CURSO TÉCNICO EM EDIFICAÇÕES

DESENHO ARQUITETÔNICO

2012

Marcilene Iervolino
Revisão 04

Colégio CetÉs . Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof. Arq. Marcilene R. S. Iervolino

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Desenho Arquitetônico

Índice Temas

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1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 12

Introdução Desenho Técnico Instrumentos de Desenho Técnico Representação do Desenho Técnicas de Desenho: execução Tipos de Letras e Números Formatos do papel e dimensões Escalas Dimensionamentos e Cotas O Projeto e o Desenho Elementos do Desenho Arquitetônico Informações / Tabelas Escadas Referencias Bibliográficas

2 2 4 10 15 17 19 22 25 28 28 55 56 62

Índice Atividades

Pagina

1 2 3 4 5

Atividades (treino de traçado) Atividades (Projeto I/Planta Sala) Atividades (Projeto II) Atividades Projeto III Atividades Projeto IV

18 43 44 54 61,62
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Colégio CetÉs . Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof. Arq. Marcilene R. S. Iervolino

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1- INTRODUÇÃO

Desde suas origens o homem comunica-se através de grafismos e desenhos. As primeiras representações que conhecemos são as pinturas rupestres, em que o homem representava não apenas o mundo que o cercava, mas também as suas sensações: alegrias, medos, danças... Ao longo da história, a comunicação através do desenho, foi evoluindo, dando origem a duas formas de desenho: um é o desenho artístico, que pretende comunicar idéias e sensações, estimulando a imaginação do espectador; e o outro é o desenho técnico, que tem por finalidade a representação dos objetos o mais próximo do possível, em formas e dimensões. Em arquitetura, o desenho é a principal forma de expressão. É através dele que o arquiteto e ou projetista exterioriza as suas criações e soluções, representando o seu projeto, seja ele de um móvel, uma casa ou uma cidade.

2- O DESENHO TÉCNICO

O desenho começou a ser usado como meio preferencial de representação do projeto arquitetônico a partir do Renascimento, quando as representações técnicas foram iniciadas nos trabalhos de Brunelleschi e Leonardo da Vinci. Apesar disso, ainda não havia conhecimentos sistematizados de geometria descritiva, o que tornava o desenho mais livre e sem nenhuma normatização. Um dos grandes avanços
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Esses desenhos podem ser realizados sobre uma superfície de papel. Esse desenho segue normas de linguagem que definem a representatividade das retas. instituíram-se a partir do século XIX as primeiras normas técnicas de representação gráfica de projetos. portanto. Quando o elaboramos estamos criando um documento. Este contém. o Desenho Arquitetônico é a forma de comunicação do arquiteto. dentro de pranchas na maioria das vezes sulfite. O desenho de arquitetura. LAY OUT/ digitalizado 3 . papel manteiga (quando utiliza-se o grafite) ou vegetal (para o desenho a tinta. ou na tela de um micro computador. manifesta-se como um código para uma linguagem. Assim. como também é conhecida. para posterior reprodução. Marcilene R. O que torna uma disciplina de extrema importância nos cursos e faculdades. A geometria mongeana. utiliza a técnica do desenho até os dias atuais. S. Com a Revolução Industrial. círculos e retângulos. Assim poderão ser perfeitamente lidos pelos outros profissionais envolvidos na construção. que pesquisou e apresentou um método de representação das superfícies tridimensionais dos objetos sobre a superfície bidimensional. informações técnicas relativas a uma obra arquitetônica. como o nanquim). os projetos das máquinas passaram a necessitar de maior rigor e os diversos projetistas necessitaram de um meio comum para se comunicar. A normatização hoje está mais avançada e amadurecida. do projetista.Colégio CetÉs . Desta forma. assim como dos diversos outros elementos que nele aparecem. Dessa forma. curvas. seu entendimento envolve um certo nível de treinamento. Arq. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ em desenho técnico se deu com a geometria descritiva de Gaspar Monge (17461818). estabelecida entre o emissor (o desenhista ou projetista) e o receptor (o leitor do projeto). na linguagem de desenho. O Desenho Arquitetônico é uma especialização do desenho técnico normatizado voltado para a execução e representação de projetos de arquitetura. Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof.

orientação. Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof. são executados sobre pranchetas.). Ou seja. Marcilene R. para a construção do objeto. S. O entendimento do desenho técnico inicialmente do modo convencional. o ponto de partida para qualquer edificação. desenvolve o traçado. compasso. Hoje podem ser também digitalizados através da computação gráfica. MATERIAL BASICO PARA AS AULAS: FOLHAS PAPEL SULFITE TAMANHO A3 ou PAPEL MANTEIGA DUREX OU FITA ADESIVA/ prender as folhas na mesa ESQUADRO DE 45 e ESQUADRO 30/60 ESCALIMETRO (com escalas 1:100/1:50/1:20) 4 . cortes. com a mesma representatividade. traz clareza. desde que o aluno tenha entendido os preceitos básicos do desenho. nos dois processos. etc. a grafite. o anteprojeto (etapas do desenho) e por fim. cotas. Abordaremos. nesta disciplina. caneta de nanquim. em programas de computador específicos. lapiseira. com uso de réguas. Passaremos a identificar com maior exatidão os meios de representação (tipos de plantas. Arq. onde os alunos poderão tirar suas eventuais duvidas. 3. a leitura e interpretação do Projeto Arquitetônico.O INSTRUMENTAL DE DESENHO TÉCNICO: Equipamentos e materiais: Que serão necessários para que iniciemos nossos trabalhos. esquadros. para que então evolua para a forma digitalizada. Em todas as nossas aulas realizaremos desenhos técnicos. o projeto definitivo juntamente com as normas específicas que regem o desenho do Projeto Arquitetônico em estudo.). etc. linhas. os traços e os demais elementos apresentados deverão transmitir todas as informações necessárias. conheceremos as etapas do estudo preliminar (avaliação do terreno. o projeto em si torna mais fácil o ato de desenhar. O objetivo principal é o entendimento do desenho arquitetônico e suas representações. que quando reproduzidos devem ter as mesmas informações contidas nos convencionais. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ Do modo convencional.Colégio CetÉs . etc.

ela facilita o traçado de diversos pesos de linhas nítidos.2 Lapiseira Mecânica Utiliza uma mina de grafite.5mm. O ideal é que a lapiseira tenha uma pontaleta de aço. você tem que usar uma série de linhas.7 ou 0.3 mm. O principiante deve manter a ponta bem afiada até desenvolver habilidade de girar a lapiseira enquanto desenha. afiado com uma lixa pequena e.Colégio CetÉs .3 Lápis O lápis comum de madeira e grafite também pode ser usado para desenho. ou ambos.1 Lapiseira Tradicional Devido ao seu grafite relativamente espesso.9mm. geralmente usado para esboçar e para destacar traços que devem sobressair. ou uma lapiseira com minas de grafite mais espessas. O lápis dever ser apontado.1. Estão disponíveis lapiseiras que utilizam minas de 0. Arq. Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof. Marcilene R. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ REGUA T ou régua paralela LAPISEIRA 0. 3. ser limpo com algodão. 3.5 ou 0.7mm e 0.1 LÁPIS OU LAPISEIRAS Essenciais para um bom desenho e tracado. 5 . números. Ela é utilizada para o traçado de linha nítidas e finas se você girá-la suficientemente enquanto desenha. que não necessita ser apontada.9 BORRACHA MACIA 3.1. costuma se classificar o lápis através de letras. S. pano ou papel. principalmente. De maneira geral. 0. 3. 0.1. Classificação por números Nº 1 – macio. com a função de proteger o grafite da quebra quando pressionado ao esquadro no momento da graficação. de acordo com o grau de dureza do grafite (também chamado de “mina”). em seguida. Para linhas relativamente espessas e fortes.

