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Introdu--o a Higiene Ocupacional

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Introdução a Higiene Ocupacional

Carlos Augusto da Rocha

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Introdução a Higiene Ocupacional I. Introdução

Carlos Augusto da Rocha

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Toda e qualquer atividade impõe riscos, os quais denominamos “Riscos Ocupacionais”. Estes riscos podem ser divididos em dois grandes grupos : Riscos de Acidentes : caracterizado como sendo aqueles cujo contato com uma energia ou substância provocam lesões imediatas. Assim entendidas aquelas em que uma vez estabelecido o contato, conhecemos o resultado na hora. E é uma lesão. P.ex.: Ao atritarmos uma superfície cortante contra a nossa pele conhecemos o resultado na hora. É um corte. Estão neste grupo, entre outros : _ Choque elétrico. _ Projeção objetos/produto. _ Perfurações. _ Queimaduras. _ Incêndios/Explosões. _ etc. Riscos de Doenças : Caracterizados por situações de exposição com possibilidades de originarem lesões mediatas. Assim entendidas aquelas em se processa o contato, porém não é possível precisar o momento exato em que se deu a exposição que originou o dano ao estado de saúde do trabalhador. São exemplos : _ Ruído/Vibrações _ Radiações Ionizantes _ Radiações Não Ionizantes _ Gases/Vapores _ Névoas/Vapores _ Poeiras/Fumos _ Pressões Anormais _ Movimentos Repetitivos _ Posturas Inadequadas _ etc. O primeiro grupo é tratado pela prática da Segurança do Trabalho, e os agentes que o compõem denominamos de “Agentes Mecânicos”. O segundo grupo é de responsabilidade da Saúde Ocupacional, e podem ser classificados como : Agentes Físicos
Ruído Vibrações Pressões Anormais Radiações Ionizantes Radiações Não Ionizantes Temperaturas Extremas (Calor/Frio)

Introdução a Higiene Ocupacional

Carlos Augusto da Rocha

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Agentes Biológicos Vírus Bactérias Bacilos Protozoários Agentes Químicos Gases Vapores Aerodispersóides : Sólidos Líquidos: Agentes Ergonômicos Movimentos Repetitivos Posturas Inadequadas Esforço Físico Iluminancia Ritmos Excessivos/Monotonia etc. Neste documento estaremos abordando temas relacionados ao grupo das situações que podem levar às lesões mediatas. II. O Estado de Saúde A doença não é uma entidade estática, e sim um processo que se inicia antes mesmo que o próprio homem seja afetado. A saúde, segundo a definição dada pela Organização Mundial da Saúde ( OMS ), “ é um estado de completo bem estar físico, mental e social. E não meramente a ausência de doença ou defeito.” Desta definição podemos observar duas palavras chaves : completo e estado. Na primeira sugere uma perfeita interação entre os aspectos físico, mental e social; considerado o perfeito funcionamento do organismo humano e membros, a saúde psíquica e as relações do indivíduo. E a segunda, estado, sugerindo que a saúde é dinâmica e pode mudar de grau a cada instante. Ou seja, a saúde é o resultado de forças em constante reação e a ocorrência de doenças em indivíduos, isto significa que a sua distribuição por grupos humanos pode ser melhor compreendida se considerarmos as múltiplas causas; entendendo como causa aquilo que produz um resultado ou um efeito.

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Poeiras e Fumos Névoas e Neblinas

Assim. sem o estabelecimento de uma Política de Saúde Ocupacional. o hospedeiro e o ambiente. ao analisarmos o fluxo de ações abaixo. em cujos vértices coexistem em equilíbrio dinâmico o agente.Introdução a Higiene Ocupacional Carlos Augusto da Rocha 4 O complexo processo de redução da saúde é o resultado de um encadeamento contínuo de causas e efeitos. Ambiente ou Atividade Insalubre Doença Sintomas Diagnóstico Tratamento Trabalhador Sadio E o ambiente não recebe nenhuma atenção O processo doença pode ser compreendido como a resultante da interação de múltiplos fatores causais. . ao qual poderemos fazer analogia com um processo de manutenção corretiva. Para melhor entendimento e definição do campo de atuação da Medicina Ocupacional e da Higiene Ocupacional. que oriente e defina diretrizes eficientes e eficazes para a atuação da Medicina Ocupacional e para a Higiene Industrial. tomaremos como exemplo o modelo do “Triângulo Epidemiológico”. estaremos impondo ao sistema um círculo vicioso. e não apenas das causas singulares ou específicas.

costumes. em condições ambientais favoráveis. condicionamentos da idade. servir de estímulo ao início ou perturbação de um processo patológico. Agente : É um elemento. que tem na carga genética (genótipo) e na eficiência de mecanismos de defesa gerais e específicos sua expressão máxima. uma substância cuja presença ou ausência pode em seguida a um contato efetivo com o hospedeiro humano susceptível. de dois deles ou dos três. grupo étnico.Introdução a Higiene Ocupacional Carlos Augusto da Rocha 5 Agente Triângulo Epidemiológico Hospedeiro ( Homem ) Ambiente O estímulo desencadeador do processo doença é originado do desequilíbrio na interação dinâmica destes três elementos. bem como outros “Fatores Intrínsecos”. ou do “ambiente”. ou do “hospedeiro”. . sexo. Hospedeiro : A contribuição está relacionada com os hábitos. por modificações qualitativas e/ou quantitativas do “agente” . estado civil e ocupação.

Definição O objetivo da Higiene Ocupacional é transformar o ambiente ou atividade salubres. antes que agressões sérias à saúde do trabalhador sejam observadas.” Na definição proposta pela ACGIH. mais conhecida como Higiene Industrial. sendo inclusive tratada como ciência. o ambiente biológico ( o universo das coisas vivas que circundam o homem e tudo além do próprio homem.Antecipação. atingindose assim os objetivos maiores da Saúde Ocupacional. mas foi apenas nas últimas décadas que esta teve seu maior desenvolvimento. etc.Introdução a Higiene Ocupacional Carlos Augusto da Rocha 6 Ambiente : Abrange quatro grandes elementos. tendo como foco dois vértices do “Triângulo Epidemiológico”. originados nos locais de trabalho.). estrutura geológica. reconhecimento.” Mas. Há muito tempo se identificou a necessidade da atuação da Higiene Ocupacional. . Higiene Ocupacional/Industrial .1948). prejuízos à saúde ou ao bem estar. III. A primeira definição de Higiene Ocupacional. desconforto significativo e ineficiência nos trabalhadores ou entre as pessoas da comunidade. destacamos os seguintes aspectos : • As fases da Higiene Industrial . que podem provocar doenças. geografia.Módulo Agentes Químicos. de modo que esteja em harmonia com o trabalhador sadio. Reconhecimento. O ambiente físico (clima. Os temas desenvolvidos neste trabalho estão relacionados com as atividades da Higiene Ocupacional . o ambiente social e econômico. o Agente (suas características físicas e toxicológicas) e a interface com o Ambiente (quanto do agente está presente no local de trabalho).ACGIH. avaliação e controle dos riscos ambientais ou tensões. tempo. • A atuação sobre os fatores ambientais. “A Higiene Industrial visa antecipar e reconhecer situações potencialmente perigosas e aplicar medidas de controle de engenharia. como sendo : “A ciência e arte devotada a antecipação. foi somente alguns anos após que esta definição foi aprimorada pela American Conference of Governmental Industrial Hygienists . Avaliação e Controle. e que é a mais comumente aceita. já relatava o caráter preventivo da atividade (Frank Patty .

