DIREITO DE VIZINHANÇA Um resumo detalhado sobre os principais institutos do Direito de Vizinhança, como sobre o direito de propriedade, árvores limítrofes

, das águas, da passagem forçada, entre outros tópicos. Por Bruna Barbieri Waquim CONSIDERAÇÕES GERAIS Nas palavras de Sílvio Rodrigues, o direito de vizinhança é composto de “regras que ordenam não apenas a abstenção da prática de certos atos, como também de outros que implicam a sujeição do proprietário a uma invasão de sua órbita dominial”1. Estas regras objetivam, em primeiro lugar, assegurar a coexistência pacífica entre os vários proprietários, particularmente os confinantes (ou seja, os vizinhos); em segundo lugar, buscam regular as relações entre estes a fim também de evitar abusos de direitos. Ou seja, limitam as prerrogativas individuais dos proprietários ao mesmo tempo em que regulam a convivência. A natureza jurídica destes direitos, na opinião majoritária da doutrina, é que tratam-se de obrigações propter rem, “da própria coisa”, advindo os direitos e obrigações do simples fato de serem os indivíduos vizinhos. Maria Helena Diniz aponta três formas que os direitos de vizinhança podem se apresentar: como restrição do direito de propriedade, na medida em que regulam seu exercício; como limitações legais ao domínio, que se assemelham a servidões; como restrições oriundas das relações de contigüidade entre dois imóveis2. Importante aqui frisar a diferença entre os direitos de vizinhança e as servidões, institutos que por vezes se confundem. Os primeiros decorrem da vontade da lei; aquelas últimas, da vontade manifesta das partes e, excepcionalmente, da usucapião. Os direitos de vizinhança são limitação ao domínio, implicando em direitos e deveres recíprocos; já as servidões são direitos reais sobre a coisa alheia, onde o prédio dominante possui prerrogativa sobre o prédio serviente, sem que a recíproca seja verdadeira. E, ainda, enquanto a servidão, por ser direito real sobre imóvel, só é constituída após registro em cartório, os direitos de vizinhança dispensam registro e surgem da mera contigüidade entre os prédios3. No presente trabalho, trataremos da análise sucinta, porém fundamentada, dos institutos que compõe os direitos de vizinhança, inclusive com o estudo do exercício do direito de ação sobre tais direitos. 2. DOS DIREITOS DE VIZINHANÇA IN ESPECIE 2.1 Do uso nocivo da propriedade e do abuso de direito Nas palavras de Maria Helena Diniz, o direito de propriedade é limitado “em razão do princípio geral que proíbe ao indivíduo um comportamento que venha a exceder o uso normal de um direito, causando prejuízo a alguém” 4. Desconsiderando os atos que prejudicam vizinhos de forma culposa (posto que se configuram ilícitos civis enquadrados no art. 186 do CC), os direitos de vizinhança enquadram-se nas situações em que o dano é causado no âmbito do exercício de um direito, cabendo ao prejudicado o direito de reação na forma da lei. Este exercício de direito, no caso, configura-se como irregular, anormal; a propriedade é utilizada de forma abusiva, causando ofensas à incolumidade de um prédio ou de seus moradores.

se particular. e. • Festas noturnas espalhafatosas em residências. a questão sobre a propriedade dos frutos caídos de árvore situada em terreno confinante5. comete ilícito. fixada judicialmente ou por convenção. os frutos pertencem ao dono da árvore. . No primeiro caso. Na última situação prevista. ou seja. • Existência de árvores que ameaçam tombar no prédio contíguo. deverá arcar com a devida indenização ao proprietário da árvore7. quando há a invasão de um prédio pelos ramos e raízes de árvore pertencente ao prédio contíguo.3 Da passagem forçada A passagem forçada baseia-se em dois princípios: no de solidariedade social que rege as relações de vizinhança. uma vez concedida a passagem. porém de forma insuficiente ou inadequada. sendo o terreno público. 1. Uma vez realizado o (justo) corte. pode acarretar sua perda. e. ou seja. Assim. no entanto. e no da função econômica-social das propriedades. o proprietário do prédio confinante também pode se tornar proprietário dos ramos e raízes cortados. nascente ou porto. podendo. • que o prédio seja naturalmente encravado.Como exemplos de uso nocivo da propriedade e abuso de direitos. até o plano divisório. 88 do Conselho de Justiça Federal. nos termos do art. ou. Pontes de Miranda denomina tal árvore de árvore-meia. • que o direito seja exercido por seu titular legítimo: o proprietário. • que o proprietário do prédio por onde se estabelece a passagem forçada receba uma indenização.285 do CC. pelo enunciado n. de acordo com a desvalorização da propriedade e com os prejuízos que dessa passagem possam advir ao imóvel onerado. a árvore que se encontra em ambos os terrenos. devendo ser repartida entre os donos6. pelo seu proprietário. que interessam todo o coletivo. sendo divergente na jurisprudência se esse corte só poderá ocorrer quando os ramos e raízes estiverem causando moléstia ao vizinho. na divisão entre os mesmos.2 Das árvores limítrofes Nossa legislação prevê três hipóteses de conflitos derivados por árvores limítrofes: quando as árvores nascem nos confins entre dois prédios. não pode ter sido provocado. usufrutuário ou enfiteuta. se este provoca a queda. a queda natural dos frutos em terreno confinante permite que o proprietário deste adquira os frutos. pelo período de 10 anos. e cada companheiro deve indenizar o outro por eventuais prejuízos que der causa. Este instituto implica três condições fundamentais para sua ocorrência: • que o imóvel pretensamente encravado esteja. por se apropriar do que não é seu. efetivamente. o CC permite ao proprietário do terreno invadido cortar os ramos e raízes da árvore invasora. e a cada proprietário pertence metade da coisa. é considerada coisa comum. Na segunda hipótese. por fim. Agindo com dolo ou culpa grave no exercício do direito de corte. somente podem ser cortadas ou arrancadas de comum acordo. A indenização acima referida geralmente é calculada por peritos. 2. sua não utilização. nem ao menos culposamente. os gastos com sua conservação e colheita devem ser comportados igualmente. temos: • Poluição de águas comuns pelo lançamento de resíduos. Uma vez cessadas as circunstâncias que caracterizem o encravamento. ser readquirida mediante pagamento da indenização8. 2. quando este acesso existe. por mais cômoda que seja a passagem forçada. esta deverá ser extinta. sem acesso a via pública.

