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Intervencao Do Estado Na Economia Em Angola Carlostexeira

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Universidade Agostinho Neto Faculdade de Direito

A Intervenção do Estado na Economia em Angola

Comunicação Proferida por Carlos Teixeira no Seminário Permanente sobre o Estado e o Estudo do Direito (SPEED) na Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa

Maio 2012 Lisboa

ÍNDICE

1. Introdução e Fundamentos Constitucionais da Intervenção do Estado na Economia a partir da Constituição Económica ................................................... 2 2. Noção de Constituição Económica ................................................................. 4 3. A Evolução da Constituição Económica Angolana ......................................... 4 4. A Lei Constitucional de 1975 .......................................................................... 4 5. Os Efeitos das Revisões da Lei Constitucional na Constituição Económica .. 5 6. A Periodização da Constituição Económica de Angola de 1975 a 1992 ........ 5 7. Constituição Económica Estatutária (1975/1991)........................................... 6 8. Constituição Económica (1975/1991) ............................................................. 6 9. Constituição Económica no Período de 1988-1991 ....................................... 7 10. A Constituição Económica de 1992 .............................................................. 8 11. A Nova Constituição Económica de Angola ................................................. 9 12. Endereço da Constituição Económica na Constituição da República de Angola ................................................................................................................ 9 13. Origem e Formação do Sector Empresarial do Estado .............................. 10 14. Âmbito do Sector Empresarial do Estado ................................................... 12 15. Análise da Empresas Públicas à Luz da Lei 9/95 ....................................... 13 16. Reserva do Estado Angolano ..................................................................... 15 17. Empresas do Sector Empresarial do Estado .............................................. 15 18. Privatizações e Redimensionamento Empresarial ..................................... 19 19. Novos Parâmetros de Intervenção do Estado na Economia Angolana no Exercício do seu Papel de Propulsor do Desenvolvimento Económico e Social ......................................................................................................................... 20 20. Conclusão .................................................................................................. 22 Anexo Bibliografia........................................................................................................ 29

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1. Introdução e Fundamentos Constitucionais da Intervenção do Estado na Economia a partir da Constituição Económica

O desenvolvimento económico dos Estados não ocorre de modo espontâneo e no nosso caso concreto de Angola, os seus índices de crescimento devem-se assinalavelmente a actuação do Estado no sentido de promover o bem estar dos angolanos e de todos os que escolham o País como lugar para desenvolver os seus negócios. Embora a Constituição do País consagre a economia de mercado como modelo de desenvolvimento, o fraco desenvolvimento das forças produtivas e do tecido empresarial, por razões de ordem histórica e política, deixa claro que o mercado não está nesta altura em condições de resolver os problemas económicos e sociais com que se debate a sociedade angolana no caminho do desenvolvimento. Pelo que precede, procuraremos demonstrar neste trabalho a bondade da actuação do Estado, através do seu Executivo em determinadas áreas estratégicas da economia cujo alavancar dependem do seu apoio. A Estratégia Nacional de Desenvolvimento decorre directamente da agenda Angola 2025 e do Plano Nacional, que consagra a visão de futuro e os objectivos nacionais de longo prazo. Os sectores e as dimensões do desenvolvimento passam pela acção dos poderes públicos, tendo a sua base a potencialização das localidades e no financiamento do desenvolvimento, com base num plano e um modelo de gestão e de intervenção do Estado na economia bem definido. As principais metas, passam pelo desenvolvimento da política do emprego, do fomento da iniciativa privada nacional, politica orçamental e fiscal, monetária e cambial, enquadramento legal e regulamentar da actividade económica e o planeamento do desenvolvimento nacional com base em fiável informação estatística, balizado por uma moderna administração e gestão do território e a modernização da justiça, para atender em tempo real, a justa composição de litígios decorrentes do desenvolvimento económico e dos negócios. Em torno do grande desafio que é fundamentar a intervenção do Estado na economia em Angola, partirei dos fundamentos constitucionais dela, à partir de um olhar muito particular sobre a Constituição económica, cuja noção não poderá deixar de ser nesta sede tratada. Mas para percebermos a intervenção do Estado na economia, importa estudar a evolução da Constituição económica e o seu endereço na nóvel Constituição da República de Angola. Sendo Angola um País jovem, que ascendeu a independência apenas em 11 de Novembro de 1975, revela-se crucial deter-mo-nos sobre a origem e

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porquanto a história da Constituição da nação angolana demonstrou que ele não se pode demitir ou afastar do seu papel de propulsor do desenvolvimento económico e social. porquanto os novos proprietários. que por razões histórias e de conjuntura económica internacional deve ser suficientemente denso. foi elaborado um ambicioso programa de privatizações e redimensionamento empresarial cujos resultados não foram muito animadores. mesmo considerando o novo impulso que o processo teve entre os anos de 2001 e 2008. Na década de 90 do século passado e após assumpção da economia de mercado como modelo de desenvolvimento. Este é pois o roteiro da nossa apresentação. Em face dessa constatação afigura-se-nos então a meu ver a reformatação uma vez mais dos parâmetros da intervenção do Estado na economia angolana. seu âmbito e o principal instrumento jurídico regulador da actividade das empresas públicas.formação do sector empresarial do Estado. 3 . por razões a que já nos reportamos. não foram capazes de proporcionar por via da iniciativa privada o desenvolvimento económico e com ele dar resolução a demanda da sociedade em termos de fornecimentos de bens e serviços.

Tomarei a constituição económica 1 como o conjunto de normas e princípios relativos à economia. teve e terá nos modelos e modos da sua intervenção na economia. mas também as leis ordinárias reguladoras da economia em alguns casos. A Evolução da Constituição Económica Angolana A abordagem que farei a evolução da Constituição económica Angolana terá por base não só os textos constitucionais que vigoraram no período anterior à actual Constituição da Republica de Angola de Fevereiro de 2010. 3. Almedina.1993. Constituição da República Portuguesa Anotada. Canotilho e V. p. liberdades e responsabilidades destes mesmos actores no exercício da actividade económica. que certamente tem. Coimbra: Coimbra Editora. 1993. Do ponto de vista formal a Constituição económica é a parte económica da Constituição do Estado. p. deveres. não poderei deixar de buscar e aqui relevar a noção de Constituição económica com que irei operar. Moreira. A Lei Constitucional de 1975 A Lei Constitucional de 1975 consagrava postulados constitucionais de âmbito económico assente no projecto constitucional do MPLA dos quais destaco as seguintes linhas de “indirizzo” jurídico-económicas: 1 J. pelas implicações que dela decorrem para a actividade empresarial do Estado e pela influência. incluindo o Estado). É neste conjunto de dispositivos que se encontram escalpelizados os direitos. 4. Noção de Constituição Económica Ao abordar o tema a que me propus. não posso deixar de analisar a nova constituição económica de Angola.16 4 . Seguindo Sousa Franco e Oliveira Martins. a Constituição económica é conformadora das restantes normas da ordem jurídica da economia 2. em que estão contidos os dispositivos essenciais ao ordenamento da actividade económica desenvolvida pelos actores económicos (indivíduos. Coimbra.2. pessoas colectivas. ou seja a Ordem Constitucional Económica. 383 2 Ver a Constituição Económica Português.

