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Apostila Empresarial II

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  • 1.1 Do Direito Comercial
  • 1.2 Das sociedades
  • 2.1 Associações (Art.53 ao 60 do CC)
  • 2.2 Fundações (Art.62 ao 69 do CC)
  • 2.3 Das sociedades comerciais
  • 3. Sociedade Limitada;
  • 4.1 Quanto à responsabilidade dos sócios pelas obrigações sociais
  • 4.2 Quanto à personificação
  • 4.3 Quanto à estrutura econômica
  • 5. Ato Constitutivo
  • 6.1.1 Titularidade Obrigacional
  • 6.1.2 Titularidade Processual
  • 6.1.3 Responsabilidade Patrimonial
  • 7.1 Conceito
  • 7.2.1 Desconsideração Comum ou Direta
  • 7.2.2 Desconsideração Inversa ou Invertida
  • 7.3 Pressupostos para aplicar a desconsideração
  • 8. Empresário
  • 9.1.1 Consenso
  • 9.1.2. Objeto lícito
  • 9.1.3. Forma prescrita em Lei
  • 9.2.1 Pluralidades de sócios
  • 9.2.2.1 Natureza Jurídica do Capital Social
  • 9.2.2.2 Intangibilidade do Capital Social
  • 9.2.3 Affectio Societatis
  • 9.2.4 Co-participação nos lucros e nas perdas
  • 10.1.1.1Processo de execução coletiva
  • 10.1.1.2. Sistema de escrituração contábil
  • 10.1.1.3.Sistema de Registro
  • 10.2 Sociedade em Nome Coletivo
  • 10.3 Sociedade em Comandita Simples
  • 10.4.1 Conceito
  • 10.4.2. Natureza Jurídica
  • 10.4.4. Do ato constitutivo
  • 10.4.5 Classificação
  • 10.4.6.1 Aspectos gerais
  • 10.4.6.2. Relação com a cooperativa
  • 10.4.6.3. Perda da condição de sócio
  • 10.4.6.4 Responsabilidade dos sócios
  • 10.4.7. Capital Social
  • 10.4.8. Denominação

APOSTILA DIREITO EMPRESARIAL

CENTRO UNIVERSITÁRIO PLÍNIO LEITE CURSO DE GRADUAÇÃO EM DIREITO DIREITO EMPRESARIAL II SOCIETÁRIODIREITO SOCIETÁRIO-INTRODUÇÃO MATERIAL DE APOIO

AUTOR: PROF.ALEXIS JAPIASSU MAIA JUNIOR

1.

Sequência histórica
1

O presente material é apenas para auxiliar na condução do estudo sobre o direito societário. Torna-se necessária consulta a doutrinas para um estudo mais detalhado. Este material não guarda qualquer responsabilidade da Plínio Leite, sendo ele apenas um compilado de diversos autores relacionados ao Direito Societário.

1.1

Do Direito Comercial Na antiguidade já existiam institutos pertinentes ao Direito Comercial como o

empréstimo a juros, os contratos de sociedade, de depósito e de comissão no Código de Hamurabi, e de empréstimo à risco na Grécia Antiga. Mas o Direito Comercial só surgiu como sistema a partir do sec.XII, através das corporações de ofício, em que os mercadores criaram e aplicaram um direito próprio, muito mais dinâmico que o direito romano-canônico. Podemos observar a evolução do Direito Comercial em três grandes fases, as quais são: 1a fase- Compreendida entre os séc.XII e o Séc.XVIII. Características: Período subjetivo-corporativista Direito fechado e classista. Nesta fase, relacionava o comerciante a prática de atos de aproximação entre produtor e consumidor. Estes atos poderiam ser: o depósito de produtos, o transporte, um crédito, etc. Porém, mesmo com a prática de tais atos, só seriam comerciantes aqueles que pertencessem a uma corporação. Somente desta forma, inscrito numa corporação, é que se poderiam invocar o direito especial que se aplicava naquelas corporações, como as normas de seu estatuto, a justiça comercial e os tribunais de comércio. 2a fase- Compreendida entre o séc.XIX e séc.XX Características: Vigora a partir da edição do Código Comercial Francês (1807/1808) Aboliu as corporações e passa a liberdade do trabalho. Contempla os “atos de comércio”. Já nesta fase, com a edição do Código Comercial Francês, a orientação da fase anterior muda, o legislador entendeu que existiam determinadas operações que não eram de circulação de riquezas, mas como eram operações lucrativas, o legislador determinou que aquelas, operações fossem reguladas por normas específicas, ou seja, fossem consideradas “atos de comércio”.
O presente material é apenas para auxiliar na condução do estudo sobre o direito societário. Torna-se necessária consulta a doutrinas para um estudo mais detalhado. Este material não guarda qualquer responsabilidade da Plínio Leite, sendo ele apenas um compilado de diversos autores relacionados ao Direito Societário. 2

A Revolução Francesa praticamente eliminou o poder que as corporações tinham, sendo um “Estado” dentro do Estado. Desta forma, naquele momento, já não são mais as corporações que estão legislando sobre o Direito Comercial, e sim o Estado constituído e forte. Este “novo” Estado tinha o poder central, dizendo o que ele quer e como quer, não ficando mais à mercê das corporações. Neste novo sistema político, com o Estado exercendo o seu poder, o comerciante não é aquele que é membro de um corporação ou aquele que circula mercadorias, mas sim aquele que pratica, profissionalmente, “atos de comércio”. E quem dizia o que era ato de comercio não era o comerciante e sim o legislador. 3a fase- Entrada do novo Código Civil em 2002. Características: É adotada a Teoria da Empresa (Código Italiano) Esta fase, a qual estamos inseridas, tem a sua fundamentação no empresário, o qual, muitos autores, assim o define: “empresário é o sujeito que exercita a atividade empresarial, ou seja, é aquele que desenvolve atividade organizada e técnica, imprimindo a sua liderança, assegurando a eficiência e o sucesso do funcionamento dos fatores organizados”. Podemos citar duas grande características do empresário: o risco e a iniciativa. O primeiro é explicitado pela vantagens ou desvantagens oriundas da condução do negócio. Enquanto a segunda, a iniciativa, é também uma característica pessoal, dizendo qual o ritmo que ele deseja imprimir na sua atividade. 1.2 Das sociedades Na antiguidade, sobretudo entre os romanos, conforme se lê na Institutas de Justiniano, as sociedades eram perfeitamente reguladas, embora o fossem no âmbito do direito civil já que não havia um direito especial para os comerciantes. São, por outro lado, importantes as sociedades dos banqueiros (argentarii) e as dos publicanos, que contratavam com o Estado a arrecadação dos impostos, serviços e obras públicas, tornando-se cidadãos influentes, com a denominação de publicani, atividade que nada tinha de desonrosa na
O presente material é apenas para auxiliar na condução do estudo sobre o direito societário. Torna-se necessária consulta a doutrinas para um estudo mais detalhado. Este material não guarda qualquer responsabilidade da Plínio Leite, sendo ele apenas um compilado de diversos autores relacionados ao Direito Societário. 3

metrópole, embora fossem odiados nas províncias, como demonstram vários episódios dos Envangelhos. Nessas sociedades romanas, alguma vezes a administração se dividia entre os sócios, dirigindo cada um determinado setor. Em geral eram indicados gerentes (magistri), que administravam os negócios sociais. Não eram somente a comunhão de interesses que ditava a associação de serviços e bens, mas certas necessidades familiares. Os autores, em sua maioria, explicavam o uso da sociedade em nome coletivo, a cujo tipo se assemelhavam as sociedades romanas e medievais, como necessidade familiar relativa ao prosseguimento do negócio pelos herdeiros do mercador falecido, ou quando se dispunham a explorar em comum os bens herdados. O processo de limitação da responsabilidade, que hoje domina o campo do direito comercial, formou-se lentamente na idade média. É de notar-se que o princípio ou preocupação de ocultação dos sócios parece não Ter surgido somente com o propósito de restrição e limitação da responsabilidade, mas como decorrência também da prática dos que, impedidos de comerciar, acobertavam-se mediante a organização de sociedades com outrem. Esse ardil, como acentua o prof.Huvelin, havia sido notado em Roma, onde a nobreza, os senadores e altos magistrados procuravam enriquecer não só em seus cargos e latifúndios, como ainda “participando indiretamente nas atividades comerciais, seja como membros de sociedades mercantis, seja por meio de prepostos responsáveis, comumente libertos.” A sociedade com ocultação de sócio, entretanto, que deu margem ao aperfeiçoamento do qual resultou a comandita simples, tomou incremento e difundiu-se na Idade Média, após o século XI. Alguns autores atribuem, na verdade, a formação desses tipos de sociedade ao deliberado propósito de burlar aquelas regras éticas e canônicas, proibitivas do comércio a determinadas classes de cidadãos. Sociedades particulares a princípio, onde o sócio capitalista permanecia oculto, tais foram os abusos que as comanditas ensejavam, sobretudo na liquidação dos patrimônios dos comerciantes insolventes, em que o commendator, de sócio que era, se apresentava, conluiado com o tractator, como credor, prestador de capital, que no século XV, as corporações de mercadores italianos passaram a exigir contratos nesse tipo de
O presente material é apenas para auxiliar na condução do estudo sobre o direito societário. Torna-se necessária consulta a doutrinas para um estudo mais detalhado. Este material não guarda qualquer responsabilidade da Plínio Leite, sendo ele apenas um compilado de diversos autores relacionados ao Direito Societário. 4

No século XVII. As comanditas simples se difundiram largamente pelas vantagens que ofereciam sobre as sociedades em nome coletivo. pois permitia a imobilização de pequenos capitais sem que todos seus investidores se embaraçassem nas teias do comércio.sociedade.53 ao 60 do CC) As associações resultam da união de pessoas que se organizam para fins não econômicos. por motivos de oportunidade. no final do século XIX. Assim. é que as comanditas simples sofreram um rude golpe na popularidade e preferência dos empresários. como um tipo ideal de organização jurídico-empresarial. poderosas sociedade. para a época. devido à política colonialista e a concomitante formação do capitalismo mercantil. pois o novo tipo societário foi concebido de forma a limitar a responsabilidade de todos os sócios à soma do capital social. Somente com o advento das sociedades por cotas de responsabilidade limitada. as fundações e as sociedades. 2 Conceito de sociedades O art. 5 .44 do Código Civil diz que são pessoas jurídicas de direito privado as associações. e estas indicações foram inscritas em um registro de comércio à disposição do público. transformando-as de sociedades ocultas que eram em sociedades reveladas ao público. foi prescrita a publicação do contrato de sociedade. então.1 Associações (Art. que delineiam as sociedades por ações. que visavam ao domínio da América. 2. Permaneciam. foram indicados nos livros da sociedade os nomes dos comanditários e a medida de sua contribuição. Este material não guarda qualquer responsabilidade da Plínio Leite. sendo ele apenas um compilado de diversos autores relacionados ao Direito Societário. Formam-se. todavia. Índia e África. para registrá-las. Torna-se necessária consulta a doutrinas para um estudo mais detalhado. conforme preceitua o art. foi necessária a formação de grandes capitais. pelo século XV. com a duração do contrato. O seu conceito doutrinário pode O presente material é apenas para auxiliar na condução do estudo sobre o direito societário. com o concurso do Estado e da incipiente iniciativa privada.53 do Código Civil. assumindo o seu papel no quadro jurídico. as comanditas simples concorrendo com as sociedades em nome coletivo. isto é.

que a disciplina.2 Fundações (Art. em atenção ao disposto em seu estatuto. e o estatuto social.62 ao 69 do CC) A Profa. sob pena de nulidade. religiosas. recreativas etc. Nas relações entre associação e associados há deveres e direitos. indicação do fim lícito colimado e o modo de administração.” As fundações são constituídas mediante escritura pública ou testamento. no registro competente. ou.ser dado pela Profa. Torna-se necessária consulta a doutrinas para um estudo mais detalhado.Maria Helena Diniz tem a seguinte definição: “O termo fundação é originário do latim fundatio. devendo conter.54 do Código Civil. ela passará a ter aptidão para ser sujeito de direitos e obrigações.UNE. cuja existência legal surge com a inscrição do Estatuto Social.” Com a personificação da associação. 6 pode revestir-se de forma pública ou particular. aquisição de materiais etc. vontade comum. sob pena de . as cláusulas estipuladas pelo Art. tendo cada um seus direitos e deveres recíprocos. 2. como diz Rena Lotufo. além disso. obrigatoriamente. O próprio instituidor poderá providenciar a elaboração das normas estatutárias e o registro da fundação (forma direta) ou encarregar outrem para este fim (forma fiduciária)..”” A associação é constituída por escrito. Este material não guarda qualquer responsabilidade da Plínio Leite. sociais. porque são vários os que declaram suas vontades. créditos ou dinheiro) legalmente disponíveis. É um complexo de bens livres (universitatis bonorum) colocado por uma pessoa física ou jurídica a serviço de um fim lícito e especial com alcance social pretendido pelo seu instituidor. Cada um dos associados constituirá um individualidade. para os efeitos jurídicos. nulidade. Há liame obrigacional entre a associação e terceiro em razão de atos negociais. “Tal contrato plurissubjetivo unidirecional. contendo ato de dotação que compreende a reserva de bens livres (propriedades. sendo ele apenas um compilado de diversos autores relacionados ao Direito Societário. etc. oriundos do Estatuto Social. Exemplos: APAE. Se O presente material é apenas para auxiliar na condução do estudo sobre o direito societário. pelo que muitos denominam de acordo. que regerá. e associação uma outra. como locação de prédio para sua sede.Maria Helena Diniz: “É uma pessoa jurídica de direito privado voltada à realização de finalidades culturais. as associações não advém de contrato sinalagmático entre os associados. Associação de Pais e Mestres. E. pias. Mas nas relações entre associados não há direitos e obrigações pessoais recíprocos. ação ou efeito de fundar. mas todos no mesmo sentido.

