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As Sete Novas Ferramentas Da Qualidade

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UNIVERSIDADE DE ITAÚNA FACULDADE DE ENGENHARIA ENGENHARIA INDUSTRIAL MECÂNICA

André Luiz Teixeira de Oliveira Eduardo Santos Pereira Flávio Rodrigues de Souza Júnio Paulo Ribeiro Lucas de Castro Camargos Marcos Vinícius Túlio Cesar de Carvalho da Cunha

NOVAS FERRAMENTAS DA QUALIDADE

Itaúna Maio de 2012

UNIVERSIDADE DE ITAÚNA FACULDADE DE ENGENHARIA ENGENHARIA INDUSTRIAL MECÂNICA
André Luiz Teixeira de Oliveira Eduardo Santos Pereira Flávio Rodrigues de Souza Júnio Paulo Ribeiro Lucas de Castro Camargos Marcos Vinícius Túlio Cesar de Carvalho da Cunha

NOVAS FERRAMENTAS DA QUALIDADE

Trabalho de Novas Ferramentas da Qualidade apresentado à disciplina Gestão da Qualidade do curso de Engenharia Industrial Mecânica. Finalidade: Repassar aos demais alunos, os conhecimentos adquiridos em nossas pesquisas, a respeito das novas ferramentas de trabalho da qualidade, apresentando suas definições, aplicações, e exemplificando o uso das mesmas. Prof. Jacó Eustáquio Pereira

Itaúna Maio de 2012

2

LISTA DE FIGURAS
Figura 1 – Ferramentas Clássicas x Novas Ferramentas ..........................................................6 Figura 2 – Fase de Planejamento e do Gerenciamento .............................................................7 Figura 3 – Quadro Geral das Novas Ferramentas da Qualidade ...............................................8 Figura 4 – Modelo Conceitual .............................................................................................. 10 Figura 5 – Procedimento para construção de um diagrama de afinidades .............................. 11 Figura 6 – Exemplo de diagrama de afinidades .....................................................................11 Figura 7 – Exemplo de diagrama de afinidades: Erro de digitação ........................................12 Figura 8 - Repetição das Chamadas de Assistência Técnica .................................................. 14 Figura 9 - Diagrama Árvore ..................................................................................................17 Figura 10 – Causa Investigada em forma de Diagrama em Árvore ........................................18 Figura 11 – Ação de Melhoria em forma de Diagrama em Árvore ........................................18 Figura 12 – Exemplo de Utilização do Diagrama de Flechas ................................................. 20 Figura 13 - Exemplo de diagrama de matriz em “L” (tábua da qualidade) ............................. 22 Figura 14 - Matriz em forma de T ......................................................................................... 23 Figura 15 - Exemplo real de Diagrama de Matriz ..................................................................24 Figura 16 – Exemplo de Utilização – Ações para aumentar o Market-Share ......................... 26 Figura 17 – Técnicas de Priorização – Metodologia “GUT” .................................................. 27 Figura 18 – Técnicas de Priorização – Índice de “Criticidade / Risco” ..................................27 Figura 19 – Macro DPD .......................................................................................................29 Figura 20 – Exemplo de DPD (Emissão de Fatura) ............................................................... 30 Figura 21 – Quadro Resumido do PDPC............................................................................... 30 Figura 22 – Exemplo 2 de DPD (adquirir um bilhete) ........................................................... 31

3

SUMÁRIO
1 2
2.1

INTRODUÇÃO ....................................................................................................6 DESENVOLVIMENTO ........................................................................................9
Diagrama de Afinidade (Método KJ – Kawakita Jiro) .......................................................... 9

2.1.1 Descrição ............................................................................................................................................... 9 2.1.2 Finalidade .............................................................................................................................................. 9 2.1.3 Roteiro para Construção ....................................................................................................................... 10

2.2

Diagrama de Inter-Relação ou Relacionamento .................................................................. 13

