P. 1
O Tioglicolato de amônia na transformação da fibra capilar

O Tioglicolato de amônia na transformação da fibra capilar

|Views: 2.806|Likes:
Publicado porcidaclemente7611

More info:

Categories:Types, School Work
Published by: cidaclemente7611 on May 30, 2012
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as TXT, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

11/28/2013

pdf

text

original

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE GOIÁS UNIDADE UNIVERSITÁRIA DE GOIÂNIA - LARANJEIRAS CURSO DE GESTÃO DAS ORGANIZAÇÕES DE BELEZA

O TIOGLICOLATO DE AMÔNIO NA TRANSFORMAÇÃO DA FIBRA CAPILAR Orientadora: Prof. Msc. Elvira Maria dos Santos Orientandos: Aparecida de Castro Clemente Natália Maria Conceição de Moura Kelen Regina Borges Suelma Francisca da Silva Pains Soares Patrícia Gonçalves Reis Cardoso

Goiânia 2008 Aparecida de Castro Clemente Natália Maria Conceição de Moura Kelen Regina Borges Suelma Francisca da Silva Pains Soares Patrícia Gonçalves Reis Cardoso

O TIOGLICOLATO DE AMÔNIO NA TRANSFORMAÇÃO DA FIBRA CAPILAR Monografia elaborada como exigência para conclusão de curso, apresentada à Universidad e Estadual de Goiás, como requisito obrigatório para obtenção do Título de 3º Grau em Gestão as Organizações de Beleza, sob a orientação da Profª. Mestre Elvira Maria dos Santos.

Goiânia 2008

AGRADECIMENTOS Agradecemos a Deus por estar sempre presente ao nosso lado, dando-nos forças para enfrentarmos os obstáculos. A todos os professores da univers idade, que colaboraram com a realização deste curso, nos transmitido os seus conheci mentos, em especial à professora Renata Modesto, Antônio Carlos Ribeiro, Humberto Ro drigues Nunes, Márcio Marra, Luciene B. Monteiro, Renata Oliveira, pela dedicação e pa ciência, à professora orientadora Elvira Maria dos Santos, pelo carinho e incentivo. Aos colegas de turma que juntos caminharam conosco durante o curso, compartilha ndo os bons e maus momentos, aos amigos pela força e pela vibração em relação a esta jorna da. Agradecemos também aos nossos familiares os quais nos deram condições para que ess e trabalho fosse realizado, pois a compreensão da nossa família foi um bálsamo nos mom entos difíceis. Durante o trabalho... As dificuldades não foram poucas... Os desafios foram muitos... Os obstáculos, muitas vezes, pareciam intransponíveis. Muit

as vezes nos sentimos só, e, assim, o estivemos... O desânimo quis contagiar, porém, a garra e a tenacidade foram mais fortes, sobrepondo esse sentimento, fazendo-nos seguir a caminhada, apesar da sinuosidade do caminho. Agora, ao olharmos para t rás, a sensação do dever cumprido se faz presente e podemos constatar que as noites de sono perdidas, as viagens e visitas realizadas; o cansaço dos encontros, os longo s tempos de leitura, digitação, discussão; a ansiedade em querer fazer e a angústia de m uitas vezes não o conseguir, por problemas estruturais; não foram em vão. Aqui estamo s, como sobreviventes de uma longa batalha, porém, muito mais fortes e hábeis, com c oragem suficiente para mudar a nossa postura, apesar de todos os percalços... Como dizia Antoine Saint Exupéry em sua obra prima “O Pequeno Príncipe”: “Foi o tempo que perdeste com a tua rosa, que fez a tua rosa tão importante.”

O homem se torna muitas vezes o que ele próprio acredita que é. Se eu insisto em repetir para mim mesmo que não sou capaz de realizar alguma coisa, é possível que realmente seja incapaz de fazê-la. Ao contrário, se tenho a convicção de que posso fazê-la, certamente adquirirei capacidade de realizá-la, mesmo que não a tenha no começo. Mahatma Gandhi

SUMÁRIO

Introdução................................................ 1. A pele e propriedades do folículo capilar ..................................... ........ 1.1- O Pêlo ..................................................................... .......... 1.1.2- O ciclo folicular.............................................. 1.1.3-A forma do folículo determina a forma do pêlo 1.1.3.1-Cabelo Afro-americano propriedades físicas. 2. Estrutura física do cabelo 2.1.A estrutura Química do Cabelo................................................. .......................... 3. Os cosméticos e a transformação dos cabelos. 3.1. A Análise Capilar para a transformação do cabelo. 3.2. O Agente Redutor ‘Tioglicolato de Amônio” na transformação do cabelo. 3.2.1. A forma de aplicação de Tioglicolato de Amônio. 3.3. Tratamento dos cabelos após transformação. Consideraçãoes finais...................

Referências Bibliográficas..................................

INTRODUÇÃO

Todos nós, inevitavelmente, sofremos influência do meio em que vivemos, noss o comportamento se espelha nos padrões e objetos sociais que a própria sociedade cri a, um bom exemplo disso é a busca pelo embelezamento dos cabelos. Durante os últimos anos e com a evolução tecnológica, surgem muitos conceitos qu e fazem referência à beleza, principalmente em relação aos cuidados com o cabelo. A Histór ia registra que essa é uma preocupação que atravessa séculos, pois o cabelo esteve assoc iado ao poder, sedução e liberdade. Portanto, o cuidado com os cabelos reflete a ima gem das pessoas de cada época, transformando padrões de beleza de uma sociedade. Po rtanto a busca pela beleza é cada vez maior e o cabelo sendo fundamental para o be m estar das pessoas, a forma e a aparência dos cabelos podem indicar várias caracterís ticas pessoais como estilo, estado de saúde, nível de cuidados pessoais, auto-estima , nível social e outros aspectos importantes. Encontramos atualmente no mercado uma variedade enorme em produtos cosméti cos para o embelezamento dos cabelos como: xampus, condicionadores, colorações e ali santes, que são agentes de transformação. Qual o significado de cosméticos? Esse termo foi criado no século XVI, a partir do g rego “Kosmein”, que significa “enfeitar, adornar ou embelezar”, sendo a raiz da palavra Kósmos, “mundo, Universo”. A Cosmetologia é a ciência e a arte envolvidas na manutenção e me horia dos caracteres celulares da pele, tem se desenvolvido nos últimos anos, prin cipalmente com o conhecimento dos mecanismos envolvidos nas reações da pele, o desen volvimento de matérias-primas, princípios ativos e materiais de acondicionamento de produtos cosméticos, bem como formas cosméticas diversificadas. A legislação brasileira também contribui no avanço científico, exigindo uma adequação dos pro utos cosméticos quanto aos aspectos de segurança e eficácia, tornando-os competitivos no mercado internacional. As formulações tornaram-se mais complexas e exige que o pr ofissional cabeleireiro, esteja atento e buscando sempre conhecimento quanto à nov os produtos (LAVALLI, 1995). De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal (ABIHPEC), em 20 04 o mercado mundial de cosméticos cresceu 9,4% em dólares, enquanto que o Brasil ch egou a 24,3%, atingindo a sexta posição mundial, logo após os Estados Unidos, Japão, Fra nça, Alemanha e Inglaterra. No Brasil, estima-se que o faturamento de produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos em 2005 foi 14,5% maior em relação a 2004, e para 2006 esperava-se atingir mais de R$ 16 bilhões, que corresponde a um crescime nto de 10%. Além do mercado interno, as exportações do setor cresceram 22,8% em 2005, devido principalmente à alta qualidade dos produtos e também à diversidade de matérias-p rimas encontradas aqui. (SILVA, 2006). As empresas de cosméticos têm investido cada vez mais na tecnologia e na pro cura de matérias primas e princípios ativos químicos que nos permitem alcançar resultado s cada vez melhores na transformação dos cabelos, pois essa transformação é cada vez mais procurada e desejada tanto por mulheres quanto por homens, estes últimos ainda em menor número. As pessoas que decidem transformar os cabelos, geralmente o fazem po r que querem mudar o visual, como reduzir o volume, tornando os cabelos mais com portados e fáceis de cuidar, pois, a pessoa hoje não tem mais tempo para ficar horas na frente do espelho arrumando o cabelo. Este setor da beleza é caracterizado pela presença de grandes empresas inter nacionais, com atuação global, diversificadas que são especializadas nos segmentos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, e pelas pequenas e médias empresas naciona is, em grande número, focadas na produção de cosméticos. A simplicidade da base técnica (m anipulação de fórmulas relativamente simples) pode ser um fator que justifica a vasta quantidade de pequenas e médias empresas nacionais. É até comum encontrar empresas de cosméticos que se desenvolvem à partir de farmácias de manipulação. O que se entende norma