São denominados de “jogo de esquadros” quando são de dimensões compatíveis. é o mais usado para qualquer traçado e para a escrita em geral. BORRACHA Sempre use borracha macia. além do outro ângulo reto –90º). Esta classificação precedida de números dará a gradação que vai de 6B (muito macio) a 9H (muito duro).   Excelente peso de mina para uso geral.9mm.2. o cateto maior do esquadro de 30/60 tem a mesma dimensão da hipotenusa do 6 . Nº 3 – duro. Atualmente é mais prático o uso de lapiseira. Marcilene R. mais macio parece o grafite. artes finais e letras. Classificação por letras A classificação mais comum é H para o lápis duro e B para lápis macio. mais duro deve ser o grafite que você usar. sendo HB a gradação intermediária. compatível com o trabalho para evitar danificar a superfície do desenho. lapis ou lapiseira. com grafite HB. 4. ou seja. Defina sua preferencia. o qual melhor se identifica para um melhor trabalho. Recomendamos a de 0. uma com ângulos de 45º e outra com ângulos de 30º e 60º (obviamente. 2. S. A superfície de desenho: quanto mais dura a superfície.Colégio CetÉs .5mm e a de 0. Evite o uso de borrachas para tinta. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ Nº 2 – médio. que geralmente são mais abrasivas para a superfície de desenho. Umidade: condições de alta umidade tendem a aumentar a dureza aparente do grafite. Tipo e acabamento do papel (grau de aspereza): quanto mais áspero um papel. Arq. A dureza de um grafite para desenho depende dos seguintes fatores: 1. O grau do grafite. 3. 3. Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof.3 ESQUADROS É o conjunto de duas peças de formato triangular-retangular. Para lay-outs. que varia de 9H (extremamente duro) a 6B (extremamente macio). 3. usado em desenho geométrico e técnico.

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esquadro de 45. Utilizados para o traçado de linhas verticais, horizontais e inclinadas, sendo muito utilizado em combinação com a régua paralela.

Ainda com a combinação destes esquadros torna-se possível traçar linhas com outros ângulos conhecidos. Os esquadros devem ser de acrílico e sem marcação de sua gradação.

Aspectos de qualidade dos esquadros     Materiais de desenho de acrílico não amarelam rapidamente com o tempo; Maior resistência a arranhões; Facilidade de manuseio Retenção da linearidade da borda;

Cuidados   Não use o esquadro como guia para corte; Não use o esquadro com marcadores coloridos;
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Mantenha-o limpo com uma solução diluída de sabão neutro e água (não utilize álcool na limpeza, que deixa o esquadro esbranquiçado).

3.4 ESCALÍMETRO
Instrumento destinado à marcação de medidas, na escala do desenho. Pode ser encontrado com duas gradações de escalas, mas a mais utilizada e recomendável em arquitetura é o que marca as escalas de 1:20, 1:25, 1:50, 1:75, 1:100 e 1:125. Não deve ser utilizado para o traçado de linhas.

3.5 COMPASSO É o instrumento que serve para traçar circunferências ou arcos de circunferência. O compasso serve para o traçado de círculos de quaisquer raios. Deve oferecer um ajuste perfeito, não permitindo folgas.

Usa-se o compasso da seguinte forma: aberto com o raio desejado, fixa-se a ponta seca no centro da circunferência a traçar e, segurando-se o compasso pela parte superior com os dedos indicador e polegar, imprime-se um movimento de rotação até completar a circunferência.

3.6 GABARITOS (opcionais) São chapas em plástico ou acrílico, com elementos diversos vazados, que possibilitam a reprodução destes nos desenhos.

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O gabarito de círculos é útil para o traçado de pequenos círculos de raios prédisponíveis. Outros gabaritos úteis: formas geométricas, equipamentos sanitários/hidráulicos e mobiliário.

Para curvas de raio variável usa-se a “curva francesa”.

3.7- RÉGUA PARALELA Destinada ao traçado de linhas horizontais paralelas entre si no sentido do comprimento da prancheta, e a servir de base para o apoio dos esquadros para traçar linhas verticais ou com determinadas inclinações. O comprimento da régua paralela deve ser um pouco menor do que o da prancheta. REGUA T: Para desenhos em sala de aula, ou outras mesas de desenho, faz-se necessario o uso da regua T, pois e uma regua paralela e pode ser sempre trazida a sala de aula.

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Em um desenho constituído somente de linhas.normalmente pode-se usar o seguinte: 1. Para quem está iniciando parece difícil mas com a prática se torna um prazer. dentro de pranchas padronizadas com margens e carimbo/ legendas com as informações necessárias.8 . Marcilene R. sólidos e vazios. 4 – Representação do Desenho Sempre que possível o desenho deve estar bem paginado. Além de definirem o formato.Colégio CetÉs . Revestimento e fórmica ou material resistente similar. Furos de alinhamento e cortes ficam naturalmente encobertos. vigas e etc. a informação arquitetônica transmitida (espaço volumétrico. com espessuras diferenciadas que identifiquem e facilitem a compreensão dos elementos desenhados. Destacar linhas. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ 3. S. estes detalhes fazem a diferenca em um projeto ou desenho. Deve estar limpo e sem rasuras. Para cobrir pranchetas. portas. Coberturas de vinil.PRANCHETA (disponíveis nas salas de desenhos) Geralmente de madeira. profundidade) depende primordialmente das diferenças no peso visual dos tipos de linhas usados. onde se fixam os papéis para os desenhos. definição dos elementos planos. Arq. Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof. que fornecem uma superfície de desenho suave e uniforme. 2. cuja essência é a continuidade. determinam as dimensões e informam as características de cada elemento pro10 . Sempre que possível seguir uma norma de desenho estabelecida (NBR 6492). Conter traços homogêneos. tracos. e possuem regulagem de altura para facilitar o trabalho.1AS LINHAS As linhas são os principais elementos do desenho arquitetônico. Dimensões e demais indicações que permitam a boa leitura e perfeita execução da obra. janelas. dimensão e posicionamento das paredes. Textos com caracteres claros que não gerem dúvidas ou dupla interpretação. Em nossas salas de aula nossas mesas sao em formica. 4. A base para a maior parte do desenho arquitetônico é a linha. em formato retangular. pilares. sem imperfeições de superfície.

podendo retraça-la diversas vezes caso necessário. as juntas são representadas por linhas finas. Nas plantas. estas deverão estar perfeitamente representadas dentro do desenho. traçando com a lapiseira bem vertical.6. As linhas de um desenho normatizado devem ser regulares. Marcilene R.As linhas grossas e escuras são utilizadas para representar. Também para linhas de cota. num traço firme. Sendo assim. Com o uso de tinta nanquim a pena pode ser 0. Arq.5. mobiliário. TRAÇO GRAFITE TIPO DE LINHA Principais/ secundá rias USO Cortes/ perfis/ corte através de espaços Elevações/ arestas/ intersecções de planos Construções/ linhas de layout linhas em planos/ texturas HB FH HB FH Secundárias FH 2H 4H Grades/ layouts/ representação Traço forte .3. Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof. as linhas sofrem uma gradação no traçado em função do plano onde se encontram. Textos e outros elementos informativos podem ser representados com traços médios.Nas paginações de piso ou parede (azulejos. com a lapiseira um pouco inclinada. legíveis (visíveis) e devem possuir contraste umas com as outras. As em primeiro plano serão sempre mais grossas e escuras. para que o grafite desgaste homogeneamente mantendo a espessura do traço único.2 e 0. etc).Colégio CetÉs . nas plantas baixas e cortes. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ jetado. para sugerir profundidade. No desenho a lápis podemos desenha-la com o grafite 0. etc. cerâmicas. enquanto as do segundo e demais planos visualizados serão menos intensas. Títulos ou informações que precisem de destaque poderão aparecer com traço forte. soleiras. É indicado o uso do grafite 0. pedras. procurando gira-la em torno de seu eixo.As finas e escuras representam elementos em vista ou tudo que esteja abaixo do plano de corte. S. como peitoris. auxiliares e 11 . Traço fino . cortes e fachadas. as paredes e todos os demais elementos interceptados pelo plano de corte. Traço médio .9. Para o desenho a tinta pode-se usar as penas 0. ressaltos no piso.

