DIREITO DE VIZINHANÇA Um resumo detalhado sobre os principais institutos do Direito de Vizinhança, como sobre o direito de propriedade, árvores limítrofes

, das águas, da passagem forçada, entre outros tópicos. Por Bruna Barbieri Waquim CONSIDERAÇÕES GERAIS Nas palavras de Sílvio Rodrigues, o direito de vizinhança é composto de “regras que ordenam não apenas a abstenção da prática de certos atos, como também de outros que implicam a sujeição do proprietário a uma invasão de sua órbita dominial”1. Estas regras objetivam, em primeiro lugar, assegurar a coexistência pacífica entre os vários proprietários, particularmente os confinantes (ou seja, os vizinhos); em segundo lugar, buscam regular as relações entre estes a fim também de evitar abusos de direitos. Ou seja, limitam as prerrogativas individuais dos proprietários ao mesmo tempo em que regulam a convivência. A natureza jurídica destes direitos, na opinião majoritária da doutrina, é que tratam-se de obrigações propter rem, “da própria coisa”, advindo os direitos e obrigações do simples fato de serem os indivíduos vizinhos. Maria Helena Diniz aponta três formas que os direitos de vizinhança podem se apresentar: como restrição do direito de propriedade, na medida em que regulam seu exercício; como limitações legais ao domínio, que se assemelham a servidões; como restrições oriundas das relações de contigüidade entre dois imóveis2. Importante aqui frisar a diferença entre os direitos de vizinhança e as servidões, institutos que por vezes se confundem. Os primeiros decorrem da vontade da lei; aquelas últimas, da vontade manifesta das partes e, excepcionalmente, da usucapião. Os direitos de vizinhança são limitação ao domínio, implicando em direitos e deveres recíprocos; já as servidões são direitos reais sobre a coisa alheia, onde o prédio dominante possui prerrogativa sobre o prédio serviente, sem que a recíproca seja verdadeira. E, ainda, enquanto a servidão, por ser direito real sobre imóvel, só é constituída após registro em cartório, os direitos de vizinhança dispensam registro e surgem da mera contigüidade entre os prédios3. No presente trabalho, trataremos da análise sucinta, porém fundamentada, dos institutos que compõe os direitos de vizinhança, inclusive com o estudo do exercício do direito de ação sobre tais direitos. 2. DOS DIREITOS DE VIZINHANÇA IN ESPECIE 2.1 Do uso nocivo da propriedade e do abuso de direito Nas palavras de Maria Helena Diniz, o direito de propriedade é limitado “em razão do princípio geral que proíbe ao indivíduo um comportamento que venha a exceder o uso normal de um direito, causando prejuízo a alguém” 4. Desconsiderando os atos que prejudicam vizinhos de forma culposa (posto que se configuram ilícitos civis enquadrados no art. 186 do CC), os direitos de vizinhança enquadram-se nas situações em que o dano é causado no âmbito do exercício de um direito, cabendo ao prejudicado o direito de reação na forma da lei. Este exercício de direito, no caso, configura-se como irregular, anormal; a propriedade é utilizada de forma abusiva, causando ofensas à incolumidade de um prédio ou de seus moradores.

é considerada coisa comum. temos: • Poluição de águas comuns pelo lançamento de resíduos. efetivamente. Uma vez realizado o (justo) corte. • que o prédio seja naturalmente encravado. nem ao menos culposamente. o proprietário do prédio confinante também pode se tornar proprietário dos ramos e raízes cortados. por mais cômoda que seja a passagem forçada. não pode ter sido provocado. que interessam todo o coletivo. sendo o terreno público. deverá arcar com a devida indenização ao proprietário da árvore7.Como exemplos de uso nocivo da propriedade e abuso de direitos. Agindo com dolo ou culpa grave no exercício do direito de corte. o CC permite ao proprietário do terreno invadido cortar os ramos e raízes da árvore invasora. Assim. Uma vez cessadas as circunstâncias que caracterizem o encravamento. e no da função econômica-social das propriedades. 2. de acordo com a desvalorização da propriedade e com os prejuízos que dessa passagem possam advir ao imóvel onerado. ou seja. 2. uma vez concedida a passagem. • Festas noturnas espalhafatosas em residências. fixada judicialmente ou por convenção. ou. os gastos com sua conservação e colheita devem ser comportados igualmente. Na última situação prevista. até o plano divisório. Este instituto implica três condições fundamentais para sua ocorrência: • que o imóvel pretensamente encravado esteja. e a cada proprietário pertence metade da coisa. somente podem ser cortadas ou arrancadas de comum acordo. pode acarretar sua perda. se particular. se este provoca a queda. nos termos do art. e cada companheiro deve indenizar o outro por eventuais prejuízos que der causa. por fim. • que o proprietário do prédio por onde se estabelece a passagem forçada receba uma indenização. 88 do Conselho de Justiça Federal. por se apropriar do que não é seu. no entanto. A indenização acima referida geralmente é calculada por peritos. nascente ou porto. comete ilícito. devendo ser repartida entre os donos6. . esta deverá ser extinta. a árvore que se encontra em ambos os terrenos. e. No primeiro caso. a queda natural dos frutos em terreno confinante permite que o proprietário deste adquira os frutos. usufrutuário ou enfiteuta.2 Das árvores limítrofes Nossa legislação prevê três hipóteses de conflitos derivados por árvores limítrofes: quando as árvores nascem nos confins entre dois prédios. quando há a invasão de um prédio pelos ramos e raízes de árvore pertencente ao prédio contíguo. ou seja. sendo divergente na jurisprudência se esse corte só poderá ocorrer quando os ramos e raízes estiverem causando moléstia ao vizinho. ser readquirida mediante pagamento da indenização8. na divisão entre os mesmos. os frutos pertencem ao dono da árvore. podendo. sem acesso a via pública. a questão sobre a propriedade dos frutos caídos de árvore situada em terreno confinante5.3 Da passagem forçada A passagem forçada baseia-se em dois princípios: no de solidariedade social que rege as relações de vizinhança. pelo seu proprietário. e. • Existência de árvores que ameaçam tombar no prédio contíguo. pelo enunciado n. • que o direito seja exercido por seu titular legítimo: o proprietário. Na segunda hipótese. sua não utilização. pelo período de 10 anos. porém de forma insuficiente ou inadequada. Pontes de Miranda denomina tal árvore de árvore-meia. 1.285 do CC. quando este acesso existe.