2.2.1 Descrição ............................................................................................................................................. 13 2.2.2 Finalidade ............................................................................................................................................ 13 2.2.3 Aplicação............................................................................................................................................. 13

2.3

Diagrama em Árvore ............................................................................................................ 16

2.3.1 Descrição ............................................................................................................................................. 16 2.3.2 Finalidade ............................................................................................................................................ 16 2.3.3 Aplicação............................................................................................................................................. 16

2.4

Diagrama da Rede de Atividades / Diagrama de Flechas .................................................... 19

2.4.1 Descrição ............................................................................................................................................. 19 2.4.2 Finalidade ............................................................................................................................................ 19 2.4.3 Aplicação............................................................................................................................................. 19

2.5

Diagrama de Matriz .............................................................................................................. 20

2.5.1 Descrição ............................................................................................................................................. 20 2.5.2 Finalidade ............................................................................................................................................ 21 2.5.3 Aplicação............................................................................................................................................. 21 2.5.4 Tipos de Diagrama de Matriz ............................................................................................................... 22 2.5.5 Análise de dados de Matriz................................................................................................................... 23

2.6

Técnicas de Priorização / Técnicas de Redução ................................................................... 25

2.6.1 Descrição ............................................................................................................................................. 25 2.6.2 Finalidade ............................................................................................................................................ 25 2.6.3 Aplicação............................................................................................................................................. 25

2.7

Diagrama do Processo Decisório ou PDPC (Process Decision Program Chart) ................... 28

2.7.1 Quando Usá-lo ..................................................................................................................................... 28 2.7.2 Roteiro para Construção ....................................................................................................................... 28 2.7.3 Roteiro Básico ..................................................................................................................................... 28

4

2.7.4 Roteiro para Construção do Micro-DPD ............................................................................................... 29

3

CONCLUSÃO ...................................................................................................32

BIBLIOGRAFIA .........................................................................................................33

5

1

INTRODUÇÃO

Para serem bem sucedidas, as organizações devem instituir processos que garantam a autorreflexão e a auto avaliação. Indivíduos, equipes e organizações devem refletir sobre os seus atos, interagindo assim com o mundo globalizado. Serem mais inovadores. A vantagem competitiva é muitas vezes a sobrevivência organizacional residem na flexibilidade, na capacidade de mudar e no potencial criativo das organizações que são capazes de responder de forma eficaz aos desafios de uma economia globalizada e turbulenta. A questão da qualidade é hoje um campo de estudo multidisciplinar e de confronto de diversos modelos.

Devido a esta necessidade de melhoria continua e para agregar as ferramentas e métodos clássicos já existentes, foram criadas a Sete Novas Ferramentas da Qualidade. As Sete Novas Ferramentas da Qualidade, também conhecidas como “As Sete Ferramentas Gerenciais”, (7FGQ), foram concebidas como um “kit” completo para auxiliar no planejamento, na solução de problemas e no acompanhamento de ações de melhoria. As empresas possuem problemas que dificultam a obtenção de uma melhor qualidade e produtividade, e uma maior competitividade. Para a solução destes problemas é necessário a identificação da sua causa raiz, e esta deve ser feita através de análises de acordo com uma sequência lógica, baseada em fatos e dados.

Figura 1 – Ferramentas Clássicas x Novas Ferramentas

6

O planejamento e a gestão da qualidade utilizando as Sete Ferramentas Gerenciais constitui-se em um processo de 3 fases:

