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02 - Eficácia da lei penal no tempo, espaço e lugar do crime

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Rubens Florenzano - Direito Penal I

Eficácia da Lei Penal no Tempo, Espaço e Lugar do Crime Direito Penal é o conjunto de normas jurídicas (leis) que o Estado estabelece para combater o crime através de penas e medidas de segurança. Artigo 1º do Código Penal Não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena sem prévia cominação legal a) Anterioridade da lei penal (nullum crime nulla poena sine lege) b) Legalidade (nullum crime nulla poena sine preve lege) Art. 2º do Código Penal (Lei Penal no Tempo) Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime, cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. Parágrafo único - A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado. a) não extratividade da lei penal mais severa (novatio legis in pejus) b) extratividade da lei mais benefíca (retroatividade in mellius) b.1) abolitio criminis b.2) conjugação de leis (lei intermediária) art. 3º do Código Penal (exceções a não extratividade) A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado durante sua vigência. a) lei penal excepcionais (guerra, estado de sítio, estado de defesa) b) lei penal temporárias (vige por tempo determinado) art. 4º do Código Penal (Teoria da Atividade) Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o momento do resultado. art. 5º do Código Penal (Territorialidade Temperada) Aplica-se a lei brasileira, sem prejuízo de convenções, tratados e regras de direito internacional, ao crime cometido no território nacional § 1º Para os efeitos penais, consideram-se como extensão do território nacional as embarcações e aeronaves brasileiras, de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro onde quer que se encontrem, bem como as aeronaves e as embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, que se achem, respectivamente, no espaço aéreo correspondente ou em alto-mar. § 2º - É também aplicável a lei brasileira aos crimes praticados a bordo de aeronaves ou embarcações estrangeiras de propriedade privada, achando-se aquelas em pouso no território nacional ou em vôo no espaço aéreo correspondente, e estas em porto ou mar territorial do Brasil art. 6º do Código Penal (Teoria da Ubigüidade)
_______________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Rua Jacob Holzmann, nº 233, Ponta Grossa - PR (042) 3025-2781 Rua 12 de Agosto, nº 1016, Prudentópolis - PR (042) 3446-5727 Av. Luiz Pinheiro, nº 2850, Arapoti - PR (043) 3557-4412 Rua São Pedro, nº 791, Itararé - SP (015) 3532-5332 Celular (042) 9910-6849

embora cometidos no estrangeiro: I . quando idênticas. c) contra a administração pública. b) ser o fato punível também no país em que foi praticado. autarquia ou fundação instituída pelo Poder Público. quando em território estrangeiro e aí não sejam julgados. Itararé .Nos casos do inciso II. por quem está a seu serviço.Nos casos do inciso I. a) diversidade quantitativa (desconta a pena aplicada no Brasil) b) diversidade qualitativa b. quando a aplicação da lei brasileira produz na espécie as mesmas conseqüências. 9º do Código Penal (Eficácia da sentença estrangeira no Brasil) A sentença estrangeira. o Brasil se obrigou a reprimir. ainda que absolvido ou condenado no estrangeiro. 8º do Código Penal (Pena cumprida no estrangeira pelo mesmo crime) A pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime. Art. quando diversas. b) contra o patrimônio ou a fé pública da União. nº 791. sociedade de economia mista. segundo a lei mais favorável.A lei brasileira aplica-se também ao crime cometido por estrangeiro contra brasileiro fora do Brasil. quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil.PR (042) 3025-2781 Rua 12 de Agosto. II . Arapoti . § 1º . § 2º . de Território.os crimes: INCONDICIONADA a) contra a vida ou a liberdade do Presidente da República. o agente é punido segundo a lei brasileira. b) houve requisição do Ministro da Justiça. d) não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena. c) praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras.Direito Penal I Eficácia da Lei Penal no Tempo. d) de genocídio.PR (042) 3446-5727 Av. de Estado. por tratado ou convenção. critério judicial) Art. II . por outro motivo. bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado.PR (043) 3557-4412 Rua São Pedro. de Município. art. Ponta Grossa . § 3º . c) estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a extradição. pode ser homologada no Brasil para: I . nº 1016. a aplicação da lei brasileira depende do concurso das seguintes condições: a) entrar o agente no território nacional. Prudentópolis .___________________________________________________________________ Rubens Florenzano .1) estrangeira mais severa (nada a cumprir no Brasil) b. e) não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou. de empresa pública. nº 233. 7º do Código Penal (Extrataterritorialidade) Ficam sujeitos à lei brasileira. ou nela é computada. nº 2850. Luiz Pinheiro.sujeitá-lo a medida de segurança. reunidas as condições previstas no parágrafo anterior: a) não foi pedida ou foi negada a extradição. _______________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Rua Jacob Holzmann. mercantes ou de propriedade privada.SP (015) 3532-5332 Celular (042) 9910-6849 . se.2) estrangeira menos severa (atenua a pena no Brasil. a restituições e a outros efeitos civis. Espaço e Lugar do Crime Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão. no todo ou em parte. do Distrito Federal.obrigar o condenado à reparação do dano. b) praticados por brasileiro. não estar extinta a punibilidade.os crimes: CONDICIONADA AO § 2º a) que.

