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Monitoria-1-Gabarito

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05/07/2015

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Faculdade de Economia – UFF Monitoria 1 – Teoria Macroeconômica I (SEN00076) Professores: Cláudio M. Considera e Carmen A.

Feijó Monitor: Vítor Wilher (www.vitorwilher.com/monitoria) E-mail: macroeconomia@vitorwilher.com Atendimento Presencial: Quartas e Sextas, 16h às 18h, Sala a Definir.

PROPOSTA DE GABARITO – LISTA 01 – QUALQUER ERRO, MANDE E-MAIL PARA macroeconomia@vitorwilher.com Questão 1 – “A macroeconomia é o segmento da teoria econômica que estuda o comportamento da economia em seu conjunto ou da economia em termos agregados”. (Hermann, Notas de aula). A partir dessa definição livre, quais seriam os objetos de estudo da macroeconomia? E dentro desse contexto, pense a respeito: onde se encaixa a contabilidade nacional? Tendo o comportamento da economia como sua preocupação principal, os objetos de estudo da macroeconomia são as relações existentes entre variáveis agregadas, tais como preço, nível de atividade, emprego, investimento etc. A teoria macroeconômica se ocupa de estudar e inferir relações de causalidade entre uma e outra variável (ou entre uma e mais variáveis). Nesse sentido, a preocupação central da contabilidade nacional é servir de ferramenta para esse esforço teórico, isto é, fornecer os dados que servirão para uma avaliação empírica daquelas relações forjadas pela teoria. Questão 2 – Se a macroeconomia é o estudo do comportamento agregado de uma economia, para que serve a microeconomia? As duas são disciplinas disjuntas, ou seja, não se interconectam? Pense a respeito. Como define o ex-presidente do Banco Central, Gustavo H.B. Franco, “(...) em geral, chamamos de microeconomia a família de modelos e análises que tratam de indivíduos e pequenos grupos, e é neste que o fenômeno da escolha se apresenta quase sempre como o protagonista”. A microeconomia, como você verá ao longo do curso, tem na escolha uma de suas principais preocupações e desafios teóricos. Microeconomia e macroeconomia são subconjuntos de um corpo bem estruturado chamado teoria econômica. A moderna macroeconomia, que vocês terão a oportunidade de estudar em cursos mais avançados, tem uma interceptação cada vez maior com a microeconomia, em termos de fundamentação. Não basta, hoje, dizer, por exemplo, que a inflação é causada por uma política monetária frouxa. É preciso tocar em questões como expectativas dos agentes, que envolve necessariamente conceitos de racionalidade e escolha intertemporal entre poupar e consumir. Em outras palavras, os teoremas e fundamentos da microeconomia servem como base para a construção da teoria macroeconômica. Questão 3 – O que é Fluxo Circular da Renda? O que são fluxos reais e fluxos monetários? Desenhe um e pense sobre como isso resume a economia real. O fluxo circular da renda é um modelo econômico no qual ficam evidenciados algumas transações econômicas envolvendo certos setores institucionais. Em sua versão mais simples (economia fechada, sem governo e sem possibilidade de poupar), famílias e empresas realizam dois tipos básicos de transações: compram mercadorias e vendem fatores de produção. Para que isso ocorra existem dois mercados: um mercado de bens e serviços e um mercado de fatores de produção (mercado de trabalho, por exemplo). As versões mais amplas relaxam aquelas hipóteses, abrindo a economia para transações com o resto do mundo, colocando a figura do governo e gerando mais um mercado, o financeiro, no qual as famílias (e empresas) podem colocar sua poupança. Os fluxos reais envolvem trocas de bens, serviços e fatores de produção. Já os fluxos monetários envolvem troca de moeda entre um e outro setor institucional.