204). porventura.981.” O novo Código Civil. através do art. todavia. que pode restringir-se à realização de um ou mais negócios determinados. Se. para lograr fins comuns de natureza comercial. 7 . esforços. Este material não guarda qualquer responsabilidade da Plínio Leite. dentro de quinze dias da autuação do pedido de aprovação (art.3 Das sociedades comerciais O Código Comercial de 1850 não definiu a sociedade comercial. o fundador não elaborar o estatuto nem ordenar alguém para fazê-lo. Dever-se-á proceder ao registro. não havendo prazo.65 parágrafo único).1.arts. Torna-se necessária consulta a doutrinas para um estudo mais detalhado. mediante intervenção do Ministério Público (CPC.1. O antigo Código Civil (1916).porventura na dotação de bens o instituidor vier a lesar a legítima de seus herdeiros necessários. se os bens são suficientes aos fins colimados e se há licitude de seu objeto.Maria Helena Diniz deu a seguinte definição: “O contrato de sociedade é a convenção por via da qual duas ou mais pessoas se obrigam a conjugar esforços seus serviços. 2.” Já a Profa. sendo ele apenas um compilado de diversos autores relacionados ao Direito Societário. e a partilhar. Estando tudo em perfeita ordem. bens ou recursos para a consecução de um fim comum. que deverá analisar o estatuto elaborado pelo fundador. ou. mais tarde. verificando se houve observância das bases da fundação. elaboração e aprovação dos estatutos e registro. conceituou-a genericamente da seguintes forma: “Celebram contrato de sociedade as pessoas que mutuamente se obrigam a combinar seus esforços ou recursos para lograr fins comuns”.199 a 1. o Ministério Público poderá tomar iniciativa (art. obtidos com o exercício de atividade econômica contínua. definiu legalmente a sociedade comercial: O presente material é apenas para auxiliar na condução do estudo sobre o direito societário. Portanto. dos resultados entre si. conforme estipulado no Estatuto Social. Diante deste conceito. bastava-lhe dar-lhe um conteúdo comercial para logramos um conceito mais satisfatório: “Celebram sociedade comercial as pessoas que mutuamente se obrigam a combinar seus esforços ou recursos. ou se o estatuto não for elaborado no prazo assinado pelo instituidor. para que a fundação tenha personalidade jurídica será preciso:dotação. o Ministério Público aprovará o estatuto.201 do CPC). estes poderão pleitear o respeito ao quantum legitimário. em 180 dias.

entre si.1.Simples (Art. Torna-se necessária consulta a doutrinas para um estudo mais detalhado.982§único) Existem cinco espécies de sociedades empresárias.982§único) Sociedade Anônima (Art.997 CC) Soc.039 CC) Soc. Já as sociedades personificadas dividem-se em sociedade simples e sociedades empresárias.Limitada (Art. e estão previstas nos arts.Comandita Simples (Art.986 CC) Sociedade em Conta de Participação (Art.” 3.Empresária Soc.052 CC) Soc. Tipos de Sociedades O novo Código Civil classificou genericamente as sociedades em sociedades não personificadas e sociedades personificadas. dos resultados.Cooperativa (Art.986 a 996 do Código Civil. Sociedade em Nome Coletivo.1. para o exercício de atividade econômica e a partilhar. as quais são: 1.045 CC) Soc.Comandita Ações (Art. Sociedades Personificadas Soc.“Art. sendo ele apenas um compilado de diversos autores relacionados ao Direito Societário. As sociedades não personificadas são a sociedade em comum e a sociedade em conta de participação. com bens ou serviços. Este material não guarda qualquer responsabilidade da Plínio Leite.1. Essa classificação leva em conta essencialmente o fato de as sociedades terem ou não os seus atos constitutivos registrados no órgão responsável.Simples Soc. O presente material é apenas para auxiliar na condução do estudo sobre o direito societário.Celebram contrato de sociedade as pessoas que reciprocamente se obrigam a contribuir.em Nome Coletivo (art.981.982§único) Soc. 8 Sociedades não personificadas Sociedade em Comum (Art.991 CC) .

as sociedades empresárias onde os sócios tem responsabilidade limitada pelas obrigações sociais são a Sociedade Anônima e a Sociedade Limitada. os sócios tem. Primeiramente é primordial termos o entendimento que a responsabilidade da SOCIEDADE perante a terceiros. Mais adiante. O presente material é apenas para auxiliar na condução do estudo sobre o direito societário. apenas são utilizadas nos dias de hoje a Sociedade Simples. Classificação das sociedades Existem diversos critérios de classificação das sociedades.Rubens Requião. Torna-se necessária consulta a doutrinas para um estudo mais detalhado. Sociedade Limitada. Sociedade em Comandita Simples. O que estamos tratando é a responsabilidade do sócios para com estas obrigações. pelas obrigações sociais. Sociedade Anônima. quanto à forma do capital e quanto à estrutura econômica. pois. 9 . e 5.1 Quanto à responsabilidade dos sócios pelas obrigações sociais Em razão da personalização das sociedades empresárias. voltaremos a detalhar todos os tipos de sociedade. por suas obrigações sociais. ilimitada ou mista.2. o qual dividiu da seguinte forma: quanto à responsabilidade do sócios. 4. quanto à personificação. perderam a utilidade no meio empresarial. Este material não guarda qualquer responsabilidade da Plínio Leite. 4. Sociedade Comandita por Ações. Dentre as sociedades existentes. Então. é sempre ILIMITADA. A sociedade Capital e Indústria foi eliminada pelo novo Código Civil. sendo ele apenas um compilado de diversos autores relacionados ao Direito Societário. ou seja. envolvendo a responsabilidade ilimitada de todos ou de alguns sócios. entretanto vamos adotar o modelo dado pelo Prof. 4. As demais são praticamente inexistentes. 3. a Sociedade Limitada e a Sociedade Anônima. responsabilidade limitada.

via ação regressiva. isto é. E aquelas sociedades onde um grupo de sócios podem responder limitadamente e outro grupo responder ilimitadamente. Torna-se 10 necessária consulta a doutrinas para um estudo mais detalhado. verifica-se entre os sócios. pela formação do capital social. “Art. Contudo.024.990.irregular ou de fato). “Art. posteriormente. quando existe. a solidariedade. a lei prevê responsabilização direta.Todos os sócios respondem solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais. ou seja. temos as sociedades em Nome Coletivo. . não podendo um invocar o benefício de ordem. A única exceção à regra está na sociedade irregular ou de fato. Comandita por Ações e a sociedade em conta de participação. previsto no art. Para este caso. respondendo o sócio que atue como representante legal daquela sociedade. e nunca entre sócio e sociedade. Comandita Simples. sendo ele apenas um compilado de diversos autores relacionados ao Direito Societário. Este material não guarda qualquer responsabilidade da Plínio Leite. conforme previsto no art. livres e desembaraçados. enquanto não exaurido o patrimônio social. pela indicação dos bens da sociedade. a outra parte pela quota parte da obrigação. podendo os primeiros sempre se valerem do benefício de ordem.” O presente material é apenas para auxiliar na condução do estudo sobre o direito societário.024. responsabilidade mistas.990 do CC. senão depois de executados os bens sociais” Não existe no direito pátrio nenhuma regra geral de solidariedade entre sócios e sociedade (simples ou empresária). devendo arcar com o total da dívida perante ao credor e.Os bens particulares dos sócios não podem ser executados por dívidas as sociedade. aquele que contratou pela sociedade. excluído o benefício de ordem. conforme preceitua o art.Já as sociedades empresárias onde os sócios tem responsabilidade ilimitada pelas obrigações sociais são a Sociedade em Nome Coletivo e a Sociedade em Comum(Soc. esquecendo de observar o princípio da responsabilidade subsidiária. não se pode cogitar do comprometimento do patrimônio dos sócios para a satisfação de dívida da sociedade. a relação entre os sócios é solidária. ou seja.1. Ou seja. A responsabilidade ilimitada dos sócios para com as obrigações sociais da sociedade não pressupõe que o credor pode executar diretamente o patrimônio dos sócios. sobre os quais vão recair a execução de obrigação societária.1.1024 CC. demandar. no direito societário brasileiro.

Sociedade Comandita Simples.997 ao 1. e no que for compatível pelas normas das sociedades simples.089 CC e Lei 6. sendo ele apenas um compilado de diversos autores relacionados ao Direito Societário. São elas. arts. mas estes poderão responsabilizá-las por todos os seus atos.038 CC.1. mas também chamada de Sociedade de fato ou sociedade irregular.2 Quanto à personificação As sociedades por este critério podem ser da seguinte forma: sociedades personificadas e sociedades não personificadas. conforme preceitua o art. se terá apenas um contrato de sociedade. Sobre a sociedade não personificada. atribui o seguinte nome às sociedades não personificadas Sociedade em Comum e Sociedade em Conta de Participação. . não poderão acionar seus membros e nem a terceiros. as sociedades empresárias: Sociedade em Nome Coletivo. portanto. Porém. Sociedade Comandita por Ações. excetuando-se as sociedades por Ações em organização (Ex. Este material não guarda qualquer responsabilidade da Plínio Leite. nomeada pelo Código Civil de 2002 como Sociedade em Comum. é mister lembrar que esta possui “sócios” para o exercício de atividade produtiva e repartir os resultados obtidos. O Código Civil de 2002. Assim. reconhecendo a sua existência de fato para esse efeito. Já as sociedades não personificadas são aquelas que não tem registradas os seus atos constitutivos. enquanto o ato constitutivo da sociedade não for levado ao registro. é que alguns autores fazem distinção conceitual entre sociedade de fato e sociedade irregular.986 ao 990 do CC. são aquelas que possuem seus atos constitutivos escritos e inscritos no registro competente.404/76). tais como a constituição. por não terem personalidade jurídica. Sociedade Limitada e Sociedade Anônima. enquanto a sociedade irregular é aquela afetada por vícios que a inquinam de nulidade. o qual se regerá pelos arts. sociedades personificadas.985 CC. não tendo personalidade jurídica e recaindo ao sócios a solidariedade e a responsabilização ilimitada pelas obrigações sociais. possuindo. personalidade jurídica. Outro ponto polêmico sobre as sociedades não personificadas. registro e publicidade. Torna-se 11 necessária consulta a doutrinas para um estudo mais detalhado. As primeiras.Sociedade Anônima). Para eles a sociedade de fato é aquela que funciona sem qualquer cumprimento de solenidades legais. que se disciplinará por lei especial (art. e como dito anteriormente. o qual faço breve comentário.4. O presente material é apenas para auxiliar na condução do estudo sobre o direito societário.

