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RETRATAMENTO ENDODÔNTICO

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RETRATAMENTO ENDODÔNTICO Basicamente, o retratamento endodôntico consiste em realizar a remoção do material obturador, a reinstrumentação e reobturação do sistema de canais radiculares

, com o objetivo de superar as deficiências da terapia anterior. Usualmente é realizado devido ao tratamento original parecer inadequado, ter falhado ou ter sido contaminado por exposição prolongada da cavidade pulpar ao meio bucal. O retratamento endodôntico é um procedimento realizado em um dente que recebeu uma tentativa anterior de tratamento definitivo que resultou em uma condição que requer um novo tratamento endodôntico adicional para a obtenção de um resultado bem-sucedido. INSUCESSO DO TRATAMENTO ENDODONTICO - Falhas técnicas  impossibilitam a conclusão adequada dos procedimentos intracanais voltados para o controle e a prevenção da infecção endodôntica. - Erros na instrumentação - Deficiências na descontaminação - Falhas na obturação - Infecção intra-radicular  resultante da permanência de uma infecção instalada na porção apical do canal, mesmo nos casos em que os canais, aparentemente, foram tratados de forma adequada. A microbiota associada a fracassos pode ser caracterizada como monoinfecções, compostas principalmente por bactérias gram-positivas e\ou fungos. As vezes por uma infecção mista composta por, em media, duas ou três espécies. Em casos de canais tratados de forma sofrível, a microbiota associada é bastante similar à de infecções primarias, contendo um maior numero de espécies bacterianas (4 a 7, em media), predominantemente anaeróbias estritas. Isto é bastante comum nos casos em que a obturação do canal está muito aquém do forame radicular, ou se encontra com falhas de compactação, sugerindo que a instrumentação não foi devidamente realizada, permitindo a permanência das bactérias presentes na infecção original. Mesmo em caso de canais bem-tratados, algumas bactérias podem permanecer vivas, gerando um risco potencial para o fracasso do tratamento endodôntico. Pressões ambientais operam no sistema de canais radiculares, selecionando os poucos microrganismos que sobreviverão e induzirão o fracasso da terapia. Estas pressões são representadas, basicamente, pelas medidas de desinfecção (preparo químico-mecanico e medicação intra-canal) e pelas condições de escassez de nutrientes em um canal adequadamente tratado. Bacterias presentes em regiões de istmos, ramificações, reentrâncias ou ate mesmo túbulos dentinarios podem algumas vezes não ser afetadas pelas medidas usadas no controle da infecção endodôntica. O suprimento de nutrientes para bactérias localizadas nos tecidos perirradiculares ou em ramificações sofre mínimas alterações após tratamento endodôntico. Todavia, em áreas como túbulos dentinarios, istmos e reentrâncias, a disponibilidade nutricional é reduzida drasticamente. Alojadas nessas regiões anatômicas, mesmo que aprisionadas por uma obturação adequada do canal, algumas espécies bacterianas podem sobreviver por períodos relativamente longos, utilizando resíduos nutricionais derivados de restos teciduais e de células mortas. É provável também que, de alguma forma, fluidos teciduais alcancem estas áreas, em pequenas quantidades, levando nutrientes para as bactérias residuais. Dependendo da quantidade de nutrientes disponíveis e da capacidade de sobreviver em condições de carência nutricional, microrganismos sobreviventes às medidas de desinfecção podem morrer ou manter-se viáveis, tendo, nestes casos, sua proliferação contida

Isto permite que ocorra a percolação de fluidos teciduais para o interior do sistema de canais radiculares. Poucas espécies bacterianas podem ser capazes de sobreviver no interior dos tecidos perirradiculares. deve-se ter em mente que a infecção perirradicular não e uma ocorrência comum. caracterizando uma infecção extra-radicular. tornando-se. Após o endurecimento do cimento. produtos microbianos. a sobreinstrumentação antecede a sobreobturação.Infecção Extra-radicular: quando presente. A sobrevivência nessa região. se forem patogênicos e se estiverem em numero suficiente para induzir ou perpetuar uma lesão perirradicular. Depreende-se então que o fracasso associado às sobreobturações está relacionado à presença de uma infecção concomitante. A toxicidade dos materiais obturadores tem sido considerada um fator importante neste aspecto. o biofilme bacteriano perirradicular. O fracasso da terapia endodôntica. independentemente de o canal estar tratado satisfatoriamente ou não. atribuído a microrganismos que permanecem viáveis. a grande maioria dos materiais utilizados na obturaão do sistema de canais radiculares é biocompativel ou apresenta citotoxicidade significativa apenas antes de endurecerem. . Contudo. Envolvimento microbiano considerações sobre situações especiais Sobreobturação Estudos indicam que o sucesso da terapia endodôntica é reduzido em casos de sobreobturação. tal evento faz com que raspas de dentina infectadas sejam projetadas para o interior da lesão perirradicular. os quais. como microrganismos. a citotoxicidade é reduzida de forma significativa ou mesmo ausente. podem suprir substrato para microrganismos residuais que sobreviveram aos efeitos dos procedimentos intracanais. Assim. canais sobreobturados não apresentam selamento apical satisfatório. Canais obturados expostos diretamente à saliva podem tornar-se rapidamente recontaminados. com exceção daqueles contendo paraformaldeído na composição. contatam os tecidos perirradiculares. assim. somente é possível para os poucos microrganismos dotados da capacidade de evadir essas defesas. Em casos de dentes despolpados. Embora possa ser uma das causas de fracasso. Na maioria das vezes. responsáveis pelo fracasso do tratamento endodôntico. onde as defesas do hospedeiro tem maior acesso ao agente infeccioso. Selamento Coronário Se irritantes presentes na saliva. graças à solubilização do cimento endodôntico e à permeabilidade da obturação. a principal causa de insucesso endodôntico é a persistência de uma infecção intra-radicular. com necrose e infecção pulpar. A exposição da obturação do canal à saliva pode ocorrer nas seguintes situações clinicas: a) Perda do selador temporário ou da restauração dentinaria definitiva b) Microinfiltração através do selador temporário ou da restauração dentaria definitiva c) Desenvolvimento de cárie secundária ou recidivante d) Fratura do material restaurador e\ou da estrutura dentária . somente advirá se estes tiverem acesso aso tecidos perirradiculares. principalmente pelo fato de encontrar-se fora do campo de atuação dos procedimentos endodônticos intracanais. Restabelecida a fonte nutricional. estes podem tornar-se inflamados. Uma outra situação comum em que casos de sobreobturação e que pode justificar o fracasso do tratamento refere-se ao fato de que.ou reduzida. componentes da dieta e substancias químicas. usualmente. sendo ricos em glicoproteínas. tais microrganismos podem proliferar e atingir números compatíveis com a indução ou manutenção de uma lesão perirradicular. pode ser uma das causas de fracasso do tratamento endodôntico.