Figura 2 – Fase de Planejamento e do Gerenciamento A aplicação das Ferramentas Gerenciais da Qualidade apresentam características próprias, mas que se difundem entre as ferramentas básicas e apresentam o mesmo foco, de melhoria contínua. Porém é importante ressaltar algumas de suas características:  Cada ferramenta tem sua própria utilização, sendo que não existe uma receita adequada para saber qual a ferramenta que será usada em cada fase. Isto vai depender do problema envolvido, das informações obtidas, dos dados históricos disponíveis, e do conhecimento do processo em questão em cada etapa.  São ferramentas de graus de simplicidade/dificuldade variados, que possibilitam trabalhar e analisar não apenas informações numéricas (dados quantitativos), mas também informações verbais (dados qualitativos).  A Sete Novas Ferramentas da Qualidade podem ser utilizadas por todos os níveis hierárquicos de qualquer companhia, porém em linhas gerais são utilizadas por vários níveis que possui poder de decisão e as utilizam para direcionar e embasar uma determinada decisão e/ou análise.  São ferramentas para o planejamento da qualidade, enquanto as ferramentas básicas são utilizadas para controle da qualidade.

7

Figura 3 – Quadro Geral das Novas Ferramentas da Qualidade

8

2

DESENVOLVIMENTO Diagrama de Afinidade (Método KJ – Kawakita Jiro) Descrição Ferramenta utilizada na fase de planejamento da qualidade com o objetivo de se conhecer o problema por meio da organização das ideias. É a representação gráfica de grupos de dados afins, que são conjuntos de dados verbais que têm entre si, alguma relação natural que os distinguem dos demais. Este diagrama é muito usado para reunir grupos de dados dispersos ou organizar grupos confusos de dados, quando as ideias formam um caos, quando o tema é muito grande, ou muito complexo, o diagrama de afinidades pode comportar-se como um “mapa geográfico”. É uma ferramenta exploratória e pode mostrar como um grupo de pessoas entende um problema ou um fato desconhecido.

2.1 2.1.1

2.1.2

Finalidade  Direcionar a solução de um problema;  Organizar as informações necessárias à solução de um problema;  Organizar as causas de um problema;  Fornecer suporte para solução de um problema;  Fornecer suporte para a inovação de conceitos tradicionais;  Prever situações futuras;  Organizar as ideias resultantes de algum processo de avaliação, como na auditoria da qualidade;  Planejar a coleta de dados para futura Estratificação.

9

2.1.3 1. 2. 3. 4.

Roteiro para Construção Gerar os dados para construção do diagrama de afinidades Espalhe os dados resultantes sobre a mesa, de modo que todos possam vê-los Forme grupos de dados, contendo no máximo 5 com alguma característica comum. Identifique cada grupo pela característica comum de agrupamento e registre-a no

cartão título, que deverá ter alguma marca, para diferenciá-lo dos cartões de dados. 5. Prenda cada grupo ao seu cartão título, de modo que apenas que apenas este último

esteja visível. 6. 7. Repita os passos 3, 4, 5 usando os cartões título como cartões dados. Repita os passos, 3, 4, 5 para cada novo conjunto de cartões título criados, até que

você tenha, apenas, um grupo contendo no máximo 5 cartões títulos. 8. Comece a construção do diagrama pelos pequenos grupos iniciais; construa um

retângulo envolvendo cada grupo. 9. Sobre o lado superior do retângulo coloque o cartão título do grupo

10. Envolva, com um retângulo, os retângulos cujo título forma um grupo.

Figura 4 – Modelo Conceitual

10

Figura 5 – Procedimento para construção de um diagrama de afinidades

Figura 6 – Exemplo de diagrama de afinidades

11

Figura 7 – Exemplo de diagrama de afinidades: Erro de digitação

12

2.2

Diagrama de Inter-Relação ou Relacionamento

2.2.1 Descrição Representa as relações lógicas entre os fatores relevantes em uma determinada situação ou num problema complexo. Estas relações existentes são indicadas através de setas. É possível se esclarecer e entender uma questão de forma ampla e se chegar às soluções. O Diagrama de Relações toma uma ideia, um problema ou um ponto considerado central e, a partir dele, constrói um mapa de relações lógicas de causa e efeito entre as várias variáveis / vozes descritas pelo mapa. É necessário que as pessoas que irão participar da confecção do Diagrama estejam bastante familiarizadas com este tipo de processo, que tenham a possibilidade de participar de várias reuniões uma vez que será necessária a realização de várias delas.