ou seja. O presente material é apenas para auxiliar na condução do estudo sobre o direito societário. esta será classificada como uma sociedade de capital. tanto pode ser uma sociedade de pessoas como uma sociedade de capital. A importância da identificação da sociedade sob esta forma é de extrema relevância no tocante à diversos eventos societários. uma sociedade formada por dois sócios. 4. Já as Sociedades em Nome Coletivo e Comanditas Simples serão sempre de pessoas. provocando diversos reflexos. A Sociedade Limitada. tais como: alienação da participação societária (quotas ou ações). Quantos aos tipos societários e sua classificação sob a forma de estrutura econômica. serão sempre de capital. sendo que um vem a falecer e não há reconstituição do quadro societário no prazo legal e continua a funcionar como se nada tivesse acontecido. ou seja. Por exemplo. penhorabilidade por dívida particular do sócio. Este material não guarda qualquer responsabilidade da Plínio Leite. apenas nomeou-as como Sociedade em Comum. e aí estão inclusas as Sociedades Anônimas e as Sociedades Comanditas por Ações. sendo ele apenas um compilado de diversos autores relacionados ao Direito Societário. Sobre as sociedade de pessoas podemos defini-las como aquelas em que a realização do objeto social depende mais dos atributos pessoais dos sócios que a contribuição material que eles dão. Entretanto. dependendo diretamente da redação/interpretação das cláusulas do seu ato constitutivo. sob este critério.3 Quanto à estrutura econômica Esta classificação leva em consideração o grau de dependência da sociedade em relação às qualidades subjetivas dos sócios. Entendo também como pertinente esta distinção. seguinte este critério as sociedades podem ser de pessoas ou de capital.como por exemplo. Enquanto as sociedade de capital é dada por aquela em que a contribuição material é mais importante que as características subjetivas dos sócios. as sociedades por ações. Assim. etc. não fez esta mensuração. Torna-se 12 necessária consulta a doutrinas para um estudo mais detalhado. . agora havendo necessidade de concordância dos demais sócios é tida como sociedade de pessoas. a sucessão de sócio por morte. somos obrigados à concordar que o Código Civil não tratou desta forma. o Contrato Social. tornando-se irregular. é considerada híbrida. caso haja previsão expressa de alienação da cotas sem qualquer anuência dos sócios.

total ou parcialmente. a Sociedade Limitada. Este material não guarda qualquer responsabilidade da Plínio Leite. pois tanto pode referir-se ao ato constitutivo. ou a estranho.. o que não ocorrerá se a conceituação for desvinculada desse conceito.. A doutrina francesa. No início predominava o aspecto contratual ao ato constitutivo. . sociedades constituídas de um sócio apenas. por exemplo. que se controvertem.. Caso a sociedade seja considerada como decorrente de um contrato bilateral. Diante desta noção de formação da sociedade.. a quem seja sócio. visando satisfazer esta tarefa.O próprio Código Civil de 2002 dá a este tipo societário. isto é. Teorias modernas. é oportuno acentuar que não é mais incontroverso o princípio de que a sociedade comercial deve constituir-se necessariamente no mínimo de duas pessoas. começam a admitir a possibilidade de sociedades unipessoais. A noção da personalidade jurídica. lei especiais tem criado sociedades desse tipo. Na omissão do contrato.. ao passo que hoje prevalece o da pessoa jurídica que dele surge. passou ao primeiro plano.1. a qual adotamos muitos dos seus conceitos.057. sendo ele apenas um compilado de diversos autores relacionados ao Direito Societário. a exclusão de um sócio. “Art.1. Ato Constitutivo A importância sobre a interpretação do ato constitutivo é nuclear para o mundo jurídico. a morte. independentemente de audiência dos outros.” 5. como à pessoa jurídica.. No Brasil. que lhe dá condição de sujeito de direito. que lhe dá substância. por exemplo o art. Delas defluem soluções diferentes para as diversas lides. se não houver oposição de titulares de mais de um quarto do capital social.. diz que a sociedade se forma pela manifestação da vontade de duas ou mais pessoas que se propõem unir seus esforços e cabedais para a consecução de um fim comum. Este fato por ser visto por diversos artigos que assim a caracteriza. Tanto é que existem diversas teorias. o caso de dissolução da sociedade. como por exemplo. a renúncia. dissolve todo o vínculo contratual e a sociedade perece. Torna-se 13 necessária consulta a doutrinas para um estudo mais detalhado. Contudo deixa entrever o duplo significado da palavra sociedade. que envolve a sociedade. disseminadas pelo mundo afora. características de sociedade de pessoas. o sócio pode ceder sua quota.057 do CC.. como O presente material é apenas para auxiliar na condução do estudo sobre o direito societário. Parágrafo único.

podemos destacar a Teoria Contratualista. conforme prevê o artigo 251 da lei 6. tendo em vista que a tradição de que a sociedade se forma apenas pelo contrato. . as quais possuem forte fundamentação. com bens ou serviços. Dentre os tipos societários. ou seja. sendo somente possível sua criação entre duas ou mais pessoas.e Teoria da Instituição. há entendimento que o ato constitutivo é um contrato. em decorrência. sejam elas temporárias ou definitivas (subsidiária).981. para o exercício de atividade econômica e a partilha. podemos nomeá-las: • • • • Teoria Anticontratualista. causam certa incompreensão. o qual o Código Civil de 2002 adotou. dos resultados. “Art.404/76.Celebram contrato de sociedade as pessoas que reciprocamente se obrigam a contribuir. entre si. Personalidade Jurídica O presente material é apenas para auxiliar na condução do estudo sobre o direito societário. constituída mediante escritura pública. os princípios que norteiam o direito dos contratos explicam parte das relações entre os sócios. Teoria Contratualista. isto é. Sendo assim. são contratuais as sociedades em Nome Coletivo. Sobre as teorias que buscam uma explicação para o ato constitutivo. Estas sociedades UNIPESSOAIS. 6.exemplo a sociedade anônima de um sócio apenas como é o caso da Subsidiária Integral. Este material não guarda qualquer responsabilidade da Plínio Leite.” Com isso. Torna-se 14 necessária consulta a doutrinas para um estudo mais detalhado. conforme os arts. Diante de todas estas teorias. a disciplina jurídica aplicável é o Código Civil e o instrumento disciplinador das relações sociais entre seus membros é o contrato social. sendo ele apenas um compilado de diversos autores relacionados ao Direito Societário. 981 e 997 do CC. podemos dizer que as sociedades são constituídas por um contrato entre os sócios. Corporação ou União. o vínculo estabelecido entre os membros da sociedade tem natureza contratual. Comandita Simples e Limitada. Teoria da Fundação. e.

” São dois os artigos do Código Civil que tratam da aquisição de personalidade jurídica pelas sociedades. sendo ele apenas um compilado de diversos autores relacionados ao Direito Societário. Este material não guarda qualquer responsabilidade da Plínio Leite. e a personalidade a faculdade a ele reconhecida. deve ser obtida autorização do Poder Executivo. È o princípio da autonomia patrimonial. as normas da sociedade simples. pelas pessoas jurídicas de direito privado. “Art. adquirem personalidade jurídica. subsidiariamente e no que com ele forem compatíveis.985 do mesmo Código trata especificamente da aquisição de personalidade jurídica pelas sociedades. exceto por ações em organização. conforme o art. em regra. pelo disposto neste capítulo. individualmente considerado. esta última nomenclatura foi adotada pelo Código Civil. diz-se que todo homem é dotado de personalidade. Em continuidade.45 trata da aquisição de personalidade jurídica. Torna-se 15 necessária consulta a doutrinas para um estudo mais detalhado.986. entendo ser importante lermos o comentário do Prof.Antes de entrarmos neste assunto. O presente material é apenas para auxiliar na condução do estudo sobre o direito societário.Caio Mário sobre personalidade. reger-se-á a sociedade. pelas obrigações da sociedade. desde a constituição da sociedade ocorrem a separação e a independência do patrimônio da pessoa jurídica em relação ao patrimônio dos sócios. que é um dos elementos fundamentais do direito societário. em especial das sociedades. os sócios não respondem. dizendo que a sua existência legal começa com a inscrição de seu ato constitutivo do respectivo registro. “Como o homem é o sujeito das relações jurídicas. de fato ou Sociedade em Comum. de forma genérica. Primeiramente o art. e diz que a sociedade adquire personalidade jurídica com a inscrição do seus atos constitutivos no registro próprio e na forma da lei. o art. Quando necessário. . sejam os que se formam mediante a destinação de um patrimônio para um fim determinado (fundações). Aquelas que não o fazem são chamadas de sociedades irregulares. observadas. Mas não se diz que somente o homem.986. O direito reconhece igualmente personalidade a entes morais.Enquanto não inscritos os atos constitutivos.” As sociedade que arquivam seus atos constitutivos ou contratos no registro competente. tornando-se sociedades regulares. Segundo este princípio. aos uais é atribuída com autonomia e independência relativamente às pessoas físicas de seus componentes ou dirigentes. sejam os que se constituem de agrupamentos de indivíduos que se associam para a realização de um finalidade econômica ou social(sociedades e associações). tem essa aptidão. Com isso.

1. Como dito anteriormente. empregados. via de regra (há exceção). quais são: titularidade obrigacional. 6. que pode ser judicial ou extrajudicial. Diante deste princípio é bom lembrar que não existe comunhão ou condomínio dos sócios sobre os bens sociais (bens da sociedade).2 Titularidade Processual É a definição de sua legitimidade para demandar e ser demandada em juízo. 6.1. etc) e a pessoa jurídica. fisco.1. Torna-se 16 necessária consulta a doutrinas para um estudo mais detalhado. Este material não guarda qualquer responsabilidade da Plínio Leite.3 Responsabilidade Patrimonial Quando da personalização da sociedade segue-se a separação do patrimônio desta e de seus sócios. este princípio (autonomia patrimonial) é um dos elementos fundamentais do direito societário. de apenas três grandes efeitos. originadas da exploração da atividade econômica que aproximam terceiros (fornecedor. diz que os sócios não respondem pelas obrigações da sociedade. a liquidação e a partilha. O presente material é apenas para auxiliar na condução do estudo sobre o direito societário. Contudo. Esse procedimento compreende três fases: a dissolução. 6. não exercendo nenhum direito. seja ele de propriedade ou de qualquer natureza. titularidade processual e a responsabilidade patrimonial. sendo ele apenas um compilado de diversos autores relacionados ao Direito Societário. vamos tratar. .1 Efeitos da Personalização Podemos vislumbrar diversos efeitos para a sociedade com a aquisição da personalidade jurídica. de forma resumida.A personalidade jurídica das sociedades termina com o procedimento dissolutório. contratuais ou extracontrutuais.1 Titularidade Obrigacional São os vínculos de obrigação jurídica. 6. tendo em vista que este.

sendo seu ativo insuficiente para satisfazer as todas as obrigações contraídas. Torna-se 17 necessária consulta a doutrinas para um estudo mais detalhado.Salomon & Co. o liquidante. O presente material é apenas para auxiliar na condução do estudo sobre o direito societário. a solução para evitar certas manipulações não é abolir a autonomia da pessoa jurídica. Salomon deveria ser condenado dos débitos da company. A origem dessa teoria remonta à justiça inglesa. ou seja. enquanto os credores quirografários não receberam quaisquer valores. o empresário Aaron Salomon havia constituído uma company. O objetivo da teoria da desconsideração da personalidade jurídica é exatamente possibilitar a coibição de fraude. no interesse dos credores quirografários. Em 1887. a sociedade logo se mostrou insolvente.1 Desconsideração da Personalidade Jurídica Conceito A sociedade. para impedir a fraude e o abuso de direito. Então. no caso Salomon v. de sujeito de direito autônomo em relação aos seus membros. em conjunto com outros seis integrantes de sua família (a lei exigia sete sócios para a formação da sociedade) e cedido seu fundo de comércio à sociedade que fundara. em consequência. isto é. Salomon recebeu obrigações garantidas no valor de dez mil libras esterlinas. Não procura negar a existência da pessoa jurídica. mas sim desconsiderá-la em casos específicos. tais como: Teoria da Penetração. No entanto. sustentou que a atividade da company era atividade de Salomon. Teoria da Superação. recebendo em consequência vinte mil ações representativas de sua contribuição. sendo ele apenas um compilado de diversos autores relacionados ao Direito Societário. Posteriormente. sem comprometer o próprio instituto da pessoa jurídica. Teoria da Desestimação e Teoria do Levantamento do Véu Corporativo. O juízo de primeira instância e depois a Corte acolheram esta pretensão. .Ltd. sem questionar a regra da separação de sua personalidade e patrimônio em relação aos de seus membros. pode ser utilizada como instrumento na realização de fraude ou abuso de direito. 7.7. que usou artifício para limitar a sua responsabilidade e. Este material não guarda qualquer responsabilidade da Plínio Leite. A doutrina tem se utilizado de diversos nomes para o tema da desconsideração. em razão de sua natureza de pessoa jurídica. somente as garantidas. enquanto para cada um dos outros membros coube apenas uma ação para a integração do valor da incorporação do fundo de comércio na nova sociedade.