satisfeitas as necessidades de seu consumo. como também pelo Código de Águas (Dec. conforme ensinamento de Sílvio Rodrigues. e/ou para o enxugo ou bonificação de terrenos14. e aquedutos. o proprietário é obrigado a tolerar a passagem. para o escoamento de águas superabundantes. nem podendo ser estas águas desviadas de seu curso natural. tubulações e outros condutos subterrâneos de utilidade pública. mas jamais a permissão de impedir o escoamento das águas. divergem o Código Civil e o Código de Águas: o primeiro acolheu a posição do Código de 1916. Já em relação às águas impróprias.Nesta matéria enquadra-se também a questão da passagem de cabos e tubulações. de má-fé. salvo existindo direito alheio em sentido contrário13. também mediante prévia indenização. águas levadas artificialmente ao prédio superior. para serviços de agricultura ou indústria. ou seja. já o Código das Águas retira a possibilidade de escolha e prevê apenas a indenização pelos prejuízos. a lei impõe ao dono do prédio inferior a obrigação de receber as águas que correm naturalmente do superior10. Na segunda situação. “o dono da fonte não captada. pode ser obrigado judicialmente não só a reparar os danos causados. Na situação das fontes não captadas. 24. em proveito agrícola ou industrial. exige-se que o fluxo seja natural. e aos sobejos limpos. Na primeira situação. as águas a que tem direito. Com relação às águas pluviais. em proveito de proprietários vizinhos. se o proprietário do prédio inferior tem a obrigação de receber as águas naturais do prédio superior. de cabos. também tem direito aos sobejos. com relação aos aquedutos. o Código de Águas estabelece que pertencem ao prédio em que caírem diretamente.5 Dos limites entre prédios e da demarcação . não pode impedir o curso natural das águas pelos prédios inferiores”11. Por fim. estando o infrator sujeito a responder por perdas e danos e ser compelido a desfazer as obras erguidas para o desvio da água. Segundo Venosa9. quando de outro modo for impossível ou excessivamente onerosa. fontes não captadas. estes representam o direito do proprietário canalizar. e basicamente refere-se a cinco situações: águas que fluem naturalmente do prédio superior. ou consumi-las além de suas necessidades. 2. como também a cessar os atos prejudiciais12. podendo o dono do terreno dispor livremente. Ao proprietário de nascente que impedir o curso das águas. N.4 Das águas Esta matéria é regulada não só pelo nosso Código Civil. 2.643/34). O Código de Águas prevê ainda a possibilidade de canalização pelo prédio de outrem. águas pluviais. o que significa dizer que as águas que o prédio inferior está obrigado a receber são as de chuva e as que brotam naturalmente do solo. em que o dono do prédio inferior podia reclamar que se desviassem as águas artificiais. de águas levadas artificialmente ao prédio superior. mediante prévia indenização. através de seu imóvel. devendo indenizar este por eventuais prejuízos. se para as primeiras necessidades da vida. ou que lhe fossem indenizados os prejuízos. o proprietário do prédio superior deve fazer obras que evitem que estas águas escoem para o terreno vizinho.