1986 (Lei nº 1/86 de 1 de Fevereiro) . 71/76 de 11 de Novembro) .98 e seguintes. porém tal não resulta de uma análise só nesta sede. porquanto também o legislador ordinário (parlamento e governo) dispõe de plena liberdade para dentro dos trâmites previstos na carta magana. Casa das Ideias. 3 Ver outros desenvolvimentos in A Evolução da Constituição Económica Angolana. Os Efeitos das Revisões da Lei Constitucional na Constituição Económica Ao longo dos seus mais de 35 anos de existência.Livre iniciativa da actividade privada dentro dos trâmites da lei.1991 (Lei nº12/91 de 6 de Maio) . Importa agora no âmbito da periodização da Constituição Económica de Angola no período em referência densificar os principais fundamentos da ordem jurídica da economia. seguindo de perto Ovídio Pahula3. fazer evoluir a Constituição económica. p.Intervenção directa e indirecta do Estado.1987 (Lei nº2/87 de 31 de Janeiro) . com excepção das que tiveram lugar em 6 de Maio de 1991 e 16 de Setembro de 1992 visaram essencialmente a organização politica do Estado..1977 (Lei 13/77 de 7 de Agosto) . A Lei Constitucional e agora a Constituição foram e são as leis supremas que densificam o princípio da ordem jurídica da economia.1980 (Lei Constitucional revista de 23 de Setembro de 1980) .1992 (Lei nº23/92 de 16 de Setembro) 6. embora a revisão de 7 de Fevereiro de 1978 sobre ela tenha também incidido em termos de reforço dos comandos jurídico-económicos da planificação da economia e do reforço da intervenção do Estado na economia. A Periodização da Constituição Económica de Angola de 1975 a 1992 As várias revisões à Lei Constitucional de 11 de Novembro de 1978. a carta magna de Angola conheceu 186 revisões pontuais com efeitos na Constituição económica nos termos que a seguir irei catalogar: . 5 . Assim de 1975 a 1991 não houve alterações essenciais à Constituição Económica.1979 (Lei nº 1/79 de Janeiro) . .1976 (Lei nº.1978 (Lei Constitucional revista de 7 de Fevereiro de 1978) . 5.

43/76 de 19 de Junho. 8. c. (Des) intervenção directa e ou indirecta do Estado na economia Estes princípios comportam a planificação directa e ou indirecta da economia muito típico do socialismo e do centralismo que marcavam os ideias daquela época. 13/88. a lei nº. (re)privatizações. b. abertura ao investimento estrangeiro e ou privado e ao comercio externo.7. Acentuado dirigismo do Estado b. confiscos. de forte matriz ideológica. É ainda neste período que se verificam as nacionalizações. Tributação progressiva dos impostos directos. Constituição Económica Estatutária (1975/1991) A constituição económica estatutária neste período consagrava dentre outros os seguintes principais fundamentos: a. do sistema financeiro e bancário. bastante administrativa. 10/88 de 2 de Julho. Como se pode ver através dos princípios enunciados. temos consagrados princípios de base económica socializante assentes no desiderato da construção do socialismo. participações públicas. Constituição Económica (1975/1991) A constituição económica directiva assentava nos seguintes princípios fundamentais: a. 3/76 de 3 de Março. extinção de empresas estatais. São prova disso a aprovação de inúmera legislação económica de que podemos salientar a Lei nº. da igualdade e justiça social. Independência Económica virada para o bem-estar social das camadas populares mais exploradas pelo colonialismo. Com a revisão da Lei Constitucional de 7 de Fevereiro de 1978 (ver artigos 2º e 9º) abre-se um pequeno foco à iniciativa e propriedade privada. cooperativa e privada). cooperativas. reforma do mercado. a presença quase que incontornável do Estado na Economia. 12/88 de 9 de Julho. sociedades de economia mista. a Lei nº. Reconhecimento e protecção dos diversos sectores da economia (pública. a Lei nº. criação e fomento de empresas privadas. a Lei nº. com barreiras burocráticas e planos rígidos. o 6 .

comunicação social. Eram objectivos deste programa a reestruturação do sector empresarial público.Constitucional. a Lei nº. cambial e fiscal ineficaz. As zonas económicas de reserva pública absoluta contribuíram sendo o banco central e emissor. saneamento básico. à administração pública. Este conjunto de legislação integra para muitos autores a Constituição Económica Material.E. 18/99 – E. proporcionou a abertura para a criação de empresas privadas. municípios. ferroviários e marítimos de longo curso. prevalecendo o princípio das zonas económicas de reserva pública (absoluta e relativa). reforma do sistema monetário. bancário. cambial e fiscal. a indústria bélica. comarcas e povoações e grandes movimentos populacionais para as localidades do litoral como resultado da guerra que se estendeu um pouco por todo o País. transportes rodoviários 4 5 Programa de Saneamento Económico e Financeiro.M – UEE. Data de 1988 o primeiro programa tentativo de recuperação económica e financeira conhecido em Angola como SEF4. 5/91 de 20 de Abril – Lei das Instituições Financeiras. bem como profundas assimetrias económico-sociais entre a Capital.C. providência em Estados sociais democráticos e de direito. designadamente a transformação dos Estados “protectores” de bem estar. passos tendentes a abertura ao comércio externo e ao investimento privado estrangeiro5. telecomunicações públicas e correios. Constituição Económica no Período de 1988-1991 A Constituição económica de Angola no período em referência advém de profunda viragem da política económica em Angola resultante de factores de natureza exógenos e endógenos. reavaliação do processo de reprivatizações. mistas e familiares. 7 . o Decreto n. 9. 3/89 – Títulos de Poupança Particular. Este período foi ainda caracterizado por elevados índices de inflação e de um débil crescimento do produto interno bruto (PIB). Decreto nº. transportes aéreos. Como reserva pública relativa estavam reservadas áreas económicas como a distribuição de água e electricidade para o consumo público.º 2/89 – Títulos de Reajustamento. A degradação do poder de compra dos salários da função pública e da população angolana.F. a reforma económica do mercado. o Decreto nº. assim como uma profunda crise económica e política monetária. por lei. actividades considerados com serviços públicos e reservados. províncias.E. 36/89 – Gabinete de Redimensionamento Empresarial. Este quadro Económico .Decreto -Executivo nº.

10. a abertura material aos conteúdos dos nossos dias. O livre acesso e a reserva pública bem como a liberdade económica (livre iniciativa) foram outros princípios plasmados na Constituição Económica de 1992. não pode ser lida de modo estanque. colectivos e urbanos (pesados e ligeiros). A Lei de Revisão n. O artigo 10º da Lei Constitucional fundamenta ainda o princípio da democracia económica. do mercado (artigo 10º. da Lei Constitucional). gozando todos de igual protecção.º 23/92 deu a Lei Constitucional sobre esta matéria uma nova redacção expressa no seu artigo 10º ao consagrar que “o sistema económico assenta na coexistência de diversos tipos de prioridade pública. privada. incumbindo ao Estado a criação de condições para o funcionamento eficaz do processo económico. cooperativa e familiar. Uma boa leitura da Constituição económica de 1992 deve ter em conta a evolução histórica da Constituição cuja periodização vem de uma matriz socialista. Esta fase da periodização da constituição económica revela já um volte face no socialismo enquanto modelo económico de desenvolvimento. administração de portos e aeroportos. 2ª parte da Lei Constitucional). A Constituição Económica de 1992 A Constituição Económica de 1992.º2 da Lei Constitucional. dando nota ao período de transição da economia com base no princípio plano-mercado. por outras palavras. ou seja considerando apenas o texto resultante da revisão global de 1992. 6 Ver artigo 11º n. são outros princípios que podemos surpreender na Constituição Económica de 1992. Nesta perspectiva encontrámos nela consagrado o princípio da coexistência de sectores de titularidade de direitos económicos fundamentais. O artigo 11º da Lei Constitucional corporizou estes princípios com remissão para Legislação ordinária dos aspectos da sua regulação. porquanto é em sede do mesmo que se afirma que o Estado estimula a participação no processo económico de todos os agentes. A eficiência6 e a intervenção do mercado e do plano.públicos. quando estabelece como critério a utilização racional de todas as capacidades produtivas e recursos naturais (artigo 9º. 8 . mista.