A Lei 8. . Código de Defesa do Consumidor.884 de 11 de junho de 1994.Determina em seu art. estado de insolvência. excesso de poder. infração da lei.09.Consolidação da Leis do Trabalho. sendo ele apenas um compilado de diversos autores relacionados ao Direito Societário. e que. para efeitos da relação de emprego.Lei 8. constituindo grupo industrial. serão. encerramento ou inatividade da pessoa jurídica provocados por má administração. fato ou ato ilícito ou violação dos estatutos ou contrato social. estiverem sob direção.28 que o juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica da sociedade quando.18 que a personalidade jurídica do responsável pela infração da ordem econômica poderá ser desconsiderada quando houver. A CLT. solidariamente responsáveis á empresa principal e a cada uma das subordinadas. houver abuso de direito. em seu art. encerramento ou inatividade da pessoa jurídica provocados por má administração. fato ou ato ilícito ou violação dos estatutos ou contrato social.2o parágrafo 2o que sempre que uma ou mais sociedades. infração da lei. no parágrafo 5o do referido diploma. Este material não guarda qualquer responsabilidade da Plínio Leite. ao prescrever que: O presente material é apenas para auxiliar na condução do estudo sobre o direito societário. da parte deste. no entanto. que poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre que sua personalidade for.1990. controle ou administração de outra. Finalmente. o Código Civil consolidou o entendimento por meio de seu artigo 50.Dispõe sobre a prevenção e a repressão às infrações contra a ordem econômica. comercial ou de qualquer outra atividade econômica. 3. Trata-se. como por exemplo: 1. Determina. de alguma forma. Declara. por isso. Determina também que a desconsideração será efetiva quando houver falência. excesso de poder. em 2002. não serviram como cláusula geral de aplicação da teoria da desconsideração para todo o direito brasileiro. A desconsideração também será efetivada quando houver falência. ainda que tenham personalidade jurídicas próprias. em detrimento do consumidor.Determina em seu art. abuso de direito.Na legislação brasileira. da mesma forma. a aplicação desta teoria já vinha sendo positivada de modo esparso em dispositivos legais de caráter especial. de normas de aplicação específica a determinadas matérias. 2. obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados aos consumidores. Torna-se 18 necessária consulta a doutrinas para um estudo mais detalhado. estado de insolvência.078 de 11.

Ao interpretar a funcionalidade do instituto nos ensina o professor Fábio Konder Comparato: “Toda pessoa jurídica é criada para o desempenho de funções determinadas. 7. Em caso de abuso da personalidade jurídica.2 Tipos de Desconsideração Os tipos de desconsideração da personalidade jurídica vão verificar em qual o patrimônio se vai penetrar. sem deixar. a teoria tem intuito de preservar a pessoa jurídica e a sua autonomia com instrumentos jurídicos indispensáveis à organização da atividade econômica. desconsidera para alcançar o bem da sócio por obrigação da sociedade.” A inserção da teoria da desconsideração da personalidade jurídica no novo Código Civil significou grande avanço. os pressupostos são os mesmos. Porém.1 Desconsideração Comum ou Direta É quando se quer afastar momentaneamente a personalidade jurídica da sociedade para ingressar no patrimônio dos sócios. caracterizado pelo desvio de finalidade. sendo ele apenas um compilado de diversos autores relacionados ao Direito Societário. Torna-se 19 necessária consulta a doutrinas para um estudo mais detalhado. O presente material é apenas para auxiliar na condução do estudo sobre o direito societário. em ambos. relativamente às vicissitudes que afetam a existência das pessoas físicas que lhe deram origem. Esta forma é a mais usada. ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo. posto se tratar da lei que regra a constituição.50. Este material não guarda qualquer responsabilidade da Plínio Leite. que as vítimas de fraude fiquem sem proteção alguma. .“Art. a requerimento da parte. Os tipos são a Comum ou Direta e a Inversa ou Invertida. A função geral da personalização de coletividades consiste na criação de um centro de interesses autônomos. gerais e especiais. ou que atuam em sua área: fundadores. pode o juiz decidir.2. que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares doa administradores ou sócios da pessoa jurídica.” Em outros termos. ou pela confusão patrimonial. 7. sócios. no entanto. se é no patrimônio da Sociedade ou dos Sócios. a formação e o encerramento da personalidade jurídica. Ou seja. administradores.

Desse modo. Deve ser uma Sociedade Limita. Ex. Empresário O presente material é apenas para auxiliar na condução do estudo sobre o direito societário.2 Desconsideração Inversa ou Invertida É ao contrário da Comum. quer se afastar momentaneamente a personalidade jurídica para ingressar no patrimônio da Sociedade. Assim. sendo ele apenas um compilado de diversos autores relacionados ao Direito Societário. Eis alguns pressupostos: 1. não podem responsabilizá-lo executando tais bens. mas de pessoa jurídica controlada. não há o porquê de pedir a desconsideração da personalidade jurídica para que o sócio se responsabilize numa sociedade de responsabilidade Ilimitada. nesta o sócio já responde ilimitadamente com o seu patrimônio pessoal pelas obrigações sociais. .2. Torna-se 20 necessária consulta a doutrinas para um estudo mais detalhado. Abuso de direito. continua a usufruí-los. o desvio de bens. Sobre este tipo. Há necessidade de caracterizar o ato abusivo do sócio contra algum normativo. desconsidera a personalidade jurídica da sociedade para alcançar o bem da sociedade por obrigação do sócio. Ou seja. A relação jurídica é com o sócio e se quer ingressar no patrimônio da sociedade. ou seja. 8. Este material não guarda qualquer responsabilidade da Plínio Leite. art.7. apesar de não serem de sua propriedade. em princípio. 3. Não há o que se falar em desconsideração de um sociedade irregular (Em Comum. 2. Existência de sociedade regular. por questões óbvias. haverá obstáculo ao ressarcimento pelo princípio da Autonomia Patrimonial. basicamente.” 7. Pois.CC/2002).28 do CDC. O devedor transfere seus bens para a pessoa jurídica sobre a qual detém absoluto controle. doutrina Fábio Ulhoa: “a fraude que a desconsideração coíbe é.3 Pressupostos para aplicar a desconsideração Não há qualquer dúvida quanto à existência de pressupostos que deverão ser observados para solicitar a desconsideração da personalidade jurídica de uma sociedade para satisfazer suas obrigações. Os seus credores. seja ele lei ou contrato social.

Não o será se não se registrar.São aqueles existentes em todos os contratos. A pessoa para se obrigar precisa manifestar-se livremente. sendo ele apenas um compilado de diversos autores relacionados ao Direito Societário. 966 do Código Civil Brasileiro. que exercem profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens ou de serviços para o mercado. salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa. a legislação brasileira adotou a Teoria Contratualista. literária ou artística. deve ser capaz para tal ato.971 do CC.1 Elementos Comuns. parágrafo único do Código Civil. diz que uma sociedade se constitui por um contrato.966. embora de natureza plurilateral. 9. naturais e jurídicas. ou seja. Forma prescrita e não defesa em Lei.1 Consenso O contrato é fruto da vontade. considera-se empresário todas as pessoas. 9. Contrato de Sociedade Empresária Como vimos anteriormente. O empresário organiza e dirige a empresa. Elementos Específicos. Torna-se 21 necessária consulta a doutrinas para um estudo mais detalhado. de natureza científica.São aqueles típicos de contrato de sociedade empresária.1. .Segundo o art. não é empresário quem exerce profissão intelectual. O presente material é apenas para auxiliar na condução do estudo sobre o direito societário. Com base no art. Objeto lícito 3. conforme preceitua o art. Este contrato possui elementos classificados da seguinte forma: • • 9. Este material não guarda qualquer responsabilidade da Plínio Leite. Consenso 2. Além disso. Elementos Comuns Os elementos comuns para a formação de um contrato são: 1. reunindo e coordenando os seus fatores de produção. O agricultor será empresário somente na hipótese de se registrar no Registro Público de Empresas Mercantis.

212 do Código Civil. Pluralidades de sócios.1 Pluralidades de sócios Como dito. Este material não guarda qualquer responsabilidade da Plínio Leite. existem as chamadas sociedades unipessoais.987 e art. Objeto lícito O objeto social da sociedade deve ser lícito.2 Elementos Específicos Além dos elementos que formam o contratos em geral. conforme prevê o art. inciso I da Lei 8934 de 1994. para os contratos de sociedade. sendo ele apenas um compilado de diversos autores relacionados ao Direito Societário.35. Affectio Societatis 4.9. Forma prescrita em Lei O direito comercial brasileiro não exige forma especial para a constituição da sociedade. 9. Ela pode ser provada por qualquer meio. exige a presença de sócios. faz-se necessário a presença dos seguintes elementos específicos: 1. no plural. entre os elementos contratuais. O presente material é apenas para auxiliar na condução do estudo sobre o direito societário. e tratando-se como exceção.1. conforme diz o art. Caso algum venha contrair este princípio as juntas comerciais não arquivam seus contratos. ou seja. sabemos que o contrato é uma relação na qual são envolvidas duas ou mais pessoas. . Participação nos lucros e nas perdas 9. Seguindo esta premissa a pluralidade de partes constitui um elemento essencial nos contratos societários. 2. O artigo 997 do CC. Torna-se 22 necessária consulta a doutrinas para um estudo mais detalhado.1. Indo contra este princípio.3. Todas as atividades que não violam a lei e os bons costumes pode ser objeto da sociedade. Constituição do Capital. 9.2. 3.2.

o qual diz que a reconstituição do quadro societário deve ocorrer no prazo máximo de 180 dias.1 Natureza Jurídica do Capital Social A identificação da natureza jurídica da contribuição dos sócios é um dos mistérios sendo enfrentados pelo Direito Comercial. para a constituição de Subsidiária Integral.2 Constituição do Capital Social O capital social é soma representativa da contribuições dos sócios. causando prejuízos á sociedade ou a terceiros. sendo necessário aprovação assemblar. credores e sociedade. 9. Com o fim de evitar abusos na aferição destes bens.1. .1033 do Código Civil. o capital permanece nominal. Outra situação idêntica está prevista no art. a corrente mais aceita pela Doutrina O presente material é apenas para auxiliar na condução do estudo sobre o direito societário. expresso na soma declarada no contrato. A contribuição em bens só permitida nas sociedades Anônimas. Após o início das atividades.2. podendo ser em dinheiro ou em bens.251 da Lei 6. sob pena da sociedade ser dissolvida. uma vez que se trata de garantia jurídica para terceiros.2. Não sendo respeitada a lei. a responsabilidade aos sócios. das Sociedades por Ações. Este material não guarda qualquer responsabilidade da Plínio Leite. de forma solidária. Vemos a proteção que se dá ao capital social. Contudo. do Código Civil. pela exata estimação dos bens. os sócios responderão por culpa. Pode-se dizer que o capital constitui o patrimônio inicial da sociedade empresária. podemos citar a permissão que dá o art. parágrafo 2. Faz necessário uma observação de que o capital social não se confunde com o Patrimônio Social. que não sejam pecúnia. e a decrescer.404/76. ao passo que o Patrimônio Social tende a crescer.2. 9. Torna-se 23 necessária consulta a doutrinas para um estudo mais detalhado.Para exemplificarmos a possibilidade da existência de sociedade unipessoal. confere a lei. sendo ele apenas um compilado de diversos autores relacionados ao Direito Societário. mas precisamente o art. se a sociedade for obtendo prejuízos. se a sociedade for obtendo lucro.055. Já no caso de sociedades de pessoas a incorporação de bens depende de convenção entre os sócios.

