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Radiações e suas Fontes Profa. Dra. Daniela Priscila Marchi Salvador
Radiações e suas Fontes
Profa. Dra. Daniela Priscila Marchi Salvador
Radioatividade  Átomos instáveis
Radioatividade
 Átomos instáveis
Radiação Eletromagnética  Onda Eletromagnética: constituída por campos elétricos e magnéticos variando no
Radiação Eletromagnética
 Onda Eletromagnética: constituída por campos elétricos e magnéticos
variando no espaço e tempo
 Caracterização: amplitude (tamanho) e frequência (alternativamente pelo
) da oscilação
 Não possui massa e se propagam com a velocidade de 300.000 km/s,
para qualquer valor de sua energia
 1901: Max Karl Ludwig Plank e 1905: Albert Einstein
• Teoria dos quanta: radiação eletromagnética (energia) é emitida e se
propaga em forma de pequenos pulsos de energia – fótons (partícula)
Radiação: Energia em transito  Qualquer entidade capaz de transferir (emitir e propagar) energia de
Radiação: Energia em transito
 Qualquer entidade capaz de transferir (emitir e propagar)
energia de um sistema a outro independente do meio
material por intermédio de:
• Partículas dotadas de energia cinética: Corpuscular
• Fenômenos ondulatórios: Eletromagnética
 São produzidas por processos de ajustes nucleares ou
eletrônicos ou por interações com os átomos
Radiação Corpuscular  Partícula: possui massa, carga elétrica e velocidade (dependente do valor de sua
Radiação Corpuscular
 Partícula: possui massa, carga elétrica e velocidade
(dependente do valor de sua energia); pode ser carregada
ou neutra, leve ou pesada, lenta ou rápida
• Partícula  (2p/2n)
Energia cinética
• Partícula  - (1/1840 n)
• Partícula  + (1/1840 p)
Radiação Eletromagnética LUZ / FÓTON  Fóton: partícula elementar móvel, sem carga e sem massa
Radiação Eletromagnética
LUZ / FÓTON
 Fóton: partícula elementar móvel, sem carga e sem massa
de repouso q se propagam com a velocidade da luz
 1924: Louis-Victor de Broglie
• Teoria da dualidade onda-partícula: a toda partícula está associada
uma onda e a toda onda está associada uma partícula
 Radiação interage com corpos depositando neles sua
energia
Raios Cósmicos Primários  Partículas cósmicas que interagem com a camada externa da atmosfera 
Raios Cósmicos Primários  Partículas cósmicas que interagem com a camada externa da atmosfera 
Raios Cósmicos Primários
 Partículas cósmicas que
interagem com a camada externa
da atmosfera
 Prótons de energia elevada
(maioria)
 As partículas são aceleradas
atingindo energias altíssimas e
são espalhadas em todas as
direções do espaço
Fontes de Radiação  Corpo ou ponto material capaz de emitir ao menos uma radiação
Fontes de Radiação
 Corpo ou ponto material capaz de emitir ao menos
uma radiação
• Terrestres
• Natural
• Radioisótopos
• Artificial / Antropogênio
• Lâmpadas: luz visível e ultravioleta
• Raios X
• Radionuclídeos: pilhas, reatores e aceleradores nucleares
Fontes de Radiação  Corpo ou ponto material capaz de emitir ao menos uma radiação
Fontes de Radiação
 Corpo ou ponto material capaz de emitir ao menos
uma radiação
• Radiação Ambiental
• Extraterrestres / Cosmogênio - Sol
• Raios cósmicos primários
• Raios cósmicos secundários
Raios Cósmicos Secundários  Partículas cósmicas que atravessam a camada externa da atmosfera  Colidem
Raios Cósmicos Secundários
 Partículas cósmicas que
atravessam a camada externa da
atmosfera
 Colidem com moléculas do ar e,
da interação com os seus átomos,
formam-se chuveiros de novas
partículas e anti-partículas
Radionuclídeos ou Radioisótopos ou Radioelementos Profa. Dra. Daniela Priscila Marchi Salvador
Radionuclídeos ou
Radioisótopos ou
Radioelementos
Profa. Dra. Daniela Priscila Marchi Salvador
Radionuclídeos  Definição • Elementos químicos radioativos  Fontes • Naturais • Artificiais •
Radionuclídeos
 Definição
• Elementos químicos radioativos
 Fontes
• Naturais
• Artificiais
• Aceleradores de partículas
• Reatores nucleares
• Fissão e fusão nucleares
Estrutura Atômica  Átomo • Núcleo: Prótons + Nêutrons • Camada Eletrônica: Elétrons
Estrutura Atômica
 Átomo
• Núcleo: Prótons + Nêutrons
• Camada Eletrônica: Elétrons
http://papeisavulsos.blog.terra.com.br/files/2008/04/post-0242.jpg
Isótopos 125 53 I ; 127 53 I ; 131 53 I http://paxprofundis.org/livros/agua/isotopos.gif
Isótopos
125 53 I ; 127 53 I ; 131 53 I
http://paxprofundis.org/livros/agua/isotopos.gif
http://sites.google.com/site/geologiaebiologia/_/rsrc/1223391575452/biologia-e-geologia-10%C2%BA/a-medida-do-tempo-e-a-idade-da-terra/vcddd.jpg
Histórico diferentes desvios que as radiações sofriam – Rutherford  1867: Saint-Victor – sais de
Histórico
diferentes desvios que as
radiações sofriam – Rutherford
 1867: Saint-Victor – sais de Urânio
 1895: Rontgen – raios X
 1896: Becquerel – Urânio
 1898: Pierre Curie e Marie Curie – Rádio e Polônio
 1899: Rutherford – Partículas  e  (Urânio)
 1900: Curie e Villard – Radiação 
Isótopo  Mesmo número atômico (prótons) - Z http://www.sprawls.org/ppmi2/MATTER/4MATTER04.gif
Isótopo
 Mesmo número atômico (prótons) - Z
http://www.sprawls.org/ppmi2/MATTER/4MATTER04.gif
Isóbaro  Mesmo número de massa (A) http://www.sprawls.org/ppmi2/MATTER/4MATTER05.gif
Isóbaro
 Mesmo número de massa (A)
http://www.sprawls.org/ppmi2/MATTER/4MATTER05.gif
Isômero  Mesmo número atômico (Z) e mesmo número de massa (A) http://www.sprawls.org/ppmi2/MATTER/4MATTER06.gif
