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A ORIGEM DA LIDERANÇA

A ORIGEM DA LIDERANÇA

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A ORIGEM DA LIDERANÇA Liderança constitui-se na ação do líder.

Líder é uma palavra de origem inglesa "leader", vernaculizada, na língua portuguesa no sentido original. Comumente, empregada plano social e político visando indicar: chefe ou de condutor de um grupo. Explica Caldas Aulete que neste sentido, forma-se o verbo liderar na mesma acepção de dirigir, conduzir, chefiar, e liderança no sentido de chefia, comando, direção e condução. Todo líder é um sujeito que faz com que as pessoas venham ao seu comando e executem o que ele deseja. É dotado de capacidades que fazem com que seus subordinados almejem sua liderança realizando-se com isto. Verdadeiramente, na prática não existem subordinados, mas sim seguidores. O líder jamais dá ordens mas todos os seus liderados executam o que este deseja. O líder é dotado de alta capacidade de convencimento fazendo os liderados crerem que os seus interesses sejam os mesmos. Pois na forma de agir o líder transmite segurança, confiança, sobre tudo inspirando lealdade, assim o líder está sempre presente nas conquistas e nas derrotas

Origem da liderança: Vários fatos da história nos dariam bases para vários relatos, separei um em especial, a qual nasce na região da Mesopotâmia. Foi a região onde provavelmente começou a História, por volta de 4.000 a.C. , era uma rica região da Ásia Menor, localizada nas planícies férteis banhadas pelos rios Tigre e Eufrates, os quais lançam suas águas no golfo Pérsico. A Mesopotâmia corresponde em grande parte ao atual território da República do Iraque. Começara ali os vestígios da liderança, a necessidade de se viver em conjunto, em sociedade, surgiu lideres para que este projeto fosse seguido. De entre os feitos desta civilização destacam-se a invenção da escrita cuneiforme (a mais antiga forma registrada para representar sons da língua, em vez dos próprios objetos). A linha histórica da humanidade demonstra que as transformações a as evoluções acontecem desde que o homem desenvolveu os conhecimentos e habilidades necessárias para trabalhar o meio físico, simplificá-lo e transformá-lo segundo suas carências. Por ser criativo, ele inventou as roupas, os abrigos, os instrumentos, as ferramentas, a linguagem e outros dispositivos que, somados a estes, aceleraram os processos de mudança, desencadearam o progresso e o surgimento das organizações. Tudo isto nos leva a crer que a mudança é um fenômeno que vem acompanhando o homem desde os seus primórdios. Por isso, as mudanças já não nos surpreendem, o que nos causa espanto é a velocidade e a profundidade com que elas acontecem, e em sintonia com as mudanças, esta o líder capaz de se adéqua as mudanças e preparar seu grupo para um novo estágio. As pessoas que se destacam como líderes, estarão projetando sua posição para um nível mais elevado, alcançando uma nova etapa e fazia mudanças no meio em que vive, na sua cidade, país e em alguns casos até no planeta. E como muitos se tornaram líderes? Como é possível chegar a este patamar? Será que liderança é para todos? Como é possível se destacar como líder? Muitas perguntas e com diversas respostas possíveis, que podem ser: O que buscou a liderança: O que se faz líder, é no momento de necessidade que sabemos quem realmente é líder ( Auto-determinação ). O foi posto por acaso: Não havia opção, foi feito pelo fato de não haver outro melhor. ( imposição ). O que nasce: O que é líder por natureza ( inato ). OBS: O verdadeiro líder, não precisa de auto-determinação e nem de imposição para afirmar sua liderança. Ele nasce líder, isto é, vem da própria natureza, inerente. Não quero dizer com isso que a autodeterminação não seja boa,muito pelo contrário, deve ser vista com louvor a pessoa determinada que busca o sucesso. Digo que ainda que seja um dom inato, pode ser aprendido também.

A HISTÓRIA DA LIDERANÇA
A HISTÓRIA DA LIDERANÇA A história da liderança é antiga. Nasceu na região da Mesopotâmia. Foi a região onde provavelmente começou a História, por volta de 4.000 a.C, era uma rica região da Ásia Menor, localizada nas planícies férteis banhadas pelos rios Tigre e Eufrates, os quais lançam suas águas no golfo Pérsico (SANTANA, 2008). A Mesopotâmia corresponde em grande parte ao atual território da República do Iraque. Começara ali os vestígios da liderança, a necessidade de se viver em conjunto, em sociedade, surgiu lideres para que este projeto fosse seguido. O conceito de liderança ressalta de forma surpreendente, a capacidade de alguns indivíduos comoverem, inspirarem e mobilizarem massas populares, de forma a caminharem juntos na busca do mesmo objetivo. Independentemente de seus objetivos, os grandes líderes deixam sua marca pessoal nos anais da História ( MAURIZ,2008). De entre os feitos desta civilização destacam-se a invenção da escrita cuneiforme (a mais antiga forma registrada para representar sons da língua, em vez dos próprios objetos). A linha histórica da humanidade demonstra que as transformações a as evoluções acontecem desde que o homem desenvolveu os conhecimentos e habilidades necessárias para trabalhar o meio físico, simplificá-lo e transformá-lo segundo suas carências. Por ser criativo, ele inventou as roupas, os abrigos, os instrumentos, as ferramentas, a linguagem e outros dispositivos que, somados a estes, aceleraram os processos de mudança, desencadearam o progresso e o surgimento das organizações. Na maior parte do curso da História, a liderança foi exercida pela autoridade de direito divino. O dever dos seguidores era submeter-se e obedecer. A grande revolução dos tempos modernos foi à revolução da igualdade. A idéia de que todos os indivíduos podem ser iguais perante a lei solapou as velhas estruturas de autoridade, hierarquia e respeito. (SANTANA, 2008). Tudo isto nos leva a crer que a mudança é um fenômeno que vem acompanhando o homem desde os seus primórdios. Por isso, as mudanças já não nos surpreendem, o que nos causa espanto são a velocidade e a profundidade com que elas acontecem, e em sintonia com as mudanças, esta o líder capaz de se adequar as mudanças e preparar seu grupo para um novo estágio. Platão em "A República", ao narrar o duelo verbal entre Sócrates e Trasímaco, cerca de 250 anos antes de Cristo, afirma: (...) “nenhum chefe, em qualquer lugar de comando, na medida em que é chefe, examina ou prescreve o que é vantajoso a ele mesmo, mas o que o é para seu subordinado, para o qual exerce a sua profissão, e é tendo esse homem em atenção, e o que lhe é vantajoso e conveniente, que diz o que diz e faz tudo quanto faz” (MAURIZ, 2008) [grifos do autor]

