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Escrito por inspiração divina

O
DÍZIMO
E A
GRA ÇA
Antonio Vergílio Vicente

O
DÍZIMO
E A
GRA ÇA

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Escrito por inspiração divina

O DÍZIMO E A GRAÇA
(Esclarecendo o mundo cristão)

“Fostes comprados por bom preço; não vos
façais servos dos homens”,
(1º Co 7.23)

Escritor: Ev. Antonio Vergílio Vicente,
e seus colaboradores
Todos os direitos reservados
© Antonio Vergílio Vicente

Contatos:
www.odizimoeagraca.com
contato@odizimoeagraca.com

Balneário Camboriú - SC

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Dedicatória

Este livro é dedicado à Igreja de Deus que
está em toda a face da terra, aos santificados em
Cristo Jesus, a todos os que invocam o nome de
nosso Senhor Jesus Cristo, que com seus corações
voltados para Deus, buscam o aperfeiçoamento
concernente a interpretação da Sua Palavra.

A todos, graça, paz e sabedoria da parte de
Deus Pai e da do Senhor Jesus Cristo.

4

Agradecimentos

Nossos agradecimentos especiais são para o
nosso Deus, o Todo-Poderoso, e a Seu Filho Jesus
Cristo, que pelo Seu Espírito Santo nos concedeu
o conhecimento e a verdadeira interpretação da
Sua Palavra, para orientarmos o Seu povo à con-
tribuir de acordo com a Sua perfeita vontade.

A Ele, glória para todo o sempre. Amém!

ÍNDICE
5

Introdução ........................................................07

Capítulo 1 O dízimo antes da lei ......................11

Capítulo 2 O dízimo na lei ...............................17

Capítulo 3 O dízimo no Novo Testamento .......23

Capítulo 4 Com qual percentual devemos
contribuir? .................................... 47
Capítulo 5 Qual foi a intimidade de Paulo com
o dízimo? ...................................... 57
Capítulo 6 O esclarecimento da liberdade
cristã ..............................................63
Capítulo 7 O dízimo em contradição à graça....71

Capítulo 8 A igreja que cobra dízimo pode
pertencer a Deus? ..........................81
Capítulo 9 Como repreender o devorador?.......97

Capítulo 10 Como receber as bênçãos
financeiras?..................................109
Capítulo 11 A lei de mandamentos carnais e a
lei da graça..................................121
Capítulo 12 A finalidade de contribuição da
Igreja...........................................135
Conclusão................................................151

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sem mínimo nem máximo. não com 7 . quando muitos instrutores religiosos. em virtude de não observarmos na Igreja Primitiva uma doutrina para contribuição baseada em percentual. ou seja. ensinar e incentivar o povo de Deus quanto à contribuição financeira e sua maneira adequada. por falta de interpretação apropriada das “Santas Escrituras” ensinam errônea e forçosamente os cristãos a contribuírem de acordo com a Lei de Moisés. de acordo com o que o cristão “propõe” em seu coração. 15. INTRODUÇÃO O Dízimo e a Graça é um livro que visa proporcionar esclarecimento.5-11). recebida no Monte Sinai (At. principalmente nestes últimos tempos. procuramos esclarecer a questão do dízimo na época da Graça. mas uma doutrina de espontaneidade. Por este motivo. É fundamental para o cristianismo que haja contribuição e seu ensino é necessário para todo e qualquer cristão.

não pela tradição dos homens. fazendo-se assim transgressores. líderes estendem as mãos e exigem de seus fiéis o que eles mesmos não praticam. segundo a tradição dos homens. às vezes. estão em dúvida quanto à determinação e validade deste pagamento. sem concordar com tal doutrina. Deus tem um esclarecimento para você. 15. 2. levem à obra de Deus (dizendo ser o dízimo) uma quantia que na realidade não traduz 10 por cento do que ganham e. segundo o que nos orienta o apóstolo Paulo.7). ser espontâneo. que alegam erroneamente. não mais do que metade deste percentual. e não segundo Cristo” (Cl. por falta de determinação espiritual. nem com constrangimento. para que ninguém vos faça presa sua. Pagamento que até tem feito com que muitos cristãos.15). porque Deus ama ao que dá com alegria (2 Co 9. 8 . quando diz: “tende cuidado. em toda cristandade. pois a Sua vontade é que cada um contribua pela determinação do Espírito de vida. por meio de filosofias e vãs sutilezas. E isto ainda quando.8). 4. segundo os rudimentos do mundo. leitor.2). hoje. (Rm. em Cristo Jesus. Inúmeros crentes. Esse sustento a uma posição de aparência não condiz com o falar verazmente segundo o coração (Sl.1.tristeza. os que o pregam.

visto que não temos por intenção o ataque e ferimento a alguém. exami- nando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim” (At. É conveniente que se faça este sagrado estudo desprovido de contrariedade. para que.11). 9 . 17. como disse o apóstolo Paulo. analisando todo trabalho. Nossa oração é que Deus dê graça. paz e sabedoria a todos e que possam tirar o melhor proveito do que aqui expomos. imitando os bem-aventurados bereanos que “de bom grado receberam a Palavra.4-5). embora não deixamos de ser veementes e inci- sivos em pontos necessários. “a verdade do Evangelho permaneça entre nós” (Gl. 2. conferindo referência por referê- ncia.

nem tampouco a lei do dízimo. sacrifícios de animais. 1 O DÍZIMO ANTES DA LEI Se Abraão vivesse na época do cristianismo. provavelmente não daria continuidade a algumas obras que praticara antes da Lei. como: circuncisão. 10 . pois Abraão amava verdadeiramente a Deus e sempre preferiu servi-Lo de acordo com a Sua perfeita vontade.

vale ressaltar que nem todas as obras praticadas anteriormente à Lei. inclusive. praticadas anteriormente à Lei pelo povo de Deus. 11 . que tais obras não devem ser aplicadas no cristianismo. tal alegação não tem fun- damento espiritual. Antes da Lei. pois. inclusive. por Abraão. Isso nos confirma que. 17.Celebração de sacrifícios de animais (Gn 8. pelo ensinamento do Espírito Santo.20. Porém todo cristão entende claramente. como: . Alguns ministros religiosos aplicam a lei do dízimo ao cristianismo.04. 21.23. podem ser aplicadas no cristianismo.20).10-11. 33. 22. além do dízimo. muitas das obras que foram praticadas antes da Lei e também por Abraão.13.Circuncisão (Gn 17. eram praticadas obras. pelo patriarca Abraão. .). inclusive. mas. obviamente. pelo patriarca Abraão. etc. Obras essas. sob alegação de o dízimo ter sido praticado antes da Lei e. não se enquadram na prática do verdadeiro cristianismo.

durante o tempo em que o ministério religioso era incorporado ao Estado. porque Melquisedeque não era somente sacerdote.28-29. o órfão e a viúva (Dt 14.37). ou seja.28- 29. observamos que só foi devi- damente cobrado pelas autoridades eclesiásticas. O livro de Deuteronômio. mas também era rei (Gn 14. outra se destinava à administração política. mas aos levitas (Ne 10. não aos sacerdotes. Os levitas deveriam levar aos sacerdotes o dízimo dos dízimos. unificado à administração política. O dízimo sempre foi o imposto de renda da nação. o estrangeiro. por ser o imposto de renda da nação.2). Melquisedeque também governava o país. conforme a ordenança da Lei (Nm 18.26-28). Por esse motivo Abraão deu o dízimo a Melquisedeque. diz que deveriam recolher os dízimos da colheita para que houvesse alimentos em suas cidades. para os levitas. Quanto ao Dízimo. 12 . muito usada na “Assistência Social”. 26.12-14). 14. uma parte era para a administração sacerdotal. Hb 7.18 . Os dízimos deveriam ser levados.

o dízimo era oferecido a Deus em razão de o país ser administrado religiosamente. Aos sacerdotes era repassado. 13 . pois o próprio Jesus declarou: “O meu Reino não é deste mundo” (Jo 18. sem dúvida. Mas o ministério cristão foi constituído. Eram dois ministérios em uma só realidade. Nm 18. o religioso e o político. somente um décimo do valor dos dízimos (o centésimo da renda do povo) o que se chama de “dízimo dos dízimos” (Ne 10. pois a religião e a política caminhavam juntas.2).36). a administração religiosa era unificada ao Estado. tanto no tempo da dispensação da Lei. como na época de Abraão. coube a ele receber todo o dízimo pelo fato de administrar os dois ministérios. No caso de Melquisedeque. Contudo. A partir do momento em que o cristianismo se desvinculou do Estado. Por isso o ministério cristão não pode tomar por base e fundamento casos anteriores à Lei com o intuito de cobrar o dízimo hoje. separado da política.38. pois era sacerdote. a administração política passou a pertencer ao reino deste mundo. Porém. Hb 7.18. mas também era rei (Gn 14.26-28). e o ministério da Igreja de Cristo é totalmente desvinculado desse reino: são coisas distintas. pelos levitas.

23. deveriam também pela mesma fé circuncidar-se e oferecer sacrifícios.04). 14).2-4. Cristo para nada aproveita e o tal é obrigado a guardar toda a Lei. ainda que Abraão tenha vivido antes da Lei. Paulo. escrevendo aos Gálatas. Abraão também oferecia sacrifícios de animais. mas como todos sabem. diz que se o crente se circuncidar. Observa-se que os que cobram o dízimo argumentam. era uma época cujas obras eram bem diferentes das obras do cristianismo. Por que Abraão oferecia sacrifícios de animais e praticava a circuncisão? Provavelmente porque ainda não estava em prática a Graça da Salvação que há em Cristo Jesus. antes da Lei. Desta forma.5-9). Pois. 21. 5. Por acaso a circuncisão e os sacrifí- cios de Abraão não antecedem à Lei? E também não foram praticados por fé? Abraão foi o primeiro a praticar a obra da circuncisão (Gn 17. a morte ainda reinava pelo pecado de Adão (Rm 5. 17. os sacrifícios já não são mais.10-11. porém. segundo a instrução do escritor aos Hebreus (Hb 10. Sendo assim. baseando-se no fato de Abraão ter dado o dízimo por fé. 14 .

15 . Podemos afirmar. não praticaria tais obras. 2 O DÍZIMO NA LEI Enquanto a Lei e os Profetas exigiam a prática da ordenança dos dízimos para o povo da “Aliança Levítica”. com absoluta certeza espiritual. que. se Abraão vivesse na época cristã. era profetizada a liberdade de contribuição para o povo da “Nova Aliança” (o cristianismo).

das vacas. Aceitamos e concordamos. com a cobrança do DÍZIMO durante a dispensação da Lei. sob aquela Lei. e prin- cipalmente. O DÍZIMO na Lei aparece pela primeira vez em Levítico 27. visto que em tal época. a nação também era politicamente administrada pelas autoridades religiosas. também. deveria praticá-lo. do fruto das árvores. da semente do campo. e o DÍZIMO (o im- posto de renda) aparecia naquela dispensação como ordenança de Deus e todo o povo. 16 . O texto nos mostra que deveria ser dado o dízimo do campo.30-34. das ovelhas e de tudo que passasse debaixo da vara.

então.32). 26.26. pois fazia parte das ordenanças do Senhor aos que estavam debaixo da Lei. Na Lei. como ordenava a Lei (Nm 18. Todavia. Os dízimos deveriam ser observados de forma rigorosa. Ne 10. pelo serviço que exerciam na tenda da congregação (Nm 18. prometia abrir as janelas do céu e abençoar o dizimista em grande maneira.12- 14). pois eram considerados “Santos ao Senhor” (Lv 27. que todo o povo deveria dizimar. desaprovamos a cobrança do dízimo aos cristãos. Os levitas deveriam levar aos sacerdotes o dízimo dos dízimos (o centésimo da renda do povo). 17 . o homem que não fosse dizimista era considerado ladrão e estaria debaixo da maldição.10).28-29. Ao final de cada 3 anos. E Deus. por não cumprir tal ordenança da Lei (Ml 3. O versículo 10 do capítulo 3 de Malaquias nos fala que o dízimo era para que houvesse mantimento na casa de Deus. Concluímos.21).38). porque o Senhor lhes dera por herança. Deveriam ser levados aos levitas. o povo deveria recolher os dízimos da colheita para que houvesse alimentos em suas cidades para o levita. pois. Gl 3.8 . o estrangeiro. o órfão e a viúva ( Dt 14.

tem que ser íntegro na sua prática. Rejeitamos a exigência do dízimo sim. na verdade. escribas e fariseus.10-13. na verdade. A prática da lei do dízimo é. e desprezais o mais importante da lei” (Mt 23.3-5.4). proveitosa. Malaquias profetiza o fim da lei do dízimo e a liberdade de contribuição para o cristianismo Ao mesmo tempo em que a Lei e os Profetas exigiam a prática da ordenança dos 18 .24-25). proveitosa.4. não estamos rejeitando o Velho Testa- mento. dizendo: “Porque a circuncisão é. mas ao contrário. Se alguém quiser viver debaixo da Lei. e o Evangelho nos isenta da Lei (Lc 16.23).10).16 Gl 3.25). e não pela Graça de Cristo (Gl 5. sem tropeçar em um só ponto (Tg 2. cremos que faz parte do cânon bíblico. Neste caso a sua salvação seria pelas obras da Lei. hipócritas! Pois que dizimais a hortelã. que não guardavam toda a Lei foi: “Ai de vós. o endro e o cominho. se o tal guardar toda a Lei. aos romanos que insistiam na prática da circuncisão. se tu guardares a lei” (Rm 2. E a advertência de Cristo aos fariseus dizimistas.Com isto. 4. Esta foi a advertência do apóstolo Paulo. por fazer parte da Lei.

isto é. No capítulo 3 do livro de Malaquias. a Lei e os Profetas duraram até João Batista (Mt 11. para aqueles que aceitam a salvação pela Graça de Cristo. deu-se a transição da Lei para a Graça. para aquela época. a Palavra de Deus faz menção da contribuição do povo da Lei mosaica. Segundo a 19 . quando declara: “Eu pela lei estou morto para a lei para viver para Cristo” (Gl 2. bem compreendido. como nos primeiros anos. Esses dias antigos e os primeiros anos mencionados neste versículo referem-se à saída do povo do Egito.8- 10). que a oferta será agradável ao Senhor como nos dias antigos. A Lei profetizou o seu próprio fim.1-5). aos primeiros anos da caminhada.19). motivo pelo qual. sabe-se. impondo a sua prática sob pena da maldição da Lei (Ml 3. pois. que antes da Palavra de Deus exigir a cobrança do dízimo para o povo da Aliança Levítica. No versículo 3 diz: trarão ofertas em justiça. é o que justifica a expressão de Paulo aos gálatas. e no versículo 4. para os cristãos. que nesse tempo não era aplicada a cobrança do dízimo. e também da contribuição do povo da Graça (do cristianismo). era profetizada a liberdade de contribuição para o povo da Graça. Porque com a pregação de João. profetiza o fim do dízimo e a liberdade de contribuição para o cristianismo(Malaquias 3. Nota-se.dízimos ao povo da Aliança Levítica.13).

mas a sua prática só começaria após a entrada na terra prometida (Dt 26. de maneira que sobejavam ofertas. e inclusive por Abraão. a citá-la como exemplo para o cristianismo. é expressamente censurada pelas Escrituras Sagradas. Moisés tinha que pedir ao povo que parasse de contribuir (Ex 36. Observe o leitor que. aplicar uma obra dessa natureza ao cristianismo. e muda a expressão para: “Ofertas em Justiça” (Ml 3. de forma alguma. Quanto à idéia de praticar o dízimo por ter sido uma obra praticada antes da Lei. Nm 7.1-8. o povo contri- buía com tanto amor e com o coração tão voltado para a obra de Deus. então.5-7).2-7. Até então. quando a determi- nação de contribuição financeira.48-54). é direcionada ao cristianismo. a ordenança dos dízimos já havia sido promulgada.4-29.3). a palavra “dízimo” desaparece. pelo fato de ter sido praticada por 20 . que Deus chega. Essa abundância de contribuição era proporcionada pelo amor e prontidão de vontade do povo. da parte de Deus. Porém.Bíblia. 31. A generosidade do povo para com a obra de Deus naqueles primeiros anos se tornou muito comentada entre o povo israelita. eram feitas ofertas espontâneas (Ex 36. Pois não se pode. 35. Algumas vezes.1-12).

e inclusive por Abraão. que lhes disse: “se o crente se circuncidar.2-4). 21 . e acrescentou.Abraão! Alguns crentes da igreja da Galácia persistiam na prática da circuncisão. foram advertidos pelo apóstolo Paulo.4). certamente com a idéia de ter sido uma obra praticada antes da Lei. dizendo que isto lhes separaria da Graça de Cristo (Gl 5. Cristo para nada aproveita e o tal está obrigado a guardar toda a lei” (Gl 5. porém.

a orientação da Palavra de Deus é para que nenhum cristão troque a sua liberdade espiritual pela maldição da servidão da Lei. 22 . uma base verdadeira para cobrança de dízimo dos cristãos. mas pelo contrário. 3 O DÍZIMO NO NOVO TESTAMENTO É impossível encontrar. na Bíblia Sagrada.

E o que fica bem evidente nestes textos.23 e Lucas 11. e desprezais 23 . porém. isto é.23 e Lucas 11.42 respectivamente transcritos a seguir: 1º) “Ai de vós. que dizimais a hortelã. o endro e o cominho. relatam a mesma situação: Mateus 23. Entre estes quatro. fariseus. os outros dois estão em Lucas 18. o juízo. e não omitir aquelas” (Mt 23. fazer estas coisas. deveis. hipócritas. No Novo Testamento encontramos apenas quatro textos que mencionam o dízimo. e toda hortaliça. e desprezais o mais importante da lei. dois são paralelos. 2º) “Mas ai de vós. escribas e fariseus. é que nenhum deles se refere à dízimo de cristão.12 e Hebreus 7.2-9. e a arruda. a misericórdia e a fé. pois que dizimais a hortelã.42.23). Observemos Mateus 23.

e não a cristãos (como muitos afirmam). ostentando hipocritamente grande santidade e confiança nas suas próprias obras de justiça. enquanto isso não aceitavam a autoridade divina de Jesus. Em Lucas 16. mas Deus conhece os vossos corações. que Jesus não os tratou pelos seus próprios nomes.o juízo e o amor de Deus. porque o que entre os homens é elevado.15. devemos fazer a seguinte pergunta: A quem Jesus estava dirigindo Suas Palavras e qual o teor Destas Palavras? Sem dúvida compre- endemos que Jesus se dirigia aos escribas e fariseus. confiavam na sua própria justiça e capacidade. Jesus diz que eles deveriam continuar dando o dízimo e. Apresentavam-se à Jesus nas condições de perfeitos. vivendo o judaísmo regido pela Lei. podemos claramente entender que ao finalizar Seu comentário. inclu- sive.42). 24 . Porém. Jesus disse-lhes: “Vós sois os que justificais a vós mesmos diante dos homens. no que tange à guarda da Lei. mas pelo título da sua religião! Esses homens. perante Deus é abominação”. tanto. não se omitirem de praticar os demais mandamentos da Lei (o mais importante dela). Importava fazer estas coisas e não deixar as outras” (Lc 11. Neste caso.

2-3). “O juízo e o amor de Deus” (Lc 11. mas sim a cristãos. que não fossem somente dizimistas. mas que não desprezassem o mais importante da Lei: “O juízo. pelo fato de Jesus ter incluído o juízo. a misericórdia e a fé” (Mt 23. quando a pessoa faz questão de estar debaixo da Lei. tornou-se culpado de todos”.42).23). o caminho estava aberto.10): “Porque qualquer que guardar toda a lei e tropeçar em um só ponto. Observa-se que a tendência dos fariseus era permanecer debaixo da Lei. desconhecendo a Graça de Cristo. Conclusão: deveriam guardar toda a Lei sem tropeçar em um só ponto (Tg 2. Gl 5. Deus não proíbe ninguém de entrar por esse caminho.10. porém. E mesmo não existindo no ser humano capacidade para guardar a Lei. a misericórdia e a fé. Foi exatamente essa cobrança que Jesus fez aos fariseus. se quisessem entrar pela Lei (se achando em condições de guardá-la). Se alguém argumenta que estas palavras não foram dirigidas a fariseus. vale lembrar que muitas obras do cristianismo estão incluídas na dispensação da 25 . então. obras estas praticadas pelo cristianismo. exige dela a perfeição na prática de toda a Lei (Tg 2. mas nesse caso.