Isômero
 Mesmo número atômico (Z) e mesmo número
de massa (A)
http://www.sprawls.org/ppmi2/MATTER/4MATTER06.gif
Radionuclídeos  Fenômeno radioativo nuclear e eletrônico  Termodinâmica: estado mínimo de energia • 127
Radionuclídeos
 Fenômeno radioativo nuclear e eletrônico
 Termodinâmica: estado mínimo de energia
• 127 I: não-radioativo
• 125 I: “excesso” de prótons
• 131 I: “excesso” de nêutrons
Emissões Radioativas  Emissões primárias • Emissão  • Emissão  + e  -
Emissões Radioativas
 Emissões primárias
• Emissão 
• Emissão  + e  -
• Radiação 
 Emissões secundárias
• Captura de Elétron
• Transição Isomérica
• Captura Isomérica
Nomenclatura Nuclear  A Z X A-Z  A X - Radionuclídeo em estado ionizado
Nomenclatura Nuclear
 A Z X A-Z
 A X - Radionuclídeo em estado ionizado
 A X * Radionuclídeo com núcleo em estado excitado
 A X 0 ou A X ou X-A Radionuclídeo em estado
fundamental
Radioatividade  Matéria – radiação corpuscular • Partículas ,  + e  - 
Radioatividade
 Matéria – radiação corpuscular
• Partículas ,  + e  -
 Energia: radiação eletromagnética
• Radiação 
•   e  frequência
Espectro eletromagnético
http://www.sobiologia.com.br/figuras/oitava_serie/ondas5.gif
Emissões Primárias  Emissão  • Emitem 2 prótons e 2 nêutrons transmutação Plutônio -
Emissões Primárias
 Emissão 
• Emitem 2 prótons e 2 nêutrons
transmutação
Plutônio - 240
Urânio - 236
Emissões Primárias  Emissão  Plutônio - 240 Urânio - 236 Quando um radionuclídeo emite
Emissões Primárias
 Emissão 
Plutônio - 240
Urânio - 236
Quando um radionuclídeo emite uma partícula , seu número de
massa (A) diminui 4 unidades e o seu nº atômico diminui 2 unidades
Emissões Primárias  Emissão  - - Négatron
Emissões Primárias
 Emissão  - - Négatron
Emissões Primárias  Emissão  + - Pósitron
Emissões Primárias
 Emissão  + - Pósitron
Emissões Primárias  Emissão  - - Négatron transmutação  Radio-228
Emissões Primárias
 Emissão  - - Négatron
transmutação
 Radio-228
http://www.mwit.ac.th/~Physicslab/applet_04/atom2/Betame.gif
 Actínio-228
Emissões Primárias  Emissão  + - Pósitron transmutação  Protactínio-230  Tório-230
Emissões Primárias
 Emissão  + - Pósitron
transmutação
 Protactínio-230
 Tório-230
http://www.mwit.ac.th/~Physicslab/applet_04/atom2/Betape.gif
Emissões Primárias
Emissões Primárias
Emissões Primárias  Emissão  http://www.mwit.ac.th/~Physicslab/applet_04/atom2/Gammae.gif  Plutônio-240
Emissões Primárias
 Emissão 
http://www.mwit.ac.th/~Physicslab/applet_04/atom2/Gammae.gif
 Plutônio-240
Emissões Secundárias  Captura de elétron da camada K • Núcleo deficiente em energia negativa
Emissões Secundárias
 Captura de elétron da camada K
• Núcleo deficiente em energia negativa  captura um e- da
camada mais próxima do núcleo e libera um neutrino
Radiação 
Raio X de energia L-K
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/47/Electron_capture_NT.PNG
Emissões Secundárias  Captura isomérica: Radiação  e Raio X orbital A: Radiação  transfere
Emissões Secundárias
 Captura isomérica: Radiação  e Raio X orbital
A: Radiação  transfere sua
energia para e - orbital
B: e - orbital ejetado
C: Preenchimento do espaço
orbital com emissão de radiação 
ou raio X orbital
Emissões Primárias  Emissão   Emissão eletromagnética de altíssima frequência do núcleo porém mantem
Emissões Primárias
 Emissão 
 Emissão eletromagnética de altíssima frequência do núcleo
porém mantem sua configuração e perde energia
Emissões Secundárias  Transição Isomérica • Rearranjo de partículas intramoleculares, sem emissão previa de
Emissões Secundárias
 Transição Isomérica
• Rearranjo de partículas intramoleculares, sem emissão previa
de partículas pelo núcleo
Raios X Profa. Dra. Daniela Priscila Marchi Salvador
Raios X
Profa. Dra. Daniela Priscila Marchi Salvador
Definição • Raios X – nomenclatura: incógnita X • Penetrante e invisível • Radiação eletromagnética
Definição
• Raios X – nomenclatura: incógnita X
• Penetrante e invisível
• Radiação eletromagnética caracterizada por energia,
frequência e comprimento de onda
• Ondas eletromagnéticas com : 0,05 Å – 100Å
• Raios X moles: 100Å - 1Å
• Raios X duros: 1Å – 0,1Å
• Raios X terapêuticos e radiação : 0,1Å – 0,05Å
• Sofrem interferência, refração, reflexão, difração e polarização
Histórico • Primeira radiografia de um ser humano: imagem da mão de Bertha – esposa
Histórico
• Primeira radiografia de um ser humano: imagem da mão de
Bertha – esposa de Roentgen
22/12/1895
15 mim de exposição
Sistema de Produção de Raios X  Sistema submetido à altíssimo vácuo  Diferença de
Sistema de Produção de Raios X
 Sistema submetido à altíssimo vácuo
 Diferença de potencial ~ 30 a 100 mil volts entre 2 eletrodos
• Cátodo: filamento metálico
• Ânodo: placa metálica
Histórico  08/11/1895: Wilhelm Conrad Roentgen (cientista alemão) descobriu acidentalmente os raios X Wilhelm
Histórico
 08/11/1895: Wilhelm Conrad Roentgen (cientista alemão)
descobriu acidentalmente os raios X
Wilhelm Conrad Rontgen
(1845-1923)
Raios X no Brasil  1896: “Dos raios X no ponto de vista médico-cirúrgico” na
Raios X no Brasil
 1896: “Dos raios X no ponto de vista médico-cirúrgico” na
Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro
 1897: Chegada do primeiro aparelho de raios X
 José Carlos Ferreira Pires (médico): pioneiro do uso dos
raios X
• Radiografia de tórax ~ 30 min e de crânio ~45 min.
