P. 1
DIREITO DE VIZINHANÇA

DIREITO DE VIZINHANÇA

|Views: 1.425|Likes:
Publicado porLídia Lamounier

More info:

Published by: Lídia Lamounier on Jun 01, 2012
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOCX, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

05/03/2013

pdf

text

original

DIREITO DE VIZINHANÇA Um resumo detalhado sobre os principais institutos do Direito de Vizinhança, como sobre o direito de propriedade, árvores limítrofes

, das águas, da passagem forçada, entre outros tópicos. Por Bruna Barbieri Waquim CONSIDERAÇÕES GERAIS Nas palavras de Sílvio Rodrigues, o direito de vizinhança é composto de “regras que ordenam não apenas a abstenção da prática de certos atos, como também de outros que implicam a sujeição do proprietário a uma invasão de sua órbita dominial”1. Estas regras objetivam, em primeiro lugar, assegurar a coexistência pacífica entre os vários proprietários, particularmente os confinantes (ou seja, os vizinhos); em segundo lugar, buscam regular as relações entre estes a fim também de evitar abusos de direitos. Ou seja, limitam as prerrogativas individuais dos proprietários ao mesmo tempo em que regulam a convivência. A natureza jurídica destes direitos, na opinião majoritária da doutrina, é que tratam-se de obrigações propter rem, “da própria coisa”, advindo os direitos e obrigações do simples fato de serem os indivíduos vizinhos. Maria Helena Diniz aponta três formas que os direitos de vizinhança podem se apresentar: como restrição do direito de propriedade, na medida em que regulam seu exercício; como limitações legais ao domínio, que se assemelham a servidões; como restrições oriundas das relações de contigüidade entre dois imóveis2. Importante aqui frisar a diferença entre os direitos de vizinhança e as servidões, institutos que por vezes se confundem. Os primeiros decorrem da vontade da lei; aquelas últimas, da vontade manifesta das partes e, excepcionalmente, da usucapião. Os direitos de vizinhança são limitação ao domínio, implicando em direitos e deveres recíprocos; já as servidões são direitos reais sobre a coisa alheia, onde o prédio dominante possui prerrogativa sobre o prédio serviente, sem que a recíproca seja verdadeira. E, ainda, enquanto a servidão, por ser direito real sobre imóvel, só é constituída após registro em cartório, os direitos de vizinhança dispensam registro e surgem da mera contigüidade entre os prédios3. No presente trabalho, trataremos da análise sucinta, porém fundamentada, dos institutos que compõe os direitos de vizinhança, inclusive com o estudo do exercício do direito de ação sobre tais direitos. 2. DOS DIREITOS DE VIZINHANÇA IN ESPECIE 2.1 Do uso nocivo da propriedade e do abuso de direito Nas palavras de Maria Helena Diniz, o direito de propriedade é limitado “em razão do princípio geral que proíbe ao indivíduo um comportamento que venha a exceder o uso normal de um direito, causando prejuízo a alguém” 4. Desconsiderando os atos que prejudicam vizinhos de forma culposa (posto que se configuram ilícitos civis enquadrados no art. 186 do CC), os direitos de vizinhança enquadram-se nas situações em que o dano é causado no âmbito do exercício de um direito, cabendo ao prejudicado o direito de reação na forma da lei. Este exercício de direito, no caso, configura-se como irregular, anormal; a propriedade é utilizada de forma abusiva, causando ofensas à incolumidade de um prédio ou de seus moradores.

• Festas noturnas espalhafatosas em residências. quando este acesso existe. nascente ou porto. e a cada proprietário pertence metade da coisa. ou. sendo o terreno público. não pode ter sido provocado. Pontes de Miranda denomina tal árvore de árvore-meia. somente podem ser cortadas ou arrancadas de comum acordo. temos: • Poluição de águas comuns pelo lançamento de resíduos. 2. se este provoca a queda. o proprietário do prédio confinante também pode se tornar proprietário dos ramos e raízes cortados. a queda natural dos frutos em terreno confinante permite que o proprietário deste adquira os frutos. • que o proprietário do prédio por onde se estabelece a passagem forçada receba uma indenização. por se apropriar do que não é seu. quando há a invasão de um prédio pelos ramos e raízes de árvore pertencente ao prédio contíguo. sem acesso a via pública. pelo período de 10 anos. sendo divergente na jurisprudência se esse corte só poderá ocorrer quando os ramos e raízes estiverem causando moléstia ao vizinho. o CC permite ao proprietário do terreno invadido cortar os ramos e raízes da árvore invasora. os frutos pertencem ao dono da árvore.3 Da passagem forçada A passagem forçada baseia-se em dois princípios: no de solidariedade social que rege as relações de vizinhança. e cada companheiro deve indenizar o outro por eventuais prejuízos que der causa. Na segunda hipótese. por mais cômoda que seja a passagem forçada. que interessam todo o coletivo. 88 do Conselho de Justiça Federal. • Existência de árvores que ameaçam tombar no prédio contíguo. pode acarretar sua perda. 2. efetivamente. ou seja. nos termos do art. podendo. uma vez concedida a passagem. na divisão entre os mesmos. Uma vez realizado o (justo) corte. Na última situação prevista. 1.285 do CC. devendo ser repartida entre os donos6. ou seja. A indenização acima referida geralmente é calculada por peritos. Este instituto implica três condições fundamentais para sua ocorrência: • que o imóvel pretensamente encravado esteja. de acordo com a desvalorização da propriedade e com os prejuízos que dessa passagem possam advir ao imóvel onerado. • que o direito seja exercido por seu titular legítimo: o proprietário. No primeiro caso. ser readquirida mediante pagamento da indenização8. e. por fim. deverá arcar com a devida indenização ao proprietário da árvore7. Uma vez cessadas as circunstâncias que caracterizem o encravamento. os gastos com sua conservação e colheita devem ser comportados igualmente. até o plano divisório. no entanto. a questão sobre a propriedade dos frutos caídos de árvore situada em terreno confinante5.Como exemplos de uso nocivo da propriedade e abuso de direitos. usufrutuário ou enfiteuta.2 Das árvores limítrofes Nossa legislação prevê três hipóteses de conflitos derivados por árvores limítrofes: quando as árvores nascem nos confins entre dois prédios. Assim. porém de forma insuficiente ou inadequada. e. a árvore que se encontra em ambos os terrenos. Agindo com dolo ou culpa grave no exercício do direito de corte. é considerada coisa comum. se particular. . pelo seu proprietário. comete ilícito. pelo enunciado n. sua não utilização. e no da função econômica-social das propriedades. • que o prédio seja naturalmente encravado. nem ao menos culposamente. fixada judicialmente ou por convenção. esta deverá ser extinta.