independente do momento do resultado Art.PR (042) 3446-5727 Av. Itararé . nº 791. nº 233. os meses e os anos pelo calendário comum. Lei Excepcional e Temporária (ultratividade):  Leis Excepcional (temporária sentido amplo):  é aquela que tem seu período de vigência condicionado a cessação das circunstância anormais que ensejaram a sua criação. Atende a transitórias necessidades estatais (guerra.Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão. calamidades. 12 do Código Penal (aplicação do CP na legislação especial) As regras gerais deste Código aplicam-se aos fatos incriminados por lei especial. de requisição do Ministro da Justiça.  a conduta será regida pelas leis temporárias e excepcionais vigente na época do delito _______________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Rua Jacob Holzmann. Teoria Mista:  considera-se praticado o crime no tanto momento da ação ou da omissão. Contam-se os dias. da existência de tratado de extradição com o país de cuja autoridade judiciária emanou a sentença.SP (015) 3532-5332 Celular (042) 9910-6849 . na falta de tratado. ou. Ponta Grossa . ainda que outro seja o momento do resultado. as frações de cruzeiro. 10 do Código Penal (contagem do prazos penais) O dia do começo inclui-se no cômputo do prazo. art. Art. na pena de multa. Teoria do Resultado  considera-se praticado o crime no momento em que ocorre o resultado. Espaço e Lugar do Crime Parágrafo único .___________________________________________________________________ Rubens Florenzano . Arapoti . nº 1016.PR (042) 3025-2781 Rua 12 de Agosto.PR (043) 3557-4412 Rua São Pedro. Luiz Pinheiro. Eficácia da Lei Penal no Tempo Teoria da Atividade  considera-se praticado o crime no momento da ação ou da omissão. b) para os outros efeitos. 11 do Código Penal (das frações não computáveis da pena) Desprezam-se. Art. e.A homologação depende: a) para os efeitos previstos no inciso I. quanto no momento da ocorrência do resultado. 4º . as frações de dia. nas penas privativas de liberdade e nas restritivas de direitos. se esta não dispuser de modo diverso. nº 2850.Direito Penal I Eficácia da Lei Penal no Tempo. Prudentópolis . epidemias)   Leis Temporárias (temporária em sentido estrito):  tem determinado no próprio texto seu período de vigência. de pedido da parte interessada.