Sistema de Produção de Raios X  Aplicada a diferença de potencial - cátodo emite
Sistema de Produção de Raios X
 Aplicada a diferença de potencial - cátodo emite
elétrons que são acelerados e vão em direção ao ânodo
em altas velocidades
 e - , ao atingir a placa, perdem velocidade (energia
cinética) e liberam energia em forma de calor (maior
parte) ou radiação por deslocamento de e - orbitais
gerando vacâncias eletrônicas
• Raios X de freamento
• Raios X característicos
Sistema de Produção de Raios X
Sistema de Produção de Raios X
Raios X Característicos  Raios X característicos ou de fluorescência apresentam espetro em linhas ou
Raios X Característicos
 Raios X característicos ou de fluorescência apresentam
espetro em linhas ou raias com energias bem definidas
 Produzida
quando
um
e -
interage
com
um
átomo
quebrando sua neutralidade (ionizando-o) por retirar
deste e - pertencentes à sua camada K
Fontes Convencionais  Tubos de Raios X: conversor de E c em raios X e
Fontes Convencionais
 Tubos de Raios X: conversor de E c em raios X e calor
 Fótons são produzidos por feixe de e - (cátodo) acelerados
para um alvo angular (ânodo)
Radiação de Freamento  Radiação de freamento, ou Bremsstrahlung apresenta distribuição de energia relativa aos
Radiação de Freamento
 Radiação de freamento, ou Bremsstrahlung apresenta
distribuição de energia relativa aos fótons gerados com
espetro contínuo de energia
 Produzida quando um e - passa próximo ao núcleo de
um átomo e é atraído por este desviado de sua trajetória
original
 e - perde uma parte de sua energia cinética original
(desacelera), emitindo parte dela como fótons de
radiação de alta ou baixa energia e diferentes 
Fontes de Raios X  Fontes Convencionais  Fontes de Luz Sincrotron
Fontes de Raios X
 Fontes Convencionais
 Fontes de Luz Sincrotron
Difratômetro de Raios X Marchi-Salvador, D.P., 2005
Difratômetro de Raios X
Marchi-Salvador, D.P., 2005
Fontes de Luz Sincrotron • Sincrotron é uma designação ampla para todos os tipos de
Fontes de Luz Sincrotron
• Sincrotron é uma designação ampla para todos os tipos
de luz originados por partículas relativísticas em trajetórias
curvas.
• Compreende uma faixa de luz que vai do ultravioleta até
os raios X
• Radiação produzida um milhão de vezes mais brilhante do
que a produzida por fontes convencionais e 11 vezes mais
brilhante que a produzida pelos raios X normais
Fonte de Luz Síncrotron (Anel) - LNLS, Campinas, SP Marchi-Salvador, D.P., 2009
Fonte de Luz Síncrotron (Anel) - LNLS, Campinas, SP
Marchi-Salvador, D.P., 2009
Cristalografia de Macromoléculas Linha MX1 LNLS, Campinas, SP Marchi-Salvador, D.P., 2009 Marchi-Salvador, D.P., 2005
Cristalografia de
Macromoléculas
Linha MX1
LNLS, Campinas, SP
Marchi-Salvador, D.P., 2009
Marchi-Salvador, D.P., 2005
Fontes de Luz Sincrotron • Radiação Sincrotron: produzida por e - de alta energia acelerados
Fontes de Luz Sincrotron
• Radiação Sincrotron: produzida por e - de alta energia
acelerados por um acelerador de partículas e inseridos
dentro de um anel metálico com 93 m de circunferência
em meio a um ambiente de ultra alto vácuo
• Radiação emitida quando os e - são obrigados a fazerem curvas em
uma órbita elíptica (quando são desacelerados)
• Aceleração centrípeta faz com que um cone estreito de radiação
seja emitido paralelo a velocidade instantânea da partícula
Componentes do Sistema  Acelerador linear que produz feixes de elétrons;  Amplificador circular (“booster”)
Componentes do Sistema
 Acelerador linear que produz feixes de elétrons;
 Amplificador
circular
(“booster”)
onde
os
elétrons
ganham
energia atingindo velocidades próximas a da luz;
 Anel de armazenamento de cavidade toroidal em que os elétrons
são obrigados a adotarem trajetórias circulares ou elípticas;
 Estações experimentais (linhas de luz) contendo um
monocromador que define a característica da luz que será usada
em experimentos científicos.
