A ORIGEM DA LIDERANÇA Liderança constitui-se na ação do líder.

Líder é uma palavra de origem inglesa "leader", vernaculizada, na língua portuguesa no sentido original. Comumente, empregada plano social e político visando indicar: chefe ou de condutor de um grupo. Explica Caldas Aulete que neste sentido, forma-se o verbo liderar na mesma acepção de dirigir, conduzir, chefiar, e liderança no sentido de chefia, comando, direção e condução. Todo líder é um sujeito que faz com que as pessoas venham ao seu comando e executem o que ele deseja. É dotado de capacidades que fazem com que seus subordinados almejem sua liderança realizando-se com isto. Verdadeiramente, na prática não existem subordinados, mas sim seguidores. O líder jamais dá ordens mas todos os seus liderados executam o que este deseja. O líder é dotado de alta capacidade de convencimento fazendo os liderados crerem que os seus interesses sejam os mesmos. Pois na forma de agir o líder transmite segurança, confiança, sobre tudo inspirando lealdade, assim o líder está sempre presente nas conquistas e nas derrotas

Origem da liderança: Vários fatos da história nos dariam bases para vários relatos, separei um em especial, a qual nasce na região da Mesopotâmia. Foi a região onde provavelmente começou a História, por volta de 4.000 a.C. , era uma rica região da Ásia Menor, localizada nas planícies férteis banhadas pelos rios Tigre e Eufrates, os quais lançam suas águas no golfo Pérsico. A Mesopotâmia corresponde em grande parte ao atual território da República do Iraque. Começara ali os vestígios da liderança, a necessidade de se viver em conjunto, em sociedade, surgiu lideres para que este projeto fosse seguido. De entre os feitos desta civilização destacam-se a invenção da escrita cuneiforme (a mais antiga forma registrada para representar sons da língua, em vez dos próprios objetos). A linha histórica da humanidade demonstra que as transformações a as evoluções acontecem desde que o homem desenvolveu os conhecimentos e habilidades necessárias para trabalhar o meio físico, simplificá-lo e transformá-lo segundo suas carências. Por ser criativo, ele inventou as roupas, os abrigos, os instrumentos, as ferramentas, a linguagem e outros dispositivos que, somados a estes, aceleraram os processos de mudança, desencadearam o progresso e o surgimento das organizações. Tudo isto nos leva a crer que a mudança é um fenômeno que vem acompanhando o homem desde os seus primórdios. Por isso, as mudanças já não nos surpreendem, o que nos causa espanto é a velocidade e a profundidade com que elas acontecem, e em sintonia com as mudanças, esta o líder capaz de se adéqua as mudanças e preparar seu grupo para um novo estágio. As pessoas que se destacam como líderes, estarão projetando sua posição para um nível mais elevado, alcançando uma nova etapa e fazia mudanças no meio em que vive, na sua cidade, país e em alguns casos até no planeta. E como muitos se tornaram líderes? Como é possível chegar a este patamar? Será que liderança é para todos? Como é possível se destacar como líder? Muitas perguntas e com diversas respostas possíveis, que podem ser: O que buscou a liderança: O que se faz líder, é no momento de necessidade que sabemos quem realmente é líder ( Auto-determinação ). O foi posto por acaso: Não havia opção, foi feito pelo fato de não haver outro melhor. ( imposição ). O que nasce: O que é líder por natureza ( inato ). OBS: O verdadeiro líder, não precisa de auto-determinação e nem de imposição para afirmar sua liderança. Ele nasce líder, isto é, vem da própria natureza, inerente. Não quero dizer com isso que a autodeterminação não seja boa,muito pelo contrário, deve ser vista com louvor a pessoa determinada que busca o sucesso. Digo que ainda que seja um dom inato, pode ser aprendido também.

A HISTÓRIA DA LIDERANÇA
A HISTÓRIA DA LIDERANÇA A história da liderança é antiga. Nasceu na região da Mesopotâmia. Foi a região onde provavelmente começou a História, por volta de 4.000 a.C, era uma rica região da Ásia Menor, localizada nas planícies férteis banhadas pelos rios Tigre e Eufrates, os quais lançam suas águas no golfo Pérsico (SANTANA, 2008). A Mesopotâmia corresponde em grande parte ao atual território da República do Iraque. Começara ali os vestígios da liderança, a necessidade de se viver em conjunto, em sociedade, surgiu lideres para que este projeto fosse seguido. O conceito de liderança ressalta de forma surpreendente, a capacidade de alguns indivíduos comoverem, inspirarem e mobilizarem massas populares, de forma a caminharem juntos na busca do mesmo objetivo. Independentemente de seus objetivos, os grandes líderes deixam sua marca pessoal nos anais da História ( MAURIZ,2008). De entre os feitos desta civilização destacam-se a invenção da escrita cuneiforme (a mais antiga forma registrada para representar sons da língua, em vez dos próprios objetos). A linha histórica da humanidade demonstra que as transformações a as evoluções acontecem desde que o homem desenvolveu os conhecimentos e habilidades necessárias para trabalhar o meio físico, simplificá-lo e transformá-lo segundo suas carências. Por ser criativo, ele inventou as roupas, os abrigos, os instrumentos, as ferramentas, a linguagem e outros dispositivos que, somados a estes, aceleraram os processos de mudança, desencadearam o progresso e o surgimento das organizações. Na maior parte do curso da História, a liderança foi exercida pela autoridade de direito divino. O dever dos seguidores era submeter-se e obedecer. A grande revolução dos tempos modernos foi à revolução da igualdade. A idéia de que todos os indivíduos podem ser iguais perante a lei solapou as velhas estruturas de autoridade, hierarquia e respeito. (SANTANA, 2008). Tudo isto nos leva a crer que a mudança é um fenômeno que vem acompanhando o homem desde os seus primórdios. Por isso, as mudanças já não nos surpreendem, o que nos causa espanto são a velocidade e a profundidade com que elas acontecem, e em sintonia com as mudanças, esta o líder capaz de se adequar as mudanças e preparar seu grupo para um novo estágio. Platão em "A República", ao narrar o duelo verbal entre Sócrates e Trasímaco, cerca de 250 anos antes de Cristo, afirma: (...) “nenhum chefe, em qualquer lugar de comando, na medida em que é chefe, examina ou prescreve o que é vantajoso a ele mesmo, mas o que o é para seu subordinado, para o qual exerce a sua profissão, e é tendo esse homem em atenção, e o que lhe é vantajoso e conveniente, que diz o que diz e faz tudo quanto faz” (MAURIZ, 2008) [grifos do autor]

