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Introdução, Desenvolvimento, Conclusão e Bibliografia

Introdução, Desenvolvimento, Conclusão e Bibliografia

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1. Introdução Este artigo tem como objetivo mostrar a utilidade do código de barras na gestão de cadeia de suprimentos, com citações de autores importantes, pesquisas e entrevistas. Para entendermos melhor toda a gestão, é necessário certo entendimento sobre estoques, cadeia de suprimentos e códigos de barra (definições, tipos, estruturas, implantações). Com isso podemos relacionar todos eles à uma utilidade, função, indispensável para quem almeja velocidade e eficiência no controle e atendimento. Pesquisas e entrevistas facilitam o entendimento e garantem total embasamento teórico e prático sobre o assunto. 2. Gestão de cadeia de suprimento Compreende-se como cadeia de suprimentos, um conjunto de instalações dispersas geograficamente interagindo entre si. Como exemplos dessas instalações têm-se: fornecedores de matéria-prima, plantas produtivas, centros de distribuição, varejistas, estoque em trânsito, produtos intermediários e produtos acabados entre as instalações. (Yin, 1991, apud Souza,Carvalho, Liboreiro, 2006). A cadeia de suprimentos é um subconjunto da cadeia de valor, a qual é focada em agregar valor a um serviço ou a um produto físico, enquanto a cadeia de suprimentos é preocupada principalmente com a produção, distribuição e vendas de produtos físicos. (Simchi-Levi, 2000, apud Souza, Carvalho, Liboreiro, 2006). De acordo com Nazário (1999) apud Souza, Carvalho, Liboreiro (2006), “maximizar a utilização de ativos, maximizar a utilização da atual cadeia de suprimentos incluindo a tecnologia da informação, temos nos anos 1970 preocupações voltadas à eficiência dos objetivos operacionais. Nos anos 1980, a eficiência estratégica foi a preocupação. Nessa época, sistemas como reservas de passagens aéreas funcionaram como uma forte vantagem competitiva. Hoje, a gestão da cadeia de suprimentos é um bom exemplo onde ambos, objetivos e utilização de tecnologias da informação, contêm aspectos de eficiência operacional e estratégica.” Conforme Chopra e Meindi (2001), apud Souza, Carvalho, Liboreiro (2006), a informação é essencial para tomar boas decisões de gerenciamento da cadeia de suprimentos porque ela proporciona o conhecimento do escopo global necessário

Podendo ser encarado sob dois enfoques. 4. e em muitos casos difíceis de identificar. É usado sobretudo no domínio da logística e da contabilidade. Código de Barra O código de barras é uma forma de representar a numeração. apud Souza. A tecnologia da informação proporciona as ferramentas para reunir essas informações e analisá-las objetivando tomar as melhores decisões sobre a cadeia de suprimentos. . Liboreiro (2006).7 para tomar boas decisões. Os próprios autores advertem que “gerenciar uma cadeia de suprimentos é uma tarefa desafiadora e que muito mais fácil escrever definições sobre esses processos do que implementá-los”. Muitas vezes. 2005). Fica difícil saber onde termina a cooperação e começa a concorrência. produtos (finais ou inacabados) ou outros elementos na posse de um agente econômico. 1996:381). As fronteiras estão se tornando cada vez mais permeáveis. o estoque é definido como sendo “a acumulação armazenada de recursos materiais em um sistema de transformação” (Slack. apud Souza. a empresa se confunde com o ambiente. Carvalho. entendem que o SCM pode ser considerado uma tentativa de estabelecer um corte transversal das fronteiras organizacionais visando viabilizar a gestão de processos entre corporações. Estoques Os estoques referem-se às mercadorias. A separação entre empresa e o ambiente passa a ser delimitada por uma tênue linha divisória. incerta e mutável. confirma esta proposição argumentando que as organizações estão deixando de ser sistemas relativamente fechados para transformarem-se em sistemas cada vez mais abertos. Liboreiro (2006). Strati (1995). Carvalho. misturando fornecedores e clientes. 3. Cooper e Pagh (1998). que viabiliza a captura automática dos dados por meio de leitura óptica nas operações automatizadas (EAN Brasil. custos e benefícios. Lambert.