A Liderança e Suas Principais Teorias

Roberto Cesar Sganzerla

Resumo O presente texto procura retratar a evolução conceitual do tema Liderança sob o ponto de vista de diferentes escolas e autores.

Liderança é „uma interação entre pessoas na qual uma apresenta informação de um tipo e de tal maneira que os outros se tornam convencidos de que seus resultados serão melhorados caso se comporte da maneira sugerida ou desejada‟ (Jacobs. Comportamento Organizacional.7).p.Palavras-Chave: Liderança.35). 1960. . Liderança é „um tipo especial de relacionamento de poder caracterizado pela percepção dos membros do grupo no sentido de que outro membro do grupo tem o direto de prescrever padrões de comportamento na posição daquele que dirige. no que diz respeito à sua atividade na qualidade de membro do grupo‟(Janda. 24). p. Weschler & Massarik. no sentido do atingimento de um objetivo específico ou objetivos‟ (Tannenbaum. Liderança é „o início e a manutenção da estrutura em termos de expectativa e interação‟ (Stogdill.411). Liderança é „uma influência pessoal. selecionaram-se trechos trazidos pela professora Cecília Whitaker Bergamini: Liderança é „o comportamento de um indivíduo quando está dirigindo as atividades de um grupo em direção a um objetivo comum‟ (Hemphill & Coons. Recursos Humanos Introdução Antes de desenvolver a análise da origem da teoria da Liderança. p. 1957. 1961. 1974. p. p.232). exercida em uma situação e dirigida através do processo de comunicação. 1970.

organização ou sociedade. 528). pode-se então analisar e discutir o tema proposto. tais como aqueles de um grupo.46) Seguindo a mesma autora: "Dois elementos parecem ser comuns a todas essas definições. orientado principalmente para o atendimento de objetivos mútuos. Liderança é „o processo de influenciar as atividades de um grupo organizado na direção da realização de um objetivo‟ (Rouch & Behling.” A partir desses recortes que serviram como uma reflexão inicial. 1. Adicionando Hollander (1978): “O processo de liderança normalmente envolve um relacionamento de influência em duplo sentido. fica evidente tratar-se de um processo de influenciação exercido de forma intencional por parte de líder sobre seus seguidores”. p. mas também requer esforços de cooperação por parte de outras pessoas. a arte de ser humano .Liderança é „o incremento da influência sobre e acima de uma submissão mecânica com as diretrizes rotineiras da organização‟(Katz & Kahn. Portanto. 1984 p. Em primeiro lugar. isto é. Liderança. a liderança não é apenas o cargo do líder. elas conservam o denominador comum de que a liderança esteja ligada a um fenômeno grupal. Em segundo lugar. 1978. envolva duas ou mais pessoas.

É o conjunto de todos eles que oferece uma visão mais completa sobre o assunto” Portanto. Liderança é um conceito escorregadio e ilusório. Esses problemas foram enfrentados pelos Egípcios quando construíram as pirâmides. sobretudo. certo pesquisador conclui que não se sabe muito mais a respeito desse assuntos hoje em dia do que se sabia quando toda a confusão teve início” Liderança. Acredita-se que a palavra liderança tenha aparecido por volta do ano 1300 da era cristã...000 anos. inspiração. não somente para que se tenha idéia das . propõem enfoques complementares uns aos outros. Após estudar mais de 3. de certa forma. no qual . em 1987.000 livros e artigos sobre liderança. por Alexandre quando criou seu império e pelos gregos quando lutaram contra os troianos.. embora o termo venha sendo mais empregado nos últimos 200 anos. escritos ao longo dos últimos 40 anos. os problemas centrais para uma liderança efetiva – motivação. que deixa perplexos mesmo os cientistas sociais. o toque clássico. Segundo Bergamini (1994): “Isso quer dizer que a liderança tem sido investigada desde há muito e como tal é justo que apresente inúmeras interpretações. Clemens e Douglas F. um livro publicado em português sob o título dizem: “Não é surpreendente que livros como As Vidas dos Homens Ilustres. liderar é a própria arte de ser humano.ofereçam ricas perspectivas sobre liderança. Afinal. na língua inglesa.John K. uma revisão parcial daquilo que já foi estudado. mesmo que de maneira sucinta. é bom que se proponha. sensibilidade e comunicação pouco mudaram nos últimos 3. Mayer escreveram. mas que. Se a preocupação com a liderança é tão antiga quanto a história da escrita. É desejável lembrar que a diferença entre as interpretações se traduziu em pontos de vistas que não são necessariamente opostos.

