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Apostila Primeiros Socorros Recicle 2012

Apostila Primeiros Socorros Recicle 2012

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2012

ATENDIMENTO EMERGÊNCIAL BÁSICO

Procedimentos de atendimento Emergencial Objetivos do curso:
 Proporcionar aos participantes técnicas e procedimentos padronizados para um atendimento eficaz, rápido e seguro para os socorristas, vítimas e usuários e conhecimentos técnicos sobre os equipamentos utilizados nesta tarefa.  Desenvolver trabalho específico em acidentes envolvendo vítimas de traumas.  Incentivar o trabalho em equipe, visando um atendimento eficaz as vítimas de trauma e clínicas.  Trabalhos práticos nas condições mais adversas para preparar o aluno para a realidade do atendimento.

Conceito de primeiros socorros:
Primeiros socorros são uma série de procedimentos simples com o intuito de manter vidas em situações de emergência, feitos por pessoas comuns com esses conhecimentos, até a chegada ou o transporte até o atendimento médico especializado. Conceito de Suporte Básico de Vida Suporte básico de vida (SBV) é o conjunto de medidas e procedimentos técnicos que objetivam o suporte de vida à vítima, até a chegada ou a condução ao Suporte Médico. Atendimento pré-hospitalar (APH) é o atendimento emergencial em ambiente extra-hospitalar (fora do hospital). É um dos elos da cadeia de atendimento a vítimas sendo também conhecida como primeiros socorros ou resgate. O atendimento pré-hospitalar é um tipo de assistência emergencial que merece destaque pelas suas peculiaridades. Este tipo de assistência se caracteriza por ser realizada fora do ambiente tradicional da atenção à saúde. Socorro eficaz! Prestar socorro a alguma pessoa necessitada é um dever de todos os

cidadãos (previsto em nosso código penal), mas se não sabe o que fazer então não faça, pois um socorro mal prestado pode acarretar sérias lesões para a vítima sendo que algumas delas podem se tornar sequelas permanentes. Um exemplo frequente disso é a famosa técnica de "ajunta-terapia" onde alguns "heróis" ajuntam, literalmente, a vítima de qualquer jeito encaminhando-a o mais rápido para um hospital, sem saber se há, ou não, alguma lesão de coluna; sendo que com essa técnica você pode deixar facilmente alguém paraplégico. Tenha bom senso, responsabilidade e não queira ser responsável por mudar o veículo de condução de uma pessoa de carro para cadeira de rodas! Estar preparado para atuar de forma correta em uma emergência fará a diferença entre a vida e a morte de quem precisa. Quanto mais cedo a vítima receber os primeiros socorros, maior serão suas chances de sobrevivência. E quem estará mais próximo e poderá oferecer o primeiro atendimento será você!

Segurança de local
Segurança no deslocamento O deslocamento até o local em que a(s) pessoa(s) necessita(m) de ajuda deverá ser feito com cautela, objetivando não causar mais acidentes e mais pessoas feridas. Segurança no local Verificar perigos imediatos: is.

Se possível afastá-los, contê-los ou isolálos. Se não for possível, não adentrar no local e pedir ajuda à serviços especializados (Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, CPFL, Polícia Rodoviária, Defesa Civil, etc).

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Biossegurança O uso de EPI (Equipamento de Proteção Individual) é obrigatório. Estar sempre Biossegurança é o conjunto de estudos e procedimentos que visam a evitar ou controlar os riscos provocados pelo uso de agentes químicos, agentes físicos e agentes biológicos à biodiversidade com luvas de procedimento (descartáveis) e óculos de proteção durante o atendimento nas urgências e emergências evitando contato com as secreções (saliva, sangue, etc). Apoio É importante a observação da situação do local verificando:

acidentes por causas externas. Na cidade de São Paulo ocorreram 6.355.
Fonte: DATASUS – Ministério da Saúde

R.C.P. REANIMAÇÃO CÁRDIO PULMONAR Suporte Básico de Vida (SBV)
Definição:
Segundo o ACLS – “Advanced Cardiac Life Support “– Suporte Básico de Vida é o conjunto de Protocolos destinados a Salvar Vidas, definindo como diagnosticar, como agir, como ganhar tempo e como trabalhar em equipe.

Cadeia de Sobrevivência
1. Reconhecimento imediato da PCR

EMERGÊNCIA CLÍNICA
e acionamento do serviço de emergência/urgência 2. RCP precoce, com ênfase nas compressões torácicas 3. Rápida desfibrilação 4. Suporte avançado de vida eficaz 5. Cuidados pós-PCR integrados
Fonte: American Heart Association

Parada Cardíaca
Cessação súbita e inesperada da atividade mecânica do coração caracterizada pelos seguintes sinais: 1. Inconsciência; 2. Ausência de boa respiração ou somente “gasping” (respirações agônicas); 3. Ausência de pulso central (carotídeo, braquial, femural). Estima-se que 84% das paradas cardiorrespiratórias ocorram nos domicílios e 16% em locais públicos. Em 2008, houveram somente nas capitais do Brasil 41.098 óbitos decorrentes de

Sequencia de Atendimento ABCD da Vida

A
Vias Aéreas

Verificação / abertura da Passagem livre do ar (pode haver obstrução Total ou parcial) Inconsciente – CHAMAR AJUDA! Manter Vias Aéreas com hiperextensão do pescoço.

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Verificado que a vítima está em parada o socorrista deve seguir os seguintes passos:  Ligue o DEA. estádios. ausência de movimentos respiratórios e ausência de pulso. DEA. Vítimas com parada devido a um trauma normalmente apresentam assistolia (sem ritmo). se estiver na ambulância em movimento. Cerca de 70 % das PCS apresentam FV em algum momento da parada. pare-a para evitar interferências na análise.  Exponha o peito da vítima e fixe as pás autoadesivas no tórax conforme o desenho indicativo que se encontra nas próprias pás. principalmente após a morte de Serginho. o que ocorre somente com a Fibrilação Ventricular (FV) e a Taquicardia Ventricular sem perfusão (TV).  Afaste-se da vítima e aguarde o DEA analisar o ritmo cardíaco. O uso do DEA é grande nos Estados Unidos e tem demonstrado uma maior eficiência quando empregado por socorristas leigos em locais de grande público como aeroportos. do que quando empregado somente pelo sistema médico de emergência. o Se não respira o Tem dúvidas! o Respiração agônica (“Gasping”) D Desfibrilação Desfibrilador Externo Automático O uso do desfibrilador externo automático. que faleceu em campo devido uma PCS (Parada Cardíaca Súbita). Para isso o ritmo cardíaco apresentado pela vítima deve ser chocável. O DEA é um aparelho capaz de analisar o ritmo cardíaco e aplicar o choque quando necessário. tem se difundido no Brasil.B Respiração Verificação da Respiração do paciente. CONSIDERE QUE NÃO RESPIRA! C Circulação Não Respira! o Pedir DEA o Iniciar imediatamente RCP 01 ou 02 socorristas Sem barreira Com Barreira 30 massagens em 05 ciclos Mantendo a Via Aérea livre ou Até a chegada da mascara de proteção para a insuflação 3 . alguns aparelhos requerem que o operador aperte um botão para realizar a análise. jogador do São Caetano. shoppings. Aplicação do Choque Para a aplicação do choque o socorrista deve observar os mesmo sinais de PCR citados acima: inconsciência sem resposta a estímulos.

sem reavaliar o pulso e sem retirar as pás. O DEA ainda não é recomendado para bebês (menores de 1 ano). Nos casos em que o choque não é indicado reinicie com compressões e realize 2 (dois) minutos ou 5 (cinco) ciclos de RCP. Após o primeiro choque com o DEA. Nunca aplique o DEA se a vítima estiver submersa. Porém.  Com o choque indicado afaste todos da vítima e aplique o choque. Como normalmente esta é a condição em que a equipe do SME vai encontrar no local da ocorrência. no mesmo dicionário. mais de 90% dos corações em FV respondem. Quando a PCR aconteceu a mais de 4 (quatro) a 5 (cinco) minutos. Se o DEA não conseguir analisar arranque as pás com os pelos e coloque outras no lugar. intensidade e gravidade variáveis. Algumas complicações podem surgir devido ao excesso de pelos ou a presença de água no peito da vítima. Contudo "traumatismo". Caso não haja pás para crianças use as pás para adultos.  Após o choque reinicie o RCP imediatamente com compressões torácicas. significa: “Lesão de extensão. o músculo cardíaco permanece por muito tempo em hipóxia não reagindo bem ao choque. Após a análise o DEA indicará o choque ou não. retire-a da água e seque o peito da vítima para conectar as pás. Após isto reative o DEA para analisar novamente o ritmo cardíaco. se não funcionar corte os pêlos com uma tesoura. muitas vezes o coração não consegue estabelecer este ritmo por mais de um minuto e precisa da aplicação de compressões torácicas para restabelecer o ritmo. preferencialmente com pás menores adaptadas para a proporção das crianças. se não for indicado avalie a vítima e inicie o RCP. O uso do DEA também é indicado em crianças. retornando a um ritmo normal. Não é necessário retirar as pás durante o RCP. encontraremos que se trata de um substantivo masculino cujos sinônimos são "traumatismo" ou "pancada". TRAUMA Atendimento inicial no trauma Introdução ao Trauma: O que é TRAUMA? Se procurarmos o vocábulo "Trauma" em algum dicionário. que pode ser produzidas por 4 . Para isso a aplicação de 2 (dois) minutos ou 5 (cinco) ciclos de RCP garante um mínimo de oxigenação ao músculo cardíaco para responder de forma mais efetiva ao choque.

Pela definição. portanto tratamento definitivo precoce é 5 . vimos que o trauma está presente na vida de todo indivíduo.H. A primeira hora após ocorrido o trauma grave é crucial para a sobrevida da vítima. houve um aumento alarmante dos acidentes de trânsito e de trabalho bem como das violências interpessoais. ferimentos intencionais por armas. AVALIAÇÃO INICIAL DO POLITRAUMATIZADO Tratamento O tratamento do politraumatizado grave requer a rápida identificação das lesões com medidas para controlar as condições que coloquem em risco imediato a vida. além de contatar com as equipes para que se preparem para o momento da chegada da vítima. e que representa uma das doenças mais importantes em saúde pública. ( Atendimento Pré Hospitalar)? É um serviço móvel de emergência para atender ainda no local do acidente as vítimas de trauma. locais e gerais. queimaduras. avaliando o estado do paciente.” (Novo Dicionário Eletrônico Aurélio versão 5. condição social ou cultural. além da má distribuição de renda. dentre outros. seja por agressões ou acidentes. ou emergências clínicas. as quedas. O Brasil compartilha destes mesmos índices. São exemplos de agressões os espancamentos. Com a urbanização e o desenvolvimento tecnológico. os acidentes de trânsito. e no segundo não.  TRIAGEM No local do acidente. provocadas no organismo por meios violentos.0 – Ed. observamos que a palavra trauma tem um significado muito mais amplo em nossas vidas. químicos. de forma acidental. imobilizando e transportando para a unidade hospitalar mais adequada. etc). Trauma é o conjunto de alterações anatômicas e funcionais. qualquer que seja sua idade. que recebe a informação do local da emergência e distribui qualitativamente e quantitativamente as vítimas aos locais disponíveis e melhor preparados no momento para recebê-las. sem muito esforço para isso. estabilizando os sinais vitais.2004).agentes variáveis (físicos. as vítimas deverão ser classificadas de acordo com o tipo de tratamento necessário e os recursos disponíveis. sendo que o trânsito é principal responsável. garantindo a segurança do local.  Intra-hospitalar: serviço que recepcionará o caso na emergência preparado de acordo com a ocorrência. AVALIAÇÃO PRIMÁRIA OU INICIAL “PRIMEIRA HORA (HORA DE OURO)”. Isso já faz do trauma a terceira causa de mortes no planeta somente superado pelas Doenças Cardiovasculares e as Doenças Neoplásicas (no Brasil é a segunda causa) e é a primeira na faixa etária dos cinco aos quarenta anos de idade.P. PREPARAÇÃO Pré-hospitalar: preparo da equipe de atendimento em campo. sendo que no primeiro há a intenção. Com certeza. Assim foi criada uma sistemática de abordagem ao politraumatizado cuja avaliação inicial inclui: Preparação Triagem Avaliação primária ou inicial Reanimação Avaliação secundária Monitorização Tratamento definitivo O que é o A.  Regulação médica: é a ponte existente entre a equipe préhospitalar e a intra-hospitalar. e de acidentes.