lmente e se denomina indústria de cosméticos é, na verdade, uma indústria composta por t rês segmentos: cosméticos propriamente ditos, produtos de higiene pessoal e perfumar ia. Outra importante característica desse setor é a constante necessidade de apresen tar novidades. Para cumprir esse objetivo, são investidas anualmente grandes somas de recursos em lançamentos e promoções de novos produtos. Entre os fatores relevantes para a competitividade das empresas, destaca-se a importância dos ativos comercia is, como marca, embalagens e canais de comercialização e distribuição (COPANEMA, 2007). Entende-se por transformação um processo químico que é associado ao mecânico, mudando assi m a aparência dos cabelos de crespo (afro-americano) rebelde ou volumoso para liso , comportado e sem volume que é o sonho de grande maioria das mulheres brasileiras . Nesse processo se encaixam todos os tipos de relaxamentos de cabelo, e entende mos que, o relaxamento é muito procurado pelo fato de ser um processo de transform ação durável. Para decidir se é possível relaxar um cabelo, é necessário muito cuidado por par te do profissional cabeleireiro, é muito importante que se faça um diagnóstico prévio e rigoroso que permite obter informações sobre a história do cabelo. Neste processo, o t este de mecha é fundamental para que se tenha a noção do tempo de ação do produto. O produto mais usado para alisamentos e relaxamentos é o tioglicolato de a mônio. Quando o produto entra em contato com o cabelo, este se torna momentaneamen te amolecido, dentro do fio de cabelo, o tioglicolato de amônio quebra as cadeias de enxofre e o cabelo é moldado como se deseja com o processo mecânico do enluvament o (massagem com as mãos enluvadas) e também de pentear, com um pente de cerdas finas . Após esse processo o neutralizante reorganiza as cadeias de enxofre e o cabelo p ermanece conforme alisado pelo profissional. A neutralização é uma das partes mais imp ortantes do relaxamento, pois, é ela quem garante a permanência do relaxamento, ou a lisamento. Partindo desses pressupostos, esta pesquisa busca aprofundar est udos sobre a transformação dos cabelos com o tioglicolato de amônio, uma vez que o mec anismo de ação desse tipo de alisante, proporciona um alisamento mais brando e menos agressivo do que os obtidos com alisantes ricos em sais metálicos. Dessa forma, compreendemos que muitas dúvidas são elencadas sobre es se assunto. Por isso constitui objeto dessa pesquisa, para que possamos compreen der: Quais são as possibilidades, limites, técnicas e mecanismos de ação do tioglicolato de amônio. O tioglicolato de amônio está presente como ativo químico na maioria das “esco vas da moda” e das pastas alisantes. Trata-se de um dos ativos químicos mais usados, pois com ele, podemos tanto enrolar como alisar os cabelos. Sendo assim, os principais objetivos deste estudo são: - Conhecer os aspectos da estrutura capilar; - Compreender a influência do pH dos cabelos – potencial de hidrogênio; - Analisar a ação do alisante e relaxante tioglicolato de amônio. Contudo, compreendemos que muitos questionamentos surgem a respeito da t ransformação dos cabelos à base de produtos químicos, sem dúvida, existem fórmulas avançadas inovadoras que danificam menos os cabelos; todavia, no momento em que são adicion ados novos ingredientes às fórmulas químicas, que amenizam os efeitos dos ativos químico s, diminui também a ação e a força das químicas aplicadas. Por tudo isso, esta pesquisa po derá contribuir trazendo mais informações teóricas, uma vez que a pesquisa bibliográfica é u ma necessidade de qualquer estudo científico. Mediante a pesquisa tivemos uma visão mais ampla da abordagem de diversos autores sendo possível desenvolver uma análise f undamentada e apurar considerações quanto à transformação dos cabelos sob o uso da química. A revisão bibliográfica ocorreu durante todo o processo de escrita da monografia, co ntribuindo diretamente com a definição dos aspectos que seriam abordados nesta pesqu isa. O propósito desta introdução foi propiciar ao leitor familiarizar-se com o estudo aqui apresentado. A seguir, trataremos as concepções teóricas que apóiam este estudo. CAPÍTULO 1 1. A pele e propriedades do folículo capilar. A pele é o maior órgão do nosso organismo, ela envolve toda a superfície externa do corpo proporcionando-lhe uma barreira protetora contra os perigos que habita m o meio ambiente. A pele desempenha múltiplas funções vitais e sua constituição é complexa

e fascinante, pois é um canal de comunicação com o mundo, que depende do perfeito equi líbrio fisiológico dos tecidos que a formam. A sua espessura varia conforme a região d o corpo e é constituída de três camadas: epiderme, derme e hipoderme (figura 1). A epiderme regula a temperatura do corpo, impede a perda de água por evaporação e prot ege o organismo da invasão de microorganismos e outros agentes externos, permite a transmissão de estímulos sensoriais (tato, dor, calor, frio, etc.) e, protege o org anismo de ações mecânicas, físicas e químicas do meio exterior (atrito, radiações). A derme e tá situada entre a epiderme e a hipoderme, onde se concentram a água que hidrata a p ele e as estruturas que dão firmeza e tonicidade à ela.. Esta camada abriga os anexo s cutâneos, os vasos sanguíneos, linfáticos e os nervos. Na derme, encontramos unhas, pêlos, músculos eretores, nervos, vasos sanguíneos. O músculo eretor do pêlo é responsável pe o eriçar, arrepio dos pelos nas sensações táteis (frio, calor, etc.). Os nervos, de uma forma geral, apresentam-se como uma haste pilosa nas cavidades das fibras nervos as sensoriais. Os vasos sanguíneos são responsáveis pelo fornecimento de substâncias ess enciais para o crescimento dos cabelos. As glândulas sudoríparas produzem o suor e r egularizam a temperatura corporal. Na derme nasce o fio de cabelo, cresce através de cavidades chamadas, folículo piloso e, estes, são inclinados e não verticais. A pap ila dérmica é responsável pelo ciclo folicular e por levar nutrientes para a nutrição do pêl o. O tecido subcutâneo ou hipoderme: parte constituída de tecido adiposo é a camada mais profunda da pele e está formada basicamente por células gordurosas (adipócitos). Sua f unção é amortecer os choques mecânicos, atuar como uma camada térmica isolante, reservar e nergia, determinar os contornos corporais que definem os padrões femininos e mascu linos e seu equilíbrio depende de uma vascularização rica (abundancia de vasos sangüíneos ( LAVALLI, 1995). 1.1- O Pêlo. O pêlo é uma estrutura córnea e cilíndrica derivado do folículo piloso que cresce a partir da matriz. O folículo piloso (Figura 1) é uma estrutura complexa com dois s eguimentos: inferior transitório e superior permanente. É no bulbo capilar que estão l ocalizadas as células matriciais e a papila dérmica. Logo acima dessa região encontrase a zona da queratinização (LAVALLI, 1995). Figura 1- A pele e as três camadas e anexos cutâneos (LAVALLI, 1995). 1.1.2- O ciclo folicular O cabelo possui um ciclo folicular que corresponde ao processo de formação do cabel o. Isto é, o processo que vai desde o nascimento até a sua queda (Figura 2). Existem três fases específicas do ciclo folicular , anágena, catágena e telógena (GOMES, 1999). Anágena (crescimento): nesta fase, o cabelo cresce de 4 a 6 anos. Cresce de 12 a 15 cm por ano, e a quantidade de folículos pilosos está determinada geneticamente, s eu crescimento pode estar influenciado por diversos fatores: genético, alimentício, hormonal, local, sazonal, etário. Catágena (repouso): o cabelo nesta fase passa por um repouso de 3 a 4 semanas, e pára de crescer. O pêlo morre, mas permanece no folículo piloso durante 3 a 4 semanas. Telógena (queda): esta fase acontece de 2 a 3 meses, depois da fase catágena. É a qued a do cabelo. O bulbo se renova e o pêlo novo cresce, empurrando fio morto.

