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  • 1 INTRODUÇÃO
  • 1.1 Tema
  • 1.2 Problema de Pesquisa
  • 1.3 Objetivos
  • 1.3.1 Objetivo Geral
  • 1.3.2 Objetivos Específicos
  • 1.4 Justificativa
  • 2 REFERENCIAL TEÓRICO
  • 2.1 Resistência ao Cisalhamento do Solo
  • Figura 1 – Representação gráfica da envoltória da ruptura Mohr-Coulomb
  • 2.2 Movimentos de Massas
  • 2.2.1 Fatores que Influenciam os Movimentos de Massa
  • 2.2.2 Tipos de Movimentos de Massa
  • Tabela 1 – Classificação dos escorregamentos quanto ao tipo de movimento
  • 2.3 Análises de Estabilidade de Taludes
  • 2.3.1 Fatores de Instabilização de Taludes
  • Tabela 4 – Agentes e causas dos escorregamentos
  • 2.3.2 Coeficiente de Segurança
  • Tabela 5 – Recomendações para fatores de segurança admissíveis
  • 2.3.3 Superfície de Ruptura
  • 2.4 Métodos de Análise de Estabilidade de Taludes
  • 2.4.1 Métodos Determinísticos
  • 2.4.2 Métodos das Fatias
  • 2.4.2.1 Método de Janbu Simplificado (1973)
  • 2.4.2.2 Método de Morgenstern & Price (1965)
  • 2.4.2.3 Método de Spencer (1967)
  • 2.4.2.4 Método de Bishop Simplificado (1955)
  • 2.4.2.5 Método Brasileiro de Atirantamento (1957)
  • 2.4.3 Métodos Probabilísticos
  • 2.4.4 Atrito
  • Figura 11 – Atrito entre dois corpos no instante do deslizamento
  • 2.4.5 Coesão
  • 2.4.6 Critério de Ruptura Mohr-Coulomb
  • 2.5 Ensaios para Determinação da Resistência ao Cisalhamento dos Solos
  • 2.5.1 Ensaios de Cisalhamento Direto
  • Figura 19 – Caixa Metálica Bipartida do Ensaio de Cisalhamento Direto
  • 2.5.1.1 Observações Importantes
  • 2.5.2 Ensaio Triaxial
  • 2.5.3 Ensaio de compressão simples
  • Figura 26 – Curva tensão x deformação axial específica normal
  • 2.6 Estabilização de Taludes
  • 2.6.1 Métodos de Estabilização de Taludes
  • 2.6.1.1 Solo Grampeado
  • 2.6.1.2 Gabiões
  • 2.6.1.3 Cortina Cravada
  • 2.6.1.4 Aterro Reforçado
  • 2.6.1.5 Retaludamento
  • 2.6.1.6 Proteção de Talude
  • 2.6.1.7 Cortina Atirantada
  • 2.6.1.7.1 Metodologia de Execução da Cortina Atirantada
  • Figura 35 – Detalhe do dreno e da cabeça de proteção Fonte: Autor
  • 2.6.2 Tirantes
  • 2.6.2.1 Princípios de Funcionamento
  • 2.6.2.2 Partes do Tirante
  • 2.6.2.2.1 Cabeça
  • 2.6.2.2.2 Trecho Livre (Ll)
  • 2.6.2.2.3 Trecho Ancorado (Lb)
  • 2.6.2.3 Tipos de Tirantes
  • 2.6.2.3.1 Quanto a Vida Útil
  • 2.6.2.3.2 Quanto a Forma de Trabalho
  • 2.6.2.3.3 Quanto a Constituição
  • Segue a descrição segundo Joppert Junior (2007):
  • 2.6.2.3.4 Quanto ao Sistema de Injeção
  • 2.6.2.4 Aspecto Geométrico Quanto a Inclinação
  • 2.6.2.5 Espaçamento de Ancoragem
  • 2.6.2.6 Vantagens e Desvantagens no Uso de Tirantes
  • 3 METODOLOGIA
  • 3.1 Localização da Área de Estudo
  • 3.2 Caracterização Geológica
  • 3.2.1 Geologia Geral
  • 3.2.2 Geologia Local
  • 4 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DE DADOS
  • 4.1 Geotecnia
  • 4.2 Investigações Geotécnicas
  • 4.3 Análise de Estabilidade
  • 4.3.1 Definição do Fator de Segurança (FS)
  • 4.3.2 Coletas das Amostras em Campo
  • 4.3.3 Determinação dos parâmetros geotécnicos do solo
  • Tabela 7 – Resultados das amostras
  • 4.3.4 Sobrecargas Atuantes
  • 4.3.5 Análise de Estabilidade Global
  • Tabela 8 – Fatores de segurança das seções analisadas
  • 4.4 Definição da Seção de Projeto
  • 4.5 Definição do Tipo de Contenção
  • Figura 58 – Diferença entre os mecanismos de transferência de carga do solo
  • Atirantamento (1957)
  • Tabela 9 – Valores de θθθθ e seus respectivos FSmin
  • Tabela 10 – Valores de carga dos tirantes
  • Tabela 11 – Características do tricone
  • Tabela 12 – Coeficiente K
  • 4.6.1 Detalhamento dos Tirantes
  • Figura 62 – Adequação do comprimento dos tirantes Fonte: Autor
  • 4.7 Verificação dos Tirantes pelo Método de Bishop Simplificado (1955)
  • 5 DIMENSIONAMENTO DO PARAMENTO CORTINA ATIRANTADA
  • 5.1 Dimensionamento da Viga dos Tirantes (30 x 50)
  • 5.2 Dimensionamento das Lajes (Cortina) – Pano de 2,00 x 10,00 m
  • 5.3 Estimativa de Custos
  • Tabela 13 – Tabela de custos estimados
  • 6 CONCLUSÃO
  • REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
  • ANEXOS
  • ANEXO A – Perfil Estratigráfico Longitudinal
  • ANEXO B – Projeto Estrutural

UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

CHARLES MARCONDES FIAMONCINI

ESTABILIZAÇÃO DE TALUDE ATRAVÉS DA TÉCNICA DE CORTINA ATIRANTADA – ESTUDO DE CASO

CRICIÚMA, DEZEMBRO DE 2009

1

CHARLES MARCONDES FIAMONCINI

ESTABILIZAÇÃO DE TALUDE ATRAVÉS DA TÉCNICA DE CORTINA ATIRANTADA – ESTUDO DE CASO

Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado para obtenção do grau de Engenheiro Civil no curso de Engenharia Civil da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC. Orientador: Prof. MSc. Adaílton Antônio dos Santos

CRICIÚMA, DEZEMBRO DE 2009

2

CHARLES MARCONDES FIAMONCINI

ESTABILIZAÇÃO DE TALUDE ATRAVÉS DA TÉCNICA DE CORTINA ATIRANTADA – ESTUDO DE CASO

Trabalho de Conclusão de Curso aprovado pela Banca Examinadora para obtenção do Grau de Engenheiro Civil, no Curso de Engenharia civil da Universidade do Extremo Sul Catarinense, UNESC, com Linha de Pesquisa em Geotecnia.

Criciúma, 07 de dezembro de 2009.

BANCA EXAMINADORA

Prof. M.Sc. Adailton Antônio dos Santos – Engenheiro Civil – UNESC – Orientador

Engo Civil. M.Sc. Rodrigo André Hummes – UFSC – Banca

Engo Civil. Nicholas Alexander Müller – Diretor Técnico – Fundasul Ltda – Banca

Arnaldo e Dail. Mazon e aos meus filhos Tainan e Charles Filho.3 Aos meus pais. Josete especialmente esposa. pelo muito que fizeram. . à a minha minha irmã Vera. por tudo o que eles representam em minha vida.

Adailton Antônio dos Santos. em especial a Gisele Tavares. graças à Tua proteção. e meus irmãos. pelo incentivo e força de vontade que me transmitiram para poder alcançar meus objetivos. aos meus pais. e meus filhos Tainan e Charles Filho.4 AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus. Ao Prof. e que nunca pouparam esforços para possibilitar a realização dos meus estudos. Ao. responsáveis por tudo que sou. A todos os meus familiares que sempre estiveram ao meu lado durante todas as minhas conquistas. secretária do Departamento de Engenharia. por toda amizade e respeito que marcaram para sempre este período com eternas lembranças. Os trabalhos aos quais me dediquei foram profícuos. Msc. A todos os professores do Curso de Engenharia Civil da UNESC. . Aos colegas do curso de Engenharia Civil. Se hoje consegui alcançar um dos meus objetivos é devido a vocês e é com muito orgulho que digo – essa conquista também é de vocês. colaborando de alguma forma. por ter proporcionado determinação e coragem diante dos caminhos os quais optei seguir e enfrentar. Arnaldo e Dail. E por fim a minha esposa Josete.

Por fim. De posse das forças de ancoragem fornecidas pelo método Brasileiro de Atirantamento foi realizado o dimensionamento estrutural da cortina de concreto armado. da Costa Nunes da Universidade Federal do Rio de Janeiro.5 RESUMO As cortinas atirantadas tiveram um grande desenvolvimento no Brasil graças ao trabalho incansável do professor A. A aplicação deste método segundo o autor é válida para taludes constituídos por solos homogêneos. Palavras-chave: Análise de Estabilidade. foi desenvolvido o projeto executivo de estabilização e o estimado custo para implantação do mesmo.A. que desenvolveu o método Brasileiro de Atirantamento (1957) na empresa Tecnosolo S. sem sobrecargas concentradas e de geometria simples. Os resultados obtidos nas análises de estabilidade realizadas através do método de Bishop Simplificado (1955) demonstraram a eficiência do método Brasileiro de Atirantamento (1957) na estabilização do talude analisado. J. Método Brasileiro de Atirantamento. utilizando o Software computacional Slide 5. O objetivo do presente trabalho é aplicar o referido método no dimensionamento geotécnico do sistema de atirantamento a ser utilizado na estabilização de um talude de corte situado no município de Florianópolis. . com superfície de ruptura plana. Cortina Atirantada. A verificação da eficiência do método Brasileiro de Atirantamento (1957) na estabilização do talude foi feita através do método de Bishop Simplificado (1955).0.

........................ 21 Tabela 3 – Classificação dos escorregamentos quanto às condições de poropressão ................................................................................................................................................................................................. 99 ...................6 LISTA DE ILUSTRAÇÕES Tabela 1 – Classificação dos escorregamentos quanto ao tipo de movimento ............................................................. 89 Tabela 13 – Tabela de custos estimados ................. (1993) ...................................................... 65 Tabela 7 – Resultados das amostras ......................................................................................................................................... 25 Tabela 6 – Coluna estratigráfica da Ilha de Santa Catarina............. 79 Tabela 9 – Valores de θ e seus respectivos FSmin.............................. 88 Tabela 11 – Características do tricone ............................................................................................................................................................................................. 24 Tabela 5 – Recomendações para fatores de segurança admissíveis ........ 87 Tabela 10 – Valores de carga dos tirantes .. 21 Tabela 2 – Classificação dos escorregamentos quanto às condições de amolgamento................................ 76 Tabela 8 – Fatores de segurança das seções analisadas ... segundo Caruso Jr.................... 89 Tabela 12 – Coeficiente K .............................. 22 Tabela 4 – Agentes e causas dos escorregamentos...............................................

.................................................... 38 Figura 17 – Gráfico Estado 3........................................... 26 Figura 3 – Forças atuantes a fatia genérica ...... 45 Figura 26 – Curva tensão x deformação axial específica normal ...................................................... 36 Figura 13 – Resistência ao cisalhamento devido à coesão ...... 18 Figura 10 – Deslizamento de solo ocorrido em 2008 em Blumenau ...........................................................................................................................................................................Forças atuantes na cunha de solo ................................... 39 Figura 20 – Prensa de Cisalhamento Direto................................... 49 .................................................... 42 Figura 23 – Deformação da amostra ....... 38 Figura 18 – Gráfico Estado 4........................................................ 18 Figura 1 – Superfície de Ruptura Plana ........ 41 Figura 22 – Ensaio de Cisalhamento direto em solos anisotrópicos .. (b) curvas variação de volume por deformação..................................................................................... (c) envoltória de resistência ......................................................................................... 39 Figura 19 – Caixa Metálica Bipartida do Ensaio de Cisalhamento Direto ..............7 LISTA DE TABELAS Figura 9 – Representação gráfica da envoltória da ruptura Mohr-Coulomb ............ 43 Figura 24 – Magnitude e direção das tensões principais na ruptura .......... 30 Figura 7 . 44 Figura 25 – Câmara triaxial típica .................................. 48 Figura 29 – Gabiões ............................................................................... 37 Figura 15 – Gráfico Estado 1..................................................................................... 29 Figura 6 – Forças atuantes em uma fatia ........... 46 Figura 28 – Solo grampeado .................................................................................................................................................. 38 Figura 16 – Gráfico Estado 2................................................................................................ 45 Figura 27 – Diagrama de Mohr aplicado ao ensaio de compressão simples ........................... 28 Figura 4 – Gráfico para obtenção de correção (fo) e FS calculado pelo método interativo ............................................................................ 35 Figura 12 – Atrito entre materiais granulares deslizamento ............. 36 Figura 14 – Envoltória de resistência de Mohr-Coulomb................. 34 Figura 11 – Atrito entre dois corpos no instante do deslizamento ................... 31 Figura 8 – Coeficiente de segurança VS................................................................................................................................................................ 29 Figura 5 – Forças atuantes em uma fatia pelo ......................... segurança ............. 40 Figura 21 – (a) Curvas de tensão cisalhante por deformação.......................... 26 Figura 2 – Superfície de Ruptura Circular ...................................................

