DIREITO DE VIZINHANÇA

DIREITO DE VIZINHANÇA Um resumo detalhado sobre os principais institutos do Direito de Vizinhança, como sobre o direito de propriedade, árvores limítrofes

, das águas, da passagem forçada, entre outros tópicos. Por Bruna Barbieri Waquim CONSIDERAÇÕES GERAIS Nas palavras de Sílvio Rodrigues, o direito de vizinhança é composto de “regras que ordenam não apenas a abstenção da prática de certos atos, como também de outros que implicam a sujeição do proprietário a uma invasão de sua órbita dominial”1. Estas regras objetivam, em primeiro lugar, assegurar a coexistência pacífica entre os vários proprietários, particularmente os confinantes (ou seja, os vizinhos); em segundo lugar, buscam regular as relações entre estes a fim também de evitar abusos de direitos. Ou seja, limitam as prerrogativas individuais dos proprietários ao mesmo tempo em que regulam a convivência. A natureza jurídica destes direitos, na opinião majoritária da doutrina, é que tratam-se de obrigações propter rem, “da própria coisa”, advindo os direitos e obrigações do simples fato de serem os indivíduos vizinhos. Maria Helena Diniz aponta três formas que os direitos de vizinhança podem se apresentar: como restrição do direito de propriedade, na medida em que regulam seu exercício; como limitações legais ao domínio, que se assemelham a servidões; como restrições oriundas das relações de contigüidade entre dois imóveis2. Importante aqui frisar a diferença entre os direitos de vizinhança e as servidões, institutos que por vezes se confundem. Os primeiros decorrem da vontade da lei; aquelas últimas, da vontade manifesta das partes e, excepcionalmente, da usucapião. Os direitos de vizinhança são limitação ao domínio, implicando em direitos e deveres recíprocos; já as servidões são direitos reais sobre a coisa alheia, onde o prédio dominante possui prerrogativa sobre o prédio serviente, sem que a recíproca seja verdadeira. E, ainda, enquanto a servidão, por ser direito real sobre imóvel, só é constituída após registro em cartório, os direitos de vizinhança dispensam registro e surgem da mera contigüidade entre os prédios3. No presente trabalho, trataremos da análise sucinta, porém fundamentada, dos institutos que compõe os direitos de vizinhança, inclusive com o estudo do exercício do direito de ação sobre tais direitos. 2. DOS DIREITOS DE VIZINHANÇA IN ESPECIE 2.1 Do uso nocivo da propriedade e do abuso de direito Nas palavras de Maria Helena Diniz, o direito de propriedade é limitado “em razão do princípio geral que proíbe ao indivíduo um comportamento que venha a exceder o uso normal de um direito, causando prejuízo a alguém” 4. Desconsiderando os atos que prejudicam vizinhos de forma culposa (posto que se configuram ilícitos civis enquadrados no art. 186 do CC), os direitos de vizinhança enquadram-se nas situações em que o dano é causado no âmbito do exercício de um direito, cabendo ao prejudicado o direito de reação na forma da lei. Este exercício de direito, no caso, configura-se como irregular, anormal; a propriedade é utilizada de forma abusiva, causando ofensas à incolumidade de um prédio ou de seus moradores.

e cada companheiro deve indenizar o outro por eventuais prejuízos que der causa. por fim. pode acarretar sua perda. e. deverá arcar com a devida indenização ao proprietário da árvore7. • Existência de árvores que ameaçam tombar no prédio contíguo. Assim. e no da função econômica-social das propriedades. ou seja. não pode ter sido provocado. 1. se particular. Pontes de Miranda denomina tal árvore de árvore-meia. Agindo com dolo ou culpa grave no exercício do direito de corte. por se apropriar do que não é seu. sua não utilização. o CC permite ao proprietário do terreno invadido cortar os ramos e raízes da árvore invasora. nascente ou porto. Uma vez cessadas as circunstâncias que caracterizem o encravamento. • que o prédio seja naturalmente encravado. no entanto. Na última situação prevista. até o plano divisório. • que o proprietário do prédio por onde se estabelece a passagem forçada receba uma indenização. 2. 2. sendo o terreno público. • que o direito seja exercido por seu titular legítimo: o proprietário. porém de forma insuficiente ou inadequada. • Festas noturnas espalhafatosas em residências. podendo. nos termos do art. pelo período de 10 anos. sendo divergente na jurisprudência se esse corte só poderá ocorrer quando os ramos e raízes estiverem causando moléstia ao vizinho. somente podem ser cortadas ou arrancadas de comum acordo. ser readquirida mediante pagamento da indenização8. por mais cômoda que seja a passagem forçada. usufrutuário ou enfiteuta. o proprietário do prédio confinante também pode se tornar proprietário dos ramos e raízes cortados. é considerada coisa comum. sem acesso a via pública. os frutos pertencem ao dono da árvore. A indenização acima referida geralmente é calculada por peritos.Como exemplos de uso nocivo da propriedade e abuso de direitos. a questão sobre a propriedade dos frutos caídos de árvore situada em terreno confinante5. Na segunda hipótese. efetivamente. a árvore que se encontra em ambos os terrenos. e.285 do CC. 88 do Conselho de Justiça Federal. pelo seu proprietário. . que interessam todo o coletivo.2 Das árvores limítrofes Nossa legislação prevê três hipóteses de conflitos derivados por árvores limítrofes: quando as árvores nascem nos confins entre dois prédios. de acordo com a desvalorização da propriedade e com os prejuízos que dessa passagem possam advir ao imóvel onerado. se este provoca a queda. comete ilícito. No primeiro caso. Este instituto implica três condições fundamentais para sua ocorrência: • que o imóvel pretensamente encravado esteja. fixada judicialmente ou por convenção. pelo enunciado n. uma vez concedida a passagem. a queda natural dos frutos em terreno confinante permite que o proprietário deste adquira os frutos. e a cada proprietário pertence metade da coisa. temos: • Poluição de águas comuns pelo lançamento de resíduos. os gastos com sua conservação e colheita devem ser comportados igualmente. quando há a invasão de um prédio pelos ramos e raízes de árvore pertencente ao prédio contíguo.3 Da passagem forçada A passagem forçada baseia-se em dois princípios: no de solidariedade social que rege as relações de vizinhança. ou seja. esta deverá ser extinta. na divisão entre os mesmos. quando este acesso existe. devendo ser repartida entre os donos6. ou. nem ao menos culposamente. Uma vez realizado o (justo) corte.

