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Processo Penal

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PROCESSO PENAL I – P-2 Competência 1.

Conceito Competência é a delimitação do poder jurisdicional (fixa os limites dentro dos quais o juiz pode prestar a jurisdição). Aponta quais os casos que podem ser julgados pelo órgão do Poder Judiciário. É, portanto, uma verdadeira medida da extensão do poder de julgar. 2. Critérios de Fixação O artigo 69 do Código de Processo Penal estabelece os critérios de competência. São eles: I – o lugar da infração; o domicílio ou residência do réu; Observação: Os dois primeiros incisos determinam a competência territorial ou foro competente. III – a natureza da infração; IV – a distribuição; V – a conexão ou continência; VI – a prevenção; VII – a prerrogativa de função. Observação: a conexão e a continência não são critérios de fixação de competência, são critérios de modificação de competência FIXAÇÃO DO JUÍZO COMPETENTE Prevenção Concorrendo dois juízes ou mais, igualmente competentes, fixa-se a competência pela prevenção. Ocorre a prevenção quando um dos juízes anteceder aos outros na prática de algum ato do processo ou medida referente a esse, ainda que anterior ao oferecimento da denúncia ou queixa. Geram prevenção: Concessão de fiança; Decretação de Prisão Preventiva; Decretação de Busca e Apreensão; Pedido de explicação em juízo nos crimes contra a honra.

Distribuição Se for constatado que não houve prevenção, a fixação do juízo competente se dará por distribuição, que é o sorteio para a fixação do juiz para a causa Conexão e Continência A conexão e a continência (artigo 69, inciso V, do Código de Processo Penal) são critérios de modificação, de prorrogação da competência e não de fixação. Conexão O artigo 76 do Código de Processo Penal estabelece quando a competência será determinada pela conexão. A conexão existe quando duas ou mais infrações estiverem entrelaçadas por um vínculo, um nexo, um liame que aconselha a junção dos processos. Nesse caso, as ações serão reunidas e julgadas em conjunto, simultaneus processus, a fim de se evitar o inconveniente de decisões conflitantes na área penal, bem como possibilitar ao juiz uma visão mais ampla do quadro probatório. A conexão pode ser: Intersubjetiva por simultaneidade: quando as infrações houverem sido praticadas por várias pessoas, sem vínculo subjetivo, ao mesmo tempo (exemplo: um caminhão carregado de laranjas tomba, e vários moradores da região apanham as laranjas); por concurso: quando as infrações houverem sido praticadas por várias pessoas, com vínculo subjetivo, embora diverso o tempo e o lugar; por reciprocidade: quando as infrações houverem sido praticadas por várias pessoas, umas contra as outras. Objetiva teleológica: quando as infrações houverem sido praticadas para assegurar a execução de outra (exemplo: mata-se o segurança para seqüestrar o empresário); conseqüencial: quando as infrações houverem sido praticadas para garantir a ocultação de outra (garantir que a existência da infração permaneça desconhecida), para garantir a impunidade (garantir que a autoria da infração permaneça desconhecida), ou para assegurar a vantagem (produto do crime). Instrumental ou probatória quando a prova de uma infração ou qualquer de suas circunstâncias elementares influir na prova de outra infração (exemplo: prova de um crime de furto em relação à receptação).

Continência O artigo 77 do Código de Processo Penal estabelece quando a competência será determinada pela continência. A continência pode ser: Subjetiva: quando duas ou mais pessoas forem acusadas pela mesma infração, configurando-se concurso de agentes. Atenção! Na conexão intersubjetiva são duas ou mais infrações, na continência subjetiva há apenas uma infração. Objetiva concurso formal (artigo 70, 1.ª parte, do Código Penal); aberratio ictus – erro na execução com resultado duplo (artigo 73, parte final, do Código Penal); aberratio criminis – resultado diverso do pretendido com resultado duplo (artigo 74, parte final, do Código Penal). O artigo 78 do Código de Processo Penal determina qual o foro deve prevalecer em caso de conexão e continência: I – Concurso entre jurisdições de categorias diversas (instâncias diferentes): prevalece a mais graduada. Exemplo: Tribunal de Justiça e juiz singular – prevalece o Tribunal de Justiça. Se a conexão for entre crime de competência da Justiça Estadual e da Justiça Federal, para o Prof. Tourinho, são jurisdições de mesma categoria; para a jurisprudência, a Justiça Federal é especial em relação à Justiça Estadual. A Súmula n. 122 do Superior Tribunal de Justiça decidiu a questão, determinando que: “Compete à Justiça Federal o processo e julgamento unificado dos crimes conexos de competência federal e estadual, não se aplicando a regra do artigo 78, inciso II, ‘a’, do Código de Processo Penal” II – Concurso de jurisdições de mesma categoria: prepondera o local da infração mais grave, isto é, à qual for cominada pena mais grave (a pena de reclusão é mais grave que a de detenção que é mais grave que a prisão simples). Se a pena máxima for igual, compara-se a pena mínima; sendo iguais as penas (máxima e mínima), prevalece o local onde foi praticado o maior número de crimes; se nenhum desses casos fixar a competência, utiliza-se o critério da prevenção. III – Competência do Júri e de outro órgão da jurisdição comum: prevalecerá a competência do Júri. Observação: se o crime for eleitoral e doloso contra a vida, os processos serão julgados separadamente, não haverá a reunião de processos, pois a competência de ambos é fixada na Constituição Federal/88. IV – Concurso entre Jurisdição Comum e Jurisdição Especial: prevalecerá a Especial. V – Concurso entre Jurisdição Eleitoral e Jurisdição Comum, prevalecerá a Jurisdição Eleitoral.

efeito principal da conexão e continência. continuará competente para o julgamento das demais infrações (artigo 81 do Código de Processo Penal). que terá de proferir a decisão naquela mesma sessão. a desclassificação também desloca para o juiz-presidente a competência para seu julgamento. no entanto. o escrivão continua a ser julgado pelo Tribunal de Justiça. do Código de Processo Penal. Se o juiz for absolvido. Os dois serão julgados pelo Tribunal de Justiça – vis atractiva.Não serão reunidos os processos para julgamento em conjunto nos casos do artigo 79 do Código de Processo Penal: I – concurso entre jurisdição comum e militar – Súmula n. se o juiz monocrático desclassificar. continuará competente para a apreciação dos conexos. O juiz aguarda o trânsito em julgado e remete os autos ao juiz competente (que pode ser ele mesmo se a comarca for pequena. remeterá o processo ao juiz competente (artigo 81. não comparece no Tribunal do Júri. Caso haja crimes conexos.º Co-réu revel que não possa ser julgado à revelia (infração inafiançável.º Superveniência de doença mental a um dos co-réus (suspende-se o processo do enfermo). . O artigo 80 do Código de Processo Penal determina os casos em que a separação dos processos é facultativa. Se os jurados desclassificam o crime. de maneira que exclua a competência do Júri. apesar da conexão e continência: se as várias infrações forem praticadas em diferentes condições de tempo e lugar. por outro motivo relevante. a competência para o julgamento da infração passa para o juiz-presidente. o juiz julgar conveniente a separação (o juiz tem discricionariedade para determinar isso). § 1. desloca para a competência de um mesmo julgador os crimes conexos aos de sua competência.º. se. pois só pode proferir absolvição quem se julga competente para analisar o fato. 90 do Superior Tribunal de Justiça – “Compete à Justiça Estadual Militar processar e julgar o policial militar pela prática de crime militar. devendo aguardar o trânsito em julgado). e à Comum pela prática do crime comum simultâneo àquele”. do Código de Processo Penal). Exemplo: concurso de agentes – juiz e escrivão cometem crime de furto. parágrafo único. II – concurso entre Justiça Comum e Justiça da Infância e Juventude. Exceção: no Júri. diante da clara redação do artigo 492. § 2. Se o juiz ou o Tribunal absolver ou desclassificar o crime de sua competência. se excessivo o número de acusados. citação por edital) e na cisão do julgamento durante a sessão plenária do Júri (artigo 461 do Código de Processo Penal). É também o entendimento do Supremo Tribunal Federal. § 2. impronunciar ou absolver sumariamente o acusado. Perpetuação da Competência (Perpetuatio Jurisdicionis) A vis atractiva. Se. o Júri absolver o acusado da imputação por crime doloso contra a vida.

entendemos que a infração é praticada no local da ação ou omissão. no caso de tentativa. se ainda não foram julgados em sentença definitiva. Mirabete. Ada Pellegrini Grinover. adotou-se a teoria da atividade. julgamento de mérito. COMPETÊNCIA EM RAZÃO DO LOCAL DA INFRAÇÃO 3.ª instância – seção judiciária 2. Foro da Justiça Estadual: 1.Avocação de Processos (Artigo 82 do Código de Processo Penal) Se. Há na doutrina. o foro competente será o local do resultado (teoria do resultado . Assim. foram instaurados vários processos. Tourinho. pelo lugar em que for praticado o último ato de execução” (artigo 70 do Código de Processo Penal). no caso de tentativa. No caso da conduta e do resultado ocorrerem dentro do território nacional. mesmo ocorrendo conexão ou continência. de regra. Se já houver sentença definitiva.1.ª instância – Estado Foro da Justiça Federal: 1. para efeitos de soma ou unificação das penas. ou. 9. prevista no artigo 6. No caso de um crime ser praticado em território nacional e o resultado ser produzido no estrangeiro (crimes a distância ou de espaço máximo). mas em locais diferentes (delito plurilocal) aplica-se a teoria do resultado prevista no artigo 70 do Código de Processo Penal: a competência será determinada pelo lugar em que se consumar a infração. Esse é o entendimento da Profª. isto é. a unificação dos processos se dará posteriormente. na execução.099/95. No caso dos crimes de menor potencial ofensivo. Foro Foro é o território dentro do qual determinado órgão judicial exerce sua parcela de jurisdição.ª instância – comarca 2. ou. pelo lugar em que for praticado o último ato de execução. aplica-se a teoria da ubiqüidade.ª instância – Região Teorias Adotadas “A competência será. Esta é a redação do artigo 63 da lei: “A competência do Juizado será determinada pelo lugar em que foi praticada a infração penal”.º do Código Penal: o foro competente será tanto o do lugar em que ocorreu a ação ou omissão. entretanto. 3. quanto o do local onde se produziu ou deveria se produzir o resultado. pensamento diverso: para o Prof. sujeitos ao procedimento da Lei n. para o Prof. o foro competente será o local da ação ou do resultado (teoria da ubiqüidade). determinada pelo lugar em que se consumar a infração. a autoridade prevalente deve avocar para si os processos que corram perante outros juízes.

p. § 2. O crime se consuma quando o banco sacado recusa o pagamento. do Código de Processo Penal). a jurisprudência entende que o foro competente é o da ação ou omissão. conforme entendimento da Súmula n. o local onde ocorreu a oitiva da testemunha será o competente. Crime permanente Crime permanente é aquele cuja consumação se prolonga no tempo. Exemplo: terrorista envia carta-bomba da Argentina para . Exemplo: Adonilza encontra uma folha de cheque na rua. nesse caso. Esse é o entendimento consubstanciado nas Súmulas n. quando a morte é produzida em local diverso daquele em que foi realizada a conduta.Regras Especiais a) Fraude no pagamento por meio de cheque (artigo 171. Assim. § 3. ela é contrária à letra expressa da lei. A consumação desse crime ocorreu em todos esse lugares. O lojista enganado entrega a mercadoria. Crime a distância (ou de espaço máximo) É aquele cujo iter criminis envolve o território de dois ou mais países. 5. inciso VI. será competente o local em que ocorreu ou deveria ocorrer a consumação em território nacional. O foro competente será o do local onde se deu a recusa do pagamento pelo sacado. e tem por fundamento a maior facilidade que as partes têm de produzir provas no local em que ocorreu a conduta.ª T. O foro competente é o local da loja Homicídio No homicídio. sob a modalidade da emissão dolosa de cheque sem provisão de fundos.º. 521 do Supremo Tribunal Federal e n. 5 nov. 12435). do Código Penal) Trata-se do crime de estelionato. A competência. que dispõe competente o foro do local do resultado. 1990. Se a execução se inicia no exterior. 244 do Superior Tribunal de Justiça Estelionato cometido mediante falsificação de cheque O foro competente é o local da obtenção da vantagem ilícita. Crime que se consuma na divisa entre duas comarcas A competência será firmada pela prevenção (artigo 70. RHC 793. Esta posição é majoritária na jurisprudência. fazendo-se passar por titular do cheque. Exemplo: um empresário seqüestrado em São Paulo é levado para cativeiro em Campinas..º. vai até uma loja e faz uma compra. 48 do Superior Tribunal de Justiça. DJU. Contudo. será competente o local do último ato executório no território nacional. e não o do resultado (Superior Tribunal de Justiça. fixa-se pela prevenção (artigo 71 do Código de Processo Penal). Crime de falso testemunho praticado mediante precatória A jurisprudência entende que o foro competente será o juízo deprecado. Se a execução se inicia no Brasil. depois o cativeiro é mudado para Americana.

será julgado pelas leis brasileiras em razão da extraterritorialidade da lei penal. não havendo como precisar o local da infração. mesmo quando conhecido o lugar da infração. do Código de Processo Penal. consideram-se como extensão do território nacional as embarcações e aeronaves brasileiras. a ação será julgada por uma determinada justiça competente. não sendo conhecido o lugar da infração. Crime praticado no exterior Crime cometido por brasileiro no exterior. o ofendido poderá preferir o foro do domicílio ou residência do réu. A execução e a consumação do crime ocorreram no exterior. sua competência compreende o que não for da competência das Justiças Eleitoral.º do artigo 5. ou seja. Militar e Federal). COMPETÊNCIA EM RAZÃO DA MATÉRIA Conforme a natureza da infração. a competência regular-se-á pelo domicílio ou residência do réu. Organização da Justiça Penal: Comum – Federal e Estadual (a Justiça Estadual também é conhecida como residual. Exemplo: uma passageira de um ônibus que fazia o percurso São Paulo/Bahia. O foro competente para julgar o acusado será o da capital do Estado do seu último domicílio. será competente o juízo do Distrito Federal (artigo 88 do Código de Processo Penal Crime praticado a bordo de embarcação O foro competente será o local do porto nacional onde ocorreu o primeiro atracamento após o crime ou o porto de onde a embarcação saiu do Brasil para o exterior. Na ação penal privada. será competente o juiz que primeiro tomou conhecimento do fato. conforme o artigo 72. ignorado seu paradeiro. de acordo com o artigo 73 do Código de Processo Penal. Domicílio ou Residência – Critério Subsidiário Conforme o artigo 72 do Código de Processo Penal.explodir em São Paulo. entretanto. sendo que a explosão não vem a acontecer. no espaço aéreo correspondente ou em alto-mar” (§ 1. ao desembarcar. O ônibus esteve o tempo todo em trânsito. percebe que teve sua carteira furtada. O foro competente para propor a ação será São Paulo. Observação: “Para os efeitos penais. mercantes ou de propriedade privada. Para os crimes cometidos a bordo de aeronave. Se o réu tiver mais de um domicílio. utiliza-se a mesma regra: o foro competente será o local do aeroporto onde ocorreu o primeiro pouso após o crime ou o aeroporto de onde decolou a aeronave antes do crime. que se achem. bem como as aeronaves e as embarcações brasileiras. Caso o réu não tenha domicílio certo. . a competência firmar-se-á pela prevenção.º. respectivamente. § 1.º do Código Penal). A ação será proposta no local do domicílio ou residência do réu. Se o réu nunca teve domicílio no Brasil. de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro onde quer que se encontrem. O critério é optativo.

Civil que pratique crime contra instituição militar federal. da Constituição Federal/88): policiais militares e bombeiros militares. será julgado pela justiça comum estadual.ª instância). b) Justiça Militar Estadual Tribunal de Justiça Militar ou Tribunal de Justiça (para os Estados que não possuem TJM – 2. nos crimes definidos em lei como militares. se o civil cometer crime contra instituição militar estadual. se o civil cometer crime contra instituição militar federal será julgado pela justiça militar federal. . Observação: assim dispõe a Súmula n. Justiça Militar a) Justiça Militar Federal Superior Tribunal Militar (Brasília – 2. Serão julgados pela Justiça Militar Estadual (artigo 125. 53 do Superior Tribunal de Justiça: “Compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar civil acusado de prática de crime contra instituições militares estaduais”.º. Serão Julgados pela Justiça Militar Federal: Integrantes das forças armadas (Exército.ª instância) Auditorias Militares compostas por um juiz togado e quatro oficiais (1. Assim.Especial – Eleitoral (artigo 121 da Constituição Federal/88) e Militar (artigo 124 da Constituição Federal/88). crimes eleitorais previstos nas leis extravagantes.ª instância).ª instância) Auditorias Militares compostas por um juiz togado e quatro oficiais (1. § 4. Marinha e Aeronáutica) que pratiquem crime definido como militar. Justiça Eleitoral É estruturada em três níveis: Tribunal Superior Eleitoral (Brasília) Tribunal Regional Eleitoral (capital do Estado) Juiz Eleitoral (Juízes de Direito da Justiça Estadual) Tem competência para julgar: crimes eleitorais definidos no Código Eleitoral.

será crime militar.001/69). conforme a Súmula n. Os doutrinadores estabelecem dois critérios: subjetivo: leva em conta a finalidade. Súmula n. sem equivalente na justiça penal comum. 6 do Superior Tribunal de Justiça: “Compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar delito decorrente de acidentes de trânsito envolvendo viatura militar. ainda que o crime seja praticado em outro Estado”. Nesse caso. Exemplo: lesões corporais. Com relação aos crimes militares impróprios. Se o militar não estiver em serviço.Crimes Militares: Propriamente militar ou próprio: são aqueles definidos no Código Penal Militar (Decreto-lei n. crimes enquadrados na Lei de Segurança Nacional. dormir em serviço.º. ainda que praticado em serviço”. . deserção. Súmula n. 172 do Superior Tribunal de Justiça: “Compete à Justiça Comum processar e julgar militar por crime de abuso de autoridade. quando relacionados com o exercício da função. 1. objetivo: leva em conta o bem jurídico violado (crimes que violem o Regime Democrático ou praticado contra as Instituições Políticas). Se o militar em serviço pratica crime não definido no Código Penal Militar. 147 do Superior Tribunal de Justiça. Crimes praticados em detrimento de bens. Exemplo: crime de abuso de autoridade – Lei n. Impropriamente militar ou impróprio: são aqueles crimes definidos na legislação militar com equivalente na lei penal comum. será julgado pela justiça comum.898/65. salvo se autor e vítima forem policiais militares em situação de atividade”. o Código Penal Militar estabelece em seu artigo 9. 78 do Superior Tribunal de Justiça: “O policial militar será julgado pela Justiça Militar Estadual de seu Estado. Súmula n. 4. Súmula n. ou seja. inciso II. insubordinação. 75 do Superior Tribunal de Justiça: “Compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar o policial militar acusado de facilitação de fuga de preso em estabelecimento penitenciário”. Também são de competência da Justiça Federal os crimes praticados por servidor público federal no exercício de suas funções. Os crimes militares próprios são julgados pela justiça militar. Justiça Comum Federal O artigo 109 da Constituição Federal estabelece os crimes de competência da Justiça Federal: Crimes políticos A lei não define o que é crime político. são julgados pela Justiça Federal. se o crime for praticado pelo militar em serviço. Exemplo: motim. as situações em que o crime é praticado em situação de serviço. será julgado pela Justiça Comum. serviços ou interesse da União ou de suas autarquias ou empresas públicas Crimes praticados contra funcionário público federal. que deve ser política.