dedica 16 artigos com disposições referentes a organização económica (do artigo 89º ao artigo 104º). financeira e fiscal. da moralidade e da ética. também inscrito no Capítulo II. a propriedade intelectual prevista no artigo 42º do CRA. da liberdade económica em geral. liberdades e garantias fundamentais. sociais e culturais.Concentração social 12. como o que resulta do artigo 9 . financeira e fiscal. na valorização do trabalho.Livre iniciativa e económica e empresarial.11. reafirmou a consagração de uma economia de mercado na base dos princípios e valores da sã concorrência. resultante da aprovação da Constituição da República de 5 de Fevereiro de 2010. da defesa do consumidor e do ambiente. A Nova Constituição Económica de Angola enumera outros princípios fundamentais sob os quais se alicerça a organização económica. Endereço da Constituição Económica na Constituição da República de Angola Na actual Constituição da República de Angola a Constituição Económica tem endereço certo. Para alcançar tal desiderato. previstos e assegurados por lei.Respeito e protecção à propriedade e iniciativas privadas . Também é de considerar nesta sede o título IV da organização do poder do Estado. os dispositivos constitucionais sobre competências para a definição da política económica pelos órgãos de soberania. tais sendo dentre outros: . constituindo limites ao poder económico.Função social da propriedade . A organização e a regulação das actividades económicas assentam na garantia dos direitos. O título III relativo a organização económica. A Nova Constituição Económica de Angola A Nova Constituição Económica de Angola. a exercer nos termos da lei . cabe ao Estado o papel regulador do desenvolvimento económico nacional.Redução das assimetrias regionais e desigualdades sociais . o direito do trabalho e os direitos do consumidor previstos respectivamente nos artigos 76º e 78º da CRA e ambos inscritos no Capítulo III sobre direitos e deveres económicos. seja ele público ou privado. Dela fazem parte o direito à livre iniciativa económica previsto no artigo 38º da CRA inscrito no Capítulo II sobre direitos.

13. da indústria transformadora e bancária. no modelo socialista ou de transição para o socialismo da constituição económica pós revisão de 1978. Assim após a independência é publicada a lei 3/76 de 3 de Março e outras leis de intervenção. d) referentes as competências de controlo e fiscalização da Assembleia Nacional no exercício do Poder Legislativo.das intervenções na gestão e no capital das empresas 2ª Fase das nacionalizações e confiscos 3ª Fase da consolidação e gestão do sector empresarial do Estado 4ª Fase do redimensionamento Na 1ª fase e publicada a Lei 3/76 diploma em que assentou a formação não só do vastíssimo sector público ou sector empresarial do Estado angolano. minério.° 128/75 as empresas participadas pelo Estado ou outras pessoas colectivas públicas. Origem e Formação do Sector Empresarial do Estado Podemos distinguir neste processo 4 fases: 1ª Fase de transição . compete pronunciar-se nos termos do n. em especial no que diz respeito as alíneas b). predial urbana e habitacional.º4 do artigo 134º do CRA. gestão. A Lei 3/76 estabelecia que os meios de produção nacionalizados poderiam ser entregues quer as unidades económicas estatais UEE. na gestão e constituição de novas empresas públicas com os objectivos de levar a vante o programa da transição e colmatar os desequilíbrios causados pelo referido êxodo. aliado ao êxodo de empresários e proprietários portugueses de empreses sediadas em Angola. 10 . Com efeito já na fase de transição. confiscos e nacionalizações de patrimónios pertencentes à empresas de diferentes sectores económicos como: agrário.120º referente as competências do titular do Poder Executivo7. 7 O Conselho de Ministros enquanto órgão auxiliar do Presidente da República. como também foi a base em que assentou a transformação do modelo misto da constituição económica na sua versão original da constituição da 1975. artigo 162º alíneas b). as cooperativas de produção agrícola ou industrial para o desenvolvimento da industrialização auto-centrada. c) e d). o Estado angolano viu-se obrigado a crescentes intervenções directas na economia. bem como cooperativização da agricultura e da pequena indústria. sobre instrumentos de planeamento nacional de medidas gerais de execução do programa de governação do Presidente da República. com o Decreto-lei n.

EMPA que teve vida efémera..que eram criadas pelo Conselho de Ministros sob proposta do Ministro de tutela. Estabelecia no preâmbulo que a política económica caracterizava-se pela existência de 3 sectores: as UEE. quer as que viessem a ser criadas pelo Estado. ― empresas com débitos para com o Estado.garantir o necessário e correcto enquadramento das UEE na política sectorial e regional e por outro lado o princípio fundamental de que a sua gestão deve estar assente no controle do Estado. as cooperativas e também empresas privadas que segundo a lei deveriam actuar de forma a contribuírem para reorganização e o aumento da produção de bens essenciais a melhoria das condições de vida da população. As empresas estavam sujeitas a um triplo controlo: 11 . As nacionalizações foram feitas por determinação do Conselho da Revolução sob proposta do Conselho de Ministros. e podia incidir sobre uma parte ou mesmo a totalidade dos bens pertencentes a: ― empresas nacionais e estrangeiras consideradas importantes para a economia de resistência.que eram criadas por despacho conjunto do..». ― empresas cuja permanência no sector privado fosse considerado contrário ao interesse nacional. e de no prazo de 65 dias elaborar o novo estatuto orgânico da empresa que era depois submetido a aprovação do conselho de ministros. A economia centralizada exige o alargamento da cooperação e o desenvolvimento de um sector estadual que efective o controlo das grandes e médias empresas estratégicas bem como a maximização dos recursos existentes. O objectivo deste diploma era «. empresa estatal de âmbito nacional ------..Primeiro Ministro para o plano. Ministro das Finanças. Após a nacionalização era nomeada uma comissão de emergência com a missão de fazer o inventário do activo e do passivo. e estabelece as qual o grau de dependência das UEE face o Estado. É exemplo de criação de empresas: a Empresa Pública de Abastecimento .Este diploma define as bases gerais para gestão das UEE. empresa estatal âmbito regional ------. As empresas gozavam segundo a lei de autonomia administrativa e financeira e classificavam-se em: 1.. quer as já existentes. 2. bem como aquelas cujos administradores: e/ou directores tenham praticado actos de desvio de fundos ou colaborado com órgãos fascistas. pelo Ministro de tutela e pelo titular do já extinto cargo de Vice . conforme o estabelecido nos artigos 5 e 6 da Lei 7/77.