4). etc. contendo muitas obras do cristianismo e muito mais. sacrifícios de animais. Tanto que Paulo disse: “Porque bem sabemos que a lei é espiritual. Paulo dá as características da preciosidade da Lei. tão boa que Jesus a consumou (Jo 17. dizendo: “E de novo protesto a todo homem.14).Lei. a misericórdia e a fé.5). etc. O que essas pessoas não entendem é que a Lei é ampla. que está obrigado a guardar toda a lei” (Gl 5. dízimos. amarás a Deus sobre todas as coisas. não matarás. justo e bom”. abstinência de manjares. vendido sob o pecado” (Rm 7. 26 . Veja que Paulo fala aos Gálatas. Podemos afirmar que a Lei é santa porque veio de Deus (Lv 18.12). e o mandamento santo. e tão justa que Cristo morreu por ela (Cl 2.3). Porém havia nela ordenanças divinas que ao homem é impossível realizá-las. como: circuncisão.17). realizando assim o seu cumprimento (Mt 5. (Rm 7. Vale salientar que aquele que quiser viver na prática da Lei (se achando com capacidade para guardá-la) não pode desprezar o mais importante dela: O juízo. dizendo: “E assim a lei é santa.14). guarda de dias meses e anos. não darás falso testemunho. como por exemplo: Não adulterarás. mas eu sou carnal. que se deixa circuncidar. etc.

foi o primeiro caminho (oferecido por Deus) para a salvação da humanidade. Essa “toda a Lei” que Paulo fala que deve guardar o homem que se deixa circuncidar. matematicam- ente. Cristo de nada aproveitará” (Gl 5. Existe só um caminho se levarmos em conta a incapacidade humana. mas nem por isso o cristão deve se circuncidar. levando em conta a incapacidade humana.11. Mas. Por que então Jesus disse: “Eu sou o caminho”? Exatamente. existem dois caminhos: 1º) O da salvação pela Lei dada por Deus. veja também Ez 20. Diante deste esclarecimento. 2º) O da salvação pela Graça que há em Cristo Jesus (a Nova Aliança). por intermédio de Moisés (a Antiga Aliança. chamada Lei de Moisés). obviamente inclui o principal dela: o juízo. pois fazem parte da dispensação da Lei. pois está escrito: “Se o crente se circuncidar. é a resposta. alguém pode perguntar: mas não existe só um caminho? Não. a misericórdia e a fé. que diz: “E dei-lhes os meus estatutos e os meus juízos pelos quais cumprindo- os o homem viverá por eles”. 27 . A justiça pela Lei dada por intermédio de Moisés. segundo Levíticos 18.2).5.

2-3). irmãos. escrevendo aos romanos. pois está escrito: “Não há um justo. isto quer dizer que existe outro caminho (o Velho Caminho). ousadia para entrar no santuário. Este é o caminho da salvação pela Lei (fora da Graça de Cristo). todo cristão esclarecido tem pleno conhecimento de que no homem não existe justiça suficiente para realizar a perfeição da exigência da Lei. à disposição de alguém que queira confiar na sua própria capacidade. Contudo. isto é. 28 . confirma esta condição de salvação ao declarar: “Ora. Para um melhor esclarecimento.10. obviamente. o escritor se refere a Novo Caminho. pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou. No versículo acima. o caminho da salvação pela prática da Lei continua aberto. Sl 53. Paulo. Velho. Gl 5. pela sua carne”. Porém. comecemos interpretando o capítulo 10.4. Moisés descreve a salvação que é pela lei. pelo véu. Existem várias referências bíblicas que confirmam que a Lei permanece como caminho para salvação. pois. dizendo: O homem que fizer estas coisas viverá por elas” (Rm 10. como faziam os fariseus. versículo 19 da Epístola aos Hebreus. nem um sequer” (Rm 3. isto é. quando o escritor declara: “Tendo.5).

publicado pela CPAD (Casas Publicadoras das Assembléias de Deus). escrito por Abraão de Almeida. não estamos mais sujeitos a ela”. envelheceu a primeira. Paulo. No capítulo 8. perto está de se acabar”. e se envelhece. diz o seguinte: “A Lei continua santa. o próprio escritor acrescenta: “Dizendo nova aliança. expressa-se sobre o assunto. Ora. 29 . Aqui.8). porém. dizendo: “Sabemos. que a Lei não se havia acabado. O capítulo 4 do livro “O Sábado.porque veio antes do Novo. que a lei é boa. querendo usá-la como meio de salvação. boa e justa. então. Quando então se acabará? A Lei só se acabará quando não existir mais ninguém confiando na carne (na sua própria capacidade). se alguém dela usa legitimamente” (1 Tm 1. Igualmente observemos os versículos transcritos a seguir: a) Rm 2. ele demonstra estar aberto o caminho da salvação pela Lei. se tu guardares a lei”.25: “A circuncisão é. A Lei E A Graça”. Observemos. o que foi tornado velho. na verdade proveitosa. mas. escrevendo a sua Primeira Epístola a Timóteo. versículo 13 do mesmo livro.

d) Gl 3. a Lei só tem capacidade para salvar o homem que for perfeito. Jesus não condenou os fariseus por quererem 30 . o homem que fizer estas coisas. que se deixa circuncidar. não é a Lei que não tem capacidade para salvar o homem.9). c) Rm 2. a lei não é da fé.3: “E de novo protesto a todo homem. mas os que praticam a lei. Tanto a Lei como Cristo. têm capacidade para salvar. mas Jesus tem capacidade para salvar o homem imperfeito. em condições bem distintas.13: “Porque os que ouvem a lei não são justos diante de Deus.12: “Ora. o poder de Cristo se aperfeiçoa na fraqueza (2º Co. por elas viverá”. ou seja. Porém. b) Gl 5. 12. que está obrigado a guardar toda a lei”. hão de ser justificados”. é o homem que não tem capacidade para guardar a Lei. enquanto a Lei exige a perfeição. porém. Por isto. Porque na verdade. observamos acima que a Lei permanece à disposição da perfeição humana. mas. Portanto.

18-19). que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes de vossos pais. A respeito dessa heresia. 1Tm 2. inclusive. temos documentos em mãos. Pedro. os quais dizem ser o dízimo uma dívida financeira que o cristão tem para com Deus. Querem ser resgatados da sua vã maneira de viver com a tradição que receberam de seus pais através de pagamentos de dízimos e demais obras mortas. então. inutilizam o Completo Sacrifício que Cristo realizou na Cruz do Calvário em resgate da humanidade. pois o próprio Jesus.8-9. adverte o povo dessa heresia. os que assim pregam. At 15. ao entregar o Espírito a Deus.28.10-11. dizendo: “Não foi com coisas corruptíveis. Desta forma. nem pode estar em comunhão com o povo de Deus. Confira ainda: Ap 22. como de um cordeiro imaculado e incontaminado” (1 Pe 1.30. Ef 2. Mt 20.6.guardar a Lei.10) que até pregam que o cristão que não paga o dízimo não entra no reino dos céus. Muitos pregadores de dízimos se apegam tanto a esta Lei (Ml 3. 31 . Rm 3. declarou: Está consumado (Jo 19. mas sim os advertiu para que. guardassem toda a Lei.24. mas com o precioso sangue de Cristo.17. Lc 23. escrevendo a sua Primeira Epís- tola. neste caso.46). como prata ou ouro.

portanto. Os cobradores de dízimos até parecem desconhecer a Graça de Cristo e o que significa: “Misericórdia quero. pois fazia parte da Lei que eles persistiam em guardar. Lucas 18.13). ainda. porque não sou como os demais homens. ao terminar Seu comentário. o espírito da mensagem que o texto em estudo expressa. “Importava fazer estas coisas. orava consigo desta maneira: Ó Deus. que viviam apenas de aparência.42). Vimos. o leitor. graças te dou. e não sacrifícios” (Mt 9. que o dízimo ali não é o objetivo principal.11-14 11 “O fariseu. Ainda alegam que Jesus está autorizando tal cobrança aos cristãos. 32 . apresentando a parte final destes versículos: “Deveis. ao conhecimento do seu erro. Como já esclarecemos acima. Observe. porém fazer estas coisas. estando em pé.23). e não deixar as outras” (Lc 11. Jesus diz que os escribas e fariseus não deveriam deixar de pagar o dízimo. porém muitos são os obreiros que o tomam como uma das bases para cobrança de percentual dos cristãos. e não omitir aquelas” (Mt 23. e sim está sendo usado como argumento para levar aqueles homens.

os fariseus por confiarem em suas obras de justiça.roubadores. e não aquele. de longe. No texto supracitado. encontramos Jesus criticando. Se o leitor for sincero. e justificando um publicano por reconhecer seu estado de pecaminosidade. 12 Jejuo duas vezes na semana. haverá de concluir que. tem misericórdia de mim pecador”. 13 “O publicano. O leitor pode observar que novamente Jesus faz referência ao dízimo de homens que estavam debaixo da Lei. Jesus não está impondo o dízimo aos cristãos. e dou o dízimo de tudo quanto possuo”. neste texto. porque qualquer que a si mesmo se exaltar será humilhado. É dentro dessa mensagem que aparece pela segunda vez o dízimo no Evangelho de Lucas. mais uma vez. nem ainda como este publicano. 14 “Digo-vos que este desceu justificado. porém. mas batia no peito. humilhando-se diante de Deus. Hebreus Capítulo 7 33 . e qualquer que a si mesmo se humilhar será exaltado”. estando em pé. dizendo: Ó Deus. nem ainda queria levantar os olhos aos céus. injustos e adúlteros.

Procura mostrar também que a obrigato- riedade da Lei havia tido o seu tempo exclusivo e que já havia cessado. por terem vindo do judaísmo e seus preceitos. tinham tendências a sustentar rudimentos do Antigo Pacto (a Lei). algo 34 . etc. Apresentamos esta parte dividida em dois pontos para melhor clareza. mas a palavra do juramento. que diz: “Porque a lei constitui sumos sacerdotes a homens fracos. tais como: circuncisão. o escritor procura mostrar. agia de acordo com a Lei. sacerdócio levítico.Os cristãos hebreus.5-6). a absoluta superioridade de Jesus sobre o sacerdócio levítico. Ponto 2: Destaque para os versículos que são especificamente tomados por base para cobrança do dízimo. Ponto 1: Um resumo geral do que o escritor procura apresentar neste capítulo. (At 15.etc. perfeito para sempre”. que veio depois da lei. que era segundo a Lei. versículo 5. neste capítulo 7. conforme versículo 28. 1. Sendo assim. Em resumo. ou seja. o que o autor procura transmitir neste capítulo é a superioridade de Cristo. constitui ao Filho.

de tomar o dízimo do povo. A expressão “têm ordem segundo a lei” deixa claro que o dízimo fazia parte da Lei. de seus irmãos. mas.que ele faz em seqüência. isto é. Os levitas cobravam dízimos segundo a Lei (de Moisés). Primeiro apresenta a superioridade de Melquisedeque sobre o sacer- dócio levítico. segundo a lei. de seus irmãos”. em suma (em resumo) do que temos dito. isto é. que diz: “E os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm ordem. ainda que tenham saído dos lombos de Abraão”. versículos 11 a 28. é que temos um sacerdote tal (tal aqui significa indescritível) que está assentado nos céus a destra do trono da Majestade”. pois diz: “segundo a lei”. Essa superioridade de Jesus sobre tudo e todos está resumida no primeiro versículo do capítulo 8: “Ora. é o que nos fala o versículo 5. que aparece nos versículos 4 a 10. “dos seus irmãos” (dos irmãos 35 . Observe que o escritor faz questão de esclarecer que a cobrança do dízimo não era feita dos cristãos. O fato de o escritor aos Hebreus ter usado o dízimo de Abraão a Melquisedeque como argu- mento para mostrar a superioridade de Cristo. em seguida apresenta a superioridade de Cristo sobre o sacerdócio levítico. não significa que está ordenando a cobrança de dízimo para os cristãos. Não disse “dos nossos irmãos”. quando diz: “do povo.

isto é. não sendo ouvinte esquecido. Onde aparece a Igreja primitiva pagando ou recebendo dízimos? Aparece.18-19). irmãos. que atenta bem para a lei perfeita da liberdade. que ainda andavam na Lei e não viviam na Graça de Cristo). E também. e não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servidão” (Gl 5.8 36 . porém. Tg 2. Hebreus 7. de mandamentos carnais (Hb 7. firmes na liberdade com que Cristo vos libertou. e nisto persevera. Tg 1. necessariamente se faz também mudança da lei”.1). como devendo ser julgados pela lei da liberdade”. O cristianismo está na lei da liberdade. convêm que consideremos a advertência de Paulo: “Estai. pois. mas fazedor da obra. Portanto. A lei no cristianismo é outra. este tal será bem-aventurado no seu feito”. observemos o versículo 12: “Porque. e assim procedei.12: “Assim falai. sim.espirituais dos sacerdotes levíticos. Veja capítulo 12 deste livro. recolhendo ofertas voluntárias para diversas necessidades e finalidades. mudando-se o sacerdócio. Não é mais a lei da aliança levítica.25: “Aquele.

quanto à palavra “ali”. diz: “Ora. ali. Pois o sacerdócio levítico continuava quando foi escrita esta epístola. Quais homens? Os levitas. conforme versículo 5. pois eram eles quem cobravam dízimos. nem tampouco sacerdote seria. versículo 4. tanto que no capítulo 8. nesta situação que expomos a vocês. mas sim a sacerdotes levíticos. se Ele estivesse na terra. o “Aqui” não está fazendo referência aos pastores. que era composto de homens mortais. irmãos) quem cobra dízimos são homens que morrem. presbíteros e outros obreiros do cristianismo como muitos supõem e ensinam. Na primeira parte. porém. Então. comentando sobre Jesus. ela não passa de uma referência a Melquisedeque 37 . havendo ainda sacerdotes que oferecem dons segundo a lei”.“E aqui certamente tomam dízimos homens que morrem. A palavra “aqui” se refere a essa menção. Já. ele está fazendo menção do sacerdócio levítico. na segunda parte. aquele de quem se testifica que vive”. Seria o mesmo que o autor dizer: Aqui (neste caso. o escritor.

para fabricar argumento a fim de colocar preço financeiro à salvação cristã. os que vos justificais pela lei: da graça tendes caído” (Gl 5. vós. A SEMELHANÇA DE MELQUISEDEQUE Muitos tentam. torcer alguns textos bíblicos em favor de seus pontos de vista. esta 38 . sob alegação de Jesus ter sido comparado à semelhança de Melquisedeque. porém. de toda maneira. conforme versículo 5? Então. naquela situação. Depois que a fé veio já não estamos debaixo da Lei: “Separados estais de Cristo. Seria o mesmo que o autor dizer: “Ali (naquele caso.14) Por fazer parte da Lei. como alegam. O “Ali” não está fazendo referência a Jesus. O dízimo não é segundo a Lei.4).ali no passado. a qual Ele já cravou na cruz? (Cl 2. no tempo de Melquisedeque) aquele de quem se testifica que vive”. quando este no seu ministério recebeu dízimo de Abraão. como pode Jesus estar lá no céu cobrando ou recebendo algo segundo a Lei. o dízimo foi substituido pela Graça. Alguns até aplicam o dízimo ao cristianismo.

Eis que lhes suscitarei um profeta do meio de seus irmãos. eu o requererei dele” (Dt.18-19).17). e havia trovões e relâmpagos. Pois o Senhor descera em Fogo. e porei as minhas palavras na sua boca.18. que ele falar em meu nome. então. Ex. e não fale Deus conosco. 20. 39 . a Lei dos mandamentos. não é outro senão Jesus Cristo! Mas nem por isto temos que praticar as obras do ministério de Moisés!(Jo 1. E será que qualquer que não ouvir as minhas palavras. Então o Senhor disse a Moisés: “bem falaram naquilo que disseram. encheu-se de temor e pôs-se de longe. e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar. Deus falava em alta voz. à semelhança de Moisés! Quando Deus reuniu o povo israelita ao pé do Monte Sinai para lhe determinar as obras do ministério de Moisés. e muito mais. o povo temeu a voz do Senhor. E disseram a Moisés: fale tu conosco. porque havia grandes maravilhas naquele lugar. Pois neste caso. a síntese de tudo isto.não deixa de ser.15-19. para que não morramos. e ouviremos. Irmãos. E o povo vendo isso. uma alegação absolu- tamente equivocada e sem fundamento espiritual. também. é que Este Profeta que o próprio Deus compara à semelhança de Moisés. isto é. como tu. também O foi. teríamos também que praticar as obras do ministério de Moisés! Porque se Jesus foi comparado à semelhança de Melqui- sedeque.

na porta formosa do templo. vosso Deus. ao proferir palavras de salvação.22). vosso Deus. mas não os foram na autenticidade! 40 .37). dizendo: “porque Moisés disse: o Senhor. não se referiu à Melquisedeque. Então vemos que Moisés foi mais vezes comparado à semelhança de Jesus do que Melquisedeque. Quando Pedro realizou a cura do coxo. a ele ouvireis em tudo quanto vos disser” (At 3. no auge de sua revelação. levantará dentre vossos irmãos um profeta semelhante a mim. e querendo apresentar Jesus e Sua grandiosidade para o povo. tendo o seu rosto como o de um anjo. a ele ouvireis” (At 7. também usou à semelhança de Moisés. Da mesma forma. mas buscou à semelhança de Moisés. No entanto não temos que praticar as obras do ministério de Moisés! Porque uma coisa é certa: mesmo Moisés e Melquisedeque sendo comparados à semelhança de Jesus. mas sim baseou-se na semelhança de Moisés. Estêvão. vos levantará dentre vossos irmãos um profeta como eu. Estêvão. também não se referiu à Melquisedeque para demonstrar o poder e a superioridade de Jesus. dizendo: “porque Moisés disse aos filhos de Israel: o Senhor. e querendo apresentar Jesus Cristo e o Seu poder de salvação para o povo que estava maravilhado e atônito diante de tal realização.

as quais já estavam enquadradas na Lei de Moisés. porque também debaixo do céu nenhum outro nome há. Tanto as obras do ministério de Moisés como as obras do ministério de Melquisedeque eram boas.57). isto é.5). dízimos etc. que estava na mão do Todo-Poderoso (no capitulo 5 de Apocalipse). dado entre os homens pelo qual devamos ser salvos” (At 4. como nosso Redentor. mas uma vez nos 41 . circuncisão. Ninguém é igual a Jesus. O texto que narra a história do livro selado com sete selos. Veja também 1Tm 2.12).5. e eu vivo pelo Pai. Jo 15. há poder de redenção. que eram: sacrificios de animais. etc. também vivera por mim” (Jo 6. por mais privilegiado que seja na expressão bíblica. Nem em Moisés. Porque está escrito: “E em nenhum outro há salvação. nem em outro qualquer. Por isto que Jesus declara: “Assim como o Pai que vive me enviou. e também (Rm 4. Mas Jesus. para que revestidos de Cristo já estivéssemos no cumprimento de tais obras. tomou as obras do ministério de Melquisedeque. nem em Melquisedeque. assim quem de mim se alimenta.. mas somente em Jesus. nos alimentando no que Cristo já cumpriu. Tanto que ninguém pode ser batizado em Moisés. tampouco em Melquisedeque. bem compreendido. para que fossemos salvos pela Sua Graça.5. o que faltou em ambos foi a capacidade de cumpri- las por nos. e as cumpriu por nós.