Estas limitações e restrições não são representadas apenas pelas determinações dos direitos de vizinhança. um dos proprietários pode adjudicar a outra metade. murar. 2. ordenará a demolição da obra. mas há grande discussão na jurisprudência sobre a possibilidade de este ajuizar ação regressiva contra o engenheiro cuja imperícia. pode o prejudicado. ou ainda verificar a existência de vícios insanáveis. vão desde o levantamento de linha divisória entre dois prédios e avivação de rumos apagados. caso não seja possível a divisão pacífica. o direito individual deve ser equacionado com o direito social. no prazo decadencial de ano e dia. A petição inicial deverá ser instruída dos títulos de propriedades. podendo o proprietário ajuizar tal ação mesmo quando não se encontrar na posse do imóvel. 2. Para se defender de construções que infringirem normas regulamentares e preceitos de direito civil. valar ou tapar de qualquer modo seu prédio. ou seja. o usufrutuário. Porém não ao possuidor direito.297 confere ao proprietário o direito de cercar. o locatário ou depositário. ou em sendo a prova da posse incompleta. o usuário. devem ser seguidas hierarquicamente: títulos > posse > divisão. o proprietário é responsabilizado pelo prejuízo. até a renovação de marcos destruídos ou arruinados. sossego e saúde da vizinhança. 1. No entanto. como medida de último caso.6 Do direito de construir Venosa nos recorda que “a construção de prédio pelo proprietário é direito seu. em primeiro lugar. segundo nosso Código Civil. a legislação em vigor sobre o tema determina que o terreno contestado seja dividido em partes iguais e. como o credor pignoratício. o condômino. deve atentar para os títulos dominiais. partilhados por ambos os proprietários. o direito de demarcar é do proprietário que seja titular de um direito real: o enfiteuta. Além da demolição. propor ação demolitória19. o direito de construir deve sofrer limitações e restrições sempre que representar prejuízo à segurança. após a conclusão da obra. O juiz. Em sendo os títulos apresentados pelas partes colidentes ou imprestáveis a título de prova. situação na qual pode cumular a ação demarcatória com a de restituição das áreas. nos quais o juiz deve basearse primordialmente para decidir o conflito. inserido no „ius fruendi‟ “ 18. em sendo os tapumes comuns. deverá ser fixada a indenização em perdas e danos. ao juiz é condicionado três passos para julgamento. Ressalte-se apenas que estas soluções não são postas à escolha do juiz. tampouco ao sucessor da herança não partilhada15. Em havendo necessidade de processo judicial para se realizar a demarcação. caso verifique ser impossível conservar ou adaptar a obra aos regulamentos administrativos. o Corpo de Bombeiros não estaria habilitado a agir. caso pedida. por não estar equipado para lidar com esta altura). que geralmente cabem ao Município (ex: há a proibição de construção de prédios com mais de “x” metros de altura – a depender de cada cidade – pois em caso de incêndios. Se nem com este critério o juiz formular sua convicção. imprudência ou negligência originou o dano (neste caso. seja este urbano ou rural. o fundamento da condenação do proprietário se basearia na culpa in eligendo ou in vigilando)20.7 Do direito de tapagem O art. a fim de evitar disputas sobre domínios. o §1º do referido dispositivo legal prevê a repartição .A contigüidade entre os prédios implica na necessidade de delimitação entre seus espaços. Os objetivos da ação demarcatória. Neste caso. Em regra. mas também pelas regras administrativas. a qual determinará os limites. mediante indenização do proprietário prejudicado17. o magistrado é autorizado legalmente a fazer uso do critério da posse16.

é importante ressaltar que a obra deve estar iniciada.3 Ações demarcatórias e divisórias São as ações demarcatórias e as divisórias. inclusive se for o poder público. A partir de agora. manutenção e conservação. no entanto. o prazo genérico de 10 anos). obstar. e sim obra nova em terreno vizinho23. o pedido cominatório. não caberá mais o mencionado remédio jurídico. mediato ou imediato. o condômino e o poder público. daquele que seja o autor do esbulho. possuir aves e animais domésticos. obstaculizar. A legitimação ativa é do possuidor. para os casos de turbação. a condenação em perdas e danos ou a apreensão de materiais. aqui entendida como situação de fato. Existem apenas três tipos de ação possessória: reintegração. e a terceira.2 Nunciação de obra nova O vocábulo “nunciar” traduz a idéia de embargar.proporcional das despesas de construção. manutenção e interdito proibitório. o direito material objeto da lide não é a posse. traçaremos breves comentários sobre alguns tipos de ações utilizadas no âmbito dos direitos de vizinhança. nas palavras de Venosa. a segunda. posto que a posse só é invocada no processo para demonstrar da legitimidade para o pleito. 3. pelo que se passa a considerar o prazo prescritivo comum às ações pessoais (no novo código. ou seja. que podem ou não ser cumulados com pedido indenizatório. “são imprescritíveis. 3. havendo entre elas possibilidade de cumulação. Quem. por se tratar de obrigação propter rem. o possuidor. Possuem como ponto em comum sua natureza de ações reais e seu resultado final de restituição de área. ou por outro motivo necessitar de tapumes especiais. sendo garantido ao proprietário cobrar do vizinho confinante a sua quota nas despesas. porque podem ser propostas enquanto perdurar o ato turbativo” 22.1 Ações possessórias São as próprias para a defesa da posse. da turbação ou de ameaça à posse do primeiro. 3. caso não as tenha cumprido. a passiva. Se já tiver sido concluída. No entanto. PROCESSUALÍSTICA DOS DIREITOS DE VIZINHANÇA As ações típicas de direito de vizinhança objetivam cessar um estorno e. para os casos de mera ameaça à posse. Tem legitimidade ativa para propor esta ação: o proprietário. Tais ações possuem. em regra. nem que somente mediante atos preparatórios. quatro pretensões: o embargo à construção. deverá responder sozinho por estes. somente sendo cabível a repartição das despesas caso este tapume especial também seja útil ao vizinho confinante21. e não possessória. tem legitimidade passiva o dono da obra. que exigem maior proteção. 3. A primeira é o remédio jurídico para os casos em que a posse é esbulhada. Trata-se de ação pessoal. a ação será exclusivamente indenizatória. . próprio ou impróprio. impedir. Uma vez cessada a turbação.