expansiva. ABCDE: . Casos que passassem por mais de uma hora nessa condição. o problema mais letal é a presença de uma lesão de massa. A procura de sinais de obstrução com a imediata visualização da orofaringe.igual a maior índice de sobrevida. foi criado no Instituto de Serviços de Emergência Médica de Maryland . Essa hora. hoje mundialmente chamada de "The Golden Hour" se inicia no momento em que a lesão ocorre. Existem alguns nomes para defini-la Avaliação inicial. 6 . tido como o pioneiro dos procedimentos atuais no tratamento do Trauma. A – Vias Aéreas com imobilização da Coluna Cervical A primeira prioridade para o paciente politraumatizado é verificar se a vítima está consciente (responsiva) e a permeabilidade das vias aéreas que podem ser obstruídas pela queda da língua quando inconsciente (principalmente com pacientes na posição DDH – Decúbito Dorsal Horizontal). numa seqüência lógica de prioridades para suporte a vida. Para tal foi criada uma seqüência de atendimento que o socorrista deve efetuar em cada vítima no local do acidente. restos alimentares. Adams Cowley. presença de corpos estranhos.  Em seguida. sangue ou hematomas e edema de laringe por trauma direto.  Esta por sua vez mata mais rapidamente do que do a redução do volume sanguíneo circulante.A. a seguir:  A obstrução de vias aéreas mata mais rapidamente do que a perda da capacidade de respirar.V. Sua tese era a de que a maioria desses pacientes poderia ser salvo se ele detivesse a perda de sangue e restaurasse sua a pressão dentro do espaço de Uma Hora. Dr.que tem como base o que classificamos como ABCDE. Um paciente que tenha um ou mais destes itens instáveis será considerado vítima grave e prioridade para o transporte até o hospital ou S. a intervenção cirúrgica nesse espaço de tempo é fator crítico para aumentar as chances de sobrevivência do paciente.Método seqüencial e ordenado em que são definidas as medidas específicas de avaliação e as intervenções correspondentes a serem adotadas – abordagens sistematizadas AVALIAÇÃO INICIAL – A B C D E O paciente deve ser avaliado de forma rápida e eficiente. Para que o socorrista possa identificar as lesões que realmente oferecem risco de vida imediato à vida verificou-se que o trauma mata de acordo com uma cronologia previsível. O termo "Golden Hour" ou Hora de Ouro. (Suporte Avançado de vida). A primeira fase é a mais importante e visa detectar as lesões que oferecem riso imediato á vida. Seguindo a filosofia do “detectar e tratar” o socorrista avaliará primeiro os itens da letra A passo a passo sistematicamente identificando e tratando os problemas encontrados e só assim passar para o item seguinte. Assim.USA pelo Dr. O socorrista deve rapidamente identificar se existem tais situações com a vítima e tratar primeiramente a ameaça maior à vida. Cowley advogava que a maioria dos pacientes de traumas vinha a falecer de "choque". exame primário . intracraniana. abordagem inicial. tinham enormes probabilidades de se transformar em fatalidades. resultante de uma circulação sanguínea restrita ou nãoexistente e das alterações químicas ocorridas no corpo do paciente.

Sem equipamento especial Nos indivíduos inconscientes existe o relaxamento da musculatura anterior do pescoço. pois são extremamente propensas a laringoespasmo severo que pode levar a morte. Cânula Orofaríngea: 1. Empregar a Cânula Orofaríngea somente em vítimas inconscientes. Cuidado com cânulas em vítimas com idade abaixo de um ano. 3. 2. Nessa fase de avaliação e manipulação das vias aéreas todo cuidado deve ser tomado para evitar a movimentação da coluna cervical com a utilização de colares cervicais até a exclusão de qualquer lesão de coluna cervical em pacientes com alteração de nível de consciência e ou em traumatismos fechados acima da clavícula.remoção de corpos estranhos. o Identifique-se. Este acontecimento possibilita a queda da base da língua sobre a faringe obstruindo as vias aéreas. Atenção ! Remover a cânula de Guedel imediatamente se a vítima apresentar reflexo de vômito ou recobrar a consciência. Não efetuar o giro de 180 º em vítima com idade abaixo de oito anos. o Fazer abertura das vias aéreas através da manobra JAW THRUST. 2. Utilizar a manobra JAW THRUST para abrir a boca da vítima.ESTABILIZAÇÃO DA COLUNA CERVICAL . 4.“ JAW THRUST” LIBERAÇÃO DE VIAS AÉREAS Controle da via aérea . aspiração das secreções são muito importantes. 7 . medindo a distância que vai da comissura labial até o lóbulo da orelha. sem movimentá-la. Não empregar a cânula se durante a instalação surgir o reflexo de vômito. em decúbito dorsal. Introduzir suavemente a cânula até sua metade e efetuar suavemente uma rotação de 180º. tocando em seu ombro.  Se estiver inconsciente: o Preparar-se para TRANSPORTE IMEDIATO e comunicar esta situação para a Central de Regulação. Posto Médico ou Centro de Operações. pois pode ferir o palato e produzir sangramento. Manter sempre o aspirador de secreções montado e preparado. 5. Identificar o tamanho correto da cânula para a vítima. identifique a vítima e acalme-a. se souber.abaixo) no tamanho adequado para evitar a queda da base da língua quando a vítima estiver em decúbito dorsal horizontal. 1-RESPONSIVIDADE: Chamar a vítima pelo menos três vezes (Ei. você está me ouvindo? _ Ei. A queda da epiglote.  Se estiver consciente: o Estabilizar manualmente a cabeça liberando vias aéreas e mantendo a coluna cervical imóvel. de forma que a face côncava fique voltada para a língua. terminar de introduzir a cânula. o Quando a vítima estiver inconsciente devemos introduzir a Cânula Orofaríngea (fig. você está bem? Ou chame-a pelo nome.

Na ausência. o Se ausente. observar o fluxo de oxigênio (em litros por minuto) da tabela abaixo: Abaixo de 28 dias 28 dias até 8 anos Acima de 8 anos IDADE Máscara Ressucitador manual c/ máscara “AMBU” 10 lpm 10 a 15 lpm 10 a 15 lpm 10 lpm 3 lpm 5 lpm 8 . 2-ADMINISTRAÇÃO DE OXIGÊNIO: Se a vítima respira instale imediatamente uma fonte de oxigênio (máscara facial). dúvida ou respiração agônica (“Gasping”) considere que não respira! o Se presente. Na palpação. deixando a máscara afastada cerca de 5 cm da face. adotar ventilação e procedimentos para Parada Cardiorrespiratória.  Lenta. se for possível. o 3 segundos: vítimas com idade entre 28 dias e 8 anos.  Profunda. como primeira escolha. e avalie a saturação de oxigênio no sangue. ministre oxigênio a 10 l/min. oxigênio por máscara com fluxo de 10 a 15 litros/min. ministrar oxigênio à vítima conforme abaixo. se possível. A troca de gases ao nível pulmonar é imprescindível para uma boa oxigenação e eliminação de CO2. O diagnóstico das lesões do aparelho respiratório deve ser feito por meio de exposição completa do tórax e visualização da expansão adequada e simetria. o 2 segundos: vítimas com idade abaixo de 28 dias. 1-VERIFICAR RESPIRAÇÃO: Verifique se há expansão torácica ou abdominal. acione SAV ou solicite autorização para Transporte Imediato. Avalie qualitativamente e quantitativamente a respiração e adote procedimentos necessários para sua estabilização: o Analise a qualidade da respiração e a defina como:  Normal. Se houver necessidade de realizar assistência ventilatória. o Se saturação de oxigênio estiver abaixo de 90%. inicie assistência ventilatória com reanimador manual e oxigênio conforme tabela abaixo. pesquisar crepitações de arcos costais e enfisema subcutâneo. Ministrar. o Analise o tipo de respiração e o defina como:  Regular. Instale oxímetro de pulso.  Rápida. o Se saturação de oxigênio estiver entre 90 e 95%.  Permitir que os pais segurem a máscara.  Efetuar 1 (uma) ventilação a cada: o 5 segundos: vítimas com idade acima de 8 anos.  Simétrico.  Ruídos anormais B – Ventilação A permeabilidade da via aérea não assegura uma respiração adequada. ministrar oxigênio por máscara infantil com fluxo de 10 a 15 l/min. também é um fator obstrutivo à passagem do ar para a traquéia.  Superficial.indiretamente. inicie assistência ventilatória com reanimador manual e oxigênio conforme tabela abaixo. Nos casos de vítimas abaixo de 8 anos. o Se saturação de oxigênio for igual ou maior que 95%.

deve-se fazer o diagnóstico precoce das alterações hemodinâmicas (antes da alteração de pressão arterial) por intermédio do exame clínico. Sua gravidade depende de alguns fatores:  A rapidez com que o sangue sai dos vasos. Assim. para que o sangue possa atingir todas as partes do corpo. Gravidade da hemorragia: Em muitos casos. uma pessoa com 70 kg tem por volta de 5 litros de sangue. A perda de sangue leva à diminuição da oxigenação dos tecidos podendo levar à morte se não for controlada. intra-abdominal. sob certa pressão. levando a uma seqüência de alterações que podem culminar na morte. ele sai dos vasos e permanece dentro do corpo. Mas em outras situações. estamos diante de uma hemorragia externa. ou associada a fraturas pélvicas e de ossos longos (ex.  Se o sangramento é arterial ou venoso. A vida depende do contínuo e adequado suprimento sangüíneo. o volume de sangue de um adulto corresponde a aproximadamente 7% de seu peso corporal.  A origem do sangue. a hemorragia prossegue ou por vezes é rápida e muito volumosa. a hemorragia externa cessa entre um e três minutos em virtude dos mecanismos normais de coagulação sangüínea. cianose). no entanto. Na criança. brancos e as plaquetas.C – Circulação com Controle de Hemorragias Na avaliação primária. a pressão arterial cai e o nível de consciência fica acentuadamente deprimido. o nível de consciência (alterado pela má perfusão cerebral). e outra sólida. Os primeiros fazem a distribuição e o recolhimento do sangue. O sangue é composto por uma parte liquida chamado plasma ou soro. quer pela extensão dos ferimentos. pois a hemorragia é freqüentemente uma das causas de morte evitável. 1-CONTROLE DE HEMORRAGIA NO SUPORTE BÁSICO Á VIDA O sistema circulatório é fechado e constituído por vasos sangüíneos artérias.  Quantidade de sangue perdida. retroperitonial. A hemorragia interna poderá ser intratorácica. dá-se a hemorragia interna. e a perfusão periférica (enchimento capilar maior que dois segundos) nos darão subsídios para caracterizar a presença e estimar o grau de hipovolemia. Apesar de haver considerável variação. a freqüência e a amplitude do pulso.: fêmur). quer pelo diâmetro dos vasos lesados. A hemorragia poderá ser externa e controlada nesse momento pela pressão manual direta sobre a ferida. o pulso torna-se rápido. formada pelos glóbulos vermelhos. enquanto o coração tem por função exercer o bombeamento contínuo. Importante! A hemorragia é severa quando a freqüência respiratória aumenta. glóbulos vermelhos dão cor ao sangue e têm por função o transporte do oxigênio. Os brancos respondem pela defesa do organismo e as plaquetas fazem parte fundamental no processo de coagulação sangüínea. Definição: Hemorragia ou sangramento são termos usados para expressar a saída do sangue de compartimentos – geralmente artérias (Cor vermelho vivo e jorram de forma pulsátil). veias e capilares .e o coração. algo em torno de 80 a 90 ml/kg. Se.  Se o sangramento ocorre livre ou para uma cavidade fechada. sendo responsável por perdas ocultas consideráveis de sangue e que justificam a instabilidade hemodinâmica mesmo depois de tratada. capilares ou veias (sangue venoso é de cor mais escura e jorra de forma constante) – nos quais normalmente ele deveria estar contido. Hemorragia Externa e Interna: Quando o sangue sai do corpo através de um ferimento. Os 9 . A coloração de pele (sudorese fria. o volume é calculado em 8% a 9% do peso.