podem ser consideradas duas teorias: a teoria dos Grandes Homens e a teoria dos Traços. o poder se encarnava em uma reduzida quantidade de pessoas cuja herança e destino as convertia em líderes. Foco no Líder As primeiras abordagens da problemática da liderança centraram-se na definição de líder e na procura das qualidades comuns a todos os líderes.1. Nessa linha.. .principais teorias existentes. Supunha-se que de tempos em tempos apareceriam homens geniais destinados a exercer profunda influência na sociedade. após anos de pesquisas. Para tanto.  Teoria do Grande Homem . Para ela. mas para que não se cometa o engano de adotar como verdadeiras certas suposições que hoje. Warren Bennis (2001) comenta: “Em um momento se pensou que as habilidades da liderança eram inatas..Aceita a idéia de líderes natos. Nem . trataremos de algumas das principais teorias da liderança vistas através de dois enfoques distintos: Teorias da liderança com foco no líder e teorias da liderança com enfoques situacionais. e sim nasce com esta condição. já comprovaram ultrapassadas. todos os demais deveriam ser liderados.A esta concepção de liderança se poderia denominar de Teria do Grande Homem”. Ninguém se torna um líder.. 1. Ou se tinha essa característica ou não se tinha. Os indivíduos do tipo adequado poderiam liderar.

líderes não nascem.. habilidades características e aspectos de personalidade..o aprendizado nem o desejo. Ghandi não nasceu com grande eloqüência e tampouco era um reconhecido comunicador. participação nas trocas sócias.. Dessa forma. auto-confiança. a menos que aceitemos que todos os que nascem podem ser líderes. porque acreditava no que pensava. defende que a posse de certos traços de caráter e de personalidade permitiria a certos homens acesso ao poder. O que interessava aos pesquisadores da época era poder eleger dentre certos atributos quais os que melhor definiriam a personalidade do líder. cresceu. Portanto.Basicamente semelhante à do Grande Homem. e se tornou um grande líder. fatores físicos.Alguns exemplos dos traços encontrados são: sociabilidade e habilidades interpessoais.. julgava-se ser possível encontrar traços de personalidade universais nos líderes que os distinguiam dos não-líderes. por grandes que fossem. Bryman (1992) retrata três grandes tipos de traços que a literatura trata. encontrando aproximadamente 124 projetos voltados a esse tipo de enfoque no estudo da liderança. ascendência e domínio.  Teoria dos Traços . poderiam alterar o destino de um indivíduo. tendo como grandes contribuintes para o seu sucesso as pesquisas desenvolvidas pelos testes psicológicos muito incrementados a partir de 1920 ate 1950. Com revisão desses projetos foi possível chegar a um resultado que permitiu listar aproximadamente 34 traços de personalidade considerados como características típicas da amostragem dos líderes eficazes." Todo nascimento traz um líder.Stogdill e Mann serviram-se dos resultados das pesquisas disponíveis acerca de liderança que datavam de 1904 a 1948. fluência . depende dessa pessoa agarrar as oportunidades. mas mudou-se. Segundo Bergamini (1994): “O enfoque dos traços predominou até a década de quarenta.

Essas teorias ignoram também os fatores situacionais e. fossem eles líderes como Hitler. Mas para além de inconsistentes. as teorias apresentadas com foco no líder . Em suma. Entretanto. é de algum modo evidente que os atributos pessoais particulares aumentam a probabilidade de que certas pessoas assumam. auto-segurança e empatia. o que vai de encontro à natureza dinâmica das relações humanas. tendiam a estar relacionadas com o desenvolvimento e manutenção de posições de liderança. 1. Por outro lado. Madre Tereza de Calcutá. bem como traços de personalidade consistentes e próprios de todos os líderes.a do Grande Homem e a Teoria dos Traços .ocuparam durante bastante tempo os estudiosos e investigadores dos fenômenos de liderança e. equilíbrio emocional e controle. Enfoques situacionais Segundo Fiedler (1967): . com maior freqüência. essa posição encontra-se ainda muito difundida no senso comum.verbal. os dados não estabelecem uma distinção clara entre caracteres inatos e adquiridos. De fato. apesar das suas pesquisas terem redundado em fracasso. busca de responsabilidade e outros”. embora especificassem traços que quase todos os líderes possuíam. essas teorias sustentam que o líder nato ou o possuidor de determinados traços seria capaz de exercer espontaneamente e imediatamente a liderança. extroversão são. a verdade é que temos que reconhecer que esses mesmos traços são freqüentemente possuídos por um grande número de não-líderes.2. Bin Laden ou Ghandi. Os diversos estudos parecem ter concluído apenas vagamente que certas características como inteligência. papéis de liderança nos vários grupos em que participam. e embora essas teorias tendam hoje a serem rejeitadas. seria bastante otimista pensar que podiam existir apenas líderes natos.

Esses valores grupais é que irão eleger como importantes certas características da personalidade do líder. Para Hollander. mas tem relação com outros fatores.“Volumosa pesquisa feita especialmente sob condições reais de vida tem mostrado bem consistentemente. em outras tarefas ou sob outras condições”. as teorias de enfoques situacionais exploram as variáveis que cercam o processo de liderança. que a personalidade do líder é somente um dos fatores que determina o desempenho do grupo. mais uma variável é acrescida às condições básicas: a eficácia do exercício da liderança. que é a percepção que os liderados possuem da figura do líder. O líder que se desempenha bem em um grupo ou sob um conjunto de condições pode não sair-se bem em outros grupos. o surgimento de um líder não se dá unicamente pelo seu tipo de personalidade. portanto.1994). sendo esses. Segundo Bergamini (1994): “Com a Teoria das Trocas de Hollander. a partir dessa teoria. Portanto. . todavia.. enfoques mais abrangentes do que os vistos anteriormente. os estudos vigentes somente dirigiam sua atenção às características que tipificavam os líderes” (Bergamini. a aceitação do líder e sua permanência como tal depende de quanto ele seja considerado como facilitador do atendimento dos objetivos almejados pelo grupo liderado. o papel desempenhado pelos subordinados no processo de liderança começa a despontar como um elemento que pode favorecer a formação eficaz desse vínculo. C. tais como as normas em uso pelos grupos. Até então.A partir de 1964. Segundo esse enfoque. W.  Teoria das Trocas . Hollander busca na Teoria das Trocas encontrar o equilíbrio entre líder e liderado. Então.