Índice de Sucesso da Terapia Endodontica Ao longo dos anos. ate a realização do tratamento restaurador definitivo. como o acumulo de produtos de degeneração tecidual. conduzindo o tratamento endodôntico ao fracasso. caso sejam necessários. um selador coronário provisório é aplicado. por ate quatro anos. a restauração definitiva do elemento dentário deve ser executada o mais rápido possível. mesmo bem executado.Após a obturação do canal radicular. é comum entre os autores considerar os aspectos clínicos e radiográficos. o tratamento endodôntico. comparando com a radiografia original A Sociedade Europeia de Endodontia determinou que a radiografia de controle deve ser retirada pelo menos após 1 ano do tratamento endodôntico. Enumeração dos critérios clínicos e radiográficos publicados pela Associação Americana de Endodontia para classificar um tratamento endodôntico como sucesso:  Ausência de sintomas à percussão ou palpação  Dente com mobilidade normal  Ausencia de fistula ou DP associada  Dente em função na arcada  Sem sinais de infecção ou edema  Sem evidencia de sintomas subjetivos relatados pelo paciente  Espaço do ligamento periodontal normal ou espessamento insignificante (menor que 1mm)  Eliminação de uma previa rarefação perirradicular  Lamina dura normal em relação ao dente adjacente  Ausencia de reabsorção. quando extravasados para os tecidos perirradiculares. uma lesão perirradicular. o que perpetuará ou possivelmente induzirá. a saliva da cavidade oral entra em contato com o material obturador do canal radicular. diversos critérios tem sido utilizados para o estabelecimento do índice de sucesso do tratamento endodôntico. Controles subsequentes. Além dos fatores intrínsecos. quando o tratamento é definitivamente considerado um sucesso ou um fracasso. como o talco contaminando cones de guta-percha. assim como o tempo de controle (prosservação). à solubilidade e à baixa resistência à compressão dos materiais seladores temporários. Nos casos de reconstrução protética do elemento dentário. Assim. Alguns materiais obturadores contendo substancias insolúveis e irritantes. Porém. Nestas condições. fatores extrínsecos podem ser a causa de fracasso endodôntico. em alguns poucos casos a causa pode estar na reação de corpo estranho a materiais endodônticos ou em fatores intrínsecos. . A solubilização do cimento endodôntico e a permeabilidade da obturação do canal pela saliva permitem a comunicação entre irritantes da cavidade oral e os tecidos perirradiculares via forame apical ou ramificações. a cavidade de acesso deve ser preenchida com resina composta com ataque acido. após a conclusão do tratamento endodôntico. Porém apenas uma boa restauração coronária não representa garantia de sucesso se o tratamento endodôntico não estiver adequado. pode resultar em fracasso. Devido à permeabilidade. Fatores não-microbianos Embora a grande maioria dos casos de fracasso da terapia endodôntica esteja relacionada à persistência de um processo infeccioso no sistema de canais radiculares ou na lesão perirradicular. como critérios de avaliação do índice de sucesso e fracasso do tratamento endodôntico. podem evocar uma reação de corpo estranho nestes.

em dentes que anteriormente se comportavam com sucesso.Se o reparo verdadeiro dos tecidos perirradiculares. Do exposto. permanecer por um período prolongado exposto ao meio bucal. desde a sua abertura coronária até o seu término apical. que.  Por meio do exame clinico. contaminando-o e propiciando condições imediatas ou mediatas para os surgimento de manifestações clinicas e\ou radiográfica adversas. o retratamento endodôntico deve ser realizado  Por exame clinico e\ou radiográfico ter falhado: nestes casos. apresentar exposição da obturação de um canal radicular ao meio bucal: quando o material obturador do canal radicular. para o tratamento. É importante ressaltar que. realizado antes ou durante a cirurgia. e envolvimento periodontal. em relação ao fracasso endodôntico. a opção recai sobre duas condutas básicas: a cirurgia perirradicular ou o retratamento convencional. após o tratamento do canal radicular. INDICAÇÕES Toda vez que surge um insucesso. diminuem significativamente. o retratamento endodôntico. onde os canais radiculares revelam deficiente instrumentação e obturação. as taxas de sucesso. também nas opções cirúrgicas. A escolha entre uma ou outra opção depende de fatores como: acesso ao canal. envolvimento com peças protéticas. deixando a cirurgia perirradicular para os casos em que o retratamento falhou ou não possa oferecer qualquer possibilidade de prognostico favorável. devido a uma queda da restauração coronária. Dentes com fraturas coronárias verticais ou obliquas e fraturas radiculares permanecem sensíveis quando realizadas a percussão e\ou mastigação. O retratamento endodôntico pode ser indicado quando o tratamento inicial:  Mediante exame radiográfico. inclui a ausência de inflamação e a regeneração completa do osso e do ligamento periodontal. é licito afirmar que a primeira opção deve ser a reintervenção no canal radicular. Da mesma forma. quando bem indicados. As sondagens periodontais cuidadosas são imprescindíveis antes de se indicar um retratamento endodôntico convencional ou cirúrgico. a analise criteriosa da situação clinica. a avaliação clinica do dente tratado endodonticamente revela: . a fim de se optar pela indicação mais acertada e com maiores possibilidades de sucesso. proporcionam um bom prognostico. mesmo não havendo manifestação clínico-radiografica de insucesso. apresentar obturação inadequada de um canal radicular: o objetivo da obturação do canal radicular é selar toda a extensão da cavidade endodôntica. qualidade do tratamento endodôntico anteriormente realizado. Assim. dentes envolvidos periodontalmente podem permanecer sensíveis. DIAGNOSTICO DIFERENCIAL Dentes com tratamento endodôntico submetidos a um trauma oclusal podem permanecer sensíveis. seguida de prosservação. fratura coronária ou processo carioso. em sua totalidade é fundamental para a escolha entre a opção cirúrgica e o retratamento convencional. localização e situação anatômica do dente. especialmente à percussão e à palpação após um tratamento endodôntico correto. Nos casos onde a obturação endodôntica é inadequada e uma nova restauração protética do dente se faz necessária. aumentará significativamente o sucesso da terapia empregada. O retratamento endodôntico não removerá a verdadeira causa dessa sensibilidade. As substituições de restaurações coronárias com ou sem uso de retentores intra-radiculares em dentes com obturações endodônticas inadequadas podem provocar a comunicação do canal radicular com o meio bucal. o retratamento do canal radicular deve ser realizada.

