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Regimento Interno Escolar Abnt

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Estado da Paraíba Secretaria de Educação Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Dom Adauto

REGIMENTO INTERNO ESCOLAR

Serra Redonda – PB 2011
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Governador Ricardo Vieira Coutinho

Vice-Governador Rômulo José Gouveia

Secretário de Estado da Educação Afonso Celso Caldeira Scocuglia

Secretária Executiva da Educação Márcia de Figueirêdo Lucena Lira

Gerente da 3ª Gerência Regional de Educação Sandra de Fátima Santos Ferreira de Andrade

Diretor Escolar José Wilson da Silva Rocha

Vice-Diretor Yandson Ferreira de Lima Lira

Secretária Escolar Jessyca Alexandre Costa de Oliveira

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REGIMENTO INTERNO ESCOLAR
TÍTULO I DA CARACTERIZAÇÃO
CAPÍTULO I DA ESCOLA E ENTIDADE MANTENEDORA Art. 1º - A Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Dom Adauto (EEEFM Dom Adauto), criada pelo Decreto nº. 13.473 do Poder Executivo Estadual, localizada na Avenida Miguel Veríssimo da Silva, s/n, Conjunto Mariz II, na cidade de Serra Redonda/PB, subordina-se à Secretaria de Estado da Educação – SEE/PB, com base na Constituição Federal, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, nas normas educacionais, no Estatuto da Criança e do Adolescente e na Resolução nº. 124/2000-CEE, e reger-se-á por este Regimento Interno. Parágrafo Único – A EEEFM Dom Adauto é jurisdicionada a 3ª Gerência Regional de Educação, com sede na cidade de Campina Grande/PB. CAPÍTULO II DOS OBJETIVOS OU FINALIDADES Art. 2º - Os objetivos da Escola convergirão para os fins mais amplos do direito social à educação, garantidos pela legislação em vigor. Art. 3º - São objetivos da escola: I – estimular o desenvolvimento e a socialização do educando através de atividades artísticas, culturais, esportivas e de lazer que forneçam experiências educacionais adequadas à situação socioeconômica e cultural em que se encontra; II – favorecer o desenvolvimento integral e harmônico da personalidade de modo gradual e progressivo, respeitando a individualização de cada educando; III – promover o bem estar físico, social e emocional da criança e do adolescente; IV – promover o ajustamento crescente do educado no meio social em que está inserido, em cooperação com a família e a comunidade; V – proporcionar ao aluno a formação necessária ao desenvolvimento de sua potencialidade como elemento de auto-realização, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

TÍTULO II DA GESTÃO DEMOCRÁTICA E PARTICIPATIVA
CAPÍTULO I DOS PRINCÍPIOS
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Art. 4º - A Gestão Escolar deverá observar os princípios esculpidos na Constituição Federal, dentre eles, os da Gestão Democrática do Ensino Público, da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da publicidade, da eficiência e os seguintes: I – igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; II – liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber; III – pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas; IV – respeito à liberdade e apreço à tolerância; V – garantia do padrão de qualidade; VI – valorização da experiência extraescolar; VII – valorização dos profissionais da educação; VIII – autonomia do Conselho Escolar. Art. 5º - A autonomia da Escola, em seus aspectos administrativos, financeiros e pedagógicos, entendidos como mecanismos de fortalecimento de uma gestão democrática a serviço da comunidade, será assegurada mediante a: I – capacidade da Escola, de coletivamente, formular, elaborar e implantar seu projeto político pedagógico; II – constituição e funcionamento do Conselho Escolar, dos Conselhos de Classes e da Associação de Pais e Mestres; II – administração de recursos financeiros, através da elaboração, execução e avaliação do respetivo plano de aplicação, devidamente aprovado pelos órgãos colegiados competentes, obedecidas a legislação específica para gastos e prestação de contas de recursos públicos.

TÍTULO III DA ORGANIZAÇÃO TÉCNICO-ADMINISTRATIVA
Art. 6º - Compõem a Administração da Unidade Escolar: I – Núcleo de Direção; II – Núcleo de Apoio Administrativo-Financeiro; III – Núcleo de Apoio Operacional Parágrafo Único – A estrutura organizacional, as atribuições dos referidos órgãos, bem como as competências dos seus responsáveis, serão definidas por normas específicas e por este Regimento. CAPÍTULO I DO NÚCLEO DE DIREÇÃO Art. 7º - A Direção Escolar é o núcleo executivo encarregado de administrar as atividades da Unidade de Ensino e será exercido pelo Diretor/Gestor nomeado pelo Chefe do Poder Executivo Estadual, com o auxílio do Vice-Diretor na mesma condição, responsáveis pelos serviços relacionados nos incisos de I a IV do artigo anterior.

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Parágrafo Único – A Direção organizará seu horário de atividades de forma a assegurar que os diferentes períodos de funcionamento da Escola contem com sua assistência e serviços, bem como do seu vice. Art. 8º - Integram a Direção Escolar: I – Diretor; II – Vice-Diretor. Art. 9º - O Diretor Escolar, no seu papel de líder formal do processo de gestão democrática e participativa, é o profissional articulador, coordenador, integrador e responsável por todas as atividades desencadeadoras do processo educacional e exercerá suas funções objetivando garantir: I – a elaboração e a execução do projeto político pedagógico; II – a administração de pessoal e dos recursos materiais e financeiros; III – o cumprimento dos dias letivos e horas de aula estabelecidas; IV – a legalidade, a regularidade e a autenticidade da vida escolar dos alunos; V – meios para reforço e recuperação de conteúdos curriculares para alunos com defasagem da aprendizagem; VI – articulação aos pais e responsáveis sobre a frequência e o rendimento dos alunos, bem como sobre a execução do projeto político pedagógico; VIII – Comunicação ao Conselho Tutelar, dos casos de maus-tratos envolvendo alunos, bem como de casos de evasão escolar e reiteradas faltas, antes que atinjam o limite de 25% do total de horas letivas. Art. 10 - Compete ao Diretor subsidiar os profissionais da Escola, em especial os representantes dos diferentes colegiados, quanto às normas vigentes e representar junto aos órgãos superiores da Administração sempre que houver decisão em desacordo com a legislação. SEÇÃO I DAS ATRIBUIÇÕES DO DIRETOR Art. 11 - O Diretor da Escola terá as seguintes atribuições: I – representar a SEE/PB na Administração do Estabelecimento; II – representar a Escola perante qualquer órgão; III – presidir todos os atos escolares; IV – cumprir e fazer cumprir, na esfera de sua competência, as disposições legais relativas à organização e administração dos recursos financeiros, patrimoniais e físicos do estabelecimento; V – elaborar os planos de trabalho do setor administrativo; VI – controlar a assiduidade e pontualidade dos docentes e funcionários; VII- cuidar da conservação, recuperação e manutenção do prédio e demais recursos físicos, equipamentos e materiais da Escola; VIII – aplicar ou determinar a aplicação de penalidades disciplinares, conforme as disposições deste Regimento;