) Essa abordagem situacional da liderança procura. em vez de pretender que a liderança seja um ato passivo.Na sua forma mais simples. Abordagem situacional de Liderança . exercida na situação e dirigida através do processo de comunicação humana.foi elaborada a partir daquilo que Fiedler denomina de medida LPC (Least Prefered Coworker) da personalidade do líder. a teoria situacional afirma que o líder hábil pode adaptar-se e antecipar-se às necessidades dos elementos do seu grupo. Mas essa posição seria demasiado finalista e restritiva. a tese situacional defende a idéia de que a situação faz surgir o líder necessário e conveniente. qualquer que ela seja. a liderança é encarada como um fenômeno social que ocorre exclusivamente em grupos sociais. Muito da estrutura teórica adotada por ele tomou como base os estudos de campo desenvolvidos pela Universidade de . objetivos. assim.  Teoria Contingencial ou do Comportamento . É definida como função de três elementos:   do indivíduo (personalidade. com vista à obtenção de um ou diversos objetivos específicos" Como se vê. etc. etc. integrar os elementos válidos das várias abordagens de um problema que se revelou demasiado complexo para que possa ser explicado por uma abordagem restrita. capacidade de realização.) do grupo (estrutura das inter-relações individuais no grupo. necessidades. ou seja. Segundo Tannenbaum. Weschler e Massarik (1961): "Liderança é a influência interpessoal. ambiente envolvente do líder e do grupo. os grupos escolheriam o líder ou líderes adaptados às suas necessidades.)  da situação (exigências das situações. caráter. etc. atitudes. pois.

Embora a terminologia possa ser variada. F. Assim. uma idéia alternativa começou a ganhar forma. mas. Por outro lado. Se a teoria está certa. passa-se a considerar que não é a posse de certos traços que contribui para o sucesso dos líderes. é um fato que a maioria das pessoas desempenha na sua vida papéis de liderança em situações diferentes. Caso queiramos melhorar o desempenho aquele que é organizacional. Ganha assim forma a Abordagem Contingencial de liderança. 1967) . Dessa forma. Mas na verdade mostrava-se difícil demonstrar a existência de uma relação consistente entre padrões de liderança e desempenho do grupo. isso significa que um programa que envolva somente os aspectos de personalidade do líder ou somente os aspectos situacionais da organização está fadada ao fracasso. Um estilo de liderança não é em si mesmo melhor ou pior do que outro. nem tampouco existe um tipo de comportamento em liderança apropriado para todas as condições. Em meados do século XX. quase todo mundo poderia ser capaz de ter sucesso como líder em algumas situações e quase todo mundo está apto a falhar em outras. E. esse número foi reduzido para duas dimensões independentes a serem consideradas. antes. devemos lidar não somente com o estilo do líder. A liderança começou a ser vista como a maneira de proceder derivada da relação existente entre o líder e outras pessoas do grupo. Segundo Fiedler (1967): “O ponto mais importante dessa teoria é que a eficácia da liderança depende tanto da situação em que o grupo se encontra quanto do líder.Illinois a partir de 1951. . a sua capacidade em adequar os comportamentos às exigências das diversas situações. mas também com os fatores que promovem a influência sobre ele” (Fiedler. e após amplos estudos realizados no âmbito da pesquisa dos comportamentos de liderança. Começando com um grande número de dimensões estudadas. foi possível distinguir a existência de dois tipos básicos de estilos de líder: aquele que pode ser considerado com orientado para a tarefa e orientado para relacionamento.

esses líderes devem prever que os subordinados cheguem aos seus objetivos pessoais nesse processo (House. Tucker (Psicologia Educacional. que se tornaram populares no campo do comportamento organizacional nos anos 60 (por exemplo. na medida em que esse mesmo comportamento comprovar. ela propõe que os subordinados farão aquilo que desejarem os líderes. o aprendizado leva tempo. a despeito de ser possível a todos. segundo essa teoria. P. University of Tennesse. . & Peterson. Na sua essência. Primeiro. que traz uma contribuição decisiva em favor do atendimento das expectativas desses liderados. então. 1964). B. M. mas muito valorizada dentro dos contextos americano. os subordinados se sentirão motivados cada vez mais motivados com o comportamento do líder. “A teoria do Caminho-Objetivo muito claramente deriva das teorias que se baseiam na expectância. diagnosticar a função do ambiente e selecionar aqueles comportamentos que assegurarão que os subordinados estejam motivados ao máximo no sentido dos objetivos organizacionais” Então. A teoria Caminho-Objetivo (PathGoal) é pouco conhecida no Brasil. Vroom. Segundo. devem assegurar que os subordinados compreendam como atingir os objetivos do líder. 1971). tornar-se um líder capaz e eficaz. tampouco mudanças comportamentais reais serão conquistadas em seminários de poucas horas. canadense e europeu.Dentro do enfoque contigencial. F. surge mais uma teoria ressaltando a importância do liderado como um reduto motivacional dentro do processo da liderança. USA).(1989):. A tarefa do líder é. Segundo Smith. Teoria Caminho-Objetivo (Path-Goal) . não parece que será conseguido simplesmente com programas de treinamento de poucas semanas. Como já dizia meu professor James A. caso eles façam duas coisas.Portanto. de forma objetiva.

