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aula8_o_imperialismo

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3 PROF.

: EQUIPE HISTÓRIA
IMPACTO: A Certeza de Vencer!!! O IMPERIALISMO: A NOVA ORDEM MUNDIAL DO SÉCULO XIX. 1. A ERA DOS IMPÉRIOS.

O IMPERIALISMO
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
KL 300410 PROT: 3631

08

maioria explorariam economicamente outros povos, por eles subjugados, onde os governantes engendrariam uma política de expansão econômica e territorial, sobretudo na África e na Ásia.

NOSSO SITE: www.portalimpacto.com.br

O NEOCOLONIALISMO – assim, o modelo Imperialista articulou o neocolonialismo, como nova etapa de dominação de áreas, que representa um momento em que as burguesias das grandes potências ampliaram suas bases de investimentos, controlando as atividades econômicas dos países africanos e asiáticos, a partir de meados do século XIX. 3. AS ORIGENS DE UM CONTEXTO.
Essas transformações, em linhas gerais, podem ser caracterizadas da seguinte maneira: • Um acentuado progresso técnico-científico, entendido como resultado dos investimentos em pesquisas; da utilização do aço como material industrial básico; dos derivados do petróleo e da eletricidade como força motriz em escala cada vez maior; do surgimento do motor a combustão interna; do aperfeiçoamento do dínamo; do desenvolvimento das indústrias automobilísticas; da construção naval; petroquímica etc. • Desenvolvimento dos meios de transportes, o que é claramente perceptível a partir da notável expansão do sistema ferroviário e da construção de navios a vapor. • Expansão dos meios de comunicação, caracterizando uma verdadeira revolução também nesse campo. O aperfeiçoamento do telégrafo, o desenvolvimento da imprensa escrita e a invenção do telefone são apenas alguns dos setores que atestam o avanço técnico em fins do século XIX e início do século XX. • A concentração da produção e do capital, determinando uma verdadeira concentração econômica como resultado, em grande parte, das crises periódicas que o capitalismo vai conhecer a partir da segunda metade do século XIX, como a crise de 1873.

Originado a partir da II Revolução Industrial e seus novos adventos tecnológicos, a política expansionista do imperialismo capitalista será considerada a grande ordem política do século XIX. O imperialismo surge como solução para conter a crise da economia industrial, com o aparecimento da superprodução (1870), havendo a necessidade da busca por novos mercados consumidores e centros de matéria-prima, na chamada corrida imperialista ou neocolonial, onde as nações industriais irão rivalizar-se na disputa pela posse de novas terras (os continentes asiático e africano), gerando com isso a uma série de incidentes imperialistas, os quais formariam a base da política mundial de finais do séc. XIX e inícios do séc. XX.

4. A SUPER-PRODUÇÃO E A CRISE CAPITALISTA.
As novas necessidades do Capital – em função das crises, inúmeras empresas, incapazes de fazer frente à concorrência de empresas maiores, acabavam desaparecendo ou sendo absorvidas pelas empresas de maior porte, que passavam a exercer um verdadeiro monopólio, tanto da produção, como também do próprio mercado. Ao mesmo tempo, o avanço técnico aplicado à produção implicava em crescentes recursos de capitais, inviabilizando ainda mais as pequenas empresas. Por outro lado, a complexidade cada vez maior do processo produtivo fazia com que o setor industrial dependesse em escala crescente de inversões e empréstimos bancários.

2. O CENÁRIO DE UMA BELA ÉPOCA (1870/1914).
No século XIX ocorreu significativa expansão dos Estados capitalistas europeus, devido o forte surto da demanda industrializante. UMA EUFORIA CAPITALISTA – por volta de 1860/70, a economia capitalista ganha um novo impulso e um ritmo crescentemente acelerado, o que possibilita a progressiva superação do chamado capitalismo competitivo ou livre – concorrencial pelo capitalismo monopolista. Esse novo quadro está diretamente relacionado com o que alguns estudiosos denominaram de “Segunda Revolução Industrial”, momento em que significativos avanços no processo de industrialização (tanto a nível da produção como da circulação de mercadorias) possibilitaram profundas transformações na economia capitalista. Para dinamizar suas produções, as potências industriais iniciaram a uma política econômica de consolidação de impérios industriais: os estados ocidentais na sua grande