nenhum dos agentes agressivos estudados pela saúde ocupacional estão tão presentes nas instalações industriais como têm ocorrido com o ruído. incluindo a patologia específica e não específica. maior volume de matérias-primas . devem ainda ser planejadas levando-se em conta as vias de penetração do agente no organismo humano. Patologias Relacionadas ao Trabalho Neste tópico estaremos relacionando alguns agentes ambientais e exemplificando algumas patologias associadas. O Entrosamento Higiene Ocupacional . • A consideração dos cuidados com a comunidade.Medicina OcupacionalToxicologia Industrial A Higiene Ocupacional. ex. P. maior potência das máquinas e dimensões cada vez maiores. entre outros. o desconforto e as tensões psicológicas do trabalho. para que a proteção seja adequada. a fadiga. Para a perfeita execução de um programa de saúde ocupacional e prevenção dos riscos ambientais há que se considerar a periculosidade dos agentes e os sintomas manifestados nas pessoas expostas. É de fundamental importância considerar o critério da informação recíproca. além dos trabalhadores. Para termos um dimensionamento da extensão e importância deste risco incidem. o incremento energético incorporado as instalações de produção.Introdução a Higiene Ocupacional Carlos Augusto da Rocha 7 • A extensão do objetivo de mera prevenção de doenças à proteção da saúde. deve manter um entrosamento estreito com a Toxicologia e a Medicina Ocupacional. por sua vez. Abrange campos correspondentes a outras técnicas. Convém lembrar que está na linha da preocupação atual por uma visão integral da saúde. As medidas de controle. e as estatísticas ratificam esta afirmação. IV. técnico ou administrativo. as manifestações subclínicas. Este tem caracterizado-se. culminando com a priorização das ações. além da viabilidade do ponto de vista prático. V.: Ruído Com certeza. principalmente em relação aos agentes químicos. tanto para amostras ambientais como para amostras biológicas. em um risco permanente para a saúde dos trabalhadores. Através da Toxicologia Analítica obtém-se métodos e processos de análise do agente tóxico.

Do ponto de vista físico. Ao nos depararmos com as definições de ruído incorporadas às práticas de Higiene Ocupacional. ou “Combinação de sons não coordenados que produzem uma sensação desagradável”. a sensação do desconforto causado no ser humano nos conduz à expressão subjetiva de sua definição. apresentam-se como : “ Som não desejado”. O deslocamento complexo de moléculas de ar se traduz em uma sucessão de muito pequenas variações de pressão. Ouvido Médio . O ouvido humano pode ser dividido em Ouvido Externo. Todas estas abordagens subjetivas do ruído se manifestam mais claramente no fato de que a pessoa que executa uma operação em ambiente com níveis elevados de ruído.Introdução a Higiene Ocupacional Carlos Augusto da Rocha 8 manipuladas. A recepção e a análise do som pelo ouvido humano são processos complicados e que ainda não são completamente conhecidos. Há uma outra mais ampla que o define como “Qualquer som que interfira ou impeça alguma atividade humana”. uma definição objetiva que direciona e se aproxima daquela que o classifica como um fenômeno físico. estas alterações de pressão podem ser percebidas pelo ouvido e se denominam “ Pressão Sonora”. a qual se encontra “desavisada” de que haverá uma emissão de ruído. delicado. 1. complexo e discriminativo. De um lado. Ouvido Externo É o pavilhão da orelha. que tem forma afunilada para coletar e transmitir as ondas sonoras até excitar o TÍMPANO. membrana que vibra. assim como os tamanhos dos produtos acabados. verificamos que é susceptível de uma dualidade de enfoque em seu enunciado. 2. Como definições subjetivas. Permite perceber e interpretar o som. os ritmos de trabalho (turnos) e a introdução de novas tecnologias. Ouvido Médio e Ouvido Interno. limitando a recepção sonora. • O Ouvido Humano O ouvido humano é um órgão bastante sensível. o ruído consiste num movimento ondulatório produzido em um meio elástico por uma vibração. “sente” menos as influências (imediatas) do ruído que outra. Este fenômeno é explicado pela possibilidade de atuação de músculo do ouvido médio. e de outro.

Então campo . estimulando as células ciliadas a produzirem sinais elétricos. O Ouvido Médio tem importantes elementos para proteger o mecanismo. informa sobre a direção de chegada. respectivamente. Estes três ossos trabalham como alavanca. aumentando as vibrações do Tímpano. Ao atingirem o tímpano. A CÓCLEA é o órgão responsável por colher esses movimentos e tem a forma de espiral cônica. que bate contra o BIGORNA. Duto Cóclea. Trata-se de uma espiral cônica com três tubos comprimidos lado a lado. e que transmite seus movimentos para o cérebro através de ramificações nervosas. As ondas percorrem distâncias diferentes ao longo da Cóclea ( os tempos de atraso dependem da frequência ). que por sua vez é ligado com o ESTRIBO.Introdução a Higiene Ocupacional Carlos Augusto da Rocha 9 Atua como um amplificador sonoro. Bigorna e Estribo). O ouvido médio médio funciona como um amplificador. provocam vibrações que são transferidas para três ossos do ouvido médio (Martelo. 3. Este último está em contato com uma membrana chamada JANELA OVAL. como a Trompa de Eustáquio. que é ligada a garganta e a boca para equilibrar a pressão do ar.000 vezes/segundo ). Ouvido Interno Os movimentos de vibração do Tímpano e dos ossos do ouvido médio são transmitidos pelos nervos até o cérebro. Ambos os tubos são cheios de um líquido chamado Perilinfa. também é cheio de um fluido chamado Endolinfa. As paredes finas da Cóclea vibram e as ondas passam para o tubo central e depois para o tubo inferior até a Janela Redonda. A Cóclea é a parte responsável por colher estas vibrações. As vibrações da Janela Oval geram ondas acústicas que se propagam até a Cóclea e viajam ao longo do tubo superior. As membranas Basal e Tectória vibram em direção contrária. A diferença de chegada do som num ouvido e no outro ( esquerdo e direito ). • O Mecanismo da Audição As ondas sonoras percorrem o ouvido externo até atingirem o tímpano. o MARTELO. através de ligações deste com três ossos. A percepção da direcionalidade do som ocorre através do processo de correlação cruzada entre os dois ouvidos. • Princípios Básicos Para produzir sensação auditiva é imprescindível que as variações de pressão se manifestem de forma rápida ( de 20 a 20. aberta para o ouvido interno. isto permite ao ouvido distinguir as frequências do som. é importante manter os dois ouvidos sem perda de sensibilidade. Portanto. O tubo do meio. Os tubos de cima e de baixo abrem para o Ouvido Médio através da Janela Oval e Janela redonda.