se o proprietário do prédio inferior tem a obrigação de receber as águas naturais do prédio superior. e/ou para o enxugo ou bonificação de terrenos14. em proveito agrícola ou industrial. também tem direito aos sobejos. ou seja. fontes não captadas.643/34). e aquedutos. de águas levadas artificialmente ao prédio superior. 2. como também a cessar os atos prejudiciais12. Já em relação às águas impróprias. o Código de Águas estabelece que pertencem ao prédio em que caírem diretamente. de má-fé. se para as primeiras necessidades da vida. águas levadas artificialmente ao prédio superior. as águas a que tem direito. através de seu imóvel. devendo indenizar este por eventuais prejuízos. águas pluviais. mediante prévia indenização.Nesta matéria enquadra-se também a questão da passagem de cabos e tubulações. em proveito de proprietários vizinhos. para o escoamento de águas superabundantes. pode ser obrigado judicialmente não só a reparar os danos causados. Por fim. para serviços de agricultura ou indústria. a lei impõe ao dono do prédio inferior a obrigação de receber as águas que correm naturalmente do superior10. “o dono da fonte não captada. conforme ensinamento de Sílvio Rodrigues. O Código de Águas prevê ainda a possibilidade de canalização pelo prédio de outrem.4 Das águas Esta matéria é regulada não só pelo nosso Código Civil. Na primeira situação. como também pelo Código de Águas (Dec. Na situação das fontes não captadas. ou que lhe fossem indenizados os prejuízos. salvo existindo direito alheio em sentido contrário13. Na segunda situação. e aos sobejos limpos. o proprietário do prédio superior deve fazer obras que evitem que estas águas escoem para o terreno vizinho. N. divergem o Código Civil e o Código de Águas: o primeiro acolheu a posição do Código de 1916. tubulações e outros condutos subterrâneos de utilidade pública. 2. 24. satisfeitas as necessidades de seu consumo. o que significa dizer que as águas que o prédio inferior está obrigado a receber são as de chuva e as que brotam naturalmente do solo. Segundo Venosa9. podendo o dono do terreno dispor livremente. com relação aos aquedutos. mas jamais a permissão de impedir o escoamento das águas. o proprietário é obrigado a tolerar a passagem. não pode impedir o curso natural das águas pelos prédios inferiores”11. Com relação às águas pluviais. e basicamente refere-se a cinco situações: águas que fluem naturalmente do prédio superior. quando de outro modo for impossível ou excessivamente onerosa. já o Código das Águas retira a possibilidade de escolha e prevê apenas a indenização pelos prejuízos. também mediante prévia indenização. em que o dono do prédio inferior podia reclamar que se desviassem as águas artificiais. estes representam o direito do proprietário canalizar. ou consumi-las além de suas necessidades. Ao proprietário de nascente que impedir o curso das águas. nem podendo ser estas águas desviadas de seu curso natural.5 Dos limites entre prédios e da demarcação . exige-se que o fluxo seja natural. estando o infrator sujeito a responder por perdas e danos e ser compelido a desfazer as obras erguidas para o desvio da água. de cabos.

