DIREITO DE VIZINHANÇA Um resumo detalhado sobre os principais institutos do Direito de Vizinhança, como sobre o direito de propriedade, árvores limítrofes

, das águas, da passagem forçada, entre outros tópicos. Por Bruna Barbieri Waquim CONSIDERAÇÕES GERAIS Nas palavras de Sílvio Rodrigues, o direito de vizinhança é composto de “regras que ordenam não apenas a abstenção da prática de certos atos, como também de outros que implicam a sujeição do proprietário a uma invasão de sua órbita dominial”1. Estas regras objetivam, em primeiro lugar, assegurar a coexistência pacífica entre os vários proprietários, particularmente os confinantes (ou seja, os vizinhos); em segundo lugar, buscam regular as relações entre estes a fim também de evitar abusos de direitos. Ou seja, limitam as prerrogativas individuais dos proprietários ao mesmo tempo em que regulam a convivência. A natureza jurídica destes direitos, na opinião majoritária da doutrina, é que tratam-se de obrigações propter rem, “da própria coisa”, advindo os direitos e obrigações do simples fato de serem os indivíduos vizinhos. Maria Helena Diniz aponta três formas que os direitos de vizinhança podem se apresentar: como restrição do direito de propriedade, na medida em que regulam seu exercício; como limitações legais ao domínio, que se assemelham a servidões; como restrições oriundas das relações de contigüidade entre dois imóveis2. Importante aqui frisar a diferença entre os direitos de vizinhança e as servidões, institutos que por vezes se confundem. Os primeiros decorrem da vontade da lei; aquelas últimas, da vontade manifesta das partes e, excepcionalmente, da usucapião. Os direitos de vizinhança são limitação ao domínio, implicando em direitos e deveres recíprocos; já as servidões são direitos reais sobre a coisa alheia, onde o prédio dominante possui prerrogativa sobre o prédio serviente, sem que a recíproca seja verdadeira. E, ainda, enquanto a servidão, por ser direito real sobre imóvel, só é constituída após registro em cartório, os direitos de vizinhança dispensam registro e surgem da mera contigüidade entre os prédios3. No presente trabalho, trataremos da análise sucinta, porém fundamentada, dos institutos que compõe os direitos de vizinhança, inclusive com o estudo do exercício do direito de ação sobre tais direitos. 2. DOS DIREITOS DE VIZINHANÇA IN ESPECIE 2.1 Do uso nocivo da propriedade e do abuso de direito Nas palavras de Maria Helena Diniz, o direito de propriedade é limitado “em razão do princípio geral que proíbe ao indivíduo um comportamento que venha a exceder o uso normal de um direito, causando prejuízo a alguém” 4. Desconsiderando os atos que prejudicam vizinhos de forma culposa (posto que se configuram ilícitos civis enquadrados no art. 186 do CC), os direitos de vizinhança enquadram-se nas situações em que o dano é causado no âmbito do exercício de um direito, cabendo ao prejudicado o direito de reação na forma da lei. Este exercício de direito, no caso, configura-se como irregular, anormal; a propriedade é utilizada de forma abusiva, causando ofensas à incolumidade de um prédio ou de seus moradores.

ou seja. o proprietário do prédio confinante também pode se tornar proprietário dos ramos e raízes cortados. • que o direito seja exercido por seu titular legítimo: o proprietário. sendo divergente na jurisprudência se esse corte só poderá ocorrer quando os ramos e raízes estiverem causando moléstia ao vizinho. e cada companheiro deve indenizar o outro por eventuais prejuízos que der causa. sendo o terreno público. quando há a invasão de um prédio pelos ramos e raízes de árvore pertencente ao prédio contíguo. no entanto. e.285 do CC. é considerada coisa comum. 2. Agindo com dolo ou culpa grave no exercício do direito de corte. nascente ou porto. Na segunda hipótese.3 Da passagem forçada A passagem forçada baseia-se em dois princípios: no de solidariedade social que rege as relações de vizinhança. na divisão entre os mesmos. e a cada proprietário pertence metade da coisa. se este provoca a queda. de acordo com a desvalorização da propriedade e com os prejuízos que dessa passagem possam advir ao imóvel onerado. nos termos do art. ser readquirida mediante pagamento da indenização8. Uma vez realizado o (justo) corte. que interessam todo o coletivo. deverá arcar com a devida indenização ao proprietário da árvore7. A indenização acima referida geralmente é calculada por peritos. a questão sobre a propriedade dos frutos caídos de árvore situada em terreno confinante5. somente podem ser cortadas ou arrancadas de comum acordo. Pontes de Miranda denomina tal árvore de árvore-meia. porém de forma insuficiente ou inadequada. 88 do Conselho de Justiça Federal. • que o proprietário do prédio por onde se estabelece a passagem forçada receba uma indenização. usufrutuário ou enfiteuta. Uma vez cessadas as circunstâncias que caracterizem o encravamento. o CC permite ao proprietário do terreno invadido cortar os ramos e raízes da árvore invasora. Assim. se particular. os gastos com sua conservação e colheita devem ser comportados igualmente. devendo ser repartida entre os donos6. por mais cômoda que seja a passagem forçada. os frutos pertencem ao dono da árvore. Este instituto implica três condições fundamentais para sua ocorrência: • que o imóvel pretensamente encravado esteja. efetivamente. e no da função econômica-social das propriedades. uma vez concedida a passagem. esta deverá ser extinta. a queda natural dos frutos em terreno confinante permite que o proprietário deste adquira os frutos. nem ao menos culposamente. quando este acesso existe. pode acarretar sua perda. . • Existência de árvores que ameaçam tombar no prédio contíguo. a árvore que se encontra em ambos os terrenos. pelo período de 10 anos. • Festas noturnas espalhafatosas em residências. fixada judicialmente ou por convenção. não pode ter sido provocado. temos: • Poluição de águas comuns pelo lançamento de resíduos. comete ilícito. 2. e. sua não utilização. até o plano divisório. • que o prédio seja naturalmente encravado. pelo enunciado n. pelo seu proprietário. 1. ou seja. por se apropriar do que não é seu. ou.2 Das árvores limítrofes Nossa legislação prevê três hipóteses de conflitos derivados por árvores limítrofes: quando as árvores nascem nos confins entre dois prédios. por fim. No primeiro caso. Na última situação prevista. sem acesso a via pública.Como exemplos de uso nocivo da propriedade e abuso de direitos. podendo.

