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PROJETO DE GESTÃO DEMOCRATICA

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PREFEITURA MUNICIPAL DE CAICÓ SECRETARIA DE EDUCAÇÃO, CULTURA E ESPORTE

PROJETO DE GESTÃO DEMOCRÁTICA

DIRETOR: THIAGO RICHARD DUARTE COSTA VICE­DIRETOR: SEVERINO NETO DA SILVA

CAICÓ­RN, 13 DE MARÇO DE 2012

A   escola.   do   consumismo   desenfreado   temos.   pós­industrial. Esse projeto irrenunciável. proposto pelo pensamento marxista . refere­se a um  esforço reflexivo na busca do entendimento  do mundo capitalista globalizado em que  vivemos. mas.  p.   não   está   isenta   dessas  transformações econômicas. transformá­lo” (SANFELICE.   Trata­se   de   uma  sociedade   pós­moderna.   do   progresso  tecnológico   . 8). menos direcionadas a interesses camuflados das  elites economicamente favorecidas e mais comprometidas com os anseios do público ao  qual se destina. na base material. Como   subsídio   para   ampliação   dos   esforços   reflexivos   que   emergem     das  conjunturas do mundo contemporâneo é interessante nos instruirmos com um pouco do  pensamento de Mezaros: .   aonde   o   conhecimento   torna­se   sinônimo   de  poder. tal poder tem estado quase sempre atrelado ao capital de mega corporações  multinacionais e dos países do centro do capitalismo. 2001. Assim.INTRODUÇÃO No mundo globalizado em que vivemos.   de   um   “irrenunciável   projeto   marxista.   ou   seja. tais fatos permitem­nos  inferir que apesar de o avanço do sistema capitalista ter propiciado avanços científicos e  tecnológicos  nem todos os estados  nacionais  e sociedades  tem colhido as benévolas  desse progresso.  Diante  desse   panorama   torna­se   perceptível   a   continuidade.   simultaneamente   a   cultura   neo  liberal.   pela   falta   de   identidade.   compreender   de   forma  totalizante o capitalismo ilimitado e. pois as mudanças na forma de produção.   uma   vez   que   tal   entendimento   torna­se   indispensável   para   que   possamos  construir propostas educacionais sérias.  também  gera  conseqüências  no modo como  a educação  formal   é concebida. por que não.   paralelamente.   nesse   contexto   do   pós­modernismo.   de   historicidade.   convivido   com   a  ausência   de   memória. marcado por uma lógica neo liberal  que   aponta   para   a   crença   no   avanço   ininterrupto   do   capitalismo.

 o que nos  remete a questionamentos como: para quê educar? Para quem educar? Como educar  para formação cidadã? Devemos educar apenas para o trabalho? Devemos educar para o  exercício   do   pensamento   crítico   e   de   uma   consciência   política?   Devemos   apenas  transmitir  os conhecimentos  historicamente  produzido pela humanidade?  Assim.   apresentar­se­á. tendo por  objetivo   o   favorecimento   de   práticas   educacionais   que   estejam   prioritariamente   de  acordo com os reais interesses e necessidades da comunidade escolar a qual se destina e  que contribua para a formação de sujeitos críticos. são  inesgotáveis questionamentos que precisam ser agregado ao nosso cotidiano a fim de  que   possamos   construir   uma   educação   escolar   que   vá   alem   da   mera   formação   de  consumidores e mão de obra para o mercado de trabalho. participativos e conscientes de seus  papeis   no   mundo   para. 2008. Mezaros nos convida a pensar sobre os efeitos que o atual modo  de produção  tem imposto aos objetivos educacionais pelo fato de que a sua lógica. e  que tenha o mesmo espírito (MEZAROS.   Partindo   desse   pré­supostos.É por isso que hoje o sentido da mudança educacional radical não  pode   ser   senão   rasgar   a   camisa   de   força   da   lógica   incorrigível   do  sistema: perseguir de modo planejado e consistente uma estratégia de  rompimento do controle exercido pelo capital. que rompam com a sua camisa de força. . bem como com todos os meios ainda a ser inventados. comportamentos que lhes dêem legitimidade. o mencionado autor nos propões a elaboração e realização de projetos  educacionais para além do capital.   acarreta   um  entendimento   da   educação   escolar   percebida   como   meio   para   transmissão   de  conhecimentos. p.   contudo. Nesse sentido.   uma   proposta   de   gestão  escolar que norteia­se pela consciência dos desafios da escola contemporânea. que  é   a   intrínseca   pretensão   de   perpetua­se   como   sistema   hegemônico. 35).  Assim. valores.   aqui.   almejarmos   a   construção   de   uma   sociedade  humanamente melhor. com todos os meios  disponíveis.