.................................................. 77 Figura 50 – Laudo de análise de cisalhamento direto amostra AM-02.............................................................................. 52 Figura 35 – Detalhe do dreno e da cabeça de proteção ................................................................................ 55 Figura 38 – Tirante auto-injetável ............................. 50 Figura 32 – Retaludamento .................... 85 Figura 59 – Gráfico de determinação do ângulo crítico em função do FSmin ....................................... 90 Figura 62 – Adequação do comprimento dos tirantes.............................................................. 54 Figura 37 – Esquema típico de tirante.......................... 53 Figura 36 – Detalhe das fases de execução de uma cortina atirantada ............................................... 49 Figura 31 – Aterro reforçado ........................................................ 65 Figura 43 – Granito ilha ..................................................................................................................................................................................................................... 71 Figura 46 – Furo de sondagem SP-02 .......... .... 91 Figura 63 – Seção do talude analisada pelo método de Bishop Simplificado .................................................. 64 Figura 42 – Foto aérea.................................................................. 86 Figura 60 – Detalhe do tirante ................................................... 82 Figura 56 – Seção do talude de projeto .......... 72 Figura 47 – Furo de sondagem SP-03 ... 63 Figura 41 – Mapa de Santa Catarina e Florianópolis .... 73 Figura 48 – Planta de localização das amostras .......................................... ..........................................8 Figura 30 – Cortina cravada .......... 51 Figura 34 – Esforço da cortina atirantada ..................................................................... .............. 75 Figura 49 – Laudo de análise de cisalhamento direto amostra AM-01............. 67 Figura 44 – Planta de localização dos furos de sondagem.................................. 83 Figura 57 – Definição do Ht .............. 81 Figura 54 – Seção 05 do talude natural ................................................................................... 92 ....................................................................................... 83 Figura 58 – Diferença entre os mecanismos de transferência de carga do solo ............................... 78 Figura 51 – Seção 01 do talude natural ................................................................................................................................................................................... detalhe da localização da área de estudo ............................................................................................. 61 Figura 39 – Recomendações para espaçamento de ancoragem ........ 90 Figura 61 – Geometria e disposição dos tirantes. 80 Figura 52 – Seção 02 do talude natural ............. 70 Figura 45 – Furo de sondagem SP-01 ...................................................... 51 Figura 33 – Proteção de talude .... 80 Figura 53 – Seção 03 do talude natural ............................................. 62 Figura 40 – Cabeças metálicas em processo de corrosão ...... 81 Figura 55 – Seção 04 do talude natural ..............................................................................................................................................................................

................................. 97 ................................................................................................ 93 Figura 65 – Diagrama de esforços cortantes...................................... 93 Figura 67 – Laje modelo 6 .................. 97 Figura 68 – Modelo estrutural das lajes ............................... 93 Figura 66 – Diagrama dos momentos fletores........................ 97 Figura 69 – Diagrama de momentos fletores ............................................9 Figura 64 – Modelo estrutural da viga .............................................................................................................................

Poropressão ξ .Coeficiente de Poisson MPa – Mega Pascal Md – Momento de Cálculo As – Área de Aço .Tensão Normal τ .Tensão de Resistência ao Cisalhamento φ´.Ângulo de Atrito Interno efetivo c´ .10 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas NSPT – Número de Golpes do Standard Penetration Test (SPT) NBR – Normas Brasileiras FS – Fator de Segurança IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas σ .Coesão efetiva f0 – Fator de Correção µ .

.......... 30 2.......................................................................................................4 Justificativa..................4.......... 23 2.... 15 2 REFERENCIAL TEÓRICO.............................3 Objetivos ..................................4 Método de Bishop Simplificado (1955) ...................... 24 2........................................................................................................3.....................................1 Taludes Supostos Planos com Forma Geométrica Simples e Sem Sobrecargas Concentradas .2.........2......... 27 2.......4..........5 Coesão ......2 Métodos das Fatias .................................2...........................................................................................3.........2 Problema de Pesquisa .............................. 19 2.... ..................2 Movimentos de Massas .....................4....................... 14 1..........4.............................4..2.....................................6 Critério de Ruptura Mohr-Coulomb ........................................................ 30 2.......2... 14 1................1 Tema ....................................... 36 2.......................................................4 Métodos de Análise de Estabilidade de Taludes ................................ .....................5....2 Método de Morgenstern & Price (1965) ......... 14 1. 20 2...... 22 2..............................1 Objetivo Geral .. 33 2.........2 Objetivos Específicos ............................................................................................................2.........3........................................3 Métodos Probabilísticos ...........................................4...................5 Método Brasileiro de Atirantamento (1957) ...1 Fatores de Instabilização de Taludes ...3 Análises de Estabilidade de Taludes .4................3 Método de Spencer (1967) ....................................2....................................1 Métodos Determinísticos ..................... 19 2................................................ 27 2....................................................................................................4............ 28 2...........................4........1 Método de Janbu Simplificado (1973) ..........................................................1 Fatores que Influenciam os Movimentos de Massa................ 27 2............................. 29 2...................5 Ensaios para Determinação da Resistência ao Cisalhamento dos Solos ................4..................................................................................... 17 2............................3............4 Atrito ............ 25 2...... 17 2.............................................................................................................2 Coeficiente de Segurança....................... 34 2.............. 15 1................... 37 2...1 Resistência ao Cisalhamento do Solo ..........................................................................2 Tipos de Movimentos de Massa.............3......................................... 14 1.................. 31 2...............11 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO .................. 39 .......................4...................3 Superfície de Ruptura .............. 14 1..................4....................................2......... 32 2..........................

..............1 Geologia Geral ......6.................................................6.... 66 3.............................................................................. 57 2.....................................................................................................3 Cortina Cravada ...............................6................................1 Princípios de Funcionamento ................1... 62 3 METODOLOGIA ........................6...................2 Caracterização Geológica........... 59 2.......3 Trecho Ancorado (Lb) ............... 56 2..............................................................1.............6 Estabilização de Taludes .............5 Espaçamento de Ancoragem ................ 52 2................. 64 3...................................................1 Ensaios de Cisalhamento Direto ...............................6.........................................2...............................................1 Solo Grampeado .....................3 Ensaio de compressão simples ....................................................................................... 45 2....2...........2 Trecho Livre (Ll) ...................7 Cortina Atirantada .......................................2.1...........6............4 Aspecto Geométrico Quanto a Inclinação .3........................1...................................................................1....... 44 2.........................6........2......................2. 58 2....................................................................6.................1.....................................6......1.1.6.................. 64 3......4 Quanto ao Sistema de Injeção ............2.....................1....... 60 2. 61 2..............2...........................1 Cabeça.1 Metodologia de Execução da Cortina Atirantada..............................6..6........2...............6....2......................................................................... .............1 Observações Importantes ................ 39 2............................ 65 3... 46 2.................3................................... 49 2...............1 Localização da Área de Estudo....................5 Retaludamento ......................... 55 2......................2 Gabiões ...6...................................................... 57 2............... 66 .........3.............................. 61 2...............................2................................................... 47 2.....6...........................................6 Proteção de Talude ......... 58 2............4 Aterro Reforçado ..........2.........1 Quanto a Vida Útil..............................................................5.................................2 Quanto a Forma de Trabalho ......5........................6.. 56 2..2 Tirantes . 42 2........2............................... 59 Segue a descrição segundo Joppert Junior (2007): ............................6.........................................5..........6...6......5...................................2 Ensaio Triaxial ... 50 2...1 Métodos de Estabilização de Taludes ...... 48 2................ 48 2......................6.... 52 2........... 58 2..3 Tipos de Tirantes ...2 Geologia Local .......................................2...............2...6.........................................2...............7...........2.....................................................................................................................................................2............... 51 2................12 2..............................................3.......2 Partes do Tirante .......................................................................6...............................2.6.............6 Vantagens e Desvantagens no Uso de Tirantes .. 50 2........3 Quanto a Constituição .......... 56 2.........

........................................................................................3.................................................. 90 4.. 99 6 CONCLUSÃO .........................................................6 Dimensionamento Geotécnico dos Tirantes pelo Método Brasileiro de Atirantamento (1957) ............................................... 86 4......... 74 4..........................................13 4 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DE DADOS ........ 68 4............ 105 ANEXO A – Perfil Estratigráfico Longitudinal............................................................................................2 Coletas das Amostras em Campo .............3 Análise de Estabilidade ................................................................... 108 ................................................................................. 76 4..................................................... 82 4.............5 Análise de Estabilidade Global ............................. 68 4....... 100 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ......................5 Definição do Tipo de Contenção.............3 Determinação dos parâmetros geotécnicos do solo ............. 76 4...............................3 Estimativa de Custos .......................................................................1 Detalhamento dos Tirantes ....... 79 4........................3................................ 74 4........................1 Definição do Fator de Segurança (FS)..........1 Geotecnia .........3. 101 ANEXOS . 93 5..........................................7 Verificação dos Tirantes pelo Método de Bishop Simplificado (1955) ..........1 Dimensionamento da Viga dos Tirantes (30 x 50) ..........................................................3...................... 85 4..........................2 Dimensionamento das Lajes (Cortina) – Pano de 2........6........................... 93 5........... 74 4............................................................ 106 ANEXO B – Projeto Estrutural .............................................00 m .............4 Definição da Seção de Projeto ................................................................................................3.............................................................................00 x 10.....................................2 Investigações Geotécnicas ............................... 91 5 DIMENSIONAMENTO DO PARAMENTO CORTINA ATIRANTADA ..... 68 4........................................ 97 5...4 Sobrecargas Atuantes ...................

através da técnica de cortina atirantada e avaliar a eficiência do método Brasileiro de Atirantamento (1957) no dimensionamento geotécnico do sistema de atirantamento da mesma. A manutenção da estabilidade do talude de solo em áreas intensamente urbanizadas é de fundamental importância. localizado no bairro Centro. uma vez que. 1. na cidade de Florianópolis – SC.1 Tema Estabilização de Talude através da técnica de Cortina Atirantada. apresentam uma grande variedade de suas propriedades físicas e resistência ao cisalhamento. devido a sua estrutura e composição. bem como para o dimensionamento geotécnico de estruturas de contenção que visem manter ou melhorar a estabilidade dos mesmos.2 Problema de Pesquisa Os solos.1 Objetivo Geral Elaborar o projeto da estabilização de um talude situado em uma instituição de ensino. 1. . as rupturas destes taludes geram invariavelmente perdas materiais e/ou perdas de vidas humanas.3.3 Objetivos 1. As propriedades relativas à resistência ao cisalhamento são fundamentais para manutenção da estabilidade dos taludes de solo.14 1 INTRODUÇÃO 1.

15 1. • Determinar a estratigrafia do talude. • Dimensionar a cortina de concreto armado. onde encontrava-se uma arquibancada de um campo de futebol. • Analisar a estabilidade do talude antes do corte através do método de Bishop Simplificado (1955). • Apresentar orçamento estimado para implantação do projeto de executivo de estabilização. através de sondagem à percussão. Logo surge a necessidade de implantar um sistema de contenção que garanta a segurança dos usuários desse espaço.4 Justificativa A qualificação acadêmica e técnica é uma condicionante fundamental para o sucesso de quem pretende entrar no mercado de trabalho. 1. • Levantar os parâmetros de resistência ao cisalhamento dos solos que constituem o talude. • Verificar a eficiência do método Brasileiro de Atirantamento (1957). • Desenvolver projeto executivo para estabilização do talude. com auxílio do software computacional Slide 5. Para tanto a mesma decidiu utilizar a área do talude. Diante desta situação. Esta ampliação gerará um corte vertical no referido talude de até 10 m de altura. a instituição de ensino onde encontra-se situado o talude estudado foi obrigada a ampliar o seu espaço físico.0. • Estudar a geologia regional e local.3. Logo. através do método de Bishop Simplificado (1955).2 Objetivos Específicos • Levantar dados relativos à topografia da área instabilizada. • Aplicar o método Brasileiro de atirantamento (1957) no dimensionamento geotécnico do sistema de atirantamento. A . a procura por instituições de ensino que propiciem esta qualificação tem exigido a ampliação do espaço físico das mesmas.

como.16 segurança dessa contenção só poderá ser avaliada através de um método consagrado de dimensionamento. Uma obra de contenção sem os devidos estudos geotécnicos da área a estabilizar. entre eles perdas econômicas e perdas de vidas humanas. o método de Bishop Simplificado (1955) e o método Brasileiro de Atirantamento (1957). poderá ocasionar diversos problemas. por exemplo. .

anteriormente considerava-se a pressão total o que não correspondia ao real fenômeno de desenvolvimento de resistência interna. conclui-se que somente as pressões efetivas mobilizam resistência ao cisalhamento. Terzaghi (1950) conseguiu conceituar essa resistência como conseqüência imediata da pressão normal ao plano de ruptura correspondente a pressão grão a grão ou pressão efetiva. a resistência ao cisalhamento de uma massa de solo é a resistência interna por área unitária que a massa de pode oferecer para resistir a rupturas e a deslizamentos ao longo de qualquer plano no seu interior. dependem essencialmente do teor de umidade. mas.µ). partiu-se para se . Como as condições de utilização são variáveis. tg φ´ Ao analisar argilas sedimentares saturadas.µ). (por atrito de contato grão a grão) assim escrevemos: τr = c´ + σ . tg φ = c + (σ .1 Resistência ao Cisalhamento do Solo Segundo Das (2007).µ). concluiu que nessa situação a coesão (representada na equação por “c”) é função essencial do teor de umidade e se escreve: c = f(h) Logo temos para a máxima tensão de cisalhamento (poderá ser representado simplesmente por τr): τ´r = f(h) + (σ . trajetória das tensões e a velocidade do carregamento. a expressão acima traduz a situação já afirmada de que os parâmetros c e φ não são características simples dos materiais. na nova conceituação. tg φ Em outras palavras. tg φ´ = c´ + (σ .17 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2. Isto é. mas.

Figura 1 – Representação gráfica da envoltória da ruptura Mohr-Coulomb Fonte: Das. 2007 O fenômeno de cisalhamento depende do atrito e da coesão. A Figura 10 mostra um deslizamento de terra ocasionado pelo excesso de chuvas ocorrido no mês de novembro na cidade de Blumenau. 2007).(DAS. Figura 2 – Deslizamento de solo ocorrido em 2008 em Blumenau Fonte: Autor . 2007). procurando considerar o fato de a amostra ter sido retirada do todo e. logicamente perdendo algumas características originais de comportamento ao natural. A Figura 9 apresenta graficamente a expressão (DAS.18 sofisticar os ensaios de laboratório na tentativa de criar as situações de ocorrência/utilização. no qual a resistência ao cisalhamento dos solos depende predominantemente da tensão normal ao plano de cisalhamento.

2. na literatura.1 Fatores que Influenciam os Movimentos de Massa. entretanto. geógrafos e engenheiros geotécnicos são alguns dos profissionais que mais realizaram contribuições ao estudo dos movimentos de massa. De acordo com Sayão (1994). forma e grau de seleção do material. não apenas por sua importância como causador da evolução das formas de relevo.2 Movimentos de Massas Os movimentos de massa têm sido objeto de estudo das mais diversas áreas científicas. • Quantidade de água infiltrada nos materiais: A água infiltrada reduz a coesão. entre as partículas da massa de solo. existe um extenso acervo voltado e orientado para os mais diversos interesses em aspectos nem sempre coincidentes. o que é um reflexo da atuação e interesse de cada um desses profissionais 2.) e posição das estruturas em relação ao relevo. Esse efeito depende. Atualmente. acamamento. • Natureza do material na encosta: A estabilidade de encostas com materiais consolidados depende de outros fatores. ou seja redução das tensões efetivas.19 2. a estabilidade ou instabilidade de uma encosta depende da interação de um conjunto de fatores. . mas também por suas conseqüências práticas e também por sua importância do ponto de vista econômico. da quantidade de água infiltrada que por sua vez depende da porosidade e permeabilidade dos materiais. etc. Geólogos. como estrutura da rocha (fraturas. dos quais podemos destacar: Ângulo de repouso: O valor deste ângulo varia em função do • tamanho.