quando apresentam qualidade satisfatórias. radiograficamente. ser removidas integralmente. ou complexas. a abertura coronária deve ser ampla. as vantagens da manutenção destas restaurações. durante o retratamento endodôntico. Quando as restaurações complexas. Tais omissões de informações poderão conduzir a erros e a perfurações na preparação do acesso à cavidade endodôntica. Outras desvantagens da manutenção desta restauração são: dificultar o diagnostico de fraturas verticais e contribuir para a contaminação do endodonto. alterações de posição e. onde o canal radicular apresenta-se inadequadamente instrumentado e obturado. devido a caries ou percolações. As restaurações simples. As pequenas aberturas praticadas no . de modo geral. impedir a visualização da morfologia da câmara pulpar. sendo. constituídas de amalgamas. devendo. compósitos e CIV. O retratamento endodôntico pode ser realizado por via convencional (coroa-ápice) ou por loja cirúrgica (retroinstrumentação e retro-obturação) RETRATAMENTO ENDODONTICO      Envolve etapas distintas. representadas pelas incrustações e coroas metálicas ou cerâmicas que. Entretanto. incluindo rarefações laterais o Espaço do ligamento periodontal aumentado (maior do que 2mm) o Ausência de reparo ósseo em uma rarefação perirradicular o Aumento de uma área radiotransparente o Não-formação de nova lamina dura o Evidenciação da progressão de uma reabsorção radicular O retratamento endodôntico também é indicado para os dentes que serão submetidos a cirurgia perirradicular. são: . normalmente. as vezes podem ser suportes de aparelhos protéticos. objetivando favorecer a visualização direta do material obturador existente na cavidade pulpar. realizada em canais deficientemente obturados. por si só não é o fator de sucesso cirúrgico. duas situações podem ocorrer: a manutenção ou a remoção Manutenção das restaurações coronárias complexas: A manutenção destas restaurações pode ocultar rotações dentarias. não requerem considerações especiais quanto ao acesso aos canais radiculares.o Persistência de sintomas subjetivos o Desconforto à percussão e à palpação o Fístula ou edema o Mobilidade o Impossibilidade de mastigação  Quanto ao exame radiográfico podemos observar o Presença de rarefação óssea em áreas perirradiculares previamente inexistentes.manter a estética original Nestes casos. A obturação retrograda.manter os dentes em função . sempre que possível. através de instrumentos rotatórios.favorecer o isolamento absoluto . ou seja: Remoção da restauração coronária Remoção do material obturador do canal radicular (esvaziamento) Retroinstrumentação do canal radicular Medicação intra-canal Obturação do canal radicular REMOÇÃO DA RESTAURAÇÃO CORONÁRIA As restaurações coronárias em dentes tratados endodonticamente podem ser simples.

Também as brocas FG esféricas estandardizadas ou de haste longa são eficientes. principalmente coroas artificiais. 154 (pera). ultra-som. apenas.pressuposto de manter as mesmas restaurações coronárias após o retratamento endodôntico certamente contribuirão para uma ineficaz limpeza dos canais radiculares. Nas coroas metaloceramicas. tração ou combinação destes procedimentos. Restauração por Ultra-som As restaurações coronárias complexos metálicos podem ser removidas através do emprego de ultra-som. ocorre a fragmentação do cimento. a seguir. Nos casos em que a retificação do acesso for necessária. a restauração ser removida com pequena tração. a cerâmica será seccionada com broca diamantada e depois secciona-se o metal. Basicamente. Estojo é o anel metálico. Remoção por desgaste: na remoção por desgaste dos materiais metálicos. por roda a estrutura dentaria existente. que são posionadas junto ao bordo cervical da coroa. Outro aparelho empregado na remoção da prótese é o extrator pneumático. deslocar a coroa protética do dente. Remoção das restaurações coronárias complexas Pode ser por desgaste. núcleo e estojo e tem como objetivo a substituição da estrutura dentaria perdida. primeiramente. com pequenas mechas de algodão de guta-percha. e Peça 4 – bastante limitador de movimento de Peça 3 (massa). consideraremos. para a obtenção de paredes resistentes e retenção adequadas da restauração final. É rosqueada à haste do aparelho e apresenta na extremidade garras. A secção da restauração com instrumentos rotatórios facilitará e diminuirá o tempo de remoção pelo ultra-som. FG150\A e 150\B. com severas repercussões no resultado da terapia empregada. Na remoção de material cerâmico empregam-se brocas diamantadas. o que geralmente. dependendo da porção abrangida da circunferência do topo radicular. com a finalindade de reter e facilitar a reconstrução protética do dente. como as brocas Transmetal FG-153 (cilíndrica). ocorre a necessidade de uso de retentores intra-radiculares. nos casos onde há grande ou total perda da estrutura coronária. Pino é a porção que se insere dentro do canal radicular previamente preparado. . Peça 2 – haste esbelta (fina e comprida). Remoção de Retentores Intra-radiculares Após a terapia endodôntica. consome muito tempo. Através desse instrumento é possível fraturar o cimento e. são formados por pino. perda de corte da broca e por vezes desperdício de metal nobre. podendo. sugerimos o bloqueio da embocadura dos canais. tendo como proposito reter a parte coronária e distribuir as forças e tensões adequadamente. O sistema transforma energia cinética. Remoção por Tração Outra maneira de se promover a remoção de restaurações complexas. A restauração pode ser desgastada na sua totalidade. FG155 (cilíndrica) e FG156(cônica) de Maillefer. Entretanto. usam-se instrumentos rotatórios de preferencia especiais. Núcleo é a extensão coronária do pino. Existem diversos tipos de retentores intra-radiculares. Peça 3 – corpo com massa relativamente grande. consequentemente. Este aparelho é formado por 4 peças: Peça 1 (gancho) – parte que fica em contato com a coroa dentaria que se deseja remover. Com a aplicação da vibração ultra-sonica. é através do aparelho saca-protese. Pode ser total ou parcial. impulsionando o gancho de encontro à peça protética. através de instrumentos clínicos. para fins didáticos. os tipos a seguir descritos. integrante do retentor que circunda a margem cervical da raiz.