PR (042) 3025-2781 Rua 12 de Agosto. 5º. 2º . nº 1016.Direito Penal I Eficácia da Lei Penal no Tempo. Não há portanto.___________________________________________________________________ Rubens Florenzano . do mesmo fato típico (é a anterior que deixa de ter vigência em razão de sua excepcionalidade). sendo portanto garantia do cidadão e não do estado. Damásio e Luiz Flávio) _______________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Rua Jacob Holzmann. nº 2850. significa que ele foi praticado na vigência da lei nova.A lei excepcional ou temporária. aplica-se ao fato praticado durante sua vigência.Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime. mas sim um questão de tipicidade. nº 791. Alteração legislativa no crime continuado I) aplica-se a lei mais benéfica II) como crime é único.PR (043) 3557-4412 Rua São Pedro. ou seja a lei excepcional ou temporária apresenta como elementares do tipo circunstâncias de caráter temporal.PR (042) 3446-5727 Av. nº 233. cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. Não se trata de problema de direito intertemporal. Ponta Grossa . XXXVI da CF) é direito individual. O artigo 2º do CP ao determinar que lei abolicionista não respeita coisa julgada não ofende o art. II) causa de extintiva da tipicidade: a conduta deixa de ser típica (Flávio Monteiro de Barros). Itararé .SP (015) 3532-5332 Celular (042) 9910-6849 .  o artigo 3º foi recepcionado pela Constituição? a) posição minoritária: o artigo 3º atenta contra o princípio da retroatividade da lei penal mais benéfica (Zafaronni) b) posição majoritária: a lei não revoga a anterior. Natureza Jurídica da Abolitio Criminis Art. embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram. Arapoti . O artigo 2º quando afasta a coisa julgada fere a CF? Não fere a Constituição porque a garantia da coisa julgada (art. É possível a combinação de leis?  conjugação de leis (lex tertia) 1) a cominação de leis pelo juiz seria usurpação judicial da função legislativa (Nelson Hungria) 2) é possível a conjugação de leis de modo a dar cumprimento a regra constitucional da aplicação da lei mais benéfica (Assis Toledo. é possível retroagir a lei para aqueles que demonstram conhecer que o ordenamento foi alterado. pois o mandamento constitucional tutela o garantia do cidadão e não o direito de punir do estado. porque não trata da mesma matéria. Lei abolicionista pode retroagir na vacatio legis? I) Não pois lei na vacatio não tem eficácia jurídica ou social (prevalece). Prudentópolis . Luiz Pinheiro. 3º . II) Considerando a finalidade da vacatio. I) causa extintiva da punibilidade: adotado pelo CP. Espaço e Lugar do Crime Lei excepcional ou temporária Art. aplica a mais grave(súmula 711 STF). 5º XXXVI. um conflito de leis penais no tempo (na medida que a lei posterior não cuida do mesmo crime definido na anterior).

perempção. a lei velha. nos termos do disposto no art.689/08 . dispõe sobre o conteúdo da pretensão punitiva. Lei mista. Ponta Grossa . Luiz Pinheiro. Art. citado por edital. _______________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Rua Jacob Holzmann.099/95) b) corrente ampliativa: toda e qualquer norma que tenha por conteúdo matéria que seja direito ou garantia constitucional do acusado.  Direito intertemporal da Lei Processual Penal Em tratando-se de norma de direito penal a lei penal mais gravosa é irretroativa.SP (015) 3532-5332 Celular (042) 9910-6849 . O juiz deve remarcar o interrogatório para readequar o procedimento. 2º do CPP adota-se o sistema do isolamento. não se aplica ao que praticou crime antes da vigência da lei. Como a suspensão da prescrição é prejudicial ao acusado. 366 CPP alterado pela Lei 9271/96.Direito Penal I Eficácia da Lei Penal no Tempo. perdão. nº 233. No caso de norma mista que conjugue norma pena com norma processual penal aplica-se o critério do direito penal. Se o acusado. No que se refere a suspensão da prescrição. Entendeu o Supremo (HC 74695) que sua aplicação só é possível aos fatos delituosos cometido após a entrada em vigor da lei que alterou o art. 2) norma processual material: (irretroatividade da lei penal mais gravosa) a) corrente restritiva: embora disciplinada em diplomas processuais penais. Objetivando impedir a irretroatividade da lei nova. lesão leve e culposa da Lei 9. b) das fases processuais: a depender da fase que o processo estiver. nº 2850. nº 791.revogou o protesto por novo júri 1) trata-se norma processual penal material. o processo é um todo unitário que só pode ser regido por uma única lei. podendo o juiz determinar a produção antecipada das provas consideradas urgentes e. Arapoti .PR (042) 3446-5727 Av. Logo aos crimes cometidos até 08/08/2008 .sistemas de aplicação dos processos em andamento: a) da unidade processual: apesar de se desdobrar em uma série de atos diversos. nº 1016.