a lei impõe ao dono do prédio inferior a obrigação de receber as águas que correm naturalmente do superior10.Nesta matéria enquadra-se também a questão da passagem de cabos e tubulações. não pode impedir o curso natural das águas pelos prédios inferiores”11. de cabos. Já em relação às águas impróprias. e aquedutos. para serviços de agricultura ou indústria. o proprietário do prédio superior deve fazer obras que evitem que estas águas escoem para o terreno vizinho. nem podendo ser estas águas desviadas de seu curso natural. “o dono da fonte não captada. também mediante prévia indenização. Na primeira situação. águas pluviais. satisfeitas as necessidades de seu consumo. se o proprietário do prédio inferior tem a obrigação de receber as águas naturais do prédio superior.4 Das águas Esta matéria é regulada não só pelo nosso Código Civil. as águas a que tem direito. águas levadas artificialmente ao prédio superior. salvo existindo direito alheio em sentido contrário13. de má-fé. em proveito de proprietários vizinhos. estando o infrator sujeito a responder por perdas e danos e ser compelido a desfazer as obras erguidas para o desvio da água. se para as primeiras necessidades da vida. e aos sobejos limpos. com relação aos aquedutos. Por fim. tubulações e outros condutos subterrâneos de utilidade pública. em que o dono do prédio inferior podia reclamar que se desviassem as águas artificiais. fontes não captadas. divergem o Código Civil e o Código de Águas: o primeiro acolheu a posição do Código de 1916. pode ser obrigado judicialmente não só a reparar os danos causados. devendo indenizar este por eventuais prejuízos. ou consumi-las além de suas necessidades. e/ou para o enxugo ou bonificação de terrenos14. Segundo Venosa9. o proprietário é obrigado a tolerar a passagem. Na segunda situação. 24.643/34). e basicamente refere-se a cinco situações: águas que fluem naturalmente do prédio superior. Na situação das fontes não captadas. mas jamais a permissão de impedir o escoamento das águas. exige-se que o fluxo seja natural. estes representam o direito do proprietário canalizar. mediante prévia indenização. o que significa dizer que as águas que o prédio inferior está obrigado a receber são as de chuva e as que brotam naturalmente do solo. para o escoamento de águas superabundantes.5 Dos limites entre prédios e da demarcação . Ao proprietário de nascente que impedir o curso das águas. podendo o dono do terreno dispor livremente. conforme ensinamento de Sílvio Rodrigues. o Código de Águas estabelece que pertencem ao prédio em que caírem diretamente. O Código de Águas prevê ainda a possibilidade de canalização pelo prédio de outrem. de águas levadas artificialmente ao prédio superior. N. quando de outro modo for impossível ou excessivamente onerosa. 2. 2. como também pelo Código de Águas (Dec. já o Código das Águas retira a possibilidade de escolha e prevê apenas a indenização pelos prejuízos. através de seu imóvel. também tem direito aos sobejos. ou que lhe fossem indenizados os prejuízos. em proveito agrícola ou industrial. ou seja. como também a cessar os atos prejudiciais12. Com relação às águas pluviais.