após a conclusão da obra. que geralmente cabem ao Município (ex: há a proibição de construção de prédios com mais de “x” metros de altura – a depender de cada cidade – pois em caso de incêndios. segundo nosso Código Civil. 2. em primeiro lugar. Além da demolição. A petição inicial deverá ser instruída dos títulos de propriedades.7 Do direito de tapagem O art. um dos proprietários pode adjudicar a outra metade. no prazo decadencial de ano e dia. Para se defender de construções que infringirem normas regulamentares e preceitos de direito civil. ou em sendo a prova da posse incompleta. tampouco ao sucessor da herança não partilhada15. até a renovação de marcos destruídos ou arruinados. vão desde o levantamento de linha divisória entre dois prédios e avivação de rumos apagados. o condômino. o fundamento da condenação do proprietário se basearia na culpa in eligendo ou in vigilando)20. situação na qual pode cumular a ação demarcatória com a de restituição das áreas. Em regra. o magistrado é autorizado legalmente a fazer uso do critério da posse16. o direito de demarcar é do proprietário que seja titular de um direito real: o enfiteuta. ao juiz é condicionado três passos para julgamento. devem ser seguidas hierarquicamente: títulos > posse > divisão. o Corpo de Bombeiros não estaria habilitado a agir. o direito de construir deve sofrer limitações e restrições sempre que representar prejuízo à segurança. Estas limitações e restrições não são representadas apenas pelas determinações dos direitos de vizinhança. 2. nos quais o juiz deve basearse primordialmente para decidir o conflito. deverá ser fixada a indenização em perdas e danos. partilhados por ambos os proprietários. podendo o proprietário ajuizar tal ação mesmo quando não se encontrar na posse do imóvel. seja este urbano ou rural. deve atentar para os títulos dominiais.297 confere ao proprietário o direito de cercar. como medida de último caso.A contigüidade entre os prédios implica na necessidade de delimitação entre seus espaços. O juiz. ou ainda verificar a existência de vícios insanáveis. como o credor pignoratício. propor ação demolitória19. a legislação em vigor sobre o tema determina que o terreno contestado seja dividido em partes iguais e. imprudência ou negligência originou o dano (neste caso. o usufrutuário. No entanto.6 Do direito de construir Venosa nos recorda que “a construção de prédio pelo proprietário é direito seu. o direito individual deve ser equacionado com o direito social. Neste caso. valar ou tapar de qualquer modo seu prédio. o proprietário é responsabilizado pelo prejuízo. caso não seja possível a divisão pacífica. sossego e saúde da vizinhança. mediante indenização do proprietário prejudicado17. ou seja. inserido no „ius fruendi‟ “ 18. Se nem com este critério o juiz formular sua convicção. o §1º do referido dispositivo legal prevê a repartição . Em sendo os títulos apresentados pelas partes colidentes ou imprestáveis a título de prova. ordenará a demolição da obra. o usuário. Em havendo necessidade de processo judicial para se realizar a demarcação. Porém não ao possuidor direito. o locatário ou depositário. caso pedida. pode o prejudicado. em sendo os tapumes comuns. a fim de evitar disputas sobre domínios. mas também pelas regras administrativas. caso verifique ser impossível conservar ou adaptar a obra aos regulamentos administrativos. 1. a qual determinará os limites. por não estar equipado para lidar com esta altura). mas há grande discussão na jurisprudência sobre a possibilidade de este ajuizar ação regressiva contra o engenheiro cuja imperícia. murar. Ressalte-se apenas que estas soluções não são postas à escolha do juiz. Os objetivos da ação demarcatória.

que podem ou não ser cumulados com pedido indenizatório. não caberá mais o mencionado remédio jurídico. próprio ou impróprio. Tem legitimidade ativa para propor esta ação: o proprietário. Existem apenas três tipos de ação possessória: reintegração. A primeira é o remédio jurídico para os casos em que a posse é esbulhada. traçaremos breves comentários sobre alguns tipos de ações utilizadas no âmbito dos direitos de vizinhança. 3. ou por outro motivo necessitar de tapumes especiais. o pedido cominatório. Quem.proporcional das despesas de construção. 3. “são imprescritíveis. sendo garantido ao proprietário cobrar do vizinho confinante a sua quota nas despesas. da turbação ou de ameaça à posse do primeiro. que exigem maior proteção. caso não as tenha cumprido. e não possessória. para os casos de turbação. para os casos de mera ameaça à posse. Possuem como ponto em comum sua natureza de ações reais e seu resultado final de restituição de área. o possuidor. porque podem ser propostas enquanto perdurar o ato turbativo” 22. Uma vez cessada a turbação. manutenção e conservação. a segunda. o prazo genérico de 10 anos). nem que somente mediante atos preparatórios.1 Ações possessórias São as próprias para a defesa da posse. A legitimação ativa é do possuidor. obstar. a condenação em perdas e danos ou a apreensão de materiais. havendo entre elas possibilidade de cumulação. por se tratar de obrigação propter rem. Tais ações possuem. 3. tem legitimidade passiva o dono da obra.3 Ações demarcatórias e divisórias São as ações demarcatórias e as divisórias. impedir. ou seja. manutenção e interdito proibitório. a ação será exclusivamente indenizatória.2 Nunciação de obra nova O vocábulo “nunciar” traduz a idéia de embargar. obstaculizar. aqui entendida como situação de fato. somente sendo cabível a repartição das despesas caso este tapume especial também seja útil ao vizinho confinante21. é importante ressaltar que a obra deve estar iniciada. Trata-se de ação pessoal. No entanto. nas palavras de Venosa. e sim obra nova em terreno vizinho23. PROCESSUALÍSTICA DOS DIREITOS DE VIZINHANÇA As ações típicas de direito de vizinhança objetivam cessar um estorno e. A partir de agora. o condômino e o poder público. deverá responder sozinho por estes. e a terceira. no entanto. Se já tiver sido concluída. 3. mediato ou imediato. inclusive se for o poder público. quatro pretensões: o embargo à construção. em regra. . o direito material objeto da lide não é a posse. daquele que seja o autor do esbulho. possuir aves e animais domésticos. pelo que se passa a considerar o prazo prescritivo comum às ações pessoais (no novo código. a passiva. posto que a posse só é invocada no processo para demonstrar da legitimidade para o pleito.