A Ele.C. Único Salvador. bramando com grande voz. Enquanto isso João chorava muito. vale novamente ressaltar que. apresentando o Incomparável Jesus Cristo. que venceu para abrir o livro e desatar os seus sete selos”(Ap 5. nem na terra.2-3).5). nem debaixo da terra. glória para todo o sempre. Irmãos. nem Moisés. Amém! A doutrina do dízimo é anti-bíblica para o cristianismo. Sabemos que nessa época parte de sua administração já havia se corrompido. porque a nossa salvação dependia de alguém que pudesse abrir o livro e desatar os seus sete selos. podia abrir o livro nem de olhar para ele” (Ap 5. Ele é Incomparável. desafiava dizendo: “Quem é digno de abrir o livro e de desatar os seus selos? E ninguém no céu. Mas um dos anciãos confortou à João. quando o livro precisava ser aberto e desatados os seus selos: um anjo forte. nessa hora. o Único Salvador. devido a alguns gananciosos obreiros que à 42 . Temos registros em mãos que dizem que a Igreja só começou a cobrar dízimo por volta do ano 600 d. o Inigualável Reis dos reis. Porem. nem Melquisedeque. mesmo Jesus sendo comparado à semelhança de Moisés e Melquisedeque. nem algum outro foi digno disto. mas não O foi na autenticidade! Conclusão: ninguém é igual a Jesus.deixa claro a inigualdade de Jesus. a Raiz de Davi. dizendo: “Eis ai o Leão da tribo de Judá. Porque diz que ninguém foi achado digno para tal.

por isto encontramos a linda frase em Atos 20. a piedade. dizendo: “Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber”. prevendo coisas deste tipo.17-18).4). E no versículo 11: “Mas tu.29). dizendo: “Porque eu sei isto: que depois da minha partida. que não entre por esse caminho.35. Há também vários incentivos bíblicos concernentes à contribuição. nem o ouro”. instruiu os anciãos da igreja de Éfeso. aliados à grandes e belas promessas. Paulo. praticando esse tipo de obra. no capítulo 6 da sua Primeira Epístola a Timóteo. ó homem de Deus. iam cobiçar prata e ouro. Sabia ele que. Seus objetivos são de buscar glória material para serem ricos e de nada terem falta (Ap 3. Nessa cobiça forçam até os pobres neces- sitados a praticarem a lei do dízimo (Mt 23. Mas Paulo adverte. Desta maneira o cristão contribui 43 . O crente. a mansidão”. entrarão no meio de vós lobos cruéis que não perdoarão o rebanho” (At 20. O cristão deve contribuir. recebe pelo Espírito Santo o impulso para contribuir. No versículo 10 ele diz: “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda espécie de males”. No versículo 33 ele justifica-se: “De ninguém cobicei a prata. e segue a justiça. foge destas coisas.ministravam. verdadeiramente convertido à Cristo. a fé. a caridade. quando os lobos entrassem na administração da Igreja. pois sua contribuição faz parte da obra de Deus. a paciência.

para os profanos. A lei da liberdade dispensa a ordenança de percentual. conforme a expressão de Tiago. 44 . confira também Tg 2. mas em contribuição espontânea. porque Deus ama ao que dá com alegria” (2Coríntios 9. mas para os ímpios. mas pela lei da liberdade. Ao crente que tem consciência de sua responsabilidade diante de Deus. pois contribui com o máximo que puder. A denominação evangélica que ordena o percentual de contribuição. não pela lei de mandamentos carnais. mas fazedor da obra. dizendo: “Cada um contribua segundo propôs no seu coração. porém. versículo 25: “Aquele. demonstra dúvida quanto à espiritualidade dos seus membros. não sendo ouvinte esquecido. capítulo 1. para os que são contra a sã doutrina.1-4). quando deu o que tinha (o máximo que podia Lc 21.9-10 declara que a lei não é feita para os cristãos. este tal será bem- aventurado nos seus feitos”. visto que 1 Timóteo 1. segundo o sentimento do coração. não o fez com base em dízimo.7).espontaneamente. que atenta bem para a lei perfeita da liberdade. o apóstolo Paulo nos conscientiza desta realidade. mas interessa-se no propósito do nosso coração. não é preciso que lhe determine a quantia ou o percentual que deva contribuir. A viúva pobre. e nisto persevera.12. não com tristeza ou por necessidade.

não devemos de forma alguma associar a contribuição cristã a cumprimento de percentual. vinda de instrutores que. o Espírito da Graça não estabelece nem piso nem teto de contribuição.9. 2 Co. querem estabelecer a sua própria justiça.7). Mas. Pois segundo o ensinamento do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. O que passa disto é atitude puramente legalista. mas pelo propósito do coração do obreiro! Isso 45 . Não nos resta dúvida de que o obreiro tem o direito e o dever de apresentar as necessidades financeiras da obra e incentivar os cristãos a contribuírem. A contribuição cristã tem objetivo único de ajudar a obra de Deus. na realidade. Portanto. e não de cumprir um percentual. não podemos nos deixar influenciar pelo espírito legalista. ou seja. mas não tem o direito de determinar o valor ou o percentual com que cada cristão deva contribuir. cristãos. ainda não conhecendo a justiça do Espírito da graça. pois dessa maneira. tal alegação não confere com a verdadeira doutrina cristã. a contribuição cristã já não seria pelo propósito do coração de “cada um” (como manda a Bíblia. Os defensores do dízimo alegam o seguinte: “O dízimo é um percentual de referência mínima para estabelecer o piso de contribuição cristã”. O percentual preestabelecido como contribuição mínima (como alegam) é pura lei de mandamento carnal.

significa que cujo obreiro não está confiando na espiritualidade da igreja e. por ser cheio do Espírito Santo. 4 COM QUAL PERCENTUAL DEVEMOS CONTRIBUIR? O verdadeiro cristão. bondade. o qual. benignidade. e não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servidão” (Gl 5.. pela carne.1). generosidade etc. dotado do Seu fruto que é: amor. 46 . tal condição não deve ser aceita: “Estai pois firmes na liberdade com que Cristo vos libertou. justiça. é.18). obviamente. quer realizar a obra que só o Espírito Santo pode realizar! Mas. “Mas se sois guiados pelo Espírito não estais debaixo da lei” (Gl 5. sem dúvida.

7). deixando o percentual a critério do propósito e das possibilidades de cada um. ou seja. dispensando assim o percentual padronizado pela Lei. dizendo: “Cada um contribua segundo propôs no seu coração” (2Co 9. lhe proporciona condições para determinar o valor com que deva contribuir. Quando deparamos com a orientação do apóstolo Paulo. 47 . sem dúvida compreendemos que está individualizando o valor ou o percentual de contribuição.

000.250.00. ficaram U$5. Às vezes.. e não somente pelo percentual que contribui. pelas possibilidades financeiras de cada um.00). neste caso. o valor espiritual da contribuição é levado em conta.00. deu 15% (U$750. do uso de um bom carro etc. armazém etc. pode significar muito mais do que 15% de outro que ganhou muito. podemos comparar com a parábola de dois chefes de família: um ganhou U$ 5.00. Não podemos dizer que sobrou. Os 15% que contribuiu não lhe privaram de boa alimentação. também. Neste caso. cujas despesas somaram U$95. isto porque gastou somente o suficiente para que sua família não desfalecesse de fome. Havia um plano familiar para comprar 48 .00 (equivalente a 5% do que ganhou). um percentual de contribuição menor de um pode se tornar mais valioso diante de Deus do que um percentual maior do outro. com certeza. como: água. etc. determinam o per- centual que cada cristão deva contribuir. porém. Enquanto o outro ganhou um salário de U$100.00. Por exemplo: 5% de um que ganhou pouco. porque lhe faltavam muitas outras coisas. A intensidade do amor pela obra de Deus e as possibilidades financeiras. Ao pagar suas despesas necessárias. sobraram então U$4. Na matemática divina. luz.

se o leitor for espiritual. e uma camisa de trabalho para aquele chefe. sentindo arder em seus corações um profundo amor pela obra de Deus. responderá que foi o que deu 5%. um lápis novo para o filho que estudava. pois era tudo o que tinha para suprir as demais necessidades da família. Eram para eles produtos de primeira necessidade. mas 49 . Diante desta parábola. um calçado por mais simples que fosse para a esposa. entretanto. ofertaram à obra de Deus aqueles 5%. Porém o próprio Jesus testemunhou o grande valor da sua oferta. deitou mais do que todos os que deitaram na arca do tesouro. com alegria e propósito de coração. dizendo: “em verdade vos digo que. então.41-44) declara que aquela pequena quantia que dera. decidiram concordemente abrir mão de comprar o que precisavam. O texto que narra a história da viúva pobre (Mc 12. cheios de amor. porque todos ali deitaram do que lhes sobejava. esta pobre viúva. e então. fazemos a seguinte pergunta: qual desses dois chefes de família contribuiu mais diante de Deus? Certamente. ao orarem para agradecer a Deus pelo salário.com aquele salário. era tudo que tinha para o seu sustento. lembraram-se que a Sua obra carecia muito da contribuição deles.

pois eram muito pequenas. Aquelas pequenas moedas que a viúva deitou na arca do tesouro. não disse que era o que tinha para pagar suas dívidas. 50 . mas. deitou tudo o que tinha. quem sabe. Aliás. Jesus faz uma recomendação para conservar a boa conduta espiritual. mas sim para o seu sustento. por mais pobre que seja. todo o seu sustento”.8). pois está escrito: “A ninguém devais coisa alguma. por aí. Tal ensinamento não procede do Espírito Santo. e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap 2. foi o que ficou para o seu sustento.esta. a não ser o amor com que vós ameis uns aos outros” (Rm 13. A fidelidade em honrar todos os nossos compromissos é indispensável para uma boa conduta espiritual. dizendo: “Sê fiel até a morte. talvez não traduzissem 10% do que ganhara. Porque quem serve a Deus. têm até obreiros. E ainda: “Convém também que tenha bom testemunho dos que estão de fora. Jesus. procura ser pontual com seus compromissos. da sua pobreza. Na carta à igreja de Esmirna. ao saldar seus compromissos. com pretexto de que pela fé pagará a sua dívida. ensinando os fiéis a deixar a sua dívida pendente no comércio para poder pagar o dízimo. para que não caia em afronta e em laço do diabo” (1Tm 3.7). Até porque.10). que conhece todas as coisas.

3-6). Jesus declarou: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça.” Portando. é soberbo. mas delira acerca de questões e contendas de palavras. instruir o povo cristão a ficar devendo no comércio para poder pagar o dízimo.6). e no versículo 10 do mesmo capítulo. e não se conforma com as palavras de nosso Senhor Jesus Cristo. e nessa cobiça alguns se desviaram da fé. Paulo repreende os obreiros que não andam de acordo com estes ensinamentos de Cristo. Isto não é nada mais nada menos do que cobiça. e com a doutrina que é segundo a piedade. e corrupção de fé. e nada sabe. contendas de homens corruptos de entendimentos e privados da verdade. No sermão da montanha. e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. cuidando que a piedade seja causa de ganho. porfias.” (1Tm 6. dizendo: “Se alguém ensina alguma outra doutrina. Será que. desonestidade. Deus abomina esse tipo de doutrina. ruins suspeitas. Mas é grande ganho a piedade com contentamento. aparta-te dos tais. porque eles serão fartos” (Mt 5. se tais doutrinadores fossem proprietários dos comércios nos quais os seus 51 . significa: amor ao dinheiro e provocação à raiz do mal. blasfêmias. ele diz: “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda espécie de males. das quais nascem invejas.

morre sem misericórdia só pela palavra de duas ou três testemunhas. porque se a justiça provém da lei. de quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus. Se confiarmos na nossa capacidade. mas pelas obras da lei. Se a fé nos capacitasse para a prática de mandamentos carnais.21). e fazendo agravo ao Espírito da Graça. e fizer agravo ao Espírito da graça?” (Hb 10. Se realmente temos fé. Mas como disse Paulo: “Não aniquilo a graça de Deus. Veja o que o escritor da Epístola aos Hebreus diz sobre o julgamento de quem comete tal erro: “Quebrantando alguém a lei de Moisés. A fé não serve de fundamento para lançar mão do dinheiro que devemos no comércio para poder pagar o dízimo. no que tange a guarda de qualquer ponto da Lei. estamos pisando o Filho de Deus.discípulos fossem devedores. devemos usá-la para não contrairmos nenhuma dívida acima das nossas possibilidades. 52 . profanando o sangue da Nova Aliança. continuariam com seus equivocados ensinamentos? Deixemos esta pergunta no ar. a salvação não seria pela graça.28-29). segue-se que Cristo morreu debalde” (Gl 2. e tiver por profano o sangue da aliança com que foi santificado.

mas debaixo da lei de Cristo” (1 Co 9. segundo a orientação de Paulo aos coríntios.21: “Não aniquilo a graça de Deus. Por esta razão lemos em Gálatas 2. A lei de Cristo é a lei da liberdade. gloriar-me. a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo” (Gl 6. e isso é abominação diante de Deus. que diz: “Longe esteja de mim. existe lei para contribuir. mas não existe lei preestabelecida para o percentual. são características proporcionadas pelo Espírito da Graça.14). não aceitando a incapacidade humana. segue-se que Cristo morreu debalde”. O percentual varia de acordo com as possibilidades de cada um. Devemos tomar o exemplo de Paulo. Isso expressa confiança na carne. a qual podemos chamar de “Lei de Cristo”: “Não estamos sem lei para com Deus. se a justiça provém da lei. porque. mas Deus nos deu capacidade para que pela fé cumpríssemos a lei da liberdade que há em Cristo Jesus. batendo no peito e dizendo: “Pela fé sou dizimista”.21). Deus não nos deu capacidade para que pela fé guardássemos leis de mandamentos carnais. e a liberdade para que o percentual seja determinado pelas possibilidades e propósito de coração. Existem muitos se gloriando. estaríamos aniquilando a Graça de Deus. quando diz: “Conforme a 53 . Ao contrario. Em termos de contribuição financeira. A espontaneidade para contribuir.

chamando- os de ladrões e injustos. conforme está escrito: “Não existe um justo. Na parábola do “fariseu e do publicano”. na comparação das contribuições dos dois chefes de família. injustos e adúlteros. nem um sequer” (Rm 3. nem ainda como este publicano. ao contrário. De outra maneira. usados na lei mosaica (Dt 27. apesar de não ter condição de guardá- la. dizendo que guarda a lei do dízimo. e dou os dízimos de tudo quanto possuo” (Lc 18. quando está 54 . chamando-os de roubadores quando dizia: “Ó Deus.9).10). do que qualquer cristão. Jejuo duas vezes na semana. roubadores. porém o cristão não tem o direito de cobrança dessa lei.30).11-12). Contudo o fariseu tinha mais moral de acusar os outros de não dar o dízimo. Jesus não precisaria nos ter oferecido um “Jugo suave e um fardo leve” (Mt 11. Porque o fariseu era regido pela lei mosaica. não seria lei da liberdade. porque não sou como os demais homens. termos estes. ainda acusam aqueles que contribuem pela lei da liberdade. graças te dou.2). É o que aprendemos acima.26. entende-se que o fariseu confiava na prática dessa lei para gloriar-se e acusar os outros de não serem dizimistas. é fazer agravo ao Espírito da Graça. Muitos. Ml 3. Isto nos ensina que bater no peito.sua prosperidade” (1Co 16. além de se gloriarem na prática da lei do dízimo.

é exatamente a incapacidade humana que torna essa Lei em: “Ministério da Morte” e “Ministério da Condenação” (2Co 3. A salvação do cristão não vem pela prática da lei. chamada Lei de mandamentos carnais. É quando a Bíblia diz: “Porque a força do pecado é a lei” (1Co 15.9).5). A Lei dada por intermédio de Moisés. conforme está escrito: “Sendo justificados gratuitamente pela sua graça. e a fragilidade humana não resistindo a cobrança da Lei. não aceita a impossibilidade humana.livre da mesma. tornou-se culpado de todos”. nem exigir que cristão algum a pratique. Então entendemos que esta gratuidade pela Sua misericórdia nos dispensa do 55 .10: “Aquele que guardar toda a lei.56). mas pela justiça da fé. Pois.24). cobra. não cobrando. em Cristo Jesus. aquele que não pratica. Mas. acaba ficando debaixo da maldição (Ml 3. a sua fé lhe é imputada como justiça” (Rm 4. a salvação alcançada pela Graça que há em Cristo Jesus. mas sim justificando pela fé. vem ao encontro da incapacidade humana. e tropeçar em um só ponto. Isso quer dizer que a Lei não justifica. pela redenção que há em Cristo Jesus” (Rm 3. conforme está escrito: “Mas. mas crê naquele que justifica o ímpio. Pois não deve praticá-la.7-9). mas exige a sua prática na íntegra. Esta confirmação encontra-se em Tiago 2.

1Co 16. Portanto. para que a faça dentro das possibilidades e com propósito de coração (2Co 9. 6 O ESCLARECIMENTO DA LIBERDADE CRISTÃ A liberdade cristã é uma graça concedida por Deus.percentual que vem pela lei. e esclarecida abertamente 56 . Concluímos que a doutrina da salvação pela Graça que há em Cristo Jesus. enquanto a doutrina que vem pela ordenança da Lei. ensina a contribuir livremente e por propósito de coração.2). ensina a cumprir percentual. deixando livre a contribuição do cristão. pregada por Seu Filho Jesus Cristo nas entrelinhas das Suas ricas e poderosas mensagens de salvação.7.

Até então. após o Seu derramamento sobre toda a carne. porque na época eles não tinham condição de entendê-la. o homem natural não compreende as coisas do 57 . por dois motivos: Primeiro. Jesus não pregou abertamente a liberdade cristã aos discípulos. porque o Espírito Santo ainda não tinha sido derramado sobre eles ( Jo 7.39). os discípulos continuavam na prática da Lei. A liberdade cristã foi totalmente esclarecida pelo Espírito Santo. e as coisas de Deus só se entendem espiritualmente: “Ora. pelo Espírito Santo. depois da ressurreição de Jesus.

os discípulos não tinham condição de entender a liberdade cristã.17). segundo o que está escrito na Lei de Moisés. as mulheres não levaram as especiarias para a unção do Seu corpo. e no sábado repousaram. Gálatas 4. Por essa razão é que no sábado do sepultamento de Jesus. guarda de dias meses e anos etc. como: circuncisão. Em Lucas. mas cumprir” (Mt 5. A missão do ensinamento da liberdade cristã. porque lhes parece loucura.4.14). e não pode entendê-las. conforme está escrito: “E. conforme o mandamento” (Lc 23.8. voltando elas. circuncidado.56). Jesus deixou para o Espírito Santo. foi apresentado ao oitavo dia. porque o próprio Jesus era guardador da Lei. Pois a missão de Jesus era a prática da Lei. porque elas se discernem espiritualmente” (1 Co 2. Até então.Espírito de Deus. diz que Jesus foi nascido sob a Lei. dada a oferta (um par de rolas). dízimos. momentaneamente. diz que Ele foi ministro da circuncisão. por causa da verdade de Deus. Romanos 15. Ele afirma: “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar. Por este motivo.21-24. cumprindo-a em nosso lugar. assim 58 . prepa- raram especiarias e ungüentos. para que confirmasse as promessas feitas aos pais. Segundo. continuavam na prática da Lei mosaica. 2. Por isto.

se deveriam ou não ser submetidos à prática da Lei mosaica. e em os admitindo. Finalmente foram ensinados. começaram a ser esclarecidos de toda a verdade do Evangelho e.12-13). Foi quando decidiram enviar uma carta às 59 . mas. Um dos registros desta história encontramos claramente no capítulo 15. sem submetê-los à prática da Lei. inicialmente. automaticamente. pois famosa foi a questão da Igreja naquela época de admitir ou não os gentios à fé cristã. Em verdade. que deveriam recebê-los na Igreja através do batismo com base na sua fé.que fosse derramado. ao receberem o Espírito Santo.10). este fato concretizou-se após a ressurreição de Jesus. o polêmico tema da assembléia. convocaram uma grande assembléia para debaterem este assunto. Porém logo foram esclarecidos. quando os discípulos. que seria uma tentação a Deus colocarem esse jugo sobre a cerviz dos discípulos ( At 15. A libertação dos cristãos em relação ao jugo da servidão da Lei (inclusive da prática do dízimo) foi. ele vos guiará em toda a verdade” (Jo 16. mas vós não podeis suportar agora. pelo Espírito Santo. da liberdade cristã. motivo este que levou Jesus a declarar: “Tenho muito que vos dizer. pelo Espírito Santo. Então. quando vier o Espírito de verdade. porque os gentios não eram praticantes da Lei (provavelmente não eram dizimistas). versículos 1 ao 32 de Atos dos Apóstolos.

reunidos concorde- mente. e da carne sufocada. portanto. não vos impor mais encargo algum. 26 Homens que já expuseram as suas vidas pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo. das quais coisas bem fazeis se vos guardardes. os quais por palavra vos anunciarão também as mesmas coisas. e da prostituição. Confirmaram-se assim as Palavras de Jesus. não lhes tendo nós dado mandamento. dizendo: (Atos 15. e transtornaram as vossas almas.12-13 (citadas acima). mas. que diziam: “Tenho muito que vos dizer. 60 . Bem vos vá. 28 Na verdade pareceu bem ao Espírito Santo e a nós. em João 16. 25 Pareceu-nos bem. dizendo que deveis circuncidar-vos e guardar a lei. e do sangue.24-29) 24 Portanto ouvimos que alguns que saíram dentre nós vos perturbaram com palavras.congregações dos gentios convertidos a Cristo. ele vos guiará em toda a verdade”. Judas e Silas. eleger alguns homens e enviá-los com os nossos amados Barnabé e Paulo. 27 Enviamos. vós não podeis suportar agora. quando vier aquele Espírito de verdade. senão estas coisas necessárias: 29 Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos.