o fundamento da condenação do proprietário se basearia na culpa in eligendo ou in vigilando)20. Se nem com este critério o juiz formular sua convicção. segundo nosso Código Civil. Para se defender de construções que infringirem normas regulamentares e preceitos de direito civil. mediante indenização do proprietário prejudicado17. nos quais o juiz deve basearse primordialmente para decidir o conflito. seja este urbano ou rural. Estas limitações e restrições não são representadas apenas pelas determinações dos direitos de vizinhança. murar. imprudência ou negligência originou o dano (neste caso. devem ser seguidas hierarquicamente: títulos > posse > divisão. o usuário. ou ainda verificar a existência de vícios insanáveis. Em sendo os títulos apresentados pelas partes colidentes ou imprestáveis a título de prova. o Corpo de Bombeiros não estaria habilitado a agir. partilhados por ambos os proprietários. o locatário ou depositário. mas há grande discussão na jurisprudência sobre a possibilidade de este ajuizar ação regressiva contra o engenheiro cuja imperícia. 2. ordenará a demolição da obra. situação na qual pode cumular a ação demarcatória com a de restituição das áreas. podendo o proprietário ajuizar tal ação mesmo quando não se encontrar na posse do imóvel. vão desde o levantamento de linha divisória entre dois prédios e avivação de rumos apagados. sossego e saúde da vizinhança. mas também pelas regras administrativas. que geralmente cabem ao Município (ex: há a proibição de construção de prédios com mais de “x” metros de altura – a depender de cada cidade – pois em caso de incêndios. como o credor pignoratício.7 Do direito de tapagem O art. por não estar equipado para lidar com esta altura). caso verifique ser impossível conservar ou adaptar a obra aos regulamentos administrativos. o direito individual deve ser equacionado com o direito social. o direito de construir deve sofrer limitações e restrições sempre que representar prejuízo à segurança. Porém não ao possuidor direito. o usufrutuário. No entanto. Ressalte-se apenas que estas soluções não são postas à escolha do juiz. o §1º do referido dispositivo legal prevê a repartição . deverá ser fixada a indenização em perdas e danos. até a renovação de marcos destruídos ou arruinados. ao juiz é condicionado três passos para julgamento. caso não seja possível a divisão pacífica. em sendo os tapumes comuns. Além da demolição. ou seja. 1. tampouco ao sucessor da herança não partilhada15. a fim de evitar disputas sobre domínios. o magistrado é autorizado legalmente a fazer uso do critério da posse16. propor ação demolitória19.A contigüidade entre os prédios implica na necessidade de delimitação entre seus espaços. caso pedida. inserido no „ius fruendi‟ “ 18. Os objetivos da ação demarcatória. ou em sendo a prova da posse incompleta. o condômino. a qual determinará os limites. um dos proprietários pode adjudicar a outra metade. após a conclusão da obra. como medida de último caso. deve atentar para os títulos dominiais.297 confere ao proprietário o direito de cercar. Neste caso. Em regra. o proprietário é responsabilizado pelo prejuízo. o direito de demarcar é do proprietário que seja titular de um direito real: o enfiteuta. no prazo decadencial de ano e dia. 2. O juiz. em primeiro lugar. a legislação em vigor sobre o tema determina que o terreno contestado seja dividido em partes iguais e. pode o prejudicado.6 Do direito de construir Venosa nos recorda que “a construção de prédio pelo proprietário é direito seu. A petição inicial deverá ser instruída dos títulos de propriedades. valar ou tapar de qualquer modo seu prédio. Em havendo necessidade de processo judicial para se realizar a demarcação.

e sim obra nova em terreno vizinho23. sendo garantido ao proprietário cobrar do vizinho confinante a sua quota nas despesas. para os casos de turbação. somente sendo cabível a repartição das despesas caso este tapume especial também seja útil ao vizinho confinante21. em regra. A partir de agora. havendo entre elas possibilidade de cumulação. no entanto. inclusive se for o poder público. por se tratar de obrigação propter rem. a passiva. o direito material objeto da lide não é a posse.3 Ações demarcatórias e divisórias São as ações demarcatórias e as divisórias. Possuem como ponto em comum sua natureza de ações reais e seu resultado final de restituição de área. Uma vez cessada a turbação. caso não as tenha cumprido. a ação será exclusivamente indenizatória. manutenção e conservação. para os casos de mera ameaça à posse. No entanto. aqui entendida como situação de fato. é importante ressaltar que a obra deve estar iniciada. pelo que se passa a considerar o prazo prescritivo comum às ações pessoais (no novo código. Trata-se de ação pessoal. A primeira é o remédio jurídico para os casos em que a posse é esbulhada. Se já tiver sido concluída. o possuidor. manutenção e interdito proibitório. ou seja.1 Ações possessórias São as próprias para a defesa da posse. obstar. ou por outro motivo necessitar de tapumes especiais. Existem apenas três tipos de ação possessória: reintegração. traçaremos breves comentários sobre alguns tipos de ações utilizadas no âmbito dos direitos de vizinhança. Tais ações possuem. nem que somente mediante atos preparatórios.2 Nunciação de obra nova O vocábulo “nunciar” traduz a idéia de embargar. . Tem legitimidade ativa para propor esta ação: o proprietário. possuir aves e animais domésticos. 3. 3. Quem. a segunda. o condômino e o poder público. nas palavras de Venosa. e a terceira. que exigem maior proteção. que podem ou não ser cumulados com pedido indenizatório. quatro pretensões: o embargo à construção. A legitimação ativa é do possuidor. impedir. PROCESSUALÍSTICA DOS DIREITOS DE VIZINHANÇA As ações típicas de direito de vizinhança objetivam cessar um estorno e. 3. 3. o pedido cominatório.proporcional das despesas de construção. obstaculizar. mediato ou imediato. daquele que seja o autor do esbulho. da turbação ou de ameaça à posse do primeiro. o prazo genérico de 10 anos). a condenação em perdas e danos ou a apreensão de materiais. não caberá mais o mencionado remédio jurídico. porque podem ser propostas enquanto perdurar o ato turbativo” 22. deverá responder sozinho por estes. “são imprescritíveis. posto que a posse só é invocada no processo para demonstrar da legitimidade para o pleito. tem legitimidade passiva o dono da obra. próprio ou impróprio. e não possessória.

