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Dolo e Erro Direito Civil

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Published by: William Gabriel De Araujo Lima on May 28, 2012
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DIREITO CIVIL NP2 DOLO Há diferença entre dolo civil e dolo criminal: Dolo civil é todo artifício empregado

para enganar alguém. É manifestação enganosa para ludibriar alguém . Será responsabilizado com uma sanção ou pecúnia (multa). Já o dolo criminal é o descrito no CP. É todo artifício malicioso empregado por uma das partes ou terceiros com o intuito de prejudicar alguém quando da celebração do negócio jurídico.
A B


OBJETO

Se partir de terceiro é sempre DOLO, pois no erro somente há erro entre as partes.

ERRO E DOLO, ambos são percepções errôneas da vontade

   

O dolo absorve o erro. Na dúvida entre erro e dolo prevalece o DOLO. No erro, a falsa ideia é do próprio agente. No dolo, a falsa ideia é resultado da malícia alheia. Em ambos os casos a vítima é iludida, porém no erro é enganada sozinha e no dolo é enganada por alguém.  No erro, a vontade manifesta-se espontaneamente, no dolo, a vontade manifesta-se de forma provocada.

Erro e Dolo O erro mostra-se à vista de todos, da mesma forma que o dolo, ou seja, como representação errônea da realidade. A diferença reside no ponto que no erro o vício da vontade decorre de íntima convicção do agente, enquanto no dolo há o induzimento ao erro por parte do declaratário ou de terceiro. Como costumeiramente diz a doutrina: o dolo surge provocado, o erro é espontâneo.

Dolo principal: Art. 145, CC essencial e substancial. Ocorre o negócio jurídico com vício, razão pela qual poderá ser anulado e sua consequência jurídica é a anulação. Já no dolo acidental, não

O dolo principal ou essencial torna o ato anulável. nenhuma pode alegá-lo para anular o negócio. Não influi para a finalização do ato. Art. Se ambas as partes procederem com dolo. Dolo acidental: Art. 186 do Código Civil. Art. a seu despeito. 146. A contrario sensu. A jurisprudência tem seguido os ditames da doutrina. acontece. de acordo com o art. há propósito de enganar. uma vez que não cabe a anulação deste negócio. Dolo Essencial e Dolo Acidental A essencialidade é um dos requisitos para a tipificação do dolo (dolus causam dans . 150. O dolo acidental só obriga à satisfação das perdas e danos. CC. Dolo bilateral: Se ambas as partes contratantes procederem com dolo. este definido no Código (art. devendo o causador do dano obrigar-se a indenizar perdas e danos e sua consequência jurídica é a convalidação do negócio ou indenização. provando-se que sem ela o negócio não se teria celebrado. o silêncio intencional de uma das partes a respeito de fato ou qualidade ( que o outro deveria saber) que a outra parte haja ignorado. Tanto no dolo essencial como no dolo acidental (dolus incidens). isto é. tanto que a lei o define: "É acidental o dolo. Nos negócios jurídicos bilaterais. em proveito do autor do dolo.dolo como causa de dano). nos termos do art. o negócio ocorre. o expediente astucioso empregado para induzir alguém à prática de um ato jurídico que o prejudica. 146. CC. e é acidental quando. o negócio seria realizado. Neste último caso.há que se falar em negócio jurídico viciado. O dolo acidental. é essencial o dolo. quando a seu despeito o ato se teria praticado. enquanto no dolo acidental há ato ilícito que gera responsabilidade para o culpado. NÃO cabe anulação e nem ressarcimento pois o dolo de um anula o de outro Dolo por OMISSÃO: Se o silêncio for doloso intencionalmente Art. nesse sentido: "O dolo essencial. qualquer reparação civil pela sua má conduta). não há que se falar em anulação do negócio jurídico. . 146. sem o qual o lesado não o teria praticado. vicia a vontade deste e conduz à anulação do ato" Escutar em 10 minutos. 147. 146). menos ainda em pedido indenizatório Art. embora por outro modo. ou reclamar indenização. que é a razão de ser do negócio jurídico. mas se obriga/indenizar em perdas e danos ( além de dinheiro. No dolo essencial há vício do consentimento. constitui omissão dolosa. Aqui. "só obriga à satisfação das perdas e danos". 146). o dolo não é a razão precípua da realização do negócio. embora por outro modo'' (Art. o negócio apenas surge ou é concluído de forma mais onerosa para a vítima. Obs: Somente em dinheiro está errado. 150.