Segundo Venosa9. as águas a que tem direito. e basicamente refere-se a cinco situações: águas que fluem naturalmente do prédio superior. podendo o dono do terreno dispor livremente. estes representam o direito do proprietário canalizar. o Código de Águas estabelece que pertencem ao prédio em que caírem diretamente. de cabos. em proveito agrícola ou industrial. através de seu imóvel. não pode impedir o curso natural das águas pelos prédios inferiores”11. águas pluviais. com relação aos aquedutos. o que significa dizer que as águas que o prédio inferior está obrigado a receber são as de chuva e as que brotam naturalmente do solo. Ao proprietário de nascente que impedir o curso das águas. estando o infrator sujeito a responder por perdas e danos e ser compelido a desfazer as obras erguidas para o desvio da água. salvo existindo direito alheio em sentido contrário13. o proprietário é obrigado a tolerar a passagem. para o escoamento de águas superabundantes. quando de outro modo for impossível ou excessivamente onerosa. Com relação às águas pluviais. Por fim. e aquedutos. se para as primeiras necessidades da vida. também tem direito aos sobejos.Nesta matéria enquadra-se também a questão da passagem de cabos e tubulações. como também a cessar os atos prejudiciais12. 2. Na primeira situação. e/ou para o enxugo ou bonificação de terrenos14. em que o dono do prédio inferior podia reclamar que se desviassem as águas artificiais. O Código de Águas prevê ainda a possibilidade de canalização pelo prédio de outrem. divergem o Código Civil e o Código de Águas: o primeiro acolheu a posição do Código de 1916. também mediante prévia indenização. e aos sobejos limpos. águas levadas artificialmente ao prédio superior. Já em relação às águas impróprias. de águas levadas artificialmente ao prédio superior. tubulações e outros condutos subterrâneos de utilidade pública. já o Código das Águas retira a possibilidade de escolha e prevê apenas a indenização pelos prejuízos. ou que lhe fossem indenizados os prejuízos. Na situação das fontes não captadas. como também pelo Código de Águas (Dec. fontes não captadas. 2.4 Das águas Esta matéria é regulada não só pelo nosso Código Civil. conforme ensinamento de Sílvio Rodrigues. mediante prévia indenização. de má-fé. exige-se que o fluxo seja natural. 24. ou consumi-las além de suas necessidades. “o dono da fonte não captada. se o proprietário do prédio inferior tem a obrigação de receber as águas naturais do prédio superior. pode ser obrigado judicialmente não só a reparar os danos causados. em proveito de proprietários vizinhos. para serviços de agricultura ou indústria. N. devendo indenizar este por eventuais prejuízos. Na segunda situação. a lei impõe ao dono do prédio inferior a obrigação de receber as águas que correm naturalmente do superior10. o proprietário do prédio superior deve fazer obras que evitem que estas águas escoem para o terreno vizinho.643/34). ou seja. mas jamais a permissão de impedir o escoamento das águas. satisfeitas as necessidades de seu consumo. nem podendo ser estas águas desviadas de seu curso natural.5 Dos limites entre prédios e da demarcação .