Esta lei foi posteriormente revogada pela Lei 9/95 de 15 de Setembro. está subordinada às directrizes do plano nacional e as orientações dos órgãos superiores. as empresas de capitais estatais. foi o estabelecido na Lei 17/77 de 15 de Setembro. destinadas a produção e distribuição e bens. Por empresas mistas entendem-se todas aquelas que além do capital estatal (que era majoritário) comportem capitais privados nacionais ou estrangeiros.P. A Lei 17/77 foi revogada pela lei 11/88 de 9 de Julho que constituiu durante alguns anos a lei de bases das E. prevê também como órgão das E. A Lei 17/77. um conselho de direcção integrado pelo director. independência económica e autonomia administrativa e financeira. Durante mais de 10 anos. sociedades comerciais de capitais inteiramente subscritos pelo Estado 12 . propriedade do povo angolano gerida pelo Estado destinada a produção e distribuição de bens. 14. as empresas estatais ou UEE.P. As empresas são no entender do autor acima referido. Esta lei define as empresas estatais como sendo comunidades económicas propriedade do Estado. um representante da UNTA.A) do Ministro de tutela B) da Comissão Nacional do Plano e da assembleia de trabalhadores C) do Ministro das Finanças. Este conceito não difere muito do da lei 17/77 apresentando algumas alterações: por um lado a consagração do termo propriedade pública anteriormente atribuída ao povo é agora atribuída ao Estado. A empresa estatal goza de personalidade e capacidade jurídica. Âmbito do Sector Empresarial do Estado As empresas do Estado e as empresas mistas. e a prestação de serviços.Morais Guerra. os chefes dos departamentos centrais. o regime angolano das UEE. e as empresas exclusivamente participadas por empresas estatais nos termos da lei comercial. e segundo esta uma empresa estatal é uma unidade económica. conforme José A. Podemos entender como empresas do Estado. e a prestação de serviços com vista a construção das bases materiais e éticas do socialismo. Estamos perante a consagração de uma nova dimensão de pessoa jurídica distinta das sociedades comerciais as quais a lei não equipara. e um trabalhador. Também estas empresas integram o sector empresarial do Estado na sua mais lata dimensão. criadas através de mecanismos previstos na lei. Empresas de capitais estatais e empresas participadas por empresas estatais.

Segundo o art. os direitos do Estado enquanto proprietário são exercidos pelo Ministro das Finanças. A actividade das empresas públicas é orientada pelo Estado através de instrumentos de regulação económica. bem como da protecção dos trabalhadores.P são entidades com fins lucrativos. nomeadamente no que respeita a estrutura orgânica. 21 do referido diploma constituem receitas das E. O lucro restante deverá ser entregue ao Estado como proprietário da empresa e também servir para atribuição de estímulo aos trabalhadores. e os estatutos das mesmas abordam apenas especificidade. da maximização dos lucros. 15. A avaliação do desempenho das actividades das empresas públicas é da responsabilidade do Ministério da Economia e Finanças em colaboração com os ministérios que superintendem os respectivos ramos da actividade. A luz da legislação actualmente em vigor. relatórios de contas que deverá ser elaborado até 31 de Março e com referência a 31 de Dezembro do ano anterior segundo o art.P regem-se pelos referidos estatutos e nos casos omissos pelo direito privado. Análise da Empresas Públicas à Luz da Lei 9/95 A lei 9/95 traça o regime geral das E. A actividade da empresa pública está sujeita ao controlo do órgão de tutela da actividade e do Ministério da Economia e Finanças. 13 .exclusivamente ou com pessoas colectivas públicas como as autarquias locais e os institutos públicos. Além do presente diploma as E. como manifestação da sua maior autonomia patrimonial. da racionalização dos recursos. 33°. fundo de investimento e fundo social.P: a) as receitas resultantes da sua actividade b) o rendimento de bens próprios c) as dotações e subsídios do Estado d) doações. A gestão económica e financeira das empresas públicas é garantida através de planos e orçamentos plurianuais. devendo no exercício das suas funções obedecer aos princípios da eficiência. e os seus lucros devem servir para constituição de: reserva legal. Já as empresas participadas por empresas estatais são sociedades comerciais constituídas por iniciativa própria das empresas estatais. heranças ou legados As E. planos e orçamentais anuais.P.

36° da Lei 9/95. ao estabelecer que "nas empresas de grande dimensão os membros do Conselho de Administração são nomeados exonerados pelo Conselho de Ministros. e o conselho fiscal será constituído por 3 membros designados pelos Ministros das Finanças e Ministro da Tutela por um período de 3 anos. As empresas públicas respondem civilmente perante terceiros por actos praticados pelos seus administradores. implicitamente faz referência ao facto do Governo exercer maior controlo sobre as empresas de grande dimensão. agrupar-se como resultado de uma integração vertical ou horizontal de produção. b) Decreto Executivo conjunto. As pessoas acima indicadas nos termos da mesma lei elaboram uma proposta de criação de empresa que deve integrar um estudo de viabilidade técnica. nos mesmos termos em que os comitentes respondem pelos actos dos comissários . no caso de empresa de média e pequena dimensão podem ser constituídas por iniciativa do Ministro que tutela o ramo ou o Governo Provincial. Sob regulamentação do Conselho de Ministros podem as empresas públicas já existentes ou novas. Nas empresas de pequena dimensão as funções do conselho fiscal podem ser desempenhadas por único fiscal. A mesma lei remete para os estatutos das empresas públicas o tratamento sobre as formas adequadas de intervenção dos trabalhadores no desenvolvimento e controlo da actividade da empresa. 49°. volume de investimentos. 14 . Após a sua criação as empresas públicas estão sujeitas à registo. O art. sob proposta conjunta dos Ministros Tutela e das Finanças. 45° da lei em análise. O Conselho de Administração como órgão mútuo terá o n.Os órgãos obrigatórios das empresas públicas são: a) Conselho de Administração b) Conselho Fiscal As empresas públicas são criadas por iniciativa: a) Decreto do Conselho de Ministros sob tutela do Ministro que tutela o ramo de actividade da empresa quando se trate de empresa quando se trate de empresa de grande dimensão. economia e financeira do qual conste a caracterização completa do projecto. etc.art. A proposta deve também ser acompanhada de um projecto de estudos nos termos do art.° de membros fixados nos estatutos.

Em Angola há 3 tipos de reservas nos diversos tipos de actividades.daqui se presume que os terminais dos portos por exemplo podem ser alvo de privatização. 2° Reserva relativa . .produção. . distribuição e comercialização de material de guerra.reserva absoluta: .saneamento básico .actividades exercidas por contratos de concessão temporário: . 11 médias e 11 pequenas. 15 . uma das questões preliminares e predominantes era a de saber até que ponto e em que domínios estava o Estado. Sector do comércio é constituído por 6 empresas das quais 3 de grande dimensão. comunicação por via postal.Reserva do Estado. 17° . já que seria uma condição para se admitir alterações à alguns princípios expressos na Lei 10/88 de 2 de Julho “Lei das Actividades Económicas”.16. Reserva do Estado Angolano Quando começaram as privatizações de empresas por parte do Estado. aeroportos. postais e telecomunicações 3º Reserva de controlo: .actividade bancária no respeitante ao Banco Central e Emissor. . 2 médias e uma pequena. 1° No sector público .serviços de portos. 17.para actividades a exercer com participação de entidades do sector público em posição majoritária que abarca o transporte aéreo regular de passageiros domésticos. . e nomeadamente o disposto no art. 5 de pequena dimensão e uma grande.transportes ferroviários.administração de portos. Sector das obras públicas e urbanismo constituído por 26 empresas das quais 3 grandes.energia eléctrica para consumo público . detentor exclusivo de todas estruturas económicas. disposto a continuar com a privatização total ou parcial das mesmas estruturas económicas. Empresas do Sector Empresarial do Estado Sector das pescas é constituído por 8 empresas das quais 2 de média dimensão. Sector de hotelaria e turismo constituído por 3 empresas das quais 1 grande e 2 médias.