Depois desta rápida revisão de algumas das principais teorias da liderança e de suas escolas. Como escreveram Warren Bennis e Burt Nanus. No entanto. longe ainda está de se ter esgotado o assunto e de se poder definir ou explicar plenamente o fenômeno da liderança. Tem se aparecido e desaparecido muitas outras teorias sobre liderança. Assim como não é possível priorizar os comportamentos em liderança segundo seus graus de eficácia. a liderança continuou a ser algo cuja existência todo mundo conhecia. podemos concluir que não se justifica afirmar que esses teóricos se contradizem. Nenhuma resistiu a prova do tempo”. Algumas se concentravam no líder. Outras se concentravam na situação.Conclusões Segundo Bennis (2001): “Assim como o amor. Após analisar os processos de liderança a partir de diversos ângulos. aquilo que se pode perceber a partir do exame da experiência prática é que líderes diferentes atingiram sua eficácia de maneiras particulares e em situações também especiais. não se domina também o conjunto complexo daquelas variáveis situacionais ou ambientais que têm peso suficiente para determinar condições que favoreçam este ou aquele estilo de liderança. no livro Leaders: “É como . mas que ninguém sabia definir. nos oferecendo assim uma visão mais clara sobre o tema liderança. pelo contrário. Por mais que tentemos. não há como descrever estilos de comportamento do líder propondo que algum desses comportamentos seja melhor ou mais indicado para se atingir a eficácia como líder. em 1985. se complementam.

& Mayer. Bibliografia Bennis. University Press. Bergamini.. N. Editora Atlas S. W. J. Janda.. Groups and Influence. Leadership and exchange in formal organizations. & Kahn.. T.. Psicologia Social das Organizações. W.se à liderança também se aplicasse o que uma vez dissera Braque em relação à arte: Na arte. Barcelona. Hemphill. Clemens. K. M... P. E. Bryman. A. B. . in R. Líderes – Estrategias para um liderazgo eficaz (ed. Smith. 1966... Mc-Graw-Hill Book Company. N. & Peterson. Carisma and Leadership in organizations.. Katz. Fiedler. Ediciones Paidós Ibérica S. Jacobs.. Leadership. 1957. Alexandria. C. F. P. Ohaio State University. Liderança: Um toque clássico. organizations and culture. L. A theory of a Leadership effectiveness. OH: Bureau os Busines Research. F. Handbook of leadership.. J.. O. Oxford. o único que interessa é o que não se pode explicar”.. R.... Coons (eds. Y. K. SAGE Publications. Human Relations. S. F. London..). 1970. 1964. A. Liderança – Administração do Sentido (1O ed. Stogdill. P.. 1994.. 1989. E. 1974. Y. E. VA: Human Resources Organization. B. E. S. M. S. K. D. Hollander. & Coons. A. 1985. SAGE Publications. Y. P. 1992.. S. Editora Best Seller. F. 1967. 1989. P. Stogdill & A. R. Leaders. U. Towards the explication of concept of leadership in terms of concept of pawer. 2001). A. M.. 1960.. Development of the leader behavior description questionnaire. D. London.). N. Columbus.. A. A. Editora Atlas S. MacMillan/ Free Press. Leader behavior: Its description and measurement. & anus.

a contextualização da liderança na atualidade e os atributos essenciais na formação de um líder. muitas teorias sobre a formação de líderes que acabaram se transformando em verdades absolutas. Há. uma vez que a liderança vem sendo considerada como essencial na transformação das organizações. propiciaram a efervescência do assunto. o papel da liderança é fundamental. é preciso tomar cuidado. atributos essenciais.LIDERANÇA: novos conceitos diante de uma nova realidade. motivando-as e inspirando-as a trabalharem em conjunto com uma visão e um objetivo comuns. entre estudiosos. neste caso. E. Como conseqüência dessas transformações. uma vez que ela é responsável pela valorização da participação efetiva de todas as pessoas da empresa. sem dúvida. inovadoras formas de agir. líder. impõe-se uma nova realidade para as empresas. Palavra-chave Liderança. pois nem tudo o . havendo também uma oferta significativa de seminários. exigindo das mesmas. a terceirização. apresentado as teorias. estruturas mais flexíveis e valorização do capital humano. para se conseguir efetivar o processo de mudança nas organizações é necessário que as pessoas que delas fazem parte estejam comprometidas com a mudança. No entanto. É crescente o número de artigos e livros que são publicados mensalmente. Dessa forma. por exemplo: a globalização. com vistas a uma estrutura mais dinâmica e flexível. O texto sistematiza uma série de informações sobre o assunto. palestras e conferências. Resumo Este artigo contextualiza questões referentes à liderança. tema que está em foco na atualidade. o declínio do emprego. a ascensão da empregabilidade e a expansão da internet entre outras -. as grandes transformações ocorridas especialmente a partir da década de 80 – como. a liderança vem se caracterizando como um elemento de grande importância no mundo dos negócios. 1 Apresentação O tema liderança vem sendo discutido com mais freqüência nos últimos anos. instituições de ensino e organizações empresarias. Evidentemente. Porém.