de resina composta ou de ionômero de vidro. uma força igual e com sentido contrario ao da extração do pino. em virtude de aumentar as possibilidades de fratura e perfuração radicular. devendo ser realizada de acordo com os preceitos já mencionados. seja pelas manobras de eliminação de tecido cariado e acesso. A maneira mais indicada para a retirada de retentores intra-radiculares é através do emprego de aparelhos. como por exemplo. bem como a efetividade do selamento apical. é comum ele se assemelhar a um cone ou tronco de cone e a força necessária à sua remoção dependerá da área da sua superfície externa. para atuar na remoção de pinos intracanais. ou por manobras de instrumentação do canal. perfurar ou fraturar a estrutura radicular. os cilíndricos apresentam retenção superior aos conicos. Comprimentos e diâmetros maiores aumentam a retenção dos pinos intra-radiculares. Sua espessura . os quais são capazes de aplicar no topo radicular. Sua contra-indicação potencial são os pinos rosqueados e pinos com serrilhados profundos. em cerca de 2mm. Considerando que os retentores são usados em dentes com pouca estrutura dentaria. para prevenir as possíveis fraturas radiculares. O desgaste vestibular e palatino. por vezes já bastante debilitada. esta porção apresenta forma cilíndrica e não é ideial à apreensão do aparelho de tração. Assim. Quando este fracasso ocorre nos casos em que foram empregados retentores intraradiculares para suporte de prótese. transformamos sua forma cônica em retangular. impossível de resolução via endodôntica. Alicate saca-pinos  amplia 30 vezes a força aplicada na remoção do pino intra-radicular. facilitara sua apreensão e aumentara a estabilidade do aparelho de tração. ao redor da porção coronal do pino. Nucleo  sendo de resina composta ou de ionômero de vidro. principalmente. o retratamento endodôntico torna-se uma tarefa cansativa e difícil. São utilizados em dentes anteriores e pré-molares. conferindo superfícies planas e paralelas. o problema torna-se grave e. Apesar de não haver uma forma definida para o pino. Procedimentos Operatórios Coroa protética  A remoção da coroa protética tem como objetivo principal a visualização do núcleo. criar um espaço no canal radicular. fabricado com calibres variáveis. Este mecanismo proporciona uma adequada retenção para a remoção da maioria dos objetos metálicos retidos no canal radicular. tornando-se óbvio que a sua remoção exige cuidados e técnicas especiais. emprego de ultra-som. geralmente enfraquecida. o aumento do diâmetro e do comprimento dos pinos não é procedimento seguro. por onde o tubo extrator passará. Geralmente. as vezes. Sendo o núcleo fundido com o uso de brocas carbide cilíndricas e tronco-conicas de alta-rotação.a) Pino e núcleo fundidos b) Pino pré-fabricado e núcleo. O principio desta técnica é. Embora isto seja efetivamente inquestionável. Masserann sugere o uso de um trépano oco. apresentando na forma de um kit. Este kit contem uma série de brocas tubulares de trepanação e dois tamanhos de extratores também tubulares. alicate saca-pinos e Pequeno Gigante. Métodos e procedimentos sugeridos para a remoção de retentores intra-radiculares: tração. deve ser desgatado até a liberação da porção extra-radicular do pino. uma vez que a remoção desses retentores pode enfraquecer. desgaste através de instrumentos rotatórios e as combinações destas. Remoção por tração O método por tração é indicado na remoção de retentores intra-radiculares fundidos. A seguir uma haste metálica é introduzida no interior do tubo extrator e pressionada em direção apical para aprisionar o pino metálico. assim como da tensão máxima resistente do cimento usado.