A Liderança e Suas Principais Teorias

Roberto Cesar Sganzerla

Resumo O presente texto procura retratar a evolução conceitual do tema Liderança sob o ponto de vista de diferentes escolas e autores.

Liderança é „uma influência pessoal. no que diz respeito à sua atividade na qualidade de membro do grupo‟(Janda.35).p.232). p.411). Liderança é „uma interação entre pessoas na qual uma apresenta informação de um tipo e de tal maneira que os outros se tornam convencidos de que seus resultados serão melhorados caso se comporte da maneira sugerida ou desejada‟ (Jacobs. Liderança é „o início e a manutenção da estrutura em termos de expectativa e interação‟ (Stogdill. no sentido do atingimento de um objetivo específico ou objetivos‟ (Tannenbaum. p. p. 1957.Palavras-Chave: Liderança. 24). Weschler & Massarik. Recursos Humanos Introdução Antes de desenvolver a análise da origem da teoria da Liderança. Liderança é „um tipo especial de relacionamento de poder caracterizado pela percepção dos membros do grupo no sentido de que outro membro do grupo tem o direto de prescrever padrões de comportamento na posição daquele que dirige. . 1960. 1961. 1974.7). selecionaram-se trechos trazidos pela professora Cecília Whitaker Bergamini: Liderança é „o comportamento de um indivíduo quando está dirigindo as atividades de um grupo em direção a um objetivo comum‟ (Hemphill & Coons. 1970. p. exercida em uma situação e dirigida através do processo de comunicação. Comportamento Organizacional.

orientado principalmente para o atendimento de objetivos mútuos. Em segundo lugar. envolva duas ou mais pessoas. organização ou sociedade. a liderança não é apenas o cargo do líder. 1984 p. a arte de ser humano . pode-se então analisar e discutir o tema proposto. fica evidente tratar-se de um processo de influenciação exercido de forma intencional por parte de líder sobre seus seguidores”. Em primeiro lugar. Liderança. 528).Liderança é „o incremento da influência sobre e acima de uma submissão mecânica com as diretrizes rotineiras da organização‟(Katz & Kahn.” A partir desses recortes que serviram como uma reflexão inicial. Portanto.46) Seguindo a mesma autora: "Dois elementos parecem ser comuns a todas essas definições. p. 1978. tais como aqueles de um grupo. isto é. 1. elas conservam o denominador comum de que a liderança esteja ligada a um fenômeno grupal. Adicionando Hollander (1978): “O processo de liderança normalmente envolve um relacionamento de influência em duplo sentido. mas também requer esforços de cooperação por parte de outras pessoas. Liderança é „o processo de influenciar as atividades de um grupo organizado na direção da realização de um objetivo‟ (Rouch & Behling.

sobretudo.. Após estudar mais de 3. mesmo que de maneira sucinta. liderar é a própria arte de ser humano. Se a preocupação com a liderança é tão antiga quanto a história da escrita. uma revisão parcial daquilo que já foi estudado.000 livros e artigos sobre liderança. É o conjunto de todos eles que oferece uma visão mais completa sobre o assunto” Portanto. na língua inglesa. os problemas centrais para uma liderança efetiva – motivação. Segundo Bergamini (1994): “Isso quer dizer que a liderança tem sido investigada desde há muito e como tal é justo que apresente inúmeras interpretações. certo pesquisador conclui que não se sabe muito mais a respeito desse assuntos hoje em dia do que se sabia quando toda a confusão teve início” Liderança.John K. mas que. por Alexandre quando criou seu império e pelos gregos quando lutaram contra os troianos.000 anos. Acredita-se que a palavra liderança tenha aparecido por volta do ano 1300 da era cristã. o toque clássico.. É desejável lembrar que a diferença entre as interpretações se traduziu em pontos de vistas que não são necessariamente opostos. Esses problemas foram enfrentados pelos Egípcios quando construíram as pirâmides. inspiração. no qual . escritos ao longo dos últimos 40 anos. um livro publicado em português sob o título dizem: “Não é surpreendente que livros como As Vidas dos Homens Ilustres. Mayer escreveram. que deixa perplexos mesmo os cientistas sociais.. embora o termo venha sendo mais empregado nos últimos 200 anos. sensibilidade e comunicação pouco mudaram nos últimos 3. Afinal.ofereçam ricas perspectivas sobre liderança. Clemens e Douglas F. Liderança é um conceito escorregadio e ilusório. em 1987. é bom que se proponha. propõem enfoques complementares uns aos outros. não somente para que se tenha idéia das . de certa forma.