pautada na aquiescência e não em coerção. são diversos os fatores que influenciam o processo de liderança. liderança. p. há um tortuoso caminho para se entender como a liderança legitima-se e quanto exercício de poder ela exige. encaminhar. na segunda metade do século XIX. comandar. capitaneador”. adaptando-se o termo à língua portuguesa: líder. substantivo de to lead. uma vez que. a liderança é resultante de uma interação entre a personalidade e a situação social. 1987. liderança é “a qualidade que permite a uma pessoa comandar outras”. existem alguns atributos essenciais na formação de um líder – embora ainda conceitualmente hajam diferenciações -. retratando-os como figuras heróicas. precedido de prefixos). documentou-se leader. que influenciou as derivações de to lead. liderar. 1999. uma correlação entre os diversos conceitos de liderança com a palavra procedente do latim. sendo aquele que exerce a função de conduzir e guiar. Todavia.duzir. Em 1300. Por volta das décadas de 30 e 40. persuadir. p. 426). que significa. os quais serão retratados neste artigo. Nessa ótica de alguns pensadores. ducere. emerge a palavra Leadership significando “dignidade. o radical foi integrado à morfologia. Do ato de emitir uma ordem e esperar que ela seja cumprida. Liderar vem do inglês. 1211) o verbete liderança é compreendido como a “forma de dominação baseada no prestígio pessoal e aceita pelos dirigidos”. o líder possuía características natas. e que aguardam incessantemente por voz ativa. não somente líder e liderados. Para Gibb (apud OUTHWAITE e BOTTOMORE. “conduzir.C. . atravessar”. Há porém. entre o indivíduo e o grupo. p. “condutor. de chefe” (MIRADOR INTERNACIONAL. função ou posição de guia. dirigir. A língua portuguesa incorpora o vocábulo lead e seus derivados. sendo traduzida como uma relação mútua entre líder e liderados. pautavam-se nas figuras clássicas. Conforme o Dicionário Aurélio (FERREIRA. cujo significado estabelece. Seu registro esta datado em 825 d. como também. de condutor. 1996). 2 A Origem da Terminologia Liderança O termo etimológico liderança propicia o esclarecimento do significado e a sua respectiva utilização do conceito em artigos acadêmicos. Segundo Outhwaite e Bottomore (1996. Já em 1834. Os estudos realizados sobre liderança. to lead.que existe faz realmente sentido na prática. em grandes personalidades de cada época. na situação. traduzido por “ação de conduzir”. cujo significado é conduzir (no português . Neste contexto. Neste mesmo momento histórico. 6790). mas também as forças contidas no ambiente. guiar. o comando e seu respectivo movimento. ou seja. o que lhe garante o status e o poder para ver sua influência agindo sobre os não-favorecidos. encabeçar. surge leading. para que fosse possível a tomada de poder. as massas são consideradas inertes. capitanear. a sua utilização mais usual e prática. guiador.

p. a criatividade e o relacionamento interpessoal. que as organizações assumem a responsabilidade de preparar e desenvolver seus funcionários para os exigentes requisitos do mercado. 1994. para uma realidade já superada. Neste processo a área produtiva normalmente tende a ser totalmente automatizada. Para ativar a inteligência. fatores inexistentes ou pouco aceitos nas organizações burocráticas.3 A Organização Inteligente Segundo Gifford e Pinchot (1994) a reestruturação organizacional proposta. Porém. Setes são as condições para emergir a inteligência organizacional e diante do novo paradigma estas estão interligadas. diante da valoração dada aos métodos racionais de controle e regulação. na estrutura burocrática não é permitido o desenvolvimento das inteligências pessoais e muito menos da inteligência da organização. é necessário estabelecer-se relacionamentos sólidos. excluindo das pessoas a realização das tarefas rotineiras. Evidencia-se assim. Segundo os autores o ensino hoje está voltado. para em contraponto. seis das sete condições são agrupadas em dois blocos: a liberdade de escolha e a responsabilidade pelo todo. .Condições para construção da organização inteligente. comprometendo a eficiência da organização inteligente. onde não há a preocupação de despertar os indivíduos para um ambiente competitivo e dinâmico como o atual. E sendo assim. ainda. mediante a educação corporativa. Nesta perspectiva a organização inteligente. 72. Pinchot e Pinchot (1994) contemplam a lacuna existente entre a educação universitária e técnica e as expectativas e necessidades do mercado. conforme visualização abaixo (PINCHOT E PINCHOT 1994). é capaz de absorver com flexibilidade e inteligência as intempéries da incerteza e da transformação. caso tais condições sejam implementadas separadamente. Fonte: Pinchot e Pinchot. é alcançada mediante a inteligência de seus membros ser estimulada. estas se dedicarem as atividades que exijam maior criatividade e intuição. LIBERDADE DE ESCOLHA Verdade e direitos difundidos Liberdade de iniciativa Equipes autônomas RESPONSABILIDADE PELO TODO Igualdade e diversidade Redes de aprendizado voluntário Autogestão democrática Governo central limitado Figura 1 . responsabilidade pessoal e flexibilidade de pensamento e ação. sendo que a última condição dá suporte às demais.

estabelece que uma nova estrutura precisa de um suporte que movimente cada função delineada. por administrar – não necessariamente eliminar – os conflitos criativos e tensões entre os quatro interesses. (3) espiritualidade e serviço mundial. suas disfunções perdoadas.Observa-se que a figura acima mostra a presença de um paradoxo: liberdade e vinculação. O seu papel é facilitar o alcance dos objetivos individuais e organizacionais. responsável por integrar. e permeadas por uma liderança. há que se criarem relacionamentos por uma rede de interdependência. extremamente eficiente em ambientes estáveis e previsíveis. (2) recuperação e desenvolvimento. que tenha significado para cada membro da organização (PINCHOT E PINCHOT. Para o estabelecer a comunidade. As oportunidades surgem pela . a burocracia em contraponto resolvia os seus problemas. sendo assim. Evidencia-se neste modo que a burocracia. Tais dimensões. são relacionadas com as seis funções. suas conseqüências trazem mais oportunidades do que ameaças. p. Para Kotter (1998). 4 Redesign Organizacional O redesign organizacional pressupõe uma estrutura apoiada em quatro dimensões maiores. (4) operações de classe mundial. 185). Os riscos decorrem de um ambiente mais volátil e competitivo. 1994. o líder é o responsável direto pela criação e pelo fortalecimento da comunidade no ambiente organizacional. 71). mediante o desafio da criar uma comunidade nas organizações inteligentes. Enquanto as organizações protegiam-se do meio externo e permaneciam invulneráveis pela ausência de competitividade. E neste sentido a liderança para Mitroff (1994) é um agente facilitador para que a organização e seus indivíduos consigam atingir os objetivos propostos. Outra atribuição que compete ao líder na construção da comunidade é ajudar o grupo a encontrar um propósito comum claro e edificante. 1994. removendo cada sinal de hierarquia. A liderança é retratada sob um enfoque específico dado aos líderes. assistência e propósitos comuns que una o sistema inteiro. que seriam: (1) conhecimento e aprendizagem. Enfim. p. esta sendo um padrão de relacionamento construído com o decorrer do tempo. é importante salientar a importância da globalização no processo de mudança. Esse suporte baseia-se na liderança. O líder deve orientar o sistema em direção à igualdade. A proposta explanada por Mitroff (1994). Seu papel é de mediar os objetivos propostos e a necessidade dos indivíduos no que tange ao alcance desses objetivos. Liberdade para agir com “alto grau de autonomia individual e grupal que promova o compromisso e a iniciativa pessoal” e vinculação para agir com “um alto grau de interligações dentro e fora do grupo para levarem em conta a realidade mais ampla” (PINCHOT E PINCHOT. não atende mais aos requisitos estabelecidos pela sociedade atual.