CONTEÚDO - 2011

OS BLOCOS DE MONOPÓLIOS – assim, a fusão do capital bancário com o capital industrial possibilitava o aparecimento do chamado capitalismo financeiro ou monopolista e a formação de empresas gigantescas (os Trustes). É também nessa época que desenvolvem-se associações (holdings) que detém o controle acionário de múltiplas empresas que passam a atuar de forma coordenada. Finalmente, os cartéis também entram em cena em fins do século XIX, podendo ser considerados como o resultado de acordos feitos entre empresas que, apesar de manterem plena autonomia na direção de seus negócios, definiam uma política comum a ser seguida por cada uma delas ao atuar no mercado, objetivando evitar os desgastes da concorrência, através da divisão do mercado e do ajustamento dos preços.

. estratégica. De acordo com a imposição de valores pelo imperialismo. AS TEORIAS DO RACISMO CIENTÍFICO DO SÉC.portalimpacto. definindo acordos de partilhas entre nações. carne. A exportação de capitais. em relação ao africano. petróleo. A Malaia cada vez mais significava borracha e estanho.) A natureza distribuiu desigualmente no planeta os depósitos e a abundância de suas matérias-primas. 18-19. dinheiro e pessoas ligando os países desenvolvidos entre si e ao mundo não desenvolvido (. nas quais propugnavam a superioridade européia.” (HOBSBAWM. D) A superação dos problemas decorrentes da falta de matérias-primas (minérios. Eric J.. o que obrigou os governos a se preocuparem com as demarcações de fronteiras. Essa política anexionista. é comumente conhecida pela expressão Imperialismo e teve como fundamentos e justificativas os seguintes fatores: A) A incorporação de áreas onde fosse possível a aplicação de excedentes de capitais gerados pelo processo de industrialização. A DOUTRINA RELIGIOSA. Este restrito grupo. o Imperialismo era justificado como uma espécie de ‘sacrifício’ a que o homem branco devia submeter-se para levar aos povos ‘incultos e atrasados’ noções de civilidade e a religião revelada”.com. Dessa forma. açúcar e charutos. que terão o controle absoluto das chamadas economias periféricas... ELEMENTOS DA CORRIDA MUNDIAL. concentrou os mais vastos depósitos dessas matérias-primas nas Áfricas. Esta riqueza é o tesouro comum da Humanidade. Essa globalização da economia não era nova. 4. pois afirmava que ela possuía a missão de salvar as almas dos infiéis para o cristianismo. que atinge progressivamente as mais remotas paragens do mundo. borracha etc... Paz eTetra. pela qual o Imperialismo disseminou a ideologia da superioridade racial do branco. as potências européias. consideravam-se superiores em relação aos demais povos. A este respeito é interessante ouvir a opinião de um colonialista europeu que assim justificava os “direitos da civilização ocidental”: “(. na África e na Ásia.como as ferrovias.OS ESTADOS E O CAPITAL: soma de interesses – ainda como NOSSO SITE: www. Mas transformaram o resto do mundo. religiosas e técnico-científicas. como as companhias de petróleo. pois experimentavam um notável progresso científico. localizadas na América Latina (mesmo com seus governos teoricamente independentes). encontrar alternativas para a competição entre os próprios países industrializados que passaram a erguer barreiras alfandegárias aos produtos estrangeiros.A CERTEZA DE VENCER!!! CONTEÚDO . cujos destinos ligavam-se intimamente aos de determinadas partes do planeta. pode-se perceber no texto anterior). Grandeur et Servitude Coloniales. até mesmo. o que significava a conquista direta de vastas áreas coloniais. na melhoria dos meios de transporte .) A humanidade total deve poder usufruir da riqueza total espalhada pelo planeta. A DOUTRINA RACISTA. com a unificação de seus territórios e com a extra territorialidade. coloniais ou semi–coloniais. Paralelamente às transformações decorrentes do avanço da industrializarão e do desenvolvimento do chamado capitalismo monopolista. autêntica plutocracia do mundo dos negócios. 