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SONCEITO DE EMPREGADO O direito do trabalho se ocupa em disciplinar as relacées juridicas estabelecidas entre empregados e empregadores (capital x emprego) nos planos dos interesses individuais , € , quando envolvido as categorias econémicas e profissionais , os interesses coletivos . TRABALHADOR O GENERO , ENQUANTO O EMPREGADO ESPECIE . O estudo do direito individual do trabalho , inicia-se pela analise desses dois sujeitos , estudando, observando e analisando a dinamica em sua relacao de interesses individuais , e , no ambiente no qual se desenvolve , ou seja , a empresa . © empregado, enquanto centro do sistema tutelar do Direito do Trabalho , encaixa-se no género trabalhador , cujo conceito pede ser formulado , como : “Aquele que emprega sua energia pessoal , em proveito préprio ou alheio , visando a um resultado determinado que poder ter carater econémico ou néo” Podemos em regre , caracterizar a figura do TRABALHADOR, dividindo-o em quatro espécies , de acordo com o interesse de analise do Direito do Trabalho : SUBORDINADO , AUTONOMO , AVULSO E EVENTUAL Neste sentido : VINCULO EMPREGATICIO — DEMONSTRADA A INCIA DOS PRESSUPOSTOS CONTIDOS NO ARTIGO 3°, DA CLT - RECONHECIMENTO - O artigo 3°, da CLT contém os pressupostos necessdrios pare ver reconhecido o vinculo empregaticio. Sendo satisfatéria as provas que ensejam a presenca dos mesmos, quais sejam, a subordinacéo, a contraprestacao e a pessoalidade, nada mais crivel que ter-se como efetivamente consagrada a relacdo de emprego. Recurso patronal improvido. (TRT 142 R. - RO 0863/02 - (1778/02) - Rel? Juiza Rosa Maria Nascimento Silva - DOAC 19.12.2002) VINCULO EMPREGATICIO - PROVAS - EXISTENCIA ~ Restando provada a existéncia de vinculo empregaticio entre as partes, porque presentes os requisites essenciais a0 contrato de trabalho previstos nos arts. 2° e 3° da CLT, quais sejam, pessoalidade, subordinagdo, reciprocidade de obrigacdes, salario e nao-eventualidade, mantém-se 2 sentenca que o reconheceu. (TRT 148 R. - RO 23/2003 - (00197.2003.091.14.00-3) - Rel. Juiz Lafite Mariano - DOJT 03.11.2003) Do contrato de trabalho deriva para o empregado, uma OBRIGACAO DE FAZER , DE CARATER PERSONALISSIMO E INSTRANFERIVEL A UM TERCEIRO . © empregado se caracteriza pelo preenchimento dos requisitos apontados no art. 3°. Da CLT , sendo , PESSOA FISICA QUE DESENVOLVE TRABALHO DE __NATUREZA _PESSOAL _(INTUITO = il PAGAMENTO DE SALARIO Neste sentido : RELACAO DE EMPREGO - CONFIGURACAO — Na subordinacSo juridica repousa o elemento identificador do liame —_empregaticio, distinguindo-o das demais relacées afins Evidenciada a sua ocorréncia, ainda que sob capa simulada, nao correspondente a verdade (sissekind), a declaracéo de existéncia do laco contratual trabalhista se impée, a teor das normas prescritas nos artigos 2°, 30 e 90, da CLT. Vinculo de emprego que se declara existente, ante as provas colhidas. Recurso conhecido e provido. (TRT 10? R. - RO 01809/2002 - 2? T. — Rel, Juiz José Ribamar ©. Lima Junior - DIU 06.12.2002) O que distingue a relacdo de emprego,do contrato de trabalho ,ou de outras figuras sécio juridicas préximas € 0 modo de concretizacéo dessa obrigacdo de fazer . A prestacao laborativa ha de se realizar pela pessoa fisica com pessoalidade, de forma subordinada, com habitualidade e onerosidade. Excetuando, portanto, o elemento fatico juridico pessoa fisica, todos os demais pressupostos referem-se ao processo - *modus operandi” de realizacdéo da prestacao do trabalho. Essa especifica circunstancia € de notdvel relevo para a precisa identificagdo da figura do empregado e portando, da existéncia de relacao de emprego, no universo comparativo entre outras figuras proximas e assemelhadas de trabalhadores. Neste sentido : REPRESENTANTE COMERCIAL ~ PRINCIPIO DA ALTERIDADE ~- TRABALHO POR CONTA ALHEIA - RELACAO DE EMPREGO - A tendéncia moderna do direito do trabatho, valoriza ao extremo o principio da alteridade, em virtude de que diante de novas formas de producdo, os elementos circunscritos no artigo 3° da CLT sofrem uma atomizacao dréstica, que nem por este fato, deixa de haver a relacSo de emprego. Dai porque em face da mitigacdéo dos elementos legais, hd que se analisar a relacéo perante 0 risco da atividade econémica. O verdadeiro ccontrato de representacao comercial, exige observancia de todos os requisitos da lei 4886-65, além do que deve restar provado que os riscos da atividade eram suportados pelo representante. (TRT 9° R. - Proc. 01388- 2001-024-09-00-6 - (00546-2004) — Rel? Juiza Ana Carolina Zaina — DJPR 23.01.2004) Diz assim Amaury Mascaro Nascimento, que empregado é pessoa fisica que presta pessoalmente a outro(s), através de servicos ndo eventuais, subordinados e assalariados. = CONTRATO DE SERVICO - RELACAO DE EMPREGO - NAO CONFIGURACAO - 0 direito laboral patrio ndo veda a formacdo de varios tipos de contrato de prestacdo de servicos, inexistindo primazia ou presunc&o em favor de qualquer um deles. Assim, a relacao juridica se qualifica pelos fatos produzidos a buscar 0 seu exato enquadramento juridico. No caso de contrato de trabalho, tal deve ser firmado com a jung3o e concomitancia das disposicdes constantes no artigo 3° da Consolidacao das Leis do Trabalho, ou seja, prestagdo de servicos com onerosidade, pessoalidade, ndo-