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IX – manter intercâmbio com entidades públicas e provadas em assuntos de interesse da Escola; X – cumprir e fazer cumprir a legislação de ensino e as disposições deste Regimento; XI – supervisionar e autorizar a aplicação de verbas, emitindo, endossando e sacando cheques e ordens bancárias referentes a Escola, observando os dispostos no Estatuto do Conselho Escolar; XII – realizar a escrituração escolar e termos de abertura e encerramento dos livros de assentamento da Escola; XIII – autorizar a matrícula e transferência de alunos; XIV – suspender, total ou parcial, as atividades da Escola, quando esta medida de impuser em decorrência de alguma situação especial; XV – delegar atribuições a seus subordinados; XVI – autorizar eventuais retificações ou ressalvas de dados, nos registros ou assentamentos da Escola; XVII – supervisionar e incentivar a participação dos alunos em atividades esportivas, sociais, culturais e religiosas; XVIII – coordenar a elaboração de projetos não constantes das programações básicas, mas de interesse para aprendizagem, submetendo-os à aprovação dos órgãos competentes; XIX – adotar decisões de emergência em casos não previstos neste Regimento Interno, dando, de imediato, ciência do fato a quem de direito; XX – executar outras atribuições inerentes à função. SEÇÃO I DAS ATRIBUIÇÕES DO VICE-DIRETOR Art. 12 - Ao Vice-Diretor compete colaborar com o Diretor da Escola no desempenho de suas atribuições específicas e responder pela Direção na Unidade em horário que lhe for determinado. Parágrafo Único – O Vice-Diretor substituirá o Diretor em ausência e impedimentos, nos prazos e casos previstos em legislação específica, e exercerá as atribuições que lhe forem delegadas pelo Diretor. CAPÍTULO II DO NÚCLEO DE APOIO ADMINISTRATIVO Art. 13 - O Núcleo de Apoio Administrativo tem a função de dar suporte ao processo educacional, auxiliando a Direção nas atividades relativas a: I – documentação e escrituração escolar e de pessoal; II – organização e atualização de arquivos; III – expedição, registro e controle de expediente; IV – registro e controle de bens patrimoniais, bem como de aquisição, conservação de materiais e de gêneros alimentícios; V – registro e controle de recursos financeiros. Art. 14 - Compõe o Núcleo de Apoio Administrativo, a Secretaria com todo pessoal nela lotado.
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Art. 15 - A Secretaria, subordinada diretamente a Direção Escolar, será coordenada por um Secretário, legalmente habilitado e nomeado pelo Governador do Estado, que será substituído, em seus impedimentos, por um funcionário designado pela própria Direção, igualmente habilitado. Art. 16 - São atribuições do Secretário: I – responder pelo expediente e pelos serviços gerais da secretaria; II – organizar e superintender os serviços de escrituração escolar e os registros relacionados com a administração do pessoal e os pertinentes à secretaria; III – ter sob a sua guarda, devidamente organizados, os fichários, arquivos e livros da Escola; IV – organizar os serviços de atendimento a professores, alunos e funcionários bem como a terceiros, no que se refere a informes e esclarecimentos solicitados, atentando para as normas da Direção para tais serviços; V – secretariar as solenidades de entrega de certificados e outras que forem promovidas por ordem do Diretor; VI – supervisionar o processo de verificação de frequência dos alunos matriculados, mantendo sempre em ordem os respectivos assentamentos; VII – responsabilizar-se pelos processos de levantamento das notas obtidas pelos alunos e do cálculo das médias por disciplinas, através das fichas individuais; VIII – manter, sem rasuras ou emendas, a escrituração de todos os livros e documentos escolares; IX – providenciar à vista dos resultados obtidos pelos alunos, a expedição de certificados a quem fizerem jus. X – elaborar relatórios a serem enviados às autoridades, de acordo com as normas expedidas; XI – encaminhar Ofícios e outros documentos da Direção aos respectivos destinatários; XII – manter atualizado o arquivo de legislação e de documentos pertinentes à Escola; XIII – zelar pela atualização dos diários de classe de cada professor, não permitindo a retirada dos mesmos do estabelecimento, sob nenhum pretexto; XIV – lavrar e subscrever atas de avaliação e apuração dos trabalhos escolares; XV – desempenhar outras atividades relativas a seu cargo, à ordem do Diretor e não previstas neste Regimento Interno. Parágrafo Único – Compete aos auxiliares de secretaria subordinados ao Secretário Escolar, executar os serviços que lhe forem atribuídos, sendo inclusive, responsáveis pelo turno para o qual for designado pelo Diretor Escolar. CAPÍTULO III DO NÚCLEO DE APOIO OPERACIONAL
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Art. 17 - O Núcleo de Apoio Operacional, sob supervisão, coordenação e acompanhamento da Direção Escolar, tem a função de proporcionar suporte ao conjunto de ações complementares de natureza administrativa e curricular, relativas as atividades de: I – zeladoria, vigilância e atendimento de alunos; II – limpeza, manutenção e conservação da área interna e externa do prédio escolar; III – controle, manutenção e conservação de mobiliários, equipamentos, instalações e materiais didáticos-pedagógicos; IV – controle, manutenção, conservação e preparação de produtos alimentícios da merenda escolar.

TÍTULO IV DA COMUNIDADE ESCOLAR
CAPÍTULO I DO CORPO DOCENTE Art. 18 - O Corpo Docente compreende o universo de todos os professores da Escola, legalmente habilitados para o exercício de sua profissão. Parágrafo Único – Os professores serão admitidos por meio de Concurso Público de Prova e Títulos ou, temporariamente, por contrato de excepcional interesse público com prazo determinado. Art. 19 - São deveres dos professores: I – participar da elaboração, implantação e implementação do Projeto Político Pedagógico; II – comparecer à Escola, pontualmente, nos horários estabelecidos para a execução das tarefas para as quais foi designado; III – assinar o registro de ponto, no horário de entrada e de saída do Estabelecimento; IV – manter e fazer com que seja mantida a disciplina em sala de aula e fora dela; V – elaborar e cumprir os planos de curso e programas dos componentes curriculares sob sua responsabilidade; VI – acatar as decisões do Diretor, inspetores, coordenadores, órgãos colegiados e demais autoridades de ensino; VII – manter em dia os registros escolares, observando os prazos fixados para o encaminhamento dos resultados à Secretaria; VIII – comparecer as reuniões para as quais for convocado por meio de Ofício ou Comunicado publicado com no mínimo 24 (vinte e quatro) horas de antecedência; IX – cuidar da preparação humana e intelectual dos alunos, tendo como prevalência os aspectos qualitativos sobre os quantitativos; X – proceder a elaboração e correção dos exercícios, trabalhos e tarefas realizados pelos alunos, avaliando-os e atribuindo-lhes notas;
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XI – zelar pela aprendizagem dos alunos e pelo bom nome da Escola; XII – estabelecer estratégia de recuperação para os alunos de menor rendimento; XIII – cumprir as determinações previstas na legislação em vigor; XIV – zelar pela ética profissional; XV – repor as aulas não realizadas, em dia e horário posterior a ser marcado com o Diretor. Art. 20 - São direitos dos professores: I – participar da elaboração do Projeto Político Pedagógico; II – solicitar todo o material didático que julgar necessário as aulas, dentro das possibilidades da Escola; III – utilizar os livros da Biblioteca, além das dependências, instalações e equipamentos do estabelecimento, necessários ao exercício de suas funções e ao aperfeiçoamento do processo ensino-aprendizagem; IV – opinar sobre: a) programas e sua execução; b) planos de curso; c) técnicas e método didáticos; d) adoção e utilização de livros didáticos. V – exigir tratamento e respeito condignos e compatíveis com a sua missão de educador; VI – propor a Direção medidas que objetivem o aprimoramento do ensino, da avaliação, da administração e da disciplina; VII – reunir-se no recinto da Escola, desde que sem prejuízo das atividades letivas para tratar de assuntos do ensino; VIII – ser ouvido em suas reclamações e pedidos; IX – participar de cursos de atualização e aperfeiçoamento que visem a melhoria do seu rendimento no processo educativo; X – concorrer à eleição para representante nas comissões e instituições auxiliares desde que habilitados conforme a legislação específica. Art. 21 - É vedado ao professor: I – entrar atrasado em sala de aula ou dela sair antes do cumprimento do horário, salvo por motivo devidamente justificado perante o Diretor; II – falar, escrever ou publicar artigos em nome da Escola, sem que para isso tenha sido expressamente autorizado pela Direção; III – ocupar-se em tarefas ou assuntos estranhos às finalidades docentes; IV – registrar aulas, quanto estas não foram realizadas; V – desrespeitar os alunos, no que diz respeito as suas convicções religiosas e políticas, suas condições sociais e econômicas, sua nacionalidade, cor e suas capacidades individuais e intelectuais; VI – fumar nas salas de aula, de professores, de informática, biblioteca, secretaria e em outras dependências fechadas; VII – retirar equipamentos e materiais da Escola sem autorização da Direção;