Actividades desenvolvidas por algumas empresas do sector empresarial do Estado. A lei orgânica do BNA é a lei 6/97 de 11 de Julho que defíniu como pessoa colectiva de direito público dotada de autonomia administrativa e financeira com natureza de empresa pública. 3 médias e 1 pequena. Tem apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco de Portugal. 37 médias e 34 pequenas.este ramo é gerido pela Angola Telecom sendo constituída pela Empresa Nacional de Telecomunicações -ENATEL e pela Empresa Pública de Telecomunicações.até 1991 desempenhou as funções de banco central e comercial pois em Abril do mesmo ano a lei 4/91 de 20 de Abril transfere as funções comerciais para outros bancos que foram criados mais tarde. Sector da geologia e minas é constituído por 3 empresas entre as quais a Endiama que comporta no seu seio inúmeras empresas de pequena dimensão. Sector da Indústria é o sector com mais empresas constituído por 86 empresas das quais 15 grandes. vindo a deixar definitivamente esta função a 1 de Setembro de 1996. e existiu como um instrumento centralizado de 16 . que trabalham ambas no mercado nacional. 4 de média e 3 de pequena. opera também com o Banco de Comércio e Indústria (BCI). Banco Popular de Angola (BPA) surge como resultado do confisco do Banco Comercial de Angola SARL. Telecomunicações . distinguindo-se entre um serviço fundamental que se manterá como reserva do Estado e a prestação de alguns serviços como telefonia celular. que tem a sua sede em Luanda e cujo objectivo principal é assegurar a preservação da moeda nacional. Actividade bancária Banco Nacional de Angola (BNA) . Segundo livro monografia de Angola o governo prometeu privatizar a Angola Telecom como parte de plano para atingir a economia de mercado. Sector da agricultura constituído por 7 empresas das quais 3 grandes. Actualmente o BNA dedica-se a actividades de emissão e controle de sistema monetário.Sector dos transportes constituído por 16 empresas das quais 9 são da grande dimensão. Sector da energia e águas constituído por 4 empresas das quais 3 grandes e 1 pequena. com Banco de Poupança e Crédito (BPC) e com a Caixa de Crédito Agro-Pecuária e Pescas (CAP). Sector das finanças constituído por 4 empresas de grande dimensão das quais 3 bancos e 1 caixa de crédito. Tem mais de 30 agências espalhadas pelo país e o principal intermediário nas operações cambiais.EPTEL.

Como aconteceu em quase todos ramos. pelo Decreto 19/98 de 17 de Julho. e os restantes 9% foram fornecidos por empresas públicas correspondendo 1% a cada uma delas. Actualmente 67% dos compradores são indústrias petrolíferas. Caixa de Crédito Agro-Pecuária e Pescas (CAP) foi criada com fundos dos lucros do BNA e recursos da privatização. que segundo ao art. Empresas de Seguros e Resseguros de Angola (ENSA) as regras da actividade da empresa de seguros em Angola ainda é regulada pelo Código Comercial. Neste quadro a actividade bancária deixou de ser reserva exclusiva do Estado permitindo surgimento de empresas privadas neste sector.fluxos de poupança interna orientando-os para os investimentos com vista ao relançamento da produção. Banco de Comércio e Indústria (BCI) foi criado em 1991 pelo Decreto 8 A/91 de 16 de Março e iniciou as suas funções no mesmo ano. TAAG – Linhas Aéreas de Angola esta empresa do Estado foi criada por força do Decreto 15/80 e existiu como UEE até 1997 altura em que é elaborado o Decreto 31/97 de 2 de Maio. com a proclamação da independência verificou-se de um grande declínio provocada pela fuga de especialistas e o abandono de agências. sob a forma de sociedade anónima. Em 1995 a Lei 9/95 vem estabelecer um novo regime jurídico para as empresas do Estado que deixaram de se chamar unidades económicas estatais e passaram para empresas públicas. A TAAG é uma empresas pública que rege-se pelos princípios de autonomia administrativa e financeira. Em 1991 por determinação do Decreto 47/91 de 16 de Agosto este banco foi transformado em sociedade anónima passando a designar-se Banco de Poupança e Crédito SARL. O seguro surge em Angola no princípio do século e em 1945 já havia regulamentação para o assunto. Nasce como pessoa colectiva de direito público e funciona junto do banco central. criada pelo Decreto 17/78 de 1 de Fevereiro que institui o monopólio estadual da actividade seguradora. 17 . Esta actividade verificou um rápido crescimento até 1961 e era regulada pelo Instituto de Crédito e Seguros de Angola. A partir da lei 5/91 das instituições financeiras houve significativas modificações no sistema financeiro angolano. 20% empresas de aviação e 12% outros ramos. Da nacionalização de 26 seguradoras nasce a ENSA. patrimonial e de gestão. um exemplo disto é a CAP que foi inicialmente criada pelo Decreto 8 B/91 de 16 de Março e foi transformada em sociedade anónima de responsabilidade limitada designada CAP SARL. Foi criado com 91% do capital do Governo através do Ministério das Finanças. 1º do Decreto 31/97 e tendo em conta a sua vocação internacional a empresa poderá ser designada por Angola Airlines e está sob a tutela do Ministério dos Transportes.

18 .em Outubro de 1919 foi criada a empresa Diamang na altura em que haviam sido descobertas as primeiras pedras a margem de um rio.De acordo com o art. e exercia a sua actividade nas Lundas. para aumentar a sua eficiência. Para solução do caso foi nomeada uma comissão liquidatária que incluía um representante de ENDIAMA.a Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola foi criada pelo Decreto 52/76 de 9 de Junho com um estatuto provisório que foi posteriormente revogado pelo estatuto aprovado pelo Decreto 97/80 de 2 de Setembro.. ENDIAMA . Para o efeito foi elaborado um novo estatuto mais adequado a realidade da empresa que foi aprovado pelo Decreto 8/91 de 16 de Março.. pela Lei de Actividade Geológica e Mineira. carga e correio. O estatuto da ENDIAMA foi aprovado pelo Conselho de Ministros em conformidade com o art. A Diamang era uma empresa mista na qual o Estado angolano tinha uma participação de 77%. pesquisa. através do Decreto 30 A/97 de 25 de Abril.° l. SONANGOL .” a empresa teve necessidade de aperfeiçoar a sua organização. Foi nacionalizada passando a ser uma empresa mista e existiu como tal até 1986 altura em que se constatou que se encontrava no Estado de falência técnica pois tinha deixado de poder honrar os seus compromissos. refinação e transformação de hidrocarbonetos. 4º n. A ENDIAMA rege-se ainda pela lei dos diamantes Lei 16/94 de 7 de Outubro.tornado um poderoso instrumento de desenvolvimento sócio económico e impulsionador da indústria petrolífera em Angola. pode também construir novas empresas ou associações para prossecução do seu objecto social. 37 da Lei 9/95.. Quando em 1986 desaparece a Diamang. transporte. 6º do estatuto os órgãos sociais da empresa são: a) o Conselho de Administração que é constituído por 5 administradores nomeados pelo Conselho de Ministros sob a proposta conjunta dos Ministros das Finanças e dos Transportes. 13 anos mais tarde por ter se “.. b) Conselho Fiscal A TAAG tem por objecto principal o transporte aéreo de passageiros. um do BNA e outro de Ministério das Finanças. incluindo a actividade petroquímica conforme o art. enquanto que a ENDIAMA exercia a sua actividade nas restantes regiões do país. produção. a ENDIAMA passou a ser a concessionária nacional detendo o monopólio da actividade. líquidos e gasosos e seus derivados. Podem ainda dedicar-se directo ou indirectamente a outras actividades complementares ou acessórias. Esta comissão apurou o montante da dívida da empresa e esta foi assumida pelo Estado angolano. comercialização.Lei 22 B/92. Esta empresa tem por objecto social a prospecção. bem como a prestação de serviços e a realização das operações comerciais industriais e financeiras relacionadas directa ou indirectamente com a referida actividade.