ocorre o julgamento da pretensão de demarcar ou dividir. para o caso de descumprimento de comando sentencial condenatório. para impor gratuitamente. ou como resguardo de prejuízo potencial (sem prazo de duração). em que o magistrado é autorizado a cominar. Nas palavras de Venosa. 573 e seus parágrafos).Imposição gratuita da ingerência de particular que exerce atividade reconhecida como de utilidade pública ao poder de uso de proprietário lindeiro . A legitimidade ativa para demanda é dos proprietários e possuidores. a ingerência de outro particular em seu poder . XXIII. 3. Ela será real quando recair em coisas. neste tipo de ação. enquanto a divisória pressupõe condomínio. além de declarar um direito (eficácia declaratória imediata). obrigação pessoal. O procedimento de ambas as ações é bifásico: num primeiro momento processual. Fundamentam-se numa prestação: de dar coisa certa ou incerta. na maioria dos casos25. A legitimidade ativa ad causam é dos proprietários e condôminos. usuários ou habitadores. e fidejussória quando se tratar de fiança. ou de fazer ou não fazer algo. sem prejuízo de perdas e danos. 3. Pode ser exercida como medida cautelar preparatória de futura ação demolitória (tendo prazo de 30 dias).Inadmissibilidade Garantia da função social da propriedade que não afeta as normas de composição de conflito de vizinhança insertas no art. caso a ação se refira a outro possuidor e que um deles seja titular de direito real limitado. JULGADOS 1 . e a passiva. Ementa oficial: A garantia da função social da propriedade (art.6 Caução de dano infecto Em relação aos direitos de vizinhança. é ação preventiva . ou seja. como também para avivar marcos antes existentes. também acrescentam um sancionamento. ou seja. a primeira serve não só para demarcar (onde inexistem limites físicos). ao proprietário. a caução deve ser entendida como exercício de ação e pretensão à cautela. em que se admite julgamento antecipado (especialmente em casos de queixa de esbulho e pedido de restituição). inclusive de ofício.No entanto. a considerar o valor da causa e a matéria. modernamente se ampliando aos possuidores. 3. “aquele que teme a ruína ou prejuízo em sua propriedade pede garantia de futura reparação”.Direito de vizinhança . 573 e seus parágrafos do CC. 5º. criando o título executivo judicial. podendo o rito ser ordinário ou sumário. em que se julga a divisão ou a demarcação propriamente dita24. da CF) não afeta as normas de composição de conflito de vizinhança insertas no Código Civil (art. a segunda fase é preponderantemente executiva. sendo que o mero possuidor as tem que tolerar. dos proprietários. pena de multa diária. a ação demarcatória pressupõe prédios contíguos. usufrutuários.5 Pedido cominatório e execução específica Tratam-se da questão das astreintes.4 Ações condenatórias As ações condenatórias. São cabíveis em obrigações tanto fungíveis quanto infungíveis.

justificando a imposição de medidas limitatórias (art.500.Cães de grande porte confinados em residência . § 4º.Exploração abusiva de atividade comercial Caracterização . por isso.080-00/9-SP. para facilitar o escoamento. Especial de Férias de 1/1995.) RT 727/193. Octavio Gallotti.Abuso .385-9-CE. Honorários advocatícios. provocando poluição sonora que incomoda os vizinhos e configura o mau uso da propriedade (art.de uso. já que a lei não impõe ao réu a obrigação de realizar obras de escoamento ou canalização de águas de chuva.2ª Câm. Rel. Fixação adequada. Juiz Marcial Hollanda. nº 590.Direito de vizinhança . Ementa oficial: Caracteriza exploração abusiva da atividade comercial a manutenção de sistema de som em ambiente aberto e a aglomeração de clientes na via pública. (STF . j. (2º TACIVIL . 554 do CC). nº 582. se o dono do prédio superior fizer obras de arte. j. Restrição determinada.Direito de vizinhança ..936-00/1-Barueri. v. j. Recurso improvido. Recurso improvido. Min.u.u.Uso nocivo da propriedade . (1º TACIVIL . Rel. O confinamento de grande número de cães de grande porte no quintal da residência. não havendo.) RT 790/314. Encontrando-se o imóvel dos autores em posição inferior ao do réu e. AP c/ Rev. O mau uso da propriedade deve ser nocivo. Mantença de grande número de cães de grande porte confinados em residência. ________________________ . (2º TACIVIL . 13/9/2000. 20/4/1999. 24/5/1995.Direito de vizinhança . AP nº 535. ________________________ 4 . AP s/ Rev. (2º TACIVIL.u.u. ________________________ 3 .Elevação de muro .1ª T.942-2-SP. O alteamento de muro que não compromete o ângulo estético da propriedade vizinha ou da salubridade. Rel. j. Juiz Antonio Rigolin. do CPC.Razões de segurança . Rel.) RT 785/283. não há que se falar em obrigação de fazer do réu.Pretensão de que o proprietário do imóvel superior faça obras de canalização Inadmissibilidade . v.) RT 771/169. Direito de vizinhança. procederá de modo que não piore a condição natural e anterior do outro.Águas pluviais . 1º/8/2000. 554 do CC. Juiz Adilson de Andrade. 