mas voluntariamente. agindo de forma gananciosa. comentando sobre a liberdade cristã. quando a mesma não proceder da vontade de Deus.8). e sem dúvida. instrui os coríntios. mas de ânimo pronto. por meio de filosofias e vãs sutilezas. que o Espírito Santo desaprova a doutrina do dízimo no cristianismo. Existem obreiros nos nossos dias. segundo o rudimento do mundo. ele diz: “Tende cuidado. Isto nos ajuda a esclarecer. de obreiro algum. 61 . Essa atitude tem causado prejuízos à obra de Deus. tal procedimento é reprovado pelo Espírito Santo. E aos colossenses. querendo dominar o rebanho de Deus com o desejo enganoso do seu coração. dizendo: “Fostes comprados por bom preço. na questão do estudo. nem como tendo domínio sobre a herança de Deus. como se tivessem domínio próprio sobre a Igreja de Deus. com as seguintes palavras: “Apascentai o rebanho de Deus. para que ninguém vos faça presa sua.2-3). mas servindo de exemplo ao rebanho” (1 Pe 5. nem por torpe ganância. não por força. Paulo. a imposição da guarda de nenhuma lei. O cristão não deve aceitar. segundo a tradição dos homens.23). que está entre vós. O apóstolo Pedro adverte os obreiros da Igreja de Deus. tendo cuidado dele. e não segundo Cristo” (Cl 2. não vos façais servos dos homens” (1 Co 7.

nesse caso. Tentar a Deus. e não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servidão” (Gl 5. ou outro percentual qualquer. 62 . com o exemplo da história da Igreja primitiva. não é nada mais nada menos do que puro mandamento carnal. o percentual de 10%. querem estabelecer a sua própria justiça (Rm 10. Não conhecendo a justiça de Deus. registrado em Atos 15. como é o caso da cobrança do dízimo. sem dúvida. contudo os homens querem novamente submeter a Igreja de Deus ao jugo dessa servidão. é tentar a Deus. Cristo nos libertou da maldição da Lei.10. que os discípulos foram ensinados pelo Espírito Santo. jugo desta natureza. Já aprendemos acima. Porque se o Espírito Santo nos ensina que o mandamento de contribuição financeira para o cristianismo vem pela lei da liberdade. a orientação bíblica é para que nenhum cristão troque a sua liberdade espiritual pela maldição da servidão da Lei: “Estais. as quais não se enquadram na doutrina cristã. pois.3). para novamente submeter o povo de Deus ao jugo da servidão.1). Mas. firmes na liberdade com que Cristo vos libertou. preestabelecido pela letra ou por determinação de obreiros. quer dizer: exigir dos cristãos a prática de ordenanças que são contra a vontade de Deus. pôr sobre a cerviz dos cristãos. que.

sacrifícios de animais. Motivo esse que levou Abraão a praticar obras tais. dízimo. Muitos pregam que a salvação é pela GRAÇA. como: circuncisão. etc. porque nessas épocas. que. se Abraão vivesse na época do cristianismo. porém. Com essa atitude legalista. na dispensação da Lei. antes da Lei (nos tempos de Abraão). ou seja. podemos afirmar. pois se contradizem ao dizer que aquele que não cumpre o percentual de 10% (o dízimo) é amaldiçoado e está roubando a Deus. mas com o coração praticam a ordenança da Lei. não praticaria tais obras. as quais não se enquadram na verdadeira prática cristã. Com os lábios pregam a salvação pela GRAÇA. demonstram ser insensíveis à integridade da própria GRAÇA que pregam. com absoluta certeza espiritual. O cumprimento do dízimo só teve validade espiritual em épocas anteriores ao Novo Testamento. mas não fazem disto uma prática real nas suas vidas e nem nas suas constantes pregações. 63 .. a salvação pela GRAÇA DE CRISTO ainda não estava em prática.

64 . fazendo-se maldição por nós. o percentual de 10% regido pela Lei. 7 O DÍZIMO EM CONTRADIÇÃO À GRAÇA Cristo nos resgatou da maldição da Lei.

sem dúvida.8-10” 65 . fazer agravo ao Espírito da Graça! Comecemos este capítulo analisando um texto bíblico referente à contribuição financeira do povo que vivia debaixo da Lei (fora da Graça de Cristo). praticando novamente ordenanças da Lei? Isso seria. Cristo já cumpriu por nós. voltarmos aos rudimentos do mundo. para em seguida compará-lo a um texto bíblico referente à contribuição do povo da Graça. Por que. agora. cravando-o na cruz para que fôssemos salvos pela Sua Graça. para que se realce a diferença de regime de contribuição financeira entre o POVO DA LEI e o CRISTIANISMO: “Malaquias 3.

pois está em compatibilidade com a maldição da Lei. que dela vos advenha a maior abastança”. sim. e depois fazei prova de mim. ainda é amaldiçoado. Observe o leitor que. até porque o versículo 8 acusa o tal contribuinte de roubador de Deus. 66 .26. dizendo: Com maldição sois amaldiçoados. Essa é a realidade da expressão do texto supracitado. para aquele que descumprir qualquer ponto da Lei: “Maldito aquele que não confirmar as palavras desta lei não as cumprindo” (Dt 27. baseando-se no texto acima. não há nele chance para contribuir com menos de 10%. determinada em Deuteronômio. além do tal contribuinte não receber a bênção. (8) “Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais. se eu não vos abrir as janelas do céu. e dizeis: em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas” (9) “Com maldição sois amaldiçoados. 28. que é o ponto principal usado para cobrança do dízimo do povo que estava debaixo da Lei. e não derramar sobre vós uma bênção tal.” (10) “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro. toda esta nação. porque a mim me roubais.15-68). Isso quer dizer que. e o versículo 9 determina a maldição sobre ele. diz o Senhor dos Exércitos. para que haja mantimento na minha casa.

conforme está escrito: “Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças. para fazê-las” (Gl 3. isto é. Por isso é bem correto pregar esta maldição sobre aqueles que estão debaixo da Lei e não dão o dízimo.14).11). percentual de contribuição preestabelecido pela Lei (dízimo). seguindo à risca esta Lei. Paulo prega para aqueles que querem estar debaixo da Lei. dizendo: “Todos aqueles. fazendo-se maldição por nós. nem salvação 67 . incontestavelmente. Mas para aqueles que querem viver em Cristo. guarda de dias meses e anos. cravando-a na cruz” (CL 2. os defensores do dízimo têm toda razão de pregar a maldição e chamar de roubadores àqueles que estão debaixo da Lei e não dão o dízimo. cumprindo-a em nosso lugar (Gl 3. que são das obras da lei estão debaixo da maldição. Tirou dos nossos ombros tais ordenanças. sacrifícios de animais.13). a qual de alguma maneira nos era contrária. pois. Vale ressaltar que o dízimo é. porque está escrito: maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei. Porém. e a tirou do meio de nós. Cristo nos resgatou da maldição da Lei. etc. tirou do nosso meio e cravou na cruz. conteúdo desta cédula. diz: Mas o justo viverá da fé (Gl 3.. Inclusive. como já aprendemos acima.10). como: circuncisão. a qual a Bíblia Sagrada afirma claramente que Jesus riscou. etc.

E ressalta. que os seus próprios pastores 68 . pois quem rouba a Deus e está debaixo da maldição. por não pagar dízimo. santa na sua maioria. dizendo: “É pequeno o percentual dos que se dispõem a cumprir este mandamento”. do livro Discipulado. e que o seu número de salvos é bem maior do que o número dos que dão o dízimo. nem nós pudemos suportar (At 15. que colocam sobre a cerviz dos discípulos um jugo que (conforme diz a Bíblia) nem nossos pais. não haveria necessidade de a igreja lançar mão de campanhas financeiras para realizar suas tarefas”.10). porém. Sabemos também de uma linha de igrejas que cobra dízimos. Diante desse relato.pode haver para o tal. pois conhecemos tal Igreja e damos testemunho da mesma como Igreja poderosa em Cristo Jesus. E por outro lado. nós. diz: “Se todos os crentes pagassem o dízimo. poderíamos contar com muitos salvos nas igrejas? A lição 8. poderíamos imaginar que também fosse pequeno o percentual de salvos desta Igreja. Mas fazemos uma pergunta: se esta Lei fosse válida para o cristianismo. que somos esclarecidos pelo Espírito Santo. sabemos que o grande erro não está na Igreja. sabemos que não é assim. publicado pela CPAD (Casa Publicadora das Assembléias de Deus). Aluno 1. mas sim nos seus obreiros. realmente não é salvo.

No versículo acima. dizendo: “Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar. pouco também ceifará. estendem as mãos e exigem de seus fiéis o que eles mesmos não praticam. porém. aprendemos que. eles.6). Jesus referiu-se a este tipo de obreiros. não há chance para contribuir com menos de 10%. segundo a lei do dízimo. isto é.8-10 (citada acima). Observemos no versículo transcrito a seguir que a determinação divina para a contribuição na Nova Aliança. Isto seria uma contra- dição na Palavra de Deus. é descrita em condições diferentes. e os põem aos ombros dos homens. nem com o dedo querem movê-los” (Mt 23. direcionada ao povo que vivia debaixo da Lei. Essa é a realidade da expressão de Malaquias 3. no começo deste capítulo. se fizesse parte da mesma aliança de Malaquias 3. em abundância ceifará” (2 Co 9. Certa feita. declara que a bênção é derramada sobre qualquer percentual de contribuição. qualquer percentual é 69 .8-10. Pois bem. para os cristãos. a determinação de contribuição financeira dirigida ao cristianismo. e o que semeia em abundância.não são dizimistas. ainda é amaldiçoado.4). Vejamos então: “E digo isto: que o que semeia pouco. pois além desse contribuinte não receber a bênção.

pode ser considerada pouco! O que é reputado diante de Deus é a justiça com que contribuímos (Ml 3. Exceto uma profecia para o cristianismo. Contudo.3. 70 . muito ou pouco. A pregação do dízimo no cristianismo entra em contradição. O livro de Malaquias. entendemos. que no regime da Graça. uma contribuição de 5% de uma pessoa que ganha pouco. de modo geral. através do versículo supracitado (2 Co 9.8-10.aceito diante de Deus. de outra que ganha muito.6). isto é. mas sim pelo nível das possibilidades de cada um. não é determinado por uma ordenança de percentual prefixado por lei. se muito. Como por exemplo: muitas vezes. porém a bênção é proporcional à contribuição: se pouco. 11. ao contrário de Mala- quias 3. com promessas de bênçãos. abaixo das possibilidades. mas qualquer percentual é aceito. quando o que se recebia era a maldição da Lei. inclusive. mesmo contribuindo com pouco. mencionado neste versículo. com este versículo. a mensagem. foi escrito a um povo que vivia em uma época ainda fora da graça de Cristo. pode ser considerada muito. embora seja proporcional. Esse “pouco ou muito”. recebe pouco. enquanto uma contribuição de 15% ou mais. diante de Deus.4). por isso continuava sendo regido pela Lei de Moisés. Is. ainda se recebe a bênção. de modo geral. recebe muito.

ó sacerdotes. escrito para que o povo daquela época guardasse a Aliança Levítica determinada no Monte Sinai (chamada lei de Moisés). Veja que a mesma expressão feita no capítulo 3. isto não é mau? Ora.6-8). versículos 1 ao 8. e não para o cristianismo. Porque. o seu senhor. é feita também no capítulo 1. Tanto que no capítulo 2. versículo 4. como já expres- samos acima. quando ofereceis animal cego para o sacrifício. se eu sou Pai. para celebração de sacrifícios de animais: “O filho honra o pai. se eu sou Senhor. Através deste texto. isto não é mau? E quando ofereceis o coxo ou enfermo. para cobrança do dízimo. que desprezais o meu nome. E vós dizeis: em que nós temos desprezado o teu nome? Oferecereis sobre o meu altar pão imundo. onde está o meu temor? Diz o Senhor dos Exércitos a vós. apresenta-o ao teu governador.foi direcionada ao povo que vivia debaixo da Lei e ainda tinha que guardá-la. e dizeis: em que te havemos profanado? Nisto que dizeis: A mesa do Senhor é desprezível. entendemos claramente que o livro de Malaquias foi. porventura terá ele agrado de ti? Ou aceitará ele a tua pessoa? Diz o Senhor dos Exércitos” (Ml 1. versículos 8 ao 10. onde está a minha honra? E. diz: “Então sabereis que eu vos enviei este mandamento para que a minha aliança fosse 71 . e o servo.

quando diz: “Lembrai-vos da lei de Moisés. diz o Senhor dos Exércitos” (Ml 2. para todo o Israel. Ao encerrar o livro. estatutos e juízos” (Ml 4.”E no versículo 8 do mesmo capítulo: “A muitos fizestes tropeçar na lei. eis que vem.com Levi. para que continue guardando a lei de Moisés. Deus desperta o povo por intermédio de Malaquias. a saber. As referências acima deixam claro que existe grande diferença entre as obras do cristia- nismo e as do povo israelita que vivia na lei de Moisés. a quem vós buscais. inclusive. e o mensageiro da aliança. a quem vós desejais. e de repente virá ao seu templo o Senhor. 72 .8).1-5: (1): “Eis que eu envio o meu mensageiro. A grande diferença existe. diz o Senhor dos Exércitos. Observa-se que a expressão da parte de Deus ao determinar a prática da contribuição para o povo da Aliança Levítica é uma. que preparará o caminho diante de mim. corrompestes a aliança de Levi.4). Esta realidade encontra-se dentro do próprio livro de Malaquias: Observemos Malaquias 3. e para o Cristianismo (povo da Nova Aliança) é outra. meu servo. a qual lhe mandei em Horebe. na determinação da contribuição financeira. diz o Senhor dos Exércitos.

e como nos primeiros anos. Apesar de o livro de Malaquias ter sido. é Jesus Cristo.” (Ml 3.3). como nos dias antigos.(2): Mas quem suportará o dia da sua vinda? E quem subsistirá. O mensageiro que prepararia o caminho diante do Senhor. e purificará os filhos de Levi. e contra os que defraudam o jornaleiro. a quem vós buscais. e serei uma testemunha veloz contra os feiticeiros e contra os adúlteros. diz o Senhor dos Exércitos. houve esta profecia diri- gida ao Cristianismo (ao povo da Nova Aliança). (4): E a oferta de Judá e de Jerusalém será suave ao Senhor. e pervertem o direito da viúva. e o Senhor. é João Batista. E chegar-me-ei a vós para juízo. e do órfão e do estrangeiro. e contra os que jejuam falsamente. de modo geral. quando ele aparecer? Porque ele será como o fogo do ourives e como o sabão dos lavandeiros. mencionado no versículo 1. no que tange a guarda da Lei. e não me temem. é quando diz: “Trarão ofertas em justiça” (Ml 3. 73 .1-5). afinando e purificando a prata. É bem claro que a profecia se refere ao Cristianismo! E aí. direcionado ao povo israelita. (3): E assentar-se-á. e os afinará como ouro e como prata: então ao Senhor trarão ofertas em justiça.

mas quando referiu-se ao povo cristão (no futuro. Vejamos que a contribuição financeira profetizada para o tempo da graça. é transformada de dízimo para “Ofertas em Justiça”. disse: “Trarão ofertas em justiça”. no tempo da Graça). 8 A IGREJA QUE COBRA DÍZIMO PODE PERTENCER A DEUS? 74 . disse: “Trazei todos os dízimos”. Como em nenhum outro livro da Bíblia se encontra a determinação de contribuição finan- ceira para os cristãos ordenada em forma de dízimo. Quando Deus falou para o povo que estava debaixo da Lei. no livro de Malaquias não poderia ser diferente.

Alguns ministros religiosos. pelo Espírito Santo (segundo a Sua operação no seu meio). então. Alguns defensores do dízimo nos têm feito a seguinte pergunta: “muitas das igrejas que cobram dízimo têm sido reconhecidas. afastam-se da realidade do Evangelho e passam a valorizar mais seus dogmas de doutrina do que a própria Palavra de Deus. juntamente com seus obreiros. E Deus. como igrejas de Deus. poderia uma obra de maneira errada 75 . para coibir tal heresia dentro de Sua Igreja. trata de corrigi-los. ao aceitarem falsos princípios.

que. e anda no meio dos sete castiçais de ouro: 76 . E as igrejas. cujas cartas continham repreensões da parte de Jesus. as quais Jesus enviou cartas através do apóstolo João. sem dúvida e isentos de hipocrisia. e inclusive seus ministros. As sete igrejas da Ásia. também reconhecemos que muitas das igrejas que cobram dízimo são igrejas de Deus. porém isto não quer dizer que tais ministros não estejam errando nesta área! Quando Deus repreende Seus obreiros. é exatamente pelo fato de existir erro dentro da Sua igreja. podemos afirmar. pela correta interpretação que recebemos da parte de Deus (pelo Espírito Santo que nos foi dado). em resposta a estes. porém.ser praticada por uma igreja de Deus? Como vocês explicam isto?”. cinco delas receberam fortes repreensões da parte de Jesus por algumas das suas obras não terem sido achadas corretas diante de Deus. e inclusive seus ministros. Então nós.1-7) “1 Escreve ao anjo da igreja que está em Éfeso: isto diz aquele que tem na sua destra as sete estrelas. também eram igrejas de Deus. Observemos a carta à igreja de Éfeso: (Ap 2. foram advertidas para que seus ministros se corrigissem dos seus erros e perma- necessem em pé diante de Deus.

e tu os achaste mentirosos. e tirarei do seu lugar o teu castiçal. tanto que todas as suas obras estavam corretas diante de Deus. que não deveriam cobrar dízimo. e a tua paciência. dar-lhe-ei a comer da árvore da vida. e não te cansaste. ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer. que Jesus estava tomando providência contra o seu ministro 77 . e trabalhaste pelo meu nome. e arrepende-te. pois. 6 Tens.2 Conheço as tuas obras. 3 E sofreste. 4 Tenho. isto: que odeias as obras dos nicolaítas. 7 Quem tem ouvidos. quando não. de onde caíste. 5 Lembra-te. mas. e pratica as primeiras obras.” É claro que o erro da igreja de Éfeso não tinha nada a ver com o dízimo. as quais eu também odeio. e o teu trabalho. e tens paciência. E foi por esta única obra que não estava agradando a Deus. e o não são. de primeira mão. contra ti que deixaste o teu primeiro amor. porém. até porque sabiam. e puseste à prova os que dizem ser apóstolos. brevemente a ti virei. porém. e que não podes sofrer os maus. se não te arrependeres. com exceção de uma. o que podemos observar é que era uma Igreja de Deus e seu ministro também. que está no meio do paraíso de Deus.

se não fosse acompanhado de influência espiritualmente legalista (se sua condição espiritual não fosse vinculada a um percentual fixo de contribuição. e também. venho acompanhando a atitude de algumas lideranças religiosas em relação à prática do dízimo. mas esta não é a realidade de sua prática. por exemplo. Ao invés de ensinarem o povo 78 . O DÍZIMO NÃO É UMA COBRANÇA? Muitos defendem a prática do dízimo no cristianismo. as quais têm. Quanto ao erro da cobrança do dízimo nas igrejas de hoje. pois se tratando de dízimo. na verdade. obviamente. e presenciando constantes pressões que são feitas em relação a essa cobrança. mas sim uma contribuição voluntária. Quem convive no meio evangélico sabe disto! Eu. se não envolvesse a falta de condição do pobre).(o anjo da igreja). Mas isto não é verdade! O dízimo não seria uma cobrança. nota-se que nestes últimos tempos Deus tem tomado providências para corrigir seus ministros que praticam essa indevida cobrança. avaliada as qualidades espirituais dos seus fiéis pelo pagamento de dízimo. já é. afirmando erroneamente que o dízimo não é uma cobrança (não é um pagamento obrigatório). prefixado 10% e cobrado sob o rigor da Lei. para livrar o seu povo de uma queda espiritual. ao longo dos 28 anos que sirvo a Deus.

