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CÁLCULO TÉCNICO

CÁLCULO TÉCNICO

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CÁLCULO TÉCNICO

2
SENAI-RS – SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL
DEPARTAMENTO REGIONAL DO RIO GRANDE DO SUL
CONSELHO REGIONAL
Presidente Nato
Francisco Renan O. Proença – Presidente do Sistema FIERGS
Conselheiros Delegados das Ati vidades Industriais – FIERGS
Titulares Suplentes
Manfredo Frederico Koehler Deomedes Roque Talini
Astor Milton Schmitt Arlindo Paludo
Valayr Hélio Wosiack Pedro Antônio G. Leivas Leite
Representantes do Ministério da Educação
Titular Suplente
Edelbert Krüger Aldo Antonello Rosito
Representantes do Ministério do Trabalho e Emprego
Titular Suplente
Neusa Maria de Azevedo Elisete Ramos
Diretor do Departemento Regional do SENAI-RS
José Zortéa
DIRETORIA REGIONAL DO SENAI-RS
José Zortéa – Diretor Regional
Paulo Fernando Presser – Diretor de Educação e Tecnologia
Jorge Solidônio Serpa – Diretor Administrativo-Financeiro
3
SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL
CÁLCULO TÉCNICO
Porto Alegre
2004
4
Cálculo Técnico
© 2004, SENAI-RS
Trabalho organizado por técnicos do Centro Tecnológico de Mecânica de Precisão
Plínio Gilberto Kroeff, sob a coordenação, orientação e supervisão da Unidade de
Negócios em Educação Profissional de Nível Básico e da Diretoria de Educação
Tecnológica do Departamento Regional do SENAI-RS
Coordenação Geral Paulo Fernando Presser DET
Coordenação Técnica Jaures de Oliveira DET/UNEP
Coordenação Local Boaz Ungaretti CETEMP
Revisão técnica Boaz Ungaretti
Maria Inês da Silveira Daudt
Diretor/CETEMP
Professora/CETEMP
Digitação, formatação e
revisão lingüística e
gramatical Regina Maria Recktenwald consultora
Normalização bibliográfica Nelson Oliveira da Silva Bibliotecário/CETEMP
Produção gráfica CEP SENAI de Artes Gráficas Henrique d' Ávila Bertaso
SENAI – Departamento Regional do Rio Grande do Sul
Av. Assis Brasil, 8787 – Bairro Sarandi
91140-001 – Porto Alegre, RS
Tel.: (51) 3347-8697 Fax: (51) 3347-8813 e-mail: unep@dr.rs.senai.br
SENAI – Instituição mantida e administrada pela Indústria.
A reprodução total ou parcial desta publicação por quaisquer meios, seja eletrônico, mecânico, fotocópia de
gravação ou outros, somente será permitida com prévia autorização, por escrito, deste Departamento Regional.
S 491c
SENAI.RS. Cál culo Técnico. Porto Alegre: Unidade de Negócios
em Educação Profissional / Diretoria de Educação e Tecnologia,
SENAI, 2004. 145 p. il.
1. Matemática I. Título
CDU - 51
5
SUMÁRIO
LISTA DE FIGURAS............................................................................................................11
INTRODUÇÃO.....................................................................................................................13
1 CONTAGEM E NUMERAÇÃO .........................................................................................15
1.1 SISTEMA DECIMAL DE NUMERAÇÃO.........................................................................15
1.2 LINGUAGEM ESCRITA E FALADA...............................................................................17
1.3 VALOR ABSOLUTO E VALOR RELATIVO DE UM ALGARISMO..................................17
1.4 EXERCÍCIOS.................................................................................................................18
2 OPERAÇÕES FUNDAMENTAIS COM NÚMEROS NATURAIS .......................................19
2.1 ADIÇÃO DE NÚMEROS NATURAIS .............................................................................19
2.1.1 Propriedades fundamentais da adição ....................................................................19
2.1.2 Regra prática para efetuar a adição .........................................................................19
2.1.3 Como conferir uma soma .........................................................................................20
2.2 SUBTRAÇÃO DE NÚMEROS NATURAIS.....................................................................20
2.2.1 Regra prática para efetuar a subtração ...................................................................20
2.2.3 Como verificar se a subtração está certa ...............................................................21
2.3 MULTIPLICAÇÃO DE NÚMEROS NATURAIS...............................................................21
2.3.1 Propriedades fundamentais da multiplicação.........................................................22
2.3.2 Regras práticas para efetuar a multiplicação..........................................................22
2.3.3 Como verificar se a multiplicação está certa ..........................................................23
2.4 DIVISÃO DE NÚMEROS NATURAIS.............................................................................24
2.4.1 Propriedades gerais da divisão................................................................................24
2.4.2 Regras práticas para efetuar a divisão ....................................................................25
2.4.3 Como verificar se a divisão está correta.................................................................27
3 NÚMEROS DECIMAIS .....................................................................................................31
3.1 LEITURA DOS NÚMEROS DECIMAIS..........................................................................31
3.2 COMPOSIÇÃO E DECOMPOSIÇÃO DE NÚMEROS DECIMAIS..................................32
3.3 COMPARAÇÃO DE NÚMEROS DECIMAIS ..................................................................32
3.3.1 Primeiro caso ............................................................................................................33
3.5 EXERCÍCIOS.................................................................................................................43
6
4 MÚLTIPLO DE UM NÚMERO E DIVISIBILIDADE.............................................................47
4.1 MÚLTIPLO DE UM NÚMERO........................................................................................47
4.2 DIVISIBILIDADE.............................................................................................................47
4.2.1 Divisibilidade por 2 ...................................................................................................47
4.2.2 Divisibilidade por 3 ...................................................................................................47
4.2.3 Divisibilidade por 4 ...................................................................................................47
4.2.4 Divisibilidade por 5 ...................................................................................................47
4.2.5 Divisibilidade por 6 ...................................................................................................47
4.2.6 Divisibilidade por 9 ...................................................................................................48
4.2.7 Divisibilidade por 10..................................................................................................48
4.3 NÚMERO PRIMO...........................................................................................................48
4.4 MÍNIMO MÚLTIPLO COMUM........................................................................................48
4.5 EXERCÍCIOS.................................................................................................................49
5 FRAÇÕES ORDINÁRIAS .................................................................................................51
5.1 LEITURA DE FRAÇÕES................................................................................................51
5.2 TIPOS DE FRAÇÕES ....................................................................................................53
5.2.1 Fração própria ...........................................................................................................53
5.2.2 Fração imprópria.......................................................................................................53
5.2.3 Fração aparente (imprópria) .....................................................................................54
5.2.4 Número misto ............................................................................................................54
5.3 TRANSFORMAÇÃO DE NÚMERO MISTO EM FRAÇÃO IMPRÓPRIA E VICE-
VERSA..........................................................................................................................54
5.4 FRAÇÕES EQUIVALENTES..........................................................................................54
5.5 SIMPLIFICAÇÃO DE FRAÇÕES....................................................................................54
5.6 REDUÇÃO DE FRAÇÕES AO MESMO DENOMINADOR.............................................55
5.7 COMPARAÇÃO DE FRAÇÕES .....................................................................................56
5.7.1 Frações de mesmo denominador.............................................................................56
5.7.2 Frações de mesmo numerador ................................................................................57
5.7.3 Frações de numeradores e denominadores diferentes ..........................................57
5.8 ADIÇÃO DE FRAÇÕES .................................................................................................58
5.8.1 Frações de mesmo denominador.............................................................................58
5.8.2 Frações de denominadores diferentes ....................................................................58
5.9 SUBTRAÇÃO DE FRAÇÕES.........................................................................................58
5.9.1 Frações de mesmo denominador.............................................................................58
5.9.2 Frações de denominadores diferentes ....................................................................59
5.10 MULTIPLICAÇÃO DE FRAÇÕES ................................................................................59
5.11 DIVISÃO DE FRAÇÕES...............................................................................................59
5.12 CONVERSÃO DE FRAÇÕES ......................................................................................60
5.12.1 Conversão de frações ordinárias em números decimais .....................................60
5.12.2 Conversão de números decimais em frações ordinárias ou números mistos ...60
7
6 REGRA DE TRÊS.............................................................................................................61
6.1 REGRA DE TRÊS SIMPLES..........................................................................................61
6.2 REGRA DE TRÊS SIMPLES DIRETA............................................................................62
6.3 REGRA DE TRÊS SIMPLES INVERSA.........................................................................62
6.4 EXERCÍCIOS.................................................................................................................64
6.5 PORCENTAGEM...........................................................................................................65
6.5.1 Exercícios ..................................................................................................................67
7 UNIDADE DE MEDIDA DE COMPRIMENTO ...................................................................69
7.1 O METRO E SEUS MÚLTIPLOS E SUBMÚLTIPLOS....................................................69
7.2 UNIDADES DE MEDIDAS MENORES QUE O MILÍMETRO..........................................71
7.3 TRANSFORMAÇÃO DE MEDIDAS ...............................................................................73
7.4 POLEGADA ...................................................................................................................75
7.5 CONVERSÃO DE POLEGADAS EM MILÍMETROS E VICE-VERSA.............................75
7.6 EXERCÍCIOS.................................................................................................................76
7.7 PAQUÍMETRO...............................................................................................................78
7.7.1 Princípio do Vernier de 0,1 mm................................................................................78
7.7.2 Paquímetro – Sistema inglês ordinário ...................................................................80
7.7.3 Uso do Vernier (Nônio) .............................................................................................80
7.7.4 Exercícios ..................................................................................................................84
7.7.5 Exemplos de paquímetros........................................................................................85
8 GEOMETRIA PLANA .......................................................................................................87
8.1 POLÍGONO....................................................................................................................87
8.1.1 Polígono regular ........................................................................................................87
8.1.2 Polígono irregular .....................................................................................................87
8.2 PERÍMETRO..................................................................................................................87
8.3 CÁLCULO DA ÁREA DE FIGURAS PLANAS................................................................89
8.4 TRANSFORMAÇÃO DE UNIDADES DE MEDIDA DE SUPERFÍCIE.............................91
8.5 MODO PRÁTICO DE CALCULAR ÁREAS ....................................................................94
8.5.1 Área do retângulo......................................................................................................94
8.5.2 Área do quadrado......................................................................................................95
8.5.3 Área do paralelogramo .............................................................................................97
8.5.4 Área do triângulo.......................................................................................................98
8.5.5 Área do trapézio ........................................................................................................99
8.5.6 Área do losango ........................................................................................................99
8.5.7 Área do círculo ........................................................................................................ 100
8.6.1 Exercícios ................................................................................................................ 102
8.7.1 Aplicação da tabela de constante.......................................................................... 103
8.8 ÂNGULOS ................................................................................................................... 104
8.8.1 Ângulos consecutivos ............................................................................................ 104
8
8.8.2 Ângulos adjacentes.................................................................................................105
8.8.3 Bissetriz ...................................................................................................................105
8.8.4 Ângulos opostos pelo vértice ................................................................................105
8.8.5 Ângulo reto ..............................................................................................................106
8.8.6 Ângulo agudo ..........................................................................................................106
8.8.7 Ângulo raso .............................................................................................................106
8.8.8 Ângulos complementares, suplementares e replementares................................107
8.8.9 Medidas de ângulos ................................................................................................107
8.8.10 Adição de ângulos.................................................................................................107
8.8.11 Subtração de ângulos ...........................................................................................108
8.9 TEOREMA DE PITÁGORAS........................................................................................109
8.9.1 Exercícios – Relação de Pitágoras.........................................................................110
9 GEOMETRIA ESPACIAL................................................................................................111
9.1 SÓLIDOS GEOMÉTRICOS (FIGURAS ESPACIAIS) ...................................................111
9.1.1 Prismas ....................................................................................................................112
9.1.2 Pirâmides .................................................................................................................113
9.1.3 Cilindro, cone e esfera............................................................................................114
9.2 CÁLCULO DO VOLUME DOS SÓLIDOS GEOMÉTRICOS .........................................115
9.2.1 Mudança de unidades de volume...........................................................................116
9.2.2 Cálculo de volumes.................................................................................................116
9.2.3 Formulário para o cálculo de volumes ..................................................................120
10 TRIGONOMETRIA........................................................................................................121
10.1 SENO DE UM ÂNGULO AGUDO...............................................................................122
10.1.1 Exercícios ..............................................................................................................123
10.2 CO-SENO DE UM ÂNGULO AGUDO........................................................................124
10.2.1 Exercícios ..............................................................................................................125
10.3 TANGENTE DE UM ÂNGULO ...................................................................................126
10.3.1 Exercícios ..............................................................................................................126
10.4 CO-TANGENTE DE UM ÂNGULO AGUDO...............................................................127
10.4.1 Exercícios ..............................................................................................................127
10.5 APLICAÇÃO PRÁTICA ..............................................................................................128
10.5.1 Exercícios ..............................................................................................................128
11 UNIDADE DE MEDIDA DE CAPACIDADE....................................................................135
11.1 DISTINÇÃO ENTRE CAPACIDADE E VOLUME........................................................135
11.1.1 Transformação de medidas ..................................................................................135
11.2 MEDIDA DE MASSA..................................................................................................137
11.2.1 Unidade fundamental ............................................................................................137
11.2.2 Mudança de unidade.............................................................................................137
9
11.2.3 Exercícios ............................................................................................................... 138
11.3 MASSA ESPECÍFICA ................................................................................................ 138
12 VELOCIDADE DE CORTE - Vc .................................................................................... 141
12.1 ROTAÇÕES............................................................................................................... 141
12.2 DESIGNAÇÃO........................................................................................................... 142
12.3 TABELA..................................................................................................................... 144
REFERÊNCIAS ................................................................................................................. 145
10
11
LISTA DE FIGURAS
Figura 1 – Polias ..................................................................................................................63
Figura 2 – Diâmetro de polias ..............................................................................................63
Figura 3 – Engrenagens de polias........................................................................................64
Figura 4 − Paquímetro .........................................................................................................78
Figura 5 − Escala .................................................................................................................78
Figura 6 − Nônio ..................................................................................................................79
Figura 7 – Escala nônio .......................................................................................................79
Figura 8 – Posição 0,1 ........................................................................................................79
Figura 9 – Posição 0,2 ........................................................................................................79
Figura 10 – Posição 0,3 .......................................................................................................79
Figura 11 – Sistema Inglês Ordinário...................................................................................80
Figura 12 – Posição 1/16” ....................................................................................................80
Figura 13 - Posição 1/8” .......................................................................................................80
Figura 14 – Posição 5/8” ......................................................................................................80
Figura 15 - Nônio em polegadas ..........................................................................................80
Figura 16 - Nônio e escala em polegadas............................................................................81
Figura 17 – Posição 1/128” ..................................................................................................81
Figura 18 – Posição 1/64” ....................................................................................................81
Figura 19 – Posição 3/128” ..................................................................................................81
Figura 20 - Posição 33/128” .................................................................................................82
Figura 21 - Posição 45/64” ...................................................................................................82
Figura 22 - Posição 49/128” .................................................................................................82
Figura 23 - Posição 37/64” ...................................................................................................83
Figura 24 - Posição 13/32” ...................................................................................................83
Figura 25 - Posição 1 39/128” .............................................................................................83
Figura 26 − Medição interna.................................................................................................85
Figura 27 − Medição externa................................................................................................85
Figura 28 − Medição de profundidade..................................................................................85
Figura 29 − Paquímetro de profundidade.............................................................................85
Figura 30 – Paquímetro com bicos longos, para medição em posição profunda..................85
Figura 31 − Paquímetro de altura.........................................................................................86
12
Figura 32 − Paquímetro de altura equipado com relógio comparador ..................................86
Figura 33 − Paquímetro de nônio duplo para medição da espessura de dente de
engrenagem.......................................................................................................86
Figura 34 – Ângulo Ô.........................................................................................................104
Figura 35 – Ângulos consecutivos......................................................................................105
Figura 36 – Ângulos adjacentes .........................................................................................105
Figura 37 – Bissetriz...........................................................................................................105
Figura 38 – Ângulos opostos pelo vértice...........................................................................106
Figura 39 – Ângulo reto......................................................................................................106
Figura 40 – Ângulo agudo..................................................................................................106
Figura 41 – Ângulo raso.....................................................................................................106
Figura 42 – Triângulo retângulo .........................................................................................109
Figura 43 − Quadrados dos catetos ...................................................................................109
Figura 44 − Retângulo e suas dimensões ..........................................................................111
Figura 45 − Retângulo e suas dimensões em posição alternada........................................111
Figura 46 − Figura geométrica ...........................................................................................112
Figura 47 − Prisma.............................................................................................................112
Figura 48 − Prismas retos ..................................................................................................113
Figura 49 − Pirâmide..........................................................................................................113
Figura 50 − Nomes das pirâmide........................................................................................114
Figura 51 − Cilindro............................................................................................................114
Figura 52 − Cone ...............................................................................................................114
Figura 53 − Esfera..............................................................................................................115
Figura 54 - Volumes...........................................................................................................115
Figura 55 – Litro.................................................................................................................136
13
INTRODUÇÃO
Em grego mathema vem da raiz manthanein, que quer dizer aprendizagem.
Este fascículo tem caráter instrumental. Serve como um conjunto de ferramentas e
estratégias para serem aplicadas a diversas áreas do conhecimento, assim como
para a atividade profissional.
Elaborado de forma concisa e clara, trata-se de valioso subsídio em sala de aula,
que permite otimizar a gestão de tempo e o rendimento do grupo, transformando-se
em ferramenta essencial para o desempenho do professor, assim como promover a
preparação do aluno para que execute os cálculos matemáticos básicos necessários
à interpretação e ao pleno desempenho na execução de projetos, operacionalização
de máquinas, ferramentas e equipamentos para a confecção de produtos industriais.
14
15
1 CONTAGEM E NUMERAÇÃO
Números naturais são todos os números inteiros e positivos do zero até o infinito (!).
1.1 SISTEMA DECIMAL DE NUMERAÇÃO
Os objetos podem ser contados em grupos maiores ou menores, conforme a
conveniência. Assim, contam-se ovos em dúzia, pentes em centos, grampos em
grosas. Dúzias e centos passam a ser base de contagem. Quando se compram duas
dúzias de ovos, deve-se receber duas vezes uma dúzia.
Nem sempre é fácil avaliar um total quando não se tem com que compará-lo. O
hábito de comparar as quantidades contadas nos dedos das mãos talvez tenha
contribuído para que se estabelecesse o sistema decimal de numeração.
No sistema decimal de numeração, a base de contagem é dez. Logo, são
necessárias 10 unidades para formar uma dezena ( ) 10 1 10 = × , dez dezenas para
formar uma centena ( ) 100 10 10 = × e dez centenas para formar uma unidade de
milhar ( ) 1000 100 10 = × .
O sistema decimal representa as quantidades usando a regra da posição decimal.
Cada posição indica um tipo de grupo: unidade, dezenas, centenas, milhar etc., e
cada algarismo indica a quantidade de grupos:
{ } ∞ = ,..... 5 , 4 , 3 , 2 , 1 N
1000
100
10
1
16
Um número com um algarismo: por exemplo, o algarismo 2, só tem uma posição: é a
posição das unidades. As outras posições aparecem à esquerda da posição das
unidades.
Posição das
unidades
2
Um número com dois algarismos – como 82 – tem duas posições: a das unidades e
das dezenas, que fica logo à esquerda da posição das unidades. Isso indica que a
dezena vale 10 vezes mais que a unidade.
posição das
dezenas
posição das
unidades
8 2
Um número com três algarismos – como 982 – tem três posições: a das unidades, a
das dezenas e a das centenas. A posição das centenas fica logo à esquerda da
posição das dezenas. Isso indica que a centena vale 10 vezes mais que a dezena.
Posição das
centenas
posição das
dezenas
posição das
unidades
9 8 2
Um número com quatro algarismos – como 1 982 – tem quatro posições: a das
unidades, a das dezenas, a das centenas e a das unidades de milhar. Logo à
esquerda da posição das centenas fica a posição das unidades de milhar. Isso
indica que a unidade de milhar vale 10 vezes mais que a centena.
Posição das
unidades de
milhar
posição das
centenas
posição das
dezenas
posição das
unidades
1 9 8 2
Cada posição representa um grupo que é 10 vezes maior que o grupo que fica na
posição logo à direita. Por exemplo, a centena é 10 vezes maior do que a dezena.
unidades
de milhar
centenas dezenas unidades
A isso se chama regra da posição decimal. Ao utilizá-la, pode-se usar mais posições
colocando novos algarismos para a esquerda; as posições representam grupos cada
vez maiores.
17
No exemplo a seguir estão marcadas as posições do número 71 329 081 (setenta e
um milhões, trezentos e vinte e nove mil e oitenta e um).
7 dezenas
de milhão
1 unidade
de milhão
3 centenas
de milhar
2 dezenas
de milhar
9 unidades
de milhar
0 centenas 8 dezenas 1 unidade
7 1 3 2 9 0 8 1
campo do milhão campo do milhar campo da centena
1.2 LINGUAGEM ESCRITA E FALADA
A decomposição de um número em classes de três algarismos é feita com um
pequeno intervalo entre os algarismos que separam as classes. Não se deve usar
sinais, como o ponto ou a vírgula. Vejam-se os exemplos:
85 307 → lê-se oitenta e cinco mil, trezentos e sete (unidades).
9 666 201 → lê-se nove milhões, seiscentos e sessenta e seis mil e duzentos e um
(unidades).
3 567 908 315 → lê-se três bilhões, quinhentos e sessenta e sete milhões, novecentos
e oito mil e trezentos e quinze (unidades).
1.3 VALOR ABSOLUTO E VALOR RELATIVO DE UM ALGARISMO
Cada algarismo significativo de um número tem dois valores: o valor absoluto e o
valor relativo.
Valor absoluto é o que ele tem isoladamente do número a que pertence, e valor
relativo é aquele que o algarismo recebe de acordo com o lugar que ocupa no
número. Veja-se o exemplo:
No número 4 602 tem-se que: valores relativos
2 – representa as unidades simples ............................................ 2
0 – representa as dezenas .......................................................... 00
6 - representa as centenas......................................................... 600
4 – representa as unidades de milhar ........................................4 000
4 602
18
1.4 EXERCÍCIOS
1) Dizer quais os algarismos que representam as unidades simples, as dezenas e as
centenas do número 453.
Solução: em 453 tem-se:
3..... unidades .... simples .....3
5..... dezenas ....... ....... ...50
4..... centenas ...... ....... ..400
2) Quantas unidades, dezenas e centenas há em 726 unidades?
Solução: em 726 há
7 centenas e 2 dezenas; e, como cada centena vale dez dezenas, o
total de dezenas é 72.
7 x 100 = 700 → 7 centenas
70 x 10 = 700 → 70 dezenas
2 x 10 = 20.... → 2 dezenas
3) Qual é o valor relativo de 5 em cada um dos números: 12 502 e 36 715?
Solução:
em 12 502 tem-se 500 como valor relativo
em 36 715 tem-se 5 como valor relativo
4) Quantas dezenas há em 850 unidades? E quantas centenas?
5) Observar o número 293 e dizer qual é o algarismo de maior valor absoluto e qual
é o algarismo de maior valor relativo.
6) No número 3 472, quais são os algarismos das unidades simples, das dezenas e
das centenas e das unidades de milhar?
7) Escrever o menor e o maior número formado por dois algarismos significativos
diferentes.
8) Qual é o valor relativo de 8 em cada um dos números: 8 315 e 12 080?
19
2 OPERAÇÕES FUNDAMENTAIS COM NÚMEROS NATURAIS
2.1 ADIÇÃO DE NÚMEROS NATURAIS
Adição é a operação que permite reunir todas as unidades de diversos números em
um só número. O resultado desta operação chama-se soma ou total, e os números
que se somam, parcelas ou termos. Esta operação permite resolver todos os
problemas práticos nos quais ocorre o ato de reunir ou juntar os objetos da mesma
espécie ou as medidas de diversas grandezas referentes à mesma unidade.
2.1.1 Propriedades fundamentais da adição
São duas as propriedades fundamentais:
2.1.1.1 Comutativa – A ordem das parcelas não altera a soma.
Exemplos: 4 + 3 é igual a 3 + 4 (ambas valem 7)
6 + 8 + 1 = 8 + 6 + 1 = 1 + 8 + 6 (todas valem 15).
2.1.1.2 Associativa – A adição de vários números não se altera se algumas de suas
parcelas forem substituídas por sua soma efetuada.
Exemplo: 8 + 3 + 5 = (8 + 3) + 5 ou
8 + 3 + 5 = 11 + 5
NOTA:
Inversamente pode-se aplicar a propriedade dissociativa, isto é, substituir parcela
por outras que a tenham por soma.
Exemplo: 11 + 5 = (8 + 3) + 5
2.1.2 Regra prática para efetuar a adição
Para somar diversos números naturais, escrevem-se uns embaixo dos outros, de
modo que fiquem dispostos em colunas ou em algarismos da mesma ordem. Em
outras palavras: colocam-se unidades embaixo de unidades, dezenas embaixo de
dezenas, centenas embaixo de centenas...
20
Exemplo: Para somar 125 + 13 + 9, escreve-se da seguinte maneira:
125
+ 13
9
Somam-se os algarismos da última coluna à direita, escreve-se embaixo dela o
algarismo que representa as unidades simples da soma; as dezenas, caso existam,
são somadas aos algarismos da coluna das dezenas. Procede-se da mesma forma
até a última coluna à esquerda, quando se obtém o resultado total.
No exemplo: 1
125
13
+ 9
147
2.1.3 Como conferir uma soma
Pode-se comparar o resultado de uma soma através da prova real, que é baseada
na propriedade comutativa. Desse modo, pode-se refazer a operação depois de ter
trocado a ordem das parcelas. Na prática, equivale a fazer a adição de baixo para
cima. Se estiver correta, encontra-se o mesmo resultado.
Exemplo:
1 024 89
20 132 20 132
+ 89 + 1 024
21 245 21 245
2.2 SUBTRAÇÃO DE NÚMEROS NATURAIS
Subtração é a operação que envolve ou representa a idéia de tirar, deduzir ou
diminuir. O número do qual se tiram unidades é chamado minuendo; o que é tirado
dele chama-se subtraendo, e o resultado é chamado resto ou diferença.
A subtração só é possível quando o subtraendo é menor que o minuendo ou, no
máximo, igual a ele. Se os termos forem iguais, o resultado será nulo.
2.2.1 Regra prática para efetuar a subtração
Para efetuar a subtração de dois números escreve-se o subtraendo embaixo do
minuendo, de modo que fiquem dispostos em colunas os algarismos de mesma
ordem. Em outras palavras: colocam-se unidades embaixo de unidades, dezenas
embaixo de dezenas e centenas embaixo de centenas.
21
Exemplo: 8 563 – 928 8 563
– 928
resultado: 7 635
2.2.3 Como verificar se a subtração está certa
Quando se faz uma subtração pode-se tirar a prova, isto é, pode-se verificar se a
subtração está correta. Para isso, soma-se o subtraendo com o resto ou diferença.
Exemplo: 8 563 7 635
– 928 + 928
7 635 8 563
A subtração está certa, porque o número 8 563 – obtido como resultado na adição –
coincide com o minuendo da subtração, que também é 8 563.
2.3 MULTIPLICAÇÃO DE NÚMEROS NATURAIS
Multiplicar é somar parcelas iguais.
Exemplo: 4 + 4 + 4 = 12
4 x 3 = 12 ⇒ que se lê: quatro multiplicado por três ou quatro vezes três.
Nesta adição, a parcela (4) que se repete é chamada multiplicando; o número de
vezes (3) que a parcela aparece é chamado multiplicador, e o resultado (12) chama-
se produto.
Desse modo, tem-se a seguinte definição: Multiplicação é a operação que permite
somar um número chamado multiplicando tantas vezes como parcela quantas forem
as unidades do outro número, chamado multiplicador.
A multiplicação é indicada por um X colocado entre os dois números chamados
fatores. Costuma-se, também, indicar a multiplicação de dois números por um ponto
colocado entre os fatores.
Exemplo: 12 3 4 = ×
OBSERVAÇÕES:
1.ª Quando o multiplicando ou o multiplicador for 0, o produto será nulo.
Exemplo:
0 5 0 = × ⇒ porque 0 0 0 0 0 0 = + + + +
2.ª Quando o multiplicando for 1, o produto será igual ao multiplicador.
Exemplo:
4 4 1 = × ⇒ porque 4 1 1 1 1 = + + +
22
3.ª Ao multiplicar um número natural por 2, obtém-se o dobro desse número; por 3,
o triplo; por 4, o quádruplo etc.
Exemplos:
5 x 2 = 10 5 + 5 = 10
5 x 3 = 15 5 + 5 + 5 = 15
5 x 4 = 20 5 + 5 + 5 + 5 = 20
2.3.1 Propriedades fundamentais da multiplicação
São duas as propriedades fundamentais:
2.3.1.1 Comutativa – A ordem dos fatores não altera o produto.
Exemplo: 4 x 3 é igual a 3 x 4 (ambas iguais a 12).
2.3.1.2 Distributiva em relação à soma e à diferença indicada – Para multiplicar uma
soma ou uma diferença indicada por um número, multiplica-se cada uma de suas
parcelas ou termos por esse número, e em seguida somam-se ou subtraem-se os
resultados.
Exemplos: (4 + 5) x 3 = 4 x 3 + 5 x 3
(7 – 4) x 5 = 7 x 5 - 4 x 5
Esta propriedade é chamada distributiva porque o multiplicador se distribui por todos
os termos.
2.3.2 Regras práticas para efetuar a multiplicação
Mostram-se duas regras:
1.ª A multiplicação de dois números naturais de um só algarismo é feita de memória.
Os resultados dessas multiplicações encontram-se na tábua de multiplicação de
Pitágoras. Como exemplo, veja-se como saber o resultado da multiplicação 7 x 8:
1 2 3 4 5 6 7 8 9 X
1 1 2 3 4 5 6 7 8 9
2 2 4 6 8 10 12 14 16 18
3 3 6 9 12 15 18 21 24 27
4 4 8 12 16 20 24 28 32 36
5 5 10 15 20 25 30 35 40 45
6 6 12 18 24 30 36 42 48 54
7 7 14 21 28 35 42 49 56 63
8 8 16 24 32 40 48 56 64 72
9 9 18 27 36 45 54 63 72 81
23
Procura-se o número 8 na primeira coluna vertical e acompanha-se a linha do 8 na
horizontal; depois busca-se o número 7 na primeira linha horizontal e acompanha-se
a coluna do 7 na vertical. Onde as duas linhas se encontram, acha-se o resultado.
Solução: 7 x 8 = 56
2.ª A multiplicação de um número natural qualquer por outro de um só algarismo é
feita multiplicando-se o valor absoluto do multiplicador por cada um dos
algarismos do multiplicando, a partir da direita.
De cada produto parcial escreve-se o algarismo das unidades, enquanto as
dezenas se juntam ao produto parcial sucessivo. O último produto obtido é
escrito por completo.
Exemplo: 8329 x 7
1º) 63 7 9 = × 2º) 14 7 2 = ×
3º) 21 7 3 = × 4º) 56 7 8 = ×
2.3.3 Como verificar se a multiplicação está certa
2.3.3.1 Prova real – É feita refazendo-se a operação depois de trocada a ordem dos
fatores. Pela propriedade comutativa, deve-se encontrar o mesmo resultado se a
operação estiver certa.
Exemplo: 236 25
X 25 x 236
1180 150
472 75
5 900 50 .
5 900
2.3.3.2 Também é possível fazer a prova dividindo o produto da multiplicação (5 900)
pelo multiplicador (25). Para que o cálculo esteja correto, deve-se obter como
resultado o multiplicando (236).
20
6 +
23
2 +
58
2 +
58303
7
8329
6 2 2
×
24
Exemplo: 5 900 25
50 0 236
090
75 0
150
150
000
2.4 DIVISÃO DE NÚMEROS NATURAIS
Divisão é a operação que permite verificar quantas vezes um número está contido
em outro. O maior número (o que contém) chama-se dividendo; o menor (o que está
contido), divisor; o número de vezes que o dividendo contém o divisor é chamado
quociente.
Se o divisor está contido exatamente um certo número de vezes no dividendo, a
divisão é exata; caso contrário, é aproximada.
Chama-se resto a diferença entre o dividendo e o produto do divisor pelo quociente.
A divisão é indicada pelos sinais : ou ÷ que se lêem “dividido por”.
Exemplo:
– divisão exata
15 é o dividendo
15 : 3 = 5 onde 3 é o divisor
5 é o quociente.
– divisão aproximada
17 3 onde 17 é o dividendo
15 5 3 é o divisor
02 5 é o quociente
2 é o resto.
2.4.1 Propriedades gerais da divisão
1.ª Um número dividido por si mesmo resulta como quociente a unidade.
Exemplo: 1 8 8 = ÷ porque 8 1 8 = ×
2.ª Um número dividido pela unidade resulta como quociente o próprio número.
Exemplo: 1 5 5 = ÷ porque 5 1 5 = ×
25
3.ª Zero dividido por qualquer outro número resulta como quociente zero.
Exemplo: 0 7 0 = ÷ porque 0 7 0 = ×
4.ª Não tem sentido a divisão quando o divisor é zero.
Assim, por exemplo, = ÷ 0 7 ? (impossível), pois não existe número algum que,
multiplicado por 0, dê 7.
Quando um número é dividido por 2 costuma-se dizer que se tomou sua metade; por
3, sua terça parte; por 4, sua quarta parte etc.
Para as divisões exatas vale, também, a propriedade distributiva, isto é:
( ) 3 12 3 24 3 12 24 ÷ + ÷ = ÷ +
( ) 3 12 3 24 3 12 24 ÷ − ÷ = ÷ −
Do estudo feito, observa-se que:
a) O resto de uma divisão aproximada é sempre menor que o divisor.
Exemplo: 39 5 10 7
35 0 7 7 1
04 3
b) O resto de uma divisão exata é zero.
Exemplo: 24 8
24 0 3
00
2.4.2 Regras práticas para efetuar a divisão
1.ª Lembrando da tábua de multiplicação de Pitágoras, pode-se fazer de memória
as divisões em que o divisor tem um só algarismo e o quociente é menor que 10.
Assim, por exemplo, na divisão de 30 por 4 o quociente é 7 e o resto é 2, porque
30 = 7 x 4 + 2
2.ª Para dividir um número qualquer por outro, separa-se no dividendo, a partir da
esquerda, um número que tenha o divisor no mínimo uma vez e no máximo nove
vezes. A parte separada é o primeiro dividendo parcial.
Exemplo: 5 639 15
Divide-se o número que foi separado no dividendo (56) pelo divisor (15), obtendo
o primeiro algarismo do quociente (3).
5 639 15
3
26
A seguir, multiplica-se o valor absoluto desse algarismo (3) pelo divisor (15) e
subtrai-se o produto do primeiro dividendo parcial (56), tendo como resultado o
resto parcial (11).
5 639 15
45 0 3
11
Divide-se o segundo dividendo parcial (113) pelo divisor (15) e encontra-se o
segundo algarismo do quociente (7).
5 639 15
45 0 37
113
A seguir multiplica-se o valor absoluto desse algarismo (7) pelo divisor (15) e
subtrai-se o produto (105) do segundo dividendo parcial (113), tendo como
resultado o resto parcial (8).
5 639 15
45 0 37
113
105
008
À direita do resto obtido (8) baixa-se o algarismo seguinte do dividendo (9);
obtém-se, assim, o terceiro dividendo (89), que é o último desta divisão.
5 639 15
45 0 37
113
105 0
0089
Divide-se o terceiro dividendo (89) pelo divisor (15) e encontra-se o terceiro
algarismo do quociente (5).
5 639 15
45 0 375
113
105 0
0089
A seguir, multiplica-se o valor absoluto desse algarismo (5) pelo divisor (15) e
subtrai-se o produto do terceiro dividendo (89).
27
5 639 15
45 0 375
113
105 0
0089
75
14
Está terminada a divisão. Obteve-se como resultado do cálculo 375 e como resto, 14.
2.4.3 Como verificar se a divisão está correta
Faz-se a prova real. A prova real da divisão é feita multiplicando-se o quociente
(375) pelo divisor (15) e somando este produto com o resto (14). Se a operação
estiver correta, deve-se encontrar o dividendo (5 639).
5 639 15
45 0 375
113 x 15
105 0 5 625
0089 + 14
75 5 639
14
2.4.4 Divisão de números naturais com zeros no final dos números
Para facilitar a divisão de números naturais com zeros no final dos números, deve-se
cortar o mesmo número de zeros no dividendo e no divisor e fazer a divisão
normalmente, como já aprendido. Exemplos:
1 680 40 6 000 80
16 0 42 56 0 75
008 040
8 0 40 0
0 00
2.5 POTÊNCIA
Chama-se potência de um número o produto cujos fatores são todos iguais a ele.
Exemplo: 3 x 3 x 3 x 3 x 3 = 243
Representação: 3
5
= 243 → lê-se três elevado à quinta potência.
- o número 3 é denominado base;
- o número 5, expoente ou grau;
- o número 243, produto de todos os fatores repetidos, é a
potência.
28
2.5.1 Regras práticas de potenciação
1.ª Para multiplicar potências semelhantes (com mesmos expoentes) multiplicam-se
as bases e conserva-se o expoente.
Exemplos: 3
4
x 4
4
= 12
4
8
2
x 4
2
= 32
2
2.ª Para dividir potências semelhantes dividem-se as bases e conserva-se o expoente.
Exemplos: 8
3
÷ 2
3
= 4
3
4
2
÷ 2
2
= 2
2
3.ª Para multiplicar potências de mesma base somam-se os expoentes e conserva-se a
base.
Exemplos: 3
2
x 3
3
x