• Geometria das massas movimentadas.20 • Inclinação da encosta: A inclinação da encosta é um fator de estabilidade muito importante.2 Tipos de Movimentos de Massa. as classificações modernas são baseadas na combinação dos seguintes critérios: • Velocidade. devido às inúmeras propostas de classificação. • Presença de vegetação: A presença de vegetação é um fator adicional que define a condição de estabilidade das encostas. estrutura e conteúdo de água dos materiais. . A adoção de um sistema único de classificação destes movimentos está longe de ser atingido.2. 2. De acordo com Augusto Filho e Virgili (1998). direção e recorrência dos deslocamentos • Natureza do material instabilizado. Isso porque com o aumento da inclinação da encosta aumenta o efeito da força de gravidade em relação à força de atrito. • Textura. tipo de material envolvido e velocidade do movimento. Os escorregamentos apresentam as seguintes classificações segundo Georio (2000): a) Quanto à forma ou tipo do movimento. Os tipos de movimento de massa são classificados de acordo com a geometria do movimento. • Modalidade de deformação do movimento.

21 Tabela 1 – Classificação dos escorregamentos quanto ao tipo de movimento Fonte: Georio. 2000 c) Quanto às condições de drenagem. . Tabela 2 – Classificação dos escorregamentos quanto às condições de amolgamento Fonte: Georio. 2000 b) Quanto ao amolgamento do solo.

Com a análise é permitido definir a geometria mais adequada ou mais econômica para garantir a segurança. Baseando-se no conceito de equilíbrio-limite. os suecos começaram a desenvolver os métodos de análise para a estabilidade de taludes usados até hoje. mas há a utilização de abordagens probabilísticas que quantificam essas incertezas por meio de um índice de confiabilidade (CAPUTO.3 Análises de Estabilidade de Taludes O estudo de análise da estabilidade de taludes iniciou-se em 1916. linha de ruptura em forma de cunhas ou linha de ruptura plana (GUIDICINI & NIEBLE. considerando a massa do solo como um todo em superfície de ruptura circular. A análise da estabilidade de taludes naturais ou artificiais tem como maior objetivo a verificação da condição de segurança. 1987). a percolação de água e a resistência ao cisalhamento do solo. a saturação aumenta o peso específico do material e diminui a . determinada através de coeficiente ou fator de segurança. A estrutura será considerada segura somente quando puder suportar as ações a elas solicitadas durante sua vida útil. sem ser impedida de desempenhar as funções para as quais foram concebidas. A análise geotécnica tradicionalmente é avaliada através de métodos determinísticos que utilizam valores absolutos.22 Tabela 3 – Classificação dos escorregamentos quanto às condições de poropressão Fonte: Georio. Com a presença de água. em Gutemburgo. depois do escorregamento de um talude no cais de Stigberg. 1984). 1984). decorrente de solicitações naturais ou da ação do homem (GUIDICINI & NIEBLE. 2000 2. devido ao peso da massa. Em todos os casos são considerados três campos de força. ou subdividida em lamelas.

c) Causas Intermediárias – são as que causam os efeitos de agente externos. Já o agente efetivo. sem que haja mudança no aspecto geométrico (aumento da pressão hidrostática. De acordo com Guidicini & Nieble (1984). calor solar e tipo de vegetação original). b) Causas Externas – são provocadas pelo aumento das tensões de cisalhamento. levam o maciço a condição de ruptura (aumento do declive do talude por processos naturais ou artificiais de decomposição de material na porção superior do talude. provocando o escorregamento dos taludes (CAPUTO. Os processos de instabilização são controlados por diferentes comportamentos cíclicos que tem origem na própria formação da rocha e na ação geológica e geomorfológica subseqüente (GUIDICINI & NIEBLE. um agente pode acorrer por meio de uma ou mais causas. abalos sísmicos e vibrações).3. diminuição de coesão e ângulo de atrito interno por processo de alteração).1 Fatores de Instabilização de Taludes As primeiras análises a serem realizadas nos taludes são os possíveis fatores instabilizantes que poderão atuar ao longo do tempo sobre a sua estrutura.piping). . Associados às causas estão os agentes de instabilização. rebaixamento rápido e erosão regressiva . morfológico e climáticohidrológico. sem que haja a diminuição da resistência que igualando ou superando a resistência intrínseca do solo. 1987). gravidade. que podem ser predisponentes e efetivos. ou seja. geométricas e ambientais que irá fornecer adequação para que o movimento de massa ocorra (complexo geológico.23 resistência ao cisalhamento pelo aumento da pressão neutra. no interior do talude (liquefação espontânea. O agente predisponente é um conjunto de condições geológicas. 2. as causas de instabilidade são definidas de acordo com o modo de atuação de determinado agente. 1984). Segundo Terzaghi (1952) as causas são divididas em: a) Causas Internas – são as que atuam reduzindo a resistência interna do material constituinte do talude.

é dado por: S = c´ + σ . Tabela 4 – Agentes e causas dos escorregamentos Fonte: Guidicini & Nieble. 1994). chuva intensa. Sendo que S. Estes coeficientes são definidos na relação entre resistência ao cisalhamento do solo (S) e a tensão cisalhante atuante (τ) (SAYÃO. tgφ´ De acordo com Sayão (1994). erosão por água ou vento. as definições mais usuais de FS em análises de estabilidade de taludes são: . em termos de tensões efetivas.24 é o conjunto de elementos diretamente responsável pelo desencadeamento do movimento de massa (ação do homem. 1984 2.3.2 Coeficiente de Segurança O coeficiente ou fator segurança (FS) pode ser definido de varias maneiras. cada uma implicando em valores diferentes. ondas e terremotos (GUIDICINI & NIEBLE. fusão do gelo e neve. 1984).

25 • Fator de segurança relativo ao equilíbrio de momentos: usado em analises de movimentos rotacionais. implicando na perda de vidas humanas e econômicas (Tabela 5). considerando-se superfícies planas ou poligonais.5 Fonte: Georio. onde Mr é o somatório dos momentos resistentes e Ma é o somatório de momentos atuantes. onde Fr é o somatório de forças resistentes e Fa é o somatório de forças atuantes.4 1.3. Tabela 5 – Recomendações para fatores de segurança admissíveis FS adm RISCO DE PERDAS ECONÔMICAS Despresível Médio Elevado RISCO DE PERDA DE VIDAS HUMANAS Despresível 1. 2000 2. FS = O valor do fator de segurança admissível (FSadm) defini-se através das possíveis conseqüências de ruptura.4 1. considerando-se superfície de ruptura circular. conforme facilmente se verifica na prática. FS = • Fator de segurança relativo ao equilíbrio de forças: usado em analises de movimentos translacionais ou rotacionais.2 1. uma vez que um talude pode passar anos sem se destabilizar e em um determinado momento ou situação ter as suas condições de estabilidade alteradas (GEORIO.3 Superfície de Ruptura A forma da superfície de ruptura do talude depende da geometria do .4 Médio 1.3 1.2 1. 2000). Este fator pode variar com o tempo.4 Elevado 1.1 1.

Guidicini & Nieble (1984) afirmam que existem três possíveis tipos de ocorrência de superfície de rupturas que são: • Superfície de ruptura plana: desenvolve-se ao longo da fratura ou plano de acamamento. 1984). 1972 • Superfície de ruptura qualquer: maior incidência em solos que possuem plano de fraqueza e baixa resistência.26 problema. . das características dos materiais envolvidos e dos métodos de cálculo disponíveis para a análise. Figura 3 – Superfície de Ruptura Plana Fonte: Hoek. com inclinação (α) próxima a 90o. da estratigrafia. 1972 • Superfície de ruptura circular: é uma superfície em forma de arco e em solos homogêneos sua provável forma é circular ou cilíndrica. sua superfície é formada por vários segmentos de reta. Métodos mais rigorosos que utilizam esta superfície de ruptura tornaram-se tecnicamente e economicamente mais viáveis.(GUIDICINI & NIEBLE. São geralmente as mais utilizadas pela facilidade de cálculo. após a introdução da informática. Figura 4 – Superfície de Ruptura Circular Fonte: Hoek.

2.27 2. mostrada na figura 3.4. (método das fatias e método das cunhas). considerando as relações tensão/deformação dos materiais. equilíbrio limite) e incipiente. aplica-se em cada fatia as seguintes equações de equilíbrio: Σ Forças horizontais = 0 Σ Forças verticais = 0 Σ Momentos = 0 Aplicando as equações de equilíbrio encontra-se um sistema no qual o . o critério de ruptura de Mohr-Coulomb é satisfeito ao longo da superfície de ruptura. Este método pode ser dividido em dois subgrupos. onde técnicas numéricas são empregadas com auxílio da informática. a condição de ruptura da massa de solo é generalizada (isto é.4.2 Métodos das Fatias Consiste basicamente em dividir a massa potencial de ruptura em fatias verticais. sendo ele circular ou poligonal. • Método do estado de equilíbrio limite: neste método estão incorporadas as seguintes hipóteses: a superfície de ruptura é bem definida.1 Métodos Determinísticos Os métodos determinísticos de análises de estabilidade de taludes estão divididos em dois grupos de acordo com Massad (2003) apud Fabrício (2006): • Método de análise de deslocamento: baseado no método dos elementos finitos.4 Métodos de Análise de Estabilidade de Taludes 2. e o fator de segurança ao longo da superfície potencial de ruptura é único.

. 2003 2.28 número de incógnitas é maior do que o número de equações.1 Método de Janbu Simplificado (1973) O método de Janbu Simplificado admite superfície de ruptura qualquer. Figura 5 – Forças atuantes a fatia genérica Fonte: Adaptado de USACE. ocasionando alguns problemas para resolvê-las. Algumas hipóteses simplificadoras são usadas diferenciando os diversos métodos.2. O valor de f0 é obtido por gráfico e depende do tipo de solo e da forma da superfície de deslizamento. As maiores dificuldades da utilização de superfície não circular é encontrar um único ponto em que atuem todas as forças.4. Assim o Método de Janbu Simplificado considera que a resultante das forças entre as fatias age na horizontal e aplica um fator de correção (f0) ao coeficiente de segurança a fim de minimizar os erros gerados pelas hipóteses adotadas. considerando assim alguns mais ou menos conservadores. para efetuar o equilíbrio de momentos. constituindo-se em um método de equilíbrio de forças. Por este motivo o método considera apenas o equilíbrio entre forças verticais e horizontais.

inclusive a poropressão que é incluída nas forças entre as fatias.2. que admite superfície de ruptura qualquer e satisfaz todas as condições de equilíbrio estático.2 Método de Morgenstern & Price (1965) O método de Morgenstern e Price é um método rigoroso de análise de estabilidade de taludes. 1978 . 2006 2.29 Figura 6 – Gráfico para obtenção de correção (fo) e FS calculado pelo método interativo Fonte: Adaptado de Fabrício. Nesse método. A Figura 5 apresenta todas as forças consideradas pelo método. a massa potencialmente instável é dividida em fatias infinitesimais e se faz necessário o uso de ferramenta computacional para execução dos cálculos.4. Figura 7 – Forças atuantes em uma fatia pelo Método Morgenstern & Price Fonte: Chowdhury.

O equilíbrio das forças é feito na vertical o que faz com que o método além de satisfazer o equilíbrio de momentos.4.4.3 Método de Spencer (1967) O método de Spencer foi inicialmente desenvolvido para superfícies de rupturas circulares. 2. O esquema das forças atuantes em uma fatia qualquer é apresentado na Figura 6 e o fator de segurança pela equação 1. Figura 8 – Forças atuantes em uma fatia Fonte: Massad. os cálculos são repetidos por diversas vezes até atender todas as equações de equilíbrio de forças e de momentos através de procedimento de uso de ferramenta computacional. o equilíbrio das forças verticais.4 Método de Bishop Simplificado (1955) Este método considera a superfície de ruptura de forma circular e a resultante das forças entre as fatias é horizontal. 2003 .2. e em seguida adaptado para superfícies de deslizamentos com formas regulares.30 2.2. O método de Bishop Simplificado (1955) fornece resultados mais próximos aos dos métodos mais rigorosos. É considerado um método rigoroso. satisfaça a mais uma condição de equilíbrio. quando comparado com o método de Fellenius.

a única força que tende instabilizar é o peso da massa de solo (cunha) e as forças c . ( 1 ) Onde: c’ e φ' = coesão e ângulo de atrito para o solo do centro da base da fatia l = comprimento da base da fatia P = peso da fatia u = poropressão no centro da base da fatia x = espessura da fatia θ = inclinação da base da fatia 2.4.l H F α β α GE M (P´) R φ PL A NO AN C DE OR A i cr ´ A Figura 9 .Forças atuantes na cunha de solo Fonte: Tecnosolo. l D B C P c. 1978 .31 eq.2. l e R são de reação.5 Método Brasileiro de Atirantamento (1957) Cerqueira (1978) descreve este método que baseia-se na hipótese de que a ruptura ocorre ao longo de um plano que passa pelo pé do talude (Figura 7).

a superfície plana.φ) CR FSmin = Onde: c – coesão do material constituinte do maciço I – comprimento da linha de maior declive do plano crítico de deslizamento P – peso da cunha mais provável de deslizamento com dimensão transversal unitária • Coeficiente de segurança (FSp).1 Taludes Supostos Planos com Forma Geométrica Simples e Sem Sobrecargas Concentradas Consiste que para uma seção genérica do talude. = i+φ 2 CR Onde: i . sen i . FS p = 2 . sen ( ’ .5. sen ( .φ) . cos φ γ. 1978): • Ângulo do plano de deslizamento mais provável. cos φ P .32 2. pode ser determinada através das seguintes equações (CERQUEIRA. c .2.ângulo formado pela horizontal com plano crítico de deslizamento (plano de menor coeficiente de segurança ao deslizamento) • Coeficiente de segurança mínimo (FSmin). c .4.é a inclinação do talude com a horizontal φ . l .ângulo de atrito do material constituinte do maciço θCR . H sen (i ’) .