Neste caso os sintomas e sinais são mínimos. Há acentuado aumento da freqüência cardíaca e respiratória. aumento da freqüência respiratória e redução da pressão de pulso pela elevação da diastólica. alterações do Sistema Nervoso Central como ansiedade. Se for utilizada gaze ou tecido. Consiste na compressão do ferimento.e frequência respiratória inalterada. a mais eficiente e a que sempre deve ser tentada em primeiro lugar. Hemorragia Classe II: perda de 15% a 30% do volume sangüíneo. também. sobre a primeira. Ocorre taquicardia (FC > 100 bat/min em adulto). Em um adulto de 70 Kg uma Hemorragia Classe II corresponde à perda de 750 a 1500 ml de sangue. na tentativa de preservar a circulação nos rins. coração e cérebro. Uma das mais eficientes é a utilização das bandagens triangulares para ferimentos na cabeça. A primeira resposta do organismo frente à perda de sangue é a contração dos vasos (vaso constrição) da pele. HEMOSTASIA: O que fazer para controlar a Hemorragia Externa? O socorrista deve identificar e tratar a hemorragia externa no exame primário. verifica-se um acentuado aumento da freqüência cardíaca e respiratória. queda da pressão sistólica e intensificação das alterações mentais. pode ser aplicadas. gaze. gaze com um rolo de atadura serão suficientes. O controle de hemorragia é incluído na circulação porque. bandagens para fixar o tecido no local. Nas extremidades como mãos e pés. Se pelo tecido ainda surgir sangue. De acordo com o volume de sangue perdido. Efeitos da hemorragia: Os efeitos da hemorragia sobre o organismo dependem dos fatores enumerados anteriormente e da quantidade de sangue perdido. podem-se classificar as hemorragias em quatro classes: Hemorragia Classe I: perda de até 15% do volume sangüíneo. Há. pode ocorrer discreta taquicardia. Existem dois métodos usados e aprovados pelo PHTLS – sexta edição 1) Compressão direta sobre a lesão é a forma mais simples. não remova a bandagem. músculos e vísceras.  Se a hemorragia afeta a respiração (vias aéreas). Idade.diferença entre a pressão arterial sistólica e a diastólica . Assim. pressão de pulso . freqüentemente caracterizada como hostilidade. bandagem triangular ou outro tecido limpo qualquer. podendo ser realizada com as próprias mãos (se o ferimento for no próprio socorrista). pressão arterial. Nas situações menos complicadas. com um pouco mais de pressão. mas aplique uma outra sobre a primeira. A taquicardia (aumento dos batimentos cardíacos) é o primeiro sinal mensurável a surgir. Hemorragia Classe III: perda de 30% a 40% do volume sangüíneo. existem sinais e sintomas de uma insuficiente perfusão tecidual. membros ou tronco. Corresponde a perda de aproximadamente 2 litros de sangue em adultos. Hemorragia Classe IV: perda de mais de 40% do volume sangüíneo. peso e condição física geral do paciente. Compressão direta com atadura e gaze 10 .se um grande sangramento não for controlado de imediato. Nesses casos. Várias são as formas de se fixar uma gaze num ferimento. o potencial de morte do paciente aumenta muito. Requer imediata reposição sangüínea e pode causar a morte. queda intensa da pressão sistólica e muita dificuldade na detecção da diastólica.

Podem ainda provocar gangrena pela isquemia e morte tecidual se aplicados por tempo prolongado. por exemplo) determina a formação de substâncias tóxicas. a falta de oxigenação do tecido. Outras vezes. METODO: usar uma atadura ou tira com aproximadamente 10 cm de largura e deve ser aplicado imediatamente proximal ao ferimento hemorrágico. A força de aplicação deve ser suficiente para bloquear o fluxo arterial. posteriormente. evitando uma isquemia desnecessária de tecido. essas intervenções não são mais recomendadas para situações na qual a compressão direta. músculos e vasos. podendo causar lesões mesmo quando aplicada corretamente. Não foi publicada nenhuma pesquisa sobre se a elevação de uma extremidade com sangramento diminui ou não a hemorragia. Dessa forma. estas substâncias são liberadas para a circulação. É a falência progressiva do 11 . 2) Torniquete é técnica usada quando a hemorragia não é contida com a compressão direta. No ponto de sua aplicação podem ocorrer lesões vasculares arteriais que culminam. Torniquetes aplicados de maneira imprópria podem esmagar o tecido e causar lesão permanente nos nervos. Caso a extremidade esteja fraturada. essa manobra poderia potencialmente transformar uma fratura fechada em uma aberta ou aumentar uma hemorragia interna. porém embora haja um pequeno risco de que uma parte ou todo o membro seja sacrificado. a aplicação de um torniquete é a etapa lógica seguinte para controle da hemorragia. na ausência de dados convincentes. Os torniquetes foram deixados de lado pelas razões já citadas acima. Caso um sangramento externo em uma extremidade não possa ser controlado por pressão. Uma vez aplicado. era dada ênfase na elevação de uma extremidade e na compressão sobre um ponto de pressão (proximal ao local do sangramento) como etapas intermediárias no controle de hemorragias. no estímulo a formação de coágulo obstruindo todo o vaso. principalmente em músculos de grande porte (membros inferiores. interferindo nos mecanismos circulatórios.Objetos empalados: quando se cuida de um ferimento com objeto empalado. No passado. O tempo de duração do torniquete deverá ser de no máximo 120 a 150 minutos. a pressão deve ser aplicada em um dos lados do objeto. É técnica de risco. Mesmo nas amputações. não conseguiu controlar a hemorragia. CHOQUE HEMORRÁGICO: Choque HEMORRÁGICO ou HIPOVOLÊMICO é a perfusão e oxigenação inadequadas dos órgãos e tecidos devido a perda sangüínea na hemorragia. considerando a escolha de perder o membro ou a vida? A decisão óbvia é preservar a vida! Os dados da experiência militar sugerem que torniquetes aplicados adequadamente potencialmente poderiam evitar 7 de cada 100 mortes em combate. Pode ser necessária até mesmo a amputação do membro. ou um curativo de pressão. causando choque e até parada cardíaca. a compressão direta sobre o coto é preferível. Da mesma forma o uso de pontos de pressão para controle de hemorragia não foi estudado. o local do torniquete não deve ser coberto para que possa ser monitorado quanto à recorrência da hemorragia. Quando o torniquete é desfeito. e não sobre o objeto.

ansiedade ou inquietação. tontura. Deve-se 12 . a taquicardia e a vasoconstrição cutânea são os sinais mais precoces do choque. pois os mecanismos compensatórios. Siga o ABC incluindo controle de sangramento (hemostasia). A determinação do hematócrito ou da concentração de hemoglobina. por isso. que corresponde a descarga adrenérgica. nenhum teste laboratorial identifica imediatamente o choque. Perfusão capilar lenta ou ausente. O passo inicial na abordagem do choque hemorrágico é reconhecer sua presença. Fraqueza. apoio lateral de cabeça e prancha longa com tirantes se for o caso). freqüência respiratória. não diagnostica perdas sangüíneas agudamente. Promova o conforto da vítima tentando acalmá-la. ou seja. Pulso rápido e fraco (filiforme) Queda da pressão arterial. perfusão cutânea e pressão do pulso. Aqueça a vítima. até que se prove o contrário. Estabilize a vítima. portanto. seu diagnóstico é feito exclusivamente através do exame físico. O Choque Hemorrágico corresponde a 90% de todos os estados de choque. Palidez ou arroxeamento da pele. Sede e frio intensos. considerar que os parâmetros de taquicardia são diferentes para cada fase da vida: Sinais e Sintomas do Choque Hemorrágico: Respiração rápida. nesta situação. IDADE RN até 28 dias Criança Puberdade Adulto TAQUICARDIA acima 160 acima 140 acima 120 acima 100 É importante salientar que a medida da pressão arterial não é um bom sinal para o diagnóstico do choque. Conduza imediatamente até o hospital. monitorando seus sinais vitais e observando os cuidados no trauma (colar cervical.Sistema Cardiovascular e pode se tornar irreversível se não tratado rapidamente. AÇÕES DE EMERGÊNCIA NO CHOQUE HEMORRÁGICO Chame imediatamente um Serviço de Urgência para transportar a vítima ao hospital (TRANSPORTE IMEDIATO). todo paciente politraumatizado que está pálido ou frio e taquicárdico está em choque. Pele fria e úmida. à freqüência cardíaca. por exemplo. a reação fisiológica do organismo é a liberação de catecolaminas. mantém a pressão sistólica até uma perda de 30% da volemia. Sudorese. que deve ser dirigido aos sinais vitais.

D – Avaliação Neurológica Tendo avaliado e corrigido. de 3. pode indicar a presença de uma lesão cerebral potencialmente letal. 4. parada cardíaca). O objetivo é determinar o nível de consciência e identificar o potencial de hipóxia. A Escala de Coma de Glasgow é a ferramenta utilizada para determinar o nível de consciência. em geral. (3) melhor resposta motora. convulsão. ou está sem resposta e dilatada? Um escore menor que 14 na Escala de Coma de Glasgow. combinado com um exame pupilar anormal. que é a medida indireta da oxigenação cerebral. orientado e capaz de obedecer a comandos. e 13 a 15. e o menor escore. (2) melhor resposta verbal. As pupilas estão iguais e redondas. na medida do possível. 2. é. Um doente agressivo. e reage apropriadamente a luz. Um nível de consciência diminuído deve alertar o socorrista para quatro possibilidades: 1. quais as substâncias tóxicas que podem estar envolvidas e se o doente tem condições preexistentes que podem ter produzido a diminuição do nível de consciência. ou o comportamento anormal. 3. Intoxicação por drogas ou álcool. Durante o exame. a próxima etapa do exame inicial é a medida da função cerebral. combativo ou que não coopera. Lesão do sistema nervoso central (SNC). deve ser considerado como estando em hipóxia até que se prove o contrário. 9 a 12 lesão moderada. 13 . Distúrbio metabólico (diabetes. um sinal de péssimo prognóstico. É dividida em três seções: (1) abertura ocular. Oxigenação cerebral diminuída (devida à hipóxia e/ou à hipoperfusão). fotorreagentes? As pupilas são iguais uma às outras? Cada pupila está redonda e de aparência normal. Um escore menor que 8 indica uma lesão grave. o socorrista deve determinar pelo histórico se o doente perdeu a consciência em qualquer momento desde que ocorreu o trauma. Se o paciente não está acordado. O escore máximo da escala é 15. se contraindo. indicando uma paciente sem dano neurológico. lesão leve ou mínima. os fatores envolvidos no transporte do oxigênio aos pulmões e na sua circulação ao corpo. devem ser rapidamente avaliadas as pupilas.