___________________________________________________________________ Rubens Florenzano . decadência. Logo. Tais como aquelas relativas a prescrição. mas se aplica aos atos processuais a praticar. Ou seja. Conforme art. instrutória e decisória) c) do isolamento dos atos processuais: a lei nova não atinge os atos processuais já praticados. Prudentópolis . Itararé . ex: interrogatório já marcado.PR (043) 3557-4412 Rua São Pedro. (ex: transação penal. pois a extinção do protesto por novo júri afeta a ampla defesa e por conseqüência atinge o ius libertatis do agente. 312. poderá ser aplicada uma lei diferente. 366 do CPP (lei 9271/96)  Prescrição fica suspensa por quanto tempo? Para o Supremo a prescrição fica suspensa por tempo indeterminado. Espaço e Lugar do Crime ex: art. trata-se de norma que produz reflexos no ius libertatis do agente. se for o caso. qual seja. composição. etc. o da irretroatividade mais severa. (dominante)  ex: natureza jurídica do artigo 4º da Lei 11. 1) norma genuinamente processual: (tempus regit actum) . (postulatória. não comparecer. ficarão suspensos o processo e o curso do prazo prescricional. decretar prisão preventiva. mesmo que seu julgamento em data posterior será cabível o protesto por novo júri. nem constituir advogado. 366. independentemente na mesma fase ou não.PR (042) 3025-2781 Rua 12 de Agosto.

Ponta Grossa .A pena aumenta-se de um terço até metade: I .PR (042) 3446-5727 Av. A abolitio criminis também se aplica a norma penal em branco abolitio criminis revogação formal e material da conduta. todavia quando a mudança jurisprudencial for definitiva é possível que retroaja em favor do agente (analogia in bonan parte) art. nº 791.  território: a) natural: solo e subsolo. água interiores. A intenção do legislador manter a conduta típica _______________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Rua Jacob Holzmann.2) se a intenção diz respeito ao conteúdo criminoso deve retroagir desde que seja mais favorável. 157 § 2º . pois é neste momento que o sujeito passa a ter direito adquirido a observância das regras recursais.se a violência ou ameaça é exercida com emprego de arma.arma de brinquedo autoriza o aumento cancelada 24/10/01 inconstitucionalidade integralmente fechado para crimes hediondo HC 52859 Depois do Transito e julgado quem aplica a lei mais benéfica? I) se for simples aplicação matemática: juiz da execução (súmula 611 STF) II) quando conduzir a juízo de valor: revisão criminal Norma penal em branco mais favorável retroage? 1) Em se tratando de norma penal em branco for lei (homogênea) sempre retroage. Itararé . a intenção do legislador é não mais considerar a conduta ilícita.___________________________________________________________________ Rubens Florenzano .PR (043) 3557-4412 Rua São Pedro.Direito Penal I Eficácia da Lei Penal no Tempo. Prudentópolis . plataforma continental e o respectivo espaço aéreo. princípio da continuidade normativa típica existe uma revogação formal. 2. (Guilherme Nucci e Gustavo Badaró)  retroatividade de jurisprudência mais benéfica a) só é possível retroatividade legal e não jurisprudencial. Espaço e Lugar do Crime 2) a lei que rege o recurso é a lei do momento em que foi proferida a decisão recorrível.1) se a intenção é apenas atualizar valores tal norma não retroage. 2) Em se tratando de norma penal heterogênea: 2.  exemplos: com a mudança da jurisprudência retroagiram para beneficiar o agente STJ súmula 174 .SP (015) 3532-5332 Celular (042) 9910-6849 . porém a permanência do conteúdo em outro tipo penal. É uma hipótese de supressão da conduta criminosa Lei penal no espaço Princípio da Territorialidade:  por esta regra a lei penal deve ser aplicada nos fatos praticados no território do país do qual emana. Não importa a nacionalidade dos sujeitos ou dos bens jurídicos tutelados. b) isolada e momentânea a alteração jurisprudencial não retroage em favor do agente. Luiz Pinheiro. nº 233.PR (042) 3025-2781 Rua 12 de Agosto. mar territorial (12 milhas). Arapoti . nº 2850. nº 1016.