3
4
= 3
2+3+4
= 3
9
7
3
x 7
4
= 7
3+4
= 7
7
4.ª Para dividir potências de mesma base conserva-se a base e subtraem-se os
expoentes.
Exemplos: 3
7
÷ 3
4
= 3
7-4
= 3
3
5
4
÷ 5
3
= 5
4-3
= 5
1
5.ª Para elevar uma potência a outra potência multiplicam-se os expoentes.
Exemplos: (2
2
)
5
= 2
10
(3
3
)
4
= 3
12
6.ª Para elevar uma fração a uma potência elevam-se os dois termos a essa potência.
Exemplos:
7.ª Qualquer número diferente de zero, elevado a um expoente negativo, é igual ao
inverso do mesmo número, com expoente positivo.
Exemplo:

8
1
2
1
2
3
3
= =

OBSERVAÇÕES:
a) 1
8
= 1 (um) 1 elevado qualquer expoente será sempre 1.
b) 2
1
= 2 qualquer número elevado a expoente 1 não se altera.
c) 7
0
= 1 qualquer número elevado a expoente zero será sempre 1.
3
5
3
3
3
5
3
= 





29
2.5.2 Exercícios
1. Calcular as potências:
2. Calcular o quadrado de 133.
3. Calcular o quadrado de 125.
4. Calcular o cubo de 3.
5. Calcular o cubo de 9.
6. Calcular a diferença entre o cubo de 6 e o quadrado de 7.
7. Calcular o produto da diferença entre o quadrado de 11 e o quadrado de 9 por 15.
8. Calcular a divisão do cubo de 8 pelo quadrado de 4.
9. Calcular as seguintes expressões:
8
2
+ 3
3
+ 5
2
+ 12
2
+ 11
2
+ 7
3
=
13
2
- 9
2
+ 15
2
- 20
2
+ 6
3
+ 4
2
=
=
=
= ÷
= ×
=
=
=
=

2
2
3 5
4 2
2
1
0
2
4 ) 8
40 ) 7
3 3 ) 6
2 2 ) 5
7 ) 4
175 ) 3
5 ) 2
7 ) 1
( )
( )
=






=






= ×
= ÷
=
=
=
=

3
3
3
3
2
2
2
2
4
1
) 16
5
3
) 15
4 2 ) 14
2 6 ) 13
1000 ) 12
100 ) 11
8 ) 10
2 ) 9
30
10. Controle mensal da produção de uma indústria de ferramentas segundo a
capacidade horária de fabricação das máquinas, por setor.
Calcular as unidades fabricadas.
Especificação do produto Setor Produção horária Horas trabalhadas Unidades
fabricadas
chaves de boca ¾”
alicate bico redondo
martelo modelo 00/20
chave Allen
brocas ½”
alargadores 3/8”
chave de fenda 4x¼”
A
B
C
D
E
A
D
14 500
324
867
285
620
255
117
35
25
40
38
27
18
29
Total das unidades fabricadas
O quadro abaixo representa a produção mensal de uma máquina. Sabendo que a
empresa trabalha 21 dias por mês, à razão de 8 horas por dia, calcular o número de
peças fabricadas.
a) durante 1 dia de trabalho
b) durante 1 hora de trabalho.
Especificação do produto Produção mensal Produção diária Produção horária
peça 7-04
peça 185/B
peça 04-12
peça BC-7
peça KL-24
peça 35-12
peça ZY
peça 400.02
672
840
1 344
2 016
2 520
1 512
7 392
1 008
31
3 NÚMEROS DECIMAIS
Decimal é o número que tem uma parte (inteira) à esquerda da vírgula e outra parte,
a decimal, à direita. Exemplo: 3,125. Os algarismos à esquerda da vírgula representam
o número de unidades inteiras, e os números à direita da vírgula representam,
sucessivamente, décimos, centésimos, milésimos etc. dessa unidade.
O grupo de algarismos à esquerda da vírgula denomina-se parte inteira; o da direita,
parte decimal.
3.1 LEITURA DOS NÚMEROS DECIMAIS
Exemplos de leitura dos números decimais:
trezentos e quatorze centésimos
sete mil, quatrocentos e oitenta e cinco milésimos
duzentos e cinco centésimos
dois mil e cinco milésimos.
Na outra forma de leitura, é necessário conhecer os décimos, centésimos e milésimos,
e também as posições decimais. Lê-se primeiramente o número que representa a parte
inteira, seguido do nome unidades, e depois a parte decimal, dando a designação da
unidade representada pelo último algarismo da direita. Se a parte inteira for nula, lê-
se somente a parte decimal. São exemplos:
⇒ 623 , 15 15 inteiros e 623 milésimos
⇒ 72 , 2 2 inteiros e 72 centésimos
⇒ 8543 , 3 3 inteiros e 8 543 décimos de milésimos
⇒ 01856 , 0 1 856 centésimos de milésimos
⇒ 02 , 0 2 centésimos
⇒ 001 , 0 1 milésimo
→ =
100
314
14 , 3
→ =
1000
7485
485 , 7
→ =
100
205
05 , 2
→ =
1000
2005
005 , 2
32
O quadro a seguir apresenta as posições decimais do número 4,918463.
i
n
t
e
i
r
o
s
d
é
c
i
m
o
s
c
e
n
t
é
s
i
m
o
s
m
i
l
é
s
i
m
o
s
d
é
c
i
m
o
s