1998).φ) λ F = Onde: λ . Pp’ . Conforme Hachich (1998) este método permite adotar variação dos parâmetros geotécnicos envolvidos influenciando mais significativamente o problema.ângulo formado pelos tirantes com plano crítico de deslizamento Pp’ – Peso da cunha obtido através do novo plano de ruptura (plano de ancoragem) 2. Por fim os parâmetros de probabilidade são integrados para estimar o fator de segurança.1 . CR λ cos (β .33 Onde: θ’ – ângulo formado pela horizontal com plano de ancoragem (estimado) FSp . Através deste método é possível calcular a probabilidade de ruptura e a confiabilidade a ser usado na sua execução.4.≥ 1. Podem ser divididos em três grupos: . sen ( .3 Métodos Probabilísticos Os métodos de análises probabilísticos usados na engenharia geotécnica são baseados em alguns princípios dos métodos determinísticos (equilíbrio limite) para seus cálculos.coeficiente de segurança estimado em relação ao ângulo θ’.é relação entre o fator de segurança obtido com as forças de pretensão e o fator de segurança mínimo relativo ao plano crítico de deslizamento β . Sua maior vantagem é que podem ser quantificadas as incertezas inerentes (HACHICH. Em síntese as análises probabilísticas de rupturas de taludes primeiramente definem os dados para obtenção da função de probabilidade representativa de cada parâmetro que representa uma incerteza ou influenciam muito no resultado final.φ) λ .5 • Força de ancoragem necessária (F).

• Métodos aproximados: é baseado em versões modificadas do método do segundo momento de 1º ordem (FOSM).. • Método do segundo momento de 1º ordem: o objetivo deste método é expressar a função de performance (fator de segurança) como uma função de diferentes variáveis aleatórias consideradas na análise estatística. para a definição do fator de segurança. Nestes dois métodos é necessário o conhecimento do valor médio.4 Atrito O atrito é a função de interação entre duas superfícies na região de contato. Constituí de uma matemática complexa e não muito pratica.34 • Métodos analíticos: a função de densidade de probabilidade das variáveis de entrada na análise é expressa matematicamente. que são as variáveis de entrada (propriedade dos solos). A parcela da resistência devido ao atrito pode ser simplificadamente . com concentração de probabilidade P+ e P. • Método das estimativas pontuais: constitui de uma aproximação numérica de técnicas de integração. e métodos das estimativas pontuais (EP). 1998 2. utilizando a distribuição de probabilidades de cada variável aleatória. desvio padrão de todas as variáveis de entrada e a função de performance.. representadas por dois pontos x+ e x.4. É integrado analiticamente num modelo de estabilidade de talude para poder desenvolver uma expressão matemática da função de densidade do fator de segurança. Figura 10 – Coeficiente de segurança VS. segurança Fonte: Hachich.

“σ´” é a tensão efetiva e “τ” a tensão de cisalhamento. para uma mesma areia o ângulo de atrito desta no estado compacto é maior do que no estado fofo (φ densa > φ fofa). . e para um mesmo material depende de diversos fatores (densidade. Por exemplo. Assim o ângulo de atrito interno do solo depende do tipo de material. Figura 11 – Atrito entre dois corpos no instante do deslizamento Fonte: Feuerj. Tal fato não invalida a aplicação da equação anterior a materiais granulares. tg φ´ Onde “φ´” é o ângulo de atrito interno do solo. num mesmo solo. Para solos. 2009 A resistência ao deslizamento (τ) é proporcional à força normal aplicada (N). segundo a relação: T=N. Enquanto no atrito simples de escorregamento entre os sólidos o ângulo de atrito “φ” é praticamente constante. o mesmo não ocorre com os materiais granulares. modificam sua compacidade e acarretam variação do ângulo de atrito “φ”.f Onde “f” é o coeficiente de atrito entre os dois materiais. etc.35 demonstrada pela analogia com o problema de deslizamento de um corpo sobre uma superfície plana horizontal. rugosidade. Nos materiais granulares (areias).). forma. constituídas de grãos isolados e independentes. o atrito é um misto de escorregamento (deslizamento) e de rolamento. esta relação é escrita na forma: τ = σ´ . em que as forças atuantes. afetado fundamentalmente pela entrosamento ou embricamento dos grãos.

ou pode ser cortado em formas diversas e manter esta forma. Esta parcela é definida como coesão verdadeira. principalmente no caso de estruturas floculadas e a cimentação de partículas (cimento natural. a atração química entre partículas (potencial atrativo de natureza molecular e coloidal). Entretanto. hidróxidos e argilas) podem provocar a existência de uma coesão real (VARGAS. 2009 2. Figura 13 – Resistência ao cisalhamento devido à coesão Fonte: Santos. óxidos. Os solos que têm essa propriedade chamam-se coesivos. Os solos nãocoesivos. suponha que a superfície de contato entre os corpos esteja colada.36 Medianamente fofa Compacta Figura 12 – Atrito entre materiais granulares deslizamento Fonte: Feuerj. pelo qual ele se torna capaz de se manter coeso em forma de torrões ou blocos. que são areias puras e pedregulhos. Nesta situação quando N = 0. existe uma parcela da resistência ao cisalhamento entre as partículas que é independente da força normal aplicada.4. Segundo Vargas (1977) a coesão é aquela resistência que a fração argilosa empresta ao solo. conforme esquema da Figura 13.5 Coesão A resistência ao cisalhamento dos solos granulares é essencialmente devido ao atrito. esborroam-se facilmente ao serem cortados ou escavados. Utilizando a mesma analogia empregada no item anterior. 2004 . 1977).

1998 . Para determinar-se a resistência ao cisalhamento do solo (τ). devido à tensão capilar da água (pressão neutra negativa). A envoltória de Mohr é geralmente curva. • Relação pré adensamento. embora com freqüência ela seja associada a uma reta.37 A coesão de acordo com Vargas (1977) é uma característica típica de solos muito finos (siltes plásticos e argilas) e tem-se constatado que ela aumenta com: • A quantidade de argila e atividade coloidal (Ac). elevando-se σ1 até a ruptura. Cada círculo de Mohr representa o estado de tensões na ruptura de cada ensaio.6 Critério de Ruptura Mohr-Coulomb O diagrama de Mohr citado por Velloso et al. 2. • Diminuição da umidade. são realizados ensaios com diferentes valores de σ3. No caso da saturação do solo a coesão aparente tende a zero.4. Esta simplificação deve-se a Coulomb. A coesão verdadeira ou real definida anteriormente deve ser distinguida de coesão aparente. que atrai as partículas. tg φ) Figura 14 – Envoltória de resistência de Mohr-Coulomb Fonte: Velloso. Esta última é a parcela da resistência ao cisalhamento de solos úmidos (parcialmente saturados). A linha que tangência estes círculos é definida como envoltória de ruptura de Mohr. (1998) apresenta o estado de tensões em torno de um ponto da massa de solo. e permite o cálculo da resistência ao cisalhamento do solo conforme a expressão já definida anteriormente: (τ = c + σ .

A amostra de solo está submetida a uma pressão hidrostática (igual em todas as direções). Estado 1 . Não ocorre ruptura.O círculo de Mohr tangência a envoltória de ruptura. Neste caso atingiu-se. em algum plano a resistência ao cisalhamento do solo e ocorre a ruptura.38 Para melhor compreensão do conceito de envoltória de ruptura. A tensão cisalhante (τα) no plano de ruptura é menor que a resistência ao cisalhamento do solo (τ) para a mesma tensão normal. Esta condição ocorre em um plano inclinado a um ângulo "α crítico" com o plano onde atua a tensão principal maior. Figura 17 – Gráfico Estado 3 Fonte: Santos. Figura 15 – Gráfico Estado 1 Fonte: Santos. Santos (2004) descreve quatro estados de tensões associados a um ponto.O círculo de Mohr está inteiramente abaixo da envoltória. 2004 . 2004 Estado 2 . Figura 16 – Gráfico Estado 2 Fonte: Santos. 2004 Estado 3 . O estado de tensão deste solo é representado pelo ponto σ3 e a tensão cisalhante é nula.

5. deslizando-se a metade superior do corpo de prova em relação à inferior (DAS. existiriam planos onde as tensões cisalhantes seriam superiores à resistência ao cisalhamento do solo. pois antes de atingir-se este estado de tensões já estaria ocorrendo ruptura em vários planos. . 2004 2. Figura 18 – Gráfico Estado 4 Fonte: Santos. Figura 19 – Caixa Metálica Bipartida do Ensaio de Cisalhamento Direto Fonte: Marangon.1 Ensaios de Cisalhamento Direto O ensaio de cisalhamento direto é executado em uma caixa metálica bipartida (Figura 19).5 Ensaios para Determinação da Resistência ao Cisalhamento dos Solos 2. 2005 O corpo de prova é inicialmente comprimido pela forca normal “N”.Este círculo de Mohr é impossível de ser obtido. 2007).39 Estado 4 . isto é.

permitindo o traçado da envoltória de resistência (DAS. devendo ser executado lentamente para impedir o estabelecimento de excessos de pressões neutras nos poros da amostra. O deslocamento horizontal é imposto a amostra a força cisalhante. A condição drenada implica na total dissipação de poropressões durante o cisalhamento. O solo não rompe segundo o plano de maior fraqueza.40 seguindo-se a aplicação da forca cisalhante “T”. principalmente em solos homogêneos. A Figura 20 apresenta a prensa de cisalhamento direto. itens a. obtém-se um valor de tensão cisalhante de ruptura (τ = Tcis/A). Nas areias. Para cada tensão normal aplicada (σ = N/A). A relação entre altura e o diâmetro ou largura do corpo de prova deve ser pequena. possibilitando uma completa drenagem em menores espaços de tempo. respectivamente. b e c. Este problema é mais complexo quando analisa-se a restrição de movimentos imposta às . As curvas de tensão cisalhante por deformação. devido à alta permeabilidade isto é automático e em solos argilosos é necessário reduzir a velocidade de deformação para aumentar o tempo de ensaio (DAS. mas ao longo do plano horizontal XX. variação de volume por deformação e a envoltória de resistência estão representadas na Figura 21. 2007) O principal problema a ser apontado neste ensaio é a imposição de uma superfície de ruptura. 2009 O ensaio de cisalhamento direto é sempre drenado. Figura 20 – Prensa de Cisalhamento Direto Fonte: Santos. 2007).

impedindo a determinação dos outros planos. ser do tipo: ensaio rápido. As principais vantagens do ensaio são a simplicidade de operação. (c) envoltória de resistência Fonte: Pinto. . 1993 Neste ensaio. aplica-se a tensão cisalhante (τ). Esta restrição provoca uma complexa heterogeneidade de tensões e deslocamentos no corpo de prova e uma conseqüente inclinação do plano de cisalhamento (DAS. • Ensaio de cisalhamento direto adensado rápido: aplica-se a tensão normal (σ) e após a estabilização das deformações verticais devido a essa tensão que será mantida constante sobre o corpo de prova. ensaio adensado rápido e ensaio lento. facilidade de moldagem das amostras. 2007). em principio. crescente até a ruptura. Figura 21 – (a) Curvas de tensão cisalhante por deformação. as tensões normais e de cisalhamento são conhecidas somente no plano de ruptura. o ensaio de cisalhamento direto pode. • Ensaio de cisalhamento direto rápido: esse se caracteriza pela aplicação simultânea inicial da tensão normal (σ) constante e cisalhante (τ) que deverá aumentar gradativamente até a ruptura do corpo de prova. Segundo Pinto (1998). • Ensaio de cisalhamento direto lento: a tensão normal (σ) é aplicada e. baixo custo e a possibilidade de realização de ensaios em grandes dimensões (PINTO. (b) curvas variação de volume por deformação.41 extremidades da amostra no plano de ruptura. 1998).

com uma diferença fundamental dos ensaios rápido e adensado rápido. Mesmo que fossem usadas placas impermeáveis no topo e no fundo da amostra. da ordem de 6.42 após o adensamento da amostra. Como desvantagens têm-se: • Plano de ruptura: A ruptura ocorre em um plano pré-determinado. gradativamente. pois a caixa não tem um sistema de vedação adequado. Esta desvantagem favorece a realização de ensaios para verificação do grau de anisotropia. a tensão cisalhante (τ) é aplicada.1 Observações Importantes De acordo com Gusmão (1986) o ensaio de cisalhamento direto apresenta como principais vantagens sua simplicidade e facilidade de execução. Figura 22 – Ensaio de Cisalhamento direto em solos anisotrópicos Fonte: Gusmão. pois logo que se inicia o ensaio o deslocamento de uma parte da caixa sobre a outra provoca . a velocidade de aplicação da tensão cisalhante (τ) e/ou a velocidade de deformação do corpo de prova devem ser mínimas.1. 2. 1986 • Controle de drenagem: Uma deficiência importante do ensaio de cisalhamento direto é a impossibilidade de controle da drenagem no corpo-de-prova.7x10-4(%/s). até a ruptura (permitindo dissipação das pressões neutras).5. seria impossível impedir a saída de água. uma vez que pode-se moldar os corpos de prova de forma que o plano de ruptura fique paralelo ou perpendicular à direção da orientação das partículas.

como mostra a Figura 23b.43 uma abertura entre elas. o resultado do ensaio de cisalhamento direto de um corpo de prova é . ( 2 ) No ensaio a dimensão horizontal da amostra permanece inalterada ( l = 0). permitindo a drenagem. a única solução é conduzir o ensaio em condições totalmente drenadas. Assim. As únicas informações obtidas são os deslocamentos no plano de ruptura. 1986. Figura 23 – Deformação da amostra Fonte: Gusmão. isto é: eq. Isto é feito controlando-se a velocidade de ensaio (ensaio lento). tornando difícil a análise dos resultados. Por outro lado. sendo impossível saber quais as trajetórias de tensões e deformações e obter módulos de deformação. mantendo nulas as poropressões. As deformações específicas lineares ou distorcionais não podem ser determinadas a partir de observações na superfície da amostra. O modo deformação da amostra não permite a determinação da deformação axial. as tensões efetivas seriam alteradas. Uma vez iniciado o cisalhamento não se tem qualquer informação sobre o estado de tensão ou de deformações da amostra. não se aplica uma condição de cisalhamento puro. diferente para cada ponto considerado no interior do corpo de prova. que por definição está associada a uma variação de uma determinada dimensão em relação à dimensão original. como o de Young e o coeficiente de Poisson (ξ) (GUSMÃO. • Deformações não uniformes: Uma vez iniciada a aplicação da força T. o campo de deformação passa a ser desuniforme. Por estas razões. ou seja. 1986). Com isso.