Ficam sujeitos à lei brasileira. ao crime cometido no território nacional. I. § 1º .embarcações e aeronaves públicas brasileiras são território brasileiro onde quer que se encontre.PR (042) 3025-2781 Rua 12 de Agosto. Princípio da Defesa (proteção.os crimes: a) contra a vida ou a liberdade do Presidente da República.  embarcação estrangeira pública atracada no litoral brasileiro. Luiz Pinheiro. de empresa pública.___________________________________________________________________ Rubens Florenzano . águas territoriais e os espaço aéreo correspondente.embarcações e aeronaves privadas brasileiras no território nacional ou em alto-mar. Não importando o local do crime ou a nacionalidade do agente. nº 791. 5º. sujeita-se a lei da bandeira IV. O marinheiro estrangeiro desce da embarcação e comete crime no território nacional. Prudentópolis . sociedade de economia mista.embarcações e aeronaves públicas estrangeiras não são território brasileiro. d) por extensão (ficção e flutuante): I . letra a. nº 2850. § 2º . mar ou ar sujeito a soberania do estado. tutela ou real) (art.Direito Penal I Eficácia da Lei Penal no Tempo.  é aplicado no Brasil o princípio da territorialidade mitigada.  crime praticado em embarcação construída com os destroços de embarcações brasileira e holandesa. por quem está a seu serviço. que se achem. Pergunta-se se ele estava a serviço ou não. c)  aplica-se a lei da nacionalidade da vítima ou bem jurídico. embora cometidos no estrangeiro: I . 7º.Para os efeitos penais. mercantes ou de propriedade privada. III . e estas em porto ou mar territorial do Brasil.É também aplicável a lei brasileira aos crimes praticados a bordo de aeronaves ou embarcações estrangeiras de propriedade privada. Princípio da intraterritorialidade:  neste caso no crime praticados dentro do território nacional não se aplica a lei brasileira.embarcações e aeronaves privadas estrangeiras são território brasileiro se encontram dentro do território nacional. de Território. Itararé . c) real ou efetivo: abrange a superfície terrestre. de Estado. mas sim o direito de um país estrangeiro. 7º .  crime praticado nos destroços da embarcação brasileira particular: ainda é território brasileiro. sem prejuízo de convenções.PR (042) 3446-5727 Av. consideram-se como extensão do território nacional as embarcações e aeronaves brasileiras. nº 1016. 5º . de Município. (princípio da defesa) b) contra o patrimônio ou a fé pública da União. Ponta Grossa . Adotase o critério da nacionalidade do agente.Aplica-se a lei brasileira. II .  ex: crime praticado por diplomatas não é julgado no Brasil em razão das convenções. Art. Art.PR (043) 3557-4412 Rua São Pedro. b. respectivamente. do Distrito Federal. Arapoti . achando-se aquelas em pouso no território nacional ou em vôo no espaço aéreo correspondente. tratados e regras de direito internacional (intraterritorialidade). caso contrário sujeitam-se ao país de sua bandeira. no espaço aéreo correspondente ou em alto-mar.(princípio da defesa) c) contra a administração pública. de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro onde quer que se encontrem. (princípio da defesa) _______________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Rua Jacob Holzmann. Espaço e Lugar do Crime b) jurídico: todo espaço de terra. bem como as aeronaves e as embarcações brasileiras.SP (015) 3532-5332 Celular (042) 9910-6849 . nº 233. Se a serviço continua valendo a lei do país da embarcação pública estrangeira. em razão do caput do art. autarquia ou fundação instituída pelo Poder Público.