sendo o EAN-13 o mais conhecido e utilizado mundialmente. Cada simbologia trata como os dados serão codificados. Existem outros tipos de códigos padrões para diversas aplicações. os números que identificam o item variam de item para item e o dígito verificador deve ser recalculado a cada variação na numeração. Vale ressaltar que os números da empresa variam de empresa para empresa. representam a identificação controlar e licenciar a numeração no país (o prefixo 789 corresponde ao Brasil). ele requer mais espaços que outros códigos como o 128. e são atribuídos pelo o último dígito 2 é chamado de dígito verificador e auxilia na segurança da fabricante. os estoques aparecem sob diferentes formatos: . dígitos. estoques e código de barras) Numa cadeia de suprimentos. letras e caracteres de função especial ao mesmo tempo). Outro código existente é o Código 39 que é uma simbologia de código de barras que codifica letras maiúsculas. movimentado e armazenado.8 Sua estrutura numérica é feito pelo código EAN/UPC. Os códigos de barras são diferenciados entre si pelas regras de simbologia.  do fabricante ou empresa proprietária da marca do produto. O maior problema do código 39 é sua baixa densidade de dados. Esse código é um sistema internacional que auxilia na identificação inequívoca de um item a ser vendido.  leitura.  os dígitos 789 representam a identificação do produto. Relação entre os tópicos (gestão de cadeia de suprimentos. 5. No total o código EAN-13 deve ter 13 dígitos. que podem variar de 4 a 7. e alguns símbolos especiais como $. Os códigos de barras dividem-se em dois grupos: os códigos de barras numéricos e os alfanuméricos (sendo os alfanuméricos capazes de representar números. no exemplo é 835741 (6 dígitos). A estrutura numérica do código (que geralmente fica abaixo das barras) representa as seguintes informações (tomando-se como exemplo o código 7898357417892):  os 3 primeiros dígitos representam o prefixo da organização responsável por os próximos dígitos.

9 matérias-primas. peças de reposição. de produção e de distribuição eficientes devem considerar. produtos em processamento. assim conseguimos . com a colaboração de mercados.Cedral. e quando compramos mercadorias cadastramos quantas unidades estão entrando. 7. como transporte.Sim o controle do estoque é feito com auxilio do sistema de código de barras. SP Entrevista foi feita com o dono do mercado. Resultados da Pesquisa Supermercado Confiança . usaremos a pesquisa descritiva. cada mercadoria que sai é descontada do estoque. 1999:23). Na parte de coleta de dados a fim de gerar informações. 6. respondendo um questionário básico sobre os tópicos abordados (gestão da cadeia de suprimentos. 1. materiais de apoio etc. 2002:129). as empresas buscam garantir disponibilidade de produto ao cliente final com o menor nível de estoque possível (Arnold. sempre que possível. Metodologia de pesquisa Usaremos nesse relatório a pesquisa bibliográfica na parte de expor a teoria. armazenagem e processamento de pedidos (Arnold. A dificuldade de determinar estes mecanismos reside no fato de que estratégias comerciais. Diversos fatores têm influenciado a gestão de estoques na cadeia de suprimentos no sentido de aumentar a eficiência com a qual as empresas processam a movimentação de produtos. Cada vez mais. o código de barras tem esta função. estoques e código de barras). que viabiliza a captura automática dos dados por meio de leitura óptica nas operações automatizadas (Francischini. definir o problema e o objetivo. descrições de produtos e serviços em linguagem simples precisam ser substituídas por sistemas de identificação que possam ser usados em todos os setores da indústria e comércio mundialmente. Com a expansão do comércio global e do uso de computadores. 1999:469). Cada um destes formatos exige mecanismos de controle específicos. é uma forma de representar a numeração. produtos acabados. a interação dos níveis de estoque em diversos estágios da cadeia.

No começo foi complicado. pois tenho dados mais confiáveis. MS Entrevista feita com o encarregado de estoque. . hoje estão totalmente familiarizados com o sistema. 1. para eu poder tomar as decisões necessárias. também tinha o problema de que eu precisava abrir mão de um funcionário por um determinado tempo para fazer este controle de estoque. e para obtê-los é muito mais rápido. perder o produto. pois antes era freqüente o erro de contagem das mercadorias. assim estas chegam mais rapidamente até mim.Eu considero que a mudança só trouxe coisas boas para o mercado. Bigmart Centro de compras -Três Lagoas. Com o sistema de controle do estoque por código de barras os dados chegam muito mais claros até mim. e não como era feito antes que tínhamos que ir até o local do estoque e fazer a contagem manualmente anotando em planilhas as quantidades de cada mercadoria. sem muitas chances de erros.Sim o estoque é totalmente etiquetado com o código de barras. 5. assim temos o controle sobre a saída e entrada dos produtos. Então no início o cadastro dos produtos e o manuseio do sistema foram feitos por mim. vejo que foi um investimento que valeu a pena. dentro do meu orçamento o custo para a implantação do sistema é considerado alto. 3. O Bigmart por ser uma rede grande de supermercados que pertence a o grupo Walmart sempre possuiu o estoque com o programa de controle. além de não ter que ocupar funcionários para a contagem do estoque. mas em virtude dos benefícios que poderia ter com o sistema de controle do estoque por código de barras achei viável implantá-lo. pois não faziam a mínima idéia de como utilizar o sistema implantado. com isto posso tomar as decisões com mais agilidade. ou seja. mas agora com o sistema funcionando e já quitado. além de uma maior confiança nos dados que tenho em mãos.Como tenho um mercado pequeno. 2. e evitar prejuízos como no caso de comprar mercadorias desnecessárias e ultrapassar o prazo de validade. Então para tornar esta mudança possível tive que fazer algumas economias no começo.Este sistema foi adotado pelo fato de agilizar o processo das informações. enquanto isto os funcionários foram preparados para realizarem esta atividade. 4.10 controlar o estoque só pelo computador.