Anágena (crescimento)

Catágena ( repouso)

Telógena (que

da) Figura 2- As fases do ciclo folicular, crescimento, repouso, queda (INSTITUTO EM BELLEZE, 2007) 1.1.3- A forma do folículo determina a forma do pêlo. “Os pêlos podem ser classificados, de acordo com a forma do folículo piloso, em mongolói de (liso), caucasóide (ondulado) e negróide (crespo) (Figura 3). O cabelo mongolóide é completamente reto e tende a ser lisos e grossos. O folículo neg róide é helicoidal e tende a ser encaracolado no extremo, as hastes trançadas originam o padrão “encarapinhado”. Já o folículo caucasóide varia entre estes extremos, tende a ter uma variedade de texturas e ondulações. O cabelo negróide (afro-americano) é mais frágil d o que o cabelo caucasiano e, este último tem maior elasticidade. Liso (mongolóide) Ondulado (caucasóide) Crespo (negróide)

Figura 3- As três formas do folículo piloso: mongolóide, caucasóide e negróide. (INSTITUTO EMBELLEZE, 2007). 1.1.3.1-Cabelo afro-americano propriedades físicas. Nos estudos realizados por SYED et. al (1996) o cabelo afro-americano é caracteriz ado quanto a forma, a penteabilidade, o diâmetro do cabelo e às propriedades de resi stência de tração do fio capilar. O referido autor cita que o cabelo afro-americano (negróide) tem forma física semelh ante a uma haste oval torcida e tem índice de elipticidade de 0,56. O limite de el asticidade do cabelo afro-americano é ligeiramente superior, entre 0,46g/denier co ntra 0,42g/denier, onde “denier” é a unidade que mede a espessura de um fio pesando 0, 05 g para cada 450 m de comprimento ou 1 g para 9000 m. Já o cabelo caucasiano é mai s cilíndrico, isso se deve a que, este, tem forma elíptica e cortes transversais do cabelo. Quanto à Penteabilidade, Epps e Wolfran, (1983) citado por SYED (1996), relatam qu e o cabelo afro-americano, devido as suas ondas, é muito mais difícil de pentear do que o cabelo caucasiano. Esses mesmos autores determinam igualmente que o cabelo afro-americano é mais fácil de pentear molhado do que seco, apresenta freqüentes torc eduras com mudanças de direção aleatórias e achatamento acentuado. Epps e Wolfran, (1983 ) teorizam que o cabelo afro-americano tem menor teor de água que o caucasiano. Os estudos referidos por esses autores são produto de investigações desenvolvidas com o uso de um microscópio de varredura eletrônica e são relevantes na medida em que podem ajudar os fabricantes de produtos para cabelo a formularem produtos mais eficaz es e menos nocivos para o relaxamento capilar. O cabelo afro-americano geralmente tem menos resistência à tração e se rompe com mais fa cilidade do que o cabelo caucasiano. Dessa forma, esse cabelo tende a ser o mais delicado e a probabilidade de danos mecânicos pelo simples ato de pentear é maior para o cabelo afro-americano devido à sua estrutura encaracolada e à alta carga estáti ca, uma vez que tais características fazem com que as fibras capilares que compõem e ste tipo de cabelo tendam a ser eriçadas e ressecadas. Quanto ao diâmetro do fio, percebe-se que o cabelo afro-americano exibe considerávei s variações, comparado ao cabelo caucasiano que é mais regular. Comparando esses val ores fica evidente que o cabelo afro-americano é mais frágil em condições molhadas e sec as do que o cabelo caucasiano (SYED, 1996). SYED, (1996) comenta a necessidade de atendimento diferenciado aos tipos étnicos de cabelo: Está claro que o cabelo afro-americano, difere do caucasiano sob muitos aspectos i mportantes, sugerindo que os produtos formulados para o cabelo caucasiano e come rcializados, podem não atender às necessidades do cabelo afro-americano. É bem possível que alguns produtos e práticas usadas no mercado étnico sejam inadequadas e ineficaz es, já que o cabelo afro-americano tende a ser relativamente frágil e difícil de pente

ar, considerando sua alta carga estática e baixo teor de umidade. . A L’oreal (empresa multinacional de cosméticos) publicou uma pesquisa indicando cerc a de 60% das brasileiras possuem cabelos crespos. A Natura (empresa brasileira d e cosméticos) apresentou a estatística de que as brasileiras tem 37% de cabelos ondu lados e 25% crespos, contudo, segundo alguns cabeleireiros o percentual é ainda maior, chegando a 70% o número de mulheres no Brasil, que possuem cabelos crespos (FAGUNDES, 2008). Uma outra característica bastante relevante dos tipos de cabelos refere-se à oleosid ade do pêlo. Essa oleosidade é proveniente de uma única fonte: a produção do sebo pela glând ula sebácea, associada ao folículo piloso. Com base nessa característica podemos class ificar os cabelos em: secos, normais, oleosos e mistos. Se a produção sebo pela glându la sebácea, não for suficiente para lubrificar devidamente os fios de cabelo até as po ntas, estes tornam-se secos, sem brilho, quebradiços e não sedosos. Neste sentido pode-se dizer que os cabelos normais têm uma produção de oleosidade equi librada, são sedosos e hidratados da raiz às pontas. Já os cabelos oleosos têm excessiva produção de sebo, tornando-se pegajosos e sempre têm uma aparência de sujos. E, por últim o, os cabelos mistos detêm as características dos cabelos oleosos e secos, isto é, apr esentam o couro cabeludo oleoso e as pontas capilares ressecadas e às vezes duplas . É o tipo de cabelo mais comum e também o mais difícil de tratar (GOMES, 1999). CAPÍTULO 2. 2. A estrutura física do cabelo.

Para entender o mecanismo através do qual a curvatura do cabelo é alterada, é necessário rever conceitos em relação à morfologia, à composição química e estabilização da estrutura d elo (INSTITUTO EMBELLEZE, 2007). A haste do cabelo é formada de dentro para fora por três partes: cutícula, córtex e medu la (GOMES, 1999) (Figura 4).