Direito de vizinhança . São cabíveis em obrigações tanto fungíveis quanto infungíveis. inclusive de ofício.No entanto.5 Pedido cominatório e execução específica Tratam-se da questão das astreintes. em que se admite julgamento antecipado (especialmente em casos de queixa de esbulho e pedido de restituição). usufrutuários. A legitimidade ativa para demanda é dos proprietários e possuidores. ou seja. obrigação pessoal. 5º. a ação demarcatória pressupõe prédios contíguos. modernamente se ampliando aos possuidores. a considerar o valor da causa e a matéria. A legitimidade ativa ad causam é dos proprietários e condôminos. em que se julga a divisão ou a demarcação propriamente dita24. ou seja. Pode ser exercida como medida cautelar preparatória de futura ação demolitória (tendo prazo de 30 dias). Ela será real quando recair em coisas. 3. pena de multa diária. 573 e seus parágrafos). caso a ação se refira a outro possuidor e que um deles seja titular de direito real limitado. sendo que o mero possuidor as tem que tolerar. Fundamentam-se numa prestação: de dar coisa certa ou incerta. para impor gratuitamente. O procedimento de ambas as ações é bifásico: num primeiro momento processual. para o caso de descumprimento de comando sentencial condenatório. em que o magistrado é autorizado a cominar. da CF) não afeta as normas de composição de conflito de vizinhança insertas no Código Civil (art. 3. a ingerência de outro particular em seu poder . enquanto a divisória pressupõe condomínio. criando o título executivo judicial. ao proprietário.Imposição gratuita da ingerência de particular que exerce atividade reconhecida como de utilidade pública ao poder de uso de proprietário lindeiro . a primeira serve não só para demarcar (onde inexistem limites físicos). XXIII. na maioria dos casos25. neste tipo de ação. sem prejuízo de perdas e danos. Nas palavras de Venosa. dos proprietários.6 Caução de dano infecto Em relação aos direitos de vizinhança. a caução deve ser entendida como exercício de ação e pretensão à cautela. ocorre o julgamento da pretensão de demarcar ou dividir.Inadmissibilidade Garantia da função social da propriedade que não afeta as normas de composição de conflito de vizinhança insertas no art. e a passiva. além de declarar um direito (eficácia declaratória imediata). JULGADOS 1 . a segunda fase é preponderantemente executiva. ou como resguardo de prejuízo potencial (sem prazo de duração). e fidejussória quando se tratar de fiança. também acrescentam um sancionamento. “aquele que teme a ruína ou prejuízo em sua propriedade pede garantia de futura reparação”. como também para avivar marcos antes existentes. 3. podendo o rito ser ordinário ou sumário. ou de fazer ou não fazer algo. usuários ou habitadores. é ação preventiva . 573 e seus parágrafos do CC. Ementa oficial: A garantia da função social da propriedade (art.4 Ações condenatórias As ações condenatórias.

Recurso improvido. não há que se falar em obrigação de fazer do réu. provocando poluição sonora que incomoda os vizinhos e configura o mau uso da propriedade (art. ________________________ . se o dono do prédio superior fizer obras de arte. 13/9/2000.Pretensão de que o proprietário do imóvel superior faça obras de canalização Inadmissibilidade .) RJA 15/413.Direito de vizinhança . Rel.) RT 727/193. Rel.u. do CPC.Abuso .u.Cães de grande porte confinados em residência . Ementa oficial: Os prédios inferiores são obrigados a receber as águas que correm naturalmente dos prédios superiores. v. ________________________ 5 . (1º TACIVIL .Exploração abusiva de atividade comercial Caracterização . ________________________ 3 . Deve ser mantida a fixação da verba honorária em R$ 1. AP nº 535.de uso. nº 582. ________________________ 2 . por isso.) RT 771/169. para facilitar o escoamento. E a nocividade concerne à segurança. provocando poluição sonora que incomoda os vizinhos . nº 597. Juiz Romeu Ricupero.Manutenção de sistema de som em ambiente aberto e aglomeração de clientes em via pública. Min.u. Honorários advocatícios. Octavio Gallotti.936-00/1-Barueri. já que a lei não impõe ao réu a obrigação de realizar obras de escoamento ou canalização de águas de chuva. RE nº 211.2ª Câm. 20/4/1999. Rel. Especial de Férias de 1/1995.Uso nocivo da propriedade . Fixação adequada.Direito de vizinhança . constitui abuso do direito de propriedade. Restrição determinada. 554 do CC). AP c/ Rev. (STF . ________________________ 4 .080-00/9-SP. Mantença de grande número de cães de grande porte confinados em residência..Direito de vizinhança . 554 do CC.1ª T. justificando a imposição de medidas limitatórias (art. (2º TACIVIL . ao sossego ou à saúde dos moradores do prédio.Águas pluviais . pela circunstância de exercer este último atividade reconhecida como de utilidade pública. j. como evitar que águas pluviais escoem para sua propriedade. Recurso improvido.u. j. § 4º. Direito de vizinhança. Rel. Encontrando-se o imóvel dos autores em posição inferior ao do réu e. O alteamento de muro que não compromete o ângulo estético da propriedade vizinha ou da salubridade.Direito de vizinhança . 