2. e basicamente refere-se a cinco situações: águas que fluem naturalmente do prédio superior. se para as primeiras necessidades da vida. pode ser obrigado judicialmente não só a reparar os danos causados.Nesta matéria enquadra-se também a questão da passagem de cabos e tubulações. salvo existindo direito alheio em sentido contrário13. como também pelo Código de Águas (Dec. quando de outro modo for impossível ou excessivamente onerosa. exige-se que o fluxo seja natural. podendo o dono do terreno dispor livremente. Na segunda situação. em proveito de proprietários vizinhos. Na situação das fontes não captadas. também tem direito aos sobejos. já o Código das Águas retira a possibilidade de escolha e prevê apenas a indenização pelos prejuízos. águas pluviais. divergem o Código Civil e o Código de Águas: o primeiro acolheu a posição do Código de 1916. Por fim. para serviços de agricultura ou indústria. ou que lhe fossem indenizados os prejuízos. o Código de Águas estabelece que pertencem ao prédio em que caírem diretamente. estando o infrator sujeito a responder por perdas e danos e ser compelido a desfazer as obras erguidas para o desvio da água. fontes não captadas. o proprietário é obrigado a tolerar a passagem. como também a cessar os atos prejudiciais12. para o escoamento de águas superabundantes. com relação aos aquedutos. “o dono da fonte não captada. tubulações e outros condutos subterrâneos de utilidade pública. satisfeitas as necessidades de seu consumo. Com relação às águas pluviais. Segundo Venosa9. conforme ensinamento de Sílvio Rodrigues. as águas a que tem direito. ou consumi-las além de suas necessidades. devendo indenizar este por eventuais prejuízos. N. o que significa dizer que as águas que o prédio inferior está obrigado a receber são as de chuva e as que brotam naturalmente do solo. de má-fé. O Código de Águas prevê ainda a possibilidade de canalização pelo prédio de outrem.5 Dos limites entre prédios e da demarcação . ou seja. se o proprietário do prédio inferior tem a obrigação de receber as águas naturais do prédio superior. estes representam o direito do proprietário canalizar. e aquedutos. Na primeira situação. 2. e/ou para o enxugo ou bonificação de terrenos14. Ao proprietário de nascente que impedir o curso das águas. águas levadas artificialmente ao prédio superior. não pode impedir o curso natural das águas pelos prédios inferiores”11.643/34). em proveito agrícola ou industrial. a lei impõe ao dono do prédio inferior a obrigação de receber as águas que correm naturalmente do superior10. também mediante prévia indenização. de águas levadas artificialmente ao prédio superior. através de seu imóvel. nem podendo ser estas águas desviadas de seu curso natural. de cabos. Já em relação às águas impróprias. mas jamais a permissão de impedir o escoamento das águas. mediante prévia indenização.4 Das águas Esta matéria é regulada não só pelo nosso Código Civil. 24. e aos sobejos limpos. em que o dono do prédio inferior podia reclamar que se desviassem as águas artificiais. o proprietário do prédio superior deve fazer obras que evitem que estas águas escoem para o terreno vizinho.