Figura 4- Vista do aspecto da cutícula do fio capilar, em microscopia eletrônica de varredura. 1: córtex e cutícula. 2: cutícula em maior aumento. (INSTITUTO EMBELLEZE, 2 007)

A cutícula é a camada externa do fio formada por lâminas de caráter translúcido, livres de pigmentos e permite ver a cor natural dos fios. É muito resistente à ação de produtos q uímicos e responsáveis pela proteção e brilhos dos cabelos. Apresenta uma fileira celula r formando 5 a 12 camadas umas sobre as outras desprovidas de pigmentos. Essas c amadas atuam como encaixe perfeito do pêlo. Envoltório do fio de cabelo pode conter de (zero) a 12 camadas sobrepostas protegendo a estrutura, as cutículas se dividem em 3 fileiras: epicutícula, exocutícula e endocutícula. A mais importante é a epicutíla, pois é composta pelo aminoácido cisteína, que a torna resistente à água (hidrófoba). Estas camadas também mostram o grau de danificação dos cabelos, seja por ação dos produtos químico s ou por funções climáticas. Sofrem agressões externas como: sol, vento, chuva, escovações, chapinhas e químicas. É por meio da cutícula que ocorrem os processos de difusão de reag ente químico para o interior do fio. A velocidade de difusão determina à cinética das re ações que ocorrem nos processos alisamentos e relaxamentos. As cutículas bem unidas e seladas protegem o córtex e a medula (INSTITUTO EMBELLEZE, 2007). O Córtex, região intermediária entre a cutícula e medula (Figura 5), é onde acontece a tra nsformação da estrutura do cabelo. O grau de resistência, elasticidade e a cor do pêlo d ependem desta região. O diâmetro do córtex é determinado em função do número de células prese s no bulbo e estas podem se multiplicar. A fibra do pêlo possui de 2 a 3 tipos de

células do córtex, conforme a porcentagem de enxofre. Estes tipos de células são ortho cór tex, pára córtex, meso córtex (INSTITUTO EMBELLEZE, 2007). O córtex com sua estrutura compacta representam o coração da haste capilar e contribui em grande parte nas propriedades mecânicas das fibras. O diâmetro do córtex é determina do pelo número de células do bulbo aptas a entrarem em mitose e pelo seu ritmo de di visão celular formada por grânulos de pigmentos. No interior do córtex as microfibrila s de queratina encaixadas dentro de uma matriz protéica, rica em enxofre são empacot adas em feixes de macro fibrilas e matriz “cimento” que une as células corticais, ric a em ligações dissulfeto, hidrófoba responsável pela absorção da água. O córtex, que constitu parte média do cabelo, é composto por células queratinizadas em formas de fuso e perf eitamente ligadas umas às outras, sendo responsável por 80% da força do cabelo. As mai ores porcentagens de ações químicas ocorrem no córtex. Encontramos ainda no córtex a Melan ina, proteína responsável pela cor dos fios. É a quantidade total de melanina que dete rmina se um cabelo é louro, ruivo, castanho ou negro (GOMES, 1999). (A) (B) Figura 5- Esquema do córtex capilar, apresentando o conjunto (A) e os subconjunto s (B) das fibras de queratina. (INSTITUTO EMBELLEZE), 2007) Na parte central do pêlo encontramos a medula, espécie de “cordão” fino de grânulos que perc orre toda a extensão do fio (Figura 6). Ela é composta de células alongadas, ocas e le vemente presas umas às outras, em alguns fios ela não está presente e em cabelos traum atizados ela aparece quebrada (INSTITUTO EMBELLEZE, 2007). O canal da medula pode estar vazio ou preenchido com queratina esponjosa. Ainda não foi encontrada resposta científica para a importância da medula. Contudo, estudos recentes apontam as pesquisas para uma associação da medula com o primeiro instante da fase de germinação do fio onde a medula serviria como um “direcionador” do novo fio e m direção ao poro. Na grande maioria dos animais, a medula ocupa mais de 50% do diâmet ro da fibra; ela exerce importantes propriedades termorreguladoras, aliadas à pres ença de numerosos bolsões de ar. Na espécie humana a medula apresenta interrupções e às vez es, está totalmente ausente. Usualmente é encontrada nos pêlos mais espessos (GOMES, 1 999). Figura 6- Medula da fibra capilar em microscopia eletrônica de varredura, posicion ada no retângulo interno da imagem (INSTITUTO EMBELLEZE, 2007) 2.1. A estrutura Química do Cabelo

Os cabelos são basicamente compostos de proteínas. As proteínas são as biomoléculas mais a bundantes nos seres vivos, exercem funções fundamentais nos processos biológicos, são fo rmados por polímeros chamados aminoácidos, unidos entre si por ligações peptídicas. Encont ramos no córtex estas ligações peptídicas constituindo a proteína do cabelo. As proteínas são resultantes de 20 tipos de aminoácidos diferentes, reunidos em combinações infinitas. Têm importantes funções em nosso metabolismo e na constituição dos tecidos. Os aminoácidos c ombinados, de acordo com o tipo e quantidade, formam uma proteína denominada de qu eratina que forma o fio de cabelo. Os 20 tipos de aminoácidos diferem quanto a nat ureza química de suas cadeias como a carga elétrica, a capacidade de formação de pontes de hidrogênio, as características hidrofóbicas e a reatividade química. Portanto os amin oácidos-padrão são classificados pelos seus grupos R (cadeias laterais) em: aminoácidos com cadeias não polares e alifáticas: Glicina, Alanina, Valina, Leucina, Isoleucina , Prolina, aminoácidos com cadeias laterais aromáticas: Fenilalanina, Tirosina, Trip tofano, aminoácidos com cadeias laterais polares não-carregadas: Serina, Treonina, C isteína, Metionina, Asparagina, Glutamina, aminoácidos com cadeias laterais carregad as negativamente (ácidos): Aspartato e Glutamato, aminoácidos com cadeias laterais c arregadas positivamente (básico): Arginina, Lisina, Histidina (MOTTA, 2003). A estrutura química da queratina contém basicamente cinco elementos: Carbono C (45% a 55%), Hidrogênio H (4% a 6%), Oxigênio O (25% a 30%), Nitrogênio N (8% a 15%), Enxof re S (2% a 5%). A queratina resulta de longas cadeias da polipeptídica, com estrut ura primária, secundária e terciária, que formam uma estrutura helicoidal, denominada “a

lfa-hélice” (Figura 7). Apresenta propriedades elástica e flexível, alongando-se conside ravelmente e voltando ao seu estado original, nela estão presentes as cadeiras res ponsáveis pela estrutura química do cabelo, sua função é conferir ao cabelo propriedades a dequadas para proteção superficial contra os agentes externos, deixando-os mais resi stentes.

Figura 7. Estrutura em α-hélice da queratina do cabelo. (INSTITUTO EMBELLEZE, 2007).

Em cada fio de cabelo, milhares de cadeias de alfa-queratina estão en trelaçadas em uma forma espiral, sob a forma de placas que se sobrepõem, resultando em um longo e fino "cordão" protéico. Estas proteínas interagem fortemente entre si, p or várias maneiras resultando na forma característica de cada cabelo: liso, enrolado , ondulado, e outros (FAGUNDES, 2008). As α-quer tin s expostas ao calor úmido podem ser esticadas e assumirem a conformação, p orém quando são esfriadas revertem à conformação-hélice espontaneamente. Isto é devido ao fat de grupos R das α-quer tin s serem maiores, em média, que os das α-quer tin s e assim são incompatíveis com a conformação estável. Estas características das α-quer tin s, bem com o seu alto conteúdo de interligações dissulfeto, são a base do processo de ondulação artifi cial permanente dos cabelos (LEHNINGER et al, 1995)..