em seu art. Isto é. A possibilidade de refletir um Direito Patrimonial diz respeito ao quinhão de lucros a receber durante a existência da sociedade. conforme preceitua o art. só havendo direito de crédito quando honrado todos os compromissos com os credores. é importante atentar que o sócio não concorre com o credor da sociedade. A primeira está relacionada ao direito patrimonial e a Segunda ao direito pessoal.1. Este material não guarda qualquer responsabilidade da Plínio Leite.059. O Professor português Ferrer Correia diz o seguinte sobre a função do Capital Social: “O Capital Social representa em certos termos uma segurança para os credores da sociedade. o qual as legislações anteriores já atendiam. sendo ele apenas um compilado de diversos autores relacionados ao Direito Societário. isto é. Então vejamos. estabelece que os sócios serão obrigados a reposição dos lucros e das quantias retiradas. A sua função precípua é constituir o fundo inicial.” Visando atender ao princípio da Intangibilidade do Capital Social. O presente material é apenas para auxiliar na condução do estudo sobre o direito societário. Já quanto ao Direito Pessoal é dado que a cota social sustenta o status de sócio.1. o atual Código Civil. 9. que a palavra “sócio” está no plural.entende que a posição jurídica dos sócios se desdobra em duas partes. designando que há responsabilidade solidária e ilimitada quando há conhecimento destes. bem como o saldo verificado depois da liquidação. conferindo-lhe direito como participar da administração da sociedade e outros. este crédito por ser igual a zero ou até negativo. ainda que autorizada pelo Contrato ou Estatuto. quando tais valores forem distribuídos com prejuízo do Capital Social. o Capital Social não se confunde com o Patrimônio Social. Neste último caso. mas precisamente na medida em que a lei não permite a distribuição pelos sócios de quantias e valores necessários para manter intato esse fundo. O Capital Social é intangível.2.2 Intangibilidade do Capital Social Como dito anteriormente. ou seja. na análise daquele artigo. dependendo da situação patrimonial da sociedade. É importante frisar.2.080 do mesmo diploma. a qualquer título. todos os atos e direitos que as leis asseguram. Torna-se 24 necessária consulta a doutrinas para um estudo mais detalhado. o patrimônio originário com o qual a sociedade se tornará viável no início de suas atividades. .

da existência da sociedade. a affectio societatis é caracterizada por uma vontade de união e aceitação das áleas comuns.“Art. É o intento de se associar. Enfim. A redução do Capital Social só será eficaz se não houver impugnação naquele prazo. Este elemento é mais que impulsionador.080. não podemos deixar de mostrar um outro lado que é a possibilidade da sociedade fazer alterações naquele Capital. contudo a segunda situação. ou se. o quê não poderia ser diferente.084. é um dever dos sócios. a cautela adotada pelo legislador. afinal. 9.2. Este material não guarda qualquer responsabilidade da Plínio Leite. parágrafo 1o. a conduta coerente. como diz o Professor Lagarde. Refere-se à disposição de ingressar em uma sociedade comercial. estatui a regra pelo qual o credor quirografário da sociedade limitada.As deliberações infringentes do contrato ou da lei tornam ilimitada a responsabilidade dos que expressamente as aprovaram. O presente material é apenas para auxiliar na condução do estudo sobre o direito societário. a sua ausência.3 Affectio Societatis Este requisito é também dito como animus societário. havendo impugnação. seja ela para aumentá-lo ou diminuí-lo. .1. for provado o pagamento da dívida ou depósito judicial do seu valor. Quem contrata a criação de um sociedade empresária quer ser sócio. poderá opor-se ao deliberado. no prazo de noventa dias contados da data da publicação da assembléia que aprovar a redução do Capital. Torna-se 25 necessária consulta a doutrinas para um estudo mais detalhado. de índole subjetiva. poste que. com o propósito declarado e a implementação contínua do intento societário. envolvendo a lealdade. é a vontade de constituir sociedade. diminuição. O artigo 1. tratando-se da diminuição do Capital Social. é que é cercada de alguns cuidados. A primeira hipótese não guarda preocupações. podemos ver. descaracterizada estará a própria natureza constitutiva desta. Assim. por exemplo. de correr risco inerente à atividade empresarial.” Mesmo sabendo que o Princípio da Intangibilidade do Capital é uma realidade a ser observada e respeitada. o que implicará a suspensão da deliberação de reduzir o capital. etc. sendo ele apenas um compilado de diversos autores relacionados ao Direito Societário. O ânimo societário é requisito fático. estar-se-á diminuindo a garantia dos credores. por título anterior.

obedecendo.008. por exemplo.2. com tratamento igualitário dos sócios no tocante à distribuição dos lucros e das perdas. estando certo que concentraremos nossos O presente material é apenas para auxiliar na condução do estudo sobre o direito societário. Das espécies societárias Como mencionado em tópico anterior.1. mas a estipulação contratual que exclua qualquer sócio de participar dos lucros e das perdas. nula a cláusula. inexiste sociedade.Esse elemento característico do contrato societário é altamente útil na prática da vida comercial. tem determinação semelhante. sendo ele apenas um compilado de diversos autores relacionados ao Direito Societário. aparentemente. O conceito é subjetivo.008. se a intenção do agente foi de unir seus esforços para obter resultados comuns.” Assim. O que não se permite é a sociedade “leonina”. “Art. que isoladamente não seriam tão plenamente conseguidos. em seu art. a proporção das contribuição dos sócios para a formação do Capital Social ou outra qualquer. ou em que algum seja excluído.1.288 dizia: “É nula a sociedade ou Companhia em que se estipular que a totalidade dos lucros pertença a um só dos associados. aí. com a sociedade de fato ou presumida. É nula a estipulação contratual que exclua qualquer sócio de participar dos lucros e das perdas. segue a sociedade. e a que desonerar de toda a contribuição nas perdas as somas ou efeitos entrados por um mais sócios para o fundo social. Torna-se 26 necessária consulta a doutrinas para um estudo mais detalhado. porém. O atual Código Civil. vamos ao detalhamento dos tipos societários tratados no Código Civil de 2002. não declara nula a sociedade. e se deve perquirir dos reflexos aparentes e exteriores. para distinguir a sociedade de outros tipos de contrato. Este material não guarda qualquer responsabilidade da Plínio Leite. É claro que a distribuição dos lucros e das perdas pode ser feita não igualitariamente. 9. pois. . em seu art. onde os lucros e as perdas corram à favor ou à cargo de um sócio apenas. 10.4 Co-participação nos lucros e nas perdas O Código Comercial de 1850. o elemento é intencional. que tendem a se confundir.” Este tipo de sociedade era chamada de “Sociedade Leonina”.

em artigo publicado no Jornal Estado de São Paulo em 15 de fevereiro de 2004. nas sociedades empresárias. deverá ter tida como simples. com intuito de elucidar o conceito de organização da atividade econômica.1 Distinção conceitual entre sociedades simples e empresária. De acordo com a nova classificação. qual seja. Em outras palavras. mão-de-obra. tais como a Sociedade Simples.” Assim. convém invocar.estudos nas espécies mais demandas. há o elemento empresa. Este material não guarda qualquer responsabilidade da Plínio Leite. Ou seja. onde ele diz que não reside no objeto social.Mônica Gusmão: “Tanto as sociedades simples quanto as sociedades empresárias exercem atividade econômica. Alguns doutrinadores entendem a empresa como atividade organizada. O que as difere é que. no sentido de que nela se encontram articulados pelo empresário os fatores de produção. No mesmo sentido pronuncia a Profa. Sociedade Limitada e Sociedade Anônima. diferentemente das sociedades simples. elemento estrutural da teoria da empresa. se não o fizer. objetivam o lucro. são os seguintes: capital. 10. deverá ser classificada como empresária. vamos fazer uma breve distinção conceitual entre as sociedade empresárias e as sociedade simples. para os partidários desse entendimento. ou seja. insumos e tecnologia. as sociedades podem ser diferenciadas segundo o modo de organização de suas atividades sociais e o modo de atuação de seus sócios. sendo ele apenas um compilado de diversos autores relacionados ao Direito Societário. o elemento organizacional da empresa. se a sociedade contar com uma organização empresarial para a consecução do seu objeto. em que a atividade econômica é exercida pelos próprios sócios. mas na forma como este é exercido. porém. A distinção entre sociedade simples e sociedade empresária. O presente material é apenas para auxiliar na condução do estudo sobre o direito societário. Antes. Por outro lado. ou por profissionais ligados a esses. a atividade econômica exercida é organizada. como alertou o Miguel Reale. a sociedade tem natureza empresária quando a atividade econômica é exercida de maneira e reunir e coordenar os fatores de produção. por conseguinte. Torna-se 27 necessária consulta a doutrinas para um estudo mais detalhado. os quais. . para Fábio Ulhoa.

mas a forma de produzir organizadamente. uma integral desconfiguração ou despersonalização da figura destes. exercendo eles próprios a produção de bens. sendo ele apenas um compilado de diversos autores relacionados ao Direito Societário. com mão-de-obra alheia e com maior grau de organização. em termos pragmáticos. o que não é mesmo que organização da atividade de produção. já que esta última sempre existiu em qualquer tipo de trabalho. exteriorizando-se. A respeito da visão pessoal que caracteriza a sociedade simples.a sociedade O presente material é apenas para auxiliar na condução do estudo sobre o direito societário. forma de produzir que de rudimentar familiar ou artesanal. por exemplo. não é a própria organização em si.)Se os próprios sócios. mas não serão.. ou a sua circulação. ou principalmente os sócios. de forma predominante. estes apenas colaboram.” Outro aspecto da organização da atividade econômica que não deixa de estar inserido nesse conceito é a questão da pessoalidade e modo de atuação dos sócios. portanto. . Tavares Borba é claro ao estabelecer que: “A empresa existe quando as pessoas coordenadas ou os bens materiais utilizados.. o Juiz corregedor da 1a Vara de Registros Públicos da cidade de São Paulo. ou a prestação de serviços. Nesse sentido. a empresa. a sociedade simples deve realizar seus objetivos sociais com a direta participação ou supervisão dos seus sócios. na medida em que esta se sobreleva ao labor pessoal dos sócios. portanto. mesmo revestindo-se da abstração teórica de pessoa jurídica. em virtude do forte elo de ligação entre a figura dos sócios e a atividade desenvolvida pela sociedade. os operadores diretos da atividade-fim exercida. Em termos históricos. no concernente à produção ou à prestação de serviços operados pela sociedade. ostenta um certo caráter pessoal. a sociedade simples. Nesse diapasão. o trabalho dos próprios sócios. por sua vez. entende que: “O que caracteriza.O mestre Waldírio Bulgarelli. Estes poderão atuar como dirigentes.. prevalecentemente. Torna-se 28 necessária consulta a doutrinas para um estudo mais detalhado. O empresário e as sociedades empresárias operam por meio da organização. assim pronunciou “. suplantam a atuação pessoal dos sócios. é incontestável que a perspectiva pela qual se deve ver a empresa é justamente a da evolução das técnicas de produção. Este material não guarda qualquer responsabilidade da Plínio Leite. (. Assim. Ainda que tenha empregados. o que se tem é uma sociedade simples. operam diretamente o objeto social.. passou a ser mecanizada ou maquinizada.” Já a sociedade simples tem do trabalho pessoal dos sócios o núcleo de sua atividade social. não ocorrendo.

