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Doenças degenerativas e desmielinizantes do SNC

Doenças degenerativas e desmielinizantes do SNC

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Doenças degenerativas

Doenças degenerativas
O QUE SÃO?
No sistema nervoso podem existir variados tipos de doenças , que por sinal são bastante complexas e exigem tratamento. Contudo, as doenças degenerativas do sistema nervosoapresentam vários factores que podem causar morte celular e degeneração. Porém, esses fatores podem ser mutações genéticas, infecções virais, drogas psicotrópicas, intoxicação por metais, entre outros. Então, as doenças do sistema nervoso são doenças que afectam o cérebro de forma crónica e progressiva com perturbação das funções mentais incluindo a memória, orientação, compreensão, Fonte: Doença delinguagem, juízo crítico e cálculo, Alzheimer - Exercícios de estimulação, volume 1

Esclerose Multipla

Fonte: www.alz.org/espanol_11987.asp

Doenças degenerativas
As doenças nervorsas degenerarivas mais comuns são:  Doença de Alzheimer.  Doença de Parkinson;  Doença de Hurtington e a  Esclerose múltipla;

Doenças degenerativas

Alzheimer
A doença de Alzheimer é uma doença progressiva em que as células nervosas do cérebro degeneram e a massa cerebral sofre uma redução. É no córtex e no hipocampo, áreas ligadas ao pensamento e memória, que se dá a doença de Alzheimer. Começa por atingir a memória e, progressivamente, as outras funções mentais, acabando por determinar a completa ausência de autonomia dos doentes.  Os doentes de Alzheimer tornam-se incapazes de realizar a mais pequena tarefa, deixam de reconhecer os rostos familiares, ficam incontinentes e acabam, quase sempre,
Fonte: www.portaldasaude.pt

Doenças degenerativas -

Alzheimer

CaUSAS

A causa da doença de Alzheimer ainda não está determinada. No entanto, é aceite pela comunidade científica que se trata de uma doença geneticamente determinada, embora não seja necessariamente hereditária. Isto é, não implica que se transmita entre familiares, nomeadamente de pais para filhos.

Doenças degenerativas -

Alzheimer

Anatomofisiologia da doença
Os pacientes com DA apresentam as mesmas alterações que ocorrem no envelhecimento normal, ou seja, em indivíduos não dementes, embora em intensidade muito maior. Essas alterações ocorrem ao nível:
ü

Peso e volume do encéfalo; Aspecto dos giros e dos sulcos; Densidade da substância branca; Volume dos ventrículos;

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ü

Doenças degenerativas -

Alzheimer

Fases da doença
Ao princípio observam-se pequenos esquecimentos, perdas de memória, normalmente aceites pelos familiares como parte do processo normal de envelhecimento, que se vão agravando gradualmente. Os pacientes tornam-se confusos e, por vezes, agressivos, passando a apresentar alterações da personalidade, com distúrbios de conduta. Acabam por não reconhecer os próprios familiares e até a si mesmos quando colocados frente a um espelho. À medida que a doença evolui, tornam-se cada vez mais dependentes de terceiros, iniciam-se as dificuldades de locomoção, a comunicação inviabiliza-se e passam a necessitar de cuidados A e até mesmo para as Fonte: doença de Alzheimer e outras demências em Portugal

Doenças degenerativas -

Alzheimer

Epidemiologia

 2 a 4% da população com mais de 65 anos;  Aumenta com a idade (principalmente após os 75 anos);  Maior em indivíduos com síndrome de Down e em indivíduos com história de traumatismo craniano.

Fonte: DSM IV

Doenças degenerativas -

Alzheimer

Diagnóstico
 Avaliação

neuro-psicológica: testes reveladores de alterações cognitivas, de comportamento e de dificuldades nos vários aspectos do dia-a-dia.  Ressonância magnética: imagem detalhada da estrutura cerebral.  Biópsia do tecido cerebral: exame que confirma a  doença, não realizado quando o doente está vivo.

Doenças degenerativas -

Alzheimer

Sinais e sintomas
Julgamento Afasia deficiente ou reduzido Dificuldade de Desorientação emrealizar de termos espaço e tempo tarefas familiares

Perturbações Alterações da personalidade obsessivocompulssivas

Mudanças de Apatia Humor ou de comportamento

Problemas com Fobias o pensamento abstracto

Colocar coisas Ansiedade generalizada em locais errados

Desinibição Perda da memória sexual recente

Fonte: Manual de Reabilitação Geriátrica

Doenças degenerativas -

Alzheimer

Tratamento

Não há tratamento especifico para a doença propriamente dita, mas existem alguns pontos a ter em atenção para o melhoramento da vida do doente.
 Tratamento

Farmacológico Medicamentos tranquilizantes pode, em muitos casos, melhorar o comportamento difícil do doente e ajudálo a dormir.
 Reabilitação

Doenças degenerativas -

Alzheimer

Tratamento Tratamento Farmacológico

1.