A esta concepção de liderança se poderia denominar de Teria do Grande Homem”. Warren Bennis (2001) comenta: “Em um momento se pensou que as habilidades da liderança eram inatas. todos os demais deveriam ser liderados. Para ela. Foco no Líder As primeiras abordagens da problemática da liderança centraram-se na definição de líder e na procura das qualidades comuns a todos os líderes.. mas para que não se cometa o engano de adotar como verdadeiras certas suposições que hoje.1. Supunha-se que de tempos em tempos apareceriam homens geniais destinados a exercer profunda influência na sociedade.. e sim nasce com esta condição. o poder se encarnava em uma reduzida quantidade de pessoas cuja herança e destino as convertia em líderes. já comprovaram ultrapassadas.  Teoria do Grande Homem .Aceita a idéia de líderes natos.principais teorias existentes.. Nessa linha. Ou se tinha essa característica ou não se tinha. 1. Para tanto. Os indivíduos do tipo adequado poderiam liderar. trataremos de algumas das principais teorias da liderança vistas através de dois enfoques distintos: Teorias da liderança com foco no líder e teorias da liderança com enfoques situacionais. após anos de pesquisas. Nem . . Ninguém se torna um líder. podem ser consideradas duas teorias: a teoria dos Grandes Homens e a teoria dos Traços.

Ghandi não nasceu com grande eloqüência e tampouco era um reconhecido comunicador. Segundo Bergamini (1994): “O enfoque dos traços predominou até a década de quarenta.o aprendizado nem o desejo.Basicamente semelhante à do Grande Homem.. cresceu. poderiam alterar o destino de um indivíduo. e se tornou um grande líder.Alguns exemplos dos traços encontrados são: sociabilidade e habilidades interpessoais.Stogdill e Mann serviram-se dos resultados das pesquisas disponíveis acerca de liderança que datavam de 1904 a 1948." Todo nascimento traz um líder. participação nas trocas sócias. tendo como grandes contribuintes para o seu sucesso as pesquisas desenvolvidas pelos testes psicológicos muito incrementados a partir de 1920 ate 1950. porque acreditava no que pensava. fatores físicos. Portanto.  Teoria dos Traços . mas mudou-se. defende que a posse de certos traços de caráter e de personalidade permitiria a certos homens acesso ao poder. por grandes que fossem. líderes não nascem. auto-confiança.. Dessa forma. julgava-se ser possível encontrar traços de personalidade universais nos líderes que os distinguiam dos não-líderes. Com revisão desses projetos foi possível chegar a um resultado que permitiu listar aproximadamente 34 traços de personalidade considerados como características típicas da amostragem dos líderes eficazes. a menos que aceitemos que todos os que nascem podem ser líderes. fluência . depende dessa pessoa agarrar as oportunidades. encontrando aproximadamente 124 projetos voltados a esse tipo de enfoque no estudo da liderança. O que interessava aos pesquisadores da época era poder eleger dentre certos atributos quais os que melhor definiriam a personalidade do líder. ascendência e domínio. habilidades características e aspectos de personalidade... Bryman (1992) retrata três grandes tipos de traços que a literatura trata.

Enfoques situacionais Segundo Fiedler (1967): . 1.a do Grande Homem e a Teoria dos Traços . equilíbrio emocional e controle. busca de responsabilidade e outros”. essa posição encontra-se ainda muito difundida no senso comum. auto-segurança e empatia. os dados não estabelecem uma distinção clara entre caracteres inatos e adquiridos. o que vai de encontro à natureza dinâmica das relações humanas. Madre Tereza de Calcutá. Em suma.2. seria bastante otimista pensar que podiam existir apenas líderes natos. a verdade é que temos que reconhecer que esses mesmos traços são freqüentemente possuídos por um grande número de não-líderes. De fato. e embora essas teorias tendam hoje a serem rejeitadas. apesar das suas pesquisas terem redundado em fracasso. Bin Laden ou Ghandi. extroversão são. é de algum modo evidente que os atributos pessoais particulares aumentam a probabilidade de que certas pessoas assumam. Por outro lado. essas teorias sustentam que o líder nato ou o possuidor de determinados traços seria capaz de exercer espontaneamente e imediatamente a liderança.ocuparam durante bastante tempo os estudiosos e investigadores dos fenômenos de liderança e.verbal. bem como traços de personalidade consistentes e próprios de todos os líderes. Os diversos estudos parecem ter concluído apenas vagamente que certas características como inteligência. com maior freqüência. Essas teorias ignoram também os fatores situacionais e. fossem eles líderes como Hitler. Entretanto. papéis de liderança nos vários grupos em que participam. tendiam a estar relacionadas com o desenvolvimento e manutenção de posições de liderança. as teorias apresentadas com foco no líder . Mas para além de inconsistentes. embora especificassem traços que quase todos os líderes possuíam.

Segundo Bergamini (1994): “Com a Teoria das Trocas de Hollander. todavia. C. sendo esses.“Volumosa pesquisa feita especialmente sob condições reais de vida tem mostrado bem consistentemente. Então.  Teoria das Trocas .. portanto. Esses valores grupais é que irão eleger como importantes certas características da personalidade do líder. Portanto. as teorias de enfoques situacionais exploram as variáveis que cercam o processo de liderança.A partir de 1964. mais uma variável é acrescida às condições básicas: a eficácia do exercício da liderança. os estudos vigentes somente dirigiam sua atenção às características que tipificavam os líderes” (Bergamini. Hollander busca na Teoria das Trocas encontrar o equilíbrio entre líder e liderado. o surgimento de um líder não se dá unicamente pelo seu tipo de personalidade. Até então. Para Hollander. enfoques mais abrangentes do que os vistos anteriormente. a aceitação do líder e sua permanência como tal depende de quanto ele seja considerado como facilitador do atendimento dos objetivos almejados pelo grupo liderado. Segundo esse enfoque. mas tem relação com outros fatores. W. O líder que se desempenha bem em um grupo ou sob um conjunto de condições pode não sair-se bem em outros grupos. em outras tarefas ou sob outras condições”. que é a percepção que os liderados possuem da figura do líder. .1994). a partir dessa teoria. que a personalidade do líder é somente um dos fatores que determina o desempenho do grupo. tais como as normas em uso pelos grupos. o papel desempenhado pelos subordinados no processo de liderança começa a despontar como um elemento que pode favorecer a formação eficaz desse vínculo.