Detector MAR-CCD MX1 - LNLS Marchi-Salvador, D.P., 2005 Marchi-Salvador, D.P., 2005
Detector
MAR-CCD
MX1 - LNLS
Marchi-Salvador, D.P., 2005
Marchi-Salvador, D.P., 2005
Aplicação das Radiações na Saúde e Biologia Profa. Dra. Daniela Priscila Marchi Salvador
Aplicação das
Radiações na Saúde e
Biologia
Profa. Dra. Daniela Priscila Marchi Salvador
Uso dos Radionuclídeos em Saúde  Diagnóstico • Radiofármacos - Traçadores  Terapia – Medicina
Uso dos Radionuclídeos em Saúde
 Diagnóstico
• Radiofármacos - Traçadores
 Terapia – Medicina Nuclear (Radio-oncologia)
• Radioterápicos – Braquiterapia e Teleterapia
• Aplicações temporárias ou permanentes
Diagnóstico - Radiofármacos  99m Tc (Tecnécio-99m) • Cintilografia óssea
Diagnóstico - Radiofármacos
 99m Tc (Tecnécio-99m)
• Cintilografia óssea
http://www.cdmcdm.com.br/site/casos/004imgs/001.jpg
Radionuclídeos - Aplicações  Auxiliam na compreensão de processos vitais • Mecanismos bioquímicos e
Radionuclídeos - Aplicações
 Auxiliam na compreensão de processos vitais
• Mecanismos bioquímicos e farmacológicos
• Dinâmica de substâncias no interior dos organismos
• Mapeamento de estruturas orgânicas
 Medicina Nuclear
• Diagnósticos clínicos
• Tratamento de neoplasias
Diagnóstico - Radiofármacos  Tomografia computadorizada por emissão de fóton único (SPECT)  Principais
Diagnóstico - Radiofármacos
 Tomografia computadorizada por emissão de
fóton único (SPECT)
 Principais emissores de radiação 
• 99m Tc (Tecnécio-99m)
• 201 Tl (Tálio-201)
• 67 Gl (Gálio-67)
• 113 Xe (Xenônio-113)
• 131 I (Iodo-131)
http://images.quebarato.com.br/photos/big/C/A/54DECA_2.jpg
Diagnóstico - Radiofármacos  Cintilografia Encefálica
Diagnóstico - Radiofármacos
 Cintilografia Encefálica
http://www.nucleomed.com.br/images/cintilografia_de_perfusao_c.jpg
Diagnóstico - Radiofármacos  201 Tl (Tálio-201) • Perfusão miocárdica – doenças coronárias
Diagnóstico - Radiofármacos
 201 Tl (Tálio-201)
• Perfusão miocárdica – doenças coronárias
http://nuclearmedcriciuma.com.br/Fig%209_2.gif
Diagnóstico - Radiofármacos  131 I (Iodo-131) • Captação da tireóide – hipertiroidismo
Diagnóstico - Radiofármacos
 131 I (Iodo-131)
• Captação da tireóide – hipertiroidismo
http://www.centrodediagnosticos.com.br/elicoidal/tireoide.jpg
Diagnóstico - Radiofármacos  Tomografia por emissão de Pósitrons (PET)  Principais emissores de partículas
Diagnóstico - Radiofármacos
 Tomografia por emissão de Pósitrons (PET)
 Principais emissores de partículas  +
• 11 C (Carbono-11)
• 13 N (Nitrogênio-13)
• 15 O (oxigênio-15)
• 18 F (Flúor-18)
• 68 Ga (Gálio-68)
• 82 Rb (Rubídio-82)
Diagnóstico - Radiofármacos  67 Gl (Gálio-67) • Avaliação de Linfomas
Diagnóstico - Radiofármacos
 67 Gl (Gálio-67)
• Avaliação de Linfomas
http://www.scielo.br/img/fbpe/rbhh/v23n2/13298f3.gif
Diagnóstico - Radiofármacos  113 Xe (Xenônio-113) • Perfusão pulmonar – câncer de pulmão
Diagnóstico - Radiofármacos
 113 Xe (Xenônio-113)
• Perfusão pulmonar – câncer de pulmão
http://www.nucleomed.com.br/images/cintilografia_de_perfusao_c.jpg
Medicina Nuclear  Braquiterapia: radiação interna e local • Inserção de radionuclídeos de baixa intensidade
Medicina Nuclear
 Braquiterapia: radiação interna e local
• Inserção de radionuclídeos de baixa intensidade
dentro ou sobre do corpo
• Radiação  - dentro de recipientes
• 137 Cs (Césio-137)
• 60 Co (Cobalto-60)
• 226 Ra (Rádio-226)
• Partículas  - inserção direta
• 90 Y (Ítrio-90)
• 166 Ho (Hólmio-166)
• 90 Sr (Estrôncio-90)
Medicina Nuclear  Teleterapia: radiação por feixe externo • Radiação  • 137 Cs (Césio-137)
Medicina Nuclear
 Teleterapia: radiação por feixe externo
• Radiação 
• 137 Cs (Césio-137)
• 60 Co (Cobalto-60)
• 226 Ra (Rádio-226)
• 99m Tc (Tecnécio-99m)
• Raios X
• Aceleradores lineares com energia maior que a radiação 
• Utilizados na terapia de tumores de órgãos mais profundos
como o pulmão, a bexiga, o útero
Marcadores Radioativos http://docentes.esalq.usp.br/luagallo/radioi1.jpg
Marcadores Radioativos
http://docentes.esalq.usp.br/luagallo/radioi1.jpg
Auto-radiografia • Marcar o material a ser estudado • Impressionar emulsão fotográfica • Revelar
Auto-radiografia
• Marcar o material a ser estudado
• Impressionar emulsão fotográfica
• Revelar
Uso dos Radionuclídeos em Biologia  Marcador / traçador radioativo  Comportam-se de maneira similar
Uso dos Radionuclídeos em Biologia
 Marcador / traçador radioativo
 Comportam-se de maneira similar aos não
radioativos
Técnicas e Aplicações  Auto-radiografia e Autofluoragrafia • Transporte de íons (radionuclídeos) •
Técnicas e Aplicações
 Auto-radiografia e Autofluoragrafia
• Transporte de íons (radionuclídeos)
• Metabolismos – moléculas + íons (radiocompostos)
• Duplicação semi-conservativa do DNA
• Bomba de Sódio e Potássio
 Datação radioisotópica
 Estudos ecológicos
Auto-radiografia • Transporte em vegetais • 35 S • Aplicação na raiz • Absorção e
Auto-radiografia
• Transporte em vegetais
• 35 S
• Aplicação na raiz
• Absorção e transporte para a parte aérea
http://www.scielo.br/img/revistas/pab/v38n6/18220f1.jpg
Auto-radiografia • Divisão de Cromossomos • 3 H + timina http://docentes.esalq.usp.br/luagallo/radioi10.jpg
Auto-radiografia
• Divisão de Cromossomos
• 3 H + timina
http://docentes.esalq.usp.br/luagallo/radioi10.jpg
Duplicação semi-conservativa do DNA • 15 N http://www.biomol.org/wp-content/assets/images/replicsemicons_fotosluz.jpg
Duplicação semi-conservativa do DNA
• 15 N
http://www.biomol.org/wp-content/assets/images/replicsemicons_fotosluz.jpg
Datação Radioisotópica • 14 C http://www.mundoeducacao.com.br/upload/conteudo_
Datação Radioisotópica
• 14 C
http://www.mundoeducacao.com.br/upload/conteudo_
legenda/5e5b814562722603e1c102f33bcba8f2.jpg
http://www.alunosonline.com.br/img/carbono