sossego e saúde da vizinhança. por não estar equipado para lidar com esta altura). Estas limitações e restrições não são representadas apenas pelas determinações dos direitos de vizinhança. caso verifique ser impossível conservar ou adaptar a obra aos regulamentos administrativos. seja este urbano ou rural. o magistrado é autorizado legalmente a fazer uso do critério da posse16. Se nem com este critério o juiz formular sua convicção. o Corpo de Bombeiros não estaria habilitado a agir. partilhados por ambos os proprietários. como medida de último caso. que geralmente cabem ao Município (ex: há a proibição de construção de prédios com mais de “x” metros de altura – a depender de cada cidade – pois em caso de incêndios. segundo nosso Código Civil. Em sendo os títulos apresentados pelas partes colidentes ou imprestáveis a título de prova. em primeiro lugar. o usuário. Os objetivos da ação demarcatória. No entanto. 2. 2. situação na qual pode cumular a ação demarcatória com a de restituição das áreas. o locatário ou depositário. um dos proprietários pode adjudicar a outra metade. ou em sendo a prova da posse incompleta. nos quais o juiz deve basearse primordialmente para decidir o conflito. valar ou tapar de qualquer modo seu prédio. a fim de evitar disputas sobre domínios. deve atentar para os títulos dominiais. a legislação em vigor sobre o tema determina que o terreno contestado seja dividido em partes iguais e. o direito de construir deve sofrer limitações e restrições sempre que representar prejuízo à segurança. ou ainda verificar a existência de vícios insanáveis. Para se defender de construções que infringirem normas regulamentares e preceitos de direito civil. caso pedida. vão desde o levantamento de linha divisória entre dois prédios e avivação de rumos apagados. 1.6 Do direito de construir Venosa nos recorda que “a construção de prédio pelo proprietário é direito seu. imprudência ou negligência originou o dano (neste caso. Ressalte-se apenas que estas soluções não são postas à escolha do juiz. caso não seja possível a divisão pacífica. ao juiz é condicionado três passos para julgamento. Porém não ao possuidor direito. o direito de demarcar é do proprietário que seja titular de um direito real: o enfiteuta. a qual determinará os limites. o §1º do referido dispositivo legal prevê a repartição . Em havendo necessidade de processo judicial para se realizar a demarcação. o usufrutuário. o fundamento da condenação do proprietário se basearia na culpa in eligendo ou in vigilando)20. mas também pelas regras administrativas. o proprietário é responsabilizado pelo prejuízo. O juiz. tampouco ao sucessor da herança não partilhada15. após a conclusão da obra. devem ser seguidas hierarquicamente: títulos > posse > divisão. pode o prejudicado. propor ação demolitória19. mas há grande discussão na jurisprudência sobre a possibilidade de este ajuizar ação regressiva contra o engenheiro cuja imperícia. podendo o proprietário ajuizar tal ação mesmo quando não se encontrar na posse do imóvel. o condômino. ordenará a demolição da obra. Além da demolição. mediante indenização do proprietário prejudicado17. até a renovação de marcos destruídos ou arruinados. ou seja.297 confere ao proprietário o direito de cercar.7 Do direito de tapagem O art. deverá ser fixada a indenização em perdas e danos. murar. Neste caso. A petição inicial deverá ser instruída dos títulos de propriedades. Em regra. o direito individual deve ser equacionado com o direito social.A contigüidade entre os prédios implica na necessidade de delimitação entre seus espaços. inserido no „ius fruendi‟ “ 18. em sendo os tapumes comuns. como o credor pignoratício. no prazo decadencial de ano e dia.

Tais ações possuem. caso não as tenha cumprido. manutenção e conservação. e não possessória. obstar. “são imprescritíveis. 3.2 Nunciação de obra nova O vocábulo “nunciar” traduz a idéia de embargar. Uma vez cessada a turbação. Existem apenas três tipos de ação possessória: reintegração. e sim obra nova em terreno vizinho23. não caberá mais o mencionado remédio jurídico. nas palavras de Venosa. Trata-se de ação pessoal. A primeira é o remédio jurídico para os casos em que a posse é esbulhada. impedir. o prazo genérico de 10 anos). e a terceira. No entanto. mediato ou imediato. que podem ou não ser cumulados com pedido indenizatório. no entanto. Possuem como ponto em comum sua natureza de ações reais e seu resultado final de restituição de área. Tem legitimidade ativa para propor esta ação: o proprietário. a segunda.1 Ações possessórias São as próprias para a defesa da posse. traçaremos breves comentários sobre alguns tipos de ações utilizadas no âmbito dos direitos de vizinhança. que exigem maior proteção. o condômino e o poder público. porque podem ser propostas enquanto perdurar o ato turbativo” 22. obstaculizar. Se já tiver sido concluída. . o direito material objeto da lide não é a posse. 3. para os casos de turbação. A legitimação ativa é do possuidor. manutenção e interdito proibitório. aqui entendida como situação de fato. sendo garantido ao proprietário cobrar do vizinho confinante a sua quota nas despesas. deverá responder sozinho por estes. a ação será exclusivamente indenizatória. ou seja. somente sendo cabível a repartição das despesas caso este tapume especial também seja útil ao vizinho confinante21. 3. possuir aves e animais domésticos. a passiva. o pedido cominatório. inclusive se for o poder público. em regra. tem legitimidade passiva o dono da obra. posto que a posse só é invocada no processo para demonstrar da legitimidade para o pleito. Quem. A partir de agora. por se tratar de obrigação propter rem.proporcional das despesas de construção. 3. a condenação em perdas e danos ou a apreensão de materiais. ou por outro motivo necessitar de tapumes especiais.3 Ações demarcatórias e divisórias São as ações demarcatórias e as divisórias. PROCESSUALÍSTICA DOS DIREITOS DE VIZINHANÇA As ações típicas de direito de vizinhança objetivam cessar um estorno e. pelo que se passa a considerar o prazo prescritivo comum às ações pessoais (no novo código. da turbação ou de ameaça à posse do primeiro. havendo entre elas possibilidade de cumulação. é importante ressaltar que a obra deve estar iniciada. o possuidor. para os casos de mera ameaça à posse. daquele que seja o autor do esbulho. quatro pretensões: o embargo à construção. próprio ou impróprio. nem que somente mediante atos preparatórios.