d
e
m
i
l
é
s
i
m
o
c
e
n
t
é
s
i
m
o
s
d
e

m
i
l
é
s
i
m
o
m
i
l
i
o
n
é
s
i
m
o
quatro inteiros, novecentos e
dezoito mil e quatrocentos e
sessenta e três milionésimos
4, 9 1 8 4 6 3
Se for necessário escrever um número decimal que tenha partes ainda menores que
o milionésimo, pode-se usar posições cada vez mais para a direita.
3.2 COMPOSIÇÃO E DECOMPOSIÇÃO DE NÚMEROS DECIMAIS
Compor é formar um número juntando seus grupos.
Exemplos:
Qual é o número que contém 3 dezenas, 2 unidades, 8 décimos, 4 centésimos e 5
milésimos? O número decimal formado é: 32,845
Qual é o número que contém 4 unidades, 6 décimos, 2 centésimos e 3 milésimos?
O número decimal formado é: 4,623
Por outro lado, decompor um número decimal é dar o valor de cada algarismo dele.
Exemplos:
43,265 – A posição dos algarismos indica que esse número é formado por:
4 dezenas, 3 unidades, 2 décimos, 6 centésimos e 5 milésimos.
21,874 – Ele é formado por:
2 dezenas, 1 unidade, 8 décimos, 7 centésimos e 4 milésimos.
3.3 COMPARAÇÃO DE NÚMEROS DECIMAIS
Comparar números decimais consiste em descobrir qual é o maior. Quando dois
números decimais têm as unidades inteiras diferentes, é muito fácil saber qual é o
maior. Neste caso, o maior é aquele que tem a parte antes da vírgula, inteira, maior.
33
Exemplos:
Qual é o maior: 2,31 ou 1,52? Logo se vê que 2,31 é maior que 1,52, porque 2 é
maior que 1. Do mesmo modo, o número 11,03 é maior que 9,12 porque 11 é maior
que 9 e o número 12,5 é maior que 10,628 porque 12 é maior que 10.
Mostra-se agora como descobrir o número decimal que é maior quando as unidades
inteiras são iguais.
3.3.1 Primeiro caso
Observando os números 3,15 e 3,12, verifica-se que têm unidades inteiras iguais
antes da vírgula, e também a mesma quantidade de posições depois da vírgula. Os
dois números têm duas posições decimais depois da vírgula. Neste caso, é só
comparar: é maior o número que tem a parte decimal maior. Assim, 3,15 é maior que
3,12, porque 15 é maior que 12.
3.3.2 Segundo caso
Observando agora os números 6,15 e 6,7, vê-se que têm unidades inteiras iguais e
partes decimais com quantidade diferente de posições depois da vírgula. O primeiro
tem dois algarismos depois da vírgula, e o segundo só tem um. Neste caso, para
saber qual é o maior, iguala-se a quantidade de casas decimais colocando zeros no
número que tiver menos casas. Assim: 6,15 e 6,70. Em seguida, vê-se qual dos
dois tem a parte decimal maior.
No exemplo, 6,7 é maior que 6,15 porque:
– as partes inteiras são iguais (6 e 6);
– ao igualar o número de casas vê-se que 70 é maior que 15.
Em outro exemplo:
8,3 é maior que 8,125 porque:
– as partes inteiras são iguais (8 e 8);
– ao igualar o número de casas da parte decimal colocando zeros deixam-se os
dois números com três casas: 8,300 e 8,125;
– vê-se que 300 é maior que 125.
3.4 OPERAÇÕES FUNDAMENTAIS COM NÚMEROS DECIMAIS
3.4.1 Adição de números decimais
Para somar um número decimal deve-se escrever os números de maneira que as
vírgulas fiquem sempre uma embaixo da outra. Monta-se a conta e realiza-se a
soma exatamente como se faz com os números naturais. Depois, para completar a
soma, coloca-se a vírgula no resultado.
34
Exemplo: Efetuar a soma: 5,135 + 103,61 + 237,402= 346,147 5,135
103,61
+ 237,402
346,147
A vírgula do resultado da soma deve ficar abaixo das demais vírgulas.
Às vezes torna-se necessário somar números inteiros (números sem vírgulas) com
números decimais (números com vírgula). Neste caso, para a montagem da conta
considera-se que há uma vírgula logo após o número inteiro.
Exemplo: Efetuar a soma: 8,23 + 13= 21,23 8,23
+ 13,00
21,23
Observe-se que a vírgula que se considera existir no número 13 ficou
embaixo da vírgula do número decimal.
3.4.1.1 Soma de medidas – Para somar medidas, o procedimento é o mesmo
utilizado para efetuar adições ou subtrações de números naturais e números
decimais. As medidas a ser somadas precisam estar na mesa unidade.
Exemplo: Para somar 3,2 m + 25,1 m
3,2 m a unidade de medida é o metro
+ 25,1 m a unidade de medida é o metro
28,3 m a unidade de medida é o metro
3.4.2 Subtração de números decimais
Para subtrair um número decimal, deve-se escrever os números de maneira que as
vírgulas fiquem sempre uma embaixo da outra. Monta-se a conta e realiza-se a
subtração exatamente como é feito com números naturais. Depois, para completar a
subtração, é necessário colocar a vírgula no resultado.
Exemplo: Efetuar a seguinte subtração:
228,943 - 117,540 228,943
– 117,540
111,403
A vírgula do resultado da subtração deve ficar abaixo das demais vírgulas.
Às vezes precisa-se subtrair números inteiros (números sem vírgula) de números
decimais (números com vírgula), ou subtrair números decimais (números com
vírgulas) de números inteiros (números sem vírgula).
35
Exemplos: 9,453 5
- 7 - - 3,22
Para facilitar a operação, coloca-se a vírgula no número natural e preenchem-se as
posições vazias com zeros.
9,453 5,00
- 7.000- - 3,22
Depois, efetua-se a operação:
9,453 5,00
- 7.000- - 3,22
2,453 1,78
3.4.3 Multiplicação de números decimais
3.4.3.1 Multiplicação de números decimais por números naturais – Inicialmente, faz-
se a multiplicação como nos números naturais.
12,6
x 4
504
Agora só falta pôr a vírgula no resultado.
Dos números que foram multiplicados, um possui uma casa decimal (12,6, isto é, um
algarismo depois da vírgula). Neste caso, o resultado ficará com uma casa decimal,
uma casa após a vírgula:
12, 6 este fator tem uma posição decimal
x 40
50, 4 o produto ou resultado tem uma posição decimal
Quando se multiplica um número decimal que tem duas posições decimais por um
número natural, o resultado também fica com duas posições decimais, isto é, dois
algarismos depois da vírgula.
Exemplo:
2, 14 este fator tem duas posições decimais
x 2 0
4, 28 o produto ou resultado tem duas posições decimais.
36
Quando se multiplica um número decimal que tem três posições decimais por um
número natural, o resultado também fica com três posições decimais, isto é, três
algarismos depois da vírgula. Exemplo:
2, 314 este fator tem três posições decimais
x 5 0
11, 570 o produto ou resultado tem três posições decimais.
Da mesma maneira, ao multiplicar um número decimal com quatro casas decimais
por um número natural, o resultado terá quatro casas decimais, e assim por diante.
3.4.3.2 Multiplicação de números decimais por números decimais – Também neste
caso, a única diferença entre a multiplicação com números naturais e a multiplicação
com números decimais é a vírgula. Exemplo:
2,7 uma casa decimal Serão somadas as casas decimais e contadas
x 1,4 0 uma casa decimal no resultado, da direita para a esquerda.
108
+ 27
3,78 duas casas decimais
− − , 7 2 casas ,78 duas casas após a vírgula
− − , 4
Outros exemplos:
13,58 duas casas decimais
x 3,6 0 uma casa decimal
8148
+4074 0
48,888 três casas decimais
Neste exemplo, o resultado ficou com três casas decimais, porque os dois fatores
juntos têm três casas decimais após a vírgula.
14,59 duas casas decimais
x 1,25 0 duas casas decimais
7295
2918
+ 1459 0
18,2375 quatro casas decimais
Neste exemplo, o resultado ficou com quatro casas decimais porque os dois fatores
juntos têm quatro casas decimais.
37
3.4.4 Divisão de números decimais
A divisão é o processo inverso da multiplicação. Assim, nesta operação, ao invés de
somar, subtrai-se o número de posições decimais do dividendo do número de
posições decimais do divisor.
Exemplo:
4 , 9 5 0 ÷ 2, 7 5 = 1 , 8
três duas uma
posições posições posição
decimais decimais decimal
3.4.4.1 Divisões cujo dividendo tem maior número de posições decimais que o divisor
1.º exemplo: 3,22 ÷ 2,3 =
Inicialmente faz-se a divisão como se os números do dividendo e do divisor fossem
naturais.
3,22 2,3 322 230 método de igualar as casas decimais
- 2 3 0 1,4 ou 230 1,......
0 92 092
- 92 para continuar, coloca-se um zero ao lado do 92.
00 920 230
920 ...,4
000 Resultado: 1,4
Para colocar a vírgula no quociente, contam-se as casas decimais do dividendo e
subtrai-se do número de casas decimais do divisor.
3,22 ÷ 2,3 =
2 – 1 = 1
Nesta divisão, o quociente terá 1 casa decimal, ou seja: 1,4.
2.º exemplo: 12,744 ÷ 5,4
12,744 5,4
- 10 8 0 2,36
01 94
- 1 62
0 324
- 324
000
38
O dividendo tem três posições decimais, e o divisor tem uma posição decimal. Como
3 - 1 = 2, o quociente terá duas posições decimais.
Assim: 12,744 ÷ 5,4 = 2,36
3 - 1 = 2
3.º exemplo:
Tendo-se uma divisão cujo dividendo tem uma ou mais posições decimais e o divisor
é número natural que não tem posições decimais, ou seja, zero posições decimais.
Inicialmente faz-se a divisão como segue:
83,7 ÷ 27 = 3,1
83,7 27
- 81 0 3,1
02 7
- 2 7
0 0
Para colocar a vírgula, subtrai-se o número de posições decimais do dividendo, que
é um, do número de posições decimais do divisor, que é zero. Então: 1 – 0 = 1
83,7 ÷ 27 = 3,1
1 - 0 = 1
4.º exemplo:
116,55 ÷ 63 =
116,55 63
- 63 0 1,85
53 5
- 50 4 0
03 15
- 3 15
0 00
Para colocar a vírgula, tem-se duas posições decimais no dividendo menos zero
posições decimais no divisor:
116,55 ÷ 63 = 1,85
2 - 0 = 2
39
3.4.4.2 Divisões cujo dividendo e divisor têm o mesmo número de posições decimais
1.º exemplo:
46,8 ÷ 7,8
Inicialmente faz-se a divisão como se os números do dividendo e do divisor fossem
naturais.
46,8 7,8
- 46 80 6
00 0
O dividendo tem uma posição decimal. O divisor também tem uma posição decimal.
46,8 ÷ 7,8 = 6
1 - 1 = 0
O quociente é um número sem posições decimais.
2.º exemplo:
8,16 ÷ 0,68 = 12
8,16 0,68
- 6 8 0 12
1 36
- 1 36 0
0 00
O quociente é um número que tem apenas unidades inteiras, sem partes decimais,
porque o dividendo e o divisor têm o mesmo número de posições decimais.
3.4.4.3 Divisões cujo dividendo tem menor número de posições decimais que o divisor
1.º exemplo:
53,9 ÷ 3,85 =
O dividendo tem uma posição decimal; o divisor tem duas posições decimais. Pode-se
calcular zeros à direita de um número decimal depois da vírgula, sem mudar seu
valor. Se for colocado um zero no dividendo, ficam duas posições decimais, tanto no
dividendo como no divisor:
53,90 ÷ 3,85 =
40
Inicialmente faz-se a divisão como se os números do dividendo e do divisor fossem
naturais.
53,90 3,85
- 38 5 0 14
15 40
- 15 40 0
00 00
O quociente é um número sem posição decimal, porque:
53,90 ÷ 3,85 = 14
2 – 2 = 0
2.º exemplo:
59,5 ÷ 2,125 = 28
59,500 2,125
- 42 50 0 28
17 000
- 17 000 0
00 000
O quociente é um número sem posição, porque:
59,500 ÷ 2,125 = 28
3 – 3 = 0
3.º exemplo:
Quando o dividendo tem somente unidades inteiras, pode-se colocar vírgula no
dividendo e acrescentar zeros:
202 ÷ 50,5 =
202,0 50,5
- 202 0 0 4
000 0
O quociente é um número sem posição decimal, porque:
41
202,0 ÷ 50,5 = 4
1 – 1 = 0
3.4.4.4 Divisões com aproximação – Já foi visto que, para determinar as posições
decimais do quociente de uma divisão, basta contar as posições decimais do
dividendo e do divisor e subtrair uma da outra.
1.º exemplo:
3,3 ÷ 1,2 = 2
3,3 1,2
– 2,40 2
0 9
O quociente é um número sem posições decimais, e sobra o resto 9.
2.º exemplo:
3,30 ÷ 1,2 = 2,7
3,30 1,2
- 2 4 0 2,7
0 90
84 0
06
O quociente possui uma casa decimal, e sobra resto 6.
3.º exemplo:
3,300 ÷ 1,2 = 2,75
3,300 1,2
- 2 4 0 2,75
0 90
- 84 0
060
- 60
00
O quociente possui duas posições decimais. Sabe-se que é possível colocar zeros à
direita de um número decimal depois da vírgula sem mudar seu valor.
Então, 3,3 = 3,30 = 3,300
42
O dividendo e o divisor são os mesmos nas divisões anteriores,
3,3 ÷ 1,2 = 2
3,30 ÷ 1,2 = 2,7
3,300 ÷ 1,2 = 2,75
mas o quociente é diferente em cada exemplo. Isso significa que, quanto mais zeros
forem colocados no dividendo, mais posições decimais terá o quociente.
Ao continuar a conta – colocando zeros no dividendo – está-se fazendo uma
aproximação.
4.º exemplo:
1,5 ÷ 0,8 = 1
Esta é uma conta sem aproximação decimal.
1,5 0,8
– 8 0 1
0 7
5.º exemplo:
1,50 ÷ 0,8 = 1,8
Esta é uma conta com aproximação de décimos, porque o quociente ficou com uma
posição decimal.
1,50 0,8
- 8 0 1,8
0 70
- 64 0 aproximação de décimos
Se for desejado, pode-se continuar a conta anterior até a casa dos centésimos,
milésimos..., desde que se continue a dispor de resto. Basta, para isso, ir
acrescentando zeros no dividendo.
1,500 0,8 1,5000 0,8
- 8 0 1,87 - 8 0 1,875
0 70 0 70
- 64 0 aproximação de centésimos - 64 0 aproximação de milésimos
060 060
- 56 - 56 0
04 040
40
00
43
3.4.4.5 Divisões com números decimais por 10, 100, 1 000 etc. – Para dividir um
número decimal por 10, 100, 1 000... deve-se deslocar a vírgula para a esquerda
tantas casas quantos forem os zeros do algarismo divisor. Na falta de casas
decimais no número que está sendo dividido, é preciso completar com zero a
posição decimal que está faltando.
1.º exemplo:
Para dividir um número por 10, desloca-se a vírgula uma casa para a esquerda:
375,12 ÷ 10 = 37,512
289,75 ÷ 10 = 28,975
0,32 ÷ 10 = 0,032
2.º exemplo:
Para dividir um número por 100, desloca-se a vírgula duas casas para a esquerda:
843,2 ÷ 100 = 8,432
43,8 ÷ 100 = 0,438
0,2 ÷ 100 = 0,002
3.º exemplo:
Para dividir um número por 1 000, desloca-se a vírgula três casas para a esquerda:
1 042,4 ÷ 1 000 = 1,0424
9 651,3 ÷ 1 000 = 9,6516
74,8 ÷ 1 000 = 0,0748
3.5 EXERCÍCIOS
Calcular os comprimentos “C” indicados nas seguintes peças:
A B
44
C D
E F
G
45
H
Achar a profundidade de corte “P” necessária para dar forma quadrada ao eixo
representado abaixo.
Qual é a espessura da parede “E” da tubulação da figura a seguir?
46
Calcular o diâmetro “Ø” e a dimensão “X” da figura.
Calcular o comprimento C da figura.
Calcular na figura abaixo:
a) C =
b) Os espaços entre os pontos do intervalo 1 e 2.