o topo deve possuir um plano mesio-distal rigorosamente perpendicular ao longo do eixo do pino. pois qualquer esforço. os batentes dos instrumentos de tração. Quando necessário. Nesta situação. em função da forma geométrica do núcleo e do acesso ao mesmo. a força de tração que atua no pino é cerca de 30 vezes maior que a aplicada na alavanca. a seguir. criando um espaço necessário ao seu deslocamento. realizamos desgastes em suas bordas. ocorrem impactos mecânicos na porção extra-radicular do retentor. então. isto ocorrendo. quando o pino. após o posicionamento do aparelho. Nestes casos. é irregular e desnivelada.5mm. a criação de um plano perpendicular ao eixo do pino deve ser obtida através do desgaste das estruturas dentarias remanescentes. podendo o mesmo. visto que a abertura dos batentes solidários dos aparelhos de tração estudados é de 2. atuariam como cunhas e provocariam a fratura radicular. Os batentes solidários não devem apoiar-se na estrutura metálica do estojo pois. desgatamo-lo em toda a sua circunferência. para receber o apoio dos batentes. Remoção do Pino Alicate saca-pinos Após o preparo do pino e reconstrução do topo radicular. provocando a fragmentação do cimento metálico à parede do canal radicular. Topo Radicular Os batentes solidários dos aparelhos de tração não são independentes e se movimentam num mesmo plano. proporciona um método conservativo e eficiente para a remoção de pinos do interior do canal radicular. um anteparo estável (arruela metálica). com o auxilio de brocas FG esféricas números 1 e 2. As mandíbulas do bico seguram o pino. Nesse aparelho. A ligação do cimento pode romper na interface cimento-pino ou na interface cimento-dentina. devendo ficar juntamente com os batentes solidários. ou da sua reconstituição com resina composta. É preciso ressaltar que. ate atingir o apoio no topo radicular. que a ponta ultra-sonica pode ser usada diretamente sobre o pino inter-radicular ou. Como a superfície do topo radicular.  O seu emprego também é precário na remoção de pinos intra-radiculares de molares. as forças do batente e a reação da estrutura metálica se anulariam.mesiodistal não pode ser superior a 2mm. o seu emprego pode não ser viável para a remoção de pino intra-radiculares de dentes cujas coroas apresentam pequena dimensão mesiodistal (incisivos inferiores). normalmente. A principal vantagem desta técnica é a conservação da estrutura dentaria remanescente. Temos. perfeitamente apoiados e adaptados no topo radicular. Estojo  sendo o núcleo estojado. Relatam ainda. Para atingir um equilíbrio estável.5 a 1mm de espessura. Aparelhos sonicas e ultra-sonicos para a remoção de retentores intra-radiculares são recursos valiosos para este fim. sozinho ou combinado com outras técnicas. aplicados diretamente no topo radicular. . Remoção por Ultra-som O uso do ultra-som. a necessidade de criar. na embocadura do canal. devemos remover toda a área metálica do topo radicular e conferir ao núcleo a forma já descrita. o mesmo deve permanecer imóvel. podemos mencionar que:  Devido ás dimensões laterais da cabeça do aparelho. no caso de o pino estar seguro por pinça hemostática. para melhor adaptação às faces proximais dos topos radiculares. de 5 a 10 mm de diâmetro e de 0. Com a aplicação da vibração ultra-sonica. sobre esta. com uma profundidade de 1 a 2mm em direção apical. poderá causar danos às estrutura dentaria. Como limitações do emprego deste aparelho. cimentos de ionômero de vidro e\ou arruelas metálicas. não havendo carregando do pino. Esta mesma situação pode ocorrer. o alicate é usado. apresentar dimensão superior a 2mm. sobre o topo. ser retirado facilmente por tração. inadvertidamente introduzido pelo profissional ao sistema. Geralmente usamos resina composta e arruelas metálicas.

Para esses procedimentos. principalmente para retentores em dentes posteriores e em dentes com estruturas dentarias enfraquecidas. FG 2SU de 25mm – Meisinger e LN 205 – Maillefer de 28mm. depende de vários fatores. podemos desgastar proporcionalmente as faces do núcleo. A combinação de desgaste e ultra-som também é empregada nos casos em que há uma parede espessa de estrutura dentaria. juntamente com a tração podemos empregar instrumentos rotatórios com o objetivo de realizar desgastes do pino junto à embocadura do canal. o corte do núcleo é feito no sentido M-D. alguns procedimentos clínicos devem ser executados no núcleo. procurando manter a broca em contato com o pino sem atingir a estrutura dentaria. eficiente e seguro. Nestes casos. mediante os movimentos de rotação das brocas. A fratura radicular. Nos dentes multirradiculares. no sentido VL separando a parte distal da mesial. de um modo geral. Estes procedimentos buscam. embora com baixa incidência é outra causa de preocupação quando se emprega a vibração ultra-sonica na remoção de retentores intra-radiculares de dentes com paredes dentinarias igual ou menos do que 1mm. principalmente na remoção de pinos cimentados com cimentos resinosos. a tensão criada durante a vibração pode ultrapassar o limite de resistência a fratura da dentina. o de desgaste é mutilante e promove acentuada perda da estrutura dentária. Podemos também. . para que ele fique com o diâmetro igual ao do pino junto à embocadura do canal. principalmente. Isto. junto ao pino.R. realizar uma canaleta ou sulco. podemos. normalmente sem comprovação experimental. pode levar a problemas de enfraquecimento da raiz até perfurações. além da experiência profissional. Remoção por combinação de métodos Para remoção de retentores inter-radiculares. entre o pino e a parede do CR. e as porções coronárias desgastadas em toda a sua circunferência. na direção apical. com o objetivo de favorecer a remoção do pino intra-radicular. alguns procedimentos clínicos devem ser executados no núcleo. são conservadores. Este procedimento de grande valia. enquanto os métodos de tração e ultra-som. Com o auxilio de brocas. como a Transmetal FG-153 (cilíndrica) e 154 (forma de pera). Quanto maior o comprimento do pino. É importante não danificar as paredes dentarias e. Assim. Para a remoção de pinos intra-radiculares por desgaste. também são indicadas. ou mesmo realizar sulcos ao longo dele. Para os dentes posteriores superiores. criamos. podemos usar brocas de diferentes formas e diâmetros. O emprego do ultra-som na remoção de retentores intra-radiculares é um método conservador. porem. estandardizadas ou de haste longa. Brocas especiais produzidas pela Maillefer. O tempo gasto na remoção de pinos intra-radiculares por ultra-som. É indicado para todas as situações clinicas. nos posteriores inferiores. que reduz as perfurações e minimiza os riscos de fraturas. em determinadas circunstâncias. Assim. podemos indicar as brocas: Transmetal 153 e 154 – Maillefer. com o auxilio de uma broca LN 205 (Maillefer) de BR. com o objetivo de favorecer a remoção. ou diminuir a sua retenção intra-radicular. tais como:  Comprimento. maior será a dificuldade em removê-lo. cônicas e esféricas de A. buscar a combinação de métodos e procedimentos. o núcleo deve ser dividido em duas partes. Nesta técnica.Após a remoção da coroa dentaria. basicamente. empregados duas brocas carbides cilíndricas. A utilização desses procedimentos está fundamentada em resultados clínicos. separando a parte vestibular da palatina e. Todavia. Remoção por desgaste Os pinos podem ser removidos por desgaste. forma e adaptação do pino no interior do CR  Natureza do cimento utilizado e resistência da interface cimento-canal. É importante ressaltar que. que são extremamente eficientes no desgaste de metais. com o auxilio de instrumentos rotatórios. diâmetro. desgastamos totalmente o metal. facilitar a apreensão do pino. o assoalho da câmara coronária.