São indicadas para representar projeções de pavimentos superiores. etc.2 mm 5.1. Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof. Mesmo valor que as linhas de eixo.2 mm 4. Linhas situadas além do plano do desenho – Tracejadas. Linhas Internas – Contínuas Firmes. ± 0. exemplo: ± 0.3.Tipos de Linhas 1. usa-se as penas 0. Linhas de eixo ou coordenadas – traço e ponto Firmes. com espessura igual ou inferior à linha de eixo ou coordenadas ± 0.2 mm 6. Linhas de projeção – traço e dois pontos Quando se tratar de projeções importantes.2 . ou o grafite 0.2 ou 0. Marcilene R. Linhas de Contorno – contínuas A espessura varia com a escala e a natureza do desenho. Linhas de cotas – contínuas Firmes. S. devem ter o mesmo valor que as linhas de contorno. definidas. ± 0. balanços.Colégio CetÉs . exemplo: ± 0.5 exercendo pequena pressão na lapiseira.6 mm 2. marquises. Arq. Utiliza-se normalmente o grafite 0. porém de menor valor que as linhas de contorno. ± 0.4 mm 3. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ de projeção. com espessura inferior às linhas internas e com traços longos. 4. Para tinta.2 mm 12 . definidas.

13 .3 .Colégio CetÉs . Iervolino ___________________________________________________________________________________________ 7. Linhas auxiliares – contínuas Para construção de desenho. Ao grau de negrume e à densidade. Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof. Marcilene R. Mesmo valor que as linhas de eixo. o mais leve possível. guia de letras e números. S.Qualidade da Linha A qualidade da linha refere-se: À nitidez e à claridade. Arq. ± 0. com traço.1 mm 8. Linhas de indicação e chamadas – contínuas.2 mm Resumo tipos mais usuais: 4. ± 0.

14 . o encontro de duas linhas devem ser sempre tocando nos seus extremos. Marcilene R. ou simplesmente uma mudança de material ou de textura. S. Arq. uma intersecção de dois planos. Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof.As linhas a lápis ou lapiseira podem variar tanto em intensidade como em espessura.Ao realizar um desenho. pela umidade e também pela pressão exercida sobre o desenho. mantendo uma relação lógica do início ao fim. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ E ao peso apropriado.Colégio CetÉs .Todas as linhas devem começar e terminar de forma definida. pela superfície de desenho. é essencial que se saiba o que cada linha representa. uma linha em corte. quer seja uma aresta. assim o peso dessa linha é dosada pela densidade do grafite usado – o qual é afetado pelo seu grau de dureza.

Técnicas de desenho: execução GIRE O LÁPIS ENQUANTO DESENHA PUXE. NÃO EMPURRE Não desenho apoiado nos cantos do instrumento – suja o esquadro ou régua e ocasiona borrão na folha de desenho. S. Marcilene R. 15 .Colégio CetÉs . Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof. deixando um pequeno espaço entre a borda e a grafite. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ 5 . Arq. Desenhe sobre a borda reta.

1 . 16 . 3.Colégio CetÉs . Reforce as linhas finais.Sequência de Desenho A seqüência que deve-se adotar para se obter um bom resultado final: 1. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ 5. Esboce levemente as principais linhas verticais e horizontais. Marcilene R. Após desenhe os segmentos retos a partir das curvas. Para o compasso. recomenda-se uma ponta em formato de cunha para obter linhas mais nítidas sem excesso de pressão – a ponta gas- 5.2 . Preencha as linhas secundárias. S. Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof.Desenhando Elementos Circulares Cuidado ao desenhar a junção de uma linha com uma curva. tendo em mente a intensidade apropriada de cada uma delas. 2. Arq. Para evitar que fiquem desalinhados: sempre desenhe os segmentos circulares primeiro.

um tipo de "letra de mão". foi introduzida nas normas de desenho dos escritórios de arquitetura do Rio de Janeiro. e 5mm para títulos. inicialmente pelo escritório de Henrique Mindlin. São representadas sempre em "caixa alta" (letras maiúsculas). São utilizadas na transmissão das informações contidas nos desenhos.Colégio CetÉs . tanto em estilo quanto em espaçamento. Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof. que praticamente aposentou os normógrafos.3 cm NÚMEROS 0123456789 6. AB CDEFGH IJK LMNOPQRSTU VWX YZ 0. 17 . quando os desenhos de arquitetura passaram a ser feitos a lápis em papel "Albanene". 3mm (três milímetros) a mais utilizada.1 Letras de Mão 0. Marcilene R.5 cm Na década de 60.5 cm ABCDEFGH IJKLMNOPQRSTUVW XYZ 0. O uso de linhas guia é obrigatório para que as letras sejam consistentes na altura. determinando assim a sua personalidade. entre "linhas guia". S. sob forma de textos ou números. Ela se difundiu por todos os demais e passou a ser chamada de "Letra de Arquiteto". em três dimensões: 2mm (dois milímetros) para locais onde o espaço para a escrita seja bastante restrito. Arq.TIPOS DE LETRAS E NÚMEROS As características mais importantes para a graficação das letras são LEGIBILIDADE e CONSISTÊNCIA. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ 6. É composta por caracteres próprios. designações ou qualquer outro texto ou número que necessite de destaque. Normalmente elas aparecem nos desenhos. que apresentam pequenas inclinações em elementos que os compõem.

Mantenha a proporção de áreas iguais para cada letra. sentido vertical. Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof. S. entre linhas guia de 2mm. dividido verticalmente em três partes iguais. algumas dicas: 1. distraindo a visão em um desenho retilíneo. 3. um pequeno esquadro ajuda a manter os traços verticais das letras. ATIVIDADE I:  Exercício de "Letra de mão à lápis"  Folha sulfite ou manteiga TAM A4 Folha: prancha emoldurada por margem de 1cm. 2. Áreas de trabalho: trecho interno entre margens.Colégio CetÉs . Para manter as letras verticais.20 cm 2x2 cm 4x4 cm 5x5cm 8x8cm  Preencher os 3 espaços com as figuras e as letras 18 . As letras devem ser sempre maiúsculas e não inclinadas – letras inclinadas geralmente são direcionais. Desta forma. Marcilene R. . Arq. preencher sequencialmente com letras e números de 2mm. Técnica: .no terço superior.Executar figuras geométricas em dimensões diferenciadas: Colocar espessuras de 0. médio e inferior. afastadas entre si 2mm. para que seu texto seja mais estável. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ As letras devem comunicar e não distrair ou prejudicar o desenho em si.

normalmente exigida pelos órgãos públicos de aprovação de projetos. obtém-se múltiplos e submúltiplos (a folha A1 corresponde à metade da A0. Apesar da normatização incentivar o uso das folhas padronizadas. pela facilidade de manuseio e dimensões das pranchetas e réguas paralelas disponíveis. A partir desta. devido à escala dos desenhos e à quantidade de informação. Este formato pode ser conseguido também pelas folhas padronizadas. é muito comum que os desenhistas considerem que o módulo básico seja a folha A4 ao invés da A0. No Brasil. a ABNT adota o padrão ISO: usa-se um módulo de 1 m². Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof. cujas dimensões seguem uma proporção equivalente raiz quadrada de 2 (841 x 1189 mm). que remete às proporções áureas do retângulo. assim como a 2 A0 corresponde ao dobro daquela. Arq. Isto costuma se dever ao fato de que qualquer folha obtida a partir desde módulo pode ser dobrada e encaixada em uma pasta neste tamanho. 19 . Marcilene R.Colégio CetÉs . desde que se utilize as recomendações para dobramento das folhas. S. conforme a norma referida. A maioria dos escritórios utiliza predominantemente os formatos A1 e A0. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ 7. Em nossas aulas utilizaremos geralmente os formatos A2 e A3.FORMATO E DIMENSÕES DO PAPEL As folhas em que desenhamos o projeto arquitetônico é denominada prancha. Esta é a chamada folha A0 (a-zero). Os tamanhos do papel devem seguir os mesmos padrões do desenho técnico.

Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof. Arq. Marcilene R.Colégio CetÉs . S. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ Do formato A0 resultará os demais formatos de papéis: X (mm) Y (mm) a (mm) 15 10 10 7 7 7 5 Referência 2 A0 A0 A1 A2 A3 A4 A5 1189 841 594 420 297 210 148 1682 1189 841 594 420 297 210 20 .

S.A NBR 6492 mostra uma seqüência de dobramento.Dobra das Pranchas/ Folhas As cópias dos projetos podem ser arquivadas dobradas. Marcilene R. Arq. Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ 7. para arquivamento.1. ocupando menor espaço e sendo mais fácil seu manejo.Colégio CetÉs . O formato final deve ser o A4. Efetua-se o dobramento a partir do lado direito em do- 21 . para os tamanhos-padrão de papel.

Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof. S. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ 8. As escalas são encontradas em réguas próprias. onde o espaço utilizável é delimitado por linhas chamadas de margens. chamadas de escalímetros. a escolha fica cada vez mais acertada. A medida que a produção dos desenhos acontece. isto é. A escolha da escala geralmente determina também o tamanho da prancha que se vai utilizar. Prédios muito longos ou grandes extensões urbanizadas em geral são desenhados nas escalas de 1:500 ou 1:1000. Arq. como por exemplo as esquadrias (portas. quando elementos menores e cheios de detalhes da construção estão sendo desenhados para serem executados.5 cm de largura por 27. Um dos fatores que determina a escala de um desenho é a necessidade de detalhe da informação. Com a prática do desenho.ESCALAS Através do Desenho Arquitetônico o arquiteto ou o desenhista gera os documentos necessários para as construções. Desta forma se tivermos que desenhar a planta. dificulta às vezes a sua compreensão. Exemplo: um prédio com 100 metros de comprimento 22 . por exemplo. estes deverão estar em ESCALA.Colégio CetÉs .7 cm de altura. nesta prancha. o corte e a fachada de uma edificação.7cm de altura e espaço utilizável de 17. por norma técnica. Normalmente. folhas de papel com dimensões padronizadas. Marcilene R. tem 21cm de largura por 29. Outro fator que influencia a escolha da escala é o tamanho do projeto. na etapa de projeto executivo. etc). normalmente as desenhamos em escalas mais próximas do tamanho real (1:20 ou 1:25). janelas. Isto visando não fragmentar o projeto. Uma prancha "A4". Assim. Esses são reproduzidos em "pranchas". a escala é a relação que indica a proporção entre cada medida do desenho e a sua dimensão real no objeto. o que quando ocorre. a escolha da escala certa se torna um exercício extremamente simples.

Iervolino ___________________________________________________________________________________________ (10. paisagismo. cortes e fachadas de grandes projetos. urbanismo e topografia. S.Para plantas.Ampliações de banheiros. paisagismo e desenho urbano. e assim por diante. plantas de situação. Arq. Escalas recomendadas    Escala 1:1. Por exemplo: um desenho produzido na escala de 1:50 é maior do que ele na escala de 1:200.  Escala 1:75 .  Escala 1:500 e 1:1000 .Juntamente com a de 1:25. o tamanho do desenho produzido é inversamente proporcional ao valor da escala. localização. Como podemos observar. talvez possa utilizar uma prancha A4. cozinhas detalhes. em escala. ou A3. Escala 1:50 . cortes e fachadas de projetos arquitetônicos. Na de 1:50 o dobro. Marcilene R.É a escala mais indicada e usada para desenhos de plantas. significa que o desenho estará 100 vezes menor que a verdadeira dimensão/grandeza (VG).Planta de localização. precisa de 1 metro (100 cm) de espaço disponível na folha de papel para ser desenhado. se estamos desenhando uma porta de nosso projeto.000 cm) para ser desenhado na escala de 1:100. com 1 centímetro de comprimento.  Escala 1:100 . Um projeto nesta escala. 23 . Por exemplo. um projeto pequeno desenhado na escala de 1:100 (ou 1/100). topografia. é utilizada apenas em desenhos de apresentação que não necessitem ir para a obra. 1:5 e 1:10 . Assim você pode determinar a prancha a ser utilizada. ela aparecerá no desenho. cortes e fachadas quando é inviável o uso de 1:50. Plantas de situação e paisagismo. com 1 metro de largura (VG). escala 1:200 e 1:250. Se escolhermos 1:50 (ou 1/50) o desenho será 50 vezes menor.Opção para plantas. Então.Detalhamentos em geral. Também para desenhos de estudos que não necessitem de muitos detalhes. 1:2. Escala 1:20 e 1:25 . Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof.Para estudos ou desenhos que não vão para a obra.  Escala 1:175 .Colégio CetÉs .

Quando o desenho é sempre realizado em tamanho inferior ao que o objeto real. 1:50. É utilizada quando for necessário reduzir ou ampliar o desenho por processo fotográfico. É chamada de ampliação quando a representação gráfica é maior do que o tamanho real do objeto.Levantamentos aerofotogramétricos. metros -1 0 1 2 3 24 . Para obter a dimensão real do desenho basta copiar a escala gráfica numa tira de papel e aplica-la sobre a figura. Iervolino ___________________________________________________________________________________________  Escala 1:2000 e 1:5000 . se o desenho for reduzido ou ampliado. S. Assim. Escala 1:5 – cada 1 cm do desenho representa 5cm da peça.: A escala gráfica correspondente a 1:50 é representada por segmentos iguais de 2cm. pois 1 metro/50= 0. Marcilene R. Ex. As escalas são classificadas em dois tipos: De redução Numéricas De ampliação Escalas Gráficas Escala Numérica: A escala numérica pode ser de redução ou de ampliação. 1:100 Ex. 5:1. 10:1 A escala de redução é mais utilizada em arquitetura. Para desenhar nesta escala divide-se por 5 a verdadeira grandeza das medidas. Exemplo: 1:25.02 = 2cm. a escala o acompanhará em proporção.Colégio CetÉs . projetos de urbanismo e zoneamento. Exemplo: 3:1. Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof. Uma medida no desenho D R A mesma medida feita no desenho Escalas Gráficas É a representação através de um gráfico proporcional à escala utilizada. Arq.

Assim. usuário do "metro". que apresenta as dimensões em centímetros. deve-se ter o cuidado de não apresentar num mesmo desenho. Isso porque nas obras. São normalmente dadas em centímetros. centímetros e metros por exemplo. etc. S. a distância desejada. Assim. Normalmente. as dimensões podem ser dadas em milímetros. como por exemplo: "cotas dadas em centímetros" e "áreas em metros". devem ter as suas medidas indicadas corretamente. Além disto. duas unidades diferentes. para quem executa a obra. Isso não impede que seja utilizada outra unidade. 9. Arq. cada desenho terá sua respectiva escala indicada junto dele. As cotas indicadas nos desenhos determinam a distância entre dois pontos. Os desenhos de arquitetura. Marcilene R. A ausência das dimensões provocará dúvida para quem executa. medindo com o metro. Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof. normalmente o responsável pela obra. Na hora de cotar.DIMENSIONAMENTO/ COTAS – Colocação de cotas no desenho Cotas: são os números que correspondem às medidas reais no desenho. As áreas podem e devem ser dadas em metros. para desenhos de alguns detalhes. a altura de um degrau de escada. que pode ser a distância entre duas paredes. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ NÃO ESQUECER: DEMARCAR ESCALAS Cada folha de desenho ou prancha deve ter indicada em seu título as escalas utilizadas nos desenhos ficando em destaque a escala principal. 25 . as informações referentes as dimensões de projeto. bem como todo desenho técnico. e na dificuldade de saná-las. extrai do desenho.. a visualização e aplicação das dimensões se torna mais clara e direta. os operários trabalham com o "metro" (trena dobrável com 2 metros de comprimento). procurar sempre informar através de uma "nota de desenho" as unidades utilizadas. a largura de um vão de porta ou janela. É a forma pela qual passamos nos desenhos.Colégio CetÉs . o pé direito de um pavimento. quando a execução requer rigorosa precisão. a informação.