038/90 dispõe sobre o procedimento para os processos perante o Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal. o Tribunal deve notificar a autoridade para apresentar. se o crime não for militar. É oportunidade de defesa para a autoridade. 5) interrogatório. Assim. 4) citação. Se a infração for cometida: . A Lei n. 8) diligências. em 15 dias. 140 do Superior Tribunal de Justiça). julgar improcedente a acusação. 42 do Superior Tribunal de Justiça). tráfico internacional de crianças e tráfico internacional de mulheres. Não é possível interposição de recurso visando ao reexame de prova. 2) defesa preliminar. São de competência da Justiça Comum Estadual os crimes praticados contra sociedade de economia mista (Súmula n. 7) audiência de instrução. 8. COMPETÊNCIA PELA PRERROGATIVA DE FUNÇÃO O foro por prerrogativa de função não é privilégio pessoal. Antes de receber a denúncia ou a queixa. 38 do Superior Tribunal de Justiça.Conforme a Súmula n. a defesa preliminar. eleitoral e não estiver inserido na competência da Justiça Comum Federal. 6) depoimento. comprometendo sua imparcialidade. Fases do procedimento no Tribunal: 1) oferecimento da denúncia ou queixa. 6. Assim. A razão do legislador. 9) alegações finais. Justiça Comum Estadual Tem competência residual. é evitar que um juiz monocrático pudesse ceder a eventuais pressões. d) Crimes praticados a bordo de navio ou aeronave. 3) recebimento da denúncia ou queixa. O Tribunal pode. com fundamentação. São de competência da Justiça Comum Estadual os crimes praticados por indígena ou contra ele (Súmula n. pois o que se busca é a imparcialidade do julgador. será julgado pela Justiça Comum Estadual. Crimes contra a organização do trabalho Trata-se de crimes contra a organização coletiva do trabalho. trata-se de uma garantia à sociedade.815/80). ao atribuir o julgamento a um órgão colegiado. ressalvada a competência da Justiça Militar As embarcações de pequeno porte são de competência da Justiça Comum Estadual. Crimes de ingresso ou permanência irregular de estrangeiro Fatos definidos no Estatuto do Estrangeiro (Lei n. as contravenções praticadas em detrimento de bens ou interesses da União serão julgadas pela Justiça Comum Estadual. mas sim garantia inerente a cargo ou função. Crimes a Distância previstos em tratado ou convenção internacional A exemplo dos crimes de tráfico internacional de entorpecentes. 10) sentença. além de receber ou rejeitar a inicial. Sua competência é encontrada por exclusão.

e acaba o mandato. Esse paralelismo significa que o privilégio estadual consta também da Carta Federal e. ao repetir em suas constituições idêntica garantia para seus parlamentares. comete um crime. tendo a Carta Magna estabelecido foro especial para os membros do Poder Legislativo da União. Se o processo não alcança seu fim e o mandato acaba. sobrepõe-se à competência do Júri. licença. por esta razão. é o de que. pois a continência prevista no Código de Processo Penal é infraconstitucional. perda de mandato. portanto.º). é eleito deputado federal. impedimentos e incorporação às Forças Armadas” (artigo 27. esta competência não poderia prevalecer sobre a constitucional do Júri (artigo 5. Se um deputado estadual comete crime doloso contra a vida. e do Procurador-Geral da Justiça (PGJ).Por quem tem prerrogativa de função (exemplo: prefeito) e uma pessoa sem prerrogativa. § 1. A prerrogativa de função vigora enquanto durar o exercício do cargo ou função. mas. não podendo ser reunidas para o julgamento em conjunto. o deputado estadual deverá ser julgado pelo júri popular. ocorrerá. por exemplo. retorna para o juiz comum. pela continência. É certo que nada impede venham as constituições estaduais a adotar o foro especial. remuneração. Competência Para Julgar Crimes Comuns O Supremo Tribunal Federal tem competência para julgar por crimes comuns (crimes e contravenções) e por crimes eleitorais: . O infrator. Se o processo não alcança seu fim. Por duas pessoas que têm prerrogativa de função. estão refletindo em seus textos o dispositivo da Lei Maior. quando for competente o Tribunal de Justiça. Ainda que o crime seja praticado em outra unidade da Federação. será remetido para o Supremo Tribunal Federal. a qual manda aplicar-lhe apenas suas regras “sobre sistema eleitoral. inciso XXXVIII. quando for competente o Supremo Tribunal Federal. Para uma primeira corrente. O entendimento que nos parece mais correto. será julgado pelo Supremo Tribunal Federal. os Estados. Não há qualquer tipo de inovação porque o foro por prerrogativa de função para deputados estaduais está em perfeita sincronia com a Constituição Federal. ambos serão julgados pelo Tribunal de Justiça. prefeito (Tribunal de Justiça) e senador (Supremo Tribunal Federal). a quem competirá o julgamento? Há duas posições. a disjunção A competência para oferecer a denúncia é do Procurador-Geral da República (PGR). então. já em andamento. a competência continua sendo a do Tribunal que tem competência para julgá-lo. independentemente do momento em que foi praticado o delito (a Súmula 394 do Supremo Tribunal Federal. Exemplo: uma pessoa pratica um crime. o processo se inicia perante juiz comum. Outro exemplo: se um deputado federal. não o tendo feito a Carta Federal. São competências fixadas pela Constituição Federal/88. foi cancelada em 25 de agosto de 1999). O processo. ante a falta de previsão expressa de foro especial na Lei Maior. no entanto. será remetido para o juiz comum. que dispunha em sentido contrário. imunidades. alínea d).º. durante o exercício do mandato. inviolabilidade.

Agentes diplomáticos. Juízes do Trabalho. Comandantes da Marinha. Membros do Ministério Público da União e dos Estados. Ministros de Estado. O Tribunal de Justiça tem competência para julgar as infrações penais comuns cometidas por: Juízes de Direito. Desembargadores dos Tribunais de Justiças dos Estados. Prefeito Municipal. O Superior Tribunal de Justiça tem competência para julgar todas as infrações penais. Membros do Tribunal Regional Federal. Juízes da Justiça Militar estadual e juízes de Alçada. Ao Tribunal Regional Eleitoral compete julgar os crimes eleitorais cometidos por: Juízes federais e estaduais. Tribunal Regional Eleitoral e Tribunal Regional do Trabalho. nos crimes eleitorais. . Tribunal de Contas do Estado. Ministros de Tribunais Superiores e Tribunal de Contas da União. Exército e Aeronáutica. salvo crimes eleitorais (neste caso. Membros do Ministério Público da União. Juízes militares. Procurador-Geral da República. Presidente e Vice-Presidente da República.Próprios Ministros do Supremo Tribunal Federal. cabe ao Tribunal Superior Eleitoral apreciar a questão). O Tribunal Regional Federal tem competência para julgar todas as infrações penais. Tribunal de Contas do Município e do Ministério Público da União que oficiem perante Tribunais. Parlamentares federais. cometidas por: Governador. Prefeitos. cometidas por: Juízes federais da área de sua jurisdição. nos crimes de competência da Justiça Federal. salvo nos crimes eleitorais.

Delegado-Geral de Polícia. . Defensor Público Geral. Juízes dos Tribunais de Alçada e da Justiça Militar. Todas essas autoridades. Procurador-Geral de Justiça. Juízes de Direito e os auditores da Justiça Militar. A Constituição Estadual de São Paulo estabelece foro especial no Tribunal de Justiça para julgar os crimes comuns cometidos por: Vice-Governador. É o entendimento do Supremo Tribunal Federal. serão processadas no Tribunal Regional Federal. Membros do Ministério Público. Tribunal Regional Eleitoral – crime eleitoral. Comandante-Geral da Polícia Militar. Tribunal Regional Eleitoral – crime eleitoral. Prefeitos municipais. Tribunal Regional Eleitoral – crime eleitoral. se cometerem crime federal. Tribunal Regional Federal – crimes de competência da Justiça Federal. Prefeitos municipais Prefeito Municipal: Tribunal de Justiça – crime comum e doloso contra a vida. Juiz de Direito e Membro do Ministério Público estadual: Tribunal de Justiça – crime comum. Secretário de Estado.Membros do Ministério Público estadual. Deputado estadual. Juiz federal: Tribunal Regional Federal – crime comum. Procurador-Geral do Estado.

o mérito será julgado procedente ou improcedente. nos processos por crime contra a honra. em que o querelante tiver foro especial no Supremo Tribunal Federal ou no Tribunal de Apelação. o mérito será julgado improcedente. pois é questão de mérito. Conforme o artigo 85.Tribunal de Justiça Militar tem competência para julgar crimes militares – Constituição Estadual de São Paulo: Comandante-Geral da Polícia Militar. se. Se julga improcedente a exceção. Depois de julgar a exceção. Se na queixa já tiver arrolado quatro testemunhas. isso porque é ramo do Ministério Público da União. o Tribunal devolve o processo para ser julgado. do Código de Processo Penal. o mérito. embora o crime seja punido com detenção. em 1. as testemunhas são ouvidas em 1. mas para alguns esse prazo não é fatal. O Ministério Público do Distrito Federal atua perante a Justiça Distrital. e ele não for condenado. embora de ação penal pública. Se um de seus membros comete um crime. Poderá arrolar no máximo oito testemunhas. será julgado pelo Tribunal Regional Federal da 1. a exceção será julgada pelo Tribunal competente. Processo Penal Cautelar As novas regras das prisões e da liberdade provisória: medidas cautelares pessoais Lei 12403/11 Natureza cautelar de toda prisão antes do transito em julgado Ampliadas alternativas para proteção do processo com a instituição de outras medidas cautelares Críticas . Observação: o Tribunal só faz o julgamento da exceção. Isso porque. Não cabe a oposição de exceção da verdade: Na calúnia: se o fato imputado a alguém for crime de ação penal privada. Há posicionamentos contrários.ª instância. até completar o número legal. apesar de atuar na Justiça Distrital. poderá arrolar mais quatro na contestação da exceção. Chefe da Casa Militar. pois é anterior ao mérito e pode ser objeto de processo autônomo. e o prazo fatal caracterizaria o cerceamento de defesa.ª Região. o querelante tem dois dias para contestá-la. a esses caberá o julgamento da exceção da verdade. o ofendido foi absolvido por sentença irrecorrível A exceção da verdade é questão prejudicial homogênea. Deve ser oposta quando da defesa prévia. Exceção da Verdade Nos termos do artigo 85 do Código de Processo Penal. Se o Tribunal julga procedente a exceção. Oposta a exceção. se o fato é imputado ao Presidente da República ou a Chefe de Governo estrangeiro. o rito é ordinário. do crime imputado.ª instância.

. Todas as prisões são provisórias! Sínteses conclusivas 1 – Distinção conceitual: prisão.Provisória – prisão – sempre! Liberdade – regra Prisão pena – após trânsito em julgado .não é perpétua. 7 – Substituição da preventiva por uma cautelar menos gravosa. Prisão Fundamentação :Necessidade + Indispensabilidade + Ordem escrita de autoridade judiciária competente . se mais adequada e suficiente.’ LXI “ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente. 10 – Crimes culposos. 5º CF/88 LVII “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória. somente excepcionalmente Princípio da Inocência Art. tampouco para os crimes em que se admite transação penal ou suspensão condicional do processo. 2 – Medidas cautelares .. 8 – Autonomamente ou em substituição a preventiva segue os requisitos do art 312 CPP 9 – Nenhuma medida cautelar pode ser imposta se não for cominada a infração pena privativa de liberdade. via de regra não se admite a imposição de qualquer medida cautelar. definidos em lei. salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar.independente de prisão prévia – admitidas na fase de inquérito e na fase processual 3 – As medidas cautelares diversas da prisão podem substituir o flagrante quando não couber a preventiva 4 – Liberdade provisória – uma modalidade de restituição da liberdade após o flagrante 5 – Decretação da preventiva autonomamente ou em substituição a alguma medida previamente imposta mas que fora descumprida 6 – Preventiva decretada como conversão da prisão em flagrante e insuficiente as demais cautelares. medida cautelar e liberdade provisória – igual função – acautelamento da jurisdição..

expressamente previstos. Art. no curso da investigação ou do processo.. sem prejuízo do conhecimento da apelação que vier a ser interposta. comparecimento. imposição de prisão preventiva ou de outra medida cautelar. O juiz decidirá.Finalidade: preservação da efetividade do processo Art.387 CPP Parágrafo Único . em decorrência de sentença penal condenatória transitada em julgado ou. sobre a manutenção ou. necessidade e adequação Medidas Cautelares Fumus boni iuris Periculum in mora Fumus comissi delicti Lei 12.282 . par investigação ou a instrução criminal e.. nos casos. se for o caso. fundamentadamente.fundamenta-se nas razões da preventiva Outras medidas cautelares: fundamentação. II – adequação da medida à gravidade do crime.depende de ordem judicial fundamentada. . 283 CPP Ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente. em virtude de prisão temporária e prisão preventiva. circunstâncias do fato e condições pessoais do indiciado e do acusado . fiança. As medidas cautelares previstas neste Título deverão ser aplicadas observando-se a: I – necessidade para aplicação da Lei penal. para evitar a prática de infrações penais. Súmula 347 STF “O conhecimento de recurso de apelação do réu independe de sua prisão” Prisão cautelar .) Art.pode ser decretada até a sentença condenatória .403/11 Prisões Medidas cautelares diversas (ex.

comparecimento periódico em juízo. por circunstâncias relacionadas ao fato. A prisão preventiva poderá ser decretada para garantia da ordem pública. V . A prisão preventiva também poderá ser decretada em caso de descumprimento de qualquer das obrigações impostas por forças das outras medidas cautelaresv(art. Nenhuma providência cautelar pode ser superior ao resultado final do processo a que se destina tutelar Medidas Cautelares. . ou para assegurar a aplicação da lei penal.. 312. por circunstâncias relacionadas ao fato. deva o indiciado ou acusado dela permanecer distante. III . II . IV . 319 São medidas cautelares diversas da prisão: I . por conveniência da instrução criminal.proibição de acesso ou frequência a determinados lugares quando. Parágrafo Único. para informar e justificar atividades. diversas das prisões Art. deva o indiciado ou acusado permanecer distante desses locais para evitar o risco de novas infrações.recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga quando o investigado ou acusado tenha residência e trabalho fixos. quando houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria.proibição de manter contato com pessoa determinada quando. §4º. da ordem econômica..282.proibição de ausentar-se da Comarca quando a permanência seja conveniente ou necessária para a investigação ou instrução. no prazo e nas condições fixadas pelo juiz.Prisão Preventiva Art. CPP) Necessidade + Adequação Garantia da aplicação da Lei penal Conveniênica da investigação ou da instrução criminal Gravidade + condições pessoais Proporcionalidade Proibição de excesso – máxima efetividade das normas constitucionais – validade e alcance Ponderação Preventiva Gravidade do fato Natureza da ação Prisão em flagrante convertida.

incs. conforme a Súmula n. Aplica-se também à contravenção. O agente é preso enquanto está cometendo a infração penal ou assim que acaba de cometê-la– art. Flagrante compulsório: as autoridades policiais e seus agentes têm o dever de efetuar a prisão em flagrante.fiança. Flagrante preparado ou provocado: é o delito de ensaio. No flagrante preparado. o policial ou terceiro induz o agente a praticar o delito e o prende logo em seguida. O Supremo Tribunal Federal considera atípica a conduta. armas ou objetos que fazem presumir ser ele o autor do delito– art. logo depois. Flagrante impróprio: é o flagrante irreal ou “quase-flagrante”. Consiste na prisão – independente de ordem escrita e fundamentada de juiz competente – de quem é surpreendido enquanto comete ou acaba de cometer a infração penal. Flagrante facultativo: é a faculdade que qualquer um do povo tem de efetuar ou não a prisão em flagrante. 302. VIII . com papéis. delito de experiência. O agente do delito é encontrado. Ocorre quando alguém.VI . não possuindo qualquer discricionariedade. IX . conforme os critérios de conveniência e oportunidade.monitoração eletrônica. IV. A prisão em flagrante é uma medida restritiva da liberdade de natureza processual e cautelar. para assegurar o comparecimento a atos do processo.internação provisória do acusado nas hipóteses de crimes praticados com violência ou grave ameaça. em flagrante. • • • • • • • . 302. provoca o agente à prática de um crime e. do Código Penal. O agente é perseguido logo após cometer o ilícito. que está sendo cometido ou acabou de sê-lo. • Prisão em Flagrante Prisão Temporária • Flagrante • A palavra ‘flagrante’ vem do latim. I e II. de forma insidiosa. real ou verdadeiro. do Código de Processo Penal. do Código de Processo Penal. inc. 145.suspensão do exercício de função pública ou de atividade de natureza econômica ou financeira quando houver justo receio de sua utilização para a prática de infrações penais. delito putativo por obra do agente provocador. VII . nas infrações que a admitem. instrumentos. toma providências para que ele não se consume. significando ‘queimar’. III. 26 do Código Penal) e houver risco de reiteração. 302. em situação que faça presumir ser ele o autor da infração– art. Flagrante delito é o crime que ‘ainda queima’. inc. isto é. evitar a obstrução do seu andamento ou em caso de resistência injustificada à ordem judicial. quando os peritos concluírem ser inimputável ou semi-imputável (art. Flagrante presumido: é o flagrante ficto ou assimilado. ao mesmo tempo. Espécies de flagrante Flagrante próprio: é o flagrante propriamente dito.