554 do CC). 20.00 por guardar plena razoabilidade em função do trabalho realizado e se mostrar perfeitamente adequada aos parâmetros do art. 24/5/1995. O mau uso da propriedade deve ser nocivo. (2º TACIVIL . AP s/ Rev.942-2-SP. (2º TACIVIL.Lei que não impõe obrigação de fazer obras de escoamento ou canalização de águas de chuva. Abuso configurado. v.) RT 790/314. Juiz Adilson de Andrade.Configuração. tanto em razão do mau cheiro como em decorrência do barulho.344-00/0-SP. Ementa oficial: Caracteriza exploração abusiva da atividade comercial a manutenção de sistema de som em ambiente aberto e a aglomeração de clientes na via pública. j. v.9ª Câm. procederá de modo que não piore a condição natural e anterior do outro. Juiz Marcial Hollanda. v.Imóvel em posição inferior ao prédio vizinho do qual escoam as águas .u. Rel. j.Razões de segurança .. v. nº 590. AP c/ Rev.385-9-CE. O confinamento de grande número de cães de grande porte no quintal da residência. Juiz Antonio Rigolin. que se funda na segurança da propriedade e pessoal e que não causa qualquer prejuízo aos proprietários vizinhos não enseja provimento a ação demolitória. j. gerando incômodo.Elevação de muro . 1º/8/2000. não havendo.Inteligência do art.Improcedência da ação demolitória.) RT 785/283..12ª Câm. 15/3/2001.500.

e 576 do Código Civil . AP s/ Rev. Multa.Direito de vizinhança . Juiz Dyrceu Cintra. AP s/ Rev. nº 517.6 .Impossibilidade . a segurança dos vizinhos. não pode o vizinho edificar. a impedir tal construção. AP s/ Rev. j. Juiz Kioitsi Chicuta. Igreja (cultos religiosos).) LEXTAC 173/524. Se as janelas de um prédio foram abertas há mais de vinte anos. Coisa julgada.) LEXTAC 176/440. Adoção de medidas de controle.Prova preclusa e ausência de indicação de assistente técnico Descaracterização. v. .u.u.Inteligência dos arts. como a de vizinhança. ________________________ 8 .151 da ABTN e Resolução Conama nº 1/90. DIREITO DE VIZINHANÇA..Construção de muro.) LEXTAC 173/395. em favor do outro. Perturbação ao sossego dos vizinhos.Direito de vizinhança . decorrido o lapso de ano e dia.No direito de vizinhança. 20/5/1998. Juiz Thales do Amaral. j. ________________________ 7 . Rel. § 2º.Vizinho que constrói muro e veda janelas abertas há mais de vinte anos no prédio vizinho . sendo fundamentais para a claridade e arejamento de dormitório e banheiro.Ação de obrigação de fazer . 9/6/1998.u.Direito de vizinhança .Cerceamento de defesa .5ª Câm. (2º TACIVIL . Embora a construção de heliponto em bairro estritamente residencial tenha sido autorizada por ato administrativo junto à Prefeitura de São Paulo e muito embora tenha o laudo pericial constatado que o ruído existente quando do pouso e decolagem do helicóptero seja compatível com as normas técnicas pertinentes. enseja a adoção de medidas de controle dos mesmos sob pena de multa diária. nº 517.Utilização de heliponto . acima de tudo. Uso nocivo da propriedade. precluso o direito à produção de prova oral.183-00/6Itapira. ________________________ 9 .Inadmissibilidade. Juiz Gama Pellegrini. 27/8/1998.Acordos homologados no Juizado Informal de Conciliação exprimindo mera intenção de resolver questão relacionada com barulho ambiental não impedem o ajuizamento de ação de obrigação de fazer.Recurso improvido.Obrigação de fazer cumulada com indenização. v. é determinada de ofício a perícia sem a prévia comunicação às partes e estas por sua vez não apresentam.Barulho proveniente de quadra poliesportiva .Irrelevância . está caracterizado o uso nocivo da propriedade e os vizinhos que se sintam perturbados podem compelir juridicamente o condomínio a construir muro de alvenaria com o objetivo de barrar a propagação do som. Rel. nº 517.Perigo para os moradores . Ruídos que superam o mínimo tolerável. Rel. Aplicabilidade. (2º TACIVIL . ________________________ 10 . v.. (2º TACIVIL .Zona residencial Construção aprovada pela Prefeitura Municipal e níveis de ruído compatíveis com o IPT (Instituto de Pesquisa Tecnológica) .12ª Câm.388-00/5-SP.125-00/9-São Carlos. muro que as vede completamente.9ª Câm.) LEXTAC 173/498. tempestivamente. Inocorrência. j. a perturbação ao sossego dos vizinhos com ruídos provenientes de cultos religiosos a níveis acima do mínimo tolerável. verdadeira servidão.Ação demolitória . v.u. mas. recurso ao indeferimento do pedido de indicação de assistente técnico para manifestação sobre o laudo pericial..Direito de vizinhança .6ª Câm. na divisa. 29/7/1998.Existência . legalmente estabelecidos pela norma NBR-10. Rel.. (2º TACIVIL . j.Uso nocivo da propriedade .231-00/1-SP. DIREITO DE VIZINHANÇA. 573. nº 520. AP c/ Rev. Não caracteriza cerceamento de defesa se. sobretudo em se tratando de relação continuativa. pois tal situação configura. o enfoque da questão deve levar em consideração não apenas o sossego. Se o ruído causado pelo uso de uma quadra poliesportiva de edifício supera o permitido pela legislação municipal.

