2 1 TÍTULO Método Biureto para determinação de proteínas.

2 OBJETIVO Determinar quantidade de proteínas de uma amostra utilizando o Método Biureto.

3 RESUMO

Transferiu-se a amostra para um erlenmeyer contendo NaOH 0,5N. Aqueceu-se em banho-maria até solubilização total das proteínas. Resfriou-se, diluiu-se e retirou-se uma alíquota, transferindo para um tubo de centrífuga. Adicionou-se éter etílico anidro. Deixou-se em repouso para separar as fases, retirou-se a fase aquosa inferior. Retirou-se duas alíquotas e transferiu-as para tubos de ensaio. Adicionou-se água destilada em um terceiro tubo, identificando-o como “branco do reagente”. Adicionou-se Reagente de Biureto em cada tubo e deixando reagir por 30 min à Tamb. Utilizou-se as diluições feitas a partir da solução de caseína concentrada, identificando-as por P1, P2, P3 e P4. Utilizou-se o espectrofotômetro para fazer as leituras das soluções padrão.

4 INTRODUÇÃO

4.1 O método de Biureto Princípio O método se baseia na reação do reativo do biureto, que é constituído de uma mistura de cobre e hidróxido de sódio com um complexante que estabiliza o cobre

ao longo dos anos. Mesmo assim. bem como para a determinação de proteínas totais em saliva e leite. Apesar de ser rápido. também. saliva. líquido cérebro espinhal. 5 MATERIAIS E MÉTODOS 5. O cobre. em relação a outras metodologias. o método de biureto continua sendo recomendado para a determinação da concentração de proteínas totais em plasma sangüíneo pela Associação Americana de Análises Clínicas e por diversos autores. Aplicações O método de biureto tem sido aplicado para determinar concentração de proteínas totais em diversos meios. a banda na região de 540 nm é a mais utilizada para fins analíticos. utilizar reagentes de baixo custo e não apresentar grande variação da absortividade específica para diferentes proteínas. substituído por métodos mais sensíveis. assim como em alguns métodos cinéticos. O método de biureto tem sido. sendo o tartarato de sódio. O produto de reação apresenta duas bandas de absorção. colocando-o em grande desvantagem. porque diversas substâncias. alimentos. reage com proteínas formando um complexo quadrado planar com a ligação peptídica.1 Materiais Utilizados • • Espectrofotômetro. normalmente presentes na maioria dos meios analisados. uma em 270 nm e outra em 540 nm. sendo eles: soro ou plasma sangüíneo. como foi destacado por diversos autores. este método não é muito sensível. urina. e por isto tem sido. quando comparado com outros métodos.3 em solução. . utilizado em análise por injeção em fluxo. em meio alcalino. Cubetas e suporte. Apesar da banda na região de 270 nm aumentar em seis vezes a sensibilidade do método do biureto14. fibrinogênio e tecido animal. absorvem na região de 270 nm causando muita interferência no método.

Funil. Piceta. 5.3 Esquema da aparelhagem Figura 1 – Espectrofotômetro . Banho-maria. Balão volumétrico de 50 mL. Erlenmeyer de 50 mL.2 Reagentes Utilizados • • • • NaOH 0.5N Éter Sulfúrico anidro Reagente de Biureto Soluções padrão de caseína 5. Centrífuga.4 • • • • • • • • • Balança analítica. Tubos de ensaio. Pipetas graduadas de 5 e 1 mL.

5 Figura 2 – Cubetas e suporte Figura 3 – Balança analítica Figura 4 – Banho-maria Figura 5 – Pisseta .

6 Figura 6 – Erlenmeyer Figura 7 – Pipeta Figura 8 – Balão volumétrico Figura 9 – Tubos de ensaio .

Transferiu-se quantitativamente para um erlenmeyer de 50 mL contendo 20 mL de NaOH 0. em seguida retirou-se uma alíquota de 6 mL e transferiu-a para um tubo de centrífuga de 40 mL.Funil Figura 11 – Centrífuga 5. evitando vazamentos. tampou-o e agitou-o. Deixou-o em repouso por alguns instantes. Resfriou-se em água corrente e diluiu-se para 100 mL.7 Figura 10 .4 Procedimento Experimental Preparação da amostra Pesou-se aproximadamente 1. Preparação da solução para análise .5N. Adicionou-se 6 mL de éter etílico anidro. em balão volumétrico.0g de amostra. Dispersaram-se bem os sólidos e aqueceu-se em banho-maria fervente durante 5 minutos.

misturou-se e deixou-o reagir por 30 minutos à temperatura ambiente.1 Resultados Peso da amostra = 1.0 mL de água destilada. 6 RESULTADOS E DISCUSSÃO 6.0032g Tabela 1 – Tabela nutricional do leite me pó Molico . utilizando as diluições feitas a partir da solução de albumina concentrada. Preparação das soluções padrões Procedeu-se conforme o item 2.8 Retirou-se duas alíquotas de 1. Adicionou-se 4.0 mL da amostra e transferiu-a para tubos de ensaio identificados como X1 e X2. Em um terceiro tubo colocou-se 1.0 mL do reagente de Biureto em cada tubo. e identificou-o como o “branco do reagente”. Identificando os tubos conforme sua concentração. Medida da absorbância Mediu-se com o auxílio de um espectrofotômetro (com uma onda de comprimento de 540 nm) a “taxa” de absorbância da amostra em questão.

142 nm X2 = 0. (mL) 10 9.0 Concentração da proteína 0 0.102 0.7 Absorbância (nm) 0 0.0 3. X1 = 0.9 Tabela 2 .141 nm Xmédia = 0.0 5.5 1.0 8.0 7.141 nm .5 0.2 0.0 5.268 Absorbância da amostra X1 e X2.045 0.3 0.199 0. Solução padrão de albumina (mL) 0 0.077 0.0 3.0 H20 destil.Medida da Absorbância.1 0.0 2.

03 g % proteína = 0.3 0.0032g. sendo para uma porção de 20g 9% de proteína e o valor obtido experimentalmente foi de 3% para 1.3 mg – 1 mL x – 100 mL x = 30 mg de proteína = 0.0032 .10 Gráfico 1 – Curva padrão Cálculos Para x = 0.03/1. . 100 % proteína = 3 % 6.2 Discussão Os resultados obtidos foram satisfatórios quando comparados ao valor teórico.

.scielo.pdf> Acesso 01 junho 2011. A.11 7 CONCLUSÃO Conclui-se então que o teor de proteínas do leite em pó é em torno de 3% para a amostra de 1.br/pdf/qn/v21n6/2914. 8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ZAIA.D. Disponível em: <http://www. Determinação de proteínas totais via espectrofometria: vantagens e desvantagens dos métodos existentes.M.0032g.