47
4 MÚLTIPLO DE UM NÚMERO E DIVISIBILIDADE
4.1 MÚLTIPLO DE UM NÚMERO
Um número é múltiplo de outro quando sua divisão por ele é exata.
Assim, 21 é múltiplo de 7 e de 3, pois 21 ÷ 7 = 3
21 ÷ 3 = 7
4.2 DIVISIBILIDADE
4.2.1 Divisibilidade por 2
Um número é divisível por 2 quando o último algarismo (de suas unidades) é 0, 2, 4,
6 ou 8. Isto é: divisíveis por 2 são todos os números pares.
4.2.2 Divisibilidade por 3
Um número é divisível por 3 quando a soma dos valores absolutos de seus
algarismos é divisível por 3.
Exemplo: o número 37 212 é divisível por 3 porque 3 + 7 + 2 + 1 + 2 = 15, que é
múltiplo de 3.
4.2.3 Divisibilidade por 4
Um número é divisível por 4 quando seus dois últimos algarismos da direita formam
um número divisível por 4.
Exemplos: os números 316, 7 620 e 156 732 são divisíveis por 4.
4.2.4 Divisibilidade por 5
Um número é divisível por 5 quando terminar em 0 ou 5.
Exemplos: 220, 785, 250, 135, 170 e 485.
4.2.5 Divisibilidade por 6
Um número é divisível por 6 quando for divisível por 2 e 3 ao mesmo tempo.
Exemplos: 282, 180, 2 334, 192 e 72.
48
4.2.6 Divisibilidade por 9
Um número é divisível por 9 quando a soma dos valores absolutos de seus
algarismos é divisível por 9.
Exemplo: o número 1 836 é divisível por 9 porque 1 + 8 + 3 + 6 = 18, que é divisível
por 9.
4.2.7 Divisibilidade por 10
Um número é divisível por 10 quando termina em 0.
Exemplos: 20, 50, 100, 2 000.
4.3 NÚMERO PRIMO
Um número é primo quando é divisível só por si e pela unidade (1).
Exemplos: a) 3 ÷ 3 = 1 b) 17 ÷ 17 = 1 c) 29 ÷ 29 = 1
3 ÷ 1 = 3 17 ÷ 1 = 17 29 ÷ 1 = 1
4.4 MÍNIMO MÚLTIPLO COMUM
Mínimo múltiplo comum – MMC de dois ou mais números é o menor número
diferente de zero que é divisível por todos eles ao mesmo tempo.
Na prática, escrevem-se os números em linha horizontal, dividem-se todos pelos
fatores primos comuns e, separadamente, pelos não-comuns, até obter quocientes
iguais à unidade.
Exemplo: esta é a disposição de dados para extrair o MMC dos números 36, 90 e 120:
o MMC é o produto de todos os divisores, à direita do traço vertical. Isto é:
MMC (36, 90, 120) = 2
3
x 3
2
x 5 =360
8 x 9 x 5 =360
36 – 90 -120 2
18 – 45 - 60 2
09 – 45 - 30 2
09 – 45 - 15 3
03 – 15 - 05 3
01 - 05 - 05 5
01 - 01- 01
49
4.5 EXERCÍCIOS
1 Calcular o MMC dos números:
a) 220, 110 e 50
b) 25, 15 e 90
c) 400, 1 200 e 1 500
d) 45, 60 e 75
e) 680 e 920
f) 750 e 370
g) 6, 12, 24 e 18
h) 8, 24, 18 e 16
2 Decompor os números 168, 180 e 300 em seus fatores primos, determinando o
MMC entre esses números.
3 Escrever à direita de 36 um algarismo tal que o número formado seja divisível
por 3.
4. Qual é o menor número que se deve somar a 453 para torná-lo divisível por 9?
50
51
5 FRAÇÕES ORDINÁRIAS
Para representar uma ou mais partes do inteiro são necessários dois números: o
primeiro indica o número de partes que foram tomadas do inteiro, e é chamado
numerador; o segundo, diferente de zero, indica em quantas partes, de mesma
forma e tamanho, foi dividido o inteiro, e chama-se denominador.
Exemplo:
. numerador
denominador
O inteiro foi dividido em quatro partes iguais e foi tomada somente uma parte. A
parte tomada representa um quarto do todo.
desenhar figura 0 ( ) avos dezesseis cinco
16
5
= (( (((999
O inteiro foi dividido em dezesseis partes iguais e foram tomadas somente cinco
partes.
5.1 LEITURA DE FRAÇÕES
Para ler uma fração, diz-se primeiro o numerador e depois o denominador. Mas não
basta dizer os dois números, um depois do outro: conforme o denominador, lê-se a
fração de modo diferente.
Exemplos:
4
1
=
52
Denominador lê-se Exemplo
2
3
4
5
6
7
8
9
meio, meios
terço, terços
quarto, quartos
quinto, quintos
sexto, sextos
sétimo, sétimos
oitavo, oitavos
nono, nonos
1 0
2
1 0 2 0
3 3
1 0 3 0
4 4
1 0 4 0
5 5
1 0 5 0
6 6
1 0 6 0
7 7
1 0 7 0
8 8
1 0 8 0
9 9
Além desses denominadores, as frações podem ter qualquer outro denominador,
diferente de zero.
Para ler frações com denominador 10, 100 e 1 000:
- quando o denominador é 10, diz-se décimo ou décimos:
1 0 lê-se um décimo
10
3 0 lê-se três décimos
10
- quando o denominador é 100, diz-se centésimo ou centésimos:
1 0 lê-se um centésimo
100
3 0 lê-se três centésimos
100
27 0 lê-se vinte e sete centésimos
100
53
- quando o denominador é 1 000, diz-se milésimo ou milésimos:
1 0 lê-se um milésimo
1000
27 0 lê-se vinte e sete milésimos
1 000
53 0 lê-se cinqüenta e três milésimos
1 000
Se o denominador é um número maior que 10 e diferente de 100, 1 000..., lê-se o
número que representa o denominador seguido da palavra avos:
3 0 lê-se três onze avos
11
6 0 lê-se seis quinze avos
15
1 0 lê-se um vinte avos
20
4 0 lê-se quatro cento e um avos
101
5.2 TIPOS DE FRAÇÕES
5.2.1 Fração própria
O numerador é menor que o denominador.
5.2.2 Fração imprópria
O numerador é maior que o denominador. Suponha-se um círculo dividido em seis
partes. Cada parte corresponde a um sexto do círculo.
Na figura a seguir, o número de partes corresponde a nove sextos:
3
2
=
4
3
=
numerador menor
denominador maior
6
3
6
6
+
6
9
=
numerador maior
denominador menor
54
2
4
8
=
5.2.3 Fração aparente (imprópria)
O numerador é igual ou múltiplo do denominador. Representam números inteiros
que se obtêm dividindo o numerador pelo denominador.
→ inteiros → inteiros
5.2.4 Número misto
É a soma de um número inteiro, diferente de zero, com uma fração própria.
Exemplo:
5.3 TRANSFORMAÇÃO DE NÚMERO MISTO EM FRAÇÃO IMPRÓPRIA E VICE-
VERSA
Para transformar um número misto em fração imprópria, multiplica-se o denominador
pelo inteiro e adiciona-se o numerador, mantendo o mesmo denominador.
Exemplos:
Para fazer a operação inversa – transformar a fração imprópria em número misto –,
o quociente será o inteiro, o resto será o numerador e o denominador será o mesmo.
Exemplos:
a) 9 | 4 → b) 14 | 3 →
8 2 12 4
1 02
5.4 FRAÇÕES EQUIVALENTES
Multiplicando ou dividindo ambos os termos de uma fração por um mesmo número,
diferente de zero, obtém-se uma fração de mesmo valor que a anterior.
Exemplos:
a) b)
5.5 SIMPLIFICAÇÃO DE FRAÇÕES
Com base no princípio anterior, sempre que os termos de uma fração admitem
divisores comuns, diferentes de 1, pode-se simplificá-la (torná-la irredutível).
a) 16 ÷ 2 = 8 0÷ 2 = 4 0÷ 2 = 2 0÷ 2 = 1 0
32 ÷ 2 = 16 ÷ 2 = 8 0÷ 2 = 4 0÷ 2 = 2
5
3
15
=
8
3
2
8
3
2 = +
4
9
4
1 2 4
4
1
2 =
+ ×
=
3
14
3
2 4 3
3
2
4 =
+ ×
=
4
1
2
4
9
=
3
2
4
3
14
=
[ ]
24
15
8
5
3
3
24
15
3
3
8
5
⇔ ⇒
÷
÷
= ×
[ ]
60
45
12
9
5
5
60
45
5
5
12
9
⇔ ⇒
÷
÷
= ×
55
Fração irredutível
b) 30 ÷ 2 = 15 0÷ 3 = 5 0
42 ÷ 2 = 21 ÷ 3 = 7
5.6 REDUÇÃO DE FRAÇÕES AO MESMO DENOMINADOR
Reduzir é transformar as frações dadas em frações equivalentes de mesmo
denominador. Para isso, é necessário observar os seguintes passos:
1º Determinar o MMC dos denominadores das frações. O resultado é o novo
denominador.[
Exemplo: 3 ; 1 0 ; 2 0 MMC (4, 3, 5)
4 3 5
4 – 3 – 5 2
2 – 3 – 5 2
1 – 3 – 5 3 2 x 2 x 3 x 5 = 60
1 – 1 – 5 5
1 – 1 – 1 novo denominador
2º Dividir o MMC encontrado pelos denominadores das frações dadas.
a) →
4
3
60 ÷ 4 = 15
b) →
3
1
60 ÷ 3 = 20
c) →
5
2
60 ÷ 5 = 12
3º Multiplicar o quociente de cada divisão pelo numerador da respectiva fração. O
produto é o novo numerador.
a)
b) 0
c)
Então:
60
45
15 4
15 3
=
×
×
60
20
20 3
20 1
=
×
×
60
24
12 5
12 2
=
×
×
60
24
,
60
20
,
60
45
5
2
,
3
1
,
4
3
=
56
Resumo: MMC (4, 3, 5) = 60
3 1 0 2 0
4 3 5
3 x 15 = 45 1 x 20 = 20 2 x 12 = 24
60 ÷ 4 = 15 60 ÷ 3 = 20 60 ÷ 5 = 12
45 0 20 0 24 0
60 60 60
5.7 COMPARAÇÃO DE FRAÇÕES
Na comparação de frações, usam-se sinais próprios para indicar maior que e menor
que. São os sinais > e <, respectivamente.
Por esta razão, ao invés de escrever 3 0é maior que 3 , pode-se escrever.
4 8
Ao invés de escrever 3 0é menor que 3 , pode-se escrever .
8 4
5.7.1 Frações de mesmo denominador
Quando se comparam duas ou mais frações que têm o mesmo denominador, a
maior é aquela que tem maior numerador. Para comparar as frações que têm o
mesmo denominador, observem-se as figuras a seguir:
Nas duas figuras, a unidade está dividida em 5 partes iguais, mas na fração
tomam-se mais partes que na fração .
Então 0 é maior que , e escreve-se
Ou : é menor que , e escreve-se 0
8
3
4
3
> ⇒
4
3
8
3
< ⇒
5
3
5
2
5
2
5
3
> →
5
3
5
2
< →
5
2
5
2
5
3
5
3
5
3
5
2
5
3
5
2
57
16
4
16
3
5.7.2 Frações de mesmo numerador
Quando se comparam duas ou mais frações que têm o mesmo numerador, a maior é
aquela que tem o menor denominador.
Nas duas frações toma-se o mesmo número de partes (3), mas a fração 0indica
que a mesma unidade foi dividida em mais partes e elas são menores.
Então, é maior que , e escreve-se .
Ou: é menor que , e escreve-se .
5.7.3 Frações de numeradores e denominadores diferentes
Quando se comparam duas ou mais frações que têm numeradores e denominadores
diferentes, é preciso reduzi-las ao mesmo denominador antes de comparar.
Para reduzir e 0 ao mesmo denominador:
4 – 16 2
2 – 8 2
1 – 4 2
1 – 2 2
1 – 1
MMC (4, 16) = 16 → 16 2 2 2 2 = × × ×
Reduzindo as frações ao mesmo denominador, encontram-se frações equivalentes:
16
4
4
1
= e
16
3
só pode ser igual a
16
3
Agora pode-se comparar as equivalentes: e .
Já se sabe que, se as duas frações têm o mesmo denominador, a maior é a que tem
o maior numerador.
tem maior numerador que
8
3
4
3
> →
8
3
4
3
8
3
< →
16
4
16
3
4
3
8
3
4
3
8
3
4
3
8
3
4
1
16
4
58
Então:
Pode-se escrever :
16
3
16
4
> .
Então: .
5.8 ADIÇÃO DE FRAÇÕES
5.8.1 Frações de mesmo denominador
Deve-se manter o denominador e somar os numeradores.
5.8.2 Frações de denominadores diferentes
Deve-se reduzir as frações ao mesmo denominador; em seguida, conservando o
mesmo denominador, somam-se os numeradores.
mmc ( 5 e 3) =15 assim
5.8.3 Transformação de números naturais e números mistos em frações
impróprias
Antes de reduzir ao mesmo denominador, se houver necessidade, transformam-se
os números naturais e os números mistos em frações impróprias; uma vez realizada
a operação, simplificam-se ou extraem-se os inteiros.
mmc (1, 3, 5) = 15
5.9 SUBTRAÇÃO DE FRAÇÕES
5.9.1 Frações de mesmo denominador
Deve-se manter o denominador e subtrair os numeradores.
↓ ↓
⇒ = + +
6
8
6
5
6
1
6
2
3
1
1
3
4
6
8
= =
→ +
3
2
5
4
15
7
1
15
22
15
10 12
3
2
5
4
= =
+
= +
⇒ + +
5
4
3
1
2 5
15
2
8
15
122
15
12 35 75
5
4
3
7
1
5
= =
+ +
= + +
4
1
8
2
8
5
8
7
= = −
16
3
4
1
>
59
5.9.2 Frações de denominadores diferentes
Deve-se reduzir as frações o mesmo denominador e, em seguida, aplicar a regra
anterior.
mmc (8, 5) = 40
OBSERVAÇÃO:
Antes de reduzir ao mesmo denominador, se houver necessidade, transformam-se
os números naturais em frações impróprias e, uma vez realizada a operação,
simplifica-se ou extraem-se os inteiros.
5.10 MULTIPLICAÇÃO DE FRAÇÕES
Para multiplicar frações, efetua-se o produto dos numeradores (que será o novo
numerador) e, em seguida, o produto dos denominadores (o novo denominador)
OBSERVAÇÕES:
1 Transformam-se os números inteiros e os números mistos em frações
impróprias:
2 Quando no numerador e no denominador existirem fatores comuns, eles podem
ser simplificados mesmo que em frações diferentes:
usando o cancelamento teremos
5.11 DIVISÃO DE FRAÇÕES
Para dividir frações deve-se conservar a primeira, trocar o sinal de dividir pelo de
multiplicar e inverter a segunda fração (o denominador passa a numerador, e vice-
versa). Em seguida, efetua-se a operação como se fosse de multiplicar.
⇒ −
5
2
8
7
40
19
40
16 35
5
2
8
7
=

= −
40
21
8
7
5
3
= ×
4
11
16
44
2
1
8
11
1
4
= = × × ⇒ × ×
2
1
8
3
1 4
4
3
2
4
11
2
1
2
11
1
1
= = × ×
2
1
2
1
8
11
1
4
× ×
60
Ao efetuar a divisão de frações usamos o procedimento de inversão.
. Troca-se o sinal de ( ÷) pelo de (×), inverte-se a fração
para e efetua-se a multiplicação.
OBSERVAÇÃO:
Transformam-se os números inteiros e os números mistos em frações impróprias.
. Invertendo e multiplicando tem-se ,e simplificando
pelo método do cancelamento tem-se .
5.12 CONVERSÃO DE FRAÇÕES
5.12.1 Conversão de frações ordinárias em números decimais
a) Para converter frações ordinárias em números decimais, basta efetuar a divisão
do numerador pelo denominador.
b) Para converter números mistos em números decimais, basta transformá-los em
frações ordinárias e proceder como em (a).

5.12.2 Conversão de números decimais em frações ordinárias ou números
mistos
Para converter um número decimal em fração segue-se o seguinte procedimento:
1.º Coloca-se o número 1 no denominador:
2.º Escrevem-se ainda no denominador tantos zeros quantas forem as casas (ou
posições decimais do número decimal):
0,5 tem uma casa decimal: 0, 5
uma casa
Então coloca-se um zero no denominador: (cinco décimos)
Como se lê, se escreve.
Exemplo: 0,25 = vinte e cinco centésimos:
25
14
5
7
5
2
7
5
5
2
⇒ × = ÷
7
5
5
7
1
3
4
33
3
4
1
8 ÷ = ÷
4
3
2
4
11
1
1
4
11
= = ×
25 , 0 4 1
4
1
= ÷ =
8125 , 0 16 13
16
13
= ÷ =
4
13
4
1
3 =
25 , 3 4 13 = ÷
1
10
5
100
25
1
11
3
1
4
33
⇒ ×
61
6 REGRA DE TRÊS
Regra de três é a resolução de problemas por meio de proporções quando um dos
termos da proporção é desconhecido. Pode ser direta ou inversa, simples ou composta.
A mais habitualmente usada em oficina é a regra de três simples, direta ou inversa.
6.1 REGRA DE TRÊS SIMPLES
Simples é aquela em que o problema é representado unicamente por uma proporção
cujo termo “X” se deseja conhecer.
Exemplo:
Se 15 parafusos custam R$ 20,00, quanto se pagará por 30 parafusos?
O problema resume-se no seguinte:
15 parafusos valem 20 reais
30 parafusos valem “X” reais
Pelo exame desses elementos vê-se que com eles se pode estabelecer duas
razões: uma entre as quantidades de parafusos e outra entre seus respectivos
custos. Assim, tem-se:
razão entre os parafusos 15
30
razão ente os custos 20
X
Como as duas razões são iguais, pois a relação entre quantidades de objetos iguais
é a mesma entre seus respectivos preços, pode-se escrever:
R = R$ 40,00
Ao verificar o resultado vê-se que R$ 40,00 é de fato o custo dos parafusos. Na
verdade, se 15 parafusos custam R$ 20,00, 30 parafusos, que é o dobro de 15,
custarão R$ 40,00, que é o dobro de R$ 20,00.
X
20
30
15
=
15
20 30
X
×
=
62
6.2 REGRA DE TRÊS SIMPLES DIRETA
Nota-se que, aumentando o número de parafusos, aumenta também o preço a ser
pago, o que indica que as grandezas do problema são diretamente proporcionais.
Isso significa que, aumentando um termo da razão, aumenta seu correspondente na
outra; diminuindo um termo na primeira razão, diminui seu correspondente na
segunda, e vice-versa.
No problema anterior foram comparados parafusos com parafusos e custos com
custos = grandezas da mesma espécie.
Veja-se agora o seguinte exemplo: Em 8 dias de trabalho um profissional preparou
120 peças. De quantos dias precisará o mesmo profissional para executar 300 peças
iguais?
É uma regra de três direta pois, para fazer mais peças, o profissional gastará mais
dias. Assim, tem-se:
Se em 8 dias preparou 120 peças, em “X” dias preparará 300 peças.
Logo: R = 20 dias
6.3 REGRA DE TRÊS SIMPLES INVERSA
Se 10 operários constroem uma peça em 4 dias de trabalho, quantos operários
construirão a mesma peça em 2 dias?
Ora, para construir a mesma tarefa em metade do tempo, claro está que se deve
dobrar o número de operários. Neste caso, as grandezas são inversamente
proporcionais porque, diminuindo uma delas, aumenta na outra razão o valor de sua
correspondente.
Ordenando os dados do problema proposto tem-se:
10 operários 4 dias
“X” operários 2 dias
Como a regra de três é inversa, invertem-se os termos na razão, onde se encontra
“X”. A nova proporção será:
R = 20 operários
300
120
X
8
=
120
8 300
X
×
=
2
4
10
X
=
2
4 10
X
×
=
63
Exemplo clássico da regra de três inversa é o problema das polias, ou engrenagens.
Observe-se na Figura 1 que as polias A e B estão ligadas por uma correia. Sabendo
que a polia A dá 240 rpm (rotações por minuto), calcular as rpm da polia B.
Figura 1 – Polias
A razão entre os diâmetros das duas polias é igual à razão inversa de suas rpm,
pois, quanto menor o diâmetro, maior a rpm da polia; quanto maior o diâmetro,
menor a rpm.
Sendo assim, a razão entre os diâmetros das polias A e B é , e a razão entre as
rpm é .
No entanto, tendo em vista que se trata de razões inversamente proporcionais,
arma-se a proporção invertendo a segunda razão. Tem-se, então:
Logo R = 160 rpm
Exemplos:
1 Calcular o diâmetro da polia maior da Figura 2.
Figura 2 – Diâmetro de polias
240
X
30
20
=
30
20 240
X
×
=
30
20
X
240
64
Estabelecendo a proporção inversa, tem-se:
Ø24 cm 600 rpm 600
!
X 0≡
Ø X 300 rpm 300 24
Nas engrenagens, a razão entre as velocidades é igual à razão inversa entre os
números de dentes das engrenagens.
2 Calcular a rpm da engrenagem B da Figura 3.
Figura 3 – Engrenagens de polias
Engrenagem A - 60 dentes 1 000 rpm
Engrenagem B - 80 dentes X rpm
Estabelecendo a proporção inversa, tem-se:
6.4 EXERCÍCIOS
1 Uma máquina produz 200 peças em 4 horas. Quantas peças produz em 1 hora?
2 Uma polia de 20 cm de diâmetro está ligada a outra cujo diâmetro é de 40 cm.
Qual é a rpm da polia menor se a maior gira com 240 rpm?
cm 48 ØX
cm 24 Ø 2 ØX
rpm 300
cm 24 Ø rpm 600
ØX
=
× =
×
=
rpm 750
80
1000 60
X
1000
X
80
60
=
×
= =
65
3 Calcular o número de rotações (rpm) da roda conduzida K, de 72 dentes,
sabendo que a roda condutora H, com 24 dentes, dá 300 rotações (rpm).
4 Uma casa é construída por 6 pedreiros em 120 dias. Em quantos dias será
construída a mesma casa se o número de pedreiros aumentar para 24?
5 Qual é a altura de um monumento que dá 87,50 m de sombra, sabendo-se que
um pé de árvore com altura de 15 m dá 37,50 m de sombra no mesmo horário?
6 Um tecelão fez com certa quantidade de fio 26,50 m de pano, tendo ¾ de metro
de largura. Quantos metros teria ele feito com a mesma quantidade de fio se o
pano tivesse ½ m de largura?
6.5 PORCENTAGEM
É comum ouvir-se expressões como estas:
“Nesta liquidação há redução de 15% (lê-se quinze por cento) nos preços”.
“O número de aprovações no vestibular foi de 30% (lê-se trinta por cento)”.
Veja-se o significado dessas expressões:
- Se a redução nos preços de qualquer objeto é de 15%, significa que há redução
de R$ 15,00 no preço de determinado objeto que custa R$ 100,00.
- Se a aprovação no vestibular foi de 30%, significa que 30 alunos em cada grupo
de 100 foram aprovados.
Diz-se, portanto:
- a porcentagem (ou percentagem) da redução na liquidação é de quinze por
centro, ou 15%;
- a porcentagem da aprovação dos alunos no vestibular foi de trinta por cento, ou
30%.
Percebe-se, assim, que os problemas de porcentagem são resolvidos através da
regra de três.
66
Exemplos:
1 Em uma classe de 40 alunos faltaram 15%. Quantos alunos faltaram?
Como se sabe, 15% significa que, se a classe tivesse 100 alunos, teriam faltado
15 deles. Mas, como a classe tem 40 alunos, é preciso determinar quantos
faltaram. Representa-se por X o número de alunos a determinar:
Alunos da turma alunos que faltaram
100 15 0
40 X
Faltaram 6 alunos.
2 Em uma turma de 45 alunos 36 foram aprovados. Qual é a percentagem de
aprovação?
45 alunos 36 aprovados
100 alunos X aprovados
A percentagem de aprovação foi de 80%.
3 Um televisor colorido que custava R$ 800,00 sofreu um desconto de 10%.
Quando o consumidor pagará por ele?
R$ 100,00 R$ 10,00 de desconto
R$ 800,00 X de desconto
O valor do desconto é R$ 80,00.
Valor a pagar: R$ 800,00 – R$ 80,00 ! R$ 720,00.
4 Em um lote de 40 peças, 5% ficaram com defeito. Quantas peças ficaram boas?
100 peças 5 com defeito
40 peças X com defeito
2 peças ficaram com defeito. 40 – 2 ! 38. 38 peças ficaram boas.
6 X
100
15 40
X 15 40 X 100
X
15
40
100
=
×
= ⋅ = ⋅ =
80 X
45
100 36
X
X
36
100
45
=
×
= =
00 , 80 $ R X
100
10 800
X
X
10
800
100
=
×
= =
2 X
100
5 40
X
X
5
40
100
=
×
= =
67
6.5.1 Exercícios
1 De uma carga de 8 400 garrafas, apenas 7 728 chegaram intactas a seu destino.
Qual é a percentagem de garrafas que quebraram?
2 Em um curso de treinamento de 80 horas, somente recebe certificado quem
assiste a 80% das aulas. Para ter direito ao certificado, quantas horas no
máximo poderá faltar um participante?
3 De uma produção mensal de 15 000 peças fabricadas, 5% apresentam defeito.
Quantas peças estão em boas condições?
4 Em 120 litros de fluído refrigerante para o torno entram 20% de óleo solúvel e o
restante de água. Quantos litros de cada componente entram na mistura?
68
69
7 UNIDADE DE MEDIDA DE COMPRIMENTO
Medir uma grandeza é compará-la com outra da mesma espécie tomada como
unidade.
O sistema adotado no Brasil e na maioria dos países do mundo para medir
comprimento ou distância é o Sistema Métrico Decimal, cuja unidade é o metro.
7.1 O METRO E SEUS MÚLTIPLOS E SUBMÚLTIPLOS
Quando é necessário medir objetos pequenos que têm menos de um metro torna-se
incômodo medi-los em metros. Para isso, existem medidas menores derivadas do
metro, que são chamadas submúltiplos do metro. Também para medir distâncias ou
comprimentos maiores que o metro existem medidas derivadas maiores, que são os
múltiplos do metro.
No presente estudo dá-se ênfase às medidas menores que o metro, os submúltiplos
do metro, que interessam mais aos cursos na área da Mecânica.
unidades derivadas símbolo valor
múltiplos quilômetro
hectômetro
decâmetro
km
hm
dam
1 000 m
100 m
10 m
unidades metro m 1 m
submúltiplos decímetro
centímetro
milímetro
micrômetro
dm
cm
mm
µm
0,1 m
0,01 m
0,001 m
0,000001 m
O metro é o comprimento do trajeto percorrido pela luz no vácuo durante um
intervalo de tempo de 1/299 792 458 de segundo (CONMETRO, dez. 1988).
70
As réguas graduadas que se usam para fazer medidas em sala de aula têm as
mesmas divisões do metro. São fabricadas normalmente com 25 ou 30 centímetros.
Ao colocar quatro réguas de 25 centímetros uma ao lado da outra forma-se um
comprimento de 100 centímetros, que corresponde a um metro. Partindo do metro,
isto é, considerando-o como unidade, formam-se outras medidas de comprimento.
Exemplos:
Se o metro for dividido em 10 partes iguais, cada uma delas se chama decímetro.
Se o metro for dividido em 100 partes iguais, cada uma delas se chama centímetro.
Se o metro for dividido em 1 000 partes iguais, cada uma delas se chama milímetro.
Os símbolos dessas unidades menores que o metro são:
decímetro = dm
centímetro = cm
milímetro = mm
Após a análise das divisões que contém o metro, conclui-se que:
em um metro há dez decímetros: 10 dm
em um metro há cem centímetros: 100 cm
em um metro há mil milímetros: 1 000 mm
Pode-se dizer também que:
dez milímetros correspondem a um centímetro: 10 mm = 1 cm
dez centímetros correspondem a um decímetro: 10 cm = 1 dm
dez decímetros correspondem a um metro: 10 dm = 1 m
71
Para escrever medidas com metros e partes menores do metro, como decímetros,
centímetros e milímetros, é preciso conhecer suas posições. Exemplo:
Para localizar as posições nesta medida: 2,735 m
m
e
t
r
o
s
2, 7 3 5
metros
1.º parte-se da posição das unidades;
- nela tem-se os metros, porque a unidade
indicada ao lado da medida é metro;
m
e
t
r
o
s
d
e
c
í
m
e
t
r
o
s
2, 7 3 5
metros
2.º à direita dos metros, depois da vírgula, ficam
os decímetros;
m
e
t
r
o
s
d
e
c
í
m
e
t
r
o
s
c
e
n
t
í
m
e
t
r
o
s
2, 7 3 5
metros
3.º depois dos decímetros ficam os centímetros;
m
e
t
r
o
s
d
e
c
í
m
e
t
r
o
s
c
e
n
t
í
m
e
t
r
o
s
m
i
l
í
m
e
t
r
o
s
2, 7 3 5
metros
4.º mais à direita ainda, depois dos centímetros,
ficam os milímetros.
Então, a medida 2,735 representa
2 metros, 7 decímetros, 3 centímetros e 5 milímetros.
7.2 UNIDADES DE MEDIDAS MENORES QUE O MILÍMETRO
O milímetro é uma unidade de medida muito pequena. No entanto, para medir com
exatidão, é necessário usar unidades de medidas ainda menores.
As unidades menores que o milímetro são formadas pela divisão do milímetro em
10, 100 e 1 000 partes:
– dividindo o milímetro em 10 partes iguais tem-se o décimo de milímetro, que vale
0,1 mm;
– dividindo-o em 100 partes iguais tem-se o centésimo de milímetro, que vale 0,01 mm;
– dividindo-o em 1 000 partes iguais tem-se o milésimo de milímetro, que vale 0,001 mm.
72
Pode-se dizer, também, que
– dez milésimos correspondem a um centésimo: 10 x 0,0010 mm = 0,01 mm
– dez centésimos correspondem a um décimo: 10 x 0,010 mm = 0,1 mm
– dez décimos correspondem a um milímetro: 10 x 0,10 mm = 1 mm.
Observe as medidas do furo e do eixo das figuras abaixo:
• O furo mede 20,082 mm;
• o eixo mede 20,002 mm, ou seja, 0,080 mm menos que o furo;
assim, a folga entre eles é de 0,080 mm;
• com esta folga pode-se introduzir o eixo no furo apenas empurrando com a mão.
Mudando as medidas, o ajuste entre o eixo e o furo se modifica.
Se o eixo for fabricado com 7 centésimos de milímetro a mais, sua medida vai ser
20,072 mm. Nesse caso, a folga será de 0,010 mm e o eixo vai precisar de
pequenas pancadas para ser introduzido no furo.
Um pequeno aumento na medida do eixo é capaz de modificar bastante o ajuste.
Por isso, em Mecânica, diferenças de centésimos e milésimos de milímetro precisam
ser medidas com cuidado.
73
Para medir com exatidão de décimos, centésimos e milésimos de milímetro usam-se
instrumentos especiais. Os instrumentos mais usados são o paquímetro, que mede
com exatidão de até centésimos de milímetro, e o micrômetro, que mede com
exatidão de até milésimos de milímetros.
O milésimo de milímetro é também chamado de micrômetro, símbolo µm.
7.3 TRANSFORMAÇÃO DE MEDIDAS
Quando se escreve a mesma medida usando unidades diferentes diz-se que se está
transformando a medida de uma unidade para outra.
Se for pedido que se corte 1 cm de uma chapa e 0,01 m de outra chapa, cortam-se
dois pedaços de dimensões iguais, porque a medida de 1 cm é igual à medida de
0,01 m. A única diferença existente é quanto à unidade de medida que está sendo
utilizada.
1 cm 1 centímetro
0,01 m 1 centésimo de metro
Para transformar medidas é preciso que se saibam de cor as posições de todas as
unidades de comprimento. Isto é: faz-se necessário decorar a tabela de posições a
seguir.
Tabela de posições – Unidades de comprimento
km hm dam m dm cm mm
d
é
c
i
m
o