O policial tem a discricionariedade para deixar de efetuar a prisão em flagrante no momento da prática delituosa. 301 da Lei n. Prisão Temporária A prisão temporária não está prevista no Código de Processo Penal. Presidente da República. Apesar da dificuldade de sua prova. tendo em vista um momento mais importante para a investigação criminal e para a colheita de provas.º. que trata das organizações criminosas. 9. II. ou seja.034/95. membros do Ministério Público. desde que o ofendido autorize a lavratura do auto ou a ratifique no prazo da entrega da nota de culpa. Não há qualquer induzimento. se necessário. Aquele que se apresenta espontaneamente à autoridade após o cometimento do delito. Policiais ou terceiros criam provas de um crime inexistente para prender em flagrante. fabricado ou urdido. 7. A ação penal privada não impede a prisão em flagrante. 2. Diplomatas estrangeiros. que lhe seja decretada a prisão preventiva. visando a incriminação. somente por requerimento do Ministério Público ou representação da autoridade policial. Só é possível nesses crimes. Flagrante forjado: é o flagrante maquinado. deputados estaduais. mas na Lei n. magistrados.960/89. Agente que socorre a vítima de trânsito– art. inc. afirma ter encontrado drogas.503/97. Nunca pode ser decretada de ofício. • • • • • • • • • • • • • • • • • • • . quando ela se dá é considerado crime inexistente. Nada impede. 9. advogados no exercício da profissão. Exemplo: o policial. ao revistar o carro.• Flagrante esperado: essa hipótese é válida. da Lei n. quando na verdade foi ele quem colocou a droga dentro do carro. Não podem ser presos em flagrante: Menor de 18 anos (menor é apreendido). O policial ou terceiro esperam a prática do delito para prender o agente em flagrante. Suas principais características são: Somente é decretada durante o inquérito policial. em 24h. Podem ser presos em flagrante apenas nos crimes inafiançáveis: membros do Congresso Nacional. entretanto. Flagrante prorrogado: é o flagrante previsto no art. e o policial responde por abuso de autoridade.

º. genocídio. pode ser revogada antes disso. São eles: – quando imprescindível para as investigações do inquérito policial. – quando houver fundadas razões– provas de o agente ser autor ou ter participado dos seguintes crimes: • • • • • • • • • • atentado violento ao pudor. envenenamento de água potável ou de substância alimentícia ou medicinal. roubo. Prisão Temporária O art. Após esgotado o prazo.960/89 determina os requisitos necessários para a decretação da prisão temporária. o acusado pode continuar preso. 8. 1.960/89 é taxativo. 7. o prazo é de 5 dias.072/90 o complementa. tráfico de drogas. homicídio doloso. III. Nos crimes hediondos e assemelhados (Lei n. o acusado deve ser solto. crimes contra o sistema financeiro nacional. a Lei n. o prazo é de 30 dias prorrogáveis. – quando o indiciado não tiver residência fixa ou não fornecer elementos suficientes para sua identificação. mas não se esgota ali. da Lei n. só tem razão de ser quando necessária. inc. prorrogáveis por mais 5 em caso de extrema e comprovada necessidade.• Tem prazo determinado. O rol do art. qualificados por morte. Apesar de ter prazo predeterminado. quadrilha ou bando. 7. 8. Esgotado o prazo. • • • • • • • • . estupro. seqüestro ou cárcere privado. É uma prisão de natureza cautelar. rapto violento. 1. extorsão.º da Lei n. extorsão mediante seqüestro. Em regra. epidemia com resultado morte.072/90). se houver a conversão da prisão temporária em prisão preventiva.

I.• • Os requisitos do art. no caso concreto. são alternativos ou cumulativos? Uma primeira corrente. O juiz. Atos processuais são condutas humanas realizadas no processo. GOE. sem prejuízo da forma desde que atinja a finalidade preconizada pelo legislador. sustentada pelo Prof. da Lei 7. entende que os requisitos são alternativos. inc. incs. III combinado com o inc.º. II. Uma quarta. sustentada pelos Profs. Scarance. Na temporária.º. porém. A lei é a potência do ato. 1. na prática.º. estabelece que os requisitos são cumulativos e que todos devem estar presentes para que seja decretada a temporária. CIC). 7. 1. vai decretar a temporária se estiverem presentes: o inc. a aplicação da lei. Vicente Greco Filho. • • • • • • DOS ATOS DE COMUNICAÇÃO PROCESSUAL – CITAÇÃO E INTIMAÇÃO Fato: acontecimento da vida Fato jurídico: qualquer fato considerado pelo direito objetivo Fato processual penal: fato jurídico com efeito processual penal. I a III. I ou II. sustentada pelo Prof. Entretanto. afirma que os requisitos são alternativos. Inviabiliza. O ato é a realização do que indica a lei. Os atos processuais possuem determinada forma. sustenta que. o inc. o ato será aproveitado. finalidade e natureza dos atos b) subjetivos . da Lei n. incs. Atos processuais: a) objetivos – função. Tourinho e Mirabete. o juiz só poderá decretar a prisão temporária se presentes os fundamentos da preventiva (GOP.pessoas . como em toda prisão cautelar. sob pena de invalidade.. É a posição dominante e acolhida pela jurisprudência.960/89. III combinado com o inc. Uma segunda. sustentada pelos Profs. 1. portanto. o periculum in mora é o requisito do art. um modelo prescrito pela lei. estrutura.das partes ou do juiz . em virtude dos princípios da economia processual e da instrumentalidade das formas. GALP. e o fumus boni iuris é o requisito do art.960/89. devem estar presentes o fumus boni iuris e o periculum in mora. Uma terceira corrente. Damásio De Jesus e Magalhães Gomes Filho. III.

Atos das partes: a) postulatórios – proposições. concessão de liberdade provisória e relaxamento da prisão em flagrante. como. inc. d) dispositivos (negócios jurídicos processuais) – voluntários (não comparece). volitivos (visa criar uma situação jurídica).  mistas: não-terminativas: encerram uma fase. As decisões interlocutórias mistas (assim como as sentenças terminativas de mérito) são recorríveis. ou apelação.: decisão de pronúncia. são irrecorríveis. ún. por exemplo. uma etapa processual. c) Sentenças:  terminativa de mérito: é a decisão que julga o mérito sem condenar ou absolver o réu. III). Ex. caso prevista no art. sem pôr fim ao processo.  absolutória: própria: julga improcedente a pretensão punitiva e não impõe qualquer sanção penal.: decisão de impronúncia. irrecorríveis. Ex. - imprópria: proferida para o réu inimputável. 593 do Código de Processo Penal.. É cabível o recurso em sentido estrito se estiver previsto no rol do art. - - terminativas: encerram o processo sem julgamento do mérito. incapazes de trazer prejuízo às partes e que determinam a marcha do processo. 386. b) Decisões meramente interlocutórias:  simples: resolvem questões incidentes no processo sem ingressar no mérito da causa. intencionais (renúncia). mas reconhece o cometimento da infração penal e impõe medida de segurança (art. b) de instrução – convencimento. porém. ou apelação. via de regra. caberá recurso em sentido estrito. em regra. As decisões interlocutórias simples são. como. se houver previsão no art. excepcionalmente admite-se correição parcial ou mesmo habeas corpus. par. É recorrível via recurso em sentido estrito. não acolhe a pretensão punitiva. Atos judiciais: a) Despachos: são os atos judiciais sem carga decisória. . 581 do Código de Processo Penal. Os despachos. por exemplo. c) reais – documento. extinção da punibilidade. 581 do Código de Processo Penal.

certidões. c) de documentação – certidão.800. modo de execução – em língua vernácula . autos (fora do processo/cartório). 1 dia – despacho de expediente. atas. em processo penal não se computa o dia do começo.798. laudos (peritos). 5 dias – decisão interlocutória simples. computador –carimbos. o termo a quo é o termo inicial. . b) de execução – cumpre ordem. CPP): 10 dias – decisão interlocutória mista ou definitiva. Prazo: espaço de tempo para a prática do ato. c) obstáculo criado pela parte contrária Prazos do juiz (art. formulas impressas). prorroga-se até o dia útil imediato). Querelante – até 6 meses Réu – 5 dias para citação por edital Só o defensor nomeado tem prazo em dobro – não prevalece para o MP os do processo civil Sanção pelo não cumprimento dos prazos: preclusão Documentação : termos(na justiça). lugar. Atos de terceiros Audiências – sessões Forma dos atos processuais: tempo. Outros prazos: MP – 5 dias para denúncia de réu preso.Atos instrutórios Atos dos auxiliares da justiça a) de movimentação do processo – vista. §1º CPP Classificação dos prazos: a) comum b) particular c) próprio d) impróprio e) legais f)judiciais Características: a) peremptórios b) contínuos Casos de suspensão de prazo: a)força maior. b) impedimento do juiz. Forma livre/autorizada/vinculada. assentadas. mas se inclui o ultimo dia art. sendo a maioria por meio escrito (possível – fita magnética. o termo ad quem é termo final(caindo em dia de domingo ou feriado.

A falta de intimação gera nulidade absoluta – se ela for anulada diz –se que ocorreu a circundução . que ela é circunduta(Manzano)  1. A citação pode ser de duas espécies: citação pessoal/real. 1. do CPP). ainda que seja mentalmente enfermo.1. O Código de Processo Penal não diferencia intimação e notificação. Notificação é a convocação para o comparecimento ou a prática de ato futuro. 351 ao 369. Nesse caso. pois contraria os princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa. Intimação. o juiz ordenará a suspensão ou o adiamento do ato O Código de Processo Penal tratou da citação em um título próprio. Conceito A citação é o ato processual formal por meio do qual é oferecido ao acusado conhecimento (ciência) oficial acerca do teor da acusação contra ele intentada. Exceção: o art. É determinada pelo juiz e cumprida pelo Oficial de Justiça. compreendendo os arts. sana a sua falta ou a nulidade. integrando assim. Quem Deve Ser Citado Somente o acusado pode ser citado. segundo o Prof. Intimação e Notificação Citação é o ato processual por meio do qual se chama a juízo o réu para comparecer e defender-se. ainda que para argüir a ausência de citação. Diferença entre Citação. a citação se fará na pessoa do curador do acusado. Até o momento anterior à citação. Exceção: se já houver sido instaurado incidente de insanidade mental e a perturbação for conhecida do juízo. 570 do Código de Processo Penal dispõe que se o réu comparece em juízo antes de consumado o ato.3.2. III e IV. . referindo-se a uma quando deveria aludir a outra. Mirabete. a citação não poderá ser feita na pessoa do representante legal. 564. CITAÇÃO 1. a relação jurídico-processual.1.  citação ficta (por edital) e  citação por hora certa – Introduzida pela Lei 11719/08. abrindo-se oportunidade para que ele produza sua defesa (chamamento). triangularizando-se. despacho ou sentença. a relação era angular (autor e juiz). A falta de citação no processo penal causa nulidade absoluta do processo (art. no processo. é a ciência dada à parte. da prática de um ato.

constitui em mora o devedor.Se a perturbação mental ainda não for conhecida do juízo. sobre ele não recairá a presunção de veracidade quanto aos fatos que lhe forem imputados. Conseqüências do Não-atendimento à Citação O réu regularmente citado. 352 ao 357 do CPP) é cumprida por Oficial de Justiça. não interrompe a prescrição e não induz à litispendência. mas o Oficial de Justiça a constata por ser aparente. deveres. Destina-se à citação do réu em local certo e sabido dentro do território do juiz processante. Citação pessoal A citação pessoal é aquela realizada na própria pessoa do réu por meio de mandado citatório. não comunicou o novo endereço ao juízo (art. sua residência. carta rogatória. a fim de que o juiz possa determinar a instauração do incidente de insanidade mental. carta precatória. o único efeito da citação válida é o de completar a relação jurídica processual. A citação válida no processo penal não torna prevento o juízo. Efeitos da Citação Válida No processo penal.6. . As pessoas jurídicas deverão ser citadas na pessoa de seu representante legal. o fim para que é feita a citação. Não comparece e nem constitui advogado suspende o processo e o prazo prescricional 366 CPP 1. 367 do CPP). permanecendo inerte ao chamado. deverá certificar a ocorrência no verso do mandado.1. a subscrição do escrivão e a rubrica do juiz. ônus e princípios que regem o processo penal. carta de ordem e ofício requisitório. deixou de comparecer ou. 1. pratica a “contumácia”. Com ela se instaura o processo e passam a vigorar todos os direitos. O mandado de citação indicará o nome do juiz. pessoalmente ou por edital. se for conhecida. O processo prosseguirá sem a presença do acusado que. Julgamento de quebrada a fiança. Em virtude do princípio da verdade real. A citação por mandado (prevista nos arts. o dia e a hora em que o réu deverá comparecer.6. o lugar. O réu poderá retornar ao processo a qualquer momento. no caso de mudança de endereço.5. Citação Real ou Pessoal (espécies e comentários) 1. 1. do qual emanou a ordem. O efeito da contumácia é a revelia. Há a certeza da realização da citação. ausência injustificada. Condução coercitiva. o juízo. o nome do réu ou querelante. independente da fase em que esteja. mas com defensor constituído que não comparece.4. citado ou intimado.

de quem estiver assistindo ato de culto religioso. do CPP). o juiz processante expedirá carta precatória. Em geral são determinadas pelos tribunais nos processos de sua competência originária. 1.O Oficial de Justiça deverá ler ao citando o mandado e entregar-lhe a contrafé. na qual são mencionados dia e hora da citação. cabendo ao juiz deprecado a expedição do ofício requisitório. ato que o Oficial deverá declarar na certidão. É expedida por um órgão superior para ser cumprida por órgão inferior. Ex.2. dia e hora. o Código de Processo Penal autoriza a suspensão do processo e do curso do prazo prescricional até a efetivação da citação (art. de noivos.5.271/96.: o TJ pede para o juiz de primeira . A citação pode ser realizada em qualquer tempo.6. proceder à citação: de doente. Citação por carta rogatória A citação por carta rogatória destina-se à citação do réu que se encontra em lugar certo e sabido. inclusive domingos e feriados. a citação é pessoal. com a Lei n. 1. porém fora da jurisdição do juiz processante (art. Se o militar se encontrar em outra comarca. Citação por carta precatória A citação por precatória destina-se à citação do réu que está em lugar certo e sabido. 368 do CPP). I. Citação por carta de ordem A citação por carta de ordem tem disciplina idêntica à da citação por precatória. em segundo grau) no dia do falecimento e nos sete dias seguintes. mas no estrangeiro ou em legações estrangeiras (embaixadas). o fim da citação e o juízo do lugar.6. desde que haja tempo.6. suas respectivas sedes. ou ao diretor do estabelecimento prisional. 363. o réu será citado por edital. Citação por ofício requisitório do chefe do respectivo serviço A citação por requisição é destinada à citação do militar. Anteriormente. Não se deve. bem como a aceitação ou recusa do réu. 1. 9. durante o dia ou à noite. A principal característica da citação por precatória no processo penal é o seu caráter itinerante. enquanto grave o seu estado. considera-se que ele está em local inacessível (art.3. Como o trâmite da rogatória é demorado. através de rogatória. dia e hora em que o réu deverá comparecer.6. todavia. É feita mediante ofício requisitório expedido pelo juiz ao comandante (chefe de serviço). a este remeterá os autos para a efetivação da citação. O ofício requisitório deve conter os mesmos requisitos do mandado de citação.4. Hoje. no caso da citação do militar. Nesse caso. o réu que estava no estrangeiro era citado por edital. de cônjuge ou outro parente de morto (consangüíneo ou afim. em linha reta ou colateral. Se o juiz deprecado verificar que o réu se encontra em território sujeito à jurisdição de um terceiro juiz. A precatória indicará o juiz deprecante e o deprecado. nos três primeiros dias de bodas. Exceção: se o Estado estrangeiro se recusar a cumprir a rogatória do Brasil. 354 do CPP). 1.

a doutrina concluiu que o juiz deverá. Anteriormente. 359 do CPP). Damásio de Jesus.7. A lei alterou o art.instância cumprir um mandado citatório de um réu residente em sua comarca e que goze de prerrogativa de foro. A falta da expedição desse ofício não invalida a citação. Se o fizer. Em normas híbridas. providenciando-se a substituição do funcionário. o réu nem tomava conhecimento de que fora processado e condenado à revelia. Muitas vezes. se presente os motivos.271/96 não estabeleceu um limite máximo para a suspensão do prazo prescricional. Essa regra do art. A Lei n. 9. estabelecer um prazo máximo para a suspensão da prescrição. a parte que trata de direito material comanda a retroatividade ou não da norma. pois afeta o direito do Estado de . 5.6. 366 do Código de Processo Penal. que deverá corresponder ao prazo da prescrição da pretensão punitiva em abstrato. prever crimes imprescritíveis (que são o racismo e a ação de grupos armados civis ou militares contra o Estado Democrático de Direito e a Ordem Constitucional – art. notificando-o do dia. por ser impossível localizar o réu.º. tem dispositivos de direito processual (quando trata da suspensão do processo) e dispositivos de direito penal (quando trata da suspensão do prazo prescricional). 1. XLII e XLIV). Poderá também determinar a produção das provas consideradas urgentes. deverá ser comunicado ao Presidente do Tribunal de Justiça. 9. 366 do Código de Processo Penal e determinou que se o réu citado por edital não comparecer nem constituir advogado.6. no entanto. poderia ser criado no caso concreto um crime imprescritível. Citação do funcionário público O funcionário público será citado por mandado sendo necessária a expedição de um ofício ao chefe da repartição onde o citando trabalha. Essa posição é a predominante na jurisprudência e tem com o um de seus expoentes o Prof.271/96 com a Constituição Federal. O processo e o prazo prescricional ficarão suspensos por prazo indeterminado até que o réu seja encontrado. o processo ficará suspenso e também será suspenso o prazo prescricional (atenção: se o réu foi citado pessoalmente e não comparecer nem constituir advogado. será decretada sua revelia). 1. mesmo aplicando o art. Visa possibilitar a continuidade do serviço público. Como a Lei n. nomeará um defensor dativo. deverá ser comunicado ao Procurador-Geral de Justiça. se o réu citado por edital não comparecesse nem constituísse advogado. conforme a tabela do art.271/96 trouxe grandes inovações para a citação editalícia. isto é. Para compatibilizar a Lei n. Se o citando for magistrado. hora e lugar em que o funcionário deverá comparecer (art.271/96 A citação por edital é medida excepcional. poderá decretar a prisão preventiva do acusado. incs. se for membro do Ministério Público. Requisitos do edital: art. 366 do Código de Processo Penal é híbrida. só sendo utilizada quando frustradas as possibilidades de citação pessoal. nos processos em que aplicar o art. Citação por Edital ou Ficta e a Lei n. 9. O juiz. Somente a CF pode. o processo tinha prosseguimento normal. onde houver. 365 CPP O edital será afixado na porta do juízo e será publicado na imprensa. 366 do Código de Processo Penal. 9. 109 do Código Penal.