devem ser seguidas hierarquicamente: títulos > posse > divisão. o usufrutuário. o Corpo de Bombeiros não estaria habilitado a agir. Ressalte-se apenas que estas soluções não são postas à escolha do juiz. até a renovação de marcos destruídos ou arruinados. Em regra. o locatário ou depositário. 2. após a conclusão da obra. No entanto. o magistrado é autorizado legalmente a fazer uso do critério da posse16. A petição inicial deverá ser instruída dos títulos de propriedades.297 confere ao proprietário o direito de cercar. vão desde o levantamento de linha divisória entre dois prédios e avivação de rumos apagados. em sendo os tapumes comuns. que geralmente cabem ao Município (ex: há a proibição de construção de prédios com mais de “x” metros de altura – a depender de cada cidade – pois em caso de incêndios. Os objetivos da ação demarcatória. caso pedida. caso verifique ser impossível conservar ou adaptar a obra aos regulamentos administrativos. o usuário. o direito de demarcar é do proprietário que seja titular de um direito real: o enfiteuta. por não estar equipado para lidar com esta altura). Em havendo necessidade de processo judicial para se realizar a demarcação. Para se defender de construções que infringirem normas regulamentares e preceitos de direito civil. Neste caso. pode o prejudicado. Estas limitações e restrições não são representadas apenas pelas determinações dos direitos de vizinhança. mas há grande discussão na jurisprudência sobre a possibilidade de este ajuizar ação regressiva contra o engenheiro cuja imperícia. situação na qual pode cumular a ação demarcatória com a de restituição das áreas. como medida de último caso. o proprietário é responsabilizado pelo prejuízo. tampouco ao sucessor da herança não partilhada15. Em sendo os títulos apresentados pelas partes colidentes ou imprestáveis a título de prova. em primeiro lugar. como o credor pignoratício. sossego e saúde da vizinhança. deverá ser fixada a indenização em perdas e danos. imprudência ou negligência originou o dano (neste caso. deve atentar para os títulos dominiais. propor ação demolitória19. a legislação em vigor sobre o tema determina que o terreno contestado seja dividido em partes iguais e. ou seja. caso não seja possível a divisão pacífica. a qual determinará os limites. valar ou tapar de qualquer modo seu prédio. seja este urbano ou rural. ao juiz é condicionado três passos para julgamento. o §1º do referido dispositivo legal prevê a repartição . o direito de construir deve sofrer limitações e restrições sempre que representar prejuízo à segurança. Além da demolição. nos quais o juiz deve basearse primordialmente para decidir o conflito. 1. a fim de evitar disputas sobre domínios. um dos proprietários pode adjudicar a outra metade. segundo nosso Código Civil. ordenará a demolição da obra. 2.6 Do direito de construir Venosa nos recorda que “a construção de prédio pelo proprietário é direito seu. ou ainda verificar a existência de vícios insanáveis. o direito individual deve ser equacionado com o direito social. inserido no „ius fruendi‟ “ 18. murar. no prazo decadencial de ano e dia. Porém não ao possuidor direito. partilhados por ambos os proprietários.7 Do direito de tapagem O art. O juiz. o fundamento da condenação do proprietário se basearia na culpa in eligendo ou in vigilando)20. mediante indenização do proprietário prejudicado17.A contigüidade entre os prédios implica na necessidade de delimitação entre seus espaços. mas também pelas regras administrativas. Se nem com este critério o juiz formular sua convicção. o condômino. podendo o proprietário ajuizar tal ação mesmo quando não se encontrar na posse do imóvel. ou em sendo a prova da posse incompleta.

que exigem maior proteção. nas palavras de Venosa. Tem legitimidade ativa para propor esta ação: o proprietário. A primeira é o remédio jurídico para os casos em que a posse é esbulhada.1 Ações possessórias São as próprias para a defesa da posse. PROCESSUALÍSTICA DOS DIREITOS DE VIZINHANÇA As ações típicas de direito de vizinhança objetivam cessar um estorno e. obstaculizar. por se tratar de obrigação propter rem. tem legitimidade passiva o dono da obra. A legitimação ativa é do possuidor. pelo que se passa a considerar o prazo prescritivo comum às ações pessoais (no novo código. nem que somente mediante atos preparatórios. daquele que seja o autor do esbulho. 3. porque podem ser propostas enquanto perdurar o ato turbativo” 22. Trata-se de ação pessoal.3 Ações demarcatórias e divisórias São as ações demarcatórias e as divisórias. para os casos de mera ameaça à posse. traçaremos breves comentários sobre alguns tipos de ações utilizadas no âmbito dos direitos de vizinhança. próprio ou impróprio. que podem ou não ser cumulados com pedido indenizatório. Tais ações possuem. ou por outro motivo necessitar de tapumes especiais. Se já tiver sido concluída. ou seja. o condômino e o poder público. a condenação em perdas e danos ou a apreensão de materiais. obstar. impedir. a segunda. No entanto. e não possessória. mediato ou imediato. Quem. . manutenção e interdito proibitório. a passiva. havendo entre elas possibilidade de cumulação. manutenção e conservação. “são imprescritíveis. e a terceira. não caberá mais o mencionado remédio jurídico. e sim obra nova em terreno vizinho23. o direito material objeto da lide não é a posse. o prazo genérico de 10 anos). 3. inclusive se for o poder público. aqui entendida como situação de fato. o pedido cominatório. deverá responder sozinho por estes. somente sendo cabível a repartição das despesas caso este tapume especial também seja útil ao vizinho confinante21. Uma vez cessada a turbação. no entanto.proporcional das despesas de construção. 3. 3. posto que a posse só é invocada no processo para demonstrar da legitimidade para o pleito. para os casos de turbação. sendo garantido ao proprietário cobrar do vizinho confinante a sua quota nas despesas. a ação será exclusivamente indenizatória. da turbação ou de ameaça à posse do primeiro. A partir de agora. possuir aves e animais domésticos. Existem apenas três tipos de ação possessória: reintegração.2 Nunciação de obra nova O vocábulo “nunciar” traduz a idéia de embargar. é importante ressaltar que a obra deve estar iniciada. caso não as tenha cumprido. Possuem como ponto em comum sua natureza de ações reais e seu resultado final de restituição de área. o possuidor. quatro pretensões: o embargo à construção. em regra.