d
e
m
i
l
í
m
e
t
r
o
c
e
n
t
é
s
i
m
o
d
e
m
i
l
í
m
e
t
r
o
µ µµ µ
• • • • • • • • • •
Exemplos:
– Converter 32355 mm em m.
" vírgula
dam m dm cm mm
3 2 3 5 5
dam m dm cm mm
3 2, 3 5 5
Neste caso, deve-se correr a vírgula para a esquerda até m. Tem-se, então, 32,355 m.
74
– Converter 2,012 m em cm.
Vírgula #
m dm cm mm
2, 0 1 2
m dm cm mm
2 0 1, 2
Neste caso, deve-se correr a vírgula para a direita até cm. Tem-se, então, 201,2 cm.
Nem sempre a transformação é feita só por mudança da vírgula. Às vezes, é preciso
colocar ou tirar zeros das medidas, e até mesmo colocar ou tirar as vírgulas.
– Converter 2,1 m em mm.
m dm cm mm
2, 1
m dm cm mm
2 1 0 0
Neste caso, deve-se correr a vírgula para a direita até a casa dos milímetros e, na falta
de números, acrescentar zeros. Tem-se, então, 2 100 mm.
– Converter 2,45 m em cm.
m dm cm mm
2, 5 5
m dm cm mm
2 4 5,
Neste caso, a vírgula não tem razão de existir. Tem-se, então, 245 cm.
– Converter 7,3 dm em m.
m dm cm
7, 3
m dm cm
0, 7 3
Neste caso, deve-se correr a vírgula para a esquerda até a casa do metro e, na falta de
números, acrescentar zero. Tem-se, então, 0,73 m.
75
7.4 POLEGADA
Medida inglesa de comprimento equivalente a 25,40 mm.
A polegada divide-se em meios , quartos , oitavos , dezesseis avos ,
trinta e dois avos , sessenta e quatro avos , cento e vinte e oito avos .
Na Mecânica usam-se milésimos e décimos de milésimos de polegada.
7.5 CONVERSÃO DE POLEGADAS EM MILÍMETROS E VICE-VERSA
Para converter polegadas em milímetros multiplica-se a polegada, ou fração, pelo
equivalente da polegada em milímetros: 25,4.
1.º exemplo:
Converter 2” em milímetros.
Tem-se: 2 x 25,4 = 50,8 milímetros
2.º exemplo:
Converter em milímetros.
Tem-se: x 25,4 = x 25,4 = 130,175 milímetros

3.º exemplo:
Converter em milímetros.
Tem-se: x 25,4 = 12,7 milímetros

Para converter milímetros em polegadas, divide-se o número de milímetros pelo
equivalente da polegada em milímetros.
4.º exemplo:
Converter em polegadas 130,175 mm.
Tem-se:






2
2






4
4






8
8






16
16






32
32






64
64






128
128
"
8
1
5
"
8
1
5
"
8
41
"
2
1
"
2
1
"
8
1
5
25400
3175
5
25400
130175
4 , 25
175 , 130
= = =
76
7.6 EXERCÍCIOS
1 Indicar em forma de fração os valores das medidas indicadas na figura.
A =
B =
C =
2 Indicar em forma de números mistos as medidas indicadas na figura.
A =
B =
C =
3 Indicar em forma de fração os valores de A, B e C indicados na figura.
A =
B =
C =
4 Calcular a medida “D” indicada na figura.
5 Calcular o comprimento “X” da peça indicada na figura.
77
6 Calcular o comprimento “X” da peça indicada na figura.
7 Calcular o comprimento “C” da peça indicada na figura.
8 Calcular o comprimento “C” da peça indicada na figura.
9 Calcular o comprimento “C” da peça indicada na figura.
78
7.7 PAQUÍMETRO
Paquímetro é o instrumento utilizado para a medição de peças quando a quantidade
não justifica um instrumental específico e a precisão requerida não desce a menos
de 0,02 mm, 1” e 0,001” (Fig. 4).
128
Figura 4 − Paquímetro
É um instrumento finamente acabado, com superfícies planas e polidas. O cursor é
ajustado à régua de modo que permita sua livre movimentação com um mínimo de
folga. Geralmente é construído em aço inoxidável. Suas graduações referem-se a 20°.
A escala é graduada em milímetros e polegadas, podendo a polegada ser fracionária
ou milesimal. O cursor é provido de uma escala chamada nônio ou vernier, que se
desloca em frente às escalas da régua e indica o valor da dimensão tomada.
7.7.1 Princípio do Vernier de 0,1 mm
A escala do cursor, chamada nônio (designação dada pelos portugueses em
homenagem a Pedro Nunes, a quem é atribuída sua invenção) ou vernier
(denominação dada pelos franceses em homenagem a Pierre Vernier, que eles
afirmam ser o inventor), consiste na divisão no valor N de uma escala graduada fixa
por N.1 (número de divisões) de uma escala graduada móvel (Fig. 5).
Figura 5 − Escala
79
Tomando o comprimento total do nônio, que é igual a 9 mm (Fig. 5), e dividindo pelo
número de suas divisões (10), conclui-se que cada intervalo da divisão do nônio
mede 0,9 mm (Fig. 6).
Figura 6 − Nônio
Observando a diferença entre uma divisão da escala fixa e uma divisão do nônio
(Fig. 7), conclui-se que cada divisão do nônio é menor 0,1 mm do que cada divisão
da escala fixa. Essa diferença é também a aproximação máxima fornecida pelo
instrumento.
Figura 7 – Escala nônio
Assim sendo, fazendo coincidir o primeiro traço do nônio com o da escala fixa, o
paquímetro estará aberto em 0,1 mm (Fig. 8), coincidindo o segundo traço com 0,2 mm
(Fig. 9), o terceiro traço com 0,3 mm (Fig. 10), e assim sucessivamente.
Figura 8 – Posição 0,1 Figura 9 – Posição 0,2 Figura 10 – Posição 0,3
80
7.7.2 Paquímetro – Sistema inglês ordinário
Para efetuar leitura de medida em um paquímetro do sistema inglês ordinário, faz-se
necessário conhecer bem todos os valores dos traços da escala (Fig. 11).
Figura 11 – Sistema inglês ordinário
Assim sendo, ao deslocar-se o cursor do paquímetro até que o traço zero do nônio
coincida com o primeiro traço da escala fixa, a leitura da medida será 1/16” (Fig. 12),
no segundo traço, 1/8” (Fig. 13), no décimo traço, 5/8” (Fig. 14).
Figura 12 –
Posição 1/16”
Figura 13 –
Posição 1/8”
Figura 14 – Posição 5/8”
7.7.3 Uso do Vernier (Nônio)
Através do nônio pode-se registrar no paquímetro várias frações da polegada. O
primeiro passo é conhecer qual a aproximação (sensibilidade) do instrumento.
a = e a = 1/16 : 8 = 1/16 x 1/8 = 1/128”
n
e = 1/16” a = 1/128”
n = 8 divisões
Sabendo que o nônio possui oito divisões, sendo a aproximação do paquímetro
1/128”, pode-se conhecer o valor dos demais traços (Fig. 15)
Figura 15 – Nônio em polegadas
81
Observando a diferença entre uma divisão da escala fixa e uma divisão do nônio
(Fig. 16), conclui-se que cada divisão do nônio é menor 1/128” do que cada divisão
da escala fixa.
Figura 16 – Nônio e escala em polegadas
Assim sendo, se o cursor do paquímetro for deslocado até que o primeiro traço de
nônio coincida com o da escala fixa, a leitura da medida será 1/128” (Fig. 17), o
segundo traço 1/64” (Fig. 18), o terceiro traço 3/128” (Fig. 19), o quarto traço 1/32”, e
assim sucessivamente.
Figura 17 – Posição 1/128” Figura 18 – Posição 1/64” Figura 19 – Posição 3/128”
OBSERVAÇÃO:
Para a colocação de medidas, assim como para a leitura de medidas feitas em
paquímetro do sistema inglês ordinário, utilizam-se os processos a seguir descritos.
7.7.3.1 Processo para a colocação de medidas
1.º exemplo − Colocar no paquímetro a medida 33/128”.
Divide-se o numerador da fração pelo último algarismo do denominador.
O quociente encontrado na divisão será o número de traços por deslocar na escala
fixa pelo zero do nônio (4 traços). O resto encontrado na divisão será a concordância
do nônio, utilizando-se o denominador da fração pedida (128) (Fig. 20).
128
33
33 8
32 4
1
82
Figura 20 – Posição 33/128”
2.º exemplo − Colocar no paquímetro a medida 45/64” (Fig. 21).
Figura 21 – Posição 45/64”
7.7.3.2 Processo para a leitura de medidas
1.º exemplo − Ler a medida da Figura 22.
Figura 22 – Posição 49/128”
Multiplica-se o número de traços da escala fixa ultrapassados pelo zero do nônio
pelo último algarismo do denominador da concordância do nônio.
Soma-se o resultado da multiplicação com o numerador, repetindo o denominador
da concordância.
"
128
33
"
64
45
"
128
49
45 4
44 11
1
64
45
número de traços a
deslocar pelo zero do
nônio da escala fixa
concordância do nônio
utilizando o denominador da
fração pedida
+
"
128
49
6
x
"
128
1
=
83
2.º exemplo − Ler a medida da Figura 23.
Figura 23 – Posição 37/64”
3.º exemplo − Ler a medida da Figura 24.
Figura 24 - Posição 13/32”
4.º exemplo − Ler a medida da Figura 25.
Figura 25 – Posição 1 39/128”
OBSERVAÇÃO:
Em medidas como as do exemplo da Figura 25, abandona-se a parte inteira e faz-se
a contagem dos traços, como se fosse iniciada a operação. Ao final da aplicação do
processo, inclui-se a parte inteira antes da fração encontrada.
64
1
=
+
"
64
37
9
x
número de traços da
escala fixa ultrapassados
pelo zero do nônio
concordância
do nônio
leitura da
medida
+
"
128
39
4
x
"
128
7
=
"
128
39
1
+
"
32
13
6
x
"
32
1
=
84
7.7.4 Exercícios
Fazer as leituras abaixo.
Respostas
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
85
7.7.5 Exemplos de paquímetros
Dos diversos tipos de paquímetros existentes, mostram-se alguns exemplos.
Figura 26 − Medição interna
Figura 27 − Medição externa Figura 28 − Medição de
profundidade
Figura 29 − Paquímetro de profundidade Figura 30 – Paquímetro com bicos longos para
medição em posição profunda
86
Figura 31− Paquímetro de altura Figura 32 − Paquímetro de altura equipado
com relógio comparador
Figura 33 − Paquímetro de nônio duplo para medição da
espessura de dente de engrenagem
87
8 GEOMETRIA PLANA
8.1 POLÍGONO
Polígono é a figura plana fechada formada por linha poligonal (quebrada) fechada.
8.1.1 Polígono regular
É aquele que tem seus lados e ângulos iguais.
Exemplos:
triângulo equilátero quadrado hexágono
8.1.2 Polígono irregular
É aquele que não possui todos os lados e ângulos iguais.
Exemplos:
retângulo trapézio losango
8.2 PERÍMETRO
O contorno de uma figura plana pode ser medido. Essa medida chama-se perímetro.
Para entender melhor, imagine-se uma figura com o contorno feito em arame. Para
medir seu perímetro, pode-se abrir o arame até que fique reto, e medir seu
comprimento.
88
A medição do perímetro através desse método é fácil, por ser um contorno de arame
que pode ser aberto. Mas isso não é possível quando se deseja medir o perímetro
de um objeto, pois não se pode abri-lo. Uma alternativa é medir o perímetro de um
objeto com um pedaço de barbante e depois medir o barbante com a rena. Fazendo
desse modo, pode acontecer de a medida não ser muito exata.
Cada parte do contorno de uma figura tem uma medida. Para calcular o perímetro,
basta somar as medidas das partes do contorno.
Exemplo: Calcular o perímetro da figura:
1...
5,0 cm
5,0 cm
2,5 cm
+ 2,5 cm
15,0 cm
Às vezes, é preciso medir o comprimento dos lados de uma figura ou objeto. Para
saber o perímetro da figura abaixo:
89
1.º – Mede-se cada lado do contorno.
2.º Somam-se as medidas dois lados: 2,3 cm + 2,9 cm + 3,0 cm + 2,8 cm =
2,3 cm
2,9 cm
3,0 cm
+ 2,8 cm
11,0 cm
Agora, já se pode dizer que o perímetro desta figura é 11 cm.
8.3 CÁLCULO DA ÁREA DE FIGURAS PLANAS
Área é a medida de uma superfície. Para medir uma superfície, isto é, a parte interna
de uma figura plana, antes de tudo é preciso lembrar que medir uma grandeza é
compará-la com uma unidade de medida.
Tomando como unidade a superfície interna de um pequeno quadrado, comparar a
superfície das figuras A e B com a do quadrado.
90
Quantas vezes a unidade, isto é, o quadrado, cabe em cada figura? Para responder
a essa pergunta, começa-se comparando a figura A.
A superfície da figura A vale o mesmo que a superfície
de 32 quadrados.
Então, a medida da superfície de A é 32 unidades.
Do mesmo modo, pode-se medir a superfície da figura B.
Contam-se quantos quadrados cabem na figura B. Vê-se que sua superfície mede
32 unidades. Isso quer dizer que a superfície de A e de B têm a mesma medida.
Para medir superfícies, isto é, para calcular a área da superfície, também existem
unidades padrão de medida.
Utilizam-se as seguintes unidades de medida de superfície:
Unidades Símbolos
metro quadrado
decímetro quadrado
centímetro quadrado
milímetro quadrado
m
2
dm
2
cm
2
mm
2
91
Um centímetro quadrado é a área da superfície de um quadrado que tem 1 cm de
lado.
1 cm este pequeno quadrado tem 1 cm de lado.
1 cm sua área é chamada 1 centímetro quadrado.
O símbolo de centímetro quadrado é cm
2
.
Para medir uma superfície usando o cm
2
como unidade, é preciso compará-la com o
cm
2
. Vejam-se os exemplos a seguir.
8.4 TRANSFORMAÇÃO DE UNIDADES DE MEDIDA DE SUPERFÍCIE
Ao estudar medidas de comprimento verifica-se que uma mesma medida pode ser
dada em unidades diferentes; o mesmo ocorre com as unidades de medida de
superfície. Pode-se medir uma superfície usando o metro quadrado, o centímetro
quadrado ou qualquer outra unidade de medida de superfície. Assim, a medida é
dada na unidade que se escolheu.
Às vezes pode-se ter a medida em uma unidade, mas precisa-se dela em outra
unidade. Nesse caso, é só fazer a transformação. Já se viu que, para transformar
medidas de comprimento, a vírgula é deslocada de uma em uma posição.
Exemplo: 9,5280 m = 95,280 dm
dam m dm cm mm
9, 5 2 8 0
dam m dm cm mm
9 5, 2 8 0

92
Com as unidades de superfície a transformação é um pouco diferente: é preciso
deslocar a vírgula de duas em duas posições.
Exemplo 1 − Transformar a medida 5,3820 m
2
em cm
2
:
Primeiro é preciso lembrar que o lugar da unidade de medida é sempre o algarismo
que fica antes da vírgula.
dam
2
m
2
dm
2
cm
2
mm
2
5, 38 20
dam
2
m
2
dm
2
cm
2
mm
2
5 38 20 Resposta: 53 820 cm
2
Exemplo 2 − Transformar a medida 15,75364 m
2
em cm
2
:
dam
2
m
2
dm
2
cm
2
mm
2
15, 75 36 4
dam
2
m
2
dm
2
cm
2
mm
2
15 75 36, 4 Resposta: 157 536,4 cm
2
A vírgula andou quatro posições para a direita até o cm
2
.
Exemplo 3 − Fazendo outra transformação, escrever a medida 112,5 dm
2
em m
2
:
112,5 dm
2
= 1,125 m
2
Neste caso, a vírgula foi deslocada duas casas para a esquerda.
Exemplo 4 − Escrever a medida 9,8 m
2
em dm
2
:
9,8 m
2
= 980 dm
2
Aqui foi preciso acrescentar um zero para preencher a posição do dm
2
, porque o
dm
2
fica duas posições à direita do m
2
.
9,5 cm
2
= 0,095 dm
2
Aqui foram acrescentados dois zeros, porque a vírgula precisa andar duas posições
para ir do cm
2
até o dm
2
.
93
Outra unidade de medida de superfície é o decímetro quadrado. Um decímetro
quadrado é a área de um quadrado que tem 1 dm de lado.
Em uma folha como esta é impossível representar com desenhos em escala natural
figuras que medem vários decímetros quadrados. O processo para medir áreas em
dm
2
pode ser o mesmo que se usou para medir em cm
2
.
O milímetro quadrado é outra unidade de medida e superfície. Um milímetro
quadrado é a área de um quadradinho de 1 mm de lado.
Quantos mm
2
cabem no cm
2
?
1 cm 10 mm
1 cm
2
= 100 mm
2
em um cm
2
cabem 100 mm
2 1

c
m
1
0

m
m
O metro quadrado, a exemplo de outras unidades de medida maiores que o metro, é
utilizado para a medição de superfícies grandes, cujo processo para determinação
de medida das áreas é o mesmo que o usado anteriormente.
No quadro a seguir estão representadas as unidades de medida de superfície.
Unidades maiores que o metro quadrado Unidades menores que o metro quadrado
n
o
m
e
quilômetro
quadrado
hectômetro
quadrado
decâmetro
quadrado
metro
quadrado
decímetro
quadrado
centímetro
quadrado
milímetro
quadrado
s
í
m
b
o
l
o
km
2
hm
2
dam
2
m
2
dm
2
cm
2
mm
2
d
e
f
i
n
i
ç
ã
oárea de
quadrado
com 1 km
de lado
área de
quadrado
com 1 hm
de lado
área de
quadrado
com 1 dam
de lado
área de
quadrado
com 1 m
de lado
área de
quadrado
com 1dm
de lado
área de
quadrado
com 1 cm
de lado
área de
quadrado
com 1 mm
de lado
94
8.5 MODO PRÁTICO DE CALCULAR ÁREAS
Nem sempre é possível medir a superfície de uma figura contando as unidades de
medida que cabem nela. Existe um modo mais prático para calcular a área de uma
superfície.
8.5.1 Área do retângulo
Para calcular a área da superfície retangular, mede-se a largura e o comprimento do
retângulo, e depois multiplicam-se essas medidas: comprimento x largura.
Exemplo:
6 cm
3

c
m
Medindo os lados do retângulo,
vê-se que tem 3 cm de largura e
6 cm de comprimento.
6 cm
3

c
mComo o comprimento mede 6 cm,
ao longo dele cabe uma fila com 6 cm
2
.
6 cm
3

c
m
Como a largura é 3 cm, quer
dizer que, no retângulo todo,
cabem três filas de 6 cm
2
.
6 cm
3