A determinação dos estados de tensão em outros planos só é possível após o traçado da envoltória de ruptura. é o mais versátil ensaio para a determinação da resistência ao cisalhamento do solo. O equipamento consiste basicamente de uma câmara cilíndrica transparente e resistente assentada sobre uma base de alumínio.44 somente um ponto no diagrama de Mohr.5. pelo qual podem ser traçados vários círculos. • Tensões em outros planos: As tensões.2 Ensaio Triaxial O ensaio triaxial. através do qual há uma ligação com a base da célula. conforme mostra a Figura 24. cuja finalidade e transmitir pressão à amostra (GUSMÃO. Observase que o ensaio provoca rotação das tensões principais. Figura 24 – Magnitude e direção das tensões principais na ruptura Fonte: Gusmão. horizontal que ocorre à ruptura. A câmara é preenchida com água. 1986). 1986). normal e cisalhante são determinadas exclusivamente no plano. 2. Entre o pedestal e amostra utiliza-se uma pedra porosa para facilitar a drenagem.(GUSMÃO. no interior da qual é colocado um corpo de prova cilíndrico revestido por uma membrana de borracha impermeável sob um pedestal. 1986. .

2004 Em solos puramente coesivos. a coesão (Su) é igual à metade da resistência à compressão simples obtida do diagrama de Mohr.5. Figura 26 – Curva tensão x deformação axial específica normal Fonte: Santos. A tensão confinante é nula. A Figura 26 apresenta a curva obtida de tensão cisalhante (carga / área da amostra) por deformação axial específica (εa). e o valor da tensão que provoca a ruptura do corpo de prova é denominado de resistência à compressão simples (RCS). conforme está . Este ensaio é utilizado para determinar a resistência não drenada de solos argilosos (Su ou Cu).45 Figura 25 – Câmara triaxial típica Fonte: Marangon. 2005 2. onde a tensão confinante é nula (σc = σ3 = 0).3 Ensaio de compressão simples É um caso especial do ensaio triaxial.

para que uma obra de estabilização de taludes tenha sucesso. 1986).6 Estabilização de Taludes Segundo Vargas (1981). é necessário seguir alguns preceitos básicos: • Estudos de investigação: é uma fase que exige muita atenção. não sendo superdimensionadas ou subdimensionadas. Figura 27 – Diagrama de Mohr aplicado ao ensaio de compressão simples Fonte: Santos. pois é fundamental que se entenda as causas do problema para se elaborar as soluções mais adequadas. assim é importante que o engenheiro de campo esteja inteirado de todos os estudos prévios e dos detalhes do projeto. para que . 2. Raramente duas obras similares admitem o mesmo projeto. • Execução das obras: nas condições de campo podem surgir alterações que exigem a modificação do projeto e a decisão é difícil em alguns momentos. a maior ou menor perda de resistência de uma argila. assim é importante avaliar cada projeto para atender suas necessidades. A sensibilidade (St) é definida como a relação entre a resistência à compressão simples no estado indeformado e a resistência à compressão simples no estado amolgado (GUSMÃO. que ocorre pelo amolgamento (perda da estrutura). recursos e prazo. 2004 Através do ensaio de compressão simples em argilas pode-se definir a sua sensibilidade.46 representado na Figura 27. isto é. • Elaboração do projeto: as soluções adotadas devem tratar diretamente as causas de instabilização.

sendo que a forma mais simples e barata de drenagem consiste na diminuição de água que infiltra no topo e na face do talude. a mesma consiste em fazer um desmonte controlado. as técnicas de melhoria da estabilidade de talude resumem-se em quatro grupos básicos: • Mudança na geometria do talude: trata-se da diminuição da altura ou do ângulo de inclinação do talude. a utilização do reforço se torna viável se o mesmo for utilizado como parte integrante de um projeto de retaludamento.1 Métodos de Estabilização de Taludes A realização de obras de contenção se faz necessária em diversos tipos de projetos. em geral. A contenção é feita pela introdução de uma estrutura ou de elementos estruturais compostos que apresentam rigidez distinta daquela do terreno que conterá (RANZINI et al. 1998). • Reforço do maciço: A utilização de reforço em taludes rochosos é. corte ou aterro. economicamente viável em taludes pequenos. • Controle de desmonte: Trata-se não exatamente de um meio para se estabilizar taludes. pois é necessário aplicar-se 20% do peso total da massa instável no reforço considerado. Geralmente.6. (GUIDICINI & NIEBLE. estradas.. De acordo com Guidicini & Nieble (1984). Contenção é todo elemento ou estrutura destinado a contrapor-se a empuxos ou tensões geradas em maciço cuja condição de equilíbrio foi alterada por algum tipo de escavação. • Drenagem de águas subterrâneas: A drenagem de águas subterrâneas sempre melhorará a estabilidade do talude. . 2. quando no seu corte.47 tenha condições de tomar as decisões mais acertadas. abertura de vala para instalações de dutos. 1984). mas uma técnica utilizada em taludes rochosos. estabilização de encostas e etc. como subsolos de edificações. canalizações.

a ancoragem é feita em toda a extensão do chumbador.1.6.1 Solo Grampeado O termo vem do inglês soil nailing e a técnica foi aprimorada na França. de modo que o arranjo fique denso e a proteção da estrutura metálica pode ser feita com PVC ou por argamassamento da superfície externa (LOTURCO. entre 1985 e 1989. Centralizada no furo.6.48 2. ou seja. é fixada pela injeção de nata de cimento e diferentemente das cortinas. não se atingiu um consenso. 1998). e não apenas no nicho final (ABRAMENTO et al. Figura 28 – Solo grampeado Fonte: Téchne. no entanto. 1998). A seqüência de etapas inicia-se com o corte parcial. em que as gaiolas são preenchidas com pedra britada a fim de garantir que a estrutura seja drenada e deformável.1. Durante a execução é importante a disposição das pedras. É aplicável apenas em solos firmes em razão de a terra escorrer por entre os grampos. . durante o Project National Clouterre. 1983). 2004 2. seguido da perfuração e inserção da barra de ferro. só atua quando o terreno movimenta-se (ABRAMENTO et al.2 Gabiões O muro funciona da mesma maneira que o muro de arrimo. É menos dispendioso que a cortina atirantada e passivo.

no segundo caso.3 Cortina Cravada Indicada para alturas menores é suscetível à flexão.1. 2004 . Figura 30 – Cortina cravada Fonte: Téchne. utilizadas de forma provisória. em geral.49 Figura 29 – Gabiões Fonte: Autor 2. 1983). Consiste de estacas ou perfis metálicos cravados no solo justapostos ou descontínuos.6. o vão é fechado com pranchões de madeira ou placas de concreto armado (LOTURCO. são deformáveis e.

superam alturas maiores que os muros convencionais e se valem da colocação gradual de terra para estruturar o terreno (LOTURCO.4 a 0.1. simples e de baixo custo. 2004 2.Taludes de Rodovias". Figura 31 – Aterro reforçado Fonte: Téchne.6.6.5 Retaludamento Trata-se de uma solução não-estrutural.4 Aterro Reforçado O próprio solo reforçado com geotêxtil ou geogrelha é a base para essa estrutura. que é deteriorada pela radiação solar. Para o retaludamento são feitos cortes no terreno de modo que a inclinação seja abrandada. Entretanto. De acordo com o "Manual de Geotecnia . elaborado pelo IPT em parceria com o DER-SP (Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo).50 2.7. Apresenta proporção entre altura e base de 0. o aterro reforçado e a terra armada são mais usuais. É inviável quando o espaço é escasso ou a vegetação . 1983).1. Todos os métodos tradicionais de contenção podem ser aplicados no caso de aterros. "sempre existirá uma condição geométrica que oferecerá estabilidade ao maciço". O geotêxtil deve resistir aos esforços de tração desenvolvidos no maciço sendo indispensável à proteção na face externa da manta. aplicável para qualquer tipo de solo ou rocha e adaptável a todas as situações de esforços.

Figura 32 – Retaludamento Fonte: Téchne. 2004 2. 1983). 1983). 2004 .6.51 não pode ser retirada devendo ser previstas canaletas de coleta e escadas hidráulicas para descarte da água com recobrimento vegetal a fim de evitar a erosão (LOTURCO. Figura 33 – Proteção de talude Fonte: Téchne.1.6 Proteção de Talude A proteção superficial de taludes é uma solução simples e eficiente para manter a estabilidade do maciço evitando a erosão e o deslizamento do mesmo por ação das águas incidentes. A aplicação manual é de fácil execução e indicada para o revestimento de pequenas áreas ou quando o local a ser tratado for de difícil acesso para as máquinas de projeção (LOTURCO.

6. 2007).1. (LOTURCO.7 Cortina Atirantada É um dos métodos mais modernos de contenção valendo-se de tirantes protendidos e chumbadores para dar sustentação ao terreno. Para que haja uma boa aderência entre as partes de concreto da cortina.7. Em trechos de corte a execução deve sempre que possível. concreta-se “in loco” parte da cortina e executa-se posteriormente os tirantes em alguns casos a cortina pode ser totalmente pré-fabricada (JOPPERT JUNIOR. seguido da demora para a execução. Sua principal vantagem é a possibilidade de aplicação sem a necessidade de cortar nada além do necessário. ser colocada por meio de placas pré-moldadas sustentadas pelos tirantes e providas de ferros de espera para complementação posterior da cortina com enchimento entre as placas de concreto moldado “in loco” (JOPPERT JUNIOR. devendo-se apicoar a parte existente.6. 2. a emenda deve ser chanfrada. Com as cortinas atirantadas é possível vencer qualquer altura e situação e as desvantagens são: o alto custo. Figura 34 – Esforço da cortina atirantada Fonte: Ehrlich. taludes irregulares ou instáveis que exijam pronta concretagem.52 2. Em trechos de aterro. 2002 . 1983). 2007).1.1 Metodologia de Execução da Cortina Atirantada.

se a estrutura é capaz de resistir sem danos à força de protensão do conjunto de tirantes. 2007). As cortinas poderão ser fechadas totalmente ou com janelas. estas últimas possíveis em terrenos muito coesivos ou reforços de muros existentes. Em todas as etapas descritas acima é sempre recomendável o uso de instrumentação específica com a finalidade de avaliar o comportamento da estrutura em execução como também de construções adjacentes tais como: . Figura 35 – Detalhe do dreno e da cabeça de proteção Fonte: Autor No caso de protensão de encontro para estruturas pré existentes. deve-se verificar em cada caso. após protensão (JOPPERT JUNIOR. obedecendo-se ao detalhe do projeto. em casos especiais poderão ser necessários drenos profundos.(JOPPERT JUNIOR. Os tirantes são mantidos retilíneos e as cargas aos mesmos aplicadas rigorosamente axiais. 2007). arruelas. A cortina do tipo fechada deve conter furos de drenagem. 2007). Devem ser previstas juntas de dilatação para trechos de cortina com extensão superior a 12 m. calços e porcas) deve ficar protegido contra corrosão por uma cobertura de concreto moldada no local ou constituída de uma caixa pré-moldada preenchida com argamassa ou pasta de cimento. Antes da execução desta proteção indica-se injeção de cimento complementar de tirante para total envolvimento do mesmo.53 O conjunto de fixação do tirante à estrutura (chapa de ancoragem. sendo previstas peças especiais de ancoragem na cortina (JOPPERT JUNIOR.

Perfuração. A figura a seguir mostra as fases de chumbamento dos tirantes.Repetição das operações das 1 e 2. CORTE FRENTE CORTE FRENTE FASE 1 .Escavação de nichos para colocação dos tirantes alternados (1° fileira) FASE 2 .Repetição das operações da 3 fase com relação às placas da 2° fileira.54 • Controle de recalque. bem como as escavações em nichos do talude e a execução da cortina em placas. 1978 . concretagem da cortina na faixa relativa à 2° fileira FASE 6 . • Determinação da carga residual das ancoragens. Repetição das fases 1 e 2 com relação às placas alternadas da 2° fileira CORTE FRENTE CORTE FRENTE FASE 5 . com relação às placas restantes da 1° fileira FASE 4 . protensão com esforço de ensaio. colocação da placa.Concretagem da cortina na faixa relativa a 1° fileira. ancoragem da placa com esforço de incorporação CORTE FRENTE CORTE FRENTE FASE 3 . colocação do tirante.Prosseguimento dos trabalhos da mesma maneira até a conclusão da cortina Figura 36 – Detalhe das fases de execução de uma cortina atirantada Fonte: Tecnosolo. • Medições de deslocamentos e etc.

Estruturas Ancoradas no Terreno. Após as chuvas catastróficas neste Estado em 1966 e 1967. esta técnica teve um grande desenvolvimento sendo os tirantes utilizados em contenções de taludes para as obras de restauração das encostas da cidade e estradas vizinhas (NUNES. Nas aplicações geotécnicas de tirantes a extremidade que fica fora do terreno é a cabeça de ancoragem e a extremidade que fica enterrada é conhecida por trecho ancorado e designada por comprimento ou bulbo de ancoragem (Lb). conforme pode ser visto na Figura 37. assim como a sua revisão a "NBR-5629/96 Estruturas de Tirantes Ancorados no Terreno". 2007).2 Tirantes No Brasil as primeiras aplicações de tirantes foram em obras de contenções realizadas nas estradas Rio-Teresópolis e Grajaú-Jacarépaguá em Copacabana no Rio de Janeiro. Ancoragens Injetadas no Terreno". 2008 Sabe-se que o elemento de resistência a tração utilizada na engenharia e de sua grande eficiência é o aço. A Norma Brasileira "NBR-5629/77 .55 2. 1987). Tirantes são elementos lineares capazes de transmitir esforços de tração entre suas extremidades.6. O trecho que liga a cabeça ao bulbo é conhecido por trecho livre ou comprimento livre (Ll) (JOPPERT JUNIOR. Figura 37 – Esquema típico de tirante Fonte: Incotep. assim grande parte dos tirantes é constituído do . apresentam basicamente o conceito acima exposto.