79 . levando o povo a contribuir para sentir o alívio de um peso obrigatório (para o resgate de uma dívida para com Deus). 2º: “É amaldiçoado”. acham mais fácil ensinar a ter medo das ordenanças da Lei do Antigo Pacto. a contribuir inspirado pelo amor. Diante de tudo isso. nas entrelinhas. mas espontâneo. com certeza. sob ameaça da maldição da Lei. mas aplicado no cristianismo sob o disfarce de contribuição voluntária. ou seja. porque você tem livre escolha: dar o dízimo. ou viver em maldição”. a mensagem da pregação do dízimo é esta: “Não é obrigatório. 3º: “Não pode estar em comunhão com o povo de Deus”.a amar a obra de Deus. cobrado pelo rigor da Lei. muitos ainda têm a coragem de dizer que isto não é uma cobrança! A verdade é que. veja o que é ensinado em relação a quem não pode pagar o dízimo: 1º: “Está roubando a Deus”. Conclusão: o dízimo é. Para confirmação de tudo isto. rejeitando assim o que foi estabelecido pelo Espírito da Graça.

Muitos. e que seria injusto levar menos. o tal é reputado. mas é impedido pelo pregador legalista que diz que 10% deve ser o mínimo. pois quando alguém encontra impossibilidade de apurar os 10% do que ganha para poder contribuir em forma de dízimo. nem sempre consegue levar aos seus líderes os 10%. por não sentirem espiritualidade na sua cobrança. pelos pregadores de dízimos. Então este cristão acaba não levando nada. Este jugo tem feito com que muitos cristãos enfraqueçam na fé. A cobrança do dízimo é um jugo que tem causado sofrimentos e angústias para muitos cristãos. 80 .8-10. e até tem impedido que muitas pessoas se integrem à Igreja. Impossibilitado de levar esse valor. isto é. ao crerem no Evangelho. Pois ganhando pouco e procurando saldar seus compromissos para manter sua honestidade social e sua integridade espiri- tual. apontando para a Ordenança da Lei do Antigo Pacto mencionada em Malaquias 3. não se aliam às igrejas por causa do dízimo. deseja levar o que pode. mesmo sentindo no coração grande desejo de contribuir. e quando vai orar. enquanto outros se desintegram das igrejas por não resistirem tal carga nos seus ombros. aquela acusação do pregador soa injustamente nos seus ouvidos: “Você é ladrão e amaldiçoado”. para dizer que o tal é ladrão e amaldiçoado. como ladrão e amaldiçoado.

Portanto. esse percentual não lhe priva de conforto algum. o apóstolo Paulo expressamente declara: “Aquele que destruir o templo de Deus que sois vós. como: 1º) “Por causa da opressão dos pobres e do gemido dos necessitados.5). 81 . e inclusive. ordenada em forma de dízimo. não destruam por causa do dinheiro aqueles por quem Cristo morreu. com certeza. deixa o rico confortável.desanimado na fé e julgando-se sem condição de servir a Deus. porei em salvo aquele para quem eles assopram” (Salmos 12. Temos acima. E aí. dirigidas ao cristianismo. pois. A contribuição cristã. Porém. tais pregadores. pois não tem dificuldade de apurar esses 10%. é quando essa indevida cobrança ameaça o cumprimento das profecias de libertação da opressão da Lei. diz o Senhor. vão prestar contas com Deus pelo prejuízo espiritual que têm causado à vida desses cristãos. não passa por esse constrangimento. pregadores de dízimos. um real exemplo do pobre que vive oprimido por não conseguir apurar 10% do seu salário (o dízimo) para cumprir a exigência de seus respectivos líderes. me levantarei agora. acaba se desintegrando da igreja. porém. mas o pobre oprimido. O rico. Deus o destruirá” (1 Co 3. nesse sentido.17).

4). e agora. Por certo. a proclamar liberdade aos cativos e a abertura de prisão aos presos” (Isaias 61. 4º) “mas julgará com justiça os pobres” (Isaias 11. o 82 . 5º) “então. porque o Senhor me ungiu para pregar boas novas aos mansos. querem contribuir. mas abençoariam a igreja ao contribuir com qualquer percentual. chamado de Ministério da Condenação. levando à obra de Deus. no mínimo não existe o verdadeiro amor pela igreja de Deus. que dá vida e paz aos que com um coração puro aceitam a Graça de Cristo para remição dos seus pecados. com alegria e propósito de coração. Porque se no coração deles realmente houvesse o verdadeiro amor. e operariam pelo Ministério do Espírito. Deixariam de operar pelo Ministério da Letra. 2º) “O Espírito do Senhor Jeová está sobre mim. não agiriam assim.4). no coração desses obreiros. 3º) “Porque tu quebraste o jugo que pesava sobre ele.3). enviou-me a restaurar os contritos de coração. ao Senhor trarão ofertas em justiça” (Malaquias 3. dentro de suas possibilidades.1). como no dia dos midianitas” (Isaias 9. a vara que lhe feria os ombros e o cetro do seu opressor.

Mas. ESTÁ ESCRITO!”. será aceita segundo o que qualquer tem. “É BÍBLICO” ou “ESTÁ ESCRITO”. E ainda: “Porque. sem dúvida. que estão escritas.que podem ajuntar. “O DÍZIMO É BÍBLICO. veja o que está escrito: “O qual nos fez também capazes de ser ministros de um Novo Testamento. e não segundo o que não tem” (2Co 8. conforme a orientação do apóstolo Paulo aos coríntios: “o que puder ajuntar. ALEGAM OS PREGADORES LEGALISTAS. Existem muitas obras bíblicas. ou. conforme sua prosperidade” (1Co 16. Os legalistas do dízimo. mas do Espírito. algumas obras cuja realização é. se há prontidão de vontade. como por exemplo: 83 . Confiam mais no Ministério da Letra do que no Ministério do Espírito. não da letra. que não conhecem totalmente a verdade do Evangelho e a integri- dade da Graça de Cristo. preferem dizer que aquele que dá menos de 10% é ladrão e amaldiçoado.2).6). é a razão equivocada que muitos apresentam para introduzir no cristianismo. mas que não podem ser aplicadas no cristianismo. porque a letra mata e o Espírito vivifica” (2 Co 3.12). contra a vontade de Deus.

mas para a hora certa. antes da Lei. só porque “está escrito”. entretanto. mas não deve ser no cristianismo.2)”. Satanás tentou Jesus. mas também não se enquadra na prática cristã. Aplicar uma obra de maneira indevida. pois está escrito: “Se vos deixardes circuncidar.a) Sacrifício de animais é uma obra bíblica. Jesus lhe respondeu. dizendo: “também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus.21-24.8). pedindo-lhe indevidamente a realização de uma obra bíblica. Cristo de nada vos aproveitará (Gl 5. mas não era para àquela hora (para aquela situação). com o seguinte argumento: “porque está escrito”. que deve ser praticada no cristianismo. o cristão não deve praticá-la.” O que Satanás citou. c) A circuncisão também é bíblica. realmente estava escrito (era bíblico). foi praticada na Lei. Ele pediu para Jesus se atirar do pináculo do Templo. para que não tropeces em alguma pedra”. e inclusive por Jesus (Lc 2. Rm 15. é realmente tentar a Deus! 84 . Porém. foi praticada na Lei. dizendo: “Está escrito: Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito. b) Apedrejar mulheres apanhadas em adultério é bíblico. antes da Lei. Não é por uma obra estar escrita na bíblia.

Por este motivo encontramos. pode levar à heresia. ou.10). em Atos dos Apóstolos. para quem quer viver debaixo da Lei). 15. Vale ressaltar que. mas não para o verdadeiro cristianismo. a devida repreensão aos discípulos que cometeram essa tentação a Deus. sem juntá-la ao Espírito dela. ou seja. Portanto. porém. dizendo: “está escrito”. ao pedir para Jesus se atirar do pináculo do Templo. mas o Espírito vivifica” (2º Co 3. realmente está escrito. aplicar o dízimo ao cristianismo. não se pode tomar uma obra da Lei (que vem por mandamento carnal. Satanás provocou a tentação a Deus.6). 85 . Citar a letra da Bíblia. existem a letra da Bíblia e o Espírito da Bíblia. é cometer o erro da observância exclusiva da letra (é tentar a Deus). A letra só tem respaldo divino. pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós pudemos suportar?” (At. obra morta). porque está escrito. pode formar um anátema. quando diz: “Por que tentais a Deus. Porque sobre o dízimo. Portanto. Vale lembrar que. para a hora certa (para a época do Velho Testamento. Por isto Paulo diz: “porque a letra mata. ao imporem sobre os cristãos a prática da Lei de Moisés (inclusive o dízimo). aliada ao Espírito da Bíblia.

pelo fato de ser bíblica! Obras desta natureza. Ao contrario. ou seja.25. E isto é realmente fazer agravo ao Espírito da Graça! Porque a espontaneidade para contribuir. e a liberdade para que o percentual de contribuição seja determinado pelas possibilidades e propósito de coração. isto é. Mas a contribuição cristã deve chegar diante de Deus como obra viva. no cristianismo.como é o caso do dízimo. e aplicar ao cristianismo. sem percentual prefixado por Lei.12. Pois quando é pregado que. sem limite máximo nem mínimo. segue-se que Cristo morreu debalde”. mas que se realiza pela lei da liberdade (Tg 2. estaríamos aniquilando a Graça de Deus. pois a este 86 .7). A ofensa ao Espírito da Graça pode custar muito caro para aquele que à pratica.21: “Não aniquilo a graça de Deus. são características proporcionadas pelo Espírito da Graça. SACRILÉGIO: A prática do dízimo no cristianismo é um verdadeiro sacrilégio (é um agravo ao Espírito da Graça). Por esta razão lemos em Gálatas 2. está substituindo a Graça de Cristo pelo cumprimento da lei do dízimo. se a justiça provém da lei. são consideradas obras mortas. 1. 2º Co 9. porque. está reputando o dízimo como uma obra imprescindível à salvação. aquele que não dá o dízimo é ladrão e amaldiçoado.

O próprio Jesus declarou: “O meu Reino não é deste mundo” (Jo 18. Imposto esse. era o imposto de renda da nação. corretamente compreendido. morre sem misericórdia. e tiver por profano o sangue da Aliança. está escrito: “quebrantando alguém a lei de Moisés. um tributo cobrado sob o rigor da Lei. a cobrança do imposto de renda (o dízimo) ficou somente a cargo do governo político. De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus. só pela palavra de duas ou três testemunhas. Mas o ministério cristão foi constituído. mas alguns ministérios cristãos o aplicam nas suas respectivas igrejas sob o disfarce de contribuição voluntária. 5. Rm. na verdade.29 . separado da política. e fizer agravo ao Espírito da graça. sem dúvida. quando o ministério político era governado pelas autori- dades religiosas.) O Dízimo é.?” (Eb 10. durante o tempo em que a religião e a política caminhavam juntas.36). ou seja.20. com que foi santificado. 87 .28. O Dízimo. Por este justo motivo. Eram dois componentes em uma só realidade. que só foi regularmente cobrado pelas autoridades eclesiásticas.respeito. No mundo judaico. o Sinédrio (máximo órgão jurídico e administrativo da nação) era presidido pelo sumo sacerdote.

seus respectivos obreiros. da letra e não do Espírito. Mas. para livrar o Seu povo desse jugo desagradável e dessa cobrança indevida. conforme a 88 . Deus opera no meio de Sua igreja para salvar. aceitar a devida correção. Deus está tomando providências contra o grave erro da cobrança do dízimo. o Senhor tem Se dirigido de forma repreensiva a tais obreiros. o que se tira disto é que. igualmente. para melhor agradar a Deus no seu ministério. na área de contribuição. Este é o principal motivo que prova que muitas das igrejas que cobram dízimo pertencem a Deus e. E em referência às suas justificativas de que há operação divina no meio de suas respec- tivas igrejas. Se tal erro acontecesse simples- mente fora da Igreja. Todos os cobradores de dízimos. exatamente pelo fato dela estar acontecendo dentro de muitas das Suas igrejas. abençoar. por alguma obra que não estava correta diante de Deus. Em quase todos os livros da Bíblia Sagrada encontram-se repreensões a obreiros. operam como ministros do Velho Testamento e não do Novo. Isso nos ajuda a entender o porquê da Igreja cristã primitiva não ter praticado a cobrança do dízimo. podemos afirmar que a correção é parte integrante dela. o importante é: ao reconhecer o erro. ensinar e corrigir. Deus não tomaria as devidas providências como tem tomado nestes últimos tempos.

trazendo à memória o capítulo 15. pois. não endureçais os vossos corações” (Hb 4.1). Sl 95.7. irmãos. prossigamos até a perfeição.7-8).1). a própria Palavra de Deus nos recomenda: “Hoje. submeter a Igreja de Cristo ao jugo da servidão da Lei (da qual o dízimo é parte integrante) é realmente tentar a Deus: “Agora. versículo 10. se ouvirdes a sua voz. (Gl 5. 89 . Portanto. Só não aprende aquele que endurece o coração e não dá ouvido ao Espírito Santo. pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós pudemos suportar?”. Concluímos este capítulo. firmes na liberdade com que Cristo nos libertou. pois. de Atos dos Apóstolos. deixando os rudimentos da doutrina de Cristo. por que tentais a Deus. mas. e agora fala através deste livro que nos tem inspirado. e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão”. não lançando de novo o fundamento de arrependimento de obras mortas e de fé em Deus” (Hb 6.orientação do escritor aos Hebreus: “Por isto. Deus tem falado de diversas maneiras com o Seu povo a respeito desse legalismo. vamos seguir a vontade de Deus. o qual nos adverte que. expressada pelo apóstolo Paulo na sua Epístola aos Gálatas: “Estai.

9 COMO REPREENDER O DEVORADOR? 90 .

referente à posse do poder de Deus para repreensão do devorador e para toda realização de maravilhas: 91 . Observemos a grande diferença que existe entre o CRISTIANISMO e o povo da ANTIGA ALIANÇA (DA LEI). No cristianismo não se repreende o devorador com dízimo ou algum outro valor financeiro. poderemos apagar todos os dardos inflamados do maligno. mas sim pela justiça da fé no poder do nome de Jesus. A Palavra de Deus nos ensina que. com o escudo da fé.

Na época da dispensação da Lei. mas o que de Deus é gerado conserva- se a si mesmo. e nada vos fará dano algum” (Lc 10. reis e sacerdotes. curar os enfermos e demais operações de maravilhas.1-14. Só esses tinham poder para realização de maravilhas. tal poder era concedido somente aos ungidos de Deus. “Eis que vos dou poder para pisar serpentes e escorpiões. recebe automaticamente a prote- ção divina. de modo geral. por ser dotado do poder de Deus. como recebe o povo da Graça (o Cristianismo). e o maligno não lhe toca” (1 Jo 5. e deixa claro que o devorador não tem poder sobre o cristão. que 92 . O verdadeiro cristão. O apóstolo João conscientiza a Igreja sobre a imunidade do verdadeiro cristão. Por esta razão observamos.18). não recebia (por falta de condição espiritual) o poder para expulsar demônios.19). O povo da Antiga Aliança (da Lei). dizendo: “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca. e toda força do inimigo. na história da cura do leproso Naamã. No versículo acima. mas sim o cristão sobre o devorador. tornando-se assim intocável pelo maligno. Jesus nos concede imunidade absoluta sobre a ação do devorador. os quais eram: profetas. registrada em 2 Reis 5.

Deus diz: “Eu repreenderei o devorador” (Ml 3.8). com as qualidades que possuía.19). Observemos que. e nada vos fará dano algum” (Lc 10. No próprio capítulo 3 de Malaquias. para o povo dizimista (da Antiga Aliança). ela mesma poderia usar este poder e curá-lo. ao invés de dizer: “Conheço um profeta que pode curar”. poderia mudar a sua versão e.11). mas teve que indicar o profeta Elizeu (o ungido) que estava distante. ressuscitai os mortos. poderia dizer: Conheço Um que me concedeu poderes. Deus prometia. limpai os leprosos. repreender o devorador. Como o dízimo fazia parte da Lei. o próprio Deus repreendia o devorador diretamente.sua serva (intermediária da cura) embora fazendo parte do povo de Deus. e o povo da Nova Aliança. dizendo: “Curai os enfermos. diz: “Eis que vos dou poder para pisar serpentes e escorpiões. Enquanto. existe grande diferença entre o povo da Antiga Aliança. enquanto para o povo da Nova Aliança (da Graça). expulsai os demônios” (Mt 10. mediante a guarda da Lei. seria restaurado da sua lepra”. dizendo: “Conheço um que se meu senhor Naamã estivesse diante dele. não pôde curá-lo. e toda força do inimigo. Na Lei. se isto acontecesse no tempo da Graça (no Cristianismo). Em termos da posse do poder de Deus. aquela serva. enquanto Deus diz ao povo DIZIMISTA: “Eu 93 .

e do órfão. porém para o cristianismo.3 “traria ofertas em justiça”. os enviou à Sua obra.11). e para realização de maravilhas. Deus repreendia o devorador. curar os enfermos. Jesus declarou-se como 94 . quando Jesus.17-19. nos que pervertem o direito da viúva. cujo espírito está nos feiticeiros. e do estrangeiro (Ml 3. quando a profecia refere-se à salvação e à contribuição financeira do povo da “Nova Aliança” (do Cristianismo). e fica presenciando como testemunha.5). que segundo Malaquias 3. observemos que no mesmo capítulo. nos que defraudam os jornaleiros.repreenderei o devorador” (Ml 3. Deus. curar os enfermos. tendo concedido poder e autoridade aos Seus discípulos para repreender os demônios. No cristianismo. disse: “Eu serei uma testemunha!” (Ml 3. e inclusive a sujeição de satanás a eles. Deus muda a ordem de operação. e toda realização de maravilhas. porém voltando os discípulos.5). e relatando à Jesus os seus feitos em Seu nome. encontramos no Evangelho de Lucas 10. do versículo 1 ao 5. nos que juram falsamente. dizendo que será uma testemunha contra o “devorador”. por lhe conceder poder e autoridade para tal realização. Um dos reais exemplos disto. Deus dá poder e autoridade para o Seu povo expulsar os demônios. Para o povo dizimista (que vivia segundo a lei).

este tal não é dele” (Rm 8. Isto é. no mínimo. são os ungidos de Deus. João. bispos. confirmando a sua Unção: “E vós tendes a Unção do Santo. pobreza de sabedoria espiritual. não é dEle. todos. dirige palavras de conforto à Igreja de Deus. como raio. dizendo: “Eu via satanás. Geralmente só estes recebiam a unção do poder do Espírito Santo de Deus. presbíteros. Nisto não há judeu nem grego. A Unção do cristão é o recebimento do Espírito de Cristo. evangelistas.17-18). existem obreiros no cristianismo. só quem usava este poder eram os ungidos de Deus: profetas. pastores. não há servo nem livre. escrevendo aos gálatas. ao escrever sua Primeira Epístola.9). já vos revestistes de Cristo. cair do céu” (Lc 10. não só podem como devem receber o poder de Deus e a Unção do Espírito Santo. reis e sacerdotes. Dizendo que só eles. confirma: “Porque todos quantos fostes batizados em Cristo.20). Paulo. E isto se alcança pelo batismo na fé.testemunha. querendo seguir esta linha. Enquanto na Lei. Aliás. e sabeis tudo” (1Jo 2. do contrário.27-28). porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gl 3. não há macho nem fêmea. Isto significa que quem é dEle é Ungido. No cristianismo. E aos romanos ele deixa claro ao dizer: “Aquele que não tem o Espírito de Cristo. 95 .

porque um só é o vosso mestre a saber. o Cristo. a igreja é orientada a que. e não duvidar em seu coração. como se soubesse mais do que todos. não quereis ser chamados Rabi. porém. confiança de fé e experiência para a realização da obra de Deus. Mas nem por isso o obreiro deve agir exaltadamente diante de Deus. mas crer que se fará aquilo que diz. posição eclesiástica. tudo o que disser lhe será feito” (Mc 11. a palavra “Qualquer”. É importante esclarecer que Jesus nos declarou a igualdade quando advertiu: “Vós. estando alguém doente. por ter adquirido. chame o obreiro para orar sobre ele ( Tg 5. nem como querendo ser o maior.14). Jesus declarou a generalidade do uso do Seu poder a todo e qualquer cristão. 96 . diante da igreja. Por esta razão. Quando Jesus diz: “Qualquer que disser”. mas qualifica pelo nível da fé! A hierarquia eclesiástica é de muita importância na organização administrativa da igreja. pois cada obreiro é separado para exercer seus respectivos cargos. exclui. e diante da igreja. quando disse: “Porque em verdade vos digo que qualquer que disser a este monte: ergue-te e lança-te ao mar.23). e todos vós sois irmão” (Mt 23. neste caso.8).