Empregando as unidades mencionadas. Onda Acústica Aérea : É uma vibração do ar caracterizada por uma sucessão periódica no tempo e no espaço de expansões e compressões. . porém poderão ser. para o limiar da dor : Limiar da dor = 20 X 10 N/m . Se não sofrer nenhuma transformação de suas características ou direção por refração. dada como 2 X 10-5 N/m2. também. o início de percepção para um ouvido com boas características auditivas. denominamos Onda Acústica Direta. O nível de pressão sonora máximo que o ouvido humano pode suportar sem que apareça efeitos dolorosos é de 20 X 10-5 N/m2 ( 200 µbar ). que utiliza o decibel ( dB ) como unidade. em dB.000 Hertz. tenderíamos a utilizar uma escala em 1 milhão de unidades. Portanto. expressos em pela Pressão Sonora. levou-nos à optar por uma escala logarítmica. Nível de Pressão ( dB ) = 10 log ( Pressão Acústica Existente ) 2 ( Pressão Acústica Referência ) Pressão Acústica Existente Pressão Acústica Referência 2 Nível de Pressão ( dB ) = 20 log A pressão acústica de referência corresponde ao limiar de percepção auditiva. 6 -5 2 Nível de Pressão ( dB ) = 20 log 20 -5 2 x 10 = 20 log 10 = 120 dB 1. Para a audibilidade os extremos da limitação são caracterizados pela frequência. se produz a partir de uma pressão sonora de 2 X 10-5 N/m2 ( 2 X 10 -4 µbar ).Introdução a Higiene Ocupacional Carlos Augusto da Rocha 10 de audição do ouvido humano fica definido em frequências de 20 a 20. Cálculo do nível de pressão sonora. Estas dificuldades operacionais. reflexão ou absorção em diferentes meios de propagação.

. E se os níveis mais altos se produzirem em frequências mais baixas. será percebido como ruído “grave”. Símbolo: f . 3.Introdução a Higiene Ocupacional Carlos Augusto da Rocha 11 Pressão Sonora Pressão Atmosférica Normal Quando a onda acústica sofre uma ou várias reflexões no meio ambiente. será percebido como ruído “agudo”. Unidade : Hertz (Hz). até chegar ao ouvido do receptor. É o inverso do período. Frequência : É o número de pulsações de uma onda acústica senoidal ocorridas no tempo de 1 segundo. Espectro de Frequências : Representação da distribuição da energia de um ruído em função de suas frequências componentes. os níveis mais altos se produzem nas frequências mais baixas. se denomina “ Onda Acústica Refletiva “. 2. Superior A B X X Pressão Atmosférica Inferior C Y Y Quando em um ruído.

1 a 1 Hz e aceleração : 5 a 100 m/s2) Calor Consequência Fadiga Queda da produtividade Erros de percepção e racioncínio Esgotamento e prostrações Infravermelho Queimaduras da pele Cataratas Lesões à retina Ultravioleta Seus efeitos variam rapidamente na medida em que muda o setor do espectro 400 nm Radiação Visível Luz Negra : Controle de qualidade industrial Iluminação de dias fosforescentes Gravação fotográfica Interfere na acuidade visual fadiga ocular 350 nm Luz Negr a Eritemátic a 250 nm Germicid a 200 nm Ozon a 150 nm 100nm Ação sobre ligações moleculares 50 nm Radiaçã o Ionizante Efeitos Exaustão do calor Desidratação Câimbras de calor Choque térmico . Perda permanente da audição Trauma acústico Ações sobre o sistema cardiovascular Alterações endócrinas Irritabilidade Fadiga etc.Introdução a Higiene Ocupacional Carlos Augusto da Rocha 12 Danos auditivos : Mudança temporária do limiar da audição. Danos Extra-auditivos : Vibrações Enjôo ou náuseas (frequência : 0.

Esta absorção pode produzir dois efeitos : Ionização : Excitação : a radiação ao atingir um átomo tem a capacidade de subdividi-lo em duas partes eletricamente carregadas. Do ponto de vista da Higiene Ocupacional. Compressão Ruptura do tímpano Irritação nos pulmões Narcose (Nitrogênio) ♦ Radiações Eletromagnéticas São formas de energia que se transmitem pelo espaço como ondas eletromagnéticas. conjuntivite Câncer de pele Fadiga visual e geral Descompressão Ruptura dos alvéolos pulmonares Embolia Dores abdominais etc I. Denominamos de par iônico. Em alguns casos apresentam comportamento corpuscular. sendo o sangue o veículo principal dos gases. Apenas excita. A absorção pelo organismo é responsável pelo aparecimento de diversas lesões e males. não se pode. • Radiações Ionizantes O perigo de ocorrerem exposições despercebidas às radiações ionizantes reside no fato de que o organismo humano não possui mecanismo sensorial que permita detectá-las. fazendo com que a energia interna aumente. as radiações ionizantes de maior interesse são : . Não havendo percepção. a radiação ao atingir o átomo não tem energia suficiente para ionizálo.Introdução a Higiene Ocupacional Carlos Augusto da Rocha 13 Eritemática/Germicida Operações com solda elétrica metais em fusão Maçaricos Lâmpadas germicidas Iluminação Acidentes Queda de produtividade Desperdício de material Qualidade Pressões Anormais Os gases que compõem o ar dissolvem-se em todos os tecidos do corpo. evitálas. naturalmente.

24 x 104 1.24 10 -6 1 µm 10 -2 1 mm 1 cm 1m 1.24 x 10-8 10 2 1 km 1.comportamento corpuscular. .24 x 10-12 10 6 É importante Ter em mente que no espectro do comprimento de ondas eletromagnéticas apresentado. A partícula é o elétron. Há uma região indefinida compreendida nas duas classificações (ionizantes e não ionizantes).ondas eletromagnéticas oriundas do núcleo atômico. . .Introdução a Higiene Ocupacional Carlos Augusto da Rocha 14 • Gama • Beta • Raio X • Alfa • Nêutron . Espectro do Comprimento de Ondas das radiações Eletromagnéticas : Comprimento de Onda (Metros) 10 -18 Energia (eV) 1. Partículas elementares do núcleo atômico.comportamento corpuscular. Há diversos subgrupos de radiações com efeitos e características próprias e que se situam entre limites de comprimentos de ondas mais ou menos definidos.24 x 10-4 1.24 x 1012 10 -14 1. . . a divisão não é exata.comportamento corpuscular.24 x 108 10 -10 1A 1 nm 1. A partícula possui 2 prótons e 2 nêutrons.ondas eletromagnéticas oriundas das camadas de elétron.

devido a inalação. P. Efeitos Biológicos das Radiações As radiações podem ser originárias de uma fonte externa ou por contaminação interna do corpo por substâncias radioativas. A vida no planeta sempre foi sujeita a exposição das radiações provenientes dos raios cósmicos e dos elementos radioativos existentes na crosta e atmosfera terrestre. ou ainda a dispersão de material ou incorporados na cadeia alimentar. Estas radiações são denominadas radiações de fundo (Background). 1. com o intuito de proteger as pessoas. O conhecimento das fontes de radiações e das doses que o homem recebe proveniente das mesmas.: Raio – X Exposição Interna São aquelas resultantes da entrada de material radioativo no corpo. Estas exposições ocasionam efeitos biológicos que podem se revelar posteriormente.Introdução a Higiene Ocupacional Carlos Augusto da Rocha 15 II. pois existem diferentes tipos de radiação e medidas específicas de segurança em função do tipo. através de sintomas clínicos.. Classificamos as exposições em : Exposição Externa São aquelas devido a fontes de radiação dispersas no ambiente. ingestão ou através de ferimentos. Algumas formas de radiação atravessam o corpo humano. Isto implica em perigo. A natureza.e. é de grande utilidade na avaliação dos níveis de exposição dos quais não se esperam efeitos significativamente danosos. • Perigo das Radiações Ionizantes É muito importante definir exatamente quais são os perigos das radiações ionizantes. A radioatividade é normalmente simplificada e colocada em um única categoria. . Os efeitos dessas sobre o homem não são fáceis de discernir. a severidade e o tempo em que eles aparecem dependem da quantidade de radiação absorvida.