normas e ensinamentos que “enobrecem. No contexto de mudança organizacional percebe-se que o líder é aquele que liga e esquenta os motores da transformação da cultura organizacional para que as pessoas se engajem nessa corrida. Neste sentido. Compreendem a vida como uma missão e não como uma carreira. deve-se rever se tal estrutura comporta as alterações necessárias. e seu espírito é entusiasta. pois são humildes o suficiente para admitir opiniões diferentes e divergentes das suas. De acordo com este autor. Como conseqüência. Por mais que haja um esforço concentrado para a promoção de transformações na estrutura. percebe-se que o ambiente é influenciado pela postura que as pessoas assumem perante os fatos e situações da vida. são pessoas que desenvolvem novas habilidades e interesses a partir da curiosidade e estão abertas a adquirir novos conhecimentos. Assim. havendo uma atuação harmônica entre as pessoas. Kotter (1998) sugere como uma primeira medida mostrar o significado da liderança para o indivíduo. com o todo. as pessoas que se baseiam em princípios possuem atitude otimista. os princípios afloram como valores. p. O sucesso desses líderes está diretamente relacionado com o sucesso das pessoas que estão ao seu redor. Afirma ainda. é ele quem conduz o processo de transformação da cultura. Neste contexto. Covey (1994). mesmo que o potencial delas ainda esteja latente. 1964). legitimam e inspiram as pessoas” (COVEY. 1987). Os líderes baseados em princípios estão constantemente voltados para o serviço. para após proceder ao significado da liderança para a organização. A primeira característica é que os líderes estão continuamente aprendendo. idéias. realizam. ao contrário do que as burocracias fazem. Para Covey (1994). elevam. 1994. Essas pessoas irradiam energia positiva e contagiam todos a sua volta. as pessoas procuram aprender o que for preciso para maximizar seu potencial.ampliação dos mercados. e enquanto o indivíduo não desenvolver seu potencial para liderar. para que as mudanças sejam reais e duradouras é necessário o envolvimento continuado da alta gerência (ARGYRIS.48). 5 Liderança Baseada em Princípios Com o intuito de revolucionar o treinamento gerencial. Da mesma forma. o autor defende a idéia de que as pessoas baseadas em princípios acreditam nas outras pessoas. Se a globalização requer uma reconfiguração da estrutura organizacional. que a transformação da liderança ocorre quando se exercitam as oito características dos líderes baseados em princípios. essa postura cria um ambiente favorável ao crescimento e . ou seja. na tecnologia ou no comportamento no cenário organizacional (LEAVITT. evidencia-se que ainda não atingiu todo o seu potencial. sugere um novo mapa mental. Para encorajar esses líderes em potencial para que iniciem o exercício da liderança. A própria estrutura organizacional deve dar espaço para as pessoas expressarem seu potencial de liderança. uma liderança baseada em princípios.

ocorre pois as pessoas procuram realizar a visão. Da mesma forma. Em outra obra. o processo de conquista do contexto de um dos líderes pesquisados por Bennis (1996) requer o desenvolvimento de quatro . porém. Na verdade. A primeira função diz respeito ao atendimento das necessidades dos clientes e de outros grupos de interesses a partir de seus valores e visões. A sinergia é uma outra característica das pessoas baseadas em princípios. 11). as pessoas orientadas por princípios exercitam-se pela auto-renovação. Para o autor. Essa atitude implica no rompimento com o passado. Além disso. p. A base das premissas de Bennis (1996) começa pelo fato de o líder entender o contexto. suas vidas são equilibradas. pois possuem segurança. sabem trabalhar em equipe. ao invés de dependerem de fatores externos. podendo despontar potencialidades que não haviam se configurado ainda. sem intimidar-se pela incerteza do sucesso. Complementando uma vida equilibrada. Este equilíbrio refere-se também ao reconhecimento de seu próprio valor. Portanto. Covey (1996) identifica três funções básicas para a liderança no novo paradigma: explorar. Já a segunda função. planejam cuidadosamente o futuro. é dominá-lo e superá-lo. desenvolvendo ambas as habilidades físicas e cognitivas. sabendo quais são suas forças e fraquezas e como empregar integralmente as primeiras para compensar as últimas. encaram a vida como uma aventura e fazem ricas as suas vidas. a função autonomia (empowerment) se traduz na confiança nas pessoas e no potencial que as mesmas possuem. melhoram qualquer situação em que se envolvem e trabalham de forma tão árdua quanto inteligente. por meio de um plano estratégico. tornar-se um líder é o mesmo que se tornar um ser humano pleno. segundo Bennis (1996). 6 O Líder Plenamente Desenvolvido Esta teoria se fundamenta na afirmação de que. pois não lhes faltam vontade de aprender e flexibilidade.à oportunidade. Os líderes baseados em princípios conciliam aspectos físicos e mentais. mental. baseia-se na suposição de que os líderes são pessoas capazes de se expressar plenamente. o ambiente à sua volta é tão volátil que pode ser difícil identificar o melhor caminho a seguir. criando e aperfeiçoando continuamente as estruturas e os sistemas que atendem a essas necessidades. tão importante quanto entender o contexto e render-se a ele. 1994. sem a necessidade de mostrar-se aos outros. e adaptam-se com flexibilidade às circunstâncias mutáveis” (COVEY. A formação do líder. são catalisadoras de mudanças. “vivem sensatamente no presente. alinhar e dar autonomia. Pessoas baseadas em princípios. As pessoas baseadas em princípios sabem saborear a vida. Todavia. contribuindo para o processo criativo na solução de problemas. emocional e espiritual. delegando poderes naturalmente e relacionam-se de forma sincera. representada pela congruência das quatro dimensões da personalidade humana: física. o que torna necessário reconhecê-lo para entender como se deve interagir sobre a situação. Por fim. Por isso.