produtividade e competitividade da economia das empresas redução do peso do Estado na economia e desenvolvimento do sector privado promoção de concorrência entre agente económicos possibilitar uma ampla participação dos cidadãos angolanos na titularidade do capital das empresas. O Estado efectua as privatizações visando atingir os seguintes objectivos: aumentou da eficiência.A SONANGOL cresceu muito e agrupa várias empresas nos ramos descritos no artigo 4º n. acções ou coutas 2º privatização parcial que como o nome indica. Privatizações e Redimensionamento Empresarial Em Março de 1991 verificaram-se alterações profundas. As perspectivas de privatização e redimensionamento do Estado angolano para o biénio 1998-2000 (Anexo n. Nos anos 1990-1991 começa o processo de privatizações e redimensionamento no âmbito da implementação da economia de mercado em Angola. Para as empresas da grande dimensão a privatização é efectuada por decretolei.° l) 19 . Um exemplo disso são as empresas SAL e Air Charter que resultam de parceria em que a ENDIAMA detém 49% e a TAAG tem 51%. Mais tarde foi publicada a lei das privatizações. afecta apenas parte do património da empresa. na Lei Constitucional através da lei da revisão Lei 12/91 que consagra o multipartidarismo e os princípios basilares da economia de mercado. No quadro do redimensionamento as empresas públicas podem criar e associar capitais públicos com capitais privados nacionais ou estrangeiros criando sociedades comerciais ou empresas mistas de acordo com art. O respaldo legal desta actividade foi estatuído primeiro nos decretos 32/89 de 15 de Junho e 8 H/91 de 16 de Março. e para as empresas de média e pequena dimensão a privatização é efectuada por Decreto-Executivo conjunto do Ministério das Finanças e do Ministério de Tutela. por isso o seu próximo estatuto já em estudo será constituída em Holding. De acordo com o mesmo artigo estas empresas regem-se pela lei comercial.° l do seu estatuto. 18. 68° da lei 9/95. Lei 10/94 de 31 de Agosto. As privatizações podem revestir as seguintes modalidades: 1º privatização total ou privatização da titularidade que implica a alienação dos activos. a empresa SODAP em que a ENDIAMA tem 45 % do capital tal como na empresa TRANSDIAMA.

45 (equivalente a USD 40.. toda a actividade económica circunscrita aos privados. Obras Públicas ……………………….. Desta operação resultou um encaixe para os cofres públicos no valor de KZ2.580. Em termos percentuais as empresas por sectores representaram: Indústria ………………………………….2 % 4. revelaram que as coisas não podem decorrer de todo em todo assim. com a conclusão de 86 operações de alienação de activos de empresas e participações sociais na capital de sociedades comerciais. podendo partilhar o serviço público com entidades privadas. depois da adopção económica de mercado e da edificação de um sistema político multipartidário..508. Hotelaria e Turismo …………………….. Entretanto. Comércio ……………………………….646.2 % 3.. Esta análise coloca-nos perante as seguintes questões a que é necessário dar respostas: Quais as áreas económicas em que o Estado deve estar presente? De que forma deve ocorrer a intervenção caso ela se revele necessária? Qual a densidade dessa intervenção? O que fazer para reformatar essa intervenção? Em resposta ao primeiro desses quesitos existem orientações segundo as quais o Estado deve ter a sua acção tão só circunscrita a esfera de soberania.No período de 2001-2008. Agricultura ……………………………….3 % 1.888.2 % 20.. Transportes ……………………………… Petróleos ………………………………… 61. o processo de privatizações em 2ª fase conheceu o seu maior impulso. considerando o seu papel de propulsor do desenvolvimento económico e social.. 20 .2 % 1. reconduz-nos para o repensar ou a reformatação das funções do Estado.6 % 19. Novos Parâmetros de Intervenção do Estado na Economia Angolana no Exercício do seu Papel de Propulsor do Desenvolvimento Económico e Social Os novos parâmetros da intervenção do Estado na economia angolana.526..3 % 8..95). os últimos acontecimentos da economia mundial e da própria economia angolana. ficando o sector empresarial e numa outra extensão.

o Estado angolano aprovou em Janeiro de 2011.50). No cumprimento do artigo 91º da Constituição da República.773. Ainda na perspectiva do seu papel propulsor do desenvolvimento económico e social aprovou um programa de fomento empresarial e foi promulgada a Lei n.O Estado deve sim a meu ver intervir na economia de modo a assegurar a justiça e a coesão social. m). defendo que deve ser necessário assegurar tanto quanto possível a livre iniciativa económica e um mercado capaz de atender os propósitos constitucionais de justiça social. d). protegendo os cidadãos com parcos recursos. Quanto a densidade dessa intervenção. encontra ainda conforto nos artigos 89º.685. o Estado angolano teve a atenção devida na reestruturação do sector empresarial público com realce para empresas públicas no sector dos transportes (TAAG).350.813. nas infra-estruturas potenciadoras da actividade económica e com elas o desenvolvimento. preservando a equidade intergeracional. permitindo-lhes o acesso a bens e serviços fundamentais que as constituições políticas dos países consagram. f).877. 90º. i). o). Neste quadro e no âmbito da política económica. Neste quadro. desenvolveu acções tendo em vista a preparação do plano nacional e o programa de investimentos públicos para o corrente ano de 2012. da comunicação social (TPA e RNA) projectando igual intervenção a empresas prestadora de utilities.º 21 . h). No âmbito do seu papel regulador da economia. Para o efeito deve ser confiada ao Estado no quadro da intervenção económica um forte investimento na preparação do capital humano para as necessidades do mercado. p) e q).681. organizacional ou empresarial para atender o postulado no artigo 21º da Constituição da República de Angola.856. com especial ênfase para as alíneas b). o Estado deve criar o quadro legal para o efeito.00 (USD 8. Em busca da competitividade e eficiência. como a EDEL e ENE (sector energético) e a EPAL (sector das águas). c). e). O que fazer então para atingir tais propósitos no quadro da reformatação dessa intervenção? Deverá desencadear todas acções de natureza legal. 91º e 92º da Constituição da República referente a organização económica e princípios sobre os quais repousa a sua acção. telecomunicações (Angola Telecom). estão projectados investimentos públicos num valor total de AKZ. o quadro normativo das parcerias público-privado (Lei 2/11 das Parcerias Público-Privadas). O papel propulsor do Estado na economia angolana. g).