 pela intelectualidade e proporcionar um ambiente escolar  agradável. portanto. A  realidade brasileira ainda possui aspectos sombrios. 2011. coordenador pedagógico. torna­se desafio para cada professor. convivemos com altos índices de  analfabetismo.   para   todos.  3). pobreza e violência.   é  interessante ressaltar a afirmação de Libâneo: Devemos   inferir. torna­se um lugar prazeroso. A escola precisa. A criminalidade.  No entanto. gestor. com as casas de jogos eletrônico e com a prostituição. que tipo de sociedade  almejamos  construir e de que maneira a  escola pode intervir de modo a dar concretude a esse projeto? Temos percebido que a escola tem enfrentado a acirrada concorrência com as  drogas. como uma das principais economias do mundo. tem sido digno de comemorações.   Nesse   sentido.   o   domínio   de  conhecimentos   e   o   desenvolvimento   de   capacidades   cognitivas   e  .  favorecendo   a   formação   de   cidadãos   reflexivos   e   participativos. apesar dos números oficiais apresentarem um PIB e uma renda per capita  satisfatórios sabemos que nem tudo. tem estado presente bem próximo de nossas casas. no nosso país. pais  e alunos empreender esforços no sentido de recuperar a função social da escola que é  “Despertar o gosto pelo saber. com a criminalidade. Diante dessa caracterização da atual sociedade brasileira cabe questionar sobre  qual papel a escola precisa cumprir em meio a esse cenário tão perverso e contraditório.A FUNÇÃO SOCIAL DA ESCOLA O Brasil desponta.  tendo vivenciado significativos avanços nas áreas industriais. que favoreça o pleno  desenvolvimento  de habilidades  físicas.  Desse modo. com destaque para o tráfico de  drogas. p. atualmente.   portanto. científicas e tecnológicas.   que   a   educação   de   qualidade   é   aquela  mediante   a   qual   a   escola   promove. do potencial  cognitivo  e afetivo dos alunos. onde o educando possa se desenvolver enquanto pessoa” (COSTA.  Ou seja.  no   qual   em   uma   mesma   sala   de   aula   encontramos   alunos   provenientes   de   diversas  realidades.

afetivas indispensável no atendimento de necessidades individuais e  sociais dos alunos. capaz de intervir no  mundo de modo a torná­lo melhor para si e seus semelhantes. propicie um tipo de ensino que leve o aluno a entender a importância da  aquisição de conhecimentos e habilidades não só como garantia de acesso ao mercado  de trabalho. 2005.  associações   de   pais   e   alunos.117) É preciso que esse ambiente prazeroso. mas. caso contrário. É importante que tais órgão não funcionem  apenas com a função de homologar as decisões da diretoria. . (LIBÂNEO. assessoramento e deliberação. pois. faz­se necessário a soma de esforços de todos os que compõem a comunidade  escolar. tanto nas reuniões administrativas e pedagógicas quanto  nas aulas (BASTOS. p. Nesse sentido É   fundamental   democratizar   o   debate.   alunos.   no   cotidiano   da   escola.   grêmios   estudantis   devem   ter   efetivos   poderes   de  fiscalização. almejada através dessa proposta.   de   tal   forma   que   todos   nas  escolas   públicas   possam   ser   sujeito   dele.   Para   que   a   escola   funcione   democraticamente   os   conselhos   escolares. O aluno precisa ser conduzido a entender  a relevância do aprendizado escolar para tornar­se um sujeito ativo. No   entanto.  Essa necessidade é justificável  pelo fato de que para desempenharmos  uma  educação   que   responda   as   demandas   da   sociedade   é   preciso   incluir   pais. como uma instrumentalização necessária a sua inserção no  mundo. no qual deve se tornar as instituições  escolares.   A   gestão   democrática  somente será um modelo hegemônico de administração da educação  quando. 2001. p.  professores. sobre tudo. Para que a função social da escola. gestores e coordenadores nos debates que emanam dos novos desafios que  nos são apresentados pela contemporaneidade. não  trata­se de gestão democrática.14).   vale   ressaltar   que   para   que   a   gestão   democrática   aconteça   na  prática   não   basta   criar   conselhos   escolares. aprimoramento intelectual e cultural.   dirigentes   e   dirigidos   participarem  desse debate.   convocar   reuniões   ordinária   e   extra­ ordinária. torne­se  realidade.