instabilidades. e examinando em todos os seus segmentos corpóreos incluindo o dorso. intensidade e mecanismo de trauma (cinemática). uma vez que tais problemas representam riscos imediatos. PALPAÇÃO: em busca de pontos dolorosos. alterações hemodinâmicas e déficit neurológico implicam executar um procedimento imediato de correção. / Prenhez (gestante) Líquidos e alimentos ingeridos. A obstrução das vias aéreas. insuficiência respiratória. crepitações. o exame minucioso tem por objetivo detectar lesões que passaram despercebidas. presença de sangue. alterações de cor. acompanhantes ou familiares a fim de elucidar com mais precisão o diagnóstico. iniciada a reanimação e realizada a reavaliação do paciente. horário. REANIMAÇÃO CARDIO-PULMONAR A utilização do código “AMPLA” é uma fórmula mnemônica útil para obter uma história pertinente do paciente. Passado Médico. Ambiente e eventos relacionados ao trauma (cinemática do acidente. deformidades. antecedentes clínicos. tomando-se cuidado com a imobilização de toda coluna e principalmente a cervical que fica menos protegida pelo corpo. preservando-se sua privacidade. situação do local) Os procedimentos de reanimação do paciente são realizados simultaneamente ao diagnóstico do problema. O politraumatizado é completamente examinado no sentido céfalo-caudal. outros líquidos.   HISTÓRICO: Dados de história (antecedentes) devem ser recolhidos com o paciente. etc.  INSPEÇÃO: da integridade tecidual.E – Exposição com Prevenção da Hipotermia O paciente deve ser totalmente despido. deve-se prevenir a hipotermia utilizando-se cobertores e fluídos intravenosos aquecidos. Nesta etapa do atendimento. Paralelamente. especialmente no doente inconsciente.  Como o tipo. o SEQUÊNCIA EXAME FÍSICO CÉFALO-CAUDAL:  Cabeça (Crânio e face)  Pescoço e coluna cervical  Tórax (face anterior e posterior)  Abdômen e quadril  Sistema músculo esquelético: extremidades inferiores e superiores  Exame neurológico 14 . A M P L A Alergia(s) Medicamentos utilizados habitualmente ou ingeridos antes do acidente. EXAME FÍSICO CÉFALO-CAUDAL (DA CABEÇA AOS PÉS): AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA A avaliação secundária só se inicia quando completada a avaliação primária (ABC). tais como:  As informações da condição clínica anterior da vítima. AUSCULTA: ruídos pulmonares.

pulmão.CAIXA TORÁCICA: Anatomia e Fisiologia Entender a anatomia e a fisiologia geral do corpo humano é uma parte importante do conhecimento que o socorrista deve ter. embora dolorosa. As lesões do tórax podem ser distúrbios maiores ou menores da função cardiorespiratória. uma queda de um lado de uma banheira pode fraturar uma ou duas costelas. o esmagamento do tórax pode causar Órgãos Internos Estudar e conhecer os órgãos são de vital importância para o socorrista no atendimento no trauma. Resumindo: o socorrista ao abordar a vítima estará constantemente monitorando os sinais vitais do paciente e nunca deixará a vítima sozinha. Abaixo contem a localização de cada órgão no corpo humano. que são em número de 12 de cada lado. sendo as 7 primeiras verdadeiras (se inserem diretamente no esterno).MONITORAÇÃO O paciente traumatizado deve ser reavaliado constantemente para assegurar que fatos novos não passem despercebidos e para identificar o agravamento de sintomas previamente detectados. a anatomia e fisiologia são bases da avaliação e do tratamento. 3 falsas (se reúnem e depois se unem ao esterno). Área totalmente preenchida por órgãos vitais composta por coração. Assim. Sem um bom domínio da estrutura óssea e muscular. A . aorta. dependendo da parte envolvida. não será possível relacionar o mecanismo de trauma e as lesões aparentes com as lesões internas. não causa se não um leve distúrbio da função respiratória. 15 . veia cava e traquéia. não se fixando ao esterno). osso esterno e costelas. em quanto que em um acidente automobilístico no qual o motorista é jogado contra o volante. devendo manter tais cuidados até que seja entregue aos cuidados médicos intrahospitalares. TRATAMENTO DEFINITIVO A estabilização do traumatizado e a adequada imobilização permitem que haja um encaminhamento ao hospital de referência adequado para o caso. e 2 flutuantes (com extremidades anteriores livres. que. É formada pela região torácica de coluna vertebral.

 Coloração azulada da pele (cianose) devido à falta de ar. lesões por esmagamento. hilo pulmonar. os sinais e sintomas supracitados variam conforme a magnitude do pneumotórax. é usualmente devido a lesões no arco aórtico. ele pode fazer com que o coração se desloque. artérias mamárias internas ou artérias intercostais. O ar.lesões cardíacas e pulmonares. vias aéreas. especialmente os pulmões. Este espaço. Já a tosse é seca e irritativa. podendo piorar a falta de ar. à morte. um hemotórax pode notavelmente reduzir a capacidade vital do pulmão e resultar em choque hipovolêmico.  Cansaço fácil. ao entrar entre o pulmão e a parede torácica. As consequências mais sérias do trauma torácico são:  Insuficiência respiratória aguda por lesão da parede torácica. levando a alterações nos batimentos do coração e. quando o pneumotórax é grande. isso comprime todas as estruturas do interior do tórax. que não penetra. por exemplo – também influi bastante. socos no tórax e feridas por projéteis e armas brancas. com rápido acúmulo de sangue. e por lesões penetrantes. As lesões torácicas podem ser causadas por traumatismo fechado. Também pode resultar de qualquer trauma brusco que rompa a vasculatura. rapidamente fatais.  Choque devido lesões de grandes vasos e lesões extratorácicas.  Agitação.  Tosse – ocorre em 10% dos pacientes. tipo pontada. De uma maneira geral. É comumente o resultado de feridas penetrantes. Um hemotórax é comumente associado a um pneumotórax e pode resultar em comprometimento respiratório grave.  Encurtamento da respiração (falta de ar). que normalmente é virtual. ou seja. no lado afetado do tórax. Além disso. Ambos os tipos podem causar sérias disfunções respiratórias. 16 .  Aceleração dos batimentos cardíacos. Um hemotórax maciço. Outras causas de traumatismo torácico são quedas. depende do volume de ar acumulado no espaço pleural. A presença de doença pulmonar prévia – bronquite crônica. distúrbios respiratório e cardíaco. É o derrame e presença de sangue na cavidade pleural (tórax). mas lesa pela força. 2-Hemotórax: Lesões Torácicas Graves: 1-Pneumotórax aberto ou fechado: É o acúmulo anormal de ar entre o pulmão e uma membrana (pleura) que reveste internamente a parede do tórax. persistente. se chama espaço pleural. pode comprimir o pulmão e causar dificuldade para respirar. O que se sente?  Dor torácica. até. E em acidentes de alta velocidade — na súbita aplicação de uma força às estruturas intratorácicas assim que a pessoa para —. Com a presença de grande quantidade de sangue no peito. diafragma e pulmões. Os fatores críticos são: hemorragias graves. A dor é aguda.

.Tórax Instável: O tórax instável freqüentemente está acompanhado por outras lesões pulmonares resultantes do mecanismo de lesão e da força necessária para fraturar várias costelas.Parte do pâncreas . Cabe ao socorrista saber que o baço esta no quadrante superior esquerdo. Feridas abertas devem ser cobertas com curativo oclusivo impermeável de modo a deixar três bordas vedadas e uma livre permitindo a saída e impossibilitando a entrada de ar. Imobilizar o braço correspondente ao lado da lesão sobre as costelas fraturadas. Trate o choque se houver. uma vertical e outra horizontal.Parte esquerda do fígado Curativo de três pontas 17 .Parte do pâncreas b .Rim e Supra-renal direito .Divisão do abdômen por duas linhas. quadrante superior esquerdo. a bexiga na base do abdômen.quadrante inferior direito .Ureter direito c . em posição lateral sobre o tórax lesado.Rim e supra-renal esquerdo .Ovário direito .Parte do intestino grosso . quadrante inferior esquerdo e ao redor do umbigo (periumbilical). Transportar o paciente.Vesícula biliar .quadrante superior esquerdo . Tome cuidado para que curativos e imobilizações não restrinjam a expansão do tórax. quadrante inferior direito.Duodeno .Parte direita do fígado .Tuba uterina direita .Antro gástrico (parte distal do estômago) . originando quatro quadrantes: a . B . Condutas Gerais: Exame primário .3. se possível.ABC da vida. (CURATIVO DE TRÊS PONTAS) Não retire objetos empalados e sim os estabilize na situação em que forem encontrados.Baço . Administre oxigênio sob máscara a 15 litros/min.ABDÔMEN: É geralmente dividido em cinco áreas de localidade: quadrante superior direito. originando. os rins na parte retro-abdominal e assim por diante.Parte do intestino grosso . cruzando o umbigo.Apêndice .quadrante superior direito .

agitação ou inconsciência de curta ou longa duração pensar em LCE. lacrimais.Parte do intestino grosso d . coluna cocciciana (coccix). Sangramentos via nasal (rinorragia) e pelo ouvido (otorragia) geralmente é sinônimo de LCE. 2-Esqueleto apendicular: compreende a cintura escapular. isoladamente ou em qualquer combinação. malares ("maçãs do rosto" ou zigomático). Controlar hemorragias. coluna sacral. Ele constitui-se de peças ósseas (ao todo 208 ossos no indivíduo adulto) e cartilaginosas articuladas. confusão. maxilar superior e ABORDAGEM DA VÍTIMA: Exame Primário . que formam um sistema de alavancas movimentadas pelos músculos.ABCD. é dividida em regiões típicas que são: coluna cervical (região do pescoço). esfenóide.1-Caixa craniana Possui os seguintes ossos importantes: frontal.. cintura pélvica. Abrange o que classificamos como Extremidades do Corpo. formada pelos ossos ilíacos (da bacia) e o esqueleto dos membros (superiores ou anteriores e inferiores ou posteriores). Lesões de couro cabeludo podem causar hemorragia devido a sua intensa quantidade de vasos.Parte do intestino grosso . O Traumatismo Raqui-Medular (TRM) ocorre em 5 a 10% dos casos de LCE. nasal. O esqueleto humano pode ser dividido em duas partes: 1-Esqueleto axial: formado pela caixa craniana. crânio e encéfalo.Ureter esquerdo mandíbula (maxilar inferior). Nos casos onde ocorra vômitos. temporais. COLUNA VERTEBRAL: É uma coluna de vértebras que apresentam cada uma um buraco.quadrante inferior esquerdo . o esqueleto protege os órgãos internos e fornece pontos de apoio para a fixação dos músculos. Os traumatismos da cabeça podem envolver o couro cabeludo. Observar cuidados com a coluna cervical: Estabilizar manualmente a cabeça e o pescoço. coluna lombar. LESÕES CRÂNIO-ENCEFÁLICO (LCE) As LCE são causas importantes de morte nos traumas. Suspeitar sempre de lesão de coluna cervical em pacientes com LCE. que se sobrepõem constituindo um canal que aloja a medula nervosa ou espinhal. ATENÇÃO! Trauma com sonolência. formada pelas escápulas e clavículas. Cerca de 70% das vítimas de acidentes automobilísticos apresentam LCE. C .Ovário esquerdo . occipital. 18 .SISTEMA ESQUELÉTICO (SUSTENTAÇÃO) DO CORPO HUMANO: Além de dar sustentação ao corpo. 1-Esqueleto axial 1. parietais. a vítima deve ser virada em bloco para o decúbito lateral de forma a preservar a imobilização da coluna cervical.Tuba uterina esquerda . coluna vertebral caixa torácica.Estômago (maior parte) . coluna torácica.