2.2.2

Finalidade  Permitir o entendimento dos problemas que apresentam relações complexas de causa e efeito e/ou relações complexas de meios para objetivos;  Romper com o “pensamento linear” no qual se busca um fluxo linear de causa e efeito que pareça ordenado. Viabiliza a adoção do “pensamento multidirecional” permitindo que se explorem possíveis “círculos de causalidade” entre as ideais geradas por um conjunto de pessoas;
 Permite isolar os poucos elementos vitais para a situação em análise, identificar as

distintas relações e fazer com que todo o pessoal envolvido entenda rapidamente o que preciso ser feito. 2.2.3 Aplicação  Quando existem relações tipo causa e efeito ou meios para objetivos complexas com relação a ideais correlatas;  Quando se requer uma compreensão do inter-relacionamento do problema com novas idéias e conceitos eliminando enfoques preconcebidos para a solução de problemas. Permite desenvolver ideias únicas e criativas para a identificação de novas relações; 13

 Quando se suspeita que o problema em questão é um sintoma e não efetivamente uma “causa-raiz”/causa fundamental;  Quando se requer o envolvimento de diversas pessoas de diferentes departamentos para a construção de uma solução consensual.

Figura 8 - Repetição das Chamadas de Assistência Técnica

14

Os dados para o Diagrama de Relação são obtidos através da utilização das seguintes ferramentas a) Brainstorming; b) Diagrama de Afinidades; c) Diagrama de Causa e Efeito; d) Diagrama de Árvore. Os dados são escritos em cartelas ou em "Post it" e devem ser espalhados sobre uma mesa ou outra superfície antes da montagem do Diagrama. É escolhida a primeira cartela colocando-a em uma folha de papel. Depois disso, é feita a pergunta: Esta cartela tem relação direta com alguma outra cartela, podendo influenciar ou ser influenciada pela mesma? É importante ler em voz alta o conteúdo das cartelas quando na busca de relação entre elas. Ao ser identificada uma cartela que tenha relação com a primeira, esta é considerada como cartela efeito, coloque as duas próximas uma da outra e trace uma seta da cartela causa para a cartela efeito. Não é aconselhável utilizar seta com duplo sentido, pois pode ocasionar confusão. Quando existir relação mútua de causa e efeito, deve o grupo decidir qual cartela tem mais influência e colocá-la com causa e origem da seta.

15

2.3

Diagrama em Árvore

2.3.1 Descrição É uma ferramenta gráfica, que permite identificar detalhadamente, todos os passos necessários para obtenção de um certo objetivo. Seu uso permite que se chegue ao nível de maior detalhamento de um planejamento. O nome da ferramenta provém da sua semelhança com a estrutura ramifica de uma árvore.

2.3.2 Finalidade Desdobrar, deduzir, particularizar com o intuito de determinar o meio mais eficaz de atingir um objetivo. Estruturar de maneira lógica e ordenada o detalhamento/desdobramento dos assuntoschave. Estabelecer a sequência de atividades que garantam o alcance dos objetivos e resultados desejados. Para garantir o encadeamento lógico das atividades, a construção do diagrama exige que se perguntem, sequencialmente, quais os modos e recursos necessários para perseguir um objetivo. Criar um foco de atenção / concentração para qualquer equipe que deseja ter certeza de que todas as etapas estão contempladas e que as conexões entre modos e recursos são lógicas e harmônicas.

2.3.3 Aplicação O diagrama é usado na etapa de definição do plano de implementação da solução, respondendo a pergunta “O que fazer?” do 5W2H. Serve como um mapa, onde são mostradas todas as tarefas a serem realizadas, para orientação e posterior verificação. A figura 6 mostra um típico diagrama de árvore.