c
m
Então, como 3 x 6 = 18, no
retângulo todo cabem 18 cm
2
.
Resultado, a área de retângulo de 3 cm por 6 cm é igual a 18 cm
2
. Conclui-se que a
área de um retângulo é igual ao produto da base pela altura. Esta regra vale também
quando os lados têm uma medida decimal.
Exemplo: Calcular a área do retângulo abaixo.
95
Este retângulo tem 3,2 cm de largura e 7,4 cm de comprimento. É preciso multiplicar
7,4 por 3,2 para achar a área:
7,4
x 3,2
148
+ 222 0
23,68
Neste caso, a área do retângulo é 23,68 cm
2
. O resultado ficou em centímetros
porque os lados dos retângulos foram medidos em centímetros. Quando os lados
estão em milímetros, a área fica em mm
2
; quando estão em metros, fica em m
2
.
Às vezes, as medidas são dadas em unidades diferentes, e então não se pode
simplesmente multiplicar uma pela outra. Neste caso, para calcular a área é preciso
decidir em que unidade se deseja obter o resultado.
Exemplo:
Se for decidido obter o resultado em centímetros, deve-se transformar os 37 mm em
centímetros para, depois, calcular a área do retângulo.
37 mm = 3,7 cm
3,7 cm
x 5,5 cm
185
+ 185 0
Resposta: 20,35 cm
2
8.5.2 Área do quadrado
O cálculo da área do quadrado é feito da mesma forma que o do retângulo, com a
diferença de, no quadrado, a largura e o comprimento terem a mesma medida.
96
Exemplo:
Calcular a área de um quadrado com 31,5 mm de lado.
Como a figura é um quadrado, o comprimento é igual à largura.
comprimento = 31,5 31,5 mm
largura = 31,5 x 31,5 mm
157 5
315
+ 945 0
992,25 mm
2
Resultado: a área do quadrado é 992,25 mm
2
.
Pode ser necessário calcular a área de uma figura que não é um retângulo nem um
quadrado. Exemplo:
Pode-se imaginar que a figura é formada por partes. Assim:
Desse modo, forma-se um quadrado de 32 mm mais um retângulo de 30 mm x 12 mm.
área do quadrado 32 x 32 = 1 024
área do retângulo 30 x 12 = 360
Total 1 024 + 360 = 1 384
Todas as medidas são em milímetros. Então, a área da figura é 1 384 mm
2
.
97
Há duas outras maneiras de imaginar a mesma figura.
Dessa maneira, forma-se um retângulo de 32 mm por 20 mm mais um retângulo de
62 mm por 12 mm.
áreas 32 x 20 = 640
62 x 12 = 744
Total 640 + 774 = 1 384 área da figura: 1 384 mm
2
Dessa maneira, forma-se um retângulo de 32 mm por 62 mm, do qual deve ser
subtraído um retângulo de 20 mm por 30 mm.
áreas 32 mm x 62 mm = 1 984 mm
2
20 mm x 30 mm = 600 mm
2
Total 1 984 mm
2
− 600 mm
2
= 1 384 mm
2
área da figura: 1 384 mm
2
8.5.3 Área do paralelogramo
O retângulo EBCF é equivalente ao paralelogramo ABCD, porque os triângulos ABE
e DCF são iguais.
Logo, pode-se concluir que a área do paralelogramo é igual ao produto da base pela
altura.
h B A ⋅ =
98
Exemplo:
Calcular a área do paralelogramo de 3,.72 m de base e 1,8 m de altura.
Fórmula: A = B x h
A = 3,7 m x 1,8 m 3,72 m
x 1,8 m
2 976 m
base = 3,72 m 3 72 m 0
altura = 1,8 m 6,696 m
2
Resultado: a área do paralelogramo é 6,696 m
2
.
8.5.4 Área do triângulo
Considerando o triângulo ABC, traçado pelos vértices B e D paralelos aos lados AD
e AB, respectivamente, forma-se o paralelogramo ABCD, equivalente à soma dos
triângulos ABD e BCD.
Portanto, a área de um triângulo é igual à metade do produto da base pela altura.
Exemplo:
Calcular a área do triângulo cuja base mede 14,7 m e a altura, 1,4 m.
Fórmula:
14,7 m
x 1,4 m
588
147 0
20,58 m
2
2
00 5 10,29 m
2
4
18
base = 14,7 m 0
altura = 1,4 m
Resultado: a área do triângulo é 10,29 m
2
.
2
h B
A

=
2
h B
A

=
2
4 , 1 7 , 14 m m
A

=
99
8.5.5 Área do trapézio
A diagonal, linha que une dois vértices não-consecutivos BD, divide o trapézio em
dois triângulos.
Sendo a área do trapézio equivalente à soma dos dois triângulos ABD e BDC, se
bases B
1
e b
2
respectivamente, e de mesmas alturas, a área do trapézio será igual
ao produto da semi-soma das bases pela altura.
Exemplo:
Calcular a área do trapézio cujas medidas são:
base maior (b
1
) = 12 m 12 m
base menor (b
2
) = 8 m A = (12 m + 8 m) x 5 m + 8 m
altura (h) = 5 m 2 20 m 2
00 10 m
Fórmula: A = b
1
+ b
2
. h x 5
2 50 m
2
Resultado: a área do trapézio é 50 m
2
.
8.5.6 Área do losango
Traçando pelo vértice do losango paralelas às suas diagonais, forma-se o retângulo.
O retângulo cujas dimensões dos lados correspondem às dimensões das diagonais
do losango é formado por oito triângulos iguais (ABS, ACO, CDE, CEO, EFG, EGO,
GHA, GAO). Como o losango é constituído por quatro desses triângulos, então a
área do losango é a metade da área do retângulo.
Logo, a área do losango é a metade do produto de suas diagonais.
h
b b
A ⋅
+
=
2
1 2
2
CG AE
A
×
=
100
2
R A × = π
2
D
R =
4
D
2
D
A
2
2
π
= 





π =
4
D
A
2
π
=
Exemplo:
Calcular a área do losango sabendo que suas diagonais medem, respectivamente,
9 m e 4 m.
Fórmula: 9 m
x 4 m
36 2
16 18 m
2
0
Resultado: a área do losango é 18 m
2
.
8.5.7 Área do círculo
Sendo “O” um ponto qualquer do plano e “R” número real maior que zero, define-se
o círculo de raio “R” como sendo o conjunto de todos os pontos “X” tais que suas
distâncias do ponto “O” sejam menores ou iguais ao número “R”.
C = perímetro
D = diâmetro do círculo
R = raio do círculo
A área do círculo é igual ao produto de π pelo quadrado do raio como
temos:
Exemplo:
Achar a área de um círculo de raio igual a 5 m.
Fórmula: A = π R
2
A = 3,1416 x (5 m)² 3,1416
A = 3,1416 x 25 m² x 25
1 57080
+ 6 2832 0
78,5400
Resultado: a área do círculo é 78,54 m².
2
R A × = π
R
R
C ⋅ =
⋅ ⋅
= π
π
2
2
2
D
C

=
π
101
FORMULÁRIO
R
E
T
Â
N
G
U
L
O
b a A ⋅ =
Q
U
A
D
R
A
D
O
2
a A =
T
R
I
Â
N
G
U
L
O
2
h a
A

=
P
A
R
A
L
E
L
O
G
R
A
M
O
h a A ⋅ =
T
R
A
P
É
Z
I
O
2
h ) b B (
A
⋅ +
=
L
O
S
A
N
G
O
2
d D
A

=
C
Í
R
C
U
L
O
2
R A ⋅ π =
S
E
T
O
R

C
I
R
C
U
L
A
R
$ em graus
360
R
A
2
⋅ π ⋅ α
=
$ em radianos
2
R
A
2
⋅ α
=
C
O
R
O
A

C
I
R
C
U
L
A
R
) r R ( A
2 2
− ⋅ π =
S
E
G
M
E
N
T
O

C
I
R
C
U
L
A
R
$ em radianos
) sen (
2
R
A
2
α − α ⋅ =
!
!
102
8.6 MEDIDA ENTRE AS FACES DE UM POLÍGONO REGULAR
Para determinar a medida A de um polígono, representado no exemplo pelo
hexágono, basta aplicar a seguinte fórmula: A = D 0
constante
Tabela das constantes pelas quais devem ser multiplicadas as medidas entre as
faces para se obter o diâmetro.
n.º de divisões constante n.º de divisões constante
4
6
8
10
12
1,41421
1,15470
1,08239
1,05146
1,03528
14
16
18
20
1,02572
1,01959
1,01545
1,01247
8.6.1 Exercícios
Determinar a medida “x” dos polígonos a seguir:
8.7 DIVISÃO DE CIRCUNFERÊNCIAS EM PARTES IGUAIS
103
É comum, nos trabalhos em oficina, contar-se com o profissional que determina a
abertura do compasso para dividir uma circunferência em partes iguais. Para isso,
basta aplicar um cálculo simplificado com o auxílio da tabela que se apresenta na
página a seguir.
8.7.1 Aplicação da tabela de constante
Exemplo:
Determinar a abertura do compasso para dividir uma circunferência de Ø 44 mm em
cinco partes iguais.
Solução – Multiplica-se o diâmetro pela constante dada na tabela correspondente ao
número de divisões.
L = D x constante = 44 x 0,587 = 25,8
104
n.º de divisões constante n.º de divisões constante
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
0,866
0,707
0,587
0,500
0,433
0,382
0,342
0,309
0,281
0,258
0,239
0,222
0,207
0,195
0,183
0,173
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
32
33
34
0,164
0,156
0,149
0,142
0,136
0,130
0,125
0,120
0,116
0,111
0,108
0,104
0,101
0,098
0,095
0,092
8.8 ÂNGULOS
Ângulo é a figura formada por duas retas que tem um ponto em comum.
As retas que formam o ângulo chamam-se lados; o ponto de encontro dos lados
chama-se vértice do ângulo. Designa-se um ângulo pela letra do vértice. Assim, diz-
se ângulo Ô (Fig. 34).
Figura 34 – Ângulo Ô
8.8.1 Ângulos consecutivos
Dois ângulos são consecutivos (AÔB e BÔC na Fig. 35) quando possuem o vértice e
um lado comum.
105
No caso do ângulo da Figura 35, o lado comum é BO. Pode-se designar um ângulo
por uma letra ou um número (com acento circunflexo) colocado em seu interior ou
pelas letras que indicam o vértice e os lados, sendo que, nesse caso, a letra
representativa do vértice vem entre as duas outras. Assim, na Figura 35 tem-se
AÔB.
Figura 35 – Ângulos consecutivos
8.8.2 Ângulos adjacentes
São chamados adjacentes dois ângulos consecutivos cujos lados exteriores são
semi-retas opostas (AÔB e BÔC na Fig. 36).
Figura 36 – Ângulos adjacentes
8.8.3 Bissetriz
Chama-se bissetriz de um ângulo a semi-reta que, a partir do vértice, o divide ao
meio (OC na Fig. 37).
Figura 37 – Bissetriz
8.8.4 Ângulos opostos pelo vértice
Dois ângulos são opostos pelo vértice quando os lados de um são as semi-retas
opostas dos lados do outro (AÔB e A’ÔB’ na Fig. 38).
B
106
Figura 38 – Ângulos opostos pelo vértice
8.8.5 Ângulo reto
O ângulo reto é formado por perpendiculares (Fig. 39).
Figura 39 – Ângulo reto
8.8.6 Ângulo agudo
Diz-se que um ângulo é agudo quando é menor que um ângulo reto (Fig. 40).
Figura 40 – Ângulo agudo
8.8.7 Ângulo raso
Um ângulo é chamado raso quando seus lados são semi-retas opostas (AO e OB na
Fig. 41).
Figura 41 – Ângulo raso
107
8.8.8 Ângulos complementares, suplementares e replementares
Os ângulos são complementares quando sua soma vale um ângulo reto (90°). O
ângulo de 30°, por exemplo, é complemento de 60°, pois a soma (60° + 30°) é igual
a 90°.
São chamados suplementares quando sua soma vale um ângulo raso (180°). O
ângulo de 20° é suplemento de 160°, pois sua soma (160° + 20°) é igual a 180°. Já
nos ângulos replementares a soma vale um ângulo de 360°. O ângulo de 80° é
replemento de 280°, pois a soma (280° + 80°) é igual a 360°.
8.8.9 Medidas de ângulos
Para medir ângulos utiliza-se o grau “ ° ” e o radiano “rad”.
Um grau é definido como a medida do ângulo central submetido por um arco igual a
1/360 da circunferência que contém o arco. O grau, por sua vez, tem dois
submúltiplos: o minuto, cujo símbolo é uma aspa (’) que se coloca acima e à direita
do número, e o segundo, simbolizado por dupla aspa (”), escrita ao lado do número,
da mesma forma que o minuto. O sistema utilizado é o sexagesimal.
As relações entre o grau, o minuto e o segundo são as seguintes: 1 grau equivale a
60 minutos e 1 minuto equivale a 60 segundos. Assim, 1 grau equivale a 3 600
segundos. 1° = 60’ = 3 600”
Exemplo: 32° 42’ 28”
Um radiano é definido como a medida de um ângulo central submetido por um arco
igual ao raio da circunferência que contém o arco. O sistema utilizado é o circular.
8.8.10 Adição de ângulos
Para a adição de ângulos somam-se entre si as parcelas homônimas. Ou seja: os
graus são somados entre si, os minutos entre si e os segundos entre si.
Exemplo:
a) 42° 27’ 48”
+ 22° 33’ 42”
64° 60’ 90”
Como 90” são constituídos por 1’ mais 30”, pode-se escrever da seguinte forma:
64° 60’ 30”
+ 1’ 0
64° 61’ 30”
108
Como 61’ contêm 1° mais 1’, pode-se escrever: 65° 1’ 30”
a) 28° 35’ 47”
+ 12° 28’ 50”
40° 63’ 97”
que corresponde a 40° 64’ e 37” e, por fim, a 41° 4’ 37”.
8.8.11 Subtração de ângulos
Para subtrair ângulos procede-se da mesma forma que se usou para somá-los.
Exemplo:
43° 35’ 40”
– 12° 24’ 31”
31° 11’ 9”
OBSERVAÇÃO:
Caso o número que expressa os minutos ou segundos do subtraendo seja maior que
seu correspondente no minuendo, é preciso efetuar o empréstimo à unidade
imediatamente superior. Exemplo:
a) 24° 12’ 38”
– 12° 8’ 45”0
Como 45” do subtraendo é maior que 38” do minuendo, retira-se 1’ dos 12’ do
subtraendo, transforma-se este minuto em segundos e somam-se os últimos aos
38”.
24° 11’ 98”
– 12° 8’ 45”0
12° 3’ 53”
b) 33° 23’ 40”
– 28° 40’ 48”0
Transforma-se 1’ em 60”:
33° 22’ 100”
– 28° 40’ 48”0
Em seguida, transforma-se 1° em 60’:
32° 82’ 100”
– 28° 40’ 48”0
4° 42’ 52”
109
8.9 TEOREMA DE PITÁGORAS
Uma das aplicações da raiz quadrada é a resolução de certos problemas de
triângulos. Como exemplo tem-se aqueles em que, conhecidos dois lados do
triângulo retângulo, se procura determinar o terceiro lado. Com efeito, nos triângulos
retângulos – todos os que possuem um ângulo reto, isto é, 90° (Fig. 42) – o lado
maior é chamado hipotenusa, e os outros dois, catetos.
Figura 42 – Triângulo retângulo
Em todos os triângulos retângulos o quadrado da hipotenusa é igual à soma dos
quadrados dos catetos (teorema de Pitágoras).
Figura 43 – Quadrados dos catetos
Observando o exemplo do triângulo retângulo da Figura 43, vê-se que os quadrados
formados pelos catetos b e c são, respectivamente
b
2
= 8
2
= 64
c
2
= 6
2
= 36
Somando os quadrados destes catetos, tem-se:
b
2
+ c
2
= 64 + 36 = 100
110
A hipotenusa, por sua vez, mede 10 cm. Logo, seu quadrado é:
a
2
= 10
2
= 100
Como b
2
+ c
2
(soma do quadrado dos catetos) é também igual a 100, pode-se
escrever: a
2
= b
2
+ c
2
8.9.1 Exercícios – Relação de Pitágoras
1 Calcular a distância “X” entre os centros dos furos.
2 Calcular o comprimento “X” do cone.
3 Calcular a profundidade de fresar “P”.
4 Calcular o comprimento “A”.
111
9 GEOMETRIA ESPACIAL
9.1 SÓLIDOS GEOMÉTRICOS (FIGURAS ESPACIAIS)
As figuras planas pertencem totalmente a um plano, por isso possuem duas dimensões:
comprimento e largura.
Observe-se, no plano ∝, o retângulo e suas dimensões.
Figura 44 − Retângulo e suas dimensões
A mesma figura pode ser representada em outra posição.
Figura 45 − Retângulo e suas dimensões em posição alternada
112
Agora observe-se, no mesmo plano, uma figura geométrica.
Figura 46 − Figura geométrica
A figura tem três dimensões. As figuras geométricas que possuem três dimensões −
isto é, comprimento, largura e altura − chamam-se sólidos geométricos.
Um sólido geométrico nunca pertence a um só plano; sempre ocupa uma parte no
espaço. Por isso, os sólidos geométricos também são chamados figuras espaciais.
Assim como as retas são formadas a partir de pontos, os sólidos geométricos são
formados a partir de figuras planas.
9.1.1 Prismas
Quando um sólido geométrico é formado pelo deslocamento de um polígono em
direção determinada, recebe o nome de prisma.
Figura 47 − Prisma
As bases de um prisma são paralelas e congruentes, isto é, a base superior tem as
mesmas medidas da base inferior.
Os prismas recebem nomes de acordo com o polígono que lhes deu origem. Quando
a superfície plana que lhe dá origem é um quadrado, tem-se um prisma de base
quadrada. Mas, se a figura que dá origem ao prisma é um retângulo, tem-se um
prisma de base retangular.
113
Denomina-se prisma reto aquele que tem as arestas das faces laterais perpendi-
culares às bases.
prisma reto de base quadrada prisma reto de base retangular
prisma reto de base triangular prisma reto de base hexagonal
Figura 48 − Prismas retos
9.1.2 Pirâmides
A pirâmide é outro tipo de sólido geométrico.
Quando um sólido geométrico é formado a partir de um polígono em que todos os
pontos se ligam a um único ponto fora do plano chamado vértice do polígono,
recebe o nome de pirâmide.
Figura 49 − Pirâmide
O polígono a partir do qual é formada a pirâmide chama-se base de pirâmide. As
pirâmides recebem nomes de acordo com os polígonos que lhe deram origem.
114
pirâmide de base
quadrada
pirâmide de base
hexagonal
pirâmide de base
triangular
pirâmide de base
retangular
Figura 50 − Nome das pirâmides
9.1.3 Cilindro, cone e esfera
Os sólidos geométricos formados a partir de uma figura plana que gira em volta de
um eixo de rotação chamam-se sólidos de revolução.
Quando um sólido de revolução é formado a partir de um retângulo, recebe o nome
de cilindro reto.
Figura 51 − Cilindro
Quando um sólido de revolução é formado a partir de um triângulo com os ângulos
da base congruentes e o eixo de rotação passando pelo vértice e pelo meio da base,
recebe o nome de cone reto.
Figura 52 − Cone
115
Quando o sólido de revolução é formado a partir de um círculo com o eixo passando
por um de seus diâmetros, recebe o nome de esfera.
Figura 53 − Esfera
Como a esfera é formada a partir de um círculo, não é oca. Sua parte externa é
chamada de superfície da esfera ou superfície esférica.
9.2 CÁLCULO DO VOLUME DOS SÓLIDOS GEOMÉTRICOS
Volume de um corpo é o espaço ocupado por ele. É o número que exprime sua
medida.
Para medir o volume é preciso escolher uma unidade de medida para compará-lo.
Essas unidades são os cubos, cujas arestas medem uma unidade de comprimento
do Sistema Internacional de Medidas.
Exemplos:
Cubo com 1 metro de aresta ou cubo com 1 decímetro de aresta
O metro cúbico é o volume de um cubo
com arestas que medem 1 metro.
O símbolo do metro cúbico é m
3
.
O decímetro cúbico é o volume de um cubo
com arestas que medem 1 decímetro.
O símbolo do decímetro cúbico é dm
3
.
Figura 54 – Volumes
O metro cúbico (m
3
) é a unidade legal dos volumes e é o volume de um cubo de 1 m
de aresta.
116
Quadro de unidades de volume
múltiplos Unidades Submúltiplos
quilômetro
cúbico
hectômetro
cúbico
decâmetro
cúbico
metro
cúbico
decímetro
cúbico
centímetro
cúbico
milímetro
cúbico
km
3
hm
3
dam
3
m
3
dm
3
cm
3
mm
3
1 000 000 000 m
3
1 000 000 m
3
1 000 m
3
1 m
3
0,001 m
3
0,000001 m
3
0,000000001 m
3
Como se vê no quadro dos múltiplos e submúltiplos, a variação dessa unidade é de
1 000 em 1 000. Constitui, portanto, um sistema milesimal, pois
1 m
3
= 1 000 dm
3
1 dm
3
= 1 000 cm
3
1 cm
3
= 1 000 mm
3
Na prática, somente se emprega o metro cúbico (m
3
) e seus submúltiplos.
9.2.1 Mudança de unidades de volume
A mudança de unidades é feita deslocando-se a vírgula três casas à direita (para a
unidade imediatamente inferior) ou três casas à esquerda (para a imediatamente
superior), suprindo de zeros caso faltem algarismos.
Exemplos:
a) Representar 21,7 m
3
em cm
3
: Solução: m
3
dm
3
cm
3
21, 700 000,
Resposta: 21,7 m
3
= 21 700 000 cm
3
b) Converter 38,467 cm
3
em m
3
: Solução: m
3
dm
3
cm
3
mm
3
000, 000 038, 467
Resposta: 38,467 cm
3
= 0,000 038 467 m
3
9.2.2 Cálculo de volumes
De modo geral, o volume dos prismas e do círculo é calculado multiplicando-se a
área da base pela medida da altura. Isto é:
V = B . h onde b representa a área da base e h a medida da altura.
117
9.2.2.1 Volume do cubo − O cubo é o sólido limitado por seis faces congruentes. Seu
volume é calculado elevando-se a medida da aresta do cubo. Isto é:
V = a
3
Se a = 20 cm, então:
V = a
3
V = (20 cm)
3
V = 20 cm x 20 cm x 20 cm
V = 8 000 cm
3
9.2.2.2 Volume do paralelepípedo retângulo − É o sólido geométrico que possui seis
faces retangulares congruentes duas a duas. Seu volume é determinado pelo
produto de suas três dimensões. Isto é:
V = A.B.C
Se A = 3 cm
B = 10 cm
C = 5 cm, então:
V = A.B.C
V = 3 cm x 10 cm x 5 cm
V = 150 cm
3
9.2.2.3 Volume do cilindro de revolução − É o sólido gerado por um retângulo que
gira em torno de um dos lados. Seu volume é obtido multiplicando-se a área da base
(πr
2
) pela medida da altura (h). Isto é:
Se D = 20 cm
r = 10 cm
h = 20 cm, então:
V = π.r
2
.h
V = 3,14. (10 cm)
2
. 20 cm
V = 6 280 cm
3
9.2.2.4 Volume da pirâmide − É o sólido limitado por um polígono qualquer e por
triângulos que têm vértices comuns. O polígono é a base e os triângulos são as
faces da pirâmide; as pirâmides classificam-se de acordo com as bases.
h r ⋅ ⋅ =
2
V π
118