Direito SupletivoA sociedade simples serve de modelo genérico para os demais tipos societários contratuais.040 CC). ao conhecimento prático ou técnico que estes ostentam. e comandita simples( art. se não tiverem “por objeto o exercício de atividade própria de empresário sujeito a registro”.simples deve estar amarrada umbilicalmente à especialidade dos sócios.1. como um ente que adquire vida própria e distinta da seus sócios. como autoriza o art. conforme já exposto. comércios ou prestadores de serviços não-empresários.1040 e 1. representando apenas uma categoria de sociedade. por exemplo.”1 Constata-se.046 do CC). . sociedade (art. classificando-as necessariamente como sociedades empresárias.997 a 1. com relação à sociedade empresária. Por isso mesmo. 2. aos profissionais liberais (excetuando-se os Advogados. Com relação à sociedade simples. porém.096 do CC) e.053. Este material não guarda qualquer responsabilidade da Plínio Leite.906/94). As sociedade dessa categoria podem adotar. caput do CC).1. qualquer um dos tipos das sociedades empresariais (exceto as Sociedades por Ações)e. as sociedades se consideram simples. em regra. O presente material é apenas para auxiliar na condução do estudo sobre o direito societário. Torna-se 29 necessária consulta a doutrinas para um estudo mais detalhado. Natureza de jurídica (ou categoria de sociedades). cfe. tornando-se mais latente aquele conceito abstrato de pessoa jurídica. As normas da sociedade simples (arts. e 3. sendo ele apenas um compilado de diversos autores relacionados ao Direito Societário. uma maior impessoalidade.A sociedade simples é um dos vários tipos societários que a lei põe à disposição dos que pretendem explorar atividade econômica conjuntamente. É o tipo societário adequado. segundo o art.1.983 do CC. poderão adotar os seguintes tipos de sociedade: 1 Artigo disponível no website do Registro Civil de Pessoas Jurídicas do Rio de Janeiro. Já as sociedade empresárias. ou simplesmente à atuação direta destes. subordinar-se-ão às regras que lhes são próprias. artistas.038 do CC) aplicam-se supletivamente à sociedade em nome coletivo(art.prevê a lei 8. é importante trazer ao estudo as três diferentes funções cumpridas na sistemática do atual regime jurídico das sociedades: 1. Assim. etc. o Código Civil. aos pequenos negócios. de forma coerente.Trata-se da função aqui vista. se não o fizerem. manteve apartadas as sociedades por ações. na media em que é da essência dessas sociedades a ausência do liame entre os sócios anônimos e seu objeto social. Não poderia ser de forma diversa. aos artesãos. Tipo societário.982. à sociedade limitada (art.

com relação ao enquadramento das sociedades que exerçam atividade econômica organizada. ausente definição legal. à atividade rural e à condição de pequeno empresário. que são as relativas ao trabalho intelectual. e que o Direito brasileiro encontra sérios obstáculos. os tipos de Sociedade Simples. no entanto. 3.1. É certo que a nova lei veio inspirada na visão societária Italiana. Sociedade Limitada. Sociedade Comandita por Ações.e b) não incidência das “exceções expressas”. Sociedade Comandita Simples. não haverá grandes problemas a enfrentar. Sociedade Anônima. fazer-se-á a identificação da sociedade como empresária observando duas situações: a) exercício de atividade própria de empresário. Caso haja enquadramento na situação. o conceito de organização da atividade econômica. d) Atividade bancária ou assecuratória. somente. A dúvida surgirá. O presente material é apenas para auxiliar na condução do estudo sobre o direito societário. salvo algumas exceções. Contudo. à sociedade cooperativa. estamos vendo que as sociedades empresárias estão assumindo. Não obstante as características que lhe atribuam a doutrina. pois uma parte. de suma importância dessa sistemática. aquaviário ou aéreo.e 5. Sociedade Limitada e Sociedade Anônima. encontra-se ainda obscuro e incipiente. não o fez de modo completo. . 2. conforme a seguir: a) Atividade industrial direta para a produção de bens ou de serviços. podemos citar a discriminação feita pelo Direito Italiano sobre as atividades exercidas pelo empresário. 4. Resumindo. sendo ele apenas um compilado de diversos autores relacionados ao Direito Societário. que é atividade econômica organizada. Entretanto. Sociedade em Nome Coletivo. e por opção. Este material não guarda qualquer responsabilidade da Plínio Leite. A título de exemplo da importância desta parte rejeitada. b) Atividade intermediária na circulação de bens. e e) Outras atividades auxiliares das precedentes. não foi assumida pela legislação brasileira. Torna-se 30 necessária consulta a doutrinas para um estudo mais detalhado. c) Atividade de transporte terrestre.

resumem-se às seguintes questões: a) Processo de execução coletiva. b) Sistema de escrituração contábil. o processo de execução coletiva aplicável às sociedades empresárias observa a Lei de Falências e Concordatas. serão sempre empresárias. Em se tratando de sociedade simples.1. como próprias de empresário. a sociedade que exerce quaisquer das atividades acima.1. Torna-se 31 necessária consulta a doutrinas para um estudo mais detalhado. O presente material é apenas para auxiliar na condução do estudo sobre o direito societário. a nossa interpretação seria deveras mais tranqüilo. Assim.e c) Sistema de registro.1. são caracterizadas. caso a sociedade não exerça quaisquer das atividades ali mencionadas. Este material não guarda qualquer responsabilidade da Plínio Leite. 10.As atividades apresentadas anteriormente. estas serão reguladas pelas normas aplicadas às sociedades simples. sendo ele apenas um compilado de diversos autores relacionados ao Direito Societário. em especial a definição clara e objetiva das atividades que são típicas de empresário. 10. Efeitos práticos da distinção entre a sociedade simples e empresária Com a unificação do Direito Privado.2.1Processo de execução coletiva Por força do disposto no art.1. no direito italiano. que trazem implicações práticas entre as sociedades simples e empresárias. incide o processo de insolvência civil. Caso o Direito pátrio (brasileiro) viesse “importar” os mesmos conceitos adotados pelo Direito italiano. . tornaram-se bastante similares o regime jurídico aplicável a sociedade empresárias e sociedade simples. ressalvadas algumas exceções. As principais diferenças. e deverão estar “formatadas” obedecendo a um dos tipos societários que o próprio direito brasileiro adotou. a menos que os sócios queiram optar por adotar um dos tipos societários disponíveis à sociedade empresária.037 do Código Civil. Por outro lado. para os idealizadores da Teoria da Empresa.

o Registro Público de Empresas Mercantis e o Registro Civil da Pessoas Jurídicas.1. visando à preservação da sociedade. quando a sociedade simples adotar um dos tipos societários de sociedade O presente material é apenas para auxiliar na condução do estudo sobre o direito societário.150 do CC determina que. poderá acordar com os seus credores uma forma de pagamento.150) Hoje. com a convergência de regimes.1. compulsoriamente.Sistema de Registro O Código Civil adotou um sistema de registro baseado em duas organizações preexistentes. . fossem necessários para demonstrar a regularidade e os resultados dos seus negócios. Torna-se 32 necessária consulta a doutrinas para um estudo mais detalhado. que se resumem a diferença nos procedimentos burocráticos de cada órgão. de acordo com as normas anteriormente existentes. por empresários e sociedades empresárias.1. Trata-se de um “concordata contratual”(.1. os quais se sujeitariam apenas aos preceitos de escrituração decorrentes da legislação fiscal e àqueles que.1. sendo ele apenas um compilado de diversos autores relacionados ao Direito Societário.” 10. A concordata é um instituto restrito aos empresário.) “que se estabelece por acordo entre o devedor e os credores concorrentes. A falência envolve procedimentos mais complexos e regrais mais gravosas para o devedor.1.3.2. atribuindo à primeira a inscrição dos empresários individuais e das sociedades empresárias. Mas o não-empresário.1. de acordo com os princípios gerais da contabilidade. e pode configurar crimes falimentares.. Tais normas não se dirigem ao não-empresário ou á sociedade simples. Sistema de escrituração contábil As normas de escrituração contábil a serem observadas. e ao segundo a inscrição das sociedades simples (Art. Até mesmo porque ao art.. de forma análoga.A falência e a insolvência civil são processos com idêntica finalidade: a execução coletiva do devedor insolvente. 10. Este material não guarda qualquer responsabilidade da Plínio Leite. que será submetida à homologação judicial. essa diversidade de registros condiciona efeitos bastantes limitados. nos arts. os quais não se estendem à insolvência civil.179 e seguintes. encontram-se estabelecidas pelo Código Civil.

indicarão a sua opção. ou quando houvesse evidente intuito de fraudar a lei. quando necessário. discute-se em doutrina quais as consequências jurídicas do registro de uma sociedade por órgão incompetente. Por outro lado. uma vez que a finalidade do registro. segundo a avaliação. no momento da constituição da sociedade. Nesses casos. quando a sociedade deveria se converter em sociedade empresária. o registro poderia ser desconstituído. Desse modo.986). o Registro Civil de Pessoas Jurídicas deverá obedecer às normas fixadas para o Registro Público de Empresas Mercantis. a definição da natureza jurídica da sociedade poderá dirigir-se para uma zona cinzenta de difícil precisão. consideram que a sociedade registrada em órgão incompetente encontra-se na mesma situação de um sociedade sem registro. Ainda há quem entenda que a irregularidade se configuraria apenas quando a inadequação do registro fosse manifesta. nesses casos. que é a publicidade e a fiscalização do cumprimento dos preceitos legais aplicáveis. a estrutura que se lhe pretende conferir nem sempre estará claramente evidenciada. afora as hipóteses de enquadramento evidente. nas situações imprevistas. inscrevendo a sociedade no Registro Civil ou no Registro de Empresas. Alguns já manifestaram entendimento no sentido de que a irregularidade estaria tão somente na falta de inscrição. de qualquer sorte. ou ter os seus efeitos afastados. não na inscrição inadequada. progressivamente. por decisão judicial. A O presente material é apenas para auxiliar na condução do estudo sobre o direito societário. ao disciplinar a sociedade em comum (sociedade irregular ou sociedade de fato). Este material não guarda qualquer responsabilidade da Plínio Leite. . por sua vez. de “sociedade em comum”. da competente transformação(ajuste do tipo). vale lembrar que. portanto. Como demonstrado ao longo do presente. Torna-se 33 necessária consulta a doutrinas para um estudo mais detalhado. as próprias sociedades ou seus sócios. portanto.empresária. assegurada. Ademais. as declarações dos próprios sócios e a manifestação de vontade dos requerentes. o Código Civil. sendo ele apenas um compilado de diversos autores relacionados ao Direito Societário. mediante o registro na junta Comercial e a consequente baixa no Registro Civil-tudo precedido. Tratase-ia. deverão aceitar. estaria. assim considera aquela que não se inscreveu (Art. Justamente em função da imprecisão e subjetividade dos conceitos envolvidos. Outros. com o passar do tempo. o Registro Civil e a Junta Comercial. Por fim. essa estrutura poderá compor-se.

” Como mencionado acima. quanto à possibilidade dos sócios responderem com seu patrimônio pessoal obrigações sociais. solidária e ilimitadamente. pelas obrigações sociais. Assim.1.039. sendo ele apenas um compilado de diversos autores relacionados ao Direito Societário. o que na era do novo Código Civil isto não é mais permitido. limitar entre si a responsabilidade de cada um. “Art. . adentrar no patrimônio pessoal dos sócios.Sem prejuízo da responsabilidade perante terceiros. os sócios sempre respondem de forma subsidiária. podem os sócios. Cabe ressaltar que apesar de a responsabilidade ser ilimitada.039 CC. pessoas físicas. compreendida nos arts. respondendo todos os sócios. neste tipo de sociedade todos os sócios. ou por unânime convenção posterior.1.2 Sociedade em Nome Coletivo A Sociedade em Nome Coletivo é regida pelo Código Civil entre os seus artigos 1.Somente pessoas físicas podem tomar parte na sociedade em nome coletivo.1. havendo necessidade de complementação de fundos. 10.. o parágrafo único do art. respondem ilimitadamente e solidariamente pelas obrigações sociais.1.997 a 1. Torna-se 34 necessária consulta a doutrinas para um estudo mais detalhado. conforme preceitua o art.039.. a regulamentação pertinente às Sociedade Simples. ou seja.038 do Código Civil. no que couber.” O presente material é apenas para auxiliar na condução do estudo sobre o direito societário. primeiro é necessário exaurir o patrimônio da sociedade. no ato constitutivo. limitar entre si a responsabilidade de cada um. Este material não guarda qualquer responsabilidade da Plínio Leite.039. Sob a vigência do Código Comercial este tipo societário permitia pessoa jurídica como sócio. institui a possibilidade deles. para posteriormente.hipótese inversa também poderá acontecer. Parágrafo único. aplicar-se-lhe-á. e no que for omisso. “limitando-a” de alguma forma. no ato constitutivo ou em deliberações posteriores.039 a 1.044. com a conversão da sociedade empresária em sociedade simples. “Art..