16

Figura 9 - Diagrama Árvore

Etapas de construção: 1. Estabelecer o objetivo (projeto). 2. Listar as atividades. 3. Listar as tarefas necessárias para cada atividade. 4. Montar o diagrama no sentido projeto – atividade – tarefa. Considerações adicionais: Expressar o projeto, as atividades e as tarefas com um mínimo de palavras. Para a determinação das tarefas pode-se utilizar as técnicas de geração de opiniões, como o brainstoming, com uma seção para cada atividade. Quando se deseja determinar uma sequencia lógica de ideais relacionadas com o problema, de forma que este possa ser dividido em níveis crescentes de detalhes que representem itens que podem ser transformados em ação. Quando se deseja “radiografar” a forma de solucionar um determinado problema, exibindo a contribuição que se espera de cada um e os meios e recursos necessários para a concretização dos objetivos para os diferentes níveis do diagrama.

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O Diagrama em Árvore é uma ferramenta da qualidade extremamente versátil, pois pode ser utilizada tanto no desdobramento das causas que geram efeitos ou sintomas que se desejam combater, como também no desdobramento dos recursos e das ações para empreender um plano de ação de melhoria. Em sua versão para o desdobramento das causas que geram efeitos ou sintomas indesejados, a construção do Diagrama em Árvore é feita utilizando-se a pergunta “por quê?” em cada passagem de nível.

Figura 10 – Causa Investigada em forma de Diagrama em Árvore

Em sua versão para o desdobramento dos recursos e das ações para empreender um plano de ação de melhoria, a construção do Diagrama em Árvore é feita utilizando-se a pergunta “como?” em cada passagem de nível.

Figura 11 – Ação de Melhoria em forma de Diagrama em Árvore 18

2.4

Diagrama da Rede de Atividades / Diagrama de Flechas

2.4.1 Descrição O Diagrama da Rede de Atividades, também conhecido como diagrama de flechas, é um fluxograma que organiza uma determinada atividade ou projeto, a fim de otimizar o tempo gasto nesta, empregado para planejar a distribuição mais adequada das atividades ao longo do tempo tendo em vista a execução de qualquer atividade ou projeto complexo e seus respectivos desdobramentos. Projeta-se a duração estimada para completar a atividade e os tempos de início e fim de cada tarefa, e suas folgas, de maneira que garanta o cumprimento do prazo. Essa ferramenta deve ser utilizada quando a atividade ou tarefa enfocada é familiar, e o tempo de duração de cada tarefa é conhecido. Sua estrutura, sequência de montagem e interpretação são semelhantes às das técnicas do PERT (Program Evaluation and Review Technique) e CPM (Critical Path Method).

2.4.2 Finalidade O Diagrama da Rede de Atividades concentra sua atenção sobre as ações que podem ser eliminadas de um plano, quais podem ter uma redução em seu tempo de conclusão ou ações que podem ser processadas em paralelo, buscando sempre as alternativas para a otimização do cronograma de execução. Esta ferramenta tem como finalidade, a organização das tarefas da atividade, visando otimizar o processo como todo, definindo quais etapas poderão ser feitas em paralelo, quais são dependentes, o tempo necessário e o tempo disponível para realizar cada tarefa, onde podemos reduzir tempo. Desta forma, temos o controle de cada tarefa e desta em relação às demais e ao processo, dando um controle para conseguir concluir a tarefa no tempo determinado. 2.4.3 Aplicação  Quando a atividade ou tarefa a ser executada é composta de várias etapas que consomem os mesmos recursos mas que apresentam tempo de duração distinto;  Quando a atividade ou tarefa é crítica para o sucesso do plano ou projeto;  Quando existem caminhos simultâneos de implantação que devem ser coordenados; 19

 Para direcionar os recursos e/ou esforços das tarefas com maior folga para as tarefas que estão no caminho crítico a fim de minimizar ou até eliminar os gargalos que podem comprometer o lead-time (tempo programado para conclusão da a atividade ou tarefa) da atividade ou tarefa.