As alterações químicas podem afetar uma célula individual de várias maneiras. Os processos que conduzem ao dano são complexos e frequentemente considerados em 4 estágios : Estágio Físico Inicial Durando somente uma fração de segundo. a quantidade total de radiação recebida anteriromente pelo organismo sem recuperação. Estágio Químico Durando uns poucos segundo. ao dano físico recebido . impedimento ou atraso da divisão celular e modificação permanente que é passada para as células de gerações posteriores. A reação de um indivíduo à radiação depende de fatores ligados a quantidade total de radiação recebida. O dano toma a forma de alterações na construção e na função da célula. Os radicais livres e os agentes oxidantes podem atacar as moléculas compostas que formam o cromossomo. é que as primeiras têm energia suficiente para causar ionização. dependendo dos sintomas. 3.Introdução a Higiene Ocupacional Carlos Augusto da Rocha 16 2. catarata e câncer. luz visível). Estágio Biológico A escala de tempo varia de dezenas de minutos à dezenas de anos. essas mudanças podem se manifestar em sintomas clínicos como doença de radiação. Alterações Sobre a Célula As alterações sobre a célula podem resultar a morte prematura da própria célula. resultando novos produtos. Interação com as Moléculas A diferença básica entre as radiações nucleares e as radiações mais comumente encontradas (calor. No corpo humano. em que a energia é depositada na célula e causa a ionização. em que os produtos de reação integram com as moléculas orgânicas mais importantes das células. a ionização pode conduzir à alterações moleculares e a formação de espécies químicas de um tipo tal que são danosas para o material cromossômico. Nas células. Estágio Físico-Químico Os íons integram com outras moléculas.

Dependem : da dose total absorvida. aparecem geralmente depois que a dose absorvida ultrapassa um valor limiar. síndrome do sistema gastro-intestinal. da região e área do corpo atingida. Nem todos os órgãos e sistemas orgânicos são igualmente sensíveis à radiação.Introdução a Higiene Ocupacional Carlos Augusto da Rocha 17 simultaneamente a dose de radiação e ao intervalo de tempo durante o qual a quantidade de radiação total e recebida. os perigos aumentam a medida que aumenta a área exposta. Certos sintomas são comuns à todas as categorias. febre e fadiga. síndrome do sistema nervoso central.: náusea e vômito. da taxa de absorção da radiação. o padrão de resposta é dividido em três classes : síndrome do sistema hematopoiético.e. P. subdivididos em : _ Efeitos Somáticos : surgem do dano nas células do corpo. alterações no exame de sangue. Intervalo de Dose Vômito Intervalo de tempo Sintomatologia Mortalidade Tempo Causa Mortis Síndrome do Sistema Hematopoiético 1 a 2 GY 2 a 6 GY 6 a 10 GY 1 GY – 5% 3 GY – 100% 100% 3 horas 2 horas 1 hora Leucopenia Leucopenia aguda. Os efeitos agudos por exposição à radiação de corpo inteiro afetam todos os órgãos e sistemas do corpo. 4. Hemorragias. Infecções e Moderada Epilações 0 0 a 80% 80 a 100% 2 meses 2 meses 2 meses ===== Hemorragia e/ou Infecção . Isto faz com que alguns dos constituintes essenciais ao funcionamento normal das células sejam destruídos. Os efeitos podem ser imediatos ou retardados. danificados ou modificados. Efeitos Somáticos e Hereditários Os efeitos danosos são devidos a ionização e a excitação das substâncias químicas integrantes das células dos diversos órgãos. Então. O dano aparece na própria pessoa irradiada.

Doses intermediárias predominam efeitos imediatos com grau de severidade menor. tremores. alteração no balanço eletrolítico. P. É o resultados do dano em células dos órgãos reprodutores (gônodas). Efeitos Imediatos e Efeitos Retardados _ Efeitos Imediatos : os efeitos biológicos ocorrem num período de poucas horas até umas poucas semanas após uma exposição aguda. Letalidade 90 a 100% Causas Mortis Infecção Intestinal Síndrome do sistema Nervoso Central Intervalo de Dose 15 GY Aparecimento de vômito em 100% dos casos num intervalo de 30 minutos após a exposição Órgão Crítico Sistema Nervoso Central Sintomatologia Cãibras. febre. órgãos do sistema gastrointestinais e o baço são os mais sensíveis.Introdução a Higiene Ocupacional Carlos Augusto da Rocha 18 Síndrome do Sistema Gastrointestinal Intervalo de Dose 10 a 15 GY Órgão Crítico Trato Gastrointestinal Sintolatologia Diarréia. morte. não necessariamente permanentes. Tecidos da medula óssea. 1. alteração no seu crescimento. Em doses muito altas predominam efeitos imediatos. órgãos genitais. Com . letargia. enzimas ou células. com lesões severas ou até letais. ataxia. Letabilidade 90 a 100% Tempo 2 dias Causa Mortis Colapso Circulatório _ Efeitos Hereditários: Surgem somente no descendente da pessoa irradiada. Os danos podem ser sintetizados em : aumento ou decréscimo na produção de hormônios. Têm poder cumulativo e independem da taxa de absorção da dose. _ Efeitos Retardados : os efeitos biológicos aparecem depois de anos ou mesmo décadas.: Câncer.e. tecido linfóide. A importância relativa desses efeitos ou lesões depende do nível de dose de radiação.

Não fizemos. que durante a fabricação. pode incorporar-se no ar ambiente na forma de poeira. . Efeitos específicos de campo elétrico e magnético. manuseio. irreparável e até letal. Pois. mas possibilidade de lesões a longo prazo. Radiofrequências (Baixas frequências) Micro aumentos de temperatura. Por enquanto. até aqui. à conceituar aspectos importantes dos agentes classificados no subgrupo dos químicos. complicam bastante a implantação de critérios de Higiene Industrial referente a radiações ionizantes.Conceitos Gerais Denomina-se contaminante químico toda substância orgânica ou inorgânica. Por enquanto não é possível usar critérios clínicos. Contaminante Químico . armazenamento ou uso. quando aparecem sintomas clínicos o grau de dano causado já pode ser severo. Em doses baixas não haverá efeitos imediatos. corrosivos. VI. apela-se para o uso das idéias mais indiretas de um critério físico. asfixiantes ou tóxicos e em quantidades que tenham probabilidades de lesionar a saúde das pessoas que entram em contato com elas. principalmente o câncer. transporte. Os efeitos retardados. com efeitos irritantes. na ausência de critérios biológicos ou médicos satisfatórios. Microondas (Dependem da frequência e potência dos geradores) Efeitos térmicos Hipotensão Alta pressão no sangue Alterações cardiovasculares e endócrinas Alterações do sistema nervoso central Cuidados especiais : Portadores de marcapassos e implantes metálicos. Dada a complexidade dos agentes ambientais no campo da Higiene Ocupacional. nos dedicaremos doravante.Introdução a Higiene Ocupacional Carlos Augusto da Rocha 19 probabilidade de lesões severas a longo prazo. Espera-se algum dia ser possível identificar uma mudança biológica no ser humano que corresponda a uma mudança abaixo do grau de lesão. natural ou sintética. gases ou vapores. nenhuma consideração sobre os agentes químicos. fumos.