“aquele que teme a ruína ou prejuízo em sua propriedade pede garantia de futura reparação”. ou como resguardo de prejuízo potencial (sem prazo de duração). e fidejussória quando se tratar de fiança. XXIII. também acrescentam um sancionamento. JULGADOS 1 . em que se julga a divisão ou a demarcação propriamente dita24.Direito de vizinhança . ou de fazer ou não fazer algo. a segunda fase é preponderantemente executiva. enquanto a divisória pressupõe condomínio. O procedimento de ambas as ações é bifásico: num primeiro momento processual. 5º. ocorre o julgamento da pretensão de demarcar ou dividir. a considerar o valor da causa e a matéria. A legitimidade ativa ad causam é dos proprietários e condôminos. sendo que o mero possuidor as tem que tolerar.Inadmissibilidade Garantia da função social da propriedade que não afeta as normas de composição de conflito de vizinhança insertas no art. modernamente se ampliando aos possuidores. A legitimidade ativa para demanda é dos proprietários e possuidores. e a passiva. ou seja. 3. inclusive de ofício. pena de multa diária. Fundamentam-se numa prestação: de dar coisa certa ou incerta. Ela será real quando recair em coisas. além de declarar um direito (eficácia declaratória imediata). 3. caso a ação se refira a outro possuidor e que um deles seja titular de direito real limitado. a primeira serve não só para demarcar (onde inexistem limites físicos). Pode ser exercida como medida cautelar preparatória de futura ação demolitória (tendo prazo de 30 dias). em que o magistrado é autorizado a cominar. obrigação pessoal. sem prejuízo de perdas e danos.4 Ações condenatórias As ações condenatórias. na maioria dos casos25. em que se admite julgamento antecipado (especialmente em casos de queixa de esbulho e pedido de restituição). como também para avivar marcos antes existentes. a ação demarcatória pressupõe prédios contíguos. São cabíveis em obrigações tanto fungíveis quanto infungíveis. neste tipo de ação.Imposição gratuita da ingerência de particular que exerce atividade reconhecida como de utilidade pública ao poder de uso de proprietário lindeiro . ou seja. usufrutuários. é ação preventiva . dos proprietários. para impor gratuitamente. 573 e seus parágrafos do CC. para o caso de descumprimento de comando sentencial condenatório. Nas palavras de Venosa. ao proprietário.6 Caução de dano infecto Em relação aos direitos de vizinhança. a caução deve ser entendida como exercício de ação e pretensão à cautela. podendo o rito ser ordinário ou sumário. usuários ou habitadores.No entanto. 573 e seus parágrafos). criando o título executivo judicial. 3.5 Pedido cominatório e execução específica Tratam-se da questão das astreintes. da CF) não afeta as normas de composição de conflito de vizinhança insertas no Código Civil (art. Ementa oficial: A garantia da função social da propriedade (art. a ingerência de outro particular em seu poder .