2014%20-%20aol.jpg
http://gpf2007.zip.net/images/carbon.gif
Autofluoragrafia • Divisão de Cromossomos • 32 P
Autofluoragrafia
• Divisão de Cromossomos
• 32 P
http://www.fleury.com.br/Medicos/SaudeEmDia/Artigos/PublishingImages/fishwill.jpg
Bomba de Sódio e Potássio • 1941: Dean • Na 2+ e K + radioativos
Bomba de Sódio e Potássio
• 1941: Dean
• Na 2+ e K + radioativos
http://bp3.blogger.com/_0M2zFltLmog/SBiSHEU5y7I/
AAAAAAAAABE/f53iLAYuUrk/s320/bombaNaK.jpg
Estudos Ecológicos • 14 C • Migração de indivíduos • Controle da poluição • 99m
Estudos Ecológicos
• 14 C
• Migração de indivíduos
• Controle da poluição
• 99m Tc
• Controle populacional
• Esterilidade de insetos machos
Aplicações de Radionuclídeos na Agricultura
Aplicações de Radionuclídeos na Agricultura
Utilização de Raios X na Saúde • Radiografia - principal aplicação • Exame diagnóstico: objetos
Utilização de Raios X na Saúde
Radiografia - principal aplicação
• Exame
diagnóstico:
objetos
de
estudo
são
atravessados por raios X os quais sensibilizam um
filme de acordo com a densidade do objeto
• 
densidade
do
objeto
imagem
clara
devido
a
dificuldade de sensibilização do filme
• Radiografia
discrimina
tecidos
com
4
densidades
diferentes: óssea, partes moles, gordura e aérea
Diagnóstico de fraturas e localização de corpos estranhos no organismo
Diagnóstico de fraturas e
localização de corpos
estranhos no organismo
Aplicações das Radiações na Indústria • Tratamento dos efluentes domésticos e industriais • Indução de
Aplicações das Radiações na Indústria
• Tratamento dos efluentes domésticos e industriais
• Indução de cor em gemas brasileiras
• Radio-esterilização de produtos médicos, farmacêuticos e biológicos
• Modificação de materiais poliméricos
• Detecção de defeitos de em peças / materiais
Bronzeamento artificial
Exame de Raio X Convencional Aparelho de raio X móvel Aparelho de raio X fixo
Exame de Raio X Convencional
Aparelho de raio X móvel
Aparelho de raio X fixo
Aparelho de raio X digital
Qualidade e precisão da imagem
gerada
Menor exposição a radiação ionizante
gerada  Menor exposição a radiação ionizante  Reduz eventuais repetições na aquisição de imagens

Reduz eventuais repetições na aquisição de imagens

Utilização de Raios X na Saúde  Exame de Raio X odontológico: cáries, mal formações
Utilização de Raios X na Saúde
 Exame de Raio X odontológico: cáries, mal formações e
dentes inclusos (sob a gengiva)
Utilização de Raios X na Saúde  Medicina Veterinária
Utilização de Raios X na Saúde
 Medicina Veterinária
Utilização de Raios X na Saúde  Densitometria Óssea • Método de diagnóstico que permite
Utilização de Raios X na Saúde
 Densitometria Óssea
• Método de diagnóstico que permite aferir a densidade dos
ossos detectando a extensão na qual os ossos absorvem
fótons
Interação da Radiação com a Matéria • Ao interagir com a matéria, as radiações transferem
Interação da Radiação com a Matéria
• Ao interagir com a matéria, as radiações transferem
parte ou toda sua energia para os átomos ou moléculas
por onde passam
• Principais consequências:
• Excitação atômica
• Ionização
Utilização de Raios X na Saúde  Tomografia Computadorizada (TC) • Método de diagnóstico que
Utilização de Raios X na Saúde
 Tomografia Computadorizada (TC)
• Método de diagnóstico que permite obter a reprodução de
uma secção do corpo humano em quaisquer uns dos três
planos do espaço
• TC tradicional: feixe de raios X
em forma de leque
• TC com feixe de raios X em
forma cônica
Interação da Radiação com a Matéria Profa. Dra. Daniela Priscila Marchi Salvador
Interação da Radiação
com a Matéria
Profa. Dra. Daniela Priscila Marchi Salvador
Interação da Radiação com a Matéria http://www.contren.org.br/imagens/tiposrad.gif
Interação da Radiação com a Matéria
http://www.contren.org.br/imagens/tiposrad.gif
http://www.deq.state.id.us/inl_oversight/radiation/images/alpha_beta.jpg
Interação da Radiação com a Matéria
Interação da Radiação com a Matéria
Excitação Atômica • Mecanismo • Radiações interagem transferindo parte ou toda a sua energia para
Excitação Atômica
• Mecanismo
• Radiações interagem transferindo parte ou toda a sua energia para os e -
do material alvo
• Energia transferida não é suficiente para ejetar os e - do átomo
• e - com maior energia passa de uma camada eletrônica mais próxima do
núcleo para outra mais distante
• e - se de-excita liberando a energia recebida – fração de microsegundos
• Fenômenos: Fluorescência e fosforescência
Ionização Direta • Partículas carregadas (,  + , - ) • e - livres
Ionização Direta
• Partículas carregadas (,  + , - )
• e - livres bombardeiam macromoléculas, rompem ligações
químicas e promovem alterações estruturais e funcionais
Excitação Atômica • Processo em que os e - de um átomo têm a configuração
Excitação Atômica
• Processo em que os e - de um átomo têm a configuração
eletrônica alterada para acomodar uma energia adicional
dada por uma transferência de energia
Ionização  A energia da radiação incidente sobre um material é suficiente para arrancar e
Ionização
A
energia
da
radiação
incidente
sobre
um
material
é
suficiente para arrancar e - ou partícula dos seus átomos
•  captura ou compartilhamento de e - ou partículas de átomos adjacentes
• e - ejetado colidirá com átomos do meio até ser realocado em algum átomo
Ionização Indireta • Partículas não carregadas • Nuclear: raios  e Não-nuclear: raios X •
Ionização Indireta
• Partículas não carregadas
• Nuclear: raios  e Não-nuclear: raios X
• e - livres reagem com
moléculas de água
produzindo radicais livres de
oxigênio os quais reagirão
com as macromoléculas
Partícula   Carregadas positivamente, compostas por 2 nêutrons e 2 prótons  Propagam-se no
Partícula 
 Carregadas positivamente, compostas por 2 nêutrons e 2