ou seja.) Essa abordagem situacional da liderança procura. etc. a teoria situacional afirma que o líder hábil pode adaptar-se e antecipar-se às necessidades dos elementos do seu grupo.) do grupo (estrutura das inter-relações individuais no grupo. objetivos. etc. atitudes. pois. a tese situacional defende a idéia de que a situação faz surgir o líder necessário e conveniente. É definida como função de três elementos:   do indivíduo (personalidade. com vista à obtenção de um ou diversos objetivos específicos" Como se vê. a liderança é encarada como um fenômeno social que ocorre exclusivamente em grupos sociais. Segundo Tannenbaum.)  da situação (exigências das situações.  Teoria Contingencial ou do Comportamento . em vez de pretender que a liderança seja um ato passivo. ambiente envolvente do líder e do grupo. Mas essa posição seria demasiado finalista e restritiva. exercida na situação e dirigida através do processo de comunicação humana. capacidade de realização. Muito da estrutura teórica adotada por ele tomou como base os estudos de campo desenvolvidos pela Universidade de . integrar os elementos válidos das várias abordagens de um problema que se revelou demasiado complexo para que possa ser explicado por uma abordagem restrita. Weschler e Massarik (1961): "Liderança é a influência interpessoal. necessidades.Na sua forma mais simples. qualquer que ela seja. assim. os grupos escolheriam o líder ou líderes adaptados às suas necessidades.foi elaborada a partir daquilo que Fiedler denomina de medida LPC (Least Prefered Coworker) da personalidade do líder. etc. Abordagem situacional de Liderança . caráter.

devemos lidar não somente com o estilo do líder. A liderança começou a ser vista como a maneira de proceder derivada da relação existente entre o líder e outras pessoas do grupo. mas. a sua capacidade em adequar os comportamentos às exigências das diversas situações. e após amplos estudos realizados no âmbito da pesquisa dos comportamentos de liderança. Caso queiramos melhorar o desempenho aquele que é organizacional. Em meados do século XX. foi possível distinguir a existência de dois tipos básicos de estilos de líder: aquele que pode ser considerado com orientado para a tarefa e orientado para relacionamento. Por outro lado. Mas na verdade mostrava-se difícil demonstrar a existência de uma relação consistente entre padrões de liderança e desempenho do grupo. 1967) . F. antes. . Embora a terminologia possa ser variada. passa-se a considerar que não é a posse de certos traços que contribui para o sucesso dos líderes. Um estilo de liderança não é em si mesmo melhor ou pior do que outro. uma idéia alternativa começou a ganhar forma. isso significa que um programa que envolva somente os aspectos de personalidade do líder ou somente os aspectos situacionais da organização está fadada ao fracasso. Começando com um grande número de dimensões estudadas. é um fato que a maioria das pessoas desempenha na sua vida papéis de liderança em situações diferentes. E.Illinois a partir de 1951. Se a teoria está certa. Assim. mas também com os fatores que promovem a influência sobre ele” (Fiedler. Dessa forma. nem tampouco existe um tipo de comportamento em liderança apropriado para todas as condições. Segundo Fiedler (1967): “O ponto mais importante dessa teoria é que a eficácia da liderança depende tanto da situação em que o grupo se encontra quanto do líder. quase todo mundo poderia ser capaz de ter sucesso como líder em algumas situações e quase todo mundo está apto a falhar em outras. esse número foi reduzido para duas dimensões independentes a serem consideradas. Ganha assim forma a Abordagem Contingencial de liderança.

Tucker (Psicologia Educacional. A teoria Caminho-Objetivo (PathGoal) é pouco conhecida no Brasil. P. Segundo. caso eles façam duas coisas. ela propõe que os subordinados farão aquilo que desejarem os líderes. 1964). Vroom. & Peterson.Portanto. tornar-se um líder capaz e eficaz. tampouco mudanças comportamentais reais serão conquistadas em seminários de poucas horas. Teoria Caminho-Objetivo (Path-Goal) . F. devem assegurar que os subordinados compreendam como atingir os objetivos do líder. segundo essa teoria. Como já dizia meu professor James A. diagnosticar a função do ambiente e selecionar aqueles comportamentos que assegurarão que os subordinados estejam motivados ao máximo no sentido dos objetivos organizacionais” Então. esses líderes devem prever que os subordinados cheguem aos seus objetivos pessoais nesse processo (House. canadense e europeu. de forma objetiva. não parece que será conseguido simplesmente com programas de treinamento de poucas semanas. USA). Primeiro. na medida em que esse mesmo comportamento comprovar. então.(1989):. mas muito valorizada dentro dos contextos americano. a despeito de ser possível a todos. surge mais uma teoria ressaltando a importância do liderado como um reduto motivacional dentro do processo da liderança. 1971). . que se tornaram populares no campo do comportamento organizacional nos anos 60 (por exemplo. A tarefa do líder é. o aprendizado leva tempo. Na sua essência. B. “A teoria do Caminho-Objetivo muito claramente deriva das teorias que se baseiam na expectância. University of Tennesse. M.Dentro do enfoque contigencial. os subordinados se sentirão motivados cada vez mais motivados com o comportamento do líder. que traz uma contribuição decisiva em favor do atendimento das expectativas desses liderados. Segundo Smith.