⋅ ⋅ ⋅ h r
2
3
1
π
3
2
h r
V
⋅ ⋅
=
π
O segmento de reta perpendicular à base a partir do vértice comum chama-se altura
da pirâmide.
Determina-se o volume da pirâmide multiplicando um terço da área da base pela
altura. Isto é:
Sb = área da base
h = altura
Exemplo:
Calcular o volume da pirâmide de base retangular abaixo representada (medidas em
mm):
V = 125 000 mm³
9.2.2.5 Volume do cone − É o sólido gerado por um triângulo retângulo que gira em
torno de um de seus catetos. Seu volume é obtido pelo produto de um terço da área
pela altura (h). Isto é:
Se D = 12 cm
r = 6 cm
h = 10 cm, então:
V = 1 π r
2
h
3
V = 1 . 3,14 . (6 cm)
2
. 10 cm
3
V = 376,800 cm
3
Sb = X . Y
h Sb ⋅ ⋅ =
3
1
V
75 h
5000 50 100 Sb
h Sb
3
1
V
=
= × =
⋅ ⋅ =
( ) 75 5000
3
1
V ⋅ ⋅ =
119
( ) b B b B A A A A
h
V ⋅ + + ⋅ =
3






⋅ + + ⋅ = r R r R
h
V
2 2
3
. π
9.2.2.6 Volume do tronco de pirâmide
onde:
h = medida da altura
A
B
= área da base maior
A
b
= área da base menor
9.2.2.7 Volume do tronco de cone
onde:
π = 3,14
h = medida da altura
R = medida do raio maior (D/2)
r = medida do raio menor (d/2)
9.2.2.8 Volume da esfera
ou

onde:
π = 3,14
r = medida do raio de esfera
D = diâmetro
3
3
4
r V ⋅ ⋅ = π
6
3
D
V

=
π
120
3
2
h r
V
⋅ ⋅
=
π






⋅ + + ⋅ = r R r R
h
V
2 2
3
. π
9.2.3 Formulário para o cálculo de volumes
cubo
V = a
3
paralelepípedo
retângulo
V = A.B.C
cilindro
V = π r
2
. h
pirâmide
cone tronco de cone
tronco de pirâmide esfera
h Sb ⋅ ⋅ =
3
1
V
( ) b B b B A A A A
h
V ⋅ + + ⋅ =
3
6
3
D
V

=
π
121
10 TRIGONOMETRIA
Neste capítulo será estudado um meio de calcular os lados e ângulos de um
triângulo retângulo mediante determinadas relações que são chamadas relações
trigonométricas. Para isso, primeiramente é preciso que o aluno esteja seguro do
que se chama de cateto e cateto adjacente.
Observar o triângulo retângulo abaixo e completar as frases:
AB e AC são os ........................................
BC é a ........................................................
 é ângulo reto;
B e ......... são ângulos agudos.
Continuando a observar:
.
AB é o cateto adjacente ao ângulo B.
AC é o cateto oposto ao ângulo B.
AC é o cateto adjacente ao ângulo %.
AB é o cateto oposto ao ângulo %
122
Adjacente é o mesmo que vizinho, junto, contíguo.
Considere-se o triângulo retângulo ABC.
% é o ângulo agudo considerado.
BC é a hipotenusa.
AC é o cateto oposto ao ângulo %.
AC é o cateto adjacente (vizinho,
contíguo ou junto) ao ângulo %.
B é o ângulo agudo considerado.
BC é a ..............................................................
AC é o ........................................... ao ângulo B.
AC é o....................................adjacente (vizinho,
contíguo ou junto) ao ângulo B.
10.1 SENO DE UM ÂNGULO AGUDO
Seja o ângulo agudo Â, de lados AB e AC.
Tendo em vista a semelhança entre os triângulos, pode-se estabelecer que os lados
correspondentes são proporcionais. Valem, então, as seguintes razões de mesmo
valor:
O valor comum dessas razões chama-se seno da medida do ângulo A e indica-se:
seno Â.
( )
( )
( )
( )
( )
( )
...
"
" "
'
' '
= = =
AB m
C B m
AB m
C B m
AB m
BC m
hipotenusa
oposto cateto
A
ˆ
sen =
123
10.1.1 Exercícios
1 Observar os exemplos e completar as igualdades:
sen Z = .................
sen X =..................
sen 75° =...................
sen 15° =...................
sen 30° =..............
sen 60° = .............
2 Conferir suas respostas, porém, por favor, não copiar. Só olhar para este final de
folha depois de tudo feito.
0
A
B
X =
ˆ
sen
A
C
Y =
ˆ
sen
B
C
= ° 70 sen
B
D
= ° 20 sen
100
50
30 sen = °
100
6 , 86
60 sen = °
E
D
Z = sen
E
C
X = sen
F
G
= ° 75 sen
F
H
= ° 15 sen
25
5 , 12
30 sen = °
25
65 , 21
60 sen = °
124
10.2 CO-SENO DE UM ÂNGULO AGUDO
Seja ainda um ângulo agudo Â, de lados AB e AC.
Os segmentos BC, B’ C’, B” C”,... perpendiculares a AC, determinam triângulos
retângulos semelhantes. Pode-se então, escrever:
∆ ABC = ∆ AB’ C’ = ∆ AB” C”
Em virtude da semelhança dos triângulos, pode-se estabelecer que os lados
correspondentes são proporcionais, do mesmo modo que se viu em seno. Assim,
estão valendo as seguintes razões de mesmo valor:
Pois bem. O valor comum dessas razões chama-se co-seno da medida do ângulo Â
e indica-se: cos Â.
OBSERVAÇÕES:
– É preciso ler com atenção cada relação que vai sendo explicada, para que se
possa compreender bem as funções trigonométricas, que são de grande interesse
na Oficina.
– Os exercícios propostos devem ser feitos sempre individualmente, mesmo que
sejam trabalhosos. Em breve, o aluno estará dominando perfeitamente o assunto.
( )
( )
( )
( )
( )
( )
...
"
" "
'
' '
= = =
AB m
C A m
AB m
C A m
AB m
AC m
hipotenusa
adjacente cateto
A
ˆ
cos =
125
10.2.1 Exercícios
1 Observar os exemplos e completar as igualdades:
cos P =.........................
cos R =..........................
cos 12°30’ =......................
cos 67°30’ =.....................
2 Corrigir:
0
C
D
Y =
ˆ
cos
C
B
Z =
ˆ
cos
100
99
8 cos = °
100
9 , 13
82 cos = °
G
E
P = cos
G
F
R = cos
20
25 , 19
' 30 12 cos = °
20
64 , 7
' 30 67 cos = °
126
10.3 TANGENTE DE UM ÂNGULO
Seja novamente o ângulo agudo Â, de lados AB e AC.
Os segmentos BC, B’ C’, B” C”,... perpendiculares a AC, determinam triângulos
retângulos. Escreve-se, então:
∆ ABC ≅ ∆ AB’ C ≅ ∆ AB” C”
Pela semelhança dos triângulos, os lados correspondentes são proporcionais, e
pode-se escrever as razões de mesmo valor:
O valor dessas razões chama-se tangente da medida do ângulo  e indica-se: tg Â.
0
10.3.1 Exercícios
1 Observar os exemplos e completar as igualdades:
tg % = .......................
tg B = ............................
Completou com: D e F. Muito bem! Pode continuar.0
F D
B
C
tgW =
C
B
X tg =
adjacente cateto
oposto cateto
A
ˆ
tg =
( )
( )
( )
( )
( )
( )
...
"
" "
'
' '
= = =
AC m
C B m
AC m
C B m
AC m
BC m
127
10.4 CO-TANGENTE DE UM ÂNGULO AGUDO
Seguindo os mesmos passos para o estabelecimento das relações trigonométricas
seno, co-seno e tangente, pode-se obter uma quarta relação trigonométrica, assim
definida:
Reunindo estas relações trigonométricas, o aluno vai completar:
1.ª cateto oposto denomina-se: SENO = sen
hipotenusa
2.ª cateto adjacente denomina-se CO-SENO = .....................
3.ª cateto ................... denomina-se: ......................... = tg
............................
4.ª ......................... denomina-se CO-TANGENTE = .............
O aluno deve procurar memorizar estas fórmulas, pois irá aplicá-las com muita
freqüência. Serão mais usadas seno, co-seno e tangente.
10.4.1 Exercícios
1 Dado o triângulo retângulo abaixo,
Calcular o valor do sen., cos. e tg. do ângulo B.
oposto cateto
adjacente cateto
A
ˆ
de tangente - co =
6 , 0
5
3
sen = = =
BC
AC
B
..........
.........
..........
cos = = =
BC
AB
B
..........
.........
..........
.........
..........
= = = tgB
128
2 Dado o triângulo retângulo abaixo,
calcular o valor do sen., cos. e tg. do ângulo %.
10.5 APLICAÇÃO PRÁTICA
10.5.1 Exercícios
1 Determinar a inclinação do carro porta-ferramentas para tornear o ângulo da
peça abaixo:
Solução − Monta-se um triângulo com as medidas existentes e determina-se o
ângulo de inclinação.
..........
.........
..........
.........
..........
ˆ
sen = = = C
..........
.........
..........
.........
..........
ˆ
cos = = = C
..........
.........
..........
.........
..........
ˆ
= = = C tg
129
Tem-se o triângulo:
Pode-se resolver com qualquer das funções que envolvem os dois catetos (tg.
ou cotg.). No caso, utiliza-se a tangente.
E com esse número procura-se na tabela de tangente o ângulo correspondente.
A inclinação deve ser 18°26’.
2 Determinar o diâmetro de um eixo para que em uma de suas extremidades seja
feito um quadrado de 10 mm de lado.
X = diagonal do quadrado = hipotenusa
do triângulo = Ø do eixo
No triângulo tem-se um lado e quer-se determinar a hipotenusa. Precisa-se,
então, de uma função que envolva um dos lados do triângulo e a hipotenusa
(seno ou co-seno).
Aplica-se o co-seno:
3333 , 0
15
5
= = = α α tg
adjacente cateto
oposto cateto
tg
hipotenusa
adjacente cateto
= α cos
α cos
adjacente cateto
hipotenusa =
( ) 7071 , 0 45 cos = °
7071 , 0
10mm
hipotenusa =
mm 14,1 eixo do Ø =
130
3 Calcular as distâncias “AC” e “BC”.
4 Calcular os diâmetros “D
1
” e “D
2
”.
5 Determinar “L”.
131
TABELA DE SENO - 0° a 45°
Minutos
Graus
0 10 20 30 40 50 60
Graus
0 0,0000 0,0029 0,0058 0,0087 0,0116 0,0145 0,0175 89
1 0,0175 0,0204 0,0233 0,0262 0,0291 0,0320 0,0349 88
2 0,0349 0,0378 0,0407 0,0436 0,0465 0,0494 0,0523 87
3 0,0523 0,0552 0,0581 0,0610 0,0640 0,0669 0,0698 86
4 0,0698 0,0727 0,0756 0,0785 0,0814 0,0843 0,0872 85
5 0,0872 0,0901 0,0929 0,0958 0,0987 0,1016 0,1045 84
6 0,1045 0,1074 0,1103 0,1132 0,1161 0,1190 0,1219 83
7 0,1219 0,1248 0,1276 0,1305 0,1334 0,1363 0,1392 82
8 0,1392 0,1421 0,1449 0,1478 0,1507 0,1536 0,1564 81
9 0,1564 0,1593 0,1622 0,1650 0,1679 0,1708 0,1736 80
10 0,1736 0,1765 0,1794 0,1822 0,1851 0,1880 0,1908 79
11 0,1908 0,1937 0,1965 0,1994 0,2022 0,2051 0,2079 78
12 0,2079 0,2108 0,2136 0,2164 0,2193 0,2221 0,2250 77
13 0,2250 0,2278 0,2306 0,2334 0,2363 0,2391 0,2419 76
14 0,2419 0,2447 0,2476 0,2504 0,2532 0,2560 0,2588 75
15 0,2588 0,2616 0,2644 0,2672 0,2700 0,2728 0,2756 74
16 0,2756 0,2784 0,2812 0,2840 0,2868 0,2896 0,2924 73
17 0,2924 0,2952 0,2979 0,3007 0,3035 0,3062 0,3090 72
18 0,3090 0,3118 0,3145 0,3173 0,3201 0,3228 0,3256 71
19 0,3256 0,3283 0,3311 0,3338 0,3365 0,3393 0,3420 70
20 0,3420 0,3448 0,3475 0,3502 0,3529 0,3557 0,3584 69
21 0,3584 0,3611 0,3638 0,3665 0,3692 0,3719 0,3746 68
22 0,3746 0,3773 0,3800 0,3827 0,3854 0,3881 0,3907 67
23 0,3907 0,3934 0,3961 0,3987 0,4014 0,4041 0,4067 66
24 0,4067 0,4094 0,4120 0,4147 0,4173 0,4200 0,4226 65
25 0,4226 0,4253 0,4279 0,4305 0,4331 0,4358 0,4384 64
26 0,4384 0,4410 0,4436 0,4462 0,4488 0,4514 0,4540 63
27 0,4540 0,4566 0,4592 0,4617 0,4643 0,4669 0,4695 62
28 0,4695 0,4720 0,4746 0,4772 0,4797 0,4823 0,4848 61
29 0,4848 0,4874 0,4899 0,4924 0,4950 0,4975 0,5000 60
30 0,5000 0,5025 0,5050 0,5075 0,5100 0,5125 0,5150 59
31 0,5150 0,5175 0,5200 0,5225 0,5250 0,5275 0,5299 58
32 0,5299 0,5324 0,5348 0,5373 0,5398 0,5422 0,5446 57
33 0,5446 0,5471 0,5495 0,5519 0,5544 0,5568 0,5592 56
34 0,5592 0,5616 0,5640 0,5664 0,5688 0,5712 0,5736 55
35 0,5736 0,5760 0,5783 0,5807 0,5831 0,5854 0,5878 54
36 0,5878 0,5901 0,5925 0,5948 0,5972 0,5995 0,6018 53
37 0,6018 0,6041 0,6065 0,6088 0,6111 0,6134 0,6157 52
38 0,6157 0,6180 0,6202 0,6225 0,6248 0,6271 0,6293 51
39 0,6293 0,6316 0,6338 0,6361 0,6383 0,6406 0,6428 50
40 0,6428 0,6450 0,6472 0,6494 0,6517 0,6539 0,6561 49
41 0,6561 0,6583 0,6604 0,6626 0,6648 0,6670 0,6691 48
42 0,6691 0,6713 0,6734 0,6756 0,6777 0,6799 0,6820 47
43 0,6820 0,6841 0,6862 0,6884 0,6905 0,6926 0,6947 46
44 0,6947 0,6967 0,6988 0,7009 0,7030 0,7050 0,7071 45
60 50 40 30 20 10 0
Graus
Minutos
Graus
TABELA DE CO-SENO - 45° a 90°
132
TABELA DE SENO - 45° a 90°
Minutos
Graus
0 10 20 30 40 50 60
Graus
45 0,0000 0,7092 0,7112 0,7133 0,7153 0,7173 0,7193 44
46 0,7193 0,7214 0,7234 0,7254 0,7274 0,7294 0,7314 43
47 0,7314 0,7333 0,7353 0,7373 0,7392 0,7412 0,7431 42
48 0,7431 0,7451 0,7470 0,7490 0,7509 0,7528 0,7547 41
49 0,7547 0,7566 0,7585 0,7604 0,7623 0,7642 0,7660 40
50 0,7660 0,7679 0,7698 0,7716 0,7735 0,7753 0,7771 39
51 0,7771 0,7790 0,7808 0,7826 0,7844 0,7862 0,7880 38
52 0,7880 0,7898 0,7916 0,7934 0,7951 0,7969 0,7986 37
53 0,7986 0,8004 0,8021 0,8039 0,8056 0,8073 0,8090 36
54 0,8090 0,8107 0,8124 0,8141 0,8158 0,8175 0,8192 35
55 0,8192 0,8208 0,8225 0,8241 0,8258 0,8274 0,8290 34
56 0,8290 0,8307 0,8323 0,8339 0,8355 0,8371 0,8387 33
57 0,8387 0,8403 0,8418 0,8434 0,8450 0,8465 0,8480 32
58 0,8480 0,8496 0,8511 0,8526 0,8542 0,8557 0,8572 31
59 0,8572 0,8587 0,8601 0,8616 0,8631 0,8646 0,8660 30
60 0,8660 0,8675 0,8689 0,8704 0,8718 0,8732 0,8746 29
61 0,8746 0,8760 0,8774 0,8788 0,8802 0,8816 0,8829 28
62 0,8829 0,8843 0,8857 0,8870 0,8884 0,8897 0,8910 27
63 0,8910 0,8923 0,8936 0,8949 0,8962 0,8975 0,8988 26
64 0,8988 0,9001 0,9013 0,9026 0,9038 0,9051 0,9063 25
65 0,9063 0,9075 0,9088 0,9100 0,9112 0,9124 0,9135 24
66 0,9135 0,9147 0,9159 0,9171 0,9182 0,9194 0,9205 23
67 0,9205 0,9216 0,9228 0,9239 0,9250 0,9261 0,9272 22
68 0,9272 0,9283 0,9293 0,9304 0,9315 0,9325 0,9336 21
69 0,9336 0,9346 0,9356 0,9367 0,9377 0,9387 0,9397 20
70 0,9397 0,9407 0,9417 0,9426 0,9436 0,9446 0,9455 19
71 0,9455 0,9465 0,9474 0,9483 0,9492 0,9502 0,9511 18
72 0,9511 0,9520 0,9528 0,9537 0,9546 0,9555 0,9563 17
73 0,9563 0,9572 0,9580 0,9588 0,9596 0,9605 0,9613 16
74 0,9613 0,9621 0,9628 0,9636 0,9644 0,9652 0,9659 15
75 0,9659 0,9667 0,9674 0,9681 0,9689 0,9696 0,9703 14
76 0,9703 0,9710 0,9717 0,9724 0,9730 0,9737 0,9744 13
77 0,9744 0,9750 0,9757 0,9763 0,9769 0,9775 0,9781 12
78 0,9781 0,9787 0,9793 0,9799 0,9805 0,9811 0,9816 11
79 0,9816 0,9822 0,9827 0,9833 0,9838 0,9843 0,9848 10
80 0,9848 0,9853 0,9858 0,9863 0,9868 0,9872 0,9877 9
81 0,9877 0,9881 0,9886 0,9890 0,9894 0,9899 0,9903 8
82 0,9903 0,9907 0,9911 0,9914 0,9918 0,9922 0,9925 7
83 0,9925 0,9929 0,9932 0,9936 0,9939 0,9942 0,9945 6
84 0,9945 0,9948 0,9951 0,9954 0,9957 0,9959 0,9962 5
85 0,9962 0,9964 0,9967 0,9969 0,9971 0,9974 0,9976 4
86 0,9976 0,9978 0,9980 0,9981 0,9983 0,9985 0,9986 3
87 0,9986 0,9988 0,9989 0,9990 0,9992 0,9993 0,9994 2
88 0,9994 0,9995 0,9996 0,9997 0,9997 0,9998 0,9998 1
89 0,99985 0,99989 0,99993 0,99996 0,99998 0,999996 1,00000 0
60 50 40 30 20 10 0
Graus
Minutos
Graus
TABELA DE CO-SENO - 0° a 45°
133
TABELA DE TANGENTE - 0° a 45°
Minutos
Graus
0 10 20 30 40 50 60
Graus
0 0,0000 0,0029 0,0058 0,0087 0,0116 0,0145 0,0175 89
1 0,0175 0,0204 0,0233 0,0262 0,0291 0,0320 0,0349 88
2 0,0349 0,0378 0,0407 0,0437 0,0466 0,0495 0,0524 87
3 0,0524 0,0553 0,0582 0,0612 0,0641 0,0670 0,0699 86
4 0,0699 0,0729 0,0758 0,0787 0,0816 0,0846 0,0875 85
5 0,0875 0,0904 0,0934 0,0963 0,0992 0,1022 0,1051 84
6 0,1051 0,1080 0,1110 0,1139 0,1169 0,1198 0,1228 83
7 0,1228 0,1257 0,1287 0,1317 0,1346 0,1376 0,1405 82
8 0,1405 0,1435 0,1465 0,1495 0,1524 0,1554 0,1584 81
9 0,1584 0,1614 0,1644 0,1673 0,1703 0,1733 0,1763 80
10 0,1763 0,1793 0,1823 0,1853 0,1883 0,1914 0,1944 79
11 0,1944 0,1974 0,2004 0,2035 0,2065 0,2095 0,2126 78
12 0,2126 0,2156 0,2186 0,2217 0,2247 0,2278 0,2309 77
13 0,2309 0,2339 0,2370 0,2401 0,2432 0,2462 0,2493 76
14 0,2493 0,2524 0,2555 0,2586 0,2617 0,2648 0,2679 75
15 0,2679 0,2711 0,2742 0,2773 0,2805 0,2836 0,2867 74
16 0,2867 0,2899 0,2931 0,2962 0,2994 0,3026 0,3057 73
17 0,3057 0,3089 0,3121 0,3153 0,3185 0,3217 0,3249 72
18 0,3249 0,3281 0,3314 0,3346 0,3378 0,3411 0,3443 71
19 0,3443 0,3476 0,3508 0,3541 0,3574 0,3607 0,3640 70
20 0,3640 0,3673 0,3706 0,3739 0,3772 0,3805 0,3839 69
21 0,3839 0,3872 0,3906 0,3939 0,3973 0,4006 0,4040 68
22 0,4040 0,4074 0,4108 0,4142 0,4176 0,4210 0,4245 67
23 0,4245 0,4279 0,4314 0,4348 0,4383 0,4417 0,4452 66
24 0,4452 0,4487 0,4522 0,4557 0,4592 0,4628 0,4663 65
25 0,4663 0,4699 0,4734 0,4770 0,4806 0,4841 0,4877 64
26 0,4877 0,4913 0,4950 0,4986 0,5022 0,5059 0,5095 63
27 0,5095 0,5132 0,5169 0,5206 0,5243 0,5280 0,5317 62
28 0,5317 0,5354 0,5392 0,5430 0,5467 0,5505 0,5543 61
29 0,5543 0,5581 0,5619 0,5658 0,5696 0,5735 0,5774 60
30 0,5774 0,5812 0,5851 0,5890 0,5930 0,5969 0,6009 59
31 0,6009 0,6048 0,6088 0,6128 0,6168 0,6208 0,6249 58
32 0,6249 0,6289 0,6330 0,6371 0,6412 0,6453 0,6494 57
33 0,6494 0,6536 0,6577 0,6619 0,6661 0,6703 0,6745 56
34 0,6745 0,6787 0,6830 0,6873 0,6916 0,6959 0,7002 55
35 0,7002 0,7046 0,7089 0,7133 0,7177 0,7221 0,7265 54
36 0,7265 0,7310 0,7355 0,7400 0,7445 0,7490 0,7536 53
37 0,7536 0,7581 0,7627 0,7673 0,7720 0,7766 0,7813 52
38 0,7813 0,7860 0,7907 0,7954 0,8002 0,8050 0,8098 51
39 0,8098 0,8146 0,8195 0,8243 0,8292 0,8342 0,8391 50
40 0,8391 0,8441 0,8491 0,8541 0,8591 0,8642 0,8693 49
41 0,8693 0,8744 0,8796 0,8847 0,8899 0,8952 0,9004 48
42 0,9004 0,9057 0,9110 0,9163 0,9217 0,9271 0,9325 47
43 0,9325 0,9380 0,9435 0,9490 0,9545 0,9601 0,9657 46
44 0,9657 0,9713 0,9770 0,9827 0,9884 0,9942 0,7071 45
60 50 40 30 20 10 0
Graus
Minutos
Graus
TABELA DE CO-TANGENTE - 45° a 90°
134
TABELA DE TANGENTE - 45° a 90°
Minutos
Graus
0 10 20 30 40 50 60
Graus
45 0,0000 1,0058 1,0117 1,0176 1,0235 1,0295 1,0355 44
46 1,0355 1,0416 1,0477 1,0538 1,0599 1,0661 1,0724 43
47 1,0724 1,0786 1,0850 1,0913 1,0977 1,1041 1,1106 42
48 1,1106 1,1171 1,1237 1,1303 1,1369 1,1436 1,1504 41
49 1,1504 1,1571 1,1640 1,1708 1,1778 1,1847 1,1918 40
50 1,1918 1,1988 1,2059 1,2131 1,2203 1,2276 1,2349 39
51 1,2349 1,2423 1,2497 1,2572 1,2647 1,2723 1,2799 38
52 1,2799 1,2876 1,2954 1,3032 1,3111 1,3190 1,3270 37
53 1,3270 1,3351 1,3432 1,3514 1,3597 1,3680 1,3764 36
54 1,3764 1,3848 1,3934 1,4019 1,4106 1,4193 1,4281 35
55 1,4281 1,4370 1,4460 1,4550 1,4641 1,4733 1,4826 34
56 1,4826 1,4919 1,5013 1,5108 1,5204 1,5301 1,5399 33
57 1,5399 1,5497 1,5597 1,5697 1,5798 1,5900 1,6003 32
58 1,6003 1,6107 1,6212 1,6319 1,6426 1,6534 1,6643 31
59 1,6643 1,6753 1,6864 1,6977 1,7090 1,7205 1,7321 30
60 1,7321 1,7437 1,7556 1,7675 1,7796 1,7917 1,8040 29
61 1,8040 1,8165 1,8291 1,8418 1,8546 1,8676 1,8807 28
62 1,8807 1,8940 1,9074 1,9210 1,9347 1,9486 1,9626 27
63 1,9626 1,9768 1,9912 2,0057 2,0204 2,0353 2,0503 26
64 2,0503 2,0655 2,0809 2,0965 2,1123 2,1283 2,1445 25
65 2,1445 2,1609 2,1775 2,1943 2,2113 2,2286 2,2460 24
66 2,2460 2,2637 2,2817 2,2998 2,3183 2,3369 2,3559 23
67 2,3559 2,3750 2,3945 2,4142 2,4342 2,4545 2,4751 22
68 2,4751 2,4960 2,5172 2,5386 2,5605 2,5826 2,6051 21
69 2,6051 2,6279 2,6511 2,6746 2,6985 2,7228 2,7475 20
70 2,7475 2,7725 2,7980 2,8239 2,8502 2,8770 2,9042 19
71 2,9042 2,9319 2,9600 2,9887 3,0178 3,0475 3,0777 18
72 3,0777 3,1084 3,1397 3,1716 3,2041 3,2371 3,2709 17
73 3,2709 3,3052 3,3402 3,3759 3,4124 3,4495 3,4874 16
74 3,4874 3,5261 3,5656 3,6059 3,6470 3,6891 3,7321 15
75 3,7321 3,7760 3,8208 3,8667 3,9136 3,9617 4,0108 14
76 4,0108 4,0611 4,1126 4,1653 4,2193 4,2747 4,3315 13
77 4,3315 4,3897 4,4494 4,5107 4,5736 4,6382 4,7046 12
78 4,7046 4,7729 4,8430 4,9152 4,9894 5,0658 5,1446 11
79 5,1446 5,2257 5,3093 5,3955 5,4845 5,5764 5,6713 10
80 5,6713 5,7694 5,8708 5,9758 6,0844 6,1970 6,3138 9
81 6,3138 6,4348 6,5606 6,6912 6,8269 6,9682 7,1154 8
82 7,1154 7,2687 7,4287 7,5958 7,7704 7,9530 8,1443 7
83 8,1443 8,3450 8,5555 8,7769 9,0098 9,2553 9,5144 6
84 9,5144 9,7882 10,0780 10,3854 10,7119 11,0594 11,4301 5
85 11,4301 11,8262 12,2505 12,7062 13,1969 13,7267 14,3007 4
86 14,3007 14,9244 15,6048 16,3499 17,1693 18,0750 19,0811 3
87 19,0811 20,2056 21,4704 22,9038 24,5418 26,4316 28,6363 2
88 28,6363 31,2416 34,3678 38,1885 42,9641 49,1039 57,2900 1
89 57,2900 68,7501 85,9398 114,5887 171,8854 343,7737 1,0000 0
60 50 40 30 20 10 0
Graus
Minutos
Graus
TABELA DE CO-TANGENTE - 0° a 45°
135
11 UNIDADE DE MEDIDA DE CAPACIDADE
11.1 DISTINÇÃO ENTRE CAPACIDADE E VOLUME
É necessário fazer a distinção entre capacidade e volume: capacidade é o espaço
vazio de qualquer recipiente, suficiente para conter dentro de si alguma coisa, e
volume refere-se à corpulência ou vulto de um objeto. A capacidade é um vazio; o
volume é um maciço. Assim sendo, pode-se dizer que a capacidade de um
vasilhame é o mesmo que volume de um bloco de pedra.
A unidade legal de capacidade é o litro (l), que deriva do sistema métrico. Litro é a
capacidade ocupada por e dm
3
.
nome abreviatura equivalência
múltiplos quilolitro
hectolitro
decalitro
kl
hl
dal
1 000 litros
100 litros
10 litros
unidade litro l 1 litro
submúltiplos decilitro
centilitro
mililitro
dl
cl
ml
0,1 litro
0,01 litro
0,001 litro
11.1.1 Transformação de medidas
Como as unidades variam de dez em dez, a conversão é feita deslocando-se a
vírgula uma casa à direita (para a unidade imediatamente inferior) ou à esquerda
(para a unidade imediatamente superior), suprindo de zeros caso faltem algarismos.
Exemplo – Transformar 27,418 hl em l.
Solução – kl hl dal l dl
2 7 4 1, 8
Portanto, 27,418 hl = 2741,8 l
136
11.1.2 Relação entre unidade de capacidade e volume
A relação entre as unidades de capacidade e volume é
1 l = 1 dm
3
O litro é o volume de 1 decímetro cúbico. Isso quer dizer que o volume de líquido
que cabe em um recipiente de 1 dm
3
é chamado de 1 litro. Portanto: se qualquer
valor for expresso em unidades de volume, basta convertê-lo em dm
3
e fazer a
relação em unidade de capacidade (l).
Figura 55 – Litro
Exemplos:
a) Converter 18,3 m
3
em l.
Solução:
18,3 m
3
= 18,300 dm
3
18300 dm
3
= 18300 l
18,3 m
3
= 18300 l
b) Converter 41306 dl em dam
3
.
Solução:
41306 dl = 4130,6 l
capacidade volume
=
4130,6 l 4130,6 dm
3
4130,6 dm
3
= 0,0041306 dam
3
41306 dl = 0,0041306 dam
3
137
11.2 MEDIDA DE MASSA
É preciso que se conheça a distinção entre massa e peso: massa é a quantidade de
matéria de um corpo; é uma propriedade constante dos corpos que não depende do
local onde se encontram, e peso é a força de atração exercida pela terra sobre a
massa de um corpo.
11.2.1 Unidade fundamental
A unidade fundamental é denominada quilograma e representada pelo símbolo kg.
O quilograma é a massa de 1 dm
3
e água destilada à temperatura de 4°C.
Na prática, usa-se também como se fosse unidade principal, a milésima parte do
quilograma, denominada grama. Tomando o grama como fundamental, veja-se uma
tabela que compreende alguns múltiplos usuais:
nomes símbolos valores
quilograma
hectograma
decagrama
kg
hg
dag
1 000 g
100 g
10 g
grama g 1 g
decigrama
centigrama
miligrama
dg
cg
mg
0,1 g
0,01 g
0,001 g
OBSERVAÇÃO:
É do uso corrente, também, a tonelada (t), equivalente a 1 000 kg, muito empregada
nas medidas de grandes massas.
11.2.2 Mudança de unidade
As mudanças de unidade são feitas de modo análogo às das unidades de
comprimento.
Exemplo – Converter 42,73 kg em decigramas.
42,73 kg = 427,3 hg = 4273 dag = 42730 g = 427300 dg
kg hg dag g dg
0 1 2 3 4
138
11.2.3 Exercícios
1 Efetuar as operações e apresentar os resultados em quilogramas:
a) 48,5 dag + 12,05 dg + 15 cg =
b) 5 t + 25 kg – 2 t + 28 dag =
2 Calcular em quilogramas a massa de ar contida em uma sala de 4,5 m de
comprimento, 4 m de largura e 3 m de altura. A massa de 1 dm
3
de ar é
aproximadamente 1,293 g.
3 Uma lata contendo água pura até seus 2/3 tem 2 750 kg de massa; se estiver
vazia, tem 1 520 kg. Calcular o volume em cm
3
.
11.3 MASSA ESPECÍFICA
Massa específica (ou densidade) de uma substância é a massa dessa substância
por unidade de volume. Assim, quando se diz, por exemplo, que a massa específica
de ferro fundido é 7,2, significa que o ferro fundido tem 7,2 gramas por centímetro
cúbico.
Se, ao invés de centímetros cúbicos, se tomar o volume em dm
3
, o número que
indica a massa específica representa kg (quilogramas). Assim, o 7,2 do ferro fundido
quer dizer que esse material tem 7,2 kg por dm
3
de massa.
No quadro a seguir tem-se a indicação da massa específica de diversos metais.
Com esses dados, pode-se resolver em mecânica diversos problemas de massa ou
volume. A fórmula será sempre:
massa = massa específica x volume
139
Exemplo:
Calcular a massa de uma peça de bronze cujo volume é de 15 cm
3
. Como a massa
específica do bronze é 8,6, tem-se:
massa = 8,6 x 15 cm
3
massa = 129 gramas
O resultado aparece em gramas porque o volume foi dado em cm
3
. Se fosse em
dm
3
, o resultado seria em kg (quilogramas).
Exemplo:
Calcular o volume de uma peça de latão com 68 gramas de massa.
Aqui, o problema é inverso: já se conhece a massa; procura-se o volume logo para
encontrá-lo deve-se efetuar a divisão.
Portanto, lembrando que a massa específica do latão é 8,5 e substituindo na fórmula
os dados do problema, tem-se:
O resultado é em cm
3
porque a massa foi dada em gramas. Se fosse em
quilogramas, se teria o volume em dm
3
.
Tabela de massa específica (grama/centímetro cúbico)
aço . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
alumínio . . . . . . . . . . . . . . . . .
antimônio . . . . . . . . . . . . . . . .
bronze . . . . . . . . . . . . . . . . . .
carbono . . . . . . . . . . . . . . . . .
chumbo . . . . . . . . . . . . . . . . . .
cobre . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
crômio . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7,9
2,7
6.7
8,6
3,5
11,3
8,9
6,9
estanho . . . . . . . . . . . . . . . .
ferro . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
ferro fundido . . . . . . . . . . . . .
latão . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
níquel . . . . . . . . . . . . . . . . . .
tungstênio . . . . . . . . . . . . . . .
vanádio . . . . . . . . . . . . . . . . .
zinco . . . . . . . . . . . . . . . . . .
7,3
7,8
7,2
8,5
8,8
19,1
5,5
7,1
específica massa
massa
volume =
5 , 8
68g
volume =
3
8cm volume =
140
141
12 VELOCIDADE DE CORTE - Vc
Para efetuar o corte de um material por meio de uma ferramenta, é necessário que o
material ou a ferramenta se movimente um em relação ao outro. O meio para
determinar ou comparar a rapidez do movimento é a velocidade de corte.
Portanto, a velocidade é o espaço percorrido pela ferramenta ou peça cortando um
material em um determinado espaço de tempo.
A velocidade de corte é representada pelas iniciais Vc, e sua unidade é m/min ou
m/seg.
m/min
Vc =
m/seg
12.1 ROTAÇÕES
Denominam-se rotações o número de voltas que um eixo, peça ou ferramenta de
corte dá em torno de si mesma em determinado espaço de tempo. Quando o espaço
de tempo é o minuto, diz-se rpm – rotações por minuto; quando é representado em
qualquer outra unidade de tempo, diz-se simplesmente n.
rpm – rotações por minuto