prótons
 Propagam-se no ar – trajetórias quase retilíneas
 Quanto mais energética maior o caminho percorrido
 Interagem com o meio perdendo E c por colisão mecânica,
ressonância e interação de campo elétrico
Partícula   Alcance é muito pequeno  Muito ionizantes e pouco penetrantes - facilmente
Partícula 
 Alcance é muito pequeno
 Muito ionizantes e pouco penetrantes - facilmente blindadas
• Folha de alumínio barra completamente
• Não atravessam a pele humana
 São produzidas por decaimentos de elementos pesados
(urânio, tório, plutônio e rádio)
Radiação de Bremsstrahlung ou de Freamento  Fenômeno adverso das radiações  em termos de
Radiação de Bremsstrahlung ou de Freamento
 Fenômeno adverso das radiações  em termos de radioproteção
 Cargas elétricas quando são aceleradas (ou desaceleradas) emitem
radiação eletromagnética (fótons)
 Quando uma partícula  (e - ), com carga 1 ou 1,6021x10 -19 coulomb, é
freada no meio material, está ocorrendo uma desaceleração de sua
velocidade e consequentemente está emitindo radiação eletromagnética
 Em escala macroscópica, num meio contendo inúmeros átomos a
produção de radiação eletromagnética é aumentada pois na imediação
de cada átomo que desvia a partícula ocorre a emissão de radiação
eletromagnética
Partícula   Promovem excitação e ionização do meio onde passam • Excitação: transferem parte
Partícula 
 Promovem excitação e ionização do meio onde passam
• Excitação: transferem parte de sua energia para mover e - dos
átomos para orbitais mais energéticos
• Ionização: arrancam e - dos átomos produzindo pares iônicos
 Durante a interação com a matéria ocorre a transferência
de energia para a matéria =  velocidade da partícula 
• Neutralização: atrai de 2 e - do meio e transforma-se em um átomo
de He
Partículas   Ao penetrar na matéria perde sua E c ao cedê-la para os
Partículas 
 Ao penetrar na matéria perde sua E c ao cedê-la para os e - dos
átomos da matéria onde os promove de nível (excitação) ou os
arranca (ionização) ou ainda ao se aproximarem do núcleo dos
átomos ocorre a frenagem (Radiação de Bremsstrahlung ou
de freamento) da partícula  e a energia dissipada surge em
forma de fóton
 Podem ser:
•  - : négatron
•  + :pósitron
Partícula  -  São e - emitidos por núcleos instáveis que possuem um excesso
Partícula  -
 São e - emitidos por núcleos instáveis que possuem um
excesso de nêutrons
 O núcleo atômico se livra de um nêutron convertendo-o em
um próton
Partícula  -  Interagem com a matéria (núcleo ou e - ) em virtude
Partícula  -
 Interagem com a matéria (núcleo ou e - ) em virtude de sua
massa e carga elétrica
• Quando a partícula  - é atraída para o interior do núcleo do átomo da
matéria ela sede toda a sua E c ;
• Quando passa próximo ao núcleo ela sofre desvio de trajetória devido a
atração eletrostática e perde E c (desaceleração) emitindo fótons
• Quando a partícula  - interage com o do átomo da matéria promove a
formação de pares iônico ou a excitação
 Trajetória da partícula  - no ar é sinuosa devido a sua
pequena massa
Radiação Eletromagnética  Raios  e Raios X  Interação com a matéria por: •
Radiação Eletromagnética
 Raios  e Raios X
 Interação com a matéria por:
• Efeito fotoelétrico
• Efeito Compton
• Produção de Pares
Efeito Fotoelétrico  Toda a energia do fóton incidente é cedida ao meio  Efeito
Efeito Fotoelétrico
 Toda a energia do fóton incidente é cedida ao meio
 Efeito predominante em baixas energias e elementos de
elevado nº atômico
Partícula  +  É sempre acompanhada por radiação de aniquilação  Os pósitrons sofrem
Partícula  +
 É sempre acompanhada por radiação de aniquilação
 Os pósitrons sofrem interação com e - negativos (muito
abundantes) produzindo 2 fótons gama diametralmente
opostos
Efeito Fotoelétrico  Fóton transfere toda a sua energia para um e - localizado em
Efeito Fotoelétrico
 Fóton transfere toda a sua energia para um e - localizado
em uma das camadas atômicas (preferencialmente K)
 e - ejetado do átomo com uma E c igual à diferença entre a
energia do fóton incidente e a sua energia de ligação
 e - ejetado cede sua energia ao meio produzindo a
ionização e excitação dos seus átomos
Efeito Compton  Interação da radiação eletromagnética com um e - orbital • parte da
Efeito Compton
 Interação da radiação eletromagnética com um e - orbital
• parte da energia eletromagnética incidente é transferida como E c para
o e - e o restante é cedida para o fóton espalhado
 Fóton incidente é espalhado por um e - das últimas
camadas (fracamente ligado ao átomo)
 Fóton espalhado tem energia menor e uma direção
diferente daquela do fóton incidente
Efeito Compton
Efeito Compton
Formação de Pares  Ângulo entre as partículas produzidas é inversamente proporcional à energia do
Formação de Pares
 Ângulo entre as partículas produzidas é inversamente
proporcional à energia do fóton incidente
•  energia  ângulo
 Pósitron após transmitir, por colisões, a sua E c aos
átomos do meio, volta a se combinar com um e - , dando
origem a dois fótons
 Efeito predominante para energias elevadas e elementos
de grande número atômico
energias elevadas e elementos de grande número atômico Formação de Pares  Ocorre somente quando fótons
Formação de Pares  Ocorre somente quando fótons de energia passam próximos a núcleos de
Formação de Pares
 Ocorre somente quando fótons de energia passam
próximos a núcleos de elevados números atômicos e
interagem com seu campo elétrico
 Radiação eletromagnética interage com o núcleo e
desaparece - origina um par elétron-pósitron com E c em
diferente proporção
Formação de Pares  Par elétron-pósitron perde sua por ionização e E c excitação
Formação de Pares
 Par
elétron-pósitron
perde
sua
por
ionização
e
E c
excitação
Qual a exposição natural que sofremos diariamente?