Figura 12 – Exemplo de Utilização do Diagrama de Flechas

2.5

Diagrama de Matriz

2.5.1 Descrição O diagrama de matriz consiste numa estrutura que organiza logicamente as informações que representam ações e responsabilidades. Estuda e avalia, através de análise

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multidimensional, os pontos problemáticos, buscando entender a interação entre eles. A combinação relaciona fatores entre si, e que possuem pesos específicos.

2.5.2 Finalidade Identificar o grau de relação entre dois ou mais grupos de fatores. O seu propósito é revelar inter-relações e correlações entre tarefas, funções e/ou características, e mostrar a importância relativa e a interação entre elas (forte, média, fraca ou inexistente).  Explorar, utilizando formas de combinação distintas, possíveis relacionamentos entre as variáveis envolvidas na solução de um problema;  Exibir a importância / intensidade da correlação entre as variáveis envolvidas na solução de um problema;  Localizar e preencher lacunas no conjunto de informações relativas ao problema. 2.5.3 Aplicação O Diagrama de matriz é normalmente usado para:  Estabelecer pontos de concepção de ideias para o desenvolvimento e melhoria de sistemas e produtos;  Encontrar pontos de melhoria em materiais para os produtos;  Estabelecer e incrementar o sistema de garantia da qualidade pela ligação mais estreita entre os níveis fixados da qualidade com as suas variadas funções de controle;  Reforçar e melhorar a eficiência do sistema de avaliação da qualidade;  Localizar as causas da não conformidade no processo de fabricação;  Estabelecer estratégias sobre o ‘’mix’’ de produtos a serem disponibilizados no mercado, pela avaliação da relação entre os produtos e a situação de mercado;  Identificar o relacionamento, do ponto de vista técnico, entre diferentes projetos;  Explorar o potencial de aplicação entre a tecnologia disponível e as matérias primas existente.  Organizar o sistema de garantia da qualidade;  Desdobrar da função da qualidade;  Identificar as causas de problemas;

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 Mostrar as relações entre as características de qualidade e os itens de controle em um sistema de garantia da qualidade 2.5.4 Tipos de Diagrama de Matriz Podemos ter vários tipos de diagrama de matriz e para várias aplicações, como por exemplo, as versões L,T,Y,X. Contudo, a versão mais simples e mais utilizada é a versão em forma de “L” que também é conhecida como tábua da qualidade por seu formato e sua aplicação mais típica.

Figura 13 - Exemplo de diagrama de matriz em “L” (tábua da qualidade)

A matriz em “L” permite avaliar o relacionamento entre dois conjuntos de variáveis. Este diagrama é uma simples representação bidimensional que mostra a interseção de pares relacionados de variáveis. O mesmo pode ser usado para mostrar relacionamento entre variáveis em todas as áreas operacionais das companhias, inclusive nas áreas administrativas para identificar todas as tarefas da organização que precisam ser realizadas e como elas devem ser atribuídas às pessoas.

Os fatores do primeiro conjunto são colocados nas linhas da matriz e os fatores do segundo conjunto são colocados nas colunas da matriz. O diagrama de matriz em forma de ‘’T’’ também é muito utilizado, e esse diagrama consiste na combinação de dois diagramas em forma de ‘’L’’.

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Figura 14 - Matriz em forma de T

O diagrama de matriz em ‘’T’’ permite avaliar o relacionamento entre 3 conjuntos de variáveis, sendo que um deles se relaciona simultaneamente com os outros 2 conjuntos. Este tem sido também amplamente utilizado para desenvolver novos materiais pelo relacionamento simultâneo de diferentes materiais alternativos com dois grupos de propriedades desejáveis. As matrizes dos tipos Y e X são utilizadas para outras analises, que apresentem maior número de conjuntos de variáveis, como função de produto ou serviço, custos, modo de falha, capacidades, etc. 2.5.5 Análise de dados de Matriz É uma técnica matemática inteligente, utilizada para estudar a intensidade dos relacionamentos entre dois ou mais grupos de variáveis de um processo ou produto. Após montada a matriz e ordenados os dados, é possível perceber de maneira mais evidente a inter-relação, o grau de significância e a intensidade do relacionamento entre as variáveis.