ele se articula com os dois ossos da perna: a tíbia e a fíbula. antebraço. · Priapismo (enrijecimento do pênis de forma involuntária).  rotação. Suspeitar sempre de lesão de coluna cervical em pacientes com LCE. Mecanismos possíveis de lesão raquimedular:  hiperextensão. A palma da mão é formada pelos metacarpos e os dedos. · "Formigamento" (anestesia) ou paralizia de qualquer parte do corpo abaixo do pescoço. O pulso constitui-se de ossos pequenos e maciços. O osso do braço – úmero – articula-se no cotovelo com os ossos do antebraço: rádio e ulna. Acidentes por arma de fogo. por socorristas ou pessoal não habilitado.Membros e cinturas articulares Cada extremidade superior é composta de braço. tornozelo e pé. Não mova o paciente a menos que seja necessário.  torção lateral e  tração.Esqueleto apendicular 2-1.  compressão. Remova o capacete em caso de PCR ou insuficiência respiratória. CUIDADOS NO TRM Exame primário . os carpos. o mais longo do corpo. 2. que liga o cérebro aos órgãos através de nervos. · Vítimas inconscientes que sofreram algum tipo de trauma. · Traumatismo facial grave ou traumatismo de crânio fechado. a não ser que outra situação esteja produzindo risco de vida iminente.sempre imobilize. · Dor em qualquer região da coluna vertebral. A região frontal do joelho está protegida 19 . pelas falanges. No joelho. Mergulho em água rasa. O osso da coxa é o fêmur. · A coluna tem a função de sustentar o corpo e proteger no seu interior a medula espinhal. A proteção da coluna cervical deve ser uma das prioridades do tratamento pré-hospitalar. perna. Acidentes de motocicleta e automóvel. · Mergulho em água rasa TRAUMA RAQUI-MEDULAR (TRM) Lesão da coluna vertebral ou medula espinhal A coluna cervical é o local mais comum de TRM e as causas mais comuns são:      Quedas. mesmo sem sintomas.ABC da vida Imobilize a cabeça/pescoço em posição neutra com colar cervical ou com as mãos. Esportes. Caso tenha que movê-lo utilize a técnica em monobloco. Lembre-se que 17% dos pacientes com lesões de coluna foram encontrados andando na cena do trauma ou foram ao hospital por seus próprios meios . Cerca de 10% das lesões medulares ocorrem por manipulação incorreta das vítimas de trauma.SUSPEITAR DE TRM NOS SEGUINTES CASOS: · Mecanismo de lesão sugestivo (causas de TRM). pulso e mão.  hiperflexão. Cada extremidade inferior compõe-se de coxa.

osso volumoso resultante da fusão de cinco vértebras. formado por quatro a seis vértebras rudimentares fundidas). chamados tarsos. BCurtos: têm as três extremidades praticamente equivalentes e são encontrados nas mãos e nos pés.por um pequeno osso circular: a patela. os ossos são móveis e permitem ao esqueleto realizar movimentos. como as do crânio. carpos. Os membros estão unidos ao corpo mediante um sistema ósseo que toma o nome de cintura ou de cinta. são fixas. o corpo do osso é a diáfise. cordões resistentes constituídos por tecido conjuntivo fibroso. A cintura superior se chama cintura torácica ou escapular (formada pela clavícula e pela escápula). A primeira sustenta o úmero e com ele todo o braço. pelas falanges. Ligamentos Os ossos de uma articulação mantêm-se no lugar por meio dos ligamentos. Juntas e articulações Junta é o local de junção entre dois ou mais ossos. Algumas juntas. enquanto a epífise e a metáfise. Exemplos: calcâneo. Os ligamentos estão firmemente unidos às membranas que revestem os ossos. formam o tornozelo. por um par de ossos ilíacos e pelo cóccix. nelas os ossos estão firmemente unidos entre si. denominadas articulações. Ossos pequenos e maciços. popularmente conhecida como bacia (constituída pelo sacro . Exemplos: fêmur. tarsos. úmero. 20 . São constituídos por tecido ósseo esponjoso. Classificação dos ossos Os ossos são classificados de acordo com a sua forma em: A Longos: têm duas extremidades ou epífises. Em outras juntas. A diáfise é formada por tecido ósseo compacto. A planta do pé é constituída pelos metatarsos e os dedos dos pés (artelhos). a segunda dá apoio ao fêmur e a toda a perna. entre a diáfise e cada epífise fica a metáfise. a inferior se chama cintura pélvica. por tecido ósseo esponjoso.

Essa musculatura recobre totalmente o esqueleto e está presa aos ossos. que são cordões de tecido conjuntivo. A maioria dos músculos está presa ao esqueleto. é vermelha e gelatinosa. ou seja. escápula. constituindo o local de formação das células do sangue. para formar o invólucro exterior do corpo. recebem o nome de aponeuroses (ou aponevroses). sendo responsável pela movimentação corporal. existe uma delicada membrana . As superfícies articulares são revestidas por cartilagem. Nos ossos longos. Nas articulações. ossos do crânio. em parte é amarela. abrindoas e fechando-as. e não possuem a forma de cordão. As maiores quantidades de tecido hematopoético estão nos ossos da bacia e no esterno. estes músculos se inserem sobre os ossos e sobre as cartilagens e contribuem. funcionando como depósito de lipídeos. junto a articulações. tal disco é chamado de disco metafisário (ou epifisário) e é responsável pelo crescimento longitudinal do osso. 21 . Revestindo o osso compacto na diáfise. Os músculos esqueléticos ou músculos estriados. esses músculos são presos a ossos por meio de tendões.Planos ou Chatos: são formados por duas camadas de tecido ósseo compacto. com a pele e o esqueleto. que.o periósteo . ossos da bacia. formando o que se chama popularmente de carne. tendo entre elas uma camada de tecido ósseo esponjoso e de medula óssea Exemplos: esterno.responsável pelo crescimento em espessura do osso e também pela consolidação dos ossos após fraturas (calo ósseo). no restante. já que apresentam estriações em suas fibras são os responsáveis pelos movimentos voluntários. O tecido hemopoiético é popularmente conhecido por "tutano". Entre as epífises e a diáfise encontra-se um disco ou placa de cartilagem nos ossos em crescimento. Quando os tendões são chatos e largos.C . e. O interior dos ossos é preenchido pela medula óssea. a medula óssea vermelha é encontrada principalmente nas epífises MUSCULATURA ESQUELÉTICA Sistema muscular esquelético constitui a maior parte da musculatura do corpo. de hematopoiese.

A imobilização em prancha longa pode efetivamente fixar todos os ossos e articulações. para permitir a reanimação. porém com hemorragia controlada. Essa posição é chamada IMOBILIZAÇÃO EM POSIÇÃO ANATÔMICA. São as lesões mais freqüentes e variadas no trauma. não se deve iniciar o exame secundário até que se tenha estabilizado os traumas com risco imediato de vida do paciente. Se uma situação de risco de vida for detectado durante a avaliação inicial (Primária). o mais próximo possível da posição anatômica. não havendo tempo de imobilizar as fraturas em extremidades. Iniciar o transporte imediato ou pedir suporte avançado no local. embora comuns nos pacientes traumatizados. Todo traumatismo grave deve ser imobilizado em prancha longa. fazendo o socorrista suspeitar de danos na caixa torácica do acidentado. quer seja externa quer seja interna. Trauma músculo-esquelético sem risco de vida. existem três considerações importantes em relação às lesões de extremidades: 1. deverá tomar a conduta imediata para o transporte do paciente ao hospital especializado . Se isso puder ser feito de maneira eficiente.TRAUMA DE EXTREMIDADES As lesões de extremidades. Como exemplo a laceração isolada em uma extremidade. sem perder tempo. e se possível. será possível prestar atenção às outras lesões graves. 3. Importante! Quando o socorrista identificar um trauma com risco de vida no paciente e não conseguir estabilizá-lo. O socorristas não é responsável por distinguir os diversos tipos de lesões músculo-esqueléticas. se houver tempo. 2. mas por identificar e tratar as lesões com risco de vida e. 3. efetuála a caminho do hospital. O trauma de extremidade pode apresentar risco de vida quando leva à perda de sangue (hemorragia) acentuada. São as fraturas de ossos do fêmur e quadril que por si só já pode perder mais de 2 litros de sangue e grandes hemorragias (ver tabela hemorragia em ossos). Como exemplo o impacto lateral contra o veículo onde ocorre uma fratura em úmero. Reconhecer a biomecânica (cinemática) do trauma que causou as lesões músculoesqueléticas e a possibilidade da presença de outras lesões com risco de vida causadas por essa transferência de energia. raramente apresentam risco de vida imediato. Reconhecer as lesões musculoesqueléticas com risco de vida. Avaliação Para efeito de triagem. o trauma músculoesquelético pode ser classificado em três tipos principais: 1. Não se distrair com lesões músculos-esqueléticas dramáticas que não comportam risco de vida. mas associado a trauma multissistêmico com risco de vida (lesões com risco de vida e fratura de menbros). Ao tratar um paciente traumatizado grave. Trauma músculo-esquelético isolado sem risco de vida (fraturas isoladas de membros). Lesões músculo-esqueléticas com risco de vida ( fraturas da bacia e 22 . identificar e estabilizar as lesões de extremidades. 2. Manter as prioridades de avaliação e estabilizá-las (ABCD).

Sem contar o grande número de óbitos prematuros devido à manipulação e transporte incorretos. uma é ocasionada por erro durante o socorro. ou seja. 12% torácica e 50% lombar). o socorrista deve formular as seguintes questões:  Visto que foi aplicada força lateral suficiente para fraturar o úmero. A condução até o local deve ser precedida de cautela observando os preceitos da direção defensiva e observando os limites de velocidades pertinentes a cada via. com risco de vida pela perda de sangue). que deve fazer o exame primário completo. pode haver também lesão torácica e pulmonar?  Poderá haver lesões com risco de vida na região torácica ou nos órgãos do abdômen superior. se todos os veículos pararam para a passagem da viatura.do fêmur. 4. 5. 2. A presença de uma lesão músculoesquelética sem risco de vida pode ser um indicador de possível trauma multissistêmico e não deverá desviar a atenção do socorrista. Atentar-se quando for transpor os sinais semafóricos vermelhos. Segurança no deslocamento Segurança do local Segurança para a equipe Calma Conhecimento Trabalho em equipe Movimentação de vitima MANIPULAÇÃO E TRANSPORTE Por que manipular e transportar corretamente uma vítima de trauma? Abaixo alguns dados estatísticos usados para justificar os cuidados na imobilização correta no trauma:  Cerca de 2 a 5% dos politraumatizados apresentam lesão na coluna (38% cervical. Convém em todos os casos. Cabe igual atenção a pessoas que trafegam com seus veículos e que podem assustar com a sirene e perder o controle do veículo causando um acidente. Nesta situação. 6. um osso coberto por densa camada muscular. 3. sinais luminosos e sonoros ligados. associada a uma simples fratura de costela?  Poderá haver lesão com risco de vida associada a múltiplas lacerações de face e à fratura das estruturas ósseas do maxilar. Grande parte das hemorragias é causada por manipulação incorreta de fraturas. 1) Segurança no deslocamento Todo atendimento de ocorrência de emergência deve ser efetuado com os faróis da viatura acessos (durante o dia. O objetivo do exame primário é identificar e tratar as lesões com risco de vida. de cada dez lesões incapacitantes de coluna. 23 . Cuidados especiais com motociclistas e ciclistas que trafegam entre os veículos. faróis altos). da mandíbula ou de outrosa ossos da face?  E 10% dos TRM (Trauma Raquimedulares) definitivos decorrem de manipulação incorreta da vitima. EFICIÊNCIA NO ATENDIMENTO PRÉHOSPITALAR O socorrista deve seguir seis passos para o sucesso no atendimento pré-hospitalar: 1. cautela na condução para que a viatura chegue ao local do socorro para prestar o atendimento necessário e também não causar novo acidente durante o percurso.