longe ainda está de se ter esgotado o assunto e de se poder definir ou explicar plenamente o fenômeno da liderança. pelo contrário. Outras se concentravam na situação. podemos concluir que não se justifica afirmar que esses teóricos se contradizem. se complementam. Depois desta rápida revisão de algumas das principais teorias da liderança e de suas escolas. Como escreveram Warren Bennis e Burt Nanus. Após analisar os processos de liderança a partir de diversos ângulos. Algumas se concentravam no líder. em 1985. a liderança continuou a ser algo cuja existência todo mundo conhecia. Por mais que tentemos. Nenhuma resistiu a prova do tempo”. Tem se aparecido e desaparecido muitas outras teorias sobre liderança.Conclusões Segundo Bennis (2001): “Assim como o amor. não há como descrever estilos de comportamento do líder propondo que algum desses comportamentos seja melhor ou mais indicado para se atingir a eficácia como líder. No entanto. Assim como não é possível priorizar os comportamentos em liderança segundo seus graus de eficácia. mas que ninguém sabia definir. no livro Leaders: “É como . aquilo que se pode perceber a partir do exame da experiência prática é que líderes diferentes atingiram sua eficácia de maneiras particulares e em situações também especiais. nos oferecendo assim uma visão mais clara sobre o tema liderança. não se domina também o conjunto complexo daquelas variáveis situacionais ou ambientais que têm peso suficiente para determinar condições que favoreçam este ou aquele estilo de liderança.

E. Bibliografia Bennis. Y.. R. A. Coons (eds. 1960. A. E. D.. S. 1966. 1989. Editora Atlas S. J......se à liderança também se aplicasse o que uma vez dissera Braque em relação à arte: Na arte. L.. o único que interessa é o que não se pode explicar”. 1974. E. Barcelona. P. Hollander. & Coons. A.). C. 1989. K. Leader behavior: Its description and measurement.. T. MacMillan/ Free Press.. P. Ohaio State University. 1985. Towards the explication of concept of leadership in terms of concept of pawer. OH: Bureau os Busines Research..). VA: Human Resources Organization. Editora Best Seller. Bergamini. M. N. F. Ediciones Paidós Ibérica S. Smith. Groups and Influence.. P. D. F. W. N. & Peterson. F.. N.. . Liderança: Um toque clássico. Editora Atlas S. Líderes – Estrategias para um liderazgo eficaz (ed.. S. SAGE Publications. Clemens. Psicologia Social das Organizações. 1964. A. Y. 2001). B. J. & Mayer.. Bryman. Jacobs. Hemphill. SAGE Publications. U. 1970. & anus. Katz. Fiedler. London. B. Leadership. 1957.. Carisma and Leadership in organizations. 1992. Stogdill. Janda. S. Leaders. Handbook of leadership. P. P. Development of the leader behavior description questionnaire. Stogdill & A. M. University Press. Human Relations. F. in R. R. & Kahn.. Leadership and exchange in formal organizations. 1967. 1994. M. Y. Oxford. A theory of a Leadership effectiveness.. Liderança – Administração do Sentido (1O ed. E. O.. organizations and culture. W. A.. S. Mc-Graw-Hill Book Company.. Columbus. London. K. K. Alexandria. A..

neste caso. tema que está em foco na atualidade. muitas teorias sobre a formação de líderes que acabaram se transformando em verdades absolutas. Palavra-chave Liderança. para se conseguir efetivar o processo de mudança nas organizações é necessário que as pessoas que delas fazem parte estejam comprometidas com a mudança. o declínio do emprego. uma vez que a liderança vem sendo considerada como essencial na transformação das organizações. é preciso tomar cuidado. propiciaram a efervescência do assunto. havendo também uma oferta significativa de seminários. o papel da liderança é fundamental. sem dúvida. Há. Como conseqüência dessas transformações.LIDERANÇA: novos conceitos diante de uma nova realidade. uma vez que ela é responsável pela valorização da participação efetiva de todas as pessoas da empresa. 1 Apresentação O tema liderança vem sendo discutido com mais freqüência nos últimos anos. palestras e conferências. Dessa forma. exigindo das mesmas. com vistas a uma estrutura mais dinâmica e flexível. O texto sistematiza uma série de informações sobre o assunto. as grandes transformações ocorridas especialmente a partir da década de 80 – como. E. apresentado as teorias. líder. por exemplo: a globalização. Porém. entre estudiosos. a liderança vem se caracterizando como um elemento de grande importância no mundo dos negócios. impõe-se uma nova realidade para as empresas. a terceirização. inovadoras formas de agir. Evidentemente. atributos essenciais. No entanto. a ascensão da empregabilidade e a expansão da internet entre outras -. instituições de ensino e organizações empresarias. motivando-as e inspirando-as a trabalharem em conjunto com uma visão e um objetivo comuns. É crescente o número de artigos e livros que são publicados mensalmente. pois nem tudo o . Resumo Este artigo contextualiza questões referentes à liderança. a contextualização da liderança na atualidade e os atributos essenciais na formação de um líder. estruturas mais flexíveis e valorização do capital humano.