1988. o fato maior do século X1X é a criação de uma economia global única. ético–religiosa e. numa época em que a expansão industrial criava novas necessidades. REVISÃO IMPACTO . o Brasil. UM CONJUNTO IDEOLÓGICO. de cujos caprichos eram totalmente dependentes. nitratos. em especial.. Ásias tropicais. de onde poderiam ser tiradas tantas riquezas deveriam ser deixadas virgens. Haveria também a Doutrina da supremacia técnico– científica. café. na Europa Ocidental. deram início a uma vigorosa política anexionista que atingiu seu auge no período compreendido entre 1875 e 1914. ampliação dos domínios territoriais ao máximo. Hobsbawm observou: “Então.. verifica-se o aparecimento de uma verdadeira oligarquia financeira nos países de economia capitalista altamente desenvolvida.). acompanhadas pelos Estados Unidos e Japão. Oceanias equatoriais. a figura de lideranças européias seriam consideradas como padrões a serem alcançados por outros povos de raça não branca como simbologia de civilização e evolução social. embora tivesse se acelerado consideravelmente nas décadas centrais do século. uma rede cada vez mais densa de transações econômicas.br resultado das transformações decorrentes da chamada Segunda Revolução Industrial.). A. Na sua cultura de valores para impor um projeto de dominação. Por fim. Do ponto de vista ético–religioso. procuravam embasar o ‘direito à exploração’. XIX. onde a Igreja Católica colaborou bastante com a dominação européia na África e na Ásia. mesmo as colônias de povoamento branco fracassaram em sua industrialização (nesta etapa).)” (SARRAUT.) Esses fatos não mudaram a forma nem o caráter dos países industrializados ou em processo de industrialização. porque também ficaram presas na gaiola da especialização internacional. ou seja. onde os europeus. Cuba. A Era dos Impérios. razões de ordem ideológica. dirigida sobretudo para a África e para a Ásia. deslumbrados com os avanços nas ciências.. para onde as necessidades de viver e de criar lançariam o elã dos países civilizados. estabelecendo pontos estratégicos. 1931. à exceção dos EUA. A SOLUÇÃO É A CORRIDA COLONIALISTA. pp.) 5.. as nações imperialistas que se expandiram no século XIX procuraram justificar esse processo desenvolvendo doutrinas racistas. (. ao mesmo tempo. Na verdade. abandonadas à ignorância ou à incapacidade? (. Teorias pseudo– científicas de uma pretensa ‘superioridade racial’ do homem branco (conforme. o clero transmitia aos povos desse continente os valores da civilização cristã ocidental. o Chile.). Rio de Janeiro. inclusive. Estas imensas extensões incultas.. enquanto localizou o gênero inventivo das raças brancas e a ciência da utilização das riquezas naturais nesta extremidade continental que é a Europa. “Poder-se-ia acrescentar. A respeito dessa questão Eric J. por fim. embora tenham criado novos ramos de grandes negócios.. B) A busca crescente de novos mercados consumidores como mecanismo capaz de superar as crises de superprodução das economias capitalistas e. o Uruguai. na medida em que o tornaram um complexo de territórios coloniais e semi–coloniais que crescentemente evoluíam em produtores especializados de um ou dois produtos primários de exportação para o mercado mundial. Paris. 1875-1914. comunicações e movimentos de bens. aplicados na exploração de recursos minerais. pp. tendo o controle exclusivo das atividades econômicas e financeiras passa a exercer uma influência direta ou indireta na direção política de seus respectivos Estados. C) Desenvolvimento do espírito nacionalista: a rivalidade entre as nações estimulou o espírito nacionalista. o europeu. Estados Unidos e Japão.2011 . (. por exemplo – facilitava o escoamento da produção primária das áreas coloniais e a penetração dos industrializados das potências capitalistas. a divisão do mundo em áreas capitalistas altamente desenvolvidas (as chamadas economias centrais) localizadas. 95 e 98.

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