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VIII – levar o Diário de Classe para sua residência ou qualquer outro local que não seja dentro da Escola; IX – aplicar penalidade aos alunos, salvo as de advertência, repreensão verbal e expulsão da sala de aula; X – apresentar posturas que comprometam o trabalho escolar; XI – ausentar-se da Escola durante o período de expediente sem autorização da Direção; XII – dispensar os alunos ou suspender as aulas antes do seu término; XIII – utilizar equipamentos, materiais e dependências da unidade escolar, para uso particular; XIV – repetir notas, automaticamente, sob qualquer pretexto ou para qualquer efeito. Parágrafo Único – Para expulsão do aluno da sala de aula, o Professor terá que comunicar a justificativa previamente ao Diretor e obter a anuência deste, observando ainda o disposto no § 2º, do art. 32, deste Regimento. CAPÍTULO II DO CORPO DISCENTE Art. 22 - O Corpo Discente compreende todos os educandos regularmente matriculados na Escola e que estão sujeitos ao disposto neste Regimento, devendo seus pais ou responsáveis dele tomar conhecimento, obrigando-se ao seu cumprimento. Art. 23 - São deveres dos alunos: I – frequentar com assiduidade e pontualidade as aulas e demais atividades escolares; II – tratar com urbanismo, respeitando as normas de convivência, a autoridade do Diretor, dos professores e outras autoridades de ensino, bem como funcionários e colegas; III – apresentar-se no Estabelecimento devidamente uniformizado e, quando solicitado, com documentos de identificação; IV – respeitar as normas disciplinares do Estabelecimento; V – apresentar solicitação por escrito e assinada pelo responsável para fins de saída antecipada ou comunicação verbal por meio de telefone ou similar em contato com o funcionário competente; VI – contribuir, no que lhe couber, para o bom nome do Estabelecimento; VII – colaborar na preservação do patrimônio escolar, respondendo e indenizando os danos que causar à Escola e à objetos de propriedade privada; VIII – comunicar à Diretoria o seu afastamento temporário, por motivo de doença ou outros, solicitando reposição de exercícios escolares no prazo de 48 (quarenta e oito) horas; IX – cumprir, com rigorosa exatidão, as determinações da Diretoria e dos professores;

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X – observar, fielmente, os preceitos de higiene pessoal, bem como zelar pela limpeza e conservação das instalações, dependências, materiais e móveis do Estabelecimento; XI – abster-se de atos que perturbem a ordem, ofenda os bons costumes ou importem em desacato às leis, às autoridades escolares ou aos professores e funcionários; XII – agir com probidade, na execução dos trabalhos e provas escolares; XIII – participar das atividades curriculares e extracurriculares, comparecendo às solenidades e festividades cívicas e sociais promovidas pelo Estabelecimento; XIV – obedecer aos dispositivos deste Regimento. Parágrafo Único – A obrigação do uso de uniforme escolar só será permitida quando houver distribuição de fardas suficientes a todos os alunos por meio da Secretaria de Estado da Educação. Art. 24 - São direitos dos alunos: I – participar das atividades escolares, sociais, cívicas e recreativas, destinadas à sua formação e promovidas pelo Estabelecimento; II – ser considerado e valorizado em sua individualidade sem comparações nem preferências, pelo Diretor, professores, funcionários e colegas; III – apresentar sugestões à Diretoria do Estabelecimento; IV – representar, em termos, e por escrito, contra atos, atitudes, omissões ou deficiências de professores, diretor, funcionários e serviços do Estabelecimento; V – defender-se quando acusado de qualquer falta, assistido por seu representante legal se necessário; VI – utilizar as instalações e dependências do Estabelecimento que lhe forem destinadas, na forma e nos horários para isto reservados; VII – ser orientado em suas dificuldades; VIII – receber seus trabalhos, tarefas e provas devidamente corrigidas e avaliadas em tempo hábil; IX – requerer e/ou representar ao Diretor sobre assunto de sua vida escolar, na defesa de seus direitos, nos casos omissos neste Regimento. X – tomar conhecimento, através do boletim escolar de notas e frequência obtidas; XI – requerer cancelamento de matrícula ou transferência quando maior de idade, ou através do pai ou responsável, quando menor. XII – requerer transferência de turno apresentando justificativa plausível, quando maior de idade, ou através do pai ou responsável quando menor; XIII – concorrer à representação nos órgãos colegiados, nas instituições auxiliares e no órgão representativo dos alunos; XIV – ter garantia das condições de aprendizagem e de novas oportunidades mediante estudo de recuperação, durante o ano letivo; XV – utilizar-se dos livros da biblioteca, nas condições estabelecidas pela Direção.

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Parágrafo Único – Ficam asseguradas aos alunos a liberdade de expressão e de organização no âmbito da Escola. Art. 25 - É vedado ao aluno: I – promover, sem autorização do Diretor, sorteios, coletas ou subscrições, usando, para tais fins, o nome do Estabelecimento; II – fumar no recinto da Escola, nos termos da legislação pertinente; III – distribuir, no recinto do Estabelecimento, quaisquer boletins ou impressos sem autorização da Direção; IV – ocupar-se durante as atividades escolares de quaisquer assuntos alheias às mesmas; V – praticar qualquer ato de violência física, psicológica ou moral contra pessoas, no recinto escolar; VI – ausentar-se da sala de aula sem a permissão do professor e, do Estabelecimento, sem autorização da Direção; VII – introduzir, portar, guardar ou fazer uso de substâncias entorpecentes ou alcóolicas ou comparecer embriagado ou estar sobre efeito das mesmas, no recinto da Escola; VIII – portar, ter sob sua guarda ou utilizar qualquer material que possa causar riscos à sua saúde, à sua segurança e à sua integridade física e às de outrem; IX – apresentar posturas que comprometam o trabalho escolar. Art. 26 - A Escola somente poderá fazer solicitações aos alunos sobre o uso de material escolar ou de contribuições financeiras, desde que, comprovadamente, não impeça a frequência de alunos às atividades escolares ou venha sujeitá-los à discriminações ou constrangimentos de qualquer ordem. CAPÍTULO III DOS DIREITOS E DEVERES DOS PAIS OU RESPONSÁVEIS Art. 27 - São Direitos dos Pais ou Responsáveis: I – ser informado sobre a proposta pedagógica da Escola; II – ser informado sobre a frequência e rendimento dos alunos, incluindo as propostas de recuperação quando o aluno apresentar rendimento insatisfatório; III – recorrer dos resultados de avaliação de rendimento do aluno, conforme dispuser este Regimento e a legislação; IV - contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias escolares superiores; V – solicitar a reclassificação de seu filho; VI – representar seus pares no Conselho Escolar ou em outras atividades, quando convidado pelo Diretor da Escola; VII – concorrer a cargos e participarem das instituições auxiliares.