Luiz Pinheiro. A lei penal de um país é aplicável aos crimes cometidos em aeronaves e embarcações privadas. pois entendem que está no § 3°. o Brasil se obrigou a reprimir. se. Itararé . a)  aplica-se a lei penal de um país a qualquer crime independente do local onde foi praticado do bem jurídico protegido e da nacionalidade do sujeito ativa ou passivo Art. na capital da República (art. 7º .os crimes: _______________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Rua Jacob Holzmann. c)  a lei nacional aplica-se aos crimes praticados em aeronaves e embarcações privadas quando no estrangeiro e aí não sejam julgados.( universal) Princípio da personalidade (nacionalidade)  espécies a) ativa: a lei penal do país é aplica se o autor do delito é nacional.A lei brasileira aplica-se também ao crime cometido por estrangeiro contra brasileiro fora do Brasil. 109 da CF. embora cometidos no estrangeiro: II .Ficam sujeitos à lei brasileira.Ficam sujeitos à lei brasileira.___________________________________________________________________ Rubens Florenzano . 88 do CPP). Arapoti .SP (015) 3532-5332 Celular (042) 9910-6849 . 7º . quando idênticas Princípio da proteção Universal: (art.PR (043) 3557-4412 Rua São Pedro.os crimes: b) praticados por brasileiro. ou então se nunca morou. bandeira ou do Pavilhão (art.Ficam sujeitos à lei brasileira.Direito Penal I Eficácia da Lei Penal no Tempo. 8º . § 3º . 7.os crimes: a) que. Discordam LFG e FMB. reunidas as condições previstas no parágrafo anterior Princípio da representação. uma no estrangeiro e outra no Brasil. ou nela é computada. subsidiariedade. 7º . II. Para ser de competência da justiça federal deve estar elencado no art. embora cometidos no estrangeiro: II . nº 2850. por tratado ou convenção. quando o autor atingir a vítima co-cidadão. b) passiva: para aplicação da lei penal do país. nº 791. quando diversas.  o artigo 8° atenua. 7. o bis in indem. pouco importando o local da prática do delito ou a nacionalidade da vítima. quando estiverem localizadas em território estrangeiro e aí não venham a ser julgados. Art. Art. nº 1016. desconsiderando-se a nacionalidade da vítima. Espaço e Lugar do Crime Exceção do Princípio do non bis in idem: o agente pode ser processado. condenado e executado por duas vezes.PR (042) 3025-2781 Rua 12 de Agosto.A pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime.PR (042) 3446-5727 Av. II. Prudentópolis . Não foi adotado pelo Brasil. embora cometidos no estrangeiro: II . Art. mas não exclui. Permite a aplicação da lei penal do agente do país de origem. nº 233. Os dois tem a mesma nacionalidade. Ponta Grossa . (nacionalidade ativa)  a competência para julgamento é da justiça estadual da capital da onde o agente mora ou morou.

Luiz Pinheiro.  passagem inocente navios: art. Precisa ter atos executórios. (pavilhão/bandeira) Divergências  art. nº 233. quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil. Art. b) teoria defesa ou real (prevalece) Lugar do crime  Quando o crime é considerado cometido no Território Nacional: Teoria da Atividade: considera-se praticado o crime no lugar onde foi praticada a conduta.Direito Penal I Eficácia da Lei Penal no Tempo. d) de genocídio.___________________________________________________________________ Rubens Florenzano . 7° I.  espécies _______________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Rua Jacob Holzmann. plurilocais e em trânsito  crimes à distância: crime percorrendo dois estado soberanos (países) competência justiça estadual  crimes plurilocais (art 70 CPP): crime praticado em duas ou mais comarcas  crimes em trânsito: é aquele que percorre mais de dois estados soberanos (países) Extraterritorialidade da Lei Brasileira  consiste na possibilidade de aplicação da lei penal nacional ao um fato ocorrido fora do nosso país. Itararé . reunidas as condições previstas no parágrafo anterior a) LFG: entende que é o princípio da nacionalidade passiva. Crimes à distância. 3º da Lei 8617/93 Eventual delito a bordo com direito de passagem inocente submete-se a lei da bandeira. nº 2850. Prudentópolis .PR (043) 3557-4412 Rua São Pedro. mercantes ou de propriedade privada.PR (042) 3446-5727 Av. Ponta Grossa .PR (042) 3025-2781 Rua 12 de Agosto. Arapoti .SP (015) 3532-5332 Celular (042) 9910-6849 . quando em território estrangeiro e aí não sejam julgados. 6º .A lei brasileira aplica-se também ao crime cometido por estrangeiro contra brasileiro fora do Brasil. nº 1016. Espaço e Lugar do Crime c) praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras. bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado  cogitação e atos preparatórios praticados no Brasil. não estão sujeitos a lei brasileira. nº 791. no todo ou em parte. bem como se deu ou produziu o resultado. se. Teoria Ubiqüidade Mista:  considera-se onde se deu a conduta.Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão. Teoria do Resultado: considera praticado o crime no lugar em que se produziu o resultado da conduta. três teorias: a) teoria universal b) teoria do tratados c) pessoalidade  § 3º .