para que fosse possível a tomada de poder. liderança é “a qualidade que permite a uma pessoa comandar outras”. Segundo Outhwaite e Bottomore (1996. documentou-se leader. liderar. de chefe” (MIRADOR INTERNACIONAL. cujo significado é conduzir (no português . . capitanear. que influenciou as derivações de to lead. não somente líder e liderados. Conforme o Dicionário Aurélio (FERREIRA. mas também as forças contidas no ambiente. Neste mesmo momento histórico. sendo traduzida como uma relação mútua entre líder e liderados. na situação. Já em 1834. traduzido por “ação de conduzir”. Os estudos realizados sobre liderança. p. são diversos os fatores que influenciam o processo de liderança. Neste contexto. 2 A Origem da Terminologia Liderança O termo etimológico liderança propicia o esclarecimento do significado e a sua respectiva utilização do conceito em artigos acadêmicos.duzir. atravessar”. adaptando-se o termo à língua portuguesa: líder.que existe faz realmente sentido na prática. 426). entre o indivíduo e o grupo. capitaneador”. ou seja. persuadir. uma vez que. Seu registro esta datado em 825 d. liderança. o que lhe garante o status e o poder para ver sua influência agindo sobre os não-favorecidos. Para Gibb (apud OUTHWAITE e BOTTOMORE. encaminhar. Em 1300. retratando-os como figuras heróicas. 1211) o verbete liderança é compreendido como a “forma de dominação baseada no prestígio pessoal e aceita pelos dirigidos”. de condutor. dirigir. pautada na aquiescência e não em coerção. Por volta das décadas de 30 e 40. p. substantivo de to lead. Há porém. ducere. uma correlação entre os diversos conceitos de liderança com a palavra procedente do latim. guiador. função ou posição de guia. Liderar vem do inglês. Do ato de emitir uma ordem e esperar que ela seja cumprida. A língua portuguesa incorpora o vocábulo lead e seus derivados. o líder possuía características natas. encabeçar. Todavia. que significa. 1996). Nessa ótica de alguns pensadores. comandar. p. 1987. o comando e seu respectivo movimento. a liderança é resultante de uma interação entre a personalidade e a situação social. como também. 6790). há um tortuoso caminho para se entender como a liderança legitima-se e quanto exercício de poder ela exige. to lead. emerge a palavra Leadership significando “dignidade.C. na segunda metade do século XIX. os quais serão retratados neste artigo. em grandes personalidades de cada época. e que aguardam incessantemente por voz ativa. guiar. precedido de prefixos). surge leading. pautavam-se nas figuras clássicas. 1999. existem alguns atributos essenciais na formação de um líder – embora ainda conceitualmente hajam diferenciações -. as massas são consideradas inertes. cujo significado estabelece. “conduzir. sendo aquele que exerce a função de conduzir e guiar. a sua utilização mais usual e prática. o radical foi integrado à morfologia. “condutor.

Fonte: Pinchot e Pinchot. Setes são as condições para emergir a inteligência organizacional e diante do novo paradigma estas estão interligadas. estas se dedicarem as atividades que exijam maior criatividade e intuição. E sendo assim. fatores inexistentes ou pouco aceitos nas organizações burocráticas. na estrutura burocrática não é permitido o desenvolvimento das inteligências pessoais e muito menos da inteligência da organização.3 A Organização Inteligente Segundo Gifford e Pinchot (1994) a reestruturação organizacional proposta. para em contraponto. ainda. seis das sete condições são agrupadas em dois blocos: a liberdade de escolha e a responsabilidade pelo todo. comprometendo a eficiência da organização inteligente. p. responsabilidade pessoal e flexibilidade de pensamento e ação. Evidencia-se assim. é alcançada mediante a inteligência de seus membros ser estimulada. 1994. Nesta perspectiva a organização inteligente. mediante a educação corporativa. . LIBERDADE DE ESCOLHA Verdade e direitos difundidos Liberdade de iniciativa Equipes autônomas RESPONSABILIDADE PELO TODO Igualdade e diversidade Redes de aprendizado voluntário Autogestão democrática Governo central limitado Figura 1 . Porém. 72. Segundo os autores o ensino hoje está voltado. é capaz de absorver com flexibilidade e inteligência as intempéries da incerteza e da transformação. a criatividade e o relacionamento interpessoal. é necessário estabelecer-se relacionamentos sólidos. Neste processo a área produtiva normalmente tende a ser totalmente automatizada. onde não há a preocupação de despertar os indivíduos para um ambiente competitivo e dinâmico como o atual. Pinchot e Pinchot (1994) contemplam a lacuna existente entre a educação universitária e técnica e as expectativas e necessidades do mercado. diante da valoração dada aos métodos racionais de controle e regulação. excluindo das pessoas a realização das tarefas rotineiras. Para ativar a inteligência.Condições para construção da organização inteligente. sendo que a última condição dá suporte às demais. caso tais condições sejam implementadas separadamente. que as organizações assumem a responsabilidade de preparar e desenvolver seus funcionários para os exigentes requisitos do mercado. conforme visualização abaixo (PINCHOT E PINCHOT 1994). para uma realidade já superada.

O seu papel é facilitar o alcance dos objetivos individuais e organizacionais. (2) recuperação e desenvolvimento. que tenha significado para cada membro da organização (PINCHOT E PINCHOT. o líder é o responsável direto pela criação e pelo fortalecimento da comunidade no ambiente organizacional. há que se criarem relacionamentos por uma rede de interdependência. O líder deve orientar o sistema em direção à igualdade. p. 71). 4 Redesign Organizacional O redesign organizacional pressupõe uma estrutura apoiada em quatro dimensões maiores. Liberdade para agir com “alto grau de autonomia individual e grupal que promova o compromisso e a iniciativa pessoal” e vinculação para agir com “um alto grau de interligações dentro e fora do grupo para levarem em conta a realidade mais ampla” (PINCHOT E PINCHOT. que seriam: (1) conhecimento e aprendizagem. mediante o desafio da criar uma comunidade nas organizações inteligentes. estabelece que uma nova estrutura precisa de um suporte que movimente cada função delineada. Enfim. 185). (4) operações de classe mundial. são relacionadas com as seis funções. Tais dimensões. Esse suporte baseia-se na liderança.Observa-se que a figura acima mostra a presença de um paradoxo: liberdade e vinculação. e permeadas por uma liderança. não atende mais aos requisitos estabelecidos pela sociedade atual. Enquanto as organizações protegiam-se do meio externo e permaneciam invulneráveis pela ausência de competitividade. Os riscos decorrem de um ambiente mais volátil e competitivo. suas conseqüências trazem mais oportunidades do que ameaças. A liderança é retratada sob um enfoque específico dado aos líderes. Seu papel é de mediar os objetivos propostos e a necessidade dos indivíduos no que tange ao alcance desses objetivos. extremamente eficiente em ambientes estáveis e previsíveis. Evidencia-se neste modo que a burocracia. sendo assim. Para Kotter (1998). a burocracia em contraponto resolvia os seus problemas. E neste sentido a liderança para Mitroff (1994) é um agente facilitador para que a organização e seus indivíduos consigam atingir os objetivos propostos. assistência e propósitos comuns que una o sistema inteiro. p. 1994. 1994. (3) espiritualidade e serviço mundial. esta sendo um padrão de relacionamento construído com o decorrer do tempo. Outra atribuição que compete ao líder na construção da comunidade é ajudar o grupo a encontrar um propósito comum claro e edificante. removendo cada sinal de hierarquia. suas disfunções perdoadas. Para o estabelecer a comunidade. responsável por integrar. A proposta explanada por Mitroff (1994). é importante salientar a importância da globalização no processo de mudança. As oportunidades surgem pela . por administrar – não necessariamente eliminar – os conflitos criativos e tensões entre os quatro interesses.