15/3/2001. v.Configuração.Lei que não impõe obrigação de fazer obras de escoamento ou canalização de águas de chuva.) RJA 15/413.Imóvel em posição inferior ao prédio vizinho do qual escoam as águas .Manutenção de sistema de som em ambiente aberto e aglomeração de clientes em via pública. 554 do CC). v. Juiz Romeu Ricupero.344-00/0-SP. RE nº 211. E a nocividade concerne à segurança.Inteligência do art. j. Abuso configurado. Deve ser mantida a fixação da verba honorária em R$ 1. ao sossego ou à saúde dos moradores do prédio. que se funda na segurança da propriedade e pessoal e que não causa qualquer prejuízo aos proprietários vizinhos não enseja provimento a ação demolitória.12ª Câm. ________________________ 2 . Rel.9ª Câm.Direito de vizinhança . constitui abuso do direito de propriedade. gerando incômodo..Improcedência da ação demolitória.00 por guardar plena razoabilidade em função do trabalho realizado e se mostrar perfeitamente adequada aos parâmetros do art. provocando poluição sonora que incomoda os vizinhos . Ementa oficial: Os prédios inferiores são obrigados a receber as águas que correm naturalmente dos prédios superiores. pela circunstância de exercer este último atividade reconhecida como de utilidade pública. como evitar que águas pluviais escoem para sua propriedade. nº 597. v. 20.u.. tanto em razão do mau cheiro como em decorrência do barulho. AP c/ Rev. ________________________ 5 .

________________________ 9 . o enfoque da questão deve levar em consideração não apenas o sossego.183-00/6Itapira. 9/6/1998. Rel. Inocorrência.. é determinada de ofício a perícia sem a prévia comunicação às partes e estas por sua vez não apresentam. precluso o direito à produção de prova oral.Perigo para os moradores . Não caracteriza cerceamento de defesa se. sendo fundamentais para a claridade e arejamento de dormitório e banheiro. AP s/ Rev. Coisa julgada. ________________________ 10 . Rel. j.Zona residencial Construção aprovada pela Prefeitura Municipal e níveis de ruído compatíveis com o IPT (Instituto de Pesquisa Tecnológica) .Direito de vizinhança . nº 517.) LEXTAC 173/524. v.Cerceamento de defesa .Existência ..5ª Câm. Uso nocivo da propriedade.9ª Câm. Igreja (cultos religiosos).u. nº 520. 27/8/1998. Aplicabilidade. decorrido o lapso de ano e dia. j. pois tal situação configura. Embora a construção de heliponto em bairro estritamente residencial tenha sido autorizada por ato administrativo junto à Prefeitura de São Paulo e muito embora tenha o laudo pericial constatado que o ruído existente quando do pouso e decolagem do helicóptero seja compatível com as normas técnicas pertinentes.Acordos homologados no Juizado Informal de Conciliação exprimindo mera intenção de resolver questão relacionada com barulho ambiental não impedem o ajuizamento de ação de obrigação de fazer.) LEXTAC 173/498.Prova preclusa e ausência de indicação de assistente técnico Descaracterização.Direito de vizinhança .Irrelevância . enseja a adoção de medidas de controle dos mesmos sob pena de multa diária. Ruídos que superam o mínimo tolerável.125-00/9-São Carlos. (2º TACIVIL . nº 517. j.Direito de vizinhança . tempestivamente.u.Uso nocivo da propriedade . 29/7/1998. 573. Perturbação ao sossego dos vizinhos. j. sobretudo em se tratando de relação continuativa. recurso ao indeferimento do pedido de indicação de assistente técnico para manifestação sobre o laudo pericial.) LEXTAC 173/395.Impossibilidade . v. (2º TACIVIL .Utilização de heliponto . Juiz Kioitsi Chicuta. (2º TACIVIL . . a segurança dos vizinhos.Direito de vizinhança .6ª Câm. mas. verdadeira servidão. v. § 2º. AP c/ Rev.Inteligência dos arts. em favor do outro.151 da ABTN e Resolução Conama nº 1/90.Inadmissibilidade. como a de vizinhança. Multa.u. Rel. Adoção de medidas de controle.Vizinho que constrói muro e veda janelas abertas há mais de vinte anos no prédio vizinho .231-00/1-SP. ________________________ 7 . muro que as vede completamente. está caracterizado o uso nocivo da propriedade e os vizinhos que se sintam perturbados podem compelir juridicamente o condomínio a construir muro de alvenaria com o objetivo de barrar a propagação do som.388-00/5-SP. Rel. Juiz Thales do Amaral. Juiz Gama Pellegrini. DIREITO DE VIZINHANÇA.u.) LEXTAC 176/440. a perturbação ao sossego dos vizinhos com ruídos provenientes de cultos religiosos a níveis acima do mínimo tolerável. e 576 do Código Civil . DIREITO DE VIZINHANÇA. Juiz Dyrceu Cintra.Barulho proveniente de quadra poliesportiva . legalmente estabelecidos pela norma NBR-10.6 .Recurso improvido.Obrigação de fazer cumulada com indenização. acima de tudo.. (2º TACIVIL .12ª Câm. na divisa. 20/5/1998.Construção de muro. v. ________________________ 8 .No direito de vizinhança. Se as janelas de um prédio foram abertas há mais de vinte anos. Se o ruído causado pelo uso de uma quadra poliesportiva de edifício supera o permitido pela legislação municipal.Ação de obrigação de fazer .. não pode o vizinho edificar. AP s/ Rev. AP s/ Rev.Ação demolitória . a impedir tal construção. nº 517.