1 micra. de tamanho inferior a 100 micra em um meio gasoso. A gama de tamanhos das partículas de poeiras é amplo. São fluídos amorfos que ocupam o espaço que os contém e que podem mudar de estado físico pela combinação de pressão e temperatura. geralmente de oxidação. acompanhado de uma reação química. 1. e segundo seus efeitos no organismo humano. Pela forma como se apresentam são agrupados em : Gases : São substâncias que nas condições normais de temperatura (25ºC) e pressão (760 mmHg) encontram-se no estado gasoso. na definição dada á contaminantes químicos. As poeiras não floculam. Classificação dos Agentes Químicos Os diversos contaminantes químicos podem ser classificados segundo a forma como se apresentam. O vapor pode passar à sólido ou líquido atuando-se sobre sua pressão ou sobre sua temperatura.Introdução a Higiene Ocupacional Carlos Augusto da Rocha 20 Verificamos. É uma dispersão de partículas sólidas ou líquidas.1 e 25 micra. ou pela influência da força gravitacional entre as moléculas. Podemos distinguir entre os Aerodispersóides : Poeiras : Suspensão no ar de partículas sólidas de tamanho pequeno. partindo da solubilização ou volatilização da substância. As partículas. também são de tamanho molecular e podemos aplicar as mesmas afirmações feitas aos gases. Fundamentalmente oscilam entre 0. procedentes de processos físicos de desagregação. Fumos : Suspensão no ar de partículas sólidas geradas pela condensação dos vapores de uma substância sólida a temperatura normal. As partículas são de tamanho molecular e podem mover-se bem por transferência de massa ou por difusão. Vapores : É a fase gasosa de uma substância originariamente sólida ou líquida a 25ºC e 760 mmHg de pressão. exceto por forças eletrostáticas. Apresentam-se em tamanhos normalmente inferiores a 0. Estas Aerodispersóides : . não se difundem no ar e sedimentam pela ação da gravidade. a dificuldade e do complexidade de se efetuar um estudo completo e sistemático do “braço” da Higiene Ocupacional que trata dos agentes químicos. VII.

Definem-se assim. vai desde 0. geradas por condensação dos vapores de uma substância líquida a temperatura normal ou pela desintegração de um líquido por atomização.Introdução a Higiene Ocupacional Carlos Augusto da Rocha 21 partículas floculam (união de partículas pequenas. substâncias muito reativas. As substâncias irritantes. Fumaça : Suspensão no ar de partículas sólidas originadas em processos de combustão incompleta. P.01 micra a 10 micra. Muitas vezes este conceito se confunde com o de névoas. ebulição. Apresentam tamanhos. as suspensões no ar de pequenas gotas de líquido. que podem ser vistas a olho nú. todas elas. O tamanho das partículas está compreendido entre 2 e 60 micra. sendo que algumas podem ser vistas a olho nú. principalmente pele e mucosas do sistema respiratório. devido a uma ação física ou química nas áreas anatômicas. por sua vez. o fator que indica a gravidade do efeito é a concentração da substância no ar e o tempo de exposição. se dividem em : a . . A faixa de tamanho destas gotículas é muito ampla. Névoas : Neblina : 2. com as quais entram em contato.1 micra.: Ácidos e Bases. etc. dando origem a partículas de tamanhos maiores). os contaminantes químicos podem estar enquadrados em um ou mais dos seguintes grupos : Irritantes São os compostos químicos que produzem uma inflamação. Por serem. geralmente inferiores a 0. Suspensão no ar de pequenas gotas de líquido. Por seus efeitos no organismo humano : De acordo com os efeitos que produzem sobre o organismo e a sua ação fisiopatológica . originadas pela condensação dos vapores de um líquido a temperatura normal. Irritantes do trato respiratório superior São substâncias muito solúveis em meios aquosos.ex.

Pneumoconióticos São substâncias químicas sólidas. P. Inseticidas. c.. P. P. etc. independentemente da via de entrada. Hidrocarbonetos Aromáticos. que se depositam nos pulmões e se acumulam. devido ao qual atuam sobre todo o sistema respiratório. Halogênicos. Exercem uma ação como consequência da acumulação de grandes quantidades de poeiras nos alvéolos pulmonares. Sua ação depende da quantidade de tóxico que chega ao cérebro. Dióxido de Nitrogênio e Fosgênio.ex. se distribuem por todo o organismo produzindo efeitos diversos.Introdução a Higiene Ocupacional Carlos Augusto da Rocha 22 b. P.ex. se bem que certos compostos apresentam efeitos específicos ou seletivos sobre um órgão ou sistema.ex. Metanol. Devem ser substâncias liposolúveis. Anestésicos e Narcóticos São substâncias químicas que atuam como depressoras do sistema nervoso central. Mutagênicos . Derivados Alquílicos de Metais. produzindo uma pneumopatia e degeneração fibrótica do tecido pulmonar. As poeiras inertes não produzem esta degeneração do tecido pulmonar.ex.: Hidrocarbonetos Halogenados. Tóxicos Sistêmicos Se definem como tais os compostos químicos que. Chumbo. Cancerígenos São substâncias que podem gerar ou potencializar o desenvolvimento desordenado de células. Irritantes do tecido pulmonar Este grupo é constituído por substâncias insolúveis em fluídos aquosos. Ozônio e Anidridos de Halogênios.: Substâncias Orgânicas e Solventes Industriais.. Irritantes do trato respiratório superior e tecido pulmonar São substâncias de solubilidade moderada em fluídos aquosos. impedindo a difusão do oxigênio através dos mesmos.