O fluxo circular da renda é bastante útil, pois resume a complexidade das relações econômicas em um modelo bastante simples. Ele possibilita que se tenha uma noção global de como se comporta a economia e pode servir de base para os primeiros questionamentos. Por exemplo, o que acontece se as famílias não efetivarem poder de compra, isto é, não consumirem bens e serviços? Se elas preferirem poupar parte da renda que recebem, o que acontece com o nível de emprego e com o produto, por exemplo. Pense nisso! Para um esboço completo de um fluxo circular de renda, consulte qualquer livro-texto de macroeconomia. Questão 4 – Aproveitando que você desenhou um fluxo circular da renda, vamos pensar um pouco sobre modelos. Os economistas, de modo geral, pensam através de modelos econômicos. Estes são, em uma definição livre, retratos simplificados da realidade – pense no objetivo dos mapas – que dão maior importância para alguns fatos e menos para outras. Na construção de modelos econômicos algumas definições são importantes. Sobre isso, tente pesquisar a definição dos seguintes conceitos: a) O que são variáveis endógenas ou dependentes? São variáveis dentro de um modelo específico que tem sua variação explicada por outras variáveis. Exemplo: existe uma relação famosa em economia chamada teoria quantitativa da moeda, que diz que a variação dos preços é explicada pela variação da quantidade de moeda. Nesse caso, o nível geral de preços é a variável endógena. b) O que são variáveis exógenas ou independentes? São as variáveis explicativas. No exemplo acima, seria a oferta de moeda. c) O que são parâmetros? Parâmetros refletem a estrutura da economia. Imagine, por exemplo, que a demanda por moeda seja função de duas variáveis: renda e taxa de juros. Com aquela se relaciona positivamente, ou seja, quando aumenta a renda, aumenta a demanda por moeda; enquanto com esta se relaciona negativamente. Isso pode ser expresso na seguinte função: Md = c0 + c1Y – c2r. Os parâmetros dessa função são c0, c1 e c2, que dizem como a demanda por moeda se relaciona com a renda e com a taxa de juros – c0 é definido como uma constante. d) O que são relações de causalidade? Relações de causalidade são implicações do tipo P=>Q, isto é, “se P, então Q”. São falsas apenas quando a proposição P é verdadeira, mas Q é falsa. Por exemplo: “Se não chover, irei à praia”. Suponha que não choveu, mas você não foi à praia. Nesse caso a implicação P=>Q é falsa. De forma análoga definimos relações de causalidade em economia. Uma relação famosa é aquela que diz que se aumentarmos a renda, o consumo irá aumentar em uma proporção que vai de 0 a 1 – se a renda aumenta 100, o consumo pode aumentar 50, por exemplo. É importante notar, porém, que relações de causalidade devem ser feitas no âmbito da teoria economia e não com base na estatística e na econometria, como vocês verão mais à frente. Nenhuma relação estatística, por mais robusta que seja, pode provar uma relação do tipo P=>Q. Esta deve vir necessariamente da teoria. e) Na função C = Co + cY tente identificar os itens acima. (Onde C=Consumo, Co=Consumo Autônomo, c é a propensão marginal a consumir e Y é a Renda). C = variável endógena (explicada pelo modelo) Co = variável exógena (explicada fora do modelo)

c = parâmetro (define condições estruturais da economia) Y = variável exógena (explicada fora do modelo) Questão 5 – Diferencie fluxo de estoque. Pense em exemplos de variáveis macroeconômicas de fluxo e outras de estoque. Pense em uma torneira jorrando água e em uma pia com tampa. O fluxo é representado pela água jorrada pela torneira e o estoque é a quantidade de água dentro da pia em dado momento do tempo. Faz sentido, portanto, medir o fluxo entre dois períodos de tempo – t e t+1 – e faz sentido medir o estoque em um determinado período do tempo, em t, por exemplo. Como se nota, o estoque aumenta à medida que o fluxo aumenta. A Dívida Pública é um exemplo de estoque. O déficit público é um exemplo de fluxo. O estoque de capital é [como o nome diz] estoque, o investimento é um fluxo. A riqueza é um estoque, a renda é um fluxo e assim por diante. Questão 6 – O que significam os termos ex ante e ex post? Ex ante = antes; ex post = depois. Aplicação: em uma transação comercial, o comprador [em geral] sabe ex ante quanto irá gastar [e se irá gastar], mas o vendedor só saberá quanto irá lucrar ex post, terminado o processo produtivo. Questão 7 – Qual a diferença entre variáveis reais e variáveis nominais? Pense em exemplos. A diferença entre real e nominal em economia tem como base alguma medida de nível geral de preços. Por exemplo, você pode ter colocado seu dinheiro em uma caderneta de poupança e seu dinheiro rendeu nominalmente, digamos, 8% em 2011. Foi um bom rendimento? Depende da inflação do período! Ela foi de 6,5%, portanto, para saber qual a rentabilidade real você precisa deflacionar aqueles 8%. A forma de fazer isso é aplicar a seguinte fórmula: (1+r)/(1+π), onde r é variável nominal e π representa a inflação do período. Lembre-se, porém, que no exemplo acima estamos trabalhando com percentual, logo para colocar na fórmula é preciso dividir por 100. Questão 8 – Aproveitando que você pensou na diferença entre variáveis reais e nominais, o que seria inflação? Dê uma definição para esse processo. Além disso, pesquise os diferentes tipos de índices de inflação. (dica: vá ao site do IBGE, www.ibge.gov.br). Cuidado: inflação é um aumento generalizado e continuado de preços. Não é qualquer aumento de preços que pode ser considerado inflação. Não é porque o prato feito do Bareco aumentou que a inflação aumentou, por exemplo. O aumento de preços precisa envolver muitos outros bens e serviços para ser considerado inflação. À medida que você avança no curso verá que existem medidas de núcleo de inflação que retiram oscilações muito grandes, visando identificar se a tendência geral do nível de preços foi afetada ou não Questão 9 – “A contabilidade nacional oferece um retrato da realidade econômica e social dos países que permite acompanhar como crescem e como se desenvolvem ao longo do tempo. O acompanhamento do crescimento econômico é feito por estimativas dos agregados macroeconômicos, derivados do Sistema de Contas Nacionais”. (Feijó et al, Contabilidade Social). Sobre esse aspecto responda aos itens que seguem: a) O que significa Produto Interno Bruto? Quais as formas de medi-lo? O PIB mede a quantidade de bens e serviços finais produzidos ao longo de um período em um determinado país. No Brasil o PIB é divulgado trimestralmente.