6 Caução de dano infecto Em relação aos direitos de vizinhança. além de declarar um direito (eficácia declaratória imediata). 5º.4 Ações condenatórias As ações condenatórias. da CF) não afeta as normas de composição de conflito de vizinhança insertas no Código Civil (art. caso a ação se refira a outro possuidor e que um deles seja titular de direito real limitado. enquanto a divisória pressupõe condomínio. 3. podendo o rito ser ordinário ou sumário. dos proprietários. XXIII. a ação demarcatória pressupõe prédios contíguos. criando o título executivo judicial. também acrescentam um sancionamento. 573 e seus parágrafos). pena de multa diária. para o caso de descumprimento de comando sentencial condenatório. JULGADOS 1 . usuários ou habitadores. Ementa oficial: A garantia da função social da propriedade (art. neste tipo de ação. ou seja.Imposição gratuita da ingerência de particular que exerce atividade reconhecida como de utilidade pública ao poder de uso de proprietário lindeiro . Fundamentam-se numa prestação: de dar coisa certa ou incerta. a segunda fase é preponderantemente executiva. em que se admite julgamento antecipado (especialmente em casos de queixa de esbulho e pedido de restituição). sendo que o mero possuidor as tem que tolerar.Direito de vizinhança . São cabíveis em obrigações tanto fungíveis quanto infungíveis. ao proprietário. “aquele que teme a ruína ou prejuízo em sua propriedade pede garantia de futura reparação”. em que se julga a divisão ou a demarcação propriamente dita24. obrigação pessoal. e a passiva.5 Pedido cominatório e execução específica Tratam-se da questão das astreintes. e fidejussória quando se tratar de fiança. 3. 3. sem prejuízo de perdas e danos. a considerar o valor da causa e a matéria. Ela será real quando recair em coisas. em que o magistrado é autorizado a cominar.Inadmissibilidade Garantia da função social da propriedade que não afeta as normas de composição de conflito de vizinhança insertas no art. na maioria dos casos25. a caução deve ser entendida como exercício de ação e pretensão à cautela. 573 e seus parágrafos do CC. ou de fazer ou não fazer algo. a primeira serve não só para demarcar (onde inexistem limites físicos). A legitimidade ativa ad causam é dos proprietários e condôminos. ou como resguardo de prejuízo potencial (sem prazo de duração). é ação preventiva . A legitimidade ativa para demanda é dos proprietários e possuidores. modernamente se ampliando aos possuidores. Nas palavras de Venosa. para impor gratuitamente. a ingerência de outro particular em seu poder . O procedimento de ambas as ações é bifásico: num primeiro momento processual. como também para avivar marcos antes existentes.No entanto. Pode ser exercida como medida cautelar preparatória de futura ação demolitória (tendo prazo de 30 dias). inclusive de ofício. ocorre o julgamento da pretensão de demarcar ou dividir. ou seja. usufrutuários.

Mantença de grande número de cães de grande porte confinados em residência. como evitar que águas pluviais escoem para sua propriedade.Direito de vizinhança .936-00/1-Barueri.u.385-9-CE. Encontrando-se o imóvel dos autores em posição inferior ao do réu e.Improcedência da ação demolitória.12ª Câm. j. por isso. nº 582. do CPC. ________________________ 2 . (1º TACIVIL . j..00 por guardar plena razoabilidade em função do trabalho realizado e se mostrar perfeitamente adequada aos parâmetros do art.Uso nocivo da propriedade . v. Rel.u. v.u. AP c/ Rev. nº 597. 15/3/2001. 554 do CC.2ª Câm. RE nº 211.u. v. j.Elevação de muro . Rel. 554 do CC). 13/9/2000.Imóvel em posição inferior ao prédio vizinho do qual escoam as águas . provocando poluição sonora que incomoda os vizinhos e configura o mau uso da propriedade (art.344-00/0-SP. 554 do CC).Manutenção de sistema de som em ambiente aberto e aglomeração de clientes em via pública.Águas pluviais . Ementa oficial: Os prédios inferiores são obrigados a receber as águas que correm naturalmente dos prédios superiores.9ª Câm. ________________________ 3 . justificando a imposição de medidas limitatórias (art. O mau uso da propriedade deve ser nocivo. (2º TACIVIL .) RT 727/193. gerando incômodo. Recurso improvido. tanto em razão do mau cheiro como em decorrência do barulho.500.Direito de vizinhança .) RT 790/314. Direito de vizinhança. Juiz Antonio Rigolin.080-00/9-SP. Juiz Romeu Ricupero.Razões de segurança . Juiz Adilson de Andrade. Min. 20.Direito de vizinhança . 1º/8/2000.) RT 785/283.) RT 771/169. 