ampliação dos mercados. e seu espírito é entusiasta. uma liderança baseada em princípios. 1994. normas e ensinamentos que “enobrecem. legitimam e inspiram as pessoas” (COVEY. realizam. De acordo com este autor. Para encorajar esses líderes em potencial para que iniciem o exercício da liderança. os princípios afloram como valores. são pessoas que desenvolvem novas habilidades e interesses a partir da curiosidade e estão abertas a adquirir novos conhecimentos. com o todo. evidencia-se que ainda não atingiu todo o seu potencial. para que as mudanças sejam reais e duradouras é necessário o envolvimento continuado da alta gerência (ARGYRIS. ou seja. é ele quem conduz o processo de transformação da cultura. o autor defende a idéia de que as pessoas baseadas em princípios acreditam nas outras pessoas. Por mais que haja um esforço concentrado para a promoção de transformações na estrutura. Os líderes baseados em princípios estão constantemente voltados para o serviço. Covey (1994). para após proceder ao significado da liderança para a organização. as pessoas procuram aprender o que for preciso para maximizar seu potencial. percebe-se que o ambiente é influenciado pela postura que as pessoas assumem perante os fatos e situações da vida. sugere um novo mapa mental. Neste sentido. Kotter (1998) sugere como uma primeira medida mostrar o significado da liderança para o indivíduo. Compreendem a vida como uma missão e não como uma carreira. pois são humildes o suficiente para admitir opiniões diferentes e divergentes das suas. Como conseqüência. 1964). A própria estrutura organizacional deve dar espaço para as pessoas expressarem seu potencial de liderança. idéias. No contexto de mudança organizacional percebe-se que o líder é aquele que liga e esquenta os motores da transformação da cultura organizacional para que as pessoas se engajem nessa corrida. A primeira característica é que os líderes estão continuamente aprendendo.48). elevam. na tecnologia ou no comportamento no cenário organizacional (LEAVITT. as pessoas que se baseiam em princípios possuem atitude otimista. Assim. Da mesma forma. Essas pessoas irradiam energia positiva e contagiam todos a sua volta. 5 Liderança Baseada em Princípios Com o intuito de revolucionar o treinamento gerencial. deve-se rever se tal estrutura comporta as alterações necessárias. ao contrário do que as burocracias fazem. essa postura cria um ambiente favorável ao crescimento e . Afirma ainda. mesmo que o potencial delas ainda esteja latente. Se a globalização requer uma reconfiguração da estrutura organizacional. 1987). Para Covey (1994). e enquanto o indivíduo não desenvolver seu potencial para liderar. havendo uma atuação harmônica entre as pessoas. que a transformação da liderança ocorre quando se exercitam as oito características dos líderes baseados em princípios. p. Neste contexto. O sucesso desses líderes está diretamente relacionado com o sucesso das pessoas que estão ao seu redor.

6 O Líder Plenamente Desenvolvido Esta teoria se fundamenta na afirmação de que. desenvolvendo ambas as habilidades físicas e cognitivas. emocional e espiritual. planejam cuidadosamente o futuro. melhoram qualquer situação em que se envolvem e trabalham de forma tão árdua quanto inteligente. a função autonomia (empowerment) se traduz na confiança nas pessoas e no potencial que as mesmas possuem. podendo despontar potencialidades que não haviam se configurado ainda. baseia-se na suposição de que os líderes são pessoas capazes de se expressar plenamente. porém. representada pela congruência das quatro dimensões da personalidade humana: física. Este equilíbrio refere-se também ao reconhecimento de seu próprio valor. Pessoas baseadas em princípios. sabendo quais são suas forças e fraquezas e como empregar integralmente as primeiras para compensar as últimas. suas vidas são equilibradas. Todavia. são catalisadoras de mudanças. tornar-se um líder é o mesmo que se tornar um ser humano pleno. o ambiente à sua volta é tão volátil que pode ser difícil identificar o melhor caminho a seguir. A primeira função diz respeito ao atendimento das necessidades dos clientes e de outros grupos de interesses a partir de seus valores e visões. o que torna necessário reconhecê-lo para entender como se deve interagir sobre a situação. sabem trabalhar em equipe. A formação do líder. As pessoas baseadas em princípios sabem saborear a vida. Em outra obra. Complementando uma vida equilibrada.à oportunidade. pois não lhes faltam vontade de aprender e flexibilidade. Para o autor. o processo de conquista do contexto de um dos líderes pesquisados por Bennis (1996) requer o desenvolvimento de quatro . Por fim. Os líderes baseados em princípios conciliam aspectos físicos e mentais. Portanto. tão importante quanto entender o contexto e render-se a ele. e adaptam-se com flexibilidade às circunstâncias mutáveis” (COVEY. “vivem sensatamente no presente. criando e aperfeiçoando continuamente as estruturas e os sistemas que atendem a essas necessidades. ao invés de dependerem de fatores externos. Covey (1996) identifica três funções básicas para a liderança no novo paradigma: explorar. Além disso. contribuindo para o processo criativo na solução de problemas. pois possuem segurança. alinhar e dar autonomia. Na verdade. é dominá-lo e superá-lo. segundo Bennis (1996). p. Por isso. por meio de um plano estratégico. mental. delegando poderes naturalmente e relacionam-se de forma sincera. Da mesma forma. A base das premissas de Bennis (1996) começa pelo fato de o líder entender o contexto. as pessoas orientadas por princípios exercitam-se pela auto-renovação. Essa atitude implica no rompimento com o passado. sem intimidar-se pela incerteza do sucesso. sem a necessidade de mostrar-se aos outros. 11). encaram a vida como uma aventura e fazem ricas as suas vidas. ocorre pois as pessoas procuram realizar a visão. Já a segunda função. A sinergia é uma outra característica das pessoas baseadas em princípios. 1994.

