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SAMIZDAT12

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5.0

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MENSAGEM DE ANIVERSÁRIO, Henry Alfred Bugalho

Por que Samizdat?, Henry Alfred Bugalho

ENTREVISTA
Sacolinha

MICROCONTOS
Henry Alfred Bugalho
José Espírito Santo
Volmar Camargo Junior
Guilherme Rodrigues
Carlos Alberto Barros

RECOMENDAÇÕES DE LEITURA
O fim de todas as utopias: um mundo nada admirável, Henry Alfred Bugalho
A Estrada, de Cormac McCarthy, Carlos Alberto Barros

AUTOR EM LÍNGUA PORTUGUESA
A Dama do Lotação, Nelson Rodrigues

CONTOS
Vai entender cabeça de chefe, Carlos Alberto Barros
O Soldado e a toupeira, Volmar Camargo Junior
A Criatura, Henry Alfred Bugalho
Ano Novo - Vida Nova, Joaquim Bispo
Conto de Natal, Maria de Fátima Santos
O Funeral de meu avô, Maria de Fátima Santos
O Horizonte, Guilherme Rodrigues
As Bases da Criação, José Espírito Santo
Unha, Zulmar Lopes
Gênesis, Pedro Faria
Hárpias - a Dipusta das Fúrias, Giselle Natsu Sato
Os deliciosos biscoitos de Oma Guerta, Maristela Scheuer Deves

Autor Convidado
A Escada, Lucas Riello de Almeida
Poemetos, Renato Wegner de Souza

TRADUÇÃO
As Cinco Dádivas da Vida, Mark Twain
A História do Inválido, Mark Twain
La Esencia de las horas, Volmar Camargo Junior
Autobiografia, Enrique Gutiérrez Miranda

TEORIA LITERÁRIA
Manifesto Urbanicista, Volmar Camargo Junior
A Linguagem do dia-a-dia na Literatura, Henry Alfred Bugalho

CRÔNICA
Ao Sr. Schopenhauer, Caio Rudá
Dialética do Jeitinho Brasileiro, Henry Alfred Bugalho
Litoral e Capital, Pedro Faria
A Desinformação Pública, Joaquim Bispo
A Importância do Prepúcio, Joaquim Bispo
Mitos, Mitos, Mitos, Joaquim Bispo

POESIA
Laboratório Poético - Do Caroço de um Hora (A Essência das Horas), Volmar Camargo Junior
Poesias, Carlos Alberto Barros
Sonetos, Marcia Szajnbok
PlagicAMORniano, Dênis Moura

SOBRE OS AUTORES DA SAMIZDAT
MENSAGEM DE ANIVERSÁRIO, Henry Alfred Bugalho

Por que Samizdat?, Henry Alfred Bugalho

ENTREVISTA
Sacolinha

MICROCONTOS
Henry Alfred Bugalho
José Espírito Santo
Volmar Camargo Junior
Guilherme Rodrigues
Carlos Alberto Barros

RECOMENDAÇÕES DE LEITURA
O fim de todas as utopias: um mundo nada admirável, Henry Alfred Bugalho
A Estrada, de Cormac McCarthy, Carlos Alberto Barros

AUTOR EM LÍNGUA PORTUGUESA
A Dama do Lotação, Nelson Rodrigues

CONTOS
Vai entender cabeça de chefe, Carlos Alberto Barros
O Soldado e a toupeira, Volmar Camargo Junior
A Criatura, Henry Alfred Bugalho
Ano Novo - Vida Nova, Joaquim Bispo
Conto de Natal, Maria de Fátima Santos
O Funeral de meu avô, Maria de Fátima Santos
O Horizonte, Guilherme Rodrigues
As Bases da Criação, José Espírito Santo
Unha, Zulmar Lopes
Gênesis, Pedro Faria
Hárpias - a Dipusta das Fúrias, Giselle Natsu Sato
Os deliciosos biscoitos de Oma Guerta, Maristela Scheuer Deves

Autor Convidado
A Escada, Lucas Riello de Almeida
Poemetos, Renato Wegner de Souza

TRADUÇÃO
As Cinco Dádivas da Vida, Mark Twain
A História do Inválido, Mark Twain
La Esencia de las horas, Volmar Camargo Junior
Autobiografia, Enrique Gutiérrez Miranda

TEORIA LITERÁRIA
Manifesto Urbanicista, Volmar Camargo Junior
A Linguagem do dia-a-dia na Literatura, Henry Alfred Bugalho