CPFL.     Verificar possíveis vazamentos de combustíveis e contê-los. ambulâncias. O socorrista deve usar sempre luvas de procedimentos. Manter todas as luzes e dispositivos luminosos de alerta da viatura ligados. cada um com uma função específica (segurança.2)Segurança no local 2.  Ferragens. Deixar próximo do atendimento um extintor portátil de incêndio ou outro sistema de extinção. Defesa Civil. 2. Fazer verificações iniciais rápidas do local.3-Veículo  Isolar o local com fita zebrada. contê-los ou isolálos. Se não for possível. Após verificar que o local está totalmente seguro. Polícia Militar. 3)Segurança para a equipe Item importante da segurança é o uso do E.  Eliminar fontes de ignição do veículo desligando a bateria.2-Via de Tráfego Posicionar corretamente a viatura de modo a proteger a equipe de trabalho. Cuidados especiais no pré-hospitalar quanto a metais. Estabilizar o veiculo. não adentrar no local e pedir ajuda a serviços especializados (Corpo de Bombeiros. O socorrista deve sempre trabalhar em equipe. Policiamento de Trânsito. Militar. avental ou macacão/blusa com mangas compridas.  Desabamentos.  Sinalizar o local informando aos condutores que transitam na via a presença de um acidente.  Agressores. Se possível afastá-los. Polícia Rodoviária. Bombeiros.  Vazamentos de gases tóxicos. se possível. etc).  Natureza da ocorrência. apoio. óculos de proteção.  Número de vítimas. 2.P. 4) Calma Todo atendimento deve ser efetuado com calma. guinchos.I. estilhaços. máscara facial. Somente a equipe de socorro estará próxima ao veiculo (ZONA QUENTE). enfermagem. Estacionar de modo a garantir uma rápida saída do local para transporte. visando tranqüilizar a vítima atendida bem como familiares ou pessoas presentes no local. 6) Trabalho em equipe Uma andorinha só não faz verão bem como um só socorrista não efetuará um trabalho 100% eficaz. observando:  Presença de algum perigo iminente. deixando-o imóvel e seguro para o trabalho de retirada da vítima. libere a equipe para os procedimentos de estabilização e remoção de vítimas. 24 . 5) Conhecimento O conhecimento em referência é a constante atualização das matérias referentes ao atendimento pré e intrahospitalar através de cursos. Um socorrista tenso e gritando passará nervosismo a todos bem como uma imagem de imaturidade profissional. afastando-o ou minimizando-o. etc) e também trabalhar em grupo.  Necessidade de apoio (Polícia Rodoviária. literaturas e treinamento prático ligados ao assunto.  Materiais energizados. tendo o socorrista uma postura serena.(Equipamento de Proteção Individual). vidros que podem ferir o socorrista durante o atendimento ou rasgar as luvas de procedimentos com facilidade. Geralmente usam-se cones refletivos para sinalização.1-Cena do local Verificar perigos imediatos:  Animais. sem comprometer a segurança da equipe. condução. etc). vidros. especialmente a cinemática do trauma para correlacionar com possíveis lesões. Obstruir o mínimo possível o fluxo de trânsito. evitando deste modo o contato com sangue e secreções da vítima.

o socorrista pode e deve durante o transporte de maca até o hospital tomar alguns cuidados visando a segurança e o conforto do paciente.  Controlar o vocabulário e hábitos. desde que não prejudique o atendimento. Contato com a vítima: Adotar a seguinte postura no contato com a vítima:  Apresentar-se de forma adequada. decúbito Dor Abdominal: Transportar em decúbito dorsal ou lateral com os joelhos dobrados. o Pistas irregulares que podem agravar as lesões existentes. Gestantes: principalmente no último trimestre de gestação.  Permitir a presença de um acompanhante da vítima. conduzi-la em decúbito lateral esquerdo evitando comprimir a Veia Cava da gestante. sinais luminosos e sonoros ligados até o hospital. o Melhor percurso devido a horários de congestionamentos. Colar Cervical de transporte. Inconsciente: Conduzir em lateral (posição de Coma). OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:  Estar preparado para ocorrência de VÔMITOS. Afrouxar as roupas do paciente. pode-se afirmar que POLITRAUMA é o conjunto de lesões múltiplas simultâneas. TRANSPORTE NO TRAUMA: É definido como POLITRAUMATIZADO aquele paciente vítima de lesões traumáticas havendo. de vários segmentos do corpo onde pelo menos uma ou combinação de várias é potencialmente letal.  Resguardar a intimidade da vítima. que coloque sua vida em risco. além de dificultar o monitoramento da vítima e. TRANSPORTE DE CASOS CLÍNICOS: Para vítimas de casos clínicos. Sendo agora mais criterioso. Para tal usamos como protocolo o uso de Prancha Longa rígida e tirantes ou cintos.  Identificar-se como socorrista.  Inspirar confiança.  Coibir qualquer forma de discriminação ou segregação no atendimento de uma vítima. estabilização lateral da 25 . Caso o quadro da vítima necessite de um atendimento hospitalar urgente. o Normas de direção defensiva. a viatura deverá deslocar-se com faróis. Dispnéia: conduzi-lo como paciente com dor torácica ou em posição semi-sentado. Todo atendimento no trauma deve seguir como regra a imobilização da vítima visando estabilizar os sinais vitais e a toda a coluna. poderá ocorrer o deslocamento da viatura somente com faróis e sinais luminosos ligados. Em caso de: Dor Torácica: Levar em decúbito dorsal com a cabeceira elevada.  Deslocamento deve obedecer aos critérios de urgência/ emergência de acordo com o estado da vítima. Se a mesma apresentar um quadro estável. sem indícios de traumas. devendo obedecer todas as normas de trânsito como qualquer veículo transitando pela via. observando: o Curvas. liberando o retorno do sangue ao coração e oxigenando melhor o feto. pelo menos uma.   Fixar o paciente à maca com tirantes ou cinto de segurança.sincronizando os movimentos tornando o grupo único e coerente.

e que a coluna cervical requeria a inicial com um dispositivo rígido objetivando proteger a coluna cervical. e que deu uma imobilização maior a coluna cervical. Em 1974.  As laterais inferiores deverão ter contato com as clavículas. que fornecia conforto razoável.  Reduzir a compressão da coluna cervical principalmente na região axial durante o transporte de ambulância (aceleração e frenagem). O colar macio da espuma foi introduzido tardiamente na década de 60 tardiamente. Considerou-se que o tratamento atual de então de colocar pacientes. Não é projetado para imobilizar a coluna toraco-lombar. a prancha longa e o apoio lateral de cabeça. O colar cervical não é projetado para imobilizar a coluna cervical sem os outros equipamentos. A seguir especificaremos cada um dos itens e seu correto manuseio. deitada. Não importa se a vítima está consciente ou não. os colares temporários. em uma prancha com somente os sacos de areia colocados em cada lado da cabeça era inadequado. A cabeça da vítima deve ser estabilizada manualmente até que todo equipamento seja aplicado na estabilização do trauma. FUNÇÕES DO COLAR CERVICAL:  Sustentação da cabeça da vítima enquanto estiver sentada ou em pé. Alguns cuidados devem ser tomados na aplicação do colar cervical:  O tamanho do colar tem que ser correto.COLAR CERVICAL A invenção do colar Cervical data da guerra de Vietnam nos anos 60.  Garrotear o colar na vítima poderá afetar as vias aéreas. Inicialmente. sentada ou andando.  Não agravar as lesões existentes (mesmo as não detectadas pelo socorrista).cabeça. Um colar grande hiperextenderá a cervical e um pequeno demais não conterá o movimento antero-posterior da cabeça. mantendo o alinhamento do meio do colar com a parte central do osso esterno. 1 . projetou o primeiro colar de extricação usando uma espuma de média densidade. A parte posterior deve ter contato com a C7 (proeminente) 26 . Glen Hare da Dyna Méd. com potencial trauma de coluna.  Impedir o movimento anteroposterior da cabeça da vítima ( em posição supina com a nuca apoiada na prancha longa). Embora muitos estudos de raio-x realizados mostraram as limitações do colar como dispositivo de imobilização da coluna cervical. a partir da chegada do socorrista ela deverá ser imobilizada e estabilizada com os itens acima citados e entregue ao socorro hospitalar para avaliação e atendimento médico. junto a inserção do músculo trapézio e deverá ter contato anterior com o osso no. A limitação do movimento da cabeça com um colar rígido é 50%. Sendo extremamente forte e durável é o material usado até os dias atuais. mas embora muito confortável imobilizava pouco mais que 10% dos movimentos cervicais. foram executados. As funções do colar cervical desde a sua introdução nos anos 60 foram muito discutidas. Ainda nos anos 70 os colares rígidos foram desenvolvidos usando plástico de polietileno. muitos fabricantes e pesquisadores afirmam que aplicando o colar no paciente manterá segura sua coluna cervical de ferimentos adicionais (iatrogenia). A vítima deve estar em posição supina (decúbito dorsal horizontal) e fixada com cintos (tirantes) na prancha longa. usando toalhas enroladas. ATENÇÃO: O colar cervical faz parte de um conjunto de imobilização da coluna que compreende o colar cervical.

deslizando o colar embaixo do pescoço da vítima. Coloca o colar cervical iniciando pela parte posterior. Passa a parte anterior do colar por baixo do queixo da vítima até se encontrar com a parte posterior. Coloca o colar cervical iniciando pela parte do queixo. VÍTIMA SENTADA OU EM PÉ Retirar qualquer vestimenta e outros adornos da área do pescoço da vítima. na nuca. SOCORRISTA DOIS: Escolhe o colar cervical de tamanho apropriado. da seguinte forma: Com o pescoço da vítima em posição neutra. Colar cervical apropriado deverá ter a medida encontrada no plástico rígido na sua lateral. SOCORRISTA UM: Faz o alinhamento lentamente da cabeça e mantém firme com uma leve tração para cima. usando a manobra de elevação de mandíbula (jaw trhust). realizar o apoio lateral de cabeça. 27 . Examinar o pescoço da vítima antes de aplicar o colar cervical. Na vítima inconsciente. a vítima pode movimentar a cabeça. APLICAÇÃO DO COLAR CERVICAL: SOCORRISTA UM: Faz o alinhamento lentamente da cabeça e mantém firme com uma leve tração para cima. ATENÇÃO: SOCORRISTA UM mantém a imobilização lateral da cabeça até que a vítima esteja estabilizada na prancha longa e fixada no imobilizador lateral de cabeça.ESCOLHA DO COLAR CERVICAL: Escolher o colar cervical de tamanho apropriado. Ajusta o colar e prende o velcro observando discreta folga (um dedo) entre o colar e o pescoço da vítima. Examinar o pescoço da vítima antes de aplicar o colar cervical. Ajusta o colar e prende o velcro observando discreta folga (um dedo) entre o colar e o queixo da vítima. Lembrar que mesmo com o colar cervical. A região cervical somente estará com imobilização completa com o uso do imobilizador lateral de cabeça. usando os dedos. realizar o apoio lateral de cabeça. deslizando o colar sobre o tórax da vítima até que seu queixo esteja apoiado firmemente sobre o colar (parte anterior). Na vítima consciente. SOCORRISTA DOIS: Escolhe o colar cervical de tamanho apropriado. Passa a parte posterior do colar por trás do pescoço da vítima até se encontrar com a parte anterior. meça da base do pescoço (músculo trapézio) até a base da mandíbula ou lóbulo da orelha. VÍTIMA DEITADA Retirar qualquer vestimenta e outros adornos da área do pescoço da vítima. mantém as vias aéreas permeáveis. Na vítima consciente.