Com base na identidade contábil básica, derivada do sistema de contas nacionais, existem três formas idênticas de medir o PIB: pela ótica da produção, pela ótica da renda e pela ótica da despesa. Pela ótica da produção, considera-se o valor adicionado de cada empresa/atividade/setor, i.e., deve-se deduzir do valor bruto de produção o consumo de bens intermediários, visando assim evitar dupla contagem. Pela ótica da renda são somadas as remunerações aos fatores de produção: salários, aluguéis, juros, lucros. Já pela ótica do gasto ou despesa são contabilizados os gastos com bens finais. b) Pela definição dada anteriormente, dê exemplo de transações econômicas que não entram no cômputo do PIB. Não são consideradas atividades ilegais, como tráfico de drogas, prostituição, contrabando etc. Além disso, também não entram no cômputo do PIB ganhos e perdas de capital, ou seja, lucro ou prejuízos que sejam frutos de revenda de ativos físicos ou financeiros. c) O Brasil possui o 6º maior PIB do mundo, mesmo assim não pode ser considerado um país desenvolvido, por quê? (dica: pense no conceito de pib per capita) Em primeiro lugar, como dito no item sobre fluxo e estoque, PIB é uma variável de fluxo, isto é, não pode ser considerado uma medida de estoque de riqueza. Ele é a torneira jorrando e não a água dentro da pia. Em segundo lugar, o crescimento do PIB pode não estar contribuindo para aumentar o estoque de riqueza. Como se vê isso na prática? Basta verificar quanto cresce o PIB e quanto cresce a população. Se, por exemplo, o PIB cresce a 8% ao ano, mas a população também cresce no mesmo ritmo, o crescimento per capita foi zero, isto é, não houve incremento algum para o estoque de riqueza. Em terceiro lugar, para considerar um país como desenvolvido devem ser avaliados outros fatores que não apenas a renda. A teoria econômica ainda é bastante jovem no que tange aos determinantes do desenvolvimento, mas já se tem um corpo bastante azeitado de ideais e conceitos sobre o que seja um país desenvolvido, quais sejam: i) existir um bom sistema público de educação e saúde básicas; ii) boas instituições que garantam direitos de propriedade e reduzam os custos de se fazer transações econômicas (como, por exemplo, a existência de um sistema judiciário eficiente), iii) distribuição de renda razoável; iv) investimentos em inovação; v) estabilidade macroeconômica, com inflação baixa, juros razoáveis, contas públicas organizadas etc. d) O problema econômico consiste basicamente em definir três coisas: o que produzir, como produzir e como distribuir. Relacione tais coisas com a contabilidade nacional. As contas nacionais estão intimamente relacionadas ao problema econômico geral. O processo econômico gera uma produção, essa por sua vez gera uma renda, que é alocada e distribuída entre os agentes econômicos, que por sua vez podem ou não exercer poder de compra, consumindo ou poupando. Se consomem, a renda volta para as empresas; se poupam, a renda vai para o sistema financeiro, na forma de aquisição de ativos financeiros (ações, títulos públicos, títulos privados, ouro etc.). Tudo isso é captado pelo sistema de contas nacionais. No sistema atual, regido pelo SNA-93, o esforço produtivo de um país é captado pelas Contas Econômicas Integradas (CEIs) e pelas Tabelas de Recursos e Usos (TRUs). As CEIs se dividem, basicamente, em contas de fluxo e contas de estoque (patrimônio), contabilizando como ocorre a produção (conta de produção), como a renda gerada no processo produtivo é distribuída, utilizada e acumulada. Já as TRUs relacionam a oferta total de bens e serviços de uma economia (seus recursos) à demanda pelos mesmos entre os diferentes setores de atividade econômica (seus usos), além de dar uma dimensão de alguns indicadores de valor adicionado por setor de atividade econômica.