AP c/ Rev.344-00/0-SP.9ª Câm.Cães de grande porte confinados em residência .2ª Câm. O confinamento de grande número de cães de grande porte no quintal da residência. ________________________ 5 . v. procederá de modo que não piore a condição natural e anterior do outro.u.936-00/1-Barueri.Configuração.u. Fixação adequada. nº 597. Min. § 4º.) RJA 15/413. Juiz Antonio Rigolin. j. O mau uso da propriedade deve ser nocivo. Mantença de grande número de cães de grande porte confinados em residência. E a nocividade concerne à segurança.12ª Câm. RE nº 211. 13/9/2000.Direito de vizinhança . 554 do CC. Octavio Gallotti.Uso nocivo da propriedade . nº 590. (2º TACIVIL.Improcedência da ação demolitória.Imóvel em posição inferior ao prédio vizinho do qual escoam as águas .u.Pretensão de que o proprietário do imóvel superior faça obras de canalização Inadmissibilidade . Recurso improvido. v. que se funda na segurança da propriedade e pessoal e que não causa qualquer prejuízo aos proprietários vizinhos não enseja provimento a ação demolitória. não há que se falar em obrigação de fazer do réu. 24/5/1995. Abuso configurado. AP c/ Rev.385-9-CE.Águas pluviais . ________________________ 2 . j. provocando poluição sonora que incomoda os vizinhos e configura o mau uso da propriedade (art.Manutenção de sistema de som em ambiente aberto e aglomeração de clientes em via pública.Direito de vizinhança . AP s/ Rev. ________________________ 4 . 20/4/1999. Rel. j. v. (STF . Restrição determinada. Juiz Marcial Hollanda. ________________________ 3 . Rel. 15/3/2001. para facilitar o escoamento. por isso.Lei que não impõe obrigação de fazer obras de escoamento ou canalização de águas de chuva. provocando poluição sonora que incomoda os vizinhos . (2º TACIVIL . Rel. tanto em razão do mau cheiro como em decorrência do barulho. do CPC. Rel. Direito de vizinhança.) RT 785/283. 554 do CC).Direito de vizinhança .. ________________________ .00 por guardar plena razoabilidade em função do trabalho realizado e se mostrar perfeitamente adequada aos parâmetros do art.500. v. não havendo.Elevação de muro . Ementa oficial: Os prédios inferiores são obrigados a receber as águas que correm naturalmente dos prédios superiores. O alteamento de muro que não compromete o ângulo estético da propriedade vizinha ou da salubridade. gerando incômodo. como evitar que águas pluviais escoem para sua propriedade.. ao sossego ou à saúde dos moradores do prédio.) RT 790/314. Encontrando-se o imóvel dos autores em posição inferior ao do réu e.Exploração abusiva de atividade comercial Caracterização . AP nº 535. (1º TACIVIL .u.u.Razões de segurança .Direito de vizinhança .. pela circunstância de exercer este último atividade reconhecida como de utilidade pública.Inteligência do art. Recurso improvido. v. j. j. Deve ser mantida a fixação da verba honorária em R$ 1. 20.Abuso . Rel. nº 582. constitui abuso do direito de propriedade.080-00/9-SP.) RT 727/193. Especial de Férias de 1/1995. Juiz Romeu Ricupero.942-2-SP. (2º TACIVIL . Honorários advocatícios. Juiz Adilson de Andrade. Ementa oficial: Caracteriza exploração abusiva da atividade comercial a manutenção de sistema de som em ambiente aberto e a aglomeração de clientes na via pública.de uso. 554 do CC).) RT 771/169.1ª T. 1º/8/2000. justificando a imposição de medidas limitatórias (art. já que a lei não impõe ao réu a obrigação de realizar obras de escoamento ou canalização de águas de chuva. se o dono do prédio superior fizer obras de arte.

muro que as vede completamente.) LEXTAC 173/498.5ª Câm. decorrido o lapso de ano e dia.Zona residencial Construção aprovada pela Prefeitura Municipal e níveis de ruído compatíveis com o IPT (Instituto de Pesquisa Tecnológica) . Aplicabilidade.No direito de vizinhança.u. sobretudo em se tratando de relação continuativa.Uso nocivo da propriedade .Recurso improvido. nº 517. (2º TACIVIL . Juiz Gama Pellegrini. . está caracterizado o uso nocivo da propriedade e os vizinhos que se sintam perturbados podem compelir juridicamente o condomínio a construir muro de alvenaria com o objetivo de barrar a propagação do som. 573.Vizinho que constrói muro e veda janelas abertas há mais de vinte anos no prédio vizinho . como a de vizinhança. recurso ao indeferimento do pedido de indicação de assistente técnico para manifestação sobre o laudo pericial.) LEXTAC 173/395.Cerceamento de defesa . Coisa julgada.Prova preclusa e ausência de indicação de assistente técnico Descaracterização. e 576 do Código Civil .6 .6ª Câm. Rel. acima de tudo. precluso o direito à produção de prova oral. Juiz Thales do Amaral. DIREITO DE VIZINHANÇA.151 da ABTN e Resolução Conama nº 1/90. j. AP s/ Rev.Acordos homologados no Juizado Informal de Conciliação exprimindo mera intenção de resolver questão relacionada com barulho ambiental não impedem o ajuizamento de ação de obrigação de fazer. v. Embora a construção de heliponto em bairro estritamente residencial tenha sido autorizada por ato administrativo junto à Prefeitura de São Paulo e muito embora tenha o laudo pericial constatado que o ruído existente quando do pouso e decolagem do helicóptero seja compatível com as normas técnicas pertinentes. em favor do outro. nº 517. v.Inteligência dos arts. ________________________ 10 . v.Ação de obrigação de fazer .Irrelevância . a perturbação ao sossego dos vizinhos com ruídos provenientes de cultos religiosos a níveis acima do mínimo tolerável. 20/5/1998.183-00/6Itapira. Perturbação ao sossego dos vizinhos. ________________________ 7 . enseja a adoção de medidas de controle dos mesmos sob pena de multa diária. Juiz Kioitsi Chicuta. Igreja (cultos religiosos). pois tal situação configura. nº 517. Juiz Dyrceu Cintra. Inocorrência.Ação demolitória .) LEXTAC 173/524. o enfoque da questão deve levar em consideração não apenas o sossego.Obrigação de fazer cumulada com indenização. AP c/ Rev. Multa.Direito de vizinhança . Não caracteriza cerceamento de defesa se. Se as janelas de um prédio foram abertas há mais de vinte anos.. mas. legalmente estabelecidos pela norma NBR-10. v.Direito de vizinhança . AP s/ Rev. (2º TACIVIL . Ruídos que superam o mínimo tolerável.u. é determinada de ofício a perícia sem a prévia comunicação às partes e estas por sua vez não apresentam.Impossibilidade . Uso nocivo da propriedade. sendo fundamentais para a claridade e arejamento de dormitório e banheiro. Se o ruído causado pelo uso de uma quadra poliesportiva de edifício supera o permitido pela legislação municipal.125-00/9-São Carlos. (2º TACIVIL . Rel.Direito de vizinhança .Inadmissibilidade.9ª Câm. na divisa.Perigo para os moradores . ________________________ 9 . 27/8/1998.Existência . Adoção de medidas de controle. a impedir tal construção. § 2º..Barulho proveniente de quadra poliesportiva .Direito de vizinhança . 9/6/1998.12ª Câm.. AP s/ Rev. ________________________ 8 . Rel..388-00/5-SP.Construção de muro.u. (2º TACIVIL . nº 520. verdadeira servidão.u. DIREITO DE VIZINHANÇA.Utilização de heliponto . Rel. tempestivamente.231-00/1-SP. a segurança dos vizinhos. 29/7/1998. j. j. não pode o vizinho edificar. j.) LEXTAC 176/440.