Efetuar uma aspiração rápida. completando as laterais do tórax. em sua maioria de casos os traumas de extremidades. com os imobilizadores laterais de cabeça e fixado na prancha com os tirantes. Se não estiver disponível no momento ou houver número de vítimas maior que o 28 . Imobilizador lateral de cabeça não substitui o colar cervical. não forçar e manter a posição. com o colar cervical adequado. secundários.Se ao alinhar a região cervical sentir resistência. nunca gire o pescoço da vítima de trauma. cobertor enrolado. cobertores ou talas imobilizando por completo o politrauma sob a prancha para o transporte até o hospital. com colar e tirantes (cintos). passando por debaixo das axilas. o segundo passando pela crista ilíaca (exceção nos casos de suspeita de fratura pélvica) e outro logo abaixo dos joelhos. 2. se existirem. etc).APOIO LATERAL DE CABEÇA Existem equipamentos próprios para imobilização lateral da cabeça e devem ser usados em todos os casos. 2 . principalmente no último trimestre de gestação devem ser transportadas inclinadas à esquerda cerca de 30°. Gestantes. atenção ao vômito. Em situações onde a vítima necessite de transporte imediato (A B C instável). 3. devendo a Prancha Longa servir de base para a imobilização primária desses traumas e se houver tempo finalizar a imobilização dessas lesões a caminho do hospital.PRANCHA LONGA Usada para transporte da vítima politraumatizada após a sua avaliação e estabilização. Usamos para isso um apoio entre a maca e a prancha longa (caixa de ferramentas. aproximadamente 20 a 30 cm. Um quarto tirante abaixo dos joelhos completa a imobilização da vítima.    3 . Para o transporte a vítima deve estar imobilizada na prancha longa rígida em decúbito dorsal horizontal.Só aplicar o colar cervical quando a vítima se encontrar devidamente alinhada. quadril e pernas da vítima com lençóis. podendo ser cruzados. Vítima estabilizada em Prancha Longa. Em toda vítima de trauma deverá ser colocado o colar cervical. Os tirantes devem ser em número de no mínimo quatro sendo que o primeiro abrangerá a linha do tórax. Nesses casos efetue o giro de 90° da prancha longa. LEMBRETES: 1.Aplicar o tubo orofaríngeo somente se a vítima não reagir. mesmo que o estado da vítima não seja grave. Usam-se quantos tirantes forem necessários. em diagonal ou paralelos. 4.Colar cervical deverá ser do tamanho adequado de forma a proporcionar alinhamento e imobilização anteroposterior da coluna cervical. Atento à vítima para Vômitos e aspiração de secreção. não havendo tempo hábil de imobilizá-los. serão ATENÇÃO: Fixar a prancha longa também à maca com cinto para iniciar o transporte da vítima até o hospital.

MANIPULAÇÃO DA VÍTIMA Vítimas de trauma devem ser abordadas com cuidado visando sempre mexer o mínimo possível em seu corpo. efetuaremos o giro em bloco. A prioridade será sempre a avaliação inicial (ABCDE). A contagem deve ser antecipada de explicação dos movimentos que virão. Os outros socorrista posicionam-se ao longo do corpo da vítima. Se a encontrarmos em decúbito lateral ou ventral.. estabilizando o corpo da vítima. Também é sua função efetuar a contagem para a sincronização dos movimentos e manipulações que serão efetuados na vítima. se houver. Evitem passar por cima da vítima.gira. Adotaremos os seguintes princípios: 1-Sempre um dos socorristas se posicionará próximo à cabeça da vítima assumindo a estabilização da coluna cervical e liberação das Vias Aéreas.. Manobra conhecida como “GIRO” ou “LOG-ROLL”. na altura dos joelhos da vítima. visando estabilizar todo o corpo da vítima até estar devidamente imobilizada na prancha longa. que está ao solo. inicialmente.. MANOBRAS: GIRO 90 E 180°: Consiste em girar a vítima para deixá-la em decúbito dorsal horizontal ou para colocá-la na prancha longa.. outro socorrista na altura do quadril e um terceiro. em seu eixo longitudinal.. Esse socorrista é chamado de “líder” ou “cabeça”.. sendo que um ficará na altura do tórax mais próximo dos ombros.dois.. Todos obedecem ao seu comando que deve ser claro e coordenado. em um ângulo de 90° e retornado após já em cima da prancha longa rígida. com os tirantes e apoio lateral de cabeça. bem como verificará consciência e transmitirá calma e conforto ao socorrido. usando o maior número de socorristas possíveis. É uma manobra onde se efetua o rolamento da vítima. com o pescoço em posição neutra.. 3-O segundo socorrista deve posicionar-se ao lado na altura do tórax da vítima para efetuar o atendimento. 5-O socorrista líder só deixará de estabilizar a coluna cervical da vítima depois que ela estiver fixa na prancha longa.” 2-Todos os socorristas que abordarem a vítima caída deverão estar apoiados com os joelhos ao solo. não podendo ser 29 . O movimento deve ser coordenado e ritmado.um. exemplo: “_Vamos girá-lo 90°.então no três. vias aéreas livres. e se não tiver outra opção fazê-lo com cuidado. visando a estabilização de toda coluna do acidentado mesmo quando este aparentemente não tenha lesões.. 4-Todo giro ou manipulação do politraumatizado deve ser feito MOVIMENTAÇÃO DO POLITRAUMATIZADO O objetivo é deixar a vítima na posição Decúbito Dorsal Horizontal.equipamento devemos improvisar usando lençóis enrolados ou outro artifício. ou seja. todos prontos?. Caso não tenha tais recursos em mãos.três... É necessário que um socorrista (líder) apóie a cabeça da vítima inibindo o movimento brusco do pescoço. usaremos a estabilização manual da cabeça até o hospital. mantendo a estabilização da coluna. giramos com cuidado seu corpo. Consiste em girar a vítima.

O terceiro 30 .rápido. consiste em erguer a vítima e passá-la para a prancha em um movimento único mantendo o alinhamento da vítima. devendo ocorrer em três tempos (levanta a vítima. e na seqüência o terceiro socorrista apóia logo abaixo dos joelhos. Colocamos a prancha longa em uma das laterais da vítima. Somente nessa situação em que podemos passar por cima da vítima (ou quando não tiver condições de passar pelos lados) tomando cuidado e usando de apoio para não pisar ou cair em cima da vítima. ritmado e obedece à contagem do líder. Nesta situação os socorristas encontrarão maior conforto. PRANCHAR VÍTIMA EM PÉ: Em boa parte dos acidentes a vítima estará consciente e julgando-se sem lesões (o acidentado só acredita estar em perigo quando as lesões no seu corpo são visíveis) e portanto apto a andar pela cena do acidente e em muitos casos recusar o atendimento pré-hospitalar e a condução até o hospital. necessita imobilização correta e transporte até atendimento médico-hospitalar. O socorrista Líder está apoiando a cabeça. sendo efetuada a manobra iniciando por baixo da cabeça ou pelos pés da vítima. apoiando suas mãos nas escápulas (ombro da vítima). É necessário que a vítima esteja em decúbito dorsal horizontal (se não estiver devemos girá-la em bloco). com cuidado. nem brusco.queda em banheiro) para a colocação da prancha longa. conhecida como “Pegada em Bloco” ou lift-and-slide. alinhar as extremidades (braços e pernas). passa para o lado e desce até a prancha longa). visto que na pegada em bloco as pernas deverão estar por sobre a vítima e a prancha longa. socorrista apóia no segundo e passa sua perna até o lado oposto da prancha apoiando o quadril (glúteos da vítima) com as mãos. visando não movimentar o corpo durante esta tarefa. MANOBRA Á CAVALEIRO: Pode ser usada quando não há espaço pelas laterais da vítima (Ex: local confinado . Para o giro recomenda-se deixar as pernas alinhadas e os braços junto ao corpo. mantendo alinhada a coluna da vítima. caso não der. pegar pelas axilas. o mais próximo possível. A abordagem nestes casos deve ser LEVANTAMENTO: Técnica de içamento em bloco. O movimento é lateral. Se a vítima estiver em decúbito ventral. com um quinto socorrista. O segundo socorrista apóia nos ombros do Líder e passa uma das pernas por cima da vítima até o outro lado da prancha. Podemos. escorregar a prancha longa por debaixo da vítima. O socorrista tem que partir do princípio que toda vítima de trauma é um paciente potencialmente propenso a sofrer lesões graves externas ou internas e para tal. pois a abertura das pernas será menor. Recomenda-se não girar a vítima do lado em que se encontra ou suspeitase de trauma em extremidade.

três.dois. com o colar cervical e com o corpo apoiado abaixo de suas axilas (evitando que a vítima escorregue pela prancha longa) bastando que o socorrista 03 apóie a prancha em sua parte superior e desça devagar..  Socorrista 03: Coloque a prancha nas costas da vítima. e cuidado com vômitos). Função: apoiar a vítima e não deixá-la escorregar na prancha. colocando seu braço direito em baixo da axila direita da vítima e segurando na prancha no buraco logo acima. exercendo força para abrir alguns 31 ... Os socor-ristas 01 e 02 só acompanham a vítima lateralmente estabilizando sua cabeça e coluna. Cabeça pequena ficará solta dentro do capacete e. o socorrista 03 assumirá a estabilização lateral da cabeça da vítima.  Socorrista 01: mantém a mão direita apoiando a cabeça da vítima e com a sua mão esquerda segura na prancha passando por debaixo da axila esquerda da vítima.  Nesta fase a vítima estará estabilizada através das mãos dos socorristas 01 e 02 apoiando o movimento lateral da cabeça.função do líder. A mão esquerda substitui a mão esquerda do socorrista 01 no apoio lateral da cabeça. após contagem (“No três vamos descer. nesses casos. Ao apoiar a prancha no solo.. Devemos observar se o tamanho da cabeça da vítima é compatível ao número do capacete. Usaremos o giro do capacete igual ao giro da cabeça. identificando-se e dizendo que tem como objetivo ajudá-la.  Socorrista 02: aplique o colar cervical pela frente.  Explique os procedimentos que serão realizados. Não farão força. outro socorrista deverá apoiar a cabeça da vítima para girar em bloco a cabeça da vítima com o capacete.criteriosa por parte dos socorristas e deve proceder de tal forma:  O socorrista 01 apresenta-se para a vítima.  Convença a vítima de que necessita ser conduzida até atendimento médico-hospitalar... apoiando a nuca..  Socorrista 01: Estabilize a coluna cervical com a vítima em pé (de preferência pela frente.. solta suas mãos e segura com cuidado nas laterais do capacete. o quadril e o tornozelo em toda a extensão da prancha longa. O socorrista um. Depois de alinhada com cautela a coluna cervical da vítima. abre a viseira do capacete e apóia a cervical e nuca da vítima com uma das mãos e a outra estabiliza o movimenta lateral da cabeça apoiando a mão logo abaixo do queixo.  Socorrista 02: Fica de frente para a vítima paralelamente a esquerda do socorrista 01..descend o”). Pranchar em pé: apoiando vítima debaixo das axilas e apoiando lateralmente a cabeça RETIRADA DE CAPACETE: O capacete deve ser retirado da vítima. o socorrista dois solta ou corta o tirante fixado ao pescoço.   O socorrista 03 usará a prancha longa como alavanca reduzindo o peso da vítima e usando os músculos das coxas (nunca os lombares) descerá a prancha até o solo. que estava apoiando o capacete.um.

Controle de entrada e saída de líquidos e eletrólitos. em suas diferentes variedades de textura e cores. é a parte do corpo que você mostra para o mundo.VÍTIMAS INCONSCIENTES: Devemos tratar toda vítima encontrada inconsciente como politraumatizada. Isolante térmico (Controle da temperatura corporal). A pele tem como funções:       Barreira física e mecânica. Percepção de informações do meio ambiente.CASOS CLÍNICOS ASSOCIADOS A TRAUMA: Sempre suspeitar de casos clínicos associados ao trauma. prancha longa. Abaixo da derme está o tecido conjuntivo. radiação. aquece no frio e refresca no calor. 2 . Após extrair o capacete o socorrista um assume novamente a estabilização da cervical da vítima para dar seqüência ao atendimento. produtos químicos ou certos animais e vegetais. Exemplo: O condutor do automóvel passa mal e colide o carro contra poste ou outro veículo. apoio lateral de cabeça e tirantes. Proteção contra invasão bacteriana (agindo como linha de defesa). abaixo do qual se encontram os músculos e os ossos. armazena uma quantidade enorme de sensores. LESÕES TÉRMICAS QUEIMADURAS Definição: Queimaduras são lesões da pele. 32 . Outro exemplo é a queda de escada devido a uma crise hipertensiva. pesa aproximadamente 5 kg e esticada mede mais de 2 metros quadrados. provocadas pelo calor. Conceitos e informações: Considerado o maior órgão do corpo humano. veste o corpo como uma roupa sob medida.milímetros o diâmetro lateral do capacete e apoiando firmemente efetua movimento de retirada do capacete iniciando pela nuca e depois nariz e assim sucessivamente até a retirada do capacete. Receptora dos raios solares para a formação de vitamina D. lagos) também devem ser tratadas como politraumas devendo ser imobilizadas com colar cervical. estado de espírito e idade. ela diz sua origem. que causam dores fortes e podem levar às infecções. Vítimas encontradas inconscientes em água (piscinas. LEMBRETES IMPORTANTES 1 . cobrindo todas as estruturas abaixo dela. rios. Sua estrutura (Figura abaixo) é constituída de duas camadas: epiderme e derme.