Perceba, portanto, que é a partir do sistema de contas nacionais que são deduzidos os agregados macroeconômicos, tais como PIB, Renda Nacional, Despesa Interna Bruta, Poupança, Formação Bruta de Capital Fixo etc. Questão 10 – Lionel Robbins (1898-1984), economista inglês, definiu que o problema básico da Ciência Econômica era a escassez, ou seja, as pessoas têm necessidades ilimitadas, mas a oferta de meios para satisfazer tais necessidades é escassa. Pense no conceito de escassez. Se ele não existisse, o estudo da economia faria algum sentido para você? O preço de um bem ou serviço nada mais é do que um índice de escassez do mesmo. Isto é, ele sinaliza implicitamente o quanto do bem está sendo ofertado e quanto está sendo demandado. Se há muita oferta e pouca demanda, por exemplo, a tendência é que o preço caia. Tendência, a propósito, é uma palavra que você ouvirá com frequência no estudo da ciência econômica. isto porque, é possível que, por exemplo, haja uma quebra de safra do feijão, por exemplo, fazendo com que a oferta do mesmo caia muito. No curto prazo é esperado que o preço tenda a subir. Mas e se os consumidores resolverem trocar o feijão por outro tipo de alimento, como a soja, por exemplo? Você verá que existem bens substitutos de outros bens, de modo que a redução da oferta de um não necessariamente provoca o aumento do preço do mesmo. Tudo depende de quão substitutos sejam soja e feijão, por exemplo. Existem, claro, muitos outro condicionantes para a formação do preço, como você verá principalmente em microeconomia (como a existência de falhas de mercado), mas no geral a escassez de um bem tende a definir seu preço no longo prazo. Questão 11 – O que são identidades contábeis? Qual é a identidade contábil fundamental das contas nacionais? A partir dessa última definição, pense no que são óticas de cálculo do PIB. Escreva em termos de equações as três óticas. Identidades contábeis são tautologias, isto é, são verdadeiras dadas as suas próprias definições. O sistema de contas nacionais gera duas identidades básicas: PRODUTO = RENDA = GASTO POUPANÇA = INVESTIMENTO Ambas são demonstradas por um sistema de contas logicamente montados sob o princípio das partidas dobradas. Como visto anteriormente, existem três maneiras de calcular o PIB: pela ótica da produção, da renda e do gasto. Pela produção, calculamos o produto em termos de valor adicionado para evitar dupla contagem, ou seja, VA = VBP – Ci. Já pela ótica da renda calculamos o somatório das remunerações dos fatores de produção (trabalho, terra, capital, força empreendedora etc.). por último, pela ótica do gasto, calculamos o gasto em bens finais. Questão 12 – Supondo que em um país o Consumo represente 65% do PIB, calcule o valor do PIB a partir dos dados abaixo: Investimentos = 300 Gastos do Governo = 320 Exportações = 150 Importações = 70 Arrecadação do Governo = 400

Transferências do Governo = 150 Consumo = 65% do PIB (em Bilhões de Reais) Para resolver questões como essa é preciso pensar nas três óticas de cálculo do PIB. Uma delas será a mais apropriada. No nosso caso específico repare que os dados fazem referência a bens finais, ou seja, gastos finais. Nesse sentido, basta aplicar o cálculo do PIB pela ótica da demanda, qual seja: Y = C + I + G + (X-M) Lembrando apenas que no problema ele relaciona C a Y, isto é, C = 0,65Y. Pronto, agora basta substituir os dados na equação acima, isolar Y e fazer o cálculo. Resposta: Y = R$ 2.000 bilhões QUESTÃO 13 – ANPEC 1992
Tem-se a seguinte informação sobre as contas nacionais de um país hipotético, num dado ano, em bilhões de reais: Consumo final das famílias Rendimentos líquidos enviados ao resto do mundo Transferência unilaterais, líquidas, ao resto do mundo Formação bruta de capital fixo Exportação de bens e serviços Variação de estoques Importação de bens e serviços Consumo final das administrações públicas 53 02 00 17 13 03 14 21

Calcule, em bilhões de reais, o produto interno bruto. Fazendo o mesmo raciocínio da questão anterior, chega-se a R$ 93 bilhões.