CAPÍTULO 3. 3. Os cosméticos e a transformação dos cabelos. Para transformar os cabelos é importante conhecer os elementos e ativos da química. Por que, cada indústria tem um tempo determinado para cada ativo, uma vez que todo produto de relaxamento traz dentro de sua embalagem as informações corretas de apli cação, ensina fazer a prova de toque e também o teste da mecha. Um atento diagnóstico ca pilar é fundamental para uma identificação da fórmula (suave, médio, forte) que é destinado a cabelos finos, médios e grossos e o tempo de ação que se deve seguir. A escolha do melhor produto irá depender do tipo de cabelo, pois cada tipo de cabe lo irá reagir de forma diferente. A fórmula suave é indicada para cabelos finos pelo f ato de ter menos massa, a saturação mais rápida; portanto, exige menor tempo do proces samento, a não ser que a cutícula seja muito resistente. Já a força média é direcionada para os cabelos de textura média no qual normalmente, o resultado é bastante positivo e o forte é para aqueles cabelos grossos ou resistentes que tem córtex relativamente g rande, assim o tempo de processamento deve ser prolongado. Também temos os cabelos densos ou abundantes. Os cabelos densos ou abundantes são muito espessos e por is so é preciso tomar cuidado para aplicar a quantidade suficiente para se obter um a lisamento uniforme, ou seja, garantir que a penetração seja uniforme (GOMES, 1999). Para transformar os cabelos é importante conhecer os elementos e os ativos que int erferem em sua estrutura química. Um dos fatores mais importantes da química de qual quer elemento é o seu pH, que é o símbolo para a grandeza físico-química potencial hidrog eniônico . Essa grandeza indica a acidez, neutralidade ou alcalinidade de uma solução líquida. O conceito de pH foi definido em relação à água em uma escala que varia de 0 a 14 . A camada hidrolipídica que protege o cabelo, a pele e a unha têm pH levemente ácido, u m valor compreendido entre 4,2 e 5,8 na escala de pH. Dessa forma, todos os prod utos que entram em contato com o corpo humano devem ser neutros (pH igual ao do cabelo, pele e unha) ou levemente ácidos (em cosmetologia considera-se até um pH = 6 ,1). Se lavarmos o cabelo com xampu alcalino, por exemplo, suas cutículas abrem, e le fica sem brilho, difícil de pentear e embaraçado. A água pura possui pH igual a 7, o que chamamos de pH neutro. Produtos que possuem pH abaixo de 7 são considerados ác idos, e quanto menor o pH, maior a acidez. Produtos que possuem pH acima de 7 são considerados alcalinos, e o pH 12 indica um produto mais alcalino que de pH 10. O Ph natural para a queratina do cabelo, aquele que faz com que as cutículas fique m perfeitamente planas e alinhadas, é um pH em torno 4 a 4,8. Quando utilizamos pr

 

 

 

¡

 

 

 

 

 

¡

odutos muito ácidos (pH entre 1 e 2), assim como produtos muito alcalinos (pH acim a de 10), ocorre um inchamento do cabelo, pois as cutículas se abrem. O córtex fica mais exposto (menos protegido pelas cutículas), e é dessa forma que os tratamentos q uímicos como alisamentos, permanentes e colorações são mais eficazes. Esses produtos são a lcalinos. Quando as cutículas estão mais abertas e o córtex está menos protegido, dizemo s que aumentou a porosidade do cabelo (GOMES, 1999). A transformação dos cabelos teve início em 1933 com as ondulações que eram a quente e usav am produtos em base sulfitos, só mais tarde em 1940, é que começaram a usar uma base t iol, o ácido tioglicólico (redutor de queratina) que ganhou a preferência das pessoas, por ser usado a frio. Primeiramente usada em ondulações (permanentes), posteriormen te em alisamentos. (WILKINSON, 1999). Os processos mais utilizados para transformar a estrutura dos cabelos são: alisame nto, relaxante, escova progressiva, amaciamento em algumas formulações substituem a amônio por monoetanolamina e um carbonato alcalino de um aminoácido a base de creme e glicerina, estearato de glicol, álcool cetílico, e ceteaestearilico, emulsionados em água por alcool cetilico, e oléicos polietilizados, (usualmente 20 a 25 óxido de et ileno). Os líquidos viscosos e géis se obtem a partir de polímeros e copolímereros carbo xivinilicos. No exemplo a imidazolina se exclui na fórmula com a finalidade de aum entar a rapidez do alisamento. Nos alisamentos, os compostos químicos são os mesmos da ondulação (permanente) tioglicolato de amônio (redutor de queratina), a diferença é que a ondulação é para cabelos lisos e enrolamos bigudis, e nos alisamentos, aplicamos um creme, e usamos o pente fino, devido a viscosidade do produto que torna o traba lho mais fácil, estiramos os fios, pois a fibra capilar torna-se amolecida, geral mente a concentração dos ativos no alisamento é mais baixa que nas ondulações, onde usa-se o produto líquido. Muitos desses alisantes são comercializados em uma embalagem que contém dois frascos, um com o alisante e outro com o neutralizante, pois muitas c onsumidoras os usam em casa. . (WILKINSON, 1990). 3.1- A Análise Capilar para a transformação do cabelo O processo de transformação do cabelo exige uma análise capilar para identific ação das condições do fio e Couro cabeludo. Na Análise capilar deve-se observar: - as condições do couro cabeludo – Anomalias; escoriações, seborréia, se forem detectada alg uma anomalia, não deve ser aplicado nenhum tipo de ativo químico; - a densidade dos fios - Quantidade de fios por cm2; esta análise serve para deter minar a quantidade de produto a ser utilizado; - a elasticidade ou resistência do fio, é a propriedade que o cabelo tem de se estir ar, e voltar ao seu estado original, sem se romper; - a porosidade e ressecamento; quanto mais compacta as cutículas, “fech d s”, mais sau dáveis os fios; a espessura dos fios , finas, médias ou grossas; esta análise serve pa ra definir a intensidade dos ativos químicos a ser utilizado, suave, médio, forte. Geralmente o cabelo crespo tem estrutura mais fina que os rebeldes e ondulados, e conseqüentemente são mais sensíveis aos cremes de alisamentos e relaxamento, portant o existem alguns efeitos colaterais que é bom ressaltar. Os cabelos crespos por se rem às vezes de estrutura mais fina exigem mais técnica na hora da aplicação do relaxame nto, pois os produtos agem mais rápidos nos cabelos finos do que nos cabelos gross os. Já os ondulados, são mais grossos e o tempo de aplicação do produto de relaxamento p ode ser um pouco mais. Esse cabelo possui os cachos mais definidos e geralmente a sua estrutura é de média à grossa. Deve-se ainda analisar a incompatibilidade de out ros produtos usados anteriormente 3.2. - O Agente Redutor ‘Tioglicolato de Amônio” na transformação do cabelo

Para a amônio ser utilizada como um produto cosmético, ela passa por uma tra nsformação de amônio para amônio. A amônio é uma solução de gás amoníaco na água; deve conter 20% NH3. Apresenta as seguintes características: Líquido incolor, límpido, inteiramen te volátil, de odor característico, forte, picante e sufocante, e sabor muito cáustico e alcalino. É fortemente alcalina ao papel de tornassol (substância química de origem vegetal, que se torna vermelha em meio ácido e azul em meio alcalino). Ao ar livr

   

e perde aos poucos o gás amoníaco que encerra: pelo aquecimento o gás desprende-se rápid a e totalmente (FARMACOPÉIA E.U. BRASIL, 1959). A amônio, amônio e amoníaco são descritos (em fórmula) desta maneira respectivamen te: NH3, NH4 e NH4OH. Em contacto com a água, a amônio sofre o que quimicamente cha mamos de hidrólise formando o hidróxido de amônio (NH4OH). Este, uma base solúvel e frac a. (Esquema A) (www.wikipédia.org.com.br). NH3 + H2O NH4OH