11 2.Acredito que seja pelo fato de que com esse método de trabalho a eficiência de manter a rede de suplementos sempre com produtos disponíveis é muito grande. para que possam lidar com as computadores com facilidade e eficiência. o estoque sempre possui unidades disponíveis dos produtos. já que o tempo de percepção de reposição de produtos é prejudicada por fatores humanos como “olhômetro”. com isso os prejuízos com desperdícios são relativamente grandes de comparados com mercados informatizados. Conclusão Com as pesquisas feitas no setor de varejo. 8. Uma empresa que não possui seus produtos cadastrados via código de barras perde muito em tempo e dinheiro. porém para uma grande rede de supermercados deve ser um investimento barato já que o sistema já é utilizado em outros mercados da rede. O BigMart. produtos com prazo de validade curtos são desperdiçados constantemente. “achismo” e instinto. foi possível observar as diferenças entre mercados com auxilio do código de barras no sistemas de controle de estoque. já o supermercado confiança não possuía o sistema de código de barras e o implantou recentemente. Os funcionários jovens tem facilidade e aprendem rápido. não sendo necessário comprar um programa específico para a unidade de Três Lagoas. não há gastos desnecessários com transporte produtos. uma grande rede de supermercados do grupo Walmart.Com certeza só conseqüências boas. 3. porem o funcionários com mais idade por terem pouco estudos tem uma dificuldade maior. pois a menos gastos com tempo para a gestão de controle do estoque. para ter uma idéia nós nem precisamos solicitar mais unidades de um determinado produto pois o programa automaticamente faz o pedido a o centro de distribuição em Penápolis.O Bigmart oferece um treinamento para os funcionários. entre outros benefícios. 4. é uma empresa com avançados sistemas de cadeia de suplimentos (supply chain). com mercados que não possuem e/ou recentemente implantou o sistema. 5.Não tenho acesso a essa informação. o desperdício de alimentos é muito baixo. .

MOURA.com. Acessado em 11 de abril de 2005. Logística Empresarial – A perspectiva brasileira.ufrj. Disponível em: <http://www.eanbrasil. A. São Paulo: Atlas. 2005 SLACK . Referências Bibliográficas. G. legislação e padrões. et al. Acessado em 18 de agosto de 2011. 310 p.cel. G. L. CORREA.br/fr-autom.html>. Albuquerque.htm>. Artigo automação na armazenagem: desenvolvendo e implementando projetos de sucesso. alívio do estresse dos clientes. Paulo F. 1ª edição. N.br/coaching/blog-logistica/codigo-de-barrase-rfid. Paulino.gestaodecarreira. diminui o custos com desperdícios.coppead. I. Implantação do código de barras em um sistema de controle de estoques: O caso de uma agroindústria. Planejamento. Administração de materiais e do patrimônio. N. 1996 . São Paulo: Atlas. (coleção COPPEAD de Administração). 9.org. Administração da produção . 2002. Silva. J. LACERDA. São Paulo: Pioneira Thomson Learning. 2005. 2000. de reposição de produtos. Benjamim do Carmo. H. Socialmente falando. Vila Nova de Famalicão: Edições Centro Atlântico.br >. GIANESI. e ambientalmente. Disponível em: <http://www. Apresenta informações sobre o uso do código de barras no Brasil. EAN BRASIL – Associação Brasileira de Automação. Nogueira. CEL . L. Leonardo. CAON. Acesso em 21 de abril de 2005 FLEURY. Recife: Universidade Federal Rural de Pernambuco.Centro de Estudos em Logística .COPPEAD/UFRJ. Disponível em: <http://www. 2006. Responsável legal pelo sistema de codificação nacional de produtos.12 Portanto a empresa que possui o código de barra para o controle de estoques consegue agilizar as atividades. Instituto de Pós-Graduação em Administração da UFRJ. diminuição da produção de lixo consequentemente menos carbono lançado na atmosfera. Amarildo. alem de agilizar o processo de venda nos caixas. 3ª edição. É importante ressaltar os impactos sociais e ambientais que o código de barras proporciona. M. . J. Programação e Controle da Produção. São Paulo: Atlas. FRANCISCHINI. Código de barras e RFID. Logística: conceitos e tendências.

.......................................................................................................... Introdução..... Conclusão...............................12 ..................................................................................................................13 SUMÁRIO 1..........................................06 3..09 7............................................... Resultados da Pesquisa............... Relação entre os tópicos (gestão de cadeia de suprimentos................................................06 2................................................................................................................. Metodologia de pesquisa..................................07 5......................................................... estoques e código de barras)............ Gestão de cadeia de suprimento.................................................08 6. Código de Barra.......................................09 8..............................................................11 9...............................................................07 4.......... Estoques..... Referências Bibliográficas...........

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