___________________________________________________________________ Rubens Florenzano . condição objetiva de punibilidade d) não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena. São de natureza absoluta. prerrogativas conjunto de precauções que rodeiam a função e que serve para o exercício desta. nacionais ou estrangeiros por igual não existindo privilégios pessoais (art. nº 2850. é subjetivo e anterior a lei tem essência pessoal é poder frente a lei é característico da aristocracia das ordens sociais Imunidade diplomática: são imunidades de direito público internacional de que desfrutam. nº 233. Luiz Pinheiro. 109. condição objetiva de punibilidade e) não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou.PR (042) 3025-2781 Rua 12 de Agosto. O que detém esta imunidade serão punidos segundo as lei do _______________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Rua Jacob Holzmann. proteção ao cargo ou função desempenhada por seu titular. Prudentópolis . condição objetiva de punibilidade  A extraterritorialidade tem aplicação em relação aos crimes e também as contravenções? art.  os agentes consulares tem imunidade relativa.PR (042) 3446-5727 Av. segundo a lei mais favorável. no entanto. Arapoti .PR (043) 3557-4412 Rua São Pedro. 2º não se aplica as contravenções praticadas fora do território nacional  crimes abordo de navios e aeronaves a competência da justiça federal (art.Nos casos do inciso II. IX CF) Validade da Lei penal em relação as pessoas (imunidades)  A lei penal aplica-se a todos. b) embaixador e sua família c) funcionários do corpo diplomático e sua família. objetiva e deriva da lei a nexo à qualidade do cargo é conduta para que a lei se cumpra é característicos da aristocracia das organizações governamentais privilégios exceção da lei comum deduzida da situação de superioridade das pessoas que a desfrutam. não importando o crime porventura cometidos: a) chefes de governo ou de estado estrangeiro sua família e membros de sua comitiva. Há. a aplicação da lei brasileira depende do concurso das seguintes condições: a) entrar o agente no território nacional. Longe de uma garantia pessola trata-se de necessária prerrogativa funcional. pessoas que em virtude de suas funções ou em razão de regras internacionais gozam de imunidades. condição objetiva de punibilidade c) estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a extradição. 5° da CF). nº 791. Ponta Grossa . condição de procedibilidade b) ser o fato punível também no país em que foi praticado. d) funcionários de organizações internacionais e sua família.SP (015) 3532-5332 Celular (042) 9910-6849 . Itararé . não estar extinta a punibilidade. nº 1016. Espaço e Lugar do Crime a) incondicionada b) condicionada § 2º . quando em serviço. ou seja em crimes funcionais (em razão da função)  imunidade não é sinônimo de impunidade.Direito Penal I Eficácia da Lei Penal no Tempo. por outro motivo.