Geralmente. em direção apical. etc). Mecânicos: instrumentos endodônticos manuais acionados a motor\ Térmicos: calcadores aquecidos e aparelhos especiais\ químicos: solventes orgânicos\ combinações: mecânicos-térmicos (brocas GattesGlidden. Tem como objetivo a retirada total ou parcial do material obturador e permitir o acesso do instrumento endodôntico em toda a extensão do CR. através de chaves especificas ou pinças hemostáticas. não só em sua forma pura. Uma vez ajustada no canal. através do movimento de remoção. embora na maioria das vezes consuma muito tempo. estaremos diante de mais de uma substancia. uma nova lima Hedstroem 1 ou 2 numeros maiores será usada. que geralmente apresentam comportamentos mecânicos. O emprego de aparelhos ultra-sonicos. o cone é removido após 1 ou 2 tentativas. é eficiente na remoção desses retentores. realizamos uma abundante irrigação-aspiração com soluções de hipoclorito de sódio.sulcos em direção apical a expensas da dentina. a sua remoção é simples e pode ser facilmente realizada com limas Hedstroem de calibre adequado. a remoção é parcial. Este procedimento reduz o tempo necessário para a remoção do pino. Assim. uma infinidade de materiais tem sido empregados e investigados em busca de suas reais finalidades de selamento e de respeito aos tecidos apicais e perirradiculares. Canais obturados com Guta-percha e Cimento Dente as vantagens. térmicos. na tentativa de engajar o cone de guta-percha. mecânicos-quimicos (instrumento endodônticos e solventes orgânicos). Em função disto. químicos ou combinações destes. certamente. sistema Profile. geralmente. Se nas duas ou 3 primeiras tentativas isto não ocorrer. é pertinente mecionar a fácil remoção do interior dos canais radiculares. Remoção do material obturador do canal radicular Na obturação dos canais radiculares. A combinação do emprego do ultrasom com a rotação. de Largo. físicos. é o procedimento que adotamos com esse objetivo. Após a retirada do material existente na câmara pulpar. faz-se a tração em direção coronária. da compactação. durante a fase de remoção do material obturador (esvaziamento). o esvaziamento do CR pode ser realizado por meios mecânicos. mas. a lima Hedstroem selecionada é inserida. Nestes casos. em busca do material ideal. tem sido propostas técnicas que vão desde a utilização de instrumentos manuais e rotatórios. quando da aplicação do movimento de rotação à esquerda. Os de fibra de carbono e de vidro são facilmente removidos. Os pinos pré-fabricados não-metálicos são removidos do interior dos canais radiculares por desgaste com instrumentos rotatórios. sendo completada durante a reinstrumentação do CR. associados ou não a solventes até o emprego de calor e equipamentos de ondas sonoras. girando-a no sentido horário. removendo-se o cone de guta-percha. nos retratamentos endodônticos. Esta manobra é muito importante. quando necessário. muito embora sejam estes menos retentivos. Consequentemente. . A escolha do método de remoção a ser utilizada não depende da técnica de obturação empregada. principalmente quando o cone de guta-percha está extruido além do forame apical. A seguir. Obturações pouco compactadas Quando o canal radicular é pobremente obturado e o cone de guta-percha aparentemente está livre. anatomia do canal e limite apical da obturação. tomando cuidado de deixar a cavidade inundada com substancia química. Os pinos rosqueados são facilmente retirados do interior do CR. Remoção de retentores pré-fabricados São mais fáceis de serem removidos que os fundidos. Normalmente. que geralmente vem aderido a haste helicoidal do instrumento. centenas de substancias já foram usadas. entre a parede do canal radicular e o material obturador. como também em associações. químicos desiguais.