ácidos. gasolina. a conseqüência mais grave das queimaduras é a porcentagem da área do corpo atingida. objetos aquecidos. Agente causador 2. a derme e outros tecidos mais profundos. três (3) morrem em decorrência das queimaduras. Ao atingir mais de 40% da superfície do corpo. Acima de 70%. Quando esta é menos de 20%. principalmente se ocorrer no rosto. ou superficial: atinge toda a epiderme e parte da derme (forma bolhas). para cada 100 doentes queimados. podendo chegar até os ossos. 1-Agentes causadores (tipos de queimaduras): a .  Perda de líquidos corporais. raio.  Infecção. urtiga. Grau. raios ultravioletas. quando a percentagem da pele queimada ultrapassa os 20%. As manifestações locais mais importantes nas queimaduras são:  Não eliminação de toxinas (não há suor).) e vegetais (o látex de certas plantas.Biológicos: Animais (lagartade-fogo. álcool. principalmente dos membros. Extensão ou severidade 4. etc. embora as produzidas pela eletricidade sejam de todas. água-viva. ou superficial: só atinge a epiderme ou a pele (causa vermelhidão). nucleares. da derme. resultando com freqüência na perda funcional e mesmo anatômica de segmentos do corpo. da pele. 2o. Entretanto. Entretanto.O fogo é o principal agente das queimaduras. etc. para evitar aderências. aparelhos de raios X. Grau. etc. gelo. Para aliviar a dor da queimadura. as chances de sobreviver são mínimas.  Destruição de tecidos. A dor na queimadura é resultante do contato dos filetes nervosos com o ar. etc. bases. De um modo geral. não se cobre queimadura. b . simplesmente. Classificação das queimaduras: As queimaduras podem ser classificadas quanto ao: 1. d .) 2-Profundidade ou grau da queimadura:   1o. medusa.Químicos: Produtos químicos. portador de queimaduras. pode provocar a morte. c . Localização e 5.Eletricidade:Corrente elétrica. nas mãos e nos órgãos genitais. etc.  Formação de substâncias tóxicas. pode-se considerá-lo como grande queimado. etc. 2) Temperaturas baixas: queimaduras pelo frio. as mais mutilantes. Profundidade ou grau 3. da pele e da gordura. e .Radiação: Sol. Grau. etc. pode-se cobrir o local com vaselina esterilizada. Surge a cor preta. devido à carbonização dos tecidos. 33 .Temperatura: 1) Temperaturas altas: Vapor. vapores congelantes. diz-se que o acidentado é. chama. água quente. ou profunda: atinge toda a epiderme. via de regra. Período evolutivo.  Dor intensa que pode levar ao choque.  3o. Contudo.

cefaléia intensa. cefalalgia. a área corporal atingida. que aliviam rapidamente a dor. Baixa: menos de 20% da superfície corporal atingida. A intermação está mais na dependência de alterações na termorregulação do organismo sob a ação do calor: independente da atuação direta dos raios solares. As queimaduras provocadas pelo sol. A pele fica vermelha. 34 . Média: entre 20 e menos de 40% da pele coberta e Alta: mais de 40% do corpo queimado. transtornos visuais. Para queimaduras maiores e mais espalhadas. Remover a vítima para local aquecido e seco. ou não habituados ao sol. ou freqüentam praias sob sol forte. zumbidos e mesmo colapso e coma. vertigens. respiração e pulso lentos. predispostos. ou seja. Queimaduras pelo Frio: Caracterizadas por: calafrios. aquecendo com cobertores e oferecer líquidos quentes. mal estar e sede intensa. usa-se a REGRA DOS 9% (vide figuras abaixo): Insolação e Intermação: A insolação . associados ou não a anti-histamínicos .síndrome causada pela ação direta dos raios solares sobre o corpo humano. doida e irritada. dá-se preferência à exposição e aplicação de óleos inertes. principalmente quando o mesmo se apresenta com a cabeça desprotegida e manifesta-se pelo aparecimento de irritabilidade. até que o doente cai desfalecido. embora comumente extensas. mas sim a extensão da pele queimada. são quase sempre superficiais (de 1o. seguindo-se vertigens. grau). Suas manifestações iniciais são: vermelhidão da face. com a face cianótica. Uma regra prática para avaliar a extensão das queimaduras pequenas ou localizadas é compará-las com a superfície da palma da mão do acidentado. inconsciência e congelamento com insensibilidade local e manchas na pele que ficará dura ao tato. Como tratamento local. náuseas. a qual. sensação angustiosa e vômitos. perda da visão. É comum associar-se às queimaduras solares certo grau de insolação. Queimaduras Solares: Ocorrem principalmente em indivíduos de cor branca.3-Extensão ou severidade da queimadura: O importante na queimadura não é o seu tipo e nem o seu grau. em determinadas situações. perda da sensibilidade. que trabalham em atividades a céu aberto (como agricultores e pescadores). apresenta gravidade maior do que a própria queimadura. que corresponde aproximadamente a 1% da superfície corporal.

35 . exceto em caso de emergência cardíaca. 3 .Para aliviar a dor e prevenir infecção no local da queimadura: a) Cobrir a queimadura com um pano limpo ou curativo estéril. f) Além da percentagem da área corporal atingida. se ela ainda contiver parte da substância que causou a queimadura. pés. lentamente e com cuidado. a gravidade das queimaduras é maior nos menores de 5 anos e maiores de 60. não colocá-las em contato com a água. retirar a roupa do acidentado. para avaliação e tratamento. se for o caso.Aquecer e secar a área atingida. até aliviar a dor. Elas podem complicar o tratamento e necessitam de indicação médica. Se as bolhas estiverem rompidas. vômitos) e administrar O2 em alta concentração. c) Não dê qualquer medicamento intramuscular. recomendase cal e escovação da pele e da roupa. b) Em casos de pequenas partes queimadas localizadas (ex. subcutânea ou pela boca sem consultar um Médico.Retirar a vítima do contato com a causa da queimadura: a) lavando a área queimada com bastante água. b) Não coloque gelo sobre a queimadura. abafando-o com um cobertor ou simplesmente rolando o acidentado no chão.Se a pessoa estiver consciente e sentir sede. b) apagando o fogo. CUIDADOS DISPENSADOS AOS QUEIMADOS 1 . cremes e outras substâncias sobre a queimadura. c) Não romper as bolhas e nem retirar as roupas queimadas que estiverem aderidas à pele. no caso de agentes químicos. porém. 5. deve ser-lhe dado toda água que deseja beber. 4 . 2 . com extintor (apropriado). mãos. líquidos.Encaminhar logo que possível a vítima ao Posto de Saúde ou ao Hospital. cefaléia.Checar e manter os sinais vitais (ABC). e) Deve-se providenciar o transporte imediato do acidentado. pequenas porções corporais) mergulhar a área afetada em água limpa ou em água corrente. Não friccionar a área para evitar a destruição celular. quando a área do corpo queimada for estimada entre 60 e 80%. cobrir com bandagens limpas e quentes para evitar novo congelamento. Observações: Avaliar intoxicação por monóxido de carbono (confusão. Outros cuidados: a) Não dê água a pacientes com mais de 20% do corpo queimado.Verificar se a respiração. d) Não aplicar pomadas. d) Não jogar água em queimaduras provocadas por pó químico. o batimento cardíaco e o nível de consciência do acidentado estão normais.

Um socorrista manterá a imobilização manual e o alinhamento da vitima. como por exemplo de pélvis. alinhando-o posteriormente à coluna da vitima. passandoo por cima da outra coxa prende-se nas conexões laterais das abas. O ajustamento inicial é feita segurando a presilha do meio ao tórax com uma mão e tracionando com a outra na parte da presilha junto ao fecho. e fixa-se primeiro a presilha do meio e em seguida a presilha inferior. Introduzi r lateralm ente o colete imobilizador. inclusive em grávidas. 6. segundo o eixo nariz. Evite qualquer movimento do pescoço. 4. 1.Posicione as abas da cabeça em seu redor. A última presilha a ser conectada é a superior. no entanto não se deve apertar demais (deixe ficar bastante larga). mantendo sempre a estabilização cervical manual. A rigidez vertical e a flexibilidade horizontal torna o colete imobilizador dorsal (ked) o método mais indicado para extração de vitimas presas nas ferragens e imobilização de coluna em situações de emergência. Colocam-se as presilhas das extremidades inferiores por baixo das coxas no sentido do meio destas. Pode ser usado em várias situações. sempre com atenção a possíveis lesões da vítima nesta região do corpo.Extração rápida de vitima em veículos com o uso do ked Técnicas para o profissional socorrista para retirada de vitima em acidentes de transito usando o colete imobilizador dorsal. 5. começando pelo fron tal. fazendo-as deslizar até ao local correto. crianças e vitimas pequenas. 3. Aplicar o colar cervical. 7. Aplicam-se em seguida as presilhas ("cabrestos"). Pode ser utilizado para imobilizar alguns tipos de fraturas. umbigo e pés. seguidamente. para preencher a curvatura cervical e preencher o espaço entre o colete imobilizador e a coluna cervical utilizar a almofada que poderá inclusive ser dobrada. Se necessário. e depois o do mento que envolve o colar cervical e prende em cima. 8. 2. (Nota: O uso das presilhas das pernas não é recomendado em caso suspeita de fratura pélvica ou do fêmur). de forma a que este prenda em baixo. fazendo-o deslizar pelas costas da vitima de forma que as abas e presilhas passem para o outro lado.Ajustam-se as abas às axilas e ao tórax 36 .

br http:/www. REVINTER-1996 Sites de Consulta: http:/www. A vítima pode ser rodada para o lado que tiver mais espaço ou deslizar sobre um plano duro.Após estar com a vítima na prancha longa deve libertar as presilhas das pernas. Pode ser retirada de frente ou de costa. assim como a necessidade de aliviar a presilha do mento.Currents in Emergency Cardiovascular Care National Center . Suporte avançado de vida em cardiologia.org http:/www.9. 2005  Emergência Condutas Médicas e Transporte.bombeirosemergencia. Dallas 1994 37 . Suporte básico de vida para provedores de saúde.org http:/www. Ribeirão Preto. Dallas 1997  American Heart Association.  Procedimentos de Suporte Básico e Avançado de Vida Realizados por Provedores e Profissionais de Cuidados de Saúde . Dallas. um de cada lado da vítima.com. para Técnicos e Auxiliares de Enfermagem. A vítima está então pronta a ser removida. Mantenha um profissional à cabeça e mais dois. Exercer força nas pegas laterais e da cabeça e debaixo dos joelhos.acc.br http:/www.org http:/www. ajustamse todos os tirantes.com.naemsp.Manobras Avançadas de Suporte ao Trauma. Edit.emergencytechnologies.wikipedia.com.2000  American Heart Association. segurando sempre antes do fecho com uma mão e tracionando com a outra na parte a seguir àquele.com. em posição de sentado ou deitado. Prehospital Trauma Life Support.au http:/ww.neann.Imobilizar seguramente a vitima e o colete a prancha longa observar atentamente os sinais vitais. Por fim.Dallas.americanheart.strokeassociation.hurtjaw Referências Bibliográficas:  American Heart Association.de http:/www.recicletreinamento.lukas.org http:/www.au http:/www. aliviar a presilha do tórax avaliando os parâmetros respiratórios.org/cpr http:/www. TX 2005  MAST Nível Médio.

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