Art. 28 - São Deveres dos Pais ou Responsáveis: I – comparecer as reuniões programadas pela Escola, para informações sobre o Projeto Político Pedagógico e outras atividades da Unidade de Ensino;
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II – responsabilizar-se por danos ao patrimônio público e privado, causados pelo aluno pelo qual é responsável; III – colaborar no desenvolvimento das atividades de recuperação propostas pelo professor; IV – acompanhar durante o período letivo, a frequência e o rendimento do aluno pelo qual é responsável; V – atender as convocações da Direção Escolar.

TÍTULO V DO REGIME DISCIPLINAR
CAPÍTULO I DAS FINALIDADES Art. 29 - O Regime Disciplinar, aplicável ao pessoal docente, administrativo, de apoio e discente, tem a finalidade de aprimorar o ensino ministrado, a formação do educando, o bom funcionamento dos trabalhos escolares, o entrosamento dos vários serviços, a perfeita observância deste Regimento e o alcance dos objetivos nele previstos. Art. 30 - O Regime Disciplinar é decorrente das disposições legais aplicáveis em cada caso, das determinações deste Regimento Escolar, dos regulamentos específicos e das decisões emanadas da Diretoria, órgãos e serviços mantidos pelo Estabelecimento de Ensino nas respectivas órbitas de competência. CAPÍTULO II DAS PENALIDADES Art. 31 – As penalidades disciplinares aplicáveis aos professores e funcionários são as de: I – advertência verbal, em particular; II – advertência por escrito; III – suspensão; IV – demissão. § 1º - A demissão só poderá ocorrer após inquérito administrativo. § 2º - Nos casos de reincidência ou falta grave, será ouvido o Conselho Escolar para aplicação da penalidade ou do encaminhamento para decisão de autoridades competentes, sempre garantidos os direitos ao contraditório, à ampla defesa e à recursos a órgãos superiores, quando couber. § 3º - Todo e qualquer penalidade somente poderá ser aplicada se a decisão estiver fundamentada nas normas referidas ao servidor público na legislação ou neste Regimento. Art. 32 - Aos alunos, conforme a gravidade ou a reiteração das faltas ou infrações, serão aplicadas as seguintes penalidades: I – advertência oral, em particular; II – advertência por escrito; III – suspensão;
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IV – transferência compulsória pelo Diretor da Escola. § 1º - a advertência por escrito ocorrerá na Ficha de Advertência Escolar em modelo próprio, que deverá receber uma numeração sequencial de forma anual e, com a assinatura do Diretor da Escola, será encaminhada aos pais ou responsáveis pelo aluno, quando de menor, a quem caberá ter ciência, assiná-la e devolvê-la aos arquivos da Escola. § 2º - nos casos de expulsão do aluno da sala de aula pelo Professor, este obrigatoriamente deverá comunicar ao Diretor e solicitar na Secretaria Escolar a Ficha de Advertência, informando o motivo da expulsão e assiná-la, observando o mesmo procedimento disposto no parágrafo anterior. § 3º - a pena de transferência compulsória deverá ser referendada pelo Conselho Escolar e quando menor, deverá ser ouvido o Conselho Tutelar; § 4º - a penalidade de transferência poderá ser substituída por atividades de interesse coletivo, ouvido o Conselho Tutelar e o Ministério Público; § 5º - É garantia do aluno, o direito ao contraditório e a ampla defesa, devendo toda decisão ser fundamentada. Art. 33 - Toda medida disciplinar aplicada deverá ser comunicada ao pai ou responsável, quando o aluno for menor de 18 (dezoito) anos de idade. Art. 34 - Se a infração tipificar delito ou contravenção penal, o Diretor deverá comunicar: I – ao Conselho Tutelar local, se o aluno for menor de 18 (dezoito) anos de idade; II – à autoridade policial do município, se o aluno infrator for maior de 18 (dezoito) anos.

TÍTULO VI DAS INSTITUIÇÕES AUXILIARES
Art. 35 - As Instituições Auxiliares terão como objetivo colaborar no aprimoramento do processo educacional, na assistência ao educando e na integração família-escola-comunidade e serão regidas por regimentos próprios elaborados nos termos da legislação em vigor. Art. 36 - São consideradas Instituições Auxiliares da Escola: I – Conselho Escolar; II – Associações de Pais e Mestres, quando houver; III – Conselhos de Classe; IV – Grêmio Estudantil; V – Biblioteca. CAPÍTULO I DO CONSELHO ESCOLAR Art. 37 - O Conselho Escolar é um colegiado de deliberação coletiva e de natureza consultiva, com personalidade jurídica, sem fins lucrativos, não tendo caráter político-partidário, formado por representantes de todos os
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segmentos da comunidade escolar, constituindo-se de canal de participação para democratização da Gestão Escolar e tem as atribuições fixadas no seu Estatuto e na legislação que rege a matéria. Art. 38 - Conselho Escolar deverá observar, em suas decisões, os princípios e diretrizes da política educacional, seu Estatuto, a legislação vigente e a proposta pedagógica da Escola. Parágrafo Único - O Conselho de Escola para facilitar a sua organização, registará em ata as atividades que forem delegadas e definirá as que, deverão contar com a participação de todos os conselheiros. CAPÍTULO II DA ASSOCIAÇÃO DE PAIS E MESTRES Art. 39 - A Associação de Pais e Mestres terá seus objetivos voltados à integração comunitária e à assistência do aluno, visando maior participação dos pais e responsáveis no processo educativo. Parágrafo Único – A Associação de Pais e Mestres será regulamentada por estatuto próprio, de conformidade com a legislação em vigor, a ser aprovado por seus integrantes e reunir-se-á quando necessário, em horário que atenda a conveniência da maioria dos pais. CAPÍTULO III DO CONSELHO DE CLASSE Art. 40 - Os Conselhos de Classe são órgãos de natureza consultiva e deliberativa para fins didático-pedagógicos. Art. 41 - Compõem o Conselho de Classe: I – todos os professores de uma mesma classe; II – um representante do Núcleo de Direção; III – cinco alunos representantes de sua classe, independentemente de idade. Art. 42 - Caberá ao Diretor Escolar organizar os Conselhos de Classe. Art. 43 - O Conselho de Classe terá as seguintes atribuições: I – confrontar os resultados de aprendizagem dos diferentes componentes curriculares, para maior atenção e reforço aos alunos que apresentarem insuficiências; II – analisar os padrões de avaliação utilizados, eliminando os inadequados; III – coletar informações sobre as dificuldades dos alunos propondo medidas para saná-las; IV – elaborar o programa de atividades de recuperação, da verificação da aprendizagem e de compensação de ausência às aulas; V – propor medidas que visem ajustar o aluno ao ensino;
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VI – decidir pela anulação e repetição de testes, provas e outros trabalhos destinados à avaliação de rendimento escolar, em que ocorram irregularidades ou dúvidas quanto aos resultados. Art. 44 - O Conselho de Classe deve reunir-se ordinariamente uma vez por bimestre ou de forma extraordinária quando convocado pelo Diretor em casos de urgência ou a pedido de outra pessoa integrante. CAPÍTULO IV DO GRÊMIO ESTUDANTIL Art. 45 – O Grêmio Estudantil, entidade autônoma, democrática e representativa dos interesses do estudante, tem com finalidade o desenvolvimento de atividades educacionais, culturais, cívicas, desportivas e sociais, proporcionando ao aluno o exercício de responsabilidades inerentes à sua atuação como membro participativo da comunidade, nos termos da Lei nº. 7.398/85. Art. 46 - O Grêmio Estudantil funcionará como órgão independente da administração escolar, promovendo a integração desta com a comunidade. § 1º - A organização, o funcionamento e as atividades do Grêmio Estudantil serão estabelecidos no seu estatuto, aprovado em Assembleia Geral do corpo discente do Estabelecimento de Ensino convocada para este fim. § 2º - A aprovação do estatuto e a escolha dos dirigentes e dos representantes do Grêmio Estudantil serão realizadas pelo voto direto e secreto de cada estudante observando-se no que couber, as normas da legislação eleitoral. § 3º - Após aprovado, o Estatuto do Grêmio Estudantil passará a integrar este Regimento Escolar. § 4º - O Grêmio Estudantil não deverá conflitar com o centro cívico, mas propiciar a sua fusão, considerando que os objetivos comuns visam o desenvolvimento do jovem, notadamente no que diz respeito à sua formação sócio-político-cultural. CAPÍTULO V DA BIBLIOTECA Art. 47 - A Biblioteca ou Sala de Leitura será mantida no estabelecimento com a finalidade de incentivar à pesquisa bibliográfica, à leitura e outras atividades de caráter cultural e pedagógico. Art. 48 - A Biblioteca ou Sala de Leitura será dirigida por um servidor lotado no Estabelecimento de Ensino indicado pelo Diretor e denominado de Bibliotecário. Art. 49 - São atribuições do Bibliotecário: I – assegurar a organização e o funcionamento da biblioteca; II – organizar o acervo, zelando pela sua conservação; III – manter adequadas as condições do ambiente da leitura; IV – organizar coleções e recortes de jornais e revistas para consultas;
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V – organizar e manter atualizadas a documentação de trabalhos realizados pela Escola; VI – manter intercâmbio com outras bibliotecas e centro de documentação.