3. é ação preventiva . e fidejussória quando se tratar de fiança.Direito de vizinhança . a ação demarcatória pressupõe prédios contíguos. “aquele que teme a ruína ou prejuízo em sua propriedade pede garantia de futura reparação”. A legitimidade ativa ad causam é dos proprietários e condôminos. Ela será real quando recair em coisas. caso a ação se refira a outro possuidor e que um deles seja titular de direito real limitado. como também para avivar marcos antes existentes. Ementa oficial: A garantia da função social da propriedade (art. JULGADOS 1 . e a passiva. modernamente se ampliando aos possuidores. a caução deve ser entendida como exercício de ação e pretensão à cautela. ao proprietário. sendo que o mero possuidor as tem que tolerar. obrigação pessoal. sem prejuízo de perdas e danos. enquanto a divisória pressupõe condomínio.No entanto. da CF) não afeta as normas de composição de conflito de vizinhança insertas no Código Civil (art. além de declarar um direito (eficácia declaratória imediata). neste tipo de ação. usufrutuários. ou seja.Imposição gratuita da ingerência de particular que exerce atividade reconhecida como de utilidade pública ao poder de uso de proprietário lindeiro . em que o magistrado é autorizado a cominar. para impor gratuitamente. a considerar o valor da causa e a matéria. a segunda fase é preponderantemente executiva. Nas palavras de Venosa. 3. Pode ser exercida como medida cautelar preparatória de futura ação demolitória (tendo prazo de 30 dias). O procedimento de ambas as ações é bifásico: num primeiro momento processual. em que se admite julgamento antecipado (especialmente em casos de queixa de esbulho e pedido de restituição). pena de multa diária. ou de fazer ou não fazer algo. usuários ou habitadores. podendo o rito ser ordinário ou sumário. ou seja. ou como resguardo de prejuízo potencial (sem prazo de duração). 5º. 3. São cabíveis em obrigações tanto fungíveis quanto infungíveis. para o caso de descumprimento de comando sentencial condenatório. criando o título executivo judicial. Fundamentam-se numa prestação: de dar coisa certa ou incerta. A legitimidade ativa para demanda é dos proprietários e possuidores.5 Pedido cominatório e execução específica Tratam-se da questão das astreintes. a primeira serve não só para demarcar (onde inexistem limites físicos). ocorre o julgamento da pretensão de demarcar ou dividir.Inadmissibilidade Garantia da função social da propriedade que não afeta as normas de composição de conflito de vizinhança insertas no art. em que se julga a divisão ou a demarcação propriamente dita24. XXIII. na maioria dos casos25.4 Ações condenatórias As ações condenatórias. a ingerência de outro particular em seu poder . dos proprietários. inclusive de ofício. 573 e seus parágrafos do CC. 573 e seus parágrafos). também acrescentam um sancionamento.6 Caução de dano infecto Em relação aos direitos de vizinhança.

como evitar que águas pluviais escoem para sua propriedade.Direito de vizinhança . Min. ________________________ 4 .u.2ª Câm.Lei que não impõe obrigação de fazer obras de escoamento ou canalização de águas de chuva. pela circunstância de exercer este último atividade reconhecida como de utilidade pública. Direito de vizinhança. se o dono do prédio superior fizer obras de arte. justificando a imposição de medidas limitatórias (art. 554 do CC).500.385-9-CE. ________________________ 3 . Ementa oficial: Os prédios inferiores são obrigados a receber as águas que correm naturalmente dos prédios superiores. j.u. Octavio Gallotti.942-2-SP. ________________________ 2 .Direito de vizinhança . (2º TACIVIL. Especial de Férias de 1/1995. 1º/8/2000. Juiz Romeu Ricupero. provocando poluição sonora que incomoda os vizinhos .936-00/1-Barueri. Restrição determinada.Direito de vizinhança . v.de uso.) RT 785/283. j. § 4º. nº 590.Uso nocivo da propriedade . Rel..Pretensão de que o proprietário do imóvel superior faça obras de canalização Inadmissibilidade . (1º TACIVIL .u. j. AP nº 535. E a nocividade concerne à segurança.Razões de segurança . para facilitar o escoamento. j. Juiz Marcial Hollanda. 15/3/2001.) RT 727/193.Cães de grande porte confinados em residência . 20. já que a lei não impõe ao réu a obrigação de realizar obras de escoamento ou canalização de águas de chuva. que se funda na segurança da propriedade e pessoal e que não causa qualquer prejuízo aos proprietários vizinhos não enseja provimento a ação demolitória. v. Rel. 554 do CC). Encontrando-se o imóvel dos autores em posição inferior ao do réu e. Juiz Adilson de Andrade. gerando incômodo.) RT 771/169. AP c/ Rev. Recurso improvido. v.1ª T. RE nº 211.080-00/9-SP. não havendo.Configuração. ao sossego ou à saúde dos moradores do prédio. Mantença de grande número de cães de grande porte confinados em residência. ________________________ . Deve ser mantida a fixação da verba honorária em R$ 1. 