.Cobrança até o retorno à situação fática anterior .842-00/0-SP. com o objetivo de diminuir a sonoridade e as vibrações que prejudicam os prédios lindeiros. (2º TACIVIL . 14/9/1998.u.Coibição expressa pelo art.Excesso de ruído Observância dos limites da legislação municipal .Reparação de danos . 30/6/1998. Juiz Amaral Vieira.Direito de vizinhança . ________________________ 12 . Inconcebível a pretendida cobrança de aluguéis até o retorno da situação fática anterior.Direito de vizinhança .Nunciação de obra nova .5ª Câm. maioria de votos)LEXTAC 181/365. Rel. Rel.593-00/5-SP. nº 533.DIREITO DE VIZINHANÇA.016-00/9-SP.Imóvel construído sem nenhum recuo .Admissibilidade.4ª Câm.u. AP c/ Rev.Direito de vizinhança .11ª Câm.Perda de privacidade . Indenização.Realização de obras para diminuição do som e vibrações . AP c/ Rev. AP c/ Rev.Cumulação com pedido demolitório e perdas e danos .871-00/2-Santos. Juiz Artur Marques.A indenização justa.) LEXTAC 173/403. havendo prova pericial de que os mesmos causam incômodos à vizinhança. j. 10/8/1999. j. ________________________ 13 . Nunciação de obra nova.) LEXTAC 181/377. 22/2/2000.Queda de árvore .2ª Câm. (2º TACIVIL .Admissibilidade.81400/9-SP. j. Obrigação do dono da árvore de reparar o dano. 573 do Código Civil . a ação deve ser julgada procedente. nº 548. j.Restando comprovados os danos e o nexo causal entre estes e as infiltrações decorrentes do apartamento superior.Demolição Desnecessidade. AP c/Rev. v.. nº 520. no caso. j.) LEXTAC 179/414.Irrelevância . Se a irregularidade da obra somente é prejudicial ao vizinho ao devassá-la lateralmene.Estabelecimento comercial .Direito de vizinhança . desnecessária é sua demolição se o fechamento integral da lateral elimina o problema. com os reparos. Queda de árvore. Certa a origem do vazamento no apartamento superior.Multa. aquele que explora a atividade causadora da ruidosidade excessiva e vibrações mecânicas é obrigado a realizar obras de adaptação em seu prédio. fenômeno . (2º TACIVIL . responde sua titular pelos danos causados no apartamento inferior e pela multa fixada em antecipação de tutela. Rel.Possibilidade .) LEXTAC 173/398. Juiz Peçanha de Moraes... ________________________ 14 . Perdas e danos.Descabimento. é a que configura uma compensação por afronta inflingida ao patrimônio de outrem.Culpa do dono da árvore .Aluguel . Restrição ao uso do subsolo. corporificada na restrição ao uso do subsolo.Correção da irregularidade construtiva . (2º TACIVIL .Nunciação de obra nova . 15/6/1998. Juiz Pereira Calças.Obrigação de fazer . Rel. posto que a invasão constatada não tem o condão de se revestir numa relação locatícia entre as partes. v. v. provocada por tempestade. Não caracterizadas situações de caso fortuito ou força maior. Está dentro da esfera da previsibilidade a queda de árvore em decorrência de tempestade. Rel. AP c/ Rev. até o momento em que. nº 520.(2º TACIVIL . causando-lhe danos.Obrigação de fazer cumulada com indenização . v. Juiz Celso Pimentel.Caso fortuito ou força maior .u. ________________________ 15 .Não caracterização . atingindo casa vizinha. Mesmo que os ruídos produzidos por estabelecimento comercial estejam dentro dos limites máximos permitidos pela legislação municipal. nº 517. Cabimento..Direito de vizinhança .4ª Câm. ________________________ 11 .u.Vazamento proveniente de apartamento superior . houve cumprimento da obrigação de fazer.