uma lima tipo K de diâmetro um pouco menor do que o diâmetro aparente da obturação em relação ao terço cervical será relacionada. que favorece o corte. colocamos algumas gotas de solvente levadas por uma seringa do tipo Luer e agulha. solubilizará a substancia obturadora que. Esta manobra será repetida com o mesmo instrumento ou outro de menor diâmetro. pela ação do embolo do instrumento. avançando-o em direção apical do canal radicular. a penetração e a remoção do material excisado. a qual pode transmitir calor à superfície radicular externa. pedaço a pedaço. apresentando. rotatório ou aquecido. redução da resistência ao corte do material obturador. A remoção arranca o material cortado do interior do canal radicular. Sempre que removido do canal. O solvente. para se removerem pequenos fragmentos do material obturador. Esse comportamento pode ser atribuído a: fácil remoção da obturação por corte. muito provavelmente extruirá através do forame apical. Em seguida. De tempo em tempo. procuramos remover. Instrumentos de mesmo material. mesma secção reta transversal e com menos comprimento são mais rígidos do que os de comprimento maior. advinda da transformação da energia mecânica da broca em calor. O avanço e a rotação provocam o corte e o encravamento das hélices da lima no cone de guta-percha. quer por instrumento manual. rapidez na execução do trabalho. serve como reservatório para o solvente. o solvente é renovado e novas porções de material removidas. Gates-Glidden e Peeso são instrumentos rotatórios muito utilizados com esse objetivo. Os instrumentos aquecidos em relação aos rotatórios revelam a vantagem de não causarem qualquer iatrogenia (desvios. Normalmente os instrumentos manuais são empregados juntamente com solventes. Estes instrumentos resistem a um maior carregamento durante a remoção do material obturador do interior do CR. duas situações podem ocorrer: . de uma ou duas voltas sobre o seu eixo. paramos de utilizar o solvente e continuamos com hipoclorito de sódio. rotatórios ou aquecidos. É importante não penetrar profundamente na massa obturadora. O espaço criado pela remoção da obturação do CR no terço cervical. aplicando-lhe um carregamento axial (avanço) associado a um movimento de rotação à direita. Os instrumentos devem ser introduzidos e retirados sucessivamente do CR. perfurações. Uma vez atingida essa distancia. Após a remoção da base da restauração da entrada dos canais radiculares e da visualização do material obturador endodôntico. As brocas de Largo. a câmara pulpar deve ser limpa com pequenas mechas de algodão e abundantemente irrigada com solução de hipoclorito de sódio e aspirada. com a finalidade de solubilizar a guta-percha remanescente no interior do CR. causando injurias aos tecidos perirradiculares. Não se deve empregar instrumento aquecido ao vermelho-rubro como calcadores na remoção da obturação do canal. lembrando que estes procedimentos devem ser repetidos ate se atingir as proximidades do terço apical da obturação. no caso de dentes inferiores deixando o mesmo agir por alguns minutos. com uma lima Hedstroem ou tipo K. como o eucaliptol ou o óleo de laranja. degraus). a porção do terço cervical pode ser removida por instrumentos manuais. percorrendo distancias variáveis de 2 a 3mm em direção apical. a guta-percha amolecida. forma ovoide da parte ativa da borca.Cone frouxo na constrição apical  A remoção com limas Hedstroem e se uso de solvente normalmente é obtida . ou por uma pinça. porque o aquecimento gerado pelo atrito plastifica a guta-percha. porem a desvantagem de não retificarem a porção cervical do CR. Quando representada pelo cone de guta-percha. Neste espaço. As limas K de 21 mm em aço inoxidável devem ser as escolhidas.Obturações compactadas Quando o canal é mais dilatado e a obturação compactada. Após este tempo. A retirada do material sobreobturação é difícil e na maioria das vezes impossível de ser obtida. A ponta do instrumento é direcionada à guta-percha. o instrumento é limpo com gaze esterilizada. e a seguir removido em direção coronária. quando empregado nesta condição. O uso de brocas Gates-Glidden causou o menor aquecimentoda superfície externa da raiz.

Nas técnicas de obturação com guta-percha termoplastificada é frequente a ultrapassagem do material além do forame apical. a técnica mais comumente praticada. não sendo biocompativel com os tecidos apicais e perirradiculares. Os primeiros dissolvem substancias orgânicas. Xilol (dimetilfenol)  apresenta-se como um liquido límpido. a remoção da guta-percha via forame apical é impossível de ser realizada. para dissolver a gutapercha entre sessões no retratamento endodôntico. Apresenta menor efeito solvente sobre a guta-percha. o xilol. Todavia é necessário salientar que estes. É menos irritante que o clorofórmio. podemos preparar limas K números 10 ou 15. porem os canais pouco dilatados. É insolúvel na água. No retratamento endodôntico. Muito tóxico. outras técnicas e manobras tem sido sugeridas. certamente. quando comparado ao clorofórmio. embora tal efeito em humano venha sendo questionado. A guta-percha pode ser dissolvida com vários solventes orgânicos. É insolúvel na água e inteiramente miscível com o álcool. Os mais conhecidos são: o clorofórmio. a retirada da obturação no terço cervical com brocas. Nestes casos. Solventes São substancias químicas que tem a capacidade de dissolver outra e podem ser classificados em orgânicos e inorgânicos.. pode ser usado como medicação instracanal por longo tempo. Em função disto. O estrangulamento impede a remoção do cone. Entretanto. a retirada do material obturador pela associação solventeinstrumento endodôntico manual é. geralmente são tóxicos e o seu emprego deve ser evitado quando possível. o esvaziamento dos mesmos é fácil e pode ser realizado com instrumentos manuais ou ultra-sonicos. O mesmo ocorre quando o material extravasado é o cimento obturador. não sendo seu uso proibido na pratica odontológica. incolor. o eucaliptol e o óleo de laranja. enquanto as inorgânicas são dissolvidas pelos últimos. fazendo-se uso de solventes ou hipoclorito de sódio. Nos casos em que a obturação é compacta. com cheiro semelhante ao benzeno. o qual geralmente é rompido neste ponto. Após a remoção da porção inicial da obturação com estes instrumentos. É pouco solúvel na água e inteiramente miscível com álcool. Eucaliptol  Apresenta-se como um liquido incolor e de odor aromático semelhante ao da canfora. de modo a tornálas pontiagudas e resistentes. coadjuvados com abundante irrigaçãoaspiração. Cloroformio (Triclometano) apresenta-se como um liquido pesado.Cone adaptado na constrição apical  Uma excessiva pressão axial pode ocasionar a passagem do cone além da constrição apical. Possui potencial cancerígeno. transparente. incolor e com odor característico. de 21 ou 25mm de comprimento. Em tais casos. posteriormente. sua capacidade solvente é aumentada e comparável à do clorofórmio. Muitos autores afirmam que o clorofórmio e xilol são excelentes solventes da guta-percha. Quando aquecido acima de 30ºC. instrumentos aquecidos ou instrumentos endodônticos manuais de comprimentos normais é impossível de ser realizada. É muito volátil e toxico. que. porém solúvel no álcool e benzeno. e não apresenta potencial cancerígeno. Altera-se pela luz e pelo ar. a penetração em direção apical será realizada com limas tipo K numero 10 de 21 ou 25mm. mas são tóxicos. pelo corte de alguns mm em suas partes ativas. sofrem um desgaste. porem é menos efetivo como solvente da guta-percha. . Exibe efeito antibacteriano e propriedades antiinflamatorias. Canais obturados com pastas e cimentos Nos casos de canais obturados com pasta.