uma vez o homem ou a mulher contaminada.ex. Nitratos. das células ou como o caso do Sulfeto de Hidrogênio que atua sobre o cérebro. Ácido Cianídrico. P. Gases Nobres. bloqueando alguns dos mecanismos do organismo. através de diferentes formas (irritação primária. A primeira é que não afeta a totalidade dos indivíduos. Teratogênicos São substâncias que podem. Nitritos e Sulfeto de Hidrogênio. Asfixiantes São substâncias capazes de impedir a chegada de oxigênio aos tecidos. Efeitos combinados . Nitrogênio.: Dióxido de Carbono. Asfixinates químicos São substâncias que impedem a chegada de oxigênio às células.: Resinas. Os asfixiantes podem ser subdivididos em dois grupos : a .Introdução a Higiene Ocupacional Carlos Augusto da Rocha 23 São substâncias que provocam alterações ao nível de cromossomos. sensibilização alérgica ou fotosensibilização). Se encontram neste grupo substâncias muito diversas como Monóxido de carbono. Estas substâncias podem atuar a nível do sangue. Alergênicos São substâncias cuja ação se caracteriza por duas circunstâncias. paralizando os músculos da respiração. cromo. Monômeros. provocar má formação física aos descendentes.ex. geralmente substâncias inertes. Por estarem presentes no ambiente. em contato com a pele originam mudanças na mesma. etc. Asfixinates Simples É qualquer contaminante químico que não apresente nenhum efeito específico. etc. Produtores de dermatoses São substâncias que independentemente de poderem exercer outros efeitos tóxicos sobre o organismo. já que requer uma pré-disposição fisiológica. b . reduzem a concentração de oxigênio no ar. A segunda é que só se apresenta em indivíduos previamente sensibilizados. P.

outros englobam em sua ação vários. boca.Introdução a Higiene Ocupacional Carlos Augusto da Rocha 24 Há contaminantes que desencadeiam um só destes efeitos. b. em média 1. somente aquelas que possuem um tamanho adequado chegarão aos alvéolos. VIII. de outros contaminantes distintos ao mesmo tempo. bronquíolos e alvéolos pulmonares. brônquios.8 m2. Todavia. A quantidade total de um contaminante absorvido por via respiratória é função da concentração no ambiente. Respiratória Entende-se como tal o sistema formado por nariz. do tempo de exposição e da ventilação pulmonar. Dérmica Compreende toda a superfície que envolve o corpo humano. b . O efeito total só pode ser calculado se conhecermos a grandeza dos potencializadores. Efeitos aditivos São produzidos por vários contaminantes que atuam sobre o mesmo órgão ou sistema fisiológico. Com área de aproximadamente 80 m2 no homem adulto. Efeitos simples Quando os contaminantes atuam sobre órgãos distintos. Efeitos potencializadores São produzidos quando um ou vários produtos multiplicam a ação de outros. Qualquer substância dispersa no ambiente de trabalho pode ser inalada. Outra circunstância é a presença em um mesmo ambiente. quando falamos de material particulado sólido. laringe. Nem todas as . Vias de Penetração dos Contaminantes Químicos Os contaminantes químicos penetram no organismos através das seguintes vias : a . É a segunda via em importância no campo da Higiene Ocupacional. Também influirá a solubilidade da substância nos fluídos do sistema respiratório na sua deposição. Distinguimos três casos : a . é a via de entrada mais importante para a maioria dos contaminantes químicos no campo da Higiene Ocupacional. c .

A temperatura e a sudorese podem influir na absorção de tóxicos através da pele. Reforçando a tese. Esta via é de pouca importância para a Higiene Ocupacional. 3 dias em média sem ingerir líquido (água). umas o fazem diretamente e outras veiculizadas por outras substâncias. Validamos esta constatação quando associamos a área de contato. . já que para algumas a pele é impermeável. c . é necessário considerar os contaminantes que podem ficar alojados nas mucosas do sistema respiratório. Isto torna lógico de que se o sistema respiratório possui a maior área de contato e de 3 em 3 minutos estamos renovando o ciclo. contra 1. A absorção através da pele deve ser considerada em Higiene Ocupacional. Digestiva É o sistema formado pela boca. que chega à aproximadamente 80 m2 no homem adulto. esôfago.Introdução a Higiene Ocupacional Carlos Augusto da Rocha 25 substâncias podem penetrar através da pele. salvo em operários com hábitos de comer e beber no posto de trabalho. sendo logo absorvidos por este. IX. lançamos mão do modelo aqui denominado de “Chama da Vida”. e apenas 3 minutos em média sem respirar. Em resposta à pergunta “Quanto dura a chama da vida?”. Parenteral (Lesão) Em Higiene Ocupacional entenderemos como tal a penetração direta do contaminante no organismo através de uma descontinuidade da pele. Neste caso. passando ao sistema digestivo. já que sua contribuição para a intoxicação pode ser significativa e para algumas substâncias é inclusive a principal via de penetração.8 m2 da área que compreende a superfície corpórea. Fisiologia da Respiração Afirmamos que a principal via de entrada dos contaminantes químicos é o sistema respiratória. teremos como resposta : O homem consegue ficar em média 30 dias sem alimentar-se. é evidente que se constitui na principal via de penetração. De todas as que penetram através da pele. estômago e intestinos. d .

cada célula solicita oxigênio. que estão em íntimo contato com o ar através dos sacos alveolares. . garganta. Todas as células vivas do nosso organismo. Mediante um processo reversível. O dióxido de carbono. e daí ao ventrículo esquerdo de onde é bombeado para todas partes do organismo. O dióxido de carbono (no sangue) passa por uma fina rede de vasos capilares do pulmão. o sangue passa através dos vasos maiores do pulmão para o aurícolo esquerdo do coração. acumula-se no aurícolo direito do coração e deste é bombeado ao pulmão através do ventrículo direito. Existem células do organismo que a deficiência de oxigênio não é tão crítica. Durante o transcurso deste. deste aos alvéolos. sendo finalmente eliminado pelo pulmão em forma de ar exalado.Introdução a Higiene Ocupacional Carlos Augusto da Rocha 26 Sem Comer Sem Beber Sem Respirar 30 dias 3 dias 3 minutos O aparelho respiratório é constituído por um conjunto de órgãos. laringe. Uma vez renovado. podendo morrer por deficiência de oxigênio entre 4 a 5 minutos. nariz. recolhido pelo sangue. pois podem reproduzir-se. traquéia e brônquios). tem a missão de efetuar uma série de processos químicos. A função é enviar oxigênio e devolver o dióxido de carbono. o dióxido de carbono passa dos tecidos do corpo ao sangue. responsáveis pela respiração (boca. O somatório deste processo recebe o nome de metabolismo.

artérias e veias que vão ao coração e dele retornam. Traquéia Artéria do Coração Bronquios Alvéolos O2 Capilares CO2 . Esta válvula abre-se para passagem do ar e fecha-se quando da existência de alimento ou líquido na faringe. capilares e as células do tecido. O ar e outros gases entram pela traquéia. há uma válvula delgada denominada “Epiglote”. O organismo. a qual conduz ao pulmão.Introdução a Higiene Ocupacional Carlos Augusto da Rocha 27 Capilares Artéria com oxigênio Veia com CO2 O2 CO2 Células dos Tecidos Figura : Ilustração do intercâmbio do oxigênio com o dióxido de carbono entre os vasos sanguíneos. A parte superior das vias respiratórias é constituída pelo nariz e pela boca. por uma reação normal. O final da traquéia divide-se em tubos menores denominados brônquios. Nós temos dois pulmões. com superfície de contato equivalente a quarta parte de um quadra de futebol de salão. Protegendo a abertura da traquéia. Os alimentos e os líquidos passam da faringe ao esôfago e daí ao estômago. Eles encontram-se suspensos por meio da traquéia. repele qualquer substância líquida ou sólida que passa pela traquéia. formando condutos de ar menores. que se ramificam. o esôfago na parte posterior e a traquéia na parte anterior. e terminando em milhões de sacos alveolares. que conduzem a faringe (garganta). No fundo da garganta temos dois condutos. um a cada lado da caixa toráxica. Um pulmão sadio contém cerca de 700 milhões de sacos alveolares.