Imóvel construído sem nenhum recuo . Está dentro da esfera da previsibilidade a queda de árvore em decorrência de tempestade. Obrigação do dono da árvore de reparar o dano.Multa.Queda de árvore .Perda de privacidade . é a que configura uma compensação por afronta inflingida ao patrimônio de outrem. com os reparos.Direito de vizinhança . v.Possibilidade .016-00/9-SP. 14/9/1998.2ª Câm. ________________________ 15 .Vazamento proveniente de apartamento superior .Excesso de ruído Observância dos limites da legislação municipal . houve cumprimento da obrigação de fazer.) LEXTAC 173/403. j. Juiz Artur Marques. 10/8/1999. Restrição ao uso do subsolo.Direito de vizinhança . v. corporificada na restrição ao uso do subsolo. Nunciação de obra nova...Restando comprovados os danos e o nexo causal entre estes e as infiltrações decorrentes do apartamento superior. a ação deve ser julgada procedente. maioria de votos)LEXTAC 181/365. j.. AP c/ Rev.842-00/0-SP. Queda de árvore. fenômeno . Juiz Amaral Vieira.81400/9-SP. (2º TACIVIL . ________________________ 11 .Demolição Desnecessidade. responde sua titular pelos danos causados no apartamento inferior e pela multa fixada em antecipação de tutela.Direito de vizinhança .Nunciação de obra nova . Rel. desnecessária é sua demolição se o fechamento integral da lateral elimina o problema.DIREITO DE VIZINHANÇA.u. AP c/ Rev. ________________________ 14 . nº 533.Admissibilidade.593-00/5-SP. Juiz Celso Pimentel. 573 do Código Civil . Cabimento. até o momento em que. AP c/ Rev.Descabimento. aquele que explora a atividade causadora da ruidosidade excessiva e vibrações mecânicas é obrigado a realizar obras de adaptação em seu prédio. ________________________ 12 .) LEXTAC 181/377.Reparação de danos .) LEXTAC 173/398.Admissibilidade.. com o objetivo de diminuir a sonoridade e as vibrações que prejudicam os prédios lindeiros. AP c/Rev. atingindo casa vizinha. (2º TACIVIL . Inconcebível a pretendida cobrança de aluguéis até o retorno da situação fática anterior.Nunciação de obra nova .Não caracterização . havendo prova pericial de que os mesmos causam incômodos à vizinhança. posto que a invasão constatada não tem o condão de se revestir numa relação locatícia entre as partes.5ª Câm.Caso fortuito ou força maior . nº 548.871-00/2-Santos. Certa a origem do vazamento no apartamento superior. 15/6/1998. v. 22/2/2000.Correção da irregularidade construtiva . nº 517. Mesmo que os ruídos produzidos por estabelecimento comercial estejam dentro dos limites máximos permitidos pela legislação municipal. Rel.u. Juiz Peçanha de Moraes.11ª Câm. (2º TACIVIL .A indenização justa. no caso.Estabelecimento comercial ..Coibição expressa pelo art.) LEXTAC 179/414. nº 520.Obrigação de fazer cumulada com indenização .Direito de vizinhança .(2º TACIVIL .Obrigação de fazer .Irrelevância . AP c/ Rev. Não caracterizadas situações de caso fortuito ou força maior. Rel.Cobrança até o retorno à situação fática anterior .Cumulação com pedido demolitório e perdas e danos .u.Culpa do dono da árvore . Rel. Perdas e danos. j.u. causando-lhe danos. Indenização. j. nº 520. v. Se a irregularidade da obra somente é prejudicial ao vizinho ao devassá-la lateralmene. ________________________ 13 .Aluguel .Realização de obras para diminuição do som e vibrações .4ª Câm.4ª Câm. provocada por tempestade. (2º TACIVIL .Direito de vizinhança . j. Juiz Pereira Calças. 30/6/1998. Rel.