e com a fuga de grande parte dos proprietários e especialistas de empresas bem como de investidores. Enquadra-se ainda nas acções de intervenção do Estado na economia angolana. a criação da zona económica especial de Luanda e Bengo 8 . referente ao último trimestre de 2011. Existem fortes indicações de que após a revitalização do sector dos transportes ferroviários. Conclusão Pelo disposto constatámos que no período colonial quase não existia actividade empresarial desenvolvida pelo Estado. no âmbito da qual entraram em funcionamento 8 das 70 unidades fabris dedicadas a produção de materiais de construção de capital importância no actual contexto de reconstrução e desenvolvimento de Angola.das nacionalizações e confiscos. 20. com a recuperação das infra-estruturas ferroviárias e reactivação dos Caminhos de Ferro de Luanda. Apesar de se ter incorporado na Constituição económica de Angola várias disposições com vista a dar um outro fôlego a actividade empresarial e consequentemente impulsionar a produção de bens e serviços com vista a atender a demanda dos cidadãos. tendo encomendado um estudo sobre a “Caracterização do Sector Empresarial Privado Angolano”. e ainda mais tarde aLei 9/95 que é a actual lei das empresas públicas. Pequenas e Médias Empresas. Entretanto a filosofia da economia planificada e excessivamente controlada pelo Estado em termos de ter sido apenas ele a determinar o que produzir.30/11 das Micro. Segundo o Resumo do Memorando sobre a Actividade do Executivo Angolano. como produzir e para quem produzir. ele será aberto ao investimento privado. 22 . Caminhos de Ferro de Benguela e os Caminhos de Ferro do Namibe. No domínio dos transportes.º 49/11 de 19 de Março. nomeadamente a Lei 3/76 . Para fazer face a esta situação o Estado Angolano criou um instrumento jurídico. ainda durante o ano de 2012 entrarão em funcionamento 16 novas fábricas. tornou a actividade empresarial ineficiente e longe da competitividade. o sector empresarial conheceu um declínio. 8 Vide Decreto Presidencial n. Após a proclamação da independência do Estado Angolano em 1975. um grande investimento vem sendo feito pelo Estado angolano. através da qual o Estado ganhou o direito de propriedade sobre as empresas que tinham sido abandonadas. tal desidrato não foi alcançado. Posteriormente forma publicados outros diplomas como a Lei 17/77.

O bem fundado desta intervenção económica do Estado na economia angolana pode então ser definida através do estudo do seu impacto no desenvolvimento do País e do bem-estar dos angolanos. que por razões decorrentes da insipiência do empresariado nacional privado. continuarão a ter entre as suas linhas de estudo e investigação. levaram a uma nova formatação da actividade empresarial do Estado em Angola. tarefa que julgo que as instituições universitárias do País. 23 . Perante mais esse fracasso e agora melhor compreendido pelas autoridades políticas de Angola de que o desenvolvimento económico não é espontâneo. carência de capitais e instabilidade político-militar que então se vivia frustrou uma vez mais os objectivos de edificação de uma economia com uma menor e em alguns casos até mesmo inexistente intervenção do Estado como agente económico. foi gizada uma estratégia de desenvolvimento assente no plano nacional.As alterações constitucionais de 1991. visualizando os objectivos de longo prazo impulsionado pela acção dos poderes públicos que passa pela potencialização das localidades e o financiamento do desenvolvimento com base num modelo de gestão e de intervenção do Estado na Economia qualitativamente superior e cujas principais linhas de força foram expendidas nesta apresentação. os seus académicos e todos os que se interessam pelo País e pelo Continente Africano. por via de um processo de privatizações e redimensionamento empresarial. em especial aqueles que abriram caminho para o multipartidarismo e os princípios basilares para a economia de mercado.

P. Benguela.ANEXO – PROGRAMA DE REDIMENSIONAMENTO E PRIVATIZAÇÕES INDICATIVO PARA 1998-2000 1 2 3 4 5 6 7 8 SECTORES / EMPRESAS SECTOR DAS PESCAS Província de Luanda ENATIP ERMANAL SOCONAL EDIPESCA Província do Kwanza-Sul Província de Cabinda COMPLEXO DE FRIO Província de Benguela ERMANAL (Estaleiro Caota) Província do Namibe COMPLEXO SOMAR (Edipesca Namibe) SECTOR DO COMÉRCIO Província de Luanda ANGODESPACHOS – LUANDA EXPORTANG MAQUIMPORT CASA DAS CORREIAS MECANANG ENSUL SECTOR DA HOTELARIA E TURISMO ANGHOTEL (Luanda. CAVAN – Pequena dimensão) MANUTÉCNICA TECNOGIRON ICER CONSTROI + (Carpintaria – Pequena dimensão) UNICERÂMICA NOVOBRA RUC ENEP ECOSENG ENCOI INSTAL CERÂMICA CATETE CERÂMICA KIBALA JOSÉ RODRIGUÊS DIMENSÃO OBJECTIVO FINAL Média Pequena Pequena Média Grande Pequena Pequena Pequena Reestruturação/Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização 9 10 11 12 13 14 15 16 17 Grande Média Média Pequena Grande Grande Grande Média Média Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 Média Média Grande Média Grande Média Média Pequena Média Média Pequena Pequena Média Pequena Pequena Pequena Pequena Pequena Pequena Privatização em curso Privatização em curso Privatização em curso Privatização em curso Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização em curso Privatização parcial Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização 24 .dimensão) ENDIMAC GEOTÉCNICA + (U. Cabinda) EMPROTEL ANGOTUR SECTOR DAS OBRAS PÚBLICAS E URBANISMO Província de Luanda TECNOTÚNEL CCA – Companhia de Cerâmica de Angola EMPROE+(Fábrica Mármore e CantariasPeq. Huíla.

soc.P. Keve.comercial Privatização Privatização 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 Média Grande Grande Grande Grande Média Média Grande Média Média Pequena Média Pequena Grande Média Média Média Média Média Grande Pequena Reest.soc.comercial Extinção Concessão Concessão Concessão Transf.F. de 21.soc.148 ha Privatização parcial Privatização parcial Privatização parcial Transf./Privatização parcial Privatização parcial Privatização parcial Reest. Sede) MAMOPOL EPAN / LUANDA VIDRUL MOAGEM DO KIKOLO HERÓIS DE KANGAMBA PROMIL/MOAGENS DE CAHAMA MOAGEX AÇUNOR DIOGO D’AVILA 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 Média Privatização em curso Privatização Pequena Pequena Grande Média Média Grande Grande Média Grande Grande Grande Grande Grande Grande Grande Pequena Pequena Média Média Pequena Média Privatização Privat.soc./Privatização parcial Privatização parcial Privatização em curso Extinção/Liquidação Privatização parcial Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização em curso Privatização em curso Privatização Privatização Privatização Privatização Extinção/Reconversão Privatização em curso 25 . Fiangol.soc. Somil) ETM GADIL (Perlim.soc.F. III) ENACMA (U. Facobang.F. Decorsin.soc.comercial Transf.comercial Transf. Afrimax) BOLAMA (Combal. LUANDA C. AMBOIM PORTO DE LUANDA – Terminais PORTO DO LOBITO – Terminais PORTO DO NAMIBE – Terminais ABAMAT MANAUTOS ETP’S ETIM’S TRANSNORTE CONDAUTOS AGENANG SECTOR DA INDÚSTRIA Província de Luanda REFRINOR PANGA-PANGA ENTEX (Textang I.comercial Transf. Satec) COMETA (I. MOÇAMEDES C. Villares I e Villares II) METANGOL – LUANDA TRANSAPRO LIMOCA (Liangol.ANEXO – PROGRAMA DE REDIMENSIONAMENTO E PRIVATIZAÇÕES INDICATIVO PARA 1998-2000 Província de Benguela ENCIME Província do Kwanza-Norte CERÂMICA LUCALA Província do Nanibe EMPREDI SECTOR DO CAFÉ EMPRESAS TERRITORIAIS CAFANGOL PROCAFÉ UIGIMEX SECTOR DOS TRANSPORTES SÉCIL MARÍTIMA ANGONAVE CABOTANG C. Cafés Palanca./Privatização parcial Reest.comercial Transf. Kunene. II. Smyrna) DECORANG (Decorser. Kuito.comercial Reestruturação/Privatização Privatização Privatização Transf.