A diferença entre o ácido tioglicólico e o tioglicolato de amônio é o odor, sendo o primeiro mais suave, e o segundo, pelo acréscimo do hidróxido de amônio tem um odor característico. O hidróxido de amônio é adicionado ao ácido tioglicólico para aumentar o pH, e ass im fazer a dilatação das cutículas. Quando o hidróxido de amônio entra em contato com ácido tioglicólico ele se transforma em amônio, pelo contato com ácido tioglicólico que é liquid o (Esquema B). Ácido Tioglicólico + hidróxido de amônio C2H4O2H + C2H4O2S- NH4 + NH4OH forma o Tioglicolato de amônio

As características das α-quer tin s, bem como o seu alto conteúdo de interligações dissulfeto, são a base do processo de ondulação artificial permanente dos cabelos. O cabelo a ser ondulado é primeiro enrolado ao redor de um objeto de forma adequada. Uma solução de agente redutor, em geral um composto contendo um grupo tiol ou sulfi drila (SH), é então aplicado e o cabelo aquecido. Segundo Fagundes(2008), o princípio ativo de tioglicolato de amônio no fio capilar envolve a quebra as ligações de enxofre (ligações S) dos fios, tornando-os momentaneamen te como um elástico amolecido sem elasticidade, as ligações são covalentes dissulfídicas ( cistina) ou ligações de hidrogênio (salinas). Na técnica de alisamento tradicional Fagundes (2008) explica as etapas da ação e apli cação do tioglicolato de amônio. No esquema C, acima, a cisteína, aminoácido presente na fibra capilar e representado pelos símbolos RSH, pode interagir com outra cisteína d a mesma cadeia de peptídeos e formar uma ligação covalente: RSSR. Estas ligações são responsá eis pelas "ondas" que aparecem em nossos cabelos. A possibilidade da interconver são entre as formas oxidadas (RSSR) e reduzidas (RSH) da cisteína é que permite ao cab eleireiro "moldar" o seu cabelo, ou seja, alisar um cabelo crespo, ou fazer "cac hos" e "ondas" em um cabelo liso. Cabelo + Tioglicolato forma o cabelo reduzido RS – SR + 2 HSCH2OO2 RSH + -OOCH2CS–SCH2COO-

R significa radical, S enxofre e H Hidrogênio, caracterizada pelo compartilhamento de um ou mais pares de elétrons entre átomos, causando uma atração mútua entre eles, que mantêm a molécula resultante unida. A primeira etapa do trabalho do cabeleireiro consiste na redução de todos os grupos RSSR. Isto se faz, geralmente, com a aplicação do ácido tioglicólico em uma solução de amônio (pH 9). Esta solução reduz os grupos RSSR para RSH; os cabeleireiros chamam esta sol ução de relaxante (FAGUNDES,2008). A reação do agente redutor no cabelo rompe as ligações dissulfeto, reduzindo cada cistin a em dois resíduos de cisteína, uma em cada cadeia adjacente. Esta reação promove aquec imento do fio capilar, o calor úmido rompe as pontes de hidrogênio e provoca o desen rolamento e estiramento das estruturas polipeptídicas em α-hélice (figura 7) (LEHNINGE R et al, 1995). Figura 7. Ação do agente redutor no estiramento das estruturas polipeptídicas da queratina em α-hélice (LEHNINGER et al, 1995). A segunda etapa consiste em imprimir no cabelo a forma desejada: lisa ou ondulad

 

 

a. Após lavar e retirar toda a solução de ácido tioglicolato e se esticar o cabelo, o ca beleireiro, então, oxida os grupos RSH para RSSR, com a aplicação de um agente oxidant e, tal como o peróxido de hidrogênio (H2 O2), água oxigenada ou bromato de sódio (NaBrO3 ) (os cabeleireiros se referem a essa solução como “neutr liz nte”) Depois de algum tempo, a solução redutora é removida e um agente oxidante é adicionado p ara estabelecer novas interligações dissulfeto entre pares de resíduos de cisteína de ca deias polipeptídicas adjacentes, mas não os mesmos pares que existiam antes destes t ratamentos. Lavando e resfriando o cabelo, as cadeias polipeptídicas revestem a su a conformação em α-hélice. As fibras do cabelo, agora, ondulam da maneira desejada porqu e novas ligações dissulfeto foram formadas onde elas exercem forças de torção nos feixes d e fibras do cabelo em α-hélice (LEHNINGER et al, 1995). Para o processo de redução do cabelo, observa-se que há uma ligeira variação de cor total, principalmente devido ao componente neutralizante por peróxido de hidrogênio, que r epresenta um amarelamento observável do cabelo. Tal fato não. é mencionado na literatu ra, visto que não é esperada alteração de cor para essa categoria de produto. (NAKANO, 2 006)

De acordo com Gomes (1999), a reação de neutralização é um tipo de reação de dupla troca, po s a neutralização ocorre quando iguais quantidades de ácido reagem com iguais quantida des de base. O novo padrão imposto, então, dura até o crescimento do cabelo, de dois a três meses, quando acontecerá uma nova visita do cliente ao salão. Para os cabelos ondulados e crespos (Afro-americano) o tioglicolato de a mônio é o produto mais indicado e menos drástico, ou seja, aquele que agride menos a e strutura do cabelo. É falso pensar que se o serviço for executado pelo cabeleireiro mais “b mb mbã”, da cidade, a consumidora estará isenta de problemas. Não importa o valor do serviço, quando se aplica um produto químico nos cabelos, “este” gera danos, se o cab elo é de estrutura fina, este dano será maior. Porém mulher arrisca muito em nome da b eleza, e quase sempre está disposta a pagar para ver. Não é o caso de estar sendo muit o pessimista em relação a este assunto, estes são os fatos (FAGUNDES, 2008).

Os produtos incompatíveis com Tioglicolato de amônio são aqueles que em contat o com o tioglicolato causam danos aos cabelos. Isto ocorre devido ao choque químic o entre duas composições ativas não compatíveis. São eles: Henê, Hidróxido de Sódio, Guanidin Henna com nitrato de chumbo, Loção Progressiva, Uso excessivo de Alisamentos físicos ( chapinha, ferro quente, braun), Cabelos descoloridos ou reflexos, Colorações oxidati vas com oxidantes acima de 6%, ou 20 volumes. (colorações louros acima de 7.0, louro escuro). Se quiser colorir, deve-se aguardar 15 dias para aplicar colorações oxidat ivas e usar Ox (H2O2). de 20 até o 7.0,Louro médio. Todos os produtos à base de tiogli colato tornam-se compatíveis entre si, a cada três meses, na raiz crescida dos cabel os. Mesmo que sejam de fabricantes diferentes (INSTITUTO EMBELLEZE, 2007). O tioglicolato de amônio é compatível entre si a cada três meses, na raiz cresci da dos cabelos. Para mudar de Tioglicolato de Amônio para Hidróxidos, deve aguardar um período de seis meses, e vice e versa, e aplicar o produto somente na raiz cres cida dos cabelos. Ainda existem os produtos com bases metálicas como os henês (piro galol), as henas com nitrato de chumbo,não são compatíveis com nenhum outro. Se usar estes ativos não poderá usar o Tioglicolato de amônio (INSTITUTO EMBELLEZE, 2007). 3.2.1 . A forma de aplicação de Tioglicolato de Amônio. Antes da aplicação deve ser feito um teste de mechas, tirando uma mecha de c abelo do alto da cabeça, aplica-se o produto e deixa-se agir por 20 a 40 minutos, (depende do tempo que o fabricante estabeleceu na bula do produto) depois deste tempo, analisa-se, se foi suficiente para alisar o fio ou se será necessário aguarda r mais alguns minutos, logo após, lava-se a mecha e avalia a elasticidade e inte gridade da mecha, para constatar se este cabelo está em condições de receber o produto . Este teste serve também para indicar o tempo de ação do produto. (INSTITUTO EMBELLEZ E, 2007). Deve ser feito também um teste alérgico, para avaliar se esta pessoa não é alérgic a ao produto. Aplicar uma pequena quantidade do produto no antebraço ou atrás da ore lha, aguarde 15 min. Lave e espere 24 horas. Verifique se apareceu alguma reação de vermelhidão, inchaço ou coceira.

