DIREITO CIVIL NP2 DOLO Há diferença entre dolo civil e dolo criminal: Dolo civil é todo artifício empregado

para enganar alguém. É manifestação enganosa para ludibriar alguém . Será responsabilizado com uma sanção ou pecúnia (multa). Já o dolo criminal é o descrito no CP. É todo artifício malicioso empregado por uma das partes ou terceiros com o intuito de prejudicar alguém quando da celebração do negócio jurídico.
A B


OBJETO

Se partir de terceiro é sempre DOLO, pois no erro somente há erro entre as partes.

ERRO E DOLO, ambos são percepções errôneas da vontade

   

O dolo absorve o erro. Na dúvida entre erro e dolo prevalece o DOLO. No erro, a falsa ideia é do próprio agente. No dolo, a falsa ideia é resultado da malícia alheia. Em ambos os casos a vítima é iludida, porém no erro é enganada sozinha e no dolo é enganada por alguém.  No erro, a vontade manifesta-se espontaneamente, no dolo, a vontade manifesta-se de forma provocada.

Erro e Dolo O erro mostra-se à vista de todos, da mesma forma que o dolo, ou seja, como representação errônea da realidade. A diferença reside no ponto que no erro o vício da vontade decorre de íntima convicção do agente, enquanto no dolo há o induzimento ao erro por parte do declaratário ou de terceiro. Como costumeiramente diz a doutrina: o dolo surge provocado, o erro é espontâneo.

Dolo principal: Art. 145, CC essencial e substancial. Ocorre o negócio jurídico com vício, razão pela qual poderá ser anulado e sua consequência jurídica é a anulação. Já no dolo acidental, não

o silêncio intencional de uma das partes a respeito de fato ou qualidade ( que o outro deveria saber) que a outra parte haja ignorado. O dolo acidental só obriga à satisfação das perdas e danos. embora por outro modo'' (Art. 186 do Código Civil. acontece. NÃO cabe anulação e nem ressarcimento pois o dolo de um anula o de outro Dolo por OMISSÃO: Se o silêncio for doloso intencionalmente Art. Dolo Essencial e Dolo Acidental A essencialidade é um dos requisitos para a tipificação do dolo (dolus causam dans . constitui omissão dolosa. 147. Nos negócios jurídicos bilaterais. quando a seu despeito o ato se teria praticado. provando-se que sem ela o negócio não se teria celebrado. 146. Tanto no dolo essencial como no dolo acidental (dolus incidens). Art. que é a razão de ser do negócio jurídico. devendo o causador do dano obrigar-se a indenizar perdas e danos e sua consequência jurídica é a convalidação do negócio ou indenização. ou reclamar indenização.dolo como causa de dano). . de acordo com o art. Dolo acidental: Art. Não influi para a finalização do ato. o negócio ocorre. 146. nesse sentido: "O dolo essencial. A contrario sensu. O dolo principal ou essencial torna o ato anulável. uma vez que não cabe a anulação deste negócio. O dolo acidental. isto é. em proveito do autor do dolo. a seu despeito. tanto que a lei o define: "É acidental o dolo. CC. CC. 150. embora por outro modo. nenhuma pode alegá-lo para anular o negócio. há propósito de enganar. "só obriga à satisfação das perdas e danos". e é acidental quando. enquanto no dolo acidental há ato ilícito que gera responsabilidade para o culpado. Dolo bilateral: Se ambas as partes contratantes procederem com dolo. menos ainda em pedido indenizatório Art. 146. 146). o dolo não é a razão precípua da realização do negócio. sem o qual o lesado não o teria praticado. vicia a vontade deste e conduz à anulação do ato" Escutar em 10 minutos.há que se falar em negócio jurídico viciado. 150. Neste último caso. 146). A jurisprudência tem seguido os ditames da doutrina. Aqui. o negócio apenas surge ou é concluído de forma mais onerosa para a vítima. qualquer reparação civil pela sua má conduta). mas se obriga/indenizar em perdas e danos ( além de dinheiro. é essencial o dolo. Art. Se ambas as partes procederem com dolo. não há que se falar em anulação do negócio jurídico. este definido no Código (art. o expediente astucioso empregado para induzir alguém à prática de um ato jurídico que o prejudica. nos termos do art. Obs: Somente em dinheiro está errado. No dolo essencial há vício do consentimento. o negócio seria realizado.