Rel. Juiz Amaral Vieira. corporificada na restrição ao uso do subsolo.Cobrança até o retorno à situação fática anterior . é a que configura uma compensação por afronta inflingida ao patrimônio de outrem.) LEXTAC 173/398. Obrigação do dono da árvore de reparar o dano.016-00/9-SP.Obrigação de fazer cumulada com indenização .4ª Câm. Rel. com o objetivo de diminuir a sonoridade e as vibrações que prejudicam os prédios lindeiros.. Perdas e danos.Perda de privacidade .Restando comprovados os danos e o nexo causal entre estes e as infiltrações decorrentes do apartamento superior. maioria de votos)LEXTAC 181/365.) LEXTAC 173/403. no caso. Queda de árvore. ________________________ 11 .. j. fenômeno .Multa. 10/8/1999.Aluguel . AP c/Rev.Irrelevância . Rel. desnecessária é sua demolição se o fechamento integral da lateral elimina o problema.u.Nunciação de obra nova . j.) LEXTAC 179/414.Demolição Desnecessidade. AP c/ Rev.Culpa do dono da árvore .Queda de árvore . AP c/ Rev. Se a irregularidade da obra somente é prejudicial ao vizinho ao devassá-la lateralmene. ________________________ 14 .Reparação de danos . v.Coibição expressa pelo art. Restrição ao uso do subsolo. 14/9/1998.2ª Câm.5ª Câm. Rel. provocada por tempestade.593-00/5-SP.11ª Câm.Imóvel construído sem nenhum recuo .Descabimento. v.Caso fortuito ou força maior . Não caracterizadas situações de caso fortuito ou força maior. houve cumprimento da obrigação de fazer..871-00/2-Santos. 22/2/2000.u.A indenização justa.Direito de vizinhança .Admissibilidade. j.Nunciação de obra nova . 15/6/1998. a ação deve ser julgada procedente. Cabimento.Obrigação de fazer . Juiz Peçanha de Moraes.Não caracterização .Cumulação com pedido demolitório e perdas e danos .Vazamento proveniente de apartamento superior . nº 517. Certa a origem do vazamento no apartamento superior. até o momento em que. Inconcebível a pretendida cobrança de aluguéis até o retorno da situação fática anterior. nº 548. nº 520.u. havendo prova pericial de que os mesmos causam incômodos à vizinhança. causando-lhe danos. nº 533. (2º TACIVIL . (2º TACIVIL . 573 do Código Civil .842-00/0-SP. ________________________ 13 . Está dentro da esfera da previsibilidade a queda de árvore em decorrência de tempestade. j. v. Juiz Celso Pimentel. ________________________ 12 . Nunciação de obra nova. Indenização. 30/6/1998.(2º TACIVIL .Direito de vizinhança .DIREITO DE VIZINHANÇA. nº 520. Juiz Artur Marques.Direito de vizinhança . (2º TACIVIL . Mesmo que os ruídos produzidos por estabelecimento comercial estejam dentro dos limites máximos permitidos pela legislação municipal. j.. atingindo casa vizinha.Direito de vizinhança .Admissibilidade.Direito de vizinhança . v. Juiz Pereira Calças.) LEXTAC 181/377. responde sua titular pelos danos causados no apartamento inferior e pela multa fixada em antecipação de tutela.Possibilidade .81400/9-SP.Excesso de ruído Observância dos limites da legislação municipal . AP c/ Rev. posto que a invasão constatada não tem o condão de se revestir numa relação locatícia entre as partes.. (2º TACIVIL .Realização de obras para diminuição do som e vibrações . AP c/ Rev. ________________________ 15 .Estabelecimento comercial .u. com os reparos. aquele que explora a atividade causadora da ruidosidade excessiva e vibrações mecânicas é obrigado a realizar obras de adaptação em seu prédio.4ª Câm.Correção da irregularidade construtiva . Rel.

(2º TACIVIL . HONORÁRIOS DE ADVOGADO. os honorários do advogado do vencedor são arbitrados em valor fixo e compatível com o trabalho desenvolvido. Juiz Gilberto dos Santos. 30/7/2001. v. ajuizada por vizinhos. AP s/ Rev. v..Loteamento residencial .Uso de terreno para passagem de caminhões a prédio confinante do mesmo titular . AP c/ Rev. AP c/ Rev.4ª Câm.) LEXTAC 177/399. v. Recurso improvido.) LEXTAC 190/345.Trânsito em julgado .Irrelevância da inexistência da intenção de prejudicar ou incomodar . ________________________ 19 . 461.Direito de vizinhança .Direito de vizinhança . justificando a aplicação da regra do art. nº 525. v.8ª Câm.Descumprimento .Homologação judicial . ou o bem-estar dos vizinhos. A utilização de terreno para a abertura de passagem e acesso de caminhões e veículos a prédio confinante do mesmo titular..Obrigação de não fazer cumulada com pedido de indenização Exploração de jazida de água mineral .Direito de vizinhança . j. sob pena de multa diária . Rel.u. Juiz Celso Pimentel. (2º TACIVIL . mas em desconformidade com o projeto inicialmente aprovado.Fixação de horário para cessação das atividades musicais do restaurante.u. 554 do Código Civil. correta a determinação demolitória. 644.405-00/0-Serra Negra. 17/4/2001. v. do citado Código. 22/3/1999.Uso nocivo da propriedade . o sossego. com fixação de horário para a cessação das atividades musicais no estabelecimento comercial. AP s/ Rev. Obrigatoriedade. Rel. 31/8/1998.u.Admissibilidade .Consideradas as peculiaridades da causa.) LEXTAC 174/550. caracteriza uso nocivo de propriedade. . ainda que inexista a intenção de prejudicar ou incomodar. j.Direito de vizinhança .5ª Câm. nº 521. com cominação pecuniária.) LEXTAC 177/401.2ª Câm. Rel.. Remuneração compatível. Rel..natural e corriqueiro.u. j.Transação .Nunciação de obra nova .Caracterização Admissibilidade. ________________________ 17 . O abuso de instrumentos sonoros e sinais acústicos em restaurante até altas horas da noite.524-00/6-SP. Ação procedente.u. (2º TACIVIL .Execução nos mesmos autos .Abuso de instrumentos sonoros e sinais acústicos .Medida cautelar inominada. ________________________ 18 .) LEXTAC 188/494 e RT 791/286.Multa diária fixada de ofício .910-00/8-Bragança Paulista. j. j. Juiz Renzo Leonardi. 554 do Código Civil ..Nunciação de obra nova .Modificação pelo juiz da execução . tal constatação não neutraliza irregularidades respeitantes à legislação civil em vigor.Cumulação com pedido demolitório.2ª Câm.Exegese do art. nº 559. viola a exclusiva e erga omnes natureza residencial do loteamento. do Código de Processo Civil . nº 661. Juiz Francisco Thomaz. (2º TACIVIL . perturbando o sono.Direito de vizinhança .Valor que se tornou insuficiente ou excessivo . § 4º.Aplicação do art. Conquanto supostamente aprovada a planta referente à obra em apreço. nº 619. caracteriza uso nocivo da propriedade e autoriza o acolhimento da demanda condenatória à obrigação de não fazer. Rel. ________________________ 20 .Recurso improvido. 15/9/1998. Provada a construção irregular e o prejuízo da parte. Juiz Andreatta Rizzo.197-00-0-Presidente Venceslau. (2º TACIVIL . ________________________ 16 . no qual ele explora jazida de água mineral.Uso nocivo de propriedade .943-00/0-SP. AP c/ Rev.Admissibilidade .Faculdade do art.

Produção de sons acima dos limites legais. mediante obras. Não conhecimento da argüição de ilegitimidade ativa do Ministério Público.Admissibilidade. Liminar obstativa de produção de sons acima dos limites legais toleráveis. DOESP 7/6/2002) RJ 297/127. Recurso desprovido. j. (2º TACIVIL .Liminar obstativa . a ação deve ser julgada procedente. Rel.. Restando comprovados os danos e o nexo causal entre estes e as infiltrações decorrentes do apartamento superior.Obrigação de fazer .871-00/2-Santos.Ação demolitória .Direito de vizinhança .12ª Câm. Cabimento.) LEXTAC 189/363.12ª Câm. ________________________ 23 .Passagem forçada .728-00/9-SP. Antecipação de tutela deferida. nº 517. AI nº 663.u. v. (2º TACIVIL .Ação Civil Pública . 644 do citado Código. j.3ª Câm. quando. Multa fixada até o cumprimento da obrigação..) LEXTAC 173/398. Rel.. já que esta questão não se constitui objeto da decisão atacada. AP c/ Rev.) LEXTAC 173/528. 554 do Código Civil diz que o inquilino pode impedir o mau uso da propriedade vizinha que possa prejudicá-lo. ________________________ 24 .Admissibilidade. Ementa oficial: Se o imóvel não se encontrar encravado por força natural e de forma absoluta. Juiz Claret de Almeida. Admissibilidade. de multa por dia de atraso no cumprimento da obrigação de fazer (art. Prevalência da cominação de astreintes. Vazamento proveniente de apartamento superior.Fixação até o cumprimento da obrigação . Juiz Henrique Nelson Calandra. Juiz Artur Marques.636-00/0-SP.Direito de vizinhança .. 15/6/1998. conforme art. (2º TACIVIL . ________________________ 21 . HONORÁRIOS DE ADVOGADO. Improcedência do pedido inicialmente formulado. 461. DOESP 7/6/2002) RJ 297/127.Direito de vizinhança. Obrigação de fazer cumulada com indenização. pelo juiz da causa. AI nº 719. Juiz Ribeiro da Silva. O art.Imóvel que não se encontra encravado por força natural e de forma absoluta . mas para assegurar passagem a quem efetivamente não a tenha. AP s/ Rev. é lícita a fixação ex officio. podendo este valor ser modificado pelo juiz da execução quando for verificado que se tornou insuficiente ou excessivo.Vazamento proveniente de apartamento superior . Admissibilidade se o causídico tem escritório em local . Direito de vizinhança. ________________________ 22 . Tal direito não existe para garantir maior comodidade ao interessado. o proprietário da parte relativamente encravada pode ter acesso à via pública através de suas terras Direito que não existe para garantir maior comodidade ao interessado. § 4º.Direito de vizinhança . quando.9ª Câm.157-00/6-SP. Ação Civil Pública. mas para assegurar passagem a quem efetivamente não a tenha.u.837-00/0-SP. ________________________ 25 . nº 516. Nexo causal. Rel.11ª Câm.Descumprido acordo homologado judicialmente em ação de nunciação de obra nova em direito de vizinhança. sob pena de multa diária . Cabimento.Nexo causal Reconhecimento . Rel. do Código de Processo Civil). Fixação da verba em valor superior ao atribuído à causa.Direito de vizinhança . (2º TACIVIL . Agravo improvido.u. 7/5/1998. v. não sendo razoável que a este se imponha semelhante ônus. 22/11/2000. mediante obras. mas não faz referência à demolição. (2º TACIVIL . o proprietário da parte relativamente encravada pode ter acesso à via pública através de suas terras. Juiz Campos Petroni. seu proprietário não tem direito de passagem sobre imóvel vizinho. Rel.. j.Obrigação de fazer cumulada com indenização.Cumulação com indenização . concedida a pedido do Parquet.Multa . AI nº720.Direito de vizinhança . v.Impossibilidade da imposição do ônus.Proposição por inquilino.

os honorários podem superar o valor da causa. Juiz Caetano Levi Lopes. AC nº 296. j. j. 20.Indeferimento .Poluição sonora de igreja . v.Ação Civil Pública.) RJA 17/242.diverso da Comarca em que correu o processo e mostrou-se zeloso em seu trabalho. Direito de vizinhança. (TAMG .713-3-Contagem.Ementa oficial: Nos casos de improcedência dos pedidos inicialmente formulados.Inocorrência .u. mas o grau de zelo do profissional e o local da prestação do serviço. § 4º.Prova . não configurando cerceamento de defesa seu indeferimento. sob o fundamento de liberdade religiosa. Não pode uma igreja. e leva em conta não o valor atribuído à causa. Civil. Ementa oficial: A realização da inspeção judicial é ato de inteira discrição do Magistrado. adotar uso nocivo da propriedade. Rel. (TAMG .u.Ato que é de inteira discrição do Magistrado . (TJMS . mediante produção de poluição sonora. em que o ato ilícito se acha confessado pelo autor.) RT 773/327.Cerceamento de defesa . ademais. 21/9/1999. Entretanto. porque extrapola limite legal. j.) RT 784/413.2ª Câm. Juiz Delmival de Almeida Campos. ________________________ 27 . Garantia constitucional. Mau uso da propriedade.275-4-Campo Grande. § 4º. Aplicação do art. incorporando a seu patrimônio área pertencente aos proprietários contíguos.2ª Câm. tem a igreja o direito de utilizar música no interior do templo. 16/5/2000.Direito de vizinhança . ainda que não impugnado. Caracterização.. a verba honorária se faz com assento no art.Inspeção judicial . Vizinho que retira cerca divisória.1ª T.Ementa oficial: Configura usurpação de área o ato do vizinho que retira cerca divisória.u. Poluição sonora. desde que os sons não atinjam o exterior.Pressupostos. Usurpação de área. 20. AC nº 58. . ________________________ 26 . mormente quando o ato ilícito se acha confessado pelo autor. DIREITO DE VIZINHANÇA. A Constituição da República assegura a liberdade de culto religioso nos limites da lei. Rel. Jorge Eustácio da Silva Frias. v. Liberdade de culto. 8/2/2000. do CPC. causando dano ao sossego dos vizinhos. incorporando ao seu patrimônio área pertencente aos proprietários contíguos. Se o advogado tem escritório em local diverso da Comarca em que correu o processo e mostrou-se zeloso em seu trabalho. Civil. do CPC. v. Rel.Hipótese.743-5-Uberaba. AI nº 279. Des.