ajuizada por vizinhos. Rel. AP c/ Rev. 461.Direito de vizinhança .Fixação de horário para cessação das atividades musicais do restaurante. os honorários do advogado do vencedor são arbitrados em valor fixo e compatível com o trabalho desenvolvido.197-00-0-Presidente Venceslau. tal constatação não neutraliza irregularidades respeitantes à legislação civil em vigor.u.Abuso de instrumentos sonoros e sinais acústicos . j.Irrelevância da inexistência da intenção de prejudicar ou incomodar . Juiz Renzo Leonardi.910-00/8-Bragança Paulista.Direito de vizinhança . 30/7/2001. Recurso improvido.Aplicação do art. (2º TACIVIL . Provada a construção irregular e o prejuízo da parte. Juiz Andreatta Rizzo. v..u. ________________________ 20 .2ª Câm.Admissibilidade . j. (2º TACIVIL .Execução nos mesmos autos . § 4º.5ª Câm. AP s/ Rev. (2º TACIVIL . AP c/ Rev. 17/4/2001. ________________________ 18 .. Rel.524-00/6-SP. nº 559.Multa diária fixada de ofício .Recurso improvido. HONORÁRIOS DE ADVOGADO. o sossego.Direito de vizinhança . com fixação de horário para a cessação das atividades musicais no estabelecimento comercial.Caracterização Admissibilidade. ________________________ 16 . Juiz Celso Pimentel.Nunciação de obra nova . 15/9/1998. caracteriza uso nocivo da propriedade e autoriza o acolhimento da demanda condenatória à obrigação de não fazer.Uso nocivo da propriedade . A utilização de terreno para a abertura de passagem e acesso de caminhões e veículos a prédio confinante do mesmo titular. Rel.943-00/0-SP. O abuso de instrumentos sonoros e sinais acústicos em restaurante até altas horas da noite. AP c/ Rev.. perturbando o sono.Valor que se tornou insuficiente ou excessivo .Obrigação de não fazer cumulada com pedido de indenização Exploração de jazida de água mineral .u.2ª Câm. 554 do Código Civil. Ação procedente.. 644. 554 do Código Civil . Obrigatoriedade. AP s/ Rev. (2º TACIVIL . 22/3/1999. . no qual ele explora jazida de água mineral. caracteriza uso nocivo de propriedade.Loteamento residencial .405-00/0-Serra Negra. justificando a aplicação da regra do art.Transação . sob pena de multa diária . Rel. correta a determinação demolitória. viola a exclusiva e erga omnes natureza residencial do loteamento.Modificação pelo juiz da execução .Nunciação de obra nova . ________________________ 19 . v. ainda que inexista a intenção de prejudicar ou incomodar. j.Faculdade do art. (2º TACIVIL .Homologação judicial .Descumprimento .) LEXTAC 188/494 e RT 791/286.Exegese do art. v.Direito de vizinhança .u.u.) LEXTAC 177/401. nº 619. do citado Código.Consideradas as peculiaridades da causa.) LEXTAC 177/399.Uso de terreno para passagem de caminhões a prédio confinante do mesmo titular .Admissibilidade .4ª Câm.natural e corriqueiro. ou o bem-estar dos vizinhos. nº 521.) LEXTAC 174/550.8ª Câm. Juiz Francisco Thomaz. nº 661.Direito de vizinhança . 31/8/1998. v.Trânsito em julgado . mas em desconformidade com o projeto inicialmente aprovado. ________________________ 17 . Juiz Gilberto dos Santos. do Código de Processo Civil . j. Rel.) LEXTAC 190/345.Medida cautelar inominada. j. Conquanto supostamente aprovada a planta referente à obra em apreço..Cumulação com pedido demolitório.Uso nocivo de propriedade . com cominação pecuniária. v. Remuneração compatível. nº 525.