554 do CC.Inteligência do art.Abuso .) RT 790/314. provocando poluição sonora que incomoda os vizinhos e configura o mau uso da propriedade (art.u. 13/9/2000. Recurso improvido.Manutenção de sistema de som em ambiente aberto e aglomeração de clientes em via pública. não há que se falar em obrigação de fazer do réu.Águas pluviais . procederá de modo que não piore a condição natural e anterior do outro. AP s/ Rev.9ª Câm. constitui abuso do direito de propriedade. tanto em razão do mau cheiro como em decorrência do barulho. Fixação adequada. do CPC.u. Rel. (2º TACIVIL .. AP c/ Rev. (2º TACIVIL .Elevação de muro . v. Rel.00 por guardar plena razoabilidade em função do trabalho realizado e se mostrar perfeitamente adequada aos parâmetros do art. por isso. Rel. nº 597. O confinamento de grande número de cães de grande porte no quintal da residência. ________________________ 5 .) RJA 15/413. 24/5/1995. Abuso configurado. v. (STF . Ementa oficial: Caracteriza exploração abusiva da atividade comercial a manutenção de sistema de som em ambiente aberto e a aglomeração de clientes na via pública. 20/4/1999.Direito de vizinhança .Improcedência da ação demolitória.Imóvel em posição inferior ao prédio vizinho do qual escoam as águas .344-00/0-SP..12ª Câm.Exploração abusiva de atividade comercial Caracterização . j. nº 582. Honorários advocatícios. Juiz Antonio Rigolin. O alteamento de muro que não compromete o ângulo estético da propriedade vizinha ou da salubridade. O mau uso da propriedade deve ser nocivo.

Perturbação ao sossego dos vizinhos. não pode o vizinho edificar.Perigo para os moradores . verdadeira servidão.125-00/9-São Carlos. e 576 do Código Civil . é determinada de ofício a perícia sem a prévia comunicação às partes e estas por sua vez não apresentam. § 2º.Zona residencial Construção aprovada pela Prefeitura Municipal e níveis de ruído compatíveis com o IPT (Instituto de Pesquisa Tecnológica) .Impossibilidade .Barulho proveniente de quadra poliesportiva . Coisa julgada.Direito de vizinhança . v.183-00/6Itapira. a segurança dos vizinhos.) LEXTAC 173/498. Rel. AP c/ Rev. (2º TACIVIL . (2º TACIVIL .Direito de vizinhança . ________________________ 7 . legalmente estabelecidos pela norma NBR-10. Adoção de medidas de controle. sobretudo em se tratando de relação continuativa.6ª Câm. AP s/ Rev.. Uso nocivo da propriedade. recurso ao indeferimento do pedido de indicação de assistente técnico para manifestação sobre o laudo pericial.u. AP s/ Rev.Existência . v.Obrigação de fazer cumulada com indenização. Juiz Thales do Amaral. muro que as vede completamente.151 da ABTN e Resolução Conama nº 1/90. pois tal situação configura. 29/7/1998. j. Igreja (cultos religiosos). Embora a construção de heliponto em bairro estritamente residencial tenha sido autorizada por ato administrativo junto à Prefeitura de São Paulo e muito embora tenha o laudo pericial constatado que o ruído existente quando do pouso e decolagem do helicóptero seja compatível com as normas técnicas pertinentes. Aplicabilidade.Construção de muro. Juiz Kioitsi Chicuta.Cerceamento de defesa . . j. Juiz Dyrceu Cintra. está caracterizado o uso nocivo da propriedade e os vizinhos que se sintam perturbados podem compelir juridicamente o condomínio a construir muro de alvenaria com o objetivo de barrar a propagação do som. o enfoque da questão deve levar em consideração não apenas o sossego. nº 517. enseja a adoção de medidas de controle dos mesmos sob pena de multa diária.5ª Câm.. a impedir tal construção.12ª Câm. 9/6/1998.u. tempestivamente. na divisa.Vizinho que constrói muro e veda janelas abertas há mais de vinte anos no prédio vizinho . Se o ruído causado pelo uso de uma quadra poliesportiva de edifício supera o permitido pela legislação municipal. sendo fundamentais para a claridade e arejamento de dormitório e banheiro.Direito de vizinhança .Irrelevância . nº 517. (2º TACIVIL .Utilização de heliponto .Inteligência dos arts. Rel. j. 573. ________________________ 9 . ________________________ 8 .Direito de vizinhança . v. acima de tudo.Acordos homologados no Juizado Informal de Conciliação exprimindo mera intenção de resolver questão relacionada com barulho ambiental não impedem o ajuizamento de ação de obrigação de fazer.No direito de vizinhança.u.) LEXTAC 176/440. Multa. 27/8/1998. v. mas.Recurso improvido.u.231-00/1-SP. Juiz Gama Pellegrini.. a perturbação ao sossego dos vizinhos com ruídos provenientes de cultos religiosos a níveis acima do mínimo tolerável. ________________________ 10 .Prova preclusa e ausência de indicação de assistente técnico Descaracterização. nº 517.388-00/5-SP. (2º TACIVIL . decorrido o lapso de ano e dia. Se as janelas de um prédio foram abertas há mais de vinte anos. AP s/ Rev. 20/5/1998.9ª Câm.Uso nocivo da propriedade .Ação demolitória . Rel. j.. como a de vizinhança. precluso o direito à produção de prova oral.) LEXTAC 173/524. em favor do outro. Inocorrência. nº 520.6 .Ação de obrigação de fazer . DIREITO DE VIZINHANÇA.) LEXTAC 173/395. Rel. Não caracteriza cerceamento de defesa se.Inadmissibilidade. Ruídos que superam o mínimo tolerável. DIREITO DE VIZINHANÇA.