– 1
unidade min = 1 0
min
n – rotações por qualquer tempo

– 1
unidade n t = 1 0 n 1 ; 1 ; 1 0
t seg min n
142
12.2 DESIGNAÇÃO
d = diâmetro
n = rotações por minuto (rpm)
Vc = velocidade de corte
velocidade c = espaço 0
tempo determinado
espaço do ponto P a 1 rotação por minuto = π . d
espaço do ponto P a n rotações = π . d . n, ou pode-se definir:
V = circunferência x rotações por minuto
V = d . π . rpm
V = d . π . n
Como a Vc é geralmente fornecida através de tabelas, e o diâmetro é determinado
medindo-se a peça, o problema na Oficina será sempre determinar a rpm, ou seja, n.
Onde:
“Vc” em m/min
“d” em mm
“n” em rotações por minuto.
Exemplo:
Determinar a rpm necessária para usinar um cilindro de aço 1020 com ferramenta de
aço rápido, conforme desenho abaixo (medidas em mm):
π ⋅
=
d
Vc
n
π ⋅

=
d
1000 Vc
n
π ⋅
=
d
Vc
n
143
Solução:
Os problemas para determinar a rpm devem ser resolvidos em duas partes:
a) Reúnem-se todos os dados necessários: ø de desbaste, ø de acabamento, Vc de
desbaste e acabamento.
b) Monta-se a fórmula e substituem-se os valores.
A velocidade de corte adequada para este material é:
Vc para desbaste = 25 m/min
Vc para acabamento = 35 m/min
diâmetro – analisa-se o desenho.
Neste caso, o ø de desbaste é 100 mm e o ø de acabamento é de 80 mm.
Ø para desbaste = 100 mm
Ø para acabamento = 80 mm
c) Monta-se a fórmula e substituem-se os valores:
0
Resposta:
Para desbaste, regular a máquina para 80 rpm.
Para acabamento, regulá-la para 140 rpm.
π ⋅

=
d
Vc 1000
rpm
( )
min
80
min 100
1000 25
desbaste rpm
rotações
mm
mm
=
⋅ ⋅

=
π
( )
min
140
min 80
1000 35
acabamento rpm
rotações
mm
mm
=
⋅ ⋅

=
π
144
12.3 TABELA
TORNO
Ferramenta de aço rápido Ferramenta de metal duro
Material a
ser usinado
Desbaste a)
Acabamento b)
Velocidade de
corte em m/min
avanço em
mm
Penetração
em mm
Velocidade de
corte em m/min
avanço em
mm
Penetração
em mm
a) 20...40 1,0 8,0 50...70 1,5 10,0
aço macio
b) 50...60 0,1 0,5 150...200 0,1 1,0
a) 10...20 0,8 6,0 20...40 1 8,0
aço liga
b) 20...30 0,1 0,5 50...100 0,1 1,0
a) 10...20 1,5 10,0 30...50 1,5 10,0
ferro fundido
b) 40...50 0,1 0,5 80...100 0,1 1,0
a) 50...70 0,5 6,0 150...220 0,5 6,0
metal não
ferroso
b) 100...120 0,2 2,0 200...300 0,2 2,0
a) 80...100 0,5 6,0 200...300 0,5 6,0
metal leve
b) 100...120 0,1 1,0 250...500 0,1 1,0
a) 100...200 0,3 3,0 200...300 0,3 3,0
plástico
b) 150...300 0,1 1,0 400...600 0,1 1,0
FRESADORA
Desbaste a)
Acabamento b)
Fresa de aço rápido Fresa de metal duro Pastilhas de metal duro
Material a
ser usinado Velocidade de
corte em m/min
avanço por
dente em mm
Velocidade de
corte em
m/min
avanço por
dente em mm
Velocidade de
corte em
m/min
avanço por
dente em mm
a) 30...40 0,1...0,2 80...150 0,1...0,3 80...150 0,1...0,3
aço carbono
b) 30...40 0,05...0,1 100...300 0,1...0,2 100...300 0,1...0,2
a) 25...30 0,1...0,2 80...150 0,1...0,3 80...150 0,1...0,3
aço liga até
750 N/mm²
b) 25...30 0,005...0,1 100...300 0,1...0,2 100...300 0,1...0,2
a) 15...20 0,1...0,15 60...120 0,1...0,3 60...120 0,1...0,3
aço liga até
1000 N/mm²
b) 15...20 0,05...0,1 80...150 0,06...0,15 80...150 0,06...0,15
a) 20...25 0,15...0,3 70...120 0,1...0,3 70...120 0,1...0,3
ferro fundido
b) 20...25 0,1...0,2 100...160 0,1...0,2 100...160 0,1...0,2
a) 60...150 0,2...0,3 150...400 0,08...0,15 150...400 0,08...0,15
ligas de
cobre
b) 60...150 0,1...0,2 150...400 0,05...0,1 150...400 0,05...0,1
a) 150...250 0,2...0,3 350...800 0,1...0,2 350...800 0,1...0,2
metal leve
b) 200...300 0,1...0,2 400...1200 0,08...0,15 400...1200 0,08...0,15
145
REFERÊNCIAS
DI PIERO NETTO, Scipeone ...[et al.]. Elementos de Matemática. São Paulo: Saraiva,
s.d.
GIOVANI, José Ruy; BONJORNO, José Roberto; GIOVANI JR., José Ruy. Matemática
completa. São Paulo: FTD, 2003.
INMETRO. Quadro Geral de Unidades de Medida; Resolução do CONMETRO
nº12/1988. 2. ed. Brasília, SENAI/DN, 2000.
SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL. Departamento Regional
do Rio Grande Sul. Material Instrucional; Cálculo técnico. Porto Alegre: SENAI-RS,
s.d.

SENAI-RS – SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL DEPARTAMENTO REGIONAL DO RIO GRANDE DO SUL

CONSELHO REGIONAL
Presidente Nato

Francisco Renan O. Proença – Presidente do Sistema FIERGS

Conselheiros Delegados das Atividades Industriais – FIERGS Titulares Manfredo Frederico Koehler Astor Milton Schmitt Valayr Hélio Wosiack Suplentes Deomedes Roque Talini Arlindo Paludo Pedro Antônio G. Leivas Leite

Representantes do Ministério da Educação Titular Edelbert Krüger Suplente Aldo Antonello Rosito

Representantes do Ministério do Trabalho e Emprego Titular Neusa Maria de Azevedo Suplente Elisete Ramos

Diretor do Departemento Regional do SENAI-RS José Zortéa DIRETORIA REGIONAL DO SENAI-RS José Zortéa – Diretor Regional Paulo Fernando Presser – Diretor de Educação e Tecnologia Jorge Solidônio Serpa – Diretor Administrativo-Financeiro

2

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