responderá por todas as perdas e danos da parte a quem ludibriou. porém. No dolo por omissão. o terceiro responderá por todas as perdas e danos da parte a quem ludibriou. etc por força da lei. curadores. Pode também ser anulado o negócio jurídico por dolo de terceiro. Agora.) de uma das partes só obriga o representado a responder civilmente (não penalmente) até a importância do proveito que teve SE NÃO HOUVE PROVEITO É ANULÁVEL O NEGÓCIO E O REPRESENTADO NÃO RESPONDE E TÃO SOMENTE O REPRESENTANTE LEGAL.Regra geral: O silêncio é a ausência de declaração de vontade. se as partes não tinham conhecimento do dolo. contudo. . o representado responderá solidariamente com ele por perdas e danos. este poderá ser anulado por vício. O dolo do representante legal ( pais. com isso poderá ocorrer duas hipóteses:   O dolo de terceiro pode ser causa de anulabilidade do negócio desde que um dos agentes tenha conhecimento da intenção maléfica. 149. o terceiro age sozinho não há vício. havendo silêncio de uma das partes para induzir a realização de um negócio. Representação voluntária também chamada de representação convencional é aquela em que a parte escolhe alguém para representá-lo em um determinado ato da vida civil. se a parte a quem aproveite dele tivesse ou devesse ter conhecimento. Dolo do REPRESENTANTE Tipos de representação:   Representação legal é aquela imposta pela lei. o dolo for do representante convencional (voluntário).  Art. ex: pais. se.D Dolo de TERCEIRO: Art. o dolo de terceiro pode ser ANULADO. tutores. Escutar em 1hs 25min E 1hs 34min Se uma das partes tivesse ou devesse ter conhecimento. ainda que subsista o negócio jurídico. 17/05/12 representante convencional/voluntário é aquele escolhido pelas partes para representar mediante uma procuração com capacidade específica e limitada aos poderes conferidos. 148. em caso contrário. esta representação é exercida através de um instrumento denominado procuração. só será considerado um ato ilícito e o autor será responsabilizado por perdas e danos. se o terceiro age sozinho. Caso contrário. O A vai fazer negócio jurídico com B e o A é representado por C e o B é representado por D legal. tutores e curadores. Dolo de terceiro: O dolo pode ser um artifício de terceira pessoa não participante do negócio jurídico. já o silêncio INTENCIONAL de uma das partes quando da realização do negócio jurídico constitui o chamado dolo por OMISSÃO.

não necessariamente será somente por sangue. Se ambas as partes procederem com dolo. nenhuma pode alegá-lo para anular o negócio. já o agente que é pressionado é o coacto ou paciente. É meio coercitivo empregado para intimidar a vítima. Deverá existir temor justificado. eis que há ausência da manifestação de vontade e portanto o negócio será nulo de pleno direito. se o negócio for praticado existe o vício e portanto será anulável. É a violência psicológica que influencia a vítima a praticar o negócio jurídico de modo diverso do pretendido. não há vício. razão principal para realizar o negócio. Neste caso. pelo constrangimento corporal. Art. pois a doutrina aceita o princípio da afetividade que. ou reclamar indenização. A coação física é também chamada de vis absoluta já a coação psicológica ou moral é também chamada de vis compulsiva ou coação ou vis ralativa. nesse caso. vejamos: 1. para viciar a declaração da vontade. 2. DOLO BILATERAL. o negócio. há de ser tal que incuta ao paciente fundado temor de dano iminente e considerável à sua pessoa. Coação física: traduz-se pela força física. Conceito: É toda a pressão exercida sobre o indivíduo para determiná-lo a concordar com um ato. neste caso. pois foi pressionada a realizar o negócio. 151. O dano deve ser atual ou iminente. Art. Dolo de representante legal: O representado só responde até a importância do que teve proveito. pode ser um terceiro não por sangue. 150. pois ambos agiram com dolo art. Essa responsabilidade é tão somente no âmbito civil. A coação deve ser a causa determinante. O agente que coage é o coator é aquele que provoca o vício.A( representado por C) X B( é representado por D legalmente) Se A agiu com dolo com C. Dolo do representante convencional: O representado responde solidariamente por perdas e danos junto como o representante. Essa pressão pode ser física ou moral. A coação.O negócio é anulável ou não? NÃO. 1. Existe o negócio. 150 CC. . ou aos seus bens. O dano deve referir-se a própria pessoa do paciente. 4. 3. Como se nunca tivesse existido o negócio. a sua família ou ainda aos seus bens. COAÇÃO: A primeira intenção não é realizar o negócio. nesse caso. porém pode ser anulado. Bens. à sua família. FAMÍLIA. Requisitos para identificar a coação e devem estar todos presentes para ser denominado a coação: 151 e 152 CC. Coação relativa também conhecida como coação moral : é aquela em que a vítima pode escolher entre praticar o ato ou arcar com as consequências da coação.

o juiz. a idade. O que estudar para a prova: CONSEQUENCIAS ENTRES OS ERROS ACIDENTAL. com base nas circunstâncias. Se disser respeito a pessoa não pertencente à família do paciente. a saúde. . o temperamento do paciente e todas as demais circunstâncias que possam influir na gravidade dela. ERRO ESSENCIAL. DOLO ESSENCIAL. decidirá se houve coação. No apreciar a coação. Art. DOLO ACIDENTAL. ter-se-ão em conta o sexo. para a prova comparação do erro e dolo. 152.Parágrafo único. a condição.

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