 

 

   

“Qu ndo um produto com tioglicolato é aplicado nos cabelos, deve interagir durante u m tempo de pausa que pode variar de 10 a 45 minutos. Nesse momento ocorrem as qu ebras das pontes de cistina (ligações fortes) entre as fibras capilares. O cabelo to rna-se maleável e pode ser alisado. Após o alisamento (penteando-se suavemente os ca belos), deve-se aplicar o neutralizante, que possui, na maioria das vezes, peróxid o de hidrogênio. Essa etapa é fundamental e nela novas pontes de cistina são formadas, fazendo com que o cabelo assuma sua nova forma (alisado).” GOMES, 1999).

Para (GOMES, 1999) quando se aplica à química – tioglicolato – nos cabelos, deve -se respeitar o tempo determinado, uma vez que nesse momento podem ocorrer as qu ebras entre as fibras. Como aplicar o produto: primeiramente o cabelo deve ser dividido em quatro parte s: de orelha a orelha e de frontal à nuca, após essa divisão coloque as luvas, a máscara e coloque o produto a ser utilizado no recipiente de plástico, aplique o creme pr otetor na testa, orelha e nuca. Comece a aplicação do produto com o auxílio de um pinc el começando pela parte da nuca, deixando 1 cm de distancia do couro cabeludo, em sentido horário, até a parte frontal. Retorne a nuca e faça um trabalho de enluvamento penteando as mechas. Voltar no primeiro quadrante e verificar se o cabelo está be m processado, do mesmo modo nos demais quadrantes. Levar a cliente até ao lavatório e remover o produto dos cabelos somente com água em abundância, até a total remoção do mes mo. O próximo passo é a neutralização, que é muito importante no relaxamento, pois é ela que vai fixar a nova forma aos cabelos, refazer as ligações de enxofre e fechar as cutículas, que foram abertas pelo produto, para alcançar o córtex, restituindo suas pr opriedades físicas iniciais ao refazer as pontes dissulfídicas entre cadeias de quer atina, dando então, a nova forma permanente aos cabelos. Após o tempo de pausa da ne utralização, que deve ser seguida corretamente (15 min.), os cabelos devem ser lavad os com um xampu de pH ácido e massageados com um creme de massagem. Motivos que ocasionam quebra após aplicação do tioglicolato de amônio: a deficiênc ia de queratina é um fator de grande relevância na transformação perfeita, pois ela é resp onsável por refazer as ligações de enxofre do fio. a análise incorreta; cabelo enluvado (Massageando com as mãos enluvadas) fortemente contra o sentido do crescimento; t racionamento dos fios; ultrapassar o tempo de ação do ativo recomendado. Tempo de ne utralização insuficiente. Má distribuição do neutralizante. Tempo de enxágüe inferior a 15 mi utos, deixando resíduos do produto no cabelo. Neutralizar o cabelo sem antes retir ar o excesso de água com a toalha. 3.3. Tratamento dos cabelos após transformação O fio de cabelo é formado por camadas de queratina, e que são fortes e resis tentes, mas fatores climáticos e produtos químicos podem danificar a sua estrutura d esidratando os fios e diminuindo a quantidade de queratina, surgindo pontas dupl as e cabelos quebradiços e sem brilho. Os reconstrutores são produzidos à base de prot eínas hidrolisadas, e atuam profundamente nos fios, devolvendo a hidratação necessária. Devem ser usados durante o processo de transformação (antes da neutralização) e também nas hidratações, devem ser usados logo após a lavagem dos cabelos e antes dos cremes de m assagem, pois vão incorporar estas proteínas nas cutículas dos cabelos, reconstruindo as falhas e rupturas das mesmas, Todos os cabelos relaxados ou alisados devem pa ssar por sessões de reconstrução periodicamente, conforme a necessidade para diminuir a incidência de quebra da fibra. (INSTITUTO EMBELLEZE, 2007). Cabelo totalmente danificado cabelo danificado cabelo t ratado com queratina FIGURA 8- Cabelo danificado e tratado (INSTITUTO EMBELLEZE, 2007)

“Em condições normais, o cabelo tem cerca de 10% de água retida, mas esse teor varia com a umidade relativa do ar. Quando molhado, o cabelo chega a absorver uma quantid ade de água equivalente a 30% do seu peso. Com a absorção de água, muitas ligações fracas são quebradas, o que promove um leve inchamento, aumentando o volume do cabelo. O ca

 

belo mais hidratado é um cabelo brilhante, macio, fácil de pentear, e que mantém por m ais tempo o penteado” (GOMES, 1999).

Sendo assim, o cabelo que recebe a transformação química precisa receber cuid ados especiais. Grandes resultados são obtidos em salões quando se combinam as mãos do profissional cabeleireiro, munidas de seus instrumentos, aos produtos cosméticos adequados aos cabelos do cliente e aos efeitos buscados com a transformação (GOMES, 1999). A pesquisa e o desenvolvimento tecnológico permitiram a criação de produtos que atuam de forma eficaz sobre a fibra capilar devolvendo a força e o aspecto saudável, dando condições aos cabelos de receber uma nova química de transformação, como coloração em cabelo alisados. Um mistura de proteínas, em forma de aminoácidos, peptídeos e polipeptídios, irá se encarr egar de preencher a fibra capilar, promovendo uma reposição protéica. A proteína de coláge no atua devolvendo a força e a resistência ao fio; a proteína de trigo queratinizada i rá aderir-se vigorosamente ao fio, mantendo um grau elevado de hidratação por tempo pr olongado; a proteína da seda vai devolver a elasticidade e o brilho saudável ao fio, e a proteína de queratina irá repor a queratina natural perdida. Assim, em uma só etapa, é possível preencher e aumentar a resistência do fio, hidratar p rofundamente e melhorar a elasticidade e brilho da fibra. Os cabelos, imediatame nte, ficarão mais fortes e resistentes. É preciso repor, também, os nutrientes perdido s, revitalizar o cimento intercelular e melhorar as condições de emoliência do fio, au mentando sua elasticidade, brilho, maciez e maleabilidade. Uma associação balanceada e ativa de emolientes deve compor uma máscara que, aplicada sobre o fio, regenera o cimento intercelular devolvendo a vida aos cabelos, tornando-os naturalmente saudáveis. Ativos felógenos devem ser depositados sobre a fibra, forçando a penetração das proteínas, proporcionando um trabalho de recuperação intenso e profundo dos cabelos. Finalmente, devem-se repor as cutículas e selar o fio formatando e prolongando a ação das proteínas e ativos nutrientes adicionados. Um brilho intenso irá surgir do alinh amento e selagem das escamas. Fios fortes terão melhores condições de receber uma nova coloração. O relaxamento irá exigir maiores cuidados, pois será preciso proteger os fio s mais finos e sensíveis Deve-se escolher uma fórmula protéica e felógenos que envolva o fio, minimizando a ação do ativo de relaxamento, evitando o corte químico. O teste de mecha, para avaliação real do tempo e processamento, continua sendo indispensável. O tempo de ação, com certeza, será bem menor do que num cabelo virgem; mesmo assim, o relaxamento será um sucesso e não causará danos ao fio. A avaliação do cabeleireiro e o bom senso continuam sendo f atores primordiais, evitando qualquer surpresa. A utilização de produtos de manutenção bem indicados e hidratações freqüentes são indispensáv ara o rápido restabelecimento das condições saudáveis do fio. Enquanto isso, as pesquisa s seguem e a busca de novos ativos, cada vez mais potentes e eficazes, garante s er possível alcançar a meta do padrão de beleza da mulher brasileira (www.bsg-revistac abeleireiros.com).