Admissibilidade . Juiz Gilberto dos Santos. caracteriza uso nocivo de propriedade.Fixação de horário para cessação das atividades musicais do restaurante. nº 559. Rel.Trânsito em julgado .u.5ª Câm.910-00/8-Bragança Paulista. Juiz Celso Pimentel.) LEXTAC 177/399. os honorários do advogado do vencedor são arbitrados em valor fixo e compatível com o trabalho desenvolvido. ________________________ 19 . (2º TACIVIL . nº 525. 644. j. do Código de Processo Civil . Juiz Andreatta Rizzo.Valor que se tornou insuficiente ou excessivo . Rel. ________________________ 16 . 30/7/2001. viola a exclusiva e erga omnes natureza residencial do loteamento. A utilização de terreno para a abertura de passagem e acesso de caminhões e veículos a prédio confinante do mesmo titular. Rel. v.Cumulação com pedido demolitório. AP c/ Rev. 17/4/2001. Remuneração compatível. nº 661. Rel.Admissibilidade . 31/8/1998.. ________________________ 18 .Uso nocivo de propriedade . v.405-00/0-Serra Negra.u. com cominação pecuniária.Irrelevância da inexistência da intenção de prejudicar ou incomodar . Obrigatoriedade. tal constatação não neutraliza irregularidades respeitantes à legislação civil em vigor. nº 619. AP s/ Rev. nº 521.u. AP s/ Rev. Ação procedente.u.) LEXTAC 177/401.Consideradas as peculiaridades da causa. O abuso de instrumentos sonoros e sinais acústicos em restaurante até altas horas da noite. (2º TACIVIL . Conquanto supostamente aprovada a planta referente à obra em apreço.Uso de terreno para passagem de caminhões a prédio confinante do mesmo titular . com fixação de horário para a cessação das atividades musicais no estabelecimento comercial.. j. Rel..u.Exegese do art.524-00/6-SP. v.Direito de vizinhança .Descumprimento . o sossego. ou o bem-estar dos vizinhos. (2º TACIVIL .) LEXTAC 190/345.Loteamento residencial . Provada a construção irregular e o prejuízo da parte. .Obrigação de não fazer cumulada com pedido de indenização Exploração de jazida de água mineral . no qual ele explora jazida de água mineral. j. 554 do Código Civil.Direito de vizinhança .Homologação judicial . ainda que inexista a intenção de prejudicar ou incomodar.natural e corriqueiro.) LEXTAC 174/550.Multa diária fixada de ofício .Faculdade do art.8ª Câm. sob pena de multa diária .Nunciação de obra nova .2ª Câm. j.Execução nos mesmos autos . perturbando o sono.Direito de vizinhança . § 4º.Transação .Caracterização Admissibilidade.) LEXTAC 188/494 e RT 791/286.Modificação pelo juiz da execução . ________________________ 20 . Juiz Francisco Thomaz. ajuizada por vizinhos.Direito de vizinhança .Medida cautelar inominada. correta a determinação demolitória.. caracteriza uso nocivo da propriedade e autoriza o acolhimento da demanda condenatória à obrigação de não fazer. AP c/ Rev. j.943-00/0-SP.Abuso de instrumentos sonoros e sinais acústicos . HONORÁRIOS DE ADVOGADO.. ________________________ 17 . justificando a aplicação da regra do art. Juiz Renzo Leonardi. AP c/ Rev. 22/3/1999.4ª Câm.197-00-0-Presidente Venceslau. do citado Código. v. 554 do Código Civil .Recurso improvido.Uso nocivo da propriedade .Aplicação do art.Direito de vizinhança .Nunciação de obra nova . (2º TACIVIL . mas em desconformidade com o projeto inicialmente aprovado.2ª Câm. v. (2º TACIVIL . 15/9/1998. 461. Recurso improvido.