QUESTÃO 14 – ANPEC 1999 Adaptada. Responda aos itens solicitados.
Considere uma economia fictícia que produza somente três tipos de frutas: maçãs, laranjas e bananas. Para o ano de 2010, os dados de produção e de preço são os seguintes:
Fruta Maçãs Bananas Laranja Quantidade 3000 sacos 6000 cachos 8000 sacos Preço R$2,00 por saco R$3,00 por cacho R$4,00 por saco

Para o ano de 2011 os dados de produção e preço são os seguintes:

Fruta Maçãs Bananas Laranja

Quantidade 4000 sacos 14000 cachos 32000 sacos

Preço R$3,00 por saco R$2,00 por cacho R$5,00 por saco

A) Calcule o PIB Nominal de 2010 e de 2011.
Lembrar que o PIB nesse caso simples, em que não há Consumo Intermediário e que não é necessário deflacionar (pede-se apenas nominalmente), é o somatório das quantidades ponderadas pelo preço, isto é, ∑ . . Assim, PIB Nominal de 2010 é 3000*2+6000*3+8000*4 = 56000 PIB Nominal de 2011 é 4000*3+14000*2+32000*5 = 200.000

B) Calcule o PIB Real de 2010 e de 2011.
O PIB Real também é simples: basta substituir preço corrente pelo preço do ano base. Assim, o PIB Real de 2010 será igual ao PIB Nominal de 2010, dado que ele é o próprio ano-base. Já o PIB Real de 2011 será obtido multiplicando as quantidades de 2011 pelos preços de 2010. Isto é, 4000*2+14000*3+32000*4 = 178.000 Observe que o PIB Real de 2011 é menor do que o PIB Nominal. Por quê?

C) Calcule o Deflator Implícito para 2010 e para 2011.
Deflator Implícito é a razão entre o PIB Nominal e o PIB Real, geralmente multiplicado por 100. Como verificado nas questões anteriores o deflator para 2010 é 1*100=100, dado que o PIB Real é igual ao Nominal. Já para 2011 o cálculo do deflator é: (200.000/178.000)*100 = 112,35 (ou 12,35%) O Deflator Implícito é uma medida de variação do nível de preços, dado que os pesos são as quantidades dos bens e quem varia de um ano para o outro são os preços.

D) O valor real do PIB no ano corrente é R$ 200.000,00?
Como calculado anteriormente, o PIB Real é R$ 178.000. R$ 200.000 é o valor do PIB Nominal.

E) A taxa de crescimento real do PIB entre o ano base e o ano corrente foi de 218%?
A taxa de crescimento real é a razão entre o PIB Real do ano corrente e o PIB Real do ano base. Nesse caso é PIB de 2011 contra 2010, isto é, [(178.000/56.000)-1]*100 = 217,85% Em termos aproximados, portanto, poderíamos dizer que sim: o crescimento foi de 218%.

F) A taxa de crescimento do deflator implícito do PIB entre o ano base e o ano corrente foi de 8.9%?
O Deflator, como dito, é o PIB nominal sobre o PIB Real. Para o ano base (2010), o deflator é 1*100 = 100. Já para o ano de 2011, ele é 112,35. Assim, a taxa de crescimento será [(112,35/100)-1]*100 = 12,35% Como a base é 100 nesse caso, o cálculo nem precisaria ser feito, dado que o deflator para 2011 é 112,35, isto é, 12,35% acima de 2010. Logo, diferente de 8,9%

G) A inflação medida por um índice de pesos fixos que toma a produção do ano base como referência foi superior à
inflação medida pelo deflator implícito do PIB?

O índice de inflação proposto coloca as quantidades do ano base (2010) como peso e faz variar os preços, isto é,

(3000*3+6000*2+8000*5)/(3000*2+6000*3+8000*4) = (1,089-1)*100 = 8,92% A inflação medida pelo deflator implícito foi de 12,35%, que é superior à medida indicada acima.

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