CRÔNICA
Ao Sr. Schopenhauer, Caio Rudá
Dialética do Jeitinho Brasileiro, Henry Alfred Bugalho
Litoral e Capital, Pedro Faria
A Desinformação Pública, Joaquim Bispo
A Importância do Prepúcio, Joaquim Bispo
Mitos, Mitos, Mitos, Joaquim Bispo

POESIA
Laboratório Poético - Do Caroço de um Hora (A Essência das Horas), Volmar Camargo Junior
Poesias, Carlos Alberto Barros
Sonetos, Marcia Szajnbok
PlagicAMORniano, Dênis Moura

SOBRE OS AUTORES DA SAMIZDAT

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Published by: Henry Alfred Bugalho on Jan 01, 2009
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

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08/03/2013

Guilherme Rodrigues

Contos

SAMIZDAT dezembro de 2008

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45

– Um amigo meu veio

aqui ontem e fzemos um

jantar. Amigo de infância.

– Amigo de infância,
hein... Deu aquele beijo
que deveria ter dado anos
atrás.

– Pare de brincar – disse

com frmeza e pude contar

como nos reencontramos.
Ela insistia em dizer que
omiti alguma parte, mas
era tudo.

– Depois que ele serviu
uma bandeja do seu co-

nhecimento fcou toda

encantada.

– Era um amor infantil e
ingênuo. Todo mundo tem.
É normal. Vamos dar uma
volta pela avenida? Esta
um dia tão bonito – pu-
xei-a pelo braço e fomos.

Nos fnais de semana,
a avenida fca cheia de

pessoas que vão caminhar,
comer e beber algo ou
apenas se divertir com os
amigos.

Nós andávamos lentamen-
te. Carol ia tagarelando
sozinha. Eu não lhe dava
ouvidos e não queria que
ela estivesse ali. Estava
absorta em meus pensa-
mentos.

O destino é algo predeter-
minado. Nós não o esco-

lhemos, ele que faz nossas
vidas. Jamais imaginaria
que reencontraria Fernan-
do e ele menos ainda. Mu-
dei de cidade. E o destino
chega para nos inquirir,

refetir. É uma segunda

chance de fazermos o que
deveríamos ter feito e não
fzemos por medo, insegu-
rança, porque não tivemos
tempo ou porque ele quis
assim. Podemos consertar,
fazer como planejamos ou
deixar escapar mais uma
vez e nos arrependermos
para sempre.

...Vi no meio daquelas
planícies relvadas Fernan-
do surgir. Nos olhávamos
felizes e determinados,

enfm, juntos!

– Mariana, vamos embora?

– Hã? Falou comigo?

– Perguntei se podemos ir
embora.

– Ah... Sim. Vamos.

Esta história é o terceiro
capítulo de “Reencontro”,
a primeira parte publica-
da na Samizdat de ou-
tubro, e mensalmente é
postado um novo capítu-
lo sem data prevista para
terminar. Não perca no
próximo mês!

http://www.fickr.com

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ficina

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www.ofcinaeditora.org

O lugar onde

a boa Literatura

é fabricada

46

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SAMIZDAT dezembro de 2008

GÉNESE

Por muito que disfarças-
sem, consideravam-no um
monstro e (pior que isso)
um incapaz. A atenção, a
deferência recebida não era
mais que uma capa gros-
seira para a convicção mal
disfarçada, enraizada na

mente de todos: aquele seria

sem dúvida um ser inferior,
um erro da natureza.

Qualquer medição das
concretizações nos testes re-

velava a verdade nua e crua:

não conseguia estar à altura
dos companheiros. O corpo
frágil na morfologia peculiar
– constituída pelo tronco,
cabeça e pares de membros
(inferiores e superiores) -
nunca lho permitiria.

Os progenitores foram
convocados várias vezes
para reuniões de esclare-
cimento e a expectativa da
escola era que com a edu-
cação e acompanhamento
apropriados, o ser (era assim

que o tratavam) acabaria
por mudar. Adaptar-se ia
e assumiria gradualmen-
te comportamentos mais
consentâneos, com padrões
sociais não patológicos. No
entanto, passaram-se anos
e o SER foi crescendo sem
que tivesse ganho tais carac-
terísticas. Era sonhador, um
idealista por vezes taciturno
e sempre, sempre incompre-
endido.

Quando fez dezoito anos,
os pais intercederam e

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