do trabalho

sobre determinada temática. Para cada seção elaborar parágrafo de introdução e de conclusão

que permitem continuidade ao trabalho.

Deve-se ter muito cuidado para citar todo material utilizado, assim como os autores e

seus conceitos. Quando utilizado material de referências que não foram devidamente citados é

constituído como plágio.

Na fundamentação teórica pode conter livros sobre o assunto, artigos de revistas, sites

de internet, material documentado e é de caráter obrigatório citação de no mínimo 10 (dez)

artigos científicos. Os artigos científicos são aqueles que estão dentro das bases de dados da

Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES):

http://www.periodicos.capes.gov.br/portugues/index.jsp ou no site http://www.scielo.br/.

Os artigos científicos são de Revistas Científicas devidamente registradas e são

disponíveis em meio físico nas Universidades que assinam as Revistas ou de forma digital nos

sites anteriormente mencionados.

As citações podem ser realizadas de forma direta ou indireta dependendo do

acadêmico e orientador. Na fundamentação teórica pode ser inseridas tabelas e figuras caso

necessário à explicação do tema.

Exemplo:

MARKETING

Constata-se entre as organizações que o marketing desempenha um papel indiscutível

no alcance dos objetivos da empresa de captar e reter clientes, pois a obtenção da excelência

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na satisfação dos clientes para gerar fidelização está diretamente relacionada à prática dos

fundamentos do marketing no cotidiano das organizações.

Segundo Gehringer (2002), a origem da palavra marketing vem a partir da mitologia

grega com a divindade mais versátil do Olimpo: Hermes, que segundo os gregos, no 1º dia de

vida inventou a lira e roubou bois de seu irmão Apolo. Então Zeus fez de Hermes mensageiro

dos deuses, protetor dos ladrões, dos jogadores e deus dos comerciantes, dos viajantes, da

eloqüência e persuasão. Hermes passou então a ser considerado como divindade exclusiva dos

negociantes e passaram a colocar sua estátua à entrada dos mercados. Assim, Hermes passou

a ser para os romanos, deus da indústria e do comércio.

Do termo latim mercis que significa mercadoria, derivou-se o novo nome de Hermes

para os romanos: Mercúrio. Da mesma palavra mercis derivaria mais tarde o termo francês

marché: mercado, local a onde as mercadorias eram comercializadas. Com o passar do tempo,

a palavra marché foi assimilada pelos ingleses que e a incluíram em seu dicionário

transformando marché em market. Foi então que no início do século vinte, nos Estados

Unidos a palavra market passou a ser utilizada como sinônino de venda no mercado. Da

palavra market evoluiu o termo marketing que tem como sentido original: tudo o que

influencia na comercialização de um produto. (GEHRINGER, 2002).

Na concepção de Kotler (2000, p. 30), marketing é “um processo social e gerencial

pelo qual indivíduos e grupos obtêm o que necessitam e desejam por meio da criação, oferta e

troca de produtos de valor com outros”. Também considerando o marketing como um
processo, Cobra (2003, p. 8) evidencia marketing como um “processo de trocas, nas quais

duas ou mais partes oferecem algo de valor para o outro, com o objetivo de satisfazer

necessidades e desejos”.

De acordo com Pataro (2002), o marketing é um sistema global de atividades

comerciais interatuantes destinadas a planificar, calcular o preço de venda, promover e

distribuir produtos e serviços que satisfaçam a uma necessidade de compradores atuais e

futuros.

Corroborando com Kotler e Cobra, Gracioso (1997) também entende que a finalidade

do marketing é a realização de trocas de produtos e serviços entre empresas e consumidores,

mas insere em seu conceito o planejamento e a execução de ações que motivem estas trocas.

O conceito de Sandhusen (2003, p. 6) manifesta que marketing

[...] é o processo de planejar e executar a concepção, o estabelecimento de preços, a
promoção e a distribuição de idéias, bens, serviços, organizações e eventos para criar
e manter relações que satisfaçam os objetivos individuais e organizacionais.

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Parafraseando Ogden (2002), marketing são os esforços da organização em atender as

necessidades e desejos de seus clientes em troca de lucro. Neste contexto Lamb Jr., Hair Jr. e

McDaniel (2004, p. 6) explicitam que o marketing é o propósito da criação de uma empresa,

pois “a justificativa econômica e social para a existência de uma empresa é a satisfação dos

desejos e necessidades do cliente, ao mesmo tempo em que atende aos objetivos da

organização”.

Em concordância com as exposições anteriormente apresentadas, Cides (1997) ressalta

que o marketing proporciona crescimento nas vendas e conseqüentemente nos lucros da

empresa.

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