quando a intimação tiver lugar na sexta-feira ou a publicação com efeito de intimação for feita nesse dia. inc. § 1º . * Nos Juizados especiais a citação será sempre pessoal 1.da sentença . . 581. ao querelante e ao MP. intima-se alguém da família de que voltará em determinado horário. é necessária a citação do réu e de seu defensor dativo ou constituído. 370 do Código de Processo Penal. mas o juiz pode assim determinar a pedido do MP. testemunhas e demais pessoas que devam tomar conhecimento de qualquer ato. norma processual retroage. na forma do 370. “ o réu não pode valer-se de sua própria torpeza para não ser citado” 565CPP Norma híbrida não retroage. A intimação do defensor nomeado. serão observadas as regras previstas para as citações. permitindo-se a intimação dos advogados pela imprensa oficial. juntará a certidão com as datas e horas. Nesse caso. § 4. ou seja. Há acórdãos entendendo que interposta a apelação. _ eletrônica . 366 do Código de Processo Penal cabe recurso em sentido estrito por analogia ao art.decisão de pronúncia – pessoalmente ao acusado. Conforme a Súmula n. pela proibição da reformatio in pejus. do Código de Processo Penal. As intimações judiciais são duplas. como a norma estabelece uma situação pior para o réu. pois os prazos correm da data da intimação.8 Citação ficta por hora certa art. ela não se aplica aos processos existentes antes de sua publicação. A decisão de citar por hora certa é do oficial de justiça. réu e seu defensor – pessoal ou fictamente.362 CPP Não existem no processo penal as vedações de citar se a pessoa está em culto religioso. pela publicação no órgão oficial e pelo correio. A pessoa é procurada por 3 (três) vezes no domicílio. por termos nos autos. caso em que começará no primeiro dia útil que se seguir.MP – pessoalmente. das testemunhas e do Ministério Público será pessoal (art. Intimação Intimação é o conhecimento dado à parte de um ato já praticado no processo. 310 do Supremo Tribunal Federal. Da decisão que aplica o art. ao defensor nomeado. o prazo judicial terá início na segunda-feira imediata. se não for encontrada. XVI. do CPP). 1. querelante – pessoalmente ou por seu advogado. A intimação também pode ser feita pelo escrivão – o que não é permitido nas citações – por despacho em petição que servirá de mandado. nas intimações dos acusados. Caso a pessoa não seja encontrada. salvo se não houver expediente. do réu.9. essa poderá ser recebida em razão do princípio da fungibilidade. 370.º. As intimações poderão ser realizadas no curso das férias forenses. o oficial de justiça fará tal certificação e dará por citada e deixa a contrafé com o familiar ou um vizinho.punir. Conforme o art.

não possuindo qualquer discricionariedade. em situação que faça presumir ser ele o autor da infração– art. 302. Flagrante delito é o crime que ‘ainda queima’. 2. que trata das organizações criminosas. com papéis. 9. O policial tem a discricionariedade para deixar de efetuar a prisão em flagrante no momento da prática delituosa. inc.  Flagrante preparado ou provocado: é o delito de ensaio.1. do Código Penal. instrumentos. A prisão em flagrante é uma medida restritiva da liberdade de natureza processual e cautelar. 145. de forma insidiosa.1. ao mesmo tempo. inc. que está sendo cometido ou acabou de sê-lo. tendo em vista um momento mais importante para a investigação criminal e para a colheita de provas. armas ou objetos que fazem presumir ser ele o autor do delito– art.º.  Flagrante compulsório: as autoridades policiais e seus agentes têm o dever de efetuar a prisão em flagrante. Só é possível nesses crimes. O Supremo Tribunal Federal considera atípica a conduta. significando ‘queimar’. conforme os critérios de conveniência e oportunidade. do Código de Processo Penal. 302. O policial ou terceiro esperam a prática do delito para prender o agente em flagrante. isto é. da Lei n. O agente é preso enquanto está cometendo a infração penal ou assim que acaba de cometê-la– art. toma providências para que ele não se consume.  Espécies de flagrante Flagrante próprio: é o flagrante propriamente dito. No flagrante preparado. Ocorre quando alguém. conforme a Súmula n. O agente do delito é encontrado.  Flagrante presumido: é o flagrante ficto ou assimilado. logo depois. Consiste na prisão – independente de ordem escrita e fundamentada de juiz competente – de quem é surpreendido enquanto comete ou acaba de cometer a infração penal.034/95. IV. em flagrante. delito de experiência. Aplica-se também à contravenção. delito putativo por obra do agente provocador. . 1.6. Não há qualquer induzimento. O agente é perseguido logo após cometer o ilícito. do Código de Processo Penal. o policial ou terceiro induz o agente a praticar o delito e o prende logo em seguida. II.  Flagrante facultativo: é a faculdade que qualquer um do povo tem de efetuar ou não a prisão em flagrante. III. provoca o agente à prática de um crime e. I e II. 302. incs.6. Prisão em Flagrante A palavra ‘flagrante’ vem do latim.  Flagrante impróprio: é o flagrante irreal ou “quase-flagrante”.  Flagrante esperado: essa hipótese é válida.  Flagrante prorrogado: é o flagrante previsto no art. inc. real ou verdadeiro.

o auto será válido. logo. deputados estaduais. Aquele que se apresenta espontaneamente à autoridade após o cometimento do delito. ao revistar o carro.  A segunda afirma que. advogados no exercício da profissão. em 24h. 301 da Lei n. Se se desrespeitar essa regra. os autos devem ser posteriormente para lá remetidos a fim de instauração do inquérito policial e propositura da ação penal. A ação penal privada não impede a prisão em flagrante. visando a incriminação. Apesar da dificuldade de sua prova. haverá mera irregularidade. Presidente da República. surgiram duas correntes:  A primeira entende que o crime habitual exige a reiteração de condutas. Se for local diferente de onde ocorreu o delito. para lavrar o auto de prisão. quando na verdade foi ele quem colocou a droga dentro do carro. 9. que lhe seja decretada a prisão preventiva. fabricado ou urdido. Flagrante forjado: é o flagrante maquinado. No tocante ao flagrante em crime habitual. Nada impede. O flagrante em crime permanente pode ocorrer enquanto não cessar a permanência do delito. A autoridade policial competente. e o policial responde por abuso de autoridade. entretanto. Agente que socorre a vítima de trânsito– art. membros do Ministério Público. Diplomatas estrangeiros. não cabe a prisão em flagrante. será aquela do local onde se efetivou a prisão.503/97. Exemplo: o policial. magistrados. se necessário. quando ela se dá é considerado crime inexistente. . Policiais ou terceiros criam provas de um crime inexistente para prender em flagrante. desde que o ofendido autorize a lavratura do auto ou a ratifique no prazo da entrega da nota de culpa. afirma ter encontrado drogas. ou seja. pode ocorrer a prisão em flagrante. Não podem ser presos em flagrante:      Menor de 18 anos (menor é apreendido). Podem ser presos em flagrante apenas nos crimes inafiançáveis:      membros do Congresso Nacional. se já existe prova da habitualidade.

No caso de infração militar. deve ser entregue ao preso a nota de culpa. Com essa comunicação. de duas testemunhas.  Interrogatório do preso. Não havendo testemunhas.  Encerrada a lavratura do auto. Segue os mesmos requisitos do interrogatório judicial. se o acusado era menor de 21 anos. por dedução lógica. A falta da nota de culpa também acarreta o relaxamento da prisão. o prazo para lavratura do auto também é de 24 horas. Se o fato foi praticado contra autoridade ou em sua presença. ou de ofício pela autoridade judicial. que dará vistas ao Ministério Público. ela própria. ouvese também a vítima. Será decretada a requerimento do Ministério Público. a autoridade policial se desincumbe da sua obrigação. Se for possível. O direito do preso é o de comunicar e não o de ser assistido. por representação da autoridade policial. no mínimo.6. . que é o instrumento que informa ao preso os motivos da prisão. Como o prazo para a entrega da nota de culpa ao preso é de 24 horas. Deve ser assinado pelas testemunhas. Pode ser decretada desde o inquérito policial até antes do trânsito em julgado da sentença penal condenatória. Prisão Preventiva A prisão preventiva é uma prisão processual de natureza cautelar. havia nomeação de curador. Etapas da prisão em flagrante  Comunicação ao preso de seus direitos. tanto em ação penal pública como em ação penal privada. Até a entrada em vigor do novo Código Civil. designada no regimento interno.2. o auto de prisão em flagrante é lavrado pela autoridade oficial militar.  Iniciam-se as oitivas do condutor do preso e depois. a prisão é comunicada ao juiz. devem ser ouvidas duas testemunhas que presenciaram a apresentação do preso à autoridade policial – são as testemunhas instrumentárias. 1. Deve-se também comunicar sua família ou seu advogado sobre a prisão. Como é exceção.7. desde que investida de suas funções. dentre eles os de permanecer em silêncio no interrogatório. sob pena de relaxamento do flagrante. lavrará o auto.  Após 24 horas. Nos crimes cometidos no interior da Câmara ou do Senado. só pode ser decretada quando demonstrado o fumus boni iuris e o periculum in mora. poderá lavrar o auto. o próprio condutor poderá ser a testemunha. Na falta de uma testemunha. a Mesa da Câmara ou outra autoridade competente. 1.

solto. visando coibir graves crimes contra a ordem econômica.884/94). Periculum in mora:  Garantia da Ordem Pública (GOP): Visa impedir que o agente. A prisão preventiva não pode ser decretada nas infrações penais em que o réu se livra solto. . ordem tributária e o sistema financeiro. pois não estão caracterizados os indícios da autoria – falta o fumus boni iuris. se o acusado for vadio ou de identidade duvidosa. do Código de Processo Penal. A decisão que denega o pedido de prisão preventiva comporta recurso em sentido estrito. continue a delinqüir ou acautelar o meio social.  Conveniência da Instrução Criminal (CIC): Visa impedir que o agente perturbe ou impeça a produção de provas. Maus antecedentes e reincidência evidenciam provável prática de novos delitos. Também cabível quando o crime se reveste de grande violência e crueldade.  Garantia da Ordem Econômica (GOE): Foi introduzida pela lei antitruste (Lei n. conforme art. Pressupostos para decretação da prisão preventiva:   Fumus boni iuris: Prova da materialidade e indícios de autoria. se o réu foi condenado por outro crime doloso em sentença transitada em julgado. Cabível principalmente nos casos do agente não ter residência fixa ou ocupação lícita. 581. inviabilizando a aplicação da lei penal.960/89. mas na Lei n. A decisão que concede pedido de prisão preventiva comporta o pedido de habeas corpus.  Só se admite a decretação da preventiva nos crimes dolosos:    punidos com reclusão. V. somente por requerimento do Ministério Público ou representação da autoridade policial. punidos com detenção. Suas principais características são:   Somente é decretada durante o inquérito policial. devolver os autos para diligências complementares. não poderá ser decretada a preventiva.Se o Ministério Público.8. 8. 7. Nunca pode ser decretada de ofício.  Garantia da Aplicação da Lei Penal (GALP): Há iminente risco de o acusado fugir. 1. A apresentação espontânea do acusado não impede a decretação da preventiva. inc. ao invés de oferecer a denúncia. Prisão Temporária A prisão temporária não está prevista no Código de Processo Penal.

072/90 o complementa.  quando houver fundadas razões– provas de o agente ser autor ou ter participado dos seguintes crimes:        atentado violento ao pudor. 8. 1. o prazo é de 30 dias prorrogáveis. inc. estupro. extorsão. tráfico de drogas. 8. 7. extorsão mediante seqüestro. crimes contra o sistema financeiro nacional. Apesar de ter prazo predeterminado. Após esgotado o prazo. o acusado pode continuar preso. rapto violento. 1. seqüestro ou cárcere privado.        genocídio. o acusado deve ser solto. Em regra. pode ser revogada antes disso. o prazo é de 5 dias. qualificados por morte. mas não se esgota ali. epidemia com resultado morte. roubo. homicídio doloso. da Lei n.º da Lei n. quadrilha ou bando. O rol do art.  É uma prisão de natureza cautelar. Tem prazo determinado. O art. só tem razão de ser quando necessária. Esgotado o prazo. .º.960/89 determina os requisitos necessários para a decretação da prisão temporária. prorrogáveis por mais 5 em caso de extrema e comprovada necessidade. envenenamento de água potável ou de substância alimentícia ou medicinal. se houver a conversão da prisão temporária em prisão preventiva.960/89 é taxativo. 7. São eles:   quando imprescindível para as investigações do inquérito policial. III. Nos crimes hediondos e assemelhados (Lei n.072/90). quando o indiciado não tiver residência fixa ou não fornecer elementos suficientes para sua identificação. a Lei n.

GOE. GALP. no caso concreto.  Uma terceira corrente. uma situação onde se faz necessário a prisão sem exibição de mandado. desde que. . e o fumus boni iuris é o requisito do art. entende que os requisitos são alternativos. por flagrante delito. este tipo de prisão pode ser efetuada por qualquer pessoa.960/89. sustenta que. são alternativos ou cumulativos? Posições:  Uma primeira corrente. sempre quando o crime for inafiançável. conforme prescreve o artigo 287 do CPP. Inviabiliza. incs.º. devem estar presentes o fumus boni iuris e o periculum in mora. porém. Pode ocorrer ainda. SCARANCE. C. 387 CPP). vai decretar a temporária se estiverem presentes:   o inc. o periculum in mora é o requisito do art.º. da Lei 7. afirma que os requisitos são alternativos.º. I. Fundamento constitucional.960/89. que é aquela resultante de uma sentença condenatória definitiva. II. O juiz. 1. o inc. sustentada pelos Profs. DAMÁSIO DE JESUS e MAGALHÃES GOMES FILHO. Partindo do conceito de que Prisão é a supressão da liberdade individual de uma pessoa humana. na prática. temos por “regra geral” que toda a prisão deve ser precedida por ordem escrita e fundamentada pelo juiz competente. 1. No artigo 684 do CPP encontramos outra espécie de prisão. (art. como em toda prisão cautelar. 1. farei uma breve introdução sobre o instituto da Prisão. III combinado com o inc. I a III. CIC). LXI. São espécies de Prisão 1 – Prisão Pena ou Penal. Prisão Processual (Cautelar). incs. por transgressão militar ou nos casos de crimes propriamente militares. portanto. sendo as “exceções”. artigo 5º. aqueles casos em que é possível a ocorrência da prisão sem mandado. o juiz só poderá decretar a prisão temporária se presentes os fundamentos da preventiva (GOP.  Uma quarta. por se tratar de réu preso que foge. estabelece que os requisitos são cumulativos e que todos devem estar presentes para que seja decretada a temporária. TOURINHO e MIRABETE. III.. a aplicação da lei. 7. Uma Regra ou Uma Exceção? Introdução Para melhor situar o amigo leitor. sustentada pelo Prof.F.  Uma segunda. É a posição dominante e acolhida pela jurisprudência. e com posterior apresentação do preso ao juiz que expediu o mandado.Os requisitos do art. da Lei n. inc. sustentada pelos Profs. Na temporária. III combinado com o inc. porém. I ou II. VICENTE GRECO FILHO. sustentada pelo Prof.

Prisão Resultante de Pronúncia. como o Ilustre Mestre e Doutor em Processo Penal. 3 – Prisão para Averiguação é INCONSTITUCIONAL. Prisão Temporária. por parte do preso ou de terceiros. é possível extrair o entendimento que não se justifica tal prisão. Deve haver sempre uma decisão judicial. Tal medida deve sempre ser necessária para o processo. o juiz que a decretar deve atuar com um “juízo de cautelaridade processual”. ainda que coercitivamente a comparecer em juízo somente para prestar declarações??? Deveria ser dado a esta pessoa o mesmo tratamento dado a um acusado de homicídio por exemplo? Óbvio que não. “a condução coercitiva de réu. (Ler o H.2 . ACESSORIEDADE: não pode a prisão cautelar ser o objeto principal. vítima. Prisão Processual (Cautelar) Neste tipo de prisão. o que diriam sobre algemar ou prender uma pessoa conduzida. PROPORCIONALIDADE (homogeneidade): a princípio. (urgência da pretensão cautelar). o juiz competente tem que se pronunciar. Alguns autores. testemunha. São Características desta espécie de prisão JURISDICIONALIDADE: sempre antes ou depois da prisão. justificada a excepcionalidade por escrito. Diz a 11ª súmula do STF: “Só é lícito o uso de algemas em caso de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia. tal prisão seria considerada Ilegal ou mesmo um Abuso de Autoridade. Guilherme de Souza Nucci. acrescentam ainda como espécie de prisão cautelar. entendo que nos dias de hoje. o que só poderia ocorrer através de autorização do juiz.Prisão Processual (cautelar) – objeto deste estudo – que são as seguintes: Prisão em Flagrante. a prisão cautelar não pode ser mais gravosa que a medida principal almejada. a comparecer em juízo ou na polícia”.). se ocorrer. seria totalmente INJUSTO. “Mutatis mutandis”. Esta deve sempre seguir a sorte da medida principal. perito ou de outra pessoa que se recuse. Em que pese o notório saber do Mestre e Doutor Nucci. que limita o uso de algemas a casos excepcionais. NECESSIDADE: diz respeito a necessidade para o processo. Prisão Preventiva. PROVISORIEDADE: esta espécie de prisão deve durar enquanto estiverem presentes os requisitos que a sustentam. pois após a 11ª Súmula Vinculante do STF. injustificadamente. Prisão cautelar deve ser sempre acessória. sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado”. sob o argumento de que o “conduzido coercitivamente” pode ser algemado e colocado em cela até que seja ouvido pela autoridade competente. ou até que venha a medida principal.C. que é uma espécie de medida cautelar-pessoal. . INSTRUMENTALIDADE: diz respeito ao instrumento utilizado para atingir a medida principal.898/65. 19693-SP/STJ). deve ser considerada Abuso de Autoridade (Lei 4. sob pena de responsabilidade disciplinar civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que se refere. alíneas “a”. e “i”. artigo 3. se nossos Ilustres Ministros do STF são corretamente conservadores sobre o uso de algemas naqueles indiciados ou acusados pela prática de algum crime. tendo em vista que a finalidade de tal medida é resguardar o desenvolvimento do processo. nº. Prisão por Sentença Não Definitiva.