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Figura 15 - Exemplo real de Diagrama de Matriz

A matriz determina e identifica elementos correspondentes envolvidos em uma situação, esclarecendo pontos problemáticos de uma situação multidimensional. O diagrama de matriz relaciona com um raciocínio multidimensional, conjuntos de fenômenos decompostos em fatores, podendo facilitar a compreensão da interação entre eles, utilizando as contribuições individuais para o resultado final do processo.

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2.6

Técnicas de Priorização / Técnicas de Redução

2.6.1 Descrição As Técnicas de Priorização / Técnicas de Redução representam ferramentas de natureza quantitativa, empregadas em situações em que há a necessidade de selecionar, dentre várias alternativas, aquelas que potencialmente podem fornecer maior contribuição à solução do problema. Também podem ser encontradas sob o título de Diagrama de Análise dos Dados da Matriz em função do tratamento quantitativo que é adotado durante o uso da ferramenta.

2.6.2 Finalidade Direcionar, Focalizar e Priorizar áreas de atuação / ações. Evitar dispersão de energia e recursos. Dentre as várias opções selecionar aquelas que têm maior impacto sobre o problema, apresentam maior potencial de melhoria, proporcionam maior retorno dos investimentos, estejam gerando maiores insatisfações e provocam maiores níveis de ruído/tumulto. Quantificar o potencial / benefício / impacto das várias alternativas de ação a serem seguidas de acordo com critérios de priorização predefinidos. Selecionar dentre um grande número de alternativas de ação aquelas julgadas mais importantes em função dos critérios de avaliação escolhidos pelo grupo. 2.6.3 Aplicação As Técnicas de Priorização / Técnicas de Redução podem ser classificadas em dois grandes grupos em função da “complexidade” da análise quantitativa envolvida no processo de priorização/redução. “Técnicas Básicas”: abrange a aplicação de técnicas de priorização/redução mais simples como, por exemplo, as matrizes de priorização e mapas de percepção; “Técnicas Avançadas”: abrange a aplicação de técnicas de análise estatística multivariada como, por exemplo, a análise de agrupamento, a análise fatorial e a análise dos componentes principais.

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Figura 16 – Exemplo de Utilização – Ações para aumentar o Market-Share

 Técnica de Priorização utilizada em Diagnósticos Estratégicos: avaliação de Pontos Fortes e Fracos e avaliação de Oportunidades e Ameaças.

26

Figura 17 – Técnicas de Priorização – Metodologia “GUT”

 Técnica de Priorização utilizada em Análises do Modo e Efeito de Falhas (FMEA) para avaliar a gravidade das falhas que podem ocorrer num produto ou serviço.

Figura 18 – Técnicas de Priorização – Índice de “Criticidade / Risco”

27

2.7

Diagrama do Processo Decisório ou PDPC (Process Decision Program Chart) O diagrama do processo decisório ou árvore de decisão é uma ferramenta que faz o mapeamento de todos os caminhos possíveis para se alcançar um objetivo; mostra todos os problemas imagináveis e as possíveis medidas que devem ser tomadas caso ocorram. Como resultado tem-se condições de se definir o melhor caminho para se alcançar um resultado desejado do PDPC. O Diagrama PDPC procura não apenas antecipar possíveis desvios de rota, mas também desenvolver medidas alternativas que previnam a ocorrência de desvios e atuem satisfatoriamente caso ocorram desvios de rota O PDPC procura também, desenvolver planos de contingências / planos alternativo para lidar com as incertezas.