24/5/1995. Fixação adequada.) RJA 15/413. provocando poluição sonora que incomoda os vizinhos . não havendo. v. 20/4/1999.de uso. Rel. ________________________ 4 . Abuso configurado. ________________________ 5 ..Configuração.Inteligência do art. AP nº 535. não há que se falar em obrigação de fazer do réu. procederá de modo que não piore a condição natural e anterior do outro. Rel.u.Direito de vizinhança . Honorários advocatícios. (2º TACIVIL.1ª T. já que a lei não impõe ao réu a obrigação de realizar obras de escoamento ou canalização de águas de chuva. se o dono do prédio superior fizer obras de arte. j.942-2-SP. Restrição determinada.Exploração abusiva de atividade comercial Caracterização . (STF .Lei que não impõe obrigação de fazer obras de escoamento ou canalização de águas de chuva. ________________________ . para facilitar o escoamento. § 4º.. Juiz Marcial Hollanda. Octavio Gallotti. Ementa oficial: Caracteriza exploração abusiva da atividade comercial a manutenção de sistema de som em ambiente aberto e a aglomeração de clientes na via pública. nº 590. v. (2º TACIVIL . que se funda na segurança da propriedade e pessoal e que não causa qualquer prejuízo aos proprietários vizinhos não enseja provimento a ação demolitória. Rel. O alteamento de muro que não compromete o ângulo estético da propriedade vizinha ou da salubridade. E a nocividade concerne à segurança.Abuso . j. AP c/ Rev. constitui abuso do direito de propriedade. ao sossego ou à saúde dos moradores do prédio. O confinamento de grande número de cães de grande porte no quintal da residência.Cães de grande porte confinados em residência . Deve ser mantida a fixação da verba honorária em R$ 1.Pretensão de que o proprietário do imóvel superior faça obras de canalização Inadmissibilidade . AP s/ Rev. Especial de Férias de 1/1995. pela circunstância de exercer este último atividade reconhecida como de utilidade pública. Recurso improvido.

Rel.125-00/9-São Carlos.Utilização de heliponto .Direito de vizinhança .Ação demolitória ... recurso ao indeferimento do pedido de indicação de assistente técnico para manifestação sobre o laudo pericial. legalmente estabelecidos pela norma NBR-10. Juiz Dyrceu Cintra. Igreja (cultos religiosos).. (2º TACIVIL .12ª Câm. sobretudo em se tratando de relação continuativa. Se as janelas de um prédio foram abertas há mais de vinte anos.Uso nocivo da propriedade . DIREITO DE VIZINHANÇA. nº 520. está caracterizado o uso nocivo da propriedade e os vizinhos que se sintam perturbados podem compelir juridicamente o condomínio a construir muro de alvenaria com o objetivo de barrar a propagação do som. em favor do outro.) LEXTAC 173/498.Acordos homologados no Juizado Informal de Conciliação exprimindo mera intenção de resolver questão relacionada com barulho ambiental não impedem o ajuizamento de ação de obrigação de fazer.Recurso improvido.Prova preclusa e ausência de indicação de assistente técnico Descaracterização. a impedir tal construção.Direito de vizinhança . Inocorrência. DIREITO DE VIZINHANÇA.. v.5ª Câm. decorrido o lapso de ano e dia. Juiz Thales do Amaral. mas. ________________________ 8 . v.Ação de obrigação de fazer .No direito de vizinhança.Obrigação de fazer cumulada com indenização. j. (2º TACIVIL . ________________________ 7 .) LEXTAC 173/395. Adoção de medidas de controle. nº 517. ________________________ 10 . Rel. ________________________ 9 .183-00/6Itapira. (2º TACIVIL .Construção de muro.Irrelevância . tempestivamente.Inadmissibilidade.6ª Câm. nº 517. Uso nocivo da propriedade. Coisa julgada. j. 20/5/1998. é determinada de ofício a perícia sem a prévia comunicação às partes e estas por sua vez não apresentam. Se o ruído causado pelo uso de uma quadra poliesportiva de edifício supera o permitido pela legislação municipal. como a de vizinhança. AP s/ Rev.151 da ABTN e Resolução Conama nº 1/90. j. muro que as vede completamente. Não caracteriza cerceamento de defesa se. Ruídos que superam o mínimo tolerável. Aplicabilidade. 27/8/1998.231-00/1-SP. j.) LEXTAC 176/440.Vizinho que constrói muro e veda janelas abertas há mais de vinte anos no prédio vizinho . Rel. Multa.9ª Câm. nº 517.u. Juiz Kioitsi Chicuta.u.Cerceamento de defesa . AP s/ Rev. Embora a construção de heliponto em bairro estritamente residencial tenha sido autorizada por ato administrativo junto à Prefeitura de São Paulo e muito embora tenha o laudo pericial constatado que o ruído existente quando do pouso e decolagem do helicóptero seja compatível com as normas técnicas pertinentes.) LEXTAC 173/524. acima de tudo.Zona residencial Construção aprovada pela Prefeitura Municipal e níveis de ruído compatíveis com o IPT (Instituto de Pesquisa Tecnológica) . AP c/ Rev. AP s/ Rev.Barulho proveniente de quadra poliesportiva . na divisa.Impossibilidade . precluso o direito à produção de prova oral. e 576 do Código Civil . Juiz Gama Pellegrini.Perigo para os moradores .6 .Existência .388-00/5-SP. o enfoque da questão deve levar em consideração não apenas o sossego. não pode o vizinho edificar. 573. . enseja a adoção de medidas de controle dos mesmos sob pena de multa diária. 9/6/1998. verdadeira servidão.u. v. § 2º.Direito de vizinhança . v. Perturbação ao sossego dos vizinhos. Rel.u.Direito de vizinhança . sendo fundamentais para a claridade e arejamento de dormitório e banheiro. a perturbação ao sossego dos vizinhos com ruídos provenientes de cultos religiosos a níveis acima do mínimo tolerável. pois tal situação configura. (2º TACIVIL .Inteligência dos arts. 29/7/1998. a segurança dos vizinhos.