. este não tem sido o entendimento do STJ. segundo jurisprudência dominante do STJ.C. presidente do STF: "O Direito deve ser achado na lei e não na rua". Neste ponto. Pelo preceituado em norma constitucional (art.Após esta breve introdução. 95.009-4 / SP). é necessário ter muita cautela para que esse instrumento excepcional de constrição da liberdade não seja utilizado como pretexto para a massificação de prisões provisórias”. Portanto. é comum vermos aqueles “acusados” pela possível autoria. e que esta segregação provisória seria a resposta imediata exigida pela sociedade como um todo. o qual não tem aceitado estes argumentos como razão ou motivo para manter alguém preso. art. 5º. enaltecendo assim.-1988): “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”. denunciado por participar de um racha e matar três pessoas na Ponte JK. O ministro Francisco Peçanha Martins (aposentado do cargo de Ministro do STJ a partir de 13/2/2008). deve-se atentar para o fato de que toda a pessoa humana. todavia esta. sendo privados de sua Liberdade. o ordenamento constitucional sobre os demais ordenamentos jurídicos. ainda que relutem em primeira e segunda instância. Destarte. demonstrando sempre as circunstâncias e destacando os motivos justificadores de tal medida. os direitos fundamentais devem apresentar aplicabilidade imediata (CF. §1º). o direito a sua Liberdade Física.F. concedeu o pedido de liminar em Habeas Corpus para o professor de educação física Paulo César Timponi. vale lembrar as palavras do ministro Gilmar Mendes.) Por conseqüência. uma regra ou uma exceção?” Bem. afinal. LVII. Tal interpretação deve ser feita no sentido de exaltar a preferência do constituinte pela liberdade física do agente. Na ordem constitucional pátria. resta claro que a regra é de que todas as espécies de prisões provisórias são de NATUREZA CAUTELAR e EXCEPCIONAL. “a humanidade não ganha coisa alguma com a condenação de um inocente”. Infelizmente o que temos visto na prática. Tal prisão tinha por base resguardar a ordem pública. enquanto presidia o STJ. pois nos dias de hoje quando um crime gera um “clamor público” e/ou “indignação social”. C. devemos lutar sempre pela Liberdade da pessoa e pelo respeito a dignidade humana. incluída aqui a homologação do flagrante delito. Tal entendimento “do povo” ocorre. tem como direito fundamental e constitucional. (Ministro Gilmar Mendes – H. ao menos em primeira instância é a indiscriminada . um leigo responderia dizendo que este tipo de prisão seria a solução para o problema da crescente violência e do aumento da criminalidade. Por isso a fundamentação que decrete qualquer espécie de prisão provisória. Entretanto. quando necessário a decretação de medida cautelar de prisão. deve ser obrigatória. “(.. não deve ser confundida com a vontade popular ou com uma possível repercussão social. 5º. nós advogados enquanto operadores do direito. partimos ao estudo da questão: “Prisão Processual (cautelar). (Beccaria ). (Princípio do Estado de Inocência ou da Não Culpabilidade). em Brasília. pois esta é uma questão que trata de uma garantia constitucional importante para a sociedade.

o que ocorrerá é a EXTINTA e INCONSTITUCIONAL Prisão para Averiguação. “a pecha de criminalidade é a mácula mais grave que se pode imputar a uma pessoa. só deve ser aplicada quando extremamente necessária. “o que caracteriza o direito moderno é a substituição do subjetivismo pela objetividade. quando na verdade. pelo contrário. esta deve ser sempre dirimida em favor do acusado. E segundo o Ministro Eros Grau. quando uma ação judicial transita em julgado. em havendo dúvida sobre a existência ou não do mínimo a indicar a autoria e materialidade. deveria prevalecer o Princípio do Estado de Inocência ou da Não Culpabilidade. havendo dúvidas a respeito da existência do dolo. a medida cautelar somente se justificará. no momento não vejo outra natureza desse tipo de prisão que não a CAUTELARIDADE e EXCEPCIONALIDADE. não justifica tal medida. condenando-o pela prática de um crime. . a prisão provisória é uma medida excepcional e. Porém. “Em nosso Estado de Direito. Pesará sobre ele. A ética do direito moderno é a ética da legalidade”. O que está acontecendo na atualidade. Pois de outro modo. este não tem sido o entendimento aplicado pelos magistrados. se do fato concreto for possível extrair REAIS e IRREFUTÁVEIS conclusões de ter sido aquele agente o autor daquele crime. prevalecer e sempre ser aplicado.009-4 / SP). O Princípio do Estado de Inocência ou da Não Culpabilidade deve existir. Em diversos julgados. não bastando apenas indícios de autoria e materialidade duvidosos. Ele explicou que essa legalidade é garantida pelo direito de as pessoas serem julgadas pela Justiça com isenção. Tanto é assim que os Ministros do STF já demonstram preocupações sobre a aplicação indiscriminada das diversas espécies de prisões cautelares. pois trás inúmeros prejuízos aquele cidadão. todas as outras são toleráveis em certos limites”. não pode ser utilizada como meio generalizado de limitação das liberdades dos cidadãos”. o entendimento tem sido de que esta medida cautelar em estudo. Tal isenção deve ser aplicada sempre. lutemos sempre pela aplicação das prisões cautelares quando inequívoco os indícios de autoria e materialidade do delito. e isto é inadmissível. pois como escreveu o Ministro Cezar Peluso. da intenção do agente. pois ainda que adiante seja demonstrada a inocência daquele cidadão. ele já estará “marcado” pela sociedade como sendo um criminoso. dos valores pelos princípios. por essa razão. 95. o entendimento é que deve-se manter o acusado preso. A manutenção de um inocente preso seja sob quais motivos forem. desde uma possível prisão cautelar até ao final. é que o Estado está colocando sobre as pessoas um “fardo” desnecessário e injusto. Tendo em mente que “inocente” é toda pessoa que não teve contra si uma sentença penal condenatória transitada em julgado. a “mancha” de ter sido preso um dia sob alegação de ter sido autor de um crime. e até que ocorra uma decisão final. pois apenas em caso de dúvida consistente o juiz pode aplicar aquele principio. Em que pese outros entendimentos.aplicação do Princípio do“in dubio pro societate”.C. (Ministro Gilmar Mendes – H. Deste modo.

tenha de aplicar pena mais grave. Marque a alternativa CORRETA. B) Abrir vista o Ministério Público para aditamento da denúncia. citado por edital. desde que certificado pelo oficial de justiça. C) Pelo correio.Marque a alternativa CORRETA. B) Pessoalmente. C) se reconhecer a possibilidade de nova definição jurídica do fato. D) Pessoalmente. será efetivada: A) Através de requisição ao seu superior hierárquico. ainda que não modifique a descrição do fato contido na denúncia. Marque a opção CORRETA. via mandado. B) não poderá dar ao fato definição jurídica diversa da que constar da denúncia. C) Prisão em flagrante viciado. ao proferir a sentença.Texto confeccionado por (1) Clóvis Alessandro de Souza Telles Atuações e qualificações (1) Advogado. deverá: A) Baixar os autos em cartório para as partes se manifestarem. A intimação da testemunha funcionária pública. 2. desde que isso não importe em aplicação de pena mais grave. em conseqüência de prova existente nos autos de circunstância elementar. Nas questões a seguir marque o que se pede e após justifique a opção feita. A São formas de citação do réu no processo penal e no civil: por mandado. Assinale a opção correta acerca da citação. 4. em conseqüência. B) Prisão preventiva. 1. é efeito da citação válida a interrupção da prescrição. Entendendo o Juiz sentenciante ser possível dar nova definição jurídica ao fato criminoso da qual resultará pena mais grave. Pós-Graduando em Direito Público com ênfase em Direito Penal pela UNP em parceria com o Curso do Professor Damásio de Jesus. B O processo e o curso do prazo prescricional ficarão suspensos no caso do réu que. para fins de audiência. via mandado. remeterá os autos ao Ministério Público ou cópia das peças a ela relativas. 3. constata que o fato delituoso descrito na denúncia foi incorretamente capitulado: A) poderá dar ao fato definição jurídica diversa da que constar da denúncia. D) poderá dar ao fato definição jurídica diversa da que constar da denúncia. via AR (aviso de recebimento). a fim de que ofereça nova denúncia. não contida. no prazo de 5 (cinco) dias. por edital e por hora certa. C O processo prosseguirá sem a presença do réu que se oculta para não ser citado. O Juiz que. ainda que. com comunicação ao chefe da repartição em que servir. D) Reabrir a instrução criminal. D Nos processos penal e civil. . A liberdade provisória pode ser concedida no caso de: A) Prisão em flagrante. por implicar violação ao princípio do contraditório. 5. explícita ou implicitamente. não comparecer ao interrogatório nem constituir advogado. na denúncia. C) Proceder a emendatio libelli.

(E) A proibição de liberdade provisória nos processos por crimes hediondos não veda o relaxamento da prisão processual por excesso de prazo.D) Prisão temporária. no momento de ofertá-la. 7. mas impõe-lhe medida de segurança. B) incorreta. Ao receber uma denúncia por crime de furto lastreada em inquérito policial. assinale a alternativa correta. devendo o juiz sentenciar. mas o crime de roubo. no momento de recebê-la. porém. Como se classificam as decisões no processo penal? 11. pois. Fale sobre a emendatio libeli. desde logo. e a liberdade. poderá interpor recurso em sentido estrito. O que é sentença? 10. A Sem necessidade de aditamento. C) correta. sem necessidade de remessa a outro juízo. (B) Qualquer do povo poderá e as autoridades judiciais e policiais deverão prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito. atribuir-lhe nova classificação do crime. Fale sobre os requisitos extrínsecos da sentença. D) incorreta. Nesse contexto. cumpria-lhe determinar a devolução dos autos ao Ministério Público para que este providenciasse denúncia substitutiva. o juiz. A respeito desse caso. 15. verificando a inadequação da peça acusatória aos fatos apurados. em conseqüência disso. Quais são os efeitos da sentença penal condenatória? 19. Com relação a sentença judicial. A respeito de sentença penal. Diferencie emendatio e mutatio libeli. . LXI) e da liberdade provisória (art. Fale sobre o princípio da correlação. 14. julgue os itens seguintes. 17. Fale sobre os requisitos intrínsecos da sentença. ocorre a perpetuatio jurisdicionis. pois não cabe ao juiz. ainda que. quanto ao juiz. o juiz entendeu que os fatos apurados no procedimento inquisitório não configuravam o crime de furto. B É denominada absolutória imprópria a sentença em que o juiz absolve o acusado. sem modificar a descrição do fato referido na denúncia. 16. tenha de aplicar pena mais grave. (C) Não se admite a prisão em flagrante nos crimes sujeitos à ação penal privada. 9. (D) A liberdade provisória dar-se-á somente com o pagamento de fiança. o juiz poderá dar ao fato definição jurídica diversa da que constar da queixa ou da denúncia. 6. verificando. atribui-lhe definição jurídica diversa. 8. o feito. ao receber a denúncia. Quais são os efeitos da sentença penal absolutória? 18. pode-se concluir que a prisão. julgue o item a seguir justificando sua resposta. que a competência é de outro juízo. pois a denúncia expressa mero juízo provisório de culpa (lato sensu). tanto ao Ministério Público. em consequência disso. razão pela qual recebeu a denúncia com a capitulação que entendia acertada. (A) A falta de exibição do mandado pelos agentes policiais obstará a prisão se a infração for inafiançável. Considerando os fundamentos constitucionais da prisão (art. com a condenação com trânsito em julgado. cabendo. a decisão judicial foi A) acertada. se dela discordar o Ministério Público. 5º. 12. Considere que. LXVI). 5º. a correta adaptação legal da conduta delituosa. a regra. enquanto o processo não atinge o seu ápice. 13. ao sentenciar determinado feito criminal. é a exceção. Nessa situação. Fale sobre a mutatio libeli. no Brasil.

observada a pena máxima abstratamente cominada para a infração penal. decretar prisão preventiva. é de 5 (cinco) dias. O que é citação? Qual a sua finalidade? 28. a critério do juiz. quando faz o juízo de admissibilidade da acusação. 312. No que se refere a citações e intimações. Diferencie Citação e Intimação. se for o caso. a citação inicial deve ser feita pelo correio. pois a prisão preventiva do acusado é uma exceção. ficarão suspensos o processo e o curso do prazo prescricional. A O disposto no art. proferida por juiz incompetente.386. se o réu não for encontrado 21. 23.20. 366 do CPC é norma processual. . (B) válida. Fale sobre os efeitos da revelia no processo penal. assinale a opção correta. C A decretação da prisão preventiva do acusado fundamentada apenas na incidência da situação prevista no referido artigo não é válida. no ato de recebimento de denúncia. citado por edital. CPP). B O período máximo de suspensão da fluência do prazo de prescrição corresponde ao que está fixado no Código Penal. (B) pessoalmente e a seu defensor.960 /89). 366 do CPP dispõe que. 26. podendo ser prorrogado por mais 5 (cinco). podendo o juiz determinar a produção antecipada das provas consideradas urgentes e. 27. A sentença penal absolutória transitada em julgado. (C) anulável. D É admissível no processo penal a citação por hora certa. B Tratando-se de processo penal. sempre a depender da observância da incidência dos requisitos para a prisão preventiva 24. nos termos do disposto no art. julgue os itens subseqüentes. 22. Fale sobre as modalidades de citação ficta. pode conferir definição jurídica diversa aos fatos narrados na peça acusatória? Fundamente sua resposta de acordo com a doutrina majoritária. 30. é (A) nula. A intimação do réu da sentença de pronúncia será feita sempre (A) pessoalmente. A Tratando-se de processo penal. Qual o principal efeito da citação válida? 29. assinale a alternativa correta.O magistrado. (C) pessoalmente. não comparecer a audiência nem constituir advogado. 25. (D) mediante edital. fora dos casos ali expressamente previstos. se o acusado. Com base nesse dispositivo e no entendimento sobre ele firmado pelo STF. esteja o réu preso ou solto. não se admite a citação de acusado por edital. O art. independentemente da data do fato. (D) inexistente. Fale sobre as hipóteses da sentença absolutória (art. em regra. haja vista que a Constituição veda a imprescritibilidade. de aplicação imediata aos processos que estavam em andamento desde sua entrada em vigor. A) O prazo para a prisão temporária. Sobre a prisão temporária (Lei nº 7. se estiver preso. C O réu preso deve ser citado pessoalmente.

as pessoas creem que a pena termina com a saída da prisão. Quando Túlio parou em semáforo. e não é verdade. em regra. em nove de cada dez casos. podendo até decretar eventual prisão temporária. (C) Deve o Delegado lavrar o auto de prisão em flagrante e permitir que Mévio se livre solto. mas. motorista de táxi. para não dizer sempre.º 9. Mévio. previsto na Lei n. ante a não assinatura do Termo de Comparecimento ao JECRIM. 89p. seguia com seu veículo à frente do de Mévio. seja qual for o crime investigado. que foi conduzido à Delegacia de Polícia. danificando-a. as pessoas creem que a prisão perpétua seja única pena perpétua. ouvido o Ministério Público. Campinas: Russel Editores. não termina jamais. Resposta: B CARNELLUTI. entregou a Mévio para que assinasse o Termo de Comparecimento ao Juizado Especial Criminal. (A) Registro apenas em Boletim de Ocorrência para futuras providências. podendo ser prorrogado pelo juiz por mais 5 (cinco). 2007. que impedia ultrapassagem de autos. mesmo que Mévio não tenha assinado o Termo de Comparecimento. septuagenário. E) Quando se tratar de prisão temporária para fins meramente investigativos. 82). Mévio desceu de seu táxi e passou a desferir chutes e socos contra a lataria do auto de Túlio.099/95. (p. TJSP/06-56. Policiais se acercaram do local e detiveram Mévio. . causando enorme congestionamento na via. não”. tome as providências que julgar cabíveis. em baixíssima velocidade. para que o Magistrado. (B) Considerando que ocorrera prisão em flagrante. é de 5 (cinco) dias. Lá.B) O prazo para prisão temporária. demonstrada extrema e comprovada necessidade. o Delegado entendeu que o crime era de dano. Tradução de Ricardo Rodrigues Gama. Quem pecou está perdido. o que foi por ele recusado. As misérias do processo penal. com pena de detenção de 01 a 06 meses ou multa. Indique o procedimento a ser adotado. Francesco. fixando fiança. e não é verdade. os homens. (D) O Termo Circunstanciado deve ser remetido ao Juízo. o juiz pode decretar de ofício a prisão temporária pelo prazo de 5 (cinco) dias. Leia o registro que se segue. Túlio. não é verdade. dirigia seu auto por via estreita. podendo ser prorrogado por mais 5 (cinco). A pena. torna-se desnecessária a fundamentação da decisão judicial que a determina. D) Caberá prisão temporária quando o indiciado não tiver residência fixa ou não fornecer elementos necessários ao esclarecimento de sua identidade. demonstrada extrema e comprovada necessidade. deve o Delegado de Polícia lavrar auto de prisão em flagrante. SÍNTESE DE “AS MISÉRIAS DO PROCESSO PENAL” “As pessoas creem que o processo penal termina com a condenação. C) Quando for imprescindível para a investigação criminal. Cristo perdoa. Iniciou a lavratura do Termo Circunstanciado. Ao finalizá-lo.