u.016-00/9-SP.(2º TACIVIL . havendo prova pericial de que os mesmos causam incômodos à vizinhança. Certa a origem do vazamento no apartamento superior. Nunciação de obra nova. v. Juiz Celso Pimentel. Queda de árvore. com os reparos. (2º TACIVIL .Reparação de danos . j. nº 517.Cumulação com pedido demolitório e perdas e danos . Juiz Peçanha de Moraes. nº 533. posto que a invasão constatada não tem o condão de se revestir numa relação locatícia entre as partes.Direito de vizinhança . Rel. ________________________ 15 .Não caracterização .Admissibilidade. Rel. AP c/ Rev. v.Descabimento. Juiz Amaral Vieira. responde sua titular pelos danos causados no apartamento inferior e pela multa fixada em antecipação de tutela.Nunciação de obra nova .Correção da irregularidade construtiva .Excesso de ruído Observância dos limites da legislação municipal . Inconcebível a pretendida cobrança de aluguéis até o retorno da situação fática anterior.Estabelecimento comercial .Realização de obras para diminuição do som e vibrações . ________________________ 12 .u. ________________________ 14 .Aluguel .. aquele que explora a atividade causadora da ruidosidade excessiva e vibrações mecânicas é obrigado a realizar obras de adaptação em seu prédio. corporificada na restrição ao uso do subsolo.871-00/2-Santos. fenômeno . é a que configura uma compensação por afronta inflingida ao patrimônio de outrem.DIREITO DE VIZINHANÇA. Indenização. Está dentro da esfera da previsibilidade a queda de árvore em decorrência de tempestade.Perda de privacidade . Juiz Artur Marques. nº 520.. atingindo casa vizinha. até o momento em que.Cobrança até o retorno à situação fática anterior .Demolição Desnecessidade. AP c/ Rev.Culpa do dono da árvore . ________________________ 11 . desnecessária é sua demolição se o fechamento integral da lateral elimina o problema. ________________________ 13 .11ª Câm.Possibilidade .. nº 520. (2º TACIVIL .593-00/5-SP.u. AP c/Rev.Direito de vizinhança . a ação deve ser julgada procedente. no caso.Vazamento proveniente de apartamento superior .. (2º TACIVIL . Rel. j. com o objetivo de diminuir a sonoridade e as vibrações que prejudicam os prédios lindeiros. Rel. 14/9/1998.4ª Câm.Direito de vizinhança .Queda de árvore .Direito de vizinhança .A indenização justa. 10/8/1999.Nunciação de obra nova .81400/9-SP. AP c/ Rev. (2º TACIVIL .4ª Câm. Se a irregularidade da obra somente é prejudicial ao vizinho ao devassá-la lateralmene. j.Caso fortuito ou força maior . Cabimento. causando-lhe danos.Imóvel construído sem nenhum recuo . houve cumprimento da obrigação de fazer.Admissibilidade.Irrelevância .) LEXTAC 179/414.) LEXTAC 173/403. v.2ª Câm. nº 548.Obrigação de fazer cumulada com indenização .842-00/0-SP. provocada por tempestade. v.Multa. Juiz Pereira Calças.u. maioria de votos)LEXTAC 181/365. Não caracterizadas situações de caso fortuito ou força maior. 15/6/1998. AP c/ Rev.Coibição expressa pelo art.) LEXTAC 181/377. j.. 30/6/1998. 573 do Código Civil .) LEXTAC 173/398. Rel.Restando comprovados os danos e o nexo causal entre estes e as infiltrações decorrentes do apartamento superior.Obrigação de fazer . Restrição ao uso do subsolo. 22/2/2000.5ª Câm. Obrigação do dono da árvore de reparar o dano. Perdas e danos.Direito de vizinhança . Mesmo que os ruídos produzidos por estabelecimento comercial estejam dentro dos limites máximos permitidos pela legislação municipal. j.