Ela é composta pelos seguintes componentes: • Placa de apoio: tem como função distribuir as tensões sobre a estrutura e é constituída por uma ou mais chapas metálicas. Os Valores do fator de segurança da NBR5629/96 são de 1.2. cordoalhas e o mais utilizado em barra. O atrito tolerado no trecho livre é limitado e praticamente toda a carga é transmitida para o bulbo feita através da barra de aço. Com o desenvolvimento da engenharia. . 2007).5 para fluência (YASSUDA & DIAS. mas o uso destes ainda é pouco difundido e pouco confiável (JOPPERT JUNIOR.1 Cabeça Segundo Yassuda & Dias (1998) a cabeça é a parte do tirante que suporta a estrutura.2 Partes do Tirante 2.2. seja em fios.5 com relação ao arrancamento para tirantes definitivos e provisórios respectivamente.2. outros materiais já estão sendo empregados (polímeros) com alta capacidade de carga a tração e resistente a corrosão. Sobre a estrutura de concreto a chapa deve ter um tamanho que produza sobre a mesma.6. 2. conforme especificados na norma brasileira. e de 1.2.6. O aço constituinte do tirante deve suportar os esforços com uma segurança adequada em relação ao escoamento e ter uma proteção contra corrosão.75 e 1. 1998). 2. O bulbo deve garantir os esforços por arrancamento sem deformar em demasia devido às cargas de longa duração por efeito de fluência tendo uma margem de segurança adequada.1 Princípios de Funcionamento Yassuda & Dias (1998) descrevem que o tirante tem como função básica transmitir esforços externos de tração para o terreno através do bulbo.56 mesmo.6.

por clavetes dentados ou cunhas e por botões.6.2. Conforme a NBR 5629/96. 1998). 2.3 Trecho Ancorado (Lb) Encarregado de transmitir os esforços do tirante para o terreno.2 Trecho Livre (Ll) É a parte do tirante onde o aço encontra-se isolado da calda de injeção. envoltos individualmente por tubos plásticos e em algumas situações especiais o conjunto é ainda protegido no interior de um tubo adicional para garantir proteção extra. Apresentam características diferentes.2.57 tensões de compressão aceitáveis.2. O bloco de ancoragem onde o aço é preso deve ficar próximo de 90 graus com relação ao eixo longitudinal do aço. 2. o aço deve ter proteção dupla anticorrosiva no trecho ancorado e para solos muito agressivos a mesma prevê a utilização de uma . mas resistência limitada à flexão.6. Na transição entre os trechos livre e ancorado os tubos são vedados com massa plástica para não permitir o contato da calda de cimento com o tirante no trecho livre.5 entre os pesos de água e cimento. • Cunha de grau: é um elemento empregado para dar alinhamento adequado ao eixo do tirante em relação à cabeça. é constituído pela injeção de calda de cimento na proporção 0. condicionando o cálculo de punção. devem ser considerados separadamente o comprimento necessário para ancorar o aço na calda de cimento e o comprimento para ancorar a calda de cimento ao terreno (YASSUDA & DIAS. por porcas e contra porca. 1998). tanto de dimensões como de aderência.2. Os aços aplicados em tirantes têm alta resistência à tração. Os fios ou cordoalhas são normalmente engraxados.(YASSUDA & DIAS. Na prática existem 3 tipos principais. Conforme a NBR 5629/96 denomina-se de “bloco de ancoragem” as peças que prendem o elemento tracionado na região da cabeça.

2.6.3. A carga a qual foi dimensionado o tirante só começa a atuar quando o maciço onde se ancora ou a estrutura a qual está ligado é submetido a esforços.6. ativos são aqueles que estão permanentemente sob carga. 1998). ou o grampo (soil-nailing) que são instalados sem pretensão (YASSUDA & DIAS. o qual varia entre 3 a 5 mm. 2.6. Os passivos são aqueles que não são colocados sob carga no início de sua operação. destinado para obras com duração superior a 2 anos e os provisórios.2.2 Quanto a Forma de Trabalho Os tirantes podem ser classificados como ativos e passivos. 2.1 Quanto a Vida Útil Conforme a norma brasileira os tirantes podem ser divididos em 2 grupos quanto a sua vida útil. a norma passa ao proprietário as providencias para resguardar a segurança da obra. Para os tirantes provisórios que operarem com duração acima de 2 anos.3 Tipos de Tirantes 2.2.bUma variação dos tirantes passivos é os chumbadores. que mantêm cada elemento à um distanciamento mínimo com o solo. . destinados a obras com duração inferior a 2 anos. Na prática raramente encontraremos um tirante trabalhando de forma passiva. portanto não é protendido. os permanentes. resumidamente são os tirantes protendidos.58 bainha de proteção até mesmo no trecho ancorado. Para que o aço receba um envolvimento completo de calda no trecho ancorado são empregados espaçadores plásticos.3. independente de deformações do terreno e da estrutura aos quais estão ligados.

A carga de trabalho do tirante é proporcional a quantidade de fios que coloca-se montando de forma adequada.59 2. mas somente as de diâmetros 11. o que atinge uma carga de 419 kN por tirante de trabalho permanente. pois o tirante de barras requer um bloco auxiliar com um sistemas de roscas e porcas que permitem a pretensão e a posterior incorporação do tirante.3. correspondente a uma barra de 8 mm. aço 150RN. A quantidade limite de fios é da ordem de 12. Na prática o diâmetro utilizado para tirantes de fios são executados em furos de diâmetros próximos a “H” (93 mm=diâmetro externo de uma coroa para rocha. instalando-o em furos suficientemente largos. e podem . 150RB.3 Quanto a Constituição Segue a descrição segundo Joppert Junior (2007): • Tirante monobarra: barra única como elemento principal do tirante. com mossas em forma de filetes protuberantes. ou 115 mm=diâmetro externo de um revestimento para solo).2. que funcionam como rosca e permitem tanto a emenda de luvas especiais. com tensão de escoamento na ordem de 850 MPa e diâmetros de 19 a 32 mm.7 e 15. Comercialmente encontramos fios com diâmetro de 8 mm e 9 mm. como a fixação de porca junto a cabeça. a diferença está no bloco de ancoragem. 160RN e 160RB (RN=relaxação normal e RB=relaxação baixa). usado freqüentemente no final da década de 60 início dos anos 70. sua concepção é praticamente igual à de múltiplos fios ou cordoalhas. De pouca utilização no Brasil. • Tirantes de Cordoalhas: tem o elemento resistente a tração formada por cordoalhas de aço. Comercialmente existem vários tipos de cordoalhas. nas quais os elementos devem ter uma área mínima de 50 mm2. • Tirante de múltiplas barras: tirante com mais de uma barra compondo a parte resistente. 12.6. normalizadas na NBR-7483 e na EB-781/90. com tensões de escoamento de 500 MPa ou 600 MPa e com diâmetros de 3/4” e 1.2 mm tem seção maior que 50 mm2. com barras de CA-50A ou CA-60A.1/4”. Com o passar dos anos surgiram no mercado barras de aço especial. • Tirantes de fios: são normalizados pela NBR-5629/77.

com aço CP 190RB. estágio conhecido como injeção de bainha. Em solos de compacidade e consistência medianas não é necessário mais que os . cada válvula “manchete” é injetada individualmente. a injeção é sempre feita em pelo menos em dois estágios bem distintos. Procedimento nos casos que o bulbo situa-se em material de boa capacidade de suporte. como as rochas ou utilizado para tirantes de barra que não sejam solicitados por cargas elevadas.5 m e 2. fibras de carbono. 190RB. até atingir a pressão desejada ou o volume de calda máximo. • Injeção em estágios múltiplos: Tirantes que dispõem de um sistema auxiliar de injeção. Caso a pressão não seja atingida. 175RB. fazendo com que a válvula se abra (a borracha se levanta e deixa a calda passar).2.7 mm de diâmetro.6. são resistentes à corrosão e com elevada resistência à tração. após a pega da bainha (cerca de 10 horas). fibras de poliéster. bastando que o tubo seja mantido limpo. Constituído por um tubo de PVC. os estágios são repetidos com intervalos de tempo de 10 horas.0 m.4 Quanto ao Sistema de Injeção De acordo com Yassuda & Dias (1998) o sistema de injeção pode ser: • Injeção em estágio único: faz-se por ocasião do término da perfuração e instalação do tirante. No Brasil ela está centrada sobre a cordoalha 12. A válvula é uma borracha flexível que recobre alguns pequenos furos abertos no tubo. fechando automaticamente quando a pressão cessa. A válvula pode ser reinjetada a qualquer tempo. no segundo estágio. Nos tirantes injetáveis de estágios múltiplos.3. com válvula “manchete” a cada 0. 2. • Tirantes de materiais sintéticos: fabricados com novos materiais como fibras de vidro. com diâmetro usual entre 32 a 40 mm. 190RN. com a injeção de calda a baixa pressão com o objetivo de expulsar a água acumulada no interior da perfuração.60 ser encontradas nas categorias 175RN. É aplicada uma calda com pressão pela parte interna do tubo. O primeiro faz-se apenas um preenchimento do furo no terreno.

61 estágios primários e secundários.6. Pinelo (1980) utilizou o método dos elementos finitos para estudar a interação entre bulbos e recomendou utilizar espaçamentos indicados na Figura 39 para eliminar este efeito. o espaçamento entre ancoragens deve ser tal que elimine a interação entre os bulbos ancorados e também em função do dimensionamento estrutural da parede de concreto armado. na qual é a componente eficaz de ancoragem a tração. o ideal seria que fossem na horizontal.2.2. em relação aos tirantes. Há certos casos que a inclinação chega a ser maior. .6. Problemas relacionados com execução de furos e a introdução da calda de cimento tornam inconvenientes inclinações menores que 10º com a horizontal. Figura 38 – Tirante auto-injetável Fonte: Incotep. No Brasil a inclinação máxima para execução de tirantes é α = 30º. 2008 2.5 Espaçamento de Ancoragem Segundo Ortigão (2000). 2. em torno de 20º a 45º devido à presença de obras nas vizinhanças da cortina que condicionam a inclinação da ancoragem.4 Aspecto Geométrico Quanto a Inclinação De acordo com Fernandes (1990).

2007). Quanto ao funcionamento.6 Vantagens e Desvantagens no Uso de Tirantes O grande mérito do tirante é obter elevadas cargas com peças de pequeno porte.2. além de que ele é autoportante. ou seja. com uma tendência em aumentar o espaçamento entre tirantes. 1980 2. apresenta uma limitação na carga imposta pela espessura da estrutura.15 H D = diâmetro do bulbo Figura 39 – Recomendações para espaçamento de ancoragem Fonte: Pinelo. 2007). em placas de concreto armado de até 20 cm de espessura. Na década de 60. inclusive com a elevação da espessura e resistência das estruturas de suporte.62 >5m H > 6 D (> 1 m) min 0.6. usado para suporte de escoramento. Com o passar do tempo a tecnologia vem aprimorando estes itens. e com espaçamento de 3 m. era comum utilizar tirantes em contenções com cargas em torno de 200 kN. Outra vantagem é a simplicidade construtiva.(JOPPERT JUNIOR. ou seja. podemos usar o tirante aplicando-lhe uma carga ativa e todos podem ser testados individualmente (ensaios de recebimento). é sempre possível se construir tirantes de tal forma que a estrutura atirantada não requeira detalhes complexos de fundação (JOPPERT JUNIOR. um teste de 100% dos elementos construídos. e conseqüentemente elevação de sua carga. representando uma garantia . Esta vantagem da carga elevada é comprovada nas provas de cargas de alta capacidade dos tirantes.

em grande parte dos casos. Por outro lado a sua utilização dá-se na grande maioria a suporte de paredes de arrimo (cortina atirantada). técnica e controle especial.5 MPa. Finalizando o aspecto técnico-econômico. 1998).1. 2007). 2006 . tratando-se de um serviço especializado. ocasionando riscos do desenvolvimento de atrito no trecho livre cujos valores podem superar os admitidos por norma.63 de qualidade a respeito das cargas (JOPPERT JUNIOR. equipamentos. e por ser constituídos de aço. fica claro que o tirante avançará e penetrará no terreno vizinho. podem causar deformações acumulativas. ocorre o risco da corrosão. Considerando que o comprimento livre deve ser superior a 3 m e que os bulbos usualmente têm 5m ou mais. necessita-se equipe. construído muito próximos à horizontal sua ancoragem é feita por trás da parede. levantando o terreno prejudicando obras existentes (JOPPERT JUNIOR. 2007). Figura 40 – Cabeças metálicas em processo de corrosão Fonte: Solotrat. Outro aspecto é que os tirantes são injetados sob pressões superiores a 1 . o que deve ser avaliado sob o aspecto custo-benefício (YASSUDA & DIAS. Nos casos de atirantamento com múltiplas linhas de tirantes. o que pode ocasionar elevadas deformações ao solo. no trecho da ancoragem. Tirantes muito longos tendem a apresentar algum desvio.

2008 . nas coordenadas geográficas: longitudinal W -48.64 3 METODOLOGIA Este estudo caracterizou-se como uma pesquisa descritiva do tipo estudo de caso. Figura 41 – Mapa de Santa Catarina e Florianópolis Fonte: bevilaqua. 3. é o tipo de pesquisa que envolve estudo profundo de um ou poucos objetos.SC. município de Florianópolis . de maneira que permita seu amplo e detalhado conhecimento.556611º e latitude S -27.1 Localização da Área de Estudo O talude objeto de estudo está localizado no bairro Centro. que segundo Thomas e Nelson (2007).589639o.

2 Caracterização Geológica A caracterização geológica do município de Florianópolis foi desenvolvida com base na coluna estratigráfica adotada na elaboração do mapa geológico desenvolvido por Caruso Jr. (1993) .000. segundo Caruso Jr.65 Figura 42 – Foto aérea. detalhe da localização da área de estudo Fonte: Google Earth. (1993). na escala 1:100. 2009 3. Tabela 6 – Coluna estratigráfica da Ilha de Santa Catarina. conforme mostra a tabela 6.

representando o Ciclo Tectônico Brasiliano. cuja rocha predominante é o Granito Ilha (Figura 43). junto ao mar e nos topos dos morros. conferindo a esta. 3. relativas aos eventos Terciários / Quaternários.2 Geologia Local A área objeto de estudo está inserida na Formação Suíte Intrusiva Pedras Grandes. Os modelos geomorfológicos apresentados pelo Granito Ilha são de morros altos. formando um conjunto de elevações grosseiramente alinhadas na direção NE. sobrepostos por coberturas sedimentares recentes. ocupando aproximadamente 90% das ocorrências rochosas da Ilha.1 Geologia Geral Segundo Santos (1997). comumente retrabalhados. um aspecto alongado como de uma cunha. cortados localmente por diques de diabásio de idade Juro-Cretácia. a geologia da Ilha de Santa Catarina pode ser descrita como um conjunto de rochas cristalinas. usualmente apresentando uma alteração superficial bastante pronunciada. muitas vezes derivados dos próprios morros. k-feldespato. . quartzo e biotita. Esses morros servem como anteparos para acúmulo de material sedimentar. Segundo Caruzo Jr (1993).66 3.2. Os granitóides afloram sob a forma de matacões de médio e grande porte e lajeados. O Granito Ilha apresenta granulação média a grosseira.2. granitóides e vulcanitos associados. a maior parte das rochas da Ilha de Santa Catarina são compostas por esse granitóide. ao longo de toda a ilha. A cor é sempre rosa ou cinza claro. com encostas íngremes. fortemente dissecados. o que dificulta a amostragem dessas rochas. Esses afloramentos apresentam-se intensamente alterados. Mineralogicamente é constituído por plagioglásio. onde afloram principalmente matacões de médio a grande porte. Os afloramentos mais extensos ocorrem nas encostas. As rochas cristalinas (ígneas) constituem os morros.