É sobre essa relevância do processo penal para a civilidade de um povo que Carnelutti se dispõe a discutir em A Toga. servir à bondade. onde o delinqüente é tratado como uma coisa. fala-se dos encarcerados pela Justiça. considera que todos os homens vivem numa prisão que não se vê. aponta o crescente interesse da opinião pública no que concerne aos processos penais. divididos aparentemente. Aqui ou alhures. símbolo de autoridade e sobreposição desses homens em relação aos demais. Em seguida. também e preponderantemente. extrapola a noção comum que se dá ao termo: engloba da idéia humanística da prisão às mazelas. de fato. Uma vez nessa ínfima e . ao exílio. àqueles que vivem à mercê dos mínimos benefícios sociais. No entanto. Essa espetacularização dos fatos aflige à sociedade. enfim. faz-se a serviço da autoridade. mas que não se sente. Nessa vertente. reduzindo o homem à condição de “coisa”. coloca-se que a idéia de encarcerado. como redargue. conseqüentemente. capitulo primeiro da referida obra. afirma que as necessidades deste além de físicas são. contribui para a manutenção da ideia de que as más ações sobrepõem-se às boas neste mundo e. por exemplo – e. frisando que a toga é a peça caricatura membros do Poder Judiciário. indubitavelmente. que a vontade popular administre a justiça. divisores de homens em bons e maus. Significa que aquilo que se faz. mas unidos na persecução da justiça. o saber tanto pode ser usado para o bem quanto para o mal. e o germe de bem existente em cada ser humano é ignorado. Na perspectiva de ilustrar o valor que este tem – e que deveria ser. paradoxalmente. Inicialmente. aos entregues ao ostracismo. qual seja o de distinguir tais personalidades em face dos demais membros da sociedade. pondo-a em desordem. Francesco Carnelutti reflete sobre qual seria o verdadeiro papel do conhecimento para a sociedade: promover o bem e a união entre os homens. não como homem. aos sedentos e famintos de justiça e de pão. Quando Carnelutti explana sobre a condição do preso. respeitado – imprime sobre a solenidade predominante na realização de cada procedimento que o compõe. de união . Por fim. de divisão – entre acusado e defensor. afeta em muito a civilidade. A primeira observação que estabelece pertine ao tradicional significado de que essa vestimenta se imbui. enquadrados nos fatos típicos. inclusive pelo contexto histórico no qual está inserto. É. espirituais. A publicidade que se dá aos grandes processos permite. para enobrecer o homem ou para envaidecê-lo.quando se forma um júri. A distinção entre as posições ocupadas pelos togados e pelos encarcerados é o assunto contemplado no capitulo O Preso. ouvem-se discussões acerca de certos casos dos quais se tomou conhecimento por meio dos veículos de comunicação de massa e que se transformaram em meios de diversão para aqueles que nada mais querem senão uma fuga da monotonia da própria vida.Ao prefaciar a obra As Misérias do Processo Penal.

estabelecer . dois defensores nos processos civis. a dialética da vida se compõe de paroxismos: para a guerra. deveria o juiz deveria conscientizar-se de suas limitações e de sua indignidade ao julgar. Como o próprio nome sugere. Isto posto. que embora possa ser achincalhado pela sociedade não deve denegar a nobre função a que se dispôs ao optar pela advocacia. Francesco Carnelutti. como explicar tais razões? Frente a diversos posicionamentos. a amizade. que se concretiza na figura do advogado. a de perseguir o beneficio acreditado por seu cliente. A ponderação que Carnelutti faz em O Juiz e as Partes é que se o juiz nada mais é que um homem. ou as partes de um contrato. o autor passa a considerar acerca das razões exibidas no processo. Para Carnelutti. Esse sentimento de repulsa social gera no acusado o sentimento de solidão que só se desvanece com a companhia. não pode elevarse aos demais. portanto. em circunstâncias muito limitadas. Clama uníssona a voz dos juristas quando afirmam que as partes estão abaixo do juiz. E assim o sendo. Já se disse que o juiz ocupa a posição suprema do instituto Justiça e que diante dele “prostram” as partes. embora não encontre. constituindo os sujeitos de um litígio. ainda que parciais. que podem ser o Ministério Público e os defensores nos processos penais. aproxima-se mais da verdade e da justiça. onde se tem uma unidade obtida das diferentes opiniões dos membros que a compõem e que. as partes originam-se de uma divisão. vez que aquele também constitui parte. implica em imprecações. Sobre o acusado recai toda a aversão popular que. Considerações nesse sentido introduzem o capitulo O Advogado. Afirma. no capitulo Da Imparcialidade do Defensor. precisamente quando a maioria dos acusados se encontre fechada e desconfiadamente. clama por amizade. a aliança. Não ingenuamente. É dever daquele conhecer este. transponha os patamares da temporalidade e alcance sua história de vida. puramente para elucidar que a amizade pela qual grita o preso adviria do advogado. entendimento que deve ser revisto. lembra que ninguém está desprovido ou imune a erros e pecados e que é necessário perdoar. o juiz se encontra diante da difícil missão de julgar. Se a verdade é única.lastimável condição. que só é possível amenizar a deficiência das decisões tomadas pelo juiz singular graças à existência do júri. insultos e violências. Aqui. a verdade em sua plenitude é inatingível. discorre sobre a verdade que se almeja no processo penal. outrossim. Mas que esse conhecimento exceda aos fatos que construíram a relação profissional-cliente. de modo que se possa construir um todo-lógico que explicite os motivos que levaram individuo a delinqüir. sobrecarregado de luz e esperança para aquele. para a inimizade. Carnelutti reconhece ser essa uma tarefa árdua e difícil. não raras vezes. Defronte a essa realidade batalham o defensor e o acusador no intuito de. Para ele. não se pode ambicionar alcançá-la.

. é esta a chave do processo. Isto. constituindo prova infiel. que se transformou numa pretensão ilusória dos legisladores. são necessárias provas. Em virtude disso. exaurindo-se o respeito ao acusado. a uma das partes interessa a destruição e à outra. pois apenas surge a suspeita. que nem sempre conduz à verdade do crime. O inquérito empírico prescinde dos fantasiados nas páginas de literatura policial e de jornais. é um dos sintomas mais graves da civilidade em crise. os advogados. Carnelutti faz ressalta que esta nada mais é que uma pessoa que se expõe a um turbilhão de emoções. do acusador. o qual não deveria ser considerado culpado até a existência de uma sentença transitada em julgado. enfim. às quais. o profissional estaria traindo o próprio dever e razão de ser no processo. pessoas carregadoras de problemas alheios. interesses e tentações. 5º. coragem. pressão da mídia. a uma massa que ansiosa assistem à cada etapa do processo como a um filme. para Carnelutti. em tese. imprime que. quando haveria um desequilíbrio. gera-se a imagem deturpada e de pouca credibilidade em torno dos advogados. Exatamente por que se espera imparcialidade e pela criação de sofismas. falha e corruptível mais aceita pelo Poder Judiciário. Aqui. Carnelutti reflete e nos faz refletir sobre a imparcialidade do defensor e. por conseguinte. é a garantia do contraditório no processo que auxilia o juiz na fixação da sentença. cada ato de advogados e até mesmo de juizes passa a ser minuciosamente investigado por jornalistas. ora sedentos de noticiar nos principais veículos de comunicação. se proíbe. E. Para que se chegue a este último procedimento do processo. dos juizes de audiência e dos peritos. inclusive pela falibilidade das provas. cobranças. O capítulo As Provas cuida do fim maior do processo penal: a elaboração de uma sentença que verse sobre a culpa ou inocência do réu em determinado delito. da policia. Isto por que elas reconstruirão a história e permitirão elucidações sobre o fato delitivo. embora isso pareça absurdo. a tortura (art. dos defensores. As provas são possíveis graças à colaboração do Ministério Público. dos próprios valores e princípios. III. enfim. Constituição Federal) na realidade ela é constante no processo penal. são atormentados pela sociedade. preceito. a conservação. As verdades da defesa e da acusação são escândalos necessários.premissas que levem a conclusões convincentes. a persuadir o juiz de “sua verdade”. o acusado e a família são inquiridos de forma pública. Enquanto. Essa publicidade demasiada que se dá dos processos criminais prejudicam sorrateiramente a qualidade desses e os jornalistas terminam por fazer o trabalho da Justiça. Cada nova descoberta. medo. o que os fazem muito sofrer. As pessoas não compreendem que agindo de modo contrário. Sobre testemunha como prova no processo penal. vez que cada um deles visam.

menor desigualdade. e o povo deixa de crer – se algum dia o creu . Carnelutti discute a necessidade que tem o juiz de conhecer o acusado. de divergências de interpretação e de lacunas. e partir em busca do outro. Não é à toa que a balança constitui-se num dos símbolos do direito: que a pena pese tanto quanto o crime. necessita conhecer a vida inteira do acusado. esquecer-se de que tal como se fez o mal. Carnelutti critica que os juizes tenham que se prender piamente às leis. de desentendimentos doutrinários. para se garantir. Neste último caso a impotência da justiça fica veementemente escancarada. Não apenas conhecê-lo externamente ou julgá-lo ao calor das próprias emoções ou por juízo de reprovação social. inclusive. Verte-se ao posto anteriormente de que o juiz. se o processo serve para sanar as dúvidas sobre determinado delito. em desprezo às leis. mais que conhecer o fato. mas alma. de suas certezas. Mas a justiça penal firma-se também no propósito de prevenir o crime. desejos e pensamentos. Não pode se esquecer de que o direito penal se propõe a reintegrar o individuo ao convívio social. se possa fazê-lo diferente. o presente e o futuro do réu. o juiz deveria dizer: vai e não delinques mais. mais que a psicologia. ao menos. A Sentença Penal é o capitulo em que Carnelutti se dedica a refletir sobre a absolvição ou condenação do acusado. Ora. a justiça vai se vituperando. decifrando-lhe não o corpo. de forma que não volte a praticá-los. tal absolvição não resolve nada. no futuro. realidade tão onírica. que conseguiria conduzir o juiz ao coração do acusado. enfim. poder-se-á fazer o bem. Que o homem conheça as consequências penais de seus atos! Em meio a um emaranhado de leis. Não se trata de esperar que o direito opere milagres. falhas e limitações do processo penal para que. O juiz precisa levar em conta o passado. Deve o juiz negar-se a si mesmo. alcançado este objetivo. seu pensar. seu querer. Enquanto isso não se concretiza. mas que a legislação seja obedecida. é essa uma de suas funções precípuas. auferir se houve realmente a intenção de cometer o delito em voga. Esse passado que se reconstrói para refazer o futuro não terá maior expoente que o preso. ou quaisquer outras ciências. poder-se-á redimir. Ora se o que se almeja é apenas a redenção dos acusado. especialmente quando daquela por ausência ou insuficiência de provas. O Passado e o Futuro no Processo Penal nos adverte de que só observando atentamente fatos pretéritos podem-se notar as mazelas.Em O Juiz e o Acusado. Novamente se torna preciso o senso de amizade. da qual se incubem o juiz (do fato) e o legislador (do tipo). Sobre este mérito. as misérias do processo penal se perpetuam.no direito e em seus profissionais. a utópica igualdade de todos perante a lei ou. Não pode. A administração ideal da justiça se atentaria para esta virtude: para cada delito um peso proporcional. sobretudo. tal como se delinquiu. o arrependimento eficaz de seus atos. Tudo fica . mas. a suas convicções.

afirma que a prisão perpétua só poderá devolver ao mundo exterior. sim.como antes. um cadáver. Isso por que quando há condenação sempre existe possibilidade de revisão. limita-se a falar sobre a física. de reabertura do processo. contribuem para que a população dê pouca ou nenhuma credibilidade a este importante segmento social. objetiva curar o espírito do homem e torná-lo honrado. motivo pelo qual jamais deveria existir em quaisquer legislações. pois ela prevê. O fato é que os erros judiciários destroem todo um ser humano. A pena máxima culminada nos códigos penais é a prisão. desmoralizando-o perante a opinião pública. uma vez que imputação subsiste. ainda que em nome da sociedade. em nome da pena preventiva. . de resto. Mais uma vez. funciona como um hospital. enquanto esta deveria servir. Mas ainda assim não se tem a garantia absoluta contra um erro. Esta. é o procedimento final do processo – não a sentença. como expor um homem sob suspeita de um delito. não se pode mais retroceder (art. priva-o da esperança do retorno ao convívio humano. não por cega e obstinada vingança. evidenciada pelos erros judiciários que. CF). o autor argúi que o processo não termina na sentença. Ademais. Nesse sentido. e deixando consequências inenarráveis para sua vida. Carnelutti não afirma que o criminoso deva ser castigado. Ainda que esta "coisa julgada" não constitua uma verdade. A diferença está em que na penitenciária agir-se-ia inflexivelmente. dado o extenso tempo de cumprimento da pena. A Libertação. Neste caso. mas na absolvição. sendo a penitenciária o lócus de execução. 5º. separando-o de sua família. corre-se o risco de agravá-la. reconhece-se a pobreza do processo penal. sobretudo. inclusive. se nada se tem que possa incriminá-lo? É a prova cabal da falência da justiça. Já na Execução da Sentença. Do pensamento de que a pena deva servir de exemplo tanto para que o condenado não volte a delinquir. já que esta é uma forma de se garantir que o processo tenha fim. Uma vez que se chega à coisa julgada. ainda que se percebida a ineficácia dos "remédios" utilizados. infere-se que mesmo redimido o condenado continua a cumprir pena por meros interesses alheios. à cura do daquele. mas pela insuperável limitação humana. porque além do risco que se corre de que o detento faleça na prisão. afirma Carnelutti neste tema-título. mas onde há doentes de espírito. isto é. não apenas pela culpa. duplo grau de jurisdição na tentativa de não deixar nas mãos de um só o poder sobre a sentença. Não é esta uma critica que se faz à legislação. não de corpo. por sua vez. Embora advirta que a libertação verdadeira se encontre na liberdade espiritual. pondo-a como mais uma miséria do processo penal. quanto para os demais membros da sociedade. ao invés de curar a "doença". XXXV. mas que se faça com respeito. Com isso.

exige-se certidão criminal negativa. 55. oriunda do juízo penal. dos tribunais. segundo o qual a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão (tutela repressiva) ou ameaça a direito (tutela preventiva) (art. talvez por toda a vida. como no ingresso no serviço público. Exemplo disso é que em diversas ocasiões. 103-A. 92.Acresça-se a tanto que. 2º estabelece: são Poderes da União.  DO PODER JUDICIÁRIO E DA MAGISTRATURA  Do Poder Judiciário A CF/88. ora tão distante. além de não influir em mudanças concretas na realidade prática da justiça. I. seres honrados e dignos. na parte majoritária das vezes. desengano social. nem toda a atividade desenvolvida pelo Judiciário se qualifica como jurisdicional (vide art. CF/88) . Por fim. II. 5º. o Executivo e o Judiciário. assim como una é sua função precípua – a jurisdição – por apresentar sempre o mesmo conteúdo e a mesma finalidade. independentes e harmônicos entre si. Não se quer prescindir da necessidade de separação “do trigo e do joio” ou da legislação. A CF/88 dedica os arts. o Legislativo.  CONTINUAÇÃO: DO PODER JUDICIÁRIO ÓRGÃOS: (VIDE ART. par. O que Carnelutti propõe é uma desmistificação de que o direito seja realmente suficiente para sanar os problemas sociais e garantir a civilidade e uma reflexão no que diz respeito à supervalorização deste. o princípio da inafastabilidade da apreciação judiciária. art. 52. é um “preso em liberdade”. O devolvido à sociedade. Explique-se a expressão: as dificuldades. entre homens civilizados e incivilizados. quando não mais persistir a divisão. 51. o castigo persistirá por muito tempo. em Além do Direito. pois se tem a ilusão de que dentro da penitenciária existam apenas homens desonestos e fora dela. CF/88). art. 2º. contribuem para a perpetuação das misérias do processo penal. Carnelutti expõe que só se superará a tão sonhada paz entre os homens. embora o processo termine. 92 e seguintes ao Poder Judiciário (leiam tais artigos!) e inscreve. Até mesmo o próprio Estado dificilmente tratará um ex-detento como um cidadão de bem. art. pois essa visão errônea acerca de ambos. O Poder judiciário é uno. XXXV). os rótulos que levará em muito constituirão empecilho no retorno ao convívio social. da penitenciária. FUNÇÃO: nem toda a atividade jurisdicional está confiada ao Poder Judiciário e (vide art. a crueldade. esclarecendo ao senso comum que apenas bons juizes e legislação são insuficientes para eliminar a divisão entre os homens. todos da CF/88). entre os direitos e garantias individuais.

cujo cargo inicial será o de juiz substituto. com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as fases. São órgãos do Poder Judiciário: I . Lei n. composto por 11 Ministros escolhidos pelo Presidente da República após aprovação em sabatina no Senado Federal. etc.os Tribunais Regionais Federais e Juízes Federais.os Tribunais e Juízes dos Estados e do Distrito Federal e Territórios. em magistratura trabalhista.099/95). três anos de atividade jurídica e obedecendo-se.os Tribunais e Juízes Militares. Todo esse complexo sistema judiciário coordena-se sob a égide do STF. com possibilidade de acesso a cargos mais elevados. intermediária e final).  CONTINUAÇÃO: DA MAGISTRATURA O Duplo Grau de Jurisdição: a fim de que eventuais erros dos juízes possam ser corrigidos e também no intuito de se atender a natural irresignação da parte vencida na demanda. I a III). V .o Superior Tribunal de Justiça. 93. inc. Fala-se em magistratura estadual ou federal. VI . 24. nas nomeações. O Supremo Tribunal Federal e os Tribunais Superiores têm sede na Capital Federal e jurisdição em todo o território nacional. IV . I . I da CF/88 e Art. § 1º O Supremo Tribunal Federal. A magistratura é organizada em carreira (CF/88. Entre os órgãos de primeiro grau das Justiças Estaduais. Art. mediante concurso público de provas e títulos. exigindo-se do bacharel em direito. I-A o Conselho Nacional de Justiça. VII .  DA MAGISTRATURA Magistratura é o conjunto dos juízes que integram o Poder Judiciário. prevê a Constituição os juizados especiais cíveis e criminais (Art.º 9.os Tribunais e Juízes Eleitorais. 92. à ordem de classificação. III . Parágrafo único. 93 [omissis].os Tribunais e Juízes do Trabalho. 98. do DGJ. o ordenamento jurídico consagrou o Princ.o Supremo Tribunal Federal. II .ingresso na carreira. art. que constitui a cúpula do Poder Judiciário nacional. Isso significa que os juízes iniciam em cargos inferiores (entrância inicial. segundo determinados critérios de promoção (os critérios são: merecimento e antiguidade). X. Para que possa ser corrigidos os eventuais erros . o Conselho Nacional de Justiça e os Tribunais Superiores têm sede na Capital Federal.Art. no mínimo.