maioria de votos)LEXTAC 181/365. (2º TACIVIL . aquele que explora a atividade causadora da ruidosidade excessiva e vibrações mecânicas é obrigado a realizar obras de adaptação em seu prédio. Rel.Admissibilidade. com o objetivo de diminuir a sonoridade e as vibrações que prejudicam os prédios lindeiros. v.Obrigação de fazer cumulada com indenização .Coibição expressa pelo art. Juiz Celso Pimentel.Demolição Desnecessidade.Nunciação de obra nova .81400/9-SP. desnecessária é sua demolição se o fechamento integral da lateral elimina o problema. corporificada na restrição ao uso do subsolo.Cumulação com pedido demolitório e perdas e danos .4ª Câm. j. 573 do Código Civil . Restrição ao uso do subsolo. v. provocada por tempestade. é a que configura uma compensação por afronta inflingida ao patrimônio de outrem.Aluguel .Direito de vizinhança . AP c/ Rev.) LEXTAC 173/403.DIREITO DE VIZINHANÇA. ________________________ 14 . Está dentro da esfera da previsibilidade a queda de árvore em decorrência de tempestade.4ª Câm.Direito de vizinhança . ________________________ 12 . (2º TACIVIL .Vazamento proveniente de apartamento superior . 10/8/1999.A indenização justa. Nunciação de obra nova. no caso. fenômeno .593-00/5-SP.Queda de árvore .Restando comprovados os danos e o nexo causal entre estes e as infiltrações decorrentes do apartamento superior.Não caracterização . 30/6/1998.) LEXTAC 173/398. Se a irregularidade da obra somente é prejudicial ao vizinho ao devassá-la lateralmene. Certa a origem do vazamento no apartamento superior.. j.) LEXTAC 181/377.Excesso de ruído Observância dos limites da legislação municipal .Direito de vizinhança .5ª Câm. nº 548. causando-lhe danos.2ª Câm. Mesmo que os ruídos produzidos por estabelecimento comercial estejam dentro dos limites máximos permitidos pela legislação municipal.u. 14/9/1998.Irrelevância .Correção da irregularidade construtiva . até o momento em que. com os reparos. v.Direito de vizinhança .Direito de vizinhança . atingindo casa vizinha.u.. a ação deve ser julgada procedente.u. nº 517. j.Culpa do dono da árvore . Rel. nº 520.Nunciação de obra nova . 15/6/1998. Queda de árvore. Indenização.016-00/9-SP.Imóvel construído sem nenhum recuo .Caso fortuito ou força maior . nº 533. (2º TACIVIL . responde sua titular pelos danos causados no apartamento inferior e pela multa fixada em antecipação de tutela..Obrigação de fazer .Perda de privacidade . ________________________ 15 . Juiz Pereira Calças. j.842-00/0-SP. ________________________ 11 . Juiz Peçanha de Moraes. j.Possibilidade .Cobrança até o retorno à situação fática anterior . Inconcebível a pretendida cobrança de aluguéis até o retorno da situação fática anterior. ________________________ 13 .Estabelecimento comercial .) LEXTAC 179/414. Rel. houve cumprimento da obrigação de fazer.(2º TACIVIL . Obrigação do dono da árvore de reparar o dano. v. Rel. Cabimento. AP c/ Rev.Admissibilidade. (2º TACIVIL . 22/2/2000..u. Perdas e danos. AP c/ Rev. Não caracterizadas situações de caso fortuito ou força maior. posto que a invasão constatada não tem o condão de se revestir numa relação locatícia entre as partes. Rel. AP c/Rev..Multa. Juiz Artur Marques. Juiz Amaral Vieira.Realização de obras para diminuição do som e vibrações . nº 520.871-00/2-Santos.Reparação de danos . havendo prova pericial de que os mesmos causam incômodos à vizinhança.11ª Câm. AP c/ Rev.Descabimento.