1997 3. Após ter sido feito o embasamento teórico. foram aplicados dois métodos – Método Brasileiro de Atirantamento (1957) e Método de Bishop Simplificado (1955). iniciou-se a etapa de dimensionamento da cortina atirantada e detalhamento da mesma. onde estava localizada a arquibancada do campo de futebol.67 Figura 43 – Granito ilha Fonte: Santos. Após o dimensionamento dos tirantes pelo método Brasileiro de Atirantamento (1957) realizou-se a verificação do mesmo utilizando para comparação o método de Bishop Simplificado (1955). bem como o levantamento de custos para execução. De posse dos valores de força de ancoragem dos tirantes. reunindo dados referentes para descrição. foi realizado o levantamento de informações disponíveis específicos sobre a geologia e geotecnia da área em estudo. já descritos anteriormente. Para a análise de estabilidade do talude em estudo. .3 – Procedimento da Pesquisa Em um primeiro momento pesquisou-se todas as informações necessárias à execução de estabilização de taludes em literatura especializada para a produção do referencial teórico. Os materiais usados nesta pesquisa foram amostras de solo coletadas em um talude do Colégio Catarinense.

Segundo Santos (1997). O perfil típico pode apresentar toposequência. passando pelo B. mostrando os planos de falha e fraturas dela remanescentes. É o tipo de solo no qual a ocupação urbana tem causado os maiores problemas de estabilidade de encostas.68 4 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DE DADOS Serão apresentados os resultados obtidos após a comparação entre os métodos Brasileiro de Atirantamento (1957) e Bishop Simplificado (1955) para dimensionamento da cortina atirantada e a análise dos dados. estabilidade . Para definição da estratigrafia são realizadas sondagens. Exibe a estrutura da rocha.1 Geotecnia A unidade geotécnica em que encontra-se inserida área em questão é denominada PVg1. 4. O horizonte C apresenta cores rosadas e amareladas e espessuras que chegam a 25m.2 Investigações Geotécnicas A solução de um problema geotécnico depende basicamente do conhecimento do subsolo. a unidade geotécnica PVg1 é uma associação de Podzólico Vermelho-Amarelo Tb + Podzólico Vermelho-Escuro. Tais informações são necessárias em projetos de fundações. Os ensaios são empregados para definição das propriedades mecânicas e hidráulicas dos materiais (solos e rochas). sob a forma de veios argilizados. São solos oriundos do Granito Ilha e de maior ocorrência na Ilha de Santa Catarina. 4. O horizonte B geralmente apresenta coloração vermelho-amarelada e espessura na ordem 1 a 3m. substrato granito. relevo forte ondulado e ondulado. C e RA. do conhecimento teórico e da experiência do profissional. B/C. desde o horizonte A ao R.

45m (Figuras 45. mas é menos sensível à erosão (por conter mais finos). constatou-se que o solo predominante na constituição do talude é o solo silto-arenoso (horizonte B). Com o intuito de atingir os objetivos citados. entre outros. foram realizadas três sondagem de simples reconhecimento (sondagem à percussão). 2000). infra-estrutura de meio ambiente. O desmonte deste horizonte pode ser efetuado à pá. o nível freático. não mais preservando as características texturais e estruturais da rocha matriz (granitóide). 46 e 47). distribuídas alongo do talude em estudo (Figura 44). com predominância da cor vermelha. cada furo com 17. Quanto aos valores do número de golpes standard penetration test (NSPT). Nos furos de sondagens não houve a presença de lençol freático. lâmina de trator (1ª categoria). picareta. Os taludes situados no horizonte “B” do Granito Ilha” como é o presente caso. conforme mostra o perfil estratigráfico no Anexo A. (SCHNAID. como no presente trabalho. . Este solo apresenta uma coloração variegada.69 de taludes. Com base nos resultados das sondagens à percussão. no qual a maioria dos minerais instáveis (feldspato e biotita) está totalmente alterado. devido à disseminação dos óxidos de ferro liberados pela biotita. tendem a serem menos estáveis do que o horizonte “C”. bem como a compacidade ou consistência das camadas que o constituem. estruturas de contenção. a análise dos boletins de sondagem permite concluir que a resistência à penetração do solo aumenta com a profundidade. dimensionamento de pavimentos. A investigação geotécnica realizada no presente trabalho teve por objetivo determinar a estratigrafia do talude.

Fonte: Corona Engenharia Ltda. 2009 .70 Figura 44 – Planta de localização dos furos de sondagem.

71 Figura 45 – Furo de sondagem SP-01 Fonte: Corona Engenharia Ltda. 2009 .

72 Figura 46 – Furo de sondagem SP-02 Fonte: Corona Engenharia Ltda. 2009 .

2009 .73 Figura 47 – Furo de sondagem SP-03 Fonte: Corona Engenharia Ltda.

74 4.3. J. laboratórios e biblioteca.2 Coletas das Amostras em Campo As amostras indeformadas foram retiradas de dois locais de amostragem localizadas no topo. A obra a ser executada no local em estudo será constituída de salas de estudos.3. 4.A. na qual abrigará pessoas no seu interior. . como mostra a Figura 48 e o anexo A. A mesma foi realizada através do método de Bishop Simplificado (1955) e do método Brasileiro de Atirantamento (1957) desenvolvido pelo Prof.3 Análise de Estabilidade Para implantação das obras de ampliação da Instituição. da Costa Nunes da Universidade Federal do Rio de Janeiro. sem sobrecargas concentradas e de geometria simples. 4.5.1 Definição do Fator de Segurança (FS) A Georio (2000) estipula coeficientes de segurança de acordo com o grau de risco de perdas econômicas e de vidas humanas. com superfície de ruptura plana. e no nível intermediário do talude. A aplicação deste método segundo o autor é valida para taludes constituídos por solos homogêneos. Em virtude deste fato adotou-se um fator de segurança admissível (FSadm) ≥ 1. na empresa Tecnosolo S. A. foram realizadas análises de estabilidade do talude.

2009 .75 Figura 48 – Planta de localização das amostras Fonte: Corona Engenharia Ltda.

2 16.36 6. . Tabela 7 – Resultados das amostras Amostra .1 Fonte: Autor 4. ângulo de atrito e peso específico das referidas amostras.93 19.70 18.74 30.76 4.3.68 29.3 Média das amostras 16.02 16.84 8.3. referente as edificações existentes no local da obra.80 31.81 19.4 Sobrecargas Atuantes A sobrecarga considerada no dimensionamento do talude é de 20 kN/m2. A Tabela 7 apresenta os valores médios dos parâmetros geotécnicos adotados nas análises de estabilidade do talude em estudo.01 Peso Específico Natural (kN/m ) Peso Específico Saturado (kN/m 3 ) Coesão (kN/m ) Angulo de atrito (°) 2 3 Amostra .10 7. Os laudos (Figuras 49 e 50) apresentam os valores de coesão.3 Determinação dos parâmetros geotécnicos do solo A determinação dos parâmetros de resistência ao cisalhamento das amostras de solo coletadas foi realizada no Laboratório Mecânica dos Solos da Universidade Federal de Santa Catarina.

77 Figura 49 – Laudo de análise de cisalhamento direto amostra AM-01 Fonte: UFSC. 2009 .

2009 .78 Figura 50 – Laudo de análise de cisalhamento direto amostra AM-02 Fonte: UFSC.

3.79 4. as seções críticas 01.356 1. As Figuras 51 a 55 apresentam as superfícies de ruptura críticas e os coeficientes de segurança das seções determinadas pelo método de Bishop Simplificado (1955). 04 e 05.5 1.5). Foram selecionadas para análise de estabilidade global. 04 e 05.5 1.406 FS Admissível (Fsadm) 1. 02. cedido pela empresa GN Consult. devido à geometria do talude (Figura 48). utilizou-se o programa computacional Slide. sendo que as seções 03.257 1. A Tabela 8 apresenta os fatores de segurança mínimos (FSmin) obtidos na análise de estabilidade. . apresentam FSmin inferior ao FSadm para o presente trabalho (FSadm ≥ 1.5 1.5 Fonte: Autor A análise dos resultados da Tabela 8 permite concluir que o talude encontra-se estável.5 Análise de Estabilidade Global Para análise de estabilidade global do talude em estudo. 03. Tabela 8 – Fatores de segurança das seções analisadas SEÇÔES Seção 01 Seção 02 Seção 03 Seção 04 Seção 05 FS Mínimo (FSmin) Bishop Simplificado 1.5 1. do grupo RocScience. Na determinação dos fatores de segurança das seções analisadas. foi utilizado o método de Bishop Simplificado (1955) baseado no princípio de equilíbrio limite.578 1.522 1.

0. 2009 . Figura 51 – Seção 01 do talude natural Fonte: Slide 5. podemos observar que a superfície de ruptura crítica obtida na análise de estabilidade ocorre na parte superior do talude onde a inclinação é mais acentuada (V:H.80 Nas seções 01 a 03 e 05 (Figuras 51 a 54).1:1). 2009 Figura 52 – Seção 02 do talude natural Fonte: Slide 5.0.

2009 Figura 54 – Seção 05 do talude natural Fonte: Slide 5.81 Figura 53 – Seção 03 do talude natural Fonte: Slide 5.0. 2009 .0.

como demonstra a Figura 56.0.8.82 Na seção 05 (Figura 55).4 Definição da Seção de Projeto Com o intuito de obter um melhor aproveitamento da área optou-se pelo corte vertical do talude. onde a inclinação é V:H. para verificar se o mesmo permaneceria estável após o corte. Devido à geometria do corte e a presença de edificações no topo do talude. 2009 4. . Figura 55 – Seção 04 do talude natural Fonte: Slide 5. realizou-se uma análise de estabilidade através do método Brasileiro de Atirantamento (1957). observa-se que a superfície de ruptura crítica ocorre ao longo do perfil.1:0.

19 m 16.peso específico aparente do material constituinte do maciço h = 10 m q γ . h0 = 1.81 Onde: h0 – altura equivalente de solo q – valor da carga distribuída na parte superior do talude γ .19 m Ht = 11.83 20 kN/m 2 +20 m 10 m +10 m 90 0 Figura 56 – Seção do talude de projeto Fonte: Autor A partir da seção de projeto definimos o valor da altura total do talude (Ht).19 m Figura 57 – Definição do Ht Fonte: Autor h0 = h0 = 20 = 1. através da fórmula da altura equivalente de solo (h0).

00 = 11. h0 + h = Ht 1.19 + 10.ângulo de atrito do material constituinte do maciço O coeficiente de segurança mínimo (FSmin) será dado pela equação a seguir: FSmin = FSmin = c . cos φ P . O ângulo do plano de deslizamento mais provável calcula-se através da seguinte equação: = = = i+φ 2 90 + 30.φ) CR 7. 12.91 .286 Onde: c – coesão do material constituinte do maciço φ .19 m Onde: h – altura inicial do talude Ht – altura total do talude Através do método Brasileiro de Atirantamento (1957).ângulo de atrito do material constituinte do maciço l – comprimento da linha de maior declive do plano crítico de deslizamento P – peso da cunha mais provável de deslizamento de dimensão transversal unitária . a altura total do talude (Ht).84 Logo.2) FSmin = 0. sen ( .74 . l .2 2 60.1 CR CR CR Onde: θCR – ângulo formado pela horizontal com plano crítico de deslizamento (plano de menor coeficiente de segurança ao deslizamento) i – inclinação do talude com a horizontal φ . cos (30. Figura 7(a) localizou-se as forças aplicadas.

Já os tirantes da cortina começam a trabalhar ativamente. Por este motivo foi adotado como sistema de contenção a cortina atirantada. não necessita de movimentação para começarem atuar efetivamente. como: muros de arrimo. conclui-se que para atingir o coeficiente de segurança exigido para obra e garantir a estabilização do talude. de flexão.286). gabiões e etc. Fato este que poderá gerar danos nas estruturas situadas no topo do talude. As contenções mais indicadas para solucionar o problema ficaram entre cortina atirantada e solo grampeado. Logo necessitando de uma movimentação inicial do talude para passar do estado passivo para o ativo. Figura 58 – Diferença entre os mecanismos de transferência de carga do solo Fonte: Abramento. Logo. Segundo Abramento (1998) os dois métodos apresentam diferenças marcantes.5 Definição do Tipo de Contenção Devido à altura do talude (10 m) e o aproveitamento máximo da área. 4. eliminou-se vários tipos de contenção. 1998 .de gravidades. enquanto o solo grampeado possui os chumbadores com intervenção inicial de trabalho passiva.85 Com base no FSmin obtido (0. será necessário conter o talude através de uma contenção.

1 Figura 59 – Gráfico de determinação do ângulo crítico em função do FSmin Fonte: Autor . desenvolvido pela Tecnosolo S. A fim de confirmarmos que o ângulo crítico é de 60.86 4..A.1 50. FS 0.1 60.6 Dimensionamento Geotécnico dos Tirantes pelo Método Brasileiro de Atirantamento (1957) Conforme o processo brasileiro de estabilidade de ruptura externa.1o.1 55.325 0. a força de ancoragem (F) necessária pode ser calculada através do “método dos taludes supostos planos com forma geométrica simples e sem sobrecargas concentradas”. com seus respectivos ângulos.295 FSmin CR 70. a Figura 59 expressa o gráfico de FSmin e a Tabela 9 os valores de FSmin calculados.1 65.

87

Tabela 9 – Valores de θ e seus respectivos FSmin

Comprimento da linha plano de deslizamento 70,1 65,1 60,1 55,1 50,1 11,90 12,34 12,91 13,64 14,58

Peso da cunha de deslizamento 380,91 488,49 605,16 734,26 879,83

FSmin 0,325 0,295 0,286 0,295 0,325

Fonte: Autor

Mediante ao valor do ângulo crítico, o coeficiente de segurança do perfil de projeto do talude resultou um valor inferior ao FSadm ≥ 1,5. O coeficiente de segurança pode ser estimado, impondo um plano de deslizamento menos inclinado em relação à horizontal, por meio de tirantes ancorados no solo. Ancorando os tirantes no plano P’, teremos um coeficiente de segurança superior ao mínimo, expresso pela equação abaixo:

FS

p

=

2 . c . sen i . cos φ γ.H sen (i ’) . sen ( ’ - φ) . sen (90) . cos (30,2) 2 . 7,74

FS

p p

=

16,81 . 11,19 sen (90 - 33,4) . sen (33,4 - 30,2)

FS

= 1,526

Onde: θ’ – ângulo formado pela horizontal com plano de ancoragem (estimado). FSp - coeficiente de segurança estimado em relação ao ângulo θ’, ≥ a 1,5. O comprimento dos tirantes foi definido pelo plano de ancoragem (p’) e pelo comprimento de ancoragem na zona estável. A força de ancoragem (F) necessária é dada pela seguinte expressão:

88

λ= λ= λ=
Onde:

FS

p mín

FS

F = F =

sen ( - φ) λ - 1 . Pp’ . CR λ cos (β - φ) 5,336 - 1 . 1595,11 . sen (60,1 - 30,2) 5,336 cos (70,1 - 30,2)

1,526 0,286 5,336

F = 842,58 kN

λ - é relação entre o fator de segurança obtido com as forças de pretensão e o fator de segurança mínimo relativo ao plano crítico de deslizamento β - ângulo formado pelos tirantes com plano crítico de deslizamento Pp’ – Peso da cunha obtido através do novo plano de ruptura O número de tirantes (Nt) é determinado dividindo-se a força de ancoragem multiplicada pelo espaçamento horizontal entre tirantes e pela carga de trabalho permanente dos tirantes. Para o dimensionamento foram adotados os valores dos tirantes em barras, da Dywidag, tipo st 85/105 diâmetro de 32 mm com carga de trabalho permanente de 350 kN, conforme tabela 10.