II . III . composto por vários julgadores. necessário se faz termos órgão inferiores e superiores no exercício da jurisdição. não as havendo. ressalvadas as exceções previstas em lei.receber.exercer a advocacia no juízo ou tribunal do qual se afastou. isto é. V . Os juízes gozam das seguintes garantias: I . aos costumes e aos princípios gerais de direito. custas ou participação em processo. salvo uma de magistério.receber.  CONTINUAÇÃO: DA MAGISTRATURA Art. 126. a qualquer tempo. O juiz dirigirá o processo conforme as disposições deste Código. salvo por motivo de interesse público. O juiz não se exime de sentenciar ou despachar alegando lacuna ou obscuridade da lei.tentar.INAMOVIBILIDADE.VITALICIEDADE. composto por um único julgador.dedicar-se à atividade político-partidária.  Dos poderes. . III . entidades públicas ou privadas. No julgamento da lide caber-lhe-á aplicar as normas legais. competindo-lhe: I . na forma do art. em regra monocrático. II .de procedimento e/ou julgamento. outro cargo ou função. isto é. recorrerá à analogia.prevenir ou reprimir qualquer ato contrário à dignidade da Justiça. VIII. de sentença judicial transitada em julgado.velar pela rápida solução do litígio. IV . a qualquer título ou pretexto. e. nos demais casos.IRREDUTIBILIDADE DE SUBSÍDIO. dependendo a perda do cargo.assegurar às partes igualdade de tratamento. de deliberação do tribunal a que o juiz estiver vinculado. 93. 125. dos deveres e da responsabilidade do juiz Art. só será adquirida após dois anos de exercício (chamado estágio probatório). que. a qualquer título ou pretexto. III . antes de decorridos três anos do afastamento do cargo por aposentadoria ou exoneração.exercer. IV . conciliar as partes. Parágrafo único. no primeiro grau. nesse período. Assim vejamos: a) Juízo: órgão de primeiro grau. auxílios ou contribuições de pessoas físicas. ainda que em disponibilidade. Art. II . 95. b) Tribunais: órgão de segundo grau. Aos juízes é VEDADO: I . colegiado.

 Dos poderes, dos deveres e da responsabilidade do juiz Art. 128. O juiz decidirá a lide nos limites em que foi proposta (Princípio da Congruência Objetiva ou da Adstrição do Juiz ao Pedido), sendo-lhe defeso (proibido) conhecer de questões, não suscitadas, a cujo respeito a lei exige a iniciativa da parte (Princípio da Inércia). Art. 129. Convencendo-se, pelas circunstâncias da causa, de que autor e réu se serviram do processo para praticar ato simulado ou conseguir fim proibido por lei, o juiz proferirá sentença que obste aos objetivos das partes. Art. 130. Caberá ao juiz, de ofício ou a requerimento da parte, determinar as provas necessárias à instrução do processo, indeferindo as diligências inúteis ou meramente protelatórias. (Há distinção entre juiz imparcial e juiz neutro!). Art. 132. O juiz, titular ou substituto, que concluir a audiência julgará a lide, salvo se estiver convocado, licenciado, afastado por qualquer motivo, promovido ou aposentado, casos em que passará os autos ao seu sucessor (Princípio do Juiz Natural). Parágrafo único. Em qualquer hipótese, o juiz que proferir a sentença, se entender necessário, poderá mandar repetir as provas já produzidas.  Dos poderes, dos deveres e da responsabilidade do juiz Art. 133. Responderá por perdas e danos o juiz, quando: I - no exercício de suas funções, proceder com dolo ou fraude; II - recusar, omitir ou retardar, sem justo motivo, providência que deva ordenar de ofício, ou a requerimento da parte. Parágrafo único. Reputar-se-ão verificadas as hipóteses previstas no n.º II só depois que a parte, por intermédio do escrivão, requerer ao juiz que determine a providência e este não lhe atender o pedido dentro de 10 (dez) dias.  DO IMPEDIMENTO E DA SUSPEIÇÃO Art. 134. É defeso ao juiz exercer as suas funções no processo contencioso ou voluntário: (Casos de IMPEDIMENTO). I - de que for parte; II - em que interveio como mandatário da parte, oficiou como perito, funcionou como órgão do Ministério Público, ou prestou depoimento como testemunha; III - que conheceu em primeiro grau de jurisdição, tendo-lhe proferido sentença ou decisão; IV - quando nele estiver postulando, como advogado da parte, o seu cônjuge ou qualquer parente seu, consangüíneo ou afim, em linha reta; ou na linha colateral até o segundo grau;

V - quando cônjuge, parente, consangüíneo ou afim, de alguma das partes, em linha reta ou, na colateral, até o terceiro grau; VI - quando for órgão de direção ou de administração de pessoa jurídica, parte na causa. Parágrafo único. No caso do no IV, o impedimento só se verifica quando o advogado já estava exercendo o patrocínio da causa; é, porém, vedado ao advogado pleitear no processo, a fim de criar o impedimento do juiz.  DO IMPEDIMENTO E DA SUSPEIÇÃO Art. 135. Reputa-se fundada a SUSPEIÇÃO de parcialidade do juiz, quando: I - amigo íntimo ou inimigo capital de qualquer das partes; II - alguma das partes for credora ou devedora do juiz, de seu cônjuge ou de parentes destes, em linha reta ou na colateral até o terceiro grau; III - herdeiro presuntivo, donatário ou empregador de alguma das partes; IV - receber dádivas antes ou depois de iniciado o processo; aconselhar alguma das partes acerca do objeto da causa, ou subministrar meios para atender às despesas do litígio; V - interessado no julgamento da causa em favor de uma das partes. Parágrafo único. Poderá ainda o juiz declarar-se suspeito por motivo íntimo. Art. 136. Quando dois ou mais juízes forem parentes, consangüíneos ou afins, em linha reta e no segundo grau na linha colateral, o primeiro, que conhecer da causa no tribunal, impede que o outro participe do julgamento; caso em que o segundo se escusará, remetendo o processo ao seu substituto legal. Art. 137. Aplicam-se os motivos de impedimento e suspeição aos juízes de todos os tribunais. O juiz que violar o dever de abstenção, ou não se declarar suspeito, poderá ser recusado por qualquer das partes (art. 304).  DO IMPEDIMENTO E DA SUSPEIÇÃO Art. 138. Aplicam-se também os motivos de impedimento e de suspeição: I - ao órgão do Ministério Público, quando não for parte, e, sendo parte, nos casos previstos nos ns. I a IV do art. 135; II - ao serventuário de justiça; III - ao perito; IV - ao intérprete. § 1o A parte interessada deverá argüir o impedimento ou a suspeição, em petição fundamentada e devidamente instruída, na primeira oportunidade em que Ihe couber falar nos autos; o juiz

mandará processar o incidente em separado e sem suspensão da causa, ouvindo o argüido no prazo de 5 (cinco) dias, facultando a prova quando necessária e julgando o pedido. § 2o Nos tribunais caberá ao relator processar e julgar o incidente.  Das Partes e dos Procuradores Conceito, capacidades, deveres, litigância de má-fé, despesas e multas, honorários advocatícios de sucumbência  DAS PARTES A identificação das partes do processo é importante em face da necessidade de definirmos as pessoas que podem ser atingidas pelos efeitos do pronunciamento judicial, ou seja, quem pode exigir o cumprimento da obrigação imposta na sentença e em face de quem esta se dirige. Art. 472, 1ª parte, do CPC. “A sentença faz coisa julgada às partes entre as quais é dada, não beneficiando, sem prejudicando terceiros” (REGRA). Parte é quem pede e aquele em face de quem é pedida a prestação jurisdicional. Para a doutrina majoritária, parte é: autor, réu e o magistrado (pessoa que ocupa posição soberana, sendo o destinatário da prova e o responsável pela eliminação do conflito). Lembrem-se que nem sempre os sujeitos da lide coincidem com os sujeitos do processo (legitimação ordinária), ocorre, por vezes, a chamada legitimação extraordinária, onde os sujeitos do processo não são idênticos aos sujeitos do conflito de interesses materiais instaurados. Definição importante é a que trata dos TERCEIROS (todos aqueles que, não sendo parte, ingressam no processo por força de interesse jurídico próprio – ex: vide arts. 42, 3º, 76 e 80 do CPC). Cuidado! Os representantes e assistentes das partes não são partes (apesar de estarem perto delas). A parte do processo é o representado, seus genitores ou tutor são apenas representantes da parte.  Capacidades A capacidade é a aptidão que a pessoa tem de ser titular de direitos e obrigações (C. de direitos – C. de ser parte), bem como a possibilidade de exercer os direitos e de ser chamado à responsabilidade pelas obrigações assumidas (C. de exercício – C. de estar em juízo – supre-se pela assistência e representação). Além da capacidade de ser parte e de estar em juízo, exige o ordenamento jurídico que os interessados se façam representar por pessoa dotada do direito de postular em juízo: art. 1º da Lei. 8.906/94 – Estatuto da Advocacia. A essa capacidade de postular em juízo, denomina-se capacidade postulatória. A capacidade postulatória encontra algumas exceções, a saber: a) Falta de advogado no lugar ou havendo recusa ou impedimento dos que houver (art. 36 do CPC);

41 e 42). Art. pois que o representante age em nome do representado. de ofício ou a requerimento do ofendido. nem praticar atos inúteis ou desnecessários à declaração ou defesa do direito. É defeso às partes e seus advogados empregar expressões injuriosas nos escritos apresentados no processo.proceder com lealdade e boa-fé. mandar riscá-las. São deveres das partes e de todos aqueles que de qualquer forma participam do processo (TERCEIROS E PROCURADORES): I . que é articulada.não produzir provas. no relacionamento entre estas e os profissionais que as representam. Não há se confundir com representação processual.  DOS DEVERES DAS PARTES E DOS PROCURADORES Art. 14. com pouca interferência da parte na condução da sua defesa. sob pena de Ihe ser cassada a palavra. do ponto de vista técnico. d) Juizados Especiais Federais (Lei n. arts. o juiz advertirá o advogado que não as use. quase que exclusivamente pelo seu advogado. III . entidades legitimadas às ações coletivas.  DA LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ . Esclarecimento: na verdade. nem alegar defesa.não formular pretensões. nas causas de até vinte salários mínimos (Lei n. a grande parte dos deveres processuais volta-se em contundência aos advogados. de natureza antecipatória ou final.b) Impetração de Habeas Corpus. há uma delegação de poderes. 15. considerando que.cumprir com exatidão os provimentos mandamentais e não criar embaraços à efetivação de provimentos judiciais.099/95). cientes de que são destituídas de fundamento. IV .expor os fatos em juízo conforme a verdade. alienante de coisa litigiosa. 10. e) Juizados Especiais Estaduais. A substituição processual ocorre quando a lei atribui legitimidade a alguém para litigar em juízo. etc. 9. c) Justiça do Trabalho. Já a sucessão processual ou substituição das partes ocorre quando outra pessoa assume o lugar do litigante. tornando-se parte na relação jurídica processual. Quando as expressões injuriosas forem proferidas em defesa oral. A perpetuatio legitimationis (estabilização subjetiva da lide) ocorre com a citação válida. V . (Vide CPC.259/01). II . Exemplo de substituição processual: o MP para promover ação de investigação de paternidade. em nome próprio. cabendo ao juiz. mas na defesa de direito ou pretensão de outrem. Parágrafo único. não às partes.

b) o lugar de prestação do serviço. antecipando-lhes o pagamento desde o início até sentença final. Art. até a plena satisfação do direito declarado pela sentença. cabe às partes prover as despesas dos atos que realizam ou requerem no processo.proceder de modo temerário em qualquer incidente ou ato do processo. cuja realização o juiz determinar de ofício ou a requerimento do Ministério Público. O juiz ou tribunal. Esta verba honorária será devida.opuser resistência injustificada ao andamento do processo. Reputa-se litigante de má-fé aquele que: I . § 1o Quando forem dois ou mais os litigantes de má-fé. .deduzir pretensão ou defesa contra texto expresso de lei ou fato incontroverso. § 3º Os honorários serão fixados entre o mínimo de dez por cento (10%) e o máximo de vinte por cento (20%) sobre o valor da condenação. § 2o Compete ao autor adiantar as despesas relativas a atos. IV . II . atendidos: a) o grau de zelo do profissional. 20. condenará o litigante de má-fé a pagar multa não excedente a um por cento sobre o valor da causa e a indenizar a parte contrária dos prejuízos que esta sofreu. Salvo as disposições concernentes à justiça gratuita.alterar a verdade dos fatos.provocar incidentes manifestamente infundados. 18. 19. III . 17.usar do processo para conseguir objetivo ilegal. V . em quantia não superior a 20% (vinte por cento) sobre o valor da causa. Vl . § 1o O pagamento de que trata este artigo será feito por ocasião de cada ato processual. também. § 2o O valor da indenização será desde logo fixado pelo juiz. ou solidariamente aqueles que se coligaram para lesar a parte contrária. 16. Art. VII .interpuser recurso com intuito manifestamente protelatório. ou liquidado por arbitramento. A sentença condenará o vencido a pagar ao vencedor as despesas que antecipou e os honorários advocatícios. Responde por perdas e danos aquele que pleitear de má-fé como autor. o juiz condenará cada um na proporção do seu respectivo interesse na causa. mais os honorários advocatícios e todas as despesas que efetuou. Art. e bem ainda.Art. de ofício ou a requerimento. na execução. réu ou interveniente. nos casos em que o advogado funcionar em causa própria.  DAS DESPESAS E DAS MULTAS Art.

o autor não poderá intentar de novo a ação. para praticar atos reputados urgentes. 35. em que foi condenado. desistir. os honorários serão fixados consoante apreciação eqüitativa do juiz. o outro responderá. o advogado se obrigará. dar quitação e firmar compromisso. intentar ação.  Da substituição das partes e dos procuradores . 24. o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu serviço. Se cada litigante for em parte vencedor e vencido. independentemente de caução. transigir. Sem instrumento de mandato. Os atos. ou particular assinado pela parte. § 2o). As sanções impostas às partes em conseqüência de má-fé serão contadas como custas e reverterão em benefício da parte contrária. Quando. respondendo o advogado por despesas e perdas e danos. no processo. confessar. Art. b e c do parágrafo anterior. por inteiro. 36. no caso de falta de advogado no lugar ou recusa ou impedimento dos que houver. quando tiver habilitação legal ou. a exibir o instrumento de mandato no prazo de 15 (quinze) dias. as impostas aos serventuários pertencerão ao Estado. receber. no entanto. Art. todavia. naquelas em que não houver condenação ou for vencida a Fazenda Pública. 21. pelas despesas e honorários. Ser-lhe-á lícito. mas rateadas entre os interessados. Parágrafo único. A parte será representada em juízo por advogado legalmente habilitado. o advogado não será admitido a procurar em juízo. a requerimento do réu. sem pagar ou depositar em cartório as despesas e os honorários. prorrogável até outros 15 (quinze).  DOS PROCURADORES Art. salvo para receber citação inicial. o juiz declarar extinto o processo sem julgar o mérito (art. 27. reconhecer a procedência do pedido. Art. Art. habilita o advogado a praticar todos os atos do processo. nas de valor inestimável. a fim de evitar decadência ou prescrição. 38. atendidas as normas das alíneas a. serão recíproca e proporcionalmente distribuídos e compensados entre eles os honorários e as despesas. serão havidos por inexistentes. 28. em nome da parte. postular em causa própria. 37. bem como intervir. e nas execuções. as despesas serão adiantadas pelo requerente. serão pagas a final pelo vencido. Nestes casos. Se um litigante decair de parte mínima do pedido. não ratificados no prazo. A procuração geral para o foro. Art. As despesas dos atos processuais. Art.c) a natureza e importância da causa. renunciar ao direito sobre que se funda a ação. não a tendo. Art. por despacho do juiz. 267. § 4o Nas causas de pequeno valor. embargadas ou não. Poderá. conferida por instrumento público. Nos procedimentos de jurisdição voluntária. Parágrafo único. efetuados a requerimento do Ministério Público ou da Fazenda Pública.

a indivisibilidade e a independência funcional.  Do Ministério Público no CF/88 O MP é uma das FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA. RENUNCIAR ao mandato. no curso do processo. propor ao Poder Legislativo a criação e extinção de seus cargos e serviços auxiliares. proferida entre as partes originárias.  DO MINISTÉRIO PÚBLICO  Espécies. do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. por ato entre vivos. § 2o O adquirente ou o cessionário poderá.625/93 –LONMP. a política remuneratória e os planos de carreira. no mesmo ato constituirá outro que assuma o patrocínio da causa. dar-se-á a substituição pelo seu espólio ou pelos seus sucessores. A parte. O advogado poderá. provendo-os por concurso público de provas ou de provas e títulos. Unicidade: significa que os membros do MP integram um só órgão sob a direção de um só chefe (só há unicidade dentro de cada MP. MP Estados). substituindo o alienante. essencial à função jurisdicional do Estado. Vide Lei n. que REVOGAR o mandato outorgado ao seu advogado. a Defensoria Pública e a Advocacia Privada. a lei disporá sobre sua organização e funcionamento.Art. sem que o consinta a parte contrária. observado o disposto no art. não altera a legitimidade das partes. no entanto. o advogado continuará a representar o mandante. A alienação da coisa ou do direito litigioso. 1o O adquirente ou o cessionário não poderá ingressar em juízo. desde que necessário para Ihe evitar prejuízo. Ocorrendo a morte de qualquer das partes. (perpetuatio legitimationis) Art. § 3o A sentença. a substituição voluntária das partes nos casos expressos em lei. 41. 44. Art. 265. 42. funções institucionais. intervir no processo.º 8. Só é permitida. assistindo o alienante ou o cedente. (regra válida ao AUTOR) Art. INCUMBINDO-LHE a defesa da ordem jurídica.São princípios institucionais do Ministério Público a unidade. 169. podendo. a título particular. garantias. 45. 127. § 1º . ex: MP Federal. colocando-se ao lado da Advocacia Pública. vedações e hierarquia. observado o disposto no art. estende os seus efeitos ao adquirente ou ao cessionário. . 43. Art. provando que cientificou o mandante a fim de que este nomeie substituto. a qualquer tempo. Art. Durante os 10 (dez) dias seguintes. O Ministério Público é instituição permanente. ou o cedente. § 2º Ao Ministério Público é assegurada autonomia funcional e administrativa.