nº 619.2ª Câm. j. Rel.u. mas em desconformidade com o projeto inicialmente aprovado.) LEXTAC 190/345. Rel.u. AP c/ Rev. v.Uso de terreno para passagem de caminhões a prédio confinante do mesmo titular . caracteriza uso nocivo da propriedade e autoriza o acolhimento da demanda condenatória à obrigação de não fazer.. ainda que inexista a intenção de prejudicar ou incomodar.Irrelevância da inexistência da intenção de prejudicar ou incomodar .8ª Câm.Descumprimento . Obrigatoriedade. (2º TACIVIL .Faculdade do art.Trânsito em julgado . Provada a construção irregular e o prejuízo da parte.Admissibilidade .Direito de vizinhança .Nunciação de obra nova . no qual ele explora jazida de água mineral.Homologação judicial . Remuneração compatível.Direito de vizinhança . ________________________ 19 .Execução nos mesmos autos . . viola a exclusiva e erga omnes natureza residencial do loteamento. sob pena de multa diária . nº 559.Modificação pelo juiz da execução . ou o bem-estar dos vizinhos.Uso nocivo de propriedade . nº 521. AP s/ Rev.Aplicação do art. 17/4/2001. 461. ________________________ 16 . AP s/ Rev. justificando a aplicação da regra do art. v. com cominação pecuniária.910-00/8-Bragança Paulista. j.natural e corriqueiro.197-00-0-Presidente Venceslau.2ª Câm.Recurso improvido.Uso nocivo da propriedade . os honorários do advogado do vencedor são arbitrados em valor fixo e compatível com o trabalho desenvolvido. (2º TACIVIL . A utilização de terreno para a abertura de passagem e acesso de caminhões e veículos a prédio confinante do mesmo titular. HONORÁRIOS DE ADVOGADO. 554 do Código Civil .Consideradas as peculiaridades da causa.Obrigação de não fazer cumulada com pedido de indenização Exploração de jazida de água mineral .405-00/0-Serra Negra. 554 do Código Civil.943-00/0-SP. Rel. 15/9/1998.) LEXTAC 177/399.Direito de vizinhança .Abuso de instrumentos sonoros e sinais acústicos . Juiz Francisco Thomaz. o sossego.5ª Câm. (2º TACIVIL .u. nº 661.Exegese do art.) LEXTAC 174/550.) LEXTAC 188/494 e RT 791/286.. j.Loteamento residencial . Juiz Andreatta Rizzo.524-00/6-SP.4ª Câm.Valor que se tornou insuficiente ou excessivo . nº 525. 31/8/1998. Juiz Renzo Leonardi.Medida cautelar inominada.Direito de vizinhança . Rel. (2º TACIVIL . Juiz Gilberto dos Santos. ________________________ 18 .Direito de vizinhança .Fixação de horário para cessação das atividades musicais do restaurante. 22/3/1999. (2º TACIVIL . do citado Código.u.Multa diária fixada de ofício . 644. v. tal constatação não neutraliza irregularidades respeitantes à legislação civil em vigor. ________________________ 17 .u. j. Recurso improvido.. Conquanto supostamente aprovada a planta referente à obra em apreço. v.Admissibilidade . Rel.Nunciação de obra nova ..Caracterização Admissibilidade. caracteriza uso nocivo de propriedade. AP c/ Rev. j. AP c/ Rev. 30/7/2001.Cumulação com pedido demolitório. correta a determinação demolitória. O abuso de instrumentos sonoros e sinais acústicos em restaurante até altas horas da noite. Ação procedente. v. § 4º. Juiz Celso Pimentel. com fixação de horário para a cessação das atividades musicais no estabelecimento comercial. ________________________ 20 . perturbando o sono.) LEXTAC 177/401.Transação .. do Código de Processo Civil . ajuizada por vizinhos.