Observe o leitor. ao dizer: “E estes sinais seguirão aos que crerem: em meu nome expulsarão demônios. condição financeira. No capítulo 16. falarão novas línguas. se beberem alguma coisa mortífera. tampouco posição social. versículos 17 a 18 do Evangelho de Marcos. A igreja deve considerar sua hierarquia. O fator principal para que o cristão receba a Unção e tome posse do poder de Deus. e quem pode realizar. quando determina: “e estes sinais seguirão aos que crerem”. não consiste em posição eclesiástica. e porão as mãos sobre os enfermos e os curarão”. porém. mas deixa claro que é para aquele que crê. O apóstolo Pedro. pedindo aos obreiros que 97 . e. que Jesus delega poderes a todos os cristãos. na sua Primeira Epístola. faz uma recomendação. bispos ou qualquer outro obreiro. mas sim no nível alcançado de fé e de sabedoria no Espírito Santo. condição financeira. os obreiros devem respeitar seus limites diante da igreja. obedecer seus respectivos obreiros. não lhes fará dano algum. pegarão nas serpentes. a generalidade do poder dos cristãos mais uma vez fica clara quando Jesus determina o que pode ser realizado em Seu nome. da mesma forma. Aqui Jesus não especifica pastores.

não vos façais servos dos homens” (1 Co 7. O poder de Deus. para não cairmos na servidão da vontade de homem: “Fostes comprados por bom preço. Existem muitos obreiros confundindo o poder de Deus com dinheiro. expulsar demônios e para toda realização de maravilhas.28-29). somos esclarecidos pelo Espírito Santo que. Quando os apóstolos foram interrogados e repreendidos pelo sumo sacerdote. a respeito de não terem obedecido suas admoestações heréticas. Existem obreiros apascentando o rebanho de Deus como se fossem donos dele. que dizem que a igreja deve seguir as suas ordens independen- temente de estarem certas ou erradas. Portando irmãos. não se consegue 98 . voltando ao assunto da repreensão do devorador. não é com o poder do cumprimento de percentual financeiro que se repreende o devorador. não como tendo domínio sobre a herança de Deus (1 Pe 5. dizendo: “Mais importa obedecer a Deus do que aos homens” (At 5.23). mas sim pela ação espiritual aliada à fé no poder do nome de Jesus. já ouvimos a respeito de alguns obreiros.1-3). Mas a verdadeira orientação espiritual é para que não aceitemos nenhuma imposição herética.apascentem o rebanho de Deus. para curar enfermos. os apóstolos lhe responderam. no cristianismo.

com dinheiro, como muitos pensam e ensinam.
Um dos exemplos disto, encontramos registrado
em Atos 8.5-24, quando Simão mágico, ao se
tornar crente, estava atônito diante dos sinais e
maravilhas que os apóstolos realizavam, ao curar
enfermos, expulsar demônios, e, inclusive, a
imposição das mãos que faziam com que os
cristãos recebessem o Espírito Santo. Simão,
maravilhado com tudo aquilo, e sabendo que a
obra de Deus era carente de contribuição
financeira, propôs dinheiro aos apóstolos,
dizendo: “Dai-me também a mim esse poder”. Se
os apóstolos fossem como alguns pregadores de
dízimo, que dizem que se expulsa os demônios
com dízimo, ou até com o envelope do dízimo,
eles se aproveitariam da oportunidade para usar
Malaquias 3.10, dizendo que era só trazer o
dízimo e estaria tudo certo. Mas aqueles homens,
cheios do Espírito Santo, e visando defender a
verdade do Evangelho, responderam-lhe, dizendo:
“Teu dinheiro seja contigo para perdição, pois
cuidaste que o dom de Deus se alcança por
dinheiro” (At 8.20).
Simão, diante da repreensão dos apóstolos,
reconheceu o seu erro e, arrependido, pediu
oração para que nada do que os apóstolos
disseram viesse sobre ele (At 8.24). Simão, ao ser
despertado do seu erro, ainda teve a felicidade de

99

humilhar-se diante de Deus para recuperar-se
espiritualmente.
Será que esses obreiros que têm colocado
fardos pesados sobre a cerviz dos discípulos,
confundindo o poder de Deus com dinheiro, terão
a mesma felicidade como teve Simão, de recon-
hecerem o seu erro e se corrigirem diante da
repreensão e esclarecimento do Espírito Santo?
Deus espera que sim.

CONTRIBUIÇÃO CRISTÃ, E DÍZIMO.

Esta é a pergunta mais freqüente: “Então, o
cristão não pode contribuir com 10%?”.
Pode sim! Porém, temos que saber separar
uma contribuição cristã de 10% dada livremente e
com propósito de coração, de outra contribuição de
10% dada pela ordenança da Lei como percentual
mínimo, chamada de “dízimo”.
A contribuição de 10% dada livremente e com
propósito de coração, é espiritual; sendo espiritual e
dada livremente, então, a próxima contribuição
poderá ser um percentual maior ou menor, de acordo
com as possibilidades e o propósito do coração
(chamada de contribuição em justiça: Ml 3.3).
Porém, a que foi dada como dízimo não! Essa tem
que ser sempre no mínimo 10%, pois se tratando de
dízimo, esse percentual é, automaticamente, imposto
pela ordenança da Lei.
100

Na história de contribuição financeira existem
três poderes: O poder natural do dinheiro, o poder do
cumprimento do percentual, e o poder da contri-
buição em justiça (que opera por amor).
O poder natural do dinheiro é material, com
ele se adquire coisas materiais. O poder do
cumprimento do percentual é carnal, é o cumpri-
mento de uma ordenança da Lei que expressa
confiança na capacidade humana (tem que ser no
mínimo 10%). Mas o poder da contribuição em
justiça é espiritual, é o cristão ofertando indepen-
dentemente de percentual, mas por puro amor e
justiça, com ele o cristão se reveste da armadura de
Deus, reputada como armadura da justiça. Nas
armaduras de Deus mencionadas pelo apóstolo
Paulo em Efésios 6. 10-17, ela se identifica como
couraça da justiça, citada no versículo 14. Na
Segunda Epístola aos Coríntios 9.9, Paulo diz:
“Conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres:
a sua justiça permanece para sempre”.

Irmãos, ao finalizar este capítulo, queremos
despertar à cada um para que se conscientize que
a contribuição financeira efetuada de maneira
adequada, exerce um papel muito importante na
sua vida. Pois o cristão deve agir ativamente em
todos os aspectos espirituais e, automaticamente,
na área financeira.
101

em Cristo Jesus. Salvador e Protetor das nossas almas. É exatamente deste assunto que falamos com exclusividade no capítulo 10 deste livro. também proporciona bênçãos quanto à prosperidade material. que suportem esta exortação. pois. irmãos. além de atender às necessidades da obra de Deus. ao Qual seja glória para todo o sempre. Amém! 10 COMO RECEBER AS BÊNÇÃOS FINANCEIRAS? 102 . pois a nossa pretensão diante de Deus é levar a todo cristão a prática correta da fé. A contribuição financeira praticada com procedimento verdadeiramente espiritual. Pedimos.

3º O objetivo de contribuição. Em suma: devemos agir pelo propósito do coração. não pela lei do dízimo. para que se manifeste ainda mais a importância de ofertar. não pelo legalismo. 4º A importância da contribuição. 2º O medo da derrota. devemos contribuir impulsionados pelo amor. passaremos a abordar os seguintes temas: 1º Promessas de bênçãos. 103 . Para que as promessas de bênçãos financeiras da parte de Deus se realizem em nossas vidas. Neste capítulo.

6). A prática de ofertar para suprir qualquer necessidade enquadrada no plano de Deus. ofertam de maneira liberal. vos deitarão no vosso regaço. e o que semeia em abundância. pois além de solucionar os pro- blemas para os quais buscamos solução. as quais o Senhor tem prometido àqueles que. mas diante das necessidades. pouco também ceifará. Algumas pessoas chegam a dizer: “nunca contribuo porque nada tenho”. mas é.38). e na hora de contribuir sempre encontra um saldo no seu bolso. Promessas de Bênçãos “Dai e ser-vos-á dado. com um coração puro e generoso. é frutuoso. O cristão cheio do Espírito Santo tem o coração dotado de caridade. porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo” (Lc 6. ainda recebemos as bênçãos de Deus. boa medida. Com base neste ensinamento. não precisa estar debaixo de uma lei. não é somente a lei do dever. sacudida e transbordando. Para ele contribuir. O apóstolo Paulo ensina que: “o que semeia pouco. podemos acrescentar que: o que nada semeia. em abundância ceifará” (2Co 9. Contribuir liberalmente traz resultados generosos. principalmente. 104 . nada também ceifará. ao invés de dizer: “Nada tenho porque nunca contribuo”. recalcada. a lei da felicidade.

o que era mais precioso para ofertar ao Senhor. ofertar do que é de segunda qualidade. Porém. mas sim pelas motivações de ambos. Abel. certamente.20. derramando abundantes bênçãos. por falta de amor a Deus. com o coração ardendo de amor a Deus e na intenção de Lhe oferecer algo 105 . Abel alcançou graça e prosperou diante de Deus. do que temos. e por este motivo Deus não atentou para a sua oferta. Com certeza não foi pela quantidade que a oferta de Caim não foi aceita diante de Deus. mas pela qualidade. é reputado diante de Deus como prática do mal. entre o seu rebanho. Confira: Malaquias 1. não pelo legalismo. então.7-8. Em resumo. para que as promessas de bênçãos financeiras da parte de Deus se concretizem em nossas vidas. Caim. As diferenças de bênçãos entre Abel e Caim não se deram com base em dízimo. agradando-O com suas ofertas voluntárias. Isto quer dizer: Caim não foi correspondido em bênçãos. ou seja. pois sabe-se que. e Levítico 22. Enquanto Abel procurava. Aliás.E Deus. devemos contribuir motivados pelo amor. cumpre as Suas promessas sobre ele. reservava aquilo que para ele era de segunda qualidade (do que não interessava muito a ele). por um ter dado menos quantidade e outro ter dado mais.

quando o amor é puro. o melhor para oferecer pela salvação humana. o Seu Filho.valioso . sincero e verdadeiro. e da sua gordura. dizendo que Abel levou dos primogênitos das suas ovelhas. procurou entre o Reino celestial (entre os Seus). com certeza. e da sua gordura. certamente. Para Abel. E por este glorioso motivo. Deus. mas. Por este motivo ele oferecia o melhor. Deus atentou para Abel e para a sua oferta. E foi Ele que Deus ofereceu pelo nosso resgate. Foi na qualidade da oferta que Abel expressou o seu amor a Deus.Gn 4. o gozo de oferecer algo a Deus era muito maior do que o de possuir o rebanho.4). sempre é oferecido o melhor. Observemos que. separava uma oferta das primícias do seu rebanho (dos primogênitos das suas ovelhas. quando fala sobre a oferta de Abel. Ele ofertava com tanto amor que. o seu grande objetivo era servir ao Senhor. e sabendo Deus que era necessário enviar alguém para a salvação do homem. quando a Bíblia fala sobre a oferta de Caim. refere-se à qualidade da oferta. nem levava em conta que isso podia ser-lhe revertido em bênçãos. E o melhor era Jesus. Motivo este que 106 . Portanto. ao contemplar a humanidade caída e caminhando para o abismo por não ter condição própria de salvação. refere-se simplesmente a uma oferta (nada mais do que uma oferta).

mas tenha a vida eterna” (Jo 3.7). porque Deus ama ao que dá com alegria” (2Co 9. irmãos. entrega de dízimo. devolução de dízimo. não com tristeza ou por neces- sidade. referente a dízimo (a pagamento de dízimo. é que muitos instrutores religiosos. para que todo aquele que nele crê não pereça. isto fica à critério do sentimento de cada um: “Cada um contribua segundo propôs no seu coração. Na Bíblia Sagrada não existe nenhuma pro- messa de benção para o cristão. por falta de conhecimento apropriado das 107 . O que acontece. como queira).16). e desfrutando de tão grande amor do nosso Deus. dizendo: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito. de que maneira queremos demonstrar a nossa gratidão a Ele? Oferecendo da sobra? Do mais inferior? Ou das primícias das nossas rendas? Porém. porém. Existem muitas promessas de bênçãos para o cristianismo. nenhuma relacionada a dízimo. concernentes a contribuição financeira realizada pela lei da liberdade e com propósito de coração.levou o próprio Jesus a pronunciar a gloriosa frase sobre a maior oferta do mundo. E nós. diante desta abundante graça.

a salvação cristã seria condicionada às possibilidades financeiras. E nessa situação. Segundo as Sagradas Escrituras. quem pudesse apurar os 10% seria salvo. ou seja. seria uma bênção para quem o pudesse dar. pegam as promessas de bênçãos que acompanham a contribuição espontânea do cristão. Se o dízimo realmente fosse lei cristã. as promessas referentes à contri- buição realizada pela lei da liberdade (sem percentual máximo nem mínimo) e. atribuem a dízimo (convertem em dízimo). citando dízimo (pensando que a bênção cristã procede de dízimo). Deus nos abençoa independentemente de percentual. mas pelo propósito do nosso coração (2 Co 9. não como dízimo. Esse é o motivo pelo qual muitos dão testemunho de benção. porém. por falta de conhe- cimento correto da verdadeira contribuição cristã (alheio à lei da liberdade que há em Cristo Jesus). Contudo. não se deve associar dízimo à contribuição cristã. Porque Deus à recebe. para quem não pudesse seria uma maldição. mas como contribuição cristã. mas que contribui dizendo ser dizimista. mas não pelo cumprimento do percentual. quando na verdade. então. por ter o coração voltado para a obra de Deus.7).Santas Escrituras. aquele que. pode ser abençoado. por conta própria. a contribuição cristã nada tem a ver com dízimo. quem não pudesse seria amal- 108 . sim.

pelo que haveis de comer e pelo que haveis de beber. Veja o que diz Jesus. insegurança. nem. Não é a 109 . O Medo da Derrota Muitos sofrem com medo de não conseguir o que precisam. concernente aos que têm medo de não conseguir o que necessitam: 25 “Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida. pelo que haveis de vestir. ensina a contribuir livremente e por propósito de coração. O medo não é outra coisa senão a transgressão da fé.diçoado. quanto ao vosso corpo. e até de perder o que já conseguiram. Portanto. E essa falta de confiança produz ansiedade. devemos contribuir pelo ensinamento do Espírito de vida. Porque o Espírito de vida. cristãos. em Cristo Jesus. e não pelo ensinamento da ordenança da Lei. em Cristo Jesus. enquanto a ordenança da Lei ensina a cumprir percentual. e tal condição não se identifica com a reali- dade da salvação pela graça que há em Cristo Jesus. e acaba bloqueando o fluir das bênçãos de Deus nas suas vidas. O medo significa: perder a confiança nas promessas de Deus.

110 . 30 Pois. que nem semeiam. se Deus assim veste a erva do campo. e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6. dizendo: que comeremos. Não tendes vós muito mais valor do que elas? 27 E qual de vós poderá. não vos vestirá muito mais a vós. por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo. se vestiu como qualquer deles. 29 E eu vos digo que nem mesmo Salomão. em toda a sua glória. acrescentar um côvado à sua estatura? 28 E. homens de pouca fé? 31 Não andeis pois inquietos. e o vosso Pai celestial as alimenta. ou com que nos vestimos? 32 Porque todas estas coisas os gentios procuram. como eles crescem: não trabalham nem fiam. e o corpo mais do que o vestido? 26 Olhai para as aves do céu. ou que beberemos. que hoje existe e amanhã é lançada no forno.vida mais do que o mantimento. 33 Mas buscai primeiro o Reino de Deus. De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas. com todos os seus cuidados. quanto ao vestido. nem ajuntam em celeiros. e a sua justiça. nem segam.25-33).

o nosso levantar. e inclusive. declarou: “O Senhor é meu pastor. nada me faltará” (Sl 23. Devemos crer na constante presença de Deus na nossa vida e no Seu poder de suprir todas as nossas necessidades. declarada por Jesus no texto acima.1). disse o Senhor dos Exércitos” (Ag 2. ou seja. pois está escrito: “Minha é a prata. Depois de constatadas estas duas virtudes nas nossas vidas. se estamos empenhados na busca do Reino de Deus e na realização da Sua justiça. todas as nossas neces- sidades. que conhece o nosso deitar. e que todas estas coisas que precisamos nos serão acrescentadas. devemos. e meu é o ouro.13). O Objetivo de Contribuição 111 . inspirado nesta confiança. sobretudo. Onipresença e Onipotência de Deus. O apóstolo Paulo. afirmou: “Tudo posso naquele que me fortalece” (Fp 4. devemos examinar se estamos realmente de acordo com a vontade de Deus. Aquele que teme não está na fé.8). O salmista Davi. Em primeiro lugar. pela mesma inspiração. confiar que Deus contempla os nossos passos. É necessário que confiemos na Onisciência.

só podemos desfrutar durante este tempo exíguo em que vivemos na carne. mas suprir as necessidades da obra de Deus. temos a Eterna (a coroa da justiça) que é a melhor recompensa. mas de ajudar.33). ao instruir o povo a que convidasse os pobres e demais necessitados quando oferecesse um jantar ou uma ceia. o nosso principal objetivo não deve ser de receber. não se recebem aqui. temos um glorioso exemplo narrado pelo Evangelista Lucas no capítulo 14. Sobretudo. citou a recompensa eterna. Porque o que recebemos em bens materiais. e a sua justiça. A orientação do versículo acima é para que o nosso objetivo final não seja o retorno financeiro. permanecerá eternamente conosco. Pois está escrito: “Mas buscai primeiro o Reino de Deus. Quanto à recompensa eterna. acima da financeira. O retorno finan- ceiro não é o principal. dizendo: “Eles não tem com que te recompensar. e todas estas coisas vos serão acres- centadas” (Mt 6. em termos de recompensa. Aliás. temos que priorizar a justiça e o amor. do versículo 12 ao 14. mas na eternidade. E muitas recompensas por sinal. quando Jesus. Mesmo contendo nas Escrituras Sagradas grandes e gloriosas promessas de bênçãos para o contribuinte. mas o que recebemos para depois da ressurreição. 112 .

Paulo. A Importância da Contribuição A contribuição financeira. para construção de casas dedicadas a obra de Deus. dada e aplicada de maneira correta. Desde agora. e guardei a fé. versículos 1 ao 4.7-8). encontramos um relato do anjo de Deus. quando investida na Assistência Social. etc. proporcio- 113 . Aliás. de forma a ser registrada em Memória Divina. produz efeitos tão agradáveis a Deus. a qual o Senhor. inclusive. capítulo 10. a coroa da justiça me está guardada. cheio de sabedoria espiritual e visando a glória da recompensa eterna. acabei a carreira. produzirá efeitos espirituais. Em Atos dos Apóstolos. dirigido à Cornélio.mas recompensado te será na ressurreição dos justos”. justo juiz. seja para custear obreiros integrados na obra. pois tal obra demonstra mais facilmente o amor de Deus derramado no coração do Seu povo. me dará naquele dia” (2 Tm 4. declarou: “Combati o bom combate. e. dizendo: “As tuas orações e as tuas esmolas têm subido para memória diante de Deus”. em todas as áreas da obra de Deus que esta contribuição for devidamente aplicada.

renderem graças a Deus pela liberalidade dos nossos dons para com eles (2Co 9. sendo incrédulos.nando grandes e gloriosos efeitos na propagação do Evangelho de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.12-14). 11 A LEI DE MANDAMENTOS CARNAIS E A LEI DA GRAÇA 114 . de se converterem a Cristo. Pois esta obra aumenta as possibilidades dos que são ajudados. e sendo cristãos.

Duas condições para realização de obras são claramente encontradas na Bíblia Sagrada: Primeira: As obras determinadas pela Lei da Graça. 115 . Desfrutar verdadeiramente da salvação pela graça. significa: deixar para trás toda confiança nas ordenanças da Lei de mandamentos carnais. e passar a viver 100% em Jesus.

As obras pela Lei de mandamentos carnais são determinadas para ser salvo por elas (fora da graça de Cristo). Segunda: As obras determinadas pela Lei de Mandamentos Carnais. É uma Lei que exige do ser humano muita capacidade e perfeição para o seu cumprimento. os quais. estatutos e juízos dados por Deus para o povo de Israel. por intermédio de Moisés. recebida no Monte Sinai. observando-os o homem. Dentro dessas indispensáveis condições. Foi para isso que Deus deu a Lei. o homem seria resgatado dos seus pecados pela própria capacidade. A Lei que condiciona a salvação pelas obras é considerada Lei de mandamentos carnais: são mandamentos. o homem as realiza por ser salvo. os meus estatutos e os meus juízos guardareis. sem precisar da Graça de Cristo.5). As obras pela Lei da Graça são determi- nadas para os salvos (para os justificados em Cristo Jesus). Lei esta. conforme está escrito: a) “Portanto. 116 . o homem tenta realizá-las nas condições de próprio resgatador de si mesmo. viverá por eles” (Lv 18. nomeada também de Lei de Moisés.

b) “E dei-lhes os meus estatutos e lhes
mostrei os meus juízos, os quais, cumprindo-os o
homem, viverá por eles” (Ez 20.11).
c) “Ora, Moisés descreve a justiça que é
pela lei, dizendo: o homem que fizer estas coisas
viverá por elas” (Rm 10.5).
Mas, devido à incapacidade humana, a Lei
acabou aumentando ainda mais o pecado do
homem e suas misérias diante de Deus, pelo que
diz: “Veio, porém, a lei para que a ofensa
abundasse” (Rm 5.20).
Isso, evidentemente, porque as obras da Lei
não são praticadas pela fé em Cristo, mas sim pela
capacidade humana, ou seja, pela força da carne;
por isso, são consideradas obras de mandamentos
carnais. “É a religião de baixo para cima”. Essa
Lei ao se deparar com a incapacidade e fragi-
lidade humana acaba gerando o pecado, por falta
do seu cumprimento. É quando o pecado toma
força contra o ser humano por intermédio da Lei;
é o que conferimos na expressão do apóstolo
Paulo: “Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a
força do pecado é a lei” (1 Co 15.56).
As obras do cristianismo, que vem pela lei
da graça ou pela lei da liberdade, conforme relata
Tiago (Tg 1.25; 2.12), são bem diferentes das
obras de mandamentos carnais. Pelas obras de
mandamentos carnais, as quais o homem tenta
117

realizar para ser salvo por elas, a capacidade
humana tem que estar à altura da exigência da lei;
enquanto na lei da graça que há em Cristo Jesus, a
exigência da lei se limita à altura da capacidade
humana. Por isto é chamada de “Lei da Graça”.
Por exemplo, em termos de assistência social, que
é uma obra indispensável para a igreja, porém, se
for ditada uma lei, que cada membro ajude certo
número de necessitados com um determinado
valor, não podendo ser menos, isso caracteriza
obra de mandamento carnal. Pois é uma condição
preestabelecida, que expressa confiança na carne;
e pode algum membro não ter condição para isso;
e na transgressão dessa determinação, o tal
cometerá pecado. Mas se deixar em liberdade para
que cada membro contribua conforme a sua
prosperidade, isto é, dentro de sua capacidade,
qualquer valor com que alguém venha contribuir,
contanto que haja amor no seu coração, o tal
estará agradando a Deus e cumprindo assim a lei
da liberdade, em Cristo Jesus, livre de qualquer
transgressão e isento da maldição da Lei.
Por esta razão, Deus, pela Sua misericórdia,
tirou dos nossos ombros as ordenanças do Antigo
Pacto, as quais proporcionavam força ao pecado,
para que vivêssemos segundo a Sua Graça; é o
resultado da expressão do apóstolo Paulo aos
romanos: “Porque onde não há lei também não há
transgressão” (Rm 4.15).
118

Os apologistas do dízimo afirmam que o
cristão deve 10 por cento de sua renda ao Senhor.
Apegam-se na ordenança da Lei de mandamentos
carnais, registrada em Malaquias 3.8-10, a qual
realmente cobra o dízimo do povo da Lei,
comprometendo até a salvação de seu sonegador.
Dessa forma, seus princípios caracterizam a
religião humana, “de baixo para cima”, é a
religião baseada em obras da Lei (obras mortas).
Mas a religião do cristão não é humana, é divina,
“de cima para baixo”, através dela Deus oferece
ao homem a graça da salvação, por reconhecer a
incapacidade humana de produzir obra de justiça.
A religião Divina consiste em salvação pela
graça. Se a salvação tivesse preço, não seria com
10% do salário de alguém, por mais que ganhasse,
que seria paga. Por esta gloriosa razão, usa-se a
seguinte afirmação: “Porque pela graça sois
salvos. Por meio da fé; e isto não vem de vós, é
dom de Deus. Não vem das obras, para que
ninguém se glorie” (Ef 2.8-9). Isto prova que não
devemos 10% ao Senhor, o que devemos é a
gratidão e o amor do nosso coração a Deus pela
Sua obra. Isto significa que é para contribuirmos
voluntariamente, e, às vezes, até com mais do que
10%, de acordo com a orientação de Paulo:
a) “Conforme propôs no seu coração”
(2 Co 9.7).

119

exigindo salvação. como: guarda de dias meses e anos. a qualquer irregularidade nas suas vidas. Dar o Dízimo. b) “Conforme a sua prosperidade” (1 Co 16. Paulo. dizendo: “Mas eu sou dizimista. abstinência de manjares etc.14). a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo” (Gl 6. “de baixo para cima”. E nessa tentativa fracassada. e indisciplina do corpo. dízi- mos. afirma: “As quais têm.2). mas não são 120 . etc. Porém Paulo disse: “Mas longe esteja de mim gloriar-me. ao demonstrar a inutilidade delas. circuncisão. ou praticar qualquer outra obra da Lei de mandamentos carnais como condição imprescindível à salvação. por não aceitar a incapacidade humana. alguma aparência de sabedoria. se escondem atrás do dízimo. na verdade. é praticar obra morta. em devoção voluntária. Muitos crentes ainda não aprenderam a se libertar da confiança na carne. como isto pode acontecer comigo?” Isso é pura religião humana. Preferem ter o dízimo como lei. Nela o homem tenta oferecer a Deus o produto da sua justiça. Para esses que assim se gloriam. para gloriar-se nele e tê-lo como base para salvação. humildade. continua oferecendo a Deus produto do Antigo Pacto (a Lei).

as quais Ele já consumou por nós. também foi cumprida a Lei do percentual de contribuição (a Lei do dízimo). comecemos analisando os versículos transcritos a seguir: 121 . e cravada na cruz. Devemos crer que Jesus cumpriu com perfeição este percentual. a viva lembrança da frase vitoriosa que Jesus pronunciou na cruz do Calvário. mas ao contrário. Na Obra de Redenção que Cristo realizou por nós. Portanto. pagou-o bem pago. o que faz parte das ordenanças da Lei não é a contribuição em si. é o percentual que ele traz consigo prefixado pela Lei. dando-nos o seu real cumprimento pela Sua GRAÇA. dizendo: “ESTÁ CONSUMADO”. O verdadeiro cristão conserva na alma. Em relação ao dízimo. aquele que confia plenamente que Jesus completou a Obra de Redenção. O Domínio e Força do Pecado Para obtermos um melhor esclarecimento concernente a esse “domínio e força do pecado” sobre o ser humano.23).de valor algum senão para a satisfação da carne” (Cl 2. não tenta repetir o cumprimento de obras de natureza legalista. e o consumou para sempre.

A fragilidade humana não resiste à cobrança da perfeição da Lei. gera o pecado tomando força e domínio sobre o ser humano.56). No primeiro versículo. A Lei só teria condição para salvar se encontrasse perfeição e justiça no ser humano. mas sim da imperfeição humana. porém é exatamente por falta dessas 122 . e o mandamento santo. sobre a “força do pecado”. b) “Ora.14).3). e no segundo. é bem claro ao afirmar: “A lei é santa. Essa Lei que ao se deparar com a incapacidade da carne. o que podemos observar é que ambos se caracterizam pela presença da Lei. e a força do pecado é a lei” (1Co 15. justo e bom” (Rm 7. pois não estais debaixo da lei. Muitos nos têm feito a seguinte pergunta: “é a Lei pecado?” E a resposta corretamente dada é: de modo algum. encontramos uma advertência sobre “o domínio do pecado”. o aguilhão da morte é o pecado.12). É quando ele declara que a Lei enfermou pela carne ( Rm 8. mas debaixo da graça” (Rm 6. Paulo. O que Paulo aponta como erro não procede da Lei. a) “Porque o pecado não terá domínio sobre vós. ao instruir os romanos sobre a força e o domínio do pecado por intermédio da Lei.

a qual o dízimo faz parte integrante. vendido sob o pecado” (Rm 7. Porém não havendo em nós as devidas qualidades. a Lei condenou a carne no pecado. não seria chamada de “Ministério da Morte” e “Ministério da Condenação”. Mas Deus. Paulo revela o fracasso do homem diante da santidade e perfeição da Lei. mas vivermos 100% na Graça de Cristo. versículos 7 a 9 da Segunda Epístola de Paulo aos Coríntios.14). Isto se não voltarmos a persistir na prática das ordenanças da Lei da condenação. enviou Seu Filho Jesus Cristo. pelas riquezas da Sua Graça. transcritos a seguir: 1) “Portanto agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. que não andam segundo a carne. e inverteu a situação. mas segundo o Espírito. para que fossemos livres da força e do domínio do pecado. como foi no capítulo 3. Se a Lei realmente encontrasse na carne suas requisitadas qualidades.1-3.indispensáveis virtudes que torna impossível a salvação pela Lei. dizendo: “Porque bem sabemos que a lei é espiritual. mas sim de “Ministério da Salvação”. condenando o pecado na carne. Observemos Romanos 8. mas eu sou carnal. 123 . guardando e cumprindo com perfeição a Lei que havia condenado a carne no pecado.

mas pouco observada como instrução de isenção da Lei de mandamentos carnais. ensina a contribuir livremente e por amor à Obra de Deus. Na dispensação da Lei. Isto. me livrou da lei do pecado e da morte”. mas a lei de mandamentos carnais. enviando seu Filho em semelhança da carne do pecado. me livrou da lei do pecado e da morte. e não podia. ser dado menos. dominando o povo de Deus por tal transgressão. deixando livre qualquer percentual e de 124 . Deus. a qual gera o pecado. em Cristo Jesus. Paulo declara: “Porque a lei do Espírito de vida. obviamente. Pois. que é a lei do pecado e da morte. em Cristo Jesus. 3) Porque o que era impossível à lei. a qualquer impossibilidade do seu cumprimento. obviamente. em Cristo Jesus. porque a lei do Espírito de vida. ensina a cumprir percentual. me livrou da lei do dízimo”. em parte. 2) Porque a lei do Espírito de vida. em Cristo Jesus. Esta passagem bíblica é muito lida nas igrejas. o percentual de contribuição prefixado era o dízimo. visto como estava enferma pela carne. o pecado estava à porta. Deus tirou este poder do pecado. é o mesmo que dizer: “Porque a lei do Espírito de vida. No versículo 2 (citado acima). Na lei da Graça. pelo pecado condenou o pecado na carne”.

mas debaixo da graça” (Rm 6. mas viva 100% na Graça de Cristo. pois.acordo com as possibilidades de cada cristão. ao lermos Malaquias 3. não se prenda debaixo do jugo da servidão. pois não estais debaixo da lei.14). 125 . para livrar o Seu povo da maldita transgressão: “Todos aqueles. que quer realizar obras exclusivas do Antigo Pacto. que são das obras da lei estão debaixo da mal- dição. quando cujo texto refere-se à transgressão do dízimo. cristão. cujo dízimo faz parte.10). Portanto.15). que consistia em ordenanças. Para fugir da transgressão da Lei. É exatamente por este motivo que a lei da Graça não causa transgressão. conforme nos adverte Paulo na sua Epístola aos Romanos: “Porque onde não há lei também não há transgressão” (Rm 4. para obter o generoso resultado que ela nos concede: “Porque o pecado não terá domínio sobre vós. só saindo de debaixo dela. para fazê-las” (Gl 3. porque está escrito: maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei. Essa maldição só recai sobre o povo da Lei. dizendo: “Com maldição sois amaldiçoados”. Deus tirou a Lei dos mandamentos. Esta confirmação encontramos na Palavra de Deus.9.

9). O próprio Jesus menciona as obras do cristão ao prometer o Seu galardão. por falta de interpretação correta das Santas Escrituras. quando diz: “E o meu galardão está comigo para dar a cada um segundo as suas obras” (Ap 22. As Obras pela Lei da Graça “Não estamos sem lei para com Deus. como por exemplo. para que ninguém se glorie” (Ef 2.12).17). e aos romanos: “Mas se é pela graça. Muitos. Embora o cristão não tenha compromisso com a Lei de mandamentos carnais (o Antigo Pacto). não dispensa. de outra maneira. as boas obras.21). já não é pelas obras. A lei de Cristo. julgam que a expressão de Tiago entra em contradição com algumas ex- pressões do apóstolo Paulo. quando Paulo afirma aos efésios: “Não vem das obras. Tiago é claro ao afirmar: “A fé sem obra é morta” (Tg 2. 126 . a graça já não é graça” (Rm 11.6). mesmo sendo chamada de ”Lei da liberdade” ou “Lei da fé”. ele tem com a lei de Cristo. dentro das possibilidades humanas. mas debaixo da lei de Cristo” (1 Co 9.

de sua Epístola aos Romanos. Porém o próprio apóstolo Paulo. quando diz: “O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda iniqüidade. que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei ”. enquanto Paulo está falando das obras da Lei (do Antigo Conserto). E no versículo 28 do mesmo capítulo. incentivando-os com grande ênfase. quando profere a seguinte expressão: “Por isto nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei. Ao escrever sua Primeira Epístola a Tito. zeloso de boas obras” (Tt 2.14). O que devemos entender é que Tiago está fazendo referência às obras da fé (do Novo Conserto). e purificar para si um povo seu especial.6). No capítulo 3. criados em Cristo Jesus para as boas obras. pois. versículo 20. E na sua Epístola aos Efésios diz: “Porque somos feitura sua. a realizá-las pelo amor e a fé cristã. porque pela lei vem o conhecimento do pecado” (Rm 3. podemos claramente entender que Paulo se refere às obras da Lei do Antigo Pacto.10). admoesta os cristãos. que opera por amor (Gl 5. dizendo que Jesus Cristo está preparando um povo de boas obras. diz: “Concluímos. No caso da 127 . quando se refere às obras que são pela fé. mas estabelecida a lei da fé. No cristianismo realmente é excluída a lei de mandamentos carnais.20). ele o desperta. as quais Deus preparou para que andássemos nela” (Ef 2.

benignidade. não estamos sem lei. nada lhe é cobrado. a benignidade e o amor.7). que a espiritualidade. mas debaixo da lei de Cristo.contribuição financeira. por motivo de força maior. 2 Co 8. pois. segundo está escrito: “Conforme a sua prosperidade” (1Co 16. por não sentir amor pela obra de Deus. mencionado em Gálatas 5.17). temperança”. Ter possibilidade de fazer o bem e não o fazer é imputado como pecado. é estabelecida a lei de contribuição pela fé. porém só a exige de acordo com as possibilidades de cada um. são companheiros inseparáveis das boas obras. pois. conforme está escrito: “Aquele.12). Se o cristão não pode contribuir.2. longanimidade. comete pecado” (Tg 4. obviamente que sua espiritualidade está em baixa. Esta lei não dispensa a contribuição. que sabe fazer o bem e não o faz. fé. mas se pode e não o faz. bondade. Enquanto o dízimo é excluído por fazer parte das ordenanças da lei de mandamentos carnais. a fé. gozo.22: “Mas o fruto do Espírito é: amor. Concluímos. Pois é evidente que nele não existe mais o indispensável fruto do Espírito. mansidão. paz. com que o verdadeiro cristão é dotado. a bondade. 128 . que opera por amor (2Co 9.

12 129 .

A FINALIDADE DE CONTRIBUIÇÃO FINANCEIRA DA IGREJA O objetivo de contribuição do cristão deve ser exercitado pelo amor. As bênçãos financeiras. 130 . se cumprem automaticamente. por serem promessas da parte de Deus. desde que sua contribuição seja efetuada de maneira adequada. isto é. motivada pelo amor. sem levar em conta o que pode ou não receber em retribuição.

Então. Como já temos observado nos capítulos anteriores. sua regeneração em Cristo fica em dúvida. Pois está escrito: “Não ameis em palavras. O verdadeiro cristão sabe do seu dever de contribuir para que a Igreja tenha com que se manter em sua totalidade. 131 . sabendo ainda que se. mas por obras e em verdade” (1 Jo 3. qual é o seu amor pelo Senhor e Sua obra. não tiver desejo de render algo à causa de Deus. como deve o cristão proceder para contribuir à obra de Deus? Levando ofertas em justiça. porque terá de demonstrar efetivamente (para si mesmo). isto de boa mente e com alegria. o que propuser no seu coração. isto é. tendo consciência de que a obra de Deus carece da sua colaboração. espontaneamente (independente de percentual).18). sem dúvida. Para que fim irá o cristão contribuir? Desde que se entenda que a contribuição passa pela lei da liberdade que há em Cristo Jesus. a responsabilidade do cristão cai ainda mais sobre os seus ombros. a lei do dízimo não se enquadra na prática do verdadeiro cristianismo. suprir à medida do possível todas as necessidades enquadradas na obra de Deus.

não ensinam esta doutrina cristã. e com grande ênfase. Este era um dos motivos pelos quais a Igreja primitiva contribuía. e que muitas igrejas. como possuidora das virtudes espirituais. A este assunto reservou-se um bom espaço. 1º) Deve contribuir para que haja pregação do Evangelho (Mt 28. era dotada de caridade e colocava o amor em prática por ensinamento de Jesus Cristo.1-3). 2º) Deve contribuir para que haja sustento de obreiros (obreiros fiéis que verdadeiramente estejam trabalhando em tempo integral na obra).15. que diz: “A lei resume-se em amar a 132 . a sua contribuição deve ser também. tendo em vista que grande parte da arrecadação da Igreja primitiva era para socorrer os necessitados.19-20). muito enfatizada na Bíblia. hoje. Desta forma.17). A Igreja primitiva. o que o levou a entender o amor de Deus (Rm 10. 3º) O cristão esclarecido precisa pregar e ajudar. conforme está escrito: “O obreiro é digno do seu salário” (1 Tm 5. Salientamos que este necessitado pode ser tanto um doméstico da fé. bem como aquele que ainda não abraçou a fé. visto que a fé sem obras é morta (Tg 2.18). Lc 8. para que exista assistência ao necessitado. Isto é justo diante de Deus.

como há nele caridade de Deus?”. e na sua Primeira Epístola a Timóteo 1. Mc 12. Do versículo 1 ao 7. 4. diz que o fim do mandamento é a caridade de um coração puro. Este foi um dos motivos que levou Pedro a escrever a sua Segunda Epístola. e Deus nele.14 diz: “Toda lei se cumpre numa só palavra. Alguém pode perguntar: “Mas a obra de assistência social faz parte da principal caridade?” Sim. Fazei para vós bolsas que não se envelheçam.16. e quem está em caridade está em Deus.31.7.39. e de uma fé não fingida. Veja Mt 22. começando este assunto no primeiro capítulo. Em Lucas 12.Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo”. veja também Filemom 1.17: “Quem pois tiver bens do mundo. João na sua Primeira Epístola. Confira 1Jo 3. Há ministros religiosos afirmando que a obra de assistência social não agrada a Deus. é a resposta.5. vendo o seu irmão necessitado. nesta: Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. tesouro nos céus que nunca se acabe”. e de uma boa consciência. e . diz que Deus é caridade. lhe cerrar as suas entranhas.33. Paulo escrevendo aos Gálatas 5. ele instrui a prática da caridade e nos versículos 8 e 9 ele nos 133 . Jesus ensina dizendo: “Vendei o que tendes e dai esmolas.