Os objectivos do tratamento são apenas no sentido de controlar os sintomas mais

incómodos. Os medicamentos podem melhorar os sintomas em alguns casos, principalmente os
Fonte: http://virtualpsy.locaweb.com.br/index.php?art=122&sec=16

Doenças degenerativas -

Alzheimer

2.

Reabilitação

A reabilitação tem como principal objectivo, capacitar os

doentes e as suas famílias a lidarem com as consequências que a doença de Alzheimer traz.

Propõe-se ensinar aos doentes e suas famílias estratégias

Plasticidade, organização de respostas, que poderão compensatórias eisto é, a necessidade dos indivíduos modificarem os seus comportamentos e padrões de facilitar a qualidade de vida destes. vida de forma a possibilitar a adaptação à doença.
Fonte: http://www.psicologia.pt/artigos/ver_artigo.php?codigo=A0244

Doenças degenerativas -

Alzheimer

Como aumentar a qualidade de vida?
Sabendo que a doença por si só provoca no idoso alterações a diferentes níveis, impedindo-o de ser ele próprio, devemos proporcionar-lhe actividades do seu agrado e diferentes, de modo a manter o idoso ü ocupado. actividades culturais como leitura ü artesanais como pintura, trabalhos com argila e desenho.

Fonte: http://www.alzheimermed.com.br/m3.asp?cod_pagina=1032

Doenças degenerativas -

Alzheimer

ü

manter os seus costumes; (escrever cartas, jardinagem,

tocar instrumentos, coleccionar algo, jogos de salão)
ü

visitar lugares públicos (museus, cinema, igrejas, cafés,

lojas, parques de lazer…)
ü

convívios familiares; musicoterapia; prática de exercício físico; encorajar as pessoas a falarem sobre seu passado (mesmo

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ü

remoto, infância, juventude, etc.); Fonte: http://www.alzheimermed.com.br/m3.asp?cod_pagina=1032

Doenças degenerativas

Parkinson
A Doença de Parkinson (DP) foi descrita em 1817 pelo médico inglês James Parkinson. “Tremores involuntários e
diminuição da força muscular das partes do corpo que não se encontram em actividade ou

estejam apoiadas, acompanhadas de uma tendência para inclinar o tronco para a frente e para

Doenças degenerativas - Parkinson

Anatomofisiologia da doença

ü

A anomalia principal consiste numa perda de

neurónios de uma área específica do cérebro que produzirá a diminuição de uma substância chamada dopamina, alterando os movimentos chamados extra piramidais (não voluntários).

Doenças degenerativas - Parkinson

Epidemiologia
ü

ocorre em cerca de 1% da população acima dos 50 anos, tornando-se comum com mais o

avanço da idade, chegando
Driusso, P. e Chiarello, B. (2007)

às

propoções de 2,6%

Doenças degenerativas - Parkinson

O’SULLIVAN, S.B (1993)

Doenças degenerativas - Parkinson

Sinais e sintomas
ü

Surgem de modo quase imperceptível; Progridem lentamente; Primeiro sinal é o cansaço ou mal – estar; Dores musculares comuns.

ü

ü

ü

Podem-se

verificar

dois

tipos

de

manifestações clínicas:
Driusso P., Chiarello B. (2007)

Doenças degenerativas - Parkinson

Manifestações clínicas - clássicas
As manifestações clínicas do Parkinson tornam-se evidentes quando 80% ou mais dos neurónios

dopaminérgicos da substância negra se degeneram.

Tremor; Rigidez; Bradicinesia / acinesia (todos os aspectos do
movimento são afectados ;
Driusso P., Chiarello B. (2007)

Doenças degenerativas - Parkinson

Manifestações clínicas - secundárias

Doenças degenerativas - Parkinson

Doenças degenerativas - Parkinson

consequências

O’SULLIVAN, S.B.

Doenças degenerativas - Parkinson

O’SULLIVAN, S.B. (1993)

Doenças degenerativas - Parkinson

diagnóstico
ü

história clínica detalhada; testes musculares ; testes de reflexos.