P. envia estímulos aos músculos do peito. na atualidade têm se estudado também os tóxicos de caráter físico. P. . Quando ele se abre. X. O ar se movimenta desde uma zona de alta pressão à uma de baixa pressão. ocasiona a morte ou graves transtornos”. Comparemos a um fole.. permitem a entrada do ar. O cérebro encontra-se ciente sobre as concentrações de oxigênio e dióxido de carbono dentro do organismo. Desta forma. Existem conexões nervosas diretas do cérebro ao pulmão que se encarregam de controlar a função respiratório. e o ar precipitase para o pulmão..ex. Podemos encontrar diversas definições para tóxicos. criando um vazio. podendo ser conduzida por nossa vontade ou ainda podendo vencer os impulsos automáticos do cérebro durante certo tempo. A respiração é invloluntária até certo ponto. Durante a inspiração (inalação). curare Tóxicos químicos. a pressão é maior e o ar é expulso (exalação). A comunicação normal da cavidade toráxica com o exterior é a traquéia.ex. quando o fole fecha-se.ex. Veneno de Cobra Tóxicos vegetais. ele estará respondendo em função da necessidade do organismo. A maioria delas fala de substâncias.Introdução a Higiene Ocupacional Carlos Augusto da Rocha 28 Figura : Intercâmbio gasoso Mecanismo da Respiração Os movimentos da caixa toráxica. o volume de ar que pode ser contido aumenta. Ao regular a respiração.: raios X. se queremos respirar mais rapidamente ou mais profundamente. poderemos fazê-lo sempre que estivermos pensando nisto. que podem ser formas de energia. Uma outra definição enuncie que “toda substância estranha a constituição química do sangue é um veneno ou farmaco”. É por este motivo que não pode-se conter a respiração por tempo indeterminado. Na hipótese destas concentrações atingirem valores anormais. O cérebro é o órgão encarregado de regular a função periódica. o peito aumenta de tamanho. Ultravioleta. Da mesma forma. ou de origem externa. fazendo-os funcionar com maior aceleração. até que se equilibram. e por seguinte chamados de tóxicos exógenos. Os tóxicos podem ser produzidos pelo próprio organismo humano. Os tóxicos exógenos podem ser : Tóxicos animais. Quando o cérebro necessita de mais oxigênio. P. geralmente fabricados pelo homem. Toxicidade Denomina-se como tóxico toda e “qualquer substância que introduzida no corpo ou aplicada em pouca quantidade. etc. o cérebro se encarrega automaticamente de regular o ritmo respiratório. e assim chamados de tóxicos endógenos.

mas também da sua quantidade ou dose. podem causar danos ao organismo. é a capacidade do xenobiótico (xeno=estranho: biótico=conjunto dos seres vivos) atingir o local de ação. é capacidade inerente de uma substância química produzir uma ou mais ações deletérias (danos) sobre o organismo vivo. Não há uma que não seja. É importante lembrar que a toxicidade e periculosidade não são sinônimos. Riscos de Partículas Contaminantes de partículas podem ser classificados de acordo com a sua característica física. Existe uma infinidade de exemplos de substâncias que em pequenas doses são benéficas para a saúde. que em toxicologia não tem o mesmo significado normalmente empregado para a palavra. no sistema respiratório superior. partículas de 5 a 10 micra de diâmetro são geralmente removidas do sistema respiratório pela ação constante de limpeza do “Epitélio Ciliato” (pelos da traquéia). a eficiência da limpeza pode reduzir. XI. ou ainda a combinação de gasoso mais partículas. Paracelsus certamente queria manifestar que a toxicidade ou nocividade do tóxico não depende apenas da natureza deste. Já a periculosidade. O diâmetro da partícula em micra (1micron=1/254000 polegadas) é de fundamental importância na potencialização do risco. A dose certa é que diferencia um veneno de um remédio. química ou efeitos biológicos. Atmosferas com contaminantes tóxicos Os contaminantes do ar incluem partículas materiais na forma de discretas partículas sólidas ou líquidas. além de um material gasoso na forma de gás propriamente dito ou vapor. . Para efeito de doenças pulmonares. e que ingeridas em quantidades superiores a um limite.” Com esta definição. Entretanto. são mais aptas à entrar nos brônquios e espaços alveolares. ou seja. A toxicidade está relacionada com a maneira de agir de um dado produto. com a excessiva exposição ao pó ou com a doença do sistema respiratório. que diz : “Todas as substâncias são venenos. Uma das missões da toxicologia é estabelecer a fronteira em que uma quantidade de tóxico começa a provocar efeitos deletérios.Introdução a Higiene Ocupacional Carlos Augusto da Rocha 29 Uma das definições mais comuns é aquela enunciada por Paracelsus. Partículas menores que ao micra em diâmetro tem grande oportunidade de entrar no sistema respiratório e partículas menores que 5 micra em diâmetro.

Entretanto. Para que os agentes causem danos à saúde.5 e 10 micra. que estes trabalhadores venham a contrair uma doença ocupacional. Penetração máxima das partículas XII. maior a penetração no sistema respiratório. físicos ou biológicos no ambiente de trabalho oferecem um risco à saúde dos trabalhadores. considera-se poeiras na faixa respirável aquelas que apresentam tamanho de diâmetro entre 0. é necessário que estejam acima ou abaixo de uma determinada concentração/intensidade. e consequentemente mais agressivo. Esta nocividade está . obrigatoriamente. Quanto menor o tamanho das partículas.Introdução a Higiene Ocupacional Carlos Augusto da Rocha 30 As partículas geradas por condensação são menores que as geradas por ruptura mecânica. Do ponto de vista Higiene Ocupacional. e que o tempo de exposição a esta concentração/intensidade seja suficiente para uma atuação nociva destes agentes sobre o organismo humano. o fato de estarem expostos a estes agentes agressivos não implica. Limites de Tolerância : A presença de agentes químicos.

CLT. Estes valores deverão ser comparados com padrões estabelecidos. na determinação de quanto perigo representa um dado risco ambiental. . no Capítulo V do Título II . condições ou métodos de trabalho. A concepção dos limites de tolerância levam em consideração a jornada de trabalho.Introdução a Higiene Ocupacional Carlos Augusto da Rocha 31 relacionada com as características do próprio agente. exponham os empregados a agentes nocivos à saúde. Características dos Agentes Susceptibilidade Individual Isto demonstra a importância da avaliação quantitativa dos agentes ambientais e a determinação do tempo efetivo de contato do trabalhador com o agente. por natureza. abaixo ou acima. Tempo de exposição. sob os quais (acredita-se) não causará dano à saúde da maioria dos trabalhadores expostos. Portanto. relacionados com a natureza e o tempo de exposição. Isto porque eles possibilitam a comparação dos resultados das avaliações de campo com padrões. servido então como guias de prevenção. Uma outra componente é a susceptibilidade individual. refletem o atual estágio do conhecimento técnico-científico. Os Limites de Tolerância representam um instrumento essencial no controle dos ambientes de trabalho. a proteção da “maioria” dos expostos. “serão consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que. devemos levar em consideração os seguintes fatores potenciais : Concentração ou Intensidade dos Agentes. acima dos Limites de Tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos”. De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho . aos quais denominamos de “Limites de Tolerância”.artigo 189. durante toda sua vida laboral”. e são válidos para situações nas quais não dose-resposta. Definição : Define-se limite de tolerância como sendo “ a concentração dos agentes químicos ou a intensidade dos agentes físicos. ajudando na eliminação ou redução dos riscos advindos da presença de agentes ambientais. própria de cada indivíduo.