p. onde a motivação é intrínseca ao indivíduo. enquanto a vida das pessoas que a povoam é finita. usar-se completamente – todas as suas capacidades. p. por que fazê-las. Para Bennis (1996). O perfil do líder cuja proposta é a administração do sentido vai de encontro à busca de significado para as ações humanas. em adquirir conhecimentos e experiências. 7 Liderança como Administração do Sentido A liderança como administração do sentido surge de uma nova concepção de liderança. Nesse contexto. sem se propor racionalmente para se tornar um líder. E. de acordo com Bennis (1996). Sabe-se que a estrutura da organização é criada e sustentada para sobreviver a muitas gerações. como se chega ao sentimento de identidade. a maturidade é essencial para se desenvolver a liderança como a administração do sentido. 78). o verdadeiro líder forma-se de maneira espontânea. confiando em si mesmo. p. os líderes desenvolvem estratégias que se caracterizam pela verocidade em aprender. p. sendo que a complementaridade entre educação formal e informal é extremamente importante para a formação do líder.passos: (1) alcançar alto grau de auto-expressão. Uma outra habilidade do líder refere-se à abertura para correr riscos. satisfação e competência pessoal. 108). A essência básica da administração do sentido. é tornar-se você mesmo. 1996. O líder plenamente desenvolvido precisa tomar conhecimento de quem ele é. seu mundo vai tornando-se mais amplo e complexo. sabendo que fracassos são tão vitais quanto inevitáveis" (Bennis. a questão não é tornar-se líder. 55). talento e energia – para que sua visão se manifeste. ela é um tipo de perversão ou administração equivocada” (SIEVERS. mas sim. o líder começa por estruturar-se. (2) ouvir a voz interior. Sievers (1997) tem a convicção de que a vida é uma luta contínua por sentido. Assim. mas para isso se deve admitir que ela não é eterna. reside em que “se percebe e se configura o mundo à volta de cada um. inspirando-se a si mesmo. de acordo com Bergamini (1994. além de como se capitalizam sobre as forças pessoais para lidar com situações conflitantes”. o que interessa não é o como realizar as atividades produtivas – como ocorria na burocracia -. e acaba inspirando aos outros e despertando a confiança” (Bennis. 1997. Em suma. Agora. onde a habitual forma de controle não é mais concebível. . sem esquecer da possibilidade de cometer erros. 1996. (3) aprender com os mentores certos. 23). desenvolver o autoconhecimento a partir de reflexões profundas das experiências e questionamentos. “À medida que a liderança não raro se apresenta como perpetuação da imaturidade. O líder deve estar disposto a “encarar riscos com tranqüilidade. (4) entregar-se a um objetivo maior. “Assim.

a liderança vem recebendo. ______. Da mesma forma. faz com que a organização se torne competitiva e a frente de outras organizações. p. Assim. a qual não pode ser realizada por meio do líder. McGraw-Hill. Este processo seria uma mera transposição de fatos históricos. uma nova era no desenvolvimento das organizações vem surgindo. cabe ao líder. Chris. Não resta dúvida pois.8 Considerações Finais Com as alterações ocorridas no mundo ao longo das últimas décadas e a evolução das teorias administrativas. de disseminar o conhecimento. Rio de Janeiro: Renes. 1968. ______. do chamado “capital intelectual”. o seu espaço substancial dentro da racionalidade instrumental da organização. mas às pessoas capazes orientar. onde a liderança não se restringe aos cargos ocupados. o desenvolvimento do profissional. São Paulo: Nova Cultural. espera-se das organizações o respeito e a valorização da figura humana. o homem passa a assumir uma posição de maior destaque dentro da estrutura organizacional. (Coleção Harvard de Administração). v. Bibliografia ARGYRIS. Nesta perspectiva. 1971. neste contexto. 1987. onde a desvalorização do homem enquanto sujeito era algo natural e aceitável. o espírito de liderança e de equipe. de que o processo de transformação incremental que está acontecendo no cerne das organizações é decorrente do processo global de desenvolvimento. o desenvolvimento de líderes . 28. é a era do conhecimento.facilitadores integrados aos objetivos organizacionais -. um detalhe importante deve ser observado: a submissão do empregado ao trabalho. entretanto. um papel de destaque nas organizações. cada vez mais. Hoje. respeitando-o enquanto indivíduo. 7-28. O comportamento do executivo chefe: chave para o Desenvolvimento Organizacional. E. o qual propicia e resulta no desenvolvimento das pessoas. Personalidade e organização: o conflito entre o sistema e o indivíduo. Porém. Management and organizational development. . que no decorrer do século XX privilegiaram o gerenciamento.

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