ü

ü

No entanto, existem outros exames de diagnóstico, que embora não sejam específicos para despistar a Doença de Parkinson, ajudam a diagnosticar a presença dos sintomas clássicos. Tais como:
ü

TAC

(tomografia

axial

computorizada)

Doenças degenerativas - Parkinson

tratamento
A DP é incurável, neste sentido todo tipo de intervenções que se possam ter juntos dos doentes, são apenas para melhorar os sintomas e retardar a progressão da doença. Objectivos do tratamento Os exercícios intensivos e os programas de ü diminuir a rigidez muscular; actividade são planeados para manter o paciente móvel e ü conseguir o relaxamento; funcionalmente independente. ü estimular movimentos activo-rítmicos;

Doenças degenerativas - Parkinson

O tratamento é exclusivamente sintomático, não sendo capaz de curar ou mesmo deter a progressão da doença, envolvendo a área:

ü

medicamentosa; reabilitação (fisioterapia, terapia ocupacional

ü

…);

Doenças degenerativas - Parkinson

Tratamento farmacológico
Existem diversos tipos de fármacos, tais como:

ü

Levodopa; Agonistas Dopaminérgicos; Inibidores da COMT; Anticolinérgicos; Amantadina; Seleginina.

ü

ü

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ü

ü

Doenças degenerativas Doenças degenerativas - Parkinson

Tratamento cirúrgico

ü

Talamotomia extereotáxica;

ü

Estimulação talámica crónica;

ü

Palidotomia extereotáxica.

O’SULLIVAN, S.B (1993)

Doenças degenerativas - Parkinson

Uma das formas de tratar a doença de Parkinson é a implantação cirúrgica de um marca-passo para a estimulação subtalâmicos, possibilita a dos este núcleos dispositivo

estimulação para AZPRENSA.COM 2007

Doenças degenerativas - Parkinson

Tratamento reabilitativo
A Reabilitação surge para complementar o tratamento medicamentoso, uma vez que as disfunções do movimento estão no centro da DP. Problemas como a marcha, postura,

equilíbrio e transferências tendem a não reagir tão bem à medicação como a acinesia, o tremor e a rigidez. Com a progressão da doença, os efeitos da medicação tornam-se cada vez menos

satisfatórios. Assim, a Reabilitação vai permitir diminuir o ritmo de progressão da doença e a conservação da autonomia do utente durante mais tempo, para que ele possa desfrutar de APDP,

Doenças degenerativas - Parkinson

Objectivos da reabilitação
ü

alivio de sintomas; melhoria da função; aumento da força; tolerância ao esforço e o equilíbrio;

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ü

orientar o doente e familiares; determinar e compreender os efeitos do sobre a neuroplasticidade,

ü

exercício/treino

definindo novas modalidades terapêuticas para a

Doenças degenerativas

Doença de Hurtington

A doença de Huntington é uma doença degenerativa que afecta o sistema nervoso central e provoca movimentos involuntários dos braços, das pernas e do rosto. Também é conhecida por "coreia de Huntington".  A DH é uma doença degenerativa, causada por uma mutação genética, tendo o filho(a) da pessoa afectada 50% de probabilidades de a desenvolver. Se um

Doenças degenerativas - Doença de Hurtington

Doença de Hurtington
 Sintomas:

Os sintomas são causados pela perda de células em uma parte do cérebro chamada de gânglios da base. Este dano afeta a capacidade cognitiva (pensamento, julgamento, memória), movimentos e equilíbrio emocional. Os sintomas aparecem gradualmente entre as idades de 30 e 50 anos. No entanto, a doença pode atingir desde crianças até idosos.

Doenças degenerativas - Doença de Hurtington

Doença de Hurtington
 Estes

sintomas são principalmente:

Coreia (movimentos involuntários, rápidos, irregulares e sem finalidade dos membros, da face e/ou do tronco, geralmente associados à hipotonia e à diminuição da força muscular);  Perda progressiva de memória e senilidade mental precoce, podendo evoluir para demência;  Depressão;  Disartria (perda gradativa dos músculos da

Doenças degenerativas - Doença de Hurtington

Doença de Hurtington
 Diagnóstico  Clínico:

observação dos sintomas  Exames de liquor, sangue e urina normais, Rx normal  Histórico familiar

Doenças degenerativas - Doença de Hurtington

Doença de Hurtington
 Tratamento  Não

existe actualmente nenhum tratamento específico. Os medicamentos receitados são efectivamente escolhidos pelo médico em função dos sintomas observados de forma a aliviá-los, existindo numerosos efeitos colaterais, tais como, boca seca, vertigens, perturbações da visão, retenção hídrica e dificuldade de linguagem.

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