ex: pais. o terceiro responderá por todas as perdas e danos da parte a quem ludibriou. 149. se as partes não tinham conhecimento do dolo.) de uma das partes só obriga o representado a responder civilmente (não penalmente) até a importância do proveito que teve SE NÃO HOUVE PROVEITO É ANULÁVEL O NEGÓCIO E O REPRESENTADO NÃO RESPONDE E TÃO SOMENTE O REPRESENTANTE LEGAL. só será considerado um ato ilícito e o autor será responsabilizado por perdas e danos. com isso poderá ocorrer duas hipóteses:   O dolo de terceiro pode ser causa de anulabilidade do negócio desde que um dos agentes tenha conhecimento da intenção maléfica. Dolo de terceiro: O dolo pode ser um artifício de terceira pessoa não participante do negócio jurídico. já o silêncio INTENCIONAL de uma das partes quando da realização do negócio jurídico constitui o chamado dolo por OMISSÃO. o dolo for do representante convencional (voluntário). havendo silêncio de uma das partes para induzir a realização de um negócio. O A vai fazer negócio jurídico com B e o A é representado por C e o B é representado por D legal. se. Agora. responderá por todas as perdas e danos da parte a quem ludibriou. O dolo do representante legal ( pais. Pode também ser anulado o negócio jurídico por dolo de terceiro. Escutar em 1hs 25min E 1hs 34min Se uma das partes tivesse ou devesse ter conhecimento. porém. etc por força da lei. Dolo do REPRESENTANTE Tipos de representação:   Representação legal é aquela imposta pela lei. No dolo por omissão. o representado responderá solidariamente com ele por perdas e danos. o terceiro age sozinho não há vício. . se a parte a quem aproveite dele tivesse ou devesse ter conhecimento.  Art. ainda que subsista o negócio jurídico. 17/05/12 representante convencional/voluntário é aquele escolhido pelas partes para representar mediante uma procuração com capacidade específica e limitada aos poderes conferidos. este poderá ser anulado por vício. em caso contrário. 148. tutores. o dolo de terceiro pode ser ANULADO. contudo. tutores e curadores. Representação voluntária também chamada de representação convencional é aquela em que a parte escolhe alguém para representá-lo em um determinado ato da vida civil. se o terceiro age sozinho. curadores. Caso contrário.D Dolo de TERCEIRO: Art. esta representação é exercida através de um instrumento denominado procuração.Regra geral: O silêncio é a ausência de declaração de vontade.

. pode ser um terceiro não por sangue. porém pode ser anulado. vejamos: 1. razão principal para realizar o negócio. Coação física: traduz-se pela força física. nenhuma pode alegá-lo para anular o negócio. Dolo de representante legal: O representado só responde até a importância do que teve proveito. 150 CC. não necessariamente será somente por sangue. 4. há de ser tal que incuta ao paciente fundado temor de dano iminente e considerável à sua pessoa. Essa responsabilidade é tão somente no âmbito civil. Art. Essa pressão pode ser física ou moral. a sua família ou ainda aos seus bens. pois ambos agiram com dolo art. pois a doutrina aceita o princípio da afetividade que. Deverá existir temor justificado. Bens. Dolo do representante convencional: O representado responde solidariamente por perdas e danos junto como o representante. Neste caso. É a violência psicológica que influencia a vítima a praticar o negócio jurídico de modo diverso do pretendido. 150. se o negócio for praticado existe o vício e portanto será anulável. É meio coercitivo empregado para intimidar a vítima. pois foi pressionada a realizar o negócio. A coação física é também chamada de vis absoluta já a coação psicológica ou moral é também chamada de vis compulsiva ou coação ou vis ralativa. 2. Requisitos para identificar a coação e devem estar todos presentes para ser denominado a coação: 151 e 152 CC. FAMÍLIA. eis que há ausência da manifestação de vontade e portanto o negócio será nulo de pleno direito. neste caso. já o agente que é pressionado é o coacto ou paciente. Conceito: É toda a pressão exercida sobre o indivíduo para determiná-lo a concordar com um ato. Art. Se ambas as partes procederem com dolo. ou aos seus bens. DOLO BILATERAL. COAÇÃO: A primeira intenção não é realizar o negócio. A coação. Existe o negócio. 3. nesse caso. O agente que coage é o coator é aquele que provoca o vício.A( representado por C) X B( é representado por D legalmente) Se A agiu com dolo com C. não há vício. O dano deve ser atual ou iminente. nesse caso. para viciar a declaração da vontade. 151. pelo constrangimento corporal. Como se nunca tivesse existido o negócio. ou reclamar indenização. O dano deve referir-se a própria pessoa do paciente. 1. o negócio.O negócio é anulável ou não? NÃO. à sua família. A coação deve ser a causa determinante. Coação relativa também conhecida como coação moral : é aquela em que a vítima pode escolher entre praticar o ato ou arcar com as consequências da coação.

ERRO ESSENCIAL. No apreciar a coação. a idade. . o juiz. decidirá se houve coação. 152. Art. o temperamento do paciente e todas as demais circunstâncias que possam influir na gravidade dela. O que estudar para a prova: CONSEQUENCIAS ENTRES OS ERROS ACIDENTAL. a saúde. Se disser respeito a pessoa não pertencente à família do paciente. ter-se-ão em conta o sexo. com base nas circunstâncias. a condição. DOLO ACIDENTAL. para a prova comparação do erro e dolo.Parágrafo único. DOLO ESSENCIAL.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful