DIREITO DE VIZINHANÇA Um resumo detalhado sobre os principais institutos do Direito de Vizinhança, como sobre o direito de propriedade, árvores limítrofes

, das águas, da passagem forçada, entre outros tópicos. Por Bruna Barbieri Waquim CONSIDERAÇÕES GERAIS Nas palavras de Sílvio Rodrigues, o direito de vizinhança é composto de “regras que ordenam não apenas a abstenção da prática de certos atos, como também de outros que implicam a sujeição do proprietário a uma invasão de sua órbita dominial”1. Estas regras objetivam, em primeiro lugar, assegurar a coexistência pacífica entre os vários proprietários, particularmente os confinantes (ou seja, os vizinhos); em segundo lugar, buscam regular as relações entre estes a fim também de evitar abusos de direitos. Ou seja, limitam as prerrogativas individuais dos proprietários ao mesmo tempo em que regulam a convivência. A natureza jurídica destes direitos, na opinião majoritária da doutrina, é que tratam-se de obrigações propter rem, “da própria coisa”, advindo os direitos e obrigações do simples fato de serem os indivíduos vizinhos. Maria Helena Diniz aponta três formas que os direitos de vizinhança podem se apresentar: como restrição do direito de propriedade, na medida em que regulam seu exercício; como limitações legais ao domínio, que se assemelham a servidões; como restrições oriundas das relações de contigüidade entre dois imóveis2. Importante aqui frisar a diferença entre os direitos de vizinhança e as servidões, institutos que por vezes se confundem. Os primeiros decorrem da vontade da lei; aquelas últimas, da vontade manifesta das partes e, excepcionalmente, da usucapião. Os direitos de vizinhança são limitação ao domínio, implicando em direitos e deveres recíprocos; já as servidões são direitos reais sobre a coisa alheia, onde o prédio dominante possui prerrogativa sobre o prédio serviente, sem que a recíproca seja verdadeira. E, ainda, enquanto a servidão, por ser direito real sobre imóvel, só é constituída após registro em cartório, os direitos de vizinhança dispensam registro e surgem da mera contigüidade entre os prédios3. No presente trabalho, trataremos da análise sucinta, porém fundamentada, dos institutos que compõe os direitos de vizinhança, inclusive com o estudo do exercício do direito de ação sobre tais direitos. 2. DOS DIREITOS DE VIZINHANÇA IN ESPECIE 2.1 Do uso nocivo da propriedade e do abuso de direito Nas palavras de Maria Helena Diniz, o direito de propriedade é limitado “em razão do princípio geral que proíbe ao indivíduo um comportamento que venha a exceder o uso normal de um direito, causando prejuízo a alguém” 4. Desconsiderando os atos que prejudicam vizinhos de forma culposa (posto que se configuram ilícitos civis enquadrados no art. 186 do CC), os direitos de vizinhança enquadram-se nas situações em que o dano é causado no âmbito do exercício de um direito, cabendo ao prejudicado o direito de reação na forma da lei. Este exercício de direito, no caso, configura-se como irregular, anormal; a propriedade é utilizada de forma abusiva, causando ofensas à incolumidade de um prédio ou de seus moradores.

devendo ser repartida entre os donos6. 2. nos termos do art. pelo enunciado n. . e. e. que interessam todo o coletivo. Na segunda hipótese. uma vez concedida a passagem. Na última situação prevista. Pontes de Miranda denomina tal árvore de árvore-meia. até o plano divisório. comete ilícito. Assim. sem acesso a via pública. por mais cômoda que seja a passagem forçada. quando há a invasão de um prédio pelos ramos e raízes de árvore pertencente ao prédio contíguo. sendo o terreno público. por se apropriar do que não é seu. a árvore que se encontra em ambos os terrenos. • Festas noturnas espalhafatosas em residências. efetivamente. quando este acesso existe.3 Da passagem forçada A passagem forçada baseia-se em dois princípios: no de solidariedade social que rege as relações de vizinhança. e cada companheiro deve indenizar o outro por eventuais prejuízos que der causa. os frutos pertencem ao dono da árvore. podendo. e no da função econômica-social das propriedades.Como exemplos de uso nocivo da propriedade e abuso de direitos. Este instituto implica três condições fundamentais para sua ocorrência: • que o imóvel pretensamente encravado esteja. Uma vez cessadas as circunstâncias que caracterizem o encravamento. ou. o CC permite ao proprietário do terreno invadido cortar os ramos e raízes da árvore invasora. usufrutuário ou enfiteuta. • que o proprietário do prédio por onde se estabelece a passagem forçada receba uma indenização. no entanto. 2. Uma vez realizado o (justo) corte. por fim. • Existência de árvores que ameaçam tombar no prédio contíguo. pelo seu proprietário. temos: • Poluição de águas comuns pelo lançamento de resíduos. os gastos com sua conservação e colheita devem ser comportados igualmente. ou seja. 1. o proprietário do prédio confinante também pode se tornar proprietário dos ramos e raízes cortados. nem ao menos culposamente. A indenização acima referida geralmente é calculada por peritos. • que o prédio seja naturalmente encravado. sua não utilização. é considerada coisa comum. fixada judicialmente ou por convenção. se particular. 88 do Conselho de Justiça Federal. nascente ou porto. somente podem ser cortadas ou arrancadas de comum acordo. a queda natural dos frutos em terreno confinante permite que o proprietário deste adquira os frutos. na divisão entre os mesmos. ou seja. • que o direito seja exercido por seu titular legítimo: o proprietário.285 do CC. a questão sobre a propriedade dos frutos caídos de árvore situada em terreno confinante5. deverá arcar com a devida indenização ao proprietário da árvore7. pode acarretar sua perda.2 Das árvores limítrofes Nossa legislação prevê três hipóteses de conflitos derivados por árvores limítrofes: quando as árvores nascem nos confins entre dois prédios. Agindo com dolo ou culpa grave no exercício do direito de corte. sendo divergente na jurisprudência se esse corte só poderá ocorrer quando os ramos e raízes estiverem causando moléstia ao vizinho. e a cada proprietário pertence metade da coisa. ser readquirida mediante pagamento da indenização8. porém de forma insuficiente ou inadequada. esta deverá ser extinta. de acordo com a desvalorização da propriedade e com os prejuízos que dessa passagem possam advir ao imóvel onerado. No primeiro caso. não pode ter sido provocado. se este provoca a queda. pelo período de 10 anos.

2.5 Dos limites entre prédios e da demarcação . não pode impedir o curso natural das águas pelos prédios inferiores”11. ou que lhe fossem indenizados os prejuízos. e/ou para o enxugo ou bonificação de terrenos14. Com relação às águas pluviais. de má-fé. com relação aos aquedutos. em proveito de proprietários vizinhos. o proprietário do prédio superior deve fazer obras que evitem que estas águas escoem para o terreno vizinho. podendo o dono do terreno dispor livremente. Segundo Venosa9. Na segunda situação. através de seu imóvel. as águas a que tem direito. e aquedutos. e aos sobejos limpos. exige-se que o fluxo seja natural. também tem direito aos sobejos. quando de outro modo for impossível ou excessivamente onerosa. tubulações e outros condutos subterrâneos de utilidade pública. se o proprietário do prédio inferior tem a obrigação de receber as águas naturais do prédio superior. Já em relação às águas impróprias. para o escoamento de águas superabundantes. mediante prévia indenização. ou seja. já o Código das Águas retira a possibilidade de escolha e prevê apenas a indenização pelos prejuízos. Na situação das fontes não captadas. N. divergem o Código Civil e o Código de Águas: o primeiro acolheu a posição do Código de 1916. como também pelo Código de Águas (Dec. satisfeitas as necessidades de seu consumo. conforme ensinamento de Sílvio Rodrigues. 24. o Código de Águas estabelece que pertencem ao prédio em que caírem diretamente. salvo existindo direito alheio em sentido contrário13. mas jamais a permissão de impedir o escoamento das águas. se para as primeiras necessidades da vida. em que o dono do prédio inferior podia reclamar que se desviassem as águas artificiais.4 Das águas Esta matéria é regulada não só pelo nosso Código Civil. pode ser obrigado judicialmente não só a reparar os danos causados. estes representam o direito do proprietário canalizar. também mediante prévia indenização. a lei impõe ao dono do prédio inferior a obrigação de receber as águas que correm naturalmente do superior10. O Código de Águas prevê ainda a possibilidade de canalização pelo prédio de outrem. devendo indenizar este por eventuais prejuízos.643/34). ou consumi-las além de suas necessidades. nem podendo ser estas águas desviadas de seu curso natural. 2.Nesta matéria enquadra-se também a questão da passagem de cabos e tubulações. Por fim. “o dono da fonte não captada. em proveito agrícola ou industrial. de cabos. águas levadas artificialmente ao prédio superior. de águas levadas artificialmente ao prédio superior. como também a cessar os atos prejudiciais12. fontes não captadas. o proprietário é obrigado a tolerar a passagem. o que significa dizer que as águas que o prédio inferior está obrigado a receber são as de chuva e as que brotam naturalmente do solo. para serviços de agricultura ou indústria. águas pluviais. e basicamente refere-se a cinco situações: águas que fluem naturalmente do prédio superior. Ao proprietário de nascente que impedir o curso das águas. Na primeira situação. estando o infrator sujeito a responder por perdas e danos e ser compelido a desfazer as obras erguidas para o desvio da água.

inserido no „ius fruendi‟ “ 18. propor ação demolitória19. Além da demolição. o magistrado é autorizado legalmente a fazer uso do critério da posse16. ordenará a demolição da obra. 2. caso não seja possível a divisão pacífica. o condômino. 1. o locatário ou depositário. O juiz. Em sendo os títulos apresentados pelas partes colidentes ou imprestáveis a título de prova.7 Do direito de tapagem O art. Porém não ao possuidor direito. ao juiz é condicionado três passos para julgamento. o fundamento da condenação do proprietário se basearia na culpa in eligendo ou in vigilando)20. Para se defender de construções que infringirem normas regulamentares e preceitos de direito civil. tampouco ao sucessor da herança não partilhada15. seja este urbano ou rural. Os objetivos da ação demarcatória. no prazo decadencial de ano e dia. Neste caso. podendo o proprietário ajuizar tal ação mesmo quando não se encontrar na posse do imóvel. o §1º do referido dispositivo legal prevê a repartição . partilhados por ambos os proprietários. um dos proprietários pode adjudicar a outra metade. pode o prejudicado. murar. situação na qual pode cumular a ação demarcatória com a de restituição das áreas. deverá ser fixada a indenização em perdas e danos. o usufrutuário. que geralmente cabem ao Município (ex: há a proibição de construção de prédios com mais de “x” metros de altura – a depender de cada cidade – pois em caso de incêndios. o direito individual deve ser equacionado com o direito social. até a renovação de marcos destruídos ou arruinados. em primeiro lugar. ou em sendo a prova da posse incompleta. a qual determinará os limites. segundo nosso Código Civil. o direito de construir deve sofrer limitações e restrições sempre que representar prejuízo à segurança. a fim de evitar disputas sobre domínios. devem ser seguidas hierarquicamente: títulos > posse > divisão.6 Do direito de construir Venosa nos recorda que “a construção de prédio pelo proprietário é direito seu. Se nem com este critério o juiz formular sua convicção. mas há grande discussão na jurisprudência sobre a possibilidade de este ajuizar ação regressiva contra o engenheiro cuja imperícia. ou ainda verificar a existência de vícios insanáveis. o Corpo de Bombeiros não estaria habilitado a agir. Ressalte-se apenas que estas soluções não são postas à escolha do juiz. o proprietário é responsabilizado pelo prejuízo. sossego e saúde da vizinhança. 2. o usuário. Em regra. No entanto. o direito de demarcar é do proprietário que seja titular de um direito real: o enfiteuta. em sendo os tapumes comuns. após a conclusão da obra. Estas limitações e restrições não são representadas apenas pelas determinações dos direitos de vizinhança. como medida de último caso. vão desde o levantamento de linha divisória entre dois prédios e avivação de rumos apagados.A contigüidade entre os prédios implica na necessidade de delimitação entre seus espaços. ou seja.297 confere ao proprietário o direito de cercar. por não estar equipado para lidar com esta altura). caso pedida. mas também pelas regras administrativas. A petição inicial deverá ser instruída dos títulos de propriedades. a legislação em vigor sobre o tema determina que o terreno contestado seja dividido em partes iguais e. valar ou tapar de qualquer modo seu prédio. deve atentar para os títulos dominiais. imprudência ou negligência originou o dano (neste caso. como o credor pignoratício. Em havendo necessidade de processo judicial para se realizar a demarcação. nos quais o juiz deve basearse primordialmente para decidir o conflito. mediante indenização do proprietário prejudicado17. caso verifique ser impossível conservar ou adaptar a obra aos regulamentos administrativos.

a segunda. A primeira é o remédio jurídico para os casos em que a posse é esbulhada.1 Ações possessórias São as próprias para a defesa da posse. é importante ressaltar que a obra deve estar iniciada. ou seja. . 3. obstar. o pedido cominatório. impedir. o possuidor.2 Nunciação de obra nova O vocábulo “nunciar” traduz a idéia de embargar. mediato ou imediato. para os casos de mera ameaça à posse. havendo entre elas possibilidade de cumulação. 3. deverá responder sozinho por estes. 3. somente sendo cabível a repartição das despesas caso este tapume especial também seja útil ao vizinho confinante21. o direito material objeto da lide não é a posse. No entanto. “são imprescritíveis. Possuem como ponto em comum sua natureza de ações reais e seu resultado final de restituição de área. e a terceira. porque podem ser propostas enquanto perdurar o ato turbativo” 22. sendo garantido ao proprietário cobrar do vizinho confinante a sua quota nas despesas. Se já tiver sido concluída. no entanto. por se tratar de obrigação propter rem. Existem apenas três tipos de ação possessória: reintegração. próprio ou impróprio. Tem legitimidade ativa para propor esta ação: o proprietário.proporcional das despesas de construção. o prazo genérico de 10 anos).3 Ações demarcatórias e divisórias São as ações demarcatórias e as divisórias. nas palavras de Venosa. quatro pretensões: o embargo à construção. e sim obra nova em terreno vizinho23. A partir de agora. Tais ações possuem. manutenção e interdito proibitório. que podem ou não ser cumulados com pedido indenizatório. caso não as tenha cumprido. posto que a posse só é invocada no processo para demonstrar da legitimidade para o pleito. o condômino e o poder público. que exigem maior proteção. e não possessória. Uma vez cessada a turbação. ou por outro motivo necessitar de tapumes especiais. daquele que seja o autor do esbulho. traçaremos breves comentários sobre alguns tipos de ações utilizadas no âmbito dos direitos de vizinhança. não caberá mais o mencionado remédio jurídico. possuir aves e animais domésticos. da turbação ou de ameaça à posse do primeiro. manutenção e conservação. obstaculizar. A legitimação ativa é do possuidor. Quem. em regra. Trata-se de ação pessoal. nem que somente mediante atos preparatórios. a condenação em perdas e danos ou a apreensão de materiais. inclusive se for o poder público. 3. PROCESSUALÍSTICA DOS DIREITOS DE VIZINHANÇA As ações típicas de direito de vizinhança objetivam cessar um estorno e. para os casos de turbação. aqui entendida como situação de fato. a passiva. pelo que se passa a considerar o prazo prescritivo comum às ações pessoais (no novo código. tem legitimidade passiva o dono da obra. a ação será exclusivamente indenizatória.

inclusive de ofício. podendo o rito ser ordinário ou sumário. 3.6 Caução de dano infecto Em relação aos direitos de vizinhança. 573 e seus parágrafos). 5º. como também para avivar marcos antes existentes. usuários ou habitadores. em que se admite julgamento antecipado (especialmente em casos de queixa de esbulho e pedido de restituição). sem prejuízo de perdas e danos. neste tipo de ação. da CF) não afeta as normas de composição de conflito de vizinhança insertas no Código Civil (art. 573 e seus parágrafos do CC. obrigação pessoal.Direito de vizinhança . 3. enquanto a divisória pressupõe condomínio. Ementa oficial: A garantia da função social da propriedade (art.5 Pedido cominatório e execução específica Tratam-se da questão das astreintes. dos proprietários. ou seja. A legitimidade ativa para demanda é dos proprietários e possuidores.4 Ações condenatórias As ações condenatórias. O procedimento de ambas as ações é bifásico: num primeiro momento processual. São cabíveis em obrigações tanto fungíveis quanto infungíveis. Fundamentam-se numa prestação: de dar coisa certa ou incerta. criando o título executivo judicial. ou como resguardo de prejuízo potencial (sem prazo de duração). XXIII. sendo que o mero possuidor as tem que tolerar.Imposição gratuita da ingerência de particular que exerce atividade reconhecida como de utilidade pública ao poder de uso de proprietário lindeiro . também acrescentam um sancionamento. Pode ser exercida como medida cautelar preparatória de futura ação demolitória (tendo prazo de 30 dias). 3. ou de fazer ou não fazer algo. modernamente se ampliando aos possuidores. ou seja. Nas palavras de Venosa. a caução deve ser entendida como exercício de ação e pretensão à cautela. a considerar o valor da causa e a matéria. na maioria dos casos25. ao proprietário. e fidejussória quando se tratar de fiança.No entanto.Inadmissibilidade Garantia da função social da propriedade que não afeta as normas de composição de conflito de vizinhança insertas no art. em que se julga a divisão ou a demarcação propriamente dita24. além de declarar um direito (eficácia declaratória imediata). A legitimidade ativa ad causam é dos proprietários e condôminos. para impor gratuitamente. a ação demarcatória pressupõe prédios contíguos. a primeira serve não só para demarcar (onde inexistem limites físicos). a segunda fase é preponderantemente executiva. é ação preventiva . e a passiva. para o caso de descumprimento de comando sentencial condenatório. pena de multa diária. a ingerência de outro particular em seu poder . “aquele que teme a ruína ou prejuízo em sua propriedade pede garantia de futura reparação”. usufrutuários. Ela será real quando recair em coisas. ocorre o julgamento da pretensão de demarcar ou dividir. em que o magistrado é autorizado a cominar. JULGADOS 1 . caso a ação se refira a outro possuidor e que um deles seja titular de direito real limitado.

Rel. para facilitar o escoamento. ao sossego ou à saúde dos moradores do prédio.Improcedência da ação demolitória. v. não havendo.) RJA 15/413. 1º/8/2000.00 por guardar plena razoabilidade em função do trabalho realizado e se mostrar perfeitamente adequada aos parâmetros do art.u. RE nº 211. j. O alteamento de muro que não compromete o ângulo estético da propriedade vizinha ou da salubridade. Recurso improvido.080-00/9-SP. Especial de Férias de 1/1995. gerando incômodo. provocando poluição sonora que incomoda os vizinhos . 20/4/1999. Restrição determinada.) RT 727/193. Recurso improvido.Lei que não impõe obrigação de fazer obras de escoamento ou canalização de águas de chuva. constitui abuso do direito de propriedade.1ª T. por isso. Rel. não há que se falar em obrigação de fazer do réu. (STF . v.Direito de vizinhança . Honorários advocatícios. Juiz Romeu Ricupero. j. (1º TACIVIL . (2º TACIVIL. ________________________ 5 .500.. O confinamento de grande número de cães de grande porte no quintal da residência. se o dono do prédio superior fizer obras de arte. do CPC.Abuso ..Cães de grande porte confinados em residência . ________________________ 4 .Elevação de muro .Imóvel em posição inferior ao prédio vizinho do qual escoam as águas . AP c/ Rev.u. j.Uso nocivo da propriedade . 20. procederá de modo que não piore a condição natural e anterior do outro. Rel. nº 590. v. 554 do CC).Inteligência do art. 24/5/1995.2ª Câm. O mau uso da propriedade deve ser nocivo. (2º TACIVIL . Encontrando-se o imóvel dos autores em posição inferior ao do réu e.. AP nº 535.u. pela circunstância de exercer este último atividade reconhecida como de utilidade pública. Abuso configurado. como evitar que águas pluviais escoem para sua propriedade. v.942-2-SP.Direito de vizinhança . AP s/ Rev. j.Águas pluviais . que se funda na segurança da propriedade e pessoal e que não causa qualquer prejuízo aos proprietários vizinhos não enseja provimento a ação demolitória.Configuração. tanto em razão do mau cheiro como em decorrência do barulho. Deve ser mantida a fixação da verba honorária em R$ 1.936-00/1-Barueri. Direito de vizinhança. v. j. Juiz Antonio Rigolin.Direito de vizinhança .385-9-CE. Rel. Juiz Adilson de Andrade. Min. provocando poluição sonora que incomoda os vizinhos e configura o mau uso da propriedade (art.Exploração abusiva de atividade comercial Caracterização .344-00/0-SP.Direito de vizinhança .) RT 785/283. 554 do CC. Mantença de grande número de cães de grande porte confinados em residência.de uso.9ª Câm. ________________________ .Pretensão de que o proprietário do imóvel superior faça obras de canalização Inadmissibilidade . E a nocividade concerne à segurança.) RT 790/314. Ementa oficial: Caracteriza exploração abusiva da atividade comercial a manutenção de sistema de som em ambiente aberto e a aglomeração de clientes na via pública. Ementa oficial: Os prédios inferiores são obrigados a receber as águas que correm naturalmente dos prédios superiores.u. 15/3/2001.u. Fixação adequada. já que a lei não impõe ao réu a obrigação de realizar obras de escoamento ou canalização de águas de chuva. justificando a imposição de medidas limitatórias (art. Juiz Marcial Hollanda. nº 582. AP c/ Rev. Rel. 554 do CC). nº 597. ________________________ 3 . § 4º. (2º TACIVIL .12ª Câm.Manutenção de sistema de som em ambiente aberto e aglomeração de clientes em via pública. 13/9/2000. ________________________ 2 . Octavio Gallotti.Razões de segurança .) RT 771/169.

a perturbação ao sossego dos vizinhos com ruídos provenientes de cultos religiosos a níveis acima do mínimo tolerável. Ruídos que superam o mínimo tolerável.Inteligência dos arts. enseja a adoção de medidas de controle dos mesmos sob pena de multa diária. 27/8/1998. está caracterizado o uso nocivo da propriedade e os vizinhos que se sintam perturbados podem compelir juridicamente o condomínio a construir muro de alvenaria com o objetivo de barrar a propagação do som. Rel. ________________________ 9 .u. Rel.) LEXTAC 173/498. nº 520.Acordos homologados no Juizado Informal de Conciliação exprimindo mera intenção de resolver questão relacionada com barulho ambiental não impedem o ajuizamento de ação de obrigação de fazer.5ª Câm. 20/5/1998. j.. ________________________ 10 . Embora a construção de heliponto em bairro estritamente residencial tenha sido autorizada por ato administrativo junto à Prefeitura de São Paulo e muito embora tenha o laudo pericial constatado que o ruído existente quando do pouso e decolagem do helicóptero seja compatível com as normas técnicas pertinentes. nº 517.) LEXTAC 173/395.) LEXTAC 173/524. AP s/ Rev.125-00/9-São Carlos. em favor do outro. § 2º. Juiz Kioitsi Chicuta.6 .Utilização de heliponto .Construção de muro. pois tal situação configura.Direito de vizinhança . v. j.Barulho proveniente de quadra poliesportiva . Coisa julgada.Vizinho que constrói muro e veda janelas abertas há mais de vinte anos no prédio vizinho . Se o ruído causado pelo uso de uma quadra poliesportiva de edifício supera o permitido pela legislação municipal. não pode o vizinho edificar. ________________________ 8 . (2º TACIVIL . recurso ao indeferimento do pedido de indicação de assistente técnico para manifestação sobre o laudo pericial. Juiz Gama Pellegrini. o enfoque da questão deve levar em consideração não apenas o sossego. na divisa. Rel.6ª Câm. tempestivamente.183-00/6Itapira. v. v. nº 517. (2º TACIVIL .Ação de obrigação de fazer . j.No direito de vizinhança. v.Recurso improvido.Uso nocivo da propriedade .Impossibilidade . nº 517. 573. AP s/ Rev.12ª Câm.151 da ABTN e Resolução Conama nº 1/90. Adoção de medidas de controle..Ação demolitória . ________________________ 7 . j. DIREITO DE VIZINHANÇA. Igreja (cultos religiosos).Existência . Não caracteriza cerceamento de defesa se. acima de tudo. é determinada de ofício a perícia sem a prévia comunicação às partes e estas por sua vez não apresentam. legalmente estabelecidos pela norma NBR-10.Perigo para os moradores .388-00/5-SP. Se as janelas de um prédio foram abertas há mais de vinte anos.Direito de vizinhança . (2º TACIVIL . Inocorrência. Aplicabilidade.. DIREITO DE VIZINHANÇA. Rel. precluso o direito à produção de prova oral.Cerceamento de defesa .Direito de vizinhança . AP s/ Rev. verdadeira servidão.Irrelevância .u. e 576 do Código Civil .Direito de vizinhança . AP c/ Rev. como a de vizinhança.) LEXTAC 176/440. Uso nocivo da propriedade.Obrigação de fazer cumulada com indenização. Perturbação ao sossego dos vizinhos. decorrido o lapso de ano e dia. 9/6/1998.9ª Câm.231-00/1-SP.Prova preclusa e ausência de indicação de assistente técnico Descaracterização. sendo fundamentais para a claridade e arejamento de dormitório e banheiro. (2º TACIVIL . Juiz Thales do Amaral.. 29/7/1998.u. Multa. Juiz Dyrceu Cintra. sobretudo em se tratando de relação continuativa.u. mas. . a impedir tal construção.Zona residencial Construção aprovada pela Prefeitura Municipal e níveis de ruído compatíveis com o IPT (Instituto de Pesquisa Tecnológica) . a segurança dos vizinhos.Inadmissibilidade. muro que as vede completamente.

provocada por tempestade.Cumulação com pedido demolitório e perdas e danos . no caso. AP c/ Rev. 14/9/1998.Excesso de ruído Observância dos limites da legislação municipal . Está dentro da esfera da previsibilidade a queda de árvore em decorrência de tempestade. Juiz Amaral Vieira.Não caracterização . v. j. (2º TACIVIL .. v. aquele que explora a atividade causadora da ruidosidade excessiva e vibrações mecânicas é obrigado a realizar obras de adaptação em seu prédio. Juiz Celso Pimentel. Perdas e danos. Queda de árvore.4ª Câm.Vazamento proveniente de apartamento superior . ________________________ 14 . 15/6/1998.Possibilidade . Inconcebível a pretendida cobrança de aluguéis até o retorno da situação fática anterior.. AP c/ Rev.Direito de vizinhança . 22/2/2000.Reparação de danos .) LEXTAC 173/403.Correção da irregularidade construtiva .Irrelevância . Rel.Direito de vizinhança .) LEXTAC 181/377. AP c/ Rev. nº 520.Coibição expressa pelo art. Juiz Peçanha de Moraes.Admissibilidade.Perda de privacidade . ________________________ 15 . Rel. Se a irregularidade da obra somente é prejudicial ao vizinho ao devassá-la lateralmene. até o momento em que. j. AP c/Rev. j. fenômeno . nº 533. atingindo casa vizinha. nº 520.81400/9-SP.Admissibilidade. é a que configura uma compensação por afronta inflingida ao patrimônio de outrem. Cabimento. Mesmo que os ruídos produzidos por estabelecimento comercial estejam dentro dos limites máximos permitidos pela legislação municipal. nº 517. Juiz Artur Marques.593-00/5-SP.Nunciação de obra nova .871-00/2-Santos.(2º TACIVIL .Multa..) LEXTAC 173/398. j.Realização de obras para diminuição do som e vibrações .Caso fortuito ou força maior . maioria de votos)LEXTAC 181/365.11ª Câm. responde sua titular pelos danos causados no apartamento inferior e pela multa fixada em antecipação de tutela. v. 573 do Código Civil . (2º TACIVIL . Rel. 10/8/1999.2ª Câm.Restando comprovados os danos e o nexo causal entre estes e as infiltrações decorrentes do apartamento superior. ________________________ 12 .u.u. com os reparos. havendo prova pericial de que os mesmos causam incômodos à vizinhança.DIREITO DE VIZINHANÇA.Queda de árvore .Direito de vizinhança . causando-lhe danos. Indenização. nº 548.Imóvel construído sem nenhum recuo .. v. Nunciação de obra nova. Juiz Pereira Calças. AP c/ Rev. j.Obrigação de fazer cumulada com indenização . Restrição ao uso do subsolo. Não caracterizadas situações de caso fortuito ou força maior. Obrigação do dono da árvore de reparar o dano.Descabimento. Rel.Cobrança até o retorno à situação fática anterior . (2º TACIVIL .u.A indenização justa. posto que a invasão constatada não tem o condão de se revestir numa relação locatícia entre as partes. Rel.016-00/9-SP.5ª Câm.842-00/0-SP.) LEXTAC 179/414.Nunciação de obra nova .Obrigação de fazer . com o objetivo de diminuir a sonoridade e as vibrações que prejudicam os prédios lindeiros.Culpa do dono da árvore .Direito de vizinhança . corporificada na restrição ao uso do subsolo. Certa a origem do vazamento no apartamento superior.Direito de vizinhança . desnecessária é sua demolição se o fechamento integral da lateral elimina o problema. (2º TACIVIL .Estabelecimento comercial . a ação deve ser julgada procedente.4ª Câm.u. ________________________ 11 .Aluguel . 30/6/1998.. houve cumprimento da obrigação de fazer. ________________________ 13 .Demolição Desnecessidade.

Admissibilidade . 17/4/2001. Rel.) LEXTAC 190/345.Exegese do art. o sossego.Faculdade do art.Medida cautelar inominada. nº 619. do Código de Processo Civil .524-00/6-SP. perturbando o sono.Fixação de horário para cessação das atividades musicais do restaurante.Multa diária fixada de ofício .natural e corriqueiro.. v. sob pena de multa diária . ________________________ 19 . Rel. AP c/ Rev. ________________________ 20 . com cominação pecuniária. (2º TACIVIL . j. Rel. Recurso improvido. 554 do Código Civil.Modificação pelo juiz da execução .Aplicação do art.) LEXTAC 174/550. (2º TACIVIL .Transação .Uso nocivo de propriedade .Cumulação com pedido demolitório. nº 521.Caracterização Admissibilidade.943-00/0-SP. Conquanto supostamente aprovada a planta referente à obra em apreço.Trânsito em julgado .Descumprimento .. AP c/ Rev. (2º TACIVIL . tal constatação não neutraliza irregularidades respeitantes à legislação civil em vigor. com fixação de horário para a cessação das atividades musicais no estabelecimento comercial. nº 661.910-00/8-Bragança Paulista. (2º TACIVIL ..2ª Câm. 554 do Código Civil .Consideradas as peculiaridades da causa. viola a exclusiva e erga omnes natureza residencial do loteamento. Juiz Francisco Thomaz. AP s/ Rev. justificando a aplicação da regra do art.u.u.Direito de vizinhança . ________________________ 18 .Loteamento residencial . no qual ele explora jazida de água mineral.Execução nos mesmos autos .Direito de vizinhança . Juiz Andreatta Rizzo. correta a determinação demolitória. ________________________ 17 . A utilização de terreno para a abertura de passagem e acesso de caminhões e veículos a prédio confinante do mesmo titular. caracteriza uso nocivo de propriedade. O abuso de instrumentos sonoros e sinais acústicos em restaurante até altas horas da noite.4ª Câm. do citado Código. ainda que inexista a intenção de prejudicar ou incomodar. Juiz Renzo Leonardi. nº 559. ________________________ 16 . v. nº 525. Obrigatoriedade.Direito de vizinhança .5ª Câm. AP s/ Rev. os honorários do advogado do vencedor são arbitrados em valor fixo e compatível com o trabalho desenvolvido.Homologação judicial . j.2ª Câm.Irrelevância da inexistência da intenção de prejudicar ou incomodar . 644. Juiz Celso Pimentel.Uso de terreno para passagem de caminhões a prédio confinante do mesmo titular .Recurso improvido.u. Rel. j.Nunciação de obra nova .) LEXTAC 177/399. 461. (2º TACIVIL .) LEXTAC 177/401.) LEXTAC 188/494 e RT 791/286. Juiz Gilberto dos Santos. HONORÁRIOS DE ADVOGADO.Direito de vizinhança . AP c/ Rev. ou o bem-estar dos vizinhos.8ª Câm.u. 31/8/1998. ajuizada por vizinhos.Obrigação de não fazer cumulada com pedido de indenização Exploração de jazida de água mineral .Valor que se tornou insuficiente ou excessivo . v. caracteriza uso nocivo da propriedade e autoriza o acolhimento da demanda condenatória à obrigação de não fazer.. 30/7/2001.Admissibilidade . Ação procedente. mas em desconformidade com o projeto inicialmente aprovado. Provada a construção irregular e o prejuízo da parte. § 4º. 15/9/1998.Uso nocivo da propriedade . Rel. Remuneração compatível. v.197-00-0-Presidente Venceslau.. .Nunciação de obra nova .405-00/0-Serra Negra.u. v. 22/3/1999.Abuso de instrumentos sonoros e sinais acústicos . j.Direito de vizinhança . j.

Nexo causal Reconhecimento . AI nº 663. (2º TACIVIL . 15/6/1998. 22/11/2000.636-00/0-SP.Fixação até o cumprimento da obrigação ..u. Restando comprovados os danos e o nexo causal entre estes e as infiltrações decorrentes do apartamento superior. Admissibilidade. concedida a pedido do Parquet.Direito de vizinhança .Cumulação com indenização . de multa por dia de atraso no cumprimento da obrigação de fazer (art.) LEXTAC 189/363. pelo juiz da causa.11ª Câm. nº 516. Juiz Claret de Almeida.. § 4º. (2º TACIVIL . podendo este valor ser modificado pelo juiz da execução quando for verificado que se tornou insuficiente ou excessivo.12ª Câm. já que esta questão não se constitui objeto da decisão atacada. 7/5/1998.. Obrigação de fazer cumulada com indenização. Rel. quando.Obrigação de fazer .Vazamento proveniente de apartamento superior . mediante obras. j. Nexo causal. Rel. Cabimento. Rel. o proprietário da parte relativamente encravada pode ter acesso à via pública através de suas terras. Cabimento. conforme art. v. Juiz Campos Petroni. Juiz Artur Marques. Improcedência do pedido inicialmente formulado. nº 517. AP s/ Rev.Imóvel que não se encontra encravado por força natural e de forma absoluta . Agravo improvido. mediante obras.) LEXTAC 173/528. Direito de vizinhança.12ª Câm. 644 do citado Código. Rel.Obrigação de fazer cumulada com indenização.Admissibilidade. 554 do Código Civil diz que o inquilino pode impedir o mau uso da propriedade vizinha que possa prejudicá-lo..Ação demolitória . HONORÁRIOS DE ADVOGADO. ________________________ 23 . Tal direito não existe para garantir maior comodidade ao interessado. não sendo razoável que a este se imponha semelhante ônus. ________________________ 22 .u.Direito de vizinhança .Direito de vizinhança. Ementa oficial: Se o imóvel não se encontrar encravado por força natural e de forma absoluta. quando. DOESP 7/6/2002) RJ 297/127. v.Produção de sons acima dos limites legais. Vazamento proveniente de apartamento superior. Antecipação de tutela deferida.871-00/2-Santos.157-00/6-SP. Juiz Henrique Nelson Calandra. Ação Civil Pública. O art.Passagem forçada . Recurso desprovido.9ª Câm. v.u.Descumprido acordo homologado judicialmente em ação de nunciação de obra nova em direito de vizinhança.Admissibilidade. mas para assegurar passagem a quem efetivamente não a tenha. ________________________ 21 . sob pena de multa diária . 461. Rel. do Código de Processo Civil).Impossibilidade da imposição do ônus. Admissibilidade se o causídico tem escritório em local . mas não faz referência à demolição. (2º TACIVIL . AP c/ Rev. é lícita a fixação ex officio. seu proprietário não tem direito de passagem sobre imóvel vizinho.3ª Câm. ________________________ 25 .Direito de vizinhança . Fixação da verba em valor superior ao atribuído à causa. AI nº 719.Ação Civil Pública .Direito de vizinhança .837-00/0-SP. Juiz Ribeiro da Silva. j. j.Liminar obstativa . DOESP 7/6/2002) RJ 297/127. AI nº720. ________________________ 24 . Liminar obstativa de produção de sons acima dos limites legais toleráveis.Direito de vizinhança .Multa .. Multa fixada até o cumprimento da obrigação. Não conhecimento da argüição de ilegitimidade ativa do Ministério Público.) LEXTAC 173/398. (2º TACIVIL . o proprietário da parte relativamente encravada pode ter acesso à via pública através de suas terras Direito que não existe para garantir maior comodidade ao interessado.Proposição por inquilino. mas para assegurar passagem a quem efetivamente não a tenha. a ação deve ser julgada procedente. Prevalência da cominação de astreintes.728-00/9-SP. (2º TACIVIL .

v. Rel. Aplicação do art. .Ação Civil Pública. Entretanto. Mau uso da propriedade. sob o fundamento de liberdade religiosa.Ementa oficial: Nos casos de improcedência dos pedidos inicialmente formulados.u. Se o advogado tem escritório em local diverso da Comarca em que correu o processo e mostrou-se zeloso em seu trabalho. Civil.Inocorrência .2ª Câm.Ementa oficial: Configura usurpação de área o ato do vizinho que retira cerca divisória. (TAMG . do CPC. Poluição sonora. adotar uso nocivo da propriedade. mediante produção de poluição sonora. ________________________ 26 . mormente quando o ato ilícito se acha confessado pelo autor. 20. ademais. 16/5/2000. ________________________ 27 . Jorge Eustácio da Silva Frias.u. Ementa oficial: A realização da inspeção judicial é ato de inteira discrição do Magistrado. Usurpação de área. j. Vizinho que retira cerca divisória.Direito de vizinhança . 8/2/2000. (TJMS . Rel. do CPC.743-5-Uberaba. j. ainda que não impugnado. Juiz Caetano Levi Lopes. v.Indeferimento . 21/9/1999.Poluição sonora de igreja . Liberdade de culto. Rel. incorporando a seu patrimônio área pertencente aos proprietários contíguos.Prova .Inspeção judicial . § 4º.Cerceamento de defesa . Civil. AI nº 279. A Constituição da República assegura a liberdade de culto religioso nos limites da lei.Ato que é de inteira discrição do Magistrado . e leva em conta não o valor atribuído à causa. § 4º. Direito de vizinhança.. AC nº 296. Juiz Delmival de Almeida Campos. não configurando cerceamento de defesa seu indeferimento. em que o ato ilícito se acha confessado pelo autor. DIREITO DE VIZINHANÇA.713-3-Contagem. desde que os sons não atinjam o exterior. 20. Des.1ª T.275-4-Campo Grande.2ª Câm. os honorários podem superar o valor da causa.) RT 773/327.diverso da Comarca em que correu o processo e mostrou-se zeloso em seu trabalho. v. (TAMG .u. incorporando ao seu patrimônio área pertencente aos proprietários contíguos. mas o grau de zelo do profissional e o local da prestação do serviço.) RT 784/413. a verba honorária se faz com assento no art.Hipótese. tem a igreja o direito de utilizar música no interior do templo. j. AC nº 58.) RJA 17/242. causando dano ao sossego dos vizinhos. porque extrapola limite legal. Caracterização. Não pode uma igreja.Pressupostos. Garantia constitucional.

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