CONSIDERAÇÕES FINAIS Nos dias atuais, os cabelos podem indicar diversas características como um estilo clássico ou radical, o estado de saúde, o nível de cuidados pessoais e a auto-estima de cada um, além das aspirações individuais de elegância, liberdade e out ros aspectos importantes. O cabelo ainda é muito valorizado, uma vez está ligado ao conceito de juventude e beleza, assim o papel estético do cabelo passou a ser rele vante se tornando objeto de estudo. Porém, não se pode esquecer que mesmo no advento das novas químicas transforma doras, um cabelo bonito e bem cuidado deve ser saudável, pois além de seu efeito estét ico, o cabelo tem função de proteger a cabeça, a qual é uma das partes mais importantes do corpo humano. O cabelo tem função térmica de contribuir para a manutenção da temperatur a da cabeça, além de protegê-la das radiações solares e das agressões do meio externo. Os tratamentos químicos tornaram-se mais seguros e mais versáteis. O consumi

dor moderno é diferente; tem mais consciência de suas possibilidades e busca um número cada vez maior de informações. É exigente e procura ter mais conhecimento sobre os pr odutos químicos que o mercado oferece, solicita do profissional cabeleireiro mais informação sobre os bons serviços, enfim, procura esclarecimento sobre as novas transf ormações do cabelo. Os meios de comunicação, como revistas, jornais e televisão, estão fornecendo in formações sobre a estrutura capilar. Muitas dessas informações são sérias e esclarecedoras; algumas, no entanto, tendiosas, imprecisas e incompletas. Como saber diferenciá-la s? As bulas e informações contidas nos produtos são cada vez mais elaboradas e complet as, em função das expectativas dos consumidores, das atualizações da legislação e do interes se dos fabricantes em oferecer um serviço cada vez melhor. Elas falam de prova de toque, de testes, de resistência, de incompatibilidades. Por que tudo isso? Como t raduzir essa nova linguagem ao consumidor? Na, verdade são muitas perguntas que a inda não foram respondidas. Se analisarmos bem, todo cabeleireiro tem um pouco de “q uímico” em sua profissão e precisa exercer esse lado com muita responsabilidade. Por i sso, o nosso objeto de pesquisa é “A transformação dos cabelos com o tioglicolato de amôni o.” O ácido tioglicólico, também conhecido como tioglicolato de amônio, está presente como a tivo químico na maioria das transformações que são feitas no cabelo, uma vez que esse at ivo tanto pode enrolar como alisar. Esse ativo, assim como todos os produtos químicos utilizados nos cabelos, tem pH alcalino e penetra nos fios rompendo suas ligações. Após ser aplicado, o tiogli colato deve ser neutralizado, fixando nos fios a nova forma. Hoje, existem muitas fórmulas avançadas e inovadoras que causam menos agressão aos cabelos; todavia, no momento em que são acrescentados novos ingredientes às fórmu las químicas, que amenizam os efeitos dos ativos químicos, diminui também a ação e a força d as químicas aplicadas. Por isso, é importante a pesquisa, a análise e o conhecimento s obre as transformações químicas. Não poderíamos deixar de registrar as contribuições acadêmicas desse estud o no que se refere a nova relação com a autoria de uma pesquisa norteada por fundame ntos teóricos. Dessa forma, podemos dizer hoje com propriedade que várias horas de estudo intensificadas pela necessidade de correlacionar discussões teóricas sobre o tema d a pesquisa, nos ensinou que o exercício de pensar sobre a compreensão da formação do cab elo, sua estrutura e natureza, também é um caminho para a realização do que se quer ser e do sonho de transformar e elevar a auto-estima das pessoas, conseguindo assim a excelência do nosso trabalho. Nos dias atuais pedidos de relaxamentos, descolorações, mechas, colorações, cortes e pen teados, são uma constante. Em se tratando de cabelo, uma transformação bem sucedida ex ige alguns requisitos básicos e indispensáveis como brilho, sedosidade, maleabilidad e, maciez e aspecto saudável dos fios. Portanto, o tratamento com utilização de produt os que tenham cosmeticidade suficiente para a restauração do cabelo, assim como as h idratações freqüentes, são indispensáveis para o restabelecimento das condições saudáveis do . REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS COPANEMA, L. X. L. et al. Panorama da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e C osméticos, BNDES Setorial, Rio de Janeiro, n. 25, p. 131-156, mar. 2007. FAGUNDES, Lúcia. Detetive da beleza: o que existe por trás dos cosméticos e tratamento s estéticos. 1ª ed. Curitiba: Allá criativa, 2008. FARMACOPÉIA DOS ESTADOS UNIDOS DO BRASIL I. São Paulo: Indústria gráfica Siqueira S.A. 2ª ed. 1959. FONSECA, M.R.M. da. Química Orgânica. São Paulo: FTD, . pp 299-304. 1992. GOMES, A. L. O Uso da Tecnologia Cosmética no Trabalho Profissional Cabeleireiro. Ed. Senac. São Paulo. 1999. INSTITUTO EMBELLEZE, Cabeleireiro profissional, vol 1. 4ª ed. Rio Preto, SP: MICRO LINS, 2007. ------------------,---------------, Cabeleireiro profissional, vol 2, 4ª ed. Rio P reto, SP: MICROLINS, 2007. LAVALLI, D. B. Manual do Cabeleireiro. Vol. 1 São Paulo: Ícone, 1995.

LEHNINGER, A. L.; NELSON, D.L.; COX, M.M. Princípios de bioquímica. São Paulo: Sarvier , 1995. MOTTA, V. T. Bioquímica clinica para o laboratório, princípios e interpretações, 4ª ed, Potr o Alegre- Editora Médica Missau, pp 75-105, 2003. NAKANO, A. K. Comparação de danos induzidos em cabelos de três etnias por diferentes t ratamentos. Unicamp Campinas, SP, 2006. OLIVEIRA, V. Modificadores Estruturais do Cabelo. Revista Cosmetics & Toiletries . Vol. 12, no. 2, março/abril, 2000. Revista cabeleireiros.com, acesso dia 18-11-2008, disponível em; http://www.bsg-revistacabeleireiros.com/materia/reestruturacao-capilar/5. SILVA, J. C. B. Novas Conquistas para o Setor. Revista Cosmetics & Toiletries. V ol 18, jan./fev. 2006. SYED, A. N. et al. Cabelos afro-Americano vs. Caucasiano: Propriedades físicas. Re vista Cosmetics e Toiletries. Volume 8. Maio/Junho, 1996. WILKINSON, J. B. et tal. Cosmetologia de Harry. Madrid, Ediciones Dias dos Santo s..pp, 616 a 647, 1997. Wikipédia, a enciclopédia livre, acesso dia 11-10-2008, disponível em; http://pt.wikipedia.org/wiki/Hidr%C3%B3xido_de_am%C3%B4nio.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->