TÍTULO VII DA ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO
CAPÍTULO I DA ORGANIZAÇÃO DIDÁTICA Art. 50 - Os cursos oferecidos pela Escola serão estruturados de acordo com as normas estabelecidas pelo Conselho Estadual de Educação e as orientações emanadas da Secretaria de Estado da Educação. Parágrafo Único – Todo e qualquer curso a ser implantado na Escola necessita de anuência prévia da Secretaria de Estado da Educação e de autorização expressa do Conselho Estadual de Educação. Art. 51 - A Escola, conforme a possibilidade de seus recursos físicos, humanos e financeiros, ou em regime de parceria poderá oferecer com a finalidade de atender os interesses da comunidade local, desde que não haja prejuízo do atendimento à demanda escolar própria do Estabelecimento, a saber: I – módulos de cursos de educação profissional básica, de organização livre e com duração prevista da Proposta Pedagógica da Escola, destinados a qualificação para profissões de menor complexidade, com ou sem exigência de estudos anteriores ou concomitantes; II – cursos de interesse da própria Escola ou da comunidade, bem como outros que venham a ser criados por legislação específica com planos elaborados pelos docentes; III – cursos de formação continuada para treinamento e/ou capacitação de professores e funcionários, sem prejuízo para as demais atividades escolares. § 1º - para cumprimento do disposto neste artigo, a Escola poderá firmar ou aprovar termos de cooperação ou convênios com entidades públicas ou privadas, desde que mantidos os seus objetivos educacionais. § 2º - os termos de cooperação ou convênio poderão ser firmados pela Direção da Escola, desde que sejam submetidos à apreciação do Conselho Escolar e à aprovação ao titular da Secretaria de Estado da Educação. SEÇÃO I DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO Art. 52 - Os Ensinos Fundamental II e Médio, estruturados em 04 (quatro) e 03 (três) séries anuais, respectivamente, tem a carga horária anual de 800 (oitocentas) horas, distribuídas por um mínimo de 200 (duzentos) dias de efetivo trabalho escolar, compreendido em 02 (dois) períodos intercalados
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pelo recesso escolar, em cumprimento ao art. 24, inciso I, da Lei nº. 9.394/96, combinado com o art. 7º, da Resolução nº. 188/98 - CEE/SEE-PB. § 1º - São finalidades do Ensino Fundamental: I – o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem; II – a aquisição de conhecimentos e habilidades. III – a formação de atitudes e valores; IV – a compreensão do contexto natural, social e político da sociedade. § 2º - São finalidades do Ensino Médio: I – consolidar e aprofundar conhecimentos, possibilitando o prosseguimento de estudos e a aptidão para o curso universitário; II – aprimorar a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e de pensamento crítico; III – a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos, preparando o educando para o exercício da cidadania. Art. 53 - A organização das turmas do Ensino Fundamental e do Ensino Médio fundamenta-se nos critérios estabelecidos pela SEE/PB, faixa etária e nível de desenvolvimento do aluno. Parágrafo Único – Conforme opção da Escola, o ensino de Línguas Estrangeiras, o de Ensino Religioso, o de Educação Artística e o de Educação Física poderão ser organizados por meio de turmas não seriadas com alunos de séries distintas e de mesmo nível de adiantamento na disciplina. SEÇÃO II DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS Art. 54 - A Educação de Jovens e Adultos será oferecida em curso de suplência correspondente ao Ensino Fundamental e Médio, organizada em curso semestral, deverá observar o disposto neste Regimento e na legislação vigente. § 1º - os cursos supletivos equivalente ao Ensino Fundamental destinam-se à candidatos que tenham, no mínimo 15 (quinze) anos de idade, na data da conclusão; § 2º - os cursos supletivos equivalente ao Ensino Médio destinam-se à candidatos que tenham, no mínimo 18 (dezoito) anos de idade, na data da conclusão; CAPÍTULO II DOS CURRÍCULOS Art. 55 - Os Currículos dos Cursos dos diferentes níveis e modalidades de ensino, respeitadas as suas especificidades, obedecerá a base nacional comum e uma parte diversificada, observada a legislação vigente, bem como as respectivas diretrizes curriculares aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação – CNE.
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Art. 56 - Os Currículos plenos do Ensino Fundamental e Médio serão integrados pela Base Nacional Comum e pela parte diversificada visando à formação integral do educando. Art. 57 - Serão observados, na elaboração dos currículos e programas, os aspectos de organização e articulação horizontal, vertical e transversal, preservados os princípios de relacionamento, ordenação e sequência. CAPÍTULO III DOS PROGRAMAS Art. 58 - Os programas das disciplinas e áreas de conhecimentos elaborados anualmente pelos respectivos professores devem obedecer as matrizes curriculares e as orientações emanadas do setor competente da Secretaria de Estado da Educação, atendendo aos objetivos gerais da Escola e do Curso aos objetivos específicos de cada componente curricular, garantido aos alunos maior alcance participativo no processo ensino-aprendizagem. CAPÍTULO IV DA PROGRESSÃO REGULAR Art. 59 - Com a finalidade de garantir à todos o direito público subjetivo de acesso, permanência e sucesso no Ensino Fundamental e no Ensino Médio, a serem cursados em idade própria, a Escola adota o regime de Progressão Regular. Parágrafo Único – Progressão Regular é o procedimento utilizado pela Escola que permite a promoção do aluno de uma série para a outra, de forma sequencial. CAPÍTULO V DOS PROJETOS ESPECIAIS Art. 60 - A Escola deverá desenvolver projetos especiais de natureza curricular ou pedagógica, abrangendo: I – programação e orientação de estudos e atividades de recuperação de aprendizagem; II – organização e utilização de recursos digitais, multimídia, de leitura e laboratórios; III – grupos de estudos e pesquisa; IV – prestação de serviços; V – cultura, esporte e lazer; VI – responsabilidade social; VII – visitas técnico-científicas; VIII – outros de interesse da comunidade. Art. 61 - São projetos do ano letivo escolar: I – Gincana Escolar;
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II – Festa Junina; III – Feira de Ciências ou similar; IV – Desfile do Garoto e Garota Dom Adauto; V – Jogos Internos Escolares. § 1º - para a realização dos referidos projetos, caberá ao Diretor Escolar, quando necessário, conseguir recursos materiais e financeiros junto à outras entidades públicas ou patrocínio privado. § 2º - caberá ao Grêmio Estudantil, ao Conselho Escolar, aos professores e demais funcionários colaborarem junto à Direção para a realização dos projetos. § 3º - é considerado projeto similar à Feira de Ciências, Amostra Pedagógica, Amostra Cultural ou Histórica, dentre outros da mesma natureza.