2.7.1 Quando Usá-lo  A tarefa é nova ou única;  O plano de implementação é complexo e de difícil execução;  A eficiência de implementação é crítica;  Projeto de instalação de uma nova máquina ou intervenção de manutenção;  Desenvolvimento e introdução de novos produtos. O PDPC pode também, ser usado para mostrar a cadeia de eventos que levam a um resultado indesejável. 2.7.2 Roteiro para Construção O Diagrama do Processo Decisório (DPD) é construído nas seguintes etapas:  Fluxo básico;  Macro-DPD;  Micro-DPD.

2.7.3 Roteiro Básico  Definir os pontos de partida e de chegada;  Traçar um plano otimista;  Pensar sobre fatos que podem dar errado;  Montar um plano para os fatos acima antes de iniciar execução; 28

 Desenvolver as seqüências do plano.

2.7.4 Roteiro para Construção do Micro-DPD  Construir o fluxo básico (itens serão objetivos do macro-DPD);  Construir o macro-DPD.

Figura 19 – Macro DPD

 Para cada item (retângulo) do macro-DPD, fazer uma sessão de brainstorming para gerar as tarefas que permitam alcançar ao objetivo do micro.  Organizar as idéias como em um diagrama de afinidades, contendo apenas dois níveis.  Para cada tarefa executável, fazer uma sessão de brainstorming para gerar os problemas associados a ela.  Para cada problema, uma sessão de brainstorming para gerar as soluções.  Depois de definido os problemas e soluções associados a cada tarefa, desenhar o diagrama ou organizá-lo como sumário.

29

Figura 20 – Exemplo de DPD (Emissão de Fatura)

 Analisar as soluções propostas (+ - viável; +/- - difícil implementação; o – inviável).  Rever o diagrama, para maior confiança.

Figura 21 – Quadro Resumido do PDPC

30

Figura 22 – Exemplo 2 de DPD (adquirir um bilhete)

31

3

CONCLUSÃO Nos tempos de hoje o crescimento dos métodos de controle da qualidade faz-se necessário, visto que uma determinada empresa deve fornecer ao seu cliente um produto da melhor qualidade possível, ocorrendo o risco de se romper o vínculo com a empresa fornecedora devido a problemas de qualidade.

Os clientes procuram seus fornecedores que atendam suas expectativas de qualidade, aliada ao custo benefício e ao bom relacionamento com o fornecedor.

Desta forma as novas ferramentas da qualidade vieram com o intuito de que a empresa otimize seu tempo e é claro dinheiro/custo, pois quanto mais barato o custo for, maior poderá ser o lucro desta.

Estas ferramentas nos auxiliam a ter um maior controle buscando atacar os problemas existentes, tentando saná-los, não necessariamente 100% do problema, e sim evitar que haja qualquer tipo de atrasos e custos adicionais à empresa.

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BIBLIOGRAFIA http://engenhariadesoftware.info/downloads/Ferramentas%20da%20Qualidade.pdf http://pt.scribd.com/doc/46771541/Ferramentas-de-Gestao-da-Qualidade-Diagrama-dematriz http://www.feg.unesp.br/dpd/cegp/2010/GQ/Aula%2007%20-%20As%207FPQ.pdf http://www.novosolhos.com.br/download.php?extensao=pdf&original=As%20ferramen tas%20b%C3%A1sicas%20da%20Qualidade%20e%20As%20Sete%20Novas%20Ferra mentas%20da%20Qualidade.pdf&servidor=arq_material/883_948.pdf http://www.portaladm.adm.br/fg/fg50.htm http://sandrocan.wordpress.com/tag/diagrama-de-matriz/ http://www.dge.ubi.pt/gqualidade/spq/FERRAMENTAS21.pdf DELLARETTI FILHO, O. As sete ferramentas do planejamento da qualidade – série ferramentas da qualidade. v. 5. Belo Horizonte: FCO/EEUFMG, 1996. PESSOA, Gerisval A. Notas de aula da disciplina PDCA e Seis sigma: metodologia e ferramentas da qualidade. São Luís: FAMA, 2010.

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