A administração da sociedade.1. Porém. sabendo ou devendo saber que estava agindo em desacordo com a maioria. por maioria absoluta. §2o Responde por perdas e danos perante a sociedade o administrador que realizar operações. “Art. na sociedade de prazo indeterminado.1. não entrar a sociedade em liquidação. Dissolve-se a sociedade quando ocorrer: IO vencimento do prazo de duração. Isto é pacto interno. isto dito pelo art.042 do CC.1.A Administração da sociedade compete exclusivamente a sócios. aos sócios. não havendo no contrato social a indicação do sócio administrador. sendo o uso da firma.1. §1O Se a administração da sociedade competir separadamente a vários administradores. Sobre a administração da sociedade. esta caberá.042. nada dispondo o contrato social. pois são solidários.1. nos limites do contrato. que lhe conferirá os respectivos poderes.033. salvo se.033 (c/c 1. privativos dos que tenham os necessários poderes. cabendo a decisão aos sócios. . diferentemente das demais.040 do CC. compete separadamente a cada um dos sócios.” A dissolução da sociedade em nome coletivo dar-se-á de pleno direito por qualquer das causas enumeradas no art. conforme estipula o art.040) do Código Civil. vencido este e sem oposição de sócio. “Art.É importante salientar que está limitação. caso em que se prorrogará por tempo indeterminado.013 c/c 1.1.013 . A deliberação dos sócios. por maioria de votos. Torna-se 35 necessária consulta a doutrinas para um estudo mais detalhado. cada um pode impugnar operação pretendida por outro. presumir-se-á que todos detém os mesmos poderes. ou. Este material não guarda qualquer responsabilidade da Plínio Leite. se empresária pela falência.” Este administrador será designado por contrato. IIIIIO consenso unânime dos sócios. “Art. O presente material é apenas para auxiliar na condução do estudo sobre o direito societário. exclusivamente. sendo ele apenas um compilado de diversos autores relacionados ao Direito Societário. afetando apenas as relações os sócios entre si. seja no ato constitutivo ou em deliberações posteriores não será oponível a terceiros.

047 CC. são aqueles que prestam somente o capital e não tem qualquer ingerência na sociedade. de autorização para funcionar. Segundo Fábio Ulhoa.art. A sua existência se dá quando duas ou mais pessoas se associam para fins comerciais.1.1. na forma da lei.” Este tipo sociedade é regida pelos artigos 1. Torna-se 36 necessária consulta a doutrinas para um estudo mais detalhado. “a expressão comandita tem relação mediata com a idéia de confiança. sendo ele apenas um compilado de diversos autores relacionados ao Direito Societário. obrigando-se uns como sócios solidários e outros como simples prestadores de capital. denominado contrat de command.051 do Código Civil. Já o segundo.4. 10.046 CC. não reconstituída no prazo de cento e oitenta dias. . sendo este último com responsabilidade limitada às suas contribuições de capital. Segundo relata Ripert. Este material não guarda qualquer responsabilidade da Plínio Leite. que significa confiar. assumindo a direção da empresa e só podem ser pessoas físicas. Caso este sócio venha infringir esta regra estará ele sujeito às responsabilidades de sócio comanditado. de forma subsidiária.045 ao 1. conforme art.IVV10. Os sócios solidários são chamados de comanditados e os sócios prestadores de capital recebem a nomenclatura de comanditários. Command deriva da palavra latina commendare. Os primeiros são aqueles que entram com capital e trabalho. cfe. principalmente nas cidades italianas e no comércio marítimo. praticado na Idade Média.4.1 Sociedade Cooperativa Conceito O presente material é apenas para auxiliar na condução do estudo sobre o direito societário. principalmente aquela referente a responsabilidade ilimitada 10. A extinção. aquele que confiava) entregava mercadorias ou soma de dinheiro a um comerciante ou ao capitão ( o comanditado. Uma pessoa( o comanditário. a sociedade em comandita nasceu do contrato de encomenda. aquele que era depositado a confiança) mediante partes dos lucros da expedição. as normas pertinentes as sociedades em Nome Coletivo. sendo aplicada a este tipo de sociedade.3 A falta de pluralidade de sócios. comanditário.” Sociedade em Comandita Simples.

949.” Dentre as conceituações existentes na doutrina pátria. Este material não guarda qualquer responsabilidade da Plínio Leite.” O presente material é apenas para auxiliar na condução do estudo sobre o direito societário.” Podemos também apresentar o conceito estabelecido pelo o art. pela Lei 8. a partir da idéias do inglês Robert Owen (1771-1858)...096 do Código Civil. na Lei 5. e pelos artigos 1.764 de 1971: “Art. que tem por escopo estimular a poupança.982. Celebram contrato de sociedade cooperativa as pessoas que reciprocamente se obrigam a contribuir com bens ou serviços para o exercício de uma atividade econômica. Natureza Jurídica Conforme preceitua o § único do art. Alemanha e França. com número aberto de membros.O cooperativismo teve origem no século XIX. independente do seu objeto.3.093 ao 1.. estas sociedades foram disciplinadas no §2o art. Parágrafo único. Torna-se 37 necessária consulta a doutrinas para um estudo mais detalhado.982 do Código Civil. Independentemente de seu objeto. a quem a doutrina autorizava credita a primazia as idealização do movimento e a criação do seus princípios fundamentais. mediante atividade econômica comum. as sociedades cooperativas. sendo ele apenas um compilado de diversos autores relacionados ao Direito Societário.174 da Constituição Federal de 1988. “Art.174. sem objetivo de lucro.” 10.764 de 1971(Leis das Cooperativas). §2o A lei apoiará e estimulará o cooperativismo e outras formas de associativismo. sem intuito de lucro..2. que alterou o art.442 da CLT.4.3 da Lei 5. a cooperativa. No Brasil. despertando nos trabalhos o interesse pelo trabalho compartilhado e o uso comum da riquezas naturais. primeiro na Inglaterra depois na Suíça. Maria Helena Diniz: “É uma associação sob forma de sociedade simples. e. de proveito comum. serão sempre sociedade simples.. . a aquisição de bens e a economia de seus sócios. Combateu o lucro e a concorrência. simples. prefiro a dada pela Profa. O princípio fundamental do cooperativismo é ajuda mútua e o trabalho solidário. Owen acreditava que o homem é um produto do meio social. considera-se empresária a sociedade por ações. “Art.

não enquadrada como sociedade empresária..10 o lucro do empresário. O presente material é apenas para auxiliar na condução do estudo sobre o direito societário. distinguindo-a das demais sociedades. mas sim despesas com a luz. esclarece que a sociedade cooperativa é um sociedade de pessoas. a R$ 1.764/71 “Art. traço genérico das sociedades empresárias..4 da Lei 5. sendo R$ 0. mão-de-obra.. esta sociedade está submetida ao regime de dissolução voluntária ou judicial. .00 e revende ao associado por R$1. o mesmo artigo acima.” Sobre a possibilidade de haver interpretação sobre a característica de capital da sociedade. Caso fosse um sociedade empresária “mercado”. Na Cooperativa é substituído pelo proveito comum resultante do esforço solidário dos cooperados. Este material não guarda qualquer responsabilidade da Plínio Leite. impostos. voltado somente para seus associados. um mercado. este produto estaria. o art. Para ratificar este entendimento. etc. não intuitu personae. . bem como ao instituto de insolvência civil. por exemplo.. ou seja. aluguel.As cooperativas são sociedades de pessoas. e não de falência.40.30 não é lucro. sendo ele apenas um compilado de diversos autores relacionados ao Direito Societário. vamos ao seguinte exemplo: Imaginemos que somos um cooperativa de consumo. como número ilimitado de associados. não sujeitas à falência. esta cooperativa compra do fornecedor um litro de leite ao preço de R$1.Por ser uma sociedade de natureza simples.. Para entender o que foi dito acima. pois assegura o livre ingresso e a saída de pessoas que exerçam as mesmas atividades aglutinadas pela cooperativa.30 centavos para cobrir as despesas administrativas/impostos e R$0. constituídas para prestar serviços aos associados. Então. salvo a impossibilidade técnica de prestação de serviços. com forma e natureza jurídica próprias. de natureza civil. distinguindo-se das demais sociedades pelas seguintes características: IIIadesão voluntária. Esta diferença de R$0.4. Outra questão marcante nesta espécie societária. Torna-se 38 necessária consulta a doutrinas para um estudo mais detalhado. diz respeito ao intuito lucrativo.30. ou seja. porém.

sem limitação do número máximo. e qualquer que seja o valor de sua participação. porém este lucro será revertido a todos os associados daquela sociedade. quorum.É importante frisar que nada obsta que a sociedade cooperativa venha obter lucro em suas operações. sendo ele apenas um compilado de diversos autores relacionados ao Direito Societário. ainda que em caso de dissolução da sociedade.1. para assembléia geral funcionar e deliberar. Torna-se 39 necessária consulta a doutrinas para um estudo mais detalhado. intransferibilidade das quotas do capital a terceiros à sociedade. em seu art.4o. ainda que por herança.094.094 do Código Civil reordenou-as. o art. direito de cada sócio a um só voto nas deliberações. e não no capital social representado.2 Características A lei 5. distribuição dos resultados.4. fundado no número de sócios presentes à reunião. podendo ser atribuído juro fixo ao capital realizado. proporcionalmente ao valor das operações efetuadas pelo sócio com a sociedade. IIIIIIIVVVIVIIvariabilidade ou dispensa do capital social. Este material não guarda qualquer responsabilidade da Plínio Leite. De qualquer modo. ou seja. cumprindo no momento comentar as mais importantes: O presente material é apenas para auxiliar na condução do estudo sobre o direito societário. tenha ou não capital a sociedade.1. São características da sociedade cooperativa.” Como menciona o Professor Rubens Requião.764/71 são várias. concurso de sócios em número mínimo necessário para compor a administração da sociedade. VIIIindivisibilidade do fundo de reserva entre os sócios. as diferenças entre as características estabelecidas no Código Civil e as da Lei 5. limitação do valor da soma de quotas do capital social que cada sócio poderá tomar. . o bem comum. como no exemplo acima.764/71. 10. enumerava as características das sociedades cooperativas. os novos traços trazidos pelo Código Civil também permitem distingui-la dos demais tipos sociais. Contudo. inclusive alterando alguns elementos jurídicos. “Art.

10.764/71. ou por declaração de vontade contida em instrumento público. que pode existir ou não.764/71 diz que deverá ser registrado no Registro Público de Empresas Mercantis. eleição dos membros do órgãos de administração. o Código Civil.4. sendo ele apenas um compilado de diversos autores relacionados ao Direito Societário. Enquanto a lei 5. controle e operações. Isto se dá no momento que a cooperativa se forja no esforço comum solidário. de reunião. fiscalização e outros. Um ponto controverso diz respeito ao registro do ato constitutivo de uma sociedade cooperativa. pela lei 5. operado pela Juntas Comerciais. Este material não guarda qualquer responsabilidade da Plínio Leite. embora pudesse variar. incluindo domicílio e idade. reunidos em Assembléia Geral. identificação e qualificação completa dos fundadores. Do ato constitutivo A sociedade cooperativa se constitui por deliberação dos fundadores. pela Lei 5. a declaração de aprovação do Estatuto da entidade. através O presente material é apenas para auxiliar na condução do estudo sobre o direito societário. objetivando a exploração de uma atividade fundada na ajuda mútua. da qual se lavrará a ata.4. sede e objeto social. aos sócios.a) b) ao capital. segundo o Código Civil. Torna-se 40 necessária consulta a doutrinas para um estudo mais detalhado. em número mínimo necessário para organizar os órgãos sociais. . Este ato constitutivo. o número e o valor das quotas-partes assumidas pelo fundador. visando à melhoria das condições de vida dos associados. Entende-se também que o Código Civil não faz referência ao principal elemento característico da cooperativa. e limitado à capacidade de prestação de serviços. que é a prestação de assistência aos associados. c) ao número ilimitado de sócios. o que é acentuado em várias passagens da Lei 5. para ser eficaz.764/71.764/71. segundo o Código Civil. e de vinte. deve conter: IIIIIIIVVdenominação. pelo Código Civil e era necessário na lei especial. no mínimo.