TÍTULO VIII DO REGIME ESCOLAR
CAPÍTULO I DO CALENDÁRIO ESCOLAR Art. 62 - O ano letivo, nos níveis fundamental e médio, compreenderá a carga horária mínima anual de 800 (oitocentas) horas, distribuídas por um mínimo de 200 (duzentos) dias de trabalho escolar efetivo, destinadas à realização de aulas e demais atividades escolares, excluindo-se o período de provas, recuperação e tempo reservado aos exames finais. Art. 63 - O Calendário Escolar deverá obedecer ao definido pela Secretaria de Estado da Educação, independente do ano civil e terá no mínimo 200 (duzentos) dias de trabalho escolar efetivo, compreendidos em 02 (dois) períodos, intercalados pelo recesso escolar. Parágrafo Único – Desde que necessário, a Escola poderá elaborar e adotar um Calendário Especial, submetendo-o à aprovação da 3ª Gerência Regional de Educação. Art. 64 - São considerados como dias letivos, os destinados às aulas regulares e outras atividades previstas no calendário escolar, com participação dos corpos docente e discente. § 1º - A carca horária de cada disciplina constante da Matriz Curricular, aprovada pelo CEE, deverá ser cumprida integralmente, independente de eventuais paralisações. § 2º - A jornada escolar no Ensino Fundamental e Médio será de, pelo menos, 240 (duzentos e quarenta) minutos diários, de efetivo trabalho escolar, excluído o período para atividades de recreação ou intervalo; § 3º - Os cursos noturnos poderão ser organizados com carga horária inferior a disposta no parágrafo anterior, devendo, entretanto, aumentar o número de dias letivos previstos no art. 62. CAPÍTULO II DA CLASSIFICAÇÃO
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Art. 65 - O aluno será classificado quando: I – não comprovar escolarização anterior, submetendo-se a processo classificatório; II – promovido na série anterior, na própria Escola; III – recebido por transferência. § 1º - constitui condição prévia e necessária para classificação, a correlação entre a idade e a série pretendida pelo candidato. § 2º - a classificação será automática quando o aluno tiver sido promovido na série anterior, na própria Escola. Art. 66 - O aluno será submetido a avaliação de classificação quando não puder comprovar a escolarização anterior. § 1º - Para proceder ao contido no caput deste artigo, deve ser protocolado na Secretaria Escolar, requerimento assinado pelo interessado ou, se menor, por seus pais ou responsáveis, com expressa indicação da série em que pretende ser classificado. § 2º - O exame será realizado em data anterior ao período de matrícula da Escola. Art. 67 - O processo de classificação será realizado por uma comissão de 03 (três) professores, designados pela Direção, que avaliarão o candidato utilizando-se de, no mínimo: I – no Ensino Fundamental e no Ensino Médio, prova sobre a disciplina da Base Comum Nacional dos currículos, com o conteúdo da série imediatamente anterior; II – redação em língua portuguesa. § 1º - A comissão indicada no caput deste artigo poderá valer-se, para complementação da avaliação do candidato, de outros instrumentos como entrevistas e relatórios, a critério. § 2º - A comissão apresentará relatório do processo, no prazo de 05 (cinco) dias, como parecer conclusivo. § 3º - Todo o processo será acompanhado por um profissional do magistério indicado pelo Núcleo de Acompanhamento da Escola vinculado à 3ª Gerência Regional de Ensino. CAPÍTULO III DA RECLASSIFICAÇÃO Art. 68 - A reclassificação do aluno é o seu reposicionamento na série diferente daquela indicada em seu histórico escolar e poderá ocorrer por: I – proposta de professor ou professores do aluno, com base em resultados de avaliação diagnosticada; II – solicitação pelo próprio aluno ou por seu responsável, se menor de 18 anos, mediante requerimento dirigido ao Diretor, até 20 (vinte) dias após o início das atividades letivas.

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Parágrafo Único – Somente poderão ser beneficiados pela reclassificação, alunos em situação de defasagem idade-série, que apresentem rendimento escolar superior a 7,0 (sete). Art. 69 - A reclassificação definirá a série em que o aluno deverá ser classificado, a partir de parecer elaborado por Comissão designada pela Direção, idêntica a citada no art. 67 deste Regimento. Art. 70 - A Comissão de que trata o artigo anterior avaliará o aluno: I – obrigatoriamente, através de provas e documentos comprobatórios de estudos anteriores concluídos com êxito, na própria Escola ou em outros estabelecimentos de ensinos; II – através de outros instrumentos, tais como: entrevista, relatório, testes, abrangendo conteúdos da Base Comum Nacional, da série anterior a pretendida. § 1º - O aluno não poderá ser reclassificado em série inferior. § 2º - Não poderá ser reclassificado em série posterior, o aluno que, no ano antecedente, houver sido reprovado. § 3º - As provas, atas, pareceres ou outros documentos que comprovem a classificação ou reclassificação do aluno deverão ficar arquivados na pasta individual do aluno. § 4º - Os resultados dos exames de classificação e reclassificação serão registrados no histórico escolar do aluno. CAPÍTULO IV DA MATRÍCULA Art. 71 - A matrícula far-se-á segundo as normas emanadas da Secretaria de Estado da Educação, constantes no Calendário Escolar. Art. 72 - No ato da primeira matrícula o candidato deverá apresentar: I – Cópia da certidão de nascimento; II – 01 (uma) foto 3x4; III – Comprovante de estar em dia com as obrigações eleitorais e militares, quando couber; IV – Documentação referente à escolaridade, quando couber. § 1º - Na renovação da matrícula, será dispensada a apresentação dos documentos citados nos itens I, II e IV. § 2º - Será considerada nula, sem qualquer responsabilidade para a Escola, a matrícula que se fizer com documento falso ou adulterado, cabendo a Direção comunicar, quando for o caso, ao Núcleo de Acompanhamento da Escola - NUAGE, para as devidas providências. § 3º - Sob nenhum hipótese será permitida a matrícula condicional, ficando o Diretor Escolar responsável por qualquer prejuízo que venha ocorrer ao aluno ou à Escola.