a ação deve ser julgada procedente. Fixação da verba em valor superior ao atribuído à causa.Descumprido acordo homologado judicialmente em ação de nunciação de obra nova em direito de vizinhança. 15/6/1998. Vazamento proveniente de apartamento superior. ________________________ 24 . (2º TACIVIL . sob pena de multa diária .Direito de vizinhança . Cabimento. Improcedência do pedido inicialmente formulado.. Multa fixada até o cumprimento da obrigação. 554 do Código Civil diz que o inquilino pode impedir o mau uso da propriedade vizinha que possa prejudicá-lo. conforme art. Juiz Campos Petroni.Admissibilidade.728-00/9-SP. Agravo improvido. AP c/ Rev.Produção de sons acima dos limites legais.Impossibilidade da imposição do ônus.u. 22/11/2000. AI nº 719. v. quando. ________________________ 22 .u. j. Juiz Artur Marques. mediante obras. mas para assegurar passagem a quem efetivamente não a tenha. nº 517. Não conhecimento da argüição de ilegitimidade ativa do Ministério Público. 7/5/1998. já que esta questão não se constitui objeto da decisão atacada.Direito de vizinhança .. ________________________ 23 .12ª Câm.) LEXTAC 189/363.Obrigação de fazer cumulada com indenização.Obrigação de fazer . Restando comprovados os danos e o nexo causal entre estes e as infiltrações decorrentes do apartamento superior. Rel. concedida a pedido do Parquet.Proposição por inquilino.) LEXTAC 173/398. Juiz Claret de Almeida. DOESP 7/6/2002) RJ 297/127.Direito de vizinhança . Rel.11ª Câm. AP s/ Rev.3ª Câm. Juiz Henrique Nelson Calandra. Ementa oficial: Se o imóvel não se encontrar encravado por força natural e de forma absoluta.Admissibilidade.12ª Câm. AI nº 663.Passagem forçada . seu proprietário não tem direito de passagem sobre imóvel vizinho.Imóvel que não se encontra encravado por força natural e de forma absoluta . ________________________ 21 .) LEXTAC 173/528. Prevalência da cominação de astreintes.871-00/2-Santos.636-00/0-SP.837-00/0-SP.Direito de vizinhança . de multa por dia de atraso no cumprimento da obrigação de fazer (art. (2º TACIVIL . HONORÁRIOS DE ADVOGADO. do Código de Processo Civil).Nexo causal Reconhecimento . o proprietário da parte relativamente encravada pode ter acesso à via pública através de suas terras. Obrigação de fazer cumulada com indenização.Direito de vizinhança.Vazamento proveniente de apartamento superior . 644 do citado Código.Direito de vizinhança . o proprietário da parte relativamente encravada pode ter acesso à via pública através de suas terras Direito que não existe para garantir maior comodidade ao interessado. Admissibilidade se o causídico tem escritório em local .Liminar obstativa . Ação Civil Pública. pelo juiz da causa.Ação Civil Pública . quando.Multa . 461. Rel.. mas para assegurar passagem a quem efetivamente não a tenha. Antecipação de tutela deferida. (2º TACIVIL . v.Ação demolitória . DOESP 7/6/2002) RJ 297/127. (2º TACIVIL . Liminar obstativa de produção de sons acima dos limites legais toleráveis. é lícita a fixação ex officio. mas não faz referência à demolição. Tal direito não existe para garantir maior comodidade ao interessado.u. Rel. mediante obras. j.Cumulação com indenização . Nexo causal. Juiz Ribeiro da Silva. nº 516.Fixação até o cumprimento da obrigação . não sendo razoável que a este se imponha semelhante ônus. Recurso desprovido. Cabimento. Direito de vizinhança. § 4º. AI nº720. O art. (2º TACIVIL . Admissibilidade. Rel. podendo este valor ser modificado pelo juiz da execução quando for verificado que se tornou insuficiente ou excessivo. v.9ª Câm. j... ________________________ 25 .157-00/6-SP.

mas o grau de zelo do profissional e o local da prestação do serviço. incorporando a seu patrimônio área pertencente aos proprietários contíguos.diverso da Comarca em que correu o processo e mostrou-se zeloso em seu trabalho. § 4º. Des. mormente quando o ato ilícito se acha confessado pelo autor.2ª Câm.Indeferimento .Ato que é de inteira discrição do Magistrado . Rel.275-4-Campo Grande. desde que os sons não atinjam o exterior. ________________________ 27 . do CPC. ainda que não impugnado. Vizinho que retira cerca divisória.Hipótese. j. 16/5/2000. ademais.Inocorrência . v. tem a igreja o direito de utilizar música no interior do templo. 20.Ação Civil Pública. DIREITO DE VIZINHANÇA. em que o ato ilícito se acha confessado pelo autor.Poluição sonora de igreja . Rel. Se o advogado tem escritório em local diverso da Comarca em que correu o processo e mostrou-se zeloso em seu trabalho.Pressupostos. porque extrapola limite legal. mediante produção de poluição sonora.1ª T. . do CPC. (TJMS . ________________________ 26 . § 4º. Civil.743-5-Uberaba. e leva em conta não o valor atribuído à causa.Direito de vizinhança . a verba honorária se faz com assento no art.u. j. Mau uso da propriedade. incorporando ao seu patrimônio área pertencente aos proprietários contíguos. sob o fundamento de liberdade religiosa.2ª Câm. Rel. Liberdade de culto. 21/9/1999. não configurando cerceamento de defesa seu indeferimento. Ementa oficial: A realização da inspeção judicial é ato de inteira discrição do Magistrado.) RT 773/327.Ementa oficial: Nos casos de improcedência dos pedidos inicialmente formulados. os honorários podem superar o valor da causa. Garantia constitucional.713-3-Contagem. (TAMG .) RJA 17/242.Cerceamento de defesa .. Juiz Delmival de Almeida Campos. AC nº 296. causando dano ao sossego dos vizinhos.u. Juiz Caetano Levi Lopes. Poluição sonora. Caracterização. Direito de vizinhança. 8/2/2000.Inspeção judicial .Ementa oficial: Configura usurpação de área o ato do vizinho que retira cerca divisória.) RT 784/413. Usurpação de área.Prova . Jorge Eustácio da Silva Frias. 20. v. AI nº 279. adotar uso nocivo da propriedade. AC nº 58. A Constituição da República assegura a liberdade de culto religioso nos limites da lei. (TAMG . v. Aplicação do art. j.u. Entretanto. Civil. Não pode uma igreja.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->