mediante obras.Direito de vizinhança .Direito de vizinhança . AP c/ Rev. quando. 554 do Código Civil diz que o inquilino pode impedir o mau uso da propriedade vizinha que possa prejudicá-lo. mas não faz referência à demolição.12ª Câm.) LEXTAC 189/363. 22/11/2000. AI nº720. concedida a pedido do Parquet. j. (2º TACIVIL .Impossibilidade da imposição do ônus.636-00/0-SP. v. ________________________ 22 . já que esta questão não se constitui objeto da decisão atacada. mas para assegurar passagem a quem efetivamente não a tenha.Cumulação com indenização . Vazamento proveniente de apartamento superior. Antecipação de tutela deferida. § 4º.) LEXTAC 173/528.. Tal direito não existe para garantir maior comodidade ao interessado. Juiz Claret de Almeida. Ementa oficial: Se o imóvel não se encontrar encravado por força natural e de forma absoluta. Nexo causal. Restando comprovados os danos e o nexo causal entre estes e as infiltrações decorrentes do apartamento superior. Rel.11ª Câm. 7/5/1998.Ação Civil Pública . Liminar obstativa de produção de sons acima dos limites legais toleráveis.Multa . Cabimento. Juiz Campos Petroni. (2º TACIVIL . ________________________ 24 .Passagem forçada . Rel.u.Produção de sons acima dos limites legais. sob pena de multa diária . ________________________ 25 . Obrigação de fazer cumulada com indenização.Admissibilidade.Imóvel que não se encontra encravado por força natural e de forma absoluta . nº 516. 15/6/1998.Obrigação de fazer . o proprietário da parte relativamente encravada pode ter acesso à via pública através de suas terras Direito que não existe para garantir maior comodidade ao interessado. pelo juiz da causa. conforme art.) LEXTAC 173/398. quando. Rel. 461. O art. DOESP 7/6/2002) RJ 297/127. Recurso desprovido.Vazamento proveniente de apartamento superior . podendo este valor ser modificado pelo juiz da execução quando for verificado que se tornou insuficiente ou excessivo. Prevalência da cominação de astreintes. Improcedência do pedido inicialmente formulado. Fixação da verba em valor superior ao atribuído à causa.12ª Câm.u. seu proprietário não tem direito de passagem sobre imóvel vizinho.. (2º TACIVIL .. 644 do citado Código.Fixação até o cumprimento da obrigação . nº 517. AI nº 663.. Multa fixada até o cumprimento da obrigação.9ª Câm. (2º TACIVIL .Ação demolitória .871-00/2-Santos. o proprietário da parte relativamente encravada pode ter acesso à via pública através de suas terras. HONORÁRIOS DE ADVOGADO.Descumprido acordo homologado judicialmente em ação de nunciação de obra nova em direito de vizinhança. Juiz Ribeiro da Silva. (2º TACIVIL . Juiz Artur Marques. do Código de Processo Civil).3ª Câm.Admissibilidade. DOESP 7/6/2002) RJ 297/127. Admissibilidade. j.Nexo causal Reconhecimento . v. Direito de vizinhança. AI nº 719. ________________________ 23 . AP s/ Rev.Direito de vizinhança. não sendo razoável que a este se imponha semelhante ônus. Não conhecimento da argüição de ilegitimidade ativa do Ministério Público.u.728-00/9-SP.157-00/6-SP.Proposição por inquilino. é lícita a fixação ex officio. j. Ação Civil Pública. Cabimento.Liminar obstativa . Rel. mas para assegurar passagem a quem efetivamente não a tenha.837-00/0-SP. Juiz Henrique Nelson Calandra.. v. a ação deve ser julgada procedente. de multa por dia de atraso no cumprimento da obrigação de fazer (art. Rel. mediante obras.Obrigação de fazer cumulada com indenização.Direito de vizinhança .Direito de vizinhança .Direito de vizinhança . Agravo improvido. ________________________ 21 . Admissibilidade se o causídico tem escritório em local .

Ementa oficial: Configura usurpação de área o ato do vizinho que retira cerca divisória.. v. 21/9/1999.) RT 784/413. Juiz Delmival de Almeida Campos. j.Inocorrência .743-5-Uberaba. ainda que não impugnado.Cerceamento de defesa . do CPC. em que o ato ilícito se acha confessado pelo autor. (TAMG .Poluição sonora de igreja . incorporando ao seu patrimônio área pertencente aos proprietários contíguos. sob o fundamento de liberdade religiosa. a verba honorária se faz com assento no art. Se o advogado tem escritório em local diverso da Comarca em que correu o processo e mostrou-se zeloso em seu trabalho. Juiz Caetano Levi Lopes.713-3-Contagem. j. Garantia constitucional. DIREITO DE VIZINHANÇA. do CPC. Direito de vizinhança.Hipótese. ________________________ 26 . 20.2ª Câm. Usurpação de área. e leva em conta não o valor atribuído à causa.275-4-Campo Grande. (TJMS . os honorários podem superar o valor da causa.u. causando dano ao sossego dos vizinhos.) RJA 17/242. mediante produção de poluição sonora. j. A Constituição da República assegura a liberdade de culto religioso nos limites da lei. desde que os sons não atinjam o exterior. Ementa oficial: A realização da inspeção judicial é ato de inteira discrição do Magistrado. Vizinho que retira cerca divisória. Jorge Eustácio da Silva Frias. Caracterização. Mau uso da propriedade. v.Prova .Pressupostos. § 4º.diverso da Comarca em que correu o processo e mostrou-se zeloso em seu trabalho.2ª Câm. 16/5/2000. Rel. Aplicação do art. 8/2/2000. Não pode uma igreja.Ementa oficial: Nos casos de improcedência dos pedidos inicialmente formulados. AC nº 296. adotar uso nocivo da propriedade. (TAMG . Entretanto. não configurando cerceamento de defesa seu indeferimento.Direito de vizinhança . ________________________ 27 . Rel. ademais. mas o grau de zelo do profissional e o local da prestação do serviço. Des.u. porque extrapola limite legal. Liberdade de culto.Ação Civil Pública. Poluição sonora. v.1ª T. incorporando a seu patrimônio área pertencente aos proprietários contíguos. mormente quando o ato ilícito se acha confessado pelo autor. AI nº 279. .u. Rel.Indeferimento .Ato que é de inteira discrição do Magistrado . 20. § 4º.Inspeção judicial . AC nº 58. Civil.) RT 773/327. Civil. tem a igreja o direito de utilizar música no interior do templo.

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