Prudentópolis . o Supremo Tribunal Federal dará ciência à Casa respectiva. nº 791. Espaço e Lugar do Crime país de origem.PR (042) 3025-2781 Rua 12 de Agosto. A súmula 245 é somente para imunidade formal. nº 1016. por crime ocorrido após a diplomação. I) em relação a prisão provisória: a jurisprudência estende esta imunidade a ação civil. Os Deputados e Senadores são invioláveis. real. palavras e votos. resolva sobre a prisão. A imunidade pode ser renunciada? Não pode ser renunciada pelo diplomata. A imunidade não impede a investigação.  Apesar da maioria falar em causa pessoal de isenção de pena. Arapoti . vez que é inerente ao cargo. civil e penalmente. indenidade. Fora do recinto parlamentar o nexo deve ser demonstrado. natureza jurídica: a) Pontes de Miranda: causa de exclusão de crime b) Basileu Garcia: causa que se opõe a formação do crime. substancial) Art. Se é praticado dentro no ambiente parlamentar o nexo é presumido. Limites da imunidade material: deve o parlamentar agir no exercício ou em razão do cargo. nº 2850. pelo voto da maioria de seus membros. temos corrente entendendo que se trata de causa de impeditiva da punibilidade. Imunidades parlamentares: a) absoluta (material. Por isso.PR (043) 3557-4412 Rua São Pedro. para que. serão submetidos a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal. salvo em flagrante de crime inafiançável.  o STF estende a imunidade para seara administrativa e politicamente. 53. III) em relação ao processo: § 3º Recebida a denúncia contra o Senador ou Deputado. por iniciativa de partido político nela representado e pelo voto _______________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Rua Jacob Holzmann. por quaisquer de suas opiniões. os autos serão remetidos dentro de vinte e quatro horas à Casa respectiva. o diplomata tem que renunciar ao cargo. Luiz Pinheiro. § 2º Desde a expedição do diploma. que.___________________________________________________________________ Rubens Florenzano .PR (042) 3446-5727 Av. nº 233.SP (015) 3532-5332 Celular (042) 9910-6849 . com isso estende-se aos co-autores. O país pode retirar a imunidade. Nesse caso. desde a expedição do diploma. imprescindível o nexo funcional. os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos. Itararé .Direito Penal I Eficácia da Lei Penal no Tempo. c) Anibal Bruno: causa pessoal de exclusão de pena d) Magalhães Noronha: causa de irresponsabilidade e) Frederico Marques: causa de incapacidade pessoal por razões de política criminal f) STF: causa de atipicidade. b) relativa (formal) I) em relação ao foro § 1º Os Deputados e Senadores. Ponta Grossa .

art. nº 791. enquanto durar o mandato. A Constituição Estadual pode conceder foro especial ao vereador (RJ e PI). nº 1016. licença. Mas não possuem imunidade relativa. Arapoti .PR (042) 3025-2781 Rua 12 de Agosto. quando for investigado perde esta prerrogativa. 221 do CPP: a possibilidade de agendar horário e local para ser ouvido quando for testemunha. o congresso não pode sustar investigação. poderá. aplicando. que sejam incompatíveis com a execução da medida. Ponta Grossa . até a decisão final. § 8º As imunidades de Deputados ou Senadores subsistirão durante o estado de sítio.SP (015) 3532-5332 Celular (042) 9910-6849 . VI) em relação a prova § 6º Os Deputados e Senadores não serão obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato. nos casos de atos praticados fora do recinto do Congresso Nacional. Prudentópolis .PR (042) 3446-5727 Av. nº 2850. § 4º O pedido de sustação será apreciado pela Casa respectiva no prazo improrrogável de quarenta e cinco dias do seu recebimento pela Mesa Diretora.  art. só podendo ser suspensas mediante o voto de dois terços dos membros da Casa respectiva. perda de mandato. § 5º A sustação do processo suspende a prescrição.___________________________________________________________________ Rubens Florenzano .Será de quatro anos o mandato dos Deputados Estaduais.PR (043) 3557-4412 Rua São Pedro. sustar o andamento da ação.  E em relação aos vereadores? Imunidade absoluta restrita ao território em que exerce a vereança.Direito Penal I Eficácia da Lei Penal no Tempo. _______________________________________________________________________________________________________________________________________________________ Rua Jacob Holzmann.  Esta imunidade é processual. A prerrogativa extraordinária formal não se estende e nem alcança atos investigatórios contra membros do congresso nacional. Súmula 721 A COMPETÊNCIA CONSTITUCIONAL DO TRIBUNAL DO JÚRI PREVALECE SOBRE O FORO POR PRERROGATIVA DE FUNÇÃO ESTABELECIDO EXCLUSIVAMENTE PELA CONSTITUIÇÃO ESTADUAL. imunidades. Luiz Pinheiro.  Parlamentar que se licencia para exercer cargo no executivo perde a imunidade. nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles receberam informações. impedimentos e incorporação às Forças Armadas. Itararé . remuneração. Espaço e Lugar do Crime da maioria de seus membros. inviolabilidade. nº 233.  Deputados estaduais tem as mesmas imunidades do deputados federais? Pelo princípio da simetria aplica-se integralmente aos deputados estaduais.sê-lhes as regras desta Constituição sobre sistema eleitoral. 27 CF § 1º .

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