 aula vagas. agradável a todos que por ela transitem. e planejamento dos professores.  Construção de uma sala de recepção que sirva ao melhor acolhimento de pais.  alunos   visitantes   que   tenham   assuntos   a   tratar   com   gestores.   a   socialização   de   propostas   para   uma   gestão  democrática   entre   todos   que   compõem   a   comunidade   escolar   deve   ser   o   caminho  primordial para incuti­la no cotidiano escolar. também. para os momentos de  intervalo. entendemos  como função social da escola a tarefa de torná­la um  espaço prazeroso. primando pela participação de  todos   os   membros   da   comunidade   escolar   (pais. eficiente em contribuir para  que os alunos.   para   que   possa   atender   aos   anseios   do   mundo   contemporâneo.  Outro   sim.  Buscar meios para por em funcionamento a sala de informática da escola.   supervisores.   faz­se  necessário fortalecer os espaços democráticos no interior das escolas. possam aflorar suas potencialidades.   funcionários. para a escola. supervisores.   alunos. Portanto.A   democratização   do   debate.  OBJETIVO GERAL  Desenvolver um trabalho de gestão democrática. . OBJETIVOS ESPECÍFICOS  Lutar e buscar junto a secretaria de educação e a gestão municipal parcerias para  construção de uma quadra esportiva.  secretários e professores e que esteja disponível. tornando todos os  membros da comunidade escolar aliados na difícil tarefa de realizar uma educação de  qualidade. sujeitos em pleno desenvolvimento.  professores. e gestores) de modo a dotar os objetivos da escola dos  reais interesses do público ao qual se destina. ou um espaço para lazer.

 Incentivar a participação dos alunos em práticas esportivas no âmbito escolar e  inter­escolar de modo a estimular a socialização e o desenvolvimento de valores. buscando desenvolver o  espírito   de   colaboração.  Zelar pelos recursos humanos disponíveis na instituição.  Desenvolver   projetos   junto   com   a   supervisão   e   equipe   de   professores   com  intuito de reduzir a indisciplina.  Estimular  práticas  democráticas  através  de eleições  para  liderança  de  classes  (entre   os   alunos). o conselho escolar.  Incentivar a elaboração e desenvolvimento de projetos escolares. Climatização da sala de recursos audiovisuais.   do   incentivo   a   criação   do   Grêmio   estudantil   e   do   bom  funcionamento do conselho escolar.   criação   de   grupos   de   estudos.   Desenvolvimento de um Blog que possa servir como espaço para divulgação dos  projetos.  Zelar pela lisura e boa aplicabilidade dos recursos financeiros disponíveis na  escola. principalmente  os   de   intervenção   pedagógica.   ética   tornando   o   ambiente   laboral  prazeroso para os que nele atuam.   Incentivar estratégias e desenvolver projetos que visem o gradual melhoramento  do desempenho dos alunos nas avaliações do Ideb. o  conselho comunitário  e a igreja – através  de estratégias  metodológicas  como  reuniões   periódicas.   respeito   mútuo.   trabalhos   dos   alunos   e   canal   de   recepção   de  críticas e sugestões disponíveis a todos os interessados no bom andamento da  escola.   rodas   de   conversas   –  firmando parcerias que venham a contribuir para o melhoramento das práticas  desenvolvidas na escola.  Zelar pelo patrimônio físico e material dessa instituição de ensino.   estimulando   os   principais   atores   envolvidos   a  .   prestação   de   contas.  Estabelecer mecanismos de comunicação entre a escola.