O texto deve estar sempre acima da linha de cota. sempre a 45º à direita. Isso não impede que algumas cotas sejam dadas no interior. Caracteres com 3mm de altura. sempre que possível no meio do trecho cotado e afastado aproximadamente 2mm da linha de cota. Arq. e o "tick" . cruza a interseção entre a linha de cota e de chamada. S. As cotas. Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof. são utilizadas linhas médias para traçado das "linhas de cota" . ou seja. Na sua representação. 26 . sempre que possível devem estar margeando os desenhos.que indicam as referências das medidas. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ Indicar a medida da cota errada ou uma má indicação costuma trazer prejuízos e aborrecimentos. As linhas de chamada devem partir de um ponto próximo ao local a ser cotado (mas sem tocar). a fim de não dificultar a leitura das informações.que determina os limites dos trechos a serem dimensionados.que determina o comprimento do trecho a ser cotado. a linha de cota. para facilitar a visualização do trecho cotado. cruzar a linha de cota e se estender até um pouco mais além desta. Podem ser utilizados outros tipos de representação que não seja o tick. mas deve-se evitar. normalmente dista 1cm (1/1) da linha externa mais próxima do desenho. "linhas de chamada" . O tick. Nos desenhos. Este deve ter um traçado mais destacado. corte. Quando isso não for possível admite-se que esteja mais próxima ou mais distante.Colégio CetÉs . conforme o caso. através de uma linha mais grossa. fora do limite das linhas principais de uma planta. Marcilene R. ou qualquer outro desenho.

Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof. Qualquer que seja a escala do desenho. Não traçar linha de cota como continuação de linha da figura.  Os ângulos serão medidos em graus. Quando a peça for muito grande deve-se interromper a peça e não a linha de cota:   Uma cota não deve ser cruzada por uma linha do desenho. Arq. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ Princípios Gerais:       As cotas de um desenho ou projeto devem ser expressas em uma única unidade de medida. exceto nas coberturas e rampas que se indicam em porcentagem. As cotas devem ser escritas acompanhando a direção das linhas de cota. mm ou cm). como se o observador estivesse à direita do desenho. As linhas de cota devem ser contínuas e os algarismos das cotas devem ser colocados ACIMA da linha de cota. 27 . As cotas devem ser escritas sem o símbolo da unidade de medida (m. As cotas oblíquas devem acompanhar as linhas de cotas e estas devem ser paralelas à face cotada. as cotas representam a verdadeira grandeza das dimensões. S. Marcilene R.Colégio CetÉs . Cotas horizontais As cotas verticais devem acompanhar a linha de cota.

representadas pelos desenhos técnicos através de plantas. seria como se o observador estivesse no infinito – assim os raios visuais seriam paralelos entre si. os cortes e as elevações ou fachadas. compreendidos e executados. Se forem consideradas as linhas projetantes como raios visuais do observador. sistemas em que as linhas projetantes são paralelas entre si e perpendiculares ao plano projetante. entre eles as plantas. que são fundamentais para a perfeita compreensão de um volume criado com suas compartimentações. cortes. ou seja. a partir de projeções ortogonais. os cortes. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ 10 . Marcilene R. elevações e perspectivas – e por informações escritas – memorial descritivo e especificações técnicas de materiais e sistemas construtivos. são: as plantas baixas. Neles encontram-se as informações sob forma de desenhos. Assim. a planta de localização e a planta de situação. Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof.  Os desenhos básicos que compõem um projeto de arquitetura. a planta de cobertura. S. o projeto arquitetônico é composto por diversos documentos.O PROJETO E O DESENHO DE ARQUITETURA Os projetos arquitetônicos devem conter todas as informações necessárias para que possam ser completamente entendidos. 28 . 11 .OS ELEMENTOS DO DESENHO ARQUITETÔNICO Os elementos do desenho arquitetônico são vistas ortográficas formadas a partir de projeções ortogonais. as elevações ou fachadas.Colégio CetÉs . O projeto de arquitetura é composto por informações gráficas. Arq.

Iervolino ___________________________________________________________________________________________ VISTAS MÚLTIPLAS P L A N T A B A IX A ELEV AÇ Õ ES CO RTE V IS T A S M Ú L T IP L A S /D E S E N H O S O R T O G R Á F IC O S 29 . Marcilene R. S. Arq.Colégio CetÉs . Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof.

50m em relação ao piso do pavimento em questão) e considerando o sentido de visualização do observador de cima para baixo. de uma vista ortográfica seccional.A PLANTA CONCEITUAÇÃO A planta baixa é a representação gráfica do que acontece nos planos horizontais. de altura média de 1. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ 11. Arq. CORTE/SECCAO VISTA DE CIMA DA CONSTRUCAO 30 .20 a 1. Marcilene R. Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof. obtida quando imaginamos uma visão de cima da casa.Colégio CetÉs . S.1 . acrescido de informações técnicas.

50 15 15 150 15 15 15 400 15 100x60/140 152. Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof.75 M² 90x210 +0. Arq.20 M² +0.48 5.20 30 150 180 200 15 200 150 15 180 370 25 100 25 275 SALA 15 15 60x60/140 31 . Marcilene R.Colégio CetÉs .5 TERRAÇO 21.50 +0.70 M² 885 120 15 380 15 412. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ PLANTA SEM E SCALA 560 15 15 15 30 340 60 100 500 15 15 120x100/90 275 290 13. S.5 BANHO 70x210 +0.35 15 30 160 00 +0.

Iervolino ___________________________________________________________________________________________ PLANTAS ANDAR TERREO/PAVIMENTO TERREO ANDAR SUPERIOR/ PAVIMENTO SUPERIOR 32 . S. Marcilene R.Colégio CetÉs . Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof. Arq.

33 . Marcilene R.Colégio CetÉs .1. que será denominada simplesmente “Planta”. Arq. Em construções projetadas com vários pavimentos. que neste caso será chamada de “Planta do Pavimento Tipo”.1 -DENOMINAÇÃO E QUANTIDADE Qualquer construção projetada para um único piso terá a necessidade óbvia de uma única planta baixa. Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ PLANTA BAIXA 11. Vários pavimentos iguais terão como representação uma única planta baixa. S. será necessária uma planta para cada pavimento distinto arquitetonicamente.

em cada um dos casos.2 . roupeiros. Utilizam-se as denominações “piso” ou “pavimento” e não andar. Em planta. aberturas (portas.2 PAREDES Normalmente desenha-se a parede de 15cm. Exemplo: Planta do 1º Pavimento. b) Representação das informações: nome das dependências. 2 COMPOSIÇÕES DO DESENHO Como em todos os desenhos técnicos. posições dos planos de corte verticais. cotas gerais. Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof. cotas das aberturas. janelas. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ Quanto aos demais pavimentos. máquinas de lavar) e elementos de importância não visíveis. o título da planta recebe a denominação do respectivo piso. pisos e seus componentes (degraus. Do ponto de vista didático.1 . ela pode variar conforme a intenção e necessidade arquitetônica. Usual: Paredes extenas: 15cm/ 20cm/ ou 25cm Paredes internas: 15 cm/ 10 cm 34 . lareiras). Planta do Pavimento de Cobertura. Marcilene R.. geladeiras. portões). aparelhos elétricos de porte (fogões. 11..2. os componentes mais comuns e normalmente freqüentes. níveis. 11. ou indicadores. convém então dividir os elementos graficados em dois grupos: desenho dos elementos construtivos e representação das informações. mas também na complementação através de um determinado número de informações. outras informações. são os seguintes: a) Desenho dos elementos construtivos: paredes e elementos estruturais.Colégio CetÉs . Arq. rampas. escadas). a representação gráfica não se constituirá apenas na reprodução do objeto. áreas úteis das peças. Planta do Sub-solo. S.REPRESENTAÇÃO DOS ELEMENTOS CONSTRUTIVOS 11. equipamentos de construção (aparelhos sanitários.