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§ 4º - Será garantida a matrícula, em qualquer época do ano, ao aluno filho de servidor público, civil ou militar, desde que comprovada a remoção do servidor, nos termos da legislação vigente. § 5º - Não será permitida a matrícula de aluno proveniente de Escola cujo funcionamento não foi autorizado pelo Conselho Estadual de Educação. § 6º - Os casos de alunos oriundos de escolas irregulares serão submetidos ao Grupo do NUAGE. CAPÍTULO V DA TRANSFERÊNCIA Art. 73 - A transferência será realizada de acordo com a Base Nacional Comum fixada no âmbito do país. § 1º - Quando não houver semelhança de currículo entre o estabelecimento de origem e o de destino, será julgada a equivalência, mediante orientação de resolução do Conselho Estadual de Educação. § 2º - Para efetivar o disposto no parágrafo anterior, o estabelecimento exigirá os programas desenvolvidos na Escola de Origem, em cada disciplina e série, os quais acompanharão o requerimento de matrícula. § 3º - Ao aluno será permitido transferir-se do Estabelecimento, em qualquer época, desde que não tenha qualquer obrigação escolar à cumprir, observadas ainda, as exigências e formalidades legais. § 4º - Ao receber alunos transferidos, a secretaria procederá ao exame dos documentos, a fim de verificar sua regularidade e constatar se existe equivalência de estudos ou necessidades de ser efetuada adaptação, nos termos das normas que disciplinam a matéria. Art. 74 - Quando o aluno se transferir para o Estabelecimento no decorrer do período letivo, adotar-se-á o seguinte procedimento para apuração da assiduidade e do rendimento escolar: I – computar-se-ão as notas e a transferência nas disciplinas que o aluno já houver cursado na escola de origem; II – se o aluno tiver realizado, no estabelecimento de origem, estudos diferentes, será computada a frequência nas disciplinas com equivalência de valor formativo aquele que na Escola, substituam as estudadas; III – no caso previsto no inciso anterior, serão computadas apenas as notas, servido de divisor para o cálculo de médias, o número de avaliações a que estará obrigado o aluno durante o período que cursará. CAPÍTULO VI DA FREQUÊNCIA Art. 75 - Será obrigatório a frequência mínima de 75% (sete e cinco por cento) às aulas e à todas as atividades escolares, considerando o conjunto dos componentes curriculares. § 1º - A frequência às aulas de cada disciplina, bem como às demais atividades escolares, será apurada do primeiro ao último dia letivo. § 2º - Para fins de promoção ou retenção, a frequência terá apuração independente do aproveitamento.
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CAPÍTULO VII DAS DISPENSAS Art. 76 - Será dispensado das práticas de Educação Física o aluno que apresentar necessidade especial física incompatível, ou doenças impeditivas, devidamente atestadas por médico, bem como nos casos previstos na legislação específica aplicável. Art. 77 - Poderá ser dispensando da frequência às aulas e submetido ao regime de estudos domiciliares, o aluno que se encontrar, comprovadamente, afastado das aulas, mediante atestado médico, em situação prevista na legislação cabível.

TÍTULO IX DA AVALIAÇÃO ESCOLAR
CAPÍTULO I DA VERIFICAÇÃO DO RENDIMENTO ESCOLAR Art. 78 - A verificação do rendimento escolar compreenderá a avaliação do aproveitamento, observados os critérios estabelecidos pela legislação vigente. Art. 79 - A avaliação do aproveitamento de todos os componentes curriculares deverá incidir sobre o desempenho do aluno nas diferentes situações de aprendizagem, considerados os objetivos propostos para cada uma delas. Art. 80 - A avaliação do aproveitamento será contínua e cumulativa no decorrer do ano letivo, por meio de instrumentos diversificados, elaborados pelo professor, com acompanhamento da Direção Escolar. Art. 81 - Os instrumentos de avaliação deverão possibilitar a observação de aspectos qualitativos da aprendizagem, de forma a garantir sua preponderância sobre os aspectos quantitativos. § 1º - Os Planos de Cursos deverão prever a operacionalização da sistemática de avaliação em cada componente curricular, bem como suas formas e instrumentos. § 2º - Os alunos serão informados pelo professor, no primeiro dia de aula, da sistemática de avaliação em cada componente curricular. SEÇÃO I DA AVALIAÇÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO Art. 82 - A avaliação de aprendizagem nos Ensinos Fundamental e Médio Regulares será feito de forma contínua e cumulativa durante 04 (quatro) períodos letivos bimestrais, sendo expressa em notas. § 1º - As notas de que trata o caput deste artigo obedecerão a uma escola de 0 (zero) a 10 (dez).
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§ 2º - O componente curricular que tiver uma aula semanal, terá 02 (dois) exercícios por bimestre. § 3º - Terá 03 (três) exercícios bimestrais o componente curricular com mais de uma aula semana. Art. 83 - A avaliação da aprendizagem deverá processar-se com base nos objetivos estabelecidos no Projeto Político Pedagógico da Escola, nos Planos de Cursos, bem como nas Diretrizes Curriculares Nacionais estabelecidas para o Ensino Fundamental e Médio. Art. 84 - Os alunos serão avaliados nas áreas cognitiva, afetiva e psicomotora. Art. 85 - A média de cada componente curricular, por bimestre, é igual a média aritmética das notas obtidas pelo aluno em todas as atividades em que foi avaliado no período. Art. 86 - No cálculo de qualquer média, a primeira casa decimal será sempre arredondada para mais, quando a segunda casa decimal for igual ou superior a 05 (cinco), e desprezada quando esta for inferior a este mesmo número, sendo mantida a primeira casa decimal. Parágrafo Único – A nota fracionária obtida pelo aluno deverá ser computada em cada exercício. Art. 87 - Ao final de cada período, a Direção da Escola, juntamente com a secretaria e professores, procederá às análises dos resultados da avaliação da aprendizagem, visando à correção das falhas e dos rumos propostos, objetivando a qualidade total do ensino. CAPÍTULO II DA PROMOÇÃO Art. 88 - Será considerado aprovado por média, o aluno que conseguir a média 7,0 (sete) por componente curricular ao final dos 04 (quatros) bimestres, ou seja, ao término do ano letivo, Art. 89 - Serão submetidos à Prova Final, os alunos que após os estudos de recuperação não obtiverem a média aritmética 7,0 (sete), que equivale a 28 (vinte e oito) pontos, no conjunto dos componentes curriculares. Art. 90 - Será considerado aprovado, após a Prova Final, o aluno que obtiver média ponderada anual 5,0 (cinco), apurada através da média aritmética dos 04 (quatro) bimestres atribuindo-lhe peso 6,0 (seis), e peso 4,0 (quatro) para a nota da Prova Final, somando-se dois resultados e dividindo por 10,0 (dez), conforme a fórmula a seguir:

MPA = MQB x 6 + NPF x 4 10
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MPA = Média Ponderada Anual MQB = Média dos Quatros Bimestres NPF = Nota da Prova Final CAPÍTULO III DA RECUPERAÇÃO Art. 91 - Os estudos da Recuperação tem por objetivo a correção de deficiências e de distorções verificadas no processo de aprendizagem, evidenciadas por nível insatisfatório de aproveitamento escolar demonstrado pelo aluno. Art. 92 - A Escola proporcionará estudos de Recuperação, em qualquer dos componentes curriculares, ao aluno que apresente aproveitamento insuficiente no processo de ensino e aprendizagem. Art. 93 - Os estudos de Recuperação, de caráter contínuo, serão desenvolvidos no decorrer do ano letivo, em cada bimestre, como parte integrante das atividades normais da Escola. § 1º - Submeter-se-ão aos estudos de Recuperação os alunos que após cada exercício de avaliação apresentarem resultado inferior à 7,0 (sete), devendo sempre prevalecer a maior nota. § 2º - Às atividades de Recuperação serão atribuídas notas de 0 (zero) a 10 (dez), que substituirão as notas com resultado inferior a 7,0 (sete), em cada exercício de avaliação. Art. 94 - O planejamento dos estudos de Recuperação constituirá parte integrante da programação das atividades regulares da Escola, com ênfase especial após cada avaliação do rendimento escolar. Parágrafo Único – Do planejamento que trata este artigo, constarão os objetivos específicos, metodologia e estratégias a serem adotadas nos estudos de Recuperação.