  estimulando   o   espírito   cooperativo.  pais. primando pela participação de todos os segmentos da comunidade  escolar. adquirindo habilidade e criatividade. a ampliação do seu acervo bibliográfico.  entre alunos e destes com a comunidade local. através da criação de canais de divulgação de informações referentes à escola e  buscando.  Buscar o melhoramento do índice de aprovação e redução da evasão escolar.participarem ativamente. contribuindo para  um melhor rendimento escolar. pesquisa e lazer buscando.  Criar mecanismos que facilite a participação de toda a comunidade escolar na  elaboração do Projeto Político Pedagógico da escola. ainda.  Convidar   palestrantes   para   abordagem   de   temas   do   interesse   de   professores.  Desenvolver   eventos   expositivos   (ex:   feira   de   ciência.  Estimular o uso da biblioteca como lugar de leitura.  também. captar sugestões e ações colaborativas daqueles interessados no bom  andamento dessa instituição. cultura e intelectualidade de nossos alunos. alunos e da comunidade escolar.  Combater toda forma de discriminação no âmbito da escola. pretende­se criar uma agenda de ações a serem  .  Promover estratégias didáticas que estimule o gosto pela memória. Para tanto.  Buscar   prover   o   espaço   físico   das   necessárias   adaptações   aos   portadores   de  necessidades especiais.   visando   à   socialização   do   conhecimento.   feira   de   cultura). tradição e  cultura local e nacional através de atividades e festa comemorativas primando  pelo desenvolvimento da cidadania. METODOLOGIA DE TRABALHO A presente proposta será desenvolvida de modo a atender aos preceitos de  gestão democrática.

 funcionários. capazes de exercer com plenitude o direito a cidadania. o propósito de contribuir para que os alunos da  Escola Municipal Severina Brito da Silva tenham a oportunidade de uma formação que  não se restrinja a preparação de mão de obra para o mercado de trabalho. professores. principalmente. Adotar­se­á. CONSIDERAÇÕES FINAIS Temos. . AVALIAÇÃO   A avaliação acontecerá de modo contínuo. portanto.   que   essa   proposta   de   gestão   democrática  contribua   para   a   formação   de   sujeitos   críticos. carências matérias ou conflitos humanos de modo que essas informações  possam servir para reflexão e tomada de decisões que viabilizem a construção de um  ambiente laboral prazeroso e que garanta.  a avaliação institucional.executadas  durante a nossa gestão. pela presente proposta. Além de aptidão para o mercado de trabalho. centros de pesquisas e espaços  representativos. através de acompanhamento do  conselho escolar. pais e alunos. periodicamente.   sobretudo.   participativos.   conscientes   de   suas  responsabilidades e. pretende­se que o nosso alunado  também esteja apito a adentrar nas melhores faculdades. buscando o diagnostico das dificuldades do processo de ensino  aprendizagem.   Almeja­se. o bom desempenho de nossos  educandos. ressaltando que a mesma passará pelo crivo dos  debates   coletivo   através   dos   quais   se   buscará   chegar   a   consensos   sobre   nossas  prioridades.

  2º   Ed.   2005.   In:  LOMBARDI..pdf. Ultima atualização em 13 de Março 2012. F.   São   Paulo:   Cortez. Educação escolar: políticas  estruturas   e   organização. 2001.   José   Luis.  URL:   http:  www. OLIVEIRA J. Vera Lucia Pereira da.   SP:   Autores   Associados:   HISTEDBR.   Globalização   e   Educação. S.   João   Baptista. 2º ed. Rio de Janeiro: DP&A: SEPE. 2005 SANFELICE.  .   I.drearaguaia.  filosofia   e   temas   transversais.com.REFERÊNCIA MÉSZÁROS. [online] Disponível  em   internet   via   WWW. C. TOSCHI M. SC: UnC.   (Coleção   Docência   em  formação) COSTA.   A   educação   para   além   do   capital.   Pós­Modernidade.   José   Claudinei.   João   Baptista   (org)  Gestão  democrática .   tradução   de   Isa  Tavares – SP.   Gestão   Democrática   da   educação:   As   Práticas  Administrativas   Compartilhadas. Boitempo.br/projetos/função­social­ escola.   In:   BASTOS.  Caçador.   Globalização. LIBÂNEO.. J.   1930. A função Social da escola. BASTOS.   Campinas.   pós­modernidade   e   educação:   História. 2001.

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