Qual a exposição natural que sofremos diariamente?
Expectativa de perda de vida por diversos motivos CAUSA DIAS CAUSA DIAS Ser homem solteiro
Expectativa de perda de vida por diversos motivos
CAUSA
DIAS
CAUSA
DIAS
Ser homem solteiro
3500
Afogamento
Trab. ocupacional com mat. rad.
Quedas
41
Homem fumante 2250
40
Doenças do coração
Ser mulher solteira
Ter sobrepeso em 30%
Ter câncer
Ter sobrepeso em 20%
Mulher fumante
Ser pobre
Hemorragia cerebral
Viver em estado desfavorável
Comer 100 cal/dia A MAIS
Acidentes com veículos mot.
Pneumonia – gripes
Alcoolismo
Acidentes domésticos
Suicídios
Diabete
Homicídios
Uso impróprio de drogas
Acidentes de trabalho
2100
30
1600
Acidentes com pedestres
37
1300
980
900
800
Trab. seguro – acidentes
Fogo – queimaduras
Geração de energia
Uso ilícito de drogas
30
27
24
18
700
Envenenamento (sol. – líq)
Sufocamento
17
520
13
500
Acid. com armas
de fogo
11
210
Radiação natural
8
207
Raios X médicos
6
141
7
130
Envenenamento (gás)
Café
6
95
Anticoncepcionais
Acidentes c/ bicicletas, motos
5
95
5
95
3,5
90
Combinação de todas catástrofes
Bebidas dietéticas
2
90
Acidentes
2
74
Radiação
com reatores
da ind. nuclear
9
2 74 Radiação com reatores da ind. nuclear 9 Doses - definição  Dose absorvida ou
Doses - definição  Dose absorvida ou efetiva (D): quantidade de energia da radiação (E)
Doses - definição
 Dose absorvida ou efetiva (D): quantidade de energia da
radiação (E) que a matéria (m) irradiada absorveu
D = E / m
 Dose equivalente (H): quantidade de radiação absorvida
por um determinado órgão ou tecido, considerando o
efeito biológico produzido (n) e a severidade deste (q)
• H = D x n x q
Desintegração Radioativa  Meia vida: intervalo de tempo para a concentração de uma dado elemento
Desintegração Radioativa
 Meia vida: intervalo de tempo para a concentração de
uma dado elemento radioativo diminua 50% -
exponencialmente
Unidades Radioativas  Curie (Ci) e Becquerel (Bq) unidades para medir atividade radioativa • 1
Unidades Radioativas
 Curie (Ci) e Becquerel (Bq) unidades para medir atividade
radioativa
• 1 Beq = 1emissão/segundo e 3,7 Ci = 10 10 Bq.
 Roetgen (R) quantidade de ionização produzidas no ar por
Raios X ou radiação 
 rad e Gray (Gy) expressa a dose absorvida
• 1 Gy = 1 Joule/kg
e 1 Gy = 100 rad
 Rem e Sievert expressa o dano biológico causado pela
radiação
• 1 Sv = 100 rem
Dose e Efeito da Radioatividade (anos)
Dose e Efeito da Radioatividade
(anos)
Efeitos Biológicos da Radiação  Alguns médicos que haviam radiografado seus próprios crânios notaram uma
Efeitos Biológicos da Radiação
 Alguns médicos que haviam radiografado seus próprios
crânios notaram uma queda acentuada de cabelo
 1896: observou-se q a exposição a um campo de
radiação causava avermelhamento da pele, inchaço dos
tecidos devido ao acúmulo de fluídos e perda de pêlos
 1896: descrição sobre o aparecimento de queimaduras na
pele devido à exposiçao aos raios X - polêmica
 Thomson concluiu que a exposição a raios X, além de
certo limite, podia causar sérios problemas
O que é um Efeito Biológico? • Qualquer resposta natural do organismo a um agente
O que é um Efeito Biológico?