XIII. é aquele que considera que os processos vitais do organismo humano constituem-se num equilíbrio dinâmico e autoregulável. Não representam um índice relativo de toxicidade. Não devem ser usados para estimar o potencial tóxico de exposições contínuas.Introdução a Higiene Ocupacional Carlos Augusto da Rocha 32 Algumas considerações devem ser feitas quanto ao uso e interpretação dos limites de tolerância. P. como mostra a ilustração.: Não devem ser usados para avaliar ou controlar situações de exposição da comunidade em eventos de poluição ambiental. Estas medidas podem ser na fonte. sem interrupção ou outros que se estendam além do período normal de trabalho. torna-se necessário adotar medidas de controle. desde que sejam submetidos a desvios que não ultrapassem certos limites. substâncias e processos sejam diferentes das existentes no país onde foi definido. Modelo Conceitual para Controlar os Riscos no Ambiente : Uma vez concluída a avaliação e havendo necessidade de adequação á níveis compatíveis com a manutenção do estado de saúde das pessoas. Não devem ser usados como prova de dano à saúde. Estes limites não fazem uma divisão entre concentrações seguras e de risco. • fundamento do critério de estabelecer limites de concentrações ponderadas no tempo.ex. na trajetória e/ou no receptor. Não devem ser usados como critério adotado por países nos quais as condições de trabalho. .

Existem trabalhos nos quais se Mudança ou Alteração do . assim como é possível substituir o Benzeno por Tolueno na maioria das aplicações. deverão ser levadas em conta. etc. As medidas genéricas de controle são divididas em dois grupos : a . já que nesse momento as medidas de controle podem ser integradas mais facilmente..Introdução a Higiene Ocupacional Carlos Augusto da Rocha 33 Fonte Trajetória Receptor Medidas Genéricas de Controle : O momento mais oportuno para introduzirmos controles de engenharia é quando se está na fase de projeto. sendo avaliados estes fatores como perigos combinados. Todos os sistemas e seus componentes deverão ser projetados de tal maneira que os contaminantes possam ser mantidos a níveis abaixo de seus limites de tolerância fixados. Por exemplo : A substituição de tintas com pigmentos de Chumbo por outras tintas que contenham pigmentos de metais menos tóxicos ou pigmentos sintéticos. em operações de limpeza pode-se estudar a utilização de soluções aquosas com detergentes adequados no lugar de solventes orgânicos. Relativas ao ambiente Substituição do Produto Tóxico : A substituição de um material tóxico por outro não tóxico ou menos tóxico é um método sensível e prático na redução de um risco. A influência de uma área sobre outra e de uma atividade laboral sobre outras.

Algumas operações podem ser isoladas dos trabalhadores.Introdução a Higiene Ocupacional Carlos Augusto da Rocha 34 Processo/Operação : pode modificar o processo sem alterar o resultado da operação. Segregação da Operação : Ventilação Geral Diluidora e Local Exaustora : Manutenção A manutenção é uma grande aliada das práticas de .ex. Enclausuramento ou Isolamento : Métodos Úmidos : As concentrações de poeiras perigosas podem ser reduzidas pela aplicação de água ou líquidos sobre a fonte de poeira.ex. etc. pode ser aplicado.: desmontagem. P. lavagem de reservatórios. Os sistemas de ventilação introduzem ou extraem ar dos locais de trabalho. fazendo variar amplamente as condições de trabalho. salvo em curtos períodos. P. intervenções em locais com grande emissão vapores nos horários em que a temperatura é mais amena e não favorece a vaporização. de forma que o trabalhador não tenha que estar nas proximidades do foco de contaminante. etc. com o objetivo de manter a concentração de um contaminante químico à níveis adequados.: Pintura a pincel ou imersão no lugar da realizada por pistola. O método úmido é um dos procedimentos mais sensíveis para o controle de poeiras.). A segregação pode ser feita no espaço (instalar fontes de emissão em locais retirados ou em locais isolados das demais atividades) ou no tempo (P.ex. diminuindo a concentração de contaminantes no ar. que requer a ação de um agente umectante e torna-se necessário proceder a eliminação da poeira antes de secar. A definição para a realização de determinados trabalhos fora do horário normal. se bem que sua eficácia é função da correta utiliização do método.. assim como certas operações de manutenção. O isolamento pode ser conseguido mediante uma barreira física.

balanceamento de equipamentos rotativos. bem como o acompanhamento das condições ambientais no local de trabalho. Incluem-se neste item a tomada de postura rigorosa quanto ao cumprimento dos procedimentos operacionais e normas visando resguardar a integridade física dos trabalhadores. Momento em que deve ser avaliadas as possíveis fontes de emissão. uma vez terminado o trabalho. Aspectos Comportamentais : O trabalhador deve dispor de instalações adequadas as necessidade de asseio pessoal. Para insto são indispensáveis a . Este recurso é considerado menos adequado que os controles técnicos. pode ser necessário proteger o trabalhador com um equipamento de proteção individual (EPI).: vazamentos em flanges e juntas. etc. Deve-se proibir o hábito de comer e beber em locais onde se manipulam substâncias tóxicas que podem contaminar os alimentos. Relativas ao homem Equipamentos de Proteção Individual Quando não se é possível melhorar (EPI) : satisfatoriamente um ambiente de trabalho. P. As metodologias aplicadas ao Gerenciamento de Riscos são ferramentas valiosas.Introdução a Higiene Ocupacional Carlos Augusto da Rocha 35 Preventiva : Higiene Ocupacional. Projetos Adequados : b . Através de um bom programa de manutenção preventiva se é possível reduzir as possíveis fontes de emissão.ex. e propostas ações de controle. e só deve ser aplicado onde não seja factível realizar ações de controle relativas ao ambiente ou onde se produzem exposições curtas. Controle Médico : O monitoramento biológico através de indicadores biológicos de exposição de um dado contaminante químico é fator importante para a avaliação da eficiência das ações de controle empregadas. Voltamos a enfatizar que o momento mais oportuno para introduzirmos os controles de engenharia é a fase de projeto.

. devido a vazamentos de máquinas. A poeira acumulada no posto de trabalho pode retornar à atmosfera devido a choques ou correntes de ar.Introdução a Higiene Ocupacional Carlos Augusto da Rocha 36 informação dos riscos e programas de treinamentos adequados. onde o solvente se evapora misturando-se com o ar. O mesmo pode ocorrer com os solventes. portanto deve ser eliminada antes que isto ocorra. Ordem e Limpeza A limpeza do posto de trabalho é fundamental para o controle dos : contaminantes. panos ou papéis impregnados dando origem a zonas de contato com a superfície livre.

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