.4ª Câm.Direito de vizinhança . A utilização de terreno para a abertura de passagem e acesso de caminhões e veículos a prédio confinante do mesmo titular. (2º TACIVIL .Multa diária fixada de ofício . 15/9/1998. j.u.) LEXTAC 190/345. o sossego. Rel.5ª Câm. AP s/ Rev. nº 521. no qual ele explora jazida de água mineral.Recurso improvido. 31/8/1998. nº 661. 554 do Código Civil. ________________________ 17 . com cominação pecuniária. 30/7/2001. mas em desconformidade com o projeto inicialmente aprovado. caracteriza uso nocivo da propriedade e autoriza o acolhimento da demanda condenatória à obrigação de não fazer. v. j. Rel. AP c/ Rev..Direito de vizinhança . ou o bem-estar dos vizinhos. do Código de Processo Civil .Nunciação de obra nova . Remuneração compatível. 554 do Código Civil .Irrelevância da inexistência da intenção de prejudicar ou incomodar . HONORÁRIOS DE ADVOGADO.197-00-0-Presidente Venceslau. v. ________________________ 18 . ainda que inexista a intenção de prejudicar ou incomodar.) LEXTAC 177/401. os honorários do advogado do vencedor são arbitrados em valor fixo e compatível com o trabalho desenvolvido. Juiz Francisco Thomaz. (2º TACIVIL . j. Juiz Celso Pimentel. Juiz Gilberto dos Santos. ________________________ 19 . sob pena de multa diária .Obrigação de não fazer cumulada com pedido de indenização Exploração de jazida de água mineral . Rel.Nunciação de obra nova ..2ª Câm.Modificação pelo juiz da execução .Uso nocivo da propriedade . ajuizada por vizinhos. com fixação de horário para a cessação das atividades musicais no estabelecimento comercial. O abuso de instrumentos sonoros e sinais acústicos em restaurante até altas horas da noite.u.Admissibilidade . Rel.Abuso de instrumentos sonoros e sinais acústicos .Descumprimento .Medida cautelar inominada. 22/3/1999.u.Admissibilidade . nº 619. v. Recurso improvido. correta a determinação demolitória. (2º TACIVIL . Rel. 17/4/2001.Execução nos mesmos autos .524-00/6-SP.) LEXTAC 174/550.Transação .405-00/0-Serra Negra. § 4º.Direito de vizinhança .Aplicação do art. AP s/ Rev. 461.Trânsito em julgado . j. (2º TACIVIL .u. 644. ________________________ 16 . do citado Código. Juiz Andreatta Rizzo.Direito de vizinhança .2ª Câm.Exegese do art.910-00/8-Bragança Paulista. Juiz Renzo Leonardi. Ação procedente. (2º TACIVIL .8ª Câm.Fixação de horário para cessação das atividades musicais do restaurante. Provada a construção irregular e o prejuízo da parte..u. justificando a aplicação da regra do art.. AP c/ Rev.Uso nocivo de propriedade .Uso de terreno para passagem de caminhões a prédio confinante do mesmo titular .Faculdade do art. Conquanto supostamente aprovada a planta referente à obra em apreço. v.Caracterização Admissibilidade. Obrigatoriedade.) LEXTAC 188/494 e RT 791/286.Loteamento residencial . nº 525.Consideradas as peculiaridades da causa.Cumulação com pedido demolitório.Homologação judicial .Valor que se tornou insuficiente ou excessivo . caracteriza uso nocivo de propriedade. nº 559. perturbando o sono.Direito de vizinhança . . j. viola a exclusiva e erga omnes natureza residencial do loteamento. tal constatação não neutraliza irregularidades respeitantes à legislação civil em vigor.) LEXTAC 177/399.natural e corriqueiro. AP c/ Rev. ________________________ 20 . v.943-00/0-SP.