de multa por dia de atraso no cumprimento da obrigação de fazer (art. mas para assegurar passagem a quem efetivamente não a tenha. Obrigação de fazer cumulada com indenização.12ª Câm. (2º TACIVIL . sob pena de multa diária . mediante obras. (2º TACIVIL . ________________________ 22 . Juiz Artur Marques. 7/5/1998. (2º TACIVIL . Admissibilidade se o causídico tem escritório em local . pelo juiz da causa. AP s/ Rev. Não conhecimento da argüição de ilegitimidade ativa do Ministério Público. Restando comprovados os danos e o nexo causal entre estes e as infiltrações decorrentes do apartamento superior.Obrigação de fazer cumulada com indenização. o proprietário da parte relativamente encravada pode ter acesso à via pública através de suas terras Direito que não existe para garantir maior comodidade ao interessado. Antecipação de tutela deferida.Descumprido acordo homologado judicialmente em ação de nunciação de obra nova em direito de vizinhança. não sendo razoável que a este se imponha semelhante ônus. 15/6/1998.Obrigação de fazer .Vazamento proveniente de apartamento superior . quando. Juiz Henrique Nelson Calandra.Passagem forçada . nº 517.u. AI nº720. nº 516. j. o proprietário da parte relativamente encravada pode ter acesso à via pública através de suas terras. Cabimento.728-00/9-SP.Produção de sons acima dos limites legais. j. é lícita a fixação ex officio.3ª Câm.Admissibilidade. Rel. podendo este valor ser modificado pelo juiz da execução quando for verificado que se tornou insuficiente ou excessivo. (2º TACIVIL . Rel.Impossibilidade da imposição do ônus. já que esta questão não se constitui objeto da decisão atacada. Nexo causal. Rel.Proposição por inquilino.Liminar obstativa . Vazamento proveniente de apartamento superior. Juiz Campos Petroni. 461. O art. ________________________ 23 .Direito de vizinhança .Direito de vizinhança .837-00/0-SP. mediante obras. Tal direito não existe para garantir maior comodidade ao interessado. Ação Civil Pública. mas para assegurar passagem a quem efetivamente não a tenha.) LEXTAC 189/363. AI nº 719. conforme art. (2º TACIVIL .Cumulação com indenização .11ª Câm.Ação Civil Pública .Direito de vizinhança .Direito de vizinhança . v. AI nº 663.871-00/2-Santos. Rel. 554 do Código Civil diz que o inquilino pode impedir o mau uso da propriedade vizinha que possa prejudicá-lo.. mas não faz referência à demolição.Admissibilidade.Direito de vizinhança. Multa fixada até o cumprimento da obrigação. Direito de vizinhança. Admissibilidade. Agravo improvido.Direito de vizinhança . Rel.. quando. v. 22/11/2000.Ação demolitória .Multa .) LEXTAC 173/528. Juiz Ribeiro da Silva. Recurso desprovido. seu proprietário não tem direito de passagem sobre imóvel vizinho. HONORÁRIOS DE ADVOGADO.9ª Câm.157-00/6-SP..636-00/0-SP.Fixação até o cumprimento da obrigação . AP c/ Rev.. DOESP 7/6/2002) RJ 297/127.) LEXTAC 173/398. j. Cabimento. Improcedência do pedido inicialmente formulado. concedida a pedido do Parquet. do Código de Processo Civil). 644 do citado Código. DOESP 7/6/2002) RJ 297/127. ________________________ 25 . Fixação da verba em valor superior ao atribuído à causa. Liminar obstativa de produção de sons acima dos limites legais toleráveis. a ação deve ser julgada procedente..u. Juiz Claret de Almeida. v. § 4º.Imóvel que não se encontra encravado por força natural e de forma absoluta . Ementa oficial: Se o imóvel não se encontrar encravado por força natural e de forma absoluta.u. ________________________ 24 . ________________________ 21 .12ª Câm.Nexo causal Reconhecimento . Prevalência da cominação de astreintes.

Ação Civil Pública. sob o fundamento de liberdade religiosa.Direito de vizinhança .u. Usurpação de área. Rel. Poluição sonora. mormente quando o ato ilícito se acha confessado pelo autor. DIREITO DE VIZINHANÇA. Se o advogado tem escritório em local diverso da Comarca em que correu o processo e mostrou-se zeloso em seu trabalho. Des.. Entretanto. Liberdade de culto. . Jorge Eustácio da Silva Frias. adotar uso nocivo da propriedade. mediante produção de poluição sonora. 8/2/2000. Vizinho que retira cerca divisória. (TAMG .1ª T. (TJMS . ainda que não impugnado. do CPC.Inocorrência . § 4º.Cerceamento de defesa .2ª Câm. v.u.713-3-Contagem. ________________________ 26 . (TAMG . causando dano ao sossego dos vizinhos. Juiz Caetano Levi Lopes.) RT 773/327. § 4º.Hipótese. ________________________ 27 . 20.275-4-Campo Grande. A Constituição da República assegura a liberdade de culto religioso nos limites da lei.) RT 784/413. AC nº 296. em que o ato ilícito se acha confessado pelo autor.Ementa oficial: Configura usurpação de área o ato do vizinho que retira cerca divisória. Caracterização. j. tem a igreja o direito de utilizar música no interior do templo. 20. j. não configurando cerceamento de defesa seu indeferimento. Direito de vizinhança.diverso da Comarca em que correu o processo e mostrou-se zeloso em seu trabalho. AC nº 58. Civil.Pressupostos. Não pode uma igreja. Aplicação do art.) RJA 17/242.Inspeção judicial . AI nº 279. 21/9/1999. j.Poluição sonora de igreja . desde que os sons não atinjam o exterior. Mau uso da propriedade. incorporando a seu patrimônio área pertencente aos proprietários contíguos. v.743-5-Uberaba. Rel. ademais.Ato que é de inteira discrição do Magistrado . Civil. os honorários podem superar o valor da causa. Garantia constitucional. mas o grau de zelo do profissional e o local da prestação do serviço.u. a verba honorária se faz com assento no art. Juiz Delmival de Almeida Campos.2ª Câm. porque extrapola limite legal.Prova . Ementa oficial: A realização da inspeção judicial é ato de inteira discrição do Magistrado. e leva em conta não o valor atribuído à causa. do CPC. Rel.Ementa oficial: Nos casos de improcedência dos pedidos inicialmente formulados. v. incorporando ao seu patrimônio área pertencente aos proprietários contíguos.Indeferimento . 16/5/2000.

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