Nota-se na expressão geral de suas epístolas. enquanto em Gálatas 5. Paulo também demonstra que as viúvas desamparadas eram sustentadas pela Igreja.16. A religião pura e imaculada para com Deus É até possível alguém atender um neces- sitado sem ter caridade. mas também é impossível ter caridade e não atender o necessitado ( 1Jo 3. paz.17). 4. longanimidade. que suas recomendações 134 . bondade. ainda traz consigo as manchas do antigo pecado.22 diz: “Mas o fruto do Espírito é: caridade. o Pai. Em Primeira Timóteo 5. não vos deixarão ociosos nem estéreis no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo: porque aquele em quem não há estas coisas é cego. mansidão.dá o perfil daquele que a tem e daquele que não a tem: “Porque se em vós houver e abundar estas coisas.8-9. nada vendo ao longe. Isto prova que a igreja que assim não procede. O apóstolo Tiago confirma isto no capítulo 1.temperança”. E ainda veja 1Pe 1.22. benignidade. é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações”. fé. versículo 27 de sua Epístola dizendo: “A religião pura e imaculada para com Deus. havendo-se esquecido da purificação dos seus antigos pecados”. gozo. por falta do fruto de caridade.

e usa uma expressão ampla. Esta obra havia sido (por instrução de Paulo) introduzida nas regiões da Acaia. não teve de menos”. a vossa abundância supra a falta dos outros. e o que pouco. inclusive os enfermos. para que também a sua abundância supra a vossa falta. e haja igualdade. a sua justiça permanece para sempre”. isto porque discordava que um tivesse de mais e outro de menos. capítulo 9. ele nos instrui a prática da “Assistência Social”. versículo 9.14-15: “Mas para igualdade. Paulo fala com exclusividade daquilo que já havia ensinado. deu aos pobres.13). mas qualquer necessitado. dizendo: “Comunicai com os santos nas suas necessidades” (Rm 12. no ano 135 . confira Atos 20. versículo 12: “Porque a administração deste serviço não só supre a necessidade dos santo. Prontidão da Igreja Nos capítulos 8 e 9 da Segunda Epístola aos Coríntios. Aos Romanos. capítulo 9.35. neste tempo presente. como está escrito: o que muito colheu não teve de mais. mas também abunda em muitas graças que se dão a Deus”. segundo seu comentário no capítulo 8. a prática à assistência social.não eram de somente socorrer as viúvas. Na continuação. nos diz: “Espalhou.

Veja nos versículos 44 à 46: “Então estes lhe responderão.8. aqui. segundo o capítulo 8. dizendo: Em verdade vos digo que. a de Jesus. Inclusive esta foi a expressão de Tiago no capítulo 1. malditos. E no verso 33.41-43: “Apartai-vos de mim.9.anterior a esta Epístola. ou enfermo. e. ou na prisão. não me visitastes”. não o fizestes a mim. E irão estes para o 136 . ou nu. que desde o ano passado começastes e não foi só praticar. Jesus tratou-os como bodes. versículo 2: “Porque bem sei a prontidão do vosso ânimo. e não te servimos? Então lhes responderá. e não me deste de beber. sendo estrangeiro não me recolhestes.20. e enfermo e na prisão.10: “E disto dou o meu parecer. Observamos. ou com sede. não me vestistes. Mt 25. preparado para o diabo e seus anjos. 2 Pedro 1. e no capítulo 9. pois isto vos convém a vós. tive sede. versículo 27 de sua Epístola. em especial. estando nu. quando a um destes pequeninos o não fizestes. mas também querer”. a de João em 1 Jo 4. da qual me glorio de vós para com os macedôneos. dizendo: Senhor. que a Acaia está pronta desde o ano passado”. quando te vimos com fome. ou estrangeiro. a de Pedro em 1 Pe 4. Paulo demonstrando que a igreja não está pronta enquanto deixa de assistir a seus necessitados. porque tive fome e não me deste de comer. para o fogo eterno.

conforme está escrito: “Espalhou. E nos versículos 34 e 137 .6). Os tais não são bem-aventurados diante de Deus.tormento eterno. porque eles serão fartos” (Mt 5.26: “O justo dá e nada retém” Em Atos 10. Sl 37. mas os justos para a vida eterna”. Há muitos obreiros que se dizem instrutores religiosos.21: “O justo compadece-se e dá” Sl 112. contrariando a obra social da igreja. e ainda querem passar por ovelhas. nem sede de justiça. deu aos pobres. pois com esta contrariedade declaram que não têm fome. o anjo disse a Cornélio: “As tuas esmolas e as tuas orações têm chegado para memória diante de Deus”.4.4: “O justo é piedoso e misericordioso” Pv 21. Fome e Sede de “Justiça” “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça. a sua justiça permanece para sempre” (2Co 9.9). A Assistência Social é obra das mais reputadas por justiça diante de Deus.

versículos 12 e 13. Como uma obra de justiça. em qualquer nação. o teme e faz o que é justo”. Pedro. Ap 19. instrui o povo a quando oferecer um jantar ou uma ceia. dizendo: “Eles não tem com que te recompensar. porque o linho fino são as justiças dos santos.35. define os feitos de Cornélio como sendo obras de justiça: “E. foi lhe expressado que a Igreja (a Noiva de Cristo) ao estar preparada para o arrebatamento (ao toque da última trombeta) se vestisse de linho fino.6-9. convidar os pobres e demais necessitados. podemos afirmar que assistir faz parte integrante da nossa preparação para subirmos ao encontro de Cristo e entrada no Reino dos Céus. Na revelação do apóstolo São João. mas que lhe é agradável aquele que. no capítulo 14 de Lucas. que com isto agradara a Deus. por verdade.12-16. que Deus não faz acepção de pessoas. Jesus. Ali ele diz que 138 . do mesmo capítulo. puro e resplandecente. Jó sentiu-se seguro quando lembrou-se de sua justiça que praticara para com seus necessitados. disse: Reconheço. o que no versículo 14 Ele declara ser obra de justiça. Expressou-se no capítulo 29. abrindo Pedro a boca. mas recompensado te será na ressurreição dos justos”. tomado pelo Espírito Santo.

livrara o miserável que clamava, era o olho do
cego, os pés do coxo, dos necessitados era o pai, e
fazia com que rejubilasse o coração da viúva.
Fazendo assim, podia dizer o que disse no verso
14: “Cobria-me de justiça, e ela me servia de
vestido”. Esta é a posição que a igreja deve tomar:
socorrer os necessitados, para que as suas
vestiduras espirituais fiquem sem mácula; o que
também é a razão da expressão de Tiago 1.27: “A
religião pura e imaculada para com Deus, o Pai,
é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas
tribulações, e livrar-se da concupiscência deste
mundo”.
Esta é uma das formas que prepara a igreja
em justiça diante de Deus, para ouvir o toque da
última trombeta e a chamada de Jesus Cristo, Mt
25.34-40: “Vinde benditos de meu Pai, possuí por
herança o Reino que vos está preparado desde a
fundação do mundo, porque tive fome e me destes
de comer; tive sede, e me deste de beber; era
estrangeiro, e hospedastes-me; estava nu, e
vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na
prisão, e fostes ver-me”. No versículo 37 Jesus
confirma ser uma obra de justiça, dizendo: “Então
os justos lhe responderão dizendo: Quando te
fizemos tudo isto?”. A resposta vem no versículo
40: “Quando o fizestes a um destes meus
pequeninos irmãos, a mim o fizestes”.

139

A prática da “Assistência Social” sempre foi
uma das principais obras do Evangelho. Além de
tudo, esta caridade tem que ser pura e sem
fingimento.
Paulo, escrevendo a Timóteo, diz que o fim
do mandamento é a caridade de um coração puro,
e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida
(1Tm 1.5). Isto quer dizer: fazer tudo, sem buscar
os nossos próprios interesses, sem levar em conta
o que a pessoa favorecida pode ou não fazer em
nosso favor.
A recompensa virá do alto: “Eles não tem
com que te recompensar, mas recompensado te
será na ressurreição dos justos”, disse Jesus (Lc
14.14); confira Lc 6.35; Gl 6.9.
Por isto, Paulo escreve a sua Primeira
Epístola aos Coríntios 13.3, dizendo: “E ainda
que distribuísse toda a minha fortuna para
sustento dos pobres, e não tivesse caridade, nada
disto me aproveitaria”, e no verso 5 diz que a
caridade não busca os seus próprios interesses.
Encontramos a mesma expressão em Lv 25.37,
dizendo: “Não lhes darás teu dinheiro por usura,
nem darás o teu manjar por interesse”. Veja Rm
12.8.
Só temos a lamentar ao vermos igrejas com
membros necessitados, sem serem socorridos.
Infelizmente tal obra não está no interesse dos
140

seus obreiros. Surge então o clamor de seus
necessitados com as palavras do Salmo 12.1:
“Salva-nos Senhor, porque faltam os homens
benignos”, importa-me-lá desta natureza prova
falta de caridade, falta de espiritualidade e
competência para realizar a obra de Deus, confira
Pv 21.13.
O obreiro jamais poderá alcançar êxito
diante de Deus sem que haja nele um verdadeiro
espírito de caridade, Hb 13.1-3. Porém estes que
só são pastores na aparência, se decepcionarão no
dia do juízo, dizendo: “Mas não profetizamos nós
em teu nome? E em teu nome não expulsamos
demônios? E em teu nome não fizemos mara-
vilhas? O Senhor lhes dirá então abertamente:
Nunca vos conheci” (Mt 7.22-23), confira ainda
Jeremias 5.27-31.
Lembremos que, ao pregar a entrada no
Reino dos Céus, João Batista dizia: “Toda árvore,
pois, que não dá bom fruto, corta-se e lança-se
no fogo” (Lc 3.9), e no versículo 10, a multidão o
interrogava, dizendo: “Que faremos, pois?”; no
versículo 11, respondendo ele, disse-lhes: “Quem
tiver duas túnicas reparta com quem não tem, e
quem tiver alimentos faça da mesma maneira”.
Por esta forte razão a Igreja primitiva
investia a maior parte da sua arrecadação em
“Assistência Social”.

141

b) O Senhor o livrará no dia do mal. c) Ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata. b) Vinde então e argui-me. c) Será abençoado na terra. e) Tu renovas a sua cama na doença” 2) 2 Pe 2. fazei justiça ao órfão. diz o Senhor. 3) Is 1.Promessas Bíblicas Referentes à Caridade 1) Sl 41. eles se tornarão brancos como a neve.17-20: a) “Aprendei a fazer bem. tratai da causa das viúvas. ajudai o oprimido. praticai o que é reto.1-3: a) “Bem-aventurado é aquele que atende ao pobre. d) O Senhor o sustentará no leito da enfermidade.9: “Assim sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos”. 142 .

e eis que tudo vos será limpo”. tende ardente caridade uns para com os outros. c) Para que possam alcançar a vida eterna.8: “Mas. 7) 1 Tm 6.31: 143 .” 8) At 10. e sejam comunicáveis. enriqueçam em boas obras.18-19: a) “Que façam bem. 6) Pv 19. 5) 1 Pe 4.41: “Dai antes esmolas do que tiverdes.17: “Ao Senhor empresta o que se compadece do pobre. porque a caridade cobrirá multidão de pecados”. b) Que entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro. se tornarão como a branca lã”. 4) Lc 11. e ele lhe pagará o seu benefício”.d) Anda que sejam vermelhos como o car- mesim. sobre tudo. repartam de boa mente.

dá aos necessitados: a sua justiça permanece para sempre. Pv 25. 2 Co 9. ele é piedoso.9.1-2.29. bem firmado. c) Na verdade que nunca será abalado: o justo ficará em memória eterna. até que ele veja cumprido o seu desejo sobre os seus inimigos. confiando no Senhor. 144 . Mt 25. Pv 28. Mt 19. o seu coração está firme. 9) Lc 6.21-22. f) É liberal. 10)Sl 112. misericordioso e justo.34- 40. Veja ainda: Ec 11. e) O seu coração. d) Não temerá maus rumores.8.“As tuas esmolas estão em memória diante de Deus”. Pv 2. b) Bem irá ao homem que se compadece e empresta: disporá a sua causa com juízo. não temerá. e será grande o vosso galardão”.4-9: a) “Aos justos nasce luz nas trevas. e a sua força se exaltará em glória.21. sem nada esperardes.35-36: “Emprestai. Veja ainda: 1 Tm 4.27.

d) A glória do Senhor será a tua retaguarda. m) E como mananciais. i) E o Senhor te guiará continuamente. g) A tua luz nascerá nas trevas. k) Fortificará teus ossos. c) A tua justiça irá adiante da tua face. e ele dirá: Eis-me aqui. j) E fartará a tua alma em lugares secos. vendo o nu. o cubras. cujas águas nunca faltam.” 12)Lc 6.38: 145 . h) A tua escuridão será como o meio-dia.11)Is 58. e não te escondas da tua carne? a) Então romperá a tua luz como a alva.7-11: “Porventura não é também que repartas o teu pão com o faminto. e o Senhor te responderá. l) E serás como um jardim regado. e recolhas em casa os pobres desterrados? E. f) Gritarás. e) Então clamarás. b) A tua cura apressadamente brotará.

boa medida. sacudida e transbordando. e ser-vos-a dado. vos deitarão no vosso regaço. “Dai. 146 . recalcada.

em Cristo Jesus.18). se sois guiados pelo Espírito. suplicando-Lhe que desça Suas bênçãos sobre o leitor. e por amor à obra de Deus. CONCLUSÃO Ao concluirmos este trabalho. mas contribua. que maneja bem a Palavra da Verdade” e que tome o jugo de Jesus: “Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. não seja omisso. ensina a contribuir de acordo com as possibilidades e propósito de coração. para que possa “apresentar-se a Deus como obreiro que não tem de que se envergonhar. queremos deixar a nossa oração a Deus. em Cristo Jesus. não estais debaixo da Lei” (Gl 5. Porque o Espírito de vida. enquanto a Lei do dízimo ensina a cumprir percentual. 147 . não por Lei ou por imposição. na liberdade do Espírito de vida. “Mas. Ainda queremos afirmar: cristão. e sim.

SC 148 . e seus colaboradores.odizimoeagraca.Escrito por inspiração divina Escritor: Ev. Antonio Vergilio Vicente.com Balneário Camboriú .com contato@odizimoeagraca. Todos os direitos reservados © Antonio vergilio vicente Contatos: www.

na cidade de Camboriú. Antonio Vergílio Vicente. SC. e alcancei o maior tesouro do mundo: a salvação pela Sua Graça. e por isto. foi quando aceitei o Evangelho de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. com a idade de oito anos comecei a trabalhar para ajudá-los nas despesas da casa. e supervisor de vendas da INCREGEL (Grande e Conceituada Empresa da Região Sul do Brasil). SC. Dos 18 aos 23 anos fui marujo. Em 1976 trabalhei no departamento de obras da prefeitura de Balneário Camboriú. Meu grau de escolaridade é muito baixo. AUTOBIOGRAFIA DO ESCRITOR: Eu. tive muita dificuldade para estudar. ostento orgulhosamente. e também do Rio de Janeiro. estudando numa Escola Estadual localizada em uma sala da minha própria casa. Nasci em 10 de março. depois fui vendedor. trabalhando em alguns barcos da cidade de Santos. Meus pais eram muito pobres. sempre dando graças a Deus que nos dá a vitória por Cristo Jesus Nosso Senhor. Venho de uma família humilde. em Balneário Camboriú . O certificado foi assinado pela querida professora Norma Garcia Pereira. trabalho no ramo imobiliário. e atualmente. 149 . SC. de 1952. só me foi possível concluir o Curso Primário Elementar. CONVERSÃO Aos 26 anos fui despertado pelo Espírito Santo para conhecer as maravilhas do Reino de Deus e a Sua Glória. em Balneário Camboriú. Fui batizado nas águas na Igreja Assembléia de Deus. o qual.

no 150 . Hoje compreendo que Deus me separou. nascida em 14/12/1988. Creio que num futuro próximo. como disse Jesus: o que mais quero se o fogo já está aceso? (Lc 12. pois o livro. e atualmente sirvo a Deus na Igreja Universal da Benção 100% Jesus. sirvo a Deus à 30 anos. a Igreja de Deus. vindo Deus a nos presentear com dois maravilhosos filhos: Adriano Antonio Vicente. terá uma visão correta em relação à verdadeira contribuição cristã. quero me manter firme no propósito de Deus. quando fui procurar na Bíblia Sagrada fundamento para pregar o dízimo. CASAMENTO Casei-me em 26/05/1984. ainda na Igreja Assembléia de Deus. inicialmente. Porém. também. que me dão o prazer de poder dizer: Eu e a minha casa servimos ao Senhor! TEMPO DE FÉ E assim. atuando como evangelista. com Maria Luiza Vicente. Todos agraciados por Deus. mas. Além disto. A DESCOBERTA DA VERDADE SOBRE O DÍZIMO A descoberta desta verdade deu-se no começo do meu ministério. nascido em 29/04/1986. tendo me congregado 12 anos na Igreja Evangélica Assembléia de Deus. foi quando só encontrei referencias contrárias.49) . onde ocupei o cargo de presidente da Assistência Social do campo de Balneário Camboriú. e Marlaine Karuline Vicente. pela qual tenho encontrado muita contrariedade por parte de obreiros de diversas denominações. que está em toda a face da terra. divide as opiniões. para ajudar na difícil tarefa de corrigir o erro da cobrança do dízimo nas igrejas.

dizendo: escreve um livro. A principio pensei se tratar de uma confusão mental. numa mensagem contra a cobrança do dízimo. e Deus falou pela terceira vez as mesmas palavras. Em 2004. Deus falou pela segunda vez: escreve um livro. então. que esse procedimento não estava em harmonia com o Espírito da salvação pela graça. Diante de tal polêmica. Desta forma comecei a combater contra essa heresia nas igrejas. Segundo. sofrendo o temor da maldição da Lei. viúvas pedindo dinheiro emprestado para isto. porém. dizendo: Senhor. Deus me usou no púlpito de minha igreja. porque nunca pensei em escrever livro. parece que só eu combato essa heresia! Não quero mais me envolver neste caso. segundo elas. sobre a minha falta de capacidade. ouve uma grande confusão em uma igreja próxima à igreja que me congrego. para não caírem em maldição (conforme a pregação dos cobradores de dízimos). A partir dali. ajoelhado na sala.decorrer do tempo comecei a observar muitos cristãos em desespero por não conseguir pagar o dízimo. comecei a orar. quando um pregador coagia sobre a cobrança do dízimo. próximo a meia noite. conforme nos orienta Paulo: “Porque não recebestes o espírito de escravidão. para defender e esclarecer aqueles que ainda vivem escravizados por esse jugo. chamando os fiéis de malditos e ladrões. Foi quando gerou grande polêmica. primeiro. Foi quando Deus falou comigo. Foi quando compreendi que realmente Deus falava comigo. ao chegar em minha casa. Mas 151 . por sinal. porém. inclusive. eu.15)”. Naquela hora comecei a questionar com Deus. referente a um determinado texto que eu sempre quis escrever em relação ao dízimo e nunca consegui. sábios e famosos obreiros. para outra vez entrardes em temor (Rm 8. E eu novamente me desliguei daquela mensagem. recomecei a oração. senti nos ombros a responsabilidade de pregar esta verdade. pois sou muito pequeno para combater contra esses grandes. a qual afetou até a minha igreja. quando a minha família já dormia. E compreendi.

Sem hesitar segui a determinação divina. de igrejas dizimistas. (1º Co. EXPERIÊNCIA A experiência de escrever este livro tem sido muito gloriosa. confirmava-se ali o plano de Deus para que eu escrevesse o determinado livro.tive como resposta da parte de Deus: pega o papel e a caneta que tu vais escrever agora o que nunca conseguiste. O seu sucesso consiste na verdade e na profundidade espiritual do seu conteúdo. Durante o tempo em que eu escrevia o determinado livro. e as que não são. e as coisas fracas para confundir as fortes. Naquele momento prometi a Deus que faria tudo conforme a Sua determinação. Deus tem operado maravilhas através do seu esclarecimento. 1. Então. inclusive. guardava estas coisas no meu coração. 152 . mas recebi inspiração divina e a ciência da salvação para escrevê-lo. E eu que vinha mantendo tudo em segredo. Todos profetizavam da seguinte forma: “Deus me revela que o irmão está realizando uma obra que fará grande sucesso espiritual. e as desprezíveis. só não me revela a obra”. para que nenhuma carne se glorie perante Ele. e também de outras igrejas.27-29). relatando bênçãos que têm recebido através deste livro. Apesar de encontrar muita contrariedade. recebia constantes mensagens de Deus através de obreiros da minha igreja. e escrevi exatamente tudo o que a tempo desejava e não conseguia. Não sou nenhum gênio literário. Este é um forte exemplo de que Deus usa as coisas loucas deste mundo para confundir as sabias. Recebo muitas mensagens de irmãos do Brasil e de muitos outros paises. para aniquilar as que são. e escolheu as coisas vis.

153 . glorie-se no Senhor). tendo como objetivo correr com perseverança a carreira que me está proposta. Autobiografia redigida em 2008. (Aquele que se gloria. E assim tenho combatido o bom combate. guardando a fé e a verdade do Evangelho.