A sociedade cooperativa reger-se-á pelo disposto no presente capítulo. Parágrafo único. e as sociedades simples ao Registro Civil das Pessoas Jurídicas. no prazo máximo de 60(sessenta dias).093 do Código Civil atribui competência à lei 5. a cooperativa. tendo em vista a sua classificação como sociedade simples.” Então.1.” O presente material é apenas para auxiliar na condução do estudo sobre o direito societário. pelo respectivo órgão executivo federal de controle ou órgão local para isso credenciado. Independente do seu objeto. atribui competência ao Registro Civil de Pessoas Jurídicas para o lançamento dos atos relativos a tais entidades. a contar da data de entrada em seu protocolo.. “Art. comunicando a aprovação do ato constitutivo da requerente. segundo esta parte da doutrina.do seu art. ressalvada a legislação especial. 1. . vê que o art. e. Este material não guarda qualquer responsabilidade da Plínio Leite. a existência de condições de funcionamento da cooperativa em constituição. se a sociedade simples adotar um dos tipos de sociedade empresária.. considera-se empresária a sociedade por ações.verificada. o qual determina o arquivamento de seu ato constitutivo na Junta Comercial. simples. 2(duas) vias à cooperativa.. acompanhadas de documento dirigido à Junta Comercial do Estado.764/71 para dispor sobre o assunto.093. o artigo acima remete à competência ao art. O empresário e a sociedade empresária vinculam-se ao Registro Público de Empresas Mercantis a cargo das Juntas Comerciais.764/71. devidamente autenticada. bem como a regularidade da documentação apresentada. “Art. temos que o registro peculiar passa a ser este último.. “Art. A posição contrária a este entendimento.982. o qual deverá obedecer às normas fixadas para aquele registro.18 da Lei 5. o órgão controlador devolverá.” Sobre este tema. Torna-se 41 necessária consulta a doutrinas para um estudo mais detalhado.150.” “Art.” O professor Fábio Ulhoa segue o mesmo raciocínio empregado por Rubens Requião.18. os Professor Rubens Requião tem a seguinte opinião: “O Código Civil tendo classificado a cooperativa como sociedade simples. diz que deverá ser registrado no Registro Civil de Pessoas Jurídicas.1. onde a entidade estiver sediada.1.150.. sendo ele apenas um compilado de diversos autores relacionados ao Direito Societário.

aqueles que preencherem as condições de associação e lhes for deferido o ingresso.4.6. Tem o objetivo de organizar os serviços econômicos e assistenciais de interesse das filiadas. sendo ele apenas um compilado de diversos autores relacionados ao Direito Societário. os sócios serão pessoas naturais. ainda assim apenas daquelas que tenham por objeto as mesmas ou correlatas atividades econômicas desenvolvidas pelo outros associados. Torna-se 42 necessária consulta a doutrinas para um estudo mais detalhado. IICooperativas Centrais ou Federações de Cooperativas. IIIConfederações de Cooperativas.10. facilitando a utilização recíproca de serviços. o que lhes assegurará o status próprio.São aquelas formadas por pessoas físicas. Os sócios cooperados serão titulares de quotas-partes do capital. 10. Este material não guarda qualquer responsabilidade da Plínio Leite. caracterizado pelo O presente material é apenas para auxiliar na condução do estudo sobre o direito societário.764/71 identifica as exceções em favor das pessoas jurídicas que exerçam as mesmas atividades das pessoas físicas associadas( caso das empresas de pesca. preferencialmente.6 Dos Sócios 10.São aquelas constituídas por.4. orientando suas atividades. pelo menos.4. Estão voltadas para a prestação de serviços aos associados. no mínimo. admitidos por exceção associados individuais. três cooperativas singulares.5 Classificação As sociedades cooperativas estão classificadas da seguinte forma: ISociedades Cooperativas Singulares. três federações de cooperativas ou cooperativas centrais. pessoas naturais. Será excepcional a admissão de pessoas jurídicas. ou. devendo ter atividade no ramo de atuação da cooperativa. nas cooperativas que não tiverem capital. de produção rural ou extrativista). Tem por objetivo coordenar a atividade das filiadas nos casos em que o vulto dos empreendimentos ultrapassar o âmbito e a capacidade ou conveniência de atuação das centrais e federações. com plena capacidade civil.1 Aspectos gerais Nas cooperativas singulares. . A própria lei 5.São aquelas formadas por.

além de ser participante do organismo como associado. onerosidade. além do direito patrimonial de participar do retorno de sobras líquidas do exercício e de usufruir dos serviços que forem prestados pela cooperativa. que elementos devem ser levados em conta no exame de cada caso em concreto para saber se se está diante de cooperativa autêntica.6. o magistrado José Geraldo da Fonseca. “fraudoperativa”.4. É sócio e usuário dos serviços da cooperativa. não podendo ser confundida com relação de emprego. todos os demais requisitos configuradores do contrato de trabalho também se acham presentes na relação entre o cooperativado e sua cooperativa ou entre o cooperativado e o tomador dos serviços da cooperativa(pessoalidade. Sobre este tema. 10. .) abstraída a subordinação jurídica.. ao mesmo tempo. com precisão. proferiu o seguinte artigo de doutrina: “(. elemento indispensável à configuração do vínculo de emprego. Não pode ingressar no quadro de sócios da cooperativa o empresário que opere no mesmo ramo da cooperativa.2. Torna-se 43 necessária consulta a doutrinas para um estudo mais detalhado. poder usufruir dos serviços que ela preste. Relação com a cooperativa A relação dos cooperados com a sua cooperativa tem característica especial. reciprocamente. Os atos praticados pelas cooperativas e seus associados. o usufruto de bens e serviços da sociedade pelo sócio é objeto de sérias restrições. Isto na verdade reflete o objetivo de colaboração recíproca entre os seus membros. Nos demais tipos de sociedade. Característica do status de sócio da cooperativa é a de. é O presente material é apenas para auxiliar na condução do estudo sobre o direito societário.direito de intervenção na administração por meio do voto e da fiscalização. mesmo no caso de cooperativa de serviços.Tenho lido e ouvido dizer que tal e qual cooperativa é irregular ou ilegal mas quase ninguém diz. ou como dizem. Este material não guarda qualquer responsabilidade da Plínio Leite. e obviamente inexistente na relação cooperativa. habitualidade). Na prática. Agora. o regime de trabalho dos empregados da cooperativa é o da Consolidação das Leis do Trabalho. bem como afastar a idéia do lucro como objetivo da cooperativa. sendo ele apenas um compilado de diversos autores relacionados ao Direito Societário. dizem-se “atos cooperativos”.

o empregador e responsável pelas indenização trabalhistas é a cooperativa.3. prossegue o autor: “Com raríssimas exceções. parte final da CLT).” 10. mas condenam o tomador. há vínculo de emprego entre o prestador e tomador (aplicação analógica do E. com fixação de multas diárias (‘astreintes’) em caso de descumprimento das obrigações ajustadas.331/TST).2o §2o . ao constatar fraude na contratação de empregados através de cooperativas. Com o ajuizamento da ação civil pública. Para outros. o juízo da vara do Trabalho expede ofício ao Ministério Público Estadual para ação de pedido de extinção da cooperativa fraudulenta. atribuem toda a responsabilidade (contratual e indenizatória) à cooperativa. sendo ele apenas um compilado de diversos autores relacionados ao Direito Societário. como depois de Plá Rodriguez se diz usualmente em doutrina. a proibição. . tratando-se. O presente material é apenas para auxiliar na condução do estudo sobre o direito societário. o vínculo se forma com a cooperativa. Perda da condição de sócio. Para certos juízes. pelo ângulo da jurisprudência. sobre o ponto. responde subsidiariamente pelas indenizações cabíveis). mas o tomador responde subsidiariamente (para essa corrente de pensamento. solidariamente. Por meio desses termos. o Ministério Público poderá ajuizar ações civis públicas a fim de obter. principal beneficiado com tráfico de mão-de-obra. A divergência se limita à forma de responsabilização dessas cooperativas. a proibição de que as empresas tomadoras continuem admitindo através de cooperativas. O contrato de trabalho é. por sentença. Torna-se 44 necessária consulta a doutrinas para um estudo mais detalhado. a jurisprudência trabalhista entende fraudulenta a contratação de empregados pode meio de cooperativas. para os efeitos da relação de emprego (aplicação analógica do art. o Ministério Público do Trabalho convoca as empresas tomadoras dos serviços para tentar firmar com elas Termo de Compromisso de Ajuste de Conduta. Se as empresas se recusarem a firmar os Termos de Ajuste de Conduta. de pessoa jurídica interposta na relação contratual entre o prestador dos serviços (cooperativado) e o tomador(cliente). as empresas tomadoras se comprometem a abster-se de continuar contratando por meio dessas cooperativas. um “contrato-realidade”” Por fim. a cooperativa.difícil saber até que ponto uma cooperativa é autêntica e a partir de quando passa a operar na clandestinidade.6. Este material não guarda qualquer responsabilidade da Plínio Leite.Outros. embora reconheçam a existência da relação de emprego e não de cooperativismo. ou o cliente. com exclusão da cooperativa. Na prática.4. mas o tomador.

Será subsidiária. 10.1.764/71. incapacidade civil superveniente não suprida. ou seja. a responsabilidade dos sócios pode ser limitada ou ilimitada.095. No primeiro caso. judicialmente. morte da pessoa física. com a comunicação ao eliminado em trinta dias.4 Responsabilidade dos sócios A Lei 5. Este material não guarda qualquer responsabilidade da Plínio Leite. pois somente poderá ser invocada depois de exaurido. em seu art. formalizando-se por termo no livro de matrícula. também assim dispõe: “Art. IIIExclusão. Eliminação-Isto ocorrerá quando houver infração legal ou estatutária.e perda dos requisitos previstos no estatuto para ingresso e permanência na cooperativa. guardada a proporção de sua participação nas mesmas operações. a responsabilidade da cooperativa.A perda da condição de sócio pode ser dar nas seguintes situações: IIIDemissão. O Código Civil. a sua capacidade de atender às suas obrigações. firmando o grau de responsabilidade do sócio. . Esta decisão cabe recurso à assembléia geral.1. Torna-se 45 necessária consulta a doutrinas para um estudo mais detalhado.É o pedido formulado pelo próprio associado. §1o É limitada a responsabilidade na cooperativa em que o sócio responde somente pelo valor de suas quotas e pelo prejuízo verificado nas operações sociais. sendo ele apenas um compilado de diversos autores relacionados ao Direito Societário.6.” O Estatuto Social fará a opção entre as duas hipóteses.4. O presente material é apenas para auxiliar na condução do estudo sobre o direito societário. prevê a existência de sociedades cooperativas de responsabilidade ilimitada e de responsabilidade limitada.095. por parte da diretoria. Na sociedade cooperativa.Esta situação ocorrerá quando houver: a) b) c) d) dissolução da pessoa jurídica. a responsabilidade do associado pelos compromissos da sociedade perante a terceiros será pessoal e não terá limite. §2o É ilimitada a responsabilidade na cooperativa em que o sócio responde solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais. por parte dos sócios.

como os nomes das demais pessoas jurídicas. e a responsabilidade perante a terceiros. No caso de falecimento do sócio. não foi definido como fica a responsabilidade de um sócio pela obrigações de uma sociedade cooperativa de responsabilidade limitada quando não houver instalação de capital social. A responsabilidade do cooperado perante terceiros. por compromissos da sociedade. passam aos herdeiros. .7.4. Denominação É livre a formação do nome da cooperativa. foi eliminado ou foi expulso.4.1.1. “Art. sendo ele apenas um compilado de diversos autores relacionados ao Direito Societário.094 do Código Civil prevê a inexistência do Capital Social. Torna-se 46 necessária consulta a doutrinas para um estudo mais detalhado. oscilando de acordo com o ingresso e retirada dos sócios. prestados pelos sócios.No segundo caso. O nome da cooperativa. este será formado por bens ou serviços. o capital será variável. Além disso. a responsabilidade do associado será limitada ao valor do capital por ele subscrito. Apenas se exige que figure na composição da denominação a palavra “cooperativa”. por obrigações da sociedade. até a aprovação das contas do exercício em que ocorreu o seu desligamento. Este material não guarda qualquer responsabilidade da Plínio Leite. Capital Social O inciso I do art. perdura para aquele que se demitiu. 10. O presente material é apenas para auxiliar na condução do estudo sobre o direito societário. contraídas com a cooperativa. mas prescrevem no prazo de um ano a contar do dia da abertura da sucessão. Contudo. São características da sociedade cooperativa: Ivariabilidade ou dispensa do capital social. 10.” Caso haja previsão. a responsabilidade por obrigações próprias. goza de exclusividade de uso.8.094.

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