S. Marcilene R.3 PORTAS E PORTÕES São desenhados representando-se sempre a(s) folha(s) da esquadria. deve-se portanto desenhar as paredes “cheias”.Colégio CetÉs . com linhas auxiliares. Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof. se necessário. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ parede de tijolos: a) parede de concreto: Ao utilizar a escala 1/200 ou outras similares que originem desenhos muito pequenos.2. 35 . procurando especificar o movimento da(s) folha(s) e o espaço ocupado. 11. Arq. torna-se impraticável desenhar as paredes utilizando dois traços.

P3. Por esta razão as portas de banheiros desenham-se como as externas c. Pn. ou seja. Outros tipos de porta: . o piso externo é mais baixo.Colégio CetÉs . Arq.A comunicação entre os dois ambientes (externo e interno) possuem cotas diferentes.De correr ou corrediça: 36 . a) Porta interna . Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof. b) Porta externa . S. possuem a mesma cota. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ Codigos para demarcar em plantas: Utilizar para portas: P1. estão no mesmo plano. Marcilene R. ou seja. os dois inconvenientes são evitados quando há uma diferença de cota nos pisos de 1 a 2 cm pelo menos.. Nos banheiros a água alcança a parte inferior da porta ou passa para o ambiente vizinho. ou ainda.Geralmente a comunicação entre dois ambientes não há diferença de nível.. P2.

Porta basculante: . S. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ .Porta pantográfica: . Marcilene R.Porta de enrolar: Mais detalhes:representação em planta: 37 . Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof.Colégio CetÉs . Arq.Porta pivotante: .

J3. Marcilene R.. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ de abrir/pivotante eixo lateral pivotante eixo central de correr externa/interna pantográfica/ camarão sanfonada 11. 11. Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof. Jn. S. a) para escalas inferiores a 1/50: b) para escala 1/50 (mais adotada): c) convenção alternativa: d) convenção com detalhamento: Utilizar para janelas: J1. J2. Arq. sem dar margem a uma maior interpretação quanto ao número de caixilhos ou funcionamento da esquadria.Colégio CetÉs .5 PISOS 38 .2.4 JANELAS São representadas através de uma convenção genérica.2.

S.Colégio CetÉs . Iervolino ___________________________________________________________________________________________ Em nível de representação gráfica em Planta. são normalmente representados pelo número mínimo de linhas básicas para que identifiquem sua natureza. Marcilene R. sanitários. a) pisos comuns: b) pisos impermeáveis: que são representados geralmente em Area frias: cozinhas. a não ser que seja um projeto arquitetônico em nível de execução. 11.EQUIPAMENTOS DE CONSTRUÇÃO Dependendo de suas alturas. Em uma ou outra situação. por exemplo. os pisos são apenas distintos em dois tipos: comuns ou impermeáveis. podem ser seccionados ou não pelo plano que define a planta baixa. Arq. não tendo a ver necessariamente com o tamanho real das lajotas ou pisos cerâmicos.3 . Salienta-se que o tamanho do reticulado constitui uma simbologia. como detalhes de Paginação. Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof. etc. varanas. a) Vaso sanitário: b) Lavatório: c) Balcão com pia: 39 .

S. Arq. mas situados acima do plano de corte.3. Marcilene R. 11. ou abaixo. através do emprego de linhas tracejadas curtas. deve-se sempre representar o contorno do elemento considerado. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ d) Tanque: e) Chuveiro: .Colégio CetÉs . Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof.1 ELEMENTOS NÃO VISÍVEIS No desenho da Planta Baixa deve-se indicar elementos julgados de importância pelo projetista. mas escondidos por algum outro elemento arquitetônico. de espessura fina. 40 . conforme exemplificações a seguir. Neste caso.

3.10 41 . Marcilene R.3.2. S. SALA DE ESTAR 18. b) Letras um pouco menores do que a indicação do nome das peças.3 NÍVEIS DAS DEPENDÊNCIAS Os níveis são cotas altimétricas dos pisos. Escrita horizontal.Colégio CetÉs . a) simbologia convencional: GARAGEM 15. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ 11. Não marcar sucessão de desníveis iguais (escada). e) Precisão de dm² (duas casas após a vírgula).2 REPRESENTAÇÃO DAS INFORMAÇÕES ÁREAS DAS PEÇAS/ AMBIENTES/ LOCAIS São igualmente de indispensável indicação a colocação das áreas úteis de todas as peças. Evitar repetição de níveis próximos em planta.30 .10 M2 00 + 0.30 M² 11. Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof. sempre em relação a uma determinada Referência de Nível pré-fixada pelo projetista e igual a 0 (zero). Indicação sempre em metros. Colocação do sinal + ou . Algarismos padronizados pela NBR. Arq. c) Algarismos de eixo vertical.antes da cota de nível. d) Indicação sempre na unidade “M²”. de acordo com o seguinte: a) Colocação sempre abaixo do nome da peça. A colocação os níveis deve atender ao seguinte: Colocados dos dois lados de uma diferença de nível.

identificando-se sua largura e altura.5 . de acordo com o seguinte: a) Sempre na ordem “l x h / p” (largura por altura sobre peitoril).Colégio CetÉs .COTAS GERAIS O desenho da Planta Baixa só será considerado completo se. As linhas de cota no mesmo alinhamento devem ser completas. S. identificando-se sua largura. 42 80 x 210 . b) Algarismos padronizados. Marcilene R. Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof. c) Posicionamento ao longo das folhas.4 . A cotagem deve seguir as seguintes indicações gerais: a) As cotas devem ser preferencialmente externas. altura e peitoril. dentre os quais as cotas (dimensões) são dos mais importantes. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ 11.COTAS NAS ABERTURAS PORTAS: Todas as portas e portões devem ser cotados. JANELAS: todas as janelas devem ser cotadas em Planta Baixa. 130 x 100/ 110 11. além da representação gráfica dos elementos. c) Posicionamento interno ou externo à construção (apenas uma opção em um projeto). Arq. contiver todos os indicadores necessários. de acordo com o seguinte: a) Sempre na ordem “l x h” (largura por altura). b) Algarismos padronizados.

Iervolino ___________________________________________________________________________________________ b) A quantidade de linhas deve ser distribuída no entorno da construção. formatos: retangular. já discriminadas e ocorrentes em qualquer projeto. d) Todas as dimensões totais devem ser identificadas. quadrado. suas dimensões. g) As linhas de cota nunca devem se cruzar. e) As aberturas de vãos e esquadrias devem ser cotadas e amarradas aos elementos construtivos. onde ficam as aberturas: portas. e cotas totais externas. h) Identificar pelo menos três linhas de cota: subdivisão de paredes e esquadrias.SALA  Desenhe a Planta da sala de aula Observe primeiramente. sendo que a primeira linha deve ficar afastada 2. ENTREGA: PLANTA ESCALA 1:100 E 1:50 CORTE A E B ESCALA 1:50 FACHADA ESCALA 1:50 FOLHAS A3 COM MARGEM E LEGENDA 43 .Colégio CetÉs .6 . cabe ao projetista adicionar ainda todos e quaisquer outros elementos que julgue serem indispensáveis ao esclarecimento e que não congestionem demais a representação gráfica. Marcilene R. ATIVIDADE I: PROJETO 1 .5 cm do último elemento a ser cotado e as seguintes devem afastar-se umas das outra 15 300 200 90 15 10 15 500 150 200 150 15 15 2. Passe estas informações para uma PLANTA. janelas.5cm 1cm 15 c) Todas as peças e espessuras de paredes devem ser cotadas. 11. Coloque as informações necessárias: COTAS. f) As linhas mais subdivididas devem ser as mais próximas do desenho. S.OUTRAS INFORMAÇÕES Além das informações anteriores. Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof. PAREDES E DEMAIS ITENS MENCIONADOS. cotas das peças e paredes. Arq.