CONSERVAS (Agrícola Portelas. Planaslto. S. HUAMBO / BAYONA SODETE ENEPA (Peclene.A. Hermitex./Contrato de gestão Privatização parcial Privatização Privatização Reestrutur. Couambo.T. Sede) MOAGEM 10 DE DEZEMBRO (MOIREN) Província Do Huambo MOAGEM KANINE MOAGEM BANGA EVESTANG (Mindang. João. Novaplás) CODUME HUAMBOMÓVEIS (Moval. Prazeres. Moderna) ULISSES INDUMIL / OSEMA Média Pequena Grande Pequena Média Média Grande Pequena Pequena Grande Média Média Grande Média Média Pequena Grande Pequena Pequena Grande Média Pequena Pequena Pequena Grande Média Média Média Pequena Pequena Pequena Média Média Pequena Pequena Média Pequena Pequena Pequena Pequena Média Média Média Média Média Média Média Privatização Privatizada Privatização parcial Privatização em curso Desintervenção/privatiz. REG. Candol) STEREO COALFA MASSAS DUQUEZA BUÇACO C. Faz.A. Parcial Privatização parcial Privatização Privatização parcial Privatização parcial Privatização parcial Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização parcial Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização parcial Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização em curso 26 . AÇUCAREIRA DO DOMBE GRANDE (OSUKA) ELAGE ERBEF METANGOL-2 CORDANGO COFIANG HOLDAINS EMP.ANEXO – PROGRAMA DE REDIMENSIONAMENTO E PRIVATIZAÇÕES INDICATIVO PARA 1998-2000 81 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 100 101 102 103 104 105 106 107 108 109 110 111 112 113 114 115 116 117 118 119 120 121 122 123 124 125 126 127 IMAL SOPÃO TEXTANG II IFA FABIMOR SUCANOR SIDERURGIA FIDRO CEVIAN ENEPA FATA METANG CUCA/Luanda (CERVAL) EKA NOCAL SOMETAL INDUSTRIAL VININORTE (Covip) COFRIANG ICOMEL Província de Benguela ÁFRICA TEXTIL REFRICENTRO MASSAS CENTRO E SUL EMPAL A./Privatiz. Reest.

.Instit.SODAP – Sociedade Desenvolvimento AgroPecuário. FERRAMENTAS EMBEL (ERBEBIDAS) SIPAL ÁGUAS DO ALTO HAMA COOPER LINHAS COROA LICORES TINA (ERBEBIDAS) GRÁFICA KILAMBA Província da Huíla N’GOLA DA HUÍLA SAIDY MINGAS CIMOR ALIANÇA EMABOL HUÍLAPÃO Província do Uíge BANGOLA DO NORTE SECTOR DA AGRICULTURA Província de Luanda FRESCANGOL ENAMA DINAMA FÁBRICA DE RAÇÕES DE LUANDA (ERAL) EMPROF ANGOSEMENTES Província do Bengo EMABE SECTOR DOS PETRÓLEOS EMBAL SECTOR DE GEOLOGIA E MINAS ROREMINA EMPRESAS DA ENDIAMA . .soc.comerc. . . Lda. Lda. Lda. .ENDITRADE – Comércio Geral.TRANSDIAMA – Empresa de Transportes Rodoviários.ECIVIL – Empresa de Construção Civil do Dundo.A. . Lda. Lda. Importação e Exportação./privat.MABAIA – Empresa de Madeira do Dundo. Lda.Máquinas Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização parcial Contrato de gestão Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização 27 .parcial Extinção/Trans. . Média Média Média Pequena Pequena Pequena Pequena Pequena Pequena Pequena Grande Pequena Pequena Pequena Média Média Pequena Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização Privatização Contrato de gestão Privatização Privatização Privatização Contrato de gestão Privatização Privatizada 146 147 148 149 150 151 152 153 154 155 Grande Grande Grande Média Média Média Pequena Média Média Pequena Pequena Pequena Pequena Pequena Pequena Pequena Pequena Pequena Pequena Transf. .ANEXO – PROGRAMA DE REDIMENSIONAMENTO E PRIVATIZAÇÕES INDICATIVO PARA 1998-2000 128 129 130 131 132 133 134 135 136 137 138 139 140 141 142 143 144 145 OSEMA (Sofar Kanine e Moagens Kanganji) METALBO EX-VENÁNCIO GUIMARÃES SOBRINHO CONSTRUÇÕES DE MÁQUINAS. .ELECTROCLIMA – Empresa de Electrónica e Climatização do Dundo.S – Empresa de Saneamento Básico do Dundo. Lda.FOTIPO – Empresa de Fotografia e Tipografia do Dundo.E. Lda. Lda.TRANSNORDESTE – Empresa de Transportes do Nordeste.EDNA – Empresa de Electricidade do Nordeste.

soc.comercial Transf.comercial Transf.soc. HIDROMINA SECTOR DA ENERGIA E ÁGUAS EPAL ENE EDEL ENCEL SECTOR DAS FINANÇAS BPC BCI 156 157 158 159 160 161 162 Média Grande Grande Grande Média Grande Grande Extinção Transf.soc.comercial Privatização Privatização parcial Privatização parcial 28 .ANEXO – PROGRAMA DE REDIMENSIONAMENTO E PRIVATIZAÇÕES INDICATIVO PARA 1998-2000 Lda.

2010. 2011. António / Pacheco. Universidade Lusíada Editoras. Novos Parâmetros para a Intervenção do Estado na Economia. 2008.Bibliografia Amaral. 1994. Souto. Direito Administrativo Económico Geral – Fundamentos e Princípios / Direito Constitucional Económico. Direito da Economia Angolana. Colecção Manuais. Schapiro. Rio de Janeiro. Colecção Questões de Economia. Escher. Nogueira Leite. Financeirização da Economia a Última Fase do Neoliberalismo. 2003. Marcos Jumena Villela. Rolf. Guerra. Carlos. A Nova Constituição Económica Oportunidades de Negócios e Investimentos. Gerald / Fine. José Armando Morais. Jan. Direito Administrativo da Economia Lúmen Júris Editora. Repensar e Redefinir as Funções do Estado. Fernando. Mário Gomes. de Angola e as 29 . Bem / Toporowski. Teixeira. Lisboa. João Ferreira / Epstain. 2008. Stober.

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