Tabela 10 – Valores de carga dos tirantes

Tipo Barra

Escoamento Fe= e⋅ Sf
2

Ruptura Fr= r⋅ Sf

Limite de Ensaio

Trabalho t. provisório t. permanente

τe/ τ r
Kgf/mm st 85/105

τ

τ

Flim=0,9.Fe Ft.prov=Flim/1,50 Ft.perm=Flim/1,75 tf tf 41 35

tf 68 84

DYWIDAG 32

62

τe - tensão de escoamento do aço τr - tensão de ruptura do aço
Fonte: Dywidag, 2009

Fe - carga de escoamento Ft.prov - carga de trabalho p/ tirante provisório Fr - carga de ruptura Ft.perm - carga de trabalho p/ tirante permanente

Nt = Nt = Nt =

F.e Ft .perm 842,58 . 2 4,82

adota-se 5 tirantes

89

Onde: F – força de ancoragem e – espaçamento entre tirantes Ft.perm - Força de trabalho permanente do tirante adotado Definido o número de tirantes, verificamos o comprimento necessário do bulbo de ancoragem, através do método proposto por Joppert Jr. (2007), o qual é dado pela seguinte expressão:
R rup = 9,2 . N spt . O . L . K

Onde: Rrup – carga de ruptura do tirante Nspt – número médio de SPT na região de implantação do bulbo de ancoragem ∅ - diâmetro do tricone em metros – Tabela 11 L – comprimento do bulbo de ancoragem do tirante em metros K - coeficiente que depende do tipo de solo (t/m2) – Tabela 12

Tabela 11 – Características do tricone

Tipo de solo Argila Silte Areia

Ø Tricone (mm) 110 a 150 130 a 150 130 a 180

Ø bits (mm) 4-5 5-6 6-8

β 90° 90° 45°

Fonte: Joppert Jr., 2007

Tabela 12 – Coeficiente K
Tipo de solo Argila / Silte Argila pouco arenosa / Siltosa Areia muito argilosa / Siltosa Areia K (t/m ) 1,00 0,60 0,40 0,30
2

Fonte: Joppert Jr., 2007

R rup = 9,2 . Nspt . O . L . K 84 = 9,2 . 7 . 0,15 . L . 1,0 L = 8,70 m

90 4. Figura 60 – Detalhe do tirante Fonte: Ostermayer.70 m +10 m 1. Fonte: Autor . podemos verificar os comprimentos dos tirantes (trecho livre (Ll) + trecho ancorado (Lb).95 m 6. 1976 De acordo com Ostermayer (1976) o comprimento do trecho livre (Ll) não deverá ser inferior a 5m. A Figura 61 demonstra o comprimento de cada tirante localizado após o plano de ancoragem. de modo que as tensões transmitidas ao solo através do bulbo de ancoragem não ocasionem aumento da pressão de contato sobre a cortina.70 m 8.70 m 8. 20 kN/m 2 +20 m m ge ora nc 10 o 11.6.70 m Figura 61 – Geometria e disposição dos tirantes.1 Detalhamento dos Tirantes De posse dos cálculos.09 m A de 8.55 m 4.38 m no Pla 8.

70 m Figura 62 – Adequação do comprimento dos tirantes.70 m +10 m 6.70 m 2. atendendo as especificações de Ostemayer (1976).50 m 8.70 m . Com o controle da aplicação da injeção a pressão da calda de cimento.10 m P de 8. 2 20 kN/m +20 m em rag co An 11.70m. não há a necessidade de adotar uma altura de 5 m para o inicio da aplicação do bulbo. do grupo RocScience.00 m 8.79 m 7. através do método Bishop Simplificado (1955) com auxílio do software computacional Slide. Sendo que a altura inicial de aplicação dos bulbos de tensões adotada é de 2.38 m 10 o 8. 1 .7 Verificação dos Tirantes pelo Método de Bishop Simplificado (1955) De posse dos dados geométricos e dos parâmetros específicos obtidos através do dimensionamento geotécnico dos tirantes pelo método Brasileiro de Atirantamento (1957) realizou-se verificação fator de segurança do talude em estudo com a implantação dos tirantes. Fonte: Autor 4. cedido pela empresa GN Consult. como recomenda Pinelo (1980).91 A Figura 62 mostra a alteração do comprimento dos tirantes.50 m o lan 10.

816). . Fato este que irá influenciar decisivamente no custo final do sistema de contenção. no entanto apresenta fatores de segurança conservadores. 2009 Com base no FSmin (2. obtido pelo método de Bishop Simplificado (1955).92 Figura 63 – Seção do talude analisada pelo método de Bishop Simplificado Fonte: Slide 5. verificamos que o método Brasileiro de Atirantamento (1957) é eficiente.0.

12. usinado. 5.1 Dimensionamento da Viga dos Tirantes (30 x 50) Figura 64 – Modelo estrutural da viga Fonte: ftool 2. 2005 Figura 66 – Diagrama dos momentos fletores Fonte: ftool 2. sendo que o fck do concreto empregado será de 20 MPa.93 5 DIMENSIONAMENTO DO PARAMENTO CORTINA ATIRANTADA Para o dimensionamento da cortina atirantada foi adotado o sistema vigas – lajes. 2005 Figura 65 – Diagrama de esforços cortantes Fonte: ftool 2. 2005 .12. Para efeito de calculo considerou-se uma carga distribuída de 35 tonelas (tirantes).12.

500 kgf.8515 .500 = 0. logo kz = 0. logo kz = 0.m Md = 17.m Mk-2 = 12. 1 .0. logo adotar 8#16.4 = 0.94 Viga dos Tirantes: Calculo do Md negativo da viga (-): Mk-1 = 17.75 cm2.500 kgf.5 (17.30.7712.30.7712 As-1 = 0. 5000 1.0.500 kgf.436 2 1.4 0.30.0.m Calculo da altura mínima (dmin): dmin = 24.m Md = 24.500 2000000 0.500 2000000 0.3198.436 2 1.423 adotar 50cm (seção da viga 30 x 50 cm) Calculo da altura Kmd-1: Kmd-1 = 24.15 16.50cm2) Calculo da altura Kmd-2: Kmd-2 = 17.0.500 kgf.30.436.215.500 2000000 0.0 + 1#12.4 Calculo da altura As-1: 24.

15 10.436 2 1 .15 2. 5000 1. logo kz = 0.950 2000000 0.9537.95 Calculo da altura As-2: 17.4 Calculo da altura As +1: 6.30.076.4 = 0.50cm2) .779 kgf.5 (3.0.0 (12.950 kgf.30.8515.436.75cm2) Calculo da altura Kmd +2: Kmd+2 = 3.m Mk+2 = 3.0.47 cm2.270 kgf.048. logo kz = 0. 5000 1.270 = 0.950 As+2 = 0.m Md = 8.0. 5000 1.9697 Calculo da altura As +2: 3.84 cm2 logo adotar 6#16.0.5 (2.9537 As+1 = 0.m Md = 5.436.500 As-2 = 0.9697.436.14 cm2 logo adotar 2#12.m Calculo da altura Kmd +1: Kmd+1 = 6270 2000000 0.436 2 1.530 kgf.15 3.0.00cm2) Calculo do Md positivo da viga (+): Mk+1 = 6. logo adotar 3#12.

3 . bw .d .0.350 kgf/cm2 Vs1 = 387.9.66 kn Vsw1 = 452.6.45 = 89.5 # 8.6. 1. 1.d .66 Vsw 452.4 Vsd1 = 220.107 .00 metros para cada lado do eixo (ver detalhe folha EST 02/02) Calculo de Vco2: V co2 = 0.0 c/6 a 1.66 Vsw 218. d Vsd(2) = Vco2 + Vsw2 0.0 c/12.66 kn Vsw2 = 218.0 .43.84 Asw = = = 24. bw . d Vsd(1) = Vco1 + Vsw1 0.84 kN Vsw1 = 542.5 # 8. 0.0. 1.61 cm2/m s 0.45 = 89. 0. 0. fyd 0.47.9.85 cm2/m s 0.0 – 89. 0.34 kN Vsw2 = 308. 1.0 Kn Vsd1 = 387.9.3 . .4 542.47.5 .6.43. fctd .34 Asw = = = 11.0 Kn Calculo de Vco1: V co1 = 0.5 Kn 308.5 Kn Vs1 = 220. fyd 0.107 . fctd .5 (ver detalhe folha EST 02/02) Projeto Estrutural ver Anexo B.6.96 Estribos: fck = 20 MPa fcd = 4.5 – 89.9.

2 Dimensionamento das Lajes (Cortina) – Pano de 2.00 m Laje tipo unidirecional: Figura 67 – Laje modelo 6 Fonte: Autor Figura 68 – Modelo estrutural das lajes Fonte: ftool 2. 2005 .00 x 10.12.97 5.12. 200 Figura 69 – Diagrama de momentos fletores Fonte: ftool 2.

5 c/11 . 5000 1. logo kz = 0.= 6790 2000000 1.165 2 1. 5000 1.4 = 0.4 = 0.m Calculo da altura Kmd -: Kmd.165 2 1.m Calculo da altura Kmd+: Kmd+ = 3822 2000000 1.0.8835.m Md = 3822 kgf.= 4850 kgf.436.68 cm2. logo adotar # 10.98 Calculo do Md positivo da laje (+): Mk+ = 2.0 c/14 Calculo do Md negativo da laje (-): Mk.8835 Calculo da altura As -: 6790 As.m Md = 6790 kgf.0.436.9372.0.9372 Calculo da altura As +: 3822 As+ = 0.15 10.730 kgf.= 0.0.0. logo kz = 0.0.15 5.175. logo adotar # 12.098.72 cm2.

60 158.872.FORNEC. DE MAT.194 319 220 220 300 48.750 DESMATAMENTO E LIMPEZA DO TERRENO .52 196.61 294.72 32.Florianópolis CÓDIGO I TERRAPLENAGEM DISCRIMINAÇÃO UNID QUANTIDADE TABELA 07/2005 TABELA 01/2009 TRANSP TOTAL TOTAL 50001 4.800 1.3 c/20 e armadura de pele interna da cortina # 6.214.65 227. 1A CAT 9000<DMT<=10000 M M2 M3 39.565.83 27.36 60. estima-se um custo no total de R$ 724.56 90.56 90.60 SUBTOTAL DRENAGEM TOTAL Mobilização e Desmobilização ( 2.68 30.001. – Projeto Estrutural ver Anexo B.92 710.99 Estribos armadura mínima considerada # 6.196.65 73.65 6.13 724.42 43.3 c/25.69 1.04 30.18 364. DOBR.58 147.920.45 SUBTOTAL CORTINA DE CONCRETO III 55150 DRENAGEM ESCAVACAO DE VALETAS DE PROTECAO PERFURAÇÃO PARA DRENO SUB-HORIZONTAL EM SOLO M3 M 50 220 30.173.73 Fonte: Autor .40 25.000 20.23 SUBTOTAL TERRAPLENAGEM II 90210 90230 90050 CORTINA DE CONCRETO FORMAS DE MADEIRA ARMADURA DE ACO CA-50/CA-60 .873.03 60.00 ) % TOTAL GERAL 14.45 145.45 37.CONDICAO 2 ESC. CARGA E TRANSP.20 33.PREPARO LANCAMENTO E CURA TIRANTES PASSIVOS P/ CORT.20 8.62 138.06 449.36 2.15 116.267.179.800.73.466.27 37.27 171.20 8.706.36 60.79 79. 5.920.18 364.46 1.99 165.27 171.742. AÇO ST 80/105 D=32MM PERFURAÇÃO EM SOLO NX ESCORAMENTO E ANDAIMES M2 KG M3 M M M3 1.79 0.3 Estimativa de Custos Com base no tipo de paramento utilizado para estabilização da área. Tabela 13 – Tabela de custos estimados Instituição de Ensino Local: Centro .000 4.109. E COLOCACAO CONCRETO FCK 20 MPA . CLAS.00 37.164.52 196.

Uma vez que. A análise comparativa entre o método de Bishop Simplificado (1955) e o método Brasileiro de Atirantamento (1957). o corte vertical deixará o mesmo com um FSmin = 0. No entanto apresenta um FSmin conservador (1. não se recomenda a utilização do método Brasileiro de Atirantamento (1957) a nível de dimensionamento de projeto executivo e sim a nível de anteprojeto. quando utilizados no dimensionamento do sistema de atirantamento do talude objeto de estudo. dentre os tipos analisados. Uma das desvantagens da utilização da técnica de cortina atirantada na estabilização de taludes é o custo elevado para sua implantação. A análise comparativa entre os diversos tipos de contenção que poderiam ser adotadas na estabilização do talude de corte deixou claro que. . Sugestões para trabalhos futuros: análise comparativa do talude em estudo entre solo grampeado e cortina atirantada. Por tanto. Por tanto os métodos utilizados no seu dimensionamento não podem apresentar fatores de segurança conservadores. fato este que irá destacar mais ainda esta desvantagem.526) quando comparado com FSmin (2.5) adotado para obra. valor este inferior ao FSadm (≥1. será necessário conter o talude. Logo. o único que não provocaria deslocamentos horizontais danosos as estruturas situadas no topo talude seria a cortina atirantada. permite concluir que o método Brasileiro de Atirantamento (1957) é eficiente.816) obtido pelo método de Bishop Simplificado (1955). optou-se pela mesma.100 6 CONCLUSÃO A avaliação dos resultados permitiu concluir que para viabilizar a ampliação da instituição de ensino na área do talude situado próximo ao campo de futebol. Fato este que irá influenciar decisivamente no custo final do sistema de contenção.286.

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105 ANEXOS .

106 ANEXO A – Perfil Estratigráfico Longitudinal .

107 .

108 ANEXO B – Projeto Estrutural .

109 .

110 .

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