TÍTULO X DO REGISTRO, ESCRITURAÇÃO E ARQUIVO ESCOLAR
CAPÍTULO I DAS FORMAS E OBJETIVOS Art. 95 - Os atos escolares, para efeito de registro, serão escriturados em documentos apropriados, observando-se, no que couber, as normas legais aplicáveis. Art. 96 - A escrituração dos livros, fichas, diários de classe e demais documentos relativos à vida acadêmica do aluno não pode conter rasuras e deve ser mantida em dia, com observância do Calendário Escolar.

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Art. 97 - A autenticidade dos documentos e da escrituração escolar será certificada pela aposição das assinaturas do Diretor e do Secretário, com seus devidos carimbos e números de autorização. CAPÍTULO II DOS INSTRUMENTOS DE REGISTRO E ESCRITURAÇÃO SEÇÃO I DOS LIVROS Art. 98 - Os livros de escrituração escolar serão os seguintes: I – Livro de Registro de Matrícula, em que serão lançados, em cada período letivo, nome, série, curso, filiação, data e local de nascimento de cada aluno matriculado, bem como o resultado final global que obtiver, seguidas das observações que se fizerem necessárias; II – Livro de Atas de Resultados Finais, em que se lançarão, série por série, os resultados finais obtidos pelos alunos em cada disciplina e o número de horas de cada uma delas; III – Livro de Atas de Exames Especiais, em que serão lavradas atas de exame ou processos especiais de avaliação, adaptação, habilitação e revalidação de estudos; IV – Livros de Atas de Incineração de Documentos, em que serão lavradas atas de incineração de documentos escolares, com assinaturas do Secretário, do Diretor e de mais três testemunhas; V – Livro de Termo de Investidura de Diretores, Vice-Diretores, e Secretários, em que se lavrarão os termos referentes à investidura destas autoridades; VI – Livro de Termo de Visita de Inspetores, em que se registrarão suas visitas; VII – Registro de Ponto em processo próprio com folhas individuais e mensais por pessoa, em que se anotará a presença de funcionários e professores nos dias laborais, na entrada e na saída. SEÇÃO II DOS DOCUMENTOS ESCOLARES Art. 99 - Serão adotados os seguintes documentos escolares: I – histórico escolar, destinado a certificar toda a vida escolar do aluno, para fins de arquivamento, transferência, registro de diploma e comprovação de estudos e cursos realizados; II – declaração de expedição de histórico escolar, destinada a substituir, em caráter provisório, o histórico escolar, nos casos em que, excepcionalmente, a expedição deste último não se faça de imediato; III – ficha individual, destinada ao registro da vida escolar do aluno, para uso da Escola; IV – certificado de conclusão do curso, nível ou série, que se destinará a comunicação dos estudos realizados pelo aluno no Estabelecimento; V – ficha de advertência escolar, destinada aos responsáveis pelo aluno, conforme o disposto no art. 32 deste Regimento.
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VI – ficha de advertência de funcionários, destinada a professores e demais funcionários, nos casos em que couber, nos termos do art. 31, inciso II, deste Documento; VII – relatório de atividades escolares, destinado a comunicar, anualmente, a quem de direito, de forma resumida, as atividades escolares do Estabelecimento no ano anterior; VIII – diário de classe, destinado ao registro, pelos professores, da frequência às aulas pelos alunos, da disciplina lecionada e dos resultados das avaliações; IX – boletim escolar, destinado à identificação do aluno, bem como à comunicação entre o estabelecimento e a família do educando de sua frequência, resultados de avaliação, apuração de rendimentos escolares e de tudo mais que se fizer necessário; Parágrafo Único – Os documentos tratados nos incisos V e VI, deverão ser arquivados em pasta própria na Secretaria Escolar, sendo sigilosos e tendo acesso apenas a quem de direito. SEÇÃO III DA EXPEDIÇÃO DE DOCUMENTOS DA VIDA ESCOLAR Art. 100 - Cabe à Escola expedir históricos escolares, declarações de conclusão de série, diplomas ou certificados de conclusão de curso, com especificações que assegurem a clareza, a regularidade e a autenticidade da vida escolar dos alunos, em conformidade com a legislação vigente. Parágrafo Único – A Escola poderá, de acordo com o Projeto Político Pedagógico e a organização curricular adotada, expedir declaração ou certificado de competência em áreas específicas do conhecimento. Art. 101 - Os certificados serão registrados em meio informatizado, de modo a garantir, a qualquer tempo, a verificação de sua validade e autenticidade. Art. 102 - Para solicitar a expedição de qualquer documento relativo a vida escolar do aluno, o Requerente deverá preencher o Requerimento em modelo próprio disponível na Secretaria Escolar, que será posteriormente arquivado nesta, com um número de protocolo. SEÇÃO IV DOS ASSENTAMENTOS INDIVIDUAIS DOS ALUNOS Art. 103 - Para cada aluno, haverá, na Secretaria, uma pasta individual por série e turma, que conterá: I – transcrição, resumida, dos dados relativos a nome, filiação, data de nascimento e naturalidade, extraídos de certidão de registro civil ou de casamento, ou ainda, de carteira de identidade ou de outro documento de identificação expedido por órgão competente; II – transcrição de dados de documento militar, eleitoral e de trabalho, quando for o caso;
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III – transcrição de dados de exame médico e biométrico; IV – transcrição do que for necessário, de documento para retificação de dados pessoais; V – documento definitivo de transferência recebido pelo Estabelecimento ou comprobatório de conclusão de curso; VI – histórico escolar, com transcrição, período por período letivo, dos resultados finais e frequência em cada disciplina.

TÍTULO XI DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E TRANSITÓRIAS
Art. 104 - Este Regimento poderá ser alterado sempre que houver modificações na legislação de ensino ou quando houver conveniência para a administração da Escola, devendo as alterações ser previamente submetidas à aprovação pelo Secretário de Estado da Educação e homologação pelo Conselho Estadual de Educação da Paraíba. Art. 105 - Os casos omissos neste Regimento serão resolvidos, salvo quando se tratar de competência exclusiva do Conselho Estadual de Educação, pelo(s): I – Núcleo de Acompanhamento da Escola; II – Gerência Regional de Educação; III – Secretaria de Estado da Educação. Parágrafo Único – As questões de rotina de natureza administrativo e/ou pedagógica serão resolvidos pela Direção da Escola, ouvidos os setores competentes da Secretaria de Estado da Educação, nos casos em que assim o exigirem. Art. 106 - Aplica-se a este Regimento, subsidiariamente, o Regimento Interno das Escolas Estaduais Oficiais do Estado da Paraíba. Art. 107 - Incorporar-se-ão a este Regimento, automaticamente e alterarão suas disposições quando com elas conflitarem, as leis, instruções e normas de ensino, emanadas de órgãos competentes. Art. 108 - Este Regimento, aprovado pelo Conselho Estadual de Educação, entra em vigor após publicação da respectiva Resolução.

Serra Redonda/PB, 19 de novembro de 2011.

José Wilson da Silva Rocha Diretor Escolar

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