remover o cimento com o auxilio de instrumentos manuais ou mesmo ultra-som. apresentando. Uma ampla abertura coronária constitui fator decisivo no êxito do retratamento. desintegrando-o. sendo insensato preservar estruturas dentarias ou da restauração protética. por simples tração. ultra-som. removendo-o inteiro. apreendemos o cone em sua extremidade coronária. Para tal. Uma vez liberado o cone de prata da câmara pulpar. ou combinação ultra-som e tração. É pertinente ressaltar que este procedimento deve ser aplicado apenas em canais retos ou segmentos retos de canais curvos. Constitui boa norma. ao retirarmos a restauração e o cimento existente na câmara pulpar. previamente preparadas pelo corte de alguns mm em sua parte ativa. Tomar a precaução de. são eficientes na fragmentação do cimento. o introduzimos no interior do cimento. para facilitar a visualização e apreensão do cone de prata. Outro procedimento usado é a remoção da obturação do canal com instrumentos rotatórios. podem ocorrer desvios ou mesmo perfurações radiculares.As limas tipo K numero 10 ou 15. ou mesmo remover totalmente a restauração existente. Ralks ou mesmo porta-agulhas. ele é abundantemente irrigado com solução tensoativa (laurel sulfato de sódio ou similar). uma angulação de 90º. As vezes. Geralmente. ao chegarmos na câmara pulpar. sugerimos. aplicam-se uma ou duas gotas de óleo essencial. senão impossível. tentar a sua remoção. Modo de Emprego do Óleo Essencial de Laranja Doce:  Após o esvaziamento e limpeza da câmara pulpar. Estes devem apresentar corte na ponta e os normalmente indicados são as brocas Peeso e esférica de aço. a remoção destes pode ser realizada por tração. usa-se um instrumento manual de calibre apropriado para o CR e por meio de leves movimentos de penetração. podemos usar uma solução química para conseguir a desintegração do cimento obturador do canal radicular e. O objetivo dessa irrigação é remover todo o óleo remanescente do interior do CR. No retratamento de canais obturados com cimento de óxido de zindo e eugenol. deixando-o atuar por 10 minutos  Decorrido esse tempo. Assim sendo. de 21 mm de comprimento e de seção reta transversal quadrangular. com o objetivo de fragmentar a substancia cimentante. a remoção do cone torna-se relativamente fácil. Devido à rigidez do instrumento e à resistência do cimento durante o esvaziamento. antes da tração. tentar penetrar entre o cone e a parede do canal com limas tipo K esbelta. Nestes casos.  Goteja-se o óleo à medida que vai sendo consumido  Essas operações são feitas de modo delicado e repetidas ate que o cimento seja desintegrado  Finda a remoção do cimento de óxido de zindo-eugenol do interior do CR. a grande dificildade é a não existência de solvente específicos para o material obturador. o que poderia tornar o retratamento mais difícil. adaptação e altura da secção do cone de prata. No retratamento de canais obturados com cones de prata. não seccionar a extremidade aflorada do cone. o cone de prata esta bem ancorado junto às paredes do canal radicular e a tração é ineficiente. Canais obturados com Cones de Prata A remoção certamente depende da anatomia do CR e do diâmetro. a seguir. muitas vezes. Muitas vezes somos obrigados a promover uma abertura coronária maior que a convencional. Não podemos ser comedidos no acesso. Outras vezes podemos empregar o ultra-som na remoção do cimento obturador. O óleo atua sobre o oxido de zindo-eugenol. Canais obturados com cones de prata não-seccionados Cones de prata aflorando na câmara pulpar. por meio de uma pinça tipo Stieglitz. assim como da embocadura do canal. devemos . Pode ter o uso do emprego do óleo essencial de laranja doce para facilitar a desintegração do óxido de zinco-eugenol.

se assim procedêssemos. com o auxilio de uma broca LN 205 de BR. o cone fica aderido a alguma parte da parede do canal e pode ser removido manualmente. o cone pode ser removido por tração simples. Nunca devemos ultrapassar o cone em toda a sua extensão pois. Pode-se também empregar o ultra-som na remoção de cones de prata seccionados. Como. empregamos limas novas. As dificuldades assim. procuramos. podendo tal fato dificultar ou mesmo impedir a sua remoção. tal procedimento é possível e. com movimentos de tração no sentido oclusal. A vibração ultrasonica transmitida pela lima e a abudante irrigação liberam o cone de prata. Nestes casos. A seguir. criar passagem entre o cone e a parede do CR. os canais radiculares não são circulares. Para evitar este problema podemos prender o cone com um pinça e aplicar neste instrumento a energia ultra-sonica. Quando não há espaço para a penetração de um instrumento endodôntico entre o cone de prata e a parede do canal radicular. com o auxilio de uma lima Hedstroem. após o uso da vibração ultra-sonica. podendo-se realizar algumas manobras. A aplicação prolongada de ulra-som desgasta a extremidade do cone de prata. com movimentos de penetração e rotação no sentido horário. existindo. firmemente cravas na porção cervical do cone. consequentemente. de 21mm. com consequências sempre danosas à obturação do CR e ao processo de reparação. são suficientes para promover sua tração e retirada do CR. ou combinação de ultra-som e tração. Preferencialmente. não ultrapassando 2\3 dele. O instrumento deverá ser de tal calibre. que penetre justo. um espaço ocupado ou não por cimento. Com o espaço criado. uma lima numero 15 é inserida no espaço anterioremente criado entre o cone e a parede do CR. podemos através de instrumentos endodônticos e soluções químicas. . a qual transfere para o cone de vibrações mecânicas. através das paredes radiculares e no cone de prata. a lima Hedstroem é introduzida justa neste espaço. a extremidade fica exposta. na maioria das vezes. em direção apical. ou ligeiramente aquém. o que permite a sua apreensão com saca-cones. ou mesmo guta-percha. Inicialmente com limas tipo K numero 10 ou 15. com a finalidade de remoção. desgastar o tecido dentário circundante ao cone. Duas ou três hélices. Canais obturados com cones de prata seccionados: Os cones de prata podem estar seccionados na altura da embocadura do canal. passam a ser maiores. A seguir. 35 e 40. buscamos uma passagem entre o cone e a parede do canal radicular. Outras vezes. após algumas tentativas de tração estaríamos provocando alterações no forame apical.usar a associação ultra-som e tração. Apresentando a liga metálica da lima dureza maior que a da prata. procuramos cravar suas hélices no cone de prata. promovemos a remoção do cone. do tipo hedstroem números 30.

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