Art. relativamente a seus membros: I . nomeado pelo Presidente da República dentre integrantes da carreira.Os Ministérios Públicos dos Estados e o do Distrito Federal e Territórios formarão lista tríplice dentre integrantes da carreira. Independência Funcional: não há hierarquia funcional entre seus membros. Art. b) inamovibilidade. não arbitrariamente. O Ministério Público abrange: I .Leis complementares da União e dos Estados. Ex: chefe do MPE – Procurador Geral de Justiça. Art. b) o Ministério Público do Trabalho.Indivisibilidade: significa que esses membros podem ser substituídos uns pelos outros. pelo voto da maioria absoluta de seus membros. 128. 128. na forma da lei respectiva.O Ministério Público da União tem por chefe o Procurador-Geral da República. permitida uma recondução. mas mera hierarquia administrativa. após dois anos de exercício. chefe do MPF – Procurar Geral da República. [omissis]: § 1º . Vedações . estabelecerão a organização. mas segunda a forma estabelecida em lei. após a aprovação de seu nome pela maioria absoluta dos membros do Senado Federal. mediante decisão do órgão colegiado competente do Ministério Público.o Ministério Público da União. para escolha de seu ProcuradorGeral. d) o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios. permitida a recondução. que compreende: a) o Ministério Público Federal.os Ministérios Públicos dos Estados. cuja iniciativa é facultada aos respectivos Procuradores-Gerais. c) o Ministério Público Militar. para mandato de dois anos. maiores de trinta e cinco anos. que será nomeado pelo Chefe do Poder Executivo. assegurada ampla defesa. as atribuições e o estatuto de cada Ministério Público.as seguintes garantias: a) vitaliciedade. não podendo perder o cargo senão por sentença judicial transitada em julgado. para mandato de dois anos. [omissis]: § 5º . 128. porém. c) irredutibilidade de subsídio. observadas. § 3º . salvo por motivo de interesse público. II .

a ação penal pública. IV . [omissis]: II .as seguintes vedações: a) receber. sendo-lhe vedada a representação judicial e a consultoria jurídica de entidades públicas.exercer o controle externo da atividade policial.  Funções Art. privativamente. ressalvadas as exceções previstas em lei. segundo o disposto nesta Constituição e na lei. salvo uma de magistério.Art. Art. parágrafo único. II . §6º. aplica-se ao MP o disposto no art. percentagens ou custas processuais. a qualquer título ou pretexto.expedir notificações nos procedimentos administrativos de sua competência. e) exercer atividade político-partidária. entidades públicas ou privadas. auxílios ou contribuições de pessoas físicas. . indicados os fundamentos jurídicos de suas manifestações processuais.promover a ação de inconstitucionalidade ou representação para fins de intervenção da União e dos Estados. do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos. na forma da lei complementar mencionada no artigo anterior. para a proteção do patrimônio público e social. IX . VIII . promovendo as medidas necessárias a sua garantia.zelar pelo efetivo respeito dos Poderes Públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos assegurados nesta Constituição. VI . ainda que em disponibilidade. na forma da lei complementar respectiva. VII . 95. c) participar de sociedade comercial. V . 128.promover o inquérito civil e a ação civil pública. desde que compatíveis com sua finalidade. honorários.exercer a advocacia no juízo ou tribunal do qual se afastou. qualquer outra função pública.A legitimação do Ministério Público para as ações civis previstas neste artigo não impede a de terceiros.promover.exercer outras funções que lhe forem conferidas. inciso V . nas mesmas hipóteses. na forma da lei. CF/88. antes de decorridos três anos do afastamento do cargo por aposentadoria ou exoneração.defender judicialmente os direitos e interesses das populações indígenas. na forma da lei. nos casos previstos nesta Constituição. b) exercer a advocacia. São funções institucionais do Ministério Público: I . d) exercer. 128. § 1º .requisitar diligências investigatórias e a instauração de inquérito policial. f) receber. requisitando informações e documentos para instruí-los. III . a qualquer título e sob qualquer pretexto. 129.

nas causas em que há interesses de incapazes. 85. no processo. estão desatualizadas – deveriam ser nulidades absolutas. 83. (Atenção: é obrigatória a leitura desses artigos antes da realização das provas. pelo juiz. no exercício de suas funções. tutela. II . todavia. existem algumas situações em que o vício é tão grave que gera a inexistência do ato. CF/88 – responsabilidade objetiva). pátrio poder. as hipóteses de nulidades deveriam ser verificadas. 1. 84. cabendo-lhe. Além disso. Art. par. casamento. 37.nas ações que envolvam litígios coletivos pela posse da terra rural e nas demais causas em que há interesse público evidenciado pela natureza da lide ou qualidade da parte. declaração de ausência e disposições de última vontade. Ao estabelecer as formalidades.) O artigo 564 do Código de Processo Penal apresenta o rol das nulidades. Em outras situações. Art. O órgão do Ministério Público será civilmente responsável quando. que seja citado regularmente e que esteja sendo a ele oferecida a oportunidade de defesa. o desatendimento . O MP E O PROCESSO CIVIL Art. sendo intimado de todos os atos do processo. em razão da Constituição Federal de 1988. os mesmos poderes e ônus que às partes. III . produzir prova em audiência e requerer medidas ou diligências necessárias ao descobrimento da verdade.parcial). Quando a lei considerar obrigatória a intervenção do Ministério Público. Art. proceder com dolo ou fraude. Compete ao Ministério Público intervir: (MP como fiscal da lei – imparcial). trata das nulidades. (Vide art. II . Ao lado delas. As nulidades podem ser absolutas ou relativas. (MP como parte . o legislador quer garantir que o réu tenha ciência da acusação.terá vista dos autos depois das partes.poderá juntar documentos e certidões. algumas nulidades relativas constantes desse rol. o Ministério Público: I . em seus artigos 563 a 573. curatela. 82. Art. 81. interdição. O Código de Processo Penal.nas causas concernentes ao estado da pessoa. São normas de Direito Público. 6º. a parte promover-lhe-á a intimação sob pena de nulidade do processo. no caso concreto. I . Intervindo como fiscal da lei. DAS NULIDADES Conceito Nulidade é a sanção cominada pelo ordenamento jurídico ao ato praticado em desrespeito às formalidades legais. O Ministério Público exercerá o direito de ação nos casos previstos em lei.

contra o réu. As nulidades absolutas não precisam de provocação. 1. o prejuízo é presumido. Procedimento do Júri: as que ocorrerem no sumário da culpa. A nulidade absoluta pode ser reconhecida a qualquer tempo e em qualquer grau de jurisdição.4. Inexistência e Irregularidade .1. o interesse das partes.da formalidade é incapaz de gerar qualquer prejuízo ou anular o ato.2. Quanto ao interesse As nulidades relativas dependem de provocação pela parte interessada. 160 do Supremo Tribunal Federal. se a ofensa for muito grave. Quanto ao prejuízo A nulidade relativa exige demonstração do prejuízo. Na nulidade absoluta. Diferenças entre Nulidades Absolutas e Relativas 1. 1. as que ocorrerem posteriormente. Conforme o artigo 571 do Código de Processo Penal. Cada procedimento tem um momento último para a argüição. Quanto ao momento de argüição A nulidade relativa deve ser argüida no momento oportuno. Exceção: conforme a Súmula n. pois trata-se de mera irregularidade.2. depois de anunciado o julgamento e apregoadas as partes (inciso V). no momento oportuno. ressalvados os casos de recurso de ofício”. Sempre que ocorrer a violação a um princípio constitucional. a nulidade será absoluta. 160 do Supremo Tribunal Federal. “é nula a decisão do tribunal que acolhe. o próprio juiz pode reconhecer de ofício. o interesse público. logo depois que ocorrerem (inciso VIII). as nulidades devem ser argüidas nos seguintes momentos: Procedimento Ordinário: até as alegações finais (inciso II). Para alguns autores. predominantemente. sob pena de preclusão. o ato será inexistente. nulidade não argüida no recurso da acusação. predominantemente. e as do julgamento em plenário. Quanto ao fundamento A nulidade absoluta ocorre quando a regra violada houver sido instituída para resguardar.2. até as alegações do Júri (inciso I).2. salvo a exceção da Súmula n. A nulidade relativa ocorre quando a regra violada houver sido instituída para resguardar.

mas a denúncia em si é válida. PRINCÍPIOS DAS NULIDADES 2.Inexistência é a sanção mais grave que pode ser cominada a um ato processual. por não ter jurisdição.: um processo por crime eleitoral que tramitou na Justiça Militar. Tal desrespeito é incapaz de gerar prejuízo. O ato produz seus efeitos normalmente. oferecimento de denúncia fora do prazo legal (5 dias para o réu preso e 15 para o solto) acarreta o relaxamento da prisão em flagrante. Na nulidade absoluta o ato produz efeitos até que seja declarado nulo. mas sim de um não-ato ou ato processual atípico por não se enquadrar no modelo legal. já assume esse compromisso). esse é presumido. a violação de qualquer regra constitucional que trate de competência torna o ato inexistente. sentença proferida por juiz suspeito: nulidade absoluta. para a jurisprudência. seja para a acusação. Para a doutrina. não se trata de ato processual inexistente. . Esse princípio aplica-se à nulidade relativa. não produz efeitos. trata-se de nulidade absoluta. É a violação frontal da regra constitucional que gera a inexistência. produz efeitos. Ex. Já. falta de compromisso pelo perito louvado ou particular (o perito oficial é funcionário e. sentença proferida por juiz impedido: inexistente.1. Ocorre quando o ato não reúne elementos essenciais para existir. Característica própria da inexistência: se o ato for inexistente. pois. sentença sem dispositivo: inexistente. ao tomar posse. Ocorre irregularidade sempre que a formalidade desrespeitada for considerada inócua. Exemplos: sentença sem relatório: nulidade absoluta. na nulidade absoluta. sentença sem fundamentação: nulidade absoluta. Enquanto isso não ocorrer. Exemplos: falta de leitura do libelo no início da fala da acusação. sentença proferida por juiz em férias ou aposentado: inexistente. Prejuízo Não há nulidade se não houver prejuízo (artigo 563 do CPP). 2. independente de declaração judicial. seja para a defesa. na qual precisa ser demonstrado o prejuízo. Para o Professor Tourinho.

Instrumentalidade das Formas Não se declara a nulidade de ato que não influiu na apuração da verdade real e na decisão da causa (artigo 566 do CPP) e também de ato que. Interesse Ninguém pode alegar nulidade que só interesse à parte contrária (artigo 565 do CPP). ou esse é nomeado e nada faz no processo. uma vez declarada. a inquirição de testemunhas não precisa ser anulada. Assim.4. A Professora Ada Pellegrini Grinover estabelece duas regras úteis para saber se há contaminação dos atos subseqüentes: A nulidade dos atos da fase postulatória. 2. não contamina os demais atos da mesma fase processual. via de regra. O Código de Processo Penal elenca três formas de convalidação: . a falta de defesa acarreta a nulidade absoluta e a defesa deficiente produz nulidade relativa (ver a Súmula n. Convalidação Todas as nulidades no processo penal admitem convalidação. como regra. do CPP). inciso II. Apenas será anulada a sentença. se um ato é nulo. Somente as nulidades relativas precluem se não argüidas no momento oportuno. acarretando nulidade absoluta. 2.No processo penal. citação. Observação: tribunal reconhecer a nulidade relativa. apesar de praticado de forma diversa da prevista. pois a absoluta pode ser alegada por qualquer pessoa. até mesmo as absolutas. do Código de Processo Penal: “A nulidade de um ato. Causalidade ou Conseqüencialidade Segundo o artigo 573. os demais que dele dependam também o serão. anula todo o processo. § 1. Entretanto. o réu fica indefeso.º. Esse princípio só se aplica à nulidade relativa.3. Ninguém pode argüir nulidade para a qual tenha concorrido ou dado causa. ela deve ser apresentada nas alegações finais (artigo 500 do CPP). os atos processuais são entrelaçados entre si. 2. O juiz deve declarar expressamente quais são os atos contaminados. existem outras formas de convalidação além da preclusão. 2. Exemplo: réu não tem defensor constituído e o juiz não nomeia um defensor dativo. Como exceção o Ministério Público pode argüir nulidades que interessem somente à defesa. Todos os atos visam a sentença. atingiu sua finalidade (artigo 572. causará a dos atos que dele diretamente dependam ou sejam conseqüência”. Exemplo: nulidade na denúncia. Exemplo: laudo elaborado por um só perito.5. A nulidade de atos da fase instrutória.2. 523 do Supremo Tribunal Federal). .

. A medida deveria ter sido realizada de uma forma. intimação ou notificação.. o réu comparece para argüir a nulidade da citação. . Em vez de procurá-lo nos demais endereços. com a prorrogação da competência. sob pena de preclusão. a nulidade se convalida. Suprimento: de acordo com o artigo 569 do Código de Processo Penal “As omissões da denúncia ou da queixa. NULIDADES EM ESPÉCIE O artigo 564 do Código de Processo Penal apresenta os seguintes casos de nulidade: I – Por incompetência. por ser relativa. poderão ser supridas a todo o tempo. A ilegitimidade pode ser: ad causae ou ad processum.Ilegitimidade ad causae: Exemplo: o Ministério Público oferece denúncia em crime de ação penal privada.” É a maneira de se convalidar possíveis omissões constantes na denúncia ou na queixa. assim como a competência recursal. . Se a parte legítima comparecer e ratificar os atos anteriormente praticados. antes da sentença final.Ilegitimidade ad processum: Exemplo: a queixa na ação penal privada é apresentada pela vítima menor de 18 anos ou por um terceiro que não é o representante legal da vítima. Incompetência Competência é a medida da jurisdição. depende de argüição da parte. serão anulados apenas os atos em que exista decisão de mérito. Convalesce o vício e é aberto novo prazo para apresentação da defesa. A competência em razão da jurisdição (comum ou especializada). Substituição: segundo o artigo 570 do Código de Processo Penal é a maneira de convalidar nulidades da citação. Sendo reconhecida a incompetência relativa. Nesse caso. podendo ser reconhecido a qualquer tempo. No dia do interrogatório. 3. imodificáveis pelas partes (questões de ordem pública).Ratificação: prevista no artigo 568 do Código de Processo Penal. da hierarquia e da matéria. mas foi substituída por outra.. mas não é encontrado. o vício não se convalida. suspeição ou suborno do juiz. o vício é sanável. A ratificação só é possível na ilegitimidade ad processum tratando-se essa de nulidade relativa. o juiz ordena a citação por edital. independentemente da demonstração do prejuízo. A não-observância dessas regras de competência acarreta nulidade absoluta do processo. A competência em razão do foro territorial. de ofício. . Exemplo: réu processado é procurado em um dos seus endereços. são hipóteses de competência absoluta. É uma maneira de se convalidar a nulidade decorrente de ilegitimidade de parte.

ficarão nulos todos os atos praticados (CPP. nos termos do artigo 564. se não o fizer. na representação do ofendido ou na requisição do Ministro da Justiça. direto ou indireto. trata-se de nulidade absoluta e insanável. optando por absolver o réu. artigo 100). pois a hipótese não subsiste em face do artigo 5. O suborno ou peita é a pratica dos crimes de concussão (artigo 316 do CP). O vício jamais se convalida nesse caso. A suspeição acarreta a nulidade absoluta do ato. ou ao ausente. isto é. III. em seguida. o Superior Tribunal de Justiça já havia se manifestado . o vício pode ser argüido por qualquer das partes (artigo 112 do CPP). O juiz deve declarar-se suspeito ou impedido quando for o caso. ou é sua incapacidade para estar em Juízo (exemplo: o ofendido. “Não aceitando a argüição. Julgada procedente a exceção de suspeição.Suspeição e suborno do juiz O impedimento no processo penal é gerador de inexistência e não somente de nulidade dos atos praticados. A ilegitimidade pode ser: Ad Causam: o autor não é o titular da ação ajuizada.º do novo Código Civil. sob pena de ser nula a sentença. ou por não ter evidentemente concorrido para a prática do fato típico e ilícito). dará a sua resposta dentro de três dias. determinará sejam os autos da exceção remetidos. menor de 18 anos. ajuíza a ação privada sem estar representado por seu representante legal). que. III – Por falta das fórmulas ou dos termos seguintes. Configura nulidade relativa. Essa nulidade pode ser sanada pela ratificação dos atos processuais (artigo 568 do CPP). “A jurisprudência não tem pronunciado essa nulidade ante a falta do exame de corpo de delito. e. Entendemos. II – Por ilegitimidade de parte. caso sua elaboração ainda seja possível. O entendimento dominante era o de que a falta de nomeação de curador causava nulidade relativa. Falta do preenchimento dos requisitos no oferecimento da denúncia ou queixa (artigo 41 do CPP). Falta de exame de corpo de delito nos delitos não-transeuntes. ao juiz ou tribunal a quem competir o julgamento (CPP. podendo instruí-la e oferecer testemunhas. aqueles que deixam vestígios. contudo. nos termos dos artigos 156. mesmo não tendo sido realizado o exame pericial. o juiz mandará autuar em apartado a petição. Ad Processum: é a falta da capacidade postulatória do querelante (exemplo: o querelante leigo assina sozinho a queixa-crime). RT 672/388”[2]. A alínea c. e 502 do Código de Processo Penal. no entanto. que não o tiver. artigo 101)”[1]. ao invés de simplesmente proferir a decisão absolutória. dentro de vinte e quatro horas. parte final. “b”. que também cuidava do curador do réu menor de 21 anos foi derrogada. Falta de nomeação de defensor ao réu presente. por insuficiência de provas. Também é causa geradora da nulidade absoluta do ato. Nesse sentido: STF. corrupção passiva (artigo 317 do CP) e corrupção ativa (artigo 333 do CP). deve o juiz determiná-la. ou o réu não pode integrar a relação jurídica processual (por ser inimputável.

Falta ou nulidade de citação do réu para se ver processar. não se anula o processo por falta de formalidade irrelevante. A falta ou nulidade da citação ficará sanada desde que o interessado compareça antes de o ato consumarse (artigo 570 do CPP). Falta ou irregularidade no sorteio dos jurados. para o oferecimento de alegações finais. Observação: contra a decisão que anula o processo no todo ou em parte. Presença de pelo menos 15 jurados para a constituição do Júri. Falta do interrogatório do acusado. Por fim. é causa de nulidade absoluta. Pelo princípio da instrumentalidade das formas. omissão ou irregularidade na sentença de pronúncia. IV – Por omissão de formalidade que constitua elemento essencial do ato. São causas de nulidade no procedimento do Júri: Falta. no processo penal. ou para a realização de qualquer ato da acusação ou da defesa. Quebra na incomunicabilidade dos jurados.em sentido contrário (com o novo Código Civil. A citação em hora certa. no libelo ou na entrega de cópia do libelo ao réu. a falta de nomeação de defensor configura nulidade absoluta. Falta de concessão de prazo para a defesa prévia. esta questão está superada). Falta de sentença. em virtude de nulidade relativa ou absoluta. cabe recurso em sentido estrito (artigo 581. do CPP). inciso XIII. Falta de intervenção do Ministério Público em todos os termos da ação penal pública ou subsidiária. Formalidade essencial é aquela sem a qual o ato não atinge a sua finalidade. Falta de intimação do réu para julgamento no Júri. Falta de intimação de testemunhas arroladas no libelo ou na contrariedade. . Exemplo: a denúncia que não descreve o fato com todas as suas circunstâncias.

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