157-00/6-SP. Rel. (2º TACIVIL . j. 15/6/1998. O art. Recurso desprovido. mas para assegurar passagem a quem efetivamente não a tenha. ________________________ 21 . AP s/ Rev. DOESP 7/6/2002) RJ 297/127. 644 do citado Código. Liminar obstativa de produção de sons acima dos limites legais toleráveis. Juiz Henrique Nelson Calandra. 7/5/1998. Ação Civil Pública.12ª Câm. concedida a pedido do Parquet. Fixação da verba em valor superior ao atribuído à causa.Imóvel que não se encontra encravado por força natural e de forma absoluta . Rel.Nexo causal Reconhecimento . o proprietário da parte relativamente encravada pode ter acesso à via pública através de suas terras Direito que não existe para garantir maior comodidade ao interessado.Direito de vizinhança. Direito de vizinhança.636-00/0-SP.9ª Câm. ________________________ 23 .Ação Civil Pública . Juiz Artur Marques.Ação demolitória . AI nº 663.. Juiz Claret de Almeida.837-00/0-SP. mas não faz referência à demolição. AI nº720. a ação deve ser julgada procedente.Direito de vizinhança . v. Rel. de multa por dia de atraso no cumprimento da obrigação de fazer (art. Rel. Cabimento.Passagem forçada . mediante obras. Não conhecimento da argüição de ilegitimidade ativa do Ministério Público.Direito de vizinhança . AI nº 719.871-00/2-Santos. quando. § 4º. Admissibilidade se o causídico tem escritório em local . Admissibilidade.Proposição por inquilino. Rel. (2º TACIVIL . Improcedência do pedido inicialmente formulado.) LEXTAC 173/528. conforme art. nº 516.Cumulação com indenização . ________________________ 24 . 554 do Código Civil diz que o inquilino pode impedir o mau uso da propriedade vizinha que possa prejudicá-lo. 22/11/2000.Admissibilidade. podendo este valor ser modificado pelo juiz da execução quando for verificado que se tornou insuficiente ou excessivo. (2º TACIVIL . v.Fixação até o cumprimento da obrigação .Obrigação de fazer ..12ª Câm.) LEXTAC 189/363..Direito de vizinhança .Direito de vizinhança . Nexo causal.728-00/9-SP. Agravo improvido. Restando comprovados os danos e o nexo causal entre estes e as infiltrações decorrentes do apartamento superior. v. Juiz Campos Petroni. quando. Obrigação de fazer cumulada com indenização.. (2º TACIVIL .Descumprido acordo homologado judicialmente em ação de nunciação de obra nova em direito de vizinhança.Direito de vizinhança .u. ________________________ 25 . 461.Multa .Vazamento proveniente de apartamento superior .Obrigação de fazer cumulada com indenização. DOESP 7/6/2002) RJ 297/127.Produção de sons acima dos limites legais. não sendo razoável que a este se imponha semelhante ônus. Prevalência da cominação de astreintes.3ª Câm.) LEXTAC 173/398. é lícita a fixação ex officio. Juiz Ribeiro da Silva. j. o proprietário da parte relativamente encravada pode ter acesso à via pública através de suas terras.u. HONORÁRIOS DE ADVOGADO. Multa fixada até o cumprimento da obrigação. do Código de Processo Civil). sob pena de multa diária . mas para assegurar passagem a quem efetivamente não a tenha. já que esta questão não se constitui objeto da decisão atacada.Liminar obstativa . Vazamento proveniente de apartamento superior.Impossibilidade da imposição do ônus. Cabimento. j. mediante obras.Admissibilidade.u. seu proprietário não tem direito de passagem sobre imóvel vizinho.. Tal direito não existe para garantir maior comodidade ao interessado. AP c/ Rev. Ementa oficial: Se o imóvel não se encontrar encravado por força natural e de forma absoluta.11ª Câm. nº 517. ________________________ 22 . (2º TACIVIL . pelo juiz da causa. Antecipação de tutela deferida.

porque extrapola limite legal. j. AC nº 58.Ato que é de inteira discrição do Magistrado . Des. v. (TJMS .Pressupostos. Direito de vizinhança.u. Usurpação de área. os honorários podem superar o valor da causa. j. Ementa oficial: A realização da inspeção judicial é ato de inteira discrição do Magistrado.Ementa oficial: Nos casos de improcedência dos pedidos inicialmente formulados.2ª Câm. Se o advogado tem escritório em local diverso da Comarca em que correu o processo e mostrou-se zeloso em seu trabalho. mormente quando o ato ilícito se acha confessado pelo autor. mas o grau de zelo do profissional e o local da prestação do serviço. tem a igreja o direito de utilizar música no interior do templo. § 4º. a verba honorária se faz com assento no art. Jorge Eustácio da Silva Frias. 8/2/2000.Hipótese. Liberdade de culto. causando dano ao sossego dos vizinhos. ________________________ 27 .Ação Civil Pública. Não pode uma igreja.2ª Câm. sob o fundamento de liberdade religiosa.Indeferimento . Civil. Caracterização. DIREITO DE VIZINHANÇA. j.275-4-Campo Grande.Prova . do CPC.1ª T.diverso da Comarca em que correu o processo e mostrou-se zeloso em seu trabalho. § 4º. adotar uso nocivo da propriedade. Rel. Rel. ainda que não impugnado.u.) RT 773/327. ademais.Direito de vizinhança .) RJA 17/242. v. do CPC. AI nº 279. Vizinho que retira cerca divisória. (TAMG . Juiz Caetano Levi Lopes.Cerceamento de defesa . Poluição sonora. 16/5/2000. não configurando cerceamento de defesa seu indeferimento. em que o ato ilícito se acha confessado pelo autor. incorporando a seu patrimônio área pertencente aos proprietários contíguos. Civil.Poluição sonora de igreja . ________________________ 26 . Garantia constitucional. 20. Aplicação do art.u. Mau uso da propriedade. . Juiz Delmival de Almeida Campos. 21/9/1999.Ementa oficial: Configura usurpação de área o ato do vizinho que retira cerca divisória. desde que os sons não atinjam o exterior. (TAMG .. incorporando ao seu patrimônio área pertencente aos proprietários contíguos.) RT 784/413.713-3-Contagem. e leva em conta não o valor atribuído à causa.Inocorrência . Entretanto. Rel. mediante produção de poluição sonora. 20.Inspeção judicial . A Constituição da República assegura a liberdade de culto religioso nos limites da lei.743-5-Uberaba. AC nº 296. v.

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