Colégio CetÉs . S. Arq. Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof.15 m Observe vãos e aberturas: portas e janelas  Coloque os moveis (lay out mobiliário) Conforme a planta abaixo na PLANTA 1:50 PROJETO 2 44 .15 m Observe vãos e aberturas: portas e janelas ATIVIDADE III:     ATIVIDADE IV: PROJETO 2: Desenhe a Planta abaixo em escala 1:50 Folha sulfite A3 ou manteiga TAM A3 Espessura paredes 0. Marcilene R. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ ATIVIDADE II: PROJETO 2     PROJETO 2: Desenhe a Planta abaixo em escala 1:100 Folha sulfite ou manteiga TAM A4 ou TAM A3 Espessura paredes 0.

Colégio CetÉs . c) Representação das paredes em que o plano vertical não corta. rufos e calhas se houver necessidade. marquises. platibandas.50 m). Na maioria dos casos somos obrigados a mudar a direção do plano da seção a fim de mostrar um maior numero de detalhes. S. e) Indicação somente das cotas verticais. d) Representação de portas e janelas conforme a simbologia adotada. Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof. através de traço e ponto com linha média.. m) Indicar o beiral. quando houver. indicando alturas de peitoris. portas. f) Representação da cobertura (esquemática) g) Representação e indicação do forro.7 -CORTES As seções ou cortes são obtidas por planos verticais que interceptam as paredes. forro. pé direito. portas e lajes com a finalidade de permitir esclarecimentos que venham facilitar a execução da obra.. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ 11. Se for laje a espessura é de 10 cm. n) Indicar o tipo de telha e a inclinação correspondente 45 . evitando assim novas seções. com traço fino. Devemos passar um dos cortes por um dos compartimentos ladrilhados e cujas paredes sejam revestidas por azulejos (mínimo 1. janelas. com as devidas medidas (altura). janelas. Marcilene R. h) Representação esquemática da fundação com o lastro de 10 cm i) Indicação de desníveis se houver (verificar simbologia) j) Indicar revestimento (azulejos) com a altura correspondente k) Indicar os compartimentos que o plano vertical está cortando (geralmente indica-se um pouco acima do piso) l) Indicar o desvio do corte. Para a representação do corte é necessário observar os seguintes itens: b) Representação das paredes em que o plano vertical está cortando com traço grosso. Arq.

Iervolino ___________________________________________________________________________________________ O corte é obtido através da passagem do plano vertical pela edificação. Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof. Arq. O corte vertical corta a edificação desde a sua fundação até a sua cobertura.Colégio CetÉs . como mostra a figura Corte tranversal 46 . . Escolhe-se a parte onde se quer detalhar o corte. Marcilene R. eliminando a outra parte. S. eliminando a outra parte. O corte vertical corta a edificação desde a sua fundação até a sua cobertura. como mostra a figura: Escolhe-se a parte onde se quer detalhar o corte.

Arq.Colégio CetÉs . Marcilene R. S.15 m  Observe vãos e aberturas: portas e janelas  Alturas ATIVIDADE II:  Desenhe o CORTE TRANSVERSAL da PLANTA da pagina 44 em escala 1:100  Espessura paredes 0.15 m  Observe vãos e aberturas: portas e janelas Alturas ATIVIDADE III:  Aplique margem em todas as folhas  Legenda padrão 47 . Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ ATIVIDADE I:  Desenhe o CORTE LONGITUDINAL da PLANTA da pagina 44 em escala 1:100  Espessura paredes 0.

o desenho não seria tridimensional e sim. assim. QUANDO EXIGE-SE MAIS DETALHES COMO ELEVACAO 1 FRENTE. Arq. 48 . Marcilene R. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ 11. é como se passasse um plano vertical rente à obra e se observasse do “infinito”. ELEVACAO 2 LATERAL.Colégio CetÉs . Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof. ou seja. somente em alguns casos excepcionais. b) USUAL: FACHADA FRONTAL OU ELEVACAO FRONTAL c) FACHADA LATERAL OU ELEVACAO FRONTAL d) FACHADA POSTERIOR OU ELEVACAO POSTERIOR OU MESMO COM VARIAS INDICACOES. Para a representação da fachada é necessário observar: a) A fachada não deve constar cotas como no corte. S.FACHADA OU ELEVACAO Fachada ou elevação é considerada uma vista frontal da obra. bidimensional (planificado). e assim por diante.8 .

pintura. .tipo de telha.inclinação correspondente ao tipo de telha.10 -LOCALIZAÇÃO a) É a representação do lote dentro da quadra. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ e) Indicar através de setas o tipo de material a ser empregado no revestimento. rufos. c) Colocar os nomes de todas as ruas que circundam a quadra. 49 . indicar beiral. Marcilene R. assim como o seu numero e o numero da quadra. 11. ressaltando-se o lote em questão. (se quiser) f) Desenhar as paredes mais próximas ao observador com traço grosso contínuo.se existir. marquises. Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof.. É cotado somente o lote em questão. d) Indicar também o norte magnético. S. Obs. platibanda. na fachada é representada detalhes das portas e janelas com traço fino.. . Arq.. b) É necessário indicar e numerar todos os lotes da quadra.Determinar as cotas parciais e totais da edificação.9 .COBERTURA A planta de cobertura é uma vista superior da obra necessitando assim a representação de todos os detalhes relativos à coberta. como: . 11..Colégio CetÉs . h) Ao contrário do corte. . g) Desenhar as paredes ou partes mais distantes ao observador com traço médio e fino.

e) Principais acessos e nome da rua que passa na frente da obra. árvores (se houver). h) Localização da entrada de energia elétrica e água.se da obtenção de dados na prefeitura como os recuos frontal.. bairro W. Cidade/Estado. caixas de gordura. 11.11 . ou seja. assistências. se a construção é para fins residenciais. S.Colégio CetÉs . b) Representa-se a projeção da obra sem contar com os beirais. etc. i) Cotas de nível (meio fio. obra.). Para isso necessita.12 . Iervolino ___________________________________________________________________________________________ 11. ou saída para o esgoto publico. g) Locação de fossas. calçada. Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof. Marcilene R.SITUAÇÃO a) Para locar uma obra é necessário representar o local exato onde ela ocupará no lote. 50 . quadra Y.. d) É necessária a representação da calçada (tipo de material). religiosos. caixas de inspeção. c) Representar todas as cotas necessárias. situado sobre o lote X. comerciais. lateral e fundos. j) Indicação da localização do lixo. Arq. Seguido da localização da obra (lote / quadra / bairro / cidade /estado) Ex: Projeto destinado à construção de uma residência em alvenaria. f) Indicação do norte magnético.TITULO O titulo do projeto geralmente é a finalidade da obra.

Escalas.. Número de folhas e número da folha. Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof.. Recomenda-se que o carimbo seja usado junto à margem. Título do projeto. etc. O carimbo deve possuir as seguintes informações principais.13 . ficando. companhia. Conteúdo da prancha. Esta colocação é necessária para que haja boa visibilidade quando os desenhos são arquivados. Assinatura do responsável técnico pelo projeto e execução da obra. b) Área da construção (térreo..Colégio CetÉs . que tem a finalidade de uniformizar as informações que devem acompanhar os desenhos. se possível.DADOS/ NOTAS Os dados do projeto geralmente é colocado pouco acima da legenda.20 e internas 0. a critério do escritório. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ 11. Indicamos: a) Área do lote em m².LEGENDA A legenda ou identificação. Nome do arquiteto ou engenheiro. Nome e assinatura do cliente.14 . todos devidamente separados) em m². ATIVIDADE I: AMPLIAÇÃO DE PLANTA ARQUITETÔNICA: RESIDÊNCIA TÉRREA  Desenho Arquitetônico Completo/PLANTA PAG. Marcilene R.15m 51 .. c) Área total da construção em m². o acréscimo ou a supressão de outros dados: a) b) c) d) e) f) g) h) i) j) Nome do escritório. S.52  FOLHA 1  PLANTA RESIDENCIAL TERREA em ESCALA 1:50 Paredes externas 0. d) Tabelas de vãos/ indicando portas e janelas e) Coeficiente de aproveitamento e Taxas de ocupação f) Informações diversas e pertinentes aos projetos 11. Local para nomenclatura necessária ao arquivamento do desenho. chamamos comumente de carimbo. no canto inferior direito. no entanto. superiores. Arq. Nome do desenhista e data.