• Qualquer resposta natural do organismo a um agente
agressor
• Para pequenas irradiações
• redução de leucócitos ou hemácias
• Para grandes
• câncer é o estágio final de um dano biológico ao longo de anos
Classificação dos Efeitos Biológicos ESTOCÁSTICOS Causam alteração celular;  dose  probabilidade e não a
Classificação dos Efeitos Biológicos
ESTOCÁSTICOS
Causam alteração celular;  dose  probabilidade e
não a severidade – não apresentam limiar de dose
Efeitos hereditários, aparecimento de câncer
DETERMINÍSTICOS
Causam morte celular;  dose  probabilidade e
severidade – apresentam um limiar de dose
Mortalidade animal, distúrbios imunológicos
Efeitos Biológicos da Radiação  Até 1911, havia o registro de 94 casos de tumor
Efeitos Biológicos da Radiação
 Até 1911, havia o registro de 94 casos de tumor gerado
por radiação, 50 deles em radiologistas
 Até 1922: ~ 100 radiologistas morreram devido a câncer
radioinduzido
 Incidência de leucemia maior entre médicos radiologistas
do que em outras especialidades médicas
Classificação dos Efeitos Biológicos • Determinístico ou estocástico (dose) • Imediato ou tardio (tempo) •
Classificação dos Efeitos Biológicos
• Determinístico ou estocástico (dose)
• Imediato ou tardio (tempo)
• Efeitos somáticos ou efeitos hereditários (nível do dano)
Classificação dos Efeitos Biológicos IMEDIATOS Observados em poucas horas ou até 60 dias TARDIOS Manifestam-se
Classificação dos Efeitos Biológicos
IMEDIATOS
Observados em poucas horas ou até 60 dias
TARDIOS
Manifestam-se após 60 dias
SOMÁTICOS
Afetam células somáticas
HEREDITÁRIOS
Afetam gametas
Efeitos da Radiação no DNA • Com doses superiores a 1000 rad (10 Gy): Carbono
Efeitos da Radiação no DNA
• Com doses superiores a 1000 rad (10 Gy):
Carbono 5
• Quebra de pontes H--H
• Quebra de cadeias
O
Base nitrogenada
O -
P
O
CH2
O
• Cross-linking
O
H H
H H
• Quebra do esqueleto de açúcar
O
H
Carbono 3
Base nitrogenada
• Dano nas bases
O -
P
O
CH2
O
O
H H
• Deixa de funcionar como modelo
H
H
OH
H
• Quebra simples mais frequente
Acidentes com Fontes Radioativas  1987 – Brasil (Goiânia): Cápsula contendo 137 Cs encontrada numa
Acidentes com Fontes Radioativas
 1987 – Brasil (Goiânia): Cápsula contendo 137 Cs
encontrada numa clínica de radioterapia abandonada
 Queimaduras provocadas pela radiação
Acidentes com Fontes Radioativas  02/2001 – Polônia (Bialystok): cinco pacientes submetidos à super-exposição
Acidentes com Fontes Radioativas
 02/2001 – Polônia (Bialystok): cinco pacientes
submetidos à super-exposição durante radioterapia
devido a uma queda de energia e posterior restauração
do sistema
04/06/2002
Acidentes Nucleares BOMBA DE NAGAZAKI ACIDENTE DE CHERNOBIL 73.884 Mortes 2 Mortos em 1 dia
Acidentes Nucleares
BOMBA DE NAGAZAKI
ACIDENTE DE CHERNOBIL
73.884
Mortes
2
Mortos em 1 dia
74.909
Feridos
29
Mortos em 2-120
11.574
Casas queimadas
200
Sobreviventes
5.509
Casa metade destruídas
400.000
Não afetados porém
expostos
50.000
Casas parcialmente
destruídas
BOMBA DE HIROSHIMA
BOMBA DE NAGAZAKI
45.000
Mortos em 1 dia
22.000
19.000
Mortos em 2-120 dias
17.000
72.000
Sobreviventes
25.000
119.000
Não afetados
110.000
255.000
População
174.000
Acidentes com Fontes Radioativas  Argentina: Soldador boliviano encontrou fonte de 137 Cs e guardou
Acidentes com Fontes Radioativas
 Argentina: Soldador boliviano encontrou fonte de 137 Cs e
guardou no bolso do avental durante cerca de 18 h
120 depois
Acidentes com Fontes Radioativas  2000 – Tailândia: Cabeçote usado em radioterapia contendo 60 Co
Acidentes com Fontes Radioativas
 2000
Tailândia:
Cabeçote
usado
em
radioterapia
contendo 60 Co foi parcialmente desmontado
necrose e descamação
descamação
23 dias após o acidente
Radioproteção Profa. Dra. Daniela Priscila Marchi Salvador
Radioproteção
Profa. Dra. Daniela Priscila Marchi Salvador
Justificativa • Benefício real para a saúde do indivíduo e/ou para a sociedade em relação
Justificativa
• Benefício real para a saúde do indivíduo e/ou para a
sociedade em relação a probabilidade e grau de
ocorrência de um efeito biológico
Otimização
• Nível de radiação o mais baixo possível
• Número de pessoas expostas deve ser minimizados
Controle de Exposição • Métodos adotados devem visar a redução à exposição as radiações •
Controle de Exposição
• Métodos adotados devem visar a redução à exposição
as radiações
• Tempo, blindagem e distância
• Hábitos de trabalho
• Sinalização
• Monitoração
Proteção Radiológica • Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN): conjunto de medidas que visam proteger
Proteção Radiológica
• Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN): conjunto
de medidas que visam proteger o homem, seus
descendentes e seu meio ambiente contra possíveis
efeitos indevidos causados por radiação ionizante
proveniente de fontes produzidas pelo homem e de fontes
naturais modificadas tecnologicamente
• Medidas fundamentadas em:
• Justificativa
• Otimização
• Limitação de doses
• Prevenção de acidentes
Limitação de Doses • Doses não superiores aos limites estabelecidos pelas normas de radioproteção de
Limitação de Doses
• Doses não superiores aos limites estabelecidos pelas
normas de radioproteção de cada país tanto para
trabalhadores ocupacionais quanto para o público em geral
Prevenção de Acidentes
• Direcionamento total de todos os envolvidos para prevenir
acidentes
Tempo, blindagem e distância •  Tempo •  Distância •  Blindagem
Tempo, blindagem e distância
•  Tempo
•  Distância
•  Blindagem
Hábitos de Trabalho • Utilizar sempre as técnicas adequadas • Utilizar seu dosímetro pessoal •
Hábitos de Trabalho
• Utilizar sempre as técnicas adequadas
• Utilizar seu dosímetro pessoal
• Posicionar-se adequadamente durante a realização de
exames
• Utilizar EPIs
Proteção dos Pacientes
Proteção dos Pacientes
Monitoração Individual
Monitoração Individual
Proteção dos Trabalhadores
Proteção dos Trabalhadores
Sinalização
Sinalização
Monitoração de Área
Monitoração de Área
Bibliografia Recomendada • Okuno, E.; Yoshimura, E.M. Física das Radiações. 1ª Ed. São Paulo: Oficina
Bibliografia Recomendada • Okuno, E.; Yoshimura, E.M. Física das Radiações. 1ª Ed. São Paulo: Oficina
Bibliografia Recomendada
• Okuno, E.; Yoshimura, E.M. Física das Radiações. 1ª Ed. São
Paulo: Oficina de Textos, 2010. 296p.
• Okuno, E.; Caldas, I.L.; Chow, C. Física para Ciências
Biológicas e Biomédicas. 1ª Ed. São Paulo: Harbra, 1982. 490p.
• Garcia, E.A.C. Biofísica. 1ª Ed. São Paulo: Sarvier, 1998. 387p.
• Heneine, I.F. Biofísica Básica. 6ª Ed. Rio de Janeiro: Atheneu,
1996. 400p.
• Leão, M.A.C. Princípios de Biofísica. 2ª Ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 1983. 510p.