passos: (1) alcançar alto grau de auto-expressão. Nesse contexto. O perfil do líder cuja proposta é a administração do sentido vai de encontro à busca de significado para as ações humanas. seu mundo vai tornando-se mais amplo e complexo. . 1997. onde a motivação é intrínseca ao indivíduo. sem se propor racionalmente para se tornar um líder. 78). o verdadeiro líder forma-se de maneira espontânea. p. “À medida que a liderança não raro se apresenta como perpetuação da imaturidade. O líder plenamente desenvolvido precisa tomar conhecimento de quem ele é. e acaba inspirando aos outros e despertando a confiança” (Bennis. 108). (3) aprender com os mentores certos. enquanto a vida das pessoas que a povoam é finita. mas sim. satisfação e competência pessoal. ela é um tipo de perversão ou administração equivocada” (SIEVERS. Agora. p. como se chega ao sentimento de identidade. inspirando-se a si mesmo. (2) ouvir a voz interior. a maturidade é essencial para se desenvolver a liderança como a administração do sentido. sendo que a complementaridade entre educação formal e informal é extremamente importante para a formação do líder. de acordo com Bergamini (1994. por que fazê-las. “Assim. de acordo com Bennis (1996). o líder começa por estruturar-se. em adquirir conhecimentos e experiências. Sabe-se que a estrutura da organização é criada e sustentada para sobreviver a muitas gerações. 1996. 23). A essência básica da administração do sentido. 7 Liderança como Administração do Sentido A liderança como administração do sentido surge de uma nova concepção de liderança. o que interessa não é o como realizar as atividades produtivas – como ocorria na burocracia -. 55). mas para isso se deve admitir que ela não é eterna. Para Bennis (1996). 1996. (4) entregar-se a um objetivo maior. Uma outra habilidade do líder refere-se à abertura para correr riscos. reside em que “se percebe e se configura o mundo à volta de cada um. sem esquecer da possibilidade de cometer erros. usar-se completamente – todas as suas capacidades. desenvolver o autoconhecimento a partir de reflexões profundas das experiências e questionamentos. é tornar-se você mesmo. os líderes desenvolvem estratégias que se caracterizam pela verocidade em aprender. além de como se capitalizam sobre as forças pessoais para lidar com situações conflitantes”. p. talento e energia – para que sua visão se manifeste. E. O líder deve estar disposto a “encarar riscos com tranqüilidade. Em suma. onde a habitual forma de controle não é mais concebível. a questão não é tornar-se líder. Sievers (1997) tem a convicção de que a vida é uma luta contínua por sentido. confiando em si mesmo. Assim. p. sabendo que fracassos são tão vitais quanto inevitáveis" (Bennis.

espera-se das organizações o respeito e a valorização da figura humana. um detalhe importante deve ser observado: a submissão do empregado ao trabalho. a qual não pode ser realizada por meio do líder. o qual propicia e resulta no desenvolvimento das pessoas. ______. o homem passa a assumir uma posição de maior destaque dentro da estrutura organizacional. Da mesma forma. 7-28. Personalidade e organização: o conflito entre o sistema e o indivíduo.facilitadores integrados aos objetivos organizacionais -. Assim. O comportamento do executivo chefe: chave para o Desenvolvimento Organizacional. de disseminar o conhecimento. McGraw-Hill. 28.8 Considerações Finais Com as alterações ocorridas no mundo ao longo das últimas décadas e a evolução das teorias administrativas. onde a desvalorização do homem enquanto sujeito era algo natural e aceitável. o desenvolvimento de líderes . cabe ao líder. o espírito de liderança e de equipe. respeitando-o enquanto indivíduo. . é a era do conhecimento. Management and organizational development. 1968. Este processo seria uma mera transposição de fatos históricos. Porém. (Coleção Harvard de Administração). faz com que a organização se torne competitiva e a frente de outras organizações. que no decorrer do século XX privilegiaram o gerenciamento. onde a liderança não se restringe aos cargos ocupados. um papel de destaque nas organizações. v. cada vez mais. o seu espaço substancial dentro da racionalidade instrumental da organização. entretanto. uma nova era no desenvolvimento das organizações vem surgindo. p. ______. 1971. Hoje. 1987. mas às pessoas capazes orientar. Não resta dúvida pois. Chris. E. São Paulo: Nova Cultural. a liderança vem recebendo. de que o processo de transformação incremental que está acontecendo no cerne das organizações é decorrente do processo global de desenvolvimento. neste contexto. o desenvolvimento do profissional. Nesta perspectiva. Rio de Janeiro: Renes. do chamado “capital intelectual”. Bibliografia ARGYRIS.

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