Marcilene R. Arq. Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof.Colégio CetÉs . S. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ 52 .

Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof. Arq. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ ATIVIDADE I: PROJETO 3: RESIDÊNCIA TÉRREA: COMPLETO  PROJETO  Desenho Arquitetônico Completo  PLANTA DA PAGINA 54  FOLHA 1  PLANTA RESIDENCIAL TERREA em ESCALA 1:50 Paredes externas 0. de acordo com o código sanitário 12.15m Verifique as dimensões de cada ambiente e faça as adaptações necessárias:  FOLHA 2  CORTES :Escala 1:50 Longitudinal Transversal  FOLHA 3  FACHADAS: Escala 1:50 Frente e Lateral Importante: Legenda em todas as Folhas Tabela com Áreas dos ambientes Conferir cotas /Demarcar Cortes na Planta 12 . especificando a área de iluminação e ventilação necessaria a cada ambiente.Colégio CetÉs . S. AMBIENTE AREA (M2) AREA ILUMINACAO (exigida) (M2) AREA ILUMINACAO (adotada) (M2) AREA VENTILACAO (exigida)(M2) AREA VENTILACAO (adotada) (M2) SALA COZINHA DORMITORIO SANITARIO 53 .INFORMACOES: TABELA DE AREAS E necessário que nos projetos arquitetônicos sejam inseridos dados pertinentes aos projetos. Marcilene R.20 e internas 0. Área de ventilação 50% da área de iluminação. cotas. Área Iluminação sempre especificar: 1/8 da área do piso. títulos e demais dados as quais colocamos para facilitar a leitura nas obras.342. informações de materiais. Projetos arquitetônicos: Aplicação do quadro de áreas Quadro de áreas dos ambientes. Para cada tipo de projeto existe uma especificação necessária a ser inserida .

Colégio CetÉs . Arq. Marcilene R. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ 54 . Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof. S.

pavimentos. deve-se usar um patamar. espelho: 16 a 18cm / altura do degrau da escada pode ser menor para escadas externas. S. Marcilene R. Os DEGRAUS são formados por piso e espelho.Colégio CetÉs .90 m distância entre guarda-corpos: 120cm corrimãos nos dois lados linha de piso – linha imaginária traçada ente 50 e 60cm do guarda-corpo escadas e rampas helicoidais e casos especiais Fórmulas n=h/e n – quantidade de espelhos h – vão a ser vencido (altura) e – altura do espelho escada sem patamar: c=p(n-1) c – comprimento p – profundidade do piso n – quantidade de espelhos escada com um patamar: c=patamar+p(n-2) patamar: profundidade do patamar 55 . Iervolino ___________________________________________________________________________________________ 13 – ESCADAS A escada e uma construção formada por degraus. Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof. correspondendo a um aumento do piso piso: 25 a 32cm /pisada altura: quando o lance de escada tiver mais de 15 degraus. destinadas a ligar locais com diferenças de nível. descanso entre os lances das escada largura útil – largura mínima para escadas internas/ residências 0. Arq.

50m do chão. do meio da escada em diante. S. normalmente 0.1 – SEQUENCIA PARA DESENHO DA ESCADA Planta – pavimento inferior Desenhando o pavimento inferior. É preciso acrescentar o sentido de escada/ sentido ascendente sentido a partir do pavimento desenhado Não esqueça o corrimão ou guarda-corpo.175 m = 16. desenhado conforme o caso 56 . pela altura padrão do espelho. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ Blondel (fórmula de conforto): 2e+p=63 a 65cm Dividimos o vão total a ser vencido. Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof. Arq. Marcilene R.70m PD + LAJE 0.Colégio CetÉs . PE direito + espessura da laje.18 m Exemplo uma residência: 2.85 m :vão a ser vencido 2.15 M = 2. Por convenção.175 ou 0.85 m/ 0. lembre-se que o plano que define a planta baixa passa a ~1. a representação é tracejada.28 numero de degraus da escada 13.

Normalmente numeramos todos os degraus da escada/ em planta Corte Primeiro. Marcilene R. claro. S. nesse caso. Arq. É conveniente indicar o sentido da escada Normalmente.Colégio CetÉs . traçar os pisos que a escada vai unir. Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof. depois. usando divisão proporcional 57 . Marcar as alturas dos pisos. Caso se indique o sentido descendente. pode ser interessante usar “s” ou “sobe” para indicar subida. de marcar as lajes Marcar os degraus extremos. é indicado o sentido ascendente. todos os degraus são vistos – até o limite de visibilidade da laje. deve-se acrescentar a palavra “desce” ou a letra “d” junto à seta. lembre-se. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ Planta – pavimento superior Desenhando o pavimento superior.

Arq. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ Marcar os pisos. de acordo com a necessidade Não esquecer da laje em vista. S. Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof.Colégio CetÉs . Marcilene R. quando for o caso 58 . de preferência aproveitando a escada em planta A planta ajuda a não esquecer dos patamares Marcar a escada Marcar a laje da escada (10cm abaixo) e do piso. depois da escada.

Colégio CetÉs . Marcilene R. Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof. O corrimão aparece em vista Os degraus cortados devem estar em traço forte. de acordo com o projeto. Verifique a laje e corrija as plantas de acordo Não esqueça dos níveis VISTAS  Patamares e mudanças de direção Observar partes em vista e em corte 59 . Iervolino ___________________________________________________________________________________________ Adicionar corrimão. Não esquecer dos valores de traço. Arq. Os degraus em vista e a laje em vista devem estar em traço fraco. S.

Marcilene R.62 60 . Arq.Colégio CetÉs . S. Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ ATIVIDADE I:  PROJETO 4: SOBRADO Desenho Arquitetônico de um Projeto Residencial tipo sobrado Plantas /Cortes/ Fachadas/Tabelas PLANTA PAVIMENTO TÉRREO E PLANTA PAVIMENTO SUPERIOR PAG.

S. Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof. Marcilene R. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ 61 . Arq.Colégio CetÉs .

Arq. Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ Importante: Legenda em todas as Folhas Tabela com Áreas dos ambientes Conferir cotas /Demarcar Cortes nas Plantas Elaborar implantação com terreno e área de lazer 62 . Marcilene R.Colégio CetÉs . S.

NEUFERT .342 – 6 Edição. resultando num trabalho de fácil acesso e apoio aos alunos do Curso Técnico em Edificações do Colégio Cetés.Desenho Arquitetônico. Arq.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: Esta apostila é um trabalho de pesquisa em diversas fontes bibliográficas.Editora: Gustavo Gili Editora Gessel – Arquitetura no Século XX – Editora Taschen Wikipedia. Francis .arquitetamarci. 1978. Decreto 12. Ernst -Arte de Projetar em Arquitetura .com.org/ desenho arquitetônico Ching.2006 Montenegro.br 63 .com. 2ª edição revista e ampliada.Dicionário Visual de Arquitetura www.S. Gildo . Marcilene R.São Paulo: Ed. Iervolino ___________________________________________________________________________________________ 14 . Curso Edificações Disciplina: Desenho Arquitetônico Prof. as quais utilizamos em nossas aulas de Desenho Arquitetônico. Arq. Código Sanitário do Estado de São Paulo.Colégio CetÉs . Marcilene R.br REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: ABNT . S.NBR 10647/1989 – Desenho técnico. ABNT – NBR 6492/1994 – Representação de projetos de arquitetura. Edgard Blucher LTDA. Iervolino Coordenadora do Curso Email: projetos@arquitetamarci.

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